quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Falta de informação afeta imagem de ONGs

Rodrigo Zavala
Publicado pelo Portal HSM On-line em 29/01/08

Nos últimos dias, denúncias realizadas por jornais e revistas do país têm deixado uma imagem desconfortável sobre a atuação das organizações não-governamentais no Brasil. As reportagens apontam que o governo repassa quase R$ 3 bilhões de reais a ONGs - sem fiscalização adequada -ligadas a parlamentares ou a seus aliados políticos e doadores de campanha.

Segundo especialistas em terceiro setor, as acusações podem levar a um erro de interpretação simples: não se tem controle sobre o que as ONGs fazem com os recursos que recebem. No entanto, idéias como essas são refutadas por organizações como a Associação Brasileira de Organizações Não-Governamentais (Abong), o GIFE e profissionais ligados à área jurídica do setor.

Aos moldes do que aconteceu com a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que investiga o suposto mau uso do dinheiro público repassado a variadas ONGs desde 2001, as acusações deixam dúvidas sobre qual é o real foco do problema: o mau comportamento de organizações ligadas ao governo (em muitos casos, criadas pelos próprios parlamentares) e a respectiva falta de prestação de contas, ou o trabalho realizado pela universalidade de ONGs que atuam no país?

Um exemplo disso foi a entrevista realizada pela rádio CBN, na manhã de ontem (28/01), com o consultor de Economia da ONG Contas Abertas, Castelo Branco. Conhecedor do tema, o especialista mostrou que há formas de controlar para onde vai o dinheiro, quando parlamentares fazem emendas no orçamento beneficiando ONGs.

Um exemplo é a chamada Modalidade 50 do Orçamento, que descrimina todas as transferências feitas por parlamentares a organizações de origem privadas (ONGs, sindicatos, partidos políticos etc).

Para Castelo Branco, o problema central está na hora do parlamentar selecionar a ONG para receber o benefício. “A gente precisa separar o joio do trigo [...]. Mas isso (a duvidosa relação entre Estado e ONGs) não é novo. Na década de 1980, por exemplo, os chamados anões do orçamento, já faziam isso (usar organizações para desviar dinheiro público)”.

No entanto, faltou na entrevista uma dado importante. Ao comentar as reportagens realizadas pelo jornal carioca O Globo, nas edições de 27 e 28 de janeiro, Castelo Branco fez referência ao boom de organizações sociais de origem privada – “a quem use o número de 500 mil ONGs”, chegou a dizer – nas últimas duas décadas e, por essa razão é mais difícil para o governo controlar os repasses.

O que não foi dito é que o governo tem convênio com apenas 7.760 entidades, que englobam desde o Instituto Butantan, em São Paulo, até a ONG Phoenix Auto-estima, no Rio de Janeiro. A organização carioca, segundo apurou o jornal O Globo, funciona em um escritório de luxo, na Barra da Tijuca, e pertence ao deputado federal Manoel Ferreira (PTB), o mesmo que a contemplou com uma emenda de R$ 1 milhão. “Segundo Ferreira, ela funcionaria em Magalhães Bastos”, publicou o jornal, referindo-se ao pequeno bairro de classe baixa na Zona Oeste da cidade.

Mais controversa foi a entrevista concedida pelo ex-ministro da Economia e conselheiro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Antônio Delfim Neto, à emissora Bandeirantes. “O Brasil é o único país onde as ONGs são patrocinadas pelo governo”, afirmou, tal como foi atribuído pela revista Veja, edição 2044.

A afirmação é contestada por um estudo realizado pela reconhecida Universidade John Hopkins (EUA), em 34 países. O levantamento, de 2003, comparou a origem dos recursos destinados a organizações sem fins lucrativos, realizado pelo Estado e pelo setor privado nos cinco continentes. Só no Reino Unido, o percentual é de 46,7%, na Argentina, 19,5%.

Foco da CPI

Na opinião dos membros da Abong sobre a CPI das ONGs, publicada no site da associação, é preciso foco. “O que deve estar no centro da questão é a lisura, a transparência e a correção no trato com o dinheiro público, por quem quer que o acesse. E, junto a isso, traduzir um debate amplo sobre democratização e transparência no acesso a recursos públicos nas suas mais diversas formas possíveis, uma vez que o dinheiro público pertence a toda a sociedade, e não a governos e partidos”, apresenta o artigo.

Para o secretário-geral do GIFE, Fernando Rossetti, os casos investigados não devem ser encarados como regra, já que não refletem o diverso trabalho realizado pelas organizações sociais. “O corruptor nesse caso é o Estado, que criou canais para que isso ocorresse”, critica.

O Estado, na visão de Rossetti, deve criar regras e acordos de como prestar contas de maneira mais transparente possível, porém, sem dificultar o trabalho das organizações sociais. “Quando o Estado se mete a controlar, ele burocratiza o sistema. Isso poderia trazer conseqüências para o trabalho de pequenas entidades, que se tornariam inviáveis sem um amplo respaldo jurídico”, afirmou.

Fonte: GIFE - Grupo de Institutos Fundações e Empresas

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Prática ou Gramática

Abraham Shapiro*
Publicado pelo
Portal HSM On-line em 29/01/08

A coisa mais atraente que existe neste mundo é a teoria. Sabe por quê? Toda boa teoria é fácil de ser criada, simples de ser admirada e ótima de se transformar numa crença. Teorizar é tão envolvente que, sem o devido cuidado, acaba-se ficando com a cabeça nas nuvens e esquecendo de que os pés e resto do corpo vivem, de fato, no mundo das ações.

Já a prática não é assim. Você deve ter observado que as pessoas comuns são de falar amplamente mais do que de promoverem realizações. Pôr uma teoria em prática é algo que requer esforço e inteligência; às vezes sofrimento, luta contra resistências e quebra de pressupostos interiores.

Mas o desenvolvimento humano decorre do percurso constante e ininterrupto sobre a via que liga a teoria à prática - tanto em ir, quanto em vir. Ter a habilidade de comutar entre a teoria e a prática, e vice-versa, é a grande sabedoria desta vida.

Tudo o que se aprende através do estudo, deve-se buscar praticar. É só assim que o conhecimento não se evapora como um sonho irreal, simples de ser falado e só! Por outro lado, o que se pratica deve-se igualmente transformar numa idéia teórica, pois, deste modo, será possível ensiná-lo a alguém, quando necessário for.

Uma empresa precisa de livros e revistas. Deve possibilitar e facilitar que seus colaboradores os leiam, participem de fóruns, palestras e outros meios de acesso a grandes e elevadas idéias. Isto abre espaço para a inovação e às inspirações que trazem melhorias, a começar dos clientes.

Mas um perigo enorme atinge o ambiente onde as pessoas estão demais presas a teorias. Torna-se confuso, repleto de frases de efeito intangíveis. A visão sobre o que fazer e como fazer é nebulosa aí. Uma empresa existe e se sustenta de resultados, isto é, de idéias que se transformam em feitos palpáveis.

Salutar é a validação da teoria com prática. Quando esta é a opção escolhida, as pessoas se tornam hábeis em tomar atitudes e decidir. Desaparece a tendência natural de ver dificuldades e impor objeções a tudo, especialmente onde e quando elas não existem.

O que fazer se o blá-blá-blá já tomou o lugar da prática, seja onde for? O remédio é diminuir o volume de informações. Faça um break. Depois, promova uma seleção do que for realmente factível e aplicável às situações próprias do ambiente. Esforce-se para colocá-las em exercício e vê-las concretizadas. Comece pelas idéias mais simples. Assim, haverá o sentimento de realização e entusiasmo que se transforma em combustível para a realimentação deste processo, infinitamente.

Teoria e prática são complementares; nunca excludentes. Uma sem a outra pode ser tão inadequado quanto uma carroça sem cavalos.

Agora, que tal pararmos de conversa e por a mão na massa?

* Abraham Shapiro é coach e trainer em formação de time de vendas e diagnóstico situacional da liderança empresarial. Consultor em desenvolvimento de liderança, treinamento de equipes de vendas, relacionamento com o cliente.

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Quando sua equipe precisa de coaching

Anne Field*
Publicado pelo
Portal HSM On-line em 29/01/08

Forças propulsoras das empresas, as equipes estão cada vez mais sujeitas a dificuldades e de vários tipos –de desentendimentos entre seus membros à recusa a enfrentar conflitos. Joseph Weintraub, co-diretor do programa de gestão do Babson College, a célebre faculdade norte-americana, afirma que um dos métodos mais usados para solucionar esses problemas é o coaching, ou seja, o treinamento especializado. A tarefa nem sempre exige a presença de consultores e profissionais externos, como se costuma pensar; um executivo da empresa que seja bem preparado também pode atuar como coach.

Crise
Tom Posey, vice-presidente sênior da Wells' Dairy, fabricante de sorvetes e iogurtes nos Estados Unidos, acredita na eficácia do coaching. Sua empresa, fundada em 1913, enfrentou grandes desafios. Quando os principais clientes declararam preferência pelos grandes fabricantes, os executivos da Wells já haviam percebido que, “para garantir viabilidade no longo prazo, tínhamos de estar entre os três maiores”, lembra Posey. Era preciso aumentar as vendas, aprimorar a cadeia de fornecimento e apertar o controle fiscal. Depois, era a hora de trazer ajuda externa, decisão difícil para uma empresa familiar. Um dos maiores desafios dos recém-chegados foi a cultura de fugir dos atritos. Posey lembra que os executivos não estavam acostumados a
confrontos, pois “sabiam que se encontrariam no almoço de Natal”. Posey contratou um coach do Center for Creative Leadership, que os ajudou a gerir conflitos. As vendas cresceram, a empresa ganhou market share e a equipe aprendeu a discordar.

Como funciona o coaching
Um treinamento desse tipo deve destacar os comportamentos e padrões de comunicação vigentes na equipe, conta Candice Frankovelgia, profissional do Center for Creative Leadership. “O ponto de partida são os entraves cotidianos, com foco nas interações”, esclarece.

As pessoas nem sempre compreendem as reações alheias. Para facilitar esse entendimento o instrutor pode propor avaliações e, com o consentimento do grupo, destacar as abordagens individuais. “Eles aprendem a reavaliar comportamentos que podem causar dificuldades”, explica Frankovelgia.

Regras básicas
Depois de assumir a vice-presidência da Maple Leaf Foods, empresa alimentícia norte-americana, Michael Detlefsen decidiu mudar a interação dos executivos. O grupo discordava nas reuniões e trocava farpas após os encontros.

Detlefsen contratou um coach, que o orientou a apresentar os objetivos com clareza. O vice-presidente decretou o fim do comportamento não-colaborativo e abriu espaço para que todos se manifestassem. Com a ajuda do grupo definiu regras básicas, com itens como “tratar os colegas com respeito”. As normas ajudaram a lembrar que todos formavam uma equipe e deviam concentrar energias na criação de valor e na solução dos problemas.

A clareza das regras é crucial, sobretudo quando existem diferenças culturais. Alguns anos após a primeira experiência como coaching, Detlefsen enfrentou situação similar ao lidar com uma equipe multicultural. A cada trimestre, os executivos se reuniam para discutir as questões críticas. Mas, devido a diferenças no modo de comunicação, alguns tinham dificuldade para interagir com os colegas. A franqueza dos ocidentais era interpretada como falta de tato pelos orientais, que, mais cuidadosos ao se expressar, tinham fama de reticentes.

O grupo criou um padrão de comunicação e pediu que cada um apontasse os aspectos positivos e negativos. Segundo Detlefsen, a idéia era identificar potenciais falhas antes que se tornassem fonte de atrito.

Fatores externos
Nem todos os problemas das equipes têm origem interna. Questões organizacionais, como a disputa entre unidades de negócios ou programas de recompensas pouco claros, podem afetar seu desempenho, sem dúvida. Nas conversas individuais, Weintraub descobriu que o modo de medir resultados surtia o indesejado efeito de indispor os departamentos. A empresa mudou a métrica e começou a premiar a colaboração.

* Anne Field é colaboradora da Harvard Management Update.

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Direto ao ponto na Conferência Mundial de Cidades

Publicado pelo Pauta Social em 29/01/08

Inovações democráticas buscando transformações sociais é um dos temas

O Desenvolvimento de cidades baseado em inovações democráticas buscando transformações sociais para inclusão de todos é um tema amplo e profícuo, mas para tanto, precisa ser bem direcionado.

Esta é uma das preocupações da Conferência Mundial sobre Desenvolvimento de Cidades, que acontece entre o dia 13 e 16 de fevereiro, no Centro de Convenções da PUCRS, em Porto Alegre.

Para que o debate – fundamental em uma época de redimensionamento de limites e fronteiras, de reflexão sobre o local e o global – seja realmente produtivo e aponte para alternativas, um Comitê Científico, formado por gestores e intelectuais nacionais e internacionais, formulou 40 questões – chaves que serão a espinha dorsal do evento.

O desafio dos conferencistas será responder às indagações distribuídas pelas quatro temáticas que norteiam a Conferência: Direito à Cidade: políticas locais sobre Direito e responsabilidade dos cidadãos; Governança e Democracia em Cidades: experiências inovadoras de gestão e participação democrática; Desenvolvimento Local em Cidades: processos de investimento em capital social para desenvolver ativos econômicos, ambientais, humanos, sociais e políticos; Sustentabilidade e Cidade-Rede: a emergência das redes sociais e a cidade sustentável do futuro.
A dinâmica pretende contrapor diferentes realidades e soluções, e questionar sua aplicabilidade para problemas sociais comuns em diferentes partes do mundo.

As inscrições para a Conferência Mundial sobre Desenvolvimento de Cidades podem ser feitas através do site http://www.cmdc2008.com.br/. Informações também podem ser obtidas na Secretaria Geral da Conferência, pelo e-mail http://br.f374.mail.yahoo.com/ym/Compose?To=cmdc@smgl.prefpoa.com.br ou pelos telefones (51) 3289.3840/3289.3841/3289.1627.

CONTATO
Nome: Almir Freitas
Fone: 51 3330.6636
Empresa: UFFIZI CONSULTORIA EM COMUNICAÇÃO
Pauta incluída por: Redação
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Anúncio em celular caminha devagar

Eliane Sobral e Talita Moreira
Publicado pelo
Valor Online em 30/01/08

Guarnieri, presidente da A1 Brasil, diz que "a linha que divide o marketing da privacidade do consumidor é muito tênue"
Foto Sergio Zacchi / Valor


Anunciantes, operadoras e agências de publicidade não hesitam em apontar um futuro promissor para o telefone celular como mídia para anúncios. O aparelho reúne todas as características com que sonham agências e anunciantes e, de acordo com projeções do mercado, pode vir a representar algo entre US$ 4 bilhões e US$ 7 bilhões de todo o investimento publicitário feito no mundo. Hoje essa participação não passa de meio milhão de dólares e a explicação é simples. As empresas estão cautelosas em avançar muito rapidamente nessa seara. Temem que a propaganda no celular acabe despertando no consumidor a mesma rejeição que a mensagem não autorizada por e-mail, o "spam", criou.

Por isso as iniciativas no mercado brasileiro e mundial ainda são tímidas e esporádicas. "O celular é, sem dúvida, uma das mídias mais promissoras para a publicidade. Mas é também a mais desafiadora para o setor porque a linha que divide o marketing da privacidade do consumidor é muito tênue", afirma Roberto Guarnieri, presidente da agência de publicidade interativa A1 Brasil.

"O tema tem de ser analisado com muito cuidado para não ferir a relação de confiança com os assinantes", completa o diretor de marketing da TIM, Marco Lopes. "A gente é muito cauteloso em relação a isso. A TIM quer ir com calma nesse processo", diz ele acrescentando que a operadora já utiliza telefonemas e mensagens de texto para oferecer produtos e serviços a seus próprios clientes. Nesse caso, porém, a TIM não pede autorização. E quem se sentir incomodado tem que tomar a iniciativa de reclamar.

João Batista Ciaco, diretor de publicidade e marketing de relacionamento da Fiat diz que o banco de dados da montadora tem hoje 4 milhões de usuários cadastrados. Mas apenas 100 mil permitem recebimento de mensagens publicitárias ou de serviços por celular. Foi para este público que a montadora fez sua primeira ação publicitária pelo celular, em setembro. Enviou mensagens informando o lançamento de seu mais novo modelo e convidando o consumidor a ter mais informação no site da empresa. "Esperávamos 70 mil retornos e tivemos 250 mil", lembra o executivo.

"O ponto de partida para qualquer ação é só enviar publicidade para o consumidor que autorizou esse recebimento. Invasão de privacidade é oferecer algo que o cidadão não quer receber", diz Abel Reis, presidente da agência Click, a maior do mercado de publicidade interativa, que inclui internet e agora o celular.

Ele chama a atenção para a diferença que o conceito de privacidade tem para um jovem de 18 anos e para um homem de 50. "Principalmente no Brasil, o consumidor de 18 anos não sofreu as conseqüências de uma ditadura militar, não teve seu direito à privacidade violado. E ele tende a ter uma relação de confiança presumida com os prestadores de serviço que um homem de 45, 50 anos não tem", afirma Reis.

Mas esta não é uma mídia exclusivamente voltada ao público jovem, na opinião do gerente geral da Ogilvy One na América Latina, Renato de Paula. O celular é a porta para o que o mercado chama de marketing one-to-one (um a um) e isso pressupõe a mensagem certa para cada tipo de público.

"Quanto mais jovem o usuário, maior será a afinidade dele com o aparelho e seus recursos. Para o público de mais idade, pode-se usar recursos mais simples".

A cautela para evitar excessos também tem permeado as iniciativas no exterior. "Os holandeses estão mais à frente nessa área e oferecem muito conteúdo em troca de publicidade. Não temos números mas a receptividade dos usuários parece bastante positiva", afirma Roberto Guarnieri, da A1 Brasil.

A estratégia de patrocínio também está nos planos da Vivo, segundo o diretor de produtos e serviços da operadora, Alexandre Fernandes. Seria uma forma de baratear o conteúdo de músicas e vídeos para os clientes que, em troca dessa redução de preço, autorizariam o recebimento de anúncios publicitários. "Estamos estudando a possibilidade de testar esse modelo. É preciso oferecer valor ao cliente final".

Segundo ele, a operadora prepara-se para entrar também na era dos links patrocinados, como fazem os provedores e buscadores de internet. A parceria, de acordo com Fernandes, já foi fechada com o Yahoo! e deve estrear "nos próximos dias". Quem utilizar a plataforma do serviço terá os links patrocinados mas só irá acessá-los se quiser.

O executivo da Vivo diz que as operadoras são cautelosas em relação ao marketing no celular para não desagradar os clientes. "Não queremos correr o risco de cometer o mesmos erros que foram cometidos na internet e que inibiram o mercado publicitário lá", diz.

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terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Até 2012, 34 milhões de celulares farão transações financeiras, diz estudo

Publicado pelo Computerworld em 29/01/08

Pesquisa da In-Stat aponta que os Estados Unidos poderão ter cerca de 30 milhões de consumidores fazendo compras e confirmando transações financeiras pelo telefone móvel

À medida que os concorrentes alinham suas tecnologias e objetivos, usuários norte-americanos passam a utilizar com mais freqüência os telefones celulares para fazer compras e concluir transações financeiras. A constatação é da empresa especializada em pesquisas de tecnologia In-Stat.

Segundo ela, ainda que 2008 não seja “o ano dos pagamentos móveis” nos Estados Unidos, é muito provável que vejamos um progresso considerável este ano. A pesquisa da In-Stat afirma que entre 9 milhões e 30 milhões de consumidores na América do Norte utilizarão pagamentos baseados na tecnologia near field communication (NFC) até 2012 – o número dependerá de diversos fatores tecnológicos, de marketing e comerciais.

Além disso, diz o levantamento, também em 2012, mais de 34 milhões de telefones celulares poderão ser utilizados para aplicações financeiras, como online banking. “Há sinais claros que o mercado nos EUA irá superar a questão crucial da incompatibilidade tecnológica para o progresso desta modalidade de pagamento em 2008”, disse David Chamberlain, analista da In-Stat.

“Muitas companhias de diferentes setores estão interessadas em levar o padrão NFC, tecnologia-chave para o funcionamento do pagamento móvel, para dentro dos celulares, bem como para terminais de pagamento”, reiterou.

Também há, de acordo com Chamberlain, um consenso sobre a importância dos atuais serviços bancários móveis para o desenvolvimento do uso de aparelhos celulares para compras e transações financeiras.

Intitulada "Mobile Payments Making Progress in North America", a pesquisa sugere que muitas das empresas envolvidas com o desenvolvimento das práticas de pagamentos móveis nos Estados Unidos têm objetivos e entendimento semelhantes, e isso é talvez o que o que faltava para o desenvolvimento desse mercado.

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Bill Gates defende "capitalismo criativo"

Publicado pelo HSM Online em 28/01/08

O presidente da Microsoft Corp, Bill Gates, defendeu na quinta-feira o surgimento de um "capitalismo criativo" que ajude o 1 bilhão de pessoas que vivem no mundo com menos de 1 dólar por dia.

Gates, um dos homens mais ricos do mundo, disse que não pretendia demolir os pilares básicos do capitalismo, mas argumentou que as forças do mercado precisam ser mais bem usadas para atender às necessidades dos que ficaram para trás nos avanços da saúde e da tecnologia.

"Temos de encontrar uma forma de fazer com que os aspectos do capitalismo que servem às pessoas mais ricas sirvam também às pessoas mais pobres", disse ele na reunião anual do Fórum Econômico Mundial. "Gostaria de chamar esta idéia de capitalismo criativo."

O discurso proferido à nata do mundo político e empresarial reunida em Davos reflete o crescente interesse de Gates pela filantropia. O executivo transformou a Microsoft, com sede em Seattle, numa formidável e às vezes polêmica máquina de ganhar dinheiro, acusada no passado de abusar de sua posição no mercado. Mas no final de junho ele deve praticamente se aposentar da Microsoft para se dedicar à Fundação Bill & Melinda Gates, que o casal fundou em 2000 para apoiar projetos de saúde, combate à pobreza e inclusão tecnológica no mundo.

Gates disse que o interesse próprio no ambiente capitalista levou a múltiplas inovações, mas que guiá-las para o benefício de todos exige um aperfeiçoamento do sistema.

Por exemplo, se houvesse mais foco em melhorar a vida dos outros, as empresas poderiam tentar lucrar oferecendo produtos de valor a preços acessíveis para os pobres do mundo.

Ele conclamou as multinacionais a empregarem seus melhores profissionais nessa tarefa. "Este tipo de contribuição é ainda mais poderosa do que dar dinheiro ou oferecer tempo livre para que os empregados façam trabalho voluntário. É um uso com foco daquilo que sua companhia faz de melhor", afirmou.

Fonte: Reuters, 28/01/2008

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segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

UNFPA recebe nível recorde de contribuições

Publicado pelo Pauta Social em 28/01/08

No total, 181 Estados-membros contribuíram com 419 milhões de dólares

O UNFPA, Fundo de População das Nações Unidas, voltou a ter um ano recorde no que se refere a contribuições recebidas.

No total, 181 Estados-membros contribuíram com 419 milhões de dólares para o UNFPA, o que representa o número mais elevado de países doadores e o maior montante recebido a título de contribuições desde que a agência iniciou suas operações em 1969.

“Estamos extremamente orgulhosos deste apoio financeiro sem precedentes da comunidade mundial”, disse a Directora Executiva do UNFPA, Thoraya Obaid. “Isso ressalta o reconhecimento do nosso mandato e do nosso trabalho. Demonstra também compreensão sobre a importância decisiva das questões de população, especialmente a saúde sexual e reprodutiva, para a consecução do desenvolvimento sustentável”.

O número recorde de países contribuintes em 2007 foi o ápice de um aumento sistemático registrado nos últimos anos: de 69 em 1999, para 172 em 2005, e agora 181 países. Os principais doadores foram os Países Baixos, a Suécia, a Noruega, o Reino Unido, o Japão, a Dinamarca, a Alemanha, a Finlândia, a Espanha e o Canadá. Além disso, todos os países da África Subsariana se comprometeram a contribuir com fundos para o UNFPA em 2007.

Os fundos destinados a projetos ou programas específicos também atingiram um novo patamar em 2007: U$ 244 milhões. Estes fundos incluíram contribuições de doadores como a Comissão Europeia e o Banco Mundial para apoiar programas de recenseamento nacional da população e da habitação, os fundos fiduciários temáticos do UNFPA e a Campanha para Acabar com a Fístula, bem como as atividades humanitárias do UNFPA e a sua ação em prol da prevenção do VIH.

“Estamos muito gratos por esta demonstração maciça de apoio”, disse Thoraya Obaid. “Ao mesmo tempo, esperamos sinceramente que o resto da comunidade mundial se associe aos nossos esforços para promover os direitos das mulheres e assegurar o seu acesso universal à saúde reprodutiva, os quais nos permitiriam avançar rumo à realização do objetivo da erradicação da pobreza”.

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) é o organismo da ONU que promove o direito de cada mulher, homem, jovem e criança a viver uma vida saudável, com igualdade de oportunidades para todos; apóia os países na utilização de dados sócio-demográficos para políticas e programas de redução da pobreza; e contribui para assegurar que todas as gestações sejam desejadas, todos os partos sejam seguros, todos os jovens fiquem livres do HIV/aids e todas as meninas e mulheres sejam tratadas com dignidade e respeito.

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Em entrevista exclusiva à Revista Filantropia, presidente da ABCR conta quais são os planos da Associação para 2008

Paula Craveiro
Publicado pela Revista Filantropia, no. 32

Atual presidente e um dos fundadores da ABCR, Marcelo Estraviz é um dos responsáveis pela retomada das atividades da associação, que prepara para 2008 uma série de ações como encontros com associados e a realização de cursos certificados
Foto divulgação

Ele é consultor de desenvolvimento institucional, com passagem pela área governamental, tendo ocupado cargos de direção em instituições e projetos ligados à Prefeitura e ao Governo de São Paulo. Também é conselheiro da ONG Trópis, presidente da associação de ex-alunos do Colégio Miguel de Cervantes e co-autor do livro Captação de diferentes recursos para organizações da sociedade civil.

Além de todas essas atribuições, Marcelo Estraviz é presidente da Associação Brasileira de Captadores de Recursos (ABCR), entidade que recentemente retomou suas atividades após um breve período de paralisação. “Passamos por uma fase pouco produtiva, na qual chegamos a cogitar a possibilidade de extinção da ABCR. O grupo não tinha muito tempo para se encontrar, e o desânimo quase nos abateu. Mas, em um encontro realizado em 2006, onde se reuniram aquelas pessoas que deram início aos trabalhos em 1999, pudemos perceber o quanto se fez desde sua criação e chegamos à conclusão de que seria um desperdício e um retrocesso perdermos esse legado”, explica.

Em entrevista exclusiva à Revista Filantropia, Estraviz conta quais são os planos da ABCR para 2008 que, entre outras ações, engloba a realização de cursos certificados por instituições de ensino internacionais, como a Association of Fundraising Professionals (AFP). O presidente aborda ainda a profissionalização do setor, os principais desafios enfrentados pelos profissionais da área, expressa sua opinião à idéia do comissionamento de captadores e traça um paralelo entre o Brasil e os demais países em relação à mobilização de recursos.

Revista Filantropia: Quem é Marcelo Estraviz e como você entrou na área de captação de recursos?
Marcelo Estraviz: Minha carreira teve início na área empresarial, na qual trabalhava com marketing. Foi graças a essa experiência que tomei contato com o fundraising. Como já atuava como voluntário desde a época de faculdade, ficava buscando maneiras de aliar minha profissão ao voluntariado. Em 1996, fundei com mais algumas pessoas uma produtora cultural e captamos bastante dinheiro por meio das recém-criadas leis de incentivo fiscal. Mas, meu maior passo se deu pouco depois. Percebi que, apesar de ter aparentemente saído da área empresarial, minhas dúvidas e angústias permaneciam. Eu continuava a ganhar dinheiro como empresário de cultura enquanto outras iniciativas, tão boas ou até melhores que as nossas, penavam para obter patrocínios e geralmente não conseguiam.Foi então que resolvi sair da sociedade, espairecer um pouco e começar do zero em outra área, a social. Esse tempo em que fiquei afastado das minhas atividades foi fundamental para que eu pudesse me envolver com outros temas. Assisti a palestras, encontros e reuniões; fiz também minhas primeiras consultorias voluntárias; e percebi que estava mais próximo do que eu gostaria de fazer, que era ajudar entidades a obter recursos para sua sobrevivência. No início de 2000, quando já me considerava um profissional da área, lancei um livro em conjunto com outros autores da coleção Gestão e Sustentabilidade, do Instituto Fonte. Foi uma experiência riquíssima, pois tivemos alguns encontros para integrar o discurso e realizar o primeiro trabalho brasileiro referente ao tema gestão de entidades sociais. Além disso, o livro acabou gerando convites para que eu ministrasse cursos pelo país. Nesse mesmo período, um grupo de profissionais captadores discutia ética em uma lista de discussão que criei. Esse grupo passou a perceber a importância de atuar de
acordo com um código de ética, inspirado em outras experiências internacionais.


Filantropia: E foi a partir dessa lista de discussão que a ABCR foi criada?
ME: Exato! Dos debates que surgiam na lista para a criação de uma associação foi rápido. Foi a partir das idéias discutidas pelos participantes que nasceu a Associação Brasileira de Captadores de Recursos (ABCR). O curioso disso tudo é que, desde 2001, tive que me desdobrar para atuar em duas frentes, já que passei a trabalhar no Governo do Estado de São Paulo, na gestão do então governador Mario Covas.

Participei de algumas ações públicas que me dão muito orgulho, como a implantação do Acessa São Paulo e a implosão do Carandiru para a implantação do Parque da Juventude. Também fui diretor da Fundação do Desenvolvimento Administrativo (Fundap). Meu último trabalho público foi na prefeitura, a convite do secretário municipal de Assistência Social, para implantar um novo programa com recursos da prefeitura e da União Européia, dedicado à inclusão social no centro da cidade – “Nós do Centro”.

Após desenvolvermos a metodologia e implantarmos o programa, decidi fazer um novo período sabático, desde o começo de 2007, e que deve encerrar-se no meio de deste ano. Essa nova parada se deu ao notar que, após esses anos em governos, estava mais uma vez me distanciando do meu objetivo, que era sair do modelo institucional para me dedicar a experiências pessoais mais gratificantes. E, aproveitando esse momento, estou terminando meu segundo livro sobre captação de recursos e um outro sobre ativismo social em tempos de web 2.0.

Assim, surge tempo disponível para dar continuidade à ABCR, tanto por meio do novo site como pelas novas ações que estamos promovendo para 2008. Tudo de maneira muito singela, mas altamente prazerosa para mim.


Filantropia: Para entrar no assunto: captação de recursos ou mobilização de capitais ? Há diferenças entre as terminologias ou não passam de modismos?

ME: Uso muito o termo mobilização de recursos. Mas concordo que muitos termos são modas passageiras. Mas uma coisa é certa, independentemente do termo e da moda, fundraising é uma atuação necessária e clássica no setor social. Falta apenas profissionalizarmos e difundirmos isso pelas entidades, como ocorre em outros países. Gosto do termo mobilização porque ele dá um sentido mais amplo. Captar me lembra “tomar para si”. Já mobilizar, engloba a idéia de usar recursos – não apenas financeiros – para uma causa. Mobilizar energias é mais interessante que captar energias.


Filantropia: Por que a ABCR ficou basicamente paralisada nos últimos anos?
ME: Porque foi, e ainda é, uma atividade desenvolvida por voluntários que têm suas próprias atividades, compromissos e urgências. Estou aproveitando este momento para me dedicar a essa retomada. Se não fosse assim, nenhum de nós, fundadores da associação, teríamos tempo suficiente para nos dedicarmos à causa da entidade.

O objetivo, nesta nossa gestão, será profissionalizar a entidade, mas antes, como sempre ressalta nosso presidente do conselho, René Steuer, vamos agregar valor, mostrar que a existência da entidade é importante e que, por isso, precisamos mostrar serviço.

Filantropia: Quais são as pretensões da atual gestão, com a retomada das atividades da associação?
ME: Tenho dito para a diretoria que devemos realizar ações simples e efetivas. Acredito que uma falha anterior tenha sido a alta expectativa dos fundadores – na qual me incluo. Realizar muitas coisas durante o pouco tempo disponível de cada um é humanamente impossível.


Nesta gestão, começamos pela retomada do site. O próximo passo será pequenos encontros com associados. Em breve, realizaremos cursos certificados por nós e por entidades internacionais, como a Association of Fundraising Professionals (AFP) e a Resource Alliance, por exemplo. Nossa gestão tem mais dois anos pela frente. Se em 2010 a ABCR estiver profissionalizada e tivermos nos transformado em centro de excelência reconhecido, teremos cumprido nossos objetivos.

Filantropia: Quais os benefícios oferecidos aos associados da ABCR?
ME: Por enquanto, não abrimos vagas para novos associados. Devemos fazê-lo no início de 2008, assim que organizarmos um sistema on-line de inscrição e pagamento. Mas, como disse, precisamos mostrar que somos úteis, criar valor. Tendo feito isso, os novos associados terão benefícios concretos, como descontos em cursos e eventos exclusivos. Hoje, somos pouco mais de 200 associados, todos comprometidos com um código de conduta. Mais do que agregarmos milhares de associados, queremos associados comprometidos com uma ética profissional que contribua para uma sociedade mais justa, por meio do fortalecimento de entidades que defendam causas. de que doar é uma delícia

Filantropia: Como a ABCR se relaciona com outras entidades do setor no Brasil e no exterior?
ME: Nossos principais parceiros internacionais são a AFP, nos EUA, e a Resource Alliance, na Europa. Neste momento, estamos nos aproximando de associações similares no Chile e na Espanha. Diria que esse trabalho internacional foi o que de melhor se fez nas gestões anteriores da ABCR. Cabe replicar esse relacionamento com outras entidades aqui no Brasil.


Com base em minha própria experiência, tenho interesse pessoal em nos aliarmos à Associação Brasileira de Marketing Direto (Abemd) e à Associação Brasileira de Anunciantes (ABA) para realizarmos concursos de cases de fundraising entre empresas que doam recursos e agências publicitárias que apóiam entidades de forma pro bono.


A realização de prêmios sempre estimula o setor e profissionaliza os envolvidos pela lógica da melhoria da qualidade por meio da concorrência saudável.

Um de nossos vice-presidentes, Michel Freller, está realizando um excelente trabalho de aproximação com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para, juntos, podermos aprimorar e repassar conhecimento para o setor quanto a processos jurídicos envolvidos na captação.

Outro caminho mais convencional é estreitarmos a relação já existente com o Instituto Ethos e com o Grupo de Institutos Fundações e Empresas (Gife). Neste segundo caso, posso adiantar que estamos organizando um evento em parceria, que em breve será anunciado.

Filantropia: Atualmente, como você analisa o setor de captação de recursos no Brasil? Há profissionalismo ou o amadorismo ainda é predominante?
ME: Diria que falta consciência sobre a importância dessa tarefa. Se visitarmos ONGs na Europa, ficaremos encantados com os departamentos de captação de recursos, cheios de profissionais, com campanhas para pessoas físicas, jurídicas, buscadores de recursos de fundações e governos. Aqui no Brasil, infelizmente, ainda estamos muito longe disso.

Nós temos vergonha em falar sobre dinheiro. Falamos como se fosse algo sujo, uma imoralidade. As entidades brasileiras, em sua maioria, são administradas por técnicos sociais, o que amplia ainda mais o distanciamento da tarefa em buscar recursos para sua sobrevivência. Preocupam-se muito com o atendimento de qualidade ao seu público-alvo, mas se esquecem de pensar em como continuar os atendendo. Sem contar que muitos ainda acham que correr atrás de recursos é um acinte. Preferiam estar em suas entidades dedicando-se somente a atender seus objetivos sociais.
americanos sabem o prazer que é doar e o aprendem desde criança. Nós somente seremos bons captadores se vivenciarmos a experiência


Mas sou um otimista irreparável; vejo que a profissionalização do Terceiro Setor caminha lado a lado com a profissionalização da captação de recursos. Teremos boas histórias para contar daqui em diante. Porém, o lado ruim dessa história é que muitas entidades perecerão junto com a defesa de várias causas. Sobreviverão apenas as que forem capazes de mobilizar aliados.

Filantropia: Com a expansão e o fortalecimento do Terceiro Setor no Brasil, a mobilização de recursos tornou-se uma área desafiadora dentro das organizações?
ME: Tudo é desafiador no Terceiro Setor. E captar não é exatamente um grande problema. Ao contrário, é a solução para amainar os desafios das entidades. É a área que possibilita que as causas continuem sendo defendidas.

Filantropia: Qual a posição do Brasil em relação a países como os EUA, que possuem um mercado forte e profissionalizado há muitos anos? Se possível, dê outros exemplos.
ME: O Brasil ainda está engatinhando. Para falar sobre isso, teria que abordar a história da captação no país, em perspectiva com a realidade americana e européia. Costumo dizer que, nesse caso, somos mais parecidos com o modelo europeu do que com o americano. Nós ainda falamos de dinheiro com vergonha. Já os EUA falam de dinheiro sem sentimento de culpa. Lá, qualquer cidadão se envolve com atividades sociais de forma pragmática: compra um brinde com a marca da ONG ou vai a um jantar beneficente mesmo sendo muito mais caro, pois sabe que o lucro obtido irá para uma determinada causa. Eles fazem assim porque seus pais, avós, bisavós também faziam. Eu comento em minhas aulas que isso só ocorre porque os americanos sabem claramente o prazer que é doar e o aprendem desde criança. Nós somente seremos bons captadores se vivenciarmos a experiência de que doar é uma delícia. Os europeus estão percebendo isso agora também, por isso gosto de acompanhar a trajetória do fundraising por lá, pois esse desenvolvimento se assemelha ao nosso em idade.

Filantropia: Sabe-se que um projeto mal elaborado, ou mesmo mal redigido, tem menos chances de ser aprovado e de conquistar os recursos. Quais são os “sete pecados” cometidos pelos profissionais neste setor?
ME: Realizar projetos é uma das muitas atividades do captador. Se você se refere a projetos para obtenção de recursos por meio de fundações internacionais, por exemplo, diria que existem dois grandes pecados: a falta de clareza ao fazer um orçamento, que geralmente não contabiliza recursos já existentes; e o excesso de otimismo na proposta. Vale mais a pena ser realista, mostrar as dificuldades que podem surgir, inclusive apontando e contabilizando isso. Fazendo dessa maneira, o doador perceberá que quem fez a proposta é um gestor sensato e pragmático.

Mas se você se refere a projetos para obtenção de recursos com empresas, os pecados são outros: dependendo da postura do captador em uma reunião, ele pode perder oportunidades por falta de visão. Outro erro vem em decorrência do anterior: por não privilegiarem o relacionamento e, sim, a busca de recursos imediatos, não conseguem gerar confiança no potencial doador. Ainda existem, porém, muitos outros pecados, que variam conforme a situação em que se encontra o profissional.

Filantropia: O profissional que capta recursos para uma ONG pode ser o mesmo que trabalha para uma instituição educacional? Como se dividem as sub-áreas dentro da captação de recursos?
ME: Não pode, não! A ABCR defende claramente a profissionalização da captação de recursos por meio da criação de departamentos de mobilização dentro das entidades. Esses profissionais devem trabalhar para uma única entidade. Não dá para confiar em um captador que tenha em sua “carteira de projetos” uma infinidade de causas. Soa estranho. Imagine a cena: “Hoje tenho mico-leão dourado e criança com câncer, qual vai querer, patroa?”. Não é coerente. Um dos problemas é que existem muitos profissionais assim aqui no Brasil... Uma pena, pois as entidades que dependem deles desaparecerão em breve, junto com suas causas.

Filantropia: Você acredita que, hoje, as entidades buscam mais transparência frente a seus stakeholders, seja na apresentação do orçamento de seus projetos, na clareza da destinação dos recursos ou na prestação de contas?
ME: Acho que sim, mas ainda é insuficiente. Sou partidário à transparência absoluta, não apenas das entidades, mas de governos, políticos e tudo que se relacione às tarefas públicas. Minha opinião é que, a partir do momento que as entidades recebem recursos de governos, empresas e pessoas físicas, esse dinheiro torna-se público e, por isso, deve ser demonstrado no site da entidade como ele foi gasto, quanto sobrou, quanto falta, quanto custou isso ou aquilo.

Filantropia: Como o profissional deste setor pode se aprimorar?
ME: Fazer cursos sobre o tema que se trabalha ajuda bastante, assim como ter grande curiosidade por pesquisar sobre as fundações e as empresas. Mas não é só isso. Nos estatutos da ABCR, consta uma tarefa que será preciso realizar na próxima década, que é a de oficializar a profissão, para que ela conste no código brasileiro de profissões. Isso é uma necessidade, embora insuficiente. Pela ABCR, pretendemos trabalhar para esse fim, além de gerar uma formação que possa ser minimamente certificada, o que ainda não existe no Brasil.

Profissionais carregam suas certificações por seus estudos fora, na Universidade de Indiana ou em outras entidades certificadoras. Temos conversado com a AFP para, em um primeiro momento, criarmos uma certificação mista AFP/ABCR e, em seguida, termos uma certificação brasileira, contendo as nossas realidades.

É importante frisar que o fato de um captador ser associado da ABCR não o certifica instantaneamente. Cabe sempre a sintonia do captador com a causa que está contratando. Uma defesa que venho fazendo para entidades pequenas é a de que contratem recém-saídos das universidades, que têm o sincero interesse em crescer junto com a entidade. Isso permite que, aos poucos, possam receber melhores salários assim que a entidade passa a receber mais recursos. É um modo saudável de as entidades começarem seus departamentos de mobilização de recursos.

Filantropia: Uma polêmica – Você é a favor do comissionamento do captador de recursos? Qual a maneira mais justa e honesta de remunerar este profissional, ou este trabalho deveria ser exclusivamente voluntário?
ME: Sou terminantemente contra. Da mesma maneira que não faz sentido um captador “vender” mico-leão dourado e criança com câncer simultaneamente, não faz sentido um captador reter parte de uma doação. Como você, sendo doador, se sentiria ao saber que 10% do dinheiro que acabou de doar para reformar uma creche foi parar no bolso do captador? Você não preferiria que esses 10% se transformassem em telhas? Para esse tipo de situação, existe algo mais simples e clássico: a contratação como funcionário. Com isso, o profissional receberá seu salário assim como qualquer outro funcionário da entidade. Essa é a nossa defesa.

Filantropia: A ABCR está prevendo algum evento em 2008?
ME: Para 2008, além dos encontros com os associados e a realização do primeiro curso certificado, temos o objetivo de fortalecer os núcleos regionais, que hoje são três, além de São Paulo: Porto Alegre, Rio de Janeiro e Belém. Devemos fazer um evento em Salvador (BA), para fortalecer a rede de captadores no Nordeste do país.

Também estamos organizando os temas mais interessantes para a realização de eventos para não-sócios. Conforme os projetos forem se concretizando, disponibilizaremos as informações em nosso site.

Link: www.captadores.org

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Governo paga salários mais elevados que setor privado

Sergio Lamucci
Publicado pelo
Valor Online em 28/01/08

Nelson Marconi, da FGV, que considera incorreta a prática de salários maiores no setor público: "O Estado está gastando mais recursos do que deveria"
Foto Marisa Cauduro/Valor


Ser funcionário público tem um grande atrativo além da estabilidade e da perspectiva de uma aposentadoria mais gorda: quem trabalha para o governo ganha mais do que na iniciativa privada. Segundo o professor Nelson Marconi, professor da Escola de Economia de São Paulo (EESP) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), os números da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2006 mostram que os servidores públicos são mais bem remunerados que os trabalhadores do setor privado nas três esferas de governo, nos três níveis de escolaridade, com exceção dos funcionários municipais com curso superior.

A diferença é maior no caso de funcionários públicos da União com ensino médio, que ganham, em média, 71,8% a mais do que empregados da iniciativa privada com o mesmo nível de escolaridade. Entre os servidores federais com curso superior, a diferença de salário atinge 69,2%. Marconi destaca que o setor privado paga mais do que o setor público nas funções de alta gerência, mas diz que é complicado calcular a diferença de remuneração nesses cargos. "É difícil identificá-los na PNAD e a escolha envolve certa dose de arbitrariedade", afirma ele, que também é professor da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo.

Os números calculados por Marconi mostram que as menores diferenças estão no nível municipal. Funcionários de prefeitura com nível médio ganham, em média, 8,5% a mais do que os trabalhadores com a mesma escolaridade da iniciativa privada. Quem tem nível superior e é servidor municipal recebe 13,9% a menos do que alguém com formação equivalente no setor privado. Marconi explica que os diferenciais de salários se referem sempre a comparações entre pessoas com as mesmas características, como faixa etária e sexo.

Autor de uma tese sobre o assunto, Marconi não vê com bons olhos o fato de os funcionários públicos terem, em média, salários bem acima dos trabalhadores da iniciativa privada. "Acho que a remuneração no setor público deve ser justa: a pessoa deve ganhar um salário compatível com suas atribuições, seu conhecimento, experiência, escolaridade e responsabilidade. Um parâmetro bastante razoável para determiná-los é o que o setor privado paga, pois é um segmento mais dinâmico", diz ele. "Assim, não entendo que a prática de salários superiores no setor público seja razoável. O Estado está, nesse caso, gastando mais recursos do que deveria."

Para o consultor econômico do Senado Marcos Mendes, a escalada da carga tributária desde meados dos anos 90 ajuda a explicar a remuneração elevada dos funcionários públicos. "Aumentou a disponibilidade de recursos nas mãos do poder público", afirma ele. Mendes nota que o próprio processo de redemocratização levou o país a caminhar nessa direção. "Quando os governos precisam de votos para se manter no poder, eles têm que responder às demandas de determinados interesses organizados da sociedade, e os funcionários públicos são um dos grupos mais organizados", diz ele. Mendes lembra ainda que, por contar com autonomia orçamentária, o Legislativo e o Judiciário costumam jogar para cima a média do salário do funcionalismo.

O economista Raul Velloso sempre destaca que isso dá origem a uma corrida por isonomia por parte dos funcionários do Executivo, que passam a pleitear equiparação salarial com os servidores dos outros poderes.

Mendes diz ainda que a possibilidade de os funcionários públicos promoverem greves, sem nem ao menos terem descontados os dias parados, também ajuda a empurrar os salários para cima. Isso dá um poder de pressão muito forte, especialmente para categorias organizadas e importantes, como a Polícia Federal e a Receita Federal. Nesse cenário, há muito espaço para distorções. Segundo ele, um funcionário de nível médio da Polícia Federal pode ganhar mais do que um médico do Sistema Único de Saúde (SUS).

Assim como Marconi, Mendes não vê com bons olhos a diferença salarial pró-funcionário público. O mais indicado seria que a remuneração andasse em linha com a do setor privado. Ele avalia ainda que, recentemente, houve uma demonização equivocada das terceirizações no atual governo. Para Mendes, não é porque houve alguns problema localizados, como os que ocorreram com médicos peritos terceirizados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que toda a estratégia deve ser desmontada. No caso dos médicos peritos do INSS, há indícios fortes de que a terceirização levou a fraudes que elevaram acentuadamente a concessão do auxílio-doença.

"Não há por que o setor público ter na folha de pagamento secretárias e pessoas que tiram xerox, por exemplo. Esse tipo de função deve ser terceirizada, e o governo ter uma política de pessoal que privilegie as carreiras típicas de Estado (como juízes, fiscais da Receita e diplomatas)", afirma ele.

Marconi destaca ainda outro ponto que considera fundamental: "O prêmio que o setor público pratica torna-se ainda maior se considerarmos a questão da estabilidade e da aposentadoria, que, na prática ainda não mudou, para os servidores públicos. Isso torna a vantagem pecuniária no setor público maior ainda e o diferencial, injustificável."

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sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Braskem dará R$ 3 milhões para o Carnaval do Rio

Diógenes Campanha, da coluna Mônica Bergamo
Publicado pela Folha Online em 24/01/08


A empresa petroquímica Braskem anunciou hoje um patrocínio de R$ 3 milhões ao Carnaval do Rio de Janeiro. O dinheiro será repassado à Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro), que organiza os desfiles da Marquês de Sapucaí.

A cifra não sairá integralmente dos cofres da Braskem, que articulou o apoio de seis de seus clientes do setor de plásticos: as empresas Altacopo, Altaplast, Piramidal, Sasil, Tigre e Zaraplast. O "slogan" do pool é que "Carnaval sem plástico não existe".

O patrocínio da Braskem atende ao apelo do presidente Lula, que, em dezembro, pediu que a empresa, juntamente com a Petrobras e a Unipar, investissem R$ 12 milhões no Carnaval do Rio.
A Petrobras já anunciou que dará R$ 6 milhões. A Unipar também deve atender o pedido presidencial, mas, nos bastidores, o que se questiona é a eventual vinculação do nome da empresa aos recentes acontecimentos ligando a Mangueira, uma das escolas mais tradicionais da folia carioca, ao tráfico de drogas.

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Presidente da CPI das ONGs prepara análise preliminar para depois do Carnaval

Renata Giraldi e Lísia Gusmão
Publicado pela Folha Online em 24/01/08


O presidente da CPI das ONGs, senador Raimundo Colombo (DEM-SC), prepara para depois do Carnaval uma análise preliminar apontando indícios de fraudes com suspeitas de envolvimento de empresários e até políticos. Na próxima semana, o democrata pretende vir a Brasília para analisar os dados lá levantados pelos técnicos, reunir os documentos e conversar com os especialistas para tratar em detalhes sobre as informações obtidas.

"São muitos os dados, há informações relevantes e detalhadas. É necessário analisar tudo isso com cuidado e critério, por isso vou a Brasília", disse o senador à Folha Online por telefone.

De acordo com assessores, há uma série de documentos já levantados pelos técnicos que indicam irregularidades em mais de dez convênios. O "Painel" da Folha (íntegra exclusiva para assinantes do UOL e do jornal) informou no começo da semana que alguns desses convênios eram relacionados à Funasa e ao Ministério de Desenvolvimento Agrário.

A partir de uma análise preliminar, Colombo espera obter apoio interno na CPI para aprofundar as investigações, inclusive com autorização para quebra de sigilos ---bancário, telefônico e fiscal, se necessário.

Depois das controvérsias entre oposição e governistas, a CPI das ONGs foi criada no final de 2007. A proposta para a criação da comissão foi do vice-líder do DEM, senador Heráclito Fortes (PI).

Apesar da polêmica em torno da instalação da CPI, a oposição conseguiu indicar Colombo para a presidência, enquanto o governo colocou o senador Inácio Arruda (PC do B-CE) para ser o relator.

Na semana passada, Heráclito disse que os trabalhos na CPI teriam um novo fôlego a partir de fevereiro porque havia indícios de desvio de recursos públicos e existência de entidades de fachada.

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Editora Melhoramentos fecha parceria com o WWF-Brasil

Publicado pelo Pauta Social em 24/01/08

E comemora seis anos do projeto Cidadania ao Pé da Letra

A Editora Melhoramentos, detentora da linha Michaelis de dicionários, investe em mais uma edição do projeto Cidadania ao Pé da Letra. O trabalho realizado junto às instituições e organizações brasileiras está na 6ª edição e destina parte das vendas do Michaelis Dicionário Escolar Língua Portuguesa, Inglesa e Espanhola, para o parceiro escolhido. Desta forma, a Editora contribui com os trabalhos desenvolvidos por essas entidades e incentiva os pais e educadores a adotarem dicionários Michaelis, que despertem nas crianças a importância de ajudar os outros.

"O Cidadania ao Pé da Letra tem o objetivo de conscientizar as pessoas sobre a importância de ajudar as instituições que fazem um trabalho sério no Brasil. A primeira parceria do projeto foi com o Instituto Ayrton Senna. Depois, trabalhamos com o GRAACC - Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer durantes dois anos seguidos. Em 2006, escolhemos os Doutores da Alegria e estamos muito felizes agora com o trabalho junto o WWF-Brasil ", explica Breno Lerner - diretor-geral da Editora Melhoramentos.

A cada compra do Dicionário Escolar Língua Portuguesa, Inglesa e Espanhola, parte do valor da venda irá para o WWF-Brasil e contribuirá com projetos de conservação da natureza e desenvolvimento sustentável desenvolvidos pela organização. O WWF-Brasil é uma organização da sociedade civil brasileira, sem fins lucrativos, reconhecida pelo governo como instituição de utilidade pública. Criado em 1996 e sediado em Brasília, o WWF-Brasil atua em todo o país com a missão de contribuir para que a sociedade brasileira conserve a natureza, harmonizando a atividade humana com a conservação da biodiversidade e com o uso racional dos recursos naturais, para o benefício dos cidadãos de hoje e das futuras gerações.

"A parceria entre WWF-Brasil e Editora Melhoramentos leva a mensagem de conscientização ambiental para os usuários dos dicionários Michaelis e contribui, com a destinação de recursos, para o trabalho de conservação da natureza realizado pelo WWF-Brasil", afirma a Superintendente de Marketing e Relações Corporativas do WWF-Brasil, Monica Rennó.

O WWF-Brasil também é membro da maior rede ambientalista mundial: a Rede WWF. Criada em 1961, a rede é formada por organizações similares e autônomas de 40 países e conta com o apoio de cerca de 5 milhões de pessoas, incluindo associados e voluntários. Ela atua nos cinco continentes, em mais de 100 países. O secretariado-internacional da Rede WWF está sediado na Suíça.

Desenvolvido para todos os brasileiros que estudam a língua espanhola, o Michaelis Dicionário Escolar - Espanhol tem mais de 50.000 traduções e 30.000 expressões e exemplos em mais de 28.000 verbetes, e, confirmando o diferencial da linha Michaelis, um apêndice com: conjugação de verbos em espanhol, lista de verbos irregulares em espanhol e em português, ditados e provérbios mais usados em espanhol com os equivalentes em português etc. A obra é acompanhada de um CD-ROM com todo o conteúdo do dicionário Michaelis Escolar e da gramática prática.

O Michaelis Dicionário Escolar - Inglês tem mais de 75.000 traduções em mais de 25.000 verbetes, abrangendo tanto o inglês americano quanto o britânico. Traz um extenso apêndice com: lista de verbos irregulares em inglês e em português; conjugação dos verbos auxiliares e regulares em português; tabela de animais com gênero, coletivo e voz; tabela de conversão de temperaturas etc. Além disso, a obra é acompanhada de um CD-ROM com todo o conteúdo do Michaelis Escolar, da gramática prática e o áudio da pronúncia da palavra em inglês.

O Michaelis Dicionário Escolar - Língua Portuguesa é um verdadeiro manual de redação: além de conter mais de 50.000 definições claras e precisas em mais de 23.000 verbetes, traz a etimologia de cada vocábulo, detalhando sua origem e formação. Inclui os termos técnicos mais utilizados hoje em dia, vocábulos estrangeiros com indicação de pronúncia, regionalismos, plurais, femininos, aumentativos e diminutivos irregulares, diversos superlativos e conjugação dos verbos irregulares no final dos verbetes. Outro diferencial é o apêndice, que funciona como uma minigramática, essencial para consultas rápidas sobre dificuldades comuns como acentuação, crase, uso do hífen, adjetivos pátrios, pronomes de tratamento etc. Tudo isso em um dicionário que traz dois brindes especiais: um CD-ROM com todo o conteúdo do dicionário Michaelis Escolar mais a gramática prática e um encarte com exercícios para estimular e ensinar o aluno a consultar e usar o dicionário de forma rápida e eficiente, e a tirar o máximo proveito das informações presentes nos verbetes.

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VAI lança novo edital para o ano de 2008

Publicado no site do Programa de Democratização Cultural do Instituto Votorantim em 24/01/08

Está disponível para consulta o edital para a próxima edição do Programa para a Valorização de Iniciativas Culturais - VAI, para desenvolvimento de projetos durante o ano de 2008

O VAI foi criado pela lei 13.540 e regulamentado pelo decreto 43.823/2003. A iniciativa tem o objetivo de apoiar financeiramente atividades artístico-culturais de jovens de baixa renda de regiões da cidade de São Paulo desprovidas de recursos ou equipamentos culturais.

O Programa teve sua origem a partir das discussões da Comissão da Juventude da Câmara Municipal, em que se destacou a importância da cultura na formação da identidade do jovem, constatando-se que estes desenvolviam muitas ações culturais, sem qualquer apoio financeiro. (A Coordenadoria da Juventude da Prefeitura de São Paulo trabalha com a faixa etária de 16 a 29 anos. Para efeitos contratuais, o VAI prioriza a faixa de 18 a 29 anos). Outro aspecto importante para a criação do VAI foi a constatação de uma lacuna nos mecanismos de financiamento à cultura, em que o segmento da juventude não era contemplado.

A primeira edição, realizada em 2004, contabilizou 645 projetos inscritos, sendo 65 contemplados. Em 2005 foram selecionadas 71 propostas, de 450 inscritas. Em 2006 foram 758 inscrições e 62 grupos. 2007 foi um ano de crescimento, com 777 inscritos e 102 selecionados.

O valor destinado a cada projeto selecionado em 2008 será de até R$ 18.600,00, que deverão ser distribuídos de modo a contemplar todas as despesas dos projetos.

Os projetos são selecionados pela Comissão de Avaliação e Propostas, composta por representantes do governo e da sociedade civil, indicados pelo Conselho Municipal de Cultura. A Comissão analisa os projetos, atentando à atividade proposta, idade e perfil dos proponentes e o local de realização, priorizando as ações coletivas e de grupos não profissionais.

O período de inscrições vai até 08 de fevereiro. Os projetos poderão ser entregues na sede da Secretaria de Cultura e em mais 9 pontos na cidade.

Secretaria Municipal de Cultura - Programa VAI Fone 3334 0001 - ramal 1956/1943

Fonte: http://centrovivo.org/

Arquivos para download:
Edital 2008 com anexos
Lei - VAI
Decreto - VAI
Síntese de Projetos Subsidiados

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Nike e Adidas diversificam estratégia para desbancar Mizuno

Eliane Sobral
Publicado pelo
Valor Online em 25/01/08

João Augusto Simone, presidente da Lotto no Brasil: "É preciso chegar com força para não ser apenas mais uma marca"
Davilym Dourado/Valor

Promover a própria corrida já não é suficiente para a Nike. Estampar a marca em 10 corridas de rua ao longo do ano, é pouco para a Adidas. As duas marcas aceleram o passo para conquistar os adeptos das corridas de rua - um contingente de 4,5 milhões de praticantes que compram pelo menos dois pares de tênis por ano - e desbancar a líder do segmento, a japonesa Mizuno.

Desde 2005 a Nike promove sua própria corrida em São Paulo. No primeiro e no segundo ano contou com 20 mil participantes. No ano passado esse número subiu para 25 mil. Foi então que a empresa resolveu oferecer treinamento para quem pratica o esporte. Contratou uma assessoria de marketing e colocou uma equipe de 6 treinadores profissionais em dois pontos estratégicos de São Paulo - o Parque do Ibirapuera e a USP -, onde um batalhão de corredores costuma treinar todos os dias.

O programa, que começou em setembro, já conta com 500 participantes. A meta agora, diz Scott Munson, diretor de marketing da Nike, é levar o programa para o Rio de Janeiro.

O suporte oferecido pela empresa inclui um cardápio com frutas e água nos locais dos treinos e também uma perua com os produtos da marca. Ninguém é obrigado a usar os produtos da Nike mas, quem quiser, pode recorrer a essa espécie de show-room ambulante. "A gente pode usar o tênis para treinar e depois devolve na própria perua", afirma Francisco Carlos Bispo, superintendente de controladoria do Banco Intercap que participa do programa da Nike e corre há dez anos.

Um dos tênis disponíveis para o "test drive" tem chip que armazena dados com o desempenho do atleta. "As informações vão para o nosso site para que cada um acompanhe seu desempenho", diz Munson. Sua meta é vender 45% mais neste ano, apenas no segmento de material para corrida.

Se a Nike tem uma perua, a Adidas tem um caminhão, o "running truck", que estaciona em todas as provas patrocinadas pela marca. Dependendo da prova, o consumidor também pode fazer o seu "test drive". "Esse mercado é especialmente interessante no Brasil porque o consumidor usa tênis e a camiseta de corrida também em seu dia-a-dia", afirma Luciano Kleiman, diretor de marketing da Adidas. Segundo ele, a Adidas vai lançar ainda neste ano uma prova voltada exclusivamente para o público infantil.

As duas multinacionais não revelam quanto investem no marketing de suas marcas mas não escondem que o principal objetivo é alcançar a líder no segmento, a Mizuno. "Não fazemos nada muito mirabolante, não. Nossa estratégia é colocar os melhores produtos no mercado e nos mantermos como referencia tecnológica", afirma Gumercindo Neto, diretor de artigos esportivos da Alpargatas, que licencia a Mizuno no Brasil. Segundo ele, o foco da Mizuno está nos atletas profissionais que fazem promoção da marca.

Hoje o mercado de corridas movimenta R$ 3 bilhões só em material esportivo. E, com crescimento médio anual na casa dos 40%, está atraindo novos concorrentes. A Etonic, marca norte-americana comprada pela italiana Lotto, prepara seu desembarque no Brasil.

Segundo João Augusto Simone, diretor de operações da Lotto no Brasil, a marca só virá em 2009 porque passa por uma reestruturação. "O mercado ainda está em desenvolvimento mas é altamente sofisticado. E é preciso chegar com força para não ser apenas mais uma marca", afirma Simone.

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Antarctica, Coca-Cola e Vivo patrocinam blocos de rua no Rio

Ana Paula Grabois
Publicado pelo
Valor Online em 25/01/08

Moura, do Monobloco: verbas ajudam a organizar estrutura de som e segurança
Foto Silvia Costanti/Valor

Criados de forma amadora por amigos, os blocos do carnaval de rua proliferam pela zona Sul e centro do Rio, reúnem milhares de pessoas e já viraram negócio que atrai marcas de grande porte como Antarctica, Coca-Cola e Vivo.

Neste ano, diversas das 76 agremiações que animam as ruas cariocas nos quatro dias da festa de Momo serão alvo de ações promocionais de empresas, seja por meio de patrocínio ou de apoio. A Antarctica, marca da AmBev que é líder de mercado na cidade, vai patrocinar nada menos que 23 blocos no carnaval de 2008.

A seleção inclui 12 blocos da Associação Independente dos Blocos de Carnaval de Rua da Zona Sul (Sebastiana) e outros 11 de diferentes estilos, desde o tradicional Bola Preta, que completa 90 anos, ao bloco Cordão do Boitatá, formado por jovens músicos que resgatam marchinhas carnavalescas. "O bloco de rua é mais democrático e a idéia é da marca ficar perto de todos os nossos consumidores, da classe A à classe D", disse o gerente de eventos da Antarctica, Felipe Ambra, que preferiu não informar os valores investidos.

Como contrapartida do patrocínio, a marca de cerveja será exposta nos carros de som dos 23 blocos e nas camisetas dos integrantes de alguns grupos. A Antarctica também vai distribuir brindes aos foliões e caixas de isopor, camisetas e bonés aos vendedores ambulantes de cerveja, além de facilitar a reposição da bebida.

Não é a primeira vez que a AmBev aposta no carnaval de rua do Rio. Nos dois anos anteriores, a companhia patrocinou os blocos de rua com a marca Skol. "O carnaval sofreu uma transformação nos últimos dez anos. Antes, o carioca saía da cidade. Hoje, ele fica e tem bloco a qualquer hora. Como os blocos cresceram, o patrocínio é importante para organizar a estrutura de som, a segurança", diz Mário Moura, um dos fundadores do Monobloco, bloco da nova geração criado em 2001 e que atrai uma multidão no desfile aberto na praia de Copacabana. O Monobloco ganhou neste ano dois patrocínios de peso. Além da Antarctica, fechou com a operadora de telefonia Vivo um contrato que inclui os ensaios de pré-carnaval. O grupo ainda recebeu apoio da rede de vestuário Sandpiper para a confecção das camisetas que serão usadas nesta edição do carnaval.

A rede de bares Belmonte patrocina outros dois grandes blocos, o Simpatia é Quase Amor, que sai em Ipanema, e o Suvaco do Cristo, que desfila no bairro do Jardim Botânico. Antônio Ferreira, dono da rede de sete bares, justifica que os foliões e os integrantes dos dois blocos também freqüentam seus bares. "Fazemos a política da boa vizinhança", afirmou. A marca da rede vai aparecer nas camisetas e nos carros de som dos dois blocos.

A Coca-Cola, através da fabricante Rio de Janeiro Refrescos, apóia mais três blocos fundados por estudantes universitários com a distribuição da bebida Aquarius. O objetivo, segundo a empresa, é reforçar a imagem da marca entre o público jovem.

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Votorantim - Material de Apoio à Elaboração de Projetos de Democratização Cultural

Publicado no site do Programa de Democratização Cultural do Instituto Votorantim


Como parte de suas ações para a ampliação do acesso a bens e produtos culturais, o Grupo Votorantim, por meio de seu Programa de Democratização Cultural, produziu o Material de Apoio à Elaboração de Projetos de Democratização Cultural, composto por um manual e um vídeo.

A iniciativa visa contribuir para a reversão dos baixos índices de práticas culturais entre a população brasileira e auxiliar indivíduos, grupos e instituições interessadas em elaborar projetos culturais em todo o País.

O conteúdo abrange questões conceituais e práticas, com o objetivo de guiar e fomentar a criação de projetos consistentes e sustentáveis, voltados à democratização do acesso à cultura.

Clique aqui para baixar o Manual de Apoio à Elaboração de Projetos de Democratização Cultural


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quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Nanomarketing: indo além da segmentação

Publicado pelo Portal HSM On-line 23/01/08
Walter Sabini Junior*


O ano de 2007 foi marcado pelo início da solidificação do e-mail marketing no Brasil. Mas não o e-mail marketing que, outrora, foi banalizado pelo mau uso e caracterizado como prática de spam, na maioria das vezes, pelo mercado. Quando falo neste conceito, quero dizer sobre o relacionamento digital por e-mail, que passou a conquistar sua força a partir da necessidade do mercado em mensurar os retornos das campanhas on-line nos mais diversos segmentos. Sim, este acontecimento é fruto da imagem que o e-mail marketing ganhou pela busca de conhecimento em sua aplicação. O fato é que a ética na comunicação digital vem ganhando maturidade.

E, como não poderia deixar de ser, a maturidade vem acompanhada da notoriedade, comum em todo processo de amadurecimento aplicado em diversas áreas do mundo corporativo. Mas, especificamente quando falamos do mundo digital, sinto-me à vontade em dizer que ele faz parte deste progresso, pois movimenta uma média de 1,2 bilhão de usuários conectados mundialmente, ou seja, um sexto da população. O Brasil já ocupa a 6ª posição com 39 milhões de pessoas conectadas1.

Sabemos que a tendência é o crescimento acelerado de internautas. E, para isso, precisamos estar preparados para a constante busca do diferencial. São milhões de empresas, bilhões de base de dados e um número enorme de produtos e/ou serviços semelhantes. A saída está nos processos a serem seguidos para que a imagem corporativa não seja prejudicada por não analisar os resultados, ou mesmo, analisá-los de forma superficial.

As ações de mala direta e e-mail marketing, em 2007, ocuparam 68% das ações de marketing realizadas nas empresas2. A aplicação da segmentação contribuiu com a maturidade do e-mail marketing, mas não fechou o ciclo, pois ele é constante e precisa ser adequado de acordo com o momento de seu público. O que quero dizer aqui é que somente a segmentação já não basta. É preciso combiná-la com o Perfil do destinatário. Vou mais além, o ano de 2007 fez com que o mercado entendesse a importância da aproximação com seu real público-alvo. 2008 marcará a abordagem da pessoa certa e, principalmente, no momento mais adequado. Bem vindo à era do Nanomarketing.

Entende-se por nanomarketing (termo criado pela The Mattis Group) a identificação, coleta e organização de clientes e prospects. Sim, na prática, bons profissionais de marketing já utilizam a metodologia. Porém, no e-mail marketing, podemos contar com a “pitada” de um ingrediente essencial: a tecnologia.

Atualmente, os recursos tecnológicos que os meios digitais nos proporcionam, tornam as campanhas extremamente mensuráveis. Não precisamos mais esperar a resposta, propriamente dita, de nosso público-alvo e sim sua própria interação com o e-mail marketing, seja pela abertura da mensagem ou clique em links que o direcione para algum tipo de conteúdo no website.

Hoje já contamos com plataformas que permitem a visualização “one to one” dos passos do destinatário no que diz respeito à interatividade com a mensagem. Já é possível tornar seu interesse ainda mais ativo, monitorando o caminho do mouse e abordando via chat ou mecanismos de voz.

A troca é justamente essa. E é em cima disso que se pode promover ainda mais interação, indo além da segmentação. Digamos que você segmenta, mas o conceito de nanomarketing, quando dirigido ao meio digital, propõe o desenvolvimento da segmentação de forma única, diante do momento de seu interessado. Ou seja, alimentado-o com informações pertinentes para aquele período. Este momento não pode ser perdido ou ir para uma base de dados segmentada com outros interessados que fazem parte de um grupo maior do que o interesse específico.

Esta fase existe para que você atenda – pro ativamente – as necessidades que fazem parte da circunstância em si. É um relacionamento em curto e longo prazo ao mesmo tempo. Curto porque você responde e atende na hora mais importante e longo justamente porque você o atendeu em curto prazo e isso significa que, desde aquele momento, você fidelizou sua marca. Se continuar seguindo esse procedimento, as chances de maior interatividade com a próxima ação de email marketing podem aumentar ainda mais, porque certamente o leitor se lembrará de sua atitude na hora em que mais precisou.

Podemos dizer que cada ação é uma ação e, por ser assim, ela pode ser sazonal. Hoje, seu cliente tem uma preferência e você cuida de seu perfil comportamental. Mas essa preferência pode mudar diariamente, semanalmente, quinzenalmente, mensalmente e assim por diante.

Como exemplo, podemos dizer que uma viagem ao Japão ou a compra por um celular da marca X foi importante e realizada naquele momento. Não é porque ele buscou aquilo que sua próxima ação tem que ser equivalente. Até porque aquela necessidade foi satisfeita. O importante é cuidar exatamente da conversão da ação. Com ela, você conseguirá enxergar o próximo passo.

O que vejo as empresas fazendo é repetir a informação porque armazenam os dados por assuntos específicos e toda vez que precisam promover algum assunto, enviam para base que clicou no mesmo, mas não conseguem ver, principalmente se a campanha tiver uma periodicidade maior, como anda o perfil de consumo atual do receptor. O diferencial está primeiro em atender e depois inovar.

É uma combinação de conceito, prática e contextualização. Você aplica CRM, desenvolve ações imediatas e individualizadas, analisa dados e mensura resultados dentro do panorama atual específico de seu cliente. Com isso, ganha um relacionamento mais forte, que é o principal resultado almejado pelas organizações que buscam o fortalecimento da marca.

Antes do planejamento e operacionalização, pense na estratégia consultiva. O comportamento do consumidor muda constantemente porque a lei da oferta é maior que a da demanda. Isso o torna mais ativo na busca de seus interesses. Cabe a você decidir: Quem será mais pró-ativo? O arco ou a flecha?

Fonte: Portal da Propaganda
23/01/2008

* Junior, Walter Sabini é CEO da Virid Interatividade Digital, empresa especializada em soluções e serviços de e-mail marketing. jr@virid.com.br.

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Dell e Microsoft se unem para vender computadores contra a Aids

Jeremy Kirk *
Publicado pelo IDG Now! em 23/01/08


Empresas irão oferecer computadores e notebooks da linha XPS da Dell com o selo da campanha mundial (Red), de Bono Vox

A Dell irá vender versões especiais, na cor vermelha, de sua linha de desktops e notebooks XPS, para ajudar programas de tratamento contra a Aids, na África, afirmou a empresa na terça-feira (22/01).

A Microsoft está trabalhando em parceria com a Dell no projeto, que deve ser anunciado esta semana durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, segundo Lionel Menchaca, diretor de mídia digital da Dell. As vendas irão beneficiar o (Red), um projeto criado pelo cantor Bono (U2) e Bobby Shriver, diretor da Debt AIDS Trade Africa.

Empresas como Motorola, Apple e The Gap possuem versões (Red) de seus produtos. Os lucros com as vendas destes itens são revertidos à organização The Global Fund, que se concentra no combate às doenças Aids, tuberculose e malária.

A Dell irá oferecer os notebooks XPS M1530 e M1330 e o desktop XPS One na linha (Red). Os computadores terão o Windows Vista Ultimate Red, segundo a Microsoft.

A Global Fund irá receber 50 dólares por cada laptop vendido, dinheiro suficiente para subsidiar quatro meses de medicamentos. Cada desktop vendido irá gerar 80 dólares, segundo a Microsoft.

* Jeremy Kirk, do IDG News Service, de Londres

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Curta Projeto Social e Animação de TV

Patrícia Saldanha
Publicado no site do
Ministério da Cultura em 23/01/08

A Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura (SAv/MinC) lançou dois editais inéditos de fomento à produção audiovisual no país, em novembro de 2007, junto com a divulgação anual dos programas para o setor. São os Editais de nº 2, voltado para curtas-metragens a Egressos ou Participantes de Programas Sociais, e o de nº 7, voltado ao Desenvolvimento da Série de Animação para Televisão.

Os dois concursos estão com as inscrições abertas até 29 de fevereiro, juntamente com os outros cinco editais para a área audiovisual. As inscrições podem ser feitas no site do MinC, no link Editais e Premiações.

Participantes de Programas Sociais
Os novos editais foram lançados para atender demandas da sociedade civil. O concurso destinado a integrantes de programas sociais foi uma reivindicação encaminhada por representantes do 1º Fórum de Experiências Populares em Audiovisual (FEPA), realizado no Rio de Janeiro em junho de 2007, solicitando a extensão dos editais da SAv também para os núcleos populares de formação audiovisual, tais como grupos coletivos de produção, Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscips) e Organizações não Governamental (Ongs).

O Fórum reuniu diversas entidades que trabalham com projetos audiovisuais na formação de lideranças comunitárias nas periferias dos centros urbanos. Tem como objetivo o reconhecimento público das produções da periferia e a adequação das políticas de governo para as expressões populares. Integrantes do FEPA fazem parte do Conselho Consultivo da Secretaria do Audiovisual do MinC desde 2007.

O Edital nº 02/2007 visa apoiar a produção de obras audiovisuais inéditas, de curta-metragem, dos gêneros ficção, documental ou experimental, com duração entre 10 a 15 minutos. É destinado a pessoas físicas a partir dos 18 anos, que comprovem a participação em projetos sociais com foco na linguagem audiovisual, realizados por entidades sem fins lucrativos e que tenham as instituições como produtoras. Serão selecionados 20 projetos para receber o apoio individual de até R$ 30 mil.

Série de Animação para TV
Já o edital para o desenvolvimento da série de animação para TV faz parte de uma política de estímulo à produção audiovisual nesta área, que vem sendo desenvolvida desde a assinatura do convênio Brasil-Canadá, com ênfase no cinema de animação, em 1985. O ex-diretor do Centro Técnico Audiovisual (CTAv), José Araripe, disse que o convênio favoreceu a formação da geração Animamundi, composta por talentosos animadores brasileiros. “A gestão da CTAv de 2005 a 2007 se pautou, por orientação da SAv, em resgatar as ações do convênio. Foram lançados outros editais para animação, realizados eventos promocionais, oficinas e o censo dos animadores”, acrescentou.

Ele explicou que o Edital nº 7 nasceu do resultado dessas ações, como mais uma oportunidade para viabilizar projetos de animação para serem vendidos às TVs nacionais e internacionais. O edital veio atender também o crescente interesse dos realizadores nacionais nesta área. É destinado a pessoas físicas e jurídicas (empresas brasileiras de produção independente) que apresentem projetos de série audiovisual inéditos, do gênero animação, com potencial para gerar no mínimo 13 blocos de meia hora. Serão apoiados 10 projetos, no valor individual de R$ 30 mil.

O CTAv dá continuidade a esta política a partir de 2008, investindo em laboratórios e salas de aula para a formação de educadores em animação. Por intermédio de novos CTAvs, regionais, irá ampliar a oferta de cursos e oficinas com o objetivo de preparar profissionais para os desafios deste mercado em expansão.

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Site Navegamundo promove inclusão digital e social

Publicado pelo Pauta Social em 23/01/08

Portal promove a inclusão de crianças de seis a doze anos em [todo o] país

O portal, de acesso gratuito, promove a inclusão social e digital de crianças de seis a doze anos em todo país. A intenção do site é servir como uma ferramenta de apoio para educadores.

O índio Lisarb (Brasil, ao contrário) e seus amigos Filé, Milú, Gigi e Deco procuram difundir a cultura e a história brasileira por meio de narrativas regionais divertidas e interativas.

O portal pode ser acessado em escolas e telecentros, possibilitando aos professores a utilização do site como apoio durante as aulas.

No RS, a história “O Tesouro perdido das Missões” foi patrocinada pelas Empresas Randon e teve o apoio da Universidade. Para saber mais acesse: http://www.navegamundo.com.br/.

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