segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Garibaldi cobra do governo solução para impasse em torno da MP da Filantropia

O presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), cobrou nesta segunda-feira do governo federal uma solução rápida para o impasse em torno da MP (medida provisória) que regulamenta as entidades filantrópicas brasileiras. Depois de devolver a matéria ao Poder Executivo por não atender aos critérios de urgência e relevância, Garibaldi disse esperar que o Congresso coloque em votação "o mais rápido possível" projeto de lei com um nova redação do tema.

"Até agora, o projeto não foi elaborado. Estamos com um grupo para elaborá-lo e a sua tramitação vai substituir a medida provisória. Temos é que acelerar. A MP só tranca a pauta em fevereiro, o problema é que talvez as instituições não possam esperar", afirmou.

Garibaldi disse que vai cobrar da comissão especial que discute a MP uma solução para o impasse até quarta-feira. O senador quer colocar o projeto na pauta do Senado antes do final do ano e já descartou a aprovação de projeto semelhante que tramita na Câmara.

Na opinião de Garibaldi, os deputados terão que aceitar a solução encontrada pelo Senado para superar o impasse em torno da devolução da MP. "A Câmara vai ter que aceitar o projeto de lei que vai para lá. Ele [presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia] não quis assumir a responsabilidade de resolver na Câmara", afirmou.

Na semana passada, Chinaglia disse que não aceitaria nenhum "jeitinho" para substituir a edição da MP -- numa referência à tentativa dos senadores de construir um acordo para colocar em votação o projeto de lei com teor similar ao da medida provisória.

O presidente da Câmara repassou a responsabilidade pela devolução da MP a Garibaldi. O deputado disse que a decisão do presidente do Senado muda a relação entre os Poderes Executivo e Legislativo, num sinal de que deveria ter sido consultado sobre a ação de Garibaldi.

Há pouco mais de uma semana, o senador decidiu devolver a MP das Filantrópicas ao Executivo depois de ouvir sucessivas críticas ao teor da matéria. Garibaldi tomou a decisão individualmente, sem consultar os demais parlamentares.

O senador argumentou na ocasião que, como presidente do Congresso, tem a prerrogativa prevista pelo regimento do Senado de devolver MPs ao Executivo --caso não atendam aos critérios de urgência e relevância, necessários para a edição de medidas provisórias.

Garibaldi disse que a MP das Filantrópicas não atendeu a esses requisitos. DEM e PSDB batizaram a matéria de MP da Pilantropia porque concede torna automática a aprovação dos pedidos de renovação dos certificados de entidades filantrópicas pendentes no CNAS (Conselho Nacional de Assistência Social), inclusive àquelas que têm pendências na Justiça e as que anteriormente tiveram pedidos negados.


Gabriela Guerreiro
Folha Online, 01/12/08

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Instituto Azzi seleciona projetos para patrocínio

O Instituto Azzi, organização da sociedade civil que tem como objetivo aproximar pessoas com interesse em investir em ações sociais de instituições que já desenvolvem essas ações e necessitam de subsídios para qualificá-las, está recebendo projetos sociais que queiram concorrer a apoio financeiro de até R$ 25 mil.

Não há restrições em relação à área de atuação das instituições que queiram concorrer ao apoio e este é destinado a projetos que sejam executados no município de São Paulo e Litoral Paulista. O recebimento de inscrições é contínuo ao longo de todo o ano. Projetos selecionados serão apresentados a investidores sociais interessados.

O formulário para inscrição de projetos está disponível no site www.institutoazzi.org.br, no link "Preciso de Investimento", onde também estão informadas as instruções de preenchimento e entrega.


redeGIFE Online, 24/11/08

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Governança Participativa: Os três setores unidos para a promoção do desenvolvimento

O mundo encerrou o século XX debatendo formas efetivas de reduzir a pobreza e promover o desenvolvimento sustentável e a justiça social. Na busca por novos caminhos alguns consensos emergiram, dentre eles o de que não cabe só aos governos o papel de provedor de soluções para melhorar a qualidade de vida em comunidades, regiões e países. Como concluiu o Banco Mundial, “a experiência dos últimos cinquenta anos deixa um recado claro: o de que o estado é central para o desenvolvimento social e econômico, não como um provedor direto de crescimento, mas como um parceiro, catalisador e facilitador”[1].

Por outro lado, avaliações de impacto de políticas e programas sociais têm demonstrado uma histórica desconexão entre o foco dos investimentos sociais e as reais necessidades e valores das comunidades beneficiárias, principalmente daquelas em maior desvantagem socioeconômica [2]. Para maior efetividade torna-se essencial a mudança para formas mais participativas e compartilhadas de formulação e implementação de ações sociais.

Deste cenário emerge um novo conceito: o de governança. Pois, como defendem Osborne e Gaeble [3],

O que precisamos não são de melhores governos, mas de melhor governança. E governança não é apenas uma tarefa do estado, é a maneira pela qual a sociedade reconhece e resolve seus problemas, usando o governo como um instrumento e um parceiro.

A mudança para formas mais colaborativas de construção de iniciativas sociais traz benefícios para todas as partes envolvidas, que têm a oportunidade de aprender e refletir com o conhecimento e a experiência dos outros, fortalecendo o capital social entre instituições, comunidades e indivíduos.

Definida como uma parceria efetiva entre estado, sociedade civil e o setor privado onde todos são co-responsáveis pela promoção do bem-estar social , uma boa governança é essencial para fortalecer a democracia, promover prosperidade econômica, coesão social e sustentabilidade ambiental; e manter a credibilidade nas instituições públicas [4].

Para Iyer-Raniga e Treloar [5], parcerias intersetoriais, como as promovidas pela Governança Participativa, representam um acordo mútuo sobre valores e prioridades, promovendo o desenvolvimento humano e criando um senso de propriedade e contribuição de todos os que dele participam.

No entanto, ao se criar a oportunidade de governo, sociedade civil e empresas atuarem juntos e contribuírem para a promoção do desenvolvimento, surgem os desafios comuns às efetivas parcerias. Definida como uma relação onde duas ou mais partes, com objetivos compatíveis, entram em acordo para realizar algo em conjunto, uma parceria só terá êxito se for configurada como benéfica para todas as partes envolvidas [6].

Em documento recentemente publicado sobre a Governança Participativa e os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, as Nações Unidas ressaltam que na prática, os processos de Governança Participativa variam muito em forma e efetividade, dependendo do investimento (endowment) inicial e da qualidade da participação das instituições. Enquanto processos participativos têm grande potencial para serem instrumentalmente valiosos na promoção da eficiência e equidade, este potencial nem sempre se realiza no mundo real [7].

As conclusões, após a análise de experiências de maior e menor sucesso em Governança Participativa, apontam para a necessidade de se minimizar a disparidade de capacidades (capacity gap) entre os potenciais parceiros. Por esta capacidade entende-se o poder ou a habilidade que uma pessoa possui de usar seus próprios recursos – dons, talentos, conhecimentos, entre outros - para alcançar seus objetivos. Construir esta capacidade é fortalecer a habilidade das pessoas, comunidades e instituições para planejar, desenvolver, implementar e manter iniciativas exitosas [8].

Normalmente vistas como a parte mais frágil em processos de governança participativa, muitas comunidades têm demonstrado habilidade em quebrar este paradigma. Um bom exemplo vem da Associação de Moradores do Conjunto Palmeira, em Fortaleza, que criou o primeiro banco comunitário no Brasil, o Banco Palmas. Sua capacidade em fazer do bairro uma escola de trabalho, com formação contínua de lideranças voltadas para fortalecer os talentos e recursos locais, levou-os a criar o conceito de “prosumidores”, produtores e consumidores de seu desenvolvimento.

Nesta comunidade, há quase 30 anos, moradores, governos e empresas vêm sendo parceiros na realização de iniciativas de transformação social e econômica. E quando o esforço é conjunto, a realização é de todos. É o que os moradores anunciam na placa já na entrada da comunidade, “Deus criou o mundo, e nós construímos o Conjunto Palmeira”.

1. The World Bank (1997). World Development Report 1997: Summary – The State in a Changing World. Washington, D.C., p. 01.
2. Nkahle, S., Moiloa, B. e Himlin, B. (sd). Participatory Governance—the need for inclusive strategies at local level.
3. Osborne, D., e Gaebler, T. (1993). Reinventing Government: How the Entrepreneurial Spirit is Transforming the Public Sector. New York: Plume.
4. Wyman, M. (2001). Thinking about Governance: a draft discussion paper.
5. Iyer-Raniga, U., e Treloar, G. (2000). A Context for Participation in Sustainable Development. Environmental Management, Vol. 26, No. 4, pp. 349-361.
6. Frank, F., e Smith, A. (2000). The partnership handbook. , p.05.
7. United Nations. (2008). Participatory Governance and the Millennium Development Goals (MDGs) . New York.
8. Dodd, J.D., & Boyd, M. H. (2000). Capacity building: Linking community experience to public policy.


Rogerio Arns e Lycia Neumann
Rogério Arns é responsável pelo Núcleo de Estudos e Práticas em Governança Participativa da Fundação Odebrecht e é membro do Conselho Diretor da Associação Internacional para o Desenvolvimento Comunitário (IACD), com sede na Escócia e atuação em 79 países.
Lycia Neumann é administradora e publicitária com especialização em Marketing e mestrado em Administração Pública e do Terceiro Setor pela Dalhousie University (Canadá). Como diretora do Specto Instituto para o Desenvolvimento Social e Humano, orientou a criação de Sistemáticas de Monitoramento e Avaliação de projetos e programas no Governo do Estado da Bahia e em organizações não-governamentais.
redeGIFE Online, 24/11/08

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Lei para empresário individual dá garantia de benefícios

À espera de aprovação no Senado, lei que prevê a criação do Microempreendedor Individual (MEI) pode beneficiar 8 milhões de brasileiros
Foto Pedro Henrique/Ag. Rodrigo Moreira


Mais de 10 milhões de empreendedores informais podem ser ser beneficiados com a criação do Microempreendedor Individual (MEI), previsto no Projeto de Lei da Câmara (PLC) 128/2008, que está no Senado e deve ser votado nesta semana.

Se o PLC for aprovado, com a criação do MEI empreendedores com faturamento bruto de até R$ 36 mil por ano e que possuam apenas um empregado, que ganhe um salário mínimo, terão a oportunidade de se formalizar aderindo ao Simples Nacional, com menos burocracia e carga tributária.

O comerciante Salatiel João de Brito e sua esposa, Ivonete Alves de Brito, integram esse grupo que pode ser beneficiado com a aprovação do MEI. Há 12 anos, o casal trabalha na barraca Ivonete Ferragens na Feira de Caruaru (PE). Ali vendem produtos como churrasqueiras, enxadas, ratoeiras e ferramentas em geral.

A exemplo de milhões de brasileiros, Salatiel e Ivonete ganham o pão de cada dia na informalidade. Salatiel desabafa e diz que depois de tantos anos não se formalizou por temer os encargos referentes a esse processo, como o pagamento dos impostos. “Nosso faturamento é pequeno. Dá para sobreviver, mas não sei se teríamos condições de nos formalizar”, afirma o comerciante.

Salatiel percebe nitidamente as desvantagens da informalidade e sentiu esse peso há cerca de seis anos, quando sofreu um acidente ao cortar o pé em uma ferragem, na sua loja. Por causa do problema, teve que ficar seis meses sem trabalhar e sem direito a nenhum benefício da Previdência Social. “Se eu fosse formalizado, isso não teria acontecido”, lamenta. Até hoje, Brito apresenta seqüelas do acidente. Não pode calçar sapatos e só usa chinelos. “Ainda sinto muita dor no pé”, queixa-se.

O comerciante também reclama da dificuldade imposta pela informalidade no acesso a empréstimos bancários. Os empréstimos que obtêm são concedidos pelo Centro de Apoio aos Pequenos Empreendimentos de Pernambuco em Caruaru (Ceape/PE), entidade de microcrédito que empresta a informais. “Com um empréstimo de um banco daria para aumentar a minha barraca”, prevê.

Quando fica sabendo do conteúdo do PLC 128 e dos benefícios que poderá ter ao se tornar um Microempreendedor Individual, Salatiel se anima. “Gostei desse projeto. Tomara que aprovem. Se isso acontecer, a gente se formaliza”, promete.


Marcelo Araújo
Agência Sebrae de Notícias, 01/12/08

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Doações para vítimas de SC ultrapassam os R$ 5,5 milhões

As doações em dinheiro para as vítimas das chuvas em Santa Catarina chegavam a R$ 5.714.157,51 até a manhã desta segunda-feira, segundo informações do governo do Estado. As doações foram feitas ao Fundo Estadual da Defesa Civil, que abriu contas correntes para a arrecadação em auxílio aos atingidos.

O valor é destinado às cerca de 1,5 milhão de pessoas atingidas pelas chuvas, que deixaram 114 mortos e 19 desaparecidos. De acordo com a Defesa Civil, 27.410 pessoas estão desabrigadas e 51.297 desalojados.


Folha Online, 01/12/08

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Iniciativa investe na prestação de contas e transparência de ONGs

Iniciativa realizada pela organização não-governamental Parceiros Voluntários, do Rio Grande do Sul, pretende melhorar a prestação de contas e transparência das entidades que integram o terceiro setor. Financiado pelo Fundo Multilateral de Investimento (Fumin) do Banco Interamericano de Desenvolvimento Social (BID), o Programa Desenvolvimento de Princípios de Prestação de Contas e Transparência (PCT) foi lançado na última semana, em Porto Alegre.

“O êxito dos projetos sociais depende da profissionalização na gestão e administração da instituição e somente dessa forma se pode assegurar níveis adequados de investimentos, doações, voluntariado e outras colaborações ao projeto”, analisa o presidente da Parceiros Voluntários, Maria Elena Pereira Johannpeter.

A propostas do programa piloto tem como bases, de um lado, a meta do BID de profissionalizar e aumentar a credibilidade e visibilidade do terceiro setor. De outro, a expertise do Parceiros Voluntários, que, desde 1997, vem desenvolvendo cursos para melhorar a gestão de organizações sociais.

Para custear a ação, o FUMIN/BID aportou o montante de US$ 400 mil. A outra metade para custear o Programa ficou a cargo da Parceiros Voluntários, por meio de agentes apoiadores. Para o desenvolvimento dos Princípios e a aplicação da metodologia, a ONG convidou o consultor especializado em Gestão Estratégica e Sustentabilidade, Homero Santos.

“O Banco já criou esse projeto em outros três países (Chile, Espanha e Argentina) com o objetivo de descobrir se os investimentos sociais do setor privado estavam sendo bem utilizados. Eles escolheram nossa organização para começar esse trabalho no Brasil, porque terceiro setor no Rio Grande do Sul é o mais bem-estruturado”, recorda o Gerente de Gestão da ONG Parceiros Voluntários, José Alfredo Nahas.

O programa contará ainda com o apoio de um Conselho Assessor e um Comitê Técnico compostos pelo conselhos Regional e Federal de Contabilidade, Ministério Público Estadual, Receita Federal, Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), Controladoria Geral da União (CGU), Instituto Ethos e GIFE, entre outras e empresas e instituições sociais. Eles darão apoio e legitimidade às ações programadas pela iniciativa, uma espécie de consultoria estratégica.

50 ONGs
Com um conteúdo programático para três anos, o programa possui quatro eixos centrais de ação. No primeiro, o grupo de trabalho irá elaborar o “Guia de Conteúdo do PCT”, por meio de análise da situação das organizações do Estado, embasados em três elementos: responsabilidade de cumprir com seus compromissos, responsabilidade de prover informações confiáveis e transparentes e responsabilidade por suas ações e decisões.

Uma vez formulado o documento, uma espécie de guia das ações que baseará os princípios e a metodologia a serem aplicadas, o programa dá início a um período de capacitação. Após a abertura de um edital a ser divulgado em meados de 2009, serão selecionadas 25 organizações sociais do Rio Grande do Sul.

A duração do curso é de 100 horas, sendo 80 presenciais e 20 a distância. “Além dessa capacitação, todas as entidades participantes serão monitoradas por 11 meses após o curso”, conta José Alfredo Nahas. Segundo ele, depois de recolher, avaliar e reformular os dados mensurados, o programa será reaplicado, em outras 25 instituições para novos testes de funcionamento.

Outro passo do programa é, a partir da aplicação prática da metodologia nas organizações, montar um banco de dados da implementação do projeto, que darão origem a uma Certificação em Princípios de PCT para o terceiro setor. Ao final, o objetivo é que a metodologia estruturada e certificada passe a ser disseminada e adotada em entidades de todo o Brasil.

Um quarto processo será a realização de dois seminários e uma conferência final, que difundirão essas informações. “Esses eventos serão abertos não apenas para as organizações participantes, mas todos o setor. Eles se darão ao longo desses três anos. Esperamos que, com seu sucesso, o programa se torne nacional”, crê Nahas.


Rodrigo Zavala
redeGIFE Online, 28/11/08

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Instituto C&A abre edital para patrocínio

Estão abertas as inscrições para organizações sociais que desejam receber apoio do Instituto C&A, no exercício orçamentário 2009/2010, para desenvolver seus projetos. Podem se candidatar as organizações que desenvolvem programas de promoção à educação de crianças e adolescentes e aquelas voltadas para o fortalecimento de instituições sociais, localizadas em cidades onde a C&A possui loja.

Projetos de incentivo à leitura devem ser encaminhados para o Programa Prazer em Ler, enquanto as ações voltadas para o fortalecimento de ONGs devem ser encaminhadas para o Programa de Desenvolvimento Institucional. O prazo para as inscrições termina em 6 de dezembro (sábado).

As organizações interessadas devem preencher o formulário de apresentação de projetos disponível no site www.institutocea.org.br e, posteriormente, encaminhar a proposta pelos Correios.

O orçamento dos projetos selecionados para o Programa Prazer em Ler é de até R$ 70 mil e o prazo de execução de 12 meses (a partir de março de 2009). O recurso irá contemplar a aquisição de acervo de livro e equipamento para biblioteca, organização do espaço de leitura e pagamento de pessoal. Os nomes das instituições escolhidas serão divulgados no site do Instituto C&A no dia 10 de fevereiro de 2009.

Para as iniciativas do Programa de Desenvolvimento Institucional, o orçamento destinado é de R$ 60 mil para projetos de organizações para o seu próprio desenvolvimento e de R$ 120 mil para ONGs que trabalham para o fortalecimento de outras instituições. O prazo de execução também é de 12 meses, a partir de março de 2009. As organizações selecionadas serão anunciadas no dia 10 de fevereiro de 2009, pelo site.

Os editais para os programas “Educação Infantil” e “Educação em Tempo Integral” ainda não têm data definida.

Programa Prazer em Ler
O Programa Prazer em Ler foi criado em 2006 com o objetivo de promover a formação de leitores e desenvolver o gosto pela leitura junto às crianças e adolescentes. As ações do programa estão organizadas em torno de três frentes: desenvolvimento de projetos de leitura em diferentes espaços institucionais (ONGs, escolas, bibliotecas e outros); disseminação da importância da leitura e boas práticas na área; e articulação de agentes sociais que podem atuar na promoção da leitura. Atualmente, 82 instituições sociais participam do Prazer em Ler, em todo o Brasil.

A implementação do Prazer em Ler também contempla o envolvimento de voluntários, que são associados da C&A e acompanham as ações do programa nas instituições sociais parceiras. Eles são preparados, por meio de oficinas pedagógicas e de formação, para trabalhar na promoção da leitura. Os associados também são incentivados a ampliar seu repertório literário, por meio do acesso a biblioteca, disponível em cada loja da C&A.

Programa Desenvolvimento Institucional
O programa de Desenvolvimento Institucional, do Instituto C&A, busca apoiar processos e iniciativas que promovam o aperfeiçoamento de organizações da sociedade civil e assegurem a realização da sua missão de forma duradoura.

A iniciativa expressa o compromisso do Instituto C&A com o fortalecimento institucional das organizações sociais, como condição para a sua sustentabilidade e como contribuição ao desenvolvimento social.


redeGIFE Online, 28/11/08

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Programa fomenta desenvolvimento local pela América Latina

Capacitar e instrumentalizar pessoas e organizações de diferentes países para criarem estratégias de indução a transformações sociais comunitárias. Esse é o escopo do Programa de Desenvolvimento Local para a América Latina e Caribe, lançado no último dia 27, em São Paulo.

Desenvolvido pelo Senac de São Paulo, com apoio dos consulados do Chile, México e do Uruguai, e da organização transnacional Presença da América Latina (PAL), o projeto tem como foco investimento em capital social e na criação de redes sociais e governança local.

“Mais do que um conceito, o desenvolvimento comunitário é valor, é melhorar a vida das pessoas. Sustentabilidade é a conexão entre elas, que têm sonhos e acreditam que é possível transformar sua realidade”, afirmou o coordenador da área de desenvolvimento social do Senac e idealizador da iniciativa, Jorge Duarte.

Passo a Passo
Pela proposta demonstrada por Duarte, o programa se apóia em quatro grandes eixos de trabalho. O primeiro é o de realizar, por meio de parcerias com governos e organizações similares ao Senac em cada país, uma série de capacitações pela América Latina voltada para representantes de movimentos sociais e gestores públicos.

O participante passa então a ter um papel de multiplicar a metodologia no seu local de atuação. Ela privilegia “o desenvolvimento de competências profissionais, no aprender a aprender, a percepção analítica, o raciocínio hipotético e a solução sistemática de problemas, de modo a promover o saber, o saber fazer e o saber ser, condições básicas para a autonomia individual e participação coletiva”.

Em seguida, estimula-se a criação de uma rede social, em que os participantes das oficinas de qualificação passam a trocar experiências, seja de forma virtual, seja presencial. “O que importa é o coletivo trabalhando junto. Não existem fórmulas, mas o compartilhamento de boas práticas é essencial para qualquer projeto em rede dar certo”, disse a presidente da PAL, Oriana Jará Maculet.

Em um terceiro passo, o Programa pretende trabalhar na construção de políticas migratórias, atuando conjuntamente às pastas governamentais que administram esse tema. Dessa forma, pretende promover órgãos paritários para a elaboração de políticas públicas para esse público, em especial a qualificação profissional para imigrantes.

“Temos hoje uma configuração diferente nos países, com populações multiculturais, multiétnicas, transnacionais que não se reconhecem como de um só país. Isso é causado pelo alto fluxo de pessoas na região. Assim, qualquer política de desenvolvimento deve incorporar preocupações com a mobilidade urbana”, analisou a subsecretária de Política Migratória Internacional do Equador, Paulina Larreátegui.

Por fim, o programa trabalhará na realização de eventos, pesquisas e publicações, conjuntamente com organizações internacionais, sobre a temática latina. O objetivo deste quarto passo é produzir conhecimento. “Afinal, o conceito de América Latina é estranho. Trata-se de um conjunto de países, nações? Existe uma cultura? O Brasil se insere da mesma forma que os países vizinhos nessa América Latina?”, provocou o especialista e consultor em desenvolvimento local, redes e sustentabilidade, Augusto de Franco.

Para ele, o programa é positivo porque vê nas redes sociais as múltiplas formas de realizar as mudanças que propõe. “Aqui é preciso entender que as redes não são expedientes instrumentais para pescar pessoas e levá-las a trilhar um determinado caminho ou seguir uma determinada orientação. As redes farão coisas que seus membros quiserem fazer; ou melhor, só farão coisas conjuntas os membros de uma rede que quiserem fazer aquelas coisas”, argumentou.

Até 2018, o Senac e seus parceiros esperam ser reconhecidos, mundialmente, como instituições que contribuem para o desenvolvimento sustentável da América Latina e o Caribe, por meio da capacitação de lideranças em metodologias inovadoras. ”Existem inúmeras iniciativas no mundo que trabalham na promoção do desenvolvimento. Nosso diferencial está na metodologia de indução ao desenvolvimento com foco no investimento em capital social”, finalizou Jorge Duarte.

Histórico
Todo o trabalho tem como base as avaliações positivas ao Programa de Desenvolvimento Local, criado pelo Senac em 2004. Com o objetivo de melhorar as condições de vida e de convívio social de uma determinada localidade, a iniciativa já possui 41 redes sociais articuladas, incorporando cerca de 1000 organizações - com mais de 400 mil pessoas beneficiadas.

Ao todo, são 150 projetos elaborados (70% em implementação) em 40 bairros espalhados pelo Estado de São Paulo. “Esperamos utilizar essa metodologia para capacitar pelo menos 40 pessoas de 15 países latinos até o final de 2009”, acredita Duarte.

Outra meta estipulada no Programa é a criação do centro de tecnologia, “em negociação com o Centro Internacional de Formação da OIT, Cities Alliance (ligada ao Banco Mundial), Consulados do Uruguai, Chile e México, UN - Habitat, Presença da América Latina, Resource Alliance - Inglaterra, OIT – Bolívia e Universidade de Quebec – Canadá”.

Conheça mais sobre o Programa de Desenvolvimento Local para a América Latina e Caribe.


Rodrigo Zavala
redeGIFE Online, Ano XII - Edição 563 - 01/11/08

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Atividades em várias regiões marcam o Dia Mundial de Luta contra a Aids

Hoje é o Dia Mundial de Luta contra a Aids. A data será lembrada em várias regiões do país. Em Brasília, às 16h, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se encontra com representantes de organismos internacionais e autoridades envolvidas no combate à doença. A reunião será no Hotel Alvorada Park.

Para discutir o preconceito e o estigma contra a Aids, o Ministério da Saúde, em parceria com a Secretaria de Saúde do Distrito Federal, realiza, ao longo do dia, oficinas de sensibilização com alunos das escolas públicas, na praça dos Três Poderes.

Durante todo o dia, um jovem ficará dentro de uma bolha transparente impedido de tocar quem estiver no ambiente externo. O objetivo é levantar o debate sobre a exclusão vivida por quem tem o HIV ou sofre outros tipos de preconceito.

No Rio de Janeiro, até as 18h, em Duque de Caxias a organização não-governamental ComCausa promove ação social com testagem rápida de HIV, assessoria jurídica, assistência social, intervenção, palestras e distribuição de material informativo.

Em Ipanema (zona sul do Rio), as lojas que fazem parte da Associação do Charme de Ipanema montam suas vitrines, desde 24 de novembro, com o laço vermelho para alertar e sinalizar sua participação na luta. A iniciativa faz parte da campanha A Moda na Luta contra o HIV, criada pelo estilista Carlos Tufvesson há sete anos.

Em Porto Alegre, com o slogan "A Aids Não Quer Saber Sua Idade. Proteja-se", a Secretaria da Saúde lança campanha de prevenção, com o objetivo de atingir pessoas com 60 anos ou mais. A faixa etária foi escolhida tendo em vista a tendência de aumento proporcional de casos da doença na terceira idade no Estado.

Uma caminhada simbólica em Manaus vai marcar a luta contra a doença e o preconceito, mostrando solidariedade às pessoas que vivem com o HIV. A saída será da praça da Matriz, às 17h, com destino à praça do Congresso.

O movimento Articulação Aids, em Pernambuco, vai hoje às ruas de Recife denunciar a questão da assistência às pessoas que vivem com HIV/Aids no Estado. A concentração para a passeata foi por volta das 9h, na sede da ONG GTP+. Os militantes seguem em direção ao Palácio do Campo das Princesas, sede do governo estadual.


Folha Online, 01/12/08

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Lei do estágio gera dúvidas em empresas e estagiários

Sancionada há pouco mais de dois meses, a lei do estágio ainda provoca dúvidas em estudantes e em empresas. A lei trouxe benefícios aos estagiários, como recesso remunerado, auxílio-transporte e bolsa-auxílio (no caso de estágio não-obrigatório) e limitou a jornada a 30 horas semanais. A principal incerteza refere-se ao impacto da norma no número de vagas de estágio.

Segundo levantamento da consultoria Watson Wyatt feito com 190 firmas em novembro, 89% delas não pretendem mudar o quadro de estagiários. "Muitas vão esperar os contratos chegarem ao fim para tomar decisões individuais", afirma Ronaldo Tullio, consultor de capital humano.

Para o CIEE (Centro de Integração Empresa-Escola), a lei não gerou um impacto significativo. "Não houve queda expressiva, apenas um período de acomodação", aponta Eduardo de Oliveira, superintendente operacional do CIEE.

Entretanto, de acordo com a Abres (Associação Brasileira de Estágios), em outubro, houve redução de 40% na oferta de vagas, que caíram de 55 mil para 33 mil. Para a entidade, isso se deve à falta de tempo para as instituições de ensino adaptarem seus projetos pedagógicos e aprovarem novos estágios e à incerteza das empresas.

Sem contrato
Marcos Galdino, 23, estudante de sistemas de informação, foi aprovado para estagiar em tempo integral na Tivit, empresa de tecnologia do Grupo Votorantim, na época em que a lei foi aprovada. Quando começaria o estágio, foi avisado de que a contratação seria adiada por causa da norma. "Disseram que entrariam em contato, mas não me ligaram mais", conta.

A Tivit informou, em nota, que, devido à legislação, "revisou seus procedimentos de contratação para essa função", orientando candidatos "a aguardar a definição da nova política da companhia". No meio tempo, o estudante conseguiu um emprego.


Eduardo Campos Lima
Folha de S.Paulo, 30/11/08

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Finalista de concurso cria moeda que circula apenas na comunidade;

Fruto de uma parceria entre a Folha e a Fundação Schwab, o prêmio Empreendedor Social 2008 identifica e premia líderes de projetos sociais inovadores e sustentáveis. Este ano, o vencedor foi o advogado André Luis Cavalcanti de Albuquerque, 42. Porém, entre os finalistas, existem muitos projetos interessantes que serão mostrados em videocasts.

O editor-assistente do caderno Empregos, Carreiras e Negócios, Cássio Aoqui, mostra um pouco do trabalho de mais um finalista do concurso: Joaquim de Melo Neto, 46.

Teólogo e educador popular, Neto criou o Instituto Palmas, entidade gestora e única certificadora de bancos comunitários no Brasil, por meio dos quais estimula a geração de trabalho e renda e o desenvolvimento econômico de comunidades de baixa renda.

Tudo começou com o Banco Palmas, o primeiro comunitário do país e, atualmente, o mais importante. Ele introduziu um modelo inédito no mundo, com propriedade e gestão da comunidade. Entre as novidades, criou uma moeda paralela ao real, o palma, que circula apenas na comunidade, fazendo com que os recursos financeiros permaneçam no bairro.

Criado em 2003, por Neto, como um desdobramento do Banco Palmas e com a finalidade de gerir e certificar os bancos comunitários replicados, o Instituto Palmas, de Fortaleza, já atendeu cerca de 200 mil pessoas em 33 municípios de seis Estados (CE, PI, MA, BA, ES e MS), além da Venezuela.

Mais informações podem ser encontradas no site: www.bancopalmas.org.br

Premiação

A cerimônia de premiação foi realizada no auditório do Masp, na noite de quinta-feira (27). A apresentação foi feita pela atriz Lígia Cortez e pelo colunista da Folha Pasquale Cipro Neto. Veja, no videocast a seguir, as imagens do evento.

Concurso

Realizado pela quarta vez no Brasil, o prêmio Empreendedor Social busca identificar líderes de organizações --com ou sem fins lucrativos-- que desenvolvam produtos ou serviços voltados à melhoria de comunidades marginalizadas.

A rede mundial formada pelos 140 empreendedores sociais da Fundação Schwab abrange 41 países. O mais novo integrante do seleto grupo, André Albuquerque, junta-se agora a outros 11 brasileiros, 3 deles eleitos pelo Prêmio Empreendedor Social: Tião Rocha (2007), do CPCD; Fábio Bibancos (2006), da Turma do Bem; e Eugenio Scannavino Netto (2005), do Projeto Saúde e Alegria.

No Brasil, a Folha é parceira exclusiva da Fundação Schwab para a realização do prêmio, que tem como apoiadores o Centro de Estudos do Terceiro Setor da Fundação Getulio Vargas, o Gife (Grupo de Institutos, Fundações e Empresas), o Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, a SGS e o portal UOL.


da Folha Online, 01/12/08

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sábado, 29 de novembro de 2008

ONGs enviam alimentos para animais de Itajaí (SC)

A Prefeitura de Itajaí (SC) registrou hoje a doação de 2.500 quilos de ração animal. Os produtos foram enviados por ONGs (organizações não governamentais) de todo o país, principalmente dos Estados do Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro.

De acordo com dados da Defesa Civil, os alimentos estão sendo doados diretamente para a população mais afetada pelas enchentes.

A Aipra (Associação Itajaiense de Proteção aos Animais) contabiliza que cerca de 700 a mil cães, gatos e cavalos tenham morrido em Itajaí.

A Cidasc (Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrário de Santa Catarina) alertam a população a enterrar os animais em vez de não jogá-los em rios em valas. A medida é para evitar um surto de contaminação.

Quem tiver ração para animais domesticados pode encaminhar para o Centreventos Itajaí, ou entrar em contato com a Aipra pelos telefones: 0/xx/47 9928-2222/9919-4769.


Folha Online, 29/11/08

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Golpistas divulgam contas na internet, diz Defesa Civil de Santa Catarina

As pessoas que desejam contribuir em dinheiro para as vítimas atingidas pelas fortes chuvas no litoral de Santa Catarina --que afetaram 1,5 milhão de pessoas e deixaram 110 mortos-- devem prestar atenção nas contas onde estão efetuando o depósito, alerta em nota a Defesa Civil do Estado. Muitos golpistas têm utilizado a internet, se passando pela Defesa Civil, e pedindo dinheiro em contas não-oficiais por e-mails.

Na manhã deste sábado, a Defesa Civil recebeu a informação de que um brasileiro --que mora na Inglaterra-- abriu uma conta para arrecadar ajuda de outros brasileiros que moram na Europa. Esse tipo de conta não é reconhecida como oficial pela Defesa Civil e é provável que seja objeto de golpe.

Alguns dos municípios afetados também abriram contas para ajudar suas comunidades afetadas. Os números das contas e bancos podem ser consultados pelo 199, na Defesa Civil de cada cidade.

Contas oficiais
A Defesa Civil disponibiliza oito contas oficiais nos bancos. O nome da pessoa jurídica é Fundo Estadual de Defesa Civil, CNPJ - 04.426.883/0001-57. Confira a relação.

SICOOB SC - 756
Agência 1005
Conta Corrente 2008-7

Caixa Econômica Federal
Agência 1877
Operação 006
Conta 80.000-8

Banco do Brasil
Agência 3582-3
Conta Corrente 80.000-7

Besc
Agência 068-0
Conta Corrente 80.000-0

Bradesco S/A - 237
Agência 0348-4
Conta Corrente 160.000-1

Itaú S/A - 341
Agência 0289
Conta Corrente 69971-2

SICREDI - 748
Agência 2603
Conta Corrente 3500-9

SANTANDER - 033
Agência 1227
Conta Corrente 430000052


Folha Online, 29/11/08

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Doações para vítimas das chuvas em SC passa dos R$ 3,5 milhões; veja como doar

As doações em dinheiro para as vítimas das chuvas em Santa Catarina ultrapassavam os R$ 3,5 milhões até a tarde deste sábado, segundo informações da Defesa Civil. As doações foram feitas ao Fundo Estadual da Defesa Civil, que abriu contas correntes para a arrecadação em auxílio aos atingidos.

O valor será destinado às cerca de 1,5 milhões de pessoas atingidas pelas chuvas, que já deixaram 109 mortos e 19 desaparecidos no Estado. De acordo com a Defesa Civil, 27.410 pessoas estão desabrigadas e 51.297 desalojados, num total de 78.707 pessoas que tiveram de deixar suas casas.

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Na sexta-feira (28) a Defesa Civil informou que mais duas contas serão abertas no Sicred e no Bradesco. Por enquanto as contas para fazer doações são:
- Caixa Econômica Federal - Agência 1877, operação 006, Conta Corrente 80.000-8;
- Banco do Brasil - Agência 3582-3, Conta Corrente 80.000-7;
- Besc - Agência 068-0, Conta Corrente 80.000-0;
- Bradesco Agência 0348-4, Conta Corrente 160.000-1
- Itaú - Agência 0289, Conta Corrente 69971-2
- Sicoob - Agência 1005, Conta Corrente 2008-7
Em nome da pessoa jurídica é Fundo Estadual da Defesa Civil, CNPJ - 04.426.883/0001-57.

Ajuda
Além das quantias em dinheiro, a Defesa Civil pede doações de alimentos --de preferência prontos para serem consumidos--, água, roupas, sapatos, cobertores, fraldas e material de higiene.

A água poderá ser entregue na Defesa Civil dos municípios, além dos órgãos de segurança do governo estadual, como polícias Civil e Militar e Corpo de Bombeiros. Outros produtos podem ser encaminhados aos diversos postos de arrecadação espalhados pelo país.

Postos de doações
O posto da PRF (Polícia Rodoviária Federal) de Biguaçu, na região da Grande Florianópolis, está recebendo doações de alimentos não-perecíveis para as vítimas da enchente. A mercadoria arrecadada será entregue à Defesa Civil Estadual.

O Beto Carrero World, no litoral norte do Estado, também montou uma base de arrecadação de alimentos, roupas, medicamentos, colchões e cobertores na entrada do parque. A assessoria de comunicação informou que qualquer doação pode ser enviada à rua Inácio Francisco de Souza, 1.579, na Praia da Aclimação, na cidade de Penha. O telefone é 0/xx/47/3261-2222.

As secretarias regionais da região do Alto Vale do Itajaí (Blumenau, Brusque, Itajaí, Jaraguá do Sul, Joinville e Timbó) também montaram bases de arrecadação e distribuição. As pessoas interessadas em doar materiais devem ir nos seguintes locais:
- Colégio Victor Hering
Rua Antônio Cândido Figueiredo, 399, Bairro Vila Nova --Blumenau;
- Fenarreco
Rodovia SC-486, próximo à Havan, centro --Brusque;
- Parque da Marejada
Av. Vicotr Konder, s/n, Bairro Fazenda --Itajaí;
- Arena Multiuso Jaraguá
Rua Gustavo Hagedorn, s/n, Centro --Jaraguá do Sul;
- Colégio Osvaldo Aranha
Rua Lindóia, Bairro Glória --Joinville;
-Depósito da Secretaria Regional
Rua Nereu Ramos, 913, Centro --Timbó.

Doação de Sangue
A Secretaria de Estado da Saúde também alerta para a necessidade de doações de sangue. Entre a segunda (24) e a quarta-feira (26), a demanda por transfusões de sangue mais que dobrou no Centro Hemoterápico de Blumenau.

A secretaria divulgou a relação de locais onde é possível realizar doações de sangue. O horário de atendimento nos postos é das 7h30 às 18h30.

- Hemoesc Florianópolis
Rua: Othon Gama D'eça, 756, centro --Florianópolis. Contato: 0/xx/48/3251-9711
- Hemocentro Regional de Chapecó
Rua São Leopoldo, 391, Quadra 1309, bairro Esplanada --Chapecó. Contato: 0/xx/49/3329-0550
- Hemocentro Regional de Joaçaba
Avenida 15 de Novembro, 23, centro --Joaçaba. Contato: 0/xx/49/3522-2811
- Hemocentro Regional de Lages
Rua Felipe Schmidt, 33 --Lages.
- Centro Hemoterápico de Blumenau
Rua Marechal Floriano Peixoto, 300, anexo ao hospital Santa Isabel, no centro de Blumenau.

Para doar, é necessário, entre outros itens, ter entre 18 e 65 anos, estar em boas condições de saúde e evitar alimentação gordurosa nas quatro horas que antecedem a doação.

São Paulo
A Cruz Vermelha Brasileira e a Comdec (Coordenadoria Municipal da Defesa Civil-SP) anunciaram a criação de postos para arrecadar doações para as vítimas das chuvas que atingem Santa Catarina.

A arrecadação vai funcionar 24 horas na sede da Comdec --na rua Afonso Pena, 130, no bairro Bom Retiro--, e na sede da Cruz Vermelha Brasileira --na avenida Moreira Guimarães, 699, no bairro de Indianópolis, na região da Saúde (zona sul de SP). As defesas civis das subprefeituras receberão doações em horário comercial.

Os postos vão receber doações de roupas, calçados, cobertores, fraldas, água potável, material de higiene, alimentos não perecíveis, entre outros. Entre ontem e hoje, a Cruz Vermelha Brasileira recebeu mais de dez toneladas de doações, que serão levadas nesta sexta-feira (28) à Defesa Civil de Santa Catarina.

Além da sede da Cruz Vermelha Brasileira, é possível fazer doações nos seguintes postos da entidade (horário comercial):
- Colégio Santo Ivo
Rua Paço da Pátria, 1705, Alto da Lapa
- Iolanda e Marcelo
Avenida Henrique Franco, 135
- Limoeiro - São Miguel Paulista pelo fone: 0/xx/11/2025-7369
- ACM - Associação Cristã de Moços
Avenida das Flores, 453 - Jd. das Flores - Osasco
- Restaurante Mostarda
Av. Luis Carlos Berrini, 483, Brooklin Novo
- Escola Oriental de Massagem e Acupuntura
Avenida Dioderichen, 1000, Jabaquara próximo ao metro Conceição
- Felicita Beauty
Rua Dr. Cesário Mota Jr, 383, Vila Buarque
- Supermercado Papini,
Avenida Professor Papini, 232, Cidade Dutra
- Condomíno Jd. Office Tower
Alameda Joaquim Eugênio de Lima, 881, Jardins

A Força Sindical Nacional também está recebendo doações. Eles pedem às aos sindicatos e federações que colaborem com alimentos não perecíveis, roupas, água potável, artigos de higiene e calçados. A Força montou um posto de arrecadação em sua sede em São Paulo, na rua Galvão Bueno, 782, na Liberdade.

O São Paulo Futebol Clube realiza um mutirão de arrecadação entre quinta-feira (27) e hoje. A arrecadação acontecerá no portão 1 do Estádio do Morumbi, das 8h às 20h. Neste domingo (30), dia da partida entre o São Paulo e o Fluminense, todos os portões de acesso ao estádio receberão doações, desde a abertura até o intervalo do jogo.

A CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) também receberá doações de alimentos não perecíveis, roupas e cobertores nas estações de trem de maior movimento em São Paulo: Luz, Brás, Barra Funda, Osasco, Santo Amaro, Santo André.

As doações ocorrem a partir das 15h desta sexta-feira (28). A empresa se responsabilizará pelo transporte das doações, que serão entregues à Defesa Civil de Santa Catarina. As doações podem ser depositadas nas caixas instaladas nas estações ou entregues a um agente operacional.

Água Potável
A Polícia Militar de São Paulo também está recebendo doações. A prioridade, segundo a assessoria da PM, é para a arrecadação de água potável. Para doar, basta procurar um Batalhão da Polícia Militar mais próximo de sua casa. A relação completa está no site da Polícia Militar.

Também é possível realizar doações no Depósito do Fundo Social da Solidariedade em São Paulo, na avenida Marechal Mário Guedes, 301, Jaguaré (das 9h às 16h).

Roupas
O campus da Univali (Universidade do Vale do Itajaí) de Balneário Camboriú (SC) está confeccionando roupas de cama e camisetas para as vítimas das chuvas na região. A universidade precisa de voluntários para ajudar na confecção das roupas, além de doações de matéria prima como malha, tecidos, elástico e embalagens plásticas.

A Univali observa ainda que os voluntários não precisam saber costurar. Eles podem ajudar no corte, etiquetagem e embalagem das peças. O laboratório de Modelagem e Vestuário fica localizado no bloco 9 do Campus Balneário Camboriú --na quinta avenida, s/n, bairro dos Municípios-- e vai funcionar das 8h30 às 20h. Mais informações pelos telefones 0/xx/47/3261-2351 ou 0/xx/47/3261-1292 ou 0/xx/47/3261-1358.

Outros Estados
A Cruz Vermelha Brasileira também está recebendo doações para as vítimas das chuvas de Santa Catarina em outros Estados. O endereço das outras filiais estão no site da entidade.

Recomendações da Defesa Civil
A Sedec (Secretaria Nacional de Defesa Civil), vinculada ao Ministério da Integração Nacional, divulgou nesta quinta-feira (27) uma lista de orientações para os interessados em ajudar. Segundo o órgão, a idéia é evitar problemas gerados pela 'doação desorganizada' como a não correspondência das doações com as necessidades reais dos atingidos.

Veja as recomendações:
-Antes de efetuar doações procure informações de necessidades levantadas pela Defesa Civil do seu Estado ou município, ou em quartéis de Bombeiros ou Polícia Militar, por exemplo;
-Atentar para a qualidade do material doado;
-Estabelecer uma comunicação eficaz entre o doador e autoridade de Defesa Civil local onde ocorreu o desastre;
-Consultar as autoridades que estão gerenciando a situação para averiguar a real necessidade de doação de gêneros e da quantidade, antes de iniciar qualquer campanha de arrecadação.

* Leia cobertura completa sobre a chuva em Santa Catarina


Folha Online, 29/11/08

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Aposentado, Guga também faz campanha por doações para vítimas

Aposentado das quadras desde a metade do ano, Gustavo Kuerten tem aproveitado parte de seu tempo livre para ajudar as vítimas causadas pelas chuvas em seu estado natal, Santa Catarina. O instituto que leva seu nome abriu conta num banco para receber donativos o ex-tenista sorteou moto doada por Michael Schumacher em evento em Florianópolis.

"Com base na experiência de assistente social de minha mãe, que trabalhou nas outras enchentes, vamos recompor a casa dos mais atingidos", falou o tricampeão de Roland Garros que dará a bandeirada no Desafio Internacional das Estrelas, no domingo. "Nós vamos ajudar estas pessoas a reconstruir e também reequipar suas casas por um período de seis meses, acompanhando essa reestruturação e informando nossos parceiros", completou Guga, 32.

Em outros esportes, atletas e equipes também tentam ajudar de alguma maneira. O time de vôlei de Osasco, que recebe o Pomerode domingo em jogo da Superliga, pede que os torcedores levem doações ao ginásio para serem enviadas aos desabrigados em Santa Catarina --a entrada para o jogo é gratuita.

Já os organizadores de um evento de triatlo que acontecerá no dia 14 em Florianópolis irão arrecadar donativos e distribuí-los antes da competição. A distribuição será feita no bairro Cidade Nova, em Itajaí, uma das cidades mais prejudicadas pelas chuvas no Sul.

Leia mais
* Felipe Massa doa R$ 50 mil a vítimas de tragédia em Santa Catarina


Folha de S. Paulo, 29/11/08

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Teles apostam na TV pelo celular

A Brasil Telecom será, no mês de dezembro, a mais recente operadora a ingressar no segmento de TV móvel, que oferece pacotes de TV paga pelo celular. A opção, entretanto, já é oferecida no Brasil há mais de dois anos por outras companhias do setor, como Vivo, TIM, Claro e Oi.

A adoção mostra que, enquanto há uma discussão regulatória no país sobre a entrada das teles no segmento de TV paga, não só as operadoras de telefonia fixa avançam nessa seara, mas também as móveis.

No caso da Brasil Telecom, o serviço de TV móvel entra em operação comercial na primeira quinzena de dezembro em toda a região de cobertura, como explicou Sergio Messiano, gerente de serviços de valor adicionado, em entrevista à Reuters.

Para serem assistidos na tela do aparelho móvel, os programas têm ângulos e edições especiais que melhor os acomodem nesse formato.

"É um serviço de nicho, nem todos têm aparelhos habilitados e ninguém fica horas assistindo TV no celular", afirma Fábio Freitas, gerente de ofertas premium da Vivo, que manteve alguns canais gratuitos de TV desde o final de 2004, e só a partir deste ano passou a cobrar, em uma oferta que inclui 13 canais de TV paga.

Segundo ele, o pico de acessos no período gratuito foi de 1,5 milhão de acessos por mês.

O serviço da Brasil Telecom terá, inicialmente, nove canais adaptados, entre Cartoon Networks, Discovery Channel e MTV. "A idéia é que isso cresça bastante", explicou Messiano.

Quando isso acontecer, disse ele, os assinantes poderão comprar pacotes de programas de sua preferência, como fazem hoje na TV a cabo ou satélite.

Por enquanto, os pacotes são divididos em tempo: 30 minutos, 2 horas ou 24 horas corridas, a preços que variam de 1,90 a 7,90 reais mensais, preços similares aos praticados pelas demais.

Atender o cliente nas 3 telas
Messiano explica que a intenção da Brasil Telecom com o serviço é atender o cliente "nas três telas".

Hoje, a operadora já fornece vídeos sob demanda para a TV tradicional, através de sua rede de fios de cobre, e também vídeos aos microcomputadores, através do provedor iG, controlado pela BrT.

"Faltava o sinal de vídeo pelo celular", afirmou ele. Messiano preferiu não fazer previsões de número de clientes para o novo serviço porque disse que, "nos próximos meses, a prioridade é entender o comportamento do cliente".

No caso da Oi, que lançou o serviço no final do ano passado, o pacote trouxe também o primeiro canal de conteúdo audiovisual produzido especialmente para o telefone móvel, o Humanóides, que apresenta "pílulas" cômicas com cerca de três minutos vividas por personagens caricatos, como explicou a empresa.

O Oi TV Móvel está disponível atualmente nas regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Vitória, segundo informações fornecidas pela operadora.

A Oi não revela quantos assinantes conquistou para o serviço, mas indica que tem registrado uma média de tempo de acesso de 8 a 10 minutos por mês.

Além de oferecer vídeos pelo portal Claro Idéias, a Claro também lançou recentemente o serviço Minha TV, que permite ao usuário assistir aos programas comprados tanto no seu celular como na Internet, pagando um único valor.

Segundo a companhia, o Minha TV usa o sistema de streaming de vídeo ou de áudio, onde a transmissão é feita sem download e por isso não ocupa espaço no celular do usuário.
A forma de pagamento é por assinatura mensal (10 reais), com abertura para todos os conteúdos, exceto para a categoria adulto, que tem uma assinatura própria.

Parceria com SKY
A TIM optou por uma parceria com a operadora Sky, de TV via satélite, para levar canais fechados ao celular. A companhia lançou a TV móvel junto à estréia da sua rede de terceira geração, em abril deste ano.

Com pacotes de 30 minutos, 2 horas e 24 horas, a TIM mantém um canal gratuito na programação, que funciona como o canal de relacionamento das operadoras de TV paga.

Segundo a companhia, a transmissão ao vivo da edição carioca do TIM Festival superou o número de acessos de um mês inteiro da TIM TV, com mais de 300 mil acessos.

"É uma aposta de longo prazo", disse Freitas da Vivo, que afirma, entretanto, que se trata de uma decisão estratégica das operadoras em uma tendência.


Fonte: Reuters
HSM Pn-line, 28/11/08

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Record quer reconstruir Santa Catarina

Em parceria com o Instituto Ressoar, emissora lança campanha, que será veiculada em toda a sua programação, pedindo arrecadações de alimentos e doações em dinheiro às vítimas das enchentes

Para tentar auxiliar e fornecer um pouco de assistência às vítimas das enchentes que, há vários dias, vêm destruindo várias regiões e cidades de Santa Catarina, a Rede Record anunciou, nesta última quinta-feira, 27, o lançamento da campanha Reconstruindo Santa Catarina.

Realizada em parceria com o Instituto Ressoar, a iniciativa será coordenada pela própria cúpula da emissora. Nesses últimos dias, o presidente da Record, Alexandre Raposo, acompanhado do vice-presidente comercial, Walter Zagari, do vice-presidente artístico, Honorílton Gonçalves, do diretor de jornalismo, Douglas Tavolaro, do apresentador e jornalista Brito Jr. e do presidente do Instituto Ressoar, Ivanildo Lourenço, estiveram na cidade de Itajaí - uma das mais castigadas pelas chuvas - oferecer ajuda às autoridades locais e prestar solidariedade às vítimas.

A partir desta sexta-feira, 28, em toda a programação da Rede Record serão inseridas mensagens com apelos para que as pessoas, de diversas partes do país, colaborem com os desabrigados de Santa Catarina, fornecendo alimentos, roupas, materiais de higiene, produtos de primeira necessidade e até mesmo com doações em dinheiro - sendo que as quantias podem variar de R$ 1 até R$ 20 milhões - depositadas diretamente na conta do Instituto.

A empreitada solidária, entretanto, vai além da mobilização nacional e do apelo ao povo brasileiro. De acordo com informações da diretoria, a própria Rede Record decidiu atuar na causa e auxiliar diretamente nas estratégias de apoio as vítimas e ações de reconstrução das oito cidades que se encontram isoladas devido às enchentes. Até o momento, as chuvas já foram responsáveis por cerca de cem mortes no Estado e deixaram mais de 100 mil pessoas ilhadas e desabrigadas.

Na manhã desta sexta-feira, 28, os executivos da Record e do Ressoar tiveram um encontro com o governador de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira, para definir as primeiras medidas do auxílio. A emissora já anunciou que destinará ao estado da região sul uma boa porcentagem do total do faturamento obtido no mês de dezembro e 15% do total dos salários dos principais executivos da casa.


Meio & Mensagem Online, 28/11/08

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Peta em guerra contra Liz Hurley

A atriz britânica apareceu em campanha da Blackglama trajando um casado de pele, o que despertou a ira da entidade que defende os direitos dos animais

A atriz Elizabeth Hurley caiu na ira dos grupos de direitos dos animais depois de aparecer em uma campanha da Blackglama com casaco de pele. A empresa é conhecida pela parceria com grandes estrelas, como Elizabeth Taylor, Maria Callas, Lauren Bacall, Bette Davis e até o cantor Ray Charles.

Robbie LeBlanc, porta-voz da associação Pessoas pela Ética no Tratamento de Animais, a Peta, disse que "o guarda-roupas dela está tão morto quanto sua carreira no cinema. É chocante que ela esteja ganhando dinheiro vestindo o casaco de um filhote de seis meses, que deu sua pele para o luxo de Liz".

No início de novembro, o Peta lançou uma campanha contra casacos de pele, estrelada pela cantora australiana Natalie Imbruglia, que aparece "trajando" um coelho vivo, com a mensagem de que isso é tão cruel quanto utilizar um casaco de pele.

Com informações do Brand Republic.


Meio & Mensagem Online, 28/11/08

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Fórum de Investidores Privados em Cultura

Lideranças de institutos, fundações e empresas reúnem-se na sede da Confederação Nacional da Indústria

O ministro da Cultura, Juca Ferreira, participa nesta segunda-feira, 1º de dezembro, às 10h, da abertura do 1º Fórum de Investidores Privados em Cultura (FIPC). O evento será realizado na Sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília, e reunirá as principais lideranças de institutos, fundações e empresas que fazem uso da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

Na ocasião, o ministro Juca Ferreira fará uma apresentação da proposta de reformulação da Lei Rouanet, seguida de debate com os presentes. Na programação do FIPC, na parte da tarde, grupos de trabalho formados por técnicos da área vão formular recomendações para o aperfeiçoamento dos mecanismos de incentivo à cultura no país.

Instância não-governamental que tem como objetivo aperfeiçoar e alinhar os investimentos sociais privados em cultura, com vistas a um impacto maior dessas ações, o Fórum conta com o apoio do Ministério da Cultura para a sua realização.

A iniciativa é do Grupo de Institutos, Fundações e Empresas (Gife), em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e organizações do Sistema S, em âmbito nacional: Serviço Social da Indústria (SESI), Serviço Social do Transporte/Serviço Nacional do Transporte (SEST/SENAT) e Serviço Social do Comércio (SESC).

O encontro do Fórum de Investidores Privados em Cultura será realizado das 9h30 às 17h30, no Auditório S2 da Sede da CNI (SBN, Quadra 1, Bloco C - Edifício Roberto Simonsen). Informações: (11) 3816-1209, ramal 27, e eventos@gife.org.br.


Ministério da Cultura, 28/11/08

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Festival de curtas sobre inclusão e diversidade

Tem alguns minutinhos? Então assista os 20 finalistas do Festival de Curtas da Claro sobre inclusão e diversidade. Assim como o tema os finalistas também são bem diferentes e o nível é bem bom.

Acabei caindo no site pq tem gente conhecida participando e depois de assistir é possível votar. Não vou fazer boca de urna, que vença o melhor, mas confira que tem coisa boa, pra fazer a gente pensar.


Daniel Chagas Martins
Update or Die, 27/11/08

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Edital Prêmio Asas do Programa Cultura Viva

Inscrições até 13 de março de 2009

O Prêmio Asas do Programa Cultura Viva - Arte, Educação e Cidadania da Secretaria de Programas e Projetos Culturais do Ministério da Cultura - SPPC/MinC tem como objetivo premiar as iniciativas dos Pontos de Cultura que apresentarem as melhores práticas de implantação na execução dos projetos apoiados, contribuindo para a divulgação dos meios mais efetivos de promover o desenvolvimento autônomo de suas atividades e o avanço do processo cultural da Rede dos Pontos de Cultura.

Edital
Requerimento da entidade
Ficha de inscrição
Declaração da entidade


Ministério da Cultura, 12/11/08

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sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Brasil cai quatro posições em ranking da Unesco

O Brasil caiu do 76º para o 80º lugar no ranking de desenvolvimento da educação, segundo o relatório anual que a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) divulga nesta terça, em Genebra. O Relatório de Monitoramento Global de Educação para Todos 2009 mostra que o principal entrave ao desenvolvimento brasileiro é a taxa de repetência, que diminuiu de 24% para 19% entre 1999 e 2005, mas ainda é uma das mais altas do mundo e a segunda maior da América Latina. Apenas Suriname, Nepal e 12 países africanos têm índice de repetência maior.

Na classificação geral, o Brasil ficou atrás de vários países da América Latina, entre eles Bolívia (75º lugar), Equador (74º), Venezuela (69º) e Paraguai (68º). Em primeiro lugar ficou o Cazaquistão, seguido por Japão, Alemanha e Noruega. Em último lugar na classificação, que incluiu 129 países, está o Chade.

O estudo da Unesco aponta o Brasil como o único país latino-americano com mais de 500 mil crianças em idade escolar sem estudar (em 2006, eram 600.000, segundo o relatório). No total, 17 países estão nessa situação, entre eles Iraque, Burkina Faso, Índia, e Nigéria - onde o número é o mais alto do mundo, com 8,1 milhões de crianças fora da escola. Mas a Unesco prevê que o Brasil conseguirá cumprir a meta de universalização do ensino primário até 2015, reduzindo para 200.000 o número de crianças sem estudar. O ranking é calculado com base no Índice de Desenvolvimento da Educação, que considera fatores como acesso à escola, desigualdade entre gêneros, analfabetismo adulto e qualidade (determinada pela proporção de alunos que completam pelo menos quatro anos de educação formal).

A classificação é uma forma de monitorar o cumprimento das seis metas educacionais globais para 2015, estabelecidas em 2000 na Conferência Mundial de Educação, sob chancela da Unesco: ampliação da educação e da assistência à primeira infância; acesso de todas as crianças ao ensino primário gratuito, obrigatório e de boa qualidade; garantia de acesso de todos os jovens e adultos a programas de aprendizagem e treinamento para a vida; melhoria de 50% nos níveis de alfabetização de adultos; eliminação das disparidades de gênero no acesso ao ensino primário e secundário; e garantia de qualidade no ensino para todos, especialmente em alfabetização e matemática e na capacitação essencial para a vida.

O relatório deste ano, intitulado "Superando a desigualdade: por que a governança é importante", adverte que "desigualdades profundamente enraizadas persistem na educação, condenando milhões de crianças no mundo a ter suas oportunidade diminuídas e, até, condenando-as à pobreza", o que compromete o plano das metas de 2015. O documento também avisa que a ajuda internacional para a educação corre o risco de diminuir graças à atual crise financeira. O lançamento oficial ocorre na abertura da Conferência Internacional de Educação, que se realiza em Genebra, Suíça, de terça a sexta-feira. No âmbito global, o relatório destaca que, em 2006, havia 75 milhões de crianças sem escolarização e 776 milhões de adultos - dois terços mulheres - analfabetos. A Unesco afirma que a "indiferença política", os governos e o "fracasso dos doadores" são parcialmente responsáveis pelo quadro.

Do lado dos progressos alcançados, o relatório aponta o aumento do índice de escolarização nos países em desenvolvimento, que aumentou na África Subsaariana de 54% em 1999 para 70% em 2006, e no sudeste e oeste da Ásia de 75% para 86%. O estudo diz ainda que a maior parte dos países latino-americanos já conseguiu universalizar o ensino primário e aponta uma expansão do ensino pré-escolar, secundário e superior no continente.


Veja Online, 25/11/08

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Cada café rende doaçao de 5 centavos para a luta contra a Aids na Africa

Hoje, Dia de Açao de Graças nos EUA, a rede Starbucks inicia uma promoção em parceria com o Project Red, do cantor Bono. Até 2 de janeiro, cada vez que um consumidor comprar uma das bebidas especiais de fim de ano, a rede doa 5 centavos para o fundo que luta contra a Aids na África.

A promoção foi anunciada ontem e inclui campanha de TV criada pela BBDO sob o tema 'It's more than coffee' (É mais do que café). Amanhã, um evento no Times Square, em Nova Iorque, vai divulgar a iniciativa através da presença de celebridades, como a modelo Helena Christensen e a atriz Mary Louise Parker. A noticia é do Ad Age.


Blue Bus, 27/11/08

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Empresários criam fundo para comprar terrenos para desabrigados em SC

Vítimas das chuvas de Volta por Cima, comunidade entre Ilhota e Itajai, em Santa Catarina, levam alimentos a parentes isolados
Foto Fernando Donasci/Folha Imagem


Um grupo de empresários e entidades criou um fundo para comprar terrenos para as pessoas desabrigadas pelas chuvas em Santa Catarina. A iniciativa --chamada de "Fundo de Solidariedade Volta ao Lar" visa angariar cerca de R$ 50 milhões para a construção de casas para as vítimas das chuvas na região do Vale do Itajaí, uma das mais atingidas pelas chuvas.

De acordo boletim divulgado pela Defesa Civil do Estado por volta da 00h30 desta sexta-feira,
78.707 pessoas tiveram de deixar suas casas devido às chuvas, que provocaram 99 mortes. Até ontem, 12 cidades haviam decretado estado de calamidade pública.

O projeto prevê a construção de pelo menos 5.000 novas residências. Nesta quinta-feira (27), o Bradesco abriu uma conta corrente --vinculada à Fiesc (Federação das Indústrias de Santa Catarina), uma das entidades responsáveis pela iniciativa--para receber as doações e depositou R$ 100.000.

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De acordo com a empresária Sônia Regina Hess de Souza, integrante da Consult (Conselho Consultivo Superior de Governo de Santa Catarina), os terrenos serão comprados em áreas consideradas "seguras" e repassados às "instituições públicas para a construção das unidades habitacionais."

A idéia, segundo a empresária, é que estes terrenos fiquem em locais próximos às áreas atingidas, para facilitar a adaptação das comunidades. "Posteriormente, os imóveis poderão ser erguidos com recursos do PAR [Programa de Arrendamento Residencial], da Caixa Econômica Federal", disse Sônia.

A conta para doações é:
-Banco Bradesco
Agência 2186-5; Conta Corrente: 36000-7
CNPJ: FIESC - 83.873.877/0001-14
Fundo de Solidariedade Volta ao Lar


Folha Online, 08/11/08

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Doações para vítimas de SC somam mais de R$ 2 mi

As doações em dinheiro para as vítimas das chuvas em Santa Catarina chegavam a R$ 2.024.480,10 até a noite desta quinta-feira, segundo informações do governo do Estado. As doações foram feitas ao Fundo Estadual da Defesa Civil, que abriu contas correntes para a arrecadação em auxílio aos atingidos.

Até a noite de hoje, a Defesa Civil estimava que ao menos 78.707 tiveram de deixar suas casas por conta das chuvas no Estado, e 99 mortes foram confirmadas.

Segundo o governo, do total arrecadado, R$ 800.000 correspondem às doações feitas por bancos e o restante de empresas e pessoas físicas.

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Na conta criada no Banco do Brasil, as doações somavam R$ 1.020.000 sendo que desse valor, R$ 500.000 foram doados pelo banco.

Na conta aberta pelo Bradesco, os valores chegam a R$ 141.711. Desse valor, R$ 300.000 foram doados pela própria empresa.

No Itaú, conta aberta nesta quinta-feira, as doações somavam R$ 1.090. Há também uma conta disponível na Caixa Econômica Federal que, segundo o governo, ainda não contabilizava doações até a noite de hoje. O Besc também tem uma conta aberta para ajudar as vítimas das chuvas, mas os valores não foram divulgados pelo governo.

No início da noite de hoje, a Defesa Civil abriu uma nova conta no Sicoob.

As contas para depósito são:
- Caixa Econômica Federal - Agência 1877, operação 006, Conta Corrente 80.000-8;
- Banco do Brasil - Agência 3582-3, Conta Corrente 80.000-7;
- Besc - Agência 068-0, Conta Corrente 80.000-0;
- Bradesco Agência 0348-4, Conta Corrente 160.000-1
- Itaú - Agência 0289, Conta Corrente 69971-2
- Sicoob - Agência 1005, Conta Corrente 2008-7
Em nome da pessoa jurídica é Fundo Estadual da Defesa Civil, CNPJ - 04.426.883/0001-57

A Defesa Civil de Santa Catarina também pede doações para auxiliar as vítimas das chuvas que atingem a região. Cerca de 1,5 milhão de pessoas foram afetadas pelas chuvas precisam de água potável, médicos voluntários e dinheiro.

A água poderá ser entregue na Defesa Civil dos municípios, além dos órgãos de segurança do governo estadual, como polícias Civil e Militar e Corpo de Bombeiros.

No entanto, as quedas de barreiras e bloqueios em estradas estão dificultando a entrega dos materiais. Por conta disso, a Defesa Civil pede que os interessados em ajudar priorizem as doações em dinheiro nas contas bancárias.

* Leia cobertura completa sobre a chuva em Santa Catarina


Folha Online, 27/11/08

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Advogado ganha o prêmio Empreendedor Social 2008; veja imagens

O advogado André Luis Cavalcanti de Albuquerque, 42, foi o vencedor do prêmio Empreendedor Social 2008. O concurso, realizado pela Folha em parceria com a Fundação Schwab, da Suíça, identifica e premia líderes de projetos sociais inovadores e sustentáveis.

A cerimônia de premiação, realizada no auditório do Masp, na noite desta quinta-feira (27), foi apresentada pela atriz Lígia Cortez e pelo colunista da Folha Pasquale Cipro Neto. Veja, no videocast a seguir, as imagens do evento.



Albuquerque é fundador da Terra Nova, primeira empresa de cunho social do país especializada em regularização fundiária sustentável. Agora, ele fará parte da rede mundial de "Empreendedores Sociais de Destaque" da Fundação Schwab. Além disso, terá acesso a benefícios, como serviço de consultoria internacional e bolsas de estudo.

Mediador de conflitos por natureza, o advogado acredita que o ambiente equilibrado energeticamente traz harmonia e prosperidade. Mais uma vez, comprovou sua tese, diante de uma platéia com cerca de 200 convidados, entre representantes do terceiro setor, empresários, acadêmicos, políticos e artistas, ao receber o prêmio no Masp (Museu de Arte de São Paulo).

É a primeira vez no Brasil que o vencedor do concurso lidera uma empresa social --que tem fins lucrativos, mas cujo resultado é aplicado em grande parte no social, ao contrário, por exemplo, de iniciativas de responsabilidade social.

Terra Nova
Criada em 2001, em Curitiba, a Terra Nova desenvolveu metodologia para mediar conflitos entre proprietários e moradores em áreas de ocupação irregular consolidadas, fazendo a ligação entre governo, titulares e ocupantes. Por meio desse método, todos ganham: o ocupante conquista o título de propriedade e todas as melhorias decorrente disso; o possuidor legal do imóvel recebe o valor por um bem que já havia perdido na prática; e o governo deixa de gastar com o burocrático processo de negociação fundiária e pode passar investir na infra-estrutura (saneamento básico, energia elétrica, linhas de transporte etc.) do bairro legalizado, diminuindo índices de criminalidade e melhorando a qualidade de vida das pessoas.

Com essa sistemática, a empresa social de André já beneficiou mais de 30 mil famílias em cinco Estados (PR, SP, RJ, MT e RO) e no DF.

Outra inovação da Terra Nova é sua participação no primeiro projeto de reassentamento integral de famílias em grandes obras. A experiência inicial se dá com 60 grupos de ribeirinhos atingidos pelas obras da usina hidrelétrica de Santo Antônio, em Porto Velho.

O concurso no mundo
Realizado pela quarta vez no Brasil, o prêmio Empreendedor Social busca identificar líderes de organizações --com ou sem fins lucrativos-- que desenvolvam produtos ou serviços voltados à melhoria de comunidades marginalizadas.

A rede mundial formada pelos 140 empreendedores sociais da Fundação Schwab abrange 41 países. O mais novo integrante do seleto grupo, André Albuquerque, junta-se agora a outros 11 brasileiros, 3 deles eleitos pelo Prêmio Empreendedor Social: Tião Rocha (2007), do CPCD; Fábio Bibancos (2006), da Turma do Bem; e Eugenio Scannavino Netto (2005), do Projeto Saúde e Alegria.

No Brasil, a Folha é parceira exclusiva da Fundação Schwab para a realização do prêmio, que tem como apoiadores o Centro de Estudos do Terceiro Setor da Fundação Getulio Vargas, o Gife (Grupo de Institutos, Fundações e Empresas), o Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, a SGS e o portal UOL.


Folha Online, 28/11/08

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ONG é suspeita de desvio na Funasa, aponta procurador

Com repasses de R$ 75 mi, entidade foi a que mais obteve verbas; Receita contesta dados. Ministério Público diz ter indícios de que associação Projeto Rondon não atua na maioria das aldeias em que deveria prestar serviços

O Ministério Público Federal de Santa Catarina investiga repasse milionário da Funasa (Fundação Nacional de Saúde) à associação Projeto Rondon, de Santa Catarina. Segundo a CPI das ONGs, a entidade foi a que mais recebeu recursos do órgão de 1999, quando começou a prestar assistência à saúde indígena, até 2007.

O Ministério Público Federal já encontrou indícios de que a ONG não atua na maioria das aldeias em que deveria e que inexiste controle da Funasa sobre suas atividades. A ONG deveria atuar em quatro Estados: Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. Também já atuou no Paraná.

"Há municípios que nunca foram atendidos pela ONG, podendo-se concluir que o número de índios efetivamente assistidos é muito inferior ao 38.658 contabilizados oficialmente", diz relatório do procurador Celso Três. Ele descobriu que a Funasa nem sequer sabe quanto repassou para a entidade.

O órgão informou ao Ministério Público que, de 2000 a 2007, foram R$ 75 milhões para a ONG, o que contradiz dados da Receita Federal -que, com base na CPMF, calcula que o repasse teria sido de R$ 95 milhões só de 2003 a 2007. Como os convênios vêm desde 1999, Três calcula que o total ultrapassa os R$ 100 milhões.

O volume de recursos destinado à ONG é só para cuidados básicos de saúde. Tratamentos de média e alta complexidade são feitos pelos hospitais próximos às aldeias. Mesmo assim, o dinheiro não é usado de forma adequada, diz Três: "Os gastos não encontram justificativa nos trabalhos prestados. Gastou-se muito e, diante da realidade encontrada nas aldeias, fez-se pouco ou quase nada".

O relatório do Ministério Público cita exemplos dos problemas que ocorrem nas aldeias. Em Novo Hamburgo (RS) e Lageado (RS), "a ONG Projeto Rondon não presta qualquer tipo de serviço aos índios da região". Em Cruz Alta (RS) "não há atendimento médico e odontológico nas aldeias, sendo os indígenas encaminhados ao hospital municipal e à Secretaria Municipal de Saúde". Em Santa Rosa (RS), os medicamentos são distribuídos pela Funasa, a ONG oferece apenas os que não integram a lista básica. O atendimento médico e odontológico nas aldeias é feito por profissionais contratados diretamente pelos municípios.

Em Joinville (SC), a ONG também não oferece atendimento médico e odontológico nas aldeias: "A atuação da ONG está muito aquém do esperado, caracterizada pela incompetência na prestação de serviço público e pelo uso indevido de verba pública, não tendo a Funasa qualquer controle em relação às atividades de sua conveniente, em muitos casos chegando ao absurdo de financiar serviços e produtos que, de acordo com o convênio, seriam de obrigação da associação".
Há duas semanas, o ministro José Gomes Temporão (Saúde) disse que o órgão presta serviço de baixa qualidade aos índios e é "corrupto", provocando forte reação do PMDB, que indicou Danilo Forte para a Funasa.

O Ministério Público Federal no Paraná também investiga a ONG, que atuou no Estado até 2005, quando perdeu o convênio após a decisão do Ministério da Saúde de criar um novo distrito só para atender os índios. A coordenadora operacional da entidade, Cleide Maria Marques Grando, acusou a Funasa do Paraná de ter difamado a ONG por ela ter se recusado a desviar dinheiro para o PTB.

Em 2007, Cleide acusou o então chefe do Distrito Sanitário Especial Indígena do Paraná, Sérgio Esteliodoro Pozzeti, e Jefferson Reali Paraná, ex-chefe do Distrito, de terem lhe confidenciado a necessidade de arrecadarem R$ 10 mil por mês para o partido por meio "de convênio da saúde indígena". Pozzeti era filiado na época ao PTB. Paraná é irmão do coordenador regional da Funasa, Vinícius Reali Paraná. O PTB nega tê-lo indicado ao cargo. A Funasa disse que ele será afastado por 60 dias até que as denúncias sejam investigadas.


Andreza Matais
Folha de São Paulo, 28/11/08

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Saúde transfere R$ 2,8 mi do SUS para a UNE

A presidente da UNE, Lúcia Stumpf (à dir.), fala em reunião com Lula, Temporão (Saúde) e Beto Cury (Secretaria da Juventude)
Alan Marques/Folha Imagem


O Ministério da Saúde deslocou R$ 2,8 milhões, previstos no Orçamento deste ano para apoio à educação permanente de trabalhadores do SUS (Sistema Único da Saúde), para financiar a "Caravana Estudantil da Saúde" organizada pela UNE (União Nacional dos Estudantes), que contou com realização de debates, apresentações teatrais e exibição de filmes em universidades.

Dois consultores de Orçamento do Congresso Nacional e um técnico no TCU (Tribunal de Contas da União) ouvidos pela Folha afirmaram que o caso pode configurar "desvio de finalidade", irregularidade grave punível como crime de responsabilidade.

Iniciada em agosto, a "Caravana Estudantil da Saúde" foi encerrada ontem em Brasília. Segundo a UNE, o grupo era formado por sete artistas, quatro documentaristas, dois produtores e 13 integrantes da direção da entidade.

Em nota, o ministério afirma que "cumpre uma das finalidades do Programa de Aperfeiçoamento do Trabalho e da Educação na Saúde, que contempla a rubrica "Apoio à Educação Permanente dos Trabalhadores do SUS", origem dos recursos orçamentários".

Ontem a direção da UNE foi recebida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão, no Planalto.

Apesar de os recursos do ministério serem específicos para a educação dos trabalhadores do SUS, a maioria das atividades da Caravana esteva ligada a eventos culturais. Segundo a UNE, foram visitados todos os Estados e 41 universidades, além de realizados 57 debates.


Adriano Ceolin
Folha de São Paulo, 28/11/08

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Clubes europeus faturam alto com merchandising

Um estudo aponta que os times ingleses da primeira divisão amealham, em média, 8,6 milhões de euros com ações de merchandising. Foram pesquisadas 116 equipes

O site português Futebol Finance acaba de publicar um estudo da Sport+Markt e da PR Marketing European Football Mechandising que revela as receitas astronômicas geradas pelo merchandising dos clubes europeus. O Campeonato Inglês (Premier League) lidera a lista com 171 milhões de euros obtidos em ações de merchandising. A média de valores angariados no merchandising de cada equipe da primeira divisão britânica é avaliada em 8.6 milhões de euros.

A diferença é gritante se comparada ao Campeonato Português, que fatura cerca de 5.5 milhões de euros por ano. As ações de merchandising das equipes do Porto, Benfica e Sporting geram em média 1.8 milhões de euros.

Segundo os autores do estudo, os fatores preponderantes para atingir essas cifras milionárias passam pelo sucesso esportivo do time, tamanho do mercado doméstico, número de torcedores e admiradores dentro e fora do país e estruturas com profissionais de merchandising. Mas são as receitas geradas em dias de jogo que determinam o montante angariado.

O estudo envolveu 116 times europeus e o resultado foi a média de 5.3 milhões de euros. Destes 116 clubes, 20 tiveram receitas superiores a 21.2 milhões de euros. Já os outros 96 geraram aproximadamente 2 milhões de euros. Entre as equipes portuguesas, o melhor resultado foi do Benfica, que gera 2.4 milhões de euros anuais.

Confira abaixo o resultado do estudo publicado no Futebol Finance:
1-) Campeonato Inglês (Premier League) - 171 milhões de euros (média/clube - 8.6 mi)
2-) Campeonato Espanhol (Liga BBVA) - 145 milhões de euros (média/clube - 7.3 mi)
3-) Campeonato Alemão (Bundesliga) - 127 milhões de euros (média/clube - 7.1 mi)
4-) Campeonato Italiano (Série A) - 64 milhões de euros (média/clube - 3.2 mi)
5-) Campeonato Francês (Ligue 1) - 64 milhões de euros (média/clube - 3.2 mi)
6-) Campeonato Holandês (Eredividie) - 22 milhões de euros (seis maiores clubes/média - 3.6 mi)
7-) Campeonato Português (Liga Sagres) - 5.5 milhões de euros (três maiores clubes/média - 1.8 mi)


André Lucena
Meio & Mensagem Online, 24/11/08

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quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Marketing corintiano de primeira

Clube fatura alto com ações de oportunidade em ano de angústia pela queda para a Série B

O Sport Club Corinthians Paulista levantou a taça de campeão da Série B do Campeonato Brasileiro de Futebol no sábado, 22, em função dos excelentes resultados obtidos ao longo da disputa. Mas as conquistas do time neste ano não se restringem ao que foi realizado dentro de campo pelos comandados do técnico Mano Menezes. Fora das quatro linhas, o departamento de marketing soube aproveitar a força vinda das arquibancadas para faturar alto com iniciativas que estavam distantes do planejamento até 2007. Com o retorno obtido ao longo deste ano, o clube já começa a projetar novas idéias para serem colocadas em prática na próxima temporada e também em 2010, quando o Corinthians comemora seu centenário.

A guinada na estratégia corintiana teve início em reunião realizada na manhã do dia 3 de dezembro de 2007 - dia seguinte ao jogo que confirmou o rebaixamento do clube para a segunda divisão do campeonato. Encabeçado por Luiz Paulo Rosemberg (vice-presidente) e Caio Campos (gerente), apoiados por mais 11 publicitários fanáticos pelo time - que formam a Agência Corinthians -, o departamento de marketing passou a ter mais autonomia para criar ações que trouxessem novas receitas ao longo do ano.

A primeira delas foi a venda do kit "Eu nunca vou te abandonar", que começou timidamente, com a disponibilização de apenas 5 mil unidades, e atingiu mais de 200 mil, negociadas a R$ 44,90. "Precisávamos de novas campanhas para ajudar o clube, pois iríamos enfrentar um ano muito difícil. A partir desse sucesso fizemos todas as adaptações para o restante da temporada", diz Campos, sem revelar o faturamento total com as ações de marketing.

Desde então, foram mais de 25 iniciativas lançadas em diversas áreas, como agência de viagem, programa sócio-torcedor, canal de TV na internet, informações do time pelo celular, espaço de relacionamento no estádio do Pacaembu, abertura de lojas com produtos do time e produção de um longa-metragem, entre outros. As mais recentes são a promoção "O timão é a sua cara", na qual torcedores pagaram R$ 1 mil para ter sua foto na camisa que o time utilizou no sábado passado, contra o Avaí, e o lançamento nesta segunda-feira, 24, do novo mascote do time, criado pelo cartunista Ziraldo.

Novas ações
Até o começo de 2009 outras novidades estão reservadas para a fiel torcida, entre elas o lançamento de uma coleção de camisas de ídolos do time. A primeira, que será focada na época de Natal, será do meio Neto. Outra iniciativa é o Corinthians Training, acampamento de férias voltado para o futebol que será realizado em Atibaia, no interior de São Paulo.

Estão programados ainda lançamentos de produtos diferenciados, como um champanhe em parceria com a marca Salton, além da abertura de mais cinco lojas de produtos do time, totalizando dez ainda neste ano e com previsão de 20 estabelecimentos até o fim de 2009. "As primeiras cinco lojas que lançamos tiveram o dobro do faturamento esperado, e isso se deve ao momento difícil pelo qual passamos", comenta o gerente de marketing.

Queda valorizada
O rebaixamento não foi tão ruim como muitos imaginavam. Pelo menos em relação aos contratos fechados para 2008. Em 2007, o Corinthians recebeu R$ 12 milhões para estampar em sua camisa o logotipo da Samsung. Para o ano em que disputou a Segunda Divisão, o clube valorizou o espaço em 37,5% e fechou um novo contrato com a Medial Saúde, por R$ 16,5 milhões.

Sobre a renovação do contrato, Campos, é cauteloso. "O retorno foi muito bom para a Medial e eles têm a preferência pela renovação. Mas sabemos que esse é um momento de insegurança devido à crise externa e há muitos clubes cujos contratos estão terminando agora, em dezembro", diz. Além do patrocinador, o Corinthians tirou proveito também no valor negociado pelos direitos de transmissão. Fora da Série A - cujos contratos são realizados pelo Clube dos 13 -, pôde negociar de forma independente. De acordo com Campos, "os ganhos foram acima do que seriam se o time estivesse na Primeira Divisão".


Fábio Suzuki
Meio & Mensagem Online, 24/11/08

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