sábado, 28 de fevereiro de 2009

Governança corporativa é bom negócio também para as empresas menores

Não é segredo que boa parte das empresas brasileiras de pequeno e médio portes nasceu da postura empreendedora de seu dono ou de seus sócios

Superação! Esta é a palavra que melhor define a necessidade de empresas dos mais variados setores e tamanhos nestes tempos de turbulência. Diversas políticas e recursos foram mobilizados em prol de grandes corporações. As operações globais de salvamento envolveram cifras consideráveis, profissionais dos mais respeitados currículos forneceram rumos considerados salvadores.

No entanto, a realidade é que neste ambiente de recursos financeiros e profissionais escassos, empresas de pequeno e médio portes enfrentam desafios desproporcionais para obter apoio na superação do momento atual e sair do outro lado do túnel devidamente fortalecidas. Por tudo isso, antes de contar com a graça dos "bem-intencionados", as empresas de pequeno e médio portes devem, de uma vez por todas, contar com elas mesmas, com sua própria capacidade de superação.

Mas como andar sozinhas e com as próprias pernas se esta crise, de proporções jamais vistas, está sugando grandes e portentosos? A resposta pode ser considerada simplista ou otimista, dependendo dos "olhos", mas a aplicação efetiva de práticas de boa gestão e governança corporativa é um caminho efetivo para se evitar ou mesmo solucionar muitos dos desafios que as empresas deste segmento estão enfrentando.

Não é segredo que boa parte das empresas brasileiras de pequeno e médio portes nasceu da postura empreendedora de seu dono ou de seus sócios. E muitas delas surfaram na onda do crescimento em razão do tino e empenho de seus fundadores e, também, e não raro, por causa do mercado naturalmente aquecido. Agora, com ventos soprando na direção contrária, mexendo com a "naturalidade" do mercado, o tino empreendedor nem sempre é suficiente para manter a empresa em cima da onda.

Faz-se necessário nesta hora, nem que seja somente para consumo interno, ter uma visão ampla e imparcial do próprio negócio. Porém, dependendo da vontade e necessidade, é extremamente vantajoso manter a transparência do negócio para o mercado externo. Esta visão ampla e transparente se consegue com a aplicação efetiva de práticas de governança corporativa, fazendo parte da cultura da empresa, transformando a maneira com que o dono ou sócios se relacionam com o negócio.

Mas e eu, como faço? É uma reação natural do empresário achar que conceitos como "governança corporativa" ou "sustentabilidade" são sofisticados demais, distantes da realidade do seu negócio. Como ele mesmo comenta: "essas coisas são para os outros".

Em parte o empresário até tem razão. Os investimentos necessários para obter uma estrutura formalizada em funcionamento podem ser elevados, o retorno do serviço, em muitos casos, não é instantâneo, e a própria manutenção também necessita de um custo permanente.

No entanto, a boa notícia é que é absolutamente viável, haja vista o número de consultorias contratadas por empresas de pequeno e médio portes. Sobre o custo, ele pode variar sim. Dá para implantar métodos de governança corporativa a um preço que "cabe no bolso" e, ao mesmo tempo, conseguir benefícios concretos em um curto espaço de tempo.

E por falar em benefícios... Eles são claros e importantes em qualquer setor. Com uma visão mais ampla de seu próprio negócio, o dono ou sócio tem condições de ver e, muitas vezes, antecipar e corrigir qualquer tipo de distorção para conduzir sua empresa de forma mais segura. Conseguindo dar transparência ao negócio, o dono ou sócios criam condições mais favoráveis, conseguem parcerias, empréstimos bancários, investimentos externos e até mesmo a venda do negócio.

Ainda na linha de desmistificação da governança corporativa, cabe ressaltar que, ao contrário do que muitos pensam e afirmam, equivocadamente, não foi o sistema de governança corporativa que falhou e deixou na "berlinda" algumas grandes empresas do País. Em meio a uma crise de proporções dantescas, não é possível colocar a culpa em um único fator, ainda mais na prática da governança corporativa. Está comprovado que as empresas que souberam aproveitar as metodologias de um sistema de gestão foram capazes de evitar prejuízos e reagir às mudanças do oscilante mercado financeiro.


Bruno Schmidt
Gazeta Mercantil, 27/02/09

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Crise global já atinge financiamento de ONGs

A crise financeira mundial - que teve origem nos Estados Unidos, contaminou outros países, derrubou mercados, colocou grandes economias em recessão e estatizou bancos - já atinge os programas de ajuda financeira de nações ricas para aquelas em desenvolvimento. Relatório da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) classifica como crítico o nível das doações feitas pelos países ricos e os convoca para aumentar essa ajuda. Apesar dos doadores terem se comprometido a elevar a ajuda em 50 bilhões de dólares (cerca de 117 bilhões de reais) até 2010, em relação a 2004, o estudo da OCDE constatou que ainda faltam 30 bilhões de dólares (cerca de 70 bilhões de reais) para a atingir a meta. O relatório foi divulgado pouco antes de a Irlanda anunciar um corte de 95 milhões de euros (aproximadamente 278 milhões de reais ) no seu programa de assistência. Antes, a Itália tinha feito o mesmo.

Uma significativa parte desses recursos financia projetos das organizações não-governamentais (ONGs) em vários países. O Brasil, que já foi prioridade das nações doadoras, vem sofrendo uma redução de destinação desses recursos desde que a economia brasileira passou a dar sinais positivos. Segundo o relatório, o Brasil deverá registrar uma queda de 25% no período 2005-2010 em termos de ajuda recebida, apesar de a América do Sul crescer 18% nas estimativas para esse mesmo período.

Desculpa
Na opinião do diretor executivo da Associação Brasileira de Organizações Não-Governamentais (Abong), José Antônio Moroni, essa retração de financiamento é uma questão antiga e tem origem no questionamento de políticos e setores da sociedade de alguns países do hemisfério norte sobre a ajuda ao desenvolvimento com base no argumento de que eles também têm problemas sociais que não foram resolvidos, além de um "certo preconceito". Para ele, "a crise esta servindo apenas como um argumento a mais neste debate".

Segundo Moroni, as ONGs brasileiras mais atingidas pela diminuição de recursos estrangeiros são as que atuam com direitos humanos e a construção de um novo modelo de desenvolvimento. "Estamos procurando ter a nossa autossustentabilidade. Isso não está sendo fácil. O Brasil não é um país solidário. As empresas até têm recursos para ajudar, mas não se interessam em patrocinar projetos na área de direitos humanos", desabafa Raimunda Bezerra, que trabalha no Centro de Defesa dos Direitos Humanos e Educação Popular do Acre (CDDHEP/AC). A ONG que foi fundada em 1990 na capital do estado, Rio Branco, atende cerca de 150 casos por ano. A única ajuda internacional que recebe vem da França, no valor anual de 40.000 reais, referente a um projeto aprovado no ano passado para os próximos três anos.

'Seleção natural'
No total, cerca de 225 agências bilaterais e 242 multilaterais financiam aproximadamente 35.000 atividades por ano ao redor do mundo com a finalidade de alcançar os objetivos de desenvolvimento do milênio, estabelecidos pela Organização das Nações Unidas. Juntas, elas têm um orçamento que chegou a 107,1 bilhões de dólares (cerca de 250 bilhões de reais) em 2005; em 2007, já estava em 95 bilhões de dólares. Três dessas instituições multilaterais - Comissão Europeia, Banco Mundial e as Nações Unidas - são responsáveis por 30% de toda a ajuda global.

Em sua apresentação do relatório, o secretário-geral da OCDE, Angel Gurría, diz que "a crise está nos ensinando muito sobre a nossa vulnerabilidade e interdependência, mas também está mostrando que temos uma extraordinária capacidade de cooperar e encontrar entendimentos comuns e dividir soluções entre nações". Para Rodrigo Baggio, diretor executivo do Comitê para Democratização da Informática (CDI), as ONGs vivem um "processo de seleção natural" que as fará adotarem padrões cada vez mais parecidos com uma empresa. "Elas vão ter de buscar um diferencial com foco em resultado, corte de custos, eficiência, qualidade de gestão, indicadores de resultados e transparências", diz.

Baggio acredita que somente assim as ONGs brasileiras poderão disputar investimentos estrangeiros, que nos últimos anos têm sido direcionados principalmente para os países da África. O continente, com exceção do norte do Saara, deverá chegar a 2010 recebendo 34% mais recursos do que o registrado em 2005, segundo o estudo da OCDE.

Cultura
O diretor de política ambiental da ONG Conservação Internacional (CI) do Brasil, Paulo Gustavo Prado, prevê que a situação possa piorar com a possibilidade de o Reino Unido fazer alguns ajustes no seu programa de assistência ao desenvolvimento. O país está entre os maiores doadores do mundo. Cerca de 80% dos recursos da CI vêm do estrangeiro por meio de acordos com agências multilaterais e fundos norueguês, inglês e alemão. "Mas o nosso maior doador são os doadores privados e fundações e filantropia americanas", explica Prado.

Com uma verba anual de 11,7 milhões, a ONG, que nasceu nos Estados Unidos, está presente em 43 países. No Brasil, repassa 60% de seus recursos a 159 outras ONGs e institutos brasileiros. Apesar da crise e dos indicativos de cortes dos países desenvolvidos nas ajudas internacionais, Prado é otimista quanto à continuidade dos investimentos estrangeiros. "Aqui no Brasil o universo não é muito amigável para doações, salvo as feitas por empresas para cultura e esportes. Nos países desenvolvidos, especialmente os Estados Unidos e União Europeia, existe uma cultura de doação por pessoas físicas, coisa que ainda estamos longe de alcançar no nosso país", ressalta.


Luiz de França
Veja Online, 27/02/09

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Nova economia global será tema da Conferência Internacional do Ethos 2009

Estão abertas as inscrições para a 11ª Conferência Internacional Empresas e Responsabilidade Social do Instituto Ethos. Nesta edição, que ocorrerá entre 15 e 18 de junho, no Hotel Transamérica, em São Paulo, os participantes serão convidados a discutir a respeito das transformações que pessoas, empresas, sociedade e Estado precisam empreender para construir uma nova economia global, mais justa e sustentável. Por isso, a programação foi dividida em plenárias, mesas redondas, painéis temáticos e oficinas de gestão, com o objetivo de divulgar diferentes visões e práticas sobre o tema. E, para aprofundar a reflexão sobre os dilemas vividos atualmente, serão organizadas rodas de diálogo rara incentivar o compartilhamento de idéias e a criação de novos conhecimentos.

Como já se tornou tradicional, a Conferência Internacional 2009 será iniciada com o debate “RSE na Mídia”, no dia 15 de junho. Esta atividade é aberta ao público, assim como a Mostra de Tecnologias Sustentáveis, que vai se realizar simultaneamente à Conferência Internacional, no mesmo Hotel Transamérica.

Assim como nas edições anteriores da conferência, em 2009 também haverá intérpretes da Língua de Sinais Brasileira (Libras), para garantir a comunicação das pessoas surdas. Portadores de outras deficiências devem informá-las no ato da inscrição para que a organização da Conferência Internacional 2009 adote as providências necessárias.

As inscrições serão feitas exclusivamente pelo site http://www.ethos.org.br/ci2009
Valores:
Até 27/02/2009: associados - R$ 1.320; outros- R$ 2.310
Até 17/04/2009: associados - R$ 1.815; outros - R$ 2.541
Até 29/05/2009: associados - R$ 2.190; outros - R$ 3.250
A partir de 29/05/2009: associados – R$ 2.590,00; outros – R$ 3.680,00
No valor da inscrição estão incluídos coquetéis, cafés, almoços e o material do participante.

Conferência tem mostra de tecnologias sustentáveis
Como parte da programação da 11a. Conferência Internacional Empresas e Responsabilidade Social, o Instituto Ethos promove a Mostra de Tecnologias Sustentáveis. A exposição reúne informações e conhecimentos sobre tecnologias sustentáveis disponíveis, visando tanto a ampliação de seu uso pelos indivíduos e organizações como o estímulo a organizações públicas e privadas a intensificarem o desenvolvimento, produção e uso dessas tecnologias.

A mostra não pretende ser uma feira de ciência ou de produtos, mas sim um ambiente onde o visitante poderá ver, interagir e conhecer o funcionamento das tecnologias e os requisitos para o seu adequado desempenho em uso.

"Tecnologia Sustentável" compreende metodologias, técnicas, sistemas, equipamentos ou processos economicamente viáveis, passiveis de serem produzidos e aplicados de forma a minimizar os impactos negativos e a promover impactos positivos no meio ambiente, na qualidade de vida das pessoas e na sustentabilidade da sociedade.

Os interessados em expor no evento devem fazer a inscrição gratuitamente pelo endereço até o dia 8 de março. As tecnologias inscritas são selecionadas com base em critérios definidos por uma curadoria composta por entidades que reconhecidamente tratam dos temas que são objeto da mostra.

As iniciativas inscritas devem ter como foco questões relacionadas à sustentabilidade das cidades, dos negócios rurais e à conservação e manejo sustentável de ecossistemas. Também devem apontar soluções relacionadas às fontes de energia, gases de efeito estufa, consumo de materiais, resíduos, uso da água, água, biodiversidade, equidade, diversidade, combate à corrupção, trabalho decente e inclusão social.

A visitação da exposição é aberta ao público e gratuita mediante cadastro no site do evento, a partir de março.

Mais informações em http://www.ethos.org.br/mostra2009


Redação do Instituto Ethos
Envolverde, 26/02/09
© Copyleft - É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.

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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Prêmio FBB de Tecnologia Social está com inscrições abertas

A premiação que identifica, certifica e divulga tecnologias sociais já implementadas em todo o país, está com inscrições abertas até 29 de maio
Foto Agência Petrobrás de Notícias


Podem concorrer ao prêmio projetos de tecnologia social nas áreas de água, alimentação, educação, energia, habitação, meio ambiente, renda e saúde. Serão distribuídos oito prêmios de 50 mil reais cada, em um total de R$ 400 mil. A tecnologia social consiste em produtos, técnicas ou metodologias replicáveis, desenvolvidos na interação com a comunidade e que representam efetivas soluções de transformação social. O prêmio está em sua quinta edição.

Os projetos selecionados, mas que não contemplados com a premiação, serão incluídos no Banco de Dados de Tecnologia Social, que reúne experiências no setor. Os projetos incluídos no Banco de Dados tendem a ter melhor avaliação na seleção pública para o programa Desenvolvimento & Cidadania, explicou a Gerente de Programas Sociais da Petrobras, Janice Dias. “O prêmio ajuda na captação de recursos”, afirmou, lembrando que a certificação, que é a primeira etapa do prêmio, já é suficiente para dar respaldo ao projeto junto a possíveis financiadores. Além disso, os projetos que passam a etapa de certificação também tendem a ter melhor avaliação na seleção pública do Programa Desenvolvimento & Cidadania.

O prêmio tem as etapas de certificação, seleção de 24 finalistas (3 por categoria) e julgamento das propostas vencedoras. As categorias são: cinco regionais, gestão de recursos hídricos, direitos da criança e do adolescente e protagonismo juvenil e participação das mulheres na gestão de tecnologias sociais. O julgamento e a cerimônia de premiação ocorrem em novembro de 2009. As inscrições podem ser feitas pelo site www.fundacaobancodobrasil.org.br. De 2001 a 2008, a Fundação Banco do Brasil investiu mais de 400 milhões de reais em 5.000 programas e projetos de tecnologia com foco em educação e geração de emprego e renda.

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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Com a web, luta pela preservação fica a um clique do mouse

Jackie Held, gerente de marketing da TNC: US$ 758 mil levantados on-line na campanha "Plante um bilhão de árvores"
Foto Divulgação


Basta um clique no mouse em alguma cidade americana para que um hectare de floresta no Brasil ou na Indonésia esteja a salvo da destruição. Ou uma mensagem curta de texto para mobilizar centenas de pessoas em torno de uma causa urgente pelo planeta. O ativismo ambiental está cada vez mais globalizado e conectado à internet. E não poderia ser diferente: com suas redes sociais e blogs, o mundo virtual tornou-se hoje a principal e a mais rápida arma das organizações não-governamentais para proteger a natureza, angariar voluntários e levantar fundos.

A emergência das questões ambientais alavancou os sites das grandes ONGs e catapultou o número de blogs dedicados ao assunto. Há pelo menos uma centena deles disponíveis na internet.

A oferta de ações também é grande. É possível ajudar remotamente gorilas da África ou adotar, pelo preço mínimo de três libras esterlinas por mês (pouco mais de R$ 10), o carismático panda Zhu Xiong, mantido na reserva de Wanglang, a maior da China. Com direito até a cartão, a adoção de espécies em extinção - ou em vias de - virou uma forma politicamente correta de presentear virtualmente amigos e parentes nos Estados Unidos e na Europa.

O aquecimento global também teve papel fundamental para conscientizar o internauta sobre a importância de se manter as florestas de pé. Na esteira das projeções assustadores de superaquecimento do planeta, as maiores ONGs internacionais criaram programas exclusivos para preservação das últimas manchas verdes remanescentes, entre elas a Amazônia brasileira.

A americana Conservação Internacional (CI) escolheu o popular site de compartilhamento de vídeos YouTube para lançar, no ano passado, uma das campanhas de maior sucesso para adoção de florestas, a "Proteja um Acre". Em um vídeo provocativo, exibiu o ator Harrison Ford em uma dolorosa sessão de depilação, demonstrando que quando se desmata um lugar, outra parte do mundo sente. "Lost there, felt here", diz o galã hollywoodiano.

Em poucas horas o link "Harrison Ford perde um acre" pulou para o ranking dos mais assistidos no YouTube, recebeu a indicação de um sem-número de blogs, artigos em sites especializados como o TakePart.com e comentários nas redes sociais MySpace, Facebook e Twitter. Por aqui, o Orkut (o preferido dos brasileiros) tampouco deixou passar despercebida a provocação. Para a Conservação Internacional, a repercussão foi à altura. Em menos de um ano, a campanha levantou US$ 750 mil para proteger uma área estimada de 18 mil acres ao redor do mundo.

"A adoção de novas plataformas para comunicação com o público é crucial. Precisamos atingir outras audiências", explicou ao Valor Laura Bowling, vice-presidente de marketing estratégico e comunicação global da Conservação Internacional.

A The Nature Conservancy (TNC), uma das organizações pioneiras de preservação, seguiu a mesma trilha e iniciou o programa "Plant a Billion Trees". Como o nome em inglês indica, o programa tem o objetivo de restaurar 2,5 milhões de acres com o plantio de um bilhão de árvores em remanescentes da Mata Atlântica brasileira, paraguaia e argentina, em sete anos. O mote: "Um dólar, uma árvore". Segundo a atualização mais recente de seu site, 1.511.429 milhão de árvores já foram plantadas.

Assim como a Conservação, os novos canais cibernéticos foram essenciais para esse desempenho - e com investimento zero. "O engajamento em redes nos permite comunicar com jovens para apoiar nossa causa. Um exemplo é o FaceBook, onde temos 64 mil colaboradores", disse Jackie Held, gerente de marketing de parcerias da TNC. Cerca de 40% dos membros da organização têm mais de 65 anos.

A causa ambiental também ganhou muito mais agilidade com as novas ferramentas. Na mais recente iniciativa, o Greenpeace mobilizou rapidamente cerca de 500 pessoas no Parque Villa Lobos, em São Paulo, para a formação de uma "onda humana" que chamasse a atenção do governo federal para a implantação de áreas protegidas marinhas na costa do país.

Os ciberativisitas entraram em ação em massa novamente com a campanha "O mundo está de olho!", da WWF Brasil, na qual os internautas eram convidados a postar uma foto de seus olhos para pressionar os representantes dos países participantes da 14ª Conferência das Partes da Convenção de Clima da ONU, realizada em dezembro, a se comprometerem com um acordo global sobre o clima. As imagens foram exibidas em um imenso telão durante a conferência em Poznan, na Polônia. Segundo a WWF, mais de 16 mil imagens foram postadas na página da ação no site de compartilhamento de fotos Flickr.

Em todas as ações de mobilização, o microblog Twitter parece ser o campeão em velocidade e, não à toa, tornou-se uma coqueluche entre os ambientalistas. A plataforma permite que o usuário publique mensagens curtas - de até 140 caracteres - e forme uma rede de seguidores. "O que importa é dar sua mensagem em tempo real. O Twitter é um radinho de notícias, só que escrito. É mais rápido que o celular", diz Jorge Cordeiro, do Greenpeace.

Mais que as redes sociais e a blogosfera, no entanto, os ciberativistas ganharam aplicações poderosas no ano passado. O Google criou o Google Ocean, um software de mapeamento e imagens do oceano, e o Google Earth Solidário, após verificar a utilização do aplicativo pela Cruz Vermelha e o Exército americano nos trabalhos de resgate do furação Katrina.

"Percebemos que essas ferramentas são úteis para oferecer informações para as mais diferentes organizações", disse Marcelo Quintella, gerente de produto do Google Map Brasil.


Bettina Barros, de São Paulo
Valor Online, 26/02/09

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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Mobile marketing cresce 45,92% em 2008

Estudo mostra evolução no acesso à internet e a utilização de aparelhos celulares no Brasil. Confira mais informações

Segundo dados do estudo ‘Internet Pop’, realizado pelo Ibope em dezembro do ano passado, o mobile marketing teve um crescimento de 45,92% no último ano e que o Brasil já possui 43,1 milhões de pessoas conectadas à internet. Deste total, 20,4 milhões (ou 83,1%) têm acesso à banda larga.

A classe C já responde por 40% do acesso à internet; as classes A/B por 49% e as classes D/E por 11%. Em 2007, eram 37% da classe C e 13% das classes D/E, enquanto as classes A/B correspondiam por 50%. De acordo com Castro, o investimento publicitário em 2008 para internet foi de R$ 748 milhões e a internet foi a mídia que mais cresceu: 46,94%, seguida pela TV paga (29,59%) e rádio (21,84%). Porém, a internet ficou com apenas 3,45% de participação na receita publicitária.

Em relação ao celular, o Brasil possui 150,64 milhões de linhas ativas e, de acordo com o TCI Domicílios, 80% dos usuários recebem entre cinco e 10 salários mínimos e 80% têm idade entre 16 e 34 anos. “Nós temos 150 milhões de linhas ativas, mas não temos audiência”, declarou Abel Reis, COO e presidente da AgênciaClick e presidente do recém-lançado Comitê de Mobile Marketing do IAB.

Reis explicou que este comitê tem como objetivo divulgar as ofertas do mercado; apontar a evolução da audiência do mobile marketing; e divulgar os resultados de ações e pesquisas. Suas atividades resumem-se em três tarefas: alinhar a agenda educativa para o mercado por meio de uma parceria entre IAB e MMA (Mobile Marketing Association); ter um grupo de trabalho para cada ponto a ser discutido na agenda; e divulgação de material e informações para o mercado.

Dos mais de 6 bilhões de habitantes do mundo, 63,32% possuem aparelho celular e 23,5% são usuários de internet, de acordo com Phonecount. No ano passado, o investimento em mobile marketing foi de US$ 2,7 bilhões, sendo US$ 1 bilhão dos Estados Unidos, US$ 640 milhões do Japão e US$ 40 milhões da América Latina. Do total aplicado em mobile marketing, 80% foram destinados à SMS, mas a previsão é que em 2011 o número caia para 48%, pois outras ferramentas ganharão cada vez mais destaque.



Maria Fernanda Malozzi
Fonte: PropMark (www.propmark.com.br)
HSM Online, 18/02/09

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Portal Busca Jovem

Criado por 11 investidores sociais do Grupo de Institutos, Fundações e Empresas (Gife), o Portal Busca Jovem tem como proposta aproximar as organizações sociais que formam jovens para o mercado de trabalho e as empresas que querem contratá-los.

No espaço, as instituições podem anunciar sobre a disponibilidade de turmas de jovens capacitados, informando aos potenciais empregadores sobre o currículo do curso e o tipo de qualificação oferecida. As empresas também podem publicar anúncios de vagas gratuitamente. O projeto tem parceria com o Projeto Conexão – Rede Cidadão, que oferece apoio às organizações participantes por meio de palestras de orientação profissional. www.buscajovem.org.br

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Impasse leva discussão sobre filantrópicas para março

No último dia 18, a Câmara dos Deputados definiu para depois do dia 15 de março as discussões, e votação, do projeto de lei (PL 3021/08) que define as novas regras para organizações obterem o Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social (Cebas).

O adiamento para o debate se deu pelo impasse sobre a real urgência da apreciação da proposta, apesar dos pedidos do ministro de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, de que o assunto deveria ser tratado como prioritário.

Líderes da oposição queriam que o projeto fosse debatido em até 15 sessões ordinárias após a entrega do relatório final, prolongando ainda mais a discussão. Porém, o deputado Henrique Fontana (PT-RS), líder do governo na Câmara, argumentou que o prazo exigido pela oposição “inviabilizaria a política de filantropia no país” e definiu a data para meados de março.

O PL foi elaborado para substituir a polêmica Medida Provisória 446/08, a chamada MP das Filantrópicas, editada no final de 2008, que foi devolvida ao Executivo logo em seguida, pelo então presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN).

Para entender o imbróglio, é preciso considerar o histórico. Ao publicar a MP, o governo mudou as regras de concessão do Cebas, documento que isenta de impostos 5.630 organizações registradas em todo o país – a um custo aproximado de R$ 4,4 bilhões por ano.

Na época, a medida foi considerada polêmica em dois pontos. No primeiro, a suposta “anistia” a entidades na renovação do certificado - de 4.100 mil organizações. Pela MP, todas as entidades que deram entrada na documentação, incluindo aquelas que estavam em suspeição para renová-la, tiveram deferimento automático de seus pedidos.

Outra discussão fundamental foi a responsabilidade de outorgar o documento, que deixaria de ser do Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS), e passa a ser dos ministérios da Educação (MEC), Saúde (MS) e Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). Eles darão a chancela de acordo com as especificidades de trabalho de cada entidade.

Quanto à renovação automática, pelo governo federal, de quase oito mil certificados de entidades assistenciais, o ministro Patrus Ananias disse em coletiva à imprensa que não se tratou de "anistia geral", pois os órgãos de fiscalização existentes – como o Departamento de Polícia Federal (DPF), dos tribunais de contas estaduais, da Receita Federal do Brasil e do Ministério da Fazenda, entre outros - "continuam tendo seus espaços de atuação".

A polêmica se estende porque a base governista, que defende a MP 446/08, manteve no projeto de lei as orientações da medida. Enquanto isso, a oposição rejeita as modificações e pede mais clareza no documento.

Por que o Cebas é importante?
O certificado garante às entidades imunidades tributárias e, em contrapartida, elas devem oferecer à população a continuidade de serviços públicos de saúde, educação e assistência social que a estrutura governamental não consegue oferecer.

Essas entidades - geralmente hospitais, universidades e casas de assistência social - ficam livres da contribuição previdenciária patronal, equivalente a 20% da folha de pagamento, e das contribuições CSLL (sobre o lucro líquido), PIS e Cofins (9,25% sobre o faturamento).

“Mas isso não quer dizer que esse dinheiro vá direto para o bolso dessas entidades, como alguns querem fazer crer. Para conseguir o Cebas é preciso comprovar que existe um atendimento no mesmo valor isentado no imposto”, argumenta o advogado Eduardo Szazi, especialista em legislação para o terceiro setor.

Outros Projetos
O PL 3021/08 não é o único a tramitar no Congresso Nacional. O ministro Patrus Ananias, pediu ao presidente do Senado, José Sarney, e ao presidente da Câmara, Michel Temer, prioridade na votação de outros dois projetos de lei: 7494/06 e 3428/08.

O primeiro projeto, do Senado, aumenta de três para cinco anos o prazo para renovação do Cebas. O segundo projeto, do Poder Executivo, cria cargos para o Ministério do Desenvolvimento Social.

Patrus afirmou que seu ministério tem cerca de 1.400 cargos e que quase a metade está ocupada por servidores terceirizados - situação que contraria orientação do Tribunal de Contas da União.


Rodrigo Zavala
redeGIFE Online, 20/02/09

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Estudos jurídicos receberão até R$ 800 mil

Dez pesquisas sobre Direito em temas escolhidos pelo Ministério da Justiça terão verba de R$ 80 mil cada; inscrições vão até 13 de março

O Ministério da Justiça vai dar apoio financeiro de até R$ 80 mil a dez projetos de pesquisa jurídica a serem concluídos até março de 2010. O objetivo é aproximar a Secretaria de Assuntos Legislativos, órgão que subsidia o governo com a elaboração pareceres jurídicos, do que há de mais novo sendo produzido em conhecimento jurídico na academia. A iniciativa, chamada Pensando o Direito, têm inscrições abertas para instituições de pesquisa até o dia 13 de março.

Na terceira edição do Pensando o direito, a parceria nas pesquisas serão firmadas em dez áreas temáticas passíveis de nova elaboração ou alteração legislativa. Podem participar da seleção faculdades e universidades, fundações mantenedoras, instituições de apoio e amparo à pesquisa, centros de pesquisa e entidades não-governamentais que atuam ou realizam estudos dentro das áreas temáticas propostas. No entanto, o Ministério recomenda que na elaboração das propostas sejam consideradas as dimensões de gênero, raça e etnia, além das possíveis diferenças regionais e geográficas do Brasil que tenham impacto sobre o objeto estudado, e suas conseqüências para eventuais propostas legislativas.

Este ano, as áreas temáticas do projeto são: “Os novos procedimentos penais”, “Avaliação da nova lei de falências (Lei nº 11.101/2005)”, “Agências reguladoras e a tutela do consumidor”, “Concessão de crédito e a proteção do consumidor”, “O papel da vítima no processo penal”, “Medidas assecuratórias no processo penal”, “Análise das justificativas para a produção de normas penais”, “Estatuto da Criança e do Adolescente: apuração do ato infracional atribuído a adolescente”, “Conferências nacionais, participação social e processo legislativo” e “Juntas comerciais”.

As instituições selecionadas ficarão responsáveis pela coordenação de grupos de pesquisa e pela elaboração de relatórios relacionados com cada área temática. No ato da inscrição, elas deverão apresentar um projeto de pesquisa que se enquadre em uma das áreas indicadas, além da equipe designada para desenvolvê-lo.

Também é necessário indicar para coordenador um profissional com título de Doutor em um ramo relacionado ao tema da candidatura. O prazo final para a conclusão das pesquisas contempladas pelo projeto vai até 20 de março de 2010.

Confira o edital da convocação
Veja aqui o Edital de Convocação do Projeto Pensando o Direito

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Governo financia estudos sobre Direito



PNUD Brasil, Boletim nº 527, 16/02/09

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IDH poderá incluir novos fatores em 2010

PNUD tem feito consultas em diversos países; a inclusão de dados sobre desigualdade de renda e meio ambiente está sendo considerada
IDH do Brasil cresce; país é 70º no ranking

O PNUD está fazendo uma série de estudos para avaliar a possibilidade de mudanças no IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) a partir de 2010, ano em que o indicador completa 20 anos. Discute-se a inclusão de novos fatores para o cálculo, que atualmente considera o PIB per capta, a expectativa de vida, a taxa de analfabetismo e a taxa bruta de matrícula escolar para qualificar os países num ranking de desenvolvimento humano.

Um dos pontos mais debatidos é a incorporação de indicadores de outras áreas e a viabilidade de fazê-lo refletir as desigualdades internas dos países. O texto do PNUD que acompanhou o último ranking do IDH menciona algumas questões que estão sendo levantadas: “Como poderíamos considerar aspectos mais amplos do desenvolvimento, como liberdade de escolha ou de oportunidade? O enfoque considera de modo suficiente as disparidades e desigualdades que caracterizam o desenvolvimento?”.

O modo como a renda é levada atualmente em conta no índice “tem uma limitação, porque o que aparece é a média da renda, e isso esconde desigualdades como as que temos no Brasil”, afirma Flávio Comim, coordenador do Relatório de Desenvolvimento Humano no Brasil. Ele diz que uma das propostas para 2010 é a inclusão de um fator de correção para penalizar a desigualdade.

Acadêmicos, instituições de pesquisa e membros de governos de vários países estão sendo convidados para participar de reuniões e apontar sugestões para aperfeiçoar o IDH. Além da renda, a inclusão de dados sobre problemas ambientais também é uma alteração possível, diz Comim.

A forma como o IDH considera a educação atualmente também pode mudar. A crítica, segundo Comim, é que faltam dados sobre a qualidade do ensino, já que atualmente só constam números sobre a proporção de analfabetos ou de freqüentadores das escolas (para composição do índice, são utilizadas as taxas de analfabetismo e matrícula em todos os níveis de ensino).

No texto em que divulgou o último ranking, o PNUD afirma que a comemoração dos 20 anos “é uma grande oportunidade para considerar os desafios das medidas de desenvolvimento humano”. Apesar disso, não há qualquer previsão de quais alterações poderão ser acatadas. Sem tema definido, o Relatório de Desenvolvimento Humano de 2010 (que trará os números do IDH 2008) pretende ampliar as discussões sobre o conceito de desenvolvimento humano. Para 2009, o tema será a migração e o formato dos cálculos não será alterado.

OPNUD ainda diz que o maior objetivo do IDH, o de alertar para o fato de que não basta considerar apenas a dimensão econômica do desenvolvimento, já evoluiu bastante e que é o momento de pensar nas próximas etapas.

Sobre o IDH
O IDH nasceu em 1990 como um contraponto à utilização do Produto Interno Bruto (PIB) per capta como único parâmetro para mensurar o desenvolvimento dos países. Atualmente, o índice considera três dimensões: a renda, medida pelo PIB per capta (corrigido pelo poder de compra de cada país), a longevidade, para a qual é utilizada a expectativa de vida ao nascer, e a educação, em que se consideram a taxa de analfabetismo e a de matrículas. Números para anos anteriores a 90 foram calculados retroativamente.



Dayanne Sousa
PNUD Brasil, Boletim nº 527, 16/02/09

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Mapeamento de iniciativas sociais

Produzido pelo Grupo de Institutos, Fundações e Empresas (Gife), idealizado pela aliança de responsabilidade social corporativa promovida entre empresas americanas e coordenado pela Embaixada dos Estados Unidos em conjunto com a Agência dos EUA para Desenvolvimento Internacional (USAid), o relatório Investimento Social Privado no Brasil – Uma análise de empresas do Grupo + Unidos traz um mapeamento de iniciativas sociais.

O estudo oferece a empresas americanas atuantes no Brasil uma visão de oportunidades e desafios relativos à implementação de atividades de desenvolvimento social por meio de parcerias público-privadas. O relatório pode ser baixado no site da Embaixada Americana.


Revista Filantropia - OnLine - nº186

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De voluntariado fordista para voluntariado em rede

Ford Web 2005 - Colagem feita voluntariamente por Iúri Kothe

Decidimos nos juntar para escrever este artigo – um administrador e um analista de sistemas. Nelson Rodrigues diria que a junção destas disciplinas teria “a aridez de três desertos...”. Mesmo concordando, também conhecemos o lado quente e humano do que estudamos um dia. Conversando sobre nossos interesses atuais - ação voluntária, tecnologia, redes e relacionamentos, vimos que a evolução da administração tem algo a nos dizer sobre a maneira como gerimos nossas iniciativas sociais.

A gestão do voluntariado pode ser analisada por pelo menos duas perspectivas. A primeira, que chamamos aqui de “fordista”(1), percebe o voluntário como instrumento de assistência, que deve se engajar em moldes semelhantes aos de um emprego ou trabalho formal. Cumpridor de ordens e normas, este voluntário é encorajado a se envolver em ações prontas, criadas e planejadas por um ente maior (organização social ou empresa). Seu trabalho tende a ser institucionalizado e não é surpresa mensurá-lo em horas trabalhadas e avaliá-lo por critérios quantitativos.

A outra perspectiva, que chamaremos aqui de “voluntário para voluntário” (V2V)(2) ou “voluntariado em rede”, vê o voluntário como agente e promotor de suas próprias ações, muitas vezes realizadas em um grupo que compartilha valores semelhantes. Ciente de si, de seus talentos e do contexto em que está inserido, este voluntário, natural e espontaneamente, age sobre sua realidade e estabelece relacionamentos com seus pares (muitas vezes vizinhos, colegas de trabalho, os pais dos colegas da escola do seu filho e assim por diante).

O voluntariado fordista entende que a oferta de oportunidades de ação voluntária é escassa – e não tiramos sua razão – pois hoje há uma enorme demanda de cidadãos desejosos de participação. Em uma lógica fordista, de massificação e poucas possibilidades de escolha para quem demanda, estes cidadãos preenchem cadastros e se encontram em longas listas de espera, aguardando convocação.

Esta lógica depende diretamente da limitante noção de que voluntariado é algo que se concretiza apenas no âmbito de uma instituição, que oferece oportunidades de participação e que é necessariamente organizada. Tal visão é ainda corroborada por definições de voluntariado ou por imagens e estereótipos que a mídia faz deste tipo de atividade(3).

Porém, a realidade do voluntariado é maior e mais diversa do que as imagens imediatas que se têm a respeito desta. Se pensarmos em participação voluntária de forma ampla, veremos que o número de possibilidades de ação depende apenas da criatividade do voluntário e das necessidades e potencialidades da comunidade.(4) Assim, temos um vasto mundo abaixo da linha d’água – da visibilidade da opinião pública – que envolve milhões de brasileiros, nos mais variados contextos. A ação voluntária é o que há em comum entre a senhora que ajuda na quermesse da igreja e o ativista do Greenpeace; entre a participação em um grupo de alcoólicos anônimos e a doação de algumas horas semanais a uma creche; entre a colaboração na vizinhança e o ciberativismo.

Se pensamos desta forma, temos uma inversão. A oferta de oportunidades torna-se virtualmente ilimitada e o cidadão se fortalece em suas possibilidades de escolha. É desta noção de equilíbrio entre oferta de oportunidades de ação e demanda por participação voluntária que tratamos quando falamos em uma lógica de “voluntário para voluntário”.

Esta perspectiva inspira-se no padrão de organização de redes. O nome “voluntário para voluntário”, ou V2V, é uma alusão a um tipo de rede de computadores denominado peer-to-peer (P2P)(5) , em que usuários trocam recursos (informações, documentos, músicas) diretamente, sem intermediação e em igualdade – onde todos os participantes têm a chance de doar a informação que lhes é disponível e de receber em troca aquela que lhes interessa.

A dinâmica da rede pressupõe uma aparente falta de controle, devido às suas propriedades de independência e flexibilidade. Só é possível controlar uma rede de pessoas sem perturbar tais princípios, se a possibilidade de regulação estiver distribuída – o conjunto dos participantes zela pela integridade da rede. Isso acontece em inúmeras iniciativas sociais em que os participantes estão verdadeiramente engajados e estabelecem relacionamentos saudáveis entre si. Para empreender tais redes é preciso acreditar em pessoas e na potencialidade de seus relacionamentos.

Neste ponto, chega a ser difícil usar o termo gestão na perspectiva V2V. Gestão, administração e palavras afins (6) pressupõem subordinação – palavra indigesta para quem fala em igualdade e espontaneidade. Em tempo: alguns teóricos da administração resumem a função do administrador como coordenar a colaboração de indivíduos para um objetivo comum. No caso do voluntariado, acreditamos que a gestão destas iniciativas é, em essência, gestão de relacionamentos.

Por fim, mais um contraste entre estas duas perspectivas: no voluntariado fordista, pessoas administram pessoas e recursos para alcançar objetivos. Nada contra. Isso muitas vezes funciona e é absolutamente prático e realista. Mas existe a possibilidade de se realizarem ações, de voluntário para voluntário, em que pessoas cuidam de pessoas e de suas iniciativas, como quem cuida de coisas vivas, que se desenvolvem em seu próprio tempo, não subordinadas apenas à vontade de quem as criou.

Para nós, o conforto do voluntário na sua ação, a evolução da administração e das novas tecnologias e, sobretudo, a necessidade premente de valorizarmos as pessoas e reformarmos as práticas democráticas, apontam para um momento generoso e transformador da sociedade.

Agradecemos especialmente a Chico Lins e Iúri Kothe. Suas valiosíssimas contribuições somaram mais quatro mãos sobre este trabalho.

Notas de rodapé:
(1) “Você pode comprá-lo em qualquer cor desde que seja preto.” Henry Ford, sobre as possibilidades de escolha do cliente pelo Modelo Ford T, fabricado por ele no início do século XX. Ford Corporate Citizenship Report 2003-2004. Disponível em: http://www.ford.com/en/company/about/corporateCitizenship/report/
articlesPaintOverview.htm. Acesso em 10 mar. 2005.
(2) V2V é a sigla para Volunteer-to-Volunteer, tecnologia de gestão de voluntários inspirada nas redes Peer-to-Peer (P2P), que serão explicadas adiante. A Tecnologia V2V foi concebida e desenvolvida no Brasil, pela equipe do Portal do Voluntário, em 2004.
(3) “(...) Ao chegar, o candidato [voluntário] preenche uma ficha na qual descreve suas habilidades, disponibilidade de tempo e preferências profissionais. Em seguida, consulta uma lista com centenas de possíveis ‘empregadores’ e as tarefas que poderiam desempenhar para eles. (...) quem entra ali está disposto a trabalhar de graça, prestando voluntariamente algum serviço à comunidade.” (grifos dos autores) REVISTA VEJA, Caderno SP – número 12. Editora Abril, edição de 22 de março de 2000. p. 10
(4) OLIVEIRA, Miguel D. Dez Dicas de Voluntariado. Portal do Voluntário, disponível em http://www.portaldovoluntario.org.br/site/pagina.php?idconteudo=419. Acesso em 10 mar. 2005.
(5) Exemplos destas redes P2P são programas de troca de arquivos, como Kazaa e SoulSeek e aplicações de mensagens instantâneas, como ICQ e MSN Messenger.
(6) “A palavra administração vem do latim ad (direção para, tendência para), e minister (subordinação ou obediência).” CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à Teoria Geral da Administração. McGraw-Hill : São Paulo, 1983. p. 6


BRUNO R. C. AYRES
Formado em Administração (UnB), com mestrado em Ciência da Informação (IBICT-ECO/UFRJ), é coordenador do Portal do Voluntário e seu foco de interesse e de pesquisa é o uso das novas tecnologias para o fortalecimento de cidadãos para a ação voluntária.
bruno.pv@comunitas.org.br
www.portaldovoluntario.org.br

FABIANO MORAIS
Analista de sistemas, pós-graduado em marketing (Universidade Cândido Mendes) e MBA em EComerce (ESPM). Coordenador da Planner Marketing de Relacionamento, seu atual foco de pesquisa é relacionamento em redes voluntárias.
fabiano@plannermd.com.br
www.plannermd.com.br

redeGIFE Online, 14/03/05

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Personalidades de destaque da América Latina e do Caribe selecionarão os ganhadores do prêmio Juscelino Kubitschek do BID

As duas instituições premiadas receberão 100.000 dólares cada uma

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) anunciou hoje os membros da comissão que selecionará as duas instituições ganhadoras do “Prêmio de Mérito ao Desenvolvimento Regional da América Latina e do Caribe Juscelino Kubitschek”.

O prêmio, cuja convocatória encerra-se em 31 de março de 2009, tem o objetivo de reconhecer o trabalho de instituições regionais em duas grandes áreas: economia e finanças; e desenvolvimento social, cultural e científico.

Juscelino Kubitschek foi um importante político brasileiro, eleito governador do estado de Minas Gerais em 1950 e Presidente da República em 1956 com mandato até 1961.

O premio foi estabelecido em razão do cinqüentenário do BID em 2009 e será entregue em Brasília em agosto de 2009.

A Comissão Julgadora do Prêmio será presidida pelo Presidente do BID, Luis Alberto Moreno. O Secretário Geral Iberoamericano, Enrique V. Iglesias, será seu secretário.

A comissão julgadora será composta por:
. Angeles Mastretta, escritora e jornalista mexicana;
. Francisco Flores, ex-presidente de El Salvador;
. Pedro Pablo Kuczynski, ex-primeiro ministro do Peru;
. Osvaldo Hurtado, ex-presidente do Equador;
. José Goldemberg, reconhecido físico e ambientalista do Brasil;
. Ricardo Lagos, ex-presidente do Chile;
. Billie Antoinette Miller, ex-ministra das Relações Exteriores e Comércio de Barbados;
. Percival Noel James Patterson, ex-primeiro ministro da Jamaica;
. Michel Camdessus, ex-diretor general do Fundo Monetário Internacional;
. Hitoshi Watanabe, presidente e CEO do Banco Japonês de Cooperação Internacional (JBIC);
. José Octavio Bordón, ex-embaixador da Argentina na Casa Branca;
. Rosa Conde, diretora da Fundação Carolina na Espanha

As candidaturas ao Prêmio Juscelino Kubitschek podem ser postuladas por uma pessoa, uma instituição acadêmica ou de pesquisa ou um centro cultural. As candidaturas devem ser apresentadas por escrito e devem incluir uma descrição detalhada dos méritos e da transcendência regional da obra ou contribuição. Os formulários para apresentação das instituições estão disponíveis na página do Banco na internet: http://www.iadb.org/forms/kubitscheck/join.cfm?language=pt.

As candidaturas podem ser apresentadas por correio eletrônico para PremioJK@iadb.org ou por carta registrada enviada à sede principal do BID em Washington (1300 New York Ave., N.W., Washington, D.C., 20577, U.S.A. Stop E1205) ou a qualquer uma das representações do BID nos países membros.


Site do BID, 03/02/09

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Prêmio Juscelino Kubitschek está com inscrições abertas

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) já anunciou a convocatória e os membros da comissão que selecionará as duas instituições ganhadoras do “Prêmio de Mérito ao Desenvolvimento Regional da América Latina e do Caribe Juscelino Kubitschek”.

O prêmio, cuja inscrição encerra-se em 31 de março de 2009, tem o objetivo de reconhecer o trabalho de instituições regionais em duas grandes áreas: economia e finanças; e desenvolvimento social, cultural e científico.

As candidaturas ao Prêmio Juscelino Kubitschek podem ser postuladas por uma pessoa, uma instituição acadêmica ou de pesquisa ou um centro cultural. As candidaturas devem ser apresentadas por escrito e devem incluir uma descrição detalhada dos méritos e da transcendência regional da obra ou contribuição. Os formulários para apresentação das instituições estão disponíveis na página do Banco. Clique aqui para acessar.

O prêmio foi estabelecido em razão do cinqüentenário do BID em 2009 e será entregue em Brasília em agosto de 2009.


redeGIFE Online, 16/02/09

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Mobile Marketing está subaproveitado no Brasil

Primeiro evento sobre o tema promovido pelo IAB Brasil buscou incentivar o uso da mídia por anunciantes e agências no País

Parte do trabalho do recém-lançado Comitê de Mobilidade do IAB Brasil, aconteceu na manhã desta quinta-feira, 12, o primeiro encontro promovido pela entidade a fim de acelerar o desenvolvimento do canal no País. Segundo Abel Reis, diretor do comitê e presidente da Agência Click, a idéia é educar o mercado de forma que os telefones celulares se tornem ponto de contato integrado a qualquer estratégia de comunicação dos anunciantes. "Os padrões e formatos já estão bem definidos pelo próprio IAB e pela Mobile Marketing Association. Agora também estamos disponibilizando um manual de boas práticas para que o mercado comece de fato a trabalhar com esse canal", disse Reis.

O diretor acrescentou ainda que existem duas modalidades para o consumo de mídia pelos dispositivos móveis. Um deles diz respeito à inserção das marcas nos endereços concentradores de audiência, como os sites para celular dos portais tradicionais da internet e os desenvolvidos pelas próprias operadoras de telefonia. O outro modelo é o que envolve a ativação direta com o consumidor através de experiências interativas como jogos, aplicativos, serviços e promoções via SMS. "Os resultados - que também geram certa desconfiança no mercado - já são totalmente mensuráveis como acontece na internet. Não tem mais zona cinzenta no que diz respeito ao mobile", acrescentou.

Durante o evento, Paulo Castro, membro do conselho do IAB Brasil e diretor geral do Terra, lembrou que o marketing feito pelo celular registrou crescimento de cerca de 45% em 2008 no País. Já segundo Roberto Lobel, diretor de negócios do Ibope, o potencial do canal como plataforma de publicidade pode ser até dez vezes maior do que o apresentado hoje. "Levando em conta que a base de celulares preparada para suportar publicidade é de mais de 50% dos aparelhos em uso no Brasil, o que temos hoje é muito pouco em termos de iniciativas", comentou.

Clique nesse link para ver o Manual de Boas Práticas do IAB Brasil.


Mariana Ditolvo
Meio & Mensagem Online, 12/02/09

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terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

AACD estará no uniforme do Corinthians

Diretoria do clube, que ainda não consegui fechar patrocínio anual para o time, cede espaço beneficente para Associação

A diretoria do Corinthians, que ainda não conseguiu fechar patrocínio para o time para 2009, continua aproveitando o espaço vazio no uniforme do clube. Depois de vender o espaço para Locaweb, Ford e Vivo em alguns jogos no mês de janeiro, o clube cederá o espaço para a ACCD - Associação de Assistência à Criança Deficiente - no clássico do próximo domingo, 15, contra o São Paulo, no Morumbi.

A informação é do colunista Benjamin Back, do Lance. Além da ação beneficente de divulgação da Associação, as camisas usadas na partida serão autografadas pelos ateltas do Corinthians e depois doadas à entidade e serão leiloadas.


Meio & Mensagem Online, 11/02/09

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Pontos de Mídia Livre: o que é preciso saber

Publicado no Diário Oficial da União no dia 27 de janeiro, o edital Prêmio Pontos de Mídia Livre prevê R$ 3,2 milhões para Pontos de Cultura ou organizações sociais sem fins lucrativos que desenvolvam veículos de comunicação compartilhada ou participativa. São 60 prêmios, sendo 10 de R$ 120 mil e 50 de R$ 40 mil, selecionados a partir de critérios com pesos diferentes, como proposta editorial, qualidade estética, interatividade, audiência ou tiragem, repercussão e capacidade de manter contato com seu público.

Vale a pena mobilizar iniciativas de comunicação para participar. Além de ser uma oportunidade importante para quem faz mídia fora das grandes empresas que dominam o setor, o edital informa, em sua introdução, que se houver mais recursos (novas dotações orçamentárias) por um ano a partir da divulgação do resultado final, o Ministério da Cultura (MinC) pode conceder novos prêmios de acordo com a ordem de classificação. Quanto maior o número de inscritos, mais motivos para pressionar por mais recursos.


Para facilitar, leia um resumo em forma de perguntas e respostas abaixo:

Onde encontro mais informações?
A Secretaria de Programas e Projetos Culturais do Ministério da Cultura mantém uma página exclusiva para o prêmio (http://www.cultura.gov.br/site/2009/01/27/edital-premio-pontos-de-midia-livre/).
Nela estão o edital e três anexos, sendo uma carta de apresentação, um formulário e uma descrição da iniciativa.

Qual é o prazo de inscrição?
O prazo é de 45 dias da publicação no Diário Oficial. Isso quer dizer até dia 12 de março.

Para que serve cada um dos anexos para a inscrição?
Para facilitar, você pode baixar os arquivos nos atalhos abaixo. Separamos uma breve explicação sobre cada um:

Edital (PDF, baixe aqui - http://www.revistaforum.com.br/midialivre/edital_pontos_de_midia_livre_-_publicado.pdf)
A íntegra do documento publicado no Diário Oficial da União em 27 de janeiro. Para os participantes, é importante ler o texto para conhecer os detalhes da proposta.

Requerimento - anexo I (DOC, baixe aqui - http://www.revistaforum.com.br/midialivre/pontos-de-midia-livre-anexo-1.doc)
O requerimento é uma carta-padrão para solicitar a inscrição. Há alguns campos que devem ser alterados para cada inscrição. Além do timbre da entidade, data e do nome do representante legal da instituição, é importante determinar qual a categoria pretendida, se regional/nacional ou local/estadual. Há mais prêmios para a última categoria, mas o valor da primeira é superior.

Formulário de inscrição - anexo II (DOC, baixe aqui - http://www.revistaforum.com.br/midialivre/pontos-de-midia-livre-anexo-2.doc)
No formulário, a entidade participante apresenta seus dados, os de seu representante legal – ou coordenador no caso de ser um Ponto de Cultura – e responde a oito perguntas para apresentar detalhes da proposta propriamente dita.

Descrição da iniciativa de comunicação - anexo III (DOC, baixe aqui - http://www.revistaforum.com.br/midialivre/pontos-de-midia-livre-anexo-3.doc)
Ora como itens, ora com perguntas, os participantes devem prestar informações sobre 18 novos tópicos. Neste anexo, as informações são divididas de acordo com os cinco critérios utilizados para a seleção: proposta editorial, qualidade estética, interatividade, audiência ou tiragem, repercussão e capacidade de manter contato com seu público.

Que documentos são necessários?
Além dos três anexos, é preciso incluir um portfólio da iniciativa. A sugestão do Edital é um CD ou DVD para material publicado eletronicamente – de texto, áudio, fotos, vídeo etc. – ou um exemplar impresso das publicações que a instituição considerar necessárias para dar idéia do perfil da iniciativa. Depoimentos, material publicado na mídia, cartazes, vídeos em DVD e outros também podem ser incluídos. É preciso ainda juntar documentos que comprovem a abrangência da iniciativa de comunicação pela qual o concorrente opta, se local/estadual ou regional/nacional.

Para onde devo encaminhar esse material?
Os documentos, impressos e assinados, devem ser enviados para:
PRÊMIO PONTOS DE MÍDIA LIVRE
COMISSÃO DE AVALIAÇÃO
Setor Bancário Sul - Quadra 02 – Lote 11 – 1º andar - Edifício Elcy Meireles
CEP: 70070-120 – Brasília / DF
Ao receber de toda a documentação, a Secretaria informará um número de identificação para acompanhamento do processo.

Quem pode participar?
Pontos de Cultura e organizações sem fins lucrativos podem apresentar projetos de comunicação compartilhada ou participativa. As iniciativas devem ter tido início no dia 1º de julho de 2008.
É preciso assegurar ainda que a entidade não tenha qualquer pendência, inadimplência ou falta de prestação de contas junto a qualquer órgão público, especialmente com o Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (Cadin) e o Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi).

O que são projetos de comunicação compartilhada e participativa? Que tipo de projeto pode participar?
Para o Edital, iniciativas de comunicação compartilhada e participativa devem buscar interagir com o público e precisam reunir pelo menos dois membros em sua equipe editorial. A linguagem e o suporte podem ser variados. Vale texto escrito, som, imagens, vídeos e multimeios apresentados como televisões e rádios comunitárias, blogues, páginas eletrônicas, publicações impressas, agências de notícias, produtoras de audiovisual ou qualquer outro meio que claramente se preste a atividades de comunicação.

Em qual categoria meu projeto se encaixa melhor?
A categoria local/estadual é dedicada aos projetos que pretendem interagir com um público localizado nos limites de seu estado de origem. Já a abrangência regional/nacional é dedicada às iniciativas que buscam alcançar, além de seu próprio estado, pelo menos mais uma outra unidade da federação.

Quais são os prêmios?
O valor total do recurso é de R$ 3,2 milhões, divididos em 60 prêmios. Para as iniciativas de alcance e repercussão regional/nacional, são apenas 10 prêmios de R$ 120 mil cada. Para as de abrangência local/estadual, são 50 prêmios de R$ 40 mil.

Quais são os critérios?
São seis os critérios, com pesos distintos, para o julgamento das propostas.

a) Proposta Editorial – até 20 pontos
Avalia a relevância e qualidade da produção em qualquer meio e a adequação ao público a que se destinam. Além da pontuação, é o primeiro critério de desempate.
b) Qualidade Estética – até 20 pontos A análise leva em conta o uso adequado e criativo do suporte em que cada iniciativa se
desenvolve.
c) Grau de interatividade – até 20 pontos Os projetos precisam contar com algum tipo de espaço para fomentar a participação do público, seja com espaço para comentários, seja com canais para receber e publicar conteúdo. Quanto mais desenvolvidas e facilitadas as formas de interação, mais pontos no quesito.
d) Tiragem/Audiência – até 10 pontos
Tanto os números absolutos quanto relativos à região ou comunidade a que se destina serão considerados aparentemente sem valorizar mais a um em detrimento de outro aspecto.
e) Repercussão – até 10 pontos
Além de conseguir interagir com o público, os projetos devem ser capazes de gerar fatos e iniciativas tanto entre o público a que se destina como e entre outros veículos de mídia. Essa capacidade, porém, tem menos peso do que a interatividade, conforme o Edital.
f) Regularidade – até 20 pontos
A intenção é valorizar iniciativas que conseguem manter uma periodicidade na divulgação de novos conteúdos ou de novas edições. O tempo de existência efetiva – preferencialmente regular – de cada projeto também será levado em conta neste critério. Além da pontuação importante, é o segundo critério de desempate.

Quem vai fazer a seleção?
A Comissão de Avaliação do Prêmio Pontos de Mídia Livre será presidida pelo Secretário de Programas e Projetos Culturais, Célio Turino. Dos outros oito integrantes da comissão, metade são representantes do MinC e o restante “personalidades de notável experiência na área de comunicação”, segundo as palavras do Edital, definidas a convite do ministério.

E se houver empate na pontuação?
Em caso de empate entre as propostas, a comissão vai favorecer o projeto com maior pontuação nos quesitos "a" até "f", pela ordem. Se ainda assim persistir o empate, a iniciativa mais antiga terá prioridade.

O que as iniciativas selecionadas terão de fazer?
O item 11 do Edital apresenta uma lista de obrigações das selecionadas. É preciso destinar o valor do prêmio para desenvolver o projeto apresentado e ganhador do prêmio. Também se exige a participação na criação, realização, registro e sistematização da iniciativa apresentada e encaminhar relatórios de aplicação de recursos para a Secretaria até 180 dias da data de recebimento do recurso.

O nome do Ministério da Cultura e dos Programas Cultura Viva e Mais Cultura devem constar com destaque – e de acordo com os padrões de identidade visual de cada logomarca – em todo o conteúdo, seja editorial, seja de divulgação e promoção. Usar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos são práticas vedadas.

Como será o repasse de recursos aos vencedores?
Será feito um depósito bancário em uma única parcela diretamente às entidades e instituições selecionadas.


Anselmo Massad, da revista Fórum
Envolverde, 11/02/09
© Copyleft - É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.

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Jovens criam tecnologias em prol de ODM

Concurso com estudantes de cem países premia em até US$ 25.000 criação de softwares e sites relacionados aos Objetivos do Milênio

Estudantes de ensino médio e universitários de vários países vão competir na criação de tecnologias que ajudem os países a avançarem nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), uma série de metas socioeconômicas que os países da ONU se comprometeram a alcançar até 2015. Um concurso para estudantes de tecnologia terá os ODM como tema e espera reunir mais de 200 mil jovens de 100 países.

Categorias e prazos de inscrição:
Design de softwares - 20/05
Desenvolvimento embutido - 1/03
Desenvolvimento de Jogos - 1/03
Robótica e Algorítimo - 1/03
Desafio de TI - Inscrição encerrada
Mash up (Web 2.0) - 1/03
Fotografia - 1/03
Curta Metragem - 1/03
Design - 1/03


A Imagine Cup, Copa do Mundo da computação promovida pela multinacional Microsoft, existe há seis anos. A proposta é estimular os jovens a criarem softwares, redes, portais interativos, jogos e até fotografias que possam ajudar em questões globais – meio ambiente, educação e saúde foram alguns dos temas dos anos anteriores. Na edição de 2009, a proposta será: “imagine um mundo em que a tecnologia ajuda a resolver os maiores problemas que temos hoje”. Em cada uma das nove categorias do concurso (veja as categorias e datas de inscrição no quadro à direita, será preciso apresentar formas de a tecnologia participar do avanço dos ODM.

Combate a fome, à pobreza, melhoria da saúde da mulher e das crianças e cuidado com o meio ambiente são algumas das metas em que os candidatos a inventores deverão pensar. “A tecnologia pode ser a força que transforma grandes idéias em grandes soluções”, diz o texto de apresentação da Copa deste ano. Para participar, é necessário ter, no mínimo, 16 anos e estar matriculado em alguma instituição reconhecida pela competição. Os estudantes podem se inscrever pelo site. Os melhores de cada categoria vão receber uma viagem ao Cairo em julho de 2009, quando serão escolhidos os vencedores.

Uma equipe de brasileiros ficou com o primeiro lugar na categoria de games na edição passada, que teve meio ambiente como tema. Quatro estudantes da UNESP (Universidade Estadual de São Paulo) venceram com um jogo de computador que permite construir sua própria cidade respeitando a questões ambientais.

Australianos ficaram com o prêmio de melhor software, criando um sistema capaz de controlar todos os recursos de uma fazenda, para que se economize água e energia. A competição oferece prêmios em dinheiro, que variam de US$ 3.000 a US$ 25.000 para os três melhores de cada categoria. Além disso, os vencedores ganham pacotes de produtos para programação.


da PrimaPagina
Boletim do Pnud, 09/02/09

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O perfil do jovem empreendedor


A importância em formar o jovem para o mercado com uma visão empreendedora é o tema desta edição do Boletim da Democratização Cultural. Ao abordar o assunto, o diretor executivo da Artemisia Brasil, Fábio Santiago, aponta os desafios do empreendedorismo social no país em tempos de crise e, a partir desse panorama, fala sobre a situação do jovem empreendedor e o perfil que se almeja de um líder nessa área.

Boletim da Democratização Cultural – Desde a década de 90, o que o empreendedorismo social consolidou e o que ainda está em construção?

Fábio Santiago - Há pelo menos 30 anos o empreendedorismo é um processo em construção no mundo. O que foi consolidado é fruto de muito aprendizado e reflexão de experiências. Creio que hoje o empreendedor social está muito mais preparado para entender e criar soluções para os desafios que enfrenta. Outro ponto consolidado é o modelo de projeto sem fins lucrativos, que funciona bem. O que está em construção é a discussão de negócio social, que questiona a dicotomia entre social e econômico. Essa integração é necessária. Exemplos de iniciativas como a de Bill Gates e o Banco do Povo, na Índia, mostram caminhos.

B.D.C. – Qual o perfil de um jovem empreendedor?

FS - Ele precisa saber o que quer. Ter foco para não querer abraçar os problemas do mundo. E, evidentemente, um espírito empreendedor, o que nem todos possuem. Ser um líder que respeita a equipe, que consegue trazer as pessoas para seu projeto, que inspire e encoraje quem está ao seu redor. E isso só com um profundo comprometimento, comportamento ético e criatividade para enfrentar os problemas.
B.D.C. – Há carência de mão de obra especializada no terceiro setor?

FS - Faltava profissionalização, mas nos últimos dez anos houve uma grande evolução. As pessoas se aperfeiçoaram e as instituições, percebendo essa necessidade, passaram a oferecer salários mais competitivos, atraindo melhores profissionais.

B.D.C. – O empreendedorismo vem, originalmente, da administração de empresas. Foi estruturada nos projetos sociais e culturais, a idéia de negócio, a racionalidade do lucro. O que foi positivo e o que foi ajustado à esfera do terceiro setor?

FS - O terceiro setor não tem condições de se auto-sustentar. Aconteceu uma grande onda de geração de recursos. Entretanto, eles estavam descolados da atividade social do projeto e, muitas vezes, eram priorizados. De forma genérica, repetia-se a lógica das empresas. Com o tempo, o foco inverteu-se, o impacto social voltou a ser priorizado e hoje os projetos geram renda a partir de seus objetivos.

B.D.C. –Como incorporar essa forma de atuação das empresas sociais às políticas públicas? Há diálogo?

FS - Sei da existência de grupos que travam esse diálogo. O instituto Papel Solidário vem discutindo com parlamentares, mas ainda em fase embrionária. É preciso definir melhor essas questões jurídicas dos empreendimentos sociais e solidários. Um exemplo é que uma empresa comum tem uma série de reduções fiscais na venda de seus produtos e serviços. Já o terceiro setor, não. Em alguns casos, os projetos são obrigados a abrir empresas.

B.D.C. – Qual a situação do empreendedorismo juvenil?

FS - Sua tendência é crescer ainda mais. O jovem é criativo, questionador, ele se lança e vê no empreendedorismo uma alternativa, já que o mercado está muito difícil. Esse crescimento tem cerca de seis anos, quando as empresas começaram a investir nesse público e então o terceiro setor redirecionou seus projetos.

B.D.C. – E nas escolas? Existe uma preocupação em oferecer uma formação voltada ao empreendedorismo? Como os jovens podem conhecer este assunto?

FS - Com as escolas públicas não há diálogo. O acesso se dá apenas pelos projetos sociais do terceiro setor. A Artemisia leva essa discussão para universidades, mas ainda voltada apenas ao empreendedorismo empresarial. A questão do negócio social é muito pequena.
B.D.C. – Como estão os investimentos em pesquisa na área do empreendedorismo social? E a participação da universidade?

FS - O interesse tem aumentado, principalmente estudos e análises do impacto de certos projetos sociais. Eles se concentram nas ciências sociais, ainda não vi nada em administração ou economia.

B.D.C. – Quais os desafios que o empreendedorismo social pode enfrentar?

FS - Acredito que a auto-sustentação. A crise deve mostrar essa fragilidade, uma vez que os investimentos sofrem grande redução neste período.

B.D.C. – Chega um período de crise e a primeira ação das empresas, mesmo aquelas comprometidas com a sustentabilidade, é demitir funcionários e cortar gastos com projetos sociais. Isso é responsabilidade social? Por que não buscar novas alternativas?

FS - Se a empresa investe em projetos, primeiramente ela deve fazer seu trabalho de casa. Garantir salários de mercado, respeitar o trabalhador, repreender os assédios. Muitas empresas fazem investimentos não por convicção, mas por conveniência. Querem associar sua imagem às preocupações sociais. Quando a crise chega, elas percebem que não é possível mensurar quanto a empresa ganha, qual é o retorno financeiro deste investimento. Então ele é o primeiro a ser cortado. Essa é a lógica. Eu torço para que a nova geração, quando chegar às esferas de decisão, modifique esse modelo.


Boletim da Democratização Cultural, 05/02/09

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CNAS ensina passo a passo a filantrópicas

Para o cumprimento da polêmica Medida Provisória 446/08, que modifica as regras para certificação de entidades filantrópicas, o Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS) publicou uma série de perguntas e respostas para os gestores sociais com dúvidas sobre o que fazer daqui para frente.

Clique aqui e entenda o que fazer.


redeGIFE Online, 09/02/09

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Edital para o Fundo Brasil de Direitos Humanos

O Fundo Brasil de Direitos Humanos lançou um edital para apoiar novos projetos em 2009. O foco será o combate à discriminação e à violência institucional, ou seja, qualquer forma de violação a direitos humanos promovida por instituições oficiais, suas delegações ou empresas.

Os custos dos projetos que tentarem o apoio devem ser de, no mínimo, R$ 10 mil e, no máximo, R$ 25 mil. O edital e o formulário para preenchimento estão disponíveis no site do Fundo Brasil de Direitos Humanos, e as propostas devem ser enviadas pelo correio até 23 de março.

Desde 2007, o Fundo disponibiliza recursos para organizações da sociedade civil, preferencialmente aquelas com menor acesso às fontes tradicionais de financiamento.
www.fundodireitoshumanos.org.br


Revista Filantropia - OnLine - nº185

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Nove coisas que irão definir 2009

Vídeo da Leo Burnett traz as previsões da rede para este ano, como a TV Digital e o fim da verdade absoluta

A Leo Burnett lançou um vídeo nos Estados Unidos voltado para profissionais de planejamento e anunciantes, com as previsões da rede para o ano de 2009. Confira quais são e, logo abaixo, a versão em vídeo (em inglês):



1) Novo realismo: a situação econômica irá afetar profundamente o desenvolvimento do contexto cultural. A era especulativa e emotiva está sendo substituída por uma fase mais calcada no social e na criatividade. Com a cultura mais tangível e honesta, teremos que ser mais realistas sobre o que está vindo. Prioridades e decisões de compra serão reconsideradas, sob o ponto de vista do que realmente importa para nós. Estaremos mais abertos para o que traga valores como confiança, segurança, inspirador, conectado, honesto e progressivo;

2) Hiper-realidade: o ritmo das mudanças está acelerando no mundo, com muitos novos desenvolvimentos ocorrendo na velocidade da luz e mudanças no status quo sendo reveladas em tempo real;

3) Economia da confiança: a confiança se tornará um fator crítico para o sucesso das marcas. Em tempos de dureza, buscamos companhias que dividam nossas preocupações, gerenciem a ansiedade e assumam a liderança. Confia-se hoje mais nos supermercados do que nos bancos, por exemplo;

4) Austeridade ecológica: uma nova conjuntura será atingida no futuro do planeta, com a austeridade transformando a questão ambiental em econômica. Produtos que gastam menos energia e que custam mais barato simplesmente não poderão ser atacados;

5) TV Digital: 2009 irá marcar um salto na qualidade de transmissão na televisão da internet. As pessoas têm assistido TV online há algum tempo, mas agora ela será popular;

6) Ligações de marketing: o conteúdo estará livre de um controle central e será negociável por meio de diversas redes. Idéias, logotipos de marcas ou códigos serão as linhas que formam o link entre conteúdos. Veremos, por exemplo, anúncios em ônibus conectando áreas de trabalho de computador com widgets;

7) Geração games: com o ato de jogar games se tornando uma ocupação de massa e com o ambiente econômico pressionando para diversão no lar, seremos parte da Geração Games muito em breve;

8) O fim da verdade absoluta: o que se entende como sabedoria muda a cada dia. Neste ano deverá haver mais opinião contraditória e muitas soluções sendo apresentadas como definitivas. No futuro iremos considerar mais o que é um fato. Será a versão moderna da relação do hipocondríaco com a prescrição médica;

9) Marcas como veículos: marcas são marcos. A maneira pelas quais buscamos nossas necessidades acabam sempre em uma delas. Tudo isso irá mudar. Os dias da marca estática estão chegando ao fim. Elas cada vez mais serão significados e não fins.


Meio & Mensagem Online, 06/02/09

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Programa Tear vence homenagem aos que fazem a diferença no Brasil

Programa Tear, realizado pelo Instituto Ethos, foi escolhido pelo júri como o vencedor da categoria Razão Social do Prêmio Faz Diferença, promovido pelo jornal O Globo. A categoria engloba empresas ou projetos que tenham se destacado por sua responsabilidade social no país e passou por um júri composto por jornalistas do Globo, vencedores de edições anteriores e pela votação popular.

“O que faria diferença para você no Brasil?” é a pergunta que norteia a premiação.

O Prêmio Faz Diferença é uma iniciativa do jornal O Globo para homenagear aqueles que fizeram a diferença na transformação do Brasil. O prêmio é dividido em 15 categorias e uma personalidade do ano. A sexta edição do prêmio terá sua premiação em março, no Golden Room, do Copacabana Palace, no Rio de Janeiro.

Promovido pelo Instituto Ethos e pelo Fundo Multilateral de Investimento (Fumin), do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o Programa Tear – Tecendo Redes Sustentáveis 1ª edição teve como principais objetivos aumentar a competitividade e a sustentabilidade das pequenas e médias empresas (PMEs) e ampliar suas oportunidades de mercado, contribuindo assim para o desenvolvimento do País.

Com os aprendizados, sucessos e lições aprendidas o Instituto Ethos lança a sua 2ª edição, com a possibilidade de participação de novos setores da economia e de novas empresas-âncoras.

Estrutura
O Programa Tear se baseia na seguinte estrutura: cada empresa-âncora (empresa de grande ou médio porte que lidera o Programa na sua cadeia de valor) seleciona entre 15 e 25 empresas de sua cadeia de valor (fornecedores e/ou clientes), assumindo o compromisso de ajudá-las a adotar ou ampliar uma gestão socialmente responsável em seus processos internos e no relacionamento com suas partes interessadas.

Clique aqui para saber mais sobre a 2ª edição do Programa Tear, do Instituto Ethos.

Clique aqui saber mais sobre o Prêmio Faz Diferença, realizado pelo jornal O Globo.


Instituto Ethos

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Mostra de Tecnologias Sustentáveis -Edição 2009!

A Mostra de Tecnologias Sustentáveis é uma exposição que reúne e dissemina informações e conhecimentos sobre tecnologias sustentáveis disponíveis, visando tanto a ampliação de seu uso pelos indivíduos e organizações como o estímulo de organizações públicas e privadas a intensificarem o desenvolvimento, produção e uso dessas tecnologias.

Esta exposição não pretende ser uma feira de ciência ou de produtos, mas sim um ambiente onde o visitante poderá ver, interagir e conhecer o funcionamento das tecnologias e os requisitos para o seu adequado desempenho em uso.

“Tecnologia Sustentável” compreende metodologias, técnicas, sistemas, equipamentos ou processos economicamente viáveis, passiveis de serem produzidos e aplicados de forma a minimizar os impactos negativos e a promover impactos positivos no meio ambiente, na qualidade de vida das pessoas e na sustentabilidade da sociedade.

Os interessados em terem suas tecnologias expostas na Mostra devem fazer a inscrição de suas iniciativas gratuitamente pelo endereço http://www.ethos.org.br/mostra2009/inscricoes/tela1.asp até o dia 8 de março. As tecnologias inscritas são selecionadas com base em critérios definidos por uma curadoria composta por entidades que reconhecidamente tratam dos temas que são objeto da Mostra.

As iniciativas inscritas devem ser direcionadas a questões relacionadas a sustentabilidade das cidades, dos negócios rurais e a conservação e manejo sustentável de ecossistemas. Elas devem oferecer soluções relacionadas a elementos críticos como energia, gases de efeito estufa, consumo de materiais, resíduos, água, biodiversidade, equidade, diversidade, integridade e combate à corrupção, trabalho decente e inclusão social.

A visitação da exposição é aberta ao público e gratuita mediante cadastro no site do evento (cadastramento disponível a partir do mês de março).

Saiba mais: http://www.ethos.org.br/mostra2009


Envolverde, 05/02/09
© Copyleft - É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.

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Ameaça de Política Cultural

Diz um amigo próximo do ministro e do mercado: “prefiro ficar na mão de 200 dos mais gananciosos banqueiros e agiotas a ficar na mão de um só Juca Ferreira”. Não há nada mais ameaçador do que isso

A constituição brasileira classifica a cultura como direito fundamental do cidadão. Esse direito deve, portanto, ser garantido pelo Estado. O direito cultural mais antigo e consagrado é o direito de autor. O direito à livre expressão vem logo após, seguido do direito a participar da vida cultural, decidir sobre a prática de sua escolha, acessar os mais diversos bens simbólicos. Os ventos ministeriais sopram, ora à sudeste, ora à nordeste. Num tempo brisa, noutro tempestade, mas devemos sempre nos perguntar: avançamos ou retroagimos na conquista desses direitos?

Lula assumiu prometendo ao povo e encomendando ao Ministro Gil a abertura de centros culturais por todos os cantos do Brasil. Uma verdadeira revolução cultural, como a implementada na França por André Malraux e consolidada por Jacques Lang. Surgiu o projeto das BACs, quem se lembra disso? Com ela o ainda inexplicado episódio que resultou na demissão de Antonio Pinho, acusado por Juca Ferreira de armar a favor de si e contra o Erário.

Muitas vozes do MinC dizem que o programa Cultura Viva já existia quando Celio Turino aportou na Esplanada com o difícil desafio de substituir o compadre de Gil, o homem que indicou o tropicalista à menos cobiçada pasta do Planalto. E que o traiu.

O fato é que Celio Turino colocou o primeiro edital dos Pontos de Cultura na praça em 40 dias. E foi construindo e tecendo uma das teias das mais interessantes da nossa história, contando com o apoio do seu partido, da bancada e uma série de atividades culturais instigantes e muito representativas da rica diversidade cultural do Brasil. Mas agora o Cultura Viva agora é Mais!

Algum direito cultural foi garantido com o programa? É certo que sim, pelo menos o direito legítimo e inalienável daqueles pouquíssimos agraciados com os editais dos pontos. Sim, pouquíssimos, por mais que o MinC diga que “nunca nada tão grandioso fora realizado até então”. Confundo-me com as contas do MinC, mas acho que já passam de mil o número de credores do ministério, muito distante dos 20 mil prometidos.

Hoje recebi um telefonema intrigante do protagonista de um dos projetos mais emocionantes e decentes que já vi acontecer em terras brasileiras, em local bem distante dos grandes centros. A história é que ele havia perdido um dinheiro da Lei Rouanet por incompetência do MinC, que agora criou uma imensa burocracia para prejudicar os que não têm recursos para contratar os melhores advogados do Brasil, que conseguem aprovação de projetos com notificações, mandados e ações de inconstitucionalidade pela OAB, como é comum nos dias de hoje. O valor do patrocínio? R$ 30 mil, por mais que o MinC diga que Lei Rouanet só financia livros de mesa e espetáculos estrangeiros.

Pois não é que este mesmo respeitável empreendedor sociocultural foi agraciado com o edital dos Pontos de Cultura, depois de uma dessas difíceis pelejas a que os artistas estão submetidos em tempos de escambo político! O mais interessante é que esta é mais uma das inúmeras vozes que me perguntam: “devo entrar nessa roubada? Todos que viraram ponto não recebem do MinC, ficam devendo na praça, são considerados inadimplentes (pelos incompetentes) e ainda correm o risco de virar produto de um varguismo requentado e démodé”. O que fazer?

Desde que o MinC resolveu fazer o sucesso de seus empreendimentos à custa do desgaste do que “já existe e dá certo”, mesmo que não do jeito que gostaríamos (”não porque é do governo anterior, mas por que é perverso”), vimos a corda roer para o lado mais fraco dentre os milhares de proponentes em busca de um lugar de dignidade no patrocínio privado.

O ministro luta diariamente para minar a fonte de recursos da indústria cultural, do show business, dos projetos socioculturais, dos festivais, dos CDs, livros, espetáculos, negócios de interesse público e privado. Projetos de 30, 40, 100 mil, e também de 1, 2 ou 3 milhões de reais.

O Gil jamais faria isso, tenho certeza disso. Promovi fóruns empresariais com a presença do ministro-artista. Ele foi duro, exigiu responsabilidade de todos para com a cultura, mas não moveu uma palha para prejudicar a vida de qualquer produtor ou artista. Tentou o diálogo, não a coerção. Tentou a abertura, não a centralização. Foi-se o Gil ministro. Deixa saudades, como toda a sua equipe, enxotada do MinC apenas por discordar.

Mas vamos supor que Juca tenha razão. A Lei Rouanet é mesmo perversa (eu, pessoalmente, publico isso desde que o Juca não sabia o que era política cultural. Agora, veja só, sou obrigado a combater o tipo de apropriação que o governo faz dessa crítica). Pergunto, caro leitor, o que teremos em troca do esquartejamento público da Lei Rouanet? Ponto de Cultura? Quantos? E quanto mesmo paga o MinC a este Ponto, ou a um Griô? E a um mestre de cultura popular premiado? E a um projeto de cultura indígena? E depois, como ele garante a sua subsistência? Quer criar um mercado? Que mercado é esse?

Observo, comento e critico o mercado e as políticas culturais há 11 anos. Critiquei duramente a gestão do Weffort. Apoiei de corpo e alma a do Gilberto Gil, mas sou obrigado a discordar veementemente do comando de Juca Ferreira. Ultimamente, vejo os recursos cada vez mais concentrados nas mãos do próprio governo, que luta para aniquilar com qualquer outra possibilidade de sobrevivência do mercado cultural, para conquistar o seu objetivo de controle e mando sobre todas as formas de uma diversidade cultural sua, própria. É uma visão minha pessoal, não é isenta. Como nenhuma outra, aliás.

Peço que discordem de mim. Quero estar errado. Mas talvez tenhamos, todos nós, até mesmo Gilberto Gil, menosprezado o poder de Juca. Ele vai conseguir derrubar a Lei Rouanet. Estão todos calados, acuados, ameaçados. Todos com medo das ameaças do poder central. Derruba todos em seu caminho. E também vai me derrubar. Vai me calar, tenho certeza disso.

O discurso republicano ainda vive. Existe um conselho da sociedade civil escolhido por ele, editais públicos analisados por seus indicados, a consulta pública mescla-se com propaganda política, o diálogo confunde-se com comício. Anúncios na grande mídia, mas nenhum projeto de lei. Nenhuma proposta. Só ameaça!

Diz um amigo próximo do ministro e do mercado: “prefiro ficar na mão de 200 dos mais gananciosos banqueiros e agiotas a ficar na mão de um só Juca Ferreira”. Não há nada mais ameaçador do que isso.

Mas por que as pessoas vão ao comício do Juca? Por que o aplaudem de pé? Por que acreditam que as empresas vão patrocinar o MinC, como ele quer? Como supõem que a distribuição desta verba imaginária seja feita? Ou crêem que o fim da Lei Rouanet decretaria, num passe de mágicas, o surgimento um orçamento digno para a cultura? Pensam que é possível que a mesma equipe que triplica os impostos da cultura fará revelar o triplo de orçamento? Que quem tira centenas de pequenos patrocínios com uma mão, garantirá recursos autônomos e independentes com a outra?

Talvez eu esteja, como declarou Antonio Abujamra, velho demais para ter esperança. Mas tenho medo!

Talvez esteja sendo injusto demais com o governo. Ontem mesmo vi o ministro Mantega culpar os bancos por praticar no Brasil os juros mais altos do mundo. Talvez seja esta a nova forma de governar. Simplesmente fingir que não é com ele e culpar o mercado, como faz o seu colega mais pobre em relação ao mercado cultural. A culpa é do mercado que não sabe usar a lei. Somos todos culpados. O Juca é o herói!

Talvez o Juca esteja certo. Somos um setor privilegiado, devemos abrir mão da nossa mais consolidada e suada conquista, devemos pagar mais impostos, confiar tudo a ele: nossos direitos autorais, culturais, econômicos, civis e políticos. Vamos deixar a cultura ser produzida somente pelo governo. E por quem ele escolher.


Leonardo Brant
Agência Sebrae de Noticias,04/02/09

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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Unicef Kids

O Fundo das Nações Unidas para a Infância lançou seu primeiro site infantil em língua portuguesa. A página foi criada pelo escritório da organização no Brasil e traz, de forma lúdica, informações sobre os direitos da criança e do adolescente à sobrevivência e ao desenvolvimento, ao aprendizado, à proteção do HIV/Aids, ao crescimento sem violência e sobre como ser prioridade nas políticas públicas.

O site mostra também o trabalho do Unicef no Brasil e no mundo, oferece jogos, desenhos para colorir, testes, vídeos, curiosidades, enquetes e fóruns. A parte gráfica traz fotos de crianças e adolescentes que participam de projetos patrocinados pelo Unicef no país.
www.unicefkids.org.br


Revista Filantropia - OnLine - nº184

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