sábado, 6 de setembro de 2008

Menos Burocracia

A partir de agora, produtores culturais poderão inscrever seus projetos de forma mais simplificada no Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

Foi publicada nesta sexta-feira, dia 5 de setembro, no Diário Oficial da União, a Portaria nº 54 (Seção 1, pgs 22 e 23), assinada pelo ministro da Cultura, Juca Ferreira, revogando a atual portaria que dita regras para a entrada de projetos na Lei Rouanet. Com essa medida, o ministro desburocratiza as inscrições de projetos e permite mais agilidade nos trâmites da Lei nº 8.313/91.

A nova portaria elimina exigências desnecessárias como, por exemplo, a apresentação de documentos de cessão de direitos autorais no ato da inscrição de projetos culturais. Agora, será necessária a apresentação apenas da carta de anuência do proprietário ou detentor de direitos. “A cessão de direitos autorais demanda tempo e implica em custos. Então, não faz sentido cobrarmos esse documento no protocolo de projetos, mas somente depois, já durante a sua execução”, explica o ministro Juca Ferreira.

Outra mudança significativa é o fato de que, no ato da inscrição de projetos, não serão mais exigidos os termos de anuência dos artistas ou grupos culturais envolvidos com a proposta. “Agora, pediremos apenas a ficha técnica e o currículo do diretor e dos artistas ou grupos culturais que se apresentarão”, informa. Também não será mais necessário o termo de compromisso com confirmação da pauta dos teatros que abrigarão os espetáculos. “Faremos essa exigência apenas quando os locais forem espaços públicos”, afirma o ministro.

Segundo Ferreira, a portaria anterior trazia obstáculos burocráticos à tramitação dos processos no Ministério da Cultura. “Esta é uma medida de racionalização, simplificação e atendimento da demanda dos produtores. É uma medida preliminar que não nega os passos seguintes que a gente vai dar no sentido de obter mais agilidade, eficiência e qualidade no funcionamento da Lei Rouanet.”

Na segunda quinzena deste mês, será realizado os Diálogos Culturais, uma série de discussões públicas com produtores, gestores, financiadores e representantes do setor cultural para debater a proposta de reforma da Lei Rouanet elaborada pelo Ministério da Cultura.

Conheça as mudanças implantandas pela nova portaria.

Marcelo Lucena
Ministério da Cultura, 05/09/08

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Pnud muda IDH após críticas do governo federal

Diante das críticas feitas pelo governo sobre a atualidade dos dados utilizados no cálculo do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), o Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) resolveu modificar a metodologia da pesquisa e pretende usar pesquisas de opinião e outros índices durante o levantamento.

Pela primeira vez, o Pnud também fará o monitoramento e a avaliação dos dados e apresentará sugestões de políticas públicas que atendam mais efetivamente às demandas sociais. "No Brasil, a gente soma um com nove e diz que a média é cinco. Mas assim não mostramos os extremos", avaliou o pesquisador Flávio Lins.

Acadêmicos também vão participar, com propostas de perguntas e métodos para aferir melhor o avanço em educação, renda e saúde no país. Segundo Lins, a idéia é divulgar os resultados do relatório de desenvolvimento humano a um público maior e de vários segmentos.

Um novo IDH dos municípios brasileiros será divulgado em dezembro de 2009. Em março do ano que vem, serão apresentadas pesquisas de opinião. Um terceiro documento sairá em agosto, com novas sugestões.


Folha de S. Paulo, 04/09/08

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Brasil já possui 220 mil milionários, diz pesquisa

O Brasil está entre os países em que o número de milionários mais cresce. Estimativas do BCG (The Boston Consulting) indicam que 220 mil brasileiros detêm, juntos, US$ 1,2 trilhão aplicado no mercado financeiro. Para fazer parte desse time, é preciso ter investido pelo menos US$ 1 milhão. Há dois anos, os brasileiros formavam grupo de 130 mil integrantes com US$ 1,1 trilhão.

No ano passado, o Brasil chamou a atenção dos pesquisadores do BCG, que registraram um acréscimo de 60 mil novos participantes, aumentando a lista nacional de milionários para 190 mil. Por isso, uma equipe do BCG veio ao país especialmente para fazer um levantamento local.

O estudo ainda não foi publicado, mas estima-se que os números deverão acompanhar o crescimento registrado nos anos anteriores, em torno de 16%.

Segundo o relatório, divulgado ontem nos Estados Unidos, as fortunas mundiais, incluindo as dos brasileiros, cresceram 3% menos que o esperado devido à crise financeira nos EUA. Mas os números indicam que esses afortunados tornaram-se ainda mais ricos.

A soma de suas riquezas atingiu a marca de US$ 109,5 trilhões, uma alta de 4,9% em relação ao ano passado.

Os milionários da América do Norte (EUA e Canadá) lideram essa lista, com US$ 39,2 trilhões; seguidos pela Europa, com US$ 38,3 trilhões; Ásia (considerando o Japão), com US$ 25,6 trilhões; Oriente Médio e África, com US$ 3,4 trilhões; e América Latina, com US$ 3,1 trilhões.

Isoladamente, os EUA são os líderes mundiais, com 4,9 milhões de pessoas com mais de US$ 1 milhão. Desse total, 674 mil têm mais de US$ 5 milhões. Na Ásia, 900 mil japoneses detêm metade da fortuna da região. Desses, 71 mil têm mais de US$ 5 milhões.

Na América Latina, não é diferente. Os brasileiros mais ricos detêm 37% das fortunas da região. Os mexicanos vêm em seguida, com 23%, o equivalente a US$ 714 bilhões.

O que explica o aumento acelerado das riquezas no Brasil foi o grande número de IPOs (Ofertas Iniciais de Ações) nos últimos dois anos.

Segundo o BCG, a maior parte das empresas que abriram o capital pertencia a grupos familiares que, rapidamente, transformaram parte de suas empresas em dinheiro vivo para investir. Os negócios que mais fizeram milionários estão ligados a agropecuária, petróleo e minérios.

No rastro desse crescimento, o mercado de luxo no país cresce 17% ao ano, descontando a inflação, o que significa ritmo três vezes superior ao da economia do país. A expansão vem se mantendo nos últimos quatro anos e, segundo estudos internacionais, seguirá até 2013.

A fila de milionários aguardando artigos sofisticados, que vão de bolsas e sapatos, passando por jóias e aviões executivos, já chega a 18 meses em alguns casos. Bancos nacionais e estrangeiros que atendem essa classe já lucram mais que as instituições similares que atuam com os milionários nos EUA, na Europa e no Japão.


Julio Wiziack
Folha de S.Paulo, 05/09/08

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Secretaria de Cultura lança edital para quadrinhos

Alguns setores da cultura com maior dificuldade para arrecadar fundos via Lei Rouanet têm R$ 1,28 milhão da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo disponível por meio de editais públicos. Artes visuais, projetos de hip hop, fotografia e quadrinhos --área nunca antes considerada-- são contemplados pela seleção.

São R$ 500 mil para 25 projetos de artes visuais --aumento de 16% em relação ao último edital do governo do Estado para o setor--, R$ 350 mil para 14 projetos de hip hop e R$ 250 mil para dez projetos de histórias em quadrinhos. Os prazos para inscrição são: 3/10, para artes plásticas; 15/10, para hip hop e 16/10, para quadrinhos.

O edital de fotografia, que vai destinar R$ 180 mil a 60 selecionados, deve ser lançado só na semana que vem.

Por enquanto, a novidade é o edital de quadrinhos. "É uma aposta numa área que a gente percebe que está em expansão", disse à Folha André Sturm, coordenador da Unidade de Fomento e Difusão de Produção Cultural da Secretaria de Estado da Cultura.

No segundo edital destinado ao hip hop, a secretaria optou por deixar menos específico o texto e contemplar quatro áreas: dança, DJ, MC e grafite.

Nas artes visuais, serão financiados pintura, escultura, instalação, performance e outros suportes, sendo que, de acordo com Sturm, "50% do peso da avaliação" será o currículo do artista proponente.

No edital de fotografia, serão escolhidas 60 fotos para fazer parte de uma exposição. Depois, 12 das 60 imagens serão publicadas num livro. Os editais podem ser consultados na íntegra no site www.cultura.sp.gov.br.


Silas Martí
Folha de S. Paulo, 06/09/08

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Filme brasileiro premiado em Cannes vai compensar emissões

Longa-metragem brasileiro "Linha de Passe" mostra família da periferia de São Paulo
Foto Divulgação


Antes de chegar a Cannes e arrebatar o prêmio de melhor atriz para Sandra Corveloni, em maio, o filme "Linha de Passe", de Walter Salles, liberou na atmosfera pelo menos 118.164 toneladas de CO2 equivalente, unidade de medida padrão para os gases do efeito estufa. A produtora do filme, que estreou ontem em todo o país, pretende agora compensar essas emissões com o plantio de três hectares de floresta e a conservação de outros dois.

A lógica da compensação é que as árvores, ao crescerem, fixam carbono retirado da atmosfera em forma de biomassa (tronco, folhas e raízes, por exemplo). O gás carbônico é o principal responsável pelo aquecimento global, e compensações desse tipo têm virado uma febre entre as empresas.

O reflorestamento ocorrerá no parque estadual da Pedra Branca, na zona oeste do Rio --apesar de o filme ter sido rodado na periferia paulistana. "A preservação de uma área no Rio, em São Paulo ou na Amazônia é uma ação que acaba afetando positivamente o país como um todo", justifica Salles.

O diretor ressalta ainda que, com a iniciativa, não está apenas neutralizando as emissões de "Linha de Passe", mas também de projetos futuros da Videofilmes. É que cada hectare será capaz de seqüestrar em média 380 toneladas de carbono por ano, bem acima do total emitido durante as filmagens.

Responsabilidade
O cálculo é da Secretaria de Estado do Ambiente do Rio. O órgão está por trás da parceria firmada com o cineasta, que inaugura o chamado Parque do Carbono. O projeto prevê a recuperação de áreas degradadas pela iniciativa privada. Segundo a secretária Marilene Ramos, une o interesse estatal de resgatar a cobertura vegetal nativa à estratégia privada de compensar sua parcela de culpa no aquecimento global.

Culpa que Salles parece já ter reconhecido. "O fato de o cinema ser uma atividade cultural não o isenta de responsabilidades em outras áreas. Poluímos como qualquer outra atividade, porque utilizamos meios de transporte para levar os equipamentos e buscar atores, utilizamos eletricidade e química para revelar o negativo etc.", explica. "Para parafrasear [o filósofo Jean-Paul] Sartre, a gente sempre tende a achar que o inferno é o outro. Na verdade, nós somos parte do problema."

O plantio está previsto para começar em 21 de setembro, Dia da Árvore. Será conduzido pela Fundação de Apoio à Pesquisa Científica e Tecnológica da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, sob orientação e supervisão do Instituto Estadual de Florestas, ligado à secretaria. Segundo Ramos, serão plantadas cerca de 9.000 mudas de árvores nativas.

Valor
A recuperação e a conservação da área custará a Videofilmes R$ 150 mil. O valor, que não foi incluído no orçamento do "Linha de Passe", representa menos de 3,5% do custo total do longa, de R$ 4,5 milhões, e será desembolsado ao longo dos próximos quatro anos. Nesse período, explica Ramos, a empresa contratada pela produtora terá que zelar pelo crescimento das mudas, substituindo as que não vingarem.

"A compensação das emissões só ocorre depois de muitos anos", justifica a secretária. "É preciso garantir que as árvores cresçam sem problemas."


Denise Menchen
Folha de São Paulo, 06/09/08

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Minc facilita acesso a recursos da Lei Rouanet

Portaria publicada nesta sexta-feira, 5, no Diário Oficial, busca simplificar a forma de inscrever projetos culturais

O Ministério da Cultura (Minc) publicou nesta sexta-feira, 5, no Diário Oficial, as novas regras para entrada de projetos na Lei Rouanet. Pela portaria 54, o Minc revoga as normas anteriores e promete simplificar as inscrições com o fim da exigência de apresentação de documentos de cessão de direitos autorais no ato da apresentação de projetos culturais. Com a nova regra, basta apenas apresentar a carta de anuência do proprietário ou detentor de direitos.

Além dessa mudança, a partir de agora somente quando as apresentações ocorrerem em espaços públicos será exigido o termo de compromisso dos teatros que abrigarão os espetáculos.

Ainda no mês de setembro, o Ministério realizará uma série de discussões com gestores, produtores, representantes do setor cultural e financiadores sobre a proposta de reformulação da Lei Rouanet. A expectativa do Minc é que, após o encerramento desses diálogos, seja possível fechar o texto e encaminhá-lo ao Congresso Nacional ainda neste ano.


Alexandra Bicca
Meio & Mensagem Online, 05/09/08

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sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Parceria com o Conselho Federal de Contabilidade – Gramado

A ONG Parceiros Voluntários esteve presente na última edição do Congresso do Conselho Federal de Contabilidade, ocorrido em Gramado entre 24 a 28/8.

A Parceiros Voluntários realizou duas palestras durante o Congresso: uma para a Comissão de Mulheres Contabilistas e outra para os Presidentes dos Conselhos Estaduais de Contabilidade, visando a consolidação da parceria com o CFC no Projeto do FUMIN/BID, para o Desenvolvimento de Princípios de Prestação de Contas e Transparência – PCT, em Organizações da Sociedade Civil – (OSC).

Ao final do Congresso, a Sra. Maria Clara Bulgarim, presidente do Conselho Federal de Contabilidade, assinou o Termo de Parceria para fazer parte do Comitê Assessor que elaborará os Princípios.


Informativo ONG Parceiros Voluntários - N° 29 - Agosto 2008

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Companhias encaram o desafio digital

Nogueira, líder da prática de mídia e telecomunicações da Accenture: é um momento de oportunidade e desafios para as companhias provedoras de conteúdo
Foto Ana Paula Paiva/Valor


Esperar o lançamento de um CD ou a estréia de um filme tornaram-se situações obsoletas no dia-a-dia dos consumidores. Tudo está à disposição na web, à distância de um clique. Essa mudança de hábito de consumo, no entanto, foi rápida e intensa demais. As empresas provedoras de conteúdo levaram um susto. O sobressalto, porém, parece ter ficado para trás. Hoje, a maior parte das companhias - 63% delas - afirma não pensar numa estratégia de distribuição de conteúdo sem incluir mídias como a internet e o celular.

Agora, a pergunta é outra: como lucrar com essa nova realidade? Ainda não há uma resposta definitiva para tal dúvida. Mas experiências não faltam para descobri-la. Há, até, um certo otimismo em relação a essas novas mídias: mais de um terço das companhias esperam ter, em três anos, um faturamento significativo de conteúdo gerado pelo próprio usuário e das novas mídias, segundo uma pesquisa realizada pela consultoria americana Accenture.

O estudo afirma que 2008 poderá ser considerado como o ano "em que a mídia digital deixou de ser um mercado de nicho nos olhos dos nossos entrevistados para um mercado mais estável". Alguns grupos como a Disney e a NBC, por exemplo, projetam faturar, cada uma, US$ 1 bilhão em conteúdo digital para este ano.

O tema tem sido tão debatido nos últimos anos que a Accenture dedicou sua pesquisa deste ano às "perspectivas de futuro para o provedores de conteúdo". Foram entrevistados mais de 100 executivos, majoritariamente dos EUA e Europa, das indústrias de mídia, TV, video game, música, cinema, rádio, entretenimento e publicidade.

Segundo Petronio Nogueira, líder da prática de mídia e telecomunicações da Accenture, os países que compõem os Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) também tiveram alguns representantes, devido ao crescimento econômico desse grupo.

A pesquisa afirma que a indústria de mídia e entretenimento está enfrentando, neste momento, sua maior transformação. Além disso, toda essa mudança é muito recente. O estudo revelou que 59% dos entrevistados dizem estar a menos da metade desse novo "caminho". As empresas ainda estão movimentando-se num terreno de certa forma desconhecido. "Criar conteúdo para mídias específicas ou levar o conteúdo existente para outras mídias? Qual a linguagem adequada? Como monetizar a distribuição em várias plataformas?", diz Nogueira.

O formato de patrocínio e publicidade tem se mostrado uma tendência forte nesse novo cenário - já que os usuários demonstram uma certa falta de interesse em pagar por conteúdo. Numa estimativa feita pela empresa de pesquisa ZentihOptimedia, a publicidade on-line deverá movimentar US$ 41,6 bilhões neste ano.

O celular tem sido o aparelho que mais chama a atenção do grupo de entrevistados: 84% acreditam que o aparelho móvel vai tornar-se uma mídia de massa e representar maior oportunidade de crescimento.

A própria Accenture tem mostrado seu interesse nessas novas formas de entregar conteúdo. Em abril de 2007, anunciou a compra da francesa Digiplug, uma empresa de tecnologia que oferece infra-estrutura entre a negociação de gravadoras e operadoras de celulares na venda de música. A americana Origin Digital, adquirida neste mês, oferece um serviço semelhante ao da Digiplug, mas para vídeos - um movimento iniciado pelos grupos de tecnologia. O Google comprou o YouTube enquanto a News Corp. adquiriu o MySpace.

"É um momento de oportunidade e de ameaça. Depende de como [esse novo modelo] irá se configurar", explica Nogueira.

Os executivos entrevistados, no entanto, acreditam ter um desafio complexo para enfrentar. "Os consumidores querem ter acesso ao conteúdo 24 horas por dia, sete dias por semana. Tudo sob demanda", afirma Nogueira.

Ao contrário do início desta década, as empresas têm se mostrado dispostas a encarar tal cenário. Tanto é que 71% dos entrevistados disseram não ver risco em associar suas marcas a uma das novas mídias. Até a indústria fonográfica, provavelmente o setor que mais sofreu com a aparição dos sites de compartilhamento, mostra ter mudado de opinião. Cantores e bandas famosos entre os jovens hoje, Lily Allen e Artic Monkeys foram descobertos numa rede social.


Tainã Bispo
Valor Online, 05/09/08

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Patrocínios esportivos em debate

V Congresso Internacional de Patrocínio, em São Paulo, discute crescimento mundial dos investimentos em marketing esportivo

De olho nas próximas olimpíadas em Londres, em 2012, e na Copa do Mundo que será no Brasil em 2014, começou nesta quinta-feira, 4, o V Congresso Internacional de Patrocínio que será realizado até a sexta-feira, 5, no Palácio de Convenções do Anhembi, em São Paulo.

O primeiro painel teve apresentação de Gutemberg Uchoa, da Apex Brasil, e tratou do potencial de captação de investimentos para a Copa 2014. Na seqüência, foi a vez do suíço Hans-Willy Brockes, consultor de marketing e sócio-diretor da ESB (Europäische Sponsoring-Börse), consultoria especializada em patrocínio esportivo, cujo painel debateu o crescimento mundial desse mercado.

O M&M, que apóia o evento, teve um painel às 15h com o tema "A Mídia e o Patrocínio - Engajamento: A Nova Fronteira doPatrocínio" que tem confirmadas as presenças do consultor J. Cocco, Márcio Callage (Olympikus), Edgar Hubner (COB), Edgar Diniz (Top Sports), com mediação de Robert Galbraith (M&M). Nos demais painéis, executivos da Nike, Petrobras, Olympikus, Penalty, LG, Medley, Samsumg, Nextel, dentre outras.

Segundo Mauricio Fernandez, organizador dos congressos e presidente da Abriesp (Associação Brasileira da Indústria do Esporte), a expectativa é que os megaeventos programados para os próximos anos - Copa 2014, Olimpíadas Militares e candidatura à Olimpíada 2016 - aumentem ainda mais os investimentos no esporte. "O evento acontece em um momento extremamente favorável para o setor. Com a melhora de renda do brasileiro e a grande quantidade de eventos esportivos internacionais no país,devemos ter um crescimento da indústria do esporte de mais de 15%", aposta Fernandez.

Desde 2002, o chamado PIB do esporte cresce cerca de 10% ao ano, média bastante superior aos 3,69% de incrementodo PIBbrasileiro. Em números, o mercado do esporte movimenta mais de R$ 50 bilhões, aproximadamente 2% de todas as riquezas produzidas no país, afirma Fernandez.


Meio & Mensagem Online, 04/09/08

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Espetáculo da superação

Caixa Econômica Federal é a maior patrocinadora dos 188 atletas do Brasil na Paraolimpíada de Pequim

Sem os mesmos holofotes da Olimpíada que transformou Pequim na capital mundial dos esportes em agosto, a cidade chinesa promove a partir do próximo sábado, 6, a 13a edição das Paraolimpíadas. Os patrocinadores têm como grande atrativo associar suas marcas à superação num sentido mais amplo que o do puro espírito olímpico, já que, para a maioria dos atletas paraolímpicos, o esporte representa uma nova perspectiva em suas vidas.

O Brasil será representado por uma delegação de 188 atletas - contra 98 nos jogos de Atenas, em 2004. A Caixa Econômica Federal (CEF) é, pela segunda vez consecutiva, o principal patrocinador, com R$ 6,4 milhões investidos apenas este ano na preparação do Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB). Há quatro anos, a CEF havia injetado apenas R$ 1 milhão no mesmo projeto.

Outros R$ 1,6 milhão foram investidos pela Cosipa. Apóiam ainda a delegação nacional: Visa, Olympikus, Unimed e Uniodonto. Destes, retornam a Pequim apenas a fornecedora de material esportivo e a Unimed, como plano de saúde e seguro de viagem oficial do Brasil. Na TV, o Comitê Paraolímpico Brasileiro cedeu os direitos de transmissão ao Sportv, que negociou até o fechamento desta edição uma cota para a Unimed e o top de cinco segundos para a CEF.

Os investimentos do banco em esporte têm como objetivo atrelar a marca a hábitos saudáveis e que podem transformar a vida das pessoas, explica André Luís Lopes, gerente nacional de marketing esportivo da CEF. Além do Comitê Paraolímpico, a CEF também patrocina as confederações de atletismo, ginástica e lutas associadas, com um total de R$ 78,2 milhões em investimentos desde 2001, quando iniciou seu programa de patrocínio à formação e apoio a atletas profissionais. Dessa cifra, cerca de R$ 20 milhões foram destinados aos esportes paraolímpicos com cifras anuais, e não apenas durante grandes eventos.

Vitrine
A Unimed retorna aos jogos de Pequim patrocinando também dez atletas, entre eles o campeoníssimo nadador Clodoaldo Silva. Stephan Duailibi, gerente de marketing da Unimed Brasil, afirma que "o apoio aos atletas paraolímpicos brasileiros é uma grande vitrine para a causa da empresa. É também um instrumento de inclusão social, pois a busca pela felicidade passa pela superação de obstáculos. E esses atletas são o maior exemplo disso, pois praticam esportes de alta performance", atesta o executivo.

Segundo ele, a expectativa de conquista de 15 medalhas de ouro é a maior prova do retorno do investimento. "Mesmo sem ter nem 10% dos investimentos dos principais atletas, temos resultados esportivos infinitamente superiores. Temos orgulho disso", afirma Duailibi, lembrando que o Brasil acaba de retornar de Pequim com apenas três ouros entre as 15 medalhas conquistadas.

Além da cota no Sportv, para o qual foram produzidos filmes e vinhetas criados pela F/Nazca S&S, a Unimed também patrocina a cobertura do portal Terra. Mais de 185 unidades locais da Unimed, cobrindo 300 dos principais municípios do País, também participam da campanha da marca em torno dos jogos, com ações locais em mídia impressa e exterior.

A Olympikus, por sua vez, fornecerá 15 mil peças de vestuá­rio para treinos, competições e cerimônias de premiação, além de mais de 800 pares de calçados. Márcio Callage, gerente de marketing da empresa, diz que não existe mídia programada para essa ação pelo fato de a marca estar com os paraolímpicos como fornecedora. A visibilidade da competição já é uma garantia de exposição, afirma, lembrando que a marca patrocina o Comitê Olímpico Brasileiro (COB).



Robert Galbraith
Meio & Mensagem Online, 04/09/08

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Abertas as inscrições para Integração Petrobras Comunidades

Estão abertas as inscrições para a seleção pública Integração Petrobras Comunidades, que irá contemplar projetos de patrocínio até R$ 50 mil voltados para a área social. A verba total da primeira edição da seleção é de R$ 7 milhões para o período 2008-2009.

A Integração Petrobras Comunidades é destinada a entidades do Terceiro Setor que desenvolvam projetos sociais em municípios próximos às Unidades da Companhia nos estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Os projetos sociais devem seguir uma das seguintes linhas de atuação:
• Geração de renda e oportunidade de trabalho;
• Educação para a qualificação profissional;
• Garantia dos direitos da criança e do adolescente;

Esta iniciativa reforça o compromisso da Petrobras em contribuir para o desenvolvimento das comunidades onde atua, além de complementar os processos seletivos de âmbito nacional promovidos pela Companhia, tais como Desenvolvimento & Cidadania Petrobras, Programa Petrobras Cultural (PPC), Programa Petrobras Ambiental (PPA) e Petrobras Esporte & Cidadania.

As inscrições para a Integração Petrobras Comunidades serão de 02 de setembro a 16 de outubro. Para participar, os interessados devem preencher o Formulário para Apresentação de Projetos, disponível no site www.petrobras.com.br/integracaocomunidades e entregar a proposta em um dos locais de inscrição listados no site da seleção.

Ao longo do período de inscrições a Petrobras irá realizar Caravanas Sociais em todos os estados participantes. As Caravanas são oficinas gratuitas com o objetivo de capacitar as organizações sociais na elaboração de projetos.

Para mais informações acesse www.petrobras.com.br/integracaocomunidades

Clique aqui e confira a lista completa dos municípios participantes.


Agência Petrobrás de Notícias, 04/09/08

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Ministério agiliza implantação da Rede Nacional para Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas (Redesim)

O plano de trabalho para implantação da Rede Nacional para Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas (Redesim) prevê o seu funcionamento para o segundo semestre de 2009, disse o secretário de Comércio e Serviços do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Edson Lupatini, depois da reunião realizada com integrantes do setor público e da iniciativa privada ontem, na última terça-feira (2/9).

A Rede, explicou o secretário, integrará todos os processos dos órgãos e entidades responsáveis pelo registro, inscrição, alterações e baixa de empresas, por meio de sistema informatizado e integrado. Para isso, acrescentou Lupatini, está sendo desenvolvido um programa de orientação aos empreendedores, que incluirá consultas prévias e acompanhamento a processos.

Redução da burocracia
Além de permitir uma única entrada de dados, a Redesim reduzirá a burocracia ao mínimo essencial, disse o diretor do Departamento Nacional de Registro do Comércio (DNRC), Jaime Silva Herzog, órgão responsável pela disponibilização da Rede, vinculado à Secretaria de Comércio e Serviços (SCS), do Ministério.

A previsão do órgão é que sejam eliminadas as exigências de diversos documentos para registrar e legalizar uma empresa no Brasil, entre os quais certidões, regularidade tributária e outros efetuados pelos diversos órgãos e entidades em todas as esferas de governo (federal, estadual e municipal), envolvidos com esses procedimentos de registro de comércio.

Módulos e práticas
O sistema dessa Rede terá também um módulo para Consulta Prévia de endereço, que verificará automaticamente a possibilidade de exercício da atividade desejada no local escolhido e possibilitará a emissão de um Alvará Provisório para atividades de baixo risco. De acordo com o secretário Lupatini, as vistorias prévias referentes a essas atividades serão transferidas para após a abertura da empresa, permitindo o funcionamento imediato de cerca de 70% firmas a serem criadas no Brasil.

Todas essas ações de simplificação e desburocratização do registro dos atos das empresas farão ainda com que seja institucionalizado o atendimento presencial e seja disseminada a Central de Atendimento Empresarial (FÁCIL) em todo o País.

Ações futuras
O próximo passo desse plano, falou o secretário de Comércio e Serviços, Edson Lupatini, será a edição do Decreto que instituirá o Comitê Gestor da Redesim e a constituição dos grupos de trabalho integrados por representantes do setor público e da iniciativa privada, os quais serão encarregados de desenvolver todos os sistemas e processos necessários ao pleno funcionamento da Rede.

Paralelo a isso, a Secretaria e a área de informática, do Ministério, trabalham em conjunto com os demais setores interessados no desenvolvimento do sistema e das normas aplicáveis. Participaram desse encontro representantes do Sistema Brasileiro de Apoio as Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), da Confederação Nacional dos Municípios, da Receita Federal do Brasil (RFB) e do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro).

Mais informações para a imprensa
Assessoria de Comunicação Social do MDIC
(61) 2109.7190 e 2109.7198
Alice Rosas Maciel
alice.maciel@desenvolvimento.gov.br

04/09/08

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quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Inscrição de propostas aberta para as programações de 2009 nos Centros Culturais BNB

O Banco do Nordeste do Brasil divulgou a abertura do prazo para inscrição de propostas para as programações de 2009, a serem desenvolvidas nos Centros Culturais BNB de Fortaleza - área metropolitana da capital cearense; de Cariri - localizado em Juazeiro do Norte (CE) e com atuação estendida a municípios daquela região; e de Sousa (PB) - que alcança os municípios integrantes da região do Alto Sertão Paraibano.

As propostas deverão ser apresentadas até 30 de setembro e os projetos poderão contemplar os seguintes segmentos: artes cênicas, artes visuais, literatura, música, manifestações artísticas da tradição cultural nordestina, atividades culturais infantis, cursos de apreciação de arte e oficinas de formação artística.

O Edital e os modelos de formulários para inscrição estão disponíveis nos Centros Culturais, nas Agências do BNB e na Internet, no site www.bnb.gov.br/cultura.
O resultado da seleção será divulgado no dia 5 de dezembro, no mesmo endereço eletrônico.

Oficinas de Orientação
Com o objetivo de orientar os artistas, produtores, gestores culturais e demais interessados para a elaboração das propostas e preenchimento dos formulários serão realizadas, neste mês de setembro, três oficinas em Fortaleza (dias 6 e 12, às 14h; e dia 18, às 10h), três no Cariri (dia 6, às 17h; dia 12, às 15h; e dia 24, às 17h), e duas em Sousa (dias 16 e 23, às 16h).

Informações: (85) 3464-3108 ou Rua Floriano Peixoto, nº 941 - Centro - Fortaleza; (88) 3512-2855 ou Rua São Pedro, nº 337 - Centro - Juazeiro do Norte; e (83) 3522-2980 ou Rua Cel. José Gomes de Sá, nº 7 - Centro - Sousa.

Fonte: RRNE/MinC

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Reduzir pobreza requer US$ 50 bilhões ao ano, afirma Unctad

A maior parte dos países em desenvolvimento não poderá atingir o objetivo do Milênio de reduzir a pobreza pela metade caso não haja um aumento anual da chamada AOD (Assistência Oficial para o Desenvolvimento) de mais de US$ 50 bilhões.

A conclusão foi tirada pelo relatório sobre comércio e desenvolvimento de 2008 da Unctad (Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento), titulado "Preços dos produtos básicos, fluxos de capital e financiamento do investimento".

"Caso não injetemos no sistema US$ 50 bilhões ou US$ 60 bilhões anualmente não poderemos cumprir os objetivos estabelecidos pela ONU", afirmou em entrevista coletiva o secretário-geral da Unctad, Supachai Panitchpakdi, ao apresentar o relatório.

"Apesar de os desembolsos terem aumentado consideravelmente, a maior parte dos doadores não está em dia com suas promessas de AOD", disse.

"Além disso, continua havendo uma diferença considerável entre as correntes reais de AOD e as estimativas da ajuda necessária para aplicar medidas que permitam alcançar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio', acrescentou.

O relatório critica o condicionamento, em muitos casos, de ajuda ao cumprimento de vários critérios de boa governabilidade, "embora existam opiniões muito variadas sobre o conceito de instituições e políticas adequadas e apesar das poucas provas de que a governabilidade influencie efetivamente a eficácia da assistência".

O texto também diz que a eficácia da ajuda deveria ser calculada em função de objetivos claramente definidos e lembra que a Declaração do Milênio coloca em primeiro plano os objetivos de desenvolvimento humano, mas às custas do crescimento econômico em longo prazo.

Os analistas da Unctad comprovaram que a AOD destinada à saúde, à educação e a outros serviços sociais aumentaram consideravelmente em detrimento da proporção destinada a aperfeiçoar a infra-estrutura econômica e a fortalecer os setores produtivos.

"A Unctad considera que a ajuda aos serviços sociais é essencial e está bem justificada, mas a redução sustentada da pobreza depende ainda mais da intensificação do aumento da receita e da criação de empregos."

Segundo os economistas da Unctad, para melhorar a eficácia da ajuda poderia se potenciar a AOD com o financiamento interno dos investimentos por meio da criação ou do reforço de instituições que conduzam à assistência a projetos de investimentos públicos e privados financiados junto com instituições financeiras nacionais.

A agência da ONU considera que deveria se canalizar todo o aumento da AOD para os países mais pobres, "que são os que possuem mais dificuldades para iniciar processos auto-sustentáveis de investimento e de crescimento".

Caso estes US$ 50 bilhões fossem necessários para cumprir os Objetivos do Milênio, demandaria um valor "muito mais alto para responder às necessidades financeiras para investimentos produtivos que garantam que a redução da pobreza seja garantida após esta data", acrescenta o texto.

Commodities
Por outro lado, o relatório se refere ao aumento do preço dos produtos básicos, do qual os países em desenvolvimento se beneficiaram, mas diz que "estas nações devem continuar se concentrando na diversificação econômica e na industrialização sustentada".

"Os alarmes já estão tocando sobre uma queda brusca dos preços dos produtos básicos. Nós recomendamos a rápida diversificação da economia para afastar a dependência das exportações", afirmou Panitchpakdi.


Marta Hurtado
Folha de São Paulo, 04/09/08

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Comissão quer Orçamento participativo

No mês em que o governo federal contabiliza o maior montante de investimentos dos últimos oito anos (R$ 14 bilhões de janeiro a agosto), a Comissão de Orçamento do Congresso se prepara para criar uma nova modalidade de emenda. Além das emendas parlamentares individuais e coletivas, haverá a emenda popular para a proposta orçamentária.

A comissão quer instituir o Orçamento participativo federal. A idéia é fazer votações com os cidadãos que participam das audiências públicas no país para definir investimentos locais. Hoje as propostas apresentadas nos seminários são encaminhadas para as bancadas no Congresso, que podem ou não transformá-las em emendas.

"Eu quero colocar o Orçamento participativo em prática neste ano. E posso criar um anexo de participação popular no Orçamento. Vai ser difícil o governo ser contra", afirmou o presidente da comissão, Mendes Ribeiro (PMDB-RS).

A primeira experiência de orçamento participativo no país começou na Prefeitura de Porto Alegre, em 1989, na administração do petista Olívio Dutra.

O modelo do Orçamento participativo federal ainda está sendo desenhado. Os integrantes da Comissão de Orçamento discutem o valor destinado à nova modalidade de emenda e a melhor forma de selecionar as sugestões dos cidadãos. "Neste primeiro ano será uma experiência. O modelo será artesanal. Em cinco anos, será possível fazer uma implementação definitiva para a sociedade escolher onde o imposto será gasto", disse o vice-líder do governo no Congresso, o deputado Gilmar Machado (PT-MG).

O responsável pelo relatório de estimativa da receita, deputado Jorge Khoury (DEM-BA), disse que está se preparando para prever nos cálculos verbas que possam ser destinadas ao Orçamento participativo.

Para o presidente da Comissão de Orçamento do Congresso, dificilmente o governo federal deixaria de repassar verbas para as emendas apresentadas pela sociedade. "Hoje, o único orçamento verdadeiro é o PAC [Programa de Aceleração do Crescimento]. As ações previstas nele são as únicas executadas", disse Mendes Ribeiro.

A parcela destinada às emendas da população deve ser muito pequena. Dos R$ 750,926 bilhões destinados às despesas primárias no Orçamento 2099, 72,2% do total vão cobrir gastos da Presidência e dos ministérios com pessoal, encargos sociais, custeio, investimentos e despesas obrigatórias como precatórios judiciais, de acordo com a proposta encaminhada pelo governo ao Congresso.

Em 2007, o valor das emendas coletivas foi de R$ 10,15 bilhões, e das emendas individuais, R$ 4,75 bilhões. Ainda não se definiu o valor das novas emendas, mas integrantes da Comissão de Orçamento crêem que ele será ainda menor.

As principais críticas nas cidades onde há orçamento participativo são as restrições para indicar obras e ações e também o valor reservado para as indicações dos segmentos organizados da sociedade. A Comissão de Orçamento do Congresso pensa em permitir indicações populares apenas para ações estruturantes já previstas pelo governo federal.


Fernanda Odilla
Folha de S.Paulo, 04/09/08

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Seminário discute os desafios para o empresariado na AL

Quais são os desafios do movimento de responsabilidade social de empresas na América Latina? É possível articular um trabalho em conjunto entre os países? Como lidar com as especificidades de cada região ao criar indicadores de avaliação comum a todo o bloco?

As questões acima foram os eixos fundamentais do seminário “O Novo Empresariado Latino-Americano: Percepções e Práticas de Responsabilidade Social Empresarial”, realizado no último dia 28 de agosto, em São Paulo. Promovido pelo Governo do Chile, o evento analisou os benefícios, contrapartidas, custos e diferentes formas de cooperação e troca de experiências.

Para a diretora do Comitê de Responsabilidade Social (Cores) da Fiesp, Eliane Belfort, a percepção sobre importância de formas mais sustentáveis de produção é uma realidade. No entanto, o empresariado ainda está em um longo caminho de amadurecimento de suas práticas. “Percebemos que não basta dar assistência aos excluídos, mas acabar com a exclusão”, resumiu, citando uma conhecida frase do presidente da Fiesp, Paulo Skaff.

A constatação de Eliane se refere ao movimento brasileiro, mas poderia ser estendida a todos os países da América Latina. Embora eles possam estar em estágios diferenciados de apropriação do conceito, a diretora do Cores acredita que os desafios sejam similares para todo o bloco. “Cada um desses países deve conhecer suas especificidades, criatividade, mas o trabalho articulado é possível”.

Para Todos
Uma das novas experiências sobre o assunto foi divulgada no evento pela coordenadora de políticas públicas do Instituto Ethos, Ana Letícia Silva. Trata-se do Programa Latino-americano de RSE, promovido pelo Ethos, Fundação Avina, Agência Internacional de Cooperação (Icco) e o Fórum Empresa.

A princípio, o trabalho será realizado em seis países: Bolívia, Colômbia, Equador, Guatemala, Paraguai e Peru. Neles serão implementados, por meio de parcerias com organizações em prol do movimento de RSE, alguns dos principais projetos do Instituto Ethos no Brasil: os Indicadores Ethos, Prêmio Ethos de Jornalismo e Rede Ethos de Jornalistas.

A proposta é incentivar a avaliação, prêmios e redes latino-americanas de responsabilidade social em três grandes áreas: indicadores, meios de comunicação e combate a pobreza. “O objetivo maior é somar forças com foco na troca de experiências. Um alinhamento no trabalho desses diferentes países”, afirmou Ana Letícia.

Outra experiência também mostrou que é possível trabalhar de forma conjunta em vários países. Ao trabalhar por uma causa, a habitação, o projeto Um Teto para o Meu País (Utpmp), consegui alcançar 12 deles (Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Guatemala, México, Paraguai, Peru e Uruguai) e ser uma das mais bem-sucedidas ações de voluntariado com estudantes universitários.

Por meio de parcerias com o primeiro, segundo e terceiro setores, a organização social convida jovens universitários a trabalhar em populações de baixa renda, na construção de casas modulares e em ações sociais de educação, saúde e cultura.

“Trata-se de um trabalho comunitário, em que jovens de uma elite intelectual conhecem outras realidades e passam a ter novas vivências. Um aprendizado importante para quem, no futuro, estará à frente de empresas e da administração pública”, argumentou o diretor social da Ong Um Teto Para Meu País, Claudio Castro.

Nos 10 anos de atividades, a organização já envolveu 177 mil jovens em trabalhos voluntários, construindo mais de 37 mil casas. “Os moradores pagam apenas 10% de todo o custo, porque eles também devem se sentir participantes da construção. O resto é dividido entre empresas e o governo local”, explicou Castro.

Um ponto curioso nesse trabalho, acompanhado pelo jovem diretor, se refere à participação do empresariado. Questionado sobre qual era a visão da empresa que patrocinava a iniciativa - se acreditava ser filantropia ou investimento social estratégico -, Castro foi assertivo ao dizer que, nos últimos anos, esses conceitos têm mudado.

“É claro que algumas empresas fazem uma doação e depois vão lá com jornalistas. Mas, cresce cada vez mais o número de empresários que não querem apenas dar dinheiro. Eles envolvem seus funcionários. Fazem com que a comunicação de empresa trabalhe para a causa, não simplesmente para a marca”, lembrou.

Universidades
O trabalho com jovens universitários e, conseqüentemente no currículo de seus cursos, é um dos pontos mais defendidos pela Professora da Universidad de Valparaíso (Chile), Liliana Tapia. No comando das áreas de Ética Profissional e Responsabilidade Social Empresarial, ela acredita que esse é um dos passos mais importantes para a difusão desses conceitos de pela população.

Segundo ela, o trabalho pode ser dividido em dois grandes eixos: a responsabilidade social universitária e da empresa. No primeiro, estimula-se que os alunos de todos os cursos façam algum trabalho social voluntário (como o caso do Um Teto para Meu País), com reconhecimento acadêmico de seus esforços.

O segundo caso, coloca-se a temática de forma transversal no currículo das matérias, principalmente engenharia, economia, administração, direito e comunicação. “O Chile tem um forte compromisso com a formação de seus estudantes nessa área. Conseguimos montar uma rede de universidades, que vão de norte ao sul do país para articular experiências”, contou.

O seminário “O Novo Empresariado Latino-Americano: Percepções e Práticas de Responsabilidade Social Empresarial” integrou a Semana do Chile em São Paulo. O evento, realizado em diversos pontos da capital paulista, foi idealizado pela Embaixada do Chile e pelo ProChile, escritório de fomento de exportações de produtos e serviços da Direção Geral de Relações Econômicas Internacionais do Ministério das Relações Exteriores do Chile com o apoio do Consulado Geral do Chile em São Paulo.


Rodrigo Zavala
redeGIFE Online, 01/09/08

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Empreendedorismo e geração de renda própria

Empreendedor competente é aquele que sabe não ser personalista e faz o nome da entidade maior que o seu próprio

Por Michel Freller*

Há 60 anos, um grupo de pais de jovens com deficiência mental leve a moderada se reuniu e criou uma ONG que deveria abrigá-los durante o dia. Iniciados os trabalhos terapêuticos, descobriram que a sociedade não iria bancar a instituição e começaram a pensar em produtos que poderiam ser vendidos, para que o resultado entre receita e despesa fosse revertido para a organização se manter e prestar o melhor serviço possível a estes jovens.

Hoje, esta entidade se desenvolveu. Possui loja em shopping center e vende seus produtos como brindes para várias grandes empresas; supermercados revendem seus produtos. Consegue atender cem jovens diariamente em seu galpão, com refeições e atendimento psicológico para toda a família, suprindo uma necessidade da sociedade.

Uma pessoa que se autodenomina empreendedor social compra remédios no atacado e vende, sem lucro, para a população de uma cidade do Brasil Central. Tem suporte dos laboratórios, que lhe vendem com tabela de atacado, e consegue apoio dos governos municipais para o “seu negócio”. Esquece de alguns stakeholders (público de interesse) importantes como as farmácias locais e do fisco federal – isenção da Cofins. Faz isto com o intuito de atender a missão de sua entidade que não visa lucros, mas, para tanto, remunera familiares.

Outro artesão do litoral paulista reúne jovens para ensinar a sua arte e não cobra nada por isso. Porém, depois, revende os produtos em beneficio próprio como justificativa para continuar ensinando. Também vende a arte produzida por ele sob o guarda-chuva da ONG que fundou, dando recibo de donativo para a venda dos produtos – que não é o documento hábil.

Estes são alguns dos casos que já analisamos em nosso escritório, e sempre permanece uma questão: qual a relação do empreendedorismo com este setor que abriga ONGs, associações sem fins lucrativos e fundações, com ou sem qualificação de Oscip ou título de Utilidade Pública? Temos de buscar a sustentação financeira da organização, mas a que preço? Qual a diferença entre os três casos relatados? Quem é o empreendedor social?

Segundo a organização mundial Ashoka Empreendedores Sociais, este personagem é uma pessoa visionária, criativa, prática e pragmática que sabe como ultrapassar obstáculos para criar mudanças sociais significativas e sistêmicas. Possui uma proposta verdadeiramente inovadora, já com resultados de impacto social positivo na região onde atua, e demonstra estratégias concretas para disseminar essa idéia nacional e/ou internacionalmente.

A Ashoka identificou algumas características comuns e aspectos diferenciados do trabalho de líderes sociais com perfil empreendedor, tais como;
• criação de campos de trabalho inteiramente novos na área social;
• criação de novas instituições, mais arejadas e dinâmicas;
• foco em um público-alvo específico, que na maioria das vezes sofre discriminação ao longo dos anos. Com muita persistência, os empreendedores sociais superam as dificuldades e conseguem tornar acessível a esse grupo social noções de organização comunitária e de exercício de cidadania, nunca antes experimentadas.

Como começar?
A questão que se coloca é: qual a diferença de um empreendedor qualquer que começa um negócio e o empreendedor social? Muitas vezes, a entidade que o empreendedor social constrói fica totalmente atrelada a ele, ou seja, ele é seu presidente ou coordenador com salário garantido.

O proprietário de um novo negócio, o microempresário, também contribui para o desenvolvimento da sociedade, para um mundo melhor. Contrata funcionários, paga impostos sobre a venda de seus serviços e produtos. Na verdade, muitos dos projetos de empreendedorismo social são empresas travestidas em negócios sociais. Sem aprofundar mais nesta polêmica, prefiro mostrar as vantagens de um empreendedorismo social de grupo e menos personalista.

Quando um grupo de amigos ou conhecidos resolve se organizar em uma associação sem fins lucrativos, o empreendedor tem visão do que quer atingir e sabe que sozinho não conseguirá. Esta é a essência de uma associação. Ela não começa com um patrimônio, como uma fundação, mas, sim, como uma reunião de pessoas com o mesmo interesse e visão.

É lógico que haverá uma ou duas pessoas que assumirão a liderança da iniciativa e conduzirão o grupo todo, agregando mais homens e mulheres com os mesmos ideais. E, se forem verdadeiros empreendedores sociais, agregarão pessoas que, no futuro, poderão ser os novos diretores, para que o grupo inicial não se perpetue na direção da associação.

Observamos este tipo de empreendedorismo social coletivo no primeiro caso relatado: uma organização que supera no tempo a maioria das organizações, pois os primeiros empreendedores souberam não ser personalistas e fizeram o nome da entidade maior que o seu próprio. Pensaram em produtos que não tivessem concorrentes e pagaram todos os impostos devidos, emitindo nota fiscal de venda dos produtos – com as isenções possíveis para as ONGs.

As organizações do Terceiro Setor deveriam sempre pensar em meios de diversificar suas fontes de receitas, e uma delas – que sempre recomendamos – é a geração de renda própria. Em algumas ONGs, servirá apenas como mais uma fonte. Em outras, será a estratégia principal, visto que a sua causa não consegue um apoio maior da sociedade, quer de indivíduos ou de empresas.

Sem dúvida, é mais fácil buscar recursos para crianças, educação, meio ambiente, saúde, cultura etc. Porém, quando criamos organizações para cuidar da ressociabilização de população carcerária, idosos, deficientes mentais, dependentes de álcool e droga, doentes terminais, a busca de recursos por meio da venda de produtos e serviços torna-se condição indispensável.

Planejamento
Dividimos as organizações em três tipos, de acordo com suas prioridades em relação a quem recebe a receita da venda de produto e serviços:

1. só os beneficiários participam financeiramente. Exemplos: artesão, comunidade carente, empreendedor social personalista;
2. a instituição e os beneficiários dividem as receitas – não necessariamente 50% para cada: beneficiário produz e pode também beneficiar-se financeiramente;
3. a receita compõe a renda da instituição e faz parte da estratégia de diversificação de fontes de recursos: produtos podem ser fabricados por terceiros e/ou por beneficiários, serviços também podem ser vendidos.

No Plano de Captação de Recursos e Sustentabilidade (PCRS) que elaboramos normalmente, recomendamos os projetos de geração de renda do tipo 3, sempre levando em conta a necessidade da sociedade e todos os stakeholders envolvidos.

Os tipos de receitas por meio de geração de renda própria mais comumente encontrados são:
* taxas de associados: poderão ser associados votantes ou mantenedores – conceito mais moderno;
* venda de serviços: consultorias e assessorias, cursos, web design, guias de ecoturismo, educação e saúde, palestras motivadoras e/ou esclarecedoras para funcionários de uma empresa;
* venda de produtos: bazar com produtos usados ou novos, doces e salgados, artigos institucionais (canetas, chaveiros etc), artesanato, leilões de arte, royalties;
* Marketing Relacionado à Causa (MRC), como o McDia Feliz, Colgate Herbal / SOS Mata Atlântica;
* aluguel de imóveis – recebidos por doação ou comprados –, aluguel de salas ou salão ociosos;
* rendimento de patrimônio (endowment fund): receita de juros sobre recursos aplicados no mercado financeiro.

Valem algumas dicas sobre o que é necessário para empreender um projeto social que tenha a geração de renda própria como uma parte importante da receita: conhecimento profundo do que se está fazendo ou executando; noções da lógica de mercado; formação de preços; logística e distribuição; marketing; produção própria ou terceirizada; planejamento estratégico para os próximos cinco anos; capacidade financeira para o investimento inicial; plano de negócio; planejamento e gestão; profissionais capacitados; adequação legal; e escala.

Todos estes itens são muito importantes, e sua ordem descrita não é uma lista de prioridades. Sem dúvida, a criatividade, o planejamento e o desenho de produtos inovadores são a chave do sucesso.

Links
www.adere.org.br
www.artesol.org.br
www.ashoka.org.br
www.criando.net
www.lojaverde.com.br
www.nesst.org


* Michel Freller
Administrador pela Fundação Getúlio Vargas, palestrante, facilitador, consultor, professor, vice-presidente da ABCR-Associação Brasileira de Captadores de Recursos e diretor da Consultoria Criando.

Revista Filantropia - OnLine - nº165

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Internet também faz parte da estratégia de marketing das marcas de luxo

No segundo dia do Atualuxo 2008, Gabriel Nogueira da Taste, Yaffa Assouline da Luxury Culture e Aaron Simpson da Quintessentially, debateram sobre a estratégia de crescimento das marcas de luxo na internet, sem banalizar. Banners e pop-ups são substituídos por espaço para divulgação de campanhas de parceiros.

A publicidade é uma das ferramentas essenciais para os portais de luxo. Mas o formato da comunicação deve ser diferenciado. No site Luxury Culture não há banners ou pop-ups, mas sim, um espaço chamado Gallery no qual os parceiros disponibilizam seus catálogos, campanhas e filmes publicitários. “Não queremos fazer publicidade e sim, parcerias. Não queremos incomodar nossos usuários com anúncios e por isso criamos esse espaço no qual os parceiros disponibilizam seus materiais”, disse Yaffa Assouline. Para ela, a melhor estratégia de divulgação de um produto é o “boca-a-boca” e é essa a estratégia de marketing utilizada pelo Luxury Culture para sua divulgação. “Não fazemos publicidade. Atualmente, possuímos 66 mil assinantes de nossa newsletter. Afinal, buscamos qualidade e não quantidade”, complementou.

Com um faturamento de US$ 5 milhões em publicidade, o portal britânico Quintessentially também aposta no formato de comunicação por meio de parcerias, mas também oferece espaço para banners. Além do espaço de notícias e informações sobre tudo relacionado ao mundo do luxo, o site oferece o serviço de clube privado que gere estilo de vida de luxo, com serviço de concièrge 24 horas. “Temos cinco mil clientes e tentamos manter esse número para manter a exclusividade”, disse Aaron Simpson, ceo do Quintessentially. Atualmente, o site tem uma audiência de três milhões de usuários ao mês e está presente em 52 países.

No Brasil, o site Taste além de oferecer espaço publicitário aposta em outros tipos de comunicação, como a experiência de marcas, ações de relacionamento e promocionais. Segundo Gabriel Nogueira, sócio-fundador do Taste a comunicação por conteúdo geram lealdade, fidelização e interação das marcas que se vestem desse conteúdo. A vitrine virtual com fotos, vídeos e produtos da coleção geram interesse e retorno às marcas. A Taste licencia conteúdo e para Nogueira, o futuro das marcas é ser mídia.


Fonte: Propmark e HSM on-line
HSM on-line, 03/09/08

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BB e Visa lançam pagamento por celular

Denominado "Visa Mobile Pay", serviços possibilita que pagamentos sejam feitos com celulares de qualquer operadora brasileira

O Banco do Brasil e a Visa anunciam o lançamento do "Visa Mobile Pay", serviço que permite que as compras feitas com as bandeiras de cartão de crédito Visa e débito Visa Electron sejam pagas com celulares de qualquer operadora brasileira.

Esse é o piloto do projeto, implementado no Brasil e que servirá como teste para toda a América Latina. Inicialmente, será aceito em estabelecimentos comerciais delivery e de venda-direta. A transação de até R$ 100,00 será feita apenas com uma mensagem de texto (SMS) pelo celular. A Companhia Brasileira de Meios de Pagamento (VisaNet Brasil) será responsável pela implementação desta tecnologia no comércio.


Meio & Mensagewm Online, 02/09/08

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Bancos brasileiros adotam garantias sócio-ambientais

Febraban aponta que 73% das instituições levam em conta critérios ambientais para compra de materiais. Mais da metade dos bancos considera aspectos sócio-ambientais na concessão do crédito. Em 2007, bancos brasileiros investiram mais de R$ 1 bilhão em sustentabilidade.

Sustentabilidade nas relações de consumo. Este será o tema de um dos encontros do Semarc – Seminário de Marketing e Relacionamento com Clientes –, dia 17 de setembro, às 09h, no painel “A qualidade do relacionamento com os consumidores como elemento indispensável à gestão sustentável nas empresas”.

“Quando falamos em sustentabilidade, temos de abordar a questão levando em consideração três aspectos: o social, o econômico e o ambiental”, avalia a diretora de Responsabilidade Social e Sustentabilidade da Febraban, Sonia Favaretto, uma das participantes do painel. “Isso tem de ser levado com conta em qualquer decisão de negócios e, sobretudo, nas relações com clientes”.

As relações dos bancos com seus clientes devem, portanto, ser guiadas por valores como a ética, transparência e imparcialidade. Isso abrange desde a venda de um produto como um plano de previdência privada ou a concessão de um financiamento até o tratamento dado numa agência.

Também participarão do painel sobre sustentabilidade Marcos Caetano, diretor de Comunicação e Sustentabilidade do Unibanco e Carlos Nomoto, superintendente de Desenvolvimento Sustentável do Banco Real.

Investimentos Sociais
O último Relatório Social da Febraban indica que, em 2007, os bancos brasileiros investiram mais de R$ 1 bilhão em ações ligadas à sustentabilidade – a maior parte dos investimentos foi destinada a programas de educação.

O Relatório revelou que, considerando-se somente os 26 maiores bancos do País, mais da metade considera aspectos sócio-ambientais na concessão do crédito. As instituições também estão cada vez mais atentas à adoção ou não desses critérios como norteadores de ações por parte de fornecedores.

Compras Sustentáveis
De acordo com o Relatório 73% das instituições levam em conta critérios ambientais para a compra de qualquer tipo de material. “Mais da metade dos bancos que responderam ao questionário que deu origem ao relatório declarou que uma de suas formas de selecionar fornecedores é conhecer os critérios de processos éticos de gestão da informação, e algumas das instituições financeiras já começaram a exigi-los em contratos”, salienta Sonia.


Fonte: ABCE Comunicação
Meio & Mensagem Online, 03/09/08

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Claro anuncia festival de curtas

Poderão concorrer filmes [sobre o tema "Diversidade e Inclusão"] produzidos a partir de telefones celulares e câmeras digitais

Com o objetivo de premiar boas idéias e estimular a produção audiovisual em plataformas diferentes, a operadora Claro anunciou nesta terça-feira, 3, o lançamento do festival Claro Curtas. Até o próximo dia 30 de setembro, o projeto irá receber curtas do Brasil inteiro com duração de 30 a 90 segundos e pensados em cima do tema "Diversidade e Inclusão". Todos deverão ser feitos a partir de telefones celulares ou câmeras digitais.

Entre os possíveis assuntos a serem abordados estão: igualdade, equidade de oportunidades, garantia de direitos civis, respeito das identidades culturais entre outros. "Nos sites Claro Curtas e Claro Idéias, além de executarem as inscrições, os participantes encontrarão notícias sobre o setor audiovisual e tema sugerido, dicas de como elaborar o curta e entrevistas com profissionais do mercado falando sobre os recursos dos telefones celulares para essa funcionalidade", conta Cristina Duclos, diretora de comunicação institucional da Claro.

A primeira fase do festival consistira em uma análise técnica dos vídeos apresentados feita por Mario Ramiro e Marcus Bastos - profissionais do audiovisual - pela qual serão definidos os critérios de classificação. Da segunda etapa sairão os 100 trabalhos pré-selecionados e, da terceira, os 20 melhores, quando também será aberta a votação popular. Os vinte finalistas irão trabalhar em cima do conteúdo produzido e participarão de workshops com grandes nomes do cinema. Eles passarão ainda pelo julgamento dos cineastas Breno Silveira, José Padilha e Stephen Hopkins, além de Sérgio Sá Leitão - diretor da Ancine - e Tadeu Jungle - artista multimeios. "O Brasil tem grande tradição em cinema engajado, mas o formato e a duração propostos configuram um grande desafio. Na internet, os vídeos engraçados são os mais populares. Vamos ver como será a audiência dos conteúdos com importância social", comenta o diretor José Padilha.

Co-patrocinado pela LGG e MSN Vídeo, o festival distribuirá R$ 100 mil em barras de ouro, sendo R$ 50 mil para o primeiro colocado, R$ 30 mil para o segundo, R$ 15 mil para o terceiro e R$ 5 mil para o escolhido pelo público. A premiação acontece no dia 27 de novembro com a participação dos diretores, artistas, finalistas do Claro Curtas e convidados que poderão se inscrever pelo site do festival.


Mariana Ditolvo
Meio & Mensagem Online, 02/09/08

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Digital Age 2.0: sete especialistas internacionais já estão confirmados para a segunda edição do evento


Conferência sobre marketing online e o futuro dos negócios com a Internet como plataforma de relacionamento será realizada nos dias 1º e 2 de outubro, em São Paulo

Sete especialistas internacionais já confirmaram sua participação no evento, que terá como tema “Expandindo as Fronteiras da Internet”. Na agenda, palestras e debates sobre redes sociais, mobilidade, rich media, direito autoral no século XXI, novas tendências de marketing na era digital, blog corporativos, como medir a eficiência de novas mídias.

“O Digital Age 2.0 é a conferência para discutir e entender o futuro dos negócios online, conhecer práticas de marketing e comunicação efetivas para a nova geração de consumidores e encontrar novos mercados usando estratégias de Web 2.0”, explica Silvia Bassi, presidente e publisher do Now!Digital Business. Segundo ela, em sua segunda edição, o Digital Age 2.0 é mais uma oportunidade para que os profissionais brasileiros conheçam a visão e as experiências de especialistas internacionais, muitos deles pela primeira vez no Brasil. Os nomes já confirmados são:
- Larry Lessig, reconhecido como a maior autoridade mundial sobre direito autoral, eleito pela Scientific American como uma das 50 pessoas mais visionárias do mundo e um dos fundadores do Center for Internet and Society;
- Seth Godin, autor de mais de 10 best sellers e um dos mais influentes blogueiros sobre marketing e mídia no ranking Power150, da AdAge – em videoconferência exclusiva;
- Danah Boyd, “a sacerdotisa das redes sociais” como foi chamada pelo Financial Times, uma das principais autoridades internacionais no estudo de como as pessoas usam comunidades online;
- Steve Rubel, vice-presidente e diretor da Insights da Edelman Digital, com mais de 15 anos de experiência na área de marketing digital;
- Travis Katz, diretor internacional da Fox Interactive Media e do MySpace;
- Andrew O’Dell, sócio da Pereira&O´Dell - nova agência criada pelo brasileiro PJ Pereira nos Estados Unidos - e ex-presidente de marketing interativo da AQKA, eleita a melhor agência digital do mundo pela Ad Age e Ad Week em 2008;
- Martin Piombo, vice-presidente e gerente geral do Yahoo! Connected Life para a AL.

A conferência será realizada nos dias 1º e 2 de outubro, no WTC Hotel, em São Paulo, voltada a um público formado por executivos de marketing, negócios e tecnologia, publicitários, formadores de opinião e profissionais de agências de marketing e comunicação em geral.

Mais informações em www.digitalage20.com.br

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quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Leilão de crédito de carbono em SP deve render R$ 30 milhões

Walter Aluizio, secretário de Finanças da prefeitura de SP: bom resultado do primeiro leilão justifica otimismo
Foto Gustavo Lourencao/Valor


A Prefeitura de São Paulo realizará no dia 25 de setembro o segundo leilão de créditos de carbono dos aterros sanitários do município. Serão ofertados ao mercado cerca de 713 mil toneladas de CO2, o que poderá resultar em uma receita extra ao município de pelo menos R$ 30 milhões, segundo cálculos do governo.

O leilão será realizado na plataforma eletrônica da BM&F e contemplará os créditos gerados no aterro Bandeirantes, na zona norte, e São João, na zona leste. "Estamos bem otimistas. O primeiro leilão foi considerado um sucesso", disse ao Valor o secretário de Finanças, Walter Aluízio.

O leilão ofertará em um lote único 454.343 créditos de carbono - as chamadas Reduções Certificadas de Emissão (RCE), no mercado regido pelo Protocolo de Kyoto - referentes ao período de janeiro de 2007 a março de 2008 do aterro Bandeirantes e outros 258.657 créditos do São João, referentes ao período de maio de 2007 a maio deste ano.

"O volume total ofertado será um pouco menor neste leilão, mas a arrecadação deverá se manter igual", afirmou Aluízio. Segundo o secretário, isso ocorrerá porque o preço mínimo dos créditos deverá ficar no mesmo patamar do leilão anterior - na casa de ? 16,00 euros por tonelada.

O edital determina que o preço mínimo para o lance de compra dos créditos será a média das últimas dez sessões diárias de negócios realizados na European Climate Exchange (ECX), a bolsa européia de carbono. "Sobre este valor aplicaremos um deságio de 40%", afirmou o secretário. Assim, tomando-se como base o valor de ? 24,00 euros por tonelada negociada no mercado europeu, os créditos dos aterros paulistanos teriam o preço mínimo de ? 14,4 euros.

O leilão de carbono dos aterros do município de São Paulo é uma iniciativa inédita no mundo. O primeiro foi realizado em setembro do ano passado e ofertou 808.450 toneladas de CO2, volume referente ao período de dezembro de 2003 a dezembro de 2006. Os papéis foram disputados por 14 participantes, entre eles ABN Amro, Merrill Lynch e Goldman Sachs. O holandês Fortis Bank arrebatou o lote pagando ? 16,20 euros por tonelada de carbono, o que totalizou ? 13,09 milhões de euros (R$ 34 milhões, na cotação da época) aos cofres públicos.

A comercialização de créditos de carbono é possível graças à queima do metano, o principal gás emitido no processo de decomposição do lixo. O metano é altamente nocivo ao ambiente e sua queima contribui no combate ao aquecimento do planeta - muitos aterros já estão também produzindo energia elétrica a partir de conversão desse gás. Cada tonelada de gás que deixa de ser jogada na atmosfera equivale a um crédito de carbono, negociado no mercado internacional.

No caso de São Paulo, o volume total de gás gerado pelos dois aterros é dividido igualmente entre a Prefeitura e a Biogás Energia Ambiental, empresa responsável pelos investimentos e pela administração da captação de gases no Bandeirantes e São João.

Segundo Manoel Antonio Avelino, diretor de desenvolvimento da Arcadis Logos, empresa acionista da Biogás, a previsão é que os aterros gerem, entre este ano e 2012, cerca de 5 milhões de toneladas de créditos de carbono - o próximo prefeito terá, portanto, mais 2,5 milhões de créditos para vender no mercado regulado.

Todo o dinheiro obtido é destinado ao Fundo Especial de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Fema) do município e investido diretamente em melhorias no entorno dos aterros - Perus, no caso do Bandeirantes, e São Mateus, no caso do São João. Entre os projetos previstos para essas regiões estão a criação de parques, ciclovias e viveiros.

"A Prefeitura terá, no final, R$ 60 milhões de receita extra para investimento direto", prevê Aluízio. "Se você pensar que o orçamento da Secretaria do Verde e Meio Ambiente é de R$ 250 milhões, mas R$ 40 milhões são gastos só com pessoal, fora manutenção, isso é um bom dinheiro".

O edital para o leilão do dia 25 foi colocado ontem à tarde para consulta no site da Prefeitura. Ao contrário do primeiro leilão, realizado às 10h, este terá início às 8h30, para facilitar a participação de europeus e japoneses.

Mais em www.prefeitura.sp.gov.br



Bettina Barros
Valor Online, 27/08/08

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SP isenta de ICMS venda de Big Mac no McDia Feliz

O governo de São Paulo isentou de ICMS a venda de sanduíches Big Mac nos restaurantes do McDonald's do Estado que participarem do evento McDia Feliz, marcado para o próximo domingo, dia 30. O McDia Feliz completa 20 anos em 2008 e consiste em reverter toda a renda obtida com a venda de sanduíches Big Mac - exceto alguns impostos - para projetos de instituições que atendem crianças e adolescentes em tratamento de câncer.

Em julho, o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) autorizou os Estados a isentar do ICMS a comercialização dos sanduíches durante a promoção. Segundo o Instituto Ronald McDonald's, essa resolução fará com que as doações às instituições sejam de 7% a 18% maiores, dependendo do Estado, pois o dinheiro que seria utilizado para o pagamento do imposto poderá ser totalmente revertido para as entidades apoiadas pelo McDia.

Em São Paulo, isenção está atrelada ao compromisso dos organizadores de destinarem os recursos a 23 instituições ou projetos. No ano passado, o McDia Feliz arrecadou R$ 10,1 milhões em todo o Brasil e a meta em 2008 é de um crescimento de 10%. Ao longo de duas décadas, a campanha já arrecadou cerca de R$ 80 milhões, beneficiando mais de 100 instituições de todo País.


Portal Exame, 27/08/08

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Sichuan leiloará doações rejeitadas por vítimas de tremor

Cerca de 60 toneladas de roupas que foram doadas às vítimas do terremoto na Província chinesa de Sichuan irão a leilão no próximo sábado (30), porque as vítimas não precisam mais de roupas
Arte Folha Online

Segundo informou a imprensa estatal chinesa nesta quarta-feira, as autoridades da Província disseram que não há mais espaço para armazenar as doações excedentes.

"As pessoas simplesmente largam (as roupas) no chão e vão embora", disse ao jornal "China Daily" Zhao Linjiang, chefe do depósito central de Chengdu, capital da Província.

Segundo Zhao, Sichuan recebeu cerca de 2,5 milhões de peças de vestuário desde maio --total que equivale a todas as doações feitas nos três anos anteriores ao do terremoto.

"Uma semana após o terremoto nós dissemos às pessoas que parassem de mandar roupas usadas, mas elas continuaram a chegar", afirmou Zhao.

O terremoto, que atingiu a Província de Sichuan no dia 12 de maio, matou cerca de 67 mil pessoas e deixou aproximadamente 5 milhões desabrigadas.

Armazenagem
As autoridades dizem que o governo está gastando recursos para armazenar as roupas em excesso.

Segundo números citados pela imprensa estatal, mais de US$ 34 mil (cerca de R$ 55 mil) já foram destinados ao aluguel de espaço extra para armazenar as peças.

"Uma vez que os armazéns lotaram, tivemos de alugar uma quadra de badminton para estocar as roupas", contou Li Huarong, chefe do Departamento de Assuntos Civis do distrito de Qingbai, na capital Chegdu.

A verba arrecadada com o leilão de sábado será revertida para projetos de reconstrução nas áreas afetadas pelo terremoto.

Segundo Zhao Linjiang, um relatório enviado ao Departamento de Assuntos Civis de Chengdu sugeriu que 500 mil das 2,5 milhões de peças estocadas sejam recicladas.

As roupas virariam recheio de colchões e esfregões de pano, ao custo de 1,7 milhão de yuans (R$ 400 mil). O restante das peças seria esterilizado e distribuído.

O governo não informou se adotará a sugestão de reciclagem, mas reforçou que está estudando a melhor forma de lidar com o excedente em doações.


Marina Wentzel, da BBC, em Hong Kong
Folha Online, 27/08/08

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Envolverde realiza o Encontro Latino-Americano de Comunicação e Sustentabilidade

As novas pautas da sustentabilidade. Este enfoque será trabalhando durante os três dias em São Paulo, durante o 1º Encontro Latino-Americano de Comunicação e Sustentabilidade, de 16 a 18 de outubro. O evento terá três linhas temáticas, a primeira sobre Amazônia, a segunda sobre Água e a terceira sobre Energia. Estes são os temas de maior desafio para a América Latina no presente e nos próximos anos e, também, são os setores que exigem dos profissionais de comunicação um olhar com a transversalidade da sustentabilidade.

O objetivo principal deste encontro é ser um espaço de diálogo entre os diversos atores das pautas jornalísticas, de forma a mostrar para profissionais dos meios de comunicação e das assessorias que existem novas interfaces de pautas. Amazônia, Água e Energia são os temas do século XXI para a mídia, para as empresas forma o grande cenário de desafios para a gestão da sustentabilidade na região. Empresas e ONGs e governos estão atuando fortemente nestas três vertentes e a comunicação social tem de acompanhar os esforços e oferecer uma visão integrada das iniciativas.

As inscrições estão abertas através da internet no blog do Instituto Envolverde: http://institutoenvolverde.blogspot.com/.

Para trabalhar estes temas a Envolverde convidou profissionais de comunicação e especialistas nas diversas áreas de conhecimento envolvidas:


PROGRAMAÇÃO

16 DE OUTUBRO - AMAZÔNIA

9h15 - Palestra Magna: Marina Silva - a confirmar - senadora e ex-ministra do meio ambiente

10h30 – Mesa redonda: Amazônia e Sustentabilidade
Moderador: Adalberto Marcondes
João Meirelles – diretor do Instituto Peabiru
Ricardo Young – a confirmar - Instituto Ethos
Nelson Cabral - Petrobras

14h – Mesa redonda: Sustentabilidade na Mídia
Moderador – Ricardo Voltolini
Joaquin Costanzo — IPS
Ladislau Dowbor – PUC
Luciano Martins - jornalista

16h30 – Mesa redonda: Sustentabilidade como Conceito
Moderador — Vilmar Berna
Fernando Almeida – a confirmar - CEBDS
Rogério Ruschel – consultor em RSE e comunicação
Nemércio Nogueira — a confirmar - Alcoa

17 DE OUTUBRO - ÁGUA

9 horas – Palestra Magna José Machado -- Insumo Econômico e Direito Social

10h15 – Apresentação de projeto da Fundação Banco do Brasil

10h30 – Mesa redonda: Água no século XXI
Moderador: Peter Milko - Horizonte Geográfico
Daniel G. Allasia Piccilli — a confirmar - Global Water Partnership
Rosane Aguiar – Gerente de Meio Ambiente da Petrobras
Pedro Jacobi — Procam-USP

14h00 – Mesa redonda: mudanças climáticas
Moderadora — Fátima Cardoso
Paulo Artaxo — a confirmar - Instituto de Física - USP
José Goldemberg — a confirmar - Poli - USP
Marcelo Leite — a confirmar - jornalista, Folha de S. Paulo

16h30 – Mesa redonda: Comunicação corporativa da sustentabilidade
Moderador – Andréa de Lima
Fabio Feldmann – Fórum Paulista de Mudanças Climática e Biodiversidade
Homero Santos — a confirmar - consultor em sustentabilidade e RSE
Luiz Fernando Neri – Gerente de Sustentabilide da Petrobras

18 DE OUTUBRO - ENERGIA

9 horas – Palestra Magna: Dilma Roussef –a confirmar - Caminhos energéticos do Brasil

10h15 – Apresentação de projeto de Haroldo de Castro

10h30 – Mesa redonda: A Energia para o Desenvolvimento
Moderador: Luciano Martins Costa
Karen Suassuna — a confirmar - WWF
Representante do Ministério de Minas e Energia
Eduardo Martins — a confirmar - E-labore

14h00 – Mesa redonda: A Energia na Mídia
Moderador – André Trigueiro
Paula Scheidt – a confirmar - Carbono Brasil
Roberto Schaeffer - a confirmar - COPPE
Celso Ming — a confirmar - jornalista de O Estado de S. Paulo

16h30 – Mesa O Continente da Biomassa
Moderador – Alex Branco
Ignacy Sachs – a confirmar - professor da Universidade de Paris
Marcos Jank - a confirmar - UNICA
Luis Fernando Laranja – WWF
Roberto Waack — ARES

SERVIÇO
Dias 16, 17 e 18 de outubro de 2008
Hotel Jaraguá - São Paulo - SP – Brasil
Rua Martins Fontes 71 - Bela Vista
Informações
Instituto Envolverde
55 11 3539-5743
instituto@envolverde.org.br


Envolverde, 27/08/08
© Copyleft - É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.

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Portal facilita contratação de jovens

Onze organizações pertencentes ao Grupo de Afinidade em Juventude do GIFE lançaram, na última semana, o portal Busca Jovem. O site é um instrumento gratuitos para empresas dialogarem diretamente com organizações formadoras, na hora de contratar jovens para seus quadros de funcionários.

A idéia surgiu em 2007, a partir de dificuldades analisadas pelo grupo de investidores sociais, formado por: BASF, Citigroup, Fundação Avina, Fundação Bunge, Fundação Iochpe, Fundação Itaú Social, Instituto Hedging-Griffo, Instituto ibi, ISMART – Instituto Social Maria Telles, Instituto Unibanco e Instituto Votorantim.

Foram demandas identificadas internamente, junto aos departamentos de RH de suas empresas ou mantenedoras – que levaram o grupo a assumir conjuntamente a viabilização de uma ferramenta virtual, de contato entre quem forma e quem contrata.

Para os fundadores do Busca Jovem, espaços para os jovens disponibilizarem seus currículos existem de sobra. A lacuna, no entanto, está na ausência de contato entre as empresas e as organizações formadoras, de forma que as empresas possam encontrar os jovens com o perfil desejado e as organizações, onde estão os nichos de empregabilidade do mercado.

Para isso, a ferramenta funciona com dois grandes bancos de dados. O primeiro é de oportunidades de trabalho para jovens. Nele, os anúncios de vagas podem ser publicados por empresas, consultorias de RH ou centrais de emprego (governo, sindicatos etc).

Já no segundo, as organizações formadoras (ONGs formadoras ou Instituições de Ensino) promovem seus estudantes para serem contratados.

A estrutura é semelhante a um portal de empregos, com a diferença que os anúncios de jovens formados serão sempre mediados pela Instituição Formadora. Não há hipótese do próprio jovem publicar o seu currículo individual.

“A principal contribuição do Busca Jovem para a juventude está na otimização dos esforços feitos por empresas e organizações formadoras para que a colocação do jovem no mercado seja feita adequada e rapidamente”, afirma o secretário-geral do GIFE, Fernando Rossetti.

O portal disponibiliza tammbém notícias sobre temas inerentes ao mercado de trabalho para jovens no Brasil, tal como uma biblioteca temática, com legislação, dicas de leitura, pesquisas e um rol de sites, recomendados, sobre o assunto.

Os visitantes do portal ainda poderão conhecer a seção Projetos em Destaque, onde encontrarão informações sobre ações sociais voltadas para jovens. Idéia criativas de inclusão profissional, reconhecimento ao talento, ensino profissionalizante, educação financeira, gestão de escolas e bolsas de estudo, promovidas pelos associados do GIFE, pertentes ao Grupo de Afinidade em Juventude.

Dados
De acordo com o relatório Jovens em Situação de Risco no Brasil, divulgado pelo Banco Mundial em 2007, as taxas de desemprego excepcionalmente altas entre jovens de 16 a 24 anos resultam em rendimentos anuais perdidos de até R$ 1,2 bilhão. Um em cada cinco jovens trabalha e estuda simultaneamente e 60% dos brasileiros entre 15 e 19 anos são trabalhadores não-pagos ou sem carteira de trabalho assinada. São dados preocupantes que terão um impacto extremamente negativo a curto e longo prazo.

Outra pesquisa, esta da Organização Internacional do Trabalho (OIT) - com lançamento marcado para outrubro deste ano, mostra que dos 14,7 milhões de empregos gerados entre 1986 e 2006 no Brasil, os jovens entre 15 e 24 anos ocuparam apenas 7,8% do total.

Outro dado da pesquisa da OIT mostra que persiste uma elevada desigualdade em termos de acesso à educação entre pessoas com a cor da pele diferente. Enquanto 39,7% dos jovens negros tinham de cinco a oito anos de estudo, o número cai para 29,5% quando se trata de brancos com mesmo período de escolaridade. Mais de 13% dos brancos tinham 12 anos ou mais de estudo. Esse número cai para 3,7% entre os negros. O estudo considerou como população negra o total de pessoas pardas e pretas.

Conheça o Portal Busca Jovem - http://www.buscajovem.org.br


Redação da Rede Gife
Envolverde, 26/08/08
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Convergência em Debate: presente, passado e futuro das comunicações

A Cidade Maravilhosa foi a quarta capital brasileira a receber o ciclo Convergência em Debate, um encontro realizado pela HSM Management no dia 19 de agosto. A convergência das tecnologias e a conseqüente transformação das comunicações nas próximas décadas foram o tema da palestra proferida pelo Professor Sílvio Romero de Lemos Meira. Para ele o usuário ganhará mais e mais poder sobre a configuração dos negócios e dos serviços. É a era da “informaticidade”. Leia abaixo, um resumo desta intrigante palestra.

Convergência de tecnologias
Docente de Engenharia de Software da Universidade de Pernambuco, Sílvio Meira, é reconhecido por sua dedicação a estudar o impacto das tecnologias sobre a sociedade. Sob seu bom-humor característico, Meira colocou ao público sua visão sobre como as tecnologias evoluíram até os dias de hoje e apresentou, em seguida, suas previsões para os próximos estágios. Para o palestrante, o termo “telecomunicações” é coisa do passado. Devemos, agora, falar em “comunicações”. Estamos vivendo uma época de redes, criatividade, inovação e colaboração sem precedentes na história da humanidade. Para ele, este é o tempo da “informaticidade”: a informática tão simples quanto a eletricidade.

Sinais dos tempos
No início de sua apresentação, Meira fala aos presentes sobre Mina e Lisa, uma novela destinada à comunidade japonesa, exclusivamente transmitida pela Web, que chega a um milhão de expectadores. “Só nesta manhã, havia 450.000 expectadores conectados ao capítulo três. A novela já está no capítulo 23”, conta o palestrante. “Sinal dos tempos: destina-se a uma comunidade determinada e está disponível a qualquer hora. Nessa esteira, sabe-se que o You Tube vai começar a ter canais empresariais. Você poderá montar a sua televisão fechada, sobre o seu negócio ou o seu campo de atuação no governo.”

Sobre a atualidade, Meira diz: “Vivemos um mundo confuso”. Ao mostrar ao público uma imagem do trânsito da cidade de São Paulo, ele ilustra sua fala. Soluções são demandas para os problemas urbanos. Uma delas é trabalhar de modo tal que sejam exigidos menos deslocamentos. A virtualização permite que o escritório seja transferido para quase qualquer ponto e que seja, inclusive, compartilhado com outras empresas.

História da humanidade: a vida é busca
O palestrante lembra que o guru Peter Drucker, em 1968, disse que a era da informação começou com o fim da era da energia, que começou em 1650 com a máquina a vapor e terminou em 1945, quando tínhamos tecnologia para criar a bomba atômica. Começamos, então, a nos preocupar com a biologia, que pressupõe um tipo diferente de energia: uma energia que é processada por informação.

Para Meira, iniciativas como a da Honda, que desenvolve robôs para executar tarefas antes tidas como exclusivamente humanas, são necessárias num mundo em que várias funções desaparecerão e em que a população fica cada vez mais idosa. “Em breve, não haverá moça do cafezinho, pois não poderemos mais pagar salário mínimo a ela. Alguém tem que fazer as coisas funcionarem e a Honda supõe que vai haver tantos robôs quanto haverá carros em 2040”, explica o palestrante.

No ponto de vista do palestrante, a história da informação começou mesmo antes do que postula Drucker. Teve início com o DNA, 3,5 bilhões de anos atrás. O cérebro foi o segundo evento importante e o terceiro foi o desenvolvimento da capacidade do cérebro de estender o corpo humano com ferramentas, como a faca. O quarto marco foi o texto, que surgiu há 5.000 anos e mudou o mundo, estendendo nosso cérebro no tempo. O quinto marco foi o software, ou o texto executável, que existe há cerca de cinqüenta anos e virtualiza o mundo ao nosso redor.

“O mundo é virtual há muito tempo, desde que começamos a nos expressar. E ele é criado por abstrações”, defende Meira. O professor explica que a linguagem abstrai o tempo (por ela podemos contar histórias passadas e pensar o futuro), as técnicas abstraem as ações (projetamos e implantamos aparatos, como a roda, para viver melhor) e os contratos abstraem a violência (por eles, selamos acordos e resolvemos conflitos).

É nesse mundo virtual que ocorrem as grandes buscas da humanidade: a busca número um é entender como o Universo funciona. A segunda busca é relativa aos nossos corpos e a terceira é a busca relacionada à nossa mente, que é um grande ponto de interrogação até agora. “Em resumo, a vida é um conjunto de grandes buscas no mundo virtual, imerso na história da informação”, arremata o especialista.

Duas maneiras de ver a evolução das tecnologias
Pensando nos usos que se faz da informática, Meira divide a evolução em três momentos essenciais, com base no referencial das instituições empresariais: 1. fase “antes do balcão”, da década de 60, mas que persiste ainda hoje (empresas não usam o computador para atender diretamente o cliente; utilizam formulários que são, nos bastidores, processados); 2. fase “computador no balcão”, que está em todas as empresas (o caixa do supermercado, por exemplo); 3. fase “depois do balcão” (transações são operadas pelo consumidor, como nos caixas eletrônicos, ou até remotamente). O acesso à tecnologia, então, foi sendo ampliado com a evolução.

Outro modo de ver a história é a partir do referencial humano: há a informática “com você” (celulares, laptops etc.) e informática “em você”. “Poderíamos pensar em olhos artificiais eletrônicos, substitutos dos óculos e com mais funcionalidades que o olho humano”, ilustra Meira. As coisas também podem ser referências: há a informática “para as coisas”, (sistemas de informação, ERP, logística), a informática “nas coisas” (o código de barras) e também “as coisas sendo informatizadas” (os robôs para limpeza da casa).

Meira explica que o cenário é plural: “Convivemos com praticamente todas essas gerações da informática ao mesmo tempo”.

Informática tão simples quanto a eletricidade
Segundo o professor, vai chegar o tempo em que tudo estará em rede única, com as coisas em formato sem fio, embarcadas, imperceptíveis, múltiplas e invisíveis quanto às interfaces, como postula Adam Greenfield em seu conceito de everyware. Isso cria a possibilidade de olharmos mais de perto para uma pilha de bananas e identificar cada banana, saber sua história e orientação de consumo. “Mas isso só funcionará na ‘informaticidade’, na qual eu não precisarei me preocupar com como coisas tão complexas funcionam. É a informática tão simples quanto a eletricidade: tem que estar atrás da parede.”

Para Meira, os usuários, na informaticidade, não têm que se preocupar com firewall, endereço de IP, proxy. “Quando você liga o liqüidificador da sua casa, você não quer saber como a energia chegou ali, ela simplesmente chegou e faz parte, para a maioria das pessoas, da parede”, brinca Meira.

Para que a informaticidade se concretize, é preciso que exista uma só rede e que as gerações de informática conversem umas com as outras, o que hoje raramente acontece.

No caso de uma geladeira, por exemplo, a fábrica poderia vender um serviço a distância, pelo qual identificaria a possibilidade de problemas no funcionamento e enviaria uma mensagem ao usuário, que decidiria quando seria a visita do técnico. “A empresa não deixaria a geladeira quebrar e estaria a serviço de um dono de geladeira que estaria sempre conectado. Isso pode valer para qualquer coisa”, explica o palestrante.

“A transformação de refrigeradores de ‘caixas que esfriam’ em serviços para os quais eu tenho atendimento e pago sob demanda é informaticidade. Talvez, no futuro, não tenhamos coisas, mas usaremos coisas.” O palestrante ressalta que tudo isso depende da internet, que fará com que todas as coisas virem informação.

A internet é uma idéia de 40 anos, que deu certo por ser um meio de comunicação fácil, barato e que se faz entre seres humanos, não entre máquinas, como o faz o telex. Também é bem-sucedida por ser uma rede que funciona no protocolo do “melhor esforço”, isto é, a rede tenta fazer com que as coisas aconteçam, que se chegue de A até B, mas não garante que isso aconteça. “Às vezes, tentamos por três vezes executar uma operação, até conseguirmos. É o modo beta de operar”, exemplifica Meira.

O telefone é mera aplicação
70% das pessoas na Europa e nos Estados Unidos dormem com o celular ligado e ao alcance da mão, o que dá a dimensão da importância atribuída hoje à mobilidade – que é apenas uma aplicação em cima da noção de infra-estrutura, aplicações e serviços da internet. O mesmo se dá com a TV digital.

“As pessoas querem se localizar melhor, querem se divertir, querem definir seus próprios celulares e querem internet mais flexível”, anuncia o professor. É o que mostra a pesquisa realizada no Japão em maio: mais de 60% das pessoas querem internet melhor do que a que já têm acesso hoje. As pessoas querem celulares abertos. 30% querem poder definir as capacidades do seu celular; 26% querem TV digital no celular; 23% querem GPS melhor do que têm hoje e 20% querem e-mail melhor do que têm hoje. “Isso tudo é software, é fácil de fazer. Telefones ou qualquer outra coisa são meras aplicações em cima de uma plataforma de serviços e infra-estrutura.”

O futuro desde hoje, em rede
“Uma parte do futuro está no presente, sendo usada por alguns de nós hoje”, diz Meira. Ele expõe que, na década de 2010, chegaremos à era da atenção, na qual precisaremos da mediação das plataformas de comunicação e computação para sentir o que acontece no mundo. “Todos nós estaremos agudamente conscientes de um mundo conectado ao nosso redor e do qual nós não podemos escapar e que nós próprios programamos.” Para o pesquisador, não temos alternativa senão ir à rede.

Estamos nos dirigindo para transformar nossos negócios em comunidades, nas quais a empresa é um serviço. “É o regime que Kevin Kelly, editor da revista Wired, chama de execução imperfeita do desconhecido: em vez de melhorar o que eu tenho, eu tenho que começar a fazer, mesmo que não perfeitamente, o que eu não sei fazer”, elucida Meira, que salienta que isso é o que cria o diferencial inovador entre o um negócio e os demais. A web se adequa perfeitamente a esse regime, com sua execução imperfeita em modo beta, intrinsecamente programável.

O palestrante destaca a importância das pessoas. Nessa rede, serão criadas ferramentas, infra-estrutura e ambientes de colaboração. “Para isso, necessitaremos de conceitos, idéias, capacidade de executar, de conexões para relacionar nossas execuções com as dos outros e um grau muito grande de curiosidade”, diz ele. “Também uma confiança na inevitabilidade da mudança será necessária.”

Reinterpretar, reprogramar, inovar
A web 1.0, era definida pelo fato de que qualquer um podia fazer transações, sem mediadores. Na 2.0, qualquer um pode participar, por meio de blogs e outros recursos, sem mediação. A web 3.0, na qual estamos entrando, será aquela na qual poderemos inovar. “Poderei usar a estrutura da Amazon para montar uma loja virtual que custe perto de zero”, exemplifica o palestrante. Ele esmiúça a idéia: “Eu serei o programador e combinarei o que já existe para colocar novas propostas, com apenas uma pequena parte feita por mim, mas talvez essa pequena parte faça a diferença”.

A partir dessa explicação, Meira chega ao conceito de inovação: “Inovar é reinterpretar o que existe e fazer uma nova proposta, em cima de plataformas que eu monto sob demanda, como as da Atrium Telecom.” Nesse sentido, as empresas de telecom que têm futuro são aquelas que se preocuparão em não deixar que os clientes se preocupem com infra-estrutura e serviços.

O palestrante acrescenta que não basta existir a internet. A ela, deve ser adicionado o software para fazer aplicações para implementar business processes (processos de negócios), que são o que interessa, de fato, às empresas. “Antigamente, fazíamos softwares básicos e softwares de aplicativos. Vamos adicionar business processes, para criar ‘empresas como serviços’ (business as a service).”

A grandiosa revolução digital
Estamos, segundo o palestrante, a meio caminho da evolução do mundo analógico para o digital, que começou em 1980, com o PC (computador pessoal). Os primeiros 30 anos dessa evolução focaram colocar a tecnologia nas empresas. Nos próximos trinta, a tecnologia atingirá todos os indivíduos, o que vai impactar a forma pela qual os negócios acontecem.

“A revolução digital é, para as pessoas, o que a revolução industrial foi para as empresas. Isso vai ter um gigantesco impacto na maneira de funcionar das empresas, abrindo os negócios para as suas comunidades e mudando completamente o mundo da tecnologia da informação e da comunicação”. O Pix 2.0 já é uma mudança radical, de acordo com Meira, uma vez que é ‘informaticidade’. Pix 2.0 significa uma grande mudança em nossa forma de ver e viver o mundo.

“O que fazemos agora?”, indaga o professor. Ele mesmo dá a resposta: “Mudamos rapidamente”.


Portal HSM On-line, 26/08/08

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