domingo, 1 de fevereiro de 2009

Receita Federal doa mercadorias apreendidas para instituições

A Receita Federal está doando mercadorias apreendidas para Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), entidades sem fins lucrativos declaradas de utilidade pública federal, estadual ou municipal, além dos órgãos da administração pública direta ou indireta federais, estaduais ou municipais com personalidade jurídica de direito público.

Vale salientar que, Autarquias e Fundações Públicas, por serem pessoas jurídicas de direito público, podem requerer, entretanto, as Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista não poderão solicitar as mercadorias por terem personalidade de direito privado.

As entidades sem fins lucrativos deverão apresentar uma documentação específica:
1. Cópia do Comprovante de inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ);
2. Cópia autenticada do Estatuto Social ou de outro ato constitutivo da entidade, registrado em cartório de registro de pessoa jurídica;
3. Cópia autenticada de Ata de Posse da Diretoria atual, registrado em cartório de registro de pessoa jurídica;
4. Cópia do recibo de entrega da declaração de Imposto de Renda referente ao último exercício devida;
5.Comprovação da Declaração de Utilidade Pública ou da qualificação como OSCIP por meio d e uma destas documentações:
A) Certidão autenticada e atualizada expedida pela Divisão de Outorgas e Títulos do Ministério da Justiça certificando a vigência da concessão do título de Utilidade Pública Federal; ou
B) Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social (antigo CEFF), autenticado e atualizado, do Conselho Nacional de Assistência Social-CNAS, ou o seu congênere estadual, quando houver // ou então uma certidão autenticada e atualizada, ou documento público similar, expedida por autoridade estadual, certificando que a entidade encontra-se em efetivo funcionamento com a exata observância de seus estatutos (a autoridade poderá ser o Governador de Estado, ou o Secretário de Estado responsável pela implementação de ações relacionadas às atividades da entidade); e Cópia autenticada da publicação no Diário Oficial do Estado do decreto ou lei que declarou a entidade de utilidade pública estadual, ou
C) Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social (antigo CEFF), autenticado e atualizado, do Conselho Nacional de Assistência Social-CNAS, ou o seu congênere municipal, quando houver // ou então certidão autenticada e atualizada, ou documento público similar, expedida por autoridade, certificando que a entidade encontra-se em efetivo funcionamento com a exata observância de seus estatutos (a autoridade poderá ser o Governador de Estado, ou o Secretário de Estado responsável pela implementação de ações relacionadas às atividades da entidade, ou o Prefeito Municipal, ou o Secretário Municipal responsável pela implementação de ações relacionadas às atividades da entidade); e Cópia autenticada da publicação no Diário Oficial do ato legal que declarou a entidade de utilidade pública municipal; ou
D) Cópia autenticada do certificado de qualificação como OSCIP emitido pelo Ministério da Justiça, conforme Lei nº 9.790, de 23 de março de 1999; ou
E) Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social (antigo CEFF), autenticado e atualizado, do Conselho Nacional de Assistência Social-CNAS; ou o seu congênere estadual ou municipal, quando houver;
F) Certidão autenticada ou documento público similar expedido por autoridade, certificando que a entidade encontra-se em efetivo funcionamento com a exata observância dos seus estatutos (a autoridade poderá ser o Governador de Estado, ou o Secretário de Estado responsável pela implementação de ações relacionadas às atividades da entidade, ou o Prefeito Municipal, ou o Secretário Municipal responsável pela implementação de ações relacionadas às atividades da entidade ).

Caso sua entidade tenha interesse, sua instituição deverá entrar em contato com a superintendencia da Receita da Federal mais próxima e enviar solicitação de tudo o que a entidade está necessitando para o seu funcionamento e execução de suas funções e atividades.

Para obter maiores informações entre no site http://www.receita.fazenda.gov.br/DestinacaoMercadorias/Doacoes/Orienta/defaultorienta.htm


Susana Moita, 26/01/09

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Esta chegando a hora

A Prefeitura do Rio de Janeiro e a ONG WWF lançaram a campanha a Hora do Planeta e a participação da cidade no evento - um movimento mundial para mobilizar a sociedade em torno da luta contra o aquecimento global.



Mais conhecido como Earth Hour, é um ato simbólico (e para refletir) no qual governos, empresas e população de todo o mundo são convidados a demonstrar sua preocupação com o aquecimento global e as mudanças climáticas. É promovido no país pela primeira vez e têm como foco o cidadão carioca (até o filme tem sotaque, hehe).

Na segunda etapa da campanha, “personalidades” mostrarão seu engajamento aproveitando para pedir a todos que se mobilizem.

A Hora do Planeta será realizada no dia 28 de março, das 20h30 às 21h30, e pretende contar com a adesão de mais de mil cidades e 1 bilhão de pessoas em todo o mundo (RJ, Atenas, Buenos Aires, Edimburgo, NY, Sidney….).

Realizada pela primeira vez em 2007, a Hora do Planeta contou com a participação de 2,2 milhões de moradores de Sidney, na Austrália. Já em 2008, o movimento mobilizou 50 milhões de pessoas, de 400 cidades em 35 países. Simultaneamente apagaram-se as luzes do Coliseu, em Roma, da ponte Golden Gate, em São Francisco e da Opera House, em Sidney.

No Rio de Janeiro, o prefeito da cidade, Eduardo Paes, anunciou que desligará as luzes do Cristo Redentor, Pão de Açúcar, Parque do Flamengo e da orla de Copacabana, que terá a segurança reforçada pelas autoridades competentes. O Jockey Club também confirmou sua participação.


Daniel Chagas Martins
Update or Die, 29/01/09

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Governo oferece software que avalia qualidade de sites para deficientes

Avaliador e Simulador para a Acessibilidade de Sítios simula e corrige acessibilidade de portais para usuários deficientes

O Portal do Software Público Brasileiro oferece a partir desta semana o software Avaliador e Simulador para a Acessibilidade de Sítios (ASES). A carta que divulga a solução à sociedade foi assinada pelo secretário de Logística e Tecnologia da Informação (SLTI) do Ministério do Planejamento e o diretor de Governo Eletrônico, João Batista Ferri de Oliveira.

O ASES permite avaliar, simular e corrigir a acessibilidade de páginas, sítios e portais, com funcionalidades para a avaliação e desenvolvimento de portais acessíveis a pessoas deficientes.

Para internautas cegos, por exemplo, a ferramenta oferece recursos como a utilização de descritores de imagens. Voltada para desenvolvedores de portais e sites públicos, a ferramenta alerta quando um portal não está acessível e oferece os procedimentos necessários para a sua correção.

O desenvolvimento desse software é resultado de uma parceria entre a SLTI e a OSCIP Acessibilidade Brasil. Para os usuários brasileiros, o programa é distribuído gratuitamente sob a licença LGPL - GNU Lesser General Public License.


IDG Now!, 29/01/09

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Bill Gates investe US$ 255 mi para erradicar paralisia infantil

Depois de se aposentar em 2008, fundador da da Microsoft se dedica à filantropia e já financiou projetos contra o HIV e a malária

A luta para erradicar a paralisia infantil ganhou um investimento significante da instituição filantrópica de Bill Gates, da Rotary International e dos governos britânico e alemão.

A Bill and Melinda Gates Foundation entregou 255 milhões de dólares à Rotary International, que por sua vez contribuirá com mais 100 milhões de dólares dentro dos próximos três anos. Ao mesmo tempo, o governo da Alemanha e do Reino Unido entregaram o equivalente a 137 milhões e 100 milhões, respectivamente, totalizando o investimento em 630 milhões de dólares.

"Sabemos exatamente quantas crianças tiveram polio (paralisia infantil) no ano passado: 1.625", disse Gates num discurso em San Diego, na assembléia internacional da Rotary. "Comparados aos números de 20 anos atrás, não é muito. Muitos podem achar que é pouco, mas não há qualquer nível aceitável para a doença".

Gates completou dizendo que não se podem manter o nível de um ou dois mil casos por ano. "Ou erradicamos ou voltaremos aos dias de centenas de milhares de casos por ano", disse ele.

Desde que se aposentou na Microsoft, Bill Gates tem dedicado seu tempo à fundação de caridade que leva seu nome e de sua esposa. Várias áreas principais são alvo da entidade, incluindo cuidados com saúde, da qual a paralisia infantil faz parte, bem como HIV/AIDS, malária, pneumonia e cuidados com a saúde materna e infantil.


Martyn Williams, editor do IDG News Service, do Japão
IDG Now, 26/01/09

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Comunidade do Twitter se une em encontros físicos para apoiar ONG

Twestival unirá comunidade em mais de 100 cidades (RJ e SP incluídos) para ajudar ONG que leva água potável a países do 3º mundo

A comunidade de usuários do serviço de microblogging Twitter promoverá em 12 de fevereiro um encontro entre si em mais de 100 cidades pelo mundo. No Brasil, São Paulo e Rio de Janeiro estão dentro das festividades.

Assim como as festas da Mozilla para o lançamento do Firefox, o Twestival é totalmente organizado e mobilizado por voluntários que usam o serviço de publicação de mensagens com até 140 caracteres.

Ao contrário dos eventos pelo navegador aberto, o evento do Twitter também arrecadará dinheiro que será doado a projetos apoiados pela ONG Charity Water para levar água potável a países em desenvolvimento.

O plano nasceu após usuários britânicos do Twitter se organizarem em um encontro semelhante para confraternização em setembro de 2008.

O Twestival contará com um sistema centralizado de arrecadação para que toda a receita gerada nos encontros vá diretamente para a ONG.

No Brasil, voluntários já se apresentaram para organizar a festa em São Paulo e no Rio de Janeiro. Quem estiver interessado em montar uma festa na sua cidade pode entrar em contato com a organização do evento.


IDG Now!, 28/01/09

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País é 3º em empresas emergentes

O Brasil ficou em terceiro lugar na lista de países emergentes com empresas capazes de concorrer com multinacionais de países desenvolvidos. Segundo a Boston Consulting Group (BCG), de 100 empresas que compõem a lista, 14 são brasileiras. O levantamento foi divulgado nesta quarta-feira no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça.

À frente do Brasil estão a China, com 36 empresas, e a Índia, com 20. México e a Rússia ficaram logo atrás, com sete e seis empresas respectivamente. A lista ainda relacionou outros dois países latino-americanos: a Argentina (uma) e o Chile (duas). E, pela primeira vez, foram incluídas companhias do Oriente Médio: quatro dos Emirados Árabes e uma do Kuwait.

Em 2007, as 100 empresas juntas somaram receita de 1,5 trilhão de dólares e alcançaram ou superaram rivais muito mais antigas dos EUA, Europa e Japão.

Lista

As empresas brasileiras relacionadas são: Camargo Corrêa; a têxtil Coteminas; a aeronáutica Embraer; a siderúrgica Gerdau; a produtora de carne bovina JBS-Friboi; a montadora de ônibus Marcopolo; a cosmética Natura; a construtora Odebrecht; os frigoríficos Perdigão e Sadia; a Petrobras; a mineradora Vale; o conglomerado Votorantim; e a fabricante de motores elétricos WEG.

A novidade deste ano na lista brasileira é a Camargo Corrêa, que atua nos setores de construção e engenharia, calçados, têxteis, infraestrutura e imóveis. Segundo a consultoria, "a Camargo Corrêa dobrou de tamanho entre 2005 e 2007, e a estimativa para suas receitas no exterior é de um crescimento ainda mais rápido".


Veja Online, 28/01/09

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UIPA :: Marley & Eu

Olha só que boa idéia.
A UIPA (União Internacional Protetora dos Animais) distribuiu no final das sessões de cinema do filme (dramalhão) Marley & Eu, Balões em forma de cachorro com a mensagem “Achou o cachorro do filme fofo? A UIPA também tem vários filhotes para serem adotados - www.uipa.org.br”.

a Ação aconteceu nesse último fim de semana no Espaço Unibanco do Shopping Frei Caneca. A criação é da Fischer America.


Renata Bokel
Update or Die, 27/01/09

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Avant-Première

Um índice de preços elaborado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV) vai avaliar quanto custa o acesso à cultura no Brasil. A primeira edição do indicador será divulgada no fim do primeiro semestre e trará os valores médios de eventos culturais, como shows e espetáculos teatrais, divididos por cada região do país. A iniciativa é coordenada pelo Ministério da Cultura, que firmou contrato de dois anos com a FGV.

Mais parâmetros
Será criado também o índice de preços de insumos da cultura, que analisará os gastos operacionais de todas as atividades da área. Assim, o MinC espera poder acompanhar de perto variações na cadeia produtiva e estabelecer parâmetros mais objetivos na avaliação dos orçamentos de produtos incentivados, nem sempre fiéis à realidade.


Valor Econômico, 23/01/09

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Prêmio Pontos de Mídia Livre

Ministério da Cultura lança edital para premiar 60 iniciativas de comunicação compartilhada e participativa, realizadas por Pontos de Cultura e/ou instituições sem fins lucrativos e legalmente constituídas, que desenvolvam diretamente ou apoiem iniciativas de comunicação compartilhada e participativa. Inscrições até 12 de março
Confira o edital e os anexos:

Edital
Requerimento - anexo I
Formulário de inscrição - anexo II
Descrição da iniciativa de comunicação - anexo III

Informações: (61) 3316 0650 / Ana Paula


Fonte: Ministério da Cultura

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Starbucks: Are you in ?

Confiram abaixo a versão longa do comercial da BBDO com trilha de MC Yogi para a campanha do Starbucks que convida as pessoas ao trabalho voluntário (conforme comentado anteriormente aqui). A meta é ter mais de um milhão de horas doadas.



Update: a campanha recebeu uma força extra com o apoio que ganhou de Oprah Winfrey. A apresentadora resolveu mostrar a ação em seu talk show e convidar os americanos a duplicar a meta estipulada pela rede. Ela fez algumas cenas direto de um Starbucks de Washington, para o show que iria ao ar após a cerimônia da posse de Obama. O “efeito Oprah” impulsionou os acessos e doações de horas ao site. Mais de 350 mil horas haviam sido “doadas” apenas na costa leste, via o site da ação.

- Vocês podem ler mais sobre o assunto no Adage. Valeu pela dica, Felipe Santini!


Paula Rizzo
Update or Die, 22/01/09

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segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Pegue uma lata de tinta branca e suba no telhado

One Degree Less é um projeto da ONG brasileira GBCB (Green Building Council Brazil) que basicamente sugere que os telhados das casas e prédios sejam pintados de branco ou cores frias fazendo com que a estrutura absorva menos calor e, com isso reduzindo o uso de ar condicionado e consequentemente a emissão de CO2 na atmosfera também diminui.

No site você pode conferir um estudo científico comprovando a idéia.


One Degree Less - Correções - 60" inglês from One Degree Less on Vimeo.

Vale dizer que não somente pintar os telhados de branco mas também o uso de materiais alternativos que reflitam a luz e telhados verdes também podem contribuir para que o imóvel tenha uma temperatura mais amena.

E você, acha que a idéia funciona mesmo?
Campanha criada pela Mohallem Meirelles.
Update or dry.
Dica do Marcelo Toledo.


Cris Gorissen
Update Or Die, 22/01/09

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Redes sociais mobilizam campuseiros

Orkut, twitter, flickr, facebook, myspace e blogs são alguns dos principais canais para trocas de informações entre os campuseiros, apelido dos participantes da Campus Party. “O atrativo do evento são as redes sociais e é por meio delas que conseguimos nos mobilizar e decidir vários pontos importantes do encontro”, explica o diretor-geral do evento Marcelo Branco.

A Campus Party, um dos maiores eventos de tecnologia e cultura digital do mundo, reúne neste ano no Brasil mais de 6 mil participantes. 36% dos campuseiros estão incluídos na faixa etária de 18 e 24 anos. Eles se organizam para o encontro por meio de redes sociais. O evento é o momento para conversarem e trocarem idéias com os amigos, antes, virtuais.

Para Branco, as redes sociais são um fenômeno e iniciam novas formas de sociabilidade e relacionamentos. “A era dos portais acabou. A web 2.0 chegou com muito mais força, porque é muito mais interativa”, complementa.

O criador da web Tim Berners-Lee também considera a internet uma poderosa ferramenta de informação e comunicação. “É uma plataforma em branco na qual os jovens podem fazer muitas coisas”. No entanto, critica o padrão web 2.0. “É frustrante, pois ainda não é possível permitir que o usuário use a vasta quantidade de informações do sistema”.

Outra crítica do pesquisador britânico ao atual modelo da web é a falta de compartilhamento de dados. Hoje os dados ficam trancados em sites de relacionamento social. “Na web 3.0, o conceito de interatividade será mais amplo”.

Berners-Lee também destacou a necessidade de descentralizar os dados das redes sociais e do controle dos usuários sobre suas informações. Ele apresentou a linguagem do FOAF (Friend of a friend) que é uma rede social aberta e descentralizada, na qual é possível lincar e extrair dados.

Redes sociais e a grande mídia
Além de servir para mobilizar os campuseiros, as redes sociais estão em pauta no evento. No debate “A influência das mídias sociais nas publicações”, jornalistas de grandes veículos discutiram de que maneira Orkut, blogs e outras ferramentas de relacionamento podem contribuir para informar e conquistar leitores. Também analisaram o impacto das novas tecnologias no jornalismo atual.

Para a publisher da IDG Brasil Silvia Bassi, com a disseminação dos blogs e da internet, o jornalista não é o único capaz de produzir notícias. “A informação passa ser aquilo que você organiza. Cabe ao jornalista produzir conteúdo para várias caixinhas: TV, rádio, site, blog”.

De acordo o editor do Meio & Mensagem, Marcelo Gomes, as ferramentas como blog e redes sociais podem ajudar a “fidelizar o leitor”. Marco Chiaretti, jornalista do Grupo Estado, também concorda com essa visão. Ele acredita que no jornalismo diário online o blog serve para criar uma rede de relacionamentos entre os internautas que comentam os posts, formando assim uma comunidade virtual.


Vivian Lobato e Talita Mochiute, do Aprendiz
Envolverde, 23/01/09
© Copyleft - É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.

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Outdoor Reciclado

A H2OH! acabou de lançar alguns outdoors em BH, Porto Alegre, RJ e Curitiba com garrafas pet formando a palavra “Recicle”. Parte da estratégia da marca de se posicionar como uma bebidas ecologicamente responsável (vide o site deles).A peça foi criada pela agência AlmapBBDO (SP), começou com o outdoor apenas verde e o pack, e depois, com o passar dos dias iam aparecendo letras formadas por garrafinhas de H2OH! recicladas (recolhidas nas ruas).

Pra cada outdoor são 700 garrafas, ao todo, serão três mil e quinhentas garrafas pra compor todos os outdoors da campanha.Eu não sou muito fã de outdoor mas ação ficou legal.Tks Toninho.


Daniel Chagas Martins
Update Or Die, 22/01/09

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Público da Campus Party fica de costas em protesto contra “Lei Azeredo”

Usuários usam frases em notebooks para protestar contra projeto de lei sobre crimes na internet

Participantes da Campus Party, evento de tecnologia que acontece em São Paulo, ficaram de costas e em silêncio nesta sexta-feira (23) para protestar contra o projeto de lei que enquadra crimes cometidos pela internet, aprovado pelo Senado no ano passado e que tem o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) como relator.

O ato aconteceu ao fim de um debate sobre o assunto, com participação de José Henrique Santos Portugal, assessor de Azeredo. Também participaram da mesa o desembargador Fernando Botelho, o sociólogo Sérgio Amadeu, diretor de conteúdo da Campus Party, e Ronaldo Lemos, professor de direito da Fundação Getulio Vargas no Rio.

Portugal e Botelho tiveram muita dificuldade para apresentar seu ponto de vista sobre o projeto, sofrendo intensos protestos dos “campuseiros” – a maioria dos expectadores era contra o projeto. Organizadores da Campus Party, como o diretor do evento, Marcelo Branco, também são contrários à matéria.

Os manifestantes exibiam narizes de palhaço, faixas, camisetas e um autêntico protesto “geek”: notebooks com frases, que eram alteradas de acordo com o que era dito pelos defensores.

Referência internacional
Portugal abriu a discussão argumentando que países signatários da Convenção de Budapeste, documento internacional sobre crimes na internet, já possuem legislações semelhantes.

Em tramitação desde 2003, o projeto altera seis leis e cria dez novos tipos penais. Entre eles, estão crimes de estelionato eletrônico (como roubo de senhas para ter acesso a contas bancárias), divulgação indevida de informações, difusão de vírus e atentado contra a segurança de serviço de utilidade pública. A pena para os crimes varia de um a três anos de prisão, na maioria dos casos.

“O projeto se inspira na legislação do Conselho Europeu [de Budapeste], com 44 países que assinaram. Em 22 países, o tratado já está vigorando”, afirmou o assessor. Portugal acrescentou que, nos EUA, país em que se encontram os grandes provedores, a lei vigora desde o dia 1º de janeiro de 2007. “Mas o Brasil não é signatário”, afirmou.

Em seguida, ele ressaltou os benefícios que a lei pode trazer, como a penalização do acesso ilegal a computadores e dados ou atentados a servidores públicos e de segurança. Por diversas vezes, foi vaiado ou houve tentativa de interrupção da sua fala.

Regulamentação necessária
O desembargador Botelho, que auxiliou na redação do projeto de lei, abriu a participação na mesa classificando o debate como “uma discussão acertada, genuinamente democrática, com especialistas em tecnologia”.

Botelho afirmou que “dizer que não há necessidade de regulação [da internet] é preocupante, pois crimes autorais de software são realidade. O direito penal tem que educar preventivamente. É preciso de uma disciplina que eduque para a punição”.

Essas afirmações geraram protestos por meio dos notebooks, nos quais se lia: “O Rly?” ['Oh, really?', expressão que expressa sarcasmo, bastante usada entre internautas]” e “Disciplina Ditaturativa” [sic].

Crime no iPod
Ronaldo Lemos, professor da Fundação Getulio Vargas, reiterou seu raciocínio de ontem, em defesa de uma legislação civil para o internauta, que preceda a legislação penal.

“O direito penal é aplicado quando todo o restante dá errado. O projeto de lei se inspira na Convenção de Budapeste, mas os países que adotaram o acordo já tinham regulamentação civil para a internet. Os EUA, por exemplo, adotaram parcialmente o que foi tratado”, afirmou.

Segundo Lemos, uma simples troca de arquivos via iPod já tipificaria o enquadramento pelo artigo 285-a, que prevê de um a três anos de prisão.

O sociólogo Sérgio Amadeu, por sua vez, classificou a redação do projeto de lei como “absurda”. “Se o usuário transferir uma música de um podcast para um CD, já viola a lei”, afirmou. “A RIAA [Associação de Indústria Fonográfica da América, sigla em inglês] processa, atualmente, 18 mil adolescentes nos EUA. Não podemos concordar com essa redação.”

O mais preocupante, de acordo com Amadeu, é o artigo 22, que determina aos provedores a manutenção dos dados de conexão. “Ou seja, universidades com milhares de acessos terão que guardar dados. A lei não irá punir o criminoso, ao contrário. A lei é um atraso”, disse ele, sob aplauso intenso dos espectadores.

Com relação aos provedores de acesso, o projeto cria quatro obrigações: manter por três anos dados de endereçamento eletrônico de origem, hora e data da conexão; preservar, após requisição judicial, informações requisitadas; e informar em sigilo à autoridade competente denúncia que tenha tomado conhecimento e que contenha indícios de crime.

A multa para o provedor que não cumprir as determinações da lei varia de R$ 2.000 a R$ 100 mil.


Publicado por José Murilo
Ministério da Cultura, 23/01/09

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Pedofilia é tratada de forma impactante em campanha

Criada pela Promovirtus e produzida pela VTCine, vinheta de 15 segundos convida espectador à denúncia após aludir a abuso sexual infantil

Acostumada a produzir os filmes de varejo criados pela Promovirtus, a VTCine se uniu à agência em prol do combate à pedofilia. A partir de um convite do diretor de criação Ozias Rodrigues, a produtora de Marcelo Ferraz produziu uma impactante vinheta de 15 segundos que busca inventivar a denúncia de casos de abuso sexual de crianças e adolescentes.

Após produzir o filme Rodrigues apresentou o resultado a diversas instituições ligadas à questão, mas a maioria preferiu não chancelar a vinheta pelo impacto que causava. Sob forte trilha clássica, a câmera foca na mão de um homem fazendo movimentos repetitivos. Quando a mão para de se movimentar, a música atinge um nível agudo. Enquanto a locução diz: "Abuso sexual contra crianças e adolescentes é crime. Ligue 181 e denuncie", a mão se abre e abaixo dela revela-se uma chupeta, numa alusão a um caso de abuso sexual infantil. O filme é arrematado pela vinheta do MPCrim (Associação Nacional do Ministério Público Criminal) e do Ministério Público de São Paulo, que, ao lado de outros estados, apoiou a iniciativa.

A vinheta depende, agora, de cessão de espaço em TV aberta para ser veiculado. Agência e produtora já enviaram o filme para algumas emissoras. Segundo Ferraz, o filme também já foi inscrito em Cannes, o que pode gerar ainda mais repercussão a respeito do tema.

Assista ao filme aqui.


Eduardo Duarte Zanelato
Meio & Mensagem Online, 23/01/09

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domingo, 25 de janeiro de 2009

Papa inaugura seu próprio canal no YouTube

O papa Bento 16 se tornou nesta sexta-feira uma das pessoas mais velhas a ter um canal próprio no YouTube. Ele aconselhou os jovens a usarem a nova mídia de forma sensata e tentar evitar a obsessão on-line que pode isolá-los da vida real.

O canal do Vaticano (www.youtube.com/vaticanit) terá vídeos curtos sobre as atividades do papa de 81 anos, além de eventos e cultos no Vaticano, com áudio e texto, inicialmente, em inglês, espanhol, alemão e italiano.

Os vídeos noticiosos diários terão cerca de dois minutos de duração. Eles serão produzidos pelo centro televisivo do Vaticano, por jornalistas e diretores de web da Rádio Vaticano.

O lançamento do canal no YouTube vem no mesmo momento em que o papa mandou uma mensagem no dia mundial de comunicações da Igreja Católica, cujo tema é "novas tecnologias, novos relacionamentos: promovendo uma cultura de respeito, diálogo e amizade".

Henrique de Castro, diretor do setor de vendas europeias e soluções de mídia do Google, que é dono do YouTube, disse em uma entrevista coletiva que o Google não vai lucrar nada com a iniciativa.

"Nossa estratégia é fazer as pessoas virem aos nossos sites", disse.

O canal não terá anúncios e fornecerá links para vários websites e vídeos católicos, incluindo vídeos de igrejas do mundo todo, e do próprio Vaticano.

O Vaticano tem site na web (www.vatican.va) desde 1995.

O arcebispo Claudio Celli, chefe do setor de comunicações do Vaticano, disse que considera também criar um espaço para o Vaticano no Facebook, uma rede social virtual.

Em sua mensagem de boas-vindas aos visitantes do YouTube, o papa disse esperar que a iniciativa "esteja a serviço da verdade".


Fonte: Reuters
HSM On-line, 23/01/09

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Dinheiro é coisa do passado

O PagSeguro do UOL precisava de uma ação que comunicasse para os milhares de desenvolvedores e formadores de opinião presentes na Campus Party 2009 a facilidade de uso de seu sistema e como ele pode ser integrado em soluções de pagamento online. Montar um estande na área Expo não adiantaria, pois o público-alvo não eram os visitantes ocasionais, mas sim os “campuseros” que se mudam para o pavilhão e só saem de suas bancadas na Arena para comer e dormir.

Para atender a este desafio, a Espalhe criou o “ambulante do futuro”. Ele circula entre as bancadas anunciando “Energético por R$1”, um preço mais do que convidativo (o preço na área Expo é 7 vezes maior). Mas para mostrar que dinheiro em espécie é algo do passado e já existe uma solução de pagamento bem mais moderna, simples e acessível, o nosso vendedor só aceita pagamento eletrônico.

Como os clientes já estão com o seu computador ali do lado, a transação ocorre em menos de um minuto. Basta entrar na página especial do evento e efetuar a compra, podendo escolher entre 13 formas de pagamento. Em seguida o vendedor confere a transação e entrega a latinha.

A novidade se propagou por toda a Arena e em pouco tempo muita gente já estava atrás do ambulante, que precisou se desdobrar para atender os pedidos que pipocavam. O sucesso foi tanto que o estoque de latinhas foi reforçado para agüentar o tranco dos próximos dias.

Uma forma simples de fazer o público não apenas se cadastrar para ganhar o brinde, mas usar o serviço em algo prático, atestar o quanto é eficiente e, principalmente, falar disso para muitas pessoas. Inteligência de guerrilha que diminui a necessidade de mega-estandes, modeletes, dos brindes de sempre e de todo aquele desperdício de recursos que quase nunca são potencializáveis com o boca-a-boca.

Se você está na Campus Party 2009, não deixe de conferir o serviço. Vai acontecer até sábado, de 18h até meia-noite (ou enquanto durarem os estoques).

[]´s MrWagner


Blog de Guerrilha, 21/01/09

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Internet: corporações precisam aprender a utilizá-la melhor

Especialista afirma que 2009 trará mudanças no ambiente web, que precisa começar a fazer parte das estratégias de negócios das empresas

Fatores como a mudança nos hábitos do consumidor e a popularização de novas tecnologias devem mudar profundamente o perfil da internet corporativa ao longo do 2009. A opinião é de Marcello Póvoa, diretor da MPP Solutions, para quem o cenário de crise não deve afetar as tendências de mudança.

“Essas mudanças serão alavancadas pelos consumidores e pela quebra de alguns paradigmas de tecnologia”, diz, lembrando que o mercado brasileiro, embora ainda atrasado em relação aos Estados Unidos, está no mesmo nível – ou melhor – que o europeu.

O primeiro ponto é a mudança no perfil dos consumidores, hoje mais ativos. De acordo com Povoa, o internauta hoje realiza interações verticais e horizontais com as marcas na web, e tem se mostrado muito mais exigente em relação a elas. “Isso vai exigir um novo comportamento das empresas, que precisarão levar o relacionamento com este cliente para além da venda”, afirma.

Do lado da tecnologia, a maior mudança virá da migração do modelo de página impressa na web para o modelo de aplicativos, o que provoca mudanças nos clientes e na infraestrutura das empresas. Aqui entra o conceito de nuvem, com a potencial transformação dos aplicativos web no novo desktop. “Isso muda o relacionamento. No modelo clássico, o usuário vai à URL. Agora, a tendência é de fragmentação. O site da empresa irá ao usuário via widgets, possibilitando a capitalização de audiências pré-existentes”, diz, lembrando que, para isso, o mercado como um todo precisará compreender melhor o conceito de viralidade.

Outra previsão do especialista é que o processo de seleção natural das comunidades online deve ganhar corpo. Para ele, muitas delas devem desaparecer, mas isso não mata o fenômeno. Tanto é assim, que Póvoa disse existir hoje uma corrida pelo desenvolvimento de um algoritmo que permita o monitoramento semântico de redes sociais, o que vai permitir às empresas estabelecer alertas e iniciativas sobre epidemias, tanto positivas quanto negativas.

Em paralelo a isso, há o crescimento da internet móvel, para ele bastante estimulada pelo lançamento do iPhone. Segundo o executivo, 75% do tráfego móvel existente nos Estados Unidos acontece no iPhone. “As pessoas começam a surfar na internet e isso não pode ser ignorado”, diz.

“Todas estas tendências estão hoje presentes no mercado brasileiro, por isso as empresas precisam atentar mais para a web como parte de suas estratégias de negócios, o que já começa a acontecer”, ressalta, afirmando que, no atual cenário, sua expectativa é que o mercado de internet corporativa cresça de 15% a 20% ao longo deste ano.


Fábio Barros
COMPUTERWORLD, 23/01/09

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Macaé investe cerca de R$ 500 mil para se tornar cidade digital

Projeto começou em 2006; expectativa é que em dois anos toda a cidade esteja coberta por rede que permita acesso grátis à internet

Macaé, no norte do Estado do Rio de Janeiro, investiu cerca de 500 mil um projeto que começou em 2006 para transformar o município em uma cidade digital. O valor é uma estimativa de Guto Garcia, Secretário de Ciência e Tecnologia de Macaé, e foi destinado a recursos e manutenção da rede wireless montada na cidade.

A prefeitura ainda não "tem uma análise, em termos monetários" da economia que o projeto resultou para os cofres públicos, informa Garcia. Mas ele ressalta que um dos benefícios sentidos de imediado foi um aumento da transparência das ações municipais. "Hoje sabemos quem é beneficiado em cada projeto social, aumentou a visibilidade da organização", comenta.

A primeira etapa do projeto envolveu a interligação de 27 prédios da municipalidade por meio de uma rede sem fio WiMesh, da Motorola. "Hoje, nossa rede abrange 56 postos de saúde, 20 prédios públicos e metade das 114 escolas municipais. O objetivo é colocar nossa rede de fibra óptica para funcionar para não deixar a rede wireless sobrecarregada", afirma Garcia.

A cidade também conta com um sistema, desenvolvido pelos técnicos da prefeitura, que integra os cerca de 90 programas sociais apoiados e desenvolvidos pela municipalidade, o que permite que mapear os beneficiários das iniciativas. "Se hoje em dia alguém quer uma dentadura, uma perna mecânica, óculos, temos um sistema que nos permite saber quem são as pessoas beneficiadas e de quais projetos ela está participando", explica o secretário.

"Há a idéia de instalar totens na cidade para permitir o agendamento de consultas, fazer matrícula escolar, etc. A principal função de você fazer uma cidade digital é melhorar a função administrativa da prefeitura", acrescenta Joeval Martins, gerente da área de Governo & Empresas da Motorola.

Segundo Garcia, atualmente a prefeitura está desenvolvendo um software que permitirá aos pais de 40 mil estudantes da rede municipal de ensino acompanhar boletins, observações dos professores e outros dados, pela internet. A previsão é que em três meses o projeto seja concluído, criando a possibilidade dos familiares acompanharem o desempenho escolar dos alunos.

Ele diz que, caso a família não tenha acesso à internet em casa, poderá recorrer a uma das 17 lan houses municipais que oferecem acesso gratuito à rede. O número de computadores em cada uma delas varia entre 10 e 20 máquinas.

As lan houses utilizam PCs reciclados e montados na chamada "fábrica da cidadania", um espaço que conta com 200 jovens aprendizes que recebem treinamento sobre informática. Quando concluem o curso, os melhores alunos se tornam monitores das lan houses. "Já recebemos mais de 3.000 peças de computador e treinamos mais de 500 jovens", contabiliza o secretário.

As estimativas de Garcia indicam que 22.500 moradores de Macaé estão cobertos pela rede Mesh e podem acessar a internet gratuitamente, cerca de 12% da população da cidade, que tem 200.000 habitantes. Os distritos de Córrego do Ouro, Frade e Glicério, além do bairro do Aeroporto, contam com a cobertura sem fio.

"Quem tiver uma anteninha em casa, pega internet", diz o secretário, acrescentando que a meta é levar acesso gratuito à internet para toda a cidade em dois anos. As próximas regiões a serem cobertas serão a orla e as praças públicas de Macaé.


Fabiana Monte
Computerworld, 21 /01/09

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quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Cliente Wal-Mart recebe crédito por sacolas plásticas não usadas

Pioneiro no País, o programa piloto que repassa integralmente o valor das sacolas plásticas para o consumidor consciente contabilizou R$ 7,5 mil de descontos só na primeira semana

Desde o dia 1º de dezembro, as lojas Bompreço e Hiper Bompreço (bandeiras controladas pelo Wal-Mart - parceiro estratégico do Akatu) nas cidades de Recife e Salvador estão oferecendo um crédito equivalente ao valor das sacolas plásticas não utilizadas pelos clientes diretamente em suas compras. O programa tem como principal objetivo o consumo consciente das sacolinhas e já concedeu mais de R$ 7,5 mil em descontos. A meta é reduzir o uso das sacolas plásticas em 50% até 2013.

O crédito é dado como um desconto automático no valor da compra. Para cada sacola não utilizada, o cliente ganha R$ 0,03. A cada cinco itens é creditado o valor correspondente a uma sacola, mas, se o cliente levar menos de cinco, também recebe o desconto equivalente a uma sacolinha.

“Os primeiros resultados registrados nas lojas de Recife e Salvador mostram que o programa está tendo uma boa receptividade. Percebemos que é cada vez maior a consciência dos consumidores em relação às atitudes que todos devem tomar para preservar o meio ambiente e garantir o futuro das próximas gerações”, afirma Luiz Herrisson, Diretor de Assuntos Corporativos do Wal-Mart no Nordeste.

O programa teve receptividade imediata por parte dos consumidores que trocaram as sacolas plásticas por caixas de papelão e até carrinhos de feira para carregar as compras. Outros trouxeram sacolas retornáveis de casa ou optaram por comprá-las nas lojas.

Da implementação até o dia 7 de janeiro, já foram adquiridas mais de 7 mil sacolas retornáveis nas lojas das duas cidades nordestinas. Para Herrisson, o programa fez com que os consumidores se interessassem mais em praticar ações de consumo sustentáveis, “seja consumindo e incentivando a indústria a apostar em produtos mais sustentáveis, seja em levar para casa menos sacolas plásticas ou utilizar as sacolas retornáveis nas compras”.

A expectativa do Wal-Mart Brasil ao longo de 2009 é levar o programa às lojas do Wal-Mart em todo o Nordeste, o que constitui a segunda fase do projeto. Posteriormente, “iremos definir a implantação do projeto para as demais regiões onde operamos pelo Brasil”, conta Herrisson.

O Wal-Mart Brasil tem hoje 330 lojas em 18 estados brasileiros e no Distrito Federal e conta com mais de 72 mil funcionários em hipermercados (Wal-Mart Supercenter, BIG e Hiper Bompreço), supermercados (Bompreço, Nacional, Mercadorama, Todo Dia), atacado (Maxxi) e clubes de compras (SAM’S CLUB).


Instituto Akatu, 19/01/09

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Projetos do Sebrae apóiam lan houses brasileiras

Site da Campus Party: maior encontro mundial de internet ocorre em São Paulo até o próximo domingo (25), no Centro Imigrantes
Ações buscam incentivar a formalização e a melhoria na gestão desses negócios, estimulando a cidadania e o empreendedorismo


Estima-se que existam mais de 90 mil lan houses no Brasil. É por meio desses estabelecimentos que mais da metade da população brasileira têm acesso à internet. Porém, acredita-se que mais de 95% dessas lan houses atuem na informalidade. Para reverter o quadro, com o estímulo à formalização, e contribuir para que este tipo de comércio se torne um aliado da cidadania, o Sebrae pretende realizar uma atuação cada vez mais forte e específica junto ao segmento.

O Sebrae participa da Campus Party, evento de inclusão digital inaugurado nesta segunda-feira (19) e que prossegue até o próximo domingo (25), em São Paulo, no Centro Imigrantes. Entre os destaques da programação está o Encontro Nacional de Lan Houses. A Instituição vai realizar um mapeamento das lan houses no Brasil.

Na sexta-feira (23), às 15 horas, André Spínola, analista da Unidade de Políticas Públicas do Sebrae Nacional, falará sobre legalização e tratará de temas como Lei Geral da Micro e Pequena Empresa e a recém criada figura do Microempreendedor Individual (MEI).

Em 2008, por meio de uma Chamada Nacional de Projetos Finalísticos do setor de Comércio Varejista e do setor de Serviços do Sebrae Nacional, foram aprovados cinco projetos de apoio a lan houses nos estados de Goiás, Ceará, Rio de Janeiro, Pará e Sergipe.

Hoje, há mais de 160 empresas atendidas diretamente por estes projetos, além de muitas outras que serão beneficiadas indiretamente por eventos, palestras e outras ações resultantes. O segmento de lan house foi um dos 11 do setor de serviços apoiados pela chamada pública. A coordenação destes projetos se dá pela Unidade de Atendimento Coletivo Comércio e Serviços do Sebrae Nacional, dentro da carteira de projetos de Serviços, por meio das coordenadoras nacionais Karen Sitta e Márcia Darós.

“Com essa iniciativa o Sebrae procurou atuar de forma mais intensa em alguns segmentos, assim como o das lan houses, contribuindo ainda mais com o fortalecimento e a sustentabilidade destes empreendimentos”, explica Karen Sitta.

As ações nos estados são programadas de acordo com as peculiaridades e desigualdades regionais refletidas no segmento. Em Goiás, o Sebrae identificou que a maioria das lan houses comercializa algum produto gastronômico como valor agregado ao negócio principal. A partir daí, elaborou-se o curso ‘Gastronomia em Lan Houses’, para que os empresários do ramo cumpram as exigências da Vigilância Sanitária e cuidem da higienização relacionada ao uso de computadores e ao local.

No Ceará, o projeto prevê ações de tecnologia, acesso ao crédito e consultorias gerenciais. No Rio de Janeiro, há foco na inclusão digital, em ações socioambientais e em práticas de eficiência energética. No Pará, o Sebrae realizou um Diagnóstico de Dados dos empreendimentos na cidade de Marabá, com ações de incentivo a formalização. Em Sergipe, já aconteceu o II Encontro Setorial de Lan House, entre muitas outras ações.

Educação a distância
Segundo Karen Sitta, o Sebrae pretende ampliar ações de educação a distância no segmento e focar em questões prioritárias junto aos proprietários de lan houses, como a formalização e a gestão dos negócios, reforçando que estes empreendimentos não são apenas espaços para acesso à internet mas um importante caminho para a Inclusão Digital e merecem atenção.

Para Karen, a informalidade traz uma série de obstáculos para quem mantém esse tipo de negócio. “Sem a formalização, esses empresários enfrentam a falta de crédito e problemas na aquisição de licenças para os computadores, contribuindo para a pirataria. Deixam de ser uma ferramenta de geração de conhecimento e transformação socioambiental.”, lista Karen.

A analista técnica diz que para o Sebrae as lan houses constituem um segmento de grande importância, por exemplo, no fomento do empreendedorismo, na educação empresarial e na universalização da tecnologia.

Ela conta que grandes empresas e universidades já realizam parcerias com as lan houses, como um serviço diferenciado para alunos e funcionários, incentivando e proporcionando a realização de cursos a distância e pesquisas. “É importante que estes micro e pequenos empreendimentos estejam preparados para fechar parcerias com grandes empresas”, diz Karen.

“Em muitas cidades, em especial no interior do País, onde a oferta de banda larga e o acesso à internet é limitado, as lan houses são os lugares procurados pelos jovens que não têm condições de pagar por uma conexão própria ou que não possuem computador, mas não querem ficar longe da internet e do mundo digital,", afirma Karen Sitta.

Serviço:
Agência Sebrae de Notícias - (61) 3348-7138 e 2107-9362
www.agenciasebrae.com.br
Campus Party - de 19 a 25 de janeiro, no Centro Imigrantes, na cidade de São Paulo
www.campus-party.com.br


Marcelo Araújo
Agência Sebrae de Notícias, 20/01/09

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terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Site de pesquisa sobre RDH Brasil está no ar

Opiniões sobre o Relatório de Desenvolvimento Humano do Brasil podem ser enviadas em vídeo; depoimentos ficarão acessíveis a todos

Está no ar o site da campanha Brasil Ponto a Ponto — uma pesquisa do PNUD para verificar qual assunto a população brasileira quer ver como tema do próximo RDH (Relatório de Desenvolvimento Humano) do país e que, até dezembro de 2008, teve a participação de 2,5 mil pessoas. O relatório está em sua terceira edição nacional, sendo que a primeira, de 1996, trouxe a novidade do cálculo do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) para todas as unidades da Federação e a segunda, de 2005 focou os temas racismo, pobreza e violência. As contribuições para a definição do tema do próximo relatório poderão ser enviadas até o fim de março.

No site, qualquer pessoa pode enviar um vídeo respondendo à pergunta “O que precisa mudar no Brasil para a sua vida melhorar de verdade?”. Ao utilizar o vídeo como ferramenta, a ideia, segundo Flávio Comim, coordenador do relatório, é que as pessoas não apenas enviem suas mensagens, mas possam “se ver, ver seus amigos e ver as outras opiniões”. “Em princípio, parece que só serve para pegar a opinião das pessoas, ver o tema que venceu e fazer o relatório, mas tem o mais importante, que é a oportunidade que as pessoas terão de ver o que os outros estão vivendo, de conhecer a opinião de jovens, idosos, mulheres e homens.”

Por enquanto, a página está em uma fase piloto, com apenas um depoimento, que serve de exemplo. “Fala pro Lula dar um jeito do pobre chegar em casa”, pede uma mulher de fala simples no vídeo, que afirma já ter dormido na rua por não ter dinheiro para usar o transporte público. Entretanto, de acordo com Comim, até o final desta semana o site deve trazer mais vídeos, separados por Estado. Quem não quiser ou não puder fazer um vídeo com a sua opinião, também pode participar enviando seu depoimento por escrito, pelo próprio site.

A iniciativa, segundo Comim, é inédita. “O que acontece hoje é que as pessoas acabam delegando aos políticos a função de pensar o que o país precisa”, opina o coordenador. Para ele, o conceito a partir do qual esta edição do relatório está sendo pensada pressupõe o contrário. “Para que possa haver desenvolvimento humano, é necessário que haja canais de discussão, para sabermos para onde as pessoas querem ir.”

A ideia é que os participantes desse espaço de interferência da vontade coletiva nos rumos do país sejam contatados depois, via e-mail, para receber o resultado de sua participação: o Relatório do Desenvolvimento Humano Brasil – 2009/2010. O texto deve ser publicado em cadernos lançados ao longo de 2009 e início de 2010. O primeiro deles, justamente sobre a experiência da consulta pública para a definição do tema do relatório, deve sair no final de abril.

Além do site, a população também participa por meio do site do PNUD, do Portal do Voluntário, do envio de sugestões pela comunidade acadêmica e através audiências públicas. A campanha conta, ainda, com uma parceria com as empresas TIM (telefonia) e Natura (cosméticos), que se comprometeram a enviar questionários e mensagens de celular sobre o tema para seus consumidores. Também foi realizado um levantamento com moradores dos dez municípios de menor IDH-M (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal, uma adaptação do IDH aos indicadores regionais brasileiros): Manari, em Pernambuco; Jordão, no Acre; Guaribas e Caraúbas do Piauí, no Piauí; Traipu, em Alagoas; Ipixuna, no Amazonas e Araioses, Santana do Maranhão, Lagoa Grande do Maranhão e Centro do Guilherme, no Maranhão. Os relatos das visitas a estes municípios e fotos podem ser encontrados no blog Pode Mudar, da equipe do PNUD.

Responda à enquete
Quais são os maiores desafios do Brasil?

Leia também
2,5 mil participam de pesquisa sobre RDH


Mariana Desidério, da PrimaPagina
PNUD Brasil, Boletim nº 524, 19/01/09

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A diferença entre ser e parecer verde

As 10 dicas do consultor Brendam May para estratégias de comunicação da sustentabilidade

Existem poucas companhias atualmente que não querem fazer parte da discussão sobre a sustentabilidade. Elas não podem se dar ao luxo de não estarem no debate. Cada vez mais, as empresas vão além do debate, reunindo a coragem necessária para se anunciar como campeãs verdes. De muitas formas, essa estratégia é um desenvolvimento positivo, mas que pode apresentar um preço muito alto.

Então, aqui está um guia para se evitar as armadilhas de ser pioneiro quando o assunto é a comunicação de ações sustentáveis:

1- Certo – Tenha certeza de que o movimento ambiental é tão impressionado pela sua iniciativa quanto você. Gaste (muito) tempo ouvindo o que barômetros de opinião, como ONGs ambientais, esperam da sua corporação e ajuste suas práticas dentro da razão, obviamente. Pense nas pessoas que a mídia chamará para obter uma opinião contrária quando você lançar sua grande campanha verde e faça com que as primeiras informações que elas recebam sobre sua iniciativa venham de você. Isso melhorará a qualidade do que se está tentando fazer, da mesma forma que fornecerá algo essencial que é o apoio independente quando você vier a público. Algumas vezes, o melhor que se pode esperar é a neutralidade, mas mire mais alto.

2 – Errado – Não fale demais. Nunca. Caso você esteja dando apenas um pequeno passo em direção a uma grande meta, diga só isso – não dê nenhum espaço para que se crie a impressão de que sua empresa fez o suficiente se você sabe que não fez. Tenha certeza de que nenhuma parte do seu negócio esteja em maior conflito com o trabalho divulgado na sua campanha de marketing.

3 – Certo – Envolva seus empregados. Eles são seus melhores advogados. Inúmeras companhias gastam recursos falando mundo a fora o quanto elas são responsáveis, sem que as pessoas no chão da fábrica tenham conhecimento dessas ações. Se você tem milhares de empregados, pense no efeito de todas essas pessoas conversando em um bar sobre seus trabalhos e sobre o que a companhia delas faz. É possível se alcançar milhões com um bom engajamento dos empregados, assim como motivar uma força de trabalho que espera que seus patrões se engajem em questões que elas leem sobre todos os dias.

4 – Errado – Não seja fogo de palha. Uma campanha verde terá pouca influência de longo prazo na sua reputação se ela se dispersar ou morrer em uma gaveta e nada vir em seguida. Construir credenciais verdes pode levar anos. As melhores companhias se tornam cada vez mais ousadas nos seus objetivos e falam mais alto nas suas comunicações.

5 – Certo – Seja autêntico. Se existem desafios em se tornar verde, seja honesto sobre isso. Se você acha que muito está sendo questionado sobre sua companhia, diga isso e diga o porquê. Explique os ganhos a serem atingidos com o desenvolvimento sustentável. Mostre as coisas do jeito que elas são, não o que você acredita que as pessoas queiram ouvir. Não há nada melhor do que um líder de negócios transparente, acessível e honesto. Você pode até mudar a ideia das pessoas que discordam de você. Falar de marketing não funciona, então seja você mesmo.

6 – Errado – Não se esqueça do poder das tecnologias digitais. As comunicações agora são on-line. A mídia social é a nova moeda. Quem faz campanha está usando isso efetivamente; corporações também deveriam. Encontre o conteúdo que pode mobilizar comunidades on-line e ganhe atração na busca por credenciais verdes. Anúncios e press releases estão se tornando cada vez menos efetivos. Com o papel da busca on-line se leva histórias diretamente para os indivíduos no simples toque de uma tecla. Isso é muito efetivo em relação a custos também.

7 – Certo – Meça o seu sucesso e use isso para assegurar ainda mais tempo na liderança da busca para a sustentabilidade. Vá atrás das percepções de todos os públicos de interesse, sejam clientes, stakeholders de ONGs, investidores, empregados ou o público em geral. Green marketing de sucesso alcança a todos e, fazendo isso, melhora as vendas.

8 – Errado – Não fique nervoso. Não serão todos que o aplaudirão de pé e, provavelmente você tomará alguns golpes daqueles que desejariam que seu negócio nem mesmo existisse. É tudo parte dos altos e baixos do movimento ambiental. Não deixe que um ataque o ponha para fora – afinal, se você fez a lição de casa e sabe que está certo, não é mesmo?

9 – Certo – Se reúna com jornalistas e os conheça. Construa relacionamentos, não os bombardeie com informações por e-mail que você acredita que eles acharão interessantes – normalmente eles não acham. Leve-os para um café e se seja receptivo. Você achará a cópia deles muito mais balanceada a seu favor se eles pensarem que vale a pena te escutar. Conte-lhe sobre o que ainda não ouviram. Convide-os para que vejam por eles mesmos o quão bom você é, caso eles não acreditem em você. Faça amigos e não “contatos”.

10 – Errado – Não desista. Esse trabalho é muito importante para gente que desiste fácil.

Green marketing sem desenhar as políticas em avanço é como caminhar em uma fábrica de gás enquanto brinca com um isqueiro. Você pode até não se machucar, mas as chances de sair ileso são baixas. Faça o que é certo, e as recompensas serão gigantescas. Acima de tudo, seja transparente e autêntico. Se você precisa de um curso de treinamento para ser essas coisas, então ignore a décima dica.


Brendam May
Diretor da Planet 2050, consultoria de comunicação na área de sustentabilidade.
Ideia Socioambiental Online, 20/01/09

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Propaganda infantil sustentável

Em meio a um cenário de névoas geradas pela crise econômica mundial, janeiro traz uma boa nova para pais, mães, organizações da sociedade civil especializadas em crianças e ativistas da responsabilidade social empresarial. Passa a vigorar, a partir deste mês, um compromisso fechado por algumas grandes indústrias multinacionais de alimentos de obedecer a regras mais restritivas em relação à propaganda dirigida a crianças.

Este acordo – convém lembrar – foi selado em 2007, após a assinatura na Europa de um termo de compromisso chamado EU-Pledge. Por meio dele, empresas como Nestlé, Kellogg`s, Coca-Cola, Pepsico, Danone, Kraft, Unilever e Burger King europeia se comprometeram a, por exemplo, não mais fazer publicidade em canais infantis para crianças até seis anos, voltando seu arsenal de mensagens comerciais aos pais -- quem, na verdade, deve decidir sobre a compra de produtos e serviços. Para crianças acima dessa idade, as campanhas seguirão cuidados básicos, há muito tempo reivindicados por psicólogos, educadores e ONG´s: além de incentivar a alimentação saudável e a atividade física, as peças de comunicação não devem reduzir a autoridade dos pais, nem confundir as crianças sobre os benefícios do produto, muito menos criar um senso de urgência quanto ao seu consumo. Personagens de programas serão abolidos. Espera-se assim evitar que a publicidade produza expectativas exageradas ou dificulte ao pequeno telespectador distinguir o conteúdo real do produto e o recurso de fantasia da propaganda em si.

Ninguém tem dúvida de que tal conjunto de medidas é oportuno, embora chegue com algum atraso. Há mais de uma década, especialistas de diferentes campos de conhecimento defendem a restrição à propaganda infantil para crianças até 12 anos de idade, apoiados em estudos que mostram o óbvio, o que qualquer executivo ou publicitário, sendo ou não pais, sabem por experiência: em processo de desenvolvimento cognitivo e emocional, as crianças não possuem maturidade suficiente para julgar e discernir sobre o teor das mensagens publicitárias. Assim, são facilmente empurradas a um consumismo reativo e sem crítica cujos efeitos já podem ser notados no aumento dos índices de obesidade, na erotização precoce e até na dependência de álcool e drogas.

Pesquisa realizada em 2007 pela TNS Interscience, sugestivamente denominada Kids Power, revelou que 83% das crianças brasileiras são influenciadas pela publicidade. Depois dos anúncios de TV, a associação de produtos com personagens famosos e as embalagens atrativas consistem nos fatores que mais impactam o consumidor infantil. Uma criança brasileira passa em média quase cinco horas diárias em frente à televisão, exposta a uma programação de qualidade duvidosa e a toda sorte de estímulos comerciais, muitas vezes nocivos à sua saúde física e emocional. Qualquer cidadão de alma pura que se dispuser a ler sobre o tema na Constituição Federal, no Estatuto da Criança e Adolescente e no Código do Consumidor vai encontrar elementos que repudiam a propaganda infantil.

Com tantas boas razões, uma prática insustentável como esta, já deveria ter sido abolida pelo menos entre as companhias que há 10 anos se dizem socialmente responsáveis (nunca é demais lembrar que o indicador 29, dos Indicadores Ethos, um dos primeiros instrumentos de auto-análise do comportamento de responsabilidade social, trata especificamente deste tema). Então por que apenas agora, ela começa a ruir? A resposta é simples: precaução diante do crescente receio de que uma combinação previsível de regulamentação e autorregulamentação severas acabe de vez com a propaganda de alimentos para crianças, como já ocorreu com os cigarros. De um lado, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) faz enorme barulho com uma consulta pública que tem como objetivo regular o assunto. De outro, o bravo Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação) aumentou sua vigilância, cumprindo o importante papel social que lhe cabe de defender os interesses da sociedade contra eventuais abusos da indústria da propaganda.

No exercício de suas funções, ambos os órgãos incorporam, na verdade, os anseios éticos dos cidadãos consumidores deste novo milênio. A mudança da indústria rumo a uma comunicação mais responsável responde, portanto, a uma pressão maior por parte da sociedade que já não admite, como em outros tempos, ser alvo de estratégias comerciais agressivas, mentirosas e manipuladoras.

Resta saber se as boas intenções vão sair do papel do compromisso EU-Pledge – Nestlé e Kellogg’s já admitem mudanças de rota em suas campanhas brasileiras - ou se os mesmos interesses que, em passado recente tentaram defender a prática escorados em argumentos convenientes como o do direito à livre expressão, vão reaparecer camuflados sob novos discursos.


Ricardo Voltolini
Publisher da revista Ideia Socioambiental e diretor da consultoria Ideia Sustentável.
ricardo@ideiasustentavel.com.br
Ideia Socioambiental Online, 20/01/09

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Salvador anuncia patrocínios

Itaú, Nova Schin e Nextel serão cotistas máster; investimentos giram em torno de R$ 11 milhões

Com o tema "O coração do mundo bate aqui" e homenageando os grupos afoxés, a cidade de Salvador já prepara também seu Carnaval. Nesta terça-feira, 20, um coquetel na capital baiana vai apresentar os patrocinadores oficiais da festa do Momo na cidade: Itaú, Nova Schin e Nextel. Os investimentos giram em torno de R$ 11 milhões.

A comercialização das cotas está sendo feita, pelo segundo ano consecutivo, pelo consórcio Tudo - OCP, formado pela agência Tudo, do Grupo ABC, e pela agência de propaganda baiana OCP.


Renato Pezzotti
Meio & Mensagem Online, 19/01/09

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Marcas na passarela

SPFW tem dez patrocinadores, mas outros anunciantes também fazem ações no evento

Com a abertura da passarela do Pavilhão da Bienal para as grifes da São Paulo Fashion Week, inicia-se também uma maratona de desfiles de marcas que não necessariamente são de roupas. O evento idealizado e coordenado por Paulo Borges, à frente da sua empresa Luminosidade, chega à 26a edição como um grande ímã de atração de anunciantes. Ao todo, dez empresas assinam como patrocinadoras do encontro, que ocorre até o dia 23, sendo duas cotistas master - Oi e Natura. Banco do Brasil, Havaianas, Universidade Anhembi Morumbi, Nova Schin, TAM, Iguatemi, C&A e Campari completam o time.

O investimento na produção da SPFW bateu R$ 7 milhões. O valor das cotas de patrocínio não foi divulgado, mas se sabe que a atual versão do evento, com as coleções outono/inverno, registrou aumento de 40% em sua receita publicitária em relação à de janeiro de 2008. Esse dado mostra que o projeto de Borges está blindado contra a crise. E também leva a uma reflexão sobre por que, diante de um calendário de eventos cada vez mais amplo, tantas marcas disputam espaço num mesmo encontro, voltado para um mundinho à primeira vista tão restrito quanto o fashion.

"A SPFW tirou uma expressão brasileira, a moda, do lugar-comum e a colocou em um ambiente profissional, de inovação, o que para a Natura é muito interessante. Mas isso depende do olhar de cada marca. Algumas estão ali para aprimorar a sua rede de relacionamento", explica Renata Sbardeline, gerente de marketing institucional da empresa. "O público que freqüenta o evento não é só o de moda: ele é formador de opinião", lembra Ana Coutinho, diretora de grupo de cervejas da Schin. O fato é que predomina no pavilhão a idéia de ver e ser visto, e isso vale para o público, as grifes e todos os demais anunciantes. Estar ali é lido como ser moderno e antenado, um apelo extremamente sedutor. Não surpreende, portanto, a extensa lista de ações de marketing planejadas para ocorrer no local durante a semana.

A Natura, por exemplo, lança em seu lounge, assinado pelo artista plástico Gringo Cardia, a edição especial de maquiagem Natura Diversa SPFW, que só chega às lojas em março. A Oi aproveita para divulgar também as marcas da rádio Oi FM e do portal Mundo Oi. Já a C&A apresentou as tops de suas novas campanhas publicitárias - Alessandra Ambrósio, Carol Trentini e Emanuela de Paula (leia aqui) - e o Banco do Brasil opta pelas mais diferentes ações em seu espaço, com cenografia assinada pelo estilista mineiro Ronaldo Fraga (também patrocinado pela instituição). Além de fazer uma palestra, Fraga imprime sua marca aos brindes que são distribuídos no lounge do BB, onde há serviço de auto-atendimento por TV digital, customização de tiaras e pocket shows para convidados.

Para a Schincariol, que abastece os dois bares da Bienal, o encontro é o palco para o lançamento da Água Schin, que recebe nova marca e identidade visual. E a Campari se empenha em montar um painel de fotos com os visitantes do evento que usarem alguma peça vermelha, cor da bebida. Aproveitando o tema "Brasileirismos", que dá o clima do evento, a TAM leva para o pavilhão expressões do nosso artesanato e atrações musicais. Também serão gravadas entrevistas para exibição nos aviões da companhia. "Se a moda fosse uma marca, ela teria atributos como alegria e atualidade, com os quais a TAM se identifica", afirma Manoela Amaro, diretora de marketing da empresa.

Por sua vez, a Anhembi Morumbi faz um desfile de seus alunos durante a SPFW. Os estudantes da instituição também têm acesso a diferentes atividades que ocorrem no encontro, de acordo com a especialidade de cada um: moda, design, arquitetura, culinária... "Com essa parceria com o Paulo Borges, expressamos a nossa criatividade e sintetizamos a nossa modernidade", diz a vice-reitora, Elizabeth Guedes. E essas são só algumas das ações dos patrocinadores.

Mas mesmo anunciantes que não patrocinam o evento pegam carona nele para divulgar produtos e marcas. A Unilever patrocina a grife V.Rom, do apresentador Marcos Mion, com o desodorante Axe Instinct. Em outra ação, a modelo Fernanda Motta toma o novo picolé Magnum durante o desfile do estilista André Lima. Até a Fademac, empresa que fabrica pisos, lança uma nova linha no lounge do portal de tendências de moda WGSN. E a Suzano Papel e Celulose apresenta o papel Report no Alvo da Moda durante o desfile da Iódice. Depois de tudo isso, os convidados vips podem tentar relaxar do bombardeio de marcas. Ou dar um pulinho na Top Night, festa da Mercedes-Benz que se apropria do tema da moda e acontece na Casa Fasano, na segunda-feira, 19.

Veículos também marcam presença
A SPFW estende os seus tentáculos também entre os veículos de comunicação. Um número cada vez maior deles monta quartel-general na Bienal e desenvolve ali ações diferenciadas. Canal oficial da transmissão do evento, o GNT tem estúdio por lá e um hot site no endereço www.gnt.com.br com a cobertura em tempo real dos desfiles. A revista Elle mostra no segundo andar da Bienal, em uma instalação com 12 monitores de plasma, as escolhas da revista - os destaques de cada desfile de acordo com a equipe da publicação. Emissora oficial da semana da moda, a rádio Eldorado entra ao vivo com novidades do evento a partir do lounge do Grupo Estado, de onde se pode ver o trabalho dos jornalistas presentes em alguns momentos.

Já no espaço da revista Marie Claire, que conta também com a participação da Quem e da Criativa, os visitantes recebem de presente uma camiseta da grife Cavalera desenvolvida com exclusividade para a ocasião. E a Vogue faz parceria com a Hering e inclui flagras de quem estiver usando roupas da marca na cobertura que faz do evento.

Este ano, toda a comunicação do SPFW está sendo feita pela própria Luminosidade. A conta deixou a carteira da Ag407 - clique aqui para ler mais.


Paula Ganem
Meio & Mensagem Online, 19/01/09

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IAB Brasil promove 1º Encontro sobre Mobile Advertising em fevereiro

Evento discutirá as oportunidades da mídia móvel no Brasil e também vai marcar o lançamento do Comitê de Mobile Marketing do IAB

O IAB Brasil (Interactive Advertising Bureau Brasil) promove, no dia 12 de fevereiro, às 8h, o 1º Encontro sobre Mobile Marketing, no hotel Grand Hyatt, em São Paulo. Pensando no panorama do mercado internacional e as possibilidades de crescimento da mídia no Brasil, os principais executivos e agências terão suas falas em torno do tema “Tudo o que você gostaria de saber sobre mobile marketing, mas não tinha para quem perguntar”.

Terence Reis, presidente da Mobile Marketing Association, e Fábia Juliasz CEO do IBOPE/NetRatings farão apresentações sobre o mercado de Mobile Marketing no Brasil e o perfil de consumo dos usuários de celular. Marcas como Skol, Claro, Omo, e Terra apresentarão cases inéditos e debaterão o tema.

O encontro também será palco do lançamento do Comitê de Mobile Marketing da entidade, que é presidido por Abel Reis, COO e presidente da AgênciaClick. Também será lançado o primeiro documento de Boas Práticas de Mobile Marketing, fruto de uma parceria entre o IAB e a MMA (Mobile Marketing Association).

As inscrições custam 100 reais para sócios do IAB/ABA e 200 reais para não sócios. Mais informações com Fabiana Fedeli pelo e-mail fabiana@iabbrasil.org.br ou pelo telefone (11) 3849-8468.


IDG Now!, 19/01/09

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Mudanças no edital de Subvenção Econômica 2009

Foi publicada nesta segunda-feira (19/1) uma reedição do edital de Subvenção Econômica 2009. Houve alterações em três itens da versão anterior do documento. Além da nova data para disponibilização do Formulário para Apresentação de Propostas - FAP -, há mudanças nos itens: Anexo 1 (Áreas e Temas), Área 1 e item 5 (Características das Propostas - Contrapartida).

Veja aqui a reedição do edital.

O FAP estará disponível no site da FINEP no dia 26 de janeiro, mas o prazo para envio de propostas foi mantido em 27 de março.


Finep, 19/01/09

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Adesão de beneficiários do Bolsa Família a qualificação é pequena

A adesão dos beneficiários do Bolsa Família ao programa de qualificação profissional - lançado pelo governo no primeiro semestre de 2008 - é considerada baixa pelo Colegiado Nacional de Gestores Municipais de Assistência Social (Congemas) e o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). O tema está sendo discutido por cerca de 200 secretários municipais de Assistência Social reunidos em Brasília.

Segundo a secretária nacional de Renda de Cidadania do MDS, Lúcia Modesto, o Ministério ainda não fechou o percentual de adesão dos beneficiários até o momento. O Plano Setorial de Qualificação (Planseq) quer capacitar 184 mil trabalhadores na área da construção civil e outros 25 mil na de turismo. Após a capacitação, os alunos trabalhariam em obras de infra-estrutura do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Para o ministro Patrus Ananias, a baixa adesão ocorreu em função do período eleitoral de 2008. "Nós lançamos a campanha quando muitos prefeitos já estavam encerrando seus mandatos. Nós vamos buscar maior envolvimento dos gestores estaduais e municipais e aperfeiçoar os mecanismos de divulgação e de contato com as famílias", afirmou Patrus.

O presidente do Congemas, Marcelo Garcia, acredita que faltou uma "negociação" direta com os beneficiários do programa. "Nós precisamos perguntar para as famílias se o que a gente desenvolveu é uma necessidade delas. Por isso, essa reunião será importante, para discutir isso", defendeu. Garcia também critica o mecanismo utilizado pelo MDS, a carta, para informar os beneficiários sobre o curso de qualificação. Ele acredita que os Conselhos Regionais de Assistência Social (CRAS) precisam estar envolvidos no processo.

Os cursos na área da construção civil começam em fevereiro. As regiões metropolitanas que receberão a capacitação são Belo Horizonte (MG), Manaus (AM), Belém (PA), Baixada Santista (SP), Salvador (BA), Campinas (SP), Fortaleza (CE), Recife (PE), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP) e Distrito Federal (DF). Nessas áreas, segundo o MDS, vivem 1,34 milhões de famílias elegíveis ao plano. Garcia defende que em uma segunda fase a profissionalização deveria ser expandida para todo o país.

A condição básica para participar dos cursos profissionalizantes é ser maior de 18 anos e ter cursado pelo menos até a 4ª série do ensino fundamental. Para fazer a inscrição, o beneficiário deve comparecer a uma agência do Sistema Nacional de Emprego (Sine) com a carteira de identidade, a carteira de trabalho e o Número de Identificação Social (NIS). Patrus ressaltou que quem participar do programa de qualificação não perde o benefício.


Valor Online, 19/01/09

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Novo Sistema

A partir de 1º de janeiro, propostas de projetos culturais podem ser postadas na página do MinC na Internet

Os proponentes de projetos culturais que buscam o apoio da Lei Federal de Incentivo à Cultura para a captação de recursos terão a partir de 1º de janeiro mais uma facilidade: o envio de suas propostas via Internet.

Desde o último dia 20, o Ministério da Cultura introduziu um novo formulário, com campos para informações necessárias a uma maior transparência de todo o processo, de forma a ampliar o acompanhamento e o monitoramento da concessão do benefício da renúncia fiscal.

Além do encaminhamento eletrônico, também permanece válido o envio de propostas por meio dos Correios. Para tanto, o novo formulário deverá ser preenchido e encaminhado junto com a documentação solicitada.

Confira as duas modalidades de apresentação de projetos ao Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac):

* Formulário para preenchimento na página eletrônica do Ministério da Cultura (Internet)
* Formulário para cópia, preenchimento e envio ao Ministério da Cultura (Correios)


Fonte: Site do Ministério da Cultura

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