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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Conceitos fundamentais que você precisa saber sobre plano de negócios

Ao pensar em empreendedorismo, logo vem à cabeça a ideia do plano de negócios. Isso acontece por uma razão muito simples, ao fazer o plano de negócios o empreendedor diminui muito os riscos de entrar nas temidas estatísticas de mortalidade de empresas.

O problema é que, apesar de existir muita informação disponível sobre como elaborar o plano de negócios, existem alguns mitos que perseguem os empreendedores na hora de escrever seu plano.

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quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Vamos educar nossas crianças para serem empreendedoras

Entediado na escola, fracassando nos estudos, descordando com colegas: Essa criança deve ser uma empreendedora, é o que diz Cameron Herold. No TEDxEdmoton, ele estimula a criação e educação que ajudará futuros empreendedores a amadurecerem - como crianças e adultos.



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terça-feira, 21 de setembro de 2010

Instituto Lojas Renner recebe selecina projetos de capacitação profissional e geração de renda para mulheres até 15/10

Instituto Lojas Renner recebe projetos de até R$ 60 mil, que contribuam para o empoderamento das mulheres a partir da capacitação profissional e da geração de renda para Seleção de Projetos Sociais 2010. O Edital é destinado às instituições privadas e sem fins econômicos.

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segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Empresa P, sustentabilidade G

Empresas de pequeno porte se mostram mais ágeis para implantar mudanças e terem respostas rápidas quando o assunto é sustentabilidade

É interessante observar o movimento migratório rumo à sustentabilidade. Vimos as companhias tatearem em busca de soluções, depois passamos a contar suas histórias de sucesso e agora vemos a instalação de novos padrões de consumo e exigências regulatórias, fazendo com que o mercado amadureça mais e mais.

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terça-feira, 7 de setembro de 2010

Iniciativa 2.0: para facilitar e inovar

Andrew McAfee aposta que a colaboração coletiva é capaz de criar soluções para que se extraia o melhor do trabalho do conhecimento

Em 2006, a revista MIT Sloan Management Review publicou uma série de artigos a respeito de como a tecnologia estava revolucionando a maneira de inovar. Um desses artigos foi assinado por Andrew McAfee, que cunhou, então, a expressão “Enterprise 2.0”. Pegou. Hoje, as pessoas costumam perguntar a McAfee: “Meu produto é 2.0?”. O conceito surgiu quando, finalmente, as tecnologias que eram consideradas novas – wikis e blogs, por exemplo– poderiam amarrar toda a empresa e facilitar o trabalho do conhecimento de maneira inédita.

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quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Programa de Patrocínios do Banco do Brasil recebe propostas até 8 de setembro

Está aberto o processo seletivo para definição de parte da programação de patrocínios do Banco do Brasil no ano de 2011.

O Banco define patrocínio como o “apoio financeiro concedido a projetos de iniciativas de terceiros, com o objetivo de divulgar atuação, fortalecer conceito, agregar valor à marca, incrementar vendas, gerar reconhecimento ou ampliar relacionamento do patrocinador com seus públicos de interesse”, e a tal conceito adiciona-se ainda a necessidade de que sejam oferecidas ao patrocinador contrapartidas tangíveis e/ou intangíveis.

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terça-feira, 10 de agosto de 2010

Sebrae prorroga inscrições para patrocínio de projetos para 15 de agosto

Participantes devem apresentar propostas que contribuam para estimular a competitividade das micro e pequenas empresas e para promover a produção e a difusão do conhecimento com ênfase no empreendedorismo

O Sebrae está com processo seletivo aberto para projetos a serem patrocinados no segundo semestre de 2010 e primeiro semestre de 2011. As inscrições podem ser realizadas até 15 de agosto de 2010, exclusivamente pelo Portal Sebrae (www.sebrae.com.br). Os projetos devem ter início entre 18 de outubro de 2010 e 30 de junho de 2011 e cada um poderá receber até R$ 250 mil de patrocínio.

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quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Instituto Endeavor e ABC investem em "Bota pra fazer"

Nova campanha do movimento tem empreendedores reconhecidos apresentando casos anônimos bem-sucedidos

O movimento "Bota Pra Fazer", iniciativa que nasceu da aliança entre o Instituto Endeavor e o Grupo ABC - que acaba de conquistar a conta global da organização - com objetivo de promover o empreendedorismo no Brasil, chega ao seu segundo ano com uma nova campanha desenvolvida com o apoio da agência Africa, responsável pela produção e veiculação das peças.

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quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Instituto HSBC promove Curso de Gestão para Empreendedores


Objetivo é contribuir para o desenvolvimento sustentável local

O Instituto HSBC Solidariedade, em parceria com a Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares da Fundação Getúlio Vargas, convida as instituições sem fins lucrativos, que se dedicam a fomentar projetos de geração de trabalho e renda, a participar do curso Gestão para Empreendimentos Populares, com o objetivo de fomentar o tema e contribuir para o desenvolvimento sustentável local.

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quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Samarco recebe projetos para seleção até 11 de outubro



Serão priorizadas atividades nos municípios onde a Samarco tem unidades de negócio

A empresa apoiará prioritariamente projetos e ações nas áreas de educação e de apoio a iniciativas de geração de renda e empreendedorismo, tendo como beneficiárias instituições públicas ou instituições da sociedade civil que atuam com finalidade pública. O objetivo geral é o desenvolvimento local integrado e sustentável entendido como desenvolvimento territorial ou de base, que indica a espacialização e a integração das intervenções como características básicas.

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terça-feira, 22 de setembro de 2009

Lilian Pacce, a jornalista que percebeu que sustentabilidade está na moda

O assunto moda sustentável ainda me parece um tema pouco abordado pelas grifes nacionais. Tirando algumas ações pontuais, como a criação de lojas “verdes” (assunto tratado aqui nesse post) ou a utilização de tecidos ecológicos em algumas peças, como faz a carioca Osklen, a aplicação da sustentabilidade, sobretudo no modo de produção das peças e em suas matérias-primas, ainda precisa de mais atenção por parte das marcas brasileiras.

Porém, se as grifes ainda não estão tão ligadas no tema, os jornalistas e entendidos no assunto estão, e já faz algum tempo. E um dos nomes mais respeitados nesse meio é o da jornalista Lilian Pacce.

Pioneira na campanha contra o uso de sacolas plásticas, a jornalista, a convite de Eduardo Jorge (secretário do Verde e do Meio Ambiente de São Paulo), foi curadora da exposição “Eu Não Sou de Plástico”, que contou com a participação de 120 grifes e estilistas renomados, que fizeram suas versões fashion para as já famosas ecobags. O resultado da exposição pode ser conferido no livro “Ecobags - Moda e Meio Ambiente”, idealizado pela própria Lilian.


E hoje, na loja das sandálias Ipanema, no Rio de Janeiro, acontece o lançamento de mais uma empreitada de Lilian no campo da moda ecológica: uma linha de sandálias feitas com cortiça reciclada, cujas tiras são também de borracha reciclada. As sandálias foram desenhadas pela própria jornalista, e trazem um trevinho aplicado na ponta.

Sorte pra você, Lilian!


Laís Andrade
Update Or Die, 22/09/09

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sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Prêmio Citi Melhores Microempreendimentos

Encerram-se em 10 de setembro as inscrições para o Prêmio Citi Melhores Microempreendimentos. Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip), Sociedades de Crédito ao Microempreendedor (SCM) e instituições financeiras ou organizações não-governamentais parceiras de instituições financeiras ou OSCIPs, que mantenham formalmente programa de concessão de microcrédito, podem inscrever microempreendimentos de sucesso.

A premiação destinará mais de R$ 50 mil em dinheiro a nove empreendedores em três categorias subdivididas por faturamento anual (até R$ 60 mil, de R$ 60 mil a R$ 120 mil e de R$ 120 mil a R$ 240 mil).

www.citi.com.br
responsabilidadesocioambiental@citi.com
(11) 4009-2004


Revista Filantropia On-line - nº211, 01/09/09

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A Samarco Mineração está com inscrições abertas para seleção pública de projetos sociais que tenham como foco a educação, a geração de renda e o empreendedorismo. As inscrições podem ser feitas até 11 de outubro. Os projetos selecionados receberão apoio da Samarco em 2010.

Podem se inscrever quaisquer organizações da sociedade civil, desde que legalmente constituídas e que não possuam fins lucrativos - além de órgãos públicos que atendem aos requisitos previstos no edital.

Podem se candidatar instituições do Espírito Santo e de Minas Gerais, localizadas em municípios onde a Samarco mantém unidades de negócios, ou nos municípios por onde passam os minerodutos.

Também podem participar os Comitês de Bacia Hidrográfica (CBHs) do Rio Piranga, Piracicaba e Doce (MG), Benevente e Itapemirim (ES).

As propostas devem ser enviadas para edital.projeto@samarco.com .

O edital completo está em www.samarco.com.


Fonte: Rets
ABCR, 03/09/09

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segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Sem Lei Rouanet, São Paulo ganha novo teatro de US$ 35 milhões e mais de 1400 lugares

Um novo teatro de 1.457 lugares e mais de 7 mil metros quadrados será inaugurado na primeira quinzena de setembro em São Paulo, dentro do shopping Bourbon

Batizado de Teatro Bradesco, o empreendimento feito em sociedade entre o banco, o grupo varejista gaúcho Záffari e a Opus Produções (produtora cultural), custou cerca de US$ 35 milhões. Segundo os investidores, os recursos usados na construção do teatro são 100% privados e não houve uso da lei Rouanet (incentivo fiscal).

Criado pelo mesmo grupo de arquitetos responsáveis pela reforma da Sala São Paulo, o teatro terá múltiplos usos, podendo abrigar concertos, óperas, balé, shows, musicais nacionais e internacionais e até pré-estreias de cinema.

- É um teatro capaz de receber as maiores produções nacionais e internacionais - garante o diretor da Opus, Carlos Conrad.

O palco tem 600 metros quadrados e um fosso de orquestra móvel - o primeiro deste tipo usado na América Latina. Varas motorizadas, instaladas uma a cada 30 cm em uma altura de 27 metros, permitem a troca rápida de cenários, além de possibilitar que vários espetáculos diferentes estejam em cartaz simultaneamente. Um elevador é capaz de trazer um carro ao palco.

- Projetamos o palco para que ele fornecesse toda a infraestrutura e tecnologia. É um teatro diferenciado, que não deve nada às melhores casas da Europa e dos Estados Unidos - afirma Ismael Soler, responsável pela arquitetura cênica.

Na coletiva de apresentação do teatro, realizada na manhã de terça-feira, os empreendedores não quiseram revelar qual espetáculo vai inaugurar a casa.

- Queremos fazer um soft open, testando a casa para nós mesmos - explicou Claudio Luis Záffari, diretor do Grupo Záffari.

Está previsto na programação, o musical “Hairspray” ( em cartaz no Rio, no Oi Casa Grande ), com Edson Celulari e direção de Miguel Falabella. A temporada paulista deve acontecer no final de 2009 ou início de 2010.

Os cantores Ney Matogrosso e Simone também devem estrear shows no novo teatro, que deve receber ainda uma companhia de balé russa.


Márcia Abos,
O Globo, 12/08/09

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domingo, 16 de agosto de 2009

SPVôlei projeta arrecadar R$ 4,5 milhões na temporada

Parceria entre a Federação Paulista de Volleyball (FPV) e a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) delega à J. Cocco Sport Marketing a administração e o marketing da modalidade no estado; Bandsports e Sportv podem dividir direitos de transmissão

Com o objetivo de manter um campeonato de alto nível e de difundir o esporte no interior do estado, a Federação Paulista de Volleyball (FPV), em parceria com a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) e com a J. Cocco Sport Marketing, criou o projeto SPVôlei. A iniciativa visa profissionalizar a administração e a gestão de marketing e regionalizar a modalidade no estado, para depois, em parceria com a CBV, replicar o modelo em outras federações.

"O Brasil vencer mais uma Olimpíada ou Mundial não é notícia. A notícia é se o Brasil perder. Como ir além das vitórias? É preciso regionalizar. O SPVôlei pretende consolidar o vôlei paulista criando um modelo para o Brasil. CBV tentará passar sua experiência de sucesso para as federações", conta José Cocco, presidente da J Cocco Sport Marketing, que a partir de agora cuidará da administração do esporte no estado.

A grande vitrine do projeto é o Super Paulistão 2009, que será disputado a partir deste mês por oito equipes tanto no masculino quanto no feminino, com craques como Giba, Gustavo, Serginho, Mari, Fofão e Sassá. No plano de marketing estão previstas cotas para naming rights dos dois torneios, além de propriedades de patrocínio nas arenas. "O campeonato tem potencial para arrecadar R$ 4,5 milhões, mas depende das negociações", pontua Cocco. Penalty, Playpiso, Mondo e Gatorade já são parceiros da FPV.

Uma possível novidade do torneio deste ano será a transmissão ao vivo em dois canais de TV por assinatura. A agência de Cocco negocia com Bandsports e Sportv, que exibiu o torneio nos últimos anos e tem o direito de preferência na renovação. No entanto, o canal da Globosat precisa cobrir a proposta do canal da família Saad - que já aceitou a divisão dos direitos.

Além da transmissão de 34 partidas ao vivo, contra 18 do Sportv, um fator importante dentro da proposta do Bandsports para os organizadores e patrocinadores é o compromisso do canal de chamar os times pelos nomes registrados na federação, ou seja, pelo nome dos patrocinadores. A relutância de alguns veículos de comunicação em chamar as equipes pelo nome dos patrocinadores é apontada por especialistas como um dos motivos para saída de investidores.

No primeiro semestre deste ano, por exemplo, uma série de equipes chegaram ao fim com o encerramento dos investimentos de empresas como Finasa, Brasil Telecom, Medley, Ulbra e Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul). A Unisul, por sinal, citou em comunicado oficial à época que a "decisão da emissora de televisão, exclusiva na transmissão dos jogos, de omitir o seu nome na identificação da equipe" foi um dos fatores para encerrar o apoio - leia mais sobre isso aqui -. A decisão sobre os direitos de transmissão deve sair nos próximos dias.

Dentro do plano de ação do SPVôlei está previsto ainda a a realização de rodadas duplas (com transmissão ao vivo de ambos os jogos) em cidades estratégicas do inteior para a difusão do esporte. Chamado de Fest Vôlei, a iniciativa terá clínicas de vôlei nas escolas, torneio intercolegial (SuperPaulistão Colegial de Vôlei), campeonatos abertos (SuperPaulistão Aberto de Vôlei) e seminários e palestras sobre marketing esportivo e gestão para o público local. Outras informações na próxima edição impressa de Meio&Mensagem que circulará com data de capa de 17 de agosto.

Confira as equipes que participarão do campeonato paulista:

Feminino
Apiv/Supricel/Amphpla (Piracicaba)
Blausiegel/São Caetano
Carmen Steffens/AFV
Osasco
Pinheiros/Mackenzie
São Bernardo
Taboão/UniÍtalo
Vôlei Futuro (Araçatuba)

Masculino
Climed/Atibaia
GAC Logistics/Santo André
Lupo/Náutico/Let´s (Araraquara)
Pinheiros/Sky
Santander/São Bernardo
Sesi/São Paulo
Ulbra/São Caetano
Vôlei Futuro (Araçatuba)


Fernando Murad
Meio & Mensagem Online, 10/08/09

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sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Caixa lança linha de crédito para microempreendedor

A Caixa Econômica Federal lançou uma linha de crédito para os trabalhadores autônomos que se inscreverem no programa de formalização do micro empreendedor individual

Cerca de 170 atividades foram classificadas até agora como de empreendedor individual. Entre elas, açougueiro, adestrador de animais, alfaiate, serralheiro, soldador, sorveteiro ambulante, tapeceiro, tatuador, taxista, tecelão e torneiro mecânico.

O programa já está disponível para trabalhadores de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Distrito Federal. O cronograma de implantação nos outros Estados ainda não foi divulgado pelo governo.

Crédito e juros
De acordo com o banco, esses clientes terão acesso a serviços como conta-corrente, cheque empresa Caixa (juro de 2,87% a.m), GiroCaixa Fácil (juro de 2,64% a.m) e cartão de crédito empresarial bandeira Visa.

Haverá um limite de crédito de até R$ 1.600,00 por cliente, de acordo com suas necessidades e capacidade de pagamento.

Está prevista também a concessão benefícios como isenção de tarifas e anuidade por 12 meses.

Programa
O trabalhador informal que aderir ao programa do micro empreendedor individual irá pagar uma contribuição mensal única, que varia de R$ 52,15 a R$ 57,15, de acordo com a sua área de atuação.

Em troca, poderá tirar um CNPJ e terá direito aos seguintes benefícios do INSS: salário-maternidade, auxílio-doença, aposentadoria por idade, aposentadoria por invalidez e sua família fica protegida com pensão por morte e auxílio-reclusão.

Podem fazer parte do programa os profissionais com renda mensal de até R$ 3.000 (R$ 36 mil por ano). A expectativa do governo é atrair também profissionais como feirantes, camelôs, vendedores ambulantes, manicures, cabeleireiros e eletricistas.

Como fazer
O processo de formalização é gratuito e pode ser feito somente pela internet, no Portal do Empreendedor.

No site, o empresário individual obterá, no ato da formalização, o seu CNPJ, seu cadastro na Junta Comercial e sua inscrição no INSS.

Não podem optar pelo programa os profissionais que possuem mais de uma empresa. Outra limitação é que o trabalhador pode ter, no máximo, um empregado contratado.


Eduardo Cucolo
Folha Online, 06/08/09

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quarta-feira, 8 de julho de 2009

Inovação ou extinção

A era atual pede a formação de empreendedores responsáveis
Na foto, sede da Team Academy, em Jyväskylä, na Finlândia


As mudanças globais estão aceleradas em todos os campos e já não basta compreender o passado e assimilar informações consolidadas para se preparar para o futuro. É preciso saber lidar com o inesperado, com o novo, e aprimorar a capacidade de resposta para enfrentar os desafios atuais. Assim, escolas e cursos de empreendedorismo inovador ganham destaque em vários países, inclusive no Brasil.

Iniciativas como o Instituto Endeavor, o Pioneers of Change, o Kaos Pilot e a Team Academy estão formando profissionais não mais para se encaixar nos modelos de empreendimentos conhecidos, mas para forjar novas maneiras de interagir e gerar negócios que sejam benéficos para toda a humanidade, considerando os aspectos sociais, culturais e ecológicos, além dos econômicos.

Elas já nascem conscientes da interligação entre as áreas e difundem o conceito de cidadãos do mundo entre seus participantes. Além disso, empregam novas formas de ensinar, pelas quais a autonomia e a coparticipação de todos os envolvidos são a base de sua metodologia. Ao contrário do ensino formal, não se centram em dar respostas, mas em aprimorar a capacidade de indagar e investigar, considerando o processo de aprendizagem uma responsabilidade de todos. O diálogo é constante e as tomadas de decisão são conjuntas. Também não separam o saber do fazer, mas usam a experimentação e o “mãos na massa” como prática rotineira.

O Pioneers of Change, por exemplo, foi fundado por pessoas de 16 países, funciona como uma rede mundial de aprendizado e tem como princípios: ser você mesmo; fazer o que importa; começar agora; engajar-se com outros; e nunca parar de fazer perguntas. O Endeavor, por sua vez, promove os encontros “Bota pra Fazer”, durante os quais divulga exemplos inspiradores de ações possíveis. Esse instituto seleciona e dá apoio personalizado a empreendedores inovadores.

Já o Kaos Pilot e a Team Academy reúnem equipes multidisciplinares na execução de projetos locais e internacionais. Ambos são programas reconhecidos de ensino superior em seus países de origem, Dinamarca e Finlândia, respectivamente. Embora funcionem sem salas de aula ou professores. Eles utilizam o sistema de tutores para orientar seus estudantes. Na Team Academy, essa proposta é reforçada por um contrato pessoal de aprendizado. Com esse documento, o participante avalia seu estágio atual e aonde quer chegar, firmando consigo mesmo metas pessoais. Ali, os projetos funcionam como empresas juniores, com gastos, ganhos e impostos recolhidos normalmente.

Fazer junto
Na base dessas experiências está uma nova visão que aposta, sobretudo, na capacidade de criação conjunta. “Partindo da valorização de cada indivíduo e dos sonhos que eles trazem consigo, preparam-se pessoas capazes de construir seu futuro”, explica Marcus Colasino, um dos pioneiros em empreendedorismo e inovação no Brasil, discípulo de Fernando Dolabela, criador da pedagogia empreendedora e da Oficina do Empreendedor já nos anos 1990.

Suas diretrizes consideram que as necessidades do presente pedem, sobretudo, uma ágil e eficaz capacidade de combinar elementos e tomar decisões acertadas. “O pensamento estrategista migra cada vez mais de um modelo como o do xadrez – com avaliação demorada de todas as peças, dos movimentos e suas consequências – para o de um jogador de videogame”, descreve Hélio Mattar, presidente do Instituto Akatu pelo Consumo Consciente. “É preciso analisar vários elementos simultaneamente e aprimorar a percepção para escolhas rápidas. As pessoas estão hiperconectadas e hipersensíveis e respondem com hipervelocidade também em relação às informações que recebem”, observa o executivo.

O Akatu apurou que os consumidores hoje entendem que as empresas existem para melhorar a sociedade e o meio ambiente e 84% querem uma ação rápida nesse sentido. Caminhos para empreender com êxito, de forma responsável e com boa velocidade podem ser encontrados mais facilmente com muitas cabeças pensando juntas. “Coletivamente, somos mais inteligentes”, observa Tatiana Sansone Soster, do Fórum de Inovação da Fundação Getulio Vargas de São Paulo (FGV-SP). Assim, essas novas escolas utilizam, em lugar de aulas expositivas, reuniões e rodas de diálogo para planejamento, troca de informações e experiências e avaliações conjuntas.

Na Team Academy, até mesmo a bibliografia é definida pelas equipes, conforme o projeto abraçado. Cada livro lido conta pontos no currículo e é apresentado a todo o grupo, ou para vários times, no formato escolhido pelo seu leitor: escrita, oral, artística ou multimídia. Nesta escola, também há um empenho constante em simplificar procedimentos e ferramentas utilizadas. As diretrizes abraçadas são: desafiar o processo; inspirar uma visão comum; capacitar e permitir a ação do outro; moldar um caminho (dar o exemplo); e encorajar o coração (celebrar).

Balanço razão e emoção
O cuidado com os sentimentos de todos é uma premissa para gerar resultados mais eficientes e sustentáveis, segundo as práticas experimentadas. Essas novas escolas buscam construir um interesse genuíno pelo outro e por fazer junto, dando espaço para expressão das emoções.

“Certa vez, uma integrante de nossa equipe comunicou que ia sair, pois se sentia sobrecarregada. Outras pessoas disseram se sentir da mesma forma. Estávamos perto das férias de verão e elas teriam que passar a folga trabalhando, já que o projeto lhes colocava muitas tarefas”, contou Sanna Tossavaineu, recém-formada pela Team Academy. “Isso poderia ter sido uma grave crise e fazer nosso projeto desandar. Mas pensamos como uma equipe e buscamos um jeito de resolver a situação. Fizemos pequenos mutirões, todos executando as tarefas de cada pessoa, em conjunto numa mesma data, até que todo mundo tivesse condições de tirar as férias sem problemas”, continuou a nova empreendedora.

Sanna fala com entusiasmo do tempo que passou na Team Academy e diz que o principal lá é aprender um com o outro, expressar o que sente e enfrentar juntos os joy challenges (algo como “desafios que nos alegram”, termo empregado pela escola que utiliza muito humor em toda a sua dinâmica). “O ser humano tem emoção e fragilidades. Quando as expõe e as pessoas estão lá pra ajudar, tudo fica mais fácil”, comenta Tatiana S. Soster. “Estamos num tempo de modificar modelos mentais, privilegiando o engajamento pelo coletivo e o acolhimento das diferenças, deixando de lado o individualismo que coloca todos sob ameaça no planeta”, completa Sanna Tossavaineu.

Neuza Árbocz (Envolverde), Edição de Benjamin S. Gonçalves (Instituto Ethos)
Ethos, 07/07/09

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domingo, 8 de fevereiro de 2009

Projeto de R$ 14 milhões quer promover Brasil como pólo exportador de TI

Reportagem do jornal Valor Econômico informa que valor será investido ao longo de 24 meses.

Conforme COMPUTERWORLD adiantou, a Brasscom (Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação) e a Apex (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) para fortalecer a imagem do Brasil como exportador de TI.

Nos próximos dois anos, serão investidos 14 milhões de reais para promover o País no exterior, de acordo com reportagem publicada no jornal Valor Econômico nesta segunda-feira (26/01). Metade dos recursos virá da Apex e o restante caberá à Brasscom.

O projeto prevê a contratação de uma agência de relações públicas internacional, além de campanhas publicitárias, promoção de seminários e estudos de mercado.


COMPUTERWORLD, 26/01/09

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quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Projetos do Sebrae apóiam lan houses brasileiras

Site da Campus Party: maior encontro mundial de internet ocorre em São Paulo até o próximo domingo (25), no Centro Imigrantes
Ações buscam incentivar a formalização e a melhoria na gestão desses negócios, estimulando a cidadania e o empreendedorismo


Estima-se que existam mais de 90 mil lan houses no Brasil. É por meio desses estabelecimentos que mais da metade da população brasileira têm acesso à internet. Porém, acredita-se que mais de 95% dessas lan houses atuem na informalidade. Para reverter o quadro, com o estímulo à formalização, e contribuir para que este tipo de comércio se torne um aliado da cidadania, o Sebrae pretende realizar uma atuação cada vez mais forte e específica junto ao segmento.

O Sebrae participa da Campus Party, evento de inclusão digital inaugurado nesta segunda-feira (19) e que prossegue até o próximo domingo (25), em São Paulo, no Centro Imigrantes. Entre os destaques da programação está o Encontro Nacional de Lan Houses. A Instituição vai realizar um mapeamento das lan houses no Brasil.

Na sexta-feira (23), às 15 horas, André Spínola, analista da Unidade de Políticas Públicas do Sebrae Nacional, falará sobre legalização e tratará de temas como Lei Geral da Micro e Pequena Empresa e a recém criada figura do Microempreendedor Individual (MEI).

Em 2008, por meio de uma Chamada Nacional de Projetos Finalísticos do setor de Comércio Varejista e do setor de Serviços do Sebrae Nacional, foram aprovados cinco projetos de apoio a lan houses nos estados de Goiás, Ceará, Rio de Janeiro, Pará e Sergipe.

Hoje, há mais de 160 empresas atendidas diretamente por estes projetos, além de muitas outras que serão beneficiadas indiretamente por eventos, palestras e outras ações resultantes. O segmento de lan house foi um dos 11 do setor de serviços apoiados pela chamada pública. A coordenação destes projetos se dá pela Unidade de Atendimento Coletivo Comércio e Serviços do Sebrae Nacional, dentro da carteira de projetos de Serviços, por meio das coordenadoras nacionais Karen Sitta e Márcia Darós.

“Com essa iniciativa o Sebrae procurou atuar de forma mais intensa em alguns segmentos, assim como o das lan houses, contribuindo ainda mais com o fortalecimento e a sustentabilidade destes empreendimentos”, explica Karen Sitta.

As ações nos estados são programadas de acordo com as peculiaridades e desigualdades regionais refletidas no segmento. Em Goiás, o Sebrae identificou que a maioria das lan houses comercializa algum produto gastronômico como valor agregado ao negócio principal. A partir daí, elaborou-se o curso ‘Gastronomia em Lan Houses’, para que os empresários do ramo cumpram as exigências da Vigilância Sanitária e cuidem da higienização relacionada ao uso de computadores e ao local.

No Ceará, o projeto prevê ações de tecnologia, acesso ao crédito e consultorias gerenciais. No Rio de Janeiro, há foco na inclusão digital, em ações socioambientais e em práticas de eficiência energética. No Pará, o Sebrae realizou um Diagnóstico de Dados dos empreendimentos na cidade de Marabá, com ações de incentivo a formalização. Em Sergipe, já aconteceu o II Encontro Setorial de Lan House, entre muitas outras ações.

Educação a distância
Segundo Karen Sitta, o Sebrae pretende ampliar ações de educação a distância no segmento e focar em questões prioritárias junto aos proprietários de lan houses, como a formalização e a gestão dos negócios, reforçando que estes empreendimentos não são apenas espaços para acesso à internet mas um importante caminho para a Inclusão Digital e merecem atenção.

Para Karen, a informalidade traz uma série de obstáculos para quem mantém esse tipo de negócio. “Sem a formalização, esses empresários enfrentam a falta de crédito e problemas na aquisição de licenças para os computadores, contribuindo para a pirataria. Deixam de ser uma ferramenta de geração de conhecimento e transformação socioambiental.”, lista Karen.

A analista técnica diz que para o Sebrae as lan houses constituem um segmento de grande importância, por exemplo, no fomento do empreendedorismo, na educação empresarial e na universalização da tecnologia.

Ela conta que grandes empresas e universidades já realizam parcerias com as lan houses, como um serviço diferenciado para alunos e funcionários, incentivando e proporcionando a realização de cursos a distância e pesquisas. “É importante que estes micro e pequenos empreendimentos estejam preparados para fechar parcerias com grandes empresas”, diz Karen.

“Em muitas cidades, em especial no interior do País, onde a oferta de banda larga e o acesso à internet é limitado, as lan houses são os lugares procurados pelos jovens que não têm condições de pagar por uma conexão própria ou que não possuem computador, mas não querem ficar longe da internet e do mundo digital,", afirma Karen Sitta.

Serviço:
Agência Sebrae de Notícias - (61) 3348-7138 e 2107-9362
www.agenciasebrae.com.br
Campus Party - de 19 a 25 de janeiro, no Centro Imigrantes, na cidade de São Paulo
www.campus-party.com.br


Marcelo Araújo
Agência Sebrae de Notícias, 20/01/09

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segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Mulheres lideram projetos inovadores no país

Cátia Jourdan, depois do MBA, assumiu a gerência da Incubadora Social de Comunidades do Instituto Gênesis, da PUC, no Rio de Janeiro
Foto Leo Pinheiro/Valor

A executiva Cátia Jourdan tirou o salto e subiu o morro. Antes de ser gerente da Incubadora Social de Comunidades do Instituto Gênesis, da PUC-RJ, a formação como psicóloga a ajudou a atender novos empreendedores no Morro do Pereirão, no Rio Janeiro. Ao mesmo tempo, para adquirir mais habilidades na área de negócios, cumpriu um MBA em administração. "Minha meta era melhorar a auto-estima das empresas, alavancar oportunidades de trabalho e afinar a relação delas com a população carente do entorno". Graças ao seu trabalho, assumiu a gerência da instituição, em 2006.

As incubadoras oferecem apoio gerencial e técnico para micro e pequenas empresas interessadas em desenvolver novos projetos. Hoje, o Instituto Gênesis abriga três delas, todas gerenciadas por executivas. A unidade de Cátia tem quatro empreendimentos incubados e dois a caminho. Em 2009, graças a um aporte de US$ 150 mil do Banco Mundial, vai montar na Vila Parque da Cidade, no bairro da Gávea, um centro de tecnologia com dez computadores, acesso à internet e uma cozinha-escola. "Vamos desenvolver in loco o potencial empreendedor dos habitantes do lugar."

Sem saber, Cátia faz parte de um movimento observado na área do empreendedorismo inovador no Brasil. Uma pesquisa realizada no segundo semestre deste ano constatou que as mulheres estão tomando conta dos cargos de chefia de incubadoras e parques tecnológicos no país- uma área tradicionalmente masculina. Hoje, 48,6% dos parques e incubadoras são liderados por executivas.

O estudo "Mulheres Empreendedoras: Gênero e Trabalho nas Incubadoras de Empresas e Parques Tecnológicos" foi realizado pela Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec), em parceria com a Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares da Universidade Federal do Rio de Janeiro (ITCP/UFRJ). O Brasil tem 400 incubadoras e parques que geram 33 mil empregos e abrigam mais de 6 mil companhias.

"O levantamento retrata transformações ocorridas na sociedade brasileira nas três últimas décadas, em relação à inserção das mulheres no mercado de trabalho", aponta o coordenador da pesquisa, Gonçalo Guimarães. A análise mostrou que mais de 40% das profissionais da área de inovação têm de 26 a 35 anos, 50% delas são pós-graduadas e conseguiram um nível de escolaridade melhor do que o que viam dentro de casa: mais de 30% declararam que suas mães só concluíram o primeiro grau.

Os dados mostraram também que 41,8% das profissionais são casadas, 48,1% são mães e 51,9% não têm filhos. "Há relatos de perda de emprego por causa da família", comenta o antropólogo e pesquisador Marcelo Ramos, consultor da Anprotec para a realização do estudo.

Segundo Ramos, os números constroem um cenário pouco comum para os padrões de inserção da mulher no ambiente produtivo. "Pesquisas mostram que na faixa etária de 30 a 40 anos, quando elas se tornam mães ou estão criando os filhos, há uma queda de participação no mercado de trabalho. Em campos tradicionalmente masculinos, o número de executivas nos cargos diretivos era, até pouco tempo atrás, inexpressivo", diz. "Foi surpreendente encontrar esse volume de mulheres jovens ocupando posições de coordenação e direção."

Embora batam cartão em áreas de ponta do empreendedorismo, as pesquisadas também se deparam com algumas ilhas de atraso. De cem entrevistadas, 45% afirmaram ter sofrido ou presenciado algum tipo de preconceito relativo à idade ou pelo simples fato de serem mulheres. "Mesmo com um alto nível de formação e de ocuparem cargos de direção, 50,7% das pesquisadas dizem que, com a mesma escolaridade e funções, ganham menos que os colegas homens". Entre as entrevistadas, apenas 17% do total recebem salários acima de R$ 2,5 mil.

Para Henry Etzkowitz, professor de gestão da inovação da Universidade de Newcastle, na Inglaterra, a mulher tem trocado a vida acadêmica por outras atividades. Etzkowitz coordena o projeto "As Mulheres na Inovação, Ciência e Tecnologia na Inglaterra", que estuda o comportamento de pesquisadoras e cientistas no setor.

Em visita ao Brasil, o especialista afirma que a necessidade de anos de estudo e a demanda por produção científica batem de frente com o período fértil da mulher. "O sistema caminha no sentido contrário ao relógio biológico feminino", diz. Etzkowitz acredita que exigências como a mudança ou a permanência em uma cidade ou país para a realização de mestrados e doutorados são pontos limitadores da presença da mulher no meio acadêmico.

Para ele, a diminuição da participação feminina na ciência pode estar relacionada com o crescimento da quantidade de mulheres no setor do empreendedorismo inovador. "Elas mostram habilidades como articulação e socialização, que lhes garantem vantagens nesse campo."

Em Belém (PA), a engenheira civil e mestre em engenharia de produção Verônica Nagata não reclama da dupla jornada. Além de ser coordenadora da Rede de Incubadoras de Tecnologia (RITU) da Universidade do Estado do Pará (UEPA), ensina empreendedorismo e gestão da qualidade para alunos da graduação e pós-graduação da instituição.

Casada, com uma filha, coordena a incubadora desde 2002. Antes, era responsável pela área de engenharia de produção da rede, que tem 11 empresas incubadas e oito em período de pré-incubação- cinco já foram graduadas. A presença feminina fala alto entre os negócios da unidade paraense: 54,5% das empresas também são chefiadas por mulheres.

Entre as companhias supervisionadas por Verônica, a Coopsai desenvolve brinquedos educativos a partir de madeira reaproveitada para crianças de três a 12 anos, enquanto a Mamma Di Mais, especializada em tecnologia de alimentos, cria massas utilizando elementos da culinária amazônica, como o jambu e o açaí.

Em Florianópolis (SC), a coordenadora da incubadora Micro Distrito Industrial de Informática (MIDI), Jamile Marques, já tem uma longa história no centro que dirige. "Em dez anos de atuação da incubadora, já graduamos 41 empresas". Administradora e mestranda em gestão da inovação, Jamile é casada, tem dois filhos e cuida da incubadora desde 2004. Ex-executiva da Kodak, mantém 13 companhias incubadas e vai receber mais duas em breve. "Mais de 90% das empresas graduadas aqui obtiveram sucesso no mercado, um número superior à média nacional dos negócios que passam por incubadoras, que é de 80%", comemora.

É o caso da Pixeon, que deixou o MIDI em 2005. Especializada no desenvolvimento de produtos para o setor hospitalar, criou um sistema que faz o armazenamento, interpretação, distribuição e gerenciamento de exames médicos em formato digital. Segundo Jamile, a Pixeon cresceu mais de 250% em 2007. No último ano, o faturamento da empresa saltou de R$ 550 mil para R$ 1,4 milhão e a previsão para 2008 é chegar a R$ 2,1 milhões.

Para o professor Geraldo Borin, coordenador do curso de empreendedorismo e gestão da PUC-SP, a participação feminina na área da inovação é uma conseqüência natural do avanço da mulher no mercado de trabalho. No curso coordenado por Borin, que já formou 200 alunos em quatro anos, 50% dos diplomados são mulheres e a maioria tem entre 25 e 35 anos.

Segundo ele, para gerenciar uma incubadora, o profissional, independentemente do sexo, deve possuir bom conhecimento sobre negócios, ter vivência em processos administrativos da atividade de incubação, além de conhecer novas tecnologias e a legislação dos segmentos onde irá atuar. "Frente a um empreendimento, as mulheres revelam uma percepção mais intuitiva da viabilidade econômica das empresas, enquanto os homens são inclinados a elaborar planos financeiros mais técnicos."

De acordo com Jamile Marques, da incubadora MIDI, de Santa Catarina, o setor de tecnologia ainda é dominado pelos homens, mas é notório o crescimento da ocupação feminina nas empresas da área, principalmente nos postos gerenciais. "Já temos incubadas em Florianópolis onde as mulheres são a maioria do capital humano", garante a executiva.


Jacílio Saraiva, Para o Valor, de São Paulo
Valor Online, 15/12/08

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