terça-feira, 7 de julho de 2009

Hotéis dão diária para quem faz serviço voluntário nos EUA

Cinquenta hotéis nos Estados Unidos estão oferecendo uma diária grátis para quem realizar ao menos oito horas de trabalhos comunitários. A promoção vale para o período entre 1º de julho e 20 de dezembro.

Para participar, é preciso apresentar uma carta de alguma organização não governamental provando a realização do serviço voluntário no país.

Os hotéis são administrado pela Sage Hospitality --incluindo The Nines, em Portland, The Blackstone, em Chicago, e o Sheraton Tucson Hotel and Suites, no Arizona.

O quarto deve ser reservado com pelo menos 48 horas de antecedência.

Veja mais detalhes em www.giveadaygetanight.com.


Folha Online, 07/07/09

Mais...

Los Angeles pede ajuda de fãs para financiar homenagem a Michael Jackson

Los Angeles sofre com a crise econômica e pede ajuda para arcar com custos da cerimônia
Foto Eric Thayer/Reuters


A cidade de Los Angeles pediu doações aos fãs de Michael Jackson, para ajudar a cobrir os custos de segurança gerados pela cerimônia de homenagem ao cantor, que será realizada nesta terça-feira (7). O evento deve ter um custo de US$ 4 milhões.

"Estamos pedindo aos fãs de Michael Jackson que contribuam pela internet e literalmente apoiem essa grande homenagem", afirmou Matt Szabo, secretário de imprensa do prefeito à rede CNN. Ele destacou que a cidade e o Estado da Califórnia como um todo sofre com uma crise econômica.

"Los Angeles é uma cidade de porte mundial e estamos acostumados a realizar eventos de porte mundial. Mas, ainda que sejamos a capital do entretenimento, não somos imunes à recessão econômica", afirmou.

O evento
Entre os famosos que irão participar da homenagem ao cantor pop no Staples Center então Stevie Wonder, Mariah Carey, Usher, Lionel Richie, Kobe Bryant, Jennifer Hudson, John Mayer e Martin Luther King 3º.

A empresa que organiza a cerimônia --a mesma que preparava a turnê que marcaria o retorno do cantor aos palcos-- sorteou 17.500 entradas para alguns fãs acompanharem o evento.

Mais de 1,5 milhão de pessoas se inscreveram no site do Staples Center para o sorteio e, no domingo (5), os vencedores foram notificados.

Já na noite de domingo começaram a aparecer dezenas de anúncios na internet oferecendo os ingressos sorteados. Na segunda-feira, o site de leilões online eBay.com oferecia mais de 80 lugares disponíveis, com preços variando de US$ 100 a US$ 1.000. O eBay anunciou, no entanto, que vai cancelar estes leilões.

Michael Jackson morreu no último dia 25, aos 50 anos, após sofrer uma parada cardíaca em casa.


Folha Online, 07/07/09

Mais...

Ambientalistas questionam turnê do U2

Show de abertura da turnê, em Barcelona

Foto Divulgação

Os integrantes da banda de rock U2, conhecidos por fazer campanhas em prol do meio ambiente, estão sendo questionados sobre a imensa quantidade de dióxido de carbono (CO2), principal gás causador do efeito estufa, que será emitida durante sua turnê mundial.

Especialistas do carbonfootprint.com afirmam que o gás lançado na atmosfera seria capaz de levar os roqueiros à Marte e trazê-los de volta. Para realizar a turnê U2 360º Tour, eles viajarão milhares de quilômetros em um jatinho particular, fora as 390 toneladas de equipamentos e as 200 pessoas da equipe técnica que acompanham a banda. A emissão de gás pode ser comparada à de 6.500 britânicos ou irlandeses durante um ano ou ainda, à de uma lâmpada de 100 watts acesa por 159.000 anos.

A poluição gerada pelos roqueiros será maior que gerada pela turnê de Madonna em 2006, que contava com 250 pessoas na equipe técnica e produziu 1.653 toneladas de CO2 apenas com as viagens de avião. Especialistas calculam que os 44 shows do U2 na Europa e na América do Norte, neste ano, irá produzir cerca de 20.000 toneladas de dióxido de carbono.

'Para compensar as emissões, a banda teria que plantar 28.118 árvores", disse um representante da carbonfootprint.com, que ainda lembrou os cerca de 40 shows agendados para o próximo ano.


Veja Online, 07/07/09

Mais...

Instituto Claro premia iniciativas de estudantes, professores, educadores e instituições educativas

Até dia 4/9, o Instituto Claro recebe inscrições de estudantes que tenham projetos focados no uso de novas tecnologias de informação e comunicação para o desenvolvimento de oportunidades de aprendizagem inovadoras. O Prêmio Instituto Claro – Novas formas de aprender é dividido em três modalidades: pesquisa, desenvolvimento e vivência.

Podem participar estudantes de graduação, cursos técnico e pós-graduação; instituições educativas formais e não-formais; e professores e educadores. Na modalidade pesquisa, pretende-se incentivar estudantes a desenvolverem pesquisas científicas que explorem a temática da causa do Instituto Claro: aprendizagem com as novas tecnologias. Subdivide-se em duas categorias: graduação e curso técnico, incluindo trabalhos de iniciação científica e de conclusão de curso; e pós-graduação (lato sensu e strictu sensu), que envolve trabalhos de especialização, mestrado e doutorado.

Em desenvolvimento, essa modalidade é voltada para instituições educativas formais e não-formais, desde escolas e universidades a ONGS. Essas organizações podem implementar, manter ou complementar projetos e idéias inovadoras relacionadas com o tema da premiação. E, finalmente, a vivência reconhece os melhores relatos de práticas educacionais implementadas por professores e educadores a favor da causa.

As iniciativas serão avaliadas por uma comissão técnica composta por especialistas em educação e tecnologia. A premiação acontecerá em outubro em São Paulo.

Lançado em março de 2009, o Instituto Claro tem como missão estimular a discussão e o desenvolvimento de oportunidades de aprendizagem inovadoras e lúdicas. Incentiva e apoia a revisão, a discussão e a inovação dos processos de ensino e de aprendizagem, compatíveis com a realidade e demandas atuais da sociedade. Sua iniciativa central é o Portal Integrado, que conta com informações institucionais, além do Observatório e do Laboratório.

Serviço:
Confira o regulamento e fichas de inscrição para cada modalidade e categoria, além de prêmios, no Portal do Instituto Claro: www.institutoclaro.org.br


Setor3, 02/07/09

Mais...

Campanha estimula a investir em Direitos Humanos

O Fundo Brasil de Direitos Humanos lançou uma campanha para estimular os brasileiros a doarem para a causa. Com o slogan “Coloque-se neste lugar. Os direitos humanos não podem valer só para você”, a iniciativa espera levantar recursos para projetos que combatem a violência contra a mulher.

Criado em 2005, o Fundo tem como objetivo promover os direitos humanos no Brasil e pautar o tema na agenda nacional, para que a população apoie iniciativas capazes de gerar novos caminhos e mudanças significativas para o país. Assim, disponibiliza recursos para atividades de organizações sociais em todo o território nacional, priorizando aquelas com dificuldades de acesso a outras fontes.

Na prática, qualquer pessoa pode fazer um depósito para a Fundação Fundo Brasil de Direitos Humanos (Banco: Itaú Agência: 0061 Conta Corrente: 58927-1 CNPJ: 7.922.437/0001-21). Todas as informações sobre destinação das doações estarão disponíveis no site do Fundo (www.fundodireitoshumanos.org.br).

Para saber: Pesquisa realizada pela organização britânica Charities Aid Foundation (CAF) sobre as práticas de filantropia nos países que formam o BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), mostrou que 61,5% dos brasileiros realizaram algum tipo de doação para causas sociais. No ranking, o país perdeu apenas para a China, cujo índice de doação chegou a 80,1% no ano passado, graças ao forte terremoto que atingiu a Província de Sichuan, que matou mais de 70 mil pessoas. Veja matéria completa.

Em entrevista realizada por e-mail, a Coordenadora Executiva, Ana Valéria Araújo, fala um pouco mais sobre a Campanha.

Ana Valéria - Qual o objetivo da campanha?
redeGIFE - O objetivo da campanha é mostrar para o público em geral que os direitos humanos no Brasil são violados diariamente e que as mulheres são vítimas de violência e discriminação, como mostram os projetos apoiados pelo Fundo Brasil de Direitos Humanos. É um convite às pessoas que se preocupam e querem fazer algo, mas não sabem como: todos nós podemos ajudar a mudar o curso das coisas em nosso país.

Ana Valéria - Por que violência contra a mulher?
redeGIFE - Porque o tema preocupa e causa indignação entre os que defendem os direitos humanos no Brasil. Apesar de marcos importantes como a Lei Maria da Penha e de alguns serviços públicos de proteção específica à mulher, estas ainda são vítimas da discriminação e das violências sexual e doméstica. A cada 15 segundos, sabe-se que uma mulher é espancada e outra, violentada. As mulheres negras recebem metade dos salários de homens brancos. 80% das vítimas do tráfico de pessoas no mundo são mulheres e as brasileiras fazem parte dessa estatística.

Ana Valéria - Como as pessoas poderão ver para onde o dinheiro foi alocado?
redeGIFE - Todas as informações sobre os projetos que são apoiados pelo Fundo Brasil estão disponíveis em nosso site para consulta. Nossas contas são publicadas anualmente, auditadas e fiscalizadas pela Curadoria de Fundações do Ministério Público. O Fundo Brasil apóia iniciativas de pequenas organizações e indivíduos que trabalham para combater a violência e a discriminação.

Ana Valéria - O brasileiro doa pouco?
redeGIFE - É difícil esperar que o público em geral identifique antecipadamente aquilo em que vale a pena participar e investir. Mas sabemos que se o tema toca fundo o coração das pessoas, quando elas se identificam com a situação apresentada, em tendo possibilidade financeira, o brasileiro doa!

Ele precisa confiar, identificar-se com a questão e ter algum poder aquisitivo para doar. E se não for em dinheiro, muitas vezes serão bens, ou o seu tempo, na forma de trabalho voluntário. Se o cidadão não pode atuar diretamente, o Fundo Brasil é um canal confiável por meio do qual ele pode contribuir para transformar as duras realidades de nosso país.

Ana Valéria - Há poucas doações para a causa de direitos humanos no Brasil?
redeGIFE - Este tema ainda é de difícil compreensão para a média dos doadores. Os direitos humanos contemplam muitos assuntos e dizem respeito aos mais diversos segmentos sociais. Quando falamos sobre os direitos de alguns desses segmentos em especial, o conceito fica mais concreto e o entendimento é imediato.

Por isso criamos esta campanha com a ADAG Publicidade para falar das mulheres. Queremos aos poucos ajudar o doador a entender que o tema dos direitos humanos tem a ver com todos nós. Que a violação desses direitos está presente na vida de muita gente próxima e que, portanto, todos nós temos algo a ver com isto!

Ana Valéria - Você acredita que exista um desconhecimento sobre o que é direitos humanos pelos brasileiros?
redeGIFE - A violação dos direitos humanos assume formas cruéis e atinge comunidades invisíveis aos nossos olhos, embora muito próximas de nossas vidas. As vítimas são crianças e jovens, mulheres, negros em qualquer idade, índios, trabalhadores informais, trabalhadores do campo, imigrantes e tantos outros. No caso da violência contra a mulher, o drama ocorre sem distinção de cor, raça ou status social.

Nossa campanha “Coloque-se neste lugar” é uma proposta de participação, de cidadania e de exercício da solidariedade.


redeGIFE Online, 06/07/09

Mais...

Abertas as inscrições para simpósio internacional sobre desenvolvimento social do MDS

Estão abertas as inscrições para o Simpósio Internacional Sobre Desenvolvimento Social. Promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) o encontro acontece de 5 a 7 de agosto, em Brasília (DF).

O formulário para efetuar a participação no evento está disponível no endereço eletrônico www.mds.gov.br/simposio. O público do simpósio é formado por representantes do Governo Federal e demais poderes da República, pesquisadores brasileiros e internacionais, representantes da sociedade civil organizada e convidados estrangeiros.

Rebeca Grynspan, diretora do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) para a América Latina, fará, às 19h, a conferência de abertura do evento.

O formato do evento, que tem como tema “Políticas Sociais para o Desenvolvimento: Superar a Pobreza e Promover a Inclusão”, será o de painéis. Ao todo, acontecerão seis painéis, durante os quais os convidados analisarão os modelos e políticas públicas colocadas em práticas em países da Europa, África, América Latina e Ásia para promover o desenvolvimento social.

Para mais informações o Ministério disponibiliza os telefones (61) 3433–2080 / 3433-2081 e o e-mail secretariasimposio@mds.gov.br.


Fonte: MDS

Mais...

Prêmio FINEP de Inovação oferece financiamento para tecnologias sociais

A 12ª edição do Prêmio FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos) oferece, em 2009, R$ 3 milhões para os vencedores da categoria tecnologia social. A proposta é premiar experiências consideradas inovadoras, aquelas que introduziram novidades ou aperfeiçoamentos no ambiente produtivo ou social que resultaram em novos produtos, processos ou serviços nos últimos três anos. Os recursos serão concedidos em forma de financiamentos não reembolsáveis, ou seja, que não precisam ser devolvidos. As inscrições vão até 10/09 pelo site oficial da Financiadora: www.finep.gov.br/premio, onde pode ser consultado também o regulamento completo.

Podem participar instituições de ciência e tecnologia, isoladas ou em parceria com ONGs, cooperativas e instituições públicas ou privadas sem fins lucrativos. A competição acontece em etapas regionais, sendo que os primeiros colocados concorrerão ao prêmio nacional. Não poderão participar do Prêmio FINEP 2009 as empresas e instituições que tenham sido vencedoras regionais ou nacionais no Prêmio FINEP de Inovação 2008.

A premiação reconhece as iniciativas realizadas por empresas e instituições de ciência e tecnologia brasileiras, desenvolvidos no Brasil e aplicados no País ou no exterior. Os concorrentes podem se inscrever em cinco categorias: micro/pequena empresa, média empresa, grande empresa (apenas em nível nacional), instituição de ciência e tecnologia e tecnologia social. Além dessas, há ainda a categoria inventor inovador, com candidatos selecionados a partir de levantamento na base de dados das patentes concedidas pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). A competição acontece primeiro em etapas regionais. Os primeiros colocados de cada categoria concorrem depois ao prêmio nacional.

Serviço:
12ª edição do Prêmio FINEP
www.finep.gov.br/premio


Boletim Setor3, Edição nº 237, 06/07/09

Mais...

segunda-feira, 6 de julho de 2009

60% dos projetos que trazem mudanças fracassam, diz IBM

Pesquisa realizada com 1,5 mil executivos de 15 países aponta que cultura corporativa e resistência dos funcionários são os maiores obstáculos

Segundo estudo global realizado pela IBM, 60% dos projetos que visam promover mudanças organizacionais nas empresas fracassam. A pesquisa foi realizada no final do ano passada com mais de 1,5 mil executivos em 15 países, incluindo o Brasil.

Os maiores obstáculos para o sucesso desse tipo de empreitada são a cultura corporativa e a resistência dos funcionários, conclui o estudo. Para 60% dos entrevistados, mudar a forma de pensar e a atitude das pessoas é muito difícil e 49% dos pesquisados dizem que os colaboradores, geralmente, têm dificuldade em se adaptar às transformações e temem encarar os desafios.

Mas, se a maioria dos CEOs considera que suas empresas estão falhando na tarefa de executar mudanças, muitos executivos estão aprendendo como contornar as dificuldades e melhorar os resultados. Em média, de acordo com a pesquisa, 41% dos projetos foram considerados satisfatórios pelos entrevistados em relação aos prazos, orçamento e qualidade. Os outros 59% falharam em todos ou, pelo menos, um dos objetivos.

O percentual de CEOs que esperam mudanças substanciais em suas organizações pulou de 65% em 2006 para 83% no ano passado. Entretanto, a satisfação com as transformações obtidas subiu bem menos, de 57% para 61% no mesmo período, levando o chamado “change gap” — diferença entre a mudança esperada e a sensação de ser capaz de gerenciá-la — triplicar em cerca de dois anos.

Segundo a IBM, a principal conclusão do estudo é que o sucesso dos projetos depende mais das pessoas do que da tecnologia. A empresa, em função disso, identificou quatro fatores comuns para distinguir os maiores desafios em projetos de transformação:

1- Percepções reais, ações reais – companhias que estão cientes dos desafios têm o dobro da percentagem de projetos bem-sucedidos e 27% menos projetos problemáticos ou fracassados.

2- Métodos sólidos, benefícios sólidos – aqueles que sempre seguem procedimentos específicos e formais têm uma taxa de sucesso nos projetos de 52%, comparado aos 36% de taxa de sucesso daqueles que improvisaram de acordo com a situação.

3- Melhores Habilidades, Melhores Mudanças – o envolvimento e a comunicação de mão dupla são duas poderosas ferramentas: 72% dos líderes acreditam que o envolvimento do funcionário é crucial e 70% acreditam que uma comunicação honesta e no momento certo é importante.

4- Investimento Certo, Impacto Certo – as empresas com melhores resultados na implementação da mudança investiram no aumento de noção da complexidade do projeto, gastando mais em criar habilidades de mudança e desenvolvendo suas ferramentas, métodos e capacidades de longo prazo.


Computerworld, 06/07/09

Mais...

Bloqueio de telemarketing já foi registrado em mais de 469 mil telefones

Em três meses, Procon-SP afirma de 264.505 pessoas cadastraram um ou mais números para bloquear ligações de call centers

Mais de 469 mil números de telefone já foram cadastrados para o bloqueio de telemarketing. Segundo a Fundação Procon-SP, até o meio-dia desta segunda-feira (6/7), 264.505 pessoas já haviam pedido o bloqueio de um ou mais números de telefone para ligações de ofertas comerciais de call centers.

O órgão, porém, não divulga o número exato de telefones que não estão recebendo chamadas. Após o pedido, o bloqueio é efetuado dentro de 30 dias.

O cadastro começou no dia 27 de março e o processo de bloqueio teve início no dia 1º de abril deste ano Nos seis primeiros dias, o site do Procon-SP já havia recebido 100 mil pedidos.

A regulamentação prevê multa para as empresas que desrespeitarem a medida e ligarem para os números cadastrados. O Procon-SP afirma que os processos contra empresas infratoras estão sendo analisados.

Todas as operadoras de telemarketing também devem se registrar na página do Procon-SP para poder operar no Estado de São Paulo.


IDG Now!, 06/07/09

Mais...

Desvio de verba ameaça projeto contra Aids

Desvios e sumiços de recursos de ao menos R$ 1,1 milhão, destinados à UFRJ, ameaçam paralisar um dos mais importantes projetos brasileiros na área de HIV/Aids: o Praça Onze, que tem o objetivo de descobrir vacinas e drogas para prevenção e tratamentos da doença e é financiado na maior parte pelo governo americano.

Composto por mais de 15 pesquisas, o Praça Onze é coordenado por Mauro Schechter, professor titular de doenças infecciosas da Universidade Federal do Rio de Janeiro, hoje em conflito com a FUJB (Fundação Universitária José Bonifácio), também da universidade, que é responsável por receber os recursos do projeto.

As duas partes se acusam de descontrole a ponto de descobrirem tardiamente que cerca de 400 cheques, totalizando R$ 1,1 milhão, pararam na conta pessoal de uma secretária.

Schechter acusa a fundação de não saber determinar até agora o destino de verbas estimada entre R$ 2 milhões e R$ 3 milhões. Para a FUJB, é o pesquisador quem lhe deve R$ 1,1 milhão.

As suspeitas levaram o NIH (Instituto Nacional de Saúde, dos EUA), principal financiador do programa, a enviar representante ao Brasil, exigir uma auditoria e ameaçar suspender o repasse de verbas.

O instituto já enviou mais de US$ 7 milhões (cerca de R$ 13,6 em valores de hoje) para o programa brasileiro.

O projeto passará agora a ser gerido pela reitoria da universidade federal. Schechter afirma que isso gerará mais burocracia e poderá inviabilizar e engessar as pesquisas científicas.

Em um ponto ambas as partes concordam, embora cada uma coloque a principal responsabilidade na outra: houve falha na fiscalização.

"Não tenho acesso às contas. Caberia à fundação, e não a mim, fazer o controle e identificar que havia saída de dinheiro superior a valores das notas fiscais, o que não fizeram", declara Schechter.

"Se erramos, foi por dar excesso de liberdade para Schechter", afirma o presidente da fundação, Raymundo de Oliveira. Segundo ele, os recursos iam para uma conta em nome do pesquisador e seriam de sua responsabilidade.

A FUJB move ação de prestação de contas contra o professor. Já Schechter pediu investigação nas contas do projeto ao Ministério Público Federal e ao Estadual e ao TCU (Tribunal de Contas da União). A Promotoria estadual determinou auditoria, e o TCU investiga o caso.

Secretária
Rosenilda Sales foi secretária de Schechter entre 1994 e 2004, quando se flagrou a compra de passagens de avião para ela e a família com verba do projeto. Schechter a demitiu. Depois disso, a fundação descobriu que havia desvios de cheques de 1998 a 2004.

A Folha não conseguiu localizar Rosenilda. À polícia, ela alegou que o dinheiro era pagamento "por fora" por outros projetos do pesquisador e para pagar voluntários, o que Schechter nega.

Segundo a Polícia Civil, que a indiciou sob acusação de estelionato, os montantes foram depositados em sua conta, na de irmãos e do namorado.

"Rosenilda foi contratada por indicação de Schechter. Nós é que descobrimos que os cheques foram parar na conta dela", diz Oliveira.

O pesquisador afirma que o controle cabia à FUJB. Schechter apresentou à reportagem e-mails de 2004 e 2005 em que cobra o sumiço de valores de R$ 470 mil e de mais R$ 674 mil da fundação. A FUJB declara que as mensagens foram tiradas de contexto. E atribui parte do descontrole aos altos custos administrativos do projeto e a oscilações no câmbio.

Schechter diz ainda que a FUJB cobra taxa de administração vedada pelo NIH, o que somaria mais de R$ 1 milhão. A fundação apresentou à reportagem contrato de 1995, assinado pelo pesquisador, em que a cobrança está prevista.


Antônio Gois e Raphael Gomide
Folha de S.Paulo, 06/07/09

Mais...

domingo, 5 de julho de 2009

Distribuição de patrocínio divide atletas antes do Mundial de natação

A disputa para os brasileiros vai começar antes mesmo das primeiras provas do Mundial de natação, em Roma, entre os dias 26 de julho e 2 de agosto.

Ainda sem a homologação da renovação do contrato de patrocínio dos Correios, prevista para o dia 12 de julho, a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) mudou o seu critério para o repasse de verba para os atletas.

"Quando eu chegar a Roma, vou acertar o contrato com quem nós entendemos que são corretos e interessam à CBDA e aos Correios'', disse o presidente da entidade, Coaracy Nunes.

"Os atletas que são unanimidade ganharam medalhas olímpicas e campeonatos mundiais. Eles já vão ter um contrato, porque quero incentivá-los. O restante será de acordo com os resultados em Roma'', afirmou.

Nos outros anos, os contratos eram assinados no mês de março. "Considerávamos o Maria Lenk (Nacional) como referência'', explicou Coaracy. "Mas o que dá repercussão é a medalha. Por isso, os que têm chance devem estar motivados.''

Uma das nadadoras que devem ficar na dependência dos resultados para acertar a renovação é Joanna Maranhão, 22.

"Isso me afeta no emocional e no financeiro, obviamente. Agora sou casada e tenho de pagar minhas contas e isso não era algo que deveria estar pensando. Mas não há nada para fazer a não ser continuar treinando'', lamentou Joanna, bronze nos 4x200 m livre no Pan-Americano do Rio.

Coaracy, no entanto, não teme a represália dos atletas. "Vão surgir reclamações. Isso porque eles recebiam e não deram resultados. Agora, eles vão ter a chance no Mundial. Se conseguirem, tudo bem.''


José Eduardo Martins
Folha de S.Paulo, 05/07/09

Mais...

Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social divulga número de inscritos

Todas as unidades da federação, incluindo o Distrito Federal, têm tecnologias sociais inscritas no concurso
Foto Fundação BB


As 325 propostas relacionadas à educação, inscritas na edição 2009 do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social, representam o maior número de inscrições por tema do concurso. A área vem seguida por renda (113), meio ambiente (108) e saúde (65). Água e alimentação concorrem com 31 projetos inscritos, cada uma, enquanto habitação e energia receberam, respectivamente, 17 e 5 propostas.

Todas as unidades da federação, incluindo o Distrito Federal, têm tecnologias sociais inscritas no concurso. O estado de São Paulo, com 165 inscrições, tem o maior número de projetos inscritos, seguido por Rio Grande do Sul (73), Minas Gerais (57), Rio de Janeiro (44) e Paraná (43). Roraima e Sergipe, respectivamente com 2 e 3 propostas, detém o menor número de inscrições.

Na distribuição do número de inscrições pelas regiões do país, o destaque ficou com a região Norte, com 73 inscrições: Acre (6), Amapá (11), Amazonas (17), Pará (20), Rondônia (6), Roraima (2) e Tocantins (11). A região Centro-Oeste concorre com 76 propostas, o Nordeste com 126, o Sul com 139 e a região Sudeste, com 282.

"A região Norte é estratégica e foi feito um intenso trabalho de divulgação para aumentar, em no mínimo 10%, a participação desses estados no Prêmio. Como o aumento foi de 62% com relação a edição 2007, quando tivemos 45 propostas, o resultado de 2009 superou nossa expectiva", explica Terezinha Martins, assessora da área de articulação de parcerias da Fundação Banco do Brasil, responsável pelo Prêmio.

No total, o Prêmio recebeu 695 propostas. Nas edições anteriores da premiação foram recebidas 782 em 2007, 636 inscrições em 2005, 634 em 2003 e 523 propostas em 2001.

Objetivos
O Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social tem como objetivos identificar, certificar, premiar e difundir tecnologias sociais - conceito que compreende produtos, técnicas ou metodologias reaplicáveis, desenvolvidas na interação com a comunidade, que representem soluções efetivas de transformação social.

Na edição 2009 as novidades são o lançamento das categorias "Participação das mulheres na gestão de projetos sociais" e "Direitos da criança e do adolescente e protagonismo juvenil". As tradicionais permanecem elegendo uma proposta em cada região do país.

Etapas
O prêmio é dividido em três etapas. Todas as inscrições participam da primeira, a certificação.

As certificadas, além de concorrer à etapa seguinte, de seleção, passam a integrar o Banco de Tecnologias Sociais (BTS) e recebem o Certificado de Tecnologia Social conferido pela Fundação Banco do Brasil, Unesco e Petrobras. Em 2007, 120 inscrições foram certificadas. Em 2005, 113 tecnologias sociais foram certificadas e na de 2003 esse número atingiu 96 ações. Em 2001, foram feitas 128 certificações. Atualmente, existem no BTS 451 tecnologias sociais.

O resultado será conhecido em novembro e as oito instituições vencedoras receberão R$ 50 mil, cada, para utilizar em atividades de expansão, aperfeiçoamento ou reaplicação da tecnologia social vencedora.

O Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social tem como parceiros a Petrobras, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e a KPMG Auditores Independentes.


Cláudia Moreira de Souza
Fundação Banco do Brasil, 02/06/09

Mais...

10ª edição do Prêmio von Martius de Sustentabilidade

As inscrições para a 10ª edição do Prêmio von Martius de Sustentabilidade, um dos mais importantes da área, já estão abertas. Promovido pela Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha desde 2000, o Prêmio contempla trabalhos de empresas, organizações não-governamentais, indivíduos, governos e instituições nacionais em três categorias: Humanidade, Natureza e Tecnologia. Podem concorrer projetos concluídos ou em realização que promovam o desenvolvimento econômico, social e cultural alinhado ao conceito de desenvolvimento sustentável. As inscrições vão até 25 de setembro e podem ser feitas pelo site http://www.premiovonmartius.com.br.

Desde a primeira edição do Prêmio von Martius até hoje, 1.464 projetos foram inscritos, analisados e auditados nas três categorias, dos quais 82 foram premiados e 12 receberam menções honrosas.

Até 2006, a cerimônia de entrega do Prêmio era realizada exclusivamente em São Paulo. Com o objetivo de difundi-lo ainda mais, incentivando a participação de projetos de diversas localidades do País, a instituição organizadora decidiu, em 2007, levá-lo a outras capitais brasileiras, começando pelo Rio de Janeiro, no Museu de Arte Moderna (MAM). Em 2008, a cerimônia aconteceu no Clube Concórdia, em Curitiba (PR). Este ano, São Paulo volta a sediar o evento em comemoração aos 10 anos do Prêmio von Martius de Sustentabilidade, no dia 24 de novembro.

O Prêmio von Martius é o único do gênero no País a obter o selo carbon free por fazer a compensação de todo o gás carbônico emitido desde o início de suas atividades até a cerimônia de premiação. Desde 2008, o evento tem conquistado também o selo Sustentax de sustentabilidade, reduzindo ao máximo os efeitos nocivos ao meio ambiente e à sociedade durante a o evento de entrega do Prêmio.

O Prêmio von Martius de Sustentabilidade 2009 conta com o patrocínio da Henkel, Tetra Pak e Gráfica Bandeirantes, além do apoio das instituições: Ministério do Meio Ambiente do Brasil, Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), WWF-Brasil, Centro de Competência Mercosul para Responsabilidade Social Empresarial e Grupo Sustentax. É o único concurso de projetos socioambientais do Brasil a dispor de compensação de carbono certificada pela BRTÜV.


Envolverde, 01/07/09
© Copyleft - É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.

Mais...

Empresas brasileiras buscam atrair seguidores no Twitter

Crescimento do número de usuários do Twitter atraiu a atenção de empresas
Imagem Reprodução


Dos cem microblogs brasileiros mais seguidos, um quarto deles é de empresas, sites ou veículos de comunicação. O crescimento explosivo do número de usuários do Twitter, hoje com mais de 7 milhões de perfis, atraiu a atenção de empresas que buscam aproveitar o serviço para ampliar sua área de atuação.

"As empresas já enxergaram no Twitter uma excelente forma de se relacionar com o seu consumidor potencial", analisa Alexandre Campos Silva, gerente de consultoria do IDC. Segundo ele, a grande vantagem do Twitter é permitir que a empresa se comunique com o seu cliente quase sem custo.

Com cerca de 17 mil seguidores, a loja on-line Submarino lidera entre os microblogs nacionais que vendem produtos, de acordo com a contabilidade do Twitter Counter.

A Dell no Brasil tem em torno de 6.000 seguidores, mas, nos EUA, a fabricante de computadores contabiliza mais de 720 mil pessoas que acompanham suas micromensagens.

"Apesar de ainda não ter se consolidado uma prática eficaz, que traga receita direta às empresas, o Twitter é um veículo que não pode ser deixado de fora numa estratégia de marketing on-line", diz Daniel Cabral, gerente de planejamento da agência interativa F.biz.

"Um cliente da nossa agência, a Net Shoes, vendeu duas camisas de futebol, por meio de um tweet, antes do primeiro jogo da final da Copa do Brasil. O volume de vendas é pequeno, mas o importante é a oportunidade de comunicar algo que seja interessante ao consumidor e que estreite o relacionamento dele com a marca."

Já a construtora Tecnisa afirma ter sido a primeira de sua área a conquistar um cliente por meio de um post no Twitter. A promoção oferecia R$ 2.000 em vale-compras.

A oferta, diz a construtora, acabou levando um consumidor a comprar um apartamento de três suítes em São Paulo. "Conseguimos um excelente resultado com um baixo investimento", afirma Romeo Busarello, diretor da Tecnisa.


Gavroche Fukuma
Folha de S.Paulo, 04/07/09

Mais...

sábado, 4 de julho de 2009

Maiores e Melhores da Exame tem novidades em 2009

Ranking anual feito pela publicação da Editora Abril passa a incluir a categoria Agronegócios em sua análise; banco de dados de todas as edições ficará disponível na internet

As maiores e melhores empresas do ano de 2008, em 18 diferentes setores da economia, serão conhecidas do grande público no próximo dia 7 de julho, quando a revista Exame, da Editora Abril, realiza o lançamento oficial do anuário Melhores e Maiores de Exame.

Pela primeira vez, o ranking anual da publicação passa a contemplar as organizações do segmento do agronegócio, ampliando o leque das empresas analisadas pela equipe da revista. A inclusão da categoria - que, anteriormente, era abordada em uma publicação exclusiva da Exame direcionada ao setor - deve-se ao peso dos negócios agrícolas na economia nacional, que acabou resultando na pulverização de empresas e de corporações do ramo.

A edição de 2009 do anuário também traz o ranking dos 100 Maiores Grupos Brasileiros, acompanhados do perfil e das informações gerais sobre cada empresa. Como novidade desta edição, a direção da revista anunciou que passará a disponibilizar todo o banco de dados do raking Maiores e Melhores dos últimos 14 anos. O objetivo é criar um espaço que possa ser de consulta e guia para profissionais de diversas área. Todo o conteúdo das publicações ficará hospedada no site "Maiores e Melhores".

A cerimônia de lançamento da edição 2009 do anuário será realizada no Clube Atlético Monte Líbano, na capital paulista, e contará com a presença do ministro da Fazenda, Guido Mantega.


Meio & Mensagem Online, 03/07/09

Mais...

Novo Prazo - Iphan/MinC prorrogou para 24 de julho as inscrições no Edital Arte e Patrimônio 2009

O prazo para inscrições na segunda edição do Edital Arte e Patrimônio foi prorrogado até 24 de julho. A iniciativa do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional do Ministério da Cultura (Iphan/MinC), com patrocínio da Petrobras, conta com recursos de R$ 1 milhão e contemplará dez projetos com RS 100 mil.

Podem ser inscritas propostas que estabeleçam o diálogo entre as artes visuais contemporâneas e o patrimônio histórico e artístico nacional. O processo seletivo integra o Programa Brasil Arte Contemporânea e objetiva a ampliação do acesso às mais diversas formas de manifestações artísticas e ao patrimônio cultural brasileiro.

Os projetos deverão ser desenvolvidos entre os meses de setembro de 2009 e fevereiro de 2010. O formulário de inscrição online, o regulamento do edital e outras informações estão disponíveis na página eletrônica www.artepatrimonio.org.br.

Leia mais.


Ministério da Cultura, 03/07/09

Mais...

Governo usou recursos do FUST para pagar dívida pública

Relatório do Tribunal de Contas da União indica que cerca de 2,1 bilhões de reais do fundo foram usados para este fim em 2008

O governo federal utilizou cerca de 2,1 bilhões de reais em recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (FUST) para pagar a dívida pública em 2008. O relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre as contas do Governo no exercício de 2008 aponta que o FUST dispunha de 5,3 bilhões de reais em 2007, valor que reduzido para 3,2 bilhões de reais em 2008.

O documento do TCU indica que "tal queda não ocorreu em virtude da utilização dos recursos, já que nada foi executado do 7,2 bilhões de reais alocados na LOA/2008 [Lei Orçamentária Anual] para o programa 'Universalização dos Serviços de Telecomunicações'. A redução decorreu de desvinculação de recursos do Fundo para pagamento da dívida pública".

O FUST foi criado há 11 anos, quando houve a privatização do setor de telecomunicações no Brasil, como fonte de recursos destinada, exclusivamente, à universalização dos serviços de telecomunicações no País. Apenas entre 2006 e 2008, o Fundo acumulou 6,7 bilhões de reais, de acordo com os relatórios de gestão disponíveis no site da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). No entanto, até hoje, apenas um projeto ligado à universalização das telecomunicações aprovado para receber recursos oriundos do FUST.

Aprovado em 2007, mas colocado em prática em agosto do ano passado, o plano prevê o fornecimento, instalação e manutenção, gratuitamente, de telefone fixo adaptado para o uso de pessoas com deficiência auditiva, em instituições cadastradas no Sistema Nacional de Informações sobre Deficiência. Somente em 2007, o FUST arrecadou aproximadamente 1,04 bilhão de reais e o orçamento daquele ano dedicou cerca de 780 mil reais para o projeto relacionado a deficientes auditivos.


Fabiana Monte
Computerworld, 03/07/09

Mais...

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Prefeitura de São Paulo lança portal para estimular adoção de animais

Site do Probem oferece informações sobre como cuidar de cães e gatos de maneira responsável e pretende reduzir abandono.

A Prefeitura Municipal de São Paulo lançou na quinta-feira (2/7) um portal para estimular a adoção de cães e gatos. Com o tema “Não abandone aquele que nunca vai abandonar você", o site faz parte do Programa de Proteção e Bem-Estar de Cães e Gatos (Probem).

O portal possui uma busca pelos animais conforme o perfil desejado. É possível escolher entre cães ou gatos, machos ou fêmeas e diferentes portes, idades e comprimentos de pelo.

Nesta sexta-feira (3/7), o portal já possuía 65 animais disponíveis para adoção e três já haviam sido adotados.

O site ainda possui dicas de como cuidar do animal de maneira responsável, dando dicas de tudo o que o usuário precisa saber antes de adotar, como informações sobre doenças, vacinas, alimentação e treinamento. Além disso, o site oferece cartilhas animadas para crianças, espaço para animais achados e perdidos e destaque para o telefone 156, onde as pessoas podem denunciar maus tratos.

O programa é realizado em conjunto com a Secretaria de Saúde e pretende reduzir o número de animais abandonados. Também está prevista a nomeação de 80 veterinários e 67 biólogos que atuarão em ações de controle e vigilância de zoonoses, bem como a ampliação do programa de controle reprodutivo, com o credenciamento de novas clínicas veterinárias, para alcançar a meta de até 100 mil castrações anuais.


IDG Now!, 03/07/09

Mais...

BID deve liberar US$ 1 bilhão para as sedes da Copa-2014

O Ministério do Turismo negocia com o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) a criação de uma linha de crédito específica para as 12 cidades-sedes da Copa de 2014.

A pasta pede ao banco que disponibilize US$ 1 bilhão (cerca de R$ 1,95 bi) para serem aplicados pelas capitais em obras de infraestrutura turística voltadas para o Mundial.

Até o fim do mês, as sedes de 2014, que já devem receber verba do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) da Copa, saberão se vão ser contempladas com essa ajuda financeira adicional do banco.

Atualmente, o ministério já possui um convênio de US$ 1 bilhão com o BID para o Prodetur (Programa de Desenvolvimento do Turismo). Segundo esse programa, somente Estados e cidades com mais de um milhão de habitantes podem solicitar o empréstimo para aplicar em projetos turísticos.

Ceará, Pernambuco, Rio (Estado e capital) e Goiânia já solicitaram a linha de crédito atual.

A nova verba deve favorecer principalmente Natal e Cuiabá, únicas das 12 cidades-sedes da Copa que têm um número populacional inferior ao limite imposto pelo atual programa.

Ontem, durante evento promovido em São Paulo pelo Ministério do Turismo, o prefeito de Cuiabá, Wilson dos Santos, chegou a pedir mais investimentos do Governo Federal em sua cidade com vistas à Copa.

"Acho que Cuiabá e Manaus merecem uma ajuda especial do governo. Precisamos de mais dinheiro para a Copa do que Rio e São Paulo", disse o prefeito, diante do ministro do Turismo, Luiz Barretto.

De acordo com a assessoria da pasta, as sedes que usarem a linha de crédito do BID terão de se comprometer a aplicar 60% da verba em obras de infraestrutura turística voltada para a Copa, 20% em qualificação profissional e o restante na promoção. Como contrapartida, o banco deve exigir do ministério que aplique mais 50% do valor de cada projeto na cidade que o pleiteou.

As cidades terão um prazo de 20 anos para pagar o empréstimo, a uma taxa de juros que deve girar em torno de 6%.

Além da negociação com o BID, o ministério anunciou hoje os quatro principais focos da pasta para a Copa: hospedagem, qualificação profissional, promoção da Copa e infraestrutura voltada para o turismo.

Em parceria com a FGV (Fundação Getúlio Vargas), o ministério estabeleceu uma lista de 65 destinos turísticos que receberão verba adicional do governo para se desenvolverem nesses quesitos até 2014. Mas o foco principal serão as 12 sedes.

"De acordo com esse diagnóstico feito pela FGV, haverá um plano de ação turístico voltado para cada cidade da Copa. Mas não é para ter competição entre as cidades. Cada uma vai medir sua evolução de acordo com suas características", ressaltou o ministro.

Barretto também prometeu um programa voltado para a capacitação profissional, principalmente com o ensino de idiomas, para pessoas que trabalharão diretamente com turistas na Copa. Segundo o estudo da FGV, esse é o maior desafio turístico para o evento de 2014.

Atualmente, há em curso somente um programa piloto que vem sendo aplicado no Rio e em Salvador, mas, segundo o ministro, haverá a ampliação para as outras 10 cidades-sedes.



Mariana Bastos
Folha de S.Paulo, 03/07/09

Mais...

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Medidas restritivas trazem dificuldades para programas sociais

A burocracia e o excesso de moralização que surgiram a partir da comissão parlamentar de inquérito que investiga a atuação das organizações não governamentais (CPI das ONGs) prejudicam o andamento de programas sociais no Brasil, especialmente o de economia solidária, que seria “uma inovadora alternativa de geração de trabalho e renda e uma resposta a favor da inclusão social”.

Entre os entraves está a proibição de convênios com entidades da sociedade civil dirigidas por parentes de até segundo grau de pessoas que ocupam cargos públicos. A crítica foi feita pelo economista e secretário nacional de Economia Solidária do Ministério do Trabalho e Emprego, Paul Singer, em entrevista concedida na última sexta-feira (26/6), por telefone, à Agência Brasil.

Essa campanha de moralização para impedir fraudes, na visão do secretário, além de não alcançar seu objetivo, atrasa os programas sociais do país. “Temos hoje, no Brasil, mais de 300 mil ONGs. E uma parte dessas centenas de milhares trabalha com educação, com pesquisas científicas, com saúde e outras atividades fundamentais. Todas elas estão sendo submetidas a uma espécie de camisa de força com a ideia de se impedir as fraudes. E, na verdade, não impedem, porque se você é obrigado a tirar o seu cunhado, mas estiver mal-intencionado, pode colocar um outro laranja lá. E vai ficar tudo igual.”

Confira abaixo trechos da entrevista de Paul Singer à Agência Brasil:

Agência Brasil: Há quantos projetos dentro do programa de economia solidária? E que resultados estão sendo obtidos de maneira geral por esses programas?
Paul Singer: Temos 11 ações distintas de economia solidária. Entre elas, ações de fomento direto de empreendimentos de economia solidária e de formação em economia solidária - temos um programa educativo muito amplo e que está sendo ampliado cada vez mais em parceria com o próprio Ministério do Trabalho. Estamos qualificando milhares de pessoas. No último programa, que terminou no ano passado, foram 4 mil [pessoas]. Estamos começando agora um Plano Setorial de Qualificação [Planseq] com mais de 5 milhões de pessoas. O Planseq leva mais de um ano [de duração] e é um programa extenso que dá qualificação profissional e também qualificação em economia solidária, que é fundamental em associativismo, ensinando as pessoas a trabalhar juntas, em ajuda mútua, em termos de cumprir as exigências fiscais e legais. Havia 80 mil pessoas organizadas em empreendimentos de economia solidária, nos mais diferentes setores, na fila para receber formação. Está difícil fazer as políticas sociais, que eram mais fáceis quando você podia fazer vários tipos de convênio com os diferentes parceiros em nível estadual e municipal. Agora está tudo muito mais restrito, mas está sendo feito.

ABr: Que dificuldades seriam essas?
Singer: É uma sucessão de proibições que vêm caindo em carta dupla desde 2007. Tem a ver com uma campanha de moralização das parcerias do governo federal com as entidades sem fins lucrativos da sociedade civil. Acho que essa moralização em si é correta, mas está sendo feita de uma forma muito intensa a ponto de matar a galinha dos ovos de ouro. Procura-se evitar que haja fraude, mas praticamente se impede que a própria política, pelo menos, tenha a agilidade que tinha antes, o que eu lamento muito. O exemplo que gostaria de dar é o seguinte: hoje todos os convênios passam por um cadastro único, que se chama Sincov [Sistema de Conveniamento do governo federal] e que não permite que haja mais do que um único convênio. Se quisermos fazer um programa de formação, por exemplo, temos que fazer um convênio com uma única entidade, que deve fazer toda a formação. Não posso conveniar, como fazíamos antes, com uma entidade abrangente que, por sua vez, podia conveniar nos diferentes lugares do Brasil com outras entidades de formação. Tem muita ONG se dedicando à formação. Esse conveniamento em cadeia, que fazíamos sempre, nos dava um poder de capilaridade e hoje não se pode mais. Há outras restrições que estão sendo feitas e dificultando bastante a ação das políticas sociais.

ABr: Essas restrições surgiram a partir da Comissão Parlamentar de Inquérito das ONGs?
Singer: Isso. A partir de 2007 começou uma caça às bruxas, a meu ver. É sempre a mesma coisa: há irregularidades? Sim, há. Devem ser evitadas? Sim, devem. Só que as irregularidades, provavalmente, estão presentes numa minoria de contratos. Sei lá: 10% ou 15%. É difícil calcular. Talvez você evite alguma coisa, mas, em compensação, as dificuldades que você cria… Para começar, custa caro ao erário. Algumas vezes, tanto ou quanto as fraudes custavam antes. Mas, antes de mais nada, você atrasa e dificulta políticas que ajudam milhões de pessoas. Não é a finalidade, mas acaba acontecendo.

ABr: Qual seria a alternativa? Como moralizar e ao mesmo tempo não impedir que as políticas públicas aconteçam? Qual seria esse modelo?
Singer: O modelo, na verdade, deveria parar de proibir coisas. Os que fazem os convênios, como o Ministério do Trabalho, no qual eu estou, praticamente não foram consultados. Isso está sendo feito pelos órgãos de controle. Não estou discutindo as boas intenções deles. Só estou dizendo que eles não entendem as dificuldades que nós temos porque eles não fazem convênios. Órgão de controle como Tribunal de Contas, Controladoria-Geral da União e mesmo os ministérios do Planejamento e da Fazenda não fazem convênio. Não precisam. A ação desses ministérios é sobre os outros ministérios que fazem convênios. Eles nos controlam. É a função deles. Não estou querendo que não nos controlem. Mas, na hora de mudar o caráter dos controles para torná-los eventualmente mais abrangentes e mais efetivos, deveríamos estar juntos. E infelizmente não estamos. Algumas vezes, as coisas são feitas com intenções boas - bem, mas o inferno está cheio de boas intenções. Outra vedação recente é que hoje você está proibido de fazer convênios com uma organização da sociedade civil - pode ser uma ONG ou uma Oscip [organização da sociedade civil de interesse público] - que tenha na sua direção qualquer pessoa que exerça algum cargo público em nível federal, estadual ou municipal. Mas não só. Estão proibidos também os convênios com todas as entidades que tenham algum dirigente que seja parente de alguém que esteja em cargo público em parentesco de até segundo grau. Temos 5,6 mil municípios. Temos milhões de pessoas que são vereadores e secretários municipais. Proibir convênios com parentes dessas pessoas na santa ideia de que isso se evitará que haja favorecimento com o parentesco é, inclusive, uma violação do direito que essas pessoas têm de trabalhar e atuar como qualquer outro. Quando a pessoa é prima ou cunhada de um vereador, por que ela não pode continuar dirigindo uma ONG? Para podá-la tem que ter alguma prova de que a pessoa agiu errado. De antemão, preventivamente, proibir isso com a suposição de que o parentesco é indutor de fraude, a meu ver, não cabe.

ABr: O excesso de burocracia, então, estaria também prejudicando o programa?
Singer: Está prejudicando, eu diria, todas as políticas sociais brasileiras que, tradicionalmente, se fazem - não tem outra maneira de fazer - com o chamado terceiro setor. Temos hoje no Brasil mais de 300 mil ONGs. E uma parte dessas centenas de milhares trabalham com educação, com pesquisas científicas, com saúde e outras atividades fundamentais. E todas elas estão sendo submetidas a uma espécie de camisa de força com a ideia de se impedir as fraudes. E, na verdade, não impedem, porque se você é obrigado a tirar o seu cunhado, mas estiver mal-intencionado, pode colocar um outro laranja lá. E vai ficar tudo igual. Não é difícil fraudar isso. Mas, para quem não quer fraudar coisa nenhuma e quer trabalhar sério, são dificuldades que aumentam cada vez mais.

ABr: A crise econômica, de certa forma, também prejudicou os programas sociais no Brasil?
Singer: Pelo contrário. O que ela fez foi aumentar a importância e a demanda por esses programas. Aumentou o desemprego, aumentou a probreza. Então, as políticas socias têm de crescer para atender às demandas.

ABr: A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) divulgou números apontando que a crise econômica deixará 1 bilhão de pessoas passando fome no mundo. Que ajuda os programas sociais dariam para diminuir esse número?
Singer: Os programas sociais ajudam imensamente. Aliás, o Brasil é um país de vanguarda no sentido de redução de pobreza e de desigualdade. Ainda tem muita pobreza e desiguldade no nosso país. Mas, comparativamente, [o país] é outro. Nós conseguimos avançar - e avançar recentemente. Cerca de metade dos que antes eram pobres hoje está na chamada classe C e está acima da linha de pobreza. E as novas ações do governo dão mais potência a essa luta. Os programas mais importantes, a meu ver, são o do salário mínimo e o Bolsa Família. E eu quero dizer que o Bolsa Família significa salvar uma geração toda, porque efetivamente nós sabemos que as crianças das famílias beneficiárias do Bolsa Família estão indo à escola, estão sendo alimentadas e passam de ano.

ABr: Que outro programa o senhor destacaria?
Singer: Temos hoje um programa de crédito aos mais pobres por meio de bancos comunitários. Somos parceiros nesse programa com o Banco do Brasil. Os bancos comunitários recebem depósitos do Banco Popular do Brasil, que é uma parte do Banco do Brasil. Esses bancos são resultado da construção de comunidades coesas, que reúnem suas próprias poupanças - que são poucas, mas importantes - e usam moeda social para promover atividades dentro de seus bairros. E isso dá resultado. Eles começam a desenvolver atividades que geram trabalho e renda e começam a sair da pobreza. São programas dessa natureza que me parecem mais importantes, programas emancipatórios. Eles estão acontecendo e pessoalmente posso dizer que estou bastante otimista a respeito do nosso país.

ABr: Esses programas de economia solidária poderiam ser uma solução para a crise ou para esse 1 bilhão de pessoas que estarão passando fome no mundo?
Singer: Sim. Em grande parte está sendo um modelo. Na agricultura, o cooperativismo de gente pobre é um instrumento fundamental. Os camponeses produzem comida, antes de mais nada, para eles próprios. Mas, para isso, eles precisam ter apoio, sementes, crédito, apoio tecnológico. O governo brasileiro faz política de economia solidária por meio de 22 ministérios, bem mais do que a metade dos ministérios do governo federal, que são 37. Todos os ministérios que são de políticas sociais dão apoio ao [programa de] economia solidária. É isso que dá ao Brasil essa imagem de ser um país onde a economia solidária tem amplo apoio. Está crescendo também o apoio dos governos estaduais e municipais à economia solidária no Brasil. Em outros países da América Latina é a mesma coisa, mas eles começaram mais tarde, então estão um pouco mais atrasados. Há dois países na América Latina que mudaram suas constituições recentemente, inclusive em referendos populares: a Bolívia e o Equador. Nas duas constituições, a economia dos países é definida como economia solidária. São países com os quais colaboramos. A Venezuela está fazendo programas muito amplos também de apoio e de fomento à economia solidária. Isso está, inclusive, se estendendo para outros países, como os Estados Unidos, que hoje têm uma rede de economia solidária.E não é do governo não. Isso vem da sociedade civil.

“Acabar com o Bolsa Família seria uma crueldade”

Agência Brasil: O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que é melhor dar dinheiro para o cidadão do que desonerar a indústria. No entanto, as medidas que o governo vem adotando para combater a crise se concentram principalmente em desoneração da indústria. Isso não é uma postura contraditória?
Paul Singer: O que vocês chamam de dar dinheiro ao cidadão são as medidas relacionadas ao Bolsa Família, ao salário mínimo e agora recentemente ao [programa] Minha Casa, Minha Vida. São programas de longo prazo. O Bolsa Família não tem data, graças a Deus, para acabar. E acaba quando a família deixa de estar necessitada. A desoneração é realmente uma medida transitória, de momento de crise, e é normal que ela acabe e os impostos sejam restaurados.

ABr: O Bolsa Família é um programa que vem sendo muito questionado, com críticas de que o governo estaria dando o peixe, mas não estaria ensinando a pescar. Já não está na hora de o governo começar a ensinar as pessoas a pescar?
Singer: O esforço de ensinar a pescar é contínuo para o governo. Não tem nada a ver uma coisa com outra, não é “ou”. O Bolsa Família é um programa de uma urgência enorme e seria, a meu ver, uma crueldade acabar com ele a pretexto de dizer que agora vamos ensinar a pescar. Com fome, ninguém aprende coisa nenhuma. E, inclusive, pescar significa lutar para ter um trabalho que dê renda. Essa coisa de ensinar a pescar é bobagem no sentido de que o cidadão é pobre porque ele não sabe coisas. Não é assim. Isso é um ponto de vista cruelmente patronal. Os empregadores sempre almejam ter disponíveis empregados que já tenham experiência. As pessoas são pobres por razões estruturais e históricas, que já vêm de séculos. Para que ele deixe de ser pobre, são necessárias medidas estruturais como redistribuição de terra, reforma agrária, investimentos em educação. E isso está sendo feito, por exemplo, com o ProUni [Programa Universidade para Todos, do Ministério da Educação], que é um programa que ensina jovens que jamais pisariam numa universidade a pescar. E ele atinge muita gente. As pessoas que criticam o Bolsa Família esquecem que há muitos programas que fazem exatamente isso. Que são programas, vamos dizer, de luta positiva para que as pessoas deixem de ser miseráveis pelo próprio esforço.

ABr: E quantas pessoas fariam parte dos demais programas?
Singer: A estimativa é que haja 400 mil quebradeiras de coco organizadas em cooperativas em todo o Nordeste e Norte do Brasil. As quebradeiras de coco vivem da exploração do babaçu, que é de grande utilidade e tem muitas aplicações, desde farmácia e cirurgias a sabonetes. Só que, quando deu a onda de soja, começaram a derrubar o babaçu. E as mulheres se organizaram e estão lutando para preservar a árvore. É uma luta que é, ao mesmo tempo, ambiental e social. Nós estamos conseguindo, graças à ajuda do governo, que os próprios interessados se organizem. Outro exemplo: temos hoje o Ministério da Pesca. Os pescadores me fizeram ver que há envenenamento dos cursos de água no Brasil devido à expansão da cana. Há um líquido poluente, que decorre da fabricação do álcool, que é jogado na água e simplesmente extermina os peixes. É preciso coibir essa destruição dos recursos naturais.


Daniel Mello e Elaine Patricia Cruz, da Agência Brasil
Envolverde, 01/07/09
© Copyleft - É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.

Mais...

Projeto Itaúbrasil realiza ações na Flip

Esta é a quinta edição em que o Unibanco é o patrocinador oficial da feira; com a fusão das duas instituições financeiras, Itaú também assina o patrocínio

O sucesso dos projetos que tiveram apoio do Itaúbrasil - como a homenagem aos cinquentenário da Bossa Nova, em 2008 e os 50 anos de música de Roberto Carlos, agora em 2009 - levou o Itaú a criar uma marca sob a qual estarão outras iniciativas na área cultural e esportiva, a partir de agora. O primeiro evento a receber apoio será a Festa Literária Internacional de Paraty, que acontece entre os dias 1 e 5 de julho.

Esta é a quinta edição em que o Unibanco é o patrocinador oficial da feira. Após a fusão das duas instituições financeiras, o Itaú também assina o patrocínio. Para destacar sua presença na feira, o Itaúbrasil prepara diversas ações, como a distribuição gratuita, via online, de mais de 30 obras literárias (e-books) que já caíram em domínio público. Para adquiri-las, o público terá que acessar um dos terminais de computadores instalados no Espaço Itaú Unibanco, na tenda de autógrafos da FLIP. Além disso o Itaú Unibanco instalará em Paraty uma agência móvel durante os cinco dias do evento.

A sétima edição da FLIP terá como homenageado o poeta pernambucano Manuel Bandeira (1886-1968). A programação completa está disponível no site. O banco acredita que eventos como a Festa Literária, são uma oportunidade de exercer um compromisso institucional e histórico de promoção de ações culturais.


Meio & Mensagem Online, 26/06/09

Mais...

CESE lança edital para projetos ambientais

A CESE - Coordenadoria Ecumênica de Serviço, lança edital de apoio a iniciativas que visem à defesa do meio ambiente. Serão aceitos projetos de todo país com enfoque na sensibilização, formação e educação ambiental que envolvam mobilização popular e tenham ações concretas em defesa do meio ambiente.

O total de recursos destinados a cada projeto aprovado será de até R$ 20 mil reais. Os projetos podem ser entregues diretamente na sede da instituição, ou enviados por correio ou e-mail, desde que remetidos no período de 06 de junho a 06 de julho, das 8h às 12h e das 13h às 17h.

Com este edital, a CESE reforça o apoio a uma das áreas que tem se tornado uma prioridade na pauta política nacional e internacional. São graves os problemas sócio-ambientais, com destaque para as mudanças climáticas que agravam o conflito no uso dos recursos naturais e seus rebatimentos sobre as populações mais vulneráveis e demais formas de vida do planeta.

No Brasil, desmatamentos de florestas, avanço de monoculturas que destroem a biodiversidade, instalação de grandes empreendimentos de turismo em zonas costeiras, construção de barragens e grandes empreendimentos em áreas de proteção ambiental, crescimento desordenado de cidades, poluição de rios e mares ocasionada por atividades industriais e detritos urbanos, consumo exacerbado de bens são apenas alguns exemplos da ação humana sobre o meio-ambiente.

Sobre a CESE
Nas suas análises e seleções de projetos a CESE dá destaque as ações de caráter pontuais com capacidade de mobilização, desdobramento e multiplicação. A instituição evita, com isto, criar laços de dependência respeitando a autonomia dos grupos apoiados e incentivando a participação popular nas políticas públicas. A CESE prioriza as regiões Norte e Nordeste, por serem as mais empobrecidas do país e apoia projetos sintonizados com a defesa de direitos. Iniciativas ligadas às mudanças climáticas e seus graves reflexos sócio ambientais estão entre as prioridades por entender que se trata de uma temática intrínseca à defesa de direitos.

Clique e confira o edital na íntegra

Mais...

terça-feira, 30 de junho de 2009

Nova lógica para o investimento social privado

Projetos realizados por empresas apostam no protagonismo das comunidades como via indutora de desenvolvimento

Pensar global, agir local. A máxima do desenvolvimento sustentável tem levado empresas a repensar suas relações com diferentes públicos de interesse. Nesse contexto, tão importante quanto estabelecer diferentes canais de diálogo é reconhecer que o negócio não pode ser o principal agente de desenvolvimento.

A partir dessa ótica, o investimento social privado assume novos contornos. Mais do que ensinar, as empresas estão aprendendo a ouvir as comunidades, para contribuir de maneira efetiva com o desenvolvimento local. Realização de diagnósticos socioeconômicos para identificação de carências e potenciais, apoio no planejamento participativo e fomento à atuação em rede caracterizem as iniciativas de desenvolvimento comunitário pensadas dentro dessa lógica.

Assim, a responsabilidade social empresarial ganha dimensão estratégica não apenas porque traz benefícios de reputação e imagem para a companhia ou assegura a licença para operar. Segundo Augusto de Franco, especialista em desenvolvimento social e professor de RSE da Fundação Dom Cabral, as corporações passam a compreender que não são unidades-produtivas isoladas, mas uma comunidade de negócios formada a partir de um ecossistema. “Só há uma maneira de a empresa continuar existindo: entender que o meio não é uma ameaça, mas sim faz parte dela. A companhia deve desenvolver muitos canais de interação porque se quiser embarcar tudo o que precisa para produzir, vai falir”, ressalta.

Para De Franco, a empresa não tem condições, por exemplo, de investir sozinha em educação para desenvolvimento do seu capital humano e social. “A descoberta de que as corporações precisam investir no protagonismo da comunidade representa um salto de qualidade na responsabilidade social corporativa. As pessoas precisam adquirir novas capacidades geradas na própria comunidade e que, portanto, são permanentes”, afirma.

Dentre as armadilhas comuns no desenvolvimento de projetos sociais por empresas, De Franco destaca a tentativa de atuar de maneira isolada, correndo o risco de tornar-se um alterego do Estado e reproduzir relações de dependência. “A companhia precisa atuar de maneira integrada com o poder público, organizações da sociedade civil e outras empresas. Para que isso ocorra, têm que entender a responsabilidade social como um assunto estratégico, não podendo ser destinado ao marketing ou qualquer outro departamento específico”, ressalta.

No final das contas, as conexões locais estabelecidas pela empresa asseguram que esteja interligada ao todo. Segundo De Franco, mais importante do que dar escala às iniciativas é respeitar as diferentes realidades, desenvolver produtos, serviços e ações que expressem as dinâmicas da comunidade. “Toda grande transformação resulta da efervescência de micro mudanças. É a lógica do tipping point: temos que salvar o mundo, um instante de cada vez. Assim, a visão ética dá lugar à visão lírica, que nos diz: se queres ser universal, canta tua aldeia”.

Construção de consensos
Uma cidade voltada para as necessidades das pessoas. Essa é a proposta do Ortopólis, que em grego significa cidade ideal. A ideia do consultor Edgar von Buettner tomou forma a partir do reencontro com um amigo de faculdade, Carlos Bühler, presidente da Holcim no Brasil, que buscava uma forma de estimular o desenvolvimento local sustentável da cidade de Barroso (MG).

Em 2003, iniciou-se um processo de diálogo com a comunidade para construção da visão de futuro da cidade para 2013. “Já no primeiro encontro, reunimos representantes dos três setores da comunidade para olhar para o município como um todo, identificar problemas, construir consensos e soluções coletivamente”, afirma Juliana Andrigueto, coordenadora geral do Instituto Holcim.

A mudança comportamental de uma visão assistencialista para a de desenvolvimento sustentável consiste em um dos principais desafios do projeto devido a uma relação histórica de dependência de Barroso em relação à fábrica de cimento, instalada na cidade, em meados de 1950, pelo grupo Paraíso.

A onda de progresso gerada pela empresa não resultou na diversificação da economia. Pelo contrário, pequenas cadeias produtivas locais, como a agropecuária, foram suprimidas diante do poder de atração da companhia sobre os trabalhadores, em especial os jovens, que preferiam ser assalariados da fábrica a tocar seus próprios empreendimentos.

Na década de 90, a Paraíso enfrentou dificuldades financeiras por causa das mudanças no mercado consumidor, da automação e da pressão por maior controle ambiental. Ao ver ameaçada a continuidade do negócio a, transferiu as suas atividades à Holcim.

Ao assumir o controle da fábrica em Barroso, no ano de 1996, o grupo suíço iniciou a adaptação dos processos produtivos e de gestão em linha com padrões internacionais. A economia de Barroso, que já vinha enfraquecida, sentiu fortemente os impactos dessa mudança, sobretudo com a perda de postos de trabalho a partir automação da fábrica.

Para reverter esse quadro, a Holcim fomentou a criação da Associação Ortópolis Barroso, uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) que tem como principal objetivo o fortalecimento de todas as instituições da cidade. Também foi criado o Fundo Solidário de Investimento Social, por meio do qual a AOB recebe aportes do Instituto Holcim e outros financiadores.

A OAB também estimulou a criação de grupos de trabalho no setor eletromecânico, de artesanato, pecuária, reciclagem e comércio. Os participantes encontram na associação um apoio para viabilização dos seus projetos, formulação de estratégias de ação, e captação de recursos e parceiros.

Os impactos decorrentes da mobilização da comunidade já são perceptíveis na economia de Barroso. Em 2006, teve início o projeto Rumo Certo para mapeamento do comércio local e capacitação dos empreendedores. Dois anos após sua implementação, registrou-se um aumento médio de 64% no faturamento dos empreendimentos e 20% no crescimento dos empregos.

Segundo Juliana, do Instituto Holcim, o grande desafio de agora em diante é mobilizar mais participantes, sobretudo os jovens. “A questão da sucessão nos negócios é crucial. Muitos jovens saem de Barroso para estudar e acabam não retornando. Buscamos ferramentas de comunicação adequadas para aumentar a visibilidade do projeto e com isso atrair cada vez mais as novas gerações”, ressalta.

Redes sociais

A estratégia de responsabilidade social da Veracel Celulose se divide entre antes e depois do programa de Redes Sociais, que teve início em 2007. Em parceria com o Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (Idis), a companhia identificou as principais necessidades e ativos das comunidades do seu entorno.

“Buscávamos uma forma de estimular o desenvolvimento local, sem fazer filantropia e encontramos essa resposta junto a comunidade”, afirma Eliane dos Anjos, gerente de sustentabilidade da Veracel.

O projeto contempla os municípios de Barrolândia, Boca do Córrego, Santa Maria Eterna, Belmonte, Ponto Central, Santa Cruz Cabrália, Mascote, Guaratinga, União Baiana e Itagimirim, todos na Bahia, somando cerca de 400 mil habitantes.

Segundo Eliane, essa experiência proporcionou grande aprendizado para a empresa. “Aprendemos, primeiramente, que nenhum município é igual ao outro. Também compreendemos a importância de exercitar a humildade, respeitar o conhecimento local e o ritmo de cada comunidade”, destaca.

Cada município decide suas estratégias de ação. Da Veracel, eles recebem capacitação técnica e apoio para captação de financiadores.

Para Elaine, o grande fator de sucesso do projeto é o envolvimento dos diferentes atores da comunidade. “A empresa não pode ser prepotente. Deve ter a capacidade de ouvir e atrair novos parceiros. Somente a soma de experiências e esforços possibilita a construção de um tecido social para sustentação do projeto”, ressalta.

Legado de conhecimento
Possibilitar condições para que as comunidades sejam capazes de protagonizar o seu próprio desenvolvimento, no longo prazo, quando a mineração não estiver mais presente. Essa é a principal diretriz da nova estratégia de responsabilidade social da Vale. A implementação de unidades da Estação Conhecimento – Núcleo de Desenvolvimento Humano e Econômico no Sudeste do Pará faz parte desses esforços.

Constituídas como Oscips, essas organizações têm como missão mobilizar a comunidade em torno de soluções que estimulem o desenvolvimento local. Para tanto, contam com os diagnósticos socioeconômicos - elaborados por uma equipe multidisciplinar contratada pela Vale, a partir do cruzamento de uma série de dados estatísticos e de um processo de consulta pública junto a comunidade.

O programa aposta na formação de profissionais para promover o desenvolvimento em três frentes: físico, com esporte de alto rendimento (atletismo, judô, futebol e natação); emocional por meio da cultura (teatro, dança, música e artes); e intelectual, com base na qualificação profissional. Na perspectiva econômica, a Estação apoia a organização da produção em escala empresarial, oferecendo orientação técnica para melhoria da qualidade e padronização da produção.

Segundo Silvio Vaz, diretor-presidente da Fundação Vale, a Estação Conhecimento amplia o conceito da escola tradicional porque trabalha com a visão de desenvolvimento humano e econômico da sociedade integrada ao mercado.

“Nosso objetivo é deixar um legado institucionalizado e sistematizado para a comunidade local. Para isso, instalamos Núcleos de Desenvolvimento Humano em um esforço de pensar a escola fora da caixa, para que se transforme em pólo de conhecimento, participando do desenvolvimento da sociedade”, afirma Vaz.

Fatores-chave para projetos de desenvolvimento comunitário
-Estimular a organização da comunidade em redes sociais;
-Elaborar estudos socioeconômicos para conhecer as necessidades e potenciais da comunidade;
-Buscar parceiros junto ao poder público, setor privado e sociedade civil;
-Estabelecer diferentes canais de diálogo com a comunidade;
-Desenvolver as capacidades locais para que a comunidade assuma a gestão do projeto no longo-prazo.


Idéia Sustentável, 30/06/09

Mais...

2009 motivos para participar do Festival Latino-Americano de Captação de Recursos!


Profissionais brasileiros e estrangeiros se unem para trazer estratégias inovadoras de captação de recursos

1º Os temas são fascinantes e interessam a todos: teoria e prática sobre captação de recursos em relatos, oficinas e mesas redondas.

2º Captação de recursos se aprende com experiência e vivência, e a troca delas com colegas será uma constante.

3º Diversos países estarão representados com palestrantes expondo suas experiências internacionais.

4º Os palestrantes estão entre os mais experientes captadores de recursos do mundo.

5º Em tempos de mudança, é necessário aprender novas formas de comunicação e novas oportunidades em captação.

6º Além das palestras e oficinas, será possível se reunir com os colegas do setor, e este será o melhor ponto de encontro.

7º São necessárias novas técnicas e novas estratégias para desenvolver a captação de recursos em época de crise.

8º Haverá o Espaço Aberto, em que participantes poderão programar oficinas com temas pertinentes à captação de recursos.

9º Aprender é sempre uma oportunidade para melhorar, e lá CRIAREMOS MUITAS NOVAS OPORTUNIDADES!

E... Mais de 2.000 motivos para você se arrepender se perder a inscrição, pois as vagas são limitadas... é bom correr!

Compareça e compartilhe você também seu conhecimento: no evento, exponha suas experiências no “Espaço Aberto”

20 a 22 de Julho de 2009

LOCAL
Teatro Tuca - PUC São Paulo
Rua Monte Alegre, 1.024
Perdizes/São Paulo

Informações e Inscrições
(11) 2281-9643
dialogo@dialogosocial.com.br
www.dialogosocial.com.br/festival

Veja alguns temas que serão abordados:

Ferramentas para gestão de base de dados de doadores (sistema de cobrança automática de doações)
Palestrante: Gonzalo Ibarra L.

Desenvolvimento de estratégias de arrecação de fundos usando os novos meios.
Palestrante: Gonzalo Ibarra L.

Como escrever relatórios no padrão da Global Reporting Initiative (GRI)
Palestrante: João Meirelles

Relação de longo prazo entre Responsabilidade Social Empresarial e ONGs – casos reais
Palestrante: João Meirelles

Empresas sociais – como as ONGs estão criando empresas para ser sustentáveis
Palestrante: João Meirelles

Construindo parcerias duradouras com empresas
Palestrante: Carla da Nóbrega

Cenário da captação de recursos na Europa: financiadores, mercado de trabalho e formação dos captadores de recursos
Palestrante: Marcos Concepción Raba

Cara a cara com o potencial doador
Palestrante: Víctor Naranjo

Conceito de marketing relacionado a causas e casos de sucesso no Brasil
Palestrante: Márcia Woods

Como desenvolver relações sustentáveis com doadores internacionais
Harley Nascimento

Montando um departamento de captação de recursos
Palestrante: Marcelo Estraviz

Harmonizando conceitos para escrever projetos de captação de recursos
Palestrante: Michel Freller

Geração de renda e impostos incidentes sobre venda de produtos e serviços
Palestrante: Michel Freller

Histórias que mobilizam: como utilizar o poder das histórias para mobilizar recursos
Palestrante: Rodrigo Alvarez

Planejamento de indicadores de êxito
Palestrante: René Steuer

Introdução à Captação de Recursos - o que você não pode deixar de saber para ser bem sucedido
Palestrante: Claudia Amaral

Você é com quem se relaciona - gestão de relacionamentos para a mobilização de recursos
Palestrantes: Claudia Amaral e Fabiano Moraes

Inspirações: as melhores práticas de captação de instituições de saúde no Brasil e nos EUA.
Palestrantes: Renata Brunetti e Fabiana Dias

Segmentação de doadores
Palestrante: Pedro Adam



Fonte: Diálogo Social

Mais...

Especialistas defendem a importância de novas tecnologias em favor das mudanças sociais

Pensar a transformação, a visão integral e complexa dos seres humanos como pessoas, além dos valores que possuem na conta bancária. Esse foi uma das questões debatidas na primeira mesa redonda da Conferência Internacional Ethos 2009, que aconteceu entre os dias 15 e 18 de junho.


Com o tema Redefinindo o Marketing e a Comunicação das Empresas num Mercado Socialmente Responsável, participaram: a vice-presidente do Núcleo de Estudos do Futuro (NEF/PUC SP), Rosa Alegria; o diretor geral e superintendente da MTV, José Wilson Andrade da Fonseca; o fundador e presidente da Thymus Branding, Ricardo Guimarães; a coordenadora do Unicef para os estados de Minas Gerais, São Paulo e Sul do Brasil, Anna Penido e a vice-presidente de responsabilidade social empresarial da Holcim, Barbara Dubach.

Rosa Alegria, moderadora do debate, abriu o debate falando sobre os processos mentais e interativos intensificados pelas novas tecnologias da informação. “Somos influenciados pelos valores coletivos, temos uma vida integral. Mas o marketing vê hoje o consumidor de uma forma fragmentada. A própria palavra “consumidor” é anacrônica. Não sou mais só um algo que consume, mas que interage.”

De acordo com Rosa Alegria vivemos um tempo que necessidade não é somente de uma mudança nas relações da comunicação publicitária, mas de realmente reinventar as regras do marketing. “Por que a propaganda não se pauta pela felicidade ao invés da infelicidade? É preciso investir nas pessoas e naquilo que elas têm de bom. A economia precisa mudar, se desmaterializar, para satisfazer as reais necessidades humanas.”

Penido concordou com o poder da comunicação e abordou vários aspectos que apontam para uma transformação profunda nas formas sociais de comunicação e retransmissão de conhecimento e informação. “A comunicação tradicional é vertical, unidirecional, traz poucas fontes e é de fácil controle. Já a comunicação contemporânea é horizontal, em rede, plural e difícil de controlar.” Ou seja, com as novas possibilidades de manejamento, produção e difusão popularizadas pela internet, os veículos de massa não são as únicas fontes de informação.

“Toda a transformação pode acontecer pela consciência, ou pela ciência. Ou pelos dois. A ciência nasce da natureza e sobre a natureza você não tem vontade, você não pode escolher. Ela te pune”, reflete Ricardo Guimarães sobre a necessidade de conscientização dos processos de produção de bens de consumo e de serviços. O presidente da Thymus Branding ressaltou que antes a transparência das empresas com relação ao impacto sob o meio ambiente era uma questão de escolha, de virtude. “Agora significa uma capacidade de competir no mercado, saiu do plano moral. É o cenário. Tudo comunica. Comunicação é um exercício de identidade.”, disse.

Já a honestidade parece se refletir nos indicadores de credibilidade junto aos clientes. De acordo com Barbara Dubach, a disponibilidade das empresas em ouvir as reclamações e acolher as expectativas de seus consumidores é cada vez mais valorizada e tida como um fator de pré-avaliação daqueles que pensam em adquirir produtos de determinada empresa. “O poder de ouvir, de empenhar a sua palavra e de construir parcerias são itens essenciais. Os fatos devem corresponder ao discurso empresarial.”

De acordo com José Fonseca é essa mesma a missão da MTV. O compromisso de levar os jovens a processos de conscientização numa linguagem própria e identificada com o público. “Existe um paradoxo desesperador. O jovem nunca teve tanto acesso à informação, mas nunca foi tão individualista. Essa é uma questão muito latente para a MTV. Como quebrar esse fenômeno?”

Para esclarecer seu questionamento, Fonseca exibiu vídeos de campanhas da MTV em favor do consumo consciente, da responsabilidade social, sexual e campanhas de mobilização, como esta aqui: http://mtv.uol.com.br/publica/blog/como-ser-um-consumidor-um-pouco-consciente

Serviço:
Conferência Internacional Ethos 2009
www.ethos.org.br/Ci2009


Camila Caringe,
Setor3, 23/06/09

Mais...

Depois do sucesso: cópia vs disseminação

Como uma organização sem fins lucrativos pode progredir baseada nos seus projetos de sucesso? E como as fundações podem ajudá-las a fazer isso?

A replicação é um enfoque, mas a propagação é um conceito mais forte. Enquanto os dois termos implicam na continuidade e no crescimento de projetos de sucesso, a propagação abrange resultados mais amplos, contínuas “gerações” e novos direcionamentos. A propagação incorpora a disseminação de adaptações de idéias e projetos para novos ambientes geográficos, culturais e socioeconômicos.

Uma estratégia para expandir ou ampliar projetos de sucesso é ajudá-los com a replicação; ou seja; copiar suas características essenciais e implementá-las em outros cenários. No entanto, o termo replicação é tirado de dois outros contextos: (a) o experimento em laboratório (um cientista deseja replicar um experimento para confirmar uma hipótese) e (b) o mundo das licenças de varejo e franquias (MacDonald, em suas localidades, deseja comida consistente, valor e “experiência com o consumidor”). Nenhuma das duas utilizações do termo geralmente não são aplicáveis aos serviços sociais ou às organizações de comunidades de base.

A rigor, os projetos de sucesso das comunidades de base não podem simplesmente ser copiados ou “clonados” ou franqueados. “O fator do sucesso é sempre exclusivo e, frequentemente, depende dos esforços de um ou mais “campeões” muito ligados às circunstâncias específicas de tempo e lugar.

Uma avaliação de um reconhecido “sucesso”, muitas vezes identifica – e depois tropeça destacando-se nas diferentes variáveis de um lugar a outro. A comparação resultante de “alhos” com “bugalhos” é ilusória e inconcludente. Outro ponto fraco é a ênfase exagerada em desenvolver “melhores práticas”.

Existe uma visão cujo principal ponto assinala a diminuta quantidade de processos ou técnicas que deram certo num cenário e, assim, ser espalhados em pacotes uniformes - gerando uma visão que subestima ou ignora a complexidade humana, as organizações e outros temas de contextos específicos.

A propagação – adaptação, dispersão e expansão
Um dos mais modestos, realista e robusto conceito é a propagação: um termo da ciência natural que sugere dispersão e expansão em números. Também leva a inerência natural de gerações múltiplas e a existência de variáveis nos casos individuais. A propagação tem sucesso análogo ao das famílias: ter filhos e netos que podem herdar as características dos seus ancestrais, muito embora sejam visualmente diferentes. É, portanto, um conceito mais útil e mais objetivo que replicação.

No entanto, enquanto muitas organizações têm a capacidade de manter e gerenciar um projeto, a maioria preocupa-se mais com as prioridades imediatas e não tem a capacidade de expandir programas ou melhorá-los de forma organizada. O resultado é que poucas organizações têm desenvolvido a capacidade explícita de autopropagar-se.

As “histórias de sucesso” são rapidamente publicadas; porém, quantas organizações podem sempre acomodar um estagiário visitante ou um gerente médio para aprenderem os sistemas? Com que frequência o fundador/ganhador ficou por um extenso período de tempo em outro local como mentor ou multiplicador? Até que ponto existe um processo em curso alimentando a multiplicação ou apenas definindo a propagação como uma meta importante para uma organização?

Raramente há o reconhecimento de que a própria organização forneceu recursos de tempo, energia e dinheiro e desenvolveu procedimentos operacionais que incentivaram a propagação. É nesse ponto que os doadores podem ajudar – não apenas com dinheiro como também com uma visão ampla e mais informada do processo.

Os benefícios do enfoque de propagação
Existem benefícios para os doadores, beneficiados e para a população alvo ao adaptar o enfoque da propagação.

Aumento do Impacto. Os doadores deveriam prestar mais atenção às “histórias de sucesso”. Projetos iniciais que respondam às necessidades urgentes merecem apoio filantrópico. Nosso ponto não é denegrir esses esforços, mas incluir a propagação como outro objetivo a ser reconhecido. Responde à pergunta: “o dinheiro está bem gasto?”. Parte da resposta poderia direcionar-se aos projetos que já tiveram sucesso e ajudá-los a se propagarem.

Elementos críticos. A propagação reconhece que organizações de sucesso dependem dos esforços dedicados e do “toque” humano das pessoas que fizeram-na acontecer. As doações direcionadas à propagação tanto podem dar apoio financeiro aos indivíduos quanto às idéias de sucesso comprovado. Os recursos devem ser gastos para cultivar novas gerações por um período longo além dos cálculos de “custo - benefício”. Esta é uma perspectiva importante que o financiamento das fundações pode providenciar.

Efetividade organizacional. As doações para a propagação oferecem incentivos tangíveis e recompensas pelo sucesso. Estes reforçam o que as organizações estão fazendo melhor e fortalecem a comunicação entre o diretório e o pessoal, visto concentrarem-se nas prioridades tanto dentro como fora da organização.

Capital humano. Um impacto menos óbvio e de longa duração da propagação é construir uma carreira profissional genuína para os campeões dentro (ou fora) das organizações, uma correspondente diminuição do risco de ser “queimado” ou abandonar o campo.

Baixo risco e alta eficiência. Resumindo: comparativamente, a propagação é um método de baixo custo para disseminar boas idéias em novos lugares. De fato, doações para propagações dão capital e liquidez para as empresas de risco social darem um arranque em lugares novos sem reinventar a roda.

Financiamento crítico e temas do recrutamento
Para empresas interessadas em propagação, existem algumas implicações claras referentes às finanças e ao pessoal.

  • Precisa de uma alocação exata de tempo do pessoal para ter sucesso; para tanto será necessário “comprar” algum percentual de tempo de indivíduos chave que lideraram um projeto bem sucedido; vamos calcular de 10 a 25 por cento, a ser utilizado em orientar equipes de outras organizações, atender conferências, publicar relatórios etc.
  • O diretório e a liderança devem decidir se inclui ou não na propagação a estratégia e os objetivos da organização e se comunica o fato e suas implicações com clareza aos acionistas de dentro e fora da organização.
  • É necessário estabelecer critérios apropriados para monitorar e avaliar a propagação. Como muitos dos benefícios dela são gerados fora da organização, é importante avaliar seu valor para o sucesso desta por meio de outros critérios que não sejam os financeiros, operacionais ou aqueles não-tangíveis.
  • A propagação atrai a colaboração com outros. Devido aos impactos externos e os de longo prazo, existem oportunidades para desenvolver alianças e colaborações para diminuir alguns dos custos.
Resumindo, a propagação significa “refocalizar-se” no interior da organização para poder construir com sucesso. Isto terá implicações em cada uma das partes da organização.

No entanto, eu acredito que é um conceito mais forte e realista que a replicação. Em termos financeiros um gasto modesto pode gerar impacto considerável ao ajudar um projeto de sucesso que possa continuar, que possa ser adaptado a outros cenários e ser divulgado mais amplamente.

Veja comentário sobre o texto elaborado pelo diretor da Young Foundation, Geoff Mulgan.


James R. Posner
Phd, é membro da fundação sediada nos EUA: Posner – Wallace Foundation.
E-mail: posnerplus@AOL.com
redeGIFE Online, 29/06/09

Mais...



Acesse esta Agenda

Clicando no botão ao lado você pode se inscrever nesta Agenda e receber as novidades em seu email:
BlogBlogs.Com.Br