sábado, 6 de dezembro de 2008

Doações a vítimas de Santa Catarina somam mais de R$ 19,5 milhões

Já passa de R$ 19,542 milhões o total de doações realizadas por meio das contas abertas para a Defesa Civil de Santa Catarina para ajudar as vítimas das chuvas. Ao todo, nove contas foram abertas para ajudar os milhares de desabrigados por enchentes e deslizamentos de terra no Estado.

O número de mortos subiu para 120 nesta sexta-feira, segundo a Defesa Civil Estadual. Relatório divulgado na manhã desta sexta aponta que ainda existem 32.946 pessoas que não conseguiram retornar às suas casas em todo o Estado. Desse total, 5.710 estão desabrigados --tiveram danos permanentes em suas residências e não têm para onde ir. Outros 27.236 estão desalojados --também tiveram danos em suas moradias mas estão em casas de parentes ou amigos.

Depois de um problema logístico que levou a Defesa Civil de Santa Catarina a suspender o recebimento de donativos, o órgão anunciou nesta semana a volta no recebimento de doações de materiais como alimentos, roupas e colchões.

O trabalho dos voluntários prossegue. A secretaria Municipal de Educação de Blumenau --uma das cidades mais atingidas pelas chuvas que devastaram o Estado de Santa Catarina-- ofereceu ontem dez dias de férias para os professores, educadores e coordenadores pedagógicos que queiram trabalhar como voluntários nos abrigos da cidade.

Nesta quinta-feira, o Ministério da Integração Nacional liberou R$ 45 milhões para Santa Catarina, destinados à recuperação de ruas, reconstrução de casas e obras necessárias para os municípios mais atingidos pelas enchentes. No total, serão liberados R$ 100 milhões.

Reconstrução
A Cohab (Companhia de Habitação) de Santa Catarina apresentou um projeto para construir 3.000 casas no Vale do Itajaí para famílias que tiveram suas residências atingidas pelas chuvas.

O projeto apresentado pela diretora presidente da Cohab/SC, Maria Darci Mota Beck, prevê a construção a partir do uso de recursos do governo federal, estadual e da iniciativa privada. A estimativa é que sejam necessários R$ 45 milhões para a construção.

A construção dos imóveis vai acontece primeiro nos municípios que disponibilizarem os terrenos para as habitações coletivas. As famílias cadastradas na Defesa Civil do Estado serão priorizadas assim como as famílias sustentadas por idosos ou mulheres, e que tenham portadores de deficiência física.

Segundo orientação da Defesa Civil, as pessoas dispostas a ajudar devem entrar em contato com a Defesa Civil de seu Estado, que vai consultar a Defesa de Santa Catarina --pelo telefone (011) 4009-9886-- para determinar qual posto de armazenamento vai receber os produtos. O transporte até o local será feito pelo próprio doador.

Ajuda
Todos os tipos de doação estão sendo recebidos, mas a orientação é para que seja dada prioridade para o envio de materiais de higiene, de limpeza, colchões, travesseiros e lençóis. Para os alimentos, continuam as orientações para que sejam priorizados os alimentos de consumo rápido, que não precisam de preparo.

Os interessados em ajudar podem realizar doações em dinheiro nas contas correntes abertas pela Defesa Civil:
- Banrisul - Agência 0131, conta corrente 06.852725.0-2;
- Itaú - Agência 0289, conta corrente 69971-2;
- Caixa Econômica Federal - Agência 1877, operação 006, conta corrente 80.000-8;
- Banco do Brasil - Agência 3582-3, conta corrente 80.000-7;
- Banrisul, Agência 0131, conta corrente 06.852725.0-5
- Besc - Agência 068-0, conta corrente 80.000-0;
- Bradesco Agência 0348-4, conta corrente 160.000-1
- Sicoob/SC - Agência 1005, conta corrente 2008-7
- Sicred - Agência 2603, conta corrente 3500-9
- Santander - Agência 1227, conta corrente 430000052
Em nome da pessoa jurídica é Fundo Estadual da Defesa Civil, CNPJ - 04.426.883/0001-57
Fernando Donasci-29.nov.08/Folha Imagem
Fila de desabrigados esperam para receber comida e colchões da Defesa Civil em Itajai; ao menos 69 mil ficaram desalojados em SC
Fila de desabrigados esperam para receber comida e colchões da Defesa Civil em Itajai; ao menos 32 permanecem desalojados em SC

Postos de doações
O posto da PRF (Polícia Rodoviária Federal) de Biguaçu, na região da Grande Florianópolis, está recebendo doações de alimentos não-perecíveis para as vítimas da enchente. A mercadoria arrecadada será entregue à Defesa Civil Estadual.

O Beto Carrero World, no litoral norte do Estado, também montou uma base de arrecadação de alimentos, roupas, medicamentos, colchões e cobertores na entrada do parque. A assessoria de comunicação informou que qualquer doação pode ser enviada à rua Inácio Francisco de Souza, 1.579, na Praia de Armação, na cidade de Penha. O telefone é (0xx47) 3261-2222.

As secretarias regionais da região do Alto Vale do Itajaí (Blumenau, Brusque, Itajaí, Jaraguá do Sul, Joinville e Timbó) também montaram bases de arrecadação e distribuição. As pessoas interessadas em doar materiais devem ir nos seguintes locais:
- Colégio Victor Hering
Rua Antônio Cândido Figueiredo, 399, Bairro Vila Nova --Blumenau;
- Fenarreco
Rodovia SC-486, próximo à Havan, centro --Brusque;
- Parque da Marejada
Av. Vicotr Konder, s/n, Bairro Fazenda --Itajaí;
- Arena Multiuso Jaraguá
Rua Gustavo Hagedorn, s/n, Centro --Jaraguá do Sul;
- Colégio Osvaldo Aranha
Rua Lindóia, Bairro Glória --Joinville;
-Depósito da Secretaria Regional
Rua Nereu Ramos, 913, Centro --Timbó.

Doação de Sangue
A Secretaria de Estado da Saúde também alerta para a necessidade de doações de sangue. A secretaria divulgou a relação de locais onde é possível realizar doações de sangue. O horário de atendimento nos postos é das 7h30 às 18h30.
- Hemoesc Florianópolis
Rua: Othon Gama D'eça, 756, centro --Florianópolis. Contato: (48) 3251-9711
- Hemocentro Regional de Chapecó
Rua São Leopoldo, 391, Quadra 1309, bairro Esplanada --Chapecó. Contato: (49) 3329-0550
- Hemocentro Regional de Joaçaba
Avenida 15 de Novembro, 23, centro --Joaçaba. Contato: (49) 3522-2811
- Hemocentro Regional de Lages
Rua Felipe Schmidt, 33 --Lages.
- Centro Hemoterápico de Blumenau
Rua Marechal Floriano Peixoto, 300, anexo ao hospital Santa Isabel, no centro de Blumenau.

Para doar, é necessário, entre outros itens, ter entre 18 e 65 anos, estar em boas condições de saúde e evitar alimentação gordurosa nas quatro horas que antecedem a doação.

São Paulo
A Cruz Vermelha Brasileira e a Comdec (Coordenadoria Municipal da Defesa Civil-SP) anunciaram a criação de postos para arrecadar doações para as vítimas das chuvas que atingem Santa Catarina.

A arrecadação funciona 24 horas na sede da Comdec --na rua Afonso Pena, 130, no bairro Bom Retiro--, e na sede da Cruz Vermelha Brasileira --na avenida Moreira Guimarães, 699, no bairro de Indianópolis, na região da Saúde (zona sul de SP). As defesas civis das subprefeituras receberão doações em horário comercial.

Além da sede da Cruz Vermelha Brasileira, é possível fazer doações nos seguintes postos da entidade (horário comercial):
- Colégio Santo Ivo
Rua Paço da Pátria, 1705, Alto da Lapa
- Iolanda e Marcelo
Avenida Henrique Franco, 135
- Limoeiro - São Miguel Paulista pelo fone: 2025-7369
- ACM - Associação Cristã de Moços
Avenida das Flores, 453 - Jd. das Flores --Osasco
- Restaurante Mostarda
Av. Luis Carlos Berrini, 483, Brooklin Novo
- Escola Oriental de Massagem e Acupuntura
Avenida Dioderichen, 1000, Jabaquara próximo ao metro Conceição
- Felicita Beauty
Rua Dr. Cesário Mota Jr, 383, Vila Buarque
Consolação
- Supermercado Papini,
Avenida Professor Papini, 232, Cidade Dutra
- Condomíno Jd. Office Tower
Alameda Joaquim Eugênio de Lima, 881, Jardins

A Força Sindical Nacional montou um posto de arrecadação em sua sede em São Paulo, na rua Galvão Bueno, 782, na Liberdade.

A CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) também está recebendo doações de alimentos não perecíveis, roupas e cobertores nas estações de trem de maior movimento em São Paulo: Luz, Brás, Barra Funda, Osasco, Santo Amaro, Santo André.

A empresa se responsabilizará pelo transporte das doações, que serão entregues à Defesa Civil de Santa Catarina. As doações podem ser depositadas nas caixas instaladas nas estações ou entregues a um agente operacional.

Água Potável
A Polícia Militar de São Paulo também está recebendo doações. A prioridade, segundo a assessoria da PM, é para a arrecadação de água potável. Para doar, basta procurar um Batalhão da Polícia Militar mais próximo de sua casa. A relação completa está no site da Polícia Militar.

Também é possível realizar doações no Depósito do Fundo Social da Solidariedade em São Paulo, na avenida Marechal Mário Guedes, 301, Jaguaré (das 9h às 16h).

Outros Estados
A Cruz Vermelha Brasileira também está recebendo doações para as vítimas das chuvas de Santa Catarina em outros Estados. O endereço das outras filiais estão no site da entidade.

Recomendações da Defesa Civil
A Sedec (Secretaria Nacional de Defesa Civil), vinculada ao Ministério da Integração Nacional, divulgou nesta quinta-feira uma lista de orientações para os interessados em ajudar. Segundo o órgão, a idéia é evitar problemas gerados pela 'doação desorganizada' como a não correspondência das doações com as necessidades reais dos atingidos.

Veja as recomendações:
-Antes de efetuar doações procure informações de necessidades levantadas pela Defesa Civil do seu Estado ou município, ou em quartéis de Bombeiros ou Polícia Militar, por exemplo;
-Atentar para a qualidade do material doado;
-Estabelecer uma comunicação eficaz entre o doador e autoridade de Defesa Civil local onde ocorreu o desastre;
-Consultar as autoridades que estão gerenciando a situação para averiguar a real necessidade de doação de gêneros e da quantidade, antes de iniciar qualquer campanha de arrecadação.


Folha Online, 06/12/08

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Quanto você paga/cobra por um abraço?

A Cruz Vermelha sueca está leiloando abraços a fim de angariar recursos para a erradicação da solidão involuntária, do isolamento e da exclusão social na Suécia.

Na verdade, os abraços têm sido tema constante em certos jornais, nos últimos dias, certamente devido ao comunicado da Cruz Vermelha à imprensa sobre o leilão e a sua campanha de Natal. Alguns jornais se associaram à instituição para ajudá-la a angariar fundos para seu trabalho social.

O fato é que seis suecos famosos estão leiloando um abraço. São eles: o lutador Ara Abrahamian, que recusou sua medalha nos jogos olímpicos; Jill Johnson, cantora e vencedora do festival da canção sueco; Rafael Edholm, modelo e ator famoso; Carolina Klüft, atleta medalha de ouro, adorada pelos suecos; Lill-Babs, artista respeitada por mais de meio século; e Henrik Strömberg, cantor do grupo Scotts. Já tem lance de mais de mil reais por um abraço de Jill Johnson!

Só para esclarecer: sueco não dá beijinho no rosto quando se encontra com um amigo. O que vale como cumprimento é o abraço. Mas só entre amigos. Quando você é apresentado a uma pessoa, a forma de cumprimentar é o aperto de mão. Sem firulas.

Em todos esses anos tenho tido problemas com os apertos de mão, que considero muito frios e formais quando são dados fora do âmbito do trabalho. Mas, como fiz em relação a outros costumes locais, também a esse me adaptei.

Nunca tive, porém, problema com os abraços. Afinal, eu havia descoberto «o livro do abraço», de Kathleen Keating, já no Chile. E sempre disse que aquele era «o fundamento teórico para uma forma de vida» muito minha.

Em sueco, abraço é «kram», uma palavra, aliás, que, para mim, quando pronunciada da forma correta e com vontade, sugere mesmo o aconchego gostoso de um abraço amigo. Experimente dizer «kram», assim, com vontade, e você verá!

Acontece que, apesar de adotar o abraço como cumprimento entre amigos, o sueco não é exatamente um povo de muito contato corporal. A distância normal entre duas pessoas que conversam, aqui, deve ser no mínimo o dobro da que a gente adota aí no Brasil. Da mesma forma, numa fila, as pessoas jamais ficam tão próximas umas das outras como aí. Todo mundo aqui requer «um metro quadrado» de privacidade ao seu redor. Pelo menos, esta é a minha impressão.

Mas, nessas coisas, eu adoro ser diferente! E abraçar é comigo mesmo!

Uma vez, combinei com meus filhos encontrá-los num shopping center. Ao vê-los, corri para o abraço costumeiro. De repente, vejo um senhor que saía da loja do Systembolaget e que me perguntou: eu também posso ganhar um abraço? É claro que eu abracei o cavalheiro. Só que quase desmaiei devido ao teor de álcool do ar ao redor dele, o que explicava sua «ousadia».

Outra vez, abraçava uma amiga no metrô quando um jovem passou ao nosso lado e perguntou, jocosamente, se eu vendia um abraço. Minha resposta, para surpresa dos dois, foi dar-lhe um abraço apertado e dizer que abraços não se vendem, se dão.

Mas, em se tratando da campanha da Cruz Vermelha, aceito o «comércio». E não posso esperar pelo fim de semana de 5 a 7 de dezembro. Aí vai ser um festival de abraços!

Pelos mesmos seis reais, a gente compra o button da campanha «kram», ajuda a Cruz Vermelha a nos ajudar cuidando de quem precisa, e ainda ganha um abraço dos engajados voluntários.

Pode não ser fim de semana de abraços no Brasil, mas já pensou em aproveitar a deixa e... distribuir abraços você também?

E, já que você está lendo este texto, considere-se abraçado.


Sandra Paulsen
Casada, mãe de dois filhos, é baiana de Itabuna. Fez mestrado em Economia na UnB. Morou em Santiago do Chile nos anos 90. Vive há quase uma década em Estocolmo, onde concluiu doutorado em Economia Ambiental.
Blg do Noblat, 05/12/08

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Falta de qualificação ainda é barreira ao uso da internet no Brasil

Segundo estudo da Cisco, 35% dos brasileiros afirmam que falta de conhecimento é razão para não usarem a rede de computadores

A falta de capacitação e de conhecimento sobre tecnologia foi apontada pelos moradores de países emergentes como a principal barreira ao uso da internet. A revelação faz parte da pesquisa "Cities Net Opportunities", patrocinada pela Cisco e conduzida pela consultoria Illuninas Global, cujos dados foram divulgados nesta sexta-feira (05/12). O levantamento foi realizado com moradores e empresas de cidades do Brasil, África do Sul, Argentina, México, Polônia e Rússia.

De acordo com o estudo, a falta de qualificação foi a barreira ao uso da web mencionada com mais freqüência (29%) pelos cidadãos de todos os países. No Brasil, esse número é ainda maior: 35% dos consultados afirmaram que a falta de capacitação é o motivo que mais impede o uso da internet. Já o custo do acesso à rede mundial de computadores foi citado como barreira por apenas 18% dos entrevistados no Brasil

Mesmo sem saber como usar, os entrevistados se mostram interessados na web e nos serviços que ela pode oferecer. Em geral, os cidadãos se mostram interessados em serviços governamentais ligados a emprego, educação e saúde.

Aliás, o papel do governo é bastante cobrado pelas empresas e pessoas ouvidas pela pesquisa. Para 80% das corporações e 77% das pessoas entrevistadas, o governo deveria facilitar o acesso à internet e aumentar o investimento em infra-estrutura de rede.

Segundo Paul Mountford, presidente de Mercados Emergentes na Cisco, "a pesquisa busca entender uma transição que acontece em mercados emergentes". "As (grandes) cidades são os locais em que a conectividade se espalha mais rapidamente e, portanto, onde surgem as primeiras indicações de demanda por serviços online", disse Mountford, por meio de comunicado.

No Brasil, foram ouvidas pessoas e empresas de quatro grandes cidades: São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza e Manaus. No total, foram entrevistados por telefone 1.566 cidadãos e 300 empresas. Desse universo, 59% são pessoas empregadas, 19% desempregados e 17% estudantes. No setor corporativo, 45% são pequenas empresas, 29% médias e 26% grandes.


Redação do IDG Now!, 05/12/08

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Discovery lança canal móvel gratuito

Planet Green, que será patrocinado pela GM com tecnologia da Oi, faz parte do programa de sustentabilidade da montadora

A Discovery Networks, em parceria com a operadora Oi e a montadora GM, anunciou nesta sexta-feira, 6, o primeiro canal móvel gratuito sustentado por publicidade. A Discovery entra com o conteúdo, a Oi com a plataforma e a GM com o patrocinio. O Planet Green faz parte do programa de sustentabilidade da montadora. É transmitido em pacotes de uma hora de duração, divididos em programetes de 5 a 10 minutos. "O modelo desse projeto poderá ser estendido a outros parceiros, dependendo do interesse e da viabilidade da audiência", comenta Pitter Rodriguez, gerente de desenvolvimento de negócios.

Segundo o gerente-geral da Discovery no Brasil, Fernando Medin, o País é o primeiro, dentre os 170 nos quais a companhia estar presente, a ter esse tipo de serviço. Sem relevar números, o executivo ressalta que a operação brasileira é uma das mais relevantes no mundo. "Tanto que em 2008 iniciamos a comercialização de espaços publicitários dos nosso sites no País e abrimos um departamento de produção local, que é responsável pela realização de atrações nacionais e pela sua inclusão na grade da programação dos canais da Discovery", argumenta Medin, que na ocasião também adiantou que várias estréias estão previstas para 2009 com o objetivo de manter a tendência de crescimento verificada no último ano.

Medin calcula que de julho de 2007 a julho de 2008, a base de assinantes dos canais Discovery foi ampliada em 28%, na média. No mercado de TV por assinatura, esse percentual foi de 15%. Ele destaca o desempenho dos canais Discovery Travel & Living e do Discovery Kids, cujas audiências cresceram 70% e 34%, pela ordem. "O Discovery Kids, inclusive, é o canal mais distribuído da TV Paga no Brasil e em 2008 foi o primeiro do mercado a bater a barreira dos 5 milhões de assinantes", arremata.


Meio & Mensagem Online, 05/12/08

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Projeto de lei substitui MP 446

Depois da polêmica que girou em torno da MP 446, que regulamenta a renovação do cadastro de entidades filantrópicas brasileiras, o governo elaborou um projeto de lei para substitui-la. O líder do governo do Senado, Romero Jucá (PMDB-RR) vai retirar o recurso apresentado à Comissão de Constituição e Justiça contra a devolução da MP assim que o projeto de lei for votado pelo Senado. Assim, a MP será automaticamente devolvida ao Executivo, como havia determinado o presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN).

O objetivo do projeto é solucionar o problema causado pela MP, que chegou até a ser chamada de MP da Pilantropia devido ao fato de aprovar os pedidos de renovação dos certificados de organizações que estavam pendentes no Conselho Nacional de Assistência Social - inclusive aqueles que já haviam sido negados.

O projeto de lei do Senado estabelece que os pedidos devem ser analisados pelos três ministérios relacionados ao setor de atuação da entidade (Ministério de Assistência e Desenvolvimento Social, Ministério da Educação e Ministério da Saúde), e não mais pelo CNAS. As instituições sem pendências judiciais poderão renovar seus certificados com esses ministérios. Para as que respondem a processos, o governo determinará o recolhimento de contribuição à Receita Federal - porém, o pagamento fica suspenso até que os ministérios emitam um parecer sobre a possibilidade ou não de renovação do certificado.

O texto mostra também um sistema intermediário para as organizações que já tiveram seus certificados renovados no período de vigência da MP 446, antes da aprovação do projeto de lei. Estas serão reavaliadas pelos respectivos ministérios até 31 de dezembro de 2009. O PL será analisado em caráter terminativo, ou seja, sem a necessidade de ser votado em plenário, pela Comissão de Assuntos Econômicos e pela Comissão de Assuntos Sociais. Se aprovado, segue para votação na Câmara.


Revista Filantropia - OnLine - Edição Extra, 04/12/08

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Qual a sustentabilidade que lhe toca?

As últimas eleições mobilizaram corações e mentes de muitos brasileiros. Passado o turbilhão eleitoral, a vida continua e, infelizmente, muitos só vão voltar a se preocupar com a política daqui a quatro anos. Para outros, muito mobilizados pelas causas sociais e ambientais, mas pouco afeitos a acompanhar o jogo político, percebido na maioria das vezes como “briga de cachorro grande”, cheia de manhas e tramas, os debates políticos nas cidades pouco importam.

No entanto, de que vale ser sintonizado com o consumo consciente e não pensar no futuro do lugar no qual se vive? De que vale cobrar transparência de empresas que causam impacto ambiental e social, quando não se demanda transparência daqueles que governam a cidade? Para muitos leitores, essas colocações podem parecer absurdas, pois a consciência socioambiental não teria limites entre o público e o privado, o estatal e o empresarial, o individual e o coletivo. No entanto, é com pesar que reconheço que esses limites existem, para o conforto de muitos ambientalistas e ativistas sociais de final de semana, extremamente afeitos a cobrar e responsabilizar gregos e troianos pelos problemas que enfrentamos na sociedade e no meio ambiente, mas pouco propensos, consciente e inconscientemente, a enxergar a trave em seus próprios olhos.

Agora, com a posse dos novos prefeitos e câmaras legislativas municipais é que começam realmente os desafios socioambientais. É a hora de fazer política, sem necessariamente recorrer aos partidos políticos, mas fazer política com o “p” maiúsculo que essa expressão carregava quando apareceu pela primeira vez entre os gregos: viver na polis, na cidade. Viver, conviver e debater os grandes temas que importam à sustentabilidade nas cidades.

Os céticos ainda podem argumentar que, fora dos eixos dos grandes municípios brasileiros, pouco ou nada há de relevante para se discutir e fazer. Ledo engano. Sem querer negar a importância e a força dos grandes municípios, cabe também colocar cada coisa em seu lugar. Existem milhares de cidades no Brasil e são nelas, e não apenas nos grandes centros urbanos, que vivem os brasileiros. Dados do IBGE demonstram claramente a tendência de crescimento mais acelerado das médias cidades brasileiras do que dos grandes núcleos urbanos.

Além disso, qualquer pessoa minimamente iniciada nos dilemas do desenvolvimento sustentável, ou seja, que sabe dos problemas e desafios da sustentabilidade e não apenas a enxerga como solução mágica para tudo e todos, também compreende que é no local que se constroem as soluções sustentáveis. Isso é o que Edgard Morin chama de desenvolvimento endógeno, aquele construído a partir das alternativas de cada comunidade, com seu estilo próprio de vida rumo ao uso sustentável do seu patrimônio natural, social, econômico e cultural.

Mas, a democracia profunda, que ainda estamos por construir no Brasil que comemora 20 anos de sua “Constituição Cidadã”, também não é nada fácil de ser conquistada. Aqui cabe o cuidado de driblar os “neochatos” autocráticos de plantão, que sempre encontram algum argumento para criticar processos de construção do desenvolvimento sustentável que são mais ousados em termos democráticos. Demora excessiva, conflito ampliado, incapacidade operacional e outras tantas críticas se somam no rol dos tecnocratas do desenvolvimento sustentável, que nunca admitem isso publicamente, mas quando constroem seus planos mirabolantes de salvamento do mundo sempre voltam à baila em suas mentes, do alto de seus escritórios nas grandes empresas, organismos internacionais, governos centrais e ONGs globais. Por isso é que também já faz quase vinte anos que o genial artigo “Sustainable Development: a critical review” de Sharachchandra Lélé, publicado no World Development, apontava para as armadilhas de um desenvolvimento sustentável participativo, implementado sobretudo na África, que confundia descentralização de responsabilidades com participação comunitária, socializando problemas e centralizando recursos e capacidades.

Como destaca Renato Janine Ribeiro, professor de filosofia política na USP, temos 2000 anos ou mais de experimentalismo autoritário e apenas 200 anos de vivência democrática mais fundamentada, pois o ideário democrático grego nunca foi tão inclusivo quanto poderíamos pensar, além de ter sido esquecido durante séculos, até ressurgir, ressignificado, nas revoluções americana e francesa.

No caso dos municípios brasileiros, a descentralização remonta também à “Constituição Cidadã”. Mas, bem distante do pessimismo desinformado que faz a cabeça da classe média brasileira, há excelentes experiências municipais e locais brasileiras, que são verdadeiros exemplos da sustentabilidade possível e que, até antes de acontecerem, eram tidas como impossíveis por muitos. Em todas essas localidades um elemento sempre se destaca: o engajamento dos cidadãos para além de suas obrigações eleitorais. Alguns podem dizer: mas já faço a minha parte ao consumir. O reflexo do comodismo eleitoral (o simples ato de votar) no mercado é o consumo consciente, tomado como mudança individual de hábitos rumo ao uso racional dos recursos naturais.

Assim, caro leitor, chegou a hora de saber se a sustentabilidade que lhe toca é apenas essa da poltrona confortável na qual lê a Plurale ou é aquela que está viva nas ruas, seja através de um catador de recicláveis que se organiza em cooperativas, da dona de casa que decide ir além do simples ato de trocar a sacola plástica pela de pano, criando um movimento de consumo responsável ou dos cidadãos que decidiram acompanhar de perto as ações de seus governantes, através do conselho municipal de meio ambiente. Qual a sustentabilidade que lhe toca com a posse dos novos gestores públicos municipais?


Armindo dos Santos de Sousa Teodósio
Professor da PUC Minas e Faculdade ASA de Brumadinho. Doutorando em Administração de Empresas pela EAESP/FGV, Mestre em Ciências Sociais (Gestão de Cidades) pela PUC Minas e graduado em Ciências Econômicas pela UFMG. Pesquisador especializado em Gestão Social e do Meio Ambiente, integrante do NUPEGS/PUC Minas, do Núcleo de Estudos do Meio Ambiente da EAESP-FGV e do grupo de pesquisa "Emancipação e Cidadania" da PUC RS.
Envolverde,06/12/08
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Ética: Dela depende o sucesso dos negócios

Qual empresa não gostaria de garantir a perenidade de sua marca no mercado? E será que alguma não tem interesse em aumentar a eficiência dos processos e a confiança tanto interna, por parte dos funcionários e colaboradores, quanto externa, por parte dos consumidores e stakeholders?

Não importa o tamanho e a natureza da empresa. Toda e qualquer organização deve ter um código de ética funcionando e não só estampado na parede. Esta foi a tônica do Workshop “Ética - fator fundamental para o sucesso do negócio”, realizado na quarta-feira (3/12), no Instituto Empreender Endeavor.

Segundo os palestrantes Fernando Fleider e Marcelo Forma, sócios-diretores da ICTS Global, consultoria responsável por processos de gestão de talentos e referência nas áreas de prevenção de perdas e ética, parece que estamos vivendo muito menos uma crise financeira e muito mais uma crise de ética. Claro que as perdas percebidas são cada vez maiores. Bancos quebrando ali, diminuição de crédito aqui e empresas reduzindo custos por todos os lados. Sem entrar no mérito das causas da crise, mas entrando, sim, no mérito das conseqüências da falta de ética, o fato é que, muitas vezes, esse tropeço leva a crises gigantes nas organizações.

Boa-fé empresarial
“Por que as fraudes ocorrem? Porque as pessoas comentem fraudes”, afirmou Fernando Fleider. “Os processos podem ser vulneráveis, mas sem boa-fé empresarial a vulnerabilidade incorre em riscos, custos desconhecidos e perdas que impactam diretamente o negócio e a vida dos executivos”, afirmou Fleider.

O sócio-diretor da ICTS Global afirma que ao desenhar os processos de seleção, contas a pagar e, praticamente, em todos os momentos planejados de uma organização, há que se levar em consideração a má-fé das pessoas. Afinal de contas, todas elas são feitas de pessoas, com valores e conceitos diversos. E o que faz a empresa firmar-se no mercado é a união de três palavras básicas, devidamente transformadas em ações: “valores, oportunidades e atratividades”.

Tomada de decisão
Valores éticos auxiliam gerentes e funcionários a tomar decisões de acordo com os princípios da organização. Quando bem implementados, tendem a especificar a maneira como a empresa administra os negócios e consolida suas relações com fornecedores, clientes e outras pessoas envolvidas.

Em entrevistas feitas pela ITS sobre ética nas relações de trabalho, os pesquisadores indagaram se os entrevistados já tinham sido subornados alguma vez. Muitos deles responderam que não lembravam. “O que isso mostra logo de cara? Não lembrar se já foi subornado quer dizer muita coisa, pelo menos a meu ver”, afirma Marcelo Forma.

A pesquisa também questionou se os entrevistados declaravam seus impostos corretamente. “Muitos responderam que não sabiam, fato que também demonstra falta de ética”.

A base para entender esse tipo de informação está na percepção moral, ou seja, na capacidade de discernir o que é certo do que é errado e decidir pelo certo. “Mas, acima de tudo, é preciso saber o que se chama de certo. Há pessoas que têm propensão a cometer atos ilícitos. As empresas precisam identificar e evitar essas que optam pelo inadequado e preservar as outras que agem de forma ética”, afirma Fernando Fleider. Para ele, os que cometem atos ilícitos e os que de fato agem com ética são minorias. A grande maioria das pessoas está no meio termo, é levada a dançar conforme a música.

Durante anos, as empresas tiveram como pré-requisitos questões como produtividade, qualidade, eficiência e custos. “Hoje, ética e gerenciamento de riscos são mais que pré-requisitos. São diferenciais fundamentais, já que a transparência é exigida no cenário corporativo”.

Definições
Para as empresas, a busca por perenidade e confiança do mercado é constante e a questão ética faz parte da base para o sucesso do negócio. “Empresas latino-americanas têm alta capacidade de adotar códigos de ética”, afirma Marcelo Forma. Esses programas, que devem ser integrados, trazem como resposta mais eficiência, credibilidade e melhores resultados financeiros.

“A implantação de um código de ética serve como lupa para ver a má-fé”, argumenta Forma. Ele deve ser a cara da organização, claro, objetivo e de fácil compreensão de todos os públicos a quem se aplica. “Coerência entre o que é falado e praticado é fundamental para dar credibilidade à empresa. Há organizações que inserem o código de ética no contrato com fornecedores, o que é muito importante”.

O reforço da ética na cultura organizacional e a elaboração participativa do código são importantes também. “É fundamental que as empresas definam um comitê de ética, implantem um canal de comunicação em que o código possa ser discutido e até divulgado”, comenta Marcelo Forma.

“Sem ética, há mais propensão a danos na imagem da empresa, problemas na área financeira e danos relativos à informação e ao ambiente da organização. Em contrapartida, com ética se ganha em valor, eficiência, confiança interna e externa, atratividade, sem contar a retenção de talentos, que é algo interessante para qualquer negócio hoje em dia”, explica Forma.

As relações da empresa se tornam melhores e mais lucrativas quando esta resolve tirar o código de ética do belo quadro na parede e aplicá-lo no dia-a-dia.


Naná Prado, do Mercado Ético
Envolverde, 06/12/08
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ProJovem Urbano abre inscrições para vários cursos em todo o Brasil

Já estão abertas as inscrições para o Programa Nacional de Inclusão de Jovens (ProJovem Urbano), projeto que prevê aumentar a qualificação e o tempo de estudo de jovens pobres de todas as regiões do País. No total serão oferecidas 250.933 vagas para educação básica e técnica, em 85 municípios de 23 estados brasileiros. A prioridade é a inclusão dos jovens na cidadania, a ampliação do acesso à cultura e a qualificação profissional em formação inicial

A capacitação é voltada para os jovens de 18 a 29 anos que não concluíram o Ensino Fundamental, mas, que saibam ler e escrever, independente de estarem trabalhando. As opções de cursos são variadas, entre eles, Alimentação, Construção e Reparos, Metalmecânica, Telemática e Turismo. Os interessados nos cursos poderão inscrever-se até o dia 13 de fevereiro do próximo ano. As informações sobre postos de inscrição, documentos necessários e início das aulas são fornecidas pelo telefone gratuito 0800-722-7777.


Envolverde, 04/12/08
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quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

U2 lança clipe de Natal em site beneficente

A banda de rock U2 lançou um clipe de Natal. Trata-se da música "I Believe in Father Christmas", um cover do cantor Greg Lake, da banda Emerson, Lake & Palmer.

Essa é a primeira vez que a engajada banda irlandesa posta um vídeo no "RED (WIRE)", um site hospedado no Facebook que faz um serviço beneficente de venda de arquivos digitais.

Todo o dinheiro arrecadado com a venda desses arquivos é revertido para a compra de remédios para pacientes com Aids na África.

Além do U2, Bob Dylan, Coldplay e R.E.M doaram faixas para o serviço.

Foto Efe
Folha Online, 04/12/08

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Campanha "adote um coala no Natal" tenta salvar animais na Austrália

ONG da Austrália resgata e trata coalas doentes e feridos; população pode ajudar participando do programa Adote um Coala
Foto Dan Loh/AP

Em um tempo em que os problemas como a preservação do meio ambiente e a crise financeira estão em pauta, uma ONG na Austrália decidiu sugerir que neste Natal a população presenteie seus entes queridos com um certificado de adoção de coala.

"É o presente ideal, ainda mais nos dias de hoje, quando as crianças já têm de tudo", disse à agência Reuters a voluntária Anne Walsh, do hospital do programa Adote um Coala Selvagem em Port Macquarie, na Austrália.

O programa existe há 15 anos e é a maior fonte de renda do The Koala Hospital. O custo anual para adoção de um animal é de US$ 25 (cerca de R$ 62) para quem está na Austrália e US$ 32 (cerca de R$ 80) para outros países.

Segundo a ONG, o dinheiro pago por quem realiza a adoção é utilizado no resgate de coalas doentes e feridos, na preservação e expansão do habitat desses animais e em sua volta à natureza.

Quem escolhe adotar um coala recebe um certificado, uma foto do animal e a descrição de como ele foi parar no hospital, assim como adesivos e folhetos informativos sobre a espécie e a instituição.


Folha Online, 04/12/08

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Record contrata companhia de auditoria para fiscalizar campanha

A Record anunciou em comunicado no início da noite desta quarta-feira que contratatou a BDO Trevisan Auditores Independentes para fiscarlizar sua campanha para beneficiar os afetados pelas chuvas em Santa Catarina.

A campanha da Record e do Instituto Ressoar, "Reconstruindo Santa Catarina", arrecadou até o momento R$ 5.969.311,09, segundo o comunicado. O valor deve ser destinado a construção de moradias populares nas cidades catarinenses atingidas pelas fortes chuvas dos últimos dias.

A nota informa que a contratação ocorre em ontem. Na última segunda-feira (1º), a coluna Outro Canal, assinada por Daniel Castro na Folha de S.Paulo, publicou que o Ministério Público negou fiscalizar a campanha.

A emissora anunciou, segundo a nota, que o órgão fiscalizaria a ação.


Folha Online, 03/12/08

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Record nega pressão para funcionários doarem dinheiro

Funcionários estariam prestes a receber um comunicado do RH sobre desconto em folha de pagamento. Cada um terá de dizer quanto doará para os desabrigados de Santa Catarina. Para cargos de direção foi imposto até valor: de 15% a 30% do salário. Houve saia justa também com apresentadores convocados para aparecer na TV na campanha em prol de SC. Ao chegarem à Record, tiveram de dizer quanto doarão.

Roberto Justus falou em R$ 100 mil. Tom Cavalcante ofereceu a bilheteria de um de seus shows. A Record diz que não há imposição e que alguns aceitaram e outros não. Para a campanha de arrecadação, a Record contratou empresa de auditoria.


Folha Online, 04/12/08

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Marketing on-line: ponto para quem?

Links patrocinados, banners publicitários, e-mails marketing, blogs, newsletters, meios de comunicação social etc. etc.: eis uma lista enorme de meios digitais para propagação de uma marca. Ponto para o marketing, mais pontos ainda para a internet, que nos trouxe uma infinidade de possibilidades.

Do departamento de tecnologia à área de marketing, a web está em toda parte como peça que pode ser considerada chave, porém somente para quem quer realmente aproveitá-la. O profissional de comunicação e marketing que não aplicar todos os recursos disponíveis para explorar a marca, os serviços e os produtos da empresa em que atua está prestes a ser “esmagado” pela geração que vai dominar o mercado.

A chamada Geração Y chegou com força total e seu envolvimento com a internet é quase que prioritário no dia-a-dia. Jovens que não chegaram aos 30 anos representam uma força de milhões de pessoas que, ocupando um espaço completamente multidisciplinar, dão vazão à criatividade digital e passam, inclusive, a supervisionar os “dinossauros” do marketing.

Há duas opções: integrar-se ao meio de vez ou pedir demissão, não somente do trabalho, mas do mundo. Para entrar de vez no que chamávamos de futuro promissor, esses jovens, que ficarão ricos por conseqüência, constantemente preparam funcionalidades no mundo da tecnologia, para utilizarmos ao nosso favor, tanto para evolução das companhias em que atuamos, como para nosso próprio desempenho profissional. Quanto mais resultados, mais qualificação.

O marketing on-line traz o que a diretoria sempre pede: números, mensurações, ROI, resultados. Incrivelmente, isso já é possível. Sei que muitos de nós sabemos disso, mas vejo que ainda falta atribuir o verdadeiro valor a essas possibilidades. Cases de grandes empresas de e-commerce e de marcas diversas que se preocupam com a sua reputação são aplaudidos nos principais eventos do setor.

Diante dessa realidade, cabe entendermos que podemos estar nesse mesmo local, mas de outra maneira: como protagonistas da nossa própria história de sucesso. Não adianta pensarmos que essas companhias, que primam pela sua identidade, são, em sua maioria, de grande porte e conseguem investir “horrores” em ações de comunicação. É possível que cada um faça a sua parte e, quanto mais cedo começar, mais à frente estará.

Aproveitar os múltiplos canais de divulgação on-line, entender o perfil de cada cliente por meio da quantidade e da análise de cliques, medir a audiência de cada canal, qualificar as campanhas de modo a segmentar cada ação e analisar estatisticamente cada retorno requerem aplicações totalmente acessíveis e, quando comparadas aos investimentos off-line, têm a relação custo-benefício extremamente mensurável.

O mais importante, independentemente do meio de divulgação, é coletar o máximo possível de dados sobre os prospects ou clientes, através de cada ponto de acesso que eles têm com a empresa (via on-line ou presencial), integrando as informações coletadas em um único banco de dados. Isso trará segurança na próxima campanha. Imagine insistir na mesma mensagem para quem já viu e, pior, já adquiriu o que você mandou. Gestão, também no marketing digital, é primordial.

Todos os formatos de mídia se complementam, sejam eles on-line ou off-line. Seja um anúncio de página inteira ou uma mala-direta, um link patrocinado ou um banner digital. O que vale é medir para definir as próximas estratégias. O meio que mais traz o detalhe de um retorno é o correio eletrônico. Campanhas de e-mail marketing devem ter presença fundamental no escopo das campanhas. O argumento para separar seu budget para isso é simples: somente por meio do e-mail marketing é possível enxergar QUEM e não somente QUANTOS clicaram na sua ação.

O que vale mais a pena? Pedir demissão ou marcar diversos pontos (junto à Geração Y, claro)?


Veruska Reina
CMO da Virid Interatividade Digital, empresa especializada em soluções de e-mail marketing.
HSM On-line, 03/12/08

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Prêmio Eco anuncia vencedores de 2008

Carlos Nomoto, do Real: processos de educação e de comunicação para promover o engajamento dos funcionários
Foto Carol Carquejeiro/Valor


A receita básica da gestão para a sustentabilidade, que recomenda o equilíbrio entre resultados financeiros e impactos ambientais e sociais, pode ser aplicada com sucesso por uma grande instituição financeira, por uma pequena empresa de ecoturismo ou por uma companhia que tem um sistema de limpeza inovador. O Banco Real, a Japacanim Ecoturismo e a RL Sistemas de Higiene, escolhidos ontem como vencedores em Gestão Empresarial para a Sustentabilidade (GES) do Prêmio Eco 2008 - uma parceria do Valor e da Câmara Americana de Comércio (Amcham) -, são prova disso.

As vencedoras apostam na inovação e multiplicação de conceitos. No Real, premiado na categoria grande empresa, por exemplo, a sustentabilidade ganhou espaço em 2000, a partir da discussão de uma proposta ambiciosa, a criação de um "novo banco para uma nova sociedade", que ganhou força com a formação de grupos de trabalho multifuncionais, liderados pela alta gestão. Na Japacanim, escolhida entre as empresas de pequeno porte, o olhar diferenciado sobre uma área herdada preparou um cenário para o ecoturismo e abriu campo para novas atividades. E na RL, premiada em médio porte, uma tarefa comum, a limpeza, ganhou controles e processos que estancam os desperdícios e tornam os produtos mais amigáveis ao ambiente.

Os trabalhos escolhidos pelo júri refletem muita energia nos processos, que continuam em andamento e aperfeiçoamento. No Real, há oito anos a plataforma de gestão da sustentabilidade dá o tom a ações internas e externas. "Conscientizamos e engajamos nossos funcionários e pessoas ligadas ao banco, por meio de processos de educação e de comunicação", diz Carlos Nomoto, superintendente de desenvolvimento sustentável do banco, que tem hoje cerca de 400 profissionais dedicados em tempo parcial ou integral à sustentabilidade.

Eduardo Coelho investiu tempo, talento e trabalho na recuperação das matas na fazenda Cabeceira do Prata, na longínqua zona rural do município de Jardim (MS), que herdou. Já planejava transformar os 1.431 hectares em uma empresa de ecoturismo. Plantou mudas de árvores nativas, cultivou a horta, o pomar e, por fim, adquiriu equipamentos para o passeio de flutuação no Rio da Prata, atividade que hoje movimenta pelo menos 150 turistas por dia na propriedade. Em 2007 a fazenda recebeu cerca de 23 mil visitantes e faturou quase R$ 1,8 milhão.

Na RL, a tarefa aparentemente simples da limpeza ganhou uma abordagem que inclui o desenvolvimento de produtos originais e que resultem, no futuro, em uma linha completa sem derivados de petróleo. O sabonete do capim cidreira, lançado recentemente, tem o selo do Instituto Biodinâmico, uma organização que desenvolve a certificação de produtos orgânicos e biodinâmicos. Na caixa é descrito como "um sabonete líquido natural, com tensoativos à base de óleos vegetais e livre de petroquímicos".

O júri que definiu os vencedores a partir de um universo de sete finalistas selecionados por outro júri foi formado por Clarissa Lins, da Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável; Hélio Mattar, do Akatu; Ricardo Young, do Ethos; Roberto Gonzáles, da Apimec e Thais Corral.


Valor Online, 04/12/08

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Empresas lançam código de boas práticas climáticas

Instituições financeiras engajadas com os Princípios Climáticos poderão se recusar a oferecer financiamento para projetos que não revelarem as emissões de CO2 que produzem. Um grupo de grandes bancos, em conjunto com o The Climate Group, lançou ontem o primeiro código de boas práticas para guiar as empresas que desejarem se engajar na luta contra as mudanças climáticas.

As instituições que assumirem os chamados Princípios Climáticos terão que considerar o impacto das suas decisões de investimentos e dos seus serviços sobre as emissões de dióxido de carbono (CO2).

Crédit Agricole, HSBC, Munich Re, Standard Chartered e Swiss Re, algumas das maiores instituições financeiras do mundo, foram as primeiras a se comprometer, podendo agora se recusar a oferecer financiamento para projetos que não revelarem as emissões de CO2.

“A atual instabilidade global reforçou o fato que problemas globais necessitam soluções globais. O reconhecimento antecipado dos riscos e oportunidades das mudanças climáticas é essencial para o sucesso futuro do setor”, esclareceu o CEO do The Climate Group, Steve Howard, quanto aos objetivos do código.

As empresas que buscarem financiamentos nos bancos comprometidos com os Princípios Climáticos terão que revelar as emissões que produzem e buscar maneiras de reduzí-las ou compensá-las sempre que possível.

Mais investimentos em tecnologias limpas
Os bancos também concordaram em maximizar financiamentos para tecnologias com baixas emissões de CO2 e em melhorar a capacitação para o apoio ao comércio de emissões, derivativos climáticos, créditos de energias renováveis e outras commodities relacionadas com o clima.

Os derivativos climáticos são instrumentos financeiros que podem ser utilizados por organizações ou indivíduos como parte de uma estratégia de gerenciamento de risco com o objetivo de reduzir as ameaças associadas às condições climáticas adversas ou inesperadas. As seguradoras terão que oferecer conselhos sobre mitigação e adaptação às mudanças climáticas.

De acordo com o The Indian Times, os Princípios Climáticos não guiarão apenas os compromissos operacionais de redução das emissões de gases do efeito estufa, mas fornecerão um direcionamento estratégico para toda a gama de produtos e serviços financeiros incluindo pesquisas, gerenciamento de ativos, atividades de bancos corporativos, de investimentos e de varejo, seguros, e financiamento de projetos.

Os princípios são voluntários, mas as empresas que se comprometerem terão que publicar um relatório anual entregue a um comitê que será responsável por avaliar a compatibilidade com o código de boas práticas.

“Os Princípios Climáticos auxiliarão as instituições financeiras globais na redução dos riscos climáticos, sendo eles físicos, regulatórios, comerciais ou reputacionais, e ajudarão os clientes a prosperar com novas oportunidades de investimentos e fontes de crescimento, que conduzirão a transição para uma economia de baixas emissões de carbono”, salientou Nicolas Stern, economista ex-chefe do Banco Mundial que publicou o famoso relatório homônimo.

Dúvidas
A revista online Ethical Corporation questiona o fato de apenas cinco empresas terem se comprometido com os princípios, que, segundo a publicação, estão longe de ser exigentes; o que levanta a dúvida sobre a disposição dos bancos para financiar a transição para uma economia de baixas emissões de carbono.

Outra dúvida é qual será a prioridade dos bancos em um momento em que o foco é a sobrevivência à crise. Ontem, por exemplo, o HSBC anunciou o corte de 500 postos de trabalho no Reino Unido. “É um começo, nada mais”, ressalta o blog de tecnologias limpas Greenbang, alegando que apesar das boas intenções, há uma real falta de metas e detalhes sobre o nível de investimentos que os bancos estão preparados para fazer em apoio a tudo isso.

O Climate Group é uma organização independente que auxilia governos e empresas a desenvolver soluções para as mudanças climáticas e para uma economia com baixas emissões de carbono.

Para mais informações acesse o site do Climate Group (inglês) - http://www.theclimategroup.org/about/corporate_leadership/climate_principles


Fernanda B Muller, do Carbono Brasil
Envolverde, 03/12/08
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Idéias que podem mudar o mundo


Nesses tempos em que o ato de doar passou a ter importância estratégica para grandes empresas socialmente responsáveis, famílias milionárias altruístas e bilionários pós-globalização engajados, emerge o interesse de potenciais doadores pelo financiamento de boas idéias que podem transformar o mundo num lugar melhor para viver. Poucos investimentos são, nesse sentido, mais sustentáveis do que os realizados em empreendedores sociais. Raros têm a mesma vantajosa relação de custo-benefício.

Segundo especialistas, empreendedor social é um sujeito diferenciado, altamente realizador, inconformado com a dor alheia, dono de uma ética solidária e de uma boa solução que, convertida em visão - e implantada com energia e devoção incomuns - pode impactar positivamente a vida de até 10 milhões de pessoas. Ainda que, em cálculo bem mais conservador, o universo impactado fosse de um milhão de almas, 190 indivíduos seriam suficientes para promover, por exemplo, uma transformação social importante no Brasil. Isso, claro, se houvesse um plano estratégico para identificar, valorizar e fortalecer empreendedores sociais, distribuídos em diferentes regiões do País.

Bons exemplos brasileiros são o sociólogo Betinho e a médica sanitarista Zilda Arns. O primeiro comandou, nos anos 1980, uma das mais importantes mobilizações nacionais contra a fome, alcançando resultados de doação de alimentos nunca antes registrados por aqui. A segunda, à frente da Pastoral da Criança, transformou uma simples multimistura em elixir contra a desnutrição de crianças pobres. Sua rede de 200 mil voluntárias, gerida com uma competência ímpar, fez a diferença na queda dos índices de mortalidade infantil nos rincões do País.

O economista bengali, Muhamad Yunus, prêmio Nobel da Paz de 2006, é certamente um caso internacional digno de nota. Com suas economias pessoais, deu início ao Grameen Bank, a mais importante experiência de microcrédito do planeta. Visionário, hoje prega a criação de empresas sociais como uma resposta para a melhoria da qualidade de vida de populações pobres em todo o mundo. Em comum, os empreendedores sociais têm enorme carisma, conhecimento amplo da causa que defendem, uma perseverança inesgotável e uma capacidade particularíssima de atrair e mobilizar pessoas e recursos para a consecução de suas idéias.

Se hoje o mundo reconhece o impacto do empreendedorismo social, isso tem muito a ver com um ex-consultor da McKinsey & Company chamado Bill Drayton. Formado em direito na Universidade de Yale e em economia em Oxford, ele trabalhou na famosa consultoria por 10 anos e, em seguida, na Agência de Proteção Ambiental durante o mandato do presidente Jimmy Carter. À época, final dos anos 1970, nem se falava em aquecimento global, mas Drayton já defendia idéias originais como a de que as empresas deveriam atuar na proteção do meio ambiente estabelecendo compromissos voluntários de redução de metas de poluição e fazendo comercialização de créditos de carbono.

Fora do governo, este senhor de fala mansa, óculos grandes e um jeito de monge começou a edificar um projeto que vinha assaltando os seus sonhos: criar uma organização cuja missão seria descobrir empreendedores com idéias sociais inovadoras e financiar a sua implantação. Conversou com muita gente, andou o mundo atrás de subsídios, testou hipóteses e chegou à conclusão de que não era um delírio. A organização, apesar de inusitada, fazia bastante sentido no mundo contemporâneo. Assim, em 1980, nasceu a Ashoka, nome dado em homenagem a um imperador indianos do século III a.C, que, em sânscrito, significa "ausência ativa de sofrimento". Com um orçamento de partida da ordem de US$ 50 mil, recolhido do bolso de Drayton e de amigos entusiasmados, a organização deu os seus primeiros passos na Índia.

Em 2006, com uma receita de 30 milhões, a Ashoka já havia financiado 1,8 mil empreendedores em 60 países. Esse pequeno e bravo exército tem feito revoluções importantes nos campos da assistência médica, educação, desenvolvimento econômico e promoção de igualdade e justiça social. Para recrutá-lo, e a seus valorosos projetos, a equipe Ashoka estabelece um processo rigoroso de seleção que leva em conta o potencial impacto da idéia, a capacidade empreendedora do indivíduo e a sua disposição para manter a chama acesa a despeito das dificuldades e até a obtenção dos resultados esperados. Além de financiar os empreendedores sociais, a organização vem se dedicando a facilitar parcerias com empresas, governos e universidades, disponibilizar infra-estrutura e formar redes para intercâmbio, aprendizagem e sinergia entre os projetos.

No Brasil, onde já apoiou 250 empreendedores sociais, a Ashoka capacita seus "fellows", por exemplo, para a elaboração de business plan. Este tipo de aporte técnico é, sem dúvida, uma das principais contribuições de organizações como a de Drayton. Ao valorizar noções de gestão típicas do setor empresarial, sem, no entanto, permitir que ferramentas úteis desprezem a lógica, as necessidades e os valores específicos do terceiro setor, a sua doação ajuda a formar os mais efetivos agentes de indução de mudança social deste início de século. Apenas a título de reflexão: quanto valem para o planeta gente como Betinho, Zilda ou Yunus e as suas idéias inovadoras?


Ricardo Voltolini
Publisher da revista Idéia Socioambiental e diretor da consultoria Idéia Sustentável. ricardo@ideiasustentavel.com.br
Envolverde, 03/12/08
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quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Após polêmica do diesel, Petrobras sai do Ethos

A Petrobras anunciou ontem à noite, em nota, seu desligamento do Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social. No comunicado, a empresa afirma que "vem sendo alvo de uma campanha articulada com o objetivo de atingir a imagem da Companhia e questionar a seriedade e eficiência de sua administração" e acusa as organizações não-governamentais e as Secretarias de Meio Ambiente dos Estados de São Paulo e Minas Gerais de engendrarem uma "campanha difamatória" contra a empresa.

"O grupo de pessoas que atua de forma deliberada e difamatória contra a Petrobras é composto por integrantes das Secretarias de Meio Ambiente dos Estados de São Paulo e Minas Gerais, Secretaria do Verde e Meio Ambiente da Cidade de São Paulo, e de algumas organizações não-governamentais que se intitulam representantes da sociedade civil de São Paulo", diz o comunicado.

O centro da polêmica é a questão da redução do teor de enxofre no diesel produzido pela Petrobras. Segundo a resolução 315/2002 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), o teor do enxofre no óleo diesel comercializado no Brasil deveria ser reduzido, a partir de janeiro de 2009, para 50 partes por milhão (ppm). Atualmente, o diesel fornecido chega a 2.000 ppm. Às vésperas da data estipulada pela norma, a Petrobras não se adaptou para produzir o diesel com 50 ppm e comercializá-lo em todo o território brasileiro - a partir de janeiro, o diesel mais limpo será fornecido somente em ônibus novos que circulam em São Paulo e Rio de Janeiro. Em maio, chega aos ônibus de Fortaleza, Recife e Belém e, em agosto, a Curitiba. O restante do diesel vendido no interior e demais capitais conterá 1.800 ppm - arranjo que foi considerado insatisfatório pelas ONGs e Secretarias do Verde.

Na semana passada, a Petrobras foi excluída do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), carteira de ações que reúne empresas com bom desempenho em questões socioambientais. Antes, já havia sido proibida, pelo Conselho de Auto-Regulamentação Publicitária (Conar), de fazer campanhas enaltecendo suas ações de responsabilidade ambiental.

"Ao se desligar do Instituto Ethos, a Petrobras rompe com o compromisso de ser uma empresa socialmente responsável", afirma Ricardo Young, presidente do Instituto Ethos. A entidade, que foi responsável por disseminar o conceito da gestão com sustentabilidade entre as companhias brasileiras, lamentou a posição da Petrobras. "Parece que é uma tentativa de confundir o mercado. Quer desviar a questão principal e se colocar como vítima, mas a empresa precisa prestar contas."

Em nota, o Ethos diz que "crê que a decisão da Petrobras de desligar-se do seu quadro de associados tem como intenção interromper o diálogo, pelo fato de o instituto estar cumprindo sua função. O Ethos, porém, jamais se prestará a ser um instrumento de marketing socioambiental das empresas. (...)O Ethos gostaria de ver a Petrobras, com toda a importância que tem em seu setor, liderando as discussões sobre energias limpas, na busca pela urgente descarbonização da economia. No entanto, a decisão da empresa parece confirmar que ela escolheu o caminho oposto. Lamentamos sua postura, pois ela reitera uma grande perda para o movimento de desenvolvimento sustentável no Brasil. Uma empresa pública, que, portanto, pertence a todos nós, deveria estar alinhada às necessidades da população".


Portal Exame, 03/11/08

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Estudo que detalha a estética da baixa renda faz descobertas

Apesar da crescente importância do consumo popular, muitas marcas ainda patinam na hora de se comunicar com os brasileiros de baixa renda. Um dos principais obstáculos que elas enfrentam é a dissonância entre o padrao estético dos seus profissionais de marketing e publicidade e o gosto do povao. Em outras palavras, o que é bonito para quem controla a comunicaçao nem sempre é também apreciado por esse público-alvo.

Para ajudar a corrigir o problema, a consultoria A Ponte, de André Torreta e Carol Escorel, especializada no segmento BoP (Bottom of Pyramid), colocou câmaras nas maos de moradores das periferias de SP e pediu que eles fotografassem as coisas bonitas que viam no dia a dia. Os resultados dessa pesquisa pouco convencional derrubaram alguns mitos, em especial a tese de que os mais pobres gostam de ver pessoas louras de olhos azuis anunciando produtos baratos, porque aspiram ser como elas. Entre outras coisas, o estudo descobriu que o povo está um pouco cansado de se submeter aos padroes atuais de beleza. Prova disso é que a atriz de TV negra Thais Araújo foi bem mais citada como exemplo do belo do que Gisele Bundchen. A idéia de que a base da pirâmide nao acha feio o que é espelho, passa também pela valorizaçao do bairro de moradia. Isso explica, por exemplo, porque muitos dos que ascendem financeiramente continuam morando na mesma regiao de antes. A relaçao entre acesso e beleza foi outra descoberta da Ponte - a baixa renda tende a considerar mais belo o que está ao seu alcance.

Ainda de acordo com a pesquisa, a estética popular valoriza o uso de cores variadas e vivas e está repleta de referências ao hip hop, ao grafite e ao streetwear. Essa gente humilde gosta também de se ver na comunicaçao das marcas e aprecia bastante o que é familiar, de letreiros de lojas presentes em locais próximos as suas casas a propagandas de produtos que integram suas listas de compras. Eles adoram marcas conhecidas, mas duvidam de testemunhais inverossímeis. Em resumo, a estética dos brasileiros de menor poder aquisitivo é sim influenciada pelo universo da elite nacional, reproduzida inclusive pelas novelas da TV, mas também retrata a realidade do seu mundo. Para falar a linguagem do povo, os profissionais encarregados de fazer a comunicaçao das marcas devem esquecer um pouco as suas próprias referências culturais e mergulhar de cabeça nessa fascinante colcha de retalhos popular - a recompensa pode ser bem valiosa.


Luiz Alberto Marinho
Blue Bus, 03/12/08

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Estudo revela que pesquisas têm a confiança de apenas 50% do público

Apenas 50% das pessoas que contratam pesquisas de mercado confiam nas conclusões e recomendações dos relatórios apresentados pelos institutos de pesquisa. É o que revela a sondagem desenvolvida pela Omni Marketing e pela Gauss Consulting. O estudo teve como objetivo explorar a percepção dos usuários de pesquisa acerca da qualidade e da credibilidade dos relatórios divulgados por empresas do setor. Foram ouvidas 133 empresas diferentes, divididas em micro, pequeno, médio e grande porte dos setores de indústria, comércio e serviços.

Os resultados observados foram obtidos via amostragem não-probabilística, pelo método de autopreenchimento via e-mail, sem ponderações, com resultados limitados à amostragem obtida. Desta maneira, as conclusões não podem ser estendidas a nenhum tipo de população de interesse.

Usar as pesquisas como apoio para tomada de decisão não faz parte do dia-a-dia da maioria dos entrevistados. Cerca de 28% das pequenas e médias organizações se baseiam nas recomendações dos institutos e somente 40% delas confiam nas conclusões a que eles chegam.

Esse resultado comprova uma hipótese verificada com freqüência por profissionais envolvidos com pesquisas de mercado: a utilização disseminada de pesquisas é uma prioridade em empresas de grande porte.

Quanto aos critérios de amostragem, 41% dos entrevistados não têm dúvidas em relação a eles. No quesito interpretação dos resultados, mais da metade dos respondentes consideram-se plenamente competentes para interpretar os relatórios de pesquisa, tendo mais dificuldade em analisar os gráficos, as margens de erro e as diferenças de bases.

O estudo revelou que apenas 43% dos respondentes estão totalmente satisfeitos. Esse cenário é intensificado quando cruzado com a pergunta “Acha importante saber ler e interpretar os resultados de uma pesquisa para ter uma visão mais crítica sobre as conclusões e recomendações apresentadas por um instituto?”. A essa questão, 98,7% responderam “sim”, sendo que 69% deles consideram imprescindível saber ler e interpretar os resultados.


Em paralelo a este cenário, foi percebida uma elevada correlação entre a confiança nas conclusões e nas recomendações e o alcance das expectativas em relação ao relatório final. “Viabilizar análises de fácil entendimento é fator crítico para que os pesquisadores promovam a confiabilidade e a credibilidade das suas conclusões e recomendações”, explica Rafael Scucuglia, diretor de operações da Gauss.

Percebe-se, também, certa disparidade quando o assunto é “consultar o pesquisador” para entender os resultados da pesquisa. Embora 44% dos entrevistados consultem os responsáveis para entender os resultados, 29% deles nunca ou raramente o fazem.

Para completar, um resultado preocupante: entre os entrevistados que declararam já ter tomado decisões baseadas em pesquisa, 30,5% deles informam ter errado em suas decisões. Esse percentual é constante para qualquer tamanho de empresa, inclusive para as de grande porte.

Entre as ações a serem realizadas para mudar esse cenário, o estudo identificou a necessidade de um melhor nível de informação quanto aos métodos de interpretação de relatórios, melhorias nos conteúdos analíticos dos relatórios de pesquisa, maior conscientização quanto aos métodos de amostragem e disseminação da utilização de pesquisas viáveis a empresas de pequeno porte.

Fonte: NB Press Comunicação, assessoria de comunicação da Gauss Consulting.
HSM On-line, 02/12/08

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Governo desiste de MP da Filantropia e elabora projeto para renovar cadastros

O presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), venceu a queda de braço com o Palácio do Planalto em torno da MP (medida provisória) que regulamenta a renovação do cadastro de entidades filantrópicas brasileiras. O governo elaborou projeto de lei para substituir a MP e desistiu de recorrer contra a decisão de Garibaldi de devolvê-la ao Poder Executivo, o que fortalece politicamente o presidente da Casa Legislativa.

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), vai retirar o recurso apresentado à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) contra a devolução da MP.

Sem o recurso, a medida provisória será automaticamente devolvida ao Executivo, como determinado por Garibaldi. Jucá vai esperar apenas a votação do projeto de lei pelo Senado para retirar o recurso da CCJ.

"Eu acho que a gente encontrou a solução para não expor a decisão do presidente Garibaldi. A devolução foi uma decisão majoritária na Casa, aplaudida pela sociedade. Procuramos uma solução que reforçasse o posicionamento político e desse tratamento para o futuro. O projeto tem o apoio dos líderes partidários", disse Jucá.

O projeto de lei foi a solução encontrada pelos líderes governistas para o impasse criado por Garibaldi com a devolução da MP --uma vez que não desautoriza Garibaldi, mas ao mesmo tempo, mantém a regulamentação das entidades filantrópicas.

Mudanças
O projeto solucionou o principal impasse em torno da medida provisória, que chegou a ser batizada de "MP da Pilantropia" pela oposição por tornar automática a aprovação dos pedidos de renovação dos certificados de entidades filantrópicas pendentes no CNAS (Conselho Nacional de Assistência Social) --inclusive àquelas que têm pendências na Justiça e as que anteriormente tiveram pedidos negados.

Com os certificados, as entidades filantrópicas ficam isentas de contribuir com a Receita Federal, o que motivava os órgãos a conquistarem o título.

Enquanto a MP determinava a renovação imediata dos certificados para todas as entidades filantrópicas, o projeto de lei do Senado estabelece que todos os pedidos devem ser analisados por três ministérios relacionados ao setor de atuação da entidade. A autorização dos certificados passa a ser prerrogativa dos ministérios, e não mais do CNAS.

As instituições que não tiverem pendências judiciais terão os certificados renovados pelos ministérios. Já aquelas que respondem a processos na Justiça, o governo vai determinar o recolhimento de contribuição à Receita Federal --mas o pagamento ficará suspenso até os ministérios emitirem o seu parecer sobre a renovação, ou não, do certificado para aquela entidade.

O texto também criou um sistema intermediário para as entidades filantrópicas que tiveram seus certificados renovados no período de vigência da medida provisória --antes da aprovação do projeto de lei. As renovações automáticas, autorizadas ou canceladas nesse período de "vácuo" legal, serão reavaliadas pelos respectivos ministérios até o dia 31 de dezembro de 2009 --prazo fixado pelo governo no texto.

"Quem não tem problema e foi renovado pela medida provisória, vai ter que ser avaliado também até 31 de dezembro do ano que vem pelo ministério afim, ou seja, não está com livre trânsito Quem tem problema [judicial] vai ser avaliado pelo ministério, mas enquanto esse recurso não for apreciado, a Receita Federal estará lançando o débito desta entidade. Esse débito ficará suspenso e ficará anulado ou cobrado quando o ministério fizer o julgamento", explicou Jucá.

O líder disse que o projeto acaba com a anistia automática das entidades filantrópicas, como estava previsto pela MP. "Não há mais nenhum processo de anistia ou de aprovação sem nenhum tipo de avaliação. Tudo será avaliado", disse.

Jucá reconheceu que o texto da MP encaminhado ao Legislativo foi mal elaborado, o que provocou a polêmica com Garibaldi.

O líder governista disse esperar que o Senado aprove o projeto nos próximos dez dias, antes do recesso parlamentar que tem início dia 22 de dezembro.

O texto será analisado em caráter terminativo (sem a necessidade de ser votado em plenário) pela CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) e CAS (Comissão de Assuntos Sociais). Se aprovado, segue para votação na Câmara.


Gabriela Guerreiro
Folha Online, 02/12/08

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Procuradoria ajuiza ação contra concessão indiscriminada de certificados de filantropia

O MPF-DF (Ministério Público Federal) no Distrito Federal ajuizou hoje uma ação civil pública contra a aplicação dos artigos da MP (medida provisória) 446, que garantiriam a concessão indiscriminada de Cebas (certificados de entidade beneficente de assistência social). Essa MP causou polêmica depois do presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN) devolvê-la ao Executivo com a justificativa de que ela não atende aos requisitos de urgência e relevância.

Na ação, a Procuradoria pede que a Justiça determine que os Ministérios da Previdência, Educação e Saúde que analisem em 180 dias todos os processos referentes à concessão ou renovação do Cebas que estavam pendentes de julgamento até a edição da MP.

A polêmica em torno da concessão de títulos de concessão para entidades filantrópicas ficou mais forte depois da Polícia Federal deflagrar em março a Operação Fariseu. Na ocasião, seis pessoas foram presas sob suspeita de participação num esquema de liberação fraulenta do CEAS (Certificados de Entidade de Assistência Social). Esses títulos eram liberados para empresas sem fins filantrópicos, mas que usavam os certificados para burlar a Receita.

A investigação da PF e da Assessoria de Pesquisa Estratégica do Ministério da Previdência Social --que começou em 2004-- apontou que conselheiros do CNAS (Conselho Nacional de Assistência Social) concediam os CEAS fraudulentos em troca de propina.


Folha Online, 02/12/08

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Doações às vítimas das chuvas em SC passam de R$ 12 milhões

Flagelados de Itajaí (SC) recebem doações de diversos Estados brasileiros; número de desalojados diminui, mas situação é grave
Foto Fernando Donasci/Folha Imagem


As doações feitas através de contas bancárias abertas pela Defesa Civil Estadual para as vítimas das chuvas em Santa Catarina já passavam de R$ 12 milhões até a noite desta terça-feira, segundo boletim divulgado pelo órgão. Os valores arrecadados serão utilizados na reconstrução de casas.

Além das doações em dinheiro, a Defesa Civil informou que recebeu mais de cem toneladas de materiais de limpeza e higiene pessoal, além de 1,5 milhão kg de alimentos e 1,3 milhão de litros de água potável. Cerca de 60 caminhões chegam à Santa Catarina com as doações.

Somente a TAM transportou gratuitamente em suas aeronaves nos últimos sete dias 78 toneladas de doações entregues nos 56 terminais e lojas da empresa no país.

O desastre provocado pelas chuvas, que caem principalmente na região do Vale do Itajaí nas últimas semanas, registrava 116 mortes até por volta das 20h20.

As doações em dinheiro são recomendadas pela Defesa Civil como forma de ajudar as vítimas pelas chuvas e para movimentar a economia local. Os interessados podem realizar os depósitos nas seguintes contas, em nome da pessoa jurídica é Fundo Estadual da Defesa Civil, CNPJ - 04.426.883/0001-57:
- Itaú - Agência 0289, conta corrente 69971-2;
- Caixa Econômica Federal - Agência 1877, operação 006, conta corrente 80.000-8;
- Banco do Brasil - Agência 3582-3, conta corrente 80.000-7;
- Besc - Agência 068-0, conta corrente 80.000-0;
- Bradesco Agência 0348-4, conta corrente 160.000-1
- Banrisul, Agência 0131, conta corrente 06.852725.0-5
- Sicoob/SC - Agência 1005, conta corrente 2008-7
- Sicred - Agência 2603, conta corrente 3500-9
- Santander - Agência 1227, conta corrente 430000052

Retorno
O número de pessoas desalojadas e desabrigadas em Santa Catarina começa a diminuir. Segundo boletim divulgado no início da noite desta terça-feira pela Defesa Civil, ao menos 9.587 pessoas retornaram para suas casas no Estado, mas cerca de 69 mil continuam desalojadas ou desabrigadas.


Folha Online, 02/12/08

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OLPC expande programa 'Give One, Get One' para o mundo inteiro

Países em que notebook XO teve certificações aprovadas são inclusos em programa que usuário compra um notebook e doa outro

A organização One Laptop Per Child (OLPC) informou que, ainda este ano, o programa Give One, Get One (G1G1) terá alcance global, atingindo todos os países em que o laptop XO foi aprovado em requisitos de certificação.

O G1G1 trata-se da compra de dois notebooks, sendo que um fica com o usuário e outro é doado a uma criança de algum país em desenvolvimento.

Segundo a OLPC, na América Central e do Sul, Haiti, Peru, Uruguai e Paraguai poderão receber os notebooks. Em novembro, as escolas da Colômbia começaram a implementar o XO.

Na África, a Etiópia, Gana, Ruanda e Nigéria poderão encomendar os notebooks. A Europa, Ásia, América do Norte e Oriente Médio também estão inclusos na iniciativa. A Austrália conseguiu sua certificação final na última semana de novembro para adotar o G1G1.

Para o envio de um laptop fora dos Estados Unidos, será preciso pagar uma taxa de 50 libras, e as informações devem ser enviadas pela Amazon do Reino Unido.

A Amazon.com começou a vender os notebooks XO em novembro.


IDG Now!, 02/12/08

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Consumers International concede Prêmios às Piores Empresas

A Consumers International (CI) anunciou nessa segunda-feira (01/12) os "vencedores" do Prêmio Piores Empresas 2008. O Bad Company Awards destaca algumas das principais marcas mundiais por comportamentos irresponsáveis nos últimos 12 meses. A campanha tem como objetivo chamar atenção para os direitos dos consumidores.

Este ano, os eleitos foram: Tesco (rede de supermercados), uma parceria entre Kellogg´s e Lego, Eli Lilly (laboratório farmacêutico), Samsung e Toyota.

As indicações são enviadas por organizações e membros da CI e outros grupos convidados. Um júri composto pelo secretariado da CI e especialistas de organizações associadas escolhe cinco "vencedores", a partir de critérios de abusos contra os consumidores em todo mundo. A seleção é baseada em "méritos" relativos, mas não tem caráter científico. A intenção é ressaltar a necessidade de fiscalização e esclarecimento sobre os direitos dos cidadãos nas relações de consumo.

Os "Premiados"
Tesco: Prêmio "Marreta" por silenciar críticas
A empresa, uma das principais redes mundiais de supermercados, está processando três jornalistas tailandeses que criticaram as táticas de expansão da varejista na Ásia. A Tesco está exigindo mais de 34 milhões de dólares de indenização de Jit Siratranont, Kamol Kamoltrakul e Nongnat Hanwilai, que expuseram o grande impacto que o crescimento da companhia está causando aos negócios locais e aos consumidores.

Os três casos ainda correm na justiça. Organizações da sociedade civil, como a Foundation for Consumers (FFC), associada à Consumers International (CI), estão tentando convencer a empresa a desistir do processo. Um dos jornalistas, Jit Siratranont, está sendo processado inclusive criminalmente e pode pegar até 2 anos de prisão, além das indenizações.

A expansão da Tesco na Àsia tem ocorrido de forma rápida e determinada. Em 2007, cerca de 21% de seu lucro foi proveniente do continente e 106 lojas foram abertas na Tailândia.

A crítica feita pelos três jornalistas não é incomum. Wall-Mart, Carrefour e a própria Tesco há anos têm sido questionados sobre suas atividades em diversos países por conta dos impactos causados aos comércios locais, nos salário dos trabalhadores e na redução das opções de compra para os consumidores.

Ao tentar calar essas pessoas dessa forma, a Tesco só reforça essa reputação de desprezo por comunidades locais, indiferença ao direito à informação dos consumidores e a busca do lucro acima de qualquer coisa.

Kellogg´s e Lego: Prêmio Ocultação de Perigo Óbvio por fazer um doce em formato de bloco de Lego
Os blocos de montar Lego são, sem dúvida, um dos dos brinquedos mais populares do mundo. Assim, em uma campanha relâmpago de marketing, Lego e Kellogg´s tiveram a "brilhante" idéia de lançar doces com formato e cores idênticos ao brinquedo de plástico.

Embora adultos e crianças maiores sejam capazes de diferenciar os chamados Fun Snacks (ou Snack Stacks) dos blocos plásticos, é óbvio que muitas crianças pequenas (menores de 3 anos, principalmente) poderiam, inadvertidamente, estar sujeitas a sérios acidentes ao confundir as peças. Então, seria prudente correr esse risco?

Felizmente, o "doce-brinquedo" não aprece ser muito fácil de ser encontrado, embora pudesse ser comprado através do site de compras Amazon.com em novembro de 2008.

Eli Lilly: Prêmio Overdose de Marketing por promoção excessiva
A companhia farmacêutica fez jus ao "prêmio" por promover indiscriminadamente o Cialis, droga usada no tratamento da impotência sexual masculina.

As vendas do produto atingiram a marca de 1,1 bilhão de dólares em 2007, fazendo do laboratório Eli Lilly um dos líderes do setor no ano. Era de se esperar um resultado desses, já que só nos EUA foram investidos mais de 152 milhões de dólares em campanhas publicitárias.

Esse tipo de droga é atualmente um dos grandes negócios mundiais. No entanto, diversos estudos independentes têm questionado a eficácia de seu tratamento. No início de 2008, pesquisa da Consumers Union, ONG dos EUA associada à CI, constatou que menos da metade dos homens tiveram resultados efetivos com o uso do medicamento e cerca de um terço deles apresentaram efeitos colaterais.

Em outubro de 2008, o órgão que fiscaliza medicamentos na Inglaterra repreendeu a Lilly por não prestar informações adequadas sobre os efeitos colaterais do Cialis, que incluem dores de cabeça, azia, dores musculares, entre outros. Em 2003, a empresa já havia sido advertida por promover a droga antes de ser licenciada.

Na Austrália, em julho de 2008, a companhia foi multada, após denúncia da ONG Choice (também filiada à CI), por divulgar amplamente na imprensa de modo indevido os resultados de pesquisas feitas com homens com disfunção sexual acima de 45 anos.

Samsung: Prêmio Ocupação Secundária "Legal" por vender tanques de Guerra, não apenas TVs
A maioria das companhias multinacionais oferece ampla variedade de produtos, freqüentemente de diferentes tipos e gêneros. A Samsung, no entanto, extrapolou. A gigante coreana dos eletro-eletrônicos mantém um braço militar, a Samsung-Techwin, fabricante do tnque de guerra K-9 Thunder. O Veículo é utlizado pelas forças armadas da Coréia do Sul e do exército turco, entre outros.

Outras empresas também têm "um pé" na indústria bélica. A fabricante de carros Saab já fez armas anti-tanques e a Sony tem uma história de desenvolvimento de sistemas de guia de armas. No entanto, para os consumidores preocupados com a responsabilidade social das empresas, é importante saber sobre os princípios éticos que estas dizem seguir.

No vídeo promocional de sua linha militar, a Samsung ironicamente afirma "esforçar-se para manter a paz em todo o mundo". Com certeza, restringir sua linha de produtos a televisores e similiares seria uma maneira muito mais segura de fazer isso.

Toyota: Prêmio Lavagem Verde por impacto ambiental
A indústria automobilística em geral está sempre em situação difícil quando a questão ambiental está em pauta. Landrover, Renault e Volkswagen têm sido os principais vilões dessa história. Mas a decisão pela eleição da Toyota este ano foi pelo constante uso de slogans enganosos e publicidade contraditória.

A campanha publicitária Harmony da Toyota diz "a melhor maneira de causar um impacto no meio ambiente é ter o menor impacto ambiental possível". Como se um carro fosse fabricado com componentes naturais, biodegradpaveis como matéria orgânica.

Apesar de celebridades e da imprensa em geral exaltarem sua "baixa emissão de poluentes", o impacto ambiental da pickup Prius Hybrid é enorme. Também é muito difícil concordar com a "preocupação ambiental" da Toyota tendo-se em vista sua linha de veículos.

Na Nova Zelândia, na campanha publicitária da RAV4 Diesel afirma-se "o carro que a natureza quer ter", enquanto coelhos escalam os bancos do carro. Com emissões de CO2 acima de 170g/km, fica difícil acreditar nisso.

A campanha Hilux Arctic Challenge, promovida mundialmente em 2007 e 2008, inclusive através de uma série de TV, mostra a Hilux SUV como o primeiro veículo do tipo a ser dirigido até o Pólo Norte. Considerando a velocidade com que acontece o derretimento das calotas polares devido ao aquecimento global, provavelmente será a primeira e última vez.


Redação do IDEC
Envolverde, 03/12/08
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Crise financeira leva investidores sociais privados à reflexão

“Sem dúvida, estamos em um período de crise. Ninguém ainda sabe direito a dimensão. Como todos os outros setores, no investimento social privado, os cintos serão apertados para se preparar para crise. No entanto, nossa visão é de crise com otimismo”, comenta o secretário-geral do Grupo de Institutos, Fundações e Empresas (Gife), Fernando Rossetti.

O Gife é a entidade que reúne os principais investidores sociais privados do país. No ano passado, a rede, composta por 80 associados, investiu cerca de R$ 1,15 bilhão em ações sociais, culturais e ambientais. Esse montante é representativo no universo do investimento social privado. De acordo com a pesquisa Ação Social das Empresas, publicada em 2006 pela pesquisadora Anna Peliano, do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), 600 mil empresas brasileiras investiram no ano de 2004 cerca de R$ 5,3 bilhões em programas sociais.

Com a crise, o Gife estima que haja um corte entre 10% e 30% nos investimentos das empresas em ações sociais. “Se fosse há dez anos, as ações simplesmente seriam cortadas. A crise nos faz pensar estrategicamente como usamos o nosso dinheiro. Servirá para o Terceiro Setor sair mais maduro e estruturado”, afirma Rossetti.

Para diretora da Associação Brasileira de Organizações Não-governamentais (Abong), Tatiana Dahmer, o momento é para o terceiro setor parar e refletir sobre suas ações e seus modelos de captação de recursos e investimentos.

Modelos de investimento
Segundo o último levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre fundações e associações, havia cerca de 338 mil organizações no Brasil em 2005. Essas associações se sustentam de diferentes maneiras, com investimentos privados, recursos públicos, fundos patrimoniais e outros. No entanto, a maior parte das receitas do Terceiro Setor brasileiro está relacionada aos resultados das empresas em cada ano.

Embora reconheça as possibilidades de cortes, Rossetti vê com otimismo a crise. “Devemos pensar se o investimento social privado e a responsabilidade social já viraram cultura empresarial ou é só gordura. O que estamos notando é que a ação social da empresa não está desvinculada do centro do negócio”.

Segundo o diretor do Instituto Camargo Correa, Francisco Azevedo, a entidade pretende dar continuidade a todos os projetos, orçados em R$ 16 milhões. “Vamos continuar todos os compromissos assumidos. Talvez tenhamos que fazer alguns ajustes, porém nada que comprometa os programas em andamento”.

A Fundação Odebrecht também pretende manter para 2009 o investimento de R$ 16 milhões no Programa de Desenvolvimento Integrado e Sustentável do Baixo Sul da Bahia, no qual apóia mais de 13 associações do local, atendendo mais de 9 mil pessoas.

“Mesmo em momentos de instabilidade econômica, nunca se pode perder o foco no crescimento orgânico da empresa e das comunidades onde ela está inserida”, afirma o presidente executivo da Fundação Odebrecht Maurício Medeiros.

Sustentabilidade

A sustentabilidade das ações sociais é um ponto importante neste momento. Para Fernando Rossetti, as associações que dependem de um ou mais financiadores poderão ter mais problemas neste período de crise. “As associações menores devem sofrer mais o impacto da instabilidade econômica”.

Os institutos e fundações podem sofrer redução dos recursos, pois suas receitas estão ligadas ao desempenho das empresas. No entanto, como tem um mantenedor, os programas não serão extintos. No caso do Instituto Camargo Correa, é o grupo Camargo Correia, composto por cinco áreas de negócio de construção civil a têxtil, que teve uma receita bruta em 2007 de R$ 12,4 bilhões.

Nos Estados Unidos, as fundações e os institutos têm suas receitas provenientes de fundos patrimoniais. Quando a empresa decide investir socialmente, cria um fundo para este propósito. Dessa maneira, não precisa destinar parte do seu orçamento às ações sociais, as receitas são retiradas do capital aplicado.

Segundo Rossetti, os fundos patrimoniais são pouco comuns no Brasil, porque a legislação não favorece esse tipo de ação. “Há uma cobrança muito alta de imposto sobre esse fundo”, explica.

“É preciso haver um maior diálogo entre as organizações e o governo para que possamos fazer pequenas alterações nas leis. É preciso discutir também quem acessa os recursos governamentais e para quê”, comenta Tatiana Dahmer, da Abong.

Estratégias
Como a mudança de modelos de financiamento e diversificação das receitas é algo para longo prazo, o Terceiro Setor começa a pensar em soluções para curto e médio prazo diante da crise.

De acordo com o presidente do Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS), Marcos Kisil, é hora de fazer um planejamento estratégico, definindo as áreas de atuação.

“As estratégias devem resultar de estudos analíticos que definam as melhores formas possíveis de se alcançar objetivos e/ou metas específicas, aplicando da melhor forma os meios e recursos disponíveis, para se conseguir o máximo aproveitamento dentro do contexto onde o investidor pretende atuar”, comenta Marcos.

Pensar estrategicamente também é fazer alianças e articulações. “Acreditamos que haverá um efeito de maior alinhamento, vai se conhecer melhor o que o outro está fazendo”, afirma Rossetti.

“As alianças e parcerias são fundamentais em qualquer momento, porque na parceria você consegue potencializar as ações. O que gera resultados mais eficazes em um custo menor”, afirma Azevedo.


Bruna Souza e Talita Mochiute, do Aprendiz
Envolverde, 02/12/08
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Municípios vencedores do Selo UNICEF serão anunciados no dia 2 de dezembro

O Selo UNICEF Município Aprovado é um reconhecimento internacional aos municípios do Semi-árido que alcançaram resultados significativos no esforço para melhorar a qualidade de vida de meninas e meninos e na promoção dos direitos das crianças e dos adolescentes. Sempre com ênfase nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, a iniciativa integra ações de mobilização social, desenvolvimento de capacidades e monitoramento das políticas públicas desenvolvidas na região.

Nesta terça-feira, 2 de dezembro, às 19h, serão anunciados os municípios vencedores da edição 2008 do Selo UNICEF Município Aprovado. O anúncio será feito pela representante do UNICEF no Brasil, Marie-Pierre Poirier, no Palácio do Campo das Princesas, sede do governo de Pernambuco. O evento contará com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ministros de Estado, governadores e prefeitos dos Estados que compõem a região do Semi-árido brasileiro.

Dos quase 1.500 municípios de 11 Estados do Semi-árido brasileiro, 1.130 se inscreveram nesta edição do Selo UNICEF. Todos os municípios que cumpriram as etapas do Selo UNICEF, mesmo os que não conquistaram o Selo, registraram progressos expressivos na situação da infância e da adolescência, como a diminuição de crianças desnutridas, redução da distorção idade-série e o aumento do acesso de mulheres grávidas ao pré-natal.


Envolverde/Rádio ONU, 02/12/08
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