sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Responsabilidade socioambiental de bancos está abaixo do propagandeado

Publicado pela Envolverde em 14/02/08

Avaliação realizada pelo Idec demonstra que o consumidor ainda passa por problemas básicos junto aos bancos, como a não entrega de contrato e o não acompanhamento de suas reclamações

Em sua terceira pesquisa sobre responsabilidade social de empresas - as outras duas foram sobre camisetas de algodão e margarinas e achocolatados -, o Idec avaliou o discurso dos oito maiores bancos de atuação nacional (com mais de 1 milhão de clientes, exceto os estaduais) e o resultado não surpreendeu: os melhores colocados (ABN Amro Real e Bradesco), obtiveram apenas a classificação "regular"; os piores (Santander e Unibanco), ficaram pouco acima da pior classificação, "péssimo", no limiar da nota "ruim"; já no bloco intermediário, na faixa "ruim", estão, pela ordem, Itaú, Banco do Brasil, Caixa Econômica e HSBC (veja gráfico em http://www.idec.org.br/imagens/grafico_rse_bancos.gif).

Apesar de estar presente na propaganda e até em produtos do setor financeiro, a parte decisiva onde a responsabilidade social é realmente exercida, na relação com os consumidores, continua mal.

O estudo*, com 69 questões, avalia também a atuação dos bancos em relação aos trabalhadores e ao meio ambiente. Juntamente com o bloco de questões Consumidores (que representou 40% da nota final), Trabalhadores e Meio Ambiente (com 30% da nota cada) compuseram as notas utilizadas na pontuação.

Se considerarmos a pontuação por cada bloco de questões (confira tabela em http://www.idec.org.br/arquivos/tabela_rse_bancos.pdf), os resultados são os seguintes: no primeiro bloco, Trabalhadores, o mais bem avaliado foi o Itaú, enquanto o pior foi o Unibanco; já no bloco Meio Ambiente, a melhor colocação ficou com o ABN Amro, e a pior, com o Santander; no bloco Consumidores, cuja avaliação também se baseou em resultados de cinco pesquisas de campo, já publicadas na Revista do Idec ao longo de 2007, o melhor colocado foi o Banco do Brasil, e os piores, Unibanco, Santander, HSBC e Itaú.

O estudo, exceto na parte referente aos Consumidores, se baseou na resposta das próprias instituições, de modo que não cabem críticas dos bancos às suas notas finais, alegando que o Idec não considerou tais políticas ou produtos e serviços.

Por ser a primeira pesquisa do Idec sobre o tema, junto ao setor financeiro, é possível prever que os critérios para as próximas avaliações serão ainda mais rígidos.

Para desenvolver o estudo, o Idec contou com a colaboração de algumas instituições parceiras, como Amigos da Terra, Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT), DIEESE, Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (CEERT), Centro de Pesquisa de Empresas Multinacionais da Holanda (SOMO), entre outras. Para a próxima avaliação, o Idec pretende desenvolver um trabalho ainda mais sistematizado com essas instituições.

* Íntegra do estudo: http://www.idec.org.br/arquivos/RSE_bancos_RelatorioFinal.pdf

(Envolverde/ IDEC)

© Copyleft - É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.

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Em falta, sucata fica mais cara para indústria

Samantha Maia
Publicado pelo
Valor Online em 15/02/08


Gabriella Michelucci, gerente regional da Klabin, em São Paulo: empresa reduziu uso de aparas de papel no ano passado depois que o preço aumentou 70%
Foto Anna Carolina Negri /Valor


A reutilização de materiais recicláveis - alumínio, papel, vidro e plástico - começou como uma atividade marginal na economia. Hoje, contudo, a sucata ganhou uma importância para a indústria que não parece compatível com a informalidade dos catadores de papelão e de latinhas de cerveja que circulam pelas cidades. Com a falta de uma coleta eficiente e a entrada de novos compradores, a indisponibilidade de materiais recicláveis no mercado nacional tem inflacionado os preços e desafiado as empresas que já incorporaram o uso de matéria-prima reciclada à produção, seja pela economia de custo com energia, seja pela maior oferta de fornecedores.

Dos quatro recicláveis, o papel é o único que ainda possui uma vantagem de preço significativa em relação à matéria-prima original, a fibra de celulose. Mesmo assim, em março e abril do ano passado, a Klabin reduziu a participação das aparas de papel nos seus produtos devido à alta de 70% do valor do material, resultado do desequilíbrio entre oferta e demanda. Faltou lixo para atender ao aumento da produção, e o preço da caixa de papelão - o produto final - cresceu em média 17,6%, segundo levantamento da Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa).

A Klabin não informa o quanto compra de aparas, mas a empresa possui capacidade para reciclar 380 mil toneladas de papel por ano. "A apara é resultado final da produção e matéria-prima ao mesmo tempo. Quando a produção cresce, a indústria busca mais matéria-prima e falta aparas, pois a produção antes era menor", diz Gabriella Michelucci, gerente regional da Klabin.

Por conta de outras vantagens, como a maior variedade de fornecedores e a redução do uso de energia, o preço mais alto da sucata ainda não afetou o interesse das empresas em reciclar. Muitas delas têm buscado matéria-prima fora do país, como no caso dos setores de papel e alumínio. No ano passado, a importação de aparas aumentou 115% em relação a 2006. Foram 28 mil toneladas de papel para reciclar entrando no país para cobrir o déficit causado pela ausência de coleta seletiva frente a 13 mil toneladas em 2006. Hoje, o índice de reciclagem de papel no país está em 45%.

Mesmo para quem usa alumínio (que alcança níveis de reciclagem em torno de 95% ), falta material. A produção de latas cresceu 14% em 2007, ano em que também surgiu um novo consumidor da sucata, a indústria de pó de alumínio para uso como combustível. Como conseqüência, a latinha passou por períodos de alta do preço, chegando a custar R$ 4,6 mil a tonelada no começo de 2007, frente a R$ 3,25 mil hoje, segundo Henio de Nicola, coordenador da Comissão de Reciclagem da Associação Brasileira do Alumínio (Abal).

O aumento da importação em 2007 ajudou a amenizar a pressão inflacionária de demanda. São recicladas por ano cerca de 140 mil toneladas de latinhas de alumínio. Em 2007, as importações do material chegaram a 104 mil toneladas, quase o dobro de 2006, quando entraram no país 55 mil toneladas. Esse movimento, somado ao maior consumo de latas no verão, derrubou os preços da sucata em 30%, e hoje ele representa 84% do valor pago pelo alumínio primário.

Não é uma diferença representativa, segundo Marcelo Almeida, gerente de planejamento e comercialização de metal da Novelis, fabricante de chapas de alumínio. A diminuição de 95% do uso de energia que o alumínio reciclado permite, porém, é o fator decisivo na hora de escolher entre uma matéria-prima e outra. "Desde que o preço seja equivalente, preferimos comprar a sucata ao alumínio primário", diz.

A empresa compra 50% das latinhas coletadas no país e importa mais um tanto para completar a sua capacidade de reciclar 115 mil toneladas de alumínio por ano. Sem o uso de latinhas, ela precisaria ampliar sua geração própria de energia, que hoje alimenta 60% de seu consumo.

O vidro reciclado também é usado como forma de diminuir a dependência energética das empresas. A cada 10% de caco reciclado, reduz-se em média 4% o consumo de energia nos fornos. A Companhia Industrial de Vidros (CIV) compra 5 mil toneladas por mês de cacos em todo o Nordeste, o que representa 50% da produção. Seu objetivo é chegar a 100%. "Mas nem sempre conseguimos manter o número já atingido, por falta de material", diz Wilson Cohls, consultor da empresa.

A dificuldade em obter sucata faz com que o índice de reciclagem de vidro esteja estagnado em 45% há três anos. Hoje a Associação Técnica Brasileira das Indústrias Automáticas de Vidro (Abividro) estima que até 50% do vidro para reciclagem vem das indústrias de envase e não da coleta. Diferente dos demais materiais, o preço do vidro não varia conforme a demanda e por isso não funciona como alavanca para a coleta. Ele é calculado com base nos valores dos componentes do vidro, como a areia e o calcário. Atualmente, a tonelada da sucata custa R$ 150.

A volatilidade dos preços de recicláveis como o papel e o plástico exige das empresas estratégias para conseguir margens em que os preços do produto final não sejam afetados. O valor da sucata de papel, por exemplo, sofre variações de até 100% durante um ano. Hoje ele está no período de baixa, por volta de R$ 350 e R$ 400 a tonelada. Na alta de 2007, o preço da tonelada quase chegou aos R$ 600.

Desde o segundo semestre do ano passado o preço da garrafa PET não é mais competitivo em relação à resina virgem. Em dois anos, ela deixou de ser quase metade do preço do produto original para ficar equivalente. O fardo de PET limpas e prensadas é vendido hoje a R$ 1,2 mil por tonelada, frente a R$ 700 em 2006. Mesmo o preço não sendo o mais atrativo, a resina reciclada continua como a opção preferida de muitas empresas. Motivo? A maior disponibilidade de fornecedores. São cerca de 70 recicladores, produzindo 194 mil toneladas/ano de resina a partir das garrafas PET, frente a apenas um produtor nacional de resina virgem, a M&G - com produção de 450 mil toneladas da matéria-prima por ano.

Para manter 100% da produção com matéria-prima reciclada, a Unnafibras, fabricante de fibra de poliéster para tecidos a partir de garrafas PET, recorre à compra da sucata em todo o país. São 2,5 mil toneladas de garrafas por mês vindas de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás e Estados do Nordeste. O frete encarece o quilo em cerca de R$ 0,20, valor, que segundo José Trevisan Júnior, diretor da Unnafibras, compensa para manter o ritmo de reciclagem.

A saída encontrada pela Unnafibras para lidar com a instabilidade da oferta e de preço da PET foi investir no estoque de até três meses. "Nunca faltou sucata, mas temos de olhar com antecedência, porque comprar o lixo é diferente de comprar de um produtor, que tem garantias, previsibilidade", diz Trevisan Júnior. Em 1996, quando a Unnafibras iniciou suas operações, apenas 20% da matéria-prima derivava da reciclagem de garrafas PET. Hoje, a empresa não cogita recorrer ao uso de resina virgem. "A PET nos dá autonomia das grandes corporações, por isso damos tanta importância à coleta, onde há espaço para crescer."

São recicladas hoje 51% das PETs fabricadas no país. O que tem impedido esse índice de crescer com mais força é a falta de coleta. Segundo a Associação Brasileira da Indústria do PET (Abipet), as recicladoras trabalham com 40% de ociosidade, e diferente do papel, a sucata de PET não pode ser importada.

A situação preocupa, porque a concorrência para a compra do material deve se acirrar em breve. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tem até o dia 11 de maio para liberar o uso da resina reciclada na produção de embalagens de alimento. Até agora, ela é usada apenas pela indústria têxtil e de produção de fibras para vassoura e cordas, por exemplo.

A possibilidade de lidar com mais fornecedores e variar o material usado como matéria-prima também é uma ferramenta importante da indústria de papel higiênico. O preço da fibra de celulose e das aparas são flutuantes e dependendo do momento, utiliza-se mais uma do que outra na fabricação das versões de folha simples. "Essa flexibilidade dá margens de competitividade", diz Pedro Coletta, diretor de supply chain da Kimberly-Clark Brasil.

A empresa compra de 2 mil a 5 mil toneladas de aparas por mês, e, segundo o diretor, como o mercado inteiro hoje utiliza a sucata, não dá mais para abrir mão do recurso. "Já utilizamos bem menos aparas na nossa produção, mas num momento em que todas as empresas usavam menos. Hoje o cenário é diferente", diz.

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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Companhias preparam-se para a era da internet pelo celular

Talita Moreira
Publicado pelo
Valor Online em 13/02/08

A internet pelo celular é uma promessa há vários anos, mas nunca foi além de um acesso limitado a algumas páginas da web. Agora, a coisa está mudando de patamar - e as companhias de telecomunicações e tecnologia estão se preparando para isso.

"A grande novidade é a internet", afirmou ontem o presidente da operadora Vodafone, Arun Sarin, numa apresentação durante o Mobile World Congress, realizado em Barcelona. "Finalmente existe demanda para esses novos serviços."

A expansão das redes de terceira geração (3G) da telefonia móvel, capazes de transmitir dados em alta velocidade, a chegada de aparelhos com alta capacidade de computação e a demanda dos usuários por conteúdos multimídia estão proporcionando a combinação que faltava para o verdadeiro acesso à internet pelo celular.

Já existem mais de 200 redes de terceira geração instaladas no mundo, das quais 174 turbinadas com HSDPA, tecnologia que possibilita acelerar o tráfego de dados. A maioria dessas operadoras instalou redes que permitem alcançar velocidade de 3,6 megabits por segundo (Mbps), mas muitas estão dobrando a capacidade ou já estão chegando ao mercado com ofertas mais rápidas do que boa parte dos usuários de banda larga consome hoje nas redes fixas.

A Vodafone, por exemplo, anunciou ontem que irá testar uma atualização de sua infra-estrutura para chegar a 28,8 Mbps.

A operadora japonesa NTT DoCOMo encomendou equipamentos da Ericsson com o objetivo de turbinar sua rede para até 160 Mbps - o que já a colocaria na quarta geração.

Diante desse cenário, as operadoras e os fornecedores de conteúdo estão acirrando a disputa pelo consumidor que quer reproduzir nos aparelhos móveis os mesmíssimos recursos da internet que tem em seu computador - download de músicas e vídeos, acesso a e-mail, mensagens instantâneas etc.

"Os assinantes [das empresas de celular] têm a expectativa de conseguir mover o conteúdo que têm em seus PCs para aparelhos móveis", destacou Sarin.

A corrida da indústria para permitir que isso aconteça já começou. Na segunda-feira, durante o evento em Barcelona, a GSM Association (GSMA) - entidade que reúne operadoras e fabricantes - anunciou a Dell e a Elitegroup Computer Systems (ECS) como as vencedoras de uma competição para desenvolver o notebook mais barato com acesso à banda larga móvel.

As duas companhias apresentaram modelos com custo inferior a US$ 800, equipados com modems para conexão com redes de terceira geração.

Na manhã de ontem, o presidente da GSMA, Rob Conway, afirmou estimar que o mercado potencial para esse tipo de notebook é de 70 milhões de unidades, ou US$ 50 bilhões anuais.

Entre os fabricantes tradicionais de aparelhos móveis, a Nokia também surpreendeu ao anunciar o lançamento de um celular com 16 gigabytes de memória interna - o dobro da capacidade do modelo mais sofisticado do iPhone, da Apple.

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O Google e o Yahoo estão acompanhando esse movimento firmando parcerias com operadoras de telefonia
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As companhias de internet, como o Google e o Yahoo, acompanham o movimento firmando parcerias com as operadoras de celular . Não é por acaso que todas as empresas querem ao menos um pedacinho desse mercado. O tráfego de dados via redes móveis dobra a cada ano, observou o principal executivo da Cisco, John Chambers. "A mobilidade vai mudar os negócios e o estilo de vida das pessoas", avaliou.

Na Vodafone, que atua em 17 mercados, a receita com dados cresce 40% ao ano, segundo o presidente da operadora.

"O mundo é um hotspot", brincou o presidente da Qualcomm, Paul Jacobs, referindo-se aos pontos de acesso de redes sem fio.

Agora que as questões tecnológicas parecem ter sido resolvidas, o desafio é outro: popularizar a banda larga móvel.

Existem 3,3 bilhões de usuários de celular no mundo, mas até agora somente uma pequena parcela tem acesso à internet rápida por meio de redes sem fio.

"Como fazer isso?", indagou Sarin. "A demanda por internet e serviços de internet no mundo em desenvolvimento vai crescer rapidamente. Será a primeira vez que muitas pessoas nesses países terão contato com a internet. Estamos em fases diferentes, mas todos estamos indo na mesma direção", afirmou.

Os fornecedores estão trabalhando no barateamento de aparelhos móveis de baixo custo, assim como fizeram em relação aos celulares voltados para os serviços de voz. Nesse caso, há terminais da chinesa ZTE ao custo de US$ 25.

Assim como fez com os fabricantes de computadores portáteis, a GSMA criou um concurso para o aparelho de 3G mais barato. O nome do vencedor seria revelado ontem à noite.

Segundo fonte a par do assunto, a melhor proposta teria sido feita pela LG.

A Nokia também está trabalhando nessa direção, afirmou ao Valor a principal executiva da área de desenvolvimento da companhia, Mary McDowell. Porém, segundo ela, ainda levará um tempo até que o produto chegue ao mercado.

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Você sabe envolver os outros em seus projetos?

Conseguir que as pessoas se envolvam no trabalho pelo qual você é responsável está na essência da gestão. Mas o que distingue os melhores líderes é o modo como eles obtêm esse envolvimento. Requisitá-lo é fácil, porém, sabe-se, fazer algo não significa envolver-se. E o envolvimento gera resultados muito superiores.

Os funcionários apóiam genuinamente apenas as coisas que ajudaram a criar, diz o consultor de empresas especializado em mudança Richard H. Axelrod, co-autor de You Don't Have to Do It Alone: How to Involve Others to Get Things Done (ed. PubGroup West). Se você entender isso de fato, mudará para sempre seu modo de gerenciar. Veja a entrevista com Axelrod, a seguir.

Onde os gestores erram quando pensam sobre envolvimento?
A maioria tende a começar pela pergunta “De que tipo de envolvimento eu preciso?”. Isso está errado tanto do ponto de vista realista como do humanista. Os realistas acham que precisam de aspectos relativos a conseguir que as coisas sejam feitas, tais como desenvolver um plano e um orçamento para o trabalho, assegurar que o prazo seja cumprido. Já os humanistas, que se preocupam primeiro com as pessoas, querem garantir que todo mundo entenda o que precisa ser feito e se comprometa com o plano, buscam maneiras de lidar com eventuais resistências. Para conseguir envolvimento, você necessita das duas coisas.

De que maneira pensar como humanista e como realista pode ajudar?
Abordar um projeto com ambas as perspectivas ajuda você a avaliar com mais exatidão os diferentes tipos de envolvimento necessários. Por exemplo, os gestores humanistas querem muito que as pessoas comprem a idéia. Esse tipo de envolvimento é de fato importante para projetos de mudança e de prazo mais longo, mas não é o único. Às vezes, você precisa que as pessoas participem de um modo de melhore suas habilidades, para que possam ser mais produtivas e abarcar novas responsabilidades. E há tipos de envolvimento mais “realistas”: quando você necessita que os funcionários forneçam habilidades, experiência e conhecimentos que você não possui ou quando a quantidade de trabalho lhe exige tempo e energia extras. Nossa abordagem propõe que se pense não apenas nos tipos de envolvimento, contudo. É preciso levar em conta os graus de envolvimento.

Quem o gestor deve envolver?
Vá além dos candidatos usuais: pessoas que se preocupam com o que está em jogo ou que serão diretamente afetadas pela iniciativa, funcionários com conhecimento e experiência relevantes na área, profissionais que ficam emocionalmente tocados pelo trabalho. É importante incluir abertamente pessoas com pontos de vista diversos, para que isso resulte em soluções mais inovadoras. Por mais estranho que possa soar, há boas razões para adicionar à equipe os resistentes, os detratores e outros funcionários problemáticos. É melhor ter um causador de problemas dentro de uma iniciativa assim do que fora, semeando desconfiança e rejeição. Além disso, se levarem em conta suas objeções seriamente, ele pode ser útil para a equipe.

O que mantém as pessoas envolvidas depois da fase inicial?
Quando as pessoas ficam tão envolvidas com os detalhes de um projeto de grandes proporções que elas nem lembram mais o que estão fazendo, é preciso que lhes seja assegurado que suas contribuições são muito importantes. Há várias coisas que você pode fazer para reconhecê-las: lembre as pessoas do que vai mudar como resultado do esforço coletivo; entregue-lhes relatórios regulares do que vem sendo conseguido; mostre como seus inputs são avaliados. Isso é o que as mantém com foco no jogo.

O encerramento é importante? Se sim, por quê?
É na finalização de um projeto que você constrói as bases para o futuro. Celebrar o que foi obtido faz com que as pessoas desejem participar de outras iniciativas similares. E também há um componente de transferência de conhecimento aí. Na reunião para festejar o primeiro estágio de um projeto que continuará em outras partes da organização, devem-se convidar as pessoas que participarão do segundo estágio. Para elas, será imensamente valioso ouvir o que os pioneiros dizem sobre o que funcionou e o que saiu errado.


Publicado pelo HSM Online em 12/02/08

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A reunião matinal

Marty Linsky *
Publicado pelo HSM Online em 13/02/08

Uma das melhores práticas de comunicação para equipes executivas ainda não é suficientemente conhecida e utilizada, segundo o autor de Liderança no Fio da Navalha.

A equipe de alta gerência de sua empresa tem de “matar um leão por dia” quando se trata de lidar com dificuldades crônicas de comunicação e com ausência de responsabilidade compartilhada por esses problemas? Muitas das vezes em que meus colegas e eu somos chamados para ajudar organizações em “maus lençóis” descobrimos que os dois problemas estruturais são esses.

Pense em alguns desafios que empresas dos mais variados tipos têm enfrentado:

  • Uma companhia petroquímica de atuação mundial luta para elaborar uma estratégia coerente após uma fusão com Uma empresa bem diferente;
  • Uma pequena agência de publicidade e design tenta pôr ordem na casa num período de crescimento rápido;
  • Um órgão estatal tem de absorver cortes de orçamento que ameaçam os serviços básicos e os valores do governo;
  • Um banco estabelecido perde participação no mercado para pequenos bancos do tipo butique, que lançam produtos com alta margem de lucro.
  • Pois saiba que esses casos são reais, bem complexos e, em cada um deles, os líderes organizacionais não conseguiram –ou não quiseram– comunicar-se completa e francamente entre si, não se viram como uma equipe que se move em prol do bem comum.

    Quando impera a blindagem individual na comunicação, a equipe de liderança sênior é pouco mais que a soma das partes e não consegue lidar com os desafios estratégicos e operacionais da maneira o mais eficaz possível. Desperdiçam-se expertise e energia, quando bastava um dizer ao outro “esse é o problema, vamos consertá-lo”.

    Não temos dúvidas de que as duas qualidades que caracterizam as equipes seniores de alto desempenho são:

    1. Conversas difíceis acontecem; as questões delicadas passam rapidamente da cabeça de cada um para a mesa de reuniões.
    2. A responsabilidade – a accountability, na verdade – é compartilhada; os membros da alta gerência se sentem responsáveis pela organização como um todo, não apenas por seu campo de ação.

    Para conduzir equipes de executivos seniores a um novo patamar de liderança, criamos um modelo de comunicação que chamamos de “Reunião Matinal” [The Morning Meeting (TMM), no original em inglês]. É um nome enganosamente simples para um evento complexo, ritualizado, que tem trazido ótimos resultados para as organizações que o adotam. As barreiras de comunicação costumam desabar diante dele e os piores problemas são abordados enquanto ainda são gerenciáveis. Além disso, aumenta nos executivos o senso de propriedade sobre a empresa.

    Como funciona
    Eis como a reunião matinal funciona: todo dia, na mesma hora, impreterivelmente, os membros da equipe da alta gerência da empresa – entre 6 e 15 pessoas, tanto do staff como de linha – reúnem-se em torno de uma mesa, ao vivo ou virtualmente – por meio de tele ou videoconferência. Sentam-se à mesa também uma ou duas pessoas de outras áreas, que são valorizadas por seu expertise, seja em qual for o assunto do momento.

    Não há pauta predefinida. Mesmo que o CEO ou presidente da empresa ocupe o lugar principal, ele não deve comandar a reunião, e as pessoas devem se sentar sempre no mesmo lugar, dia após dia. Perto, deve-se montar ainda uma espécie de galeria, com cadeiras improvisadas, para os assistentes dos executivos participantes, que assim podem abastecer-lhes com dados e informações adicionais.

    Algumas vezes, o CEO tem uma ou duas questões para começar a conversa. Normalmente, contudo, ele passa o bastão ao executivo nº 2, sentado à sua esquerda – pode ser o vice-presidente ou o diretor de operações, por exemplo – e é este que inicia e comanda o encontro. Quando todas as questões levantadas pelo executivo nº 2 tiverem sido abordadas, aquele que estiver à sua esquerda pode levantar sua própria pauta e assim sucessivamente. As apresentações vão seguindo o sentido horário ao redor da mesa.

    Quando todos já tiverem falado, o pessoal da galeria deixa a sala, e os executivos seniores promovem uma nova rodada de conversas com os assuntos mais sensíveis e confidenciais. Conforme a quantidade e complexidade dos assuntos, uma reunião matinal pode durar de 15 minutos a duas horas.

    Regras de ouro
    Algumas regras precisam ser seguidas “religiosamente” para que tudo saia a contento:

    • Todo mundo deve ter o direito de pôr um assunto em discussão – não precisa ser relativo à sua área de atuação. Todos devem se pronunciar a respeito de cada assunto, mesmo que o desconheçam do ponto de vista técnico.
    • Essas reuniões são para tomar decisões, mas não basta levantar uma questão e resolvê-la.
    • Os planos de implementação têm de ser rascunhados em linhas gerais e com a concordância de todos. E as estratégias de comunicação da decisão externa e internamente devem ser repassadas.
    • Depois de um assunto ser examinado à exaustão, o CEO precisa determinar a regra que o guiará. Por exemplo, ele dirá se a decisão final caberá a ele ou a outrem, se será feita individualmente ou em grupo, por consenso ou maioria simples.
    • Mudar de opinião, até no meio da conversa, não é um problema; isso é até digno de respeito. Mas omitir-se, sem emitir uma opinião sequer, não é aceitável.
    • Devem-se privilegiar questões baseadas em fatos. Os participantes sempre têm de colocar fatos à mesa nas reuniões. Mas todos precisam ter em mente que um fato às vezes mascara algo maior, relativo a valores ou estratégia. Por exemplo, discutir o custo de abrir um escritório em local remoto pode ser um “disfarce” para a verdeira discussão, sobre se tal expansão é, ou não, desejável.
    * Marty Linsky é autor, com Ronald A. Heifetz, de Liderança no Fio da Navalha e professor da Professor da John F. Kennedy School of Government, faculdade de Harvard.

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    Mundo caminha do broadcast para TV personalizada, afirma Ericsson

    Taís Fuoco
    Publicado por Computerworld em 11/02/08

    Experiência de assistir televisão vai ser cada dia mais individual, acredita companhia sueca, que celebrou parceria com a Fifa para plataforma dos jogos a partir de 2009

    O mundo caminha do atual sistema de broadcast - onde uma emissora de TV transmite programação para milhares de telespectadores - para a TV personalizada, individual. A afirmação é do presidente e CEO mundial da Ericsson, Carl-Henric Svanberg, em coletiva de imprensa no Mobile World Congress. Segundo ele, assistir televisão será "uma experiência cada vez mais individual e customizada". O executivo lembrou que, em 2007, já surgiram os primeiros exemplos de vídeo sob demanda, ainda no microcomputador, em que o consumidor seleciona e adquire vídeos e programas para assistir quando quiser.

    A partir deste ano, previu Svanberg, os recursos de interatividade ganharão impulso na relação consumidor-emissora e, até 2012, ele acredita que já se torne popular a mobile TV, em que o assinante pode assistifr a programação de TV em qualquer dispositivo - celular, notebook, e assim por diante, sem restrição. " O consumidor vai estar no controle", disse.

    Isso vai ser possível, segundo ele, com a banda larga no telefone móvel. O executivo lembrou que já existem 174 redes de terceira geração de celular disponíveis hoje em 76 países. Há hoje cerca de 180 milhões de assinantes de serviços de terceira geração, em que a banda larga está disponível, "total que cresce 6,5 milhoes por mês", acrescentou.

    Além da conveniência ao cliente, ele lembra que a mudança também será benéfica para as operadoras. "O tráfego de dados vai crescer muito com oferta de TV e de internet no celular", apontou, o que significa aumento da receita para as empresas de telefonia móvel.

    Para se fortalecer na oferta de plataformas que permitam assistir TV no telefone móvel, a Ericsson vem fazendo uma série de aquisições que completem sua solução, como as compras da Redback Networks, Tandberg Television e Entrisphere, além da Marconi, uma aquisição mais antiga. A idéia da empresa, segundo Svanberg, é acrescentar mais e mais camadas de serviços na mesma plataforma.

    A Ericsson anunciou nesta segunda-feira (11/02) parceria com a Fifa, organizaçao mundial de futebol, para que a sua plataforma seja usada por emissoras de TV e operadoras de celular de todo o mundo na distribuição dos vídeos de jogos para seus assinantes a partir de 2009.

    Segundo declaração de Jérôme Valcke, secretário-geral da Fifa, no material distribuído à imprensa, a idéia da organizaçao é tornar as cenas dos jogos e disputas disponíveis para o maior número possível de pessoas, em qualquer plataforma.

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    4G e publicidade no celular serão alvo de discussões

    Taís Fuoco
    Publicado por
    Computerworld em 11/02/08

    Agora que o Brasil engatinha para entrar na terceira geração, com banda larga móvel e videochamadas, o que esperar da quarta geração de telefonia móvel? Ainda que pareça cedo falar disso, o assunto será um dos principais temas do Mobile World Congress, que acontece a partir desta segunda-feira (11/02) em Barcelona (Espanha) reunindo operadoras e fabricantes de equipamentos de todo o mundo.

    Analistas que acompanham o setor também esperam debates sobre o uso do celular como plataforma publicitária e as implicações que esse movimento terão na privacidade das pessoas. O assunto ganha ainda mais notoriedade após o anúncio da oferta da Microsoft pelo Yahoo, de 44,6 bilhões de dólares, tendo como um dos focos a exploração desse filão publicitário.

    “É preciso tomar muito cuidado com esse movimento para não corrermos o risco de ver o mesmo nível de spam que hoje temos nos desktops transferidos para o celular”, aponta Guilherme Ieno Costa, advogado especializado em telecomunicações da Felsberg e Associados.

    O mercado publicitário aguarda ansiosamente a possibilidade de explorar o filão da telefonia móvel, cuja base de usuários é muito maior que a de TVs, por exemplo, e cujos anúncios podem ser muito mais customizados e, por isso, eficientes.

    A questão é contar com a concordância do consumidor. A possibilidade inserir anúncios para custear a oferta de alguns serviços que, desta forma, ficariam gratuitos para o consumidor, é atraente a todos, desde que seja feita com a anuência do assinante para não atrair a sua ira contra a operadora, pondera o advogado.

    Em relação à quarta geração, o que se verá – seja qual for o padrão tecnológico predominante – será muito mais largura de banda. “A banda vai se tornar uma coisa não mais perceptível, simplesmente estará lá, disponível”, acredita Petronio Nogueira, responsável pela área de mídia e tecnologia da Accenture.

    Para ele, o que vai acontecer, de fato, é que “vai se ampliar muito mais a cadeia de empresas dentro da oferta de aplicativos” e, com isso, com certeza o modelo de divisão de receitas com as operadoras terá de ser revisto, na opinião tanto de Nogueira como de Costa.

    Um dos desafios também citado pelo analista da Accenture é a criação de aplicativos no ritmo em que a oferta de largura de banda acontece. “Hoje o salto na velocidade oferecida no celular cresce mais rapidamente que a oferta de produtos e serviços”, ponderou.

    Por isso, uma das questões que mais intrigam os players desse mercado é: o que oferecer para justificar tanta banda? O que faz sentido para o usuário? Por qual serviço ele está disposto a pagar?

    A transferência de dinheiro pelo celular, transformando o aparelho em uma carteira virtual, já fez parte dos debates na edição 2007 do evento, mas será alvo de outro seminário na versão 2008, já que muitas questões ainda geram dúvidas em relação a esse assunto.

    O combate às fraudes na telefonia móvel também será alvo de discussão neste ano. O assunto interessa particularmente ao Brasil, como lembrou Costa, já que a regulamentação local obriga as operadoras a pagarem a taxa de interconexão para a outra operadora (que completou a chamada) mesmo que ela não consiga receber a conta do cliente.

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    Finep estrutura fundo para financiar produção audiovisual

    Publicado pelo Ministério da Cultura * em 08/02/08

    O Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) permitirá o financiamento de projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação na área de cinema no País

    A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) já começou a se preparar para gerir o Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). Dois meses depois da assinatura da carta de intenções entre a Finep e a Agência Nacional de Cinema (Ancine), profissionais do setor foram convidados à sede da empresa para esclarecer as peculiaridades da indústria do entretenimento aos técnicos da casa.

    “Projetos na área do audiovisual são tão arriscados quanto invenções na fronteira da tecnologia. A Finep está acostumada a essas incertezas, mas temos de entender as especificidades do setor”, explicou Antônio Cândido, analista presente ao encontro.

    Além dos analistas da Financiadora, participaram do seminário ‘A economia do audiovisual’ - ministrado por Leonardo Monteiro de Barros, sócio da produtora Conspiração Filmes - a superintendente da área de investimentos da Finep, Patrícia Freitas, e o diretor da Ancine, Mário Diamante. Bruno Weiner, da Downtown Distribuidora, também fez palestra.

    “Os próximos cinco anos serão muito interessantes”, provocou Barros, enumerando as diferentes possibilidades de modelos de negócio envolvendo um fundo público. “O incentivo é muito importante para o cinema, cuja relevância social também está na geração de trabalho por diferentes classes sociais”.

    A exemplo dos outros fundos setoriais geridos pela Finep, o Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) permitirá o financiamento de projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação na área de cinema no País. Em seu conselho gestor constarão dois representantes do Ministério da Cultura, um da Ancine, outros dois agentes do setor e um da Finep.

    “Caberá ao conselho gestor definir a alocação dos recursos e as áreas prioritárias de investimento. As formas de financiamento, ou como os recursos serão reembolsados, se o forem, serão determinados por essas decisões. Podemos decidir por priorizar a expansão das salas de cinema ou por aumentar o market share brasileiro no setor do audiovisual, por exemplo”, complementou Diamante.

    Atualmente, o Brasil representa apenas 2% do faturamento das majors - como são chamados os grandes estúdios cinematográficos. “Com uma plataforma de mecanismos de incentivo, começa-se a trabalhar com economia de escala. Há uma forte tendência de valorização dos agentes de planejamento, com a organização de uma carteira de filmes. Os recursos do fundo podem também ser dirigidos a esse planejamento dos lançamentos, que já acontece lá fora, mas não no Brasil, onde ainda há um déficit entre a produção e a distribuição”, avaliou Diamante.

    O próximo passo será a publicação do regulamento e constituição do comitê do FSA por meio de decreto do presidente da República.


    * ASN - Agência Sebrae de Notícias - DF, Da assesoria da Finep, 07/02/2008

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    terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

    Comunicação Estratégica: história pra boi dormir

    Wilson da Costa Bueno *
    Publicado pela
    Envolverde em 11/02/08

    A literatura, as comunicações em congressos e mesmo as falas dos executivos que transitam na área da comunicação das organizações, têm incorporado, com alguma facilidade, a tese (ou a certeza) de que, efetivamente, a Comunicação Empresarial brasileira se apresenta, hoje, como estratégica para as organizações.

    Será mesmo? Descontada a hipocrisia empresarial, é possível dizer que esta história está muito mal contada e que, na prática, o discurso está longe de se realizar.

    É verdade que os profissionais de Comunicação Empresarial gostariam muito que isso efetivamente acontecesse: afinal de contas, ela, se verdadeira, terá consolidado de vez a importância da comunicação no processo de gestão das organizações. Mas, para sermos justos com o conceito e com a realidade, precisamos considerar que a Comunicação Empresarial brasileira tem ainda que vencer alguns desafios e que eles, necessariamente, não são fáceis de serem superados.

    Em primeiro lugar, para que a Comunicação Empresarial seja assumida como estratégica essa condição deverá estar favorecida pela gestão, pela cultura e mesmo pela alocação adequada de recursos (humanos, tecnológicos e financeiros), sem os quais ela não se realiza . A intenção ou o desejo apenas não produzem a realidade.

    Em segundo lugar, devemos estar de acordo com respeito ao conceito de estratégia a que estamos nos referindo. O termo "estratégica" não pode ser utilizado como sinônimo de relevante ou fundamental. Assim, quando afirmamos que a Comunicação Empresarial é estratégica não estamos querendo simplesmente dizer que a organização a considera importante para alavancar os seus negócios ou para plasmar positivamente a sua imagem. Isso é pouco e desvirtua (ou restringe) o verdadeiro significado de estratégia.

    Podemos, simplificada e pedagogicamente, assumir estratégia como a forma (arte?) de definir e aplicar recursos com o objetivo de atingir objetivos previamente estabelecidos. O termo origina-se do jargão militar e tem a ver com a palavra "stratego" que, em grego, significa um general.

    O problema não se resume apenas aos termos que explicitam o conceito de estratégia, mas à sua inserção mesma em teorias (e práticas) de administração ou gestão. E há teorias e práticas de administração ou gestão aos borbotões, adaptadas a culturas empresariais, a dimensões (pública ou privada) etc. Cada guru de plantão cria a sua própria e executivos sem cérebro pagam uma fortuna para assistir às suas palestras em eventos internacionais de "management", o que confirma o nosso subdesenvolvimento em termos de gestão empresarial.

    A administração estratégica que realmente interessa maximiza a importância das condições sociais, dá ênfase à dimensão cultural e aceita o planejamento multifatorial, ou seja que não se limita ou prioriza a vertente meramente econômica ou financeira. Mais ainda: a comunicação estratégica não deve estar resumida a uma mera instância operacional, tarefeira, como parece tem sido a prática em nosso País.

    Pode-se facilmente perceber que, ressalvadas as honrosas exceções, a Comunicação Empresarial brasileira não atingiu ainda o patamar desejado. O planejamento em Comunicação (muitas vezes confundido com mera descrição de ações e produtos e correspondentes custos de execução) raramente está respaldado em cenários previamente desenhados; freqüentemente vislumbra a organização individualmente, sem considerar a presença dos concorrentes; e apenas recentemente está buscando desenvolver metodologias que permitem avaliar, consistentemente, os resultados de suas atividades (assessoria de imprensa, patrocínios, publicações etc). Na verdade, a própria definição dos públicos de interesse (os chamados "stakeholders") e o conhecimento detalhado de seu perfil são esforços pouco usuais na Comunicação Empresarial. Privilegia-se, básica e prioritariamente, a intuição dos executivos (que imaginam saber o que o mercado e os públicos demandam ou apreciam), o que, convenhamos, não está em sintonia com uma perspectiva estratégica.

    A Comunicação Empresarial não se sustenta em ambientes organizacionais em que esta perspectiva de planejamento esteja ausente. Ela só pode ser pensada, implantada e exercida, se a organização (empresa pública ou privada, ONG, entidade) adota e pratica a administração estratégica. Dificilmente, se poderia surpreender uma Comunicação Empresarial estratégica numa organização que fosse avessa a um sistema de gestão comprometido com este paradigma organizacional.

    Finalmente, para que tenhamos uma verdadeira comunicação estratégica será preciso dispor de estruturas e de recursos (humanos, financeiros, tecnológicos etc) que possam viabilizar a definição e a implementação das estratégias e a correspondente (e necessária) avaliação dos resultados.

    As equipes de comunicação, na maioria das organizações brasileiras, estão cada vez mais enxutas, com profissionais desempenhando múltiplos papéis e assoberbados com as instâncias de execução e controle. Pouco tempo lhes resta para a tarefa de planejar e reduzidas são as possibilidades de que possam comandar, após a execução das suas atividades, processos sistemáticos de avaliação.

    As estruturas de comunicação nas organizações não dispõem, necessariamente, de perfis profissionais capacitados para o planejamento e, dificilmente, estão previstas, para dar suporte a essa atividade, a construção de cenários, pesquisas de audiência (que dê conta dos principais públicos de interesse) ou metodologias adequadas para mensurar os resultados em comunicação.

    Não é incomum percebermos que, mesmo os produtos tradicionais da Comunicação Empresarial (house-organs e publicações de toda ordem, eventos e patrocínios, assessoria de imprensa etc), não merecem avaliação sistemática ou, o que pode parecer mais surpreendente, não decorreram de pesquisa ou planejamento prévio. Eles foram criados e são mantidos por absoluta convicção de que são necessários (embora muitos deles não justifiquem essa condição) e, muitas vezes, reproduzem modelos e padrões que não estão em sintonia com a cultura organizacional, com a dinâmica do mercado ou com os objetivos maiores das organizações.

    A Comunicação Empresarial estratégica requer, obrigatoriamente, a construção de cenários, fundamentais para um planejamento adequado e que, efetivamente, leve em conta as mudanças drásticas que vêm ocorrendo no mundo dos negócios e da própria comunicação.

    Ela deve considerar a segmentação dos mercados e da audiência, o que implica, necessariamente, em atentar para novos nichos de mercado e para perfis mais complexos de consumidores, que, em geral, acumulam múltiplos papéis e, portanto, múltiplas demandas informativas.

    A Comunicação Empresarial estratégica deve priorizar a personalização dos contatos, potencializada pelas novas tecnologias, mas admitir sempre que as formas de relacionamento dependem de contextos sociais e culturais específicos. Cada público, cada país , cada sociedade exibem características peculiares em função de seu background, de sua trajetória e de sua forma de contemplar o mundo. Deve também levar em conta que a sociedade se estrutura, gradativamente, em redes e que atravessamos, definitivamente, um momento de transição, em que os mercados convencionais vão sendo substituídos e, com eles, a forma de produzir e comercializar mercadorias (bens físicos ou culturais).

    A Comunicação Empresarial estratégica deve assumir a importância crescente dos chamados ativos intangíveis (marca, reputação ou imagem, rede de relacionamentos etc) e transitar, com desenvoltura, pela chamada "era do acesso, definido por Rifkin (2001) como aquela que transforma os recursos culturais em "commodities" e estabelece o império de uma economia conectada baseada em serviços.

    A Comunicação Empresarial estratégica precisa estar afinada com a proposta de gestão de conhecimento, que, como ela, está ainda mais difundida do que efetivamente praticada, e, definitivamente, resgatar a importância (estratégica!) da comunicação interna e valorizar a diversidade, o que implica em considerar a pluralidade de idéias, vivências e opiniões como atributos fundamentais do moderno processo de gestão.

    A comunicação estratégica, assim como a administração estratégica, não são mesmo para qualquer organização. Falar é sempre mais fácil do que fazer. Por enquanto, a comunicação empresarial estratégica é mais uma expressão vazia de realidade, manejada por executivos que não sabem o que dizem e por organizações que não sabem aonde querem chegar. Uma velha e insossa história para boi dormir.

    (Envolverde/Portal da Comunicação)

    * Wilson da Costa Bueno é jornalista, professor da UMESP e da USP, diretor da Comtexto Comunicação e Pesquisa. Editor de 4 sites temáticos e de 4 revistas digitais de comunicação.

    © Copyleft - É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.

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    Para críticos as metas do Milênio são muito gerais

    Abra Pollock
    Publicado pela
    Envolverde em 11/02/08

    Os pontos de referência usados nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio das Nações Unidas não são representativos dos progressos feitos pelos países da África e contribuem para o estereótipo do “fracasso africano”, segundo a norte-americana Instiutuiçao Brookings. “Há esta máquina das metas que converte as boas notícias sobre a África em notícias ruins’, disse o autor do estudo, William Easterly, economista da Universidade de Nova York e professor convidado do Programa sobre Economia Global e Desenvolvimento da instituição Brookings. “A África tem problemas suficientes para que as organizações internacionais e os organizadores de campanha minimizem seu progresso”, acrescentou.

    Um ponto-chave destacado pelo estudo é o fato de a Organização das Nações Unidas originalmente ter fixado as metas como uma série de pontos de referência para medir o progresso mundial, não de países ou regiões, afirmou Easterly. Portanto, os resultados de um país perdem valor quando são medidos pelos indicadores globais. Com isto concordam Jan Vandemoortele, funcionário da ONU que co-presidiu o grupo especial, formado por membros de diferentes agências das Nações Unidas, que desenhou as metas em 2001.

    “Apenas se pode calcular se o progresso está em marcha para atingir os Objetivos de 2015 em nível global”, escreveu Vandemoortele em um ensaio de 2007 para o instituto Mundial de Pesquisa sobre Desenvolvimento Econômico da ONU. “Não se pode fazer para nenhuma região nem país em particular porque as metas quantitativas foram fixadas em linha com as tendências globais, não com base nas tendências históricas especificas” de um lugar, acrescentou.

    Entretanto, esta é precisamente a forma com que as metas têm sido aplicadas nos últimos anos, disse Easterly, que apresento na semana passada os resultados de sua pesquisa. De fato, os informes anuais da ONU sobre o progresso nas metas são oferecidos por região e não por país. Segundo o informe de 2007 sobre a África, “a região subsaariana não está no caminho de alcançar os Objetivos”. Esta conclusão não considera os diferentes níveis entre os países, explicou Easterly, acrescentando que os pontos de referência dessas metas supõem desafios altamente desproporcionais para as nações mais pobres contra os que já têm um desenvolvimento maior.

    Segundo o estudo, um exemplo é o quarto objetivo, que fala m redução de dois terços da mortalidade infantil. Isto pode supor um grande desafio para um país que tem uma taxa de 150 mortes por mil, mas não tão grande para outro com índice de 24 por mil, por exemplo. O primeiro deve reduzir sua taxa em cem mortes, enquanto o segundo apenas 16 para atingir o Obetivo.

    Além disso, o primeiro Objetivo, que busca reduzir a pobreza extrema m 50%, pode ser muito mais facilmente alcançado por uma nação com menor porcentagem de pobreza. Dois países com a mesma taxa de cresciemento do produto interno bruto no mesmo período de tempo podem acabar com significativamente diferentes porcentagens de reduções, diz o estudo.

    O PIB da África cresceu a uma taxa “eminentemente respeitável” de 5,4% em 2006, segundo o estudo. Mantido este ritmo de crescimento por 10 anos, o continente africano conseguiria um dos cinco maiores crescimentos econômicos registrados entre 1965 e 2005. “Estão pedindo à África algo que não tem precedentes históricos. É uma boa maneira de pegar o sucesso e chamá-lo de fracasso”, disse Eastrly. (IPS/Envolverde)

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    segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

    Avaliação participativa

    Ricardo Wilson-Grau *
    Publicado pelo
    redeGIFE Online em 11/02/08

    Eu avalio os programas das organizações que estão comprometidas com a mudança social: inovação, sistemas de modificação, estruturas de transformação e relacionamentos de poder. Eles querem entender o impacto de suas atividades, mas aceitam que o tempo entre a ação e o efeito, e a extrema dificuldade de atribuição fazem com que seja quase impossível medir as mudanças permanentes e sustentáveis nas vidas das pessoas ou no meio ambiente. Portanto, nós avaliamos os resultados que são anteriores ao impacto.

    Os 1.800 membros da Global Water Partnership (GWP), por exemplo, pretendem melhorar a gestão integrada de água em 60 países para aliviar a pobreza e contribuir para o desenvolvimento sustentável. O processo da GWP envolve muitos atores governamentais, das empresas e da sociedade civil, nos níveis global, regional e nacional, cujos relacionamentos estão mudando constantemente.

    Além disso, as muitas variáveis – econômicas, políticas, sociais, tecnológicas e ecológicas – às quais as parcerias globais, regionais e nacionais de água estão sujeitas significam que as influências fora do trabalho da GWP podem ter mais efeito sobre os resultados do que aquelas dentro do trabalho da GWP. Os objetivos finais levarão décadas para serem atingidos.

    A contribuição da GWP para os resultados é, portanto, de causalidade não linear: embora tenha refletido sobre os objetivos originais e os planos para alcançá-los, a GWP pode, no máximo, controlar as suas próprias atividades e, muitas vezes, até mesmo essas são modificadas por circunstâncias externas. Os resultados e os impactos são amplamente incontroláveis e imprevisíveis.

    Nós usamos, portanto, uma definição de resultado desenvolvida pelo Canadian International Development Research Center: as mudanças em outros atores sociais que juntos representam um padrão de mudança em direção ao uso sustentável da água. Apenas quando pessoas ou instituições mudarem seu comportamento, as mudanças na sociedade ou no meio ambiente serão conseguidas. Esses resultados estão fora do controle da GWP, mas estão sob a sua influência.

    Uma maneira tradicional de avalia um programa para fornecer água limpa para comunidades com a instalação de filtros seria contar os filtros instalados e medir as mudanças subseqüentes na qualidade da água. Uma avaliação que enfoque as mudanças no comportamento começa com a premissa de que a água não permanecerá limpa a não ser que as pessoas trabalhem para mantê-la assim. Ela, portanto, avalia se as pessoas responsáveis pela pureza da água ajudaram a criar leis e regulamentos corretos e a conscientização e compreensão da comunidade, e se usaram os meios corretos para monitorar e manter essa pureza.

    A avaliação responde a três perguntas sobre a mudança:
    • Os resultado: quem mudou o que, quando e onde? Identificamos as ações específicas e verificáveis em comunidades, resultado do trabalho da GWP. Essa explicação deve ser de fácil entendimento para terceiros.
    • Qual é a significância de cada resultado?
    • Que faceta do trabalho da GWP influenciou cada resultado? Como?

    Duas perguntas adicionais são também geralmente respondidas:
    • Existe alguma evidência de que os resultados contribuem para a melhoria sustentável da vida das pessoas em seu ambiente?
    • Que lições foram aprendidas e podem melhorar a intervenção da GWP?

    A metodologia que eu uso se baseia na Avaliação Focada na Utilização de Michael Quinn Patton. Os usuários principais usuários das descobertas da avaliação são os principais participantes dela. No caso da GWP, são os funcionários baseados na secretaria global em Estocolmo e nas 13 secretarias regionais e 60 secretarias nacionais, além dos representantes de agências governamentais, empresas e CSOs que formam as parcerias de água. Nós convidamos esses usuários para esclarecer os usos pretendidos da avaliação. Eles geralmente incluem:
    • melhorar a compreensão compartilhada entre os parceiros da GWP e informar outras partes interessadas;
    • apoiar e reforçar o trabalho contínuo da GWP;
    • aumentar o envolvimento, autodeterminação e senso de propriedade dos usuários;
    • fomentar a cultura de avaliação na GWP;
    • construir a capacidade dos usuários;
    • melhorar as comunicações entre eles e outros relacionados com o programa.

    Depois que os usuários estão envolvidos, eles continuam a se envolver no projeto, coleta e análise de dados, definição de conclusões e formulação de conclusões para a ação.

    Seja uma avaliação formativa ou somativa, descobri que quanto maior for o envolvimento dos usuários e quanto mais nós, avaliadores, servirmos como facilitadores em uma pesquisa conjunta, em vez de especialistas, melhor será a avaliação. Talvez mais importante, através de sua participação, os usuários desenvolvem a compreensão e o compromisso de implementar as recomendações da avaliação.

    * Ricardo Wilson-Grau é um consultor especializado em avaliação.
    Para obter mais informações: www.gwpforum.org

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    Prêmio Inovação valoriza a aprendizagem

    Ionice Lorenzoni
    Publicado no site do
    Ministério da Educação em 11/02/08

    Os municípios que desenvolvem projetos inovadores na gestão de suas redes, com foco na qualidade da aprendizagem, terão este ano a oportunidade de mostrar suas experiências e concorrer a um prêmio de R$ 100 mil. É o que propõe a 2ª edição do Prêmio Inovação em Gestão Educacional promovido pelo Ministério da Educação, que vai distribuir R$ 1 milhão entre os dez municípios que se destacarem na qualidade da gestão.

    Em parceria com a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o MEC lança o Prêmio Inovação em Gestão Educacional em 19 de fevereiro. A inscrição de projetos será no período de 19 de fevereiro a 18 de abril. No lançamento do prêmio, os dirigentes municipais de educação receberão um guia e uma carta da comissão organizadora informando o código de acesso para o preenchimento do formulário de inscrição pela internet.

    De acordo com o diretor do Departamento de Fortalecimento Institucional de Gestão Educacional da Secretaria de Educação Básica (SEB/MEC), Arlindo Queiroz, o Prêmio Inovação articula dois objetivos: o reconhecimento público das boas práticas de gestão e sua divulgação no Banco de Experiências do Laboratório, na internet. Uma vez cadastrados no banco, os projetos premiados servirão de subsídio, referência, sugestão aos gestores municipais de todo o país. Arlindo Queiroz informa que o prêmio de R$ 100 mil entregue a cada um dos dez municípios com experiências mais significativas está vinculado à qualificação do projeto. A aplicação do recurso será monitorada pelo Ministério da Educação e, ao final, o município terá que prestar contas.

    Qualidade
    Na 2ª edição do Prêmio Inovação, cada município poderá inscrever um projeto em um dos seguintes grupos temáticos: gestão pedagógica, gestão de pessoas, planejamento e gestão (democrática, infra-estrutura e financeira), avaliação e resultados educacionais. Cada um dos temas, explica Arlindo Queiroz, está vinculado a um grupo de diretrizes do Compromisso Todos pela Educação, que integra o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE). Todos os temas, diz, têm como preocupação central a qualidade da aprendizagem.

    O processo de seleção dos projetos terá quatro etapas, sendo que a penúltima será uma visita dos avaliadores aos locais onde se desenvolvem as experiências. O regulamento prevê a premiação de dez projetos, sendo três em gestão pedagógica, três em gestão de pessoas, dois em planejamento e gestão e dois em avaliação de resultados educacionais. Além do prêmio em dinheiro, o município receberá uma placa de participação e o dirigente municipal de educação participará de um evento de formação promovido pela Unesco. A entrega do prêmio será em 19 de novembro de 2008. Regulamento, inscrição, calendário e todos os detalhes do prêmio estão no Guia do Participante.

    Na 1ª edição do Prêmio Inovação em 2006 concorreram 265 projetos de 13 capitais e municípios de 24 estados, das cinco regiões, sendo que 76% dos municípios tinham menos de 100 mil habitantes.

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    Porto Alegre recebe 5º Fórum Mundial de Comunicação Social

    Publicado no site do Fórum Mundial de Comunicação Social em 09/02/08

    Responsabilidade social, publicidade e comunicação voltam a reunir, em Porto Alegre, em 2008, representantes de vários países durante o 5º Fórum Mundial de Comunicação Social, considerado o maior evento da área voltado a uma grande causa civil, social e humanitária. Realizado pela Associação Latino-Americana de Agências de Publicidade (Alap), o fórum irá debater o tema Ações de Sustentabilidade Ambiental entre profissionais e estudantes de marketing, propaganda, relações públicas e jornalismo.

    O evento tem como objetivo avaliar e estimular o crescimento do terceiro setor, transmitir conhecimentos de marketing e premiar peças e campanhas de publicidade social e de bem público. O 5º Fórum Mundial de Comunicação Social será realizado no dia 25 de março, das 8h às 20h, no Salão de Atos da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC/RS).

    Conforme o presidente do fórum, publicitário e sócio-diretor da GlobalComm Comunicação, agência especializada em comunicação integrada de marcas, Alexandre Brandão Skowronsky, o evento tem um papel fundamental na consolidação de uma cultura pró-ativa em relação às questões sócio-ambientais. “Nossa responsabilidade como cidadãos impõe a participação em ações e em projetos que possam decisivamente responder pela qualidade de vida de cada um de nós. Dessa forma, o fórum é uma ferramenta que coloca em nossas mãos oportunidades, discussões e alternativas em prol desses objetivos”, destaca.

    Para participar do fórum, os interessados devem efetuar gratuitamente as inscrições por meio do www.forumcomunicacao.com.br a partir do dia 1º de dezembro. As vagas são limitadas. Pelo mesmo endereço podem ser efetuadas as inscrições para as premiações envolvendo peças ou campanhas de publicidade de cunho social e de bem público até o dia 10 de março. As mídias gráficas – anúncios sociais em jornais, revistas e outdoors; e eletrônicas – rádio, TV e internet, recebem o troféu Nestor de Paula. As categorias são: Produto, Varejo, Institucional, Comunicação/Educação, Turismo e Ecologia.

    Criado em janeiro de 2003, por meio de uma proposta do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que em 2002 mandou representante para firmar protocolo de Intenções com a Alap, que tem sede em Porto Alegre. O fórum conta com diversos colaboradores para sua realização: Associação Brasileira de Agências de Publicidade (Abap), Associação Rio-grandense de Propaganda (ARP), Sindicato das Agências de Propaganda do Estado Rio Grande do Sul (Sapergs), Federação Nacional de Agências de Propaganda (Fenapro) e Conselho Nacional de Propaganda (CNP).

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    Inscrições abertas para o Top Responsabilidade Social

    Publicado no site do Forum Mundial de Comunicação Social em 09/02/08

    O prêmio, criado para divulgar cases que possam servir de referencial para o mercado, amplia as possibilidades das companhias mostrarem o que estão fazendo de melhor na área e está com inscrições abertas até o dia 10 de março.

    Os cases vencedores devem se destacar por sua força empreendedora, dignidade política, criatividade e competência, características a serem avaliadas por um júri de empresários, acadêmicos e profissionais de destaque na área do marketing e da publicidade e propaganda.

    A iniciativa inovadora é uma das novidades do 5º Fórum Mundial de Comunicação Social, realizado no dia 25 de março de 2008, na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), em Porto Alegre O Fórum tem como tema “Ações de Sustentabilidade Ambiental” e promove o debate em torno das ações das empresas em relação ao meio-ambiente.

    O evento é promovido pela Associação Latino-Americana de Agências de Publicidade (ALAP), Associação Brasileira de Agências de Publicidade (ABAP), Federação Nacional de Agências de Propaganda (FENAPRO), Conselho Nacional de Propaganda (CNP), Associação Riograndense de Propaganda (ARP) e Associação Riograndense de Imprensa (ARI).

    [O regulamento pode ser visto aqui.]

    Mais informações no site: www.forumcomunicacao.com.br

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    Ibmec SP cresce e amplia seu espaço

    Stela Campos
    Publicado pelo Valor Online em 11/02/08

    Claudio Haddad, diretor-presidente do Ibmec SP, diz que só com infra-estrutura a escola investirá R$ 16 milhões
    Foto Magdalena Gutierrez/Valor


    Na época da construção do atual campus foram arrecadados R$ 10 milhões em doações de pessoas físicas, a maioria ex-alunos. Boa parte dos R$ 2,9 milhões disponibilizados no ano passado para o Fundo de Bolsas da escola também veio da contribuição dos antigos estudantes. A intenção da escola é criar laços tão duradouros com eles como acontece nas escolas de negócios mundiais.

    O Ibmec São Paulo dá início a uma nova fase de expansão. Para acompanhar a crescente demanda de estudantes, a escola começa o ano com o anúncio da ampliação de sua estrutura física. Ela passará a ocupar até 2009 seis andares de uma torre, que começa a ser construída este mês ao lado do atual prédio, na Vila Olímpia. Com este anexo, aumentará em 60% sua área total e em 50% sua capacidade de receber alunos, com 13 novas salas de aula, no formato de anfiteatros. Apenas para equipar o novo espaço, a escola investirá R$ 16 milhões.

    "Hoje estamos trabalhando com nossa capacidade máxima", diz Claudio Haddad, diretor-presidente do Ibmec São Paulo. A construção da torre, com dez andares, será financiada pelo fundo de investimento imobiliário Premier Realty, administrado pelo grupo Ourinvest. A previsão é de que a obra esteja pronta no início do ano que vem.

    O prédio do Ibmec São Paulo, inaugurado em 2006, fruto de um investimento de R$ 42 milhões, tem 10 mil metros quadrados e abriga 27 salas de aula. Por elas, circulam mais de 3 mil alunos dos cursos de graduação, MBAs, mestrados e os customizados para empresas, de manhã até a noite, incluindo as tardes de sábado. Com o aumento da demanda, segundo Haddad, o espaço começa a ficar pequeno.

    Desde 2005, a procura pela graduação no Ibmec cresceu 44,5%. "A relação hoje é de 24 candidatos por vaga na administração e 18 na economia", diz Haddad. Por enquanto, a escola não pretende se aventurar na graduação em direito, mas esse passo não está descartado para o futuro. "Ele precisa ser muito bem elaborado", explica.

    Os MBAs, LLMs (mestrados em direito) e certificates (pós-graduação lato sensu) também tiveram um aumento de 29,76% na procura no ano passado. Em 2007, foram 3,4 mil candidatos em busca de uma vaga e 1,2 mil matriculados.

    Para 2009, a escola pretende lançar um novo curso, o MBA Internacional. O objetivo é atrair executivos responsáveis pela direção de operações na região latino-americana. "Queremos integrar líderes de vários países", explica Irineu Gianesi, diretor acadêmico de programas executivos do Ibmec São Paulo.

    Um dos objetivos da escola este ano é estreitar os laços com seus ex-alunos. Para isso, passa a disponibilizar para os alumni o serviço gratuito de orientação de carreira, que hoje é oferecido aos estudantes. Os ex-alunos também serão convidados a participarem de um programa de mentoring, para servirem de mentores dos alunos da graduação. A comunidade de alumni do Ibmec São Paulo reúne 3,8 mil ex-alunos.

    Na época da construção do atual campus foram arrecadados R$ 10 milhões em doações de pessoas físicas, a maioria ex-alunos. Boa parte dos R$ 2,9 milhões disponibilizados no ano passado para o Fundo de Bolsas da escola também veio da contribuição dos antigos estudantes. A intenção da escola é criar laços tão duradouros com eles como acontece nas escolas de negócios mundiais.

    Atingir um nível de excelência internacional está nas metas traçadas pela escola para os próximos anos. Em 2007, ela conquistou a certificação da AMBA (Association of MBAs), de origem européia e que reúne os melhores cursos do mundo. Agora, está em processo de certificação da AACSB (The Association to Advance Collegiate Schools of Business), um dos mais importantes credenciamentos internacionais americano, que existe há quase um século. "Este é um processo lento que exige uma série de ajustes internos", diz Haddad.

    O principal foco de atenção da escola agora é nos professores. Hoje na graduação 73% são doutores ou PhDs e nos MBAs eles chegam a 58%. Ao todo, são quase 140 se revezando em todos os cursos, 22 atuando em tempo integral. "Queremos incentivar cada vez mais a produção de conhecimento e a publicação de artigos em revistas científicas internacionais", diz Haddad. "Já estamos acima da média, com cada professor de tempo integral produzindo ao menos um 'journal' por ano". A atuação de seu corpo docente é fundamental para que a escola consiga a certificação e entre para o seleto hall das escolas de negócios americanas.

    O Ibmec São Paulo, desde 2004, pertence ao Instituto Veris, sem fins lucrativos. Portanto, não está vinculado ao Ibmec do Rio de Janeiro ou ao de Minas Gerais, que são administrados pela Veris Educacional, controladora também das faculdades IBTA, Inea e Uirapuru.

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    Mídia on-line em crise nos sites de relacionamento

    Spencer E. Ante e Catherine Holahan
    Publicado pelo
    Valor Online em 11/02/08

    Se você quiser se relacionar com Chris Heritage, não vai encontrá-lo no Facebook. Esse analista de 27 anos de Port St. Lucie, na Flórida (EUA), entrou para a rede de relacionamentos no ano passado, depois que amigos insistiram que ele abrisse uma conta. Mas Heritage logo ficou irritado com a avalanche de anúncios, especialmente os que detalhavam o que seus amigos estavam comprando, e ele saiu do site em novembro. Agora, o analista se expressa através de um blog, contente em pagar US$ 6 por mês para operar em um site livre de propaganda on-line. "É uma alegria não ter que agüentar todos aqueles anúncios", diz ele.

    Epa! As redes de relacionamento deveriam ser a próxima sensação da internet. MySpace, Facebook e outros sites vêm atraindo milhões de novos usuários, construindo cada vez mais endereços bancados por empresas, na ânsia de desencadear o boom do segmento de publicidade on-line. O problema é que o boom não está sendo mais um boom. Assim como Heritage, muita gente passa menos tempo nos sites de relacionamento, ou até mesmo se desconecta deles.

    A geração MySpace pode estar ficando irritada com os anúncios e um pouco chateada com as páginas de perfis. O tempo médio que cada usuário passa nos sites de relacionamento caiu 14% nos Estados Unidos nos últimos quatro meses, segundo o instituto de pesquisas ComScore. O MySpace, a maior rede de relacionamentos da internet, caiu de um pico de 72 milhões de usuários em outubro, para 68,9 milhões em dezembro, segundo o ComScore. O número total de pessoas nesses sites ainda está crescendo a uma taxa de 11,5%, mas isso é bem menos que os índices de crescimento do passado. "As redes de relacionamento são a badalação mais exagerada da propaganda on-line", afirma Tim Vanderhook, presidente executivo da Specific Media, responsável por colocar anúncios de clientes em uma variedade de sites na internet.

    A propaganda nos sites de relacionamento vem crescendo rápido. Em 2007, os gastos mundiais com anúncios nesses sites subiram 155%, para US$ 1,2 bilhão, segundo o instituto de pesquisas eMarketer. Este ano, o eMarketer prevê que o aumento será de 75%, para US$ 2,1 bilhões. Em uma previsão de lucros feita em 4 de novembro, a News Corp. passou um tom otimista para a Fox Interactive Media, responsável pelo MySpace.

    Mas as previsões de crescimento alucinante podem se mostrar irreais. Além da redução do aumento do número de usuários e do menor tempo que eles passam nesses sites, os internautas também parecem estar respondendo cada vez menos aos anúncios, segundo vários anunciantes e empresas especializadas em publicação de anúncios na internet. Se os anunciantes não descobrirem uma maneira de reverter essa tendência, as redes de relacionamentos poderão acabar se transformando em um mercado de nicho no mundo publicitário on-line, desfazendo esperanças e avaliações do Vale do Silício.

    O vigor da propaganda nos sites de relacionamento pode se mostrar exagerado nos contratos de anúncios exclusivos e experiências auspiciosas. O Google e a Microsoft, que competem frente a frente nesta seara, prometeram para uma série de sites um mínimo de receita publicitária, em troca do direito exclusivo de colocar anúncios nesses endereços.

    Mas os resultados iniciais desses acordos são instáveis. Em 31 de janeiro, o Google disse que não iria gerar o volume de receita que esperava com os anúncios nos sites de relacionamento. O Google, que tem um acordo garantido de US$ 900 milhões com o MySpace para a inserção de anúncios junto com os resultados de busca, diz que as abordagens publicitárias existentes não estão funcionando bem nesses sites, pelo menos até agora. "Acho que ainda não descobrimos uma maneira genial de fazer propaganda e ganhar dinheiro com as redes de relacionamento", diz Sergey Brin, um dos fundadores do Google.

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    Anúncios começam a incomodar internautas, que chegam a desistir de endereços como Facebook e MySpace
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    Quando a News Corp. anunciou seus lucros, disse que as receitas da Fox Interactive Media cresceram 87%, para US$ 233 milhões. Mas US$ 62 milhões desse total vieram do acordo exclusivo do Google com o MySpace. Não está claro se o Google - que, segundo especialistas em propaganda está perdendo dinheiro com o contrato - vai assinar acordos parecidos no futuro.

    Outro grande obstáculo à receita publicitária está vindo das companhias que fazem experiências com as redes de relacionamento, apontadas como uma nova mídia popular. Para algumas, os resultados não têm sido encorajadores. Muitas pessoas que freqüentam o MySpace, o Facebook e outros sites costumam prestar pouca, ou nenhuma, atenção aos anúncios, pois estão mais interessadas em bater papo com os amigos.

    A redes de relacionamento têm algumas das menores taxas de resposta da internet, segundo anunciantes e empresas especializadas na colocação de anúncios na rede. Marqueteiros afirmam que apenas quatro dentre 10 mil pessoas que vêem seus anúncios nos sites de relacionamento clicam neles, em comparação a 20 entre 10 mil na internet como um todo. Mark Seremet, presidente da Green Screen, editora de videogames, parou de fazer propaganda no MySpace no segundo trimestre de 2007 por causa de uma taxa de resposta de 13 entre 10 mil. "É realmente muito difícil fazer dinheiro com uma taxa de cliques anêmica como esta", diz Seremet.

    MySpace e Facebook reconhecem o problema, mas afirmam que um maior direcionamento e outras inovações vão incentivar os usuários a prestar mais atenção aos anúncios. No quarto trimestre de 2007, os dois sites lançaram programas que permitem aos marqueteiros estabelecer produtos para as pessoas em centenas de categorias de interesse, como moda e esportes. O presidente da News Corp., Peter Chernin, disse em 4 de fevereiro que as taxas de resposta melhoraram até 300% no MySpace. Owen Van Natta, diretor operacional do Facebook, diz que haverá mais experiências no futuro. "Há muitas inovações que precisam ser colocadas em prática", diz ele.

    Mas há um ardil aí: programas de anúncios mais agressivos podem levar a uma maior frustração dos usuários. Ryan Lake, 34, acaba de sair do MySpace por causa dos anúncios. "Há muitos deles, e estão ficando cada vez mais impertinentes", afirma.

    O Facebook, o segundo maior site de relacionamentos do mundo, que continua crescendo rapidamente, introduziu um programa de anúncios em novembro, chamado Beacon, que alerta os usuários para as compras que seus amigos estão fazendo, na expectativa de incrementar as vendas. Mais de 75 mil membros do Facebook assinaram um abaixo-assinado on-line pedindo o fim da iniciativa. Carol Kruse, vice-presidente global de marketing interativo da Coca-Cola, diz que embora acredite que os sites de relacionamento representem uma grande oportunidade, a companhia está evitando o Beacon por enquanto.

    O MySpace também vem recebendo reclamações. Nina Pagani, uma estudante de 20 anos de Nova York, ficou furiosa no ano passado quando o MySpace começou a colocar automaticamente nas páginas dos usuários notificações sobre os produtos favoritos dos amigos. "A página pessoal que você tem no MySpace acabou se transformando em um anúncio", diz ela. Participante do MySpace por cinco anos, ela eliminou sua conta em dezembro. "Aquilo provocou um drama enorme na minha vida", diz. (Tradução de Mario Zamarian)

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    OLPC quer produção de laptops no Brasil

    André Borges
    Publicado pelo
    Valor Online em 11/02/08

    Hélio Rotenberg, presidente da Positivo: "Ficamos frustrados com a decisão, mas estamos prontos para a próxima"
    Foto Ivonaldo Alexandre/Valor


    Vem aí o segundo round. Nem bem o Ministério da Educação (MEC) oficializou o cancelamento do pregão eletrônico para compra de 150 mil laptops educacionais, o Planalto já começa a se articular para mudar as regras do edital e tentar, mais uma vez, dar vida ao seu projeto Um Computador por Aluno (UCA). Reuniões entre líderes da iniciativa deverão ter início hoje, em Brasília.

    A retomada do projeto estava planejada. Em entrevista ao Valor, César Álvarez, assessor especial da Presidência e coordenador do UCA, afirmou que se encontrou com o ministro da Educação, Fernando Haddad, e acertou que um novo edital será publicado entre 30 e 45 dias. "Foi uma decisão técnica-orçamentária, que não incide em nada sobre a proposta de se fazer uma experiência dessa magnitude, atingindo 300 escolas do país com o tema da mobilidade", disse. "Estamos trabalhando para modificar especificações técnicas que levem ao barateamento."

    Uma das mudanças que o governo deve fazer diz respeito à exigência de três anos de assistência técnica, o que puxava o preço.

    De volta à estaca zero, o prometido UCA volta a atrair a atenção das empresas, principalmente daquelas que perderam a disputa inicial para a Positivo Informática, fabricante que venceu a etapa inicial do processo e que há dois meses tentava bater o martelo com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), órgão do MEC que realizou o pregão.

    Agora, quem promete endurecer o jogo é a organização Um Laptop por Criança (OLPC, na sigla em inglês). Em entrevista ao Valor por telefone, David Cavallo, coordenador da entidade, disse que a OLPC está em busca de um fabricante no Brasil para bancar a produção do XO, como foi batizado seu equipamento. Braço direito do ex-professor do MIT Nicholas Negroponte, Cavallo participa desde 2005 de pesquisas em torno da idéia que ficou popularmente conhecida pela alcunha de o laptop de US$ 100. "Não somos uma empresa, mas como educadores queremos ver nosso projeto funcionando Brasil", comentou. "O país é fundamental para o projeto e por isso vamos ampliar nossas parcerias."

    Hoje a OLPC tem um contrato mundial de produção com a chinesa Quanta. No Brasil, a entidade entrou no pregão do MEC representada pela Simm do Brasil, empresa com sede em Campinas que, segundo Cavallo, ficou responsável apenas pela distribuição dos equipamentos. A Simm foi procurada pela reportagem, mas não respondeu ao pedido de entrevista até o fechamento desta edição.

    No ano passado, disse Cavallo, a OLPC chegou a conversar com vários fabricantes brasileiros sobre a possibilidade de produzir o XO no país, mas não houve acordo. "Na realidade, o que as empresas fazem no Brasil é a montagem de máquinas, ninguém produz nada, efetivamente." Ainda assim, o pesquisador lembra dos benefícios fiscais concedidos a empresas que montem máquinas. "Conhecemos as regras, e dessa vez vamos atrás dessa parceria", disse, sem dar nomes de companhias que poderiam assumir a produção no país.

    Com a sua fabricação na China, o preço mais baixo que o XO alcançou no pregão brasileiro foi de R$ 104,5 milhões, contra os R$ 98,1 milhões atingidos pela Positivo e seu Classmate, máquina idealizada pela fabricante de chips Intel.

    A reformulação de planos também está na pauta de quem, na última hora, decidiu ficar de fora do primeiro pregão. É o caso da indiana Encore. Há pouco mais de uma semana, diz Jakson Alexandre Sosa, diretor-presidente da Encore e da Comsat no Brasil, a subsidiária foi procurada por analistas do MEC para "novas análises laboratoriais" de seu produto, o Mobilis.

    Em dezembro, a Encore não disputou o pregão eletrônico do FNDE porque seu equipamento não atendia especificações técnicas do edital. Uma delas era a exigência de um teclado acoplado ao equipamento. O Mobilis funcionava por meio de toque na tela. De qualquer forma, adianta o executivo, a Encore já trabalha para trazer ao país um segundo modelo de laptop para disputar o UCA e, desta vez, com teclado.

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    domingo, 10 de fevereiro de 2008

    ONU coloca Brasil como 81º país em penetração de celulares e 72º em web

    Publicado pelo IDG Now! em 08/02/08

    Conferência da ONU para Comércio e Desenvolvimento aponta relação de 52,9 celulares e 22,6 internautas para cada 100 brasileiros em 2006

    Mesmo liderando a América Latina junto ao México nas conexões banda larga e na penetração absoluta de celulares, o Brasil é apenas a 81ª nação em relação de telefones por habitantes, segundo o estudo "Information Economy Report 2007-2008", divulgado pela Conferência da ONU para Comércio e Desenvolvimento (Unctad, da sigla em inglês) nesta quarta-feira (06/01).

    Segundo os dados, 52,9% da população brasileira tem celulares, aumento de 14,4% em comparação aos 46,3% registrados em 2005.

    O número, idêntico ao Cazaquistão, com quem o Brasil divide a posição, não é suficiente, porém, para que o país fique à frente de nações como Tailândia (71ª), Argentina (49ª) e El Salvador (79ª).

    Luxemburgo aparece como líder da lista, com 151,9 aparelhos por cada grupo de 100 habitantes, seguido pela Lituânia (138), Montenegro (132,5) e Hong Kong (129,8).

    Caso se apóie em dados recentemente fornecidos pelo IBGE e pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a penetração dos 120,9 milhões de celulares entre os 186,1 milhões de brasileiros teria relação de 64%.

    No ranking referente a internet, o Brasil se sai um pouco melhorando, atingindo a 72ª posição com cerca de 22,6 brasileiros em cada grupo de 100 com acesso online, aumento de 15,6 % em relação aos 19,5 de 2005.

    Em internet, o país tem penetração melhor que países como Argentina (78ª), México (79ª) e Uruguai (75ª), mas ainda perde na comparação com Líbano (64ª), Israel (63ª) e Polinésia Francesa (67ª).

    De maneira geral, o estudo chamou a atenção para o abismo digital que continua a separar países ricos dos em desenvolvimento, mesmo com o sucesso de iniciativas de inclusão digital nestes últimos.

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    Concurso vai premiar projetos inovadores de professores de arte

    Publicado pela Folha Online em 09/02/08

    Professores de arte de escolas públicas e particulares de todo o país podem concorrer ao Prêmio Arte na Escola Cidadã, promovido pelo Instituto Arte na Escola, da Fundação Iochpe, e pelo Sesi (Serviço Social da Indústria).

    Serão premiados, no total, seis projetos. Cada professor vencedor - ou grupo de professores, se for o caso - receberá R$ 7.000. A respectiva escola ganhará R$ 3.000.

    As inscrições devem ser feitas até 30 de abril no site www.artenaescola.org.br/premio. Os resultados deverão ser divulgados em setembro e os prêmios serão entregues na Universidade Federal de Goiás, em Goiânia, em outubro.

    O objetivo do concurso, que já é realizado há nove anos, é encontrar e valorizar boas iniciativas no ensino da arte em sala de aula, incluindo artes visuais, dança, música e teatro.

    "Muitas escolas ainda tratam a arte como atividade secundária, e não como área do conhecimento", diz Mirca Bonano, coordenadora do prêmio. "Há escolas que usam as aulas para construir presépio no Natal e pintar pano de prato para o Dia das Mães. Isso é retrógrado."

    Em 2007, um dos projetos vencedores foi de uma professora do Rio de Janeiro que transformou a escola municipal onde trabalha, numa área carente da cidade, numa reprodução da Bienal de São Paulo. Os alunos expuseram painéis e fizeram apresentações durante três dias, período em que a escola ficou aberta à comunidade.

    São premiados os melhores trabalhos nas categorias educação infantil, ensino fundamental 1 (da 1ª à 4ª série), ensino fundamental 2 (da 5ª à 8ª série), ensino médio e educação de jovens e adultos.

    Haverá ainda, neste ano, um prêmio especial para o melhor trabalho, em qualquer nível de ensino, que tenha o ambiente como tema.

    O concurso tem patrocínio da Fundação Iochpe, do Banco do Planeta (Bradesco) e do Ministério da Cultura.

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    sábado, 9 de fevereiro de 2008

    Kaká lança campanha da ONU contra fome

    Publicado pela Revista Envolverde em 08/02/08

    Iniciativa do Programa Mundial de Alimentos dirige-se a 59 milhões de crianças em países em desenvolvimento

    O atacante do Milan, Kaká (foto), lançou nesta quinta-feira uma campanha do Programa Mundial de Alimentos, PMA, para ajudar 59 milhões de crianças famintas nos países em desenvolvimento. Deste total 23 milhões vivem na África.

    Brasileiro
    Falando em inglês, o jogador repetiu o slogan da campanha: "Encha a Caneca", e pediu a todos que ajudem o PMA a transformar a fome em esperança.

    Kaká, eleito o "Melhor Jogador do Ano da Fifa", é também o embaixador contra a fome da ONU.

    O atleta disse que por ser brasileiro, ele viu em primeira mão como a fome pode roubar o potencial de uma criança.

    Torcedores
    Kaká afirmou que está muito orgulhoso por fazer parte do projeto e pediu aos fãs de futebol para serem solidários.

    Segundo o PMA, o objetivo do "Encha a Caneca" é proporcionar aos menores mais acesso à saúde, educação e um futuro promissor.

    A estimativa da agência da ONU é de que US$3 bilhões, o equivalente a mais de R$5,2 bilhões, serão necessários para fornecer alimento aos menores.

    O PMA afirma que há cada seis segundos, uma criança morre de fome no mundo, e declarou a fome e a má nutrição inimigos número 1 para a saúde pública.

    Clique aqui para ver o filme da campanha.

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