segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Tompkins, o ambientalista latifundiário e antiliberal

Ex-empresário de moda, Douglas Tompkins diz já ter gasto US$ 370 milhões de sua fortuna comprando terras na região
Foto Divulgação


Em Rincón del Socorro, uma estância na Província argentina de Corrientes, a paisagem é absolutamente plana e o horizonte parece não ter fim. A longa e poeirenta estrada de terra converge para o infinito. Apesar dessa amplitude, até onde a vista alcança a terra pertence a uma pessoa, o americano Douglas Tompkins. Mas lá não há plantações e quase não há gado, como nas estâncias vizinhas. Sobram pássaros, capivaras e jacarés, comuns nessa região, os Esteros del Iberá, uma versão argentina do pantanal brasileiro.

Tompkins, de 65 anos, é um dos maiores proprietários de terras do mundo. Empresas e fundações dele e de sua mulher, Kristine, possuem cerca de 830 mil hectares na Argentina e no Chile (o número é uma estimativa). Mas seu objetivo é diametralmente oposto ao de grandes latifundiários, como os reis da soja brasileiros. Ex-empresário do setor de moda, Tompkins vendeu sua empresa nos EUA para se tornar um ícone do ambientalismo, comprando terras para promover a conservação da paisagem e da biodiversidade.

Para isso, ele disse já ter gasto US$ 370 milhões de sua fortuna. E espera gastar outro tanto até o fim da vida. "Mas isso vai depender de quanto eu vou viver", brincou.


Pichação perto da fazenda na Argentina: acusações de vínculos com a CIA
Foto Humberto Saccomandi

A maior parte de suas terras é área de conservação natural, onde não há nenhum tipo de atividade econômica, a não ser visitação turística. É o caso do imenso Parque Pumalín, com seus quase 300 mil hectares no sul do Chile. Ele divide o país ao meio, pois ocupa uma área que vai da costa do Pacífico até a fronteira com a Argentina (veja mapa). Mas Tompkins tem também fazendas com criação de gado e plantações, cujos objetivos são, segundo ele, dar dinheiro e fornecer um modelo de produção ambientalmente sustentável. "Somos bons fazendeiros."

Olhando pelo seu ponto de vista atual, o da conservação quase sem concessões, Tompkins passou por uma espécie de conversão, já que hoje renega a atividade com a qual fez fortuna. Ele fundou nos anos 60 duas grifes de muito sucesso nos EUA: a The North Face, que logo vendeu para criar a Esprit.

"Comecei a me dar conta do negócio em que atuava, que era produzir coisas de que ninguém necessitava. Na verdade, o que fazíamos era produzir o desejo nas pessoas de comprá-las, por meio de propaganda, construção de imagem e marketing. E constantemente fornecer algo novo", disse.

Essa crise existencial coincidiu com um interesse maior pelo ambiente. "Eu retornava a lugares e via vários tipos de desenvolvimento, como projetos florestais, estradas, prédios, represas. Projetos humanos tinham avançado sobre a paisagem, deformando-a. Tentei entender, de modo sistemático, quais eram as forças que estavam por trás dessa marcha implacável do progresso e do desenvolvimento, como chegamos ao ponto de achar que é bom derrubar florestas e eliminar biomas, alterando seriamente paisagens e ecossistemas." Sua conclusão foi que "isso era uma crise de civilização".

Essa conversão foi um processo longo, explica. O ativismo ambiental conviveu anos com a atividade empresarial, até 1990. "Então simplesmente me livrei dos meus negócios. E usei a receita aferida para criar fundações sem fins lucrativos, cujo objetivo é parar a demolição da paisagem por essa civilização perturbada. Coloquei-me do lado de Davi contra Golias."

Sua primeira fundação foi a Deep Ecology Foundation, inspirada no conceito de ecologia profunda, do filósofo norueguês Arne Naess, que coloca o ser humano em pé de igualdade com outras espécies como parte integrante (e não acima) do ambiente e que se opõe a um uso utilitarista da natureza pelo homem. Essa fundação financia estudos e publica livros. Em seguida, Tompkins criou a The Conservation Land Trust, por meio da qual passou a comprar terras para conservação, inicialmente no Chile e depois na Argentina. A Conservacion Patagonica foi criada em 2000, por Kristine, para projetos específicos de conservação na Patagônia argentina.

Hoje, o casal mora parte do ano na Argentina e parte no Chile. Nos dois lugares, Tompkins comprou brigas pelo ativismo conservacionista. No Chile, ele se opõe à construção de hidrelétricas, que ajudariam a minimizar o problema da escassez de energia no país, e de estradas na região de seu parque. Na Argentina, denunciou à Justiça fazendas vizinhas que retiravam, sem autorização, água do pantanal para irrigar plantações. Isso levantou suspeitas e críticas. Ele foi acusado, entre outras coisas, de ser agente da CIA e de querer se apoderar do aqüífero Guarani. Na estrada que leva à sua estância, há pichações "Tompkins pirata".

"Há oposição em todo lugar, não há dúvida. O mundo da produção e o da conservação são antagonistas, por natureza. É assim no mundo inteiro, pois o uso da terra é uma questão política."

A estância Rincón del Socorro, onde ele mora, foi quase totalmente convertida de rancho de gado para a conservação (há também uma pequena pousada). Parte das terras fica dentro da reserva natural do Iberá. O vilarejo mais próximo, que antes dependia da produção, agora vive de turismo e das atividades de conservação, como o monitoramento ambiental da área, em boa parte financiadas por Tompkins. "A conservação da biodiversidade sempre foi uma questão central na minha visão de mundo. Ao final, é a saúde do ecossistema que sustenta tudo", disse.

Para ele, a visão utilitarista segundo a qual o homem pode fazer o que bem entender com a natureza, é uma característica do que ele chama de sociedade tecnológico-industrial, que se desenvolveu no Ocidente rico e se alastrou. "Essa obsessão pela produção e pelo consumo é, na realidade, uma conversão da natureza em produtos humanos. Isso é claramente uma coisa errada, é a grande ilusão da modernidade", diz. "Essa sociedade acha que pode ignorar a natureza, que seria apenas um vasto armazém de recursos à nossa disposição, e que podemos mudar a paisagem do modo que quisermos e não haverá conseqüências."

Nessa hora lhe vem em mente o Brasil. "Você vê aquelas imensas plantações de soja no Brasil e se pergunta: que tipo de vida selvagem vai sobreviver lá? Nenhuma. Mas isso nem é percebido como um problema." Mas os produtores brasileiros podem respirar aliviados. Tompkins diz que nunca cogitou comprar terras no Brasil e que não tem planos para isso. "Vocês no Brasil têm um imenso reservatório de espécies, e provavelmente estamos extinguindo espécies que ainda não foram descobertas. Deveríamos nos envergonhar."

O Chile o atraiu por conta da paisagem, com montanhas, neve, vales e o mar, tudo muito perto, além da segurança jurídica oferecida pelo país no início dos anos 90. Já a maior parte das terras na Argentina foi comprada durante a crise econômica no país, no início desta década. Nesse caso, Tompkins se disse atraído por um ecossistema muito particular, os Esteros del Iberá, que estavam em situação ruim de degradação. "Gosto de comprar as coisas em mal estado e recuperá-las."

Tompkins esclarece alguns princípios de sua atuação. Ele não compra pequenas propriedades para juntá-las, pois nesse caso teria de remover muita gente, em geral gente pobre. Ele mantém seu dinheiro em fundos em euro, mas não permite investimentos numa série de empresas, como de armas, biotecnologia e combustíveis (inclusive etanol). Ele e suas fundações não financiam partidos nem políticos. "Queremos estar bem com todos, o que não é fácil." Ele cita a boa colaboração com o governo do ex-presidente socialista Ricardo Lagos, no Chile, e com o ex-presidente argentino Néstor Kirchner, nesse caso para a criação de um parque nacional na Província natal de Kirchner.

Milionário, ele diz que não tem ambições patrimonialistas e que seu modelo preferido é, sempre que possível, recuperar o ecossistema e devolver a terra ao país, por meio da criação de parques nacionais. Nesse caso, ele faz uma doação ao governo, condicionada à manutenção do parque. "Se tentarem dar um outro uso, retomamos a terra." Essas doações já foram feitas na Argentina e no Chile.

O ponto central da atuação de Tompkins é que a paisagem deve ser o principal "marcador", sinalizador, da economia, e não a produção. Assim, um modelo que estimula, por exemplo, uma agricultura intensiva baseada na monocultura, que resulta em profundas modificações na paisagem e no seu ecossistema, não é um modelo saudável, ainda que em termos de produção seja mais eficiente. "Isso significa passar de um mundo antropocêntrico para um mundo ecocêntrico. Essas duas visões de mundo estão em disputa, e uma delas é muito perigosa."

"Obviamente isso é muito diferente do que dizem os economistas e políticos 'integrados', cuja visão e gestão nos levaram à crise das extinção [de espécies], da redução da biodiversidade e, é claro, da mudança climática, que é a expressão pura do modelo econômico neoliberal." Modelo, ele alfineta, que é promovido pelos jornais econômicos. "Todas as pessoas que têm poder, prestígio e privilégio são ligadas a esse modelo, se beneficiam dele, e não querem ver nada diferente." E, no que ele qualifica de realidade única, "o desenvolvimento, o progresso e o crescimento econômico são dogmas".

Tompkins é cético quanto à maioria dos programas de sustentabilidade promovido por empresas. "Isso em geral é bobagem, é só marketing. O máximo que podemos falar é de menos insustentabilidade." Também é crítico de boa parte do movimento ambientalista pelas excessivas concessões.

Para ele, não é possível conciliar sustentabilidade com transformações profundas na natureza, inerentes ao padrão de produção e consumo atual, e que geram efeitos imprevisíveis. "Temos de pensar no sistema como um todo. É um sistema muito complexo e não deveríamos ter a arrogância da ciência ocidental que crê que tudo é compreensível. Em última análise, não é. E não é bom pensar que vamos entender, pois isso é um modo de nos isolarmos da enorme complexidade do mundo. Há esferas que não conhecemos. Toda vez que se lança no ambiente uma nova tecnologia, como os telefones celulares, abre-se um vasto buraco negro de ignorância. Não sabemos quais os efeitos de todas essas microondas. Suspeita-se agora que elas estão confundindo os sinais de reprodução dos sapos. E se os sapos não se reproduzem, estamos perdendo sapos por toda a parte. Bem, um financista em Nova York ou Paris pode dizer: ´Para que precisamos de sapos?´. Isso só demonstra o quão estúpido ele é. Os sapos são peças-chave para ciclos que são importantes para outras coisas, pois tudo está interconectado. As variáveis são tantas que nenhum modelo de computador pode predizer quais são as implicações. Só podemos saber que haverá problemas não previstos em cascata nos ecossistemas."

Pergunto a Tompkins: como fazer para vencer o incentivo econômico que é o fato de que as pessoas, a sociedade, o país ficam mais ricos no curto prazo derrubando florestas para plantar soja? "Sua questão é típica, pois vai direto para a estratégia. Sabemos que as pessoas ficam mais ricas no curto prazo, que essa é a força motora. Como se muda isso? Não sei, prefiro deixar para o futuro. Mas sei que, se mais pessoas pensarem como eu penso, políticas diferentes começarão a ser elaboradas. Haverá uma preocupação com o futuro. Não pensamos no curto, mas no longo prazo, bem além das nossas vidas. É uma posição religiosa, moral, se você quiser. Vai além do você ganha ou perde hoje. Você precisa acordar pela manhã preocupado com o futuro do mundo. Se você assume essa posição, então pode liberar a sua mente para poder ver o que estamos de fato fazendo."

Tompkins admite que as desigualdades no mundo constituem um obstáculo, mas não justificam continuar a marcha de destruição da natureza. "Vamos olhar pelo outro lado: se não for possível [reduzir a degradação ambiental], podemos dar adeus ao mundo." Observo que quem não tem o que comer dará adeus ao mundo antes. "Se partirmos da idéia de que não há futuro, então tanto faz dar adeus mais cedo ou mais tarde." E argumenta que o modelo de produção intensiva, além de degradar o ambiente, não favorece a distribuição de renda, pelo contrário.

Tompkins não fornece uma estratégia clara de saída, mas a sua atuação indica para onde ele gostaria de ir. A sua produção agrícola sustentável implica pequena escala, com variedade de culturas e pouco ou nenhum uso de fertilizantes químicos e agrotóxicos. Isso reduziria a produção e elevaria o preço dos alimentos. Haveria assim menos excedente para gastar com consumo de outros bens e serviços, o que, por sua vez, diminuiria a pressão sobre outros recursos e sobre o ambiente. O mundo seria materialmente mais pobre.

Ele diz que que as pessoas nos países ricos gastam de 5% a 10% de sua renda, em média, com alimentação. "Deveria ser muito mais, algo como 25% a 30%." Essa redução, para que as pessoas tivessem um excedente para gastar com carros, viagens e universidades caras, só foi conseguida por meio da produção agrícola intensiva, com forte dano ambiental. Ele vê nisso um antagonismo entre o campo e a cidade. "A população urbana vive de sugar os recursos do campo, mas não tem a menor idéia do que se passa lá, do tsunami ambiental que está chegando."

A entrevista está acabando e pergunto a Tompkins se ele não se sente às vezes vivendo numa ilha da fantasia, tanto pela paisagem que se vê de sua janela como pelas suas idéias. "Toda revolução começa com um primeiro passo. Não sabemos onde estamos na história. Vamos descobrir isso depois. Ao final, todos buscam fazer o melhor que podem, sob as condições e as perspectivas que têm. O que mais você pode fazer? Sabemos que estamos lutando contra as tremendas forças motoras da economia e seus fatores políticos. Mas qual é a alternativa? Aderir a isso? Isso está arruinando o futuro. Você tem de trabalhar no que acredita, e acredito que o que fazemos é melhor para o presente e para o futuro. É por isso que acordamos todas as manhãs, mesmo sem ilusões e sem grandes esperanças diante das tremendas forças da sociedade tecnológico-industrial. Sem encontrar um sentido no trabalho diário, a vida não vale a pena."


Humberto Saccomandi, de Rincón del Socorro, Argentina
Folha Online, 24/11/08

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China e Rússia buscam ampliar influência na América Latina

China e Rússia desafiaram os Estados Unidos na América Latina, ao aproveitar a cúpula do Fórum de Cooperação Econômico Ásia-Pacífico (Apec), deste fim de semana, no Peru, para tentar ampliar sua influência comercial e política em uma região deixada em segundo plano, pela administração de George W. Bush, nos últimos anos.

O presidente chinês, Hu Jintao, usou o Apec como plataforma para uma viagem por Cuba, Costa Rica e Peru, enquanto seu homólogo russo, Dimitri Medvedev, incluiu entre seus destinos Venezuela, Cuba, Brasil e Peru.

"As viagens de Hu Jintao e de Medvedev representam uma desafiante mensagem para os Estados Unidos em sua histórica zona de influência", disse à AFP Farid Kahatt, professor de Relações Internacionais da Universidade Católica do Peru.

"A China vê a região como um mercado potencial para suas exportações, em constante crescimento. Eles têm interesse em diversificar mercados e em obter matérias-primas da América Latina", acrescentou, avaliando que "o interesse chinês na região é essencialmente econômico e não há interesse em ganhar pontos na esfera política".

Acesso ao mercado brasileiro
No Peru, por exemplo, anunciou-se, durante a visita de Hu Jintao, um acordo de livre-comércio, que pode ajudar a China a ter mais acesso ao mercado brasileiro. Além disso, este ano, a China se posicionou como um dos principais sócios da região, passando do terceiro para o segundo lugar.

Taiwan é o único caso em que a China parece ter interesse em explorar politicamente em sua crescente relação com o subcontinente, já que é onde está a maioria dos países que reconhecem, de maneira formal, a ilha rebelde.

"Na América Latina, fica metade dos países que reconhecem Taiwan", lembrou Kahatt, explicando o interesse chinês em reverter essa situação.

Em relação a Moscou, sua relação com a América Latina enfrenta obstáculos, começando pelo fato de a Rússia não ter o peso comercial que a China ostenta em nível mundial.

"A Rússia é uma potência militar, antes de econômica, e não está entre as 10 principais economias globais", destacou Kahatt.

"A divisa internacional da Rússia para fazer negócios é a exportação de armas. Vendendo armas, ela tem de repor peças, fazer manutenção, e isso estabelece vínculos duradouros com conseqüências políticas", finalizou Kahatt.

Intenções reais
O analista Alejandro Deustua, professor da Academia Diplomática do Peru, criticou o papel da Rússia na América do Sul, ressaltando que já é hora de os russos "explicarem a cada país sul-americano suas intenções reais com os exercícios militares na Venezuela", que serão realizados no fim deste mês, no Caribe.

Em Moscou, analistas russos disseram que a busca por influência na América Latina, na qual Medvedev se lançou, é uma tentativa de compensar a influência dos EUA nos países que antes faziam parte da órbita soviética no Leste europeu, Cáucaso e Ásia Central.

Nicarágua, Cuba, Peru e Venezuela são os principais compradores de armas russas na região.


da France Presse, em Lima
Folha Online, 23/11/08

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Cafeicultores colombianos propõem comprar Starbucks

O gerente da Federação Colombiana de Cafeicultores (Fedecafé), Gabriel Silva, propôs uma aliança entre os países produtores do grão - entre os quais o Brasil tem a maior produção mundial - para comprar a cadeia de cafeterias americano Starbucks e ter assim um canal de distribuição próprio.

O diretor assinalou em entrevista publicada pelo jornal "El Tiempo" que, aproveitando a queda das ações da Starbucks de US$ 45 para US$ 8, devido à crise financeira, proporá aos países produtores "fazer um esforço" para comprar a rede de cafeterias.

"Poderíamos nos unir todos para comprar essa empresa e termos assim um canal de distribuição próprio, controlado pelos países produtores", disse Silva.

O gerente da Fedecafé assegurou que essa compra reforçaria a luta pela origem do café e os cafeicultores chegariam diretamente ao consumidor através do maior distribuidor do mundo.

"O desafio que proponho não é tão grande: com US$ 200 milhões ou US$ 300 milhões, o mundo cafeicultor poderia ter o controle da Starbucks. Antes isso era impensável, um sonho", acrescentou.

Com uma produção de 12 milhões de sacos de 60 quilos prevista para este ano, a Colômbia é o terceiro produtor de café do mundo, depois do Brasil - que exporta em torno de 18 milhões - e do Vietnã.


da Efe, em Bogotá
Folha Online, 23/11/08

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sábado, 22 de novembro de 2008

Avaí arrecada "vaquinha" para subir à elite

Se o torcedor corintiano tirou dinheiro do bolso para ter a foto no uniforme do clube, em Florianópolis, houve quem "pagasse" para ver o Avaí na Série A em 2009 --o time está garantido na elite.

Há cerca de um mês, uma associação de torcedores lançou a campanha "Quanto você doaria para ver o Avaí na Série A?".

Por meio dela, o grupo insta os fãs do clube a doarem no mínimo R$ 25 aos jogadores. Segundo a associação, o valor arrecadado --que seria devolvido aos doadores em caso de fracasso do time na empreitada-- foi um "estímulo a mais" para subir.

No próximo sábado, na partida contra o São Caetano, no estádio da Ressacada, a associação entregará um cheque simbólico do montante levantado. Mas os organizadores reconhecem que a quantia até agora obtida está abaixo da esperada.

"O objetivo era conseguir até R$ 1 milhão. Sabíamos que era difícil, mas tem muita empresa que prometeu e até agora não doou", diz Márcio Borges, diretor financeiro da Assta (Associação Social e Cultural dos Torcedores do Avaí). "A previsão agora é de conseguir uns R$ 30 mil, R$ 40 mil. Quem sabe um pouco mais."

Se o valor de R$ 30 mil for alcançado, cada um dos 42 jogadores do time profissional do Avaí receberá R$ 714 dos torcedores. Se o "bicho" for repartido com a comissão técnica, o valor será inferior a R$ 484. "A avaliação é que a campanha foi positiva. A associação ficou conhecida, esperamos agora ter mais sócios [hoje são cerca de 350]. Pelo que os jogadores vão ganhar, o valor que conseguimos é pequeno, mas vai dar para ajudar", diz Borges.

A diretoria do Avaí foi favorável à iniciativa e autorizou que a campanha fosse veiculada no site do time catarinense. No entanto o próprio clube lançou, há uma semana, uma campanha para arrecadar fundos para a disputa da elite no ano que vem.


Ricardo Viel
Folha Online, 22/11/08

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Internet ajuda jovens a se tornarem cidadãos competentes na era digital

Usar a internet é essencial para que os jovens determinem habilidades sociais e técnicas para se tornarem cidadãos competentes na era digital, revela estudo da MacArthur Foundation.

A web faz com que os adolescentes desenvolvam sua personalidade e ainda auxilia na tomada de decisões de uma forma que gerações mais antigas não entendem, segundo a organização.

Os pesquisadores responsáveis pelo estudo informaram que a web não é meramente recreacional para os jovens internautas. No lugar de nomear a internet como “distração improdutiva”, o estudo classificou a rede como “um salto de pensamento da geração”.

Além de aprender mais sobre seus próprios relacionamentos, os jovens aceitam mais obter novos conhecimentos dos seus próprios amigos ao invés de adultos, o que poderia levar a uma mudança significativa em estratégias educacionais.

O estudo mostra que a internet e seus recursos - mensagem instantânea, redes sociais e derivados - é importante também para os casais, que conseguem se manter em contato com frequência.

Neste último caso, há controvérsias - afinal, a tecnologia permite que os tímidos se aproximem online mesmo sem conhecer alguém pessoalmente, o que pode gerar outro tipo de entrave social. Um bom exemplo é a camiseta com o sistema ShotCode, que permite, por uma foto, o levantamento de dados sobre quem a veste em redes sociais.

O levantamento envolveu análises de 2005 a 2008, conduzindo 23 estudos de caso, além dados sobre práticas de jovens, principalmente nos Estados Unidos. O relatório completo está online no site da MacArthur Foundation.

JR Raphael
Editor da PC World, de São Francisco
Idéia 2.0, 21/11/08

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FutCup movimenta patrocinadores

Torneio infanto-juvenil de futebol em escolas particulares da capital paulista é patrocinado pela Perdigão, Sony, Centauro, Schin Guaraná e Penalty

Promovido pela TTK Marketing Esportivo, o FutCup - campeonato infanto-juvenil de futebol em escolas particulares de São Paulo - acaba de renovar acordo com a loja de artigos esportivos Centauro (Co-patrocinador) e com a Schin Guaraná (Guaraná Oficial). Outra marca que assinou contrato para atuar como co-patrocinadora do FutCup em 2009 é a Bauducco. Já os patrocinadores máster Perdigão e Sony, afora a Penalty (Material Esportivo) e a Rádio Transamérica (Rádio Oficial) estão em trâmite para renovar o apoio.

Torneio que reúne uma média de 50 escolas particulares pertencentes ao público A e B, o FutCup é direcionado para meninos e meninas entre 07 e 17 anos que jogam futebol nas modalidades campo, society e futsal. São dez meses de competição, além de ações interativas com o público-alvo como festivais, gincanas, jogos entre os pais, ações recreativas e distribuição de brindes por parte dos patrocinadores. Entre alguns dos colégios participantes estão o Rio Branco, Santo Américo, Porto Seguro, Miguel de Cervantes e Santa Cruz.

"Buscamos associar os pilares educação, família e esporte com o FutCup. Este também é o interesse das empresas patrocinadoras, que visam agregar valores aos participantes e familiares", afirma Marcos Yano, diretor da TTK Marketing Esportivo. O executivo explica que as ativações estão de acordo com o objetivo de cada anunciante no evento. "A Perdigão, por exemplo, pretende se associar a família dos atletas. Por este motivo sorteamos cupons com uma viagem para toda a família do aluno", conta.

As ações dos patrocinadores também são contempladas com faixas, placas e camisetas promocionais nos dias dos jogos, além do logo de cada empresa no site do torneio FutCup. O FutCup Day, que também faz parte do projeto ações promocionais, divulga as marcas patrocinadoras nos colégios durante os intervalos das aulas, por meio de atividades com os alunos que acontecem 40 vezes ao ano. Segundo Yano, a FutCup 2008 atingiu uma média de 70 mil alunos e cerca de 300 mil pessoas.

Para Marcus Trugilho, gerente de comunicação e propaganda da Sony, "fazer parte da FutCup é estar presente em um dos momentos mais importantes da vida de uma pessoa: sua formação. Esta fase é consideravelmente lembrada em todas as outras. Mas, muito além disso, vinculamos nossa marca ao esporte, que é extremamente importante para evolução desses jovens e muito bem visto como uma atividade de entretenimento pelas escolas, pais e familiares", pontua.

As categorias do FutCup são divididas entre Sub-12, Sub-14, Sub-16 e Sub-17. Crianças entre 7 a 10 anos não disputam partidas, pois ainda não estão preparadas para possíveis derrotas.

Projetos complementares
A TTK Marketing Esportivo também criou a FutStars, que seleciona estudantes que foram destaques durante os 400 jogos realizados da FutCup. O projeto permite a participação dos alunos em campeonatos mundiais infanto-juvenis em regiões como Europa e Estados Unidos. O FutCup Social, por sua vez, se trata de um projeto social que angaria doações de alimentos (conquistados nos ingressos para assistir aos campeonatos), doações de material esportivo, livros e reciclagem de pets.

Já o FutCup Soccer Camp é o projeto de férias com acampamentos diferenciados com foco em treinamentos de futebol aos estudantes. O contrato de patrocínio inclui aparição das marcas em todas as iniciativas FutCup. "A nossa comunicação o público-alvo é permanente. Além de todos os encontros presenciais, a FutCup traz reportagens e vídeos em seu site oficial que são acessados em qualquer momento, blog do torneio, além do envio do FutCup News, jornal impresso produzido pela equipe de imprensa da TTK durante os jogos e eventos que fazem parte da marca", destaca Marcos Yano.

O diretor da TTK Marketing Esportivo revela que a agência pretende levar o FutCup para outras duas praças em 2010. "É bem provável que tenha uma FutCup no Rio de Janeiro em 2010. Também estamos estudando as cidades de Brasília, Belo Horizonte e Curitiba como outra sede", conclui Yano.


André Lucena
Meio & Mensagem Online, 21/11/08

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"Redes sociais" e trabalho

Sempre me assusto quando converso com alguém que me diz que no seu trabalho não é permitido o uso de programas como Skype, MSN e equivalentes. Aliás, qualquer limitação em termos de comunicação e uso de tecnologia sempre me deixa embasbacada. Outro dia, ouvi de uma amiga publicitária que na "agência nada disso é permitido". Em que planeta vivem as pessoas que fazem essas regras?

Tem razão o rapazinho da charge aí acima quando diz que vai usar sinal de fumaça...

"Quem não se comunica se estrumbica"! A frase é velha, mas faz cada vez mais sentido.

Uma rápida pesquisa no Google com a frase "redes sociais nas empresas" vai dar tantos resultados interessantes sobre as vantagens do uso das "redes sociais" nas e pelas empresas (e sobre as desvantagens do não uso) que nem vale a pena comentar tais proibições. Pelo jeito esses "chefes" nem descobriram os jornais ainda... E não sabem o que estão perdendo - eles e suas organizações.

A propósito, li um artigo interessante outro dia sobre como a geração dos que têm hoje entre 18 e 31 anos - conhecida como millennial generation - se relaciona com as regras corporativas de tecnologia - não estão nem aí!

Em tempo: "redes sociais" entre aspas, claro. Estamos falando de ferramentas de comunicação e não de redes sociais... E a charge eu encontrei no blog Humor Beta do IDG Now!.

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sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Intercâmbio entre profissionais de comunicação ingleses e ONGs brasileiras

A The International Exchange, organização que atua em Recife (PE), está selecionando organizações que desejam receber profissional de comunicação inglês/a para auxiliar no desenvolvimento de projetos de comunicação. Para participar do programa de intercâmbio, a entidade precisa ter um trabalho reconhecido, sede própria e a disponibilidade de uma pessoa de referência para se comunicar com o/a visitante em inglês. Não há custos financeiros para a instituição, que precisa firmar compromisso de colaborar com o/a visitante no desenvolvimento do projeto, realizado em parceria com uma agência de publicidade indicada.

A fase piloto do projeto aconteceu no ano passado. Chris Jackson, da Leo Burnett, elaborou, junto com a Mart Pet, uma campanha de mobilização de recursos para a ONG Gestos, que trabalha com a causa do HIV/Aids. Penny Brough, profissional de atendimento da Wieden + Kennedy desenvolveu, junto com a Arcos Comunicação, um planejamento para tornar os projetos da Plan International, em Cabo de Santo Agostinho (PE), mais conhecidos na Inglaterra. Atualmente, várias agências britânicas estão interessadas em participar da iniciativa. No próximo ano, está prevista a vinda de seis profissionais ingleses ao Brasil para desenvolver projetos. Em 2010, esse número deve subir para 15. “Agora vamos reforçar o trabalho e elencar novas parecerias locais, entre ONGs e agências, para que esta demanda tenda sempre a aumentar”, afirma Ivan Moraes Filho, diretor nacional da TIE no Brasil.

Mais informações sobre a TIE estão no site www.theinternationalexchange.co.uk ou podem ser obtidas com Philippa White, pelo endereço philippa@theinternationalexchange.co.uk e com Ivan Moraes Filho, ivan@theinternationalexchange.co.uk ou ivanmoraesfilho@yahoo.com.br.


Rets, 11/11/08

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Programa de Intercâmbio Sul-Sul financia estudos sobre gênero

O Programa de Intercâmbio Sul-Sul para Pesquisadores da História do Desenvolvimento [Sephis, sigla do original em inglês] está iniciando um projeto de pesquisa sobre Sexualidades e Modernidades, apoiado pela Fundação Ford. O objetivo do programa é permitir que pesquisadores/as obtenham conhecimentos históricos profundos e comparativos sobre a complexa interligação entre o contexto cultural e as políticas de identidade baseadas em sexo e gênero.

Será oferecido financiamento de até US$ 10 mil para pesquisadores/as que terão 12 meses para completar um relatório de pesquisa acadêmica, assim como um artigo de 10 mil palavras.

Para se candidatar, as pessoas devem estar baseadas no hemisfério Sul e ter grau de mestrado, preferencialmente em História ou em Ciências Sociais. Receberão atenção especial trabalhos sobre os seguintes temas: Masculinidade, Sexualidade e Modernidade; Doenças Sexualmente Transmissíveis, Construção Social de Doenças e Identidade Política; Juventude, Educação sobre Saúde Sexual e Construção da Religiosidade; Sexualidade, Nacionalismo e Políticas de Estado e Construção da Identidade de Gênero; Modernidade e Contexto Pós-colonial.

Para concorrer, é necessário enviar carta de recomendação do supervisor da tese e uma amostra do trabalho escrito, atestando a capacidade do/a candidato/a para escrever e terminar a tarefa para simtiaz00@gmail.com, aos cuidados de Imtiaz Saikh, coordenadora do Programa de Sexualidades. As propostas devem ser remetidas até 10 de dezembro. Mais informações podem ser encontradas no site www.sephis.org.


Rets, 19/11/08

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MinC lança blog para discutir a Lei Rouanet

Por meio do blog, é possível ainda enviar sugestões e comentários sobre a proposta de alteração que deve ir ao Congresso em breve

Para manter a sociedade informada dos passos para a reformulação dos mecanismos de incentivo fiscal à cultura, o MinC criou o Blog da Reforma da Lei Rouanet, que põe à disposição todo o acervo de documentos, dados e propostas elaborados nos diversos fóruns que discutem o tema. Há, também, a apresentação que o ministro Juca Ferreira tem feito pelo País sobre as idéias do MinC sobre as mudanças - os chamados Diálogos Culturais.

Por meio do blog, é possível ainda enviar sugestões e comentários sobre a proposta de alteração que deve ir ao Congresso em breve. O endereço é blogs.cultura.gov.br/reformadaleirouanet.


O Estado de São Paulo, 21/11/08

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Programa Fundo Canadá

O Fundo Canadá de Apoio a Iniciativas Locais funciona como um balcão de projetos, selecionando os projetos entre as propostas recebidas. Ocasionalmente, a Coordenadoria do Fundo procura propostas em setores ou áreas pouco contempladas nas propostas encaminhadas.


Objetivos
* Apoiar o esforço de desenvolvimento econômico e social das comunidades menos favorecidas;
* Estimular a participação ativa e a organização das próprias populações para a solução de seus problemas;
* Fortalecer a atuação de entidades não-governamentais e das organizações de representação dos interesses dos segmentos menos favorecidos da população.

1.2 - Estratégia de implantação
O Fundo Canadá funciona como um balcão de projetos, selecionando os projetos entre as propostas recebidas. Ocasionalmente, a Coordenadoria do Fundo procura propostas em setores ou áreas pouco contempladas nas propostas encaminhadas. A Embaixada não desenvolve uma estratégia específica de divulgação do Fundo devido à grande quantidade de propostas que já recebe.

1.3 - Áreas temáticas
* O Fundo Canadá apóia projetos voltados diretamente para o fortalecimento da cidadania de crianças e adolescentes, direitos humanos (prioritariamente de mulheres e crianças), saúde, educação, governança e desenvolvimento democrático (neste caso quando são projetos estritamente comunitários).

1.4 - População-alvo
Crianças e adolescentes em situação de desvantagem

1.5 - Órgão/setor/departamento/secretaria responsável
Divisão de Cooperação Técnica (CIDA-ACDI) da Embaixada do Canadá

1.6 - Nome e endereço do responsável
Vanda Mendes Ribeiro - Coordenadora do Fundo Canadá

Coordenadora: Daniela Pinto
Embaixada do Canadá
SES Av das Nações Qd.803 Lote 16
70.410-900 Brasília - DF
Tel: (61) 3253-7958
E-mail: fundocanada@gmail.com

Organizações que podem se candidatar
Associações, cooperativas, sindicatos, entidades religiosas, entidades de assessoria, de educação popular e grupos comunitários. O Fundo não financia projetos de instituições governamentais, salários e despesas administrativas e o valor máximo financiado é R$ 45.000,00. O Fundo Canadá atende a pedidos de todo o país, no entanto, privilegia projetos provenientes das regiões Norte e Nordeste e da periferia das grandes cidades.

2.2 - Critérios básicos para participação
Enquadramento nos temas, população-alvo e tipo de organização previamente descritos.

2.3 - Critério para apresentação das propostas pelas organizações
A entidade solicitante deverá apresentar cópias do Estatuto Social, da ata de fundação, da publicação no Diário Oficial e do Cadastro de Pessoas Jurídicas, da ata da eleição das duas últimas diretorias e uma relação de nomes, endereços e profissão dos atuais componentes da diretoria. Em caso de reforma ou construção: cópia autenticada da documentação que demonstra regularidade e posse do terreno e do projeto arquitetônico.

2.4 - Forma(s) de acesso aos projetos e recursos (concurso, convite, convênio, contrato etc.)
O programa dispõe de um Guia de Apoio à Elaboração de Projetos do Fundo Canadá, disponível para download (.doc, 106 KB). São analisados somente os projetos elaborados de acordo com este modelo, com todas as informações e documentos solicitados devidamente apresentados, incluindo três orçamentos de cada item solicitado.

As propostas de projeto são recebidas ao longo do ano e conduzidos, após triagem e análise, ao Comitê de Seleção de Projetos, que formula a decisão final. As contribuições do Fundo Canadá são pontuais. O Fundo Canadá não faz donativos em dinheiro desvinculados de projeto de desenvolvimento, não estabelece convênios, nem cobre despesas administrativas das entidades apoiadas.

2.5 - Critérios básicos para seleção das propostas das organizações que irão desenvolver os programas
Além dos critérios anteriormente especificados, o Fundo privilegia os projetos elaborados em conjunto com o público beneficiário e que contemplem a gestão coletiva dos recursos. A participação do Fundo Canadá em projetos tem sempre a característica de associação de recursos, seja aos da própria comunidade, da entidade solicitante ou de outras fontes financiadoras, nacionais ou internacionais.

2.6 - Prazo para entrega das propostas
O Fundo Canadá recebe propostas ao longo de todo o ano e não tem, portanto, prazo para entrega de propostas. É importante mencionar que o ano fiscal canadense vai de abril de um ano até março do ano seguinte.


Critérios para implementação do programa
A organização beneficiária deverá assinar um Acordo de Contribuição com a Embaixada do Canadá e deverá abrir uma conta específica para a movimentação dos recursos destinados ao projeto. A contribuição do Fundo é, em geral, liberada em uma única parcela.

3.2 - Forma(s) de avaliação de resultados do programa desenvolvido pelas organizações
O Acordo de Contribuição assinado com a Embaixada prevê o envio, ao final do projeto, de um relatório de encerramento, descrevendo os resultados alcançados e as dificuldades e soluções encontradas. O Coordenador do Fundo procura realizar visitas aos projetos e, eventualmente, pode ser contratada uma auditoria externa do Fundo que também realizará visitas aos projetos.

3.3 - Forma(s) de prestação de contas
A apresentação de prestação de contas está prevista no Acordo de Contribuição. Um Guia para Preparação da Prestação de Contas acompanha o Acordo de Contribuição. A prestação de contas deverá ser encaminhada ao final do projeto e deve conter as notas fiscais originais, as quais são devolvidas pela Coordenadoria do Fundo após conferência. Mudanças nas rubricas acordadas com o Fundo Canadá devem ser negociadas antes de serem executadas.


Fonte: Rede Rits
ABCR - Associação Brasileira de Captadores de Recursos, 20/11/08

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Peta faz paródia sangrenta de jogo culinário para promover vegetarianismo

Na paródia, usuário tem de depenar peru e depois retirar órgãos para fazer receita; distribuidora diz que já oferece pratos vegetarianos

Um simpático jogo em que o usuário pode preparar iguarias culinárias virou motivo de discórdia entre a associação defensora dos animais Peta (Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais, da sigla em inglês) e a Majesco Entertainment, que distribui o game. A tônica do debate é a inclusão de pratos vegetarianos na série de jogos "Cooking Mama".

A Peta colocou em seu site um jogo on-line que faz paródia de "Cooking Mama" --em vez de uma cozinheira feliz que prepara pratos divertidos, o game pede que o jogador depene violentamente um peru e depois retire os órgãos do animal para preparar uma refeição.

Também no site, a organização pede que o internauta mande um e-mail para a Majesco, pedindo a criação de um jogo "só com receitas vegetarianas". "Eu adoraria ver uma Mama mais compassiva lutar por esses animais, em vez de cozinhá-los para o jantar", diz a carta sugerida pela Peta.

Em nota, a Majesco respondeu à paródia da organização e informa que o jogo "Cooking Mama World Kitchen" tem "51 receitas de todo o mundo, incluindo pratos vegetarianos como missoshiro e bolo de arroz".

"Como qualquer cozinheira talentosa, eu crio receitas que atraiam diferentes gostos e preferências. Meu único objetivo é assegurar que você saia da mesa bem alimentado", "diz" a Mama, no comunicado da distribuidora. De acordo com a empresa, o game tem 25 receitas vegetarianas, com opções para café da manhã, jantar, sobremesa e aperitivo.

Os jogos da franquia Cooking Mama estão disponíveis para o console portátil Nintendo DS e Wii. No caso de "Cooking Mama World Kitchen", os usuários podem usar o controle do Wii para cortar, picar, ralar e agitar os ingredientes das receitas.


Folha Online, 21/11/08

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Brasileiro está receptivo ao Mobile Marketing

Estudo feito pela MMA Latam apontou que usuários estão altamente interessados nesse tipo de publicidade

Instaurada na América Latina em junho desse ano, a Mobile Marketing Association (MMA) acaba de divulgar os resultados do primeiro estudo focado no perfil dos usuários de telefones celulares do continente. Realizada entre internautas do Brasil, México e Argentina, a pesquisa ouviu 1,3 mil pessoas - 437 no Brasil - e apontou a região como um forte mercado para o desenvolvimento da comunicação entre marcas e consumidores utilizando a plataforma móvel.

No que diz respeito ao perfil dos brasileiros entrevistados, o levantamento mostra que o recurso mais valorizado na hora de adquirir um equipamento ainda é a câmera fotográfica embarcada com 89% seguida pelos fones de ouvido sem fio e tecnologia Bluetooth com 85%. "A procura do brasileiro pela conectividade via Bluetooth surpreendeu bastante e mostra que o mercado deve olhar com mais atenção para as campanhas que envolvam esse recurso. Até então não se sabia se esse tipo de ação era bem-vinda, mas a pesquisa mostrou que vale a pena trabalhar em cima deste formato", acredita Terence Reis, diretor gerente da MMA para a América Latina.

De forma geral, os dados mostram que o brasileiro está bastante receptivo ao mobile marketing, uma vez que 74% mostraram interesse alto ou moderado em receber esse tipo de publicidade e 72% se disseram dispostos a integrarem as listas de permissão das operadoras (Opt-in). Do total entrevistado, 17% afirmaram já terem tido algum contato com a publicidade móvel.

Quando questionados sobre os tipos de publicidade desejados, os pesquisados escalonaram em primeiro lugar o recebimento de mensagens com alertas de ofertas, mensagens com ações de relacionamento pós-compra de produtos e serviços, sorteios e mensagens baseadas em serviços de localização. "Entre os brasileiros, as formas de publicidade móvel que registraram menos interesse foram as que incluem votações e anúncios puros. Comparado com Argentina e México, o interesse por cupons promocionais se mostrou menor", comenta Reis.

O acesso à internet móvel - outro elemento analisado - ainda se mostra embrionário mesmo entre os mais jovens, que ainda consideram altos os custos de pacotes de dados praticados pelas operadoras. No Brasil, 24% disseram utilizar o recurso, sendo que apenas 6% o fazem diariamente. "Estes números mostram que o uso da internet móvel tem potencial, mas ainda deve conseguir maior penetração para se desenvolver como espaço publicitário diferenciado e eficiente", prevê o diretor.

Segundo Reis, o Brasil foi o país que apresentou as melhores perspectivas para o desenvolvimento do canal na América Latina tanto em razão do tamanho do mercado e da receptividade da população às novas tecnologias quanto pelo histórico de investimentos publicitários. Com o estudo em mãos, a MMA Latam agora tem a missão de começar a balizar o mercado de forma a estabelecer os formatos e regulamentar o uso da mídia. "Hoje temos um cenário em que os mundos mobile e publicitário ainda não entendem um ao outro. Os resultados agora serão devidamente traduzidos para os dois mundos o que facilitará o entendimento e desenvolvimento das ações", pretende.


Mariana Ditolvo
20/11/08

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quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Política: Poder e democracia não seguem juntos

O poder e a democracia não seguem de mãos dadas nas organizações internacionais. As mais poderosas são as menos democráticas. Mas, lentamente, isso está mudando. Pode ser democrática uma instituição multilateral que países como Bélgica ou Holanda, com 10 ou 16 milhões de habitantes, respectivamente, têm mais poder do que, por exemplo, a Índia, com 1,1 bilhão? Pode ser democrática uma instituição mundial se os representantes eleitos nas urnas pelos cidadãos de seus Estados-membros apenas são capazes de controlar o que dizem os delegados de seus países em seu nome? Estas perguntas são fundamentais para determinar a legitimidade das instituições internacionais.

As instituições internacionais mais poderosas tendem a exibir as piores credenciais democráticas: a distribuição do poder entre os países é mais desigual e a transparência, e, portanto, o controle democrático, é péssimo. As instituições poderosas não apenas produzem normas, mas também podem forçar os países a respeitá-las. O Conselho de Segurança, principal órgão da Organização das Nações Unidas, tem a faculdade de adotar sanções econômicas e inclusive militares se um país não respeita suas resoluções. Assim, o Conselho ostenta um poder realmente duro, mas o processo de elaboração de normas e sua aplicação se vêem sob influência do veto de seus cinco membros permanentes.

Foi conferido a China, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha e Rússia o poder de bloquear qualquer norma da qual não gostem. Isto significa que países equivalentes a 30% da população mundial guiam o destino do Conselho de Segurança. E como os Estados Unidos foram responsáveis por 13 dos 16 vetos impostos nos últimos 15 anos, pode-se afirmar que 5% da população mundial têm uma influência desproporcional no mais poderoso organismo da ONU.

A Organização Mundial do Comércio também é poderosa. Primeiro porque estabelece muitas normas. O grande acordo mundial de comércio de 1994 continha 26 mil páginas de regras, principalmente sobre o quando deveria ser aberto ou fechado cada país diante dos produtos e serviços do restante. Todos os membros da OMC devem aceitar, mais ou menos, a totalidade das regras impostas pela instituição. E se um membro da organização não respeita essas normas e, por exemplo, aplica tarifas alfandegárias maiores do que o permitido, outro pode apresentar uma demanda contra e uma espécie de tribunal da organização julgará o caso.

O órgão de resolução de disputas demora aproximadamente dois anos para resolver os casos. Ao ganhador é dado o direito de castigar o país que transgrediu as regras mediante uma sanção comercial – normalmente uma tarifa sobre importações – que prejudica o transgressor na mesma medida em que a vítima foi prejudicada. Através deste mecanismo a OMC faz com que os países cumpram suas normas. Isto é bastante excepcional entre as instituições internacionais. Assim, a OMC é poderosa, mas também é pouco democrática? Bem, a distribuição do poder é bastante democrática. É “um país, um voto”, e no mundo real isso não é tão ruim. Naturalmente, não é muito democrático o diminuto Luxemburgo ter tanto poder quanto a China.

Em princípio, seria melhor se os votos fossem baseados na população. Talvez, não deveriam todos ter o mesmo peso político? Mas isso significaria que China e Índia ostentariam 40% dos votos em todas as instituições. Creio que o mundo não está pronto para isso. Agora, o sistema de “um país, um voto” não é tão ruim, porque na prática as grandes nações têm os meios para garantirem que seu voto tenha mais peso do que o dos demais menores. Entretanto, até o último acordo mundial de comércio de 1994, Canadá, Estados Unidos, Japão e União Européia podiam dominar as negociações porque eram muito técnicas e tinham procedimentos muito pouco transparentes. Isso está mudando desde 2003.

O Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional têm poder sobre os países que precisam de seu dinheiro. Os países ricos podem emprestá-lo no mercado privado ou aos seus próprios cidadãos. As, durante muito tempo, a maioria das nações em desenvolvimento que necessitavam de dinheiro não tinham outra opção a não ser recorrer a estas instituições surgidas dos acordos assinados na localidade norte-americana de Bretton Woods, em julho de 1944. Em troca de seus empréstimos, o FMI e o Banco Mundial impuseram regras sobre o que, segundo essas instituições, constituía uma boa política. Se os países não as cumpriam, não recebiam o dinheiro.

A distribuição do poder entre as nações é desigual. Os países ricos, com um sexto da população mundial, tinham 60% dos votos, mas não precisavam das instituições de Bretton Woods. Os países pobres tinham de se arranjar com apenas 40% dos votos. Em abril, 3% dos votos passaram das nações industrializadas para o mundo em desenvolvimento. a situação é diferente em organizações internacionais que estabelecem regras sociais e ambientais do mundo. A governabilidade ecológica consiste em uma serie de Acordos Ambientais Multilaterais (MEA). A governabilidade social se processa mediante convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e outras sobre direitos humanos.

Contrariamente à OMC, onde os membros devem tolerar todas as normas, os países podem decidir qual MEA ou convenção trabalhista ou de direitos humanos ratificam ou não. E embora ratifiquem um acordo, não há sanções se não os cumpre. Assim as regras sociais e ecológicas do mundo tendem a ser muito brandas. Mas as organizações que as criam e tentam implementá-las funcionam bastante democraticamente. Nas conferencias das partes que regem os MEAs, a cada país corresponde um voto. O mesmo ocorre no Conselho de Direitos Humanos da ONU. Na OIT, cada país tem quatro votos: dois para o governo, um para os sindicatos e outro para as organizações empresariais.

De fato, desde sua criação em 1919, a OIT trabalha com sócios sociais. Por este motivo é bastante transparente. Com esses sócios tão envolvidos é praticamente impossível fazer algo escondido. Quase todas as reuniões da OIT são abertas. Assim que tanto para os representantes eleitos quanto para o público em geral é fácil saber do que se está tratando ali. O mesmo ocorre com os MEA e o Conselho de Direitos Humanos. Vários funcionários dizem que a OIT e as conversações de direitos humanos dependem da ajuda da sociedade civil para sua implementação.

Por outro lado, FMI e Banco Mundial sempre foram mais reservados: as atas das sessões de seus órgãos dirigentes permanecem envoltas em um manto de segredo durante 10 anos. A OMC também é bastante opaca. Não é tão fácil saber quem diz o que. Seus procedimentos são informais. O Conselho de Segurança é diferente: todos podem saber a posição dos seus membros em cada uma das votações. Basta checar o site da ONU. Mas, geralmente, as instituições mais poderosas são as menos democráticas. IPS/Envolverde

* Este artigo é parte de uma série de quatro notas de John Vandaele, jornalista da revista belga MO* e autor de vários livros sobre globalização. O mais recente, de 2007, é The Silent Death of Neoliberalism (A silenciosa morte do liberalismo).



Por John Vandaele, da IPS
Envolverde, 20/11/08
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Governo vai modificar MP das Filantrópicas após conflito com presidente do Senado

O governo vai modificar a proposta de regulamentação das entidades filantrópicas brasileiras depois que o presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), decidiu devolver ao Poder Executivo a MP (medida provisória) que prorroga automaticamente a vigência dos contratos dessas entidades. O Executivo ainda estuda o mecanismo que será utilizado para substituir a MP, mas já definiu que não vai insistir na aprovação da matéria no formato encaminhado ao Congresso.

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), disse nesta quinta-feira que o governo está disposto em retirar do texto a prorrogação automática da vigência dos contratos --que gerou a polêmica em torno da MP.

Uma das alternativas é editar projeto de lei com as modificações ou encaminhar uma nova MP ao Congresso, com diferente conteúdo. Também está em estudo a possibilidade de se colocar em votação, na Câmara, projeto de lei em tramitação na Câmara sobre o mesmo assunto.

"Qualquer das alternativas seria a substituição dessa MP. Mas não será pura e simplesmente a devolução da medida provisória. Se houver novo projeto de lei ou nova medida provisória, essa perde o objeto", afirmou Jucá.

O líder assegurou, no entanto, que o governo vai modificar o ponto mais polêmico do texto --no que diz respeito à aprovação automática dos pedidos de renovação de certificados de filantropia pendentes no CNAS (Conselho Nacional de Assistência Social).

"Existem algumas determinações na MP que foram questionadas porque houve um tratamento a casos diferentes. Deveremos ter um novo tratamento para esse tipo de renovação, que virá em um novo texto", disse Jucá.

Na opinião do governista, Garibaldi adotou um gesto "político" para firmar posição no Congresso. Jucá reconheceu, porém, a necessidade de mudanças na tramitação das medidas provisórias para evitar a paralisia dos trabalhos do Legislativo.

"Queremos evitar o confronto. Temos que fazer mudanças nos ritos e no regimento da Câmara e do Senado no que diz respeito às medidas provisórias", afirmou.

Embate
A polêmica em torno da MP teve início na semana passada, quando o texto chegou ao Congresso. Depois de ouvir de senadores da base governista e da oposição sucessivas críticas ao teor da matéria, Garibaldi decidiu ontem devolvê-la ao Executivo --o que irritou aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

DEM e PSDB batizaram a matéria de "MP da Pilantropia" ao afirmar que a concessão automática dos pedidos de renovação poderá beneficiar entidades com pendências judiciais.

O senador Heráclito Fortes (DEM-PI) disse que a oposição está disposta a apoiar a nova proposta do governo, desde que a concessão automática dos pedidos seja retirada do texto.

"O que mudará é o conteúdo, sem privilegiar a pilantropia. Não podemos é admitir tratamento igual a pilantrópico e às boas entidades. O governo sabia que essa medida provisória era imprópria, o Garibaldi teve foi muita paciência de Jô", disse o democrata.


Gabriela Guerreiro
Folha Online, 20/11/08

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Confira 5 dicas de especialistas para usar o Twitter no mundo dos negócios

Segredo é usar a rede social para ouvir o que os clientes e parceiros têm a dizer e construir um relacionamento com eles

Imagine uma ferramenta de trabalho que permite transmitir informação através de toda a companhia, participar de discussões sobre como as pessoas estão usando seus produtos e saber o que elas pensam a respeito deles? Bem, essa ferramenta se chama Twitter e, apesar de muita gente usá-la no âmbito pessoal, ela também pode ser usada para criar um fluxo de informação com utilidade corporativa.

A idéia aqui é não é criar uma conta no Twitter e sair disparando notícias sobre sua empresa. Na verdade, isso pode trazer problemas. Em vez disso, vá devagar e use a ferramenta para criar uma comunidade com clientes, fornecedores e os funcionários da companhia. Melhor ainda: crie uma estratégia antes de usar o Twitter como uma ferramenta para os negócios.

Para ajudar você montar uma estratégia, nós conversamos com dois dos principais especialistas em termos de Twitter - Laura Fitton, da Pistachio Consulting, e Robert Scoble, da FastCompany.TV. Laura tem mais de 7 mil seguidores e nos últimos anos vem ajudando empresas a desenvolverem estratégias em redes sociais. Scoble, por sua vez, é um dos grandes entusiastas do serviço e tem mais de 40 mil seguidores. Eles trazem cinco dicas do que deve ou não ser feito no Twitter. Veja abaixo:

1) Defina um objetivo
Quais são seus objetivos no Twitter? Falar com pessoas influentes em sua área? Ou comunicar sobre o lançamento de produtos. Isso tudo vai definir as pessoas que devem fazer parte de sua rede. Mais importante: você deve criar um personagem que vai representar sua empresa no mundo virtual. Tentar ser várias coisas ao mesmo tempo pode passar uma imagem falsa.

É por isso que Robert Scoble sugere a criação de "uma conta diferente para diferentes objetivos". "Use uma conta para distribuir notícias, outra para responder aos consumidores e vá criando outras contas de acordo com suas necessidades."

2) Siga as pessoas certas
Tanto Laura Fitton quanto Robert Scoble afirmam que, para usar o Twitter efetivamente, é preciso escutar mais do que falar. "As empresas precisam ler as mensagens", disse Scoble. Por isso é importante procurar pessoas que falem sobre sua companhia ou sobre o mercado em que ela está inserido. Também é importante acompanhar as conversas, antes de começar a dar palpites.

Seguir clientes, fornecedores, colegas e pessoas reconhecidas em sua área não mostra apenas que você está disposto a ouvir - também é um sinal de vale a pena seguir sua identidade no Twitter. Além disso, é possível trocar mensagens diretamente com as pessoas envolvidas, o que ajuda a expandir seu relacionamento e o da empresa.

3) Seja interessante
Além de ouvir seus clientes e parceiros, é preciso usar a ferramenta para enviar mensagens que sejam interessantes, sejam elas notícias sobre sua empresa, dicas sobre como usar seus produtos e até mesmo uma informação divertida. Os usuários do serviço são muito sensíveis a tentativas de manipulação e mensagens parecidas com propagandas são descartadas rapidamente. Mostrar interesse nas atividades dos usuários também é uma forma de ser relevante dentro da rede social.

4) Não fique dentro do Twitter
Uma das coisas que torna a rede social relevante é a possibilidade de interação. "Acho que a questão que o Twitter realmente pergunta às pessoas é: 'O que nós temos em comum?'", disse Laura. Por isso mesmo, as conversas que começam via pequenas mensagens podem se transformar em posts em blogs, álbuns no Flickr e vídeos no YouTube, afirma a consultora. Dessa maneira, as pessoas mostram o que têm em comum e acabam criando laços mais fortes.

5) Use as ferramentas certas
A interface do Twitter pode ser um pouco confusa e não se encaixar em algumas tarefas. Felizmente, uma ampla variedade de ferramentas alternativas para o Twitter foi desenvolvida para quase todas as plataformas. Algumas simplesmente facilitam a realização de tarefas simples como enviar mensagens diretamente, linkar automaticamente a buscas por palavras-chave e ativar ou desativar posts.

Em sua mesa
Tanto Scoble como Fitton concordam que a função embutida de buscas do Twitter é a ferramenta mais importante do microblogging. Usando as opções de busca avançada é possível encontrar tweets com palavras específicas ou frases, escritas por determinados usuários ou em datas específicas. O usuário pode até mesmo assinar qualquer filtro de buscas por RSS.

O programa para desktop TweetDeck vai um passo adiante e permite que o usuário faça múltiplas buscas que são atualizadas em tempo real conforme as palavras-chave forem adicionadas no Twitter. A ferramenta também permite acesso direto a mensagens e respostas do usuário, assim como outra ferramenta popular para desktop chamada Twhirl.

Rodando no Adobe AIR, o TweetDeck e o Twhirl são compatíveis com Mac e Windows. Ambos são alternativas poderosas para o site do Twitter, embora alguns usuários, incluindo Fitton, prefiram usar a home page do Twitter.

Há uma série de extensões do Firefox que permitem que o usuário interaja com o Twitter diretamente de seu browser. Por exemplo, se você vir um web site que deseja compartilhar com seus seguidores, o Shareaholic permite que você o faça em um clique. E o TwitBin coloca o Twitter em sua barra do browser para que ele esteja sempre ao seu alcance.

Outra ferramenta que vale citar é o FriendFeed, um serviço que permite consolidar atualizações de mais de 40 mídias e redes sociais, incluindo Twitter, Digg, YouTube, Facebook, LinkedIn, Delicious e Flickr – e criar discussões.

Twitter para viagem
Finalmente, é possível levar consigo seu Twitter mesmo longe de seu computador usando uma série de ferramentas para smartphones. Há uma dúzia de aplicativos do microblogging para iPhone, mas o que chama mais atenção - e é o favorito de Scoble - é o Twinkle, que inclui uma função de localização para identificar usuários mais próximos. Ele está disponível na App Store.

No BlackBerry, o TwitterBerry é o delivery do Twitter. Os fãs do Twitter também recomendam o TinyTwitter para Windows Mobile e celulares que rodam em Java (incluindo o BlackBerry), além do MoTwit para o Treo.


Logan Kugler,
Editor da Computerworld, em Framingham
IDG Now, 20/11/08

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Tom Jones canta nas ruas de Londres para arrecadar dinheiro

Jones fez um show para arrecadar dinheiro para uma associação de luta contra o câncer
Foto Joe Cavaretta/AP


O cantor britânico de soul Tom Jones surpreendeu nesta quarta-feira os pedestres londrinos, que puderam vê-lo cantar às margens do Tâmisa, pedindo dinheiro. O galês deu um show inesperado, em frente ao Royal Festival Hall, para arrecadar dinheiro para uma associação de luta contra o câncer, comprovou um repórter da AFP.

O intérprete de "Sex Bomb" entusiasmou o público, que fotografou o ídolo, sem parar, com seus telefones celulares. Várias mulheres acompanharam Jones quando ele cantou "It's not unusual", tocando apenas uma guitarra acústica. "Estávamos passando, quando ouvi essa música e falei para mim mesma que parecia Tom Jones. Ele foi muito amável, nada pretensioso", comentou June, uma das fãs.

No final do curto, mas memorável show, Tom Jones disse às pessoas que havia conseguido 500 libras (600 euros), agradeceu-lhes e foi embora, cercado por seus seguranças.


da France Press, em Londres
Folha Online, 19/11/08

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Planejamento estratégico - “inteligência empresarial”

O neurofisiologista - William Calvin, da University of Washington School of Medicine - tem uma hipótese: inteligência tem a ver com a capacidade de antecipar. Planejar cursos de ação até então inéditos, ensaiando-os dentro da cabeça antes de agir.” Inteligência é a capacidade que você exercita quando abre a geladeira e pensa no que terá de sair para comprar para poder preparar um jantar, a partir das sobras do almoço. Quando inventa uma ordem nova a partir de coisas com as quais nunca tinha se deparado."

Essa capacidade de antecipar pode ter se originado no passado distante na necessidade de coordenar movimentos de arremesso: se você se alimenta de coelhos, e há poucos deles por aí, é bom que se torne muito competente em acertá-los quando vê um. Ou você aprende a arremessar com precisão ou morre.

Movimentos desse tipo,uma vez executados, não podem ser modificados - você tem de simulá-los precisamente dentro da cabeça antes de pratica-los. Essa pode ter sido uma “inteligência rudimentar” (uma proto-inteligência) que estaria na raiz de outra arma poderosa dos humanos: a linguagem. Sem linguagem seríamos pouco mais inteligentes que um chimpanzé.

Às vezes diz-se que o cérebro é um ”computador de bordo”, não pela maneira como funciona, mas pelo que faz. Para nós, interessados em performance empresarial, o aspecto mais interessante do que ele faz é simular o mundo, criando modelos, através do equivalente a um software de realidade virtual que “roda nele”.

Toda espécie que tem um sistema nervoso, usa-o para construir um mundo seu, particular, que é permanentemente atualizado pelas informações que os sentidos captam. Para construir seu mundo, cada espécie usa a informação mais útil para AGIR nesse mundo.

A maneira de entendermos “inteligência”, para mim, nada tem a ver com esse amontoado de tolices que povoam a literatura empresarial, e que se limitam ou a nos exortar - (“seja mais mais inteligente”; “torne-se um líder”) - ou a constatar: (“estamos na era da inteligência; só a empresa inteligente sobreviverá”). E daí?

Nossa fonte de inspiração tem a ver com a arte de visualizar futuros sob pena de não deixarmos descendentes. Chamam isso de planejamento estratégico.


Clemente Nóbrega
Idéias e Inovação, 18/11/08

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Marketing no varejo precisa mudar a essência

Falar de marketing no varejo é um assunto extremamente interessante e curioso. Mesmo porque o papel do marketing neste segmento, sempre foi focado em como atrair o consumidor ao seu ponto de venda, mostrando a relação custo/benefício e, a partir dela, extraindo o potencial da venda, por meio do preço final.

Na verdade, o marketing no varejo em sua essência deve mudar. Se olharmos para o comportamento do consumidor, percebe-se claramente que a evolução do nível de exigência quanto à qualidade do serviço e a percepção do todo, é superior a capacidade de acompanhá-las e assimilá-las.

Em termos de conceito de marketing no varejo, fica claro que precisamos de mudança. A maioria dos profissionais que trabalham na área encontra-se perplexa com o reposicionamento do conceito. As indicações são de que o marketing e a estratégia passarão a ser um único conceito, gradualmente extinguindo-se as áreas destinadas a cada um.

O objetivo destas mudanças está em uma reordenação dos negócios para a idéia de que o cliente será o patrão do varejo. O marketing deverá ser a filosofia do negócio varejista. O varejo deverá adotar um conceito de orientação de mercado, buscando a fidelização do cliente e o entendimento da qualidade do serviço prestado ao consumidor final.

No modelo tradicional de marketing sempre houve uma separação entre a venda e a pós-venda, com a pós-venda normalmente relacionada a um plano inferior, definido pela ação dos departamentos de reclamações ou de garantia. A relação existente entre marketing de relacionamento e de serviços é muito forte. Marketing de relacionamento não seria apenas mandar malas diretas regularmente para o cliente ou ter um serviço de pós-venda eficiente.

Faz-se necessário conhecer na ponta o seu nível de serviço, no que tange a qualidade do atendimento, a qualidade do produto oferecido, o ambiente e sua atratividade. E a partir definir toda estratégia corporativa da empresa Varejista.

Em função disso, o conceito de Cliente Oculto torna-se fundamental para área de Marketing, como controle perene da qualidade do serviço. Os produtos finais gerados devem ser motivos de estudo não só pela área, mais pela empresa como um todo, fazendo parte da estratégia corporativa.

O que é o cliente oculto?
É uma técnica de pesquisa interativa utilizada para monitorar o atendimento como um todo (serviço, atratividade ambiente, produto, etc..) ao cliente sob o ponto de vista do consumidor final, utilizando pesquisadores terceirizados e treinados, que irão atuar como clientes.

Este serviço permite obter qual a percepção do cliente nas diversas situações de consumo do dia-a-dia, utilizando um breve roteiro de avaliação e profissionais experientes que atuarão como consumidores.

Sua aplicação é principalmente tática e operacional, pois parte dos valores e quesitos mais importantes sob a ótica do consumidor final, diferente das conhecidas Pesquisas de Satisfação onde sua característica estratégica foca os quesitos que as empresas desejam estudar nos consumidores.

Permite à área executar:
1. Treinamentos em: técnicas de vendas, habilidades interpessoais, conhecimento de produtos etc.;
2. Fazer feedback para membros da equipe buscando evolução nas itens avaliados insatisfatoriamente;
3. Ajustar campanhas de vendas e ações de marketing identificando pontos falhos sob o ponto de vista do cliente;
4. Padronização ou nivelamento de: pessoal, processos, atendimento, estrutura, recursos de trabalho etc.;
5. Melhoria de atendimento por meio das informações disponibilizadas pelo serviço;
6. Promover engajamento organizacional orientado a clientes.

Façamos desta pratica o passo inicial para a grande mudança conceitual do marketing no varejo.


Claudio Landsberg
Diretor comercial da RGIS Brasil (http://www.rgisinv.com/)
Newsletter HSM Online, 19/11/0819/11/08

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Crise muda consumo das classes C/D

Estrelas do novo ambiente de consumo criado no país, a partir da oferta de crédito mais generosa nos últimos cinco anos, as classes C/D estão em estado de alerta com os cenários desenhados pela crise econômica global. A constatação vem da pesquisa "Retrato da crise, as classes C/D em estado de alerta", coordenada pela McCann Erickson no Brasil, Panamá, México, Honduras, Costa Rica e Colômbia.

Foram ouvidas, no último mês de outubro, pelo instituto Data Popular 1.720 pessoas nesses países, das quais 618 entrevistas foram realizadas no Brasil nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste. Sob a supervisão do executivo Aloisio Pinto, vice-presidente de planejamento da agência, o trabalho analisou por telefone o perfil de famílias no País com rendas médias mensais variáveis de R$ 607 a R$ 1.213 (classe D) e R$ 1.214 à R$ 3.033 (classe C), equivalente a 54% da população brasileira e 45% dos ganhos desses núcleos de consumo.

O estudo observa que mais de 70% dos consumidores das classes C/D planejam "migrar de ponto-de-venda, banir produtos e usá-los menos vezes". Os deslocamentos de casa para os PDVs, em busca de preços menores, deixarão de ser praticados por 60% dos entrevistados. O lazer, vaidade e as chamadas tentações como vestuário, uso de cartão de crédito e celular serão cortados por mais de 50%.

"As tentações estão na marca do pênalti", sintetizou Aloisio Pinto. "O que sinaliza novos hábitos? O consumidor emergente da era do acesso ao crédito fácil será substituído por um comprador C/D muito criterioso, conscientizado e que precisa se sentir muito bem antes de realizar uma compra", prosseguiu Pinto, lembrando que a "avant première" dos novos hábitos que vão surgir com a crise econômica global será o Natal. "O Natal dessa crise tem festa e mais lembranças do que presentes, férias melhor pensadas e muita renegociação. Os números mostram que 63% das
pessoas mudarão sua forma de presentear e 55% vão reinventar seu descanso. Passada a euforia, ficam as contas: para 80% replanejar as dívidas está na pauta. Resumindo, a surpresa desse Natal pode chegar em janeiro".

As soluções, para 80% das respostas, passam por embalagens econômicas, menor preço e informação para não errar na compra. Para Aloisio Pinto, isso significa que a publicidade deve levar em consideração aspectos mais relacionados aos benefícios dos produtos, serviços e marcas do que enfatizar preço. "O pessoal deve saber que com um Omo mais barato garante uma Coca-Cola", comparou. "Em resumo destaco que mais do que crise, existe uma expectativa de crise; novos hábitos estão sendo definidos a partir dessa expectativa; 2009 será, portanto, um ano para revisitar posturas e atitudes; as classes C/D começaram esse processo; vão sair dele como um segmento mais maduro e sofisticado; e as empresas, assim como a comunicação, deverão se adaptar a isso", enumerou.

Humor
O humor da crise revela que 85% da população C/D acredita que "a vida está regular para boa", 58% têm o sentimento de estabilidade, 80% consideram que o País está igual para pior e 74% vêem o futuro com otimismo. As questões propostas pelos pesquisadores até então não
faziam referência à crise. Porém, quando o questionamento quis saber o sentimento em relação à crise econômica internacional, 75% revelaram que estão muito preocupados com o cenário. Para 90% o Brasil vai ser afetado. Mas os brasileiros acreditam que os efeitos durarão cerca de seis meses, enquanto nos demais países pesquisados o prazo se estende para dois anos. O estudo aponta que 88% das classes C/D têm certeza de que suas famílias não passarão incólumes à crise, nesse caso com temor de redução de consumo na ordem de 36% e de desemprego em 26%.

"Para quem a família será muito afetada, a expectativa de aumento dos preços reforça o sentimento de que perderão seu poder de compra", explicou Aloisio Pinto. "Mesmo entre os que consideram que sua família nada sofrerá com a crise, pensa-se que o desemprego trará o perigo de deixar o nome sujo na praça", ele acrescentou, enfatizando que 24% das menções de "nada sofrerão com a crise" têm a ver "com a falta de capacidade de honrar contas e dívidas".

Mídia
O espaço dedicado pela mídia à cobertura da crise também ajuda a impregnar nas classes C/D a visão de que ela vai bater à sua porta a qualquer momento. O reflexo é que 61% da amostra planeja aditar planos e projetos. 75%, identificados pela pesquisa como os mais preocupados,
vão postergar investimentos e compras. "Esse núcleo vai liderar o comportamento da crise", disse Aloisio Pinto, comparando a crise ao perfil de uma senhora interiorana. "A crise tem marcado sotaque caipira porque no interior ela é mais imediata. Para 47% dos interioranos a vida já está pior do que em relação a 36% dos moradores das capitais. O Brasil do agronegócio já vem sentindo o baque da menor demanda mundial por commodities.

A pesquisa "Retrato da crise" também revela que 63% das mulheres estão "muito preocupadas" com o cenário econômico global contra 49% da ala masculina. Para 40% das mulheres a crise será "forte no seio da família". O olhar feminino sobre o momento revela três perfis: os "Deus nos acuda" (os mais alarmados), os "Eu me viro" (que acreditam que no País do jeitinho tudo pode dar certo), e "Os sussa" (não estão nem aí para o que está acontecendo). Para 75% das mulheres, "reduzir e controlar custos" é prioridade. Outras ações profiláticas são: diminuir endividamento, conseguir segundo emprego e adiar realização de compras planejadas.


Paulo Macedo
Fonte: Propmark
Newsletter HSM Online, 19/11/08

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Trip divulga os Transformadores de 2008

Marcos Palmeira, Jair Ribeiro e Hermano Vianna estão entre os eleitos em 12 categorias

Em cerimônia realizada nesta terça-feira, 18, no Auditório do Ibirapuera em São Paulo, foram divulgados os nomes dos 12 vencedores do Prêmio Transformadores, da Editora Trip. O objetivo do prêmio é homenagear pessoas que se destacam à frente de questões que realmente fazem diferença no nosso dia-a-dia.

O evento teve o patrocínio de O Boticário e foi apoiado por Suzano Papel e Celulose, Almap BBDO, Epson, Tuca, O Estado de S. Paulo, Rádio Eldorado e Gol Linhas Aéreas Inteligentes. Os vencedores, eleitos entre 37 finalistas, foram:
Acolhimento - Jô Clemente (fundador da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais ? APAE)
Alimentação - Marcos Palmeira (ator e cultivador orgânico)
Biosfera - Frans Krajcberg (artista plástico e defensor da natureza)
Sono - Monja Coen
Corpo - José Hermógenes de Andrade Filho (Professor de Ioga)
Liberdade - Antonio Carlos Gomes da Costa (criador da Fundação Antonio Carlos e Maria José Gomes da Costa de educação)
Saber - Jair Ribeiro (idealizador da Casa do Saber e fundador da ONG Parceiros da Educação)
Conexão - Marcelo Araújo (Diretor da Pinacoteca do Estado de São Paulo)
Desprendimento - José Junior (fundador do grupo culturalAfroReggae)
Diversidade - Hermano Vianna (antropólago e coordenador do site colaborativo Overmundo)
Teto - Denis Mizne (Diretor-executivo do Instituto Sou da Paz)
Trabalho - Myrna Domit (Participou da Força de Paz da ONU no Haiti e armou projetos educativos nas favelas do país, como o cinema móvel)


Meio & Mensagem Online, 19/11/08

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Viva e Deixe Viver firma parceria com Y&R e Film Planet

Oscip, agência e produtora se unem em prol de documentário que contará os 11 anos da história da instituição comandada por Valdir Cimino e traçará um paralelo com o desenvolvimento das políticas de humanização hospitalar no País

A Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) Viva e Deixe Viver, comandada por Valdir Cimino, firmou parceria com a Y&R e com a produtora Film Planet e deve realizar, no próximo ano, um documentário que abordará seus 11 anos de existência em paralelo com o desenvolvimento das políticas de humanização hospitalar no País. O trabalho da Oscip tem como objetivo minimizar o impacto da internação hospitalar de crianças e adolescentes por meio de contadores de histórias e outros projetos de entretenimento que, desse modo, promovem a humanização das relações entre médicos e pacientes e tornam o tratamento desses jovens menos invasivo.

"O documentário vai trazer muita história de contador, de médicos, pacientes, mas também falará da lei, porque humanização da saúde é lei e não pode ser esquecida", defende Cimino. As cidades de São Paulo, Salvador, Recife, Rio de Janeiro, Curitiba, Porto Alegre, Ribeirão Preto, Fortaleza, Marília e Brasília, onde o grupo realiza seu trabalho de humanização, servirão de locação para as gravações.

A Y&R está em fase de pré-produção interna de um material de apresentação que, em breve, Marcos Quintela e sua equipe devem começar a levar a clientes e convidá-los a investir na causa e beneficiar-se pela Lei Rouanet. "Esse projeto é de total importância. Temos um foco totalmente voltado à propaganda e isso nos permite olhar com muito carinho para o projeto", defende Quintela. A Film Planet dará todo o apoio de produção ao filme, que será dirigido pela diretora Gabriela Cassaro, que já atuou ao lado de Flavia em outros projetos.

Conscientizar o mercado
Outro objetivo importante que a Viva pretende alcançar com a parceria é a conscientização dos profissionais do mercado publicitário, já que eles ajudam a decidir em que projetos seus clientes investirão, inclusive projetos de produção audiovisual. "Acreditamos muito que esse público influi na decisão, já que eles estão dentro das empresas", diz Luciana Bernardo, presidente da associação fundada por Cimino.


Eduardo Duarte Zanelato
Meio & Mensagem Online, 19/11/08

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Mercado questiona proibição da publicidade infantil

Associação Brasileira de Licenciamento (Abral) reuniu nesta quarta-feira, 19, dirigentes do setor e irá encaminhar documento ao Congresso Nacional contrário à aprovação do projeto de lei 5921/2001; bancada do PSDB sinaliza apoio

Representantes do setor de licenciamento, brinquedos e publicações infantis, além de advogados especializados em propriedade intelectual, se reuniram nesta quarta-feira, 19, para deliberar sobre ações práticas que visam evitar a aprovação do projeto de lei (PL) 5921/2001, dos deputados Maria do Carmo Lara (PT/MG) e Luiz Carlos Hauly (PSDB/PR), que propõe a proibição da publicidade de produtos destinados ao público infantil.

O PL foi aprovado pela Comissão de Defesa do Consumidor em 9 de julho, mas ainda não tem data para ir a plenário. Dentre os principais pontos do PL estão a proibição de qualquer tipo de publicidade e de comunicação mercadológica dirigida ao público infantil, em qualquer horário e mídia, seja ela de produtos ou serviços relacionados à infância.

O evento, promovido pela Associação Brasileira de Licenciamento (Abral) no auditório da Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil (ADVB), na cidade de São Paulo, resultará num documento em defesa dos setores envolvidos e contra a aprovação do projeto de lei que será entregue aos autores e aos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado.

"Enquanto a crise econômica assola o mundo, o legislativo, ao invés de procurar soluções, está querendo coibir a publicidade infantil. Essa é uma lei espúria que irá obrigar a indústria a reduzir a produção e os postos de trabalho. Nem embalagens coloridas poderemos ter. Vamos nos blindar, não podemos deixar isso acontecer", diz Sebastião Bonfá, presidente da Abral.

Um dos componentes da mesa de debates, André Magalhães Pinto, secretário parlamentar e assessor especial do deputado federal José Aníbal (PSDB/SP), se prontificou a levar as demandas do mercado à bancada do PSDB em Brasília. "O Bonfá irá me passar um briefing e a intenção é fazer uma blindagem contra o projeto de lei na Câmara. Vamos atuar para derrubá-lo", afirma Magalhães Pinto.

Na opinião de Synésio Batista da Costa, presidente da Associação Brasileira de Fabricantes de Brinquedos (Abrinq), este é mais um exemplo de projetos exóticos do congresso brasileiro. "Existem projetos para mudar a correnteza e o curso de rios e para dessalgar a água do mar brasileiro. O projeto não vai passar, mas tem um rito, isso vai demorar. CNI, Abert, Abrinq e mais algumas entidades estão capitaneando esse processo. Agora a Abral vai se juntar ao grupo", destaca, lembrando que a próxima reunião dessa equipe será em fevereiro.

Também participaram da mesa Arnaldo Rabelo (autor do livro Marketing Infantil e especialista em marketing de produtos infantis), Cecília Manara (advogada especialista em propriedade intelectual), Monica de Sousa (diretora comercial da Mauricio de Sousa Produções), Ricardo Sayon (presidente da rede de lojas Ri Happy), José Eduardo Severo Martins (presidente da Panini Brasil), Glenn Migliaccio (diretor de licenciamento da ITC) e Edson Pinto (advogado e tributarista).


Fernando Murad
Meio & Mensagem Online, 19/11/08

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É possível uma empresa social?

O super-executivo Jefrey Immelt e o economista bengalês Muhamad Yunus têm pouco em comum a não ser talvez a firme crença em suas idéias sobre empresas sustentáveis. Há duas semanas, em Nova Yorque, o CEO da General Eletric contagiou uma platéia de 1200 executivos com o seu entusiasmo pelas corporações e negócios verdes. Na semana passada, o presidente do Grameen Bank, prêmio Nobel de 2006, esteve no Brasil onde fez a sua habitual pregação sobre o microcrédito e o conceito de empresa social.

Em visita ao País, para o lançamento do seu livro “Um mundo sem pobreza”, palestras públicas e encontros privados com políticos e empresários, Yunus defendeu, com a serenidade costumeira, uma tese que, para muitos, se apóia em preceitos contraditórios: a de que o mundo precisa de “social business”, isto é, de companhias cuja prioridade não seja lucro e dividendos, mas benefícios sociais para pessoas de baixa renda. Vale reforçar, de partida: ele não está se referindo a uma organização de terceiro setor muito menos ao festejado conceito de negócios na base da pirâmide, cunhado pelo indiano G. K. Prahalad, segundo o qual as empresas podem ajudar mais na erradicação da pobreza se direcionarem seus produtos e serviços para um contingente de quatro bilhões de pessoas de classes C e D, com renda anual de até U$ 1,5 mil.

Yunus tem sido um crítico contumaz do BOP, como ficou conhecido o modelo sugerido por Prahalad. Para o criador do Grameen Bank (banco da aldeia), tratar os pobres como mera oportunidade de negócios só faria manter as desigualdades sociais e a engrenagem de um capitalismo perverso. Empresa social é - segundo ele - uma organização voltada para causas. Nela, os acionistas não estão preocupados com bottom line e admitem a idéia de apenas recuperar o dinheiro investido. Os resultados financeiros - sim, persegui-los é importante! - são integralmente revertidos na melhoria de um produto ou serviço com claro apelo social e também na expansão do seu “mercado” local.

Na Wall Street, pós ou pré-crise do subprime, modelos como este são tratados com ironia e desdém, e gente da estirpe de Yunus, como poetas sonhadores. De lado qualquer licença poética, o fato é que, há quatro anos, Yunus convenceu Franck Riboud, CEO da francesa Danone, a fundar, com o Grameen Bank, a primeira empresa social de Bangladesh, um país com 150 milhões de habitantes e uma renda per capita menor que US$ 4 por dia.

Durante almoço em Paris, Riboud confessou que desejava encontrar formas inovadoras de estender a missão da companhia de contribuir para a saúde de mais pessoas, especialmente das mais carentes. Yunus, por sua vez, viu na fala do executivo uma oportunidade para turbinar sua luta contra a desnutrição no país. Reunida a fome com a vontade de comer, nasceu, seis meses depois, a Grameen Danone Foods - uma pequena fábrica localizada em Bogra, no Norte de Bangladesh, produtora do Shoktidoi, um iogurte fortalecido com vitaminas e sais minerais.

Para financiar uma experiência tão inovadora, a empresa acabou criando, em 2006, um fundo de investimentos chamado Danone Comunities. E hoje já trabalha a implantação de modelo semelhante na Indonésia e na África do Sul. Toda a cadeia produtiva do Shoktidoi observa os princípios da sustentabilidade: mecanismos de ecoeficiência instalados, pouca tecnologia para gerar mais empregos na região, compras feitas de pequenos agricultores locais clientes do Grameen Bank e distribuição por conta de mulheres da rede estabelecida pelo banco.

O desafio de Yunus com a Danone Foods é, a rigor, e guardadas as monumentais diferenças em dólares, o mesmo de Immelt com a sua linha Ecoimagination: a viabilidade econômica. Para muitos de seus produtos verdes, a GE está enfrentando o desafio de abrir mercados novos, com baixa escala e alto custo de desenvolvimento. Como objetiva lucro, no entanto, a companhia aposta que cada vez mais clientes pagarão pela inovação. Alto investimento para alta recompensa financeira.

No caso da empresa social de Bangladesh, recai um desafio de outra ordem: oferecer um bom produto a preço bastante acessível para pessoas de baixíssima renda. Os sócios da Danone Foods prevêem que a fábrica deverá equilibrar entradas e saídas apenas daqui a dois anos, quando puder ocupar toda a sua capacidade produtiva. Alto investimento para alta recompensa social.

Evidentemente, experiências como a de Yunus ainda são vistas como alternativas, até porque confrontam a lógica vigente da rentabilidade de curto prazo. Não há nenhum sinal no horizonte mais próximo de que as empresas venham a aceitar a idéia de substituir a recompensa financeira pelo dividendo social aos seus investimentos. De qualquer modo, é bom para o mundo que as empresas sociais existam e em número cada vez maior, ainda que como símbolos de um ativismo generoso e solidário, expressões da missão institucional de empresas que pretendem deixar o mundo melhor para futuras gerações. Coexistindo com as empresas convencionais elas não nos farão esquecer nunca de que o melhor lucro é aquele que está a serviço do desenvolvimento, do bem-estar e da qualidade de vida das pessoas. Não custa sonhar que, um dia, Yunus convença Immelt a criar uma empresa social.


Ricardo Voltolini, da Revista Idéia Socioambiental
Publisher da revista Idéia Socioambiental e diretor da consultoria Idéia Sustentável. ricardo@ideiasustentavel.com.br
Envolverde, 20/11/08
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