quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Quanto vale o clique em uma campanha na internet?

Gian Fulgoni: retorno da publicidade online é mais do que cliques em banners

Quanto vale o clique em uma campanha online? Muito pouco se o impacto no comportamento do consumidor não for acompanhado, afirma Gian Fulgoni, presidente e fundador da comScore, empresa norte-americana de análise de dados sobre internet.

Nesta entrevista, Fulgoni fala um pouco sobre como a publicidade online deve realmente ser avaliada, assunto de sua palestra no Digital Age 2.0, evento realizado pelo Now! Digital, nos dias 26 e 27 de agosto, em São Paulo.

Um dos grandes argumentos da mídia online é oferecer mais dados e segmentação sobre o público que o anunciante deseja atingir do que qualquer outra mídia. As empresas realmente sabem como avaliar todas as métricas que a internet oferece?
As ferramentas de publicidade, por exemplo, podem mostrar o verdadeiro número de impressões de anúncios entregues. Mas se alguém quer saber se os anúncios foram entregues no alcance e na frequência planejados para a audiência desejada é preciso levar em conta os efeitos negativos da eliminação de cookies [arquivos gerados pelos sites, que monitoram a navegação do internauta, direcionam conteúdos e quantificam visitas a páginas web].

Dados da comScore e outras pesquisas mostram que 30% apagam cookies mensalmente. Neste caso, a ferramenta de publicidade vai entregar aquele anúncio repetidamente para a mesma máquina, inflando a freqüência e reduzindo o alcance (da campanha). Como resultado, o plano de mídia que é entregue de fato na internet pode variar drasticamente em relação ao que o que foi planejado.

Na sua apresentação durante o Digital Age 2.0, você vai falar a respeito do ‘real retorno sobre o investimento’ (ROI, na sigla em inglês) da internet. Como chegar a ele?
Para medir o verdadeiro ROI em uma campanha de marketing online é necessário olhar além dos efeitos imediatos e medir o impacto latente (as mudanças no comportamento do consumidor causadas pela exposição da publicidade com o tempo, como resultado do acúmulo da exposição de um anúncio). Além disso é preciso verificar as mudanças de comportamento que a publicidade causa no ambiente offline (em uma loja do varejo, por exemplo).

A pesquisa da comScore mostra que incluindo os dois itens citados acima, o verdadeiro retorno pode ser cinco vezes maior do que o imaginado pela análise imediata dos dados online. Mas para medir o verdadeiro ROI de uma campanha publicitária é necessário usar um painel do consumidor, no qual o comportamento pode ser acompanhado com o tempo de exposição à campanha. Não é possível fazer isso apenas usando uma ferramenta e um web site.

Em um post recente no blog da comScore você declarou que “nem tudo que pode ser medido importa”. Neste sentido, quanto tempo os modelos de publicidade baseados em cliques e banners sobreviverão?
Acredito que o custo por clique (pay-per-click) vai sobreviver nas buscas e em banners de resposta direta, onde é relevante. Mas para campanhas de marca, acho que a pesquisa conduzida pela comScore está ajudando a convencer o mercado de que o clique [em um banner, por exemplo] não é uma métrica relevante e que tendo em vista a média de retorno dos cliques em apenas 0,1%, está métrica é claramente equivocada.

Nossa pesquisa mostra que mesmo com um mínimo ou nenhum clique, os banners podem elevar a visitação de um site, bem como as vendas online e offline.

Em uma comparação com a mídia tradicional, você também comentou em seu post que o mercado online tem de caminhar “de volta para o futuro”. O que a internet pode aprender com a mídia tradicional?
Como disse o diretor de inovação digital da Procter&Gamble, Ted McConnell, a “P&G precisa entender o que diz aos consumidores, para quantas pessoas e com que freqüência.”

A internet precisa entender que se deseja aumentar os dólares investidos em campanhas de marca (nos Estados Unidos ela capta somente 5% deste orçamento enquanto fica com 30% da verba destinada a anúncios de resposta direta) deve usar informações de alcance e frequencia.

Campanhas de marketing na mídia social são menos mensuráveis ou os métodos aplicados para analisá-las é que estão incorretos?
Frequentemente as pessoas falam sobre “envolvimento” nas redes sociais. Acho que isso não diz nada sobre a capacidade de um anúncio na rede social modificar o comportamento dos consumidores. E isso é o que realmente importa e precisa ser medido – independente de onde as impressões de um anúncio foram exibidas.


Publicado por Daniela Braun
Idéia 2.0, 09/08/09

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Cliente fica mais satisfeito em McDonald's q tem funcionários mais velhos

Uma pesquisa feita pela Lancaster University Management School para o McDonald's, analisando a performance de 400 dos restaurantes da rede na Inglaterra, descobriu indices de satisfaçao dos consumidores 20% mais alto nas lojas que empregam funcionários com mais de 60 anos.

A empresa atribui o resultado à experiência, ética profissional e capacidade para lidar com os clientes no contato pessoal. Apesar do resultado da pesquisa, o McDonald's nao vai contratar funcionários mais velhos para todos os seus restaurantes.

Noticia do Telegraph.


Blue Bus, 14/08/09

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Anúncios em vídeo publicados em revista impressa

Anúncio da CBS que sairá na revista

Foto Divulgação

Um anúncio em vídeo será publicado pela primeira vez em uma revista impressa. Os pioneiros a adotarem a tecnologia serão a emissora CBS e a Pepsi, cujas propagandas serão veiculadas em cópias limitadas da revista americana de fofocas Entertainment Weekly. Os exemplares com vídeo serão "exibidos" na edição de 18 de setembro da revista, mas com distribuição limitada em Los Angeles e Nova York.

A novidade usa uma tecnologia de chips desenvolvida pela Americhip e semelhante a utilizada em cartões musicais. A tela possui 2,7 milímetros de espessura e traz baterias recarregáveis via USB com duração de até 70 minutos. Cada chip é capaz de armazenar 40 minutos de vídeo e o "play" é ativado quando a página é virada.

O custo da publicidade não foi revelado, mas estima-se que seja muito superior aos tradicionais anúncios impressos. A novidade foi comparada ao jornal fictício da saga de Harry Potter, o Daily Prophet, que tem imagens em movimento.


Veja Online, 20/08/09

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BB decide atuar mais no microcrédito

O Banco do Brasil decidiu atuar mais agressivamente no microcrédito. A partir de hoje, a instituição federal vai duplicar o limite máximo de contratação e o prazo de pagamento dessa linha de crédito e, ao mesmo tempo, decidiu reduzir pela metade o juro nas operações de menor prazo. Segundo a instituição, as novas condições têm como objetivo "democratizar o crédito e incentivar o consumo".

O microcrédito é o segmento dos empréstimos para clientes com renda máxima de até R$ 1 mil. Segundo a instituição federal, o limite de contratação foi duplicado, de R$ 1 mil para R$ 2 mil. Já o prazo máximo para o pagamento das parcelas passou de 24 meses para 48 meses. O primeiro pagamento tem carência de 180 dias. Ou seja, acontece apenas após seis meses da contratação. Nos juros, a taxa cai de 2% ao mês para 0,99% para contratos de até 12 meses. Para clientes que contratarem o crédito com prazo máximo (48 meses), a redução foi menor e taxa caiu de 2% para 1,8% mensais.

Em julho, o BB mantinha R$ 627 milhões emprestados em um milhão de operações de microcrédito. Segundo a instituição, há expectativa de ampliar o valor dessa carteira em até 35% no fim de 2009. Têm acesso à linha de crédito clientes do BB com renda de até R$ 1 mil e que não tenham investimentos financeiros superiores a R$ 3 mil.


Exame, 20/08/09

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Brasil Econômico é novo título de economia do País

Projeto do grupo português Ongoing, que está sendo implementado pelo jornalista Ricardo Galuppo (ex-Forbes, Veja e Exame), será em formato tablóide e tem previsão de lançamento para outubro

Brasil Econômico é o nome do novo jornal de economia do País. O título, um projeto do grupo português Ongoing, que edita em Lisboa o Diário Econômico, tem previsão de lançamento para outubro. O jornal terá formato tablóide e páginas na cor salmão - nos moldes do britânico Financial Times. O local onde funcionará a redação, na cidade de São Paulo, está em obras.

O jornalista Ricardo Galuppo, que acumula passagens por Forbes, Veja e Exame, é quem está tocando a iniciativa. Já o projeto gráfico terá a assinatura do diretor de arte Bonifácio Placeres, mais conhecido como Peninha. O título será uma parceria do grupo português, que terá 30% do capital, respeitando a legislação vigente, e uma família luso-brasileira.

A equipe do novo diário aguarda a chegada do papel-jornal encomendado diretamente da Finlândia para rodar as primeiras edições. A expectativa é que o papel chegue ainda em setembro para que o jornal comece a circular ainda em outubro.


Fernando Murad
Meio & Mensagem Online, 19/08/09

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São Paulo FC atrai verbas para reformar Morumbi

Companhia Athletica é o novo parceiro do clube; Reebok, Visa, Volkswagen, Nobel e Aché Laboratórios já fizeram investimentos para modernizar partes do estádio Cícero Pompeu de Toledo

A rede de academias Companhia Athletica é o mais novo parceiro do São Paulo Futebol Clube no Morumbi Concept Hall, projeto que visa a modernização do estádio Cícero Pompeu de Toledo, o Morumbi, que é a provável sede da abertura da Copa do Mundo do Brasil, em 2014. Pelo acordo, a Companhia Athletica irá construir uma unidade dentro do estádio com 1500 metros quadrados, com número de alunos limitados, que se transformará em camarote VIP nos dias de jogos e shows.

O projeto teve início no meio do ano passado com a inauguração da RBK Concept Store, loja da Reebok, fornecedora de material esportivo oficial do time, e do bar temático Santo Paulo Bar. Ainda no ano passado o clube fechou com a Visa uma parceria para a criação de uma arquibancada vip (espaço para cerca de 15 mil pessoas). Já Volkswagen e Aché possuem camarotes para cerca de 1 mil pessoas. A Nobel, por sua vez, abriu uma livraria no shopping tricolor. Pelo acordo, os parceiros exploram camarotes e placas de publicidade em troca da reforma de áreas do estádio.


Fernando Murad
Meio & Mensagfem Online, 19/08/09

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Vídeo Ajude-nos a Ajudá-los: assista, divulgue, ajude

Achei muito bacana essa iniciativa da Pedigree para a campanha “Adotar é tudo de bom”, que busca aumentar a adoção de cães abandonados em abrigos. Para cada view do vídeo Ajude-nos a Ajudá-los no Youtube ou no site da ação uma refeição será doada para um cão em um dos abrigos apoiados pela campanha.




Para assistir o vídeo, clique aqui.



Depois do jump, relembre alguns emocionantes comerciais da marca.










Laís Andrade
Update or Die, em 14/08/09

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MDS vai investir R$ 3 milhões na implantação de feiras livres

O MDS apoia a implantação de Feira Populares para a comercialização da produção de pequenos agricultores familiares
Os recursos podem ser utilizados por capitais e Municípios de regiões metropolitanas para aquisição de material de consumo, contratação de serviços de terceiros e também aquisição de equipamentos e materiais permanentes

Foto Bruno Spada/MDS

O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) disponibilizou o Edital MDS/SESAN n.º 12/2009 para capitais e Municípios de regiões metropolitanas - constituídas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) - interessados em implantar feiras para comercialização de produtos da agricultura familiar, no âmbito do Programa de Apoio à Agricultura Urbana e Periurbana.

Os recursos podem ser utilizados para a aquisição de material de consumo, contratação de serviços de terceiros e também aquisição de equipamentos e materiais permanentes. São R$ 3 milhões originários da Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (SESAN) do Ministério. Cada Município poderá receber entre R$ 100 mil a R$ 350 mil para a implantação da feira. “O objetivo é atender pelo menos 10 cidades ainda neste ano e, havendo mais recursos, poderá se estender para 2010”, conta Marcelo Piccin, diretor da SESAN. As feiras compõem a Rede de Equipamentos Públicos de Segurança Alimentar e Nutricional.

As propostas devem ser enviadas – até o próximo dia 18 de setembro - por meio do Sistema de Gestão de Convênios e Contratos de Repasse (SICONV), do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Todas as informações estão detalhadas no link disponibilizado no site do MDS: http://www.mds.gov.br/editais/san2009.

O Programa de Apoio à Agricultura Urbana e Periurbana, coordenado pela SESAN, visa a implantação e modernização de Feiras Populares para a comercialização da produção dos pequenos agricultores familiares, em especial os atendidos pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA); chacareiros urbanos e periurbanos; beneficiários do Bolsa Família; membros de associações e cooperativas. Visa também a estruturação de Sistemas Locais aumentando a oferta de alimentos saudáveis, estimulando a produção regional e contribuindo para a estruturação de uma política de abastecimento local. O MDS já apoiou a implantação de 124 feiras até junho deste ano.

Para a seleção, o Ministério do Desenvolvimento Social adota critérios de pontuação que levam em conta a caracterização da realidade socioterritorial e a situação de insegurança alimentar das famílias; a capacidade de gestão e integração das políticas de desenvolvimento social e combate à fome e, finalmente, a qualificação da proposta.

“É muito importante que sejam lidos com atenção todos os critérios de seleção que se encontram no Edital”, explica Piccin. “Ganham pontuação, por exemplo, os Municípios que possuem articulação com Conselhos e Fóruns de Economia Solidária, Cooperativas e Sindicatos de Agricultores Familiares; que tenham Lei Orgânica de Segurança Alimentar e Nutricional (Losan); que possuem dotação orçamentária específica para segurança alimentar e nutricional e que tenham agricultores familiares participando do PAA, além de articulações com assistências técnicas, dentre outros”, completa.

O resultado da seleção do edital será divulgado no dia 30 de setembro de 2009, no link http://www.mds.gov.br/editais/san2009.

Este é o 12.º edital público disponibilizado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome neste ano. Os outros 11 editais - sete para Municípios e quatro para Estados - estão em fase de assinatura de convênios. O total de investimento em segurança alimentar e nutricional do Ministério para este ano é de R$ 703 milhões.

Serviço
Edital n.º 12/2009 – Apoio a Projetos de Comercialização Direta da Agricultura Familiar/Tradicional em Regiões Metropolitanas constituídas pelo IBGE e Capitais
Recursos: R$ 3 milhões
Prazo de inscrição: até 18 de setembro de 2009
Divulgação do resultado final: 30 de setembro de 2009 http://www.mds.gov.br/editais/san2009

Ouça o boletim de rádio: MDS vai investir R$ 3 milhões na implantação de feiras livres

Informações para a imprensa
Adriana Scorza / Dimas Ximenes
(61) 3433-1052
ASCOM / MDS


Adriana Scorza
MDS, 17/08/09

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quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Antecipação de parcela do 13º para aposentados injeta R$ 8 bi na economia

O pagamento antecipado de 50% do 13º salário para 22,8 milhões de aposentados do INSS vai injetar cerca de R$ 8 bilhões na economia, segundo estimativas do Ministério da Previdência Social. Somente em São Paulo, serão R$ 2,3 bilhões.

O pagamento da primeira parcela do adiantamento --que será depositado junto com o benefício de agosto-- começa na próxima terça-feira (25) e vai até o dia 8 de setembro.

Os beneficiários já podem consultar o extrato mensal de pagamento na página do ministério na internet. (http://www3.dataprev.gov.br/cws/contexto/hiscre/index.html)

O ministério lembra que os aposentados que passaram a receber o benefício depois de janeiro recebem o 13º proporcional ao período. Os segurados que estão em auxílio-doença também recebem uma parcela menor, já que esse benefício é temporário.

Não têm direito ao 13º salário os seguintes benefícios: amparo previdenciário do trabalhador rural, renda mensal vitalícia, amparo assistencial ao idoso e ao deficiente, auxílio-suplementar por acidente de trabalho, pensão mensal vitalícia, abono de permanência em serviço, vantagem do servidor aposentado pela autarquia empregadora e salário-família.

Esse é o quarto ano seguido em que o pagamento de parte do 13º é antecipado para agosto. Em acordo firmado entre governo e sindicatos, está previsto que o mesmo ocorra, pelo menos, até 2010.


Eduardo Cucolo
Folha Online, 18/08/09

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COEP lança segunda edição de prêmio que mostra quem faz a diferença

Valorizar quem combate a fome e luta por um Brasil mais justo e melhor. Esse é o objetivo do Prêmio Betinho Atitude Cidadã – lançado nacionalmente pelo COEP (Rede Nacional de Mobilização Social). Cerca de 90 projetos de todo o país concorrem nesta segunda edição. A idéia é dar rosto, voz e reconhecimento a quem participa ativamente da comunidade onde vive, transforma a realidade e faz a diferença, além de estimular a participação de todos.

São exemplos como o de Gláucia Aguiar, uma das vencedoras de 2008. Há 27 anos ela luta em defesa dos direitos das pessoas com deficiência em Brasília. Gláucia está à frente da AMPARE (Associação de Mães, Pais, Amigos e Reabilitadores de Excepcionais), que atende 120 crianças e adolescentes em programas pedagógicos de estimulação e oficinas terapêuticas.

O Prêmio Betinho será lançado na Semana Nacional de Mobilização pela Vida, na primeira quinzena de agosto. Já a seleção dos vencedores acontecerá de 9 de agosto a 16 de outubro e será feita através de votação aberta a todos no site (www.coepbrasil.org.br/premiobetinho). Os concorrentes vindos de todos os estados são indicados pela Rede COEP a partir de suas ações criadas com o intuito de fazer a diferença na vida de pessoas e comunidades.

Os mais votados nos municípios e nas regiões receberão o Prêmio Betinho Atitude Cidadã - que será entregue durante o evento Natal pela Vida, em dezembro. Julio César Santos já vivenciou a experiência. Ele trabalha na ONG Doe Seu Lixo, que atua na geração de emprego e renda através de coleta seletiva de lixo, no Rio de Janeiro. Desde que foi criada, a organização já criou mais de 580 empregos para ex-moradores de rua e impede que cerca de 380 toneladas de lixo sejam jogadas mensalmente em lixões ou aterros sanitários.


redeGIFE Online, 12/08/09

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Fundo Cristão para Criança faz campanha para apadrinhamento


Oportunizar um futuro melhor e mais digno para crianças e adolescente em situação de risco social. É este o objetivo principal do Fundo Cristão para Crianças - CCF, entidade fundada pelo americano Calvitt Clarke e por sua esposa Helen. Em 1938, a casal viajou para a China com o intuito de ajudar as crianças órfãs, por consequência da guerra sino-japonesa. A ajuda era possível por meio de recursos enviados por amigos americanos. Assim, em um cenário de luta e esperança nasceu o sistema de apadrinhamento.

Em 1966 foi inaugurado o primeiro escritório do FCC na América Latina, com sede em Belo Horizonte (MG). A intenção era atender crianças e adolescentes na Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru e Uruguai. Na década de 70, após algumas mudanças na agência de desenvolvimento infantil do Brasil, foram instalados escritórios nacionais nos demais países da América do Sul. Atualmente, o CCF tem cadastradas, em seu sistema, cerca de 85 mil crianças de todos os lugares do mundo.

O Fundo chega às regiões mais carentes para desenvolver programas nas áreas de educação, saúde, segurança alimentar e nutricional, desenvolvimento comunitário e conscientização sócio-ambiental. Antes de se estabelecer é feita uma pesquisa para saber se a comunidade escolhida se organiza de alguma forma, seja por meio de uma ONG, organização de bairro ou associação comunitária. Caso não exista nenhuma forma de organização o FCC estimula a criação de um grupo que possa receber e administrar os recursos. Antes de começar a funcionar a todo vapor, o grupo precisa mapear as necessidades da comunidade.

"Não é só dar o peixe ou ensinar a pescar, o importante é ensinar a vender este peixe". É dessa forma que Rodrigo Leite, coordenador de marketing do FCC, explica o trabalho que é feito nas entidades conveniadas. "Nós estimulamos a liderança e o desenvolvimento das pessoas para quando, futuramente, nós sairmos daquele local para ajudar outras comunidades, as pessoas possam caminhar sozinhas", complementa. Todo o trabalho de acompanhamento das crianças e suporte à comunidade é feito com recursos advindos do sistema de apadrinhamento, de parcerias e de doações espontâneas de indivíduos e empresas.

O sistema de apadrinhamento é simples e pode ajudar crianças de todo o mundo a viverem em uma situação mais digna. De acordo com o regulamento do sistema de apadrinhamento do FCC, qualquer pessoa ou empresa pode colaborar mensalmente com o valor mínimo de R$ 37,00, sem que isso implique em compromisso legal com o afilhado ou a entidade.

Logo que surge um padrinho, é beneficiada a criança que estiver em primeiro lugar na fila. De acordo com Rodrigo em alguns casos isolados o padrinho pode escolher a idade e a região onde a criança se localiza. "Alguns querem acompanhar mais de perto o desenvolvimento da criança e por isso pedem para apadrinhar alguma que more em sua cidade, no entanto, o padrão é que seja seguida a fila", explica.

As crianças beneficiadas se tornam ‘amigas de caneta’ dos seus benfeitores e passam a relatar, por meio de cartas, sua nova vida. Os padrinhos recebem anualmente um relatório do progresso da criança e podem acompanhar seu desenvolvimento. Entretanto, a qualquer momento é possível entrar em contato com o FCC para saber como a criança está.

Atualmente, das 85 mil crianças cadastradas no FCC, 66 mil estão apadrinhas, ou seja, 19 mil ainda aguardam por uma oportunidade para descobrir outra realidade de vida. "De janeiro a julho deste ano recebemos 300 novos padrinhos. Esse número é muito baixo se comparado à quantidade de crianças e adolescentes carentes cadastrados. Hoje, 55 mil estrangeiros e 9.200 brasileiros apadrinham. Mesmo com a crise os estrangeiros ainda estão mais presentes. É importante que o brasileiro possa ajudar cada vez mais", Rodrigo deixa o apelo.

Como forma de sensibilizar a população para as desigualdades sociais e estimular o apadrinhamento, o FCC realiza anualmente uma campanha nacional. Este ano, as peças publicitárias estão mostrando quanta atenção os animais de estimação ganham. Em contrapartida, milhares de crianças também precisam de assistência e amor. "Apadrinhe, ele também precisa de um melhor amigo". A frase está espalhada por outdoors em que aparece a imagem de um cachorrinho sendo tratado com todo amor e conforto. Logo abaixo, está a foto de um garoto com olhar pedindo atenção.

Segundo Rodrigo, a intenção da campanha não é que as pessoas deixem de ter um animal de estimação para apadrinhar uma criança. "Nós acreditamos que muitos querem ajudar, mas não sabem como. Queremos passar às pessoas que com muito pouco elas ‘também’ podem dar atenção a uma criança", afirma.

Até o momento a campanha vem sendo bem aceita e já atingiu 240 padrinhos. A meta é chegar a 1000.

Quem desejar apadrinhar uma ou mais crianças pode entrar em contato com o FCC pelo telefone 0300 313 2003, acessar o site www.apadrinhamento.com.br ou enviar mensagem para o e-mail apadrinhamento@fundocristao.org.br. Basta informar nome, endereço e telefones de contato. Após a contribuição da primeira parcela será efetivado o apadrinhamento. Informações sobre como é feito o controle dos recursos doados ao FCC também podem ser encontradas no site do Fundo.


redeGIFE Online, 15/08/09

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ANDI produz guia sobre infância e juventude para jornalistas

Para auxiliar os jornalistas na cobertura de temas ligados aos direitos infanto-juvenis, a Agência de Notícias dos Direitos da Infância (Rede ANDI) lançou o livro “Estatuto da Criança e do Adolescente - Um Guia para Jornalistas”. Com o guia, os profissionais de imprensa terão informações para realizar uma apuração mais detalhada sobre o assunto.

O livro aborda temas como guarda, adoção, educação, saúde, exploração sexual e medidas socioeducativas. A publicação também traz dicas de apuração, orientações e sugestões de fontes que irão auxiliar na melhor cobertura dos temas relacionados à infância e à adolescência.

A iniciativa é resultado de uma parceria da Rede ANDI com o Instituto Marista de Solidariedade, Instituto Marista de Assistência Social, Fundação Itaú Social e Instituto C&A.


redeGIFE Online, 15/08/09

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Ações sustentáveis reduzem impacto da crise em empresas

As práticas relacionadas à sustentabilidade constituem um importante fator para o enfrentamento da crise econômica mundial. Isso é o que executivos e gestores de 25 empresas de grande porte que atuam no Brasil responderam à pesquisa realizada pela Fundação Brasileira de Desenvolvimento Sustentável (FBDS) em parceria com a COPPEAD/ UFRJ a qual a Razão Social teve acesso com exclusividade.

Intitulado "Os impactos da crise global na agenda de sustentabilidade corporativa: um estudo de empresas brasileiras líderes em sustentabilidade", o levantamento teve como objetivo entender como as companhias reagiram à crise econômica. Segundo a diretora executiva da FBDS e coordenadora do estudo, Clarissa Lins, a ideia foi "mapear os impactos reais da crise na agenda de sustentabilidade corporativa". Para isso, 45 empresas consideradas líderes em sustentabilidade foram contactadas, mas apenas 25 aceitaram fornecer os dados para a pesquisa. Entre as participantes do estudo, estão empresas como Ampla, Bradesco, Braskem, Eletrobras, Itau/Unibanco, Light, Natura, Banco Real, Suzano Papel, Usiminas e Wal Mart.

A conclusão principal do estudo mostra que as empresas não registraram grandes impactos nos investimentos em sustentabilidade e aponta que a transparência e a prestação de contas (por meio dos relatórios GRI, por exemplo) ganham grande valor e ajudam a manter o equilíbrio em um cenário de crise econômica. Isso porque tranquilizam a relação com os diversos stakeholders (grupos de interesse), entre eles os acionistas.

De acordo com a FBDS, isso ocorre porque nessas empresas há um compromisso com a gestão de sustentabilidade, baseado em políticas corporativas bem definidas. Com isso, 45% das companhias disseram não ter havido alteração no cronograma financeiro previsto para projetos de sustentabilidade. Vinte e cinco por cento afirmaram ter havido redução ou cancelamento de projetos e atividades em função da crise econômica. Os outros 30% dizem respeito às companhias cujos investimentos sofreram atrasos nos desembolsos.

Um impacto da crise apontado pelos executivos tem sido a dificuldade de manter o conceito de sustentabilidade como prioridade dentro das corporações. Eles indicam como principais desafios o engajamento da cadeia de valor, o papel da regulamentação, o desenvolvimento de novas tecnologias e a incorporação da sustentabilidade nos negócios.

Em um cenário de restrição ao crédito, 31% das empresas optou por conter custos, 26% gerir fluxo de caixa de maneira mais prudente e 10% rever o cronograma físico-financeiro de desembolsos. Os projetos de sustentabilidade foram afetados na mesma proporção, o que mostra que eles estão incorporados à gestão. Já sobre possíveis aprimoramentos tecnológicos, os resultados mostram que 19% das empresas apostam no desenvolvimento de tecnologias em energias renováveis e em tecnologias focadas em maior eficiência produtiva, e 13% acredita na utilização menos intensiva de recursos naturais.

As informações são do caderno Razão Social, do O Globo, editado pela jornalista Amelia Gonzalez.


redeGIFE Online, 15/08/09

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Computadores para inclusão

O Projeto Computadores para Inclusão - Projeto CI envolve a administração federal e seus parceiros num esforço conjunto para a oferta de equipamentos de informática recondicionados, em plenas condições operacionais, para apoiar a disseminação de telecentros comunitários e a informatização das escolas públicas e bibliotecas.


Com este esforço, está sendo criada uma rede nacional de reaproveitamento de equipamentos usados, recondicionados por jovens em formação profissionalizante, em oficinas que deverão proliferar em diversas partes do país.

Centros de Recondicionamento de Computadores
As oficinas são denominadas Centros de Recondicionamento de Computadores (CRCs), espaços físicos adaptados para o processo de recepção de equipamentos usados, triagem, recondicionamento, armazenagem, entrega e descarte ambientalmente correto de componentes não aproveitáveis.

Seleção de beneficiários
A seleção de projetos que receberão os computadores e periféricos recondicionados é de responsabilidade da Coordenação Nacional do Projeto CI, composta por representantes dos Ministérios do Planejamento (MP), Educação (MEC) e Trabalho e Emprego (MTE), dos CRCs integrantes da rede e dos parceiros que aportam recursos e/ou serviços.
» conheça os critérios de seleção

Mais informações aqui.


Fonte: Computadores para Inclusão

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terça-feira, 18 de agosto de 2009

Especialização gratuita em gestão cultural

O Observatório Itaú Cultural e a Cátedra Unesco em Gestão Cultural da Universidade de Girona, na Espanha, oferecem curso de especialização em gestão cultural, com o apoio da Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI).

O curso gratuito, com 35 vagas, será realizado entre setembro de 2009 e julho de 2010 com módulos presenciais e virtuais.

Ele é voltado para graduados em ciências humanas (artes, literatura, sociologia, história, antropologia, direito, administração, economia etc.) e para profissionais com nível superior de qualquer área com experiência em instituições culturais (museus, centros de cultura, secretarias e ministérios, institutos culturais etc.).

As inscrições vão até 31 de agosto de 2009 com o preenchimento de formulário on-line. Após o preenchimento da ficha de inscrição, será enviado ao e-mail do candidato um número de cadastro e informações para o envio, novamente por e-mail, dos documentos necessários à seleção: currículo e carta de intenção de uma lauda.

Edital: http://www.itaucultural.org.br/programacao/descritivo_catedra.pdf


Portal Gestão Social, 09/08/09

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Welcome to the World of Socialnomics

Esse vídeo é para quem ainda acha que essa coisa de redes sociais é só uma besteira de adolescente. Abaixo alguns números (impressionantes). E, acredite, é muito maior do que você pensa:


1. Midias sociais ultrapassaram o pornô como atividade número 1 da web.

2. 1 em 8 casais casais casados nos EUA no ano passado se conheceram através de uma rede social.

3. Números de anos para atingir 50 milhões de usuários:
  • Radio 38 anos
  • TV 13 anos
  • Internet 4 anos
  • iPod 3 anos…
  • Facebook adicionou cerca de 100 milhões de usuários em menos de 9 meses…
  • iPhone apps bateram 1 bilhão em 9 meses.
4. Se o Facebbok fosse um país seria o 4° maior do mundo.

5. 80% das empresas usam o LinkedIn como ferramenta prioritária para encontrar novos empregados.

E por aí vai…. dá uma olhada.


As fontes do vídeo são infinitas e, em príncipio, confiáveis. Confere aqui.


via WolffOlins
Renata Bokel
Update or Die, 17/08/09

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Novo site traz relação de doadores da América Latina

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a Fundação Avina criaram um novo banco de dados no qual é possível encontrar informações sobre 547 investidores sociais da América Latina e do Caribe. O site www.lacdonors.org é de acesso gratuito e irrestrito a qualquer interessado. Lá, é possível encontrar dados sobre fundações privadas e familiares, institutos, organizações de fomento, programas corporativos de doação, agências de desenvolvimento, entre outras instituições sociais que praticam investimento social.

O site é uma ferramenta interativa, capaz de encurtar a distância entre a organização que procura um apoiador e o investidor social que procura parceiro para uma determinada causa. Lá, estão informações como: tipo de instituição, país de origem, endereço, telefone e e-mail para contato, área de atuação, número de escritórios, áreas de interesse de atuação, montante de investimento social, entre outros. O conteúdo está disponível em inglês ou espanhol e a versão em português está prevista para breve.

A ideia de criar o banco de dados surgiu quando o BID decidiu abrir o novo Escritório de Divulgação e Parceria para incentivar o investimento social na região. O Banco precisava conhecer em profundidade a situação filantrópica local para atuar de forma mais efetiva. Quando soube, em 2008, que a Fundação Avina estava prestes a divulgar o estudo Doadores para a Sociedade Civil Latinoamericana: Doadores Europeus, ONGs Internacionais, Doadores Latinoamericanos e Fundações dos Estados Unidos, realizado entre 2007 e 2008, decidiu unir forças para esse mapeamento. A pesquisa serviu de base para o projeto. Acesse a íntegra da pesquisa em inglês e espanhol.

“O site pode se tornar um poderoso recurso na promoção do crescimento da filantropia e do investimento social”, afirma Bernardo Guillamon, assessor do Escritório de Divulgação e Parceria do BID. “Isso significa ir além da formação de alianças estratégicas com o BID, é ligar entre si doadores e parceiros potenciais”, avalia. Outra funcionalidade potencial da ferramenta é identificar tendências de filantropia na região. “Para isso, é necessário incluir informações precisas sobre os montantes doados”, explica.

As instituições interessadas também podem se cadastrar. É necessário preencher um formulário prévio, solicitando a inserção no sistema e apresentar informações sobre suas atividades, projetos, governança e financiamentos. Esses dados podem ser consultados pelos investidores sociais. “Isso aumenta o nível de confiança do doador no trabalho da organização social, tornando o caminho mais fácil para o apoio às causas”, conclui o assessor do BID.


Fonte: IDIS
ABCR, 17/08/09

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segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Sistema Nacional de Cultura realiza série de seminários

O Sistema Nacional de Cultura (SNC) está realizando série de 30 seminários até o início de dezembro, em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal. A idéia é fornecer informações aos gestores públicos e privados de Cultura que darão subsídios para implantação dos sistemas municipais e estaduais.

Nas oficinas, os palestrantes informarão propostas do MinC, experiências exitosas e casos práticos das políticas que buscam atender os princípios do SNC. Essas informações darão subsídios aos gestores e membros dos conselhos de cultura para implantarem, nos seus respectivos municípios e no estado, as bases locais para o desenvolvimento do SNC. Para o coordenador geral de Relações Federativas e Sociedade da Secretaria de Articulação Institucional do Ministério da Cultura e do SNC, João Roberto Peixe, “os seminários trarão fortalecimento institucional, diálogo com gestores públicos estaduais, municipais e membros dos conselhos de cultura”. Mais informações podem ser encontradas no Blog do SNC: http://blogs.cultura.gov.br/snc

Oitavo seminário
Do primeiro encontro, realizado em Salvador, no dia 6 de julho, participaram mais de 300 municípios, o que representa 72% dos 417 municípios baianos. Depois, em Maceió, nos dias 13 e 14 de julho, o segundo seminário contou com a participação de 85 dos 102 municípios alagoanos. No terceiro, em Recife, nos dias 17 e 18 de julho, 83% dos municípios pernambucanos estavam representados. No quarto, em Natal, nos dias 27 e 28 de julho, dos 167 municípios, metade participou. Em Fortaleza, nos dias 3 e 4 de agosto, 74% dos 184 municípios enviaram seus representantes. Em Teresina, nos dias 6 e 7 de agosto, das 224 cidades, metade esteve representada. No mais recente evento, em Aracaju, 100% de participação municipal. Os próximos seminários serão realizados em São Luís (MA), nos dias 17 e 18 de agosto, e João Pessoa (PB), nos dias 20 e 21 de agosto. Em São Paulo, dois seminários serão realizados: nos dias 27 e 28 de agosto, em São Paulo; e 31 de agosto e 1º de setembro, em Ribeirão Preto.

Histórico
A base institucional do SNC há muito vem sendo construída em todas as instâncias federativas. Órgãos específicos para gestão da política cultural, Conselhos de Política Cultural, Fundos de Financiamento da Cultura e Sistemas Setoriais (museus, bibliotecas, informação, entre outros) foram criados; Conferências de Cultura foram realizadas; e Planos de Cultura elaborados e em tramitação nos Legislativos. Todavia, estas iniciativas não foram articuladas dentro de uma estratégia comum, especialmente, no que trata da inter-relação entre os componentes do SNC, seja no âmbito de cada ente federado, seja entre eles.

Atualmente, um dos grandes desafios do MinC é construir essas articulações onde elas inexistem, a exemplo dos subsistemas setoriais com o SNC, e reestruturar as instâncias pré-existentes, especialmente, os conselhos constituídos em outro contexto político e que não atendem aos critérios previstos no SNC. Segundo Peixe, “o SNC é fundamental para o avanço da gestão cultural no Brasil, pois consolidará um modelo de administração com compartilhamento de competências, decisões e recursos. Além de democratizar os processos decisórios, trará economicidade, eficiência, eficácia, eqüidade e efetividade na aplicação dos recursos públicos”.

SERVIÇO
Seminários de Gestores Culturais

Locais
Em São Paulo: Espaço Cultural Funarte/Sala Guiomar Novaes
Alameda Nothmann, 1058 - Campos Elíseos

Em Ribeirão Preto: Teatro Municipal de Ribeirão Preto
Praça Alto do São Bento, s/n

Datas:
Em São Paulo: 27 e 28 de agosto
Em Ribeirão Preto: 31 agosto e 1º de setembro

Em ambas as cidades, a programação será a mesma. As atividades terão início às 8:00 no primeiro dia e às 8:30 no segundo dia.

PROGRAMAÇÃO
PRIMEIRO DIA - MÓDULO I - SISTEMA NACIONAL DE CULTURA
EM SÃO PAULO - 27 DE AGOSTO
EM RIBEIRÃO PRETO - 31 DE AGOSTO
8h - Credenciamento
9h - Abertura
10h - Café
10h30 - TEMA I: O Desenvolvimento do Sistema Nacional de Cultura: Estruturação, Institucionalização e Implementação
12:30 - Almoço
14h - TEMA II: Sistemas Setoriais de Cultura
15h00 - TEMA III: Instancias de Participação no Sistema Nacional de Cultura
16h15 - Café
16h30 - TEMA IV: Formulação e Implantação dos Planos Estaduais e Municipais de Cultura
17:30 - TEMA V: Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais

SEGUNDO DIA - MÓDULO II - GESTÃO E PROGRAMAS EM CULTURA
EM SÃO PAULO - 28 DE AGOSTO
EM RIBEIRÃO PRETO - 01 DE SETEMBRO
8h30 - TEMA VI: Acordo de Cooperação Federativa
10h30 - Café
10h45 - TEMA VII: Programas Federativos na Área da Cultura
12h45 - Almoço
14:30 - TEMA VII: Construção e Institucionalização dos Sistemas Estaduais e Municipais de Cultura
16h - Debate sobre a construção do Sistema Estadual e dos Sistemas Municipais no Estado de São Paulo
18h - Café de encerramento


Marcos Araujo
Ministério da Cultura, 17/08/09

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As 1001 utilidades de uma marca - O caso da Bombril é um exemplo de como uma marca sólida pode salvar uma empresa até das mais profundas crises

Tentativa de limpar a casa - Ronaldo Ferreira, hoje no comando: corte de custos e executivos no lugar dos amigos

Foto Lailson Santos

A Bombril está comemorando: registrou um lucro de 84 milhões de reais no primeiro semestre de 2009. Não se trata de um resultado como qualquer outro. É a primeira boa notícia em muitos anos - e o primeiro sinal palpável de que uma crise que, muitos apostavam, obrigaria a empresa a fechar as portas pode estar se revertendo.

O processo de decadência começou na década de 80 - mas atingiu seu auge entre 2002 e 2006, quando a Bombril chegou a paralisar a produção por falta de dinheiro para comprar matéria-prima. Nesse longo período, sucederam-se episódios negativos, como a guerra por poder travada entre os herdeiros, que chegaram a trocar socos e xingamentos nos corredores da fábrica de São Bernardo do Campo, desvios de dinheiro e uma coleção de fraudes financeiras.

De 2006 para cá, teve início uma reestruturação radical, capitaneada por um dos três herdeiros, o economista Ronaldo Sampaio Ferreira, o único que ainda está lá. Nos quadros de administração, parentes e amigos foram substituídos por executivos tarimbados, que renegociaram uma dívida astronômica, frearam gastos e enxugaram custos fixos, além de trazer à Bombril novas práticas de gestão e governança corporativa.

Certamente, a empresa não teria permanecido viva se não estivesse apoiada numa marca tão forte, criada pelo comerciante Roberto Sampaio Ferreira em 1948 e até hoje sinônimo do produto que é, de longe, seu carro-chefe: a lã de aço. Diz o consultor René Werner: "Por mais trapalhadas que houvesse na empresa, elas nunca respingaram na marca".

O mesmo rosto - Carlos Moreno, na década de 70: 31 anos no ar
Foto Divulgação

Marcas valiosas ajudam a explicar a longevidade de algumas das mais antigas empresas brasileiras, como, por exemplo, Hering e Lupo (veja reportagem). Mas nenhuma marca nacional, seja qual for o setor de atuação da companhia, é mais sólida do que a Bombril. Isso se vê em números. Suas lãs de aço chegam a 80% das casas brasileiras, um recorde para qualquer setor. Trata-se ainda do segundo artigo de limpeza mais vendido no país, atrás apenas do sabão em pó Omo (da multinacional Unilever). Em nenhum outro lugar do mundo a lã de aço foi tão assimilada quanto no Brasil, que concentra dois terços do mercado mundial desse produto. A razão é cultural. Os brasileiros revelam um apreço pelo brilho na limpeza como ninguém mais, segundo mostram as pesquisas. Além disso, conferiram vários usos à tal lã, como afixá-la à antena da televisão para melhorar a imagem e até servir de adubo para plantas. Nos anos 70, um produto parecido surgiu no Brasil - mas vinha com detergente, tal qual nos Estados Unidos, e não vingou. A antiga versão já havia sido incorporada aos hábitos locais. Conclui Alexandre Zogbi, da consultoria Interbrand: "A Bombril é um daqueles casos raros em que um vínculo emocional liga as pessoas a um produto - e à sua marca".

No ápice da crise, em 2003, foi justamente a marca que salvou a empresa do pior. Sem crédito na praça e com 570 títulos protestados, a Bombril precisou demitir 30% de seus funcionários e paralisou a produção. "Só se via gente ociosa. O silêncio das máquinas era o maior sinal da decadência", recorda-se a gerente de novos produtos, Adelice de Moraes, há 33 anos lá. Nesse tempo, os executivos da Bombril batiam à porta das grandes redes de supermercados e atacadistas, implorando para que fizessem compras antecipadas e mais: que pagassem à vista. Em troca, concediam-lhes descontos graúdos. Havia um detalhe peculiar nessa transação: com prateleiras abarrotadas de Bombril, os supermercados não colocavam à venda a nova mercadoria. Ela ficava armazenada em depósitos. Por que, então, essas redes seguiam comprando mais e mais lãs de aço? "Para manter a Bombril de pé", explica Hélio Mariz de Carvalho, da consultoria FutureBrand, que acompanhou o caso. "Se a empresa morresse, provavelmente desapareceria com ela uma marca que atrai gente às lojas."

Mudanças na fábrica - Vendendo menos lã de aço, a saída é diversificar
Foto Lailson Santos

A história da dívida da Bombril - de 450 milhões de reais só de impostos devidos à União, mais a quantia relativa a multas por operações financeiras irregulares, cujo valor ainda se discute na Justiça - remete a meados dos anos 80. Foi quando o governo federal incluiu a lã de aço na cesta básica. Poderia ter sido bom, caso o preço não fosse tabelado e tão baixo. Para piorar, o valor do produto ainda se depreciava com a inflação de dois dígitos, e a empresa perdia dinheiro, o que se agravou nos anos seguintes, aí por má administração. Nesse contexto, o italiano Sergio Cragnotti, então dono da Cirio, até hoje uma das marcas mais conhecidas do ramo de alimentos na Europa, comprou a Bombril dos irmãos Ferreira.

A gestão do empresário italiano foi decisiva para levar a Bombril ao fundo do poço. Ele liderou uma série de transações financeiras duvidosas. Por algumas delas, é acusado de lavagem de dinheiro. Cragnotti retirava dinheiro da Bombril e com ele simulava, por meio de contratos falsos, comprar títulos da dívida americana. Numa outra operação, fez ainda a Bombril arrematar a Cirio - fraude em que o comprador e o vendedor são a mesma pessoa, mais conhecida no mercado como "Zé com Zé". Mesmo assim, a Bombril continuou, por um bom tempo, a obter crédito e a captar dinheiro no mercado de ações, no qual havia ingressado em 1984. "Isso só foi possível porque, naquela época, a fiscalização das empresas na bolsa era bem menos vigilante", diz o economista Maílson da Nóbrega. Em 2003, já com uma maior transparência do sistema e a má situação da Bombril cristalina, as ações da companhia chegaram à sua pior cotação na década - 2,80 reais. Hoje, o valor é de 6 reais.

"É um milagre a Bombril ter sobrevivido, ela era o avesso de uma empresa moderna", diz o economista José Bacellar, um dos três administradores apontados pela Justiça para gerir a companhia depois do escândalo Cragnotti. Sobre esse período, ele incluiu um capítulo no livro A Surdez das Empresas, que fala de sua experiência na reestruturação de empresas. Lançado recentemente, o livro foi alvo de uma ação legal e chegou a ser retirado das prateleiras. O autor da ação foi Ronaldo Sampaio Ferreira .- que decidiu reassumir o comando da empresa e tem feito tudo para proteger sua imagem. Colecionador de carros de luxo, como o Mercedes 300 SL, uma raridade, e criador de gado, Ronaldo reconhece que é capaz de atos inconsequentes. "Sou um apaixonado por novidades", comenta. Ele aprendeu a manter os pés no chão a um custo alto.

A palavra do dia hoje na Bombril é diversificar a linha de produtos. Não é apenas por causa da concorrência. A Bombril, que já teve 90% do mercado de lã de aço no Brasil, agora detém uma fatia de 70% (os outros 30% estão nas mãos da Hypermarcas, dona da Assolan). A diversificação é também necessária porque a procura pelo produto tende a encolher - caiu 10% somente no ano passado. Os hábitos de consumo estão mudando. As panelas de hoje não precisam mais ser areadas. As televisões tampouco têm antena. Mais preocupadas em manter as unhas benfeitas, as mulheres começaram a buscar produtos de limpeza até com hidratante. Para manter sua tão valiosa marca, a Bombril tem pela frente o desafio de adequar-se aos novos tempos.


Cíntia Borsato
Veja, 16/08/09

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Sem Lei Rouanet, São Paulo ganha novo teatro de US$ 35 milhões e mais de 1400 lugares

Um novo teatro de 1.457 lugares e mais de 7 mil metros quadrados será inaugurado na primeira quinzena de setembro em São Paulo, dentro do shopping Bourbon

Batizado de Teatro Bradesco, o empreendimento feito em sociedade entre o banco, o grupo varejista gaúcho Záffari e a Opus Produções (produtora cultural), custou cerca de US$ 35 milhões. Segundo os investidores, os recursos usados na construção do teatro são 100% privados e não houve uso da lei Rouanet (incentivo fiscal).

Criado pelo mesmo grupo de arquitetos responsáveis pela reforma da Sala São Paulo, o teatro terá múltiplos usos, podendo abrigar concertos, óperas, balé, shows, musicais nacionais e internacionais e até pré-estreias de cinema.

- É um teatro capaz de receber as maiores produções nacionais e internacionais - garante o diretor da Opus, Carlos Conrad.

O palco tem 600 metros quadrados e um fosso de orquestra móvel - o primeiro deste tipo usado na América Latina. Varas motorizadas, instaladas uma a cada 30 cm em uma altura de 27 metros, permitem a troca rápida de cenários, além de possibilitar que vários espetáculos diferentes estejam em cartaz simultaneamente. Um elevador é capaz de trazer um carro ao palco.

- Projetamos o palco para que ele fornecesse toda a infraestrutura e tecnologia. É um teatro diferenciado, que não deve nada às melhores casas da Europa e dos Estados Unidos - afirma Ismael Soler, responsável pela arquitetura cênica.

Na coletiva de apresentação do teatro, realizada na manhã de terça-feira, os empreendedores não quiseram revelar qual espetáculo vai inaugurar a casa.

- Queremos fazer um soft open, testando a casa para nós mesmos - explicou Claudio Luis Záffari, diretor do Grupo Záffari.

Está previsto na programação, o musical “Hairspray” ( em cartaz no Rio, no Oi Casa Grande ), com Edson Celulari e direção de Miguel Falabella. A temporada paulista deve acontecer no final de 2009 ou início de 2010.

Os cantores Ney Matogrosso e Simone também devem estrear shows no novo teatro, que deve receber ainda uma companhia de balé russa.


Márcia Abos,
O Globo, 12/08/09

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domingo, 16 de agosto de 2009

SPVôlei projeta arrecadar R$ 4,5 milhões na temporada

Parceria entre a Federação Paulista de Volleyball (FPV) e a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) delega à J. Cocco Sport Marketing a administração e o marketing da modalidade no estado; Bandsports e Sportv podem dividir direitos de transmissão

Com o objetivo de manter um campeonato de alto nível e de difundir o esporte no interior do estado, a Federação Paulista de Volleyball (FPV), em parceria com a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) e com a J. Cocco Sport Marketing, criou o projeto SPVôlei. A iniciativa visa profissionalizar a administração e a gestão de marketing e regionalizar a modalidade no estado, para depois, em parceria com a CBV, replicar o modelo em outras federações.

"O Brasil vencer mais uma Olimpíada ou Mundial não é notícia. A notícia é se o Brasil perder. Como ir além das vitórias? É preciso regionalizar. O SPVôlei pretende consolidar o vôlei paulista criando um modelo para o Brasil. CBV tentará passar sua experiência de sucesso para as federações", conta José Cocco, presidente da J Cocco Sport Marketing, que a partir de agora cuidará da administração do esporte no estado.

A grande vitrine do projeto é o Super Paulistão 2009, que será disputado a partir deste mês por oito equipes tanto no masculino quanto no feminino, com craques como Giba, Gustavo, Serginho, Mari, Fofão e Sassá. No plano de marketing estão previstas cotas para naming rights dos dois torneios, além de propriedades de patrocínio nas arenas. "O campeonato tem potencial para arrecadar R$ 4,5 milhões, mas depende das negociações", pontua Cocco. Penalty, Playpiso, Mondo e Gatorade já são parceiros da FPV.

Uma possível novidade do torneio deste ano será a transmissão ao vivo em dois canais de TV por assinatura. A agência de Cocco negocia com Bandsports e Sportv, que exibiu o torneio nos últimos anos e tem o direito de preferência na renovação. No entanto, o canal da Globosat precisa cobrir a proposta do canal da família Saad - que já aceitou a divisão dos direitos.

Além da transmissão de 34 partidas ao vivo, contra 18 do Sportv, um fator importante dentro da proposta do Bandsports para os organizadores e patrocinadores é o compromisso do canal de chamar os times pelos nomes registrados na federação, ou seja, pelo nome dos patrocinadores. A relutância de alguns veículos de comunicação em chamar as equipes pelo nome dos patrocinadores é apontada por especialistas como um dos motivos para saída de investidores.

No primeiro semestre deste ano, por exemplo, uma série de equipes chegaram ao fim com o encerramento dos investimentos de empresas como Finasa, Brasil Telecom, Medley, Ulbra e Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul). A Unisul, por sinal, citou em comunicado oficial à época que a "decisão da emissora de televisão, exclusiva na transmissão dos jogos, de omitir o seu nome na identificação da equipe" foi um dos fatores para encerrar o apoio - leia mais sobre isso aqui -. A decisão sobre os direitos de transmissão deve sair nos próximos dias.

Dentro do plano de ação do SPVôlei está previsto ainda a a realização de rodadas duplas (com transmissão ao vivo de ambos os jogos) em cidades estratégicas do inteior para a difusão do esporte. Chamado de Fest Vôlei, a iniciativa terá clínicas de vôlei nas escolas, torneio intercolegial (SuperPaulistão Colegial de Vôlei), campeonatos abertos (SuperPaulistão Aberto de Vôlei) e seminários e palestras sobre marketing esportivo e gestão para o público local. Outras informações na próxima edição impressa de Meio&Mensagem que circulará com data de capa de 17 de agosto.

Confira as equipes que participarão do campeonato paulista:

Feminino
Apiv/Supricel/Amphpla (Piracicaba)
Blausiegel/São Caetano
Carmen Steffens/AFV
Osasco
Pinheiros/Mackenzie
São Bernardo
Taboão/UniÍtalo
Vôlei Futuro (Araçatuba)

Masculino
Climed/Atibaia
GAC Logistics/Santo André
Lupo/Náutico/Let´s (Araraquara)
Pinheiros/Sky
Santander/São Bernardo
Sesi/São Paulo
Ulbra/São Caetano
Vôlei Futuro (Araçatuba)


Fernando Murad
Meio & Mensagem Online, 10/08/09

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Grupo Pão de Açúcar patrocina a CBF

Investimento de US$ 5 milhões é inferior aos demais contratos da seleção brasileira

A Confederação Brasileira de Futebol e o Grupo Pão de Açúcar devem oficializar nos próximos dias um contrato de patrocínio de US$ 5 milhões, por um ano. O montante envolvido no acordo, que não inclui exposição de marcas nos uniformes da seleção brasileira, é inferior aos dos demais contratos da CBF.

A Nike paga US$ 25 milhões anuais, enquanto Ambev, Itaú, TAM e Vivo pagam US$ 15 milhões por ano. Já o contrato com a Gillette gira em torno de US$ 10 milhões.


Fernando Murad
Meio & Mensagem Online, 10/08/09

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sábado, 15 de agosto de 2009

Investimento Social Privado em foco III

Quais os rumos da filantropia e do investimento social privado no Brasil e no mundo? Qual a papel dos investimentos sociais no desenvolvimento de um país, ou em menor escala, no desenvolvimento comunitário? São algumas das discussões trazidas por Jeffrey Bell, diretor da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), em entrevista para Ideia Socioambiental, a terceira da série Investimento Social Privado em Foco.

Na opinião do especialista já existe no Brasil uma cultura corporativa muito forte por responsabilidade social. Ele também reforça que podemos esperar o contínuo crescimento da filantropia e do investimento social privado tanto no Brasil quanto no mundo.

Confira essas e outras ideias a seguir:

Ideia Socioambiental: Como o desenvolvimento comunitário pode ser estratégico para uma empresa? E como o ISP pode impactar de maneira positiva a realidade das comunidades para as quais se volta?
Jeff Bell: Estrategicamente, atividades de desenvolvimento comunitário podem ser uma
maneira especialmente poderosa para estimular a visibilidade de uma empresa
em determinada comunidade. Nesse sentido, acredito que atividades que visam
o desenvolvimento comunitário são um dos veículos mais importantes e um dos
melhores caminhos para uma empresa estabelecer boas relações públicas e criar uma boa reputação - o ponto central, obviamente, é gerar novas receitas para a empresa. No entanto, penso também que as empresas querem ser boas corporações para os cidadãos e vizinhos das comunidades em que operam, de onde podem vir também muitos dos seus colaboradores.


Quanto à segunda parte da questão, acredito que comunidades que estão procurando estabelecer parcerias para trabalhar com o setor privado, que têm disponibilizado para essas novas fontes ou fundos de financiamento para a resolução de problemas importantes em suas comunidades. O mais importante aqui é a voluntariedade das comunidades em agir como parceiros, não apenas como receptores, a fim de auxiliar o direcionamento das discussões que determinarão exatamente onde os projetos e investimentos do setor privado devem estar.

I.S: Qual é o papel da filantropia e do investimento social privado no desenvolvimento
dos países?
J.B: A filantropia e o investimento social privado estão desempenhando atualmente
um papel crescentemente importante no desenvolvimento dos países. Uma análise completa realizada pela USAID's Global Development Alliance (GDA) mostrou o crescimento de 30% do capital privado nos anos 1960 para 80% em 2005. Mesmo que o financiamento público de desenvolvimento, a força motriz do mercado internacional, tenha diminuído em proporção, o que representa menos de 17% em 2005, o valor total da ajuda ao desenvolvimento aumentou.

I.S: A evolução do investimento social privado está relacionada ao nível de desenvolvimento de um país?
J.B: Em parte sim. Quando o potencial econômico de um país aumenta, as empresas vêem um número crescente de potenciais consumidores para seus produtos e serviços. Sendo assim, o investimento social privado faz sentido, estrategicamente, como forma de gerar uma boa reputação, nome e reconhecimento, ou qualquer outro tipo de propaganda e de publicidade que eles sentem que seria benéfico para eles no mercado. Acredito também que um crescente número de empresas está reconhecendo a existência de uma responsabilidade moral para investir em projetos sociais nas áreas em que atuam. Esse reconhecimento pode surgir de variadas formas: pode vir do presidente ou CEO, dos empregados da companhia ou resultar da pressão dos acionistas. A pressão para que as companhias sejam mais socialmente responsáveis para com as comunidades onde atuam está começando a crescer. Pode muito bem ser que ao fazê-lo, elas estejam ajudando seu ponto de partida, mas acredito que os cálculos de custo/ benefício em agir com responsabilidade está se tornando menos importante do que a pressão / desejo de um comportamento responsável e generoso.

I.S: Que desafios os BRICs enfrentarão para desenvolver o investimento social privado?
J.B: Quando falamos nos países BRIC, temos de reconhecer que cada um possui suas
características individuais, experimentando assim seus próprios desafios. O que pode ser um desafio para a Índia, por exemplo, pode não ser para o Brasil. E em se tratando de Brasil, existe uma cultura corporativa muito forte em responsabilidade social.

I.S: Em sua opinião, o que caracteriza o investimento social ou filantropia praticado por um país?
J.B: A grau de investimento social praticado por um país depende de inúmeros fatores, sendo um dos mais importantes a estrutura tributária que legisla o investimento social privado. Além disso, há uma série de outros fatores: Por exemplo, eu acho que tem que haver uma massa crítica de organizações operando e competindo em qualquer país. Se partirmos da suposição de que, estrategicamente, o investimento social é realmente um investimento em relações públicas, quando os consumidores têm pouca escolha entre produtos ou serviços em um país, não faz muito sentido para uma empresa olhar para o investimento social como uma forma de angariar boas relações públicas. Sem concorrência, as relações públicas tornam-se muito menos importantes e os investimentos sociais menos atraentes. Além disso, seguindo a lógica acima, acho que as atividades derivadas do investimento social em muitos casos são repetitivas. Uma vez que uma empresa decide aplicar um investimento social, a melhor coisa que os outros podem fazer é o mesmo. Então países com altos níveis de investimento social privado provavelmente manterá níveis elevados.

I.S: Quais as principais tendências para o Brasil e para o mundo nos setores de
filantropia e ISP?
J.B: Se os últimos 30 anos podem servir de indicação, podemos esperar pelo contínuo
crescimento da filantropia e do ISP tanto no Brasil quanto no mundo. Organizações doadoras reconhecem o crescimento dos fundos privados e estão cada vez mais a procura de alavancar suas verbas. Investidores privados ou filantrópicos não apenas reconhecem os benéficios de associar seus nomes a grandes doadores, mas enxergam no desenvolvimento das organizações um aprimoramento na maneira de investir em projetos. Assim, acho que veremos cada vez mais os doadores procurarem parcerias com o setor privado e o setor privado procurando aumentar a sua visibilidade por meio de parcerias com os doadores. Como resultado, acho que podemos esperar para ver a importância do investimento social privado filantrópico aumentar em todo o mundo.

Elementos que orientam a decisão de investimento em projetos socioambientais pela USAID
. Propriedade - a USAID baseia-se na liderança, participação e comprometimento de um país e sua população;
. Capacitação - buscamos fortalecer as instituições locais, a transferência de competências técnicas, e a promoção de políticas adequadas;
. Sustentabilidade - produzimos programas para garantir que seus impactos sejam duradouros;
. Seletividade - alocamos nossos recursos baseados na necessidade, comprometimento local, e interesses em política externa;
. Avaliação - conduzimos cuidadosamente nossas pesquisas, adaptamos as melhores práticas, e desenvolvemos nossos programas em função das condições locais;
. Resultados - direcionamos nossos recursos para alcançar objetivos bem definidos, mensuráveis e estratégicos;
. Parcerias - pretendemos colaborar de perto com governos, comunidades, outros doadores, ONG's, setor privado, organizações internacionais e universidades;
. Flexibilidade - ajustamos nossos programas de acordo com as mudanças que ocorrem, a fim de gerar novas oportunidades e maximizar a eficiência;
. Responsabilidade - sistemas para garantir responsabilidade e transparência, incluindo controles rígidos contra corrupção são utilizados em nosso programa.



Ana Carolina Addario
Ideia Socioambiental on-line, 10/08/09

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Footecon anuncia patrocinadores

Fórum internacional de futebol, que acontece em dezembro, anuncia quatro novos investidores e se prepara para sexta edição do evento

A sexta edição do Footecon, importante evento na parte de negócios no meio futebolístico, ocorrerá nos dias 8 e 9 de dezembro, no Riocentro, no Rio de Janeiro. O tema deste ano é "Construindo 2014", a intenção é mostrar para as 12 cidades brasileiras que foram escolhidas para receber os jogos da Copa do Mundo de 2014, oportunidades de buscar parceiros e fornecedores.

O evento foi lançado na última quinta-feira, 16, em São Paulo e quatro patrocinadores já foram confirmados - Nike, Nestlé e CEG, que renovaram seus contratos, e a Kia Motors, que entra este ano.

A novidade da Footecon 2009 é a presença de clubes estrangeiros importantes no cenário mundial, que apresentarão seus cases de sucesso. É o caso do Manchester United, da Inglaterra, segundo clube mais rico do mundo - com receita anual de 324,8 milhões de euros, segundo a consultoria Deloitte. O clube já confirmou presença e irá mostrar como funciona a estrutura de seu departamento de futebol e suas ações na área de negócios.


Arthur Quezada
Meio & Mensagem Online, 11/08/09

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Fundo Amazônia já tem 60 projetos inscritos

A maior parte dos projetos que deram entrada para pedidos de financiamento vem do Pará, e o Amazonas ocupa o segundo lugar em inscrições

Ao presidir reunião do Comitê Orientador do Fundo Amazônia (Cofa) na sede do BNDES, no Rio de Janeiro, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, anunciou que 60 projetos de desenvolvimento sustentável já estão pleiteando financiamento. Três deles já foram enquadrados pelas normas do banco, e seis estão em vias de serem aprovados.

Minc destacou a importância da aprovação de "bons projetos", que possam servir de vitrine para obtenção de novas doações. Aprovado há um ano, o Fundo possui R$ 200 milhões em caixa. A maior parte dos projetos que deram entrada para pedidos de financiamento vem do Pará, e o Amazonas ocupa o segundo lugar em inscrições.

Ao elogiar a atuação do Governo Federal no combate ao desmatamento da Floresta Amazônica, o ministro avaliou que cerca de 90% das ações empreendidas para solucionar a questão estão relacionadas à repressão aos crimes ambientais, como o combate ao boi pirata, cancelamento de crédito aos desmatadores e o aumento em até três vezes das iniciativas de fiscalização, além da Operação Arco Verde - que leva alternativas de desenvolvimento sustentável e promove mudanças no modelo econômico nas regiões críticas de desmatamento na Amazônia.

Ainda de acordo com sua avaliação, cerca de 10% das ações contra o desmatamento têm a ver com a implementação de empreendimentos de desenvolvimento sustentável. Com o apoio de iniciativas como o Fundo Amazônia, o ministro disse ter "grande esperança" que em 2010 este índice aumente para cerca de 40%.

"A guerra contra o desmatamento será perdida se não conseguirmos criar uma base diferenciada para a economia da região amazônica, dentro de um modelo de desenvolvimento sustentável", disse o ministro. Segundo dados apresentados na reunião do Cofa, dos 43 municípios que mais desmatam na Amazônia - alvos prioritários da Operação Arco Verde -, em 23 destes as ações estão mais avançadas, contabilizando cerca de 100 mil atendimentos, por exemplo, na área de regularização fundiária.

O ministro disse ainda que um dos grandes desafios do governo é dar apoio para que sejam criados mecanismos para que esses municípios possam implementar ações e empreendimentos de desenvolvimento sustentável.


Redação do MMA
Envolverde, 10/08/09
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Especialista dá dicas em Marketing Relacionado a Causas

Mobilizadora do Marketing Relacionado a Causas (MRC), a Rede Agente reúne organizações da sociedade civil (OSCs) interessadas em discutir parcerias comerciais entre empresas e o terceiro setor, que unem suas marcas em benefício mútuo. No final de setembro, Andrea Travassos, membro da Rede Agente e coordenadora da unidade de Negócios Sustentáveis do IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas, foi convidada a compartilhar a sua experiência com a ferramenta.

O instituto decidiu diversificar sua carteira de mobilização de recursos em 2002. Até então, 60% do seu orçamento era oriundo de organizações não-governamentais estrangeiras ligadas à causa ambiental. O restante era proveniente de convênios com o governo brasileiro. Hoje, 50% dos cerca de 6 milhões de reais que sustentam o instituto são captados junto a empresas. Destes, 10% são de MRC. Andrea foi sabatinada por membros da Rede Agente sobre o caminho que o IPÊ percorreu para estabelecer parcerias com marcas como a Havaianas, Locomotivas, Conga e Faber Castell. Confira os principais trechos da conversa.

Rede Agente - Por que o Instituto Ipê decidiu utilizar a estratégia do Marketing Relacionado a Causas?
Andrea Travassos - O boom de organizações não-governamentais ocorrido na década de 90 dificultou o processo de captação de recursos. O cenário piora a partir dos atentados de 11 de setembro de 2001. Muitos dos recursos direcionados à América Latina começam a ser endereçados para o Leste Europeu e o Oriente Médio. Percebendo este movimento, o instituto decidiu diversificar seu portfólio de captação, porque se sentia vulnerável em relação à continuidade de recursos que recebia. Concluímos que a estratégia correta era divulgar o IPÊ junto a empresas e investir em parcerias. Também tínhamos o objetivo de constituir um endowment fund (fundo patrimonial) que garantisse a sustentabilidade financeira da organização em longo prazo.

Rede Agente – A proposta vingou?
Andrea – Nos baseamos na experiência das fundações e universidades norte-americanas. Desejávamos ter um volume de dinheiro no banco gerando juros que bancassem as despesas administrativas do IPÊ. Porque, afinal, o desafio são as despesas administrativas. Quando vamos captar recursos os empresários se animam em dar dinheiro para onças, colar rastreador etc, mas o salário do pesquisador ninguém quer pagar. O endowment, criado com 1 milhão de reais captado com MRC, já cobre o déficit de nossas despesas administrativas. Mas a maior parte delas ainda é paga com 10% do valor de cada projeto.

Rede Agente – Como construir parcerias?
Andrea - O primeiro passo é identificar com quem você quer se relacionar. O ativo mais importante de uma organização é a credibilidade que ela constrói ao longo do tempo. É a capacidade de executar, de ter bons profissionais e de indicar bons resultados. Um relacionamento com instituições erradas pode colocar tudo a perder. Então, primeiro é pensar um pouquinho com quem queremos nos associar, e procurar os comuns, aqueles que têm sintonia com a nossa forma de agir.

Rede Agente – Então, conhecer o possível parceiro é fundamental?
Andrea – Claro. Para os dois lados, as parcerias são como relacionamentos. No IPÊ, nós temos um processo interno de aproximação e aprovação, uma fase de namoro. Temos de saber quem é a empresa, como é a condução dos negócios. O mesmo acontece do outro lado. Ninguém quer encontrar esqueletos no armário no meio do caminho.

Rede Agente – Este processo de aproximação é demorado?
Andrea - O tempo de cada organização é diferente. Nossa experiência mostra que a negociação com as empresas multinacionais ou que tenham uma estrutura hierárquica maior pode levar mais tempo. Isto porque a idéia deve ser vendida internamente para um número muito maior de pessoas. Mas o importante é ter persistência e não desistir, pois os resultados sempre compensam a dedicação e investimento para que a parceria ocorra.

Rede Agente - Como é essa parceria com a Faber Castel?
Andrea – Criamos uma coleção com lápis, caneta, borracha e lapiseira com desenhos de quatro animais da fauna brasileira, alguns deles pesquisados pelo IPÊ: o boto-cor-de-rosa, o mico-leão-preto, a onça-pintada e a arara-vermelha. A coleção foi muito bem recebida e fomos informados que a equipe de vendas está muito feliz por estar vendendo, além de um produto, uma causa. Quando o convencimento alia a qualidade do produto à qualidade da causa significa que a estratégia de MRC deu certo. Mas, além de ter uma ótima idéia, temos também de contactar a pessoa certa. Isto é o que faz a diferença.

Rede Agente – Vocês levaram a proposta pronta ou desenvolveram o produto junto com a empresa?
Andrea - Com a Havaianas e com a Faber Castell levamos uma proposta de produto e eles compraram a idéia. O Conga foi uma reprodução exata da nossa proposta. O objetivo é fazer com que a equipe de marketing consiga visualizar o produto e pense em escala de produção. Afinal, eles são os especialistas neste assunto. Mas o projeto sofre influência dos dois lados. A Faber Castell, por exemplo, sugeriu uma borracha redonda. Nós argumentamos que o ideal seria a borracha quadrada, para diminuir a perda de material quando cortada e eles concordaram.

Rede Agente – Mas como vocês desenvolvem as propostas e os protótipos?
Andrea - Nós temos muita ajuda dos conselheiros neste processo. Isso, aliás, é resultado de uma política interna do IPÊ. Optamos por uma estratégia de convidar profissionais de diferentes áreas - inclusive de comunicação, de marketing e de design - para o nosso conselho. Nós temos que entender que o conselheiro não deve ser uma pessoa figurativa. O nosso presidente costuma dizer que o conselheiro deve “give, get or go”. E é verdade. Ele tem que entender que deve contribuir para a existência da organização, abrir portas, adicionar valor com o seu conhecimento. Como sabemos que é difícil reunir todos os conselheiros, dividimos o grupo em comitês. Um deles, o de captação e visibilidade (composto por empresários, pessoas de comunicação e de design), trabalha junto com a direção executiva nas propostas. Eles ajudam desde o conceito até a criação de apresentações e desenvolvimento dos protótipos.

Rede Agente – Vocês investiram em um olhar do mercado dentro da organização...
Andrea – Exatamente. Até aquele momento, a organização tinha uma tradição histórica de pesquisa e ação em defesa da biodiversidade. Vindos do mundo corporativo, a presidente e o vice-presidente começaram a montar um conselho alinhado a uma postura mais estratégica em relação às empresas. Não é tarefa fácil, principalmente porque você tira a instituição da zona de conforto. Encontramos resistência interna. Além disso, a instituição investe em recursos sem necessariamente ter retorno de curto prazo.

Rede Agente – Quais foram as outras adaptações necessárias?
Andrea – Percebemos que com aquela linguagem de projetos não iríamos atingir muitas pessoas no meio corporativo. A tática foi investir em cursos ligados ao meio para ajudar a traduzir as nossas ações. Uma das saídas foi desenvolver planos de negócios, uma ferramenta que nos permitiu olhar bem para os nossos projetos e apresentá-los de forma consistente para os possíveis parceiros. Participamos do Prêmio Empreendedor Social Ashoka-McKinsey e, como finalistas, recebemos apoio para planejar nossas atividades. O Gustavo Wigman, que na época era consultor da McKinsey, se aproximou tanto do IPÊ que hoje é nosso conselheiro. Voltamos à questão do convencimento. Muitas vezes não teríamos dinheiro para pagar muitos de nossos colaboradores. Mas, pelo poder do instituto e de sua causa, as pessoas dedicam horas de trabalho voluntariamente.

Rede Agente - As empresas vêm com bons olhos vocês terem diversos parceiros em Marketing Relacionado a Causas?
Andrea - Nós levamos para os parceiros a movimentação em MRC do instituto. A nossa experiência é de as múltiplas parcerias fortalecem todos os envolvidos com o IPÊ porque funciona como divulgação da marca do instituto. A roda gira a favor de todos.

Rede Agente - Você acha que todo este processo só acontece com organizações a partir de um determinado porte?
Andrea – Todo este processo foi muito sofrido para o IPÊ. Principalmente quando víamos o sucesso de outras organizações e nos sentíamos como dentro de uma piscina com o braço levantado esperando ser escolhido. Por isso que qualquer organização deve estar convencida de que investir em equipe interna é o melhor caminho. Não adianta fazer um esforço para captar um mobilizador de recursos. Na minha cabeça isso não existe. Se a gente tem que vender sonhos, quem melhor para vender o sonho do que quem está ali o dia inteiro trabalhando para fazer acontecer? É ele que vai ter o brilho nos olhos para convencer do diferencial da organização e é isso que vende.

Rede Agente - E os insucessos? Como lidar com eles?
Andrea – Eles podem ser de vários tipos como o produto não virar, a empresa desanimar ou a negociação ser interrompida no meio do caminho. O Conga, por exemplo, não virou em vendas. Não sei se foi uma dificuldade de comunicação do ponto de vendas, se foi uma questão de preço do produto. Neste momento é bom sentar junto com a equipe e avaliar a situação. Além disso, persistência é um valor. Uma resposta negativa não deve ser encarada como um fator desanimador, mas apenas como mais um desafio para chegarmos ao ponto final dos nossos objetivos.


Fonte: IDIS
ABCR, 12/08/09

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Criança Esperança recebe projetos até 8 de setembro

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura – UNESCO seleciona projetos de organizações da sociedade civil sem fins lucrativos (incluindo OSCIPs) para o recebimento de apoio financeiro do programa Criança Esperança.

O processo seletivo público será coordenado e realizado pelo Setor de Ciências Humanas e Sociais da UNESCO no Brasil, com sede em Brasília.

No processo seletivo público serão consideradas as principais referências e princípios conceituais previstos em documentos e convenções nacionais e internacionais, tais como, a Convenção Internacional das Nações Unidas sobre o Direito da Criança, a Declaração Universal dos Direitos Humanos, o Estatuto da Criança e do Adolescente, entre outros.

Quem poderá concorrer?
Poderão candidatar-se organizações da sociedade civil sem fins lucrativos que apresentem projetos com o objetivo principal de promover a inclusão social, o empoderamento e o desenvolvimento humano e social e a educação inclusiva de grupos vulneráveis por meio de ações de educação, cultura, comunicação e informação, esporte e meio ambiente.

A organização proponente deve ainda preencher os seguintes quesitos:
- Ser legalmente constituída no país (possuir personalidade jurídica);
- Ter no mínimo dois anos de fundação e atuação;
- Possuir experiência na área temática proposta;
- Estar inscrita no Conselho Municipal e/ou Estadual e/ou Nacional de sua área de atuação (Conselhos de Assistência Social, Conselhos dos Direitos da Criança e do Adolescente, Conselhos de Educação, Conselhos de Saúde);
- Apresentar contrapartida para o desenvolvimento do projeto.

Além de recursos financeiros, serão aceitos como contrapartida elementos que comprovem a capacidade instalada da organização proponente para a execução do projeto, incluindo instalações físicas adequadas e recursos humanos.

Que tipos de projeto poderão ser apoiados?
Poderão ser apoiados com recursos do Criança Esperança projetos desenvolvidos em, pelo menos, uma das seguintes áreas temáticas:
- Educação, especialmente “Educação para Todos” e educação preventiva para HIV/AIDS;
- Educação para o desenvolvimento sustentável;
- Inclusão social;
- Alfabetização funcional;
- Cultura como um instrumento de inclusão social;
- Acesso de jovens à informação, ao conhecimento e, também, ao uso de novas tecnologias;
- Crianças e jovens em situação de vulnerabilidade.

E que tenham como público alvo crianças, adolescentes e/ou jovens, de pelo menos, um dos seguintes grupos:
- em situação de pobreza e/ou vulnerabilidade e risco social;
- de minorias raciais (afro-descendentes e indígenas);
- em situação de rua;
- vivendo com HIV/AIDS;
- em projetos de prevenção e/ou reabilitação do uso de drogas;
- vítimas de violência e/ou abuso sexual e/ou doméstico;
- com deficiência;
- do gênero feminino em situação de vulnerabilidade pessoal e social.

Que critérios serão considerados na análise e seleção dos projetos?
Os projetos apresentados serão analisados e avaliados considerando os seguintes critérios:
- Inovação da proposta;
- Atuação em comunidades vulneráveis, situadas em regiões do país com baixos indicadores educacionais, sociais, de desenvolvimento humano, entre outros;
- Promoção ou estímulo ao fortalecimento da qualidade da educação formal;
- Estímulo à permanência de crianças, adolescentes e jovens na escola;
- Promoção da inclusão social;
- Estímulo e promoção do fortalecimento do vínculo familiar;
- Oferta de formação e qualificação profissional;
- Promoção da inserção de jovens no mercado de trabalho;
- Existência de rede de parcerias;
- Sustentabilidade financeira;
- Atuação com participação comunitária;
- Condições de replicabilidade (ou seja, de difusão e replicação do trabalho em contextos semelhantes);
- Capacidade de contribuir para a promoção do desenvolvimento da comunidade local;
- Qualificação da equipe técnica e administrativa; e
- Existência de capacidade instalada.

Qual o valor do apoio e a duração dos projetos?
Poderão concorrer projetos que solicitem apoio financeiro do programa Criança Esperança para um período de doze meses, não havendo valor mínimo e máximo para o financiamento.

Projetos que apresentem orçamentos de alto valor poderão ser financiados, desde que informem na proposta a existência de outras contrapartidas financeiras, reforçando o componente de sustentabilidade da iniciativa. Comprovação dessas contrapartidas será solicitada no caso de eventual seleção pelo programa Criança Esperança.

Que tipos de despesas não serão financiadas?
Não serão financiadas despesas com:
- a realização de edificações, qualquer tipo de obras ou benfeitorias e/ou reformas de estruturas físicas;
- o pagamento de taxas de gestão/administração ou provisões;
- o pagamento de juros ou multas de qualquer espécie.

Os recursos aportados pelo programa Criança Esperança ao projeto devem ser direcionados prioritariamente para a realização de atividades-fim (a exemplo de oficinas, cursos, treinamentos, capacitações, produção de materiais etc.) e/ou aquisição de equipamentos e bens permanentes (a exemplo de livros, DVDs, instrumentos musicais, de informática etc.). Não serão financiados projetos cujo orçamento esteja majoritariamente comprometido com o pagamento de recursos humanos e/ou alimentação.

Como participar da Seleção de Projetos?
As organizações proponentes deverão cadastrar seus projetos no site www.criancaesperanca.com.br através da opção “Inscrição de projetos”, entre os dias 08 de agosto a 08 de setembro de 2009.

Ao final do cadastramento do(s) projetos(s), a instituição deverá imprimir o “Formulário de projeto” e encaminhá-lo para a UNESCO junto com a documentação comprobatória em um único volume lacrado.

Cada organização proponente poderá encaminhar até três projetos, mas, somente um poderá ser contemplado.

Caso apresente mais de um projeto, a organização proponente deverá encaminhá-los separadamente, anexando em cada deles cópia da documentação comprobatória.

O encaminhamento dos projetos deverá ser feito por via postal impreterivelmente entre os dias 08 de agosto a 08 de setembro de 2009 para o endereço:
SELEÇÃO CRIANÇA ESPERANÇA 2009
UNESCO – Setor de Ciências Humanas e Sociais/Criança Esperança
SAUS Quadra 05 – Lote 06 – Bloco H – sala 910
70070-912 – Brasília/DF

Serão considerados no processo seletivo apenas os projetos que forem cadastrados no site www.criancaesperanca.com.br e, em seguida, encaminhados por via postal para a UNESCO até o dia 08 de setembro de 2009.

A UNESCO entenderá como data de encaminhamento a data de postagem dos projetos. Dessa forma, projetos que chegarem a UNESCO após o dia 8 de setembro de 2009, mas comprovarem postagem até esta data serão considerados no processo seletivo.

Projetos que apresentarem dados incorretos, incompletos ou inverídicos serão automaticamente eliminados, cabendo à organização proponente assegurar-se do correto envio da documentação e da veracidade das informações prestadas.

Não serão aceitos projetos que não atendam as orientações dispostas nesta convocatória, assim como, não serão aceitos projetos que forem encaminhados fora do prazo.

No caso de dúvidas sobre a elaboração e apresentação dos projetos, informações poderão ser obtidas única e exclusivamente por meio do endereço eletrônico criancaesperanca@unesco.org.br até o dia 28 de agosto de 2009.

O ato de inscrição pressupõe plena concordância com as orientações constantes nesta convocatória.

Qual a documentação necessária?
Ao encaminhar o “Formulário de projeto por via postal para a UNESCO, a seguinte documentação comprobatória deverá ser anexada a cada uma das propostas (no caso de haver mais de uma):
a. Cópia do Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ);
b. Documentação jurídica (cópia do contrato social ou outro documento comprobatório do registro da organização);
c. Cópia da inscrição nos Conselho Municipal e/ou Estadual e/ou Nacional da área de atuação do projeto;
d. Resumo do currículo de cada um dos membros da equipe de coordenação do projeto.

Serão automaticamente eliminados os projetos que apresentarem documentação incompleta ou fora do padrão estabelecido nesta convocatória.

Documentação complementar será solicitada aos projetos selecionados no momento da elaboração do contrato. - Os projetos não serão devolvidos para as organizações proponentes, independentemente do resultado da seleção.

Como será feita a Seleção de Projetos?
A seleção dos projetos será realizada e coordenada pelo Setor de Ciências Humanas e Sociais da UNESCO no Brasil, em colaboração com os demais setores programáticos da Organização, segundo critérios apresentados nesta convocatória e de acordo com metodologia de seleção especialmente elaborada para o programa Criança Esperança.

A UNESCO entrará em contato somente com as organizações que forem selecionadas.

A UNESCO se reserva o direito de não divulgar as razões da não seleção de projetos, não cabendo recursos ou esclarecimentos sobre os resultados do processo.

Questões não previstas nesta convocatória serão decididas pela comissão responsável pelo processo seletivo.

Quando será feita a divulgaçãodos resultados?
O prazo previsto para a conclusão do processo seletivo é de cerca de três meses a contar da data de encerramento do período de recebimento de projetos, podendo esse prazo sofrer alterações.

A lista dos projetos selecionados será divulgada no site www.criancaesperança.com.br ao final do processo.

Clique aqui para baixar o texto completo do Processo Seletivo 2009


Fonte: Site Criança Esperança

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