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segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Pesquisa da Philips pode apontar caminhos para políticas públicas

Realizado pelo Philips Center, em parceria com o Instituto Ipsos, o estudo revela o que os brasileiros pensam sobre saúde e bem-estar. O mesmo levantamento foi feito em outros países

No artigo “Participação da sociedade civil no mercado contemporâneo”, o professor Ricardo Abramovay identifica um movimento que ele chamou de “governança não estatal dirigida pelo mercado”, por meio do qual as demandas da sociedade começam a integrar o planejamento estratégico das empresas. Tal movimento está criando um conjunto de normas e valores aos quais as empresas aderem crescentemente, de maneira voluntária, contribuindo para que a própria sociedade se conscientize mais a respeito das políticas que deve cobrar dos órgãos públicos e dos governos.


Uma iniciativa da Philips mostra como as preocupações da sociedade civil podem interferir no próprio planejamento da empresa. Trata-se do Philips Index 2010, pesquisa global realizada pelo Phillips Center para Saúde e Bem-Estar em 23 países, para entender melhor o que seus consumidores pensam sobre saúde e bem estar. Entre os países em que o estudo vem sendo realizado estão EUA, Reino Unido, China, França, Espanha, Holanda, Bélgica e Brasil, único país latino-americano da lista, até o momento.

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segunda-feira, 6 de setembro de 2010

IBGE divulga Indicadores de Sustentabilidade do Brasil

Nesta quarta-feira, 1 de setembro, o IBGE divulgou os IDS – Indicadores de Desenvolvimento Sustentável referentes ao ano de 2010, que apontaram que, embora o país tenha evoluído nos principais aspectos socioambientais avaliados, ainda há um longo caminho para percorrer rumo ao desenvolvimento sustentável, sobretudo na preservação da biodiversidade.

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segunda-feira, 12 de julho de 2010

Bilionários pelo meio ambiente

“Bill, Melinda e Warren, o que lhes parece convencer seus amigos a investirem na produtividade verde?”, pergunta a economista Hazel Henderson neste artigo exclusivo.
Imagem Fabrício Vanden Broeck

Aplaudo Bill e Melinda Gates e o financista Warren Buffett por desafiarem outros multimilionários a doarem, durante suas vidas, a metade ou mais de suas enormes fortunas a obras de caridade. Em maio de 2009, eles propuseram a David Rockefeller ser o anfitrião de um primeiro jantar secreto com George Soros, Ted Turner, Oprah Winfrey, Michael Bloomberg, David Rockefeller Jr. e outros bilionários, no qual lançaram a campanha.

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segunda-feira, 14 de junho de 2010

UE quer mais benefícios com ajuda ao desenvolvimento

A assistência aos países pobres deve ser feita de tal maneira que beneficie mais as empresas europeias, recomendou um alto funcionário de Bruxelas. O comissário de Desenvolvimento da União Europeia (UE), Andris Piebalgs, procura uma nova estratégia de ajuda que reconheça o “valor do dinheiro”.

Em carta aos governos da UE, às vésperas da reunião que estes manterão nos dias 17 e 18 deste mês em Bruxelas, Piebalgs disse que os objetivos da ajuda externa deveriam estar alinhados com os conteúdos da recentemente aprovada iniciativa Europa 2020, que sugere as principais áreas de atenção do bloco para a próxima década.

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terça-feira, 25 de maio de 2010

Economia melhor não garante avanços sociais e ambientais na Amazônia

Apesar do crescimento econômico, os estados que compõem a chamada Amazônia Legal - composta pelo Acre, Pará, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Rondônia, Roraima e Tocantins - ainda apresentam problemas sociais, ambientais e de saúde, contrariando o pensamento comum de que a melhora na economia traz, conseqüentemente, mudanças positivas nestas áreas. Isso é o que confirma a pesquisa recém-divulgada “Indicadores de sustentabilidade ambiental e de saúde na Amazônia Legal, Brasil”, realizada em 2006 por Leandro Luiz Giatti, doutor em saúde pública pelo Departamento de Saúde ambiental da Universidade de São Paulo (USP), e Carlos Machado de Freitas, também doutor nesta área pela Fundação Oswaldo Cruz.

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quinta-feira, 6 de maio de 2010

Governo lança plano nacional de banda larga

Telebrás será gestora do PNBL que terá duas ofertas: de R$ 15, para 512 Kbps, e de R$ 35, até 784 Kbps; investimento está estimado em R$ 12,8 bilhões até 2014

A ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, anunciou nesta quarta, 5, em coletiva de imprensa, o lançamento do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), em Brasília (DF). Erenice afirmou que o objetivo do PNBL é triplicar a base de acessos de banda larga do Brasil e passar dos atuais 11,9 milhões de domicílios cobertos para quase 40 milhões de residências. Atualmente, apenas 21% dos domicílios brasileiros têm acesso à banda larga.

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segunda-feira, 19 de abril de 2010

Empresários emergentes afinados para ganhar

Por trás de toda iniciativa de associação de nações existe “uma forte base de interesse econômico e comercial”, disse o chanceler brasileiro, Celso Amorim. Foi o que demonstraram empresários de Brasil, China, Índia, Rússia e África do Sul, que, antecipando-se aos discursos dos presidentes desses países nas reuniões de cúpula desta semana, já disseram a que vieram. Energia, tecnologia da informação, infraestrutura, alimentos e agronegócios são os setores que as comitivas de aproximadamente 400 empresários estabeleceram como prioritários em matéria de oportunidades de negócios.

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segunda-feira, 5 de abril de 2010

Danielle Mitterrand falará [na Conferência Internacional Ethos] sobre justiça social

O Instituto Ethos entrevista a ex-primeira-dama francesa, presidente da fundação France Libertés, que está entre os palestrantes da Conferência Internacional Ethos 2010

A Conferência Internacional Ethos 2010, que será realizada entre 11 e 14 de maio, terá com tema a Carta da Terra. Assim, cada palestrante convidado discorrerá sobre um ponto do documento, que se norteia por quatro grandes princípios (leia em www.cartadaterrabrasil.org).

Falar sobre justiça social e econômica – o terceiro ponto da Carta – será o desafio da respeitada ativista internacional Danielle Mitterrand, ex-primeira-dama da França, que dividirá a mesa com o economista argentino Bernardo Kliksberg.

Danielle Mitterrand preside a fundação France Libertés, que tem conhecida atuação em prol de povos oprimidos, como africanos, curdos, tibetanos e indígenas latino-americanos. A France Libertés, que desde o ano passado conta com uma representação no Brasil, fundamenta seu trabalho na promoção dos direitos humanos e da equidade social. Também luta para que um maior número de pessoas tenha acesso à água potável e defende uma economia mais responsável e solidária. Veja a seguir entrevista que a palestrante concedeu ao Instituto Ethos, via e-mail.

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quarta-feira, 24 de março de 2010

Estudo do PNUD abordará fosso entre IDHs

Em sua 20ª edição, Relatório de Desenvolvimento Humano vai fazer balanço de avanços sociais e econômicos nas duas últimas décadas

O RDH (Relatório de Desenvolvimento Humano), principal publicação do PNUD, vai completar 20 anos no segundo semestre, em uma edição que fará um balanço dos avanços e retrocessos socioeconômicos das últimas duas décadas. Um dos pontos centrais do estudo será uma análise das desigualdades entre padrões de desenvolvimento humano.

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quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

O Prêmio Ethos-Valor está com inscrições abertas


Promovido pelo Instituto Ethos em parceria com o jornal Valor Econômico, o concurso é destinado a professores e estudantes universitários para trabalhos acadêmicos sobre responsabilidade social empresarial e/ou desenvolvimento sustentável. Podem participar professores e estudantes universitários de todo o país e de qualquer área de conhecimento.

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quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Felicidade Interna Bruta na prática


De 20 a 23 de novembro, o Brasil reunirá pessoas de todo o mundo com palestrantes como Lyongpo Jigme Thinley, Leonardo Boff, Marina Silva, Susan Andrews e Marcos Arruda, para avaliar como utilizar o FIB - índice de Felicidade Iterna Bruta, na prática.

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sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Itaú Unibanco e MIT firmam parceria e criam fundo de pesquisa em sustentabilidade

Recursos estimularão discussão de temas relevantes para América Latina e Brasil

O Itaú Unibanco e o MIT Sloan School of Management (Escola de Negócios do Massachusetts Institute of Technology) acabam de firmar uma parceria com o objetivo de contribuir para as discussões sobre sustentabilidade no Brasil e América Latina. O banco investirá US$ 500 mil, que serão aplicados em duas importantes frentes de trabalho.

A principal delas é a constituição do Itaú Unibanco Sustainability Fund. Este fundo deverá promover a pesquisa e o desenvolvimento de projetos ligados ao tema sustentabilidade e a questões relevantes para América Latina e Brasil. Ele beneficiará estudantes e professores de graduação do MIT e universidades brasileiras, além de envolver também líderes empresariais, governamentais e de ONGs.

Parte do fundo será destinado para estudantes de graduação do MIT que explorarem desafios relevantes enfrentados pelo Brasil e América Latina em áreas como desenvolvimento econômico sustentável, desigualdade econômica e social, o papel da América Latina para a redução dos gases de efeito estufa, oportunidades para o uso de combustíveis renováveis, aumento da biodiversidade e agricultura sustentável.

Os recursos também poderão ser utilizados por projetos de universidades brasileiras, alinhados com os tópicos citados acima. Serão projetos colaborativos, realizados por um time de estudantes de universidades brasileiras e estudantes do MIT, que devem trazer a realidade local e, ao mesmo tempo, garantir um intercâmbio de experiências e conhecimentos.

“O Brasil é um player importantíssimo para o desenvolvimento sustentável, e possibilitar esse intercâmbio contribuirá para entendermos os ativos brasileiros, suas vantagens competitivas e atitudes frente ao desafio do desenvolvimento sustentável”, afirma Sonia Favaretto, superintendente de Sustentabilidade do Itaú Unibanco.

Ainda será realizado um workshop no MIT, com as universidades brasileiras envolvidas, para discutir a situação atual, trazer inputs para projetos futuros e ampliar o conhecimento de todos os envolvidos. Um outro workshop será realizado no Brasil, ou em outro país da América Latina, para promover discussões locais e regionais, envolvendo a comunidade acadêmica, governo, líderes empresariais, ONGs e outros importantes stakeholders.

“Acreditamos que esta parceria contribuirá ainda mais com o avanço dos debates sobre os desafios da sustentabilidade no Brasil, na América Latina e no mundo. Aliando os casos práticos e trazendo as contribuições da comunidade acadêmica poderemos ter um debate mais maduro sobre o tema, trazendo oportunidades que beneficiarão o governo, as empresas e a sociedade como um todo” afirma Richard Locke, vice-reitor da MIT Sloan School of Management.

A parceria prevê ainda a realização de fóruns de debate com lideranças do Itaú Unibanco. O objetivo é engajar e mobilizar ainda mais os executivos, buscando entender quais são as estratégias necessárias para garantir a perenidade dos negócios e o posicionamento da organização em prol da sustentabilidade, contribuindo com a sociedade e minimizando os impactos socioambientais.


Fonte: Comunicação Corporativa – Itaú Unibanco
(11) 5019-8880/ 8881
imprensa@itau-unibanco.com.br

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quinta-feira, 3 de setembro de 2009

O debate sobre o PIB: estamos fazendo a conta errrada

"Crescer por crescer, é a filosofia da célula cancerosa" - Banner colocado por estudantes, na entrada de uma conferência sobre economia.

PIB, como todos devem saber, é o produto interno bruto. Para o comum dos mortais que não fazem contas macroeconômicas, trata-se da diferença entre aparecerem novas oportunidades de emprego (PIB em alta) ou ameaças de desemprego (PIB em baixa). Para o governo, é a diferença entre ganhar uma eleição e perdê-la. Para os jornalistas, é uma ótima oportunidade para darem a impressão de entenderem do que se trata. Para os que se preocupam com a destruição do meio-ambiente, é uma causa de desespero. Para o economista que assina o presente artigo, é uma oportunidade para desancar o que é uma contabilidade clamorosamente deformada.

Peguemos o exemplo de uma alternativa contábil, chamada FIB. Trata-se simplesmente um jogo de siglas, Felicidade Interna Bruta. Tem gente que prefere felicidade interna líquida, questão de gosto. O essencial é que inúmeras pessoas no mundo, e técnicos de primeira linha nacional e internacional, estão cansados de ver o comportamento econômico ser calculado sem levar em conta – ou muito parcialmente – os interesses da população e a sustentabilidade ambiental. Como pode-se dizer que a economia vai bem, ainda que o povo va mal? Então a economia serve para quê?

No Brasil a discussão entrou com força recentemente, em particular a partir do cálculo do IDH (Indicadores de Desenvolvimento Humano), que inclui, além do PIB, a avaliação da expectativa de vida (saúde) e do nível da educação. Mais recentemente, foram lançados dois livros básicos, Reconsiderar a riqueza, de Patrick Viveret, e Os novos indicadores de riqueza de Jean-Gadrey e Jany-Catrice. Há inúmeras outras iniciativas em curso, que envolvem desde o Indicadores de Qualidade do Desenvolvimento do IPEA, até os sistemas integrados de indicadores de qualidade de vida nas cidades na linha do Nossa São Paulo. O movimento FIB é mais uma contribuição para a mudança em curso. O essencial para nós, é o fato que estamos refazendo as nossas contas.

As limitações do PIB aparecem facilmente através de exemplos. Um paradoxo levantado por Viveret, por exemplo, é que quando o navio petroleiro Exxon Valdez naufragou nas costas do Alaska, foi necessário contratar inúmeras empresas para limpar as costas, o que elevou fortemente o PIB da região. Como pode a destruição ambiental aumentar o PIB? Simplesmente porque o PIB calcula o volume de atividades econômicas, e não se são úteis ou nocivas. O PIB mede o fluxo dos meios, não o atingimento dos fins. Na metodologia atual, a poluição aparece como sendo ótima para a economia, e o IBAMA vai aparecer como o vilão que a impede de avançar. As pessoas que jogam pneus e fogões velhos no rio Tieté, obrigando o Estado a contratar empresas para o desassoreamento da calha, contribuem para a produtividade do país. Isto é conta?

Mais importante ainda, é o fato do PIB não levar em conta a redução dos estoques de bens naturais do planeta. Quando um país explora o seu petróleo, isto é apresentado como eficiência econômica, pois aumenta o PIB. A expressão “produtores de petróleo” é interessante, pois nunca ninguém conseguiu produzir petróleo: é um estoque de bens naturais, e a sua extração, se der lugar a atividades importantes para a humanidade, é positiva, mas sempre devemos levar em conta que estamos reduzindo o estoque de bens naturais que entregaremos aos nossos filhos. A partir de 2003, por exemplo, não na conta do PIB mas na conta da poupança nacional, o Banco Mundial já não coloca a extração de petróleo como aumento da riqueza de um país, e sim como a sua descapitalização. Isto é elementar, e se uma empresa ou um governo apresentasse a sua contabilidade no fim de ano sem levar em conta a variação de estoques, veria as suas contas rejeitadas. Não levar em conta o consumo de bens não renováveis que estamos dilapidando deforma radicalmente a organização das nossas prioridades. Em termos técnicos, é uma contabilidade grosseiramente errada.

A diferença entre os meios e os fins na contabilidade aprece claramente nas opções de saúde. A Pastoral da Criança, por exemplo, desenvolve um amplo programa de saúde preventiva, atingindo milhões de crianças até 6 anos de idade através de uma rede de cerca de 450 mil voluntárias. São responsáveis, nas regiões onde trabalham, por 50% da redução da mortalidade infantil, e 80% da redução das hospitalizações. Com isto, menos crianças ficam doentes, o que significa que se consome menos medicamentos, que se usa menos serviços hospitalares, e que as famílias vivem mais felizes. Mas o resultado do ponto de vista das contas econômicas é completamente diferente: ao cair o consumo de medicamentos, o uso de ambulâncias, de hospitais e de horas de médicos, reduz-se também o PIB. Mas o objetivo é aumentar o PIB ou melhorar a saúde (e obem-estar) das famílias?

Todos sabemos que a saúde preventiva é muito mais produtiva, em termos de custo-benefício, do que a saúde curativa-hospitalar. Mas se nos colocarmos do ponto de vista de uma empresa com fins lucrativos, que vive de vender medicamentos ou de cobrar diárias nos hospitais, é natural que prevaleça a visão do aumento do PIB, e do aumento do lucro. É a diferença entre os serviços de saúde e a indústria da doença. Na visão privatista, a falta de doentes significa falta de clientes. Nenhuma empresa dos gigantes chamados internacionalmente de “big pharma” investe seriamente em vacinas, e muito menos em vacinas de doenças de pobres. Ver este ângulo do problema é importante, pois nos faz perceber que a discussão não é inocente, e os que clamam pelo progresso identificado com o aumento do PIB querem, na realidade, maior dispêndio de meios, e não melhores resultados. Pois o PIB não mede resultados, mede o fluxo dos meios.

É igualmente importante levar em consideração que o trabalho das 450 mil voluntárias da Pastoral da Criança não é contabilizado como contribuição para o PIB. Para o senso comum, isto parece uma atividade que não é propriamente econômica, como se fosse um bandaid social. Os gestores da Pastoral, no entanto, já aprenderam a corrigir a contabilidade oficial. Contabilizam a redução do gasto com medicamentos, que se traduz em dinheiro economizado na família, e que é liberado para outros gastos. Nesta contabilidade corrigida, o não-gasto aparece como aumento da renda familiar. As noites bem dormidas quando as crianças estão bem representam qualidade de vida, coisa muitíssimo positiva, e que é afinal o objetivo de todos os nossos esforços. O fato da mãe ou do pai não perderem dias de trabalho pela doença dos filhos também ajuda a economia. O Canadá, centrado na saúde pública e preventiva, gasta 3 mil dólares por pessoa em saúde, e está em primeiro lugar no mundo neste plano. Os Estados Unidos, com saúde curativa e dominantemente privada, gastam 6,5 mil, e estão longe atrás em termos de resultados. Mas ostentam orgulhosamente os 16% do PIB gastos em saúde, para mostrar quanto esforço fazem. Estamos medindo meios, esquecendo os resultados. Neste plano, quanto mais ineficientes os meios, maior o PIB.

Uma outra forma de aumentar o PIB é reduzir o acesso a bens gratuitos. Na Riviera de São Lourenço, perto de Santos, as pessoas não têm mais livre acesso à praia, a não ser através de uma séria de enfrentamentos constrangedores. O condomínio contribui muito para o PIB, pois as pessoas têm de gastar bastante para ter acesso ao que antes acessavam gratuitamente. Quando as praias são gratuitas, não aumentam o PIB. Hoje os painéis publicitários nos “oferecem” as maravilhosas praias e ondas da região, como se as tivessem produzido. A busca de se restringir a mobilidade, o espaço livre de passeio, o lazer gratuito oferecido pela natureza, gera o que hoje chamamos de “economia do pedágio”, de empresas que aumentam o PIB ao restringir o acesso aos bens. Temos uma vida mais pobre, e um PIB maior.

Este ponto é particularmente grave no caso do acesso ao conhecimento. Trata-se de uma área onde há excelentes estudos recentes, como A Era do Acesso, de Jeremy Rifkin; The Future of Ideas, de Lawrence Lessig; O imaterial, de André Gorz, ou ainda Wikinomics, de Don Tapscott. Um grupo de pesquisadores da USP Leste, com Pablo Ortellado e outros professores, estudou o acesso dos estudantes aos livros acadêmicos: o vslume de livros exigidos é proibitivo para o bolso dos estudantes (80% de famílias de até 5 salários mínimos), 30% dos títulos recomendados estão esgotados. Na era do conhecimento, as nossas universidades de linha de frente trabalham com xerox de capítulos isolados do conjunto da obra, autênticos ovnis científicos, quando o MIT, principal centro de pesquisas dos Estados Unidos, disponibiliza os cursos na íntegra gratuitamente online, no quadro do OpenCourseWare (OCW). Hoje, os copyrights incidem sobre as obras até 90 anos após a morte do autor. E se fala naturalmente em “direitos do autor”, quanto se trata na realidade de direitos das editoras, dos intermediários.

É impressionante investirmos por um lado imensos recursos públicos e privados na educação, e por outro lado empresas tentarem restringir o acesso aos textos. O objetivo, é assegurar lucro das editoras, aumentando o PIB, ou termos melhores resultados na formação, facilitando, e incentivando (em vez de cobrar) o aprendizado? Trata-se, aqui também, da economia do pedágio, de impedir a gratuidade que as novas tecnologias permitem (acesso online), a pretexto de proteger a remuneração dos produtores de conhecimento.

Outra deformação deste tipo de conta é a não contabilização do tempo das pessoas. No nosso ensaio Democracia Econômica, inserimos um capítulo “Economia do Tempo”. Está disponível online, e gratuitamente. O essencial, é que o tempo é por excelência o nosso recurso não renovável. Quando uma empresa nos obriga a esperarmos na fila, faz um cálculo: a fila é custo do cliente, não se pode abusar demais. Mas o funcionário é custo da empresa, e portanto vale a pena abusar um pouco. Isto se chama externalização de custos. Imaginemos que o valor do tempo livre da população econômicamente ativa seja fixado em 5 reais. Ainda que a produção de automóveis represente um aumento do PIB, as horas perdidas no trânsito pelo encalacramento do trânsito poderiam ser contabilizadas, para os 5 milhões de pessoas que se deslocam diariamente para o trabalho em São Paulo, em 25 milhões de reais, isto calculando modestos 60 minutos por dia. A partir desta conta, passamos a olhar de outra forma a viabilidade econômica da construção de metrô e de outras infraestruturas de transporte coletivo. E são perdas que permitem equilibrar as opções pelo transporte individual: produzir carros realmente aumenta o PIB, mas é uma opção que só é válida enquanto apenas minorias têm acesso ao automóvel. Hoje São Paulo anda em primeira e segunda, gastando com o carro, com a gazolina, com o seguro, com as doenças respiratórias, com o tempo perdido. Os quatro primeiros itens aumentam o PIB. O último, o tempo perdido, não é contabilizado. Aumenta o PIB, reduz-se a mobilidade. Mas o carro afinal era para quê?

Alternativas? Sem dúvida, e estão surgindo rapidamente. Não haverá o simples abandono do PIB, e sim a compreensão de que mede apenas um aspecto, muito limitado, que é o fluxo de uso de meios produtivos. Mede, de certa forma, a velocidade da máquina. Não mede para onde vamos, só nos diz que estamos indo depressa, ou devagar. Não responde aos problemas essenciais que queremos acompanhar: estamos produzindo o quê, com que custos, com que prejuizos (ou vantagens) ambientais, e para quem? Aumentarmos a velocidade sem saber para onde vamos não faz sentido. Contas incompletas são contas erradas.

Como trabalhar as alternativas? Há os livros mencionados acima, o meu preferido é o de Jean Gadrey, foi editado pelo Senac. E pode ser utilizado um estudo meu sobre o tema, intitulado Informação para a Cidadania e o Desenvolvimento Sustentável. Porque não haverá cidadania sem uma informação adequada. O PIB, tão indecentemente exibido na mídia, e nas doutas previsões dos consultores, merece ser colocado no seu papel de ator coadjuvante. O objetivo é vivermos melhor. A economia é apenas um meio. É o nosso avanço para uma vida melhor que deve ser medido.

_______________________

[1] O material do MIT pode ser acessado no site www.ocw.mit.edu; Em vez de tentar impadir a aplicação de novas tecnologias, como aliás é o caso das empresss de celular que lutam contra o wi-fi urbano e a comunicação quase gratuita via skype, as empresas devem pensar em se reconverter, e prestar serviços úteis ao mercado. A IBM ganhava dinheiro vendendo computadores, e quando este mercado se democratizou com o barateamento dos computadores pessoais migrou para a venda de softwares. Estes hoje devem se tornar gratuitos (a própria IBM optou pelo Linux), e a empresa passou a se viabilizar prestando serviços de apoio informático. Travar o acesso aumenta o PIB, mas empobrece a sociedade.


Ladislau Dowbor
Doutor em Ciências Econômicas pela Escola Central de Planejamento e Estatística de Varsóvia, professor titular da PUC de São Paulo e consultor de diversas agências das Nações Unidas. É autor de “Democracia Econômica”, “A Reprodução Social: propostas para uma gestão descentralizada”, “O Mosaico Partido: a economia além das equações”, “Tecnologias do Conhecimento: os Desafios da Educação”, todos pela editora Vozes, além de “O que Acontece com o Trabalho?” (Ed. Senac) e co-organizador da coletânea “Economia Social no Brasil“ (ed. Senac) Seus numerosos trabalhos sobre planejamento econômico e social, inclusive o artigo Informação para a Cidadania mencionado acima, estão disponíveis no site http://dowbor.org – Contato: ladislau@dowbor.org ;
Envolverde, 03/09/09

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quarta-feira, 26 de agosto de 2009

PNUD quer aproximação com sociedade civil

Reuniões com representantes do setor começam a ser promovidas para discutir Metas do Milênio e Índice de Desenvolvimento Humano

O PNUD iniciou uma aproximação com a sociedade civil que visa aproveitar o momento em que se discute a crise econômica global e as mudanças climáticas para avançar em busca de um novo multilateralismo. A agência da ONU lançou a Plataforma Desenvolvimento Humano 2010, uma série de ações com o objetivo de buscar constituir “laços mais estreitos entre organizações públicas, privadas e a sociedade civil com as Nações Unidas”. Essas ações incluem reuniões com representantes da sociedade civil e a participação dessas entidades na revisão dos 20 anos de Relatório de Desenvolvimento Humano e do que será feito no acompanhamento dos próximos anos dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.

O primeiro passo dessa mobilização foi dado em Nova York, em um encontro de representantes do PNUD com 25 organizações da sociedade civil para discutir os novos papéis frente aos desafios globais. A reunião destacou que o momento de crise constitui uma oportunidade “sem precedentes” para transformar a governabilidade global. “O conceito de governabilidade democrática que queremos promover é aquele que destaca a participação para trazer as pessoas para o processo, principalmente as mais pobres”, disse Helen Clark, administradora internacional do PNUD, sobre a parceria.

Em documento de apresentação da plataforma, o PNUD avalia que governos não são capazes de resolver sozinhos os problemas globais. "A sociedade civil, cuja influência na arena global foi transformada pelas forças e pela lógica da globalização, é essencial para uma visão futura de multilateralismo revitalizado."

A Plataforma pretende ser um conjunto de encontros e consultas à sociedade civil promovidas pela ONU com objetivo de firmar parceria para resolução dos problemas globais. Além disso, deve contribuir para ampliar a participação das entidades civis nas redes globais e na condução de políticas de desenvolvimento dos países.

Modificações
A parceria entre ONU e sociedade civil deve também contribuir para uma revisão do Relatório de Desenvolvimento Humano (RDH) produzido pelo PNUD que em 2010 completa vinte anos. O relatório é o responsável pela divulgação do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e traz, a cada edição, uma série de informações e uma avaliação sobre algum tema que preocupe o mundo. Na última edição, tratou de mudanças climáticas; na próxima, a ser divulgada em outubro, tratará de migração.

As discussões da plataforma também marcam os dez anos da Declaração do Milênio e do comprometimento de 189 nações com os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio – conjunto de metas sócio-econômicas, como universalização do ensino básico e erradicação da fome, que devem ser atingidas até 2015.

“As idéias vão ajudar no planejamento dos cinco últimos anos para o cumprimento das Metas”, afirma o texto do site internacional do PNUD sobre a Plataforma.

“Nós não podemos resolver problemas de pobreza e atingir as Metas de Desenvolvimento do Milênio sem resolver o problema das mudanças climáticas, é o coração do que fazemos”, declarou Helen Clark.

A afirmação acompanha as sugestões feitas ao site brasileiro do PNUD por Flávio Comim, coordenador do Relatório de Desenvolvimento Humano no Brasil.

Em entrevista cedida ao site do PNUD, em fevereiro de 2009, ele disse que uma das propostas para 2010 é incluir no IDH (que hoje mede as esferas de educação, renda e longevidade) indicadores de desigualdade de renda e de problemas ambientais.


PNUD, Boletim nº 554 - Segunda-feira, 24 de agosto de 2009

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sábado, 15 de agosto de 2009

Investimento Social Privado em foco III

Quais os rumos da filantropia e do investimento social privado no Brasil e no mundo? Qual a papel dos investimentos sociais no desenvolvimento de um país, ou em menor escala, no desenvolvimento comunitário? São algumas das discussões trazidas por Jeffrey Bell, diretor da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), em entrevista para Ideia Socioambiental, a terceira da série Investimento Social Privado em Foco.

Na opinião do especialista já existe no Brasil uma cultura corporativa muito forte por responsabilidade social. Ele também reforça que podemos esperar o contínuo crescimento da filantropia e do investimento social privado tanto no Brasil quanto no mundo.

Confira essas e outras ideias a seguir:

Ideia Socioambiental: Como o desenvolvimento comunitário pode ser estratégico para uma empresa? E como o ISP pode impactar de maneira positiva a realidade das comunidades para as quais se volta?
Jeff Bell: Estrategicamente, atividades de desenvolvimento comunitário podem ser uma
maneira especialmente poderosa para estimular a visibilidade de uma empresa
em determinada comunidade. Nesse sentido, acredito que atividades que visam
o desenvolvimento comunitário são um dos veículos mais importantes e um dos
melhores caminhos para uma empresa estabelecer boas relações públicas e criar uma boa reputação - o ponto central, obviamente, é gerar novas receitas para a empresa. No entanto, penso também que as empresas querem ser boas corporações para os cidadãos e vizinhos das comunidades em que operam, de onde podem vir também muitos dos seus colaboradores.


Quanto à segunda parte da questão, acredito que comunidades que estão procurando estabelecer parcerias para trabalhar com o setor privado, que têm disponibilizado para essas novas fontes ou fundos de financiamento para a resolução de problemas importantes em suas comunidades. O mais importante aqui é a voluntariedade das comunidades em agir como parceiros, não apenas como receptores, a fim de auxiliar o direcionamento das discussões que determinarão exatamente onde os projetos e investimentos do setor privado devem estar.

I.S: Qual é o papel da filantropia e do investimento social privado no desenvolvimento
dos países?
J.B: A filantropia e o investimento social privado estão desempenhando atualmente
um papel crescentemente importante no desenvolvimento dos países. Uma análise completa realizada pela USAID's Global Development Alliance (GDA) mostrou o crescimento de 30% do capital privado nos anos 1960 para 80% em 2005. Mesmo que o financiamento público de desenvolvimento, a força motriz do mercado internacional, tenha diminuído em proporção, o que representa menos de 17% em 2005, o valor total da ajuda ao desenvolvimento aumentou.

I.S: A evolução do investimento social privado está relacionada ao nível de desenvolvimento de um país?
J.B: Em parte sim. Quando o potencial econômico de um país aumenta, as empresas vêem um número crescente de potenciais consumidores para seus produtos e serviços. Sendo assim, o investimento social privado faz sentido, estrategicamente, como forma de gerar uma boa reputação, nome e reconhecimento, ou qualquer outro tipo de propaganda e de publicidade que eles sentem que seria benéfico para eles no mercado. Acredito também que um crescente número de empresas está reconhecendo a existência de uma responsabilidade moral para investir em projetos sociais nas áreas em que atuam. Esse reconhecimento pode surgir de variadas formas: pode vir do presidente ou CEO, dos empregados da companhia ou resultar da pressão dos acionistas. A pressão para que as companhias sejam mais socialmente responsáveis para com as comunidades onde atuam está começando a crescer. Pode muito bem ser que ao fazê-lo, elas estejam ajudando seu ponto de partida, mas acredito que os cálculos de custo/ benefício em agir com responsabilidade está se tornando menos importante do que a pressão / desejo de um comportamento responsável e generoso.

I.S: Que desafios os BRICs enfrentarão para desenvolver o investimento social privado?
J.B: Quando falamos nos países BRIC, temos de reconhecer que cada um possui suas
características individuais, experimentando assim seus próprios desafios. O que pode ser um desafio para a Índia, por exemplo, pode não ser para o Brasil. E em se tratando de Brasil, existe uma cultura corporativa muito forte em responsabilidade social.

I.S: Em sua opinião, o que caracteriza o investimento social ou filantropia praticado por um país?
J.B: A grau de investimento social praticado por um país depende de inúmeros fatores, sendo um dos mais importantes a estrutura tributária que legisla o investimento social privado. Além disso, há uma série de outros fatores: Por exemplo, eu acho que tem que haver uma massa crítica de organizações operando e competindo em qualquer país. Se partirmos da suposição de que, estrategicamente, o investimento social é realmente um investimento em relações públicas, quando os consumidores têm pouca escolha entre produtos ou serviços em um país, não faz muito sentido para uma empresa olhar para o investimento social como uma forma de angariar boas relações públicas. Sem concorrência, as relações públicas tornam-se muito menos importantes e os investimentos sociais menos atraentes. Além disso, seguindo a lógica acima, acho que as atividades derivadas do investimento social em muitos casos são repetitivas. Uma vez que uma empresa decide aplicar um investimento social, a melhor coisa que os outros podem fazer é o mesmo. Então países com altos níveis de investimento social privado provavelmente manterá níveis elevados.

I.S: Quais as principais tendências para o Brasil e para o mundo nos setores de
filantropia e ISP?
J.B: Se os últimos 30 anos podem servir de indicação, podemos esperar pelo contínuo
crescimento da filantropia e do ISP tanto no Brasil quanto no mundo. Organizações doadoras reconhecem o crescimento dos fundos privados e estão cada vez mais a procura de alavancar suas verbas. Investidores privados ou filantrópicos não apenas reconhecem os benéficios de associar seus nomes a grandes doadores, mas enxergam no desenvolvimento das organizações um aprimoramento na maneira de investir em projetos. Assim, acho que veremos cada vez mais os doadores procurarem parcerias com o setor privado e o setor privado procurando aumentar a sua visibilidade por meio de parcerias com os doadores. Como resultado, acho que podemos esperar para ver a importância do investimento social privado filantrópico aumentar em todo o mundo.

Elementos que orientam a decisão de investimento em projetos socioambientais pela USAID
. Propriedade - a USAID baseia-se na liderança, participação e comprometimento de um país e sua população;
. Capacitação - buscamos fortalecer as instituições locais, a transferência de competências técnicas, e a promoção de políticas adequadas;
. Sustentabilidade - produzimos programas para garantir que seus impactos sejam duradouros;
. Seletividade - alocamos nossos recursos baseados na necessidade, comprometimento local, e interesses em política externa;
. Avaliação - conduzimos cuidadosamente nossas pesquisas, adaptamos as melhores práticas, e desenvolvemos nossos programas em função das condições locais;
. Resultados - direcionamos nossos recursos para alcançar objetivos bem definidos, mensuráveis e estratégicos;
. Parcerias - pretendemos colaborar de perto com governos, comunidades, outros doadores, ONG's, setor privado, organizações internacionais e universidades;
. Flexibilidade - ajustamos nossos programas de acordo com as mudanças que ocorrem, a fim de gerar novas oportunidades e maximizar a eficiência;
. Responsabilidade - sistemas para garantir responsabilidade e transparência, incluindo controles rígidos contra corrupção são utilizados em nosso programa.



Ana Carolina Addario
Ideia Socioambiental on-line, 10/08/09

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Fundo Amazônia já tem 60 projetos inscritos

A maior parte dos projetos que deram entrada para pedidos de financiamento vem do Pará, e o Amazonas ocupa o segundo lugar em inscrições

Ao presidir reunião do Comitê Orientador do Fundo Amazônia (Cofa) na sede do BNDES, no Rio de Janeiro, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, anunciou que 60 projetos de desenvolvimento sustentável já estão pleiteando financiamento. Três deles já foram enquadrados pelas normas do banco, e seis estão em vias de serem aprovados.

Minc destacou a importância da aprovação de "bons projetos", que possam servir de vitrine para obtenção de novas doações. Aprovado há um ano, o Fundo possui R$ 200 milhões em caixa. A maior parte dos projetos que deram entrada para pedidos de financiamento vem do Pará, e o Amazonas ocupa o segundo lugar em inscrições.

Ao elogiar a atuação do Governo Federal no combate ao desmatamento da Floresta Amazônica, o ministro avaliou que cerca de 90% das ações empreendidas para solucionar a questão estão relacionadas à repressão aos crimes ambientais, como o combate ao boi pirata, cancelamento de crédito aos desmatadores e o aumento em até três vezes das iniciativas de fiscalização, além da Operação Arco Verde - que leva alternativas de desenvolvimento sustentável e promove mudanças no modelo econômico nas regiões críticas de desmatamento na Amazônia.

Ainda de acordo com sua avaliação, cerca de 10% das ações contra o desmatamento têm a ver com a implementação de empreendimentos de desenvolvimento sustentável. Com o apoio de iniciativas como o Fundo Amazônia, o ministro disse ter "grande esperança" que em 2010 este índice aumente para cerca de 40%.

"A guerra contra o desmatamento será perdida se não conseguirmos criar uma base diferenciada para a economia da região amazônica, dentro de um modelo de desenvolvimento sustentável", disse o ministro. Segundo dados apresentados na reunião do Cofa, dos 43 municípios que mais desmatam na Amazônia - alvos prioritários da Operação Arco Verde -, em 23 destes as ações estão mais avançadas, contabilizando cerca de 100 mil atendimentos, por exemplo, na área de regularização fundiária.

O ministro disse ainda que um dos grandes desafios do governo é dar apoio para que sejam criados mecanismos para que esses municípios possam implementar ações e empreendimentos de desenvolvimento sustentável.


Redação do MMA
Envolverde, 10/08/09
© Copyleft - É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.

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Criança Esperança recebe projetos até 8 de setembro

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura – UNESCO seleciona projetos de organizações da sociedade civil sem fins lucrativos (incluindo OSCIPs) para o recebimento de apoio financeiro do programa Criança Esperança.

O processo seletivo público será coordenado e realizado pelo Setor de Ciências Humanas e Sociais da UNESCO no Brasil, com sede em Brasília.

No processo seletivo público serão consideradas as principais referências e princípios conceituais previstos em documentos e convenções nacionais e internacionais, tais como, a Convenção Internacional das Nações Unidas sobre o Direito da Criança, a Declaração Universal dos Direitos Humanos, o Estatuto da Criança e do Adolescente, entre outros.

Quem poderá concorrer?
Poderão candidatar-se organizações da sociedade civil sem fins lucrativos que apresentem projetos com o objetivo principal de promover a inclusão social, o empoderamento e o desenvolvimento humano e social e a educação inclusiva de grupos vulneráveis por meio de ações de educação, cultura, comunicação e informação, esporte e meio ambiente.

A organização proponente deve ainda preencher os seguintes quesitos:
- Ser legalmente constituída no país (possuir personalidade jurídica);
- Ter no mínimo dois anos de fundação e atuação;
- Possuir experiência na área temática proposta;
- Estar inscrita no Conselho Municipal e/ou Estadual e/ou Nacional de sua área de atuação (Conselhos de Assistência Social, Conselhos dos Direitos da Criança e do Adolescente, Conselhos de Educação, Conselhos de Saúde);
- Apresentar contrapartida para o desenvolvimento do projeto.

Além de recursos financeiros, serão aceitos como contrapartida elementos que comprovem a capacidade instalada da organização proponente para a execução do projeto, incluindo instalações físicas adequadas e recursos humanos.

Que tipos de projeto poderão ser apoiados?
Poderão ser apoiados com recursos do Criança Esperança projetos desenvolvidos em, pelo menos, uma das seguintes áreas temáticas:
- Educação, especialmente “Educação para Todos” e educação preventiva para HIV/AIDS;
- Educação para o desenvolvimento sustentável;
- Inclusão social;
- Alfabetização funcional;
- Cultura como um instrumento de inclusão social;
- Acesso de jovens à informação, ao conhecimento e, também, ao uso de novas tecnologias;
- Crianças e jovens em situação de vulnerabilidade.

E que tenham como público alvo crianças, adolescentes e/ou jovens, de pelo menos, um dos seguintes grupos:
- em situação de pobreza e/ou vulnerabilidade e risco social;
- de minorias raciais (afro-descendentes e indígenas);
- em situação de rua;
- vivendo com HIV/AIDS;
- em projetos de prevenção e/ou reabilitação do uso de drogas;
- vítimas de violência e/ou abuso sexual e/ou doméstico;
- com deficiência;
- do gênero feminino em situação de vulnerabilidade pessoal e social.

Que critérios serão considerados na análise e seleção dos projetos?
Os projetos apresentados serão analisados e avaliados considerando os seguintes critérios:
- Inovação da proposta;
- Atuação em comunidades vulneráveis, situadas em regiões do país com baixos indicadores educacionais, sociais, de desenvolvimento humano, entre outros;
- Promoção ou estímulo ao fortalecimento da qualidade da educação formal;
- Estímulo à permanência de crianças, adolescentes e jovens na escola;
- Promoção da inclusão social;
- Estímulo e promoção do fortalecimento do vínculo familiar;
- Oferta de formação e qualificação profissional;
- Promoção da inserção de jovens no mercado de trabalho;
- Existência de rede de parcerias;
- Sustentabilidade financeira;
- Atuação com participação comunitária;
- Condições de replicabilidade (ou seja, de difusão e replicação do trabalho em contextos semelhantes);
- Capacidade de contribuir para a promoção do desenvolvimento da comunidade local;
- Qualificação da equipe técnica e administrativa; e
- Existência de capacidade instalada.

Qual o valor do apoio e a duração dos projetos?
Poderão concorrer projetos que solicitem apoio financeiro do programa Criança Esperança para um período de doze meses, não havendo valor mínimo e máximo para o financiamento.

Projetos que apresentem orçamentos de alto valor poderão ser financiados, desde que informem na proposta a existência de outras contrapartidas financeiras, reforçando o componente de sustentabilidade da iniciativa. Comprovação dessas contrapartidas será solicitada no caso de eventual seleção pelo programa Criança Esperança.

Que tipos de despesas não serão financiadas?
Não serão financiadas despesas com:
- a realização de edificações, qualquer tipo de obras ou benfeitorias e/ou reformas de estruturas físicas;
- o pagamento de taxas de gestão/administração ou provisões;
- o pagamento de juros ou multas de qualquer espécie.

Os recursos aportados pelo programa Criança Esperança ao projeto devem ser direcionados prioritariamente para a realização de atividades-fim (a exemplo de oficinas, cursos, treinamentos, capacitações, produção de materiais etc.) e/ou aquisição de equipamentos e bens permanentes (a exemplo de livros, DVDs, instrumentos musicais, de informática etc.). Não serão financiados projetos cujo orçamento esteja majoritariamente comprometido com o pagamento de recursos humanos e/ou alimentação.

Como participar da Seleção de Projetos?
As organizações proponentes deverão cadastrar seus projetos no site www.criancaesperanca.com.br através da opção “Inscrição de projetos”, entre os dias 08 de agosto a 08 de setembro de 2009.

Ao final do cadastramento do(s) projetos(s), a instituição deverá imprimir o “Formulário de projeto” e encaminhá-lo para a UNESCO junto com a documentação comprobatória em um único volume lacrado.

Cada organização proponente poderá encaminhar até três projetos, mas, somente um poderá ser contemplado.

Caso apresente mais de um projeto, a organização proponente deverá encaminhá-los separadamente, anexando em cada deles cópia da documentação comprobatória.

O encaminhamento dos projetos deverá ser feito por via postal impreterivelmente entre os dias 08 de agosto a 08 de setembro de 2009 para o endereço:
SELEÇÃO CRIANÇA ESPERANÇA 2009
UNESCO – Setor de Ciências Humanas e Sociais/Criança Esperança
SAUS Quadra 05 – Lote 06 – Bloco H – sala 910
70070-912 – Brasília/DF

Serão considerados no processo seletivo apenas os projetos que forem cadastrados no site www.criancaesperanca.com.br e, em seguida, encaminhados por via postal para a UNESCO até o dia 08 de setembro de 2009.

A UNESCO entenderá como data de encaminhamento a data de postagem dos projetos. Dessa forma, projetos que chegarem a UNESCO após o dia 8 de setembro de 2009, mas comprovarem postagem até esta data serão considerados no processo seletivo.

Projetos que apresentarem dados incorretos, incompletos ou inverídicos serão automaticamente eliminados, cabendo à organização proponente assegurar-se do correto envio da documentação e da veracidade das informações prestadas.

Não serão aceitos projetos que não atendam as orientações dispostas nesta convocatória, assim como, não serão aceitos projetos que forem encaminhados fora do prazo.

No caso de dúvidas sobre a elaboração e apresentação dos projetos, informações poderão ser obtidas única e exclusivamente por meio do endereço eletrônico criancaesperanca@unesco.org.br até o dia 28 de agosto de 2009.

O ato de inscrição pressupõe plena concordância com as orientações constantes nesta convocatória.

Qual a documentação necessária?
Ao encaminhar o “Formulário de projeto por via postal para a UNESCO, a seguinte documentação comprobatória deverá ser anexada a cada uma das propostas (no caso de haver mais de uma):
a. Cópia do Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ);
b. Documentação jurídica (cópia do contrato social ou outro documento comprobatório do registro da organização);
c. Cópia da inscrição nos Conselho Municipal e/ou Estadual e/ou Nacional da área de atuação do projeto;
d. Resumo do currículo de cada um dos membros da equipe de coordenação do projeto.

Serão automaticamente eliminados os projetos que apresentarem documentação incompleta ou fora do padrão estabelecido nesta convocatória.

Documentação complementar será solicitada aos projetos selecionados no momento da elaboração do contrato. - Os projetos não serão devolvidos para as organizações proponentes, independentemente do resultado da seleção.

Como será feita a Seleção de Projetos?
A seleção dos projetos será realizada e coordenada pelo Setor de Ciências Humanas e Sociais da UNESCO no Brasil, em colaboração com os demais setores programáticos da Organização, segundo critérios apresentados nesta convocatória e de acordo com metodologia de seleção especialmente elaborada para o programa Criança Esperança.

A UNESCO entrará em contato somente com as organizações que forem selecionadas.

A UNESCO se reserva o direito de não divulgar as razões da não seleção de projetos, não cabendo recursos ou esclarecimentos sobre os resultados do processo.

Questões não previstas nesta convocatória serão decididas pela comissão responsável pelo processo seletivo.

Quando será feita a divulgaçãodos resultados?
O prazo previsto para a conclusão do processo seletivo é de cerca de três meses a contar da data de encerramento do período de recebimento de projetos, podendo esse prazo sofrer alterações.

A lista dos projetos selecionados será divulgada no site www.criancaesperança.com.br ao final do processo.

Clique aqui para baixar o texto completo do Processo Seletivo 2009


Fonte: Site Criança Esperança

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terça-feira, 11 de agosto de 2009

Para brasileiros, país carece de 'valores'

Pesquisa para definir tema do estudo do PNUD sobre o Brasil teve 500 mil respostas; estudo falará sobre virtudes como respeito e justiça

Já está definido o assunto do próximo Relatório de Desenvolvimento Humano do Brasil. Após a pesquisa Brasil Ponto a Ponto, que perguntou a cerca de 500 mil brasileiros “O que deve mudar no Brasil para sua vida melhorar de verdade?”, a organização definiu que o tema do estudo será “valores”.

Nas respostas à consulta, educação foi o assunto mais mencionado. Os organizadores da pesquisa, entretanto, consideraram que o tema "valores", por ser mais abrangente, permeia também outras questões levantadas, como a própria educação, violência e corrupção. Valores ficou em quarto lugar na consulta.

Para o coordenador do relatório, Flávio Comim, o surgimento do assunto valores é surpreendente e só foi possível porque a consulta tinha uma pergunta aberta. Segundo ele, é a primeira vez que uma pesquisa desse tipo é feita com questão aberta, que permite que as pessoas escrevam a resposta que quiserem. A iniciativa é inédita — em nenhum outro lugar do mundo, o tema do relatório nacional feito pelo PNUD foi decidido dessa forma.

“As respostas abertas permitiram que as pessoas falassem o que quisessem. Não só o que deveria mudar para suas vidas mudarem, mas também os comos e os porquês daquilo”, salienta Comim.“Nas respostas, você vai encontrar problemas relacionados a saúde, educação, emprego. As novidades foram os comos e porquês. Este é o diferencial.”

Os valores mais citados pelos participantes da consulta foram respeito, justiça, paz, ausência de preconceito, humanidade, amor, honestidade, valor espiritual, responsabilidade e consciência. Para o coordenador do relatório, isso “nos leva a um conceito novo de valores de vida: nem só morais ou éticos, nem só financeiros, são os valores praticados no dia-a-dia.”

Dentre os 500 mil que contribuíram com o projeto Brasil Ponto a Ponto estão moradores dos maiores municípios brasileiros e dos dez com menor IDH, estudantes dos ensinos fundamental e médio, além de pessoas que deixaram sua resposta registrada no site da campanha, dos clientes das empresas TIM (telefonia) e Natura (cosméticos) e de quem se manifestou pelos sites dos canais de televisão MTV (cabo) e Globo. As empresas parceiras foram as responsáveis pelo grande número de participações obtido pela consulta, diz Comim. A organização da Brasil Ponto a Ponto esperava, inicialmente, 50 mil respostas.

Apesar de a consulta ter alcançado grupos bem diversos, Comim conta que os principais pontos levantados foram basicamente os mesmos. Nos primeiros lugares das questões mais objetivas (os pontos compreendidos pelo PNUD como “valores” vieram muitas vezes acompanhados de outras questões) estão educação e violência. Esses dois temas terão destaque no relatório. Comim conta que boa parte do que apareceu em relação à educação não foi uma demanda por mais conteúdo nas escolas, mas uma carência de que o espaço escolar também transmita valores aos alunos.

Sobre a violência, o que mais apareceu foram reclamações sobre a violência contra a pessoa — agressões, violência doméstica — em detrimento da violência contra a propriedade, como roubos e furtos. A conclusão que se tira disso, para Comim, é de que “o problema é muito maior. Significa que a sociedade resolve seus conflitos de forma violenta.”

Terminada a pesquisa, que parou de receber contribuições em 15 de abril e teve os dados computados até meados de junho, o desafio agora é materializar o tema “valores”. O relatório deve ser publicado até o início de 2010 e seu primeiro caderno abordará a experiência da consulta.

Correção
Ao contrário do que havia sido publicado neste espaço, valores não foi o assunto mais votado na pesquisa Brasil Ponto a Ponto. A organização decidiu usar este tema para o relatório não por ele ter recebido o maior número de menções, mas por entender que, sendo mais abrangente, ele poderia englobar outras questões apontadas na consulta, como educação e violência.

Leia também
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Mariana Desidério, da PrimaPagina
Pnud, 10/07/09

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quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Simpósio terá transmissão ao vivo

A TV NBR, canal do Governo Federal, vai transmitir ao vivo, na internet e na televisão (cabo e parabólica), os três dias de programações do Simpósio Internacional sobre Desenvolvimento Social, que acontece de 5 a 7 de agosto, em Brasília. Para isso, basta acessar o site da Empresa Brasileira de Comunicação (http://www.ebcservicos.ebc.com.br/veiculos/nbr/nbr-ao-vivo), ou sintonizar o canal da estatal, conforme indicações abaixo.

Com a transmissão ao vivo, todos poderão assistir ao Simpósio, considerado um dos eventos mais importantes do tema no Brasil. Mais de 600 pessoas vão participar das discussões que reúnem autoridades e especialistas nacionais e estrangeiros.

Sintonize o canal da NBR:
1 - Em todos os canais por assinatura

2 - Recepção Digital de Satélite (Antena Parabólica):
Satélite: Star One C2
Posição Orbital do Satélite: 70°W
Polarização: Horizontal
Frequência: 3632
Padrão: DVB-S
SYMBOL RATE: 4.6875
FEC 3/4
PID DE VÍDEO: 0308
PID DE ÁUDIO: 0256
PID DE PCR: 8190
3 - Recepção Analógica de Satélite (Antena Parabólica):
Satélite: Star One C2
Posição Orbital do Satélite: 70°W
Freq.: 4030
Banda L : 1120
Polarização : Vertical


MDS, 04/08/09

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Simpósio Internacional sobre Desenvolvimento Social tem início nesta quarta-feira, em Brasília

O ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias, recebe o presidente Lula, autoridades nacionais e internacionais e acadêmicos para um grande debate sobre a superação da pobreza e o desafio de promover a inclusão

Começa nesta quarta-feira (5/8), às 17h, em Brasília (DF), o Simpósio Internacional sobre Desenvolvimento Social. Promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), o evento tem por objetivo analisar os avanços e desafios encontrados pelos países emergentes na superação da pobreza e da desigualdade, além do papel que as nações vêm desempenhando para melhorar as condições de vida de suas populações. O ministro Patrus Ananias é o anfitrião deste encontro que terá a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, da ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, outras autoridades nacionais e internacionais e especialistas no tema.

A solenidade de abertura do Simpósio está marcada para as 17h. Logo após, às 19h, Rebeca Grynspan, diretora do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) para a América Latina, fará a conferência de abertura do evento.

O formato do encontro, que tem como tema “Políticas Sociais para o Desenvolvimento: Superar a Pobreza e Promover a Inclusão”, será o de painéis. Ao todo, acontecerão seis, nos quais os convidados analisarão os modelos e políticas públicas colocadas em práticas em países da Europa, África, América Latina e Ásia para promover o desenvolvimento social.

Durante a quinta-feira (6), ocorrerão quatro painéis, que começam a partir das 8h30. No primeiro, “Pobreza, Desigualdade e Vulnerabilidade Social frente à Crise”, o debate proposto é sobre os efeitos que o declínio de indicadores nutricionais, educacionais e de saúde podem causar ao longo da vida das pessoas, além dos impactos negativos entre gerações para uma inclusão social digna e significativa. Logo após, às 11h, no painel “Promover o Desenvolvimento Social no contexto da Crise: Desafios para o Estado e as Políticas Públicas”, os especialistas discutem se a melhor política é crescer economicamente para reduzir a pobreza ou implementar políticas dirigidas às necessidades dos mais pobres ou ainda, ao invés de colocar crescimento econômico e proteção social em campos opostos, propor políticas sociais que estimulem a demanda interna, com efeitos multiplicadores.

Na parte da tarde, às 14h30, no terceiro painel - “Pobreza e Desigualdade em Áreas Metropolitanas: Dimensões e Perspectivas para a Inclusão Social” - têm destaque as políticas de educação e de inclusão socioprodutiva, com relevância para a área de capacitação e qualificação profissional, como chaves para a redução da pobreza, promoção da igualdade e construção de sociedades includentes. No último debate do dia, às 17h, “A Proteção e Promoção Social em Países em Desenvolvimento: Tendências e Novas Perspectivas Face à Crise”, os convidados discutem como as políticas sociais podem ampliar capacidades e gerar oportunidades em um contexto de crise.

No último dia do Simpósio, sexta-feira (7), a partir das 8h30, durante o painel “Experiências da Proteção e Promoção Social em Países em Desenvolvimento” serão apresentadas as diferentes práticas de estruturação das redes de proteção e promoção social, suas principais estratégias e desafios, buscando identificar semelhanças e inovações com os modelos tradicionais. Às 11h começará o último painel, “Perspectivas para a Proteção e Promoção Social no Mundo pós-Crise”, em que serão avaliadas as expectativas dos sistemas de proteção e promoção social em uma conjuntura de crise econômica profunda, explorando as possibilidades de novos arranjos políticos, econômicos e institucionais que viabilizem a construção de novos patamares de bem estar e de sociedades mais solidárias, mais justas e menos desiguais.

O período da tarde, às 15h, está reservado para a sessão especial intitulada “O Lugar do Estado e das Políticas Sociais para o Desenvolvimento", onde os debatedores serão o ministro Patrus Ananias e a diretora do escritório da Organização Internacional do Trabalho no Brasil, Laís Abramo. O Simpósio Internacional Sobre Desenvolvimento Social tem encerramento marcado para as 17h.

O público do Simpósio é formado por representantes do Governo Federal e demais poderes da República, pesquisadores brasileiros e internacionais, representantes da sociedade civil organizada e convidados estrangeiros.


André Carvalho
MDS, 04/08/09

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