terça-feira, 22 de setembro de 2009

Riscos aos dirigentes de entidades do terceiro setor

Atividade de gerir uma ONG será cada vez mais arriscada

A Justiça do Trabalho determinou, recentemente, o bloqueio de R$ 68 mil na conta bancária do vice-diretor de uma organização da sociedade civil de interesse público (Oscip), em decorrência de três processos movidos por ex-funcionários contra a organização. Ocorre que, muitos dos gestores das entidades sem fins lucrativos são voluntários, não são os "donos do negócio" e não lucram com seu trabalho. Assim, atuais ou possíveis voluntários podem desistir de executar tão importante tarefa de interesse público pelo receio de terem suas contas penhoradas em função das referidas decisões judiciais.

Infelizmente, a Justiça do Trabalho, nitidamente "protecionista", acaba causando graves distorções na utilização da desconsideração da personalidade jurídica, que significa desfazer a separação patrimonial da empresa e de seus sócios e administradores.

Ao contrário do que ocorre na esfera cível (artigo 50 do Código Civil) e consumerista (artigo 28 do Código de Defesa do Consumidor), nas quais a lei determina que a desconsideração da personalidade jurídica ocorre somente quando há abuso evidenciado em atos atentatórios a lei, aos atos constitutivos e desvio de finalidade, na esfera trabalhista ela acontece automaticamente. Ou seja, na ausência de bens para a satisfação do crédito do reclamante, o Juízo do Trabalho defere o bloqueio de imediato, sem a análise detalhada de eventuais elementos ensejadores da desconsideração da personalidade jurídica.

Ademais, temos situações semelhantes nos processos de execução fiscal. Muito embora o artigo 135 do Código Tributário Nacional determine que os diretores e gerentes respondam com seu patrimônio pessoal em situações de excesso de poderes ou infração à lei, a realidade nos mostra que o Poder Judiciário vem deferindo os requerimentos de desconsideração da personalidade jurídica de forma ampla e genérica, avançando-se sobre o patrimônio dos diretores e sócios sem a cuidadosa análise do artigo 135. Ressalte-se, ainda, que a penhora online trouxe celeridade ao processo de bloqueio de numerário em contas bancárias.

Entendemos que o prévio ajuizamento da declaração de insolvência civil, uma vez diagnosticada a situação de ruína patrimonial da entidade sem fins lucrativos, revela-se como uma medida de precaução para mitigar a possibilidade de bloqueio de ativos financeiros de seus administradores (art. 748 do Código de Processo Civil e 955 do Código Civil). Finda a fase de conhecimento nos processos trabalhistas, não restará alternativa para o reclamante senão a de habilitar o crédito (título executivo judicial) nos autos da insolvência. De forma análoga ao processo de falência, por ocasião da satisfação do passivo deverá observar a ordem de preferência dos créditos: 1) Créditos acidentários e, trabalhistas, 3) Créditos com garant ia real, 4) Créditos Tributários e 5) Créditos Quirografários.

Ainda assim, o risco de desconsideração da personalidade jurídica em caso de insolvência civil não está totalmente descartado. Caso se comprove confusão patrimonial ou desvio de finalidade, os bens dos administradores poderão responder pelas dívidas contraídas pela ONG. Contudo, mesmo nessa situação, a desconsideração não é automática como ocorre na Justiça do Trabalho, pois é condição sine qua non o atendimento aos requisitos do artigo 50 do Código Civil, vez que a Justiça Cível é muito mais rigorosa para a concessão da desconsideração da personalidade jurídica.

Não existe em nosso em nosso ordenamento jurídico, para as entidades sem fins lucrativos, um regime análogo à recuperação judicial de empresas. A Lei n.º 11.101/05 (Lei de Falências e Recuperações Judiciais) somente é aplicável para as sociedades empresárias e o empresário. Todavia, a opção que o sistema oferece para a organização sem fins lucrativos em situação de ruína patrimonial é a declaração de insolvência civil, pois de acordo com o artigo 778 do Código de Processo Civil, todas as obrigações do devedor serão consideradas extintas decorrido o prazo de cinco anos da data de encerramento do processo de insolvência.

Os seguros de responsabilidade executiva (D&O) poderiam até ser uma opção para o resguardo dos dirigentes das entidades sem fins lucrativos, porém referida modalidade securitária mostra-se economicamente inviável para a maioria das entidades do terceiro setor. Infelizmente, diante da crescente tendência da Justiça do Trabalho de desconsiderar a personalidade jurídica das entidades, e, por consequência, avançar sobre os bens pessoais de seus administradores e gestores, a atividade de gerir uma ONG será cada vez mais arriscada.

Para que isso não leve a uma diminuição da atuação de organizações de tal natureza, em prejuízo para a própria sociedade brasileira, é fundamental que as entidades sejam cada vez mais rigorosas em seus processos de gestão e controle, precavendo-se contra eventuais tentativas de responsabilização judicial dirigidas a elas próprias e seus dirigentes.


Rafael Augusto Paes de Almeida
Advogado especializado em Direito Civil de Rubens Naves, Santos Jr., Hesketh Escritórios Associados de Advocacia – rap@rnaves.com.br
Eduardo Pannunzio
Advogado especializado em Terceiro Setor de Rubens Naves, Santos Jr., Hesketh Escritórios Associados de Advocacia – ep@rnaves.com.br
Pauta Social, 21/09/09

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Pesquisa traça perfil do voluntariado empresarial no país

Foram prorrogadas as inscrições para participar da pesquisa Perfil do Voluntariado Empresarial no Brasil, que faz uma radiografia das iniciativas de voluntariado corporativo no Brasil. Realizado pelo Conselho Brasileiro de Voluntariado Empresarial (CBVE) e pelo Riovoluntário, o levantamento traduz os desafios e oportunidades do setor.

Com a chancela do Programa de Estatística Aplicada da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), que participou da elaboração do questionário e fará todo o tratamento dos dados e geração de relatório final, a expectativa é que até o final do ano os dados preliminares do estudo sejam conhecidos.

Na última edição da pesquisa, as empresas se disseram mais preocupadas com o desenvolvimento de bons programas de voluntariado corporativo. Das 89 empresas (de diferentes porte e setores, e com atuação nacional) que responderam ao estudo, 45% possuem programas de voluntariado institucionalizado, com planejamento e orçamento anuais.

O mesmo levantamento mostrou que os colaboradores das empresas são mais facilmente engajados nos programas quando: a) um profissional de comunicação interna está comprometido com o programa (79%) e; b) a diretoria presente nos programas. Para 84% deles, a existência de uma diretoria participativa está fortemente vinculada ao sucesso de um programa de voluntariado empresarial.

O curioso é que apenas um quarto das empresas que apresentam esse tipo de programa declararam que seus diretores participavam maciçamente das ações.

No que corresponde aos projetos em si, 73% dos entrevistados disseram estimular a atuação em programas sociais da própria empresa. Em outro caso, 63% delas afirmaram que oferecem recursos para os projetos em que os voluntários atuam.

No que toca ao período dedicado ao trabalho, 44% delas preferem planejar as ações de voluntariado durante o horário de trabalho, e realizá-las fora desse horário. Apesar desse dado, o estudo revela que 43% das empresas pesquisadas dispensam funcionários durante o expediente para a realização de serviço voluntário. O levantamento ainda indica que 18% das empresas valorizam a experiência em serviço voluntário na hora de contratar novos funcionários.

A segunda edição da pesquisa Perfil do Voluntariado no Brasil, tem patrocínio do Instituto Unibanco, Instituto Souza Cruz, Fundação Itaú Social, Kraft Foods, Vale, Banco Bradesco, Unimed-Rio, Metro-Rio, Light, Wartsila, Wilson, Sons e conta com o apoio da ABRH Nacional.

Para preencher o questionário, basta ter em mãos dados da empresa, como CNPJ, endereço e telefone de contato. O questionário está disponível no site do Riovoluntário – www.riovoluntario.org.br.


redeGIFE Online, 21/09/09

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US$ 1 dólar por água suja

As doenças diarréicas tiram a vida de cerca de 2 milhões de crianças a cada ano - 5.000 por dia - e um número incontável delas sofrem desde o nascimento com doenças relacionadas com a falta de saneamento básico, como diarréia, cólera e febre tifóide. O alerta, feito pelo UNICEF, há cinco anos permanece extremamente atual ainda hoje. E ganha novos contornos com o lançamento pela entidade da ONU para a Infância da campanha US$ 1 por uma garrafa de água suja.

Várias máquinas, semelhantes às que vendem refrigerantes, foram espalhadas por Nova York oferecendo garrafas de água supostamente contaminadas por vírus e bactérias causadoras de doenças como a diarréia, a malária, a febre tifóide ou o cólera.

A idéia da campanha é chocar o público e ampliar as doações para as ações humanitárias e da área de saneamento, especialmente para países do Terceiro Mundo. No yuotube é possível assistir a um vídeo mostrando a elaboração da campanha e o lançamento nos Estados Unidos.

O mote é “Por 1 dólar, saboreie a água suja que se bebe diariamente na África e na América Latina" . Os nova-iorquinos que caminham pela Rua 14 olham admirados ao insólito "vendedor" e fazem cara de nojo diante das garrafas com um líquido de suspeita cor alaranjada.

Quando os passantes “mordem a isca”, o homem se identifica. Se chama Dámaso Crespo, espanhol e diretor artístico da campanha “Dirty Water/Agua Suja”, da agencia Casanova Pendrill, que inundou as ruas de Nova York.

A idéia da original campanha é arrecadar fundos para o Tap Project, em cooperação com o Unicef e para atingir a meta de prover de água potável durante 40 dias a uma criança por cada dólar arrecadado.

«Escolha você. Temos água com sabor a tifo, a cólera, a malária, a hepatite, a disenteria, a febre amarela...», são algumas das opções do mercado. Quando o interessado se dispõe a sacar o dólar e a comprar a água suja na máquina Dámaso e sua equipe explicam: « Para tua própria saúde economiza o dólar que te custa a água suja e doa o dinheiro ao Unicef.

Um mal que desafia o tempo
A diarréia se espalha mais facilmente em ambientes de saneamento pobre onde a água potável está indisponível. Muitas vezes essas áreas foram atingidas por catástrofes naturais ou tornaram-se degradadas pela ação do homem.

Doenças transmitidas pela água são uma das principais causas de mortalidade em menores de cinco anos, juntamente com pneumonia, malária e sarampo. No caso de catástrofes, o abastecimento de água e instalações sanitárias que não estão devidamente protegidas são rapidamente danificadas.

"Quando as catástrofes naturais como terremotos e inundações ou catástrofes provocadas pelo homem como conflito destroem ou contaminam o abastecimento de água, a primeira conseqüência `uma ameaça à vida de crianças," segundo o UNICEF. Uma quantidade cada vez maior de recursos de água e saneamento são dedicados às situações de emergência - naturais e provocadas – em que comunidades pobres enfrentam o maior perigo. O UNICEF está empenhada em garantir o fornecimento de água potável e saneamento no prazo de 72 horas da superveniência de emergência porque as crianças são particularmente vulneráveis aos perigos da água suja em situações de emergência, como desastres naturais e conflitos. A melhor maneira de evitar o efeito de emergência, segundo a entidade é capacitar comunidades locais para cuidar de seu abastecimento de água e de governos a fazer investimentos que assegurem a segurança de água e saneamento mesmo durante os tempos mais difíceis.


Redação do Água Online
Envolverde, 21/09/09
© Copyleft - É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.

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Documentos públicos do Google Docs poderão ser encontrados por buscadores

Textos, planilhas e apresentações tornadas públicas no Google Docs poderão ser encontradas por buscadores nas próximas semanas

O Google anunciou que nas próximas semanas começará a indexar o conteúdo de documentos públicos hospedados no seu serviço online de produtividade, o Google Docs.

Em anúncio publicado no fórum de ajuda do Google Docs, uma funcionária da empresa chamada Marie F. afirma que nas próximas duas semanas textos, planilhas e apresentações disponíveis para qualquer usuário poderão fazer parte do índex de Google, Yahoo, Bing e outros buscadores.

Segundo o comunicado, apenas documentos publicados como páginas online ou que têm a opção de integração por meio de códigos disponível poderão ser encontrados pelos buscadores.

Arquivos sigilosos ou publicados, mas encontrados apenas por usuários que têm o link, não serão encontrados, lidos e nem integrados ao índex dos buscadores.

O anúncio do Google acontece na mesma semana em que a Microsoft começa a testar a versão online do popular pacote de produtividade Office, o Office Web Apps.

Ainda sem data para chegar ao mercado, o serviço, ainda fechado a convidados, permitirá que documentos do Word, Excel e PowerPoint sejam editados e compartilhados online.

O principal rival do Office Web Apps será o Google Docs, tanto pelas ferramentas oferecidas a usuários e empresas como pela penetração do serviço do buscador - pesquisa da consultoria IDC mostra que o Docs está presente em um quinto das empresas nos Estados Unidos.


IDG Now!, 21/09/09

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IAB publica manual para ajudar a conduzir investimentos em vídeos online

Long Form Video Overview traz dados sobre potencial publicitário de vídeos com mais de 10 minutos de duração para agências e anunciantes

O Internet Advertising Bureau (IAB) anunciou nesta segunda-feira (21/09) um guia para ajudar agências e anunciantes a entender melhor e guiar seus investimentos publicitários em vídeos online cuja duração supera dez minutos.

A associação justifica a produção do guia, chamado de Long Form Video Overview, citando números da consultoria Pricewaterhouse Cooper que afirmam que a publicidade vinculada a vídeos mais longos na internet ultrapassará a cifra de 4 bilhões de dólares em 2013.

De acordo com um estudo feito pela consultoria a pedido do IAB, o mercado publicitário movimentou nos EUA 737 milhões de dólares em vídeos feitos apenas para internet em 2008.

O manual indica cifras de outros institutos de pesquisa não apenas sobre crescimento da verba publicitária, mas também sobre a produção de vídeos, sejam eles profissionais ou amadores.

O documento também esclarece os quatro principais formatos de publicidade envolvendo vídeos e indica novos modelos que podem ser explorados em campanhas, além da tradicional vinculação de publicidade ao lado da janela pela qual o vídeo é reproduzido.


IDG Now!, 21/09/09

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Lilian Pacce, a jornalista que percebeu que sustentabilidade está na moda

O assunto moda sustentável ainda me parece um tema pouco abordado pelas grifes nacionais. Tirando algumas ações pontuais, como a criação de lojas “verdes” (assunto tratado aqui nesse post) ou a utilização de tecidos ecológicos em algumas peças, como faz a carioca Osklen, a aplicação da sustentabilidade, sobretudo no modo de produção das peças e em suas matérias-primas, ainda precisa de mais atenção por parte das marcas brasileiras.

Porém, se as grifes ainda não estão tão ligadas no tema, os jornalistas e entendidos no assunto estão, e já faz algum tempo. E um dos nomes mais respeitados nesse meio é o da jornalista Lilian Pacce.

Pioneira na campanha contra o uso de sacolas plásticas, a jornalista, a convite de Eduardo Jorge (secretário do Verde e do Meio Ambiente de São Paulo), foi curadora da exposição “Eu Não Sou de Plástico”, que contou com a participação de 120 grifes e estilistas renomados, que fizeram suas versões fashion para as já famosas ecobags. O resultado da exposição pode ser conferido no livro “Ecobags - Moda e Meio Ambiente”, idealizado pela própria Lilian.


E hoje, na loja das sandálias Ipanema, no Rio de Janeiro, acontece o lançamento de mais uma empreitada de Lilian no campo da moda ecológica: uma linha de sandálias feitas com cortiça reciclada, cujas tiras são também de borracha reciclada. As sandálias foram desenhadas pela própria jornalista, e trazem um trevinho aplicado na ponta.

Sorte pra você, Lilian!


Laís Andrade
Update Or Die, 22/09/09

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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Gisele Bündchen será embaixadora da ONU

A brasileira Gisele Bündchen, uma das modelos mais conhecidas de todo o mundo, foi desginada embaixadora da boa-vontade pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA, na sigla em inglês). A cerimônia ocorreu neste domingo, perto da residência atual da modelo, em uma praça no West Village, em Nova York.

O título é fruto do ativismo da top brasileira em prol da defesa do meio ambiente - ela é uma das grandes divulgadoras do projeto Y Ikatu Xingu, que nasceu com o intuito de proteger e recuperar as nascentes e matas de beira de rio do Xingu, no Mato Grosso.

A modelo chega a doar para o projeto boa parte dos lucros obtidos com as vendas de sua linha de sandálias. A nomeação de Gisele como Embaixadora da Boa Vontade do Programa das Nações Unidas para o Meio-Ambiente, o Pnuma, acontecerá em uma cerimônia no Washington Square Park Fountain, em Nova York.

A top brasileira vai se juntar a um time do qual já fazem parte celebridades como Angelina Jolie, Oprah Winfrey e Nelson Mandela. A nomeação de Gisele faz parte de uma série de eventos organizados pelo Pnuma em comemoração à semana global do clima.

Um dos objetivos da escolha de Gisele para o posto é usá-la para carregar a bandeira dos riscos do aquecimento global. Foi o primeiro evento público em que a top participou com gravidez aparente, já de seis meses.

O meio ambiente e a questão nuclear devem ser os dois principais tópicos da Assembleia-Geral da ONU que começa esta semana em Nova York. O secretário-geral das Nações Unidas, o sul-coreano Ban Ki-moon, liderará um evento sobre o aquecimento global na sede da organização. O encontro ocorre na terça-feira, o que provocará o adiamento do início da Assembleia-Geral, que reúne chefes de Estado de todo o mundo, para quarta-feira, alterando uma tradição de décadas.


Fonte: Veja Online, 18 e 20/09/09

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Y&R cria animação para o movimento TCK TCK TCK

Junto com as produtoras Tribbo e Somzera, agência cria filme para reforçar as ações nacionais da campanha, que visa alertar para os riscos do aquecimento global

A Y&R entrou na lista das agências e das companhias que unirão esforços para divulgar o movimento global TCK TCK TCK - que pretende incitar a assinatura de um novo acordo sobre mudanças climáticas - no Brasil.

A agência, em parceria com as produtoras Tribbo e Somzera, criaram uma animação de dois minutos que pretende alertar as pessoas acerca dos riscos do aquecimento global e tentar promover uma conscientização geral acerca da adoção de novos hábitos em prol do meio ambiente.

O filme foi desenvolvido como parte do projeto Reclame Por um Mundo Melhor, realizado pelo programa Reclame, do canal de TV por assinatura Multishow e será a primeira produção totalmente nacional a ser lançada para a campanha TCK TCK TCK (som que, em inglês, representa o tique-taque do relógio).

A animação será exibida nas salas de cinema e nas emissoras de TV que cederem seu espaço para apoiar a causa. A campanha, que já arrecadou US$ 150 mil no Brasil e ruma para os US$ 6 milhões no mundo, e que já teve quase 1 milhão de assinaturas ao abaixo-assinado no site da ação, terá ainda outras ações em diversas mídias no País ao longo dos próximos meses.

Filme sobre futuro climático
Com estreia mundial para a segunda-feira 21, o filme "The age of stupid", que conta a história de um arquivista em 2055, procura mostrar como seria a vida no planeta se fossem ignorados os alertas a respeito das consequências das mudanças climáticas. A première será em Nova York e será seguida de um debate entre cientistas, políticos e Kofi Annan, ex-secretário geral da ONU e um dos líderes da campanha TCK TCK TCK. A discussão terá transmissão ao vivo.

O evento, marcado para a véspera da sessão da Assembléia Geral da ONU sobre o clima, será encerrado com uma apresentação de Thom Yorke, vocalista da banda Radiohead.

No Brasil, o filme entra em cartaz em 13 salas de cinema no dia 22 de setembro. A produção integra a rede de parceiros da campanha TCK TCK TCK.


Meio & Mensagem Online, 11/09/09

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Fundo de investimento social lança novo concurso

Com o apoio da Fundação Kellog, o ELAS lança o 12º Concurso de Projetos. Nesta edição, o foco é apoiar iniciativas de organizações e grupos de mulheres negras do Nordeste, promovendo os direitos humanos e a cidadania, o fortalecimento institucional, a melhoria nas condições sócio-econômicas e a implementação e o exercício de leis que as beneficiem.

Podem participar grupos, organizações e associações de mulheres negras, especialmente as de mulheres quilombolas. Os projetos deverão ter duração de 10 meses e o montante para cada projeto é de R$ 14.880,00. No total, serão doados US$ 160 mil. Para participar é preciso entregar os formulários de inscrição no ELAS até o dia 24 de outubro, impreterivelmente.

O edital do 12º Concurso e o formulário para participação devem ser acessados no site do ELAS (www.fundosocialelas.org).

Sobre o ELAS
O ELAS – Fundo de Investimento Social (novo nome do Fundo Angela Borba) é o único fundo brasileiro de investimento social com foco exclusivo em meninas e mulheres. A organização entende que investir nelas é o caminho mais rápido para o desenvolvimento de pessoas, comunidades, cidades, estados e, por fim, de todo o País.

Isso acontece porque elas são as principais agentes de transformação da sociedade. Assim, todos os investimentos feitos em meninas, jovens e mulheres têm retorno através de expressivas mudanças sociais em diversos aspectos de suas vidas e das comunidades em que estão inseridas.

Ao longo de quase dez anos, o ELAS já apoiou 187 grupos de mulheres de todas as regiões brasileiras e doou diretamente mais de R$ 1,5 milhão. Além de apoiar financeiramente os grupos, a organização oferece treinamentos de formação e monitora as atividades para maximizar os resultados.


redeGIFE Online, 14/09/09

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domingo, 20 de setembro de 2009

'Crise faz países priorizarem área social'

Em visita ao Brasil, economista indiano afirma que debate sobre saúde nos EUA mostra mudança de paradigma provocada pela crise

O debate nos Estados Unidos sobre a reforma na saúde é um dos maiores exemplos de que a crise econômica fez as questões sociais ganharem espaço, diz o economista indiano Alakh Sharma. O diretor do Instituto de Desenvolvimento Humano de Nova Déli veio ao Brasil para falar sobre os programas sociais da Índia e conhecer as ações brasileiras.

“Sabemos que os Estados Unidos estão dando grande importância à saúde”, afirma Sharma, “países desenvolvidos, que antes eram indiferentes ao papel do Estado na proteção social, repensaram este conceito”. Ele e o conselheiro da Comissão de Planejamento do governo indiano, Bhaskar Chatterjee, foram entrevistados para a série de entrevistas do IPC-IG (Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo), órgão do PNUD em parceria com o governo brasileiro.

Para Sharma, a crise trouxe uma mudança de paradigma, com a preocupação social para o centro das discussões públicas. Nos países em desenvolvimento, observa Chatterjee, cresce o número de programas de proteção social, como os de transferência de renda. “Essas questões têm um apoio político? Sim, hoje elas têm e precisam ter”, diz, “há uma enorme necessidade, uma enorme pressão de ONGs, organizações da sociedade civil e das próprias pessoas vivendo abaixo da linha de pobreza”.

Ele reforça a importância de Brasil e Índia, ambos países emergentes, estudarem formas de saírem da crise com força econômica. “Os países em desenvolvimento estão pagando um alto preço por algo que não foi criação nossa, então tivemos de criar pacotes de estímulo às nossas economias”. “Acho que os países emergentes têm de dar as mãos, aprender um com o outro, olhar de perto quais são as nossas prioridades e interagir continuamente”, conclui.

Sharma ressalta que a proteção social nas regiões menos desenvolvidas é também a principal arma para superar a crise. “Os países do norte são capazes de enfrentar essa crise apenas porque a maioria deles oferece cobertura universal de seguro desemprego e outras formas de proteção social”, diz. “O dinheiro investido em proteção social, especialmente nas economias pobres do sul, aumentará o poder de compra e ajudará a combater a crise econômica”.

Acesse a entrevista na íntegra.


Pnud, Boletim nº 557, 14/09/09

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Prêmio ECO 2009 reconhecerá iniciativas de inovação sustentável

O Prêmio que a cada ano valoriza as melhores práticas de sustentabilidade nas empresas, vem com novidades em sua versão 2009. A inovação é a chave para o futuro e o Prêmio Eco inova trazendo o tema para sua vigésima sétima edição.

Lançado pela Amcham (Câmara Americana de Comércio) em 1982, o Prêmio ECO foi pioneiro no reconhecimento de empresas que adotam práticas socialmente responsáveis, gerando uma rica reflexão sobre o desenvolvimento empresarial sustentável no Brasil.

As quatro categorias que compõem a 27a edição do Prêmio ECO são:

Modelos de Negócios: relaciona-se a modelos de negócios e estratégias mais amplas das empresas que foram alterados pelos conceitos de sustentabilidade. Dá ênfase à integração da sustentabilidade nos níveis mais corporativos e sistêmicos das organizações;

Projetos: refere-se a novos projetos das companhias que envolvam a implantação de unidades produtivas ou de negócio que já nascem com critérios de sustentabilidade incorporados de forma sistêmica e estratégica;

Processos: envolve alterações em processos/ políticas de negócio que passaram a levar em conta atributos de sustentabilidade;

Produtos: diz respeito ao lançamento de produtos/ serviços ou linhas de produtos/ serviços que surgem com modelo de negócios inspirado nos conceitos de sustentabilidade.

As organizações serão reconhecidas de acordo com seus portes: pequenas e médias (com faturamento anual entre R$ 15 milhões e R$ 100 milhões) e grandes(acima de R$ 100 milhões). Serão doze premiações, sendo três por categoria: uma para pequenas e médias e duas para grandes.

As inscrições estão abertas e podem ser feitas no site www.premioeco.com.br até 12 de outubro.

Pelo segundo ano consecutivo, o jornal Valor Econômico é correalizador do ECO, uma parceria com objetivo de garantir maior visibilidade ao prêmio.


Fonte: site do Prêmio Eco

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Comércio Social: como fazer?

Veja as diferenças básicas entre as práticas de comércio eletrônico e social

O Comércio Eletrônico tem se destacado a olhos vistos no Brasil e tem sido alvo de holofotes em todo o país devido às suas cifras e possibilidades. O seu crescimento ano a ano de dois dígitos contrasta de forma significativa com os outros setores da economia, até mesmo diante de uma crise global.

Empresas dos mais diversos portes e segmentos estão percebendo que não aderir a tal estratégia de mercado é, em pouco tempo, estar fora do próprio mercado. É fato, porém, que saber o que tem que ser feito não significa saber como deve ser feito.

A urgência em montar sua plataforma de comércio eletrônico – muitas vezes porque o concorrente já o fez – gera um efeito colateral: faz com que as empresas não parem para se questionar qual o melhor modo de montá-la. Isso talvez aconteça porque só conheçam uma maneira, a mesma vitrine digital de produtos aliada ao velho "carrinho de compras".

Se todos se utilizam da mesma estratégia de diferenciação, ela deixa de ser eficiente. Tal qual ocorreu em meados dos anos 90, quando todos tinham que ter um site porque o concorrente já tinha, vivemos uma época de turbulência em que não há critérios, só pressa e falta de planejamento.

Se a sua empresa atualmente está investindo e despendendo esforços para montar uma bela plataforma de comércio eletrônico, saiba que há uma nova estratégia de diferenciação nessa área que ainda é privilégio de poucos.

Sabendo que o povo brasileiro é um dos que passa mais tempo navegando em redes sociais, tanto percentualmente quanto em números absolutos, é natural que tal comportamento venha cada vez mais fazer parte dos planos de vendas das empresas de comércio eletrônico.

Nasce assim o Comércio Social. Em poucas palavras, uma plataforma de comércio eletrônico que traz em sua gênese os conceitos de rede social, tendo como forte aliada a comunicação realizada na chamada web 2.0.

O Comércio Social se apresenta como o próximo passo do comércio eletrônico no país ao aliar as, ainda pouco conhecidas, rotinas de vendas aliadas à geração de conteúdo colaborativo, que pode ser potencializado por meio da comunicação viral e coesa em rede sociais.

Esses três "Cês" - comércio, conteúdo e comunidade - devem se somar de forma sinérgica em uma mesma plataforma de negócios digitais. Com um bom planejamento, essa estratégia vai gerar um número crescente de vendas qualificadas, porque trabalha continuamente a fidelização e a formação de uma comunidade de marca.

Os passos para implementar tal estratégia em sua operação de e-business não são tão complexos como se pode imaginar. Apresento algumas diretrizes a seguir:

Inicialmente é preciso gerar demanda, não há comunidade sem pessoas. O Google ainda é o melhor meio para gerar demanda para um site. Ter uma plataforma de comércio eletrônico otimizada para o mecanismo de busca é fundamental para gerar tráfego suficiente para manter uma comunidade sempre ativa e com novos membros.

A geração de demanda também passa pelo marketing viral, esse, contudo, ainda é misterioso o bastante para as empresas para que tenha sua efetividade garantida.

Após a geração de demanda, é preciso gerar “colas sociais”, ou seja, motivos para o usuário voltar e interagir com o site. Assim, a empresa deve realizar uma ação para não perder os usuários que já visitaram o site pela primeira vez. Exemplo dessas ações são concursos culturais, promoções relâmpago, fóruns em os consumidores podem conversar entre si e, desse modo, contribuam com suas opiniões e construam o site a seu gosto por meio de APIs ou áreas customizáveis. É importante tornar a navegação uma experiência e não se restringir à pura e simples compra.

Para manter a experiência sempre vívida e atual, é preciso ser inovador e ativo na comunidade o todo o tempo. É preciso gerar “buzz”, dar motivos para que falem (bem) da sua empresa.

Após gerar as "colas sociais" e fazer com que os usuários se mantenham unidos e ligados à marca, é preciso se comunicar com eles por meio de ferramentas da própria web, como Twitter, Blogs, Orkut, MSN, e-mail e várias outras. Cada empresa descobrirá qual a melhor ferramenta para o seu público. O site tem que ter um caráter pessoal, deve se personificar e se comunicar com seu mercado de maneira personalizada e em massa. Nessa etapa a micro segmentação é fundamental.

Em todas as ações citadas, são criadas oportunidades de venda de modo que naturalmente elas sejam reiteradas por todo o processo do Comércio Social. Quanto mais interação, mais vendas.

Como pode ver, Comércio Social é uma atitude, uma nova maneira de fazer a publicidade e vendas no seu negócio. Atualmente “vender” é “se relacionar” e a maior parcela de “relacionamento” na internet está nas redes sociais. O caminho natural do comércio eletrônico está no Comércio Social.

Se pararmos para pensar nas mais lucrativas marcas do "mundo off-line", iremos perceber que, na maioria das vezes, tais marcas são aquelas que mais geram "buzz" e que mais geram consumidores nas suas "comunidades de marca" de forma espontânea. Se isso já funciona tão bem no mundo de átomos, faça acontecer no mundo dos bits. A fórmula já foi dada, basta aplicá-la e replicá-la.


Conrado Adolpho
Publicitário, blogueiro, palestrante, consultor e especialista de internet. Formado em marketing e pós-graduado em economia, atua há mais de 10 anos no mercado e é um dos primeiros profissionais no Brasil a ser certificado pelo Google com o “Google Qualified Individual”. O palestrante é o brasileiro que mais vendeu livros de marketing no país em 2008, com o livro “Google Marketing” - o 4º livro mais vendido no ranking geral de livros de marketing, ao lado de Philip Kotler e Paco Underhill. É diretor da Agência Publiweb Marketing Digital
HSM Online, 18/09/2009

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Publicidade online tem maior impacto pela manhã

Pesquisa global realizada pela Eyeblaster revela que o pico de audiência das mensagens comerciais se dá às 9 horas

Uma pesquisa global feita pela Eyeblaster aponta que o internauta gasta, em média, um minuto por dia na interação com peças de publicidade online. Segundo os resultados, o período da manhã é o de maior impacto para as mensagens comerciais, com pico às 9 horas.

As peças criadas em formato de vídeo são as que mais repercutem, chegando a conquistar 70 segundos da atenção do usuário. O estudo analisou amostra de 42 bilhões de interações em todo o mundo, entre setembro de 2008 e março deste ano.

A informação é da coluna Em Pauta, publicada na edição 1376 de Meio & Mensagem, que circula com data de 14 de setembro de 2009.


Mariana Ditolvo
Meio & Mensagem Online, 14/09/09

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PPP-Ecos lança Edital 2009

O Programa de Pequenos Projetos Ecossociais (PPP-ECOS) destinará 675 mil dólares para projetos de uso sustentável da biodiversidade e fortalecimento de comunidades tradicionais no Cerrado. Os recursos serão doados a organizações civis, sem fins lucrativos, escolhidas por meio do edital divulgado pelo ISPN - Instituto Sociedade, População e Natureza.

O prazo final para o envio das propostas é o dia 19 de outubro de 2009. Clique para acessar o Edital PPP-ECOS 2009 e o Roteiro de Apresentação dos Projetos.

Cada entidade poderá concorrer a projetos de até 35 mil dólares para iniciativas inéditas. Serão contemplados projetos no bioma Cerrado e nas áreas de transição para Caatinga, Amazônia, Mata Atlântica e Pantanal. As organizações que já possuem experiência ou projetos com resultados e impactos positivos comprovados e que possam ampliar a escala de sua atuação poderão pleitear até 50 mil dólares. A escolha dos projetos se dará por meio de um Comitê Gestor Nacional com representantes de órgãos governamentais, organismos internacionais, organizações da sociedade civil e universidades.

O PPP-ECOS existe no Brasil há 15 anos e é executado por meio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Os recursos são do Global Environment Facility (GEF/ONU). O PPP-Ecos tem co-financiamento da União Européia, Fundação Doen e Fundo Finlandês para a Cooperação Local.

A coordenação técnico-administrativa está a cargo do ISPN. Com 15 editais lançados até 2009, o PPP-ECOS já apoiou 297 projetos em comunidades de 14 estados brasileiros e Distrito Federal. Durante sua existência, o programa investiu cerca de 7 milhões de dólares no bioma.

O PPP-ECOS busca fortalecer as inter-relações entre comunidades carentes e o meio ambiente, com ênfase na promoção de modos de vida sustentáveis que contribuam com benefícios ambientais globais, conforme os acordos internacionais para os quais o GEF é o mecanismo financeiro.


ISPN, 14/09/09

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O corpo nunca mente

"Existem sinais que denunciam uma mentira: coçar o nariz, tocar o rosto, afrouxar o colarinho etc. Se você perceber esses gestos no seu interlocutor durante uma negociação, fique atento", recomenda a consultora empresarial Daniela Zanuncini.

Ler o corpo e saber interpretar o real significado da comunicação não verbal pode ser um grande diferencial em uma negociação. Quantos não gostariam de saber o que a outra pessoa está pensando, qual será seu próximo passo? Pois a verdade é que o inconsciente está marcado no corpo. Aquilo que a outra pessoa não diz pode estar lá, pronto para ser visto - se você tiver habilidade para ver.

Quando a criança nasce, sua comunicação com o mundo é 100% corporal. Essa forma de comunicação perdura até os dois anos de idade, em média, quando as primeiras palavras e frases começam a tomar forma. Até então, o mundo da criança é visual e gestual. O corpo se expressa - e continua se expressando ao longo de toda a vida.

Não é à toa que, em nossa comunicação, o que é dito (conteúdo) representa apenas 7% do que queremos transmitir. Outros 38% se referem ao tom da nossa voz e 55% correspondem à expressão corporal? No tom de voz (38%), percebemos as emoções presentes na comunicação - um fator importantíssimo para captar o real sentido por trás das palavras. A mensagem é comunicada por meio da ênfase que colocamos em diferentes palavras e gestos.

Para se comunicar de forma eficaz, porém, não basta modular o tom de voz e a postura. Só se comunica com eficácia quem tem flexibilidade para receber o que é transmitido pelo outro. Por isso, é preciso - sempre - ouvir com atenção e evitar o pecado do egocentrismo. Muitas vezes, estamos tão concentrados em nós mesmos, esperando para expor o nosso ponto de vista, que esquecemos de escutar.

A comunicação se processa efetivamente quando compreendemos o que o outro está transmitindo e vice-versa. Para verificar a compreensão do outro, a melhor maneira é perguntar se ele entendeu - ou simplesmente observá-lo. José Angelo Gaiarsa afirma que levamos apenas sete segundos para ler a linguagem do corpo de nossos interlocutores, desde que estejamos 100% concentrados nisso. Além disso, é fundamental desenvolver e exercitar a empatia - ou a habilidade de se colocar no lugar dos outros. Somente assim haverá condições de se chegar ao entendimento pleno.

Em uma negociação, esse conhecimento é essencial para quem está disposto a observar o que não foi dito. Ao mesmo tempo, vale a pena seguir algumas dicas:
. Sentar-se frente a frente pode gerar uma postura desafiadora e estimular o confronto. Posicione-se assim diante de quem realmente você pretende confrontar.

. Mesas-redondas tendem a estimular a conciliação. Quando as pessoas se sentam lado a lado, automaticamente se instaura na sala um clima favorável ao acordo.

. Se a mesa for quadrada ou retangular, procure se sentar ao lado da pessoa com quem você pretende negociar. É uma forma subliminar de dizer que "estamos do mesmo lado".

. Interesse ou desinteresse podem ser medidos pelo conjunto "olhar atento-corpo inclinado para frente". Observe os momentos em que isso acontece.

. Mãos juntas passam confiabilidade. Observe os políticos quando eles precisam justificar algo: eles foram devidamente orientados a manter as mãos unidas nessas ocasiões.

Existem alguns sinais que, combinados, ajudam a denunciar uma mentira, um blefe etc. São eles: coçar o nariz, tocar o rosto repetidas vezes com as mãos, afrouxar o colarinho, coçar o pescoço ou nuca, esconder a boca, etc. Se você perceber esses gestos no seu interlocutor durante uma negociação, deixe o assunto evoluir e repita a mesma pergunta mais tarde. Se eles se repetirem, fique atento: o corpo nunca mente.


Portal Revista Amanhã
Jandira Feijó, 18/09/09

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sábado, 19 de setembro de 2009

Pesquisa Análise de Práticas CFRE

A CFRE International está conduzindo uma pesquisa sistemática de práticas de captação de recursos para identificar e descrever os principais conhecimentos e tarefas necessárias para uma prática eficaz.

Nos últimos meses, uma força-tarefa internacional tem trabalhado para criar uma descrição abrangente de práticas de captação de recursos. Uma pesquisa foi desenvolvida para coletar mais informações de você a respeito do conhecimento essencial necessário para uma prática eficaz de captação de recursos.

O link abaixo conduz à pesquisa: http://www.surveywriter.net/in/survey/survey310/CFREbz.asp?pw=BZ8ry74o8

A contribuicao é fundamental para o processo de definição do conteúdo e forma finais do exame para a certificação CFRE. Prevemos que a pesquisa leve cerca de 30 minutos para ser completada. Caso não seja possível completar toda a pesquisa de uma vez, é possível sair e depois retornar usando o endereço acima.

Em agradecimento tempo e esforço dispendidos ao responder a pesquisa, oferecemos, à escolha, 2 pontos Educacionais ou 10 pontos de Serviço para a certificação CFRE. Além disso, haverá um sorteio – os prêmios incluem livros sobre captação de recursos no valor total de US$100 e vouchers de US$25 para taxas de certificação.

O prazo para o preenchimento completo da pesquisa é no máximo até 02/10/09.

Qualquer dificuldade com a pesquisa, entrar em contato com a organização contratada para realizar este estudo: Professional Examination Service, das 9h às 5h (fuso horário de Nova Iorque) pelo telefone 1-212-367-4207.


ABCR, 15/09/09

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Câmara aprova mudança nas regras da filantropia

A Câmara dos Deputados aprovou ontem à noite, em votação simbólica, projeto de lei que muda as regras de certificação de filantropia a entidades beneficentes de assistência social, saúde e educação. O projeto regula os procedimentos de isenção de contribuições para a seguridade social. Como explica o relator, deputado Carlos Abicalil (PT-MT), trata-se do marco regulatório do setor.

Pela proposta, que agora será submetida à análise do Senado, os ministérios da Saúde, da Educação e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome passam a ser os responsáveis pela concessão dos certificados de beneficência às entidades que atuarem em suas respectivas áreas. Atualmente, a tarefa cabe ao Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS).

Caberá a eles definir os procedimentos para habilitação e o prazo de validade da certificação - entre um e cinco anos, segundo o projeto aprovado ontem na Câmara. Atualmente, o prazo é de três anos. Os ministérios terão de comunicar à Receita Federal os pedidos de certificação e de renovação, concedidos ou não.

A proposta define requisitos que a entidade tem que cumprir para ter direito à isenção definida pela Lei da Seguridade (lei número 8.212, de 1991): não pagamento da cota patronal de 20% ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Para as entidades da área de educação o critério é a concessão de uma bolsa de estudos para cada nove pagantes no ensino básico.

Na área da saúde, será obrigatório que as entidades ofereçam 60% de serviço gratuito ao Sistema Único de Saúde (SUS). Na área da assistência social, as entidades terão de oferecer 60% de atendimento gratuito a portadores de deficiência e idosos.

Pela legislação atual, segundo Abicalil, não há critério. " O certificado é concedido apenas com base em comprovações fiscais. Agora, elas terão que comprovar que são beneficentes ", disse. Após a aprovação em definitivo e a sanção do projeto, as novas regras terão de ser cumpridas na concessão dos próximos certificados ou não renovação dos atuais.

Os certificados vencidos durante a validade da Medida Provisória 446 - editada em novembro de 2006 foram renovados. Mas existe um grupo de entidades, cujos certificados expiraram depois da MP (que durou até início de fevereiro de 2009). Este grupo ingressou com protocolos pedindo renovação no CNAS.

No ano passado, o governo editou a medida - chamada de MP das filatrópicas -, concedendo anistia fiscal a mais de sete mil entidades filatrópicas. A renúncia pretendida superava R$ 2 bilhões de reais. Em abril deste ano, a Justiça Federal suspendeu os efeitos da MP.

O relator fez um apelo para que o Senado dê agilidade à votação, lembrando que a partir de 31 de dezembro, sem novas regras, haverá " uma infinidade de situações sem cobertura legal " .

Segundo Abicalil, a sociedade poderá acompanhar, passo a passo, o processo pela internet. " O projeto institui rigorosa transparência no processo " , afirmou o relator. Segundo ele, foram realizadas 26 reuniões desde o mês de junho, com representantes do setor. " Construímos um amplíssimo acordo que levou à aprovação e que, espero, o Senado confirme " , disse Abicalil.


Raquel Ulhôa, de Brasília
Valor Online, 16/09/09

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Bandeja do McDonald's exibe Educar para Crescer

É a primeira vez que a rede de fast-food abre espaço nas lâminas para outra instituição; ação deve impactar 10 milhões de pessoas

Após completar um ano nesta terça-feira, 15, o movimento Educar para Crescer, do Grupo Abril, decidiu comemorar com uma ação de grande abrangência. Até 30 de setembro, as folhas que forram as bandejas de 570 unidades do McDonald's trazem informações sobre aprendizado providas pela equipe editorial.

É a primeira vez que a rede de fast-food abre espaço nas lâminas para outra instituição, pelo menos no Brasil. Nesse caso, além da logomarca e da mascote do projeto, há também a logo da Abril estampando o tradicional papel da bandeja. Mas a empresa de alimentos adverte que só permitiu a exceção por se tratar de uma iniciativa sem fins lucrativos e com foco na utilidade pública.

"Conversamos com o vice-presidente de marketing do McDonald's, o Mauro Multedo, e ele é bem envolvido e interessado por educação. Foi realmente uma questão de abraçar a causa", explicou Kadu Palhano, redator-chefe do Educar para Crescer. Estima-se que a ação impacte 10 milhões de pessoas.

As dicas nas bandejas fazem parte do Guia da Educação em Família, desenvolvida em parceria com o Todos pela Educação e distribuída gratuitamente para os leitores das revistas Veja, Claudia, AnaMaria e Viva Mais. Exemplares dessas cartilhas, destinadas a pais de várias classes sócio-econômicas, também estão sendo distribuídos em algumas lojas da rede junto com o McLanche Feliz.


Gabriel Navarro
Meio & Mensagem Online, 16/09/09

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Programa de incentivo de reservas da Mata Atlântica está com inscrições abertas para oitavo edital de projetos

O Programa de Incentivo às Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN) da Mata Atlântica, coordenado pelas ONGs Conservação Internacional, Fundação SOS Mata Atlântica e The Nature Conservancy, está com inscrições abertas para seu VIII Edital de Projetos até o dia 26/10 (data de postagem no correio).

O objetivo do Programa é contribuir para a conservação in situ* da biodiversidade da Mata Atlântica, fortalecer o sistema nacional de unidades de conservação, por meio do apoio à criação e gestão de RPPNs, e fomentar atividades e negócios sustentáveis envolvendo as Reservas Particulares do Bioma.

Com o patrocínio de Bradesco Cartões, Bradesco Capitalização e da Fundação Toyota, um total de R$ 300 mil será destinado para a criação de RPPNs ou para projetos de elaboração de Planos de Negócios Sustentáveis. Proprietários de terra de toda a Mata Atlântica e ONGs podem participar do Programa.

Neste edital, o Programa de Incentivo às RPPNs passa ainda a financiar projetos de elaboração de Planos de Negócios para a implementação de atividades econômicas sustentáveis em propriedades com RPPNs, como turismo sustentável, produtos da Mata Atlântica (alimentos, artesanatos, bebidas e objetos feitos com recursos naturais locais), agricultura sustentável e produtos orgânicos, centros de formação e capacitação, dentre outras.

Com esse apoio, o Programa visa colaborar com a realidade local das regiões onde as RPPNs foram criadas, já que um local que pode ser preparado para o turismo sustentável, ou para o trabalho voltado para a sustentabilidade, aumenta as oportunidades de empregos para as comunidades dos entornos das RPPNs. Assim, o projeto alia conservação ambiental e geração de renda, contribuindo com a economia e desenvolvimento sustentável desses locais. Os projetos devem prioritariamente incluir uma ou mais RPPNs.

A história brasileira está intimamente ligada à Mata Atlântica, daí a importância da sua conservação, pois durante os ciclos econômicos a floresta foi sendo desmatada, reflexo da ocupação e exploração desordenada de seus recursos naturais.

As RPPNs protegem mais de 660 mil hectares do território brasileiro, distribuídos em mais de 900 reservas. Só na Mata Atlântica, elas somam cerca de 600 reservas e protegem aproximadamente 130 mil hectares, garantindo a proteção de espécies ameaçadas, como os primatas mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia) e macaco-prego-do-peito-amarelo (Cebus xanthosternos), a ave formigueiro-de-cauda-ruiva (Myrmeciza ruficauda), a araucária (Araucaria angustifolia), dentre outras.

Uma vez que cerca de 80% dos 102.012 km2 (7,91% da área original) que ainda restam do Bioma está em propriedades particulares, é de extrema importância a participação dos proprietários de terra na conservação da biodiversidade e dos recursos naturais, particularmente por meio da criação, manutenção e a gestão de RPPNs.

As RPPNs são relevantes para a conservação de importantes trechos de Mata Atlântica, para o aumento da conectividade da paisagem - fator chave para a manutenção dos processos ecológicos e proteção de espécies a longo prazo – e para ampliar a representatividade dos ecossistemas protegidos na Mata Atlântica.

Desde o primeiro edital, entre 2003 e 2009, o programa já beneficiou 216 projetos: 56 de gestão (sendo 22 de plano de manejo) e 159 projetos de criação, que vão resultar em 310 novas RPPNs, protegendo cerca de 20 mil hectares. O projeto pode auxiliar na consolidação dos mosaicos de unidades de conservação e dos corredores da biodiversidade e, com isso, contribuir para a conservação regional e o fortalecimento das áreas protegidas.

Para criação de uma RPPN os projetos selecionados receberão até R$ 10 mil e as propostas devem ter como proponente pessoa física ou jurídica proprietária da área onde se pretende criar a RPPN, organizações ambientalistas sem fins lucrativos ou associações de proprietários. Em todos os casos, deve ser apresentada cópia da documentação das propriedades.

Os projetos de elaboração de Planos de Negócios Sustentáveis receberão até R$ 30 mil e o proponente deve ser pessoa jurídica de caráter privado e sem fins lucrativos, tais como associação, fundação, ONG ou Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP). Em ambas as categorias deve ser enviada uma cópia do instrumento de acordo formal ou Termo de Compromisso entre as partes.

Por se tratar de um processo competitivo, o programa não avalia somente critérios como qualidade, coerência, pertinência e criatividade do projeto, mas também a contribuição da área para a proteção da biodiversidade e de recursos hídricos, proximidade com outra unidade de conservação, relevância da área no contexto regional, beleza cênica e paisagística, presença de espécies ameaçadas de extinção, grau de ameaça da região onde a RPPN será criada, entre outros.

Todas as propostas terão prazo máximo de 18 meses para sua execução, contados a partir da data de assinatura do contrato. A avaliação das propostas apresentadas dentro do prazo definido neste edital será realizada pelo Comitê de Avaliação do Programa.

* “Segundo a Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), a conservação “in situ” é a conservação de ecossistemas e habitats naturais e a manutenção de populações viáveis de espécies em seus ambientes naturais e, no caso de espécies documentadas ou cultivadas, nas áreas onde elas desenvolveram suas propriedades diferenciadoras". (fonte: Explicação retirada do site do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná, que usou conceito da Convenção sobre Diversidade Biológica: Entendendo e Influenciando o Processo - Um Guia para Entender e participar Efetivamente da Oitava Reunião da Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica - COP - 8).

Serviço:
As propostas e os documentos necessários para análise devem ser encaminhados impreterivelmente até 26/10 (data de postagem no correio) para:
Programa de Incentivo às RPPNs da Mata Atlântica
Aos cuidados de Mariana Machado
Rua Manoel da Nóbrega, 456
04001-001 – São Paulo - SP

O novo edital de projetos está disponível para consulta nos sites:
http://www.sosma.org.br/, www.conservacao.org, www.nature.org/brasil, http://www.corredores.org.br/


Setor3, 14/09/09

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Harvard de roupa nova

Símbolo de ensino de qualidade, universidade americana lança grife de luxo para diversificar receitas e atenuar suas dificuldades financeiras

Pense em uma roupa que leva a marca de uma universidade. Provavelmente a imagem que vem à mente é uma blusa de moletom com o nome da instituição (como na foto ao lado).

Essa ideia está para mudar. No mês passado, a Universidade de Harvard anunciou um contrato de licenciamento com a Wearwolf, um grupo de moda americano especializado em fornecer roupas para grifes de luxo.

O que vem por aí são camisas, ternos, blazers, gravatas e acessórios arrojados, que resultam da interpretação da Wearwolf para o que os homens de negócio, em especial aqueles que estudaram em Harvard, poderiam usar.

O estilo nada tem a ver com o nome Harvard estampado em letras enormes. São roupas que acompanham a tendência da moda conforme a estação. Batizada de Harvard Yard, a grife chegou a ser comparada - com certo exagero - à americana Ralph Lauren.

Com preços que variam de US$ 160 a US$ 495, as peças devem chegar a lojas de departamento de luxo entre fevereiro e março do ano que vem. "Não é uma marca para estudantes mas para homens bem-sucedidos que estão na faixa dos 25 aos 45 anos", disse à DINHEIRO Jeffrey Wolf, vice-presidente da Wearwolf.

"A Harvard Yard não será destinada só ao mercado americano. No futuro próximo, queremos ingressar em vários países, inclusive no Brasil." Quanto mais ambiciosos os objetivos da Wearwolf, melhor para a Harvard, que ganhará royalties sobre as vendas.

Harvard possui mais de 100 contratos de licenciamento de produtos, como chaveiros, canetas e camisetas, mas as receitas geradas por esse negócio ainda são irrisórias. A estratégia é justamente impulsionar essa área. Os lucros são para financiar bolsas de estudo para alunos.

Como tudo o que envolve o nome Harvard, a criação da grife gerou uma saraivada de críticas. Na semana do anúncio do contrato, não faltaram comentários e piadas na mídia envolvendo o nome da nova grife. Uma delas brincava que usar a roupa seria tão difícil quanto entrar em Harvard, pois só seria possível se a geração anterior já a tivesse usado antes - em uma alusão irônica à tradição de famílias que há décadas frequentam a universidade.

"A marca Harvard Yard traz as mesmas aspirações que envolvem o nome da universidade, como status, glamour e a sensação de estar entre os melhores do mundo", diz Luiz Angelotti, proprietário da Angelotti Licensing, especializada em licenciamentos. "A nova marca tem tudo para ser uma grande grife internacional e abrir enormes possibilidades de ganho."

Harvard vive um período de dificuldades financeiras, o que também explica o interesse da universidade por projetos capazes de gerar novas receitas. A crise mundial afetou as grandes instituições de ensino dos Estados Unidos, que viram as doações monetárias minguarem nos últimos meses.

Em Harvard, as arrecadações caíram de US$ 36,9 bilhões no biênio 2007/2008 para US$ 26 bilhões no ano encerrado em 30 de junho passado. Em Yale, outro símbolo estudantil americano, as arrecadações caíram de US$ 22,9 bilhões para US$ 16 bilhões.

"Em momentos de crise, é óbvio que as doações diminuem", afirma André Delben Silva, administrador do Harvard Business School Club of Brazil, uma associação de ex-alunos brasileiros que estudaram na universidade.

"Depois, as doações voltam, pois se trata de uma prática arraigada na cultura americana,como se ela fosse um gesto de agradecimento à universidade." Obviamente, Harvard está longe da falência, mas um estudo recente concluiu que ela terá de cortar custos nos próximos meses.

O desafio é fazer isso sem afetar a qualidade do ensino. Harvard é um ícone mundial. No mês passado, ficou em segundo lugar no índice Webometrics, um ranking semestral que aponta as melhores universidades do mundo


Carolina Guerra
Boletim IstoÉ - Edição 2080, 19/09/09

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sexta-feira, 18 de setembro de 2009

10 razões para adotar redes sociais nas empresas

Veja texto que mostra como as organizações podem adotar a utilização das redes sociais internamente

Muitas empresas tem receio de utilizar redes sociais dentro das empresas alegando que haverá queda na produtividade de seus funcionários. Isso prova, como sempre, que as pessoas preocupam-se mais em identificar os problemas do que em enxergar as oportunidades presentes em certas decisões. Esse tipo de pensamento focado apenas no problema faz com que as empresas substimem a capacidade criativa, de mobilização e criatividade coletiva das pessoas dentro das empresas.

A realidade das empresas mudou. A competição é muito maior do que no século passado e isso faz com que a inovação seja a principalmente competência a ser desenvolvida pelas empresas. Inovação que deve vir de todos os lugares da empresa. A emrpresa deve buscar conhecimento onde quer que ele esteja, seja dentro ou fora da empresa. Alguns dizem que ela deve ser “chuveiro” (de cima para baixo), outros dizem que deve ser “bidê” (de baixo para cima), mas o importante é que ela seja do tipo “hidromassagem” (de todos os lados).

Mauro Segura, consultor da IBM, revelou o resultado de uma pesquisa que a própria IBM faz regularmente, chamada “CEO study - The enterprise of the future”. O estudo apontou 5 tendências:
- As empresas serão ávidas por mudança;
- Inovação de fora para dentro;
- Empresas globalmente integradas;
- Disruptivas por natureza;
- Pensam na sustentabilidade e no longo prazo;

Diante desse cenário, as empresas devem basear suas ações no desenvolvimento do seu capital intelectual a fim de criar uma cultura de inovação em que todos sintam que são livres para expor suas idéias. Para isso, é preciso dar voz as conversas existentes dentro das organizações. Nesse sentido, as redes sociais são ótimas ferramentas para criar esse ambiente de conversas dentro das empresas, pois ela aproxima as pessoas e facilita a conexão entre pessoas com interesses comuns e que poderiam compartilhar ideias.

Nesse sentido, Mauro apresenta as 10 razões para se adotar redes sociais dentro das empresas:
- Acesso rápido e fácil ao conhecimento: com as ferramentas atualmente existentes, é muito fácil criar um ambiente onde as pessoas possam discutir, apresentar suas idéias e registra-las para outras pessoas consultarem.
- O ser humano adora redes sociais: especialmente os brasileiros, uma vez que mais de 80% dos brasileiros, que se conectam a Internet, participam de algum tipo de rede social. Brasileiro gosta de conversar;
- A inovação aparece: o ambiente das redes sociais facilita o surgimento da diversidade de perspectivas e opiniões, condição essencial para surgimento da inovação;
- Quebra da barreira geográfica: você pode conversar com qualquer pessoa independente da localização geográfica em que ela esteja;
- Quebra da barreira hierarquia: talvez seja esse o maior temor de quem está no comando das empresas. Não existem escadinhas que deve ser escaladas para que as informações e as opiniões cheguem ao alto escalão da empresa. Isso é irreversível e incontrolável;
- Comunicação direta sem intermediários: comunicação sem filtros. Não existe mais aquela de que “Quem conta um conto aumenta um ponto”;
- Identidade pessoal: nas redes sociais, você tem a oportunidade de mostrar quem você é. Você pode expressar suas opiniões e suas crenças;
- Referências: é uma oportunidade de criar um grande conjunto de referências para posteriores consultas;
- Política de portas abertas: deixe a comunicação fluir livremente e você se surpreenderá com a capacidade de criar coletivamente de seus funcionários;
- Tecnologia simples e fácil: não é preciso ser um expert em tecnologia ou em construção de sites para você montar sua rede social. Existem ferramentas que auxiliam qualquer pessoa na criação de um blog, por exemplo.

Adotar redes sociais dentro das empresas potencializa a geração de inteligência coletiva dentro das empresas, além de descobrir pessoas talentosas, que ficam escondidas na imensidão dos cargos e departamentos das empresas, e facilita a identificação dos agentes de mudança dentro da empresa e que podem influenciar outras pessoas a se tornarem inovadoras. Aliás, Mauro apresentou o resultado de um estudo da universidade de Melbourne de que funcionários que utilizam redes sociais são 9% mais produtivos do que aqueles que não usam.

Com certeza, no século XXI o valor está no intangível.


Marcelo Bastos (http://hsm.updateordie.com/author/mbastos/)
Este texto foi publicado, originalmente, no Blog da HSM. Para ler este e outros post, clique aqui: http://hsm.updateordie.com/.
HSM Online, 04/09/09

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Fundação Banco do Brasil e BNDES fazem acordo de cooperação

O presidente da Fundação Banco do Brasil (FBB), Jacques Pena e o diretor de inclusão social do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Élvio Gaspar, assinaram acordo de mútua cooperação técnica e financeira entre as instituições. O documento, que tem vigência de cinco anos, objetiva a redução de desigualdades, a inclusão social e o desenvolvimento territorial sustentável, por meio da realização de um total de R$ 200 milhões de investimentos sociais.

A cada ano, os parceiros destinarão R$ 40 milhões para o patrocínio da estruturação de empreendimentos da economia solidária, reaplicação de tecnologias sociais e apoio a promoção do desenvolvimento integrado com enfoque territorial.

Cada uma das instituições participará com R$ 20 milhões por ano, sendo os recursos do BNDES oriundos do Fundo Social da instituição, enquanto os da Fundação Banco do Brasil são provenientes de seus recursos próprios.

Para Jorge Streit, diretor de desenvolvimento social da Fundação Banco do Brasil, o convênio é de altíssimo interesse. Ele explica que o acordo está centrado em eixos nos quais a Instituição atua desde 2003 - tecnologias sociais, cadeias produtivas e desenvolvimento territorial, principalmente nas regiões Norte e Nordeste.

"Esta parceria olha para ações nas quais já estamos focados e para as regiões que priorizamos. Para o BNDES, a capilaridade da Fundação Banco do Brasil é também de interesse estratégico. È um convênio bom para os dois lados e a tendência é que seja bem sucedido", afirma.

Atuação conjunta
O acordo de cooperação prevê a elaboração anual de um Plano Tático de Atuação Conjunta FBB-BNDES, contendo a indicação dos investimentos a serem realizados no período. Um Comitê Técnico Executivo (CTE), composto por representantes da FBB e do BNDES, atuará na elaboração do plano, na seleção de iniciativas e no acompanhamento dos projetos aprovados.

O plano de atuação para 2009, que inaugura a parceria, indica investimentos sociais de R$ 14,7 milhões nas cadeias produtivas da cajucultura, mandiocultura, apicultura e reciclagem. Também estão previstos investimentos sociais da ordem de R$ 11,7 milhões na reaplicação das tecnologias sociais Produção Agroecológica Integrada Sustentável (PAIS), que tem foco na segurança alimentar e geração de trabalho e renda, e Fossa Séptica Biodigestora, que objetiva a melhoria das condições de saneamento básico.

Além disso, o documento direciona R$ 11,9 milhões para ações de desenvolvimento territorial, em regiões como o Vale do Urucuia, o Vale do Rio Doce, a bacia do rio São Bartolomeu e a Mata dos Cocais. Desse total, cerca de R$ 6,7 milhões estão destinados para o desenvolvimento sustentável dos entornos de grandes projetos do BNDES.


redeGIFE Online, 07/09/09

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terça-feira, 8 de setembro de 2009

Unesco examina candidatos a diretor em meio a polêmica

A Unesco (organização da ONU para a educação, ciência e cultura) começou a examinar as candidaturas para seu futuro diretor geral, nesta segunda-feira, em Paris, em meio a uma polêmica pelas acusações de antissemitismo lançadas contra o egípcio Faruk Hosni, favorito ao cargo, que está sendo disputado por mais oito pessoas.

O cargo será definido em 17 de setembro, após uma votação de no máximo cinco turnos, antes da 35ª Conferência Geral da organização, que reunirá em outubro seus 193 países membros.

Faruk Hosni, ministro da Cultura do Egito há 20 anos, que tem o apoio da Liga Árabe, da União Africana (UA) e da Organização da Conferência Islâmica (OCI), pode se tornar o primeiro diretor geral árabe da Unesco, segundo uma regra não escrita sobre a alternância regional no comando da organização.

Mas as declarações de Hosni no Parlamento egípcio em 2008, segundo as quais ele queimaria os livros em hebreu de todas as bibliotecas de seu país, geraram uma forte polêmica.

Em artigo publicado em maio passado pelo jornal francês Le Monde, intelectuais de vários países, entre eles o Prêmio Nobel da Paz, Elie Wiesel, denunciaram a vergonha de um "naufrágio anunciado" da Unesco, e acusaram Hosni de ter dado declarações infelizes contra os judeus.

Segundo Wiesel, o ministro egípcio teria considerado a cultura israelense "desumana" e denunciado em 2001, para um jornal egípcio, a "infiltração de judeus nos meios de comunicação internacionais".

Mesmo neste contexto, a designação de Hosni, que tem como principal rival nesta disputa a comissária europeia das Relações Exteriores, a austríaca Benita Ferrero Waldner, é praticamente um fato consumado na Unesco.


da France Presse, em Paris
Folha Online, 07/09/09

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Prêmio Minha Comunidade Sustentável prorroga inscrições até 28/9

O Prêmio Minha Comunidade Sustentável é uma iniciativa da Editora Basset e será realizado por meio da revista Carta na Escola em parceria com a organização não-governamental Ação Educativa.

Tem por objetivo estimular e apoiar a criação e execução de projetos escolares inovadores que busquem soluções de sustentabilidade da vida no planeta, incluindo-se aí as dimensões social, ambiental e econômica.

No contexto do Prêmio, um projeto para uma comunidade sustentável deve implicar a mobilização e a aprendizagem do grupo escolar participante.

Sustentabilidade deve ser entendida como um conceito sistêmico, que integra as dimensões acima citadas. Mais ainda, implica certo equilíbrio, em contraposição a uma noção de desenvolvimento econômico ilimitado, dada a finitude dos recursos do planeta. Assim, não se podem criar soluções de geração de renda para uma comunidade que vive os efeitos da miséria produzindo ações negativas para o meio ambiente.

Ao mesmo tempo, não devemos conservar o meio ambiente em detrimento dos seres humanos que vivem em uma comunidade.

1 -Participantes
Podem se candidatar ao Prêmio unidades executoras vinculadas a uma escola, que tenham como finalidade a gestão de recursos financeiros transferidos para a manutenção e desenvolvimento do ensino. Entende-se por unidade executora, nos termos da legislação vigente, as associações de pais e mestres (APM), as caixas escolares, os círculos de pais, associações de pais e professores (APP), associações de pais, alunos e mestres (APAM) e outras denominações com o mesmo fim.

Os projetos devem estar vinculados a qualquer nível e modalidade da Educação Básica, da rede pública ou particular de ensino. E podem ser realizados exclusivamente pela unidade escolar ou em parceria com organizações não-governamentais (ONGs), associações de bairro ou instituição que ofereça apoio técnico.


As escolas privadas e fundações que não possuírem associações como as denominadas acima poderão se inscrever, ficando o diretor administrativo da escola e o professor gestor do projeto responsáveis pela gestão dos recursos. Nesse caso, a escola premiada deverá assinar um contrato de doação com encargos, arcando com os encargos advindos conforme legislação vigente da doação dos valores destinados à execução do projeto.

O projeto proposto deve ser original e desenvolvido como um trabalho de professores e alunos ao longo de um período escolar e não precisa se limitar ao espaço da escola, podendo trazer soluções e inovações para a comunidade do entorno.

2 -Inscrições
As inscrições serão aceitas de 18 de maio a 28 de setembro de 2009 e poderão ser feitas da seguinte forma:

2.1) Pela internet, por meio dos sites www.cartanaescola.com.br e www.acaoeducativa.org.br/premio. Deverá ser preenchida a ficha de inscrição e o formulário de descrição do projeto. As inscrições serão validadas após a análise do cumprimento dos critérios de participação. A confirmação de recebimento da inscrição será feita no ato da inscrição.

2.2) Nos casos em que não for possível fazer a inscrição por meio eletrônico, esta poderá ser feita pelo Correio, com o envio da ficha de inscrição e do formulário de descrição do projeto para rua General Jardim, 660, São Paulo (SP), CEP 01223-010, em envelope identificado como Prêmio Minha Comunidade. Não serão aceitas inscrições que não sigam rigorosamente o que foi orientado e solicitado no formulário de descrição do projeto.

Serão aceitas as inscrições postadas até o dia 28 de setembro de 2009. Nesses casos a confirmação de recebimento da inscrição será por fax ou email.

2.3) No ato da inscrição deverá ser informado o nome de um Gestor do projeto. Este deverá ser membro do corpo docente da escola e o responsável pelo trabalho e pela gestão dos recursos recebidos.

2.4) O material enviado para a inscrição não será devolvido e os avaliadores podem solicitar informações e documentação complementares.

2.5) A inscrição será gratuita.

2.6) Cada unidade escolar poderá apresentar mais de um projeto.

2.7) Não poderão participar do concurso pessoas que possuam algum grau de parentesco com os funcionários e/ou contratados da Organizadora e da ONG Ação Educativa.

3 - Critérios de avaliação dos projetos
Os projetos inscritos serão analisados em três etapas:
a) validação da inscrição conforme os critérios deste regulamento pela organização do Prêmio;
b) análise e seleção de 20 projetos por um comitê técnico, formado por pessoas externas à Ação Educativa e à Organizadora;
c) seleção dos 7 melhores projetos por uma Comissão Julgadora.

3.1) Divulgação dos resultados
Em 20 de outubro de 2009 serão divulgados os resultados por meio dos sites www.cartanaescola.com.br e www.acaoeducativa.org/premio e comunicado por telefone aos gestores dos projetos selecionados.

Critérios de avaliação que nortearão as etapas acima descritas:
I. Inserção do projeto nos termos da definição de sustentabilidade expressa na apresentação do Prêmio.
II.Viabilidade técnica e jurídica para a implementação do projeto.
III.Adequação dos recursos disponibilizados aos fins declarados no projeto.
IV. Cronograma factível e compatível com os objetivos a serem alcançados pelo projeto.
V. Ser concebido e executado por professores e alunos de uma unidade escolar com apoio ou não de organizações não-governamentais (ONGs), associações de bairro ou instituição que ofereça apoio técnico.
VI. O projeto deve ser original e desenvolvido ao longo de um período de 6 meses do calendário escolar (fevereiro a julho de 2010).
VII. A elaboração e realização do projeto devem implicar ação de caráter transformador na comunidade-escola ou na comunidade de maneira mais ampla (o entorno,a rua, o bairro,a cidade).
VIII. Será considerado o critério de proporcionalidade entre o número de projetos inscritos e premiados conforme as regiões do país.

4 - Premiação
Haverá um evento de premiação em novembro de 2009 e as sete escolas selecionadas deverão enviar o Gestor do projeto como representante para receber o prêmio. Os gestores serão hospedados na cidade de São Paulo, em local a ser oportunamente definido pela Organizadora, responsável pelo transporte dos grupos de ida e volta a sua cidade, translado em São Paulo, alimentação e hospedagem durante o período de permanência do grupo.

5 - Prêmio
As escolas que tiverem seus projetos escolhidos pela Comissão Julgadora receberão como prêmio:
• Certificado de participação.
• Uma assinatura da revista Carta na Escola válida por 1 ano.
• Bolsa integral no curso “Sala de Aula Interativa”, na modalidade Educação à Distância oferecido pelo SENAC.
• As unidades executoras serão depositárias do prêmio em dinheiro que tem a finalidade de viabilizar a implantação dos projetos. A escola inscrita deverá indicar no ato da inscrição o valor do projeto, que poderá ser entre R$ 5 mil e R$ 20 mil reais. Serão premiados os 7 projetos mais bem avaliados pela Comissão Julgadora.

O valor do prêmio será depositado em uma conta corrente exclusiva para esse fim em nome da unidade executora. O prêmio será pago em três parcelas, sendo a primeira referente a 50% do total, depositada em 1º de fevereiro de 2010. A segunda parcela, referente a 40% do valor total da premiação, será depositada após 60 dias e a terceira, referente aos 10% restantes, após 120 dias a contar do recebimento da primeira parcela.

5.1) Gestão dos recursos
A implantação do projeto e a utilização dos recursos financeiros disponibilizados pelo Prêmio Minha Comunidade Sustentável serão de responsabilidade do Gestor indicado na ficha de inscrição pela unidade executora.
A implantação do projeto será monitorada por um responsável designado pela Organizadora e pela ONG Ação Educativa e deverá acontecer até o final de julho de 2010.

O Gestor do projeto será responsável pela prestação de contas com notas fiscais, recibos e relatório de utilização dos recursos para serem enviados à Comissão Organizadora do Prêmio até 10 dias antes da data de depósito da parcela seguinte.
O modelo de relatório será enviado por e-mail ao Gestor do projeto imediatamente após o pagamento da primeira parcela.

Os relatórios e as comprovações de gastos devem ser enviados para a Ação Educativa, rua General Jardim, 660, São Paulo, CEP 01223-010, em envelope identificado como Prêmio Minha Comunidade Sustentável – Relatório.
Os recursos devem ser gastos entre fevereiro e julho de 2009, não sendo possível estender esse prazo.

Os recursos recebidos não poderão ser gastos com remuneração de pessoal, despesas com alimentação, transporte e estadia. A compra de equipamentos e insumos deve estar diretamente relacionada às necessidades do projeto.

A liberação das parcelas estará condicionada ao envio e à aprovação dos relatórios. Caso o relatório não seja aprovado, será devolvido com as recomendações para ser refeito e reenviado. A não aprovação da prestação de contas implica desclassificação do projeto e a devolução dos valores já recebidos em até cinco dias úteis após a comunicação por carta.

Cada projeto poderá receber uma visita técnica com a finalidade de acompanhar a sua implementação.

6 - Cessão de Direitos – Autorizações
6.1) O Prêmio tem caráter exclusivamente cultural, sem nenhuma modalidade de sorteio ou pagamentos pelos concorrentes nem é vinculado à aquisição de qualquer bem, direito ou serviço.

6.2) Fica desde já estipulado que a inscrição da unidade executora no Prêmio Minha Comunidade Sustentável autoriza que a Organizadora possa, sem ônus, por qualquer meio ou forma, parcial ou totalmente, expor e divulgar publicamente o Projeto, sua abrangência, o nome dos participantes, de terceiros que nele estejam envolvidos a qualquer título, o apoio a ele conferido, bem como o material descritivo correspondente ao Projeto.

6.3) A autorização é outorgada em caráter de exclusividade, de forma definitiva, total, irrevogável e irretratável, sendo válida no Brasil e em todos os demais países, sem restrição de espaço, tempo, idioma e quantidade de exemplares, e permitirá à Organizadora a utilização por meio de: impressos em geral, mídia, material publicitário, sites, CD-ROM, disquete, DVD, revistas eletrônicas e digitais, conferências, palestras, relatórios, convites, folders, folhetos, livros, compilações, fotografias, slides, outdoors, catálogos, cartazes, calendários, enciclopédias, produtos culturais, exposições itinerantes ou não, em qualquer local, mostras nacionais ou internacionais, outros materiais institucionais, promocionais ou publicitários.

6.4) Os integrantes dos grupos cedem, a título gratuito, à Organizadora o direito de uso de seus nomes, imagens e depoimentos, para fins de divulgação do II Prêmio Minha Comunidade Sustentável.

7 - Disposições Gerais
O não cumprimento pelos grupos inscritos das disposições deste Regulamento e das demais instruções fornecidas durante o processamento do concurso implicará sua desclassificação.

As decisões da Comissão Julgadora serão soberanas e irrecorríveis, não cabendo recursos aos concorrentes qualquer contestação de tais decisões, bem como dos seus resultados. Os casos não previstos por este regulamento serão discutidos e acordados pela Comissão Organizadora do Prêmio Minha Comunidade Sustentável.

As despesas referentes à elaboração e ao envio dos projetos e quaisquer outras necessárias para a participação no concurso correrão por conta dos próprios inscritos.

Comissão Organizadora do Prêmio Minha Comunidade Sustentável
Entre em contato: 11- 3151-2333, ramal 111


Fonte: Ação Educativa

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Fundação Banco do Brasil e BNDES fazem acordo de cooperação

O presidente da Fundação Banco do Brasil (FBB), Jacques Pena e o diretor de inclusão social do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Élvio Gaspar, assinaram acordo de mútua cooperação técnica e financeira entre as instituições. O documento, que tem vigência de cinco anos, objetiva a redução de desigualdades, a inclusão social e o desenvolvimento territorial sustentável, por meio da realização de um total de R$ 200 milhões de investimentos sociais.

A cada ano, os parceiros destinarão R$ 40 milhões para o patrocínio da estruturação de empreendimentos da economia solidária, reaplicação de tecnologias sociais e apoio a promoção do desenvolvimento integrado com enfoque territorial.

Cada uma das instituições participará com R$ 20 milhões por ano, sendo os recursos do BNDES oriundos do Fundo Social da instituição, enquanto os da Fundação Banco do Brasil são provenientes de seus recursos próprios.

Para Jorge Streit, diretor de desenvolvimento social da Fundação Banco do Brasil, o convênio é de altíssimo interesse. Ele explica que o acordo está centrado em eixos nos quais a Instituição atua desde 2003 - tecnologias sociais, cadeias produtivas e desenvolvimento territorial, principalmente nas regiões Norte e Nordeste.

"Esta parceria olha para ações nas quais já estamos focados e para as regiões que priorizamos. Para o BNDES, a capilaridade da Fundação Banco do Brasil é também de interesse estratégico. È um convênio bom para os dois lados e a tendência é que seja bem sucedido", afirma.

Atuação conjunta
O acordo de cooperação prevê a elaboração anual de um Plano Tático de Atuação Conjunta FBB-BNDES, contendo a indicação dos investimentos a serem realizados no período. Um Comitê Técnico Executivo (CTE), composto por representantes da FBB e do BNDES, atuará na elaboração do plano, na seleção de iniciativas e no acompanhamento dos projetos aprovados.

O plano de atuação para 2009, que inaugura a parceria, indica investimentos sociais de R$ 14,7 milhões nas cadeias produtivas da cajucultura, mandiocultura, apicultura e reciclagem. Também estão previstos investimentos sociais da ordem de R$ 11,7 milhões na reaplicação das tecnologias sociais Produção Agroecológica Integrada Sustentável (PAIS), que tem foco na segurança alimentar e geração de trabalho e renda, e Fossa Séptica Biodigestora, que objetiva a melhoria das condições de saneamento básico.

Além disso, o documento direciona R$ 11,9 milhões para ações de desenvolvimento territorial, em regiões como o Vale do Urucuia, o Vale do Rio Doce, a bacia do rio São Bartolomeu e a Mata dos Cocais. Desse total, cerca de R$ 6,7 milhões estão destinados para o desenvolvimento sustentável dos entornos de grandes projetos do BNDES.


redeGIFE Online, 04/09/09

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Educação é o tema escolhido em 2009 pelo FIES - Fundo Itaú Excelência Social

O FIES (Fundo Itaú Excelência Social) é uma opção de investimento socialmente responsável, pois destina 50% da taxa de administração a organizações não - governamentais voltadas para as áreas de Educação Infantil, Ambiental e para o Trabalho.

Lançado em 2004, o FIES já contribuiu para a sustentabilidade de 57 programas,em diversos estados do país. Neste ano, além das organizações não - governamentais, programas do UNICEF no Brasil também receberão uma porcentagem deste investimento social.

Com o FIES, todos se beneficiam.

Clique e veja o Edital.

O tema de 2009
Educação é o tema escolhido em 2009 para a seleção dos programas sociais a serem apoiados.

São considerados PROGRAMAS, para fins do PIPS FIES (uma iniciativa do Banco ltaú S.A., implementada com o apoio da Fundação ltaú Social, cujo objetivo é estimular o trabalho de ONGs em programas sociais educacionais, através de investimentos em seu desenvolvimento e sustentabilidade), aqueles que estejam em execução em uma das categorias expostas a seguir, realizando atendimento direto a crianças adolescentes e jovens ou ações voltadas à formaçõa de educadores das mesmas categorias:

Educação Infantil:
Relativa ao desenvolvimento de crianças com idade entre 0 e 5 anos, com ações executadas por organizações registradas nos Conselhos Municipais de Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) de suas cidades.

Educação Ambiental:
Relativa à formação de atitudes de crianças e adolescentes de 6 a 17 anos e promoção de conhecimentos necessários para a preservação e melhoria da qualidade ambiental, com ações realizadas por organizações registradas nos CMDCAs de suas cidades.

Educação para o Trabalho:
Relativa à preparação de adolescentes e jovens de 14 a 24 anos para a inserção no mercado de trabalho. As organizações cujos programas atendem adolescentes deverão ser registradas nos CMDCAs de suas cidades.


Fonte: FIES

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Banco federal deve operar Fundo Social

O Fundo Social (FS), que será criado para gerir os recursos a que a União tiver direito por conta da exploração do petróleo da camada pré-sal, deverá ser operado apenas por instituições financeiras federais, como a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil.

A possibilidade de operação por meio de instituições financeiras já havia sido mencionada na apresentação feita pelo governo na segunda-feira. No entanto, quando questionada sobre o assunto, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, não deu detalhes sobre quais seriam essas instituições.

O texto do projeto de lei enviado pelo governo ao Congresso traz no Artigo 8º o seguinte texto: "A União, a critério do CGFFS (Comitê de Gestão Financeira do Fundo Social), poderá contratar instituições financeiras federais para atuarem como agentes operadores do FS, as quais farão jus a remuneração pelos serviços prestados."

Como se estima que o fundo administre dezenas de bilhões de dólares em recursos, trata-se de um belo negócio para essas instituições, ainda que a responsabilidade sobre a gestão não seja dos bancos.

Conforme o projeto de lei, o Fundo Social terá duas instâncias que definirão a alocação dos recursos do pré-sal e também o que fazer com os rendimentos.

O Comitê de Gestão Financeira do Fundo Social será responsável pelos investimentos do FS. Caberá a ele definir os seguintes pontos: o montante que poderá ser resgatado do fundo anualmente, para preservar sua sustentabilidade financeira; o percentual mínimo e máximo dos investimentos a serem feitos no país e no exterior; os limites de investimento por setor ou atividade econômica; e a capitalização mínima a ser atingida antes que se faça qualquer tipo de resgate.

Já o Conselho Deliberativo do Fundo Social (CDFS) vai determinar as prioridades para destinação dos recursos que forem resgatados do FS, respeitando a regra de que o dinheiro deve ir para educação, combate à pobreza, cultura, ciência e tecnologia e sustentabilidade ambiental. Segundo o projeto, este conselho será formado por representantes da sociedade civil e também de membros da administração pública.

Na exposição de motivos em que justificam a apresentação do projeto, os membros do governo ressaltam que querem apartar os recursos do Fundo Social do orçamento fiscal federal. Isso significa, portanto, que a renda obtida com a exploração do petróleo do pré-sal não poderá ser usada para os gastos de custeio e investimentos tradicionais do governo.

Os cinco ministros que assinam o texto apresentam três justificativas para esse tratamento distinto.

A primeira é que o petróleo e o gás natural são recursos não-renováveis e que a constituição do Fundo Social será importante para garantir que não somente a geração atual usufrua dos benefícios de sua exploração.

O segundo ponto mencionado é que as receitas petrolíferas são voláteis, uma vez que dependem dos preços de mercado. Se o dinheiro do pré-sal fosse incorporado ao orçamento, poderia haver um desestímulo à "busca do fortalecimento institucional e da qualidade do gasto público". Como consequência, nos momentos de baixa da cotação do petróleo, isso poderia trazer problemas para o financiamento das despesas públicas.

Como terceiro argumento para criação do Fundo Social, os ministros citam a preocupação em se evitar o ingresso no país de grandes volumes de moeda estrangeira, o que pode conduzir a "uma tendência permanente à apreciação cambial, reduzindo a competitividade dos produtos nacionais e provocando atrofia de outros setores da economia".


Fernando Torres
Valor Online, 04/09/09

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segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Fundo “Avon Viva o Amanhã” abre inscrições

A Avon Brasil anuncia a nova fase do “Fundo Avon Viva o Amanhã”, com um modelo diferente de avaliação e entrega de recursos financeiros a projetos socioculturais em todo o Brasil. Até o final de 2009, a empresa destinará meio milhão a iniciativas que objetivam contribuir para o desenvolvimento das pessoas, potencializando a transformação da sociedade por meio do exercício de valores femininos.

As inscrições de projetos indicados por revendedores começam hoje e se encerram em 16 de outubro, pelo site do Fundo.

O Fundo está pautado nos valores femininos de coexistência, cooperação e co-inspiração, aproveitando a própria experiência da empresa, que há 51 anos no Brasil vem construindo redes de relacionamento, hoje com mais de 1,1 milhão de revendedoras e revendedores, convidando-os a detectar programas e projetos que colaborem para desenvolver cidadãos, transformar vidas e elevar a auto-estima das pessoas.

Desde 2007, o Fundo á beneficiou 14 projetos com doações que ultrapassam R$ 500 mil. Até hoje, o site www.vivaoamanha.com.br, onde as entidades cadastram seus projetos, indicados por revendedoras e revendedores autônomos, registrou mais de 31 mil acessos, 988 indicações e 277 inscrições finalizadas.

“Vimos aprendendo muito com os investimentos socioculturais que a Avon vem realizando pelo país nos últimos anos, levando em conta nossa experiência em promover relacionamentos, a essência da venda direta. Notamos que o Fundo poderia se tornar ainda mais alinhado a outras iniciativas de Investimento Social que a empresa vem realizando, por exemplo, com o Instituto Avon”, declara o presidente da Avon Brasil, Luis Felipe Miranda. “Por isso, nesta edição estamos oferecendo às entidades a possibilidade de participação numa categoria que potencializará ainda mais nosso esforço na redução da Violência Doméstica”.

“Conseguimos com isso mobilizar todas as pessoas conectadas à empresa, desde os funcionários quando participam do Comitê de Patrocínio Socialmente Responsável até a consumidora, que percebe o benefício levado à sua comunidade por meio de um projeto social”, acrescenta. O Fundo contemplará projetos em duas categorias. Ações que previnem ou extinguem a violência doméstica, nova categoria de avaliação, que complementa o trabalho já em andamento, desde 2007, do Instituto Avon.

Com isto, as revendedoras e revendedores poderão indicar projetos de Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIPs) ou portadoras de Certificado de Utilidade Pública Federal nestas duas categorias: Não à Violência Doméstica e Empreendedorismo Cooperativo. Neste último, os projetos devem visar a geração de renda e desenvolvimento sustentável na comunidade, baseadas em processos participativos democráticos, na não-violência ativa e na equidade de oportunidades de trabalho e aprendizado.

Para esses programas, a Avon doará R$ 500 mil em 2009, 43% a mais que nos últimos dois anos. Além disso, como nos outros editais, a revendedora ou revendedor que indicou o projeto vencedor recebe uma homenagem da empresa com um certificado que a (o) nomeia como Agente de Vida da comunidade onde vive.

“Percebemos que esta iniciativa tem proporcionado transformações concretas nas localidades dos 14 projetos contemplados. Isto colaborou para amadurecer a ideia de torná-la mais ampla, beneficiando ainda mais pessoas. E os revendedores têm respondido ao nosso convite, ajudando a Avon a destinar recursos a projetos com alto grau de efetividade, pois atendem as necessidades reais das pessoas”, explica a diretora de comunicação da Avon Brasil, Kátia Gianone.

A Avon reformulou também o site www.vivaoamanha.com.br para receber as novas inscrições de projetos indicados por revendedoras e revendedores e esclarecer dúvidas sobre o novo regulamento. O período para indicação de projetos da fase 2009 será de 1º de setembro a 16 de outubro de 2009.

Os projetos indicados serão selecionados pelo Comitê de Patrocínio Socialmente Responsável da Avon, após análise de parecerista externo. Todos os projetos serão julgados de acordo com critérios, como Pertinência em relação à proposta definida pela categoria; Relevância da metodologia; Adequação da aplicação dos recursos; Viabilidade técnica; Amplitude dos efeitos na comunidade e Amplitude e qualidade da participação de mulheres, crianças e/ou jovens.


redeGIFE Online, 04/09/09

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