terça-feira, 28 de julho de 2009

País precisa de visão sistêmica de captação

Uma conclusão final sobre as discussões promovidas no primeiro Festival Latino-Americano de Captação de Recursos, realizado na última semana, em São Paulo, é a de que não existe no Brasil uma visão sistêmica sobre financiamento de ações sociais. Seja por falta de metodologias, insegurança jurídica, ou mesmo desinformação, a relação entre projetos e doadores - principalmente os individuais, foi posta em xeque pelos especialistas convidados para o evento.

Promovido pela Associação Brasileira de Captadores de Recursos (ABCR), Revista Filantropia e Resource Alliance, o festival contou com três dias de atividades. Neles, foi programada uma agenda colaborativa, que deu espaço aos participantes ministrarem suas próprias oficinas e privilegiou a troca de experiência.

Por meio desse formato mais interativo, foi possível identificar as dúvidas mais frequentes dos participantes sobre o tema. E no diagnóstico das questões foi possível entender que os desafios para a sustentabilidade de organizações sociais são reflexos de uma cultura que ainda deve amadurecer no país.

Exemplos que sinalizam esse diagnóstico não faltaram. Na Roda Viva “O poder do indivíduo”, coordenada pela gerente de mobilização de recursos da Plan Internacional, Flavia Lang, representantes das organizações Greenpeace, Visão Mundial, GRAAC, Fundação Abrinq e ActionAid dividiram suas técnicas de captação. Em meio ao debate, um dos palestrantes teve que esclarecer ao público que os conceitos usados por eles, como face-to-face e score, tratavam-se do mais básico em marketing direto.

A situação destacada acima demonstra uma carência de referências em todo o setor, confirmada pela experiência dos convidados e desconhecimento da audiência. Embora seja natural ter preocupações e obstáculos sobre a captação de recursos, ainda mais em épocas de crise, dúvidas muito básicas sobre o antes, durante e o depois das ações específicas de mobilização por parte do público, pode demonstrar certo amadorismo na área. Daí a importância de iniciativas como o Festival.

“Há pouca gente pensando mobilização de recursos e a área sempre teve um foco maior na captação com empresas. No Brasil, ocorre o inverso do que nos EUA ou Europa, onde mais de 80% dos recursos são provenientes de doações individuais”, acredita o presidente da ABCR, Marcelo Estraviz.

Diversificação de Doadores
Uma questão muito presente no debate foi a diversificação dos doadores. De acordo com o Mapa do Terceiro Setor, elaborado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), em 2005, somente 13% das doações privadas eram provenientes de indivíduos. O que na visão dos participantes é um erro, já que, construir uma base de doadores individuais significa trabalhar para legitimidade e a sustentabilidade da organização.

Mas como consegui-los? Em primeiro lugar, é preciso entender a captação de recursos como forma de mobilização social. No debate “Nem tudo são flores: Quando a captação de recursos não promove desenvolvimento institucional", coordenado por Janaína Jatobá, do Instituto C&A, um dos patrocinadores do evento, especialistas mostraram que a área deve ser transversal na organização.

Para Domingos Armani, autor do livro “Mobilizar para Transformar – A mobilização de recursos nas organizações da sociedade civil” (Editora Peirópolis, 2008), a captação é, em si, um ato político estratégico de sustentabilidade. “Ao mobilizar recursos para sua ação, você se relaciona com a sociedade, oferece visões a ela e leva mais pessoas a trabalhar em sua causa. O dinheiro é consequência direta de um trabalho permanente de educação”, comentou.

No entanto, uma dificuldade apontada pelos participantes foi o alto custo para construir uma base de doadores e a lentidão para perceber os resultados. Qual é o melhor canal para chegar a eles (mala direta, telemarketing, face to face, propagandas na TV)? E, antes, quem é o público para qual a ação deve ser direcionada?

A resposta depende de cada organização e de sua base de dados. Lá é possível ver o perfil de quem doa para sua instituição, quem cancelou vínculo e dar pistas para iniciativas de prospecção. “Cada público tem um meio certo e a forma certa de ser conquistado. A arte de captar é contar histórias. A partir delas que se dá a identificação com o projeto e, mais tarde, um possível aporte de recursos”, argumentou a CEO da Resource Alliance, Lyndall Stein.

A conquista de um público não significa apenas o financiamento. Muitos indivíduos também contribuem para a legitimidade da organização, que ajuda em sua credibilidade e no fortalecimento de sua marca. Isso se dá por uma razão simples: quanto mais pessoas doando, maior é o controle social e, assim, o nível de transparência. Daí, a ideia de que é melhor ter um milhão de pessoas doando R$ 1, do que uma empresa doando um milhão de reais.

Retenção
Quando uma organização comemora o sucesso de uma campanha, determinada pela entrada de novos doadores, chegou o momento de mais trabalho. Os participantes do Festival mostraram muitas dúvidas quando o assunto é o tripé: ressência (arrolamento sobre os doadores), frequência e valor das doações.

A equação dessa conta leva a uma nota (ou score) sobre a base de doadores. Por outro lado, essas informações são imprescindíveis para um diagnóstico futuro, que mostrará o retorno de investimento nas ações de mobilização. Por um cruzamento de informações é possível fazer o perfil dessas pessoas e uma projeção de quanto tempo doar e qual é o valor aportado. Assim, calcula-se em quanto tempo a ação se paga.

Mesmo com essas ações cumpridas, o trabalho não acabou. Por meio de oficinas, os participantes também discutiram a necessidade da comunicação e manter o doador sempre informado sobre as ações. “Devem criar instrumentos ligados ao cotidiano das pessoas, que mantenham elas informadas, o que é parte da fidelização dos indivíduos”, disse Flavia Lang.

Outro ponto fundamental é analisar a lista de “inadimplentes”, aqueles que deixaram de contribuir. Pelo que se viu nas oficinas, realizadas no festival, pouco se fala sobre reaproximação com ex-doadores. Nesse sentido, a pergunta que deve ser respondida é: o que você fez de tão errado para ele não confiar mais no seu trabalho?

Formação
A Associação Brasileira de Captadores de Recursos busca agora fortalecer o grupo que participou do evento e, assim, o próprio setor de captação de recursos. Para isso, já está no ar o site do festival (www.festivalabcr.ning.com). A plataforma que está montando permite a fácil criação de redes de discussão. “Será um repositório de conteúdo, em que serão disponibilizados materiais, além de ser um ambiente para que eles conversem”, garantiu Marcelo Estraviz.

Para aqueles que já trabalham na área e querem turbinar seus estudos, Estraviz anuncia o lançamento do Curso de Especialização em Captação de Recursos, uma iniciativa da ABCR e da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), de São Paulo. Com carga de 105 horas, o curso pretende trazer um conteúdo mais acadêmico para a capacitação na área.

“O apoio da ESPM é importante, porque deixa claro o viés do marketing, que falta nesse tipo de curso, que geralmente possuem uma visão de gestão muito forte”, explicou Estraviz. As inscrições para o curso terão início nas próximas semanas, pelo site www.espm.br.


Rodrigo Zavala
redeGIFE Online, 27/07/09

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segunda-feira, 27 de julho de 2009

Criar reserva particular ficará mais rápido

Sistema que reduz tempo de criação de reservas ecológicas privadas de três meses para 30 dias deve estar disponível a partir de agosto

Em menos de um mês, os proprietários rurais interessados em criar uma reserva ecológica em sua propriedade (RPPN — Reserva Particular do Patrimônio Natural) resolverão parte das questões burocráticas pela internet em um prazo de 30 dias, através de um programa de computador criado com o objetivo de estimular a criação desse tipo de unidade de conservação.

O que hoje demora aproximadamente três meses e acontece totalmente via correio passará a levar um terço deste tempo quando não houver problemas com a documentação. A mudança vai facilitar o trabalho do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, órgão responsável pela criação das unidades de conservação federais) e permitir que proprietários acompanhem tudo via web.

A novidade que permitirá esta economia de tempo é um software criado pelo ICMBio chamado SIM-RPPN (Sistema Informatizado de Monitoria de RPPN). “A gente tem bastante queixa da demora, e mesmo assim os números são positivos”, lembra Ricardo Soavinski, diretor de unidade de conservação do ICMBio.

Algumas das atividades que passarão a ser desempenhadas pelo SIM-RPPN são a análise dos mapas da propriedade enviados pelo dono ao instituto e a convocação de órgãos como IBAMA e prefeitura para a consulta pública de criação da RPPN.

Elaborado durante seis meses, o SIM-RPPN está em fase de aperfeiçoamento depois de testado por 30 parceiros do Instituto Chico Mendes. Após este processo, o programa estará disponível no site do instituto para quem estiver interessado em criar uma reserva em sua propriedade rural. A perspectiva, segundo o consultor do ICMBio para este projeto, José Luciano de Souza, é de que o programa esteja pronto para ser usado em agosto.

O ICMBio é responsável apenas pela criação das unidades de conservação federais, mas o diretor de unidade de conservação do instituto ressalta que o SIM-RPPN será colocado à disposição dos Estados interessados em usá-lo no processo de criação de RPPN’s estaduais, inclusive com assistência técnica.

Diferentemente dos outros dez tipos de unidades de conservação federais, a criação das RPPN’s parte da iniciativa privada. “É uma das atitudes mais interessantes em relação à terra, uma iniciativa louvável”, elogia Soavinski. Hoje, são 523 RPPN’s federais no país, totalizando 484.652,65 hectares. Elas ficam dentro das terras do proprietário rural e, segundo o diretor de unidades de conservação do ICMBio, em sua maioria ultrapassam a área que todo dono de terras deve preservar por lei. Ou seja, são regiões que os proprietários poderiam cultivar.

Além de contribuir para a manutenção do meio ambiente, quem resolve criar uma reserva em sua terra tem ainda algumas vantagens. Os proprietários passam a ser isentos de pagar o ITR (Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural), recebem apoio para fiscalizar a área protegida e são muitas vezes contemplados com doações de materiais apreendidos pelo governo (como madeira).

Nas Reservas Particulares de Patrimônio Natural é permitido desenvolver o turismo e atividades como coleta de sementes, pesquisas e lazer. Segundo o diretor de unidades de conservação do ICMBio, uma das atividades mais fortes é o ecoturismo que, além de ajudar no orçamento do proprietário rural, estimula a economia de toda a região. “A RPPN cria um fluxo [de turistas]”, explica Soavinski.

Apesar de serem em maior número do que todos os outros tipos de unidades de conservação federais juntas, que somam 304 unidades, as 523 reservas particulares federais ocupam menos espaço –a maioria delas está dentro de pequenas propriedades. Por este motivo, elas desempenham um papel importante na preservação do meio ambiente: acabam contribuindo para a formação de corredores ecológicos entre unidades de conservação maiores.

Soavinski explica que muitas vezes não é viável para o governo transformar pequenas áreas em unidades de conservação, e a iniciativa privada acaba desempenhando este papel. E acrescenta que, se a criação destas unidades fosse feita pelo Estado, as áreas precisariam ser desapropriadas, o que também é negativo para os proprietários. “A natureza, o proprietário, todo mundo ganha [com as RPPN’s]”, conclui.


Mariana Desidério, do Pnud
Envolverde, 20/07/09
© Copyleft - É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.

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Conheça o impacto da Web 2.0 nas empresas

O especialista Andrew McAfee - criador do conceito de Enterprise 2.0 - afirmou em entrevista que funcionários das organizações vão utilizar as redes sociais, com ou sem a ajuda das áreas de TI.

Se há pouco mais de um ano, as corporações se perguntavam como lidariam com ferramentas de Web 2.0 - conceito que prevê a interação no ambiente de internet -, hoje a maior parte das empresas já tem algum tipo de atividade ou estuda a implementação de soluções colaborativas, com ou sem a benção da área de TI.

As pessoas aprenderam que é mais eficiente, por exemplo, compartilhar informações em redes sociais corporativas do que enviar documentos por e-mail para grandes grupos de pessoas. E iniciativas como essa fizeram crescer o conceito de Enterprise 2.0 (Empresa 2.0, em português). Este último termo foi criado por Andrew McAfee, professor associado em gestão de tecnologia e operações da Harvard Business School, uma das mais conceituadas universidades de administração de empresas do mundo.

Em entrevista exclusiva à CIO, McAfee fez uma análise de como as empresas têm lidado com o conceito de colaboração e de que forma a TI deve acompanhar as novas demandas das organizações pela Web 2.0.

CIO – Há bem pouco tempo, dizia-se que o conceito de Web 2.0 era algo ainda pouco difundido nas organizações. Você acha que isso já mudou?

Andrew McAfee – Quando eu falo com grandes corporações é muito raro descobrir alguma delas que não tenha projetos que podemos classificar como de Enterprise 2.0. E quando digo isso me refiro a tudo, desde o conceito de uma rede social interna até iniciativas colaborativas que abranjam diversos públicos. Aliás, é realmente difícil encontrar alguma companhia que não saiba o que significa Web 2.0 ou que até conheça o termo mas não esteja fazendo nada para se adaptar a ele.

Agora, existe uma barreira menor. Além disso, eu vejo muito mais engajamento das pessoas com esse tipo de atividade. Tenho a forte impressão que o uso das ferramentas de Enterprise 2.0 voltadas a negócios tende a sofrer uma aceleração em curto prazo.

E acredito que não se trata de um fenômeno restrito às companhias que trabalham com alta tecnologia ou uma coisa de profissionais da Geração Y (que nasceram a partir da década de 80). Isso tem acontecido em diferentes perfis de empresas, indústrias e setores da economia.

CIO – Recentemente, o Facebook redesenhou todo o site, com o intuito de criar páginas que ofereçam informações em tempo real, de acordo com o perfil do usuários. Você enxerga que as ferramentas para categorizar as informações tendem a ser a próxima evolução do modelo de Enterprise 2.0?

McAfee – Existe um movimento no sentido de classificar e separar melhor as informações que hoje estão nesses ambientes de Web 2.0. E a disseminação dos aplicativos para facilitar isso é uma realidade.

Da mesma forma que os consumidores, os funcionários e todos os envolvidos em uma determinada cadeia de valor querem fazer suas próprias escolhas nos ambientes colaborativos. Hoje as pessoas querem usar a tecnologia da forma que faz mais sentido para elas. E se a área de TI não fornecer os recursos necessários, eles vão buscar isso na internet.

CIO – Os CIOs dizem o tempo todo que estão preocupados com a disseminação da Web 2.0 nos ambientes corporativos, por conta das questões de segurança. Qual sua visão sobre o assunto?

McAfee – Essa preocupação faz muito sentido. Eu ouço histórias horríveis todo o tempo em relação a problemas com segurança e compliance (obediência às leis).
Mas, na minha visão, isso acontece por falta de transparência. Afinal, as pessoas sabem como devem fazer seu trabalho, mas não recebem informações das empresas a respeito de como elas devem lidar com as novas tecnologias no ambiente corporativo.

De forma geral, os profissionais têm noção das coisas que os levariam à demissão. Antes da existência da Enterprise 2.0 estava claro o que qualquer pessoas que trabalhasse em um banco de investimentos poderia ou não falar e para quem. Então, a ideia que isso mudou por conta da Web 2.0 e os profissionais estão ficando um pouco malucos graças ao Twitter, blogs e redes sociais não faz qualquer sentido para mim.


Computerworld, 27 /07/09

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Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna 2009

Inscrições até 3 de setembro

Companhias, grupos, empresas, associações, cooperativas ou mesmo artistas independentes podem concorrer, a partir do dia 20 de julho de 2009, ao Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna. O programa, que está em sua quarta edição, tem como objetivo impulsionar nacionalmente o setor da dança, em todas as suas modalidades. Para tanto, viabilizará, parcial ou integramente, montagens e circulação de espetáculos, entre outras atividades.

Serão contemplados, ao todo, 47 projetos. Os prêmios, que variam entre R$ 30 mil e R$ 100 mil, estão distribuídos entre categorias regionais. Dessa forma, a Fundação Nacional de Artes (Funarte) dá continuidade à proposta de descentralizar seus recursos. O investimento total da Fundação é de R$ 3 milhões.

As inscrições, gratuitas, estão abertas até o dia 3 de setembro e precisam ser realizadas pelo correio. Os proponentes devem enviar seus projetos e documentos (ver detalhes no edital) para a Coordenação de Dança da Fundação Nacional de Artes, localizada no Centro do Rio de Janeiro.

A avaliação dos projetos caberá a uma comissão externa de seleção composta por seis especialistas na área de dança. Serão analisadas a excelência artística do projeto, a qualificação dos profissionais envolvidos e a viabilidade prática das ações propostas.

O nome do programa é uma homenagem ao bailarino, coreógrafo, ator, diretor, professor e crítico de teatro e de dança Klauss Vianna (Belo Horizonte, MG, 1928-1992), que criou um método precursor de preparação corporal para artistas cênicos.

Acesse o edital e o formulário de inscrição:
Edital Klauss Vianna 2009
Formulário de inscrição Klauss Vianna 2009

Fundação Nacional de Artes
Coordenação de Dança
Rua da Imprensa, 16 / 13º andar, sala 1313
Centro, Rio de Janeiro, RJ, Cep 20030-120
Mais informações
21 2279 8012 danca@funarte.gov.br


Ministério da Cultura, 21/07/09

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Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz 2009

Inscrições até 3 de setembro

A Fundação Nacional de Artes (Funarte) lançou no dia 20 de julho de 2009 a quarta edição do Prêmio de Teatro Myriam Muniz, que viabilizará a realização de 86 projetos da área teatral, voltados para montagem e circulação de espetáculos ou outras atividades específicas do setor.

Companhias, grupos, coletivos, empresas, associações, cooperativas ou artistas independentes que quiserem participar do processo seletivo devem enviar, via correio, suas propostas de trabalho e documentação completa (ver detalhes do edital) para a Coordenação de Teatro da Funarte, no Centro do Rio de Janeiro. As inscrições, gratuitas, serão encerradas no dia 3 de setembro.

Os prêmios, que variam entre R$ 40 mil e R$ 150 mil, estão distribuídos por todas as regiões brasileiras. Dessa forma, a Fundação dá continuidade à proposta de descentralizar seus recursos. O investimento total da instituição no programa é de R$ 7 milhões.

Uma comissão externa composta por nove especialistas em teatro ficará responsável por selecionar os contemplados. Serão analisadas a excelência do projeto, a qualificação dos profissionais envolvidos e a viabilidade prática das ações propostas.

O nome do prêmio é uma homenagem à atriz Myriam Muniz (1931-2004), que fez parte da geração precursora do Teatro de Arena. Reconhecida por interpretações marcantes no teatro e no cinema, a artista dedicou os últimos anos de sua carreira à formação de novos talentos.

Acesse o edital e o formulário de inscrição:
Edital Myriam Muniz 2009
Formulário de inscrição Myriam Muniz 2009

Fundação Nacional de Artes
Coordenação de Teatro
Rua da Imprensa, 16 / 6º andar - sala 614
Centro, Rio de Janeiro, RJ, Cep 20030-120
21 2279 8018 teatro@funarte.gov.br


Ministério da Cultura, 21/07/09

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MinC sai à caça de pareceristas remunerados

Governo tenta solucionar, com colaboradores pagos, seu problema de ineficiência na análise de projetos

Desde ontem e até o dia 28 de agosto, o Ministério da Cultura seleciona especialistas para montar um Banco de Pareceristas habilitados a examinar projetos que postulem verbas da Lei Rouanet. O primeiro edital de pareceristas foi publicado na segunda-feira, 13, e revela intenção de expandir as formas de análise dos projetos do Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), hoje considerado um dos pontos fracos do Ministério da Cultura.

O parecerista será avaliado por meio de seu currículo, da formação acadêmica, experiência profissional e da habilitação que demonstrar em determinada área. Receberá pontos por cada item. Selecionado, ele fica à disposição num banco de dados durante 12 meses, e pode ser acionado para examinar determinados projetos. Receberá de R$ 122 a R$ 1,6 mil pela colaboração, de acordo com a complexidade do projeto.

“O objetivo é a celeridade, a transparência e a qualificação”, diz nota oficial do ministério. Nos últimos cinco anos, informou o MinC, a quantidade de propostas apresentadas à Lei Rouanet aumentou em 40% e os recursos da renúncia fiscal foram de R$ 300 milhões para R$ 1,2 bilhões. São 18 mil processos pedindo o benefício por ano (eram 3 mil em média no ano de 2003).

No ano passado, uma das instituições responsáveis por grande parte dos pareceres técnicos da Lei Rouanet, a Funarte, chegou a atrasar 4 mil projetos em poucos meses. O atraso foi atribuído à greve de servidores do Ministério da Cultura, que paralisou os serviços por 100 dias.

O ministro Juca Ferreira, recentemente, criticou o sistema atual de pareceres dizendo que usam de subjetivismo, e ele prefere que haja “critérios objetivos pré-definidos”. Ele interviu em situações que tiveram pareceres contrários da Lei Rouanet, como os apoios a Fernanda Montenegro, Caetano Veloso e Maria Bethânia.

Na seleção (www.cultura.gov.br), as pessoas físicas que tiverem a solicitação de credenciamento indeferida poderão interpor recurso, em 5 dias úteis, a partir da publicação no Diário Oficial da União. Os candidatos serão avaliados por uma Comissão de Credenciamento e o perito credenciado deverá firmar um termo de compromisso com o MinC. “O Sistema de Credenciamento de peritos no âmbito do Sistema MinC não visa a contratar profissionais para suprir mão de obra na Administração Pública Federal ou que venham a atuar na esfera de atribuição dos servidores”, adverte o anúncio.


Jotabê Medeiros
O Estado de S.Paulo, 16/07/09

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Prêmio Culturas Populares - Edição Mestra Dona Izabel

SID/MinC lança premiação que homenageia a artesã ceramista do Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais

O Ministério da Cultura, por meio da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural, divulgou o lançamento do Prêmio Culturas Populares 2009 - Edição Mestra Dona Izabel, Artesã Ceramista do Vale do Jequitinhonha. O Edital nº 5 foi publicado nesta quarta-feira, 15 de julho, no Diário Oficial da União (Seção 3, páginas 10 e 11).

As inscrições estarão abertas até 28 de agosto. Ao todo, serão contempladas 195 iniciativas, que receberão prêmios no valor de R$ 10 mil. A premiação será dividida em duas categorias: Mestres e Mestras dos Saberes e Fazeres e Grupos e Comunidades Tradicionais. Este é o quarto edital lançado pelo MinC para destacar trabalhos relacionados às manifestações da cultura popular no país.



“Queremos homenagear todas as expressões das culturas tradicionais que fazem parte da nossa diversidade cultural”, afirma o secretário Américo Córdula. Ele ressaltou a importância da contribuição de outras instituições, como Secretarias de Cultura e ONGs, e o envolvimento de articuladores, pequisadores, universitários, dentre outros, para que a iniciativa alcance todas as regiões brasileiras.

Como nas edições anteriores, o Prêmio Culturas Populares reconhece mais um grande nome das artes tradicionais do país: Izabel Mendes da Cunha, uma inspirada artesã de Santana do Araçaí, em Minas Gerais.

Com 85 anos de idade, Dona Izabel, como é mais conhecida, ficou famosa por ser a criadora das populares noivas de cerâmica, forma de expressão que fez escola no Vale do Jequitinhonha, onde até hoje ela continua ensinando e fazendo suas bonecas de barro.

Confira o Edital do Prêmio Culturas Populares 2009.


Marcos Agostinho
Ministério da Cultura, 17/07/09

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sábado, 25 de julho de 2009

Bolsa Agente Escola Viva 2009

Inscrições até 28 de agosto

O Edital Bolsa Agente Escola Viva 2009 tem como objetivo apoiar financeiramente projetos pedagógicos que integrem Cultura e Educação e visem contribuir para um sistema de ensino com melhor qualidade.

Com recursos de mais de R$ 4,3 milhões, a Secretaria de Cidadania Cultural do Ministério da Cultura (SCC/MinC) disponibilizará 300 bolsas para Pontos de Cultura que desenvolvam iniciativas em parceria com escolas e organizações estudantis.

O valor recebido por cada proposta selecionada será de R$ 43.680,00, a serem divididos entre os parceiros que desenvolverão a iniciativa, da seguinte forma: R$ 10 mil para o Ponto de Cultura; R$ 20 mil para a instituição educacional; R$ 5 mil para o professor coordenador do projeto; e o restante em três bolsas mensais de R$ 380,00, por um ano, para os estudantes participantes.

No período de 15 de julho até 28 de agosto, os proponentes poderão inscrever junto à SCC/MinC o projeto pedagógico de caráter cultural conforme as especificações do edital, acompanhado da documentação exigida.

Confira o edital e os anexos:
Edital Agente Escola Viva 2009
Anexo 1 - Ofício
Anexo 2 - Formulário de inscrição
Anexo 3 - Declaração da entidade
Anexo 4 - Declaração da escola
Anexo 5 - Declaração do Ponto de Cultura
Anexo 6 - Termo de compromisso


Ministério da Cultura, 15/07/09

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Banco de Pareceristas

MinC implementa Sistema de Credenciamento de especialistas em todos os segmentos culturais

O Ministério da Cultura divulgou nesta segunda-feira, 13 de julho, o Edital de Credenciamento de peritos para análise e emissão de pareceres técnicos em projetos culturais do Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac). O objetivo é a celeridade, a transparência e a qualificação, a partir da formação de um Banco de Pareceristas composto por profissionais com especialização nos diversos segmentos culturais existentes.

A iniciativa visa responder ao cenário de crescimento da demanda. Nos últimos cinco anos, a quantidade de propostas apresentadas ao MinC aumentou em 40% e os recursos para a Cultura, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, a Lei Rouanet, saltaram de R$ 300 milhões para R$ 1,2 bilhões.

No período de 15 de julho a 28 de agosto, pessoas físicas interessadas poderão solicitar o credenciamento por meio de cadastro no endereço eletrônico www.cultura.gov.br/site/credenciamento-de-pareceristas e entregar a documentação exigida no Edital, pessoalmente ou via postal, indicando os segmentos culturais em que desejam ser credenciados.

Uma Comissão de Credenciamento fará a avaliação das propostas levando em conta, além da formação acadêmica, a experiência profissional e a qualificação técnica dos candidatos. O perito credenciado - que deverá firmar um termo de compromisso com o Ministério da Cultura - receberá, de acordo com a complexidade de cada projeto cultural a ser analisado, de R$ 122,00 a R$ 1.649,00 por parecer conclusivo emitido.

O Sistema de Credenciamento de peritos no âmbito do Sistema MinC não visa contratar profissionais para suprir mão de obra na Administração Pública Federal ou que venham a atuar na esfera de atribuição dos servidores. Trata-se de um convite a especialistas da área cultural para constituírem um Banco de Pareceristas, cujos credenciados poderão ser demandados face à necessidade de avaliação/análise técnica e específica em projetos culturais apresentados ao MinC e suas instituições vinculadas.

Confira o Edital nº 1/2009.

Informações e esclarecimentos: duvidascredenciamento@cultura.gov.br e (61) 3316-2327, das 9h30 às 13h e das 14h às 17h, com Ricardo Rocha, na Secretaria Executiva do Ministério da Cultura.


Grazielle Machado
Ministério da Cultura, 13/07/09

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Consumidores aprovam empresas "verdes"

Segundo pesquisa, apesar de considerarem os produtos ecologicamente corretos muito caros, brasileiros se dispõem a pagar mais por eles

As empresas que quiserem captar a atenção dos clientes e consumidores deverão, dentro dos próximos anos, adotar uma postura e uma filosofia de trabalho "verdes". Embora considerem que os produtos ecologicamente corretos são mais caros do que os comuns, 73% dos brasileiros afirmam que estariam dispostos a pagar mais para ficar com a consciência mais tranqüila.

Esses são os resultados da pesquisa sobre responsabilidade ambiental e comportamento do consumidor realizada pela Penn, Schoen & Berland Associates (PSB), uma unidade de pesquisa do Grupo WPP, em sete países: Brasil, China, Índia, Estados Unidos, França, Alemanha e Reino Unido. O objetivo era traçar um panorama das opiniões e disposições dos consumidores diante das estratégias ambientais adotadas pelas empresas.

A preocupação com o meio ambiente e com a qualidade de vida já algo presente na mente dos consumidores dos países emergentes. Para os brasileiros e indianos, o meio ambiente é a questão mais importante da atualidade, enquanto para os outros países da pesquisa, a economia ocupa o topo das prioridades. Aproximadamente 78% dos indianos entrevistados e 73% dos chineses afirmaram que também estariam dispostos a pagar mais por produtos que oferecessem um menor impacto ao meio ambiente.

Adotar uma imagem de empresa "verde" também é algo muito valorizado pelos consumidores. Considerando os sete países pesquisados, 77% dos entrevistados afirmam que ter uma classificação "verde" é um fator muito importante para uma empresa. No Brasil, esse índice ficou em 50%.

A pesquisa também procurou mapear os meios mais utilizados pelos consumidores para obter informações sobre as questões ambientais e as práticas das empresas. Entre os brasileiros, a internet foi o canal mais votado. Os consumidores também destacaram que, para informar a respeito das práticas "verdes" de uma empresa, é mais confiável uma reportagem do que uma propaganda.

A instituição também pesquisou, em cada nação, as empresas que mais transmitem a imagem de possuir uma filosofia "verde", em dez diferentes categorias. Confira, abaixo, o ranking dessas empresas de acordo com os entrevistados brasileiros:
Cuidados Pessoais:Natura
Varejo - Vestuário: Azaleia
Produtos para casa: Unilever
Tecnologia: Microsoft
Varejo - Supermercados: Pão de Açúcar
Hospitalidade, Lazer e Entretenimento: Blue Tree
Carros: Fiat/ Toyota
Varejo - Lojas de Departamento: Lojas Americanas
Fast Food - Alimentos e Bebidas: Casa do Pão de Queijo
Tecnologia Móvel: TIM


Meio & Mensagem Online, 24/07/09

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Twitter cria guia para as marcas

Chamado de Twitter 101, ele procura orientar empresas interessadas em participar do microblog e tirar proveito do popular serviço

Todos os dias milhões de pessoas usam o Twitter para criar, descobrir e compartilhar ideias com outros indivíduos. É assim que o Twitter 101 se apresenta. Trata-se de um guia criado pelo próprio microblog para empresas que queiram explorar os recursos oferecidos por esse serviço que está entre os mais populares da internet.

De acordo com o Brand Republic, esse lançamento veio logo depois da divulgação de um estudo da Harris Interactive que ouviu diversos profissionais de marketing e apontou que 55% deles não conheciam o site ou pensavam que ele não era útil para suas companhias.

Seis tópicos orientam as marcas a utilizar o Twitter de forma a conectá-las com o consumidor, saber o que se pensa delas e de seus produtos (o que pode ajudar a melhorá-los) e até gerar mais vendas a partir de um bom uso do serviço. O primeiro deles é "O que é Twitter". As dicas vêm na sequência e há uma área dedicada a análise de alguns cases. Nesse tópico, os exemplos são JetBlue, Pepsi e Dell, entre outras empresas.

Diz o guia que uma das principais vantagens do Twitter é dar a chance para a companhia se comunicar de modo casual com o consumidor. Segundo o Twitter 101, o microblog representa uma oportunidade de a marca usar os termos empregados pelo cliente final, criando um relacionamento amigável, o que seria mais difícil de se conseguir em outros meios.

Entre as dicas do Twitter 101 para as companhias estão: inclua no seu bio (que explica quem é o usuário) um meio de contato, como e-mail; preste atenção ao que dizem sobre a marca, seus serviços e produtos e procure encaminhar queixas para que sejam resolvidas; seja rápido para dar retorno a pedidos ou textos enviados para a empresa (dentro de horas ou de um dia para o outro, dependendo da natureza da corporação); adote um tom casual em suas mensagens; compartilhe um pouco de seus projetos ou ofereça bônus e descontos; e não pratique spam.


Meio & Mensgem Online, 24/07/09

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sexta-feira, 24 de julho de 2009

O que as marcas desejam?

A importância de decidir se a estratégia digital deve preferir a audiência ou a qualificação. Veja!

Desde que trabalho com mídia digital vejo os mesmos questionamentos quando um cliente deseja veicular uma campanha no meio digital. O meio evoluiu, extrapolando a internet e passando a incluir, aos poucos, a mobilidade. Mas os anunciantes ainda não acompanharam essas mudanças, como podemos ver por alguns fatores específicos.

O mais forte desses fatores é o financeiro: já escutei diversas vezes que não se investe tanto em internet, pois o retorno é menor. Hummm, não concordo com isso e acho, inclusive, que é uma observação viciada e equivocada. A internet brasileira, hoje, já tem mais de 62 milhões de usuários, o que a torna definitivamente uma mídia de alta cobertura. Estes milhões de usuários visitam sites e canais diferentes, buscando conteúdos, comprando produtos, procurando serviços específicos que o meio digital trouxe para facilitar a sua vida, como ir ao banco, comprar, paquerar, se atualizar, viajar, jogar, ouvir, comunicar e interagir.

No entanto, a verba destinada para as campanhas digitais ainda está longe de remunerar adequadamente os veículos que oferecem esses conteúdos e serviços, tornando a relação desequilibrada para o lado dos anunciantes. Se formos pensar direito e racionalmente, sabemos que há blogs com uma audiência muito maior que grandes jornais de circulação nacional. E não estou falando dos portais. Muitas vezes, um blog é um site vertical que atinge um grande número de leitores diariamente.

No Brasil, o share para mídia digital não atingiu ainda os 4% do total investido em publicidade, enquanto nos Estados Unidos já supera os 10% com previsão de chegar a 15% em 2013 e, na Inglaterra, já representa 20% com previsão de chegar aos 25% até 2013.

Há também as Ad Networks, que concentram diversos sites verticais e têm um alcance bem maior, pois apresentam a soma não duplicada de vários sites e audiência dentro de um target específico.

Existe um desafio grande, sempre grande, de mostrar aos mídias o diferencial de um portal, de uma ad network, de um blog ou de um site vertical. A defesa tem que ser sempre muito bem feita, pois, além de convencer o mídia do valor do conteúdo, este tem que convencer o anunciante. Porque, no fim, o argumento é que é mais fácil concentrar a verba nos portais, simplesmente para facilitar o trabalho e evitar muitos questionamentos.

Mas relembro que os mídias normalmente levam em consideração alguns fatores para decidirem onde veicularão as suas campanhas: Audiência, Qualidade Editorial, Target e “Visual” do site. Os portais facilitam em muito seu trabalho, por já serem conhecidos e terem uma audiência constante. Mas eles se esquecem dos verticais e das AdNetworks, que concentram uma grande parte da audiência qualificada e segmentada, facilitando assim a otimização das verbas dos anunciantes.

As AdNetworks, especificamente, apresentam vários diferenciais que ainda não foram totalmente percebidos pela maioria dos mídias brasileiros: são segmentadas, oferecem uma audiência cativa e qualificada na busca por informações e tendem a reagir melhor à publicidade quando esta é bem direcionada, dentro do contexto do conteúdo. Isso, falei de contexto agora e esse é só o começo. Nos Estados Unidos, as Ad Networks já representam um volume considerável dentro do mix de comunicação digital, chegando a 14% do valor total investido online no País. Trata-se de um volume representativo, enquanto no Brasil estamos somente engatinhando neste sentido.

Voltando à questão principal deste artigo, “O que as marcas procuram? Audiência ou qualificação?”. Não há uma resposta certa para o que elas procuram. A única certeza é que, tanto para audiência como qualificação, as Ad Networks, os Portais e os Websites Verticais atenderão a essa demanda. Tudo dependerá do objetivo do anunciante e o que ele deseja quanto à audiência: qualidade ou quantidade?


Fernando Tassinari
Diretor geral da Realmedia Latim America
Fonte: PropMark (http://www.propmark.com.br/)
HSM Online, 24/07/09

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A paçoca de 6 reais

Veja o relato de uma história real de um jovem vendedor, acontecida com nosso blogueiro no Rio de Janeiro

Não sei se aqui é o espaço ideal para histórias. Muito menos sei se a história é espetacular. Mas o seu cenário, contexto e ensinamentos provocam reflexões. Que apesar das simples conclusões, nos colocam novamente nos eixos.

Recentemente fui ao Rio de Janeiro (RJ). Precisava resolver alguns assuntos pessoais. Assuntos que me fizeram ciruclar na praça do Largo do Machado. Para quem não é do Rio, ou mesmo, nunca foi frequentador daquelas bandas. Aquele Largo é retrato fiel de qualquer praça central. Barracas de quitutes, comercios legais e ilegais, policiais e pivetes. Enfim, todos os tipos circulam por ali. Existe harmonia naquela atmosfera desordenada. Harmonia com cheiro de milho cozido e fritura de churros.

Ao atravessar a praça para tomar o metrô em companhia de minha namorada, um menino me interrompe oferecendo paçoca.
- Não, cara. Valeu. Respondi com o passo apressado.

O menino continua me acompanhando e insiste.

- Esse foi o NÃO mais simpático que ouvi. - Deixa eu te oferecer uma paçoca por minha conta.
- Não precisa.

Dessa vez foi um pouco mais rude, demonstrando pressa.
- Agora você vai ter que aceitar, senão retiro o que digo e você terá sido grosso e de nada valeu sua simpatia.
- Ok, aceito.

Nesse instante parei e dei atenção ao rapaz.

Reparei. Era um menino simples, mas o seu sorriso era incontestavelmente honesto. Sua roupa era suja e o seu calçado mal cobria seus pés.

Ao aceitar sua paçoca. Resolvi que daria o dinheiro por elas.
- Toma aí: R$ 2,00. Falei já lançando mão à carteira.
- Não quero. E quer saber, sua namorada é simpatica, tó aqui duas para ela, de graça.
- Cara, você ta me deixando em uma situação complicada. Aceita esses R$ 5,00.
- De forma alguma. Se quiser te dou um abraço e só.
O garoto me lançou um abraço mais rápido que a minha habilidade de esquivar.

- Seguinte, tu quer me ajudar mermo? Se quiser, na moral, eu aceito que você compre uma caixa de "polenguinho" pra mim vendê. Da pra tirar mais com polenguinho, do que com essas paçocas. Tá vendo essa loja aqui na frente? Compra uma caixa e me traz, assim tu vai me ajudar com meu novo empreendimento, os polenguinhu.
- Quanto é a caixa?
- É 20 real.
- Então toma aqui vinte prata velho. Você merece.

Moral da historia. Comprei 3 paçocas por R$ 20,00, ou seja, mais de R$ 6,00 por cada paçoca. No Rio, você pode comprar 10 paçocas por R$ 1,00, cada paçoca custa R$ 0,10. Qual foi a margem dele?

Deixem as contas de lado. O que importa é: não comprei paçocas, fui uma Venture Capital de um rapaz audacioso. Quantos a gente vê assim por aí?
Se havia intenção em me dobrar. Mesmo assim não importa. Ele encontrou a sua maneira de fazer negócios. E fez.


Fonte: post publicado originalmente no Blog da HSM.
Tie Lima
HSM Online, 17/07/09

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Internet influencia 15% das compras

Segundo pesquisa realizada, 15% das compras de rua e shopping no Brasil passam pela internet

A quinta edição do levantamento sobre internet no Brasil, realizado pela F/Nazca com apoio operacional do Datafolha, atestou que a rede mundial de computadores vem sendo incorporada de forma cada vez mais relevante ao dia-a-dia do consumo no País.

Entre os brasileiros com mais de 16 anos, 15% disseram ter o costume de consultar a rede antes de comprar em estabelecimentos de rua ou shoppings. Equivaleria dizer que a plataforma virtual tem impacto sobre cerca de R$ 51 bilhões do comércio varejista nacional (IBGE, Pesquisa Anual do Comércio 2006). Daqueles que afirmaram consultá-la, 63% possuem acesso em casa, 60% navegam no site da loja e 58% assumem levar em consideração a opinião de outros internautas.

O estudo revelou ainda que 12,6% da população, 16,5 milhões de pessoas, já adquiriu produto ou serviço online e que, delas, 72% o fizeram de suas residências. Os dados ganham ainda mais destaque quando se leva em consideração o fato de que a assiduidade é um traço marcante do perfil de navegação no Brasil: 83% dos 66 milhões de internautas identificados pela pesquisa entram na rede pelo menos uma vez por semana e 32% a utilizam todos os dias.

Segundo Fabio Fernandes, presidente e diretor de Criação da F/Nazca, os resultados indicam a necessidade de um novo fôlego à democratização da internet no País. "A difusão do acesso, sobretudo doméstico, deixou de ser um argumento meramente cultural para ganhar ainda mais relevância econômica. Pelo nosso levantamento fica claro que internet em casa é praticamente condição tanto da compra quanto da pré-compra à distância". A conexão nos lares, no entanto, é realidade apenas de 26% da população.


A F/Nazca realiza a pesquisa sobre Internet no Brasil semestralmente desde o início de 2007. No levantamento de março deste ano foram feitas 2.117 entrevistas em todo o País. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, dentro de um nível de confiança de 95%. O desenho amostral foi elaborado com base em informações do Censo 2000 e estimativas 2008 do IBGE.


HSM Online, 17/07/09

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Grátis?

Leia artigo que levanta a questão das estratégias que que estão por trás dos produtos e serviços grátis

Acaba de ser lançado o livro Free, do editor da revista Wired, Chris Anderson. Anderson foi o criador do conceito “long tail” (cauda longa), que serve de norte para muitos empreendedores do mercado digital. Mal chegou às livrarias e o livro já promete polêmica.

Num ambiente de guerra de preços, o autor prevê um novo contexto futuro, que estabelece que a briga pode estar mais entre quem cobra e quem não cobra do que no caro ou barato. Para enfatizar esse ponto, ele lança mão de exemplos do tipo Linux (versus Microsoft), sem falar no maior deles: o Google. Mas o “grátis” não é só um recurso do ambiente web. Exemplos: você está no corredor do supermercado fazendo suas compras e, de repente, alguma promotora sorridente lhe oferece uma experiência gratuita.

Você degusta gratuitamente produtos novos (ou nem tanto) quase toda vez que vai às compras, não? Você dirá que não dá para enquadrar esse tipo de “gentileza” como algo puramente gratuito porque está claro que querem que você experimente o produto para comprá-lo depois.

Sim, mas ninguém disse que a experiência do grátis é totalmente descompromissada. Minha mãe já dizia: se a esmola é demais, o santo desconfia. Mas, relaxe, curta o grátis, mesmo sabendo que há interesses em torno. O maior negócio do mundo hoje, o Google, tem como conceito básico a oferta de serviços gratuitos. Você sabe que, ao fazer sua busca gratuita no Google, existe alguém bancando todo o serviço por trás da ferramenta: os links patrocinados. E tudo bem!

É uma troca justa: eu consigo encontrar a informação que procuro e o Google ganha rios de dinheiro com seus links patrocinados. Vejamos outros exemplos do nosso dia-a-dia. O seu cartão de crédito lhe oferece um jantar gratuito num restaurante bacana no mês do seu aniversário. Você sabe que o “agrado” se justifica nos altos valores da sua conta mensal do cartão e a sua fidelidade, mas a sensação é boa. É grátis! Instituições e empresas promovem almoços ou jantares – ou até viagens a lugares sofisticados – para grupos seletos de convidados.

Quem vai a esses eventos sabe que “there is no free lunch”: no mínimo, você vai ter de se submeter a mensagens de patrocinadores, quando não, ter de suportar um “malho” mais explícito. Mais uma vez, você topou a troca e tudo bem! O fabricante oferece um período grátis para você experimentar determinada máquina na sua empresa.

Você também pode fazer um test-drive gratuito de determinado carro. Você vai a shows, exposições e eventos gratuitos, bancados por patrocinadores que querem conquistar sua simpatia. Jornais são distribuídos gratuitamente nas esquinas, bancados por anunciantes. Se pensarmos bem, o “grátis” faz parte das nossas vidas e Chris Anderson parece estar certo ao apregoar o crescimento da “freeconomics”. A voz destoante é a do saltitante ceo da Microsoft, Steve Ballmer, que vaticinou o fim da gratuidade no futuro da internet, por ocasião da sua participação no último Cannes Lions.

Cá entre nós, isso mais parece uma pontinha de inveja por não ter sido dele a ideia do negócio mais impactante e bem-sucedido dos últimos tempos: o modelo Google de buscas gratuitas. Tanto é que lá vai a Microsoft tentando tirar o atraso com o seu Bing. Sem contar a ameaça de ter clones do Office para uso gratuito (baixados da web) nos netbooks do futuro. No mês passado, tive a satisfação de levar um palestrante muito especial ao comitê de Marketing Trends do WTC Club, o qual presido. Trata-se de João Marcello Bôscoli, presidente da Trama. Sem contar a sua simpatia e carisma (talvez herdado da mãe Elis Regina), João Marcello deu uma aula de como tornar rentável um negócio baseado na gratuidade. A Trama oferece downloads gratuitos de músicas a qualquer interessado. Quem paga é um patrocinador. Você pode fazer o download gratuito de uma determinada música ou até de álbuns inteiros (Álbum Virtual).

A “mágica” está no patrocínio. Nesse caso, da Volkswagen e da VR. Enquanto as gravadoras ficam numa batalha sem fim contra o download pirata, a Trama adotou uma forma justa e benéfica para todos. O público tem acesso às suas músicas preferidas, o artista recebe sua parte, a Trama viabiliza seu negócio e o patrocinador eleva sua imagem junto ao público. Um verdadeiro ganha-ganha-ganha-ganha. Tão simples, mas, de acordo com João Marcello, um modelo único no mundo. Confira: http://tramavirtual.uol.com.br/. Quando estiver concebendo projetos futuros, pense no “grátis”. Anderson parece ter razão.

Veja também: confira post publicado no Blog da HSM com os links para download do novo livro de Chris Anderson.


Alexis Thuller Pagliarini
Fonte: PropMark (www.propmark.com.br)
HSM Online, 17/07/09

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quinta-feira, 23 de julho de 2009

PNUD organiza seminário para discutir temas sugeridos na Campanha Brasil Ponto a Ponto

O que desejam os brasileiros?

Mais de 500 mil pessoas que participaram da Campanha Brasil Ponto a Ponto, promovida pelo PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) e um conjunto de 25 parceiros, responderam que desejam uma sociedade onde se possa educar para melhores valores de vida e onde as pessoas não sejam tão violentas.


Para entender melhor os temas escolhidos nessa consulta, o PNUD está organizando um seminário nos dias 24 e 25 de agosto e convida organizações para contar a experiência prática da sua instituição nesses temas.

Workshop sobre Valores de Vida e Desenvolvimento Humano
O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) está elaborando o próximo Relatório de Desenvolvimento Humano Nacional. O relatório busca identificar os desafios ao desenvolvimento humano no país e discutir alternativas para o trabalho rumo à superação desses desafios.

Como parte da preparação desse Relatório, o PNUD, junto com seus parceiros, promoveu a Campanha Brasil Ponto a Ponto. A campanha teve por objetivo definir o tema do RDH. Mais de meio milhão de pessoas em todo o Brasil participaram e escolheram o tema ‘Valores’, com ênfase nas questões ‘educação’ e ‘violência’.

Os participantes da campanha Brasil Ponto a Ponto, quando falaram de “valores”, indicaram uma preocupação com as crenças e atitudes que atrapalham a convivência entre as pessoas na sociedade. O tema educação foi mencionado como algo mais amplo do que a educação nas escolas, o que inclui, por exemplo, uma educação sobre direitos e deveres ou para melhorar a relação entre as pessoas. Por fim, o tema violência apontou principalmente uma preocupação com a violência entre as pessoas, presente no dia-a-dia dos brasileiros. Falou-se muito sobre violência nas escolas, violência doméstica e violência como forma de resolução de problemas.

Para aprofundar a discussão dessas questões o PNUD está organizando nos dias 24 e 25 de agosto de 2009 um Workshop em Brasília. Este workshop abordará uma discussão teórica sobre o tema dos “valores” e sua relação com as áreas da educação e violência. Também buscará identificar e discutir projetos e iniciativas que trabalhem esses temas na prática.

O evento é direcionado a organizações (públicas ou da sociedade civil) que desenvolvam projetos ou iniciativas na área de promoção e formação de valores. Especial atenção será dada às práticas que abordem a questão dos valores com os temas de educação e/ou violência.

Durante o seminário, serão discutidas questões como:
  • É possível alguma prática mudar os valores, as crenças ou as formas de agir das pessoas?
  • Como trabalhar valores de modo local / comunitário?
  • O trabalho com valores pode mudar a educação e/ou a violência no Brasil?
  • Como trabalhar com valores para melhorar a questão da violência entre as pessoas?
  • Como trabalhar a relação entre valores e educação?
Para participar, envie um breve relato (máximo de 2 páginas) da prática desenvolvida pela sua organização, seguindo o formato abaixo.
1. Dados da experiência
a) Nome da experiência
b) Local de desenvolvimento da experiência
c) Instituição responsável
d) Contato (nome do responsável, endereço, telefone e e-mail
e) Tempo de funcionamento da experiência
2. Descrição da experiência
a) Objetivos
b) Público Alvo
c) Descrição da situação que motivou a realização desta experiência
d) Relação da experiência com o tema dos “valores” (se houver, destacar relação também com os temas de “educação” e/ou “violência”)
e) Principais atividades realizadas
f) Resultados alcançados
g) Outras informações (Descreva aqui outras informações que julga importante e que não foram colocadas nos itens anteriores)

Se desejar, pode ser enviado junto com o formulário material completar sobre a experiência da sua organização, como vídeos, cartilhas, fotos, etc.

O prazo para o envio das propostas é 31 de julho de 2009. Os melhores relatos serão convidados para apresentar suas experiências no workshop. Todas as despesas de viagem (passagens e estadia) para Brasília serão cobertas pelo PNUD. As melhores apresentações poderão servir de referência para a elaboração do Relatório de Desenvolvimento Humano.

Participe! Ajude o PNUD a produzir um Relatório de Desenvolvimento Humano (RDH) que possa tratar de nossos valores, nossas atitudes, nossas contradições de uma maneira positiva, que valorize as boas práticas e aponte soluções para uma sociedade mais justa.

Para quaisquer questões ou dúvidas por favor escrevam para Flavio Comim (flavio.comim@undp.org.br) ou Moema Freire (moema.freire@undp.org.br )


Portal do Voluntário, 16/07/09

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Nova era exige atuação digital

Empresas e pessoas físicas estão deixando de grafar as assinaturas em papel de documentos importantes, como contratos, operações com instituições financeiras e também com o Judiciário, além de escriturações de notas fiscais e livros contábeis. Utilizam de modo crescente o meio digital como instrumento de ratificação, autorização e designação de autoria dessas práticas.Tais fatos vêm ocorrendo em razão de uma série de mudanças de serviços implantadas por cartórios, bancos e poderes públicos, em busca de mais segurança, melhor controle e qualidade na arrecadação de tributos.

A transformação está fazendo com que as pessoas transfiram todos os procedimentos, até então oficializados por intermédio da impressão dos arquivos eletrônicos em papel, para o meio exclusivamente digital, com validade jurídica e respaldo legal. Exemplo disto é a massificação do uso da Nota Fiscal Eletrônica municipal e estadual.

De agora em diante, as empresas, em maior escala, deverão fornecer todo o movimento econômico, antigamente registrado nos chamados livros diários e auxiliares, imediatamente após o encerramento do exercício fiscal, para o SPED – Sistema Público de Escrituração Digital. Este agrupa as informações das Notas Fiscais Eletrônicas, escrituração fiscal dos livros de registros de saídas, entradas e inventário, bem como o antigo livro diário, em um repositório nacional administrado pela Receita Federal.

As Juntas Comerciais, sinônimo de grande cartório com montanhas de papéis, estão se atualizando para que todos os procedimentos utilizem o fluxo eletrônico, desde a sua geração, transmissão, análise e retorno ao usuário. O novo sistema chama-se Registro Mercantil Digital.

O cruzamento das informações econômico-fiscais está cada vez mais eficiente, pois o trânsito dos dados eletrônicos, anteriormente restrito aos papéis, agora é realizado eletronicamente pelos próprios contribuintes para as autoridades fiscais, por meio de programas que validam as informações e as transmitem, via internet, para o banco de dados do governo. Graças aos instrumentos legais da Era Digital, os profissionais da área contábil e da advocacia, que há décadas sofrem com a burocracia imposta pelos cartórios, órgãos públicos e o Judiciário, conseguem trabalhar sem sair de casa ou do escritório. A geração dos processos com Certificação Digital lhes dá garantia legal e autenticidade da assinatura, como se fosse de próprio punho.

São muitos os exemplos do sucesso da Certificação Digital em distintas atividades, tais como: acesso ao banco de dados dos contribuintes da Receita Federal, com retificações de guias de recolhimentos, emissão de segundas vias, consulta às informações fornecidas por terceiros para o Fisco e diversos benefícios que evitam as famigeradas idas e vindas ao balcão de atendimento; protocolo on-line de petições no Judiciário, o Sisdoc — Sistema Integrado de Protocolização de Documentos Físicos e Eletrônicos; envio de processos judiciais desde o início pela internet; e Registro do Livro Diário Eletrônico nas Juntas Comerciais.

Assim, cabe aos profissionais que utilizam os benefícios dos meios eletrônicos (1,1 milhão de cidadãos, sendo 400 mil contabilistas e 700 mil advogados) ajudar o governo a reduzir a burocracia, além de ensinar, disseminar e multiplicar perante a população o bom uso dessa ferramenta. Compete ao governo criar mecanismos para transferir todos os processos existentes que ainda exigem a presença física das pessoas e dos papéis para os meios eletrônicos.

A nova geração entra no mercado com a filosofia digital e facilita o entendimento desses benefícios. A Era Digital deu partida a uma corrida tecnológica rumo ao futuro, sem a mínima possibilidade de retorno. Por mais saudosista que alguém seja, tornou-se inexoravelmente inútil teclar na velha máquina de datilografia ou continuar raciocinando de maneira analógica. Daquele valioso instrumento de trabalho dos nossos pais, nos resta guardar a boa herança da digitação. Entretanto, até mesmo essa aptidão migrará, oportunamente, “da ponta dos dedos” para o comando de voz.

Além disso, a simples transposição de registros, documentos, processos e informações das agora ultrapassadas cópias impressas para os meios eletrônicos representa o louvável respeito à economia de recursos naturais, em razão da prosaica dispensa do uso de papel.

Como todas essas mudanças são extremamente bruscas, vertiginosas, muitas pessoas ainda não se deram conta. Outros criaram certa resistência e até um medo justificável, pois nem sempre é fácil enfrentar o novo. E, assim, vão ficando de fora, ou por fora, do seu próprio mundo.


Antoninho Marmo Trevisan
Colunista de Plurale, colaborando com um artigo por mês. Empresário e educador, é presidente do Conselho Consultivo da BDO Trevisan, da Trevisan Consultoria e Gestão, da Trevisan Escola de Negócios e Membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES).
Envolverde, 14/07/09
© Copyleft - É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.

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sexta-feira, 17 de julho de 2009

Festival de Captação de Recursos começa no dia 20

Mobilização de recursos com foco na inovação e sustentabilidade

A Associação Brasileira de Captadores de Recursos (ABCR), Revista Filantropia e The Resource Alliance promoverão em 20, 21 e 22 de julho, no Teatro Tuca, em São Paulo (SP), o “Festival Latino-Americano de Captação de Recursos”, que reunirá profissionais brasileiros e estrangeiros para discutir estratégias inovadoras de captação de recursos.

A captação de recursos é uma temática que merece atenção e preocupação constante quando se fala em gestão de organizações do Terceiro Setor. Quem atua nessa área é responsável por trabalhar com criatividade, profissionalismo e amor pela causa para trazer recursos e colocar projetos em prática.

O crescimento em número e importância das organizações da sociedade civil contrasta com maiores desafios para a mobilização de recursos governamentais, da cooperação internacional e de empresas para o Terceiro Setor. Nesse cenário, novas modalidades de financiamento de organizações sociais, como o marketing relacionado a causas (MRC) e os negócios sociais, surgem com grande intensidade, à medida que também aumenta o interesse de indivíduos para se envolverem com causas. Mas, diante de tantas alternativas e com recursos aparentemente escassos, resta, ao captador, a dúvida sobre por onde começar.

* Pode o captador de recursos ser um profissional importante na construção de um mundo melhor?
* Como enfrentar a crise de financiamento do Terceiro Setor e inovar com poucos recursos para investir em campanhas?
* Por que a profissão de captador de recursos, estabelecida em países da Europa e nos Estados Unidos, encontra limites no Brasil e na América Latina?
* Quais são as dificuldades mais frequentes que um captador de recursos enfrenta?
* De que tipo de apoio esse captador precisa para se desenvolver?

Essas e outras perguntas nortearão o Festival Latino-Americano de Captação de Recursos, que contará com a participação de palestrantes internacionais como Gonzalo Ibarra L. (Chile), coordenador de Desenvolvimento de Fundos para as Américas, das Sociedades Bíblicas Unidas; Hernan Nadal, gerente de novas mídias do Greenpeace Argentina; Lyndall Stein (Inglaterra), CEO da The Resource Alliance e diretora voluntária da Fundação Sheila McKechnie; e Marcos C. Raba, coordenador da Asociación Española de Fundraising; além de palestrantes brasileiros, como Marcio Zeppelini, editor geral da Revista Filantropia e diretor da Diálogo Social Eventos para o Terceiro Setor; Marcelo Estraviz, presidente da Associação Brasileira de Captadores de Recursos (ABCR); Rodrigo Alvarez, consultor da The Resource Alliance no Brasil e coordenador de mobilização de recursos e desenvolvimento de negócios do Instituto Elos BR; e Renata Brunetti, fundadora e coordenadora da Atuação Social.

Saiba mais sobre o Festival:

Veja alguns temas que serão abordados:
* 2009 motivos para participar do Festival Latino-Americano de Captação de Recursos!
* La Web Social es sólo una herramienta
* Palestrantes debaterão mobilização de recursos com foco na inovação e sustentabilidade
* Festival discute maneiras de enfrentar a crise de financiamento do terceiro setor
* Festival investe no conceito de espaço aberto
* Organizações sociais devem diversificar suas fontes de recursos na crise
* Espaço Aberto


Boletim ABCR, #10 2009, 17/07/09

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Rede Jovem utiliza celular para mapear ativos em comunidades de baixa renda

Foto Rede Jovem

O Programa Rede Jovem, da ONG Comunitas, criada pela ex-primeira dama e socióloga Ruth Cardoso, acaba de lançar o Projeto WikiMapa. O objetivo do projeto é criar um mapa virtual de comunidades de baixa renda, a partir do mapeamento de ativos locais e ruas informais ainda não mapeadas pelos serviços de pesquisa e visualização de mapas na internet. Para isso, serão utilizados os recursos da tecnologia móvel, aliada ao uso do GPS e do serviço Google Maps.

O wikimapa, como o próprio nome sugere, é uma ferramenta criada sob o conceito colaborativo, aberta a participação de todos, para a consulta, edição e mapeamento de ativos em qualquer lugar do Brasil e do mundo. O projeto conta com duas frentes de atuação: um website (www.wikimapa.org.br), e um aplicativo mobile, por meio do qual é possível mapear diferentes locais pelo celular.

Com foco no mapeamento de comunidades de baixa renda, para a fase piloto do projeto foram selecionadas cinco comunidades cariocas: Complexo do Alemão, Cidade de Deus, Morro do Pavão-pavãozinho, Morro Santa Marta e o Complexo da Maré. Em cada uma dessas localidades um jovem morador, denominado wiki-reporter, munido de um celular equipado com o aplicativo mobile Wikimapa, GPS, internet e câmeras de foto e vídeo, é responsável pelo mapeamento local, inserindo informações sobre serviços oferecidos e locais de freqüência pública, com dados históricos e registros audiovisuais de cada local mapeado.

Os cinco mapeadores participam de uma gincana, que pode ser acompanhada pelo site do projeto e pelo blog diário alimentado pelos participantes com relatos sobre as experiências , e concorrem, ao final de seis meses, a uma bolsa de estudos para o curso superior de comunicação.

O sistema Wikimapa é integrado com outras ferramentas sociais para hospedagem de fotos e vídeos e serviços de microblogs (twitter.com/wikimapa) onde os novos mapeamentos são notificados para seus seguidores em tempo real.

Interessados de qualquer parte do Brasil e do mundo, com ou sem um celular equipado com GPS e conexão à internet, podem participar do Wikimapa mapeando novos lugares de interesse público e editar pontos já mapeados, em qualquer que seja sua vizinhança. O download do aplicativo pode ser realizado gratuitamente pelo site do projeto, que conta também, com uma versão para celular.

O Wikimapa é apoiado pelo Instituto Oi Futuro, sendo um dos vencedores do Edital 2008 do Programa Novos Brasis.

Outras informações e contato:
www.wikimapa.org.br e pelo email wikimapa@redejovem.org.br



Portal do Voluntário, 16/07/09

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quinta-feira, 16 de julho de 2009

Recursos para artesanato

A CAIXA receberá, de 08 de junho a 07 de agosto de 2009, projetos que visem ao desenvolvimento de comunidades artesãs e à valorização do artesanato tradicional e da cultura brasileira, contemplando várias etapas do processo produtivo.

O programa beneficia grupos formais ou informais de artesãos e será concedido um valor máximo de R$ 50.000,00 (cinqüenta mil reais) por projeto.

A ficha de inscrição e a planilha orçamentária deverão ser preenchidas conforme modelos disponibilizados no site www.caixa.gov.br/caixacultural

O patrocínio poderá contemplar os seguintes itens:
. materiais e infra-estrutura
. comercialização em feiras/exposições não permanentes
. capacitação
. demais recursos necessários ao desenvolvimento do artesanato nas comunidades artesãs.

As comunidades beneficiadas deverão ceder como contrapartida ao patrocínio peças de
sua produção, em quantidade a ser definida após a divulgação do resultado da seleção.

O edital pode ser visto aqui.


Fonte: Caixa Cultural

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Investimentos Exóticos: Fundo quer fazer fortuna com violinos raros ao som do Stradivarius

O Artist Rare Instrument Fund está tentando levantar US$ 100 milhões este ano junto a investidores interessados em apostar em ativos cujos valores não se movem de acordo com a ações e os bônus. O fundo, que fica em Nova York, vai comprar violinos, violas e violoncelos, segundo informou o sócio-geral Anthony Finley em uma entrevista em 8 de julho. Os instrumentos, fabricados por "luthiers" - profissionais que fazem instrumentos musicais - dos séculos XVII e XVIII, como o italiano Antonio Stradivari, criador dos disputados Stradivarius, vão custar entre US$ 1 milhão e US$ 10 milhões cada um, disse ele.

Os instrumentos mais cobiçados chegaram a se valorizar até 12% ao ano nos últimos dez anos, e seus valores não estão atrelados aos altos e baixos dos mercados de ações e de renda fixa, acrescentou Finley. O Fine Violins Fund, criado em dezembro, captou € 35 milhões (US$ 49 milhões), segundo François Mann Quirici, que está promovendo o fundo.

"Grandes músicos precisam tocar em instrumentos de primeira", disse Finley, 55, enquanto participava de um seminário sobre administração de fortunas promovido pela Opal Financial Group, em Newport, Rhode Island. "Esses instrumentos estão sempre em demanda." Finley é advogado, violinista e faz crítica de música para a revista "Strad". Existem ainda cerca de 600 a 700 Stradivarius autênticos, segundo o Cozio.com, um site que fornece informações sobre mais de 11 mil instrumentos.

Os retornos ajustados à inflação ficaram em média em 4,3% ao ano nas vendas de violinos entre 1850 e 2005. Já o retorno real sobre aqueles vendidos em leilões é de 2,9%, segundo estudo realizado este ano pela professora da Brandeis University Kathryn Graddy e Philip E. Margolis, da Cozio Publishing. "Acredita-se que os melhores violinos são vendidos por comerciantes, e não em casas de leilões", escreveram eles no estudo.

O fundo de Finley pode comprar ou adquirir participações de controle em instrumentos de músicos renomados. Os instrumentistas mantêm a posse e continuam usando os instrumentos, com seus cachês contribuindo para o eventual valor de venda, diz Finley.

Christophe Landon, 50, comerciante e fabricante de violinos, e Edward Papier, 55, administrador de fortunas de Lexington, Massachusetts, também são sócios do Artist Rare Instrument. Eles e Finley receberão uma taxa de administração anual de 1,5% e 25% dos lucros quando os instrumentos forem vendidos. A aplicação mínima é de US$ 1 milhão e não se pode mexer no dinheiro por cinco anos. (Tradução de Mário Zamarian)


Cristina Alesci, Bloomberg
Valor Online, 16/07/09

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Wal-Mart lança projeto de selo "verde" para produtos

Varejo: Seus 100 mil fornecedores terão de cumprir exigências ambientais

O grupo de varejo Wal-Mart está para lançar um programa de etiquetas com classificação ambiental que pode redefinir a concepção e a fabricação de produtos vendidos ao redor do mundo - ou se transformar numa grande perda de tempo.

Hoje, a maior varejista do mundo informará aos fornecedores que eles terão de calcular e informar todos os custos ambientais da fabricação de seus produtos, de modo que ela possa transformar os dados em um índice que os consumidores lerão nas etiquetas de preços, de camisetas a televisores.

Antes considerado um vilão ambiental, o Wal-Mart informou que a iniciativa, a ser desenvolvida ao longo de vários anos, fixará metas rígidas de redução do consumo de energia, corte do desperdício e lançamento de produtos sustentáveis. Alguns de seus esforços já tiveram amplo impacto - desde a venda de mais de 100 milhões de lâmpadas fluorescentes, de menor consumo, até a criação de detergentes de roupas concentrados, que usam embalagens menores e menos água.

Vai levar anos para que os consumidores vejam os primeiros selos. A empresa estimou que isso possa levar cinco anos ou mais, embora especialistas externos envolvidos no projeto tenham dito que ele pode começar talvez já em 2011. Não se sabe como as etiquetas serão ou o que tentarão exatamente ilustrar.

O impacto mais imediato da iniciativa será sentido por seus 100.000 fornecedores, que mais uma vez arcarão com os custos das exigências ambientais da empresa, numa época em que muitos deles enfrentam dificuldades econômicas. O grupo Wal-Mart informou ser prematuro estimar o custo para os fornecedores. A fabricante de roupas esportivas Patagônia, uma das pioneiras na redução da pegada de carbono de seus produtos, informou que seus esforços têm custado caro, mas não quis fornecer números.

A varejista insiste que não haverá exceções. Perguntado sobre o tipo de relacionamento que o Wal-Mart terá com os fornecedores que não apresentarem os dados requeridos, o vice-superintendente de sustentabilidade da empresa, Matt Kistler, disse, sem rodeios: "Provavelmente não teremos nenhum."

Outros esforços pioneiros para levar informação ambiental aos consumidores geraram controvérsia e especialistas do setor reclamaram que a "eco-retórica" foi de muito pouco uso prático.

Len Sauers, vice-presidente mundial de sustentabilidade da fabricante de bens de consumo americana Procter & Gamble, disse que as etiquetas precisam ser cientificamente precisas e, ainda assim, compreensíveis para os consumidores. Ele disse que esforços similares na Europa "têm sido muito difíceis, porque não foram de fato oferecidas informações que façam sentido para o consumidor".

Executivos do Wal-Mart disseram que planejam desenvolver etiquetas que sejam facilmente entendidas pelos consumidores. "Eu imagino o dia em que o cliente olhará para um produto, virará uma etiqueta e saberá que grau de sustentabilidade ele realmente tem", disse John Fleming, diretor de mercadorias do Wal-Mart. "Seria como ler a tabela de nutrientes e calorias de hoje. Mas é preciso adotar um pouco de padronização."

Pessoas a par dos planos da empresa disseram que o Wal-Mart pretende se antecipar a uma potencial regulamentação ambiental por parte do governo dos Estados Unidos - regras relacionadas a gases do efeito estufa já estão surgindo no Reino Unido e no Japão - e criar um padrão em seus próprios termos que a indústria varejista possa adotar para informar o índice "verde" dos bens que vendem.

O Wal-Mart nega estar tentando antecipar-se à regulamentação. Fleming, que é um dos líderes do esforço, disse que queria melhorar a qualidade dos produtos oferecidos pela empresa, cujo faturamento somou US$ 401,2 bilhões no ano passado.

O diretor-presidente do Wal-Mart, Mike Duke, lança formalmente o projeto hoje, em discurso a empregados e fornecedores. O executivo reivindicará "um novo padrão para o varejo no século XXI" e pedirá que os mais de 100.000 fornecedores mundiais da empresa deem informações sobre uso de água e emissões de dióxido de carbono até outubro. Um questionário de 15 itens pede informações sobre desperdício, uso de recursos e envolvimento da comunidade.

A meta da empresa é criar o que chama de índice amplo de sustentabilidade, que medirá o impacto ambiental de cada produto vendido pelo Wal-Mart. Por exemplo, quanto cada um deles contribui para o aquecimento global, se é feito com químicos tóxicos e se contém madeira cortada de forma que reduz as reservas naturais.

O índice classificará os produtos não apenas em função dos custos de produção, mas também pelo impacto deles durante seus ciclos de vida. O pessoal de compras da empresa será julgado, em parte, pela capacidade de melhorar, ao longo do tempo, a classificação dos produtos que adquire dos fornecedores.

A informação estará disponível a todos, inclusive varejistas rivais, na esperança de que isso ajude a estabelecer um padrão. Embora os assessores do Wal-Mart vislumbrem fiscalizações a locais e análise de produtos para determinar o que eles contêm, eles dizem que a transparência é o que, de fato, impedirá potenciais fraudes dos fornecedores.


Miguel Bustillo, The Wall Street Journal
(Colaborou Ann Zimmerman)
Valor Online, 16/07/09

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F/Nazca e Datafolha avaliam internet no Brasil

Pesquisa semestral dá conta de 66 milhões de internautas e aponta potencial de crescimento do comércio eletrônico

Cerca de 15% de toda a população brasileira maior de 16 anos costuma fazer algum tipo de consulta na internet antes de ir às compras em ruas e shoppings. É isso o que aponta a quinta edição da pesquisa semestral F/Radar promovida pela F/Nazca em parceria com o Instituto Datafolha. De acordo com o levantamento, o dado gera impacto sobre algo em torno de R$ 51 bilhões se considerado todo o comércio varejista nacional. Engana-se, porém, quem pensa que a internet exerce influência apenas entre os usuários mais abastados. A F/Radar constatou que dos que são de alguma forma impactados pela rede antes de comprarem, cerca de 29% pertencem às classes D e E, que buscam pelos melhores preços em razão do orçamento mais apertado.

Já quando considerados isoladamente os 66 milhões de internautas contabilizados pela pesquisa, o número dos que utilizam a rede como fonte de consulta é de 30%. A lista de produtos mais vendidos é encabeçada pelos eletrônicos (14%) seguidos pelos livros (6%) e pelos CDs, DVDs e games (6%). No total, de acordo com o levantamento, 16,5 milhões de brasileiros já efetuaram uma compra online, sendo que 72% deles possuíam acesso residencial à rede. "O principal local de acesso da população continua sendo as lan houses e outros locais com internet paga o que funciona como um limitador para o comércio eletrônico brasileiro. Acredito que a oferta do acesso a partir das residências seja uma importante fronteira a ser transpassada para o sucesso absoluto da rede no País", comenta Fernand Alphen, diretor nacional de planejamento da F/Nazca. "A gente percebe o movimento das grandes redes varejistas em abrirem seus endereços na web, mas ainda há um longo caminho a percorrer para que o negócio deslanche. Acho que uma das soluções seria unir as lan houses com as lojas populares com o propósito de tirar o medo dos consumidores de efetivarem compras pela internet", opina.

Segundo o diretor, outro ponto que ainda merece destaque é o fato de que nada menos que 91% dos internautas brasileiros já se relacionaram pela rede. "O grande desafio para o mercado publicitário e editorial, no entanto, é que ficou bastante claro também que essas pessoas se relacionam e inserem conteúdos na internet (45% já inseriram) para falarem se si. Como, então, passar qualquer mensagem ou oferecer qualquer conteúdo sem invadir a vida desses internautas?", questiona. "Esse é um trabalho para os detentores desses endereços e acredito que muito em breve começaremos a ter êxito maior no aproveitamento dessa audiência na comunicação", diz Alphen. As principais formas de relacionamento online são: email (57%), MSN (55%) e perfil do Orkut (50%).

O aumento da penetração de pessoas com mais de 45 anos também é uma boa notícia para publicitário. Dos que têm entre 45 e 59 anos, o índice de acesso cresceu de 25% para 31% e dos que têm mais de 60 anos, 10% já o fazem. "Essa é uma constatação interessante porque o universo encontrado na rede está começando a se equiparar à pirâmide populacional brasileira. Isso, certamente, ajudará o mercado a pensarem publicidade na internet de maneira mais ágil e simples", acredita Alphen.

Dos resultados da pesquisa foram destacados dez itens que devem ser olhados com atenção pelo mercado. Entre eles estão o fato de o acesso à rede não refletir as desigualdades sociais e econômicas do País, de a internet influenciar o consumo e que o maior desejo do usuário é usar o espaço virtual para falar de si. Para a pesquisa - que foi realizada em março de 2009 - foram ouvidas 2117 pessoas distribuídas por todo o Brasil e a margem de erro é de dois pontos percentuais para baixo ou para cima.


Mariana Ditolvo
Meio & Mensagem Online, 13/07/09

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Boca-a-boca e internet: as preferidas dos consumidores

Pesquisa realizada pelo instituto Nielsen Online aponta que a indicação de amigos e conhecidos é o fator primordial para a escolha de uma marca, mas que a propaganda veiculada na internet ganha cada vez mais importância

Embora a velha indicação dos amigos e conhecidos ainda seja o fator de maior peso na hora de escolher um produto ou serviço, a internet já ocupa um papel de extrema importância para formar a opinião dos consumidores acerca de marcas e produtos. A conclusão é resultado do estudo global Pesquisa de Consumidor, realizada pela Nielsen Online em 50 países.

De acordo com os resultados da pesquisa, 90% dos internautas levam em consideração as indicações de amigos e familiares na hora de adquirir um produto. Apesar disso, a divulgação dar marcas no ambiente da internet também tem um importante peso na formação da opinião e da confiança desses consumidores. Para 70% dos entrevistados, vale a pena confiar em uma marca se os demais internautas expressam opiniões e comentários favoráveis a ela. E a mesma porcentagem dos pesquisados garante que ter um site de qualidade é um fator primordial para que a marca ganhe a sua confiança.

Os patrocínios das marcas também despertam um grande interesse dos consumidores. Para 64% dos entrevistados, o investimento que as empresas fazem em eventos ou em demais causas inspiram confiança. Apesar de ficarem atrás da internet na citação dos consumidores, as mídia tradicionais continuam importantes para a formação da sua opinião. 62% dos entrevistados dizem confiar bastante na propaganda veiculada em TV; 59% preferem os anúncios feitos em revistas enquanto 63% escolheram a mídia jornal e 55% o rádio.

Em comparação com a última pesquisa do gênero realizada pelo instituto - em abril de 2007 - o principal fator observado foi o crescimento da valorização da propaganda boca-a-boca e da exposição de marcas na internet para a conquista de novos consumidores. As categorias que dizem respeito à formatos de divulgação online são as que obtiveram um crescimento mais significativo dentro da pesquisa, realizada com um universo de 25 mil pessoas.

Em comparação com a média mundial, o Brasil destaca-se por apresentar um maior grau de confiança em quase todas as categorias de anúncios. O único quesito em que o país fica atrás dos demais é em relação à confiança das opiniões postadas na internet. Enquanto 70% dos estrangeiros garantem confiar nos comentários sobre marcas e produtos que circulam na internet, no Brasil, essa taxa fica em 60%.


Meio & Mensagem Online, 15/07/09

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Bolsa Funarte de Produção Crítica sobre Conteúdos Artísticos em Mídias Digitais /Internet

Inscrições até 13 de agosto

O programa, que chega à sua segunda edição, cria condições materiais para que pesquisadores, teóricos, artistas e estudantes possam se dedicar à produção de conhecimento crítico sobre a atual arte brasileira e sua relação com as tecnologias digitais.

Serão distribuídas cinco bolsas de R$ 30 mil, uma para cada região do país. As propostas de trabalho devem estar relacionadas à análise de conteúdos artísticos - das áreas de artes visuais, dança, circo, teatro, performance, fotografia, música, audiovisual e literatura - que tenham sido criados ou estejam expostos em websites, CDs, DVDs, celulares, entre outros.

Confira o edital e o anexo:
Edital
Ficha de inscrição

Saiba mais.


Ministério da Cultura, 01/07/09

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quarta-feira, 15 de julho de 2009

Nova era exige atuação digital

Empresas e pessoas físicas estão deixando de grafar as assinaturas em papel de documentos importantes, como contratos, operações com instituições financeiras e também com o Judiciário, além de escriturações de notas fiscais e livros contábeis. Utilizam de modo crescente o meio digital como instrumento de ratificação, autorização e designação de autoria dessas práticas.Tais fatos vêm ocorrendo em razão de uma série de mudanças de serviços implantadas por cartórios, bancos e poderes públicos, em busca de mais segurança, melhor controle e qualidade na arrecadação de tributos.

A transformação está fazendo com que as pessoas transfiram todos os procedimentos, até então oficializados por intermédio da impressão dos arquivos eletrônicos em papel, para o meio exclusivamente digital, com validade jurídica e respaldo legal. Exemplo disto é a massificação do uso da Nota Fiscal Eletrônica municipal e estadual.

De agora em diante, as empresas, em maior escala, deverão fornecer todo o movimento econômico, antigamente registrado nos chamados livros diários e auxiliares, imediatamente após o encerramento do exercício fiscal, para o SPED – Sistema Público de Escrituração Digital. Este agrupa as informações das Notas Fiscais Eletrônicas, escrituração fiscal dos livros de registros de saídas, entradas e inventário, bem como o antigo livro diário, em um repositório nacional administrado pela Receita Federal.

As Juntas Comerciais, sinônimo de grande cartório com montanhas de papéis, estão se atualizando para que todos os procedimentos utilizem o fluxo eletrônico, desde a sua geração, transmissão, análise e retorno ao usuário. O novo sistema chama-se Registro Mercantil Digital.

O cruzamento das informações econômico-fiscais está cada vez mais eficiente, pois o trânsito dos dados eletrônicos, anteriormente restrito aos papéis, agora é realizado eletronicamente pelos próprios contribuintes para as autoridades fiscais, por meio de programas que validam as informações e as transmitem, via internet, para o banco de dados do governo. Graças aos instrumentos legais da Era Digital, os profissionais da área contábil e da advocacia, que há décadas sofrem com a burocracia imposta pelos cartórios, órgãos públicos e o Judiciário, conseguem trabalhar sem sair de casa ou do escritório. A geração dos processos com Certificação Digital lhes dá garantia legal e autenticidade da assinatura, como se fosse de próprio punho.

São muitos os exemplos do sucesso da Certificação Digital em distintas atividades, tais como: acesso ao banco de dados dos contribuintes da Receita Federal, com retificações de guias de recolhimentos, emissão de segundas vias, consulta às informações fornecidas por terceiros para o Fisco e diversos benefícios que evitam as famigeradas idas e vindas ao balcão de atendimento; protocolo on-line de petições no Judiciário, o Sisdoc — Sistema Integrado de Protocolização de Documentos Físicos e Eletrônicos; envio de processos judiciais desde o início pela internet; e Registro do Livro Diário Eletrônico nas Juntas Comerciais.

Assim, cabe aos profissionais que utilizam os benefícios dos meios eletrônicos (1,1 milhão de cidadãos, sendo 400 mil contabilistas e 700 mil advogados) ajudar o governo a reduzir a burocracia, além de ensinar, disseminar e multiplicar perante a população o bom uso dessa ferramenta. Compete ao governo criar mecanismos para transferir todos os processos existentes que ainda exigem a presença física das pessoas e dos papéis para os meios eletrônicos.

A nova geração entra no mercado com a filosofia digital e facilita o entendimento desses benefícios. A Era Digital deu partida a uma corrida tecnológica rumo ao futuro, sem a mínima possibilidade de retorno. Por mais saudosista que alguém seja, tornou-se inexoravelmente inútil teclar na velha máquina de datilografia ou continuar raciocinando de maneira analógica. Daquele valioso instrumento de trabalho dos nossos pais, nos resta guardar a boa herança da digitação. Entretanto, até mesmo essa aptidão migrará, oportunamente, “da ponta dos dedos” para o comando de voz.

Além disso, a simples transposição de registros, documentos, processos e informações das agora ultrapassadas cópias impressas para os meios eletrônicos representa o louvável respeito à economia de recursos naturais, em razão da prosaica dispensa do uso de papel.

Como todas essas mudanças são extremamente bruscas, vertiginosas, muitas pessoas ainda não se deram conta. Outros criaram certa resistência e até um medo justificável, pois nem sempre é fácil enfrentar o novo. E, assim, vão ficando de fora, ou por fora, do seu próprio mundo.

Antoninho Marmo Trevisan
Colunista de Plurale, colaborando com um artigo por mês. Empresário e educador, é presidente do Conselho Consultivo da BDO Trevisan, da Trevisan Consultoria e Gestão, da Trevisan Escola de Negócios e Membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES).


Envolverde, 14/07/09
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Os brasileiros mais premiados em Cannes

Dupla que atua na Leo Burnett de Lisboa fatura sete Leões em Cannes com projeto para a Cruz Vermelha

Há talentosos criativos brasileiros trabalhando em várias agências pelo mundo. Muitos deles tiveram projetos premiados no Festival Internacional de Publicidade de Cannes, realizado no mês passado. Entretanto, nenhum - nem mesmo os que atuam no País - somou tantos Leões quanto a dupla formada pelo diretor de arte Renato Lopes e o redator Erick Rosa, da equipe da Leo Burnett de Lisboa.

Eles desenvolveram o case "Store+. A loja que vende esperança", premiado no evento com nada menos que sete Leões: um Ouro, uma Prata e um Bronze no Promo Lions; duas Pratas no Direct Lions; uma Prata em Design; e um PR Lions.

O que encantou quatro diferentes júris foi a ideia de montar uma loja em um shopping de Lisboa durante o período de Natal do ano passado. Nas prateleiras, nenhum produto ou serviço convencional. O que estava à venda ali era "esperança" para os povos beneficiados pelo trabalho da Cruz Vermelha.

O público podia fazer doações para quatro causas: socorro; idosos e dependentes; crianças e jovens; e teleassistência. Como normalmente ocorre com as lojas de shopping, o espaço tinha um provador e um caixa, onde eram emitidos vouchers aos doadores.

"Era uma cópia fiel das lojas de roupas. Só que as pessoas saíam com as mãos vazias, literalmente, mas com a ideia de que, ao comprar 'esperança', estariam com os corações cheios. A loja tinha até um 'provador', em que cada pessoa podia se informar mais sobre as causas em um monitor com headphone, antes de decidir para qual delas doar", detalha Lopes.

Ele e Rosa foram também diretores de criação do projeto na equipe comandada pelo argentino Chacho Puebla, diretor executivo de criação, cujo time inclui a cadelinha Tura, que esteve em Cannes com direito a nome nas fichas técnicas ("creative advisor"), crachá e presença no palco do Palais des Festivals para receber os troféus.

Renato Lopes começou sua carreira em 1994, como assistente de arte na Giovanni, passando a diretor de arte um ano e meio depois. Ainda no Brasil, atuou nas equipes da Africa e da Lew'Lara, de onde saiu no final de 2007 para atravessar o Atlântico e ingressar no time da Leo Burnett de Lisboa.

Erick Rosa também começou como estagiário da Giovanni, em 2000, sendo contratado como redator em 2001. Depois disso, esteve na Euro RSCG entre 2002 e 2004, quando voltou para a Giovanni, onde ficou até o início de 2007. Naquele ano, seguiu para a Leo Burnett de Lisboa, como redator.

Em agosto de 2008, os dois foram promovidos a diretores de criação.

O mercado português foi pródigo em prêmios em Cannes também para outros publicitários brasileiros. Da mesma equipe da Leo Burnett Lisboa, o diretor de arte Ricardo "Mico" Toledo - que está de saída da agência - faturou uma Prata no Media Lions, um Bronze no Promo Lions e um PR Lions para o projeto "Museu efêmero", criado para o rum Pampero, da Diageo. Ele atuou ainda na criação de outro case premiado com um Bronze em Design ao lado do também brasileiro Bruno Ribeiro (hoje na Ogilvy Brasil): o filme "Todos contra todos", desenvolvido para a Anistia Internacional, produzido pela brasileira Lobo, com direção de Mateus de Paula Santos.

A equipe da Fischer América Portugal também comemorou o resultado de Cannes pelo Leão de Prata conquistado em Press, com campanha de três peças para o modelo Honda Jazz, da Honda Automóveis. A equipe de criação responsável pelo projeto tem três brasileiros: o diretor de criação Diogo Mello, o redator Rafael Pitanguy e o diretor de arte Marco Martins.


Alexandre Zaghi Lemos
Meio & Mensagem Online, 14/07/09

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