sábado, 15 de novembro de 2008

O recado verde de Jeffrey Immelt, CEO da General Eletric

É na crise que se destacam os líderes, as empresas líderes e as idéias líderes. No último dia seis de novembro, Jeffrey Immelt, CE0 da General Eletric, deu um recado importante para aqueles que estavam pensando em suspender investimentos em sustentabilidade por causa do tsunami financeiro mundial. Em palestra realizada na cidade de Nova York, disse a 1200 convidados da Business Social Responsability e do grupo brasileiro ABC, patrocinador do evento, que a crise representa o fim de um ciclo e que o momento sugere reorganizar os modelos dos negócios, criando novas formas de atuação.

Nesse cenário – acredita – a prática da responsabilidade social em todos os níveis da empresa constitui um diferencial competitivo estratégico valorizado por consumidores, funcionários, acionistas e sociedade. “Investir nisso não é queimar dinheiro, mas sim construir um meio estratégico para criar valor, gerar confiança e reforçar a transparência. Em um futuro próximo, as empresas vão competir para ver quem é mais responsável ou não”.

As palavras de Immelt ecoam com força e credibilidade. Não só porque é um dos mais importantes executivos do mundo. Mas, porque, há quatro anos, ele e a empresa que dirige têm sido respectivamente porta-voz e estandarte do movimento verde nos negócios.

Quando em dezembro de 2004, o sucessor de Jack Welch reuniu seus principais diretores para comunicar que todos os departamentos da empresa teriam que se esforçar para criar produtos ambientalmente responsáveis, a primeira reação foi de total incredulidade. A maioria pensou que o chefe enlouquecera. Afinal, como fabricar turbinas verdes em uma organização que até então sequer havia se preocupado em mensurar seus impactos ambientais? Incomodava-os, sobretudo, a ousadia de Immelt de achar que podia mexer, sem riscos, na estratégia de uma megacorporação centenária, com faturamento de 173 bilhões de dólares.

O executivo estava convicto da aposta. Sabia que a nova linha de produtos, denominada Ecoimagination, hoje com mais de 60 itens, atendia às expectativas de um novo perfil de consumidores preocupados com as mudanças climáticas. E que a atitude verde, longe de ser apenas um ato de generosidade para com o planeta, atrairia novos negócios.

Em 2007, a empresa investiu um bilhão de dólares na linha Ecoimagination, turbinando as vendas para um patamar de 14 bilhões de dólares, cerca de 10% do volume global de vendas da GE. Os negócios verdes crescem três vezes mais rápido do que a média dos demais produtos da empresa. E a expectativa é que, até 2010, alcancem a cifra de 25 bilhões de dólares.

Nesse processo, Immelt contou com dois conselheiros e uma executora de mão cheia. Chad Holliday, presidente da Dupont, foi uma espécie de coach. Andrew Shapiro, diretor da GreenOrder, e responsável pela estratégia de produtos limpos da Dupont e da BP, ajudou no planejamento. Já Lorraine Bolsinger, recrutada no Marketing, tem sido a capitã da implantação. Coube a ela, por exemplo, mobilizar e envolver os profissionais, inserir o tema na cultura da empresa, estabelecer um sistema de padrões e definir critérios para os produtos.

Quem analisa os números da evolução rápida da Ecoimagination pode até achar que o caminho verde tem sido plano e sem sobressaltos. Não é bem assim. A mudança no modo de pensar e fazer negócios impôs enormes desafios para a GE. Entre os mais bicudos enfrentados por Immelt, quatro merecem destaque.

O primeiro diz respeito à dificuldade natural de transformar a cultura organizacional de uma corporação global, com 327 mil funcionários espalhados em 83 países. Como a empresa optou por não ter um departamento de sustentabilidade, a tarefa de criar produtos verdes acaba sendo, na prática, de todos os colaboradores, o que exige diretrizes claras, metas bem definidas, ambiente encorajador à inovação e um enorme esforço de educação para pensar “fora da caixa.”

O segundo desafio refere-se ao fato de que, na maioria dos casos, os produtos verdes estão criando mercados absolutamente novos. Uma coisa é “tirar pedidos” para turbinas movidas a carvão em um mercado certo com clientes certos. Outra, bem diferente, é vender sistemas como o Ecohome, para controle do uso de água e energia em residências. Ninguém cria novos mercados impunemente. Há um custo inicial a se pagar –e aí se está diante do terceiro desafio – que é o de tornar os novos produtos comercialmente viáveis. Para fechar a equação de baixa escala e alto custo de desenvolvimento, os lançamentos verdes costumam cobrar 20% a mais do que os similares convencionais.

O quarto desafio está relacionado á superexsposição pública. Ao adotar uma linha de produtos verdes, a General Eletric entrou na alça de mira de ONGs, sociedade civil organizada e mídia vigilante. E passou a ser mais visada. A despeito de ter cortado em 20% suas emissões de carbono e da promessa de ampliar progressivamente a produção de equipamentos de energia eólica e solar, as poluidoras máquinas a carvão continuam sendo o carro-chefe da companhia. Superar as contradições como essa, para que a GE não venha a ser incluída no time das que praticam greenwashing, é o próximo trabalho do hércules Immelt.


Ricardo Voltolini
Publisher da revista Idéia Socioambiental e diretor da consultoria Idéia Sustentável. ricardo@ideiasustentavel.com.br
Envolverde, 12/11/08
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Nova Metodologia Mensura Impacto de Projetos Sociais

Buscando medir o real valor de um investimento social, tendo como fundamento a promoção de políticas públicas já existentes para o desenvolvimento social e econômico de uma região, a John Snow Brasil Consultoria desenvolveu a MAIS (Metodologia de Avaliação de Impacto Social). Seu principal objetivo é mensurar a redução das diferenças sociais produzidas em função dos investimentos realizados por um agente de transformação, entre eles fundações e institutos privados, organizações da sociedade civil e agências governamentais.

Um dos estudos realizados pela consultoria foi em cima dos projetos sociais do SESI (Serviço Social da Indústria). A metodologia permitirá avaliar o impacto dos seus projetos nas áreas de educação, saúde, lazer e responsabilidade social e mostrará, com exatidão, a contribuição aos cidadãos e à sociedade.

“A MAIS vai permitir não só avaliar, mas inclusive quantificar o retorno econômico e financeiro para cada indivíduo, suas famílias e para as comunidades em que estão inseridos”, explica Carlos Henrique Ramos Fonseca, Diretor do Departamento Nacional do SESI. Numa fase inicial está prevista a utilização do MAIS na avaliação de oito projetos sociais.

A eficácia da metodologia criada pela John Snow Brasil foi testada no ano passado para avaliar os resultados da “Ação Global”, desenvolvido pelo SESI em parceria com a Rede Globo de Televisão. Criado em 1991 e realizado anualmente, o programa consiste em um mutirão de serviços essenciais e gratuitos, promovidos por profissionais voluntários nas áreas de saúde, lazer, educação e cidadania. Em 2007, foi realizado simultaneamente em 34 cidades, envolvendo 40 mil profissionais e 2 mil parceiros. Calcula-se que mais 1 milhão de pessoas tenham participado do evento, resultando em 2,3 milhões de atendimentos.

A análise realizada por meio do MAIS permitiu identificar que os serviços prestados pela Ação Global tem impacto na renda das famílias atendidas. “Isso não quer dizer que aqueles que vão à Ação Global terão, no dia seguinte, a sua renda aumentada”, destaca Rodrigo Laro, coordenador de pesquisa e avaliação de impacto social da John Snow Brasil. “Significa que uma pessoa beneficiada com os serviços da Ação Global pode ter mais acesso a um emprego, a uma renda fixa e inclusão social, portanto mais condições de aumentar a sua renda.”

A John Snow Brasil é uma consultoria especializada em Gestão e Desenvolvimento Social que promove e implementa conhecimentos inovadores aos gestores sociais das esferas empresarial, governamental e da sociedade civil organizada. Sua metodologia é baseada em uma escala de valores e possui seis etapas de aplicação: 1 - desenvolvimento do marco lógico; 2 - elaboração dos instrumentos de pesquisa avaliativa; 3 - coleta de dados e análises exploratórias dos dados; 4 - análise financeira (custo-eficácia); 5 - análise econômica (custo-benefício); 6 - análise social (equidade ou redução de diferenças sociais).

O desenvolvimento da Metodologia de Avaliação de Impacto Social partiu de uma abordagem integrada de algumas ferramentas que já se encontravam disponíveis na literatura. Porém, estas ferramentas não trabalhavam com a ferramenta inicial de marco lógico, que define metas e indicadores a todos os objetivos do programa. A John Snow acoplou o marco lógico e mais as ferramentas de pesquisa avaliativa e coleta de dados para chegar ao formato atual da MAIS. “Atualmente consideramos a metodologia completa”, avalia Miguel Fontes diretor da John Snow Brasil. “Até o momento, tínhamos aplicado parcialmente a MAIS, no entanto, essa é a primeira vez que a utilizaremos por completo junto a um parceiro”, diz Fontes.

Sobre o SESI

Criado oficialmente no dia 1º de julho de 1946 como uma entidade de direito privado, mantida e administrada pela indústria que tem como objetivo melhorar a qualidade de vida do industriário e seus dependentes, o SESI tem procurado focar sua atuação em seu público estratégico. “As avaliações de impacto trarão maior direcionamento quanto à eficácia da atuação junto a esse público e permitirá também a demonstração dos benefícios às comunidades desassistidas socialmente”, afirma Carlos Henrique Fonseca.

Em 2007, o SESI investiu em seus programas sociais e realizando 48,6 milhões de atendimentos. Os Departamentos Regionais do SESI estão espalhados nos 26 estados e no Distrito Federal e são percebidos pelos empresários locais como parceiros para o desenvolvimento social de suas indústrias e de seus funcionários. Entre as atividades realizadas estão a prestação de serviços em saúde, educação, lazer, cultura, nutrição e promoção da cidadania.

Agora o SESI pretende, com os resultados obtidos pela pesquisa, otimizar os impactos das ações, entendendo o que realmente funciona e o que não dentro de seus programas, para fazer as alterações adequadas e atender ainda melhor à população. “Ao terminarmos a avaliação divulgaremos para sociedade os resultados do investimento social da Indústria, afirma Carlos Henrique Fonseca.


Envolverde, 12/11/08
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Profissionais optam cada vez mais pelo terceiro setor

Hoje, cerca de 4 milhões de pessoas trabalham no terceiro setor no Brasil. O número de vagas cresceu duas vezes mais que a média geral do país nos últimos anos. Nesse contexto, longe da imagem de trabalho voluntário, organizações não-governamentais, institutos e fundações atraem cada vez mais profissionais bem sucedidos da iniciativa privada.

Esse foi o caminho que o diretor-presidente do Instituto C&A, Paulo Castro, resolveu seguir. Formado em economia, Castro atuou durante 18 anos na C&A. Em sete deles, o executivo acumulou o cargo de conselheiro do instituto responsável pela parte de responsabilidade social da empresa. Apaixonou-se pelas causas sociais e hoje é o principal dirigente da instituição. “A possibilidade de colocar a energia em uma causa que tem dimensão social amplia o sentido do que você está fazendo”, afirma.

Buscando um sentido maior para a vida, a coordenadora de comunicação do programa Geração MudaMundo, da ONG Ashoka Empreendedores Sociais, Juliana Soares, também optou por fazer carreira no terceiro setor. “Trabalhar no terceiro setor trouxe mais paixão, prazer e vontade”, revela.

Formada em publicidade pela ESPM, universidade que tradicionalmente forma profissionais para grandes agências, há dois anos Juliana quis traçar um caminho diferente. “Foi uma escolha pessoal, não financeira. Queria uma razão maior para minha profissão do que um comercial de 30 segundos”.

Formação
Assim como Castro e Juliana, profissionais de diversas áreas têm optado por fazer carreira no terceiro setor, mas para isso é necessário buscar uma formação apropriada, principalmente quando a questão é gestão. “As iniciativas no terceiro setor não têm maior continuidade, pois não há gestão adequada. A profissionalização é fundamental para se gerir uma ONG”, afirma a vice-coordenadora do Centro de Empreendedorismo Social e Administração em Terceiro Setor e professora da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (FEA-USP), Graziella Comini. “Quem atua no terceiro setor precisa entender a construção de alianças e parcerias. Se não entender isso, não vai a lugar nenhum. Gerir o terceiro setor é mais difícil do que se pensa”, completa.

Hoje, muitas universidades já oferecem cursos de MBA para capacitação no terceiro setor. “Há restrição de recursos e disputa entre as ONGs por recursos escassos das empresas. Por isso, um gestor do terceiro setor deve entender a lógica empresarial e para isso precisa de conhecimentos básicos de captação de recursos”, defende Graziella.

A professora conta que o tempo médio de duração de uma ONG no Brasil é de oito anos, isso porque não há uma devida preparação para o gerenciamento da organização. “Só o sonho de fazer o bem não basta, tem que saber gerir o projeto para que dê certo. A morte de uma ONG é um prejuízo enorme para a sociedade, já que o resultado do trabalho de uma ONG demora a aparecer”, alerta.

“Infelizmente, no terceiro setor, há uma carência de profissionais que trabalhem com administração financeira, mas em um geral, faltam profissionais realmente preparados”, afirma a Coordenadora Executiva da ONG baiana Eletrocooperativa, Leila Rocha Marques. “A formação é necessária, mas o aprendizado é contínuo”, completa.

Graziella afirma que o público dos cursos de capacitação para o terceiro setor é variado. “São pessoas que querem fazer a diferença. Profissionais que trabalham no setor privado, mas querem mudar de trajetória; pessoas que já estão no terceiro setor e querem aprimorar o que já sabem na prática; pessoas que querem saber o que é o terceiro setor. Basicamente, pessoas com vontade de se profissionalizarem no terceiro setor”.

O perfil dos professores do curso também é diversificado: varia entre profissionais que trabalham com gestão empresarial e profissionais experientes do terceiro setor. “É importante compartilhar as experiências que deram certo”.


Bruna Souza, do Aprendiz
Envolverde, 11/11/08
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Brazil Foundation lança edital 2008-2009 para educação, saúde, direitos humanos, cidadania e cultura

BrazilFoundation oferece apoio financeiro de até R$ 30 mil durante um ano

O processo de seleção está aberto a todas as organizações de direito privado sem fins lucrativos, de todas as regiões do país, que atendam aos objetivos e critérios da BrazilFoundation e busca identificar iniciativas sociais nas áreas de educação, saúde, direitos humanos, cidadania e cultura.

As propostas serão avaliadas de acordo com os seguintes critérios de seleção:
* Alinhamento da proposta apresentada com a missão da instituição proponente;
* Comprovada capacidade técnica e operacional da instituição de desenvolver o projeto proposto
* Adequação da intervenção social proposta às necessidades impostas pela realidade social da comunidade ou público diretamente beneficiado;
* Apresentação de abordagens diferenciadas em relação a outras iniciativas da mesma área de atuação em seu estado ou região;
* Implantação de um modelo de atuação eficaz que possa gerar mudanças sociais e contribuir para a melhoria da qualidade de vida da comunidade ou do público diretamente beneficiado;
* Apresentação de uma estratégia clara de continuidade do trabalho;
* Legitimidade da instituição em sua área de atuação

Instruções para o envio de projetos
A BrazilFoundation tem por objetivo principal estimular mudanças sociais ao apoiar soluções criativas e eficazes que gerem resultados significativos na realidade de comunidades e grupos sociais em situação de vulnerabilidade.

Podem participar pessoas jurídicas, não-governamentais, de direito privado e sem fins lucrativos, políticos ou religiosos. Cada instituição poderá enviar apenas um projeto.

Não poderão participar:
* Pessoas físicas;
* Partidos Políticos e Igrejas;
* Instituições cujo projeto tenha objetivos político-partidários ou religiosos;
* Instituições do Sistema "S" (SENAI, SESI, SESC, SESI, SEBRAE), que podem, porém, ser parceiras do projeto ou da instituição proponente;
* Universidades e autarquias, que podem, porém, ser parceiras do projeto ou da instituição proponente.

A BrazilFoundation prioriza projetos que visem:
* Melhorar as condições sociais de uma comunidade ou grupo social em situação de vulnerabilidade.
* Desenvolver lideranças nas áreas em que atua.
* Criar modelos inovadores e eficazes que tenham potencial de reaplicação para outras iniciativas, governamentais ou não governamentais.

Serão consideradas apenas as propostas apresentadas por meio do formulário de inscrição acompanhado da planilha de solicitação de recursos, disponíveis no site da fundação (veja links abaixo). A inscrição deve ser feita exclusivamente através do preenchimento integral e envio pelo correio do Formulário de Inscrição e Planilha de Solicitação de Recursos.

Prazos
O prazo de envio é de 01 de outubro 2008 a 05 de dezembro de 2008.
Data limite para postagem de projetos: 05 de dezembro de 2008.
Divulgação dos projetos finalistas no website da BrazilFoundation: 14 de abril de 2009.
Divulgação dos projetos aprovados no website da BrazilFoundation: 30 de junho de 2009.

EDITAL (em PDF)
FORMULÁRIO DE INSCRIÇÃO (formato Word)
PLANILHA DE SOLICITAÇÃO DE RECURSOS(formato Excel)


Fonte: Brazil Foundation

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Captação de recursos: uma atividade em que se cria e se copia

A prática da captação de recursos envolve não apenas processos e técnicas, mas, principalmente, pessoas. O processo de captação é um ciclo que passa pela implantação de uma idéia, pela criação de uma cultura no interior da organização – freqüentemente demandando a quebra de paradigmas e práticas consagradas internamente –, a consolidação de novas práticas internas e de relacionamento com parceiros, culminando no aprofundamento dessas práticas e relações e na abertura de novas possibilidades e oportunidades no domínio dessas redes.

Tecnicamente falando, cada uma dessas etapas tem sido descrita e praticada a partir de conceitos muito bem definidos no recente artigo de Rene Steuer, “O ciclo da captação não termina nunca...”, como: o caso; os objetivos; as metas de captação; as necessidades do mercado; os potenciais doadores; os meios e as fontes de captação; a solicitação e a renovação da doação, entre outros.

Todo esse arsenal conceitual pode ser exemplificado pela própria história da captação de recursos na Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV-EAESP). A captação na FGV-EAESP começou em 1991 com o então diretor Michael Paul Zeitlin que, logo que eleito, viajou aos Estados Unidos para estudar os modelos americanos de captação para universidades e adaptá-los à cultura brasileira. Com a captação incorporada ao planejamento estratégico da instituição, Zeitlin iniciou o processo com empresas e ex-alunos de modo institucional, dando origem às famosas salas patrocinadas, laboratórios e auditórios personalizados.

O movimento iniciado por Zeitlin é referência até hoje entre as instituições de ensino superior e no Terceiro Setor em geral. Esse trabalho foi consolidado pela atuação internacionalmente reconhecida de Célia Cruz, que coordenou o departamento de desenvolvimento institucional da FGV-EAESP até 2000, passando a gestão para Zilla Bendit, que aprimorou e expandiu as técnicas utilizadas no patrocínio de espaços físicos, eventos culturais e acadêmicos, incorporando o marketing de relacionamento às ações de captação.

Entretanto, há mais a considerar com relação ao ciclo de captação do que o simples instrumental técnico. Esse ciclo, que não termina nunca, é um processo que passa por diferentes momentos e fases, que, por sua vez, têm diferentes exigências e características. Existem diversos meios de fazer captação: eventos especiais, mala direta, campanha anual, campanha de capital, captação on-line, telemarketing e projetos específicos, entre outros. Existem também diversas fontes de doação: pessoa física, empresas, fundações nacionais e internacionais, igrejas, convênios públicos, agências internacionais etc. E existem ainda diversas organizações da sociedade civil, ligadas a diferentes áreas de atuação: à saúde, ao meio ambiente, ao ensino, à cultura e outras. Essas diferentes organizações direcionam suas ações para diferentes públicos-alvo: crianças, adolescentes, adultos, idosos, natureza, animais... qual é a melhor prática? Qual é a mais eficiente? Além disso, sabemos que a prática da captação envolve pessoas. Como deveria, então, ser a pessoa do captador de recursos? Que habilidades deveria ter o melhor captador de recursos?

Para responder essas questões, a citação do professor em captação, Daniel Yoffe, é ideal: “Diga-me quais recursos desejas buscar que te direi o melhor tipo de pessoa para ajudá-lo”.

É a melhor combinação de todos esses fatores que determinará o melhor resultado na captação de recursos. É muito importante esclarecer que os melhores resultados se alcançam ao longo do tempo.

Nesse sentido, recomenda-se às organizações que pretendem criar uma área de captação de recursos que conheçam outras entidades já estruturadas e seus processos de desenvolvimento nessa área.

Ações como essas, alinhadas à cultura e valores das suas organizações, é que poderão garantir sua autonomia e sustentabilidade. O bom resultado decorre do amadurecimento do processo. Seguem alguns exemplos:

Programa de sócios-contribuintes
A equipe de captação de recursos do Doutores da Alegria é uma boa referência. A qualidade do trabalho de captação dos Doutores é reconhecida por todos e é importante lembrar que isso é resultado de um esforço de muitos em um processo contínuo iniciado há muitos anos.

Em 1996, os Doutores da Alegria fecharam um grande patrocínio com a Itaú Seguros. Nessa época, Rodrigo Alvarez foi chamado para iniciar o processo estruturando um programa que chamou informalmente de “um programa atencioso para qualquer doador”. Desde o início, a maior preocupação foi acolher os doadores. Naquela época, Alvarez foi visitar as equipes da Fundação Abrinq e do Greenpeace, provavelmente com a mesma intenção que outras organizações hoje visitam a equipe dos Doutores. O passo seguinte desse processo foi o uso da Internet como ferramenta para captação de recursos.

Captação de recursos no Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente
A AACD é uma referência importante, pois estruturou uma área especializada em viabilizar recursos para os projetos aprovados pelo Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (Fumcad), coordenada por Marta Delpoio. Em 2005, teve três projetos aprovados e, atualmente, já tem seis. Toda doação recebida de pessoas físicas e jurídicas até o último dia do ano-calendário pode ser deduzida do imposto de renda devido. O limite de doação para declaração do IR é de 6% (PF) e 1% (PJ).

Programa com ex-alunos
O trabalho da FGV-EAESP é muito bem desenvolvido. Como descreve Márcia Pastore, responsável pela captação com os ex-alunos da instituição no período de 1996 a 2000, alguns fatores são fundamentais para o sucesso dessa captação:
• Apoio irrestrito da diretoria;
• Planejamento a médio e longo prazo;
• Equipe bem-estruturada com profundo conhecimento da instituição e de seus ex-alunos, além das técnicas de captação;
• Tecnologia da informação – banco de dados estruturado e organizado;
• Comunicação pessoal para estreitar e fidelizar o relacionamento.

O programa ex-aluno doador da FGV-EAESP – Comunidade GV, começou com encontros entre as turmas dentro da própria instituição. Com o tempo, tornou-se um programa de relacionamento, oferecendo a seus ex-alunos doadores palestras com professores renomados, cafés da manhã, festas, seminários, entre outros.

Os ex-alunos, por sua vez, eram chamados a contribuir e participar desse movimento histórico na instituição investindo em bolsas para alunos que não podiam pagar a graduação, na atualização da biblioteca, ou mesmo deixando a critério da própria diretoria o que fazer com a doação, tamanha a credibilidade do trabalho. São exemplos assim que permitem que nesse espaço social, regido pela lógica da solidariedade, essas trocas de experiências sejam possíveis e, até mesmo, estimuladas.

Links
www.aacd.org.br
www.doutoresdaalegria.org.br
www.eaesp.fgvsp.br


Renata Brunetti
Doutora e mestre em Psicologia Social pela PUC-SP, certificada em Fund Raising Management pela Fund Raising School, do Centro de Filantropia da Indiana University e mestre em Gestão em Empreendedorismo Social pela Universidade de São Paulo.
Revista Filantropia - OnLine - nº175

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Talent cria por novo Cultura Artística

Agência é a responsável por campanha voltada a empresas que possam ajudar na reconstrução do teatro, orçada em R$ 60 milhões. Até o final do ano Sociedade de Cultura Artística deve ir à mídia pedir contribuições da população

Após incêndio que consumiu as instalações do Teatro Cultura Artística, em São Paulo, em agosto, a Talent assina voluntariamente uma campanha que visa sensibilizar empresas e pessoas jurídicas para que sejam potenciais colaboradoras do plano de reconstrução do teatro, orçado em R$ 60 milhões. "Quando aconteceu aquele infeliz acidente, achamos que poderíamos ajudar o Cultura Artística", conta José Eustachio, sócio-diretor da agência.

Assim, foi desenvolvido um folder dividido em quatro atos, por meio dos quais é contada a história da Sociedade de Cultura Artística, de seu surgimento à atual fase, passando pela inauguração do teatro. Por fim, o material propõe o renascimento do espaço, que deve se tornar mais completo e moderno.

Segundo Eric Klug, responsável pela área de relações institucionais da Sociedade, a apresentação desse material aos potenciais investidores deve acontecer em dezembro, já que nesta semana o tombamento da fachada do teatro deve ser aprovado e, até o final deste mês, o projeto de reconstrução deve ser aprovado pelo Ministério da Cultura para de beneficiar da Lei Rouanet. O plano prevê a retirada de todo o entulho gerado pelo incêndio e a reconstrução de 10,5 mil metros quadrados, com melhorias no backstage e no estacionamento do espaço, sem qualquer alteração na fachada original.

Em breve, um DVD vai compor o material apresentado aos potenciais investidores, no qual artistas como Monica Salmaso, Nelson Freire, Regina Duarte e Roberto Minczuk ressaltam a importância do espaço para a cultura nacional. Até o primeiro trimestre de 2009, a população em geral deverá ser impactada por uma campanha em mídia impressa e rádio convidando todos a contribuírem com a reconstrução do teatro. "A idéia é que possamos contar com a disposição dos veículos", prevê Eustachio. O novo Centro Cultura Artística deve ser inaugurado em 2012, quando serão comemorados os cem anos da Sociedade.


Eduardo Duarte Zanelato
Meio & Mensagem Online, 12/11/08

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A esperança vem do microcrédito

Economista e detentor do Prêmio Nobel da Paz conta como seu projeto vem transformando há décadas a realidade em Bangladesh

Vencedor do Prêmio Nobel da Paz, em 2006, pela criação do Grameen Bank -- banco que fornece microcrédito à população pobre de Bangladesh sem burocracia -- Muhammad Yunus, afirmou nesta terça-feira,11, durante o HSM Expo Management, que o presidente Lula foi o único presidente que admitiu o fracasso de suas iniciativas relacionadas a esse tipo de programa. "Quando estivemos juntos percebi que ele é um homem muito realista e foi o único governante que conheci capaz de admitir seus erros e pedir ajuda", disse.

Ao comentar o programa federal Bolsa Família, o professor ressaltou que "dar um dinheirinho para garantir dignidade é o primeiro passo de um processo mais amplo, mas está longe de ser a solução para a pobreza e dificuldades da população. "Para aqueles que buscam sobreviver, qualquer espécie de apoio imediato é bem-vindo, mas é importante oferecer alternativas para que a pessoa cresça e desenvolva suas idéias para conseguir deixar o estado de pobreza pensando em longo prazo", comentou Yunus.

Segundo ele, apresentar a possibilidade de, ao invés de pegar um determinado valor para as necessidades mais urgentes, o cidadão tenha acesso a uma quantia cinco vezes maior para pensar em um ofício que lhe traga retorno é essencial para estimular uma população a abondanar a pobreza. "Se você oferecer o crédito a cem pessoas e dez aceitarem e dessas dez, cinco conseguirem algum tipo de retorno, as atitudes geram uma reação em cadeia capaz de despertar o empreendedorismo em qualquer um", afirmou.

No entanto, para que esse tipo de programa obtenha sucesso, Yunus aconselha que não haja vínculo algum com o governo de forma que não haja chances de manipulação política e se torne objeto para simples conquista de eleitorado. "O trabalho social deve pregar transparência total e o envolvimento da política deve ser de todas as formas evitado para que essa não comprometa o controle financeiro e ético", acrescentou.

Crédito: direito humano fundamental
De acordo com Yunus, o direito ao crédito deveria estar no topo da lista dos direitos humanos, já que torna todos os outros direitos básicos de qualquer cidadão consequência de seu esforço e trabalho. O acesso ao dinheiro para sobrevivência gera automaticamente acesso à alimentação, moradia, saúde e educação.

Partindo do princípio de que a pobreza é um conceito artificial criado e imposto por uma sociedade que definiu suas políticas e sistemas baseado em um único modelo de lucros nos negócios, Yunus deixou claro qual seu sonho e sua missão no mundo: acabar com a pobreza até que essa se transforme em tema de museu como são hoje os dinossauros.

Para tanto, o professor e economista defende que cada vez mais sejam criadas empresas sociais, ou seja, aquelas que não vislumbram lucro ou retorno financeiro para reaplicar recursos em busca da solução para problemas que afetam o desenvolvimento da sociedade como um todo.


Mariana Ditolvo
Meio & Mensagem Online, 11/11/08

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Ken Robinson: Escolas matam a criatividade?

Para quem não conhece, TED é uma conferência anual que desde 1984 reúne, segundo seus promotores, os pensadores e atores mais fascinantes do mundo. Os temas são tecnologia, entretenimento e design, e os convidados a falar são desafiados a fazer "a palestra de suas vidas" em 18 minutos.

Embora de algum tempo para cá elas sejam disponibilizadas em vídeo - e nunca me arrependi de ter investido tempo em assiti-las -, infelizmente as palestras são em inglês, razão pela qual nunca publiquei nenhuma aqui. Mas para nossa sorte, algumas vem sendo legendadas em português. Inauguro, portanto, a publicação de uma seleção, entre as que já estão legendadas, com a de Sir Ken Robinson que embora seja sobre educação, nos faz refletir sobre muito mais do que isso. Vale apena ver! Abaixo a primeira parte. Clicando no link "Mais..." no fim do post, a segunda.



Abaixo a segunda parte:

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terça-feira, 11 de novembro de 2008

VII Expo Brasil Desenvolvimento Local

Cuiabá sediará, de 12 a 14 de novembro, a VII Expo Brasil Desenvolvimento Local, palco expressivo de debate e troca de experiências sobre desenvolvimento local como estratégia de inclusão e transformação social. São esperadas cerca de sete mil pessoas para esta sétima edição do evento, que contará com a participação de outros 13 países (Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Cuba, Costa Rica, Cabo Verde, Estados Unidos, Nicarágua, Peru, Paraguai, Portugal e Uruguai).

A Expo Brasil 2008, que conta com o patrocínio da Petrobras, será aberta no dia 12 de novembro, no Centro de Eventos do Pantanal, com destaque especial para uma ampla feira com exposição de produtos sustentáveis, projetos inovadores, atividades culturais e ambientes de aprendizagem coletiva. Entre as autoridades e especialistas com participação prevista está o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, com a conferência "Desenvolvimento Sustentável em Bases Territoriais", às 17h. A Petrobras estará representada na abertura do evento pelo coordenador de Tecnologias Sociais, Lenart Nascimento, que também fará a moderação dos painéis “Incubação de redes de cooperativas de reciclagem”, dia 12, às 15h, e “Tecnologias Sociais para a agricultura familiar – Amazônia e Cerrado”, dia 14, às 10h.

Importantes temas em foco no cenário internacional serão abordados na Expo Brasil, um dos eventos nacionais inclusos na celebração do Ano Internacional do Planeta Terra (2007-2008-2009) da ONU, coordenado em todo o mundo pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), em parceria com a União Internacional de Ciências Geológicas (IUGS).

O evento, que teve sua primeira edição em Brasília, em 2002, vai reunir palestras, painéis temáticos, debates, apresentação de experiências, oficinas, minicursos, um circuito de TV ao vivo e a feira de produtos. A Expo Brasil 2008 terá ainda uma Mostra de Tecnologias Sociais. Coordenada pela Rede de Tecnologias Sociais (RTS), a mostra apresentará algumas das melhores iniciativas existentes no País nas áreas de saneamento, habitação, sistemas integrados de produção, tecnologias associadas a processos produtivos, energia renovável e água.

Em estande montado no evento, a Petrobras vai mostrar alguns projetos patrocinados nas áreas social e ambiental, entre eles o “Eu Nunca Contei a Niguém” (PA), desenvolvido pelo Movimento de Promoção da Mulher; Projeto Reciclo (DF), da Fundação Procurador Pedro Jorge de Melo e Silva; Proteção dos Recursos Hídricos na Bacia do Rio do Coco (TO), do Instituto Ecológico Palmas; e a Rede de Colaboração Solidária para industrialização e comercialização de produtos oriundos da pesca artesanal e da fruticultura extrativista e familiar (MT), desenvolvido pela Cooperativa de Pescadores e Artesãos de Pai André e Bom Sucesso.

Outro destaque da programação será o Encontro de Prefeitos, promovido pela Confederação Nacional dos Municípios e Associação Mato-Grossense dos Municípios, que reunirá os novos gestores municipais. Outros encontros paralelos também serão realizados, tais como o Encontro Regional de Comercialização Solidária, a V Feira de Roças e Quintais e o V Encontro de Agroecologia.

Eixos temáticos
A programação da Expo Brasil está norteada em quatro eixos temáticos principais, que se entrelaçam: Governança democrática, que envolve as redes sociais, a democracia participativa e os mecanismos inovadores de gestão compartilhada nos territórios (fóruns, conselhos, consórcios, pactos, agências); Inclusão produtiva, que engloba novas dinâmicas econômicas de base territorial e sistemas integrados de fomento (economia solidária, comércio justo, alternativas de financiamento, aplicação de tecnologias sociais, incubação de empreendimentos); Meio Ambiente e Vida Sustentável, com atenção especial aos Biomas Cerrado, Pantanal e Amazônia (mudanças climáticas, preservação florestal, biocombustíveis, reciclagem de resíduos, renovação e sustentabilidade de ambientes urbanos); e Integração Latino-americana (intercâmbio de iniciativas, novas dinâmicas comerciais, fluxos de cultura e conhecimento). Cultura, comunicação e dinâmicas de rede são dimensões transversais da programação, que permeiam o evento e atravessam os quatro eixos acima.

A exemplo das seis edições anteriores – 2002 (Brasília/DF), 2003 (Belo Horizonte/MG), 2004 (Olinda/PE), 2005 (Fortaleza/CE), 2006 (Salvador/BA) e 2007 (Natal/RN) – a Expo Brasil de Cuiabá deverá reunir centenas de instituições e redes envolvidas com o tema desenvolvimento local. Na sua sétima edição, conta com a participação de agências nacionais e regionais, ministérios, governos estaduais, prefeituras e centenas de entidades da sociedade civil, além de organismos internacionais, fundações, universidades e colegiados (fóruns, conselhos, consórcios) de todo o país. Mas sua principal força está na participação ativa de agentes locais, atores da base da sociedade que promovem, em seus territórios, o cotidiano das iniciativas de desenvolvimento sustentável.

A Expo Brasil Desenvolvimento Local conta, este ano, com o patrocínio da Petrobras, do Sebrae e do Governo do Estado do Mato Grosso.

Cases de Sucesso
Cases de sucesso selecionados pelos Programas Petrobras Ambiental e Petrobras Desenvolvimento & Cidadania serão apresentados durante a VII Expo Brasil Desenvolvimento Local, em painéis e na feira, no estande da Companhia:

Clique aqui Programa Petrobras Ambiental
Clique aqui Petrobras Desenvolvimento & Cidadania

Agencia Petrobras de Noticias, 11/11/08

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Primeira audiência sobre RDH será em SP

Começa em São Paulo, no dia 10, o processo de consulta pública para definir tema do Relatório de Desenvolvimento Humano sobre o Brasil

O PNUD realiza, nesta segunda-feira (10), em São Paulo, a primeira das audiências públicas que ajudarão a escolher o tema do próximo RHD (Relatório de Desenvolvimento Humano) do Brasil. O evento será no Memorial da América Latina, a partir das 14h30. O objetivo é colher opiniões sobre qual é a questão brasileira que mais precisa de atenção. Os participantes responderão a um questionário, e depois as respostas serão discutidas.

A audiência, aberta a qualquer cidadão, é parte da campanha Brasil Ponto a Ponto. Ela inclui, além do evento em São Paulo, mais quatro reuniões no mesmo formato — em Belém, Porto Alegre, Brasília e Recife —, coleta de opiniões dos internautas em uma sondagem no site do PNUD e do Portal do Voluntário e envio de observações e informações pela comunidade acadêmica. Outra forma de coletar opiniões serão as visitas de consultores do projeto aos dez municípios brasileiros de pior IDH-M (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal, uma adaptação do IDH aos indicadores regionais do Brasil), para tentar apreender as preocupações das populações mais pobres.

Em 2009, deverão ser incorporadas à campanha peças publicitárias na TV e na imprensa, segundo o coordenador do RDH Brasil, Flávio Comin. Ele diz que parcerias com entidades públicas e privadas devem viabilizar a extensão da campanha e das formas como as pessoas poderão participar.

“Não queremos apenas falar algo importante sobre as pessoas, mas queremos falar para elas”, diz Comin. “A gente escreve relatório para os governos, mas escreve também para a as pessoas, para a sociedade”, acrescenta.

A intenção é concluir a fase de consultas no início de 2009 e ter os resultados tabulados até março. A partir daí, afirma Comin, a escolha do tema será feita levando em conta a quantidade de menções a uma mesma questão, as relações entre proposições semelhantes e as razões apontadas pelos participantes para a escolha de um tema ou de outro.

Na audiência em São Paulo, o público primeiro assistirá a uma apresentação da equipe responsável pelo relatório e depois responderá a uma pergunta proposta pelos organizadores. Em seguida, algumas respostas serão selecionadas e os seus autores farão uma breve exposição.

O Relatório de Desenvolvimento Humano é uma publicação em que o PNUD aborda um problema da atualidade. Há uma edição internacional, lançada anualmente, algumas regionais e outras nacionais. O estudo geralmente é composto por um diagnóstico, sugestões para as soluções dos problemas diagnosticados e divulgação de indicadores de desenvolvimento humano. O RDH de 2009 será o terceiro que o PNUD faz no Brasil. O mais recente, publicado em 2005, teve o tema Racismo, Pobreza e Violência.

O evento
O quê: Audiência Pública sobre o tema do Relatório de Desenvolvimento Humano Brasil 2009
Quando:10 de novembro, às 14h30
Onde: Memorial da América Latina. Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664 - Barra Funda - São Paulo – SP
Contato: rdh@undp.org.br


Leia também
Ajude a ONU a escolher o tema do próximo relatório sobre desenvolvimento no Brasil
da PrimaPagina


PNUD Brasil, Boletim nº 515, 10/11/08

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Workshop mostra qualificação como maior desafio para comunicadores

A qualificação é um dos maiores desafios para os profissionais de comunicação, estejam eles nas redações, estejam dentro do setor privado, no papel de assessores de imprensa ou gerentes de área. Assim, se por um lado os jornalistas devem saber ser criticamente responsáveis sobre o que escrevem, a comunicação corporativa deve ter clareza de que não deve apenas informar, mas assumir sua liderança no planejamento estratégico e no papel político da empresa.

As conclusões estiveram presentes na segunda edição do Workshop GIFE-Aberje de Comunicação, realizado pelo GIFE e a Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje), em parceria com o Instituto Unibanco e apoio do Grupo CDN. No evento, os dois grupos de profissionais se reuniram com o objetivo de entender quais são as novas demandas ao seu trabalho e, também, como melhorar o relacionamento entre ambos.

“Estamos obesos de informações e famintos de significado. O comunicador não pode ser apenas um disparador de notícias. Nós temos a responsabilidade de interpretar o que chega a nós e decodificar isso de forma qualificada”, afirmou o diretor-presidente da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje), Paulo Nassar.

Dinâmica
O Workshop foi dividido em duas partes. A primeira foi um debate com especialistas, no qual foram apresentados os estudos “Fasfil 2 - As Fundações Privadas e Associações sem Fins Lucrativos no Brasil”, produzido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em parceria com o GIFE e a Associação Brasileira de Organizações Não-Governamentais (Abong); e o “Censo GIFE 2007-2008”, mapeamento que o GIFE faz sobre o Investimento Social Privado (ISP) de seus associados.

A coordenadora de pesquisas do Ipea, Anna Maria Peliano, ficou a cargo da Fasfil 2, que identifica o trabalho das fundações privadas e associações sem fins lucrativos no país. Segundo a pesquisa, entre 2002 e 2006, o número desse tipo de organização cresceu 22,6%, passando de 276 mil para 338 mil. “Comparativamente, o número é tímido em relação ao período de 1996 e 2002, quando o crescimento dessas organizações sociais foi de 157% (105 mil para 276 mil)”, lembrou. (Veja apresentação).

Em seguida, o gerente de Projetos do GIFE, Fernando Nogueira, mostrou os resultados do Censo GIFE. De acordo com o levantamento, o grupo investiu cerca de R$ 1,15 bilhão em diferentes áreas sociais, com prioridade a programas para jovens (de 15 a 29 anos). “O Censo traz números referentes a áreas de atuação, estratégias de intervenção na realidade, estruturas que viabilizam essas ações e desafios que se colocam neste caminho”, explicou. (Veja apresentação)

Depois do debate, os participantes se reuniram em cinco grupos para apontar soluções às problemáticas levantadas durante o primeiro bloco. Instrumentalizados pelos dados das pesquisas, cada um deles focou em pontos específicos da comunicação: com o público interno, com a Imprensa, com os stakeholders e com mídias de massa. O quinto grupo trabalho, por sua vez, analisou os possíveis limites desse relacionamento. (Conheça as idéias).

Conclusões
Embora os resultados das mesas apontem para públicos distintos, o que pareceu claro aos participantes foi a necessidade de formação para os comunicadores. “O que nos parece essencial é a qualificar esse trabalho. Por um lado, os discursos do setor privado, de outro, a cobertura da mídia sobre essas ações”, afirmou a gerente de Responsabilidade Social do Instituto Unibanco, Luciana Nicola.

No entanto, foram encontrados dois pontos contextuais que dificultam essa qualificação. O primeiro se dá na linha conceitual. Segundo a jornalista da Abong, Michelle Prazeres, relatora do quinto grupo, os conceitos ainda estão em construção na área social. Assim, a leitura crítica dos comunicadores depende de que significados carregam esses conceitos.

Um exemplo simples é a própria idéia de terceiro setor, não compartilhada pela Abong. ”Acreditamos que a definição correta seria a de associações em defesa dos direitos. Mas, todos conceitos estão em disputa (por diferentes grupos do setor), daí a dificuldade de abordá-los”, explicou a da diretoria da Abong, Tatiana Dahmer.

Outro tema complicador para essa qualificação é a escassez de pesquisas e avaliações sobre a área social. Para o jornalista Marcos Piva, relator do grupo dois, há uma falta generalizada de informações sobre os impactos das ações, o que gera um dificuldade para o gerente de comunicação, e uma desconfiança por parte do jornalista.

“Não temos idéia sobre como a sociedade civil organizada influi na melhoria dos indicadores sociais brasileiros. Sabemos que tem uma participação significativa, mas não dá para dizer quanto”, argumentou.

Na mesma linha seguiram as constatações de Anna Maria Peliano. Questionada sobre as Fasfil 2, e como o trabalho das 338 mil organizações impacta na área social, a resposta foi uma negativa. “Não temos essa informação. È preciso melhorar a análise de dados no Brasil para transformá-los em instrumentos efetivos para o trabalho dos comunicadores”, respondeu.

A falta dessas informações, segundo os grupos de trabalho, gera conflitos na divulgação das ações. Sem o respaldo de dados, a percepção de que os projetos sejam oportunistas ou pouco eficientes torna-se maior. Enquanto isso, nas redações, o jornalista não consegue trabalhar com de forma profícua sobre a temática.

Crise
Um dos assuntos mais discutidos durante o Workshop GIFE-Aberje de Comunicação, foi as conseqüências da crise financeira para o ISP de empresas, fundações e institutos. Segundo o secretário-geral do GIFE, Fernando Rossetti, não é hora de reproduzir o pânico. “É uma oportunidade para o terceiro setor mostrar que se consolidou, que é um setor forte e dinâmico. Não podemos pensar só no que a crise trará de ruim”, afirmou.

Fazendo coro a Rossetti, Marcos Piva chamou a atenção para o fato dos cortes de orçamento que poderão ocorrer nos próximos meses. “O que é importante enxergar aqui é se os investimentos sociais de origem privada, fazem parte da cultura ou é apenas gordura dentro das empresas”.

Leia também

O impacto da crise no terceiro setor
Avaliação ainda causa confusão no campo social
O papel da comunicação na construção de marcas sustentáveis
O engano de travestir releases.


Rodrigo Zavala
redeGIFE Online, 10/11/08

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segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Wrap Rage: Amazon contra embalagens estúpidas

Wrap Rage é o termo usado para descrever a raiva ou frustração diante de uma embalagem feita para não abrir. Você conhece bem: são aqueles plásticos duros que só abrem com faca, tampinha de iogurte que só furando com a unha, brinquedos amarrados por fiozinhos metálicos como se fossem prisioneiros de segurança máxima e saquinhos feitos para arrebentar de repente e promover chuvas de salgadinhos. Pois a Amazon conseguiu um feito impressionante: criou uma embalagem “Frustration Free” (basicamente uma caixa de papelão cheia de flocos de isopor e that’s it) e está despachando produtos da Fischer Price, Microsoft e Mattel entre outros, já livres da embalagem original.




Além de ser ecologicamente correto e fazer a felicidade dos consumidores, ponto para Amazon que ganha mais uma vez mídia espontânea com uma ação simples e genial. E mais: criaram uma página de videos e fotos, alimentada por clientes, com depoimentos, imagens de mãos com cortes, etc.


Wagner Brenner
Update or Die, 04/11/08

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Lançamento do Observatório Afro-Latino

Nova página eletrônica destaca cultura dos afrodescendentes da América Latina e do Caribe
Imagem Alessandro/ Fundação Cultural Palmares/Poliedro


A Fundação Cultural Palmares, instituição vinculada ao Ministério da Cultura, lançou site com informações sobre a cultura afro-americana, durante a 4ª edição da Festa Literária Internacional de Porto de Galinhas (Fliporto), em Pernambuco, que está sendo realizada de 6 a 9 de novembro.

O Observatório Afro-Latino foi apresentado pelo presidente da FCP/MinC, Zulu Araújo, na sexta-feira (7), pela manhã dentro da programação da Feira, que neste ano traz o tema da Diáspora Africana no continente latino-americano.

A declaração final do I Encontro Ibero-Americano de Ministros de Cultura, em outubro na Colômbia, decidiu apoiar a proposta brasileira de criação do observatório, após ter sido proposta pelo ministro da Cultura brasileiro, Juca Ferreira e por Zulu Araújo.

Para o presidente da Palmares, essa nova ferramenta possibilitará um diálogo mais permanente entre as comunidades negras latino-americanas, com trocas de experiências para a compreensão das semelhanças e diferenças da história e dos processos de integração social das comunidades negras nesses países. “Nossa proposta é que, além do lúdico, a cultura também possa ser um instrumento para um mundo melhor”, afirmou Zulu.


Patrícia Saldanha, Comunicação Social/MinC
Envolverde, 10/11/08
© Copyleft - É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.

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MinC prorroga dois editais nacionais do Programa Mais Cultura

'Prêmio de Ludicidade/Pontinhos de Cultura-Brinquedotecas' e 'Concurso Pontos de Leitura' têm novos prazos

Foram prorrogados os prazos para inscrições de dois editais do Programa Mais Cultura: o Prêmio de Ludicidade/Pontinhos de Cultura-Brinquedotecas para o dia 22 de novembro e o I Concurso Pontos de Leitura-Projetos de Estímulo à Leitura para até 24 de novembro.

O Edital Prêmio de Ludicidade tem como objetivo conceder até 200 prêmios no valor de R$ 18 mil a cada entidade sem fins lucrativos, legalmente constituídas, e instituições governamentais estaduais, distritais e municipais que atuem na área sócio-cultural-artístico-educacional no segmento da Criança e Adolescente ou que estejam envolvidos em parceria com escolas, universidades públicas ou demais instituições com o objetivo de promover uma política nacional de transmissão e preservação da Cultura da Infância e da adolescência, por meio de projetos e ações que assegurem seus direitos segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente, principalmente no que se refere ao Capítulo II.

A premiação do Concurso Pontos de Leitura prevê a entrega de kits que incluem acervo bibliográfico, computador e mobiliário para até 600 iniciativas vencedoras, as quais deverão fortalecer, estimular e fomentar a leitura em diversos locais, como, por exemplo, bibliotecas comunitárias, Pontos de Cultura, hospitais, sindicatos, presídios, associações comunitárias e outros. Os kits se destinam à renovação de acervos bibliográficos e de equipamentos que promovam o uso cultural de computadores e Internet.


Fonte: Secretaria de Articulação Institucional/MinC
Ministério da Cultura, 07/11/08

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Feministas querem mais verba orçamentária para programas destinados à mulher

O fortalecimento de ações voltadas para o combate à violência doméstica, para a saúde da população negra e o 2º Plano Nacional de Políticas para as Mulheres (PNPM) estão entre as principais reivindicações contidas no documento que o Centro Feminista de Estudos e Assessoria (Cfemea) entregou à bancada feminina da Câmara. O documento contém sugestões de emendas ao Projeto de Lei Orçamentária Anual 2009.

Segundo a autora do estudo, a economista Gilda Cabral, 36 programas que integram o Orçamento Mulher na Lei Orçamentária 2009 tiveram verbas reduzidas. “É um elenco de ações que o governo diz que é ótimo, faz campanha na televisão, mas na hora do Orçamento não tem dinheiro”, conta.

“Você chega no fim do ano e o governo não executou nem 60% do orçamento autorizado. Não dá para em um mês implantar um bem estar tão importante da população”, explica Gilda.

Para ela, o orçamento não é só coisa de economista. A população pode e deve participar ativamente

“Até o dia 14 deste mês [é possível participar] entrando no site da Câmara dos Deputados e propondo uma emenda. Não é possível saber se o recurso vai sair, mas pelo menos você como cidadão vai poder participar e acompanhar os gastos do governo”.


Redação da Revista Fórum
Envolverde, 06/11/08
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Aprovada isenção de tributos de doações para combate ao desmatamento

As doações em espécie recebidas por bancos federais como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal destinadas a ações de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento e de promoção da conservação e do uso sustentável dos biomas brasileiros terão suspensa a incidência do Programa de Integração Social (PIS/Pasep) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). É o que determina o PLV 26/08 aprovado no Plenário do Senado nesta quarta-feira (5) e que é proveniente da MP 438/08, modificada na Câmara dos Deputados. A matéria vai à sanção presidencial.

- A matéria nos leva a uma reflexão acerca de disciplinar as doações, sejam de grupos privados ou internacionais, no que diz respeito ao combate ao desmatamento - afirmou o senador João Pedro (PT-AM), relator revisor da matéria.

A destinação das doações deve ser feita, para efeito dessas medidas, no prazo máximo de dois anos, contado do mês seguinte ao do recebimento da doação, e os recursos poderão ser utilizados no desenvolvimento de ações de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento e de promoção da conservação e do uso sustentável de biomas em outros países tropicais. A instituição financeira pública controlada pela União deverá manter registro que identifique o doador, segregar contabilmente, em contas específicas, os elementos que compõem as entradas de recursos, bem como os custos e as despesas relacionados ao recebimento e à destinação dos recursos.

- É uma iniciativa pioneira que abre um conjunto de possibilidades para que no Brasil se tenha o que já é conquista em vários países do mundo, uma espécie de mecenato para a questão ambiental - comemorou a senadora Marina Silva (PT-AC).

Fundo Amazônia
A MP foi regulamentada por dois decretos do Poder Executivo. O primeiro, Decreto 6.527/08, cuida das doações feitas ao BNDES e prevê a criação do Fundo Amazônia e o segundo, 6.565/08, estende as regras do primeiro decreto para as demais instituições financeiras controladas pela União.

Nos decretos estão especificadas as ações ambientais em que deverão ser aplicados os recursos das doações: gestão de florestas públicas e áreas protegidas; controle, monitoramento e fiscalização ambiental; manejo florestal sustentável; atividades econômicas desenvolvidas a partir do uso sustentável da floresta; zoneamento ecológico desenvolvido a partir do uso sustentável da floresta; conservação e uso sustentável da biodiversidade; recuperação de áreas desmatadas.

Ainda segundo os decretos, um Comitê Técnico e um Comitê Orientador serão criados para, respectivamente, atestar as emissões de carbono oriundas de desmatamento calculadas pelo Ministério do Meio Ambiente e orientar e fiscalizar a aplicação dos recursos doados.

Emendas
O relator revisor, senador João Pedro (PT-AM), apresentou quatro emendas à proposição, que foram questionadas pelos parlamentares da oposição. O objetivo, explicou o relator, era "corrigir imprecisões" de outras medidas votadas anteriormente.

As emendas autorizavam que os custos e despesas com capacitação de pessoal que atue no desenvolvimento de programas de computador (software) fossem excluídos do lucro líquido, para apuração do lucro real, sem prejuízo da dedução normal. Também modificavam pontos do regime de tributação de bebidas frias, aprovada na terça-feira (4) na Casa.

Os senadores Arthur Virgílio (PSDB-AM), José Agripino (DEM-RN) e Marconi Perillo (PSDB-GO) argumentaram que as modificações alteravam o texto acordado na votação anterior, e por isso, os líderes do Governo, Romero Jucá (PMDB-RR), e do Bloco de Apoio ao Governo, Ideli Salvatti (PT-SC), com a anuência do relator, concordaram em retirar as emendas polêmicas.


Elina Rodrigues Pozzebom, da Agência Senado
Envolverde, 06/11/08
© Copyleft - É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.

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Governo federal apoiará infra-estrutura de telecentros e formação de monitores

Iniciativa irá disponibilizar cerca de quatro mil equipamentos e vai oferecer oito mil bolsas para monitores

O governo federal irá apoiar a inclusão digital no Brasil por meio de ações para melhoria da infra-estrutura e a formação de monitores de telecentros comunitários. As medidas incluem o reforço na conectividade por meio de banda larga com a disponibilização de cerca de quatro mil equipamentos para telecentros e a oferta de oito mil bolsas para monitores que atuam em centros comunitários de inclusão digital.

A iniciativa também prevê uma rede de formação a distância e presencial para os monitores que trabalham no atendimento direto às comunidades.

Segundo o secretário-adjunto de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Rodrigo Assumpção, o maior problema para a sustentabilidade da inclusão digital no País é a remuneração dos monitores.


Computerworld, 07/11/08
*Com informações da Agência Brasil

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Governador sanciona lei que cria cadastro para bloqueio de ligações

Lei não se aplica às entidades filantrópicas que utilizem telemarketing para angariar recursos

O governador José Serra sancionou, nesta terça-feira, 7, a Lei 13.226, que cria o Cadastro para Bloqueio do Recebimento de Ligações de Telemarketing no Estado de São Paulo. O objetivo é proteger os cidadãos que não desejam receber ligações de empresas de telemarketing ou de estabelecimentos que se utilizem deste serviço. A lei beneficiará usuários de telefonia fixa e celular, com DDD do Estado de São Paulo.

Para o consumidor fazer parte do Cadastro Estadual para Bloqueio do Recebimento de Ligações de Telemarketing, será necessário que o titular da linha faça a solicitação formal junto à Fundação Procon-SP. O modo como a solicitação será feita ainda será regulamentado por decreto do governador. A Fundação Procon-SP estuda oferecer um formulário na internet.

A lei fixa que o consumidor passar a ter as ligações de telemarketing “bloqueadas” a partir do 30º dia de ingresso no cadastro. O usuário poderá solicitar a qualquer momento sua exclusão ou inclusão. Os fornecedores e as empresas de telemarketing deverão se cadastrar para poder consultar a lista de telefones inscritos no cadastro da Fundação Procon-SP, que fornecerá apenas o número do telefone do consumidor.

O titular da linha que aderir ao cadastro e, mesmo assim, receber uma ligação de telemarketing poderá comunicar o fato à Fundação Procon-SP, no prazo de 30 (trinta) dias. A empresa que não respeitar o cadastro estará sujeita às sanções previstas no Código de Defesa do Consumidor. A lei não se aplica às entidades filantrópicas que utilizem telemarketing para angariar recursos próprios.


Assessoria imprensa
Procon-SP, 08/10/08

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domingo, 9 de novembro de 2008

Maratona televisiva passa os R$ 18 milhões

Silvio Santos festeja meta atingida pelo “Teleton”

Ao lado de Hebe Camargo, Silvio Santos finalizou o “Teleton” 2008. Após as doações dos telespectadores e ainda de alguns empresários, a maratona televisiva conseguiu arrecadar mais de R$ 18 milhões.

O dono do SBT agradeceu a generosidade do povo brasileiro e ainda as empresas que colaboraram para a chegada do valor. Todo o dinheiro arrecadado será destinado para a AACD, entidade sem fins lucrativos que cuida de deficientes físicos.

Veja as fotos!


MSM Entretenimento, Famosos, o9/11/08

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Claro une esporte e música no verão carioca

Claro une esporte e música no verão carioca
Clínica de corrida com atletas de renome e prova noturna no Jockey Club são algumas das atrações do "Rio em Movimento", desenvolvido pela Conexão


Marcando o início da atuação da Conexão no setor esportivo e com o intuito de reforçar a marca Claro no Rio de Janeiro, o projeto "Rio em Movimento" promoverá durante oito meses clinicas de corrida ministradas por atletas, para estimular a prática regular de uma atividade esportiva e descobrir novos talentos do atletismo brasileiro, em contribuição ao projeto olímpico "Rio 2016".

Com 16 anos de atividades e forte experiência no segmento de cultura e entretenimento, a Conexão Marketing, Comunicação e Negócios lançou em 2007 uma área especializada do desenvolvimento de projetos de Esportes, entre os quais estão a "Copa Brasil de Ciclismo 2008" e o "Bike Music". "Percebemos que faltava trabalhar nesta área e que o mercado estava aberto para isso, principalmente no Rio, que tem essa vocação para o esporte", explica Luisa Jucá, diretora da Conexão.

Para a Claro, está é uma oportunidade de se aproximar dos cariocas desenvolvendo atividades que têm o espírito da cidade, unindo a música ao esporte, já que serão realizados pocket shows ao término das atividades. "A idéia é fortalecer a operadora no momento em que está buscando uma nova identidade, e o "Rio em Movimento" ajudará a associá-la à qualidade de vida e a projetos populares e de lazer, para clientes ou não", explica a executiva.

Lançado nesta semana no quiosque Palaphita Kitsch, na Lagoa Rodrigo de Freitas, com apoio da Eletrobrás, o projeto prevê a instalação de tendas em quatro pontos: Parque do Cantagalo, Praia do Leblon, Praia do Pepê e Bosque da Barra, onde uma vez por mês haverá um treino. A mensalidade é R$ 60,00, com desconto de 50% para assinantes do plano pós-pago da operadora. Consultas médicas e a nutricionistas serão pagas a parte, com desconto.

Em 26 de janeiro de 2009 será disputada uma corrida na pista de areia do Jockey Club Brasileiro. O evento será realizado à noite e terá sonorização ao longo dos 8km de percurso. As clínicas pretendem também ajudar a revelar jovens corredores brasileiros, através do olhar dos profissionais que comandam as aulas, como o triatleta Alexandre Ribeiro e a multiesportista Daniela Figueiredo, entre outros.

"A Conexão tem uma história com ações de desenvolvimento do meio ambiente, responsabilidade social e terceiro setor. O 'Rio em Movimento' permite a inclusão de adolescentes de escolas públicas, em uma parceria com a Secretária de Educação, para ajudar o projeto a chegar nas comunidades de baixa renda gratuitamente", finaliza Luisa.


Maria Beatriz Gonçalves
Meio & Mensagem Online, 07/11/08

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Oi patrocina surf em Maresias

Desafio entre Brasil e EUA que será transmitida ao vivo pelo Sportv testa novo modelo de competição formatado para tornar disputa mais interessante para telespectadores

A Oi é a principal patrocinadora do Desafio de Surf Brasil x EUA, que acontece nos dias 8 e 9 de novembro, em Maresias com mais de US$ 150 mil em prêmios e que terá transmissão ao vivo pelo Sportv. A ação da Oi, que inclui um show da banda El Niño e as acrobacias da Esquadrilha Oi, faz parte das comemorações pelo início da operação no estado de São Paulo. Também haverá o espaço da Oi FM, rádio presente na capital e também em Ribeirão Preto (dial 94,1 MHz) e em Santos (dial 102,1 MHz). No estúdio da rádio, quem participar da promoção da série Parafina, concorre a uma prancha autografada e customizada pelo surfista Rico de Souza. Durante a competição quem quiser também poderá desbloquear o seu aparelho e adquirir o Oi chip.

Em termos esportivos, a novidade desta competição é sua formatação diferente da tradicional favorecendo a transmissão. Em vez de dois surfistas duelando em baterias, como acontece no circuito mundial do World Tour Championship (WTC) ou nos World Qualifying Series (WQS), o desafio é entre as equipes dos dois países, em espécies de jogos rápidos, sempre em melhor de três ou de cinco. É a primeira vez que uma competição desse tipo, muito comum nos EUA, é disputada em praias brasileiras. Na competição, a equipe brasileira será composta pelos atletas Bruno Santos, Marcelo Trekinho, Mineirinho, Danilo Grilo e Fabio Gouveia. No time dos Estados Unidos estão os surfistas Cory Lopez, Tom Curren, Jamie O Brien, Shane Beschen e Clary Marzo.

Segundo a consultoria Toledo Associados, o surfe movimenta só no Brasil R$ 5 bilhões por ano com o envolvimento de grandes marcas. Além da freqüente presença da Petrobras, a Volkswagen e a Nova Schin patrocinam o Circuito Brasileiro.


Robert Galbraith
Meio & Mensagem Online, 07/11/08

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Expo Brasil mostra rede de conhecimento comunitário

Dar visibilidade para idéias simples e inovadoras é o que a Expo Brasil vai proporcionar, conta Juarez

A multiplicação de experiências em rede criadas a partir da solução popular e comunitária com viés sustentável é o principal resultado que deve produzir a 7ª Expo Brasil Desenvolvimento Local. Este é o foco apresentado à imprensa mato-grossense nesta quarta-feira (05.11), em Cuiabá, pelos coordenadores do evento, a ser realizado entre 12 e 14 de novembro, no Centro de Eventos do Pantanal.

O gerente de Agronegócios e Desenvolvimento Territorial do Sebrae Nacional, Juarez de Paula, apontou como exemplo da prática de produção com respeito ao meio ambiente em Mato Grosso a Cooperativa de Agricultores Ecológicos do Portal da Amazônia (Cooperagrepa), projeto desenvolvido pelo Sebrae e que abrange cerca de 400 produtores e 10 municípios do Norte do Estado.

Dar visibilidade para idéias simples e inovadoras é o que a Expo Brasil vai proporcionar, conta Juarez. Essa concepção será vista ainda em painéis de experiências, onde pessoas de diferentes lugares do Brasil e dos 13 países participantes poderão fazer intercâmbios. “Temos no Brasil, nos últimos 10 a 15 anos, um movimento crescente de desenvolvimento local, que são soluções da população para gerar emprego, inclusão social e qualidade de vida”, atesta. “E às vezes, casos como o da Cooperagrepa não são conhecidos”, completa.

O tom da construção coletiva de soluções para a vida das pessoas em pequenos territórios do país reforça a importância da troca de ações que vão centralizar o evento, na visão do coordenador nacional da Expo Brasil e da Rede de Informações para o Terceiro Setor (RITS), Caio Silveira. “Vai ser um acontecimento que tem como denominador a construção de práticas de baixo para cima e onde as pessoas são protagonistas de uma forma de vida sustentável”, sintetiza sobre o encontro de contribuições a serem mostradas na Expo Brasil. “O evento vai ser uma escola viva de vida”, resume.

Caio informou ainda que há necessidade de um novo olhar para o desenvolvimento, exaustivamente debatido no Brasil especialmente após a crise financeira ocasionada por empréstimos sem lastro nos Estados Unidos. “Desenvolvimento não é só crescimento do PIB”, cobra. “O desenvolvimento se constrói de cada local. As pessoas são protagonistas em suas casas, ruas, cidades e territórios de um desenvolvimento sustentável”, relata. “Vamos discutir na Expo Brasil o que é riqueza. Ela é não só indicadores”, diz.

Ele cita que a Expo Brasil veio para Mato Grosso pela localização estratégica, condições naturais, que o Estado “tem experiências ambientais significativas, que merecem ser vistas e irradiadas para todos”.

GESTORES PÚBLICOS - O superintendente do Sebrae Mato Grosso, José Guilherme Barbosa Ribeiro, comenta a ênfase de um novo comportamento mais formulado por demandas sociais já observado em instituições, no setor público e na iniciativa privada. Ele cita o momento oportuno que a Expo Brasil acontece, antecedendo a posse dos futuros prefeitos. Assim, ela será local dos novos gestores municipais eleitos em outubro procurarem respostas e práticas para sua administração. “Eles poderão trazer suas equipes técnicas e secretários para trocar idéias e conhecer experiências exitosas”, recomenda.

José Guilherme resume a Expo Brasil como um “evento de cidadania”, pois, a população, pela sua necessidade, encontra soluções para os problemas. “A Expo Brasil mostra que o conhecimento tem que ser pulverizado. Quanto mais a sociedade souber, melhor para a vida”, defende.

Ele também cita a Cooperagrepa como um novo modelo de desenvolvimento possível e já aplicado em Mato Grosso. Na medida em que o governo federal, por meio do Ministério de Desenvolvimento Agrário, já utiliza o caso como exemplo para o uso sustentável dos recursos naturais da região amazônica. “São produtos orgânicos, certificados e que estão na merenda escolar. Ou seja, o mato-grossense consome o que é exportado e o que há de melhor na agricultura de Mato Grosso”, mostra o impacto das novas experiências de diferentes pontos do Brasil e dos países participantes. “A Expo Brasil é para tornar conhecidas essas experiências”, avalia.

José Guilherme e a diretora do Sebrae Eneida Maria de Oliveira pontuaram as principais características e o formato de conferências, palestras, oficinas, painéis, programação cultural, feira de iniciativas sustentáveis e mostra de tecnologias sociais da Expo Brasil.

A Expo Brasil é organizada pela Rede de Informações para o Terceiro Setor (RITS), Governo de Mato Grosso, Petrobras, Sebrae, Banco da Amazônia, Banco do Nordeste, Furnas, Eletronorte, com apoio do Ministério do Meio Ambiente, Associação Brasileira de Recursos Humanos, secção Mato Grosso (ABRH-MT), Número Certo e Rede de Tecnologia Social (RTS).


Agência Sebrae de Notícias, 06/11/08

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A crise e a sustentabilidade

Na semana passada, uma pergunta comum freqüentou as mesas de debate e os bastidores de três importantes eventos voltados para a sustentabilidade nos negócios: até que ponto a atual crise econômica mundial prejudicará a expansão do conceito de desenvolvimento sustentável nas empresas?

Entre os especialistas, prevaleceu a opinião de que os estragos provocados pela subprime norte-americana, e por conseqüência, o quadro de restrição ao crédito, quebra de bancos, oscilações nas bolsas de valores, disparada do dólar, intervenção de governos e recessão declarada poderão interromper a escalada ascendente do tema na gestão dos negócios.

Difícil prever o que acontecerá nos próximos dez meses. Até mesmo os analistas mais experientes, zelosos de sua reputação e currículo, preferem o conforto das reticências. O fato é que toda crise – esta em especial pela magnitude e alcance – recomendam, como primeira reação, um pé no freio. Investimentos são repensados, lançamentos adiados e projetos de expansão revistos, à luz dos humores voláteis da economia internacional. Naturalmente, o foco tende a recair sobre a gestão mais cuidadosa e conservadora de recursos financeiros. A noção de risco, ou de proteção de ativos, se sobrepõe momentaneamente à de oportunidade.

No curto prazo, portanto, até que as tensões se acomodem, não será surpresa se as empresas suspenderem, por exemplo, novos investimentos em pesquisa e desenvolvimento de produtos e serviços verdes, em mudanças mais radicais de processos e tecnologias ou no lançamento de novas iniciativas ambientais sob a justificável alegação de que o momento exige cautela. As que têm processos de adoção de tecnologias mais limpas ou de substituição de matriz energética deverão seguir adiante, embora em marcha mais lenta. As menos convictas, que adiavam tomadas de decisão sustentáveis, como, por exemplo, a introdução de produtos ambientalmente responsáveis no mercado, vão esperar a poeira baixar, até porque, na outra ponta, os consumidores, que já parecem pouco dispostos a pagar mais por novidades verdes, estarão mais contidos em seus gastos e, por isso, mais sensíveis a preço e condições de pagamento do que a valores socioambientais.

Tudo, no entanto, que representa economia de custos, como as iniciativas de ecoeficiência e uso racional de recursos naturais e insumos, tende a ser valorizado em tempos de crise. Tudo o que implica investimento financeiro ficará em compasso de espera. Os mais otimistas poderão enxergar na eventual diminuição da atividade produtiva uma trégua ao combalido planeta, do qual – já se sabe - se retiram 30% de recursos além do que é capaz de repor, e no qual são lançadas insustentáveis 23 bilhões de toneladas de carbono. A maioria das pessoas, no entanto, estará preocupada demais com os seus receios individuais concretos para pensar em benefícios coletivos tão abstratos. Empregados ficarão preocupados com os seus empregos, empresas desejarão a recuperação rápida da saúde dos mercados e consumidores quererão de volta crédito e poder de compra.

No médio e longo prazo, a crise econômica poderá ser benéfica para a lógica da sustentabilidade. Isso, é claro, se os mercados tiverem a necessária disposição para aprender as lições que ela encerra. A rigor, a própria crise decorre da valorização de um modelo econômico insustentável, baseado no lucro de curtíssimo prazo, produto de especulação financeira agressiva, dinheiro virtual e alto risco compensado por retornos astronômicos; e também da idéia de crescimento rápido de riqueza (?), fortemente concentrador e gerador de desigualdades sociais e desequilíbrio ambiental.

Os Estados Unidos representam historicamente o principal porta-voz desse modelo—nunca é demais lembrar que o governo Bush resiste a assinar o Protocolo de Kioto por não concordar em reduzir suas emissões de carbono para não abrir mãos das benesses do desenvolvimento econômico. A emblemática China, por sua vez, constitui-se em ícone mais recente. O seu crescimento encanta e inebria o mundo capitalista a ponto de pouca gente se perguntar a custo de quê – um enorme passivo socioambiental -- o país se expande a impressionantes 10% anuais.

Governantes e empresários chineses admitem abertamente, sem constrangimento, que querem fazer como fizeram os ingleses: crescer rápido, formar riqueza e, mais tarde, compensar o planeta pelos impactos causados. O problema está justamente na noção do “mais tarde”. Para o planeta, mais tarde pode ser tarde demais, a considerar as conclusões do relatório das Nações Unidas sobre as mudanças climáticas.

A crise econômica atual advém da escolha de um modelo imediatista, auto-centrado, na maioria das vezes autista, fundamentado no bottom line, na fragilidade das bolhas que estouram ao menor sopro de vento e na idéia da abundância agora independentemente da possível escassez do futuro. Mudá-lo é urgente e necessário. Na crise, surgem também as oportunidades.


Ricardo Voltolini, da Revista Idéia Socioambiental
Publisher da revista Idéia Socioambiental e diretor da consultoria Idéia Sustentável. ricardo@ideiasustentavel.com.br.
Envolverde, 05/11/08
© Copyleft - É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.

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Edital tem até R$ 10,8 milhões para incubadoras de empresas

Chamada pública lançada por Sebrae e Anprotec amplia atendimento a micro e pequenas empresas por meio do apoio a incubadoras de empresas; propostas devem ser apresentadas até 14 de novembro

Apoiar incubadoras do País para que elas prestem serviço de atendimento empresarial a micro e pequenas empresas que estejam fora do ambiente de incubação. Esse é o objetivo do mais novo edital lançado pelo Sebrae Nacional. A ação faz parte de parceria da Instituição com a Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec).

A chamada 08/2008 prevê recursos de até R$ 10,8 milhões, oriundos do orçamento da Unidade de Acesso à Inovação e Tecnologia do Sebrae Nacional. Serão apoiadas até 60 propostas, sendo no mínimo 50% dos projetos destinados a incubadoras das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Para participar, as incubadoras devem atender aos requisitos da chamada pública, que pode ser encontrada no site do Sebrae (www.sebrae.com.br). As entidades devem ser associadas à Anprotec e precisam ter, no mínimo, quatro anos de operação, além de ter ao menos cinco empresas incubadas. Outra exigência é que a incubadora tenha graduado empresas.

As propostas devem ser apresentadas até o dia 14 de novembro. Uma via da proposta deve estar em CD. A outra, impressa, deve estar devidamente rubricada e assinada pela entidade proponente. As propostas terão prazo de execução de seis meses, contados a partir da assinatura do convênio com as unidades do Sebrae nos estados. Há possibilidade de se prorrogar a execução por mais 12 meses, mas isso está condicionado ao desempenho e resultados obtidos na primeira fase do projeto.

O processo de seleção está dividido em duas etapas. Primeiro, os participantes passam por um processo de qualificação por meio das propostas apresentadas. Nessa etapa, há avaliação da infra-estrutura da incubadora e atendimento aos requisitos mínimos necessários para a implantação e operacionalização das propostas.

A partir do dia 1º de dezembro, as incubadoras aprovadas na primeira etapa serão notificadas e chamadas a participar da segunda etapa, que é composta de uma capacitação. Essa fase vai ocorrer no início de janeiro de 2009. Após a capacitação, as empresas deverão apresentar um plano de trabalho de atendimento.

O gerente de Acesso à Inovação e Tecnologia do Sebrae Nacional, Paulo Alvim, explica que esse edital está inserido na estratégia de revolução do atendimento da Instituição. "Esse é o segundo edital de ampliação do atendimento das incubadoras. Estamos aumentando o conjunto de empresas beneficiárias. Com essa ação, as incubadoras, além de abrigarem empresas, prestarão serviço de informação, capacitação e consultoria para as micro e pequenas empresas", diz.

O edital do ano passado previa um aporte de até R$ 5,4 milhões. Ao todo, 14 incubadoras de oito unidades federativas (PA, CE, PB, MG, RJ, AM, PE e DF) foram capacitadas para prestar atendimento a micro e pequenas empresas. Elas já tiveram o plano de trabalho aprovado, celebraram convênio com o Sebrae local e estão em fase de execução do atendimento.

Serviço:
Agência Sebrae de Notícias - (61) 3348-7494 / 2107-9362 / www.agenciasebrae.com.br
Chamada 08/2008 – Prazo para entrega de propostas: 14 de novembro
http://www.sebrae.com.br/customizado/sebrae/institucional/chamadas-de-projetos/inovacao-e-tecnologia


Giovana Perfeito
Agência Sebrae de Notícias, 03/11/08

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Nova lei incentiva formalização

Senado deve votar em novembro projeto de lei que cria a figura do Microempreendedor Individual (MEI) que deve ter receita bruta anual de até R$ 36 mil e apenas um empregado com renda de um salário mínimo
Foto Pedro Henrique/Ag. Rodrigo Moreira


Menos carga tributária e burocracia. Mais formalização de negócios. É o que promete o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 128/2008, que faz ajustes à Lei Geral da Micro e Pequena Empresa (Lei 123/06). O PLC 128 já recebeu parecer favorável do relator, senador Adelmir Santana, e encontra-se na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

Há possibilidade do projeto ser votado no mês de novembro no Plenário do Senado. O projeto cria a figura do Microempreendedor Individual (MEI). Poderão fazer parte da categoria empresários com receita bruta anual de até R$ 36 mil e que tenham até um empregado com renda de um salário mínimo.

Sérgio Henrique da Silva administra junto com o irmão a barraca Thaypee Artesanato na Feira de Caruaru (PE). Ele é um dos empresários com perfil para se tornar um Microempreendedor Individual. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e o Sebrae, existem mais de 10 milhões de empreendedores informais no Brasil. Caso o PLC 128 seja aprovado, o Sebrae estima que até 8 milhões de pessoas possam beneficiar-se com a nova lei.

Tapetes, mantas, artesanatos de madeiras, incensos e bebidas típicas de Pernambuco são produtos oferecidos na Thaypee Artesanato. A loja surgiu há 15 anos, criada pelos pais de Sérgio Henrique. Inicialmente vendiam peças de cerâmicas. Recentemente, quando o casal se aposentou, Sérgio e Mário, seu irmão, assumiram os negócios e trocaram as cerâmicas por outros artigos. “Mudamos os nossos produtos de acordo com as tendências do comércio”, explica Sérgio.

Informal, Sérgio, como outros comerciantes que trabalham na Feira de Caruaru, paga uma taxa municipal, o chamado Chão, para poder vender no local. Ele conta que nunca se formalizou devido à burocracia e ao peso da carga tributária. “Não temos uma renda muito grande para pagar um contador e os impostos”, justifica.

Para o comerciante de Caruaru, a não formalização traz problemas como a exclusão e discriminação de sua empresa pelo sistema financeiro. “Tenho conta bancária apenas de pessoa física”, revela.

Para investir em seu negócio, Henrique conseguiu financiamento no Centro de Apoio aos Pequenos Empreendimentos de Pernambuco em Caruaru (Ceape/PE), entidade que empresta para empreendedores informais. Ele até diz que já obteve crédito em bancos, porém com taxas muito mais altas que as praticadas normalmente no mercado.

Se o PLC 128 for aprovado, os microempreendedores individuais ficarão isentos da maior parte dos tributos. Pagarão mensalmente R$ 45,65 para sua aposentadoria à Previdência Social, R$ 1 de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) e R$ 5 de Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS) quando for o caso. Para se formalizar como MEI esses empresários informais precisarão aderir ao Supersimples.

Ao ser avisado sobre os benefícios em se tornar um MEI e sobre o projeto que está no Senado, Sérgio Henrique se empolga. “É fundamental reduzir a papelada e os tributos”, opina. Para o comerciante, os benefícios do MEI abrem caminho para o desenvolvimento do seu negócio. “Formal eu poderia comprar mercadorias a um preço menor e abrir conta de pessoa jurídica para gerenciar melhor meu capital”, prevê.

Serviço:
Agência Sebrae de Notícias - (61) 3348-7494 / 2107-9362 / www.agenciasebrae.com.br
Assessoria de Imprensa do Sebrae/PE - (81) 2101-8499 e 9928-6307
Thaypee Artesanato – (81) 3723-3534 e (81) 8739-3534
Ceape em Caruaru – (81) 3721-3811



Marcelo Araújo, enviado especial da ASN
Agência Sebrae de Notícias, 03/11/08

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