Mostrando postagens com marcador Fundações. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Fundações. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

5º Encontro da APF destaca parcerias e avanço da filantropia global

Foto Thiago Castro/divulgação

Entre os palestrantes convidados estavam o CEO e presidente do Council on Foundations (COF), Steven Craig Gunderson, e Marcos Kisil, diretor presidente do IDIS e diretor superintendente da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal.

Emmett D. Carson, CEO e presidente da Silicon Valley Community Foundation, Rahul K. Bhardwaj, CEO e presidente da Toronto Community Foundation, e Lúcia Gomes Vieira Dellagnelo, coordenadora geral do Instituto Comunitário Grande Florianópolis, foram os outros palestrantes convidados. O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, prestigiou o evento, no qual foi lançado o prêmio que homenageia seu pai, o médico e educador Pedro Kassab, falecido em 2009.

Na abertura, o presidente da Comissão Organizadora, Eduardo Sancho – da Fundação Jean-Yves Neveux –, lembrou que a APF foi aceita recentemente como membro do COF, tornando-se a única instituição sul-americana a integrar este conselho. O Council on Foundations é a maior organização mundial do gênero, reunindo cerca de 2 mil fundações americanas e 65 instituições de outros países.

Crise americana lançou desafio
Em sua palestra, Steven Gunderson abordou o tema Filantropia no Século 21 – Temos um Mundo Inteiramente Novo!. O presidente do COF falou sobre as mudanças na atuação das organizações. “No passado, os setores público, privado e filantrópico trabalhavam separadamente em suas respectivas listas de prioridades. Nesta nova era de parcerias, estamos trabalhando não apenas lado a lado, mas juntos”, disse. “Durante a crise americana, a filantropia foi desafiada por Barack Obama a trazer inovações para dar solução a antigos problemas sociais. Hoje, somos reconhecidos pelo presidente como fonte de soluções novas e criativas para o setor social.”

Mais...

sexta-feira, 26 de março de 2010

Edital de apoio a projetos da Fundação O Boticário aberto até 31 de março

O Apoio a Projetos da Fundação O Boticário, por meio dos editais semestrais, patrocina projetos que contribuam efetivamente para a conservação da natureza no Brasil, apoiando ações nas seguintes linhas temáticas:
. Conservação de espécies e comunidades silvestres em ecossistemas naturais;
. Políticas voltadas à conservação de ecossistemas naturais;
. Regeneração de ecossistemas naturais;
. Prevenção ou controle de espécies invasoras;
. Criação ou manejo de unidades de conservação; e,
. Pesquisa sobre vulnerabilidade, impacto e adaptação de espécies e ecossistemas às mudanças climáticas.

Mais...

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Fundações e seu percentual de investimento


Em minhas últimas discussões, tenho focado no que em inglês chamamos de “payout”, o percentual mínimo que uma fundação privada investe do total de seu patrimônio, e a perpetuação como um modelo legítimo para a filantropia organizada. Ter à mão diversos modelos consistentes é importante se você concorda que filantropia é, essencialmente, a captação voluntária da riqueza privada para o benefício público.

Mais...

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Fundação José Sarney encerrará atividades por falta de verba

Alegando falta de dinheiro, a Fundação José Sarney irá encerrar suas atividades no Maranhão. A decisão do Conselho Curador - do qual o senador José Sarney é um dos integrantes - foi confirmada nesta segunda-feira pela assessoria do presidente do Senado.

Mais...

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Guia para fundações e institutos empresariais entra em audiência pública

O Instituto Brasileiro de Governança Corporativa e o GIFE disponibilizaram para consulta pública uma versão preliminar do primeiro Guia de Melhores Práticas de Governança para Fundações e Institutos Empresariais. O documento, que receberá contribuições até o dia 8 de outubro, dará subsídios instrumentais aos dirigentes dessas organizações para uma gestão mais eficaz.

O guia entende que fundações e institutos empresariais são entidades sem fins lucrativos mantidas por empresas ou seus acionistas, para execução direta ou apoio a projetos voltados especificamente ao interesse público.

"A participação via consulta pública permite que mais pessoas possam enriquecer a publicação. Além de melhorar e legitimar o texto do guia, esse processo também ajuda a provocar reflexão e fomentar as discussões sobre governança nas fundações e institutos empresariais, de forma que o lançamento seja mais efetivo", explica o gerente institucional do GIFE, Eleno Gonçalves.

Segundo o advogado especialista em terceiro setor, Eduardo Szazi, a governança é, hoje, instrumento essencial para a formação da reputação de uma entidade e afeta diretamente sua capacidade de atração de recursos e retenção de talentos. “Quanto melhor ela for, melhor sua reputação e maiores as chances de ampliar seu leque de parceiros, colaboradores e financiadores”, afirma o advogado, também consultor técnico do documento.

Governança, em sentido amplo, é o sistema pelo qual as organizações são dirigidas, monitoradas e incentivadas, envolvendo os relacionamentos entre conselho, equipe executiva, e demais órgãos de controle. O que o guia faz é, no fim, converter os princípios em recomendações objetivas, alinhando interesses com a finalidade de preservar a reputação da organização e otimizar seu valor social.

Para que isso faça sentido, as boas práticas de governança se sustentam de quatro princípios: a transparência, que não deve se restringir ao econômico-financeiro, mas também os demais fatores (mesmo os intangíveis que norteiam a ação gerencial; a equidade, o tratamento igual a todas as partes interessadas; a accountability, o prestar contas das ações, assumindo integralmente suas consequências e; reponsabilidade, quando o agente de governança zela pela sustentabilidade da organização.

Patrocinado pelas fundações Odebrecht e Banco do Brasil, além do Instituto Camargo Corrêa, o documento está didaticamente dividido em nove capítulos. Nos últimos sete, o leitor poderá encontrar todas as informações necessárias para uma boa gestão, como código de conduta, conflito de interesses, titularidade e formação de conselhos.

As contribuições podem ser encaminhadas até o dia 8 de outubro para o e-mail cleber.tavares@ibgc.org.br, contendo: (i) a identificação do trecho (página e item); (ii) redação sugerida; e (iii) explicação dos motivos e sugestão.

Para consultar o documento em audiência pública, clique aqui.


Rodrigo Zavala
redeGIFE Online, 28/09/09

Mais...

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Fundo Global oferece recursos para projetos

O Fundo Global para Fundações Comunitárias, uma iniciativa do Banco Mundial, Fundação Ford, WINGS (Worldwide Initiatives for Grantmaker Support) e Fundação Charles Stewart Mott, convida organizações a enviarem cartas de apresentação (letters of intent) para fazer parte dos projetos selecionados para concorrer aos recursos ainda no ano de 2009. Até 7 de agosto de 2009.

Os recursos serão destinados às seguintes áreas:
. Suporte à capacidade de construção e experimentação entre uma fundação comunitária, instituições filantrópicas locais e novas iniciativas.
. Promoção de relacionamentos colaborativos e o fortalecimento de redes de fundações comunitárias e outras instituições filantrópicas, nacional, regional e internacionalmente.

O Fundo possui dois passos para o processo de inscrição. A data limite para o envio da carta de apresentação (letter of intent) é dia 7 de agosto de 2009. As organizações convidadas a submeter a apresentação completa sobre o seu projeto serão avisadas até o dia 30 de setembro.

Além das áreas supracitadas, o Fundo também busca programas que dêem suporte e promovam pesquisas e ações de desenvolvimento de políticas públicas, advocacy, e caminhos de estreitamento entre fundações comunitárias, investidores sociais locais, governos e instituições internacional de financiamento, para promover desenvolvimento local. Para estes casos, não há data limite para envio e o fundo diz que propostas serão bem-vindas.

Para mais informações, acesse o site do Fundo Global. Em casa de dúvidas, mande um e-mail para link para e-mail info@wings-globalfund.org .


Fonte: Gife
ABCR, 23/07/09

Mais...

domingo, 5 de julho de 2009

Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social divulga número de inscritos

Todas as unidades da federação, incluindo o Distrito Federal, têm tecnologias sociais inscritas no concurso
Foto Fundação BB


As 325 propostas relacionadas à educação, inscritas na edição 2009 do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social, representam o maior número de inscrições por tema do concurso. A área vem seguida por renda (113), meio ambiente (108) e saúde (65). Água e alimentação concorrem com 31 projetos inscritos, cada uma, enquanto habitação e energia receberam, respectivamente, 17 e 5 propostas.

Todas as unidades da federação, incluindo o Distrito Federal, têm tecnologias sociais inscritas no concurso. O estado de São Paulo, com 165 inscrições, tem o maior número de projetos inscritos, seguido por Rio Grande do Sul (73), Minas Gerais (57), Rio de Janeiro (44) e Paraná (43). Roraima e Sergipe, respectivamente com 2 e 3 propostas, detém o menor número de inscrições.

Na distribuição do número de inscrições pelas regiões do país, o destaque ficou com a região Norte, com 73 inscrições: Acre (6), Amapá (11), Amazonas (17), Pará (20), Rondônia (6), Roraima (2) e Tocantins (11). A região Centro-Oeste concorre com 76 propostas, o Nordeste com 126, o Sul com 139 e a região Sudeste, com 282.

"A região Norte é estratégica e foi feito um intenso trabalho de divulgação para aumentar, em no mínimo 10%, a participação desses estados no Prêmio. Como o aumento foi de 62% com relação a edição 2007, quando tivemos 45 propostas, o resultado de 2009 superou nossa expectiva", explica Terezinha Martins, assessora da área de articulação de parcerias da Fundação Banco do Brasil, responsável pelo Prêmio.

No total, o Prêmio recebeu 695 propostas. Nas edições anteriores da premiação foram recebidas 782 em 2007, 636 inscrições em 2005, 634 em 2003 e 523 propostas em 2001.

Objetivos
O Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social tem como objetivos identificar, certificar, premiar e difundir tecnologias sociais - conceito que compreende produtos, técnicas ou metodologias reaplicáveis, desenvolvidas na interação com a comunidade, que representem soluções efetivas de transformação social.

Na edição 2009 as novidades são o lançamento das categorias "Participação das mulheres na gestão de projetos sociais" e "Direitos da criança e do adolescente e protagonismo juvenil". As tradicionais permanecem elegendo uma proposta em cada região do país.

Etapas
O prêmio é dividido em três etapas. Todas as inscrições participam da primeira, a certificação.

As certificadas, além de concorrer à etapa seguinte, de seleção, passam a integrar o Banco de Tecnologias Sociais (BTS) e recebem o Certificado de Tecnologia Social conferido pela Fundação Banco do Brasil, Unesco e Petrobras. Em 2007, 120 inscrições foram certificadas. Em 2005, 113 tecnologias sociais foram certificadas e na de 2003 esse número atingiu 96 ações. Em 2001, foram feitas 128 certificações. Atualmente, existem no BTS 451 tecnologias sociais.

O resultado será conhecido em novembro e as oito instituições vencedoras receberão R$ 50 mil, cada, para utilizar em atividades de expansão, aperfeiçoamento ou reaplicação da tecnologia social vencedora.

O Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social tem como parceiros a Petrobras, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e a KPMG Auditores Independentes.


Cláudia Moreira de Souza
Fundação Banco do Brasil, 02/06/09

Mais...

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Livro relata experiências de financiamento social internacional no nordeste

A Fundação W. K. Kellogg e a Editora Peirópolis lançam, no próximo dia 29 de junho, a obra “Apoio internacional ao desenvolvimento local - Experiências sociais com juventudes no Nordeste”, organizado pela antropóloga Leilah Landim e pela jornalista Maria Carolina Trevisan.

O livro analisa, por meio de artigos de consultores vindos de diferentes trajetórias, especialidades e enfoques, as práticas envolvidas na construção de um conjunto articulado de projetos no Nordeste brasileiro, financiados pela Fundação W. K. Kellogg: a experiência dos Conjuntos Integrados de Projetos (CIPs), que durante dez anos articularam atores sociais, instituições públicas e privadas de diversos territórios na busca pela transformação social.

“O propósito original do livro foi deixar um legado escrito de aprendizagens, de registros, de momentos e de vivências daqueles que tiveram a responsabilidade de levar para o Nordeste não só os recursos das doações da Fundação Kellogg, mas sobretudo de compartilhar nossas ideias e ambições de mudança com as lideranças, organizações e juventudes de uma ampla variedade de comunidades. O desenvolvimento local como forma de combater a pobreza, com a liderança das juventudes, era a proposta central”, explica Andrés Thompson, Diretor de Programas para a América Latina e o Caribe.

Os artigos que compõem o livro trazem reflexões sobre dilemas e responsabilidades, acertos e erros, indagações e resultados do trabalho realizado. Os relatos registrados estão baseados na experiência vivida por consultores e especialistas que atuaram junto às comunidades locais e seus atores, o que possibilita ter uma compreensão realista dos processos coletivos de ação social.

Seus capítulos versam sobre o papel dos financiadores no desenvolvimento local, a presença da juventude na iniciativa, a experiência do acompanhamento, a importância das alianças nesse caminho, a questão educativa nos grupos de projetos, o desenvolvimento local, o Nordeste e as políticas públicas que se apresentaram depois dessa intervenção. O livro faz um balanço crítico dos pontos positivos e negativos dessa experiência.

Para aqueles que atuam em agências e organismos de desenvolvimento, para quem estuda e pesquisa essa área, esse livro é um relato franco e aberto sobre os desafios, obstáculos e recompensas do trabalho árduo para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

“Transparência, avaliação, reflexão, responsabilização e - talvez o motor da iniciativa – entusiasmo são elementos encontrados no decorrer da leitura dos textos. Fica evidenciado, finalmente, o quanto a narrativa de um caso particular – como a iniciativa de CIPs – pode levantar novas questões de âmbito generalizado ou conceitual, assim como revisitar as antigas”, afirma Leilah Landim, uma das organizadoras da obra.

O prefácio é de Sergio Haddad, coordenador geral da Ação Educativa. Os autores são Andrés Thompson, Antônio Nascimento, Arturo Jordán, Beatriz Azeredo, Leilah Landim, Lis Hirano Wittkamper, Roseni Sena, Rui Mesquita e Ruy Berger.

Organizadoras:
Leilah Landim
Doutora em Antropologia Social (Museu Nacional, UFRJ), é professora associada na pós-graduação da Escola de Serviço Social da UFRJ. Realizou várias pesquisas e publicações, nacionais e internacionais, sobre temas relacionados às organizações da sociedade civil como ONGs, redes de apoio social, movimentos sociais, voluntariado. Sua trajetória profissional conjuga atuação nos meios acadêmicos e práticas em Organizações Não Governamentais voltadas à defesa de direitos, tendo ocupado inclusive cargos de direção em algumas dessas entidades, ao longo do tempo. Organizadora do livro "Apoio internacional ao desenvolvimento local - Experiências sociais com juventude no Nordeste", em parceria com Maria Carolina Trevisan.

Maria Carolina Trevisan
Formada em Comunicação Social pela PUC-SP, atua desde 2005 como consultora para a Fundação Kellogg. Também é consultora do Instituto C&A em projetos de incentivo à leitura, coordena a área de comunicação do Programa Juventude Transformando com Arte no Centro de Estudos de Políticas Públicas (CEPP) e realiza atividades ligadas à área de “fundações comunitárias”. É organizadora do livro “Apoio internacional ao desenvolvimento local – Experiências sociais com juventudes no Nordeste”, em parceria com Leilah Landim.

Serviço
:
Lançamento do livro “Apoio internacional ao desenvolvimento local – Experiências sociais com juventudes no Nordeste”
Data: 29/06.
Local: Livraria da Travessa.
Endereço: Rua Visconde de Pirajá, 572, Ipanema, Rio de Janeiro.
Horário: às 19h30


redeGIFE Online, 20/06/09

Mais...

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Workshop mostra qualificação como maior desafio para comunicadores

A qualificação é um dos maiores desafios para os profissionais de comunicação, estejam eles nas redações, estejam dentro do setor privado, no papel de assessores de imprensa ou gerentes de área. Assim, se por um lado os jornalistas devem saber ser criticamente responsáveis sobre o que escrevem, a comunicação corporativa deve ter clareza de que não deve apenas informar, mas assumir sua liderança no planejamento estratégico e no papel político da empresa.

As conclusões estiveram presentes na segunda edição do Workshop GIFE-Aberje de Comunicação, realizado pelo GIFE e a Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje), em parceria com o Instituto Unibanco e apoio do Grupo CDN. No evento, os dois grupos de profissionais se reuniram com o objetivo de entender quais são as novas demandas ao seu trabalho e, também, como melhorar o relacionamento entre ambos.

“Estamos obesos de informações e famintos de significado. O comunicador não pode ser apenas um disparador de notícias. Nós temos a responsabilidade de interpretar o que chega a nós e decodificar isso de forma qualificada”, afirmou o diretor-presidente da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje), Paulo Nassar.

Dinâmica
O Workshop foi dividido em duas partes. A primeira foi um debate com especialistas, no qual foram apresentados os estudos “Fasfil 2 - As Fundações Privadas e Associações sem Fins Lucrativos no Brasil”, produzido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em parceria com o GIFE e a Associação Brasileira de Organizações Não-Governamentais (Abong); e o “Censo GIFE 2007-2008”, mapeamento que o GIFE faz sobre o Investimento Social Privado (ISP) de seus associados.

A coordenadora de pesquisas do Ipea, Anna Maria Peliano, ficou a cargo da Fasfil 2, que identifica o trabalho das fundações privadas e associações sem fins lucrativos no país. Segundo a pesquisa, entre 2002 e 2006, o número desse tipo de organização cresceu 22,6%, passando de 276 mil para 338 mil. “Comparativamente, o número é tímido em relação ao período de 1996 e 2002, quando o crescimento dessas organizações sociais foi de 157% (105 mil para 276 mil)”, lembrou. (Veja apresentação).

Em seguida, o gerente de Projetos do GIFE, Fernando Nogueira, mostrou os resultados do Censo GIFE. De acordo com o levantamento, o grupo investiu cerca de R$ 1,15 bilhão em diferentes áreas sociais, com prioridade a programas para jovens (de 15 a 29 anos). “O Censo traz números referentes a áreas de atuação, estratégias de intervenção na realidade, estruturas que viabilizam essas ações e desafios que se colocam neste caminho”, explicou. (Veja apresentação)

Depois do debate, os participantes se reuniram em cinco grupos para apontar soluções às problemáticas levantadas durante o primeiro bloco. Instrumentalizados pelos dados das pesquisas, cada um deles focou em pontos específicos da comunicação: com o público interno, com a Imprensa, com os stakeholders e com mídias de massa. O quinto grupo trabalho, por sua vez, analisou os possíveis limites desse relacionamento. (Conheça as idéias).

Conclusões
Embora os resultados das mesas apontem para públicos distintos, o que pareceu claro aos participantes foi a necessidade de formação para os comunicadores. “O que nos parece essencial é a qualificar esse trabalho. Por um lado, os discursos do setor privado, de outro, a cobertura da mídia sobre essas ações”, afirmou a gerente de Responsabilidade Social do Instituto Unibanco, Luciana Nicola.

No entanto, foram encontrados dois pontos contextuais que dificultam essa qualificação. O primeiro se dá na linha conceitual. Segundo a jornalista da Abong, Michelle Prazeres, relatora do quinto grupo, os conceitos ainda estão em construção na área social. Assim, a leitura crítica dos comunicadores depende de que significados carregam esses conceitos.

Um exemplo simples é a própria idéia de terceiro setor, não compartilhada pela Abong. ”Acreditamos que a definição correta seria a de associações em defesa dos direitos. Mas, todos conceitos estão em disputa (por diferentes grupos do setor), daí a dificuldade de abordá-los”, explicou a da diretoria da Abong, Tatiana Dahmer.

Outro tema complicador para essa qualificação é a escassez de pesquisas e avaliações sobre a área social. Para o jornalista Marcos Piva, relator do grupo dois, há uma falta generalizada de informações sobre os impactos das ações, o que gera um dificuldade para o gerente de comunicação, e uma desconfiança por parte do jornalista.

“Não temos idéia sobre como a sociedade civil organizada influi na melhoria dos indicadores sociais brasileiros. Sabemos que tem uma participação significativa, mas não dá para dizer quanto”, argumentou.

Na mesma linha seguiram as constatações de Anna Maria Peliano. Questionada sobre as Fasfil 2, e como o trabalho das 338 mil organizações impacta na área social, a resposta foi uma negativa. “Não temos essa informação. È preciso melhorar a análise de dados no Brasil para transformá-los em instrumentos efetivos para o trabalho dos comunicadores”, respondeu.

A falta dessas informações, segundo os grupos de trabalho, gera conflitos na divulgação das ações. Sem o respaldo de dados, a percepção de que os projetos sejam oportunistas ou pouco eficientes torna-se maior. Enquanto isso, nas redações, o jornalista não consegue trabalhar com de forma profícua sobre a temática.

Crise
Um dos assuntos mais discutidos durante o Workshop GIFE-Aberje de Comunicação, foi as conseqüências da crise financeira para o ISP de empresas, fundações e institutos. Segundo o secretário-geral do GIFE, Fernando Rossetti, não é hora de reproduzir o pânico. “É uma oportunidade para o terceiro setor mostrar que se consolidou, que é um setor forte e dinâmico. Não podemos pensar só no que a crise trará de ruim”, afirmou.

Fazendo coro a Rossetti, Marcos Piva chamou a atenção para o fato dos cortes de orçamento que poderão ocorrer nos próximos meses. “O que é importante enxergar aqui é se os investimentos sociais de origem privada, fazem parte da cultura ou é apenas gordura dentro das empresas”.

Leia também

O impacto da crise no terceiro setor
Avaliação ainda causa confusão no campo social
O papel da comunicação na construção de marcas sustentáveis
O engano de travestir releases.


Rodrigo Zavala
redeGIFE Online, 10/11/08

Mais...

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Prêmio Professores do Brasil

O Prêmio Professores do Brasil, iniciativa do Ministério da Educação (MEC), está em sua terceira edição e tem como objetivo contemplar professores do ciclo da educação básica - do ensino infantil ao médio.

Realizado pela Fundação Bunge, Fundação Orsa, Instituto Votorantim e Instituto Pró-Livro, o prêmio homenageia 40 educadores, e os vencedores recebem R$ 5 mil, um troféu e um diploma.

As inscrições ficam abertas até 24 de outubro, e podem ser feitas pelos sites do MEC ou dos realizadores.
www.mec.gov.br
www.fundacaobunge.org.br
www.fundacaoorsa.org.br
www.institutovotorantim.org.br
www.prolivro.org.br

Mais...

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Prêmio Ford de Conservação Ambiental

A 13ª edição do Prêmio Ford de Conservação Ambiental ganha novas categorias em 2008

Com inscrições abertas até 1º de outubro, o Prêmio Ford de Conservação Ambiental, considerado um dos reconhecimentos de maior prestígio do setor no País, contemplará a partir deste ano as categorias Meio Ambiente nas Escolas, Desenvolvimento de Produto e Fornecedor, além das já conhecidas Conquista Individual, Negócios em Conservação e Ciências e Formação de Recursos Humanos.

O vencedor de cada uma das categorias receberá um troféu e R$ 20 mil (vinte mil reais), com exceção à Fornecedor – que ganhará um certificado de reconhecimento da montadora.

Conheça o regulamento aqui.


Fonte: ABCR

Mais...

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Mudança climática: A preocupação dos novos filantropos ambientais

Os filantrocapitalistas e as fundações mais tradicionais abordam atualmente problemas mundiais como a mudança climática com inédito fervor. Mas, há dúvidas sobre a eficácia com que usam seu dinheiro. Uma das principais críticas aos filantropos ambientais mais apegados às tradições era que fossem evitados desafios sistêmicos como a sustentabilidade, pois preferiam causas como a conservação. Mas nos últimos tempos a tendência se reverteu, em boa parte graças ao surgimento de novos filantropos com muito dinheiro preocupados com o aquecimento do planeta.

“Muitos membros da nova geração de filantropos estão preocupados com a mudança climática”, disse à IPS o jornalista Matthew Bishop, da revista britânica The Economist e autor – junto com Michael Gree – do livro “Philanthrocapitalism: how the rich can save the world” (Filantrocapitalismo: como os ricos podem salvar o mundo), que será publicado em breve. “As fundações atendem, por um lado, as preocupações mais tradicionais e, depois, a mudança climática, uma questão que ganhou impulso nos últimos três a cinco anos entre os multimilionários” procedentes do mundo da tecnologia, afirmou Bishop.

Os doadores veteranos e as fundações tradicionais também estão cada vez mais comprometidos com a luta contra a mudança climática, mas os novos filantropos buscam maneiras inovadoras de abordar o problema. Os englobados pelo neologismo “filantrocapitalismo” fundem a caridade com um enfoque baseado no mercado para solucionar problemas sociais. Esta geração de filantropos aborda os problemas ambientais investindo em pesquisa e no desenvolvimento de tecnologias “verdes”, redesenhando edifícios para reduzir o consumo de energia e a contaminação, e contribuindo com grupos de ativistas que compartilham a aspiração de conseguir mudanças sociais sem afastar-se do mercado.

Nesse sentido, o Google.org, a fundação do popular site de buscas da Internet, promove o desenvolvimento de um automóvel que funcione com um combustível composto por 85% de etanol e o restante por gasolina. Filantropos preocupados com a sustentabilidade e o aquecimento global pressionam os governos para que se somem a tratados internacionais que regulamentam as emissões de dióxido de carbono. Ao mesmo tempo, informam o setor privado sobre como tirar proveito desses acordos. O dinheiro destinado a causas ambientais não se limita às pesquisas e ao desenvolvimento tecnológico ou a pressionar governos.

Ainda persiste o enfoque mais tradicional: dar dinheiro para organizações ambientalistas como o Conselho de Defesa dos Recursos Naturais ou Greenpeace através de uma fundação ou associação que destine as subvenções. A revista Grist informou em 2007 que essas doações chegam até a US$ 2 bilhões ao ano. Mas, qual a efetividade, em última instância, dos esforços dos filantropos para produzir mudanças sociais e ambientais em grande escala? Segundo Daniel Faber, professor da Universidade Nordeste em Boston, o dinheiro proporcionado pelos filantropos para proteger o meio ambiente ainda não é usado da melhor maneira para se conseguir esse objetivo.

Faber considera que essas contribuições devem servir para construir um amplo movimento social. “Conseguir um ambientalismo transformador exigirá uma grande base civil. Se tal mobilização não ocorrer, os financistas buscarão soluções mais fáceis. Os enfoques políticos dentro do status quo não prevêem que o ambientalismo mobilize o público de um modo participativo”, disse Faber, que pesquisa e escreve sobre a relação entre as fundações filantrópicas e o movimento pela justiça ambiental, é critico do que chama “enfoque empresarial” para as causas ambientais.

Esse enfoque se concretiza no “filantropocapitalismo” que, segundo ele, continua ignorando os movimentos ambientalistas da sociedade civil. “O problema” dos esforços para desenvolver novas tecnologias amigáveis com o meio ambiente “é a intenção que os investimentos dêem lucro a curto prazo”, explicou. “Se alguém está comprometido com a construção de um movimento de longo prazo, leva um tempo – às vezes cinco, seis, sete anos – muito difícil de ser previsto”, acrescentou.

Matthew Bishop é mais otimista sobre as ações dos filantropos em matéria de sustentabilidade, mas concorda com Faber em suas limitações para incidir na tomada de decisões políticas. “Fazer os governos chegarem a um acordo será muito difícil, devido aos interesses maciços em preservar o status quo. Os políticos estão orientados ao curto prazo. Seguir a rota do governo é muito difícil. Exigirá a construção de informação e pressão públicas”, disse à IPS. A Internet é uma das vias usadas por doadores e grupos de pressão contra governos e empresas para que tomem decisões ambientalmente responsáveis.

Os receptores de fundos filantrópicos têm capacidade para investir nas últimas tecnologias em rede para promover sua causa. O ativismo “não vai a parte alguma sem uma plataforma de comunicação viável”, disse Ethan Orginel, fundador da consultoria Aequus Green Communications, que trabalha com organizações ambientalistas e edita o site Greenbrooklyn.com. segundo Orginel, nos últimos cinco anos houve uma confluência de interesses dentro do movimento ambientalista e deste com os dos filantropos. Ao mesmo tempo, as novas tecnologias deram às organizações capacidade para implementar campanhas virais na Internet para criar consciência. A sustentabilidade e a mudança climática são as pedras angulares desta nova agenda.

Entre essas campanhas, Orginel aponta a Aliança Apolo, dirigida a destinar financiamento do governo norte-americano para um projeto que acabe com a dependência do petróleo e incentive fontes de energia limpas. As ações dessa entidade, que se refere ao Projeto Apolo de exploração espacial dos anos 60 e 70, teve um impacto concreto sobre o público, segundo o consultor. “Nos dois lados do mostrador se entende que é preciso acabar com o petróleo e embarcarmos em uma nova missão Apolo. Fazer com que os norte-americanos falem sobre independência energética tem sido um êxito muito grande”, afirmou.

Mas, Faber disse que o financiamento frequentemente depende de critérios políticos. Citou o exemplo da Fundação Jessé Smith Noyse, que tem dificuldades para conseguir fundos a fim de integrar-se plenamente à revolução das comunicações. Esta fundação é um exemplo de organização que favorece as repostas civis e comunitárias para os problemas de justiça ambiental que organizações de maior porte costumam evitar. Por exemplo, em seu esforço para reduzir a contaminação e o consumo de energia nas atividades do gigante da informática Intel, o grupo incentivou organizações comunitárias a participarem de reuniões de acionistas, chegando a um acordo com a empresa, disse Faber. A gigantesca Fundação Ford optou por não apoiar esse esforço, em um exemplo de como “o mundo da filantropia está perdendo o trem”, ressaltou Faber.


Sam Cassanos, da IPS
Envolverde, 17/09/08
© Copyleft - É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.

Mais...

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

4º Encontro Paulista de Fundações

A Associação Paulista de Fundações (APF) realiza, em 13 de setembro, das 8h30 às 17h, o "4º Encontro Paulista de Fundações", no auditório do Colégio Rio Branco, à Avenida Higienópolis, 996. Evento discutirá a transparência e sucesso das Fundações. A novidade é que este ano o encontro será gratuito.

Com o objetivo de conscientizar sobre a transparência e o sucesso das fundações e o trabalho que realizam no âmbito do Terceiro Setor, o evento apresenta subsídios para orientação, esclarecimento de dúvidas e encaminhamento de sugestões relativas ao tema, com foco na atuação dessas entidades em São Paulo, no Brasil e no Mundo.

O encontro acontece em 13 de setembro, das 8h30 às 17 horas, no Colégio Rio Branco, instituição mantida pela Fundação de Rotarianos de São Paulo (FRSP), à Avenida Higienópolis, 996 – 3º andar, São Paulo. O tema central é "A transparência e sucesso das fundações".

Nos últimos três anos, o encontro, congregou fundações e instituições, discutiu sua conceituação, atividades a que se dedicam e problemas que enfrentam, além de conscientização a respeito do verdadeiro papel que exercem. Trata-se de oportunidade única para fortalecer a representatividade das fundações frente aos poderes públicos, sociedade e meios de comunicação.

Nesta 4ª edição, a abertura ficará por conta da presidente da Associação Paulista de Fundações e da Confederação Brasileira de Fundações, Dora Sílvia Cunha Bueno. Trata-se de oportunidade única para discutir a transparência, essencial para a credibilidade e sucesso das entidades voltadas ao terceiro setor.

Durante a conferência (encontro) serão apresentados três painéis, por meio do tema "As Fundações em São Paulo, no Brasil e no Mundo". Também haverá palestra sobre as questões tributárias que envolvem as fundações "As Fundações e a Legislação Tributária". Já estão confirmadas as presenças do Juiz de Direito da Vara do Júri da Comarca de Campinas – SP, José Henrique Rodrigues Torres; do Procurador de Justiça do Ministério Público de Minas Gerais, Tomáz de Aquino Resende; do presidente da Fundação Jean Yves-Neveux, Eduardo José Vanti Sancho e do presidente do Sescon-SP – Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis no Estado de São Paulo, José Maria Alcazar Chapina.

Mais informações e inscrições: www.apf.org.br.


redeGIFE Online, 08/09/08

Mais...

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Atuação por programas estruturados

A revisão da estratégia ocorrida em 2003 reforçou o papel da Fundação Banco do Brasil na articulação e implementação de programas e projetos próprios, afastando-a cada vez mais da imagem de mera financiadora de iniciativas de terceiros no campo do desenvolvimento social.

Uma decisão estratégica relevante nesse sentido foi a de concentrar o foco de atuação da Fundação nos campos da geração de trabalho e renda e da educação, tendo o Banco de Tecnologias Sociais como grande inspirador. Como desdobramento dessa nova orientação, houve não apenas uma ampliação do volume de investimentos nesses campos, mas também a consolidação da imagem da Fundação junto ao tema Tecnologia Social. Além da certificação e divulgação das tecnologias proporcionadas pelo Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologias Sociais, a Fundação passou a atuar na reaplicação das tecnologias consideradas mais aderentes aos seus objetivos estratégicos.

Como conseqüência desse novo direcionamento, a Fundação passou a ter como prioridades de atuação, no campo de geração de trabalho e renda, regiões geográficas com baixos índices de desenvolvimento humano e populações sob maior risco de exclusão social, como assentados da reforma agrária, catadores de materiais recicláveis, extrativistas e habitantes de antigos quilombos.

Além desses eixos orientadores, adotou-se a priorização de algumas cadeias produtivas, particularmente aquelas consideradas mais importantes para a economia das regiões mais pobres e, também, mais ajustadas à cultura e ao cotidiano dos setores sociais priorizados. Dessa forma, decidiu-se concentrar a atuação da Fundação nas cadeias da reciclagem de resíduos sólidos, apicultura, mandiocultura, cajucultura, ovinocaprinocultura e do artesanato.

Passados quatro anos da adoção desses recortes na atuação da Fundação, no campo da geração de trabalho e renda já é possível verificar ganhos importantes, tais como:

a) construção de conhecimento, com a formação de "inteligência interna" a respeito de temas específicos (incubação de empreendimentos solidários, desenvolvimento local, comercialização), atividades econômicas (apicultura, cajucultura, reciclagem) e segmentos sociais (agricultores familiares, catadores e quilombolas, por exemplo);

b) definição e validação de Referencial Metodológico para Atuação em Cadeias Produtivas Envolvendo Populações Pobres1, que passou a nortear a atuação da Fundação na construção de projetos-referência2 nas cadeias produtivas priorizadas;

c) constituição de amplo leque de parcerias, com o desenvolvimento de relacionamento profícuo com instituições governamentais e não-governamentais de reconhecida importância nos temas, setores e segmentos sociais priorizados, tais como: Embrapa, Sebrae, Conab, Petrobras, Unitrabalho, Unisol-Brasil, Icco, Ministério do Desenvolvimento Social e Ministério do Trabalho e Emprego, dentre outras;

d) consolidação de uma política de alinhamento com as ações do Banco do Brasil nos campos do desenvolvimento sustentável e da responsabilidade sócio-ambiental.

No entanto, se o período de 2003 a 2005 foi fecundo na formatação dessa nova estratégia, demarcando fortemente o espaço de atuação no campo da geração de trabalho e renda, por outro lado levou a uma excessiva elevação na quantidade de projetos, tendo o número de convênios ativos alcançado a casa dos 2.000 no final deste período.

As conseqüências desse quadro, em 2006, resultaram em um forte impacto no processo operacional da Gerência de Trabalho e Renda - RENDA. A dificuldade em se promover o correto acompanhamento da implantação de tão elevada quantidade de projetos resultou na necessidade de mudança da sistemática do trabalho, principalmente em razão de sua natureza fundacional e, mais do que isso, por seu vínculo histórico com o Banco do Brasil.

Para solucionar esse problema a Fundação passou por uma reestruturação organizacional em 2007, oportunidade em que foram definidas novas metodologias de monitoramento e avaliação de projetos. Foram criados dois núcleos de monitoramento vinculados à RENDA e um núcleo de avaliação vinculado à Secretária Executiva - SECEX. Uma questão, no entanto, se tornou fundamental para a sustentabilidade dessas novas estruturas: a limitação do número de projetos aprovados a cada ano. Isto porque a definição do atual quantitativo de funcionários da RENDA foi precedida de estudo técnico baseado em uma estimativa de 300 convênios contratados a cada ano. Acima desse número a capacidade operacional daquela Gerência ficaria comprometida e, novamente, a Fundação voltaria a ficar exposta aos riscos anteriormente mencionados.

Se for observada a quantidade de projetos aprovados no período de 2004 a 2005 - 1.306 convênios -, em comparação ao período 2006 a 2007 - 867 convênios -, observa-se que já vem ocorrendo expressiva redução na formalização. Comparando-se, no entanto, o volume dos investimentos na área de geração de trabalho e renda nos dois períodos em questão - R$ 93 milhões contra R$ 123 milhões, respectivamente - conclui-se que a redução na quantidade de projetos não resultou em menos investimentos da Fundação. Ao contrário, observa-se que houve incremento da ordem de R$ 30 milhões.

Outro aspecto merecedor de atenção é o valor médio dos projetos aprovados. No período de 2004 a 2005, o valor médio dos projetos foi de R$ 71 mil, enquanto que, no período de 2006 a 2007, essa média subiu para R$ 142 mil.

Feita essa análise, o fundamental é que se entenda que o rompimento da Fundação com a política de atuação no chamado "varejo", convergindo para uma atuação sob a forma de programas estruturados, também no campo da geração de trabalho e renda, é um caminho irreversível. Aliás, este mesmo caminho já havia sido adotado pela própria Fundação há cerca de dez anos, em sua Gerência de Educação e Cultura, com inegável sucesso.

Mais importante, porém, é compreender que o caminho da focalização não é um fim em si mesmo. Representa a possibilidade de a Fundação qualificar cada vez mais suas ações, atuando na articulação e modelagem de novas iniciativas, acompanhando e avaliando de forma efetiva os projetos que aprova a cada ano.

(1) Documento elaborado em 2003 pela Fundação Banco do Brasil, Banco do Brasil, SEBRAE, EMBRAPA e UNITRABALHO.

(2) Principais projetos-referência implementados com o investimento social da Fundação: Unidade Industrial de Processamento de Termoplásticos (MG), Central Casa Apis (CE e PI), Cadeia Produtiva da Mandioca (BA) e Cadeia Produtiva do Caju (BA, CE, PI e RN).


Jorge Streit e Mario Teixeira
Gerente de Articulação e Parcerias e Gerente de Trabalho e Renda, ambos da Fundação Banco do Brasil

Fonte: Fundação Banco do Brasil
RTS, Notícias da Rede, 24/7/08

Mais...

quarta-feira, 23 de julho de 2008

A governança nas fundações se aplica também aos investimentos

Ao longo dos anos, me surpreendeu ver o quão limitadas são as oportunidades de troca de informações entre os membros dos Conselhos das fundações, para aprendizagem entre pares e, mais importante, para o seu desenvolvimento profissional. Em minha opinião, isso reflete a pouca importância que as fundações (ou seja, os executivos das fundações) atribuem aos seus Conselhos e que os próprios membros dos Conselhos atribuem à sua função. Um obstáculo ao engajamento maior dos membros dos Conselhos é que, muitas vezes, eles não conhecem as suas responsabilidades.

No mundo corporativo, as responsabilidades dos Conselhos são bastante bem definidas, mas, no mundo das organizações sem fins lucrativos, elas precisam ser discutidas e definidas. Pode estar claro de que o Conselho tem a responsabilidade última pela organização, mas até que ponto ele delega essa autoridade à administração varia. Não quero desenvolver essa questão em profundidade, apenas observar que existe a tendência, certamente entre as fundações maiores, de os Conselhos se manterem à distância e fazerem a distinção entre governança e administração. Cada vez mais, vemos Conselhos se concentrando em fiscalizarem a administração, garantir a responsabilização da organização e garantir que as estratégias e as atividades da organização estejam alinhadas com a sua missão e seus objetivos.

O meu argumento principal é que o Conselho deveria entender que a governança não se limita aos gastos de uma fundação, mas também inclui seus investimentos. Mesmo quando os Conselhos mantêm distância das operações concretas da fundação, a responsabilidade pelas políticas de investimento é uma responsabilidade fiduciária.

A implementação de uma política de investimento – a administração dos portfólios em si – pode ser delegada a "profissionais", mas a responsabilidade pelo investimento das dotações da fundação, ou seja, a administração do processo de investimento, não pode ser delegada. Mesmo quando os Conselhos estabeleceram um Comitê de Investimentos, o Conselho como um todo ainda tem de estar consciente de suas responsabilidades fiduciárias.

As responsabilidades fiduciárias incluem vários elementos: formulação dos objetivos dos investimentos com base nos retornos desejados, retornos exigidos e riscos toleráveis; formulação de uma alocação apropriada dos ativos;aprovação de uma estrutura de administradores do dinheiro, e monitoramento do programa geral de investimentos para cumprimento das políticas de investimentos.

Infelizmente, os Conselhos, às vezes, pensam que podem delegar a questão de investimentos completamente a uma pessoa de fora, muitas vezes um ex-banqueiro ou um tesoureiro aposentado. Às vezes, até mesmo a um consultor de investimentos, sem que haja um poder adequado do Conselho como contrabalanço. Os Conselhos acreditam que isso lhes permite se concentrarem no lado do gasto, em alcançar os objetivos caritativos, supondo que o dinheiro a ser gasto seja uma dádiva e o resultado de um processo externo.

Recomendo, portanto, que os Conselhos, como fiduciários, devam manter a função estratégica na administração do processo de investimento, mesmo quando deixam que as pessoas de fora tenham um papel na administração dos portifólios de investimentos (seleção de ações, seleção do gerente de investimentos, avaliação do desempenho, etc.).

Nos últimos dois anos, se intensificou a discussão sobre o alinhamento entre as políticas de investimento e de gasto (em lugar de haver uma cortina de ferro entre os dois) no mundo das fundações. Isso despertou um maior interesse no investimento socialmente responsável (SRI) e no investimento relacionado à missão (IRM). Ainda assim, poucos conselhos de fundações tratam da questão formalmente ou a vêem como parte de sua responsabilidade fiduciária.

Há quem acredite que a maioria dos consultores em investimentos não considera sua atribuição estimular as fundações a alinhar a sua política de investimentos com a sua política de gastos. Em minha opinião, essa á apenas uma das razões pelas quais as fundações estão demorando a considerar o ISR e/ou o IRM.

O outro lado, como sugeri anteriormente, é que as políticas de investimento são, muitas vezes, delegadas pelos Conselhos a "profissionais" externos. Se você institucionaliza a separação entre as políticas de gastos e de investimentos, não pode esperar uma abordagem alinhada entre o investimento dos ativos e o gasto dos retornos com propósitos caritativos. Em tais circunstâncias, as fundações estão deixando passar a possibilidade de usar o corpo de ativos como meios adicionais de aumentar seus objetivos estatutários.


Rien van Gendt
Consultor independente e Presidente da Associação Holandesa de Fundações.
Envolverde, 22/07/08

© Copyleft - É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.

Mais...

sábado, 14 de junho de 2008

Abertas as inscrições para a Bolsa Iberê Camargo

A Bolsa Iberê Camargo é um programa de residência internacional, destinado a artistas brasileiros. A Bolsa proporciona aos selecionados uma imersão em sua produção e o aperfeiçoamento de suas habilidades, a partir da realização de um projeto em um grande centro de ensino internacional. O projeto constitui-se, atualmente, como um dos prêmios mais significativos da área.

A oitava edição da Bolsa vai levar um artista para uma residência no Blanton Museum of Art / The University of Texas at Austin, nos Estados Unidos, e outro para o Maus Hábitos / Espaço de Intervenção Artística, em Portugal. No ato de inscrição, os projetos já deverão ser voltados para a instituição escolhida.

Além disso, como nas últimas edições, serão selecionados dez artistas que receberão destaque na Revista Digital do site da Fundação Iberê Camargo e um artista que será escolhido para participar do Programa Artista Convidado do Ateliê de Gravura, em Porto Alegre.

As inscrições estão abertas até o dia 18 de julho de 2008.

Mais...

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Desafios do investimento social privado

Investimento social privado brasileiro precisa superar 4 desafios

Entre os dias 02 e 04 de abril, o Grupo de Institutos, Empresas e Fundações (GIFE) reuniu, em Salvador (BA), alguns dos mais importantes pensadores mundiais em investimento social privado. Especialistas dos EUA, Rússia, China, Índia, Inglaterra e México estiveram no Brasil para falar sobre os cenários, riscos e oportunidades da filantropia em seus países. De tudo o que se ouviu, ao longo dos seminários, uma conclusão logo saltou aos olhos para salvaguarda da auto-estima nacional: nesse terreno o Brasil está à frente de muitas nações, especialmente no que se refere ao investimento feito por empresas em comunidades, seja por meio de institutos e fundações, seja no âmbito dos seus departamentos de responsabilidade social.

Embora as cifras movimentadas não cheguem a impressionar americanos e ingleses, chamaram a atenção dos experts internacionais a qualidade das abordagens, dos modelos e dinâmicas utilizados pelas corporações brasileiras para realizar o que em todo o mundo atende pelo nome de filantropia corporativa ou empresarial. Aqui, o termo filantropia ideologizou-se e ganhou conotação pejorativa. Tido como sinônimo de caridade e assistencialismo, foi substituído pelo de investimento social privado com a ascensão das práticas de responsabilidade social empresarial, a partir da segunda metade dos anos 1990. E passou, por essa razão, a se orientar por noções antes pouco comuns à atividade caritativa, como planejamento, diagnóstico de necessidades, monitoramento de processos e avaliação de impactos para a transformação da qualidade de vida das pessoas beneficiadas.

A vantagem na comparação com outros países, não significa, no entanto, que o investimento social privado brasileiro tenha chegado a um alto nível de excelência. Indica apenas que, por causa de um conjunto especifico de fatores -- cenário desafiador de desigualdades sociais, crescimento econômico, inserção no mercado globalizado, cultura solidária, sentimento de ineficiência do Estado e expansão do conceito de responsabilidade social corporativa -- as nossas empresas andaram mais rápido na construção de alternativas de participação no desenvolvimento socioeconômico das comunidades onde atuam.

Mas se o investimento social privado brasileiro quiser ser mais eficaz, eficiente e efetivo, terá que superar quatro grandes desafios. O primeiro diz respeito à fragmentação das ações. Como são realizadas por diferentes empresas e obedecem a lógicas, conveniências e convicções muito particulares -que vão desde o interesse mais imediato ligado ao negócio ao ideal de vida do fundador - os projetos se sobrepõem, em termos de escolha de tema, públicos e regiões, e acabam, por isso, perdendo em sinergia, com claro prejuízo para o impacto nas populações que se deseja beneficiar. Investir em educação é importante. Ninguém discorda disso. Mas se todas as empresas de São Paulo investirem na melhoria da infra-estrutura escolar, da educação básica oferecida a crianças entre 8 e 14 anos, a educação infantil e o ensino médio, por exemplo, dois gargalos importantes de entrada e saída do sistema de ensino, ficarão sem ver a cor de recursos privados.

Um segundo desafio, já mencionado nesta coluna, tem a ver com o fato de que as fundações empresariais precisam assumir sua vocação de centros de desenvolvimento de tecnologias sociais capazes de influenciar políticas públicas. Por razões óbvias, e a despeito de sua boa vontade, elas jamais conseguirão fazer atendimentos que não sejam de pequena escala. Em compensação, sempre serão mais ágeis do que os governos para a pesquisa aplicada e a elaboração de modelos de intervenção em áreas de interesse social. Logo, podem e devem funcionar como laboratórios de metodologias, dedicando-se a avaliar suas experiências, organizá-las e sistematizá-las na forma de tecnologias prontas para replicação pública.

No entanto, se desejarem trabalhar em conjunto com governos, deverão eliminar o vício de uma certa arrogância autoral, aprendendo a construir junto e a participar de dinâmicas mais horizontais de cooperação. Um terceiro desafio para as empresas será incorporar novas formas de atuação que excedam o tradicional "Financio, logo existo." Até pouco tempo atrás, a prática mais comum era a doação de dinheiro para organizações de terceiro setor e comunidades.

Hoje, as corporações já têm suas linhas e projetos próprios. Dinheiro não é o único ativo da empresa. Ela também pode fazer diferença no desenvolvimento de suas comunidades se colocar a serviço das pessoas outros ativos importantes como capacidade de gestão, poder político, escolhas negociais, a força de sua cadeia produtiva, práticas comerciais, produtos e serviços.

O quarto desafio está relacionado a uma necessária aproximação estratégica que as empresas devem fazer com as suas fundações, institutos e departamentos sociais. À exceção daquelas --poucas é verdade -- que já avançaram na incorporação da sustentabilidade nos negócios, as demais corporações vivem ainda apartadas das instâncias que elas próprias criaram para realizar investimento social. Tratam-na como elementos estranhos em seu ninho. E a elas recorrem, quando muito, para recolher números positivos para seus balanços sociais. Institutos e fundações são, na verdade, centros de conhecimento e banco de pessoal capacitado em relacionamento com comunidades. Em tempos de sustentabilidade, podem ser parceiros muito estratégicos para o esforço de inserir os pilares sociais e ambientais na gestão dos negócios.

Ricardo Voltolini é publisher da revista Idéia Socioambiental e diretor da consultoria Idéia Sustentável
Publicado pelo Pauta Social em 10/04/08

Mais...

Censo GIFE mostra prioridade de investimentos em juventude


A população jovem foi o segmento priorizado pelas iniciativas realizadas pela Rede GIFE de Investimento Social Privado, cujo investimento somado chegou a R$ 1,15 bilhão em 2007. Ao todo, cerca de 96% dos associados ao GIFE trabalham com um público de 15 a 24 anos, embora não exclusivamente, com foco em áreas como educação, formação para o trabalho e geração de renda.

As conclusões são fruto do levantamento para a quarta edição do Censo GIFE 2007-2008, mapeamento que o GIFE faz sobre o investimento social privado de seus associados.. Realizado em parceira com o IBOPE/ Instituto Paulo Montenegro e do Instituto ibi, sua versão preliminar foi divulgada durante 5° Congresso GIFE

Embora se restrinja ao universo de 80% das 101 organizações associadas ao Grupo, na época da consulta, o levantamento aponta para as tendências do conjunto do investimento social do setor no país. Isso porque a Rede GIFE é considerada referência nacional na realização planejada de investimentos no campo social.

Beneficiados
O foco nos jovens, conforme apresenta o Censo GIFE, é explicado pela consonância entre o trabalho dos associados e a pauta da agenda nacional. “Na década de 1990, as crianças eram os alvos das políticas públicas, principalmente no acesso à educação. A preocupação hoje é a juventude, pois o segmento se tornou a caricatura dos males sociais. Em índices como educação, violência, trabalho e criminalidade, os jovens estão sempre à frente como os mais atingidos”, afirma o secretário-geral do GIFE, Fernando Rossetti.

O fato de 96% dos associados ao GIFE ter algum projeto em juventude, não significa dizer que outros segmentos sejam negligenciados. O público adolescente (7 a 14 anos) encontra programas em 39% dos membros da Rede, tal como as crianças (0 a 6), em 28%; adultos (30 a 59) 24%; e idosos (acima de 60), 19%. No total, 51% dos associados investem em todas essas faixas.

Áreas
No ranking das áreas priorizadas, não foi surpresa que a atuação em educação encabece a lista, com 83% dos investimentos dos associados (embora não exclusivamente). “Trata-se de uma prioridade para a rede há uma década. É um demonstrativo da preocupação em combater as causas dos problemas e com ações de longo prazo”, afirma Rossetti.

A educação é seguida no rol pela questão da “formação para o trabalho”, área que não constava nas últimas edições de Censo, com 59% de associados atuantes. A explicação para esse dado vem, segundo o secretário-geral do GIFE, do aumento de políticas para inserção de jovens no mercado de trabalho, como é o caso da Lei do Aprendiz, que demandam qualificação.

Quando analisado o universo das áreas privilegiadas no ranking do Censo, é possível ver que existe uma visão sistêmica dos associados que trabalham com juventude. Entre as cinco primeiras linhas de atuação constam também “geração de renda” (53%) e “apoio à gestão do terceiro setor” (53%).

”Não há como trabalhar de forma segmentada. O que se evidencia é a preocupação em resolver as demandas de forma multisetorial. A educação está ligada à formação para o trabalho e, em um ciclo, à geração de renda. Esses projetos, por sua vez, estão ligados invariavelmente a programas realizados por organizações sociais. Daí, a necessidade de melhorar a gestão dessas entidades”, explica Rossetti.

Incentivos
O uso dos incentivos fiscais é um mecanismo bastante utilizado pelas organizações para realizarem o investimento social. Essa é uma das explicações para que o investimento em Cultura e Artes ocupe o terceiro lugar no ranking das áreas de atuação priorizadas (55%). A Lei Rouanet, por exemplo, é utilizada por 34%, dos respondentes. Já o uso Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que legisla sobre os Fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente (FDCA), é utilizado por apenas 18%.

Perfil
Em 2007, o Censo foi respondido por 81 associados (entre novembro de 2007 a fevereiro de 2008): 27 fundações de direito privado, 34 associações sem fins lucrativos (geralmente conhecidas como institutos), e 19 empresas. A atuação do grupo se dá em todos os estados da federação, de forma bastante homogênea, embora com maiores concentrações nos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro, onde a maior parte está situada, e também em Minas Gerais e na Bahia.

Monitoramento e Avaliação
Segundo o Censo GIFE, cerca de 72% das fundações e institutos e 74% das empresas fazem o monitoramento de todos os projetos, sendo que 64% das fundações e institutos e 58% das empresas fazem avaliação de resultado de todos os projetos.

“Esse dado é muito positivo porque a cultura de avaliação de resultados ainda é muito recente no Brasil. Também porque realizar esse diagnóstico ainda é muito caro, principalmente para pequenos projetos. Uma avaliação chega a ser 15% dos custos totais das iniciativas”, lembra Fernando Rossetti.

Segundo o último Censo GIFE, os associados investiram cerca de R$ 1 bilhão para projetos sociais, culturais e ambientais feitos de forma planejada, monitorada e sistematizada. Isso equivale a 20% do que o setor privado nacional destina à área social - cerca de R$ 5,3 bilhões, segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA).

A divulgação dos dados completos do Censo GIFE será realizada ainda no primeiro semestre de 2008.

Para ter acesso ao Censo GIFE 2005/2006, clique aqui .

Rodrigo Zavala
Publicado pelo redeGIFE Online em 07/04/08

Mais...

5º Congresso GIFE reúne 700 lideranças do terceiro setor

O GIFE reuniu mais de 700 lideranças da filantropia mundial em seu 5º Congresso sobre Investimento Social Privado, realizado de 2 a 4 de abril, em Salvador (BA). Com o tema Experiências Locais, Transformações Globais, o evento teve como um dos seus principais objetivos mostrar o amadurecimento do Brasil na busca de soluções estratégicas aos desafios socioambientais e, assim, fomentar potenciais parcerias supranacionais.

Segundo o secretário-geral do GIFE, Fernando Rossetti, os debates promovidos durante o Congresso mostram que as oportunidades e ameaças para o investidor social privados são semelhantes em todo o mundo, o que reforça o propósito de articular parcerias entre diferentes países.

“O evento mostrou que essa via é possível e a cooperação, principalmente entre os emergentes (Rússia, China, Índia etc), pode levar a um aprimoramento tanto do que acontece no Brasil, tal como outros países. Uma melhoria global”, afirmou.

Em uma das mesas, por exemplo, representantes de países como Brasil, Rússia, Índia e China – o BRIC – discutiram como poderia ser essa integração. “O entusiasmo, a energia, os interesses compartilhados e a busca por alternativas são os pontos em comum entre as nações do grupo”, analisou a representante do Child Rights and You (CRY), a indiana Ingrid Srinath.

Outro ponto fundamental discutido no Congresso GIFE foi a necessidade de se fortalecer a sociedade civil na construção de uma sociedade democrática. “Apenas com organizações atuantes e diversificadas é possível construir um Estado e um ambiente de negócios forte”, lembrou o diretor executivo e fundador da Ufadhili Trust and Managing Trustee, no Quênia, Elkanah Odembo.

Na agenda, houve também espaço para discutir a prática de ISP no Brasil. Nas plenárias sobre o tema, buscava-se a solução para a seguinte quetão: como conscientizar e mobilizar um doador, seja ele individual ou corporativo, para profissionalizar suas ações e, assim, ser considerado efetivamente um investidor social? Isto é, não apenas disponibilizar recursos, mas torná-los um projeto estratégico, com fim planejado e bem avaliado.

Segundo o diretor presidente do Instituto para o Desenvolvimento do investimento Social (IDIS), Marcos Kisil, no país ainda é forte a cultura assistencialista. “Grande parte dos investidores brasileiros financiam os ‘band-aids’ das questões sociais, ao focarem nos efeitos e não nas causas”, criticou.

O evento, com público recorde, terminou na sexta-feira, dia 4, com a participação de 59 participantes nacionais e internacionais, 32 jornalistas e um público de 612 congressistas. No encerramento, o músico e empreendedor social Antônio Carlos Gomes de Freitas, o Carlinhos Brown, fez um relato. "Apenas obras não erradicam a pobreza,mas se você investe no talento, você só pode ter dividendos”, argumentou.

Entre os pontos altos do evento, pode-se destacar também:

- Apresentação do Censo GIFE 2007-2008
Levantamento mostra prioridade em juventude

- Palestra especial de Robert Dunn
“Devemos ser gestores dos impactos humanos e sociais”

- Realização de duas grandes plenárias
Experiências locais: Situação atual e futuro do ISP no Brasil
Transformações globais - Oportunidades de articulação supranacionais

- Aprofundamento de conceitos em debates
ISP nos BRIC - Brasil, Rússia, Índia e China
Avaliação, indicadores e acreditação da ação social em perspectiva internacional
Atuação do Terceiro Setor: Legitimidade e Transparência
Desafios na Gestão do ISP: indicadores e ferramentas
Novos arranjos do ISP

- Jantar Cultural de articulação
Encontro reúne 600 pessoas

Leia cobertura completa do evento.

Rodrigo Zavala
Publicado pelo redeGIFE Online em 07/04/08

Mais...

sexta-feira, 28 de março de 2008

abertas as inscrições para o Programa Internacional de Bolsas de Pós-Graduação da Fundação Ford

Cultura é um dos tema prioritários das bolsas da Fundação Ford

Estão abertas as inscrições para a Seleção Brasil 2008 do Programa Internacional de Bolsas de Pós-Graduação da Fundação Ford (International Fellowships Programa - IFP). A iniciativa oferece 40 bolsas de mestrado (por até 24 meses) e de doutorado (por até 36 meses) para o aperfeiçoamento acadêmico de líderes em questões relacionadas à justiça e igualdade social. As oportunidades são para cursos no Brasil e no exterior. Os interessados podem se inscrever até o próximo dia 26 de maio de 2008.

A iniciativa é destinada a profissionais com potenciais de liderança em seus campos de atuação que pretendam prosseguir seus estudos superiores para promover o desenvolvimento de seus países. Para participar, é preciso ter o diploma da graduação com comprovado desempenho acadêmico, experiência em trabalhos comunitários ou voluntários e, ainda, ter residência permanente no Brasil. As áreas prioritárias são: Conhecimento, criatividade e liberdade; Formação de recursos e desenvolvimento comunitário; Paz e justiça social.

O Programa é implementado em diversos países da África, América Latina, Ásia, Oriente Médio e na Rússia - locais onde a Fundação Ford atua. No Brasil, a iniciativa, além de estar atenta à igualdade de gênero, destina-se prioritariamente a pessoas negras ou indígenas, originárias das regiões Norte, Nordeste ou Centro-Oeste do Brasil ou provenientes de famílias de baixa renda e pouca escolaridade.

Os candidatos interessados em participar do IFP 2008 devem acessar o site oficial do programa (http://www.programabolsa.org.br/) e fazer o download do Caderno de Instruções da Candidatura 2008, para conhecer todas as regras do processo seletivo.

Fonte: Universia

Mais...



Acesse esta Agenda

Clicando no botão ao lado você pode se inscrever nesta Agenda e receber as novidades em seu email:
BlogBlogs.Com.Br