quarta-feira, 8 de julho de 2009

Inovação ou extinção

A era atual pede a formação de empreendedores responsáveis
Na foto, sede da Team Academy, em Jyväskylä, na Finlândia


As mudanças globais estão aceleradas em todos os campos e já não basta compreender o passado e assimilar informações consolidadas para se preparar para o futuro. É preciso saber lidar com o inesperado, com o novo, e aprimorar a capacidade de resposta para enfrentar os desafios atuais. Assim, escolas e cursos de empreendedorismo inovador ganham destaque em vários países, inclusive no Brasil.

Iniciativas como o Instituto Endeavor, o Pioneers of Change, o Kaos Pilot e a Team Academy estão formando profissionais não mais para se encaixar nos modelos de empreendimentos conhecidos, mas para forjar novas maneiras de interagir e gerar negócios que sejam benéficos para toda a humanidade, considerando os aspectos sociais, culturais e ecológicos, além dos econômicos.

Elas já nascem conscientes da interligação entre as áreas e difundem o conceito de cidadãos do mundo entre seus participantes. Além disso, empregam novas formas de ensinar, pelas quais a autonomia e a coparticipação de todos os envolvidos são a base de sua metodologia. Ao contrário do ensino formal, não se centram em dar respostas, mas em aprimorar a capacidade de indagar e investigar, considerando o processo de aprendizagem uma responsabilidade de todos. O diálogo é constante e as tomadas de decisão são conjuntas. Também não separam o saber do fazer, mas usam a experimentação e o “mãos na massa” como prática rotineira.

O Pioneers of Change, por exemplo, foi fundado por pessoas de 16 países, funciona como uma rede mundial de aprendizado e tem como princípios: ser você mesmo; fazer o que importa; começar agora; engajar-se com outros; e nunca parar de fazer perguntas. O Endeavor, por sua vez, promove os encontros “Bota pra Fazer”, durante os quais divulga exemplos inspiradores de ações possíveis. Esse instituto seleciona e dá apoio personalizado a empreendedores inovadores.

Já o Kaos Pilot e a Team Academy reúnem equipes multidisciplinares na execução de projetos locais e internacionais. Ambos são programas reconhecidos de ensino superior em seus países de origem, Dinamarca e Finlândia, respectivamente. Embora funcionem sem salas de aula ou professores. Eles utilizam o sistema de tutores para orientar seus estudantes. Na Team Academy, essa proposta é reforçada por um contrato pessoal de aprendizado. Com esse documento, o participante avalia seu estágio atual e aonde quer chegar, firmando consigo mesmo metas pessoais. Ali, os projetos funcionam como empresas juniores, com gastos, ganhos e impostos recolhidos normalmente.

Fazer junto
Na base dessas experiências está uma nova visão que aposta, sobretudo, na capacidade de criação conjunta. “Partindo da valorização de cada indivíduo e dos sonhos que eles trazem consigo, preparam-se pessoas capazes de construir seu futuro”, explica Marcus Colasino, um dos pioneiros em empreendedorismo e inovação no Brasil, discípulo de Fernando Dolabela, criador da pedagogia empreendedora e da Oficina do Empreendedor já nos anos 1990.

Suas diretrizes consideram que as necessidades do presente pedem, sobretudo, uma ágil e eficaz capacidade de combinar elementos e tomar decisões acertadas. “O pensamento estrategista migra cada vez mais de um modelo como o do xadrez – com avaliação demorada de todas as peças, dos movimentos e suas consequências – para o de um jogador de videogame”, descreve Hélio Mattar, presidente do Instituto Akatu pelo Consumo Consciente. “É preciso analisar vários elementos simultaneamente e aprimorar a percepção para escolhas rápidas. As pessoas estão hiperconectadas e hipersensíveis e respondem com hipervelocidade também em relação às informações que recebem”, observa o executivo.

O Akatu apurou que os consumidores hoje entendem que as empresas existem para melhorar a sociedade e o meio ambiente e 84% querem uma ação rápida nesse sentido. Caminhos para empreender com êxito, de forma responsável e com boa velocidade podem ser encontrados mais facilmente com muitas cabeças pensando juntas. “Coletivamente, somos mais inteligentes”, observa Tatiana Sansone Soster, do Fórum de Inovação da Fundação Getulio Vargas de São Paulo (FGV-SP). Assim, essas novas escolas utilizam, em lugar de aulas expositivas, reuniões e rodas de diálogo para planejamento, troca de informações e experiências e avaliações conjuntas.

Na Team Academy, até mesmo a bibliografia é definida pelas equipes, conforme o projeto abraçado. Cada livro lido conta pontos no currículo e é apresentado a todo o grupo, ou para vários times, no formato escolhido pelo seu leitor: escrita, oral, artística ou multimídia. Nesta escola, também há um empenho constante em simplificar procedimentos e ferramentas utilizadas. As diretrizes abraçadas são: desafiar o processo; inspirar uma visão comum; capacitar e permitir a ação do outro; moldar um caminho (dar o exemplo); e encorajar o coração (celebrar).

Balanço razão e emoção
O cuidado com os sentimentos de todos é uma premissa para gerar resultados mais eficientes e sustentáveis, segundo as práticas experimentadas. Essas novas escolas buscam construir um interesse genuíno pelo outro e por fazer junto, dando espaço para expressão das emoções.

“Certa vez, uma integrante de nossa equipe comunicou que ia sair, pois se sentia sobrecarregada. Outras pessoas disseram se sentir da mesma forma. Estávamos perto das férias de verão e elas teriam que passar a folga trabalhando, já que o projeto lhes colocava muitas tarefas”, contou Sanna Tossavaineu, recém-formada pela Team Academy. “Isso poderia ter sido uma grave crise e fazer nosso projeto desandar. Mas pensamos como uma equipe e buscamos um jeito de resolver a situação. Fizemos pequenos mutirões, todos executando as tarefas de cada pessoa, em conjunto numa mesma data, até que todo mundo tivesse condições de tirar as férias sem problemas”, continuou a nova empreendedora.

Sanna fala com entusiasmo do tempo que passou na Team Academy e diz que o principal lá é aprender um com o outro, expressar o que sente e enfrentar juntos os joy challenges (algo como “desafios que nos alegram”, termo empregado pela escola que utiliza muito humor em toda a sua dinâmica). “O ser humano tem emoção e fragilidades. Quando as expõe e as pessoas estão lá pra ajudar, tudo fica mais fácil”, comenta Tatiana S. Soster. “Estamos num tempo de modificar modelos mentais, privilegiando o engajamento pelo coletivo e o acolhimento das diferenças, deixando de lado o individualismo que coloca todos sob ameaça no planeta”, completa Sanna Tossavaineu.

Neuza Árbocz (Envolverde), Edição de Benjamin S. Gonçalves (Instituto Ethos)
Ethos, 07/07/09

Mais...

Crescem no país manifestações de democracia participativa

População aprende caminhos para tirar maus políticos dos cargos

A legislação brasileira oferece mecanismos para inibir a má aplicação de recursos públicos, mas, em geral, eles ainda são pouco conhecidos e utilizados. Depois de anos impedida e desencorajada do exercício da participação pública, a população está reaprendendo que pode e deve conhecer quanto se arrecada e onde é aplicado cada centavo gerado pelo trabalho de todos.

Além disso, está descobrindo que pode pedir, por iniciativa própria, o afastamento de maus políticos. Januária e Itajubá, em Minas Gerais, Ribeirão Bonito e Holambra, em São Paulo, são exemplos de cidades onde a população resolveu ficar de olho na atuação dos governantes e desvendar os caminhos legais para cobrar a transparência que é direito de todos.

Januária afastou seis prefeitos por má gestão e corrupção, em cinco anos, por meio de denúncias levadas à Câmara dos Vereadores e acompanhadas de perto por moradores que acabaram por fundar a Associação Amigos de Januária (Asajan). Sua ação se inspirou em movimento similar em Ribeirão Bonito, onde a população também se organizou, fundando a Amigos Associados de Ribeirão Bonito (Amarribo). Esta, a partir de sua experiência, publicou a cartilha O Combate à Corrupção nas Prefeituras do Brasil, na qual ensina como identificar e agir contra a improbidade administrativa.

Atuar por meio de associações ajuda a rastrear os atos públicos, pois reúne mais pessoas para acompanhar as publicações oficiais e as sessões na câmara de vereadores local, que deve fiscalizar os atos do Executivo, baseada na Lei Orgânica Municipal (LOM). Contudo, não raro a própria câmara se desvia de suas funções, ficando mesmo a cargo da população intervir na defesa do bem público.

Este foi o caso de Itajubá, onde a organização Transparência Itajubá nasceu da indignação da população com a decisão dos vereadores de alugar dez salas em um prédio ao valor de mais de R$ 1 milhão por ano. Sua atuação conseguiu arquivar o projeto e até reduzir o salário dos políticos da cidade. O poder da ampla divulgação tem sido difundido pela Transparência Brasil, que apóia a formação de unidades locais, como a daquela cidade mineira.

Esta também é a linha de atuação do Movimento Nossa São Paulo, que formou grupos de trabalho para acompanhar a gestão da cidade, mapeando as necessidades de cada uma das 31 subprefeituras e criando indicadores para uma análise mais precisa.

Acesso às informações
A lei brasileira obriga a tornar público todo ato, decreto e gasto de verbas nos âmbitos federal, estaduais e municipais*. Mesmo assim, os que querem acompanhar estas informações ainda enfrentam dificuldades na prática. A começar pelo volume de dados envolvidos, pela forma como são veiculados e pelo tipo de linguagem utilizada, muitas vezes, de difícil entendimento.

Fazer esse acompanhamento desde as menores células, os municípios, pode tornar esta tarefa mais viável. No entanto, não menos trabalhosa. Holambra, um município jovem (criado em 1993), tem uma Lei Orgânica com 276 artigos e um Plano Diretor com mais de 120 páginas. Os que se aventuraram a lê-lo, descobriram determinações como “área fadada a desaparecer”, como se uma parte do município pudesse deixar de existir. Nem mesmo os vereadores – neste caso ainda na gestão passada – sabiam explicar qual a intenção dessa definição no Anexo VI. Verificando pelas coordenadas geográficas, os moradores descobriram que se tratava de uma área verde, segundo o zoneamento definido na origem da cidade. Em algum momento, esse planejamento foi alterado, considerando que o verde dali desapareceria, sem nem mesmo indicar no que ele se transformaria.

A partir da leitura da LOM, os moradores tornaram-se mais preparados para acompanhar os trabalhos do Legislativo e do Executivo na cidade. Assim, detectaram rapidamente irregularidades na gestão que assumiu em janeiro de 2009, entre as quais a contratação de um escritório de advocacia para assessoria jurídica sem licitação alguma. Este contrato foi cancelado por ordem judicial. Contudo, a mobilização segue com auxílio do Ministério Público local, já que a Câmara de Vereadores se dividiu entre cinco vereadores defendendo a apreciação imediata das demais denúncias e quatro negando-se a fazê-lo. Como entre eles está o próprio presidente da Câmara, este optou por arquivá-las, desconsiderando os pedidos contrários.

Apoio mútuo
As iniciativas pela democracia participativa se organizaram em redes para facilitar a divulgação de informações e fortalecer o apoio jurídico, que é fundamental para sua atuação. Elas recomendam, por exemplo, que toda cidade acione os promotores de justiça de suas comarcas, a fim de fazer as prefeituras cumprirem as disposições da Lei 9.755/98, do artigo 16 da Lei 8.666/93 e a Instrução Normativa nº. 28/99, do Tribunal de Contas da União.

Entre outras coisas, essas normas estabelecem que as prefeituras devam publicar em seus sites na internet a relação de todas as compras efetuadas mensalmente, indicando todos os detalhes, como descrição dos itens, quantidade, preços unitários, CNPJ dos fornecedores etc. Além disso, o movimento lembra que qualquer cidadão, nos termos do artigo 5º., inciso 33, da Constituição Federal, pode requerer a lista de pagamentos da prefeitura e esta deve afixar diariamente a lista de pagamentos realizados.

Mais uma vez, unir-se em associações facilita todo o trabalho e evita exposição pessoal. “Eu admiro o que estão fazendo. Mas, em cidade pequena fica difícil a gente cobrar sem ser perseguido depois. Só pode se engajar quem não tem um negócio próprio”, declarou um morador de Holambra, que pediu para não ser identificado, expressando o medo que há anos impede o avanço de uma real democracia no país.

Neuza Árbocz (Envolverde), Edição de Benjamin S. Gonçalves
Ethos, 07/07/09

Mais...

Lucros do urso Knut serão divididos por dois zoológicos

Urso Knut já gerou milhões de euros para o zoológico de Berlim, onde foi apresentado à imprensa após ter sido rejeitado pela mãe
Foto Fabrizio Bensch/Reuters


O zoológico de Berlim conservará Knut, sua principal atração, pagando 430 mil euros (R$ 1,175 milhão) a um parque que exibe o pai do urso polar e que exigia uma parte dos lucros obtidos com a popularidade do animal estrela.

Os zoológicos de Berlim e de Neumünster (60 km ao norte de Hamburgo) fecharam um acordo amistoso para resolver a divergência sobre a divisão dos milhões de euros gerados por Knut, fundamentalmente pelas visitas e os numerosos produtos relacionados ao urso.

Os dois estabelecimentos devem anunciar os detalhes do acordo ainda nesta quarta-feira.

Knut, o primeiro urso polar que nasceu no zoológico de Berlim nos últimos 30 anos, foi abandonado pela mãe. O animal se tornou célebre em 2007, desencadeando uma verdadeira "Knutmania". A revista de moda americana "Vanity Fair" chegou a dedicar uma capa ao animal.

O zoo de Neumünster abriga Lars, o pai de Knut, e afirma ter direitos de propriedade sobre a estrela.

Durante uma audiência no tribunal regional de Berlim em maio, o zoológico da capital alemã propôs comprar Knut e Lars por 350 mil euros (R$ 957 mil), o preço de mercado para os ursos polares. Neumünster pedia 500 mil euros (R$ 1,367 milhão).

Knut, que fez sua primeira aparição pública em 23 de março de 2007, diante das câmeras da imprensa de todo o mundo, apresenta atualmente alguns problemas de comportamento, segundo grupos de defesa dos animais.


Folha Online, 08/07/09

Mais...

Após crise, escolas de negócios repensam seu papel e modelo de ensino

Quanta diferença um ano faz! Em 8 de abril de 2008, a Harvard Business School comemorou em grande estilo 100 anos triunfantes de MBA. Um ano depois, publicou um estudo questionando seu papel e iniciou um debate online intitulado "How to Fix Business Schools" (Como Consertar as Escolas de Negócios). Harvard não está sozinha ao reconhecer que alguma coisa está errada no mundo do ensino de administração.

Pontos de vista sobre a culpa das faculdades no derretimento econômico vão de um extremo ao outro, assim como as receitas de como reconquistar a confiança das empresas e dos estudantes.

Richard Cosier, reitor da Krannert School da Purdue University, diz que a ganância pessoal e as práticas de empréstimos antiéticas foram as causas do problema, e não as escolas de negócios. Para ele, dizer que as escolas não deveriam ensinar modelos financeiros complexos é um erro. "É como dizer que você não pode ensinar química porque pode fazer as coisas explodirem. As pessoas tomam suas próprias decisões." Outros são mais prudentes. Santiago Iñiguez, reitor da IE Business School da Espanha, representa a opinião de muitos quando diz que "não aceitar parte da responsabilidade seria dizer que não somos parte do jogo."

Harvard, historicamente lenta em agir, foi uma das primeiras a se movimentar desta vez, juntamente com a Insead, e lançou programas executivos que não oferecem diploma, voltados para os novos problemas das empresas. A maioria das escolas está redirecionando as questões do risco e dos modelos financeiros em seus cursos. Mas isso será suficiente?

Na Stanford Business School, Garth Saloner, professor experiente que ocupará o cargo de reitor da faculdade a partir de setembro, acredita que a pedagogia e o conteúdo precisam mudar. Saloner foi o principal engenheiro do MBA remodelado de Stanford, que exige que todos os novos alunos trabalhem em pequenos grupos de estudo para discutir várias questões empresariais. O objetivo, diz ele, é "equipar os alunos para que eles pensem de uma maneira crítica sobre os problemas que as empresas enfrentam."

Outros acreditam que o problema é mais profundo e sistêmico. Dipak Jain, reitor da Kellogg School da Northwestern University, diz que os últimos 15 anos de crescimento econômico tiveram um custo. "Os alunos passaram a se concentrar mais em ganhar dinheiro do que em aprender. É preciso haver uma correção nos salários dos MBAs."

Henry Mintzberg, professor de administração na McGill do Canadá e na Insead da França e de Cingapura, é um crítico de longa data do modelo tradicional de MBA praticado nos Estados Unidos. Ele não faz rodeios e afirma que a pegadogia e a estrutura dos programas de MBA americanos precisam mudar. "As escolas de negócios dos EUA continuam tentando arrumar o que fazem e não entendem que precisam mudar", diz.

Ele afirma que o método de análise de casos, no qual Harvard foi pioneira e que é replicado na maioria das faculdades americanas, ensina tomadas de decisões inapropriadas para os alunos mais jovens - que representam cada vez mais a população de MBAs nas salas de aula dos EUA. Na turma de 2008 de Harvard, por exemplo, mais de dois terços dos alunos haviam conseguido diplomas de graduação nos quatro anos anteriores.

Peter Tufano, professor de finanças de Harvard, diz que o método de estudo de casos e seu papel no desenvolvimento de "alunos arrogantes" foi uma das preocupações levantadas pela faculdade quando ela iniciou seus meses de autocrítica. Considerada a melhor escola de negócios do mundo, a Harvard Business School é um alvo fácil para aqueles que sentem a necessidade de culpar as instituições e seus formandos em MBA pelo colapso financeiro. Mas até mesmo os aristocratas de Harvard devem ter ficado horrorizados com o número de alunos formados pela escola que foram peças-chave no desenrolar da crise: Hank Paulson, ex-secretário do Tesouro dos EUA, Christopher Cox, ex-presidente da Securities and Exchange Commission (SEC), Stan O´Neal e John Tahin, os dois últimos presidentes do Merrill Lynch, e na Europa Andy Hornby, ex-diretor-presidente do HBOS.

O professor Mintzberg afirma que a inovação no ensino de administração não está mais sendo criada nos EUA, e sim na Europa. "As escolas de negócios americanas não criam administradores, elas criam orgulhosos arrogantes. Caso não corram o risco de quebrar, ou as inscrições não caiam para zero, elas não vão mudar."


Della Bradshaw, Financial Times
Valor Online, 08/07/2009

Mais...

Mercado interno do Brasil impulsiona marcas

Caderno especial sobre o Brasil publicado nesta terça-feira, 7, pelo britânico Financial Times cita o Festival de São João de Caruaru como exemplo de evento que impulsiona o mercado e as marcas locais

Um caderno especial sobre o Brasil, publicado nesta terça-feira, 7, pelo Financial Times, citou o Festival de São João de Caruaru como um exemplo de evento que ajuda a impulsionar as marcas diante do crescente mercado doméstico do país, que é capaz de "dar apoio não somente a marcas específicas, mas em alguns casos a indústrias inteiras".

A publicação afirma que o festival será visitado por 1,5 milhão de pessoas entre 30 de maio e 10 de julho, e que os patrocínios já arrecadaram cerca de R$ 6 milhões, uma alta de 30% em relação a 2008, segundo os organizadores.

O FT ressalta ainda que o nordeste está se tornando uma das regiões de maior crescimento no país, citando que a Anheuser-Busch Inbev, que participa do São João de Caruaru, lançou a linha Brahma Fresh para venda somente nesta região. O gerente de marketing da AB Inbev para essa região, Ricardo Neves, chama o mercado local de "espetacular".

Um exemplo disso é a história de um casal que investiu R$70 mil em equipamentos para uma micro-distribuidora de Recife, que emprega 15 vendedoras diretas, com 30% de comissão. Elas negociam porta a porta produtos da Nestlé, como iogurtes, biscoitos e café. "A empresa distribuía produtos de um concorrente, mas mudaram para Nestlé por causa do marketing e suporte que eles ofereciam e porque os consumidores poderiam pagar mais por uma marca que anseiam", disse o FT. Questionados, os donos do negócio disseram que não foram afetados pela crise financeira, e que pretendem investir mais R$ 70 mil no próximo ano.

Para dar uma ideia da força do consumo doméstico, o Financial Times cita o mercado de carros com motor flex, um fenômeno local que representa 90% das vendas de novos carros no Brasil e que possibilita aos motoristas escolherem a melhor opção de acordo, por exemplo, com o preço. "Os carros flex ajudaram o Brasil a tornar-se o sexto maior produtor de carros do mundo, sendo que eles são feitos em grande parte para brasileiros". A publicação lembra que, apesar da queda causada pela crise financeira, o governo do país colocou R$ 100 bilhões neste mercado e reduziu os impostos (IPI), o que faz as vendas de maio atingirem 250 mil unidades, 2% a mais do que no mesmo mês em 2008.

"Este é o Brasil que, finalmente, após anos de promessas descumpridas, está atraindo as atenções do mundo e investimentos estrangeiros diretos, enquanto outros rivais ficam de fora", conclui a publicação, que cita também alguns pontos negativos, como a má-qualidade da infra-estrutura e a falta de reformas essenciais, como a tributária.


Meio & Mensagem Online, 07/07/09

Mais...

Brasileiros confiam na publicidade, diz Nielsen

Consumidores daqui demonstram maior confiança na publicidade, seja em televisão, jornal, revista, internet e outdoor, quando comparados com Estados Unidos, França, Reino Unido, Argentina, Japão e China. Estudo foi feito com 25 mil pessoas em 50 países

Quando comparados com habitantes de alguns dos principais países do mundo, os brasileiros demonstram um alto nível de confiança na publicidade. Os dados são de uma pesquisa sobre Confiança na Publicidade que a Nielsen fez pela internet com 25 mil pessoas de 50 países, sendo 501 delas no Brasil.

Um dos aspectos do estudo analisou o quanto as pessoas confiam em publicidade em cada uma das mídias. Os anúncios em revistas, por exemplo, recebem a "Total Confiança" de 19% dos brasileiros, contra 10% dos argentinos, 5% dos norte-americanos, chineses e franceses, e 3% de japoneses e britânicos. Do mesmo modo, 57% dos brasileiros "Confiam de alguma maneira", contra índices parecidos em outros países. Os mais céticos estão na França, onde 42% "Não Confiam Muito" e 14% "Não Confiam Nada".

Essas quatro escalas (entre aspas) foram aplicadas às outras mídias. Em anúncios de jornal, 17% dos brasileiros confiam completamente, o melhor índice na comparação com os países citados. A média global para esta escala foi de 7%. Em spots de rádio, 14% dos brasileiros também confiam completamente, contra somente 3%, por exemplo, de Estados Unidos e Japão. A publicidade em mecanismos de busca é totalmente confiável para 9% dos brasileiros, e confiável em parte por 53% deles, sendo que somente 5% não confiam nada. Os franceses, por exemplo, tem 19% de pesquisados que não confiam nada, e apenas 2% dos norte-americanos e britânicos confiam totalmente. As peças de outdoor são completamente confiáveis para 13% dos brasileiros, contra 4% de norte-americanos, franceses e britânicos e mero 1% dos japoneses.

A mídia que atrai a maior parte dos investimentos em publicidade no mundo, a televisão, traz resultados ainda melhores para o anunciante daqui. É de 21% a proporção de brasileiros que confia totalmente nos comerciais e 57% os que confiam em parte. Somente 19% não confiam tanto e 4% não confiam nada. Como base de comparação, nos Estados Unidos somente 6% confiam totalmente, e na França e Japão o índice cai para somente 5%. Mas ninguém supera os britânicos em ceticismo, com 4% de confiança total.

Força do boca a boca
No contexto global, a Nielsen destacou que as formas de publicidade mais confiáveis são as recomendações de pessoas conhecidas e opiniões postadas pelos consumidores na internet. O estudo mostra que nove a cada dez consumidores de internet acreditam em recomendações de conhecidos, e sete em cada dez apostam nas opiniões postadas no online, o mesmo índice válido para as informações contidas nos sites das próprias marcas.

"A explosão da mídia gerada pelo consumidor nos últimos dois anos traz a tendência de confiança no marketing boca-a-boca durante o processo de decisão, tanto vindo de conhecidos quanto de desconhecidos na web", apontou em comunicado Jonathan Carson, presidente da unidade Online da Nielsen Company.

Ele aponta também que todas as outras formas de publicidade, com exceção dos anúncios de jornais, experimentaram um aumento no grau de confiança. E o maior crescimento na confiança, na comparação com a primeira pesquisa do gênero, realizada em abril de 2007, foi por parte dos patrocínios, com índice de confiança saltando de 49% para 64% hoje. A América Latina é a melhor região de confiabilidade em patrocínios, com 79% de brasileiros que acreditam neste tipo de publicidade, contra apenas 33% na Suécia, por exemplo.

Uma surpresa do estudo diz respeito sobre a efetividade do humor na publicidade brasileira. Perguntadas se eles costumam achar engraçados os comerciais que se propõe a ser assim, 38% dos brasileiros concordam fortemente ou concordam, 31% nem concordam e nem discordem, e 30% discordam ou discordam fortemente. O índice de discordância no Brasil é o maior entre os principais países. Na França, por exemplo, 20% discordam ou discordam fortemente, e o índice é de 13% nos Estados Unidos, 8% na Argentina, 14% no Reino Unido, e 16% no Japão.


Felipe Turlão
Meio & Mensagem Online, 07/07/09

Mais...

terça-feira, 7 de julho de 2009

Fundo de Amparo ao Trabalhador terá R$ 43 bilhões em 2010

O Codefat (Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador) aprovou hoje o Orçamento para 2010, que será de R$ 43 bilhões. Em 2007, foram R$ 38 bilhões.

O dinheiro do FAT é utilizado para o pagamento do seguro-desemprego, do abono salarial e para o financiamento de programas de desenvolvimento econômico do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). A principal fonte desse fundo vem das contribuições para do PIS/Pasep.

Na reunião de hoje, o conselho também aprovou a redução dos juros cobrados nas linhas de crédito do Proger (Programa de Geração de Emprego, Trabalho e Renda), que são operadas pelos bancos públicos.

A taxa final ao consumidor, que hoje varia de 0,73% a 0,98% ao mês --de acordo com a linha de crédito do Proger-- vai ficar agora entre 0,61% e 0,69% ao mês.

Microcrédito
O Codefat também ampliou uma linha de microcrédito com recursos do FAT em mais R$ 100 milhões. A medida beneficia cerca de 1 milhão de micros e pequenas empresas do Nordeste.

A linha, que é operada pelo Banco do Nordeste, tem juros de 1,32% ao mês. O empréstimo máximo é de R$ 15 mil por empresa.

O banco já possui R$ 35 milhões para essa linha, sendo que R$ 5 milhões já foram emprestados.


Eduardo Cucolo
Folha Online, 07/07/09

Mais...

Entrevista: "Desmatamento zero é a mesma coisa que decretar que teremos muita miséria", diz pesquisador do Ipea

Em palestra polêmica realizada no dia 20 de junho, durante o último Festival Internacional de Cinema Ambiental (Fica), o ex-diretor do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Eustáquio Reis, defendeu os benefícios econômicos do desmatamento da Amazônia

Criticado pelos ambientalistas presentes no evento, o pesquisador concedeu uma entrevista ao Amazonia.org.br em que diz que devastar para o cultivo agropecuário na região amazônica compensa mais financeiramente do que manter a floresta em pé.

De acordo com ele, os pobres são os que mais desmatam e as políticas públicas devem garantir o enriquecimento da população local para que ela passe a valorizar o meio ambiente. Confira a conversa, a seguir.

Amazonia.org.br- O senhor se considera a favor do desmatamento devido aos benefícios econômicos de atividades que desmatam?
Reis- Não sou a favor do desmatamento, sou a favor da atividade agrícola e pecuária na Amazônia. O desmatamento na região é inevitável porque as pessoas não podem se dar ao luxo de abrir mão dos benefícios de riqueza, emprego, demanda por transportes, equipamentos e máquinas, gerados pela produção em locais como o norte do Mato Grosso. Os benefícios são maiores que os custos. A ocupação da Amazônia para a produção de soja tem limitações de ordem econômica e agroecológica, já que o grão não se desenvolve em áreas muito chuvosas. Já a pecuária tem muito menos limitações e atrai pequenos produtores que utilizam basicamente a pastagem natural. Então, você tem um dilema, já que há muitas famílias pobres que dependem da pecuária, como forma de acumulação de riqueza e podem ser tolhidas com as exigências ambientais.

Amazonia.org.br- Diante da crescente preocupação com o meio ambiente e o aumento das discussões sobre créditos de carbono no mundo, manter a floresta em pé não pode ser mais lucrativo para o Brasil do que desmatar?
Reis- Meus cálculos sobre isso, em geral, são criticados. Mas, de todas as maneiras, se você pensar em pecuária e soja na Amazônia, elas têm um beneficio muito maior do que o valor que se costuma pagar em créditos de carbono pela biodiversidade. Vão existir fatores automáticos de redução da devastação. Pois, à medida que a floresta for se tornando mais escassa, as pessoas vão passar a valorizá-la mais, preservando o bioma voluntariamente.

Também, à medida que você tiver pessoas ricas na Amazônia, elas começarão a dar mais valor ao meio ambiente. Não dá para você achar que uma pessoa pobre, com condições de vida precárias irá pensar que a floresta tem valor. Essa é uma questão absurda para ela, que tem que pensar em sobreviver. É preciso que haja uma classe média rural ao redor da Amazônia, para que as pessoas tenham também menos filhos e não usem a reprodução como mecanismo de acumulação. Geralmente, nas zonas rurais, a população tem muitos filhos, como maneira de garantir seu futuro e expandir sua capacidade de se apropriar da terra.

Amazonia.org.br- O senhor acredita na conciliação entre desenvolvimento econômico e conservação do meio ambiente?
Reis- Claro que todo esforço nesse sentido é bom. Você tem que educar as pessoas e dar condições de uso de tecnologia mais adequada, criar crédito, e oferecer possibilidades para que se possam adotar tecnologias e técnicas de manejo do rebanho mais eficientes. Para isso, deve ser feito o zoneamento agro ecológico e deve existir a reserva legal, mas não necessariamente 80%. Essa é uma legislação draconiana em termos de atividade agrícola. 80% são para inglês ver porque esse coeficiente é excessivamente alto e por isso não é cumprido. A soja é uma forma intensificada de produção. A mecanização que existe numa plantação é impressionante, é uma tecnologia que permite o uso de muito pouca terra para gerar riqueza, comparada com a pecuária ou culturas de subsistência.

Amazonia.org.br- Qual seria a porcentagem de reserva legal ideal para a Amazônia, na sua opinião?
Reis- Não sou especialista, mas acho que os 50% previstos anteriormente já são uma parcela relativamente alta. Se você implementar essa reserva está garantindo parcela razoável da floresta em vegetação primitiva, desde que haja mecanismo para se fazer isso. Hoje não há estrutura de fiscalização e monitoramento para que se cumpra a legislação ambiental. O custo da fiscalização é extremamente elevado. Então, não há por que demonizar os agricultores e pecuaristas da Amazônia que estão tentando sobreviver. O que você tem que esperar é que as pessoas enriqueçam, pois, se elas não enriquecerem, aí sim, a floresta vai ser comida. A miséria vai comer a floresta.

Amazonia.org.br- O que o senhor pensa sobre a afirmação da senadora Marina Silva de que a regularização fundiária da Amazônia irá beneficiar especialmente os grandes proprietários?
Reis- Eu concordo com ela. Sempre a Amazônia vai ser ocupada em grandes propriedades porque lá a terra é barata. A regulamentação do território amazônico, mais cedo ou mais tarde, acabaria sendo feita, por medida do governo ou por decisões do Judiciário. O problema maior é o que está sendo feito com as terras publicas. Não adianta dar titulo às pessoas e achar que isso vai conter o desmatamento. Os miseráveis, que a senadora diz que não serão beneficiados pela regularização fundiária, vão tentar chegar à Amazônia e se apropriar de recursos naturais, porque não têm propriedades e vivem em condições miseráveis.

Amazonia.org.br- O que o senhor pensa sobre a ideia do desmatamento zero, defendida pelos ambientalistas?
Reis- Não sou contra, mas acho que é utópico. Podem até defender, mas não há condição de isso acontecer porque teria que haver aparato de fiscalização e monitoramento. Também penso que não se podem negar às pessoas oportunidades de enriquecimento e melhoria de padrão de vida. Desmatamento zero é a mesma coisa que decretar que teremos muita miséria. Seria possível, se você pudesse remunerar todos que vivem do desmatamento na Amazônia. Temos entre 20 e 25 milhões de pessoas na Amazonia Legal, sendo que 12 milhões estão na área rural. Conter essas pessoas custaria muito caro. Essa ideia de que o pobre vai ajudar a preservar a Amazônia é sem sentido porque a pobreza só vai gerar desmatamento.

Amazonia.org.br- Se, por um lado, o senhor defende os ganhos econômicos da população mais pobre com a devastação, também não são os miseráveis que mais têm sofrido com as inundações decorrentes das mudanças climáticas?
Reis- Tenho dúvidas de que o clima seja afetado tão fortemente pelo desmatamento. Note que o desmatamento acontece no arco de desflorestamento, e as chuvas que afetaram a região Norte aconteceram em Manaus, onde supostamente não há desmatamento. Se as pessoas estão dizendo que há relação entre as duas coisas, têm que demonstrar isso. Está claro pra você que o desmatamento no Mato Grosso causa chuva em Manaus? Para mim não está claro. Não é só a Amazônia que causa o aquecimento global. E, se você parar de desmatar, o aquecimento global vai continuar, é claro.

Amazonia.org.br- Diante dos estudos que comprovaram a influência da Amazônia sobre regime de chuvas do Sudeste, continuar desmatando a floresta não poderá prejudicar a produção agrícola nessa outra região?
Reis- Eu acredito que pode ter efeitos sim, mas eu não acredito que os efeitos sejam de uma magnitude tão grande, quando penso que a Mata Atlântica foi extinta e o clima não se alterou tão significativamente assim. Não sou climatólogo, mas pergunto: por que a Amazônia tem tanta influência no clima e a Mata Atlântica não?


Fabíola Munhoz
Amazonia.org.br, 06/07/09

Mais...

Miss Mundo Brasil e Amigos da Terra lançam inédita campanha para desmatamento zero

Da esquerda para direita: Henrique Fontes, diretor do Miss Mundo Brasil Cristiane Kampa, Miss Mundo Paraná e Roberto Smeraldi, diretor da Amigos da Terra
Foto Divulgação


As 38 candidatas, representantes dos 27 estados e de 11 ilhas brasileiras na eleição do Miss Mundo Brasil 2009, que se conclui na noite deste sábado, em Angra dos Reis, no Hotel Novo Frade, lançaram hoje a campanha internacional com o lema "Sou Miss de um Mundo com Desmatamento Zero". Será apresentada em todos os Estados do país e também em Londres, Dubai e durante a final do Miss Mundo, na África do Sul, em dezembro deste ano. A campanha conta ainda com o apoio da atriz Ana Carolina Madeira, ex-BBB, e de Tamara Almeida, que está passando a faixa de Miss Mundo Brasill.

Como parte das provas classificatórias para a final do concurso Miss Mundo Brasil 2009, a paranaense Cristiane Kampa, 24 anos, foi eleita a Miss Beleza com Propósito. A candidata se destacou nas ações de promoção da campanha, assim garantindo a sua vaga entre as 16 semifinalistas do evento.

As misses, em parceria com a entidade Amigos da Terra, pretendem conscientizar a opinião pública brasileira e mundial para o fato de que as florestas são essenciais para o clima, o solo e geram oportunidades de emprego e desenvolvimento por meio de seus produtos e serviços.

Henrique Fontes, diretor do Miss Mundo Brasil, considera a iniciativa um marco em concursos de miss no país, por associar beleza à causa da defesa de nossas florestas. De acordo com Roberto Smeraldi, diretor de Amigos da Terra - Amazônia Brasileira, trata-se de "um chamado de cidadania por parte das moças que inspiram as novas gerações, e que se dirige a empresários e políticos".


Amazonia.org.br, 04/07/09

Mais...

Hotéis dão diária para quem faz serviço voluntário nos EUA

Cinquenta hotéis nos Estados Unidos estão oferecendo uma diária grátis para quem realizar ao menos oito horas de trabalhos comunitários. A promoção vale para o período entre 1º de julho e 20 de dezembro.

Para participar, é preciso apresentar uma carta de alguma organização não governamental provando a realização do serviço voluntário no país.

Os hotéis são administrado pela Sage Hospitality --incluindo The Nines, em Portland, The Blackstone, em Chicago, e o Sheraton Tucson Hotel and Suites, no Arizona.

O quarto deve ser reservado com pelo menos 48 horas de antecedência.

Veja mais detalhes em www.giveadaygetanight.com.


Folha Online, 07/07/09

Mais...

Los Angeles pede ajuda de fãs para financiar homenagem a Michael Jackson

Los Angeles sofre com a crise econômica e pede ajuda para arcar com custos da cerimônia
Foto Eric Thayer/Reuters


A cidade de Los Angeles pediu doações aos fãs de Michael Jackson, para ajudar a cobrir os custos de segurança gerados pela cerimônia de homenagem ao cantor, que será realizada nesta terça-feira (7). O evento deve ter um custo de US$ 4 milhões.

"Estamos pedindo aos fãs de Michael Jackson que contribuam pela internet e literalmente apoiem essa grande homenagem", afirmou Matt Szabo, secretário de imprensa do prefeito à rede CNN. Ele destacou que a cidade e o Estado da Califórnia como um todo sofre com uma crise econômica.

"Los Angeles é uma cidade de porte mundial e estamos acostumados a realizar eventos de porte mundial. Mas, ainda que sejamos a capital do entretenimento, não somos imunes à recessão econômica", afirmou.

O evento
Entre os famosos que irão participar da homenagem ao cantor pop no Staples Center então Stevie Wonder, Mariah Carey, Usher, Lionel Richie, Kobe Bryant, Jennifer Hudson, John Mayer e Martin Luther King 3º.

A empresa que organiza a cerimônia --a mesma que preparava a turnê que marcaria o retorno do cantor aos palcos-- sorteou 17.500 entradas para alguns fãs acompanharem o evento.

Mais de 1,5 milhão de pessoas se inscreveram no site do Staples Center para o sorteio e, no domingo (5), os vencedores foram notificados.

Já na noite de domingo começaram a aparecer dezenas de anúncios na internet oferecendo os ingressos sorteados. Na segunda-feira, o site de leilões online eBay.com oferecia mais de 80 lugares disponíveis, com preços variando de US$ 100 a US$ 1.000. O eBay anunciou, no entanto, que vai cancelar estes leilões.

Michael Jackson morreu no último dia 25, aos 50 anos, após sofrer uma parada cardíaca em casa.


Folha Online, 07/07/09

Mais...

Ambientalistas questionam turnê do U2

Show de abertura da turnê, em Barcelona

Foto Divulgação

Os integrantes da banda de rock U2, conhecidos por fazer campanhas em prol do meio ambiente, estão sendo questionados sobre a imensa quantidade de dióxido de carbono (CO2), principal gás causador do efeito estufa, que será emitida durante sua turnê mundial.

Especialistas do carbonfootprint.com afirmam que o gás lançado na atmosfera seria capaz de levar os roqueiros à Marte e trazê-los de volta. Para realizar a turnê U2 360º Tour, eles viajarão milhares de quilômetros em um jatinho particular, fora as 390 toneladas de equipamentos e as 200 pessoas da equipe técnica que acompanham a banda. A emissão de gás pode ser comparada à de 6.500 britânicos ou irlandeses durante um ano ou ainda, à de uma lâmpada de 100 watts acesa por 159.000 anos.

A poluição gerada pelos roqueiros será maior que gerada pela turnê de Madonna em 2006, que contava com 250 pessoas na equipe técnica e produziu 1.653 toneladas de CO2 apenas com as viagens de avião. Especialistas calculam que os 44 shows do U2 na Europa e na América do Norte, neste ano, irá produzir cerca de 20.000 toneladas de dióxido de carbono.

'Para compensar as emissões, a banda teria que plantar 28.118 árvores", disse um representante da carbonfootprint.com, que ainda lembrou os cerca de 40 shows agendados para o próximo ano.


Veja Online, 07/07/09

Mais...

Instituto Claro premia iniciativas de estudantes, professores, educadores e instituições educativas

Até dia 4/9, o Instituto Claro recebe inscrições de estudantes que tenham projetos focados no uso de novas tecnologias de informação e comunicação para o desenvolvimento de oportunidades de aprendizagem inovadoras. O Prêmio Instituto Claro – Novas formas de aprender é dividido em três modalidades: pesquisa, desenvolvimento e vivência.

Podem participar estudantes de graduação, cursos técnico e pós-graduação; instituições educativas formais e não-formais; e professores e educadores. Na modalidade pesquisa, pretende-se incentivar estudantes a desenvolverem pesquisas científicas que explorem a temática da causa do Instituto Claro: aprendizagem com as novas tecnologias. Subdivide-se em duas categorias: graduação e curso técnico, incluindo trabalhos de iniciação científica e de conclusão de curso; e pós-graduação (lato sensu e strictu sensu), que envolve trabalhos de especialização, mestrado e doutorado.

Em desenvolvimento, essa modalidade é voltada para instituições educativas formais e não-formais, desde escolas e universidades a ONGS. Essas organizações podem implementar, manter ou complementar projetos e idéias inovadoras relacionadas com o tema da premiação. E, finalmente, a vivência reconhece os melhores relatos de práticas educacionais implementadas por professores e educadores a favor da causa.

As iniciativas serão avaliadas por uma comissão técnica composta por especialistas em educação e tecnologia. A premiação acontecerá em outubro em São Paulo.

Lançado em março de 2009, o Instituto Claro tem como missão estimular a discussão e o desenvolvimento de oportunidades de aprendizagem inovadoras e lúdicas. Incentiva e apoia a revisão, a discussão e a inovação dos processos de ensino e de aprendizagem, compatíveis com a realidade e demandas atuais da sociedade. Sua iniciativa central é o Portal Integrado, que conta com informações institucionais, além do Observatório e do Laboratório.

Serviço:
Confira o regulamento e fichas de inscrição para cada modalidade e categoria, além de prêmios, no Portal do Instituto Claro: www.institutoclaro.org.br


Setor3, 02/07/09

Mais...

Campanha estimula a investir em Direitos Humanos

O Fundo Brasil de Direitos Humanos lançou uma campanha para estimular os brasileiros a doarem para a causa. Com o slogan “Coloque-se neste lugar. Os direitos humanos não podem valer só para você”, a iniciativa espera levantar recursos para projetos que combatem a violência contra a mulher.

Criado em 2005, o Fundo tem como objetivo promover os direitos humanos no Brasil e pautar o tema na agenda nacional, para que a população apoie iniciativas capazes de gerar novos caminhos e mudanças significativas para o país. Assim, disponibiliza recursos para atividades de organizações sociais em todo o território nacional, priorizando aquelas com dificuldades de acesso a outras fontes.

Na prática, qualquer pessoa pode fazer um depósito para a Fundação Fundo Brasil de Direitos Humanos (Banco: Itaú Agência: 0061 Conta Corrente: 58927-1 CNPJ: 7.922.437/0001-21). Todas as informações sobre destinação das doações estarão disponíveis no site do Fundo (www.fundodireitoshumanos.org.br).

Para saber: Pesquisa realizada pela organização britânica Charities Aid Foundation (CAF) sobre as práticas de filantropia nos países que formam o BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), mostrou que 61,5% dos brasileiros realizaram algum tipo de doação para causas sociais. No ranking, o país perdeu apenas para a China, cujo índice de doação chegou a 80,1% no ano passado, graças ao forte terremoto que atingiu a Província de Sichuan, que matou mais de 70 mil pessoas. Veja matéria completa.

Em entrevista realizada por e-mail, a Coordenadora Executiva, Ana Valéria Araújo, fala um pouco mais sobre a Campanha.

Ana Valéria - Qual o objetivo da campanha?
redeGIFE - O objetivo da campanha é mostrar para o público em geral que os direitos humanos no Brasil são violados diariamente e que as mulheres são vítimas de violência e discriminação, como mostram os projetos apoiados pelo Fundo Brasil de Direitos Humanos. É um convite às pessoas que se preocupam e querem fazer algo, mas não sabem como: todos nós podemos ajudar a mudar o curso das coisas em nosso país.

Ana Valéria - Por que violência contra a mulher?
redeGIFE - Porque o tema preocupa e causa indignação entre os que defendem os direitos humanos no Brasil. Apesar de marcos importantes como a Lei Maria da Penha e de alguns serviços públicos de proteção específica à mulher, estas ainda são vítimas da discriminação e das violências sexual e doméstica. A cada 15 segundos, sabe-se que uma mulher é espancada e outra, violentada. As mulheres negras recebem metade dos salários de homens brancos. 80% das vítimas do tráfico de pessoas no mundo são mulheres e as brasileiras fazem parte dessa estatística.

Ana Valéria - Como as pessoas poderão ver para onde o dinheiro foi alocado?
redeGIFE - Todas as informações sobre os projetos que são apoiados pelo Fundo Brasil estão disponíveis em nosso site para consulta. Nossas contas são publicadas anualmente, auditadas e fiscalizadas pela Curadoria de Fundações do Ministério Público. O Fundo Brasil apóia iniciativas de pequenas organizações e indivíduos que trabalham para combater a violência e a discriminação.

Ana Valéria - O brasileiro doa pouco?
redeGIFE - É difícil esperar que o público em geral identifique antecipadamente aquilo em que vale a pena participar e investir. Mas sabemos que se o tema toca fundo o coração das pessoas, quando elas se identificam com a situação apresentada, em tendo possibilidade financeira, o brasileiro doa!

Ele precisa confiar, identificar-se com a questão e ter algum poder aquisitivo para doar. E se não for em dinheiro, muitas vezes serão bens, ou o seu tempo, na forma de trabalho voluntário. Se o cidadão não pode atuar diretamente, o Fundo Brasil é um canal confiável por meio do qual ele pode contribuir para transformar as duras realidades de nosso país.

Ana Valéria - Há poucas doações para a causa de direitos humanos no Brasil?
redeGIFE - Este tema ainda é de difícil compreensão para a média dos doadores. Os direitos humanos contemplam muitos assuntos e dizem respeito aos mais diversos segmentos sociais. Quando falamos sobre os direitos de alguns desses segmentos em especial, o conceito fica mais concreto e o entendimento é imediato.

Por isso criamos esta campanha com a ADAG Publicidade para falar das mulheres. Queremos aos poucos ajudar o doador a entender que o tema dos direitos humanos tem a ver com todos nós. Que a violação desses direitos está presente na vida de muita gente próxima e que, portanto, todos nós temos algo a ver com isto!

Ana Valéria - Você acredita que exista um desconhecimento sobre o que é direitos humanos pelos brasileiros?
redeGIFE - A violação dos direitos humanos assume formas cruéis e atinge comunidades invisíveis aos nossos olhos, embora muito próximas de nossas vidas. As vítimas são crianças e jovens, mulheres, negros em qualquer idade, índios, trabalhadores informais, trabalhadores do campo, imigrantes e tantos outros. No caso da violência contra a mulher, o drama ocorre sem distinção de cor, raça ou status social.

Nossa campanha “Coloque-se neste lugar” é uma proposta de participação, de cidadania e de exercício da solidariedade.


redeGIFE Online, 06/07/09

Mais...

Abertas as inscrições para simpósio internacional sobre desenvolvimento social do MDS

Estão abertas as inscrições para o Simpósio Internacional Sobre Desenvolvimento Social. Promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) o encontro acontece de 5 a 7 de agosto, em Brasília (DF).

O formulário para efetuar a participação no evento está disponível no endereço eletrônico www.mds.gov.br/simposio. O público do simpósio é formado por representantes do Governo Federal e demais poderes da República, pesquisadores brasileiros e internacionais, representantes da sociedade civil organizada e convidados estrangeiros.

Rebeca Grynspan, diretora do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) para a América Latina, fará, às 19h, a conferência de abertura do evento.

O formato do evento, que tem como tema “Políticas Sociais para o Desenvolvimento: Superar a Pobreza e Promover a Inclusão”, será o de painéis. Ao todo, acontecerão seis painéis, durante os quais os convidados analisarão os modelos e políticas públicas colocadas em práticas em países da Europa, África, América Latina e Ásia para promover o desenvolvimento social.

Para mais informações o Ministério disponibiliza os telefones (61) 3433–2080 / 3433-2081 e o e-mail secretariasimposio@mds.gov.br.


Fonte: MDS

Mais...

Prêmio FINEP de Inovação oferece financiamento para tecnologias sociais

A 12ª edição do Prêmio FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos) oferece, em 2009, R$ 3 milhões para os vencedores da categoria tecnologia social. A proposta é premiar experiências consideradas inovadoras, aquelas que introduziram novidades ou aperfeiçoamentos no ambiente produtivo ou social que resultaram em novos produtos, processos ou serviços nos últimos três anos. Os recursos serão concedidos em forma de financiamentos não reembolsáveis, ou seja, que não precisam ser devolvidos. As inscrições vão até 10/09 pelo site oficial da Financiadora: www.finep.gov.br/premio, onde pode ser consultado também o regulamento completo.

Podem participar instituições de ciência e tecnologia, isoladas ou em parceria com ONGs, cooperativas e instituições públicas ou privadas sem fins lucrativos. A competição acontece em etapas regionais, sendo que os primeiros colocados concorrerão ao prêmio nacional. Não poderão participar do Prêmio FINEP 2009 as empresas e instituições que tenham sido vencedoras regionais ou nacionais no Prêmio FINEP de Inovação 2008.

A premiação reconhece as iniciativas realizadas por empresas e instituições de ciência e tecnologia brasileiras, desenvolvidos no Brasil e aplicados no País ou no exterior. Os concorrentes podem se inscrever em cinco categorias: micro/pequena empresa, média empresa, grande empresa (apenas em nível nacional), instituição de ciência e tecnologia e tecnologia social. Além dessas, há ainda a categoria inventor inovador, com candidatos selecionados a partir de levantamento na base de dados das patentes concedidas pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). A competição acontece primeiro em etapas regionais. Os primeiros colocados de cada categoria concorrem depois ao prêmio nacional.

Serviço:
12ª edição do Prêmio FINEP
www.finep.gov.br/premio


Boletim Setor3, Edição nº 237, 06/07/09

Mais...

segunda-feira, 6 de julho de 2009

60% dos projetos que trazem mudanças fracassam, diz IBM

Pesquisa realizada com 1,5 mil executivos de 15 países aponta que cultura corporativa e resistência dos funcionários são os maiores obstáculos

Segundo estudo global realizado pela IBM, 60% dos projetos que visam promover mudanças organizacionais nas empresas fracassam. A pesquisa foi realizada no final do ano passada com mais de 1,5 mil executivos em 15 países, incluindo o Brasil.

Os maiores obstáculos para o sucesso desse tipo de empreitada são a cultura corporativa e a resistência dos funcionários, conclui o estudo. Para 60% dos entrevistados, mudar a forma de pensar e a atitude das pessoas é muito difícil e 49% dos pesquisados dizem que os colaboradores, geralmente, têm dificuldade em se adaptar às transformações e temem encarar os desafios.

Mas, se a maioria dos CEOs considera que suas empresas estão falhando na tarefa de executar mudanças, muitos executivos estão aprendendo como contornar as dificuldades e melhorar os resultados. Em média, de acordo com a pesquisa, 41% dos projetos foram considerados satisfatórios pelos entrevistados em relação aos prazos, orçamento e qualidade. Os outros 59% falharam em todos ou, pelo menos, um dos objetivos.

O percentual de CEOs que esperam mudanças substanciais em suas organizações pulou de 65% em 2006 para 83% no ano passado. Entretanto, a satisfação com as transformações obtidas subiu bem menos, de 57% para 61% no mesmo período, levando o chamado “change gap” — diferença entre a mudança esperada e a sensação de ser capaz de gerenciá-la — triplicar em cerca de dois anos.

Segundo a IBM, a principal conclusão do estudo é que o sucesso dos projetos depende mais das pessoas do que da tecnologia. A empresa, em função disso, identificou quatro fatores comuns para distinguir os maiores desafios em projetos de transformação:

1- Percepções reais, ações reais – companhias que estão cientes dos desafios têm o dobro da percentagem de projetos bem-sucedidos e 27% menos projetos problemáticos ou fracassados.

2- Métodos sólidos, benefícios sólidos – aqueles que sempre seguem procedimentos específicos e formais têm uma taxa de sucesso nos projetos de 52%, comparado aos 36% de taxa de sucesso daqueles que improvisaram de acordo com a situação.

3- Melhores Habilidades, Melhores Mudanças – o envolvimento e a comunicação de mão dupla são duas poderosas ferramentas: 72% dos líderes acreditam que o envolvimento do funcionário é crucial e 70% acreditam que uma comunicação honesta e no momento certo é importante.

4- Investimento Certo, Impacto Certo – as empresas com melhores resultados na implementação da mudança investiram no aumento de noção da complexidade do projeto, gastando mais em criar habilidades de mudança e desenvolvendo suas ferramentas, métodos e capacidades de longo prazo.


Computerworld, 06/07/09

Mais...

Bloqueio de telemarketing já foi registrado em mais de 469 mil telefones

Em três meses, Procon-SP afirma de 264.505 pessoas cadastraram um ou mais números para bloquear ligações de call centers

Mais de 469 mil números de telefone já foram cadastrados para o bloqueio de telemarketing. Segundo a Fundação Procon-SP, até o meio-dia desta segunda-feira (6/7), 264.505 pessoas já haviam pedido o bloqueio de um ou mais números de telefone para ligações de ofertas comerciais de call centers.

O órgão, porém, não divulga o número exato de telefones que não estão recebendo chamadas. Após o pedido, o bloqueio é efetuado dentro de 30 dias.

O cadastro começou no dia 27 de março e o processo de bloqueio teve início no dia 1º de abril deste ano Nos seis primeiros dias, o site do Procon-SP já havia recebido 100 mil pedidos.

A regulamentação prevê multa para as empresas que desrespeitarem a medida e ligarem para os números cadastrados. O Procon-SP afirma que os processos contra empresas infratoras estão sendo analisados.

Todas as operadoras de telemarketing também devem se registrar na página do Procon-SP para poder operar no Estado de São Paulo.


IDG Now!, 06/07/09

Mais...

Desvio de verba ameaça projeto contra Aids

Desvios e sumiços de recursos de ao menos R$ 1,1 milhão, destinados à UFRJ, ameaçam paralisar um dos mais importantes projetos brasileiros na área de HIV/Aids: o Praça Onze, que tem o objetivo de descobrir vacinas e drogas para prevenção e tratamentos da doença e é financiado na maior parte pelo governo americano.

Composto por mais de 15 pesquisas, o Praça Onze é coordenado por Mauro Schechter, professor titular de doenças infecciosas da Universidade Federal do Rio de Janeiro, hoje em conflito com a FUJB (Fundação Universitária José Bonifácio), também da universidade, que é responsável por receber os recursos do projeto.

As duas partes se acusam de descontrole a ponto de descobrirem tardiamente que cerca de 400 cheques, totalizando R$ 1,1 milhão, pararam na conta pessoal de uma secretária.

Schechter acusa a fundação de não saber determinar até agora o destino de verbas estimada entre R$ 2 milhões e R$ 3 milhões. Para a FUJB, é o pesquisador quem lhe deve R$ 1,1 milhão.

As suspeitas levaram o NIH (Instituto Nacional de Saúde, dos EUA), principal financiador do programa, a enviar representante ao Brasil, exigir uma auditoria e ameaçar suspender o repasse de verbas.

O instituto já enviou mais de US$ 7 milhões (cerca de R$ 13,6 em valores de hoje) para o programa brasileiro.

O projeto passará agora a ser gerido pela reitoria da universidade federal. Schechter afirma que isso gerará mais burocracia e poderá inviabilizar e engessar as pesquisas científicas.

Em um ponto ambas as partes concordam, embora cada uma coloque a principal responsabilidade na outra: houve falha na fiscalização.

"Não tenho acesso às contas. Caberia à fundação, e não a mim, fazer o controle e identificar que havia saída de dinheiro superior a valores das notas fiscais, o que não fizeram", declara Schechter.

"Se erramos, foi por dar excesso de liberdade para Schechter", afirma o presidente da fundação, Raymundo de Oliveira. Segundo ele, os recursos iam para uma conta em nome do pesquisador e seriam de sua responsabilidade.

A FUJB move ação de prestação de contas contra o professor. Já Schechter pediu investigação nas contas do projeto ao Ministério Público Federal e ao Estadual e ao TCU (Tribunal de Contas da União). A Promotoria estadual determinou auditoria, e o TCU investiga o caso.

Secretária
Rosenilda Sales foi secretária de Schechter entre 1994 e 2004, quando se flagrou a compra de passagens de avião para ela e a família com verba do projeto. Schechter a demitiu. Depois disso, a fundação descobriu que havia desvios de cheques de 1998 a 2004.

A Folha não conseguiu localizar Rosenilda. À polícia, ela alegou que o dinheiro era pagamento "por fora" por outros projetos do pesquisador e para pagar voluntários, o que Schechter nega.

Segundo a Polícia Civil, que a indiciou sob acusação de estelionato, os montantes foram depositados em sua conta, na de irmãos e do namorado.

"Rosenilda foi contratada por indicação de Schechter. Nós é que descobrimos que os cheques foram parar na conta dela", diz Oliveira.

O pesquisador afirma que o controle cabia à FUJB. Schechter apresentou à reportagem e-mails de 2004 e 2005 em que cobra o sumiço de valores de R$ 470 mil e de mais R$ 674 mil da fundação. A FUJB declara que as mensagens foram tiradas de contexto. E atribui parte do descontrole aos altos custos administrativos do projeto e a oscilações no câmbio.

Schechter diz ainda que a FUJB cobra taxa de administração vedada pelo NIH, o que somaria mais de R$ 1 milhão. A fundação apresentou à reportagem contrato de 1995, assinado pelo pesquisador, em que a cobrança está prevista.


Antônio Gois e Raphael Gomide
Folha de S.Paulo, 06/07/09

Mais...

domingo, 5 de julho de 2009

Distribuição de patrocínio divide atletas antes do Mundial de natação

A disputa para os brasileiros vai começar antes mesmo das primeiras provas do Mundial de natação, em Roma, entre os dias 26 de julho e 2 de agosto.

Ainda sem a homologação da renovação do contrato de patrocínio dos Correios, prevista para o dia 12 de julho, a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) mudou o seu critério para o repasse de verba para os atletas.

"Quando eu chegar a Roma, vou acertar o contrato com quem nós entendemos que são corretos e interessam à CBDA e aos Correios'', disse o presidente da entidade, Coaracy Nunes.

"Os atletas que são unanimidade ganharam medalhas olímpicas e campeonatos mundiais. Eles já vão ter um contrato, porque quero incentivá-los. O restante será de acordo com os resultados em Roma'', afirmou.

Nos outros anos, os contratos eram assinados no mês de março. "Considerávamos o Maria Lenk (Nacional) como referência'', explicou Coaracy. "Mas o que dá repercussão é a medalha. Por isso, os que têm chance devem estar motivados.''

Uma das nadadoras que devem ficar na dependência dos resultados para acertar a renovação é Joanna Maranhão, 22.

"Isso me afeta no emocional e no financeiro, obviamente. Agora sou casada e tenho de pagar minhas contas e isso não era algo que deveria estar pensando. Mas não há nada para fazer a não ser continuar treinando'', lamentou Joanna, bronze nos 4x200 m livre no Pan-Americano do Rio.

Coaracy, no entanto, não teme a represália dos atletas. "Vão surgir reclamações. Isso porque eles recebiam e não deram resultados. Agora, eles vão ter a chance no Mundial. Se conseguirem, tudo bem.''


José Eduardo Martins
Folha de S.Paulo, 05/07/09

Mais...

Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social divulga número de inscritos

Todas as unidades da federação, incluindo o Distrito Federal, têm tecnologias sociais inscritas no concurso
Foto Fundação BB


As 325 propostas relacionadas à educação, inscritas na edição 2009 do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social, representam o maior número de inscrições por tema do concurso. A área vem seguida por renda (113), meio ambiente (108) e saúde (65). Água e alimentação concorrem com 31 projetos inscritos, cada uma, enquanto habitação e energia receberam, respectivamente, 17 e 5 propostas.

Todas as unidades da federação, incluindo o Distrito Federal, têm tecnologias sociais inscritas no concurso. O estado de São Paulo, com 165 inscrições, tem o maior número de projetos inscritos, seguido por Rio Grande do Sul (73), Minas Gerais (57), Rio de Janeiro (44) e Paraná (43). Roraima e Sergipe, respectivamente com 2 e 3 propostas, detém o menor número de inscrições.

Na distribuição do número de inscrições pelas regiões do país, o destaque ficou com a região Norte, com 73 inscrições: Acre (6), Amapá (11), Amazonas (17), Pará (20), Rondônia (6), Roraima (2) e Tocantins (11). A região Centro-Oeste concorre com 76 propostas, o Nordeste com 126, o Sul com 139 e a região Sudeste, com 282.

"A região Norte é estratégica e foi feito um intenso trabalho de divulgação para aumentar, em no mínimo 10%, a participação desses estados no Prêmio. Como o aumento foi de 62% com relação a edição 2007, quando tivemos 45 propostas, o resultado de 2009 superou nossa expectiva", explica Terezinha Martins, assessora da área de articulação de parcerias da Fundação Banco do Brasil, responsável pelo Prêmio.

No total, o Prêmio recebeu 695 propostas. Nas edições anteriores da premiação foram recebidas 782 em 2007, 636 inscrições em 2005, 634 em 2003 e 523 propostas em 2001.

Objetivos
O Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social tem como objetivos identificar, certificar, premiar e difundir tecnologias sociais - conceito que compreende produtos, técnicas ou metodologias reaplicáveis, desenvolvidas na interação com a comunidade, que representem soluções efetivas de transformação social.

Na edição 2009 as novidades são o lançamento das categorias "Participação das mulheres na gestão de projetos sociais" e "Direitos da criança e do adolescente e protagonismo juvenil". As tradicionais permanecem elegendo uma proposta em cada região do país.

Etapas
O prêmio é dividido em três etapas. Todas as inscrições participam da primeira, a certificação.

As certificadas, além de concorrer à etapa seguinte, de seleção, passam a integrar o Banco de Tecnologias Sociais (BTS) e recebem o Certificado de Tecnologia Social conferido pela Fundação Banco do Brasil, Unesco e Petrobras. Em 2007, 120 inscrições foram certificadas. Em 2005, 113 tecnologias sociais foram certificadas e na de 2003 esse número atingiu 96 ações. Em 2001, foram feitas 128 certificações. Atualmente, existem no BTS 451 tecnologias sociais.

O resultado será conhecido em novembro e as oito instituições vencedoras receberão R$ 50 mil, cada, para utilizar em atividades de expansão, aperfeiçoamento ou reaplicação da tecnologia social vencedora.

O Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social tem como parceiros a Petrobras, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e a KPMG Auditores Independentes.


Cláudia Moreira de Souza
Fundação Banco do Brasil, 02/06/09

Mais...

10ª edição do Prêmio von Martius de Sustentabilidade

As inscrições para a 10ª edição do Prêmio von Martius de Sustentabilidade, um dos mais importantes da área, já estão abertas. Promovido pela Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha desde 2000, o Prêmio contempla trabalhos de empresas, organizações não-governamentais, indivíduos, governos e instituições nacionais em três categorias: Humanidade, Natureza e Tecnologia. Podem concorrer projetos concluídos ou em realização que promovam o desenvolvimento econômico, social e cultural alinhado ao conceito de desenvolvimento sustentável. As inscrições vão até 25 de setembro e podem ser feitas pelo site http://www.premiovonmartius.com.br.

Desde a primeira edição do Prêmio von Martius até hoje, 1.464 projetos foram inscritos, analisados e auditados nas três categorias, dos quais 82 foram premiados e 12 receberam menções honrosas.

Até 2006, a cerimônia de entrega do Prêmio era realizada exclusivamente em São Paulo. Com o objetivo de difundi-lo ainda mais, incentivando a participação de projetos de diversas localidades do País, a instituição organizadora decidiu, em 2007, levá-lo a outras capitais brasileiras, começando pelo Rio de Janeiro, no Museu de Arte Moderna (MAM). Em 2008, a cerimônia aconteceu no Clube Concórdia, em Curitiba (PR). Este ano, São Paulo volta a sediar o evento em comemoração aos 10 anos do Prêmio von Martius de Sustentabilidade, no dia 24 de novembro.

O Prêmio von Martius é o único do gênero no País a obter o selo carbon free por fazer a compensação de todo o gás carbônico emitido desde o início de suas atividades até a cerimônia de premiação. Desde 2008, o evento tem conquistado também o selo Sustentax de sustentabilidade, reduzindo ao máximo os efeitos nocivos ao meio ambiente e à sociedade durante a o evento de entrega do Prêmio.

O Prêmio von Martius de Sustentabilidade 2009 conta com o patrocínio da Henkel, Tetra Pak e Gráfica Bandeirantes, além do apoio das instituições: Ministério do Meio Ambiente do Brasil, Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), WWF-Brasil, Centro de Competência Mercosul para Responsabilidade Social Empresarial e Grupo Sustentax. É o único concurso de projetos socioambientais do Brasil a dispor de compensação de carbono certificada pela BRTÜV.


Envolverde, 01/07/09
© Copyleft - É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.

Mais...

Empresas brasileiras buscam atrair seguidores no Twitter

Crescimento do número de usuários do Twitter atraiu a atenção de empresas
Imagem Reprodução


Dos cem microblogs brasileiros mais seguidos, um quarto deles é de empresas, sites ou veículos de comunicação. O crescimento explosivo do número de usuários do Twitter, hoje com mais de 7 milhões de perfis, atraiu a atenção de empresas que buscam aproveitar o serviço para ampliar sua área de atuação.

"As empresas já enxergaram no Twitter uma excelente forma de se relacionar com o seu consumidor potencial", analisa Alexandre Campos Silva, gerente de consultoria do IDC. Segundo ele, a grande vantagem do Twitter é permitir que a empresa se comunique com o seu cliente quase sem custo.

Com cerca de 17 mil seguidores, a loja on-line Submarino lidera entre os microblogs nacionais que vendem produtos, de acordo com a contabilidade do Twitter Counter.

A Dell no Brasil tem em torno de 6.000 seguidores, mas, nos EUA, a fabricante de computadores contabiliza mais de 720 mil pessoas que acompanham suas micromensagens.

"Apesar de ainda não ter se consolidado uma prática eficaz, que traga receita direta às empresas, o Twitter é um veículo que não pode ser deixado de fora numa estratégia de marketing on-line", diz Daniel Cabral, gerente de planejamento da agência interativa F.biz.

"Um cliente da nossa agência, a Net Shoes, vendeu duas camisas de futebol, por meio de um tweet, antes do primeiro jogo da final da Copa do Brasil. O volume de vendas é pequeno, mas o importante é a oportunidade de comunicar algo que seja interessante ao consumidor e que estreite o relacionamento dele com a marca."

Já a construtora Tecnisa afirma ter sido a primeira de sua área a conquistar um cliente por meio de um post no Twitter. A promoção oferecia R$ 2.000 em vale-compras.

A oferta, diz a construtora, acabou levando um consumidor a comprar um apartamento de três suítes em São Paulo. "Conseguimos um excelente resultado com um baixo investimento", afirma Romeo Busarello, diretor da Tecnisa.


Gavroche Fukuma
Folha de S.Paulo, 04/07/09

Mais...

sábado, 4 de julho de 2009

Maiores e Melhores da Exame tem novidades em 2009

Ranking anual feito pela publicação da Editora Abril passa a incluir a categoria Agronegócios em sua análise; banco de dados de todas as edições ficará disponível na internet

As maiores e melhores empresas do ano de 2008, em 18 diferentes setores da economia, serão conhecidas do grande público no próximo dia 7 de julho, quando a revista Exame, da Editora Abril, realiza o lançamento oficial do anuário Melhores e Maiores de Exame.

Pela primeira vez, o ranking anual da publicação passa a contemplar as organizações do segmento do agronegócio, ampliando o leque das empresas analisadas pela equipe da revista. A inclusão da categoria - que, anteriormente, era abordada em uma publicação exclusiva da Exame direcionada ao setor - deve-se ao peso dos negócios agrícolas na economia nacional, que acabou resultando na pulverização de empresas e de corporações do ramo.

A edição de 2009 do anuário também traz o ranking dos 100 Maiores Grupos Brasileiros, acompanhados do perfil e das informações gerais sobre cada empresa. Como novidade desta edição, a direção da revista anunciou que passará a disponibilizar todo o banco de dados do raking Maiores e Melhores dos últimos 14 anos. O objetivo é criar um espaço que possa ser de consulta e guia para profissionais de diversas área. Todo o conteúdo das publicações ficará hospedada no site "Maiores e Melhores".

A cerimônia de lançamento da edição 2009 do anuário será realizada no Clube Atlético Monte Líbano, na capital paulista, e contará com a presença do ministro da Fazenda, Guido Mantega.


Meio & Mensagem Online, 03/07/09

Mais...

Novo Prazo - Iphan/MinC prorrogou para 24 de julho as inscrições no Edital Arte e Patrimônio 2009

O prazo para inscrições na segunda edição do Edital Arte e Patrimônio foi prorrogado até 24 de julho. A iniciativa do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional do Ministério da Cultura (Iphan/MinC), com patrocínio da Petrobras, conta com recursos de R$ 1 milhão e contemplará dez projetos com RS 100 mil.

Podem ser inscritas propostas que estabeleçam o diálogo entre as artes visuais contemporâneas e o patrimônio histórico e artístico nacional. O processo seletivo integra o Programa Brasil Arte Contemporânea e objetiva a ampliação do acesso às mais diversas formas de manifestações artísticas e ao patrimônio cultural brasileiro.

Os projetos deverão ser desenvolvidos entre os meses de setembro de 2009 e fevereiro de 2010. O formulário de inscrição online, o regulamento do edital e outras informações estão disponíveis na página eletrônica www.artepatrimonio.org.br.

Leia mais.


Ministério da Cultura, 03/07/09

Mais...

Governo usou recursos do FUST para pagar dívida pública

Relatório do Tribunal de Contas da União indica que cerca de 2,1 bilhões de reais do fundo foram usados para este fim em 2008

O governo federal utilizou cerca de 2,1 bilhões de reais em recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (FUST) para pagar a dívida pública em 2008. O relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre as contas do Governo no exercício de 2008 aponta que o FUST dispunha de 5,3 bilhões de reais em 2007, valor que reduzido para 3,2 bilhões de reais em 2008.

O documento do TCU indica que "tal queda não ocorreu em virtude da utilização dos recursos, já que nada foi executado do 7,2 bilhões de reais alocados na LOA/2008 [Lei Orçamentária Anual] para o programa 'Universalização dos Serviços de Telecomunicações'. A redução decorreu de desvinculação de recursos do Fundo para pagamento da dívida pública".

O FUST foi criado há 11 anos, quando houve a privatização do setor de telecomunicações no Brasil, como fonte de recursos destinada, exclusivamente, à universalização dos serviços de telecomunicações no País. Apenas entre 2006 e 2008, o Fundo acumulou 6,7 bilhões de reais, de acordo com os relatórios de gestão disponíveis no site da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). No entanto, até hoje, apenas um projeto ligado à universalização das telecomunicações aprovado para receber recursos oriundos do FUST.

Aprovado em 2007, mas colocado em prática em agosto do ano passado, o plano prevê o fornecimento, instalação e manutenção, gratuitamente, de telefone fixo adaptado para o uso de pessoas com deficiência auditiva, em instituições cadastradas no Sistema Nacional de Informações sobre Deficiência. Somente em 2007, o FUST arrecadou aproximadamente 1,04 bilhão de reais e o orçamento daquele ano dedicou cerca de 780 mil reais para o projeto relacionado a deficientes auditivos.


Fabiana Monte
Computerworld, 03/07/09

Mais...

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Prefeitura de São Paulo lança portal para estimular adoção de animais

Site do Probem oferece informações sobre como cuidar de cães e gatos de maneira responsável e pretende reduzir abandono.

A Prefeitura Municipal de São Paulo lançou na quinta-feira (2/7) um portal para estimular a adoção de cães e gatos. Com o tema “Não abandone aquele que nunca vai abandonar você", o site faz parte do Programa de Proteção e Bem-Estar de Cães e Gatos (Probem).

O portal possui uma busca pelos animais conforme o perfil desejado. É possível escolher entre cães ou gatos, machos ou fêmeas e diferentes portes, idades e comprimentos de pelo.

Nesta sexta-feira (3/7), o portal já possuía 65 animais disponíveis para adoção e três já haviam sido adotados.

O site ainda possui dicas de como cuidar do animal de maneira responsável, dando dicas de tudo o que o usuário precisa saber antes de adotar, como informações sobre doenças, vacinas, alimentação e treinamento. Além disso, o site oferece cartilhas animadas para crianças, espaço para animais achados e perdidos e destaque para o telefone 156, onde as pessoas podem denunciar maus tratos.

O programa é realizado em conjunto com a Secretaria de Saúde e pretende reduzir o número de animais abandonados. Também está prevista a nomeação de 80 veterinários e 67 biólogos que atuarão em ações de controle e vigilância de zoonoses, bem como a ampliação do programa de controle reprodutivo, com o credenciamento de novas clínicas veterinárias, para alcançar a meta de até 100 mil castrações anuais.


IDG Now!, 03/07/09

Mais...

BID deve liberar US$ 1 bilhão para as sedes da Copa-2014

O Ministério do Turismo negocia com o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) a criação de uma linha de crédito específica para as 12 cidades-sedes da Copa de 2014.

A pasta pede ao banco que disponibilize US$ 1 bilhão (cerca de R$ 1,95 bi) para serem aplicados pelas capitais em obras de infraestrutura turística voltadas para o Mundial.

Até o fim do mês, as sedes de 2014, que já devem receber verba do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) da Copa, saberão se vão ser contempladas com essa ajuda financeira adicional do banco.

Atualmente, o ministério já possui um convênio de US$ 1 bilhão com o BID para o Prodetur (Programa de Desenvolvimento do Turismo). Segundo esse programa, somente Estados e cidades com mais de um milhão de habitantes podem solicitar o empréstimo para aplicar em projetos turísticos.

Ceará, Pernambuco, Rio (Estado e capital) e Goiânia já solicitaram a linha de crédito atual.

A nova verba deve favorecer principalmente Natal e Cuiabá, únicas das 12 cidades-sedes da Copa que têm um número populacional inferior ao limite imposto pelo atual programa.

Ontem, durante evento promovido em São Paulo pelo Ministério do Turismo, o prefeito de Cuiabá, Wilson dos Santos, chegou a pedir mais investimentos do Governo Federal em sua cidade com vistas à Copa.

"Acho que Cuiabá e Manaus merecem uma ajuda especial do governo. Precisamos de mais dinheiro para a Copa do que Rio e São Paulo", disse o prefeito, diante do ministro do Turismo, Luiz Barretto.

De acordo com a assessoria da pasta, as sedes que usarem a linha de crédito do BID terão de se comprometer a aplicar 60% da verba em obras de infraestrutura turística voltada para a Copa, 20% em qualificação profissional e o restante na promoção. Como contrapartida, o banco deve exigir do ministério que aplique mais 50% do valor de cada projeto na cidade que o pleiteou.

As cidades terão um prazo de 20 anos para pagar o empréstimo, a uma taxa de juros que deve girar em torno de 6%.

Além da negociação com o BID, o ministério anunciou hoje os quatro principais focos da pasta para a Copa: hospedagem, qualificação profissional, promoção da Copa e infraestrutura voltada para o turismo.

Em parceria com a FGV (Fundação Getúlio Vargas), o ministério estabeleceu uma lista de 65 destinos turísticos que receberão verba adicional do governo para se desenvolverem nesses quesitos até 2014. Mas o foco principal serão as 12 sedes.

"De acordo com esse diagnóstico feito pela FGV, haverá um plano de ação turístico voltado para cada cidade da Copa. Mas não é para ter competição entre as cidades. Cada uma vai medir sua evolução de acordo com suas características", ressaltou o ministro.

Barretto também prometeu um programa voltado para a capacitação profissional, principalmente com o ensino de idiomas, para pessoas que trabalharão diretamente com turistas na Copa. Segundo o estudo da FGV, esse é o maior desafio turístico para o evento de 2014.

Atualmente, há em curso somente um programa piloto que vem sendo aplicado no Rio e em Salvador, mas, segundo o ministro, haverá a ampliação para as outras 10 cidades-sedes.



Mariana Bastos
Folha de S.Paulo, 03/07/09

Mais...

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Medidas restritivas trazem dificuldades para programas sociais

A burocracia e o excesso de moralização que surgiram a partir da comissão parlamentar de inquérito que investiga a atuação das organizações não governamentais (CPI das ONGs) prejudicam o andamento de programas sociais no Brasil, especialmente o de economia solidária, que seria “uma inovadora alternativa de geração de trabalho e renda e uma resposta a favor da inclusão social”.

Entre os entraves está a proibição de convênios com entidades da sociedade civil dirigidas por parentes de até segundo grau de pessoas que ocupam cargos públicos. A crítica foi feita pelo economista e secretário nacional de Economia Solidária do Ministério do Trabalho e Emprego, Paul Singer, em entrevista concedida na última sexta-feira (26/6), por telefone, à Agência Brasil.

Essa campanha de moralização para impedir fraudes, na visão do secretário, além de não alcançar seu objetivo, atrasa os programas sociais do país. “Temos hoje, no Brasil, mais de 300 mil ONGs. E uma parte dessas centenas de milhares trabalha com educação, com pesquisas científicas, com saúde e outras atividades fundamentais. Todas elas estão sendo submetidas a uma espécie de camisa de força com a ideia de se impedir as fraudes. E, na verdade, não impedem, porque se você é obrigado a tirar o seu cunhado, mas estiver mal-intencionado, pode colocar um outro laranja lá. E vai ficar tudo igual.”

Confira abaixo trechos da entrevista de Paul Singer à Agência Brasil:

Agência Brasil: Há quantos projetos dentro do programa de economia solidária? E que resultados estão sendo obtidos de maneira geral por esses programas?
Paul Singer: Temos 11 ações distintas de economia solidária. Entre elas, ações de fomento direto de empreendimentos de economia solidária e de formação em economia solidária - temos um programa educativo muito amplo e que está sendo ampliado cada vez mais em parceria com o próprio Ministério do Trabalho. Estamos qualificando milhares de pessoas. No último programa, que terminou no ano passado, foram 4 mil [pessoas]. Estamos começando agora um Plano Setorial de Qualificação [Planseq] com mais de 5 milhões de pessoas. O Planseq leva mais de um ano [de duração] e é um programa extenso que dá qualificação profissional e também qualificação em economia solidária, que é fundamental em associativismo, ensinando as pessoas a trabalhar juntas, em ajuda mútua, em termos de cumprir as exigências fiscais e legais. Havia 80 mil pessoas organizadas em empreendimentos de economia solidária, nos mais diferentes setores, na fila para receber formação. Está difícil fazer as políticas sociais, que eram mais fáceis quando você podia fazer vários tipos de convênio com os diferentes parceiros em nível estadual e municipal. Agora está tudo muito mais restrito, mas está sendo feito.

ABr: Que dificuldades seriam essas?
Singer: É uma sucessão de proibições que vêm caindo em carta dupla desde 2007. Tem a ver com uma campanha de moralização das parcerias do governo federal com as entidades sem fins lucrativos da sociedade civil. Acho que essa moralização em si é correta, mas está sendo feita de uma forma muito intensa a ponto de matar a galinha dos ovos de ouro. Procura-se evitar que haja fraude, mas praticamente se impede que a própria política, pelo menos, tenha a agilidade que tinha antes, o que eu lamento muito. O exemplo que gostaria de dar é o seguinte: hoje todos os convênios passam por um cadastro único, que se chama Sincov [Sistema de Conveniamento do governo federal] e que não permite que haja mais do que um único convênio. Se quisermos fazer um programa de formação, por exemplo, temos que fazer um convênio com uma única entidade, que deve fazer toda a formação. Não posso conveniar, como fazíamos antes, com uma entidade abrangente que, por sua vez, podia conveniar nos diferentes lugares do Brasil com outras entidades de formação. Tem muita ONG se dedicando à formação. Esse conveniamento em cadeia, que fazíamos sempre, nos dava um poder de capilaridade e hoje não se pode mais. Há outras restrições que estão sendo feitas e dificultando bastante a ação das políticas sociais.

ABr: Essas restrições surgiram a partir da Comissão Parlamentar de Inquérito das ONGs?
Singer: Isso. A partir de 2007 começou uma caça às bruxas, a meu ver. É sempre a mesma coisa: há irregularidades? Sim, há. Devem ser evitadas? Sim, devem. Só que as irregularidades, provavalmente, estão presentes numa minoria de contratos. Sei lá: 10% ou 15%. É difícil calcular. Talvez você evite alguma coisa, mas, em compensação, as dificuldades que você cria… Para começar, custa caro ao erário. Algumas vezes, tanto ou quanto as fraudes custavam antes. Mas, antes de mais nada, você atrasa e dificulta políticas que ajudam milhões de pessoas. Não é a finalidade, mas acaba acontecendo.

ABr: Qual seria a alternativa? Como moralizar e ao mesmo tempo não impedir que as políticas públicas aconteçam? Qual seria esse modelo?
Singer: O modelo, na verdade, deveria parar de proibir coisas. Os que fazem os convênios, como o Ministério do Trabalho, no qual eu estou, praticamente não foram consultados. Isso está sendo feito pelos órgãos de controle. Não estou discutindo as boas intenções deles. Só estou dizendo que eles não entendem as dificuldades que nós temos porque eles não fazem convênios. Órgão de controle como Tribunal de Contas, Controladoria-Geral da União e mesmo os ministérios do Planejamento e da Fazenda não fazem convênio. Não precisam. A ação desses ministérios é sobre os outros ministérios que fazem convênios. Eles nos controlam. É a função deles. Não estou querendo que não nos controlem. Mas, na hora de mudar o caráter dos controles para torná-los eventualmente mais abrangentes e mais efetivos, deveríamos estar juntos. E infelizmente não estamos. Algumas vezes, as coisas são feitas com intenções boas - bem, mas o inferno está cheio de boas intenções. Outra vedação recente é que hoje você está proibido de fazer convênios com uma organização da sociedade civil - pode ser uma ONG ou uma Oscip [organização da sociedade civil de interesse público] - que tenha na sua direção qualquer pessoa que exerça algum cargo público em nível federal, estadual ou municipal. Mas não só. Estão proibidos também os convênios com todas as entidades que tenham algum dirigente que seja parente de alguém que esteja em cargo público em parentesco de até segundo grau. Temos 5,6 mil municípios. Temos milhões de pessoas que são vereadores e secretários municipais. Proibir convênios com parentes dessas pessoas na santa ideia de que isso se evitará que haja favorecimento com o parentesco é, inclusive, uma violação do direito que essas pessoas têm de trabalhar e atuar como qualquer outro. Quando a pessoa é prima ou cunhada de um vereador, por que ela não pode continuar dirigindo uma ONG? Para podá-la tem que ter alguma prova de que a pessoa agiu errado. De antemão, preventivamente, proibir isso com a suposição de que o parentesco é indutor de fraude, a meu ver, não cabe.

ABr: O excesso de burocracia, então, estaria também prejudicando o programa?
Singer: Está prejudicando, eu diria, todas as políticas sociais brasileiras que, tradicionalmente, se fazem - não tem outra maneira de fazer - com o chamado terceiro setor. Temos hoje no Brasil mais de 300 mil ONGs. E uma parte dessas centenas de milhares trabalham com educação, com pesquisas científicas, com saúde e outras atividades fundamentais. E todas elas estão sendo submetidas a uma espécie de camisa de força com a ideia de se impedir as fraudes. E, na verdade, não impedem, porque se você é obrigado a tirar o seu cunhado, mas estiver mal-intencionado, pode colocar um outro laranja lá. E vai ficar tudo igual. Não é difícil fraudar isso. Mas, para quem não quer fraudar coisa nenhuma e quer trabalhar sério, são dificuldades que aumentam cada vez mais.

ABr: A crise econômica, de certa forma, também prejudicou os programas sociais no Brasil?
Singer: Pelo contrário. O que ela fez foi aumentar a importância e a demanda por esses programas. Aumentou o desemprego, aumentou a probreza. Então, as políticas socias têm de crescer para atender às demandas.

ABr: A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) divulgou números apontando que a crise econômica deixará 1 bilhão de pessoas passando fome no mundo. Que ajuda os programas sociais dariam para diminuir esse número?
Singer: Os programas sociais ajudam imensamente. Aliás, o Brasil é um país de vanguarda no sentido de redução de pobreza e de desigualdade. Ainda tem muita pobreza e desiguldade no nosso país. Mas, comparativamente, [o país] é outro. Nós conseguimos avançar - e avançar recentemente. Cerca de metade dos que antes eram pobres hoje está na chamada classe C e está acima da linha de pobreza. E as novas ações do governo dão mais potência a essa luta. Os programas mais importantes, a meu ver, são o do salário mínimo e o Bolsa Família. E eu quero dizer que o Bolsa Família significa salvar uma geração toda, porque efetivamente nós sabemos que as crianças das famílias beneficiárias do Bolsa Família estão indo à escola, estão sendo alimentadas e passam de ano.

ABr: Que outro programa o senhor destacaria?
Singer: Temos hoje um programa de crédito aos mais pobres por meio de bancos comunitários. Somos parceiros nesse programa com o Banco do Brasil. Os bancos comunitários recebem depósitos do Banco Popular do Brasil, que é uma parte do Banco do Brasil. Esses bancos são resultado da construção de comunidades coesas, que reúnem suas próprias poupanças - que são poucas, mas importantes - e usam moeda social para promover atividades dentro de seus bairros. E isso dá resultado. Eles começam a desenvolver atividades que geram trabalho e renda e começam a sair da pobreza. São programas dessa natureza que me parecem mais importantes, programas emancipatórios. Eles estão acontecendo e pessoalmente posso dizer que estou bastante otimista a respeito do nosso país.

ABr: Esses programas de economia solidária poderiam ser uma solução para a crise ou para esse 1 bilhão de pessoas que estarão passando fome no mundo?
Singer: Sim. Em grande parte está sendo um modelo. Na agricultura, o cooperativismo de gente pobre é um instrumento fundamental. Os camponeses produzem comida, antes de mais nada, para eles próprios. Mas, para isso, eles precisam ter apoio, sementes, crédito, apoio tecnológico. O governo brasileiro faz política de economia solidária por meio de 22 ministérios, bem mais do que a metade dos ministérios do governo federal, que são 37. Todos os ministérios que são de políticas sociais dão apoio ao [programa de] economia solidária. É isso que dá ao Brasil essa imagem de ser um país onde a economia solidária tem amplo apoio. Está crescendo também o apoio dos governos estaduais e municipais à economia solidária no Brasil. Em outros países da América Latina é a mesma coisa, mas eles começaram mais tarde, então estão um pouco mais atrasados. Há dois países na América Latina que mudaram suas constituições recentemente, inclusive em referendos populares: a Bolívia e o Equador. Nas duas constituições, a economia dos países é definida como economia solidária. São países com os quais colaboramos. A Venezuela está fazendo programas muito amplos também de apoio e de fomento à economia solidária. Isso está, inclusive, se estendendo para outros países, como os Estados Unidos, que hoje têm uma rede de economia solidária.E não é do governo não. Isso vem da sociedade civil.

“Acabar com o Bolsa Família seria uma crueldade”

Agência Brasil: O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que é melhor dar dinheiro para o cidadão do que desonerar a indústria. No entanto, as medidas que o governo vem adotando para combater a crise se concentram principalmente em desoneração da indústria. Isso não é uma postura contraditória?
Paul Singer: O que vocês chamam de dar dinheiro ao cidadão são as medidas relacionadas ao Bolsa Família, ao salário mínimo e agora recentemente ao [programa] Minha Casa, Minha Vida. São programas de longo prazo. O Bolsa Família não tem data, graças a Deus, para acabar. E acaba quando a família deixa de estar necessitada. A desoneração é realmente uma medida transitória, de momento de crise, e é normal que ela acabe e os impostos sejam restaurados.

ABr: O Bolsa Família é um programa que vem sendo muito questionado, com críticas de que o governo estaria dando o peixe, mas não estaria ensinando a pescar. Já não está na hora de o governo começar a ensinar as pessoas a pescar?
Singer: O esforço de ensinar a pescar é contínuo para o governo. Não tem nada a ver uma coisa com outra, não é “ou”. O Bolsa Família é um programa de uma urgência enorme e seria, a meu ver, uma crueldade acabar com ele a pretexto de dizer que agora vamos ensinar a pescar. Com fome, ninguém aprende coisa nenhuma. E, inclusive, pescar significa lutar para ter um trabalho que dê renda. Essa coisa de ensinar a pescar é bobagem no sentido de que o cidadão é pobre porque ele não sabe coisas. Não é assim. Isso é um ponto de vista cruelmente patronal. Os empregadores sempre almejam ter disponíveis empregados que já tenham experiência. As pessoas são pobres por razões estruturais e históricas, que já vêm de séculos. Para que ele deixe de ser pobre, são necessárias medidas estruturais como redistribuição de terra, reforma agrária, investimentos em educação. E isso está sendo feito, por exemplo, com o ProUni [Programa Universidade para Todos, do Ministério da Educação], que é um programa que ensina jovens que jamais pisariam numa universidade a pescar. E ele atinge muita gente. As pessoas que criticam o Bolsa Família esquecem que há muitos programas que fazem exatamente isso. Que são programas, vamos dizer, de luta positiva para que as pessoas deixem de ser miseráveis pelo próprio esforço.

ABr: E quantas pessoas fariam parte dos demais programas?
Singer: A estimativa é que haja 400 mil quebradeiras de coco organizadas em cooperativas em todo o Nordeste e Norte do Brasil. As quebradeiras de coco vivem da exploração do babaçu, que é de grande utilidade e tem muitas aplicações, desde farmácia e cirurgias a sabonetes. Só que, quando deu a onda de soja, começaram a derrubar o babaçu. E as mulheres se organizaram e estão lutando para preservar a árvore. É uma luta que é, ao mesmo tempo, ambiental e social. Nós estamos conseguindo, graças à ajuda do governo, que os próprios interessados se organizem. Outro exemplo: temos hoje o Ministério da Pesca. Os pescadores me fizeram ver que há envenenamento dos cursos de água no Brasil devido à expansão da cana. Há um líquido poluente, que decorre da fabricação do álcool, que é jogado na água e simplesmente extermina os peixes. É preciso coibir essa destruição dos recursos naturais.


Daniel Mello e Elaine Patricia Cruz, da Agência Brasil
Envolverde, 01/07/09
© Copyleft - É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.

Mais...



Acesse esta Agenda

Clicando no botão ao lado você pode se inscrever nesta Agenda e receber as novidades em seu email:
BlogBlogs.Com.Br