quinta-feira, 25 de junho de 2009

Edital de Seleção de Pontos de Cultura em Mato Grosso

Inscrições até 10 de julho

O edital irá selecionar 40 Pontos de Cultura no Estado de Mato Grosso. Podem participar deste Edital Pessoas Jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, que sejam de natureza cultural como associações, sindicatos, cooperativas, fundações privadas, ou instituições tituladas como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIPs) e Organizações Sociais (OS), sediadas e com atuação comprovada na área cultural, há pelo menos dois anos no Estado de Mato Grosso.

O QUE SÃO PONTOS DE CULTURA?
São iniciativas desenvolvidas pela sociedade civil que, após seleção por edital público, firmam convênio com a Secretaria de Cultura do Estado de Mato Grosso e o Ministério da Cultura, e tornam-se responsáveis por articular e impulsionar ações que já existem nas comunidades.

O Ponto de Cultura não tem modelo único de instalações físicas, de programação ou atividade, é uma iniciativa que impulsiona a realização de ações envolvendo Arte e Educação, Cidadania com Cultura e Cultura com Economia Solidária.

QUAIS SÃO OS BENEFÍCIOS?
A instituição selecionada como Ponto de Cultura receberá anualmente R$ 60.000,00 (sessenta mil reais), disponibilizados da seguinte forma: a)2009-2010: R$26.000,00 em capital e R$34.000,00 em custeio b)2010-2011: R$24.000,00 em capital e R$36.000,00 em custeio c)2011-2012: R$24.000,00 em capital e R$36.000,00 em custeio

QUEM PODE PARTICIPAR? Podem participar deste Edital Pessoas Jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, que sejam de natureza cultural como associações, sindicatos, cooperativas, fundações privadas, ou instituições tituladas como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIPs) e Organizações Sociais (OS), sediadas e com atuação comprovada na área cultural, há pelo menos dois anos no Estado de Mato Grosso.

QUEM NÃO PODE PARTICIPAR? Não podem participar, sob pena de imediata inabilitação: pessoa física, instituições com fins lucrativos, instituições de ensino, pesquisa, e desenvolvimento institucional, públicas ou privadas, com ou sem fins lucrativos, suas mantenedoras e associações de pais e mestres, fundações e institutos criados ou mantidos por empresas ou grupos de empresas, entidades integrantes do “Sistema S” (SESC, SENAC, SESI, SENAI, SEST, SENAT, SEBRAE, SENAR e outros), instituições ou grupos que já sejam Pontos de Cultura com convênio ativo e com parcelas financeiras a receber do Ministério da Cultura, e/ou sem prestação de contas final aprovada.

Confira o edital e os anexos:
Edital-2009
Termo de retificação do Edital
Tabela I - Territorialização do Programa Mais Cultura
Tabela II - Critério de Seleção e Julgamento
Tabela III - Cotas de Pontos
Tabela IV - Regiões de Planejamento do MT
Anexo I - Requerimento
Anexo II - Formulário de Inscrição
Anexo III - Plano de Trabalho e Cronograma de Desembolso
Anexo IV - Relatório de Atividade
Anexo V - Declaração
Anexo VI - Atestado

Mais Informações: (65) 3613-9203 ou pelo site: http://www.cultura.mt.gov.br/TNX/conteudo.php?sid=73&cid=2654


Ministério da Cultura, 10/06/09

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Prêmio Funarte Artes Cênicas na Rua 2009

Inscrições até 7 de agosto

A Fundação Nacional de Artes (Funarte), em parceria com o Instituto Cultural Sérgio Magnani, lança o edital do Prêmio Funarte Artes Cênicas na Rua 2009 para viabilizar projetos de grupos, companhias, trupes e artistas independentes que busquem, em apresentações de rua, um novo significado para o espaço público. Ao todo, 60 projetos serão contemplados, com valores de R$ 20 mil, R$ 40 mil ou R$ 50 mil. As inscrições estão abertas até 7 de agosto.

Podem ser inscritos projetos de montagem ou circulação de espetáculos, performances cênicas e intervenções urbanas. Grupos e artistas com mais de dez anos de atuação na rua têm também a possibilidade de concorrer com propostas voltadas para o registro e a preservação memorialística de suas atividades.

O material de inscrição, que inclui a documentação do proponente e o projeto técnico das ações que pretende desenvolver (ver detalhes e especificações no edital), além de um formulário preenchido, deve ser enviado, via Correios, para o Centro de Artes Cênicas da Funarte, no Centro do Rio de Janeiro. Os selecionados deverão executar as ações propostas até 30 de abril de 2010, em pelo menos uma cidade brasileira.

A análise das propostas caberá a uma comissão composta por cinco especialistas em artes cênicas, que deverão considerar a excelência artística e a viabilidade prática do projeto, a qualificação dos profissionais envolvidos e a diversidade da produção das artes cênicas brasileiras. O resultado final será divulgado no Diário Oficial da União e no site da Funarte.

Leia o edital

Mais informações:
artescenicasnarua@funarte.gov.br
21 2279 8018


Ministério da Cultura, 23/06/09

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Edital Microprojetos Mais Cultura Minas Gerais

Inscrições até 7 de agosto

O objeto deste Edital é o financiamento não reembolsável de microprojetos culturais na Região do Semiárido Brasileiro e tem como finalidade fomentar e incentivar artistas, grupos artísticos independentes e pequenos produtores culturais. Os projetos financiados deverão ter jovens de 17 a 29 anos como protagonistas ou
beneficiários, residentes em regiões e municípios do Semiárido, no sentido de promover a diversidade cultural.

Edital - 2009
Formulário - Pessoa Física
Formulário - Pessoa Jurídica

Os esclarecimentos aos interessados e a orientação técnica para o preenchimento do formulário-padrão serão prestados pela Superintendência de Interiorização/SEC, na Praça da Liberdade, nº 317, Belo Horizonte, em dias úteis no horário de 9 às 13 horas e das 14 às 17 horas pelo telefone 031 3269 1079 ou pelo email: microprojeto@cultura.mg.gov.br



Ministério da Cultura, 24/06/09

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Teleconferência do MDS apresenta mudança no financiamento da Assistência Social para crecehes e pré-escolas

O chamado Piso Básico de Transição do SUAS será extinto em dezembro de 2009. Para explicar esse assunto, o MDS realiza na sexta-feira (26/6) programa na TV Banco do Brasil. A transmissão acontecerá das 16h15 às 17h45 (horário de Brasília).

Programa vai explicar mudanças no repasse de recursos para creches e pré-escolas
As creches e pré-escolas públicas ou conveniadas do Brasil deixaram de ser financiadas com recursos da Assistência Social. Com base na legislação brasileira, essas instituições têm que ser financiadas com recursos da Educação. Por isso, o chamado Piso Básico de Transição será extinto em dezembro de 2009 e serviços de assistência social serão desenvolvidos por Municípios e Distrito Federal, a partir de janeiro de 2010.

Diante das mudanças, na próxima sexta-feira (26/6), gestores, técnicos e conselheiros estaduais e municipais de Assistência Social de todo o País terão oportunidade de tirar dúvidas, ao vivo, durante teleconferência promovida pela Secretaria Nacional de Assistência Social, do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). A teleconferência será transmitida pela TV Banco do Brasil (TV-BB), por meio do programa Ponto a Ponto, que poderá ser assistido nas agências de relacionamento dos Municípios onde há ponto ativo da tevê. A transmissão acontecerá das 16h15 às 17h45 (horário de Brasília).

Participarão do programa, pelo MDS, a secretária Nacional de Assistência Social, Ana Lígia Gomes (participação gravada), a diretora do Departamento de Proteção Social Básica, Aidê Almeida, e a coordenadora-geral de Acompanhamento das Ações de Proteção Social Básica, Helena Ferreira de Lima, além do gerente de divisão da Diretoria de Governo do Banco do Brasil, Flávio Carlos Pereira.

Todas as questões referentes à conclusão do processo de mudança e às regras e condições para implantação dos novos serviços, que eram co-financiados com o Piso Básico de Transição, serão esclarecidas durante o programa.

Para assistir ao Ponto a Ponto, é necessário procurar o gerente de relacionamento do Banco do Brasil com antecedência, a fim de que seja autorizada a entrada na agência fora do horário de expediente bancário. Caso a agência não possua um ponto ativo da TV Banco do Brasil, o gerente poderá indicar outra mais próxima que ofereça o serviço. Ao longo do programa, os telespectadores poderão fazer perguntas por telefone e fax, que serão informados durante a teleconferência.


Raquel Flores
Site do MDS, 23/06/09

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Nestlé e Rainforest Alliance anunciam "Ecolaboração"

Milhares de cafeicultores da América Latina à África se beneficiarão com o lançamento de uma nova fase de colaboração entre uma empresa que preza pela qualidade e uma organização internacional de conservação dedicada à proteção da biodiversidade. A Rainforest Alliance e a Nestlé Nespresso acabam de assinar um acordo chamado "Ecolaboração". Uma das metas comuns é reduzir os impactos ambientais e aumentar os benefícios sociais do cultivo de café em regiões tropicais suficientes de forma que 80% do café Nespresso venha de fazendas certificadas pelo Rainforest Alliance até o ano de 2013.

As fazendas certificadas cumprem amplos padrões que cobrem todos os aspectos da produção sustentável, incluindo conservação do solo e da água, proteção da vida silvestre e das florestas, e garantia de que os trabalhadores rurais, mulheres e crianças tenham os direitos adequados e os benefícios, bem como bons salários, água potável limpa, acesso a escolas, assistência de saúde e segurança. Durante os últimos cinco anos, a Nespresso e a Rainforest Alliance vêm buscando demonstrar que a administração de fazendas de forma que beneficiem os trabalhadores e que a vida silvestre pode de fato melhorar o sabor do café resultante.

Cafeicultores estão entusiasmados com a união da Nespresso com a Rainforest Alliance na busca pela "qualidade sustentável", porque a produção de grãos de qualidade de alto valor normalmente é um ingresso para a estabilidade financeira. Um número estimado de 80.000 produtores estarão em um programa de qualidade sustentável até o final da safra de 2012/13.

Os cafeicultores cumprirão diretrizes para produção que integram três esferas de sustentabilidade-viabilidade econômica, conservação ambiental e justiça social. A Rainforest Alliance e outros grupos sem fins lucrativos que formam a Rede de Agricultura Sustentável (RAS) no começo dos anos noventa desenvolveram os padrões e têm desde então ajudado milhares de produtores a adotá-los nas fazendas que cultivam uma variedade de colheitas em 22 países tropicais.

Durante anos de trabalho a campo em áreas de cultivo de café, especialistas em manejo agrícola sustentável da Rainforest Alliance da RAS se uniram a especialistas em qualidade do café da Nespresso e companhias exportadoras para explorar cada detalhes sobre o manejo na fazenda e na fábrica para identificar as melhoras sociais e ambientais que também podem melhorar a qualidade.

"O casamento feliz de sustentabilidade e qualidade prova a importância de uma medida integrada, que resulta em benefícios para cafeicultores, animais silvestres, ecossistemas e comunidades", disse o presidente da Rainforest Alliance, Tensie Whelan. O diretor executivo da Nestlé Nespresso, Richard Girardot, concorda com isso. "Queremos dividir valor com os produtores que cultivam esses cafés de altíssima qualidade. Sua qualidade de vida, qualidade ambiental e qualidade na xícara são igualmente interligadas".

Agrônomos e ecologistas da companhia e de Organizações Não Governamentais (ONGs) desenvolveram um programa de treinamento para ajudar os produtores a cumprir com os padrões da RAS, bem como com os requerimentos de qualidade sustentável. Existem muitas sinergias benéficas: a cobertura da floresta sobre os cafezais na maioria das fazendas certificadas fornece habitat para inúmeras espécies silvestres; grãos que crescem na sombra natural são de melhor qualidade. Proteger rios garante que as fábricas terão água limpa para processar os grãos. Solos saudáveis, naturalmente enriquecidos com matéria orgânica produzem grãos de melhor qualidade. Trabalhadores que recebem bons salários e treinamento são motivados a cuidar do café desde a floração até os grãos secos no final do processo de moagem.

Cafeicultores estão inscritos no programa e fazendo progressos em direção à "Qualidade Sustentável" no Brasil, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Quênia e México. Grupos de fazendas capazes de cumprir com os requerimentos de qualidade demandados pela Nespresso também foram identificados na Etiópia, Índia e Nicarágua e deverão se unir ao programa pelo novo acordo de Ecolaboração entre o Rainforest Alliance e Nespresso.

No Brasil, o sócio da RAS responsável pela ecolaboração e os processos de auditoria para o selo Rainforest Alliance Certified é o IMAFLORA.


Rainforest Alliance, 23/06/09

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Publicitario de Obama e o uso inteligente dos meios digitais

Uau! 45 minutos de apresentaçao sem 1 slide e com a platéia atenta. David Plouffe, chefe de campanha de Obama, acaba de dar um show no Palais. Todos fascinados pelo case, cujo segredo, segundo David, foi o poder das pessoas decidirem tendo em maos as ferramentas corretas e um candidato inspirador com uma mensagem poderosa - 'Change'.

Apesar do David ter sido convidado a falar aqui para compartilhar de que forma o uso das tecnologias digitais mudaram o cenário político americano, o foco acabou sendo outro - as pessoas. Sim, o uso inteligente dos meios digitais foi fundamental. Menos pela inovaçao - a base da campanha foram os emails (!) e o site barackobama.com - e sim pela capacidade de conectar pessoas. Tudo começa com um político desconhecido que tem uma visao. Ele sente falta da participaçao das pessoas na política e acredita que a forma de se diferenciar é trazer para o debate aqueles que nunca tinham se envolvido em eleiçoes presidenciais. A partir desta ideia, duas crenças nortearam a campanha. De um lado o uso do digital como DNA. De outro, a força dos voluntários para fundear e organizar a campanha e ainda levar adiante a mensagem de mudança.

Obama usou os meios tradicionais para gerar conhecimento. Produziu comerciais em formatos diferenciados para ter certeza de que sua mensagem chegaria às massas. Mas nada tem mais valor na hora de comunicar do que pessoas falando com outras de forma autêntica. Daí ter sido tao importante falar diretamente com as pessoas (através de emails e vídeos) e dar a elas a chance de fazer a mensagem se multiplicar (poder das redes sociais) a ponto de contaminar outras e fazer com que de cada 10 novas pessoas que se cadastraram para votar, 7 votassem no Obama. Que planejamento sensacional. E que aula de execuçao!


Patricia Marinho em Cannes
Blue Bus, 25/06/0
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DOCTV América Latina 2

Inscrições abertas para o segundo programa de incentivo à produção de documentários latinoamericanos

Estão abertas as inscrições, de 23 de junho a 7 de agosto, para o segundo Programa de Fomento à Produção e Teledifusão de Documentários Iberoamericanos (DOCTV IB 2), doravante intitulado DOCTV América Latina (DOCTV AL).

Este programa, lançado pela Conferência de Autoridades Audiovisuais e Cinematográficas da Iberoamérica (Caaci), será coordenado no Brasil pela Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura (SAv/MinC). A proposta é estimular e fortalecer o intercâmbio cultural e econômico entre os povos latinoamericanos, implantar políticas públicas integradas de fomento à produção e teledifusão de documentários nos países da região e difundir a produção cultural desses países no mercado mundial.

Cada país participante poderá produzir um documentário que exponha de forma original situações, manifestações e processos contemporâneos da diversidade cultural latinoamericana. Este trabalho será divulgado em uma rede de televisões públicas que promovem o fortalecimento da identidade e diversidade cultural dos países do continente.

O documentário selecionado deverá ser inédito e ter até 52 minutos de duração, com um orçamento de US$ 70 mil. Uma vez escolhido o projeto, será assinado um termo de coprodução entre a Caaci, TV Pública e Secretaria Executiva da Cinematografia Iberoamericana (SECI) para a produção do documentário em cada país partipante.

Os documentários selecionados serão divulgados no período de abril de 2010 a abril de 2011, pelas TVs Públicas dos países incluídos no DOCTV AL 2.

Saiba mais sobre o Edital, Ficha de Inscrição e Orçamento: www.tvbrasil.org.br/doctval/default.asp.

Informações: (61) 3316-2043/2088/2044 ou audiovisual@cutura.gov.br, na Assessoria de Comunicação da Secretaria do Audiovisual.


Jane de Alencar
Ministério da Cultura, 23/06/09

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Edital de seleção para Pontos de Cultura do estado de São Paulo

Inscrição até 24 de agosto

Este Edital tem por objetivo a concessão de apoio na forma de prêmio, por meio de repasse de recursos financeiros do Programa Mais Cultura - Pontos de Cultura, para projetos culturais que desenvolvam ações continuadas em pelo menos uma das áreas de Culturas Populares, Grupos Étnico-Culturais, Patrimônio Material, Audiovisual e Radiodifusão, Culturas Digitais, Gestão e Formação Cultural, Pensamento e Memória, Expressões Artísticas, e/ou Ações Transversais.

Edital - 2009
Manual de Instruções
Anexo - I - Requerimento
Anexo - II - Formulário de Inscrição
Anexo - III - Plano de Trabalho
Anexo - IV - Relatório de Atividades
Anexo - V - Declaração
Anexo - VI - Minuta de Contrato

Eventuais esclarecimentos referentes a este Edital serão prestados na Secretaria de Estado da Cultura, por meio da UFDPC, na Rua Mauá, 51 - Térreo, em dias úteis, pelos telefones: 11 2627-8268 e 2627-8145 no horário de 10:00 às 17:00 ou pelo email: fomento.sec@gmail.com

Ministério da Cultura, 24/06/09

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quarta-feira, 24 de junho de 2009

Estratégia como amor, não como guerra

O medo de mudar e ser diferente é algo muito comum, porque para muitos, pode parecer mais fácil e seguro um caminho conhecido pelos outros e que pode ser seguido na empresa, provocando uma excursão sem riscos e surpresas. Mas, como fica o papel da inovação neste cenário?

A editora do MIT Sloan Management Review, Martha E. Mangelsdorf, apresentou ma nova reflexão sobre a forma de criar estratégias de uma empresa, que foi levantada pelo especialista em estratégia e professor no MIT Sloan School of Management, Arnoldo C. Hax, no fim desta semana. Com o seu “Modelo Delta”, o autor coloca, basicamente, os perigos a que uma organização quando imitando à concorrência e acaba por não oferecer algo de diferente, e salienta a importância de colocar o cliente no centro de proporcionar diferenciação e valor.

Martha publicou em seu artigo “Estratégia como amor, não como guerra” alguns trechos de uma conversa que teve com Arnoldo C. Hax, especialista em estratégia e professor do MIT Sloan School de Gestão, sobre o que deveria ser o ponto de partida para uma organização para definir suas estratégias de posicionamento.

Hax disse que as empresas, em um esforço para planejar a forma de tomar vantagem sobre a concorrência, acabam colocando-a no centro e caem no que ele chama “commoditização”, não havendo distinções ou valores que diferem dos outros. Segundo o especialista, a imitação cria a igualdade. Jamais trará grandeza, e o pior, é que o resultado final é que é a pior coisa que pode acontecer a uma empresa: a padronização. Segundo ele, em tal situação, o único recurso que a empresa tem a superar o outro é através de uma guerra de preços que nunca será útil, pois, na sua opinião, guerras deixar apenas devastação.

A partir de uma perspectiva, Arnoldo C. Hax, juntamente com outros autores do livro The Delta Project, afirmam que quando uma empresa criar estratégias baseadas no amor e não na guerra, é dizer que não tem como objetivo derrotar um adversário para ser melhor do que ele, mas sim focando no cliente e todos aqueles envolvidos de alguma maneira no processo de produção e distribuição de seus produtos ou serviços.”O cliente é o guia. É preciso começar compreendendo profundamente as necessidades dos clientes e como eles podem contribuir de uma forma mais efetiva. Isso modifica totalmente a forma de entender as ações que devem ser tomadas”.

A conclusão é que, por melhor que seja a concorrência, a chave não está em imitá-la porque assim não se oferece nada original, até, de cair na monotonia e uma guerra com base em preço. A chave para compreender o mundo dos negócios está na diferenciação, para clientes, fornecedores e todos os envolvidos. É este diferencial que vai levar as empresas a uma posição de sucesso.

Se o conceito não parece trazer nada de novo, por que a resistência das empresas a aderir a este modelo ainda é tão grande?


Alessandra Assad (www.alessandraassad.com.br/).
Texto publicado originalmente no Blog da HSM.
HSM Online, 12/06/09

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Festival Latino-Americano de Captação de Recursos - Inovação e sustentabilidade por um mundo melhor


Captação de recursos é assunto constante quando se fala em gestão de organizações do Terceiro Setor. Quem atua nessa área é responsável por trabalhar com criatividade e amor pela causa para trazer recursos e colocar projetos em prática.

Na virada do século 21, o crescimento em número e importância das organizações da Sociedade Civil contrasta com maiores desafios para a mobilização de recursos governamentais, da cooperação internacional e de empresas para o Terceiro Setor.

Nesse cenário, novas modalidades de financiamento das organizações sociais, como o marketing relacionado a causas e os negócios sociais, surgem com intensidade, na medida em que também aumenta o interesse por indivíduos para se envolverem com causas. Mas diante de tantas alternativas e com recursos aparentemente escassos, por onde começar?

* Pode o captador de recursos ser um profissional importante na construção de um mundo melhor?
* Como enfrentar a crise de financiamento do Terceiro Setor e inovar com poucos recursos para investir em campanhas?
* Por que a profissão de captador de recursos, estabelecida em países da Europa e nos Estados Unidos, encontra limites no Brasil e na América Latina?
* Quais são as dificuldades mais frequentes que um captador de recursos enfrenta? De que tipo de apoio esse captador precisa para se desenvolver?

Essas e outras perguntas nortearão o Festival Latino-Americano de Mobilização de Recursos, realizado nos dias 20, 21 e 22 de julho, em São Paulo.

Entre os modelos de eventos de aprendizado e troca de experiências que mais crescem no mundo, um Festival tem parte da programação construída por todos os participantes, que se tornam não apenas ouvintes, mas também autores.

Utilizando a metodologia do Espaço Aberto (Open Space) em algumas das atividades, além dos “convidados-palestrantes”, teremos também espaço para que qualquer participante do Festival possa propor uma discussão ou uma oficina.

Para saber mais sobre a metodologia Espaço Aberto, visite este link.

Temos certeza de que esse será um dos mais vibrantes eventos de Captação de Recursos já realizados no mundo. Venha também fazer parte dessa experiência!

Mais informações e inscrições: http://www.dialogosocial.com.br/festivalABCR/index.asp


Fonte: ABCR - Associação Brasileira de Captadores de Recursos

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Pesquisa avalia impacto da crise na área social

Como o objetivo de mensurar os impactos da crise financeira no setor social a Sitawi, –organização que oferece microcrédito a negócios sociais – convida ONGs, fundações, institutos e empresas a responder uma pesquisa inédita sobre o tema.

Além de apontar os problemas vivenciados atualmente por essas organizações, a pesquisa também investigará como elas têm reagido ao cenário atual e que tipo de estratégias elas tem traçado para retomar o desenvolvimento social sustentável, que, no período anterior à crise, estava em ascensão.

A pesquisa deve levar aproximadamente 15 minutos para ser preenchida e não exige inserção de informações complexas ou muito detalhadas. Os resultados da pesquisa serão compilados e enviados aos respondentes ainda no mês de julho de 2009.

Para participar da pesquisa sobre os impactos da crise no terceiro setor, acesse www.sitawi.net/pesquisa.


redeGIFE Online, 20/06/09

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Movimento avança, mas provoca poucas mudanças

A Conferência Internacional do Instituto Ethos, realizada entre os dias 15 e 18 de junho, chegou ao fim com a conclusão de que o movimento de Responsabilidade Social Empresarial (RSE) mudou o setor privado brasileiro. No entanto, as transformações motivadas pelas conquistas ainda são muito pequenas, pois “ainda não entraram no coração dos negócios”.

“Temos pouca participação cidadã. Ainda buscamos melhorar a qualidade de vida pelo caminho individual e não construindo bens públicos”, afirmou o vice-presidente do Ethos, Paulo Itacarambi. Para ele, é difícil identificar quais produtos e serviços são realmente produzidos de forma responsável e sustentável, pois há lacunas de informação e de visão aprofundada sobre os custos e benefícios das mudanças necessárias.

Debates
Já no primeiro dia de evento, foi distribuído aos participantes um apontamento para reflexão. Nele, havia indicações sobre o contexto da RSE no país, com uma análise de situação (retrospectiva dos últimos anos e tendências para os próximos 10 anos) e uma proposta de estratégias para o Instituto Ethos – e para todo o movimento – daqui para frente.

Pelo texto, é possível encontrar que a preocupação com a sustentabilidade aumentou de uma forma geral, nas diferentes instâncias ou stakeholders: consumidores, academia, mídia, ONGs, sindicatos e órgãos públicos. Também mostra conquistas, como uma maior cidadania corporativa – em que assinaturas de pactos contra corrupção e trabalho escravo são exemplos de destaque – e adesões a modelos de gestão mais sustentáveis.

Esse documento é importante, pois nele estão as constatações que mais tarde seriam detalhadas nas plenárias, mesas de debate e oficinas realizadas nos quatro dias de atividades. Embora não houvesse indicação para servir de guia, o apontamento pode ser lido como um texto transversal a tudo o que se disse durante a conferência.

Ao falar dos fatores limitantes ao movimento de responsabilidade social das empresas no país, o documento constata que “o mercado ainda não desenvolveu mecanismos de premiação ou penalização dos produtos e comportamentos das empresas”.

O tema foi amplamente debatido pelo representante do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), Arab Hoballah, palestrante do encontro. Segundo ele, cabe à sociedade mudar o atual modelo de produção e consumo.“Não tem como questionar, são dados verídicos e preocupantes (sobre o esgotamento de recursos naturais) e devemos nos envergonhar por isso. Aspectos como degradação, poluição e pobreza são desafios a serem vencidos pela humanidade”, observou.

Hoballah destacou que é preciso união de sociedade, empresas e governos para que o atual modelo capitalista de consumo sofra uma profunda transformação. “Podemos falar que há 40 ou 50 anos a questão produção era primordial, não se discutia consumo. Isso está mudando; hoje temos de decidir, ou vivemos ou nos destruímos”, alertou.

Já o economista inglês Simon Zadeck moderou uma conversa sobre as perversidades do atual modelo econômico-financeiro. “Será que esta crise é suficientemente forte e profunda para nos levar às mudanças que realmente queremos ver?”, questionou.

Para ele, o caminho é sobrepor as raízes comuns da crise econômica e ambiental e, então, apontar suas saídas. “É um grande erro imaginar que as crises cíclicas poderão trazer mudanças na direção que todos esperamos”.

O colapso de algumas empresas, na opinião do inglês, é inevitável. Elkington acha que é tempo de a economia se refazer com a ajuda dos empreendedores que trabalham as inovações sociais – “precisamos de algumas condições para as mudanças de longo prazo, ou seja, a sustentabilidade”.

Stakeholders
O apontamento também alerta para a falta de exigência dos cidadãos, assunto tratado durante a oficina de gestão “A transformação do consumidor para uma nova economia global”, ministrada por Hélio Mattar, presidente do Akatu.

Nela, o empresário apresentou resultados de pesquisas sobre o perfil do consumidor atual, no qual 46% dos consumidores acreditam que as empresas que fazem algo pela sociedade e pelo meio ambiente estão praticando greenwashing. Isto é, fazem ações meramente cosméticas sem uma real intenção de transformação social. “Isso é muito grave”, considerou.

Sobre o governo, o texto mostra simplesmente o seguinte: “o objetivo de promover o desenvolvimento sustentável ainda não ganhou relevância no sistema político nacional. Os projetos políticos focam apenas o crescimento econômico como estratégia de desenvolvimento”.

“Crescer por crescer é a filosofia do câncer”, afirmou o economista Ladislau Dowbor. Já Oded Grajew, do Movimento Nossa São Paulo, afirmou sentir pouca esperança sobre o protagonismo do Estado a respeito de qualquer mudança em prol da sustentabilidade.

Regulamentação
Também foi discutido a falta de regulação no setor, que atravanca processos e impede o estabelecimento de padrões mínimos “indispensáveis ao desenvolvimento sustentável”. Exemplo? A roda de diálogo “Oportunidades geradas pela busca por uma matriz energética sustentável”, cuja conclusão foi: a energia eólica só avança no Brasil pela falta de um marco regulatório sobre essa atividade.

“Do dia para a noite a regulação muda ou cria-se uma regra nova”, ressalta Luis Pescarmona, diretor geral da IMPSA, empresa argentina que atual no setor, e que participou da roda. IMPSA já atua em diversas regiões do Brasil e, segundo o seu diretor, tem obtido resultados muito positivos, não apenas nos seus resultados em termos de produção de energia, como também no que se refere ao nível de desenvolvimento das comunidades em que está presente.

Conclusões
As extensas e intensas discussões travadas durante os dias de evento, somadas ao apontamento, foram imprescindíveis para a atividade final da Conferência. Divididos em pequenos grupos, os participantes (quase mil pessoas) avaliaram o passado e futuro do movimento e apresentaram sugestões ao instituto.

Entre as idéias, destacaram-se o diálogo maior com os dirigentes, o engajamento das pequenas e médias empresas, além de uma visão mais nacional das iniciativas do movimento, aumentando sua capilarização para além de São Paulo. Também foi comentado que falta articulação multissetorial e um diálogo mais estruturado com o governo.

Paulo Itacarambi assegurou que o planejamento das ações futuras do Instituto levará em conta as sugestões apresentadas pelos participantes e propôs a criação de um núcleo gestor, para definir uma agenda de ação, ligada a um fórum permanente de diálogo.

“Sem uma agenda que impacte efetivamente os problemas centrais do desenvolvimento sustentável, o movimento pela RSE e sustentabilidade pouco contribuirá para a construção de uma sociedade sustentável e justa”, disse ele.

O entusiasmo para falar e participar foi grande na plenária e o processo de consulta vai continuar na web, por meio de uma rede interativa de participação livre e gratuita a todos os interessados. “Sentimos a necessidade de trazer toda a comunidade preocupada com a sustentabilidade para esta construção”, reforçou Sérgio Mindlin, presidente do Conselho Deliberativo do Instituto . Para se cadastrar na rede, acesse: http://internethos.ning.com/.

Veja cobertura completa do evento realizada pela Agência Envolverde.


redeGIFE Online, 20/06/09

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Livro relata experiências de financiamento social internacional no nordeste

A Fundação W. K. Kellogg e a Editora Peirópolis lançam, no próximo dia 29 de junho, a obra “Apoio internacional ao desenvolvimento local - Experiências sociais com juventudes no Nordeste”, organizado pela antropóloga Leilah Landim e pela jornalista Maria Carolina Trevisan.

O livro analisa, por meio de artigos de consultores vindos de diferentes trajetórias, especialidades e enfoques, as práticas envolvidas na construção de um conjunto articulado de projetos no Nordeste brasileiro, financiados pela Fundação W. K. Kellogg: a experiência dos Conjuntos Integrados de Projetos (CIPs), que durante dez anos articularam atores sociais, instituições públicas e privadas de diversos territórios na busca pela transformação social.

“O propósito original do livro foi deixar um legado escrito de aprendizagens, de registros, de momentos e de vivências daqueles que tiveram a responsabilidade de levar para o Nordeste não só os recursos das doações da Fundação Kellogg, mas sobretudo de compartilhar nossas ideias e ambições de mudança com as lideranças, organizações e juventudes de uma ampla variedade de comunidades. O desenvolvimento local como forma de combater a pobreza, com a liderança das juventudes, era a proposta central”, explica Andrés Thompson, Diretor de Programas para a América Latina e o Caribe.

Os artigos que compõem o livro trazem reflexões sobre dilemas e responsabilidades, acertos e erros, indagações e resultados do trabalho realizado. Os relatos registrados estão baseados na experiência vivida por consultores e especialistas que atuaram junto às comunidades locais e seus atores, o que possibilita ter uma compreensão realista dos processos coletivos de ação social.

Seus capítulos versam sobre o papel dos financiadores no desenvolvimento local, a presença da juventude na iniciativa, a experiência do acompanhamento, a importância das alianças nesse caminho, a questão educativa nos grupos de projetos, o desenvolvimento local, o Nordeste e as políticas públicas que se apresentaram depois dessa intervenção. O livro faz um balanço crítico dos pontos positivos e negativos dessa experiência.

Para aqueles que atuam em agências e organismos de desenvolvimento, para quem estuda e pesquisa essa área, esse livro é um relato franco e aberto sobre os desafios, obstáculos e recompensas do trabalho árduo para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

“Transparência, avaliação, reflexão, responsabilização e - talvez o motor da iniciativa – entusiasmo são elementos encontrados no decorrer da leitura dos textos. Fica evidenciado, finalmente, o quanto a narrativa de um caso particular – como a iniciativa de CIPs – pode levantar novas questões de âmbito generalizado ou conceitual, assim como revisitar as antigas”, afirma Leilah Landim, uma das organizadoras da obra.

O prefácio é de Sergio Haddad, coordenador geral da Ação Educativa. Os autores são Andrés Thompson, Antônio Nascimento, Arturo Jordán, Beatriz Azeredo, Leilah Landim, Lis Hirano Wittkamper, Roseni Sena, Rui Mesquita e Ruy Berger.

Organizadoras:
Leilah Landim
Doutora em Antropologia Social (Museu Nacional, UFRJ), é professora associada na pós-graduação da Escola de Serviço Social da UFRJ. Realizou várias pesquisas e publicações, nacionais e internacionais, sobre temas relacionados às organizações da sociedade civil como ONGs, redes de apoio social, movimentos sociais, voluntariado. Sua trajetória profissional conjuga atuação nos meios acadêmicos e práticas em Organizações Não Governamentais voltadas à defesa de direitos, tendo ocupado inclusive cargos de direção em algumas dessas entidades, ao longo do tempo. Organizadora do livro "Apoio internacional ao desenvolvimento local - Experiências sociais com juventude no Nordeste", em parceria com Maria Carolina Trevisan.

Maria Carolina Trevisan
Formada em Comunicação Social pela PUC-SP, atua desde 2005 como consultora para a Fundação Kellogg. Também é consultora do Instituto C&A em projetos de incentivo à leitura, coordena a área de comunicação do Programa Juventude Transformando com Arte no Centro de Estudos de Políticas Públicas (CEPP) e realiza atividades ligadas à área de “fundações comunitárias”. É organizadora do livro “Apoio internacional ao desenvolvimento local – Experiências sociais com juventudes no Nordeste”, em parceria com Leilah Landim.

Serviço
:
Lançamento do livro “Apoio internacional ao desenvolvimento local – Experiências sociais com juventudes no Nordeste”
Data: 29/06.
Local: Livraria da Travessa.
Endereço: Rua Visconde de Pirajá, 572, Ipanema, Rio de Janeiro.
Horário: às 19h30


redeGIFE Online, 20/06/09

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Programa benchmarking coloca em pratica o discurso da sustentabilidade

Para atender as inúmeras solicitações de instituições e gestores o prazo para inscrições de cases para o Ranking 2009 foi prorrogado em 10 dias. O programa recebe inscrições até 10 de Julho de 2009 pelo site: www.benchmarkingbrasil.com.br

A apresentação do Ranking 2009 será no Centro de Convenções do Shopping Frei Caneca em São Paulo/SP, encerrando a 2ª FIBoPS – Feira Internacional para o Intercambio das Boas Práticas Socioambientais que acontece nos dias 01 à 04 de setembro. O Ranking e os cases selecionados serão apresentados no Dia Benchmarking, Compartilhar para Crescer em 04/09. Mais informações sobre a FIBoPS no Hotsite: www.fibops.com.br

As melhores instituições e gestores integram o ranking benchmarking
Passaram pelo crivo Benchmarking (*) mais de 100 instituições brasileiras compartilhando a excelência das Boas Práticas de sustentabilidade. A metodologia de seleção dos cases é inovadora e exclusiva conferindo independência e credibilidade para definição do Ranking dos Melhores da Gestão Socioambiental Brasileira.

Nestes 07 anos de existência, o Programa construiu o maior Banco Digital de Boas Praticas socioambientais do país com aproximadamente 150 cases organizados em 10 temáticas gerenciais. Os cases selecionados são reconhecidos como práticas gerenciais de excelência que proporcionaram benefícios reais ao meio ambiente natural, comunidade e instituição adotante.

O BD congrega instituições dos 03 setores da economia e de todas as regiões do país. Para isto, o programa contou com participação de 65 especialistas do Brasil e outros países em sua comissão técnica e apoio de mais de 80 instituições representativas nacionais e internacionais.

Identificando e devolvendo a sociedade soluções inovadoras e práticas sustentáveis
O Programa tem por objetivo central identificar, reconhecer e compartilhar as boas práticas socioambientais. Para isto, reune os principais segmentos da sociedade e compartilha a excelência do conhecimento socioambiental aplicado. Tem a participação dos melhores especialistas e um formato inovador para identificar e apresentar a sociedade as melhores práticas de sustentabilidade.

Claudio Bruzzi Boechat, Coordenador do Centro de Estudos para a Sustentabilidade da Fundação Dom Cabral de Belo Horizonte/MG afirma a respeito do Programa Benchmarking "Nossa experiência como professor e pesquisador da Fundação Dom Cabral nos deu consciência da enorme necessidade do mundo empresarial brasileiro quanto às práticas promotoras de sustentabilidade. Ainda mais nos momentos dessa crise em que vemos se desmanchando empresas, economias de países e crenças. A plena difusão de conhecimento devidamente qualificado talvez seja a maior possibilidade que este Programa nos oferece!

Outra afirmação de credibilidade e reconhecimento ao programa Benchmarking vem do executivo Guido Petinelli, Vice Presidente da iLiv Tecnologias Integradas de Green Building e membro do Royal Architect Institute–Montreal/Canada: "Os mercados querem mudanças rápidas e profundas para práticas mais sustentáveis e os líderes empresariais começam a ver a sustentabilidade como um ativo a ser administrado, pela competitividade que proporcionam, e que portanto deve ser considerado nas estratégias de gestão de riscos. O papel do Programa Benchmarking Ambiental Brasileiro é incrivelmente importante por identificar e divulgar as melhores práticas, estimulo duplo para apoiar e estimular essa mudança."

Boas práticas e sustentabilidade - privilégio para poucos, benefícios para muitos
Esta dinâmica de atuação que garante avanços reais a sociedade só é possível graças as instituições e gestores Benchmarking que compartilham e alimentam o maior Banco de Boas Praticas Socioambientais do país. Por isto são rigorosamente selecionados e reconhecidos como referencias e exemplos a seguir. São instituições cidadãs que vão além: são adotantes e promotoras das boas práticas na sociedade.

Participar deste processo é fundamental para construção de sociedades sustentáveis, e, fazer parte do Ranking Benchmarking é colocar em pratica o discurso da sustentabilidade. Privilégio para poucos, benefícios para muitos.

As inscrições dos cases podem ser feitas pela internet até 10/07 no Hot site: www.benchmarkingbrasil.com.br

Mais Informações:
Kathellym Santos
kat@maisprojetos.com.br
www.benchmarkingbrasil.com.br
Fones: 55 11 3729-9005/ 3257-9660

Ver Boletim Completo, click aqui.

(*) Benchmarking é uma ferramenta de gestão que busca as melhores práticas que conduzem ao desempenho superior. Seu propósito é estimular e facilitar as mudanças organizacionais e a melhoria de desempenho das organizações através de um processo de aprendizado. (wikipedia)


MAIS Sustentável, Edição 01, 24/06/09

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Supermercados exigem auditoria sobre origem da carne

Além de terem suspendido a compra de carne bovina de 11 frigoríficos envolvidos em desmatamento, Pão de Açúcar, Carrefour e Wal-Mart solicitam um plano de auditoria independente que assegure a procedência dos produtos

As três maiores redes de supermercados do País - Pão de Açúcar, Carrefour e Wal-Mart - decidiram suspender, desde a semana passada, as compras de carne bovina de 11 frigoríficos envolvidos no desmatamento da Amazônia e que foram denunciados pelo Greenpeace e pelo Ministério Público do Estado do Pará. Entre as ações definidas pelas empresas, além da suspensão das compras estão a notificação dos frigoríficos e a exigência das Guias de Trânsito Animal anexadas às notas fiscais.

Como medida adicional, as três redes (que representam 38% do faturamento do setor supermercadista no Brasil) estão solicitando um plano de auditoria independente e de reconhecimento internacional que assegure que os produtos que comercializam não são procedentes de áreas de devastação.

O Wal-Mart já notificou seus fornecedores e está dando prazo de 30 dias para que as empresas apresentem planos de auditoria independente. Do total de carne comercializada mensalmente pela rede (4,5 mil toneladas), 12% eram provenientes do Pará.

"Este embargo não é definitivo. Vale até que se apresentem os primeiros planos de auditoria", destaca Daniela de Fiori, vice-presidente de assuntos corporativos e sustentabilidade do Wal-Mart. A rede também se comprometeu a não adquirir produtos de empresas que constem da lista do trabalho escravo do Ministério do Trabalho.

Ainda não foi criado um plano de comunicação para informar os consumidores sobre as medidas de suspensão de compra de carne produzida em área de desmatamento. "A médio prazo, a intenção é que se crie um processo para dar visibilidade", comenta Daniela.

O Carrefour informou que a decisão de suspender a compra da carne dessas regiões não provocou desabastecimento ou impacto nos preços do produto. Segundo a nota, a carne continua sendo identificada nas lojas da rede dentro dos padrões estabelecidos pelo Ministério da Agricultura, com etiquetas dos frigoríficos fornecedores.

Já o Grupo Pão de Açúcar adotou o programa Tear, com o objetivo de adotar melhores práticas de produção e comercialização de carnes, baseadas em políticas de respeito aos direitos trabalhistas e de preservação do meio ambiente.


Andrea Martins
Meio & Mensagem Online, 23/06/09

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Vendas: em cenário plural, seja singular

Expert em gestão de vendas, Jeffrey Thull abriu o Special Management Program, organizado pela HSM, falando da complexidade do ambiente no qual a venda se desenrola e o desafio de ajudar o cliente a decidir.

Jeffrey Thull está conduzindo o Special Management Program sobre Vendas Complexas, que acontece hoje, 23 de junho, e amanhã, em São Paulo. Ele deu início à sua primeira aula falando sobre a complexidade do ambiente atual: pluralidade de decisões, pessoas e perspectivas.

Explicou que há forças de mercado que empurram receitas e margens para baixo. De um lado, o aumento de complexidade em termos de tecnologias, processos, regulamentações e consolidação de fornecedores. De outro, há a tendência para a “comoditização” dos serviços e produtos e do conhecimento dos fornecedores. “No ambiente atual, há muitas empresas e pessoas fazendo a mesma coisa. Entretanto, fazer o esperado leva às decisões baseadas em preço”, diz.

Para ele, não devemos continuar pensando em vendas como algo que fazemos para outra pessoa: “Ao vender, você está orientando um processo decisório. Não é algo que você faz para alguém, mas com alguém. A venda é o resultado do processo”.

Thull questiona: “Seu cliente pode decidir sozinho? Se sim, mande-lhe um folder. Se ele precisa de expertise externa, ainda temos um emprego”. Assim, abriu caminho para falar das três fases fundamentais da venda: diagnóstico, formulação da solução e entrega de sucesso. “Até que ponto você oferece expertise em cada uma dessas três áreas?”, provoca.

Seja um recurso único
“A credibilidade esperada é o conhecimento sobre a sua empresa; a excepcional é o conhecimento do negócio do cliente”, destaca Thull. Para ser único para seu cliente, você deve criar relevância ao negócio do cliente e agir de modo a inspirar confiança na relação.

Thull salienta que é essencial que se explore a ausência de valor, isto é, que se deixe claro o que o cliente passa sem o seu produto ou serviço. “É importante, também, criar, junto com o cliente, um plano para alcançar o valor. Assim, acreditarão que o valor vai se realizar”.

O vendedor excepcional está atendo às lacunas de valor já no pré-venda, quando pode haver uma diferença entre o valor pelo qual queremos ser remunerados e quanto o cliente deseja pagar. “Se não ajudarmos o cliente a medir a ausência de valor no pré-venda, eles não poderão medir o valor recebido”, diz Thull, alertando para o descompasso do pós-venda: a diferença entre o que o cliente esperava obter e o que ele acredita ter recebido.

Pergunte certo, apresente menos
Uma venda na era da abordagem diagnóstica é resultado de perguntas que o diferenciem de seus concorrentes. a venda diferenciada pede perguntas que o cliente não saiba responder e que o levem à reflexão. Nesse sentido, ficaram no passado as apresentações padronizadas.

O vendedor deve evitar levar o cliente a se sentir insultado devido à sua falta de conhecimento. “Proteja a autoestima do seu cliente. Cumprimente-o pela sua expertise, em vez de dizer que ela não existe”, aconselha Thull. Assim, pergunte, por exemplo: “Os números que seus engenheiros apresentaram eram o que você esperava?” Se ele não havia pensado nisso, vai sentir-se feliz por ter feito a pergunta e o incluirá na solução.

Os três desafios de vendas são a decisão, a mudança e a entrega de valor. Para enfrentar o desafio da decisão, o questionamento do vendedor deve ser no sentido de descobrir a real natureza do problema, concentrando-se no presente. “Todo mundo está falando a mesma coisa, concentrando-se na solução pronta. Que tipo de orientação para tomar decisões você oferece a seu cliente?”

Mudar é arriscar-se
“O cliente não vai comprar até que o risco (ou a dor) de permanecer igual seja maior que o risco de mudar”, afirma Thull, que questiona: “Que suporte à gestão de mudanças você oferece ao seu cliente? Se você não ajudar, terá uma alta incidência de decisão nenhuma, isto é, de clientes que não compram nem de você, nem do concorrente”.

Uma vez que o cliente decidiu arriscar, a empresa fornecedora deve ajudá-lo a medir o valor que recebeu. A recomendação de Thull é que o vendedor liste as maneiras como sua solução afeta o cliente e os clientes do cliente. Ele dá o exemplo da indústria química que produzia um adesivo para placas de fórmica. Esse fornecedor descobriu que os compradores de móveis tinham problemas com mofo e desenvolveu, então, um adesivo que fosse resistente ao mofo. O cliente mudou o nome da placa de fórmica e aumentou seu preço; o fabricante do adesivo também aumentou o seu preço. “O concorrente pode copiar o produto? Sim, mas a probabilidade de se perder o cliente é baixa, porque ele percebe que é compreendido e que o fornecedor continua a lançar melhorias nos processos”, conclui o palestrante.

Os três desafios da terceira era das vendas são:
- 1º Desafio: Decisão
Normalmente, o cliente não conta com um processo de qualidade para tomar esse tipo de decisão.

- 2º Desafio: Mudança
Comprar envolve mudanças e mudanças envolvem riscos. O cliente não vai mudar/comprar até que o risco de permanecer igual seja maior que o risco de mudar.

- 3º Desafio: Valor
O cliente é incapaz de reconhecer o valor singular da solução que você oferece (pré-venda) e de determinar o valor que obteve com ela (pós-venda).


HSM Online, 23/06/09

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sexta-feira, 19 de junho de 2009

Iluminando os outros - Bodhisattva no metrô

Volto a publicar, depois de um longo período de pausa, compartilhando o vídeo abaixo. Vale a pena!



Para quem não sabe, veja em seguida a definição de Bodhisattva:

Segundo a Wikipedia, Bodhisattva é um termo do budismo que designa seres de sabedoria elevada, que seguem uma prática espiritual que visa a remover obstáculos e beneficiar todos os demais seres. A expressão significa, em tradução literal do sânscrito, "ser (sattva) de sabedoria (bodhi)".

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terça-feira, 19 de maio de 2009

Consumidores brasileiros estão entre os mais 'verdes'

Pesquisa avalia hábitos de alimentação, transporte, habitação e aquisição de bens de consumo ao redor do mundo e aponta os países em desenvolvimento como os mais ecologicamente conscientes.

Pelo segundo ano seguido consumidores da Índia, Brasil e China foram os que mais se mostraram preocupados com questões ligadas ao meio ambiente quando compram um produto ou serviço, revelou a pesquisa Greendex 2009: Consumer Choice and the Environment – A Worldwide Tracking Survey, realizada pelo National Geographic Society e pela GlobeScan.

A pesquisa mediu o comportamento de 17 mil consumidores referente a 65 áreas relacionadas com habitação, alimentação, transporte e bens de consumo em 17 países.

Como em 2008, os países em desenvolvimento se saíram melhor, liderados pela Índia e Brasil. Europeus e japoneses apresentaram piores notas principalmente por causa do consumo de energia e da alimentação mais industrializada. Os norte-americanos terminaram o estudo em último lugar.

Panorama

O item habitação buscou medir o tamanho da residência em relação a número de pessoas da família, o uso eficiente de energia, o apoio às renováveis e o desperdício de água.

Brasileiros, indianos e mexicanos ficaram no topo nessa categoria. Porém, a própria pesquisa destaca que isso pode ser resultado da menor riqueza das famílias desses países, que vivem em espaços pequenos simplesmente por serem obrigadas. Também não haveria necessidade de aquecimento nessas nações.

Mas os Brasileiros foram ainda líderes no que diz respeito ao interesse por energias renováveis, como o etanol. Indianos e mexicanos também apresentaram grande vontade de ter acesso a uma energia mais limpa.

Com relação ao transporte, a pesquisa perguntou quantos carros uma família possui, o quanto ele é usado e sua eficiência de combustível. Também foi avaliado o transporte público e o uso de bicicletas.

Novamente os países em desenvolvimento se destacaram por apresentar uma população mais disposta a caminhar, ir de bicicleta ou ainda morar perto do lugar de trabalho. Russos, chineses e sul-coreanos são os que mais utilizam o transporte público, enquanto os australianos, canadenses e norte-americanos são os que menos procuram ônibus, metrô ou trens.

O item alimentação incluiu a freqüência de consumo de alimentos produzidos nas próprias comunidades e o tipo de refeição mais adotada; carne, peixes, vegetais etc. Indianos, australianos e sul-coreanos apresentaram as melhore notas nesse quesito.

Também foram pesquisados os hábitos na compra de bens de consumo, principalmente o quanto o impacto ambiental de um determinado produto afeta na sua escolha. Destaque mais uma vez para os indianos. O Brasil registrou uma queda recorde em relação à nota de 2008, mas ainda assim terminou à frente de diversos países desenvolvidos.

De uma maneira geral, a pesquisa registrou um aumento das notas com relação à primeira edição e isso foi apontado pelo National Geographic como um grande avanço. Mesmo se levando em conta o impacto da crise econômica no consumo, o Greendex teria comprovado um grande crescimento da consciência ambiental das pessoas ao redor do mundo.

Os resultados sugerem ainda que está mais fácil do que nunca aplicar políticas públicas para o meio ambiente e que as empresas que não estão se adaptando para diminuir os danos que causam à natureza já estão perdendo clientes.

O ranking dos consumidores mais “verdes”:
1-Indianos
2-Brasileiros
3-Chineses
4-Argentinos
5-Sul-coreanos
6-Mexicanos
7-Hungáros
8-Russos
9-Espanhóis
10-Alemães
11-Suecos
12-Australianos
13-Franceses
14-Britânicos
15-Japoneses
16-Canadenses
17- Norte-americanos
Fonte: National Geographic


Fabiano Ávila, do CarbonoBrasil
Envolverde, 18/05/09
© Copyleft - É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.

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Mostra Fiesp - Inscrições abertas para apresentação de cases na área socioambiental

O Comitê de Responsabilidade Social (Cores) Fiesp realiza anualmente sua mostra, com data marcada para os dias 25, 26 e 27 de agosto, na sede da entidade, em São Paulo. Voltado para o setor empresarial e universitário, o evento conta com a parceria do Departamento de Meio Ambiente (DMA), Ciesp, Sesi-SP e Senai-SP. Até o mês de julho poderão ser encaminhados cases para avaliação do Comitê e apresentação na III Mostra Sistema Fiesp de Responsabilidade Socioambiental.

Serão aceitos cases que se enquadrem nas seguintes categorias: meio ambiente, nova economia, sustentabilidade, cultura, inclusão de minorias, saúde, educação, qualidade de vida, responsabilidade social e diversidade e/ou gestão de pessoas.

O material, incluindo gráficos, tabelas, figuras e fotos, deverá ser enviado para o Comitê de Responsabilidade Social da Fiesp aos cuidados de Juliana Avona, à Av. Paulista, 1313, 5º andar, São Paulo, SP, CEP 01311-923.

Os cases também podem ser encaminhados para o e-mail: cores@fiesp.org.br. Mais informações: tel. (11) 3549-4548.


redeGIFE Online, 18/05/09

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'Guru' de Obama mostra as vantagens das redes sociais

Internet: Ben Self, ex-diretor de tecnologia do Partido Democrata nos EUA, busca negócios no Brasil
"A web dá às pessoas a noção de participação e de envolvimento", diz Self, hoje concentrado na Blue State Digital

Foto Gustavo Lourenção/Valor


Entre os milhares de usuários do Twitter, o famoso serviço de troca de mensagens curtas, há um grupo de cerca de 400 usuários aparentemente privilegiado. Seguidores da página pessoal "Serra 2010", esse grupo acompanha, em tempo real - e com mensagens em primeira pessoa-, tudo o que o governador de São Paulo, José Serra (PSDB-SP), projeta para seu futuro político. Ontem, em sua página enfeitada por fotos, Serra supostamente revelava: "O pessoal do Aécio já começou a negar a notícia de que ele aceitou ser meu vice". Em outra mensagem, Serra dizia que "o Aécio aceitou ser vice na minha chapa, que o FHC costurou tudo."

A comunidade Serra 2010 do Twitter seria o melhor exemplo de audácia no uso político da internet, se ela não fosse, na realidade, um caso clássico de pichação virtual. Procurado pelo Valor, o governador informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não possui nenhum tipo de página pessoal em redes sociais da internet. No Twitter, apenas o site do governo de São Paulo tem uma página oficial.

Para o bem e para o mal, esse é um fenômeno típico nas redes sociais. Mas do mesmo jeito que a liberdade da internet pode tirar o sono de muita gente, ela também pode se transformar numa ferramenta crucial de divulgação. Recentemente, foi a vez de a Coca-Cola virar caso de sucesso no Facebook após dois amigos decidirem criar, involuntariamente, uma página para seu refrigerante preferido. Alheia à empresa, a comunidade se espalhou e hoje o endereço coleciona mais de 3,3 milhões de membros.

O desafio dos estudiosos sobre o tema é não só compreender o fenômeno, mas, principalmente, saber como provocá-lo. "É algo totalmente possível, desde que haja uma estratégia bem definida", diz Ben Self, sócio-fundador da Blue State Digital, empresa especializada em projetos on-line. "Seja nas ações de uma empresa ou em uma campanha eleitoral, a web dá às pessoas a noção de participação e de envolvimento", diz ele.

Self fala com conhecimento de causa. Ele foi o diretor de tecnologia do Partido Democrata nas eleições americanas de 2008. Com o apoio de uma equipe de especialistas em web 2.0 e sistemas desenhados para elaborar estratégias de engajamento on-line, a Blue State Digital coordenou a campanha de Barack Obama, cuja arrecadação eleitoral foi a maior já vista na história dos Estados Unidos, somando US$ 500 milhões. Com o apoio de 3,5 milhões de contribuintes, Obama foi eleito presidente e, de quebra, virou de ponta-cabeça a maneira de se enxergar e de se trabalhar com serviços como Facebook, YouTube, MySpace, Orkut e Twitter.

Self, que visita o país nesta semana, afirma que a internet também pode ser um fator decisivo em campanhas eleitorais no Brasil. "É verdade que cada país tem uma realidade diferente, mas acredito que algumas características estão presentes em qualquer pessoa", comenta. "Todos querem dividir suas impressões e sentimentos."

Depois de realizar a campanha de Obama, a Blue State Digital abriu escritórios em vários países: Austrália, Inglaterra, Irlanda, Itália e México. "O Brasil também é um mercado de forte potencial. Estamos avaliando a possibilidade de ter uma presença local", diz Self.

Para Vera Chaia, cientista política e professora da PUC de São Paulo, a internet ganhará um papel de destaque nas eleições presidenciais de 2010, mas seu apelo deverá se concentrar na disseminação de informações. "Não acredito na rede como um instrumento estratégico para doações de campanha", comenta ela. "Nos Estados Unidos, isso ocorreu porque a prática filantrópica existe há muitos anos e é um meio para as pessoas expressarem sua participação."

O ministro Carlos Ayres Britto, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), tem defendido a autorização de doações para campanhas pela internet a partir das próximas eleições. As regras atuais sobre as doações não são claras sobre esse ponto, dando margem para diferentes interpretações. O que se espera é que, a exemplos dos EUA, os leitores possam entrar nos sites de seus candidatos e fazer sua doação de forma eletrônica, usando um cartão de crédito ou débito.


André Borges, de São Paulo
Valor Online, 19/05/09

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segunda-feira, 11 de maio de 2009

Oi Futuro seleciona projetos de tecnologia social de todo o país

O Oi Futuro, instituto de responsabilidade social da Oi, lançou no dia 27 de abril o edital de seleção para o Programa Novos Brasis 2009, de apoio e parceria com organizações sem fins lucrativos para a viabilização de idéias inovadoras que utilizem a tecnologia da informação e comunicação para acelerar o desenvolvimento humano. Este ano, pela primeira vez, o edital está aberto a projetos de todo o país.

A seleção terá como foco o desenvolvimento de tecnologias sociais que possam ser replicadas para outras organizações sociais. Serão valorizados critérios como inovação, criatividade, capacidade de apresentação de diagnóstico da comunidade atendida e de monitoramento do trabalho realizado. O programa busca apoiar projetos com diretrizes e objetivos bem definidos que tenham como base o uso da tecnologia para informação e comunicação.

Desde 2004, o Novos Brasis investiu cerca de R$ 7,5 milhões e beneficiou mais de 40 mil pessoas com 70 projetos que já se tornaram realidade. “Por meio do programa, o Oi Futuro busca contribuir para fazer a diferença na vida de milhares de pessoas que passam a ter acesso ao conhecimento de forma mais rápida e autônoma”, revela a diretora de Educação do instituto, Samara Werner.

O edital é voltado para organizações do terceiro setor sem fins lucrativos e devidamente legalizadas. Após a seleção das propostas, que será realizada por um grupo de especialistas, o Oi Futuro acompanhará a implantação de cada iniciativa, auxiliando na gestão e na avaliação do impacto das atividades. A partir dessa edição, a parceria com o instituto de responsabilidade social da Oi se dará por 15 meses, três meses a mais do que nos anos anteriores.

“A construção de tecnologias sociais é uma das metas do Novos Brasis. Educação à distância, produção de software, uso social do celular e formação e fortalecimento de redes de conhecimento são exemplos de projetos já apoiados pelo programa”, completa Samara.

Entre as iniciativas selecionadas pelo Novos Brasis no ano passado, o Sertão.Net, realizado pelo Instituto de Permacultura da Bahia, promove, através de videoconferências, encontros entre 53 pequenos agricultores do semi-árido baiano e cerca de 100 da Índia para troca de informações. Já o Celulares Indígenas, da ONG Thydewas, capacitou indígenas que passaram a utilizar o celular para produzir vídeos sobre sua realidade e inserir no portal Índios On-Line www.indiosonline.org.br.

Por apostar no desenvolvimento de soluções sociais, o Novos Brasis dispõe ainda de uma rede virtual de relacionamento para troca de experiência entre os parceiros. Também são realizados encontros anuais, onde os integrantes de todas as organizações se conhecem pessoalmente e iniciam conversas para parcerias concretas.

As inscrições, assim como as regras de participação, estarão disponíveis no site www.oifuturo.org.br até o dia 12 de junho. As organizações podem inscrever mais de um projeto, desde que atendam às exigências do regulamento.


redeGIFE Online, 27/04/09

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Eletrocooperativa lança novo portal

Oferecer em um ambiente virtual colaborativo cursos, tutoriais e diversas ferramentas para que jovens artistas consigam produzir e divulgar suas músicas, vídeos e programas de rádio e, a partir daí, gerar renda. Essa é a proposta do Portal Eletrocooperativa, lançado no último dia 15 de abril.

O site busca ampliar o alcance do Instituto Eletrocooperativa, que há seis anos trabalha com as ideias de desenvolvimento sustentável, produção cultural e distribuição de renda a partir do acesso de jovens aos meios digitais que facilitam a gravação, produção e difusão de suas criações. “Fazer a distribuição de renda através da produção cultural”, resume a coordenadora da Eletrocooperativa e responsável pelo novo portal, Suzana Pamponet.

No site, os jovens podem disponibilizar seus trabalhos para que outras pessoas possam conhecê-los. “Há muitos jovens que possuem um grande potencial para produzir vídeos, músicas, programas de rádio, fotografias e não sabem como e onde fazê-lo”, explica Suzana.

Para isso, como em outros sites de relacionamento, cada participante tem um perfil, um espaço onde pode falar sobre si mesmo e mostrar suas produções. Lá é possível, por exemplo, inserir links de vídeos e disponibilizar arquivos de áudio. Todas as produções publicadas serão licenciadas em creative commons - conjunto de licenças padronizadas para gestão aberta, livre e compartilhada de conteúdos e informação.

Para que as produções gerem renda, existem duas possibilidades. Primeiro, através da compra direta do produto ou do incentivo à produção cultural por meio de patrocínio de terceiros, como empresas ou outras instituições. Em segundo lugar, o mais comum, empresas investem na Eletrocooperativa para a produção de um determinado trabalho cultural.

Para exemplificar, investidores podem optar por investir R$ 50 mil divididos em prêmios de R$ 1 mil para que os jovens digam o que pensam sobre a educação nas suas cidades. A partir daí, cabe à curadoria dos trabalhos definir quais são os melhores e distribuir as quantias. Suzana explica que “é papel da Eletrocooperativa fazer a mediação entre tornar viável a divulgação dos trabalhos dos jovens e organizar a maneira como ele poderá receber por esta sua atividade”.

Dessa maneira, o portal busca valorizar economicamente a produção, mas não esquece a importância pedagógica e social da criação. Desenvolvido na plataforma WordPress, o código do site é aberto, o que possibilita que os usuários consigam ajudar a aprimorá-lo.

A proposta de construir um espaço colaborativo não é considerado um impeditivo para a publicação de produtos de qualidade. “No Youtube, por exemplo, pode-se colocar o quiser. O nosso foco não é este, pois prezamos que as produções tenham qualidade. Para isto criamos um serviço de Microblogging onde as pessoas podem colocar suas dúvidas e também solucionar eventuais problemas de outros integrantes do Portal”, explica Suzana.

Por fim, também há uma iniciativa por parte da organização do portal em sempre mantê-lo o mais didático possível. “Nele existem tutoriais e outras formas de apoio para que as pessoas interessadas em começar sua própria produção tenham uma base técnica para isto. Nossa curadoria também sempre está de olho para evitar que conteúdos impróprios sejam postados para respeitar a todos que o acessam. Com o tempo também temos dado dicas para os usuários, como por exemplo, nomes de usuários confusos, que podem prejudicar o usuário na hora de manter contato com um interessado na sua obra”, conclui.


Por Alexandre Saconi, do Aprendiz
Envolverde, 27/04/09
© Copyleft - É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.

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Como conquistar a confiança do investidor social?

Os mercados financeiros no mundo todo continuam em reviravolta e ainda é prematuro começar a falar sobre qualquer lição aprendida durante a crise financeira. Certamente que uma presença mais reguladora teria ajudado. Porém, o que não tem mudado é a necessidade da transparência e de informações sobre os investimentos.

Quem destina recursos já começou a confiar apenas em organizações sociais que tenham como princípio disponibilizar informações completas sobre suas ações, zelando por uma total transparência. Para quem não sabia o que seria preciso manter para fidelizar seus mantenedores a partir de agora, está aí o primeiro passo.

Os investimentos sociais não diferem em nada dos tradicionais. Quanto maior for o conhecimento sobre determinado projeto e a desenvoltura de seus gestores, maior segurança eles terão em destinar recursos, não importando se o investimento é público ou privado.

Mas em que ponto eles se diferenciam? Na necessidade de informar e de ser transparente sobre seu impacto social. Isto não é tão simples assim. Cada programa ou projeto tem um impacto diferente e a forma como é medido varia de investimento a investimento.

Apesar dos problemas do ano passado, é aqui que os mercados abertos de investimento podem servir como modelo. Agências reguladoras como a Security Exchange Comission, dos EUA, certifica-se de que todas as empresas de capital aberto forneçam todas as informações oportunas.

Elas padronizaram as informações de modo que os resultados podem ser comparados em tempo hábil. Os investimentos sociais não têm uma agência como essa, tornando impossível para o investidor comparar rapidamente os impactos dos diversos investimentos sociais.

No entanto, algumas organizações, incluindo a Investing for God, na Inglaterra, e a Social Impact Research, nos EUA, estão aplicando suas próprias metodologias e análises sobre o que é feito com os recursos, para que seja possível comparar facilmente o impacto. O problema é que a informação não é padronizada e nem todas as ações sociais, sejam elas poucas empresas estão avaliando seus investimentos.

No Investment for God, nós fazemos o papel de intermediários entre os investidores e os investimentos. Acreditamos que os investidores em potencial merecem ter as informações disponíveis mais exatas e completas. Para essa finalidade, nós compilamos todas as informações, pesquisamos as ofertas, escrevemos os relatórios e avaliamos o investimento.

Ao prepararmos nossas próprias análises e avaliações, compilamos uma extensa gama de informações e as utilizamos para apontar em cada investimento três áreas cruciais de Confiança, Retorno e Impacto.

A confidência está relacionada à estabilidade financeira do investimento. Os critérios proeminentes de contagem incluem não só a força operacional da organização como também o gerenciamento, a história operacional e os fatores de risco relevantes. O retorno mede os benefícios projetados pelo investimento.

O Impacto avalia tanto os benefícios sociais e ambientais gerados pelo investimento, que são medidos e analisados em referência a uma determinada missão da empresa quanto a meta dos seus acionistas, o que é muito importante.

Onde uma pesquisa tradicional de patrimônios procuraria somente pelos resultados financeiros, nossa Metodologia Analítica do Impacto do Investimento procura completar o quadro do investimento social.

De forma similar, a Pesquisa de Impacto Social, (Social Impact Research) uma divisão ONG Root-Cause, usa como modelo de relatório de pesquisa a pesquisa de patrimônio do setor privado. Seus relatórios agregam e analisam informações não só das próprias companhias como também das agências dos governos, organizações de doadores, grupos de pensadores, acadêmicos e consultores.

Mais adiante, neste mesmo ano, a Acumen Fund lançará nos EUA sua própria pasta de Dados de Sistema de Gerenciamento, criado em colaboração com engenheiros da Google. O sistema compilará os resultados operacionais, financeiros, sociais e ambientais em ambos os níveis local e setorial; porém sem classificar o investimento.

O relatório, O Mercado dos Sem Fins Lucrativos: Construindo a Pontes de Informação na Filantropia, um relatório escrito pela Hewlett Foundation e McKinsley & Co., conclui que os empreendimentos filantrópicos de risco, que descreve como “o mercado dos sem fins lucrativos tem muito a aprender dos mercados tradicionais de capital”.

O relatório conclui: “O mercado dos sem fins lucrativos carece de um fluxo forte de informações periódicas e precisas que são a marca registrada dos mercados de alto desempenho como a bolsa de valores, os mercados de commodities, ou eBay. Para construir esta ponte, o setor deve capturar, analisar, distribuir e utilizar a informação no desempenho de organizações sem fins lucrativos e/ou mais efetivamente, seu impacto social.

Como a falecida Anita Roddick, fundadora do Body Shop, dizia: “eu quero algo não somente para investir. Quer algo em que possa acreditar”. Os investidores terão algo para acreditar somente se confiarem na informação que tem.


Maureen Stapleton
Analista da Investing for Good
redeGIFE Online, Edição 585, 27/04/09

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terça-feira, 28 de abril de 2009

Iphan lança edital do Programa Nacional do Patrimônio Imaterial 2009

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), autarquia federal vinculada ao Ministério da Cultura, lançou o Edital do Programa Nacional do Patrimônio Imaterial 2009: Apoio e Fomento ao Patrimônio Cultural Imaterial.

De 4 de maio a 19 de junho, as Superintendências do Iphan em todo o país estarão recebendo projetos técnicos de documentação ou de melhoria das condições de sustentabilidade dos saberes, modos de expressão, festas, rituais, celebrações, lugares e espaços que abrigam práticas culturais coletivas vinculadas às tradições das comunidades afro-brasileiras, indígenas, ciganas e de descendentes de imigrantes, entre outras.

Os recursos disponíveis para os projetos contemplados no edital são da ordem de R$ 735 mil.

Informações: Gerência de Apoio e Fomento - Departamento do Patrimônio Imaterial/Iphan
(61) 3414-6138 / 6195 / 6135 / 6137.

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Ministério da Cultura, 28/04/09

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Procon-SP registra 200 mil pedidos de bloqueio ao telemarketing em um mês

Número de linhas incluídas na lista já superou 340 mil desde o início do cadastro em 27 de março, informa o Procon-SP

Na manhã desta terça-feira (28/04), 200 mil consumidores paulistas se inscreveram no Cadastro para Bloqueio do Recebimento de Ligações de Telemarketing, serviço administrado pela Fundação Procon-SP há um mês, desde 27 de março.

O número de linhas incluídas na lista já superou 340 mil - média de 1,72 linha por pessoa - informou o Procon-SP. O bloqueio das ligações é baseado na Lei 13.226/08, regulamentada pelo Decreto Estadual 53.921/08 e pode ser feito pelo site do órgão.

O consumidor pode cadastrar, sem custo, números de telefones fixos ou móveis, do Estado de São Paulo, que estiverem em seu nome. Após 30 dias da inscrição, as empresas ficam proibidas de ligar (para as linhas cadastradas entre 27/03 e 01/04, essa proibição entrará em vigor em 01/05), a não ser que tenham autorização por escrito (o padrão para essa autorização também está disponível no site).

No site, o consumidor (pessoa física ou jurídica) também pode registrar reclamações contra empresas que tenham desrespeitado o bloqueio. Nesse caso, as punições previstas são de acordo com o artigo 57 do Código de Defesa do Consumidor. A multa pode variar de 212 reais a mais de 3 milhões de reais dependendo da infração.

O Procon-SP também criou uma cartilha (em pdf) para esclarecer as principais dúvidas sobre o cadastro para o bloqueio de ligações de telemarketing.


IDG Now!, 28/04/09

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Prêmios sociais aceitam inscrições até junho

Estão abertas até 7 de junho as inscrições para o Prêmio Empreendedor Social 2009, concurso promovido pela Folha e pela Fundação Schwab e que tem como objetivo identificar e promover líderes sociais de todo o país que atuam de forma inovadora, sustentável e com forte impacto na sociedade ou em áreas como ambiente, educação, infância e saúde.

A partir deste ano, o Brasil será o único país latino-americano a ter, em nível nacional, o Prêmio Empreendedor Social. De acordo com Klaus Schwab, criador da fundação, as dimensões continentais do Brasil justificam a manutenção do prêmio em separado. Desde 2005, o Prêmio Empreendedor Social contabilizou 973 inscrições. Hoje é recordista mundial. Só no ano passado, foram 345 inscritos de 24 Estados mais o Distrito Federal --mais do que Índia, Estados Unidos e China, se somados os totais de candidatos na primeira fase.

Também em 2009 a Fundação Schwab implementará uma plataforma de comunicação que permitirá aos empreendedores sociais selecionados em todo o planeta permanecer em contato constante. Outra novidade revelada por Schwab, que também é fundador do Fórum Econômico Mundial, organização que reúne líderes dos setores público e privado em eventos ao redor do mundo, é a maior participação de empreendedores sociais nas reuniões da organização, dentro do contexto por ele identificado como "redesenho global".

"A crise atual é transformadora, o que nos obriga a deixar nossos velhos valores. Meu receio é que estejamos concentrando muita energia em temas econômicos e deixando outros importantes assuntos de fora. E este é o momento de olhar para todos os temas, de uma forma sistêmica. Quero que os empreendedores sociais sejam parte de todo esse processo.''

Além de visibilidade na mídia, todos os finalistas do Prêmio Empreendedor Social 2009 terão seus perfis publicados pela Folha e pelo UOL. O vencedor fará parte da rede mundial de Empreendedores Sociais de Destaque da Fundação Schwab. Entre os benefícios especiais a que terá direito, destacam-se serviços de consultoria internacional gratuitos e bolsas de estudo para cursos de ensino executivo em instituições de primeira linha, como Harvard Business School, Insead e Universidade de Stanford.

Também será convidado a participar da reunião do Fórum Econômico Mundial para a América Latina, previsto para acontecer em abril de 2010. Dependendo do perfil do vencedor, poderá ainda fazer parte da Reunião Anual do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça; da comunidade global de empreendedores sociais no Conselho da Agenda Global do Fórum Econômico Mundial; e da organização Jovens Líderes Globais do Fórum Econômico Mundial.

Neste ano, paralelamente ao Prêmio Empreendedor Social, que tem como foco identificar empreendimentos consolidados há mais de três anos, será realizado o Prêmio Folha Empreendedor Social de Futuro. Iniciativa exclusiva da Folha e apoiada pela Fundação Schwab, esse concurso tem como objetivo destacar um líder social que esteja há pelo menos um ano e há no máximo três à frente de uma iniciativa inovadora e que necessite de visibilidade para alcançar sustentabilidade e expandir seu impacto social no Brasil e no exterior.


Cássio Aoqui e Patrícia Trudes da Veiga
Folha de S.Paulo, 28/04/09

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Cepatec pede ao Supremo para não ter sigilo quebrado pela CPI das ONGs

O Cepatec (Centro de Formação e Pesquisa Contestado) entrou com mandado de segurança no STF (Supremo Tribunal Federal) para tentar evitar que a CPI das ONGs quebre seu sigilo bancário, fiscal e telefônico.

A comissão investiga irregularidades na liberação de recursos para organizações não-governamentais.

Segundo o Cepatec, a CPI fez o pedido sem apresentar fundamentação válida e concreta, apenas com base em reportagens de jornais, ferindo o direito líquido e certo do centro ao resguardo de sua privacidade.

O centro alega que, durante os dezoito meses de trabalho da comissão, nunca foi chamado a prestar qualquer esclarecimento sobre suas atividades.

O pedido do Cepatec é para que o Supremo determine que sejam lacrados, pela CPI, todos os documentos porventura recebidos do Banco Central, empresas de telefonia e da Secretaria de Receita Federal referentes ao centro.

No início de abril, a CPI aprovou requerimento do senador Heráclito Fortes (DEM-PI) que pede a quebra de sigilo fiscal, bancário e telefônico de quatro entidades ligadas ao MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), entre elas o Cepatec.


Folha Online, 28/04/09

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O "chato do hospital"


Prata, na UTI do Hospital de Câncer de Barretos. No detalhe, ele e a apresentadora Xuxa com pacientes da ala infantil da instituição
Fotos Divulgação e Manoel Marques

O pecuarista Henrique Prata não se cansa de pedir dinheiro a políticos, artistas e empresários para manter aberto seu hospital. E, assim, ajuda milhares de pessoas


O paulista Henrique Prata, de 55 anos, tinha tudo para ser mais um típico milionário do agronegócio. Ouve música sertaneja, veste-se com calças jeans justas, dirige caminhonetes enormes e adora desfilar suas botas de couro de crocodilo por rodeios Brasil afora (tem doze pares, todos comprados em Dallas, no Texas, por 1 500 dólares cada um). Começou a fazer fortuna ainda menino, quando largou os estudos, aos 15 anos, para se dedicar à pecuária numa fazenda que ganhara do avô. Com criações de gado e cavalos de raça, já amealhou um patrimônio de 50 milhões de dólares. Mas Prata é diferente da maioria de seus colegas do campo. Apesar da riqueza, vive batendo à porta dos gabinetes de Brasília atrás de dinheiro. A boa notícia para os contribuintes é que ele não procura recursos públicos para botar no próprio bolso, e sim para manter aberto um hospital. Mais precisamente, o Hospital de Câncer de Barretos, localizado no interior paulista. Graças a seu empenho, a instituição se tornou o maior centro de tratamento de câncer do país – e uma esperança para milhares de pessoas que não têm a quem recorrer.

"Em Brasília, ninguém me suporta. A maioria dos políticos, quando me vê, diz: ‘Ih, lá vem aquele chato do hospital outra vez’. Sou chato mesmo, admito. Quando vou a um gabinete, só saio depois de conseguir algum dinheiro para os doentes", diz Prata. A obstinação e a chatice dele valem cada centavo. Diariamente, o hospital do qual ele cuida atende 2 000 pessoas – e não cobra nada por isso. Os pacientes chegam de todos os estados, em ônibus, vans ou ambulâncias. Pobres em sua esmagadora maioria, sem plano de saúde para pagar pelo tratamento, todos são atendidos por médicos de alto nível, que trabalham em regime de dedicação exclusiva (coisa rara no país) e têm à sua disposição equipamentos de última geração para fazer diagnósticos e realizar tratamentos. Recebem alojamento, refeições e muito respeito. "Aquilo é filantropia para valer. O hospital é muito bom", chancela o governador de São Paulo, José Serra, ex-ministro da Saúde, que há tempos colabora com Prata.

Uma pequena história ilustra como funcionam as coisas por lá: a da cabeleireira Porfíria Oliveira, de 33 anos, que mora em Vilhena, Rondônia. Em fevereiro, ela viajou por três dias até Barretos, em busca de auxílio. Precisava retirar um tumor de 4,5 centímetros no cérebro. Havia seis meses, sofria com dores de cabeça fortíssimas e começara a perder a visão. Sua cirurgia estava orçada em 60 000 reais. "Logo que eu e minha mãe chegamos, fomos para um alojamento ao lado do hospital, com cama, banheiro e três refeições diárias. Durante um mês, fiz exames. Depois disso, marcaram a operação. Graças a Deus, correu tudo bem." Porfíria recuperou a visão, livrou-se das dores de cabeça e descobriu que o tumor, felizmente, era benigno. "Em outro lugar, não teria conseguido me tratar." Ela deve ter alta nos próximos dias e pegará um ônibus de volta para casa, para reencontrar o marido e os dois filhos. As passagens foram seu único custo.

O trabalho de Henrique Prata, que possibilita que Porfíria e tantas outras pessoas sejam atendidas, começou há vinte anos. O hospital que ele comanda havia sido fundado por seu pai, Paulo, um médico oncologista. "Na época, eu vivia só para as fazendas, mas descobri que meu pai estava em dificuldades. O hospital, que era pequeno, dava prejuízo todo mês." Para evitar uma sangria no patrimônio familiar, ele assumiu a administração. "Tinha um plano claro: sanear as dívidas e fechar as portas do hospital." No entanto, ao conhecer o trabalho de perto, decidiu tentar salvar o sonho do pai. Equilibrou as contas e, em seguida, pediu a quarenta amigos pecuaristas que doassem 10 000 dólares cada um para construir a nova sede. Todos ajudaram. "Percebi que se me dedicasse ao hospital conseguiria mantê-lo aberto e ampliá-lo para atender mais gente. Como já estava estabilizado na vida, passei as fazendas para meus filhos e comecei a tratar disso", diz Prata.

A estrutura montada por ele consome, hoje, 11 milhões de reais por mês. Desse total, 7,5 milhões de reais vêm do Sistema Único de Saúde. O resto é coberto com as verbas extras que Prata arranca todos os meses de políticos e com doações de empresários e artistas. "Para ajudar o hospital, faço quantos shows o Prata pedir", diz o cantor Leonardo, um parceiro antigo. "Visitei o hospital e vi quantas famílias são beneficiadas. É algo muito especial. Tenho a sorte de poder ajudar", emenda a cantora Ivete Sangalo. Outra que sempre coopera, e eventualmente até aparece no hospital para animar os pacientes, é a apresentadora Xuxa. "Quem dera tivéssemos mais chatos como Henrique Prata no Brasil", diz ela.


Sandra Brasil
Veja, Edição 2110, 29/04/09

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domingo, 26 de abril de 2009

A interatividade nos meios offline

Veja artigo que fala como promover a interatividade nos meios tradicionais usando a internet como referência

Já faz algum tempo que eu me apaixonei por uma nem tão nova forma de comunicação: o mobile marketing. As possibilidades com este meio são inúmeras e o contato com o consumidor costuma ser bastante intenso. Com o mobile marketing é relativamente fácil criar uma experiência para o consumidor, o que não costuma acontecer com tanta frequência com os meios mais tradicionais (a TV, o rádio, mídia impressa e exterior), e isso vale ouro. É só fazer as coisas minimamente bem feitas.

Agora, uma das funções do mobile marketing, da qual eu me dei conta mais recentemente, é a de promover a interatividade nos meios offline, já citados acima.

A internet, quando emergiu das universidades e do exército para o mundo, trouxe consigo algumas grandes inovações para a comunicação, entre elas a interatividade. Com a web deixamos de ter uma comunicação unidirecional, da mídia para o consumidor, e passamos a recolher feedback deste último, gerando um fluxo de informações de duas mãos. Ao dar voz ao consumidor, para que este pudesse expressar-se imediatamente sobre algo que lhe estávamos oferecendo, dando resposta, positiva ou negativa, à oferta e podendo, inclusive, gerar uma venda naquele mesmo momento, sem que o consumidor precisasse deslocar-se de onde estava, a internet revolucionou a comunicação.

A única maneira, até então, encontrada pelos meios offline para gerar essa interatividade, essa resposta direta, era o telefone. Ao colocar um número de telefone num anúncio de revista, de jornal, de outdoor, de rádio ou de televisão, pedia-se por uma resposta do consumidor, uma maneira dele reagir a um impulso, a uma necessidade detectada, a uma intenção de compra, talvez. E isso ajudava também o anunciante a medir a eficácia de sua ação.

O mobile marketing veio agregar novas e variadas formas de interatividade dos meios offline com os consumidores. Estes passam a poder dar resposta ao anúncio visto em algum meio que, inicialmente, não permitia essa interatividade através de um SMS, de bluetooth, de um barcode, entrando em um portal wap, no qual poderão buscar mais informação sobre a marca ou o produto anunciados, cadastrar-se para participar de uma promoção ou inclusive comprar o produto (m-commerce). E, inclusive, através de uma ligação. Com a vantagem de que com o celular não é preciso estar em casa ou no trabalho, pode-se estar em qualquer lugar. É o conceito da mobilidade. Mais uma grande vantagem do mobile (o nome em inglês diz tudo) marketing. Essa, inclusive sobre a internet, sua irmã um pouco mais velha, porém, como ele, ainda muito jovem.

É o mobile marketing ajudando a integrar os meios e dando nova cara aos meios offline, mais modernos, eficientes e abertos ao consumidor. É como se eles começassem a falar a linguagem do online, ou melhor, do marketing interativo.


Fonte: PropMark (www.propmark.com.br)
HSM Online, 24/04/09

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