segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Os impactos da crise global na agenda de sustentabilidade corporativa: um estudo de empresas líderes brasileiras

FBDS divulga estudo com 25 empresas de dez setores do Brasil

Empresas de dez setores - Energia, Serviços Financeiros, Petroquímica, Agronegócios, Papel e Celulose, Aviação, Cosméticos, Telecomunicações, Varejo, Siderurgia e Mineração - participaram do estudo, por meio de entrevistas e questionários, aplicados a executivos e gestores.

A FBDS convidou 45 empresas, das quais aceitaram 25, que atendiam a um dos critérios: Integrar a carteira do ISE Bovespa 2008; Estar entre as 20 empresas do Guia Exame de Sustentabilidade 2008; Pertencer à lista dos Top 10 da pesquisa Rumo à Credibilidade (FBDS e SustainAbility, 2008). Das 25 empresas, 40% são do setor de energia e 13% de serviços financeiros, ambos sob forte regulação.

Segundo o estudo, a crise global teve impactos reduzidos na agenda da sustentabilidade, mas para Clarissa Lins deve-se levar em conta a amostra analisada. "Há nestas empresas um compromisso com a gestão para a sustentabilidade, suportado em políticas corporativas e processos bem definidos".

Como a agenda de sustentabilidade ajudou as empresas em período de crise
Mais da metade dos executivos entrevistados afirmou que a agenda da sustentabilidade ajudou as empresas a enfrentarem os efeitos da crise. Neste contexto, as empresas perceberam valor nas práticas de engajamento, interno ou externo, como forma válida para enfrentar o momento de crise. Com efeito, 43% das respondentes apontaram o engajamento como a prática que mais contribuiu para a harmonia neste período, seja pelo fato dos stakeholders ficarem mais bem informados sobre as decisões e os rumos da empresa, seja pela credibilidade gerada por uma postura de diálogo.

Desafios para o avanço da agenda em tempos de crise e o pós-crise
Os cinco principais desafios mencionados pelos executivos para que a agenda da sustentabilidade permaneça no topo das prioridades foram: a disseminação permanente do conceito de sustentabilidade, o engajamento da cadeia de valor, o papel da regulamentação, o desenvolvimento de novas tecnologias e a incorporação da sustentabilidade no dia-a-dia dos negócios.

Há indícios de que estas empresas não vêem a crise como causadora de grandes rupturas de comportamento. Todavia, há um sentimento geral de que fatores como transparência e prestação de contas geram valor neste cenário e reforçam os laços com as diversas partes interessadas.

As apostas para o período pós-crise repousam em eficiência produtiva, energética e em investimentos em energias renováveis.

Leia aqui a íntegra da pesquisa


FBDS, 04/08/09

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quinta-feira, 24 de setembro de 2009

III Seminário Ficas está com inscrições [gratuitas] abertas

Evento acontecerá no próximo dia 07, em São Paulo

O FICAS realizará, no dia 7 de outubro, das 8h às 17h30 na Maison Saint Germain, Rua Dr. Candido Mota Filho, 1.811, Butantã, em São Paulo, seu III Seminário, que este ano traz como tema central: “Estratégias para a sustentabilidade das práticas sociais”. O evento reunirá representantes de organizações da sociedade civil, fundações, institutos e empresas, para dialogar sobre os diferentes olhares a respeito da sustentabilidade das práticas sociais, bem como trazer luzes para as estratégias que vem sendo desenvolvidas para fortalecê-las. Após uma roda de conversa que abrirá o Seminário, os participantes poderão compartilhar suas experiências, por meio de três oficinas simultâneas: estratégias para o fortalecimento institucional, estratégias para o fortalecimento da causa e estratégias para o fortalecimento de políticas públicas.

O Seminário conta com o Patrocínio Master da Fundação Itaú Social, Co-Patrocínio do Banco Fator Corretora e Institutos Arcor Brasil, Cidadania Empresarial e Unibanco e Parceria do Instituto C&A - que está apoiando o evento e sua sistematização e disseminação. Além disso, terá como apoiadores a Agência Box, Maison Saint Germain, Neoband e Tablóide. Todos os palestrantes estarão presentes no Seminário de forma voluntária, e os principais serviços (recepção, filmagem e fotografia) serão realizados por jovens e educadores/as de organizações da sociedade civil.

O evento é gratuito e aberto à representantes dos diversos setores, como organizações da sociedade civil, fundações, institutos, empresas, poder público e demais interessados. As inscrições serão feitas exclusivamente pela internet, pelo site: www.ficas.org.br/seminário até o dia 02 de outubro. Vagas limitadas.

O FICAS já realizou dois seminários, o primeiro, ocorrido em 2007, teve como objetivo colocar em evidência a importância do papel estratégico das organizações da sociedade civil nas transformações sociais. As discussões realizadas pelos 105 participantes ao longo do evento levaram a uma questão fundamental - de que transformações sociais estamos falando? Essa e outras questões levaram ao tema central do II Seminário, ‘Transformações sociais: o desafio da continuidade’, realizado no ano passado.

Os 165 participantes compartilharam conhecimentos e experiências sobre os desafios do fortalecimento institucional, da causa e das políticas públicas. Por meio desses seminários, o FICAS pretende estimular o compartilhamento de conhecimentos e experiências e a articulação entre os diferentes atores sociais, de forma a contribuir para o fortalecimento das práticas e transformações sociais.

O FICAS é uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, criada em 1997 por um grupo de profissionais, a maioria mestres e doutores de diversas áreas do saber, movidos pelo desejo de compartilhar o conhecimento adquirido no âmbito acadêmico, com pessoas e comunidades que pudessem se beneficiar direta ou indiretamente desses conhecimentos Por acreditar que as organizações da sociedade civil têm um papel estratégico e fundamental nas transformações sociais, o FICAS investe continuamente no seu fortalecimento, principalmente, por meio de programas de formação, estimulando-as a pensar e agir estrategicamente.

Nos últimos anos, além de desenvolver seus próprios programas e ações em vários estados do país, e mais recentemente em Moçambique (África), o FICAS tem prestado assessorias a fundações, institutos e empresas no desenvolvimento de seus programas junto às organizações da sociedade civil. Essa demanda surgiu, e tem crescido, pelo reconhecimento da competência do FICAS em adaptar os conhecimentos ao dia-a-dia das organizações e em acompanhá-las sistematicamente na aplicação desses conteúdos, e também pelo sucesso que essas instituições têm alcançado. Para saber mais, acesse: www.ficas.org.b


Pauta Social, 22/09/09

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quarta-feira, 23 de setembro de 2009

O preço da mensuração

Segundo especialistas, trabalho de monitoramento da rede é caro, mas proporciona análise profunda e evidencia oportunidade de negócios

Muito se prega a internet e o fenômeno das redes sociais como mídias baratas, mas pouco se comenta o custo de mensurar resultados e reputação na rede. "Há os que acreditem que o trabalho de monitoramento feito por empresas especializadas no ambiente online dependem exclusivamente de adventos tecnológicos e ferramentas bem construídas, quando na verdade o trabalho bem feito demanda um minucioso trabalho análitico que somente a mão-de-obra humana qualificada é capaz de executar", disse Martha Gabriel, CIO da New Media Developers, durante o Seminários Info.

Segundo Cassio Dreyfuss, vice-presidente do Gartner, as ferramentas são essenciais para detectar os assuntos e tópicos mais comentados, mas, a partir daí, é preciso fazer uma análise profunda para que os resultados correspondam à realidade. "Monitorar de fato é algo caro, mas que resulta em grande valor agragado para a marca que contrata. Depois da análise cabe à empresa tomar as atitudes cabíveis para conquistar um consumidor ou reverter uma imagem negativa na internet", comentou.

Alessandro Barbosa Lima, CEO da e-Life, acrescentou ainda que é possível detectar oportunidades de negócios e prever como o mercado vai se comportar no futuro de acordo com os resultados de monitoramento e análise. "Com o trabalho que fazemos é possível avaliar as intenções de compra que circulam pela rede e projetar os produtos mais procurados e oportunidades de crescimento para determinados segmentos. Também é possível ver o consumidor que está insatisfeito e pretende mudar de marca ou produto. Daí sai um raio-x do futuro", afirmou.

De acordo com os participantes do painel, os setores mais queimados no ponto de vista dos usuários da rede são os de telecomunicações, bancos e automóveis, enquanto o que compreende perfumaria e cosméticos estão cheios de moral nesse ambiente.


Mariana Ditolvo
Meio & Mensagem Online, 21/09/09

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terça-feira, 22 de setembro de 2009

Comércio on-line ajuda pequenos criadores de itens feitos à mão

Produtos feitos à mão representam só 1% do faturamento com comércio eletrônico no Brasil (estimado este ano em R$ 10,5 bilhões). Mas é cada vez maior o número de sites que vendem essas criações.

Na outra ponta, aumenta também o público que consome na rede. A Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico prevê que 17,2 milhões vão comprar on-line em 2009 no país.

A busca por produtos que fogem da massificação da indústria e têm um toque mais pessoal começa a ser percebida no mercado on-line. "Hoje, as pessoas querem algo mais próximo, feito pelas mãos, com carga sentimental", diz Auresnede Pires Stephan, professor de design na ESPM, Faap, Santa Marcelina e Belas Artes. "Aí as coisas saem da grande linha de produção para a customização", afirma.

No varejo virtual, quem consegue se voltar para esse nicho são os pequenos e médios comerciantes. "Os grandes têm dificuldade para atender essa demanda e os pequenos estão aí para suprir", diz o diretor da consultoria de mercado e-bit, Pedro Guasti.

Pensando nos pequenos comerciantes, o analista de sistemas Juliano Ipólito importou para o Brasil a ideia de reunir em um site lojistas cujo foco são itens feitos à mão.

O portal Elo 7, inspirado no americano Etsy e no europeu DaWanda, tem 50 mil usuários -sendo 15 mil vendedores- e mais de 220 mil mercadorias à venda. Manter uma loja ali custa R$ 49,90 ao ano. A equipe do portal dá assistência tecnológica.

Muitos dos pequenos comerciantes na internet são informais e nem têm ferramentas próprias para venda, ou seja, não são reconhecidos como lojas virtuais, onde a compra é feita na hora. Boa parte começou o negócio como um hobby, sem se dar conta do potencial.

"Eu compartilhava fotos dos acessórios que fazia no Flickr. As pessoas viam e perguntavam se podiam encomendar. Foi aí que decidi vender", conta a arquiteta Carol Grilo. A empreitada deu tão certo que há três anos ela se dedica só à marca de acessórios FofysFactory, que tem mais de 50 itens à venda.

Nem é artesanato
Nem tudo o que é feito à mão é artesanato. O termo é empregado com frequência, então fica difícil para quem compra fazer a diferenciação. "Assim como a palavra design, que se desgastou e deixou de ser um substantivo para se tornar adjetivo, há um mau emprego do termo. A pessoa prega um botão diferente e já chama de artesanato", diz o professor Stephan.

O artesanato no sentido mais completo tem raízes, tradição e técnicas apuradas. Para o consultor de design Renato Imbroisi, a falta de emprego levou muita gente a fazer aulas de crochê, cerâmica e bordado, sem que tivesse tradição nessas áreas. "Essas pessoas iniciam uma carreira sem rumo. É diferente do artesão, que vive da vontade de criar e não se desvia da técnica".

No site Elo 7, que se define como portal de vendas de artesanato, os produtos mais vendidos têm apelo moderno. "Não é o artesanato de raiz. É "craft". São itens que poderiam ser vendidos em lojas normais", diz o criador do portal, Juliano Ipólito.


Lígia Mesquita
Folha Online, 21/09/09

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Direto ao ponto

Ações de marketing direto levam informações às pessoas certas, tornando a captação de recursos mais eficaz

“Só existe uma estratégia vencedora: definir claramente o público-alvo e dirigir atenção especial a ele”. A afirmação é de Philip Kotler, guru americano do marketing, e define o sentido da expressão “marketing direto” com clareza. Assim, no Terceiro Setor, isso significa tornar cada colaborador um indivíduo, relacionando-se diretamente com ele de maneira que haja uma “comunicação-diálogo, e não uma propaganda-monólogo”, como definiu o também profissional de marketing, Drayton Bird. Direto ao ponto.

Para as organizações sociais, isso pode ser traduzido como um bom relacionamento com parceiros e doadores. A ação de marketing deve ser voltada para eles por meio de iniciativas que falem diretamente com cada um. “A utilização do marketing direto como estratégia de comunicação nas instituições pode ser muito produtiva, se bem executada. É uma forma de contato de médio e longo prazo muito proveitosa”, explica Marcus Hoenen, gerente geral da Full Jazz Propaganda.

A Newdbase, especializada em Database Marketing, é um exemplo de empresa que dá suporte a instituições sociais com seu know-how sobre o assunto. “Basicamente, oferecemos dois serviços: o de ações de segmentação de perfis de doadores para captação de recursos, com embasamento em pesquisas de mercado para diferenciar o doador do potencial doador; e o de tratamento, higienização, atualização e enriquecimento de dados da base do cliente que, por vezes, torna-se desatualizada ou incompleta”, explica Mônica Navarro, diretora da empresa.

Entrando em contato
De acordo com a Associação Brasileira de Marketing Direto (Abemd), por marketing direto entende-se a comunicação que “se utiliza de uma ou mais mídias para obter uma resposta ou transação mensurável junto a públicos específicos, ou simplesmente gerar uma ação de relacionamento que gere encantamento junto ao público visado”.

Isso significa que as atividades dessa categoria de marketing estimulam um retorno do receptor da mensagem, por meio de cupons ou cartas-resposta, por exemplo. Por isso, a comunicação do marketing direto consiste em conquistar nomes e manter o relacionamento contínuo com os que já foram conquistados.

A pergunta é: como fazer para chegar a esses nomes? Por meio de ações de captação de recursos, como a divulgação planejada da instituição em eventos e feiras, um site bem desenvolvido, mala-direta e propaganda. O importante, porém, é executar essas ações sempre com ferramentas de resposta: cadastro no site, cupons para preenchimento de dados, entre outros. Dessa maneira, é possível ativar o relacionamento e incentivar a participação dessas pessoas no dia-a-dia do trabalho da organização.

“O marketing direto deve ser utilizado com planejamento de comunicação completa, ou seja, a campanha deve ter um objetivo definido para um público direcionado e uma comunicação adequada”, explica Navarro. “Isso tudo deve ser bem estruturado, levando-se em conta que o retorno sobre investimento deve ser sempre positivo. É nisso que baseamos o sucesso de uma campanha”, complementa.

É necessário manter esse relacionamento conquistado por meio da comunicação dirigida – ou seja, específica para aquele tipo de público, que pode ser todo o banco de dados ou segmentos dele, de acordo com os interesses. Aqui, podem ser utilizados catálogos, newsletters, telemarketing ativo, cartas de agradecimento e convite para eventos. Outra iniciativa interessante é sempre convidar o colaborador para conhecer o trabalho realizado pela organização, fato que dá ainda mais credibilidade às atividades e, ainda, estreita os laços da parceria.

Fases do marketing direto
Para aplicar técnicas do marketing direto com eficiência, é recomendável que a organização tenha profissionais da área em busca de resultados positivos. Para sua implantação, existem alguns passos importantes a serem seguidos:

  • Fazer o diagnóstico, ou seja, entender as necessidades da organização;
  • Definir os objetivos, como a conquista de apoiadores, fidelização e captação de recursos;
  • Definir o público-alvo: quem se quer atingir, em que quantidade, onde encontrar os nomes desejados e qual mailing utilizar;
  • Analisar o que será enviado: folders, newsletters, brindes etc.;
  • Verificar em que contexto a ação está inserida, o que será comunicado e como será a abordagem;
  • Escolher que veículos de comunicação serão utilizados para atingir o público-alvo;
  • Optar por canais de resposta para a comunicação dos apoiadores;
  • Identificar o momento de colocar a ação em prática;
  • Calcular o custo e o retorno do investimento;
  • Mensurar os resultados da ação;
  • Organizar todas as atividades necessárias para o atendimento adequado dos apoiadores que aparecerem devido à ação do marketing direto;
  • Acompanhar e controlar os rumos da ação para seu constante aperfeiçoamento.
Atuando com o Terceiro Setor, a Newdbase ajuda as organizações com a profissionalização desses passos. “Recentemente fizemos ações para a Aldeias Infantis, Graacc, Unicef, Mater Maria Eclesiae e, principalmente, para a Apae, que nos proporcionou um mapeamento completo de pesquisas de mercado. Isso nos ajudou a entender melhor o perfil psicológico e sociodemográfico dos ‘doadores efetivos’”, conta Navarro.

Valorização do indivíduo
Ao identificar os possíveis colaboradores de uma organização, é essencial conhecê-los individualmente, saber de suas preferências e personalidades. Assim, é possível estreitar o relacionamento e fidelizar os apoiadores.

Essas informações devem ser mantidas em um banco de dados. Atualmente, com a facilidade de administrar e adquirir informações, é possível formar esses bancos com grupos de dados por similaridade, atuação ou outros critérios de divisão. É muito proveitoso utilizar a facilidade da internet para manter esse contato com os colaboradores.

De acordo com a teoria de Drayton Bird, “se a empresa não usa marketing direto, a sua propaganda é um monólogo repetitivo, ainda que tenha criatividade e dê leões em Cannes. Mas, se a empresa usa um processo de marketing direto, então a sua comunicação é um diálogo, ou seja, ela fala às pessoas e ouve essas mesmas pessoas, continuamente”. O mesmo serve para as organizações do Terceiro Setor. Os colaboradores e apoiadores querem se comunicar com a instituição, de modo que fiquem informados do que acontece e, ao mesmo tempo, possam participar das atividades realizadas.

Principais objetivos do marketing direto:
• Divulgação da marca ao público-alvo definido;
• Diminuição da dispersão da verba destinada à comunicação externa;
• Obtenção de resultados mensuráveis;
• Maximização da captação de recursos.

Links
www.abemd.org.br
www.newdbase.com.br


Marcio Zeppelini
Consultor em comunicação para o Terceiro Setor, editor da Revista Filantropia, produtor editorial pela Universidade Anhembi Morumbi e diretor executivo da Zeppelini Editorial & Comunicação.
Revista Filantropia On-line - nº213, 22/09/07

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Prefeito de Londres pede que banqueiros usem bônus para patrocinar arte

O prefeito de Londres, Boris Johnson, pediu aos banqueiros do centro financeiro da cidade que gastem as bonificações milionárias que ganham patrocinando as artes produzidas na capital.

Não fazer isso causaria um grande dano a um dos maiores atrativos de Londres, declarou o político conservador, referindo-se aos milhões de turistas que vão aos teatros, museus e galerias locais. "Quem eram os Médici? Eram banqueiros. Tinham um caixa dois, mas serão sempre lembrados por sua contribuição ao Renascimento italiano", destacou Johnson.

Em 2008, o apoio privado às artes, incluindo as doações privadas, atingiu a quantia recorde de 686 milhões de libras (US$ 1,12 bilhão). No entanto, segundo dados recentes, o patrocínio de empresas à produção artística caiu 7% no ano passado.

No discurso que fez no Victoria & Albert Museum, Johnson disse que, em tempos de recessão, investir nas artes "é mais importante que nunca". "As artes e a cultura não são um luxo, mas parte do DNA desta cidade. Graças a elas, as pessoas querem viver e trabalhar aqui. E sete de cada dez turistas dizem que é por elas que vêm" à cidade, destacou.

Johnson recebeu o apoio do ator americano Kevin Spacey, atual diretor do renomado teatro londrino Old Vic.

"Tendo vivido aqui sete anos, realmente acredito que a excelência do Reino Unido no campo das artes e da cultura constitui um dos mais fortes recursos naturais do país", afirmou Spacey.

Johnson também lembrou que o setor público investe 121,3 milhões de libras (US$ 198 milhões) no teatro, que, por sua vez, arrecada para o país cerca de 2,6 bilhões de libras (mais de US$ 4,2 bilhões).

Remuneração
Na reunião de cúpula do G20 (grupo que reúne representantes de países ricos e dos principais emergentes) que ocorrerá nesta semana em Pittsburgh (EUA), um dos principais temas deverá ser a reforma do sistema financeiro global, com destaque para as remunerações de executivos do setor financeiro.

Na semana passada, a chanceler alemã, Angela Merkel, reiterou sua exigência para que se limite, mediante regras internacionais, o pagamento de bonificações a altos executivos, que só poderão cobrá-las caso registrem os benefícios.

Também na semana passada, a imprensa americana informou que o Fed (Federal Reserve, o BC americano) avalia uma proposta para tornar mais rígida a legislação sobre a remuneração de executivos do setor bancário.

O presidente da Comissão Europeia, o órgão executivo da UE (União Europeia), José Manuel Durão Barroso, afirmou no domingo (20) que o bloco deve regular os bônus pagos a executivos de instituições financeiras, mesmo se não chegar a um acordo sobre o assunto com os Estados Unidos.

EUA
A necessidade de regulamentação oficial sobre as remunerações de executivos, no entanto, encontra resistência por parte dos mesmos. Ontem, nos EUA, um grupo de chefes de grandes empresas manifestou essa resistência em um relatório publicado pelo instituto privado de conjuntura Conference Board.

"uma política baseada em regras está desprovida da flexibilidade essencial que se requer para conciliar a diversidade dos setores de atividade, das estratégias, dos planes de negócios e do nível de desenvolvimento representado por mais de 12 mil empresas americanas de renome", assinala o grupo de trabalho sobre a remuneração dos executivos.

"Se executada corretamente, para fazer avançar a estratégia de negócios das empresas e o valor das ações, e for consistente com os princípios das empresas, o grupo considera que uma remuneração atrativa para os executivos é vital para a saúde econômica do setor de negócios dos EUA", diz o comunicado.


Folha Online, 22/09/09

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Riscos aos dirigentes de entidades do terceiro setor

Atividade de gerir uma ONG será cada vez mais arriscada

A Justiça do Trabalho determinou, recentemente, o bloqueio de R$ 68 mil na conta bancária do vice-diretor de uma organização da sociedade civil de interesse público (Oscip), em decorrência de três processos movidos por ex-funcionários contra a organização. Ocorre que, muitos dos gestores das entidades sem fins lucrativos são voluntários, não são os "donos do negócio" e não lucram com seu trabalho. Assim, atuais ou possíveis voluntários podem desistir de executar tão importante tarefa de interesse público pelo receio de terem suas contas penhoradas em função das referidas decisões judiciais.

Infelizmente, a Justiça do Trabalho, nitidamente "protecionista", acaba causando graves distorções na utilização da desconsideração da personalidade jurídica, que significa desfazer a separação patrimonial da empresa e de seus sócios e administradores.

Ao contrário do que ocorre na esfera cível (artigo 50 do Código Civil) e consumerista (artigo 28 do Código de Defesa do Consumidor), nas quais a lei determina que a desconsideração da personalidade jurídica ocorre somente quando há abuso evidenciado em atos atentatórios a lei, aos atos constitutivos e desvio de finalidade, na esfera trabalhista ela acontece automaticamente. Ou seja, na ausência de bens para a satisfação do crédito do reclamante, o Juízo do Trabalho defere o bloqueio de imediato, sem a análise detalhada de eventuais elementos ensejadores da desconsideração da personalidade jurídica.

Ademais, temos situações semelhantes nos processos de execução fiscal. Muito embora o artigo 135 do Código Tributário Nacional determine que os diretores e gerentes respondam com seu patrimônio pessoal em situações de excesso de poderes ou infração à lei, a realidade nos mostra que o Poder Judiciário vem deferindo os requerimentos de desconsideração da personalidade jurídica de forma ampla e genérica, avançando-se sobre o patrimônio dos diretores e sócios sem a cuidadosa análise do artigo 135. Ressalte-se, ainda, que a penhora online trouxe celeridade ao processo de bloqueio de numerário em contas bancárias.

Entendemos que o prévio ajuizamento da declaração de insolvência civil, uma vez diagnosticada a situação de ruína patrimonial da entidade sem fins lucrativos, revela-se como uma medida de precaução para mitigar a possibilidade de bloqueio de ativos financeiros de seus administradores (art. 748 do Código de Processo Civil e 955 do Código Civil). Finda a fase de conhecimento nos processos trabalhistas, não restará alternativa para o reclamante senão a de habilitar o crédito (título executivo judicial) nos autos da insolvência. De forma análoga ao processo de falência, por ocasião da satisfação do passivo deverá observar a ordem de preferência dos créditos: 1) Créditos acidentários e, trabalhistas, 3) Créditos com garant ia real, 4) Créditos Tributários e 5) Créditos Quirografários.

Ainda assim, o risco de desconsideração da personalidade jurídica em caso de insolvência civil não está totalmente descartado. Caso se comprove confusão patrimonial ou desvio de finalidade, os bens dos administradores poderão responder pelas dívidas contraídas pela ONG. Contudo, mesmo nessa situação, a desconsideração não é automática como ocorre na Justiça do Trabalho, pois é condição sine qua non o atendimento aos requisitos do artigo 50 do Código Civil, vez que a Justiça Cível é muito mais rigorosa para a concessão da desconsideração da personalidade jurídica.

Não existe em nosso em nosso ordenamento jurídico, para as entidades sem fins lucrativos, um regime análogo à recuperação judicial de empresas. A Lei n.º 11.101/05 (Lei de Falências e Recuperações Judiciais) somente é aplicável para as sociedades empresárias e o empresário. Todavia, a opção que o sistema oferece para a organização sem fins lucrativos em situação de ruína patrimonial é a declaração de insolvência civil, pois de acordo com o artigo 778 do Código de Processo Civil, todas as obrigações do devedor serão consideradas extintas decorrido o prazo de cinco anos da data de encerramento do processo de insolvência.

Os seguros de responsabilidade executiva (D&O) poderiam até ser uma opção para o resguardo dos dirigentes das entidades sem fins lucrativos, porém referida modalidade securitária mostra-se economicamente inviável para a maioria das entidades do terceiro setor. Infelizmente, diante da crescente tendência da Justiça do Trabalho de desconsiderar a personalidade jurídica das entidades, e, por consequência, avançar sobre os bens pessoais de seus administradores e gestores, a atividade de gerir uma ONG será cada vez mais arriscada.

Para que isso não leve a uma diminuição da atuação de organizações de tal natureza, em prejuízo para a própria sociedade brasileira, é fundamental que as entidades sejam cada vez mais rigorosas em seus processos de gestão e controle, precavendo-se contra eventuais tentativas de responsabilização judicial dirigidas a elas próprias e seus dirigentes.


Rafael Augusto Paes de Almeida
Advogado especializado em Direito Civil de Rubens Naves, Santos Jr., Hesketh Escritórios Associados de Advocacia – rap@rnaves.com.br
Eduardo Pannunzio
Advogado especializado em Terceiro Setor de Rubens Naves, Santos Jr., Hesketh Escritórios Associados de Advocacia – ep@rnaves.com.br
Pauta Social, 21/09/09

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Pesquisa traça perfil do voluntariado empresarial no país

Foram prorrogadas as inscrições para participar da pesquisa Perfil do Voluntariado Empresarial no Brasil, que faz uma radiografia das iniciativas de voluntariado corporativo no Brasil. Realizado pelo Conselho Brasileiro de Voluntariado Empresarial (CBVE) e pelo Riovoluntário, o levantamento traduz os desafios e oportunidades do setor.

Com a chancela do Programa de Estatística Aplicada da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), que participou da elaboração do questionário e fará todo o tratamento dos dados e geração de relatório final, a expectativa é que até o final do ano os dados preliminares do estudo sejam conhecidos.

Na última edição da pesquisa, as empresas se disseram mais preocupadas com o desenvolvimento de bons programas de voluntariado corporativo. Das 89 empresas (de diferentes porte e setores, e com atuação nacional) que responderam ao estudo, 45% possuem programas de voluntariado institucionalizado, com planejamento e orçamento anuais.

O mesmo levantamento mostrou que os colaboradores das empresas são mais facilmente engajados nos programas quando: a) um profissional de comunicação interna está comprometido com o programa (79%) e; b) a diretoria presente nos programas. Para 84% deles, a existência de uma diretoria participativa está fortemente vinculada ao sucesso de um programa de voluntariado empresarial.

O curioso é que apenas um quarto das empresas que apresentam esse tipo de programa declararam que seus diretores participavam maciçamente das ações.

No que corresponde aos projetos em si, 73% dos entrevistados disseram estimular a atuação em programas sociais da própria empresa. Em outro caso, 63% delas afirmaram que oferecem recursos para os projetos em que os voluntários atuam.

No que toca ao período dedicado ao trabalho, 44% delas preferem planejar as ações de voluntariado durante o horário de trabalho, e realizá-las fora desse horário. Apesar desse dado, o estudo revela que 43% das empresas pesquisadas dispensam funcionários durante o expediente para a realização de serviço voluntário. O levantamento ainda indica que 18% das empresas valorizam a experiência em serviço voluntário na hora de contratar novos funcionários.

A segunda edição da pesquisa Perfil do Voluntariado no Brasil, tem patrocínio do Instituto Unibanco, Instituto Souza Cruz, Fundação Itaú Social, Kraft Foods, Vale, Banco Bradesco, Unimed-Rio, Metro-Rio, Light, Wartsila, Wilson, Sons e conta com o apoio da ABRH Nacional.

Para preencher o questionário, basta ter em mãos dados da empresa, como CNPJ, endereço e telefone de contato. O questionário está disponível no site do Riovoluntário – www.riovoluntario.org.br.


redeGIFE Online, 21/09/09

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US$ 1 dólar por água suja

As doenças diarréicas tiram a vida de cerca de 2 milhões de crianças a cada ano - 5.000 por dia - e um número incontável delas sofrem desde o nascimento com doenças relacionadas com a falta de saneamento básico, como diarréia, cólera e febre tifóide. O alerta, feito pelo UNICEF, há cinco anos permanece extremamente atual ainda hoje. E ganha novos contornos com o lançamento pela entidade da ONU para a Infância da campanha US$ 1 por uma garrafa de água suja.

Várias máquinas, semelhantes às que vendem refrigerantes, foram espalhadas por Nova York oferecendo garrafas de água supostamente contaminadas por vírus e bactérias causadoras de doenças como a diarréia, a malária, a febre tifóide ou o cólera.

A idéia da campanha é chocar o público e ampliar as doações para as ações humanitárias e da área de saneamento, especialmente para países do Terceiro Mundo. No yuotube é possível assistir a um vídeo mostrando a elaboração da campanha e o lançamento nos Estados Unidos.

O mote é “Por 1 dólar, saboreie a água suja que se bebe diariamente na África e na América Latina" . Os nova-iorquinos que caminham pela Rua 14 olham admirados ao insólito "vendedor" e fazem cara de nojo diante das garrafas com um líquido de suspeita cor alaranjada.

Quando os passantes “mordem a isca”, o homem se identifica. Se chama Dámaso Crespo, espanhol e diretor artístico da campanha “Dirty Water/Agua Suja”, da agencia Casanova Pendrill, que inundou as ruas de Nova York.

A idéia da original campanha é arrecadar fundos para o Tap Project, em cooperação com o Unicef e para atingir a meta de prover de água potável durante 40 dias a uma criança por cada dólar arrecadado.

«Escolha você. Temos água com sabor a tifo, a cólera, a malária, a hepatite, a disenteria, a febre amarela...», são algumas das opções do mercado. Quando o interessado se dispõe a sacar o dólar e a comprar a água suja na máquina Dámaso e sua equipe explicam: « Para tua própria saúde economiza o dólar que te custa a água suja e doa o dinheiro ao Unicef.

Um mal que desafia o tempo
A diarréia se espalha mais facilmente em ambientes de saneamento pobre onde a água potável está indisponível. Muitas vezes essas áreas foram atingidas por catástrofes naturais ou tornaram-se degradadas pela ação do homem.

Doenças transmitidas pela água são uma das principais causas de mortalidade em menores de cinco anos, juntamente com pneumonia, malária e sarampo. No caso de catástrofes, o abastecimento de água e instalações sanitárias que não estão devidamente protegidas são rapidamente danificadas.

"Quando as catástrofes naturais como terremotos e inundações ou catástrofes provocadas pelo homem como conflito destroem ou contaminam o abastecimento de água, a primeira conseqüência `uma ameaça à vida de crianças," segundo o UNICEF. Uma quantidade cada vez maior de recursos de água e saneamento são dedicados às situações de emergência - naturais e provocadas – em que comunidades pobres enfrentam o maior perigo. O UNICEF está empenhada em garantir o fornecimento de água potável e saneamento no prazo de 72 horas da superveniência de emergência porque as crianças são particularmente vulneráveis aos perigos da água suja em situações de emergência, como desastres naturais e conflitos. A melhor maneira de evitar o efeito de emergência, segundo a entidade é capacitar comunidades locais para cuidar de seu abastecimento de água e de governos a fazer investimentos que assegurem a segurança de água e saneamento mesmo durante os tempos mais difíceis.


Redação do Água Online
Envolverde, 21/09/09
© Copyleft - É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.

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Documentos públicos do Google Docs poderão ser encontrados por buscadores

Textos, planilhas e apresentações tornadas públicas no Google Docs poderão ser encontradas por buscadores nas próximas semanas

O Google anunciou que nas próximas semanas começará a indexar o conteúdo de documentos públicos hospedados no seu serviço online de produtividade, o Google Docs.

Em anúncio publicado no fórum de ajuda do Google Docs, uma funcionária da empresa chamada Marie F. afirma que nas próximas duas semanas textos, planilhas e apresentações disponíveis para qualquer usuário poderão fazer parte do índex de Google, Yahoo, Bing e outros buscadores.

Segundo o comunicado, apenas documentos publicados como páginas online ou que têm a opção de integração por meio de códigos disponível poderão ser encontrados pelos buscadores.

Arquivos sigilosos ou publicados, mas encontrados apenas por usuários que têm o link, não serão encontrados, lidos e nem integrados ao índex dos buscadores.

O anúncio do Google acontece na mesma semana em que a Microsoft começa a testar a versão online do popular pacote de produtividade Office, o Office Web Apps.

Ainda sem data para chegar ao mercado, o serviço, ainda fechado a convidados, permitirá que documentos do Word, Excel e PowerPoint sejam editados e compartilhados online.

O principal rival do Office Web Apps será o Google Docs, tanto pelas ferramentas oferecidas a usuários e empresas como pela penetração do serviço do buscador - pesquisa da consultoria IDC mostra que o Docs está presente em um quinto das empresas nos Estados Unidos.


IDG Now!, 21/09/09

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IAB publica manual para ajudar a conduzir investimentos em vídeos online

Long Form Video Overview traz dados sobre potencial publicitário de vídeos com mais de 10 minutos de duração para agências e anunciantes

O Internet Advertising Bureau (IAB) anunciou nesta segunda-feira (21/09) um guia para ajudar agências e anunciantes a entender melhor e guiar seus investimentos publicitários em vídeos online cuja duração supera dez minutos.

A associação justifica a produção do guia, chamado de Long Form Video Overview, citando números da consultoria Pricewaterhouse Cooper que afirmam que a publicidade vinculada a vídeos mais longos na internet ultrapassará a cifra de 4 bilhões de dólares em 2013.

De acordo com um estudo feito pela consultoria a pedido do IAB, o mercado publicitário movimentou nos EUA 737 milhões de dólares em vídeos feitos apenas para internet em 2008.

O manual indica cifras de outros institutos de pesquisa não apenas sobre crescimento da verba publicitária, mas também sobre a produção de vídeos, sejam eles profissionais ou amadores.

O documento também esclarece os quatro principais formatos de publicidade envolvendo vídeos e indica novos modelos que podem ser explorados em campanhas, além da tradicional vinculação de publicidade ao lado da janela pela qual o vídeo é reproduzido.


IDG Now!, 21/09/09

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Lilian Pacce, a jornalista que percebeu que sustentabilidade está na moda

O assunto moda sustentável ainda me parece um tema pouco abordado pelas grifes nacionais. Tirando algumas ações pontuais, como a criação de lojas “verdes” (assunto tratado aqui nesse post) ou a utilização de tecidos ecológicos em algumas peças, como faz a carioca Osklen, a aplicação da sustentabilidade, sobretudo no modo de produção das peças e em suas matérias-primas, ainda precisa de mais atenção por parte das marcas brasileiras.

Porém, se as grifes ainda não estão tão ligadas no tema, os jornalistas e entendidos no assunto estão, e já faz algum tempo. E um dos nomes mais respeitados nesse meio é o da jornalista Lilian Pacce.

Pioneira na campanha contra o uso de sacolas plásticas, a jornalista, a convite de Eduardo Jorge (secretário do Verde e do Meio Ambiente de São Paulo), foi curadora da exposição “Eu Não Sou de Plástico”, que contou com a participação de 120 grifes e estilistas renomados, que fizeram suas versões fashion para as já famosas ecobags. O resultado da exposição pode ser conferido no livro “Ecobags - Moda e Meio Ambiente”, idealizado pela própria Lilian.


E hoje, na loja das sandálias Ipanema, no Rio de Janeiro, acontece o lançamento de mais uma empreitada de Lilian no campo da moda ecológica: uma linha de sandálias feitas com cortiça reciclada, cujas tiras são também de borracha reciclada. As sandálias foram desenhadas pela própria jornalista, e trazem um trevinho aplicado na ponta.

Sorte pra você, Lilian!


Laís Andrade
Update Or Die, 22/09/09

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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Gisele Bündchen será embaixadora da ONU

A brasileira Gisele Bündchen, uma das modelos mais conhecidas de todo o mundo, foi desginada embaixadora da boa-vontade pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA, na sigla em inglês). A cerimônia ocorreu neste domingo, perto da residência atual da modelo, em uma praça no West Village, em Nova York.

O título é fruto do ativismo da top brasileira em prol da defesa do meio ambiente - ela é uma das grandes divulgadoras do projeto Y Ikatu Xingu, que nasceu com o intuito de proteger e recuperar as nascentes e matas de beira de rio do Xingu, no Mato Grosso.

A modelo chega a doar para o projeto boa parte dos lucros obtidos com as vendas de sua linha de sandálias. A nomeação de Gisele como Embaixadora da Boa Vontade do Programa das Nações Unidas para o Meio-Ambiente, o Pnuma, acontecerá em uma cerimônia no Washington Square Park Fountain, em Nova York.

A top brasileira vai se juntar a um time do qual já fazem parte celebridades como Angelina Jolie, Oprah Winfrey e Nelson Mandela. A nomeação de Gisele faz parte de uma série de eventos organizados pelo Pnuma em comemoração à semana global do clima.

Um dos objetivos da escolha de Gisele para o posto é usá-la para carregar a bandeira dos riscos do aquecimento global. Foi o primeiro evento público em que a top participou com gravidez aparente, já de seis meses.

O meio ambiente e a questão nuclear devem ser os dois principais tópicos da Assembleia-Geral da ONU que começa esta semana em Nova York. O secretário-geral das Nações Unidas, o sul-coreano Ban Ki-moon, liderará um evento sobre o aquecimento global na sede da organização. O encontro ocorre na terça-feira, o que provocará o adiamento do início da Assembleia-Geral, que reúne chefes de Estado de todo o mundo, para quarta-feira, alterando uma tradição de décadas.


Fonte: Veja Online, 18 e 20/09/09

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Y&R cria animação para o movimento TCK TCK TCK

Junto com as produtoras Tribbo e Somzera, agência cria filme para reforçar as ações nacionais da campanha, que visa alertar para os riscos do aquecimento global

A Y&R entrou na lista das agências e das companhias que unirão esforços para divulgar o movimento global TCK TCK TCK - que pretende incitar a assinatura de um novo acordo sobre mudanças climáticas - no Brasil.

A agência, em parceria com as produtoras Tribbo e Somzera, criaram uma animação de dois minutos que pretende alertar as pessoas acerca dos riscos do aquecimento global e tentar promover uma conscientização geral acerca da adoção de novos hábitos em prol do meio ambiente.

O filme foi desenvolvido como parte do projeto Reclame Por um Mundo Melhor, realizado pelo programa Reclame, do canal de TV por assinatura Multishow e será a primeira produção totalmente nacional a ser lançada para a campanha TCK TCK TCK (som que, em inglês, representa o tique-taque do relógio).

A animação será exibida nas salas de cinema e nas emissoras de TV que cederem seu espaço para apoiar a causa. A campanha, que já arrecadou US$ 150 mil no Brasil e ruma para os US$ 6 milhões no mundo, e que já teve quase 1 milhão de assinaturas ao abaixo-assinado no site da ação, terá ainda outras ações em diversas mídias no País ao longo dos próximos meses.

Filme sobre futuro climático
Com estreia mundial para a segunda-feira 21, o filme "The age of stupid", que conta a história de um arquivista em 2055, procura mostrar como seria a vida no planeta se fossem ignorados os alertas a respeito das consequências das mudanças climáticas. A première será em Nova York e será seguida de um debate entre cientistas, políticos e Kofi Annan, ex-secretário geral da ONU e um dos líderes da campanha TCK TCK TCK. A discussão terá transmissão ao vivo.

O evento, marcado para a véspera da sessão da Assembléia Geral da ONU sobre o clima, será encerrado com uma apresentação de Thom Yorke, vocalista da banda Radiohead.

No Brasil, o filme entra em cartaz em 13 salas de cinema no dia 22 de setembro. A produção integra a rede de parceiros da campanha TCK TCK TCK.


Meio & Mensagem Online, 11/09/09

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Fundo de investimento social lança novo concurso

Com o apoio da Fundação Kellog, o ELAS lança o 12º Concurso de Projetos. Nesta edição, o foco é apoiar iniciativas de organizações e grupos de mulheres negras do Nordeste, promovendo os direitos humanos e a cidadania, o fortalecimento institucional, a melhoria nas condições sócio-econômicas e a implementação e o exercício de leis que as beneficiem.

Podem participar grupos, organizações e associações de mulheres negras, especialmente as de mulheres quilombolas. Os projetos deverão ter duração de 10 meses e o montante para cada projeto é de R$ 14.880,00. No total, serão doados US$ 160 mil. Para participar é preciso entregar os formulários de inscrição no ELAS até o dia 24 de outubro, impreterivelmente.

O edital do 12º Concurso e o formulário para participação devem ser acessados no site do ELAS (www.fundosocialelas.org).

Sobre o ELAS
O ELAS – Fundo de Investimento Social (novo nome do Fundo Angela Borba) é o único fundo brasileiro de investimento social com foco exclusivo em meninas e mulheres. A organização entende que investir nelas é o caminho mais rápido para o desenvolvimento de pessoas, comunidades, cidades, estados e, por fim, de todo o País.

Isso acontece porque elas são as principais agentes de transformação da sociedade. Assim, todos os investimentos feitos em meninas, jovens e mulheres têm retorno através de expressivas mudanças sociais em diversos aspectos de suas vidas e das comunidades em que estão inseridas.

Ao longo de quase dez anos, o ELAS já apoiou 187 grupos de mulheres de todas as regiões brasileiras e doou diretamente mais de R$ 1,5 milhão. Além de apoiar financeiramente os grupos, a organização oferece treinamentos de formação e monitora as atividades para maximizar os resultados.


redeGIFE Online, 14/09/09

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domingo, 20 de setembro de 2009

'Crise faz países priorizarem área social'

Em visita ao Brasil, economista indiano afirma que debate sobre saúde nos EUA mostra mudança de paradigma provocada pela crise

O debate nos Estados Unidos sobre a reforma na saúde é um dos maiores exemplos de que a crise econômica fez as questões sociais ganharem espaço, diz o economista indiano Alakh Sharma. O diretor do Instituto de Desenvolvimento Humano de Nova Déli veio ao Brasil para falar sobre os programas sociais da Índia e conhecer as ações brasileiras.

“Sabemos que os Estados Unidos estão dando grande importância à saúde”, afirma Sharma, “países desenvolvidos, que antes eram indiferentes ao papel do Estado na proteção social, repensaram este conceito”. Ele e o conselheiro da Comissão de Planejamento do governo indiano, Bhaskar Chatterjee, foram entrevistados para a série de entrevistas do IPC-IG (Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo), órgão do PNUD em parceria com o governo brasileiro.

Para Sharma, a crise trouxe uma mudança de paradigma, com a preocupação social para o centro das discussões públicas. Nos países em desenvolvimento, observa Chatterjee, cresce o número de programas de proteção social, como os de transferência de renda. “Essas questões têm um apoio político? Sim, hoje elas têm e precisam ter”, diz, “há uma enorme necessidade, uma enorme pressão de ONGs, organizações da sociedade civil e das próprias pessoas vivendo abaixo da linha de pobreza”.

Ele reforça a importância de Brasil e Índia, ambos países emergentes, estudarem formas de saírem da crise com força econômica. “Os países em desenvolvimento estão pagando um alto preço por algo que não foi criação nossa, então tivemos de criar pacotes de estímulo às nossas economias”. “Acho que os países emergentes têm de dar as mãos, aprender um com o outro, olhar de perto quais são as nossas prioridades e interagir continuamente”, conclui.

Sharma ressalta que a proteção social nas regiões menos desenvolvidas é também a principal arma para superar a crise. “Os países do norte são capazes de enfrentar essa crise apenas porque a maioria deles oferece cobertura universal de seguro desemprego e outras formas de proteção social”, diz. “O dinheiro investido em proteção social, especialmente nas economias pobres do sul, aumentará o poder de compra e ajudará a combater a crise econômica”.

Acesse a entrevista na íntegra.


Pnud, Boletim nº 557, 14/09/09

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Prêmio ECO 2009 reconhecerá iniciativas de inovação sustentável

O Prêmio que a cada ano valoriza as melhores práticas de sustentabilidade nas empresas, vem com novidades em sua versão 2009. A inovação é a chave para o futuro e o Prêmio Eco inova trazendo o tema para sua vigésima sétima edição.

Lançado pela Amcham (Câmara Americana de Comércio) em 1982, o Prêmio ECO foi pioneiro no reconhecimento de empresas que adotam práticas socialmente responsáveis, gerando uma rica reflexão sobre o desenvolvimento empresarial sustentável no Brasil.

As quatro categorias que compõem a 27a edição do Prêmio ECO são:

Modelos de Negócios: relaciona-se a modelos de negócios e estratégias mais amplas das empresas que foram alterados pelos conceitos de sustentabilidade. Dá ênfase à integração da sustentabilidade nos níveis mais corporativos e sistêmicos das organizações;

Projetos: refere-se a novos projetos das companhias que envolvam a implantação de unidades produtivas ou de negócio que já nascem com critérios de sustentabilidade incorporados de forma sistêmica e estratégica;

Processos: envolve alterações em processos/ políticas de negócio que passaram a levar em conta atributos de sustentabilidade;

Produtos: diz respeito ao lançamento de produtos/ serviços ou linhas de produtos/ serviços que surgem com modelo de negócios inspirado nos conceitos de sustentabilidade.

As organizações serão reconhecidas de acordo com seus portes: pequenas e médias (com faturamento anual entre R$ 15 milhões e R$ 100 milhões) e grandes(acima de R$ 100 milhões). Serão doze premiações, sendo três por categoria: uma para pequenas e médias e duas para grandes.

As inscrições estão abertas e podem ser feitas no site www.premioeco.com.br até 12 de outubro.

Pelo segundo ano consecutivo, o jornal Valor Econômico é correalizador do ECO, uma parceria com objetivo de garantir maior visibilidade ao prêmio.


Fonte: site do Prêmio Eco

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Comércio Social: como fazer?

Veja as diferenças básicas entre as práticas de comércio eletrônico e social

O Comércio Eletrônico tem se destacado a olhos vistos no Brasil e tem sido alvo de holofotes em todo o país devido às suas cifras e possibilidades. O seu crescimento ano a ano de dois dígitos contrasta de forma significativa com os outros setores da economia, até mesmo diante de uma crise global.

Empresas dos mais diversos portes e segmentos estão percebendo que não aderir a tal estratégia de mercado é, em pouco tempo, estar fora do próprio mercado. É fato, porém, que saber o que tem que ser feito não significa saber como deve ser feito.

A urgência em montar sua plataforma de comércio eletrônico – muitas vezes porque o concorrente já o fez – gera um efeito colateral: faz com que as empresas não parem para se questionar qual o melhor modo de montá-la. Isso talvez aconteça porque só conheçam uma maneira, a mesma vitrine digital de produtos aliada ao velho "carrinho de compras".

Se todos se utilizam da mesma estratégia de diferenciação, ela deixa de ser eficiente. Tal qual ocorreu em meados dos anos 90, quando todos tinham que ter um site porque o concorrente já tinha, vivemos uma época de turbulência em que não há critérios, só pressa e falta de planejamento.

Se a sua empresa atualmente está investindo e despendendo esforços para montar uma bela plataforma de comércio eletrônico, saiba que há uma nova estratégia de diferenciação nessa área que ainda é privilégio de poucos.

Sabendo que o povo brasileiro é um dos que passa mais tempo navegando em redes sociais, tanto percentualmente quanto em números absolutos, é natural que tal comportamento venha cada vez mais fazer parte dos planos de vendas das empresas de comércio eletrônico.

Nasce assim o Comércio Social. Em poucas palavras, uma plataforma de comércio eletrônico que traz em sua gênese os conceitos de rede social, tendo como forte aliada a comunicação realizada na chamada web 2.0.

O Comércio Social se apresenta como o próximo passo do comércio eletrônico no país ao aliar as, ainda pouco conhecidas, rotinas de vendas aliadas à geração de conteúdo colaborativo, que pode ser potencializado por meio da comunicação viral e coesa em rede sociais.

Esses três "Cês" - comércio, conteúdo e comunidade - devem se somar de forma sinérgica em uma mesma plataforma de negócios digitais. Com um bom planejamento, essa estratégia vai gerar um número crescente de vendas qualificadas, porque trabalha continuamente a fidelização e a formação de uma comunidade de marca.

Os passos para implementar tal estratégia em sua operação de e-business não são tão complexos como se pode imaginar. Apresento algumas diretrizes a seguir:

Inicialmente é preciso gerar demanda, não há comunidade sem pessoas. O Google ainda é o melhor meio para gerar demanda para um site. Ter uma plataforma de comércio eletrônico otimizada para o mecanismo de busca é fundamental para gerar tráfego suficiente para manter uma comunidade sempre ativa e com novos membros.

A geração de demanda também passa pelo marketing viral, esse, contudo, ainda é misterioso o bastante para as empresas para que tenha sua efetividade garantida.

Após a geração de demanda, é preciso gerar “colas sociais”, ou seja, motivos para o usuário voltar e interagir com o site. Assim, a empresa deve realizar uma ação para não perder os usuários que já visitaram o site pela primeira vez. Exemplo dessas ações são concursos culturais, promoções relâmpago, fóruns em os consumidores podem conversar entre si e, desse modo, contribuam com suas opiniões e construam o site a seu gosto por meio de APIs ou áreas customizáveis. É importante tornar a navegação uma experiência e não se restringir à pura e simples compra.

Para manter a experiência sempre vívida e atual, é preciso ser inovador e ativo na comunidade o todo o tempo. É preciso gerar “buzz”, dar motivos para que falem (bem) da sua empresa.

Após gerar as "colas sociais" e fazer com que os usuários se mantenham unidos e ligados à marca, é preciso se comunicar com eles por meio de ferramentas da própria web, como Twitter, Blogs, Orkut, MSN, e-mail e várias outras. Cada empresa descobrirá qual a melhor ferramenta para o seu público. O site tem que ter um caráter pessoal, deve se personificar e se comunicar com seu mercado de maneira personalizada e em massa. Nessa etapa a micro segmentação é fundamental.

Em todas as ações citadas, são criadas oportunidades de venda de modo que naturalmente elas sejam reiteradas por todo o processo do Comércio Social. Quanto mais interação, mais vendas.

Como pode ver, Comércio Social é uma atitude, uma nova maneira de fazer a publicidade e vendas no seu negócio. Atualmente “vender” é “se relacionar” e a maior parcela de “relacionamento” na internet está nas redes sociais. O caminho natural do comércio eletrônico está no Comércio Social.

Se pararmos para pensar nas mais lucrativas marcas do "mundo off-line", iremos perceber que, na maioria das vezes, tais marcas são aquelas que mais geram "buzz" e que mais geram consumidores nas suas "comunidades de marca" de forma espontânea. Se isso já funciona tão bem no mundo de átomos, faça acontecer no mundo dos bits. A fórmula já foi dada, basta aplicá-la e replicá-la.


Conrado Adolpho
Publicitário, blogueiro, palestrante, consultor e especialista de internet. Formado em marketing e pós-graduado em economia, atua há mais de 10 anos no mercado e é um dos primeiros profissionais no Brasil a ser certificado pelo Google com o “Google Qualified Individual”. O palestrante é o brasileiro que mais vendeu livros de marketing no país em 2008, com o livro “Google Marketing” - o 4º livro mais vendido no ranking geral de livros de marketing, ao lado de Philip Kotler e Paco Underhill. É diretor da Agência Publiweb Marketing Digital
HSM Online, 18/09/2009

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Publicidade online tem maior impacto pela manhã

Pesquisa global realizada pela Eyeblaster revela que o pico de audiência das mensagens comerciais se dá às 9 horas

Uma pesquisa global feita pela Eyeblaster aponta que o internauta gasta, em média, um minuto por dia na interação com peças de publicidade online. Segundo os resultados, o período da manhã é o de maior impacto para as mensagens comerciais, com pico às 9 horas.

As peças criadas em formato de vídeo são as que mais repercutem, chegando a conquistar 70 segundos da atenção do usuário. O estudo analisou amostra de 42 bilhões de interações em todo o mundo, entre setembro de 2008 e março deste ano.

A informação é da coluna Em Pauta, publicada na edição 1376 de Meio & Mensagem, que circula com data de 14 de setembro de 2009.


Mariana Ditolvo
Meio & Mensagem Online, 14/09/09

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PPP-Ecos lança Edital 2009

O Programa de Pequenos Projetos Ecossociais (PPP-ECOS) destinará 675 mil dólares para projetos de uso sustentável da biodiversidade e fortalecimento de comunidades tradicionais no Cerrado. Os recursos serão doados a organizações civis, sem fins lucrativos, escolhidas por meio do edital divulgado pelo ISPN - Instituto Sociedade, População e Natureza.

O prazo final para o envio das propostas é o dia 19 de outubro de 2009. Clique para acessar o Edital PPP-ECOS 2009 e o Roteiro de Apresentação dos Projetos.

Cada entidade poderá concorrer a projetos de até 35 mil dólares para iniciativas inéditas. Serão contemplados projetos no bioma Cerrado e nas áreas de transição para Caatinga, Amazônia, Mata Atlântica e Pantanal. As organizações que já possuem experiência ou projetos com resultados e impactos positivos comprovados e que possam ampliar a escala de sua atuação poderão pleitear até 50 mil dólares. A escolha dos projetos se dará por meio de um Comitê Gestor Nacional com representantes de órgãos governamentais, organismos internacionais, organizações da sociedade civil e universidades.

O PPP-ECOS existe no Brasil há 15 anos e é executado por meio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Os recursos são do Global Environment Facility (GEF/ONU). O PPP-Ecos tem co-financiamento da União Européia, Fundação Doen e Fundo Finlandês para a Cooperação Local.

A coordenação técnico-administrativa está a cargo do ISPN. Com 15 editais lançados até 2009, o PPP-ECOS já apoiou 297 projetos em comunidades de 14 estados brasileiros e Distrito Federal. Durante sua existência, o programa investiu cerca de 7 milhões de dólares no bioma.

O PPP-ECOS busca fortalecer as inter-relações entre comunidades carentes e o meio ambiente, com ênfase na promoção de modos de vida sustentáveis que contribuam com benefícios ambientais globais, conforme os acordos internacionais para os quais o GEF é o mecanismo financeiro.


ISPN, 14/09/09

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O corpo nunca mente

"Existem sinais que denunciam uma mentira: coçar o nariz, tocar o rosto, afrouxar o colarinho etc. Se você perceber esses gestos no seu interlocutor durante uma negociação, fique atento", recomenda a consultora empresarial Daniela Zanuncini.

Ler o corpo e saber interpretar o real significado da comunicação não verbal pode ser um grande diferencial em uma negociação. Quantos não gostariam de saber o que a outra pessoa está pensando, qual será seu próximo passo? Pois a verdade é que o inconsciente está marcado no corpo. Aquilo que a outra pessoa não diz pode estar lá, pronto para ser visto - se você tiver habilidade para ver.

Quando a criança nasce, sua comunicação com o mundo é 100% corporal. Essa forma de comunicação perdura até os dois anos de idade, em média, quando as primeiras palavras e frases começam a tomar forma. Até então, o mundo da criança é visual e gestual. O corpo se expressa - e continua se expressando ao longo de toda a vida.

Não é à toa que, em nossa comunicação, o que é dito (conteúdo) representa apenas 7% do que queremos transmitir. Outros 38% se referem ao tom da nossa voz e 55% correspondem à expressão corporal? No tom de voz (38%), percebemos as emoções presentes na comunicação - um fator importantíssimo para captar o real sentido por trás das palavras. A mensagem é comunicada por meio da ênfase que colocamos em diferentes palavras e gestos.

Para se comunicar de forma eficaz, porém, não basta modular o tom de voz e a postura. Só se comunica com eficácia quem tem flexibilidade para receber o que é transmitido pelo outro. Por isso, é preciso - sempre - ouvir com atenção e evitar o pecado do egocentrismo. Muitas vezes, estamos tão concentrados em nós mesmos, esperando para expor o nosso ponto de vista, que esquecemos de escutar.

A comunicação se processa efetivamente quando compreendemos o que o outro está transmitindo e vice-versa. Para verificar a compreensão do outro, a melhor maneira é perguntar se ele entendeu - ou simplesmente observá-lo. José Angelo Gaiarsa afirma que levamos apenas sete segundos para ler a linguagem do corpo de nossos interlocutores, desde que estejamos 100% concentrados nisso. Além disso, é fundamental desenvolver e exercitar a empatia - ou a habilidade de se colocar no lugar dos outros. Somente assim haverá condições de se chegar ao entendimento pleno.

Em uma negociação, esse conhecimento é essencial para quem está disposto a observar o que não foi dito. Ao mesmo tempo, vale a pena seguir algumas dicas:
. Sentar-se frente a frente pode gerar uma postura desafiadora e estimular o confronto. Posicione-se assim diante de quem realmente você pretende confrontar.

. Mesas-redondas tendem a estimular a conciliação. Quando as pessoas se sentam lado a lado, automaticamente se instaura na sala um clima favorável ao acordo.

. Se a mesa for quadrada ou retangular, procure se sentar ao lado da pessoa com quem você pretende negociar. É uma forma subliminar de dizer que "estamos do mesmo lado".

. Interesse ou desinteresse podem ser medidos pelo conjunto "olhar atento-corpo inclinado para frente". Observe os momentos em que isso acontece.

. Mãos juntas passam confiabilidade. Observe os políticos quando eles precisam justificar algo: eles foram devidamente orientados a manter as mãos unidas nessas ocasiões.

Existem alguns sinais que, combinados, ajudam a denunciar uma mentira, um blefe etc. São eles: coçar o nariz, tocar o rosto repetidas vezes com as mãos, afrouxar o colarinho, coçar o pescoço ou nuca, esconder a boca, etc. Se você perceber esses gestos no seu interlocutor durante uma negociação, deixe o assunto evoluir e repita a mesma pergunta mais tarde. Se eles se repetirem, fique atento: o corpo nunca mente.


Portal Revista Amanhã
Jandira Feijó, 18/09/09

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sábado, 19 de setembro de 2009

Pesquisa Análise de Práticas CFRE

A CFRE International está conduzindo uma pesquisa sistemática de práticas de captação de recursos para identificar e descrever os principais conhecimentos e tarefas necessárias para uma prática eficaz.

Nos últimos meses, uma força-tarefa internacional tem trabalhado para criar uma descrição abrangente de práticas de captação de recursos. Uma pesquisa foi desenvolvida para coletar mais informações de você a respeito do conhecimento essencial necessário para uma prática eficaz de captação de recursos.

O link abaixo conduz à pesquisa: http://www.surveywriter.net/in/survey/survey310/CFREbz.asp?pw=BZ8ry74o8

A contribuicao é fundamental para o processo de definição do conteúdo e forma finais do exame para a certificação CFRE. Prevemos que a pesquisa leve cerca de 30 minutos para ser completada. Caso não seja possível completar toda a pesquisa de uma vez, é possível sair e depois retornar usando o endereço acima.

Em agradecimento tempo e esforço dispendidos ao responder a pesquisa, oferecemos, à escolha, 2 pontos Educacionais ou 10 pontos de Serviço para a certificação CFRE. Além disso, haverá um sorteio – os prêmios incluem livros sobre captação de recursos no valor total de US$100 e vouchers de US$25 para taxas de certificação.

O prazo para o preenchimento completo da pesquisa é no máximo até 02/10/09.

Qualquer dificuldade com a pesquisa, entrar em contato com a organização contratada para realizar este estudo: Professional Examination Service, das 9h às 5h (fuso horário de Nova Iorque) pelo telefone 1-212-367-4207.


ABCR, 15/09/09

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Câmara aprova mudança nas regras da filantropia

A Câmara dos Deputados aprovou ontem à noite, em votação simbólica, projeto de lei que muda as regras de certificação de filantropia a entidades beneficentes de assistência social, saúde e educação. O projeto regula os procedimentos de isenção de contribuições para a seguridade social. Como explica o relator, deputado Carlos Abicalil (PT-MT), trata-se do marco regulatório do setor.

Pela proposta, que agora será submetida à análise do Senado, os ministérios da Saúde, da Educação e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome passam a ser os responsáveis pela concessão dos certificados de beneficência às entidades que atuarem em suas respectivas áreas. Atualmente, a tarefa cabe ao Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS).

Caberá a eles definir os procedimentos para habilitação e o prazo de validade da certificação - entre um e cinco anos, segundo o projeto aprovado ontem na Câmara. Atualmente, o prazo é de três anos. Os ministérios terão de comunicar à Receita Federal os pedidos de certificação e de renovação, concedidos ou não.

A proposta define requisitos que a entidade tem que cumprir para ter direito à isenção definida pela Lei da Seguridade (lei número 8.212, de 1991): não pagamento da cota patronal de 20% ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Para as entidades da área de educação o critério é a concessão de uma bolsa de estudos para cada nove pagantes no ensino básico.

Na área da saúde, será obrigatório que as entidades ofereçam 60% de serviço gratuito ao Sistema Único de Saúde (SUS). Na área da assistência social, as entidades terão de oferecer 60% de atendimento gratuito a portadores de deficiência e idosos.

Pela legislação atual, segundo Abicalil, não há critério. " O certificado é concedido apenas com base em comprovações fiscais. Agora, elas terão que comprovar que são beneficentes ", disse. Após a aprovação em definitivo e a sanção do projeto, as novas regras terão de ser cumpridas na concessão dos próximos certificados ou não renovação dos atuais.

Os certificados vencidos durante a validade da Medida Provisória 446 - editada em novembro de 2006 foram renovados. Mas existe um grupo de entidades, cujos certificados expiraram depois da MP (que durou até início de fevereiro de 2009). Este grupo ingressou com protocolos pedindo renovação no CNAS.

No ano passado, o governo editou a medida - chamada de MP das filatrópicas -, concedendo anistia fiscal a mais de sete mil entidades filatrópicas. A renúncia pretendida superava R$ 2 bilhões de reais. Em abril deste ano, a Justiça Federal suspendeu os efeitos da MP.

O relator fez um apelo para que o Senado dê agilidade à votação, lembrando que a partir de 31 de dezembro, sem novas regras, haverá " uma infinidade de situações sem cobertura legal " .

Segundo Abicalil, a sociedade poderá acompanhar, passo a passo, o processo pela internet. " O projeto institui rigorosa transparência no processo " , afirmou o relator. Segundo ele, foram realizadas 26 reuniões desde o mês de junho, com representantes do setor. " Construímos um amplíssimo acordo que levou à aprovação e que, espero, o Senado confirme " , disse Abicalil.


Raquel Ulhôa, de Brasília
Valor Online, 16/09/09

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Bandeja do McDonald's exibe Educar para Crescer

É a primeira vez que a rede de fast-food abre espaço nas lâminas para outra instituição; ação deve impactar 10 milhões de pessoas

Após completar um ano nesta terça-feira, 15, o movimento Educar para Crescer, do Grupo Abril, decidiu comemorar com uma ação de grande abrangência. Até 30 de setembro, as folhas que forram as bandejas de 570 unidades do McDonald's trazem informações sobre aprendizado providas pela equipe editorial.

É a primeira vez que a rede de fast-food abre espaço nas lâminas para outra instituição, pelo menos no Brasil. Nesse caso, além da logomarca e da mascote do projeto, há também a logo da Abril estampando o tradicional papel da bandeja. Mas a empresa de alimentos adverte que só permitiu a exceção por se tratar de uma iniciativa sem fins lucrativos e com foco na utilidade pública.

"Conversamos com o vice-presidente de marketing do McDonald's, o Mauro Multedo, e ele é bem envolvido e interessado por educação. Foi realmente uma questão de abraçar a causa", explicou Kadu Palhano, redator-chefe do Educar para Crescer. Estima-se que a ação impacte 10 milhões de pessoas.

As dicas nas bandejas fazem parte do Guia da Educação em Família, desenvolvida em parceria com o Todos pela Educação e distribuída gratuitamente para os leitores das revistas Veja, Claudia, AnaMaria e Viva Mais. Exemplares dessas cartilhas, destinadas a pais de várias classes sócio-econômicas, também estão sendo distribuídos em algumas lojas da rede junto com o McLanche Feliz.


Gabriel Navarro
Meio & Mensagem Online, 16/09/09

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Programa de incentivo de reservas da Mata Atlântica está com inscrições abertas para oitavo edital de projetos

O Programa de Incentivo às Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN) da Mata Atlântica, coordenado pelas ONGs Conservação Internacional, Fundação SOS Mata Atlântica e The Nature Conservancy, está com inscrições abertas para seu VIII Edital de Projetos até o dia 26/10 (data de postagem no correio).

O objetivo do Programa é contribuir para a conservação in situ* da biodiversidade da Mata Atlântica, fortalecer o sistema nacional de unidades de conservação, por meio do apoio à criação e gestão de RPPNs, e fomentar atividades e negócios sustentáveis envolvendo as Reservas Particulares do Bioma.

Com o patrocínio de Bradesco Cartões, Bradesco Capitalização e da Fundação Toyota, um total de R$ 300 mil será destinado para a criação de RPPNs ou para projetos de elaboração de Planos de Negócios Sustentáveis. Proprietários de terra de toda a Mata Atlântica e ONGs podem participar do Programa.

Neste edital, o Programa de Incentivo às RPPNs passa ainda a financiar projetos de elaboração de Planos de Negócios para a implementação de atividades econômicas sustentáveis em propriedades com RPPNs, como turismo sustentável, produtos da Mata Atlântica (alimentos, artesanatos, bebidas e objetos feitos com recursos naturais locais), agricultura sustentável e produtos orgânicos, centros de formação e capacitação, dentre outras.

Com esse apoio, o Programa visa colaborar com a realidade local das regiões onde as RPPNs foram criadas, já que um local que pode ser preparado para o turismo sustentável, ou para o trabalho voltado para a sustentabilidade, aumenta as oportunidades de empregos para as comunidades dos entornos das RPPNs. Assim, o projeto alia conservação ambiental e geração de renda, contribuindo com a economia e desenvolvimento sustentável desses locais. Os projetos devem prioritariamente incluir uma ou mais RPPNs.

A história brasileira está intimamente ligada à Mata Atlântica, daí a importância da sua conservação, pois durante os ciclos econômicos a floresta foi sendo desmatada, reflexo da ocupação e exploração desordenada de seus recursos naturais.

As RPPNs protegem mais de 660 mil hectares do território brasileiro, distribuídos em mais de 900 reservas. Só na Mata Atlântica, elas somam cerca de 600 reservas e protegem aproximadamente 130 mil hectares, garantindo a proteção de espécies ameaçadas, como os primatas mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia) e macaco-prego-do-peito-amarelo (Cebus xanthosternos), a ave formigueiro-de-cauda-ruiva (Myrmeciza ruficauda), a araucária (Araucaria angustifolia), dentre outras.

Uma vez que cerca de 80% dos 102.012 km2 (7,91% da área original) que ainda restam do Bioma está em propriedades particulares, é de extrema importância a participação dos proprietários de terra na conservação da biodiversidade e dos recursos naturais, particularmente por meio da criação, manutenção e a gestão de RPPNs.

As RPPNs são relevantes para a conservação de importantes trechos de Mata Atlântica, para o aumento da conectividade da paisagem - fator chave para a manutenção dos processos ecológicos e proteção de espécies a longo prazo – e para ampliar a representatividade dos ecossistemas protegidos na Mata Atlântica.

Desde o primeiro edital, entre 2003 e 2009, o programa já beneficiou 216 projetos: 56 de gestão (sendo 22 de plano de manejo) e 159 projetos de criação, que vão resultar em 310 novas RPPNs, protegendo cerca de 20 mil hectares. O projeto pode auxiliar na consolidação dos mosaicos de unidades de conservação e dos corredores da biodiversidade e, com isso, contribuir para a conservação regional e o fortalecimento das áreas protegidas.

Para criação de uma RPPN os projetos selecionados receberão até R$ 10 mil e as propostas devem ter como proponente pessoa física ou jurídica proprietária da área onde se pretende criar a RPPN, organizações ambientalistas sem fins lucrativos ou associações de proprietários. Em todos os casos, deve ser apresentada cópia da documentação das propriedades.

Os projetos de elaboração de Planos de Negócios Sustentáveis receberão até R$ 30 mil e o proponente deve ser pessoa jurídica de caráter privado e sem fins lucrativos, tais como associação, fundação, ONG ou Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP). Em ambas as categorias deve ser enviada uma cópia do instrumento de acordo formal ou Termo de Compromisso entre as partes.

Por se tratar de um processo competitivo, o programa não avalia somente critérios como qualidade, coerência, pertinência e criatividade do projeto, mas também a contribuição da área para a proteção da biodiversidade e de recursos hídricos, proximidade com outra unidade de conservação, relevância da área no contexto regional, beleza cênica e paisagística, presença de espécies ameaçadas de extinção, grau de ameaça da região onde a RPPN será criada, entre outros.

Todas as propostas terão prazo máximo de 18 meses para sua execução, contados a partir da data de assinatura do contrato. A avaliação das propostas apresentadas dentro do prazo definido neste edital será realizada pelo Comitê de Avaliação do Programa.

* “Segundo a Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), a conservação “in situ” é a conservação de ecossistemas e habitats naturais e a manutenção de populações viáveis de espécies em seus ambientes naturais e, no caso de espécies documentadas ou cultivadas, nas áreas onde elas desenvolveram suas propriedades diferenciadoras". (fonte: Explicação retirada do site do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná, que usou conceito da Convenção sobre Diversidade Biológica: Entendendo e Influenciando o Processo - Um Guia para Entender e participar Efetivamente da Oitava Reunião da Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica - COP - 8).

Serviço:
As propostas e os documentos necessários para análise devem ser encaminhados impreterivelmente até 26/10 (data de postagem no correio) para:
Programa de Incentivo às RPPNs da Mata Atlântica
Aos cuidados de Mariana Machado
Rua Manoel da Nóbrega, 456
04001-001 – São Paulo - SP

O novo edital de projetos está disponível para consulta nos sites:
http://www.sosma.org.br/, www.conservacao.org, www.nature.org/brasil, http://www.corredores.org.br/


Setor3, 14/09/09

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Harvard de roupa nova

Símbolo de ensino de qualidade, universidade americana lança grife de luxo para diversificar receitas e atenuar suas dificuldades financeiras

Pense em uma roupa que leva a marca de uma universidade. Provavelmente a imagem que vem à mente é uma blusa de moletom com o nome da instituição (como na foto ao lado).

Essa ideia está para mudar. No mês passado, a Universidade de Harvard anunciou um contrato de licenciamento com a Wearwolf, um grupo de moda americano especializado em fornecer roupas para grifes de luxo.

O que vem por aí são camisas, ternos, blazers, gravatas e acessórios arrojados, que resultam da interpretação da Wearwolf para o que os homens de negócio, em especial aqueles que estudaram em Harvard, poderiam usar.

O estilo nada tem a ver com o nome Harvard estampado em letras enormes. São roupas que acompanham a tendência da moda conforme a estação. Batizada de Harvard Yard, a grife chegou a ser comparada - com certo exagero - à americana Ralph Lauren.

Com preços que variam de US$ 160 a US$ 495, as peças devem chegar a lojas de departamento de luxo entre fevereiro e março do ano que vem. "Não é uma marca para estudantes mas para homens bem-sucedidos que estão na faixa dos 25 aos 45 anos", disse à DINHEIRO Jeffrey Wolf, vice-presidente da Wearwolf.

"A Harvard Yard não será destinada só ao mercado americano. No futuro próximo, queremos ingressar em vários países, inclusive no Brasil." Quanto mais ambiciosos os objetivos da Wearwolf, melhor para a Harvard, que ganhará royalties sobre as vendas.

Harvard possui mais de 100 contratos de licenciamento de produtos, como chaveiros, canetas e camisetas, mas as receitas geradas por esse negócio ainda são irrisórias. A estratégia é justamente impulsionar essa área. Os lucros são para financiar bolsas de estudo para alunos.

Como tudo o que envolve o nome Harvard, a criação da grife gerou uma saraivada de críticas. Na semana do anúncio do contrato, não faltaram comentários e piadas na mídia envolvendo o nome da nova grife. Uma delas brincava que usar a roupa seria tão difícil quanto entrar em Harvard, pois só seria possível se a geração anterior já a tivesse usado antes - em uma alusão irônica à tradição de famílias que há décadas frequentam a universidade.

"A marca Harvard Yard traz as mesmas aspirações que envolvem o nome da universidade, como status, glamour e a sensação de estar entre os melhores do mundo", diz Luiz Angelotti, proprietário da Angelotti Licensing, especializada em licenciamentos. "A nova marca tem tudo para ser uma grande grife internacional e abrir enormes possibilidades de ganho."

Harvard vive um período de dificuldades financeiras, o que também explica o interesse da universidade por projetos capazes de gerar novas receitas. A crise mundial afetou as grandes instituições de ensino dos Estados Unidos, que viram as doações monetárias minguarem nos últimos meses.

Em Harvard, as arrecadações caíram de US$ 36,9 bilhões no biênio 2007/2008 para US$ 26 bilhões no ano encerrado em 30 de junho passado. Em Yale, outro símbolo estudantil americano, as arrecadações caíram de US$ 22,9 bilhões para US$ 16 bilhões.

"Em momentos de crise, é óbvio que as doações diminuem", afirma André Delben Silva, administrador do Harvard Business School Club of Brazil, uma associação de ex-alunos brasileiros que estudaram na universidade.

"Depois, as doações voltam, pois se trata de uma prática arraigada na cultura americana,como se ela fosse um gesto de agradecimento à universidade." Obviamente, Harvard está longe da falência, mas um estudo recente concluiu que ela terá de cortar custos nos próximos meses.

O desafio é fazer isso sem afetar a qualidade do ensino. Harvard é um ícone mundial. No mês passado, ficou em segundo lugar no índice Webometrics, um ranking semestral que aponta as melhores universidades do mundo


Carolina Guerra
Boletim IstoÉ - Edição 2080, 19/09/09

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sexta-feira, 18 de setembro de 2009

10 razões para adotar redes sociais nas empresas

Veja texto que mostra como as organizações podem adotar a utilização das redes sociais internamente

Muitas empresas tem receio de utilizar redes sociais dentro das empresas alegando que haverá queda na produtividade de seus funcionários. Isso prova, como sempre, que as pessoas preocupam-se mais em identificar os problemas do que em enxergar as oportunidades presentes em certas decisões. Esse tipo de pensamento focado apenas no problema faz com que as empresas substimem a capacidade criativa, de mobilização e criatividade coletiva das pessoas dentro das empresas.

A realidade das empresas mudou. A competição é muito maior do que no século passado e isso faz com que a inovação seja a principalmente competência a ser desenvolvida pelas empresas. Inovação que deve vir de todos os lugares da empresa. A emrpresa deve buscar conhecimento onde quer que ele esteja, seja dentro ou fora da empresa. Alguns dizem que ela deve ser “chuveiro” (de cima para baixo), outros dizem que deve ser “bidê” (de baixo para cima), mas o importante é que ela seja do tipo “hidromassagem” (de todos os lados).

Mauro Segura, consultor da IBM, revelou o resultado de uma pesquisa que a própria IBM faz regularmente, chamada “CEO study - The enterprise of the future”. O estudo apontou 5 tendências:
- As empresas serão ávidas por mudança;
- Inovação de fora para dentro;
- Empresas globalmente integradas;
- Disruptivas por natureza;
- Pensam na sustentabilidade e no longo prazo;

Diante desse cenário, as empresas devem basear suas ações no desenvolvimento do seu capital intelectual a fim de criar uma cultura de inovação em que todos sintam que são livres para expor suas idéias. Para isso, é preciso dar voz as conversas existentes dentro das organizações. Nesse sentido, as redes sociais são ótimas ferramentas para criar esse ambiente de conversas dentro das empresas, pois ela aproxima as pessoas e facilita a conexão entre pessoas com interesses comuns e que poderiam compartilhar ideias.

Nesse sentido, Mauro apresenta as 10 razões para se adotar redes sociais dentro das empresas:
- Acesso rápido e fácil ao conhecimento: com as ferramentas atualmente existentes, é muito fácil criar um ambiente onde as pessoas possam discutir, apresentar suas idéias e registra-las para outras pessoas consultarem.
- O ser humano adora redes sociais: especialmente os brasileiros, uma vez que mais de 80% dos brasileiros, que se conectam a Internet, participam de algum tipo de rede social. Brasileiro gosta de conversar;
- A inovação aparece: o ambiente das redes sociais facilita o surgimento da diversidade de perspectivas e opiniões, condição essencial para surgimento da inovação;
- Quebra da barreira geográfica: você pode conversar com qualquer pessoa independente da localização geográfica em que ela esteja;
- Quebra da barreira hierarquia: talvez seja esse o maior temor de quem está no comando das empresas. Não existem escadinhas que deve ser escaladas para que as informações e as opiniões cheguem ao alto escalão da empresa. Isso é irreversível e incontrolável;
- Comunicação direta sem intermediários: comunicação sem filtros. Não existe mais aquela de que “Quem conta um conto aumenta um ponto”;
- Identidade pessoal: nas redes sociais, você tem a oportunidade de mostrar quem você é. Você pode expressar suas opiniões e suas crenças;
- Referências: é uma oportunidade de criar um grande conjunto de referências para posteriores consultas;
- Política de portas abertas: deixe a comunicação fluir livremente e você se surpreenderá com a capacidade de criar coletivamente de seus funcionários;
- Tecnologia simples e fácil: não é preciso ser um expert em tecnologia ou em construção de sites para você montar sua rede social. Existem ferramentas que auxiliam qualquer pessoa na criação de um blog, por exemplo.

Adotar redes sociais dentro das empresas potencializa a geração de inteligência coletiva dentro das empresas, além de descobrir pessoas talentosas, que ficam escondidas na imensidão dos cargos e departamentos das empresas, e facilita a identificação dos agentes de mudança dentro da empresa e que podem influenciar outras pessoas a se tornarem inovadoras. Aliás, Mauro apresentou o resultado de um estudo da universidade de Melbourne de que funcionários que utilizam redes sociais são 9% mais produtivos do que aqueles que não usam.

Com certeza, no século XXI o valor está no intangível.


Marcelo Bastos (http://hsm.updateordie.com/author/mbastos/)
Este texto foi publicado, originalmente, no Blog da HSM. Para ler este e outros post, clique aqui: http://hsm.updateordie.com/.
HSM Online, 04/09/09

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Fundação Banco do Brasil e BNDES fazem acordo de cooperação

O presidente da Fundação Banco do Brasil (FBB), Jacques Pena e o diretor de inclusão social do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Élvio Gaspar, assinaram acordo de mútua cooperação técnica e financeira entre as instituições. O documento, que tem vigência de cinco anos, objetiva a redução de desigualdades, a inclusão social e o desenvolvimento territorial sustentável, por meio da realização de um total de R$ 200 milhões de investimentos sociais.

A cada ano, os parceiros destinarão R$ 40 milhões para o patrocínio da estruturação de empreendimentos da economia solidária, reaplicação de tecnologias sociais e apoio a promoção do desenvolvimento integrado com enfoque territorial.

Cada uma das instituições participará com R$ 20 milhões por ano, sendo os recursos do BNDES oriundos do Fundo Social da instituição, enquanto os da Fundação Banco do Brasil são provenientes de seus recursos próprios.

Para Jorge Streit, diretor de desenvolvimento social da Fundação Banco do Brasil, o convênio é de altíssimo interesse. Ele explica que o acordo está centrado em eixos nos quais a Instituição atua desde 2003 - tecnologias sociais, cadeias produtivas e desenvolvimento territorial, principalmente nas regiões Norte e Nordeste.

"Esta parceria olha para ações nas quais já estamos focados e para as regiões que priorizamos. Para o BNDES, a capilaridade da Fundação Banco do Brasil é também de interesse estratégico. È um convênio bom para os dois lados e a tendência é que seja bem sucedido", afirma.

Atuação conjunta
O acordo de cooperação prevê a elaboração anual de um Plano Tático de Atuação Conjunta FBB-BNDES, contendo a indicação dos investimentos a serem realizados no período. Um Comitê Técnico Executivo (CTE), composto por representantes da FBB e do BNDES, atuará na elaboração do plano, na seleção de iniciativas e no acompanhamento dos projetos aprovados.

O plano de atuação para 2009, que inaugura a parceria, indica investimentos sociais de R$ 14,7 milhões nas cadeias produtivas da cajucultura, mandiocultura, apicultura e reciclagem. Também estão previstos investimentos sociais da ordem de R$ 11,7 milhões na reaplicação das tecnologias sociais Produção Agroecológica Integrada Sustentável (PAIS), que tem foco na segurança alimentar e geração de trabalho e renda, e Fossa Séptica Biodigestora, que objetiva a melhoria das condições de saneamento básico.

Além disso, o documento direciona R$ 11,9 milhões para ações de desenvolvimento territorial, em regiões como o Vale do Urucuia, o Vale do Rio Doce, a bacia do rio São Bartolomeu e a Mata dos Cocais. Desse total, cerca de R$ 6,7 milhões estão destinados para o desenvolvimento sustentável dos entornos de grandes projetos do BNDES.


redeGIFE Online, 07/09/09

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