sábado, 13 de dezembro de 2008

Jerry Lewis ganhará Oscar humanitário

O veterano comediante Jerry Lewis receberá o Prêmio Humanitário Jean Hersholt durante a próxima cerimônia do Oscar, que acontece em 22 de fevereiro nos EUA. Lewis, 82, já arrecadou mais de US$ 2 bilhões (cerca de R$ 4.6 bi) para uma associação que cuida de pessoas que sofrem de distrofia muscular.

Audrey Hepburn (1929-1993) e Paul Newman (1925-2008) já ganharam o prêmio.

Mais...

Gols de Rogério rendem 150 cestas básicas

O goleiro Rogério Ceni entregou 150 cestas básicas para os desabrigados de Santa Catarina. A ação faz parte de uma cláusula que o camisa 1 do São Paulo tem no contrato com a sua fornecedora pessoal de material esportivo.

A cada gol marcado por Ceni no São Paulo em 2008, a empresa doaria 30 cestas básicas para uma instituição de caridade. Como marcou cinco vezes na temporada, a conta chegou a 150. Quem escolheu para onde seriam destinadas as doações foi o próprio jogador.

As cestas básicas já foram entregues aos responsáveis. O contrato de Ceni também estará em vigor em 2009 e, caso marque mais gols, as doações vão continuar no próximo ano.


Folha Online, 12/12/08

Mais...

Jogadores realizam partidas beneficentes

Os gramados brasileiros serão marcados no fim de semana pela solidariedade. Jogadores de grandes clubes realizarão jogos beneficentes em diversos lugares do país no domingo. As peladas ajudarão instituições de caridade, comunidades carentes e vítimas das enchentes de Santa Catarina.

No Rio de Janeiro, haverá duas ações. O lateral Leandro, do Palmeiras, organizará jogo com amigos em Nova Iguaçu, a partir das 10h. O ala Joílson, do São Paulo, realiza no mesmo horário uma pelada na Zona Oeste do Rio.

"Esse será o quinto ano consecutivo que faço esse jogo beneficente. O objetivo é ajudar a comunidade e relaxar um pouco com os amigos", falou Leandro, que confirmou presença de Elder Granja, Maurício, Diego Souza, Lenny e Denílson.

O zagueiro Gustavo, do Palmeiras, e o volante Ramires, do Cruzeiro, organizarão partidas para ajudar vítimas das enchentes em Santa Catarina. O primeiro reunirá amigos e famosos em Pedreira, no interior paulista. O ex-jogador Ronaldão e o atacante Amoroso estão confirmados.

Em Joinville (SC), Ramires disputará partida com companheiros de Cruzeiro, como Fernandinho, Léo Fortunato, Bruno e Henrique.


Folha Online, 12/12/08

Mais...

Verba de escola é usada para sede de sindicato, diz MEC

Fiscalização apontou que 37 instituições comunitárias usaram de forma irregular recursos para expansão do ensino técnico
Segundo o ministério, entidades não oferecem cursos gratuitos, como prevê acordo, ou usam prédios para fins não educacionais


Ao menos 37 instituições comunitárias usaram de forma irregular recursos públicos destinados à expansão do ensino técnico, aponta auditoria do MEC (Ministério da Educação) em 43 escolas iniciada desde janeiro deste ano. Em alguns casos, escolas construídas com dinheiro público são usadas como sede de sindicatos.

O dinheiro foi destinado à construção de prédios e à compra de mobiliário e equipamentos. Depois de prontas, as escolas deveriam oferecer cursos de educação profissional com 50% de vagas gratuitas. Segundo o MEC, elas ou cobram de todos os alunos ou não oferecem qualquer atividade de ensino.

Uma das instituições supostamente irregulares, segundo a Folha apurou, é a Fitel (Fundação Instituto Tecnológico de Logística), de Campinas. Ela ergueu um prédio de quase 4.000 m2. Segundo a fiscalização, não cumpriu o contrato. Deveria ter criado 4.460 vagas e a metade ser gratuita. A auditoria apontou que houve apenas um curso de dois dias, pago, para 25 pessoas.

Outro caso é o da Faculdade de Tecnologia de Alagoas. Segundo o MEC, o prédio construído é usado por uma faculdade privada.

Os recursos para as escolas foram repassados de 1998 até 2007 pelo Proep (Programa de Expansão da Educação Profissional), criado no segundo governo FHC (1999-2002). Foram disponibilizados US$ 500 milhões, entre verba do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e do governo, para 300 projetos de ensino técnico, sob a responsabilidade de três segmentos: governos federal e estaduais e pessoas jurídicas de direito privado.

Este último grupo constituiu 102 escolas técnicas comunitárias. Fazem parte dele as 43 já fiscalizadas. Outras 31 são investigadas, e 28 passarão pelo processo em 2009.
Segundo o secretário de Educação Profissional e Tecnológica do MEC, Eliezer Pacheco, muitas delas foram criadas por sindicatos patronais; nos prédios onde deveria haver uma escola, algumas entidades chegaram a erguer suas sedes.

Prédios
O governo tenta negociar com as instituições a transferência dos prédios construídos para a União ou para governos estaduais e prefeituras. Em última hipótese, o MEC ofereceria os edifícios ao Sistema S, conjunto de entidades da indústria, comércio e serviços, com a condição de que não houvesse cobrança. Há escolas que não aceitam a proposta. Com isso, o governo recorre à Justiça para reaver o dinheiro.

O secretário classifica o programa como "o maior fracasso" que já viu em educação. "O projeto tinha um problema de conceito. Como se viabiliza uma instituição se tem que cobrar de metade dos alunos? Tem que onerar muito os outros 50%. Em nenhum lugar deu certo." Ele aponta ainda falta de fiscalização.

O ex-ministro Paulo Renato Souza (PSDB), hoje deputado federal, afirma que todos os repasses do Proep em sua gestão foram fiscalizados. Ele afirma que o governo Lula, ao suspender e atrasar repasses, fez com que as instituições não conseguissem finalizar a compra de equipamentos e oferecer os cursos. Afirma que a escolha das escolas foi baseada na importância do ensino técnico para o desenvolvimento local.

De 1998 a 2003, foram repassados R$ 65 milhões para as 43 escolas supervisionadas pelo MEC . De 2003 até 2007, sob Lula, foram direcionados R$ 39 milhões ao programa.


Simone Iglesias e Angela Pinho da Sucursal de Brasília
Folha de São Paulo, 13/12/08

Mais...

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Dicas sobre pesquisa na web

Pesquisa é uma das atividades mais importantes para a mobilização de recursos, se não for a mais importante. Nas minhas andanças por aí, falando sobre captação, quando a conversa cai neste assunto, quase todo mundo cita a Internet como a fonte mais rica de informação. Mas pouca gente sabe como usar. Então, aí vão algumas dicas básicas:

Mais...

Espanhóis doam recordações para se livrar de amores antigos em Madri

Cerca de 300 espanhóis se reuniram nesta quinta-feira em Madrid para doar recordações de amores antigos a um projeto solidário destinado a pessoas carentes.

Cartas, jóias, fotos, bonecas e outros objetos de recordação foram deixados pelas vítimas de decepções amorosas durante oito horas em uma estação de trem da cidade. Os objetos recolhidos serão encaminhados a uma ONG (organização não governamental).

"É uma grande ajuda para as pessoas que querem se livrar de objetos do passado, o que também contribuiu para a felicidade das pessoas que não tem muitos recursos", disse Jaime Domingo, uma das organizadoras do evento, do site de relacionamento Meetic.

O evento é resultado de um estudo elaborado em setembro do ano passado pelo site que demonstrou que 80% dos solteiros estaria mais feliz se pudesse se livrar de todas as recordações de amores antigos.

O levantamento mostrou ainda que 73% reconhece que a melhor cura de um amor passado é encontrar uma nova pessoa. No ranking das recordações, as fotos são o pior tipo de lembrança, seguido de cartas, correios eletrônicos, mensagens de celular, jóias e ursos de pelúcia.


Folha Online, 11/12/08

Mais...

Harry arrecada US$15 bi para a caridade

O príncipe Harry da Grã-Bretanha desafiou o arrocho do crédito e fechou um contrato de 10 bilhões de libras (15 bilhões de dólares), através de uma importante firma de corretagem de Londres, em prol de organizações beneficentes.

Numa visita à firma de corretagem eletrônica ICAP, em Londres, na quarta-feira, o príncipe de 24 anos confirmou o contrato com um cliente importante, e, nesse processo, levantou dinheiro para organizações beneficentes em todo o mundo.

Cercado por corretores fantasiados, o príncipe passou o dia na ICAP em seu Dia de Caridade anual, quando os funcionários se fantasiam, e a receita é doada para ajudar projetos em lugares como Mumbai, Sydney e Bogotá.

Harry comemorou seu negócio fechado por telefone com o grito tradicional de "Yours!", sendo aplaudido por funcionários da ICAP fantasiados de personagens como Amy Winehouse e cantores gospel.

John Herbert, diretor-gerente de câmbio e mercados monetários da ICAP, orientou o príncipe ao longo da transação.

"Eu estava fantasiado de Viúva Tankey (uma personagem tradicional de pantomimas), então, naturalmente, não tinha muita credibilidade diante do príncipe ou de meus funcionários", disse Herbert à Reuters.

Herbert fez o príncipe negociar um acordo complexo chamado Sterling Overnight Index Swap, ou "Sonia".

"Pusemos o príncipe na linha com o cliente e lhe dissemos o que fazer", explicou Herbert. "Ele disse três vezes 'estou nervoso, espero não errar'. Mas ele acertou tudo e o negócio foi fechado. Nada mau para um principiante!"

Apesar das condições precárias do mercado no momento, a ICAP disse que os negócios do dia levantaram cerca de 11 milhões de libras (16 milhões de dólares) para fins beneficentes. O valor obtido no ano passado foi de 9,2 milhões de libras.

O dinheiro será doado a projetos em várias partes do mundo, incluindo um que ajuda crianças carentes em Mumbai e outro, Crimestoppers, que combate a criminalidade em Londres.


Veja.com, 11/12/08

Mais...

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Orquestra Sinfônica Brasileira lidera captação pela Lei Rouanet

Os recursos da Lei Rouanet, principal mecanismo para o financiamento da cultura no país, concentram-se nas mãos de poucos. Metade de todo o dinheiro que a lei torna disponível é captado por apenas 3% das empresas e entidades que apresentam projetos culturais em busca de patrocínio.

Dos 4.334 proponentes que no ano passado tentaram captar recursos pela Rouanet, 130 conseguiram R$ 483 milhões -quase 50% do total arrecadado (R$ 974 milhões).

A proponente com maior captação em 2007, com 100% de renúncia fiscal, foi a Fundação Orquestra Sinfônica Brasileira, com R$ 17,38 milhões. A Dançar Marketing e Comunicações, com projetos como o Telefonica Open Jazz e o Cine na Praça, ficou em segundo lugar, com R$ 11,54 milhões. Em terceiro, a Fundação Roberto Marinho, com R$ 9,95 milhões -dos quais R$ 8,61 milhões foram para o Museu do Futebol, em São Paulo.

O Ministério da Cultura e parte do setor cultural apontam essa concentração como uma distorção. A crítica é a de que apenas projetos de grande porte e maior apelo de marketing levam vantagem. Em 2007, por exemplo, só um terço dos projetos conseguiram captar dinheiro pela Rouanet.

Pela lei, projetos ou proponentes buscam o patrocínio de empresas, que podem abater todo o recurso ou parte dele no imposto devido. O percentual de abatimento depende da natureza do projeto. No caso de música erudita, por exemplo, 100% do valor patrocinado é deduzido. Para música popular, 30% é abatido em imposto, e a empresa desembolsa 70%.

“Hoje os índices de renúncia fiscal são pré-definidos, o que não estimula o desenvolvimento do setor cultural. Será que não há projeto na área de música popular que mereça um índice maior?”, disse o ministro da Cultura, Juca Ferreira, durante debate com empresários sobre a Rouanet, na semana passada.

Para ele, o modelo de financiamento da lei faz com que haja um predomínio da renúncia fiscal. De cada R$ 10 captados pela lei, afirma, R$ 9 são de renúncia. “Parece dinheiro privado, mas não é. Criamos um vício de mecenato com dinheiro público. O índice de 100% deveria se tornar uma exceção.”

Mudanças
O governo quer levar ao Congresso, em fevereiro, um projeto de lei para alterar regras da Rouanet, com novos critérios para a renúncia. A idéia, diz o secretário de Fomento e Incentivo à Cultura, Roberto Nascimento, é estabelecer pontuações e pesos diferentes. “A pontuação envolveria, por exemplo, a venda ou não de ingressos no local de realização”, afirma.

Outro ponto a ser alterado é o funcionamento do Fundo Nacional da Cultura (FNC), criado para captar e destinar recursos a projetos culturais. A proposta do ministério é criar fundos setoriais dentro do FNC, que movimenta cerca de R$ 180 milhões ao ano, para melhorar a distribuição do dinheiro e facilitar o planejamento.

Concentração
Representantes do setor cultural apontam a necessidade de mudar a lei do mecenato. O superintendente de atividades culturais do Itaú Cultural, Eduardo Sarón, diz que a lei é concentradora. Ele defende a manutenção do índice de 100% de renúncia fiscal para museus e aquisição de acervo, mas avalia que “para projetos grandes, consagrados, poderia haver contrapartida maior da iniciativa privada.” O Itaú Cultural foi o proponente com maior contrapartida no ano passado.

Representante da maior incentivadora da Lei Rouanet no país, a gerente de patrocínios da Petrobras, Eliane Costa, também vê necessidade de mudanças. “A Rouanet foi uma das grandes responsáveis pelo desenvolvimento cultural do país, mas pode ser aperfeiçoada.”

Voz dissonante, o diretor-executivo do MAM-SP, Bertrando Molinari, diz que a criticada concentração por Estados espelha os PIBs regionais. “A “concentração” pode estar distorcida: uma empresa com sede no Sudeste, por exemplo, pode disseminar suas atividades culturais nacionalmente.”

Ele lembra que a Rouanet foi criada (em 1991) num ambiente de instabilidade econômica. “Mesmo assim, a lei passou bem por esses anos, assim como pelos últimos anos de estabilidade. Às vésperas da crise, talvez merecesse mais uma oportunidade de ser testada.”


Larissa Guimarães
Folha de S.Paulo, 11/12/2008

Mais...

Propaganda online na AL será quase 500% maior em 2013

Pesquisa encomendada pelo Google estima que, em cinco anos, montante movimentado pela propaganda na web salte da atual casa dos US$ 549 milhões para US$ 2,6 bilhões nos países latino-americanos

Em 2013, o montante gerado pela publicidade online na América Latina será quase 500% maior do que o valor somado neste ano de 2008. Essa foi a principal conclusão ao qual chegou o Google com a pesquisa encomendada ao instituto Pyramid Research, que buscou mapear o mercado publicitário digital dos países latino-americanos.

De acordo com os resultados da pesquisa, dentro de cinco anos, as verbas movimentadas com as ações e inserções publicitárias na web deverão saltar do atual patamar de US$ 549 milhões (total gerado em 2008) para US$ US$ 2,6 bilhões, o que representaria um aumento de 470%. A projeção calcula que, em 2013, a web será a dona de 9% do total do bolo publicitário. Atualmente a internet responde por apenas 2% do total dos investimentos em anúncios, considerando todos os demais canais de mídia.

Em termos de comércio eletrônico as estimativas também são otimistas. Segundo a pesquisa, o volume de negócios movimentado com esse tipo de transação comercial - que atualmente encontra-se na casa dos US$ 13 bilhões anuais - terá uma expansão de 33% nos próximos cinco anos.

A pesquisa também procurou mensurar dados referentes à difusão da internet nos países latino-americanos e às finalidades com que a população utilizará o universo da web. Os dados do Google apontam que, em 2013, existirão cerca de 200 mil computadores instalados em toda a região e que, no mesmo ano, 170 milhões de pessoas, de toda a região, acessarão a rede de dentro de suas próprias residências. Nesse mesmo ano, estima-se que, aproximadamente, outros 111 milhões de pessoas também acessem a rede com freqüência em locais e espaços públicos.

Brasil

O mercado brasileiro aparece em destaque na pesquisa, sendo apontado como o País com maior tendência de crescimento de comércio eletrônico e de receitas publicitárias nos próximos cinco anos.

O país também continua na liderança no quesito de redes sociais, sendo o território com o maior número de usuários cadastrados em sites de relacionamentos, seguido pela Colômbia. A pesquisa foi realizada com um universo de 3620 pessoas, de onze países da América Latina.


Meio & Mensagem Online, 10/12/08

Mais...

Alma brasileira é a inspiração para exposição de ‘souvenirs’

Produtos de 25 artistas inspirados em pontos turísticos estarão na mostra

Artistas plásticos se reuniram e resolveram dar uma cara nova aos cartões postais que os inspiram. O resultado poderá ser conferido a partir da próxima segunda-feira, às 17h, na exposição Arte souvenir, que reúne produtos de 25 artistas.

Resultado do encontro de pessoas de diversos gêneros das artes plásticas, os produtos idealizados aparecem em diversos materiais, como papel, madeira e prata. Para que eles obtivessem o produto final, o Sebrae forneceu suporte técnico e cultural com visitas a pontos turísticos e culturais, consultorias e curadoria, visando a confecção de produtos que preenchessem os requisitos de originalidade, inovação, design e identidade cultural.

A exposição é resultado da fusão de três projetos que eram realizados paralelamente pelos artistas. Além do Souvenir Niterói, o projeto Souvenir Carioca, que tem como característica apresentar uma leitura peculiar do famoso jeitinho carioca e brasileiro e o Casa da Flôr – Sonho para fazer e faço, inspirado na arquitetura de Gabriel Joaquim dos Santos.

De olho na economia mundial
A mostra tem a intenção ainda de promover o desenvolvimento sustentável dos artistas locais através da economia criativa. Motivados pelo lema que promove a criação, inovação e realização, o Arte Souvenir conta com o apoio do Sebrae e outros parceiros que contribuem para o desenvolvimento do potencial cultural a partir do incentivo ao trabalho de artistas locais.

– O Sebrae está ajudando com a orientação. Antes estávamos dispersos e agora já planejamos abrir uma cooperativa para organizar nossa produção – reforça a idealizadora do Arte Souviner, Lucia Perrone.

Segundo levantamento do Banco Mundial, realizado em 2003, a economia criativa já responde por 7% do PIB mundial. O objetivo é que os produtos possam ser utilizados como mais uma possibilidade comercial de souvenirs inspirados na cultura, belezas naturais e peculiaridades de várias regiões.

Outro objetivo da exposição está no desejo de ver os produtos com valores agregados ao artesanato produzido, fortalecendo o turismo e divulgando o patrimônio histórico, geográfico, artístico e cultural. O público-alvo são os estrangeiros e os admiradores de designer, que poderão conferir a criatividade nas peças apresentadas.

– Já tivemos a oportunidade de levar nossas peças para exposições em Dubai, Paris e Madri, mas é a primeira vez que estamos nos organizando aqui no Brasil – comemora Lucia.


Jornal do Brasil, 11/12/08

Mais...

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Como comprometer pessoas em um processo decisório


Se você é líder de uma equipe, precisa saber qual a maneira mais eficaz e prática de comprometer as pessoas em uma decisão forte e convicta

Durante a Segunda Guerra Mundial, foi feito nos Estados Unidos, um trabalho destinado a familiarizar as mães das crianças entre dois e seis anos de idade com regimes alimentares mais adequados. As verduras frescas estavam em falta, e por isso procurou-se levar as mães a incluírem óleo de fígado de bacalhau e suco de laranja na alimentação dos seus filhos.

Para descobrir a melhor maneira de convencê-las a adotar esse regime alimentar, experimentou-se dois tipos diferentes de instruções:
1- As mães pertencentes a um determinado grupo, foram levadas simplesmente a ouvir uma conferência de vinte minutos, proferida por um nutricionista.
2- As mães do outro grupo foram divididas em subgrupos de seis. Cada um desses subgrupos ouviu uma conferência de dez minutos, e depois disso, dispunham de mais dez minutos para discutir o que acabava de ser dito.

Constatou-se que somente 40% das mães que tinham ouvido a conferência de vinte minutos resolveram alimentar os filhos pela forma recomendada, enquanto que nos grupos que tiveram oportunidade de discutir o assunto, a adesão ao novo regime alimentar chegou a 90%.

Isso tem tudo a ver com a forma como conduzimos as equipes em determinadas tarefas no trabalho.

Devemos lembrar que antes de qualquer decisão tomada por uma equipe, existem opiniões diferentes e, portanto, conflitos.

Diferenças de interesse provocam disputas de poder em torno da importância dos diversos objetivos. Para evitar que isso aconteça, os debates devem ser conduzidos sistemática e metodicamente. Proponho alguns passos para a condução do processo:
1. O objetivo e os meios a serem utilizados devem ser estabelecidos com precisão.
2. Deve-se ter um consenso sobre os critérios a serem utilizados na avaliação das soluções.
3. Cada um deve ter consciência das diferenças de interesses, de concepções sobre o objetivo, e de critérios de avaliação.
4. Todas as informações disponíveis e relevantes para a solução do problema devem ser coletadas.
5. Uma vez escolhida a solução, devemos assegurar a disposição de cada um de empenhar-se pela decisão adotada.

Muitas vezes as verdadeiras dificuldades só começam depois da decisão, mais precisamente quando esta deve ser implantada. O resultado da experiência relativa à nutrição das crianças americanas permite formular mais uma regra muito importante. A convicção de que a decisão encontrada é correta, torna-se mais forte se as pessoas envolvidas tiverem oportunidade de participar pessoalmente do processo decisório, o que poderá acontecer, por exemplo, no interior de um grupo. As instruções partidas dos chamados "elementos autoritários" - especialistas, consultores, superiores hierárquicos - produzem uma motivação muito menos intensa que a força de convicção de um grupo.

Reflita sobre isso e você aumentará muito a eficiência de sua equipe.


Abraham Shapiro
Coach e consultor especializado em lideranças, equipes de vendas e relacionamento com o cliente. shapiro@shapiro.com.br
HSM On-line , 09/12/2008

Mais...

FINEP: Mais uma oportunidade para financiamento da inovação em empresas

Novo edital da Subvenção prevê R$ 450 milhões para inovação em empresas

Empresas brasileiras com projetos inovadores poderão em breve se candidatar para receber recursos da chamada pública do Programa de Subvenção Econômica 2009. Ao todo, serão disponibilizados por meio de edital da FINEP R$ 450 milhões para o desenvolvimento de produtos, processos e serviços em seis áreas estratégicas, as mesmas do edital passado. São elas: Tecnologias da Informação e Comunicação; Biotecnologia; Saúde; Defesa Nacional e Segurança Pública; Energia e Desenvolvimento Social. Os recursos da subvenção são não-reembolsáveis, ou seja, as empresas beneficiadas não precisam devolver o dinheiro recebido.

O novo edital será lançado nesta quarta feira (10/12), pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, durante a cerimônia de entrega dos troféus aos vencedores nacionais do Prêmio FINEP de Inovação. O evento acontece no Palácio do Planalto com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O edital de 2009 traz algumas mudanças. A primeira delas são os temas, um total de três por área. Este ano, a seleção dos candidatos também acontece em uma única etapa, ao contrário do edital passado, que contou com duas fases. Desta vez, a empresa terá que apresentar o projeto detalhado até o dia 6 de março. Para isso, ela deverá preencher o formulário eletrônico que estará disponível no site da FINEP a partir do dia 12 de janeiro.

Também este ano, as empresas deverão informar os impactos econômicos e sociais do projeto e a qualificação da equipe executora.

O valor mínimo de cada proposta será de R$ 500 mil, para micro e pequenas empresas, e de R$ 1 milhão para média e grande empresa, até o máximo de R$ 10 milhões, com prazo de execução de 36 meses. Haverá, ainda, uma contrapartida que ficará entre 5% e 20% do valor total do projeto no caso de empresas menores, e entre 100% e 200% para empresas de médio e grande porte.

“Na hora de definir o porte da empresa para efeito do cálculo da contrapartida, a FINEP vai considerar o faturamento global do grupo econômico ao qual ela está vinculada”, afirma o diretor de Inovação da FINEP, Eduardo Costa. No caso de grandes empresas, será exigida, ainda, uma declaração de que o seu principal laboratório de pesquisa, na área específica do projeto a ser desenvolvido, está localizado no Brasil.

Além do enquadramento do projeto nos temas específicos das seis áreas definidas no edital, a comissão julgadora levará em consideração o grau de inovação da proposta em relação a outras soluções existentes, o impacto no mercado, a importância para a sociedade e a capacidade técnica da equipe envolvida no desenvolvimento do produto, serviço ou processo.

“No edital de 2009, também será considerada a viabilidade técnica e financeira e a adequação do orçamento para o desenvolvimento do projeto”, afirma Costa. As notas vão de zero a 10, sendo que a nota 0 em qualquer um dos critérios é eliminatória.

Ainda segundo o edital, 40% dos recursos vão apoiar empresas de pequeno porte e 30% do total serão destinados às regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Apenas no caso de não haver demanda qualificada nessas regiões, os recursos serão remanejados para apoio aos demais projetos aprovados.

Este já é o quarto edital de subvenção lançado pela FINEP. Até o momento, já foram disponibilizados nos três últimos editais cerca de R$ 1 bilhão para mais de 500 projetos.


Finep, 09/12/08

Mais...

Evento debate desafios do mobile marketing no País

Entre os temas do 1º Mobile Marketing Breakfast, discutiu-se a expectativa de crescimento do setor. Uma das estimativas é chegar a 20 milhões de usuários de celular com tecnologia 3G no próximo ano

Ter usuários que entendam e usem as ferramentas do celular e descobrir as melhores formas de ganhar dinheiro com o marketing na telefonia móvel são os desafios do segmento de publicidade via mobile, na opinião do diretor geral do Grupo RBS, Claudio Santos. A expectativa, segundo ele, é o setor saltar de 3 milhões em 2008 para 20 milhões de usuários de aparelhos com tecnologia 3G no próximo ano no País.

Santos foi um dos palestrantes do 1º Mobile Marketing Breakfast, evento organizado em São Paulo nesta terça-feira, 9, pelo conglomerado de comunicação gaúcho e pela agência paulistana Pontomobi, que recentemente teve 30% do capital adquirido pelo grupo.

"Uma empresa de comunicação não pode se restringir a um único ponto de contato com seu público. Hoje, a RBS está em todas as plataformas e é uma ponte entre marcas, empresas e consumidores", disse Santos. O encontro reuniu representantes de agências de diversos perfis como Y&R, MPM, Hello, Bullet, Sinc, B/Ferraz, além de anunciantes como Motorola, Visa e operadora Oi.

Na opinião de Leo Xavier, fundador da Pontomobi, existem alguns mitos que contaminam o segmento e atrapalham o desenvolvimento do mobile marketing no País. Entre eles, está a percepção errônea de que a internet móvel no Brasil é cara, ruim e lenta. "Isso já foi verdade em 1998 e 1999. Atualmente, o cenário é diferente com a realidade 3G, que oferece conexões de até 1 Mbps. E há planos a partir de R$ 9,90", destacou Xavier.

Outro mito, segundo ele, é a falta de audiência no segmento de mobile. "Temos 18 milhões de usuários de web móvel e mais de 30 milhões de novos usuários autorizando o recebimento de SMS, com profunda segmentação. É uma audiência equivalente à novela das oito". Em relação aos prazos para desenvolver campanhas para celular - via Bluetooth, torpedo de voz, hotsites, banners, vídeos interativos ou SMS- o tempo pode ser bem curto, variando de 5 a 10 dias, enfatizou. Para Xavier, as empresas devem investir em sites próprios para a ferramenta celular. "O site móvel é fundamental".

Já para Alon Sochaczewsli, sócio da agência digital Sinc, o segmento de mobile marketing necessita de um sistema de medição de audiência para fortalecer o setor. "Na internet temos o Ibope/NetRatings. No celular não existe o ranking dos sites mais acessados", afirmou, destacando que no primeiro trimestre de 2009 a Sinc irá divulgar uma pesquisa com a relação dos endereços eletrônicos mais acessados na internet móvel.

Durante o evento, foram apresentados os resultados da ação interativa do Skol Beats 2008, que aconteceu no final de setembro, e que teve formato, horário e local 100% escolhidos pelo público via internet ou mobile. Segundo Carolina Gimenes, diretora de novos negócios da B/Ferraz, organizadora do festival de música eletrônica, durante os cinco meses da ação no ar foram quase 500 mil votos, nas duas plataformas. "Precisamos levar para os clientes essas novas ferramentas e mostrar que são eficazes e funcionam. E precisamos também inovar dentro de um limite de responsabilidade com a marca", ponderou.


Andrea Martins
Meio & Mensagem Online, 09/12/08

Mais...

Pop-up é o formato mais rejeitado entre os jovens

Pesquisa do NúcleoJovem da Editora Abril aponta ainda que evento é a ação de marketing preferida entre o público de 13 a 24 anos

O NúcleoJovem da Editora Abril apresentou na segunda-feira, 8, a pesquisa Novos Consumidores 2, cujo objetivo é mostrar a relação do jovem brasileiro com a publicidade. Nesse estudo, o pop-up foi o formato com pior índice NC (criado para apontar como os jovens percebem as mídias levando em consideração os resultados quantitativos e qualitativos da pesquisa). O índice NC Negativo, que vai de -100 a -20, a janela que abre ao visitar uma página web atingiu -81 pontos, seguido dos panfletos, com -57, e faixa na rua, com -53.

Já entre os formatos com NC Positivo, o preferido pelos jovens foi evento, com 66 de índice, seguido dos comerciais de TV de 30 segundos, com 55, e advergames customizados, com 48. Dentro do NC Neutro - cuja pontuação varia de -20 a 20 - as que mais se aproximam dos índices positivos são Busdoor, com 19 pontos, e Outdoor, com 18. "Nosso objetivo é criar um termômetro da relação dos jovens com a publicidade", afirma Brenda Fucuta, diretora do NúcleoJovem e Publisher dos sites e revistas Superinteressante, Capricho, Mundo Estranho, Guia do Estudante, Aventuras na História e Loveteen.

O estudo - realizado pela Studio Idéias - levou em consideração a relação dos jovens com os espaços e com os formatos publicitárias ali presentes, tanto os tradicionais como novos. Com entrevistas junto a garotos e garotas de 13 a 24 anos, a pesquisa atuou em duas frentes: a primeira com 1.494 entrevistas on-line e análises de fotologs de jovens de todo o País; e a segunda com 129 entrevistas pessoais nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Recife.


Fábio Suzuki
Meio & Mensagem Online, 09/12/08

Mais...

Título de capitalização capta recursos para instituições

O Click do Bem é um Título de Capitalização da Sul América com o qual você ajuda a ABCD - Mães da Sé a apoiar famílias na busca de seus entes queridos, concorrendo a prêmios em dinheiro.

Com um mínimo garantido de R$ 10 mil por mês, a Associação Brasileira de Busca e Defesa às Crianças e Pessoas Desaparecidas (ABCD), também conhecida como Mães da Sé, que há 12 anos atua na localização e reintegração à família de pessoas desaparecidas no país, receberá inicialmente os recursos. Em breve, outras instituições serão inscritas na iniciativa.

Para adquirir o produto, o cliente deve acessar o site e cadastrar seus dados uma única vez, escolhendo, em seguida, a quantidade de títulos que deseja comprar. O login e senha são válidos para todos os demais acessos.

São muitas chances de ganhar até R$ 500,00 nas premiações instantâneas, de R$ 1.000,00 a R$ 3.000,00 nos sorteios semanais pela Loteria Federal e mais um super prêmio de R$50.000,00 no sorteio mensal que será realizado na Sede da SulaCap. Participe: www.clickdobem.com.br.


Fonte: Site Click do Bem

Mais...

Idosos serão 27% da população brasileira em 2040, segundo Ipea

O Ipea (Instituto de pesquisa Aplicada) divulgou nesta terça-feira uma pesquisa que mostra que o crescimento na expectativa de vida do brasileiro fará com que em 2040 o Brasil tenha 55 milhões de idosos --pessoas com mais de 60 anos-- o que representa 27% da população. A projeção é que desses 55 milhões de idosos, 13 milhões tenham mais de 80 anos.

No Brasil, o crescimento dos idosos na população total foi de 100% entre os anos de 1950 e 2000. As estimativas apontam para um crescimento ainda mais significativo para as próximas décadas, chegando-se em 2050 com cerca de 30% da população brasileira composta por idosos.

Outro dado significativo é o aumento da população com idade superior a 80 anos. Entre 1950 e 1980, este grupo se manteve estável em termos crescimento, em torno de 0,5%. Já em 2000, essa participação na sociedade dobrou. A projeção é que em 2050, os idosos com 80 anos ou mais representem 6% da população brasileira.

O crescimento da expectativa de vida da população reflete diretamente no sistema previdenciário, que foi planejado pensando em um curto período de aposentadoria, e na saúde, que deve construir formas alternativas no trabalho de prevenção e tratamento das doenças crônicas que afetam as pessoas idosas. Além disso, é preciso criar inovações quanto na oferta de serviços e de atendimentos especiais prestados em casa, pois os idosos têm dificuldades de locomoção.


Folha Online, 09/12/08

Mais...

Pobreza vai aumentar com a crise financeira

A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) alertou nesta terça-feira para um aumento do número de pobres e indigentes na região em 2009, por causa da crise financeira mundial. Segundo a Comissão, a crise implicará uma demanda menor de bens de exportação e menor investimento no setor produtivo, principalmente para países que dependem dos Estados Unidos.

A instituição ainda não prevê uma redução significativa nos postos de trabalho e no valor das remunerações, somente para algumas categorias de trabalhadores. "Espera-se que o emprego permaneça estanque durante 2009. As previsões indicam uma deterioração da renda dos lares, que se concentraria nos trabalhadores autônomos e nos assalariados informais". A Cepal também ressaltou que serão afetados os países com estruturas de exportações pouco diversificadas.

No último relatório sobre a situação das populações na América Latina e no Caribe, a instituição informou que o número de pessoas vivendo na pobreza diminuiu um ponto porcentual em 2008 em comparação com 2007, para 33,2%. Já os que vivem na extrema pobreza ou indigência aumentaram de 12,6% em 2007 para 12,9% em 2008 - equivalente a 71 milhões de pessoas.


Com agência Reuters
Veja.com, 09/12/08

Mais...

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Setor privado dá contribuições à reforma da Lei Rouanet

Cerca de 60 empresas, institutos e fundações de origem privada que investem em cultura apresentaram suas contribuições à reforma da Lei Rouanet, prevista pelo Ministério da Cultura (MinC) para o próximo ano. A troca de idéias ocorreu durante o 1º Fórum de Investidores Privados em Cultura (FIPC), realizado em Brasília, na semana passada, dia 1 de dezembro.

Realizado pelo GIFE, em parceria com CNI/SESI, SEST/SENAT e SESC Nacional, o Fórum contou com o apoio estratégico do Ministério da Cultura. Em caráter permanente, a iniciativa pretende gerar orientação e um maior alinhamento para a atuação das empresas no campo cultural, além de possibilitar a articulação com políticas públicas do Estado.

O ministro da Cultura, Juca Ferreira, que apresentou as possíveis mudanças da lei, foi categórico ao dizer que espaços como o FIPC são importantes para a consolidação de parcerias saudáveis entre setores. “A Lei teve uma importância enorme para a cultura no país, mas chegou o momento de mudá-la“, afirmou o ministro.

Após a palestra de Ferreira, os participantes foram divididos em grupos de trabalho para definir quatro grandes eixos de trabalho: os princípios que devem nortear a reforma da Lei, os pontos de discordância com as propostas apresentadas pelo MinC, o que falta ser incorporado no projeto e quais aspectos deveriam constar em um diagnóstico do atual cenário de políticas culturais.

“Estavam presentes na platéia os maiores usuários da Lei Rouanet no país, entre outros atores representativos do investimento em Cultura, tal como representantes centrais do poder público”, lembra o secretário-geral do GIFE, sobre o evento.

Mudanças
Por meio de sua apresentação, o ministro deixou claro que o Brasil vive no que chama de “aphartheid cultural”. Com base em dados do Ipea e do IBGE, ele concluiu que 92% dos brasileiros nunca freqüentaram museus, 93% não foram a uma exposição de arte e 78% jamais assistiram a um espetáculo de dança. Apenas 10% dos municípios possuem teatro, cinema, museus ou espaços multiusos. “Isso mostra nossa incapacidade de levar cultura à população”, criticou

Os dados foram acompanhados pela constatação de que, sozinho, o MinC não consegue dar conta da cultura do Brasil. “Embora nosso orçamento venha aumentado ano a ano, ele não passa de 0,6% do PIB. Qualquer país que leve sua cultura a sério investe pelo menos 1%”, acrescentou Ferreira, enaltecendo a importância da iniciativa privada e dos movimentos sociais.

Com esse contexto, o ministro apresentou as propostas de mudança. A primeira é para combater o que chama de concentração de recursos por regiões. Pelos números do MinC, o Sudeste recebe 55% dos investimentos – a região Norte recebe apenas 4%. Para isso, ele propõe o fortalecimento do Fundo Nacional da Cultura (FNC), “atualmente amorfo”.

Pelo seu discurso, o objetivo é setorizá-lo, criando o Fundo das Artes, do Patrimônio, do Livro e Leitura, e da Diversidade Cultural, Cidadania e Acesso. Essa divisão garantiria investimentos em todas as áreas (“com ou sem retorno”) com base em uma política nacional de Cultura.

Ao mesmo tempo, seriam estimuladas novas fontes de recursos para o FNC, incluindo nesse bojo, renúncia fiscal, agentes financeiros, investimentos privados, percentual nas extrações lotéricas federais, entre outros. “O fundo mimetiza a lei Rouanet”, declarou o ministro.

Outro ponto que deve mudar, se depender do MinC, é o percentual de renúncia dos projetos. Uma empresa, hoje, pode abater do Imposto de Renda até 100% (se declarar pelo lucro real) dos investimentos em cultura. A proposta, agora, é criar critérios para regular isso, para retirar o Lei Rouanet da centralidade da política brasileira de cultura, passando-a para um plano nacional estratégico.

“Quando mais orientado às políticas públicas, à democratização do acesso, à participação da sociedade, maior será a renúncia fiscal”, esclareceu o ministro. Isto é, criará uma espécie de pontuação – atrelada à política nacional - que definirá o percentual a ser deferido a cada projeto.

Para o advogado Eduardo Szazi, especialista em legislação do terceiro setor, o governo acerta nesse ponto. “A lei deve dar tratamento privilegiado às iniciativas que impliquem na oferta permanente de um bem cultural (restauro de bens tomados, museus etc), pois eles perpetuam o benefício cultural muito além do período de execução do projeto e se tornam elementos de amplificação do fluxo econômico, a partir do turismo cultural, beneficiando a economia como um todo”, afirma.

Szazi defende também, que o montante advindo da venda do produto cultural, em caso de superproduções, deve ser usado para ressarcir ao FNC o valor que foi utilizado pelos patrocinadores com uso de renuncia fiscal. “Em caso de sucesso de público, o lucro fica com o proponente somente após o ressarcimento do subsidio governamental”, pondera, embora a proposta do MinC não abarque essa idéia.

O ministro propôs também que institutos e fundações ligados a patrocinadores devem realizar pelo menos 20% de produções independentes. Ele pretende ainda aprovar um aumento do limite de investimento pela Lei Rouanet por pessoa física, que passaria de 6 para 10%.

Reação
O público participante reagiu com cautela sobre as proposições de Juca Ferreira, mas questionaram algumas das mudanças propostas, principalmente sobre os percentuais de renúncia. “Os investimentos não poderiam cair com essa delimitação?“, questionou João Leiva, da JLeiva Marketing Cultural, consultoria especializada no desenvolvimento de políticas culturais para empresas.

Segundo ele, o MinC deveria realizar pesquisas com as empresas para auferir com maior precisão os investimentos realizados sem leis de incentivo. “Seria importante que o ministério buscasse compreender qual o perfil das empresas com capacidade para realizar investimentos próprios”.

Pelo raciocínio de Leiva, as empresas com potencial de investimento por meio da Lei Rouanet inferior a R$ 4 ou 5 milhões, a contrapartida poderá significar o fim dos patrocínios. “Não é simplesmente por conta de uma isenção de 100% que uma empresa que não atua em Roraima fará algum investimento por lá. Até porque ela não terá como acompanhá-lo, avaliar sua qualidade, conhecer seu proponente”, considerou.

Nessa linha, a gerente do Instituto Cultural Uniminas (Usicultura), Eliane Parreiras, afirmou que a queda dos percentuais deveria ser gradual, para não evitar a fuga de recursos. “As pessoas devem se preparar para as novas regras.

O superintendente do Instituto Itaú Cultural, Eduardo Saron, lembrou, no entanto, que todas os números passados pelo MinC devem ser vistos com cautela, pois o ministério não fornece dados confiáveis sobre o tema. “Simplesmente, não temos informações. Como justificar uma política nacional a partir de dados tão pouco elaborados, que não fazem uma análise histórica para criar métricas e indicadores?”, argüiu.

O próprio ministro reconheceu as deficiências sobre indicadores e pesquisas no MinC. Mesmo o trabalho de seleção dos projetos, segundo ele, apresentam problemas graves. “Realmente, é muito precária a avaliação por parte do ministério”, assentiu.

Grupos
Os debates aqueceram os trabalhos dos participantes. Divididos em quatro grupos, eles chegaram a uma série de conclusões, mas com um eixo em comum: a transparência.

Para o advogado Fernando Ayres, relator do grupo que discutiu os princípios que deveriam nortear a reformulação da Lei, a transparência é fundamental, ao lado de democratização de acesso aos recursos, participação de diferentes públicos na sua definição e equidade para combater as diferenças regionais.

Já no segundo grupo, as inquietações de Eduardo Saron foram discutidas, ao definirem quais aspectos deveriam constar em um diagnóstico do atual cenário das políticas culturais. E, como o superintendente do Instituto Itaú havia levantado, a lista é grande.

Para o relator do grupo Jorge Muzy, da Muzy Corp, consultoria de desenvolvimento de políticas culturais para empresas, devem ser levantadas todos os índices sobre o uso da lei: quantos projetos foram patrocinados, quais receberam mais recursos, que setor investe mais em cultura e outra série de dados apresentados por segmento.

“Também defendemos a criação de relatórios específicos sobre prestação de contas para entender a eficiência do projeto e se ele está próximo a uma política local de cultura. Isso, além de sistema de georeferenciamento e impactos na cadeia produtiva”.

Para o levantamento de todos esses números, o grupo defendeu a criação de um departamento dentro do ministério para sistematizar, cruzar e disponibilizar esses dados. Embora não tenha sido consenso como seria o funcionamento (autônomo ou não ao MinC), essa estrutura geraria maior convergência da cultura com dados de outras pastas.

O maior controle dessas informações permitiriam ao MinC e, assim, a toda a sociedade, maior monitoramento dos projetos que captaram recursos. Para Maria Schirley Figueiredo, do SESI do Paraná, relatora do grupo 3, “deve se tornar pública a avaliação, aprovação e execução de todas as propostas, com monitoramento aberto”. Para ela, apenas dessa forma é possível saber se o recurso captado é bem empregado.

Maria Schirley foi relatora do grupo que discutiu o que os participantes discordavam da proposta de mudança da Lei apresentada pelo ministro. Em dois pontos chaves, ela afirmou que o orçamento do ministério deve ser de 2% do PIB faz-se necessário mais esclarecimento sobre o novo Plano Nacional de Cultura.

Por fim, um grupo levantou o que, na opinião dele, faltou incorporar na proposta. Como a ampliação do limite de isenção do IR de 4 para 6% para empresas que declaram seu lucro real, dentro de um limite de receita anual a ser fixado, e que investem pela Lei Rouanet. Ao mesmo tempo, estender o prazo para pessoas físicas destinarem recursos até na entrega da declaração do Imposto de Renda, hoje realizada até o final do ano fiscal 31 de dezembro.

Pediram também para que o MinC deixe claro na Lei a necessidade de contrapartida. Isto é, se uma empresa fizer uso dela, um percentual do gasto deverá vir de recursos não incentivados.

As conclusões dos grupos serão sistematizadas e encaminhadas ao ministro Juca Ferreira. “O Fórum aponta para uma convergência madura dos interesses públicos e privados. O Ministério está aberto às sugestões do setor e levará em conta as suas reivindicações”, garantiu o ministro.


Rodrigo Zavala
Newsletter redeGIFE, 08/12/08

Mais...

Prêmio ECO destaca 15 vencedores entre 166 trabalhos inscritos no país

Com a operação de um site que mescla orientação e informação sobre reciclagem, a Tetra Pak é a vencedora de grande porte em meio ambiente

A edição 2008 do Prêmio ECO, que destaca a responsabilidade social e a gestão sustentável das empresas, foi encerrada ontem com uma homenagem aos 15 trabalhos vencedores em evento realizado em São Paulo. Desenvolvida a partir deste ano em parceria do Valor Econômico e da Câmara Americana de Comércio - Amcham, a iniciativa reuniu e analisou 166 trabalhos inscritos, desenvolvidos por 114 empresas em 13 Estados.

Os projetos e programas foram avaliados por um júri de 51 especialistas nas áreas contempladas pelo prêmio: Gestão Empresarial para a Sustentabilidade (GES), que avalia a atuação de empresas que estão em linha com os conceitos de sustentabilidade; e Práticas de Responsabilidade Social Empresarial (PRSE) - com cinco modalidades: público interno, meio ambiente, fornecedores, consumidores e clientes e comunidade. Em cada uma delas, as empresas são premiadas segundo seu porte (pequenas, médias e grandes).

Com a operação de um site que mescla orientação e informação sobre reciclagem, a Tetra Pak, fabricante de embalagens longa vida, é a vencedora de grande porte em meio ambiente. Segundo o presidente da empresa, Paulo Nigro, o programa é importante para garantir a capacidade produtiva da companhia no futuro. "Entendemos o programa como um investimento para sustentabilidade à empresa", disse o empresário.

A Quimatec, que fabrica produtos para o setor sucroalcooleiro e para tratamento de efluentes industriais, vencedora de médio porte em meio ambiente, investiu R$ 1 milhão para acertar seus processos, reaproveitar resíduos e economizar água. Com uma iniciativa que pretende colocar nas prateleiras globais o artesanato de comunidades empreendedoras e sustentáveis da Amazônia, o Grupo Eco conquistou o prêmio de meio ambiente entre as empresas de pequeno porte.

Na concorrida categoria de projetos voltados à comunidade, a vencedora de grande porte foi a Microsoft, com um programa que pretende reduzir em 20% o contingente de excluídos digitais, hoje estimado em 5 bilhões de pessoas. O presidente da empresa no país, Michel Levy, explicou que o programa está ligado à vocação da Microsoft. "Ele não é descolado da nossa atuação e mesmo com a crise financeira sua continuidade é garantida, porque é ela que o torna eficaz", diz.

Abrir as portas da emissora para crianças, com iniciativas de estímulo à consciência ecológica, garantiu à Rádio e TV Bandeirantes de Campinas o prêmio ECO na categoria comunidade entre médias empresas. No grupo de empreendimentos de pequeno porte, o premiado é o canal de relacionamento aberto entre a Mariaca Consultoria em Gestão e Capital Humano e o Grupo de Apoio ao Adolescente e Criança com Câncer (Graac).

Entre os programas voltados ao público interno, foram escolhidos como vencedores o Banco Real e o Portal Educação. Essas mesmas companhias dividiram também o prêmio na categoria fornecedores. Banco Real (grande porte), RL Sistemas de Higiene (médio porte) e Japacanim Ecoturismo (pequeno porte) foram as vencedoras em Gestão Empresarial para a Sustentabilidade, selecionadas entre 26 empresas que concorreram na modalidade, que pretende estimular que os negócios sejam feitos em linha com os conceitos de sustentabilidade - em que se busca o equilíbrio entre resultados e impactos sociais e ambientais .

Maria Luiza Pinto, diretora-executiva de Desenvolvimento Sustentável do Banco Real, destacou que o programa é resultado de oito anos de trabalho. "Sustentabilidade dentro do Real é uma estratégia e temos um desafio enorme na adaptação dessas políticas para o grupo Santander-Real e a experiência está sendo ótima", afirmou.


Valor Econômico, 09/12/08

Mais...

FICTV/ Mais Cultura: Abertas inscrições para edital de dramaturgia seriada

FICTV/Mais Cultura direcionará produções voltadas às classes C, D e E para exibição nas emissoras públicas de televisão

O Ministério da Cultura, por meio das Secretarias de Articulação Institucional (SAI) e do Audiovisual (SAv), a Sociedade Amigos da Cinemateca (SAC) e a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), no âmbito da realização do Programa Mais Cultura, divulgam o lançamento do Edital de Seleção de Projetos de Desenvolvimento e Produção de Teledramaturgia Seriada para TVs Públicas - FICTV/Mais Cultura.

O evento será realizado nesta terça-feira, dia 9 de dezembro, na Cinemateca Brasileira (Largo Senador Raul Cardoso, nº 207, Vila Mariana), em São Paulo. Haverá uma entrevista coletiva à imprensa, às 19h, precedendo o lançamento do Edital, às 20h. Veja o convite.

A solenidade contará com as presenças de Marília Gabriela Goulart, do Departamento de Patrocínios da SECOM/PR; da secretária de Articulação Institucional e coordenadora executiva do Programa Mais Cultura, Silvana Meireles; do secretário do Audiovisual, Sílvio Da-Rin; da presidente da EBC/TV Brasil, Tereza Cruvinel; do presidente da Abepec, Antônio Achilis; da presidente da SAC, Dora Mourão; e do presidente da ABPI/TV, Fernando Dias, dentre outros convidados.

O Edital de Seleção Pública FICTV/Mais Cultura é voltado para projetos de produção de minisséries, com 13 episódios de 26 minutos de duração cada, que proponham uma visão original sobre a juventude brasileira das classes C, D e E. As minisséries serão exibidas nas emissoras da Rede Pública de Televisão.

Os projetos serão selecionados por Comissão de Avaliação formada por especialistas em teledramaturgia e produção audiovisual indicados pelo Ministério da Cultura. O processo de seleção será realizado em duas etapas.

Na primeira, de Desenvolvimento de Projeto Técnico de Realização de Minissérie, serão selecionados até oito projetos, que receberão R$ 250 mil, cada um, para executar o plano de desenvolvimento do projeto da minissérie, que inclui a produção do episódio piloto. Os pilotos serão exibidos nas emissoras públicas de televisão, e serão submetidos a uma análise de performance.

Na segunda etapa, de Produção de Minissérie, serão selecionados até três projetos técnicos, dentre os oito pré-selecionados na primeira fase, considerando-se o relatório de performance dos pilotos exibidos e o respectivo projeto de produção da minissérie. Cada projeto premiado receberá aporte total de recursos financeiros no valor de R$ 2,6 milhões para produzir a minissérie com 13 episódios.

As inscrições deverão ser realizadas no período de 10 de dezembro de 2008 a 15 de março de 2009. Todas as informações sobre o Edital, pesquisas de apoio, regulamento e a ficha de inscrição estarão disponíveis na página eletrônica fictv.cultura.gov.br.

Informações à imprensa: F&M Procultura Assessoria de Imprensa, em São Paulo, com Flávia Miranda (flavia@procultura.com.br) e Gabriel Louback (gabriel@procultura.com.br).


Ministério da Cultura, 09/12/08

Mais...

ANIMATV recebe propostas de projetos de séries de animação a partir de 8 de dezembro

Estão abertas de 8 de dezembro de 2008 a 21 de janeiro de 2009 as inscrições para o Programa ANIMATV, uma realização das secretarias do Audiovisual e de Políticas Culturais do Ministério da Cultura, da Empresa Brasil de Comunicação (TV Brasil), da Fundação Padre Anchieta (TV Cultura), da Associação Brasileira das Emissoras Públicas Educativas e Culturais (Abepec), com o apoio da Associação Brasileira de Cinema de Animação (ABCA).

A partir de um investimento total em produção de conteúdos de R$ 3,9 milhões, o Programa ANIMATV selecionará projetos de série de animação dirigidas à infância e à adolescência nas faixas etárias de 6 a 11 anos ou de 12 a 14 anos. As instruções e formulários para inscrição estarão disponíveis a partir de segunda-feira, dia 8, no site http://animatv.cultura.gov.br.

Serão produzidos 18 pilotos de 11 minutos e, após a transmissão nacional em Rede Pública de TV e a realização de pesquisas inéditas de audiência, serão selecionados dois programas para produção de séries de 12 episódios cada.

Funcionamento
O ANIMATV divide-se em duas etapas:

Na primeira, premiará 18 Projetos de Série de Animação com um contrato de co-produção no valor de R$ 110 mil para a realização de um episódio-piloto de 11 minutos e para o desenvolvimento do Projeto Completo da Série de Animação (denominado internacionalmente como bible). O concurso prevê também a participação em Oficina para Desenvolvimento de Projetos com renomados especialistas no mercado internacional de animação. Os episódios produzidos terão teledifusão nacional em Rede Pública de Televisão.

A inscrição dos projetos deverá ser feita por pessoa física (autor). Na primeira etapa, a Comissão de Seleção avaliará os projetos sem ter acesso aos nomes dos proponentes e indicará os 30 melhores para participarem de pitching. Após a realização do pitching, a Comissão indicará os 18 projetos premiados.

A segunda etapa de seleção será realizada após a exibição dos 18 episódios-piloto. Durante a veiculação serão feitas Pesquisas Qualitativas e Quantitativas de receptividade do público aos pilotos apresentados. As pesquisas também balizarão a decisão da Comissão de Seleção na segunda etapa, que premiará dois dos 18 projetos com:
* Contrato de co-produção no valor de R$ 950 mil, para a produção de mais 12 episódios de 11 minutos;
* Teledifusão nacional da série em Rede Pública de Televisão.

Cronograma
A divulgação dos 30 projetos selecionados para o pitching está prevista para o dia 19 de fevereiro de 2009 e o anúncio dos 18 projetos que serão produzidos está marcado para 16 de março.

O ANIMATV selecionará projetos com potencial de geração de audiência junto aos públicos telespectadores brasileiros e com potencial de co-produção nacional e internacional.

Informações sobre a política do MinC para o setor de animação: http://blogs.cultura.gov.br/animacao/.


Ministério da Cultura, 09/12/08

Mais...

Aberta até 29 de dezembro a chamada para a seleção de eventos relacionados ao tema das DST/HIV/aids

Está aberta a chamada para a seleção de eventos relacionados ao tema das DST/HIV/aids para o exercício de 2009 do Ministério da Saúde. Os recursos financeiros previstos nesta seleção destinam-se a projetos de eventos a serem executados por Organizações da Sociedade Civil (OSC), sem fins lucrativos, que atuam diretamente no controle das DST e na construção de respostas sociais frente à epidemia de HIV/aids.

As propostas deverão estar alinhadas às diretrizes do PN-DST/AIDS, priorizando o aumento da cobertura da testagem para diagnóstico precoce e prevenção da transmissão vertical, ações de assistência e prevenção às DST e HIV/aids, promoção da defesa dos direitos humanos, redução do estigma e da discriminação às PVHA e populações vulneráveis.

As propostas deverão ser encaminhadas, na forma impressa, com data de postagem, no
máximo até dia 29/12/2008. O resultado dos projetos selecionados será divulgado até o dia 13/02/2009, no site do PNDST/AIDS (www.aids.gov.br).

Veja o edital aqui e o formulário de inscrição aqui.


Fonte: site do Ministério da Saúde

Mais...

Fãs pagam quase R$ 30 mil para se encontrar com Anne Hathaway

Três fãs pagaram quase R$ 30 mil para passar algumas horas com a atriz em um evento beneficente
Foto Matt Sayles/AP


Três fãs da atriz americana Anne Hathaway, 26, pagaram US$ 12 mil (cerca de R$ 29,62 mil) para passar um tempo com a protagonista de "O Casamento de Rachel" em um evento beneficente realizado em Los Angeles, informou nesta segunda-feira (8) a revista "People".

Os admiradores de Hathaway foram os que pagaram mais por sua companhia e para se reunir com ela no marco de um leilão na cerimônia Cracked Xmas Fundraiser, que arrecadou fundos aos jovens homossexuais com problemas de saúde.

"Não sou normalmente muito atrevida, mas pensei que se houvesse uma ocasião em que eu pudesse fazer algo desse tipo seria esta, portanto quis participar do leilão para beber alguma coisa em um lugar ótimo", comentou a atriz, que posteriormente assegurou sentir vergonha quando viu o preço subir rapidamente.

"Estou ruborizada", afirmou a atriz antes de admitir que o resultado a fez se sentir "muito bem".

O dinheiro foi para a organização Trever Project, que conta com uma linha de ajuda para jovens gays.

Na cerimônia, que ocorreu no domingo (7) à noite em Los Angeles, a atriz Sigourney Weaver foi homenageada e recebeu um prêmio.

Apesar de sua juventude, Anne Hathaway se transformou em uma das atrizes do momento em Hollywood após a estréia este ano do filme "Agente 86" e do drama romântico "O Casamento de Rachel", que lhe valeu o prêmio da associação de críticos de cinema americanos na categoria de melhor atriz.

Seu nome é um dos mais cotados para concorrer a um Oscar em 2009.


Efe, em Los Angeles
Folha Online, 09/12/08

Mais...

Estamos prontos para aproveitar o poder das pessoas?

Embora a força da sociedade civil esteja no engajamento pessoal dos cidadãos, a sua porção mais visível é organizada e institucional. O mesmo ocorre com o voluntariado: a maioria dos especialistas, mídia e governos referem-se sempre a sua dimensão institucional, subestimando o poder de milhões de cidadãos que estão utilizando colaboração, criatividade e talentos pessoais para trazerem soluções para suas comunidades, independente de apoio formal ou organizado.

Esta dimensão institucional refere-se a organizações da sociedade civil que geralmente oferecem modelos burocráticos de participação voluntária aos cidadãos: seguindo os mesmos moldes do emprego formal, como processos de recrutamento e seleção, atividades prontas, gestão verticalizada etc. Estas são formas legítimas para organizar o trabalho das pessoas, mas não são as únicas e, certamente, não representam o modelo de engajamento que alavancará o poder de colaboração latente na humanidade.

Um dos impedimentos para a participação voluntária do cidadão comum é a noção de que o voluntariado é algo especial, feito por pessoas extraordinárias, longe de sua realidade. Esta barreira tem que ser quebrada.

O voluntariado é um ato humano, essencial para a vida quotidiana, desenvolvido por todos, em vários níveis. Na verdade, em comunidades de baixa renda no Brasil, o voluntariado e a generosidade de cada um é o que dá sustentabilidade para a vida em comunidade. O voluntariado é muito mais diversificado do que as imagens imediatamente associadas a ele.

Essa diversidade deve ser valorizada e reconhecida. As pessoas podem se sentir incluídas no movimento voluntário – desde pequenos atos diários (como reciclagem, consumo consciente, ajuda mútua), até atividades formais e estruturadas. São as interações complexas entre esses atos que compõem um tecido social saudável.

Dar visibilidade pública a esta diversidade pode inspirar e estimular a centenas de milhões de pessoas pelo mundo que gostariam de se voluntariar, mas não sabem como começar. Existe uma enorme oportunidade para criar modelos simples e descentralizados de participação e estimular que, durante o processo de colaboração, os voluntários se tornem, gradualmente, mais ativos.

Em nossa experiência na Rede V2V, ao desenvolver tecnologias de Internet para promover a atividade voluntária, foi muito importante considerar o “ciclo de vida” do voluntário. Há muitas maneiras diferentes de contribuir para uma causa e o envolvimento pode ser progressivo, começando com uma pequena contribuição e evoluir para uma participação mais profunda e contínua. Os gestores de programas de voluntariado sempre tendem a preferir este último tipo de participação, onde se pode obter mais retorno aos seus esforços de recrutamento; porém ao fazê-lo, deixam a maior parte das pessoas de fora.

A tecnologia está transformando a forma das pessoas colaborarem. Com a significativa queda no custo das comunicações, os esforços de planejamento e organização do trabalho também diminuíram. Hoje, vemos exemplos de grandes projetos sendo possíveis devido a contribuições voluntárias de enormes quantidades de pessoas, com a maioria dos participantes contribuindo apenas uma vez, como uma pequena peça de um grande quebra-cabeças.

Um exemplo disso é a Wikipedia: de longe a maior enciclopédia já produzida, em número e profundidade de verbetes. Lá, os poucos voluntários administradores e principais contribuidores fazem a maior parte do trabalho: 1,8% dos usuários estão fazendo mais de 70% das edições.

Porém singularidade da Wikipédia nunca poderia ser alcançada pela contribuição de apenas 1,8% dos participantes. O que importa não é assegurar apenas a força de trabalho dos poucos super usuários, mas sim desenvolver um modelo que permite não perder valiosos conhecimentos que estão distribuídos em um grande número de membros de uma comunidade. É a capacidade de lidar com a colaboração em massa que torna este projeto voluntário uma das mais importantes conquistas do conhecimento coletivo.

Quando queremos realizar uma iniciativa, seja ela social ou empresarial, costumamos criar uma organização para que possamos obter 70% do trabalho, empregando os esforços de 1% das pessoas. Essa é a nossa mentalidade, e economicamente isso faz sentido, não?

Mas, fazendo isso, renunciamos a valores significativos: independência, diversidade, inovação e, ainda mais importante quando se fala em voluntariado, perdemos a oportunidade de incluir a maioria dos cidadãos que também poderiam ser parte da solução, em vez de serem apenas parte do problema. Isto é algo para se ter em mente quando repensamos nossos papéis e projetos em um mundo interligado, de cerca de 6,7 bilhões de pessoas.

Mas, como usar estes novos modelos de colaboração em projetos voluntários? Desde 2004, temos utilizado ferramentas de redes sociais para promover voluntariado no Brasil. Esse projeto, V2V (Volunteer-to-Volunteer) foi criado no Rio de Janeiro, em forte colaboração com empresas que queriam dar voz a seus funcionários, familiares e clientes interessados em voluntariado.

Seguindo a mesma inovação que o site de leilões e-bay fez no mercado de varejo, criando um ambiente confiável para que as pessoas pudessem não apenas comprar, mas também vender os seus produtos, o V2V incentiva voluntários a se tornarem produtores, e não somente consumidores de oportunidades de voluntariado – pessoas comuns como agentes de mudança positiva na sociedade.

A essência da V2V é dar o poder de promoção do voluntariado diretamente para o indivíduo em sua comunidade local. O V2V dá visibilidade às pessoas e seus interesses em redes sociais que são alimentadas por elas mesmas. Reduzindo intermediação e formalidade nas interações entre voluntários é possível ampliar significativamente os canais de participação social.

Em uma parceria internacional com a Starbucks Coffee, o V2V tornou-se um projeto global. É uma rede social em expansão, sendo usada em empresas, universidades e cidades por mais de 85 mil voluntários que desenvolvem mais de 12 mil ações sociais em 64 países.

Como promotores do voluntariado, o grande desafio do nosso trabalho é criar condições para incluir as pessoas que têm desejo de participar. A única maneira de se livrar dos modelos centralizadores de poder, do assistencialismo, da dependência e de outros riscos que afetam projetos de voluntariado é envolver todos os interessados nas iniciativas que promovemos.

O trabalho realizado por amadores é uma importante manifestação de colaboração voluntária. Eles têm tempo e motivação para fazer grandes coisas em projetos pessoais. Isso acontece porque muitas pessoas não se sentem realizando algo significativo para si mesmas no trabalho. É em seu tempo livre, em interação com os seus pares em comunidades locais e virtuais, que estas pessoas fazem coisas que realmente importam para elas. Esta é uma grande oportunidade para o engajamento voluntário: há uma enorme quantidade de pessoas buscando sentido para as coisas que realizam.

Grupos de pessoas que colaboram voluntariamente representam hoje um grande poder competitivo contra as corporações globais. Pense em servidores Linux contra servidores Windows. Quem poderia tentar derrotar a Microsoft, uma empresa de 60 bilhões de dólares, com financiamento privado?

Em um futuro próximo, estas novas redes colaborativas vão desempenhar um papel importante na criação de soluções para as necessidades humanas. A grande maioria destes grupos contará com voluntários. As organizações tradicionais vão defender-se, tentando minar a confiança e o valor destes novos modelos de colaboração.

Charles Leadbeater, consultor de governos e empresas nas áreas de inovação e criatividade, levanta boas questões sobre o futuro da colaboração humana: "Podemos sobreviver com voluntários? Se tais modelos colaborativos são tão críticos, não precisaríamos de apoios e financiamentos mais estruturados? Que tipo de mudanças são necessárias nas políticas públicas e de financiamento, para tornar viáveis esses modelos de colaboração voluntária?" . Possivelmente, estas são as questões que governantes e políticos se farão num futuro próximo, diz ele.

Que grande impacto para a causa seria ampliar do nosso entendimento sobre voluntariado a criar pontes entre estes dois mundos. Esta é uma grande oportunidade global e um posicionamento estratégico para a causa do voluntariado. Grandes desafios para o futuro da humanidade, como terrorismo, mudanças climáticas, pandemias e migrações em massa podem se beneficiar destes modelos de colaboração voluntária. Estas são questões que, mais cedo ou mais tarde, devemos nos fazer.

As empresas estão também aproveitando estas novas formas de colaboração voluntária e usando os mesmos vocabulários e modelos de reconhecimento utilizados por programas de voluntariado. Recentemente, a edição de outubro de 2008 da Harvard Business Review trouxe o ótimo artigo: "A Revolução da Colaboração: Deixando que Voluntários Construam o seu Negócio", de Scott Cook. Ele mostra maneiras inovadoras em que empresas utilizam o conhecimento coletivo de seus consumidores e o poder da colaboração entre eles para criarem melhores produtos e serviços.

Charlene Li e Josh Bernoff, em seu recente livro “Groundswell”, contam a história de Jeff Stensky: ele trabalha para uma companhia de energia elétrica como engenheiro. Em seu tempo livre, ele responde a perguntas do fórum de suporte da Dell Computadores, mesmo não tendo vínculo formal com a empresa e não sendo pago para isso. Em 10 anos de intensa participação nesta comunidade, Jeff postou 22 mil respostas sobre problemas de instalação de CD / DVD em computadores Dell. Suas respostas foram visualizadas mais de 2 milhões de vezes.

Os autores calculam que Jeff, sozinho, proporcionou para a Dell uma economia de 1 milhão de dólares em ligações de suporte que, tendo sido respondidas por ele online, deixaram de ser realizadas para a sua central telefônica de atendimento ao consumidor. A grande questão é: por que ele fez isso? Por que uma dedicação tão grande? Jeff responde: "Eu realmente gosto de ajudar as pessoas. O que me engajou foi isso: ouvir muito obrigado quando ajudo uma pessoa. "

Não são declarações similares que freqüentemente ouvimos dos voluntários que trabalham conosco em projetos sociais?

O que é marcante aqui é que quando analisamos as motivações de pessoas como Jeff (bons sentimentos de altruísmo, de validação e de pertencimento), vemos que eles são muito semelhantes aos sentimentos dos voluntários tradicionais que conhecemos. É algo que os economistas Fetter & Fisher chamaram de “renda psíquica”, na década de 1920. Renda psíquica é "o valor subjetivo de satisfação adquirida a partir de uma atividade". Este é um conceito central para compreender a colaboração voluntária. Como os autores da “Groundswell” dizem: "a renda psíquica é gratuita – é paga com amor, não com dinheiro".

A boa notícia é que há muitas pessoas procurando por “renda psíquica”. Isto é o que nos mantém tão ocupados como promotores de voluntariado. Existe um monte de gente como Jeff pelo mundo afora.

Em recente artigo na revista "Time", Bill Gates afirma que, historicamente, empresas têm melhorado a vida de bilhões de pessoas. O problema é que bilhões de pessoas ainda são deixadas para trás e as empresas têm grande responsabilidade e potencial para ajudar a melhorar o capitalismo e torná-lo mais inclusivo.

Há uma infinidade de oportunidades de negócios para criar produtos sustentáveis, ao mesmo tempo em que se gera valor local, reduzindo desigualdades, melhorando saúde a qualidade de vida. Mas as empresas não vão fazer isso sozinhas. Elas precisam de pessoas. Seu pessoal vai fazer isso. E a boa notícia é: há um monte de gente boa trabalhando nas empresas, dispostos a colaborar, e nosso trabalho como promotores de voluntariado pode ajudar a influenciá-los positivamente.

Por último, penso que deveríamos olhar para as origens do voluntariado. Houve um grande valor espiritual nos primeiros seres humanos que saíram de seus caminhos para ajudar outros. É possível reforçar estes valores em todas as nossas iniciativas, sejam elas pessoais, coletivas, sociais ou empresariais. Temos também a oportunidade de trazer esses valores para um público mais amplo, as pessoas estão à procura de sentido naquilo que fazem. Vamos ampliar nossa visão e repensar o voluntariado como algo embutido em todos os aspectos das nossas vidas. Para os tempos incertos que estão chegando, os valores do voluntariado são hoje mais necessários do que nunca.


Bruno Ayres
Administrador com mestrado em Ciência da Informação pelo IBICT / UFRJ. É criador e coordenador geral do Portal do Voluntário / Comunitas (V2V Brasil). O Portal do Voluntário é hoje uma referência mundial em desenvolvimento de ferramentas para promoção do voluntariado em empresas e organizações da sociedade civil, tendo sido premiado no Brasil e no exterior. Juntamente com a equipe do Portal do Voluntário, criou a tecnologia V2V (Voluntário para Voluntário), uma ferramenta de redes sociais para gestão de programas de voluntariado que é usada por organizações, governo e empresas no Brasil e nos EUA. O V2V hoje tem 85.000+ usuários, desenvolvendo 12.000+ ações voluntárias em 64 países.
Questões ou comentários podem ser enviados para: bruno@v2v.net.
Newsletter redeGIFE, 08/12/08

Mais...

[Saiba o que é o] Mercado de carbono: negócio rentável e eficiente

Comercializar créditos de carbono ajuda a diminuir a emissão de gases do efeito estufa

A principal causa das mudanças climáticas pelas quais o planeta tem passado é o aumento da concentração de gases que provocam o efeito estufa, capaz de aprisionar o calor na atmosfera. Dentre eles estão o dióxido de carbono (CO2), formado a partir da associação entre o carbono – um dos principais constituintes da vida e um dos dez elementos químicos mais abundantes do universo, presente em todas as substâncias orgânicas – e o oxigênio. Sem o dióxido de carbono e outros gases de efeito estufa, a Terra seria um planeta congelado.

Contudo, o uso excessivo de combustíveis fósseis e a queima da vegetação, entre outras atividades humanas, têm liberado tanto CO2 no ar que, atualmente, a concentração de dióxido de carbono cresceu 30% se comparada há 150 anos. A grande liberação desse e de outros gases de efeito estufa na atmosfera está elevando a temperatura da Terra, provocando o aquecimento global.

No Brasil, o volume de carbono emitido por indústrias, veículos, usinas de eletricidade e outros cinco setores cresceu mais depressa que a economia entre 1994 e 2005. Enquanto o PIB subiu 2,6% ao ano, em média, o lançamento de gases que favorecem o efeito estufa variou 3,4%, ou seja, o país está poluindo mais do que gerando riquezas. Os dados, de estudo encomendado pelo governo federal à entidade “Economia & Energia”, vão basear o inventário nacional de emissões. Com 91 milhões de toneladas lançadas à atmosfera em 2005, o Brasil ultrapassou tudo o que Áustria e Holanda, somadas, produziram. A entrada de termelétricas a gás e a carvão foi a maior responsável individual pelo resultado. O estudo exclui as emissões oriundas do desmatamento.

Para mitigar o problema, há dez anos foi firmado o Protocolo de Kyoto, um tratado internacional para a redução da emissão dos gases que provocam o efeito estufa e, em conseqüência, o aquecimento global. Por esse documento, os países foram divididos em dois grupos: aqueles que precisam reduzir suas emissões de poluentes e os que não estão obrigados a fazer reduções. Assim, foi proposto um calendário de obrigações para os países mais poluentes, que têm de reduzir a emissão em pelo menos 5,2% em relação aos níveis de 1990, no período entre 2008 e 2012, com o objetivo de diminuir a temperatura global.

Ainda pelo Protocolo de Kyoto, os países signatários devem cooperar para reformar os setores de energia e transportes; promover o uso de fontes energéticas renováveis; eliminar mecanismos financeiros e de mercado inapropriados; limitar as emissões de metano no gerenciamento de resíduos e dos sistemas energéticos, além de proteger florestas e outros sumidouros de carbono.

Como funciona o mercado de carbono
A neutralização de carbono se faz a partir de parâmetros simples, em que se quantificam as emissões de um evento, de uma determinada organização, ou mesmo a partir de um inventário de emissões de carbono. A partir daí, a empresa compensa essas emissões por meio de um programa ou projeto de neutralização, a exemplo de plantio de árvores, da implantação de formas de energias alternativas etc.

Já o mercado de carbono surgiu a partir das novas regras que estabeleceram metas para os países desenvolvidos, com o objetivo de diminuir as emissões totais do planeta. Assim, foram criadas condições para que empresas com dificuldades para atingir o padrão exigido possam comprar esse serviço de outras que conseguiram ir além do esperado. Dessa maneira, na tentativa de atenuar o problema ou lucrar com ele, dependendo da leitura que se faça, passou-se a comercializar créditos ou permissões que limitam a emissão de gases de efeito estufa.

Por meio do Protocolo de Kyoto criou-se o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), pelo qual uma empresa de um país industrializado que não tenha conseguido cumprir suas metas de redução de emissões de gases de carbono possa financiar um projeto que reduza emissões em outro país, fora da área industrializada, descontando essa redução das suas emissões. Nesse aspecto, existem empresas financiando créditos de carbono derivados de aterros sanitários, outras transformando eucalipto em carvão vegetal e substituindo o carvão mineral, que é muito poluente em indústrias siderúrgicas, e assim por diante. Desse modo, empresas que precisam aumentar suas emissões adquirem créditos daquelas que poluem menos. Grosso modo, paga-se para poluir. Portanto, países que têm os recursos naturais preservados são, hoje, sinônimo de dinheiro, e podem investir em projetos de sustentabilidade social e ambiental.

Funciona da seguinte forma: a empresa “A” produz uma tonelada de dióxido de carbono no seu processo de fabricação de cimento, por exemplo, tendo que reduzir em 5% esse total. Mas, para atingir essa meta, ainda faltam 2%. O que ela faz, então? Vai buscar essa diferença no mercado. E é lá que ela encontra a empresa “B”, que montou um parque eólico, que gera energia limpa utilizando a força do vento. A empresa “B” transforma esse serviço em crédito de carbono, calculando o total de gases de efeito estufa que deixaram de ser produzidos, graças à geração de energia limpa. Por fim, ambas fecham o negócio. A empresa “A” compra essa parte em toneladas não emitidas pela empresa “B” e pode, dessa forma, abater sua dívida ambiental. Já a empresa “B” recebe recursos para novos investimentos.

É uma forma de compensação. Assim, as metas podem ser cumpridas e o resultado final – a redução das emissões totais de gases estufa –, atingido. Por essa razão, o crédito de carbono é a nova mercadoria do século 21, uma moeda cada vez mais importante da economia. Países como o Brasil e empresas que não têm metas podem participar desse mercado com projetos que inovem, reduzindo as emissões de gases de efeito estufa.

Entretanto, essa redução precisa ser validada por uma empresa certificadora e registrada na Organização das Nações Unidas (ONU). O primeiro a obter esse carimbo foi um projeto brasileiro – o Novagerar, na Baixada Fluminense, que substituiu um lixão a céu aberto por um aterro sanitário. Todo o lixo que chega dos caminhões permanece agora confinado e, como um sanduíche, fica protegido por mantas especiais.

Por sua vez, o seqüestro de carbono consiste em capturar o carbono na sua própria origem. Por exemplo, uma empresa que produza energia e que tenha um alto nível de emissão de poluentes seqüestra o carbono no nascedouro, impedindo sua liberação para a atmosfera. Por meio de grandes tubulações, o material é levado para antigos campos de petróleo já esgotados ou para o fundo do mar, evitando-se, assim, que o material vá para a atmosfera.

Implantação conjunta do Protocolo de Kyoto
Trata-se de um mecanismo firmado entre países industrializados. Se um país conseguir reduzir as emissões de gases poluentes além da sua meta, esse percentual a mais poderá ser vendido para outro país industrializado, pelo preço que foi estabelecido entre eles.

-----------------------------------------
“Na tentativa de atenuar o problema ou lucrar com ele, dependendo da leitura que se faça, passou-se a comercializar créditos ou permissões de carbono, que limitam a emissão de gases de efeito estufa”
-----------------------------------------

Visões distintas
No caso dos créditos de carbono, existem dois pontos de vista. O primeiro condena essa prática, alegando que as empresas, em vez de reduzirem suas emissões, optam por investir em projetos em outros países, mantendo – ou até aumentando – suas emissões. Por sua vez, a segunda vertente defende o procedimento, uma vez que os projetos financiados reduzem a emissão de poluentes, o que é benéfico para a questão das mudanças climáticas.

Em relação ao seqüestro de carbono, o Painel do Clima realizou uma avaliação preliminar divulgando que, tecnicamente, a prática é possível. Mas existem algumas perguntas a serem respondidas pelos especialistas: se, em termos geológicos, a injeção desse carbono sob a terra não irá provocar outros efeitos, como desmoronamentos, fazendo com que o carbono escape para a atmosfera. Além disso, o que pode acontecer com os recursos hídricos subterrâneos? E ainda, quais reflexos serão provocados na biodiversidade marinha? Como se vê, são questões polêmicas, mas que estão formando um mercado importante e cada vez mais lucrativo.


Fernando Credidio
Pós-graduado em Comunicação Social, com ênfase em Marketing e Propaganda, professor, palestrante, ensaísta e consultor em comunicação organizacional para o Terceiro Setor e Sustentabilidade/ Responsabilidade Social Empresarial.
Revista Filantropia - OnLine - nº179

Mais...

Isenção de PIS

O Tribunal Regional Federal (TRF) da 5ª Região (que reúne seis Estados do Nordeste do país) concedeu imunidade do PIS sobre a folha de pagamentos a uma organização da sociedade civil de interesse público (Oscip).

Segundo o advogado da instituição, a ação proposta versava sobre a equiparação das Oscips a entidades filantrópicas. Assim sendo, ao serem equiparadas, as OSCIPs teriam direito ao benefício previsto no artigo 195 da Constituição Federal.

Revista Filantropia - OnLine - nº179

Mais...

Músicos se unem em busca de mudanças

Imagine promover mudanças através da música, que sai das ruas para o cinema e a internet. Pois é exatamente isso que a organização “Playing for Change” fez, reunindo 37 músicos de todo o mundo para cantar a balada “Stand By Me”. Os músicos não se conheceram pessoalmente, mas fizeram sua parte “para inspirar, conectar e levar paz ao mundo através da música”. Legal também é o trocadilho do nome…tocar por mudanças ou por uns trocados dá na mesma em inglês. Confira:



Carolina Ribeiro
Update or Die, 08/12/08

Mais...

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Animais sobreviventes em SC ganham ajuda de entidades

Durante 11 dias, um grupo percorreu a região de Itajaí, a mais afetada pelas chuvas em Santa Catarina, atrás de animais. Era uma caçada do bem. Na peregrinação, conseguiram salvar 80 bichos. Todos eles estavam muito assustados. Alguns, presos em quintais de casas abandonadas. Outros, sobre telhados e carros. A maioria passava frio, fome e sede. Houve casos de cães afundados no meio da lama.

Eles foram alojados no canil da ONG Viva Bicho, que já soma um total de 650 animais. Para complicar a situação, a sede da entidade corre sério risco de desabar. "Isso parece um pesadelo", desabafa Bianca Jung, 26, secretária da organização.

Vítimas silenciosas da tragédia, cerca de 26 mil animais domésticos foram afetados pelas enchentes, estima a Rede Catarinense de Solidariedade aos Animais (Resa). Analista de ações para catástrofes, o veterinário Werner Payne, da ONG Veterinários Sem Fronteiras, sobrevoou com a Defesa Civil a zona interditada do complexo do Baú, a mais atingida por desmoronamentos.

Cem mil animais, entre aves, porcos e bois, continuam presos na região, segundo estimativa do especialista. Muitos morreram afogados e soterrados.

"A água baixou e agora é possível ver os corpos jogados. Há ainda centenas deles vagando pelas ruas, famintos e com sede", conta Halem Nery, 61, coordenador da Resa e secretário do Instituto Ambiental Ecosul. Existem bichos presos em casas vazias. Outros estão ilhados em árvores, sem poder se mexer ou se alimentar.

Em meio à tristeza, às mortes e ao sofrimento, a solidariedade promove a esperança. Entidades de defesa de São Paulo começam a organizar campanhas para ajudar os animais em Santa Catarina.

Para conseguir salvar a vida dos animais abandonados, as entidades contam agora com mais um capítulo da solidariedade humana.

O que doar
Água potável
Caixa de transporte
Casinha
Coleira
Material de higiene
Ração
Remédios (antibióticos, sarnicidas e anestésicos)
Utensílios médicos (máscaras, luvas, seringas e agulhas)
Vacinas

Onde
Casa do Consolador (www.casadoconsolador.com.br). Rua Guapiaçu, 75
Pet Center Marginal (www.petcentermarginal.com.br). Av. Presidente Castelo Branco (marginal Tietê), 1.795, tel. 0/xx/11 2797-7400
Posto de Coleta. Av. Marechal Mario Guedes, 301, Jaguaré, tel. 0/xx/11 3768-1977


Flávia Gianni, da Revista da Folha
Folha Online, 08/12/08

Mais...

Prefeitura de Blumenau (SC) pede doação de leite em pó às crianças

A Prefeitura de Blumenau (SC) reforçou o pedido de doações de dinheiro e produtos nesta segunda-feira. O pedido principal é pela doação de leite em pó às crianças.

Segundo balanço da Defesa Civil Estadual, 122 pessoas morreram devido às chuvas no Estado. Outras 29 pessoas permanecem desaparecidas. O número de pessoas desalojadas ou desabrigadas é de 32.946. Destes, 5.710 estão desabrigados --dependem de abrigos públicos-- e 27.236 estão desalojados, ou seja, ficam hospedados na casa de amigos e familiares.

Segundo a prefeitura, a quantidade de roupas e colchões é suficiente. Entretanto, solicita a doação de alimentos não perecíveis, achocolatados, fraldas descartáveis e itens de higiene pessoal. O telefone para mais informações é o 00/xx/47/3326-6972. Saiba como ajudar.

Blumenau foi uma das mais atingidas pelas chuvas. A cidade sofreu com deslizamentos, alagamentos e 20.000 pessoas ficaram desalojados e 2.800 ficaram desabrigadas. Ao todo 18.150 casas foram danificadas pelas águas da chuva e 24 pessoas morreram. Ao todo 41 abrigos estão em funcionamento na cidade.

O cônsul honorário da Alemanha em Blumenau, Hans Dieter Didjurgeit, realizou a entrega simbólica de alimentos, cobertores e combustíveis à Prefeitura de Blumenau. O valor total dos donativos é de R$ 140 mil. Somente neste fim de semana foram recebidos 17 caminhões de donativos vindos de diversas partes do país.

Amanhã psicólogos da rede de saúde da cidade receberão um treinamento. A intenção é auxiliar em locais que não dispõem desses profissionais. Eles vão trabalhar na abordagem das famílias atingidas.

Relatório
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou nesta segunda-feira que todos os setores do governo federal elaborem um relatório minucioso sobre as providências tomadas para ajudar na reconstrução do Estado de Santa Catarina.

Amanhã à noite, Lula se reunirá com o governador de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira (PMDB), para analisar quais outras medidas poderão ser tomadas para colaborar com a população atingida pelas enchentes.

A Cohab (Companhia de Habitação) de Santa Catarina estima que ao menos 3.000 casas precisam ser reconstruídas no Estado.

A Defesa Civil Estadual reforçou nesta segunda-feira o pedido de auxílio de voluntários para a central de arrecadação e distribuição. As doações --principalmente em dinheiro-- continuam a ser recebidas. Saiba como ajudar.

O governo do Estado de Santa Catarina anunciou a criação da Fundação de Amparo a Pesquisas, que será integrada por especialistas e pesquisadores. Eles irão discutir e estudar o que aconteceu nas regiões afetadas pelas chuvas e os reflexos dos deslizamentos de terra.


Folha Online, 08/12/08

Mais...

Uma senhora embaixadora

Não por acaso - Carla, na linha de frente do combate à aids: "O prolongamento de ações que empreendo com minha família"
Foto Wireimage/Getty Images


Ajudar os outros faz bem à psique de quem ajuda – e mais ainda quando se tenta fazer o bem numa esfera relacionada a perdas pessoais. É por isso que milionários financiam pesquisas sobre o câncer ou centros de ajuda a drogados quando perdem filhos para algum desses males. E é por isso que Carla Bruni, ex-modelo e atual primeira-dama francesa, pôs o que tem de mais valioso – a sua imagem – a serviço de uma causa que lhe é especialmente cara.

Desde o começo do apressado e altamente divulgado casamento com o presidente Nicolas Sarkozy, Carla havia prometido se aplicar em atividades beneméritas. Na segunda-feira passada, Dia Mundial de Luta contra a Aids, tornou-se embaixadora do Fundo Global contra a Aids, Tuberculose e Malária, organização sediada em Genebra e patrocinada pela ONU.

"Não é por acaso. Esse cargo é o prolongamento de uma ação que já empreendo com minha família e que fico feliz de poder ampliar. Por causa do meu irmão, sou muito sensível à questão da aids", declarou, na única referência, indireta porém clara, a Virginio Bruni Tedeschi, que morreu da doença em julho de 2006, aos 46 anos. Carla disse que pretende aproveitar o furor midiático que compreensivelmente a cerca para divulgar a causa. "Acho que o mundo se acostumou com a aids. Ela não é vista mais como um escândalo, uma emergência", declarou. Sua atividade será focada na África, o continente mais devastado pela doença, em particular mulheres e crianças atingidas pela epidemia – apesar dos avanços no tratamento, ainda nascem anualmente 500 000 bebês infectados com o vírus HIV. No total, são 33 milhões de portadores no mundo.

Virginio Bruni, na verdade, é meio-irmão de Carla, parte da história familiar complicada que ela tem – só soube aos 30 anos que não era filha do homem que havia conhecido a vida toda como seu pai, mas sim de uma relação paralela da mãe com outro homem, hoje um empresário radicado em São Paulo. Virginio era o primogênito, destinado a herdar o comando da indústria da família, original de Milão. Em lugar disso, tornou-se designer gráfico e fotógrafo. Também fazia o gênero romântico do navegador solitário e amava as travessias oceânicas de barco. Em meados dos anos 90, contraiu aids. Depois de virar cantora, mas antes de se tornar a senhora Sarkozy, Carla lhe dedicou o primeiro disco. "Virginio era sete anos mais velho. Não conhecia o mundo sem ele", disse numa entrevista. "Passou dez anos doente. Aí veio um linfoma terrível, que o matou em duas semanas."

No ano passado, a mãe dos dois, Marisa, levou a leilão parte do acervo de quadros e antiguidades do palacete da família na Itália, amealhou o equivalente a 50 milhões de reais e criou a Fundação Virginio Bruni Tedeschi, que financia pesquisas e tratamentos de aids. Em setembro deste ano, sua viúva, Isabelle Bezin, organizou uma exposição das fotos dele em Paris. A causa agora ganha o reforço de Carla na posição de primeira-dama. Um belo reforço.


Veja.com, 08/12/08

Mais...



Acesse esta Agenda

Clicando no botão ao lado você pode se inscrever nesta Agenda e receber as novidades em seu email:
BlogBlogs.Com.Br