quinta-feira, 16 de abril de 2009

Produtores de "Quem Quer Ser um Milionário?" farão doação a ONG de Mumbai

Azharuddin Mohammed Ismail e Rubina Ali, de "Milionário"; ONG beneficiada ajuda crianças
Foto Mustafa Quraishi/AP


Os produtores de "Quem Quer Ser um Milionário?", filme britânico que levou oito estatuetas na última edição do Oscar, anunciaram nesta quinta-feira a doação de 500 mil libras (R$ 1,6 milhão) a uma ONG que ajuda crianças carentes em Mumbai.

O dinheiro será utilizado pela Plan, organização com presença em 50 países --incluindo o Brasil-- e que desenvolverá um programa de cinco anos para ajudar as crianças dos bairros pobres de Mumbai, segundo um comunicado.

"Quem Quer Ser um Milionário?", dirigido por Danny Boyle, foi filmado na cidade indiana e conta a história de um menino nascido e criado em um bairro marginalizado que ganha fama após ganhar a versão indiana do programa que dá título ao filme.

Boyle disse que a intenção desta iniciativa é compartilhar o grande sucesso do filme no mundo todo com a cidade que os acolheu durante as filmagens.

"Após termos nos beneficiado tanto da hospitalidade do povo de Mumbai, é uma mera questão de justiça que parte do êxito do filme seja reinvestido na cidade, em áreas onde mais se precisa e onde pode significar uma mudança significativa na vida de algumas pessoas", disse o diretor, no comunicado.

O produtor da fita, Christian Colson, expressou seu desejo de que o dinheiro sirva para ajudar crianças que vivem em bairros superpovoados e em condições sanitárias deficientes a conseguir melhores condições de vida e certo nível de educação.


da Efe, em Londres
Folha Online, 16/04/09

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Convencer falando pouco

Quem leu a matéria abaixo, vai entender do que estou falando.

Dá para convencer um financiador com no máximo 140 caracteres? Adorei o desafio e vou acompanhar o caso para ver quem, aliás, o texto (con)vencedor. Acho que esta história sozinha dá uma aula de captação de recursos.

Este é o sonho de todo financiador. E tem gente que acha que tem que encher linguiça em formulários, apresentações e cartas de captação...


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Celebridade desfia CNN a alcançar 1 milhão de seguidores no Twitter

Perfil do ator Ashton Kutcher disputa popularidade contra perfil de últimas notícias da CNN. Vencedor fará doações de caridade.

O ator norte-americano Ashton Kutcher (conhecido por estrelar o filme "Efeito Borboleta", entre outras produções) desafiou a rede de notícias CNN em uma disputa. Quem alcançar primeiro um milhão de seguidores no Twitter vence.

Kutcher disse que, se ganhar, vai tocar a campainha da casa de Ted Turner, fundador da CNN, e sair correndo. Apesar da brincadeira, a celebridade afirmou que não acredita que irá vencer, mas se isso acontecer, vai doar dez mil camas com mosquiteiros no Dia Mundial de Luta Contra a Malária, no final de abril. A CNN concordou em fazer o mesmo.

Na manhã desta quinta-feira (16/04), o perfil de Kutcher tinha 943.514 seguidores e o Breaking News da CNN possuía 960.352. A CNN tem o perfil mais seguido do Twitter. Em segundo lugar estava a cantora Britney Spears. Porém, após o desafio, Ashton Kutcher, que estava em terceiro, já saltou para segundo colocado. Britney está com 927.686 seguidores.

Segundo reportagem da CNN, alguns analistas da internet disseram que a competição "boba" pode ser um símbolo real do que virá a ser o Twitter daqui em diante, com o microblogging sendo usado por personalidades que desejam fazer campanhas de caridade, bem como outros serviços de interesse público.

O ator Hugh Jackman postou recentemente em sua conta no Twitter que doará 100 mil dólares a uma instituição de caridade indicada por um de seus seguidores. O seguidor, claro, precisará convencê-lo de que a ONG merece a doação usando 140 caracteres ou menos.


IDG Now!, 16/04/09

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quarta-feira, 15 de abril de 2009

Susan Boyle - você ainda vai ouvir falar dela

Incrível a quantidade de sites, blogs e tweets que falaram deste vídeo ontem, todos comentando que este é "o viral da semana", talvez do mês ou do ano. As informações são de que o vídeo atingiu mais de 2,5 milhões de pessoas em apenas 3 dias. Suponho que número de internautas brasileiros que acessaram o ontem deve ter engordado bem este número. É só assistir para entender por que.



Confesso que o fato de que uma história como esta - mesmo que um pouco "reforçada" pelos produtores do programa - me provocou uma sensação de que nem tudo está perdido. Vale mesmo a pena ver. Pena que não é possível disponibilizar o vídeo aqui (por que será??). Então, tem que ir pro YouTube. Aqui.

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FINEP investe R$ 34,6 milhões no desenvolvimento de tecnologias sociais

A Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), agência do Ministério da Ciência e Tecnologia, divulgou nesta segunda-feira ( 23), uma chamada pública com o objetivo de selecionar propostas que receberão apoio financeiropara a execução de projetos de tecnologias para o desenvolvimento social. Estarão disponíveis recursos de R$ 34,6 milhões, não reembolsáveis, provenientes do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).

O objetivo da chamada é contribuir para a redução da pobreza e das desigualdades sociais, além de democratizar o acesso às tecnologias de informação e comunicação em áreas rurais do País. O edital foi lançado durante cerimônia que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Salvador.

A chamada vai contemplar projetos em duas linhas temáticas: o desenvolvimento de tecnologia social em contextos produtivos de empreendimentos econômicos solidários em áreas urbanas e rurais e a implantação de centros de inclusão digital em áreas rurais. O prazo de execução dos projetos é de até 24 meses, prorrogáveis a critério da FINEP.

Cada estado da Federação e o Distrito Federal, por meio de suas secretarias de ciência, tecnologia e inovação, poderão apresentar uma única proposta contemplando uma ou ambas as linhas temáticas. As propostas deverão ser enviadas à FINEP por formulário eletrônico até o dia 22/05. O formulário estará disponível no sítio da FINEP (www.finep.gov.br) a partir do dia 31/03. Os resultados serão divulgados a partir do dia 30/07.

As propostas deverão ser estruturadas em subprojetos a serem executados por Instituição Científica e Tecnológica Pública (ICT) e empresas públicas que executem atividades de pesquisa científica e tecnológica, extensão ou serviços tecnológicos.

Na primeira linha temática, que contempla o desenvolvimento de tecnologia social em contextos produtivos, cada subprojeto deverá contemplar uma cadeia produtiva principal, com destacada importância social, econômica e ambiental.

No caso dos centros de inclusão social, objeto da segunda linha temática, a proposta deverá conter a lista completa dos municípios escolhidos para receberem os centros de inclusão digital. Os centros deverão funcionar em bibliotecas públicas, empresas públicas de extensão e assistência técnica rural, escolas agrotécnicas e cooperativas de agricultores familiares.

Os locais escolhidos para implantação dos projetos deverão, preferencialmente, coincidir com aqueles já estabelecidos pelo Programa Territórios da Cidadania ou do Projeto Territórios Digitais, do Ministério do Desenvolvimento Agrário.

No mínimo 30% dos recursos da chamada deverão ser destinados ao apoio a propostas dos estados das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Caso o valor total das propostas dessas regiões seja inferior a esse percentual, os recursos não aplicados serão automaticamente transferidos às propostas com melhor classificação de outras regiões. Será exigida contrapartida financeira dos estados e do Distrito Federal, que vai variar de acordo com a região do País.


Site da Finep

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Livro "Para entender a internet" será lançado via Twitter

Um livro 100% sobre a web, distribuído em PDF, com arquivos de no máximo 1 Megabyte não podia ter local mais adequado para lançamento do que o Twitter, a nova febre da internet no Brasil.

Para Entender a Internet
Nesta terça-feira (17/03), às 18h, será lançada a obra "Para entender a internet - Noções, práticas e desafios da comunicação em rede". Participaram do livro 38 autores, que falaram sobre blogs, internet e lei eleitoral, microblogging, pirataria online, lixo eletrônico, Lei Azeredo e vários outros assuntos.

A obra é um convite para todas as pessoas com pouca familiaridade com a internet também participarem da euforia da web 2.0. Mas, segundo Juliano Spyer, um dos autores, ele vai além das simplificações e dos modismos para, ao mesmo tempo, ensinar e provocar.

A partir das 18 horas, o link para download do livro começará a ser 'twitado' pelos autores, e, provavelmente, disseminado pelos seus seguidores, o que deve gerar conversas via Twitter sobre os temas tratados pela obra.

Entre os autores do livro estão Edney Souza, o Interney, um dos blogueiros mais conhecidos do Brasil, Soninha Francine, vereadora, atual sub-prefeita em São Paulo, Fábio Seixas, um dos brasileiros mais seguidos no Twitter, Sérgio Amadeu, ativista combativo do software livre e Ronaldo Lemos, um dos ativistas brasileiros mais conhecidos e respeitados internacionalmente. Você pode segui-los pelos links de seus perfis no Twitter.

Após o lançamento, o livro estará disponível para download no blog criado especialmente para a obra.


Evelin Ribeiro
Ideia 2.0, 17/04/09

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O homem invisível

Genial esta campanha.



Não se acanhe em ir até o YouTube (basta clicar 2 vezes sobre a imagem) para ver em tela cheia. Vale a pena.

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Apoio contínuo

Empresas sustentam patrocínios a esportes olímpicos mesmo no período em que não ocorrem competições importantes

A crise econômica mundial e a distância dos próximos Jogos Olímpicos (Londres 2012) e Pan-Americanos (Guadalajara 2011) parecem não interferir no apoio de grandes empresas privadas e estatais aos chamados esportes olímpicos. Bradesco, Petrobras e Banco do Brasil confirmam que o investimento nestes esportes permanecerá de forma contínua. O ministro dos Esportes, Orlando Silva Jr, por sua vez, ressalta que os atletas olímpicos precisam da ajuda de empresários e sonha em transformar o Brasil em uma potência esportiva.

Patrocinador oficial das seleções masculina e feminina do voleibol nacional desde 1991, o Banco do Brasil também apoia modalidades olímpicas como iatismo e vôlei de praia. Além disso, a companhia é a principal investidora da seleção brasileira de futsal, que não disputa Jogos Olímpicos, mas debutou em Pan-Americanos conquistando a medalha de ouro na edição de 2007, realizada no Rio de Janeiro.

Além destes esportes, o patrocínio do BB contempla o investimento na base, no atleta profissional e no pós-carreira. Os iatistas Robert Scheidt e Bruno Prada, o jogador de voleibol Giba, o ex-tenista Gustavo Kuerten, o jogador de futsal Falcão, e outras 15 duplas de vôlei de praia são alguns exemplos. Para apoiar, difundir, divulgar e incentivar ações de relacionamento entre seus clientes e parceiros, a empresa desenvolveu o projeto "Embaixadores do Esporte do Banco do Brasil". Nele, os campeões olímpicos Carlão, Paulão, Maurício Lima, Adriana Behar e Marcelo Negrão, trabalham como uma espécie de porta-voz da instituição.

De acordo com o gerente executivo de patrocínios do Banco do Brasil, Simão Luiz Kovalski, o contrato da companhia com a CBV é feito por ciclos olímpicos, ou seja, com duração quatro anos. O atual tem vigência até 2012. "Com o patrocínio esportivo, o BB busca o desenvolvimento por meio do esporte, entendendo que a interface existente entre a educação, a saúde, o esporte e o lazer são elementos básicos para a melhora da qualidade de vida da sociedade", diz Kovalski.

Ele afirma que alcançar medalhas em Jogos Pan-Americanos e Olímpicos também faz parte dos objetivos da empresa. "As conquistas representam o desenvolvimento das modalidades apoiadas, sendo conseqüência de um trabalho realizado com seriedade e em parceria com as confederações, os atletas e o Banco do Brasil", frisa Kovalski. Na opinião do executivo, para que o Brasil obtenha melhores resultados nas grandes competições, é necessário desenvolver a prática desportiva e elevar o índice técnico dos atletas brasileiros, oferecendo boas condições de treinamento para uma preparação competitiva das equipes nacionais.

O Bradesco, que também apoia diversos esportes olímpicos, não tem a tradição de patrocinar atletas individualmente. De acordo com o diretor de marketing do banco, Luca Cavalcanti, um dos únicos casos aconteceu com o nadador Thiago Pereira. "A ideia inicial era utilizá-lo apenas como garoto-propaganda de nossa campanha de verão. Entretanto, optamos por apoiá-lo e bonificá-lo por cada medalha conquistada. Foi muito bom e demos continuidade", explica.

A companhia patrocina a equipe feminina Finasa/Osasco na Superliga de Vôlei 2008/2009. "No total, o Bradesco apóia cerca de dois mil atletas. Focamos o esporte e a saúde deles. Temos a crença de que incentivando adolescentes e lhes dando suporte adequado, estaremos colhendo atletas e cidadãos", conta Cavalcanti.

Ele ressalta que a companhia é a primeira a utilizar a Lei de Incentivo ao Esporte no projeto intitulado "Preparação de atletas para os Jogos Pan-americanos de 2011 e para os Jogos Olímpicos de 2012". O programa, que foi desenvolvido pelo Ministério do Esporte em conjunto com o Esporte Clube Pinheiros, visa atender 65 atletas do clube paulistano (sendo 20% paraolímpicos) e 11 técnicos.

O projeto foi aprovado no final do ano passado e publicado no Diário Oficial em 29 de dezembro. O objetivo é classificar 85% dos atletas para os Jogos Pan e Parapan-Americanos de 2011, em Guadalajara, México, e 70% para os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2012, em Londres, Inglaterra. O valor aproximado de R$ 16 milhões, aprovado pelo Ministério para a realização do projeto, será captado pelo Pinheiros até o dia 31 de dezembro de 2009. Para isto, o clube deve receber a colaboração de pessoas físicas e jurídicas, associadas e não-associadas, mediante renúncia fiscal de parte do imposto de renda.

No caso de pessoas jurídicas, a contribuição pode ser feita através da Lei de Incentivo em forma de doação (sem utilização da imagem do doador) ou patrocínio (com utilização de imagem da empresa apoiadora), no valor de até 1% do imposto total anual, sem qualquer ônus para a empresa, desde que tenha base de cálculo pelo lucro real.

Intuito social
Com atenção voltada a um esporte olímpico pouco difundido no Brasil, a Petrobras patrocina a Confederação Brasileira de Handebol desde 2003. Nesse período, o handebol nacional sagrou-se bicampeão pan-americano masculino e feminino, além de classificar-se para dois Jogos Olímpicos consecutivos (Atenas 2004 e Pequim 2008). Mesmo tendo obtido ótimos resultados na modalidade e, com isso, gerado boa visibilidade no cenário esportivo mundial, a companhia destaca que o maior objetivo do patrocínio ao esporte é contribuir para o crescimento do setor e para a redução de desigualdades sociais por meio da prática esportiva.

"A Petrobras não realiza patrocínios de caráter imediatista a modalidades olímpicas, com o único propósito de exposição de marca. A parceria com a CBH, por exemplo, tem como objetivo desenvolver e fortalecer o handebol brasileiro e prevê apoio permanente de todas as categorias das seleções olímpicas de handebol masculina e feminina", revela o gestor de projetos da Gerência de Patrocínios Esportivos da Petrobras, Thiago da Luz.

Uma das ferramentas de inserção social da estatal é o Projeto Petrobras Mini Hand, direcionado a crianças de 8 a 12 anos, em sua maioria vivendo em comunidades de risco. Por meio do programa, são oferecidas atividades de iniciação esportiva e lúdicas para os jovens, criando condições para um desenvolvimento em ambiente saudável.

Segundo Thiago da Luz, além do retorno de visibilidade mensurável por intermédio de diversas metodologias disponíveis no mercado, a Petrobras avalia, por meio de pesquisas, o reconhecimento de atributos que o esporte traz para a marca, como dinamismo, competitividade e juventude, além de valores como disciplina e superação de desafios. Ele esclarece que a companhia segue diretrizes que regulam sua atuação no setor, e uma delas não permite o patrocínio individual a atletas.

Flamengo
Depois de quase 25 anos de parceria com o Flamengo, o clube anunciou no início deste mês o fim do contrato de patrocínio com a Petrobras. O motivo é a dificuldade do time em conseguir as Certidões Negativas de Débito com o Governo Federal. Sem elas, a estatal não pode liberar as verbas. O contrato anual, que incluía todos os esportes do rubro-negro, era de R$ 14,2 milhões. Com o rompimento, as modalidades olímpicas do Flamengo poderão buscar patrocínios próprios.

Na pesquisa realizada pela Sport Track, que aponta os hábitos de consumo no esporte, Petrobras e Banco do Brasil figuram entre as cinco marcas envolvidas com o esporte mais lembradas pela população da cidade de São Paulo e do Rio de Janeiro. Das duas mil entrevistas realizadas na capital carioca, Nike, Adidas, Petrobras, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal foram as mais citadas, respectivamente. Já nas outras duas mil pessoas ouvidas em São Paulo, o ranking conta com Nike, Adidas, Penalty, Banco do Brasil e LG.

Esforço do Governo
Para Orlando Silva Jr, ministro dos Esportes, a criação da Lei de Incentivo ao Esporte e o investimento de patrocinadores é fundamental para melhorar o desempenho brasileiro em competições de alto nível. "Os atletas precisam da ajuda dos empresários. Vou bater de porta em porta para atrair empresas para o esporte. Vamos transformar o Brasil em uma potência esportiva", diz.

Segundo ele, para que o investimento no esporte não desapareça neste momento difícil da economia mundial, é preciso desenvolver projetos e difundi-los entre as associações, federações, clubes e empresas brasileiras. "Estamos trabalhando fortemente para que os patrocinadores não fujam dos esportes olímpicos neste período de crise. Esta é uma enorme batalha", aponta Silva Jr. O ministro destaca que o Governo está investindo R$ 130 milhões na Lei de Incentivo ao Esporte.


André Lucena
Meio & Mensagem Online, 14/04/09

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Fórum e Debate sobre a Lei de Cotas - Os Desafios da Inclusão das Pessoas com Deficiência no Mercado de Trabalho

O descumprimento da Lei de Cotas tem sido intensamente fiscalizado, tanto que no último semestre cerca de 130 empresas foram autuadas somente no Estado de São Paulo. O valor da multa por pessoa não contratada é de R$ 1.101,75.

Muitas empresas, apesar do empenho em querer cumprir a legislação e o papel de incluir na sociedade, têm encontrado dificuldades para se adequarem à Lei de Cotas. A maior delas é encontrar uma pessoa com deficiência preparada para o mercado de trabalho.

Venha participar deste fórum e debate realizados pela MBA Treinamentos e ouça e questione o auditor fiscal do DRT de São Paulo sobre a atuação da delegacia na fiscalização das empresas quanto ao cumprimento da Lei de Cotas, e ainda, quais as soluções encontradas em casos difíceis de contratação.

Esclareça com a Sra. Maria de Fátima e Silva, especialista na contratação de pessoas com deficiência, qual a principal procura por partes das empresas e o que realmente funciona para incluir e principalmente, os resultados positivos que a empresa consegue após o processo.

Não perca a chance de debater maneiras eficientes de cumprir a legislação e ainda, proteger os interesses de sua empresa. Envie já suas perguntas para que os palestrantes se preparem e tragam respostas eficientes e personalizadas.

Objetivo do Programa
* Questionar o auditor fiscal do DRT de São Paulo sobre a atuação da delegacia na fiscalização das empresas quanto ao cumprimento da Lei de Cotas
* Esclarecer com a especialista em contratação, Maria de Fátima e Silva, as principais necessidades das empresas e o que realmente funciona para incluir deficientes, além de discutir os resultados positivos após o processo

Palestra Especial: Concurso Público - CRECI / Instituto Olga Kos
* Deficiência Intelectual;
* Inclusão Social e Profissional da Pessoa com Deficiência Intelectual;
* Oportunidades: igualdade e equidade.

Metodologia
Exposição das idéias por parte dos mediadores e interação de perguntas e respostas dos participantes

Mediadores
José Carlos do Carmo
Médico sanitarista e do trabalho pela Faculdade de Medicina da USP, mestre em Saúde Pública pela Faculdade de Saúde Pública da USP; Auditor fiscal do trabalho no Núcleo de Apoio a Programas Especiais da DRT- SP.

Maria de Fátima e Silva
Especialista na contratação de pessoas com deficiência. Pedagoga com 15 anos de experiência na área de educação e recursos humanos, sólido conhecimento no desenvolvimento de programas de inclusão e responsabilidade social, com grande capacidade para avaliar e propor soluções na área de gestão de pessoas e programas de responsabilidade social empresarial.

Sonia Casarin
Psicóloga, Doutora em Psicologia Clínica, Diretora do S.O.S.Down, Consultora para Assuntos de Inclusão de Pessoas com Deficiência Intelectual do Instituto Olga Kos.

Data
16 de Abril de 2009

Local
Mercure São Paulo Paulista Hotel
Rua São Carlos do Pinhal, 87
São Paulo/SP
01404-000

Horário
das 08:30 às 13:00

Investimento
R$ 430,00

A sua inscrição poderá ser efetuada através dos telefones (11) 3926-0116 ou 2092-9047 ou on-line clicando aqui.

Inscrevendo-se neste evento, você ganhe o livro "Inserção da Pessoa com Deficiência no Mercado de Trabalho", de autoria de José Carlos do Carmo e Lucíola Rodrigues Jaime - A Inserção da Pessoa com Deficiência no Mundo do Trabalho: o Resgate de um Direito de Cidadania, de autoria dos auditores fiscais do Trabalho Lucíola Rodrigues Jaime e José Carlos do Carmo, da Delegacia Regional do Trabalho no Estado de São Paulo DRT/SP, é um texto técnico da melhor qualidade, permeado dos aspectos humanos que envolvem o tema abordado. O livro aborda pontos que têm sido motivo de dúvidas e interpretações equivocadas, como, por exemplo, quais empresas estão enquadradas nesta obrigatoriedade, qual o número de vagas a serem preenchidas, qual o conceito legal de pessoa com deficiência e reabilitada profissionalmente, onde encontrá-las, como age a DRT/SP nos casos de irregularidade, qual o valor da multa pelo não cumprimento da cota.

* Condição especial para grupos: A cada três inscrições da mesma empresa ou grupo empresarial, oferecemos como cortesia a quarta participação.
* O pagamento poderá ser efetuado por meio de Depósito ou Boleto Bancário
* Estão inclusos os custos de material, coffee break e certificado
* Haverá intervalo para coffee break


Site MBA Treinamentos

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terça-feira, 14 de abril de 2009

Diversificando os recursos

Boa comunicação e diferentes fontes de renda levam ao caminho da sustentabilidade

Captação ou mobilização de recursos é o termo utilizado para descrever diferentes ações coordenadas para geração de valores necessários à viabilização da missão de empreendimentos sem fins lucrativos. Ou seja, captar recursos é uma das atividades de apoio fundamentais para toda atuação organizada do Terceiro Setor. Normalmente complexa, essa atividade merece ser planejada; assim, recomenda-se a elaboração de um plano para uma instituição buscar recursos da sociedade.

Abaixo, seguem os objetivos de um “Plano de Mobilização de Recursos e Sustentabilidade”:
* Organizar, de forma clara e objetiva, os atrativos da organização para solicitação e obtenção de recursos da sociedade;
* Recomendar práticas de comunicação de suporte para a mobilização de fundos, conferindo legitimidade à organização perante os diversos públicos influenciados – stakeholders;
* Apontar desafios a serem enfrentados;
* Apresentar estratégias eficientes para a manutenção financeira da organização, bem como para sua sustentabilidade;
* Definir prioridades e sugerir o ordenamento das ações para implementação de um plano;
* Potencializar a atração das fontes de recursos, levando em conta a necessidade de diversificação das mesmas.

Por outro lado, a tão mencionada sustentabilidade de uma organização não compreende apenas a área financeira. Para uma entidade ser sustentável, é preciso observar se os serviços prestados por ela estão em conformidade e na qualidade de que a sociedade necessita, e se tem recursos humanos treinados para tanto. É claro que para fazer tudo o que ela deseja, são necessários recursos materiais e financeiros, além de um plano escrito sobre aquilo que pretende realizar e de onde virão os recursos. Sendo assim, sustentabilidade é um conceito sistêmico e relacionado à continuidade dos aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais para a atividade de uma iniciativa organizada, ou mesmo de toda atividade humana.

Para atingir a sustentabilidade, a organização deve destinar cuidado sistemático e contínuo a vários níveis de atividades, tais como:
* Necessidade social da existência de suas ações da forma como são realizadas;
* Profissionalismo e eficiência das atividades de gestão;
* Qualidade dos serviços;
* Transparência e legitimidade social;
* Equilíbrio e continuidade do trabalho diário;
* Estabelecimento e manutenção de parcerias;
* Viabilidade econômica (economia de gastos e eficiência, mobilização de recursos e geração de renda própria);
* Aspectos relacionados ao meio ambiente (reciclagem de pilhas e outros materiais, economia de materiais e energia, utilização de equipamentos, materiais de escritório e higiene “amigos do meio ambiente”, entre outros).

Recomenda-se, também, a diversificação das fontes de recursos para diminuir os riscos. Para ser mais legítimo, ou seja, economicamente viável, a organização deve acessar diferentes fontes de recurso de forma planejada e diversificada. A recomendação inicial, e principal, é obter recursos de fontes diferentes. Na realidade, sempre que a instituição depender de uma fonte que represente mais de 33% de toda a arrecadação, torna-se necessário rever as estratégias de captação de recursos.

Além disso, a diversificação das fontes de recursos proporcionará maior reconhecimento da organização perante públicos diferentes, tais como empresas, pessoas físicas, governo, fundações, agências internacionais, organizações de fomento, entre outros. Quanto mais diversificados forem os públicos que apoiam o trabalho da organização, mais legítima será sua atuação e ainda mais necessária sua existência.

Principais fontes de financiamento que podem ser acionadas:
Iniciativa privada
* Empresas;
* Institutos empresariais;
* Pessoas físicas.

Organizações religiosas
* Fundações empresariais;
* Fundações comunitárias;
* Fundações familiares;
* Pela causa.

Fontes Institucionais
* Governos (nacional e internacional, regional ou local);
* Agências internacionais de financiamento;
* Instituições que representam um grupo de países, assim como o Banco Mundial, as agências das Nações Unidas e a União Européia ;
* ONGs nacionais e internacionais.

Regra geral é que não se deve esperar recursos de um número muito reduzido de fontes de recursos. Ainda que a organização tenha maior afinidade ou identidade com um tipo de fonte, é altamente recomendável que se desenvolvam campanhas e solicitações aos diversos tipos mencionados acima. Principalmente porque envolve a sustentação financeira da organização, mas outro fator primordial é que, para expandir as possibilidades de arrecadação, a organização deve desenvolver contato com diferentes públicos, ampliando seu reconhecimento em vários setores da sociedade, contribuindo para sua legitimidade social. É importante observar, também, que algumas fontes fornecem recursos rapidamente, enquanto outras podem levar mais tempo para obter resultados.

A rigor, a escolha de estratégias adequadas à organização não deve recair sobre uma ou duas opções. Por outro lado, também não deve tender, inicialmente, a um número grande de alternativas realizadas ao mesmo tempo, pois cada uma delas exigirá investimento próprio (algumas vezes oneroso) de tempo e de outros recursos para ser implementada. Deve-se estabelecer prioridades, além de um cronograma de implementação das estratégias (plano de ação).

São dois os aspectos mais importantes na escolha das estratégias: buscar, entre as alternativas escolhidas, o equilíbrio entre o custo e o benefício para implementá-las; e estabelecer metas factíveis.

É recomendável criar um banco de dados específico para as atividades de mobilização de recursos. O objetivo é auxiliar na identificação e contato com potenciais financiadores, assim como no acompanhamento das interações realizadas. Além disso, o banco de dados irá subsidiar a avaliação dos resultados alcançados ou das tendências observadas, a correção de estratégias etc.

Por toda essa complexidade, também é importante que a organização mantenha uma área que chamamos de Desenvolvimento Institucional. Essa área será responsável pela implementação do plano de mobilização de recursos e pela comunicação com as diversas fontes de recursos para as atividades de captação. É importante destacar que esse tipo de comunicação não deve estar pautado apenas na solicitação de recursos, mas também na prestação de contas e fidelização desse público de especial interesse.

Danilo Brandani Tiisel
Graduado em Direito pela Faculdade de Direito do Largo São Francisco, com especialização em Legislação do Terceiro Setor, Gestão para o Terceiro Setor e Direito Ambiental. É membro do Grupo Estratégico da Comissão de Direito do Terceiro Setor da OAB-SP. É diretor da consultoria Criando Atividades Alternativas.

Michel Freller
Administrador pela Fundação Getúlio Vargas, palestrante, facilitador, consultor, professor, vice-presidente da Associação Brasileira de Captadores de Recursos (ABCR) e diretor da consultoria Criando Atividades Alternativas.

Revista Filantropia On-line - nº193

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Prazo para opinar sobre RDH encerra quinta

Dia 15 de abril é o prazo final da consulta que vai escolher tema de relatório com base nas opiniões sobre o que deve mudar no Brasil

Encerra dia 15 de abril a campanha Brasil Ponto a Ponto, que coleta opiniões de cidadãos sobre qual é o maior problema do país. O resultado será usado para escolha do tema do próximo Relatório de Desenvolvimento Humano (RDH) do Brasil. Até ao final, o PNUD estima que 400 mil pessoas terão respondido à pergunta “O que deve mudar no Brasil para sua vida melhorar de verdade?”

Para participar, é possível enviar texto ou vídeo para o site da campanha. “É uma oportunidade única de as pessoas serem escutadas sobre uma coisa que pode mudar a vida delas”, diz o coordenador do RDH no Brasil, Flávio Comim. No RDH, que deve ser publicado até o inicio de 2010, o PNUD fará um diagnóstico do problema mais votado e proporá políticas.

A consulta começou em novembro do ano passado, quando foram realizadas audiências públicas nas principais cidades brasileiras. Pela internet, as respostas são recebidas desde janeiro e mais de 260 mil já deixaram seus depoimentos usando a rede. Outra parte da campanha foi feita com uma visita aos dez municípios de pior Índice de Desenvolvimento Humano do país e ainda com a coleta de respostas de alunos nas escolas de ensino fundamental e médio. Ao todo, já foram coletados mais de 360 mil depoimentos.

Para aumentar a diversidade do público atingido, a consulta criou vários caminhos para o envio de respostas. Desde o início de abril, os clientes da operadora de celulares TIM estão recebendo a pergunta da pesquisa em seus telefones e podem responder por SMS. No site do canal a cabo MTV, um fórum de discussão entre os jovens gerou mais de 200 comentários. A empresa de cosméticos Natura também distribuiu questionários em papel para seus funcionários e clientes.

A conclusão final da pesquisa sairá em maio, mas as prévias mostram que educação é o tema mais mencionado. Pelo menos 20% dos brasileiros que participaram da consulta acreditam que o ensino é o que mais precisa mudar no país. Violência, meio ambiente e conscientização individual foram outros temas bastante comentados.

Leia também
Educação é o que mais preocupa o Brasil
Site de pesquisa sobre RDH Brasil está no ar


DAYANNE SOUSA, da PrimaPagina
Pnud Brasil, Boletim nº 535, 13/04/09

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Prêmio Resource

Os projetos devem ser práticos, de gerenciamento sustentável de recursos hídricos, com envolvimento da população, sempre visando uma melhoria na qualidade de vida de quem se beneficia desse recurso.Inscrições até 30 de abril.

O Brasil ganhou o prêmio uma única vez, em 2003, com um projeto do Consórcio do PCJ. Nos quatro últimos anos, o Brasil esteve nas finais porém não conseguiu alcançar a posição final. Muitos países têm concorrido, em março desse ano foi dado o prêmio para o Afeganistão, com um projeto de gerenciamento sustentável de recursos hídricos para prevenção de enchentes no distrito de Kahmard. Todos os projetos estão no site www.swissre.com/resource .

A participação do Brasil em termos numéricos pode ser considerada boa, não só em relação à América do Sul, como tb em relação ao total.

A partir de 2006 os projetos passaram a ser analisados em duas etapas, sendo a primeira mais simplificada, com o preenchimento de um formulário que pode ser obtido pelo e-mail resource_award@swissre.com Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. . Esta primeira etapa se encerra em 30 de abril,

Serão aceitas 4 páginas, no máximo, e deve ser respondido em inglês. Apenas os pré-selecionados na primeira etapa serão convidados a apresentar os projetos completos para a segunda etapa.

Na segunda etapa, os pré selecionados serão convidados a enviar um sumário do projeto em uma página e o projeto completo em 10 páginas, no máximo. Aqueles projetos que já foram submetidos, poderão ser submetidos novamente.

Mais informações no site: http://www.swissre.com/pws/about%20us/corp.%20responsibility/corporate%20citizenship/water/swiss%20re%20resource%20award%20for%20sustainable%20watershed%20management.html

Com informações de: Jussara Lima Carvalho - Lead - cohort 4"


ABCR, 14/04/09

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Chamada para o futuro

Atitude Brasil divulga 2o Fórum Internacional de Comunicação e Sustentabilidade e convida sociedade para uma discutir o tema

O 2o Fórum Internacional de Comunicação e Sustentabilidade está chegando. Ele acontece entre os dias 6 e 7 de maio, no Palácio das Convenções do Anhembi, em São Paulo. Para divulgá-lo, a Atitude Brasil, organizadora do evento, lança uma campanha publicitária na quarta-feira, 15, em mídia impressa e TV.

Utilizando a pergunta "Você sabe por que a comunicação é importante quando se fala em sustentabilidade?", a iniciativa, desenvolvida pela agência Leite Quente, mostra um ambiente urbano no qual uma árvore convive harmoniosamente com o meio e destaca, entre a folhagem, a face de uma criança. Com isso, é evidenciada a ideia de progresso aliado ao desenvolvimento sustentável. A frase "O futuro é hoje" convida a sociedade para uma discussão aprofundada sobre os conceitos de sustentabilidade.

Outro conceito intrínseco à campanha, conforme a fundadora e diretora da Atitude Brasil, Marta Rocha, é de que a sustentabilidade não é somente a natureza, mas sim um tripé formado pela área urbana, a natureza e o ser humano.

"Durante anos tivemos a utilização de vários termos. Hoje sustentabilidade é a bola da vez, porque ela é a soma de todos esses valores juntos. É a relação com o dia-a-dia, com o meio ambiente, com a família", afirma.

Mesmo com dificuldade na captação de recursos, o fórum manteve a sua gratuidade, graças às parcerias e aos apoios obtidos, e contará com nomes representativos internacionalmente. Entre eles os prêmios Nobel da Economia de 2006, Edmund Phelps, e da Paz de 1998 e 2007, David Trimble e Mohan Munasinghe, respectivamente.

Com direcionamento para o público universitário, a estimativa é de que o evento conte com 2,5 mil pessoas. Além disso, a organização espera conseguir um bom público com a distribuição de links para que universidades da América Latina acompanhem o evento em tempo real. As inscrições devem ser feitas pelo site www.comunicacaosustentabilidade.com.


Marcos Bonfim
Meio & Mensagem Online, 13/04/09

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Lei das OSCIPS comemora 10 anos

A Lei nº. 9.790/99, que instituiu a qualificação como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), completou dez anos no mês de março. Entre as novidades introduzidas pela lei estão: o reconhecimento de organizações que atuam em áreas emergentes, até então não previstas em outros dispositivos legais como no meio ambiente, por exemplo; a possibilidade de as OSCIPs remunerarem seus dirigentes; instrumentos de accountability e controle das ações e aplicação de recursos; e uma nova forma de relacionamento entre as organizações qualificadas e o Poder Público, o Termo de Parceria.

A lei foi criada após um processo de discussão do Marco Legal do Terceiro Setor, que contou com a participação de representantes dos diversos setores da sociedade, entre eles das entidades da sociedade civil, que viam a necessidade de uma reforma da legislação aplicável ao Terceiro Setor.

Durante o processo de discussão da Lei nº. 9.790/99 e até cerca de dois anos após sua promulgação, observou-se um intenso debate ideológico entre os que eram favoráveis e os que eram contrários à nova legislação.

As opiniões favoráveis comemoravam a nova legislação como um importante passo em direção ao reconhecimento, por parte do Poder Público, do papel fundamental que o Terceiro Setor desempenha no desenvolvimento social e econômico. Já as opiniões desfavoráveis apontavam a falta de legitimidade da lei, elaborada por grupos que não representavam integralmente o setor, e o risco de enfraquecimento do papel político das organizações que aderissem ao novo modelo.

Passados dez anos, temos quase cinco mil organizações qualificadas. No entanto, vemos a quase total ausência da continuidade dos debates, apesar de muito ainda haver para se discutir, principalmente a forma como a lei tem sido implementada e se os novos mecanismos e as vantagens que a certificação de OSCIP instituiu têm sido aproveitados.

Para isso, é fundamental o acesso às informações referentes às organizações qualificadas. Apesar de o Cadastro Nacional de Entidades (CNEs), por meio do qual as OSCIPs prestam contas anualmente, significar o aperfeiçoamento da coleta de informações sobre elas, a indisponibilidade de dados prejudica essa análise. A prática e algumas pesquisas realizadas, contudo, nos ajudam a refletir sobre alguns pontos, entre os quais destacamos a utilização do Termo de Parceria.

Esse novo instrumento foi criado com base em princípios como transparência, ética, compromisso com a boa utilização dos recursos públicos e qualidade dos serviços prestados. Além disso, foi desenhado para proporcionar vantagens como maior flexibilidade na aplicação dos recursos, mecanismos de avaliação focados no alcance de resultados, regras mais claras e bem definidas de prestação de contas e responsabilização em caso de uso indevido dos recursos.

Apesar disso, o Termo de Parceria parece ainda não ter sido incorporado como um melhor instrumento de cooperação entre o Poder Público e as OSCIP. Nota-se, ainda, uma resistência do Poder Público na utilização desse importante instrumento. Mesmo quando ele é utilizado, nem todas as suas regras são seguidas, deixando-se de aproveitar várias de suas vantagens. Pelo lado das organizações, há muita dificuldade em acessar os órgãos públicos em busca de recursos e pouca capacidade de negociação para instar seu uso.

A lei das OSCIPs trouxe inovações importantes. No entanto, como uma década de sua existência nos mostra, não basta a previsão legal para que, na prática, o novo modelo seja implementado. Isso passa pela estrutura e cultura dos órgãos públicos e até por questões políticas. É necessário vencer a resistência ao novo e as dificuldades naturais decorrentes da utilização de qualquer mecanismo recente. Que o aniversário de dez anos da Lei nº. 9.790/99 estimule a volta do debate e o aperfeiçoamento do modelo.


Valéria Maria Trezza
Advogada especialista em Terceiro Setor do Rubens Naves, Santos Jr., Hesketh - Escritórios Associados de Advocacia
redeGIFE Online, 13/04/09

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Impasse traz mais insegurança às filantrópicas

O imbróglio das entidades beneficentes de assistência social está longe de se encerrar, em uma briga que opõe governo e Ministério Público Federal. Enquanto divergem sobre a “anistia” concedida às entidades chamadas de filantrópicas, essas organizações penam em um suspense jurídico.

Nas últimas semanas, a discussão teve uma reviravolta polêmica. No dia 03 de abril, a juíza Isa Tânia Cantão, da 13ª Vara Federal, em Brasília, suspendeu a “anistia” de quase 7 mil entidades filantrópicas, determinada pelo governo em novembro de 2008, com a publicação da Medida Provisória 446, a "MP das Filantrópicas". A reação veio logo em seguida e, agora, a Advocacia Geral da União (AGU) prepara um recurso querendo barrar a decisão judicial.

Por trás da ação da juíza, estava o pedido do Ministério Público Federal, que é contra a decisão da MP 446. Segundo a sentença, todas as instituições que estavam sob investigação ou aguardavam renovação dos certificados passarão a pagar as isenções às quais as entidades filantrópicas têm direito.

Na liminar, a juíza ressalta que a MP funcionava como uma espécie de “cheque em branco” para as entidades beneficiadas com isenção de impostos. Para embasar essa decisão, a juíza citou relatórios do Tribunal de Contas da União (TCU), em que os técnicos revelam falta de fiscalização sobre as entidades filantrópicas, ressaltando que o fato "pode privilegiar o ambiente de impunidade".

Entenda o caso
O imbróglio acima começou no final do ano passado, quando o governo federal deixou os setores ligados à assistência social no Brasil em polvorosa. No dia 10 de novembro, o governo publicou a Medida Provisória n.º 446 e mudou as regras para a concessão do Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social (Cebas), documento que isenta de impostos cerca de 7 mil organizações registradas em todo o país – a um custo de R$ 4,4 bilhões por ano.

A medida foi considerada polêmica em dois pontos principiais. No primeiro, a suposta “anistia” a entidades na renovação do certificado. Pela MP, todas as organizações que deram entrada na documentação, incluindo aquelas que estavam em suspeição para renová-la, tiveram deferimento automático de seus pedidos.

Outra discussão fundamental foi a responsabilidade de outorgar o documento, que deixou de ser do Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS), e passou a ser dos ministérios da Educação (MEC), Saúde (MS)e Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). Eles darão a chancela de acordo com as especificidades de trabalho de cada entidade.

“O CNAS precisava se livrar dos processos, por essas duas razões, pois foram deferidos e ele não mais cuidará deles”, explica o advogado, Eduardo Szazi, especialista em legislação do terceiro setor. Segundo ele, é preciso tomar cuidado com generalizações, já que a resolução “publicou” o deferimento de todos os processos em tramite e não apenas daqueles que estavam tendo problemas.

“A lista não compreende apenas as entidades problemáticas, mas todas aquelas que estavam com pedido em andamento, com estrita atenção à quota de gratuidade”, argumenta.

Congresso diz não
A suposta “anistia” foi uma das maiores polêmicas da época, com repercussão na imprensa e no Congresso Nacional. Pressionado, o então presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), chegou a “devolver” o projeto para o Executivo, e, em fevereiro deste ano, ato da Mesa Diretora da Câmara comunicou que o plenário havia rejeitado o texto da MP.

Mas a discussão ainda não havia acabado. No mesmo mês de fevereiro, a Câmara dos Deputados protelou os debates sobre as isenções, com outro recursos: o projeto de lei (PL 3021/08) que define as novas regras para organizações obterem o Cebas.

O adiamento para o debate se deu pelo impasse sobre a real urgência da apreciação da proposta, apesar dos pedidos do ministro de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, de que o assunto deveria ser tratado como prioritário.

Líderes da oposição queriam que o projeto fosse debatido em até 15 sessões ordinárias após a entrega do relatório final, prolongando ainda mais a discussão. Porém, o deputado Henrique Fontana (PT-RS), líder do governo na Câmara, argumentou que o prazo exigido pela oposição “inviabilizaria a política de filantropia no país” e definiu a data para meados de março.

Como nada foi decidido, o Ministério Público Federal fez o pedido à juíza Isa Tânia Cantão, que proferiu a sentença.

Por que o Cebas é importante?
O certificado garante às entidades imunidades tributárias e, em contrapartida, elas devem oferecer à população a continuidade de serviços públicos de saúde, educação e assistência social que a estrutura governamental não consegue oferecer.

Essas entidades - geralmente hospitais, universidades e casas de assistência social - ficam livres da contribuição previdenciária patronal, equivalente a 20% da folha de pagamento, e das contribuições CSLL (sobre o lucro líquido), PIS e Cofins (9,25% sobre o faturamento).

“Mas isso não quer dizer que esse dinheiro vá direto para o bolso dessas entidades, como alguns querem fazer crer. Para conseguir o Cebas é preciso comprovar que existe um atendimento no mesmo valor isentado no imposto”, argumenta o advogado Eduardo Szazi.


Leia também:
GIFE apresenta posição sobre mudanças na certificação do Cebas

(Com informações do site Congresso em Foco)


Rodrigo Zavala
redeGIFE Online, 13/04/09

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domingo, 12 de abril de 2009

Que fundo é esse? - Projeto da Lei Rouanet prestigia o ‘fundo setorial’ e desvaloriza a renúncia fiscal

Cultura virou Imposto de Renda. Pelo menos no Brasil, onde o incentivo por meio da renúncia fiscal prevista na Lei Rouanet se tornou nos últimos quase 20 anos a principal maneira de investimento em projetos culturais. Agora, as regras podem mudar - desde o mês passado o Ministério da Cultura (MinC) colocou sob consulta pública na internet, no site da Casa Civil, por 45 dias, um projeto de lei para uma nova Rouanet. A mudança que mais tem mobilizado a classe artística é a que diz respeito ao Fundo Nacional de Cultura (FNC), mecanismo que o MinC quer privilegiar com a nova lei. É justamente no Fundo que, segundo os críticos ao projeto, se esconde a expressão que faz o governo sentir arrepios e é usada pelos artistas quase como palavrão: dirigismo cultural.

- Seria péssimo para mim, no dia em que eu botar o pijama para me aposentar, que eu constatasse que contribuí para um modelo dirigista. Não quero isso na minha biografia - defende-se o ministro da Cultura, Juca Ferreira, artífice da nova lei. - Eu, pessoalmente, não amo o Estado. Não tenho esse pendor afetivo. O Estado é um ente historicamente necessário, mas que convive na esfera pública com pelo menos dois outros entes: a sociedade civil e os empreendedores.

O Fundo, propriamente dito, não chega a ser novidade. Ele já existe na Rouanet atual, mas é muito pouco utilizado. Só 12% do estímulo à cultura são provenientes dele.

Com a nova lei, o governo pretende que ele tenha mais recursos para acabar com a concentração de fomento no mecanismo de renúncia, usado atualmente para 73% do incentivo. Com a renúncia, depois de aprovado pela Rouanet, um projeto cultural deve conseguir o patrocínio de uma empresa, que se beneficiaria do desconto no Imposto de Renda. Com o Fundo, a simples aprovação pela Rouanet já significaria patrocínio: por investimento direto do MinC, empréstimo, sociedade com o ministério ou parceria público-privada.

O FNC seria subdividido em cinco fundos setoriais (das Artes, do Livro, do Patrimônio, da Cidadania e Diversidade e - para projetos de mais de uma área - de Equalização).

Está previsto que cada um tenha um conselho, formado por representantes do MinC (50%) e por representantes da sociedade e de cada setor (50%). Esses conselhos teriam autonomia para aprovar os projetos e decidir quanto vale cada um. É na formação dos conselhos e nos seus critérios de avaliação de projetos que mora o perigo, de acordo com as críticas que a nova Rouanet vem recebendo.

- Talvez a solução dos conselhos seja boa, mas com alta pressão da sociedade, para não haver jogo político - afirma o músico Roberto Frejat, para quem uma consulta pública pela internet, de 45 dias, não é suficiente. - Teria de ficar por mais tempo, e haver encontros. Este governo adora um fórum. Isso é assunto para um fórum.

O ministro Juca Ferreira tenta acalmar os críticos garantindo que os conselhos setoriais vão funcionar nos moldes de um outro conselho que já existe atualmente, a Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (Cnic) - o conselho que, hoje, analisa justamente os projetos da renúncia fiscal e que “nunca foi acusado de dirigista”, como sublinha o ministro.

Não é difícil saber por que as decisões do Cnic não recebem acusações.

Os conselheiros do Cnic usam critérios técnicos, como exige o Artigo 22 da atual Rouanet: “Os projetos enquadrados nos objetivos desta Lei não poderão ser objeto de apreciação subjetiva quanto ao seu valor artístico ou cultural.”

Lei exclui artigo que vetava apreciação subjetiva
Sem especificar critérios, projeto cria ´sistema de avaliação que contemplará a acessibilidade do público´

No entanto, na reciclada Rouanet, o artigo que proibia critérios subjetivos de avaliação foi suprimido, e um novo, o 31, foi criado. Esse estabelece que: “Os projetos passarão por um sistema de avaliação que contemplará a acessibilidade do público e aspectos técnicos e orçamentários, baseado em critérios objetivos, transparentes e que nortearão o processo seletivo.” A nova Rouanet também cita um “sistema de pontuação” que basearia a análise dos projetos candidatos à renúncia fiscal.

Críticos acham que esses critérios já deveriam estar especificados na nova lei.

- O risco é essa presença do Estado se transformar em mecanismo ideológico, partidário - teme o artista plástico Cildo Meireles. - Se todos se comportarem direitinho, pode funcionar, sim. Mas é que nem aquele velho ditado do futebol: já combinou com o adversário? Vai combinar com todos os conselheiros?

Conselheiros teriam mandato de dois anos
As críticas da classe artística, porém, não são unânimes.

A atriz Fernanda Torres, por exemplo, acha que o ministério “tem o direito de querer mais ingerência sobre um dinheiro que é público”.

- É dinheiro de imposto. Tá certo - diz ela. - Acho que, para os artistas, sempre vai ter alguém para quem levar o seu projeto, seja empresa ou governo. Não quero valorar, dizer se vai ou não funcionar. Mas espero que a nova lei corrija as distorções que existem.

Em busca da tentativa de acabar com as distorções lembradas por Fernanda Torres, o MinC aposta na qualificação dos conselhos.

- A Cnic vai assumir os fundos setoriais, e com qualidade maior, porque nela haverá conselheiros ligados ao setor que estará sendo analisado - explica Juca Ferreira. - Isso será feito no caso dos fundos e também para a renúncia. A renúncia não vai acabar. Se fôssemos inimigos da renúncia, não teríamos aumentado o montante para ela de uns R$ 200 milhões, como era anos atrás, para R$ 1,2 bilhão, como foi no ano passado.

O ministro explica um dos pontos que são motivo de debate mesmo para as parcelas da classe artística que defendem as mudanças: como será a escolha dos integrantes dos conselhos setoriais.

- Será como é hoje para a Cnic: abre-se a fase de candidatura, e as pessoas se candidatam. Exatamente para evitar dirigismos, estamos ampliando para o FNC a gestão compartilhada feita atualmente para a renúncia. Além disso, esses conselhos têm rodízio, os conselheiros terão mandatos de dois anos - diz o ministro, adiantando ainda que a nova lei determina que pelo menos 80% da verba do FNC vão para “iniciativas da sociedade”, ou seja, para projetos não ligados ao governo. - Hoje, governo federal, estados e municípios, por falta de dinheiro, usam muito a Rouanet para fazer suas ações culturais. Com pelo menos 80% indo para a sociedade, acaba essa concorrência desleal entre os governos e os artistas.

Critérios de aprovação ficaram para mais tarde
De qualquer forma, a classe artística reclama de o projeto do MinC deixar em aberto muita coisa para ser resolvida depois, só na regulamentação da lei. O diretor Mauro Mendonça Filho resume essa preocupação:

- O perigo não é o presente. É o futuro - diz Mendonça Filho. - Este governo pode ser bem-intencionado, mas e os que vierem depois?

Um saco sem fundo para a cultura
De onde vai vir o dinheiro para o FNC

Um dos nós a serem desatados pelo MinC na nova Rouanet é como financiar cada fundo setorial. O modelo que já existe é o do Fundo do Audiovisual, que é abastecido, entre outras receitas, pela Condecine (Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional) - uma taxa que é cobrada de todo produto audiovisual.

A nova lei não prevê a criação de contribuições para outros setores, mas o ministro Juca Ferreira já articula criar algumas delas, fora da lei, para que se juntem aos recursos próprios do ministério na hora de alimentar a verba dos novos fundos.

Fundo do Patrimônio e Memória: Pode ganhar uma contribuição de cerca de 1% sobre os royalties das atividades mineradoras, como contrapartida pelo impacto que causam no setor de patrimônio, sobretudo o arqueológico.

Fundo do Livro e Leitura: Para o MinC e a Câmara Brasileira do Livro, é um acordo acertado. Haverá uma contribuição de 1% sobre o lucro de toda a cadeia do livro, que vai para o fundo.

Fundo das Artes: Fundo que inclui música, artes cênicas e artes plásticas. Deve ser alimentado pela Loteria da Cultura, projeto ainda a ser criado, e pelos 3% de arrecadação das loterias atuais. Esse último percentual já é previsto em lei, mas, segundo o ministro Juca Ferreira, tem uma arrecadação pouco controlada.

Fundo da Cidadania e Diversidade: Sem contribuições estudadas.

Fundo Global de Equalização (para projetos de mais de um setor): Sem contribuições estudadas.


Alessandra Duarte
O Globo, 09/04/09

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Governo vai criar um vale-desperdício?

Leio na coluna da Mônica Bergamo que deve chegar a R$ 800 milhões o tamanho da renúncia fiscal do vale-cultura --é o modelo do ticket refeição, fornecido pelas empresas, mas agora usado para que os empregados tenham mais acesso a cinema, teatro, shows, exposições, concertos. Quem pode, afinal, ser contra essa ideia tão simpática e civilizada?

Venho participando de uma experiência que me faz suspeitar que esse vale-cultura pode ser mais um daqueles desperdícios brasileiros, movidos à boa intenção.

Um grupo de jornalistas recém-formados, outros ainda na faculdade, decidiu montar um guia cultural e educativo (www.catracalivre.com.br) com as atividades gratuitas ou a preços populares da cidade de São Paulo. Eles passam o dia garimpando essas atividades não só nas áreas centrais, mas nas periferias --ou até lugares não convencionais como um bar que promove sarau ou um cinema numa laje ou num beco. São tantas a opções que, muitas dias, é como se a cidade tivesse uma espécie de Virada Cultural.

Por causa disso, comecei a prestar a atenção ao fato que eventos de ótima qualidade em museus, teatros, salas de concertos, não atraem muita gente --e muitas vezes apenas pela falta de informação. Escolas e faculdades ao lado de museus ou centros culturais, por falta de informação, não estimulam seus alunos a ir aos eventos, apesar de gratuitos.

Meu receio, portanto, é que, com esses R$ 800 milhões se estimule, com dinheiro público, acesso à cultura exclusivamente comercial.

Se é para gastar esse dinheiro, seria melhor usado se facilitasse o transporte e monitoria para as pessoas visitarem o que já existe e é pouco usado. Sei de muitos professores frustrados porque não têm como levar seus alunos a uma exposição.


Gilberto Dimenstein
Membro do Conselho Editorial da Folha e criador da ONG Cidade Escola Aprendiz. Coordena o site de jornalismo comunitário da Folha. Escreve para a Folha Online às segundas-feiras.
Folha Online, 10/04/09

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sexta-feira, 10 de abril de 2009

Abril Educação cria Núcleo de Sistema de Ensino

Nova área vai abranger as atuais gerências comercial, editorial e de marketing do SER, marca de conteúdo produzido para estudantes da Educação Infantil ao Ensino Médio com materiais didáticos e paradidáticos

Com o objetivo de se aproximar mais das escolas, a Abril Educação (braço do Grupo Abril formado pelas editoras Ática e Scipione) criou o Núcleo de Sistema de Ensino. A nova área vai abranger as atuais gerências comercial, editorial e de marketing do SER, marca de conteúdo produzido para estudantes da Educação Infantil ao Ensino Médio com materiais didáticos e paradidáticos.

No comando da estrutura recém-formada, Marco Antônio Ferraz foi nomeado responsável pelo setor. Ele é professor universitário e palestrante, e já atuou como assessor e diretor de algumas instituições de ensino. "Nosso principal desafio é dar ao SER o devido destaque no cenário nacional da educação", explica o executivo.

Segundo ele, de 2008 para 2009 houve um crescimento de cerca de 50% no número de alunos participantes do programa. Como o uso de sistemas de ensino tem sido cada vez mais escolhido pelos colégios do que as obras tradicionais (cada uma dedicada a uma disciplina), a concepção do núcleo surge como resposta à demanda por táticas que facilitem a organização das escolas, ao mesmo tempo em que garante um bom rendimento.

Para estreitar a relação com as escolas e aproveitar melhor as oportunidades do mercado, estão previstas a ampliação e aprimoração dos produtos e serviços hoje oferecidos. "Temos que oferecer produtos e serviços que atendam às necessidades da escola e contribuam para o crescimento dela". Também serão reformulados materiais da Educação Infantil e do Ensino Médio, e serão prestados serviços para auxiliar na formação contínua dos professores.

Outra estratégia considerada fundamental é manter parceria direta com as editoras Ática e Scipione, especialmente para as publicações paradidáticas exigidos no sistema do SER e projetos pedagógicos complementares. Mas a novidade deve ficar focada mesmo no apoio técnico ao professor. "Nossos livros didáticos são um suporte fundamental ao trabalho docente, auxiliando na organização e no planejamento da aula", resume Ferraz. "A expectativa para 2009 é de que o crescimento de 50% se mantenha no mesmo patamar na virada para 2010".


Gabriel Navarro
Meio & Mensagem Online, 09/04/09

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Suspensa MP que anistia 7.000 entidades filantrópicas

A Justiça Federal suspendeu, por meio de liminar, a Medida Provisória 446/2008 que concedia anistia fiscal a cerca de 7.000 entidades filantrópicas, parte delas sob suspeita de irregularidades. A decisão da juíza da 13.ª Vara Federal do Distrito Federal, Isa Tânia Cantão, atende a uma ação civil pública proposta pelo Ministério Público Federal.

No despacho, a juíza determina que as isenções fiscais concedidas às entidades por meio da MP sejam canceladas e os valores não pagos, que devem ser calculados pela Receita Federal, sejam inscritos na dívida ativa do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Ainda de acordo com a liminar, o MPF deve apresentar à Justiça uma lista com os nomes de todas as entidades beneficiadas.

A magistrada destacou que os obstáculos alegados pelo governo para investigar e julgar os pedidos de renovação de certificados não podem ser justificativa para concessão de isenções fiscais a essas entidades. Na époda da aprovação da MP, o governo alegou não tinha estrutura para averiguar cada uma das entidades.

A MP também foi considerada "lesiva aos cofres públicos". A juíza alega que ela é censurável em face à atual crise econômica pela qual o país passa. Dados do governo apontam que a MP cancelou indiretamente cerca de 400 recursos interpostos na Justiça contra a renovação de certificados de filantropia a entidades sob suspeita de irregularidades.

(Com Agência Estado)


Veja Online, 08/04/09

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As 10 razões para empresas não tweetarem

Artigo na AdAge aponta os motivos pelos quais as empresas devem pensar muito antes de aderirem ao Twitter

O Twitter cresceu 1200% no ano passado e duplicou a quantidade de membros nos últimos meses, atingindo 14 milhões em março, de acordo com o instituto Compete. Parece até que todos estão twittando, desde CEO's até celebridades. Mas será que sua empresa deve tweetar? Veja abaixo as 10 casos em que não se deve tweetar.

1) Se você imagina que Twitter é uma estratégia de mídia social: na verdade, é uma ferramenta, ou tática, mas não uma estratégia. O Twitter só funciona se você já possuir seguidores online anteriormente, que irão ver seus tweets como um canal para interagir com a empresa em nível mais humano;

2) Se todo tweet tem que ser aprovado internamente: o Twitter é uma rede social onde a conversa é rápida e interconectada. Se precisar esperar um dia, ou mesmo algumas horas para que seu texto de 140 caracteres ganhe aprovação de alguém do jurídico, o Twitter é a plataforma errada para você;

3) Se o Twitter servirá para transmitir somente as notícias da sua empresa: as pessoas seguem as outras porque se interessam. E elas precisam ser conquistadas. A dica é ser interessante e enviar poucas mensagens que sejam só sobre você. Se todos os textos tiverem a mesmo foco, você será bloqueado;

4) Se você acha legal ter um tweeter fantasma para o presidente da empresa: autenticidade e transparência são fatores-chave do Twitter. É até legal se alguém próximo ao CEO tweete para a companhia, desde que a empresa deixe claro o que está fazendo;

5) Se você não quer responder quando as pessoas enviarem tweets para você: Twitter é como um bebedouro de assuntos. Se você sair desse meio, e preferir buscar a água direto na fonte, e falar repetidamente para as pessoas irem junto com você (ou seja, querer sair do padrão que move a comunicação dentro do Twitter, levando a conversa para fora), elas certamente ficarão felizes quando você os abandonar. É a mesma lógica para o Twitter;

6) Se você acha que tweetar com o nome da sua companhia e usar o logotipo como avatar é uma boa idéia: identifique as pessoas que tweetam para sua empresa. Os dias de se esconder atrás de uma corporação sem cara se foram;

7) Se você acha que o mais importante no Twitter é fazer muitas pessoas te seguirem: a qualidade importa mais do que quantidade;

8) Se você quer proteger suas atualizações: se as pessoas tiverem que pedir permissão para ver o que você está postando no Twitter, estará indo contra a proposta dele, que é conversação;

9) Se você quer rastrear o Twitter com o Google Analytics: o Google Analytics não te dará um traçado verdadeiro sobre os resultados. O que você pode fazer é rastrear as URL´s que você posta com um serviço como o BudURL ou o bit.ly, mas precisará usar uma ou mais ferramentas de tracking de redes sociais para monitorar sua reputação corporativa e influência no Twitter;

10) Se você pensa que é só entrar e começar a tweetar: ouça primeiro. Monitore o que está sendo dito sobre sua marca, produtos e o mercado em que atua. Aí, entre na conversa e se torne parte da comunidade. Desse modo, suas mensagens ocasionais de marketing serão aceitas, ou ao menos toleradas, porque você está adicionando valor à comunidade.

Artigo publicado no AdAge.com, de B. L. Ochman, estrategista de marketing e blogueira, que está no Twitter ou nos sites WhatsNextOnline.com e Pawfun.com.


Meio & Mensagem Online, 09/04/09

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Prêmio LGBT 2009

Iniciativa do Ministério da Cultura vai premiar projetos do Brasil todo

Estão abertas até o dia 8 de maio as inscrições para o Prêmio Cultural LGBT 2009, uma iniciativa do Ministério da Cultura que tem como objetivo destacar iniciativas culturais exemplares que tenham ocorrido no período de 1º de janeiro de 2007 a 28 de fevereiro de 2009. Segundo o edital publicado no último dia 16, ao todo serão contempladas 54 entidades das cinco regiões do Brasil.

Podem participar instituições privadas, sem fins lucrativos que tenham natureza cultural e sejam consolidadas na atuação com comunidades LGBT e que tenham, no mínimo, três anos de existência. Não poderão se inscrever, para esse concurso, os projetos ou iniciativas que tenham sido beneficiados com recursos do Fundo Nacional da Cultura em 2008.

Para se inscrever, os interessados deverão ler atentamente o edital, preencher o formulário de inscrição, anexar os documentos pedidos, além de materiais complementares de acordo com a proposta. Tudo isso deve ser enviado via Correios para o endereço que você confere ali embaixo. Os projetos inscritos devem ter contribuído para o combate à homofobia, para o aumento da visibilidade do segmento LGBT e valorizado sua existência.

Uma iniciativa da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura (SID/MinC), o prêmio vai entregar R$ 23 mil aos escolhidos, que serão até dois por Estado (sendo que cada um deve ser de um município). O prêmio será distribuído da seguinte maneira: até oito iniciativas das regiões Centro-Oeste e Sudeste, cada; até seis da Sul; até 14 da Norte e até 18 da Nordeste.

O envelope com a proposta deve ser encaminhado pelos Correios para o seguinte endereço:
Concurso Público Prêmio LGBT 2009
Caixa Postal nº 8591- SHS Quadra 02 Bloco B
CEP 70312-970
Brasília - DF


Hélio Filho
Ministério da Cultura, 07/04/09

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quinta-feira, 9 de abril de 2009

Incentivo da Lei Rouanet desaba em 2009

Nova ferramenta, disponível na rede desde o dia 2, evidencia concentração de recursos e o efeito da crise nas captações

O valor de captação de recursos por meio da Lei Rouanet nos três primeiros meses de 2009 indica forte retração do mecanismo, muito possivelmente em decorrência da crise econômica. Segundo planilha do Ministério da Cultura, foram captados até março R$ 83 milhões, o equivalente à média de apenas um mês do ano anterior.

Os dados se tornaram públicos na semana passada por meio de uma nova ferramenta do MinC, o Sistema de Apoio às Leis de Incentivo à Cultura (SalicNet), que traz informações estatísticas sobre toda a trajetória da Lei Rouanet desde 1993, ano de sua implantação.

Há 16 anos, foram captados apenas R$ 21 mil. Em 2007, ano de maior euforia do incentivo, esse valor saltou para R$ 1,2 bilhão. Por meio do SalicNet, é possível ter acesso aos dados sobre projetos, proponentes, incentivadores (públicos e privados) e percurso da lei.

A concentração de recursos no eixo São Paulo-Rio é evidente. Em 16 anos, dos 15 maiores projetos aprovados, 14 foram realizados nestes Estados. Entre 2003 e 2009, a região Sudeste teve 23 mil projetos apresentados e R$ 3 bilhões captados. Em contrapartida, a região Norte apresentou 786 projetos e teve só R$ 40 milhões captados.

Entre os 10 maiores proponentes de projetos de 2008 estão o Instituto Itaú Cultural (R$ 29 milhões) e a Fundação Orquestra Sinfônica Brasileira (R$ 14 milhões). Instituições ligadas a governos estaduais dependem fundamentalmente da Lei Rouanet para sobreviver, caso dos paulistas Fundação Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (R$ 8,2 milhões) e TV Cultura (R$ 10 milhões). Muitos dos organismos estatais também foram construídos com verba da lei, caso da Estação da Língua Portuguesa, um dos 10 maiores projetos da história do Mecenato, que consumiu R$ 25 milhões em 2001.

Instituições como o MAM de São Paulo (R$ 8,9 milhões) e Instituto Tomie Ohtake (R$ 7,3 milhões) demonstram dependência vital da renúncia fiscal. Por outro lado, a Lei Rouanet depende também das estatais para manter os níveis de captação altos. Entre 2002 e 2008, a Petrobrás respondeu por R$ 1 bilhão da captação, seguida de Eletrobrás (R$ 204 milhões), Banco do Brasil (R$ 139 milhões) e BNDES (R$ 75 milhões).

A Lei Rouanet tem sido muito atrativa para a iniciativa privada, segundo mostram os dados. Permitiu o desenvolvimento de um nicho de mercado especializado em captação, caso da empresa Dançar Marketing & Comunicações, que trabalhou com Ambev, HSBC, Bradesco, Nestlé, Coca-Cola, Telefônica e Gessy Lever. A Dançar foi o segundo maior proponente de 2008, logo atrás do Instituto Itaú Cultural, com R$ 17 milhões. Todos esses dados são públicos desde o dia 2, e podem ser checados no endereço http://sistemas.cultura.gov.br/salicnet/Salicnet/Salicnet.php

DISTRIBUIÇÃO
Captação de recursos desde 2002 nas regiões do País:
Sudeste - 23 mil projetos e R$ 3 bilhões captados
Sul - 7 mil projetos e R$ 477 milhões
Nordeste - 4,7 mil projetos e R$ 293,5 milhões
Centro-Oeste - 3 mil projetos e R$ 145,5 milhões
Norte - 786 projetos e R$ 40 milhões


Jotabê Medeiros
O Estado de S. Paulo, 06/04/09

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Marketing criativo derruba a mesmice das escolhas

O consumidor se deixa guiar por hábitos que tomam conta de suas atitudes Foto Eduardo Knapp / Folha Imagem
"Hábitos de Consumo" - Neale Martin Campus/Elsevier, 189 págs.


Tudo é uma questão de hábito. Você não compra um produto da Microsoft ou um "combinado" do McDonald's - um hambúrguer duplo com refrigerante e fritas - por que realmente gosta disso, mas por que está tão acostumado que nem pensa em uma alternativa, mesmo que ela esteja disponível.

Este é o cerne de "Hábitos de Consumo - O Comportamento do Consumidor que a Maioria dos Profissionais de Marketing Ignora", do especialista em comportamento do consumidor Neale Martin. Americano, claro - são os americanos os mais interessados em dissecar os costumes das pessoas quando vão às compras e também são eles os que mais escrevem livros, tratados, estudos, pesquisas sobre o tema. Seu currículo mistura o trabalho como consultor de empresas como Motorola, Cisco e Nextel com a atividade de conselheiro de programas de recuperação de alcoólatras e de viciados em drogas. É a partir dessa combinação que Martin faz sua proposta central. Tudo é uma questão de hábitos, de rotinas, que, uma vez estabelecidas, impõem densas barreiras à troca de um produto por outro, mesmo que semelhante, ou de uma marca por outra.

Recheado de histórias e casos de marketing fracassados por que não se conseguiu vencer a "tendência natural" do consumidor de escolher o produto de sempre, o livro de Martin dá grande importância a uma série de trabalhos de pesquisadores da Duke University, dos Estados Unidos, que dão conta de que as pessoas fazem as mesmas escolhas, nos mesmos horários, todos os dias, 45% do tempo, enquanto pensam sobre outro assunto qualquer. As implicações desse levantamento sobre as decisões de compra são amplas e profundas.

Quando são chamadas a explicar por que preferem um produto a outro semelhante ou o que acham de determinado sabor ou cor, muitos consumidores buscam uma explicação "racional" para suas decisões que, na verdade, foram feitas automaticamente, como resultado de hábitos. Por isso mesmo, pesquisas sobre as preferências dos consumidores muitas vezes falham ao procurar identificar as razões do sucesso ou do fracasso de uma marca. O consumidor nem sabe explicar por que comprou um sabonete Nivea em vez de um Lux ou vice-versa.

A "teoria" do livro é facilmente compreensível e parece mesmo verdadeira quando se pensa como muitos consumidores - em especial aqueles que têm a responsabilidade de abastecer os armários da cozinha da sua casa - fazem compras no supermercados. A cada vez, seguem mais ou menos a mesma sequência de compras, trilham o mesmo caminho entre as prateleiras do supermercado e colocam no carrinho basicamente os mesmos produtos, como que obedecendo a uma lista mental.

Mesmo em segmentos onde supostamente a tomada de decisões é mais lenta do que a simples compra de um refrigerante ou sabão em pó, a "mente habitual" continua comandando as ações dos consumidores, assegura Martin. A compra de produtos eletrônicos ou a escolha de um investimento em um fundo ou em caderneta de poupança também seriam feitas por força de hábito.

O que as empresas deveriam fazer, por conseguinte, na opinião de Martin, é investir na formação de hábitos dos consumidores. O que é preciso fazer para que a compra de determinado item se torne parte da rotina de milhões de pessoas, que vão comprá-lo "inconscientemente", sem gastar seus miolos para tirar o produto das gôndolas do supermercado de forma automática? Esta seria a questão-chave que transforma um novo item ou serviço em um retumbante sucesso ou faz com que ele engorde as estatísticas que mostram que cerca de 80% de todos os produtos novos fracassam ou têm desempenho de vendas drasticamente menor do que o esperado.

Mesmo a questão da definição crucial do preço pode ser encarada nessa perspectiva, afirma Martin. Assim, quando um cliente desenvolve o uso rotineiro de determinado produto, o preço já é parte integrante de seu comportamento - o consumidor fiel do café macchiato tamanho grande da Starbucks não pensa mais em quanto está pagando por ele, mesmo que seja muito mais caro que outras opções também de fácil acesso.


Célia de Gouvea Franco, de São Paulo
Valor Online, 09/04/09

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ONGs que atuam com a causa da deficiência podem participar de projeto apoiado pelo BID

Organizações não governamentais de todo o País, interessadas em atuar ou ampliar os serviços prestados às pessoas com deficiência, podem participar de um Programa de Cooperação Técnica Internacional desenvolvido por meio da parceria estabelecida entre a AVAPE, instituição filantrópica beneficente de assistência social, com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e Fundo Multilateral de Investimentos (FUMIN).

“Este programa inclui ações empreendedoras e metas arrojadas que irão prover oportunidades para o mundo do trabalho para milhares de pessoas com deficiência no Brasil, por meio da atuação de organizações que farão parte da Rede Social AVAPE”, afirma Mariana Lorca, responsável pela área de Relações Internacionais e Projetos da AVAPE.

Ainda, segundo a executiva, a Lei de Cotas (Lei 8.213), que torna obrigatória para empresas com mais de 100 funcionários a reserva de 2% a 5% das vagas para pessoas com deficiência contribui para acelerar a inclusão social e movimenta empresas e organizações de terceiro setor a se especializarem nesse processo de inclusão, o que torna ainda mais importante a disponibilização de serviços de atendimento e capacitação especializados.

A Rede AVAPE é um projeto de expansão que visa à multiplicação da marca e metodologia consolidada dos programas AVAPE na área da reabilitação, capacitação e inclusão de pessoas com deficiência, baseado em um modelo de gestão similar ao de franquia social. Instituições provenientes de qualquer região do País poderão se licenciar para atuar nesse segmento.

As organizações selecionadas para fazer parte da Rede se beneficiarão do apoio do projeto em parceria com o BID, e receberão treinamentos especializados para a gestão e para a implantação dos processos e padrões adotados pelos programas. “Nosso objetivo é promover as competências de pessoas com deficiência, levando a outras regiões todo o conhecimento adquirido ao longo de 26 anos de história”, explica Mariana.

Expansão
O projeto foi idealizado pela AVAPE a partir da constatação da necessidade de programas especializados para atender a pessoa com deficiência em outras partes do Brasil, além das empresas que necessitam cumprir a Lei de Cotas. “A inclusão de pessoas com deficiência demanda serviços específicos desde o atendimento clínico até a inclusão no mundo do trabalho”, diz Mariana Lorca.

O desenvolvimento do programa se iniciou com um estudo de geomarketing que identificou 125 cidades do Brasil com potencial para receber uma unidade AVAPE. Os critérios de elegibilidade utilizados na identificação desses locais levaram em consideração cidades com mais de 200 mil habitantes e que possuem cobertura de Internet banda larga, população com deficiência em idade produtiva, organizações nas áreas de saúde e deficiência, empresas socialmente responsáveis e universidades.

Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de 2000, 14,5% da população brasileira possuem algum tipo de deficiência, o que significa, com atualização percentual da população, cerca de 27 milhões de pessoas.

Metas
Até 2011, a meta é a instalação da Rede AVAPE em todas as regiões brasileiras, incluindo a capacitação de nove mil pessoas com deficiência,1000 reabilitadas profissionalmente e quatro mil preparadas para o mercado, das quais 1.200 deverão ser colocadas/incluídas.

Como participar
As instituições interessadas em se inscrever para participar da Rede AVAPE devem preencher o formulário disponível no site www.avape.org.br/redeavape
Informações: (11) 3055-5000 ou pelo e-mail convocatoria@avape.org.br

Sobre a AVAPE
Com 26 anos de atuação, a AVAPE (Associação para Valorização e Promoção de Excepcionais) é uma instituição filantrópica beneficente de assistência social, que tem como missão promover as competências de pessoas com deficiência. Fundada em 1982, a entidade é considerada modelo de gestão e foi a primeira em sua área a receber a certificação ISO 9001. A AVAPE é reconhecida pelo trabalho de prevenção, diagnóstico, reabilitação clínica e profissional, qualificação e colocação profissional, programas comunitários e capacitação em gestão para organizações sociais. Oferece atendimento a pessoas com todos os tipos de deficiência, do recém nascido ao idoso. Desde o seu início, já realizou mais de 18 milhões de atendimentos gratuitos e inseriu 10 mil pessoas com deficiência no mercado de trabalho. Na busca de parâmetros internacionais, mantém parcerias e termos de cooperação técnica com diversas organizações do mundo.


Fonte: AVAPE
Portal do Voluntário, 03/04/09

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Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social tem 5ª edição lançada em Brasília

"Aqui está o diploma da faculdade, da escola, que você não teve". É assim, como um reconhecimento, que o diretor-executivo do Centro de Desenvolvimento Agroecológico do Cerrado (Cedac), Orélio Silva, vê o Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social, cuja quinta edição foi lançada na noite de ontem (25), no teatro do Centro Cultural Banco do Brasil, em Brasília/DF.

O projeto Agroextrativismo Sustentável da Favela, conduzido pelo Cedac, foi o vencedor da região centro-oeste em 2007. "Ganhar o prêmio foi muito importante, porque nos fez ser reconhecidos como cidadãos e trouxe mais famílias para o projeto", disse.

O Prêmio Fundação Bando do Brasil tem como proposta identificar, certificar, premiar e difundir tecnologias sociais. O conceito compreende produtos, técnicas ou metodologias reaplicáveis, desenvolvidas na interação com a comunidade, que representem soluções efetivas de transformação social.

As inscrições podem ser feitas até o dia 29 de maio, por meio da www.fundacaobancodobrasil.org.br

O presidente da Fundação Banco do Brasil, Jacques Pena, acredita que o grande mérito do prêmio, criado em 2001, é, justamente, reconhecer o mérito alheio. "A cada dois anos, realizamos uma festa bonita e rica em emoção. Temos a oportunidade de divulgar, reconhecer, certificar e premiar idéias simples que representam um conjunto de experiências vividas em todo o Brasil. Mais do que o valor do prêmio, de R$ 50 mil, as instituições testemunham o crescimento de seus projetos após se sagrarem vencedoras", afirmou.

Outra tecnologia social apresentada durante o lançamento foi o projeto Surdodum - na batida do silêncio. Trata-se de uma banda de percussão formada, em sua maioria, por músicos com deficiência auditiva. O projeto também venceu o Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social, porém em 2003. "Com a premiação, podemos montar a oficina Surdodum e incentivar a inclusão de pessoas com esse tipo de problema a fazer parte de um conjunto musical, unindo coisas que parecem antagônicas. As possibilidades podem e devem ser transformadas em realização", disse a coordenadora musical do projeto, Ana Lúcia Soares.

Soluções
Parceiros do prêmio também participaram da cerimônia. O representante da Unesco no Brasil, Vincent Defourny, disse que falar em tecnologia social é falar da história do mundo. "São soluções para problemas da vida cotidiana e é necessário que essas boas idéias sejam conhecidas e reaplicadas. E o Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social é uma ótima chance para isso", disse.

Também para a Petrobrás é muito importante fazer parte do Prêmio, disse o gerente setorial de Comunicação da empresa, José Samuel Magalhães. Para ele, divulgar tantas boas idéias é relevante não apenas para os premiados, mas para todos os inscritos na seleção, que têm suas experiências colocadas na internet, no Banco de Tecnologias Sociais (BTS).

O diretor da KPMG conclamou todos os participantes do evento a ajudar na divulgação do prêmio para que haja o maior número possível de inscrições. "O BTS ajuda a desenvolver o Brasil", enfatizou.

A divulgação de idéias simples que podem ser reaplicadas no Brasil e no mundo, proporcionada pelo prêmio, também deu o tom da fala do representante do Banco do Brasil no evento.O vice-presidente de Varejo e Distribuição do banco, Milton Luciano, desejou, ainda, sucesso aos participantes.

Mais informações
Fundação Banco do Brasil
Gerência de Comunicação e Mobilização Social
Portal: www.fundacaobancodobrasil.org.br
Endereços eletrônicos: dalva@fbb.org.br; priscilla@fbb.org.br; rodrigo.farhat@fbb.org.br; waleska.barbosa@fbb.org.br
Telefones: (61) 3310.1974/3310.1967


Waleska Barbosa
Site da Fundação Banco do Brasil

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quarta-feira, 8 de abril de 2009

Claro lança instituto de responsabilidade social

Investimento no primeiro ano de funcionamento será de R$ 10 milhões. Uma das propostas é premiar iniciativas inovadoras na área de educação

Futuramente, todas as ações de responsabilidade social da Claro ficarão sob o guarda-chuva do novo Instituto Claro, criado nesta semana. Inicialmente, a nova área desenvolverá e apoiará iniciativas em educação e difusão de novas tecnologias. Mas, segundo o presidente da Claro, João Cox, o instituto será também o chapéu para outras ações de sustentabilidade da operadora. Uma delas é o recolhimento de baterias e celulares. "Estudamos formas de reciclar esse material e dar outro uso que possa contribuir para o sociedade", afirma.

Cox também expressa entusiasmo com as novas tenologias. "O tema educação e como a tecnologia presente no celular pode contribuir para a melhoria do ensino nos instiga. Nós, que aprendemos com giz e lousa, precisamos motivar as novas gerações de uma forma diferente", afirma. Os internautas brasileiros passam em média 24,41 horas por mês navegando na internet. E os mais jovens utilizam pelo menos cinco funções no celular.

Umas das principais missões do novo Instituto Claro, apresentado a convidados em evento no Museu da Língua Portuguesa, na segunda-feira, 30, em São Paulo, é a construção colaborativa de conhecimento. A operadora pretende divulgar e apoiar novas tecnologias e formas de aprender. Antônio Britto Filho, presidente da nova área que funcionará na sede da Claro na capital, acumula o cargo com a diretoria de assuntos corporativos da empresa.

Alguns dos conselheiros do instituto são Carlos Seabra (IPSO), o jornalista Gilberto Dimenstein, Gilson Schwartz (Cidade do Conhecimento, USP) e Roseli de Deus (Poli, USP e Estação Ciência).

A operadora cria também o portal que contará com informações institucionais, além do Observatório (espaço para discussão de idéias) e o Laboratório (pesquisas acadêmicas, jogos online e ações sobre o impacto das novas tecnologias na aprendizagem). A intenção da Claro é mapear iniciativas brasileiras e trazer referências internacionais e premiar iniciativas inovadoras.

O Claro Curtas, festival nacional de curtas, também ficará sob o chapéu do Instituto Claro. Em outubro a operadora também realizará na cidade de São Paulo seminário internacional.

Internamente, o instituto gerenciará ações envolvendo funcionários da Claro como o Programa de Voluntário e Doação ao Fundo da Infância e da Adolescência (FIA) para estimular o engajamento de funcionários para a prática de ações sociais.

"Gostaria de falar como o instituto não pretende atuar. Não temos manual, nem mapa. Há um enorme espaço para ser construído. Onde quer que a tecnologia esteja sendo usada, vamos criar oportunidades para essas tribos dialogarem com a sociedade brasileira", afirma Antônio Britto Filho.


Sandra Silva
Meio & Mensagem Online, 31/03/09

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Sergio Mindlin é o novo presidente do Conselho Deliberativo do Ethos

Sérgio Mindlin, presidente da Fundação Telefônica, acaba de assumir a presidência do Conselho Deliberativo do Instituto Ethos, em substituição a Oded Grajew, integrante do Movimento Nossa São Paulo, que continua como conselheiro. O anúncio foi feito em coletiva para a imprensa realizada na manhã desta segunda-feira, na qual estavam presentes Mindlin, Grajew e o presidente executivo do Instituto Ethos, Ricardo Young.

Dizendo-se honrado com o convite para assumir o cargo, Mindlin, que é um dos fundadores do Instituto Ethos, ao lado de Grajew, Ricardo Young e outros oito empresários, informou que não é a primeira vez que sucede Grajew num cargo de tal relevância. A primeira oportunidade em que isso aconteceu foi no Pensamento Nacional das Bases Empresariais (PNBE), organização coordenada por Grajew até o início da década de 1990, quando Mindlin o sucedeu. O mesmo ocorreu na Fundação Abrinq, onde Mindlin também foi sucessor de Grajew, primeiro como presidente do conselho e depois na presidência executiva da organização.

Oded Grajew foi presidente executivo do Ethos desde sua fundação, em 1998, até 2005, tendo-se afastado do cargo durante o ano de 2003, quando foi assessor da Presidência da República. Em 2005, foi sucedido por Ricardo Young e assumiu a presidência do Conselho Deliberativo da organização. Deixa a função para dedicar-se integralmente ao Movimento Nossa São Paulo, cuja criação, em 2006, significou, segundo ele “uma das três importantes iniciativas do Ethos para promover a articulação da sociedade brasileira em favor do desenvolvimento sustentável; as outras duas foram o Grupo Referencial de Empresas em Sustentabilidade (GRES) e o Fórum Amazônia Sustentável”.

De acordo com Grajew, as mudanças ocorrem por duas razões principais: a necessidade de alternância na função e uma melhor distribuição da carga de trabalho entre os membros do conselho.

Além da escolha de Mindlin para presidir o Conselho Deliberativo, também foi anunciada a eleição para o órgão de dois novos membros: Antonio Jacinto Matias, vice-presidente-executivo do Banco Itaú, e Raymundo Magliano Filho, diretor-presidente da Magliano Corretora de Câmbio e Valores Mobiliários.

Outra novidade anunciada na coletiva foi a constituição do Comitê de Ética, a ser formado até junho de 2009. Instituído pelo Conselho Deliberativo, esse comitê terá como objetivo ajudar as empresas na discussão dos dilemas por elas enfrentados. “Os dilemas são inevitáveis e fazem parte da construção de uma sociedade mais justa”, diz Ricardo Young. “A diferença está na postura que a empresa toma diante deles.”

Órgão de decisão geral sobre as iniciativas do Instituto Ethos, o Conselho Deliberativo é formado atualmente por 14 membros, com mandato de três anos, podendo ser eleitos por mais duas vezes. Sua composição deve ser alterada anualmente em um terço dos membros. As reuniões ocorrem a cada três meses e cada conselheiro deve estar presente em pelo menos 50% desses encontros.

“A governança do Instituto Ethos é dada pelo Conselho Deliberativo, e não pelos associados. Assim, seus membros precisam estar absolutamente comprometidos com a missão da organização e em sintonia com os anseios das empresas associadas”, afirma Ricardo Young. Isso é possível, segundo o presidente do Ethos, porque os processos adotados são multistakeholders. “Os associados são sempre ouvidos, permitindo que as decisões do Conselho Deliberativo tenham legitimidade e possam ser adotadas numa dinâmica que não paralise as atividades da organização”. Para Young, “o Conselho Deliberativo é a instância de onde emana a alma do Ethos, que se expressa em suas ações”.

Veja a seguir a composição atual do Conselho Deliberativo do Ethos:

Membros do Conselho Deliberativo do Instituto Ethos
Sergio Mindlin (presidente do Conselho) – diretor-presidente da Fundação Telefônica
Antonio Jacinto Matias – vice-presidente-executivo do Banco Itaú
Celina Borges Torrealba Carpi, vice-presidente do Grupo Libra
Daniel Feffer, vice-presidente corporativo da Suzano de Papel e Celulose
Eduardo Capobianco, vice-presidente da Construcap Engenharia e Comércio
Fábio Barbosa, presidente do Grupo Santander Brasil
Guilherme Leal, presidente-executivo da Natura Cosméticos
Hélio Mattar, presidente do Instituto Akatu pelo Consumo Consciente
Jorge Luiz Numa Abrahão, diretor da Uni Engenharia e Comércio
José Luciano Duarte Penido, diretor-presidente da Votorantim Celulose e Papel (VCP)
Marcelo Vespoli Takaoka, presidente da Y Takaoka Empreendimentos
Oded Grajew, integrante do Movimento Nossa São Paulo
Raymundo Magliano Filho, diretor-presidente da Magliano Corretora de Câmbio e Valores Mobiliários
Ricardo Young, presidente do Instituto Ethos


Benjamin S. Gonçalves, do Instituto Ethos, 07/04/09

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