terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Site de pesquisa sobre RDH Brasil está no ar

Opiniões sobre o Relatório de Desenvolvimento Humano do Brasil podem ser enviadas em vídeo; depoimentos ficarão acessíveis a todos

Está no ar o site da campanha Brasil Ponto a Ponto — uma pesquisa do PNUD para verificar qual assunto a população brasileira quer ver como tema do próximo RDH (Relatório de Desenvolvimento Humano) do país e que, até dezembro de 2008, teve a participação de 2,5 mil pessoas. O relatório está em sua terceira edição nacional, sendo que a primeira, de 1996, trouxe a novidade do cálculo do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) para todas as unidades da Federação e a segunda, de 2005 focou os temas racismo, pobreza e violência. As contribuições para a definição do tema do próximo relatório poderão ser enviadas até o fim de março.

No site, qualquer pessoa pode enviar um vídeo respondendo à pergunta “O que precisa mudar no Brasil para a sua vida melhorar de verdade?”. Ao utilizar o vídeo como ferramenta, a ideia, segundo Flávio Comim, coordenador do relatório, é que as pessoas não apenas enviem suas mensagens, mas possam “se ver, ver seus amigos e ver as outras opiniões”. “Em princípio, parece que só serve para pegar a opinião das pessoas, ver o tema que venceu e fazer o relatório, mas tem o mais importante, que é a oportunidade que as pessoas terão de ver o que os outros estão vivendo, de conhecer a opinião de jovens, idosos, mulheres e homens.”

Por enquanto, a página está em uma fase piloto, com apenas um depoimento, que serve de exemplo. “Fala pro Lula dar um jeito do pobre chegar em casa”, pede uma mulher de fala simples no vídeo, que afirma já ter dormido na rua por não ter dinheiro para usar o transporte público. Entretanto, de acordo com Comim, até o final desta semana o site deve trazer mais vídeos, separados por Estado. Quem não quiser ou não puder fazer um vídeo com a sua opinião, também pode participar enviando seu depoimento por escrito, pelo próprio site.

A iniciativa, segundo Comim, é inédita. “O que acontece hoje é que as pessoas acabam delegando aos políticos a função de pensar o que o país precisa”, opina o coordenador. Para ele, o conceito a partir do qual esta edição do relatório está sendo pensada pressupõe o contrário. “Para que possa haver desenvolvimento humano, é necessário que haja canais de discussão, para sabermos para onde as pessoas querem ir.”

A ideia é que os participantes desse espaço de interferência da vontade coletiva nos rumos do país sejam contatados depois, via e-mail, para receber o resultado de sua participação: o Relatório do Desenvolvimento Humano Brasil – 2009/2010. O texto deve ser publicado em cadernos lançados ao longo de 2009 e início de 2010. O primeiro deles, justamente sobre a experiência da consulta pública para a definição do tema do relatório, deve sair no final de abril.

Além do site, a população também participa por meio do site do PNUD, do Portal do Voluntário, do envio de sugestões pela comunidade acadêmica e através audiências públicas. A campanha conta, ainda, com uma parceria com as empresas TIM (telefonia) e Natura (cosméticos), que se comprometeram a enviar questionários e mensagens de celular sobre o tema para seus consumidores. Também foi realizado um levantamento com moradores dos dez municípios de menor IDH-M (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal, uma adaptação do IDH aos indicadores regionais brasileiros): Manari, em Pernambuco; Jordão, no Acre; Guaribas e Caraúbas do Piauí, no Piauí; Traipu, em Alagoas; Ipixuna, no Amazonas e Araioses, Santana do Maranhão, Lagoa Grande do Maranhão e Centro do Guilherme, no Maranhão. Os relatos das visitas a estes municípios e fotos podem ser encontrados no blog Pode Mudar, da equipe do PNUD.

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Leia também
2,5 mil participam de pesquisa sobre RDH


Mariana Desidério, da PrimaPagina
PNUD Brasil, Boletim nº 524, 19/01/09

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A diferença entre ser e parecer verde

As 10 dicas do consultor Brendam May para estratégias de comunicação da sustentabilidade

Existem poucas companhias atualmente que não querem fazer parte da discussão sobre a sustentabilidade. Elas não podem se dar ao luxo de não estarem no debate. Cada vez mais, as empresas vão além do debate, reunindo a coragem necessária para se anunciar como campeãs verdes. De muitas formas, essa estratégia é um desenvolvimento positivo, mas que pode apresentar um preço muito alto.

Então, aqui está um guia para se evitar as armadilhas de ser pioneiro quando o assunto é a comunicação de ações sustentáveis:

1- Certo – Tenha certeza de que o movimento ambiental é tão impressionado pela sua iniciativa quanto você. Gaste (muito) tempo ouvindo o que barômetros de opinião, como ONGs ambientais, esperam da sua corporação e ajuste suas práticas dentro da razão, obviamente. Pense nas pessoas que a mídia chamará para obter uma opinião contrária quando você lançar sua grande campanha verde e faça com que as primeiras informações que elas recebam sobre sua iniciativa venham de você. Isso melhorará a qualidade do que se está tentando fazer, da mesma forma que fornecerá algo essencial que é o apoio independente quando você vier a público. Algumas vezes, o melhor que se pode esperar é a neutralidade, mas mire mais alto.

2 – Errado – Não fale demais. Nunca. Caso você esteja dando apenas um pequeno passo em direção a uma grande meta, diga só isso – não dê nenhum espaço para que se crie a impressão de que sua empresa fez o suficiente se você sabe que não fez. Tenha certeza de que nenhuma parte do seu negócio esteja em maior conflito com o trabalho divulgado na sua campanha de marketing.

3 – Certo – Envolva seus empregados. Eles são seus melhores advogados. Inúmeras companhias gastam recursos falando mundo a fora o quanto elas são responsáveis, sem que as pessoas no chão da fábrica tenham conhecimento dessas ações. Se você tem milhares de empregados, pense no efeito de todas essas pessoas conversando em um bar sobre seus trabalhos e sobre o que a companhia delas faz. É possível se alcançar milhões com um bom engajamento dos empregados, assim como motivar uma força de trabalho que espera que seus patrões se engajem em questões que elas leem sobre todos os dias.

4 – Errado – Não seja fogo de palha. Uma campanha verde terá pouca influência de longo prazo na sua reputação se ela se dispersar ou morrer em uma gaveta e nada vir em seguida. Construir credenciais verdes pode levar anos. As melhores companhias se tornam cada vez mais ousadas nos seus objetivos e falam mais alto nas suas comunicações.

5 – Certo – Seja autêntico. Se existem desafios em se tornar verde, seja honesto sobre isso. Se você acha que muito está sendo questionado sobre sua companhia, diga isso e diga o porquê. Explique os ganhos a serem atingidos com o desenvolvimento sustentável. Mostre as coisas do jeito que elas são, não o que você acredita que as pessoas queiram ouvir. Não há nada melhor do que um líder de negócios transparente, acessível e honesto. Você pode até mudar a ideia das pessoas que discordam de você. Falar de marketing não funciona, então seja você mesmo.

6 – Errado – Não se esqueça do poder das tecnologias digitais. As comunicações agora são on-line. A mídia social é a nova moeda. Quem faz campanha está usando isso efetivamente; corporações também deveriam. Encontre o conteúdo que pode mobilizar comunidades on-line e ganhe atração na busca por credenciais verdes. Anúncios e press releases estão se tornando cada vez menos efetivos. Com o papel da busca on-line se leva histórias diretamente para os indivíduos no simples toque de uma tecla. Isso é muito efetivo em relação a custos também.

7 – Certo – Meça o seu sucesso e use isso para assegurar ainda mais tempo na liderança da busca para a sustentabilidade. Vá atrás das percepções de todos os públicos de interesse, sejam clientes, stakeholders de ONGs, investidores, empregados ou o público em geral. Green marketing de sucesso alcança a todos e, fazendo isso, melhora as vendas.

8 – Errado – Não fique nervoso. Não serão todos que o aplaudirão de pé e, provavelmente você tomará alguns golpes daqueles que desejariam que seu negócio nem mesmo existisse. É tudo parte dos altos e baixos do movimento ambiental. Não deixe que um ataque o ponha para fora – afinal, se você fez a lição de casa e sabe que está certo, não é mesmo?

9 – Certo – Se reúna com jornalistas e os conheça. Construa relacionamentos, não os bombardeie com informações por e-mail que você acredita que eles acharão interessantes – normalmente eles não acham. Leve-os para um café e se seja receptivo. Você achará a cópia deles muito mais balanceada a seu favor se eles pensarem que vale a pena te escutar. Conte-lhe sobre o que ainda não ouviram. Convide-os para que vejam por eles mesmos o quão bom você é, caso eles não acreditem em você. Faça amigos e não “contatos”.

10 – Errado – Não desista. Esse trabalho é muito importante para gente que desiste fácil.

Green marketing sem desenhar as políticas em avanço é como caminhar em uma fábrica de gás enquanto brinca com um isqueiro. Você pode até não se machucar, mas as chances de sair ileso são baixas. Faça o que é certo, e as recompensas serão gigantescas. Acima de tudo, seja transparente e autêntico. Se você precisa de um curso de treinamento para ser essas coisas, então ignore a décima dica.


Brendam May
Diretor da Planet 2050, consultoria de comunicação na área de sustentabilidade.
Ideia Socioambiental Online, 20/01/09

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Propaganda infantil sustentável

Em meio a um cenário de névoas geradas pela crise econômica mundial, janeiro traz uma boa nova para pais, mães, organizações da sociedade civil especializadas em crianças e ativistas da responsabilidade social empresarial. Passa a vigorar, a partir deste mês, um compromisso fechado por algumas grandes indústrias multinacionais de alimentos de obedecer a regras mais restritivas em relação à propaganda dirigida a crianças.

Este acordo – convém lembrar – foi selado em 2007, após a assinatura na Europa de um termo de compromisso chamado EU-Pledge. Por meio dele, empresas como Nestlé, Kellogg`s, Coca-Cola, Pepsico, Danone, Kraft, Unilever e Burger King europeia se comprometeram a, por exemplo, não mais fazer publicidade em canais infantis para crianças até seis anos, voltando seu arsenal de mensagens comerciais aos pais -- quem, na verdade, deve decidir sobre a compra de produtos e serviços. Para crianças acima dessa idade, as campanhas seguirão cuidados básicos, há muito tempo reivindicados por psicólogos, educadores e ONG´s: além de incentivar a alimentação saudável e a atividade física, as peças de comunicação não devem reduzir a autoridade dos pais, nem confundir as crianças sobre os benefícios do produto, muito menos criar um senso de urgência quanto ao seu consumo. Personagens de programas serão abolidos. Espera-se assim evitar que a publicidade produza expectativas exageradas ou dificulte ao pequeno telespectador distinguir o conteúdo real do produto e o recurso de fantasia da propaganda em si.

Ninguém tem dúvida de que tal conjunto de medidas é oportuno, embora chegue com algum atraso. Há mais de uma década, especialistas de diferentes campos de conhecimento defendem a restrição à propaganda infantil para crianças até 12 anos de idade, apoiados em estudos que mostram o óbvio, o que qualquer executivo ou publicitário, sendo ou não pais, sabem por experiência: em processo de desenvolvimento cognitivo e emocional, as crianças não possuem maturidade suficiente para julgar e discernir sobre o teor das mensagens publicitárias. Assim, são facilmente empurradas a um consumismo reativo e sem crítica cujos efeitos já podem ser notados no aumento dos índices de obesidade, na erotização precoce e até na dependência de álcool e drogas.

Pesquisa realizada em 2007 pela TNS Interscience, sugestivamente denominada Kids Power, revelou que 83% das crianças brasileiras são influenciadas pela publicidade. Depois dos anúncios de TV, a associação de produtos com personagens famosos e as embalagens atrativas consistem nos fatores que mais impactam o consumidor infantil. Uma criança brasileira passa em média quase cinco horas diárias em frente à televisão, exposta a uma programação de qualidade duvidosa e a toda sorte de estímulos comerciais, muitas vezes nocivos à sua saúde física e emocional. Qualquer cidadão de alma pura que se dispuser a ler sobre o tema na Constituição Federal, no Estatuto da Criança e Adolescente e no Código do Consumidor vai encontrar elementos que repudiam a propaganda infantil.

Com tantas boas razões, uma prática insustentável como esta, já deveria ter sido abolida pelo menos entre as companhias que há 10 anos se dizem socialmente responsáveis (nunca é demais lembrar que o indicador 29, dos Indicadores Ethos, um dos primeiros instrumentos de auto-análise do comportamento de responsabilidade social, trata especificamente deste tema). Então por que apenas agora, ela começa a ruir? A resposta é simples: precaução diante do crescente receio de que uma combinação previsível de regulamentação e autorregulamentação severas acabe de vez com a propaganda de alimentos para crianças, como já ocorreu com os cigarros. De um lado, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) faz enorme barulho com uma consulta pública que tem como objetivo regular o assunto. De outro, o bravo Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação) aumentou sua vigilância, cumprindo o importante papel social que lhe cabe de defender os interesses da sociedade contra eventuais abusos da indústria da propaganda.

No exercício de suas funções, ambos os órgãos incorporam, na verdade, os anseios éticos dos cidadãos consumidores deste novo milênio. A mudança da indústria rumo a uma comunicação mais responsável responde, portanto, a uma pressão maior por parte da sociedade que já não admite, como em outros tempos, ser alvo de estratégias comerciais agressivas, mentirosas e manipuladoras.

Resta saber se as boas intenções vão sair do papel do compromisso EU-Pledge – Nestlé e Kellogg’s já admitem mudanças de rota em suas campanhas brasileiras - ou se os mesmos interesses que, em passado recente tentaram defender a prática escorados em argumentos convenientes como o do direito à livre expressão, vão reaparecer camuflados sob novos discursos.


Ricardo Voltolini
Publisher da revista Ideia Socioambiental e diretor da consultoria Ideia Sustentável.
ricardo@ideiasustentavel.com.br
Ideia Socioambiental Online, 20/01/09

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Salvador anuncia patrocínios

Itaú, Nova Schin e Nextel serão cotistas máster; investimentos giram em torno de R$ 11 milhões

Com o tema "O coração do mundo bate aqui" e homenageando os grupos afoxés, a cidade de Salvador já prepara também seu Carnaval. Nesta terça-feira, 20, um coquetel na capital baiana vai apresentar os patrocinadores oficiais da festa do Momo na cidade: Itaú, Nova Schin e Nextel. Os investimentos giram em torno de R$ 11 milhões.

A comercialização das cotas está sendo feita, pelo segundo ano consecutivo, pelo consórcio Tudo - OCP, formado pela agência Tudo, do Grupo ABC, e pela agência de propaganda baiana OCP.


Renato Pezzotti
Meio & Mensagem Online, 19/01/09

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Marcas na passarela

SPFW tem dez patrocinadores, mas outros anunciantes também fazem ações no evento

Com a abertura da passarela do Pavilhão da Bienal para as grifes da São Paulo Fashion Week, inicia-se também uma maratona de desfiles de marcas que não necessariamente são de roupas. O evento idealizado e coordenado por Paulo Borges, à frente da sua empresa Luminosidade, chega à 26a edição como um grande ímã de atração de anunciantes. Ao todo, dez empresas assinam como patrocinadoras do encontro, que ocorre até o dia 23, sendo duas cotistas master - Oi e Natura. Banco do Brasil, Havaianas, Universidade Anhembi Morumbi, Nova Schin, TAM, Iguatemi, C&A e Campari completam o time.

O investimento na produção da SPFW bateu R$ 7 milhões. O valor das cotas de patrocínio não foi divulgado, mas se sabe que a atual versão do evento, com as coleções outono/inverno, registrou aumento de 40% em sua receita publicitária em relação à de janeiro de 2008. Esse dado mostra que o projeto de Borges está blindado contra a crise. E também leva a uma reflexão sobre por que, diante de um calendário de eventos cada vez mais amplo, tantas marcas disputam espaço num mesmo encontro, voltado para um mundinho à primeira vista tão restrito quanto o fashion.

"A SPFW tirou uma expressão brasileira, a moda, do lugar-comum e a colocou em um ambiente profissional, de inovação, o que para a Natura é muito interessante. Mas isso depende do olhar de cada marca. Algumas estão ali para aprimorar a sua rede de relacionamento", explica Renata Sbardeline, gerente de marketing institucional da empresa. "O público que freqüenta o evento não é só o de moda: ele é formador de opinião", lembra Ana Coutinho, diretora de grupo de cervejas da Schin. O fato é que predomina no pavilhão a idéia de ver e ser visto, e isso vale para o público, as grifes e todos os demais anunciantes. Estar ali é lido como ser moderno e antenado, um apelo extremamente sedutor. Não surpreende, portanto, a extensa lista de ações de marketing planejadas para ocorrer no local durante a semana.

A Natura, por exemplo, lança em seu lounge, assinado pelo artista plástico Gringo Cardia, a edição especial de maquiagem Natura Diversa SPFW, que só chega às lojas em março. A Oi aproveita para divulgar também as marcas da rádio Oi FM e do portal Mundo Oi. Já a C&A apresentou as tops de suas novas campanhas publicitárias - Alessandra Ambrósio, Carol Trentini e Emanuela de Paula (leia aqui) - e o Banco do Brasil opta pelas mais diferentes ações em seu espaço, com cenografia assinada pelo estilista mineiro Ronaldo Fraga (também patrocinado pela instituição). Além de fazer uma palestra, Fraga imprime sua marca aos brindes que são distribuídos no lounge do BB, onde há serviço de auto-atendimento por TV digital, customização de tiaras e pocket shows para convidados.

Para a Schincariol, que abastece os dois bares da Bienal, o encontro é o palco para o lançamento da Água Schin, que recebe nova marca e identidade visual. E a Campari se empenha em montar um painel de fotos com os visitantes do evento que usarem alguma peça vermelha, cor da bebida. Aproveitando o tema "Brasileirismos", que dá o clima do evento, a TAM leva para o pavilhão expressões do nosso artesanato e atrações musicais. Também serão gravadas entrevistas para exibição nos aviões da companhia. "Se a moda fosse uma marca, ela teria atributos como alegria e atualidade, com os quais a TAM se identifica", afirma Manoela Amaro, diretora de marketing da empresa.

Por sua vez, a Anhembi Morumbi faz um desfile de seus alunos durante a SPFW. Os estudantes da instituição também têm acesso a diferentes atividades que ocorrem no encontro, de acordo com a especialidade de cada um: moda, design, arquitetura, culinária... "Com essa parceria com o Paulo Borges, expressamos a nossa criatividade e sintetizamos a nossa modernidade", diz a vice-reitora, Elizabeth Guedes. E essas são só algumas das ações dos patrocinadores.

Mas mesmo anunciantes que não patrocinam o evento pegam carona nele para divulgar produtos e marcas. A Unilever patrocina a grife V.Rom, do apresentador Marcos Mion, com o desodorante Axe Instinct. Em outra ação, a modelo Fernanda Motta toma o novo picolé Magnum durante o desfile do estilista André Lima. Até a Fademac, empresa que fabrica pisos, lança uma nova linha no lounge do portal de tendências de moda WGSN. E a Suzano Papel e Celulose apresenta o papel Report no Alvo da Moda durante o desfile da Iódice. Depois de tudo isso, os convidados vips podem tentar relaxar do bombardeio de marcas. Ou dar um pulinho na Top Night, festa da Mercedes-Benz que se apropria do tema da moda e acontece na Casa Fasano, na segunda-feira, 19.

Veículos também marcam presença
A SPFW estende os seus tentáculos também entre os veículos de comunicação. Um número cada vez maior deles monta quartel-general na Bienal e desenvolve ali ações diferenciadas. Canal oficial da transmissão do evento, o GNT tem estúdio por lá e um hot site no endereço www.gnt.com.br com a cobertura em tempo real dos desfiles. A revista Elle mostra no segundo andar da Bienal, em uma instalação com 12 monitores de plasma, as escolhas da revista - os destaques de cada desfile de acordo com a equipe da publicação. Emissora oficial da semana da moda, a rádio Eldorado entra ao vivo com novidades do evento a partir do lounge do Grupo Estado, de onde se pode ver o trabalho dos jornalistas presentes em alguns momentos.

Já no espaço da revista Marie Claire, que conta também com a participação da Quem e da Criativa, os visitantes recebem de presente uma camiseta da grife Cavalera desenvolvida com exclusividade para a ocasião. E a Vogue faz parceria com a Hering e inclui flagras de quem estiver usando roupas da marca na cobertura que faz do evento.

Este ano, toda a comunicação do SPFW está sendo feita pela própria Luminosidade. A conta deixou a carteira da Ag407 - clique aqui para ler mais.


Paula Ganem
Meio & Mensagem Online, 19/01/09

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IAB Brasil promove 1º Encontro sobre Mobile Advertising em fevereiro

Evento discutirá as oportunidades da mídia móvel no Brasil e também vai marcar o lançamento do Comitê de Mobile Marketing do IAB

O IAB Brasil (Interactive Advertising Bureau Brasil) promove, no dia 12 de fevereiro, às 8h, o 1º Encontro sobre Mobile Marketing, no hotel Grand Hyatt, em São Paulo. Pensando no panorama do mercado internacional e as possibilidades de crescimento da mídia no Brasil, os principais executivos e agências terão suas falas em torno do tema “Tudo o que você gostaria de saber sobre mobile marketing, mas não tinha para quem perguntar”.

Terence Reis, presidente da Mobile Marketing Association, e Fábia Juliasz CEO do IBOPE/NetRatings farão apresentações sobre o mercado de Mobile Marketing no Brasil e o perfil de consumo dos usuários de celular. Marcas como Skol, Claro, Omo, e Terra apresentarão cases inéditos e debaterão o tema.

O encontro também será palco do lançamento do Comitê de Mobile Marketing da entidade, que é presidido por Abel Reis, COO e presidente da AgênciaClick. Também será lançado o primeiro documento de Boas Práticas de Mobile Marketing, fruto de uma parceria entre o IAB e a MMA (Mobile Marketing Association).

As inscrições custam 100 reais para sócios do IAB/ABA e 200 reais para não sócios. Mais informações com Fabiana Fedeli pelo e-mail fabiana@iabbrasil.org.br ou pelo telefone (11) 3849-8468.


IDG Now!, 19/01/09

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Mudanças no edital de Subvenção Econômica 2009

Foi publicada nesta segunda-feira (19/1) uma reedição do edital de Subvenção Econômica 2009. Houve alterações em três itens da versão anterior do documento. Além da nova data para disponibilização do Formulário para Apresentação de Propostas - FAP -, há mudanças nos itens: Anexo 1 (Áreas e Temas), Área 1 e item 5 (Características das Propostas - Contrapartida).

Veja aqui a reedição do edital.

O FAP estará disponível no site da FINEP no dia 26 de janeiro, mas o prazo para envio de propostas foi mantido em 27 de março.


Finep, 19/01/09

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Adesão de beneficiários do Bolsa Família a qualificação é pequena

A adesão dos beneficiários do Bolsa Família ao programa de qualificação profissional - lançado pelo governo no primeiro semestre de 2008 - é considerada baixa pelo Colegiado Nacional de Gestores Municipais de Assistência Social (Congemas) e o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). O tema está sendo discutido por cerca de 200 secretários municipais de Assistência Social reunidos em Brasília.

Segundo a secretária nacional de Renda de Cidadania do MDS, Lúcia Modesto, o Ministério ainda não fechou o percentual de adesão dos beneficiários até o momento. O Plano Setorial de Qualificação (Planseq) quer capacitar 184 mil trabalhadores na área da construção civil e outros 25 mil na de turismo. Após a capacitação, os alunos trabalhariam em obras de infra-estrutura do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Para o ministro Patrus Ananias, a baixa adesão ocorreu em função do período eleitoral de 2008. "Nós lançamos a campanha quando muitos prefeitos já estavam encerrando seus mandatos. Nós vamos buscar maior envolvimento dos gestores estaduais e municipais e aperfeiçoar os mecanismos de divulgação e de contato com as famílias", afirmou Patrus.

O presidente do Congemas, Marcelo Garcia, acredita que faltou uma "negociação" direta com os beneficiários do programa. "Nós precisamos perguntar para as famílias se o que a gente desenvolveu é uma necessidade delas. Por isso, essa reunião será importante, para discutir isso", defendeu. Garcia também critica o mecanismo utilizado pelo MDS, a carta, para informar os beneficiários sobre o curso de qualificação. Ele acredita que os Conselhos Regionais de Assistência Social (CRAS) precisam estar envolvidos no processo.

Os cursos na área da construção civil começam em fevereiro. As regiões metropolitanas que receberão a capacitação são Belo Horizonte (MG), Manaus (AM), Belém (PA), Baixada Santista (SP), Salvador (BA), Campinas (SP), Fortaleza (CE), Recife (PE), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP) e Distrito Federal (DF). Nessas áreas, segundo o MDS, vivem 1,34 milhões de famílias elegíveis ao plano. Garcia defende que em uma segunda fase a profissionalização deveria ser expandida para todo o país.

A condição básica para participar dos cursos profissionalizantes é ser maior de 18 anos e ter cursado pelo menos até a 4ª série do ensino fundamental. Para fazer a inscrição, o beneficiário deve comparecer a uma agência do Sistema Nacional de Emprego (Sine) com a carteira de identidade, a carteira de trabalho e o Número de Identificação Social (NIS). Patrus ressaltou que quem participar do programa de qualificação não perde o benefício.


Valor Online, 19/01/09

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Novo Sistema

A partir de 1º de janeiro, propostas de projetos culturais podem ser postadas na página do MinC na Internet

Os proponentes de projetos culturais que buscam o apoio da Lei Federal de Incentivo à Cultura para a captação de recursos terão a partir de 1º de janeiro mais uma facilidade: o envio de suas propostas via Internet.

Desde o último dia 20, o Ministério da Cultura introduziu um novo formulário, com campos para informações necessárias a uma maior transparência de todo o processo, de forma a ampliar o acompanhamento e o monitoramento da concessão do benefício da renúncia fiscal.

Além do encaminhamento eletrônico, também permanece válido o envio de propostas por meio dos Correios. Para tanto, o novo formulário deverá ser preenchido e encaminhado junto com a documentação solicitada.

Confira as duas modalidades de apresentação de projetos ao Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac):

* Formulário para preenchimento na página eletrônica do Ministério da Cultura (Internet)
* Formulário para cópia, preenchimento e envio ao Ministério da Cultura (Correios)


Fonte: Site do Ministério da Cultura

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segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

"Economia grátis" se espalha do mundo digital para o mercado real

Pagar está em baixa. Pagar caro, então, nem pensar. Além da crise, que tem desestimulado compras, a chamada "economia grátis" (ou "freeconomics", como cunhou a revista "Wired"), surgida na internet, está chegando ao mundo real.

Na rede, a maioria já se acostumou a usar serviços sem pôr a mão no bolso. Fora, formas de consumo grátis, ou "freesumerism" (como nomeou a consultoria de tendências The Future Lab), têm se disseminado, com a força dessa geração viciada em pegar sem pagar.

Operadoras de celular usam esse modelo, quando "dão" o celular ao consumidor, em troca da sua fidelidade a um contrato. É o tal subsídio cruzado.

Agora, na Inglaterra, uma operadora dá chip, minutos e mensagens SMS grátis a usuários, com a contrapartida de poder entupi-los de torpedos publicitários. É a Blyk, que se mantém por anúncios e alveja jovens de 18 a 24 anos.

A loja de móveis Ikea, presente na Europa e nos EUA, criou uma linha de balsa entre a ilha de Manhattan, em Nova York, e sua loja, no Brooklyn. Quem a usa não paga e nem precisa comprar na Ikea. "Serve para o consumidor gostar mais da marca", diz Paulo Al-Assal, diretor da Voltage, que representa o Future Lab aqui.

Há reedições da velha "amostra grátis". Na Inglaterra, o serviço Matter, dos correios, envia à casa de quem se cadastra no site uma caixa de novidades selecionadas, como produtos de beleza e DVDs. As primeiras foram enviadas no fim do ano e a ideia, segundo a Matter, é juntar produtos de acordo com o perfil de cada pessoa. O lucro viria em forma de publicidade boca-a-boca dos produtos.

Iniciativa semelhante vem do Japão. O Sample Lab, em Tóquio, cobra taxa anual de US$ 9 para que as pessoas levem novos produtos para casa, a título de experiência.

Esses modelos buscam burlar a pulverização da atenção dos consumidores, perdida pela internet. Segundo a teoria, dessa forma o alvo da mensagem fica concentrado e ela chega só a quem interessa.

No Brasil, a marca Arno tem "lojas" onde oferece cursos gratuitos e experimentação de produtos. A Viver Casa & Gourmet deixa à disposição de quem entra alimentos, roupas, xampus, tudo o que for necessário para testar um eletrodoméstico. Nada está à venda lá dentro.

"Fazemos questão de não vender e de não cobrar", diz Eliana Leonhardt, diretora de marketing do grupo francês SEB, detentor da Arno e da Panex. Os cursos às vezes nem têm relação direta com os produtos. Dá para aprender a receber, arrumar o armário, servir a mesa.

A coreana Samsung também tem seu espaço de experimentação em São Paulo. Você fica o tempo que quiser mexendo em TVs, monitores, celulares, impressoras e outros gadgets. "O consultor da loja não tem a pressão de vender, nem o consumidor, de comprar. Tem que ser assim para maximizar a experiência", diz Carlos Werner, diretor de marketing da marca no Brasil. Ele diz que a loja é usada pelas pessoas na hora de tomar a decisão de compra. Dali, vão para uma loja comum. "Quem volta aqui com a nota fiscal até leva um brinde", diz Werner.


Débora Mismetti
Folha de S.Paulo, 19/01/09

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Mais de 60% dos brasileiros doam, aponta pesquisa

Pesquisa realizada pela organização britânica Charities Aid Foundation (CAF) sobre as práticas de filantropia nos países que formam o BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), mostrou que 61,5% dos brasileiros realizaram algum tipo de doação para causas sociais. No ranking, o país perdeu apenas para a China, cujo índice de doação chegou a 80,1% no ano passado, graças ao forte terremoto que atingiu a Província de Sichuan, que matou mais de 70 mil pessoas.

De acordo com o estudo "BRIC Giving", os números apontam um crescimento da cultura de filantropia nos países líderes entre os emergentes. O levantamento -- que entrevistou 5 mil pessoas, nos quatro países -- sugere que as quatro nações podem atingir níveis de práticas filantrópicas comparáveis às de países como a Inglaterra.

“Se várias pessoas estão escolhendo por doar para causas sociais, diretamente aos beneficiados ou via instituições, temos razões para acreditar que no futuro eles irão não somente definir a economia mundial, mas também o seu tecido social”, afirma a head de Desenvolvimento Internacional da CAF, Bea Devlin.

O crescimento da filantropia nos países citados pode ser explicado, segundo o estudo, pelas tradições solidárias presentes em suas culturas também influenciaram positivamente os bons desempenhos dos demais países. Além disso, o fortalecimento de suas economias no cenário local e internacional e a relativa melhoria dos padrões de vida da população ajudaram a estimular os impulsos filantrópicos e, como conseqüência, a qualificá-los.

Brasil
Apesar dos dados positivos, o levantamento indica que grande parte das doações que as pessoas afirmam fazer são aquelas com forte caráter assistencialista e pouca potência para a transformação social. Exemplo disso é o empate técnico entre doações diretas e indiretas: enquanto 40% dos brasileiros confiaram seus recursos para organizações sociais investir, 39% afirmaram doar diretamente para pessoas de baixa renda.

A proporção entre doadores que realizam essas ações diretamente é quase o dobro dos que são intermediados por organizações sociais (21% e 43% nos casos de doação de tempo; e 19% e 34% na doação de produtos).

Mesmo tendo apresentado uma média alta de doações individuais (80,2 dólares nas quatro semanas anteriores à pesquisa) o mercado filantrópico brasileiro ainda está voltado para atender necessidades básicas e imediatas da população. Para o diretor presidente do Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (Idis), Marcos Kisil, as falhas do Estado na garantia de direitos como educação, saúde e assistência social criam demandas que são atendidas pela iniciativa privada.

Olhar Internacional
O aumento da filantropia dos países que compõem o BRIC não é surpresa para quem acompanha o assunto. No ano passado, quando o GIFE promovia o 5º Congresso GIFE de Investimento Social privado, em abril, a secretária executiva do Rússia Donors´ Fórum, Natalya Kaminarskaya, já apontava o crescimento das doações, sobretudo, pelas empresas russas. “Essas organizações passaram a considerar o investimento social como uma oportunidade de se destacar no mercado. A boa relação com as comunidades e regiões próximas aumentava os rendimentos das empresas”, contou.

Se na Rússia o empresariado lidera o movimentos, na Índia é a população, segundo a representante do Child Rights and You (CRY), Ingrid Srinath. “A visão filantrópica na Índia ainda é arcaica. Boa parte da arrecadação de recursos vem de doações de indivíduos que, em maioria, possui baixa renda. A fragilidade do setor empresarial também prejudica os investimentos social”, argumentou.

No mesmo evento, a diretora executiva da Asia Pacific Philanthropy Consortium, a filipina Rory Francisco-Tolentino, também falou do aumento do investimento social privado. Segundo ela, na China, eles costumam ser muito direcionados pelo fator pessoal (identificação religiosa, étnica).

“O chinês possui uma cultura filantrópica tradicional, herdada do período comunista, que valoriza e estimula os investimentos sociais no terceiro setor”, garantiu.

*Com informações do site do Idis.



redeGIFE Online, 19/01/09

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Mais Cultura tem 2009 para dar resultado

Até agora, o Ministério da Cultura (MinC) investiu R$ 223 milhões, pouco mais da metade prevista para o primeiro ano do programa, 2008

O Programa Mais Cultura foi lançado em outubro de 2007 como uma grande esperança para o setor no País, afinal de contas o presidente Lula garantiu um investimento de R$ 4,7 bilhões até 2010 somente para a iniciativa. Desses, R$ 2,2 bilhões de recursos federais e o restante de verbas estaduais e municipais. Até agora, o Ministério da Cultura (MinC) investiu R$ 223 milhões, pouco mais da metade prevista para o primeiro ano do programa, 2008. A largada mais desacelerada tem gerado críticas ao Mais Cultura, que, na prática, teve uma repercussão tímida nesse tempo. Seguindo o conselho do presidente Lula, no discurso do lançamento do programa, a reportagem Jornal do Commercio resolveu cobrar um balanço da iniciativa de quem está perto, ou melhor, à frente da gestão do dinheiro público nessa ação, em Brasília: a pernambucana Silvana Meireles, secretária de Articulação Institucional do MinC e coordenadora executiva do programa desde setembro passado. Leia a entrevista a seguir.

Jornal do Commercio - Quando o Mais Cultura foi lançado, o então ministro Gilberto Gil definiu o programa como o “Fome Zero do espírito”, porque foi criado para atingir áreas com menor acesso à cultura do País. De que forma o programa tem servido na prática, desde então, de alimento para a alma dos brasileiros?

Silvana Meireles- O programa está estabelecido em três grandes linhas: Cultura e Cidadania, Cidade Cultural, e Cultura e Renda. Isto é, está pensando a cidadania e o acesso, mas pensando também nas cidades que precisam de infra-estrutura cultural e na necessidade de tirar da informalidade os trabalhadores da cultura, investindo na formação de jovens. De lá para cá, diferentes ações foram desenvolvidas, nos três eixos. A questão do acesso foi a que mais avançou, sobretudo com os Pontos de Cultura, no intuito de incentivar projetos da própria sociedade. O Cultura Viva já existia, mas passou a ser incorporado e ampliado pelo Mais Cultura. Nessa linha, a grande questão foi a relação do Estado com a cultura e a sociedade. Ao invés de o Estado dizer o que deve ser feito, a sociedade apresenta a sua proposta e o governo fica encarregado de implementar. O Estado fomenta, incentivando, portanto, o protagonismo e a autonomia.

JC - De certa forma, a Lei Rouanet também já recebe projetos da sociedade.

Silvana - Recebe, mas são só projetos. Um Ponto de Leitura não é um projeto, já existe e vai ser potencializado pelo ministério. É um fomento a uma atividade já desenvolvida. Tanto que os Pontos de Cultura precisam ter no mínimo dois anos de atividade. Diferente do projeto com começo, meio e fim fomentado via Lei Rouanet. A segunda diferença é que a maioria dos proponentes do Mais Cultura está fora da Lei Rouanet, que é uma autorização para captação de recursos com isenção fiscal, uma negociação do proponente com as empresas. E aí os critérios de avaliação são muito diferentes dos critérios do Mais Cultura. Na lei, são os de mercado e os patrocinadores apóiam grandes eventos. Em relação aos Pontos de Cultura, é dinheiro do Fundo Nacional de Cultura. A partir do Mais Cultura, os recursos foram descentralizados, através dos pontos, para 23 Estados e cinco municípios. Foi um salto. Tínhamos 800 Pontos de Cultura e agora são mais de 2 mil.

JC - Dos R$ 223 milhões gastos pelo Mais Cultura em 2008, R$ 111,2 milhões foram investidos somente em Pontos de Cultura. São de fato a prioridade do programa?

Silvana - Não, é uma das prioridades. Ao lado deles, tem os Pontos de Leitura, como o caso da palafita-livroteca Os Guardiões no Bode (Recife) e outras similares, selecionados com edital nacional. Foram selecionadas em 2008 517 iniciativas, de pessoas físicas e jurídicas. Nessa mesma linha de fomento, tem também os Pontinhos de Cultura, espaços de brincar, iniciativas para a infância. Foram aprovados cerca de 200 no País. A ideia é fomentar iniciativas da sociedade civil. O MinC está implementando ainda 661 bibliotecas, através do Mais Cultura, que vão receber o kit, com acervo, mobiliário, telecentro e software de catalogação. Isso envolve negociação com os prefeitos. É um acordo com o gestor do município, que fica responsável pelo espaço e sua manutenção. Outra questão é a modernização das bibliotecas. Em 2008, foram modernizadas 410.

JC - O objetivo do MinC é zerar o número de municípios sem bibliotecas. Mas a pesquisa do IBGE (Suplemento de Cultura da Munic 2006), base para a elaboração do Mais Cultura, constatou que 89,1% dos municípios brasileiros já possuem pelo menos uma. Não seria um número alto, se comparado ao de museus, por exemplo, que só existem em pouco mais de 20% dos municípios do País?

Silvana - Entendemos que o livro e a leitura são fundamentais à cidadania. Precisamos formar um país de leitores, ampliar esse universo. Livro e leitura são estruturantes. E aí a prioridade é zerar o número de municípios sem bibliotecas e modernizar as que existem.

JC - Mas não há o risco de os brasileiros, mesmo assim, não se atraírem pela leitura?

Silvana - Sim. Mas como a gente está pensando o estímulo? Através da Rede Biblioteca Viva, que tem objetivo de integrar bibliotecas estaduais, municipais, Pontos de Leitura, escolas. Unir tudo numa rede. Atrelado a isso, tem a formação de mediadores, dos agentes de leitura. São eles que vão contribuir para o estímulo. A ideia é que sejam jovens selecionados e tal qual um agentes de saúde, possam trabalhar diretamente com as famílias de sua comunidade. Nos baseamos numa experiência bem-sucedida do Governo do Ceará. Afora isso, a pesquisa Retratos da Leitura, divulgada em 2008, apontou que os leitores brasileiros geralmente têm bibliotecas próximas às suas moradas e tiveram influência da mãe. São dois pontos que se destacam como estímulo para a formação. Existe ainda outra ação que ainda não aconteceu, a dos Livros Populares, para incentivar o acesso ao livro. O preço é ainda muito caro. A ideia ainda está sendo desenvolvida, vamos ver parcerias com editoras, um edital. Pensamos também em estimular a leitura de revistas que já existam, para fazer o leitor ir à biblioteca ler a edição do mês.

JC - Em artigo publicado no mês passado, no site Cultura e mercado, Leonardo Brant atacou a eficácia do Mais Cultura, cujos propósitos seriam muito vagos e corriam o risco de transferir para os municípios e Estados o dever federal, sobretudo com o Cultura Viva. Como responde a essa crítica?

Silvana - É evidente que temos metas muito ousadas, quantitativas. No ano passado, o aporte orçamentário nos obrigou a reduzir as metas para 2008. Algumas ações estão estruturadas, mas há outras mais novas. O País tem uma dimensão continental. Leva tempo até as coisas acontecerem. Quanto à parceria com Estados e municípios, penso que tem havido um erro de interpretação de Leonardo Brant. Ao fazermos a descentralização, a intenção não é transferir a responsabilidade para Estados e municípios, mas construir na prática o Sistema Nacional de Cultura, com divisões de responsabilidades e competências. O Estado e o município são os que estão mais próximos da sociedade, podem ajudar a implantar o programa mais rapidamente, acompanhando de perto. Acompanhar 2 mil Pontos de Cultura não é uma tarefa que deva ser feita pelo MinC sozinho, mas por quem está com o cidadão. Evidente como o sistema está em construção, essa divisão é algo que vai ser aprimorado. Afora isso, ao descentralizar, você está incorporando a cultura local e reforçando a economia local. Descentralizando, amplia-se o número de cada uma das ações, porque o Estado e o município entram com recurso. Para cada R$ 1 que os governos estaduais e municipais colocam, o MinC bota R$ 2. A gente amplia essa meta.

JC - Onde foi gasto o restante da verba do programa em 2008, de R$ 114,8 milhões, tirando a dos Pontos de Cultura?

Silvana - Em Pontos de Leitura, Pontinhos de Cultura, modernização e implantação de bibliotecas, conteúdos para TV. Está previsto para março um programa novo na TV Brasil, o Tô sabendo, que vai articular escolas de três Estados (RJ, BA e PA) num game de conhecimento. Esse recurso foi utilizado ainda no edital FIC TV/ Mais Cultura para a produção de três minisséries feitas por e para jovens de 15 a 29 anos, das classes C, D e E. Também foi gasto com o Cine Mais Cultura, em pequenas salas de exibição, com o Promoart (Programa de Promoção do Artesanato de Tradição Cultural) e uma parte em microprojetos culturais.

JC - O que seriam esses microprojetos?

Silvana - São incentivos a pequenos projetos, com recursos entre 1 e 30 salários mínimos, para proponentes que não têm acesso a qualquer lei de incentivo à cultura e precisam comprar um instrumento, uma roupa, fazer uma pequena exposição, publicar um pequeno livro. É um edital descentralizado e vai abrir com foco, neste primeiro semestre, nos Estados do Nordeste, no Norte de Minas e no Espírito Santo.

JC - Além dessas ações, como outros dados da pesquisa do IBGE estão sendo revertidos?

Sulvana - Quando pegamos o dado de que 90% dos municípios não possuem qualquer equipamento cultural, mostramos a importância de criar no País uma infra-estrutura cultural, e isso tem pautado a locação de recursos no Mais Cultura. Tem sido positivo, inclusive no Congresso. Os deputados têm feito emendas à cultura, o que é uma ajuda, porque sofremos cortes em 2008.

JC - Por quê? Qual foi o maior entrave?

Silvana - A disponibilidade orçamentária do governo mesmo. Houve um outro agravante também. Perdemos R$ 120 milhões, porque uma liminar derrubou medidas provisórias que fossem votadas via crédito suplementar. E esses R$ 120 milhões estavam incluídos na medida provisória de crédito suplementar de 2007.

JC - Este é o último ano antes das eleições presidenciais. É definitivo para o Mais Cultura mostrar a que veio. Quais são as perspectivas para os próximos meses?

Silvana - Este é o ano que o Mais Cultura precisa de fato estar na rua, em todo território nacional. Como várias coisas são fruto de edital, os resultados de 2008 vão ficar mais visíveis em 2009. As bibliotecas vão receber os kits. Os pontinhos, R$ 18 mil cada um. O Plano Nacional de Cultura está sendo enviado ao Congresso agora em fevereiro. O ano de 2008 foi de lançamento dos editais e agora estamos na conclusão das ações.


Olívia Mindêlo
Jornal do Commercio, 19/01/09

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Mapa participativo inédito expõe os impactos do avanço da soja sobre a floresta

Comunitários de Santarém e Belterra produzem mapa participativo baseado em imagens de satélite e conhecimento tradicional
Imagem: Greenpeace / Alberto César Araújo

Um mapa inédito, com os impactos da produção de soja na região oeste do Pará, foi lançado nesta sexta-feira por comunidades tradicionais de Santarém e Belterra a bordo do Arctic Sunrise, navio do Greenpeace. O trabalho identificou os principais pontos de desmatamento e outros problemas associados à expansão desordenada da soja na região, como o assoreamento e contaminação de igarapés por agrotóxicos, bloqueio de acessos tradicionais da população local pelas plantações e o desaparecimento de comunidades tradicionais.

O projeto mapeou ainda 121 comunidades locais, algumas das quais nunca incluídas em qualquer outro mapa. A iniciativa, apoiada pelo Greenpeace e Projeto Saúde e Alegria (PSA), capacitou mais de 50 lideranças de 28 diferentes comunidades no uso de GPS e interpretação de imagens para mapear e documentar os impactos da expansão da soja na região, e foi liderada pelos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (STTR) de Santarém e Belterra.
Baixe a cartilha no http://www.greenpeace.org/brasil/documentos/amazonia/mapeamento-comunitario-dos-imp com o Mapeamento Comunitário dos Impactos da Soja (em Santarém e Belterra), que traz detalhes sobre o projeto, a participação das comunidades tradicionais e o mapa.

“Eu vejo o mapa como uma imagem de um microscópio porque a gente vê nele aquilo que a gente costumava não ver”, disse um comunitário que participou do mapeamento e que não quis ser identificado.

As comunidades tradicionais da Amazônia detêm um vasto conhecimento dos espaços que ocupam. Em uma região marcada pela falta de governança, esse conhecimento é crucial para a defesa de territórios e dos recursos naturais.

"Ao unir conhecimento tradicional a técnicas modernas de mapeamento, os povos da floresta estão mais preparados para lutar pelos seus direitos e participar da gestão de seus próprios territórios", disse Raquel Carvalho, da campanha da Amazônia do Greenpeace.

"Esse tipo de iniciativa permite que os comunitários produzam seus próprios mapas, fazendo um contraponto importante à inexistência desse tipo de informação – oficial ou não."

Além de fortalecer o conhecimento tradicional, o mapa é um retrato atual dos impactos da soja na região.

"A mitigação destes impactos deve ser incorporada às análises do Estudo de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) do porto graneleiro da Cargill, que ainda aguarda audiência pública", disse Raquel.

De acordo com os dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), até 2002, o cultivo de soja no estado do Pará ocupava cerca de dois mil hectares. No ano seguinte, após a instalação do porto da Cargill em Santarém, a área cultivada saltou para 35 mil hectares. Essa expansão acelerada da soja na região ocorreu em várias outras áreas do bioma e foi alvo de intensa campanha do Greenpeace, que resultou na assinatura da Moratória da Soja, um compromisso assumido pela Abiove (Associação Brasileira da Indústria de Óleos Vegetais) de não comercializar soja plantada em novos desmatamentos a partir de agosto de 2006.

Ainda que tenha obtido resultados positivos, a moratória se limita a conter a abertura de novas áreas e não elimina os demais impactos da produção do grão dentro do bioma – principalmente na área de influência direta do porto –, nem pretende ser uma solução definitiva.

"A moratória é a melhor estratégia para reduzir o avanço do desmatamento sobre o bioma Amazônia pelo menos até que os mecanismos de governança necessários estejam implementados", afirma Raquel Carvalho.

O avanço da fronteira agrícola é uma das principais causas de desmatamento, acarretando em perda de biodiversidade e recursos naturais, deslocamento de populações tradicionais e aquecimento global. A destruição das florestas e mudanças no uso do solo, principalmente na Amazônia, são responsáveis por 75% das emissões brasileiras de gás carbônico, colocando o país como o quarto maior emissor de gases de efeito estufa do mundo. A floresta amazônica é de fundamental importância para o equilíbrio do clima global. A manutenção da cobertura florestal tropical pode evitar que 800 milhões de toneladas de carbono sejam liberadas na atmosfera por ano.

Salvar o planeta. É agora ou agora.
O lançamento do mapa comunitário faz parte da expedição do Greenpeace Salvar o Planeta. É Agora ou Agora, para alertar a população brasileira sobre os problemas causados pelo aquecimento global e pressionar os governos a tomarem medidas urgentes contra os impactos das mudanças climáticas.

Para fazer a sua parte, o Brasil deve se comprometer com metas setoriais de redução de gases do efeito estufa, zerando o desmatamento da Amazônia até 2015, promovendo fontes renováveis de energia e eficiência energética e implementando uma rede de áreas marinhas para proteger os oceanos.

Conheça mais detalhes sobre a campanha na página especial da expedição no http://www.greenpeace.org.br/cop/.

Confira o roteiro do Arctic Sunrise pelo Brasil - datas e horários para a visitação pública ao navio em cada cidade da programação. A entrada é gratuita no http://www.greenblog.org.br/?page_id=46.


Redação do Greenpeace
Envolverde, 19/01/09
© Copyleft - É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.

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Para atrair anunciantes Oscar reduziu o preço e mudou as regras

A ABC reduziu de USD 1,7 milhao para USD 1,4 milhao o preço da inserçao comercial durante a transmissao do Oscar. O movimento tem o objetivo de atrair o interesse dos anunciantes para um evento que vem perdendo audiência - 32 milhoes de americanos assistiram à transmissao da premiaçao no ano passado, abaixo dos 39,9 milhoes que tinham visto em 2007. Além da queda de preço, a emissora também passou a aceitar comerciais de filmes.

A publicidade dos estudios sempre foi proibida na transmissao do Oscar com o objetivo de evitar conflito de interesses e garantir que o publico nao visse a premiaçao como um jogo de cartas marcadas.

A noticia é do Ad Age.


Blue Bus, 19/01/09

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Entenda o que significa "blog content"

Julio Câmara criou blog há dois anos e diz que ganhou "fama na blogsfera"; idade impediu contratação para cobrir feira de tecnologia
Foto Rogério Azor/Folha Imagem


Para entender melhor por que uma empresa pagaria pelo conteúdo de um blog pessoal, vale dizer que o principal motivo é que é um ótimo negócio.

Imagine o seguinte: você tem um blog sobre um assunto que ama, como carros, e pesquisa e escreve com frequência sobre o tema. Além disso, tem uma vasta rede de contatos que lotam seus comentários, é mencionado em outros blogs e participa ativamente de comunidades. Pronto, você é popular e já tem um "ramo" na blogsfera.

Agora, se uma montadora quer fazer um blog para se aproximar do consumidor final, ela pode contratar uma agência, que vai contratar um jornalista especializado e, depois, vai divulgar o site para que ele tenha visibilidade. Que pode dar certo, ou não.

Mas, se o seu blog já tem leitores cativos, basta que eles te chamem, você põe um link no seu blog no estilo "mudei de endereço e agora estou escrevendo no site tal" e está feito.

Isso é chamado "blog content" e já existem até pessoas cuidando especificamente disso dentro de agências. Sim, porque é muito vantajoso: a empresa que quer fazer a ação e a agência já sabem como é o seu texto, que seu blog já tem leitores, que você tem moral na web e que já tem material para saber se quer associar a marca a você.

Além de evitar surpresas, contratar blogueiros é opção econômica. Como a maioria escreve sobre uma paixão, quando surge alguém querendo pagar pelos textos que já seriam publicados, qualquer valor parece vantajoso. Muitas vezes escrever para uma empresa significa ter novas regras, como não criticar ninguém e não falar sobre sexo, por exemplo. Por isso pense bem se a grana vale sua liberdade perdida.


Marina Fuentes
Folha Online, 19/01/09

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Ceará implanta fibra óptica para conectar população

Proliferam pelo país as chamadas "cidades digitais", em que prefeituras criam suas redes de banda larga para conectar a população à internet. Em âmbito estadual, o Ceará foi um dos primeiros a adotar um projeto do gênero: partiu para a instalação de fibra óptica. Inicialmente, a infra-estrutura deverá ser implantada numa área onde vive 82% da população urbana.

O governo cearense vê com bons olhos a revitalização da Telebrás e o uso da rede da Eletronet para ter um sistema alternativo à sua própria infra-estrutura.

O presidente da Empresa de Tecnologia da Informação do Ceará (Etice), Fernando Carvalho, afirma que foi a Brasília quando soube da intenção de grupos do governo de transferir à Telebrás a gestão da rede da Eletronet. "Estivemos em várias reuniões com a ministra Dilma (Roussef), mas ela alertou que, com a falência da Eletronet, existia o passivo sub judice. Em vez de esperar, optamos por construir a nossa rede, mas continuamos interessados na parceria" afirma.

Segundo Carvalho, logo depois que Cid Gomes (PSB) assumiu o governo do Estado foi identificado que havia uma despesa anual da ordem de R$ 35 milhões com telecomunicações. Diante disso, começaram a ser estudadas alternativas para reduzir os gastos. Uma das primeiras idéias foi a busca de parcerias, mas diante da demora o governo optou por partir para a construção de rede própria.

Foi realizada uma concorrência. Venceu a construtora Schain. O projeto de instalação das fibras, orçado em R$ 49 milhões, deverá ter sua primeira etapa concluída em meados deste ano. A rede total terá 2,5 mil quilômetros e passará por vários municípios do interior, além da capital Fortaleza.

"Nosso objetivo não é criar uma empresa estatal para oferecer serviços de telecomunicações. Queremos usar nossa rede como uma ferramenta da desenvolvimento e de redução de custos. Há locais no Estado onde a operadora não chega, temos um monopólio que não investe por que não vê retorno imediato. Havia metas de instalar a telefonia em todos os locais com população acima de 100 habitantes, mas há metas (de universalização) que foram trocadas pelo projeto de levar banda larga às escolas", afirma.

O projeto tem parceria com a Companhia Energética do Ceará (Coelce), Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf) e TV Ceará, que vão interligar redes próprias à do governo do Estado.

Outra parceria é a Rede Nacional de Pesquisas (RNT), que interliga instituições de pesquisas, universidades e está à frente do programa Redes Comunitárias de Educação e Pesquisa (Redecomep). Financiada pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), ela está em expansão e prevê atingir todo o país com 27 redes em todos os Estados ainda no decorrer deste ano. A maior delas e com mais capacidade ficará no Rio de Janeiro.

Há empresas como Eletronorte, no Pará, e Neoenergia, na Bahia, que firmaram parcerias para ampliação da rede da Redecomep. O governo do Ceará fez o mesmo. Lá, o objetivo é interligar 80 escolas estaduais e orgãos públicos. No projeto, a chamada última milha, que conecta a rede ao destino final, utiliza infra-estrutura sem fio.

Carvalho diz que, se o Estado fosse usar serviços da concessionária de telefonia, em muitos locais não haveria velocidade de transmissão para prestar alguns serviços, como o videoconferência - tecnologia que poderia se tornar auxiliar no sistema de ensino. "Por isso, chegamos à conclusão que seria mais vantajoso montar nossa própria infra-estrutura. Fortaleza já está toda com fibra, são 120 quilômetros", afirma.

Carvalho conta que há outros Estados implementando ou buscando projetos próprios. Ele diz que estão sendo trocadas experiências com os governos do Maranhão, Bahia, Pará, Rondônia, Piauí.


Heloisa Magalhães
Valor Online, 19/01/09

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sábado, 17 de janeiro de 2009

Search marketing lidera investimentos

Em 2009, o search marketing (ou links patrocinados) vai liderar os investimentos na internet, com melhorias como o refinamento da busca e novas tecnologias para identificar o comportamento de navegação do usuário. Segundo o eMarketer, está previsto um investimento de US$ 10,4 bilhões em anúncios de buscas no mundo - praticamente o dobro do que será investido em banners.

Raul Órfão, diretor geral da Tribo Interactive, ressalta que nos próximos anos as buscas devem se tornar mais pertinentes e focadas. "Há um movimento grande para oferecer às pessoas o que procuram de maneira mais rápida e conhecer melhor seus hábitos de atitudes, para que a mensagem seja mais focada", observa.

O mercado de busca é responsável, conforme Marcelo Sant'Iago, diretor geral da MídiaClick, pela retomada do crescimento da publicidade on-line no mundo todo. "Nos Estados Unidos e Inglaterra, o search marketing é maior do que a soma de todos os formatos de mídia display juntos (banner, vídeo, patrocínio, e-mail e rich media). É nos sites de busca que a batalha final pelo cliente é travada", diz Sant'Iago.

Outra expectativa do mercado é emplacar a publicidade em game. Segundo Raul Órfão, novas tecnologias para games vão proporcionar maior imersão e diversão com a marca. "Há estudos que apontam que determinados conteúdos são mais eficientes dentro de uma linguagem de game, do que na forma de um texto", fala ele.

A Tectoy, que no final do ano passado lançou o videogame Zeebo, aposta que a publicidade será uma das principais fontes de receita do novo console. "Enxergamos um potencial muito grande para advertising nesta plataforma. Vamos comercializar espaço, sim", afirmou Fernando Fischer, diretor-presidente da Tectoy.

Tendências
Independente do formato de anúncio, criar engajamento com o consumidor continuará sendo a principal estratégia para a publicidade na internet. Outra tática será a contextualização da mensagem. "É necessário conseguir engajar o usuário de tal maneira que ele fique entretido com a peça. A publicidade não pode ser intrusiva, tem de ser contextualizada, de acordo com o comportamento de navegação do usuário", diz Peter Gerzai, gerente geral da RealMedia.

De acordo com João Muniz, sócio-presidente da LOV, as ações para celular representam a maior tendência do mercado internacional e também no Brasil. "É um aparelho que acompanha as pessoas em todos os lugares. Por isso é um instrumento muito poderoso e há uma infinidade de comunicações que podem ser realizadas via celular", diz Muniz.

Mas graças à globalização da informação, o Brasil não fica atrás dos países desenvolvidos no que se refere às novas tecnologias. "Não há uma grande tendência lá fora que não tenha aqui. Mensuração, análise de dados, ROI, convergência de dados... tudo isso nós temos", diz Renato de Paula, diretor regional da OgilvyOne na América Latina e diretor geral da OgilvyOne Brasil.

QR Code
Outra ferramenta que promete fazer sucesso e tornar-se mais presente na vida dos consumidores brasileiros é o QR Code, a nova versão do código de barras no qual o consumidor manda um SMS do celular com o código impresso no anúncio e faz o download do arquivo QR Code. A partir daí, basta tirar foto do QR Code do anúncio, que o leva para o site WAP do produto/campanha. "Talvez neste ano isso [QR Code] pegue. A Ásia já se utiliza do QR Code nos PDVs, em outdoors e embalagens", comenta Renato de Paula.


Fonte: Propmark
HSM On-line, 14/01/09

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Web consolida posição estratégica

Com a explosão de fenômenos como YouTube, Google, redes sociais e a mania de todo mundo querer se ver na internet e buscar informação na rede, a web assumiu posição estratégica no plano de comunicação dos anunciantes e não dá mais para ficar fora dela - afinal, cerca de 65 milhões de brasileiros estão conectados à rede.

Apesar de concentrar apenas 4,5% do investimento publicitário no País (em torno de R$ 1 bilhão), a previsão é de que dentro de dois anos a mídia on-line detenha 10% do bolo, à frente de meios tradicionais como o rádio e TV paga. Na Inglaterra, a estimativa é que neste ano os investimentos em publicidade na web ultrapassem a TV aberta. O movimento é irreversível e traz um cenário de transformações na relação das marcas com o consumidor e na forma de se comunicar que mexeu com o mercado em 2008 e deve mudar mais este ano. "No ano passado, a publicidade on-line se estabeleceu como uma estratégia real de comunicação para as marcas. Ela, definitivamente, saiu do banco do carona e passou a segurar o volante das marcas junto com as outras mídias", avalia Eco Moliterno, vice-presidente de criação da Wunderman.

Outro fato relevante é que as classes C e D agora também têm acesso à internet - hoje são mais de 90 mil lan houses no Brasil. Isso significa que a web deixou de ser uma mídia que alcança apenas as classes A e B. A crise econômica também promete favorecer a publicidade on-line este ano, já que o custo é menor. "Poucos anunciantes chegaram perto de 10% de investimento em internet, mas a tendência é que aumente mais. De 2007 para 2008 houve um crescimento de 40%. Por conta da crise, talvez haja corte de budget, mas não para internet", diz Valdiney Victor Viçossi, presidente da VM2.

Experimentação
Para os especialistas, 2009 também será o ano da implantação de projetos diferenciados tanto para internet como em mobile marketing, que praticamente engatinhou no último ano. "Este ano terá um caráter de experimentação com projetos diferenciados. O mobile marketing foi pouco explorado e para este ano, promete ter novos formatos, liberação do consumidor para receber essa publicidade. A utilização da capacidade do processamento dos celulares será outra novidade", conta Luiz Fernando Vieira, sócio e diretor de mídia da Africa.

A Y&R anunciou que no último ano, os investimentos da agência em ações digitais cresceram 300%, na comparação com 2007.

Marcelo Sant'Iago, diretor geral da MídiaClick, chama a atenção para o baixo investimento, apesar da audiência elevada dos meios digitais. "Se compararmos o número de pessoas on-line e o tempo que elas passam conectadas, deveria haver mais investimento", diz Sant'Iago. "Principalmente em um País com audiência recorde e onde há mais pessoas on-line do que lendo revistas ou assinando jornais", alerta.


Fonte: Propmark
HSM On-line, 14/01/09

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Grife lança sutiãs para mulheres que tiveram câncer de mama

Coleção é parte da campanha ‘Rosa pela Vida: Quem Procura Cura’, da Sociedade Brasileira de Oncologia

Lingeries sensuais e femininas. A coleção da La Vie en Rose, grife carioca, foi desenvolvida especialmente para mulheres que tiveram que retirar a mama por causa do câncer. Com apoio do Sebrae/RJ, as peças estão sendo lançadas na Fashion Business, que acontece no Rio de Janeiro até sexta-feira (16).

Os sutiãs têm uma abertura lateral que permite a introdução de próteses, proporcionando segurança e conforto, com o delicado detalhe de renda entre os dois bojos para esconder a cicatriz da intervenção. “Esta é uma coleção que não existe no mercado. As peças representam uma ferramenta importante para aumentar a auto-estima da mulher”, afirma a estilista Geisa Lobosco.

A coleção foi desenvolvida depois que peças-conceito foram apresentadas em um congresso de oncologia, realizado no Rio de Janeiro, em novembro passado. O sucesso motivou a médica e empresária Carla Ismael a investir na produção da linha.

De renda francesa à tecidos mais baratos, a coleção tem peças para mulheres com diferente poder aquisitivo. “Alguns conjuntos podem sair por até R$ 20", destaca Lobosco.

A coleção é parte da campanha ‘Rosa pela Vida: Quem Procura Cura’, da Sociedade Brasileira de Oncologia, que defende a importância da detecção precoce do câncer de mama. Nomes consagrados apóiam o projeto, como o artista plástico goiano, Siron Franco, Isabela Capeto, Gilson Martins e Amsterdam Sauer, entre outros que criaram peças especiais que serão leiloadas em março.

Os recursos serão destinados à compra de um equipamento para uma clínica de Petrópolis, região serrana do Rio, para realização de exames preventivos e gratuitos.

Serviço:
Agência Sebrae de Notícias - (61) 3348-7494
Sebrae/RJ - (21) 2212 7971
La Vie en Rose - (21) 2529 2647


Regina Mamede
ASN - Agência Sebrae de Notícias, 14/01/09

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O boom do out-of-home digital

Matéria da Advertising Age aponta que nem todos estão em crise nos EUA

Nem todos os setores da publicidade preveem um 2009 ruim nos Estados Unidos. A mídia out-of-home digital é uma das que aguardam um crescimento real, tendo finalizado 2008 já com uma alta de 11% no faturamento.

Uma das razões para isso é que a mídia out-of-home já foi muito além dos pôsteres estáticos da indústria do outdoor e os anunciantes estão propensos a cortar custos ao tirar do ar seus comerciais de 30 segundos e utilizar a verba em novas e diferentes telas em táxis, caixas de correio, postos de gasolina e lugares do gênero.

Patrick Quinn, presidente da empresa de pesquisa de mídia PQ Media, estima que o out-of-home digital irá crescer 9% em 2009, em relação aos US$ 2,43 bilhões apontados em 2008, ao passo que o outdoor tradicional decaiu 1%.

Ele cita que um outro fator que auxilia no sucesso é a facilidade de mensuração da atividade do consumidor no local da peça. "As pessoas estão gastando mais tempo fora de casas e se deslocando mais. O mercado jovem continua a ser multi-tarefa e também fica gasta mais tempo fora do lar", afirma. "As redes de agências realmente estão focando essas pessoas e a tecnologia que é usada para os alcançar é vista como tendo maior poder de engajar e atinge-os em locações cativas em determinados períodos de tempo", lembra.

Suzanne Alecia, president da Out-of-Home Advertising Bureau, disse que os últimos seis meses têm sido particularmente renovadores para as agências , como o Grupo M e a Mediavest, que começaram a incitar seus grupos de compra de mídia em outdoor e TV a adquirir espaço em out-of-home digital como parte de uma estratégia mais integrada.

Embora o out-of-home ofereça espaço para adaptação de comerciais de TV, uma quantidade cada vez maior de marcas criam filmes dedicados a esta mídia.

David Leider, presidente da Destination Media, uma empresa do ramo, diz que 35% das campanhas em 2008 foram específicas para a mídia, com destaque para empresas de varejo, setor automotivo e de bens embalados.

Exemplo em NY
A Dace Venture investiu recentemente na Locamoda, uma empresa de tecnologia mobile que casa redes sociais com a out-of-home. Há na Times Square, em Nova York, um outdoor digital que apresenta um jogo chamado Jumbli, que os pedestres podem jogar em seus telefones celulares ou no Facebook. A AT&T recentemente patrocinou o jogo, e conquistou 300 mil para o jogo no espaço de um mês.


Meio & Mensagem Online, 16/01/09

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sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Associação de prostitutas na PB rifa pacote sexual a R$ 5 para pagar dívidas

Por R$ 5, um homem poderá selecionar, na noite do dia 31, uma entre dez prostitutas que fazem ponto nas ruas de João Pessoa (PB) para pernoitar em um motel --com tudo pago.

O pacote sexual --que, na média, sairia por R$ 600, incluindo o motel-- foi a solução encontrada pela Apros-PB (Associação das Profissionais do Sexo da Paraíba) para se livrar de uma dívida de R$ 3.000 em aluguel, luz, telefone e água.

Ideia de uma das 120 associadas, desde a semana passada a Apros está rifando o programa completo por R$ 5. Até ontem, segundo a presidente da associação, Luza Maria, 36, mais de cem números haviam sido vendidos.

Apesar de a procura masculina ser maior, michês serão contatados para servir de "prêmio" às mulheres. A previsão de Luza é obter mil interessados na "noite de prazer" --ou R$ 5.000 nos cofres da entidade. Segundo ela, entre as dez voluntárias, há muita variedade, com mulheres de até 50 anos.

A Apros-PB, criada em 2001, tinha como renda a venda de preservativos. Segundo Luza, em julho o grupo ficou sem recursos do Ministério da Saúde, que financiava vale-transporte para as visitas. Sem dinheiro para as passagens, caiu a venda de preservativos.

Pela lei brasileira, prostituição não é crime. Tirar proveito da atividade ou induzir alguém a esse tipo de trabalho são crimes. No caso da rifa, as dez mulheres decidiram se voluntariar e ser escolhidas pelo vencedor.


Breno Costa
Folha Online, 17/01/09

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MS promete adaptação do Office ao acordo ortográfico no 2º semestre

Companhia anuncia que pacote Office estará totalmente adaptado ao novo acordo ortográfica apenas no segundo semestre de 2009.

[Nota minha: já existe um corretor para os usuários do Firefox. Já tem alguns dias que escrevo meus textos no navegador e depois passo para o Word ou outros softwares. Ainda tem problemas com o hífen, mas já dá prá ir aprendendo a nova acentuação É duro escrever "ideia", mas fazer o quê? Quanto antes a gente se adaptar, melhor. Se alguém aí quiser a dica é só pedir.]

A Microsoft Brasil afirmou nesta quinta-feira (15/01) que divulgará um patch para que o pacote corporativo Office se adapte às novas regras ortográficas da língua portuguesa no segundo semestre do ano.

Até esta semana, a companhia não tinha divulgado quando deveria ajustar seu popular pacote corporativo, notoriamente o editor de textos Word.

Um dos rivais do Office, o pacote aberto e gratuito BrOffice, já conta com um complemento, chamado de Vero, que promete adequar a correção automática do editor de texto às novas normas gramaticais.

Testes feitos pelo IDG Now!, porém, revelaram que, por mais que se saísse bem em regras sobre trema e acentos, o Vero pecava quando tinha que acertar as hífens definidas pelo novo acordo.

O mesmo problema enfrentaram dois tradutores online também testados: tanto o corretor da Porto Editora como o serviço criado por Edney Souza, do portal de blogs Interney, se complicam quando tentam verter para o novo português palavras com hífen.


IDG Now, 16/01/09

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Operadoras cumprem 78% do programa banda larga nas escolas

As empresas de telefonia fixa cumpriram apenas 78,7% da meta prevista para 2008 do programa "Banda Larga nas Escolas", que prevê a conexão de todas as escolas do Brasil até 2010. Telefônica, Oi e Sercomtel deixaram de cumprir a meta e, por conta disso, a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) abriu processos administrativos contra as três operadoras. As concessionárias terão agora prazo para explicar o motivo do descumprimento e podem ser multadas em até R$ 25 milhões.

A Telefônica foi a empresa com o pior desempenho, levando banda larga a 69,5% das escolas acordadas para 2008. A operadora tinha 3.665 escolas para atender em 2008, mas só conseguiu colocar banda larga em 2.548.

A Oi cumpriu 69,6% da meta, levando internet banda larga a 8.824 das 12.680 escolas previstas. A Sercomtel cumpriu 86,7% do compromisso, atendendo 65 das 75 escolas previstas. Brasil Telecom e CTBC conseguiram cumprir a meta acordada.

Municípios
Em relação à meta de levar infraestrutura de internet banda larga a todos os municípios brasileiros, que será completada em 2010, apenas a Oi não conseguiu cumprir o previsto para 2008. A concessionária deveria levar o chamado backhaul a 1.092 municípios, mas só conseguiu cumprir 561 cidades. A Anatel abriu segundo processo administrativo contra a Oi para averiguar o que aconteceu e a empresa poderá ser multada, nesse caso, em até R$ 50 milhões.

Já a Telefônica, que tinha que atender 103 municípios, ultrapassou a meta e levou a infraestrutura a 111. Brasil Telecom também ultrapassou a meta e levou o backhaul a 183 cidades (contra 181 previstas).

Representantes da Anatel, Ministério da Educação, Casa Civil e das empresas se reuniram nesta quinta-feira para discutir a questão. Apenas o programa Banda Larga nas Escolas foi discutido hoje e a questão da infraestrutura será tratada em nova reunião.

Entre as justificativas apresentadas pelas operadoras para não cumprir o programa está o fato de várias escolas estarem fechadas no fim do ano. Agora, as empresas terão que cumprir, já no primeiro trimestre, todo o passivo de 2008, além do montante programado para esse período em 2009.

Programa
O programa banda larga na escola prevê a conexão de todas as 56.685 escolas públicas urbanas até 2010. O projeto, anunciado em abril do ano passado, é resultado de quase um ano de negociações com as empresas de telefonia fixa.

As teles acordaram com o governo levar redes de internet a todos os municípios do país. Em contrapartida, o governo modificou o PGMU (Plano Geral de Metas para Universalização) trocando a obrigação de levar postos de serviço telefônico --que incluem orelhões e acesso à internet discada-- pela infraestrutura de internet. A previsão é que a rede custe entre R$ 800 milhões e R$ 1 bilhão.

Além disso, as empresas conectarão as escolas públicas às redes de internet gratuitamente por 18 anos, incluindo novas escolas abertas nesse período.


Lorenna Rodrigues
Folha Online, 15/01/09

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Mortalidade de crianças menores de 5 anos no Brasil caiu 62% em 17 anos, diz Unicef

O Unicef (Fundação das Nações Unidas para a Infância) divulgou nesta quinta-feira o relatório anual Situação Mundial da Infância 2009, e um dos maiores destaques no Brasil é a redução da mortalidade de crianças com menos de 5 anos --caiu 62% em relação a 1990.

A divulgação do relatório aconteceu em Johanesburgo, na África do Sul, e aponta o Brasil na 107º posição do ranking que analisa 194 países. Os primeiros lugares da lista são ocupados pelas nações com mortalidades mais elevadas --Serra Leoa (1º) e Afeganistão (2º)-- e os países com as taxas mais baixas ocupam os últimos lugares no ranking --Suécia, Islândia, Cingapura, Luxemburgo, Andorra e Liechtenstein.

Segundo o relatório, a mortalidade infantil no Brasil atingiu 22 crianças por cada 1.000 nascidos vivos, no ano de 2007. No ano anterior, eram 20 mortes em cada mil nascidas vivas. Embora o número pareça apontar uma piora nos dados brasileiros, o Unicef no Brasil aponta que a comparação não pode ser feita devido a mudança na metodologia.

"Não houve uma piora, houve reajuste da série que agora está mais próxima da realidade brasileira", afirma Cristina Albuquerque, coordenadora do programa de sobrevivência e desenvolvimento infantil do Unicef no Brasil.

De acordo com Albuquerque, o Brasil tem reduzido a queda na mortalidade de crianças com menos de cinco anos e passou de 58 para cada 1.000 nascidos vivos, em 1990, para 22 a cada 1.000 nascidos vivos, os números correspondem a uma queda de 62% no período e coloca o Brasil entre os 18 países que mais reduziram a mortalidade infantil.

Ela ainda destaca, "o Brasil vem confirmando a tendência de redução e vai conseguir atingir a meta do milênio de redução de dois terços da mortalidade de crianças com menos de 5 anos".

Cuidado com a mãe
O relatório do Unicef apontou a mortalidade materna como um dos principais problemas a serem enfrentados na gravidez, no momento do parto e nos 42 dias após o nascimento da criança.

Segundo Albuquerque, o alerta para os cuidados com as mães é um dos principais objetivos do relatório. No Brasil, a mortalidade de mães atinge 110 a cada 100 mil partos, enquanto a média de países industrializados é de oito mortes de mães a cada 100 mil nascimentos.

"Já tivemos muitas melhorias na cobertura neonatal e já chegamos a 77% das mulheres passando por pelo menos seis consultas durante a gravidez e 99% tendo seus filhos em hospitais, mas ainda é alto o número de mães que contraem infecções após no período de até 42 dias após o parto", alerta Albuquerque.

Ela ainda acrescenta: "É preciso priorizar neonatal, parto e pós-parto para que a mortalidade da mãe reduza".

Segundo o relatório, a cada ano, mais de meio milhão de mulheres morrem devido a complicações no parto. Os principais problemas de mortalidade materna são encontrados no sul da Ásia e na África Subsaariana, onde se concentram 95% das mortes maternas.

Os dez países com o maior risco de morte maternal durante a vida toda são Níger, Afeganistão, Serra Leoa, Chade, Angola, Libéria, Somália, República Democrática do Congo, Guiné-Bissau e Mali.


Fernanda Pereira Neves
Folha Online, 15/01/09

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Corinthians encontra dificuldade para fechar patrocínio

A contratação de Ronaldo colocou o Corinthians em evidência no mundo inteiro. Em campo, o Fenômeno trabalha diariamente para perder os quilos excedentes e atingir a forma ideal para estrear pelo time. Fora dele, no entanto, a imagem do atacante não corresponde às expectativas.

Com a chegada de Ronaldo, grande aposta do departamento de marketing do Corinthians, o clube esperava uma fila de patrocinadores para estampar a frente da camisa, mangas e shorts (nos dois últimos, o Fenômeno receberá 80% do valor). Mas a realidade encontrada é outra.

"O Departamento de Marketing do Corinthians avisa torcedores e imprensa que continua negociando os contratos de patrocínio de camisa, manga e calção do futebol para a temporada de 2009.

Por serem negociações trabalhosas e com muitos detalhes, não há como ter uma previsão de quanto tempo ainda será necessário para que estas sejam concretizadas. Também não é possível a divulgação de detalhes e nomes de pretendentes, já que todas as conversas em andamento são sigilosas.

Assim que algum contrato estiver fechado, imediatamente este será confirmado aqui no site oficial (www.corinthians.com.br) do clube", diz a nota oficial divulgada pelo clube.

O contrato de R$ 16,5 milhões anuais com a Medial Saúde terminou em dezembro de 2008. A partir dali, a busca tornou-se incessante por uma empresa que estivesse disposta a pagar no mínimo R$ 20 milhões anuais. Nomes como Bradesco, Emirates Airlines, Oi e Nestlé foram cogitados. Todos, via assessoria, negam uma negociação com o Corinthians.

Nos últimos dia, a Caixa Econômica Federal apareceu como o possível patrocinador. Oficialmente, porém, nega qualquer possibilidade.

"A Caixa Econômica Federal tradicionalmente patrocina o esporte olímpico, paraolímpico e atletismo. Não há qualquer estudo para entrar no mercado do futebol. Está fora da nossa área, e não existe nenhum tipo de negociação com o Corinthians, diz a Caixa, via assessoria.


Folha Online, 15/01/09

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Estatuto de Museus

Lei nº 11.904 foi sancionada pelo presidente Lula da Silva

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou nesta quarta-feira, 14 de janeiro, a Lei nº 11.904, que institui o Estatuto de Museus, legislação específica para orientar e auxiliar as instituições museais em suas tarefas de rotina, com normas de preservação, conservação, restauração e segurança dos bens artísticos, tais como a obrigatoriedade de um plano museológico e de um programa de segurança.

“Este um marco histórico e reafirma o compromisso do Governo Lula, através do Ministério da Cultura, com a preservação do patrimônio e com a política pública na área de museus”, ressalta o diretor do Departamento de Museus e Centros Culturais do Instituto Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, José do Nascimento Júnior.

A Lei nº 11.904/2009 - que foi publicada na edição desta quinta-feira (dia 15) do Diário Oficial da União (Seção 1, páginas 1, 2 e 3) - será regulamentada por meio de Decreto presidencial. As instituições museológicas brasileiras terão até cinco anos para se adaptar às novas normas.

Além de criar normas gerais reguladoras, o Estatuto busca contribuir para uma definição mais ampla do conceito de museus, estabelece os procedimentos de criação de instituições museológicas, identifica suas funções e atribuições e regula atividades específicas. O instrumento também valida e fortalece o Sistema Brasileiro de Museus (SBM), instituído pelo Decreto nº 5.264/2004.

Outras informações: (61) 3414-6234 e demu@iphan.gov.br, no Departamento de Museus e Centros Culturais do do Instituto Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Demu/Iphan).


Ministério da Cultura, 15/01/09

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Sustentabilidade: como capitalizar a TI Verde a favor de sua empresa

Deixe de lado a velha noção de que computação verde é cara e traz poucos resultados. O novo consenso é que ela oferece meios fáceis de economizar dinheiro.

A salvação da Terra – e do orçamento de sua empresa – pode ser tão simples quanto usar ar fresco para refrigerar seu data center? A resposta pode não ser tão óbvia, mas pode ser o primeiro passo para alcançar o objetivo, porque companhias que estão utilizando ar natural para refrigerar suas instalações estão colhendo grandes benefícios, tanto ambientais quanto financeiros. Na verdade, executivos de TI, analistas e defensores ambientais afirmam haver uma série de oportunidades para empresas de tecnologia criarem operações mais ‘verdes’ que reduzam custos de energia, aumentem o crédito de carbono das empresas e, também, economizem dinheiro.

Mas a maioria das empresas ainda não estão capitalizando suas iniciativas, mesmo aquelas relativamente fáceis e baratas de se implementar. Uma pesquisa anual realizada pelo Computerworld norte-americano mostrou que os executivos de TI ainda relutam. Quase a metade deles (42%) disse que seus departamentos não têm planejados, para os próximos doze meses, projetos para redução de consumo de energia ou emissão de carbono, e quase três quartos reconheceram não ter planos para a criação de comitês que coordenem estas iniciativas.

Enquanto isso, especialistas alertam organizações que ignoram questões verdes que agora é o momento, se elas quiserem continuar competitivas. “A questão não está evoluindo e há muito em jogo neste momento”, afirma Rakesh Kumar, analista do Gartner. É impossível dizer que estes executivos não têm seus motivos para permanecer longe destas questões. Para Kumar, alguns deles encaram o tema como modismo. Christopher Mines, analista do Forrester, afirma que outros não levam o tema a sério e não veem necessidade de agir, e outro grupo acredita tratar-se apenas de aumento nas despesas.

Outros ainda demonstram irritação com o retrabalho exigido para alinhamento de sistemas e processos. “A última coisa que estas pessoas querem fazer é redefinir processos de TI que funcionam e iniciar um processo de reengenharia para torná-los mais eficientes”, ressalta Mines.

Pioneiros
Apesar disso, há um grupo de executivos de TI e outros executivos que estão colocando os questionamentos de lado e estão implementando iniciativas de TI Verde. Quando a IDC entrevistou 300 CEOs para sua pesquisa “U.S. Green IT Survey”, em setembro do ano passado, 44% dos respondentes disseram que as áreas de TI teriam um papel muito importante os esforços corporativos para redução de impactos ambientais. Em 2007, este percentual era de 14%.

Grandes projetos, com seus correspondentes retornos sobre investimento, exigem muita atenção. Infelizmente, algumas vezes eles deixam de lado pequenas mudanças que, feitas em conjunto, podem representar economias significativas. Veja abaixo algumas das melhores práticas que oferecem benefícios financeiros e ambientais:
- tire da tomada carregadores de bateria e de celulares, quando eles não estiverem em uso;
- troque os monitores CRT por LCD, que são mais eficientes, e garanta descarte correto dos antigos, que contêm material poluente;
- considere fornecer laptops aos usuários, ao invés de desktops. Você reduzir o gasto de energia e eliminar a necessidade de comprar dois equipamentos para os trabalhadores móveis;
- instale e estimule o uso de equipamentos de teleconferência e outras ferramentas de colaboração que reduzem a necessidade de viagens sem sacrificar os negócios;
- desligue os descansos de tela;
- imprima frente e verso e mantenha as impressoras longe dos funcionários. Isso vai desencorajar impressões desnecessárias;

- estimule o teletrabalho. Isso vai reduzir a quantidade de carros na rua e a necessidade de mais espaço no escritório.

A pesquisa de 2008 também mostrou que a redução de custos de energia é o hoje a maior razão para a adoção da TI Verde. “Nós não encontramos muitas empresas em dúvida sobre a exploração de projetos de TI Verde. A principal dúvida é por onde começar. Fornecedores e ambientalistas têm feito muito marketing sobre o tema e isso pode estar confundindo CEOs e CIOs”, acredita Vernon Turner, analista da IDC.

Para que estas iniciativas funcionem, é fundamental que sejam desenvolvidas políticas verdes corporativas. De outro lado, as áreas de TI podem implementar algumas ações sem a necessidade de refazer inteiramente políticas, processos e procedimentos – e também sem gastar muito dinheiro. Mais que isso, elas podem vender o gerenciamento destes projetos com base não apenas em seus méritos ambientais, mas também com base em seu retorno financeiro.

“Muitas ações permitem retorno em curto prazo”, alerta Kumar, lembrando que nas atuais condições da economia mundial, os CIOs deveriam manter seu foco em iniciativas cujos retornos se comprovem em, no máximo, 18 meses. Ele cita como exemplo projetos que reduzam a demanda por energia, desde o uso de telecomutação e teleconferência até a consolidação de data centers. “Estas, em nossa opinião, são ações de TI Verde”, afirma.

Katharine Kaplan, gerente de produto da Energy Star junto a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos, concorda. “O gerenciamento de energia é provavelmente um dos meios mais fáceis e de menor custo de obter grandes resultados”, diz. Como exemplo, ela lembra que o uso de funcionalidades de gerenciamento em desktops pode economizar 50 dólares anuais por máquina. As mesmas ferramentas, em monitores, podem economizar de 12 dólares e 90 dólares anuais, por monitor.

Becky Blalock, vice-presidente e CIO da Southern Co., companhia energética de Atlanta, disse que sua empresa está implementando tecnologias de gerenciamento de energia para garantir que seus 26 mil desktops sejam desligados a noite e durante os períodos de inatividade.

Para Henry Wong, membro do programa de eco-tecnologia da Intel, o gerenciamento de desktops é apenas o começo. Ele lembra que o gerenciamento de ativos é outra maneira simples de reduzir os gastos com energia e custos, bastando analisar a operação para identificar e desligar qualquer equipamento eu não esteja sendo usado ou seja necessário.

Outro modo fácil de introduzir benefícios ‘verdes’ que trazem retorno financeiro é a adoção de práticas de procurement, lembra Michelle Erickson, diretora de programa de TI sustentável do Citigroup. Um exemplo: a instituição está implementando thin clients, que têm menor necessidade de energia e reduz as emissões de carbono das empresas usuárias.

A executiva também recomenda que novos equipamentos estejam em conformidade com o padrão Energy Star, o que garante que os usuários estão usando computadores mais eficientes em energia. O padrão será atualizado este ano, e passará a incluir também servidores. Para Wong, estratégia similar pode ser adotada nos data centers: analise o equipamento que você tem e consolide onde você puder maximizar o uso de cada máquina, sempre com foco nas necessidades de suas unidades de negócio.

“Fizemos isso com equipamentos Intel e evitamos gastos de 3 milhões de dólares”, ressalta Wong. A economia veio do fato de a empresa não precisar construir uma nova estrutura física e não pagar pela manutenção do novo prédio. Do lado ‘verde’, houve redução nos gastos com energia.


IDG News Service, EUA
Computerworld, 16/01/09

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