terça-feira, 30 de setembro de 2008

Banqueiros viram filantropos na busca de emprego na Grã-Bretanha

A onda de corte de empregos na esteira do derretimento do mercado financeiro está motivando centenas de banqueiros a procurar instituições de caridade em busca de trabalho na Grã-Bretanha.

As intituições estão bastante interessadas em contratar os ex-grandes banqueiros para ajudá-las a levantar fundos, disse a forum3, uma agência de recrutamento.

"Para fazer caridade, são necessárias boas habilidades e de qualidade, a atitude correta... e isso está aumentando no setor profissional", disse à Reuters Deborah Hockman, uma diretora da forum3.

Cerca de 500 banqueiros que estão procurando por um trabalho no setor se aproximaram do grupo nas últimas semanas, 30 por cento de aumento em comparação ao mesmo período do ano passado, informou a forum3.

Dependendo do tamanho da organização, os diretores financeiros podem esperar ganhar algo entre 48 mil e 90 mil libras por ano com caridade.

"Você não vai ganhar as milhões de libras em bonificação que costumavam existir", disse Hockman.

"Mas você será relativamente bem pago em um ambiente interessante e tudo o que você fizer terá um fim social, em vez dos bolsos dos acionistas."


Reportagem de Douwe Miedema
Portal Exame, 30/09/08

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MTV quer aumentar anúncios rastreando redes sociais

A MTV vai rastrear a cada segundo os comerciais e vídeos vistos na Web e vai interligar comunidades online construídas em torno de seus programas de TV, disse seu diretor digital em entrevista sobre a nova estratégia publicitária da empresa.

A MTV está se esforçando para continuar a ser relevante na era digital, aprendendo mais sobre os fãs de alguns de seus maiores programas, como "The Hills" ou "Real World", através dos sites dos programas, disse Mika Salmi, presidente de mídia digital global da MTV, em entrevista à Reuters.

A emissora vai fornecer a seus anunciantes dados atualizados a cada segundo sobre como os vídeos e anúncios em seu site são vistos por usuários online. Na segunda-feira, a MTV anunciou a assinatura de um contrato com a Visible Measures, uma firma independente de medição, para que ela forneça esses dados.

A iniciativa espelha uma mudança semelhante para dados atualizados a cada segundo pelo setor de medição de audiência da TV, liderado pela Nielsen e a TiVo.

O novo serviço poderá medir o uso de vídeos da MTV que foram compartilhados ou inseridos em outras redes sociais, como o MySpace, ou blogs.

Nos últimos anos a MTV vem trabalhando em sua transformação para o século 21, construindo ou comprando marcas digitais em música, programação, mundos virtuais e games. A Atom Films, empresa de Salmi, foi comprada em 2006.

A rede de TV a cabo se esforça para continuar relevante à medida que uma parte maior de seu público principal, formado por pessoas na faixa de 12 a 34 anos, passa cada vez mais tempo na Internet do que assistindo à TV.

A MTV está construindo comunidades que abrangem centenas de seus Web sites, como VH-1, Pimp My Ride e Jackass, através de um serviço chamado Flux. Quando um internauta está logado na rede Flux, ele pode passar para outros sites da MTV sem precisar fazer novo login.

Como outros sites populares de rede social, como Facebook e MySpace, os usuários do Flux, construído com o Social Project, podem compartilhar vídeos, fotos pessoais e blogs. A MTV comprou a empresa de redes sociais Social Project este mês por um valor não revelado.

Mas resta a ver se as próprias redes sociais poderão ganhar dinheiro com anúncios, no longo prazo. A MTV está apostando que seus relacionamentos de longa data com anunciantes na TV a cabo, somada à popularidade de seus programas, possam colocá-lo em situação privilegiada para desenvolver relacionamentos aprofundados com fãs em suas centenas de sites.


Yinka Adegoke
Portal Exame, 30/09/08

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Instituições Públicas de Ensino Superior são convidadas a apresentar projetos de extensão em temas relacionados à Política Nacional de Cultura

O Ministério da Educação, por meio da Secretaria de Educação Superior - SESu/MEC, e o Ministério da Cultura, por meio da Secretaria de Políticas Culturais - SPC/MinC, apóiam as Instituições Públicas de Ensino Superior no desenvolvimento de projetos de extensão que contribuam para a implementação e para o impacto de políticas públicas, potencializando e ampliando patamares de qualidade das ações propostas, projetando a natureza das mesmas e a missão da universidade pública.

O presente edital tem por objeto convocar as Instituições Públicas de Ensino Superior a apresentarem projetos de extensão em temas relacionados à Política Nacional de Cultura.

Confira o edital do Programa de Apoio à Extensão Universitária PROEXT 2008 - MEC / CULTURA: Edital nº01

Contato: proextmeccultura@mec.gov.br


Ministério da Cultura, 29/9/08

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As datas do acordo ortográfico

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assina nesta segunda-feira o decreto com a agenda da implantação do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa no país. A assinatura será às 15h, no prédio da Academia Brasileira de Letras, no Rio de Janeiro, durante sessão solene de celebração dos 100 anos da morte de Machado de Assis.

Com data marcada para entrar em vigor em 2009, a reforma ortográfica pretende fazer com que pouco mais de 210 milhões de pessoas em oito países que falam o português tenham a escrita unificada, conservando as variadas pronúncias. A proposta foi apresentada em 1990, mas era necessário que pelo três países ratificassem os termos da proposta, o que ocorreu somente em 2006. O Congresso brasileiro aprovou as mudanças em 1995. Entre as mudanças estão o fim do trema, novas regras para o emprego do hífen, inclusão das letras w, k e y no alfabeto e novas regras de acentuação.

No Brasil, o acordo entrará em vigor em janeiro de 2009 e sua implantação será feita de forma gradual. Nos livros diáticos, as novas normas só serão válidas em 2010 e obrigatórias a partir de 2012. A regra atual valerá para vestibulares e concursos públicos até dezembro de 2012. Os países do acordo são Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste, Brasil e Portugal.

LINKS RELACIONADOS
• Perguntas e respostas | O que muda com o acordo da Língua Portuguesa


Veja.com, 29/09/08

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BoP 3.0: o futuro é seu vizinho

"Apesar disso, você ainda não está batendo na porta dele"; Sustainable Innovations at the Base of the Pyramid fala sobre a base de pirâmide

A discussão está quente aqui em Helsinque, e não é piada. Mas primeiro deixa eu fazer o prometido. O que é BoP 3.0? No começo as relações com a população BoP [Base of the Pyramid - Base da Pirâmide] era assim. O rico dizia: "Vai lá, pega essa grana, não é preciso ter vergonha, vai lhe ajudar, um pouquinho pra você tomar um café ali na esquina...".

Para ser simples, direto e objetivo, os países ricos e as multinacionais davam esmolas. Aliás, faziam filantropia, essa é a palavra politicamente correta. Depois chegou o BoP 2.0. "Vamos lhe ajudar, mas você tem que dar algo em troca. Vamos ajudar a sua comunidade, mas vai uma ONG aí para te ajudar em tudo. Vai salvar a comunidade, ensinar a ser cidadão, lhe dar um curso profissionalizante para uma profissão que você nunca vai exercer", enfim...

Agora chegou o BoP 3.0. "Tem uma grana sim, você precisa me apresentar um plano de negócios, se tornar um ser participante do sistema financeiro, do sistema legal, precisa existir, e ser participante (cidadão). Não é mais uma relação de assistencialista, mas sim de mútua confiança".

Como a minha sócia Carol Escorel fala sabiamente: "Porra!!! Isso é capitalismo inclusivo".

Para encerrar, quero esclarecer que este foi um seminário cujo objetivo não era a discussão sobre comunicação e/ou marketing para a Base da Pirâmide. Mas que todos, absolutamente todos, incluíram em suas palestras em suas palestras a necessidade de um design específico para os países emergentes (o nosso!).

Um design de produto, de serviço, de marketing, de comunicação.Pois é, para mim o grande resumo disso tudo, o que parece que vai realmente ajudar as grandes massas de gente do mundo felizmente ou infelizmente ­não são as idéias de esquerda, de direita, da política, mas sim, a economia. Como falava o marqueteiro político do Bill Clinton: "It's the economy, stupidy".


André Torreta, de Helsinque
Publicitário há 25 anos e trabalhou por 15 anos no mkt político, período que obteve a experiência com as classes C, D e E. Em 2001 fundou o primeiro instituto de pesquisa e a primeira agência de propaganda especializada na "Base da Pirâmide". Em 2007 fundou a "A Ponte Estratégia", consultoria de marketing especializada nas classes C, D e E.
Meio & Mensagem Online, 29/09/08

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Ajude a ONU a escolher o tema do próximo relatório sobre desenvolvimento no Brasil

O PNUD vai fazer audiências públicas, parcerias com empresas e instituições sociais, consultas com professores de pós-graduação, jornalistas, órgãos públicos e internautas para definir o tema do próximo Relatório de Desenvolvimento Humano sobre o Brasil, a ser publicado no ano que vem.

O site do PNUD criou uma página específica para a participação dos internautas. Basta responder a duas perguntas (“Na sua opinião, qual será o principal problema do Brasil daqui a dez anos”? e "Qual deve ser o tema do próximo Relatório de Desenvolvimento Humano? Por quê?") e clicar em "enviar respostas". O resultado da enquete será divulgado em 30 de novembro. Também na internet, uma consulta semelhante será feita no Portal do Voluntário, que reúne uma rede de 53 mil pessoas.

"Os relatórios de desenvolvimento humano do PNUD sempre tiveram a preocupação de não se restringir à informação acadêmica, de atingir um público maior. Agora, estamos partindo do próprio público", resume o coordenador do relatório brasileiro, Flavio Comim.

O PNUD já fechou acordo com a CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil) para que as pastorais — que reúnem cerca de 300 mil pessoas — participem da escolha. A partir de uma parceria com a CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) e o CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), o PNUD entrou em contato com 4 mil professores de pós-graduação, a fim de que também ajudem a definir o tema do relatório (veja quadro ao lado).

Já foram contatados jornalistas e outras agências da ONU, e serão consultados representantes de órgãos públicos. O PNUD também negocia com o setor privado a possibilidade de expandir a consulta por meio de outros canais.

As audiências públicas ocorrerão em um município de cada região brasileira. Já foi estabelecido que na região Sul o encontro será em Porto Alegre, na região Sudeste, em São Paulo, e na Centro-Oeste, em Brasília. Os locais do Nordeste e do Norte ainda não foram escolhidos.

Para que o processo não se restrinja a metrópoles, o PNUD fará audiências nos dez municípios brasileiros de menor IDH-M (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal, uma adaptação do IDH aos indicadores regionais brasileiros): Manari, em Pernambuco; Jordão, no Acre; Guaribas e Caraúbas do Piauí, no Piauí; Traipu, em Alagoas; Ipixuna, no Amazonas; e Araioses, Santana do Maranhão, Lagoa Grande do Maranhão e Centro do Guilherme, no Maranhão. “O relatório vai dar ênfase à construção de relações da ONU com a sociedade civil organizada e não-organizada”, diz Comim. O resultado deve ser divulgado no fim de novembro.

O diálogo com um público mais amplo vai ocorrer não só no processo de consulta, mas também no de divulgação, afirma o coordenador do relatório. “As parcerias também prevêem que o resultado do relatório chegue às pessoas.”

A publicação será composta de três cadernos, com entre 30 e 50 páginas — um de diagnóstico, a ser divulgado entre março e abril, um com soluções, a ser divulgado no final de agosto, e um com indicadores, a ser lançado no fim de 2009, junto com o relatório propriamente dito. Todos esses produtos devem ser adaptados para cartilhas, com linguagem mais acessível e texto mais enxuto. O PNUD estuda ainda divulgar o conteúdo por vias alternativas, como teatros e jogos. "Não queremos que seja um relatório que ficará guardado na estante. Não queremos escrever só para os policy makers, queremos chegar a uma parcela maior da população", afirma Comim.

Esse será o terceiro Relatório de Desenvolvimento Humano brasileiro. O primeiro, publicado em 1996, foi pioneiro ao calcular o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) para todas as unidades da Federação. O segundo, de 2005, destacou já no título os temas abordados: Racismo, pobreza e violência.

Responda à enquete "Quais são os maiores desafios do Brasil?" em http://www.pnud.org.br/rdhbrasil2009/


Redação do Pnud
Envolverde, 29/09/08
© Copyleft - É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.

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Consulta pública para regulamentação do acolhimento de crianças

O Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), em parceria com o Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS), disponibiliza para consulta pública o documento Orientações Técnicas para os Serviços de Acolhimento para Crianças e Adolescentes.

Elaborado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, o documento recebeu também as contribuições do Conanda e do CNAS. O principal objetivo do texto é subsidiar a regulamentação dos serviços de acolhimento para crianças e adolescentes, previstos no Plano Nacional de Promoção, Proteção e Defesa do Direito de Crianças e Adolescentes à Convivência Familiar e Comunitária, aprovado em 2006.

As contribuições devem ser enviadas para o Conanda impreterivelmente até o dia 10 de outubro por e-mail (conanda@sedh.gov.br) ou pelos Correios para o seguinte endereço:

Secretaria Executiva do Conanda
Esplanada dos Ministérios, Bloco T, Ed. Anexo II, sala 421
CEP 70.064-901, Brasília-DF

Para facilitar o processo de envio das contribuições, foi elaborado um guia de orientação para os procedimentos da consulta pública.

Para acessar o documento Orientações Técnicas para os serviços de acolhimento para crianças e adolescentes, clique aqui.

Para acessar o Guia para orientar a Consulta Pública, clique aqui .


redeGIFE Online, 29/09/08

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Grupo aponta desafios do voluntariado corporativo

Evento realizado pelo GIFE, em parceria com o Centro de Voluntariado São Paulo, no último dia 25, reuniu 30 profissionais de institutos, fundações e empresas para discutir o “estado da arte” do voluntariado corporativo. Com o apoio do Instituto Carrefour, o objetivo foi apontar as potencialidades, desafios e limites da prática, dentro do contexto brasileiro.

Os convidados, a maior parte representantes de associados ao GIFE, são responsáveis por ações de voluntariado em suas organizações. Assim, a dinâmica do evento os reuniu em grupos para analisar suas práticas, trazendo à tona as principais preocupações e oportunidades por consenso.

Ao final, cada equipe ficou responsável por um dos seis temas levantados. Por meio do exercício responderam questões que compreendiam desde o motivo para criar um programa de voluntariado, à comunicação, gestão, avaliação e, no fim, o que cada um dos envolvidos investe efetivamente em todo o processo.

“Vivemos em um paradigma de desesperança, em que as pessoas sentem que são impotentes contra a violação dos direitos ao seu redor. O voluntário acredita que, mesmo fazendo pouco, está transformando a sociedade e mostrando que todos nós podemos, sim, fazer alguma coisa”, argumentou a psicóloga Cenise Vicente, ex-oficial de projetos do UNICEF e diretora da empresa de consultoria Oficina de Idéias.

Por que começar?
Organizações como o GIFE e o Centro de Voluntariado de São Paulo (CVSP), representados pelo secretário-geral, Fernando Rossetti, e pela coordenadora do CVSP, Cristina Murachco, acreditam que a prática é eficiente na geração de transformações sociais. No entanto, para que isso ocorra, deve ser elaborada por meio de ações estruturadas e estratégicas.

Na visão dos participantes, apresentada pela gerente do Programa de Voluntariado do Instituto C&A, Carla Sattler, as empresas dão início a esse tipo de programa porque é possível identificar, mesmo que de forma empírica, que o voluntariado traz benefícios para empresa, para a comunidade e para o funcionário.

Como porta-voz de um dos grupos, Carla enumerou alguns dos benefício: o auxílio no desenvolvimento de habilidades pessoais e profissionais dos colaboradores, aumento da satisfação com o trabalho, contribuição na redução de problemas comunitários e engajamento de colaboradores em causas sociais.

Ao mesmo tempo, a prática tem ajudado as empresas a fortalecerem suas marcas de forma positiva e socialmente responsável junto a diversos stakeholders. Nesse sentido, verifica-se um maior reconhecimento por grupos comunitários e organizações sociais.

“Quem lida com voluntariado nas empresas, está na linha entre o que é benefício público e privado. Ações bem-estruturadas mostram que todos os públicos envolvidos podem ganhar com a prática”, afirmou Rossetti.

Mobilização
Um dos principais desafios identificados pelos participantes é o de mobilizar o colaborador para as ações de voluntariado. Nos argumentos que sustentavam os critérios a serem avaliados, tornou-se evidente que, para cada organização, havia um obstáculo diferente a ser superado.

Embora acreditem que a comunicação bem feita é um dos cernes da solução, a expectativa de cada funcionário sobre o trabalho voluntário deve ser levada em consideração. “É preciso entender o quê o colaborador acredita que está fazendo: assistencialismo ou transformação social”, lembrou coordenadora de Programas Sociais da Centrais Elétricas Matogrossenses (CEMAT), do Grupo Rede, Maria de Lurdes Neves, relatora de grupo.

Nesse sentido, pode-se encarar a gestão do voluntariado em duas perspectivas, sem categorização de mais positivo ou negativo. A primeira percebe o voluntário como instrumento de assistência, em que é encorajado a se envolver em ações prontas, criadas por uma organização (social ou empresarial). A outra perspectiva vê o voluntário como agente e promotor de suas próprias ações que age natural e espontaneamente sobre uma determinada realidade.

Cabe então a cada organização criar um projeto de acordo com o que se espera do colaborador. Uma empresa que estimula funcionários a participarem de suas ações de Investimento Social Privado, deve desenvolver uma comunicação distinta ao daquela que os motiva a oferecer apoio a associações comunitárias do bairro onde vive, por exemplo.

Para entender como mobilizar os funcionários, portanto, é preciso compreender o que o leva à decisão de “ser voluntário” e toda a subjetividade (desejo e expectativa) inerente à sua escolha.

Governança
As dúvidas sobre a gestão de todos esses processos também foram bastante analisadas durante o evento. Para a relatora do grupo que analisou esse enfoque, a gerente de Sustentabilidade do Instituto Carrefour, Karina Chaves, embora exista uma tendência desses programas serem coordenados por uma diretoria corporativa, em cada organização existe uma estrutura diferente.

De fato, pelas razões apresentadas pelos participantes, é preciso criar uma política de voluntariado para ter clareza de onde se quer chegar, tal como a forma com que ela está inserida estrategicamente na organização (no leque de sua Responsabilidade Social).

No entanto, segundo a responsável pelos Programas de Voluntariado do Instituto ibi, Tatiana Polo, a governança depende também da escolha da área que coordenará essa política e sua importância dentro da estrutura. Nos exemplos das mesas de discussão do evento, não houve consensos sobre o assunto.

Os programas podem ser coordenador por áreas distintas, como: Recursos Humanos, Comunicação, Marketing, pela “mulher do presidente da empresa”, ou mesmo pelos institutos e fundações vinculados à mantenedora. É a força da estrutura que pautará as linhas de ação e seu suporte pela diretoria.

“O importante é que também sejam feitas parcerias com os gestores e os líderes”, disse Karina Chaves, ao lembrar como é difícil manter um plano nacional de voluntariado, quando a empresa está presente em 16 Estados.

Avaliação
O que pode ser considerado sucesso em programas de voluntariado? Uma resposta simples é a de que a iniciativa tenha realmente trazido benefícios para os três principais grupos envolvidos: empresa, comunidade e funcionário. Daí a necessidade de conseguir mensurar resultados qualitativos e quantitativos sobre esses públicos.

O desafio, portanto, é como levantar esses dados. Isto é, como realmente o processo refletiu na vida dos beneficiados? A empresa deu o suporte necessário aos voluntários? As ações estavam alinhas ao negócio da empresa? Três questões, dentre uma série.

Citando o escritor francês Antoine de Saint-Exupéry, o consultor em cidadania empresarial e ex-presidente do Instituto C&A, Antônio Carlos Martinelli, afirmou:”O essencial é invisível aos olhos”.

Na fábula de sua autoria, “O Pequeno Príncipe”, Saint-Exupéry considerava (aos olhos dos personagens) os adultos como pessoas incapazes de entender o sentido da vida, pois haviam deixado de ser a criança que um dia foram.

No caso da avaliação, metaforicamente, pode ser considerada a necessidade de mensurar impactos, muitas vezes, intangíveis. Daí o ruído entre diferentes grupos. “Cultura empresarial e a social têm problemas de discurso. Uma vê apenas os dados e outro percebe os outros valores”.

A coordenadora de Projetos Sociais da Philips do Brasil, Renata Macedo, defendeu a importância da coleta de dados qualitativos, para mensurar o impacto da ação. Essa é a questão de “olhar o invisível”.

Investimento
Ao explicar as conclusões sobre o seu grupo, Renata Toledo, uma das responsáveis pela área de Voluntariado dentro do setor de Recursos Humanos da Natura, sistematizou o que cada segmento pode fazer para melhorar os programas.

Há diversas formas que a empresa pode fazer investir; seja em projetos próprios, seja na comunicação interna de estimulo ao voluntarismo de seus colaboradores (não vinculado à empresa), ou apenas com recursos financeiros a entidades selecionadas pelos funcionários.

Somado a isso, há o tempo e dedicação do funcionário. Por esse raciocínio de co-responsabilidade, a comunidade pode investir em mobilização e articulação, enquanto organizações não-governamentais podem estar vinculadas a programas de qualificação.

Comunicação
Embora a comunicação seja transversal em todo o processo, os grupos levantaram direcionamentos fundamentais para melhorar os resultados das iniciativas. O primeiro é, evidentemente, a comunicação interna. “Ela geralmente é a mais rápida e padrão”, considerou a coordenadora de Programa de Voluntariado da Fundação FEAC (Federação das Entidades Assistenciais de Campinas), Nilza Montanari.

Ao mesmo tempo, o relacionamento com a comunidade também está ligado às linhas de comunicação da organização. O envolvimento de entidades sociais de base pode ajudar na nesse ponto, principalmente na ligação entre público atendidos e voluntários – além de, como já dito, na capacitação dos envolvidos.

Um dos receios dos grupos de discussão foi como comunicar para a população em geral, sem o risco da atuação ser considerada oportunista. Para evitar isso, os projetos devem ter consistência, estar atrelados ao negócio, serem monitorados, além de serem pensados para longo prazo. Sem isso, os esforços para comunicar não terão respaldo objetivo, o que levaria à falta de credibilidade.

“Quando damos publicidade a um projeto, é preciso saber quem é o sujeito da frase. É a empresa ou a causa o foco da comunicação. Se for a empresa, trata-se de uma promoção da marca. Se for educação, saúde, inclusão, estamos nos referindo a um bem comum”, avaliou Fernando Rossetti.

Para começar
Programas de voluntariado corporativo, segundo as conclusões dos participantes, devem ser concebidos a partir de um diagnóstico participativo das ações sociais dos empregados. Afinal, muitos deles, antes mesmo da empresa desenvolver essa idéia já atuavam na área.

Em segundo lugar, pode ser estruturado uma espécie de “banco de talentos”, em que os colaboradores informam habilidades e desejos de ação na área social. Isso porque talentos artísticos, culturais e sociais muitas vezes não são demonstrados pelas pessoas em seu cotidiano de trabalho.

Dados
Durante as discussões, alguns dados foram apresentados aos participantes pela coordenadora do CVSP, Cristina Murachco. A pesquisa “Perfil do Voluntariado Empresarial no Brasil”, lançada pela organização da sociedade civil Riovoluntário, por exemplo, mostra como as empresas parecem preocupadas com o desenvolvimento de bons programas de voluntariado corporativo.

Das 89 empresas (de todos os portes e setores, que atuam em território nacional, sendo 61% delas na região sudeste) que responderam ao questionário, 45% possuem programas de voluntariado institucionalizado, com planejamento e orçamento anuais.

Segundo o estudo, as empresas que apresentam níveis de mobilização de seus funcionários acima dos 10% têm programas institucionalizados. Mas para as empresas, o principal fator responsável por aumentar o grau de participação dos colaboradores no serviço voluntário é a presença do profissional de comunicação interna, comprometido com o programa (79%).

Outro fator que contribui para o incremento da participação dos colaboradores, na avaliação dos entrevistados é o engajamento da diretoria. Para 84% deles, a existência de uma diretoria participativa está fortemente vinculada ao sucesso de um programa de voluntariado empresarial. No entanto, somente 25% das empresas declararam que seus diretores participavam maciçamente das ações de voluntariado incentivadas pela empresa.


Rodrigo Zavala
redeGIFE Online, 29/09/08

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Impaes abre inscrições para patrocínio

O Impaes – Instituto Minidi Pedroso de Arte e Educação Social, organização que apóia e desenvolve projetos no campo da arte e da educação social, abre inscrições para o processo de seleção de novos projetos para 2009. Os projetos apoiados visam a capacitação de educadores para e pelas Artes para atuarem, preferencialmente, com crianças e adolescentes de comunidades de baixo poder aquisitivo e com reduzido acesso à arte.

Desde 2005, o Programa Desafios Impaes seleciona para apoio financeiro projetos de organizações da sociedade civil que visem à difusão do potencial da arte como meio transformador do indivíduo e de sua realidade, estimulando a formação e o desenvolvimento humano a partir da ampliação das capacidades criativa, crítica e de inserção social.

Desse modo, o Impaes reconhece as ações sistemáticas promovidas no campo do ensino das artes como forças potenciais de valorização do sujeito e de suas experiências. Ações essas que, por meio do fazer artístico, da interpretação das artes e da contextualização, ampliam a percepção sobre o mundo e as possibilidades de desenvolvimento pessoal e profissional.

O período de inscrições para o Programa Desafios Impaes 2009 será de 22 de setembro a 22 de outubro de 2008. Os projetos inscritos devem ser desenvolvidos por organizações legalmente constituídas sem fins lucrativos e ter duração de 12 ou 24 meses, respeitando-se o ano-calendário (janeiro a dezembro). A capacitação deverá ter a duração mínima equivalente a um ano letivo.

Os recursos financeiros solicitados não devem ultrapassar o valor de R$ 90.000,00 (noventa mil reais) por ano de execução, ou seja, podem totalizar até R$ 180.000,00 (cento e oitenta mil reais) para projetos com realização de dois anos.

A coordenação técnica do processo de seleção do Programa Desafios Impaes 2009 está a cargo do Cenpec - Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária.

Também é requisito que as instituições e projetos candidatos sejam localizados na cidade de São Paulo e/ou municípios limítrofes, a saber: Caieiras, Cajamar, Cotia, Diadema, Embu, Embú-Guaçu, Ferraz de Vasconcelos, Guarulhos, Itanhaém, Itapecerica da Serra, Itaquaquecetuba, Juquitiba, Mairiporã, Mauá, Mongaguá, Osasco, Poá, Santana de Parnaíba, Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, São Vicente e Taboão da Serra.


redeGIFE online, 29/09/08

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A transformação de um município se dá pelas pessoas

Raquel Severo e Rosilane Peres até há pouco tempo eram mulheres com poucas perspectivas profissionais além de promover o sustento básico de suas famílias. Raquel mantinha uma pequena loja de armarinhos com a mesma clientela e produtos há anos, e Rosilane vendia lingerie de porta-em-porta. As duas moradoras de Barroso, município mineiro de 20 mil habitantes a cerca de 200 km de Belo Horizonte, acreditavam que haviam conseguido o máximo que a vida profissional podia lhes dar em uma localidade pequena.

Em menos de dois anos, o comércio de Raquel foi ampliado e a receita cresceu 40%. A então sacoleira Rosilane agora é dona de uma loja e planeja abrir o primeiro sex-shop da cidade. O que mudou a vida dessas duas mulheres em tão pouco tempo foi uma receita simples: a redescoberta de sua auto-estima e a capacitação para os negócios.

Elas fazem parte do projeto Rumo Certo, apoiado pelo Instituto Holcim (IH), e que estimulou, em média, o aumento de 30% nas vendas do comércio barrosense em 12 meses. Ao iniciar suas atividades em Barroso, em 2002, o Instituto deparou com um desafio que parecia impossível: promover o desenvolvimento de uma localidade que durante décadas dependeu praticamente dos empregos na prefeitura e na fábrica de cimento, a única grande indústria local. A fábrica, de origem nacional e comprada pelo grupo suíço Holcim em 1996, ocupava a perigosa posição de único motor econômico do município.

Isso acontecia porque os moradores da cidade não conseguiam enxergar perspectivas na região e em si próprios. Mudar esse cenário se tornou a meta do Instituto em Barroso. Para sistematizar como essa revolução ocorreria, a coordenação do Instituto foi buscar inspiração nos antigos gregos e montou o Programa Ortópolis (Orto = correta e Polis = cidade), do qual o Rumo Certo faz parte.

A principal preocupação do Instituto ao iniciar o trabalho era de não criar outra forma de dependência. Daí a importância de se construir o trabalho em conjunto com a comunidade e com os mais diversos agentes locais. O início foi muito difícil. Eram longas conversas nem sempre providas de confiança da população na possibilidade de grandes mudanças. Para muitos parecia que andávamos em círculos, pois eram debates seguidos de debates, mas sem resultados tangíveis.

Aos poucos se começou a notar a mudança de comportamento. Aqueles que não viam outras possibilidades para si e para seus filhos além de trabalhar na prefeitura ou na fábrica passaram a mostrar espírito empreendedor. E a descobrir que a região poderia oferecer mais atrativos e potencialidades do que imaginavam.

No planejamento do Ortópolis estão, entre outros, o desenvolvimento dos setores eletromecânico, hoteleiro, gastronômico e de artesanato, além do incentivo a ações voltadas para a economia rural, cidadania e inclusão social. O olhar dos barrosenses para o mercado também vem sendo ampliado. A indústria de cimento e a prefeitura não são mais vistos como os únicos clientes em potencial de boa parte dos negócios. As artesãs e costureiras de Barroso, por exemplo, criaram há dois anos com o apoio do IH, uma coleção de roupas desenhadas pelo estilista Ronaldo Fraga. Os modelos foram apresentados na capital mineira e projetaram as barrosenses em nível estadual. Outro trabalho que vem ganhando corpo na região é o projeto Vaca Gorda, na área de pecuária leiteira, pois o município possui cerca de 150 pequenos proprietários rurais.

O Ortópolis conta hoje com parcerias importantes como Sebrae/MG, a Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis (Ascab), com a Fundação Interamericana e o Instituto Ecofuturo. O programa vai gradualmente tornando-se sustentável. É neste ponto que, nós do IH - que demos o passo inicial para a constituição de Ortópolis - medimos os principais avanços dos trabalhos. Afinal, não há mais espaço para o paternalismo empresarial.

Um instituto ou fundação seja ele qual for, ligado ou não a uma empresa ou governo, deve assumir o papel de facilitador e jamais ter uma postura paternalista nas comunidades em que atua. Essa é nossa principal preocupação. Por isso, faz parte do cronograma do Ortópolis uma participação cada vez menor do Instituto nas atividades. Como o tempo, vamos nos tornando apenas orientadores, consultores. Queremos que a população de Barroso não precise mais de nós.

Além da revitalização do comércio e desenvolvimento de vários setores da economia, o Ortópolis também atua nas áreas de cultura, educação e meio ambiente. Entre os projetos que já apresentam resultados concretos estão a formação de uma biblioteca comunitária e a realização um programa de incentivo à leitura nos ônibus municipais. São duas mil pessoas cadastradas. O Educando Verde, voltado para educação ambiental, já levou sua mensagem a aproximadamente 2 mil crianças e adultos barrosenses que se tornaram multiplicadores de conceitos ligados a reciclagem de lixo e uso racional de água, entre outros.

Ainda há muito a fazer, mas apresentar esse modelo de cidade a outras regiões do Brasil pode ser um começo para replicar um projeto em que acreditamos, apostamos e vimos florescer. Demos início, por meio do Instituto Holcim, ao trabalho também em Magé, no interior do Rio de Janeiro. É um pequeno passo, mas temos certeza que será um exemplo para empresas e entidades adotarem o modelo em outras comunidades. Um fato já nos é bastante claro e nos impulsiona para a conquista dos desafios que fazem parte da nova etapa: acreditar na proposta de Ortópolis, e em seu mais forte significado, que é o de desenvolver uma cidade correta, e porque não, mais justa.


Michaela Rueda
Vice-presidente executiva do Instituto Holcim e diretora de Recursos Humanos da Holcim Brasil
redeGIFE online, 29/09/08

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segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Edital Prêmio de Ludicidade / Pontinhos de Cultura do Ministério da Cultura

O Edital de Ludicidade tem o objetivo de conceder até 200 (duzentos) prêmios no valor de R$ 18.000,00 (dezoito mil reais) cada entidade sem fins lucrativos, legalmente constituída, e instituições governamentais estaduais, distritais e municipais que atuem na(s) área(s) sócio-cultural-artístico-educacionais no
seguimento da Criança e Adolescente ou que estejam envolvidos em parceria com escolas, universidades públicas ou demais instituições com o objetivo de promover uma política nacional de transmissão e preservação da Cultura da Infância e da adolescência, por meio de projetos e ações que assegurem seus direitos segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente, principalmente no que se refere ao capítulo II.

Edital
Formulário de inscrição
Requerimento
Declaração


Ministério da Cultura, 25/09/08

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Novos Prazos do Ministério da Cultura

A Fundação Nacional de Artes, instituição vinculada ao Ministério da Cultura, divulgou nesta segunda-feira, 29 de setembro, a prorrogação dos prazos para inscrições nas edições 2008 de diversas iniciativas. As novas datas constam das Portarias nºs 202 e 203, que foram publicadas no Diário Oficial da União (Seção 1, páginas 70 e 71).

Até 20 de outubro, o Programa de Bolsa de Estímulo à Criação Artística, o Programa de Bolsa de Estímulo à Produção Crítica em Artes, o Prêmio Interações Estéticas - Residências Artísticas em Pontos de Cultura, o Projeto Pixinguinha - Prêmio Produção e o Programa Rede Nacional Funarte Artes Visuais estarão com inscrições abertas.

Já para o Prêmio Marcantonio Vilaça, a Funarte/MinC recebe, até 30 de outubro, as inscrições de propostas de instituições museológicas, privadas e públicas, que desejem adquirir obras de arte para ampliação de acervo. Serão beneficiados pelo menos dez museus, dois em cada região do país.

Saiba mais sobre as iniciativas: Fomento às Artes.


Sheila Sterf
Ministério da Cultura, 29/08/09

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Prêmio Professores do Brasil

O Prêmio Professores do Brasil, iniciativa do Ministério da Educação (MEC), está em sua terceira edição e tem como objetivo contemplar professores do ciclo da educação básica - do ensino infantil ao médio.

Realizado pela Fundação Bunge, Fundação Orsa, Instituto Votorantim e Instituto Pró-Livro, o prêmio homenageia 40 educadores, e os vencedores recebem R$ 5 mil, um troféu e um diploma.

As inscrições ficam abertas até 24 de outubro, e podem ser feitas pelos sites do MEC ou dos realizadores.
www.mec.gov.br
www.fundacaobunge.org.br
www.fundacaoorsa.org.br
www.institutovotorantim.org.br
www.prolivro.org.br

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Onde e como captar recursos públicos para projetos socioambientais

Amplia-se constantemente no Brasil o financiamento público sustentável para empresas e ONGs

A possibilidade de financiamentos ambientais com recursos públicos em nosso país é atualmente bastante significativa. Apesar de considerável e, ao mesmo tempo, pouco explorada, a oferta ainda é insuficiente se confrontada com as urgentes necessidades de preservação e conservação do meio ambiente. De qualquer maneira, objetivamos aqui sintetizar as principais fontes com suas características e exigências centrais.

Fundo Nacional para o Meio Ambiente (FNMA)
Criado em 1989, já financiou mais de 1.400 projetos socioambientais, empregando R$ 210 milhões. Tem como missão contribuir para a realização das políticas ambientais de conservação e sustentabilidade do governo federal. Há dois tipos de demandas: a espontânea – apresentada em qualquer época do ano, oriunda de qualquer região do país, para valores até R$ 500 mil anuais e enquadrada nos núcleos temáticos (1) –, e a induzida – em resposta a editais.

Entre as várias ações financiáveis estão: realização de empreendimentos econômicos com inclusão comunitária e sustentabilidade ambiental, projetos de educação ambiental, produção de material pedagógico, projetos de MDL (Protocolo de Quioto), entre outros.

Critérios para aprovação: demonstrar ganhos ambientais, não utilizar técnicas que ponham em risco o meio ambiente, contemplar a questão social, poder gerar políticas públicas e ser replicado. É importante notar que a maior parte dos recursos é destinada para ONGs e governos municipais.

Programa Piloto para Proteção das Florestas Tropicais do Brasil (PPG7)
Nasceu na Rio-92 e atualmente se encontra em sua segunda fase de aplicação, que vai até 2010. Sua missão é proteger a Floresta Amazônica e a Mata Atlântica em conjunto com a melhoria da qualidade de vida das populações locais. Principais linhas de investimento: desenvolvimento de experiências inovadoras entre comunidades locais e órgãos governamentais, conservação de áreas protegidas, fortalecimento institucional e pesquisa científica.

Programa Nacional do Meio Ambiente (PNMA II)
Suas metas são: aprimorar a gestão integrada – entre governos estaduais e municipais, ONGs e setor produtivo – dos ativos ambientais, melhorar o desenvolvimento institucional do licenciamento ambiental e monitorar a qualidade da água e o gerenciamento costeiro (ordenamento territorial).

Global Environmental Facility (GEF)
É o principal instrumento multilateral de financiamento a projetos ambientais em países em desenvolvimento. Foi criado em Paris, em 1990, para custear iniciativas cujos impactos fossem globais: redução da emissão de gases do efeito estufa, proteção da biodiversidade, proteção de águas fronteiriças, redução da destruição da camada de ozônio, redução da degradação da terra e eliminação de poluidores orgânicos.

Os financiamentos são de pequeno a grande porte (US$ 25 mil a US$ 1 milhão) e, ao serem propostos ao Ministério da Ciência e Tecnologia e durante o ano todo, já precisam contar com a contrapartida de outro financiador.

Áreas elegíveis:
• diversidade biológica;
• mudanças climáticas;
• águas transfronteiriças;
• prevenção da destruição da camada de ozônio;
• degradação da Terra;
• poluidores orgânicos persistentes (Pops).

Algumas características do projeto:
• ser endossado pelo governo do país ao qual se realizará;
• ser replicável em contexto internacional.
• ter base científica e técnica sólida;
• preferencialmente envolver colaboração das comunidades locais;
• contribuir para a qualidade de vida da população e o desenvolvimento sustentável.

Plano de Conversão da Dívida Externa para Fins Ambientais
Internacionalmente conhecido como Debt-For-Nature Swaps, a conversão da dívida externa em financiamento para projetos ambientais é um instrumento que existe desde os anos de 1980 e serve basicamente para minimizar o efeito negativo do impacto das dívidas externas nos países em desenvolvimento e mitigar a destruição ambiental.

O primeiro caso desse tipo de acordo ocorreu em 1987, entre um grupo de conservação e a Bolívia. Esse grupo pagou parte da dívida externa boliviana em troca de uma grande floresta de preservação. Há dois tipos de conversão:
a) um país credor perdoa parte da dívida de outro país devedor em troca de concessões ambientais;
b) há também a possibilidade de uma concessão com sentido comercial: uma instituição financeira vende títulos que possui da dívida externa de um país para uma ONG internacional. Tanto essa venda pode ser feita com substancial desconto ou mesmo os títulos podem ser doados para a entidade que, por sua vez, pode utilizar os títulos para perdoar parte da dívida do país devedor(2) em troca da aplicação do valor perdoado em ações ambientais. A ONG internacional faz parceria com uma entidade nacional/local para coordenar as ações ambientais, que obviamente deve ter o aval do governo do país onde as ações serão executadas.

No Brasil, o instrumento não só é valido como já possui normatização. O Banco Central, por meio da resolução nº 1.840 e da circular nº 1.988, ambas de 16 de julho de 1991, elaboraram uma primeira legitimação do sistema de conversão para o Brasil. Os interessados devem primeiro obter parecer favorável da Comissão Técnica de Avaliação de Projetos Ambientais, tratada na referida resolução. O segundo passo é apresentar o pedido de autorização ao Departamento de Capitais Estrangeiros do Banco Central do Brasil com a identificação dos títulos/créditos/depósitos objetos das doações.

Prêmio Chico Mendes de Meio Ambiente
Instituído pelo Ministério do Meio Ambiente em 2001, anualmente premia projetos que fomentam o desenvolvimento sustentável na Floresta Amazônica. As ações vitoriosas conquistam divulgação em nível nacional e internacional, além de receberem – no caso dos que ganharem o primeiro lugar – uma bonificação de R$ 20 mil em cada uma das seis categorias: Liderança Individual; Associação Comunitária; Organização Não-Governamental; Negócios Sustentáveis; Ciência e Tecnologia; e Arte e Cultura.

BNDES
Além de considerar o critério socioambiental na concessão de créditos, oferece suporte para:
• investimentos em meio ambiente que fomentam o desenvolvimento sustentável no Brasil. Linhas de financiamento: saneamento básico; projetos relacionados à gestão de bacias hidrográficas; desenvolvimento da ecoeficiência; recuperação e conservação de ecossistemas e biodiversidade; projetos que utilizem o MDL (entre eles o crédito de carbono)(3); planejamento e gestão; e recuperação de passivos ambientais;
• eficiência energética (Proesco): podem ser financiados projetos que efetivamente vão contribuir para a economia de energia, tendo as áreas de estudos e projetos; obras e instalações; máquinas e equipamentos; serviços técnicos especializados e sistemas de informação, monitoramento, controle e fiscalização oportunidades reais de financiamento.
Bancos Oficiais

Banco do Nordeste
Sua principal linha de financiamento é o programa Cresce Nordeste, criado para empreendimentos que utilizam a natureza sob o viés da responsabilidade socioambiental. Podem ser acessados por micro a grandes produtores, sejam rurais ou não, com financiamentos entre R$ 110 mil e mais de R$ 35 milhões – no caso das grandes empresas.

Áreas financiáveis: geração de energia alternativa; reconversão energética; manejo florestal e reflorestamento; agropecuária orgânica; criação de animais silvestres; biodiversidade local; estudos, sistemas, certificações e auditorias ambientais; produção mais limpa; equipamentos de controle de poluição; recuperação de áreas degradadas; tratamento de resíduos; entre outros.

Banco da Amazônia
Possui políticas socioambientais de crédito específicas, patrocina projetos sociais e ambientais, financia pesquisas e negócios sustentáveis, além de promover o prêmio Banco da Amazônia de Empreendedorismo Consciente, que contempla seus vencedores com bônus de US$ 100 mil.

Banco do Brasil
Os serviços relacionados ao desenvolvimento sustentável estão concentrados basicamente nos seguintes programas: apoio ao biodiesel; financiamento da produção orgânica; implantação e manejo florestal; fundo ético para investimento em empresas com responsabilidade socioambiental; e eficiência energética. Além da Fundação Banco do Brasil.

Outros fundos públicos
Há ainda outras possibilidades de financiamento público para questões socioambientais. Além do Fundo de Defesa dos Direitos Difusos, gerenciado pelo Ministério da Justiça, há 50 fundos(4) estaduais – apesar de apenas 18 funcionarem – e 986 municipais – mas com uma parcela em funcionamento menor ainda do que o nível estadual.

(1) Água e Floresta; Conservação e Manejo da Biodiversidade; Gestão Pesqueira Compartilhada; Planejamento e Gestão Territorial; Qualidade Ambiental; e Sociedades Sustentáveis.
(2) Anualmente, esse limite no Brasil é de US$ 100 milhões.
(3) RODRIGUES, Eduardo Magalhães. Carbono Social e Captação de Recursos. São Paulo: Revista Filantropia, edições 32 e 33 (parte I e II), 2007-2008.
(4) Nesse sentido, vale a pena consultar a Rede Brasileira de Fundos Socioambientais.



Eduardo Magalhães
Sociólogo, ensaísta, professor e consultor para o Terceiro Setor. Diretor da ONG Saúde e Cidadania e da empresa Escola para o Terceiro Setor. Membro da International Society for Third-Sector Research (ISTR) e coordenador nacional de projetos da Building and Wood Workers’ International (BWI).
Revista Filantropia - OnLine - nº169

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sábado, 27 de setembro de 2008

Senac São Paulo comemora o Dia da Responsabilidade Social

O Centro Universitário Senac – campi Santo Amaro, Águas de São Pedro e Campos do Jordão – abre as suas portas à comunidade, dia 27 de setembro, para comemorar o Dia da Responsabilidade Social no Ensino Superior Particular. A iniciativa, que é promovida pela Associação Brasileira de Mantenedoras do Ensino Superior (ABMES), está na sua terceira edição e tem como objetivo integrar a comunidade local aos projetos sociais realizados por alunos e funcionários do Senac São Paulo.

Na capital, as atividades serão realizadas no Centro Universitário Senac – campus Santo Amaro. O público poderá participar, das 9 às 17 horas, de 70 ações gratuitas, como oficinas de capacitação profissional, palestras sobre a importância da preservação ambiental, apresentações teatrais e musicais e atividades esportivas para todas as idades.

Para comandar as ações simultaneamente, a instituição conta com a participação de mais de 600 voluntários, sendo grande parte formada por alunos e funcionários e apoiadores, como o SESC Santo Amaro, o Instituto Barrichello Kanaan (IBK), a Camisaria Colombo, a Associação Paulista de Empreendedores Culturais (APEC), o grupo Escoteiros de Interlagos, o Instituto de Apoio, Pesquisa e Inclusão de Pessoas Portadoras de Necessidades Especiais (IAPE), a Subprefeitura de Santo Amaro e a Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida.

Segundo a coordenadora da área de iniciativas sociais do Centro Universitário Senac, Camila Rizzo, a comemoração da data é uma forma de a instituição mostrar à comunidade que está sempre de portas abertas. “A partir do evento, aproximamos os funcionários e os alunos da realidade local e os motivamos a dar continuidade ao trabalho social que, muitas vezes, tem início durante esse evento”. Ela completa ainda dizendo que “se o conhecimento oferecido através de uma oficina de capacitação profissional puder contribuir para a geração de renda de determinada família, nosso objetivo terá sido alcançado”.

As comemorações do Dia da Responsabilidade Social têm início com a apresentação do grupo Clave de Lata, formado por crianças da Associação de Assistência à Criança Santamarense. O grupo fará uma adaptação do musical “Os Saltimbancos”, de Chico Buarque de Holanda.

Esportes
A festa continua no Centro Esportivo do Campus Santo Amaro, com as apresentações de tecido aéreo e capoeira. Além disso, serão promovidas as oficinas de Vôlei Sentado, voltada para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, e de Clínica de Basquetebol, coordenada pelo IBK, instituto criado pelos pilotos brasileiros Rubens Barrichello e Tony Kanaan.

De acordo com o piloto da Honda, Rubens Barrichello, é por meio dessas iniciativas que os jovens economicamente desfavorecidos passam a ver a inserção na universidade como algo possível. “Assim como o Senac, o IBK acredita no potencial do esporte e da educação como uma estratégia de transformação social. Por isso, quando o Centro Universitário Senac abre esse espaço, os estudantes percebem que os obstáculos são pequenos perto do sonho de ingressar em uma faculdade. Eles ficam encantados com a possibilidade de melhorarem a qualidade de vida à medida que buscam o conhecimento”, afirmou o fundador do IBK.

No período da tarde, o público poderá conferir outras atividades esportivas, como um minifestival de jogos cooperativos, cujo objetivo é incentivar a prática da cooperação no cotidiano social, educacional, pessoal e familiar, promovendo a integração entre os participantes, professores e alunos da instituição. A atividade será ministrada pelos docentes do Projeto Cooperação, organização brasileira especializada na promoção da Cooperação e do Sentido de Comum-Unidade em empresas, escolas, órgãos governamentais e não-governamentais, comunidades e em processos de transformação pessoal e grupal.

Moda
Para os fashionistas, o Centro Universitário também desenvolveu uma atividade especial: a oficina de Moda com Retalhos, que conta com a participação da professora do mestrado em Moda, Cultura e Arte do Centro Universitário Senac, Maria Eduarda Araújo Guimarães. A pesquisadora mostrará para o público que é possível criar looks diferenciados gastando pouco ou praticamente nada e transformar os retalhos, doados pela camisaria Colombo, em peças criativas. No final do workshop, os participantes poderão levar as peças produzidas para casa.

Gastronomia
Já para os amantes da Gastronomia, o campus preparou uma aula do Projeto Chefs Especiais. Voltado para crianças com síndrome de down, o projeto tem como objetivo despertar, entre os participantes, o interesse pela gastronomia. Durante o workshop, ministrado pelo chefe Márcio Berti, os alunos aprenderão a elaborar pratos salgados e doces.

Outra atividade na área de gastronomia é a oficina Lanche no Escuro, que permite aos participantes terem uma vivência sem o uso da visão. O grupo tomará um lanche no escuro e terá que descobrir o que está comendo, trabalhando assim os outros sentidos. A idéia do exercício é aproximar as pessoas sem deficiência da realidade dos deficientes visuais.

Entre as apresentações, os visitantes poderão participar de 12 oficinas de capacitação profissional, na área de gastronomia, artesanato, moda e informática ou aprimorar os conhecimentos na biblioteca do campus. Para ter acesso ao acervo de 40 mil títulos, entre livros, periódicos, mapas, CD-ROMs, CDs, DVDs e fitas VHS do Centro Universitário Senac, os visitantes precisam efetuar a inscrição no Balcão de Atendimento. Para se inscrever é preciso apresentar o R.G., um comprovante de residência e uma foto 3X4.

Neste balcão, o público também poderá fazer doações de livros ou trocá-los por outros exemplares. É importante ressaltar que todos os espaços da biblioteca foram projetados para permitir o acesso a pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Além disso, o local concentra o Espaço Braille, que possui um acervo de mais de 200 títulos em áudio e braille. Por meio desta iniciativa, o Centro Universitário Senac pretende fomentar ações que contribuam para a revitalização do ensino, da pesquisa e da extensão, consolidando práticas de gestão responsável.

O encerramento do evento em Santo Amaro ficará por conta da Comunidade Samba da Vela e da Cia. de Teatro Paidéia, que apresentarão o espetáculo Sampa-Ópera-Samba. Com uma hora de duração, a montagem consiste na mistura da ópera com o uso de um dos gêneros mais tradicionais da MPB: o samba.

Interior
No interior, as comemorações continuam no Centro Universitário Senac – campi Águas de São Pedro e Campos do Jordão, com a realização de mais 30 atividades gratuitas.
Em Águas de São Pedro de São Pedro, as comemorações terão início mais cedo. Na sexta-feira, dia 26 de setembro, haverá uma Oficina de Gastronomia na Creche Municipal. O objetivo da atividade, que será realizada às 9 horas, é despertar o interesse das crianças em consumir frutas, legumes e verduras. No mesmo dia, os alunos do Programa Jovem Aprendiz do Senac ministrarão uma palestra sobre Projetos de Responsabilidade Social Voltados à Comunidade. A palestra será apresentada em dois horários: às 10 horas e às 15h30.

No sábado, dia 27 de setembro, o público poderá conferir, a partir das 9 horas, brincadeiras para todas as idades, rodas cantadas, esculturas em balão e pintura de rosto. Durante o evento, que será realizado na avenida principal da cidade, também haverá a distribuição de camisinhas e de sacos de lixo para veículos.

Em Campos do Jordão, a comemoração terá início com a oficina de origami. Ao longo do dia serão realizadas 16 atividades, como workshops de culinária, oficinas de artesanato e de découpage a partir de filtros de café.


Programação do Centro Universitário Senac – Campus Santo Amaro

27 de setembro, sábado
Centro de Convenções
* 9 horas às 15h30 – Bazar da Rede Social Campo Grande
* 9 horas às 15h30 – Feira de Troca de Livros
* 10 horas às 12 horas – Corte de Cabelo e Escova
* 10 horas às 12 horas – Maquiagem e Penteado
* 10 horas às 11 horas – Oficina de Capacitação – Contadores de História para Educadores
* 14 horas ás 15h30 – Meditação
* 15h30 às 16h30 – Apresentação Teatral do SESC Santo Amaro
* 15h30 às 16h30 – Corte de Cabelo e Escova
* 15h30 às 16h30 – Maquiagem e Penteado

Centro Esportivo
* 10 horas às 12 horas – Jogos Cooperativos
* 10 horas às 12 horas – Oficina de Vôlei Sentado
* 10 horas às 12 horas – Caça ao Tesouro
* 10 horas às 12 horas – Área Circense de Lazer
* 10 horas às 11 horas – Apresentação de Capoeira
* 11 horas às 12 horas – Apresentação de Tecido Aéreo
* 14 horas às 15h30 – Clínica de Basquetebol do Instituto Barrichello Kanaan

Biblioteca
* 10 horas às 12 horas – Oficina de Lanche no Escuro
* 10 horas às 11 horas – Teatro de Fantoches
* 10 horas às 12 horas – Balcão de Carteirinhas
* 10 horas às 12 horas – Jogos de Tabuleiro
* 10 horas às 12 horas – Oficina Interativa “Meu nome em Libras”
* 10 horas às 12 horas – Utilizando o Dicionário da Língua Brasileira de Sinais com Recursos Multimídia
* 10h30 às 12 horas – Exibições de Documentários
* 11 horas às 12 horas – Contação de Histórias Infantis
* 14 horas às 15 horas – Oficina Lanche no Escuro
* 14 horas às 15 horas – Escreva o seu Nome em Braille
* 14 horas às 15h30 – Contação de Histórias
* 14 horas às 15h30 – Balcão de Carteirinhas
* 14 horas às 15h30 – Exibição de Documentários
* 14 horas às 15h30 – Jogos de Tabuleiro
* 14 horas às 15h30 – Histórias Infantis Traduzidas para Libras
* 14 horas às 15h30 – Utilizando o Dicionário da Língua Brasileira de Sinais com Recursos Multimídia

Praça do Cubo
* 9 horas às 10 horas – Apresentação do Grupo Clave de Lata com o Espetáculo “Os Saltimbancos”
* 10 horas às 11 horas – Danças Circulares
* 10 horas às 12 horas – Recreação com o SESC Santo Amaro
* 14 horas às 15 horas – Danças Circulares
* 14 horas às 15h30 – Recreação com o SESC Santo Amaro

Praça de Alimentação
* 12 horas às 12h15 – Orquestra de Mímica
* 12h15 às 12h30 – Apresentação Do Grupo de Percussão da Brascri
* 12h30 às 12h45 – ApresentaçãO Musical do Grupo Ação Comunitária

Prédio Acadêmico 1
* 10 horas às 11 horas – Oficina de Reciclagem com PET
* 10 horas às 11 horas – Palestra – O Circo e seu Impacto nas Comunidades
* 10 horas às 12 horas – Oficina de Bordados
* 10 horas às 12 horas – Oficina de Moda em Retalhos
* 10 horas às 12 horas – Oficina Usando o Computador e a Internet
* 10 horas às 12 horas – Oficina de Foto Ambiental
* 10 horas às 12 horas – Oficina de Arte com Jornal e Água
* 10 horas ás 12 horas – Palestra - A importância da Atividade Física para Pessoa com Deficiência
* 10 horas às 12 horas – Palestra - Conhecendo o Braille
* 10 horas às 12 horas – Oficina de Grafite
* 10 horas às 12 horas – Oficina de Bijouteria
* 10 horas às 12 horas – Mosquiteca: como capturar o mosquito da dengue
* 10h30 às 12 horas – Oficina de Auto-retrato: foto digital
* 11 horas às 12 horas – Oficina de Reaproveitamento de Óleo para a Produção de Sabão
* 14 horas às 15 horas – Sessão de Cinema Jovem
* 14 horas às 15 horas – Oficina de Educação Ambiental
* 14 horas às 15h30 – Oficina de Pinturas Decorativas Especiais
* 14 horas às 15h30 – Oficina de Crochê: customização de camisas
* 14 horas às 15h30 – Oficina de Auto-penteado
* 14 horas às 15h30 – Oficina de Orientação e Mobilidade da Fundação Dorina Nowill
* 14 horas às 15h30 – Palestra - Cultura e Educação: responsabilidade de todos
* 14 horas às 15h30 – Oficina de Pintura em Tela
* 14 horas às 15h30 – Oficina de Língua Brasileira de Sinais
* 14 horas às 15h30 – Oficina de Artesanato com Lã Cardada

Centro Gastronômico
* 10 horas às 12 horas – Oficina de Salgados para Festas
* 10 horas às 12 horas – Oficina de Coquetelaria sem Álcool
* 10 horas às 12 horas – Oficina de Trufas e Chocolates
* 14 horas às 15h30 – Oficina de Salgados para Festas
* 14 horas às 15h30 – Oficina de Coquetelaria sem Álcool
* 14 horas ás 15h30 – Projeto Chefs Especiais

Marquise do Prédio Acadêmico 1
* 11 horas às 12 horas – Construção de Maquete Social
* 13 horas às 14 horas – Apresentação Circense – Folias de Picadeiro

Praça do leitor
* 10 horas às 11 horas – Yoga
* 11 horas às 12 horas – Ginástica com Massagem Terapêutica
* 14 horas às 15 horas – Dança do Ventre
* 15 horas às 15h30 – Ginástica com Massagem Terapêutica

Serviço:
Dia da Responsabilidade Social no Ensino Superior

Centro Universitário Senac – Campus Santo Amaro
Local: Av. Engenheiro Eusébio Stevaux, 823 - Santo Amaro - São Paulo
Horário: das 9 às 17 horas, sábado
Informações: http://www.sp.senac.br ou (0xx11) 5682-7300
Gratuito


Envolverde, 25/09/08
© Copyleft - É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.

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O futuro passa por mídias sustentáveis

A evolução do conceito de sustentabilidade empresarial já atingiu empresas industriais e de serviços, no entanto passa ao largo quando se fala em sustentabilidade das empresas de mídia.

Os conceitos de sustentabilidade baseados no tripé econômico, social e ambiental estão permeando as atividades de todos os setores da economia. Isto tem acontecido principalmente porque as empresas estão em permanente disputa por mercados e por consumidores cada vez mais atentos às questões relacionadas à sustentabilidade. As bolsas de valores de Nova York e de São Paulo estão entre as primeiras a lançar indicadores de sustentabilidade em seus pregões, e os balanços socioambientais estão tornando-se companheiros inseparáveis dos balanços econômicos das empresas. Os bancos e as empresas seguradoras já descobriram que financiar ou segurar empresas “sustentáveis” é mais rentável e oferece menor exposição ao risco.

Os mesmos conceitos de sustentabilidade que permeiam as relações entre empresas dos mais diversos setores com a sociedade (é claro que isto ainda não é um comportamento generalizado), ainda não chegaram às empresas de mídia. Jornais, revistas, emissoras de rádio e de televisão têm a sustentabilidade como coisa pontual. São raros os exemplos de incorporação dos conceitos de respeito social e ambiental na estrutura diária de cobertura da mídia, em todas as suas vertentes. Para muitos meios, ambiente ainda é pauta especial e não uma transversalidade.

Mesmo sendo vanguarda da sociedade em movimentos para a garantia de direitos fundamentais, a mídia é extremamente conservadora em relação à incorporação de comportamentos e conceitos que levem a transformações nos padrões de consumo e comportamento. Vem sempre a reboque de outros setores e normalmente reflete uma realidade institucional e social às quais se mantêm refratária em sua estrutura interna. É comum as páginas de jornais estamparem odes à modernidade empresarial enquanto em seus próprios balancetes os números não se harmonizam. Em se tratando de políticas de recursos humanos então, ai a desafinação é total.

No quesito transparência e governança as empresas de mídias são modelo de opacidade. A lei exige que a propriedade de empresas de comunicação seja de pessoa física natural do Brasil. Mesmo com a abertura permitida para o capital estrangeiro, esta liberalidade atingiu apenas 30% do capital da empresa e não permitiu que este capital fosse captado em bolsa de valores, onde investidores poderiam tornar-se acionistas e, assim, com base nas regras impostas pelo mercado e pela Comissão de Valores Mobiliários, as empresas teriam de tornar públicos seus balanços e suas mazelas.

Um dos requisitos maiores da sustentabilidade é a transparência e a coerência das ações das empresas nos mercados. E estes são os pontos onde as empresas de comunicação pecam. E o problema vem de longe, a quebra de empresas de comunicação de grande porte no Brasil é endêmica, no entanto muito pouco se sabe das causas das doenças que as atingem, dos sintomas. Quando o público toma ciência de que há algum problema, o paciente já desfila em carro fúnebre. Diários Associados, com sua estrela maior, a TV Tupi, Grupo Visão, Grupo DCI, TV Excelsior, Grupo Manchete, Gazeta Mercantil, isto só para falar nos grandes.

Não existe na mídia a noção de que sustentabilidade é um processo transversal. Assim como nas redações se acredita com muita força que as empresas de comunicação são expectadores privilegiados da realidade, com muita capacidade de influenciá-la, mas imune às suas emanações.

Meio ambiente não está presente na grande mídia de forma consistente porque também não está presente na estrutura de gestão destas empresas. Grandes corporações nacionais e internacionais já elevaram o tema ambiente e sustentabilidade para seu coração administrativo. As gerências de meio ambiente dos anos 90 tornaram-se as diretorias de meio ambiente neste início de século XXI e, em breve, deixarão de existir para que a transversalidade ocupe todos os espaços ambientais nas estruturas de gestão.

Medo e preconceito estão entre os motivos para que as empresas de mídia, principalmente aquelas que têm versões impressas possam abraçar os conceitos de sustentabilidade em seu cotidiano. Papel é a grande matéria-prima. Ou seja, elas pensam não existir sustentabilidade em seus processos industriais. Tintas com base em chumbo já foram abolidas, mas centenas de milhares de toneladas de papel são utilizadas diariamente para fazer jornais, revistas, encartes e toda a série de produtos ligados ao mercado editorial. Ora, as próprias empresas produtoras de papel estão entre as que buscam se enquadrar nos processos de sustentabilidade, não há razão para as empresas de mídia sentirem-se acuadas neste quesito.

Mas e os padrões insustentáveis de consumo apregoados desde a revolução industrial e entronizados como absolutos a partir do século XX? Estes sim podem ser a resposta mais coerente para o distanciamento da mídia dos processos de sustentabilidade. Afinal, segundo uma definição universalmente aceita e apregoada pela ex-primeira Ministra da Noruega, Groo Brutland, “ser sustentável é suprir as necessidades das gerações atuais garantindo os recursos naturais para que as gerações futuras consigam suprir suas próprias necessidades”. É também universalmente aceito que os padrões de consumo pregados pela mídia são insustentáveis para toda a população do planeta Terra e que vão esgotar os recursos naturais em um prazo de tempo muito curto. No entanto, o marketing rasteiro continua apostando na exaustão dos ecossistemas.

O caso do descompromisso do marketing com a sustentabilidade e com a ética chega aos limites do absurdo e do crime. É o caso de uma publicidade de um aparelho de TV Samsung que mostra e incentiva um vizinho a roubar um aparelho de TV entregue por engano em sua casa. Mas este é apenas um caso entre milhares.

Enquanto as mídias veicularem coisas como esta, certamente, por uma questão de coerência, não poderão falar em sustentabilidade, governança e ética com muito conforto.


Com este artigo o jornalista Adalberto Wodianer Marcondes foi eleito pelos colegas da Rede Ethos de Jornalistas como Destaque do Prêmio Ethos 2008. Este texto é uma reflexão sobre a relação entre as empresas de mídia e o conceito de sustentabilidade.

Dal Marcondes (como é conhecido pelos colegas) já atuou em empresas como Grupo Estado, Abril, Gazeta Mercantil, DCI, Agence France Presse, Agência Dinheiro Vivo e outros. Sua visão das mídias vem de mais de 20 anos atuando como repórter e editor de economia. Desde 1995, quando criou a Envolverde, vem atuando na construção de um jornalismo voltado para a construção do futuro. A Envolverde foi reconhecida em 2006, pelo Instituto Ethos com o prêmio por Iniciativa Editorial em internet, no mesmo ano seu editor recebeu da ANDI (Agência Nacional dos Direitos da Infância) o título de “Jornalista Amigo da Infância”. A missão da Envolverde é: “Jornalismo pela Sustentabilidade”.

Equipe de Redação


Adalberto Wodianer Marcondes
Jornalista e editor da Revista Digital Envolverde.
Agência Envolverde, 25/09/08
© Copyleft - É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída

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Tudo que é sustentável tem o padrão de rede

..."os departamentos de responsabilidade social das empresas estão tentando juntar ações setoriais que não têm muita relação entre si, como se combinando 800 miligramas de operação econômica, com 150 miligramas de preocupação ambiental e 50 miligramas de ação social, pudéssemos desencadear algum tipo de reação química capaz de catalisar um processo sustentável."

No segundo volume da série Escola de Redes, procuro mostrar quais são os principais desafios colocados para as empresas que quiserem se manter na busca da sustentabilidade neste início do século 21.

Na ‘Carta Rede Social 171’ apresentei um breve resumo das idéias que aparecem em dois livros que acabei de escrever para a Escola-de-Redes: “Novas visões sobre a sociedade, o desenvolvimento, a Internet, a política e o mundo glocalizado” e “Tudo que é sustentável tem o padrão de rede: sustentabilidade empresarial e responsabilidade corporativa no século 21”.

Vou apresentar agora mais um pouco do conteúdo do segundo livro, que começa com uma observação até certo ponto desconcertante: os departamentos de responsabilidade social das empresas estão tentando juntar ações setoriais que não têm muita relação entre si, como se combinando 800 miligramas de operação econômica, com 150 miligramas de preocupação ambiental e 50 miligramas de ação social, pudéssemos desencadear algum tipo de reação química capaz de catalisar um processo sustentável. Ora, isso é desconcertante porque, infelizmente, ao que tudo indica, fórmulas como essa não poderão produzir 1 grama de sustentabilidade.

No segundo volume da série Escola de Redes, procuro mostrar quais são os principais desafios colocados para as empresas que quiserem se manter na busca da sustentabilidade neste início do século 21 a partir de uma única constatação básica: a de que tudo que é sustentável tem o padrão de rede.

Sim, tudo que é sustentável tem o padrão de rede. Todas as evidências disponíveis corroboram essa afirmativa. Ecossistemas, organismos vivos e partes de organismos são os melhores exemplos de entidades sustentáveis. E todos esses tipos de sistema têm o padrão de organização de rede: estruturam-se e funcionam como redes. Essa constatação nos leva a duas conclusões.

A primeira conclusão é a de que se tudo que é sustentável tem o padrão de rede, então devemos abandonar agora nossas velhas maneiras de tratar a questão, desvencilhando-nos daquelas idéias e tentativas de formular teorias sobre a sustentabilidade que não tenham como foco a organização, a estrutura e a dinâmica de rede.

O que não devemos fazer?
Eis um elenco de dez idéias (ou crenças) e práticas (ou comportamentos) sobre sustentabilidade empresarial que devemos abandonar. Freqüentemente, elas têm nos levado a cometer equívocos quando tentamos:

===> Reduzir a sustentabilidade à sua dimensão ambiental.

===> Dirigir todas as nossas preocupações com a sustentabilidade para “salvar o planeta”.

===> Avaliar que o que está em risco é apenas a vida como realidade biológica.

===> Encarar a sustentabilidade como resultado da soma artificial de ações setoriais (econômicas, ambientais e sociais) que têm como objetivo garantir que a empresa continue dando lucro.

===> Tomar a sustentabilidade como uma espécie de programa (ou conjunto de idéias) que possa ser aplicado independentemente de ação política.

===> Imaginar que a sustentabilidade pode ser obtida por meio do exercício tradicional da responsabilidade social.

===> Pensar que a sustentabilidade é um objetivo a ser alcançado no futuro.

===> Definir sustentabilidade como durabilidade.

===> Tentar encontrar uma fórmula ou um caminho para que a sustentabilidade seja alcançada.

===> Acreditar que a sustentabilidade será alcançada se fizermos alguma coisa a mais sem mudar realmente nosso modo de ser.

É preciso analisar por que tais crenças e comportamentos devem ser abandonados se quisermos atingir o coração da idéia de sustentabilidade e enfrentar os desafios colocados por suas exigências.

A segunda conclusão é de que se tudo que é sustentável tem o padrão de rede, então, temos que parar de ficar contornando o problema e ir direto ao ponto. Vamos falar a verdade: as empresas não estão organizadas como redes. Elas não têm um funcionamento compatível com a estrutura de rede. Logo... as empresas não são sustentáveis. Ponto.

O que devemos fazer?
Qualquer pessoa ajuizada dirá que não é viável desmontar os modelos de gestão hierárquicos atuais ? predominantemente baseados em comando e controle, mas que mal ou bem estão funcionando ? sem ter o que colocar no lugar. A mudança para uma empresa-rede não poderá ser feita abruptamente ou de uma vez. O que significa que um novo padrão (em rede) terá de surgir convivendo com o velho padrão (hierárquico) e que, portanto, deverá haver uma transição.

Mas o que é necessário fazer para iniciar uma transição da organização-mainframe para a organização-network?

===> Em primeiro lugar, procurar saber o que é uma rede, como ela se organiza, estrutura-se e funciona e procurar conhecer as relações entre seu funcionamento (fenomenologia da rede) e sua estrutura (topologia).

===> Em segundo lugar, procurar saber o que é uma rede social (pois as empresas são organizações sociais) e aprender a fazer netweaving em redes sociais, quer dizer, aprender como articular e animar essas redes.

===> Em terceiro lugar, tentar, então, aplicar esses conhecimentos para iniciar a transição da empresa-pirâmide para a empresa-rede. Em muitos casos, a empresa-pirâmide é quase monárquica, regida por modos de regulação autocráticos, próprios das estruturas verticais de poder baseadas em comando-execução, ordem, hierarquia, disciplina, obediência, vigilância e sanção, enquanto a empresa-rede é regida por modos de regulação democráticos, mais compatíveis com a estrutura de rede distribuída.

E depois?
Conquanto possa ser surpreendente, a única resposta para essa pergunta é a seguinte: se quisermos ir direto ao ponto, não há o que fazer depois. Por quê? Porque, na verdade, não sabemos, e, provavelmente, nem possamos fazer mais nada, além disso.

É o necessário. Alguém pode retrucar que o necessário nem sempre é suficiente. Sim, mas se o necessário não for feito, será inútil querermos fazer o suficiente para alcançarmos a sustentabilidade.

Tudo que é sustentável tem o padrão de rede, essa é uma condição fundamental. Devemos, portanto, concentrar nossos esforços para obtermos tal condição.

Repetindo para concluir: se quisermos constelar condições mais favoráveis à sustentabilidade das organizações humanas, precisamos entender as redes, procurar saber como elas se organizam, se estruturam e funcionam. E, a partir daí, então, aprender a fazer netweaving.

Bem, esta é a razão de ser da Escola-de-Redes. Não deixe de ler no final desta carta um convite para que você também se conecte a essa iniciativa.

Até a ‘Carta Rede Social 174’ e um abraço do

Augusto de Franco
augustodefranco@gmail.com

25 de setembro de 2008.

Para ler e comentar as ‘Cartas Rede Social’, ex-‘Cartas Capital Social’ (e antigas ‘Cartas DLIS’) e outros textos de Augusto de Franco, publicados a partir do final de 2005, clique em www.augustodefranco.com.br


UM CONVITE
Amanhã, dia 26 de setembro de 2008, das 9 às 12 horas, haverá o lançamento do Nodo-de-São-Paulo da Escola-de-Redes. Será na sede da Fecomercio (Rua Dr. Plínio Barreto, 285, 3º andar, São Paulo, Brasil).

Além do Nodo-de-Curitiba (o primeiro, lançado em 21 de junho passado) e do mencionado Nodo-de-São-Paulo, temos vários novos nodos em preparação, como o de Porto Alegre (previsto para outubro próximo) e o de Brasília (ainda sem data). E temos também outros nodos sendo organizados ou cogitados: o de Santa Fé (Argentina), o de Belém, o de Bogotá (Colômbia), o de Berlim (Alemanha) e, quem sabe (pois ainda não é certo), o de Seattle (USA).

Do que se trata? Nada mais do que uma articulação de pessoas, em rede distribuída, para promover o aprendizado individual e coletivo sobre redes sociais. A Escola-de-Redes é um misto de escola (ambiente favorável à realização de processos educativos) e think tank, ambos organizados em rede. É uma coligação de pessoas e grupos que integram comunidades de projeto e de prática, de aprendizagem e de pesquisa.

Embora se chame Escola-de-Redes, trata-se, na verdade, de uma não-escola. Como mostra a logo escolhida: E = R, quer dizer: a escola é a rede. Em palavras: se a escola já é a rede, para que escola? Se a própria rede é uma escola...

A Escola-de-Redes não é uma organização hierárquica nem uma articulação centralizada ou descentralizada de instituições ou organizações formais. Em última instância, são “apenas” pessoas, conectadas em rede, que cooperam entre si para investigar temas relacionados à redes sociais, compartilham voluntariamente seus conhecimentos, divulgam e aplicam os produtos que desenvolveram.

Que tal? Porque você também não se conecta à Escola-de-Redes?


PARA SE CONECTAR À ESCOLA-DE-REDES
Para se conectar à Escola-de-Redes não é necessário participar de um nodo. Qualquer pessoa pode se conectar individualmente: basta clicar em www.redes.org.br e deixar uma mensagem. Até agora temos 111 pessoas conectadas. Para ver a relação clique no link abaixo:
http://escoladeredes.org.br/?page_id=14


PARA ABRIR UM NOVO DA ESCOLA-DE-REDES
Qualquer grupo de pessoas pode abrir um nodo da Escola-de-Redes. Os nodos da Escola-de-Redes são os grupos locais de pessoas conectadas que constituem a escola. A escola é cada nodo e todos os nodos. Cada novo nodo tem total autonomia para estabelecer sua própria agenda de atividades, sua estrutura e seu regime de funcionamento, desde que assuma os objetivos da Escola-de-Redes, não se organize segundo padrões hierárquicos e conte com a concordância dos nodos já existentes.

Quais são os objetivos da Escola-de-Redes? A investigação teórica e a disseminação de conhecimentos sobre redes sociais e à criação e transferência de tecnologias de netweaving.

O que significa não se organizar segundo padrões hierárquicos? Significa adotar um padrão de rede distribuída (nem centralizada, nem descentralizada) de pessoas. Ou seja, não vale “rede” de instituições, organizações, entidades, empresas, ONGs etc. Não pode ter presidente, governador, secretário-geral, diretor, coordenador ou assemelhado.

Como obter a concordância dos nodos já existentes? Basta deixar uma mensagem - em www.redes.org.br - propondo a criação de um novo nodo. Para tanto é necessário informar o nome do novo nodo e a sua localização: cidade em que está situado e sites, blogs e outros meios virtuais que utiliza para a interação entre seus integrantes. As pessoas que compõem o nodo devem estar conectadas à Escola-de-Redes. O novo nodo existirá se (e enquanto) for reconhecido como tal pelos nodos já existentes. Entretanto, os nodos já existentes não poderão reconhecer um novo nodo se não souberem porque ele está sendo constituído e o que as pessoas que o compõem pensam sobre os objetivos da Escola-de-Redes. Assim, é bom que ao constituir um novo nodo, seus integrantes declarem no seu próprio site (ou no blog www.redes.org.br) sua motivação e sua visão coletivas.

Os interessados em abrir nodos da escola em outras localidades devem tomar a iniciativa, enviando uma mensagem para www.redes.org.br


AS ATIVIDADES DA ESCOLA-DE-REDES
Livros. A Escola-de-Redes = Nodo-de-Curitiba vai lançar dois livros (autorais) simultaneamente, agora no final de setembro ou início de outubro de 2008. São eles:
"Escola de Redes: Novas Visões sobre a sociedade, o desenvolvimento, a Internet, a política e o mundo glocalizado"
"Escola de Redes: Tudo que é sustentável tem o padrão de rede. Sustentabilidade empresarial e responsabilidade corporativa no século 21"

Novos títulos (também autorais, de pessoas conectadas à escola) estão sendo pensados. E também algumas traduções.

Revista de Redes. A Escola-de-Redes está organizando uma publicação bimensal virtual – de Domínio Público – contendo artigos inéditos sobre o tema. Anualmente os artigos publicados nas seis edições da revista serão editados na forma de libro (papel).

Encontros. Uma Conferência Internacional sobre Redes Sociais, inicialmente prevista para o início de dezembro de 2008, deverá ser adiada por motivos logísticos. Ainda não temos a nova data, mas provavelmente será no início de julho de 2009.

Cursos. Cursos básicos sobre netweaving em redes sociais estão sendo programados pelo Nodo-de-Curitiba para o início de 2009. A programação dos outros nodos deve ser acompanhada no site www.redes.org.br

Biblioteca. Está sendo organizada uma biblioteca virtual geral da Escola-de-Redes, contendo textos digitalizados que poderão ser baixados pelos conectados em PDF ou HTML. Um dos serviços da biblioteca será a construção de itinerários de leituras fundamentais (indicações de livros, artigos e vídeos que constituíram caminhos peculiares de leituras e referências importantes de pessoas e grupos criativos que participaram ou participam da investigação ou da experimentação de redes sociais). Os diversos nodos da Escola poderão organizar bibliotecas físicas em espaços de reflexão e discussão (lectoria).

Esta carta é um convite, para que você também se conecte e, se for o caso, organize um novo nodo da Escola-de-Redes na sua cidade.


Augusto de Franco
‘Carta Rede Social’, ex-‘Carta Capital Social’ (e antiga ‘Carta DLIS’) é uma comunicação pessoal de Augusto de Franco enviada quinzenalmente, desde 2001, para milhares de agentes de desenvolvimento e outras pessoas interessadas no assunto, do Brasil e de alguns países de língua portuguesa e espanhola. A presente 'Carta Rede Social 173' está sendo encaminhada para 14.201 destinatários.
Carta Rede Social 173, 25/09/08

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sexta-feira, 26 de setembro de 2008

O poder da persuasão

Robert Cialdini, considerado o maior nome em psicologia social, autor do best-seller Influence: science and practice, encerrou o primeiro dia do Fórum Mundial de Negociação, em São Paulo, com a palestra "O Poder da Persuasão"

Durante a sua apresentação, discorreu sobre temas que fundamentam os seis princípios da influência. O especialista citou exemplos práticos, comprovando a eficácia da aplicação da metodologia nos processos de comunicação.

Os princípios da influência são: reciprocidade, escassez, autoridade, consistência, consenso e afinidade.

"Somos educados a não pegar nada sem oferecer algo em troca", começou explicando o palestrante. E reforçou a importância de se criar a reciprocidade: "A primeira pergunta não deve ser: quem pode me ajudar? O correto é: a quem posso ajudar?".

No ano passado, o produto mais cobiçado nos Estados Unidos foi o iPhone. Segundo Cialdini, "um dos pontos de motivação de compra foi a sua escassez". É importante, também, ter atenção em atrair as pessoas com informações exclusivas. Outro ponto relevante é a rapidez na comunicação, que aumenta a satisfação: "O pão é melhor quando está quente", exemplificou.

Em seguida, explicou a importância de se tornar uma referência em determinado assunto, seguindo o princípio da autoridade. O bom comunicador é reconhecido pelo seu conhecimento e pela sua confiança. "Todos precisamos de especialistas para nos auxiliar a tomar uma decisão", ressalta.

Por outro lado, é preciso tomar cuidado com a arrogância. "Antes de participar de qualquer tipo de reunião ou evento, envie alguma apresentação pessoal com as suas qualificações. Faça isso com antecedência. Se fizer isso no momento do encontro, pode passar uma aparência de arrogante”.

No quinto princípio, o de influenciar as pessoas, explicou sobre a estratégia de estabelecer um consenso com o seu interlocutor. “Em seu processo de decisão, recorra a dois tipos de fontes importantes, que podem compartilhar algum tipo de experiência: os especialistas e seus colegas”, aconselha.

Por último, Robert Cialdini explicou o poder da afinidade. "As pessoas fazem conexões com aqueles que identificam como seus semelhantes, seus complementos ou os cooperadores", finalizou.

HSM On-line, 23/09/08
Fotos: Tachibana Zen / Lola Studio

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quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Google dedicará US$ 10 mi para concretizar idéias que mudem o mundo

Até o dia 20 de outubro, usuários podem enviar idéias, tecnológicas ou não, que ajudem 'o maior número possível de pessoas'

O Google, que celebra 10 anos de vida este mês, anunciou nesta quarta-feira (24/09) um investimento de 10 milhões de dólares para patrocinar 5 idéias que possam “mudar o mundo ajudando o maior número possível de pessoas”.



Como parte do Projeto 10^100, o Google pedirá aos seus usuários que enviem idéias para melhorar a vida das pessoas até o dia 20 de outubro. A empresa escolherá as 100 melhores e abrirá estas para voto público dos 20 semi finalistas.

Um grupo de jurados escolherá, então, as 5 melhores idéias que dividirão os 10 milhões de dólares oferecidos pelo Google. Cinco critérios avaliarão os projetos: alcance e impacto sobre pessoas, viabilidade, eficiência e longevidade.

A votação será aberta no dia 27 de janeiro de 2009, e os interessados podem se inscrever para receber um lembrete de voto.

Algumas categorias para a inclusão de idéias são comunidade, energia, meio ambiente, saúde e educação. As idéias podem ser grandes ou pequenas, com tecnologia ou não - mas devem ter o potencial de impacto positivo no mundo.

“Aprendemos no Google, nos últimos 10 anos, que grandes idéias podem vir de qualquer lugar. O Chrome surgiu quando engenheiros perceberam que precisavam de um navegador para aplicativos online. O Google News começou quando um engenheiro, na tragédia de 11 de setembro, se frustrou por não agregar notícias do mundo em um lugar”, declarou a empresa.


Heather Havenstein, editora do Computerworld, de Framingham
Computerworld, 24/09/08

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Projetos no Cerrado vão receber US$ 1 mi

Um programa que oferece recursos para projetos que conciliem exploração e conservação do Cerrado abriu edital para conceder US$ 1 milhão a partir do ano que vem. A expectativa é atender cerca de 40 iniciativas que envolvam pequenas comunidades, gerem renda e respeitem o meio ambiente nesse bioma que é um dos mais ameaçados do Brasil — estudos citados pelo Ministério do Meio Ambiente indicam que, se o ritmo de devastação não for revertido, o Cerrado pode desaparecer em pouco mais de 20 anos.

A verba virá do PPP-ECOS (Programa de Pequenos Projetos Ecossociais), que tem patrocínio do GEF (Global Environment Facility) e colaboração do PNUD. As propostas devem ser enviadas até 13 de outubro. Serão beneficiados dois tipos de projetos: iniciativas pequenas e inéditas, que podem receber até US$ 35 mil, ou trabalhos consolidados em busca de expansão, que podem pleitear até US$ 50 mil. A maior parte do dinheiro (70%) é destinada ao primeiro tipo. “Esse financiamento serve como uma espécie de apoio inicial para projetos dessas comunidades, que, esperamos, mais tarde alcem vôos maiores, com outros financiadores”, afirma a antropóloga Karenina Andrade, assessora-técnica do PPP-ECOS. “Por essa filosofia, preferimos privilegiar pequenos projetos.”

Serão contempladas ações não só no Cerrado, mas também em áreas de transição entre esse bioma e a Caatinga, a Amazônia, a Mata Atlântica e o Pantanal. "A escolha do Cerrado como área prioritária do projeto deve-se à sua rica diversidade biológica e às fortes pressões que o bioma sofre em função da expansão da fronteira agropecuária e da urbanização acelerada sem critérios socioambientais", diz, em texto distribuído à imprensa, a antropóloga Andréa Lobo, coordenadora-executiva do ISPN (Instituto Sociedade, População e Natureza), que administra o PPP-ECOS.

As propostas serão selecionadas por um comitê gestor nacional, com representantes de órgãos governamentais, organismos internacionais, organizações da sociedade civil e universidades. O resultado deve sair até dezembro. Entre fevereiro e março de 2009, os responsáveis pelos projetos selecionados vão participar de uma oficina de planejamento em Brasília. Mais tarde, eles devem apresentar um plano de trabalho com resultados esperados, atividades a serem realizadas, indicadores, responsáveis pelas atividades, prazos e custos. A liberação das primeiras parcelas de recursos aos escolhidos está prevista para março do próximo ano.

O PPP-ECOS investe em ações de cunho ambiental, produtivo ou social relacionadas a pequenas comunidades. Desde que foi lançado no Brasil, em 1995, já apoiou 262 projetos em comunidades de 14 Estados e do Distrito Federal, investindo um total de US$ 6,2 milhões. Entre as iniciativas apoiadas estão unidades de beneficiamento de polpa de frutas nativas do Cerrado, viveiros, artesanatos, trabalhos de comunidades indígenas, proteção de animais silvestres, manejo de áreas degradas e plantio de mudas, além de projetos de apoio à agricultura familiar.

Edital
Veja as informações no site do ISPN (Instituto Sociedade, População e Natureza): http://www.ispn.org.br/principal.do?metodo=paginaPrincipal


Osmar Soares de Campos, do Pnud
Envolverde, 24/09/08
© Copyleft - É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.

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Michael Porter mostra como resolver o desafio de incorporar a responsabilidade social na estratégia da empresa

Muitas organizações monitoram seus investimentos sociais e publicam relatórios de sustentabilidade. Poucas empresas, entretanto, integram as questões sociais e ambientais na sua estratégia de maneira a reforçar a vantagem competitiva para o negócio. Essa foi a avaliação de Michael Porter, um dos mais conceituados especialistas em estratégia do mundo, ao falar para uma platéia brasileira durante o Fórum Mundial de Estratégia, realizado em São Paulo pela HSM.

Porter, diretor do Institute for Strategy and Competitiveness, da Harvard Business School, vê três fases na história da responsabilidade social empresarial. Na primeira, as empresas reagiam às pressões exercidas pela sociedade, como campanhas feitas por organizações não-governamentais em defesa do meio ambiente ou contra a discriminação racial. Na segunda fase, que vivemos agora, as ações estão voltadas à filantropia e ao investimento social privado, além da preocupação com a imagem da empresa. A terceira, que está começando, é a da responsabilidade social estratégica. "É a responsabilidade social do valor compartilhado, em que se cria valor tanto para a sociedade quanto para os negócios", afirma Porter. Para chegar a ela, segundo Porter, é preciso descobrir onde os impactos das atividades da empresa são substanciais e quais os ambientes externos que a afetam. "A partir daí, identificamos as poucas áreas em que podemos fazer uma grande diferença. É nesse ponto que a RSE começa a ser eficiente", diz Porter.

Atualmente, de acordo com Porter, há quatro justificativas básicas para que uma empresa desenvolva ações de responsabilidade social: obrigação moral, sustentabilidade, licença para operar e reputação. Todas elas, entretanto, estão mais direcionadas a minimizar conflitos e não criam valor - nem econômico, nem social - para o negócio. Por isso, segundo ele, a RSE é reativa, em vez de criar uma agenda positiva, além de pouco focada. As empresas investem em diversos tipos de projetos, que têm muito pouco a ver com seu negócio, apenas porque reagem a pressões sociais. Algumas se preocupam demais em ficar bem colocadas nas pesquisas de avaliação das empresas feitas por algumas organizações. Segundo Porter, isso é um erro: "a preocupação com esses rankings colocou nossa estratégia de RSE na mão dos outros". Essas quatro justificativas estão mais focadas na tensão entre os negócios e a sociedade do que na interdependência entre eles. Deixar-se guiar por elas pode levar a equívocos. "Essas linhas genéricas dão pouca orientação específica ou prioridades para as ações das empresas", avalia.

Para Michael Porter, incorporar a responsabilidade social à estratégia significa incluir a dimensão social à proposta de valor da empresa. Isso começa pela mudança de mentalidade. "Pensar a economia e a questão social separadamente é um terrível erro. Precisamos de boas condições sociais e ambientais, do contrário as empresas poderão ter sucesso por um ou dois anos, mas não no longo prazo", diz. Segundo ele, há três pontos fundamentais que as empresas devem entender sobre seu papel em relação às questões sociais. Primeiro: as empresas não podem resolver todos os problemas sociais, nem arcar com o custo de fazer isso. Segundo: as empresas precisam abordar sua agenda social de maneira proativa e estratégica. Terceiro: as empresas precisam agir nas questões sociais onde podem agregar maior valor.

De acordo com Michael Porter, o desafio de cada empresa é descobrir em quais áreas ela pode criar valor com suas competências. Para implementar uma agenda social corporativa, o primeiro passo é perceber as categorias da atuação com responsabilidade social, segundo a definição de Porter:

- questões sociais gerais: são áreas importantes, mas que não são diretamente afetadas pelas atividades da empresa, nem têm influência na competitividade no longo prazo. Estão ligadas à boa cidadania corporativa

- impactos sociais na cadeia de valor: definir as áreas nas quais as empresas têm grande impacto social ou ambiental. Caso, por exemplo, de indústrias que utilizam grande quantidade de água e produzem efluentes, ou utilizam árvores com matéria-prima, ou testam produtos em animais

- dimensões sociais do contexto competitivo: perceber em que medida os ambientes externos afetam a empresa. Para um fabricante de automóveis, por exemplo, um fator importante é a condição das ruas e estradas no mercado onde opera

Um dos grandes equívocos que as empresas cometem, segundo Michael Porter, é aplicar a maior parte de seus recursos nas ações de boa cidadania corporativa. Segundo ele, esse investimento deveria corresponder a menos de metade dos gastos nessa área. A estrutura destinada a direcionar a aplicação de dinheiro doado ou o trabalho voluntário deve ser simples e pode ser deixada sob controle de um comitê de funcionários, e não de um grande departamento da empresa. "Os funcionários sabem melhor onde e como querem colaborar. Doe o dinheiro e deixe que eles resolvam", aconselha Porter.

Para começar a pensar a responsabilidade social de maneira estratégica, o primeiro passo é olhar a cadeia de valor da empresa e descobrir quais questões sociais e ambientais sofrem o maior impacto de suas atividades - caso, por exemplo, de emissão de poluentes ou da possibilidade de que algum fornecedor explore trabalho infantil. Mitigar os impactos negativos, sejam sociais ou ambientais, é obrigação, e algo que deve ser feito tendo como base as melhores práticas de quem atua nesse mercado.

A partir daí, segundo Michael Porter, o grande salto da incorporação da responsabilidade social à estratégia acontece nas áreas em que a empresa pode fazer uma grande diferença. Para explicar o que isso significa, ele cita o exemplo da atuação da Nestlé na Índia, na região de Moga, desde 1962. As condições locais eram de extrema pobreza, degradação ambiental e má saúde dos animais. A Nestlé implantou centrais de compra de leite nas cidades e investiu no que Porter classifica de "aperfeiçoamento do contexto competitivo". Ofereceu assistência técnica aos fazendeiros, enviando equipes de veterinários, nutricionistas e agrônomos. Promoveu cursos de treinamento a esses fazendeiros e melhorou o fornecimento de água aos animais, por meio de ajuda técnica e financeira para a perfuração de poços.

Hoje, a Nestlé compra leite de mais de 75.000 fazendeiros daquela região, que, segundo Michael Porter, apresenta melhores condições sociais e um padrão de vida superior a regiões semelhantes da Índia. "Esse trabalho da Nestlé causou um impacto fenomenal nas famílias, nos aspectos ambientais e diminui as doenças causadas pela água poluída. É um impacto social de grandes proporções, e eles não fizeram isso com um programa de caridade", avalia Porter. "Isso é responsabilidade social estratégica, é valor compartilhado. Não é ter uma boa colocação em rankings, nem mostrar para quantas entidades a empresa doa dinheiro - é o impacto social do seu negócio."


Fátima Cardoso, para o Instituto Ethos
Envolverde24/09/08
© Copyleft - É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.

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