quinta-feira, 23 de abril de 2009

Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome investe R$ 1,5 milhão em projetos de educação alimentar e nutricional

Por meio de edital público, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) selecionará projetos de educação alimentar e nutricional a serem desenvolvidos em equipamentos públicos conveniados, contratados ou co-financiados pela Pasta, tais como Bancos de Alimentos, Restaurantes Populares, Cozinhas Comunitárias e Centros de Referência de Assistência Social (CRAS).

A meta é firmar 10 convênios com Municípios das regiões metropolitanas, do Semiárido e dos Territórios da Cidadania com investimento total de R$ 1,5 milhão. Cada projeto poderá receber o máximo de R$ 150 mil provenientes do Ministério. Os Municípios interessados têm até o dia 13 de maio para enviar os projetos, conforme os critérios estabelecidos no Edital MDS/SESAN nº 02/2009, que está disponibilizado no site do MDS: www.mds.gov.br/editais.

O Programa de Educação Alimentar e Nutricional desenvolve ações que incentivam a prática de uma alimentação adequada e saudável, de modo a estimular a autonomia do indivíduo e a mobilização social. Também espera auxiliar na prevenção de doenças relacionadas ao consumo alimentar inadequado como a desnutrição, a obesidade e a anemia, entre outros.

Os critérios de seleção e pontuação desse edital levarão em consideração a caracterização da situação de segurança alimentar e nutricional no Município, objetivos claros e possíveis de alcançar, além da adequação e detalhamento da metodologia.

Os gestores interessados em concorrer à seleção pública poderão participar de uma mesa técnica que será realizada pela Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do MDS - por videoconferência - nesta sexta-feira (24/4) entre às 9h e 10h30 (horário de Brasília). O objetivo é sanar as dúvidas sobre o credenciamento e posterior cadastramento de propostas no Sistema de Convênios (SICONV).

A transmissão do evento em tempo real poderá ser acompanhada pela internet. Para isso, basta acessar o site: www.saude.gov.br/emtemporeal usando o navegador Internet Explorer. Dúvidas e perguntas prévias poderão ser encaminhadas para o correio eletrônico: educacaoalimentar@mds.gov.br até as 18h desta quinta-feira (23), ou pelo telefone: (61) 9321-0248 durante toda a transmissão do evento.

Serviço
Videoconferência sobre o Edital n.º 02/2009 – Educação Alimentar e Nutricional – Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome
Data: 24 de abril de 2009 (sexta-feira)
Horário: 9h às 10h30 (horário de Brasília)
Acesso: www.saude.gov.br/emtemporeal

Informações para imprensa
Adriana Scorza / Dimas Ximenes
(61) 3433-1052
ASCOM/MDS


Adriana Scorza
Site do MDS, 23/04/09

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Guitarras pintadas por grafiteiros são leiloadas em Londres

As guitarras que irão a leilão foram pintadas por grafiteiros brasileiros e britânicos
Foto Antonio Silva/BBC


Doze guitarras Gibson pintadas por grafiteiros brasileiros e britânicos vão a leilão no próximo dia 29 de abril, em Londres, para ajudar a levantar fundos para projetos sociais no Brasil.

Os instrumentos trabalhados por nomes como Speto e D*Face ficam expostos na galeria The Print Space, no leste de Londres, a partir desta quinta-feira (23), até 11 de maio.

Por trás da iniciativa, intitulada "A Força da Rua", está a ONG britânica ABC Trust, que realiza projetos com crianças de rua no Brasil.

Andrew Webb, diretor-executivo da organização, disse à BBC Brasil que espera que o leilão renda pelo menos 30 mil libras (cerca de R$ 96 mil), que serão destinados a 12 projetos em São Paulo, Rio, Salvador e Recife.

A ABC Trust foi fundada pela brasileira Jimena Page, mulher de Jimmy Page, guitarrista do Led Zeppelin.


BBC Brasil
Folha Online, 23/04/09

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Conferência arrecada US$ 260 milhões contra pirataria na Somália

Doadores da comunidade internacional arrecadaram cerca de US$ 260 milhões (R$ 571 milhões) para reforçar a segurança na Somália e contribuir para o combate à pirataria que assola os mares do golfo de Áden, anunciaram fontes espanholas.

O comissário de Desenvolvimento e Ajuda Humanitária da União Europeia (UE), Louis Michel, anunciou na saída da reunião que foi superado o objetivo de ajuda à Somália que tinha sido fixado para a conferência internacional de doadores realizada nesta quinta-feira, em Bruxelas.

Na saída da reunião, Michel disse à imprensa que "o objetivo foi superado", mas não deu detalhes. A UE e a ONU (Organização das Nações Unidas), promotoras da conferência, tinham proposto arrecadar pelo menos 162 milhões de euros (R$ 464 milhões) para um período de um ano, a fim de ajudar o novo governo somali a atacar as raízes da pirataria. EFE

Segundo Michel, as contribuições incluem ainda equipamento e material de ajuda humanitária, além das doações em dinheiro.

Os ataques de piratas aumentaram rapidamente nos últimos anos. Mais de 130 foram registrados em 2008, incluindo mais de 50 sequestros. Os piratas normalmente liberam os navios e suas tripulações depois do pagamento de altos resgates pelas empresas de transportes marítimos. Calcula-se que, apenas no ano passado, foram pagos mais de US$ 80 milhões em resgates.

"Restaurar a segurança e estabilidade na Somália é vital para o sucesso da reconciliação e a sobrevivência da unidade do governo", disse o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, durante a conferência. "Ainda falta muito a fazer".

Ban reiterou, contudo, que a ONU não tem planos de enviar força de combate à Somália. Segundo o secretário-geral, as forças de paz irão ao país apenas quando "as circunstâncias e condições forem apropriadas".

O aumento da frequência dos ataques levou a um maior patrulhamento das águas sem lei do golfo de Áden. Somália e Iêmen, países que margeiam o golfo, não tem condições de impedir a atuação dos criminosos. O golfo de Áden é uma das rotas marítimas mais usadas no mundo para o escoamento de mercadorias entre Europa e Ásia pelo Mar Vermelho.


Folha Online, 23/04/09

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Bancos de desenvolvimento oferecem US$ 90 bi a América Latina

O Banco Mundial (Bird), o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e outras instituições multilaterais anunciaram nesta quarta-feira o desbloqueio de US$ 90 bilhões para a América Latina nos próximos dois anos.

O Bird está disposto a liberar US$ 35,6 bilhões, o BID, US$ 29,5 bilhões, e a Cooperação Andina de Desenvolvimento, US$ 20 bilhões, afirmaram estas instituições em comunicado comum.

O Banco Centro-Americano de Integração Econômica e o Banco de Desenvolvimento do Caribe também vão contribuir, respectivamente com US$ 4,2 bilhões e US$ 500 milhões.

As instituições querem colocar à disposição mais recursos para os países da região, abalados pela crise mundial, que reduziu o acesso aos mercados financeiros.

O anúncio foi feito depois de alguns economistas terem expressado o temor de que a América Latina, que não é considerada como a região mais atingida pela recessão, tenha dificuldades para conseguir financiamentos com as instituições mundiais.

"A América Latina e o Caribe realizaram progressos econômicos e sociais importantes nos cinco últimos anos, e precisamos garantir que o choque externo da crise mundial não estrague esses avanços", declarou o presidente do Bird, Robert Zoellick.

Durante o período, o crescimento da América Latina foi em média de 5,3% por ano. O Bird prevê para este ano redução de 0,5% a 1,5% do PIB (Produto Interno Bruto) da região. Já o FMI (Fundo Monetário Internacional) aposta em contração de 1,5%.

"A América Latina conseguiu retirar 52 milhões de pessoas da pobreza entre 2002 e 2007, mas esta tendência ainda pode se inverter", avisaram as instituições multilaterais.

Augusto de la Torre, chefe da equipe econômica do Bird para a América Latina, afirmou nesta quarta-feira que se a recuperação econômica demorar muito, até quatro milhões de latino-americanos poderão cair abaixo da linha de pobreza em 2009, e outros dois milhões que poderiam sair deste patamar serão privados dessa possibilidade.

O BID ressaltou que continuará tentando aumentar seus recursos, "para seguir apoiando a região em suas necessidades de financiamento".


France Presse
Folha Online, 22/04/09

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Entidades dizem que vão reduzir ou cortar doações a ONGs ligadas a Igreja Católica

A crise econômica chegou à Igreja Católica. O bispo de Jales (SP) e presidente da Cáritas Brasileira, ONG ligada à igreja, dom Luiz Demétrio Valentini, disse que diversas organizações internacionais que costumavam doar para a instituição já informaram que vão reduzir ou vão parar de doar.

Sem citar o quanto a igreja recebe hoje e qual a expectativa de perda, dom Demétrio avalia que, a partir de agora, terão de contar ainda mais com fontes de receitas próprias, como as doações de fiéis e campanhas específicas, que englobam dioceses de todo o país.

"Graças a Deus não dependemos tanto das doações internacionais. Estamos numa situação relativamente tranquila, em que determinadas comunidades podem se autofinanciar. É claro que isso ainda não acontece com todas", disse o bispo nesta quarta-feira, primeiro dia da 47ª Assembleia Geral da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), em Indaiatuba (a 102 km de SP).

Segundo dom Demétrio, essas instituições estão preferindo beneficiar regiões mais pobres que o Brasil, como países da África e da Europa Oriental.

O assunto crise foi debatido em boa parte do encontro de hoje. Pela manhã, na abertura do evento, o arcebispo de Manaus (AM) e vice-presidente da CNBB, dom Luiz Soares Vieira, afirmou que uma série de problemas assola o Brasil, entre eles a crise financeira.

"Há um grande cardume de problemas, especialmente os efeitos da crise financeira e econômica, a corrupção e a violência, que aguardam a solicitude missionária da igreja para serem assumidos à luz da Ressurreição, e transformados em caminho de vida nova para todos".

À tarde, os 330 bispos reunidos no mosteiro de Itaici debateram a conjuntura econômica e política brasileira. Em documento não oficial, um grupo de técnicos da CNBB fez uma crítica ao sistema financeiro e comparou os fóruns Econômico, realizado em Davos (Suíça), e Social, em Belém.

"Enquanto em Belém do Pará cresce a consciência planetária e consolida-se a rede solidária mundial a partir do Sul, os 'global players' do capitalismo reunidos em Davos pedem socorro ao Estado."

No texto, há citações sobre os escândalos do Congresso. Esse documento não foi votado pelos bispos, mas parte dele pode ser inserida na carta oficial da Assembleia Geral da CNBB que deve ser redigida no último dia do encontro, em 1º de maio.

O tema central do evento é "Formação presbiteral: desafios e diretrizes". Os bispos discutem também a iniciação à vida cristã e a missão do Brasil no continente americano.


Afonso Benites
Folha Online, 22/04/09

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quarta-feira, 22 de abril de 2009

Prêmio Escola Voluntária chega a sua nona edição

No ano de 2009, o Prêmio Escola Voluntária chega com sucesso a sua nona edição, incentivando e reconhecendo instituições de ensino responsáveis por projetos sociais que promovam o trabalho voluntário entre os seus alunos. Desde sua criação em 2001, Ano Internacional do Voluntariado, o Prêmio recebeu inscrições de 2540 escolas.

Em suas quatro primeiras edições, o Prêmio Escola Voluntária abrangia projetos de escolas do estado de São Paulo. Na quinta edição, em 2005, as escolas do Rio de Janeiro passaram a participar do Prêmio. No ano seguinte, os estados do Paraná, Minas Gerais e Rio Grande do Sul foram incluídos, chegando a um total de 457 escolas inscritas. Em 2007, os alunos do Distrito Federal também puderam participar. Na sua nona edição, o Escola Voluntária é destinado aos estudantes dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e do Distrito Federal.

Qualquer escola, pública ou particular, pode se inscrever desde que o projeto esteja em operação desde o começo do ano letivo de 2009, e que dele participem alunos regularmente matriculados no 9º ano (ou 8ª série) do Ensino Fundamental ou em qualquer série do Ensino Médio.

As inscrições podem ser feitas via internet nos sites www.radiobandeirantes.com.br e www.fundacaoitausocial.org.br ou então pelo correio entre 13 de abril e 30 de junho. Caso a inscrição não seja feita pela internet, a escola deverá enviar a ficha de inscrição devidamente preenchida para a Rua Radiantes, 13, CEP 05699-900, Morumbi, São Paulo, SP.


redeGIFE Online, 20/04/09

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Fundo Social do BNDES seleciona projetos

Constituído com parte dos lucros anuais do BNDES, o Fundo apóia projetos de caráter social nas áreas de geração de emprego e renda, serviços urbanos, saúde, educação e desportos, justiça, meio ambiente, desenvolvimento rural e outras vinculadas ao desenvolvimento regional e social.

Veja a seguir os tipos de iniciativas que podem ser beneficiadas.

* Iniciativas que não possuam capacidade de endividamento, mas que sejam sustentáveis. Incluem-se:
a) estabelecimento de parcerias institucionais para complementar fontes em projetos ou programas de geração de emprego e renda com recursos financeiros escassos, que sejam considerados prioritários, de acordo com as políticas públicas federais e/ou estaduais;
b) fortalecimento de aglomerações produtivas, mediante financiamento de equipamentos coletivos;
c) estruturação de economias locais e regionais em pólos turísticos, para geração de trabalho e renda;
d) melhoria da capacitação técnica e da gestão de empresas autogestionárias apoiadas pelo BNDES e complementação de financiamentos a estas empresas de forma a equilibrar sua estrutura de capital.

* Contribuir para a complementação de políticas de desenvolvimento regional e social de áreas de baixa renda, por meio de ações de apoio a tais políticas, compreendendo:
a) modernização de gestão e de desenvolvimento institucional, por meio de ações consorciadas entre pequenos municípios, destinadas ao apoio à formação de redes visando à prestação de serviços de uso comum;
b) desenvolvimento institucional orientado, direta ou indiretamente, para os agentes repassadores do Programa de Microcrédito – PMC.

* Atuar na modernização da formatação, implementação, monitoramento e avaliação de programas e projetos ambientais; na recuperação, conservação e preservação do meio ambiente; bem como na preservação e disseminação de patrimônio científico e tecnológico.

* Apoiar iniciativas inovadoras nas áreas de saúde, educação e justiça, em convergência com políticas públicas, com parcerias institucionais estabelecidas com entidades federais ou estaduais, que demonstrem capacidade de replicação e tenham abrangência.

* Complementar programas do BNDES mediante o apoio a projetos ou ações que sejam prioritários e que necessitem de aporte de recursos não reembolsáveis.

Itens Financiáveis
Os recursos do Fundo Social serão destinados a investimentos fixos, inclusive aquisição de máquinas e equipamentos importados, sem similar nacional, no mercado interno e de máquinas e equipamentos usados; capacitação; capital de giro; despesas pré-operacionais e outros itens que sejam considerados essenciais para a consecução dos objetivos do apoio.

Como solicitar
As solicitações de apoio são encaminhadas ao BNDES por meio de Carta-Consulta - preenchida segundo as orientações do Roteiro de Informações para Consulta Prévia (versões word 2000 ou word 95) - enviada pela empresa interessada, ao:
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES
Área de Planejamento-AP
Departamento de Prioridades-DEPRI
Av. República do Chile, 100 - Protocolo - Térreo
20031-917 - Rio de Janeiro, RJ

Quem pode receber apoio
. Pessoas jurídicas de direito público interno, e
. Pessoas jurídicas de direito privado, com ou sem fins lucrativos.

Veja mais informações em http://www.bndes.gov.br/programas/sociais/fundo_social.asp


Fonte: Site do BNDES

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Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade

Iphan premia ações de preservação ao Patrimônio Cultural Brasileiro

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), vinculado ao Ministério da Cultura, lança a 22ª edição do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade que oferece R$ 20 mil às ações de preservação do Patrimônio Cultural Brasileiro. Empresas, instituições e pessoas de todo o país podem se inscrever até 11 de maio nas superintendências regionais do Iphan.

O Prêmio, que procura estimular e valorizar todos aqueles que compartilham com os ideais de Rodrigo Melo, é divido em sete categorias: Apoio Institucional e/ou Financeiro, Divulgação, Educação Patrimonial, Pesquisa e Inventário de Acervos, Preservação de Bens Móveis e Imóveis, Proteção do Patrimônio Natural e Arqueológico e Salvaguarda de Bens de Natureza Imaterial. Cada ação poderá ser inscrita somente em uma das categorias.

Os candidatos devem apresentar os projetos em forma de dossiê, digitado ou impresso em Word e um resumo da ação de no máximo 30 linhas. É necessário agregar elementos icnográficos, audiovisuais ou qualquer outra espécie de material ilustrativo ou produto - elementos que possibilitem a pela caracterização da atividade - tais como: desenho, fotografias, slides, mapas, cartazes, folhetos, revistas, livros, fitas cassete de vídeo, CD, dentre outros.

Os vencedores serão anunciados em julho deste ano junto com a data e o local da cerimônia de entrega das premiações. Os trabalhos serão pré-selecionados por comissões das Superintendências Regionais do Iphan, compostas por profissionais de diferentes áreas culturais da região. Em seguida, as ações selecionadas serão analisadas pela Comissão Nacional de Avaliação, formada pelo Presidente do Iphan, Luiz Fernando de Almeida, e por representantes de instituições do Governo Federal e outras entidades ligadas à preservação do Patrimônio Cultural.

O prêmio foi criado em 1987 em reconhecimento das ações de proteção, preservação e divulgação do Patrimônio Cultural Brasileiro. Seu nome é em homenagem a Rodrigo Melo Franco de Andrade, fundador e presidente do Iphan, durante 30 anos.

Rodrigo contou com a colaboração de ilustres brasileiros para a realização de seu trabalho como Mário de Andrade, Manuel Bandeira, Lúcio Costa, Carlos Drummond de Andrade, Gilberto Freire, Vinicius de Morais, Sergio Buarque de Holanda, e muitos outros. Formou uma equipe com pesquisadores, historiadores, conservadores e mestre de obras, todos com empenho incansável na defesa do Patrimônio Cultural do país. Faleceu em 1969, deixando registrado o período em que esteve a frente da instituição, de 1937 a 1967, como a fase heróica.

Saiba mais: www.iphan.gov.br

Informações: (61) 3414.6199 ou codif@iphan.gov.br.


Narla Aguiar
Ministério da Cultura, 22/04/09

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SID/MinC apoiará curso de capacitação destinado a grupos que trabalham com a diversidade sexual no país

Como elaborar projetos culturais e como acessar as leis de incentivos à cultura. Esses são os temas de curso de capacitação que a Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), em parceria com a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA) e com a Articulação Brasileira de Lésbicas (ABL), está promovendo através do Grupo SOMOS - Comunicação, Saúde e Sexualidade, com financiamento do Ministério da Cultura. A iniciativa será de âmbito nacional e a primeira etapa começa nesta sexta-feira, 24 de abril, em Porto Alegre.

A abertura contará com a participação do secretário-substituto da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural (SID/MinC), Ricardo Lima, e com as presenças do cineasta Gilberto Perin e do antropólogo e historiador Pierre Bedin. O evento será às 19h, na sede do Sindicato dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul (Rua Alberto Bins, nº 480) e, na ocasião, visando homenagear a artista Rebecca Macdonald - travesti gaúcha, recentemente falecida -, haverá a exibição de Au Revoir Shirley, filme dirigido por Perin.

Além da projeção, será ministrada uma oficina pela produtora cultural Dedé Ribeiro e por Luisa Pires, da LIGA Produção Cultural. O objetivo principal é instrumentalizar (sic) os grupos ligados ao Movimento LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais), artistas profissionais da Cultura LGBT, para a criação e formatação de Projetos Culturais, bem como para a compreensão de processos jurídicos e administrativos relativos às Leis de Incentivo à Cultura.

Ao todo, serão realizadas cinco capacitações, sendo uma em cada região do Brasil envolvendo, pelo menos, dois grupos LGBT de cada estado. Dessa forma, cada grupo capacitado funcionará como um polo para difundir o aprendizado para outros grupos de sua região. Os grupos selecionados serão custeados pelo projeto.

As inscrições para a etapa gaúcha já estão encerradas. As próximas capacitações serão realizadas no Nordeste, entre os dias 15 a 17 de maio, pelo grupo ASTRAPA, de João Pessoa; no Centro-Oeste, entre os dias 10 e 12 de julho, pelo grupo Livremente, de Cuiabá; no Sudeste, entre os dias 14 e 16 de agosto, pelo grupo MGM, e no Norte, entre os dias 2 a 4 de outubro, pelo Grupo Diverrsidade, de Roraima.


Marcos Agostinho
Ministério da Cultura, 22/04/09

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Oi Futuro seleciona projetos de tecnologia social

Criado em 2004, programa investiu cerca de R$ 7,5 milhões em 70 projetos que beneficiaram 40 mil pessoas

O Oi Futuro, instituto de responsabilidade social da Oi, lança no próximo dia 27 de abril o edital de seleção para o Programa Novos Brasis 2009, de apoio e parceria com organizações sem fins lucrativos para a viabilização de idéias inovadoras que utilizem a tecnologia da informação e comunicação para acelerar o desenvolvimento humano. Este ano, pela primeira vez, o edital está aberto a projetos de todo o país.

A seleção terá como foco o desenvolvimento de tecnologias sociais que possam ser replicadas para outras organizações sociais. Serão valorizados critérios como inovação, criatividade, capacidade de apresentação de diagnóstico da comunidade atendida e de monitoramento do trabalho realizado. O programa busca apoiar projetos com diretrizes e objetivos bem definidos que tenham como base o uso da tecnologia para informação e comunicação.

Desde 2004, o Novos Brasis investiu cerca de 7,5 milhões de reais e beneficiou mais de 40 mil pessoas com 70 projetos que já se tornaram realidade. O edital é voltado para organizações do Terceiro Setor sem fins lucrativos e devidamente legalizadas. Após a seleção das propostas, que será realizada por um grupo de especialistas, o Oi Futuro acompanhará a implantação de cada iniciativa, auxiliando na gestão e na avaliação do impacto das atividades. A partir dessa edição, a parceria com o instituto de responsabilidade social da Oi se dará por 15 meses, três meses a mais do que nos anos anteriores.

As inscrições, assim como as regras de participação, estarão disponíveis no site www.oifuturo.org.br de 27 de abril a 12 de junho. As organizações podem inscrever mais de um projeto, desde que atendam às exigências do regulamento.


Coputerworld, 22/04/09

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Banco Mundial vai investir US$ 12 bilhões em programas sociais

O Bird (Banco Mundial) anunciou nesta terça-feira que vai triplicar seus investimentos em programas de proteção social durante os próximos dois anos para ajudar os mais vulneráveis diante da atual crise global.

Como parte da iniciativa, o Bird indicou que aumentará de US$ 1,2 para US$ 2 bilhões a ajuda a seu programa de desembolso rápido de fundos para os países afetados pela alta no preço dos alimentos.

Em comunicado, a instituição diz que sua decisão reflete a crescente preocupação com o impacto da crise econômica global nas taxas de pobreza e desnutrição, assim como em programas de educação, saúde e outras iniciativas sociais.

"Um mundo que não aprende com a história está condenado a repeti-la", disse o presidente do banco, Robert Zoellick.
Lições da crise

A entidade disse ser necessário aprender com crises passadas, quando muitos governos decidiram fazer cortes em programas sociais, em uma decisão com "efeitos devastadores sobre os pobres".

Zoellick lembrou, nesse sentido, que durante a crise asiática de finais dos anos 90, aconteceu uma alta de 22% nos casos de anemia entre mulheres grávidas na Tailândia, enquanto a matrícula escolar caiu na Indonésia.

"Esse tipo de revés pode afetar toda uma geração. Não devemos permitir que volte a se repetir", destacou Zoellick.

Parte do apoio adicional a programas sociais aprovado pelo BM será destinado, entre outras iniciativas, a programas de ajuda condicionada que vinculem a entrega de fundos ao cumprimento de certos objetivos como a frequência escolar dos filhos de famílias participantes dos programas.


da Efe
Folha Online, 21/04/09

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terça-feira, 21 de abril de 2009

Empresários doam mais de R$ 2 mi para projetos de educação do LIDE EDH e Instituto Ayrton Senna

Taxa de aprovação de alunos cresce até cinco vezes nos mil municípios onde os trabalhos são realizados

Motivados pela apresentação da presidente do Instituto Ayrton Senna, Viviane Senna, sobre os bons resultados produzidos pelos projetos em parceria com o LIDE EDH – Empresários pelo Desenvolvimento Humano em prol da educação pública, os 320 empresários presentes ao 8º Fórum Empresarial/2º Fórum de Governadores doaram hoje mais de R$ 2 milhões. Somente um dos presentes, que pediu anonimato, doou R$ 180 mil, o que equivale a três cotas de contribuição.

Segundo Viviane Senna, no ritmo atual, o ensino público brasileiro levaria 100 anos para se atingir o nível praticado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Hoje, disse a presidente do Instituto Ayrton Senna, de cada 10 crianças, oito concluem a 8ª série sem saber português. E entre oito e nove alunos atingem esta fase sem saber matemática. “Isso significa que levamos oito anos para entregar apenas um ou dois alunos com a capacitação adequada”, disse Viviane.

Além disso, durante este período o índice de alunos que abandonam a escola chega a 70%. Por causa do baixo nível de aprendizagem e das consecutivas repetências, cerca de 20% das crianças desistem de continuar estudando após três anos. Outras 20% desistem após 4 anos e mais 20% abandonam a escola após 5 anos.

Em mil municípios brasileiros onde o Instituto Ayrton Senna e o LIDE EDH desenvolvem projetos na área de educação, a taxa de aprovação cresce cinco vezes. E as crianças chegam a aprender em apenas um ano o que levariam dois anos na escola pública tradicional. “Não há nada de errado com esses alunos. O sistema educacional é que precisa se adaptar para atender essas crianças, cuja situação de pobreza interfere no rendimento escolar”, explicou Viviane Senna.

De acordo com o presidente do LIDE EDH, Osmar Zogbi, são atendidas atualmente 400 mil crianças só nos estados da Paraíba e Pernambuco. Os trabalhos tiveram bons resultados: 95% de eficiência.


Portal Fator Brasil, 21/04/09

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Falta de patrocínio desativa contador de homicídios em PE

O contador de homicídios, instalado no bairro das Graças, em Recife, que mostra o número de assassinatos em todo o Estado, vai ser desativado no dia 30 deste mês. O motivo: falta de verbas.

O contador foi inaugurado em abril do ano passado e contava com o patrocínio do Instituto Maurício de Nassau para a manutenção do relógio (cerca de R$ 1.200 por mês) que realiza uma contagem do número de homicídios que acontece no Estado.

Como o instituto não renovou o contrato, o contador será retirado do local. A contagem dos mortos continuará a ser monitorada no site do Pebodycount.


Folha Online, 20/04/09

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segunda-feira, 20 de abril de 2009

Amazônia: moeda de troca do PAC

Para governo, Amazônia desponta como a melhor estrada para levar Dilma à presidência

Em um ato de inaceitável oportunismo político, o plenário da Câmara aprovou ontem emenda proposta pelo deputado petista José Guimarães (CE) que dispensa de licença ambiental prévia as obras em rodovias brasileiras. A medida, que serve para acelerar as obras do PAC, foi incluída na Medida Provisória (MP) 425/2008, que tinha como propósito autorizar o governo federal a usar títulos da dívida pública para injetar recursos no Fundo Soberano do Brasil (FSB). O deputado José Guimarães é também o relator da matéria.

A medida fixa um prazo máximo de 60 dias para que a autoridade ambiental, como o Ibama, emita o licenciamento ambiental. Ao final desse prazo, a licença será automática. A emenda altera a Política Nacional do Meio Ambiente (Lei No 6.938, 81), reduzindo as medidas que garantem a devida análise dos impactos ambientais e a definição de medidas mitigadoras e compensatórias em obras de infra-estrutura como essas.

“O deputado José Guimarães é o mesmo que teve um assessor flagrado com dólares escondidos na cueca. Agora, ele usa o mesmo artifício para enfiar, em uma MP de caráter econômico, um corpo estranho que acaba com a exigência de licenciamento ambiental prévio nas obras de infra-estrutura. Hoje é uma estrada. Amanhã será uma hidroelétrica?”, questiona Paulo Adário, diretor da campanha da Amazônia do Greenpeace. “Pior: ao conceder automaticamente a licença depois do prazo máximo, o governo resgata um artifício usado durante a ditadura militar para legitimar seus interesses escusos – com o agravante de que a medida passa a valer pra todo mundo”.

Diversos estudos apontam que 75% do desmatamento ocorrem ao longo de estradas pavimentadas da região. Em muitos casos, como na rodovia BR-163, que liga Cuiabá (MT) a Santarém (PA), somente o anúncio do asfaltamento no restante da estrada estimulou enorme migração de fazendeiros e madeireiros, o que resultou em altas taxas de desmatamento e modificação drástica da paisagem.

Até o fim de 2010, o PAC prevê a modernização, a pavimentação e a duplicação de quase duas dezenas de estradas, ao custo de mais de R$ 8 bilhões em investimentos públicos e privados. Entre as rodovias beneficiadas está a BR-319, que liga Manaus (AM) a Porto Velho (RO), cujo asfaltamento é defendido com unhas e dentes pelo ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, com o objetivo de pavimentar sua candidatura ao governo do estado do Amazonas em 2010.

Durante a votação, poucos deputados preocupados com os impactos ambientais dessa medida tentaram excluir da MP 425/2008 a dispensa do licenciamento, mas sem sucesso. Governistas derrubaram os dois destaques sobre o licenciamento. Ficou para esta quarta a votação de um último destaque sem relação com esses itens. Após concluída a votação, a MP 452 vai para o Senado.

Se aprovada pelo Senado, a emenda do deputado José Guimarães pode causar danos sem precedentes ao meio ambiente, em particular à Amazônia e o clima global. O Brasil é o quarto maior emissor mundial de gases do efeito estufa por causa da destruição da Amazônia. Zerar o desmatamento é a principal contribuição do país na luta contra as mudanças climáticas.

No entanto, iniciativas como a emenda do deputado José Guimarães, somada a outras em tramitação no Congresso – como o Floresta Zero, a MP da Grilagem e o lobby pelas alterações do Código Florestal – colocam em cheque as metas de redução de desmatamento assumidas internacionalmente pelo governo brasileiro no Plano Nacional de Mudanças Climáticas.

“A campanha eleitoral, antecipada pelo presidente Lula para eleger a chefe da Casa Civil como sua sucessora, virou um trator que derruba tudo pela frente. A política ambiental está sendo sacrificada deliberadamente no altar da sucessão presidencial. E que a ministra Dilma não tenha dúvidas: o PAC, que poderia perfeitamente ser rebatizado de Plano de Aceleração da Catástrofe, vai abrir uma cicatriz irreparável na política ambiental brasileira e na imagem do país no exterior. E, desta vez, não haverá plástica que dê jeito”, disse Adário.


Redação do Greenpeace
Envolverde, 16/04/09
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Banco Real lança curso online sobre sustentabilidade

No dia 22 de abril, quarta-feira, o Banco Real, integrante do Grupo Santander Brasil, lança o seu mais novo curso on-line sobre sustentabilidade. A iniciativa dá continuidade às ações do Espaço Banco Real de Práticas em Sustentabilidade, que tem como objetivo disseminar o tema e compartilhar com a sociedade a experiência acumulada pela instituição desde 2000. O curso é aberto a qualquer pessoa interessada no assunto – clientes, fornecedores, educadores, estudantes, empresários, entre outros. Para participar basta acessar o site de sustentabilidade do Banco Real pelo link: http://www.bancoreal.com.br/sustentabilidade.

O curso é apresentado no formato de filme, dividido em três capítulos, que serão lançados em etapas. Cada filme, com duração média de 6 minutos, é complementado por quizzes e textos, caso o participante queria se aprofundar nos temas abordados e receber um certificado ao final do terceiro capítulo.

Segundo Maria Luiza Pinto, Diretora Executiva de Desenvolvimento Sustentável do Grupo Santander Brasil, “o curso de sustentabilidade foi criado com o intuito de oferecer um conteúdo inspirador sobre o tema que tivesse a capacidade de disseminar o movimento da sustentabilidade entre as pessoas, sejam elas clientes ou não”. Ainda de acordo com a executiva, “a ideia é ampliar a capacidade de influenciar indivíduos e organizações a adotarem práticas que levem ao desenvolvimento sustentável, um tema urgente para toda a sociedade e que gera muitos benefícios para quem o pratica”.

Para ajudar nessa missão, a instituição criou o Roberto, um personagem que, assim como grande parte da população, ainda tem dúvidas sobre como aplicar a sustentabilidade no cotidiano, mas que já começa a descobrir a importância desse tema. “O indivíduo é o grande responsável pela mudança que precisa ser feita e por isso criamos o personagem, que pode ser qualquer um de nós. O Roberto é uma pessoa que tem algumas informações sobre sustentabilidade, mas que está passando por um processo de aprendizado sobre o estado atual do planeta e sobre os novos paradigmas de negócios. Nossa idéia foi criar uma pessoa comum, com a qual todos pudessem se identificar”, afirma Sandro Marques, Superintendente de Desenvolvimento Sustentável do Grupo Santander Brasil.

No site do Práticas já estavam disponíveis cursos online específicos sobre Direitos Humanos, Edificação Sustentável e Diversidade. Para 2009 também serão lançados outros dois, um sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e outro sobre Investimento Social Privado. ”Queremos compartilhar a bagagem que acumulamos sobre o tema ao longo dos anos, pois entendemos que, com isso, ajudaremos a encurtar o caminho dos indivíduos e organizações em direção à sustentabilidade. A disponibilização de conteúdos online permite que os participantes dividam esse tema com seus amigos e familiares, atuando também como disseminadores de conceitos e práticas de sustentabilidade”, reforça Maria Luiza.

Em dezembro de 2007, o Banco Real lançou o “Espaço Real de Práticas em Sustentabilidade”, um modelo inédito de colaboração no Brasil, desenvolvido para compartilhar com a sociedade o conhecimento adquirido pela instituição sobre o assunto. A intenção é trocar idéias e experiências entre organizações de diversos setores para que, juntos, o caminho para um mundo sustentável seja encurtado.

Desde dezembro de 2007, cerca de 1.250 profissionais representantes de aproximadamente 670 organizações clientes e fornecedoras, entre empresas, órgãos do governo e ONGs, já participaram do treinamento presencial “Sustentabilidade na Prática: Caminhos e Desafios”, exclusivo para clientes corporativos e fornecedores do Grupo Santander Brasil.

Em 2008 foram realizadas 13 turmas em diversas regiões do Brasil,(São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Belo Horizonte, Campinas, Vale do Paraíba, Brasília e Porto Alegre). Além do treinamento de dois dias, a instituição promoveu cafés da manhã, workshops, oficinas customizadas e criou um site colaborativo para as organizações participantes. Para 2009, a agenda de novos cursos iniciou no mês de março, com a primeira turma do “Caminhos e Desafios” em São Paulo. Outras 12 serão realizadas até o final do ano.

“O resultado do curso tem sido surpreendente, cada vez mais conseguimos acompanhar o impacto provocado nas organizações participantes. Além desses encontros presenciais, temos, hoje, mais de 380 pessoas cadastradas em um espaço virtual exclusivo chamado Meu Espaço de Práticas, onde compartilham experiências e trabalham em cooperação”, comenta Maria Luiza Pinto, diretora executiva de Desenvolvimento Sustentável do Grupo Santander Brasil, que reúne os bancos Santander e Real.

O “Práticas” conta com um Conselho Consultivo formado por líderes de diversos setores da sociedade, para avaliar as futuras iniciativas do projeto e dividir o conhecimento para multiplicar ações. Junto com o presidente do Grupo Santander Brasil, Fabio Barbosa, fazem parte do conselho: Rogério Amato (Secretaria Estadual de Assistência e Desenvolvimento Social), Ricardo Young (Instituto Ethos) e Claude Ouimet, vice-presidente da InterfaceFLOR comercial (empresa líder no em sustentabilidade em âmbito mundial). Também fazem parte do conselho clientes como Wilson Ferreira Jr (CPFL), Demorvan Tomedi (Pampex) e Ivo Gramkow (Gramkow Bio Produtos Orgânicos), além de Celina Antunes (Cushman & Wakefield Semco), representando os fornecedores, Alexandre Hohagen (Google), Mario Monzoni (FGV-CES), Helio Mattar (Akatu), Roberto Smeraldi (Amigos da Terra), Valdemar de Oliveira Neto (Avina) e Altair Assumpção (Banco Real).


Redação da Pauta Social
Envolverde, 16/04/09
© Copyleft - É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.

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Acelera, Ayrton - Como, em um país no qual as ONGs vivem de pires na mão, o Instituto Ayrton Senna caminha para a sustentabilidade financeira

Ratto, gerente, coordena a estratégia de negócios do instituto, que amealhou R$ 17 MILHÕES no ano passado com a cobrança de royalties

Um dos destaques da Abrin, a feira da indústria de brinquedos ocorrida na semana passada em São Paulo, foi o lançamento da réplica em metal de um carro da equipe McLaren da temporada 1989 de Fórmula 1. O pequeno bólido, desenhado para pistas de autorama, vai custar R$ 200 no varejo. O valor bastante elevado para um produto do tipo se deve ao fato de o modelo ser semelhante ao usado pelo piloto brasileiro Ayrton Senna. Esse carrinho integra a lista de cerca de 250 itens (roupas, brinquedos e cadernos, por exemplo) vendidos com as grifes Ayrton Senna, Senna (simbolizado pelos dois "S") e Senninha no Brasil e em países da Europa, Ásia e do Oriente Médio.

No total, el
es geraram R$ 17,03 milhões em royalties no ano passado. Mais que um negócio lucrativo, a gestão da imagem do esportista, falecido em 1994, é a principal alavanca financeira do Instituto Ayrton Senna (IAS), fundado e dirigido por Viviane Senna, irmã do piloto. Em 2008, o licenciamento garantiu 76% do orçamento de R$ 22,4 milhões do instituto. Não é exagero dizer que a entidade caminha em direção à independência financeira, algo raríssimo em um país no qual as ONGs vivem de pires na mão ou dependem enormemente de benesses oficiais.

O IAS conseguiu esse resultado graças a uma administração estratégica que inclui agilidade na hora de fechar parcerias e de fazer mudanças de rota. Um bom exemplo foi a reformulação da loja virtual, a Senna Store, cuja linha de produtos passou de 30 para 120 no final de 2007. "Nossa base de clientes é composta por dez mil internautas ávidos por novidades",destaca Mauro ratto, gerente de desenvolvimento de negócios do iAS. "Trata-se de um modelo inteligente, mas muito difícil de ser copiado", avalia Fernando Machado, diretor da filial brasileira da consultoria Boston Consulting Group (BCG).



Segundo Machado, mesmo nos estados Unidos, apenas um seleto grupo de onGs e iniciativas se mantêm graças à venda de produtos. É o caso da campanha o Câncer de Mama no Alvo da Moda, cujo círculo azul desenhado pelo estilista ralph Lauren estampa camisetas, da Fundação Lance Armstrong, que lançou a moda das pulseiras de borracha, e da newman's own, que comercializa uma linha de molhos com a figura do ator Paul newman. o iAS, no entanto, tem um desafio adicional que é evitar o envelhecimento de uma marca baseada em um esportista que morreu há cerca de 15 anos.

Na opinião do diretor da BCG, é exatamente aí que reside um dos grandes méritos do instituto Ayrton Senna. "A entidade conseguiu capitalizar a força das marcas Senna e Senninha, que hoje desfrutam de um peso semelhante, no mercado brasileiro de licenciamento, ao de personagens globais como Super-homen e hello Kitty, no imaginário infantil, e Ferrari, no caso de itens ligados à F-1", opina. "Mesmo quem não conheceu o esportista valoriza o trabalho do instituto", completa.

São essas características que fizeram com que cerca de 50 empresas, do porte de Grendene (calçados), Suzano (papel) e diverbrás (jogos eletrônicos), buscassem vincular seu nome ao universo Ayrton Senna. "Um personagem forte tem o poder de abrir espaço nas gôndolas dos supermercados e de ampliar em até 30% as vendas", argumenta decio Augusto da Costa Filho, diretor da Cepêra Alimentos. "especialmente quando os consumidores sabem que parte do valor da venda será destinada a projetos sociais de reconhecida relevância", completa. Assim como a campanha O Câncer de Mama no Alvo da Moda é uma referência na área de saúde, o Instituto Ayrton Senna está intimamente ligado à melhoria na qualidade da educação. desde 1994 os programas Se Liga e Acelera Brasil, gerenciados pelo instituto, já beneficiaram 11,6 milhões de crianças e jovens em 1.372 cidades de norte a sul do Brasil.


Rosenildo Gomes Ferreira
Boletim IstoÉ Dinheiro - Edição 602, 20/04/09

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domingo, 19 de abril de 2009

A maioria dos líderes não conhece seus liderados

O consultor Dario Amorim, autor de 51 Dicas para a Conquista da Automotivação acredita que o líder tem o dever de conhecer os anseios e objetivos pessoais de cada membro de sua equipe. Só assim, diz ele, é possível trabalhar com os fatores que realmente afetam a motivação do grupo como um todo. O problema é que, segundo Dario, a maioria das pessoas não têm um "sonho" definido...

Você costuma dizer que, para motivar uma equipe, é preciso se concentrar primeiro no indivíduo. De que forma se dá esse processo?
Equipes são grupos de pessoas trabalhando em prol de um objetivo comum, certo? Mas o grupo é formado por pessoas diferentes, com anseios, vontades e sonhos diferentes. Sem valorizar o indivíduo é impossível motivar a equipe. Se eu não me concentrar no indivíduo, eu sempre terei alguns membros do grupo motivados e outros, não. Sempre terei aqueles que enxergam a equipe como um meio de atingir seus objetivos pessoais e outros que não vêem relação entre uma coisa e outra.

Sim, mas como a abordagem individual influencia o grupo como um todo?
O compromisso de um líder é despertar a motivação que existe dentro de cada membro da equipe. Ele precisa assumir esse compromisso. Precisa estar comprometido como o sucesso das pessoas que estão abaixo dele. Veja: eu, enquanto líder, dependo do sucesso de quem eu lidero. Então é preciso buscar meios de despertar a motivação de cada integrante da equipe. Existem duas maneiras de se fazer isso: por meio da motivação externa - que é gerada por uma causa temporária, como uma campanha, uma meta, um prêmio que se vislumbra ali adiante; e por meio da motivação interna - que independe de prêmios e está ligada à concretização de sonhos e metas pessoais.

Qual desses dois caminhos é o mais eficiente?
O foco da liderança deve ser a motivação interna. A externa pode ser gerada por meio de campanhas com início, meio e fim. É um estímulo externo e institucional. Já a interna não precisa de campanha ou prêmios. É permanente. Aqui, o que conta são os objetivos individuais de cada funcionário. Enquanto o indivíduo está no caminho de realizar seu sonho, ele está motivado. O papel do líder é o de influenciar esse processo, mostrando as relações entre o cumprimento de determinadas metas da equipe e a concretização de sonhos pessoais.

O líder tem de sonhar pelo liderado?
Eu não diria sonhar pelo liderado, e sim mostrar que ele não pode parar, que ele tem de almejar coisas novas. O que faz as pessoas crescerem é o desejo, o norte, o sonho. O líder é responsável por dar um novo olhar sobre aquilo que se está fazendo. O ser humano, por natureza, tem uma tendência de olhar para o novo sempre com os olhos do passado, com base nos conceitos que adquiriu ao longo da vida. O líder precisa ter a habilidade de fazer com que as pessoas enxerguem o novo com os olhos novos. Encarar os desafios não só com base nos conceitos do passado, e sim com base em novos conceitos, novas interpretações - e novas possibilidades.

De que maneira se pode estabelecer esse tipo de diálogo entre líder e liderado?
De fato, é essencial que o líder tenha capacidade de firmar relacionamentos. Ele precisa se colocar no mesmo barco. Ainda que ocupe uma posição diferente de seus liderados, ele tem de remar junto. Para isso, tem de conhecer cada membro de sua equipe.

Os líderes atuais conhecem seus liderados? Em equipes muito grandes, é quase impossível saber detalhes a respeito dos objetivos pessoais de cada funcionário, não?
Nas minhas atividades, eu sempre faço um exercício para testar isso. Para cada gestor, eu pergunto coisas do tipo: "Qual é o nome completo de cada integrante da sua equipe?". A maioria deles não sabe responder. Aí eu pergunto: "Qual é a idade e a data de aniversário de cada um de seus liderados?". E eles geralmente não sabem responder. Aí vem a última pergunta: "Qual é o maior sonho de cada um de seus liderados?". São realmente poucos os líderes que conhecem a resposta. E isso ocorre em todos os tipos de equipes, tanto as grandes quanto as pequenas.

Qual é a importância dessas respostas, afinal?
Se eu sei qual é o sonho de cada pessoa, fica mais fácil administrar os estímulos necessários para que todas elas se sintam motivadas. Com isso, o líder consegue mostrar para cada pessoa como ela pode ser feliz através da empresa, através do atingimento das metas da equipe. O líder passa a fazer um elo entre o sonho e a realidade profissional de cada liderado. Por outro lado, de que maneira o líder poderia trabalhar a motivação da equipe se não conhecesse objetivos pessoais de cada integrante? O que ele pode dizer de consistente para que as pessoas se sentissem impelidas a lutar pelos objetivos da empresa?

Como fazer esse elo quando as pessoas da equipe têm ambições muito diferentes?
O líder só consegue ter uma equipe focada se for capaz de associar as diferentes ambições pessoais em torno das metas da empresa. Agora, é preciso ressaltar um fato curioso: na maioria das vezes, o ser humano não tem um sonho.

Não?
Não. Quando você pergunta qual é o sonho de uma determinada pessoa, a resposta geralmente gira em torno de coisas muito simplórias. Em geral, as pessoas querem comprar um carro, construir uma casa, viajar, etc. São sonhos pouco desafiadores. Hoje, muitas pessoas conseguem comprar uma casa sem muito esforço. O líder precisa trabalhar isso. Tem de influenciar o liderado para que ele desenvolva novos sonhos, novos objetivos pessoais. Só assim a pessoa começará a ter motivações permanentes.


Andreas Müller, Revista Amanhã
Jandira Feijó,17/04/09

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Fundação Cultural Palmares recebe projetos até 30 de outubro

Portaria publicada no DOU disciplina regras e critérios para 2009

Está aberto o prazo para solicitação de apoio à Fundação Cultural Palmares a projetos de cultura afro-brasileira, por meio de convênios e contratos de repasse.

A Portaria nº 21, de 27 de fevereiro de 2009, publicada em 3 de março, no Diário Oficial da União, estabelece os critérios de seleção de projetos, disciplina a contrapartida de entidades privadas sem fins lucrativos e fixa o prazo de recebimento de propostas até 30 de outubro deste ano.

O Programa Cultura Afro-brasileira é desenvolvido pela Fundação Cultural Palmares por meio de seis ações finalísticas - assim denominadas por seu objetivo de proporcionar bens ou serviços que atendam diretamente às demandas sociais. São elas: Proteção aos Bens Culturais, Pesquisa sobre Cultura e Patrimônio, Rede Palmares de Comunicação, Fomento a Projetos de Cultura, Promoção de Intercâmbios Culturais e Etnodesenvolvimento de Comunidades Remanescentes de Quilombos - todas visando potencializar a participação da população afrodescendente no processo de desenvolvimento do Brasil.


Fonte: Site da Fundação Palmares


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Para ONU e ONGs, dinheiro é usado em projetos necessários

A ajuda humanitária emergencial movimentou US$ 11,6 bilhões em 2008, segundo a ONU, e a ajuda oficial para o desenvolvimento de países (ODA, na sigla em inglês), alvo de críticas, foi de US$ 119 bilhões, nos cálculos da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OECD).

O bengalês-americano Iqbal Quadir, do MIT, defende a ajuda emergencial, mas condena o dinheiro dado a governos, usado "para comprar alianças estratégicas", diz ele. Cita como exemplo o Paquistão, "que há décadas recebe dinheiro sem mostrar progressos reais".

Críticas como as de Quadir ganharam eco com a recente publicação do livro "Dead Aid -Why Aid is Not Working and How There's a Better Way for Africa" [Ajuda morta - Por que a ajuda não tem funcionado e como há um melhor caminho para a África], da zambiana Dambisa Moyo.

Ex-funcionária do Goldman Sachs, Moyo -chamada de "anti-Bono" pelo "New York Times", por criticar a cultura de celebridades em torno da ajuda humanitária- sustenta no livro que os investimentos na África criaram o "mito de que bilhões de dólares de países ricos ajudaram o continente. [Mas] os níveis de pobreza continuam a crescer (...) -e milhões continuam sofrendo".


Educação e malária
Para os defensores da ajuda humanitária, porém, esses argumentos desconsideram os projetos bem sucedidos de aplicação de dinheiro doado, que podem ser prejudicados com cortes orçamentários.

"Tente ver isso pelo ângulo dos mais pobres. A ajuda é crucial para muitas pessoas. Em geral, a ONU recebe 65% do dinheiro que solicita, não podemos permitir que isso se reduza ainda mais", defendeu Stephanie Bunker, porta-voz do Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários.

"A ajuda permitiu que 30 milhões de crianças africanas frequentassem a escola", argumentou John McArthur, da ONG Millennium Promise, nos EUA, apontando que o orçamento das ações humanitárias é "mínimo se comparado aos pacotes de estímulo" aprovados pelos países ricos. Se esse valor cair, diz, "avanços na educação ou no combate à malária podem se perder".

Já Moyo crê que o crescimento das nações pobres depende de investimento em microcrédito e emissão de títulos no exterior -mas o êxito disso têm ficado cada vez mais difícil com a atual escassez de crédito. Quadir defende doações a ONGs e empreendedores, mas não a governos.

Para Randolph Kent, diretor do Humanitarian Future Programme da Universidade King's College, em Londres, a crise econômica pode derivar em mudanças na ajuda humanitária. "As [entidades] provedoras podem ganhar um papel estratégico, aprender a fazer mais com menos dinheiro, a entender melhor o ambiente [onde atuam] e a ser mais ativas na promoção do desenvolvimento", disse.


Folha Online, 19/04/09

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Crise e crítica desafiam ajuda humanitária

ONU teme que recessão cause cortes orçamentários, mas muitos sustentam que dinheiro não tem trazido benefícios. Até para especialistas não ocidentais, doações de países ricos não atendem às necessidades estruturais das nações empobrecidas

A crise econômica global lançará à pobreza 53 milhões de pessoas neste ano, segundo a ONU, previsão que motivou um pedido do secretário-geral do órgão, Ban Ki-moon, no último dia 2, para que os países do G20 se comprometam a não reduzir o financiamento às causas humanitárias globais.

Mas, na contramão dos pedidos de Ban, crescem as críticas a essas doações. Se antes analistas ocidentais já questionaram a eficácia da ajuda internacional a nações pobres, agora especialistas de algumas das próprias regiões auxiliadas argumentam que o dinheiro não tem trazido resultados.

"Por que os governos [ajudados] escutariam seus próprios cidadãos, se sua sustentação vem de fora? Muito do dinheiro que recebem é usado para aumentar a burocracia governamental, limitando o empreendedorismo e sua competitividade", disse à Folha Iqbal Quadir, bengalês-americano diretor do Centro Legatum para Desenvolvimento e Empreendedorismo, do Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos EUA, que há poucos dias abordou o tema em artigo no "Wall Street Journal".

Para a indiana Anuradha Mittal, especialista em agricultura do californiano Oakland Institute, a ajuda falha quando "não vê as necessidades estruturais dos países ajudados", disse à Folha.
Mittal criticou publicamente a fundação do empresário Bill Gates por, segundo ela, tentar fomentar a agricultura no continente africano com sementes geneticamente modificadas, que geram lucros a "indústrias de biotecnologia" sem, no entanto, preocupar-se em "consultar os agricultores locais".

"Isso não traz benefício a pessoas, mas a corporações. Parte da comida enviada à África vem da produção subsidiada de países ricos e chega aos mercados africanos a preços com os quais produtores locais não podem competir", opinou.


Paula Adamo Idoeta
Folha Online, 19/04/09

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sábado, 18 de abril de 2009

"Há empresas sem noção", afirma Fábio Bibancos em Fórum Econômico

Em ritmo frenético, similar às diversas plenárias do Fórum Econômico no Rio, que aconteceu entre os dias 14 e 16 de abril, Fábio Bibancos, líder da ONG Turma do Bem, disse à Folha que a busca por patrocínios gera ansiedade e frustrações. E completou: "Há empresas sem noção".

A fala indignada do Empreendedor Social 2006 diz respeito aos empresários que apoiam projetos sociais interessados em alavancar suas vendas. Mas Fábio, sem papas na língua, desabafou: "Essa conta matemática que as empresas querem é para economistas. Não dá para colocar na planilha o resultado de 12 mil crianças sorrindo!".

A Turma do Bem foi fundada em 2002 e reúne atualmente 6.000 dentistas para atender gratuitamente em seus consultórios crianças de baixa renda com problemas graves de saúde bucal. Juntos, eles atendem mais de 12 mil jovens por ano.

Leia a entrevista na íntegra.

FOLHA - Como a crise impactou a Turma do Bem? Houve retração de patrocínios, doações e repasses de recursos?
FÁBIO BIBANCOS - Não, os dois financiadores se mantiveram (Energias de Portugal e Trident). Mas eu cresci monstruosamente [hoje, 6.000 dentistas atendem 12 mil jovens por ano; quando ganhou o Prêmio Empreendedor Social 2006, ele tinha 600 dentistas e 1.150 crianças], fui para Argentina [nove dentistas], Venezuela [seis] e Portugal [16], e estou entrando na área ambiental. Então, vou ter que gerar mais recursos do que eu tinha previsto, até porque, em outubro, trago para o Brasil, para capacitação, dentistas de Bolívia, Colômbia, Paraguai e Peru.

FOLHA - E como você vai captar com esse cenário de crise?
FÁBIO - Estou tendo que ser mais inventivo, porque, neste ano, o "não" está justificado. Antes, tinha um "não" enrolado. Agora, estou pegando o iPod usado de 40 celebridades (Marcelo Anthony, Naomi Campbell, Nelsinho Motta, Zé Pedro, Zélia Duncan, entre outras), com a trilha sonora delas, e vou leiloar na internet. Minha expectativa é arrecadar no mínimo R$ 50 mil. Estamos também produzindo um longa-metragem de educação para saúde com os irmãos Caio e Fabiano Gullane e um documentário com Márcio Werneck; um hit musical e um hino, com o Guilherme Arantes; e finalizando o maior cofre do mundo na avenida Paulista ou no shopping Morumbi, projetado pelo Marcelo Rosenbaum [arquiteto], para arrecadar fundos para várias causas sociais. Tenho feito isso, juntado pessoas do bem, "almas penadas" do bem. Mas será o grande ano da Turma do Bem! Ah, e estamos certificando a pasta do Serra [Governador de São Paulo], uma política pública que era o sonho do sonho.

FOLHA - Então essa é a receita para sobreviver à crise?
FÁBIO - Estou também reprogramando a minha marca, que tem um mapa [do Brasil], mas eu já saí do país! Então o Glauco Diógenes, ilustrador, e a agência Alexandria vão me ajudar a lançar a nova marca [uma mitocôndria que mistura o verde e o laranja, a esperança e a criatividade de mudar o mundo] em uma série de produtos da higiene bucal. Todos os produtos serão pensados nas cadeias deles. Quem consumir esses produtos vai fazer o bem.

FOLHA - Como você está entrando na área ambiental?
FÁBIO - Eu tenho um programa social importante, mas, no cenário atual, as questões ambientais estão próximas. Então a Turma do Bem vai provar que uma rede sólida é capaz de ter posturas ambientais e sociais tão importantes quanto. Nós já provamos que um dentista, num pequeno espaço, a clínica, consegue fazer uma ação muito impactante para uma criança. Agora estou pegando o meu exército de dentistas e fazendo eles terem uma postura ambiental: o que consumir, como, onde jogar o lixo. No microcosmo dele, o consultório, vai ser uma experiência de ação ambiental individual e ação social individual. Montamos uma cartilha com o Fábio Feldman, que o dentista aprende a ser um dentista ambientalmente correto. O impacto disso é replicar esse modelo para outras categorias profissionais.

FOLHA - Qual é o seu orçamento hoje?
FÁBIO - R$ 600 mil ano, e hoje uma criança custa só R$ 20! Eu baixei o custo. Uma decisão deste ano foi montar um portfólio de adoção de crianças, já que eu tenho um mercado que quer isso dentro do meu consultório. Tenho muitos pacientes que podem dar R$ 100 e adotar cinco crianças por ano.

FOLHA - Aqui no fórum, que oportunidades se abrem?
FÁBIO - Essa mendigagem internacional cansa. Gera ansiedade, gera frustrações. E há empresas sem noção. Tenho exemplo de uma empresa que, no final de um processo de patrocínio, me perguntou: "Quanto a Turma do Bem vai me gerar em vendas?" Isso causou um desconforto imenso na organização. Essa conta matemática que as empresas querem é para economistas. Não dá para colocar na planilha o resultado de 12 mil crianças sorrindo!

FOLHA - Qual é a saída, então?
FÁBIO - Esse lucro e esse consumo geraram um monstro. Ou a gente vai rever ou a gente vai rever. Não tem como. Não é uma visão otimista, é uma visão prática. As empresas vão ter que fazer responsabilidade social para ter novos consumidores.

FOLHA - Mas vocês serão cobrados a ter sustentabilidade. É possível?
FÁBIO - É, mas os donos do lucro, as empresas, vão fazer o quê? Elas têm de dar, dividir o pão. Cada empresa deveria ser obrigada a investir um percentual dos lucros em ONGs do seu setor e cobrar o resultado delas. Jogar o peso da sustentabilidade para as organizações está errado. Eu queria ter de parar para pensar em como eu chego num modelo melhor, em como eu aumento o número de beneficiários.

FOLHA - Que parcerias você tem feito com outros empreendedores sociais?
FÁBIO - Vai sair o barco de dentistas da Amazônia, com o Eugenio [do Projeto Saúde & Alegria]. Compro e atendo as meninas da Raquel [da Associação Lua Nova] e da Ivonne [do Projeto Uerê]. Estamos começando um projeto com o Valdir [da Associação Viva e Deixe Deixe Viver]. Tem uma lista enorme de organizações.

FOLHA - O que você ganhou entrando para a Rede Mundial de Empreendedores Sociais?
FÁBIO - Experiência, com os empreendedores sociais. Nos encontros, você vê que a ideia dos empreendedores se aplica a você ou a sua organização. Foi assim com o livro, que foi feito primeiro pela Marcela Benitez [da organização argentina Responde (Recuperação Econômica e Social de Povoados Rurais e Nacionais sob Risco de Desaparecimento) ]. Quando eu fui ao primeiro Fórum Econômico da América Latina, em 2007, no Chile, ganhei um software [sales force] personalizado, que aproxima o dentista da criança. Hoje, o que eu levava meia hora fazendo, faço em um minuto [encontrar o dentista mais próximo do beneficiário]. Também ganhei uma consultoria internacional. E ser referendado pela Schwab é o melhor. Dá credibilidade, abre portas.

Acesse www2.uol.com.br/empreendedorsocial/2006-fabio.shtml e saiba mais sobre a trajetória de Fábio Bibancos, líder da Turma do Bem


Cássio Aoqui
Patrícia Trudes da Veiga
Folha Online, 18/04/09

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É preciso reconhecer as ONGs sérias, diz líder do Saúde & Alegria

Brincalhão quando visita os ribeirinhos atendidos pelo projeto que lidera, o Saúde & Alegria, mas sério quando fala em desmatamento e leis que regulam o terceiro setor, Eugenio Scannavinno Netto foi entrevistado pela Folha durante o Fórum Econômico para a América Latina, que terminou no dia 16 de abril, no Rio.

Frequentador dessas reuniões desde 2006, um ano depois de consagrar-se Empreendedor Social do Ano pela Folha de S.Paulo e pela Fundação Schwab, o médico também falou do impacto social que provoca na Amazônia paraense, local onde atua desde 1985.

O Projeto Saúde & Alegria é uma organização sem fins lucrativos que estimula a cidadania de mais de 120 comunidades extrativistas de Santarém, no Pará. Hoje, a entidade já soma mais de 30 mil beneficiários diretos.

Confira a entrevista na íntegra.

FOLHA - Como a crise econômica mundial impactou a Amazônia?
EUGENIO SCANNAVINO NETTO - É ruim falar isso, mas positivamente, porque diminuiu o desmatamento, em função do preço das commodities.

FOLHA - E no Saúde & Alegria?
EUGENIO - De imediato, perdemos 30% do orçamento porque um de nossos patrocinadores, uma seguradora, perdeu dinheiro. Mas o que está acontecendo é que os patrocinadores, ao renovarem os contratos, e com menos verbas para investir, estão mais seletivos. E hoje ONGs como a nossa, consolidadas, estão tendo mais oferta do que antes da crise. Algumas fundações internacionais eliminaram 80% do seu portifólio de projetos, mas não foi o caso da nossa.

FOLHA - Os contratos feitos com as ONGs são por quanto tempo?
EUGENIO - Eles são de três anos, mas com renovação anual. São perversos. A gente nunca sabe se no próximo ano o orçamento será o mesmo, porque os doadores se dão o direito de definir quando e quanto eles dão.

FOLHA - E como você administrou esses 30% a menos?
EUGENIO - Suspendi projetos, demiti pessoas. Como a crise foi no final do ano, alguns patrocinadores não renovaram os contratos com nenhuma ONG. Esperaram o cenário clarear. Agora, neste final de trimestre, estão nos reconvocando para renovar os contratos.

FOLHA - Qual é o desafio hoje das ONGs?
EUGENIO - Ter escala, para ser tornar uma política pública. Com a crise, 80% das ONGs menores foram afetadas: algumas perderam patrocínio, algumas fecharam. Muitos beneficiários foram prejudicados.

FOLHA - O empreendedor social tem um novo papel em momentos de crise como esta?
EUGENIO - Todo mundo fala, hoje, em novos paradigmas. Sustentabilidade se tornou a palavra mais vazia que existe. Mas, na hora de buscar as soluções, quem é que apresenta? A sociedade civil. Nosso trabalho, hoje, é influenciar o modelo atual de políticas sociais.

FOLHA - A legislação do terceiro setor precisa ser revista?
EUGENIO - Na verdade, ela é uma tentativa de imobilizar o terceiro setor. Em cima da generalização, eles amarram. Tem muita ONG corrupta, sim, mas principalmente as que são ligadas aos políticos. Tem que aplicar as regras da União para fiscalizar as fundações. Tem, sim, de regular a atividade do terceiro setor, para que ONGs falsas não existam. Mas tem de ter um reconhecimento das ONGs sérias.

FOLHA - Os patrocinadores fiscalizam sistematicamente o Saúde & Alegria?
EUGENIO - Tenho 13 financiadores, entre nacionais e internacionais, e cada um faz pelo menos uma auditoria por ano. Ou seja, tenho um auditor, permanentemente, sentado no administrativo: sou avaliado pela eficiência nos gastos, pelo impacto. As ONGs serias são muito mais transparentes e controladas que qualquer prefeitura. E nosso trabalho custa 10% do que o governo gasta para fazer um serviço sete vezes mais eficiente.

FOLHA - Que parcerias você tem hoje com outros empreendedores?
EUGENIO - Tenho uma de energia solar, com o Fábio Rosa, do Ideaas [Instituto para o Desenvolvimento de Energias Alternativas e da Auto-Sustentabilidade]; outra de permacultura, com o IPA [Instituto de Permacultura da Amazônia], e agora estamos finalizando o barco dos dentistas, com o Fábio Bibancos, da Turma do Bem.

FOLHA - O príncipe Charles visitou o Saúde & Alegria e viajou no barco Abaré com vocês. O que o projeto teve em troca, além de visibilidade na imprensa?
EUGENIO - Nem isso! A imprensa ficou mais interessada quando ele dançou carimbó com a governadora do que com o barco-hospital. Mas ganhamos prestígio com os patrocinadores, com as autoridades. Em função disso, outro [príncipe] deve vir.

FOLHA - E quais foram as conquistas no último ano?
EUGENIO - Estamos com indicadores [de impacto social] muito bons: 100% de saneamento básico, 100% de pré-natal, 98% de cobertura vacinal, demanda cirúrgica quase zero, isto é, operamos todas as cataratas, todos os baixo ventres. A mortalidade infantil está em torno de 18 por 1.000, quase padrão da Europa Oriental, bem melhor do que a do Brasil e muito melhor do que a da Amazônia. Atingimos as Metas do Milênio há cinco anos. Estamos com um IDH muito bom e finalizando um cálculo de carbono evitado, porque a nossa área não tem desmatamento, não tem fogo. E, além disso, estamos calculando o IFH (Índice de Felicidade Humana). Nós já estamos muito acima do padrão mundial.

Acesse www2.uol.com.br/empreendedorsocial/2005-eugenio.shtml e saiba mais sobre a trajetória de Eugenio Scannavino Netto, líder do Saúde & Alegria


Cássio Aoqui
Patrícia Trudes da Veiga
Folha Online, 18/04/09

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Google TV Ads - o Google dos 30 segundos

Com um video-demonstração de pouco mais de 3 minutos, o Google TV Ads te ensina, passo-a-passo, como fazer seu plano de mídia, definir seu orçamento, produzir e veicular seu comercial de TV. Simples assim.



Tudo começa com um grande botão verde “Create TV Campaign”. No final da demonstração, uma locução feliz diz: “That’s it. You have just created your first television campaign with Google TV Ads!”.

Essa tentativa de simplificar e fazer campanhas de TV via web já tinha sido lançada antes pela empresa SpotRunner, mas a verdade é que nunca deslanchou, nem ameaçou as agências de propaganda. É claro que com a marca ‘Google’ qualquer coisa toma outra proporção e assusta muito mais. E aí? Será que o Google vai invadir nossa praia?


Marcelo Kertész
Update Or Die, 16/04/09

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sexta-feira, 17 de abril de 2009

Empreendedores sociais latino-americanos crescem em meio à crise

Contrariando a maré, para grande parte dos empreendedores sociais nomeados pela Fundação Schwab na América Latina, a atual crise econômica mundial pouco ou nada influiu em seus projetos variados. Em alguns casos, ao contrário, tem sido vista como oportunidade de fechar novas parcerias e expandir a atuação.

É o que tem vivenciado a Empreendedora Social 2006 do Chile, Macarena Currin, líder da Fundação Rodelillo, entidade que ajuda famílias a transformar histórias de pobreza e dependência em narrativas de oportunidades e autoconfiança por meio de uma metodologia própria aplicada aos beneficiários em 18 meses.

"Para a Rodelillo, a crise tem sido uma oportunidade, pois agora tenho mais empresas entre os clientes de meus negócios sociais, pois se deram conta de que não basta construir um sonho para o trabalhador, já que o que o sustenta é a família", conta.

Neste momento de crise, emenda Macarena, muitas empresas têm assumido com veemência que têm de se salvarem como uma grande comunidade, não apenas como um negócio. "Estou agora trabalhando com muitas corporações que me pediram para implementar o modelo Rodelillo para o segmento de trabalhadores com menores ingressos", reitera.

A também Empreendedora Social 2006 Marcela Benitez, da Argentina, é outra que se beneficiou do cenário atual. Fundadora do Responde (Recuperação Econômica e Social de Povoados Rurais e Nacionais sob Risco de Desaparecimento), que busca o "empoderamento" de habitantes do meio rural em prol de seus futuros, Marcela afirma que nenhum patrocinador deixou de apoiá-la e, "ao contrário, apareceram outros".

"Talvez no começo da crise algumas empresas que iam aportar recursos no Responde decidiu aguardar um tempo. Mas a verdade é que seus investimentos sociais são pequenos em comparação com a grande diferença que causamos na vida das pessoas", considera.

Geógrafa e socióloga, Marcela aponta ainda um fator extra para superar as dificuldades atuais: o profissionalismo. "Diferentemente das organizações assistencialistas, apresentamos projetos de um ano ou um ano e meio com cotas de patrocínio, objetivos, medidas e prazos. Somos vantajosos para elas na hora de decidirem onde aplicar os investimentos de responsabilidade social."

Para a chilena Veronica Abud, eleita Empreendedora Social no ano passado, o fato de trabalhar com empresas grandes com a cultura de responsabilidade social arraigada e que apresentam projetos no longo prazo --cinco anos-- é um diferencial. Ela diz acreditar que se trata de uma boa oportunidade para um de seus programas, o Biblioteca Viva, que leva centros de leitura e lazer para shopping centers espalhados pelo Chile. "Mais pessoas deixarão de frequentar os centros comerciais em busca de consumo frenético e, ao mesmo tempo, procurarão formas gratuitas de entretenimento. Encontrarão, então, no livro, um prazer permanente."

Veronica é mentora da Fundação La Fuente, que estruturou um programa para criar bibliotecas escolares, públicas e móveis voltadas às crianças e à comunidade.

Apesar de não ter passado incólume um de seus projetos, financiado pelo Citibank, foi encerrado, não se deu por vencida. "Nesse caso específico, já sabíamos que iria acabar e fui começando outras frentes. Acredito que, quando avistamos um problema, temos automaticamente que encontrar a solução. Não podemos depender somente de um fio, é preciso ter muito foco, tipos variados de financiamento, enfim, é fundamental estar permanentemente com os olhos abertos", explica.

Marta Arango, Empreendedora Social 2008 da Colômbia, faz coro: "Eu sou uma otimista e acredito que esta crise nos levará a tomar consciência dos erros cometidos, de modo que passaremos a focalizar melhor os recursos. O fato é que ainda não sentimos seus efeitos".

Marta criou, há 32 anos, o Cinde (Centro Educacional para o Desenvolvimento Humano e a Educação), que desenvolveu metodologia adaptada em 27 países com foco em crianças, de forma a atrair famílias, comunidades e instituições ao oferecer um ambiente para um desenvolvimento físico e psicológico saudável .

Um dos braços de seu projeto é a formação de educadores em cursos de mestrado e doutorado especializados em infância. "Poderíamos ter sentido diminuição nas matrículas de estudantes em nossos programas de formação avançada em razão da crise; entretanto, a procura cresceu", comemora.

Ambiente inseguro
Nem todos, porém, estão vivenciando essa onda de otimismo. Também eleito Empreendedor Social 2008 pela Colômbia, Martín von Hildebrand pontua: "A crise já teve sério impacto".

Responsável pela FGA (Fundacão Gaia Amazonas), Martín conta que várias empresas financiadoras de seus projetos estão receosas de investir em novas iniciativas. "Dizem que vão manter o que já estão financiando, mas que não têm dinheiro para expansão de portfólio."

A Fundação Gaia busca assegurar a proteção de 40 milhões de hectares da floresta amazônica colombiana com a criação de áreas protegidas, autogeridas por seus habitante nativos --os que melhor conseguem garantir sua preservação.

O maior temor, diz Martín, é que os programas ambientais sejam considerados não prioritários em tempos de recursos escassos, perdendo espaço para projetos na área de alimentação, moradia e desenvolvimento. "É um erro. É essencial neste tempo de crise financiar melhorias ambientais, pois o que visamos é exatamente a sustentação da vida humana."

Indagado sobre a visão de que o momento traria oportunidades de mudança, o empreendedor rebate: "Nós temos de mudar a forma como obtemos financiamentos, e a crise traz essa oportunidade, mas é um pensamento esperançoso apenas. Ainda não vimos isso acontecer, por mais de desejemos e, da forma como estamos agora, o que testemunho é o corte de patrocínio dos parceiros em geral".


Cássio Aoqui
Patrícia Trudes da Veiga
Folha Online, 16/04/09

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Ministro da Cultura vai mudar trechos da nova Lei Rouanet

Ministro da Cultura Juca Ferreira durante debate sobre a Lei Rouanet
Foto Diego Padgurschi/Folha Imagem


O ministro da Cultura, Juca Ferreira, disse ontem que o projeto de lei que trata da nova Lei Rouanet passará por mudanças. Segundo ele, será reescrito o trecho que prevê a suspensão da reserva de direitos dos bens e serviços realizados com benefício da lei (renúncia fiscal), em favor do governo.

A proposta que está agora em consulta pública estabelece que, um ano e meio após a realização da obra financiada com recurso público, "a administração pública federal" poderá dispor dela "para fins educacionais".

De acordo com Ferreira, a intenção do governo é ter a permissão de uso de produtos culturais que tenham sido bancados por recursos públicos, para fins específicos, como os educacionais. Ele afirmou que, da maneira como está expresso, o texto pode dar a impressão de que seriam alteradas as regras dos direitos autorais.

"O artigo precisa ser reescrito. Não fere direito autoral, mas pode gerar dúvidas", disse, durante audiência pública na Câmara dos Deputados. No início deste mês, a Folha publicou reportagem sobre o assunto.

Crise
O ministro também disse ontem que desde outubro do ano passado vem caindo a adesão de empresas públicas e privadas ao mecanismo da Lei Rouanet, mesmo pelo critério de 100% de renúncia fiscal. Essa queda chega a ser de 40% em algumas atividades, segundo Ferreira.

Leia mais

* Fundação Roberto Marinho contesta MinC
* Juca Ferreira e João Sayad polarizam debate
* Ministro diz que atual Lei Rouanet concentra recursos no Sudeste


Larissa Guimarães
Folha Online,17/04/09

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Últimos dias para inscrição no Cine Mais Cultura

Prazo para envio de propostas para o edital de seleção termina na segunda-feira, dia 20 de abril
Os projetos selecionados receberão equipamentos de projeção digital, obras do acervo da Programadora Brasil e oficinas de exibição


Entidades privadas sem fins lucrativos interessadas em participar do Cine Mais Cultura têm até 20 de abril para enviar projetos. O edital selecionará 100 propostas e os projetos aprovados receberão kits com equipamentos de projeção digital, incluindo uma câmera MiniDV, obras do acervo da Programadora Brasil e oficinas de exibição. O Cine Mais Cultura tem o objetivo de democratizar a difusão do audiovisual em áreas rurais e urbanas. A ação integra o Programa Mais Cultura, coordenado pela Secretaria de Articulação Institucional do Ministério da Cultura (SAI/MinC).

Para ampliar a rede de exibidores não comerciais, o edital contemplará núcleos prioritariamente localizados em periferias de grandes centros urbanos e em municípios integrantes dos Territórios da Cidadania (localidades com baixo Índice de Desenvolvimento Humano).

Cine Mais Cultura
Lançado em setembro de 2008, o Cine Mais Cultura iniciou suas ações investindo na rearticulação dos exibidores contemplados por edital lançado em 2006. A partir de então, foram realizadas seis oficinas em parceria com o Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros (CNC) nas capitais de São Paulo, Minas Gerais, Paraíba, Pará, Ceará e Bahia. Participaram das oficinas 155 representantes de 82 pontos contemplados no edital em 2006, localizados em 23 estados brasileiros. Além da capacitação para a atividade exibidora, esses pontos começam a receber títulos da Programadora Brasil e serão os primeiros Cines Mais Cultura a atuar no país.

As oficinas de capacitação cineclubista têm como objetivo qualificar de maneira prática os participantes para a realização de programação, divulgação e debates das sessões; apoiar a formação dos oficinandos com introduções à história do cinema e linguagem cinematográfica; e oferecer informações sobre questões relevantes e atuais relativas à atividade exibidora como direitos autorais e sustentabilidade. Outra meta é estimular os responsáveis pelos Cines Mais Cultura ao diálogo com a comunidade local para a participação efetiva nas atividades. Esse trabalho será desenvolvido com apoio de um manual de capacitação produzido pelo programa, também por meio da parceria com o Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros (CNC).

Após receber os equipamentos e a capacitação, os Cines receberão filmes e vídeos do catálogo da Programadora Brasil, que reúne hoje um acervo de 330 obras nacionais, organizados em 103 programas (DVDs). São filmes históricos e contemporâneos, curtas, médias e longas-metragens, de todos os gêneros.

Ao longo de dois anos, cada Cine Mais Cultura poderá solicitar, em média, 12 programas por trimestre de trabalho e fazer uma nova solicitação após a entrega dos relatórios das atividades. Os Cines terão que exibir 60% de conteúdo nacional, podendo ser ou não da Programadora Brasil, com total liberdade de escolha dos títulos das suas sessões.

Mais informações: mais.cultura.gov.br.


Ministério da Cultura, 17/04/09

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Prêmio de Apoio a Pequenos Eventos Culturais

Inscrições até 30 de maio

O Ministério da Cultura (MinC), representado pela Secretaria de Programas e Projetos Culturais (SPPC), recebe, até 30 de maio, inscrições para o Prêmio de Apoio a Pequenos Eventos Culturais. Serão distribuídos 40 prêmios, divididos em três categorias, que somam um investimento de R$ 750 mil. Para se inscrever, o evento cultural dos proponentes deve ter orçamento inferior a R$ 50 mil e se realizar entre março e dezembro de 2009.

Na categoria Pontos de Cultura e/ou organizações não-governamentais sem fins lucrativos, dez projetos selecionados receberão o prêmio de R$ 10 mil, cinco de R$ 25 mil e outros cinco de R$ 50 mil cada. A segunda categoria é a dos agrupamentos sociais informais. Nela serão distribuídos dez prêmios de R$ 10 mil e três de R$ 25 mil cada. Na última categoria, destinada a pessoas físicas da área cultural que tenham um termo de parceria firmado com algum Ponto de Cultura, cinco projetos ganharão o prêmio de R$ 10 mil e outros dois, de R$ 25 mil cada.

O Edital foi publicado na Seção 3 do Diário Oficial da União Nº 72, de 16 de abril de 2009.

Informações: Italo Rios e Ana Paula Rodrigues: (61) 3316-0656

Veja o edital e os anexos:
Edital
Anexo 1
Anexo 2
Anexo 3
Anexo 4
Anexo 5
Anexo 6


Ministério da Cultura, 17/04/09

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Lan house: ponto estratégico

Locais são populares sobre a “nova classe média” brasileira e se tornom pontos importantes para ações de marcas.

As lan houses foram consideradas como pontos estratégicos para as marcas interessadas em atingir as classes C, D e E. É o que mostra relatório desenvolvido pela A Ponte Estratégia, consultoria de marketing especializada na baixa renda, em periferias de diferentes capitais do País. Os dados mostram que esses estabelecimentos funcionam como ponto de encontro real e virtual dos jovens nas periferias, que buscam trabalhar, estudar e se comunicar por meio da Internet, por um preço acessível. Estima-se que existam 44 mil lan houses no Brasil. No Rio de Janeiro, existem cerca de 150 delas no Complexo do Alemão, cerca de 100 na Rocinha e cerca de 90 na Cidade de Deus. No Heliópolis, em São Paulo, são 30.

A consultoria também apontou que faltam patrocínios a eventos populares e que as pessoas dessas classes sociais freqüentam somente baladas próximas de suas casas, pois não são em todos os lugares que existe transporte público. Os relatórios de observação sobre a Nova Classe Média Brasileira - que no Brasil corresponde a camada que ganha entre R$ 1.115 e R$ 4.807 por mês (cerca de 100 milhões de pessoas ou 53,8% da população) - foram divididos pelos temas “O que eu acho bonito” (São Paulo e Rio de Janeiro), “Lanhouse” (São Paulo), “Beleza” (São Paulo), “Baladas” (Recife) e “Baladas” (Salvador e São Paulo).

No relatório “O que eu acho bonito”, por exemplo, foi constatado que a maioria dos pesquisados está cansada de se submeter aos atuais padrões de beleza e reclamou a falta de negros e pardos na comunicação brasileira. A pesquisa também mostrou a preferencia pelo colorido e o grafite, pelo estilo hip hop e o street wear. “Não adianta uma empresa de cosméticos fazer um comercial com a Gisele Bündchen, por exemplo, se para eles o ideal de beleza é a Thaís Araújo”, afirma André Torretta, sócio-fundador da A Ponte Estratégia.

Entre as propagandas, os entrevistados têm como referências marcas com as quais tem mais contato, como as de cerveja, varejo e telefonia. Também destacaram-se as campanhas que utilizam fotos de moda (marcas de preço baixo) que apostam no estilo descolado e colorido.

“Hoje, a maioria das empresas encontra problemas quando querem atravessar a última fronteira econômica. Por isso, estes relatórios de observação ajudam a derrubar mitos, expõem a falta de conhecimento das empresas sobre o Brasil e revelam diferenças fundamentais que separam o topo e a base da pirâmide. O conhecimento da realidade dos consumidores de menor poder aquisitivo pode gerar bons negócios para as empresas. O sucesso é criar projetos adequados às características dos consumidores locais”, explica Torretta.

Diferentemente dos institutos de pesquisa, que levam os entrevistados para escritórios e desenvolve as tradicionais pesquisas de opinião qualitativas ou quantitativas, a A Ponte Estratégia vai onde a baixa renda está para desenvolver os seus relatórios. Faz isso por meio dos “antenas”, pessoas das próprias periferias que são recrutadas e treinadas pela consultoria. Munidas com uma máquina fotográfica e de filmagem digital, registram a realidade do cotidiano. Hoje, são cerca de 150 antenas espalhados pelas periferias de São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte e Porto Alegre. “As pessoas da base da pirâmide tendem a ver com desconfiança abordagens feitas por desconhecidos, dificultando a obtenção de dados confiáveis sobre seu universo”, explica Torretta.


Fonte: PropMark (www.propmark.com.br)
HSM Online, 17/04/09

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Sol Meliá patrocinará projeto social na Bahia

Rede de hoteis e resorts investirá mais de R$ 250 mil no projeto Casa do Saber, em Camaçari; companhia pretende abrir unidade na praia de Guarajuba

A rede espanhola de hoteis e resorts Sol Meliá vai investir quase 100 mil euros num projeto social na Bahia. O Instituto Professor Raymundo Pinheiro (Cidade do Saber), de Camaçari, receberá mais de R$ 270 mil da companhia, que pretende, com isso, aumentar o desenvolvimento do turismo sustentável no entorno de suas unidades.

A companhia abrirá um empreendimento em Guarajuba em 2010, que consumirá investimentos de mais de R$ 600 milhões. O projeto está em fase de licenciamento ambiental e que terá cerca de 500 hectares, com três ou quatro hoteis e um condomínio residencial.

A Cidade do Saber terá uma unidade móvel adaptada para atender as atividades culturais e educacionais na sede e no litoral da cidade, com um acervo apropriado para as atividades propostas, além de computadores e uma brinquedoteca.

Para Luiz Carlos Caetano, prefeito de Camaçari, "a chegada da Sol Meliá vai ajudar na qualificação da orla de Camaçari como um grande destino turístico internacional, além de ampliar consideravelmente o número de leitos oferecidos no município com uma bandeira internacional de grande expressividade".

Essa unidade ainda será financiada com os recursos arrecadados no Dia Solidário, que a companhia realiza desde 2004. "O Dia Solidário, que faz parte do programa Tudo por Eles voltado para a educação infantil, reúne crianças e moradores das regiões onde há hotéis da rede para participarem de oficinas educacionais sobre solidariedade e meio ambiente, numa festa que também tem o objetivo de atrair investidores e arrecadar fundos que serão revertidos em favor dessas comunidades, em especial nos projetos de educação infantil", disse, em comunicado, Rui Manuel de Oliveira, vice-presidente da Sol Meliá, Divisão Brasil.


Meio & Mensagem Online, 16/04/09

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Econotícia, revista especializada em meio ambiente

O projeto está na fase de captação de recursos e o seu idealizador acredita que dentro de 90 dias os primeiros exemplares da revista já serão distribuidos nas ruas de São Paulo

A Revista Econotícia é um projeto que tem como objetivo criar um veículo específico e focado em meio-ambiente, com conteúdo voltado para ecologia, responsabilidade social, aquecimento global, consumo consciente e outros assuntos relacionados ao bem-estar das pessoas e do planeta como um todo. Por isso, a escolha do slogan "Informações da sua casa, o Planeta Terra". O projeto também conta com um site, que se tornará um portal assim que a publicação começar a ser veiculada e captar recursos.

A publicação será mensal (tiragem de 50 mil exemplares), em formato tablóide e impresso em papel reciclado, como uma maneira de confirmar o seu conteúdo editorial. Outra característica da revista será a utilização de uma linguagem simples, para facilitar o entendimento da mensagem pelo consumidor final, que são pessoas comuns. A estimativa é que 1,2 milhões de pessoas tenham acesso à publicação.

O idealizador do projeto é o jornalista Erlon Junior, que começou a imaginar a publicação há dois anos, por acreditar que existe muita discussão nessa área, mas poucas ações práticas são realizadas. "É o projeto da minha vida", resume um empolgado Erlon.

Será possível encontrar a publicação em 30 cruzamentos da cidade de São Paulo. A intenção é pegar esse público que circula pela cidade e mostrar que pequenas atitudes podem modificar o mundo. "Todos já tem consciência, o que falta é a atitude, que vem com o acesso a informação", comenta. A inspiração para essa publicação foram os jornais Destak e Metro, que são experiências muito bem sucedidas.

Erlon também revelou que outra ideia é distribuir as revistas em escolas próximas a estes cruzamentos, por ser um público jovem que representa o futuro do planeta. O mote de toda essa ação é "Para mudar resultados, é necessário mudar comportamentos".

O projeto se encontra na fase de captação de patrocínio. Seu idealizador afirmou que o objetivo é fechar cotas para todo o ano, mostrando que empresas que investem nestes projetos são reconhecidas pelos leitores, que costumam valorizar marcas que tem essa preocupação ambiental. Mas, além desta questão de marketing empresarial, é necessário que as empresas tenham a consciência que o meio-ambiente é um assunto tão ou mais importante que os demais, que se equipara até mesmo a economia, pois, por exemplo, agora com a crise, a poluição mundial diminui, já que o ritmo de produção das empresas também caiu.


Aline Bellatti Küller
Meio & Mensagem Online, 16/04/09

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