terça-feira, 7 de outubro de 2008

Grifes estão de olho nas pré-adolescentes

Suzana, da Cookie, decidiu apostar no potencial de consumo das meninas de 10 a 14 anos: "Elas ainda são um pouco crianças, mas têm um poder de decisão incrível"
Foto Gustavo Lourencao/Valor


Elas não querem mais saber de roupas infantis. Mas também não se sentem à vontade com o estilo de roupas de suas mães. Elas são as "tweens" (o nome vem da palavra between, em inglês), ou pré-adolescentes, as mais novas consumidoras a entrar no mira do mercado de moda. Ainda dependentes do pais, mas com muita decisão sobre o que querem usar, essas meninas de 10 a 14 anos, que têm despertado a atenção de publicitários e da indústria de bens de consumo, começam a contar com grifes só para elas.

É o caso da Cookie, que acaba de abrir as portas no bairro de Moema, em São Paulo, e é um misto de loja com espaço para eventos. A grife carioca Mary Zaide também enxergou boas perspectivas nesse segmento. Há um ano e meio, criou a Miss Zaide, focada na moda para meninas. "As tweens representam um nicho com muito potencial de crescimento", diz a consultora de varejo Celina Kochen.

A Cookie nasceu de um sonho antigo da empresária Suzana Pasternak Kuzolitz, dona da Iorga, indústria de lubrificantes industriais. "Minha família já atuou no ramo da tecelagem e eu sempre tive essa ligação com moda", diz a empresária, que bancou uma pesquisa de mercado para encontrar um setor promissor dentro do universo da moda. Foi assim que ela descobriu as "tweens". "Elas ainda são um pouco crianças, mas têm um poder de decisão incrível."

Para poder atender os desejos dessas consumidoras mirins, Suzana optou por criar uma grife exclusivamente feminina. "Fui atrás dos gostos e preferências delas", afirma Suzana, que descobriu, por exemplo, que as "tweens" adoram bichos de pelúcia e preferem lingeries grandes e confortáveis.

Além de roupas, a Cookie vende acessórios, artigos de papelaria e perfumes. A loja também comercializa bichos de pelúcia fabricados pelas ONGs Orienta Vida, de São Paulo, e Bichos do Mar de Dentro, do Paraná. "A consciência ecológica e o comércio justo são preocupações que já passam pela cabeça dessa geração", afirma Suzana. A empresária reservou um espaço da loja para encontros das clientes com as amigas. "Também pretendemos realizar oficinas de customização." A coleção da Cookie é bastante colorida e feita basicamente de roupas de malha. "Descobri que essas meninas prezam o conforto porque o seu corpo está em transformação", diz.

Essa também é a opinião da consultora Celina Kochen: para agradar esse público é preciso fugir dos decotes, do salto-alto e de outros atributos da moda para mulheres. "Acerta quem consegue criar uma moda nem tão infantil, mas sem o apelo sensual da moda feita para as adultas."

Para o empresário Eduardo Zaide, as consumidoras pré-adolescentes não querem roupas descartáveis. "Elas já prezam a qualidade", diz ele, diretor das marcas Mary Zaide (feminina) e Essencial (masculina), do Rio de Janeiro. As duas grifes, voltadas para o público adulto, foram criadas no início dos anos 1990. Há cerca de um ano e meio, mais uma grife se uniu à família: a Miss Zaide, destinada à meninas e que já representa 20% do faturamento da empresa.

"No próximo ano, deveremos abrir a primeira loja exclusiva Miss Zaide", diz o empresário. Por enquanto, as meninas encontram as roupas da grife dentro das lojas Mary Zaide -- 17, ao todo, distribuídas entre São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Curitiba. A coleção da Miss Zaide inclui roupas para o dia-a-dia e para festas. "Antes, as meninas iam à loja com as mães", diz Eduardo. "Hoje, já vão sozinhas."

O público "tween" é considerado difícil por Marcos Ribeiro, diretor de marketing da Cia. Hering. "Nessa idade, o jovem muda muito, muda de tribo, de escola e de estilo", diz Ribeiro. "Além disso, ele dificilmente é fiel a uma grife." Ainda assim, a Hering não descuida do público pré-adolescente, atendido pela linha Hering Kids (com roupas de zero a 14 anos).

Com 25 anos de mercado, a Tkts, de São Paulo, resolver dividir sua linha de produtos, há três anos, para atender crianças e adolescentes de forma separada. "Passamos a focar o consumidor 'tween' mais fortemente", diz Diego Gadelha Júnior, diretor comercial da grife, que recentemente contratou a estilista Mariana Rotta para cuidar da linha feminina. "O segmento infantil está muito concorrido e as vendas de roupas para os adolescentes vem crescendo", afirma o executivo.


Vanessa Barone, de São Paulo
Valor Online, 07/10/08

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Tenista russa apóia 'filhos de Chernobyl'

Maria Sharapova doa US$ 210 mil para programa que tenta ajudar alunos de região afetada por acidente nuclear a concluir universidade

A estrela do tênis feminino Maria Sharapova doou US$ 210 mil a um programa educacional voltado a estudantes de uma área afetada pelo maior acidente nuclear da história, o de Chernobyl, ocorrido há 22 anos. A iniciativa, uma parceria da Fundação Maria Sharapova e do PNUD, vai permitir que 12 jovens talentosos de Belarus possam concluir os estudos em duas das principais faculdades do país.

A usina nuclear de Chernobyl, em que um reator explodiu em 26 de abril de 1986, ficava numa parte da União Soviética que hoje é a Ucrânia. O desastre, porém, também afetou áreas onde hoje ficam a Rússia e Belarus. Na ocasião, a família de Sharapova morava na província de Homiel (Belarus), mas fugiu para a Sibéria (Rússia), onde a tenista nasceu, em 1987.

A fundação por ela criada já contribuiu com US$ 100 mil para projetos envolvendo jovens dos três países atingidos pelo acidente. "Sempre foi meu sonho ajudar a recuperação da região onde tenho ligações pessoais", disse a campeã na entrega do cheque ao PNUD. "Contribuir para que jovens talentosos concluam os estudos é parte do esforço de construir um futuro brilhante para a região", acrescentou ela, que é Embaixadora da Boa-Vontade do PNUD.

A parceria com o PNUD vai oferecer financiamento por cinco anos para 12 estudantes na Academia Estadual de Artes Belarus e na Universidade Estadual Belarus. Os jovens serão selecionados a partir de uma lista preparada pelas universidades, em um trabalho conjunto com o PNUD e o Ministério de Emergências da Bielorrússia, responsável pelos programas de recuperação das vítimas de Chernobyl.

O objetivo é contribuir para a formação de jovens talentos que, de outra forma, não teriam oportunidade de terminar a faculdade. Esta é a primeira vez em Belarus que uma organização não-governamental oferece apoio desse tipo para projetos de educação. Os primeiros alunos beneficiados vão iniciar seus estudos em setembro de 2009.


da PrimaPagina
Boletim Diário PNUD Brasil, 06/10/08

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Legislação do Brasil terá 'Google das leis'

Serviço de buscas vai tornar mais fácil encontrar jurisprudências, leis, normas e projetos na internet; buscador deve estrear em novembro

Um grupo que reúne técnicos de 12 organismos federais, como o Senado, o Superior Tribunal de Justiça, a Advocacia Geral da União e o Ministério da Justiça, está desenvolvendo uma ferramenta de buscas na internet que vai varrer sites do poder público para encontrar, de maneira simples e direta, leis, normas, decretos, projetos de leis e jurisprudências.

O serviço, que se chamará LexML e será de livre acesso, permitirá localizar os textos por meio de seu número, pelo nome, pela data ou até pelo apelido. Assim, uma busca por “11.340”, “Lei de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher”, “7 de agosto de 2006” e “Lei Maria da Penha” apontaria, nos resultados, para a lei que torna mais rigorosa a punição contra agressão às mulheres.

A expectativa é que a primeira versão do "Google das leis" esteja disponível em novembro, no endereço eletrônico www.lexml.gov.br (ele já existe, mas atualmente traz informações sobre o projeto). O objetivo é que já nessa versão seja possível buscar mais de 1 milhão de registros — todas as leis, projetos de leis e jurisprudências federais dos últimos 20 anos, desde a homologação da Constituição Federal, de 5 de outubro de 1988. Numa etapa posterior, as legislações estaduais e municipais também deverão ser incluídas.

"Imagine que um cidadão quer informações sobre a lei seca. Hoje, basicamente, ele vai ao Google e faz a pesquisa e lá obtém 100 mil registros, embora só exista uma lei. A proposta do LexML é que ele encontre uma página que vai gerar links para páginas do Diário Oficial, do Senado, da Câmara e do Ministério da Justiça, onde a lei estiver disponível", afirma o analista de informática legislativa do Senado Federal João Lima, que lidera a execução do LexML. "O cidadão vai encontrar informações categorizadas da lei, no original, com as transformações por que ela passou ao longo do tempo, até a versão atualizada."

A intenção da equipe responsável pelo serviço é que, a partir do primeiro semestre de 2009, a base de dados do LexML contenha legislações, jurisprudências e proposições legislativas anteriores a 1988, ou seja, que facilite a busca de mais de 10 milhões de registros. Também devem ser incluídas leis dos maiores municípios do país e dos Estados. Para que isso ocorra, as cidades têm de usar um software desenvolvido pelo INTERLEGIS (Comunidade Virtual do Poder Legislativo) com apoio do PNUD: o módulo Provedor de Dados do LexML. "A partir do próximo ano, vamos ter 100% das leis federais e algumas estaduais e municipais — para aqueles que usam o SAPL [Sistema de Apoio ao Processo Legislativo] a integração será bastante tranqüila", diz Lima. No site do LexML vai haver um formulário de adesão para órgãos da administração pública direta e indireta, que poderão enviar perfis e baixar o módulo Provedor de Dados do LexML.

A consulta no sistema é simples. A página inicial é limpa e dá bastante destaque ao logotipo do serviço e ao campo para busca (foto acima). Quando o usuário aciona a consulta, aparece uma segunda tela, com os resultados relacionados às palavras ou aos números que ele digitou (como data, tipo de documento e abrangência — federal, estadual ou municipal). Ao clicar no link que está procurando, o internauta é levado a uma nova página, em que poderá encontrar o registro com a data de publicação, versão original, publicada no Diário Oficial da União. Há ainda links para a lei em outras esferas do governo federal, a lei em outras línguas, se houver, retificações e a versão atualizada da lei, levando em consideração todas as alterações pelas quais ela passou ao longo dos anos (veja a imagem abaixo).



"Decreto, lei, medida provisória, jurisprudência... O que o usuário quiser ele vai encontrar em um único ponto de acesso, a partir dessa página de resultado, que vai trazer os links possíveis", afirma Lima. "Hoje, no Brasil, não existe nenhum site que faça esse serviço. E é realmente algo bem simples. O esforço, comparado com o benefício, é muito pequeno."

O grupo de técnicos envolvidos no projeto chama-se Comunidade TI Controle. A idéia surgiu em 2000, mas só começou a ser tocada a partir deste ano. Como não tem um orçamento exclusivo, o serviço terá uma rede de computadores que vai crescendo conforme a necessidade de ampliação do banco de dados. O site não é vinculado diretamente a nenhum órgão.

Além de apoiar a execução do sistema SAPL, o PNUD participa do LexML com contribuições técnicas para o trabalho. Ambos compõem o projeto Rede de Integração e Participação Legislativa.


Osmar Soares de Campos, da PrimaPagina
Boletim Diário PNUD Brasil, 06/10/08

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segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Índice de Oportunidade Humana coloca Brasil em oitavo lugar na América Latina

Um novo indicador criado pelo Banco Mundial aponta que o Brasil está atrás de países como Argentina, Chile, Jamaica e México no que diz respeito à igualdade de oportunidades oferecidas às crianças. Ainda assim, está dois pontos acima da média latino-americana.

O Índice de Oportunidade Humana (IOH), divulgado ontem (2) pela instituição, mede as oportunidades necessárias para assegurar o acesso universal de crianças e jovens a serviços básicos essenciais para uma vida produtiva. O índice vai de 0 a 100 e aumenta à medida que há mais oportunidades. Outro fator levado em consideração é se essas chances são distribuídas de forma eqüitativa. A insituição defende que esse nivelamento de chances para as crianças é a chave do desenvolvimento na região. A nota do Brasil é 72 e a da América Latina, 70. O país com melhor resultado é o Chile, com IOH de 91. Na outra ponta, a Nicarágua ficou com 46.

Em função das desigualdades entre a população dos países latino-americanos, a região foi escolhida pelo Banco Mundial para aplicação do IOH pela primeira vez. Foram avaliados 19 países. O índice é calculado com base na distribuição das oportunidades educacionais e habitacionais oferecidas nos países. Os cinco indicadores considerados foram acesso à saneamento, água potável, eletricidade, freqüência escolar na faixa etária de 10 a 14 anos e conclusão da 6ª série do ensino fundamental na idade correta.

Segundo o banco, “entre 25% e 50% da desigualdade permanente de renda observada entre os adultos da América Latina e do Caribe deve-se a circunstâncias que essas pessoas enfrentaram ainda na infância e sobre as quais não tinham controle nem responsabilidade”.

Entre os 19 países da América Latina e Caribe, Argentina, Chile, Costa Rica, Uruguai e Venezuela foram considerados os mais próximos da universalidade nos serviços básicos. Já Guatemala, Honduras e Nicarágua são os mais distantes da meta.

O estudo analisa ainda de que forma fatores como cor de pele, local de nascimento e condições de renda da família influem no acesso aos serviços básicos em cada país. De acordo com o relatório, o nível educacional da mãe e a renda salarial do pai estão entre os fatores de maior peso para explicar desigualdades na distribuição de oportunidades entre as crianças da região.

Os pesquisadores analisam ainda os avanços dos países na última década, considerando indicadores sociais de 1995 a 2005. Nesse recorte, o Brasil aparece como destaque, já que o índice subiu de 59 para 72 no período, com uma taxa de crescimento anual de 1,3%.

Ranking IOH América Latina e Caribe: http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/10/02/materia.2008-10-02.9609431861/view

Oportunidades educacionais são menores no Brasil, diz Banco Mundial
No Brasil, as oportunidades em educação oferecidas às crianças são menores do que nos outros países da América Latina e Caribe, com exceção de Nicarágua, El Salvador e Honduras.

A educação é uma das variáveis utilizada para calcular as oportunidades necessárias para assegurar o acesso universal de crianças e jovens a serviços básicos essenciais para uma vida produtiva. A instituição considera esse acesso como fator determinante para a ocorrência de desigualdades sociais e econômicas em uma população.

O IOH brasileiro na área educacional é de 67 pontos, nove abaixo da média (76 pontos) dos 19 países que participaram do estudo. O Chile é o país com melhor desempenho na área educacional, com 90 pontos. As crianças da Nicarágua são as com menos chances de acesso a uma boa educação, com um IOH de 59 pontos.

O índice da educação é calculado com base na freqüência escolar dos alunos de 10 a 14 anos e no número de crianças que conclui a 6ª série do ensino fundamental na idade indicada para o período. O relatório aponta que o Brasil, ao lado do Chile e da República Dominicana, é o país mais próximo da universalização de oportunidades para a freqüência escolar, com 96%.

Por outro lado, o IOH para crianças que concluem a 6ª série na idade certa é de 37%, o terceiro pior entre os países. O índice vai de 0 (privação total) a 100 (universalização de oportunidades). Apesar do baixo desempenho, o relatório do Banco Mundial aponta o Brasil como um país que registrou significativas melhorias na área.

“Na verdade, quando os países latino-americanos são ranqueados pelas melhorias nas oportunidades educacionais, o Brasil é o melhor ou o segundo melhor na região”, diz o estudo.

Segundo o relatório, o avanço é resultado de políticas públicas criadas para esse objetivo. O aumento do financiamento para a educação com a criação do Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) é citado como um pilar da política educacional. O relatório aponta ainda o Bolsa Família como “vital para acelerar o progresso educacional do país”.


Amanda Cieglinski, da Agência Brasil
Envolverde, 03/10/08
© Copyleft - É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.

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Prêmio IPS/ FIDA de Jornalismo

O Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e a agência internacional de notícias IPS - Inter Press Service convocam para o prêmio jornalístico “Desenvolvimento econômico, luta contra a pobreza e a exclusão social nas comunidades rurais pobres e indígenas da América Latina e Caribe”.

O concurso premiará os dois melhores trabalhos - relatórios, reportagens, crônicas, entrevistas ou notícias de qualquer gênero -, publicados entre 1º de janeiro e 30 de setembro de 2008, em meios de comunicação impressos de circulação periódica, de cidades médias e pequenas vinculadas a regiões rurais da América Latina e do Caribe, ou publicações impressas e sites de organizações da sociedade civil, comunitárias ou indígenas.

Os trabalhos apresentados deverão estar centrados na vida, nos problemas e nos projetos dos integrantes das comunidades rurais pobres e dos povos indígenas da América Latina e do Caribe, no desenvolvimento econômico, na luta contra a pobreza e a exclusão social, nos direitos humanos e na diversidade cultural.

Os prêmios são de US$ 1.500 para o primeiro colocado e de US$ 1.000 para o segundo

O júri será composto por Antonella Cordone, Coordenadora de Questões Indígenas e Tribais do Fondo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), Ernesto Lamas Coordenador Regional da AMARC para América Latina e Joaquín Costanzo, Diretor Regional da IPS América Latina.


O regulamento do prêmio pode ser visto em http://www.ipsnoticias.net/_focus/voces_tierra/concurso_por.asp

Não serão aceitas inscrições que chegarem após o dia 15 de outubro de 2008

Para qualquer pergunta, escreva para concurso@ipslatam.net

A proposta de comunicação levada adiante pela IPS e apoiada pelo FIDA pode ser encontrada aqui: Vozes da terra. Povos indígenas e pobreza rural (http://www.ipsnoticias.net/_focus/voces_tierra/index.asp)


Envolverde, 03/10/08
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Condicionar repasse de renda vale a pena

Exigir que as famílias pobres cumpram alguns requisitos para receberem dinheiro do governo é uma medida que pode trazer grandes benefícios, embora aumente o custo dos programas de transferência de renda. Um estudo publicado pelo Centro Internacional de Pobreza, uma instituição de pesquisa do PNUD em parceria com o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), analisou o caso do México e concluiu que o número de crianças matriculadas na escola aumenta quando o repasse de benefícios é condicionado à freqüência escolar.

Os programas que impõem requisitos para que as famílias recebam recursos têm se tornado muito comum nos países em desenvolvimento. O Bolsa Família, por exemplo, é uma iniciativa desse tipo. Para obterem o dinheiro, os chefes de domicílio precisam comprovar que as crianças em idade de estudar (6 a 17 anos) estão freqüentando a escola. Se houver gestante, ela precisa fazer exames pré-natais. Se houver crianças menores de 7 anos, elas precisam estar com o calendário de vacinação em dia.

No México, o Progresa, analisado pelo estudo, funciona de maneira semelhante. No entanto, algumas famílias receberam o benefício, mas não os formulários para preencherem os dados sobre freqüência escolar — na prática, portanto, não lhes foi imposto requisito algum. Os pesquisadores Alan Brauw e John Hoddinott, do Instituto Internacional de Pesquisa em Política Alimentar, compararam os dados dessas famílias com os das outras, que foram monitoradas.

Em artigo intitulado As condicionalidades são necessárias em um programa de transferência condicionada? e publicado pelo Centro Internacional de Pobreza, eles relatam que, em média, a freqüência escolar das crianças dos domicílios que não receberam os formulários de monitoramento é 7,2 pontos percentuais menor. A diferença é maior nas séries escolares mais avançadas, mas inexistente na educação primária.

"Nossos resultados mostram que os benefícios das condicionalidades podem ser grandes, mas que, calibrando o desenho dos programas de transferência de renda de acordo com a heterogeneidade de seu impacto, podem torná-las ainda mais eficientes", afirma o texto.

A adoção de condicionalidades, porém, não é algo unânime entre os estudiosos. No artigo, os pesquisadores sintetizam algumas das ressalvas. Alguns especialistas destacam que os requisitos aumentam o custo do programa e, se esse custo adicional for elevado, as exigências podem ser um problema. As condicionalidades também “podem dar espaço para corrupção, uma vez que os indivíduos responsáveis pela certificação de seu cumprimento podem cobrar das famílias para que digam que elas estão seguindo as condicionalidades”, afirmam os autores. Além disso, as vantagens do programa podem diminuir se as exigências não coincidirem com práticas valorizadas pelos beneficiários.

Outra ressalva às condicionalidades é que alguns domicílios podem ter mais dificuldades para cumpri-las — e, se esses domicílios são justamente os mais pobres, o programa pode falhar em atender quem mais precisa de renda.


Redação do Pnud
Envolverde, 03/10/08
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Ícones nascidos na web

Campeãs de popularidade, personalidades fictícias da internet ganham espaço em campanhas de marcas e produtos

A história da propaganda brasileira está repleta de ícones nascidos dos comerciais de TV. Agora, um novo capítulo se consolida. A publicidade vem se apropriando das celebridades surgidas da internet em campanhas de marcas e produtos. São pessoas como a nutricionista atrapalhada Ruth Lemos (que repetia o final das palavras em uma entrevista feita para um telejornal e que foi parar no YouTube, gerando a pérola "sanduíche-íche-íche"), os bailarinos da Dança do Quadrado (popularizada pelo refrão-chiclete "Cada um no seu quadrado") e a veterana atriz Maria Alice Vergueiro, do curta Tapa na Pantera, outro vídeo campeão de views no YouTube. Além disso, as agências começam a criar personagens em ações online com cara de sucesso instantâneo da internet.

O sucesso do desabafo intitulado Rubinho (referindo-se ao piloto da F1) no YouTube rendeu sucesso instantâneo a um grupo de amigos de São Paulo. O protagonista do vídeo foi contratado pela Y&R para campanha de uma marca na agência. "Os ícones da internet são mais espontâneos", afirma o vice-presidente de estratégia digital da Y&R, Fernando Taralli. O filme alcançou 1,5 milhão de page views e chegou a incomodar Barrichello, que pediu para tirarem o vídeo do ar. Ele foi retirado, mas voltou a ser postado. "Não dá para controlar a veiculação na internet", emenda Taralli.

Seguidores
Na história, o protagonista do vídeo fica descontrolado emocionalmente ao criticar o piloto em uma sátira baseada no inconformismo sobre seu desempenho nas corridas. "Esses vídeos que pretendem ser amadores fazem sucesso. A vantagem é que os ícones da internet têm seus seguidores e fãs", explica o executivo da Y&R. Desse modo, ele destaca a diferença entre os populares personagens da web e as celebridades da TV, caso dos participantes do Big Brother, que conseguem a atenção dos telespectadores e consumidores por conta da superexposição na mídia.

Um personagem que vem ganhando destaque é a suposta chocólatra Cláudia Cristina. Ela nasceu por conta de um blog, o Sai pra lá, criado pela Ogilvy para promover a marca Bis. Cláudia Cristina bola maneiras de esconder o chocolate para não ter de dividi-lo com ninguém. Entre as invenções da personagem, estão a saia-porta e a bolsa em formato de bueiro. Quando alguém pede um Bis, as roupas-ferramentas entram em ação.

Na ação promocional para a TV, no programa Pânico, os telespectadores são convidados a criar vídeos com dicas de esconderijos para o chocolate Bis. Os vídeos são enviados diretamente para o blog da personagem, e os melhores são exibidos no programa. O vencedor do concurso garante um ano de Bis grátis. "Vamos utilizar esse tipo de conteúdo sempre que houver identificação com a marca. Quem disser que existe uma fórmula, está errado. Não basta replicar essas ações. O mais importante é achar a linguagem adequada para o internauta", afirma o diretor geral da Ogilvy & Mather, Fernando Musa. A agência também está criando ação de conteúdo na internet para o Magazine Luiza.

Outro personagem fictício que desperta atenção é o repórter investigativo Alexandre Monteiro. No blog publicitário Meu Carro se Matou - Reze para o seu Carro não Virar Pauta, Alexandre Monteiro tenta encontrar pistas sobre a depressão de carros. "Carro deprimido se mata bebendo gasolina envenenada", afirma o jornalista. Alexandre Monteiro era um mistério, até que na semana passada veio a resposta sobre sua identidade. Trata-se de uma ação criada pela Salem para o Renault Sandero Stepway, veículo alinhado com o conceito de modernidade, diferenciação e interatividade na campanha "Um novo movimento urbano".

Em um dos vídeos do blog Meu Carro se Matou, um automóvel se joga do alto de um prédio de dez andares, outro entra na linha do trem para ser atropelado, e um terceiro invade um posto lacrado para se envenenar com gasolina adulterada.

A Salem criou ainda um segundo blog, o Cansei da Cidade, onde pessoas reclamam de problemas comuns aos moradores dos grandes centros. A solução para esses dilemas está no hot site do Sandero Stepway, com animação do carro em 3D. O blog traz lugares interessantes e divertidos de cidades brasileiras. "O Sandero Stepway é um modelo para público de espírito jovem, independente. A internet é um canal de informação fortemente presente no dia-a-dia desse público, um meio de comunicação que não pode ser ignorado ou temido", afirma a gerente de marketing da Renault do Brasil, Vanessa Castanho.

Para o sócio da colmeia, André Passamani, todo projeto de internet tem a missão de ser viral, ter efeito pólvora, para que consumidores enviem o conteúdo para amigos e colegas.

Transitoriedade
O sucesso instantâneo na internet não implica, contudo, credibilidade, segundo o blogueiro e analista de tendências da Fischer América, Carlos Merigo. "Muitas dessas celebridades conseguiram seus 15 minutos de fama, mas não têm credibilidade em mídias sociais. Tem credibilidade quem cria conteúdo de humor e entretenimento".

"O Diário de um Emo já teve seus 15 minutos de fama. Mas o sucesso desapareceu", afirma Merigo. O reconhecimento instantâneo - espontâneo ou planejado - tem alguns exemplos até na música brasileira. A cantora adolescente Mallu Magalhães, de apenas 16 anos, confirmada para a edição 2008 do festival Planeta Terra, lançou músicas no MySpace e conquistou a atenção de patrocinadores. As canções da intérprete teen estão no site patrocinado Hot Pocket Sadia.

No Brasil, a produtora Ioiô Filmes tenta repetir no celular o sucesso do curta Tapa na Pantera, um recorde de 5 milhões de acessos no YouTube. Desde a semana passada, o conteúdo está disponível em WAP para clientes das operadoras Amazonia Celular, Brasil Telecom, Claro, CTBC, Oi, Vivo, TIM, Sercontel e Nextel, na categoria de vídeos de humor.

E por falar em Maria Alice Vergueiro, ela também está na campanha de lançamento da operadora de telefonia celular Aeiou. A BigMan criou um comercial com fenômenos da web. Ela reuniu a estrela do Tapa na Pantera, a nutricionista do "sanduíche-íche-íche", a cantora do hit do YouTube Vai Tomar no Cu e os tais bailarinos da Dança do Quadrado.


Sandra Silva
Meio & Mensagem Online, 01/10/08

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Pela reformulação das leis dos direitos autorais

Professor Lawrence Lessig, eleito uma das 50 pessoas mais visionárias do mundo pela Scientific American, defende adaptação ao novo modelo criativo imposto pelas novas tecnologias

Na abertura do Digital Age, evento promovido pelo Now! Digital Business e que acontece até esta quinta-feira, 2, em São Paulo, o professor Lawrence Lessig inicou os trabalhos com uma palestra focada no tão discutido impasse com relação aos direitos autorais numa era modificou a cultura de todo o mundo.

Batizada "A cultura remix", a apresentação de Lessig - que também é um dos fundadores do Center for Internet and Society - defendeu, sobretudo, a necessidade de reformulação em toda a legislação que envolve os copyrights no intuito de fazer com que os modelos de negócios se adaptem às mudanças bastante significativas provocadas pela web. "Vivemos um tempo em que a criatividade de qualquer pessoa por se propagar pela rede e cada vez mais os conteúdos tidos como amadores se aproximam daquilo que conhecemos por profissional. Para isso, muitas vezes, os usuários de internet fazem uso de matéria-prima protegida pela chamada propriedade intelectual. É hora de distinguir por lei, por exemplo, o que amador e o que é profissional sem criminalizar a liberdade de comunicação", disse Lessig.

O professor destacou ainda a importância dessas mudanças para impedir a propagação da idéia de que a geração - hoje formada pelos mais jovens que utilizam as novas tecnologias de forma natural -- é formada por "criminosos" que desrespeitam os direitos autorais diante da simples transformação na maneira de se comunicarem. "Eu tenho dois filhos e acho um absurdo pensar neles ou em outros jovens como criminosos. Qualquer um que olhe para essa geração na internet sabe que não há meios de impedir a criatividade. Então porquê não adaptar os modelos de negócios", comentou.

Lessig finalizou sua apresentação defendendo, portanto, um meio termo elaborando leis que garantam os direitos de diferentes pessoas sejam elas da indústria ou criadores amadores da nova ordem digital. Como exemplo, ele citou o modelo Creative Commons para distribuir e valorizar qualquer trabalho criativo.

A hora do Marketing de liderança
Também durante o primeiro dia de evento, Seth Godin, o mais influente blogueiro sobre marketing e mídia segundo a AdAge, afirmou que anunciantes de todo o mundo precisam tomar muito cuidado com o que fazem na internet, uma vez que qualquer erro pode deixar marcas profundas. Segundo Godin, que é autor de uma série de livros consagrados, é preciso em primeiro lugar que as empresas abandonem o modelo de publicidade vigente pelo qual conteúdos medianos são vendidos para pessoas medianas a fim de conquistar uma maior escala de consumidores. "Está na hora de todos pensarem formas de elaborar produtos e comunicação que façam com que as pessoas sintam vontade de comentar e passar para frente", disse.

Com catorze tendências em mãos, Godin apresentou algumas dicas de como se dar bem na nova era da comunicação. Entre elas, destacou o diálogo direto com o consumidor para a construção de um relacionamento; contar histórias que agradem os consumidores, já que cada vez mais as pessoas compram histórias e não recursos; e promover a ligação entre as pessoas/consumidores.

"Com o avanço da internet, os usuários estão cada vez mais distantes da televisão e focados em distribuir suas vidas em tribos, comunidades. Para dar certo neste momento, as empresas precisam pensar na frente e encontrar tribos que precisem de um líder, de alguém para seguir", concluiu.


Mariana Ditolvo
Meio & Mensagem Online, 01/10/08

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BID busca projetos inovadores que promovam acesso a serviços financeiros para pessoas de baixa renda da América Latina e Caribe

Programa estimulará implantação de sistemas de banco em aparelhos celulares para população sem acesso a serviços bancários

O Banco Interamericano de Desenvolvimento está aceitando propostas para desenvolver e implantar sistemas de banco móvel voltados às populações sem acesso a serviços bancários em toda a América Latina e Caribe. Atualmente, apenas 35% dos adultos latino-americanos possuem contas em banco.

O BID apoiará os projetos através do M-Banking for the Unbanked (Banco Móvel para Desbancarizados), um programa do banco realizado em parceria com a Associação GSM, uma organização que concentra operadores de telefonia de tecnologia GSM. O BID apoiará o projeto por meio do Fundo Coreano de Parcerias para o Conhecimento em Tecnologia e Inovação com recursos que somam US$500 mil.

Equipes qualificadas de operadores de telefonia móvel e bancos parceiros receberão apoio financeiro e técnico para o desenvolvimento e implantação de soluções de banco móvel em versões de teste ou iniciativa-piloto, para verificar sua viabilidade operacional e financeira ou de apoiar uma aplicação em grande escala.

Por meio dessa iniciativa, o BID pode vir a financiar, por exemplo, projetos de bancos móveis que permitam a clientes acessar suas contas bancárias e realizar transações sem a necessidade de ir a uma agência. O banco pode também financiar projetos que desenvolvam soluções para serviços específicos tais como transferências de valores em nível local e internacional.

A experiência mundial demonstrou que o uso de telefonia móvel é um meio eficaz e eficiente de oferecer serviços financeiros às pessoas sem acesso bancário e, ao mesmo tempo, lucrativo tanto para as operadoras de redes móveis como para as instituições financeiras. O acesso a esses serviços ainda é muito limitado na América Latina e no Caribe.

O programa financiará até 50% dos custos dos projetos selecionados. O montante máximo a ser concedido a um programa será de US$ 150 mil. A expectativa é de que pelo menos cinco projetos sejam selecionados para receber esse apoio.

As operadoras de redes móveis e os bancos parceiros interessados em participar do programa devem enviar uma proposta de projeto, seguindo o modelo e instruções disponíveis no formulário de inscrição.

As propostas serão avaliadas e selecionadas pelo BID com base em critérios transparentes e objetivos indicados no formulário.

Podem se inscrever empresas e instituições de países membros do BID na América Latina e Caribe.

BID
O Banco Interamericano de Desenvolvimento, a maior e mais antiga instituição multilateral de desenvolvimento regional, foi criado em 1959 para ajudar a acelerar o desenvolvimento econômico e social da América Latina e do Caribe. O BID tem 47 países membros, que incluem 26 países latino-americanos e caribenhos, os Estados Unidos, o Canadá e 19 países de fora da região. O Grupo do Banco Interamericano de Desenvolvimento aprovou novas operações em um total de mais de US$ 9,6 bilhões em 2007, confirmando seu papel como a principal fonte de financiamento multilateral para a região.

GSMA
A GSM Association (GSMA) é uma associação mundial que representa mais de 750 operadoras de telefonia móvel GSM em 218 países e territórios do mundo. Os membros da Associação representam mais de 3 bilhões de conexões GSM e 3GSM – mais de 86% das conexões de telefonia móvel do mundo. Além disso, mais de 200 fabricantes e fornecedores apóiam as iniciativas da Associação. A GSMA tem extensa experiência e prática na implantação de soluções de bancos móveis voltadas para os pobres e os desprovidos de acesso bancário.

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Formulário de Inscrição
M-Banking: A Transformational Technology to Reach the Unbanked
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A Bank in My Cell Phone?

Mais Informações
Franklin Nieder
Especialista Sênior em Finanças
frankn@iadb.org
(202) 623-3446

Rafael Anta
Especialista Sênior em Ciência e Tecnologia
rafaela@iadb.org
(202) 623-3056


BID, 22/09/008

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Seminário online debaterá e-commerce e as redes sociais em outubro

Evento gratuito, que acontece em 7 de outubro, discutirá os principais caminhos para se chegar ao consumidor através das redes sociais.

No dia 7 de outubro, a Ikeda promove o webseminário gratuito “E-commerce e as redes sociais”. O objetivo do evento é auxiliar lojistas virtuais a conhecerem o perfil do atual consumidor brasileiro, considerado mais atento a novas mídias e canais de relacionamento.

O evento será realizado, das 15h às 16h, em tempo real por audioconferência pela web e discutirá os principais caminhos para se chegar ao consumidor através das redes sociais e como, através dessas redes, o consumidor pode levar uma empresa à falência ou ao sucesso completo.

Os interessados podem se inscrever pelo site do evento.


IDG Now!, 03/10/08

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domingo, 5 de outubro de 2008

Inscrições para o Prêmio Klauss Vianna

Os prêmios têm valor de R$ 20 mil a R$ 80 mil e serão distribuídos entre selecionados em duas categorias

Estão abertas até o dia 30 de outubro as inscrições para o Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna 2008. A premiação viabilizará 69 projetos voltados para o desenvolvimento de atividades artísticas na área de dança.

Os prêmios têm valor de R$ 20 mil a R$ 80 mil e serão distribuídos entre selecionados em duas categorias: montagem de espetáculos e manutenção de programas de grupos ou companhias de dança. Desde a primeira edição, em 2006, o Prêmio de Dança Klauss Vianna já beneficiou 199 companhias ou grupos de dança brasileiros. Edital e ficha de inscrição podem ser encontrados no site www.funarte.gov.br.


Marcelo Lucena
Ministério da Cultura, 01/10/08

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Cessão de terra será mais difícil a quilombola

Nova norma exige laudo de antropólogos sem vínculo com interessados, além de consulta a órgãos ambientais, indígenas e, se for o caso, militares

Diante da onda de pedidos polêmicos de reconhecimento de áreas quilombolas, o governo aumentou a rigidez do processo de regularização das terras remanescentes de comunidades negras tradicionais. O texto da nova instrução normativa, já aprovado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, torna mais difícil a abertura do processo, com a exigência de um laudo de antropólogos sem vínculos com os interessados, além de consultas a órgãos ambientais, indígenas e, se for o caso, até militares.

Pelas novas regras, não basta um grupo se identificar como descendente de antigos ocupantes das terras para iniciar o processo. Disposto a evitar conflito com o movimento negro, o governo diz que o mecanismo da “autodeclaração” permanece na etapa inicial. Na prática, porém, o processo só começa com um certificado emitido pela Fundação Cultural Palmares, preparado por antropólogos.

Depois, diversos órgãos públicos deverão ser consultados, como o Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama), o Instituto Chico Mendes, a Fundação Nacional do Índio (Funai) e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Setores militares poderão apresentar parecer, se a área reivindicada for considerada de interesse de alguma das três Forças.

Conflito
O despacho de Lula com o texto da Instrução Normativa 21, que detalha o Decreto 4.887/03, sobre critérios de regularização de áreas quilombolas, deveria ter sido publicado ontem no Diário Oficial da União. O governo tinha até preparado uma entrevista coletiva. Um inesperado ataque do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) anteontem adiou o anúncio.

O despacho presidencial deve ser publicado hoje, segundo informou o Incra.

Acusado por Minc de montar assentamentos que devastam a floresta amazônica, o Incra também perderá força na demarcação de áreas quilombolas. Além de ser alvo dos ruralistas, o Incra enfrenta críticas dentro do próprio governo por disputar áreas com a Funai e o Ibama.

Setores do movimento negro que participaram da fase de consultas reclamaram que o processo ficou mais lento e burocrático, o que atenderia a interesses do agronegócio.

Nas conversas mantidas com o presidente Lula e ministros do governo, o advogado-geral da União (AGU), José Antonio Dias Toffoli, argumentou que a nova norma torna mais objetivo o pedido de demarcação e acaba com confusão nas etapas finais do processo.


Marcelo Lucena
Ministério da Cultura, 01/10/08

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Cultura Ponto-a-Ponto

A Secretaria de Programas e Projetos Culturais do Ministério da Cultura (SPPC/MinC) publicou no Diário Oficial da União desta segunda-feira, 29 de setembro, o Edital Bolsas de Intercâmbio Cultura Ponto-a-Ponto, para a seleção de 100 projetos dos Pontos de Cultura conveniados com o Programa Cultura Viva, do MinC.

O Edital é destinado a projetos apresentados conjuntamente por dois Pontos de Cultura e visa o compartilhamento de experiências de ação social, o fortalecimento da Rede de Pontos de Cultura e a sistematização das experiências para um banco de dados.

As inscrições estão abertas até dia 12 de novembro e podem ser feitas mediante o envio da proposta do projeto de intercâmbio para a Comissão de Avaliação das Bolsas de Intercâmbio Cultura Ponto-a-Ponto, no seguinte endereço: Setor Comercial Sul, Quadra 4, Bloco A, 2º Andar, Edifício Vera Cruz, CEP 70304-913, Brasília, DF.

As propostas devem conter o requerimento de inscrição preenchido e assinado pelos representantes legais de ambos os Pontos de Cultura (Anexo I do Edital); o formulário de inscrição preenchido (Anexo II do Edital); carta de apresentação dos Pontos de Cultura (Anexo III do Edital); e o plano de trabalho dos bolsistas (Anexo IV do Edital).

O produto final do intercâmbio é o relato escrito e/ou audiovisual, feito pelos bolsistas, sobre as atividades culturais estudadas. O projeto conta com recursos da ordem de R$ 500 mil, do Fundo Nacional da Cultura (FNC), destinados aos programas de capacitação da SPPC/MinC. O valor da bolsa individual será R$ 1.250,00.

O prazo do intercâmbio será de no mínimo cinco dias e cada Ponto de Cultura terá direito a enviar dois bolsistas. Os proponentes devem inscrever uma experiência de ação cultural realizada em sua comunidade de atuação e indicar os candidatos às bolsas e mais dois para o banco de reserva. Será vedada a participação dos bolsistas em mais de um projeto de intercâmbio.

A Comissão de Avaliação que julgará o mérito dos projetos será presidida pelo secretário de Programas e Projetos Culturais, Célio Turino, e composta por quatro representantes da SPPC/MinC e mais quatro personalidades de notória experiência a serem convidadas.

Os critérios de seleção dos projetos levam em conta as propostas de ação social que promovam o fortalecimento da auto-estima da comunidade e amplie as relações comunitárias, o perfil dos bolsistas e o plano de trabalho apresentado, bem como a experiência de ação cultural das entidades junto à comunidade.

O resultado da seleção será publicado no Diário Oficial da União e passará a fazer parte do cadastro do Ministério da Cultura para a concessão de bolsas de intercâmbio cultural no ano de 2008. Os proponentes selecionados - que serão chamados pela SPPC/MinC de acordo com a disponibilidade orçamentária para os Pontos de Cultura - devem entrar em contato com a Secretaria no prazo de dez dias do recebimento da notificação, para formalizar a concessão das bolsas.

Veja aqui o Edital.


Patrícia Saldanha
Ministério da Cultura, 01/10/08

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Programa Petrobras Ambiental recebe 892 inscrições de todo o país

A Petrobras contabilizou 892 inscrições de todo o país para a Seleção Pública de Projetos 2008 do Programa Petrobras Ambiental. O número de interessados superou o total da última seleção, realizada em 2006, quando 856 projetos foram inscritos. A expectativa da Companhia, agora, é quanto à consistência dos projetos apresentados, já que o edital tem novidades, entre as quais a ampliação do tema, com a incorporação de uma nova linha de atuação voltada para a mudança climática.

A Triagem Técnica dos projetos apresentados terá início na segunda-feira, dia 6 de outubro, com a participação de técnicos e especialistas da área ambiental e representantes do governo, do Terceiro Setor, de universidades, da imprensa e da força de trabalho do Sistema Petrobras. Essa fase vai durar 15 dias e, a seguir, os projetos passarão pela Comissão de Seleção, para depois serem finalmente aprovados pelo Conselho Deliberativo. As propostas selecionadas deverão ser executadas em tempo mínimo de 12 meses e máximo de 24 meses, podendo receber até R$ 3,6 milhões da Petrobras.

A nova temática do Programa Petrobras Ambiental – Água e clima: Contribuições para o desenvolvimento sustentável – tem três linhas de atuação:

1. Gestão de corpos hídricos superficiais e subterrâneos:
* Reversão de processos de degradação dos recursos hídricos;
* Promoção e práticas de uso racional de recursos hídricos.

2. Recuperação ou conservação de espécies e ambientes costeiros, marinhos e de água doce.

3. Fixação de carbono e emissões evitadas com base na:
* Reconversão produtiva de áreas;
* Recuperação de áreas degradadas;
* Conservação de florestas e áreas naturais.

Todas as linhas de atuação devem contemplar como tema transversal a educação ambiental, com foco em eficiência energética, conservação dos recursos naturais e consumo consciente. Os projetos deverão apresentar planejamento para alcançar sustentação econômica e organizacional e a sustentabilidade socioambiental, processo para registro das experiências e resultados, planejamento de comunicação, adoção de iniciativas ecoeficientes em suas práticas de gestão e de instrumentos de acompanhamento e avaliação das ações.


Agência Petrobrás, 03/10/08

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Google pede plano de US$ 4,4 tri para energia alternativa

Cansado de sua missão de 'organizar as informações do mundo', o Google se designou um novo objetivo: salvar o planeta.

O Google revelou na quarta-feira (01/10) um plano de governo com custos avaliados em 4,4 trilhões de dólares. A idéia é reduzir a dependência dos Estados Unidos de combustíveis fósseis e incentivar a adoção de energias alternativas. A proposta traria uma economia líquida de 1 trilhão de dólares até 2030 e reduziria a emissão de dióxido de carbono em 48%, de acordo com a empresa.

O plano envolve desestimular o uso de carvão para produzir eletricidade nos EUA e transformar o vento, o sol e o calor em energia. O plano cortaria o uso de petróleo em carros em 40% e usaria eletricidade para transporte pessoal. Segundo o gigante das buscas, o objetivo em anunciar o plano, chamado Clean Energy 2030, foi estimular um debate.

"Com uma nova administração e novo Congresso - e várias obrigações relacionadas a energia - esta é uma oportunidade, talvez sem precedentes, de passar para o plano da ação", declarou o Google.

Esta é a mais recente e talvez a mais ambiciosa tentativa do Google de mudar políticas públicas. A empresa já influenciou questões como trabalhadores imigrantes e leis de propriedade intelectual. Energia é a maior até então, e o Google contratou especialistas para ajudar na tarefa, incluindo o principal autor da proposta, Jeffery Greenblatt, um antigo cientista da Environmental Defense Fund.

O CEO Eric Schmidt apresentou a proposta na noite de quarta-feira em São Francisco. O Google também descreveu o plano em um blog e, de forma bem mais aprofundada, em seu site colaborativo Knol.

A proposta trata primeiramente de duas áreas: produção de eletricidade e veículos pessoais. Entre as noções básicas estão reduzir o uso de energia hoje, substituir o carvão e o petróleo por energias alternativas como solar, eólica e geotérmica, incentivar a adoção de carros elétricos ou híbridos, apresentar as vantagens econômicas trazidas pela energia limpa e gerar milhões de empregos na construção, operação e serviços da indústria de energias alternativas.

O Google não é o primeiro a elaborar um plano desse tipo. O ex-vice presidente norte-americano Al Gore já apresentou uma proposta ainda mais ambiciosa. Resta agora ver se os esforços do Google conseguirão fazer os EUA se mexerem.

Na semana passada, o Google anunciou um programa de incentivo a idéias que ajudem a "melhorar o mundo". As cinco proposta vencedoras dividirão o incentivo de 10 milhões de dólares.


IDG News Service, EUA
Computerworld, 02/10/08

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Teleton terá show no Auditório Ibirapuera

Iniciativa faz parte dos planos da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD) de valorizar mais as atrações da maratona televisiva, que neste ano começará 7 de novembro

A 11ª edição do Teleton, maratona televisiva promovida pela Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD) em parceria com o SBT, terá uma série de novidades em sua programação de mais de 24 horas. A primeira será na abertura, 7 de novembro, com a transmissão de um show ao vivo direto do Auditório Ibirapuera (as atrações ainda não foram divulgadas). A exibição será feita em parceria com a TV Cultura

O projeto também terá a estréia de dois programetes. Um deles, apresentado por celebridades, mostrará os bastidores do trabalho da AACD, enquanto o outro dará dicas de prevenção de acidentes - já que 70% das pessoas atendidas pela organização vão buscar tratamento em virtude das conseqüências de acidentes, principalmente de automóvel, motocicleta e bala perdida. Os demais pacientes nasceram com algum tipo de deficiência.

"A AACD já é reconhecida pelo trabalho de reabilitação que faz há 58 anos, e a atual diretoria (toda ela voluntária) está buscando aperfeiçoar a gestão e, dentro desta proposta, quer fazer o Teleton cada vez melhor. Estamos procurando valorizar mais as atrações", aponta o diretor de marketing Jayme de Paula Jr. Para isso, a associação contratou o diretor artístico Michael Ukstin (ex-TV Cultura e SBT) e a produtora executiva Isabela Clivati (ex-Bandeirantes).

Plano comercial e divulgação
Os patrocinadores já confirmados para esta edição são Grupo Votorantim, Bradesco, Itaú, Unibanco, Cartão Hipercard e Guaraná Antárctica. Cada cota tem valor unitário de R$ 1 milhão e prevê, dentre outras coisas, a veiculação de comerciais e de um filme institucional durante a entrega simbólica do cheque de doação na programação. Ainda existem cotas disponíveis. Já na lista de apoiadores estão Lact (Kraft Foods), Magazine Luiza, Cacau Show, Apsen Farmacêutica, Riachuelo, Mattel, Telefônica e Localweb, por exemplo.

A campanha de divulgação, que está sendo desenvolvida voluntariamente pela Fischer América, deverá entrar no ar em meados de outubro - dependendo dos espaços disponibilizados pelos veículos parceiros. A ação pretende contar com peças em portais, rádios, revistas, jornais, TVs abertas e fechadas, além de mídias alternativas. A expectativa dos organizadores é que o Teleton 2008 ultrapasse o montante arrecadado no ano anterior (R$ 17 milhões).


Fernando Murad
Meio & Mensagem Online, 30/09/08

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sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Biblioteca Nacional adapta-se à era da web

Muniz Sodré, presidente da Fundação Biblioteca Nacional: integração digital com as maiores bibliotecas do mundo
Foto Silvia Costanti/Valor



O cofre da Biblioteca Nacional (BN) do Rio de Janeiro, lugar onde estão guardadas as principais raridades da memória nacional, já não tem mais espaço para um incômodo equipamento que, de uns tempo para cá, passou a entulhar a disputada sala de segurança. Nas prateleiras, estão empilhados mais de 200 discos rígidos (HDs), o componente de computador usado para armazenar os dados digitais.

O alojamento de luxo não foi uma exigência despropositada do pessoal de informática, explica Angela Monteiro Bettencourt, coordenadora de informação bibliográfica da BN. Naqueles discos, diz Angela, estão guardadas cópias de obras raras, como a "Coleção D. Thereza Christina Maria", o conjunto de 23 mil fotos que fazia parte da biblioteca particular do imperador D. Pedro II.

Iniciado em 2003, o projeto de digitalização de obras é uma das iniciativas mais ambiciosas da BN, hoje a sétima maior biblioteca do mundo. A evolução dessa empreitada, porém, passa agora por uma etapa de reorganização.

A biblioteca ainda não conta com um "data center", o centro de dados usado para armazenar, de forma segura, o conteúdo que seu laboratório digital tem gerado. Hoje, tudo é gravado em computadores comuns, que depois têm seus HDs retirados e guardados no cofre. O problema é que esse conteúdo não pára de crescer.

Atualmente, a Biblioteca Nacional Digital reúne 1 milhão de imagens digitalizadas, o que equivale a 5 terabytes de informação. "Um mapa digitalizado que colocamos no site tem apenas 70 kilobytes de tamanho, só que esse mesmo arquivo guardado em alta resolução tem cerca de 300 megabytes."

A montagem do centro de dados é o próximo passo da BN. A instituição já elaborou uma proposta e a entregou para o Fundo Nacional de Cultura (FNC), controlado pelo Ministério da Cultura. No ano passado, a verba da instituição foi de cerca de R$ 330 mil.

O plano da instituição é ter dois centros de dados, um deles para cópias de segurança. Cada estrutura foi avaliada em cerca de R$ 400 mil. "Com esse data center, teríamos capacidade suficiente para mais 5 anos de trabalho."

Por enquanto, a maior parte dos documentos digitalizados pela biblioteca é constituída de fotos e gravuras raras. De livros, apenas 250 obras passaram pelo processo porque a entidade não conta com um scanner profissional dedicado especificamente a essa tarefa. O equipamento, que custa cerca de US$ 120 mil, também está no pacote proposto.

O objetivo é criar o que Muniz Sodré, presidente da Fundação Biblioteca Nacional, chama de "repositório da memória digital brasileira". Paralelamente, a BN também faz parte do programa da Unesco, que trabalha na criação de uma grande biblioteca mundial, disponível via internet. Por enquanto, diz Sodré, a iniciativa - lançada pela Biblioteca do Congresso dos EUA em 2005 - só está disponível para a Biblioteca de Alexandria, no Egito. "Daqui a seis meses, todo o conteúdo estará disponível internacionalmente."

Em 2006, a BN chegou a ser procurada pelo Google, que estava interessado em digitalizar seu acervo. A parceria, no entanto, não foi formalizada, e a instituição decidiu tocar seus projetos por conta própria. "Eles queriam que nós assumíssemos uma série de questões ligadas à propriedade intelectual; achei melhor descartar a proposta", afirma Sodré.

Segundo Rodrigo Velloso, diretor de desenvolvimento de negócios do Google, o que atrapalhou as negociações "foram questões políticas, e não de ordem legal".

O programa "Google Books Search" funciona como uma central de busca de livros digitais. Obras protegidas por direitos autorais são exibidos parcialmente, conforme acordo fechado com editoras e autores. Atualmente, o Google tem parceria com 29 bibliotecas de grande porte no mundo. Nenhuma delas está na América Latina. "Nosso critério de escolha é o tamanho do acervo. A Biblioteca Nacional seria a única da região que justificaria montar uma estrutura local de digitalização de conteúdo", diz Velloso.

Nas estantes da BN há mais de 9,5 milhões de itens, dos quais 1,7 milhão são livros e 200 mil obras de domínio público, cujos autores já faleceram há mais de 70 anos. Entre as raridades estão 19 edições do periódico "O Espelho", que trazem textos diversos de Machado de Assis, publicados em 1859. A partir da próxima semana, o material poderá ser lido pela internet, no site da BN. E o usuário poderá, inclusive, fazer buscas por palavras.


André Borges, de São Paulo
Valor Online, 03/10/08

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BNDES pode ter acesso a R$ 6 bi adicionais do FAT

Conselho deliberativo do fundo, no entanto, não quer que recursos financiem grandes empresas

Num momento em que o governo revira as gavetas à procura de dinheiro para manter abertas as linhas de crédito dos bancos oficiais, o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) pode ser uma resposta. Existem R$ 6 bilhões em recursos que ainda não foram repassados.

O dinheiro está no chamado extramercado, ou seja, aplicado no Banco do Brasil, onde rende conforme a variação da taxa básica de juros, a Selic (atualmente em 13,75% ao ano).

O problema é que o Conselho Deliberativo do FAT (Codefat) não quer que os recursos sejam usados para financiar grandes empresas, segundo informou um de seus integrantes.

Foi por essa razão que o colegiado já rejeitou, no início do ano, proposta para ampliar os repasses ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Avalia-se que o banco "empresta a quem não precisa". Por exemplo: a Vale do Rio Doce tem uma linha de crédito aberta no banco e obtém recursos do BNDES sem sequer apresentar projetos, segundo o integrante do Codefat.

O BNDES é, porém, prioridade do governo na estratégia de preservar o ciclo de crescimento econômico e manter o nível de investimentos. Segundo o conselheiro do FAT, o BNDES poderá ter acesso a recursos adicionais se, por exemplo, expandir o programa Cartão BNDES, que tem limite de até R$ 300 mil e taxas de juros na casa de 1% ao mês, para micro, pequenas e médias empresas.

O Codefat também estaria disposto a ampliar o crédito à agricultura, outra área considerada crítica. Porém, seria para atender à agricultura familiar. O Conselho já negou pedidos da área econômica de fornecer recursos para financiar capital de giro do agronegócio. Empréstimos às micro e pequenas empresas do Programa de Geração de Emprego e Renda (Proger) também poderiam receber mais dinheiro do FAT.

Desde a piora da crise, porém, nenhum pedido de recursos adicionais chegou ao Conselho. O conselheiro acredita que as propostas deverão chegar após as eleições. O FAT repassa automaticamente ao BNDES 40% da arrecadação do PIS/Pasep. De janeiro a agosto, os repasses somaram R$ 84,8 bilhões, valor 10,5% superior ao repassado em igual período de 2007. Além disso, o banco recebeu mais R$ 24,8 bilhões em empréstimos da parcela administrada pelo Codefat.

Rombo
Embora as contas do FAT estejam no azul, devendo apresentar este ano superávit de R$ 2,7 bilhões, o crescimento das despesas com os principais programas, o abono salarial e o seguro-desemprego, deverá levar o fundo a apresentar déficit em 2010, segundo projeção do Codefat. Hoje, as contas do FAT só ficam superavitárias por causa dos juros recebidos pelos empréstimos.

A situação das contas do FAT chamou a atenção do TCU, que emitiu acórdão no mês passado exigindo providências. Circula na área econômica uma carta assinada pelo presidente do Codefat, Luiz Fernando Emediato, propondo medidas para combater o rombo.

Uma delas é liberar o PIS/Pasep da Desvinculação de Receitas da União (DRU). A DRU é um mecanismo pelo qual 20% das receitas arrecadadas para fins específicos - como é o caso do PIS/Pasep, destinado a programas de apoio ao trabalhador - são desvinculadas e entregues ao Tesouro Nacional para serem gastos como o Ministério da Fazenda julgar mais adequado. Só neste ano, R$ 6 bilhões de recursos que seriam do FAT foram para a DRU. O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, levantou esse debate no início do ano, mas recebeu forte resistência do ministro da Fazenda, Guido Mantega.


Lu Aiko Otta
O Estado de São Paulo, 03/10/08

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quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Latino é o que mais gosta de brinde

Comprar três produtos e receber um de graça; ganhar um terço, ou metade, a mais do conteúdo; e ser presenteado com um cupom que ofereça 30% de desconto são as opções de promoção preferidas dos consumidores em 15 mercados, segundo estudo da empresa de pesquisas Ipsos. Considerando apenas a América Latina, brindes são a terceira forma de promoção mais atraente (depois do "leve três, pague dois" e de um terço a mais do produto pelo mesmo preço).

"Aqui, o brinde pesa mais na decisão de compra do que em qualquer outra parte do mundo", diz a diretora do Ipsos, Sônia Bittar. Ao que tudo indica, o traço é cultural, considerando que a Espanha, antiga colonizadora da região, foi o único país fora da América Latina que mostrou igual simpatia aos "presentes" oferecidos pelas empresas. O levantamento ouviu nove mil consumidores. Além de latinos e espanhóis, foram entrevistados americanos, canadenses, suecos, belgas, alemães, franceses, italianos, holandeses, britânicos, noruegueses e japoneses.

Alexis Pagliarini, vice-presidente da Associação de Marketing Promocional (Ampro), que reúne as principais agências do setor no Brasil, afirma que os brasileiros não são tão racionais como os americanos ou japoneses, que privilegiam o desconto de 30% na hora da compra. "E isso acaba sendo uma vantagem para as empresas, uma vez que é muito mais barato sortear uma casa e um carro, por exemplo, do que diminuir o preço de um produto ou dar uma unidade de graça", afirma Pagliarini.

Uma segunda pesquisa feita pela Ipsos apenas no Brasil, com 400 consumidores, indica que o melhor brinde é aquele útil, de boa qualidade, pode ser escolhido e é entregue na hora da compra. Entre aqueles que adquiriram algum produto há menos de três meses com brinde, 66% acreditam que vale a pena pagar mais pela marca e 61% aumentaram as compras do respectivo item. Já entre aqueles que não compraram com brinde, 73% disseram preferir o desconto de preço, 66% informaram que não se importam com brindes se gostam da marca e 47% revelaram que não gostam de ter trabalho colecionando embalagens e cupons. Sônia, do Ipsos, alerta que não basta oferecer brinde para que a marca seja escolhida. "É preciso que ele faça sentido para o consumidor, caso contrário, ele vai ignorá-lo".

A Danone, fabricante do iogurte Activia, lançou em setembro a primeira promoção do produto com brinde. Até então, a ação de marketing da marca - carro-chefe da empresa, responsável por 35% das vendas - envolvia a devolução do dinheiro a quem adquirisse 15 unidades e não observasse melhora no trânsito intestinal, principal atributo do iogurte. Agora, o consumidor que juntar 30 tampinhas pode trocá-las por uma travessa de vidro da Marinex. "Das cinco peças oferecidas na pesquisa como opção de brinde, a travessa foi a mais votada", diz Marcelo Costa, gerente de trade marketing da Danone. Segundo ele, só no primeiro mês, foram trocados 15% dos 200 mil itens da promoção. No varejo, o valor da travessa gira em torno de R$ 20. "Mas conseguimos um preço muito especial com a Marinex", diz. A meta é aumentar as vendas de Activia em 25% este ano e fazer com que o consumidor adquira o hábito de consumir o iogurte diariamente.


Daniele Madureira, de São Paulo
Valor Online,02/10/08

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Tudo acontece na internet, até os bons momentos

Blackshaw: Autenticidade e transparência são valores que toda empresa deve ostentar nesta era digital
"Satisfied Customers Tell 3 Friends, Angry Customers Tell 3,000" - Pete Blackshaw. 208 págs. Bantam. US$ 21,95


O consumidor consciente de seus direitos, hoje habitante muito ativo de um mundo sempre mais digital, tem poderes de manifestação e ação que podem derrubar a reputação de uma empresa. Mas também há nesse universo um lado de interação afirmativa, de encontro das aspirações e exigências do consumidor e dos objetivos da empresa, convergência de que resultam diferentes graus de credibilidade. É esse o campo de observação do comandante dos serviços estratégicos da Nielsen Online, Pete Blackshaw, em seu best-seller "Satisfied Customers Tell 3 Friends, Angry Customers Tell 3.000". Ele conversou com o Valor sobre o que muda para empresas e clientes nos tempos do atendimento telefônico, do YouTube e dos sites dedicados ao compartilhamento de experiências entre consumidores.

Valor: Uma empresa pode aumentar sua credibilidade a partir do uso de blogs e websites?
Pete Blackshaw: Certamente. Essas ferramentas não são, é claro, a solução definitiva, mas podem ajudar a criar uma nova relação, mais aberta, entre vendedores e consumidores. A chamada "Web 2.0" oferece a consumidores e clientes novas maneiras de se conectarem e interagir com as mais diversas empresas. Ao mesmo tempo, as empresas não têm outra saída a não ser aumentar sua autenticidade e transparência no relacionamento com os consumidores. Autenticidade e transparência são os dois valores fundamentais para alcançar essa credibilidade de que tanto falo em meu livro.

Valor: Como sua vivência o levou a escrever o livro?
Blackshaw: Tivemos, eu e minha mulher, uma experiência terrível com uma companhia aérea, em 1998. Os funcionários eram despreparados, e nossas expectativas foram gerenciadas de uma maneira tenebrosa. Ali percebemos que os consumidores precisavam de um website que os colocaria em um outro patamar na relação com as empresas, funcionando como um espaço de negociação, mas também de reclamação, de queixas. Foi assim que nasceu o planetfeedback.com, idéia que inspirou o modelo de negócios no qual estou envolvido na Nielsen. Nos últimos dez anos, analisei milhares de cartas de consumidores e centenas de comentários feitos em blogs e websites. De certa forma, o livro nasceu naturalmente de todas essas experiências. Também percebi que me tornei um consumidor mais esperto e mais informado. Tenho um faro muito mais apurado para detectar as fraquezas e os pontos altos das empresas, especialmente quando se trata de serviços de auxílio ao consumidor.

Valor: O sr. passou por São Paulo recentemente [Blackshaw foi um dos palestrantes no Congresso Nacional de Relações Empresa-Cliente, realizado no princípio de setembro]. Acredita que seu livro se aplica também à realidade de um mercado como o brasileiro, menos centrado no mundo digital do que o americano?
Blackshaw: Percebi, durante aqueles dias, uma profunda semelhança entre as realidades dos dois países. Aliás, acho que no Brasil há uma impaciência ainda maior com o serviço prestado aos consumidores, evidenciado pelos esforços do Poder Legislativo em assegurar que consumidores não fiquem perdidos no limbo da espera eterna dos atendimentos telefônicos das empresas. Essa é uma enorme conquista para os consumidores. Também pude entrar em contato com casos específicos [de empresas que usam a internet para relacionamento com clientes]. De modo geral, o Brasil está atrasado em relação aos Estados Unidos no desenvolvimento da comunidade digital e no que batizei de CGM (ou Mídia Gerada por Consumidores, na sigla em inglês). Mas há muito mais ações no setor, que se transforma muito mais rapidamente do que eu esperava.

Valor: O consumidor digital é de fato mais rigoroso e cauteloso do que o cliente do mundo real?
Blackshaw: Estamos chegando a um ponto em que todo consumidor é "digital". Se você usa um celular, já se encaixa nesse rótulo. Em todos os lugares por onde andei, em São Paulo e no Rio, pude perceber que a indústria de celulares no Brasil vive um "boom", e que isso se deve, em parte, à possibilidade de conexão com a internet oferecida pelos novos aparelhos. Os consumidores digitais mais ativos prestam mais atenção e são mais propensos a criar conteúdo, positivo ou negativo, sobre produtos e empresas. Aqui nos Estados Unidos, por exemplo, as mães digitais estão se tornando uma força poderosíssima no universo do consumo. Elas lideram o movimento boca-a-boca que leva a decisões mais inteligentes. Estão fazendo um "broadcast" eletrônico de suas experiências, com grande sucesso. E isso, imagino, se reflete no comportamento das empresas. As empresas estão ficando mais engajadas. Blogs, wikis, RSS, "feedback loops", vídeos online dedicados aos consumidores se multiplicam de forma impressionante. Acabei de moderar uma mesa em Nova York sobre mídia social no mundo do empreendimento e fiquei pasmo com o progresso feito na área por marcas como Sony, Sun Microssystems e até a Procter & Gamble, onde criei, nos anos 1990, o primeiro grupo de marketing online da empresa. Essas empresas têm o mesmo padrão: seu sucesso se deu ao prestarem bastante atenção nas preferências do consumidor.

Valor: O sr. é um fã da série Mad Men, um dos grandes sucessos do ano na televisão americana, que retrata a vida dos gênios da propaganda nos anos 1960. O que o sr. acha que mudou, do ponto de vista do consumidor, em quase meio século no mundo do marketing de produtos?
Blackshaw: Os consumidores têm muito mais poder hoje do que nos anos 1960. Hoje, os consumidores são, de fato, os marqueteiros mais poderosos do mercado. A mídia que cresce mais rápido é justamente a dedicada à criação de informação pelos próprios consumidores, e a web é a grande propulsora desse movimento. Não estou sugerindo aqui que os consumidores da época retratada por Mad Men [referência à Madison Avenue, em Manhattan, onde se concentravam as principais agências de publicidade dos Estados Unidos, e também um trocadilho com a palavra em inglês para "louco"] eram totalmente passivos. Mas as ferramentas do mundo online, nossa capacidade maior de conexão uns com os outros, colocaram a relação consumidor-empresa em outro patamar.


Eduardo Graça, para o Valor, de Nova York
Valor Online, 02/10/08

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terça-feira, 30 de setembro de 2008

Banqueiros viram filantropos na busca de emprego na Grã-Bretanha

A onda de corte de empregos na esteira do derretimento do mercado financeiro está motivando centenas de banqueiros a procurar instituições de caridade em busca de trabalho na Grã-Bretanha.

As intituições estão bastante interessadas em contratar os ex-grandes banqueiros para ajudá-las a levantar fundos, disse a forum3, uma agência de recrutamento.

"Para fazer caridade, são necessárias boas habilidades e de qualidade, a atitude correta... e isso está aumentando no setor profissional", disse à Reuters Deborah Hockman, uma diretora da forum3.

Cerca de 500 banqueiros que estão procurando por um trabalho no setor se aproximaram do grupo nas últimas semanas, 30 por cento de aumento em comparação ao mesmo período do ano passado, informou a forum3.

Dependendo do tamanho da organização, os diretores financeiros podem esperar ganhar algo entre 48 mil e 90 mil libras por ano com caridade.

"Você não vai ganhar as milhões de libras em bonificação que costumavam existir", disse Hockman.

"Mas você será relativamente bem pago em um ambiente interessante e tudo o que você fizer terá um fim social, em vez dos bolsos dos acionistas."


Reportagem de Douwe Miedema
Portal Exame, 30/09/08

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MTV quer aumentar anúncios rastreando redes sociais

A MTV vai rastrear a cada segundo os comerciais e vídeos vistos na Web e vai interligar comunidades online construídas em torno de seus programas de TV, disse seu diretor digital em entrevista sobre a nova estratégia publicitária da empresa.

A MTV está se esforçando para continuar a ser relevante na era digital, aprendendo mais sobre os fãs de alguns de seus maiores programas, como "The Hills" ou "Real World", através dos sites dos programas, disse Mika Salmi, presidente de mídia digital global da MTV, em entrevista à Reuters.

A emissora vai fornecer a seus anunciantes dados atualizados a cada segundo sobre como os vídeos e anúncios em seu site são vistos por usuários online. Na segunda-feira, a MTV anunciou a assinatura de um contrato com a Visible Measures, uma firma independente de medição, para que ela forneça esses dados.

A iniciativa espelha uma mudança semelhante para dados atualizados a cada segundo pelo setor de medição de audiência da TV, liderado pela Nielsen e a TiVo.

O novo serviço poderá medir o uso de vídeos da MTV que foram compartilhados ou inseridos em outras redes sociais, como o MySpace, ou blogs.

Nos últimos anos a MTV vem trabalhando em sua transformação para o século 21, construindo ou comprando marcas digitais em música, programação, mundos virtuais e games. A Atom Films, empresa de Salmi, foi comprada em 2006.

A rede de TV a cabo se esforça para continuar relevante à medida que uma parte maior de seu público principal, formado por pessoas na faixa de 12 a 34 anos, passa cada vez mais tempo na Internet do que assistindo à TV.

A MTV está construindo comunidades que abrangem centenas de seus Web sites, como VH-1, Pimp My Ride e Jackass, através de um serviço chamado Flux. Quando um internauta está logado na rede Flux, ele pode passar para outros sites da MTV sem precisar fazer novo login.

Como outros sites populares de rede social, como Facebook e MySpace, os usuários do Flux, construído com o Social Project, podem compartilhar vídeos, fotos pessoais e blogs. A MTV comprou a empresa de redes sociais Social Project este mês por um valor não revelado.

Mas resta a ver se as próprias redes sociais poderão ganhar dinheiro com anúncios, no longo prazo. A MTV está apostando que seus relacionamentos de longa data com anunciantes na TV a cabo, somada à popularidade de seus programas, possam colocá-lo em situação privilegiada para desenvolver relacionamentos aprofundados com fãs em suas centenas de sites.


Yinka Adegoke
Portal Exame, 30/09/08

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Instituições Públicas de Ensino Superior são convidadas a apresentar projetos de extensão em temas relacionados à Política Nacional de Cultura

O Ministério da Educação, por meio da Secretaria de Educação Superior - SESu/MEC, e o Ministério da Cultura, por meio da Secretaria de Políticas Culturais - SPC/MinC, apóiam as Instituições Públicas de Ensino Superior no desenvolvimento de projetos de extensão que contribuam para a implementação e para o impacto de políticas públicas, potencializando e ampliando patamares de qualidade das ações propostas, projetando a natureza das mesmas e a missão da universidade pública.

O presente edital tem por objeto convocar as Instituições Públicas de Ensino Superior a apresentarem projetos de extensão em temas relacionados à Política Nacional de Cultura.

Confira o edital do Programa de Apoio à Extensão Universitária PROEXT 2008 - MEC / CULTURA: Edital nº01

Contato: proextmeccultura@mec.gov.br


Ministério da Cultura, 29/9/08

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As datas do acordo ortográfico

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assina nesta segunda-feira o decreto com a agenda da implantação do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa no país. A assinatura será às 15h, no prédio da Academia Brasileira de Letras, no Rio de Janeiro, durante sessão solene de celebração dos 100 anos da morte de Machado de Assis.

Com data marcada para entrar em vigor em 2009, a reforma ortográfica pretende fazer com que pouco mais de 210 milhões de pessoas em oito países que falam o português tenham a escrita unificada, conservando as variadas pronúncias. A proposta foi apresentada em 1990, mas era necessário que pelo três países ratificassem os termos da proposta, o que ocorreu somente em 2006. O Congresso brasileiro aprovou as mudanças em 1995. Entre as mudanças estão o fim do trema, novas regras para o emprego do hífen, inclusão das letras w, k e y no alfabeto e novas regras de acentuação.

No Brasil, o acordo entrará em vigor em janeiro de 2009 e sua implantação será feita de forma gradual. Nos livros diáticos, as novas normas só serão válidas em 2010 e obrigatórias a partir de 2012. A regra atual valerá para vestibulares e concursos públicos até dezembro de 2012. Os países do acordo são Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste, Brasil e Portugal.

LINKS RELACIONADOS
• Perguntas e respostas | O que muda com o acordo da Língua Portuguesa


Veja.com, 29/09/08

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BoP 3.0: o futuro é seu vizinho

"Apesar disso, você ainda não está batendo na porta dele"; Sustainable Innovations at the Base of the Pyramid fala sobre a base de pirâmide

A discussão está quente aqui em Helsinque, e não é piada. Mas primeiro deixa eu fazer o prometido. O que é BoP 3.0? No começo as relações com a população BoP [Base of the Pyramid - Base da Pirâmide] era assim. O rico dizia: "Vai lá, pega essa grana, não é preciso ter vergonha, vai lhe ajudar, um pouquinho pra você tomar um café ali na esquina...".

Para ser simples, direto e objetivo, os países ricos e as multinacionais davam esmolas. Aliás, faziam filantropia, essa é a palavra politicamente correta. Depois chegou o BoP 2.0. "Vamos lhe ajudar, mas você tem que dar algo em troca. Vamos ajudar a sua comunidade, mas vai uma ONG aí para te ajudar em tudo. Vai salvar a comunidade, ensinar a ser cidadão, lhe dar um curso profissionalizante para uma profissão que você nunca vai exercer", enfim...

Agora chegou o BoP 3.0. "Tem uma grana sim, você precisa me apresentar um plano de negócios, se tornar um ser participante do sistema financeiro, do sistema legal, precisa existir, e ser participante (cidadão). Não é mais uma relação de assistencialista, mas sim de mútua confiança".

Como a minha sócia Carol Escorel fala sabiamente: "Porra!!! Isso é capitalismo inclusivo".

Para encerrar, quero esclarecer que este foi um seminário cujo objetivo não era a discussão sobre comunicação e/ou marketing para a Base da Pirâmide. Mas que todos, absolutamente todos, incluíram em suas palestras em suas palestras a necessidade de um design específico para os países emergentes (o nosso!).

Um design de produto, de serviço, de marketing, de comunicação.Pois é, para mim o grande resumo disso tudo, o que parece que vai realmente ajudar as grandes massas de gente do mundo felizmente ou infelizmente ­não são as idéias de esquerda, de direita, da política, mas sim, a economia. Como falava o marqueteiro político do Bill Clinton: "It's the economy, stupidy".


André Torreta, de Helsinque
Publicitário há 25 anos e trabalhou por 15 anos no mkt político, período que obteve a experiência com as classes C, D e E. Em 2001 fundou o primeiro instituto de pesquisa e a primeira agência de propaganda especializada na "Base da Pirâmide". Em 2007 fundou a "A Ponte Estratégia", consultoria de marketing especializada nas classes C, D e E.
Meio & Mensagem Online, 29/09/08

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Ajude a ONU a escolher o tema do próximo relatório sobre desenvolvimento no Brasil

O PNUD vai fazer audiências públicas, parcerias com empresas e instituições sociais, consultas com professores de pós-graduação, jornalistas, órgãos públicos e internautas para definir o tema do próximo Relatório de Desenvolvimento Humano sobre o Brasil, a ser publicado no ano que vem.

O site do PNUD criou uma página específica para a participação dos internautas. Basta responder a duas perguntas (“Na sua opinião, qual será o principal problema do Brasil daqui a dez anos”? e "Qual deve ser o tema do próximo Relatório de Desenvolvimento Humano? Por quê?") e clicar em "enviar respostas". O resultado da enquete será divulgado em 30 de novembro. Também na internet, uma consulta semelhante será feita no Portal do Voluntário, que reúne uma rede de 53 mil pessoas.

"Os relatórios de desenvolvimento humano do PNUD sempre tiveram a preocupação de não se restringir à informação acadêmica, de atingir um público maior. Agora, estamos partindo do próprio público", resume o coordenador do relatório brasileiro, Flavio Comim.

O PNUD já fechou acordo com a CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil) para que as pastorais — que reúnem cerca de 300 mil pessoas — participem da escolha. A partir de uma parceria com a CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) e o CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), o PNUD entrou em contato com 4 mil professores de pós-graduação, a fim de que também ajudem a definir o tema do relatório (veja quadro ao lado).

Já foram contatados jornalistas e outras agências da ONU, e serão consultados representantes de órgãos públicos. O PNUD também negocia com o setor privado a possibilidade de expandir a consulta por meio de outros canais.

As audiências públicas ocorrerão em um município de cada região brasileira. Já foi estabelecido que na região Sul o encontro será em Porto Alegre, na região Sudeste, em São Paulo, e na Centro-Oeste, em Brasília. Os locais do Nordeste e do Norte ainda não foram escolhidos.

Para que o processo não se restrinja a metrópoles, o PNUD fará audiências nos dez municípios brasileiros de menor IDH-M (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal, uma adaptação do IDH aos indicadores regionais brasileiros): Manari, em Pernambuco; Jordão, no Acre; Guaribas e Caraúbas do Piauí, no Piauí; Traipu, em Alagoas; Ipixuna, no Amazonas; e Araioses, Santana do Maranhão, Lagoa Grande do Maranhão e Centro do Guilherme, no Maranhão. “O relatório vai dar ênfase à construção de relações da ONU com a sociedade civil organizada e não-organizada”, diz Comim. O resultado deve ser divulgado no fim de novembro.

O diálogo com um público mais amplo vai ocorrer não só no processo de consulta, mas também no de divulgação, afirma o coordenador do relatório. “As parcerias também prevêem que o resultado do relatório chegue às pessoas.”

A publicação será composta de três cadernos, com entre 30 e 50 páginas — um de diagnóstico, a ser divulgado entre março e abril, um com soluções, a ser divulgado no final de agosto, e um com indicadores, a ser lançado no fim de 2009, junto com o relatório propriamente dito. Todos esses produtos devem ser adaptados para cartilhas, com linguagem mais acessível e texto mais enxuto. O PNUD estuda ainda divulgar o conteúdo por vias alternativas, como teatros e jogos. "Não queremos que seja um relatório que ficará guardado na estante. Não queremos escrever só para os policy makers, queremos chegar a uma parcela maior da população", afirma Comim.

Esse será o terceiro Relatório de Desenvolvimento Humano brasileiro. O primeiro, publicado em 1996, foi pioneiro ao calcular o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) para todas as unidades da Federação. O segundo, de 2005, destacou já no título os temas abordados: Racismo, pobreza e violência.

Responda à enquete "Quais são os maiores desafios do Brasil?" em http://www.pnud.org.br/rdhbrasil2009/


Redação do Pnud
Envolverde, 29/09/08
© Copyleft - É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.

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Consulta pública para regulamentação do acolhimento de crianças

O Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), em parceria com o Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS), disponibiliza para consulta pública o documento Orientações Técnicas para os Serviços de Acolhimento para Crianças e Adolescentes.

Elaborado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, o documento recebeu também as contribuições do Conanda e do CNAS. O principal objetivo do texto é subsidiar a regulamentação dos serviços de acolhimento para crianças e adolescentes, previstos no Plano Nacional de Promoção, Proteção e Defesa do Direito de Crianças e Adolescentes à Convivência Familiar e Comunitária, aprovado em 2006.

As contribuições devem ser enviadas para o Conanda impreterivelmente até o dia 10 de outubro por e-mail (conanda@sedh.gov.br) ou pelos Correios para o seguinte endereço:

Secretaria Executiva do Conanda
Esplanada dos Ministérios, Bloco T, Ed. Anexo II, sala 421
CEP 70.064-901, Brasília-DF

Para facilitar o processo de envio das contribuições, foi elaborado um guia de orientação para os procedimentos da consulta pública.

Para acessar o documento Orientações Técnicas para os serviços de acolhimento para crianças e adolescentes, clique aqui.

Para acessar o Guia para orientar a Consulta Pública, clique aqui .


redeGIFE Online, 29/09/08

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Grupo aponta desafios do voluntariado corporativo

Evento realizado pelo GIFE, em parceria com o Centro de Voluntariado São Paulo, no último dia 25, reuniu 30 profissionais de institutos, fundações e empresas para discutir o “estado da arte” do voluntariado corporativo. Com o apoio do Instituto Carrefour, o objetivo foi apontar as potencialidades, desafios e limites da prática, dentro do contexto brasileiro.

Os convidados, a maior parte representantes de associados ao GIFE, são responsáveis por ações de voluntariado em suas organizações. Assim, a dinâmica do evento os reuniu em grupos para analisar suas práticas, trazendo à tona as principais preocupações e oportunidades por consenso.

Ao final, cada equipe ficou responsável por um dos seis temas levantados. Por meio do exercício responderam questões que compreendiam desde o motivo para criar um programa de voluntariado, à comunicação, gestão, avaliação e, no fim, o que cada um dos envolvidos investe efetivamente em todo o processo.

“Vivemos em um paradigma de desesperança, em que as pessoas sentem que são impotentes contra a violação dos direitos ao seu redor. O voluntário acredita que, mesmo fazendo pouco, está transformando a sociedade e mostrando que todos nós podemos, sim, fazer alguma coisa”, argumentou a psicóloga Cenise Vicente, ex-oficial de projetos do UNICEF e diretora da empresa de consultoria Oficina de Idéias.

Por que começar?
Organizações como o GIFE e o Centro de Voluntariado de São Paulo (CVSP), representados pelo secretário-geral, Fernando Rossetti, e pela coordenadora do CVSP, Cristina Murachco, acreditam que a prática é eficiente na geração de transformações sociais. No entanto, para que isso ocorra, deve ser elaborada por meio de ações estruturadas e estratégicas.

Na visão dos participantes, apresentada pela gerente do Programa de Voluntariado do Instituto C&A, Carla Sattler, as empresas dão início a esse tipo de programa porque é possível identificar, mesmo que de forma empírica, que o voluntariado traz benefícios para empresa, para a comunidade e para o funcionário.

Como porta-voz de um dos grupos, Carla enumerou alguns dos benefício: o auxílio no desenvolvimento de habilidades pessoais e profissionais dos colaboradores, aumento da satisfação com o trabalho, contribuição na redução de problemas comunitários e engajamento de colaboradores em causas sociais.

Ao mesmo tempo, a prática tem ajudado as empresas a fortalecerem suas marcas de forma positiva e socialmente responsável junto a diversos stakeholders. Nesse sentido, verifica-se um maior reconhecimento por grupos comunitários e organizações sociais.

“Quem lida com voluntariado nas empresas, está na linha entre o que é benefício público e privado. Ações bem-estruturadas mostram que todos os públicos envolvidos podem ganhar com a prática”, afirmou Rossetti.

Mobilização
Um dos principais desafios identificados pelos participantes é o de mobilizar o colaborador para as ações de voluntariado. Nos argumentos que sustentavam os critérios a serem avaliados, tornou-se evidente que, para cada organização, havia um obstáculo diferente a ser superado.

Embora acreditem que a comunicação bem feita é um dos cernes da solução, a expectativa de cada funcionário sobre o trabalho voluntário deve ser levada em consideração. “É preciso entender o quê o colaborador acredita que está fazendo: assistencialismo ou transformação social”, lembrou coordenadora de Programas Sociais da Centrais Elétricas Matogrossenses (CEMAT), do Grupo Rede, Maria de Lurdes Neves, relatora de grupo.

Nesse sentido, pode-se encarar a gestão do voluntariado em duas perspectivas, sem categorização de mais positivo ou negativo. A primeira percebe o voluntário como instrumento de assistência, em que é encorajado a se envolver em ações prontas, criadas por uma organização (social ou empresarial). A outra perspectiva vê o voluntário como agente e promotor de suas próprias ações que age natural e espontaneamente sobre uma determinada realidade.

Cabe então a cada organização criar um projeto de acordo com o que se espera do colaborador. Uma empresa que estimula funcionários a participarem de suas ações de Investimento Social Privado, deve desenvolver uma comunicação distinta ao daquela que os motiva a oferecer apoio a associações comunitárias do bairro onde vive, por exemplo.

Para entender como mobilizar os funcionários, portanto, é preciso compreender o que o leva à decisão de “ser voluntário” e toda a subjetividade (desejo e expectativa) inerente à sua escolha.

Governança
As dúvidas sobre a gestão de todos esses processos também foram bastante analisadas durante o evento. Para a relatora do grupo que analisou esse enfoque, a gerente de Sustentabilidade do Instituto Carrefour, Karina Chaves, embora exista uma tendência desses programas serem coordenados por uma diretoria corporativa, em cada organização existe uma estrutura diferente.

De fato, pelas razões apresentadas pelos participantes, é preciso criar uma política de voluntariado para ter clareza de onde se quer chegar, tal como a forma com que ela está inserida estrategicamente na organização (no leque de sua Responsabilidade Social).

No entanto, segundo a responsável pelos Programas de Voluntariado do Instituto ibi, Tatiana Polo, a governança depende também da escolha da área que coordenará essa política e sua importância dentro da estrutura. Nos exemplos das mesas de discussão do evento, não houve consensos sobre o assunto.

Os programas podem ser coordenador por áreas distintas, como: Recursos Humanos, Comunicação, Marketing, pela “mulher do presidente da empresa”, ou mesmo pelos institutos e fundações vinculados à mantenedora. É a força da estrutura que pautará as linhas de ação e seu suporte pela diretoria.

“O importante é que também sejam feitas parcerias com os gestores e os líderes”, disse Karina Chaves, ao lembrar como é difícil manter um plano nacional de voluntariado, quando a empresa está presente em 16 Estados.

Avaliação
O que pode ser considerado sucesso em programas de voluntariado? Uma resposta simples é a de que a iniciativa tenha realmente trazido benefícios para os três principais grupos envolvidos: empresa, comunidade e funcionário. Daí a necessidade de conseguir mensurar resultados qualitativos e quantitativos sobre esses públicos.

O desafio, portanto, é como levantar esses dados. Isto é, como realmente o processo refletiu na vida dos beneficiados? A empresa deu o suporte necessário aos voluntários? As ações estavam alinhas ao negócio da empresa? Três questões, dentre uma série.

Citando o escritor francês Antoine de Saint-Exupéry, o consultor em cidadania empresarial e ex-presidente do Instituto C&A, Antônio Carlos Martinelli, afirmou:”O essencial é invisível aos olhos”.

Na fábula de sua autoria, “O Pequeno Príncipe”, Saint-Exupéry considerava (aos olhos dos personagens) os adultos como pessoas incapazes de entender o sentido da vida, pois haviam deixado de ser a criança que um dia foram.

No caso da avaliação, metaforicamente, pode ser considerada a necessidade de mensurar impactos, muitas vezes, intangíveis. Daí o ruído entre diferentes grupos. “Cultura empresarial e a social têm problemas de discurso. Uma vê apenas os dados e outro percebe os outros valores”.

A coordenadora de Projetos Sociais da Philips do Brasil, Renata Macedo, defendeu a importância da coleta de dados qualitativos, para mensurar o impacto da ação. Essa é a questão de “olhar o invisível”.

Investimento
Ao explicar as conclusões sobre o seu grupo, Renata Toledo, uma das responsáveis pela área de Voluntariado dentro do setor de Recursos Humanos da Natura, sistematizou o que cada segmento pode fazer para melhorar os programas.

Há diversas formas que a empresa pode fazer investir; seja em projetos próprios, seja na comunicação interna de estimulo ao voluntarismo de seus colaboradores (não vinculado à empresa), ou apenas com recursos financeiros a entidades selecionadas pelos funcionários.

Somado a isso, há o tempo e dedicação do funcionário. Por esse raciocínio de co-responsabilidade, a comunidade pode investir em mobilização e articulação, enquanto organizações não-governamentais podem estar vinculadas a programas de qualificação.

Comunicação
Embora a comunicação seja transversal em todo o processo, os grupos levantaram direcionamentos fundamentais para melhorar os resultados das iniciativas. O primeiro é, evidentemente, a comunicação interna. “Ela geralmente é a mais rápida e padrão”, considerou a coordenadora de Programa de Voluntariado da Fundação FEAC (Federação das Entidades Assistenciais de Campinas), Nilza Montanari.

Ao mesmo tempo, o relacionamento com a comunidade também está ligado às linhas de comunicação da organização. O envolvimento de entidades sociais de base pode ajudar na nesse ponto, principalmente na ligação entre público atendidos e voluntários – além de, como já dito, na capacitação dos envolvidos.

Um dos receios dos grupos de discussão foi como comunicar para a população em geral, sem o risco da atuação ser considerada oportunista. Para evitar isso, os projetos devem ter consistência, estar atrelados ao negócio, serem monitorados, além de serem pensados para longo prazo. Sem isso, os esforços para comunicar não terão respaldo objetivo, o que levaria à falta de credibilidade.

“Quando damos publicidade a um projeto, é preciso saber quem é o sujeito da frase. É a empresa ou a causa o foco da comunicação. Se for a empresa, trata-se de uma promoção da marca. Se for educação, saúde, inclusão, estamos nos referindo a um bem comum”, avaliou Fernando Rossetti.

Para começar
Programas de voluntariado corporativo, segundo as conclusões dos participantes, devem ser concebidos a partir de um diagnóstico participativo das ações sociais dos empregados. Afinal, muitos deles, antes mesmo da empresa desenvolver essa idéia já atuavam na área.

Em segundo lugar, pode ser estruturado uma espécie de “banco de talentos”, em que os colaboradores informam habilidades e desejos de ação na área social. Isso porque talentos artísticos, culturais e sociais muitas vezes não são demonstrados pelas pessoas em seu cotidiano de trabalho.

Dados
Durante as discussões, alguns dados foram apresentados aos participantes pela coordenadora do CVSP, Cristina Murachco. A pesquisa “Perfil do Voluntariado Empresarial no Brasil”, lançada pela organização da sociedade civil Riovoluntário, por exemplo, mostra como as empresas parecem preocupadas com o desenvolvimento de bons programas de voluntariado corporativo.

Das 89 empresas (de todos os portes e setores, que atuam em território nacional, sendo 61% delas na região sudeste) que responderam ao questionário, 45% possuem programas de voluntariado institucionalizado, com planejamento e orçamento anuais.

Segundo o estudo, as empresas que apresentam níveis de mobilização de seus funcionários acima dos 10% têm programas institucionalizados. Mas para as empresas, o principal fator responsável por aumentar o grau de participação dos colaboradores no serviço voluntário é a presença do profissional de comunicação interna, comprometido com o programa (79%).

Outro fator que contribui para o incremento da participação dos colaboradores, na avaliação dos entrevistados é o engajamento da diretoria. Para 84% deles, a existência de uma diretoria participativa está fortemente vinculada ao sucesso de um programa de voluntariado empresarial. No entanto, somente 25% das empresas declararam que seus diretores participavam maciçamente das ações de voluntariado incentivadas pela empresa.


Rodrigo Zavala
redeGIFE Online, 29/09/08

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