segunda-feira, 8 de novembro de 2010

DMA: cruzada pela valorização do marketing direto

Laurence Kimmel, presidente do Direct Marketing Association há três meses, afirma que seu maior desafio é lembrar que fundamentos da disciplina não podem ser ofuscados pelas novas tecnologias

A digitalização dos processos e a criação de novas tecnologias estão causando uma séria distorção na percepção dos novos diretores de marketing em relação a importância dos fundamentos do marketing direto. Laurence Kimmel, que assumiu a presidência do Direct Marketing Association (DMA) há três meses, fez uma palestra na manhã desta quinta-feira, 4, na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) a convite da Associação Brasileira de Marketing Direto (Abemd) em que detalhou os desafios que as agências especializadas estão enfrentando nos EUA.


A principal delas seria uma crise de identidade tanto dos profissionais do setor quanto dos executivos de marketing. Kimmel citou como exemplo uma palestra em que questionou a platéia em que área atuavam. A maioria teria respondido marketing digital, mobile marketing ou data base, mas nenhum se declarou como profissional de marketing direto. "Estamos perdendo a batalha por mentes e corações da nova geração. Será que por estamos em todo lugar passamos a não estar em lugar algum?", questionou.

Outro sintoma dessa distorção de percepções são as definições ultrapassadas que encontrou no Wikipedia a respeito de marketing direto. Na página em inglês, o verbete dedicado ao tema afirma que se "trata de uma disciplina de comunicação usada por anunciantes pequenos e médios com orçamentos limitados e sem marcas reconhecidas", contou Kimmel, convocando os mais de 100 mil associados da entidade no mundo todo a corrigirem o texto. "Procter & Gamble e Walmart agora são anunciantes modestos?", ironizou.

Kimmel explica que a confusão criada pela digitalização dos serviços de marketing direito deve ser esclarecida mostrando os diferenciais da disciplina que foi cunhada como marketing direto pelo lendário Lester Wunderman em 1967. Segundo ele, os supermercados norte-americanos recebem 30 mil novos produtos a cada ano dos quais 90% fracassam.

"A função do marketing direito é justamente minimizar riscos com base em pesquisas bem fundamentadas com os consumidores, além de mensurar resultados de todas as ações. Isso não mudou com as novas tecnologias", afirma Kimmel. Um ponto positivo, porém, é a bem sucedida autorregumentação implementada nos EUA após anos de diálogo com parlamentares que tentavam impor legislações sem conhecerem a realidade do mercado. "As empresas que não seguem essas normas são punidas pelo DMA", finalizou.


Robert Galbraith
Meio & Mensagem Online, 04/11/10


Um comentário:

SuperMailing Segmentado disse...

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Positivamente;
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http://supermailing.com.br/



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