terça-feira, 30 de junho de 2009

Investidores sociais querem alinhar recursos para Educação

Debater o alinhamento entre investidores sociais e o governo em prol de um ensino de qualidade para o alcance de melhores resultados foi o objetivo do 2º Workshop de Alinhamento do Investimento Social Privado em Educação. Realizado no dia 26 junho, o evento é promovido pelo GIFE, Insper (Instituto de Ensino e Pesquisa) e Todos pela Educação e contou com a participação de 100 convidados.

Na abertura, Cláudio Haddad, presidente do Insper, reafirmou o compromisso da universidade em desenvolver mais conhecimento e melhores práticas em Educação. “Um dos temas importantes para o desenvolvimento do país e seu crescimento”, esclareceu. Segundo Haddad, a mudança do nome da universidade – antes Ibmec – para Insper também contribui para os valores da organização. “Insper significa Inspirar, pertencer e transformar”, declarou.

Já o presidente-executivo do Todos Pela Educação, Mozart Ramos, destacou a importância da harmonia entre o investimento público e privado. “Esse momento de alinhamento e de conhecimento das experiências dos institutos e fundações é decisivo para a continuidade de políticas públicas”, disse. Em sua experiência, enquanto reitor da Universidade Federal de Pernambuco, ele pôde perceber a contribuição do investimento social privado na UFPE, o que possibilitou a criação de novos departamentos de estudos.

De acordo com dados do Censo GIFE -- mapeamento que o GIFE faz sobre o Investimento Social Privado (ISP) de seus associado -- , educação é a área prioritária do ISP. Em 2007, 80 associados – de uma base de 101 organizações - investiram R$ 1,15 bilhões nessa área. “O workshop partiu da constatação de que é desafiador trabalhar de maneira alinhada. São universos diferentes no setor privado, no terceiro setor e no setor público, são vocabulários diferentes e perspectivas distintas sobre o que é boa educação. Gerar esse alinhamento é um grande desafio e o workshop conseguiu avançar nessa agenda”, afirmou o secretário-geral do GIFE, Fernando Rossetti.

Secretário-geral ainda afirmou que “o engajamento das organizações que foram ao workshop e o esforço verdadeiro em discutir como articular seus projetos entre si e com as políticas públicas mostra a preocupação dos investidores sociais brasileiros em realmente fazer transformação social por meio de seus projetos.

Além de seu censo bienal, o GIFE começou a produzir um levantamento denominado “Mini-Censo Educação”, que apontará as práticas realizadas pelos investidores sociais associados ao Grupo. A diretora executiva do Instituto Paulo Montenegro, Ana Lúcia Lima, apresentou algumas reflexões já apontadas na pesquisa:

atuar em parceria não é novidade para associados que praticam seu ISP na área da Educação, seja por meio da própria execução de seus programas, recebendo aportes de diferentes tipos de parceiros ou apoiando parceiros com recursos econômicos e técnicos;

o critério que o associado leva em conta ao desenhar sua estratégia de investimento social na área de Educação é temático (ex: Educação para questões de Meio Ambiente, Saúde etc.);

as diretrizes consideradas na seleção dos segmentos populacionais beneficiados pelas ações são indicadores educacionais, tal como a proximidade às instalações da empresa;

as formas de atuar são muito diversas e complementares, por meio de campanhas de mobilização, voluntariado, entrega de prêmios, ações de advocacy etc.;

recursos e metodologias podem ser compartilhados.

A secretária de Educação Básica do Ministério da Educação, Maria do Pilar Lacerda, também presente no evento, destacou que é fundamental para os investidores sociais privados o conhecimento mais aprofundado da realidade da escola pública e de seu funcionamento. “Atualmente os professores estão se debatendo com questões para as quais eles não tiveram formação”, explicou.

Por meio do relatório do Unicef “Situação da Infância e da adolescência brasileira 2009” – O Direito de Aprender”, a oficial de projetos de Educação do organização internacional, Maria Salete Silva, pontuou que desigualdades como, região ou local onde a criança vive, cor da pele, idade e deficiências físicas ou mentais, impactam no aprendizado desse público. “Queremos discutir o papel do ISP na garantia do desenvolvimento das crianças”, afirmou.

Ele fez também algumas recomendações como:
. potencializar avanços e radicalizar na redução ou eliminação das desigualdades;
. universalização de direitos
. conhecimento e reconhecimento da situação das crianças e adolescentes mais vulneráveis;
. intersetorialidade;

. abordagem sistêmica dos ciclos de vida;
. ampliação da escolaridade obrigatória;
. alcançar 8% do PIB na Educação;
. troca de experiências e aprendizagem conjunta com outros países.

Os participantes do workshop participaram ainda da dinâmica “O papel de cada ator: obstáculos e soluções”, cujo objetivo era chegar a consensos sobre caminhos para o alinhamento dos investimentos. Com a mediação de Fernando Abrucio, doutor em Ciência Política pela USP e professor da Fundação Getúlio Vargas, os participantes do grupo representavam um “personagem” que participava de uma reunião para definir o projeto que uma usina fictícia patrocinaria em uma cidade do Nordeste.

Nessa reunião hipotética, participaram representantes da secretaria de educação do município, da Usina, da associação local e das escolas da rede. Ao final da dinâmica, cada grupo entregou um formulário preenchido, mostrando como foi a discussão, como seria o projeto e relatando os principais obstáculos encontrados para o alinhamento.

Ao final, o evento trouxe como proposta a construção de eixos de conteúdo, identificando ideias e materiais já desenvolvidos pelos associados sobre o investimento nessa área. Como encaminhamento ficou a construção de uma carta de princípios para o alinhamento do ISP em Educação.

Conheça o histórico dessa iniciativa: Workshop de Alinhamento do Investimento Social Privado em Educação.


Tatiana Vieira
redeGIFE Online, 29/06/09

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Banco de leite humano em São Bernardo do Campo (SP) precisa de doações

O Banco de Leite Humano do Hospital Municipal Universitário (HMU), em São Bernardo do Campo (Grande SP), precisa urgentemente de doações. Os 16 litros atualmente em estoque são suficientes para o consumo de apenas três dias. O ideal é ter aproximadamente 300 litros de leite.

As candidatas devem ser saudáveis e produzir leite em excesso. Elas não podem ter tido hepatite ou ser portadoras de sífilis ou do vírus HIV.

Para doar, basta entrar em contato com o HMU, que orienta sobre a retirada do leite e fornece materiais como vidro esterilizado, máscara e touca. O banco também pode recolher o leite, inclusive em São Paulo.

Antes de ser liberado para o consumo, o leite doado -que alimenta cerca de 80 prematuros por mês no HMU- passa por um controle de qualidade e por um processo de pasteurização que elimina vírus e bactérias.

Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 0/ xx/11/4365-1480, ramal 203.


Folha de S.Paulo, 30/06/09

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segunda-feira, 29 de junho de 2009

Palestrantes debaterão mobilização de recursos com foco na inovação e sustentabilidade

A Associação Brasileira de Captadores de Recursos (ABCR), em parceria com a Revista Filantropia e The Resource Alliance, promoverá em 20, 21 e 22 de julho, no Teatro Tuca, em São Paulo (SP), o “Festival Latino-Americano de Captação de Recursos”, que reunirá profissionais brasileiros e estrangeiros para discutir estratégias inovadoras de captação de recursos.

A captação de recursos é uma temática que merece atenção e preocupação constante quando se fala em gestão de organizações do Terceiro Setor. Quem atua nessa área é responsável por trabalhar com criatividade, profissionalismo e amor pela causa para trazer recursos e colocar projetos em prática.

O crescimento em número e importância das organizações da sociedade civil contrasta com maiores desafios para a mobilização de recursos governamentais, da cooperação internacional e de empresas para o Terceiro Setor. Nesse cenário, novas modalidades de financiamento de organizações sociais, como o marketing relacionado a causas (MRC) e os negócios sociais, surgem com grande intensidade, à medida que também aumenta o interesse de indivíduos para se envolverem com causas. Mas, diante de tantas alternativas e com recursos aparentemente escassos, resta, ao captador, a dúvida sobre por onde começar.
Pode o captador de recursos ser um profissional importante na construção de um mundo melhor?
Como enfrentar a crise de financiamento do Terceiro Setor e inovar com poucos recursos para investir em campanhas?
Por que a profissão de captador de recursos, estabelecida em países da Europa e nos Estados Unidos, encontra limites no Brasil e na América Latina?
Quais são as dificuldades mais frequentes que um captador de recursos enfrenta?
De que tipo de apoio esse captador precisa para se desenvolver?

Essas e outras perguntas nortearão o Festival Latino-Americano de Captação de Recursos, que contará com a participação de palestrantes internacionais como Gonzalo Ibarra L. (Chile), coordenador de Desenvolvimento de Fundos para as Américas, das Sociedades Bíblicas Unidas; Hernan Nadal, gerente de novas mídias do Greenpeace Argentina; Lyndall Stein (Inglaterra), CEO da The Resource Alliance e diretora voluntária da Fundação Sheila McKechnie; e Marcos C. Raba, coordenador da Asociación Española de Fundraising; além de palestrantes brasileiros, como Marcio Zeppelini, editor geral da Revista Filantropia e diretor da Diálogo Social Eventos para o Terceiro Setor; Marcelo Estraviz, presidente da Associação Brasileira de Captadores de Recursos (ABCR); Rodrigo Alvarez, consultor da The Resource Alliance no Brasil e coordenador de mobilização de recursos e desenvolvimento de negócios do Instituto Elos BR; e Renata Brunetti, fundadora e coordenadora da Atuação Social.

Serviço:
Festival Latino-Americano de Captação de Recursos
De 20 a 22 de julho de 2009, das 9h às 18h
Teatro Tuca – PUC São Paulo
Rua Monte Alegre, 1.024, Perdizes, São Paulo/SP
www.dialogosocial.com.br/festivalABCR


ABCR, 26/06/09

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Prêmio Instituto Claro incentiva novas práticas educacionais

Estão abertas desde 24 de junho as inscrições para o Prêmio Instituto Claro – Novas formas de aprender. No total, mais de R$ 100 mil em prêmios serão concedidos para projetos e práticas educacionais, trabalhos acadêmicos e de iniciação científica.

Com objetivo de estimular e reconhecer iniciativas que potencializem o uso das novas tecnologias de informação e comunicação para o desenvolvimento de oportunidades de aprendizagem inovadoras, o Prêmio é dividido em três modalidades: Pesquisa, Desenvolvimento e Vivência.

As inscrições vão até o dia 4 de setembro e serão feitas neste mesmo site, onde estarão disponíveis o regulamento e fichas de inscrição para cada modalidade e categoria. Poderão participar estudantes de graduação, curso técnico e pós-graduação; instituições educativas formais e não-formais; e educadores e professores.

As iniciativas inscritas serão avaliadas por uma comissão técnica composta por especialistas em educação e tecnologia. A premiação acontecerá no mês de outubro em São Paulo, em data a ser anunciada pelo Instituto, durante seminário que contará com a presença de convidados que são referências no tema.

Confira abaixo os públicos-alvos, requisitos e descrição de cada modalidade.

Pesquisa
A modalidade Pesquisa pretende estimular estudantes a desenvolverem pesquisas científicas que explorem a temática da causa do Instituto Claro: aprendizagem com as novas tecnologias. Subdivide-se em duas categorias: Graduação e Curso Técnico, que inclui trabalhos de iniciação científica e de conclusão de curso; e Pós-Graduação (Lato Sensu e Strictu Sensu), que inclui trabalhos de especialização, mestrado e doutorado.

Para se inscrever nestas categorias, o estudante deve estar regularmente matriculado e com o projeto ou trabalho de pesquisa a iniciar ou em andamento, tendo de 6 a 12 meses para terminá-lo a partir da data de premiação.

Cada categoria terá uma pesquisa premiada. O trabalho vencedor de Graduação e Curso Técnico receberá R$ 5 mil e o de Pós-Graduação levará R$ 16 mil para financiar o desenvolvimento de parte ou totalidade do projeto.

Desenvolvimento
Esta modalidade foi criada para incentivar instituições educativas – formais e não-formais -, desde escolas e universidades a ONGs e outras associações e organizações, a implementar, manter ou complementar projetos e ideias inovadoras relacionadas à causa do Instituto Claro.

O requisito para se inscrever na modalidade é que o projeto esteja para ser iniciado ou em andamento, e que seja finalizado de 6 a 12 meses após a data de premiação.

O número de premiados da modalidade Desenvolvimento não é pré-definido e será determinado pela comissão técnica. O valor total que será distribuído entre os vencedores é de R$ 80 mil.

Vivência
O objetivo da modalidade Vivência é reconhecer os melhores relatos de práticas educacionais implementadas por educadores e professores a favor da causa do Instituto. As práticas devem estar em andamento por no mínimo 6 (seis) meses ou concluídas no momento em que o educador for efetuar sua inscrição e não podem ser anteriores a janeiro de 2006. A participação nesta modalidade pode ser individual ou em equipe. Duas práticas serão premiadas com um notebook com 3G da Claro cada. Caso a participação seja em equipe, um líder deverá ser nomeado para intermediar a comunicação e o preenchimento dos documentos e formulários de inscrição. A premiação, no caso da equipe, será concedida a este líder.

Sobre o Instituto Claro
O Instituto Claro foi lançado em março de 2009 e tem como missão estimular a discussão e o desenvolvimento de oportunidades de aprendizagem inovadoras e lúdicas, por meio das novas tecnologias de informação e comunicação. Ao eleger a causa da educação, o Instituto incentiva e apoia a revisão, a discussão e a inovação dos processos de ensino e de aprendizagem, compatíveis com a realidade e demandas atuais da sociedade. Sua iniciativa central é este Portal Integrado (www.institutoclaro.org.br), que conta com informações institucionais, além do Observatório e do Laboratório. Uma das finalidades do Portal é divulgar e reconhecer estudos, pesquisas acadêmicas e ações que discutam o impacto das novas tecnologias na aprendizagem, além de disponibilizar jogos e outros recursos para que as pessoas possam, de fato, experimentar formas lúdicas e interativas de aprender. Outros projetos, como a edição de 2009 do Claro Curtas, festival nacional de curtas-metragens, também são gerenciados pelo Instituto. Além disso, estão previstas ações direcionadas ao público interno da Claro, como o Programa de Voluntariado e Doação ao FIA (Fundo da Infância e da Adolescência), com o objetivo de fortalecer o engajamento dos funcionários com a prática de ações sociais.



Instituto Claro, 24/06/09

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UOL lança campanha para sensibilizar anunciantes sobre publicidade online

"A Internet merece ser vista com mais atenção." Este é o mote de uma campanha que o portal UOL lança na próxima segunda-feira (29/6) para sensibilizar agências de publicidade e potenciais anunciantes sobre o potencial da internet como mídia.

A iniciativa envolve a distribuição de um material com dados e gráficos sobre o crescimento e a penetração da Internet no Brasil. O conteúdo será encartado em jornais de grande circulação e veículos especializados em publicidade, bem como divulgado em campanhas online e por meio do site www.amidiaquemaiscresce.com.br. O site apresenta todas as peças da campanha, além de informações sobre formatos de publicidade online e como anunciar na internet.

"A ideia é dar mais fundamentos a agências e anunciantes para que, no momento de direcionar as verbas para publicidade, olhem com mais carinho para a internet", explica Marcelo Epstejn, diretor geral do UOL.

Na avaliação do executivo, embora a internet seja um meio de comunicação amadurecido no Brasil e ofereça uma segmentação superior a qualquer outra mídia, sua participação na verba publicitária brasileira - 3,1% em 2008 segundo o Projeto Inter-Meios - ainda é baixa em relação a países como a Inglaterra, onde a web recebeu 11% dos investimentos em publicidade, ultrapassando a TV por assinatura e a TV aberta.

A campanha questiona a 15ª posição do Brasil entre os mercados que mais anunciam na internet, quando o País possui a 7ª maior audiência de internet do mundo e se classifica na mesma posição entre os que mais investem em publicidade globalmente, no geral.

"A internet brasileira está consolidada. A campanha mostra que brasileiro tem muito interesse na internet", disse Epstein.



Idéia 2.0, 26/06/09

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Estudando nus pra fazer caridade, vc viu essa?

Os estudantes da Universidade de Oxford, na Inglaterra, tiraram a roupa para um calendário beneficente. As fotos mostram a rotina dos estudantes - passeando de barco pelos canais, lendo, indo a festas – porém nus. A dica é do LikeCool.




Luciana van Deursen Loew
Blue Bus, 29/06/09

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Órgãos públicos de São Paulo liberam acesso a redes sociais e blogs

Objetivo é melhorar a prestação de serviços aos cidadãos e divulgar ações usando redes sociais, blogs e outros serviços online.

Todos os órgãos públicos de São Paulo vão liberar o acesso a redes sociais, blogs e outras ferramentas de ‘web 2.0’ aos servidores públicos, com o objetivo de melhorar a prestação de serviços aos cidadãos.

A medida é de autoria do governador de São Paulo, José Serra (PSDB-SP), e foi publicada no Diário Oficial da Secretaria de Gestão Pública na quinta-feira (25/6), quando entrou em vigor.

A resolução libera o acesso a redes sociais, sites de vídeo, blogs, microblogs e softwares de colaboração, além de serviços relacionados. Os servidores públicos poderão utilizar as ferramentas para se comunicar com os usuários e divulgar ações ou iniciativas do governo.

Além disso, os órgãos poderão se comunicar via mensagem de texto no celular (SMS), desde que haja autorização prévia do usuário.

Para facilitar a comunicação, serão armazenados, nos bancos de dados das administrações, os e-mails e números de celular dos usuários de serviços dos órgãos.


DG Now!, 29/06/09

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Flamengo cria baralho para pagar dívidas com time de basquete

Para tentar quitar a dívida que ainda tem com seus jogadores, o Flamengo vai criar uma nova promoção: a edição comemorativa de um baralho de 20 cartas com as fotos dos jogadores.

O clube pretende colocar à venda 15 mil unidades, pelo valor mínimo de R$ 50.

Outra aposta dos flamenguistas é uma nova camiseta do time, dessa vez com caricaturas dos atletas. A venda de peças relacionadas à equipe já ajudou o Flamengo a quitar salários atrasados.

O clube, no entanto, ainda deve aos atletas o pagamento de prêmios pelos títulos do Brasileiro de 2008 e do Estadual e do Sul-Americano deste ano, somando pouco mais de R$ 500 mil.

Segundo o vice-presidente de esportes olímpicos, João Henrique Areias, o clube deve pagar nesta semana o prêmio relativo ao Nacional do ano passado. A conquista de ontem também vai aumentar a dívida, já que foi prometida premiação pela taça.

Destaque do time, Marcelinho cobrou "compromisso" por parte do clube.

"Quando assumo um compromisso, é porque tenho condições de cumprir. Não queremos privilégios, o que pedimos é que o Flamengo cumpra a sua parte, porque, fora da quadra, somos pais de família", disse o jogador.

Baby também pediu contrapartida dos dirigentes. "Nunca deixamos as dificuldades e os atrasos de salários afetarem no treinamento e na quadra", afirmou.

Areias, a quem se atribui parte da recuperação financeira do basquete, não tem certeza se continua no clube.

"O trabalho permanece. Se eu continuo ou não, não sei", afirmou o dirigente.

"Mas provamos que o time é viável, autossustentável e não depende de receita do clube. O basquete é um bom produto. E, no Flamengo, basta ter competência e profissionalismo para dar certo", completou ele, que afirma ter copiado o modelo de gestão do Real Madrid no basquete flamenguista.


Raphael Gomide
Folha de S.Paulo, 29/06/09

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Cidades de baixo IDH ganharão capacitação

Quatro municípios de índice abaixo da média serão escolhidos pelo PNUD para dividir R$ 1,8 mi destinados a qualificar agentes públicos

O PNUD escolheu 160 municípios brasileiros com Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) abaixo da média nacional para participar da seleção de um projeto que distribuirá R$ 1,8 milhão para ações que visem melhoria nos indicadores sociais. As cidades podem se inscrever até 10 de julho; entre os inscritos, quatro serão selecionados para participar da iniciativa Fortalecimento de Capacidades para o Desenvolvimento Humano Local.

O dinheiro será usado para capacitar funcionários das prefeituras, do setor privado e do terceiro setor a elaborar e pôr em prática políticas e projetos que contribuam para melhorias socioeconômicas inclusivas e sustentáveis na cidade, explica Ieva Larazeviciute, assessora do PNUD responsável pela iniciativa. “A ação vai ajudar os municípios a preparar projetos e a encontrar fontes de financiamento para eles, não vai financiá-los diretamente”, ressalta.

Junto com o PNUD, participam desse programa a Confederação Nacional de Municípios (CNM), entidade que representa prefeituras do Brasil), a Subchefia de Assuntos Federativos da Presidência da República e a Agência Brasileira de Cooperação. Todos integram o comitê gestor do projeto, responsável por oferecer capacitação aos selecionados.

Critérios
Além de possuírem baixo IDH, os 160 municípios elegíveis obedecem pelo menos um dos seguintes critérios: estão em área de fronteira, são pólos de desenvolvimento regional, integram áreas metropolitanas muito pobres, ou têm obras estruturais já em andamento – principalmente as do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). "Sabemos que nem todos farão inscrição, mas esperamos receber o maior número possível de interessados", diz Ieva.

Do total de inscritos, oito passarão para a segunda fase da seleção. Eles serão escolhidos de acordo com a ficha de inscrição apresentada. Ela exige um requerimento de participação, a apresentação de documentos (como o plano plurianual e o orçamento do município) e – o mais fundamental, segundo Ieva – a indicação de contrapartidas oferecidas pelo município à organização do projeto.

A quantidade de horas semanais dedicadas pelo prefeito ao projeto, a quantidade de secretários que se envolverão com ele e o oferecimento de funcionários e estrutura física para a equipe são alguns dos fatores levados em consideração. “Elas [as contrapartidas] indicam comprometimento, uma garantia de que o projeto será levado para frente”, explica a assessora do PNUD. “Mas sabemos que esses municípios não têm muita estrutura, tudo deve ser dentro da possibilidade de cada um.”

Os oito pré-aprovados serão visitados pela comissão de avaliação e julgamento do projeto, que entrevistará o prefeito da cidade, gestores municipais, agentes do terceiro setor e da iniciativa privada para comprovar o engajamento apresentado na inscrição. “Vamos ao local para avaliar com mais precisão a situação da prefeitura”, afirma Ieva.

Na prática
Após os quatro municípios serem selecionados, começa a implantação do projeto (que deve ocorrer até dezembro de 2010). Ela envolve ações comuns para todos os municípios e outras específicas para cada um.

As primeiras são atividades para diagnosticar as necessidades de capacitação e prioridades de desenvolvimento humano dos participantes, além de apresentar às equipes locais a metodologia de trabalho do projeto.

As ações específicas serão elaboradas com base no diagnóstico. Elas podem ser, por exemplo, o estabelecimento de parcerias voltadas ao fortalecimento institucional, ou a “disponibilização de metodologias e ferramentas para formulação de políticas, programas e projetos em áreas definidas por meio de processo de priorização conduzido por equipes locais”, conforme explicita o regulamento do projeto.

Ieva cita exemplos dessas ferramentas: “Podemos elaborar um ‘banco de boas práticas’”, diz, com referência ao levantamento de práticas já implementadas em outros municípios a serem levadas aos aprovados. “O ponto forte do projeto seria identificar experiências no país que pudessem ajudar e facilitar a aplicação em outros lugares, visando criar mecanismo permanente para esse tipo de troca”, avalia. “Podemos também elaborar uma “plataforma para troca de experiências” entre os próprios municípios desse programa”.

Ela acrescenta que o PNUD também participa do “Fortalecimento de Capacidades para o Desenvolvimento Humano Local” transmitindo suas experiências e conhecimentos relacionados ao desenvolvimento local aplicado a cidades.

Além disso, o valor de R$1,8 milhão não será repassado diretamente aos participantes nem será dividido igualmente entre os quatro. “Uns municípios podem precisar de mais outros de menos”, explica a assessora, lembrando que o dinheiro também será usado para necessidades gerais do projeto, como elaboração de metodologias.

As 160 cidades que podem se candidatar. Lista dos municípios selecionados pelo PNUD - http://cdhl.cnm.org.br/sites/9100/9145/Lista_Municipios_Elegiveis.htm

Inscrições abertas até 10 de julho. Confira o calendário com os prazos e os requisitos - http://cdhl.cnm.org.br/003/00318005.asp?ttCD_CHAVE=108456

Mais informações no site do projeto - http://cdhl.cnm.org.br/


Fábio Brandt, do Pnud
Envolverde, 29/06/09
© Copyleft - É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.

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A bienal depois do caos

O novo presidente da maior mostra de arte da América Latina começa a tapar o rombo de R$ 2,8 milhões e promete para 2010 um evento com um olhar brasileiro

Eleito por unanimidade o novo presidente-executivo da Fundação Bienal de São Paulo, o consultor financeiro e colecionador de arte Heitor Martins, 41 anos, assume uma Bienal paralisada por uma crise financeira e administrativa que se arrasta há anos. Em junho, a fundação deixou de arcar com seu compromisso de promover o financiamento, a organização e a curadoria da representação brasileira na Bienal de Veneza. O impasse e o vazio institucional só foram suplantados com a intervenção do Ministério da Cultura, que fez um aporte de US$ 170 mil para o envio das obras brasileiras. A julgar pelo projeto de Martins, as relações da fundação com as esferas governamentais vão permanecer estreitas. Ele quer que o governo participe da gestão, ocupando quatro diretorias: "A Bienal sempre teve em seu estatuto vagas para o Ministério da Cultura, Itamaraty, Estado e município." Marido da produtora Fernanda Feitosa, criadora da feira SP Arte, e sócio da empresa internacional de consultoria McKinsey & Company, Martins tem pela frente o desafio de pagar as dívidas da fundação e de montar a 29ª Bienal em outubro de 2010.

ISTOÉ - Como se dedicará ao cargo?
Heitor Martins - Mais que a dedicação individual, será o espírito de equipe que permitirá que a Bienal avance. Não é tarefa de uma pessoa só. Temos a equipe da própria Bienal, de 31 colaboradores, uma diretoria com sete diretores voluntários, mas ativos, e um novo grupo de conselheiros.

ISTOÉ - O formato de gestão compartilhada entre diretores é novidade?
Martins - Cada presidente formatou a sua diretoria e a sua equipe. Eu trouxe um modelo de colegiado, de trabalho em equipe mais colaborativo e mais horizontal. Um pouco menos hierárquico, buscando aproximar o corpo técnico da diretoria e do conselho e fazer com que essas entidades trabalhem de uma forma mais coordenada, aproximando a Bienal da sociedade.

ISTOÉ - Na 27ª Bienal, "Como viver junto", Lisette Lagnado propôs um formato semelhante ao compartilhar a curadoria com cinco cocuradores. Temos agora um "Como viver junto" no âmbito administrativo?
Martins - Esse é um modelo mais moderno, mais empresarial. Essas relações hierárquicas mais distantes, esses modelos de "one man show" já não funcionam muito bem.

ISTOÉ - Qual o rombo da Bienal?
Martins - Temos de levar em conta que a Bienal é uma fundação e não gera receita própria. Ela depende de recursos que vêm da sociedade. Ao se fazer uma Bienal, tem-se de montar um orçamento e captar recursos para custeá-la. E o que aconteceu na 28ª Bienal? A captação ficou aquém do necessário. Isso gerou déficit, que hoje está na casa dos R$ 2,8 milhões.

Para estabilizar a situação financeira, a Bienal precisa de um aporte da ordem de R$ 4 milhões. Mas temos confiança de que a sociedade vá abraçar o projeto"


ISTOÉ - Como se compõe a dívida?
Martins - É uma dívida bancária, cujo pagamento requer recursos de bancos. E incluiu algumas dívidas com fornecedores, que têm de concordar em postergar o seu recebimento. Além disso, existe um conjunto de gastos e despesas correntes que são necessários no dia a dia. Para estabilizar a situação financeira, a Bienal precisa de um aporte da ordem de R$ 4 milhões. É necessário fazer o saneamento das dívidas e resgatar o equilíbrio de caixa para uma instituição desse porte.

ISTOÉ - Em tempos de crise financeira mundial, como o seu know-how de consultor financeiro vai ajudar na captação de R$ 30 milhões para montar a próxima Bienal?
Martins - Não há dúvida de que o cenário hoje é muito mais complicado. Mas temos confiança de que a sociedade vá abraçar o projeto. Aportamos habilidade e conhecimentos específicos que no conjunto formam uma equipe muito forte. Tenho muita experiência em estratégia e em formação de equipes.

Temos pessoas que vêm de bancos, alguns empresários empreendedores, advogados. Nomes como os de Miguel Chaia, que está muito bem inserido na comunidade artística e intelectual, e de Julio Verlang, que foi diversas vezes presidente da Bienal do Mercosul.

ISTOÉ - O resgate da imagem da Bienal passa por uma reforma da estrutura administrativa. Qual é seu projeto?
Martins - O primeiro ponto que a gente tem de ressaltar é a importância da fundação. No mundo todo há cinco grandes instituições que marcaram a história da arte contemporânea do pós-guerra. A Bienal de São Paulo é uma delas, junto com Veneza, Kassel, o Museu Georges Pompidou e o MoMA. Ela é anterior à criação do Centro Pompidou e da Documenta de Kassel. É realmente um pilar, reconhecida por qualquer instituição do mundo.

ISTOÉ - Seu protagonismo não se diluiu nos últimos dez anos graças à proliferação de bienais e à crise administrativa da própria instituição?
Martins - Nós temos de assumir essa bandeira: reinserir a Bienal de São Paulo como um dos pilares do cenário da arte contemporânea internacional. Podem existir dezenas de bienais, mas o lugar da Bienal de São Paulo é preservado. O mundo inteiro olha o que está se passando aqui, com grande expectativa. Essa é a primeira coisa que deve ser entendida: o espaço existe, é importante e deve ser preservado. As pessoas perdem a dimensão dessa importância porque se atêm a questões de curto prazo, conjunturais.

ISTOÉ - Mas a crise, mesmo que conjuntural, não põe o prestígio em risco?
Martins - Existem duas crises que se sobrepõem. Há uma que parte de um questionamento sobre o papel das bienais, que se dá em escala global: qual a função de uma bienal em um mercado de arte globalizado, em um mundo onde as feiras passam a cumprir o papel de atualização do que está acontecendo na produção contemporânea? Junto a isso, existe a questão: qual o sentido da Bienal de São Paulo? Em 1951 era muito claro: ela era um mecanismo de conexão da arte brasileira com a arte internacional, em que você trazia o que estava acontecendo no mundo e colocava aqui no pavilhão. Além da crise de identidade das bienais, sobrepõe-se agora uma crise financeira, que é circunstancial.

ISTOÉ - Como lidar com ela?
Martins - Não estamos falando de nenhum obstáculo intransponível. O problema de recursos se resolve se houver projetos que sejam de interesse da sociedade. Você depende dos recursos para realizar a Bienal e para sustentar a fundação. E a sociedade vai estar disposta a apoiar na medida em que esteja em sintonia com os projetos. É muito difícil levantar recursos se não há projetos.

Queremos que a 29ª Bienal esteja muito mais próxima do público. Queremos criar uma Bienal que motive as pessoas a ter um contato direto com a arte contemporânea. As pessoas têm de ser instigadas e provocadas.

ISTOÉ - Em geral, todas as diretorias expressam o mesmo desejo. Como promover essa sintonia?
Martins - O primeiro horizonte é o reaparelhamento financeiro e administrativo da fundação. Precisamos equalizar a questão financeira e rever o modelo administrativo nos próximos três ou quatro meses. Nosso segundo objetivo é a realização da 29ª Bienal em outubro de 2010. A definição de nosso projeto é que essa vai ser uma Bienal muito mais próxima do público, que trará a produção artística para o centro do debate. Desejamos que a Bienal não seja formada por eventos pontuais. Ela não pode nascer e morrer a cada ciclo de dois anos, precisa ter uma ação continuada. Esse é o terceiro ponto da agenda: evitar esse efeito fênix de mudar tudo a cada dois anos e criar as bases para uma atuação muito mais contínua.

ISTOÉ - Como garantir isso?
Martins - Por mecanismos de funding que transcendam uma gestão. Algumas soluções que estamos explorando com muita intensidade são a criação de um programa educativo continuado e o desenvolvimento de mostras subsequentes, que seriam desdobramentos da Bienal de São Paulo. A representação brasileira no pavilhão de Veneza em 2011, por exemplo, vai ser definida dentro do próprio processo curatorial da 29ª Bienal. Também imaginamos uma série de recortes que possam seguir uma itinerância para museus em outras cidades brasileiras e, quem sabe, para fora do País. Isso seria muito importante para divulgar e reforçar o papel da fundação e da arte brasileira no Exterior e para levar a arte contemporânea às populações que estão fora de São Paulo.

"No mundo há cinco grandes instituições que marcaram a história da arte contemporânea do pós-guerra. A Bienal de São Paulo é uma delas"

ISTOÉ - Discute-se também, mundo afora, a pertinência das megaexposições. Há dezenas de novas bienais que não funcionam como panoramas, mas apenas como mostras temáticas.
Martins - São modelos simplificados. Nós não temos de optar por eles. Temos de ocupar o espaço que a Bienal de São Paulo merece e tem no contexto global. Não devemos subestimar a importância do que você chama de megaexposição. Ela é muito importante porque cumpre exatamente esse papel de traçar um panorama do que é a produção contemporânea naquele momento. Esse é o papel de Veneza, de Kassel e de São Paulo.

ISTOÉ - Já temos um sistema de museus e galerias que promove a circulação maior de obras internacionais. O papel de vitrine não estaria obsoleto?
Martins - Sim, a internet e o mercado editorial promoveram um acesso mundial muito maior ao que está se passando em todo o mundo. Além disso, nossos artistas trabalham fora do Brasil, temos um intercâmbio muito grande. Não existe hoje uma fronteira muito clara entre o que é arte brasileira e arte internacional. Ernesto Neto, por exemplo, é visto como um artista contemporâneo, antes de ser visto como artista brasileiro. Essas fronteiras nacionais foram rompidas e atualmente se discute qual o papel da Bienal nesse novo contexto. Nossa proposta é olhar para a arte contemporânea a partir de uma ótica brasileira, o que é uma inversão da ideia original.


Paula Alzugaray
Isto É, Edição 2068, Junho/09

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quinta-feira, 25 de junho de 2009

Edital de Seleção de Pontos de Cultura em Mato Grosso

Inscrições até 10 de julho

O edital irá selecionar 40 Pontos de Cultura no Estado de Mato Grosso. Podem participar deste Edital Pessoas Jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, que sejam de natureza cultural como associações, sindicatos, cooperativas, fundações privadas, ou instituições tituladas como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIPs) e Organizações Sociais (OS), sediadas e com atuação comprovada na área cultural, há pelo menos dois anos no Estado de Mato Grosso.

O QUE SÃO PONTOS DE CULTURA?
São iniciativas desenvolvidas pela sociedade civil que, após seleção por edital público, firmam convênio com a Secretaria de Cultura do Estado de Mato Grosso e o Ministério da Cultura, e tornam-se responsáveis por articular e impulsionar ações que já existem nas comunidades.

O Ponto de Cultura não tem modelo único de instalações físicas, de programação ou atividade, é uma iniciativa que impulsiona a realização de ações envolvendo Arte e Educação, Cidadania com Cultura e Cultura com Economia Solidária.

QUAIS SÃO OS BENEFÍCIOS?
A instituição selecionada como Ponto de Cultura receberá anualmente R$ 60.000,00 (sessenta mil reais), disponibilizados da seguinte forma: a)2009-2010: R$26.000,00 em capital e R$34.000,00 em custeio b)2010-2011: R$24.000,00 em capital e R$36.000,00 em custeio c)2011-2012: R$24.000,00 em capital e R$36.000,00 em custeio

QUEM PODE PARTICIPAR? Podem participar deste Edital Pessoas Jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, que sejam de natureza cultural como associações, sindicatos, cooperativas, fundações privadas, ou instituições tituladas como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIPs) e Organizações Sociais (OS), sediadas e com atuação comprovada na área cultural, há pelo menos dois anos no Estado de Mato Grosso.

QUEM NÃO PODE PARTICIPAR? Não podem participar, sob pena de imediata inabilitação: pessoa física, instituições com fins lucrativos, instituições de ensino, pesquisa, e desenvolvimento institucional, públicas ou privadas, com ou sem fins lucrativos, suas mantenedoras e associações de pais e mestres, fundações e institutos criados ou mantidos por empresas ou grupos de empresas, entidades integrantes do “Sistema S” (SESC, SENAC, SESI, SENAI, SEST, SENAT, SEBRAE, SENAR e outros), instituições ou grupos que já sejam Pontos de Cultura com convênio ativo e com parcelas financeiras a receber do Ministério da Cultura, e/ou sem prestação de contas final aprovada.

Confira o edital e os anexos:
Edital-2009
Termo de retificação do Edital
Tabela I - Territorialização do Programa Mais Cultura
Tabela II - Critério de Seleção e Julgamento
Tabela III - Cotas de Pontos
Tabela IV - Regiões de Planejamento do MT
Anexo I - Requerimento
Anexo II - Formulário de Inscrição
Anexo III - Plano de Trabalho e Cronograma de Desembolso
Anexo IV - Relatório de Atividade
Anexo V - Declaração
Anexo VI - Atestado

Mais Informações: (65) 3613-9203 ou pelo site: http://www.cultura.mt.gov.br/TNX/conteudo.php?sid=73&cid=2654


Ministério da Cultura, 10/06/09

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Prêmio Funarte Artes Cênicas na Rua 2009

Inscrições até 7 de agosto

A Fundação Nacional de Artes (Funarte), em parceria com o Instituto Cultural Sérgio Magnani, lança o edital do Prêmio Funarte Artes Cênicas na Rua 2009 para viabilizar projetos de grupos, companhias, trupes e artistas independentes que busquem, em apresentações de rua, um novo significado para o espaço público. Ao todo, 60 projetos serão contemplados, com valores de R$ 20 mil, R$ 40 mil ou R$ 50 mil. As inscrições estão abertas até 7 de agosto.

Podem ser inscritos projetos de montagem ou circulação de espetáculos, performances cênicas e intervenções urbanas. Grupos e artistas com mais de dez anos de atuação na rua têm também a possibilidade de concorrer com propostas voltadas para o registro e a preservação memorialística de suas atividades.

O material de inscrição, que inclui a documentação do proponente e o projeto técnico das ações que pretende desenvolver (ver detalhes e especificações no edital), além de um formulário preenchido, deve ser enviado, via Correios, para o Centro de Artes Cênicas da Funarte, no Centro do Rio de Janeiro. Os selecionados deverão executar as ações propostas até 30 de abril de 2010, em pelo menos uma cidade brasileira.

A análise das propostas caberá a uma comissão composta por cinco especialistas em artes cênicas, que deverão considerar a excelência artística e a viabilidade prática do projeto, a qualificação dos profissionais envolvidos e a diversidade da produção das artes cênicas brasileiras. O resultado final será divulgado no Diário Oficial da União e no site da Funarte.

Leia o edital

Mais informações:
artescenicasnarua@funarte.gov.br
21 2279 8018


Ministério da Cultura, 23/06/09

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Edital Microprojetos Mais Cultura Minas Gerais

Inscrições até 7 de agosto

O objeto deste Edital é o financiamento não reembolsável de microprojetos culturais na Região do Semiárido Brasileiro e tem como finalidade fomentar e incentivar artistas, grupos artísticos independentes e pequenos produtores culturais. Os projetos financiados deverão ter jovens de 17 a 29 anos como protagonistas ou
beneficiários, residentes em regiões e municípios do Semiárido, no sentido de promover a diversidade cultural.

Edital - 2009
Formulário - Pessoa Física
Formulário - Pessoa Jurídica

Os esclarecimentos aos interessados e a orientação técnica para o preenchimento do formulário-padrão serão prestados pela Superintendência de Interiorização/SEC, na Praça da Liberdade, nº 317, Belo Horizonte, em dias úteis no horário de 9 às 13 horas e das 14 às 17 horas pelo telefone 031 3269 1079 ou pelo email: microprojeto@cultura.mg.gov.br



Ministério da Cultura, 24/06/09

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Teleconferência do MDS apresenta mudança no financiamento da Assistência Social para crecehes e pré-escolas

O chamado Piso Básico de Transição do SUAS será extinto em dezembro de 2009. Para explicar esse assunto, o MDS realiza na sexta-feira (26/6) programa na TV Banco do Brasil. A transmissão acontecerá das 16h15 às 17h45 (horário de Brasília).

Programa vai explicar mudanças no repasse de recursos para creches e pré-escolas
As creches e pré-escolas públicas ou conveniadas do Brasil deixaram de ser financiadas com recursos da Assistência Social. Com base na legislação brasileira, essas instituições têm que ser financiadas com recursos da Educação. Por isso, o chamado Piso Básico de Transição será extinto em dezembro de 2009 e serviços de assistência social serão desenvolvidos por Municípios e Distrito Federal, a partir de janeiro de 2010.

Diante das mudanças, na próxima sexta-feira (26/6), gestores, técnicos e conselheiros estaduais e municipais de Assistência Social de todo o País terão oportunidade de tirar dúvidas, ao vivo, durante teleconferência promovida pela Secretaria Nacional de Assistência Social, do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). A teleconferência será transmitida pela TV Banco do Brasil (TV-BB), por meio do programa Ponto a Ponto, que poderá ser assistido nas agências de relacionamento dos Municípios onde há ponto ativo da tevê. A transmissão acontecerá das 16h15 às 17h45 (horário de Brasília).

Participarão do programa, pelo MDS, a secretária Nacional de Assistência Social, Ana Lígia Gomes (participação gravada), a diretora do Departamento de Proteção Social Básica, Aidê Almeida, e a coordenadora-geral de Acompanhamento das Ações de Proteção Social Básica, Helena Ferreira de Lima, além do gerente de divisão da Diretoria de Governo do Banco do Brasil, Flávio Carlos Pereira.

Todas as questões referentes à conclusão do processo de mudança e às regras e condições para implantação dos novos serviços, que eram co-financiados com o Piso Básico de Transição, serão esclarecidas durante o programa.

Para assistir ao Ponto a Ponto, é necessário procurar o gerente de relacionamento do Banco do Brasil com antecedência, a fim de que seja autorizada a entrada na agência fora do horário de expediente bancário. Caso a agência não possua um ponto ativo da TV Banco do Brasil, o gerente poderá indicar outra mais próxima que ofereça o serviço. Ao longo do programa, os telespectadores poderão fazer perguntas por telefone e fax, que serão informados durante a teleconferência.


Raquel Flores
Site do MDS, 23/06/09

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Nestlé e Rainforest Alliance anunciam "Ecolaboração"

Milhares de cafeicultores da América Latina à África se beneficiarão com o lançamento de uma nova fase de colaboração entre uma empresa que preza pela qualidade e uma organização internacional de conservação dedicada à proteção da biodiversidade. A Rainforest Alliance e a Nestlé Nespresso acabam de assinar um acordo chamado "Ecolaboração". Uma das metas comuns é reduzir os impactos ambientais e aumentar os benefícios sociais do cultivo de café em regiões tropicais suficientes de forma que 80% do café Nespresso venha de fazendas certificadas pelo Rainforest Alliance até o ano de 2013.

As fazendas certificadas cumprem amplos padrões que cobrem todos os aspectos da produção sustentável, incluindo conservação do solo e da água, proteção da vida silvestre e das florestas, e garantia de que os trabalhadores rurais, mulheres e crianças tenham os direitos adequados e os benefícios, bem como bons salários, água potável limpa, acesso a escolas, assistência de saúde e segurança. Durante os últimos cinco anos, a Nespresso e a Rainforest Alliance vêm buscando demonstrar que a administração de fazendas de forma que beneficiem os trabalhadores e que a vida silvestre pode de fato melhorar o sabor do café resultante.

Cafeicultores estão entusiasmados com a união da Nespresso com a Rainforest Alliance na busca pela "qualidade sustentável", porque a produção de grãos de qualidade de alto valor normalmente é um ingresso para a estabilidade financeira. Um número estimado de 80.000 produtores estarão em um programa de qualidade sustentável até o final da safra de 2012/13.

Os cafeicultores cumprirão diretrizes para produção que integram três esferas de sustentabilidade-viabilidade econômica, conservação ambiental e justiça social. A Rainforest Alliance e outros grupos sem fins lucrativos que formam a Rede de Agricultura Sustentável (RAS) no começo dos anos noventa desenvolveram os padrões e têm desde então ajudado milhares de produtores a adotá-los nas fazendas que cultivam uma variedade de colheitas em 22 países tropicais.

Durante anos de trabalho a campo em áreas de cultivo de café, especialistas em manejo agrícola sustentável da Rainforest Alliance da RAS se uniram a especialistas em qualidade do café da Nespresso e companhias exportadoras para explorar cada detalhes sobre o manejo na fazenda e na fábrica para identificar as melhoras sociais e ambientais que também podem melhorar a qualidade.

"O casamento feliz de sustentabilidade e qualidade prova a importância de uma medida integrada, que resulta em benefícios para cafeicultores, animais silvestres, ecossistemas e comunidades", disse o presidente da Rainforest Alliance, Tensie Whelan. O diretor executivo da Nestlé Nespresso, Richard Girardot, concorda com isso. "Queremos dividir valor com os produtores que cultivam esses cafés de altíssima qualidade. Sua qualidade de vida, qualidade ambiental e qualidade na xícara são igualmente interligadas".

Agrônomos e ecologistas da companhia e de Organizações Não Governamentais (ONGs) desenvolveram um programa de treinamento para ajudar os produtores a cumprir com os padrões da RAS, bem como com os requerimentos de qualidade sustentável. Existem muitas sinergias benéficas: a cobertura da floresta sobre os cafezais na maioria das fazendas certificadas fornece habitat para inúmeras espécies silvestres; grãos que crescem na sombra natural são de melhor qualidade. Proteger rios garante que as fábricas terão água limpa para processar os grãos. Solos saudáveis, naturalmente enriquecidos com matéria orgânica produzem grãos de melhor qualidade. Trabalhadores que recebem bons salários e treinamento são motivados a cuidar do café desde a floração até os grãos secos no final do processo de moagem.

Cafeicultores estão inscritos no programa e fazendo progressos em direção à "Qualidade Sustentável" no Brasil, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Quênia e México. Grupos de fazendas capazes de cumprir com os requerimentos de qualidade demandados pela Nespresso também foram identificados na Etiópia, Índia e Nicarágua e deverão se unir ao programa pelo novo acordo de Ecolaboração entre o Rainforest Alliance e Nespresso.

No Brasil, o sócio da RAS responsável pela ecolaboração e os processos de auditoria para o selo Rainforest Alliance Certified é o IMAFLORA.


Rainforest Alliance, 23/06/09

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Publicitario de Obama e o uso inteligente dos meios digitais

Uau! 45 minutos de apresentaçao sem 1 slide e com a platéia atenta. David Plouffe, chefe de campanha de Obama, acaba de dar um show no Palais. Todos fascinados pelo case, cujo segredo, segundo David, foi o poder das pessoas decidirem tendo em maos as ferramentas corretas e um candidato inspirador com uma mensagem poderosa - 'Change'.

Apesar do David ter sido convidado a falar aqui para compartilhar de que forma o uso das tecnologias digitais mudaram o cenário político americano, o foco acabou sendo outro - as pessoas. Sim, o uso inteligente dos meios digitais foi fundamental. Menos pela inovaçao - a base da campanha foram os emails (!) e o site barackobama.com - e sim pela capacidade de conectar pessoas. Tudo começa com um político desconhecido que tem uma visao. Ele sente falta da participaçao das pessoas na política e acredita que a forma de se diferenciar é trazer para o debate aqueles que nunca tinham se envolvido em eleiçoes presidenciais. A partir desta ideia, duas crenças nortearam a campanha. De um lado o uso do digital como DNA. De outro, a força dos voluntários para fundear e organizar a campanha e ainda levar adiante a mensagem de mudança.

Obama usou os meios tradicionais para gerar conhecimento. Produziu comerciais em formatos diferenciados para ter certeza de que sua mensagem chegaria às massas. Mas nada tem mais valor na hora de comunicar do que pessoas falando com outras de forma autêntica. Daí ter sido tao importante falar diretamente com as pessoas (através de emails e vídeos) e dar a elas a chance de fazer a mensagem se multiplicar (poder das redes sociais) a ponto de contaminar outras e fazer com que de cada 10 novas pessoas que se cadastraram para votar, 7 votassem no Obama. Que planejamento sensacional. E que aula de execuçao!


Patricia Marinho em Cannes
Blue Bus, 25/06/0
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DOCTV América Latina 2

Inscrições abertas para o segundo programa de incentivo à produção de documentários latinoamericanos

Estão abertas as inscrições, de 23 de junho a 7 de agosto, para o segundo Programa de Fomento à Produção e Teledifusão de Documentários Iberoamericanos (DOCTV IB 2), doravante intitulado DOCTV América Latina (DOCTV AL).

Este programa, lançado pela Conferência de Autoridades Audiovisuais e Cinematográficas da Iberoamérica (Caaci), será coordenado no Brasil pela Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura (SAv/MinC). A proposta é estimular e fortalecer o intercâmbio cultural e econômico entre os povos latinoamericanos, implantar políticas públicas integradas de fomento à produção e teledifusão de documentários nos países da região e difundir a produção cultural desses países no mercado mundial.

Cada país participante poderá produzir um documentário que exponha de forma original situações, manifestações e processos contemporâneos da diversidade cultural latinoamericana. Este trabalho será divulgado em uma rede de televisões públicas que promovem o fortalecimento da identidade e diversidade cultural dos países do continente.

O documentário selecionado deverá ser inédito e ter até 52 minutos de duração, com um orçamento de US$ 70 mil. Uma vez escolhido o projeto, será assinado um termo de coprodução entre a Caaci, TV Pública e Secretaria Executiva da Cinematografia Iberoamericana (SECI) para a produção do documentário em cada país partipante.

Os documentários selecionados serão divulgados no período de abril de 2010 a abril de 2011, pelas TVs Públicas dos países incluídos no DOCTV AL 2.

Saiba mais sobre o Edital, Ficha de Inscrição e Orçamento: www.tvbrasil.org.br/doctval/default.asp.

Informações: (61) 3316-2043/2088/2044 ou audiovisual@cutura.gov.br, na Assessoria de Comunicação da Secretaria do Audiovisual.


Jane de Alencar
Ministério da Cultura, 23/06/09

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Edital de seleção para Pontos de Cultura do estado de São Paulo

Inscrição até 24 de agosto

Este Edital tem por objetivo a concessão de apoio na forma de prêmio, por meio de repasse de recursos financeiros do Programa Mais Cultura - Pontos de Cultura, para projetos culturais que desenvolvam ações continuadas em pelo menos uma das áreas de Culturas Populares, Grupos Étnico-Culturais, Patrimônio Material, Audiovisual e Radiodifusão, Culturas Digitais, Gestão e Formação Cultural, Pensamento e Memória, Expressões Artísticas, e/ou Ações Transversais.

Edital - 2009
Manual de Instruções
Anexo - I - Requerimento
Anexo - II - Formulário de Inscrição
Anexo - III - Plano de Trabalho
Anexo - IV - Relatório de Atividades
Anexo - V - Declaração
Anexo - VI - Minuta de Contrato

Eventuais esclarecimentos referentes a este Edital serão prestados na Secretaria de Estado da Cultura, por meio da UFDPC, na Rua Mauá, 51 - Térreo, em dias úteis, pelos telefones: 11 2627-8268 e 2627-8145 no horário de 10:00 às 17:00 ou pelo email: fomento.sec@gmail.com

Ministério da Cultura, 24/06/09

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quarta-feira, 24 de junho de 2009

Estratégia como amor, não como guerra

O medo de mudar e ser diferente é algo muito comum, porque para muitos, pode parecer mais fácil e seguro um caminho conhecido pelos outros e que pode ser seguido na empresa, provocando uma excursão sem riscos e surpresas. Mas, como fica o papel da inovação neste cenário?

A editora do MIT Sloan Management Review, Martha E. Mangelsdorf, apresentou ma nova reflexão sobre a forma de criar estratégias de uma empresa, que foi levantada pelo especialista em estratégia e professor no MIT Sloan School of Management, Arnoldo C. Hax, no fim desta semana. Com o seu “Modelo Delta”, o autor coloca, basicamente, os perigos a que uma organização quando imitando à concorrência e acaba por não oferecer algo de diferente, e salienta a importância de colocar o cliente no centro de proporcionar diferenciação e valor.

Martha publicou em seu artigo “Estratégia como amor, não como guerra” alguns trechos de uma conversa que teve com Arnoldo C. Hax, especialista em estratégia e professor do MIT Sloan School de Gestão, sobre o que deveria ser o ponto de partida para uma organização para definir suas estratégias de posicionamento.

Hax disse que as empresas, em um esforço para planejar a forma de tomar vantagem sobre a concorrência, acabam colocando-a no centro e caem no que ele chama “commoditização”, não havendo distinções ou valores que diferem dos outros. Segundo o especialista, a imitação cria a igualdade. Jamais trará grandeza, e o pior, é que o resultado final é que é a pior coisa que pode acontecer a uma empresa: a padronização. Segundo ele, em tal situação, o único recurso que a empresa tem a superar o outro é através de uma guerra de preços que nunca será útil, pois, na sua opinião, guerras deixar apenas devastação.

A partir de uma perspectiva, Arnoldo C. Hax, juntamente com outros autores do livro The Delta Project, afirmam que quando uma empresa criar estratégias baseadas no amor e não na guerra, é dizer que não tem como objetivo derrotar um adversário para ser melhor do que ele, mas sim focando no cliente e todos aqueles envolvidos de alguma maneira no processo de produção e distribuição de seus produtos ou serviços.”O cliente é o guia. É preciso começar compreendendo profundamente as necessidades dos clientes e como eles podem contribuir de uma forma mais efetiva. Isso modifica totalmente a forma de entender as ações que devem ser tomadas”.

A conclusão é que, por melhor que seja a concorrência, a chave não está em imitá-la porque assim não se oferece nada original, até, de cair na monotonia e uma guerra com base em preço. A chave para compreender o mundo dos negócios está na diferenciação, para clientes, fornecedores e todos os envolvidos. É este diferencial que vai levar as empresas a uma posição de sucesso.

Se o conceito não parece trazer nada de novo, por que a resistência das empresas a aderir a este modelo ainda é tão grande?


Alessandra Assad (www.alessandraassad.com.br/).
Texto publicado originalmente no Blog da HSM.
HSM Online, 12/06/09

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Festival Latino-Americano de Captação de Recursos - Inovação e sustentabilidade por um mundo melhor


Captação de recursos é assunto constante quando se fala em gestão de organizações do Terceiro Setor. Quem atua nessa área é responsável por trabalhar com criatividade e amor pela causa para trazer recursos e colocar projetos em prática.

Na virada do século 21, o crescimento em número e importância das organizações da Sociedade Civil contrasta com maiores desafios para a mobilização de recursos governamentais, da cooperação internacional e de empresas para o Terceiro Setor.

Nesse cenário, novas modalidades de financiamento das organizações sociais, como o marketing relacionado a causas e os negócios sociais, surgem com intensidade, na medida em que também aumenta o interesse por indivíduos para se envolverem com causas. Mas diante de tantas alternativas e com recursos aparentemente escassos, por onde começar?

* Pode o captador de recursos ser um profissional importante na construção de um mundo melhor?
* Como enfrentar a crise de financiamento do Terceiro Setor e inovar com poucos recursos para investir em campanhas?
* Por que a profissão de captador de recursos, estabelecida em países da Europa e nos Estados Unidos, encontra limites no Brasil e na América Latina?
* Quais são as dificuldades mais frequentes que um captador de recursos enfrenta? De que tipo de apoio esse captador precisa para se desenvolver?

Essas e outras perguntas nortearão o Festival Latino-Americano de Mobilização de Recursos, realizado nos dias 20, 21 e 22 de julho, em São Paulo.

Entre os modelos de eventos de aprendizado e troca de experiências que mais crescem no mundo, um Festival tem parte da programação construída por todos os participantes, que se tornam não apenas ouvintes, mas também autores.

Utilizando a metodologia do Espaço Aberto (Open Space) em algumas das atividades, além dos “convidados-palestrantes”, teremos também espaço para que qualquer participante do Festival possa propor uma discussão ou uma oficina.

Para saber mais sobre a metodologia Espaço Aberto, visite este link.

Temos certeza de que esse será um dos mais vibrantes eventos de Captação de Recursos já realizados no mundo. Venha também fazer parte dessa experiência!

Mais informações e inscrições: http://www.dialogosocial.com.br/festivalABCR/index.asp


Fonte: ABCR - Associação Brasileira de Captadores de Recursos

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Pesquisa avalia impacto da crise na área social

Como o objetivo de mensurar os impactos da crise financeira no setor social a Sitawi, –organização que oferece microcrédito a negócios sociais – convida ONGs, fundações, institutos e empresas a responder uma pesquisa inédita sobre o tema.

Além de apontar os problemas vivenciados atualmente por essas organizações, a pesquisa também investigará como elas têm reagido ao cenário atual e que tipo de estratégias elas tem traçado para retomar o desenvolvimento social sustentável, que, no período anterior à crise, estava em ascensão.

A pesquisa deve levar aproximadamente 15 minutos para ser preenchida e não exige inserção de informações complexas ou muito detalhadas. Os resultados da pesquisa serão compilados e enviados aos respondentes ainda no mês de julho de 2009.

Para participar da pesquisa sobre os impactos da crise no terceiro setor, acesse www.sitawi.net/pesquisa.


redeGIFE Online, 20/06/09

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Movimento avança, mas provoca poucas mudanças

A Conferência Internacional do Instituto Ethos, realizada entre os dias 15 e 18 de junho, chegou ao fim com a conclusão de que o movimento de Responsabilidade Social Empresarial (RSE) mudou o setor privado brasileiro. No entanto, as transformações motivadas pelas conquistas ainda são muito pequenas, pois “ainda não entraram no coração dos negócios”.

“Temos pouca participação cidadã. Ainda buscamos melhorar a qualidade de vida pelo caminho individual e não construindo bens públicos”, afirmou o vice-presidente do Ethos, Paulo Itacarambi. Para ele, é difícil identificar quais produtos e serviços são realmente produzidos de forma responsável e sustentável, pois há lacunas de informação e de visão aprofundada sobre os custos e benefícios das mudanças necessárias.

Debates
Já no primeiro dia de evento, foi distribuído aos participantes um apontamento para reflexão. Nele, havia indicações sobre o contexto da RSE no país, com uma análise de situação (retrospectiva dos últimos anos e tendências para os próximos 10 anos) e uma proposta de estratégias para o Instituto Ethos – e para todo o movimento – daqui para frente.

Pelo texto, é possível encontrar que a preocupação com a sustentabilidade aumentou de uma forma geral, nas diferentes instâncias ou stakeholders: consumidores, academia, mídia, ONGs, sindicatos e órgãos públicos. Também mostra conquistas, como uma maior cidadania corporativa – em que assinaturas de pactos contra corrupção e trabalho escravo são exemplos de destaque – e adesões a modelos de gestão mais sustentáveis.

Esse documento é importante, pois nele estão as constatações que mais tarde seriam detalhadas nas plenárias, mesas de debate e oficinas realizadas nos quatro dias de atividades. Embora não houvesse indicação para servir de guia, o apontamento pode ser lido como um texto transversal a tudo o que se disse durante a conferência.

Ao falar dos fatores limitantes ao movimento de responsabilidade social das empresas no país, o documento constata que “o mercado ainda não desenvolveu mecanismos de premiação ou penalização dos produtos e comportamentos das empresas”.

O tema foi amplamente debatido pelo representante do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), Arab Hoballah, palestrante do encontro. Segundo ele, cabe à sociedade mudar o atual modelo de produção e consumo.“Não tem como questionar, são dados verídicos e preocupantes (sobre o esgotamento de recursos naturais) e devemos nos envergonhar por isso. Aspectos como degradação, poluição e pobreza são desafios a serem vencidos pela humanidade”, observou.

Hoballah destacou que é preciso união de sociedade, empresas e governos para que o atual modelo capitalista de consumo sofra uma profunda transformação. “Podemos falar que há 40 ou 50 anos a questão produção era primordial, não se discutia consumo. Isso está mudando; hoje temos de decidir, ou vivemos ou nos destruímos”, alertou.

Já o economista inglês Simon Zadeck moderou uma conversa sobre as perversidades do atual modelo econômico-financeiro. “Será que esta crise é suficientemente forte e profunda para nos levar às mudanças que realmente queremos ver?”, questionou.

Para ele, o caminho é sobrepor as raízes comuns da crise econômica e ambiental e, então, apontar suas saídas. “É um grande erro imaginar que as crises cíclicas poderão trazer mudanças na direção que todos esperamos”.

O colapso de algumas empresas, na opinião do inglês, é inevitável. Elkington acha que é tempo de a economia se refazer com a ajuda dos empreendedores que trabalham as inovações sociais – “precisamos de algumas condições para as mudanças de longo prazo, ou seja, a sustentabilidade”.

Stakeholders
O apontamento também alerta para a falta de exigência dos cidadãos, assunto tratado durante a oficina de gestão “A transformação do consumidor para uma nova economia global”, ministrada por Hélio Mattar, presidente do Akatu.

Nela, o empresário apresentou resultados de pesquisas sobre o perfil do consumidor atual, no qual 46% dos consumidores acreditam que as empresas que fazem algo pela sociedade e pelo meio ambiente estão praticando greenwashing. Isto é, fazem ações meramente cosméticas sem uma real intenção de transformação social. “Isso é muito grave”, considerou.

Sobre o governo, o texto mostra simplesmente o seguinte: “o objetivo de promover o desenvolvimento sustentável ainda não ganhou relevância no sistema político nacional. Os projetos políticos focam apenas o crescimento econômico como estratégia de desenvolvimento”.

“Crescer por crescer é a filosofia do câncer”, afirmou o economista Ladislau Dowbor. Já Oded Grajew, do Movimento Nossa São Paulo, afirmou sentir pouca esperança sobre o protagonismo do Estado a respeito de qualquer mudança em prol da sustentabilidade.

Regulamentação
Também foi discutido a falta de regulação no setor, que atravanca processos e impede o estabelecimento de padrões mínimos “indispensáveis ao desenvolvimento sustentável”. Exemplo? A roda de diálogo “Oportunidades geradas pela busca por uma matriz energética sustentável”, cuja conclusão foi: a energia eólica só avança no Brasil pela falta de um marco regulatório sobre essa atividade.

“Do dia para a noite a regulação muda ou cria-se uma regra nova”, ressalta Luis Pescarmona, diretor geral da IMPSA, empresa argentina que atual no setor, e que participou da roda. IMPSA já atua em diversas regiões do Brasil e, segundo o seu diretor, tem obtido resultados muito positivos, não apenas nos seus resultados em termos de produção de energia, como também no que se refere ao nível de desenvolvimento das comunidades em que está presente.

Conclusões
As extensas e intensas discussões travadas durante os dias de evento, somadas ao apontamento, foram imprescindíveis para a atividade final da Conferência. Divididos em pequenos grupos, os participantes (quase mil pessoas) avaliaram o passado e futuro do movimento e apresentaram sugestões ao instituto.

Entre as idéias, destacaram-se o diálogo maior com os dirigentes, o engajamento das pequenas e médias empresas, além de uma visão mais nacional das iniciativas do movimento, aumentando sua capilarização para além de São Paulo. Também foi comentado que falta articulação multissetorial e um diálogo mais estruturado com o governo.

Paulo Itacarambi assegurou que o planejamento das ações futuras do Instituto levará em conta as sugestões apresentadas pelos participantes e propôs a criação de um núcleo gestor, para definir uma agenda de ação, ligada a um fórum permanente de diálogo.

“Sem uma agenda que impacte efetivamente os problemas centrais do desenvolvimento sustentável, o movimento pela RSE e sustentabilidade pouco contribuirá para a construção de uma sociedade sustentável e justa”, disse ele.

O entusiasmo para falar e participar foi grande na plenária e o processo de consulta vai continuar na web, por meio de uma rede interativa de participação livre e gratuita a todos os interessados. “Sentimos a necessidade de trazer toda a comunidade preocupada com a sustentabilidade para esta construção”, reforçou Sérgio Mindlin, presidente do Conselho Deliberativo do Instituto . Para se cadastrar na rede, acesse: http://internethos.ning.com/.

Veja cobertura completa do evento realizada pela Agência Envolverde.


redeGIFE Online, 20/06/09

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Livro relata experiências de financiamento social internacional no nordeste

A Fundação W. K. Kellogg e a Editora Peirópolis lançam, no próximo dia 29 de junho, a obra “Apoio internacional ao desenvolvimento local - Experiências sociais com juventudes no Nordeste”, organizado pela antropóloga Leilah Landim e pela jornalista Maria Carolina Trevisan.

O livro analisa, por meio de artigos de consultores vindos de diferentes trajetórias, especialidades e enfoques, as práticas envolvidas na construção de um conjunto articulado de projetos no Nordeste brasileiro, financiados pela Fundação W. K. Kellogg: a experiência dos Conjuntos Integrados de Projetos (CIPs), que durante dez anos articularam atores sociais, instituições públicas e privadas de diversos territórios na busca pela transformação social.

“O propósito original do livro foi deixar um legado escrito de aprendizagens, de registros, de momentos e de vivências daqueles que tiveram a responsabilidade de levar para o Nordeste não só os recursos das doações da Fundação Kellogg, mas sobretudo de compartilhar nossas ideias e ambições de mudança com as lideranças, organizações e juventudes de uma ampla variedade de comunidades. O desenvolvimento local como forma de combater a pobreza, com a liderança das juventudes, era a proposta central”, explica Andrés Thompson, Diretor de Programas para a América Latina e o Caribe.

Os artigos que compõem o livro trazem reflexões sobre dilemas e responsabilidades, acertos e erros, indagações e resultados do trabalho realizado. Os relatos registrados estão baseados na experiência vivida por consultores e especialistas que atuaram junto às comunidades locais e seus atores, o que possibilita ter uma compreensão realista dos processos coletivos de ação social.

Seus capítulos versam sobre o papel dos financiadores no desenvolvimento local, a presença da juventude na iniciativa, a experiência do acompanhamento, a importância das alianças nesse caminho, a questão educativa nos grupos de projetos, o desenvolvimento local, o Nordeste e as políticas públicas que se apresentaram depois dessa intervenção. O livro faz um balanço crítico dos pontos positivos e negativos dessa experiência.

Para aqueles que atuam em agências e organismos de desenvolvimento, para quem estuda e pesquisa essa área, esse livro é um relato franco e aberto sobre os desafios, obstáculos e recompensas do trabalho árduo para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

“Transparência, avaliação, reflexão, responsabilização e - talvez o motor da iniciativa – entusiasmo são elementos encontrados no decorrer da leitura dos textos. Fica evidenciado, finalmente, o quanto a narrativa de um caso particular – como a iniciativa de CIPs – pode levantar novas questões de âmbito generalizado ou conceitual, assim como revisitar as antigas”, afirma Leilah Landim, uma das organizadoras da obra.

O prefácio é de Sergio Haddad, coordenador geral da Ação Educativa. Os autores são Andrés Thompson, Antônio Nascimento, Arturo Jordán, Beatriz Azeredo, Leilah Landim, Lis Hirano Wittkamper, Roseni Sena, Rui Mesquita e Ruy Berger.

Organizadoras:
Leilah Landim
Doutora em Antropologia Social (Museu Nacional, UFRJ), é professora associada na pós-graduação da Escola de Serviço Social da UFRJ. Realizou várias pesquisas e publicações, nacionais e internacionais, sobre temas relacionados às organizações da sociedade civil como ONGs, redes de apoio social, movimentos sociais, voluntariado. Sua trajetória profissional conjuga atuação nos meios acadêmicos e práticas em Organizações Não Governamentais voltadas à defesa de direitos, tendo ocupado inclusive cargos de direção em algumas dessas entidades, ao longo do tempo. Organizadora do livro "Apoio internacional ao desenvolvimento local - Experiências sociais com juventude no Nordeste", em parceria com Maria Carolina Trevisan.

Maria Carolina Trevisan
Formada em Comunicação Social pela PUC-SP, atua desde 2005 como consultora para a Fundação Kellogg. Também é consultora do Instituto C&A em projetos de incentivo à leitura, coordena a área de comunicação do Programa Juventude Transformando com Arte no Centro de Estudos de Políticas Públicas (CEPP) e realiza atividades ligadas à área de “fundações comunitárias”. É organizadora do livro “Apoio internacional ao desenvolvimento local – Experiências sociais com juventudes no Nordeste”, em parceria com Leilah Landim.

Serviço
:
Lançamento do livro “Apoio internacional ao desenvolvimento local – Experiências sociais com juventudes no Nordeste”
Data: 29/06.
Local: Livraria da Travessa.
Endereço: Rua Visconde de Pirajá, 572, Ipanema, Rio de Janeiro.
Horário: às 19h30


redeGIFE Online, 20/06/09

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Programa benchmarking coloca em pratica o discurso da sustentabilidade

Para atender as inúmeras solicitações de instituições e gestores o prazo para inscrições de cases para o Ranking 2009 foi prorrogado em 10 dias. O programa recebe inscrições até 10 de Julho de 2009 pelo site: www.benchmarkingbrasil.com.br

A apresentação do Ranking 2009 será no Centro de Convenções do Shopping Frei Caneca em São Paulo/SP, encerrando a 2ª FIBoPS – Feira Internacional para o Intercambio das Boas Práticas Socioambientais que acontece nos dias 01 à 04 de setembro. O Ranking e os cases selecionados serão apresentados no Dia Benchmarking, Compartilhar para Crescer em 04/09. Mais informações sobre a FIBoPS no Hotsite: www.fibops.com.br

As melhores instituições e gestores integram o ranking benchmarking
Passaram pelo crivo Benchmarking (*) mais de 100 instituições brasileiras compartilhando a excelência das Boas Práticas de sustentabilidade. A metodologia de seleção dos cases é inovadora e exclusiva conferindo independência e credibilidade para definição do Ranking dos Melhores da Gestão Socioambiental Brasileira.

Nestes 07 anos de existência, o Programa construiu o maior Banco Digital de Boas Praticas socioambientais do país com aproximadamente 150 cases organizados em 10 temáticas gerenciais. Os cases selecionados são reconhecidos como práticas gerenciais de excelência que proporcionaram benefícios reais ao meio ambiente natural, comunidade e instituição adotante.

O BD congrega instituições dos 03 setores da economia e de todas as regiões do país. Para isto, o programa contou com participação de 65 especialistas do Brasil e outros países em sua comissão técnica e apoio de mais de 80 instituições representativas nacionais e internacionais.

Identificando e devolvendo a sociedade soluções inovadoras e práticas sustentáveis
O Programa tem por objetivo central identificar, reconhecer e compartilhar as boas práticas socioambientais. Para isto, reune os principais segmentos da sociedade e compartilha a excelência do conhecimento socioambiental aplicado. Tem a participação dos melhores especialistas e um formato inovador para identificar e apresentar a sociedade as melhores práticas de sustentabilidade.

Claudio Bruzzi Boechat, Coordenador do Centro de Estudos para a Sustentabilidade da Fundação Dom Cabral de Belo Horizonte/MG afirma a respeito do Programa Benchmarking "Nossa experiência como professor e pesquisador da Fundação Dom Cabral nos deu consciência da enorme necessidade do mundo empresarial brasileiro quanto às práticas promotoras de sustentabilidade. Ainda mais nos momentos dessa crise em que vemos se desmanchando empresas, economias de países e crenças. A plena difusão de conhecimento devidamente qualificado talvez seja a maior possibilidade que este Programa nos oferece!

Outra afirmação de credibilidade e reconhecimento ao programa Benchmarking vem do executivo Guido Petinelli, Vice Presidente da iLiv Tecnologias Integradas de Green Building e membro do Royal Architect Institute–Montreal/Canada: "Os mercados querem mudanças rápidas e profundas para práticas mais sustentáveis e os líderes empresariais começam a ver a sustentabilidade como um ativo a ser administrado, pela competitividade que proporcionam, e que portanto deve ser considerado nas estratégias de gestão de riscos. O papel do Programa Benchmarking Ambiental Brasileiro é incrivelmente importante por identificar e divulgar as melhores práticas, estimulo duplo para apoiar e estimular essa mudança."

Boas práticas e sustentabilidade - privilégio para poucos, benefícios para muitos
Esta dinâmica de atuação que garante avanços reais a sociedade só é possível graças as instituições e gestores Benchmarking que compartilham e alimentam o maior Banco de Boas Praticas Socioambientais do país. Por isto são rigorosamente selecionados e reconhecidos como referencias e exemplos a seguir. São instituições cidadãs que vão além: são adotantes e promotoras das boas práticas na sociedade.

Participar deste processo é fundamental para construção de sociedades sustentáveis, e, fazer parte do Ranking Benchmarking é colocar em pratica o discurso da sustentabilidade. Privilégio para poucos, benefícios para muitos.

As inscrições dos cases podem ser feitas pela internet até 10/07 no Hot site: www.benchmarkingbrasil.com.br

Mais Informações:
Kathellym Santos
kat@maisprojetos.com.br
www.benchmarkingbrasil.com.br
Fones: 55 11 3729-9005/ 3257-9660

Ver Boletim Completo, click aqui.

(*) Benchmarking é uma ferramenta de gestão que busca as melhores práticas que conduzem ao desempenho superior. Seu propósito é estimular e facilitar as mudanças organizacionais e a melhoria de desempenho das organizações através de um processo de aprendizado. (wikipedia)


MAIS Sustentável, Edição 01, 24/06/09

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Supermercados exigem auditoria sobre origem da carne

Além de terem suspendido a compra de carne bovina de 11 frigoríficos envolvidos em desmatamento, Pão de Açúcar, Carrefour e Wal-Mart solicitam um plano de auditoria independente que assegure a procedência dos produtos

As três maiores redes de supermercados do País - Pão de Açúcar, Carrefour e Wal-Mart - decidiram suspender, desde a semana passada, as compras de carne bovina de 11 frigoríficos envolvidos no desmatamento da Amazônia e que foram denunciados pelo Greenpeace e pelo Ministério Público do Estado do Pará. Entre as ações definidas pelas empresas, além da suspensão das compras estão a notificação dos frigoríficos e a exigência das Guias de Trânsito Animal anexadas às notas fiscais.

Como medida adicional, as três redes (que representam 38% do faturamento do setor supermercadista no Brasil) estão solicitando um plano de auditoria independente e de reconhecimento internacional que assegure que os produtos que comercializam não são procedentes de áreas de devastação.

O Wal-Mart já notificou seus fornecedores e está dando prazo de 30 dias para que as empresas apresentem planos de auditoria independente. Do total de carne comercializada mensalmente pela rede (4,5 mil toneladas), 12% eram provenientes do Pará.

"Este embargo não é definitivo. Vale até que se apresentem os primeiros planos de auditoria", destaca Daniela de Fiori, vice-presidente de assuntos corporativos e sustentabilidade do Wal-Mart. A rede também se comprometeu a não adquirir produtos de empresas que constem da lista do trabalho escravo do Ministério do Trabalho.

Ainda não foi criado um plano de comunicação para informar os consumidores sobre as medidas de suspensão de compra de carne produzida em área de desmatamento. "A médio prazo, a intenção é que se crie um processo para dar visibilidade", comenta Daniela.

O Carrefour informou que a decisão de suspender a compra da carne dessas regiões não provocou desabastecimento ou impacto nos preços do produto. Segundo a nota, a carne continua sendo identificada nas lojas da rede dentro dos padrões estabelecidos pelo Ministério da Agricultura, com etiquetas dos frigoríficos fornecedores.

Já o Grupo Pão de Açúcar adotou o programa Tear, com o objetivo de adotar melhores práticas de produção e comercialização de carnes, baseadas em políticas de respeito aos direitos trabalhistas e de preservação do meio ambiente.


Andrea Martins
Meio & Mensagem Online, 23/06/09

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Vendas: em cenário plural, seja singular

Expert em gestão de vendas, Jeffrey Thull abriu o Special Management Program, organizado pela HSM, falando da complexidade do ambiente no qual a venda se desenrola e o desafio de ajudar o cliente a decidir.

Jeffrey Thull está conduzindo o Special Management Program sobre Vendas Complexas, que acontece hoje, 23 de junho, e amanhã, em São Paulo. Ele deu início à sua primeira aula falando sobre a complexidade do ambiente atual: pluralidade de decisões, pessoas e perspectivas.

Explicou que há forças de mercado que empurram receitas e margens para baixo. De um lado, o aumento de complexidade em termos de tecnologias, processos, regulamentações e consolidação de fornecedores. De outro, há a tendência para a “comoditização” dos serviços e produtos e do conhecimento dos fornecedores. “No ambiente atual, há muitas empresas e pessoas fazendo a mesma coisa. Entretanto, fazer o esperado leva às decisões baseadas em preço”, diz.

Para ele, não devemos continuar pensando em vendas como algo que fazemos para outra pessoa: “Ao vender, você está orientando um processo decisório. Não é algo que você faz para alguém, mas com alguém. A venda é o resultado do processo”.

Thull questiona: “Seu cliente pode decidir sozinho? Se sim, mande-lhe um folder. Se ele precisa de expertise externa, ainda temos um emprego”. Assim, abriu caminho para falar das três fases fundamentais da venda: diagnóstico, formulação da solução e entrega de sucesso. “Até que ponto você oferece expertise em cada uma dessas três áreas?”, provoca.

Seja um recurso único
“A credibilidade esperada é o conhecimento sobre a sua empresa; a excepcional é o conhecimento do negócio do cliente”, destaca Thull. Para ser único para seu cliente, você deve criar relevância ao negócio do cliente e agir de modo a inspirar confiança na relação.

Thull salienta que é essencial que se explore a ausência de valor, isto é, que se deixe claro o que o cliente passa sem o seu produto ou serviço. “É importante, também, criar, junto com o cliente, um plano para alcançar o valor. Assim, acreditarão que o valor vai se realizar”.

O vendedor excepcional está atendo às lacunas de valor já no pré-venda, quando pode haver uma diferença entre o valor pelo qual queremos ser remunerados e quanto o cliente deseja pagar. “Se não ajudarmos o cliente a medir a ausência de valor no pré-venda, eles não poderão medir o valor recebido”, diz Thull, alertando para o descompasso do pós-venda: a diferença entre o que o cliente esperava obter e o que ele acredita ter recebido.

Pergunte certo, apresente menos
Uma venda na era da abordagem diagnóstica é resultado de perguntas que o diferenciem de seus concorrentes. a venda diferenciada pede perguntas que o cliente não saiba responder e que o levem à reflexão. Nesse sentido, ficaram no passado as apresentações padronizadas.

O vendedor deve evitar levar o cliente a se sentir insultado devido à sua falta de conhecimento. “Proteja a autoestima do seu cliente. Cumprimente-o pela sua expertise, em vez de dizer que ela não existe”, aconselha Thull. Assim, pergunte, por exemplo: “Os números que seus engenheiros apresentaram eram o que você esperava?” Se ele não havia pensado nisso, vai sentir-se feliz por ter feito a pergunta e o incluirá na solução.

Os três desafios de vendas são a decisão, a mudança e a entrega de valor. Para enfrentar o desafio da decisão, o questionamento do vendedor deve ser no sentido de descobrir a real natureza do problema, concentrando-se no presente. “Todo mundo está falando a mesma coisa, concentrando-se na solução pronta. Que tipo de orientação para tomar decisões você oferece a seu cliente?”

Mudar é arriscar-se
“O cliente não vai comprar até que o risco (ou a dor) de permanecer igual seja maior que o risco de mudar”, afirma Thull, que questiona: “Que suporte à gestão de mudanças você oferece ao seu cliente? Se você não ajudar, terá uma alta incidência de decisão nenhuma, isto é, de clientes que não compram nem de você, nem do concorrente”.

Uma vez que o cliente decidiu arriscar, a empresa fornecedora deve ajudá-lo a medir o valor que recebeu. A recomendação de Thull é que o vendedor liste as maneiras como sua solução afeta o cliente e os clientes do cliente. Ele dá o exemplo da indústria química que produzia um adesivo para placas de fórmica. Esse fornecedor descobriu que os compradores de móveis tinham problemas com mofo e desenvolveu, então, um adesivo que fosse resistente ao mofo. O cliente mudou o nome da placa de fórmica e aumentou seu preço; o fabricante do adesivo também aumentou o seu preço. “O concorrente pode copiar o produto? Sim, mas a probabilidade de se perder o cliente é baixa, porque ele percebe que é compreendido e que o fornecedor continua a lançar melhorias nos processos”, conclui o palestrante.

Os três desafios da terceira era das vendas são:
- 1º Desafio: Decisão
Normalmente, o cliente não conta com um processo de qualidade para tomar esse tipo de decisão.

- 2º Desafio: Mudança
Comprar envolve mudanças e mudanças envolvem riscos. O cliente não vai mudar/comprar até que o risco de permanecer igual seja maior que o risco de mudar.

- 3º Desafio: Valor
O cliente é incapaz de reconhecer o valor singular da solução que você oferece (pré-venda) e de determinar o valor que obteve com ela (pós-venda).


HSM Online, 23/06/09

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sexta-feira, 19 de junho de 2009

Iluminando os outros - Bodhisattva no metrô

Volto a publicar, depois de um longo período de pausa, compartilhando o vídeo abaixo. Vale a pena!



Para quem não sabe, veja em seguida a definição de Bodhisattva:

Segundo a Wikipedia, Bodhisattva é um termo do budismo que designa seres de sabedoria elevada, que seguem uma prática espiritual que visa a remover obstáculos e beneficiar todos os demais seres. A expressão significa, em tradução literal do sânscrito, "ser (sattva) de sabedoria (bodhi)".

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