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segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Empresa P, sustentabilidade G

Empresas de pequeno porte se mostram mais ágeis para implantar mudanças e terem respostas rápidas quando o assunto é sustentabilidade

É interessante observar o movimento migratório rumo à sustentabilidade. Vimos as companhias tatearem em busca de soluções, depois passamos a contar suas histórias de sucesso e agora vemos a instalação de novos padrões de consumo e exigências regulatórias, fazendo com que o mercado amadureça mais e mais.

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segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Lucro bordado à mão

Descoberta pelo Fundo de Investimento Social ELAS, a cooperativa “Bordadeiras da Coroa”, sediada em uma das regiões mais violentas do Rio de Janeiro, conquista o mundo da moda — e dos negócios

A vida das oito mulheres que integram a cooperativa Bordadeiras da Coroa pode ser dividida em antes e depois de um certo vestido de shantung de seda. O modelo em quatro cores, que elas costuraram e enfeitaram com aplicações douradas e prateadas, foi arrematado em leilão beneficente, em outubro de 2009, por R$ 163 mil. Quem assinou o cheque? O empresário Eike Batista, o que ajudou a dar mais visibilidade ao trabalho. O dinheiro ainda repousa na conta bancária do grupo, mas, em breve, começará a financiar uma senhora reforma no ateliê, uma casinha simples, encarapitada no alto do Morro da Coroa, uma das comunidades mais violentas na região central do Rio de Janeiro. “Não sei pra quem ele comprou o vestido, mas deve ser uma mulher muito magra!”, diverte-se a coordenadora da cooperativa, Elza Santiago, 49 anos.

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quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Centro Cultural do BID busca propostas para projetos em pequena escala


Representações do BID na América Latina e no Caribe receberão as candidaturas para financiamento

O Centro Cultural do Banco Interamericano de Desenvolvimento está buscando propostas para concessões de ajuda financeira em 2010 a projetos de desenvolvimento cultural de pequena escala. As propostas devem ser enviadas antes de 31 de janeiro de 2010 para as Representações do BID nos 26 países da América Latina e do Caribe.

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sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Eike paga R$ 163.000 por vestido de cooperativa de bordadeiras


Peça arrematada em leilão beneficente foi confeccionada por oito artesãs do Morro da Coroa, no Rio de Janeiro. Divulgação Vestido foi feito por bordadeiras de cooperativa carioca

O empresário Eike Batista pagou à cooperativa Bordadeiras da Coroa, do Morro da Coroa, no Rio de Janeiro, 163.000 reais por um vestido confeccionado pelas oito artesãs do grupo. A peça, arrematada por Eike no leilão beneficente do Oi Fashion Rocks, era uma das mais valiosas do evento.

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terça-feira, 22 de setembro de 2009

Comércio on-line ajuda pequenos criadores de itens feitos à mão

Produtos feitos à mão representam só 1% do faturamento com comércio eletrônico no Brasil (estimado este ano em R$ 10,5 bilhões). Mas é cada vez maior o número de sites que vendem essas criações.

Na outra ponta, aumenta também o público que consome na rede. A Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico prevê que 17,2 milhões vão comprar on-line em 2009 no país.

A busca por produtos que fogem da massificação da indústria e têm um toque mais pessoal começa a ser percebida no mercado on-line. "Hoje, as pessoas querem algo mais próximo, feito pelas mãos, com carga sentimental", diz Auresnede Pires Stephan, professor de design na ESPM, Faap, Santa Marcelina e Belas Artes. "Aí as coisas saem da grande linha de produção para a customização", afirma.

No varejo virtual, quem consegue se voltar para esse nicho são os pequenos e médios comerciantes. "Os grandes têm dificuldade para atender essa demanda e os pequenos estão aí para suprir", diz o diretor da consultoria de mercado e-bit, Pedro Guasti.

Pensando nos pequenos comerciantes, o analista de sistemas Juliano Ipólito importou para o Brasil a ideia de reunir em um site lojistas cujo foco são itens feitos à mão.

O portal Elo 7, inspirado no americano Etsy e no europeu DaWanda, tem 50 mil usuários -sendo 15 mil vendedores- e mais de 220 mil mercadorias à venda. Manter uma loja ali custa R$ 49,90 ao ano. A equipe do portal dá assistência tecnológica.

Muitos dos pequenos comerciantes na internet são informais e nem têm ferramentas próprias para venda, ou seja, não são reconhecidos como lojas virtuais, onde a compra é feita na hora. Boa parte começou o negócio como um hobby, sem se dar conta do potencial.

"Eu compartilhava fotos dos acessórios que fazia no Flickr. As pessoas viam e perguntavam se podiam encomendar. Foi aí que decidi vender", conta a arquiteta Carol Grilo. A empreitada deu tão certo que há três anos ela se dedica só à marca de acessórios FofysFactory, que tem mais de 50 itens à venda.

Nem é artesanato
Nem tudo o que é feito à mão é artesanato. O termo é empregado com frequência, então fica difícil para quem compra fazer a diferenciação. "Assim como a palavra design, que se desgastou e deixou de ser um substantivo para se tornar adjetivo, há um mau emprego do termo. A pessoa prega um botão diferente e já chama de artesanato", diz o professor Stephan.

O artesanato no sentido mais completo tem raízes, tradição e técnicas apuradas. Para o consultor de design Renato Imbroisi, a falta de emprego levou muita gente a fazer aulas de crochê, cerâmica e bordado, sem que tivesse tradição nessas áreas. "Essas pessoas iniciam uma carreira sem rumo. É diferente do artesão, que vive da vontade de criar e não se desvia da técnica".

No site Elo 7, que se define como portal de vendas de artesanato, os produtos mais vendidos têm apelo moderno. "Não é o artesanato de raiz. É "craft". São itens que poderiam ser vendidos em lojas normais", diz o criador do portal, Juliano Ipólito.


Lígia Mesquita
Folha Online, 21/09/09

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segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Caixa recebe projetos de promoção do artesanato

A Caixa recebe até 07 de agosto projetos de desenvolvimento de comunidades artesãs e de valorização do artesanato tradicional e da cultura brasileira.

Os projetos deverão ser realizados dentro do período de janeiro a junho de 2010 e
deverão ser apresentados por cooperativas, associações, organismos não governamentais
e comunitários, sem finalidades lucrativas e instituições de ensino superior.

Será concedido um valor máximo de R$ 50.000,00 (cinqüenta mil reais) por projeto.

Os projetos serão selecionados com base nos seguintes critérios:
- Caráter tradicional do artesanato;
- Qualidade artística e demais características (material, dimensões, fragilidade) das peças;
- Características sócio-econômicas das unidades produtivas (serão priorizadas as que
sejam compostas por grupos vulneráveis ou historicamente excluídos, tais como
comunidades indígenas, comunidades quilombolas, grupos produtivos provenientes da
agricultura familiar, cooperativas e associações);
- Capacidade produtiva das unidades e criatividade das soluções propostas para sua
melhoria;
- Manejo sustentável das matérias-primas para a produção artesanal, em concordância
com os princípios de responsabilidade sócio-ambiental;
- Adequação aos princípios de economia solidária e comércio justo;
- Adequação orçamentária;
- Sustentabilidade do projeto;
- Vinculação à promoção do desenvolvimento sustentável, do bem estar e da qualidade de vida da população na qual as unidades produtivas estão inseridas.

Clique aqui para baixar o edital, a ficha de inscrição e a planilha orçamentária.


Fonte: Caixa Cultural

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segunda-feira, 27 de julho de 2009

Prêmio Culturas Populares - Edição Mestra Dona Izabel

SID/MinC lança premiação que homenageia a artesã ceramista do Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais

O Ministério da Cultura, por meio da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural, divulgou o lançamento do Prêmio Culturas Populares 2009 - Edição Mestra Dona Izabel, Artesã Ceramista do Vale do Jequitinhonha. O Edital nº 5 foi publicado nesta quarta-feira, 15 de julho, no Diário Oficial da União (Seção 3, páginas 10 e 11).

As inscrições estarão abertas até 28 de agosto. Ao todo, serão contempladas 195 iniciativas, que receberão prêmios no valor de R$ 10 mil. A premiação será dividida em duas categorias: Mestres e Mestras dos Saberes e Fazeres e Grupos e Comunidades Tradicionais. Este é o quarto edital lançado pelo MinC para destacar trabalhos relacionados às manifestações da cultura popular no país.



“Queremos homenagear todas as expressões das culturas tradicionais que fazem parte da nossa diversidade cultural”, afirma o secretário Américo Córdula. Ele ressaltou a importância da contribuição de outras instituições, como Secretarias de Cultura e ONGs, e o envolvimento de articuladores, pequisadores, universitários, dentre outros, para que a iniciativa alcance todas as regiões brasileiras.

Como nas edições anteriores, o Prêmio Culturas Populares reconhece mais um grande nome das artes tradicionais do país: Izabel Mendes da Cunha, uma inspirada artesã de Santana do Araçaí, em Minas Gerais.

Com 85 anos de idade, Dona Izabel, como é mais conhecida, ficou famosa por ser a criadora das populares noivas de cerâmica, forma de expressão que fez escola no Vale do Jequitinhonha, onde até hoje ela continua ensinando e fazendo suas bonecas de barro.

Confira o Edital do Prêmio Culturas Populares 2009.


Marcos Agostinho
Ministério da Cultura, 17/07/09

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quinta-feira, 16 de julho de 2009

Recursos para artesanato

A CAIXA receberá, de 08 de junho a 07 de agosto de 2009, projetos que visem ao desenvolvimento de comunidades artesãs e à valorização do artesanato tradicional e da cultura brasileira, contemplando várias etapas do processo produtivo.

O programa beneficia grupos formais ou informais de artesãos e será concedido um valor máximo de R$ 50.000,00 (cinqüenta mil reais) por projeto.

A ficha de inscrição e a planilha orçamentária deverão ser preenchidas conforme modelos disponibilizados no site www.caixa.gov.br/caixacultural

O patrocínio poderá contemplar os seguintes itens:
. materiais e infra-estrutura
. comercialização em feiras/exposições não permanentes
. capacitação
. demais recursos necessários ao desenvolvimento do artesanato nas comunidades artesãs.

As comunidades beneficiadas deverão ceder como contrapartida ao patrocínio peças de
sua produção, em quantidade a ser definida após a divulgação do resultado da seleção.

O edital pode ser visto aqui.


Fonte: Caixa Cultural

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quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Alma brasileira é a inspiração para exposição de ‘souvenirs’

Produtos de 25 artistas inspirados em pontos turísticos estarão na mostra

Artistas plásticos se reuniram e resolveram dar uma cara nova aos cartões postais que os inspiram. O resultado poderá ser conferido a partir da próxima segunda-feira, às 17h, na exposição Arte souvenir, que reúne produtos de 25 artistas.

Resultado do encontro de pessoas de diversos gêneros das artes plásticas, os produtos idealizados aparecem em diversos materiais, como papel, madeira e prata. Para que eles obtivessem o produto final, o Sebrae forneceu suporte técnico e cultural com visitas a pontos turísticos e culturais, consultorias e curadoria, visando a confecção de produtos que preenchessem os requisitos de originalidade, inovação, design e identidade cultural.

A exposição é resultado da fusão de três projetos que eram realizados paralelamente pelos artistas. Além do Souvenir Niterói, o projeto Souvenir Carioca, que tem como característica apresentar uma leitura peculiar do famoso jeitinho carioca e brasileiro e o Casa da Flôr – Sonho para fazer e faço, inspirado na arquitetura de Gabriel Joaquim dos Santos.

De olho na economia mundial
A mostra tem a intenção ainda de promover o desenvolvimento sustentável dos artistas locais através da economia criativa. Motivados pelo lema que promove a criação, inovação e realização, o Arte Souvenir conta com o apoio do Sebrae e outros parceiros que contribuem para o desenvolvimento do potencial cultural a partir do incentivo ao trabalho de artistas locais.

– O Sebrae está ajudando com a orientação. Antes estávamos dispersos e agora já planejamos abrir uma cooperativa para organizar nossa produção – reforça a idealizadora do Arte Souviner, Lucia Perrone.

Segundo levantamento do Banco Mundial, realizado em 2003, a economia criativa já responde por 7% do PIB mundial. O objetivo é que os produtos possam ser utilizados como mais uma possibilidade comercial de souvenirs inspirados na cultura, belezas naturais e peculiaridades de várias regiões.

Outro objetivo da exposição está no desejo de ver os produtos com valores agregados ao artesanato produzido, fortalecendo o turismo e divulgando o patrimônio histórico, geográfico, artístico e cultural. O público-alvo são os estrangeiros e os admiradores de designer, que poderão conferir a criatividade nas peças apresentadas.

– Já tivemos a oportunidade de levar nossas peças para exposições em Dubai, Paris e Madri, mas é a primeira vez que estamos nos organizando aqui no Brasil – comemora Lucia.


Jornal do Brasil, 11/12/08

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terça-feira, 11 de novembro de 2008

VII Expo Brasil Desenvolvimento Local

Cuiabá sediará, de 12 a 14 de novembro, a VII Expo Brasil Desenvolvimento Local, palco expressivo de debate e troca de experiências sobre desenvolvimento local como estratégia de inclusão e transformação social. São esperadas cerca de sete mil pessoas para esta sétima edição do evento, que contará com a participação de outros 13 países (Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Cuba, Costa Rica, Cabo Verde, Estados Unidos, Nicarágua, Peru, Paraguai, Portugal e Uruguai).

A Expo Brasil 2008, que conta com o patrocínio da Petrobras, será aberta no dia 12 de novembro, no Centro de Eventos do Pantanal, com destaque especial para uma ampla feira com exposição de produtos sustentáveis, projetos inovadores, atividades culturais e ambientes de aprendizagem coletiva. Entre as autoridades e especialistas com participação prevista está o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, com a conferência "Desenvolvimento Sustentável em Bases Territoriais", às 17h. A Petrobras estará representada na abertura do evento pelo coordenador de Tecnologias Sociais, Lenart Nascimento, que também fará a moderação dos painéis “Incubação de redes de cooperativas de reciclagem”, dia 12, às 15h, e “Tecnologias Sociais para a agricultura familiar – Amazônia e Cerrado”, dia 14, às 10h.

Importantes temas em foco no cenário internacional serão abordados na Expo Brasil, um dos eventos nacionais inclusos na celebração do Ano Internacional do Planeta Terra (2007-2008-2009) da ONU, coordenado em todo o mundo pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), em parceria com a União Internacional de Ciências Geológicas (IUGS).

O evento, que teve sua primeira edição em Brasília, em 2002, vai reunir palestras, painéis temáticos, debates, apresentação de experiências, oficinas, minicursos, um circuito de TV ao vivo e a feira de produtos. A Expo Brasil 2008 terá ainda uma Mostra de Tecnologias Sociais. Coordenada pela Rede de Tecnologias Sociais (RTS), a mostra apresentará algumas das melhores iniciativas existentes no País nas áreas de saneamento, habitação, sistemas integrados de produção, tecnologias associadas a processos produtivos, energia renovável e água.

Em estande montado no evento, a Petrobras vai mostrar alguns projetos patrocinados nas áreas social e ambiental, entre eles o “Eu Nunca Contei a Niguém” (PA), desenvolvido pelo Movimento de Promoção da Mulher; Projeto Reciclo (DF), da Fundação Procurador Pedro Jorge de Melo e Silva; Proteção dos Recursos Hídricos na Bacia do Rio do Coco (TO), do Instituto Ecológico Palmas; e a Rede de Colaboração Solidária para industrialização e comercialização de produtos oriundos da pesca artesanal e da fruticultura extrativista e familiar (MT), desenvolvido pela Cooperativa de Pescadores e Artesãos de Pai André e Bom Sucesso.

Outro destaque da programação será o Encontro de Prefeitos, promovido pela Confederação Nacional dos Municípios e Associação Mato-Grossense dos Municípios, que reunirá os novos gestores municipais. Outros encontros paralelos também serão realizados, tais como o Encontro Regional de Comercialização Solidária, a V Feira de Roças e Quintais e o V Encontro de Agroecologia.

Eixos temáticos
A programação da Expo Brasil está norteada em quatro eixos temáticos principais, que se entrelaçam: Governança democrática, que envolve as redes sociais, a democracia participativa e os mecanismos inovadores de gestão compartilhada nos territórios (fóruns, conselhos, consórcios, pactos, agências); Inclusão produtiva, que engloba novas dinâmicas econômicas de base territorial e sistemas integrados de fomento (economia solidária, comércio justo, alternativas de financiamento, aplicação de tecnologias sociais, incubação de empreendimentos); Meio Ambiente e Vida Sustentável, com atenção especial aos Biomas Cerrado, Pantanal e Amazônia (mudanças climáticas, preservação florestal, biocombustíveis, reciclagem de resíduos, renovação e sustentabilidade de ambientes urbanos); e Integração Latino-americana (intercâmbio de iniciativas, novas dinâmicas comerciais, fluxos de cultura e conhecimento). Cultura, comunicação e dinâmicas de rede são dimensões transversais da programação, que permeiam o evento e atravessam os quatro eixos acima.

A exemplo das seis edições anteriores – 2002 (Brasília/DF), 2003 (Belo Horizonte/MG), 2004 (Olinda/PE), 2005 (Fortaleza/CE), 2006 (Salvador/BA) e 2007 (Natal/RN) – a Expo Brasil de Cuiabá deverá reunir centenas de instituições e redes envolvidas com o tema desenvolvimento local. Na sua sétima edição, conta com a participação de agências nacionais e regionais, ministérios, governos estaduais, prefeituras e centenas de entidades da sociedade civil, além de organismos internacionais, fundações, universidades e colegiados (fóruns, conselhos, consórcios) de todo o país. Mas sua principal força está na participação ativa de agentes locais, atores da base da sociedade que promovem, em seus territórios, o cotidiano das iniciativas de desenvolvimento sustentável.

A Expo Brasil Desenvolvimento Local conta, este ano, com o patrocínio da Petrobras, do Sebrae e do Governo do Estado do Mato Grosso.

Cases de Sucesso
Cases de sucesso selecionados pelos Programas Petrobras Ambiental e Petrobras Desenvolvimento & Cidadania serão apresentados durante a VII Expo Brasil Desenvolvimento Local, em painéis e na feira, no estande da Companhia:

Clique aqui Programa Petrobras Ambiental
Clique aqui Petrobras Desenvolvimento & Cidadania

Agencia Petrobras de Noticias, 11/11/08

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sábado, 20 de setembro de 2008

Sebrae lança nova edição do Prêmio Top 100 de Artesanato

Vencedores ganham reconhecimento nacional, lojas virtuais e um catálogo exclusivo, além de novos clientes

Com o objetivo de promover o artesanato brasileiro e reconhecer as cem unidades produtivas mais competitivas do País, o Sebrae lança a segunda edição do Prêmio Top 100 de Artesanato. Entre os critérios de seleção e premiação do evento, estão aspectos relacionados ao grau de inovação dos produtos, adequação econômica e funcional nas unidades de produção, respeito ao meio ambiente, eficiência produtiva, adequação cultural e logística, estratégias de comunicação e promoção, práticas comerciais, compromisso social e gestão empresarial.

O período de inscrições é de 1° a 30 de setembro, e podem participar artesãos, cooperativas, associações ou grupos de produção artesanal. As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas unicamente pelo site www.top100.sebrae.com.br, que estará habilitado durante o período de inscrição.

“Para que a unidade seja competitiva, ela deve levar em consideração aspectos estéticos e culturais, mas isso não é tudo. Essa iniciativa leva em conta os processos produtivos com foco nas exigências do mercado, o que evidencia também critérios de dimensão social, econômica e ambiental”, explica Raissa Rossiter, gerente da Unidade de Acesso a Mercados do Sebrae Nacional.

Depois de inscritos, os participantes passarão por uma avaliação que selecionará as 150 unidades com maior pontuação. Cada unidade selecionada receberá visita de um consultor para verificação das informações prestadas. Por último, um júri definido pelo Sebrae que tenha notório conhecimento do setor escolherá as cem unidades produtivas mais bem preparadas para o mercado. Todos os inscritos, selecionados ou não para a fase final, serão informados pelo correio eletrônico.

As cem unidades vencedoras ganharão um certificado de premiação, uma autorização de uso do selo ‘Prêmio Sebrae Top 100 de Artesanato’, até março de 2010, e divulgação de três produtos em sites e em materiais promocionais. Os vencedores irão participar ainda da Rodada de Negócios promovida pelo Sebrae para aproximação das unidades artesanais produtivas com outros empresários para oferta e demanda de produtos. Seis meses depois, uma nova Rodada será realizada para fortalecer a negociação comercial dos cem ganhadores.

Este ano, o prêmio traz uma novidade: algumas unidades, mesmo que não estejam selecionadas entre as 100 melhores, serão beneficiadas. As 20 unidades por estado que tiverem maior pontuação receberão um bônus de oito horas de recomendações sobre melhorias de gestão para aprimoramento de seu desempenho competitivo.

“Essa iniciativa de acompanhamento pós-premiação apóia empresas para que, futuramente, elas tenham fortes condições de conquistar esse prêmio”, avalia Ricardo Guedes, gerente da Unidade de Atendimento Coletivo – Comércio e Serviços do Sebrae Nacional.

Os resultados dos vencedores serão divulgados no site do Sebrae em dezembro. Os ganhadores participarão da cerimônia de premiação, prevista para o dia 18 de março de 2009 em São Paulo, com as despesas de deslocamento e hospedagem pagas pela Instituição.

Passaporte
Na primeira edição, em 2006, 540 unidades produtivas de todo o País se candidataram ao prêmio. Para os cem vencedores, a premiação foi um verdadeiro passaporte para o mercado. As unidades ganharam reconhecimento nacional, lojas virtuais, um catálogo exclusivo, além de novos clientes, como o próprio Sebrae. Muitas, inclusive, ainda fazem negócios decorrentes da premiação.

O Prêmio, bianual, tem o objetivo de se tornar um modelo de referência das melhores práticas de produção e comercialização no artesanato. Trata-se de um mecanismo inédito de segmentação mercadológica sendo, ao mesmo tempo, uma ferramenta de diagnóstico e de prescrição dos requisitos positivos que devem possuir uma empresa de artesanato. Desta forma, os participantes são devidamente orientados na busca de melhorias contínuas e, conseqüentemente, de sua condição competitiva e participação no mercado.


Tatiana Alarcon
Agência Sebrae de Notícias

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quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Caixa lança edital para desenvolver projetos sociais

A Caixa Econômica Federal, no âmbito do Acordo de Cooperação Técnica CAIXA/PNUD, está lançando editais visando a contratação de instituições para a execução de projetos sociais sobre inclusão produtiva e melhoria da qualidade de vida de populações em condição de vulnerabilidade social.

O edital n.º 1776/2008 objetiva contratar consultoria para realizar diagnóstico e acompanhamento de ações de inclusão produtiva com público historicamente excluído, que tenha o artesanato como principal fonte de renda.

O de número 1805/2008 é voltado a escolha de consultoria para implementar atividades voltadas à formalização e estruturação sócio-econômica de catadores de materiais recicláveis, preferencialmente, em regime de cooperativas.

O terceiro, n.º 1806/2008, destina-se a contratar consultoria para coordenar, executar e monitorar projetos de inclusão produtiva imediata, com grupos em situação de vulnerabilidade social, por meio de formação cidadã e na atividade produtiva corte e costura.

As organizações interessadas podem acessar mais informações no link www.undp.org.br; realizando uma busca pelos números dos editais ou acessando www.pnud.org.br (menu "licitações e contratos", link "avisos de licitação"). Detalhes adicionais podem ser obtidas junto ao PNUD pelo e-mail pnudlicitacoes@undp.org.br


Rits, 10/08/08

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quinta-feira, 17 de julho de 2008

Envio de Projetos para quilombolas prorrogado até 21 de julho

O Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) prorrogou até o dia 21 de julho o prazo de envio de projetos para apoio financeiro e fortalecimento de atividades produtivas em comunidades quilombolas de todo o País. As entidades interessadas devem acessar i site do ao Programa de Gênero, Raça e Etnia (Ppigre/MDA) em www.mda.gov.br/aegre para obter informações sobre as exigências da chamada de projetos 2008.

A novidade neste ano é a destinação de recursos para duas linhas de projetos: Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) e Apoio ao Desenvolvimento Sustentável das Comunidades Quilombolas. Os recursos visam apoiar tanto o custeio de assistência técnica voltada a atividades produtivas, como de atividades voltadas para o protagonismo das mulheres quilombolas, revitalização de práticas tradicionais, comunicação, informação e outras.

Tipos de projetos
Assim serão selecionados projetos de agricultura, criação de gado, psicultura, agroextrativismo, apicultura, artesanato, avicultura, ecoturismo, uso de plantas medicinais, condimentares e aromáticas. Podem ser apoiados pelo MDA, ainda, projetos que busquem agregar valor à essas produções, além de redes de intercâmbio e capacitação para elaboração de projetos.

O recurso destinado pelo Ppigre/MDA pode ser utilizado para realizar diagnósticos (que levarão à escolha da melhor atividade produtiva para cada comunidade); oficinas; cursos; seminários; acompanhamento técnico e toda a logística (hospedagem, alimentação e viagens) necessária para a realização dessas atividades.

No âmbito da comercialização, o apoio financeiro do Ministério poderá ser empregado no custeio de despesas com a elaboração de planos de comercialização, pesquisa de mercado, canais de escoamento da produção, avaliação de custos do transporte, entre outras atividades de venda. Outra linha importante que pode ser apoiada é o intercâmbio para a troca de experiências produtivas, seja em comunidades quilombolas ou em outros grupos rurais.

Coordenadora do Ppigre, Renata Leite explica que não é autorizado o uso do recurso desta chamada de projetos para atividades de investimento. “Não será possível usar o dinheiro para comprar equipamentos, veículos ou realizar obras nas propriedades quilombolas”, frisa.

Exemplos por todo País
Desde que foi criada em 2004, a Assistência Técnica e Extensão Rural Quilombola (Ater Setorial) possibilitou a inovação das atividades produtivas de várias comunidades do País. Um dos exemplos vem do Amapá, estado onde o povo quilombola investiu na meliponicultura, com a criação de abelhas sem ferrão. “O mel dessa espécie de abelha e super valorizado nos mercados nacional e internacional pela qualidade, sabor e raridade da produção”, afirma Renata Leite.

Na comunidade de Oriximiná, no Pará, os exemplos de sustentabilidade e inovação estão no artesanato das mulheres quilombolas. A matéria-prima vem do ouriço da castanha-do-pará, que é transformada em objetos utilitários e decorativos como, por exemplo, descanso de panela, jogo de mesa e porta-guardanapo.

Já na Paraíba, as comunidades quilombolas construíram unidades demonstrativas de horticultura e desenvolveram técnicas agroecológicas nas hortas e no tratamento dos animais, o que tem resultado em aumento e aprimoramento da produção. O sucesso da atividade já proporcionou o ingresso do grupo quilombola no Programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar (PAA).

Calendário
Recebimento dos projetos - Até 21 de julho de 2008
Análise e julgamento - 30 de julho a 01 de agosto de 2008
Divulgação de resultado - 04 de agosto de 2008
Inicio da contratação dos projetos - A partir de 11 de agosto de 2008
Prazo de execução do projeto - De 31 de outubro de 2008 até 31 de outubro de 2009

Chamada de Projeto Quilombola
Carta de Apresentação
Projeto Básico
Curriculum da Proponente
Relação da Equipe
Curriculum da Equipe Técnica
Plano de Trabalho e Memória de Cálculo
Declaração de Contrapartida
Declaração de Adimplência
Territórios da Cidadania
Delegacias do MDA
Documentação para Formalização de Convênio


Foto Arquivo/MDA
Fonte: Site do Ministério do Desenvolvimento Agrário

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terça-feira, 15 de julho de 2008

Organizações promovem geração de renda e inclusão social pelo comércio justo

Gerar trabalho e renda, incluir trabalhadores no mercado formal, combater a pobreza e a desigualdade social. Recuperar a auto-estima dos artesãos, formar e promover a identidade cultural. Realizar tudo isso é a missão comum de três projetos da capital paulista, especializados na divulgação e venda de produtos de origem exclusiva do comércio justo - as associações Mundaréu, Ponto Solidário e o Projeto Terra.

O comércio justo é baseado na venda de produtos que tragam benefícios ao produtor e sejam fabricados com responsabilidade em relação ao meio ambiente e ao trabalhador. Os critérios dessa forma de comércio estabelecem que a remuneração dos trabalhadores deve ser justa; que o grupo produtor deve assegurar e promover a igualdade entre homens e mulheres; que o grupo produtor deve buscar o desenvolvimento conjunto da população; que a produção deve respeitar o entorno social e natural; e que o produto tem que ser de qualidade.

Além de vender os produtos, a Mundaréu articula um programa de formação dos artesãos, a partir do qual se propõe a cobrir o vácuo existente na sua educação formal e qualificação profissional. Renata Mendes, diretora-tesoureira da associação, explica que o programa de capacitação desenvolvido com comunidades trata de temas como a sensibilização para o empreendedorismo, o aperfeiçoamento das habilidades técnicas, o desenvolvimento dos produtos a partir de pesquisas de mercado, a gestão administrativo-financeira e a ampliação do universo cultural do artesão, que envolve, além do crescimento do seu repertório individual, a promoção de referenciais de criação. "Para este módulo, o programa leva os grupos a feiras de artesanato, a exposições de arte e de design, que o ajudam a reconhecer o gosto dele e o gosto do outro", conta Renata. Em São Paulo, a Mundaréu tem uma parceria com a Pinacoteca do Estado, que cria atividades especiais para estes grupos. "Eles estudam um tema específico, como composição de forma e cor. Fazem a visita e, ao final, têm um laboratório prático", explica.

Em algumas comunidades, esse tipo de trabalho auxilia na criação da identidade cultural das pessoas envolvidas. É o caso de um grupo de costureiras formado no Guarujá, cidade no litoral paulista. "A maioria mora lá há muito tempo, mas essas mulheres não nasceram lá, são migrantes, grande parte vem do Nordeste. Como podem ter uma identidade com a cara daquele grupo? Que referências o grupo vai ter, se cada uma é de um lugar e nem conhece direito onde vive? Fizemos então um passeio pelo Guarujá, pelo mar, olhado o que tem na cidade e suas cores. É um incentivo para a criação", descreve Renata.

Ela lembra que, por trás de todo o programa, está a geração de renda. Na maior parte dos casos de comunidades que trabalham com comércio justo, a iniciativa vem de empresas que financiam projetos de geração de renda nos arredores de sua indústria ou seu ponto comercial. "São poucas as oportunidades de trabalho para quem não tem escola e formação profissional", afirma Renata. O grupo de costureiras foi criado a pedido da Elektro, a companhia de energia do Guarujá, que decidiu investir no programa como uma das formas de combater inadimplências na contas de luz.
Já a Associação Ponto Solidário busca um leque maior de comunidades assistidas, por meio da parceria com organizações que variam desde ONGs e cooperativas a artesãos e tribos indígenas. A associação tem hoje parceria com cerca de 150 fornecedores, e seu projeto está sustentado na valorização do artesanato como objeto de transformação social e recuperação de auto-estima. "A cultura popular brasileira é muito rica, e procuramos trabalhar com produtos de várias regiões do Brasil, sempre valorizando a identidade cultural de cada uma", conta Idália de Almeida, coordenadora do projeto. "O artesanato mantém vivas a tradição e a cultura das regiões, é fonte de renda familiar e é uma atividade sustentável, que mantém o artesão em sua comunidade sendo uma alternativa de trabalho."

A Ponto Solidário possui um vasto catálogo, que representa a enorme diversidade cultural mencionada por sua coordenadora. Há, por exemplo, estatuetas em cerâmica feitas no Vale do Jequitinhonha, luminárias de bagaço de cana, agendas, bolsas e álbuns fotográficos de saco de cimento reciclado, cordéis de Juazeiro do Norte ilustrados com xilogravuras, sabão feito com óleo de cozinha usado, brinquedos, colares, peças em marchetaria e diversas outras produções artesanais. São exclusividade da associação o Canjinjim, uma bebida artesanal com propriedades afrodisíacas e produzida por quilombolas do Mato Grosso desde o período colonial, e os sabonetes de babaçu do Maranhão, feitos por um grupo de mulheres que se uniram em defesa dos babaçuais, e que são muito disputados dentre os artigos para brindes corporativos.

Um forte elo entre empresas e comércio justo tem sido formado por meio dos brindes corporativos, distribuídos por empresas que queiram presentear seus funcionários, parceiros ou clientes com produtos que tenham um valor social ou ambiental agregado. Para Frederico Muraro Filho, diretor de Higiene, Segurança e Meio Ambiente para a América Latina da Pirelli, "há uma empatia imediata com o brinde e com a atitude. As pessoas se sentem orgulhosas e satisfeitas ao saber que trabalham em uma empresa com tal preocupação". Há três anos a Pirelli compra brindes corporativos para o dia internacional das mulheres na Associação Ponto Solidário, e segundo Frederico, eles contribuem para a imagem da empresa da maneira mais eficiente: a propaganda boca a boca. Ele explica: "ao se sentir feliz ou satisfeito por alguma medida positiva que a empresa tenha feito ou incentivado, direta ou indiretamente, o colaborador divide esse sentimento de orgulho com seus familiares e amigos. Isso contribui para a imagem positiva da empresa em dimensões inimagináveis". A Pirelli, por sua vez, vê de maneira muito positiva as iniciativas do projeto, pois compartilham os valores que a empresa busca: "parte dos projetos socioambientais desenvolvidos ou apoiados pela Pirelli são voltados à inclusão social e respeitam as premissas de resgate da auto-estima, geração e promoção de renda, além de promoção da identidade cultural."

Roberto Felix, responsável pelos brindes corporativos do Ponto Solidário, comenta o valor que existe por trás destes pequenos presentes: "vendemos muito mais que um produto ou brinde para empresa. Vendemos uma vivência, um processo, um jeito de fazer diferente. Junto com a peça, vem uma parte de cada artesão, vem sua cultura, sua comunidade, seu meio ambiente. Dessa maneira, vamos descobrindo nosso Brasil e valorizando as pessoas pelo seu trabalho."

O Projeto Terra trabalha com o conceito de consumo solidário. O projeto acredita em justiça social e correção ambiental a partir da valorização da cidadania, do patrimônio cultural e dos recursos naturais, tudo isso na forma de uma vitrine de produtos que se tornam acessíveis ao consumidor crítico e consciente. O site do Projeto explica o que isso significa: "Acreditamos em vender produtos que tenham histórias para contar, que representem todo um conjunto de valores, permitindo a transformação do ato de comprar em uma ação efetiva de mudança, para melhor, das condições de vida das nossas cidades e do nosso país".

Os compromissos abraçados pelos três projetos baseados nos princípios do comércio justo apontam para a responsabilidade do consumidor, seja ele a empresa ou o indivíduo, o que vai atrair mais empresas para essa causa. Por isso, lembram: na hora de escolher o produto, os consumidores devem considerar os preceitos do comércio justo. Renata Mendes, da Mundaréu, conta como o consumidor já percebe a importância dos valores que estão por trás daqueles produtos. "Quando encomendam os produtos, os consumidores querem conhecer a história deles", conta Renata.

Associação Ponto Solidário: http://www.pontosolidario.org.br

Associação Mundaréu: http://www.mundareu.org.br

Projeto Terra: http://www.projetoterra.com.br



Betina Sarue, para o Instituto Ethos
Imagem Mundaréu
Envolverde, 15/07/08
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Projeto Bagagem promove turismo comunitário

Identificar organizações não-governamentais (ONGs) pelo Brasil e por meio de parcerias construir roteiros de turismo que possibilitem a geração de renda para as comunidades visitadas e aprendizagem para os viajantes.

É dessa maneira que, desde 2002, o Projeto Bagagem busca criar uma rede de economia solidária de turismo no país. “O objetivo é contribuir com o crescimento econômico e a valorização da cultura dessas comunidades”, explica a presidente e sócia-fundadora do projeto, Cecília Zanotti.

Para isso, o projeto trabalha a partir de três eixos. O primeiro cria uma rede de destinos de turismo de base comunitária, quer dizer, a comunidade deve ser proprietária dos empreendimentos turísticos e gerenciar coletivamente a atividade. Além disso, a comunidade deve ser a principal beneficiária e a principal atração deve ser o seu modo de vida.

O segundo eixo forma uma rede de agências e organizações parceiras, buscando envolver todos os elos da cadeia do turismo no benefício das comunidades.

Por fim, o terceiro constrói uma rede de visitantes, partindo da idéia de que esses atores continuem apoiando a rede e as comunidades mesmo depois do fim da viagem.

Atualmente, as expedições são feitas para o estado do Pará, para as comunidades ribeirinhas de Santarém e Gurupá, além da comunidade de Lençóis, na Bahia.

Cada grupo de viajantes tem de 7 a 15 pessoas. Elas levam um pouco da sua cultura, por meio de fotos e vídeos. Assim que chegam, os viajantes fazem uma roda de vivência. Eles participam de dança, circo, festas e eventos produzidos pela comunidade visitada. “O intuito do projeto é que os viajantes reconheçam e valorizem o modo de vida daquelas pessoas”, explica Cecília.

O jornalista Bruno Asp foi bagageiro em 2006 e visitou a comunidade de Lençóis, na Chapada Diamantina, Bahia. Durante uma semana, ele conheceu projetos desenvolvidos pela ONG Grãos de Luz e Griô, que atua na região. Asp afirma que a experiência possibilitou uma nova visão “Eu saí da redoma e vi um outro mundo”, conta.

“Você aprende a respeitar culturas diferentes. Não só os turistas, mas as pessoas da comunidade aprendem a valorizar mais a própria cultura”, completa o jornalista.

Além de promover o turismo comunitário, o projeto também busca formar jovens das comunidades na atividade. A criação dos chamados Núcleos Jovens de Turismo de Base Comunitária compõe a principal estratégia de disseminação da metodologia do projeto. A idéia consiste em formar os jovens para que eles possam liderar e gerenciar o turismo de base comunitária na região. “Assim, eles aprendem a dar valor a sua cultura e fazer de sua própria comunidade uma fonte de renda”, explica Cecília.

“A gente acredita que todo brasileiro deveria conhecer esses projetos. Nós ficamos muito encantadas com os lugares e os projetos desenvolvidos pelas ONGs, mas queríamos contribuir de alguma forma para o desenvolvimento das comunidades”, conclui Cecília, lembrando que em breve o projeto abrangerá outras comunidades.


Bruna Souza, do Aprendiz
Envolverde, 15/07/08
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sábado, 5 de julho de 2008

O artesanato sustentável do Brasil

Arcos, flexas, bordunas e tacapes. Banquinhos de madeira em forma de tamanduás, onças e outros bichos. Tapetes e cestos de buriti com desenhos ancestrais indígenas e outros instrumentos de caça. Não é uma aldeia indígena ou alguma disputa entre índios e brancos pela posse de um pedaço de terra. Trata-se da Associação Ponto Solidário, uma organização não-governamental que divulga e coloca à venda artesanatos produzidos por diversas etnias brasileiras, como os Baniwa, que vivem na Amazônia, os Mehinako e os Waurá, ambas do Alto Xingu.

Além do artesanato indígena, mais de 130 cooperativas e comunidades de artesãos expõem suas produções na associação. São entidades de diversos estados do Brasil que produzem suas peças a partir de material reaproveitado. São bolsas de couro de peixe; esculturas com latas de alumínio; camisetas, taieres e cachecóis de garrafa PET; porta-jóias com cascas de frutas secas; jogos americanos feitos com um capim exclusivo da região centro-oeste do país; capelas e oratórios em madeira com representações de santos católicos.

A diversidade cultural do Ponto Solidário inclui ainda estatuetas em cerâmica feitas no Vale do Jequitinhonha; luminárias de bagaço de cana; agendas, bolsas e álbuns fotográficos de saco de cimento reciclado; cordéis de Juazeiro do Norte ilustrados com xilogravuras; sabão feito com óleo de cozinha usado; brinquedos, colares, peças em marchetaria e diversas outras produções. Dentre as exclusividades estão os sabonetes de babaçu produzidos no Maranhão e a Canjinjim, bebida artesanal com propriedades afrodisíacas utilizada também em festas religiosas e produzida artesanalmente por quilombolas do Mato Grosso desde o período colonial.

A Associação Ponto Solidário foi criada em 2002 com o objetivo de gerar renda às comunidades por meio do comércio justo e solidário. A loja está localizada na Avenida Nove de Julho, 3186, São Paulo e fica aberta de segunda a sexta-feira das 10 as 19 e aos sábados das 10 as 16. Os telefones para contato são 2132-7459 / 2132-7393. Visite o site: www.pontosolidario.com.br


Mapa do Terceiro Setor, junho/08

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quarta-feira, 28 de maio de 2008

Lixo vira jóia na economia solidária

Combinando meio ambiente com geração de renda, a Cooperativa de Coleta Seletiva, Processamento de Plástico e Proteção Ambiental (CamaPet), situada em Salvador (BA), buscou inspiração na beleza da mulher negra e criou uma coleção de bijuterias a partir de embalagens PET.

A ação é resultado de parceria com a Universidade do Estado da Bahia (Uneb), que ofereceu capacitação a membros da CamaPet. “Nossas aulas duraram um semestre e criamos as peças em conjunto”, conta Jovane Bispo, um dos cooperados a participar do Curso de Desenho Industrial da Uneb.

A coleção, intitulada Pérola Negra, inclui brincos, pulseiras, colares e outros acessórios.“A CamaPet também produz peças como porta-retratos, luminárias e poltronas”, acrescenta Alessandro Campos, agente de Desenvolvimento do Brasil Local (Projeto da Secretaria Nacional de Economia Solidária) que acompanha o empreendimento. Segundo ele, os artigos são vendidos na loja da Cooperativa, em feiras e eventos.

"Esses produtos possibilitam agregar valor ao material reciclável, minimizar os impactos ambientais e gerar renda", avalia Joílson Santana, presidente da CamaPet. De acordo com ele, os recursos obtidos com a comercialização dos produtos são somados ao valor pago por horas trabalhadas aos 26 cooperados da instituição. São, na maioria, jovens entre 16 e 25 anos que recebem em média um salário mínimo por mês.

Conhecimento levado adiante
Criada em 1999 a CamaPet surgiu a partir de uma ação do Centro de Artes e Meio Ambiente (Cama), que atua no território da Península de Itapagipe, agregando 14 bairros de baixa renda na capital baiana. "Nós participamos de oficinas para multiplicadores na área de meio ambiente e resolvemos colocar em prática o que aprendemos em aula”, relembra Santana.

Quase uma década depois, instalada num armazém inativo da Companhia Brasileira de Trens Urbanos, no bairro Calçada, a CamaPet quer se fortalecer para continuar crescendo. Atualmente, além de transformar os resíduos em artigos de arte, a Cooperativa trabalha com manejo de metais, plásticos, papéis e vidro. O grupo coleta os resíduos nas pelas ruas da cidade ou diretamente em condomínios parceiros.

Depois, o material é separado e prensado na sede da entidade. "Nossa cadeia produtiva está estagnada nesse ponto", ressalta Santana. Mas o objetivo, segundo ele, é somar esforços com outros grupos de catadores para atender às exigências do mercado e minimizar os intermediários até chegar à indústria. “Se não atuarmos em rede fica difícil sair das mãos dos atravessadores", avalia.


Fernanda Barreto, para a revista Fórum
Envolverde, 28/05/08
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sexta-feira, 25 de abril de 2008

Microempreendedores do Vale do Ribeira desenvolvem tecnologia social

O Grupo Comunitário de Artesanato "Ribeirão das Flores", localizado na comunidade rural do Ribeirão das Flores, no município de Doutor Ulysses, apresentou em março uma inovação produtiva que amplia sua capacidade produtiva, melhora a qualidade e minimiza erros e custos de sua produção.

Trata-se de um "Tear Rústico" desenvolvido pelas próprias microempreendedoras integrantes do grupo que aumenta significativamente a qualidade da peça e evita erros na montagem.

Com o novo tear, a produtividade do grupo triplicou. Isso significa mais encomendas, clientes e renda vinda de seu artesanato. "Assim não tem como errar a passada!" diz Iraci, falando do resultado da amarração do bambu obtida com o novo tear.

Nos últimos meses, as artesãs microempreendedoras do Grupo de Artesanato Ribeirão das Flores vêm desenvolvendo produtos com foco no mercado feitos em fibras naturais como bambu, taboa e fibra da bananeira. Um dos produtos é um jogo americano ou "porta-pratos", como chamam.

Mesmo com recursos financeiros limitados, elas vêm buscando especialização para oferecer ao cliente um produto com alto padrão de qualidade.

Desde abril de 2007 o grupo de microempreendedoras tem recebido apoio em Design, Gestão e Comercialização pela Aliança Empreendedora e SEBRAE-PR, e tem sido estimulado a buscar soluções criativas para as suas dificuldades.O grupo faz parte do Projeto Vale Do Ribeira, que apóia grupos produtivos comunitários de microempreendedores do Vale do Ribeira, no Paraná.

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responsável: Kellen Ribas
kellen@aliancaempreendedora.org.br

Publicado pelo Boletim Aliança Empreendedora em 24/04/08

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Lojas Comunitárias - A Conquista de um Sonho!

O grupos Belas Artes e Mãos de Ouro, iniciados 2006 no bairro do Uberaba (Curitiba/Paraná) começaram o ano de 2008 com o pé direito.

Ambos os grupos de microempreendedoras realizaram antigos sonhos recém inaugurando em Março suas lojas próprias. Ambos os grupos de microempreendedoras realizaram antigos sonhos recém inaugurando em Março suas lojas próprias.

A idéia de montar a própria loja, desde o início, foi cultivada pelo Mãos de Ouro. Para o Belas Artes, a idéia surgiu em novembro de 2007, quando as artesãs resolveram planejar e arriscar, fazendo um empréstimo de microcrédito para investirem no sonho e idéia.

O grupo Belas Artes não parou por aí. Inscreveram-se por conta própria nas feiras de artesanato da praça Osório e Santos Andrade e seus produtos foram aprovados para ambas. Não deixe de conhecer as lojas e fazer suas encomendas.

Saiba mais O grupo Belas Artes
Responsável: Helena Casanovas
helena@aliancaempreendedora.org.br


Publicado pelo Boletim Aliança Empreendedora em 24/04/08

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