terça-feira, 22 de julho de 2008

MercadoLivre.com é mais uma opção para o setor social

Entre 17 de dezembro de 2007 e 22 de janeiro deste ano, o MercadoLivre.com realizou uma pesquisa em sua homepage para saber o que os usuários do site pensam sobre comprar itens de caráter beneficente.

Ao todo foram 1.191 respostas: 19% fariam ou já fizeram algum tipo de compra solidária; pouco mais de 71% afirmaram que nunca adquiriram nenhum produto com fins sociais; e 10% não souberam responder.

O próprio MercadoLivre.com mantém uma plataforma voltada para este fim: o MercadoSolidário, que agrega ONGs que desejam vender objetos que ganharam ou parte de suas produções internas e, assim, aumentar sua renda. Atualmente, 18 entidades já utilizam o sistema, realizando leilões ou vendendo produtos pelo site sem ônus algum – as organizações têm isenção total de quaisquer tarifas.
www.mercadolivre.com.br/mercadosolidario

Revista Filantropia - OnLine - nº159

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sábado, 19 de julho de 2008

Canal Ideal pode contar a história de sua empresa

Promoção irá selecionar a melhor história de empreendedorismo para contar em um programa do canal

Os pequenos e médios empresários que acreditam ter uma boa história por trás do crescimento de seus negócios – e que gostariam de vê-la contada em um programa de televisão – podem se inscrever na promoção “Eu também fiz do zero”, uma iniciativa da TV Ideal, o canal sobre carreira e negócios do Grupo Abril. As inscrições, que já estão abertas desde o início de julho, serão encerradas em 31 de agosto. Os interessados devem clicar aqui e preencher um formulário que está no site da promoção.

As três melhores histórias serão transformadas em programas de cinco minutos. Elas serão veiculadas no mesmo site em que os pequenos e médios empresários devem se inscrever. O melhor deles, que será escolhido em uma votação popular em outubro, será transformado em um episódio de 30 minutos a ser veiculado em novembro no programa “Fiz do Zero” -- que vai ao ar todas as terças-feiras, às 21 horas, no Canal Ideal, e é apresentado pelo empreendedor Pedro Mello, que também é blogueiro do site de EXAME PME.


Portal Exame, 18/07/08

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Concurso de monografias da CGU chega à terceira edição

Estão abertas as inscrições para o 3º Concurso de Monografias da Controladoria-Geral da União (CGU), cujo objetivo é estimular pesquisas voltadas à prevenção e ao combate à corrupção no Brasil. A premiação distinguirá concorrentes de duas categorias: entre os universitários, o vencedor receberá R$ 6 mil e, o segundo colocado, R$ 3 mil; para o profissional autor do melhor trabalho, serão R$ 20 mil, com R$ 10 mil para o segundo classificado.

Prevenção e combate à corrupção são temas prioritários, mas a abrangência de interesse se estende ao controle interno, à ética e integridade pública, à responsabilização e combate à impunidade e assuntos relacionados. Poderão concorrer trabalhos individuais ou em grupo de candidatos de qualquer nacionalidade, idade ou formação acadêmica.

A monografia deverá ser inédita, ainda não publicada pela imprensa ou em livro. O regulamento do concurso permite a inscrição de textos inseridos em documentos de circulação restrita de universidades, congressos, encontros e centros de pesquisa, como notas e textos para discussão e similares.

Inscrições
A participação no concurso depende do envio de ficha de inscrição, via carta registrada ou encomenda expressa, até 6 de outubro de 2008, à Escola de Administração Fazendária (Esaf), com o seguinte endereçamento: Escola de Administração Fazendária - Esaf - 2º Concurso de Monografias da CGU - 2007 - Diretoria de Educação - Dired - Rodovia BR 251 - Km 4 - Bloco “Q” - 71686-900 - Brasília – DF. O formulário está disponível no www.esaf.fazenda.gov.br e, para o esclarecimento de dúvidas, basta a remessa de consulta ao endereço eletrônico concurso-cgu.df.esaf@fazenda.gov.br.

Julgamento
A Comissão Julgadora será presidida pelo diretor-geral da Esaf ou substituto ad hoc e contará com a participação de mais cinco membros designados pela Esaf. O resultado do concurso, que será publicado no Diário Oficial da União, estará disponível nos sites da CGU e da Esaf a partir de 2 de dezembro próximo. A solenidade de premiação será durante a comemoração do Dia Internacional contra a Corrupção, também em dezembro, em Brasília.

Fonte: site da CGU

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sexta-feira, 18 de julho de 2008

Recursos do Imposto de Renda Beneficiam Crianças e Adolescentes

Contribuintes podem escolher qual projeto financiar

Projetos Sociais aprovados pelos Conselhos de Direito da Criança e do Adolescente podem ser financiados por doação de parte do imposto de renda de pessoa física e jurídica, o que possibilita a inclusão social de milhares de crianças e adolescentes.

Em um país onde o acesso à saúde, educação, lazer, esporte e cultura é tão escasso temos aí uma possibilidade de direcionar recursos do Imposto de Renda para projetos sociais onde é possível acompanhar a utilização do dinheiro.

Para entender sobre esse incentivo fiscal e a importância desse meio de captação para aplicação de recursos para as organizações governamentais e não governamentais sem fins lucrativos, é importante conhecer como funciona este mecanismo.

Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA
A lei 8.069 sancionada em 13 de junho de 1990, em seu art. 260, permite que os contribuintes do Imposto de Renda possam deduzir parte do imposto devido aos Fundos de Direitos da Criança e do Adolescente. As ações devem ser voltadas prioritariamente aos programas de proteção especial à criança e adolescente expostos a situação de risco pessoal e social, cuja necessidade de atenção extrapola o âmbito de atuação das políticas sociais básicas.

Os Municípios devem criar um conselho de direito da criança e do adolescente que fixarão critérios de utilização, através de planos de aplicações das doações ao atendimento de crianças e adolescentes de 0 a 18 anos.

Pessoas Jurídicas: A pessoa jurídica poderá deduzir até 1% do Imposto de Renda devido, aplicável sobre o valor devido à alíquota de 15%, não sendo permitido sobre o adicional de 10%.
A legislação somente permite a dedução do imposto para as pessoas jurídicas que apurem o imposto de renda com base no lucro real.
O valor da doação é considerado indedutível como despesa operacional. E deverá ser pago até o último dia útil de cada período de apuração do imposto, trimestral ou anual.

Pessoas Físicas: As contribuições, efetuadas até o último dia útil do ano-calendário, são consideradas deduções diretas do Imposto de Renda das pessoas físicas, até o limite de 6% do IR devido. Somente é possível deduzir a doação os contribuintes que utilizam o formulário completo para declaração do Imposto de Renda.
Computa-se nesse limite, os valores aplicados em projetos de incentivo à Cultura (Lei nº 8.313, de 23 de dezembro de 1991) e à Atividade Audiovisual (Lei nº 8.685, de 20 de julho de 1993).

Fundos de Direito da Criança e do Adolescente
Os Fundos Municipais de Direito da Criança e do Adolescente são fundos públicos que administram os recursos constituídos por contribuições públicas e privadas.

Os fundos municipais são criados e geridos pelos Conselhos Municipais dos Direitos da Criança e do Adolescente – CMDCA que, por sua vez, tem a obrigação de proporcionar meios financeiros para complementar as ações necessárias ao desenvolvimento e implementação das políticas públicas destinadas à Criança e ao Adolescente.

FUMCAD – Fundo Municipal de Direito da Criança e do Adolescente
O FUMCAD da Cidade de São Paulo foi criado pela Lei Federal nº 8.069/90 – Estatuto da Criança e do Adolescente e pela Lei Municipal nº 11.247/92.

Este ano a lei completa 18 anos e, apesar disso, é pouco conhecida por boa parte da sociedade civil.

O Fundo proporciona que pessoas físicas e jurídicas contribuam de forma efetiva para entidades sem fins lucrativos, por meio de renúncia fiscal do Imposto de Renda, podendo assim, doar para os projetos previamente selecionados pelos Conselhos de Direitos da Criança e do Adolescente.

O CMDCA/SP é composto por 16 representantes do Governo Municipal e 16 representantes da Sociedade Civil e inovou utilizando mecanismo para viabilizar a doação direta para a entidade via Fundos Públicos. Vários municípios contam com essa possibilidade de direcionamento como Porto Alegre, Recife e Osasco.

O CMDCA/SP estabeleceu por meio da Resolução nº 77/2005, que pessoas físicas ou jurídicas realizem via FUMCAD/SP doações vinculadas a projetos de organizações sem fins lucrativos. O doador pode escolher qual projeto quer financiar.

Possíveis formas de doação:
- Não-Direcionada: O doador não escolhe a aplicação das verbas e as doações financiam os projetos considerados mais relevantes pelo CMDCA/SP;
- Direcionada: Permite ao doador a possibilidade de escolher um determinado projeto social aprovado pelo CMDCA/SP, que será executado por uma determinada Organização governamental ou não governamental sem fins lucrativos para que a mesma receba o montante doado por intermédio do FUMCAD/SP.

As pessoas físicas e jurídicas que optarem pela Doação Direcionada terão 90% do recurso revertido para o projeto escolhido e 10% destinado ao FUMCAD/SP para viabilizar a execução de outros projetos aprovados de organizações que não receberam nenhum tipo de direcionamento (captação de recursos).

Essa iniciativa proporcionou considerável aumento de recursos direcionados aos projetos sociais na Cidade de São Paulo, atribuindo ao doador a possibilidade de acompanhar a execução do projeto escolhido e participar do desenvolvimento das crianças e dos adolescentes beneficiados.

Em 2006, o Fundo da Cidade de São Paulo angariou R$ 17 milhões. Em 2007 foram, aproximadamente, R$ 40 milhões. O aumento do recurso fez com que o número de entidades beneficiadas passasse de 54 convênios assinados para 217, o que beneficiará, diretamente, cerca de 250 mil crianças e adolescentes em projetos sociais diversos, sendo que ainda serão beneficiadas outras 200 entidades neste ano, cujos projetos já foram aprovados pelo CMDCA e os convênios já estão sendo assinados.

Hoje é possível considerar o FUMCAD da Cidade de São Paulo como um importante órgão financiador de projetos sociais e, para ter acesso a esse recurso, as entidades devem apresentar seus projetos para avaliação.

Aprovação de Projeto
O Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente do Município de São Paulo - CMDCA/SP publica todos os anos o Edital para a Seleção de Projetos a serem financiados pelo Fundo.

O Edital estabelece os procedimentos, os prazos, e os critérios utilizados pelo Conselho para o processo de análise e seleção dos projetos das organizações governamentais e não governamentais.

Os projetos devem ser inovadores ou complementares e podem ser relacionados a diversos seguimentos de atuação voltados para as áreas da saúde, educação, esporte, lazer e cultura, entre outros.

Sendo o projeto aprovado pela Comissão de análise do CMDCA/SP, a organização governamental ou não governamental receberá o “Certificado de Captação de Recursos”, que possibilita à organização o início da prospecção dos recursos necessários para a viabilização do projeto.

As etapas no processo de repasse dos recursos envolvem: a escolha dos eixos temáticos; a publicação do edital de convocação de projetos; o recebimento dos projetos; o exame e seleção dos projetos; o Termo de Compromisso ou Convênio; o monitoramento e avaliação na execução dos projetos; e a prestação de contas.

A AACD – Associação de Assistência à Criança Deficiente conquistou um importante resultado no atendimento às crianças e adolescentes com deficiência física, por meio de projetos aprovados pelo CMDCA. A Instituição tem 9 projetos aprovados, como “Redução de Fila de Espera para Cirurgias e por Aparelhos Ortopédicos”, que proporcionou 226 cirurgias (especialidades como Escoliose, Paralisia Cerebral, Mielo, Mão, Odontologia Pediátrica e Vias aéreas superiores) e a entrega de 1170 aparelhos ortopédicos (cadeiras de rodas, órteses e próteses) que beneficiará melhor condição de vida às crianças e adolescentes.

A AACD conta com o apoio de 35 empresas e mais de 200 pessoas físicas que direcionam parte do seu IR para os projetos da entidade.

Este mecanismo de contribuição é uma poderosa ferramenta para manter e ampliar a rede de proteção à criança e ao adolescente. O modelo é transparente, permitindo que o doador acompanhe a execução dos projetos, conferindo como está sendo utilizado o dinheiro, favorecendo o aumento de arrecadações.

É direito da criança e do adolescente portador de deficiência receber educação, saúde, esporte, lazer e cultura, ser um cidadão por completo, podendo assim contribuir para o desenvolvimento do nosso país.

Esses sites devem ser visitados com alguma freqüência. Assim, é possível recolher novas informações que alimentarão e fortalecerão seu Banco de Dados.

Sugiro, ainda a tomada das seguintes providências:
- Checar as listas de doadores de outras organizações. Busque estes nomes em Relatórios Anuais das instituições, Balanços Sociais de empresas e em publicações como Idéia Social, Revista Exame, entre outras.
- Identificar e localizar quem são os Membros das Câmaras Brasil-Estados Unidos, Brasil -Alemanha, e outras associações semelhantes.
- Checar a lista de associados de organizações como o Instituto Ethos, que promove a Responsabilidade Social Empresarial, pois se supõe que essas empresas associadas (mais de 1000) têm consciência de empreendedorismo social.
- Pesquisar em publicações tipo "Who's Who" - "Quem é Quem", "Guide to Funding & Foreign Programs" (de especial valor para empresas americanas), "The Foundation Center" (fonte que contém informações específicas sobre inúmeras fundações americanas como endereço, dados financeiros, áreas de interesse e países que mais apóiam. Procure Brazil, com Z)

Como vocês podem ver, há um "mundo" de informações à disposição lá fora. Corram atrás porque vale a pena!

Olhando pelas janelas, vocês verão muito que lhes podem realmente ser de grande ajuda. Ao se olharem no espelho, vocês talvez achem que ficaram "mais bonitos" e poderão dar um sorriso. Seus clientes agradecem.


Marta Delpoio Marques de Oliveira
Gerente de Captação de Recursos. Atua há 10 anos em organização de Ensino Superior (Fundação), em Organização do Terceiro Setor e em Instituições Financeiras. Responsável na pelos projetos incentivados pelos CMDCA´S e por doações de pessoas físicas e jurídicas - mantenedoras. Administradora de Empresas formada pela Universidade Paulista, e pós-graduação na área do Terceiro Setor na FGV – Fundação Getúlio Vargas.

Revista eletrônica Integração - Edição nº 86 - Julho de 2008

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Comunicação Planejada como Ferramenta de Gestão no Terceiro Setor

A comunicação nas organizações do Terceiro Setor contribui para a disseminação de sua causa, para a mobilização social, para a conquista e fidelização de parceiros, para o alinhamento interno e, sobretudo, para que se estabeleçam relações sinérgicas entre elas e seus públicos

O Terceiro Setor tem crescido significativamente nos últimos anos. Além do aumento do número de organizações, têm crescido também sua expressão econômica e sua representatividade social. Porém, mais do que isso, o Terceiro Setor vem crescendo porque cada vez mais sua busca por mudança cultural e melhoria da situação sócio-ambiental no planeta vem se justificando.

No entanto, embora ações sociais venham ocorrendo historicamente, a sociedade ainda tem dúvidas sobre sua forma de atuação e suas práticas. A população está acostumada com organizações privadas de interesse privado (mercado) ou organizações públicas de finalidade pública (Estado). E o Terceiro Setor, colocando-se entre elas, representando a iniciativa privada – de pessoas como qualquer um de nós – que se organizam com o objetivo de gerar benefício público.

Muitos têm sido os desafios que se colocam ao Terceiro Setor para que ele possa provar sua validade social e contribuir ainda mais eficazmente com soluções para o atual contexto de agravamento da exclusão social e de esgotamento de recursos naturais.

A prática nas organizações da sociedade civil mostra-nos a cada dia desafios que precisam ser superados. Lester Salamon [1], professor e pesquisador da John Hopkins University, dedicou-se ao tema dos desafios do Terceiro Setor. Seu estudo, já muito conhecido da área, aponta para quatro principais desafios: legitimidade, eficiência e eficácia, sustentabilidade e colaboração.

Segundo esses desafios, as organizações precisam provar a importância de sua atividade e sua capacidade de atuação na missão proposta, devem demonstrar que são eficientes no uso de recursos e que têm uma gestão adequada, precisam obter recursos e conseguir trabalhar em colaboração com o poder público, com as empresas e com outras organizações sociais.

Sob o prisma da comunicação esses desafios representam a necessidade do Terceiro Setor desenvolver estratégias que permitam às organizações gerir sua reputação, ser transparentes para espantar dúvidas sobre suas práticas, ter a capacidade de se articular e de conquistar e manter parceiros.

A análise desse conjunto de fatores, sob esta ótica, nos conduz à idéia de que as organizações podem se beneficiar de planejamento e gestão de comunicação, incrementando a qualidade de seus relacionamentos.

Diante deste cenário, a comunicação torna-se ferramenta imprescindível e estratégica para o Terceiro Setor.

A comunicação nas organizações do Terceiro Setor contribui para a disseminação de sua causa, para a mobilização social, para a conquista e fidelização de parceiros, para o alinhamento interno e, sobretudo, para que se estabeleçam relações sinérgicas entre elas e seus públicos.


Práticas de comunicação no Terceiro Setor: fazendo assessoria de imprensa, publicidade e gestão de relacionamentos
Freqüentemente quando se pensa em comunicação no Terceiro Setor, pensa-se em assessoria de imprensa ou em publicidade. Elas são importantes ferramentas mas que, no entanto, têm alguns limitantes. As organizações podem – e devem – ir além, compreendendo e aplicando as melhores práticas de comunicação para o seu perfil.

A assessoria de imprensa deve ser pensada como um trabalho de relacionamento com a imprensa, em que se constróem resultados em longo prazo.

Além de sempre solicitar a publicação de uma informação, as organizações podem também oferecer contribuições à imprensa, como o envio de artigos sobre o tema de sua especialidade ou colocar-se à disposição do jornalista para esclarecer dúvidas sobre assuntos de seu conhecimento.

Assim é possível conseguir que essa organização se torne uma fonte de referência para o jornalista quando ele estiver trabalhando em algum assunto relacionado com sua atividade (público beneficiário, área de atuação, região geográfica, etc).

A principal vantagem de estar presente nas veiculações da imprensa é a credibilidade que isso confere ao noticiado. Além disso, a organização consegue ‘falar’ para um número expressivo de pessoas com um custo relativamente baixo, o que pode ser uma vantagem. Porém, mais do que falar com muitos, é preciso falar com as pessoas certas.

Dessa forma, ao optar por utilizar um trabalho de assessoria de imprensa as organizações precisam se preparar. É mais eficaz que o trabalho seja feito por um profissional de comunicação, que irá manejar melhor a linguagem e as ferramentas e terá condições de elaborar um plano de ação com objetivos. Devem ser programadas algumas ‘pautas’, que são as informações que devem ser comunicadas. Devem também ser identificadas na organização quais são as pessoas que falam com a imprensa (porta-vozes) e sobre o que cada uma fala. E especialmente deve-se ter em mente com quem se quer falar para que a escolha dos veículos de comunicação abordados traga resultados mais assertivos.

Tomemos como exemplo uma organização que atenda crianças portadoras de HIV positivo, nascidas na cidade de São Paulo, cuja transmissão ocorreu verticalmente de mãe para filho e cujas mães são predominantemente jovens de 16 a 19 anos. O seu principal objetivo de comunicação seria, por suposição, alertar as pessoas para a importância da prevenção e disseminar o uso de camisinha nas relações sexuais, principalmente entre pessoas portadoras do vírus.

A primeira coisa a se pensar é quem seria o público desta mensagem. Poderíamos supor aqui que seriam adolescentes com vida sexual ativa, residentes em São Paulo. Como pauta, a organização poderia trabalhar o direito das crianças à saúde, garantido pelo ECA [2], que completa 18 anos neste mês de julho. Dentro da organização seriam os porta-vozes um médico pediatra e infectologista, que falaria sobre a saúde da criança portadora de HIV, uma psicóloga responsável pelo atendimento às crianças, que falaria sobre os impactos do HIV nos primeiros anos de vida da criança e a coordenadora geral, que responderia sobre a história da organização, suas práticas e necessidades de arrecadação.

Os veículos escolhidos, que seriam os mais eficazes para se alcançar o público pretendido, poderiam ser uma revista mensal para adolescentes, um programa de TV numa emissora voltada para jovens, um site do poder público sobre saúde e sexualidade e um jornal de circulação local que publique um caderno específico para adolescentes.

Assim, bem planejado, o trabalho de assessoria de imprensa pode trazer resultados positivos para a organização.

Outro caminho muito desejado é a publicidade. Em geral, as organizações gostariam muito de ter um vídeo institucional exibido nos intervalos comerciais das emissoras de televisão abertas.

Pela publicidade, a organização realiza anúncios para estar presente na mídia. O que se consegue, em geral, é que um veículo ceda gratuitamente um espaço para que a organização utilize, veiculando seu anúncio.

Os anúncios exigem um trabalho de preparação de arte, que são a escolha e desenvolvimento do layout e do texto da mensagem. Um anúncio pode ser feito apenas com texto e ilustrações gráficas, produzidas em computador. Porém, pode ser necessária a produção de fotos ou imagens, o que por sua vez irá requerer equipamentos, estúdios, elenco, cenário e figurino. E isso pode sair muito caro.

Para a organização, restam algumas saídas: comprar o espaço na mídia, custear toda a produção ou negociar com os veículos que cedam o espaço e conseguir gratuitamente os trabalhos de produção.

Assim como na assessoria de imprensa, a publicidade é difusa, ou seja, fala-se para muita gente ao mesmo tempo. É preciso também avaliar a pertinência desse mecanismo e escolher os melhores veículos e espaços para veicular as mensagens desejadas. E um profissional especializado pode trazer melhores contribuições.

Porém, se tanto assessoria de imprensa quanto publicidade objetivam conquistar espaço na mídia, qual a diferença entre elas? Pela assessoria de imprensa se obtém espaço nos noticiários, chamado espaço editorial; pela publicidade, consegue-se espaço comercial. O espaço editorial é significativamente ‘mais caro’ que o comercial porque há uma certa chancela de confiança do veículo naquele assunto, já que ele produz o conteúdo jornalístico a partir de uma informação original recebida.

A assessoria de imprensa e a publicidade podem oferecer resultados brilhantes para o Terceiro Setor. Porém requerem certa estrutura da organização para que se colham os melhores resultados.

E como devem fazer aquelas organizações ainda pequenas, que não dispõem de recursos e profissionais para por em prática estas atividades? A comunicação não é possível para elas? Para elas seria mais difícil superar os desafios e conquistar legitimidade, parcerias, recursos e colaboração interna?

Há outras alternativas de comunicação que podem gerar resultados muito positivos. A comunicação é uma atividade muito complexa, que permite várias formas de aplicação. Assim, pensar em comunicação como fortalecer relacionamentos, utilizando-se das ferramentas de Relações Públicas, pode ser a melhor solução porque exigirá mais planejamento, mas trará mais eficácia no uso de recursos e resultados igualmente satisfatórios.

O primeiro passo para o estabelecimento de um programa de comunicação e relacionamento é conhecer profundamente a identidade da organização, ou seja, aquilo que ela é e faz e que está presente em sua história, na escolha de sua causa, em seus valores, em sua cultura, na decisão sobre as melhores práticas para sua atividade, na identificação de seus beneficiários.

Nem sempre a imagem que se tem de uma organização corresponde à sua identidade. Assim, é importante conhece-la para que ela se comunique com a maior precisão possível e que haja um ajuste entre o que ela é e o como as pessoas a vêem.

Em segundo lugar, é preciso identificar quem são os públicos ou stakeholders dessa organização. Ou seja, quais são os grupos de pessoas que têm interesse e influência nesta organização e que também são influenciados por ela. Podemos pensar de uma forma geral nos beneficiários, em suas famílias, nos colaboradores, nos voluntários, nos doadores, nos possíveis doadores, nos parceiros, no conselho, nos órgãos do poder público, na imprensa e em organizações congêneres. Porém, cada organização saberá identificar com clareza quem são seus públicos.

Continuando o processo de planejar a comunicação relacional, as organizações, após identificarem quais são seus públicos devem refletir e registrar quais são as expectativas que cada um desses públicos têm em relação à organização, assim como fazer o exercício contrário, pensando o que a organização espera deles.

Depois dessa análise, será possível identificar quais são os prioritários, ou seja, aqueles que são mais sensíveis e para os quais a comunicação terá mais atenção.

Em seguida, tendo por base as expectativas dos púbicos e suas próprias, as organizações devem propor ações para se relacionar com seus públicos. Pode-se pensar em ações que utilizem alguma mídia e ações de comunicação pessoal.

Podem ser usados, por exemplo, boletins impressos e eletrônicos, cartas de agradecimento feitas manualmente em papel reciclado produzido em oficinas da organização, visitas semestrais aos doadores, encontros com as famílias, eventos para captar recursos, eventos científicos, festas para a comunidade, mural, caixa de sugestões, telefonemas.

Todos eles, claro, podem ser acompanhados de ações de assessoria de imprensa e de publicidade. Cabe à organização usar de sua criatividade e aliar os recursos de que dispõe a seus objetivos.

O mais importante é perceber que há muitas maneiras de promover comunicação com seus públicos e que elas podem ser utilizadas de acordo com a realidade da organização.

Podemos pensar em uma organização que desenvolva programas de educação complementar e atividades culturais para jovens no Capão Redondo, em São Paulo. Ela poderia identificar como alguns de seus públicos os jovens que moram da região, suas famílias, outras organizações do bairro, outras organizações que realizem a mesma atividade na região sul da cidade, o grupo de suas 20 empresas doadoras, o grupo de 40 doadores pessoas físicas, o Conselho Tutelar, a Secretaria Estadual de Cultura e as escolas regulares da região.

Suponhamos que esta organização tenha identificado que a expectativa de seus doadores seja a de contribuir para a inclusão social dos jovens que participam das atividades e que esta organização espera que eles sejam fiéis e continuem parceiros da organização, não apenas fazendo doações financeiras, mas comprometidos de fato com a melhoria das condições sociais do bairro.

A comunicação para este público poderia ser feita por uma combinação de: visitas trimestrais ao doador para contar sobre o andamento dos projetos, uma visita anual do doador ao bairro e à organização, envio anual de relatório de atividades e reunião anual para discutir com os doadores os planos da organização.

A organização teria estabelecido uma mecânica de relacionamento capaz de ouvir o doador e de fazê-lo conhecer melhor e acompanhar suas atividades. E nem sempre é preciso usar a mídia para comunicar.

O que há de diferente entre comunicar a partir da transmissão de informações e comunicar pensando em se relacionar com seus públicos, é que as organizações instituem o processo de interação e de ouvi-los. Permitir que as pessoas possam colocar suas impressões, dar idéias, fazer críticas, tirar dúvida gera uma sensação de pertencimento, o que naturalmente cria e estreita vínculos.

Assim, comunicar com eficácia é possível para todos no Terceiro Setor. A já conhecida idéia de “pensar globalmente e agir localmente” faz bastante sentido para a comunicação no Terceiro Setor também. Antes de pensarmos em uma grande campanha na televisão veiculada em rede nacional para que as pessoas conheçam nossa organização, podemos procurar saber o quanto o nosso bairro e o comércio local nos conhecem.

É muito importante que todas as atividades de comunicação estejam orientadas por um objetivo comum, de forma a se complementar. Assim, sejam quais forem as formas escolhidas pela organização elas devem seguir na mesma direção, orientadas pela mesma identidade e pelas mesmas mensagens.

Conclusão
Dessa forma, a comunicação torna-se uma ferramenta de gestão no Terceiro Setor que contribui para que seus desafios sejam superados. Ela contribui para que se estabeleça e cresça sua legitimidade porque é possível compartilhar com as pessoas da importância daquela causa, preocupados em ser compreendidos.

A comunicação também contribui para que sua captação de recursos melhore porque as pessoas entendem o que ela faz e a relevância de seu trabalho. São também convidadas a participar e doar (recursos financeiros, trabalho, objetos...) e podem ser mais cuidadas para que queiram estar junto e se tornem fiéis.

Além disso, a comunicação ainda pode contribuir para promover colaboração entre os três setores e para tornar os funcionários e voluntários alinhados à missão da organização e mais motivados.

E, sobretudo, por meio da comunicação as organizações podem obter da sociedade o reconhecimento da importância de sua causa e a mobilização tão necessárias para promover mudança cultural e cumprir sua missão.


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[1] SALAMON, L. Estratégias para o Fortalecimento do Terceiro Setor. In: IOSCHPE, E. B. (org). 3º Setor – Desenvolvimento Social Sustentado. São Paulo: Paz e Terra, 1997, p. 89-112

[2] Estatuto da Criança e do Adolescente. Lei n 8.069, de 13 de julho de 1990

Referências bibliográficas:
BRUNETTI, Renata M. A escuta do “mundo da vida” na constituição de uma sociedade emancipatória. Tese de Doutorado, Núcleo de Identidade, Departamento de Psicologia Social – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC/SP, São Paulo, 2007.

FERNANDES, Rubem César. Privado Porém Público. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2002, 3ª ed.

FRANÇA, Fabio. Públicos: como identifica-los em uma nova visão estratégica. São Caetano do Sul: Yendis, 2004

KUNSCH, Margarida M. K. Planejamento de Relações Públicas na Comunicação Integrada. São Paulo: Summus Editorial, 2003

MENEGHETI, Silvia Bojunga. Comunicação e Marketing: fazendo a diferença no dia-a-dia das organizações da sociedade civil. São Paulo: Global, 2001

MOREIRA, Fabiana M. D. de Campos. Comunicação e Relações Públicas para a Superação dos Desafios do Terceiro Setor. São Paulo: ECA/USP, 2006

SIMÕES, Roberto P. Relações Públicas: função política. São Paulo: Summus Editorial, 1995


Fabiana Dias de Campos Moreira
Jornalista pós-graduada em Relações Públicas e Comunicação Organizacional pela ECA/USP, atua no Terceiro Setor em Comunicação e Captação de Recursos há 10 anos e foi professora da Universidade Metodista de São Paulo (UMESP). É consultora da Atuação Social – Idéias em Sustentabilidade para Iniciativas Sociais, onde desenvolve programas de sustentabilidade para organizações do Terceiro Setor e empresas e realiza cursos e oficinas. fabianadias@atuacaosocial.com.br

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Prêmio Culturas Populares - Abertas as inscrições para a edição 2008

A partir desta quinta-feira, 17 de julho, estão abertas as inscrições para o Prêmio Culturas Populares - Mestre Humberto de Maracanã, promovido pela Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura (SID/MinC). Os interessados têm até o dia 30 de agosto para enviarem suas propostas.

O concurso, que integra o Programa Identidade e Diversidade Cultural - Brasil Plural, resulta da busca pela implementação de políticas públicas para a proteção e promoção da diversidade cultural no Brasil. É fruto das discussões entre segmentos da sociedade civil, instituições vinculadas ao MinC e os próprios protagonistas das culturas populares.

O objetivo da premiação é identificar, fortalecer e divulgar as manifestações das culturas populares brasileiras, além de valorizar os produtores dessa arte. Sendo assim, serão premiadas as iniciativas que se destacaram pelo trabalho e ações na área dos saberes das tradições das culturas populares e que tenham, dentre outros ítens, favorecido as condições de reprodução, continuidade e florescimento dessas manifestações brasileiras.

A seleção das propostas será feita por uma comissão de avaliação nomeada pelo secretário da SID/MinC, Sérgio Mamberti. Para cada um dos 190 candidatos escolhidos, será destinado o valor de R$ 10 mil, totalizando um investimento de quase R$ 2 milhões em projetos culturais, que serão distribuídos entre as seguintes categorias: Mestres, Grupos Formais e Grupos Tradicionais.

Homenagem

Em 2008, o grande homenageado do Prêmio Culturas Populares é o cantor e compositor Humberto de Maracanã. Nascido na capital do estado do Maranhão, em 2 de novembro de 1939, mestre Humberto é um dos maiores divulgadores da cultura popular maranhense, em especial, do Bumba-meu-boi - dança folclórica que combina elementos de comédia, drama, sátira e tragédia, tentando demonstrar a fragilidade do homem e a força bruta de um boi.

Confira o Edital.


Tatyana Vendramini
Site do Ministério da Cultura, 17/07/08

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Prêmio Von Martius de Sustentabilidade 2008

Inscrições de projetos vão até 26 de setembro

Estão abertas as inscrições para o Prêmio von Martius de Sustentabilidade, um dos mais importantes da área. Os interessados podem acessar o site http://www.premiovonmartius.com.br, no qual a Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha, promotora do Prêmio, disponibiliza informações sobre o regulamento, inscrições, histórico da premiação etc. O prazo para inscrever os trabalhos vai até o dia 26 de setembro e a cerimônia de entrega aos vencedores será realizada em 11 de novembro, em Curitiba.

Desde 2007, a cerimônia de premiação é realizada de maneira rotativa pelas capitais do Brasil. Desta forma, a Câmara Brasil-Alemanha acredita estar difundindo ainda mais o Prêmio em todo o País, bem como incentivando a inscrição de projetos de várias regiões brasileiras.

No ano passado, o Rio de Janeiro sediou a entrega do prêmio. A escolha de Curitiba como sede da 9ª edição do Prêmio von Martius de Sustentabilidade deve-se ao forte vínculo da cidade com as questões ambientais, o que inclui a preocupação com a manutenção de sua área verde. Hoje, Curitiba detém os mais altos índices de áreas verdes entre as metrópoles do País. Os seus mais de 30 parques e bosques totalizam 82 milhões de metros quadrados, o que corresponde a 52m2 de área verde por habitante, três vezes maior do que a área mínima recomendada pela ONU.

A cerimônia de entrega do Prêmio von Martius de Sustentabilidade será este ano, mais uma vez, carbon free. Isto será feito em parceria com a BRTÜV, empresa especializada em certificação e qualificação de produtos e serviços. Ela fará um levantamento de todas as emissões de gás carbônico relacionadas ao evento e identificará a forma mais adequada para a sua neutralização. "Essa importante parceria reforça o compromisso do Prêmio von Martius de Sustentabilidade com o desenvolvimento sustentável, especialmente com relação ao meio ambiente", afirma Ricardo Rose, Diretor de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Câmara Brasil-Alemanha.

Sobre o Prêmio von Martius de Sustentabilidade
O Prêmio von Martius de Sustentabilidade reconhece projetos de todo o Brasil – concluídos ou em realização – que promovam o desenvolvimento econômico, social e cultural alinhado com o conceito de desenvolvimento sustentável. Podem concorrer iniciativas de empresas, instituições públicas ou privadas, indivíduos e organizações não governamentais, associadas ou não à entidade promotora. Dividido em três categorias – Humanidade, Tecnologia e Natureza –, o Prêmio reúne mais de 1.400 projetos inscritos em apenas oito anos.

O Prêmio von Martius de Sustentabilidade 2008 conta com o patrocínio das empresas: Faber-Castell, Gráfica Bandeirantes, Henkel, Petrobras e Tetra Pak, além do apoio das seguintes instituições: Ministério do Meio Ambiente do Brasil, Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), do World Wide Fund for Nature (WWF) e InWEnt. O Prêmio von Martius de Sustentabilidade é o único concurso de projetos ambientais do Brasil a dispor de compensação de carbono certificada pela BR TÜV.


Envolverde, 17/07/08
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Prêmio Ford ganha novas categorias na 13ª edição

Para ficar ainda mais abrangente a iniciativa passa a contemplar também projetos de escolas, desenvolvimento de produto e fornecedores Ford

A Conservação Internacional (CI-Brasil) e a Ford abrem as inscrições para o 13º Prêmio Ford de Conservação Ambiental. Com o objetivo de disseminar ainda mais o conceito de que preocupação com o meio ambiente também é uma maneira de fazer negócios, o Prêmio chega à 13ª edição com novo formato e passa a contar com três novas categorias.

Com inscrições abertas até 1º de outubro, o Prêmio Ford de Conservação Ambiental, considerado um dos reconhecimentos de maior prestígio do setor no País, contemplará a partir deste ano as categorias Meio Ambiente nas Escolas, Desenvolvimento de Produto e Fornecedor, além das já conhecidas Conquista Individual, Negócios em Conservação e Ciências e Formação de Recursos Humanos. O vencedor de cada uma das categorias receberá um troféu e R$ 20 mil (vinte mil reais), com exceção à Fornecedor – que ganhará um certificado de reconhecimento da montadora.

As mudanças promovidas este ano estão alinhadas à preocupação da Ford de incentivar cada vez mais gestões ambientalmente responsáveis. " A conservação do meio ambiente é uma prioridade dentro das ações de responsabilidade socioambiental da Ford. Por este motivo, procuramos incorporar categorias que envolvessem mais elos de nossa cadeia de relacionamento e que, por conseqüência, levassem o tema para mais perto do consumidor", acrescenta a gerente de responsabilidade social da Ford, Adriane Rocha.

O vice-presidente para a América do Sul da CI-Brasil, José Maria Cardoso da Silva, compartilha da mesma opinião. "Com essas novidades, conseguiremos maior abrangência e ampliaremos a possibilidade de transmitir a idéia de conservação do meio ambiente adiante com mais velocidade e variedade de públicos. O Prêmio deve atrair cada vez mais participantes, com a mesma qualificação observada nas edições anteriores", adiciona Silva.

As novidades
Com a categoria Meio Ambiente nas Escolas a intenção é levar a discussão para dentro da sala de aula e incentivar as ações educacionais sobre o tema. "Queremos disseminar a idéia de que preocupação com o meio ambiente deve ser premissa para esta e para as próximas gerações", explica Adriane.

Para aquecer a busca por produtos que minimizem os impactos ao meio ambiente, o uso de materiais alternativos e práticas sustentáveis, uniu-se à lista do Prêmio a categoria Desenvolvimento de Produto. Destinada exclusivamente a estudantes universitários, tem como objetivo promover o desenvolvimento de projetos para a indústria automobilística.

Já o reconhecimento para a cadeia de fornecedores produtivos da montadora, espalhados por todo Brasil, será voltado às empresas que desenvolvam práticas ambientalmente adequadas em sua rotina de trabalho, que estejam de acordo com as exigências mínimas de conservação do meio ambiente e que buscam implementar a sustentabilidade em suas ações. "Queremos destacar aquela empresa que tem a preocupação em adotar medidas que façam diferença", completa Adriane.

História
O Prêmio Ford de Conservação Ambiental foi lançado em 1996 e destaca todos os anos projetos em prol da conservação da biodiversidade e promoção do desenvolvimento sustentável. Nos últimos doze anos, 55 personalidades e entidades dedicadas às causas ambientais já foram contempladas e cerca de 1.500 projetos foram inscritos, provenientes de diversas regiões do Brasil.

Entre os premiados, figuram os ambientalistas Niéde Guidón; Ibsen de Gusmão Câmara; Alceo Magnanini; Paulo Nogueira-Neto, e, também, entidades como o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia; o Museu de Biologia Prof. Mello Leitão; a Renctas - Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Selvagens; a Comissão Pró-Índio do Acre; o Programa Globo Ecologia e a TV Cultura.

Categorias e Inscrições
As seis categorias do 13º Prêmio Ford de Conservação Ambiental estão abertas tanto para pessoas físicas relacionadas a projetos de proteção à natureza e à biodiveridade, como organizações não-governamentais, entidades comunitárias, empresas privadas, instituições de ensino infantil, fundamental e médio, bem como universidades e órgãos/agências governamentais na área de conservação da natureza no território brasileiro. Cada um dos vencedores receberá R$20 mil e um troféu em cerimônia a ser realizada no final do ano – com exceção à categoria Fornecedor, que recebe certificado de reconhecimento da montadora.

Conheça as categorias:
Conquista Individual - Oferecida a indivíduos (pessoas física) que dedicaram sua vida a esforços ligados à conservação da natureza e do meio ambiente ou que já realizaram contribuição significativa e para as quais o prêmio pode servir de auxílio no seu progresso profissional.

Negócios em Conservação - Destinada a grupos comunitários ou empresas – pessoas jurídicas - responsáveis por iniciativas e implementação de projetos com excepcional significado para a conservação da natureza e, concomitantemente, para a criação de empregos, geração de renda, diminuição da pobreza, agricultura sustentável e uso racional de recursos biológicos. Também aplicado a projetos empresariais de marketing institucional, resultantes do desenvolvimento ou apoio a iniciativas de conservação.

Ciência e Formação de Recursos Humanos - Voltada a indivíduos, organizações, grupos ou centros de pesquisa, privados ou governamentais, que tiveram excepcional êxito na área de ciência da conservação ou da tecnologia conservacionista. Destinado também a pessoas ou instituições que se destacaram simultaneamente na área de treinamento de profissionais brasileiros em conservação ambiental.

Meio Ambiente nas Escolas - Oferecida a Instituições de Ensino de Educação Básica - nos níveis infantil, fundamental e médio – das redes pública e particular que criaram e implementaram projetos que incentivam a conservação do meio ambiente e que envolvam diretamente a participação de seus alunos.

Desenvolvimento de Produto - Destinada a universitários que desenvolvam projetos para a indústria automobilística, visando a conservação da natureza e do meio ambiente. Os produtos, desenvolvidos nos referidos projetos, devem buscar a redução dos impactos ambientais e utilizar materiais alternativos e práticas de sustentabilidade.

Fornecedor – Voltada a toda cadeia de fornecedores produtivos da Ford Motor Company Brasil Ltda., no Brasil, que utilizem práticas ambientalmente adequadas em sua rotina de trabalho, tais como: melhor aproveitamento no uso da água, diversificação no uso da matriz energética, redução e correta destinação de resíduos sólidos, consumo de produtos sustentáveis, etc. Terá destaque, ainda, o fornecedor que tem a preocupação em adotar medidas que façam diferença para o planeta.

Os vencedores serão selecionados por um júri formado por personalidades de destaque na área de conservação ambiental. A inscrição é gratuita e o prazo para o envio dos projetos vai até o dia 1º de outubro de 2008. Os interessados podem acessar o regulamento e o formulário de inscrição no site http://www.conservacao.org.

Envolverde, 17/07/08
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quinta-feira, 17 de julho de 2008

Doação individual: fazendo-a ser percebida

Apesar de pessoas de todos os setores da sociedade sempre doarem à caridade, o apelido “filantropo” tem sido dado tradicionalmente aos ricos industriais não importando se as fortunas foram feitas do petróleo ou aço (Rockefeller e Carnigie), ou software, ou finanças. (Gates e Buffett). Hoje, no entanto, a filantropia se popularizou. Brad Pitt, Angelina Jolie e Bono têm ajudado refugiados, aos grupos de direitos humanos, aliviando dívidas e em causas célebres. E se os executivos da NBC conseguirem o que desejam a filantropia logo mais poderão chegar à sua casa através de um canal de televisão.

Entre os shows do horário nobre programados para o inverno de 2009, está “O Filantropo”, o herói que será “o primeiro Filantropo Vigilante”, um bilionário que usa sua riqueza, sua rede de relacionamentos e seu poder para ajudar pessoas necessitadas: em vez de gastar US $ 25.000 o prato num evento beneficente, ele foge das balas nos países do Terceiro Mundo para entregar vacinas em mãos. O próximo papel de George Clooney?

Enquanto as celebridades podem contribuir com dinheiro e chamar a atenção pela fama que têm, a maioria dos doadores individuais não consegue nem ser mencionada na última página da imprensa, na primeira... nem sonhando. No entanto, eles fazem a diferença. US$10.000 podem ter um profundo impacto num projeto de irrigação de uma vila. US$ 50.000 podem financiar pequenos empréstimos para toda uma vizinhança numa cidade Africana. Somada a outras doações, US$100.000 podem fornecer capital de investimento para um fabricante de vacinas de baixo custo nos países em desenvolvimento. A escala dos doadores de US$ 1.000.000 até US$ 5.000.000 é diferente.

A chave disto é identificar qual é a melhor forma de usar cada uma das doações. Isto significa ter uma idéia muito clara de qual é a paixão do filantropo, o tamanho dos recursos dela ou dele e o nível de participação desejado. Isto então requer estar ciente de que negócios e filantropia exigem habilidades diferentes. Os bons doadores podem adaptar seus talentos empreendedores para negócios e aplicá-los no seu trabalho filantrópico; só que, desenvolver um negócio de sucesso e criar um projeto eficiente na saúde, implicam esforços qualitativos totalmente diferentes. A seguir algumas dicas para doações individuais inteligentes.

O que o filantropo individual tem a oferecer
Uma pessoa, ou até uma família muito coesa, podem conseguir muito se acreditarem numa idéia ousada planejando os recursos sociais, financeiros e profissionais e no engajamento num ideal. Os filantropos precisam começar com um entendimento claro dos assuntos, ter a capacidade de ouvir as pessoas que serão beneficiadas com a sua doação, desejar colaborar visando o impacto máximo e confiar no raciocínio estratégico com planejamento e persistência. Em resumo, um compromisso para agir de forma que possa aumentar as probabilidades de fazer mudanças que perdurem.

Quais são algumas das vantagens que o filantropo individual tem sobre os grandes fundos? Para começar os doadores individuais são mais ágeis que as grandes fundações.

As decisões e ações podem acontecer com maior velocidade permitindo agir rapidamente em casos de necessidades urgentes. Por exemplo, Jeff Horowitz, há tempo se interessava na troca do Carbono como uma solução para o aquecimento global. Quando ele percebeu que não havia suficiente regulamentação destinada a reduzir as emissões de carbono originadas em queimas de florestas e degradação (REDD), licenciou-se da sua participação societária do escritório de arquitetos de São Francisco, a KMD Arquitects, para fundar o Avoided Deforestation Partners (Parceiros da Prevenção de Desflorestamento); uma empresa internacional sem fins lucrativos que promove políticas de mercado para proteger e incrementar o ecossistema florestal. Horowitz agora dedica seu tempo em convencer políticos e líderes corporativos muitos deles conhecidos na sua antiga atividade, sobre a REDD (Regional Ecosystem Description Database, algo como Cadastro das Descrições dos Ecossistemas Regionais).

Da mesma forma, indivíduos e famílias podem arriscar mais do que as grandes organizações em assuntos que evitariam entrar, tais como experimentar novas tecnologias ou apoiar idéias ainda não testadas. Em 1991, quando Martin Fisher e Nick Moon fundaram uma organização que mais tarde seria a KickStart, uma organização sem fins lucrativos no Quênia que desenvolve, fabrica e distribui tecnologias inovadoras como bombas para micro-irrigação, materiais para construção e fabricação de ferramentas, eles aplicaram a poupança e lucros provenientes de um contrato que tinham para fabricar latrinas nos campos de refugiados Somalis. Este primeiro investimento permitiu a KickStart afinar o seu modelo e colocou a organização num ritmo de crescimento rápido. Hoje a KickStart trabalha na África Subsaariana e sua rede de distribuição chega às mais remotas regiões.

Devido a sua independência, os filantropos individuais frequentemente trazem novas idéias e novas estratégias para resolver problemas deixados de lado por outros. A educação e o treinamento são exemplos das preocupações persistentes de muitos dos filantropos, no entanto, muitos têm dificuldade em transpor as barreiras políticas, econômicas e sociais que mantêm as pessoas atoladas na pobreza. Essas barreiras são as mais altas de todas em regiões onde o desemprego crônico tem criado um ciclo de frustrações, perda de esperança e raiva. Em 2004, Ron Bruder desenvolveu a Fundação Educação para Emprego, gerando oportunidades de trabalho para jovens desempregados em países de maioria muçulmana dando-lhes treinamento profissional e técnico de primeiro mundo encaminhando-os para uma carreira profissional. Através de parcerias com empresas, escolas e governos, a F.E.E. fornece aos jovens as ferramentas e o treinamento necessários para prosperar no ambiente empresarial acompanhando-os com um sólido programa de tutoria para garantir um sucesso duradouro.

Os doadores individuais também são organizadores ideais e intermediários de relacionamentos. Quando Uday Khemka queria chamar a atenção dos doadores para o tema de como evitar as ameaças potenciais das mudanças climáticas sobre as pessoas carentes do mundo, o empresário indiano reuniu os filantropos com peritos em mudanças climáticas do mundo todo para uma série de reuniões com o objetivo de explorar alternativas para mitigar as mudanças climáticas. Foram reuniões informais e orientadas para a implementação de ações. O resultado? A fundação da “Filantropia para a Rede de Ações de Mudanças Climáticas” formado por um grupo de filantropos individuais e de fundações comprometidas a fazer intercâmbios de boas práticas e coordenar estratégias e planos de ação em torno das mudanças climáticas.

O que faz de uma pessoa um bom filantropo?
Então, o que faz de uma pessoa um bom filantropo? O mesmo que faz um bom filantropo institucional: acima de tudo, a vontade de ouvir as pessoas do campo. No final de contas, o impacto do trabalho do filantropo depende da vontade das pessoas da localidade em levar as ações adiante. Uma coisa é um doador financiar pesquisas de AIDS e outra coisa totalmente diferente é montar uma clinica para Aidéticos. Têm que levar em consideração um mínimo de desafios: a falta de transporte para chegar à clínica; a falta de água potável para limpeza e desinfecção, tabus contra as pessoas aidéticas e práticas sexuais da região que disseminam o vírus.

A eficácia do doador aumenta de forma dramática se visualizar a doação de forma consistente com a cultura e os valores locais. Os filantropos, mesmo com as melhores das intenções, se não se derem tempo para estudar o terreno e colher informações, podem cometer uma gafe se ignorarem o contexto cultural ou seguirem em frente sem as devidas consultas. Com humildade e paciência se chega longe no objetivo de ajudá-los a atingir suas metas. Por exemplo, quando a doadora Ann Lurie viu uma lacuna no tratamento médico no Quênia rural, ela fundou uma clínica móvel para fazer diagnósticos, tratamentos, prevenção e educação de saúde dirigida às comunidades não atendidas. Os parceiros locais não só ajudaram a manter a unidade móvel como também contribuíram para a construção de clínicas.

Os bons filantropos também procuram alavancagem por meio de sociedades, alianças e colaborações. Como Betsy Brill, presidenta e fundadora da Filantropia Estratégica Ltda., diz: “trabalhar isoladamente não é a receita para o sucesso. A alavancagem, o conhecimento, a experiência e o relacionamento com outros filantropos somados, levam aos objetivos desejados. Estar atento, seguir a própria instituição e rodeado de recursos filantrópicos profissionais, os filantropos irão longe e garantirão investimentos sociais eficientes.”.

Afortunadamente, os recursos dos doadores individuais na década passada cresceu dramaticamente. A rede de doadores como o Global Philantrophy Fórum e a Synergos’s Global Philanthropist’s Circle, oferecem oportunidades para outras redes e colaboradores enquanto organizações como a Ásia Foundation fornecem os meios para dar apoio à governabilidade, às leis, à sociedade civil, à participação da mulher para o desenvolvimento econômico e relações internacionais. Para filantropos à procura de soluções mais de mercado, os fundos de risco sem fins lucrativos como o Acumen Fund, usam abordagens de profissionais empreendedores para resolver os problemas globais de pobreza.

Estratégias de pesquisas e procura de melhores práticas com a ajuda de uma rede de filantropos, constituem um bom lugar para começar. As organizações intermediárias, grupos que angariam fundos em nome de uma variedade de pequenas organizações que geralmente estão agrupadas em volta de um tema ou região, formam uma das maneiras mais práticas e eficientes para que um doador individual possa causar impacto imediato. O Fundo Global para Mulheres, o Fundo Greengrants, o Fundo Global Para Crianças, Mama Cash e outros intermediários criaram uma rede de beneficiários e programas baseados em habilidades.

Uma doação relativamente modesta pode ter grande impacto quando canalizada via intermediários. Com o simples conhecimento de que recursos estratégicos existem no solo, no campo ou numa área geográfica, pode agregar valor aos esforços do doador individual.

Para qualquer doador, “tirar o máximo proveito da grana” é um ponto a ser considerado e a colaboração tem um forte efeito multiplicador. Como Presidente da GITI Pneus, uma das líderes do mercado que fabrica pneus na Ásia, Enki Tan conseguiu alavancar a presença da GITI na Ásia para dar apoio ao trabalho da Conservation Internacional (CI), de onde é membro da diretoria. Em Dezembro último, a GITI doou US$ 1.000.000 para os projetos da CI no norte de Sumatra (Indonésia) e nas montanhas do sudoeste da China. Além do mais, em Setembro passado, Tan e sua esposa Cherie Nursalim, organizaram o Leilão Azul, um evento beneficente black-tie em benefício das obras da CI em preservação marinha.

Auspiciado pelo Príncipe Albert II, no museu oceanográfico de Mônaco, a Christie leiloou a concessão de direitos de nomear dez espécies de vida marinha descobertas recentemente na Costa da Bird’s Head Seascape na província de Papua, Indonésia. O leilão levantou US$ 2.500.000, incluindo a oferta de US$ 480.000 da GITI. Em ambos os casos, foi muito mais que dinheiro: era sobre como utilizar relações pessoais e profissionais para movimentar o trabalho.

Os doadores que desejam por a mão na massa da filantropia, poderão investir mais tempo e recursos no planejamento. Por exemplo, quando um doador decide começar uma fundação, até mesmo as tarefas mais triviais como elaborar um pedido de autorização ou criar diretrizes, podem virar perdas de tempo e distração. Doadores associados e doadores conselheiros podem ajudar a desenvolver uma estratégia eficiente. Doadores que decidem montar uma organização para de fato trabalhar nelas, enfrentam outros tipos de desafios: registrá-la como sendo sem fins lucrativos, organizar uma equipe, formar infra-estrutura local e angariar fundos.

Progredindo: melhorando a efetividade das doações individuais
Para os experimentados doadores individuais, o desafio eterno é a ampliação. Uma estratégia especialmente criada para um indivíduo ou uma fundação familiar com muito dinheiro é expandir um programa de sucesso. Por exemplo, os doadores individuais foram de grande ajuda para juntar os Partners in Health (Parceiros da Saúde), uma rede de postos de saúde avançados estabelecida originalmente no Haiti, em vilas de Ruanda e Lesoto. O fundador de Parceiros da Saúde, Paul Farmer, afirma que os doadores individuais são mais flexíveis e giram dinheiro mais rapidamente que outras fontes. Do ponto de vista dos doadores, financiar a expansão de uma comprovada ação benéfica poupa tempo e recursos.

De forma inversa, um pequeno doador pode fazer uma parceria com uma grande organização para ter a certeza que comunidades menores não sejam esquecidas. Em 1993, Rodrigo Baggio, naquela época um jovem professor de tecnologia da informação de escolas privadas do Rio de Janeiro, queria que jovens de diferentes classes sociais falassem entre si via internet. Depois de lançar este projeto, ele percebeu que os jovens pobres não participavam do projeto porque não tinham computadores. Então, ele reformou seu projeto e 2 anos depois fundou o Comitê Pela Democracia na Tecnologia da Informação, (CDI) uma organização sem fins lucrativos que utiliza tecnologia e escolas da comunidade de base para debates, reflexões e engajamento dos cidadãos.

Os doadores que fazem seu dever de casa e conseguem encontrar oportunidades para colaborar e encontrar o veículo de filantropia adequado, continuarão fazendo uma significativa diferença na solução dos problemas mundiais. Os doadores devem ser incentivados a procurar apoio, reforçar os grupos de apoio e alavancar diversidade de recursos e não simplesmente seus talões de cheques. Em 1999, quando John Wood se afastou do cargo de Diretor de Novos Negócios da Microsoft da China para organizar a Sala Para Ler, investiu seu dinheiro, seu talento e sua agenda de telefones na sua meta de ajudar 10 milhões de crianças nas regiões em desenvolvimento para serem educadas melhorando as escolas, bibliotecas e outras infra-estruturas. Em apenas 8 anos, Wood tem conseguido difundir Sala Para Ler desde o primeiro ano quando levou 3.000 livros para uma vila no Nepal no lombo de um yak para uma organização que já construiu 440 escolas e mais de 5.000 bibliotecas bilíngües até alcançar mais de 1,7 milhões crianças na Ásia e África.

Como dizia Sir Winston Churchill, “qual é o objetivo de viver, que não seja para lutar pelas causas nobres e fazer este mundo confuso um lugar melhor para aqueles que viverão depois de irmos embora?”.


Peggy Dulany, Adele Simmond e Rory Tolentino
Peggy Dulany é Presidenta do Instituto Synergos que ela fundou em 1987 para facilitar o relacionamento entre os líderes da Grassroots e líderes políticos e de negócios. E-mail: pdulany@synergos.org.
Adele Simmond é Presidenta da Parceria Filantrópica Global, (Global Philanthropy Partnership) membro do comitê da Synergos e fundadora da Rede de Doadores Globais de Chicago (Chicago Global Donors Network). Ela foi Presidenta da John D & Catherine T Mac Arthur Foundation. E-mail: adelesimmons@mindspring.com
Rory Tolentino é Chefe Executivo do Consórcio de Filantropia Ásia-Pacífico (Asia Pacific Philanthropy Consortium). E-mail: roryappc@pldtdsl.net.

Boletim Alliance Brasil, 17/07/08

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Iluminando o caminho do Investimento Social Privado

Está ficando cada vez mais popular e lucrativo para as empresas pular na carruagem do “comércio justo”, “ecológico”, mesmo que por pouco tempo. Uma vez que o jargão genérico para estimular lucros parece estar cada vez mais generalizado, é difícil identificar quem está adotando novos comportamentos para o bem geral e quem está andando na cauda dos caprichos do mercado. É crucial para uma organização sem fins lucrativos poder distinguir o que é fato do que é fachada.

O Fundo Global Greengrants, já em 1999, recebeu os primeiros fundos da Aveda, uma empresa especializada em produtos de saúde e beleza ecologicamente corretos. Com o objetivo de reconhecer o Dia do Planeta, a Aveda lista toda sua rede de salões de beleza, spas, profissionais, empregados e convidados para angariar fundos das organizações tradicionais e incrementar a divulgação dos temas-chave que incluem florestas, biodiversidade, povos indígenas e, mais recentemente, água limpa.

Um novo relacionamento
Em 15 anos de financiamento de projetos comunitários do meio-ambiente no Global South, a Greengrants nunca fez uma parceria formal com doadores corporativos. Porém, no ano passado, fomos designados parceiros do Mês do Planeta da Aveda e começou a surgir uma nova colaboração.

Para começar, a Aveda desenvolveu a Light in the Way, uma vela de edição limitada, fabricada para angariar fundos durante o Mês do Planeta para a Greengrants. O logotipo da Greengrants aparecia na parte externa da embalagem. Além do mais, a Aveda Europa escolheu Greengrants como seu parceiro local para receber o dinheiro arrecadado nas campanhas dos salões de beleza e spas.

Ao longo dos últimos dois anos, a Greengrants tem dado apoio à Aveda Europa enviando pessoal e um “conselheiro” com o objetivo de educar e incentivar as equipes sobre a origem internacional da Fundação. Como diz o Diretor e Fundador Chet Tchozewski, “treiná-los mediante busca de pequenas doações pode fazer uma significativa diferença no Sul Global”. Por sua vez eles treinam seus clientes e os motivam a participar dos eventos para angariar fundos e fazer doações. Os conselheiros participam ativamente nas áreas em que se dispõem a colaborar com a Greengrants, identificando os grupos mais promissores merecedores de fundos. Neste ano, Christ Allan, o Diretor de programas planeja visitar a Sede Corporativa da Aveda em Minnesota para conduzir um seminário sobre como angariar fundos em comunidades locais.

Greengrants e Aveda além de demonstrar publicamente responsabilidade social e trabalhar em conjunto no posicionamento da marca, também trabalham juntas internacionalmente na outorga de fundos relacionados à água. O dinheiro arrecadado é utilizado em lugares remotos do planeta onde a Aveda providencia muitos dos componentes e onde a Greengrants possui uma rede de conselheiros.

A Greengrants nunca antes teve um parceiro global e, para reforçar os laços com a Aveda, precisamos saber se isto é aceitável para a nossa rede de ativistas dedicados a pressionar as empresas que ignoram o meio-ambiente e as comunidades. Em outras palavras, a Aveda é uma dessas empresas?

Malha fina
Antes deste acontecimento a arrecadação corporativa foi tema do retiro global bianual da Greengrants em 2005. Uma força-tarefa de conselheiros voluntários e funcionários foi criada para desenvolver o tema e o grupo elaborou nossas “diretrizes para arrecadação de fundos”. O documento foi enviado para a nossa rede de conselheiros analisá-lo e depois para o pessoal e o comitê. Todo o processo levou dezoito meses e teve seu primeiro teste quando a Aveda propôs parceria global com a Greengrants no Mês da Terra em 2007.

Utilizando as diretrizes, investigamos a Aveda e a sua parceira Estee Lauder com o intuito de conhecer melhor como opera cada uma das empresas e o relacionamento entre elas. Quando Lauder comprou a Aveda em 1997, temia-se que as políticas corporativas da nova parceira da Aveda poderiam dominar sua visão filosófica, social e ambientalmente responsável.

Enquanto se fazia o levantamento, muitos de nós participamos de uma reunião de três dias na sede da Aveda com outros parceiros do Mês da Terra. Os executivos da Aveda apresentaram seus resultados e planos a respeito das ações quanto à responsabilidade ambiental e social. Estas incluíam o aumento de percentual orgânico em seus produtos na ordem de 20 a 93 % e a proporção de dejetos pós-consumo das embalagens de 25 a 85% em comparação aos oito anos anteriores. A melhoria geral na distribuição, energia alternativa e expedição foram enfatizadas, demonstrando o compromisso da Aveda para minimizar sua presença no efeito estufa.

Ficamos impressionados com as impecáveis práticas ecológicas da Aveda e o seu compromisso para estabelecer um exemplo de liderança e responsabilidade ambiental. Observamos também o cuidado deles com as práticas trabalhistas corretas e o trato adequado para com os indígenas. Concluímos que a Aveda não está só focada na fabricação de produtos e serviços, mas também tem dado passos conscientes para ser considerada uma empresa com responsabilidade social e ambiental.

Eles não estão jogando dinheiro para compensar um mau comportamento. Eles não estão simulando ou viajando no trem da onda “tudo natural, por enquanto”. Estamos convencidos de que a Aveda, baseados na nossa devida diligência desde a sua fundação, procura integrar na sua cadeia de valores práticas de responsabilidade social e ambiental.

E os parceiros corporativos?
Nós não temos uma previsível rede de Corporações batendo na nossa porta, porém repetimos este processo em 2007. Neste caso, nós concordamos por causa dos temas relacionados aos direitos humanos, que não podíamos deixar de nos comprometer e as diretrizes são irrelevantes quando se trata de algumas indústrias que desconsideramos totalmente: extrativismo, agronegócios, madeira, etc.

Um bom casamento
O elo com a Aveda permitiu à Greengrants atrair novos entusiastas e receitas para o movimento na Europa abrindo caminhos inexplorados: os salões de beleza e spas da Aveda. Por sermos conselheiros de arrecadação e intermediários da Aveda, queremos acreditar que os ajudamos a melhorar a qualidade da sua arrecadação com menos projetos em andamento, maior mobilização de recursos com mais autonomia nas comunidades patrocinadas por eles.

Aparentemente, Greengrants e Aveda não parecem ser colaboradores: uma empresa de beleza e outra angariadora de doações para o meio-ambiente. À medida que conhecemos a Aveda, achamos que eram duas organizações empenhadas com a mesma finalidade: um mundo mais justo. Vemos-las como um exemplo para outras porque demonstram que as empresas podem adotar práticas legítimas e justas e manterem-se lucrativas.

Ter ou não ter um parceiro
O mercado de angariar fundos transformou-se num mercado ferozmente competitivo. Isso se deve às quedas na economia, ao aumento de empresas sem fins lucrativos e à distribuição desigual da riqueza. É tentador para qualquer organização ser seduzida pelo dinheiro corporativo para alcançar as metas anuais de arrecadação de doações.

Ter a capacidade de fazer uma avaliação objetiva é fundamental. Estamos satisfeitos com a decisão de sermos parceiros da Aveda. Eles não estão comprando uma reputação verde ao fazer-nos doações. De certa forma, a empresa desde seu começo permanece com suas práticas de negócios politicamente corretas e, como parte disso, eles apóiam a Greengrants.

Para mais informações: www.greengrants.org


Kelly Purdy e Marie Smith
Kelly Purdy é Diretora do Desenvolvimento de Fundações do fundo Global Greengrants e Marcie Smith é Diretora de Comunicações. E-mails: kelly@greengrants.org e marcie@greengrats.org.

Boletim Alliance Brasil, 17/07/08

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ONU: faltam verbas para crises

As doações humanitárias internacionais aumentaram em 2008, mas ainda não cobrem os 3,4 bilhões de dólares necessários para o combate aos maiores problemas do mundo na atualidade -- crise dos alimentos, conflitos violentos e desastres naturais. O alerta foi feito pela Organização das Nações Unidas (ONU) nesta quarta-feira. Só a crise alimentar já levou o escritório de assuntos humanitários da ONU a acrescentar 700 milhões de dólares ao seu orçamento, o que equivale a 37% do total da verba esperada.

"Os preços mais altos dos alimentos e dos combustíveis, um número crescente de pessoas com necessidades alimentares e o impacto da mudança climática estão gerando maiores pedidos de fundos", disse o chefe do escritório humanitário da ONU, John Holmes. Mas o funcionário comemorou ter atualmente 46% das necessidades de financiamento para 2008 atendidas, contra apenas 43% em todo o ano de 2007.

"Apesar da difícil situação econômica global, seguimos recorrendo à generosidade dos contribuintes tradicionais, e não posso pensar em melhor momento para que novos doadores se manifestem para ajudar o crescente número de necessitados", afirmou Holmes. Desde janeiro, os pedidos humanitários ao escritório da ONU aumentaram em 1,1 bilhão de dólares. As maiores necessidades envolvem Somália, República Democrática do Congo, Sudão, Mianmar e Zimbábue.


Veja.com, 17/08/08

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Monumenta vai conceder empréstimos a proprietários de imóveis históricos

18 cidades tombadas serão contempladas no edital de financiamento para restauração de imóveis privados. Em 2008 os proprietários de imóveis localizados no centro histórico de 18 cidades brasileiras terão nova oportunidade de restaurar suas edificações

O Programa Monumenta / Iphan vai relançar o edital que concede financiamento a juro zero para recuperação de imóveis privados em Belém, Congonhas, Corumbá, Diamantina, Laranjeiras, Manaus, Natividade, Olinda, Ouro Preto, Pelotas, Penedo, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, São Cristóvão, São Francisco do Sul, São Paulo e Serro.

Obras de restauro
Poderão ser financiados os seguintes itens: recuperação de fachada e telhado, demolição de acréscimo que tenha descaracterizado a edificação, estabilização ou consolidação estrutural e embutimento da fiação elétrica. Serão financiadas também adequações interiores quanto à ventilação e instalações sanitárias, desde que a renda familiar mensal dos proponentes seja inferior a três salários mínimos. Para estes também poderá ser incluída obra para adequação do imóvel à geração de renda.

Podem participar da seleção pessoas físicas e jurídicas que possuam imóveis situados nas áreas tombadas das cidades citadas. Inquilinos ou prováveis compradores também podem apresentar propostas, além daqueles que estejam utilizando o imóvel para fim residencial e/ou comercial nos últimos cinco anos.

Os interessados já podem ter acesso à minuta do edital, formulário de inscrição e todas as informações necessárias para a elaboração de um projeto, mas as propostas só poderão ser apresentadas quando cada cidade lançar seus editais, que estarão disponíveis no site do Monumenta ou nas Unidades Executoras de Projetos (UEPs), representantes locais do Programa Monumenta (veja endereços no site).

Os proponentes poderão solicitar apoio técnico às UEPs para a elaboração de suas propostas, que deverão conter os serviços a serem realizados e os respectivos custos.

Por meio desses editais, o Monumenta já aplicou cerca de 12,5 milhões de reais em 253 imóveis de 25 cidades. Até agora 129 obras foram concluídas. O valor médio dos contratos assinados é de R$ 55 mil, sendo 70% destes inferior a 20 mil reais. Metade dos proponentes que já assinaram contratos têm renda inferior a três salários mínimos.

Programa Monumenta
Programa do Ministério da Cultura, o Monumenta é executado com recursos da União, de estados e de municípios, com financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e cooperação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e da Unesco. Seu conceito é inovador. Enquanto restaura obras, busca conciliar esta ação com a sustentabilidade dos sítios históricos, motivando seus usos econômico, cultural e social. Por meio de editais públicos, o Programa destina recursos financeiros para a realização de cursos de restauro e eventos culturais, estimulando o desenvolvimento de atividades econômicas associadas aos centros históricos e fortalecendo as estruturas turísticas locais. Simultaneamente, incentiva municípios e estados a colaborarem na captação de novos financiamentos e a cultivarem na sociedade uma postura de zelo com os bens históricos e culturais. Hoje, 26 cidades de todas as regiões do País são contempladas pelo Monumenta

Minuta do Edital de Imóveis Privados
Formulário para Apresentação das Propostas
Cartilha de financiamento para recuperação de imóveis privados


Fonte: Site do Iphan

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Envio de Projetos para quilombolas prorrogado até 21 de julho

O Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) prorrogou até o dia 21 de julho o prazo de envio de projetos para apoio financeiro e fortalecimento de atividades produtivas em comunidades quilombolas de todo o País. As entidades interessadas devem acessar i site do ao Programa de Gênero, Raça e Etnia (Ppigre/MDA) em www.mda.gov.br/aegre para obter informações sobre as exigências da chamada de projetos 2008.

A novidade neste ano é a destinação de recursos para duas linhas de projetos: Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) e Apoio ao Desenvolvimento Sustentável das Comunidades Quilombolas. Os recursos visam apoiar tanto o custeio de assistência técnica voltada a atividades produtivas, como de atividades voltadas para o protagonismo das mulheres quilombolas, revitalização de práticas tradicionais, comunicação, informação e outras.

Tipos de projetos
Assim serão selecionados projetos de agricultura, criação de gado, psicultura, agroextrativismo, apicultura, artesanato, avicultura, ecoturismo, uso de plantas medicinais, condimentares e aromáticas. Podem ser apoiados pelo MDA, ainda, projetos que busquem agregar valor à essas produções, além de redes de intercâmbio e capacitação para elaboração de projetos.

O recurso destinado pelo Ppigre/MDA pode ser utilizado para realizar diagnósticos (que levarão à escolha da melhor atividade produtiva para cada comunidade); oficinas; cursos; seminários; acompanhamento técnico e toda a logística (hospedagem, alimentação e viagens) necessária para a realização dessas atividades.

No âmbito da comercialização, o apoio financeiro do Ministério poderá ser empregado no custeio de despesas com a elaboração de planos de comercialização, pesquisa de mercado, canais de escoamento da produção, avaliação de custos do transporte, entre outras atividades de venda. Outra linha importante que pode ser apoiada é o intercâmbio para a troca de experiências produtivas, seja em comunidades quilombolas ou em outros grupos rurais.

Coordenadora do Ppigre, Renata Leite explica que não é autorizado o uso do recurso desta chamada de projetos para atividades de investimento. “Não será possível usar o dinheiro para comprar equipamentos, veículos ou realizar obras nas propriedades quilombolas”, frisa.

Exemplos por todo País
Desde que foi criada em 2004, a Assistência Técnica e Extensão Rural Quilombola (Ater Setorial) possibilitou a inovação das atividades produtivas de várias comunidades do País. Um dos exemplos vem do Amapá, estado onde o povo quilombola investiu na meliponicultura, com a criação de abelhas sem ferrão. “O mel dessa espécie de abelha e super valorizado nos mercados nacional e internacional pela qualidade, sabor e raridade da produção”, afirma Renata Leite.

Na comunidade de Oriximiná, no Pará, os exemplos de sustentabilidade e inovação estão no artesanato das mulheres quilombolas. A matéria-prima vem do ouriço da castanha-do-pará, que é transformada em objetos utilitários e decorativos como, por exemplo, descanso de panela, jogo de mesa e porta-guardanapo.

Já na Paraíba, as comunidades quilombolas construíram unidades demonstrativas de horticultura e desenvolveram técnicas agroecológicas nas hortas e no tratamento dos animais, o que tem resultado em aumento e aprimoramento da produção. O sucesso da atividade já proporcionou o ingresso do grupo quilombola no Programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar (PAA).

Calendário
Recebimento dos projetos - Até 21 de julho de 2008
Análise e julgamento - 30 de julho a 01 de agosto de 2008
Divulgação de resultado - 04 de agosto de 2008
Inicio da contratação dos projetos - A partir de 11 de agosto de 2008
Prazo de execução do projeto - De 31 de outubro de 2008 até 31 de outubro de 2009

Chamada de Projeto Quilombola
Carta de Apresentação
Projeto Básico
Curriculum da Proponente
Relação da Equipe
Curriculum da Equipe Técnica
Plano de Trabalho e Memória de Cálculo
Declaração de Contrapartida
Declaração de Adimplência
Territórios da Cidadania
Delegacias do MDA
Documentação para Formalização de Convênio


Foto Arquivo/MDA
Fonte: Site do Ministério do Desenvolvimento Agrário

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Mulheres Trabalhadoras Rurais - Prorrogado até 21 de julho prazo de Ater para mulheres

Prorrogado até 21 de julho o prazo para os interessados em apresentar projetos de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) direcionados às mulheres do Programa de Promoção da Igualdade de Gênero, Raça e Etnia do Ministério do Desenvolvimento Agrário (Ppigre/MDA). O endereço é Setor Bancário Norte (SBN), Quadra 1, 21º andar, sala 2104, Edifício Palácio do Desenvolvimento, CEP 70057-900. No caso de projetos enviados via postal, será considerada a data registrada pela agência dos Correios.

Para os projetos entregues diretamente no Ppigre, o prazo termina às 18h do dia 21 de julho. A coordenadora do Programa, Renata Leite, informa que não terão validade os projetos enviados por e-mail.

O texto completo da Chamada de Projetos está disponível no site www.mda.gov.br/aegre e pode também ser retirado gratuitamente na sede do Ppigre. Os telefones para informações são: (61) 2191-9879 e 2191-9845.

Diretrizes
Os projetos de Ater Setorial para Mulheres deverão atender às seguintes diretrizes: redução da pobreza rural; sistemas de produção sustentáveis; geração de renda e agregação de valor; segurança alimentar e nutricional; articulação entre Ater, Pesquisa e Ensino; gênero, raça e etnia; e redes territoriais de Ater.

As propostas enviadas ao Ppigre ainda deverão contemplar ações obrigatórias descritas na Chamada de Projetos, além de uma ou mais ações prioritárias dentro da linha apresentada. São duas as ações obrigatórias: gênero e o desenvolvimento rural e políticas públicas do MDA de apoio à produção e comercialização.

Calendário

Recebimento dos projetos - Até 21 de julho de 2008
Análise e julgamento - 22 a 25 de julho de 2008
Divulgação de resultado - 28 de julho de 2008
Inicio da contratação dos projetos - A partir de 04 de agosto de 2008
Prazo de execução do projeto - De 31 de outubro de 2008 até 31 de outubro de 2009

Chamada ATER Mulheres 2008
Carta Apresentação de Proposta
Roteiro de Elaboração
Currículo do Proponente
Relação de Equipe
Currículo Equipe Técnica
Plano de Trabalho
Memória de Cálculo
Declaração de Contrapartida
Declaração de Adimplência
Relação de Territórios da Cidadania


Foto Tamires Kopp
Fonte: Site do Ministério do Desenvolvimento Agrário

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Negócios Sociais Sustentáveis – Estratégias inovadoras para o desenvolvimento social

A Editora Peirópolis acaba de lançar o segundo livro de autoria do Centro de Competência para Empreendedores Sociais Ashoka-McKinsey, Negócios Sociais Sustentáveis – Estratégias inovadoras para o desenvolvimento social. A obra (Editora Peirópolis, 2006, 104 páginas, 35 reais) identifica e descreve uma nova tendência do setor social, que é o surgimento dos negócios sociais sustentáveis, desenvolvidos por instituições que, para não depender exclusivamente de financiamentos externos, desenvolvem suas próprias estratégias de geração de recursos.

Os negócios sociais são normalmente inovadores e aliam sustentabilidade, geração de renda para as comunidades e inclusão social. No livro, dividido em quatro capítulos, o leitor poderá conhecer os principais conceitos que legitimam os negócios sociais, bem como compartilhar as reflexões iniciais sobre essa tendência, e analisar casos práticos desse novo modelo de intervenção social.

No primeiro capítulo, a obra apresenta um breve histórico sobre a origem da atuação organizada da sociedade civil e do setor social, remontando à filantropia presente no Brasil desde o século XVI com o surgimento das santas casas de misericórdia, passando pelo surgimento das organizações não-governamentais (ONGs), na década de 70, e pelo engajamento das empresas, na década de 90, até chegar ao surgimento do conceito “negócios sociais”.

O segundo capítulo descreve a criação e o desenvolvimento do Prêmio Empreendedor Social Ashoka - McKinsey – concurso de planos de negócio para organizações da sociedade civil - e as conclusões de um estudo de impacto que avaliou os resultados da iniciativa. Já o terceiro capítulo é dedicado a reflexões sobre os negócios sociais, os processos envolvidos e a importância do engajamento de toda a organização para o sucesso do negócio.

O último capítulo apresenta cases de organizações que implementaram com sucesso projetos de negócios sociais, aprendendo, na prática, a superar conceitos e transpor barreiras para se desenvolverem. É o caso, por exemplo, do Projeto Quixote, uma organização social que trabalhava com a cultura hip hop e o grafite como formas de acesso a expressão de jovens da periferia. Eles perceberam o potencial da grafitagem como geradora de renda, pois os comerciantes de São Paulo buscavam no grafite uma alternativa para a divulgação, a decoração ou mesmo a proteção de seus imóveis contra a pichação. Com base nesses elementos, a equipe do Projeto Quixote desenvolveu a idéia de seu plano de negócios: a criação da Agência Quixote Spray Arte, um programa de educação para o trabalho através do grafite.

O que é o Centro de Competência para Empreendedores Sociais Ashoka-McKinsey
Parceria pioneira estabelecida em 1996 entre a associação global, sem fins de lucro, Ashoka Empreendedores Sociais e a empresa de consultoria em alta gestão McKinsey and Company, com o objetivo de maximizar o impacto de empreendedores sociais e de suas instituições por meio da adaptação e transferência de conhecimentos e ferramentas entre os setores privado e social.


Fonte: site da Ashoka

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Carteira Fauna Brasil do Funbio financia projetos de conservação com espécies silvestres

Os programas e projetos que poderão ser financiados com recursos da Fauna Brasil deverão atender as seguintes linhas temáticas: conservação de espécies ameaçadas de extinção ou migratórias; uso sustentável de espécies nativas; manejo de espécies invasoras e desenvolvimento da capacidade técnica para conservação e uso sustentável da fauna.

A Carteira Fauna Brasil foi lançada em novembro de 2006, com o objetivo de criar uma alternativa para captar, alavancar e investir recursos financeiros destinados à proteção da fauna e dos recursos pesqueiros no país. Os recursos são oriundos de fontes diversas, como doações, sanções penais e multas administrativas ambientais. A iniciativa é fruto de uma parceria entre o Funbio, o Ibama, o ICMBio e o Ministério Público Federal.

Em 2007, a carteira recebeu os primeiros recursos, provenientes de um Termo de Compromisso assinado entre o Ibama e algumas empresas que fazem estudos para prospecção de petróleo (sísmica), no valor de R$ 2,7 milhões. Ainda em 2007, no Funbio, foi instalada a Comissão Técnica de Fauna, que marcou o início da implementação da Carteira Fauna Brasil.

Classificação dos recursos e seleção de projetos
Os recursos da Carteira Fauna Brasil são classificados, em sua origem, da seguinte maneira:
- Recursos livres
- Recursos dirigidos
- Recursos dirigidos a projetos específicos


Os recursos livres são aqueles aportados sem determinação prévia da linha temática. O uso de tais recursos será definido de acordo com as prioridades indicadas pela Comissão Técnica de Fauna e aprovadas pelo Conselho Deliberativo do Funbio.

Os recursos dirigidos são aqueles cujo uso em determinada linha temática tenha sido previamente estabelecido, antes mesmo do envio dos recursos ao fundo financeiro da Carteira. A definição de prioridade de programas e projetos será indicada pela Comissão Técnica de Fauna e aprovada pelo Conselho Deliberativo do Funbio.

Os recursos dirigidos a projetos específicos são aqueles vinculados a determinados projetos apresentados à Carteira, devendo atender às linhas temáticas e às ações elegíveis. Serão submetidos previamente à avaliação da Comissão Técnica de Fauna e posteriormente ao CD para aprovação, para então serem internalizados e geridos pela Carteira Fauna Brasil.

Para o uso de recursos classificados como livres e dirigidos, os projetos a serem contemplados serão selecionados através de demanda induzida. As chamadas de propostas acontecerão via editais específicos ou por meio de outras formas de indução, com prazos definidos e direcionados às linhas temáticas. Os projetos serão analisados pela Comissão Técnica de Fauna que priorizará e recomendará ao Conselho Deliberativo para aprovação.

No caso do uso de recursos classificados como dirigidos a projetos específicos, os projetos deverão atender às linhas temáticas e ações elegíveis, devendo ser submetidos à avaliação da Comissão Técnica de Fauna e então encaminhados para decisão do Conselho Deliberativo. Se aprovados, serão internalizados e geridos pela Carteira Fauna Brasil.


Fonte: site do Funbio

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