segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Avaliação participativa

Ricardo Wilson-Grau *
Publicado pelo
redeGIFE Online em 11/02/08

Eu avalio os programas das organizações que estão comprometidas com a mudança social: inovação, sistemas de modificação, estruturas de transformação e relacionamentos de poder. Eles querem entender o impacto de suas atividades, mas aceitam que o tempo entre a ação e o efeito, e a extrema dificuldade de atribuição fazem com que seja quase impossível medir as mudanças permanentes e sustentáveis nas vidas das pessoas ou no meio ambiente. Portanto, nós avaliamos os resultados que são anteriores ao impacto.

Os 1.800 membros da Global Water Partnership (GWP), por exemplo, pretendem melhorar a gestão integrada de água em 60 países para aliviar a pobreza e contribuir para o desenvolvimento sustentável. O processo da GWP envolve muitos atores governamentais, das empresas e da sociedade civil, nos níveis global, regional e nacional, cujos relacionamentos estão mudando constantemente.

Além disso, as muitas variáveis – econômicas, políticas, sociais, tecnológicas e ecológicas – às quais as parcerias globais, regionais e nacionais de água estão sujeitas significam que as influências fora do trabalho da GWP podem ter mais efeito sobre os resultados do que aquelas dentro do trabalho da GWP. Os objetivos finais levarão décadas para serem atingidos.

A contribuição da GWP para os resultados é, portanto, de causalidade não linear: embora tenha refletido sobre os objetivos originais e os planos para alcançá-los, a GWP pode, no máximo, controlar as suas próprias atividades e, muitas vezes, até mesmo essas são modificadas por circunstâncias externas. Os resultados e os impactos são amplamente incontroláveis e imprevisíveis.

Nós usamos, portanto, uma definição de resultado desenvolvida pelo Canadian International Development Research Center: as mudanças em outros atores sociais que juntos representam um padrão de mudança em direção ao uso sustentável da água. Apenas quando pessoas ou instituições mudarem seu comportamento, as mudanças na sociedade ou no meio ambiente serão conseguidas. Esses resultados estão fora do controle da GWP, mas estão sob a sua influência.

Uma maneira tradicional de avalia um programa para fornecer água limpa para comunidades com a instalação de filtros seria contar os filtros instalados e medir as mudanças subseqüentes na qualidade da água. Uma avaliação que enfoque as mudanças no comportamento começa com a premissa de que a água não permanecerá limpa a não ser que as pessoas trabalhem para mantê-la assim. Ela, portanto, avalia se as pessoas responsáveis pela pureza da água ajudaram a criar leis e regulamentos corretos e a conscientização e compreensão da comunidade, e se usaram os meios corretos para monitorar e manter essa pureza.

A avaliação responde a três perguntas sobre a mudança:
• Os resultado: quem mudou o que, quando e onde? Identificamos as ações específicas e verificáveis em comunidades, resultado do trabalho da GWP. Essa explicação deve ser de fácil entendimento para terceiros.
• Qual é a significância de cada resultado?
• Que faceta do trabalho da GWP influenciou cada resultado? Como?

Duas perguntas adicionais são também geralmente respondidas:
• Existe alguma evidência de que os resultados contribuem para a melhoria sustentável da vida das pessoas em seu ambiente?
• Que lições foram aprendidas e podem melhorar a intervenção da GWP?

A metodologia que eu uso se baseia na Avaliação Focada na Utilização de Michael Quinn Patton. Os usuários principais usuários das descobertas da avaliação são os principais participantes dela. No caso da GWP, são os funcionários baseados na secretaria global em Estocolmo e nas 13 secretarias regionais e 60 secretarias nacionais, além dos representantes de agências governamentais, empresas e CSOs que formam as parcerias de água. Nós convidamos esses usuários para esclarecer os usos pretendidos da avaliação. Eles geralmente incluem:
• melhorar a compreensão compartilhada entre os parceiros da GWP e informar outras partes interessadas;
• apoiar e reforçar o trabalho contínuo da GWP;
• aumentar o envolvimento, autodeterminação e senso de propriedade dos usuários;
• fomentar a cultura de avaliação na GWP;
• construir a capacidade dos usuários;
• melhorar as comunicações entre eles e outros relacionados com o programa.

Depois que os usuários estão envolvidos, eles continuam a se envolver no projeto, coleta e análise de dados, definição de conclusões e formulação de conclusões para a ação.

Seja uma avaliação formativa ou somativa, descobri que quanto maior for o envolvimento dos usuários e quanto mais nós, avaliadores, servirmos como facilitadores em uma pesquisa conjunta, em vez de especialistas, melhor será a avaliação. Talvez mais importante, através de sua participação, os usuários desenvolvem a compreensão e o compromisso de implementar as recomendações da avaliação.

* Ricardo Wilson-Grau é um consultor especializado em avaliação.
Para obter mais informações: www.gwpforum.org

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Prêmio Inovação valoriza a aprendizagem

Ionice Lorenzoni
Publicado no site do
Ministério da Educação em 11/02/08

Os municípios que desenvolvem projetos inovadores na gestão de suas redes, com foco na qualidade da aprendizagem, terão este ano a oportunidade de mostrar suas experiências e concorrer a um prêmio de R$ 100 mil. É o que propõe a 2ª edição do Prêmio Inovação em Gestão Educacional promovido pelo Ministério da Educação, que vai distribuir R$ 1 milhão entre os dez municípios que se destacarem na qualidade da gestão.

Em parceria com a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o MEC lança o Prêmio Inovação em Gestão Educacional em 19 de fevereiro. A inscrição de projetos será no período de 19 de fevereiro a 18 de abril. No lançamento do prêmio, os dirigentes municipais de educação receberão um guia e uma carta da comissão organizadora informando o código de acesso para o preenchimento do formulário de inscrição pela internet.

De acordo com o diretor do Departamento de Fortalecimento Institucional de Gestão Educacional da Secretaria de Educação Básica (SEB/MEC), Arlindo Queiroz, o Prêmio Inovação articula dois objetivos: o reconhecimento público das boas práticas de gestão e sua divulgação no Banco de Experiências do Laboratório, na internet. Uma vez cadastrados no banco, os projetos premiados servirão de subsídio, referência, sugestão aos gestores municipais de todo o país. Arlindo Queiroz informa que o prêmio de R$ 100 mil entregue a cada um dos dez municípios com experiências mais significativas está vinculado à qualificação do projeto. A aplicação do recurso será monitorada pelo Ministério da Educação e, ao final, o município terá que prestar contas.

Qualidade
Na 2ª edição do Prêmio Inovação, cada município poderá inscrever um projeto em um dos seguintes grupos temáticos: gestão pedagógica, gestão de pessoas, planejamento e gestão (democrática, infra-estrutura e financeira), avaliação e resultados educacionais. Cada um dos temas, explica Arlindo Queiroz, está vinculado a um grupo de diretrizes do Compromisso Todos pela Educação, que integra o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE). Todos os temas, diz, têm como preocupação central a qualidade da aprendizagem.

O processo de seleção dos projetos terá quatro etapas, sendo que a penúltima será uma visita dos avaliadores aos locais onde se desenvolvem as experiências. O regulamento prevê a premiação de dez projetos, sendo três em gestão pedagógica, três em gestão de pessoas, dois em planejamento e gestão e dois em avaliação de resultados educacionais. Além do prêmio em dinheiro, o município receberá uma placa de participação e o dirigente municipal de educação participará de um evento de formação promovido pela Unesco. A entrega do prêmio será em 19 de novembro de 2008. Regulamento, inscrição, calendário e todos os detalhes do prêmio estão no Guia do Participante.

Na 1ª edição do Prêmio Inovação em 2006 concorreram 265 projetos de 13 capitais e municípios de 24 estados, das cinco regiões, sendo que 76% dos municípios tinham menos de 100 mil habitantes.

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Porto Alegre recebe 5º Fórum Mundial de Comunicação Social

Publicado no site do Fórum Mundial de Comunicação Social em 09/02/08

Responsabilidade social, publicidade e comunicação voltam a reunir, em Porto Alegre, em 2008, representantes de vários países durante o 5º Fórum Mundial de Comunicação Social, considerado o maior evento da área voltado a uma grande causa civil, social e humanitária. Realizado pela Associação Latino-Americana de Agências de Publicidade (Alap), o fórum irá debater o tema Ações de Sustentabilidade Ambiental entre profissionais e estudantes de marketing, propaganda, relações públicas e jornalismo.

O evento tem como objetivo avaliar e estimular o crescimento do terceiro setor, transmitir conhecimentos de marketing e premiar peças e campanhas de publicidade social e de bem público. O 5º Fórum Mundial de Comunicação Social será realizado no dia 25 de março, das 8h às 20h, no Salão de Atos da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC/RS).

Conforme o presidente do fórum, publicitário e sócio-diretor da GlobalComm Comunicação, agência especializada em comunicação integrada de marcas, Alexandre Brandão Skowronsky, o evento tem um papel fundamental na consolidação de uma cultura pró-ativa em relação às questões sócio-ambientais. “Nossa responsabilidade como cidadãos impõe a participação em ações e em projetos que possam decisivamente responder pela qualidade de vida de cada um de nós. Dessa forma, o fórum é uma ferramenta que coloca em nossas mãos oportunidades, discussões e alternativas em prol desses objetivos”, destaca.

Para participar do fórum, os interessados devem efetuar gratuitamente as inscrições por meio do www.forumcomunicacao.com.br a partir do dia 1º de dezembro. As vagas são limitadas. Pelo mesmo endereço podem ser efetuadas as inscrições para as premiações envolvendo peças ou campanhas de publicidade de cunho social e de bem público até o dia 10 de março. As mídias gráficas – anúncios sociais em jornais, revistas e outdoors; e eletrônicas – rádio, TV e internet, recebem o troféu Nestor de Paula. As categorias são: Produto, Varejo, Institucional, Comunicação/Educação, Turismo e Ecologia.

Criado em janeiro de 2003, por meio de uma proposta do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que em 2002 mandou representante para firmar protocolo de Intenções com a Alap, que tem sede em Porto Alegre. O fórum conta com diversos colaboradores para sua realização: Associação Brasileira de Agências de Publicidade (Abap), Associação Rio-grandense de Propaganda (ARP), Sindicato das Agências de Propaganda do Estado Rio Grande do Sul (Sapergs), Federação Nacional de Agências de Propaganda (Fenapro) e Conselho Nacional de Propaganda (CNP).

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Inscrições abertas para o Top Responsabilidade Social

Publicado no site do Forum Mundial de Comunicação Social em 09/02/08

O prêmio, criado para divulgar cases que possam servir de referencial para o mercado, amplia as possibilidades das companhias mostrarem o que estão fazendo de melhor na área e está com inscrições abertas até o dia 10 de março.

Os cases vencedores devem se destacar por sua força empreendedora, dignidade política, criatividade e competência, características a serem avaliadas por um júri de empresários, acadêmicos e profissionais de destaque na área do marketing e da publicidade e propaganda.

A iniciativa inovadora é uma das novidades do 5º Fórum Mundial de Comunicação Social, realizado no dia 25 de março de 2008, na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), em Porto Alegre O Fórum tem como tema “Ações de Sustentabilidade Ambiental” e promove o debate em torno das ações das empresas em relação ao meio-ambiente.

O evento é promovido pela Associação Latino-Americana de Agências de Publicidade (ALAP), Associação Brasileira de Agências de Publicidade (ABAP), Federação Nacional de Agências de Propaganda (FENAPRO), Conselho Nacional de Propaganda (CNP), Associação Riograndense de Propaganda (ARP) e Associação Riograndense de Imprensa (ARI).

[O regulamento pode ser visto aqui.]

Mais informações no site: www.forumcomunicacao.com.br

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Ibmec SP cresce e amplia seu espaço

Stela Campos
Publicado pelo Valor Online em 11/02/08

Claudio Haddad, diretor-presidente do Ibmec SP, diz que só com infra-estrutura a escola investirá R$ 16 milhões
Foto Magdalena Gutierrez/Valor


Na época da construção do atual campus foram arrecadados R$ 10 milhões em doações de pessoas físicas, a maioria ex-alunos. Boa parte dos R$ 2,9 milhões disponibilizados no ano passado para o Fundo de Bolsas da escola também veio da contribuição dos antigos estudantes. A intenção da escola é criar laços tão duradouros com eles como acontece nas escolas de negócios mundiais.

O Ibmec São Paulo dá início a uma nova fase de expansão. Para acompanhar a crescente demanda de estudantes, a escola começa o ano com o anúncio da ampliação de sua estrutura física. Ela passará a ocupar até 2009 seis andares de uma torre, que começa a ser construída este mês ao lado do atual prédio, na Vila Olímpia. Com este anexo, aumentará em 60% sua área total e em 50% sua capacidade de receber alunos, com 13 novas salas de aula, no formato de anfiteatros. Apenas para equipar o novo espaço, a escola investirá R$ 16 milhões.

"Hoje estamos trabalhando com nossa capacidade máxima", diz Claudio Haddad, diretor-presidente do Ibmec São Paulo. A construção da torre, com dez andares, será financiada pelo fundo de investimento imobiliário Premier Realty, administrado pelo grupo Ourinvest. A previsão é de que a obra esteja pronta no início do ano que vem.

O prédio do Ibmec São Paulo, inaugurado em 2006, fruto de um investimento de R$ 42 milhões, tem 10 mil metros quadrados e abriga 27 salas de aula. Por elas, circulam mais de 3 mil alunos dos cursos de graduação, MBAs, mestrados e os customizados para empresas, de manhã até a noite, incluindo as tardes de sábado. Com o aumento da demanda, segundo Haddad, o espaço começa a ficar pequeno.

Desde 2005, a procura pela graduação no Ibmec cresceu 44,5%. "A relação hoje é de 24 candidatos por vaga na administração e 18 na economia", diz Haddad. Por enquanto, a escola não pretende se aventurar na graduação em direito, mas esse passo não está descartado para o futuro. "Ele precisa ser muito bem elaborado", explica.

Os MBAs, LLMs (mestrados em direito) e certificates (pós-graduação lato sensu) também tiveram um aumento de 29,76% na procura no ano passado. Em 2007, foram 3,4 mil candidatos em busca de uma vaga e 1,2 mil matriculados.

Para 2009, a escola pretende lançar um novo curso, o MBA Internacional. O objetivo é atrair executivos responsáveis pela direção de operações na região latino-americana. "Queremos integrar líderes de vários países", explica Irineu Gianesi, diretor acadêmico de programas executivos do Ibmec São Paulo.

Um dos objetivos da escola este ano é estreitar os laços com seus ex-alunos. Para isso, passa a disponibilizar para os alumni o serviço gratuito de orientação de carreira, que hoje é oferecido aos estudantes. Os ex-alunos também serão convidados a participarem de um programa de mentoring, para servirem de mentores dos alunos da graduação. A comunidade de alumni do Ibmec São Paulo reúne 3,8 mil ex-alunos.

Na época da construção do atual campus foram arrecadados R$ 10 milhões em doações de pessoas físicas, a maioria ex-alunos. Boa parte dos R$ 2,9 milhões disponibilizados no ano passado para o Fundo de Bolsas da escola também veio da contribuição dos antigos estudantes. A intenção da escola é criar laços tão duradouros com eles como acontece nas escolas de negócios mundiais.

Atingir um nível de excelência internacional está nas metas traçadas pela escola para os próximos anos. Em 2007, ela conquistou a certificação da AMBA (Association of MBAs), de origem européia e que reúne os melhores cursos do mundo. Agora, está em processo de certificação da AACSB (The Association to Advance Collegiate Schools of Business), um dos mais importantes credenciamentos internacionais americano, que existe há quase um século. "Este é um processo lento que exige uma série de ajustes internos", diz Haddad.

O principal foco de atenção da escola agora é nos professores. Hoje na graduação 73% são doutores ou PhDs e nos MBAs eles chegam a 58%. Ao todo, são quase 140 se revezando em todos os cursos, 22 atuando em tempo integral. "Queremos incentivar cada vez mais a produção de conhecimento e a publicação de artigos em revistas científicas internacionais", diz Haddad. "Já estamos acima da média, com cada professor de tempo integral produzindo ao menos um 'journal' por ano". A atuação de seu corpo docente é fundamental para que a escola consiga a certificação e entre para o seleto hall das escolas de negócios americanas.

O Ibmec São Paulo, desde 2004, pertence ao Instituto Veris, sem fins lucrativos. Portanto, não está vinculado ao Ibmec do Rio de Janeiro ou ao de Minas Gerais, que são administrados pela Veris Educacional, controladora também das faculdades IBTA, Inea e Uirapuru.

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Mídia on-line em crise nos sites de relacionamento

Spencer E. Ante e Catherine Holahan
Publicado pelo
Valor Online em 11/02/08

Se você quiser se relacionar com Chris Heritage, não vai encontrá-lo no Facebook. Esse analista de 27 anos de Port St. Lucie, na Flórida (EUA), entrou para a rede de relacionamentos no ano passado, depois que amigos insistiram que ele abrisse uma conta. Mas Heritage logo ficou irritado com a avalanche de anúncios, especialmente os que detalhavam o que seus amigos estavam comprando, e ele saiu do site em novembro. Agora, o analista se expressa através de um blog, contente em pagar US$ 6 por mês para operar em um site livre de propaganda on-line. "É uma alegria não ter que agüentar todos aqueles anúncios", diz ele.

Epa! As redes de relacionamento deveriam ser a próxima sensação da internet. MySpace, Facebook e outros sites vêm atraindo milhões de novos usuários, construindo cada vez mais endereços bancados por empresas, na ânsia de desencadear o boom do segmento de publicidade on-line. O problema é que o boom não está sendo mais um boom. Assim como Heritage, muita gente passa menos tempo nos sites de relacionamento, ou até mesmo se desconecta deles.

A geração MySpace pode estar ficando irritada com os anúncios e um pouco chateada com as páginas de perfis. O tempo médio que cada usuário passa nos sites de relacionamento caiu 14% nos Estados Unidos nos últimos quatro meses, segundo o instituto de pesquisas ComScore. O MySpace, a maior rede de relacionamentos da internet, caiu de um pico de 72 milhões de usuários em outubro, para 68,9 milhões em dezembro, segundo o ComScore. O número total de pessoas nesses sites ainda está crescendo a uma taxa de 11,5%, mas isso é bem menos que os índices de crescimento do passado. "As redes de relacionamento são a badalação mais exagerada da propaganda on-line", afirma Tim Vanderhook, presidente executivo da Specific Media, responsável por colocar anúncios de clientes em uma variedade de sites na internet.

A propaganda nos sites de relacionamento vem crescendo rápido. Em 2007, os gastos mundiais com anúncios nesses sites subiram 155%, para US$ 1,2 bilhão, segundo o instituto de pesquisas eMarketer. Este ano, o eMarketer prevê que o aumento será de 75%, para US$ 2,1 bilhões. Em uma previsão de lucros feita em 4 de novembro, a News Corp. passou um tom otimista para a Fox Interactive Media, responsável pelo MySpace.

Mas as previsões de crescimento alucinante podem se mostrar irreais. Além da redução do aumento do número de usuários e do menor tempo que eles passam nesses sites, os internautas também parecem estar respondendo cada vez menos aos anúncios, segundo vários anunciantes e empresas especializadas em publicação de anúncios na internet. Se os anunciantes não descobrirem uma maneira de reverter essa tendência, as redes de relacionamentos poderão acabar se transformando em um mercado de nicho no mundo publicitário on-line, desfazendo esperanças e avaliações do Vale do Silício.

O vigor da propaganda nos sites de relacionamento pode se mostrar exagerado nos contratos de anúncios exclusivos e experiências auspiciosas. O Google e a Microsoft, que competem frente a frente nesta seara, prometeram para uma série de sites um mínimo de receita publicitária, em troca do direito exclusivo de colocar anúncios nesses endereços.

Mas os resultados iniciais desses acordos são instáveis. Em 31 de janeiro, o Google disse que não iria gerar o volume de receita que esperava com os anúncios nos sites de relacionamento. O Google, que tem um acordo garantido de US$ 900 milhões com o MySpace para a inserção de anúncios junto com os resultados de busca, diz que as abordagens publicitárias existentes não estão funcionando bem nesses sites, pelo menos até agora. "Acho que ainda não descobrimos uma maneira genial de fazer propaganda e ganhar dinheiro com as redes de relacionamento", diz Sergey Brin, um dos fundadores do Google.

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Anúncios começam a incomodar internautas, que chegam a desistir de endereços como Facebook e MySpace
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Quando a News Corp. anunciou seus lucros, disse que as receitas da Fox Interactive Media cresceram 87%, para US$ 233 milhões. Mas US$ 62 milhões desse total vieram do acordo exclusivo do Google com o MySpace. Não está claro se o Google - que, segundo especialistas em propaganda está perdendo dinheiro com o contrato - vai assinar acordos parecidos no futuro.

Outro grande obstáculo à receita publicitária está vindo das companhias que fazem experiências com as redes de relacionamento, apontadas como uma nova mídia popular. Para algumas, os resultados não têm sido encorajadores. Muitas pessoas que freqüentam o MySpace, o Facebook e outros sites costumam prestar pouca, ou nenhuma, atenção aos anúncios, pois estão mais interessadas em bater papo com os amigos.

A redes de relacionamento têm algumas das menores taxas de resposta da internet, segundo anunciantes e empresas especializadas na colocação de anúncios na rede. Marqueteiros afirmam que apenas quatro dentre 10 mil pessoas que vêem seus anúncios nos sites de relacionamento clicam neles, em comparação a 20 entre 10 mil na internet como um todo. Mark Seremet, presidente da Green Screen, editora de videogames, parou de fazer propaganda no MySpace no segundo trimestre de 2007 por causa de uma taxa de resposta de 13 entre 10 mil. "É realmente muito difícil fazer dinheiro com uma taxa de cliques anêmica como esta", diz Seremet.

MySpace e Facebook reconhecem o problema, mas afirmam que um maior direcionamento e outras inovações vão incentivar os usuários a prestar mais atenção aos anúncios. No quarto trimestre de 2007, os dois sites lançaram programas que permitem aos marqueteiros estabelecer produtos para as pessoas em centenas de categorias de interesse, como moda e esportes. O presidente da News Corp., Peter Chernin, disse em 4 de fevereiro que as taxas de resposta melhoraram até 300% no MySpace. Owen Van Natta, diretor operacional do Facebook, diz que haverá mais experiências no futuro. "Há muitas inovações que precisam ser colocadas em prática", diz ele.

Mas há um ardil aí: programas de anúncios mais agressivos podem levar a uma maior frustração dos usuários. Ryan Lake, 34, acaba de sair do MySpace por causa dos anúncios. "Há muitos deles, e estão ficando cada vez mais impertinentes", afirma.

O Facebook, o segundo maior site de relacionamentos do mundo, que continua crescendo rapidamente, introduziu um programa de anúncios em novembro, chamado Beacon, que alerta os usuários para as compras que seus amigos estão fazendo, na expectativa de incrementar as vendas. Mais de 75 mil membros do Facebook assinaram um abaixo-assinado on-line pedindo o fim da iniciativa. Carol Kruse, vice-presidente global de marketing interativo da Coca-Cola, diz que embora acredite que os sites de relacionamento representem uma grande oportunidade, a companhia está evitando o Beacon por enquanto.

O MySpace também vem recebendo reclamações. Nina Pagani, uma estudante de 20 anos de Nova York, ficou furiosa no ano passado quando o MySpace começou a colocar automaticamente nas páginas dos usuários notificações sobre os produtos favoritos dos amigos. "A página pessoal que você tem no MySpace acabou se transformando em um anúncio", diz ela. Participante do MySpace por cinco anos, ela eliminou sua conta em dezembro. "Aquilo provocou um drama enorme na minha vida", diz. (Tradução de Mario Zamarian)

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OLPC quer produção de laptops no Brasil

André Borges
Publicado pelo
Valor Online em 11/02/08

Hélio Rotenberg, presidente da Positivo: "Ficamos frustrados com a decisão, mas estamos prontos para a próxima"
Foto Ivonaldo Alexandre/Valor


Vem aí o segundo round. Nem bem o Ministério da Educação (MEC) oficializou o cancelamento do pregão eletrônico para compra de 150 mil laptops educacionais, o Planalto já começa a se articular para mudar as regras do edital e tentar, mais uma vez, dar vida ao seu projeto Um Computador por Aluno (UCA). Reuniões entre líderes da iniciativa deverão ter início hoje, em Brasília.

A retomada do projeto estava planejada. Em entrevista ao Valor, César Álvarez, assessor especial da Presidência e coordenador do UCA, afirmou que se encontrou com o ministro da Educação, Fernando Haddad, e acertou que um novo edital será publicado entre 30 e 45 dias. "Foi uma decisão técnica-orçamentária, que não incide em nada sobre a proposta de se fazer uma experiência dessa magnitude, atingindo 300 escolas do país com o tema da mobilidade", disse. "Estamos trabalhando para modificar especificações técnicas que levem ao barateamento."

Uma das mudanças que o governo deve fazer diz respeito à exigência de três anos de assistência técnica, o que puxava o preço.

De volta à estaca zero, o prometido UCA volta a atrair a atenção das empresas, principalmente daquelas que perderam a disputa inicial para a Positivo Informática, fabricante que venceu a etapa inicial do processo e que há dois meses tentava bater o martelo com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), órgão do MEC que realizou o pregão.

Agora, quem promete endurecer o jogo é a organização Um Laptop por Criança (OLPC, na sigla em inglês). Em entrevista ao Valor por telefone, David Cavallo, coordenador da entidade, disse que a OLPC está em busca de um fabricante no Brasil para bancar a produção do XO, como foi batizado seu equipamento. Braço direito do ex-professor do MIT Nicholas Negroponte, Cavallo participa desde 2005 de pesquisas em torno da idéia que ficou popularmente conhecida pela alcunha de o laptop de US$ 100. "Não somos uma empresa, mas como educadores queremos ver nosso projeto funcionando Brasil", comentou. "O país é fundamental para o projeto e por isso vamos ampliar nossas parcerias."

Hoje a OLPC tem um contrato mundial de produção com a chinesa Quanta. No Brasil, a entidade entrou no pregão do MEC representada pela Simm do Brasil, empresa com sede em Campinas que, segundo Cavallo, ficou responsável apenas pela distribuição dos equipamentos. A Simm foi procurada pela reportagem, mas não respondeu ao pedido de entrevista até o fechamento desta edição.

No ano passado, disse Cavallo, a OLPC chegou a conversar com vários fabricantes brasileiros sobre a possibilidade de produzir o XO no país, mas não houve acordo. "Na realidade, o que as empresas fazem no Brasil é a montagem de máquinas, ninguém produz nada, efetivamente." Ainda assim, o pesquisador lembra dos benefícios fiscais concedidos a empresas que montem máquinas. "Conhecemos as regras, e dessa vez vamos atrás dessa parceria", disse, sem dar nomes de companhias que poderiam assumir a produção no país.

Com a sua fabricação na China, o preço mais baixo que o XO alcançou no pregão brasileiro foi de R$ 104,5 milhões, contra os R$ 98,1 milhões atingidos pela Positivo e seu Classmate, máquina idealizada pela fabricante de chips Intel.

A reformulação de planos também está na pauta de quem, na última hora, decidiu ficar de fora do primeiro pregão. É o caso da indiana Encore. Há pouco mais de uma semana, diz Jakson Alexandre Sosa, diretor-presidente da Encore e da Comsat no Brasil, a subsidiária foi procurada por analistas do MEC para "novas análises laboratoriais" de seu produto, o Mobilis.

Em dezembro, a Encore não disputou o pregão eletrônico do FNDE porque seu equipamento não atendia especificações técnicas do edital. Uma delas era a exigência de um teclado acoplado ao equipamento. O Mobilis funcionava por meio de toque na tela. De qualquer forma, adianta o executivo, a Encore já trabalha para trazer ao país um segundo modelo de laptop para disputar o UCA e, desta vez, com teclado.

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domingo, 10 de fevereiro de 2008

ONU coloca Brasil como 81º país em penetração de celulares e 72º em web

Publicado pelo IDG Now! em 08/02/08

Conferência da ONU para Comércio e Desenvolvimento aponta relação de 52,9 celulares e 22,6 internautas para cada 100 brasileiros em 2006

Mesmo liderando a América Latina junto ao México nas conexões banda larga e na penetração absoluta de celulares, o Brasil é apenas a 81ª nação em relação de telefones por habitantes, segundo o estudo "Information Economy Report 2007-2008", divulgado pela Conferência da ONU para Comércio e Desenvolvimento (Unctad, da sigla em inglês) nesta quarta-feira (06/01).

Segundo os dados, 52,9% da população brasileira tem celulares, aumento de 14,4% em comparação aos 46,3% registrados em 2005.

O número, idêntico ao Cazaquistão, com quem o Brasil divide a posição, não é suficiente, porém, para que o país fique à frente de nações como Tailândia (71ª), Argentina (49ª) e El Salvador (79ª).

Luxemburgo aparece como líder da lista, com 151,9 aparelhos por cada grupo de 100 habitantes, seguido pela Lituânia (138), Montenegro (132,5) e Hong Kong (129,8).

Caso se apóie em dados recentemente fornecidos pelo IBGE e pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a penetração dos 120,9 milhões de celulares entre os 186,1 milhões de brasileiros teria relação de 64%.

No ranking referente a internet, o Brasil se sai um pouco melhorando, atingindo a 72ª posição com cerca de 22,6 brasileiros em cada grupo de 100 com acesso online, aumento de 15,6 % em relação aos 19,5 de 2005.

Em internet, o país tem penetração melhor que países como Argentina (78ª), México (79ª) e Uruguai (75ª), mas ainda perde na comparação com Líbano (64ª), Israel (63ª) e Polinésia Francesa (67ª).

De maneira geral, o estudo chamou a atenção para o abismo digital que continua a separar países ricos dos em desenvolvimento, mesmo com o sucesso de iniciativas de inclusão digital nestes últimos.

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Concurso vai premiar projetos inovadores de professores de arte

Publicado pela Folha Online em 09/02/08

Professores de arte de escolas públicas e particulares de todo o país podem concorrer ao Prêmio Arte na Escola Cidadã, promovido pelo Instituto Arte na Escola, da Fundação Iochpe, e pelo Sesi (Serviço Social da Indústria).

Serão premiados, no total, seis projetos. Cada professor vencedor - ou grupo de professores, se for o caso - receberá R$ 7.000. A respectiva escola ganhará R$ 3.000.

As inscrições devem ser feitas até 30 de abril no site www.artenaescola.org.br/premio. Os resultados deverão ser divulgados em setembro e os prêmios serão entregues na Universidade Federal de Goiás, em Goiânia, em outubro.

O objetivo do concurso, que já é realizado há nove anos, é encontrar e valorizar boas iniciativas no ensino da arte em sala de aula, incluindo artes visuais, dança, música e teatro.

"Muitas escolas ainda tratam a arte como atividade secundária, e não como área do conhecimento", diz Mirca Bonano, coordenadora do prêmio. "Há escolas que usam as aulas para construir presépio no Natal e pintar pano de prato para o Dia das Mães. Isso é retrógrado."

Em 2007, um dos projetos vencedores foi de uma professora do Rio de Janeiro que transformou a escola municipal onde trabalha, numa área carente da cidade, numa reprodução da Bienal de São Paulo. Os alunos expuseram painéis e fizeram apresentações durante três dias, período em que a escola ficou aberta à comunidade.

São premiados os melhores trabalhos nas categorias educação infantil, ensino fundamental 1 (da 1ª à 4ª série), ensino fundamental 2 (da 5ª à 8ª série), ensino médio e educação de jovens e adultos.

Haverá ainda, neste ano, um prêmio especial para o melhor trabalho, em qualquer nível de ensino, que tenha o ambiente como tema.

O concurso tem patrocínio da Fundação Iochpe, do Banco do Planeta (Bradesco) e do Ministério da Cultura.

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sábado, 9 de fevereiro de 2008

Kaká lança campanha da ONU contra fome

Publicado pela Revista Envolverde em 08/02/08

Iniciativa do Programa Mundial de Alimentos dirige-se a 59 milhões de crianças em países em desenvolvimento

O atacante do Milan, Kaká (foto), lançou nesta quinta-feira uma campanha do Programa Mundial de Alimentos, PMA, para ajudar 59 milhões de crianças famintas nos países em desenvolvimento. Deste total 23 milhões vivem na África.

Brasileiro
Falando em inglês, o jogador repetiu o slogan da campanha: "Encha a Caneca", e pediu a todos que ajudem o PMA a transformar a fome em esperança.

Kaká, eleito o "Melhor Jogador do Ano da Fifa", é também o embaixador contra a fome da ONU.

O atleta disse que por ser brasileiro, ele viu em primeira mão como a fome pode roubar o potencial de uma criança.

Torcedores
Kaká afirmou que está muito orgulhoso por fazer parte do projeto e pediu aos fãs de futebol para serem solidários.

Segundo o PMA, o objetivo do "Encha a Caneca" é proporcionar aos menores mais acesso à saúde, educação e um futuro promissor.

A estimativa da agência da ONU é de que US$3 bilhões, o equivalente a mais de R$5,2 bilhões, serão necessários para fornecer alimento aos menores.

O PMA afirma que há cada seis segundos, uma criança morre de fome no mundo, e declarou a fome e a má nutrição inimigos número 1 para a saúde pública.

Clique aqui para ver o filme da campanha.

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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Governo seleciona propostas de cozinhas e restaurantes populares

Publicado pela Folha Online em 08/02/08

O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome começou a selecionar os municípios interessados em implantar ou modernizar seus restaurantes populares e cozinhas comunitárias. Os editais foram publicados no dia 31 de janeiro, no "Diário Oficial da União".

Para concorrer, os municípios devem ter mais de 50 mil habitantes (cozinhas) ou 100 mil habitantes (restaurantes). A meta das cozinhas é investir em inclusão social produtiva, fortalecimento coletivo e identidade comunitária. Elas devem ser implantadas, prioritariamente, em bairros populosos das periferias urbanas.

Já o objetivo dos restaurantes populares - destinados principalmente a trabalhadores dos centros urbanos que almoçam fora de casa e à população em situação de vulnerabilidade social - é oferecer refeições de qualidade a baixo custo.

Pelos projetos, o ministério apoiaria a construção, a reforma e a adaptação dos estabelecimentos, além da aquisição de equipamentos, móveis e utensílios.

Neste ano, estão liberados recursos do governo federal de até R$ 27,7 milhões para os restaurantes, mas cada município receberá, no máximo, R$ 500 mil para a modernização e R$ 1,4 milhões para a implantação dos estabelecimentos. Para as cozinhas, serão disponibilizados R$ 4,8 milhões.

A documentação dos interessados deve ser enviada para a Secretaria de Segurança Alimentar e Nutricional (Sesan) até o dia 11 de março. A divulgação dos resultados está prevista para ser publicada no "Diário Oficial da União" em 7 de abril.

Projetos estaduais
Governos estaduais e o Distrito Federal têm até o dia 13 de março para enviar projetos em educação alimentar e nutricional e integrar o processo seletivo para obtenção de apoio financeiro do governo federal. O edital também foi publicado no último dia 31, no "Diário Oficial da União".

A seleção tem o objetivo de estimular o acesso da população à alimentação adequada, capacitando a comunidade e valorizando a cultura alimentar local. O ministério liberará R$ 3, 2 milhões em 2008. Cada projeto aprovado terá investimento máximo de R$ 400 mil.

O resultado será divulgado no dia 8 de abril. Mais informações sobre os três editais podem ser obtidas no site do ministério.
[ou diretamente neste link]

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Comunicação para resultados: não desperdice um único segundo do seu interlocutor

André Dametto*
Publicado pela
HSM Online em 07/02/08

Tão importante quanto a geração de um bom trabalho, é a sua comunicação efetiva, de modo que conduza o interlocutor à ação. Uma maneira de aumentar a eficácia da sua comunicação, tanto nas vivências profissionais quanto pessoais, é o uso da lógica da pirâmide. Você já possui as competências necessárias para esta comunicação ou precisa desenvolvê-las?

Primeiramente, conceituamos como lógica da pirâmide a técnica que coloca no topo da pirâmide a mensagem principal de uma comunicação, algo semelhante à manchete principal de um jornal, que, quanto mais vendedora, mais leitores irá atrair. Perceba que os jornalistas utilizam este recurso há bastante tempo. Nos níveis inferiores, são colocados os argumentos primários e secundários.

A lógica da pirâmide é muito importante, tanto para a resolução de problemas quanto para a comunicação desta resolução. Um erro recorrente é o fato de a maioria das pessoas utilizar a mesma seqüência de pensamento para resolver um problema e para comunicar essa solução, quando, na verdade, o ideal seria utilizar lógicas opostas. Para resolver um problema, primeiro devo identificá-lo; posteriormente, estratificá-lo, identificar as suas causas críticas e atacá-las com recomendações. Já para comunicar esta solução, o ideal é que, primeiro, apresentemos as recomendações, para depois sustentá-las com argumentos, ou seja, as causas e os conseqüentes problemas. Perceba que, no mundo organizacional, a atenção do interlocutor é muito mais voltada para discursos focados na ação e no protagonismo do que àqueles que focam o problema, subliminarmente associados à vitimização.

Para resolver problemas, uma prática que costumo aplicar nos trabalhos de coaching, consultoria e treinamento é sempre perguntar se o problema em questão está MECE, ou seja, Mutuamente Exclusivo e Completamente Exaustivo. Isto significa que o conteúdo em questão não contenha repetições, por exemplo: a sala é pequena e a sala tem apenas 5m2 são informações que podiam ser sintetizadas. Também não deve faltar informação relevante. Por exemplo, a sala é pequena e o quarto é grande, mas nada sei sobre o banheiro. Com isso, garantimos que analisamos de forma prática um problema, sem deixar de observar um aspecto relevante do mesmo.

Já para comunicar dentro da lógica da pirâmide, devemos começar com a criação de uma introdução vendedora, capturando a atenção da audiência através de uma MENSAGEM principal que contenha uma pré-resposta a ser comprovada pelos argumentos do desenvolvimento da sua comunicação. No mundo acadêmico, chamamos essa mensagem de hipótese, na qual reside grande parte do brilho de uma pesquisa acadêmica. No desenvolvimento, devem ser expostas evidências que comprovem a hipótese que você utilizou para provocar a sua audiência. Estas evidências podem explorar as lógicas indutivas e dedutivas, utilizando agrupamentos ou argumentos que comprovem a lógica do seu desenvolvimento. Finalmente, na conclusão, deve-se ressaltar a validade da provocação da sua mensagem principal, através de uma boa exposição com os fatos e dados utilizados no desenvolvimento. Uma boa conclusão deve reforçar a mensagem principal, descrever os próximos passos e adicionar uma perspectiva de futuro ao discurso.

Bons vendedores costumam aplicar intuitivamente a Lógica da Pirâmide nas suas negociações, ressaltando primeiramente os benefícios dos seus produtos e serviços, partindo, posteriormente, para as vantagens e, depois, com mais fatos e dados, para as características técnicas de tais produtos e serviços. Por exemplo, preferi utilizar o benefício deste artigo (mais resultados, desperdício menor de tempo), para depois apresentar a vantagem (eficácia na comunicação) e, finalmente, embasá-la com as características técnicas contidas no teor do artigo (lógica da pirâmide e técnica MECE).

Comunicar partindo do todo (mensagem principal voltada para ação) para as partes (argumentos lógicos) também respeita os princípios de aprendizagem sistêmica, que determinam que as pessoas aprendem mais facilmente um conceito partindo do todo para o detalhamento, aprendendo enquanto recebem informações hierarquicamente superiores. Uma evidência interessante é o fato de que não ipomtra em qaul odrem etãso as lrteas de uma plravaa, a úncia csioa iprotmatne é que a piremria e utmlia lrtea etejasm no lgaur crteo. O rseto pdoe ser uma deosredm ttaol que vcoê pdoe anida ler sem pobrlmea. Itso ocrroe poqrue nós não lmeos cdaa lrtea isladoa, mas a plravaa cmoo um tdoo.

É importante que saibamos equilibrar o uso da lógica efetiva da comunicação nos devidos momentos. Há situações onde ser vago pode até ser muito interessante, principalmente nas relações afetivas. Mas até mesmo nelas há oportunidades de evitarmos devaneios desnecessários e os conseqüentes conflitos que podem surgir da comunicação imprecisa.

Este artigo foi estruturado na lógica da pirâmide e estimo que o fato de você ter chegado até o final do artigo deve-se à preocupação de respeitar cada segundo da sua atenção, através do uso da lógica MECE, com informações exclusivas e que exaurem os diversos conteúdos da lógica da pirâmide. E agora, você está disposto a tornar-se responsável pelo aprimoramento da sua comunicação? Aplicar a lógica da pirâmide aumenta as suas chances de resolver melhor os seus problemas e, depois, comunicá-los com mais efetividade.


* André Dametto é Professor de MBAs (UFRJ), consultor de empresas e coach certificado ICI
Fonte: Portal da Propaganda, 06/02/2008

Referências:
DAMETTO, André. A importância do equilíbrio entre vivências pessoais e profissionais como um meio de aumentar a satisfação de vida. Dissertação de Mestrado em Engenharia de Produção, COPPE-UFRJ, 212 p., 2007, orientada por Ronaldo Soares de Andrade, PhD e Maria Alice Ferruccio, D.Sc.

SUMER, H.C.; KNIGHT, P.A. How do people with different attachment styles balance work and family? A personality perspective on work-family linkage. Journal of Applied Psychology, v. 86, p. 653-663, 2001.

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Uma entidade social pode receber doação do exterior?

Publicado pela Revista Filantropia Online nº136

Caso a doação seja feita em dinheiro, os valores doados ingressam em território nacional pelo mercado de câmbio de taxas flutuantes como transferências unilaterais – não trazem a obrigação da contrapartida do fornecimento de bens ou de prestação de serviços por parte do beneficiário da doação. Basta que o doador estrangeiro faça a transferência dos valores para a conta-corrente indicada pela entidade beneficiária no Brasil. Ao representante da entidade caberá assinar o contrato junto à instituição financeira e observar o valor do câmbio no dia da entrada da quantia no território nacional. O aporte de recursos doados e seu recebimento devem ser devidamente documentados e registrados.

Caso a intenção seja importar bens adquiridos no exterior por doação, a entidade deve se atentar ao fato de que estará isenta do imposto de importação (II) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) – desde que atendidos os requisitos legais, como possuir o registro e o Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social (Ceas) e comprovar que os bens doados são compatíveis com as suas finalidades sociais. Além de providências antes do embarque, a entidade ainda deverá submeter o recebimento da doação à análise prévia do órgão federal ligado à sua área de atuação, que se manifestará quanto à compatibilidade dos bens às finalidades da instituição. O próximo passo será requerer sua habilitação para a prática de atos no Sistema Integrado do Comércio Exterior (Siscomex), junto à Receita Federal. No caso de bens usados, a importação poderá ser licenciada desde que seja sem caráter comercial, para uso próprio e para atender às finalidades institucionais da entidade.

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quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

IGM E Chevrolet fazem parceria com Alfabetização Solidária

Publicado pelo Pauta Social em 31/01/08

Programa beneficiará jovens e adultos analfabetos de Sergipe e Piauí

A General Motors do Brasil, por meio do seu braço social, o Instituto General Motors – IGM -, em conjunto com a Rede de Concessionárias Chevrolet, acaba de fechar uma parceria inédita com a AlfaSol - Alfabetização Solidária -, para a formalização do programa Rede Chevrolet de Educação Solidária.

A parceria beneficiará milhares de jovens e adultos analfabetos ou com pouca escolarização dos Estados de Sergipe e Piauí. O Programa Rede Chevrolet de Educação Solidária proporcionará condições para que a AlfaSol atenda 24 municípios que possuem os mais baixos Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) e piores taxas de analfabetismo desses dois estados - com 240 novas salas de aula para novos alunos.

O evento de assinatura do acordo ocorreu na noite da última terça-feira, 29, em São Paulo, com a presença de Jaime Ardila, presidente da General Motors do Brasil e Mercosul, José Carlos Pinheiro Neto, vice-presidente da GM do Brasil e do Conselho de Mantenedores do Instituto General Motors, Edson Vaz, diretor geral de Pessoal e Relações do Trabalho da GM do Brasil e presidente do IGM, Marcos Munhoz, diretor geral de Marketing e Vendas da GM do Brasil, e Pedro Luiz Dias, diretor de Comunicação Social e vice-presidente do IGM.

Também compareceram ao evento diretores de concessionárias Chevrolet que aderiram ao programa e Regina Célia Esteves de Siqueira, superintendente executiva da AlfaSol, a responsável pela execução do programa.

“Nós, da General Motors, estamos honrados em contar com o apoio dos concessionários Chevrolet, que aderiram de imediato a este programa de largo alcance social e temos a certeza de que, com seu desenrolar, outros concessionários se juntarão a nós, para tornar esta iniciativa um extraordinário sucesso”, destaca Jaime Ardila, presidente da GM do Brasil e Mercosul.

Segundo Marcos Munhoz, diretor geral de Marketing e Vendas da GM do Brasil, um dos entusiastas do programa, a “Rede Chevrolet de Educação Solidária contará inicialmente com o apoio e a mobilização das concessionárias Chevrolet de São Paulo”.

Criado em 1997, o projeto de Alfabetização solidária teve a GM do Brasil como associada fundadora. “Naquela época já vislumbramos o potencial de sucesso desse programa como uma ação social eficaz para diminuir a alfabetização das populações adultas de algumas das áreas mais pobres do País”, destaca José Carlos Pinheiro Neto, vice-presidente da GM do Brasil e do Conselho de Mantenedores do Instituto General Motors.

De fato, em seus 11 anos de atuação, a AlfaSol consolida resultados expressivos no Brasil, tendo chegado ao final de 2007 com mais de 5,3 milhões de jovens e adultos atendidos e 244 mil alfabetizadores capacitados, com atuação em 2.099 municípios brasileiros.

Para Regina Célia Esteves de Siqueira, superintendente executiva da AlfaSol, “o fato da Alfabetização Solidária ter sido escolhida pela marca Chevrolet, reforça ainda mais a credibilidade e a seriedade que o trabalho desenvolvido pela organização conquistou ao longo de seus 11 anos de atuação”.

A Alfabetização Solidária (AlfaSol) - é uma organização de sociedade civil, sem fins lucrativos, fundada em 1997, com a missão de reduzir os elevados índices de analfabetismo e ampliar a oferta pública de Educação de Jovens e Adultos (EJA) no Brasil. A organização adota um modelo de alfabetização simples, inovador e de baixo custo, baseado em parcerias, que já foi premiado várias vezes internacionalmente. Mais informações sobre a Alfabetização Solidária podem ser obtidas no site www.alfasol.org.br.

A General Motors Corporation (NYSE: GM), maior fabricante de veículos do mundo com base nas vendas de 2006, tem sido líder do mercado mundial por 76 anos consecutivos. Fundada em 1908, a GM emprega atualmente 274.000 funcionários ao redor do mundo. Com sua sede principal em Detroit, a GM manufatura seus carros e veículos comerciais em 35 países. Em 2006, os consumidores compraram globalmente cerca de 9,1 milhões de carros e comerciais GM, comercializados com as marcas: Buick, Cadillac, Chevrolet, GMC, GM Daewoo, Holden, Hummer, Opel, Pontiac, Saturn, Saab, Vauxhall e Wuling. A subsidiária da GM OnStar é a líder da indústria em segurança veicular, proteção e serviços de informação. Mais informações sobre a GM podem ser encontradas no site www.gm.com.

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AACD e Unibanco arrecadam 1,5 milhão

Publicado pelo Pauta Social em 31/01/08

Recursos serão revertidos em atendimentos para as crianças da AACD

O Unibanco Capitalização firmou parceria com a AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente) para destinar parte das vendas do título de capitalização para seus pacientes. Os recursos serão revertidos em atendimentos para as crianças da AACD.

A oportunidade de fazer uma ação social motivou milhares de clientes do Unibanco a investir em um plano de capitalização. Em apenas dois meses de parceria, a AACD já recebeu cerca de R$1,5 milhão. "Hoje a AACD possui mais de 32 mil crianças e adultos aguardando uma oportunidade de tratamento na fila de espera, com esses recursos poderemos ampliar nosso atendimento, fazendo com que a fila ande mais rápido e consigamos diminuir a angústia de quem depende da AACD para ter tratamento de reabilitação e mais qualidade de vida", detalha Eduardo de Almeida Carneiro, presidente voluntário da AACD.

Carlos Moura, diretor-executivo da Unibanco Capitalização, está entusiasmado com o resultado. "A receptividade de nosso cliente e, principalmente, de nossos colaboradores, foi fantástica! Nossa determinação em fazer mais foi ampliada com este belo começo." afirma.

Qualquer pessoa pode investir no tratamento das crianças da AACD por meio da aquisição dos títulos de capitalização nas agências Unibanco. A parceria contribuirá com a missão da AACD de "Prevenir, Habilitar e Reabilitar os portadores de deficiência física".

A Associação de Assistência à Criança Deficiente, AACD, mantém um amplo serviço de atendimento médico, pedagógico e social, voltado principalmente às crianças e adolescentes, promovendo a reabilitação e reintegração social dessas pessoas. Hoje, 96% dos atendimentos da AACD são gratuitos. Cerca de cinco mil atendimentos por dia são realizados em suas oito unidades: AACD Ibirapuera (SP), AACD Mooca (SP), AACD Osasco (SP), AACD Pernambuco, AACD Minas Gerais, AACD Rio Grande do Sul, AACD Rio de Janeiro e AACD Santa Catarina.

Com patrimônio líquido de R$ 11,6 bilhões (dados do terceiro trimestre de 2007) e ativos totais de R$ 134 bilhões, o Unibanco possui 27 milhões de clientes, 33,6 mil funcionários, uma rede nacional de 19 mil pontos de atendimento - 947 agências e agências in-store, 292 Postos de Atendimento Bancário (PABs) e mais de 13 mil pontos-de-venda da Fininvest.

Ainda, conta com mais 760 pontos de atendimento LuizaCred e PontoCred e 3.827 pontos de atendimento do Banco 24 horas. Estruturado em quatro áreas de negócios (Varejo, Atacado, Seguros e Previdência e Gestão de Patrimônios), o Unibanco apresenta posição de destaque e liderança em todos os segmentos nos quais atua.

A Unibanco Capitalização é uma das maiores companhias do mercado e já distribuiu mais de R$ 170 milhões em prêmios. Sua prateleira contempla produtos para todos os perfis sócio-econômicos, incluindo o Mega-Plin, o Plin Empresarial, o HiperPlin, o Plin dos Sonhos e o Plin dos Milhões.

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Português: Ferramenta indispensável

Publicado pela Revista Isto É em 26/01/08

Apenas 26% dos adultos são plenamente alfabetizados, mas falar e escrever bem é crucial para progredir na vida

O Brasil vive um momento positivo na economia, apesar da crise nos mercados financeiros mundiais. Os investimentos estão em alta, a demanda cresce e o nível de desemprego registrado em 2007, de 9,3%, foi o menor em cinco anos.
Mesmo com os ventos favoráveis, quem não possui qualificação tem mais dificuldade de se colocar no mercado de trabalho e é mais mal remunerado. Só um maior acesso à educação é capaz de mudar esse quadro. E a ferramenta indispensável para tirar proveito dos estudos, causar boa impressão numa entrevista de emprego e abrir as portas do crescimento profissional é a correta utilização da língua.

Esse é um dos maiores problemas do brasileiro. Pesquisas mostram que, no País, apenas 26% das pessoas entre 15 e 64 anos são plenamente alfabetizadas. Isto é, têm domínio total das habilidades de leitura e escrita.

Exames aplicados em estudantes também refletem essa realidade. Os resultados do Pisa (sigla, em inglês, para Programa Internacional de Avaliação de Alunos), prova que mede a eficiência de leitura em adolescentes de 15 anos em 56 países, divulgados no ano passado, foram muito ruins. O Brasil ficou na 48ª colocação. Numa escala até cinco, mais da metade parou no nível um ou abaixo disso. Ou seja, só conseguem localizar informações explícitas no texto e fazer conexões simples. Pior: o desempenho dos estudantes foi inferior ao da prova aplicada em 2003.

“Nós necessitamos de um esforço nacional para combater nossa incapacidade de lidar com a língua escrita”, diz a lingüista Stella Bortoni, professora da Universidade de Brasília (UnB). “Há uma incongruência entre nossa capacidade econômica e de leitura crítica da informação. É preciso que o aluno saia da escola lendo com produtividade.” Com 30 anos de experiência de sala de aula e 20 assessorando empresas, o professor Sérgio Nogueira, autor do livro O português do dia-a-dia, diz que as pessoas só começam a se preocupar quando essa carência afeta a vida profissional. “Aí correm desesperados atrás de cursos”, afirma ele, consultor das Organizações Globo, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e de vários escritórios de advocacia.

E não há muitos cursos disponíveis. Com exceção de aulas de português voltadas para concursos, o que existe são companhias preocupadas em investir na qualidade da comunicação de seus funcionários, como a PricewaterhouseCoopers. Há mais de dez anos, a empresa de auditoria contrata os serviços do professor Sérgio Nogueira. “A idéia é consertar vícios de linguagem que as pessoas têm, ensiná-las a ler, interpretar e escrever de maneira adequada no mundo dos negócios”, diz João Cesar Lima, sócio e líder de recursos humanos da Price. Essa preocupação é ainda maior com a nova geração criada com a internet, meio em que a comunicação ocorre de maneira bastante informal.

A popularização do e-mail, aliás, pode ser considerada um divisor de águas. Antes, a correspondência das empresas se dava por carta, que era redigida com calma e revisada por três ou quatro pessoas até chegar ao destinatário. “Hoje, a troca de informação ocorre com muita rapidez e sem intermediários. Por isso, o e-mail expõe o profissional”, diz Nogueira. Se cometer erros de português, ele corre o risco de virar motivo de chacota entre os subordinados ou ser malvisto pelo chefe. E as pessoas parecem ter consciência disso. Quando começou a prestar consultoria, nos anos 80, Nogueira era chamado para dar aulas para secretárias. Na década passada, o público foi ampliado, mas a primeira meia hora era tomada em um processo de convencimento da importância do curso. Hoje, ele não sente nenhuma dificuldade em começar a aula e as turmas estão sempre cheias.

O governo tem alguns projetos para tentar melhorar esse quadro. Lançou em 2004 o Programa Nacional de Bibliotecas, que distribui livros para as escolas, depois o Pró-letramento, que investe na formação continuada de professores, e em fevereiro dá início às Olimpíadas de Português. “Esperamos a adesão de mais de 300 mil alunos”, diz Maria do Pilar, secretária de educação básica do Ministério da Educação. A idéia é inspirada em um projeto da Fundação Itaú Social.

Embora o brasileiro tenha imensa dificuldade em lidar com o idioma escrito, curiosamente, o Museu da Língua Portuguesa, aberto há dois anos em São Paulo, é o mais freqüentado do País, com 580 mil visitantes por ano. “As pessoas se identificam, se vêem representadas no museu”, afirma Antônio Carlos Sartini, superintendente da instituição. Localizado em um dos marcos arquitetônicos da cidade, a Estação da Luz, ele fisga quem o conhece por sua abordagem moderna e interativa. O museu recebe dezenas de estudantes por dia, a maioria de escolas públicas. “Os professores nos dizem que a procura de livros na biblioteca aumenta depois da visita”, diz ele. Até o fim do ano, Portugal também contará com um museu voltado para o português. No futuro, Sartini espera que haja um intercâmbio grande entre as duas instituições.

A língua une Brasil e Portugal, mas a ortografia não. Até o início do século XX, os dois países seguiam uma norma escrita complicada, que buscava a raiz latina ou grega para escrever cada palavra, como “pharmácia” e “estylo”. Em 1911, Portugal fez a primeira reforma simplificando a escrita. De lá para cá, ocorreram outras mudanças que aproximaram as formas de escrever dos países lusófonos, mas elas nunca foram unificadas. Em 1990, foi firmado um acordo padronizando a ortografia nas oito nações em que o português é o idioma oficial – hoje é a única língua que tem duas grafias oficiais. A nova norma já foi ratificada pelo Brasil, por Cabo Verde e São Tomé e Príncipe, o que permite sua entrada em vigor nesses países. As mudanças são pequenas (leia quadro) e atingem mais a grafia lusitana. Portugal resiste em adotá-la por pressão dos editores de livros que temem perder o mercado africano para o Brasil. “Além disso, há o velho conservadorismo português com ciúme da influência cultural brasileira”, diz Marcos Vilaça, presidente da Academia Brasileira de Letras.

Alguns focos de insurgência na sociedade civil começam a brotar no velho continente. A Associação Mares Navegados, organização que promove o intercâmbio cultural entre os dois países, passará a usar a nova ortografia em março. Um grupo de ensino importante do país, a Universidade Lusófona, de Lisboa, também planeja adotar a nova ortografia em suas 14 revistas em breve. A língua é viva. Se o governo português não acordar, será atropelado pelos fatos.

ISTOÉ lança gramática
No próximo dia 15, a Editora Três oferece aos leitores de ISTOÉ os dois primeiros fascículos e a capa dura da Novíssima gramática ilustrada, organizada pelo gramático Luiz Antonio Sacconi, professor da Universidade de São Paulo (USP). Com 22 fascículos de 16 páginas e cinco cadernos de testes, a publicação é moderna, atrativa, didática e já está em conformidade com a reforma na ortografia que unificará a escrita dos oito países que adotam o português como idioma oficial. “A língua é dinâmica e saímos na frente ao organizar a gramática conforme o acordo ortográfico”, diz Sacconi.

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Temporão recorre a Michael Moore em campanha pela Saúde

Arnaldo Galvão
Publicado pelo
Valor Online em 31/01/08

Temporão: "É preciso ter consciência política sobre o direito à Saúde mas nada é de graça. É a arrecadação de tributos que sustenta esse direito universal"
Foto Ruy Baron/Valor - 5/12/07

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, assistiu, na noite de terça-feira, a uma apresentação do documentário "Sicko" (doente) do cineasta americano Michael Moore. Apresentado no Festival de Cannes em maio do ano passado, é uma articulada seqüência de duríssimas críticas ao sistema de Saúde dos Estados Unidos e defende, apaixonadamente, o direito universal e gratuito à Saúde.

Depois de os senadores derrubarem a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), em dezembro, Temporão entrou em campanha para defender fontes de financiamento para o Sistema Único de Saúde (SUS). Encerrada a sessão, o ministro conversou com os jornalistas e comentou que o filme é um convite à reflexão sobre as políticas públicas. "É preciso ter consciência política sobre o direito à Saúde mas nada é de graça. É a arrecadação de tributos que sustenta esse direito universal", afirmou. O evento da terça-feira, foi realizado no tradicional Cine Brasília e organizado pelo Ministério da Saúde e pela distribuidora Europa Filmes. Em breve, os brasileiros poderão conferir o documentário "Sicko - S.O.S. Saúde" nos cinemas.

Neste ano, o SUS completa 20 anos e Temporão disse estar disposto a resolver o problema do financiamento do sistema. Não sabe o que vai ser definido pelo Congresso, mas garantiu que vai "ouvir as lideranças".

Depois da traumática derrota da CPMF, que tirou R$ 40 bilhões do orçamento deste ano e atingiu principalmente a Saúde, o Palácio do Planalto deu sinais claros de que não vai apoiar a volta do tributo. Há quem defenda a criação de uma nova contribuição para a Saúde no âmbito da reforma tributária. Os secretários estaduais querem vincular 10% da receita bruta e ainda existe a possibilidade de destinar parte da arrecadação da seguridade social.

Os planos particulares de Saúde dão, na avaliação de Temporão, uma falsa sensação de segurança para as pessoas. Isso porque, na sua avaliação, atos complexos e até mesmo a vacinação contra a febre amarela são exemplos da importância do SUS. Disse que a má impressão dos primeiros contatos com o sistema, nas unidades de urgência e nas policlínicas, é totalmente mudada nas internações. "Nos ambulatórios e na média complexidade a situação é mais grave e a hotelaria é ruim. Na Inglaterra, também há fila para cirurgias eletivas", admitiu.

O ministro atribuiu ao abandono a fuga da classe média das escolas públicas e alertou que isso não pode ser consolidado na rede de Saúde. Defendeu o que chamou de "características especiais" do SUS como, por exemplo, o uso da rede hospitalar privada com recursos públicos e a participação da sociedade por meio dos conselhos municipais de Saúde.

O documentário de Moore distribui pancadas nos políticos americanos - Bill e Hillary Clinton incluídos - e, no estilo do cineasta, mostra doentes abandonados. Nessa lista de vítimas estão alguns heróis dos resgates de 11 de setembro, no World Trade Center. Provocador, vai à base de Guantânamo para tentar dar a esses heróis o mesmo tratamento médico dado aos integrantes da Al Qaeda. Aproveitando a vizinhança, leva-os a Cuba, onde são muito bem tratados.

Além da humilhante comparação com a ilha inimiga dos Estados Unidos, Moore aproveita o abismo que separa o sistema americano das políticas públicas de Canadá, Inglaterra e França para chocar. Revela que muitos europeus têm benefícios "inalcançáveis" pelos americanos.

Em uma entrevista com um médico britânico, o documentário também destaca que o salário desse profissional pode ser aumentado se seus pacientes apresentam evolução significativa nos índices de gordura no sangue, na perda de peso ou no abandono do tabagismo. Tudo isso é paradigma para Moore e representa exatamente o oposto da crueldade de mercado que vem sendo imposta à sociedade americana.

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União estuda perdão de dívidas de filantrópicas

Arnaldo Galvão e Raymundo Costa
Publicado pelo
Valor Online em 31/01/08

Luiz Marinho, ministro da Previdência Social: "Nada contra a filantropia. Quero separar a pilantropia"
Foto Marisa Cauduro/Valor

O governo estuda perdoar dívidas de entidades filantrópicas num pacote que tornará mais rigorosa a concessão de benefícios fiscais. A polêmica proposta é do ministro da Previdência, Luiz Marinho. Em entrevista ao Valor, o ministro explicou que uma possível anistia deverá ser apartada - do pacote de medidas em estudo - e remetida ao Congresso por meio de projeto de lei.

A idéia do perdão é justificada pelo ministro. Ele alega que a Previdência não tem estrutura para essa atribuição e, por razões meramente burocráticas, poderia quebrar uma entidade séria que cumpre sua obrigação social. "Nada contra a filantropia. Quero separar a 'pilantropia'", diz.

A falta de estrutura da Previdência é indiscutível porque, nesses processos de filantrópicas que envolvem cerca de 750 entidades, atuam apenas quatro procuradores federais. Portanto, quanto maior a demora no julgamento, mais podre fica o crédito. Com esse perdão Marinho calcula que vai aumentar a arrecadação. Além disso, revela que muitas entidades, principalmente hospitais e universidades, têm planos de abrir capital e, portanto, precisam deixar de ser filantrópicas.

O cenário dessas propostas de Marinho é contabilidade da Previdência Social. Em 2007, deixaram de ser arrecadados R$ 14 bilhões devido às renúncias fiscais que beneficiaram micro e pequenas empresas enquadradas no regime tributário do Simples, entidades filantrópicas e exportadores de produtos rurais. Desse rombo, R$ 4,4 bilhões foram das filantrópicas e o ministro quer acabar com parte da sangria. Ele defende uma ampla reforma da legislação para tornar mais rigorosa a concessão do Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social (Cebas). Quer ainda análise prévia dos pedidos e redução de três anos para um ano na validade desses certificados.

No Palácio do Planalto, a delicada reforma da lei das filantrópicas é tratada como "explosiva" porque manobras equivocadas podem perturbar gravemente a relação do governo com as igrejas católica e evangélica e também com muitos parlamentares. Em ano eleitoral, as chances dessa mudança ficam mais reduzidas. Marinho confirma que ministros e políticos de todos os partidos procuram a Previdência para defender esses interesses.

De posse do Cebas, as entidades filantrópicas - geralmente hospitais, universidades e casas de assistência social - ficam livres da contribuição previdenciária patronal, equivalente a 20% da folha de pagamento, e os tributos PIS e Cofins (9,25% sobre o faturamento).

Marinho diz que a única relação dessas entidades com a Previdência é o que deixam de pagar. Além disso, cabe a ele julgar os recursos contra as decisões do Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS). Nesse aspecto, também quer se livrar dessa carga burocrática. Critica a atual falta de controle e pretende que os ministérios da Saúde, da Educação e do Desenvolvimento Social sejam responsáveis pela fiscalização. "É o ministro da área que tem de saber, de acordo com suas políticas públicas, se a entidade está auxiliando", diz.

O presidente do CNAS, Sérgio Iung, informa que o país tem aproximadamente 7 mil entidades com o Cebas e reconhece que é urgente a definição de um novo marco legal para controlar as atividades. Mas se preocupa com a capacidade de a máquina pública processar com rapidez análises anuais, se prevalecer a proposta de Marinho. "No ano passado, julgamos 4,3 mil processos. Teremos estrutura burocrática para evitar a paralisação de hospitais e escolas?", pergunta.

Desde que chegou à Previdência, Marinho negou 12 recursos de filantrópicas. Entre essas estão o Instituto Presbiteriano Mackenzie e a Sociedade Hospital Samaritano, ambas de São Paulo. Pela legislação, a análise do desempenho da filantrópica somente é feita depois dos três primeiros anos. Muitas entidades estão com dois ou três períodos sem julgamento, o que significa até nove anos sem decisão da administração pública.

Desde julho de 2007, Marinho integrou um grupo de trabalho para tratar das filantrópicas. Também participaram José Gomes Temporão (Saúde), Fernando Haddad (Educação), Patrus Ananias (Desenvolvimento Social) e o Ministério da Fazenda. Segundo a assessoria da Casa Civil, a proposta está sendo analisada pelos minis

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Suco da Parmalat disputa público jovem com AmBev

Eliane Sobral
Publicado pelo
Valor Online em 31/01/08

Gisele Gaspar, da Parmalat: "será o maior investimento do ano na categoria"
Foto Davilym Dourado/Valor


Não são só Sandro Dias e Bob Burnquist, os dois maiores nomes internacionais do skate, que vão se exibir na 1 edição brasileira do X Games que acontece em abril no sambódromo paulistano. De um lado da arena estará a Parmalat e do outro o Guaraná Antarctica, da AmBev, ambos de olho no público jovem que acompanha o maior evento de esportes radicais do mundo. A Parmalat pagou R$ 4 milhões pela cota master de patrocínio do evento e vai aproveitar a competição para lançar uma nova versão de seu suco pronto. "Queremos conquistar o público de 12 a 25 anos para o nosso produto e essa será a maior ação de marketing na área de sucos da Parmalat, neste ano", afirma Gisele Gaspar, gerente de marketing da empresa.

Segundo ela, a idéia é lançar embalagens inspiradas nos esportes radicais e em tamanho intermediário entre as de 200 ml e de 1 litro. "O público infantil está atendido pela embalagem de 200 ml e as embalagens de 1 litro são para consumo em família. Vamos explorar o meio termo para atrair jovens preocupados com o consumo de itens saudáveis", diz Gisele que aposta na "conscientização" dos jovens para impulsionar o consumo de sucos, em detrimento dos refrigerantes. A mesma conscientização que vem fazendo as redes de fast-food reverem seus cardápios.

Gisele lembra que o espaço para o avanço da categoria é um dos maiores atrativos do setor. Enquanto os americanos consomem 40 litros de sucos por ano, no Brasil o consumo per capita não passa de 2,5 litros. Mas o mercado de sucos vem crescendo mais do que o mercado dos refrigerantes.

Segundo levantamento da Nielsen, entre 2005 e 2006 a produção subiu 15% - passando de 262 milhões de litros para 301 milhões. Já a receita, de R$ 1,1 bilhão, em 2006, cresceu 18,5% em relação ao faturamento de 2005. Enquanto isso, o mercado de refrigerantes apresenta crescimento bem mais modesto - de 1,9% em volume e de 8,7% em valores.

A estratégia da Parmalat é colocar no mercado três sabores de suco e, dependendo do desempenho, aumentar a linha em 2009. Além da exposição durante o próprio campeonato, a Parmalat aposta na repercussão do evento na mídia nacional.

Organizado pelos canais de esportes ESPN, o X Games acontece em nada menos que oito países e agora o Brasil ganhou status de competição - nas três edições anteriores, a etapa brasileira era apenas classificatória.

"Como o evento ganhou novo status no Brasil e terá a participação dos maiores nomes dos esportes, nossa expectativa é receber cerca de 50 mil pessoas em cada um dos três dias de competições", diz Germán von Hartenstein, diretor geral da ESPN Brasil que divide a organização do evento com a Reúnion, empresa de marketing esportivo do grupo ABC (ex-Ypy).

Hartenstein diz que o modelo de negócio desenvolvido entre o canal e a Reúnion prevê que cada um terá 50% da receita do evento - "que deve ser 30% superior à da edição passada".

Além das cotas de patrocínio - são três masters, de R$ 4 milhões cada, e outras três ouro, de R$ 2 milhões cada uma - os organizadores do X Games prevêem faturar com licenciamento de produtos que, segundo o diretor geral da ESPN deve responder por 15% da receita total do evento.

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quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Instituto Trata Brasil e AESBE assinam Termo de Cooperação

Publicado pelo Pauta Social em 30/01/08

O Instituto Trata Brasil assinou um termo de cooperação com a Associação das Empresas de Saneamento Básico Estaduais – AESBE - para atuarem em conjunto na divulgação do direito de acesso aos serviços de coleta e tratamento de esgoto e do controle social na utilização dos recursos públicos em obras de esgotamento sanitário.

Assinaram o documento o diretor executivo do Instituto Trata Brasil, Raul Pinho e o presidente da AESBE, Paulo Ruy Valim Carnelli. O objetivo do acordo é promover ações que resultem na inclusão social e no equilíbrio sócio-ambiental. A AESBE é uma entidade civil sem fins lucrativos, constituída por 24 Companhias Estaduais de Saneamento Básico. Essas empresas atendem 103 milhões de pessoas com abastecimento de água, em 3919 municípios. Também prestam serviços de esgotamento sanitário a 45 milhões de pessoas, em 893 municípios.

De acordo com Raul Pinho, o termo de cooperação garante a comunicação junto aos associados da AESBE, que atendem a quase 80% dos municípios brasileiros, bem como a manutenção de informações qualificadas sobre saneamento básico pelo Instituto Trata Brasil.

O Instituto Trata Brasil, lançado em outubro de 2007, coordena uma ampla campanha de mobilização nacional para se alcançar a universalização do saneamento básico, com o objetivo de melhorar a saúde da população, reduzir a mortalidade infantil, preservar o meio ambiente e promover o desenvolvimento sustentável.

A parceria com a AESBE está sendo buscada, tendo em vista que a entidade atua no desenvolvimento de ações voltadas às questões de saneamento básico, visando à evolução do setor e perseguindo a meta da universalização dos serviços de saneamento no Brasil.


CONTATO

Nome: Jô Ribeiro
Fone: 11 3021-3143
Empresa: Instituto Trata Brasil
Pauta incluída por: Redação
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CMDC debate soluções para o desenvolvimento das cidades

Publicado pelo Pauta Social em 30/01/08

Tema do 3º dia do encontro é: "Desenvolvimento Local em Cidades"

No 3° dia da Conferência Mundial sobre Desenvolvimento de Cidades (15/02), o tema Desenvolvimento Local em Cidades – Processos de Investimento em Capital Social para Desenvolver Ativos Econômicos, Ambientais, Humanos, Sociais e Políticos entra em pauta. Um dos objetivos é apresentar soluções para aqueles problemas que envolvem o desenvolvimento das cidades. Outra questão diz respeito à participação dos agentes políticos. A dúvida é se isso realmente se torna necessário dentro do processo de desenvolvimento local.

A programação inicia às 9h, com a mesa de abertura Desenvolvimento local em cidades. A atividade terá a presença do vice-presidente da Enterprise Development for the Training and Development Corporation in the United States, Michael Shuman; do diretor do Departamento de Política Internacional Municipal da Área de Cooperação Internacional da Fundação Konrad Adenauer, Guenter Dill; e do coordenador do Comitê Científico da CMDC, Augusto de Franco. Em seguida, das 11 às 13h, acontecem 10 oficinas voltadas à exposição de novas teorias, tecnologias ou metodologias associadas ao tema do dia.

No turno da tarde, estão previstas as Rodadas de Comunicações. No total, 40 palestras irão expor pontos de vista teórico-metodológicos, político-programáticos ou relatos de experiências. Elas serão realizadas em duas rodadas: das 15 às 16 horas e das 16 às 17 horas. O cronograma inclui ainda 5 minicursos, das 15 às 18h.

Das 17 às 19h, o público pode escolher um dos 10 painéis para participar do debate sobre assuntos polêmicos. E pela noite, das 19h às 21h, acontece a conferência Criando comunidades sustentáveis em uma Era Global, com o vice-presidente da Enterprise Development for the Training and Development Corporation in the United States, Michael Shuman.

As inscrições podem ser feitas através do site http://www.cmdc2008.com.br/.

Informações também podem ser obtidas na Secretaria Geral da Conferência, pelo e-mail http://www.blogger.com/ ou pelos telefones (51) 3289.3840/3289.3841/3289.1627.

CONTATO
Nome: Almir Freitas
Fone: 51 3330.6636
Empresa: UFFIZI CONSULTORIA EM COMUNICAÇÃO
Pauta incluída por: Redação
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Elite brasileira confia mais na mídia do que no governo, afirma estudo

Publicado pela Folha Online em 30/01/08

A mídia é a instituição em que a elite brasileira mais confia (64%), à frente de empresas (61%), ONGs (51%), instituições religiosas (48%) e governo (22%). De acordo com o nono estudo de confiança da empresa de relações públicas Edelman, o Brasil é o terceiro dos 18 países pesquisados com o maior índice de credibilidade da mídia --atrás de México, com 66%, e Índia, 65%.

Entre os meios de comunicação, os brasileiros colocam os veículos impressos no topo do ranking de confiança. Os entrevistados, na faixa dos 25% com a maior renda familiar do país, dizem recorrer como primeira fonte de informação a impressos (87%), depois a TV (82%), internet (52%) e rádio (32%).

Questionados sobre em qual versão preferem ler o jornal, 41% responderam que lêem tanto no formato impresso como no on-line, contra 32% que dizem se valer do impresso.

A preferência pela versão impressa, no entanto, predomina em 12 dos 18 países pesquisados -Estados Unidos, China, Reino Unido, Alemanha, França, Itália, Espanha, Holanda, Suécia, Polônia, Rússia, Irlanda, México, Canadá, Japão, Coréia do Sul, Índia e Brasil.

Em cinco deles, incluindo o Brasil, os entrevistados optam pelas duas versões. Apenas na Espanha, há empate.

Ao acessar a internet, as notícias (93%) estão no topo do interesse dos brasileiros. Em segundo lugar, vem pesquisa (85%) e, empatados com 79%, compras e troca de mensagens instantâneas. A preferência por notícias é a mais citada também em outros 13 países.

A pesquisa ainda destaca o interesse das elites por blogs. Com 34%, a Rússia é o país que mais mostrou confiança nesse meio, seguido por China (33%), Índia (29%) e Brasil (21%). Quando entram na internet, 46% dos brasileiros lêem blogs.

Foram entrevistadas 3.100 pessoas com formação superior, de 35 a 64 anos, na faixa dos 25% com a maior renda familiar de seu país e com interesse em mídia, economia e política. No Brasil, foram 150 os entrevistados.

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Falta de informação afeta imagem de ONGs

Rodrigo Zavala
Publicado pelo Portal HSM On-line em 29/01/08

Nos últimos dias, denúncias realizadas por jornais e revistas do país têm deixado uma imagem desconfortável sobre a atuação das organizações não-governamentais no Brasil. As reportagens apontam que o governo repassa quase R$ 3 bilhões de reais a ONGs - sem fiscalização adequada -ligadas a parlamentares ou a seus aliados políticos e doadores de campanha.

Segundo especialistas em terceiro setor, as acusações podem levar a um erro de interpretação simples: não se tem controle sobre o que as ONGs fazem com os recursos que recebem. No entanto, idéias como essas são refutadas por organizações como a Associação Brasileira de Organizações Não-Governamentais (Abong), o GIFE e profissionais ligados à área jurídica do setor.

Aos moldes do que aconteceu com a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que investiga o suposto mau uso do dinheiro público repassado a variadas ONGs desde 2001, as acusações deixam dúvidas sobre qual é o real foco do problema: o mau comportamento de organizações ligadas ao governo (em muitos casos, criadas pelos próprios parlamentares) e a respectiva falta de prestação de contas, ou o trabalho realizado pela universalidade de ONGs que atuam no país?

Um exemplo disso foi a entrevista realizada pela rádio CBN, na manhã de ontem (28/01), com o consultor de Economia da ONG Contas Abertas, Castelo Branco. Conhecedor do tema, o especialista mostrou que há formas de controlar para onde vai o dinheiro, quando parlamentares fazem emendas no orçamento beneficiando ONGs.

Um exemplo é a chamada Modalidade 50 do Orçamento, que descrimina todas as transferências feitas por parlamentares a organizações de origem privadas (ONGs, sindicatos, partidos políticos etc).

Para Castelo Branco, o problema central está na hora do parlamentar selecionar a ONG para receber o benefício. “A gente precisa separar o joio do trigo [...]. Mas isso (a duvidosa relação entre Estado e ONGs) não é novo. Na década de 1980, por exemplo, os chamados anões do orçamento, já faziam isso (usar organizações para desviar dinheiro público)”.

No entanto, faltou na entrevista uma dado importante. Ao comentar as reportagens realizadas pelo jornal carioca O Globo, nas edições de 27 e 28 de janeiro, Castelo Branco fez referência ao boom de organizações sociais de origem privada – “a quem use o número de 500 mil ONGs”, chegou a dizer – nas últimas duas décadas e, por essa razão é mais difícil para o governo controlar os repasses.

O que não foi dito é que o governo tem convênio com apenas 7.760 entidades, que englobam desde o Instituto Butantan, em São Paulo, até a ONG Phoenix Auto-estima, no Rio de Janeiro. A organização carioca, segundo apurou o jornal O Globo, funciona em um escritório de luxo, na Barra da Tijuca, e pertence ao deputado federal Manoel Ferreira (PTB), o mesmo que a contemplou com uma emenda de R$ 1 milhão. “Segundo Ferreira, ela funcionaria em Magalhães Bastos”, publicou o jornal, referindo-se ao pequeno bairro de classe baixa na Zona Oeste da cidade.

Mais controversa foi a entrevista concedida pelo ex-ministro da Economia e conselheiro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Antônio Delfim Neto, à emissora Bandeirantes. “O Brasil é o único país onde as ONGs são patrocinadas pelo governo”, afirmou, tal como foi atribuído pela revista Veja, edição 2044.

A afirmação é contestada por um estudo realizado pela reconhecida Universidade John Hopkins (EUA), em 34 países. O levantamento, de 2003, comparou a origem dos recursos destinados a organizações sem fins lucrativos, realizado pelo Estado e pelo setor privado nos cinco continentes. Só no Reino Unido, o percentual é de 46,7%, na Argentina, 19,5%.

Foco da CPI

Na opinião dos membros da Abong sobre a CPI das ONGs, publicada no site da associação, é preciso foco. “O que deve estar no centro da questão é a lisura, a transparência e a correção no trato com o dinheiro público, por quem quer que o acesse. E, junto a isso, traduzir um debate amplo sobre democratização e transparência no acesso a recursos públicos nas suas mais diversas formas possíveis, uma vez que o dinheiro público pertence a toda a sociedade, e não a governos e partidos”, apresenta o artigo.

Para o secretário-geral do GIFE, Fernando Rossetti, os casos investigados não devem ser encarados como regra, já que não refletem o diverso trabalho realizado pelas organizações sociais. “O corruptor nesse caso é o Estado, que criou canais para que isso ocorresse”, critica.

O Estado, na visão de Rossetti, deve criar regras e acordos de como prestar contas de maneira mais transparente possível, porém, sem dificultar o trabalho das organizações sociais. “Quando o Estado se mete a controlar, ele burocratiza o sistema. Isso poderia trazer conseqüências para o trabalho de pequenas entidades, que se tornariam inviáveis sem um amplo respaldo jurídico”, afirmou.

Fonte: GIFE - Grupo de Institutos Fundações e Empresas

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