sexta-feira, 18 de setembro de 2009

10 razões para adotar redes sociais nas empresas

Veja texto que mostra como as organizações podem adotar a utilização das redes sociais internamente

Muitas empresas tem receio de utilizar redes sociais dentro das empresas alegando que haverá queda na produtividade de seus funcionários. Isso prova, como sempre, que as pessoas preocupam-se mais em identificar os problemas do que em enxergar as oportunidades presentes em certas decisões. Esse tipo de pensamento focado apenas no problema faz com que as empresas substimem a capacidade criativa, de mobilização e criatividade coletiva das pessoas dentro das empresas.

A realidade das empresas mudou. A competição é muito maior do que no século passado e isso faz com que a inovação seja a principalmente competência a ser desenvolvida pelas empresas. Inovação que deve vir de todos os lugares da empresa. A emrpresa deve buscar conhecimento onde quer que ele esteja, seja dentro ou fora da empresa. Alguns dizem que ela deve ser “chuveiro” (de cima para baixo), outros dizem que deve ser “bidê” (de baixo para cima), mas o importante é que ela seja do tipo “hidromassagem” (de todos os lados).

Mauro Segura, consultor da IBM, revelou o resultado de uma pesquisa que a própria IBM faz regularmente, chamada “CEO study - The enterprise of the future”. O estudo apontou 5 tendências:
- As empresas serão ávidas por mudança;
- Inovação de fora para dentro;
- Empresas globalmente integradas;
- Disruptivas por natureza;
- Pensam na sustentabilidade e no longo prazo;

Diante desse cenário, as empresas devem basear suas ações no desenvolvimento do seu capital intelectual a fim de criar uma cultura de inovação em que todos sintam que são livres para expor suas idéias. Para isso, é preciso dar voz as conversas existentes dentro das organizações. Nesse sentido, as redes sociais são ótimas ferramentas para criar esse ambiente de conversas dentro das empresas, pois ela aproxima as pessoas e facilita a conexão entre pessoas com interesses comuns e que poderiam compartilhar ideias.

Nesse sentido, Mauro apresenta as 10 razões para se adotar redes sociais dentro das empresas:
- Acesso rápido e fácil ao conhecimento: com as ferramentas atualmente existentes, é muito fácil criar um ambiente onde as pessoas possam discutir, apresentar suas idéias e registra-las para outras pessoas consultarem.
- O ser humano adora redes sociais: especialmente os brasileiros, uma vez que mais de 80% dos brasileiros, que se conectam a Internet, participam de algum tipo de rede social. Brasileiro gosta de conversar;
- A inovação aparece: o ambiente das redes sociais facilita o surgimento da diversidade de perspectivas e opiniões, condição essencial para surgimento da inovação;
- Quebra da barreira geográfica: você pode conversar com qualquer pessoa independente da localização geográfica em que ela esteja;
- Quebra da barreira hierarquia: talvez seja esse o maior temor de quem está no comando das empresas. Não existem escadinhas que deve ser escaladas para que as informações e as opiniões cheguem ao alto escalão da empresa. Isso é irreversível e incontrolável;
- Comunicação direta sem intermediários: comunicação sem filtros. Não existe mais aquela de que “Quem conta um conto aumenta um ponto”;
- Identidade pessoal: nas redes sociais, você tem a oportunidade de mostrar quem você é. Você pode expressar suas opiniões e suas crenças;
- Referências: é uma oportunidade de criar um grande conjunto de referências para posteriores consultas;
- Política de portas abertas: deixe a comunicação fluir livremente e você se surpreenderá com a capacidade de criar coletivamente de seus funcionários;
- Tecnologia simples e fácil: não é preciso ser um expert em tecnologia ou em construção de sites para você montar sua rede social. Existem ferramentas que auxiliam qualquer pessoa na criação de um blog, por exemplo.

Adotar redes sociais dentro das empresas potencializa a geração de inteligência coletiva dentro das empresas, além de descobrir pessoas talentosas, que ficam escondidas na imensidão dos cargos e departamentos das empresas, e facilita a identificação dos agentes de mudança dentro da empresa e que podem influenciar outras pessoas a se tornarem inovadoras. Aliás, Mauro apresentou o resultado de um estudo da universidade de Melbourne de que funcionários que utilizam redes sociais são 9% mais produtivos do que aqueles que não usam.

Com certeza, no século XXI o valor está no intangível.


Marcelo Bastos (http://hsm.updateordie.com/author/mbastos/)
Este texto foi publicado, originalmente, no Blog da HSM. Para ler este e outros post, clique aqui: http://hsm.updateordie.com/.
HSM Online, 04/09/09

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Fundação Banco do Brasil e BNDES fazem acordo de cooperação

O presidente da Fundação Banco do Brasil (FBB), Jacques Pena e o diretor de inclusão social do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Élvio Gaspar, assinaram acordo de mútua cooperação técnica e financeira entre as instituições. O documento, que tem vigência de cinco anos, objetiva a redução de desigualdades, a inclusão social e o desenvolvimento territorial sustentável, por meio da realização de um total de R$ 200 milhões de investimentos sociais.

A cada ano, os parceiros destinarão R$ 40 milhões para o patrocínio da estruturação de empreendimentos da economia solidária, reaplicação de tecnologias sociais e apoio a promoção do desenvolvimento integrado com enfoque territorial.

Cada uma das instituições participará com R$ 20 milhões por ano, sendo os recursos do BNDES oriundos do Fundo Social da instituição, enquanto os da Fundação Banco do Brasil são provenientes de seus recursos próprios.

Para Jorge Streit, diretor de desenvolvimento social da Fundação Banco do Brasil, o convênio é de altíssimo interesse. Ele explica que o acordo está centrado em eixos nos quais a Instituição atua desde 2003 - tecnologias sociais, cadeias produtivas e desenvolvimento territorial, principalmente nas regiões Norte e Nordeste.

"Esta parceria olha para ações nas quais já estamos focados e para as regiões que priorizamos. Para o BNDES, a capilaridade da Fundação Banco do Brasil é também de interesse estratégico. È um convênio bom para os dois lados e a tendência é que seja bem sucedido", afirma.

Atuação conjunta
O acordo de cooperação prevê a elaboração anual de um Plano Tático de Atuação Conjunta FBB-BNDES, contendo a indicação dos investimentos a serem realizados no período. Um Comitê Técnico Executivo (CTE), composto por representantes da FBB e do BNDES, atuará na elaboração do plano, na seleção de iniciativas e no acompanhamento dos projetos aprovados.

O plano de atuação para 2009, que inaugura a parceria, indica investimentos sociais de R$ 14,7 milhões nas cadeias produtivas da cajucultura, mandiocultura, apicultura e reciclagem. Também estão previstos investimentos sociais da ordem de R$ 11,7 milhões na reaplicação das tecnologias sociais Produção Agroecológica Integrada Sustentável (PAIS), que tem foco na segurança alimentar e geração de trabalho e renda, e Fossa Séptica Biodigestora, que objetiva a melhoria das condições de saneamento básico.

Além disso, o documento direciona R$ 11,9 milhões para ações de desenvolvimento territorial, em regiões como o Vale do Urucuia, o Vale do Rio Doce, a bacia do rio São Bartolomeu e a Mata dos Cocais. Desse total, cerca de R$ 6,7 milhões estão destinados para o desenvolvimento sustentável dos entornos de grandes projetos do BNDES.


redeGIFE Online, 07/09/09

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terça-feira, 8 de setembro de 2009

Unesco examina candidatos a diretor em meio a polêmica

A Unesco (organização da ONU para a educação, ciência e cultura) começou a examinar as candidaturas para seu futuro diretor geral, nesta segunda-feira, em Paris, em meio a uma polêmica pelas acusações de antissemitismo lançadas contra o egípcio Faruk Hosni, favorito ao cargo, que está sendo disputado por mais oito pessoas.

O cargo será definido em 17 de setembro, após uma votação de no máximo cinco turnos, antes da 35ª Conferência Geral da organização, que reunirá em outubro seus 193 países membros.

Faruk Hosni, ministro da Cultura do Egito há 20 anos, que tem o apoio da Liga Árabe, da União Africana (UA) e da Organização da Conferência Islâmica (OCI), pode se tornar o primeiro diretor geral árabe da Unesco, segundo uma regra não escrita sobre a alternância regional no comando da organização.

Mas as declarações de Hosni no Parlamento egípcio em 2008, segundo as quais ele queimaria os livros em hebreu de todas as bibliotecas de seu país, geraram uma forte polêmica.

Em artigo publicado em maio passado pelo jornal francês Le Monde, intelectuais de vários países, entre eles o Prêmio Nobel da Paz, Elie Wiesel, denunciaram a vergonha de um "naufrágio anunciado" da Unesco, e acusaram Hosni de ter dado declarações infelizes contra os judeus.

Segundo Wiesel, o ministro egípcio teria considerado a cultura israelense "desumana" e denunciado em 2001, para um jornal egípcio, a "infiltração de judeus nos meios de comunicação internacionais".

Mesmo neste contexto, a designação de Hosni, que tem como principal rival nesta disputa a comissária europeia das Relações Exteriores, a austríaca Benita Ferrero Waldner, é praticamente um fato consumado na Unesco.


da France Presse, em Paris
Folha Online, 07/09/09

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Prêmio Minha Comunidade Sustentável prorroga inscrições até 28/9

O Prêmio Minha Comunidade Sustentável é uma iniciativa da Editora Basset e será realizado por meio da revista Carta na Escola em parceria com a organização não-governamental Ação Educativa.

Tem por objetivo estimular e apoiar a criação e execução de projetos escolares inovadores que busquem soluções de sustentabilidade da vida no planeta, incluindo-se aí as dimensões social, ambiental e econômica.

No contexto do Prêmio, um projeto para uma comunidade sustentável deve implicar a mobilização e a aprendizagem do grupo escolar participante.

Sustentabilidade deve ser entendida como um conceito sistêmico, que integra as dimensões acima citadas. Mais ainda, implica certo equilíbrio, em contraposição a uma noção de desenvolvimento econômico ilimitado, dada a finitude dos recursos do planeta. Assim, não se podem criar soluções de geração de renda para uma comunidade que vive os efeitos da miséria produzindo ações negativas para o meio ambiente.

Ao mesmo tempo, não devemos conservar o meio ambiente em detrimento dos seres humanos que vivem em uma comunidade.

1 -Participantes
Podem se candidatar ao Prêmio unidades executoras vinculadas a uma escola, que tenham como finalidade a gestão de recursos financeiros transferidos para a manutenção e desenvolvimento do ensino. Entende-se por unidade executora, nos termos da legislação vigente, as associações de pais e mestres (APM), as caixas escolares, os círculos de pais, associações de pais e professores (APP), associações de pais, alunos e mestres (APAM) e outras denominações com o mesmo fim.

Os projetos devem estar vinculados a qualquer nível e modalidade da Educação Básica, da rede pública ou particular de ensino. E podem ser realizados exclusivamente pela unidade escolar ou em parceria com organizações não-governamentais (ONGs), associações de bairro ou instituição que ofereça apoio técnico.


As escolas privadas e fundações que não possuírem associações como as denominadas acima poderão se inscrever, ficando o diretor administrativo da escola e o professor gestor do projeto responsáveis pela gestão dos recursos. Nesse caso, a escola premiada deverá assinar um contrato de doação com encargos, arcando com os encargos advindos conforme legislação vigente da doação dos valores destinados à execução do projeto.

O projeto proposto deve ser original e desenvolvido como um trabalho de professores e alunos ao longo de um período escolar e não precisa se limitar ao espaço da escola, podendo trazer soluções e inovações para a comunidade do entorno.

2 -Inscrições
As inscrições serão aceitas de 18 de maio a 28 de setembro de 2009 e poderão ser feitas da seguinte forma:

2.1) Pela internet, por meio dos sites www.cartanaescola.com.br e www.acaoeducativa.org.br/premio. Deverá ser preenchida a ficha de inscrição e o formulário de descrição do projeto. As inscrições serão validadas após a análise do cumprimento dos critérios de participação. A confirmação de recebimento da inscrição será feita no ato da inscrição.

2.2) Nos casos em que não for possível fazer a inscrição por meio eletrônico, esta poderá ser feita pelo Correio, com o envio da ficha de inscrição e do formulário de descrição do projeto para rua General Jardim, 660, São Paulo (SP), CEP 01223-010, em envelope identificado como Prêmio Minha Comunidade. Não serão aceitas inscrições que não sigam rigorosamente o que foi orientado e solicitado no formulário de descrição do projeto.

Serão aceitas as inscrições postadas até o dia 28 de setembro de 2009. Nesses casos a confirmação de recebimento da inscrição será por fax ou email.

2.3) No ato da inscrição deverá ser informado o nome de um Gestor do projeto. Este deverá ser membro do corpo docente da escola e o responsável pelo trabalho e pela gestão dos recursos recebidos.

2.4) O material enviado para a inscrição não será devolvido e os avaliadores podem solicitar informações e documentação complementares.

2.5) A inscrição será gratuita.

2.6) Cada unidade escolar poderá apresentar mais de um projeto.

2.7) Não poderão participar do concurso pessoas que possuam algum grau de parentesco com os funcionários e/ou contratados da Organizadora e da ONG Ação Educativa.

3 - Critérios de avaliação dos projetos
Os projetos inscritos serão analisados em três etapas:
a) validação da inscrição conforme os critérios deste regulamento pela organização do Prêmio;
b) análise e seleção de 20 projetos por um comitê técnico, formado por pessoas externas à Ação Educativa e à Organizadora;
c) seleção dos 7 melhores projetos por uma Comissão Julgadora.

3.1) Divulgação dos resultados
Em 20 de outubro de 2009 serão divulgados os resultados por meio dos sites www.cartanaescola.com.br e www.acaoeducativa.org/premio e comunicado por telefone aos gestores dos projetos selecionados.

Critérios de avaliação que nortearão as etapas acima descritas:
I. Inserção do projeto nos termos da definição de sustentabilidade expressa na apresentação do Prêmio.
II.Viabilidade técnica e jurídica para a implementação do projeto.
III.Adequação dos recursos disponibilizados aos fins declarados no projeto.
IV. Cronograma factível e compatível com os objetivos a serem alcançados pelo projeto.
V. Ser concebido e executado por professores e alunos de uma unidade escolar com apoio ou não de organizações não-governamentais (ONGs), associações de bairro ou instituição que ofereça apoio técnico.
VI. O projeto deve ser original e desenvolvido ao longo de um período de 6 meses do calendário escolar (fevereiro a julho de 2010).
VII. A elaboração e realização do projeto devem implicar ação de caráter transformador na comunidade-escola ou na comunidade de maneira mais ampla (o entorno,a rua, o bairro,a cidade).
VIII. Será considerado o critério de proporcionalidade entre o número de projetos inscritos e premiados conforme as regiões do país.

4 - Premiação
Haverá um evento de premiação em novembro de 2009 e as sete escolas selecionadas deverão enviar o Gestor do projeto como representante para receber o prêmio. Os gestores serão hospedados na cidade de São Paulo, em local a ser oportunamente definido pela Organizadora, responsável pelo transporte dos grupos de ida e volta a sua cidade, translado em São Paulo, alimentação e hospedagem durante o período de permanência do grupo.

5 - Prêmio
As escolas que tiverem seus projetos escolhidos pela Comissão Julgadora receberão como prêmio:
• Certificado de participação.
• Uma assinatura da revista Carta na Escola válida por 1 ano.
• Bolsa integral no curso “Sala de Aula Interativa”, na modalidade Educação à Distância oferecido pelo SENAC.
• As unidades executoras serão depositárias do prêmio em dinheiro que tem a finalidade de viabilizar a implantação dos projetos. A escola inscrita deverá indicar no ato da inscrição o valor do projeto, que poderá ser entre R$ 5 mil e R$ 20 mil reais. Serão premiados os 7 projetos mais bem avaliados pela Comissão Julgadora.

O valor do prêmio será depositado em uma conta corrente exclusiva para esse fim em nome da unidade executora. O prêmio será pago em três parcelas, sendo a primeira referente a 50% do total, depositada em 1º de fevereiro de 2010. A segunda parcela, referente a 40% do valor total da premiação, será depositada após 60 dias e a terceira, referente aos 10% restantes, após 120 dias a contar do recebimento da primeira parcela.

5.1) Gestão dos recursos
A implantação do projeto e a utilização dos recursos financeiros disponibilizados pelo Prêmio Minha Comunidade Sustentável serão de responsabilidade do Gestor indicado na ficha de inscrição pela unidade executora.
A implantação do projeto será monitorada por um responsável designado pela Organizadora e pela ONG Ação Educativa e deverá acontecer até o final de julho de 2010.

O Gestor do projeto será responsável pela prestação de contas com notas fiscais, recibos e relatório de utilização dos recursos para serem enviados à Comissão Organizadora do Prêmio até 10 dias antes da data de depósito da parcela seguinte.
O modelo de relatório será enviado por e-mail ao Gestor do projeto imediatamente após o pagamento da primeira parcela.

Os relatórios e as comprovações de gastos devem ser enviados para a Ação Educativa, rua General Jardim, 660, São Paulo, CEP 01223-010, em envelope identificado como Prêmio Minha Comunidade Sustentável – Relatório.
Os recursos devem ser gastos entre fevereiro e julho de 2009, não sendo possível estender esse prazo.

Os recursos recebidos não poderão ser gastos com remuneração de pessoal, despesas com alimentação, transporte e estadia. A compra de equipamentos e insumos deve estar diretamente relacionada às necessidades do projeto.

A liberação das parcelas estará condicionada ao envio e à aprovação dos relatórios. Caso o relatório não seja aprovado, será devolvido com as recomendações para ser refeito e reenviado. A não aprovação da prestação de contas implica desclassificação do projeto e a devolução dos valores já recebidos em até cinco dias úteis após a comunicação por carta.

Cada projeto poderá receber uma visita técnica com a finalidade de acompanhar a sua implementação.

6 - Cessão de Direitos – Autorizações
6.1) O Prêmio tem caráter exclusivamente cultural, sem nenhuma modalidade de sorteio ou pagamentos pelos concorrentes nem é vinculado à aquisição de qualquer bem, direito ou serviço.

6.2) Fica desde já estipulado que a inscrição da unidade executora no Prêmio Minha Comunidade Sustentável autoriza que a Organizadora possa, sem ônus, por qualquer meio ou forma, parcial ou totalmente, expor e divulgar publicamente o Projeto, sua abrangência, o nome dos participantes, de terceiros que nele estejam envolvidos a qualquer título, o apoio a ele conferido, bem como o material descritivo correspondente ao Projeto.

6.3) A autorização é outorgada em caráter de exclusividade, de forma definitiva, total, irrevogável e irretratável, sendo válida no Brasil e em todos os demais países, sem restrição de espaço, tempo, idioma e quantidade de exemplares, e permitirá à Organizadora a utilização por meio de: impressos em geral, mídia, material publicitário, sites, CD-ROM, disquete, DVD, revistas eletrônicas e digitais, conferências, palestras, relatórios, convites, folders, folhetos, livros, compilações, fotografias, slides, outdoors, catálogos, cartazes, calendários, enciclopédias, produtos culturais, exposições itinerantes ou não, em qualquer local, mostras nacionais ou internacionais, outros materiais institucionais, promocionais ou publicitários.

6.4) Os integrantes dos grupos cedem, a título gratuito, à Organizadora o direito de uso de seus nomes, imagens e depoimentos, para fins de divulgação do II Prêmio Minha Comunidade Sustentável.

7 - Disposições Gerais
O não cumprimento pelos grupos inscritos das disposições deste Regulamento e das demais instruções fornecidas durante o processamento do concurso implicará sua desclassificação.

As decisões da Comissão Julgadora serão soberanas e irrecorríveis, não cabendo recursos aos concorrentes qualquer contestação de tais decisões, bem como dos seus resultados. Os casos não previstos por este regulamento serão discutidos e acordados pela Comissão Organizadora do Prêmio Minha Comunidade Sustentável.

As despesas referentes à elaboração e ao envio dos projetos e quaisquer outras necessárias para a participação no concurso correrão por conta dos próprios inscritos.

Comissão Organizadora do Prêmio Minha Comunidade Sustentável
Entre em contato: 11- 3151-2333, ramal 111


Fonte: Ação Educativa

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Fundação Banco do Brasil e BNDES fazem acordo de cooperação

O presidente da Fundação Banco do Brasil (FBB), Jacques Pena e o diretor de inclusão social do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Élvio Gaspar, assinaram acordo de mútua cooperação técnica e financeira entre as instituições. O documento, que tem vigência de cinco anos, objetiva a redução de desigualdades, a inclusão social e o desenvolvimento territorial sustentável, por meio da realização de um total de R$ 200 milhões de investimentos sociais.

A cada ano, os parceiros destinarão R$ 40 milhões para o patrocínio da estruturação de empreendimentos da economia solidária, reaplicação de tecnologias sociais e apoio a promoção do desenvolvimento integrado com enfoque territorial.

Cada uma das instituições participará com R$ 20 milhões por ano, sendo os recursos do BNDES oriundos do Fundo Social da instituição, enquanto os da Fundação Banco do Brasil são provenientes de seus recursos próprios.

Para Jorge Streit, diretor de desenvolvimento social da Fundação Banco do Brasil, o convênio é de altíssimo interesse. Ele explica que o acordo está centrado em eixos nos quais a Instituição atua desde 2003 - tecnologias sociais, cadeias produtivas e desenvolvimento territorial, principalmente nas regiões Norte e Nordeste.

"Esta parceria olha para ações nas quais já estamos focados e para as regiões que priorizamos. Para o BNDES, a capilaridade da Fundação Banco do Brasil é também de interesse estratégico. È um convênio bom para os dois lados e a tendência é que seja bem sucedido", afirma.

Atuação conjunta
O acordo de cooperação prevê a elaboração anual de um Plano Tático de Atuação Conjunta FBB-BNDES, contendo a indicação dos investimentos a serem realizados no período. Um Comitê Técnico Executivo (CTE), composto por representantes da FBB e do BNDES, atuará na elaboração do plano, na seleção de iniciativas e no acompanhamento dos projetos aprovados.

O plano de atuação para 2009, que inaugura a parceria, indica investimentos sociais de R$ 14,7 milhões nas cadeias produtivas da cajucultura, mandiocultura, apicultura e reciclagem. Também estão previstos investimentos sociais da ordem de R$ 11,7 milhões na reaplicação das tecnologias sociais Produção Agroecológica Integrada Sustentável (PAIS), que tem foco na segurança alimentar e geração de trabalho e renda, e Fossa Séptica Biodigestora, que objetiva a melhoria das condições de saneamento básico.

Além disso, o documento direciona R$ 11,9 milhões para ações de desenvolvimento territorial, em regiões como o Vale do Urucuia, o Vale do Rio Doce, a bacia do rio São Bartolomeu e a Mata dos Cocais. Desse total, cerca de R$ 6,7 milhões estão destinados para o desenvolvimento sustentável dos entornos de grandes projetos do BNDES.


redeGIFE Online, 04/09/09

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Educação é o tema escolhido em 2009 pelo FIES - Fundo Itaú Excelência Social

O FIES (Fundo Itaú Excelência Social) é uma opção de investimento socialmente responsável, pois destina 50% da taxa de administração a organizações não - governamentais voltadas para as áreas de Educação Infantil, Ambiental e para o Trabalho.

Lançado em 2004, o FIES já contribuiu para a sustentabilidade de 57 programas,em diversos estados do país. Neste ano, além das organizações não - governamentais, programas do UNICEF no Brasil também receberão uma porcentagem deste investimento social.

Com o FIES, todos se beneficiam.

Clique e veja o Edital.

O tema de 2009
Educação é o tema escolhido em 2009 para a seleção dos programas sociais a serem apoiados.

São considerados PROGRAMAS, para fins do PIPS FIES (uma iniciativa do Banco ltaú S.A., implementada com o apoio da Fundação ltaú Social, cujo objetivo é estimular o trabalho de ONGs em programas sociais educacionais, através de investimentos em seu desenvolvimento e sustentabilidade), aqueles que estejam em execução em uma das categorias expostas a seguir, realizando atendimento direto a crianças adolescentes e jovens ou ações voltadas à formaçõa de educadores das mesmas categorias:

Educação Infantil:
Relativa ao desenvolvimento de crianças com idade entre 0 e 5 anos, com ações executadas por organizações registradas nos Conselhos Municipais de Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) de suas cidades.

Educação Ambiental:
Relativa à formação de atitudes de crianças e adolescentes de 6 a 17 anos e promoção de conhecimentos necessários para a preservação e melhoria da qualidade ambiental, com ações realizadas por organizações registradas nos CMDCAs de suas cidades.

Educação para o Trabalho:
Relativa à preparação de adolescentes e jovens de 14 a 24 anos para a inserção no mercado de trabalho. As organizações cujos programas atendem adolescentes deverão ser registradas nos CMDCAs de suas cidades.


Fonte: FIES

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Banco federal deve operar Fundo Social

O Fundo Social (FS), que será criado para gerir os recursos a que a União tiver direito por conta da exploração do petróleo da camada pré-sal, deverá ser operado apenas por instituições financeiras federais, como a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil.

A possibilidade de operação por meio de instituições financeiras já havia sido mencionada na apresentação feita pelo governo na segunda-feira. No entanto, quando questionada sobre o assunto, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, não deu detalhes sobre quais seriam essas instituições.

O texto do projeto de lei enviado pelo governo ao Congresso traz no Artigo 8º o seguinte texto: "A União, a critério do CGFFS (Comitê de Gestão Financeira do Fundo Social), poderá contratar instituições financeiras federais para atuarem como agentes operadores do FS, as quais farão jus a remuneração pelos serviços prestados."

Como se estima que o fundo administre dezenas de bilhões de dólares em recursos, trata-se de um belo negócio para essas instituições, ainda que a responsabilidade sobre a gestão não seja dos bancos.

Conforme o projeto de lei, o Fundo Social terá duas instâncias que definirão a alocação dos recursos do pré-sal e também o que fazer com os rendimentos.

O Comitê de Gestão Financeira do Fundo Social será responsável pelos investimentos do FS. Caberá a ele definir os seguintes pontos: o montante que poderá ser resgatado do fundo anualmente, para preservar sua sustentabilidade financeira; o percentual mínimo e máximo dos investimentos a serem feitos no país e no exterior; os limites de investimento por setor ou atividade econômica; e a capitalização mínima a ser atingida antes que se faça qualquer tipo de resgate.

Já o Conselho Deliberativo do Fundo Social (CDFS) vai determinar as prioridades para destinação dos recursos que forem resgatados do FS, respeitando a regra de que o dinheiro deve ir para educação, combate à pobreza, cultura, ciência e tecnologia e sustentabilidade ambiental. Segundo o projeto, este conselho será formado por representantes da sociedade civil e também de membros da administração pública.

Na exposição de motivos em que justificam a apresentação do projeto, os membros do governo ressaltam que querem apartar os recursos do Fundo Social do orçamento fiscal federal. Isso significa, portanto, que a renda obtida com a exploração do petróleo do pré-sal não poderá ser usada para os gastos de custeio e investimentos tradicionais do governo.

Os cinco ministros que assinam o texto apresentam três justificativas para esse tratamento distinto.

A primeira é que o petróleo e o gás natural são recursos não-renováveis e que a constituição do Fundo Social será importante para garantir que não somente a geração atual usufrua dos benefícios de sua exploração.

O segundo ponto mencionado é que as receitas petrolíferas são voláteis, uma vez que dependem dos preços de mercado. Se o dinheiro do pré-sal fosse incorporado ao orçamento, poderia haver um desestímulo à "busca do fortalecimento institucional e da qualidade do gasto público". Como consequência, nos momentos de baixa da cotação do petróleo, isso poderia trazer problemas para o financiamento das despesas públicas.

Como terceiro argumento para criação do Fundo Social, os ministros citam a preocupação em se evitar o ingresso no país de grandes volumes de moeda estrangeira, o que pode conduzir a "uma tendência permanente à apreciação cambial, reduzindo a competitividade dos produtos nacionais e provocando atrofia de outros setores da economia".


Fernando Torres
Valor Online, 04/09/09

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segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Fundo “Avon Viva o Amanhã” abre inscrições

A Avon Brasil anuncia a nova fase do “Fundo Avon Viva o Amanhã”, com um modelo diferente de avaliação e entrega de recursos financeiros a projetos socioculturais em todo o Brasil. Até o final de 2009, a empresa destinará meio milhão a iniciativas que objetivam contribuir para o desenvolvimento das pessoas, potencializando a transformação da sociedade por meio do exercício de valores femininos.

As inscrições de projetos indicados por revendedores começam hoje e se encerram em 16 de outubro, pelo site do Fundo.

O Fundo está pautado nos valores femininos de coexistência, cooperação e co-inspiração, aproveitando a própria experiência da empresa, que há 51 anos no Brasil vem construindo redes de relacionamento, hoje com mais de 1,1 milhão de revendedoras e revendedores, convidando-os a detectar programas e projetos que colaborem para desenvolver cidadãos, transformar vidas e elevar a auto-estima das pessoas.

Desde 2007, o Fundo á beneficiou 14 projetos com doações que ultrapassam R$ 500 mil. Até hoje, o site www.vivaoamanha.com.br, onde as entidades cadastram seus projetos, indicados por revendedoras e revendedores autônomos, registrou mais de 31 mil acessos, 988 indicações e 277 inscrições finalizadas.

“Vimos aprendendo muito com os investimentos socioculturais que a Avon vem realizando pelo país nos últimos anos, levando em conta nossa experiência em promover relacionamentos, a essência da venda direta. Notamos que o Fundo poderia se tornar ainda mais alinhado a outras iniciativas de Investimento Social que a empresa vem realizando, por exemplo, com o Instituto Avon”, declara o presidente da Avon Brasil, Luis Felipe Miranda. “Por isso, nesta edição estamos oferecendo às entidades a possibilidade de participação numa categoria que potencializará ainda mais nosso esforço na redução da Violência Doméstica”.

“Conseguimos com isso mobilizar todas as pessoas conectadas à empresa, desde os funcionários quando participam do Comitê de Patrocínio Socialmente Responsável até a consumidora, que percebe o benefício levado à sua comunidade por meio de um projeto social”, acrescenta. O Fundo contemplará projetos em duas categorias. Ações que previnem ou extinguem a violência doméstica, nova categoria de avaliação, que complementa o trabalho já em andamento, desde 2007, do Instituto Avon.

Com isto, as revendedoras e revendedores poderão indicar projetos de Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIPs) ou portadoras de Certificado de Utilidade Pública Federal nestas duas categorias: Não à Violência Doméstica e Empreendedorismo Cooperativo. Neste último, os projetos devem visar a geração de renda e desenvolvimento sustentável na comunidade, baseadas em processos participativos democráticos, na não-violência ativa e na equidade de oportunidades de trabalho e aprendizado.

Para esses programas, a Avon doará R$ 500 mil em 2009, 43% a mais que nos últimos dois anos. Além disso, como nos outros editais, a revendedora ou revendedor que indicou o projeto vencedor recebe uma homenagem da empresa com um certificado que a (o) nomeia como Agente de Vida da comunidade onde vive.

“Percebemos que esta iniciativa tem proporcionado transformações concretas nas localidades dos 14 projetos contemplados. Isto colaborou para amadurecer a ideia de torná-la mais ampla, beneficiando ainda mais pessoas. E os revendedores têm respondido ao nosso convite, ajudando a Avon a destinar recursos a projetos com alto grau de efetividade, pois atendem as necessidades reais das pessoas”, explica a diretora de comunicação da Avon Brasil, Kátia Gianone.

A Avon reformulou também o site www.vivaoamanha.com.br para receber as novas inscrições de projetos indicados por revendedoras e revendedores e esclarecer dúvidas sobre o novo regulamento. O período para indicação de projetos da fase 2009 será de 1º de setembro a 16 de outubro de 2009.

Os projetos indicados serão selecionados pelo Comitê de Patrocínio Socialmente Responsável da Avon, após análise de parecerista externo. Todos os projetos serão julgados de acordo com critérios, como Pertinência em relação à proposta definida pela categoria; Relevância da metodologia; Adequação da aplicação dos recursos; Viabilidade técnica; Amplitude dos efeitos na comunidade e Amplitude e qualidade da participação de mulheres, crianças e/ou jovens.


redeGIFE Online, 04/09/09

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sábado, 5 de setembro de 2009

Grupo analisa tendências para o investimento social privado

Encontro realizado pelo GIFE, no último dia 28 de agosto, em São Paulo, reuniu 32 dos principais investidores sociais de origem privada no Brasil para debater os rumos da área para os próximos anos. Ao analisar as tendências que se apresentam, hoje, no panorama nacional e internacional, os participantes mostraram o quanto elas terão um impacto importante nas ações das empresas, institutos e fundações daqui para frente.

Com o apoio da Fundação Roberto Civita, o evento faz parte de uma série de encontros promovidos pelo GIFE para discutir os rumos do investimento social de origem privada, com seus associados e outros setores da sociedade. O processo irá subsidiar a construção da Visão GIFE de Investimento Social Privado para 2020, que será apresentada durante o 6º Congresso GIFE, programado entre os dias 7 a 9 de abril de 2010, no Rio de Janeiro.

Segundo o gerente de Conhecimento do GIFE, André Degenszajn, essas tendências devem ser vistas, no entanto, como processos. “Buscamos localizar essas tendências no tempo, indicando o momento em que elas emergem e ganham força. As nossas ações irão definir, em grande medida, como elas irão afetar o setor do investimento social e com qual intensidade", explica.

Investimento e Responsabilidade Social
Uma das primeiras tendências apontadas durante o encontro foi a já crescente aproximação da área de investimento social da gestão socialmente responsável das empresas. Sabendo que o primeiro é o repasse voluntário, planejado e monitorado para ações sociais de interesse público, a incorporação desses valores na cadeia produtiva trará impactos positivos para a gestão da empresa.

Segundo o secretário-geral do GIFE, Fernando Rossetti, a convergência levará a benefícios, pois se trata da “unidade de inteligência social” das empresas trabalhando também para o negócio - seja como uma área dentro da organização, seja a aproximação de uma fundação ou instituto de seu mantenedor.

O alinhamento entre setores público e privado também foi apresentado como algo em curso nas ações promovidas pelo grupo, sendo visto de vital importância para as ações voltadas ao bem comum. No entanto, na visão dos participantes do encontro, a efetivação dessa convergência, com influência em políticas públicas nas mais diversas áreas, se dará apenas em longo prazo.

Diversificação do setor
A ampliação dos modelos de investimento social foi levantada com especial atenção durante o debate do grupo. Segundo Rossetti, no Brasil, ainda há uma predominância do investimento social corporativo, em comparação a outros formatos, como o comunitário, o familiar e o independente.

O desafio para diversificar a origem dos recursos, segundo os participantes, deve-se, no entanto, à falta de um marco legal para o setor, que incentive a formação de novos grupos de investidores. Como é necessário um trabalho anterior para criar esse ambiente regulatório propício, com envolvimento do Estado, uma ampliação desses modelos será vista apenas no final da próxima década.

Também em longo prazo será percebido o envolvimento de micro, pequenas e médias empresas como atores importantes do investidores sociais. Com menos recursos, sejam eles financeiros ou humanos, essas organizações têm, pelo menos no Brasil, uma participação ainda muito pequena no setor, adotando práticas mais assistenciais e pulverizadas.

Com base nesse cenário, um prognóstico promissor, levantado pelos participantes, é o de estimular essas organizações a investir em bloco, em especial nas iniciativas locais. Um bom exemplo são as fundações comunitárias, geridas por representantes da comunidade local, que criam mecanismos de sustentabilidade para ações em uma base territorial definida.

Afinal, a ampliação do investimento em desenvolvimento comunitário também apontada como tendência certa para os próximos anos. Não por acaso, o GIFE e a RedAmerica - Rede Interamericana de Fundações e Ações Empresariais para o Desenvolvimento de Base firmaram em junho deste ano a Aliança GIFE – RedEAmérica, para qualificar empresas e fundações a trabalhar com o tema. (leia mais).

Por outro lado, também foi apontado, principalmente a partir de uma perspectiva internacional, que serão apropriados novos temas para investimento, em médio prazo. Eles serão levados ao setor a partir das demandas sociais. Esse é o caso de alguns filantropos europeus, que agora debatem sobre como podem combater a exclusão social de imigrantes em seus países.

Escassez de recursos
Os pontos mais negativos e de curto prazo analisados na reunião realizada no dia 28 foram: a redução dos recursos internacionais para o Brasil e a cada vez maior competição de financiamento entre organizações. Enquanto as grandes agências de cooperação internacional voltam seus recursos para a África, tal como as grandes fundações do hemisfério Norte, as organizações sociais no Brasil veem esvaziar suas fontes de captação.

Segundo Fernando Rossetti, o financiamento da área social do país se dá de outras quatro formas, além da ajuda internacional: pelo governo, principalmente por meio de concessões de certificados para organizações de ação direta em saúde, educação e assistência social; por igrejas, que, invariavelmente, mantêm os recursos em projetos comunitários; produtos e serviços, oferecidos por ONGs a partir de sua expertise (consultoria, qualificação etc) e da filantropia.

“A crise de sustentabilidade no terceiro setor é estrutural”, afirma Rossetti.

Nessa equação, é possível perceber que os cofres começaram a minguar. Daí, a necessidade de fortalecer novos modelos de financiamento além do corporativo. A saber, de acordo com o Mapa do Terceiro Setor, elaborado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), em 2005, somente 13% das doações privadas eram provenientes de indivíduos.

Por isso, a emergência de modelos de filantropos no Brasil discutida no encontro. Isso significa dizer que o país precisa de exemplos para criar uma cultura de doadores individuais, tal como ocorre na América do Norte e em partes da Europa.

Na prática, é fazer com que grandes personalidades (em especial do mundo empresarial) deixem de fazer anonimamente suas doações para estimular outros a fazerem o mesmo. Porém, apesar de ser importante para a sobrevida do setor, o diagnóstico de mudança de cultura sempre está associada a processos de longo prazo.

Nesse cenário, não é de se espantar a necessidade cada vez mais urgente de um setor mais planejado e estruturado, que tenha metas definidas e adotem padrões elevados de transparência e accountability, como mostra mais uma tendência debatida no evento.

Como se trata uma necessidade imediata, a profissionalização do terceiro setor é imprescindível para a área de Investimento Social Privado. “As organização devem buscar excelência profissional para lidar com esses desafios.”

Made in Brazil
Sob uma perspectiva global, também foi levantada a ampliação da filantropia internacional, em que o Brasil tem uma participação de destaque. “Passamos a exportar tecnologias sociais, levando modelos para outros países”, lembra Rossetti.

Um exemplo, é a metodologia do programa "Nossa Escola Pesquisa Sua Opinião" (Nepso), elaborada pelo Instituto Paulo Montenegro, que estimula o uso das pesquisas de opinião como instrumento pedagógico. Sob esse ponto de vista, é inequívoca a tendência do Brasil se tornar um player de relevância nesse jogo.


Veja lista de organizações participantes:
Empresas
Grupo Santander, Promon, TV Globo, Banco Bradesco, Comgas- Companhia de Gás de São Paulo, Natura, CCR - Companhia de Concessões Rodoviárias e AES Brasil

Institutos
ibi, Paulo Montenegro, Razão Social, Société Generale, Nextel, United Way Brasil, Embraer de Educação e Pesquisa, Avon, BM&F Bovespa e Gerdau,

Fundações
Abrinq, Itaú Social, Victor Civita, Cargill, Banco do Brasil, Arcelor Mittal Brasil, Telefônica e Bradesco.


Rodrigo Zavala
redeGIFE Online, 31/08/09

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sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Itaú Unibanco e MIT firmam parceria e criam fundo de pesquisa em sustentabilidade

Recursos estimularão discussão de temas relevantes para América Latina e Brasil

O Itaú Unibanco e o MIT Sloan School of Management (Escola de Negócios do Massachusetts Institute of Technology) acabam de firmar uma parceria com o objetivo de contribuir para as discussões sobre sustentabilidade no Brasil e América Latina. O banco investirá US$ 500 mil, que serão aplicados em duas importantes frentes de trabalho.

A principal delas é a constituição do Itaú Unibanco Sustainability Fund. Este fundo deverá promover a pesquisa e o desenvolvimento de projetos ligados ao tema sustentabilidade e a questões relevantes para América Latina e Brasil. Ele beneficiará estudantes e professores de graduação do MIT e universidades brasileiras, além de envolver também líderes empresariais, governamentais e de ONGs.

Parte do fundo será destinado para estudantes de graduação do MIT que explorarem desafios relevantes enfrentados pelo Brasil e América Latina em áreas como desenvolvimento econômico sustentável, desigualdade econômica e social, o papel da América Latina para a redução dos gases de efeito estufa, oportunidades para o uso de combustíveis renováveis, aumento da biodiversidade e agricultura sustentável.

Os recursos também poderão ser utilizados por projetos de universidades brasileiras, alinhados com os tópicos citados acima. Serão projetos colaborativos, realizados por um time de estudantes de universidades brasileiras e estudantes do MIT, que devem trazer a realidade local e, ao mesmo tempo, garantir um intercâmbio de experiências e conhecimentos.

“O Brasil é um player importantíssimo para o desenvolvimento sustentável, e possibilitar esse intercâmbio contribuirá para entendermos os ativos brasileiros, suas vantagens competitivas e atitudes frente ao desafio do desenvolvimento sustentável”, afirma Sonia Favaretto, superintendente de Sustentabilidade do Itaú Unibanco.

Ainda será realizado um workshop no MIT, com as universidades brasileiras envolvidas, para discutir a situação atual, trazer inputs para projetos futuros e ampliar o conhecimento de todos os envolvidos. Um outro workshop será realizado no Brasil, ou em outro país da América Latina, para promover discussões locais e regionais, envolvendo a comunidade acadêmica, governo, líderes empresariais, ONGs e outros importantes stakeholders.

“Acreditamos que esta parceria contribuirá ainda mais com o avanço dos debates sobre os desafios da sustentabilidade no Brasil, na América Latina e no mundo. Aliando os casos práticos e trazendo as contribuições da comunidade acadêmica poderemos ter um debate mais maduro sobre o tema, trazendo oportunidades que beneficiarão o governo, as empresas e a sociedade como um todo” afirma Richard Locke, vice-reitor da MIT Sloan School of Management.

A parceria prevê ainda a realização de fóruns de debate com lideranças do Itaú Unibanco. O objetivo é engajar e mobilizar ainda mais os executivos, buscando entender quais são as estratégias necessárias para garantir a perenidade dos negócios e o posicionamento da organização em prol da sustentabilidade, contribuindo com a sociedade e minimizando os impactos socioambientais.


Fonte: Comunicação Corporativa – Itaú Unibanco
(11) 5019-8880/ 8881
imprensa@itau-unibanco.com.br

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Prêmio Citi Melhores Microempreendimentos

Encerram-se em 10 de setembro as inscrições para o Prêmio Citi Melhores Microempreendimentos. Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip), Sociedades de Crédito ao Microempreendedor (SCM) e instituições financeiras ou organizações não-governamentais parceiras de instituições financeiras ou OSCIPs, que mantenham formalmente programa de concessão de microcrédito, podem inscrever microempreendimentos de sucesso.

A premiação destinará mais de R$ 50 mil em dinheiro a nove empreendedores em três categorias subdivididas por faturamento anual (até R$ 60 mil, de R$ 60 mil a R$ 120 mil e de R$ 120 mil a R$ 240 mil).

www.citi.com.br
responsabilidadesocioambiental@citi.com
(11) 4009-2004


Revista Filantropia On-line - nº211, 01/09/09

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Ministério da Justiça debate os rumos do Terceiro Setor

Nos dias 15 e 16 deste mês, a Secretaria Nacional de Justiça (SNJ) reúne, em Brasília, especialistas de todos o país para o Seminário Terceiro Setor: Cenários e Desafios. O evento promoverá o debate sobre temas como a qualificação de entidades sociais, os 10 anos da Lei de Oscips, a liberdade de associação e controle, a isenção fiscal e as perspectivas de marcos regulatórios.

O Terceiro Setor é o termo utilizado a todas as iniciativas privadas de utilidade pública com origem na sociedade civil. É o que define diversas organizações em atuação conjunta com o Primeiro (Estado) e o Segundo (mercadológico) setores. Desde a Lei nº 9.790/99, a qualificação de pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, além da disciplina e do termo de parceria com o segmento, tem sido responsabilidade do Departamento de Justiça, Classificação, Títulos e Qualificação (Dejus), que integra a SNJ, do Ministério da Justiça.

Para isso, o Dejus observa o princípio da universalização de alguns serviços, como a promoção da assistência social; cultura; educação gratuita, segurança alimentar, preservação ambiental, combate à pobreza; assessoria jurídica à população carente e cidadania. A parceria firmada entre o poder público e essas organizações discrimina direitos e obrigações das duas partes, e é precedida de consulta aos Conselhos de Políticas das áreas correspondentes de atuação nos respectivos níveis de governo.

Segundo o secretário Nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, a participação de entidades sociais, como parceiras da administração pública, vem crescendo ao longo dos anos. "O momento é propício para discutir e, se necessário, revisar a legislação existente. É fundamental que todos os atores envolvidos nesse cenário possam debater, apresentar idéias e questionamentos", disse.

O secretário afirmou ainda que as discussões do seminário podem subsidiar decisões sobre novos marcos regulatórios para o Terceiro Setor. “Por isso esperamos a presença dos mais diversos representantes, entre eles membros do Conselho Nacional de Assistência Social, Casa Civil, Congresso Nacional, Ministério Público, Tribunal de Contas, Receita Federal e instituições filantrópicas, como a Confederação das Santas Casas de Misericórdia."

Serviço
Seminário Terceiro Setor: Cenários e Desafios
Data: 15 e 16 de setembro
Local: Hotel Lake Side – Brasília/DF
Inscrições: Por meio do site www.mj.gov.br (inscrições gratuitas - vagas limitadas)


Fonte: Ministério da Justiça

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A Samarco Mineração está com inscrições abertas para seleção pública de projetos sociais que tenham como foco a educação, a geração de renda e o empreendedorismo. As inscrições podem ser feitas até 11 de outubro. Os projetos selecionados receberão apoio da Samarco em 2010.

Podem se inscrever quaisquer organizações da sociedade civil, desde que legalmente constituídas e que não possuam fins lucrativos - além de órgãos públicos que atendem aos requisitos previstos no edital.

Podem se candidatar instituições do Espírito Santo e de Minas Gerais, localizadas em municípios onde a Samarco mantém unidades de negócios, ou nos municípios por onde passam os minerodutos.

Também podem participar os Comitês de Bacia Hidrográfica (CBHs) do Rio Piranga, Piracicaba e Doce (MG), Benevente e Itapemirim (ES).

As propostas devem ser enviadas para edital.projeto@samarco.com .

O edital completo está em www.samarco.com.


Fonte: Rets
ABCR, 03/09/09

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Anúncio da DM9DDB para WWF gera polêmica

Agência brasileira diz que peça para o WWF que faz referência ao 11 de setembro foi aprovada por "instâncias intermediárias" e veiculada em jornal de São Paulo, mas prontamente cancelada; a WWF Brasil a princípio negou, mas em comunicado conjunto ficou esclarecido que ela aprovou a peça

O site da revista norte-americana especializada Advertising Age, parceira de Meio&Mensagem, publicou nesta terça-feira, 1º, uma matéria em que faz duras criticas a um anúncio criado pela DM9DDB para a ONG WWF.

A peça mostra diversos aviões em baixa altitude indo em direção a uma Manhattan na qual o complexo do World Trade Center e suas duas torres gêmeas ainda existiam. E o texto afirma que o Tsunami matou muito mais gente do que o 11 de setembro, indicando que o ser humano deve se precaver (confira a foto).

A peça gerou discórdia e revolta nos norte-americanos e colocou em posições opostas a agência brasileira e o braço local da ONG.

Uma porta-voz da DM9DDB disse que a peça foi aprovada pelo WWF Brasil e que teve veiculação em um jornal de São Paulo, sem especificar qual. A aprovação teria ocorrido em "instâncias intermediárias", segundo a fonte. Quando as lideranças tomaram conhecimento, a campanha teria sido imediatamente suspensa. A peça, inclusive, chegou a participar de uma premiação, o One Show, o que pode ter sido o trampolim para que ela se tornasse conhecida em outros países. O anúncio está, no momento, sendo exibido pelo Blog Advertolog, neste link.

Em nota, a DM9DDB ressaltou que o anúncio Tsunami "foi criado por uma equipe da DDB Brasil que já não faz mais parte da agência". "A DDB Brasil pede desculpas a todos que tenham se sentido ofendidos pelo anúncio, que não deveria ter sido produzido e que não reflete a filosofia da agência", diz.

Em posição oposta, o braço brasileiro do WWF publicou em seu blog um comunicado no qual diz que a peça foi apresentada pela DM9DDB em dezembro de 2008, mas que não aprovou sua veiculação. "A relação entre atos de terrorismo, que vitimaram milhares de pessoas, com os efeitos das mudanças climáticas não é justificada em hipótese alguma e não está alinhada com a mensagem que a organização pretende passar para atingir seus objetivos de conservação da natureza e uso sustentável dos recursos naturais", disse a ONG brasileira, que lamentou profundamente o ocorrido.

A WWF global afirmou em comunicado não ter solicitado a produção e criação da peça e, mais do que isso, condenou o anúncio, dizendo que ele é ofensivo. "Este conceito foi sumariamente rejeitado pela WWF e jamais deveria ter visto a luz do dia. Representa um uso não-autorizado do nosso logo e estamos tomando ações para que sejam removidos dos websites onde estão publicados", diz a ONG.

Revolta nos EUA
O Advertising Age, que tem sede em Nova York, apontou que, "surpreendentemente, muitas pessoas pensaram que o anúncio foi mesmo assinado pela WWF". E que, nas palavras do repórter Ken Wheaton, "pior do que a ridícula imagem, foi o texto". Ele cita ao texto exibido na peça postada pelo Advertolog: "O Tsunami matou 100 vezes mais pessoas do que o 11 de setembro. Mas qual tsunami? O planeta é brutalmente poderoso. Respeito-o. Preserve-o".

O jornalista apontou que a peça é insensível e ressaltou que "Tsunamis não tem nada a ver com preservação ou conservação. São tipicamente causados por terremotos ou outras forças geológicas, que, segundo checamos, não são afetados pela extinção de animais, desflorestamento ou aquecimento global". Os comentários da matéria pelos leitores do site também atacaram fortemente o anúncio da agência brasileira.

Comunicado em conjunto
A WWF Brasil e a DM9DDB emitiram durante a tarde desta terça-feira, 2, um comunicado em conjunto em que esclarecem que o anúncio de fato foi aprovado de maneira equivocada pelo anunciante no final de 2008. "Fruto somente da inexperiência de alguns profissionais envolvidos de ambas as partes. E não de má fé ou desrespeito ao sofrimento americano", diz a nota.

Elas confirmaram que o anúncio foi veiculado somente uma vez em um jornal de São Paulo, cujo nome não foi revelado, e que chegou a participar de um festival internacional. Ambas lamentaram o ocorrido e pediram desculpas a todos os que se sentiram atingidos.

Leia notícia mais recente sobre esta polêmica:
DM9 inscreveu em Cannes a campanha polêmica da WWF


Felipe Turlão
Meio & Mensagem Online, 02/09/09

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Esporte vira arma na luta contra o câncer de mama

Energy cria campanha para o Instituto Arte de Viver Bem, apontando a importância da prática de atividades físicas para a aceleração da recuperação das mulheres

Buscar no esporte a motivação, o equilíbrio e a força para enfrentar a batalha contra o câncer de mama. Essa é a mensagem que o Instituto Arte de Viver (IAVB) pretende levar às mulheres brasileiras com uma nova campanha, que estreia na mídia a partir do próximo final de semana.

Desenvolvida pela agência Energy, a ação é composta por uma série de peças e conta com o apoio de esportistas como Hortência, Gustavo Borges, Fernando Meligeni, Marcelo Negrão, entre outros. A idéia é ressaltar o poder que os exercícios físicos têm de transformar a qualidade de vida física e mental das pessoas e de influenciar a recuperação de pacientes que já tenham enfrentado ou que estejam em fase de tratamento da doença.

Nos anúncios, que serão publicados nos principais jornais e revistas do País a partir desse próximo final de semana, a frase "A atividade física é uma grande aliada para superar o câncer de mama", aparece em destaque, acompanha de imagens de bolas de basquete, de futebol e de outras modalidades, que, unidas, fazem uma alusão aos seios femininos.

De acordo com a diretora presidente do Instituto Arte Viver Bem, Valéria Baraccat, a associação entre o esporte e o combate ao câncer de mama foi formulado com base em uma série de pesquisas científicas (aliadas à sua própria experiência) que apontam que a liberação de endorfina e de serotonina provocada pelas atividades físicas trazem uma sensação de prazer e relaxamento, que atuam no cérebro inibindo as sensações de depressão, apatia e tristeza, que atingem muitas mulheres vítimas da doença.

Além dos anúncios, a Energy também foi encarregada da criação de um novo site para o IAVB. Os esportistas, que participarão voluntariamente da campanha, atuarão em outros esforços de comunicação, que também serão desenvolvidos pela agência.


Meio & Mensagem Online, 03/09/09

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quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Atlantica Hotels Arrecada Primeiro Milhão para Childhood Br

Renda é destinada a prevenção e enfrentamento da exploração sexual

A Atlantica Hotels International, maior administradora multimarcas da América do Sul, atingiu a marca de R$ 1 milhão arrecadados em prol dos projetos e programas da Childhood Brasil, organização criada pela Rainha Silvia da Suécia que trabalha pela proteção da infância e adolescência contra o abuso e a exploração sexual. “Este resultado reflete nosso compromisso de forma consistente com a causa, superando sempre nossos limites para um apoio cada vez mais relevante para a realização dos programas apoiados pela Childhood Brasil”, diz Paul J. Sistare.

Desde 2005, a Atlantica Hotels realiza diferentes campanhas e ações para arrecadar fundos destinados aos projetos apoiados e programas desenvolvidos pela Childhood. Em maio deste ano, o total levantado já havia superado 50% da meta de R$ 500 mil esperada para 2009.

Poucos meses depois, em julho de 2009, foi alcançado o primeiro R$ 1 milhão em arrecadação, que segue em paralelo às ações contínuas de treinamento dos colaboradores dos hotéis e de conscientização dos hóspedes e parceiros. Em 2008, outras ações somaram R$ 350 mil em arrecadações feitas, na maior parte, por hóspedes da rede.

“A Atlantica Hotels é um exemplo de como as empresas podem se engajar de forma plena e criativa com uma causa social. Fica claro para as pessoas que é um compromisso verdadeiro. Ainda mais valiosas do que este primeiro milhão arrecadado, são as milhares de vidas que, juntas, Atlantica e Childhood estão ajudando a transformar”, diz Ana Maria Drummound, diretora da Childhood Brasil.

A Atlantica Hotels foi a primeira rede hoteleira no Brasil a adotar o Código de Conduta contra a Exploração Sexual Infanto-Juvenil em nível nacional. Os projetos e ações realizados visam promover o turismo sustentável, com atitudes de proteção de crianças e adolescentes contra a exploração sexual. Com mais de 1,1 milhão de beneficiários, a Chidhood Brasil desenvolve iniciativas que visam informar a sociedade sobre o problema, gerando conscientização, educar diferentes profissionais, transformando-os em agentes de proteção, e prevenir a violência, reduzindo o número de casos.

Fundada em 1998 por Paul J. Sistare, atual presidente e CEO da companhia, a Atlantica Hotels International, sediada em São Paulo, é a maior administradora independente de hotéis na América do Sul, e detém alianças estratégicas com a Choice Hotels International (dona das marcas Sleep, Comfort, Comfort Suites, Quality e Clarion) e com o Carlson Companies (bandeiras Radisson e Park Suítes), além das marcas próprias Go Inn e Atlantica Collection, para hotéis independentes. A rede tem 71 unidades em operação que somam mais de 12 mil apartamentos para hospedagem nas principais cidades do Brasil e mais seis mil hotéis ao redor do mundo no seu portfólio de reservas. A Atlantica Hotels é apoiadora do Childhood Brasil para o enfrentamento da exploração infantil e em favor do turismo sustentável.


Pauta Social, 03/09/09

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Brasil adere a banco de dados sobre ODM

Rede IDEEA, criada por comissão da ONU para América Latina, reúne informações sobre projetos sociais em prol dos Objetivos do Milênio

Projetos sociais brasileiros vão entrar em um banco de dados da internet que reúne iniciativas de países da América Latina sobre os ODM (Objetivos de Desenvolvimento do Milênio - http://www.pnud.org.br/odm/index.php?lay=odmi&id=odmi), uma série de metas socioeconômicas que os países da ONU se comprometeram a alcançar até 2015.

A Rede IDEEA-ODMs (Rede de Intercâmbio e Difusão de Experiências Exitosas para Alcançar os ODM - http://ideea.cepal.org/ideea/ideea.htm) é um banco de boas práticas, que divulga ações sociais em áreas relacionadas aos ODM, como o combate à pobreza e à fome, melhorias na educação, na saúde da mulher e da criança.

A rede, criada pela CEPAL (Comissão Econômica para América Latina e Caribe), já lista 144 experiências em 16 países da região, como Argentina, México, Cuba e Colômbia. O Brasil passa a participar agora como resultado de um acordo que o governo está assinando com a CEPAL. A Secretaria Geral da Presidência, responsável pela negociação, passará a promover o banco de boas práticas no Brasil e estimular ONGs ou setores do governo e de administrações locais a se cadastrarem. O país já entra com o maior número de ações cadastradas. Até agora, são 52 iniciativas brasileiras no site. Em segundo lugar, vem o Perú, com 8 projetos.

De início, estão sendo cadastradas na Rede IDEEA as iniciativas que estiveram no Prêmio ODM Brasil, realizado pela Secretaria em parceria com movimentos sociais e o PNUD. O prêmio homenageia, a cada dois anos, 20 projetos sobre os ODM em diferentes regiões do país. Os finalistas das duas edições já realizadas, em 2005 e 2007, foram colocados no banco e, em 2010, serão anunciados os vencedores da terceira edição.

“É uma forma de divulgar e aprofundar o intercâmbio entre as instituições”, afirma Davi Schmidt, assessor da Secretaria. Ele acredita que o banco facilita que uma experiência bem sucedida em uma região inspire outras ações em lugares e países diferentes. O objetivo é que qualquer interessado possa se cadastrar, mas, antes de irem ao ar, os projetos são avaliados por um comitê da CEPAL.

Os dados de projetos inseridos na Rede IDEEA ficam gravados em uma ficha detalhada. Por exemplo, na descrição de um programa que atende meninas de rua no Recife, há uma lista com todos as atividades feitas e resultados estatísticos: quantas deixaram a rua, quantas passaram a estudar, entre outras coisas. “É bom ter um espaço para expor com detalhes, porque um tema tratado aqui pode ser um problema também na Venezuela, no Chile, em vários lugares”, observa Schmidt.

O acordo com a CEPAL deve ser finalizado até este mês de setembro, diz o assessor. Depois disso, a Secretaria vai divulgar a ideia do banco de boas práticas em um seminário aberto ao público. Desde julho, estão sendo realizados eventos em todos os estados para promover o Prêmio ODM e a promoção do banco de dados deve ocorrer em algum deles.

Em 18 de agosto, o Brasil participou de um seminário internacional promovido pela CEPAL na Guatemala para discutir o funcionamento da rede. Um dos objetivos, segundo Schmidt, foi criar mais mecanismos dentro do site para que os autores dos projetos cadastrados conversem e também promover encontros presenciais entre eles.


Dayanne Souza, do Pnud
Envolverde, 03/09/09
© Copyleft - É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.

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O debate sobre o PIB: estamos fazendo a conta errrada

"Crescer por crescer, é a filosofia da célula cancerosa" - Banner colocado por estudantes, na entrada de uma conferência sobre economia.

PIB, como todos devem saber, é o produto interno bruto. Para o comum dos mortais que não fazem contas macroeconômicas, trata-se da diferença entre aparecerem novas oportunidades de emprego (PIB em alta) ou ameaças de desemprego (PIB em baixa). Para o governo, é a diferença entre ganhar uma eleição e perdê-la. Para os jornalistas, é uma ótima oportunidade para darem a impressão de entenderem do que se trata. Para os que se preocupam com a destruição do meio-ambiente, é uma causa de desespero. Para o economista que assina o presente artigo, é uma oportunidade para desancar o que é uma contabilidade clamorosamente deformada.

Peguemos o exemplo de uma alternativa contábil, chamada FIB. Trata-se simplesmente um jogo de siglas, Felicidade Interna Bruta. Tem gente que prefere felicidade interna líquida, questão de gosto. O essencial é que inúmeras pessoas no mundo, e técnicos de primeira linha nacional e internacional, estão cansados de ver o comportamento econômico ser calculado sem levar em conta – ou muito parcialmente – os interesses da população e a sustentabilidade ambiental. Como pode-se dizer que a economia vai bem, ainda que o povo va mal? Então a economia serve para quê?

No Brasil a discussão entrou com força recentemente, em particular a partir do cálculo do IDH (Indicadores de Desenvolvimento Humano), que inclui, além do PIB, a avaliação da expectativa de vida (saúde) e do nível da educação. Mais recentemente, foram lançados dois livros básicos, Reconsiderar a riqueza, de Patrick Viveret, e Os novos indicadores de riqueza de Jean-Gadrey e Jany-Catrice. Há inúmeras outras iniciativas em curso, que envolvem desde o Indicadores de Qualidade do Desenvolvimento do IPEA, até os sistemas integrados de indicadores de qualidade de vida nas cidades na linha do Nossa São Paulo. O movimento FIB é mais uma contribuição para a mudança em curso. O essencial para nós, é o fato que estamos refazendo as nossas contas.

As limitações do PIB aparecem facilmente através de exemplos. Um paradoxo levantado por Viveret, por exemplo, é que quando o navio petroleiro Exxon Valdez naufragou nas costas do Alaska, foi necessário contratar inúmeras empresas para limpar as costas, o que elevou fortemente o PIB da região. Como pode a destruição ambiental aumentar o PIB? Simplesmente porque o PIB calcula o volume de atividades econômicas, e não se são úteis ou nocivas. O PIB mede o fluxo dos meios, não o atingimento dos fins. Na metodologia atual, a poluição aparece como sendo ótima para a economia, e o IBAMA vai aparecer como o vilão que a impede de avançar. As pessoas que jogam pneus e fogões velhos no rio Tieté, obrigando o Estado a contratar empresas para o desassoreamento da calha, contribuem para a produtividade do país. Isto é conta?

Mais importante ainda, é o fato do PIB não levar em conta a redução dos estoques de bens naturais do planeta. Quando um país explora o seu petróleo, isto é apresentado como eficiência econômica, pois aumenta o PIB. A expressão “produtores de petróleo” é interessante, pois nunca ninguém conseguiu produzir petróleo: é um estoque de bens naturais, e a sua extração, se der lugar a atividades importantes para a humanidade, é positiva, mas sempre devemos levar em conta que estamos reduzindo o estoque de bens naturais que entregaremos aos nossos filhos. A partir de 2003, por exemplo, não na conta do PIB mas na conta da poupança nacional, o Banco Mundial já não coloca a extração de petróleo como aumento da riqueza de um país, e sim como a sua descapitalização. Isto é elementar, e se uma empresa ou um governo apresentasse a sua contabilidade no fim de ano sem levar em conta a variação de estoques, veria as suas contas rejeitadas. Não levar em conta o consumo de bens não renováveis que estamos dilapidando deforma radicalmente a organização das nossas prioridades. Em termos técnicos, é uma contabilidade grosseiramente errada.

A diferença entre os meios e os fins na contabilidade aprece claramente nas opções de saúde. A Pastoral da Criança, por exemplo, desenvolve um amplo programa de saúde preventiva, atingindo milhões de crianças até 6 anos de idade através de uma rede de cerca de 450 mil voluntárias. São responsáveis, nas regiões onde trabalham, por 50% da redução da mortalidade infantil, e 80% da redução das hospitalizações. Com isto, menos crianças ficam doentes, o que significa que se consome menos medicamentos, que se usa menos serviços hospitalares, e que as famílias vivem mais felizes. Mas o resultado do ponto de vista das contas econômicas é completamente diferente: ao cair o consumo de medicamentos, o uso de ambulâncias, de hospitais e de horas de médicos, reduz-se também o PIB. Mas o objetivo é aumentar o PIB ou melhorar a saúde (e obem-estar) das famílias?

Todos sabemos que a saúde preventiva é muito mais produtiva, em termos de custo-benefício, do que a saúde curativa-hospitalar. Mas se nos colocarmos do ponto de vista de uma empresa com fins lucrativos, que vive de vender medicamentos ou de cobrar diárias nos hospitais, é natural que prevaleça a visão do aumento do PIB, e do aumento do lucro. É a diferença entre os serviços de saúde e a indústria da doença. Na visão privatista, a falta de doentes significa falta de clientes. Nenhuma empresa dos gigantes chamados internacionalmente de “big pharma” investe seriamente em vacinas, e muito menos em vacinas de doenças de pobres. Ver este ângulo do problema é importante, pois nos faz perceber que a discussão não é inocente, e os que clamam pelo progresso identificado com o aumento do PIB querem, na realidade, maior dispêndio de meios, e não melhores resultados. Pois o PIB não mede resultados, mede o fluxo dos meios.

É igualmente importante levar em consideração que o trabalho das 450 mil voluntárias da Pastoral da Criança não é contabilizado como contribuição para o PIB. Para o senso comum, isto parece uma atividade que não é propriamente econômica, como se fosse um bandaid social. Os gestores da Pastoral, no entanto, já aprenderam a corrigir a contabilidade oficial. Contabilizam a redução do gasto com medicamentos, que se traduz em dinheiro economizado na família, e que é liberado para outros gastos. Nesta contabilidade corrigida, o não-gasto aparece como aumento da renda familiar. As noites bem dormidas quando as crianças estão bem representam qualidade de vida, coisa muitíssimo positiva, e que é afinal o objetivo de todos os nossos esforços. O fato da mãe ou do pai não perderem dias de trabalho pela doença dos filhos também ajuda a economia. O Canadá, centrado na saúde pública e preventiva, gasta 3 mil dólares por pessoa em saúde, e está em primeiro lugar no mundo neste plano. Os Estados Unidos, com saúde curativa e dominantemente privada, gastam 6,5 mil, e estão longe atrás em termos de resultados. Mas ostentam orgulhosamente os 16% do PIB gastos em saúde, para mostrar quanto esforço fazem. Estamos medindo meios, esquecendo os resultados. Neste plano, quanto mais ineficientes os meios, maior o PIB.

Uma outra forma de aumentar o PIB é reduzir o acesso a bens gratuitos. Na Riviera de São Lourenço, perto de Santos, as pessoas não têm mais livre acesso à praia, a não ser através de uma séria de enfrentamentos constrangedores. O condomínio contribui muito para o PIB, pois as pessoas têm de gastar bastante para ter acesso ao que antes acessavam gratuitamente. Quando as praias são gratuitas, não aumentam o PIB. Hoje os painéis publicitários nos “oferecem” as maravilhosas praias e ondas da região, como se as tivessem produzido. A busca de se restringir a mobilidade, o espaço livre de passeio, o lazer gratuito oferecido pela natureza, gera o que hoje chamamos de “economia do pedágio”, de empresas que aumentam o PIB ao restringir o acesso aos bens. Temos uma vida mais pobre, e um PIB maior.

Este ponto é particularmente grave no caso do acesso ao conhecimento. Trata-se de uma área onde há excelentes estudos recentes, como A Era do Acesso, de Jeremy Rifkin; The Future of Ideas, de Lawrence Lessig; O imaterial, de André Gorz, ou ainda Wikinomics, de Don Tapscott. Um grupo de pesquisadores da USP Leste, com Pablo Ortellado e outros professores, estudou o acesso dos estudantes aos livros acadêmicos: o vslume de livros exigidos é proibitivo para o bolso dos estudantes (80% de famílias de até 5 salários mínimos), 30% dos títulos recomendados estão esgotados. Na era do conhecimento, as nossas universidades de linha de frente trabalham com xerox de capítulos isolados do conjunto da obra, autênticos ovnis científicos, quando o MIT, principal centro de pesquisas dos Estados Unidos, disponibiliza os cursos na íntegra gratuitamente online, no quadro do OpenCourseWare (OCW). Hoje, os copyrights incidem sobre as obras até 90 anos após a morte do autor. E se fala naturalmente em “direitos do autor”, quanto se trata na realidade de direitos das editoras, dos intermediários.

É impressionante investirmos por um lado imensos recursos públicos e privados na educação, e por outro lado empresas tentarem restringir o acesso aos textos. O objetivo, é assegurar lucro das editoras, aumentando o PIB, ou termos melhores resultados na formação, facilitando, e incentivando (em vez de cobrar) o aprendizado? Trata-se, aqui também, da economia do pedágio, de impedir a gratuidade que as novas tecnologias permitem (acesso online), a pretexto de proteger a remuneração dos produtores de conhecimento.

Outra deformação deste tipo de conta é a não contabilização do tempo das pessoas. No nosso ensaio Democracia Econômica, inserimos um capítulo “Economia do Tempo”. Está disponível online, e gratuitamente. O essencial, é que o tempo é por excelência o nosso recurso não renovável. Quando uma empresa nos obriga a esperarmos na fila, faz um cálculo: a fila é custo do cliente, não se pode abusar demais. Mas o funcionário é custo da empresa, e portanto vale a pena abusar um pouco. Isto se chama externalização de custos. Imaginemos que o valor do tempo livre da população econômicamente ativa seja fixado em 5 reais. Ainda que a produção de automóveis represente um aumento do PIB, as horas perdidas no trânsito pelo encalacramento do trânsito poderiam ser contabilizadas, para os 5 milhões de pessoas que se deslocam diariamente para o trabalho em São Paulo, em 25 milhões de reais, isto calculando modestos 60 minutos por dia. A partir desta conta, passamos a olhar de outra forma a viabilidade econômica da construção de metrô e de outras infraestruturas de transporte coletivo. E são perdas que permitem equilibrar as opções pelo transporte individual: produzir carros realmente aumenta o PIB, mas é uma opção que só é válida enquanto apenas minorias têm acesso ao automóvel. Hoje São Paulo anda em primeira e segunda, gastando com o carro, com a gazolina, com o seguro, com as doenças respiratórias, com o tempo perdido. Os quatro primeiros itens aumentam o PIB. O último, o tempo perdido, não é contabilizado. Aumenta o PIB, reduz-se a mobilidade. Mas o carro afinal era para quê?

Alternativas? Sem dúvida, e estão surgindo rapidamente. Não haverá o simples abandono do PIB, e sim a compreensão de que mede apenas um aspecto, muito limitado, que é o fluxo de uso de meios produtivos. Mede, de certa forma, a velocidade da máquina. Não mede para onde vamos, só nos diz que estamos indo depressa, ou devagar. Não responde aos problemas essenciais que queremos acompanhar: estamos produzindo o quê, com que custos, com que prejuizos (ou vantagens) ambientais, e para quem? Aumentarmos a velocidade sem saber para onde vamos não faz sentido. Contas incompletas são contas erradas.

Como trabalhar as alternativas? Há os livros mencionados acima, o meu preferido é o de Jean Gadrey, foi editado pelo Senac. E pode ser utilizado um estudo meu sobre o tema, intitulado Informação para a Cidadania e o Desenvolvimento Sustentável. Porque não haverá cidadania sem uma informação adequada. O PIB, tão indecentemente exibido na mídia, e nas doutas previsões dos consultores, merece ser colocado no seu papel de ator coadjuvante. O objetivo é vivermos melhor. A economia é apenas um meio. É o nosso avanço para uma vida melhor que deve ser medido.

_______________________

[1] O material do MIT pode ser acessado no site www.ocw.mit.edu; Em vez de tentar impadir a aplicação de novas tecnologias, como aliás é o caso das empresss de celular que lutam contra o wi-fi urbano e a comunicação quase gratuita via skype, as empresas devem pensar em se reconverter, e prestar serviços úteis ao mercado. A IBM ganhava dinheiro vendendo computadores, e quando este mercado se democratizou com o barateamento dos computadores pessoais migrou para a venda de softwares. Estes hoje devem se tornar gratuitos (a própria IBM optou pelo Linux), e a empresa passou a se viabilizar prestando serviços de apoio informático. Travar o acesso aumenta o PIB, mas empobrece a sociedade.


Ladislau Dowbor
Doutor em Ciências Econômicas pela Escola Central de Planejamento e Estatística de Varsóvia, professor titular da PUC de São Paulo e consultor de diversas agências das Nações Unidas. É autor de “Democracia Econômica”, “A Reprodução Social: propostas para uma gestão descentralizada”, “O Mosaico Partido: a economia além das equações”, “Tecnologias do Conhecimento: os Desafios da Educação”, todos pela editora Vozes, além de “O que Acontece com o Trabalho?” (Ed. Senac) e co-organizador da coletânea “Economia Social no Brasil“ (ed. Senac) Seus numerosos trabalhos sobre planejamento econômico e social, inclusive o artigo Informação para a Cidadania mencionado acima, estão disponíveis no site http://dowbor.org – Contato: ladislau@dowbor.org ;
Envolverde, 03/09/09

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domingo, 30 de agosto de 2009

Wellington Nogueira, do Doutores da Alegria será nosso palestrante convidado

Captação de recursos para 3º setor é tema de aula aberta

A ESPM, através do Curso Avançado Fundraising - Captação de Recursos para Organizações sem Fins Lucrativos, em parceria com a Associação Brasileira de Captadores de Recursos - ABCR promove em 02 de setembro, quarta-feira, a aula aberta "Desafios da captação de recursos no terceiro setor". Fundador e coordenador geral dos Doutores da Alegria e membro do conselho da Ashoka - empreendedores sociais, Wellington Nogueira, discutirá sobre os principais desafios e estratégias na promoção da sustentabilidade financeira e institucional de organizações do terceiro setor.

O evento é aberto ao público e com entrada franca. Os interessados podem se inscrever pelo e-mail candidato@espm.br ou pelo telefone (11) 5081-8225. O curso avançado "Fundraising - Captação de Recursos para Organizações sem Fins Lucrativos" tem carga horária de 90 horas/aula e está com inscrições abertas até dia 11 de setembro, sexta-feira.

Mais informações no site www.espm.br/candidato.

Informações gerais - Aula aberta "Desafios da captação de recursos no terceiro setor"
Data: 2 de setembro de 2009 - quarta-feira
Horário: 19h30
Local: Campus Rodolfo Lima Martensen
Rua Joaquim Távora, 1240, Vila Mariana, São Paulo
Informações: www.espm.br/candidato
Telefone: (11) 5081-8225 ou pelo e-mail candidato@espm.br


ABCR, 29/08/09

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quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Doadores de Recursos e Modelos de Financiamento ao Terceiro Setor

I – Introdução

O pedido para elaborarmos o presente artigo surgiu de uma leitora da revista que, assim como inúmeros leitores gostariam de conhecer as alternativas que pessoas e empresas têm em doar recursos e patrocinar projetos desenvolvidos pelo terceiro setor em geral, compreendendo investimentos voltados a associações, institutos e fundações.

Nesse contexto, o trabalho cotidiano como advogado militante no terceiro setor é voltado a identificar e planejar investimentos privados a projetos de toda a natureza seja pela ótica daqueles que desejam investir em projetos, como também das diversas instituições que propõe políticas e programas voltados a ações do terceiro setor, onde muitos buscam atividades de interesse público.

A importância social da disseminação de conhecimento e informações quanto aos possíveis mecanismos de investimento privado está diretamente relacionada à ampliação da disponibilidade de recursos ao terceiro setor.

Foi nesse contexto que o estímulo ao investimento social privado, reiterado durante o último século, possibilitou que os Estados Unidos da América atingisse a expressiva marca de 96% (noventa e seis por cento) da população economicamente ativa investindo regularmente em projetos sociais.

A realidade européia é bastante distinta e conta principalmente com ações desenvolvidas no âmbito público, onde o Estado, na maior parte dos países desenvolvidos, possui políticas públicas de mitigação de problemas sociais. Essa realidade, contudo, tende a mudar com o aumento da demanda de recursos públicos para a área de saúde, trabalho e especialmente a previdenciária, o que pode determinar, nas próximas décadas, uma mudança no contexto da origem de recursos a investimentos sociais.

No panorama brasileiro, a Constituição de 1988 veio a consagrar direitos que visam dar guarida aos anseios essenciais dos brasileiros dos quais podemos citar os direitos à vida, educação, saúde, cultura, esporte, cidadania, entre tantos outros e, a partir dessas normas pétreas, foram estabelecidos os contornos das demandas de interesse social e o surgimento de mecanismos de estímulo a doações e patrocínios privados voltados a projetos do terceiro setor.

No Brasil, como regra geral, os mecanismos legais de fomento a investimentos ao terceiro setor têm sua lógica fundada na oferta de recursos privados com a contrapartida em benefícios fiscais.

Desta forma, empresas e pessoas físicas estão aptas a doar ou patrocinar projetos desenvolvidos no âmbito do terceiro setor e, em contrapartida ao investimento ou doação realizados, possuem autorização legal ou junto a órgãos públicos para que promovam a dedução ou abatimento fiscal dos valores doados ou investidos.

Nesses termos, entende-se como doação a efetiva transferência de recursos, bens e serviços a terceiros sem contrapartida obrigatória e, como patrocínio a versão de recursos, bens ou serviços a terceiros com o estabelecimento de contrapartida equivalente, que em geral é dada em exposição de marca e mídia ao patrocinador.

Para que tenhamos idéia do fluxo de recursos privados destinados ao terceiro setor recorremos à Pesquisa Ação Social das Empresas realizada pelo IPEA - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, que identificou ser o volume de investimento social feito pelo setor privado no Brasil de pouco mais de R$ 4,7 bilhões de reais.

Para facilitar o entendimento das alternativas e dos mecanismos de investimento, por estarem geralmente vinculados a áreas específicas de investimento social, vamos dividi-las nos diversos mecanismos existentes e faremos comentários importantes aos investidores.


II – Planejamento do Investimento e Contexto Atual

Embora a motivação de indivíduos e empresas seja distinta, considerando que essa última, em geral, associa seu investimento ao planejamento voltado à sua marca e produtos, tanto pessoas físicas ou jurídicas devem definir previamente qual a área primordial que pretendem investir, ou seja, qual a área social de interesse e que gostaria de concentrar seus investimentos.

Para facilitar esse entendimento, tomemos por base a extensa lista de objetivos sociais prevista na Lei de OSCIP (Lei no. 9.790/99), cujos objetivos podem servir como indicativo a investidores a definir as áreas de interesse no terceiro setor:
i. promoção da assistência social;
ii. promoção da cultura, defesa e conservação do patrimônio histórico e artístico;
iii. promoção da educação;
iv. promoção da saúde;
v. promoção da segurança alimentar e nutricional;
vi. defesa, preservação e conservação do meio ambiente e promoção do desenvolvimento sustentável;
vii. promoção do voluntariado;
viii. promoção do desenvolvimento econômico e social e combate à pobreza;
ix. experimentação, não lucrativa, de novos modelos sócio-produtivos e de sistemas alternativos de produção, comércio, emprego e crédito;
x. promoção de direitos estabelecidos, construção de novos direitos e assessoria jurídica gratuita de interesse suplementar;
xi. promoção da ética, da paz, da cidadania, dos direitos humanos, da democracia e de outros valores universais;
xii. estudos e pesquisas, desenvolvimento de tecnologias alternativas, produção e divulgação de informações e conhecimentos técnicos e científicos que digam respeito às atividades mencionadas neste artigo.

Notem que a lista acima não é exaustiva e serve apenas como referencial. Atualmente as áreas de maior interesse são a educação e a cultura, respectivamente, como fluxo crescente de apoio ao esporte e ao meio ambiente.

Nesse sentido, de acordo com o Censo GIFE de 2005-2006, levantamento que reúne empresas investidoras sociais que respondem por 20% (vinte por cento) dos recursos privados investidos no Brasil, a educação foi a principal área beneficiada, tendo sido doados aproximadamente 800 milhões de reais, que na sua maioria foram voltados a crianças e jovens dos ensinos fundamental e médio da rede pública de ensino, beneficiando crianças e jovens, compreendendo especialmente a capacitação dos professores, oficinas de arte-educação e complementação escolar.

O recomendável para investidores pessoas físicas e jurídicas é que definam antecipadamente quais as principais áreas de interesse. Para aqueles que encontram dificuldade em definir qual será o público alvo ou a área principal de foco, há profissionais no mercado brasileiro com larga experiência em investimento social privado e que podem auxiliar nessas definições e encurtar distâncias, considerando as experiências acumuladas.

No caso das empresas, o ideal é desenvolver política definida de investimento, na qual seja possível recolher, como o passar dos anos, os indicadores gerados pelo investimento na respectiva área de atuação e divulgar tais indicadores. Ao tornar os investimentos integrados com a política de responsabilidade social da empresa, deixando a empresa de atender pontualmente o interesse pessoal de dirigentes a projetos que estejam desconectados da política corporativa de investimentos sociais, o resultado poderá ser verificado em escala e com resultados sociais concretos.

É bastante comum e plausível que o investidor individual ou empresarial dê preferência a ações realizadas na comunidade em que está inserido, buscando melhorar os indicadores sociais em determinada comunidade, pois atende-se desta forma, igualmente, o interesse público sempre que o projeto for desenvolvido para aprimoramento da comunidade ou cidade de interesse.


III – Mecanismos de Incentivo ao Investimento – Modelos de Investimento

Os indivíduos e empresas que pretendam realizar investimentos no terceiro setor buscam em geral a doação ou patrocínio a projetos já existentes, desenvolvidos por ONGs idôneas e que, de preferência, possam oferecer contrapartidas em benefícios fiscais, sem prejuízo de haver doações diretas com recursos próprios não incentivados.

Nesse contexto, as ONGs atuam como proponentes de projetos, realizando a criação, elaboração e desenvolvimento dos projetos pretendidos, podendo, conforme o caso, contratar terceiros especializados para atuar em determinadas fases dos projetos.

No caso de projetos aptos a receberem aportes de recursos, estes deverão estar vinculados a ONGs que desenvolvam os projetos, havendo a possibilidade também do investidor preferir constituir a sua própria ONG para que tenha controle integral dos recursos e atue na finalística dos projetos.

Em qualquer dos casos, a existência da ONG se comprova através do Estatuto Social registrado em cartório e a representação da entidade se dá pela Ata de Assembléia que eleger seus dirigentes e dispor sobre os projetos e programas a serem desenvolvidos.

Passemos então a analisar os principais mecanismos federais de investimento em projetos ligados à cultura, esporte, criança e adolescente, meio ambiente e outros de interesse do investidor.


IV - Cultura

Lei Federal de Incentivo à Cultura – “Lei Rouanet” (Lei Federal nº 8.313/1991)
O mecanismo de incentivo à cultura - “Lei Rouanet” possibilita o gozo de incentivo fiscal aos contribuintes do imposto de renda que transferirem recursos, a título de patrocínio ou de doação, a projetos culturais previamente aprovados pelo Ministério da Cultura.

Definição de Proponente
Pessoas físicas ou jurídicas, públicas ou privadas, com atuação na área cultural, que proponham programas, projetos e ações culturais ao Ministério da Cultura.

O mecanismo não traz maiores especificações sobre como o proponente deverá comprovar sua atuação na área cultural – exigindo-se, na prática, previsão expressa, nos atos constitutivos (Contrato Social ou Estatuto), sobre a finalidade cultural da sociedade, associação ou fundação.

Definição de Incentivador
Contribuinte do imposto de renda, pessoa física ou jurídica, que efetue doação ou patrocínio em favor de programas, projetos e ações culturais aprovados pelo Ministério da Cultura.

Ademais, será exigida do incentivador sua regularidade fiscal em relação: (i) a tributos administrados pela Secretaria de Receita Federal (por meio da comprovação de quitação de tributos e contribuições federais e do Cadastro Informativo de Créditos Não Quitados de Órgão e Entidades Federais – CADIN); e (ii) ao sistema da seguridade social, sem a qual não poderá contratar com o Poder Público nem dele receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios.

A legislação infralegal, notadamente a Instrução Normativa Conjunta MinC/MF nº 01/1995 e a Instrução Normativa SRF nº 267/2002, não prescreve qualquer exigência adicional sobre a apresentação de prova de regularidade fiscal do incentivador de projetos aprovados pela Lei Rouanet.

Apontamentos sobre o Incentivador
a) Recebimento de vantagens financeiras ou materiais em decorrência do aporte feito - é vedado o recebimento pelo incentivador de qualquer vantagem financeira ou material decorrente da realização de patrocínio ou doação.

Portanto, o incentivador pode receber contrapartidas em benefícios, brindes e produtos corporativos em qualquer quantidade, ou, quando resultantes do projeto incentivado, em até a 10% (dez por cento) do total produzido pelo projeto.

Admite-se que o patrocinador/doador receba as seguintes vantagens a partir do patrocínio ou doação realizado: (i) o próprio abatimento fiscal a que se refere o mecanismo e, no caso de patrocínio, (ii) o retorno promocional assegurado ao patrocinador.

Procedimento para apresentação e aprovação de projetos por ONGs
Os projetos culturais serão apresentados ao órgão competente do Ministério da Cultura, por meio de processo administrativo próprio, de responsabilidade do proponente do projeto.

Proferida a decisão de aprovação do Projeto, ela será objeto de publicação no Diário Oficial da União, documento hábil para comprovar que o projeto está apto a captar recursos passíveis do incentivo da Lei Rouanet, sem a qual a aprovação não terá validade formal.

Os atos de aprovação de projetos têm validade até o fim do exercício fiscal, ou seja, até 31 de dezembro do ano em que ocorrer a sua aprovação, salvo hipótese (i) de o ato de aprovação estabelecer data diversa; ou (ii) de prorrogação do prazo de captação de recursos.

Ato contínuo, terá início a fase de captação, com a abertura de uma conta corrente vinculada ao Projeto para recebimento dos aportes financeiros de possíveis incentivadores, os quais, atingindo quando menos 20% (vinte por cento) do valor aprovado do orçamento do Projeto, darão ensejo à abertura de uma conta de livre movimentação.

Procedimento para gozo do incentivo fiscal
Identificado um ou mais incentivadores e tendo eles aportado recursos para o Projeto, ao proponente cumprirá emitir um Recibo de Mecenato.

O Recibo de Mecenato constitui o documento hábil a fazer prova do aporte de recursos em determinado projeto cultural e, conseqüentemente, permite o abatimento dos valores correspondentes ao mecanismo de incentivo fiscal utilizado, quando apresentado à Receita Federal conjuntamente com a declaração de rendimentos relativa ao período de apuração do Imposto de Renda do incentivador.

Caso o seu preenchimento cumpra ao proponente, será de responsabilidade do proponente emiti-lo em 3 vias de igual teor, conforme segue:
1 via para o Ministério da Cultura (ou para a ANCINE, nos casos de sua competência), no prazo máximo de 5 dias contados da data de sua emissão;
1 via para o patrocinador, para que este possa gozar o incentivo fiscal estabelecido em lei; e
1 via deve ser mantida em poder do titular do projeto, para que mantenha controle das receitas do projeto e utilize-as posteriormente, em sede de prestação de contas.

O incentivador deve estar atento à correção das informações do Recibo como forma de acautelar-se contra futuros inconvenientes junto a órgãos de administração tributária (Secretaria da Receita Federal), no momento do abatimento fiscal.

Modalidades de Incentivo
O incentivador poderá fazer aportes, a título de:
Patrocínio, sendo este a transferência definitiva e irreversível de numerário ou serviços, com finalidade promocional, a cobertura de gastos ou a utilização de bens móveis ou imóveis do patrocinador, sem a transferência de domínio, para a realização de programa, projeto ou ação cultural que tenha sido aprovado pelo Ministério da Cultura;

Doação, sendo este a transferência definitiva e irreversível de numerário ou bens em favor de proponente, pessoa física ou jurídica sem fins lucrativos, cujo programa, projeto ou ação cultural tenha sido aprovado pelo Ministério da Cultura;

Limite de Dedução
A legislação tributária em vigor estabelece três formas para a apuração do Imposto de Renda devido pelas pessoas jurídicas a partir do lucro presumido, do lucro arbitrado e ou a partir do lucro real.

Às empresas tributadas com base no lucro presumido ou arbitrado é vedado o benefício da Lei Rouanet, cujos incentivos fiscais somente beneficiarão as empresas que apurarem o Imposto de Renda com base no lucro real.

A Lei Rouanet fixa o teto para o gozo do incentivo fiscal por ela estabelecido em até 4% (quatro por cento) do imposto de renda devido pela pessoa jurídica e até 6% (seis por cento) do imposto devido pela pessoa física, por período de apuração.

Este teto refere-se ao imposto de renda efetivamente devido no momento da declaração anual de rendimentos ou, para aquelas que efetuem pagamentos mensais por estimativa, ao imposto apurado no momento da declaração de ajuste, consolidando o valor anual devido (note-se, aqui, que o valor a ser considerado é o apurado a título de imposto e não o eventual saldo remanescente, após o desconto dos valores pagos mensalmente).

No que concerne às pessoas jurídicas, cujo limite global de 4% (quatro por cento), tem-se por parâmetro a alíquota principal de 15% (quinze por cento) do imposto de renda devido, não se considerando para efeitos de cálculo a alíquota adicional de 10% (dez por cento).

Em relação às pessoas físicas, o limite global de abatimento é de 6% (seis por cento) do imposto de renda devido, tendo-se como parâmetro o valor total de imposto apurado na declaração anual de rendimentos da pessoa física.

O benefício fiscal da Lei Rouanet baseia-se em dois mecanismos, correspondentes aos artigos 26 e 18, que apresentam um mesmo limite de dedução, mas diferentes percentuais de abatimento fiscal, do que se passa a tratar.

Abatimento Fiscal
A regra é o abatimento parcial estabelecido pelo art. 26 – voltado para a realização de projetos nas áreas ou segmentos culturais delimitados pelo art. 25 da Lei Rouanet.

Dentro da sistemática do art. 26, patrocínio e doação obedecerão aos seguintes percentuais de abatimento fiscal, calculados sobre o montante transferido ao projeto:
Patrocínio: 30% ( trinta por cento)
Doação: 40% (quarenta por cento)

Os valores transferidos em favor de projetos cujas iniciativas culturais encontrem-se circunscritas aos segmentos culturais previstos pelo artigo 25 da Lei Rouanet poderão ser lançados como despesa operacional – apenas posteriormente é feito o desconto legal no imposto de renda, o que leva a empresa a efetuar um resgate tributário na ordem de:
Patrocínio: 64% (sessenta e quatro por cento)
Doação: 73% (setenta e três por cento)

Quanto aos projetos aprovados nos termos do art. 18 da Lei Rouanet, eles farão jus ao abatimento integral do benefício, isto é, a 100% (cem por cento) dos valores transferidos ao Projeto, seja a título de doação ou de patrocínio.

Entretanto, o lançamento da despesa pelo incentivador não poderá ser efetuado como despesa operacional.

Segmentos Culturais Admitidos
De acordo com o art. 25 da Lei Rouanet, são admitidos os seguintes segmentos:
(i) teatro, dança, circo, ópera, mímica e congêneres;
(ii) produção cinematográfica, videográfica, fotográfica, discográfica e congêneres;
(iii) literatura, inclusive obras de referência;
(iv) música;
(v) artes plásticas, artes gráficas, gravuras, cartazes, filatelia e outras congêneres;
(vi) folclore e artesanato;
(vii) patrimônio cultural, inclusive histórico, arquitetônico, arqueológico, bibliotecas, museus, arquivos e demais acervos;
(viii) humanidades; e
(ix) rádio e televisão, educativas e culturais, de caráter não-comercial;

Do art. 18, §3º da Lei Rouanet:
(i) artes cênicas;
(ii) livros de valor artístico, literário ou humanístico;
(iii) música erudita ou instrumental;
(iv) exposições de artes visuais;
(v) doações de acervos para bibliotecas públicas, museus, arquivos públicos e cinematecas, bem como treinamento de pessoal e aquisição de equipamentos para a manutenção desses acervos;
(vi) produção de obras cinematográficas e videofonográficas de curta e média metragem e preservação e difusão do acervo audiovisual; e
(vii) preservação do patrimônio cultural material e imaterial.
A Lei não estipula valores máximos para cada projeto apresentado.

Os projetos não dependem da publicação de Edital, sendo passíveis de apresentação durante todo o ano.

Cumulação de incentivos
Os benefícios de que trata a Lei Rouanet não excluem ou reduzem outros benefícios, abatimentos e deduções em vigor, em especial as doações a entidades de Utilidade Pública ou às OSCIP (Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público).

Vínculo entre patrocinador e ONG Proponente
Via de regra, o incentivo fiscal da Lei Rouanet é defeso à pessoa ou instituição proponente vinculada ao incentivador.

Todavia, ela é expressa ao admitir que instituições culturais sem fins lucrativos, desde que devidamente constituídas e em funcionamento na forma da legislação, recebam aportes de suas criadoras (instituidoras) passíveis de um dos mecanismos de abatimento fiscal da Lei Rouanet.

Limitações Orçamentárias ao Gerenciamento e Administração do Projeto
O proponente de um projeto cultural será inteiramente responsável pela sua realização e, na condição de administrador/gerenciador do Projeto, suas despesas administrativas não poderão exceder 15% (quinze por cento) do valor total captado para o Projeto.

Responsabilidades pelo Projeto
O proponente do projeto cultural é responsável pela execução e pela prestação de contas, não transferindo essa responsabilidade ao Incentivador. Concluído o processo de administração do projeto, o proponente tem 30 dias contados do prazo de finalização do projeto cultural para entregar sua prestação final de contas. Antes desse limite, a critério do proponente ou por exigência do MinC, podem ser apresentadas prestações parciais, não deixando que se acumulem em um único momento.

O proponente deve declarar na prestação de contas todos os valores pagos a terceiros com o projeto cultural, incluindo impostos, além de todas as receitas, inclusive as recebidas com recibo de Mecenato e as decorrentes de aplicação financeira dos recursos.

Ao final do projeto, o extrato bancário que comprova a movimentação dos recursos relativos ao incentivo recebido, de contas-corrente e de aplicações, deve apresentar saldo zerado. O saldo remanescente deverá ser recolhido ao Fundo Nacional de Cultura, mediante o preenchimento da Guia de recolhimento da União (GRU).


V - Esporte

Lei de Incentivo ao Esporte - Lei Federal n. º 11.438/2006
A Lei Estadual de Incentivo ao Esporte institui e concede a contribuintes do Imposto de Renda, entre os exercícios de 2007 e de 2015, o abatimento de percentual de seu Imposto de Renda pela transferência de recursos para projetos desportivos e paradesportivos previamente aprovados pelo Ministério do Esporte.

Definição de Proponente
Pessoa jurídica de direito público ou de direito privado, com fins não econômicos e de natureza esportiva, que tenha projeto(s) aprovado(s) pelo presente mecanismo. Não se menciona a necessidade de experiências anteriores na área como requisito.

Definição de Incentivador
Pessoa física ou jurídica contribuinte do Imposto de Renda que apóie projetos aprovados pelo Ministério do Esporte.

Se pessoa jurídica, deverá ser tributada com base no lucro real.

Para atuar como incentivador, há necessidade de regularidade perante a Seguridade Social (cuja exigibilidade tem matriz constitucional), perante os tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal e, ainda, a ausência de inscrição do incentivador no CADIN (Cadastro de Débitos Não-quitados com a União), requisitos sempre necessários à fruição de qualquer incentivo fiscal.

Apontamentos sobre o Incentivador
É vedado o recebimento pelo incentivador de qualquer vantagem financeira ou material decorrente do aporte incentivado.

Procedimento para apresentação e aprovação de projetos
O proponente deverá apresentar ao Ministério do Esporte projeto desportivo ou paradesportivo, acompanhado da documentação estabelecida em regulamento e de orçamento analítico.

Caberá a uma Comissão Técnica vinculada ao Ministério do Esporte a avaliação e a aprovação do projeto.

A aprovação dos projetos somente terá eficácia após a publicação de ato no Diário Oficial da União contendo o título do projeto aprovado, a instituição responsável, o valor autorizado para captação e o prazo de validade da autorização. De posse deles, o proponente estará apto à captação de recursos junto a possíveis interessados, devendo abrir uma conta específica para captação e movimentação de recursos do Projeto.

Procedimento para gozo do incentivo fiscal
O incentivador poderá fazer aportes, a título de:
Patrocínio, sendo este a transferência gratuita, em caráter definitivo, de recursos com finalidade promocional e institucional de publicidade; ou a cobertura de gastos ou a utilização de bens, móveis ou imóveis, do patrocinador, sem transferência de domínio; ou

Doação, sendo esta a transferência gratuita, em caráter definitivo de numerário, bens ou serviços, desde que não empregados em publicidade, ainda que para divulgação das atividades objeto do respectivo projeto; ou ainda a distribuição gratuita de ingressos para eventos de caráter esportivo e páradesportivos por pessoa jurídica a empregados e seus dependentes legais ou a integrantes de comunidades de vulnerabilidade social.

Limite de dedução
O limite de dedução foi estabelecido em 1% ( um por cento) do imposto devido, no caso de pessoa jurídica, e 6% (seis por cento) do imposto devido no caso da pessoa física.

A dedução das pessoas físicas ocorrerá na sua declaração de ajuste anual, ao passo que a das pessoas jurídicas tributadas com base no lucro real ocorrerá trimestralmente ou anualmente, a depender do seu período de apuração.

As pessoas jurídicas não poderão deduzir os valores para fins de determinação do lucro real e da base de cálculo da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL.

Abatimento fiscal e contrapartida
O abatimento fiscal será integral (100%) sobre os valores transferidos ao Projeto, respeitado o limite de dedução.

Segmentos Esportivos ou Paradesportivos
Os projetos desportivos em cujo favor serão captados e direcionados os recursos oriundos dos incentivos previstos nesta Lei atenderão a pelo menos um dos seguintes segmentos:
(i) Desporto educacional;
(ii) Desporto de participação;
(iii) Desporto de rendimento; e
(iv) Promoção da inclusão social por meio do esporte, preferencialmente em comunidades de vulnerabilidade social.

A Lei é expressa ao vedar o incentivo a atletas profissionais.

Cumulação de incentivos
É permitido ao incentivador que faça uso de outros mecanismos de incentivo fiscal.

Vínculo entre proponente e incentivador
É vedada a dedução dos valores em favor de projetos que beneficiem pessoa física ou jurídica vinculada ao doador ou patrocinador. Consideram-se vinculados:
(i) a pessoa jurídica da qual o patrocinador ou o doador seja titular, administrador, gerente, acionista ou sócio, na data da operação ou nos 12 (doze) meses anteriores;
(ii) o cônjuge, os parentes até o terceiro grau, inclusive os afins, e os dependentes do patrocinador, do doador ou dos titulares, administradores, acionistas ou sócios de pessoa jurídica vinculada ao patrocinador ou ao doador; e
(iii) a pessoa jurídica coligada, controladora ou controlada, ou que tenha como titulares, administradores, acionistas ou sócios, alguma das pessoas a que se refere o inciso II deste parágrafo.


VI – Crianças e Adolescentes

Fundo da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/90)
Os Fundos da Criança e do Adolescente foram instituídos para reservar recursos voltados a programas e projetos de atenção aos direitos da criança e do adolescente em situação especial, incluindo ações de educação.

De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), as políticas de atendimento devem ser implementadas por meio de um conjunto articulado de ações governamentais e não-governamentais, seguindo as medidas de proteção dispostas nos artigos 98 a 102 do ECA.

Essas políticas devem ser implementadas por entidades de atendimento, governamentais ou não-governamentais, mediante a inscrição de programas no Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente.

De acordo com a legislação acima indicada, os Fundos da Criança e do Adolescente podem tanto ser Federal, Estaduais ou Municipais, sendo administrados pelos CONDECA - Conselho da Criança e do Adolescente que possuem a prerrogativa de aprovar previamente projetos de interesse da criança e do adolescente em suas circunscrições, administrar os recursos recebidos em doação e orçamentários, destinando recursos aos projetos e tendo a função de acompanhar e fiscalizar a utilização dos recursos pelas entidades ou projetos beneficiários.

Para a empresa tributada pelo lucro real que destinar recursos aos Fundos da Criança e do Adolescente será concedido o benefício fiscal consistente na dedução do Imposto de Renda, limitado a 1% (um por cento) do valor do imposto devido, sendo vedada dedução como despesa operacional.

Natureza e Sistemática de Funcionamento do Fundo
Embora pouco utilizadas em nosso país, as doações aos Fundos da Criança e do Adolescente, além dos inegáveis benefícios sociais que podem gerar, conferem interessante benefício fiscal aos doadores que podem tanto ser pessoas físicas como jurídicas.

O Fundo da Criança e do Adolescente nasce com a aprovação do ECA – Estatuto da Criança e Adolescente (Lei 8.069/90), em 1990 e, em seguida, é regulamentado pelas Lei Federais nºs. 8.242/91e 8.383/91.

Por meio da conscientização da utilização da renúncia fiscal do Imposto de Renda, busca beneficiar entidades com projetos que apóiem crianças e adolescentes, através de doações. Elas podem ser feitas ao Fundo, e este direcionará a verba como acreditar necessário, de acordo com os projetos em pauta, ou ainda pela possibilidade de realizar “Doações Casadas”.

Alguns Conselhos permitem que haja vinculação de recursos a projetos de interesse social do doador, ou seja, apenas alguns Conselhos admitem que os doadores ao realizar a doação de recursos possam vinculá-los a este ou aquele projeto (devendo o projeto ser sempre previamente aprovado pelo próprio Conselho) possibilitando que a empresa doadora acompanhe a utilização dos recursos pelas entidades beneficiárias. Denomina-se esta escolha “doação casada ou vinculada”.

Tendo em vista essa característica diretamente ligada ao interesse do eventual doador, nos últimos anos, parte dos Fundos da Criança e do Adolescente Municipais tem sido sensíveis a essa possibilidade de vinculação, levando ao acréscimo dos montantes doados.

Benefício Fiscal Advindo de Doações ao Fundo
Para a empresa tributada pelo lucro real que destinar recursos aos Fundos da Criança e do Adolescente será concedido o benefício fiscal consistente na dedução do Imposto de Renda, limitado a 1% (um por cento) do valor do imposto devido, sendo vedada dedução como despesa operacional.

No caso das pessoas jurídicas, o benefício é limitado ao montante equivalente a 1% (um por cento) do IRPJ (15%) devido, o qual, no exemplo, corresponde a 100% (cem por cento) do valor doado.

Para pessoas físicas que destinarem recursos aos Fundos da Criança e do Adolescente será concedido o benefício fiscal consistente na dedução do Imposto de Renda, limitado a 6% (seis por cento) do valor do imposto devido.

Vale dizer, ainda, que para a empresa, o benefício acima indicado pode ser cumulado com outros benefícios fiscais, a exemplo da Lei Rouanet (limite de 4% do IR devido), respeitado a soma de 6% (seis por cento) imposta pela legislação fiscal.


VII – Meio Ambiente e Outros Projetos

Não há na legislação federal vigente, leis de incentivos específicas para investimentos voltados ao meio ambiente.

Nesse contexto, é possível que ONGs de natureza ambiental e outras busquem investimentos para áreas não beneficiadas diretamente, mediante a obtenção da titulação de OSCIP.

Benefício Fiscal conferido pela qualificação de OSCIP
O benefício fiscal consiste em oferecer ao doador de recursos a possibilidade de deduzir como despesa o valor doado até o limite de 2% (dois por cento) do lucro operacional.

A possibilidade de dedução do valor doado como despesa (limitado a 2% do lucro operacional) gera redução do valor sujeito à incidência do Imposto de Renda, Adicional de IR e a Contribuição Social Sobre o Lucro, proporcionando a seus doadores recuperar 34% (trinta e quatro por cento) do valor doado.

A base legal do benefício fiscal encontra-se na Medida Provisória nº 2.158-35, de 24 de agosto de 2.001, que estendeu às OSCIPs o benefício fiscal já conferido às entidades de Utilidade Pública Federal pela Lei Federal no Regulamento de Imposto de Renda, alterado pela Lei Federal nº 9.249/95, possibilitando ao doador que deduza o valor doado à OSCIP como despesa operacional.

Para beneficiar-se da dedução, basta que a empresa doadora obtenha o recibo de doação fornecido pela OSCIP, no qual deverão constar os dados do doador e da OSCIP donatária (presentes as qualificações completas), bem como, a indicação de que a titulação de OSCIP foi obtida conforme publicação do Diário Oficial da União, devendo ainda a OSCIP firmar compromisso de aplicar integralmente os recursos nos seus objetivos sociais.

Cabe aqui ressaltar que é plenamente lícito que pessoas físicas realizem doações a OSCIPs, no entanto, a legislação vigente não confere às pessoas físicas nenhum tipo de benefício ou vantagem fiscal ao doar para OSCIP, uma vez que o benefício de dedução como despesa operacional é limitado a doações realizadas por pessoa jurídica.


Fernando Moraes Quintino da Silva
Advogado, sócio do escritório Cesnik, Quintino e Salinas Advogados; sítio: www.cqs.adv.br. Especializado em cultura e terceiro setor; Doutorando em Pedagogia Social pela Universidade de Siegen – Alemanha (2007-2010) E-mail: quintino@cqs.adv.br
Fonte: Revista IntegrAção
ABCR, 27/08/09

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