terça-feira, 21 de abril de 2009

Empresários doam mais de R$ 2 mi para projetos de educação do LIDE EDH e Instituto Ayrton Senna

Taxa de aprovação de alunos cresce até cinco vezes nos mil municípios onde os trabalhos são realizados

Motivados pela apresentação da presidente do Instituto Ayrton Senna, Viviane Senna, sobre os bons resultados produzidos pelos projetos em parceria com o LIDE EDH – Empresários pelo Desenvolvimento Humano em prol da educação pública, os 320 empresários presentes ao 8º Fórum Empresarial/2º Fórum de Governadores doaram hoje mais de R$ 2 milhões. Somente um dos presentes, que pediu anonimato, doou R$ 180 mil, o que equivale a três cotas de contribuição.

Segundo Viviane Senna, no ritmo atual, o ensino público brasileiro levaria 100 anos para se atingir o nível praticado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Hoje, disse a presidente do Instituto Ayrton Senna, de cada 10 crianças, oito concluem a 8ª série sem saber português. E entre oito e nove alunos atingem esta fase sem saber matemática. “Isso significa que levamos oito anos para entregar apenas um ou dois alunos com a capacitação adequada”, disse Viviane.

Além disso, durante este período o índice de alunos que abandonam a escola chega a 70%. Por causa do baixo nível de aprendizagem e das consecutivas repetências, cerca de 20% das crianças desistem de continuar estudando após três anos. Outras 20% desistem após 4 anos e mais 20% abandonam a escola após 5 anos.

Em mil municípios brasileiros onde o Instituto Ayrton Senna e o LIDE EDH desenvolvem projetos na área de educação, a taxa de aprovação cresce cinco vezes. E as crianças chegam a aprender em apenas um ano o que levariam dois anos na escola pública tradicional. “Não há nada de errado com esses alunos. O sistema educacional é que precisa se adaptar para atender essas crianças, cuja situação de pobreza interfere no rendimento escolar”, explicou Viviane Senna.

De acordo com o presidente do LIDE EDH, Osmar Zogbi, são atendidas atualmente 400 mil crianças só nos estados da Paraíba e Pernambuco. Os trabalhos tiveram bons resultados: 95% de eficiência.


Portal Fator Brasil, 21/04/09

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Falta de patrocínio desativa contador de homicídios em PE

O contador de homicídios, instalado no bairro das Graças, em Recife, que mostra o número de assassinatos em todo o Estado, vai ser desativado no dia 30 deste mês. O motivo: falta de verbas.

O contador foi inaugurado em abril do ano passado e contava com o patrocínio do Instituto Maurício de Nassau para a manutenção do relógio (cerca de R$ 1.200 por mês) que realiza uma contagem do número de homicídios que acontece no Estado.

Como o instituto não renovou o contrato, o contador será retirado do local. A contagem dos mortos continuará a ser monitorada no site do Pebodycount.


Folha Online, 20/04/09

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segunda-feira, 20 de abril de 2009

Amazônia: moeda de troca do PAC

Para governo, Amazônia desponta como a melhor estrada para levar Dilma à presidência

Em um ato de inaceitável oportunismo político, o plenário da Câmara aprovou ontem emenda proposta pelo deputado petista José Guimarães (CE) que dispensa de licença ambiental prévia as obras em rodovias brasileiras. A medida, que serve para acelerar as obras do PAC, foi incluída na Medida Provisória (MP) 425/2008, que tinha como propósito autorizar o governo federal a usar títulos da dívida pública para injetar recursos no Fundo Soberano do Brasil (FSB). O deputado José Guimarães é também o relator da matéria.

A medida fixa um prazo máximo de 60 dias para que a autoridade ambiental, como o Ibama, emita o licenciamento ambiental. Ao final desse prazo, a licença será automática. A emenda altera a Política Nacional do Meio Ambiente (Lei No 6.938, 81), reduzindo as medidas que garantem a devida análise dos impactos ambientais e a definição de medidas mitigadoras e compensatórias em obras de infra-estrutura como essas.

“O deputado José Guimarães é o mesmo que teve um assessor flagrado com dólares escondidos na cueca. Agora, ele usa o mesmo artifício para enfiar, em uma MP de caráter econômico, um corpo estranho que acaba com a exigência de licenciamento ambiental prévio nas obras de infra-estrutura. Hoje é uma estrada. Amanhã será uma hidroelétrica?”, questiona Paulo Adário, diretor da campanha da Amazônia do Greenpeace. “Pior: ao conceder automaticamente a licença depois do prazo máximo, o governo resgata um artifício usado durante a ditadura militar para legitimar seus interesses escusos – com o agravante de que a medida passa a valer pra todo mundo”.

Diversos estudos apontam que 75% do desmatamento ocorrem ao longo de estradas pavimentadas da região. Em muitos casos, como na rodovia BR-163, que liga Cuiabá (MT) a Santarém (PA), somente o anúncio do asfaltamento no restante da estrada estimulou enorme migração de fazendeiros e madeireiros, o que resultou em altas taxas de desmatamento e modificação drástica da paisagem.

Até o fim de 2010, o PAC prevê a modernização, a pavimentação e a duplicação de quase duas dezenas de estradas, ao custo de mais de R$ 8 bilhões em investimentos públicos e privados. Entre as rodovias beneficiadas está a BR-319, que liga Manaus (AM) a Porto Velho (RO), cujo asfaltamento é defendido com unhas e dentes pelo ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, com o objetivo de pavimentar sua candidatura ao governo do estado do Amazonas em 2010.

Durante a votação, poucos deputados preocupados com os impactos ambientais dessa medida tentaram excluir da MP 425/2008 a dispensa do licenciamento, mas sem sucesso. Governistas derrubaram os dois destaques sobre o licenciamento. Ficou para esta quarta a votação de um último destaque sem relação com esses itens. Após concluída a votação, a MP 452 vai para o Senado.

Se aprovada pelo Senado, a emenda do deputado José Guimarães pode causar danos sem precedentes ao meio ambiente, em particular à Amazônia e o clima global. O Brasil é o quarto maior emissor mundial de gases do efeito estufa por causa da destruição da Amazônia. Zerar o desmatamento é a principal contribuição do país na luta contra as mudanças climáticas.

No entanto, iniciativas como a emenda do deputado José Guimarães, somada a outras em tramitação no Congresso – como o Floresta Zero, a MP da Grilagem e o lobby pelas alterações do Código Florestal – colocam em cheque as metas de redução de desmatamento assumidas internacionalmente pelo governo brasileiro no Plano Nacional de Mudanças Climáticas.

“A campanha eleitoral, antecipada pelo presidente Lula para eleger a chefe da Casa Civil como sua sucessora, virou um trator que derruba tudo pela frente. A política ambiental está sendo sacrificada deliberadamente no altar da sucessão presidencial. E que a ministra Dilma não tenha dúvidas: o PAC, que poderia perfeitamente ser rebatizado de Plano de Aceleração da Catástrofe, vai abrir uma cicatriz irreparável na política ambiental brasileira e na imagem do país no exterior. E, desta vez, não haverá plástica que dê jeito”, disse Adário.


Redação do Greenpeace
Envolverde, 16/04/09
© Copyleft - É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.

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Banco Real lança curso online sobre sustentabilidade

No dia 22 de abril, quarta-feira, o Banco Real, integrante do Grupo Santander Brasil, lança o seu mais novo curso on-line sobre sustentabilidade. A iniciativa dá continuidade às ações do Espaço Banco Real de Práticas em Sustentabilidade, que tem como objetivo disseminar o tema e compartilhar com a sociedade a experiência acumulada pela instituição desde 2000. O curso é aberto a qualquer pessoa interessada no assunto – clientes, fornecedores, educadores, estudantes, empresários, entre outros. Para participar basta acessar o site de sustentabilidade do Banco Real pelo link: http://www.bancoreal.com.br/sustentabilidade.

O curso é apresentado no formato de filme, dividido em três capítulos, que serão lançados em etapas. Cada filme, com duração média de 6 minutos, é complementado por quizzes e textos, caso o participante queria se aprofundar nos temas abordados e receber um certificado ao final do terceiro capítulo.

Segundo Maria Luiza Pinto, Diretora Executiva de Desenvolvimento Sustentável do Grupo Santander Brasil, “o curso de sustentabilidade foi criado com o intuito de oferecer um conteúdo inspirador sobre o tema que tivesse a capacidade de disseminar o movimento da sustentabilidade entre as pessoas, sejam elas clientes ou não”. Ainda de acordo com a executiva, “a ideia é ampliar a capacidade de influenciar indivíduos e organizações a adotarem práticas que levem ao desenvolvimento sustentável, um tema urgente para toda a sociedade e que gera muitos benefícios para quem o pratica”.

Para ajudar nessa missão, a instituição criou o Roberto, um personagem que, assim como grande parte da população, ainda tem dúvidas sobre como aplicar a sustentabilidade no cotidiano, mas que já começa a descobrir a importância desse tema. “O indivíduo é o grande responsável pela mudança que precisa ser feita e por isso criamos o personagem, que pode ser qualquer um de nós. O Roberto é uma pessoa que tem algumas informações sobre sustentabilidade, mas que está passando por um processo de aprendizado sobre o estado atual do planeta e sobre os novos paradigmas de negócios. Nossa idéia foi criar uma pessoa comum, com a qual todos pudessem se identificar”, afirma Sandro Marques, Superintendente de Desenvolvimento Sustentável do Grupo Santander Brasil.

No site do Práticas já estavam disponíveis cursos online específicos sobre Direitos Humanos, Edificação Sustentável e Diversidade. Para 2009 também serão lançados outros dois, um sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e outro sobre Investimento Social Privado. ”Queremos compartilhar a bagagem que acumulamos sobre o tema ao longo dos anos, pois entendemos que, com isso, ajudaremos a encurtar o caminho dos indivíduos e organizações em direção à sustentabilidade. A disponibilização de conteúdos online permite que os participantes dividam esse tema com seus amigos e familiares, atuando também como disseminadores de conceitos e práticas de sustentabilidade”, reforça Maria Luiza.

Em dezembro de 2007, o Banco Real lançou o “Espaço Real de Práticas em Sustentabilidade”, um modelo inédito de colaboração no Brasil, desenvolvido para compartilhar com a sociedade o conhecimento adquirido pela instituição sobre o assunto. A intenção é trocar idéias e experiências entre organizações de diversos setores para que, juntos, o caminho para um mundo sustentável seja encurtado.

Desde dezembro de 2007, cerca de 1.250 profissionais representantes de aproximadamente 670 organizações clientes e fornecedoras, entre empresas, órgãos do governo e ONGs, já participaram do treinamento presencial “Sustentabilidade na Prática: Caminhos e Desafios”, exclusivo para clientes corporativos e fornecedores do Grupo Santander Brasil.

Em 2008 foram realizadas 13 turmas em diversas regiões do Brasil,(São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Belo Horizonte, Campinas, Vale do Paraíba, Brasília e Porto Alegre). Além do treinamento de dois dias, a instituição promoveu cafés da manhã, workshops, oficinas customizadas e criou um site colaborativo para as organizações participantes. Para 2009, a agenda de novos cursos iniciou no mês de março, com a primeira turma do “Caminhos e Desafios” em São Paulo. Outras 12 serão realizadas até o final do ano.

“O resultado do curso tem sido surpreendente, cada vez mais conseguimos acompanhar o impacto provocado nas organizações participantes. Além desses encontros presenciais, temos, hoje, mais de 380 pessoas cadastradas em um espaço virtual exclusivo chamado Meu Espaço de Práticas, onde compartilham experiências e trabalham em cooperação”, comenta Maria Luiza Pinto, diretora executiva de Desenvolvimento Sustentável do Grupo Santander Brasil, que reúne os bancos Santander e Real.

O “Práticas” conta com um Conselho Consultivo formado por líderes de diversos setores da sociedade, para avaliar as futuras iniciativas do projeto e dividir o conhecimento para multiplicar ações. Junto com o presidente do Grupo Santander Brasil, Fabio Barbosa, fazem parte do conselho: Rogério Amato (Secretaria Estadual de Assistência e Desenvolvimento Social), Ricardo Young (Instituto Ethos) e Claude Ouimet, vice-presidente da InterfaceFLOR comercial (empresa líder no em sustentabilidade em âmbito mundial). Também fazem parte do conselho clientes como Wilson Ferreira Jr (CPFL), Demorvan Tomedi (Pampex) e Ivo Gramkow (Gramkow Bio Produtos Orgânicos), além de Celina Antunes (Cushman & Wakefield Semco), representando os fornecedores, Alexandre Hohagen (Google), Mario Monzoni (FGV-CES), Helio Mattar (Akatu), Roberto Smeraldi (Amigos da Terra), Valdemar de Oliveira Neto (Avina) e Altair Assumpção (Banco Real).


Redação da Pauta Social
Envolverde, 16/04/09
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Acelera, Ayrton - Como, em um país no qual as ONGs vivem de pires na mão, o Instituto Ayrton Senna caminha para a sustentabilidade financeira

Ratto, gerente, coordena a estratégia de negócios do instituto, que amealhou R$ 17 MILHÕES no ano passado com a cobrança de royalties

Um dos destaques da Abrin, a feira da indústria de brinquedos ocorrida na semana passada em São Paulo, foi o lançamento da réplica em metal de um carro da equipe McLaren da temporada 1989 de Fórmula 1. O pequeno bólido, desenhado para pistas de autorama, vai custar R$ 200 no varejo. O valor bastante elevado para um produto do tipo se deve ao fato de o modelo ser semelhante ao usado pelo piloto brasileiro Ayrton Senna. Esse carrinho integra a lista de cerca de 250 itens (roupas, brinquedos e cadernos, por exemplo) vendidos com as grifes Ayrton Senna, Senna (simbolizado pelos dois "S") e Senninha no Brasil e em países da Europa, Ásia e do Oriente Médio.

No total, el
es geraram R$ 17,03 milhões em royalties no ano passado. Mais que um negócio lucrativo, a gestão da imagem do esportista, falecido em 1994, é a principal alavanca financeira do Instituto Ayrton Senna (IAS), fundado e dirigido por Viviane Senna, irmã do piloto. Em 2008, o licenciamento garantiu 76% do orçamento de R$ 22,4 milhões do instituto. Não é exagero dizer que a entidade caminha em direção à independência financeira, algo raríssimo em um país no qual as ONGs vivem de pires na mão ou dependem enormemente de benesses oficiais.

O IAS conseguiu esse resultado graças a uma administração estratégica que inclui agilidade na hora de fechar parcerias e de fazer mudanças de rota. Um bom exemplo foi a reformulação da loja virtual, a Senna Store, cuja linha de produtos passou de 30 para 120 no final de 2007. "Nossa base de clientes é composta por dez mil internautas ávidos por novidades",destaca Mauro ratto, gerente de desenvolvimento de negócios do iAS. "Trata-se de um modelo inteligente, mas muito difícil de ser copiado", avalia Fernando Machado, diretor da filial brasileira da consultoria Boston Consulting Group (BCG).



Segundo Machado, mesmo nos estados Unidos, apenas um seleto grupo de onGs e iniciativas se mantêm graças à venda de produtos. É o caso da campanha o Câncer de Mama no Alvo da Moda, cujo círculo azul desenhado pelo estilista ralph Lauren estampa camisetas, da Fundação Lance Armstrong, que lançou a moda das pulseiras de borracha, e da newman's own, que comercializa uma linha de molhos com a figura do ator Paul newman. o iAS, no entanto, tem um desafio adicional que é evitar o envelhecimento de uma marca baseada em um esportista que morreu há cerca de 15 anos.

Na opinião do diretor da BCG, é exatamente aí que reside um dos grandes méritos do instituto Ayrton Senna. "A entidade conseguiu capitalizar a força das marcas Senna e Senninha, que hoje desfrutam de um peso semelhante, no mercado brasileiro de licenciamento, ao de personagens globais como Super-homen e hello Kitty, no imaginário infantil, e Ferrari, no caso de itens ligados à F-1", opina. "Mesmo quem não conheceu o esportista valoriza o trabalho do instituto", completa.

São essas características que fizeram com que cerca de 50 empresas, do porte de Grendene (calçados), Suzano (papel) e diverbrás (jogos eletrônicos), buscassem vincular seu nome ao universo Ayrton Senna. "Um personagem forte tem o poder de abrir espaço nas gôndolas dos supermercados e de ampliar em até 30% as vendas", argumenta decio Augusto da Costa Filho, diretor da Cepêra Alimentos. "especialmente quando os consumidores sabem que parte do valor da venda será destinada a projetos sociais de reconhecida relevância", completa. Assim como a campanha O Câncer de Mama no Alvo da Moda é uma referência na área de saúde, o Instituto Ayrton Senna está intimamente ligado à melhoria na qualidade da educação. desde 1994 os programas Se Liga e Acelera Brasil, gerenciados pelo instituto, já beneficiaram 11,6 milhões de crianças e jovens em 1.372 cidades de norte a sul do Brasil.


Rosenildo Gomes Ferreira
Boletim IstoÉ Dinheiro - Edição 602, 20/04/09

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domingo, 19 de abril de 2009

A maioria dos líderes não conhece seus liderados

O consultor Dario Amorim, autor de 51 Dicas para a Conquista da Automotivação acredita que o líder tem o dever de conhecer os anseios e objetivos pessoais de cada membro de sua equipe. Só assim, diz ele, é possível trabalhar com os fatores que realmente afetam a motivação do grupo como um todo. O problema é que, segundo Dario, a maioria das pessoas não têm um "sonho" definido...

Você costuma dizer que, para motivar uma equipe, é preciso se concentrar primeiro no indivíduo. De que forma se dá esse processo?
Equipes são grupos de pessoas trabalhando em prol de um objetivo comum, certo? Mas o grupo é formado por pessoas diferentes, com anseios, vontades e sonhos diferentes. Sem valorizar o indivíduo é impossível motivar a equipe. Se eu não me concentrar no indivíduo, eu sempre terei alguns membros do grupo motivados e outros, não. Sempre terei aqueles que enxergam a equipe como um meio de atingir seus objetivos pessoais e outros que não vêem relação entre uma coisa e outra.

Sim, mas como a abordagem individual influencia o grupo como um todo?
O compromisso de um líder é despertar a motivação que existe dentro de cada membro da equipe. Ele precisa assumir esse compromisso. Precisa estar comprometido como o sucesso das pessoas que estão abaixo dele. Veja: eu, enquanto líder, dependo do sucesso de quem eu lidero. Então é preciso buscar meios de despertar a motivação de cada integrante da equipe. Existem duas maneiras de se fazer isso: por meio da motivação externa - que é gerada por uma causa temporária, como uma campanha, uma meta, um prêmio que se vislumbra ali adiante; e por meio da motivação interna - que independe de prêmios e está ligada à concretização de sonhos e metas pessoais.

Qual desses dois caminhos é o mais eficiente?
O foco da liderança deve ser a motivação interna. A externa pode ser gerada por meio de campanhas com início, meio e fim. É um estímulo externo e institucional. Já a interna não precisa de campanha ou prêmios. É permanente. Aqui, o que conta são os objetivos individuais de cada funcionário. Enquanto o indivíduo está no caminho de realizar seu sonho, ele está motivado. O papel do líder é o de influenciar esse processo, mostrando as relações entre o cumprimento de determinadas metas da equipe e a concretização de sonhos pessoais.

O líder tem de sonhar pelo liderado?
Eu não diria sonhar pelo liderado, e sim mostrar que ele não pode parar, que ele tem de almejar coisas novas. O que faz as pessoas crescerem é o desejo, o norte, o sonho. O líder é responsável por dar um novo olhar sobre aquilo que se está fazendo. O ser humano, por natureza, tem uma tendência de olhar para o novo sempre com os olhos do passado, com base nos conceitos que adquiriu ao longo da vida. O líder precisa ter a habilidade de fazer com que as pessoas enxerguem o novo com os olhos novos. Encarar os desafios não só com base nos conceitos do passado, e sim com base em novos conceitos, novas interpretações - e novas possibilidades.

De que maneira se pode estabelecer esse tipo de diálogo entre líder e liderado?
De fato, é essencial que o líder tenha capacidade de firmar relacionamentos. Ele precisa se colocar no mesmo barco. Ainda que ocupe uma posição diferente de seus liderados, ele tem de remar junto. Para isso, tem de conhecer cada membro de sua equipe.

Os líderes atuais conhecem seus liderados? Em equipes muito grandes, é quase impossível saber detalhes a respeito dos objetivos pessoais de cada funcionário, não?
Nas minhas atividades, eu sempre faço um exercício para testar isso. Para cada gestor, eu pergunto coisas do tipo: "Qual é o nome completo de cada integrante da sua equipe?". A maioria deles não sabe responder. Aí eu pergunto: "Qual é a idade e a data de aniversário de cada um de seus liderados?". E eles geralmente não sabem responder. Aí vem a última pergunta: "Qual é o maior sonho de cada um de seus liderados?". São realmente poucos os líderes que conhecem a resposta. E isso ocorre em todos os tipos de equipes, tanto as grandes quanto as pequenas.

Qual é a importância dessas respostas, afinal?
Se eu sei qual é o sonho de cada pessoa, fica mais fácil administrar os estímulos necessários para que todas elas se sintam motivadas. Com isso, o líder consegue mostrar para cada pessoa como ela pode ser feliz através da empresa, através do atingimento das metas da equipe. O líder passa a fazer um elo entre o sonho e a realidade profissional de cada liderado. Por outro lado, de que maneira o líder poderia trabalhar a motivação da equipe se não conhecesse objetivos pessoais de cada integrante? O que ele pode dizer de consistente para que as pessoas se sentissem impelidas a lutar pelos objetivos da empresa?

Como fazer esse elo quando as pessoas da equipe têm ambições muito diferentes?
O líder só consegue ter uma equipe focada se for capaz de associar as diferentes ambições pessoais em torno das metas da empresa. Agora, é preciso ressaltar um fato curioso: na maioria das vezes, o ser humano não tem um sonho.

Não?
Não. Quando você pergunta qual é o sonho de uma determinada pessoa, a resposta geralmente gira em torno de coisas muito simplórias. Em geral, as pessoas querem comprar um carro, construir uma casa, viajar, etc. São sonhos pouco desafiadores. Hoje, muitas pessoas conseguem comprar uma casa sem muito esforço. O líder precisa trabalhar isso. Tem de influenciar o liderado para que ele desenvolva novos sonhos, novos objetivos pessoais. Só assim a pessoa começará a ter motivações permanentes.


Andreas Müller, Revista Amanhã
Jandira Feijó,17/04/09

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Fundação Cultural Palmares recebe projetos até 30 de outubro

Portaria publicada no DOU disciplina regras e critérios para 2009

Está aberto o prazo para solicitação de apoio à Fundação Cultural Palmares a projetos de cultura afro-brasileira, por meio de convênios e contratos de repasse.

A Portaria nº 21, de 27 de fevereiro de 2009, publicada em 3 de março, no Diário Oficial da União, estabelece os critérios de seleção de projetos, disciplina a contrapartida de entidades privadas sem fins lucrativos e fixa o prazo de recebimento de propostas até 30 de outubro deste ano.

O Programa Cultura Afro-brasileira é desenvolvido pela Fundação Cultural Palmares por meio de seis ações finalísticas - assim denominadas por seu objetivo de proporcionar bens ou serviços que atendam diretamente às demandas sociais. São elas: Proteção aos Bens Culturais, Pesquisa sobre Cultura e Patrimônio, Rede Palmares de Comunicação, Fomento a Projetos de Cultura, Promoção de Intercâmbios Culturais e Etnodesenvolvimento de Comunidades Remanescentes de Quilombos - todas visando potencializar a participação da população afrodescendente no processo de desenvolvimento do Brasil.


Fonte: Site da Fundação Palmares


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Para ONU e ONGs, dinheiro é usado em projetos necessários

A ajuda humanitária emergencial movimentou US$ 11,6 bilhões em 2008, segundo a ONU, e a ajuda oficial para o desenvolvimento de países (ODA, na sigla em inglês), alvo de críticas, foi de US$ 119 bilhões, nos cálculos da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OECD).

O bengalês-americano Iqbal Quadir, do MIT, defende a ajuda emergencial, mas condena o dinheiro dado a governos, usado "para comprar alianças estratégicas", diz ele. Cita como exemplo o Paquistão, "que há décadas recebe dinheiro sem mostrar progressos reais".

Críticas como as de Quadir ganharam eco com a recente publicação do livro "Dead Aid -Why Aid is Not Working and How There's a Better Way for Africa" [Ajuda morta - Por que a ajuda não tem funcionado e como há um melhor caminho para a África], da zambiana Dambisa Moyo.

Ex-funcionária do Goldman Sachs, Moyo -chamada de "anti-Bono" pelo "New York Times", por criticar a cultura de celebridades em torno da ajuda humanitária- sustenta no livro que os investimentos na África criaram o "mito de que bilhões de dólares de países ricos ajudaram o continente. [Mas] os níveis de pobreza continuam a crescer (...) -e milhões continuam sofrendo".


Educação e malária
Para os defensores da ajuda humanitária, porém, esses argumentos desconsideram os projetos bem sucedidos de aplicação de dinheiro doado, que podem ser prejudicados com cortes orçamentários.

"Tente ver isso pelo ângulo dos mais pobres. A ajuda é crucial para muitas pessoas. Em geral, a ONU recebe 65% do dinheiro que solicita, não podemos permitir que isso se reduza ainda mais", defendeu Stephanie Bunker, porta-voz do Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários.

"A ajuda permitiu que 30 milhões de crianças africanas frequentassem a escola", argumentou John McArthur, da ONG Millennium Promise, nos EUA, apontando que o orçamento das ações humanitárias é "mínimo se comparado aos pacotes de estímulo" aprovados pelos países ricos. Se esse valor cair, diz, "avanços na educação ou no combate à malária podem se perder".

Já Moyo crê que o crescimento das nações pobres depende de investimento em microcrédito e emissão de títulos no exterior -mas o êxito disso têm ficado cada vez mais difícil com a atual escassez de crédito. Quadir defende doações a ONGs e empreendedores, mas não a governos.

Para Randolph Kent, diretor do Humanitarian Future Programme da Universidade King's College, em Londres, a crise econômica pode derivar em mudanças na ajuda humanitária. "As [entidades] provedoras podem ganhar um papel estratégico, aprender a fazer mais com menos dinheiro, a entender melhor o ambiente [onde atuam] e a ser mais ativas na promoção do desenvolvimento", disse.


Folha Online, 19/04/09

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Crise e crítica desafiam ajuda humanitária

ONU teme que recessão cause cortes orçamentários, mas muitos sustentam que dinheiro não tem trazido benefícios. Até para especialistas não ocidentais, doações de países ricos não atendem às necessidades estruturais das nações empobrecidas

A crise econômica global lançará à pobreza 53 milhões de pessoas neste ano, segundo a ONU, previsão que motivou um pedido do secretário-geral do órgão, Ban Ki-moon, no último dia 2, para que os países do G20 se comprometam a não reduzir o financiamento às causas humanitárias globais.

Mas, na contramão dos pedidos de Ban, crescem as críticas a essas doações. Se antes analistas ocidentais já questionaram a eficácia da ajuda internacional a nações pobres, agora especialistas de algumas das próprias regiões auxiliadas argumentam que o dinheiro não tem trazido resultados.

"Por que os governos [ajudados] escutariam seus próprios cidadãos, se sua sustentação vem de fora? Muito do dinheiro que recebem é usado para aumentar a burocracia governamental, limitando o empreendedorismo e sua competitividade", disse à Folha Iqbal Quadir, bengalês-americano diretor do Centro Legatum para Desenvolvimento e Empreendedorismo, do Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos EUA, que há poucos dias abordou o tema em artigo no "Wall Street Journal".

Para a indiana Anuradha Mittal, especialista em agricultura do californiano Oakland Institute, a ajuda falha quando "não vê as necessidades estruturais dos países ajudados", disse à Folha.
Mittal criticou publicamente a fundação do empresário Bill Gates por, segundo ela, tentar fomentar a agricultura no continente africano com sementes geneticamente modificadas, que geram lucros a "indústrias de biotecnologia" sem, no entanto, preocupar-se em "consultar os agricultores locais".

"Isso não traz benefício a pessoas, mas a corporações. Parte da comida enviada à África vem da produção subsidiada de países ricos e chega aos mercados africanos a preços com os quais produtores locais não podem competir", opinou.


Paula Adamo Idoeta
Folha Online, 19/04/09

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sábado, 18 de abril de 2009

"Há empresas sem noção", afirma Fábio Bibancos em Fórum Econômico

Em ritmo frenético, similar às diversas plenárias do Fórum Econômico no Rio, que aconteceu entre os dias 14 e 16 de abril, Fábio Bibancos, líder da ONG Turma do Bem, disse à Folha que a busca por patrocínios gera ansiedade e frustrações. E completou: "Há empresas sem noção".

A fala indignada do Empreendedor Social 2006 diz respeito aos empresários que apoiam projetos sociais interessados em alavancar suas vendas. Mas Fábio, sem papas na língua, desabafou: "Essa conta matemática que as empresas querem é para economistas. Não dá para colocar na planilha o resultado de 12 mil crianças sorrindo!".

A Turma do Bem foi fundada em 2002 e reúne atualmente 6.000 dentistas para atender gratuitamente em seus consultórios crianças de baixa renda com problemas graves de saúde bucal. Juntos, eles atendem mais de 12 mil jovens por ano.

Leia a entrevista na íntegra.

FOLHA - Como a crise impactou a Turma do Bem? Houve retração de patrocínios, doações e repasses de recursos?
FÁBIO BIBANCOS - Não, os dois financiadores se mantiveram (Energias de Portugal e Trident). Mas eu cresci monstruosamente [hoje, 6.000 dentistas atendem 12 mil jovens por ano; quando ganhou o Prêmio Empreendedor Social 2006, ele tinha 600 dentistas e 1.150 crianças], fui para Argentina [nove dentistas], Venezuela [seis] e Portugal [16], e estou entrando na área ambiental. Então, vou ter que gerar mais recursos do que eu tinha previsto, até porque, em outubro, trago para o Brasil, para capacitação, dentistas de Bolívia, Colômbia, Paraguai e Peru.

FOLHA - E como você vai captar com esse cenário de crise?
FÁBIO - Estou tendo que ser mais inventivo, porque, neste ano, o "não" está justificado. Antes, tinha um "não" enrolado. Agora, estou pegando o iPod usado de 40 celebridades (Marcelo Anthony, Naomi Campbell, Nelsinho Motta, Zé Pedro, Zélia Duncan, entre outras), com a trilha sonora delas, e vou leiloar na internet. Minha expectativa é arrecadar no mínimo R$ 50 mil. Estamos também produzindo um longa-metragem de educação para saúde com os irmãos Caio e Fabiano Gullane e um documentário com Márcio Werneck; um hit musical e um hino, com o Guilherme Arantes; e finalizando o maior cofre do mundo na avenida Paulista ou no shopping Morumbi, projetado pelo Marcelo Rosenbaum [arquiteto], para arrecadar fundos para várias causas sociais. Tenho feito isso, juntado pessoas do bem, "almas penadas" do bem. Mas será o grande ano da Turma do Bem! Ah, e estamos certificando a pasta do Serra [Governador de São Paulo], uma política pública que era o sonho do sonho.

FOLHA - Então essa é a receita para sobreviver à crise?
FÁBIO - Estou também reprogramando a minha marca, que tem um mapa [do Brasil], mas eu já saí do país! Então o Glauco Diógenes, ilustrador, e a agência Alexandria vão me ajudar a lançar a nova marca [uma mitocôndria que mistura o verde e o laranja, a esperança e a criatividade de mudar o mundo] em uma série de produtos da higiene bucal. Todos os produtos serão pensados nas cadeias deles. Quem consumir esses produtos vai fazer o bem.

FOLHA - Como você está entrando na área ambiental?
FÁBIO - Eu tenho um programa social importante, mas, no cenário atual, as questões ambientais estão próximas. Então a Turma do Bem vai provar que uma rede sólida é capaz de ter posturas ambientais e sociais tão importantes quanto. Nós já provamos que um dentista, num pequeno espaço, a clínica, consegue fazer uma ação muito impactante para uma criança. Agora estou pegando o meu exército de dentistas e fazendo eles terem uma postura ambiental: o que consumir, como, onde jogar o lixo. No microcosmo dele, o consultório, vai ser uma experiência de ação ambiental individual e ação social individual. Montamos uma cartilha com o Fábio Feldman, que o dentista aprende a ser um dentista ambientalmente correto. O impacto disso é replicar esse modelo para outras categorias profissionais.

FOLHA - Qual é o seu orçamento hoje?
FÁBIO - R$ 600 mil ano, e hoje uma criança custa só R$ 20! Eu baixei o custo. Uma decisão deste ano foi montar um portfólio de adoção de crianças, já que eu tenho um mercado que quer isso dentro do meu consultório. Tenho muitos pacientes que podem dar R$ 100 e adotar cinco crianças por ano.

FOLHA - Aqui no fórum, que oportunidades se abrem?
FÁBIO - Essa mendigagem internacional cansa. Gera ansiedade, gera frustrações. E há empresas sem noção. Tenho exemplo de uma empresa que, no final de um processo de patrocínio, me perguntou: "Quanto a Turma do Bem vai me gerar em vendas?" Isso causou um desconforto imenso na organização. Essa conta matemática que as empresas querem é para economistas. Não dá para colocar na planilha o resultado de 12 mil crianças sorrindo!

FOLHA - Qual é a saída, então?
FÁBIO - Esse lucro e esse consumo geraram um monstro. Ou a gente vai rever ou a gente vai rever. Não tem como. Não é uma visão otimista, é uma visão prática. As empresas vão ter que fazer responsabilidade social para ter novos consumidores.

FOLHA - Mas vocês serão cobrados a ter sustentabilidade. É possível?
FÁBIO - É, mas os donos do lucro, as empresas, vão fazer o quê? Elas têm de dar, dividir o pão. Cada empresa deveria ser obrigada a investir um percentual dos lucros em ONGs do seu setor e cobrar o resultado delas. Jogar o peso da sustentabilidade para as organizações está errado. Eu queria ter de parar para pensar em como eu chego num modelo melhor, em como eu aumento o número de beneficiários.

FOLHA - Que parcerias você tem feito com outros empreendedores sociais?
FÁBIO - Vai sair o barco de dentistas da Amazônia, com o Eugenio [do Projeto Saúde & Alegria]. Compro e atendo as meninas da Raquel [da Associação Lua Nova] e da Ivonne [do Projeto Uerê]. Estamos começando um projeto com o Valdir [da Associação Viva e Deixe Deixe Viver]. Tem uma lista enorme de organizações.

FOLHA - O que você ganhou entrando para a Rede Mundial de Empreendedores Sociais?
FÁBIO - Experiência, com os empreendedores sociais. Nos encontros, você vê que a ideia dos empreendedores se aplica a você ou a sua organização. Foi assim com o livro, que foi feito primeiro pela Marcela Benitez [da organização argentina Responde (Recuperação Econômica e Social de Povoados Rurais e Nacionais sob Risco de Desaparecimento) ]. Quando eu fui ao primeiro Fórum Econômico da América Latina, em 2007, no Chile, ganhei um software [sales force] personalizado, que aproxima o dentista da criança. Hoje, o que eu levava meia hora fazendo, faço em um minuto [encontrar o dentista mais próximo do beneficiário]. Também ganhei uma consultoria internacional. E ser referendado pela Schwab é o melhor. Dá credibilidade, abre portas.

Acesse www2.uol.com.br/empreendedorsocial/2006-fabio.shtml e saiba mais sobre a trajetória de Fábio Bibancos, líder da Turma do Bem


Cássio Aoqui
Patrícia Trudes da Veiga
Folha Online, 18/04/09

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É preciso reconhecer as ONGs sérias, diz líder do Saúde & Alegria

Brincalhão quando visita os ribeirinhos atendidos pelo projeto que lidera, o Saúde & Alegria, mas sério quando fala em desmatamento e leis que regulam o terceiro setor, Eugenio Scannavinno Netto foi entrevistado pela Folha durante o Fórum Econômico para a América Latina, que terminou no dia 16 de abril, no Rio.

Frequentador dessas reuniões desde 2006, um ano depois de consagrar-se Empreendedor Social do Ano pela Folha de S.Paulo e pela Fundação Schwab, o médico também falou do impacto social que provoca na Amazônia paraense, local onde atua desde 1985.

O Projeto Saúde & Alegria é uma organização sem fins lucrativos que estimula a cidadania de mais de 120 comunidades extrativistas de Santarém, no Pará. Hoje, a entidade já soma mais de 30 mil beneficiários diretos.

Confira a entrevista na íntegra.

FOLHA - Como a crise econômica mundial impactou a Amazônia?
EUGENIO SCANNAVINO NETTO - É ruim falar isso, mas positivamente, porque diminuiu o desmatamento, em função do preço das commodities.

FOLHA - E no Saúde & Alegria?
EUGENIO - De imediato, perdemos 30% do orçamento porque um de nossos patrocinadores, uma seguradora, perdeu dinheiro. Mas o que está acontecendo é que os patrocinadores, ao renovarem os contratos, e com menos verbas para investir, estão mais seletivos. E hoje ONGs como a nossa, consolidadas, estão tendo mais oferta do que antes da crise. Algumas fundações internacionais eliminaram 80% do seu portifólio de projetos, mas não foi o caso da nossa.

FOLHA - Os contratos feitos com as ONGs são por quanto tempo?
EUGENIO - Eles são de três anos, mas com renovação anual. São perversos. A gente nunca sabe se no próximo ano o orçamento será o mesmo, porque os doadores se dão o direito de definir quando e quanto eles dão.

FOLHA - E como você administrou esses 30% a menos?
EUGENIO - Suspendi projetos, demiti pessoas. Como a crise foi no final do ano, alguns patrocinadores não renovaram os contratos com nenhuma ONG. Esperaram o cenário clarear. Agora, neste final de trimestre, estão nos reconvocando para renovar os contratos.

FOLHA - Qual é o desafio hoje das ONGs?
EUGENIO - Ter escala, para ser tornar uma política pública. Com a crise, 80% das ONGs menores foram afetadas: algumas perderam patrocínio, algumas fecharam. Muitos beneficiários foram prejudicados.

FOLHA - O empreendedor social tem um novo papel em momentos de crise como esta?
EUGENIO - Todo mundo fala, hoje, em novos paradigmas. Sustentabilidade se tornou a palavra mais vazia que existe. Mas, na hora de buscar as soluções, quem é que apresenta? A sociedade civil. Nosso trabalho, hoje, é influenciar o modelo atual de políticas sociais.

FOLHA - A legislação do terceiro setor precisa ser revista?
EUGENIO - Na verdade, ela é uma tentativa de imobilizar o terceiro setor. Em cima da generalização, eles amarram. Tem muita ONG corrupta, sim, mas principalmente as que são ligadas aos políticos. Tem que aplicar as regras da União para fiscalizar as fundações. Tem, sim, de regular a atividade do terceiro setor, para que ONGs falsas não existam. Mas tem de ter um reconhecimento das ONGs sérias.

FOLHA - Os patrocinadores fiscalizam sistematicamente o Saúde & Alegria?
EUGENIO - Tenho 13 financiadores, entre nacionais e internacionais, e cada um faz pelo menos uma auditoria por ano. Ou seja, tenho um auditor, permanentemente, sentado no administrativo: sou avaliado pela eficiência nos gastos, pelo impacto. As ONGs serias são muito mais transparentes e controladas que qualquer prefeitura. E nosso trabalho custa 10% do que o governo gasta para fazer um serviço sete vezes mais eficiente.

FOLHA - Que parcerias você tem hoje com outros empreendedores?
EUGENIO - Tenho uma de energia solar, com o Fábio Rosa, do Ideaas [Instituto para o Desenvolvimento de Energias Alternativas e da Auto-Sustentabilidade]; outra de permacultura, com o IPA [Instituto de Permacultura da Amazônia], e agora estamos finalizando o barco dos dentistas, com o Fábio Bibancos, da Turma do Bem.

FOLHA - O príncipe Charles visitou o Saúde & Alegria e viajou no barco Abaré com vocês. O que o projeto teve em troca, além de visibilidade na imprensa?
EUGENIO - Nem isso! A imprensa ficou mais interessada quando ele dançou carimbó com a governadora do que com o barco-hospital. Mas ganhamos prestígio com os patrocinadores, com as autoridades. Em função disso, outro [príncipe] deve vir.

FOLHA - E quais foram as conquistas no último ano?
EUGENIO - Estamos com indicadores [de impacto social] muito bons: 100% de saneamento básico, 100% de pré-natal, 98% de cobertura vacinal, demanda cirúrgica quase zero, isto é, operamos todas as cataratas, todos os baixo ventres. A mortalidade infantil está em torno de 18 por 1.000, quase padrão da Europa Oriental, bem melhor do que a do Brasil e muito melhor do que a da Amazônia. Atingimos as Metas do Milênio há cinco anos. Estamos com um IDH muito bom e finalizando um cálculo de carbono evitado, porque a nossa área não tem desmatamento, não tem fogo. E, além disso, estamos calculando o IFH (Índice de Felicidade Humana). Nós já estamos muito acima do padrão mundial.

Acesse www2.uol.com.br/empreendedorsocial/2005-eugenio.shtml e saiba mais sobre a trajetória de Eugenio Scannavino Netto, líder do Saúde & Alegria


Cássio Aoqui
Patrícia Trudes da Veiga
Folha Online, 18/04/09

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Google TV Ads - o Google dos 30 segundos

Com um video-demonstração de pouco mais de 3 minutos, o Google TV Ads te ensina, passo-a-passo, como fazer seu plano de mídia, definir seu orçamento, produzir e veicular seu comercial de TV. Simples assim.



Tudo começa com um grande botão verde “Create TV Campaign”. No final da demonstração, uma locução feliz diz: “That’s it. You have just created your first television campaign with Google TV Ads!”.

Essa tentativa de simplificar e fazer campanhas de TV via web já tinha sido lançada antes pela empresa SpotRunner, mas a verdade é que nunca deslanchou, nem ameaçou as agências de propaganda. É claro que com a marca ‘Google’ qualquer coisa toma outra proporção e assusta muito mais. E aí? Será que o Google vai invadir nossa praia?


Marcelo Kertész
Update Or Die, 16/04/09

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sexta-feira, 17 de abril de 2009

Empreendedores sociais latino-americanos crescem em meio à crise

Contrariando a maré, para grande parte dos empreendedores sociais nomeados pela Fundação Schwab na América Latina, a atual crise econômica mundial pouco ou nada influiu em seus projetos variados. Em alguns casos, ao contrário, tem sido vista como oportunidade de fechar novas parcerias e expandir a atuação.

É o que tem vivenciado a Empreendedora Social 2006 do Chile, Macarena Currin, líder da Fundação Rodelillo, entidade que ajuda famílias a transformar histórias de pobreza e dependência em narrativas de oportunidades e autoconfiança por meio de uma metodologia própria aplicada aos beneficiários em 18 meses.

"Para a Rodelillo, a crise tem sido uma oportunidade, pois agora tenho mais empresas entre os clientes de meus negócios sociais, pois se deram conta de que não basta construir um sonho para o trabalhador, já que o que o sustenta é a família", conta.

Neste momento de crise, emenda Macarena, muitas empresas têm assumido com veemência que têm de se salvarem como uma grande comunidade, não apenas como um negócio. "Estou agora trabalhando com muitas corporações que me pediram para implementar o modelo Rodelillo para o segmento de trabalhadores com menores ingressos", reitera.

A também Empreendedora Social 2006 Marcela Benitez, da Argentina, é outra que se beneficiou do cenário atual. Fundadora do Responde (Recuperação Econômica e Social de Povoados Rurais e Nacionais sob Risco de Desaparecimento), que busca o "empoderamento" de habitantes do meio rural em prol de seus futuros, Marcela afirma que nenhum patrocinador deixou de apoiá-la e, "ao contrário, apareceram outros".

"Talvez no começo da crise algumas empresas que iam aportar recursos no Responde decidiu aguardar um tempo. Mas a verdade é que seus investimentos sociais são pequenos em comparação com a grande diferença que causamos na vida das pessoas", considera.

Geógrafa e socióloga, Marcela aponta ainda um fator extra para superar as dificuldades atuais: o profissionalismo. "Diferentemente das organizações assistencialistas, apresentamos projetos de um ano ou um ano e meio com cotas de patrocínio, objetivos, medidas e prazos. Somos vantajosos para elas na hora de decidirem onde aplicar os investimentos de responsabilidade social."

Para a chilena Veronica Abud, eleita Empreendedora Social no ano passado, o fato de trabalhar com empresas grandes com a cultura de responsabilidade social arraigada e que apresentam projetos no longo prazo --cinco anos-- é um diferencial. Ela diz acreditar que se trata de uma boa oportunidade para um de seus programas, o Biblioteca Viva, que leva centros de leitura e lazer para shopping centers espalhados pelo Chile. "Mais pessoas deixarão de frequentar os centros comerciais em busca de consumo frenético e, ao mesmo tempo, procurarão formas gratuitas de entretenimento. Encontrarão, então, no livro, um prazer permanente."

Veronica é mentora da Fundação La Fuente, que estruturou um programa para criar bibliotecas escolares, públicas e móveis voltadas às crianças e à comunidade.

Apesar de não ter passado incólume um de seus projetos, financiado pelo Citibank, foi encerrado, não se deu por vencida. "Nesse caso específico, já sabíamos que iria acabar e fui começando outras frentes. Acredito que, quando avistamos um problema, temos automaticamente que encontrar a solução. Não podemos depender somente de um fio, é preciso ter muito foco, tipos variados de financiamento, enfim, é fundamental estar permanentemente com os olhos abertos", explica.

Marta Arango, Empreendedora Social 2008 da Colômbia, faz coro: "Eu sou uma otimista e acredito que esta crise nos levará a tomar consciência dos erros cometidos, de modo que passaremos a focalizar melhor os recursos. O fato é que ainda não sentimos seus efeitos".

Marta criou, há 32 anos, o Cinde (Centro Educacional para o Desenvolvimento Humano e a Educação), que desenvolveu metodologia adaptada em 27 países com foco em crianças, de forma a atrair famílias, comunidades e instituições ao oferecer um ambiente para um desenvolvimento físico e psicológico saudável .

Um dos braços de seu projeto é a formação de educadores em cursos de mestrado e doutorado especializados em infância. "Poderíamos ter sentido diminuição nas matrículas de estudantes em nossos programas de formação avançada em razão da crise; entretanto, a procura cresceu", comemora.

Ambiente inseguro
Nem todos, porém, estão vivenciando essa onda de otimismo. Também eleito Empreendedor Social 2008 pela Colômbia, Martín von Hildebrand pontua: "A crise já teve sério impacto".

Responsável pela FGA (Fundacão Gaia Amazonas), Martín conta que várias empresas financiadoras de seus projetos estão receosas de investir em novas iniciativas. "Dizem que vão manter o que já estão financiando, mas que não têm dinheiro para expansão de portfólio."

A Fundação Gaia busca assegurar a proteção de 40 milhões de hectares da floresta amazônica colombiana com a criação de áreas protegidas, autogeridas por seus habitante nativos --os que melhor conseguem garantir sua preservação.

O maior temor, diz Martín, é que os programas ambientais sejam considerados não prioritários em tempos de recursos escassos, perdendo espaço para projetos na área de alimentação, moradia e desenvolvimento. "É um erro. É essencial neste tempo de crise financiar melhorias ambientais, pois o que visamos é exatamente a sustentação da vida humana."

Indagado sobre a visão de que o momento traria oportunidades de mudança, o empreendedor rebate: "Nós temos de mudar a forma como obtemos financiamentos, e a crise traz essa oportunidade, mas é um pensamento esperançoso apenas. Ainda não vimos isso acontecer, por mais de desejemos e, da forma como estamos agora, o que testemunho é o corte de patrocínio dos parceiros em geral".


Cássio Aoqui
Patrícia Trudes da Veiga
Folha Online, 16/04/09

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Ministro da Cultura vai mudar trechos da nova Lei Rouanet

Ministro da Cultura Juca Ferreira durante debate sobre a Lei Rouanet
Foto Diego Padgurschi/Folha Imagem


O ministro da Cultura, Juca Ferreira, disse ontem que o projeto de lei que trata da nova Lei Rouanet passará por mudanças. Segundo ele, será reescrito o trecho que prevê a suspensão da reserva de direitos dos bens e serviços realizados com benefício da lei (renúncia fiscal), em favor do governo.

A proposta que está agora em consulta pública estabelece que, um ano e meio após a realização da obra financiada com recurso público, "a administração pública federal" poderá dispor dela "para fins educacionais".

De acordo com Ferreira, a intenção do governo é ter a permissão de uso de produtos culturais que tenham sido bancados por recursos públicos, para fins específicos, como os educacionais. Ele afirmou que, da maneira como está expresso, o texto pode dar a impressão de que seriam alteradas as regras dos direitos autorais.

"O artigo precisa ser reescrito. Não fere direito autoral, mas pode gerar dúvidas", disse, durante audiência pública na Câmara dos Deputados. No início deste mês, a Folha publicou reportagem sobre o assunto.

Crise
O ministro também disse ontem que desde outubro do ano passado vem caindo a adesão de empresas públicas e privadas ao mecanismo da Lei Rouanet, mesmo pelo critério de 100% de renúncia fiscal. Essa queda chega a ser de 40% em algumas atividades, segundo Ferreira.

Leia mais

* Fundação Roberto Marinho contesta MinC
* Juca Ferreira e João Sayad polarizam debate
* Ministro diz que atual Lei Rouanet concentra recursos no Sudeste


Larissa Guimarães
Folha Online,17/04/09

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Últimos dias para inscrição no Cine Mais Cultura

Prazo para envio de propostas para o edital de seleção termina na segunda-feira, dia 20 de abril
Os projetos selecionados receberão equipamentos de projeção digital, obras do acervo da Programadora Brasil e oficinas de exibição


Entidades privadas sem fins lucrativos interessadas em participar do Cine Mais Cultura têm até 20 de abril para enviar projetos. O edital selecionará 100 propostas e os projetos aprovados receberão kits com equipamentos de projeção digital, incluindo uma câmera MiniDV, obras do acervo da Programadora Brasil e oficinas de exibição. O Cine Mais Cultura tem o objetivo de democratizar a difusão do audiovisual em áreas rurais e urbanas. A ação integra o Programa Mais Cultura, coordenado pela Secretaria de Articulação Institucional do Ministério da Cultura (SAI/MinC).

Para ampliar a rede de exibidores não comerciais, o edital contemplará núcleos prioritariamente localizados em periferias de grandes centros urbanos e em municípios integrantes dos Territórios da Cidadania (localidades com baixo Índice de Desenvolvimento Humano).

Cine Mais Cultura
Lançado em setembro de 2008, o Cine Mais Cultura iniciou suas ações investindo na rearticulação dos exibidores contemplados por edital lançado em 2006. A partir de então, foram realizadas seis oficinas em parceria com o Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros (CNC) nas capitais de São Paulo, Minas Gerais, Paraíba, Pará, Ceará e Bahia. Participaram das oficinas 155 representantes de 82 pontos contemplados no edital em 2006, localizados em 23 estados brasileiros. Além da capacitação para a atividade exibidora, esses pontos começam a receber títulos da Programadora Brasil e serão os primeiros Cines Mais Cultura a atuar no país.

As oficinas de capacitação cineclubista têm como objetivo qualificar de maneira prática os participantes para a realização de programação, divulgação e debates das sessões; apoiar a formação dos oficinandos com introduções à história do cinema e linguagem cinematográfica; e oferecer informações sobre questões relevantes e atuais relativas à atividade exibidora como direitos autorais e sustentabilidade. Outra meta é estimular os responsáveis pelos Cines Mais Cultura ao diálogo com a comunidade local para a participação efetiva nas atividades. Esse trabalho será desenvolvido com apoio de um manual de capacitação produzido pelo programa, também por meio da parceria com o Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros (CNC).

Após receber os equipamentos e a capacitação, os Cines receberão filmes e vídeos do catálogo da Programadora Brasil, que reúne hoje um acervo de 330 obras nacionais, organizados em 103 programas (DVDs). São filmes históricos e contemporâneos, curtas, médias e longas-metragens, de todos os gêneros.

Ao longo de dois anos, cada Cine Mais Cultura poderá solicitar, em média, 12 programas por trimestre de trabalho e fazer uma nova solicitação após a entrega dos relatórios das atividades. Os Cines terão que exibir 60% de conteúdo nacional, podendo ser ou não da Programadora Brasil, com total liberdade de escolha dos títulos das suas sessões.

Mais informações: mais.cultura.gov.br.


Ministério da Cultura, 17/04/09

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Prêmio de Apoio a Pequenos Eventos Culturais

Inscrições até 30 de maio

O Ministério da Cultura (MinC), representado pela Secretaria de Programas e Projetos Culturais (SPPC), recebe, até 30 de maio, inscrições para o Prêmio de Apoio a Pequenos Eventos Culturais. Serão distribuídos 40 prêmios, divididos em três categorias, que somam um investimento de R$ 750 mil. Para se inscrever, o evento cultural dos proponentes deve ter orçamento inferior a R$ 50 mil e se realizar entre março e dezembro de 2009.

Na categoria Pontos de Cultura e/ou organizações não-governamentais sem fins lucrativos, dez projetos selecionados receberão o prêmio de R$ 10 mil, cinco de R$ 25 mil e outros cinco de R$ 50 mil cada. A segunda categoria é a dos agrupamentos sociais informais. Nela serão distribuídos dez prêmios de R$ 10 mil e três de R$ 25 mil cada. Na última categoria, destinada a pessoas físicas da área cultural que tenham um termo de parceria firmado com algum Ponto de Cultura, cinco projetos ganharão o prêmio de R$ 10 mil e outros dois, de R$ 25 mil cada.

O Edital foi publicado na Seção 3 do Diário Oficial da União Nº 72, de 16 de abril de 2009.

Informações: Italo Rios e Ana Paula Rodrigues: (61) 3316-0656

Veja o edital e os anexos:
Edital
Anexo 1
Anexo 2
Anexo 3
Anexo 4
Anexo 5
Anexo 6


Ministério da Cultura, 17/04/09

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Lan house: ponto estratégico

Locais são populares sobre a “nova classe média” brasileira e se tornom pontos importantes para ações de marcas.

As lan houses foram consideradas como pontos estratégicos para as marcas interessadas em atingir as classes C, D e E. É o que mostra relatório desenvolvido pela A Ponte Estratégia, consultoria de marketing especializada na baixa renda, em periferias de diferentes capitais do País. Os dados mostram que esses estabelecimentos funcionam como ponto de encontro real e virtual dos jovens nas periferias, que buscam trabalhar, estudar e se comunicar por meio da Internet, por um preço acessível. Estima-se que existam 44 mil lan houses no Brasil. No Rio de Janeiro, existem cerca de 150 delas no Complexo do Alemão, cerca de 100 na Rocinha e cerca de 90 na Cidade de Deus. No Heliópolis, em São Paulo, são 30.

A consultoria também apontou que faltam patrocínios a eventos populares e que as pessoas dessas classes sociais freqüentam somente baladas próximas de suas casas, pois não são em todos os lugares que existe transporte público. Os relatórios de observação sobre a Nova Classe Média Brasileira - que no Brasil corresponde a camada que ganha entre R$ 1.115 e R$ 4.807 por mês (cerca de 100 milhões de pessoas ou 53,8% da população) - foram divididos pelos temas “O que eu acho bonito” (São Paulo e Rio de Janeiro), “Lanhouse” (São Paulo), “Beleza” (São Paulo), “Baladas” (Recife) e “Baladas” (Salvador e São Paulo).

No relatório “O que eu acho bonito”, por exemplo, foi constatado que a maioria dos pesquisados está cansada de se submeter aos atuais padrões de beleza e reclamou a falta de negros e pardos na comunicação brasileira. A pesquisa também mostrou a preferencia pelo colorido e o grafite, pelo estilo hip hop e o street wear. “Não adianta uma empresa de cosméticos fazer um comercial com a Gisele Bündchen, por exemplo, se para eles o ideal de beleza é a Thaís Araújo”, afirma André Torretta, sócio-fundador da A Ponte Estratégia.

Entre as propagandas, os entrevistados têm como referências marcas com as quais tem mais contato, como as de cerveja, varejo e telefonia. Também destacaram-se as campanhas que utilizam fotos de moda (marcas de preço baixo) que apostam no estilo descolado e colorido.

“Hoje, a maioria das empresas encontra problemas quando querem atravessar a última fronteira econômica. Por isso, estes relatórios de observação ajudam a derrubar mitos, expõem a falta de conhecimento das empresas sobre o Brasil e revelam diferenças fundamentais que separam o topo e a base da pirâmide. O conhecimento da realidade dos consumidores de menor poder aquisitivo pode gerar bons negócios para as empresas. O sucesso é criar projetos adequados às características dos consumidores locais”, explica Torretta.

Diferentemente dos institutos de pesquisa, que levam os entrevistados para escritórios e desenvolve as tradicionais pesquisas de opinião qualitativas ou quantitativas, a A Ponte Estratégia vai onde a baixa renda está para desenvolver os seus relatórios. Faz isso por meio dos “antenas”, pessoas das próprias periferias que são recrutadas e treinadas pela consultoria. Munidas com uma máquina fotográfica e de filmagem digital, registram a realidade do cotidiano. Hoje, são cerca de 150 antenas espalhados pelas periferias de São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte e Porto Alegre. “As pessoas da base da pirâmide tendem a ver com desconfiança abordagens feitas por desconhecidos, dificultando a obtenção de dados confiáveis sobre seu universo”, explica Torretta.


Fonte: PropMark (www.propmark.com.br)
HSM Online, 17/04/09

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Sol Meliá patrocinará projeto social na Bahia

Rede de hoteis e resorts investirá mais de R$ 250 mil no projeto Casa do Saber, em Camaçari; companhia pretende abrir unidade na praia de Guarajuba

A rede espanhola de hoteis e resorts Sol Meliá vai investir quase 100 mil euros num projeto social na Bahia. O Instituto Professor Raymundo Pinheiro (Cidade do Saber), de Camaçari, receberá mais de R$ 270 mil da companhia, que pretende, com isso, aumentar o desenvolvimento do turismo sustentável no entorno de suas unidades.

A companhia abrirá um empreendimento em Guarajuba em 2010, que consumirá investimentos de mais de R$ 600 milhões. O projeto está em fase de licenciamento ambiental e que terá cerca de 500 hectares, com três ou quatro hoteis e um condomínio residencial.

A Cidade do Saber terá uma unidade móvel adaptada para atender as atividades culturais e educacionais na sede e no litoral da cidade, com um acervo apropriado para as atividades propostas, além de computadores e uma brinquedoteca.

Para Luiz Carlos Caetano, prefeito de Camaçari, "a chegada da Sol Meliá vai ajudar na qualificação da orla de Camaçari como um grande destino turístico internacional, além de ampliar consideravelmente o número de leitos oferecidos no município com uma bandeira internacional de grande expressividade".

Essa unidade ainda será financiada com os recursos arrecadados no Dia Solidário, que a companhia realiza desde 2004. "O Dia Solidário, que faz parte do programa Tudo por Eles voltado para a educação infantil, reúne crianças e moradores das regiões onde há hotéis da rede para participarem de oficinas educacionais sobre solidariedade e meio ambiente, numa festa que também tem o objetivo de atrair investidores e arrecadar fundos que serão revertidos em favor dessas comunidades, em especial nos projetos de educação infantil", disse, em comunicado, Rui Manuel de Oliveira, vice-presidente da Sol Meliá, Divisão Brasil.


Meio & Mensagem Online, 16/04/09

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Econotícia, revista especializada em meio ambiente

O projeto está na fase de captação de recursos e o seu idealizador acredita que dentro de 90 dias os primeiros exemplares da revista já serão distribuidos nas ruas de São Paulo

A Revista Econotícia é um projeto que tem como objetivo criar um veículo específico e focado em meio-ambiente, com conteúdo voltado para ecologia, responsabilidade social, aquecimento global, consumo consciente e outros assuntos relacionados ao bem-estar das pessoas e do planeta como um todo. Por isso, a escolha do slogan "Informações da sua casa, o Planeta Terra". O projeto também conta com um site, que se tornará um portal assim que a publicação começar a ser veiculada e captar recursos.

A publicação será mensal (tiragem de 50 mil exemplares), em formato tablóide e impresso em papel reciclado, como uma maneira de confirmar o seu conteúdo editorial. Outra característica da revista será a utilização de uma linguagem simples, para facilitar o entendimento da mensagem pelo consumidor final, que são pessoas comuns. A estimativa é que 1,2 milhões de pessoas tenham acesso à publicação.

O idealizador do projeto é o jornalista Erlon Junior, que começou a imaginar a publicação há dois anos, por acreditar que existe muita discussão nessa área, mas poucas ações práticas são realizadas. "É o projeto da minha vida", resume um empolgado Erlon.

Será possível encontrar a publicação em 30 cruzamentos da cidade de São Paulo. A intenção é pegar esse público que circula pela cidade e mostrar que pequenas atitudes podem modificar o mundo. "Todos já tem consciência, o que falta é a atitude, que vem com o acesso a informação", comenta. A inspiração para essa publicação foram os jornais Destak e Metro, que são experiências muito bem sucedidas.

Erlon também revelou que outra ideia é distribuir as revistas em escolas próximas a estes cruzamentos, por ser um público jovem que representa o futuro do planeta. O mote de toda essa ação é "Para mudar resultados, é necessário mudar comportamentos".

O projeto se encontra na fase de captação de patrocínio. Seu idealizador afirmou que o objetivo é fechar cotas para todo o ano, mostrando que empresas que investem nestes projetos são reconhecidas pelos leitores, que costumam valorizar marcas que tem essa preocupação ambiental. Mas, além desta questão de marketing empresarial, é necessário que as empresas tenham a consciência que o meio-ambiente é um assunto tão ou mais importante que os demais, que se equipara até mesmo a economia, pois, por exemplo, agora com a crise, a poluição mundial diminui, já que o ritmo de produção das empresas também caiu.


Aline Bellatti Küller
Meio & Mensagem Online, 16/04/09

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quinta-feira, 16 de abril de 2009

Produtores de "Quem Quer Ser um Milionário?" farão doação a ONG de Mumbai

Azharuddin Mohammed Ismail e Rubina Ali, de "Milionário"; ONG beneficiada ajuda crianças
Foto Mustafa Quraishi/AP


Os produtores de "Quem Quer Ser um Milionário?", filme britânico que levou oito estatuetas na última edição do Oscar, anunciaram nesta quinta-feira a doação de 500 mil libras (R$ 1,6 milhão) a uma ONG que ajuda crianças carentes em Mumbai.

O dinheiro será utilizado pela Plan, organização com presença em 50 países --incluindo o Brasil-- e que desenvolverá um programa de cinco anos para ajudar as crianças dos bairros pobres de Mumbai, segundo um comunicado.

"Quem Quer Ser um Milionário?", dirigido por Danny Boyle, foi filmado na cidade indiana e conta a história de um menino nascido e criado em um bairro marginalizado que ganha fama após ganhar a versão indiana do programa que dá título ao filme.

Boyle disse que a intenção desta iniciativa é compartilhar o grande sucesso do filme no mundo todo com a cidade que os acolheu durante as filmagens.

"Após termos nos beneficiado tanto da hospitalidade do povo de Mumbai, é uma mera questão de justiça que parte do êxito do filme seja reinvestido na cidade, em áreas onde mais se precisa e onde pode significar uma mudança significativa na vida de algumas pessoas", disse o diretor, no comunicado.

O produtor da fita, Christian Colson, expressou seu desejo de que o dinheiro sirva para ajudar crianças que vivem em bairros superpovoados e em condições sanitárias deficientes a conseguir melhores condições de vida e certo nível de educação.


da Efe, em Londres
Folha Online, 16/04/09

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Convencer falando pouco

Quem leu a matéria abaixo, vai entender do que estou falando.

Dá para convencer um financiador com no máximo 140 caracteres? Adorei o desafio e vou acompanhar o caso para ver quem, aliás, o texto (con)vencedor. Acho que esta história sozinha dá uma aula de captação de recursos.

Este é o sonho de todo financiador. E tem gente que acha que tem que encher linguiça em formulários, apresentações e cartas de captação...


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Celebridade desfia CNN a alcançar 1 milhão de seguidores no Twitter

Perfil do ator Ashton Kutcher disputa popularidade contra perfil de últimas notícias da CNN. Vencedor fará doações de caridade.

O ator norte-americano Ashton Kutcher (conhecido por estrelar o filme "Efeito Borboleta", entre outras produções) desafiou a rede de notícias CNN em uma disputa. Quem alcançar primeiro um milhão de seguidores no Twitter vence.

Kutcher disse que, se ganhar, vai tocar a campainha da casa de Ted Turner, fundador da CNN, e sair correndo. Apesar da brincadeira, a celebridade afirmou que não acredita que irá vencer, mas se isso acontecer, vai doar dez mil camas com mosquiteiros no Dia Mundial de Luta Contra a Malária, no final de abril. A CNN concordou em fazer o mesmo.

Na manhã desta quinta-feira (16/04), o perfil de Kutcher tinha 943.514 seguidores e o Breaking News da CNN possuía 960.352. A CNN tem o perfil mais seguido do Twitter. Em segundo lugar estava a cantora Britney Spears. Porém, após o desafio, Ashton Kutcher, que estava em terceiro, já saltou para segundo colocado. Britney está com 927.686 seguidores.

Segundo reportagem da CNN, alguns analistas da internet disseram que a competição "boba" pode ser um símbolo real do que virá a ser o Twitter daqui em diante, com o microblogging sendo usado por personalidades que desejam fazer campanhas de caridade, bem como outros serviços de interesse público.

O ator Hugh Jackman postou recentemente em sua conta no Twitter que doará 100 mil dólares a uma instituição de caridade indicada por um de seus seguidores. O seguidor, claro, precisará convencê-lo de que a ONG merece a doação usando 140 caracteres ou menos.


IDG Now!, 16/04/09

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quarta-feira, 15 de abril de 2009

Susan Boyle - você ainda vai ouvir falar dela

Incrível a quantidade de sites, blogs e tweets que falaram deste vídeo ontem, todos comentando que este é "o viral da semana", talvez do mês ou do ano. As informações são de que o vídeo atingiu mais de 2,5 milhões de pessoas em apenas 3 dias. Suponho que número de internautas brasileiros que acessaram o ontem deve ter engordado bem este número. É só assistir para entender por que.



Confesso que o fato de que uma história como esta - mesmo que um pouco "reforçada" pelos produtores do programa - me provocou uma sensação de que nem tudo está perdido. Vale mesmo a pena ver. Pena que não é possível disponibilizar o vídeo aqui (por que será??). Então, tem que ir pro YouTube. Aqui.

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FINEP investe R$ 34,6 milhões no desenvolvimento de tecnologias sociais

A Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), agência do Ministério da Ciência e Tecnologia, divulgou nesta segunda-feira ( 23), uma chamada pública com o objetivo de selecionar propostas que receberão apoio financeiropara a execução de projetos de tecnologias para o desenvolvimento social. Estarão disponíveis recursos de R$ 34,6 milhões, não reembolsáveis, provenientes do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).

O objetivo da chamada é contribuir para a redução da pobreza e das desigualdades sociais, além de democratizar o acesso às tecnologias de informação e comunicação em áreas rurais do País. O edital foi lançado durante cerimônia que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Salvador.

A chamada vai contemplar projetos em duas linhas temáticas: o desenvolvimento de tecnologia social em contextos produtivos de empreendimentos econômicos solidários em áreas urbanas e rurais e a implantação de centros de inclusão digital em áreas rurais. O prazo de execução dos projetos é de até 24 meses, prorrogáveis a critério da FINEP.

Cada estado da Federação e o Distrito Federal, por meio de suas secretarias de ciência, tecnologia e inovação, poderão apresentar uma única proposta contemplando uma ou ambas as linhas temáticas. As propostas deverão ser enviadas à FINEP por formulário eletrônico até o dia 22/05. O formulário estará disponível no sítio da FINEP (www.finep.gov.br) a partir do dia 31/03. Os resultados serão divulgados a partir do dia 30/07.

As propostas deverão ser estruturadas em subprojetos a serem executados por Instituição Científica e Tecnológica Pública (ICT) e empresas públicas que executem atividades de pesquisa científica e tecnológica, extensão ou serviços tecnológicos.

Na primeira linha temática, que contempla o desenvolvimento de tecnologia social em contextos produtivos, cada subprojeto deverá contemplar uma cadeia produtiva principal, com destacada importância social, econômica e ambiental.

No caso dos centros de inclusão social, objeto da segunda linha temática, a proposta deverá conter a lista completa dos municípios escolhidos para receberem os centros de inclusão digital. Os centros deverão funcionar em bibliotecas públicas, empresas públicas de extensão e assistência técnica rural, escolas agrotécnicas e cooperativas de agricultores familiares.

Os locais escolhidos para implantação dos projetos deverão, preferencialmente, coincidir com aqueles já estabelecidos pelo Programa Territórios da Cidadania ou do Projeto Territórios Digitais, do Ministério do Desenvolvimento Agrário.

No mínimo 30% dos recursos da chamada deverão ser destinados ao apoio a propostas dos estados das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Caso o valor total das propostas dessas regiões seja inferior a esse percentual, os recursos não aplicados serão automaticamente transferidos às propostas com melhor classificação de outras regiões. Será exigida contrapartida financeira dos estados e do Distrito Federal, que vai variar de acordo com a região do País.


Site da Finep

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Livro "Para entender a internet" será lançado via Twitter

Um livro 100% sobre a web, distribuído em PDF, com arquivos de no máximo 1 Megabyte não podia ter local mais adequado para lançamento do que o Twitter, a nova febre da internet no Brasil.

Para Entender a Internet
Nesta terça-feira (17/03), às 18h, será lançada a obra "Para entender a internet - Noções, práticas e desafios da comunicação em rede". Participaram do livro 38 autores, que falaram sobre blogs, internet e lei eleitoral, microblogging, pirataria online, lixo eletrônico, Lei Azeredo e vários outros assuntos.

A obra é um convite para todas as pessoas com pouca familiaridade com a internet também participarem da euforia da web 2.0. Mas, segundo Juliano Spyer, um dos autores, ele vai além das simplificações e dos modismos para, ao mesmo tempo, ensinar e provocar.

A partir das 18 horas, o link para download do livro começará a ser 'twitado' pelos autores, e, provavelmente, disseminado pelos seus seguidores, o que deve gerar conversas via Twitter sobre os temas tratados pela obra.

Entre os autores do livro estão Edney Souza, o Interney, um dos blogueiros mais conhecidos do Brasil, Soninha Francine, vereadora, atual sub-prefeita em São Paulo, Fábio Seixas, um dos brasileiros mais seguidos no Twitter, Sérgio Amadeu, ativista combativo do software livre e Ronaldo Lemos, um dos ativistas brasileiros mais conhecidos e respeitados internacionalmente. Você pode segui-los pelos links de seus perfis no Twitter.

Após o lançamento, o livro estará disponível para download no blog criado especialmente para a obra.


Evelin Ribeiro
Ideia 2.0, 17/04/09

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O homem invisível

Genial esta campanha.



Não se acanhe em ir até o YouTube (basta clicar 2 vezes sobre a imagem) para ver em tela cheia. Vale a pena.

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Apoio contínuo

Empresas sustentam patrocínios a esportes olímpicos mesmo no período em que não ocorrem competições importantes

A crise econômica mundial e a distância dos próximos Jogos Olímpicos (Londres 2012) e Pan-Americanos (Guadalajara 2011) parecem não interferir no apoio de grandes empresas privadas e estatais aos chamados esportes olímpicos. Bradesco, Petrobras e Banco do Brasil confirmam que o investimento nestes esportes permanecerá de forma contínua. O ministro dos Esportes, Orlando Silva Jr, por sua vez, ressalta que os atletas olímpicos precisam da ajuda de empresários e sonha em transformar o Brasil em uma potência esportiva.

Patrocinador oficial das seleções masculina e feminina do voleibol nacional desde 1991, o Banco do Brasil também apoia modalidades olímpicas como iatismo e vôlei de praia. Além disso, a companhia é a principal investidora da seleção brasileira de futsal, que não disputa Jogos Olímpicos, mas debutou em Pan-Americanos conquistando a medalha de ouro na edição de 2007, realizada no Rio de Janeiro.

Além destes esportes, o patrocínio do BB contempla o investimento na base, no atleta profissional e no pós-carreira. Os iatistas Robert Scheidt e Bruno Prada, o jogador de voleibol Giba, o ex-tenista Gustavo Kuerten, o jogador de futsal Falcão, e outras 15 duplas de vôlei de praia são alguns exemplos. Para apoiar, difundir, divulgar e incentivar ações de relacionamento entre seus clientes e parceiros, a empresa desenvolveu o projeto "Embaixadores do Esporte do Banco do Brasil". Nele, os campeões olímpicos Carlão, Paulão, Maurício Lima, Adriana Behar e Marcelo Negrão, trabalham como uma espécie de porta-voz da instituição.

De acordo com o gerente executivo de patrocínios do Banco do Brasil, Simão Luiz Kovalski, o contrato da companhia com a CBV é feito por ciclos olímpicos, ou seja, com duração quatro anos. O atual tem vigência até 2012. "Com o patrocínio esportivo, o BB busca o desenvolvimento por meio do esporte, entendendo que a interface existente entre a educação, a saúde, o esporte e o lazer são elementos básicos para a melhora da qualidade de vida da sociedade", diz Kovalski.

Ele afirma que alcançar medalhas em Jogos Pan-Americanos e Olímpicos também faz parte dos objetivos da empresa. "As conquistas representam o desenvolvimento das modalidades apoiadas, sendo conseqüência de um trabalho realizado com seriedade e em parceria com as confederações, os atletas e o Banco do Brasil", frisa Kovalski. Na opinião do executivo, para que o Brasil obtenha melhores resultados nas grandes competições, é necessário desenvolver a prática desportiva e elevar o índice técnico dos atletas brasileiros, oferecendo boas condições de treinamento para uma preparação competitiva das equipes nacionais.

O Bradesco, que também apoia diversos esportes olímpicos, não tem a tradição de patrocinar atletas individualmente. De acordo com o diretor de marketing do banco, Luca Cavalcanti, um dos únicos casos aconteceu com o nadador Thiago Pereira. "A ideia inicial era utilizá-lo apenas como garoto-propaganda de nossa campanha de verão. Entretanto, optamos por apoiá-lo e bonificá-lo por cada medalha conquistada. Foi muito bom e demos continuidade", explica.

A companhia patrocina a equipe feminina Finasa/Osasco na Superliga de Vôlei 2008/2009. "No total, o Bradesco apóia cerca de dois mil atletas. Focamos o esporte e a saúde deles. Temos a crença de que incentivando adolescentes e lhes dando suporte adequado, estaremos colhendo atletas e cidadãos", conta Cavalcanti.

Ele ressalta que a companhia é a primeira a utilizar a Lei de Incentivo ao Esporte no projeto intitulado "Preparação de atletas para os Jogos Pan-americanos de 2011 e para os Jogos Olímpicos de 2012". O programa, que foi desenvolvido pelo Ministério do Esporte em conjunto com o Esporte Clube Pinheiros, visa atender 65 atletas do clube paulistano (sendo 20% paraolímpicos) e 11 técnicos.

O projeto foi aprovado no final do ano passado e publicado no Diário Oficial em 29 de dezembro. O objetivo é classificar 85% dos atletas para os Jogos Pan e Parapan-Americanos de 2011, em Guadalajara, México, e 70% para os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2012, em Londres, Inglaterra. O valor aproximado de R$ 16 milhões, aprovado pelo Ministério para a realização do projeto, será captado pelo Pinheiros até o dia 31 de dezembro de 2009. Para isto, o clube deve receber a colaboração de pessoas físicas e jurídicas, associadas e não-associadas, mediante renúncia fiscal de parte do imposto de renda.

No caso de pessoas jurídicas, a contribuição pode ser feita através da Lei de Incentivo em forma de doação (sem utilização da imagem do doador) ou patrocínio (com utilização de imagem da empresa apoiadora), no valor de até 1% do imposto total anual, sem qualquer ônus para a empresa, desde que tenha base de cálculo pelo lucro real.

Intuito social
Com atenção voltada a um esporte olímpico pouco difundido no Brasil, a Petrobras patrocina a Confederação Brasileira de Handebol desde 2003. Nesse período, o handebol nacional sagrou-se bicampeão pan-americano masculino e feminino, além de classificar-se para dois Jogos Olímpicos consecutivos (Atenas 2004 e Pequim 2008). Mesmo tendo obtido ótimos resultados na modalidade e, com isso, gerado boa visibilidade no cenário esportivo mundial, a companhia destaca que o maior objetivo do patrocínio ao esporte é contribuir para o crescimento do setor e para a redução de desigualdades sociais por meio da prática esportiva.

"A Petrobras não realiza patrocínios de caráter imediatista a modalidades olímpicas, com o único propósito de exposição de marca. A parceria com a CBH, por exemplo, tem como objetivo desenvolver e fortalecer o handebol brasileiro e prevê apoio permanente de todas as categorias das seleções olímpicas de handebol masculina e feminina", revela o gestor de projetos da Gerência de Patrocínios Esportivos da Petrobras, Thiago da Luz.

Uma das ferramentas de inserção social da estatal é o Projeto Petrobras Mini Hand, direcionado a crianças de 8 a 12 anos, em sua maioria vivendo em comunidades de risco. Por meio do programa, são oferecidas atividades de iniciação esportiva e lúdicas para os jovens, criando condições para um desenvolvimento em ambiente saudável.

Segundo Thiago da Luz, além do retorno de visibilidade mensurável por intermédio de diversas metodologias disponíveis no mercado, a Petrobras avalia, por meio de pesquisas, o reconhecimento de atributos que o esporte traz para a marca, como dinamismo, competitividade e juventude, além de valores como disciplina e superação de desafios. Ele esclarece que a companhia segue diretrizes que regulam sua atuação no setor, e uma delas não permite o patrocínio individual a atletas.

Flamengo
Depois de quase 25 anos de parceria com o Flamengo, o clube anunciou no início deste mês o fim do contrato de patrocínio com a Petrobras. O motivo é a dificuldade do time em conseguir as Certidões Negativas de Débito com o Governo Federal. Sem elas, a estatal não pode liberar as verbas. O contrato anual, que incluía todos os esportes do rubro-negro, era de R$ 14,2 milhões. Com o rompimento, as modalidades olímpicas do Flamengo poderão buscar patrocínios próprios.

Na pesquisa realizada pela Sport Track, que aponta os hábitos de consumo no esporte, Petrobras e Banco do Brasil figuram entre as cinco marcas envolvidas com o esporte mais lembradas pela população da cidade de São Paulo e do Rio de Janeiro. Das duas mil entrevistas realizadas na capital carioca, Nike, Adidas, Petrobras, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal foram as mais citadas, respectivamente. Já nas outras duas mil pessoas ouvidas em São Paulo, o ranking conta com Nike, Adidas, Penalty, Banco do Brasil e LG.

Esforço do Governo
Para Orlando Silva Jr, ministro dos Esportes, a criação da Lei de Incentivo ao Esporte e o investimento de patrocinadores é fundamental para melhorar o desempenho brasileiro em competições de alto nível. "Os atletas precisam da ajuda dos empresários. Vou bater de porta em porta para atrair empresas para o esporte. Vamos transformar o Brasil em uma potência esportiva", diz.

Segundo ele, para que o investimento no esporte não desapareça neste momento difícil da economia mundial, é preciso desenvolver projetos e difundi-los entre as associações, federações, clubes e empresas brasileiras. "Estamos trabalhando fortemente para que os patrocinadores não fujam dos esportes olímpicos neste período de crise. Esta é uma enorme batalha", aponta Silva Jr. O ministro destaca que o Governo está investindo R$ 130 milhões na Lei de Incentivo ao Esporte.


André Lucena
Meio & Mensagem Online, 14/04/09

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Fórum e Debate sobre a Lei de Cotas - Os Desafios da Inclusão das Pessoas com Deficiência no Mercado de Trabalho

O descumprimento da Lei de Cotas tem sido intensamente fiscalizado, tanto que no último semestre cerca de 130 empresas foram autuadas somente no Estado de São Paulo. O valor da multa por pessoa não contratada é de R$ 1.101,75.

Muitas empresas, apesar do empenho em querer cumprir a legislação e o papel de incluir na sociedade, têm encontrado dificuldades para se adequarem à Lei de Cotas. A maior delas é encontrar uma pessoa com deficiência preparada para o mercado de trabalho.

Venha participar deste fórum e debate realizados pela MBA Treinamentos e ouça e questione o auditor fiscal do DRT de São Paulo sobre a atuação da delegacia na fiscalização das empresas quanto ao cumprimento da Lei de Cotas, e ainda, quais as soluções encontradas em casos difíceis de contratação.

Esclareça com a Sra. Maria de Fátima e Silva, especialista na contratação de pessoas com deficiência, qual a principal procura por partes das empresas e o que realmente funciona para incluir e principalmente, os resultados positivos que a empresa consegue após o processo.

Não perca a chance de debater maneiras eficientes de cumprir a legislação e ainda, proteger os interesses de sua empresa. Envie já suas perguntas para que os palestrantes se preparem e tragam respostas eficientes e personalizadas.

Objetivo do Programa
* Questionar o auditor fiscal do DRT de São Paulo sobre a atuação da delegacia na fiscalização das empresas quanto ao cumprimento da Lei de Cotas
* Esclarecer com a especialista em contratação, Maria de Fátima e Silva, as principais necessidades das empresas e o que realmente funciona para incluir deficientes, além de discutir os resultados positivos após o processo

Palestra Especial: Concurso Público - CRECI / Instituto Olga Kos
* Deficiência Intelectual;
* Inclusão Social e Profissional da Pessoa com Deficiência Intelectual;
* Oportunidades: igualdade e equidade.

Metodologia
Exposição das idéias por parte dos mediadores e interação de perguntas e respostas dos participantes

Mediadores
José Carlos do Carmo
Médico sanitarista e do trabalho pela Faculdade de Medicina da USP, mestre em Saúde Pública pela Faculdade de Saúde Pública da USP; Auditor fiscal do trabalho no Núcleo de Apoio a Programas Especiais da DRT- SP.

Maria de Fátima e Silva
Especialista na contratação de pessoas com deficiência. Pedagoga com 15 anos de experiência na área de educação e recursos humanos, sólido conhecimento no desenvolvimento de programas de inclusão e responsabilidade social, com grande capacidade para avaliar e propor soluções na área de gestão de pessoas e programas de responsabilidade social empresarial.

Sonia Casarin
Psicóloga, Doutora em Psicologia Clínica, Diretora do S.O.S.Down, Consultora para Assuntos de Inclusão de Pessoas com Deficiência Intelectual do Instituto Olga Kos.

Data
16 de Abril de 2009

Local
Mercure São Paulo Paulista Hotel
Rua São Carlos do Pinhal, 87
São Paulo/SP
01404-000

Horário
das 08:30 às 13:00

Investimento
R$ 430,00

A sua inscrição poderá ser efetuada através dos telefones (11) 3926-0116 ou 2092-9047 ou on-line clicando aqui.

Inscrevendo-se neste evento, você ganhe o livro "Inserção da Pessoa com Deficiência no Mercado de Trabalho", de autoria de José Carlos do Carmo e Lucíola Rodrigues Jaime - A Inserção da Pessoa com Deficiência no Mundo do Trabalho: o Resgate de um Direito de Cidadania, de autoria dos auditores fiscais do Trabalho Lucíola Rodrigues Jaime e José Carlos do Carmo, da Delegacia Regional do Trabalho no Estado de São Paulo DRT/SP, é um texto técnico da melhor qualidade, permeado dos aspectos humanos que envolvem o tema abordado. O livro aborda pontos que têm sido motivo de dúvidas e interpretações equivocadas, como, por exemplo, quais empresas estão enquadradas nesta obrigatoriedade, qual o número de vagas a serem preenchidas, qual o conceito legal de pessoa com deficiência e reabilitada profissionalmente, onde encontrá-las, como age a DRT/SP nos casos de irregularidade, qual o valor da multa pelo não cumprimento da cota.

* Condição especial para grupos: A cada três inscrições da mesma empresa ou grupo empresarial, oferecemos como cortesia a quarta participação.
* O pagamento poderá ser efetuado por meio de Depósito ou Boleto Bancário
* Estão inclusos os custos de material, coffee break e certificado
* Haverá intervalo para coffee break


Site MBA Treinamentos

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terça-feira, 14 de abril de 2009

Diversificando os recursos

Boa comunicação e diferentes fontes de renda levam ao caminho da sustentabilidade

Captação ou mobilização de recursos é o termo utilizado para descrever diferentes ações coordenadas para geração de valores necessários à viabilização da missão de empreendimentos sem fins lucrativos. Ou seja, captar recursos é uma das atividades de apoio fundamentais para toda atuação organizada do Terceiro Setor. Normalmente complexa, essa atividade merece ser planejada; assim, recomenda-se a elaboração de um plano para uma instituição buscar recursos da sociedade.

Abaixo, seguem os objetivos de um “Plano de Mobilização de Recursos e Sustentabilidade”:
* Organizar, de forma clara e objetiva, os atrativos da organização para solicitação e obtenção de recursos da sociedade;
* Recomendar práticas de comunicação de suporte para a mobilização de fundos, conferindo legitimidade à organização perante os diversos públicos influenciados – stakeholders;
* Apontar desafios a serem enfrentados;
* Apresentar estratégias eficientes para a manutenção financeira da organização, bem como para sua sustentabilidade;
* Definir prioridades e sugerir o ordenamento das ações para implementação de um plano;
* Potencializar a atração das fontes de recursos, levando em conta a necessidade de diversificação das mesmas.

Por outro lado, a tão mencionada sustentabilidade de uma organização não compreende apenas a área financeira. Para uma entidade ser sustentável, é preciso observar se os serviços prestados por ela estão em conformidade e na qualidade de que a sociedade necessita, e se tem recursos humanos treinados para tanto. É claro que para fazer tudo o que ela deseja, são necessários recursos materiais e financeiros, além de um plano escrito sobre aquilo que pretende realizar e de onde virão os recursos. Sendo assim, sustentabilidade é um conceito sistêmico e relacionado à continuidade dos aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais para a atividade de uma iniciativa organizada, ou mesmo de toda atividade humana.

Para atingir a sustentabilidade, a organização deve destinar cuidado sistemático e contínuo a vários níveis de atividades, tais como:
* Necessidade social da existência de suas ações da forma como são realizadas;
* Profissionalismo e eficiência das atividades de gestão;
* Qualidade dos serviços;
* Transparência e legitimidade social;
* Equilíbrio e continuidade do trabalho diário;
* Estabelecimento e manutenção de parcerias;
* Viabilidade econômica (economia de gastos e eficiência, mobilização de recursos e geração de renda própria);
* Aspectos relacionados ao meio ambiente (reciclagem de pilhas e outros materiais, economia de materiais e energia, utilização de equipamentos, materiais de escritório e higiene “amigos do meio ambiente”, entre outros).

Recomenda-se, também, a diversificação das fontes de recursos para diminuir os riscos. Para ser mais legítimo, ou seja, economicamente viável, a organização deve acessar diferentes fontes de recurso de forma planejada e diversificada. A recomendação inicial, e principal, é obter recursos de fontes diferentes. Na realidade, sempre que a instituição depender de uma fonte que represente mais de 33% de toda a arrecadação, torna-se necessário rever as estratégias de captação de recursos.

Além disso, a diversificação das fontes de recursos proporcionará maior reconhecimento da organização perante públicos diferentes, tais como empresas, pessoas físicas, governo, fundações, agências internacionais, organizações de fomento, entre outros. Quanto mais diversificados forem os públicos que apoiam o trabalho da organização, mais legítima será sua atuação e ainda mais necessária sua existência.

Principais fontes de financiamento que podem ser acionadas:
Iniciativa privada
* Empresas;
* Institutos empresariais;
* Pessoas físicas.

Organizações religiosas
* Fundações empresariais;
* Fundações comunitárias;
* Fundações familiares;
* Pela causa.

Fontes Institucionais
* Governos (nacional e internacional, regional ou local);
* Agências internacionais de financiamento;
* Instituições que representam um grupo de países, assim como o Banco Mundial, as agências das Nações Unidas e a União Européia ;
* ONGs nacionais e internacionais.

Regra geral é que não se deve esperar recursos de um número muito reduzido de fontes de recursos. Ainda que a organização tenha maior afinidade ou identidade com um tipo de fonte, é altamente recomendável que se desenvolvam campanhas e solicitações aos diversos tipos mencionados acima. Principalmente porque envolve a sustentação financeira da organização, mas outro fator primordial é que, para expandir as possibilidades de arrecadação, a organização deve desenvolver contato com diferentes públicos, ampliando seu reconhecimento em vários setores da sociedade, contribuindo para sua legitimidade social. É importante observar, também, que algumas fontes fornecem recursos rapidamente, enquanto outras podem levar mais tempo para obter resultados.

A rigor, a escolha de estratégias adequadas à organização não deve recair sobre uma ou duas opções. Por outro lado, também não deve tender, inicialmente, a um número grande de alternativas realizadas ao mesmo tempo, pois cada uma delas exigirá investimento próprio (algumas vezes oneroso) de tempo e de outros recursos para ser implementada. Deve-se estabelecer prioridades, além de um cronograma de implementação das estratégias (plano de ação).

São dois os aspectos mais importantes na escolha das estratégias: buscar, entre as alternativas escolhidas, o equilíbrio entre o custo e o benefício para implementá-las; e estabelecer metas factíveis.

É recomendável criar um banco de dados específico para as atividades de mobilização de recursos. O objetivo é auxiliar na identificação e contato com potenciais financiadores, assim como no acompanhamento das interações realizadas. Além disso, o banco de dados irá subsidiar a avaliação dos resultados alcançados ou das tendências observadas, a correção de estratégias etc.

Por toda essa complexidade, também é importante que a organização mantenha uma área que chamamos de Desenvolvimento Institucional. Essa área será responsável pela implementação do plano de mobilização de recursos e pela comunicação com as diversas fontes de recursos para as atividades de captação. É importante destacar que esse tipo de comunicação não deve estar pautado apenas na solicitação de recursos, mas também na prestação de contas e fidelização desse público de especial interesse.

Danilo Brandani Tiisel
Graduado em Direito pela Faculdade de Direito do Largo São Francisco, com especialização em Legislação do Terceiro Setor, Gestão para o Terceiro Setor e Direito Ambiental. É membro do Grupo Estratégico da Comissão de Direito do Terceiro Setor da OAB-SP. É diretor da consultoria Criando Atividades Alternativas.

Michel Freller
Administrador pela Fundação Getúlio Vargas, palestrante, facilitador, consultor, professor, vice-presidente da Associação Brasileira de Captadores de Recursos (ABCR) e diretor da consultoria Criando Atividades Alternativas.

Revista Filantropia On-line - nº193

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