quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Incentivo ao Voluntariado de Idosos nos Museus Brasileiros

Publicado no site do Ministério da Cultura em 23/01/08

Os ministros da Cultura, Gilberto Gil, e da Previdência Social, Luiz Marinho, assinam nesta quinta-feira, dia 24 de janeiro, o Termo de Acordo de Cooperação Técnica para a implantação do Programa de Incentivo ao Voluntariado de Idosos nos Museus Brasileiros e para a criação e implantação do Museu da Previdência Social. A solenidade será realizada às 11h30, no Palácio do Planalto, com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

Esta iniciativa faz parte das comemorações dos 85 anos da Previdência Social no Brasil. As ações terão o objetivo de valorizar o idoso como agente de ação cultural, promover ações de difusão cultural e estimular o trabalho voluntário nos museus e implementar ações para a preservação da memória da Previdência Social.

Programa de Voluntariado
O Programa de Incentivo ao Voluntariado de Idosos nos Museus Brasileiros tem o compromisso importante de inclusão social e reconhecimento dos idosos como transmissores de saberes, fazeres e memória, além de potenciais agentes de desenvolvimentos da função social dos museus.
Cerca de 200 museus participarão da primeira fase do programa, que é organizado pelo Departamento de Museus e Centros Culturais do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Demu/Iphan), do Ministério da Cultura.

Entre as atividades a serem exercidas pelos idosos nos museus, foram sugeridas a realização de visitas guiadas e saraus culturais, apresentações musicais e seminários promovidos pela instituição, além de sessões de contos e “causos” sobre a história da comunidade e apoio a ações educativas.

Acervo da Previdência Social
A parceria entre os ministérios, da Cultura e da Previdência Social, ampliará a difusão cultural do acervo por meio de exposições de parte das obras dos museus vinculados ao MinC e da criação do Museu da Previdência. A iniciativa busca dar acesso ao público à memória da Previdência, um bem cultural indisponível até o momento.

Mais...

Consumo consciente na berlinda

Rodrigo Zavala
Publicado pelo
redeGIFE Online em 21/01/08

Nos últimos anos, a mensagem tornou-se clara: se as pessoas e as empresas não mudarem seu padrão de consumo e produção, o planeta terá um trágico futuro em um par de décadas. No plantel de debates internacionais sobre mudanças climáticas, especialistas explicam que cada um tem sua responsabilidade na construção de uma vida mais sustentável e menos danosa para o resto do mundo.

Daí o conceito de consumidor consciente, como o defendido pelo Instituto Akatu, que desde 2001 estimula o consumidor a perceber o impacto de suas ações e valorize empresas que minimizem possíveis danos ao meio-ambiente. Pela lógica da ação, pessoas melhor informadas e mais conscientes passariam naturalmente a comprar produtos de empreendimentos sócio e ambientalmente responsáveis. Estes, por sua vez, se destacariam no mercado, forçando outras companhias a assumir a mesma postura.

"O consumo consciente pode ser descrito como um exercício de alteridade e solidariedade, no sentido de que trata de fazer do ato de consumo algo que considere os outros e trabalhe em benefício dos outros", defende Helio Mattar, idealizador e co-fundador do instituto.

Esse contexto ideal é defendido por expertos como o presidente do Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (Idis), Marcos Kisil. Segundo ele, não resta dúvida que as práticas sociais e ambientais do setor privado vêm também de fatores coercitivos, ocasionados por uma adequação das empresas às demandas da população.

“O consumidor brasileiro está, a cada dia, não apenas mais consciente de seus direitos mas também do papel que cidadão e empresas devem desempenhar na sociedade, como agentes pró-ativos do desenvolvimento”, acredita Kisil.

O otimismo, no entanto, é relativizado quando analisados levantamentos sobre o tema. O Instituto Akatu divulgou, no ano passado, um estudo sobre como e por que os brasileiros praticam o consumo consciente. Os resultados do levantamento mostraram que, além do número de consumidores considerados engajados ter diminuído, ainda existe divergência entre o que se postula como princípio e que realmente se pratica. Isto é, a intenção não se reverte em atitude.

Na época a explicação para o negativo diagnóstico dada por Mattar, era a de que o conceito de consumo consciente ainda está em fase de transição e, assim, tende a suscetibilidade de condutas e opiniões de contexto imediato. “Em 2003, quando divulgamos a primeira pesquisa sobre o tema, havia o risco eminente do apagão, por exemplo, o que determinou, entre outros fatores, novos comportamentos. Isso diminuiu agora”, avaliou.

Realizada entre setembro e outubro de 2006, a sétima pesquisa realizada pelo instituto entrevistou 1.275 adultos de todas as classes sociais residentes nas 11 principais cidades das cinco regiões geográficas do país: Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), Porto Alegre (RS), São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e Recife (PE). As distribuições de idade, sexo e classe social, segundo o instituto, foram ponderadas em relação à distribuição demográfica de cada um.

Por outro lado, o Ibope Inteligência entrevistou 537 executivos de 381 grandes empresas brasileiras para descobrir como eles enxergam o conceito de sustentabilidade e quais as suas implicações no cotidiano dessas organizações. Resultado: o setor privado incorporou valores inerentes aos negócios sustentáveis, mas embora a intenção exista, ela ainda não se converte em comportamento.

Por meio das respostas, foi possível detectar paradoxos entre o que se entende como sustentável e o que realmente se faz para chegar a esse fim, principalmente no que se traduz em questões estratégicas. Entre os exemplos estão os quatro critérios para definir uma empresa como sustentável, apontados na pesquisa. Nessa questão, 92% dos executivos concordaram que preservar o meio ambiente é vital para o processo, seguido de contribuir para o desenvolvimento econômico do Brasil (89%), investir em ações sociais (87%) e ter sucesso em longo prazo (83%).

“O fato de um número tão alto concordar nesses tópicos mostra que eles entendem o conceito de triple bottom line (que designa o equilíbrio entre os três pilares - ambiental, econômico e social), que está na base de todos os novos negócios”, argumentou o CEO do Ibope Inteligência, Nelsom Marangoni.

O responsável pela pesquisa, no entanto, afirma que, na caracterização das empresas, os principais aspectos levantados não estão diretamente relacionados à responsabilidade socioambiental. Os entrevistados constataram como principais preocupações ser ética (que tem mais a ver com práticas de combate ao preconceito e discriminação), em 80%, pagar impostos (78%), respeitar os consumidores (73%) e cumprir as leis trabalhistas (72%).

Para consultor de terceiro setor e responsabilidade social da Ofício Plus Comunicação e publisher da revista Idéia Socialambiental, Ricardo Voltolini, como se pode ver, são grandes os desafios de mobilizar os brasileiros, “fazendo com que percebam o poder de influência que tem o consumo consciente na mudança dos modelos de produção e estratégias de negócio”, disse em recente artigo, publicado no jornal Gazeta Mercantil.

Esse poder existe, mas simplesmente não há conscientização sobre os danos ambientais, como chegou a dizer a diretora executiva da organização The Trust for Civil Society in Central and Eastern Europe, Rayna Gavrilova, na última edição da revista inglesa Alliance. “Nenhuma família compraria uma lavadora de louças sem avaliar como a sua presença afetaria o uso de espaço e a conta de eletricidade”, ironizou.

Embora a passos curtos, o Brasil avança na questão de um consumo mais responsável e exigente. Não por acaso, o poder do consumidor será objeto de atenção e curiosidade da população, que tende a exercê-lo cada vez mais diretamente. Com certeza, um dos temas-chave de 2008.

Mais...

Empresas menores se unem para dividir custos de "coaching"

Ivana Moreira
Publicado pelo
Valor Online em 23/01/08

Marques, dono da Mozaik, que tem 12 funcionários, diz que sem dividir despesas não poderia bancar o treinamento
Foto João Marcos Rosa / Agência Nitro


Recentemente, todos os funcionários da Mozaik deixaram suas funções na fábrica para passar o dia num hotel em Belo Horizonte, imersos num programa de desenvolvimento de habilidades. Participar desse tipo de atividade é prática costumeira em grandes companhias. Mas não na Mozaik, uma pequena fábrica de artefatos em metal para decoração, com apenas 12 empregados.

O que era privilégio de grandes empresas começa a ser absorvido também nos pequenos negócios. Apesar das restrições orçamentárias, essas empresas estão encontrando alternativas para também se beneficiarem das modernas técnicas de treinamento e desenvolvimento de pessoal, como o "coaching", que surgiu na década de 90 nos Estados Unidos e vem ganhando terreno em todo o mundo.

O "jogo da superação", realizado pela Central do Conhecimento, de São Paulo, foi feito em parceria com 12 funcionários da Inter Club, uma agência de turismo especializada em programas de intercâmbio.

Rachando a fatura, cada empresa pagou apenas R$ 2 mil pelo dia de treinamento. "Numa empresa pequena, cada despesa tem de ser muito bem pensada", diz o dono da Mozaik, Rogério Marques. "Se tivesse de bancar o custo sozinho talvez não proporcionasse esse treinamento para os meus funcionários." Depois da experiência, o empresário acha que além de mais econômico, o programa em parceria, acabou sendo mais enriquecedor ao unir profissionais de dois setores distintos, indústria e prestação de serviços.

O empresário mineiro conta que, para sua empresa, os resultados do programa de "coaching" foram maiores do que imaginava. A equipe de 12 funcionários contava com profissionais de nível superior, como designers, e operários com formação básica. "Era complicado estabelecer o espírito de equipe."

No "jogo da superação", todas as situações típicas da rotina empresarial foram simuladas. Mas os participantes assumiram funções diferentes da que ocupam na vida real. Subordinados viraram chefes e vice-versa. Supervisores passaram a diretores. "Foi uma inversão total de papéis e isso é muito revelador, inclusive para as próprias pessoas, que se soltam mais do que no ambiente de trabalho", conta Marques. "Foi um ganho real para todos."

Durante o programa, o empresário teve oportunidade de refletir sobre o funcionamento de sua empresa e percebeu que precisa mudar toda a dinâmica de recursos humanos. "Criamos uma política de cargos e salários mais eficiente, promovemos pessoas que mostraram habilidades que não conseguíamos perceber antes daquele dia."

Diretora da Central do Conhecimento e especialista em coaching, Mary Nicoliello, diz que tem sido cada vez mais procurada por pequenas empresas. "Os donos de pequenos negócios pensam que programas desse tipo têm custo incompatível com seus orçamentos mas não é verdade", afirma. "É possível modelar programas compatíveis com as necessidades das empresas."

De acordo com Mary, o principal objetivo desses programas é trabalhar "os músculos comportamentais" dos profissionais. Especialistas em "coaching" acreditam que o sucesso na carreira - e na vida - depende mais de como as pessoas administram seus estados emocionais do que conhecimento técnico. "Conhecimento técnico é 15%", resume Mary.

Nos programas de coaching, que podem ser em grupo ou individuais, o papel dos "coach" é mostrar aos profissionais o caminho para superar suas limitações e atingir um nível satisfatório de sucesso em suas vidas profissionais e pessoais.

"Todo campeão do mundo tem um 'coach'", lembra o americano Jay Conrad Levinson, um especialista em "coaching". Em seus artigos, Levinson costuma lembrar que todos os atletas profissionais, atores famosos e CEOs de grandes companhias contaram com a ajuda de um "coach".

Segundo a diretora da Central do Conhecimento, depois de passar por programas de "coaching", os profissionais conseguem enxergar com mais facilidade como suas crenças e atitudes comportamentais influenciam seu desenvolvimento no trabalho, definindo o sucesso ou o fracasso.

Além do crescimento da demanda de programas para pequenas empresas, a psicóloga conta que está crescendo também a procura por "coaching" pessoal, programa individual realizado numa seqüência de encontros entre o cliente e o "coach". "As pessoas estão percebendo que é preciso investir no próprio desenvolvimento."

Mais...

Mercado publicitário avalia adoção de novas regras de remuneração

Eliane Sobral
Publicado pelo
Valor Online em 23/01/08

Márcio Santoro, vice-presidente da agência Africa, adota modelo que evita ficar com o caixa vazio ao longo do ano
Foto Divulgação


Agências de publicidade, anunciantes e veículos de comunicação discutem novas regras de remuneração, diferentes daquelas estabelecidas por eles há dez anos no Conselho Executivo de Normas-Padrão (Cenp). E a discussão, que inclui a prática de pagar as agências conforme o desempenho do produto anunciado no varejo, será acelerada a partir de fevereiro. A meta, segundo Petrônio Corrêa, presidente do Cenp, é concluir as negociações dentro de três meses.

A avaliação de modelos de remuneração variável - adotados por agências do porte de DraftFCB, McCann Erickson e Africa e por empresas que figuram no topo dos rankings de maiores anunciantes do país, como AmBev, Itaú, Philips e Schincariol - está sendo feita desde agosto no Cenp. As reuniões, que eram mensais, passarão a semanais dentro de dez dias. "Desde que se respeitem as normas-padrão, não vemos problemas com a prática. Mas é preciso discutir estas e outras questões porque há regras no mercado e elas têm de ser cumpridas", diz Corrêa.

Não passar a idéia de que se esteja atropelando as regras do Cenp, que estabelece o pagamento à agência com um percentual em relação ao valor investido pelo anunciante, é uma preocupação real nas agências de publicidade. As que adotam a remuneração variável são enfáticas em destacar que a prática não substitui as normas do Cenp. "O Cenp determina a remuneração sobre o total investido em mídia mas, nem sempre a propaganda é a melhor solução para um cliente. Por outro lado, temos que manter nossas equipes e isso exige fluxo de caixa", afirma Márcio Santoro, vice-presidente da agência Africa.

A agência, que faz parte do grupo ABC (ex-Ypy), adotou um modelo engenhoso para não deixar o caixa vazio. O ponto de partida do cálculo é o total que o cliente pretende investir em compra de espaço publicitário durante todo o ano. Divide-se esse valor por doze e a agência recebe mensalmente o resultado dessa conta. "Ao final do exercício, fazemos o acerto do que foi a mais ou a menos", diz Santoro. "Com a medida, a Africa não fica dependente do trabalho de mídia e pode manter sua equipe de trabalho sem nenhum sobressalto". A Africa tem cinco anos de mercado e uma lista de 11 clientes (Nivea, Vale do Rio Doce, Brahma, Vivo, Mitsubishi, Itaú e Parmalat são alguns deles).

Pelo menos 10% dos 35 clientes da McCann Erickson do Brasil já estão usando algum tipo de fórmula alternativa para remunerar o trabalho da agência, além do modelo básico sobre o valor investido em mídia. Com sede nos Estados Unidos, a agência importou e adaptou ao mercado brasileiro métricas de desempenho para servirem de parâmetro a seus clientes. "Hoje dispomos de uma série de premissas: os resultados econômicos do nosso cliente, sua participação de mercado, a lembrança da marca junto ao consumidor", diz Olga Moroy, executiva-chefe da área financeiro da McCann Erickson do Brasil.

Segundo ela, os percentuais definidos pelo Cenp - que variam de acordo com o total investido pelo anunciante na compra de espaço publicitário - não vão deixar de existir. Até porque, lembra Olga, é este sistema que cobre os custos da agência com a produção de um comercial para a TV, um anúncio para rádio, revistas ou jornais. "Mas quando se adota a remuneração variável está se premiando o resultado excedente, como fazem as grandes empresas ao conceder bônus por desempenho a seus executivos", explica ela.

Embora a fórmula esteja ainda num estágio inicial, já é possível verificar aumento na receita da agência. O próximo passo na McCann será a contratação de um diretor de Retorno sobre o Investimento, que mede a taxa de retorno sobre o capital investido. "É um profissional comum nas agências americanas e no Brasil vai nos ajudar a aprimorar o sistema de remuneração variável".

Mas o modelo de remuneração variável ainda tem um longo caminho a percorrer antes de virar prática comum no mercado brasileiro. De um lado, há uma negociação muito mais delicada entre agências e clientes que passa por abertura de informações estratégicas que nem sempre o anunciante está disposto a mostrar. "A agência tem de ter acesso e acompanhar dados de distribuição, formação de preço, força de vendas, e até política de investimentos de médio e longo prazo do cliente. E nem sempre o cliente quer tamanha intimidade", afirma João Fernando Vassão, sócio-diretor da agência GP7. "Para dar certo, a remuneração variável tem de ser uma política de portas abertas para não gerar frustrações", observa Vassão.

Frustração que alcançou a agência Loducca, também do grupo ABC. Segundo Celso Loducca, presidente da agência, além da remuneração com base nos investimentos do cliente em mídia, o acordo previa um bônus por meta de venda. "Ao final do período, o cliente disse que não tinha alcançado a meta e não recebemos um tostão a mais. Sabe quanto faltou vender para alcançar a tal meta? Uma unidade", recorda Loducca, com ar desconfiado.

Em 2004, no auge da guerra das cervejas, a Schincariol estava animada com os resultados iniciais da campanha "Experimenta", lançada no final de 2003 por sua então agência de publicidade, a Fischer América. A cervejaria queria maximizar os investimentos de R$ 180 milhões que faria em marketing naquele ano, e o plano de maximização contemplou a concessão de um bônus extra para a agência sobre cada ponto percentual conquistado, segundo conta um ex-executivo da cervejaria. "Não deu certo porque o mercado cervejeiro é muito complexo e a medição de participação de mercado era muito deficiente na principal praça da marca Nova Schin, que é o Nordeste", lembra a fonte.

Para Sérgio Guerreiro, sócio da consultoria SPGA, especializada em mercado publicitário, novas formas de remuneração de agências são ainda incipientes no Brasil mas a tendência, diz ele, é de se caminhar rapidamente para modelos mais modernos de negociação. Ele ressalva que é preciso evolução também pelo lado dos anunciantes. "Poucos clientes conhecem realmente os custos de sua agência e sem esse conhecimento é muito difícil pagar o preço justo", afirma Guerreiro. Ele lembra que existem até casos em que o departamento de marketing do anunciante repassa ao seu departamento de compras a estratégica missão de negociar com a agência de publicidade. "O setor de compras entende de parafuso, formulário contínuo e sua principal missão é jogar os preços para baixo. Cuidar de marketing é para quem entende publicidade como estratégico, não como custo".

Mais...

Google mira nos grandes anunciantes

André Borges
Publicado pelo
Valor Online em 23/01/08

Esteban Walther, diretor de verticais para América Latina; Gustavo Gasparini; gerente de indústrias verticais no Brasil; e Andreas Huettner, diretor para os setores automotivo e de viagens: somos mais que vendedores de palavras
Foto Anna Carolina Negri/Valor


Sexo, jogos e... Detran. Com alguma surpresa, essas três palavras são as líderes de audiência na internet brasileira. Em 2007, os termos figuraram entre os dez mais pesquisados na página do Google no Brasil. É como se, em uma comparação com a TV, esses três assuntos fossem "o horário nobre" da programação, ou seja, aquele que atrai mais público e, por conseqüência, representa o tempo mais caro e disputado para anúncios de publicidade. Na internet, essa audiência abre espaço para mais interpretações.

O Google, hoje uma companhia avaliada em mais de US$ 170 bilhões, transformou-se no que é não apenas por firmar-se como o principal serviço de busca na maioria dos países, inclusive nos Estados Unidos, mas principalmente por encontrar uma maneira eficiente de ganhar dinheiro com isso: a empresa especializou-se na venda de palavras.

No jargão do setor, é o que se conhece por link patrocinado, um pequeno anúncio com poucas linhas de texto que costuma aparecer ao lado do resultado da busca de uma palavra qualquer, como automóvel ou pizza. Tão simples, o negócio deu um nó no mercado publicitário. Empresas como Google, Microsoft e Yahoo - para citar os principais donos dos serviços de busca - jogam com todos os verbetes do dicionário. São milhares de palavras que remetem a propagandas assim que os termos são digitados. Esse mundo das palavras já era bem explorado entre os pequenos anunciantes, mas o Google quer, agora, estender o negócio às companhias que detém os maiores orçamentos publicitários do país.

Da Europa, a empresa trouxe para o Brasil o catalão Esteban Walther, que nos últimos dois anos cuidou da estruturação de equipes de consultoria para venda de publicidade do Google. A partir de São Paulo, Walther vai liderar a montagem de times setoriais do Google na América Latina. A proposta, já adotada nos Estados Unidos, é ter gente especializada em diferentes setores, como finanças, telecomunicações, automotivo, entretenimento e varejo. Com essas equipes, o Google fará algo até agora inédito a suas operações no país: vai bater na porta do anunciante para vender consultoria de anúncios. "Não vendemos mais apenas palavras", comenta Walther. "Oferecemos conhecimento de mercado, estudos de caso para cada campanha."

Nos próximos meses, a empresa deve formar equipes para atender a cerca de uma dúzia de verticais. O serviço de consultoria, segundo Walther, não terá qualquer custo para o anunciante. Ao montar uma estratégia de anúncios para grandes companhias, o Google aposta no volume de propaganda que essas empresas podem gerar.

Para tocar os projetos de verticais no Brasil, o Google acaba de contratar Gustavo Gasparini, executivo que traz na bagagem seis anos de consultoria na Booz Allen Hamilton. Também vai liderar o projeto Andreas Huettner, que veio do Google na Alemanha para ser diretor de vendas dos setores automotivo e de viagens.

As equipes, segundo Gustavo Gasparini, trabalharão próximas às agências de publicidade dos anunciantes. Desde o ano passado, o Google tem feito encontros com agências para detalhar seus recursos. Gasparini não fala em número de contratações, mas a idéia é que algumas dezenas de pessoas entrem para o time de consultores.

A preocupação em atrair as grandes companhias não se dá por acaso. Hoje, a massa de anunciantes do Google é formada basicamente por negócios de pequeno e médio portes, além de microempresas. Não é difícil encontrar entre os anunciantes links de uma peixaria ou de um artesão autônomo, por exemplo. Mas também já há espaço para companhias como Bradesco, Credicard e Kibon.

Atualmente, a venda de links é completamente automatizada. O negócio funciona como um leilão. O cliente acessa o site, escolhe as palavras-chave de seu interesse e direciona seu link para quem buscar o termo. O diferencial é que este anunciante só pagará pela propaganda se o internauta clicar nela. Outra particularidade é que o preço de cada palavra fica em aberto, isto é, o próprio usuário é quem decide o valor total que irá anunciar e quanto pagará por cada palavra. O que determina se seu anúncio sai na frente de outro é uma combinação de fatores como o preço que ele decidiu pagar para ter seu link vinculado àquela palavra e, principalmente, a relevância de seu conteúdo para a busca do usuário, determinada por filtros do site. Isso significa que um anunciante que pagou menos por um termo pode sair na frente de outro que gastou mais, mas teve relevância menor.

Agora, com uma abordagem direta ao mercado, o Google quer ampliar as possibilidades de alcance e de resultado da propaganda na web. "Vamos revirar o conceito de marketing nesse país", diz Huettner. Na lista de desafios do Google está a tarefa de convencer o anunciante de que, em meio aos 40 milhões de internautas brasileiros, há consumidores para tudo, não apenas aqueles interessados em temas como relações amorosas, joguinhos eletrônicos ou o pagamento do IPVA.

Mais...

Você é um ‘‘E-MALA‘‘?

Christian Barbosa
Publicado pelo
Portal HSM On-line 22/01/08

Que o e-mail é um grande problema corporativo ninguém precisa duvidar, mas você já parou para observar que têm algumas pessoas no ambiente corporativo que tem hábitos nada produtivos com e-mails e que fazem a situação piorar? Em uma recente pesquisa que conduzimos, descobrimos que o brasileiro gasta em média 3 horas por dia para lidar com seus e-mails, o que é muito tempo e que pode ser muito mal aproveitado se as pessoas ao seu redor não se conscientizarem em adotar bons hábitos para lidar com eles.

Mas será que você é a pessoa que tem maus hábitos de e-mail na empresa e acaba gastando tempo à toa de seus colegas por causa disso? Se você se encaixar no perfil abaixo, pode se colocar no papel de E-MALA!!! Veja abaixo alguns sintomas clássicos do e-mala. Caso você não se encaixe no perfil, encaminhe para os colegas, pois quem sabe alguém não melhora?

Mister urgência – Se todos seus e-mails são para ontem, se tudo que você manda é imediato e precisa ser feito agora, se você liga depois de enviar um e-mail e se pergunta se a pessoa viu seu e-mail urgente, existe algo errado com seu planejamento pessoal e sua rotina diária.

Caixa de entrada lotada – Todo e-mala possui mais de 100 e-mails na caixa de entrada. Em geral é a pessoa que vive comentando que não recebe os e-mails dos outros, que pede informações que chegaram no e-mail mas ele não sabe pois não leu ainda. É comum também demorar um tempão para achar uma mensagem no meio de tantos e-mails não lidos ou mal organizados.

Copia todos – É sempre melhor que todos fiquem sabendo do assunto do que apenas um, certo? Talvez lá na escola você adorasse que todo mundo parasse para ouvir suas histórias, não é? Em geral também gosta muito de responder a todos, pois é o botão maior no outlook e ele sempre salta no seu clique.

Assuntos bizarros – O conteúdo do seu e-mail fala sobre o resultado da última reunião de diretoria, mas o assunto é algo do tipo: “O gato subiu no telhado” ou qualquer coisa do gênero. Em um e-mail o assunto deve resumir em uma frase o conteúdo do mesmo e não ser uma frase criptografada que até um hacker teria dificuldades em decifrar.

Correntes – O e-mala adora mandar correntes com frases bonitas, apresentações divertidas, vídeos engraçados, tem medo que caia sua orelha ou que Deus fique bravo com ele se a mensagem não chegar a 20 pessoas pelo menos.

E-mails sem ação – A maioria dos e-mails é composta de informações e ações que devem ser tomadas, mas o e-mala só sabe passar a informação e deixa os próximos passos indefinidos ou ambíguos.

E-mails longos – Todo e-mala tem o DNA do ”mala” clássico, que você sempre evita, que adora ficar falando horas sem ter muito o que agregar e que sempre acaba atrapalhando. Isso aplicado no e-mail cria mensagens muito extensas, sem objetividade e chatas de ler. O ideal é manter um e-mail com menos de quatro parágrafos (aproximadamente 1000 caracteres).

Estas são as características mais marcantes do e-mala, o que não significa que se você tem apenas uma ou outra característica, não possa se tornar um no futuro. Pense a respeito e evite que isso aconteça, vamos criar a campanha: DIGA NÃO AO E-MALA, ou no futuro, além do trânsito que se tornou um transtorno público em algumas cidades, estaremos reclamando também do e-mail.

Se você identificou algum e-mala em seu ambiente de trabalho, não perca tempo, encaminhe este e-mail, pois a mudança começa sempre com a conscientização. Se você recebeu este e-mail, não fique triste, quem mandou gosta de você e quer que você melhore o uso do seu e-mail!

Ajude o mundo a colocar alça nas malas! Divulgue este e-mail!

Fonte: http://www.triadedotempo.com.br/

Mais...

Fanatismos e superstições em vendas

João Baptista Vilhena
Publicado pelo
Portal HSM On-line 22/01/08

Não há dúvida que o fanatismo é algo extremamente perigoso. Pessoas fanáticas param de pensar e passam a agir de acordo com um conjunto de regras que normalmente só interessam a quem as criou ou aprendeu a manipulá-las. No campo religioso o assunto é recorrente, mas pouco se fala do fanatismo que algumas empresas têm por certas modalidades de vendas.

Como coordenador acadêmico do MBA em Gestão Comercial da FGV, recentemente tive a oportunidade de assistir à apresentação das políticas comerciais de 16 diferentes empresas. Fiquei verdadeiramente impressionado ao verificar que várias dessas organizações se tornaram fanáticas por certas práticas. Vejamos algumas:

a) Fanáticos por relacionamento – empresas que acham que só se vende se o comprador for nosso amigo. Em função disso investem verdadeiras fortunas buscando “seduzir” clientes atuais e potenciais, ao invés de se preocupar verdadeiramente em oferecer o que eles precisam;

b) Fanáticos por calendários – são empresas que acham que o mês tem que ter necessariamente 30 dias, que o fechamento de cada mês tem que ser no dia 30. Uma conseqüência comum desse tipo de fanatismo é que mais de 90% das vendas passa a se concentrar entre o dia 26 e 30 de cada mês;

c) Fanáticos pela prática pura e simples – são empresas que não investem em treinamento, não analisam as competências essenciais da sua força de vendas, enfim, que acreditam que vendedores já nascem prontos. O resultado prático são vendedores despreparados que vão ao mercado como verdadeiras aves de rapina;

d) Fanáticos por tecnologia – empresas que acreditam que a tecnologia resolve todos os problemas. Essas organizações preferem investir em tecnologia ao invés de pessoas, esquecendo-se que computadores e sistemas não fazem nada sozinhos;

e) Fanáticos por modismos – cada vez que um guru aparece com uma novidade, essas empresas mergulham nela de cabeça. Resulta disso uma total falta de foco e a completa desorientação da equipe de vendas.

Além do fanatismo, tão perigoso, também é possível identificar superstições que se instauram na cabeça de muitos gestores de vendas. Vejamos algumas:

a) Vendedores natos – muitos gestores acreditam que bons vendedores já nascem predestinados;

b) É impossível planejar em vendas – são os arautos do improviso. Gestores que sofrem daquilo que poderíamos chamar de Síndrome do Zeca Pagodinho: “deixa a vida me levar, vida leva eu”;

c) Se baixar o preço, vamos vender mais – são gestores que não conhecem nada sobre posicionamento, público-alvo, venda de benefícios. Essa talvez seja uma das mais fortes superstições em vendas;

d) Se não oferecermos o mesmo desconto a todos os clientes, eles ficarão chateados conosco – essa superstição faz com que todos os clientes sejam tratados exatamente da mesma forma. Nada mais injusto do que pensar que todos os clientes são iguais.

Poderia continuar listando outras superstições ou fanatismos, mas o importante é você fazer uma lista daqueles que são mais comuns na sua empresa. De posse dessa lista, passe a caçá-los e destruí-los impiedosamente.

Para terminar, pense se esses mitos e superstições também não se aplicam à outras áreas de sua organização.

Mais...

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Prêmio Luso-Brasileiro de Dramaturgia lembra obra do Padre Antônio Vieira

Publicado no site do Ministério da Cultura em 22/01/08

O prêmio, no valor de 15 mil euros, selecionará textos teatrais sobre Antônio Vieira. As inscrições, até 31 de março, serão avaliadas pela Funarte e Instituto Camões

A brasileira Fundação Nacional de Artes (Funarte) e o Instituto Camões, de Portugal, abriram as inscrições para o Prêmio Luso-Brasileiro de Dramaturgia Antônio José da Silva, que receberá propostas até 31 de março. O prêmio seleciona textos teatrais originais de todos os gêneros, escritos em língua portuguesa por dramaturgos brasileiros e portugueses.

O texto vencedor será editado em livro e encenado no Brasil e em Portugal. O autor receberá 15 mil euros. Nesta segunda edição do Prêmio, os textos concorrentes devem se inspirar na obra de Padre Antônio Vieira, informou a Funarte.
“O objetivo do Prêmio Luso-Brasileiro de Dramaturgia é incentivar a escrita dramática em todos os gêneros (teatro para adultos, para a infância e juventude, entre outros) e o aparecimento de novos dramaturgos de língua portuguesa, reforçando a cooperação cultural entre Brasil e Portugal”, explica a Funarte.

Na primeira fase, quatro peças brasileiras e quatro portuguesas são selecionadas por uma comissão de jurados de cada país. As oito peças são analisadas por um novo júri, composto por brasileiros e portugueses, que elege o texto contemplado.

A escolha do tema desta edição se deve ao quarto centenário de nascimento de Padre Antônio Vieira, comemorado em 2008. Nascido em Lisboa, Portugal, o jesuíta morou por grande parte de sua vida no Brasil, onde defendeu os direitos humanos dos povos indígenas e escreveu sermões que se tornaram obras de referência para o barroco brasileiro. Padre Antônio Vieira morreu em Salvador, na Bahia, em 1697.

Vencedora da primeira edição do Prêmio Antônio José da Silva, a peça “A minha mulher”, escrita pelo português José Maria Vieira Mendes, foi encenada em Portugal e no Brasil, e segue em 2008 para Espanha e Escócia. No Brasil, “A minha mulher” fez parte da programação de inauguração dos novos espaços da Funarte em São Paulo, onde lotou uma das salas do complexo cultural por duas noites, em novembro de 2007. Em seguida, a peça viajou para Salvador e Rio de Janeiro.

O dramaturgo Antônio José da Silva nasceu no Rio de Janeiro em 1705. Embora tenha sido um dos autores mais encenados em Portugal no século 18, foi perseguido e preso pela Inquisição, por sua origem judaica. Escritor prolífico, produziu sátiras com críticas à sociedade portuguesa, que ficaram conhecidas por seus contemporâneos como “a obra do Judeu”. Foi estrangulado e queimado num auto-de-fé em Lisboa, em outubro de 1739.

Veja aqui o Edital.

Faça o download da ficha de inscrição.

Mais...

Mídia digital à prova de recessão

Publicado pela HSM Online em 21/01/08

No meio de expectativas negativas com relação às mídias tradicionais, os meios digitais dão sinal de vitalidade: veja o porquê. Parece não haver dúvidas de que a economia norte-americana viverá uma recessão neste ano de 2008. Embora os analistas acreditem que não será algo catastrófico, a queda do nível de atividade da economia dos Estados Unidos certamente afetará os orçamentos de mídia naquele mercado – com conseqüências, claro, para o resto do mundo.

Muitas pesquisas divulgadas nestes primeiros dias do ano expressam pessimismo com relação aos investimentos em mídia. Os principais bancos de investimentos de Wall Street, como Goldman Sachs e Sanford Bernstein, expressam preocupações sobre os desempenhos de redes de televisão, estação de rádio e jornais – mas poupam os meios digitais das previsões pessimistas.

Os bancos apontam uma queda de faturamento que pode chegar a 20% para empresas do porte da CBS. Outros gigantes como a Disney também não devem ter um ano dos mais promissores.

No entanto, todas as previsões apontam crescimento nos segmentos de mídia digital em geral, seja internet, mobile marketing ou games. Se isto acontecerá no mercado americano, as probabilidades de que algo parecido também ocorra aqui no Brasil são bem factíveis.

JumpExec analisa aqui o porquê das mídias digitais parecerem imunes à recessão:

Segmentação
Num momento onde os investimentos em mídia tendem a se retrair, a busca por retorno garantido e eficácia fica ainda mais decisiva. Ora, um dos principais pilares do marketing digital é exatamente a premissa da segmentação – campanhas que atingem o prospect correto, na hora certa, e no lugar certo. Ou seja, o investimento mais oportuno para momentos de “pouco dinheiro em caixa”.

Riscos reduzidos
Maior eficácia significa menos custos, e, portanto, menos risco. Afinal, para quê investir uma quantia num meio que não oferece um retorno tão garantido e controlado, num momento de retração de investimentos?

Viralidade e convergência
Um banner, um vídeo no YouTube, um e-mail marketing podem ser repassados ou indicados para outras pessoas além daquelas às quais a campanha é direcionada, gerando um alcance maior e aumentando assim o retorno do investimento. Claro que não se pode contar com um aumento imediato de vendas apostando apenas nisso, mas num tempo de vacas magras, com budgets restritos, por quê não ser otimista?

Parece, então, que a mídia digital é o melhor dos mundos. Você investe o pouco que tem e obtém um retorno positivo que jamais esperaria. Mas, um momento: você precisa pensar na estratégia digital, senão você perderá dinheiro mesmo fazendo marketing digital. Então, vale a pena prestar atenção nessas dicas:

Definir claramente o papel da mídia online em seus objetivos de marketing
Você precisa otimizar seu orçamento – então, seja claro: o que você quer que as campanhas de banners, o marketing viral ou mesmo o mobile marketing façam por você? Estude bem cada possibilidade e ajuste seus investimentos. Aumento de cadastro, promoções específicas para um produto? Cada necessidade implica numa ação de marketing mais adequada.

Pesquisar quais veículos são os mais adequados
Depois da definição de objetivos, escolha os veículos. Os budgets online precisam ser construídos a partir de um objetivo principal. Desenvolva critérios de avaliação que lhe ajudarão a determinar a quantidade de ações necessárias para atingir uma escala desejável. Balanceie os investimentos em cada veículo, analise se é mais negócio anunciar em mais de um portal ou investir somente em links patrocinados, por exemplo. E, claro, fique atento às métricas de cada ação: elas certamente lhe mostrarão, preto no branco, o que está funcionando e também podem mostrar o caminho para prováveis correções de rota a tempo de evitar perdas– o que é essencial nos tempos atuais.

Pesquise o mercado
Custo e eficiência são os dois fatores mais importantes para se definir a parte online de um orçamento de mídia. Pesquise o mercado no qual você está propenso a investir em mídia online, obtenha relatórios dos institutos de pesquisa para saber os números de conversão de vendas online dentro do público a ser atingido e os compare com os números de conversão de outras mídias. Desta forma, você terá condições de elaborar um orçamento equilibrado.

Fique atento às novidades
Apesar do conservadorismo que é necessário adotar em momentos onde os orçamentos não são tão exuberantes, saiba que a mídia digital é veloz, volátil e mutante, não importa se há recessão ou não. Acompanhe o que seus concorrentes estão fazendo, verifique o desempenho destas campanhas, faça benchmarking. Assim, você se habilita a conseguir resultados ainda mais expressivos nos momentos em que a economia anda mais depressa.


Fonte: Maristela Alves
JumpExec News
21/01/2008



Mais...

AT&T anuncia contribuição de US$ 50.000 em suporte à competição do Programa Junior Achievement

Publicado pela HSM Online em 21/01/08

A AT&T Inc. anunciou uma contribuição no valor de US$ 50.000 em suporte ao programa Junior Achievement para o desenvolvimento da competição dirigida a alunos da área de negócios, com o título de “A segunda competição, realizada na América Latina, do programa de tomada de decisões empresariais, o Empreendedor Latino”, a ser realizada no México, Brasil e Argentina.

O objetivo desta competição é conferir suporte ao desenvolvimento de futuros líderes empresariais, através de treinamento prático, baseado em software que simula condições de mercado e proporciona aos alunos a experiência de como dirigir uma empresa e como tomar as decisões implicadas.

No segundo trimestre de 2008, mais de 1.500 alunos vão participar da competição, que será realizada através da Internet, usando o software Management and Economic Simulation. Este programa de software reproduz tendências e condições de mercado, à medida que estas são influenciadas pelas decisões tomadas pelos participantes da prova. Durante o processo, os participantes aprendem como funciona o mercado e obtêm a experiência, em primeira mão, de situações com que poderão se defrontar na vida profissional real.

Os estudantes da América Latina com bom conhecimento em administração de empresas terão a oportunidade de colocar em prática o que aprenderam na escola, entender como se pode usar tecnologia como uma ferramenta de estudo e desenvolver sua capacidade de tomar decisões, assim como incentivar o trabalho em equipe e o desenvolvimento de estratégias por meio de Simulações.

“Junior Achievement sente-se grato por esta relação que mantém com a AT&T, tornando possível dar continuidade a esta útil experiência para jovens estudantes, possibilitando o entendimento dos aspectos econômicos da vida real”, disse Jaime Santibañez, diretor executivo do programa Junior Achievement no México. “Esta contribuição nos ajudará a proporcionar a jovens alunos na América Latina, um maior entendimento das oportunidades de negócios que o mundo pode trazer-lhes no futuro”.

“A AT&T reconhece o papel importante que o programa Junior Achievement desempenha no preparo de jovens, com foco em suas transformações em futuros líderes empresariais, e sente-se grata em poder dar suporte a seus esforços e compromissos, visando influenciar as vidas de jovens estudantes na América Latina”, disse Andrea Messineo, vice-presidente da AT&T na região do Canadá, Caribe e América Latina.


Fonte: Gaspar & Associados Comunicação Empresarial 21/01/2008

Mais...

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Um livro para ser visto

Daniel da Hora
Publicado pelo Update or Die em 20/01/08


A NASA - agência espacial americana - tem patrocinado uma série de produções bibliográficas importantes e, de vez em quando, nos brinda com alguns projetos bastante ousados e outros, ainda, com um approach muito particular. É o caso do novo lançamento ‘Touch the Invisible Sky’, livro de sessenta páginas apresentado último dia 15 que traz, além de fotos das principais nebulosas já estudadas, galáxias e estrelas, várias páginas impressas com vernizes, texturas e relevos, delegando ao material uma experiência além da simples leitura dos textos ou da visualização das imagens. Para completar a experiência sinestésica, o livro possui a descrição das imagens também disponibilizada em Braille e alguns textos em fontes de corpo maior que o normalmente usado 12, para que ‘leitores’ com acuidades visuais diversificadas pudessem desfrutar do livro em pé de igualdade.

Como o título do livro sugere, algumas das fotos são tiradas com exposição muito longa, o que amplia a sensação de ‘ver’ aquilo ‘que não pode ser visto’ normalmente. Escrito pela especialista em acessibilidade Noreen Grice, com colaboração de Simon Steel e Doris Daou, estará disponível para centros e ONGs que tratam das questões ligadas à visão, bem como nas bibliotecas do Congresso Americano, da Federação Nacional para Cegos (EUA) e na da NASA.

Mais...

domingo, 20 de janeiro de 2008

Pangea Day - Um filme pode mudar o mundo?



Pangea Day taps the power of film to strengthen tolerance and compassion while uniting millions of people to build a better future.

In a world where people are often divided by borders, difference, and conflict, it’s easy to lose sight of what we all have in common. Pangea Day seeks to overcome that – to help people see themselves in others – through the power of film.

On May 10, 2008 – Pangea Day – sites in Cairo, Dharamsala, Kigali, London, New York City, Ramallah, Rio de Janeiro, and Tel Aviv will be videoconferenced live to produce a 4-hour program of powerful films, visionary speakers, and uplifting music.

The program will be broadcast live to the world through the Internet, television, digital cinemas, and mobile phones.

Of course, movies alone can’t change the world. But the people who watch them can. So following May 10, 2008, Pangea Day organizers will facilitate community-building activities around the world by connecting inspired viewers with numerous organizations which are already doing groundbreaking work.

Mais...

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Chamada pública para seleção de projetos de prevenção da co-infecção tuberculose/HIV/Aids no Brasil

Do site da Fundação Ataulpho de Paiva

A Fundação Ataulpho de Paiva torna público o convite a Organizações da Sociedade Civil sem fins lucrativos para apresentar propostas de execução de ações na área de co-infecção tuberculose/HIV/Aids, nas seguintes regiões metropolitanas: Baixada Santista, Belém, Belo Horizonte, Fortaleza, Manaus, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Luiz e São Paulo. Poderão ser selecionados até 11 projetos, para repasse de recursos no valor de até R$ 30 mil cada.

Mais informações no site da Fundação (http://www.bcgfap.com.br/, pelos dos telefones 21- 2240.0578 e 2524.1645 ou do e-mail: secglobal@bcgfap.com.br.

Arquivos para download:
Chamada_Publica_para_OSC_versao_final_para_publicacao.doc (Formato: DOC Peso: 101Kb)Anexo_da_Chamada_Publica_para_OSC.doc (Formato: DOC Peso: 66Kb)
Formulario_de_projetos.doc (Formato: DOC Peso: 1450Kb)

Mais...

Bradesco lança cartão de crédito com plástico reciclável

Publicado pelo Portal Exame em 18/01/08

O banco Bradesco acaba de lançar o primeiro cartão de crédito produzido em plástico reciclado do mercado brasileiro. A matéria-prima é proveniente de garrafas pet descartáveis. Com bandeira Visa, este cartão integra o conjunto de produtos financeiros sustentáveis do Bradesco e tem o objetivo de apoiar os esforços de preservação da floresta amazônica.

Parte da receita resultante da venda desses cartões será revertida para financiar as atividades da Fundação Amazonas Sustentável, uma parceria do governo amazonense com o Bradesco.

A Fundação, presidida pelo ex-ministro Luiz Fernando Furlan, é responsável pela gestão do programa Bolsa Floresta, que prevê o pagamento de R$ 600 por ano para as famílias que vivem nas unidades de conservação, áreas onde as comunidades têm o compromisso de atuar na preservação das florestas. Atualmente, são 4 mil famílias beneficiadas, mas o objetivo é chegar a 10 mil famílias até o final do ano.

Além deste cartão com apelo amazônico, o Bradesco mantém outro produto semelhante em parceria com a Fundação SOS Mata Atlântica, cuja receita apóia o reflorestamento desse sistema.
Títulos de capitalização e o ecofinanciamento são dois outros exemplos de produtos financeiros administrados pelo Bradesco voltados para o apoio da preservação das florestas brasileiras. No caso do ecofinanciamento, cada veículo financiado representa o plantio de mudas de árvores, ajudando a neutralizar as emissões.

Mais...

Inscrições abertas para o Revelando os Brasis Ano III

Publicado pela Agência Petrobrás em 17/01/08

Estão abertas até o dia 28 de março as inscrições para o Concurso de Histórias do Revelando os Brasis Ano III. O projeto tem como objetivo viabilizar a produção de vídeo digitais nas pequenas cidades brasileiras. Serão selecionadas 40 histórias que depois serão transformadas pelos seus autores em um filme com duração de 15 minutos. A iniciativa é uma parceria entre a Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura e o Instituto Marlin Azul, com patrocínio da Petrobras.

Para participar, é preciso ter mais de 18 anos e ser morador de município com até 20 mil habitantes. Podem ser inscritas histórias reais (baseadas em fatos históricos, personagens e tradições populares) ou de ficção. Os autores selecionados participarão de oficinas preparatórias de roteiro, direção, produção, fotografia, som, edição, direção de arte, mobilização cultural e direitos autorais, no Rio de Janeiro, com todas as despesas pagas pelo projeto. Na etapa seguinte, eles contarão com o apoio da estrutura de produção oferecida pelo Revelando os Brasis para realizar os vídeos. De acordo com levantamento divulgado em 2007 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil possui 5.568 municípios; desses, 4.006 têm até 20 mil habitantes.

Nas duas primeiras edições do projeto, entre 2004 e 2006, foram produzidas 80 obras, entre ficções e documentários. Depois de finalizados, os vídeos são apresentados em suas comunidades através do Circuito Nacional de Exibição, que leva uma tela de cinema para os municípios. As produções também são exibidas no Programa Revelando os Brasis, que vai ao ar pelo Canal Futura. A partir de 2008, os vídeos do projeto serão lançados em DVD com distribuição gratuita entre organizações sociais e culturais, bibliotecas, universidades e cineclubes de todo o Brasil.

O regulamento e a ficha de inscrição estão disponíveis nos sites http://www.revelandoosbrasis.com.br/ e http://www.cultura.gov.br/. A partir de fevereiro, o regulamento e a ficha também poderão ser retirados nas agências e postos de atendimento dos Correios e do Banco do Nordeste. Mais informações no Instituto Marlin Azul pelo telefone (27) 3327-2751 ou através do e-mail revelandoosbrasis@gmail.com.

Nota: Hoje o regulamento não está disponível no link do site, apenas a ficha de inscrição. Também não é possível entrar em contato ou preencher o cadastro para receber a newsletter no site - ambos os formulários dão erro...

Mais...

Seleção pública da Petrobras recebe 6485 inscrições de projetos sociais

Publicado pela Agência Petrobrás em 15/01/08

A primeira edição do Programa Desenvolvimento & Cidadania Petrobras recebeu 6485 inscrições de projetos sociais de todo o país candidatos a patrocínio. O número de inscrições nesta primeira edição do novo programa social é recorde. Ele representa um crescimento da ordem de 43,6% em relação aos 4517 projetos cadastrados, em 2006, no Programa Petrobras Fome Zero, já encerrado.

A companhia vai destinar, em 2008, R$ 27 milhões ao patrocínio de iniciativas de Responsabilidade Social via seleção pública. O valor de patrocínio a cada projeto selecionado não poderá ultrapassar R$ 690 mil, pelo período de um ano. O valor é destinado à implantação e ao desenvolvimento do projeto contemplado. Se necessário, a companhia avaliará a possibilidade de o apoio ser estendido por até 24 meses.

Detalhes das inscrições
Dos projetos inscritos na seleção pública, 5708 têm abrangência estadual. São Paulo, com 921 iniciativas; Rio de Janeiro, com 718; Minas Gerais, com 530; Bahia, com 511, e Rio Grande do Sul, com 449, são os estados que mais apresentaram projetos. Os de menor participação são Amapá, com 24; Acre, com 31; Roraima, com 34; Rondônia, com 51, e Distrito Federal, com 66. Todos os estados estão participando da seleção pública.

Nos projetos de abrangência regional, o Sudeste, com 125, tem a maior quantidade de iniciativas candidatas ao patrocínio social da Petrobras. Nordeste, com 77, e Sul, com 75, estão praticamente empatados. O Centro Oeste, com 40, e a região Norte, com 34, encerram a lista das iniciativas nessa categoria. Outros 202 projetos de abrangência nacional também disputam o apoio da companhia para desenvolvimento de projetos sociais.

Próximos passos
Clique aqui para fazer a divulgação pública dos resultados do processo seletivo até o final do mês de maio de 2008, pela imprensa.

Estão concorrendo projetos em andamento, ou em fase de planejamento, que tenham como foco uma das seguintes linhas de atuação:
• Geração de Renda e Oportunidade de Trabalho;
• Educação para a Qualificação Profissional;
• Garantia dos Direitos da Criança e do Adolescente.

Mais...

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Portal interativo promove acesso a informações públicas

Do release da entidade
Publicado pelo Observatório da Imprensa em 15/01/08


A Article 19 tem o prazer de anunciar o lançamento, em 11 de janeiro de 2008, de um portal interativo sobre o acesso a informações públicas no Brasil. Pelo site LivreAcesso.net, organizações da sociedade civil e indivíduos poderão trocar informações e coordenar esforços para promover o direito de acesso a informações públicas no país.

A Constituição Federal brasileira garante um direito amplo de acesso à informação. Mas o Brasil ainda não tem uma legislação federal que regulamente um regime de acesso universal às informações públicas – detalhando prazos, responsabilidades e procedimentos para a divulgação de informações.

A ausência de um marco legal facilita a irresponsabilidade e a negligência dos órgãos públicos na divulgação de informações relevantes, com consequências sérias para a abertura e a prestação de contas governamental. O acesso à informação é imprescindível para que a população possa acompanhar o trabalho de instituições públicas e cobrar a responsabilidade de agentes públicos em casos de corrupção. O acesso limitado a informações também impede ou dificulta a participação dos cidadãos na formulação de políticas públicas.

Como estratégia para enfrentar essa situação, o portal LivreAcesso.net divulga a importância do acesso à informação para o funcionamento responsável, transparente e eficiente das instituições públicas no Brasil. O portal reúne dados importantes sobre a situação do acesso a informações no país, direitos dos cidadãos e deveres dos órgãos públicos, projetos de normas para a área e exemplos de iniciativas de promoção da transparência do Estado. O usuário interessado poderá obter um modelo de requerimento para solicitar informações.

O portal traz seções sobre participação pública, controle social, combate à corrupção e liberdade de expressão. O debate é enriquecido com materiais multimídia, como podcasts e vídeos, além de entrevistas, artigos e notícias. O LivreAcesso.net é construído no formato Wiki, uma ferramenta participativa por meio da qual organizações parceiras podem contribuir diretamente com o conteúdo do site.

Por meio deste novo portal, a Article 19 espera contribuir para o surgimento de um regime efetivo de acesso a informações públicas no Brasil.

Editores
Para mais informações, favor entrar em contato com Paula Martins (paula@article19.org ou 55 11 3057 0042)

A Article 19 é uma organização de direitos humanos independente que trabalha em diversos países na proteção e promoção da liberdade de expressão e do direito à informação. Seu nome vem do artigo 19 da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que garante a liberdade de expressão.

Mais...

Economia solidária contra o desemprego

Mario Osava
Publicado pela IPS em 15/01/08


A Companhia Agrícola Harmonia se converteu na maior empresa solidária de autogestão no Brasil. Oferece emprego a 4.300 famílias que exploram 26 mil hectares, tendo como centro a produção açucareira em 48 usinas.

Quando a empresa entrou em crise, em 1993, a reação inicial foi a usual: defender as indenizações e outros direitos dos 2.300 trabalhadoras demitidos. Dois anos depois, os sindicatos optaram por outro caminho.

O objetivo foi recuperar os empregos perdidos e manter os demais em uma atividade vital para a economia de Catende, no interior de Pernambuco. Pediram a falência dos proprietários e assumiram sua gestão, sob controle judicial, para recuperar a produção de açúcar e diversificar a atividade agrícola e industrial. A área de canaviais e uma diversificada agricultura familiar se estendem a cinco municípios.

Produzir açúcar nesta região “custa um pouco mais do que em São Paulo”, Estado que concentra mais da metade da produção nacional, mas “nosso modelo torna viável o projeto”, disse à IPS Lenivaldo Lima, assessor técnico da Catende-harmonia. O comentário de Lima se refere ao modelo de economia solidária, cooperativo e de autogestão, com boa parte dos trabalhadores da cana e das usinas também dedicados ao cultivo de mandioca, frutas, milho, batatas e, inclusive, á pecuária, “em um regime familiar articulado com cooperativas”.

A topografia local não permite a colheita mecanizada como em São Paulo, mas garante um número maior de empregos, “cumprindo o objetivo de inclusão social” e de melhor distribuição da renda, que fica nos municípios e dinamiza a economia, destacou Lima. Catende-Harmonia representa um excelente exemplo de empresas privadas quebradas e recuperadas por seus trabalhadores, que já somam cerca de 200 no Brasil, segundo Fábio Sanches, secretário-adjunto de Economia Solidária do Ministério do Trabalho.

Este setor compreende aproximadamente 22 mil empreendimentos de economia solidária (EES), que dão trabalho a quase dois milhões de pessoas, segundo dados oficiais. É pouco em um pais com mais de 188 milhões de habitantes, metade deles em idade economicamente ativa, mas se trata de algo novo e em rápida expansão, disse Sanches á IPS. Os EES, núcleos de gestão coletiva em atividades produtivas, de serviços ou crédito popular, surgiram no Brasil nos anos 80, diante da “crise do trabalho assalariado, com grande aumento do desemprego e das ocupações precárias”, acrescentou.

A pequena agricultura é a atividade fundamental. Mas, a pesca, o artesanato, a exploração florestal, a mineração, as pequenas indústrias, a reciclagem de lixo, o comércio e outros serviços, como as cooperativas de crédito, também têm seu espaço no setor. Incentivados por sindicatos e organizações não-governamentais, os EES receberam um forte impulso em 2003 com a criação da Secretaria de Economia Solidária e do Fórum Brasileiro de Economia Solidária, em um processo favorecido pelo Fórum Social Mundial, que teve seus primeiros encontros (2001 e 2003) em Porto alegre.

A secretaria busca ampliar o acesso dos EES ao conhecimento, ao mercado e aos capitais. Ocupa-se da capacitação em gestão, de tecnologias apropriadas e assistência técnica, férias e regulamentação do comércio justo, facilidades para compra de equipamentos e outros meios necessários para desenvolver o trabalho. A principal conquista foi a “institucionalização de uma política pública para o setor”, afirmou Sanches. A “utopia” dos ativistas é que a economia solidária tenha no futuro uma participação hegemônica na vida econômica e social, acrescentou.

Um dos principais objetivos é colocar “o ser humano como sujeito e finalidade da atividade econômica, em lugar do acúmulo privado de riqueza”, segundo o Fórum, criado por ONGs, universidades, gestores públicos e movimentos sociais. “É uma alternativa ao modo capitalista de organizar as relações sociais”, destacou Sanches. Para Lima, as iniciativas solidárias no Brasil começaram “pela luta contra o desemprego”. Porém, elas “mudam a visão de mundo dos trabalhadores que antes apenas queriam um salário”, e agora valorizam uma melhor qualidade de vida, com mais segurança e controle de seu destino, acrescentou.

Entretanto, trata-se de um setor limitado, que deve ser visto como uma alternativa entre muitas, com uma visão ampla de “inclusão produtiva’ em um pais onde aproximadamente metade da população “está excluída” do sistema, disse á IPS o economista Ladislau Dowbor, professor da Universidade Católica de São Paulo, especialista em planejamento e gestão descentralizada. E esses excluídos “não são pessoas desinformadas”, mas gente consciente da situação, “que exerce pressões”, ressaltou.

O gigantesco desafio de incluir no processo de desenvolvimento quase cem milhões de pessoas exige considerar subsistemas que se articulam, como o terceiro setor (a sociedade civil organizada), as políticas de apoio ao desenvolvimento local, economias não monetárias e o voluntariado, disse Dowbor. O economista afirmou que devem ser adotados indicadores da riqueza que não se limitem ao cálculo do produto interno bruto (PIB), porque há atividades de resultados “espetaculares” e pouco valor monetário.

É o caso da Pastoral da Infância, que mobiliza mais de 300 mil assistentes no País e reduziu consideravelmente a mortalidade infantil, com custo de US$ 0,78 mensal por criança, ressaltou o especialista. Nos últimos anos, alem do aumento do PIB, a melhora na “qualidade do crescimento econômico brasileiro” se deveu á presença do microcrédito, ao aumento do salário mínimo que favoreceu dezenas de milhões de trabalhadores e aposentados, aos programas sociais maciços e á expansão do emprego formal, que dinamizou as economias locais, disse o professor da PUC. (IPS/Envolverde) (FIN/2008)

Mais...

Paraná lança banco social para cidades de baixo IDH

Julio Cesar Lima
Publicado pelo Portal Exame em 15/01/08

Com o objetivo de atender cerca de 1,8 milhão de habitantes dos 127 municípios paranaenses com os menores Índices de Desenvolvimento Humano (IDHs), o governo do Paraná lançou hoje, em Curitiba (PR), o Banco Social, programa de microcréditos com juros de 0,95% ao mês e que destinará R$ 40 milhões na primeira fase de implantação.

A coordenação das ações será feita pela Secretaria do Trabalho, Emprego e Promoção Social, que também vai supervisionar as atividades por meio de seus escritórios regionais e contará com comitês de avaliação para os empréstimos. O Banco Social deve iniciar as primeiras atividades dentro de duas semanas, sendo que já existem 59 municípios em condições de receber o programa.

Essas regiões têm restrições de solo para produção agrícola, onde faltam empregos e serviços básicos. Segundo o secretário do Trabalho, Emprego e Promoção Social, Nelson Garcia, será uma forma de estimular a produção em áreas carentes. "Vamos dar a oportunidade para esses pequenos produtores ou empresários que desejam investir e não tiveram condições até agora", afirmou.

O programa já existia e foi alterado depois de uma pausa para a realização de estudos e mudanças, com o objetivo de melhorar e facilitar ainda mais a vida dos trabalhadores paranaenses. Garcia disse que o dinheiro a ser emprestado será acompanhado também de um programa de qualificação. "Teremos técnicos da Emater (agricultura), Sebrae e outros parceiros que transmitirão conhecimentos para os empreendimentos nos setores da agricultura e indústria", disse. Os empréstimos vão de R$ 300 a R$ 10 mil reais.

Mais...

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Europa estuda banir etanol brasileiro

Publicado no Portal Exame em 15/01/08

Projeto de lei deve propor proibição da compra de biocombustíveis feitos com matéria-prima de áreas de florestas e cerrados

Um dos maiores mercados consumidores do etanol produzido no Brasil, a União Européia estuda impor barreiras à entrada do produto no continente, sob a alegação de que ele pode produzir mais danos do que benefícios ao meio ambiente.

A idéia de banir o álcool brasileiro da pauta de importações é parte de uma discussão mais ampla, em curso na comissão responsável por assuntos energéticos na União Européia. Integrantes do grupo têm estruturado um projeto de lei que, caso aprovado, proibirá que os 27 países do bloco comprem certos tipos de biocombustível, cuja produção exige o uso excessivo de recursos naturais como solo e água ou estimula a destruição de vegetação nativa, para liberar mais terra para o plantio comercial.

Segundo reportagem do jornal americano New York Times (NYT), o projeto de lei ainda pode ser alterado até 23 de janeiro, quando a comissão se reúne para definir o texto final a ser apresentado para tramitação, mas tudo indica que a definição de combustíveis pouco ecológicos inclua aqueles feitos com produtos vindos de áreas de florestas, áreas alagadas, como pântanos, ou de áreas de campos, o que pode abranger o cerrado.

É neste último ponto, o das regiões de campo, que as lavouras de cana-de-açúcar na América do Sul podem esbarrar, como afirmou ao NYT o analista do setor de energia Matt Drinkwater, da consultoria New Energy Finance, de Londres. No Brasil, por exemplo, uma das áreas onde os canaviais encontram maior expansão é a dos Estados do Centro-Oeste, onde a vegetação de cerrado predomina.

O argumento por trás dos planos de proibição a certos biocombustíveis é o de que a variedade de tipos de plantação que se enquadram nessa categoria exige que se imponha alguns critérios ambientais para que o uso desses produtos de fato colabore para reduzir a emissão de gases responsáveis pelo aquecimento global.

De acordo com estudos recentes de organizações científicas européias, além do risco de aceleração do desmatamento, conforme a demanda por biocombustível empurra a cotação do produto para cima, o cultivo da matéria-prima também exige, muitas vezes, o uso de tratores movidos a biodiesel e de grandes quantidades de água. Na conta final, o desgaste ambiental provocado pela plantação seria maior do que os ganhos que o uso do combustível traria.

A preocupação com a origem do biocombustível também condiz com a recente discussão em torno do compromisso assumido pela União Européia de alcançar, em 2020, a meta de que 10% dos combustíveis usados em transportes na União Européia venham de fontes renováveis. Criado com o objetivo de reduzir a participação do bloco no total de emissões de dióxido de carbono, a porcentagem deve ser revista para baixo, como anunciou nesta segunda-feira (14/01) o comissário europeu para o meio ambiente, Stavros Dimas. A alteração pode ocorrer justamente pelo fato de o biocombustível trazer impactos que não eram previstos, quando a medida foi criada, segundo Dimas afirmou à imprensa inglesa.

Golpa contra os emergentes
Na lista de possíveis alvos da restrição estaria não apenas o etanol sul-americano, mas principalmente os óleos vegetais extraídos de palmeiras da Malásia e da Indonésia (dendê, por exemplo), países nos quais a produção da matéria-prima para o combustível ocorre principalmente em áreas de floresta tropical.

Só na Indonésia, mais de 44 milhões de acres de florestas desapareceram por causa do cultivo de palmeiras para extração do óleo, de acordo com ambientalistas do grupo Friends of the Earth, ouvidos pelo NYT. Pelos cálculos da organização, a derrubada das matas e a drenagem de terrenos nos países da região responde por 8% das emissões globais de dióxido de carbono, gás causador do efeito estufa, além de prejudicar povos nativos e aumentar o risco de extinção de espécies animais, como o tigre-de-Sumatra.

Mais...

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Lei Rouanet muda e atrapalha Recife

Carolina Mandl
Publicado pelo
Valor Online em 15/01/08

A menos de um mês do Carnaval, a Prefeitura do Recife ainda busca patrocinadores para a folia por causa de mudanças no enquadramento da folia na Lei Rouanet.

De acordo com João Roberto Peixe, secretário da Cultura do Recife, desde 2003 os patrocínios ao Carnaval da cidade vinham dando direito ao abatimento de 100% do valor investido no Imposto de Renda, seguindo o artigo 18 da Lei Rouanet. "Para este ano, o Ministério da Cultura aprovou o projeto pelo artigo 26, que só permite um desconto de 30%", diz o secretário.

A determinação saiu, de acordo com Peixe, apenas em dezembro, quando as negociações com os patrocinadores já estavam em curso. "Estamos tendo de revisar todos os patrocínios e muitas empresas não querem mais apoiar o Carnaval porque vão ter de desembolsar recursos pela nova regra", explica.

No ano passado, o Carnaval Multicultural - nome da festa recifense - angariou R$ 4,1 milhões em patrocínios, principalmente da AmBev e da Oi. A expectativa para este ano era obter um valor maior. Mas, diante das novas regras, o secretário espera conseguir ao menos o mesmo valor de 2007. Até o dia 21, a prefeitura quer encerrar as renegociações dos patrocínios.

Procurada para explicar o motivo para a alteração dos benefícios aos patrocínios, a Secretaria de Fomento e Incentivos à Cultura - órgão vinculado ao Ministério da Cultura - não retornou o pedido de entrevista até o fechamento desta edição.

Neste ano, o município está investindo R$ 31,7 milhões no Carnaval, um aumento de 27% em relação aos aportes do ano passado. Parte desse crescimento, segundo Peixe, se deve à mudança no enquadramento da Lei Rouanet.

Artistas como Elza Soares, Vanessa da Mata e Alcione são alguns dos convidados para a festa de 2008. Eles tocarão em alguns dos 16 pólos de Carnaval que a prefeitura espalha por toda a cidade. A expectativa do município é atrair 550 mil visitantes, 10% a mais do que no ano passado.

Mais...

GIFE preside rede mundial de investidores sociais

Rodrigo Zavala
Publicado pelo
redeGIFE Online em 14/01/08

O secretário-geral do GIFE, Fernando Rossetti*, foi eleito o novo presidente da Worldwide Initiatives for Grantmakers Support (Wings), a rede global de iniciativas de apoio a investidores sociais privados. A organização reúne mais de 140 associações de doadores e apoiadores da filantropia nos cinco continentes.

Segundo o novo presidente, a Wings é o que pode ser chamada de uma organização intermediaria ou de infra-estrutura da sociedade civil. “É uma ação aparentemente abstrata, mas realmente importante: ela contribui para que organizações como o GIFE façam melhor seu trabalho no apoio a fundações e institutos, que realizam investimento social privado - ou grantmaking, como se diz em inglês”, argumenta.

Criada formalmente no ano de 2000, a Wings é uma rede mundial que busca o fortalecimento da filantropia e da cultura de doações por meio de programas de aprendizado, intercâmbio de conhecimento e aprimoramento profissional entre as associações participantes. São organizações que voluntariamente se inscrevem para participar da rede, sem qualquer custo.

“Como executivo principal do GIFE, encontro na Wings os meus pares mais diretos. São pessoas que, como eu, enfrentam desafios de gestão de rede, de organização de grupos de afinidade, de advocacia pública, envolvendo governos e organizações não-governamentais”, explica.

A preocupação com essa articulação está ligada à história da organização. Ela surgiu a partir de uma série de encontros informais, ocorridos ainda na década de 1990. Participaram dessas reuniões, diferentes associações de doadores, como o GIFE, e associações de apoio, como é o caso do Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (Idis), que descobriram partilhar objetivos comuns.

O trabalho incluía o monitoramento e a promoção de um marco legal favorável para o campo social nos países representados pelas organizações, serviços para o fortalecimento de fundações, promoção do investimento social planejado e estratégico, tal como as boas práticas de transparência das doações.

Os encontros informais resultaram na primeira Reunião Internacional de Associações de Assistência a Doadores (IMAG, em inglês), realizada no México, em 1998. No mesmo ano, as organizações de apoio a fundações comunitárias também se reuniram nos Estados Unidos, quando foi elaborado um plano de ação para o fomento da filantropia. A Wings nasce, portanto, da união de esforços desses dois grupos internacionais de trabalho.

No período de 2000 a 2006, a sede da Wings migrou do Conselho de Fundações, em Washington (Estados Unidos) para o Centro Europeu de Fundações, em Bruxelas (Bélgica). A partir de 2007, porém, enquanto o Secretariado – instância mais executiva da organização - foi acolhido pelo Consórcio Asiático de Filantropia do Pacífico, nas Filipinas, a presidência do Comité Coordenador veio para o Brasil.

“Se buscamos trocas de experiência numa perspectiva mundial, a presidência da rede passar agora para o Brasil, e da secretaria para as Filipinas, mostra que, neste campo, o mundo esta realmente ficando plano. Temos a oportunidade de dialogar de igual para igual com experiências de ISP e filantropia de qualquer outra parte do mundo, seja no hemisfério sul ou norte, sejam com países desenvolvido ou em desenvolvimento”, garante o novo presidente.

Segundo Rossetti, as experiências da Austrália, Europa, África do Sul, Rússia, Índia, entre muitos outros, têm muito a acrescentar a expertise brasileira no campo do investimento social privado. “A sociedade civil brasileira é muito criativa e a nossa condução da presidência do Comité Coordenador, de certa maneira, é um reconhecimento dessa nossa riqueza.”

Fernando Rossetti, 45 anos, é secretário-geral do GIFE. Formado em Ciências Sociais pela Unicamp, atuou no jornal Folha de S.Paulo de 1990 a 1999, como repórter de Educação e correspondente na África do Sul (1994-95). Tem especialização em Direitos Humanos pela Universidade Columbia (EUA, 1997).

Fundou, com Gilberto Dimenstein, a ONG Cidade Escola Aprendiz, que dirigiu de 1999 a 2002. Atuou como consultor para diversas organizações nacionais e internacionais do terceiro setor, como o Unicef, para quem escreveu o livro “Mídia e Escola - Perspectivas para políticas públicas”. É comentarista do Canal Futura desde 1997. Rossetti é também Synergos Senior Fellow e líder Avina.

Mais...

Fundação Estudar abre inscrições para o processo seletivo 2008

Publicado pelo redeGIFE Online em 14/01/08

A Fundação Estudar, instituição sem fins lucrativos que concede bolsas de estudo nos melhores programas nacionais e internacionais de graduação, está com inscrições abertas em novo processo seletivo até o dia 7 de março. Já o prazo para os candidatos a pós-graduação ou MBA vai até o dia 23 de março.

A organização procura candidatos com alto potencial intelectual e profissional, excelência acadêmica, elevado padrão ético, capacidade de liderança, desejo de compartilhar seu sucesso com os outros bolsistas e compromisso com o País.

“O processo seletivo é criterioso como os das grandes empresas e torna-se uma rica experiência. Além da excelência acadêmica, fatores comportamentais são relevantes e contam pontos, como maturidade, ética, segurança e determinação”, afirma o bolsista João Brandão, estudante de Economia do Ibmec São Paulo e de Direito da Universidade de São Paulo, aprovado no processo seletivo 2007.

Desde 1991, a Fundação Estudar já investiu US$ 5,08 milhões em 364 bolsas de estudo para alunos de graduação e pós-graduação. Em 2007, o número de inscritos no processo seletivo foi 80% maior que no ano anterior. A procura por graduação no Brasil e intercâmbio aumentou 75% e por graduação no exterior cresceu 164% no período. Atualmente há bolsistas em universidades norte-americanas como Duke University, Stanford University e MIT (Massachusetts Institute of Technology) e em instituições de renome no Brasil, como Fundação Getúlio Vargas, Ibmec São Paulo e Universidade de São Paulo.

A organização conta ainda com 130 parceiros educacionais – empresas, entidades e consultorias que prestam apoio institucional e aos programas de Bolsa de Estudo, Desenvolvimento de Carreiras, Networking e apoio operacional.

Mais informações sobre os requisitos, o cronograma de atividades e as etapas da seleção podem ser obtidos no endereço www.estudar.org.br.

Mais...

Iniciativa prevê a criação de museus em cidades com menos de 50 mil habitantes

Publicado no site do Ministério da Cultura em 07/01/08

Estão abertas até o dia 28 de fevereiro as inscrições para o Edital Mais Museus, iniciativa que prevê investimentos de até R$ 100 mil para a criação de museus em cidades com menos de 50 mil habitantes que não possuem instituição museológica.

O objetivo é formar um banco de projetos que serão apoiados durante 2008, de acordo com a disponibilidade orçamentária do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), autarquia vinculada ao Ministério da Cultura.

O apoio consiste na aquisição de equipamentos e mobiliários; elaboração de projetos para execução de obras e serviços; instalação e montagem de exposições; restauração de imóveis; elaboração de projetos museológicos ou museográfico; e benfeitoria em imóveis.

Os interessados em participar da seleção - pessoas jurídicas de direito público e privado sem fins lucrativos – devem efetuar a inscrição via postal para o seguinte endereço:
Edital Mais Museus
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional Departamento de Museus e Centros Culturais
SBN Quadra 02 – Bloco H - Edifício Central Brasília – 2º andar
CEP 70040-904 – Brasília-DF


Edital Mais MuseusMAIS.doc
Anexo 1 - Modelo Oficio PresidenteMAIS.doc
Anexo 2 - Declaracao de adimpl?nciaMAIS.doc
Anexo 3 - Foruml?rio do Edital Mais MuseusMAIS.doc
Anexo 4 - Indica??o do CoordenadorMAIS.doc
ANEXO 5 - Declara??o do coordenador t?cnicoMAIS.doc
ANEXO 6 - Declara??o de encaminhamento documentosMAIS.doc
Anexo 7 - Documentacao para 2? faseMAIS.doc

Informações: (61) 3414-6167
http://www.iphan.gov.br/.

Mais...

Prazo das inscrições para o Prêmio Culturas Indígenas foi prorrogado até 29 de fevereiro

Publicado no site do Ministério da Cultura em 08/01/08

A premiação ressalta a figura de Xicão Xukuru (foto), de Pernambuco, líder de seu povo na luta pela posse das terras de origem da etnia

As inscrições para a segunda edição do Prêmio Culturas Indígenas 2007 - Edição Xicão XuKuru, da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura (SID/MinC), foram prorrogadas até o dia 29 de fevereiro. O edital lançado em outubro de 2007 tinha prazo até 7 de janeiro deste ano para a adesão dos interessados. A data foi estendida a pedido das lideranças da Associação Guarani Tenonde Porã, parceira do MinC na edição do concurso. A prorrogação com o novo prazo limite foi publicada no Diário Oficial desta terça-feira, dia 8 de janeiro (Seção 3, página 10).

Em correspondência enviada à SID/MinC, o presidente da associação, Dinarte Benites Guarani, solicitou mais tempo para contatar as comunidades indígenas do país, em particular as das regiões Norte e Centro-Oeste, que atravessam o período anual das chuvas, dificultando o acesso dos candidatos às agências do Correio, uma vez que muitas aldeias ficam em áreas afastadas dos centros urbanos. Ele alegou também a greve dos Correios, ocorrida no final do ano passado, como um dos motivos para pedir o adiamento no prazo.

Até o dia 7 de janeiro, a Secretaria do MinC já havia recebido cerca de 150 inscrições, dependendo ainda da confirmação das que são postadas no último dia. O Prêmio Culturas Indígenas, criado em 2006, tem o objetivo de fortalecer as ações de identidade cultural dos povos nativos do Brasil. Na primeira edição premiou 82 iniciativas, com R$ 15 mil cada uma. O prêmio foi dedicado à memória de Ângelo Cretã, liderança indígena Kaingang, da reserva de Mangueirinha (PR).

A edição de 2007 ressalta a figura de Xicão Xukuru, de Pernambuco, líder de seu povo na luta pela posse das terras da etnia. Ele participou de forma decisiva da mobilização indígena no período em que se deu a Constituinte (1987/1988). Foi morto a tiros em maio de 1998. Desta vez estão sendo oferecidos prêmios de R$ 24 mil para 100 projetos de comunidades indígenas que realizem ações de fortalecimento cultural.


Veja mais sobre o Prêmio Culturas Indígenas 2007.

Mais...



Acesse esta Agenda

Clicando no botão ao lado você pode se inscrever nesta Agenda e receber as novidades em seu email:
BlogBlogs.Com.Br