quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Michael Porter mostra como resolver o desafio de incorporar a responsabilidade social na estratégia da empresa

Muitas organizações monitoram seus investimentos sociais e publicam relatórios de sustentabilidade. Poucas empresas, entretanto, integram as questões sociais e ambientais na sua estratégia de maneira a reforçar a vantagem competitiva para o negócio. Essa foi a avaliação de Michael Porter, um dos mais conceituados especialistas em estratégia do mundo, ao falar para uma platéia brasileira durante o Fórum Mundial de Estratégia, realizado em São Paulo pela HSM.

Porter, diretor do Institute for Strategy and Competitiveness, da Harvard Business School, vê três fases na história da responsabilidade social empresarial. Na primeira, as empresas reagiam às pressões exercidas pela sociedade, como campanhas feitas por organizações não-governamentais em defesa do meio ambiente ou contra a discriminação racial. Na segunda fase, que vivemos agora, as ações estão voltadas à filantropia e ao investimento social privado, além da preocupação com a imagem da empresa. A terceira, que está começando, é a da responsabilidade social estratégica. "É a responsabilidade social do valor compartilhado, em que se cria valor tanto para a sociedade quanto para os negócios", afirma Porter. Para chegar a ela, segundo Porter, é preciso descobrir onde os impactos das atividades da empresa são substanciais e quais os ambientes externos que a afetam. "A partir daí, identificamos as poucas áreas em que podemos fazer uma grande diferença. É nesse ponto que a RSE começa a ser eficiente", diz Porter.

Atualmente, de acordo com Porter, há quatro justificativas básicas para que uma empresa desenvolva ações de responsabilidade social: obrigação moral, sustentabilidade, licença para operar e reputação. Todas elas, entretanto, estão mais direcionadas a minimizar conflitos e não criam valor - nem econômico, nem social - para o negócio. Por isso, segundo ele, a RSE é reativa, em vez de criar uma agenda positiva, além de pouco focada. As empresas investem em diversos tipos de projetos, que têm muito pouco a ver com seu negócio, apenas porque reagem a pressões sociais. Algumas se preocupam demais em ficar bem colocadas nas pesquisas de avaliação das empresas feitas por algumas organizações. Segundo Porter, isso é um erro: "a preocupação com esses rankings colocou nossa estratégia de RSE na mão dos outros". Essas quatro justificativas estão mais focadas na tensão entre os negócios e a sociedade do que na interdependência entre eles. Deixar-se guiar por elas pode levar a equívocos. "Essas linhas genéricas dão pouca orientação específica ou prioridades para as ações das empresas", avalia.

Para Michael Porter, incorporar a responsabilidade social à estratégia significa incluir a dimensão social à proposta de valor da empresa. Isso começa pela mudança de mentalidade. "Pensar a economia e a questão social separadamente é um terrível erro. Precisamos de boas condições sociais e ambientais, do contrário as empresas poderão ter sucesso por um ou dois anos, mas não no longo prazo", diz. Segundo ele, há três pontos fundamentais que as empresas devem entender sobre seu papel em relação às questões sociais. Primeiro: as empresas não podem resolver todos os problemas sociais, nem arcar com o custo de fazer isso. Segundo: as empresas precisam abordar sua agenda social de maneira proativa e estratégica. Terceiro: as empresas precisam agir nas questões sociais onde podem agregar maior valor.

De acordo com Michael Porter, o desafio de cada empresa é descobrir em quais áreas ela pode criar valor com suas competências. Para implementar uma agenda social corporativa, o primeiro passo é perceber as categorias da atuação com responsabilidade social, segundo a definição de Porter:

- questões sociais gerais: são áreas importantes, mas que não são diretamente afetadas pelas atividades da empresa, nem têm influência na competitividade no longo prazo. Estão ligadas à boa cidadania corporativa

- impactos sociais na cadeia de valor: definir as áreas nas quais as empresas têm grande impacto social ou ambiental. Caso, por exemplo, de indústrias que utilizam grande quantidade de água e produzem efluentes, ou utilizam árvores com matéria-prima, ou testam produtos em animais

- dimensões sociais do contexto competitivo: perceber em que medida os ambientes externos afetam a empresa. Para um fabricante de automóveis, por exemplo, um fator importante é a condição das ruas e estradas no mercado onde opera

Um dos grandes equívocos que as empresas cometem, segundo Michael Porter, é aplicar a maior parte de seus recursos nas ações de boa cidadania corporativa. Segundo ele, esse investimento deveria corresponder a menos de metade dos gastos nessa área. A estrutura destinada a direcionar a aplicação de dinheiro doado ou o trabalho voluntário deve ser simples e pode ser deixada sob controle de um comitê de funcionários, e não de um grande departamento da empresa. "Os funcionários sabem melhor onde e como querem colaborar. Doe o dinheiro e deixe que eles resolvam", aconselha Porter.

Para começar a pensar a responsabilidade social de maneira estratégica, o primeiro passo é olhar a cadeia de valor da empresa e descobrir quais questões sociais e ambientais sofrem o maior impacto de suas atividades - caso, por exemplo, de emissão de poluentes ou da possibilidade de que algum fornecedor explore trabalho infantil. Mitigar os impactos negativos, sejam sociais ou ambientais, é obrigação, e algo que deve ser feito tendo como base as melhores práticas de quem atua nesse mercado.

A partir daí, segundo Michael Porter, o grande salto da incorporação da responsabilidade social à estratégia acontece nas áreas em que a empresa pode fazer uma grande diferença. Para explicar o que isso significa, ele cita o exemplo da atuação da Nestlé na Índia, na região de Moga, desde 1962. As condições locais eram de extrema pobreza, degradação ambiental e má saúde dos animais. A Nestlé implantou centrais de compra de leite nas cidades e investiu no que Porter classifica de "aperfeiçoamento do contexto competitivo". Ofereceu assistência técnica aos fazendeiros, enviando equipes de veterinários, nutricionistas e agrônomos. Promoveu cursos de treinamento a esses fazendeiros e melhorou o fornecimento de água aos animais, por meio de ajuda técnica e financeira para a perfuração de poços.

Hoje, a Nestlé compra leite de mais de 75.000 fazendeiros daquela região, que, segundo Michael Porter, apresenta melhores condições sociais e um padrão de vida superior a regiões semelhantes da Índia. "Esse trabalho da Nestlé causou um impacto fenomenal nas famílias, nos aspectos ambientais e diminui as doenças causadas pela água poluída. É um impacto social de grandes proporções, e eles não fizeram isso com um programa de caridade", avalia Porter. "Isso é responsabilidade social estratégica, é valor compartilhado. Não é ter uma boa colocação em rankings, nem mostrar para quantas entidades a empresa doa dinheiro - é o impacto social do seu negócio."


Fátima Cardoso, para o Instituto Ethos
Envolverde24/09/08
© Copyleft - É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.

Mais...

Portal de leilões eBay abre espaço para o comércio justo

O maior portal de leilões da internet reuniu em um só lugar os interessados em vender e comprar artigos ambientalmente e socialmente responsáveis. O WorldofGood.com (mundo de bondade, em inglês) oferece, por exemplo, camisas de algodão feitas por um grupo de mulheres do Quênia ou azeite orgânico palestino.

Os produtos podem ser encontrados por tipo de impacto positivo que embutem: People Positive (favorece pessoas), Eco Positive (favorece o meio ambiente), Animal Friendly (protege os animais), Supports a Cause (colabora com alguma causa). Se preferir, o internauta faz uma pesquisa por categoria, como arte, acessórios, jóias ou produtos musicais.

Comprar e vender não são as únicas atividades do World of Good. A área Community reúne blogs, artigos e grupos de discussão sobre temas como Moda Ética, Beleza Natural, Casa Natural, Vida Saudável e Negócios Sustentáveis.

Conheça aqui o site http://www.WorldofGood.com.


Redação do Instituto Ethos
Envolverde, 24/09/08
© Copyleft - É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.

Mais...

Prorrogadas até 29 de setembro as inscrições para a seleção pública do Programa Petrobras Ambiental

A Petrobras prorrogou até às 21h (horário de Brasília) do 29 de setembro de 2008 (próxima segunda-feira), as inscrições para a Seleção Pública de Projetos 2008 do Programa Petrobras Ambiental. O motivo foi o grande número de acessos simultâneos realizados no site do Programa nas últimas 48 horas, o que causou problemas na rede. O novo prazo para postagem do projeto é 30 de setembro. As inscrições devem ser feitas pela internet (www.petrobras.com.br), mas somente são efetivadas mediante o recebimento do projeto impresso.

Podem participar da seleção pública do Programa Petrobras Ambiental projetos novos ou já em andamento, sob a responsabilidade de pessoas jurídicas, sem fins lucrativos, com atuação no Terceiro Setor, tais como associações, fundações, organizações não-governamentais ou organizações sociais. O projeto, a ser executado em tempo mínimo de 12 meses e máximo de 24 meses, poderá receber até R$ 3,6 milhões – se o valor do projeto for superior, o excedente deve ser provido por outras fontes, sendo obrigatório comprovar a captação.

Para se inscrever, é preciso que o projeto tenha foco em uma das seguintes linhas de atuação:

1- Gestão de corpos hídricos superficiais e subterrâneos:

• Reversão de processos de degradação dos recursos hídricos;
• Promoção e práticas de uso racional de recursos hídricos.

2- Recuperação ou conservação de espécies e ambientes costeiros, marinhos e de água doce.

3- Fixação de carbono e emissões evitadas com base na:

• Reconversão produtiva de áreas;
• Recuperação de áreas degradadas;
• Conservação de florestas e áreas naturais.

Todas as linhas de atuação devem contemplar como tema transversal a educação ambiental, com foco em eficiência energética, conservação dos recursos naturais e consumo consciente. Os projetos deverão apresentar planejamento para alcançar sustentação econômica e organizacional e a sustentabilidade socioambiental, processo para registro das experiências e resultados, planejamento de comunicação, adoção de iniciativas ecoeficientes em suas práticas de gestão e de instrumentos de acompanhamento e avaliação das ações.


Agência Petrobrás de Notícias, 24/09/08

Mais...

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Wikinomics e o empreendedor

Uma das transformações mais importantes na atual economia global digitalizada é a oportunidade de criatividade e empreendedorismo para as pequenas e médias empresas.

Uma das transformações mais importantes na atual economia global digitalizada é a oportunidade sem precedentes de criatividade e empreendedorismo para as pequenas e médias empresas. A crescente acessibilidade às ferramentas necessárias para colaborar, criar valor e competir possibilita que indivíduos e empresas menores participem da inovação e da geração de riqueza em cada setor da economia.

Novas infra-estruturas corporativas de baixo custo (da telefonia gratuita via internet às plataformas globais de outsourcing) permitem que milhares e milhares de pequenos e médios fornecedores ao redor do mundo criem produtos, acessem mercados e deliciem os consumidores de algumas maneiras que somente as grandes organizações conseguiam antigamente.

Processos que antes eram inteiramente confinados às grandes corporações estão sendo divididos em componentes reduzidos e entregues a pequenas empresas em todo o mundo. Estas pequenas e jovens empresas não são atravancadas por burocracias e sistemas legados. As oportunidades são enormes e as recompensas são rápidas.

Estamos ingressando em um mundo onde o conhecimento, o poder e a capacidade produtiva estarão mais dispersos do que em qualquer outra época da nossa história — um mundo onde a criação de valor será rápida, flexível e persistentemente disruptiva; um mundo onde só os conectados sobreviverão. Uma mudança de poder está acontecendo e uma nova e rígida regra de negócio está emergindo: colabore ou pereça. Quem não conseguir compreender isso ficará mais isolado, desligado das redes que compartilham, adaptam e atualizam conhecimento para criar valor.

Se você é um químico aposentado, desempregado ou ambicioso, a Procter and Gamble precisa da sua ajuda. O ritmo de inovação nesta indústria duplicou nos últimos cinco anos e agora o exército de 7,5 mil pesquisadores não basta para manter a liderança da P&G. Em vez de contratar mais pesquisadores, o CEO A.G. Lafley instruiu os líderes da unidade de negócios a buscar 50% das idéias para novos produtos e serviços fora da companhia.

Portanto, agora você pode trabalhar para a P&G sem constar da folha de pagamentos. É só se inscrever na rede InnoCentive, onde você e mais de 100 mil cientistas ao redor do mundo ajudam a resolver problemas complexos de pesquisa e desenvolvimento em troca de uma remuneração em dinheiro. A InnoCentive é apenas um dos muitos mercados revolucionários que unem cientistas a desafios de P&D lançados por empresas em busca de inovação. A P&G e milhares de outras companhias recorrem a estes mercados para obter idéias, invenções e mentes excepcionalmente qualificadas.

Inversamente, as grandes empresas estão disponibilizando sua força gerencial para empresas novatas. Você quer montar uma livraria especializada, mas acha que não consegue competir com a Amazon e seu sistema hiper eficiente de atendimento de pedidos? Então contrate a Amazon para trabalhar para você. A HikingOutpost.com foi fundada por um grupo de praticantes de caminhada frustrado com a falta de uma one-stop-shop para livros e informações na web sobre caminhada. Eles criaram uma loja com o objetivo de reunir os melhores livros e as melhores fontes na web, cobrindo todas as regiões importantes dos Estados Unidos.

A companhia fechou uma parceria com a Amazon.com para processamento de cartão de crédito, remessa de pedidos e devoluções de produtos vendidos no site. “Isso nos permite oferecer um nível de serviços extremamente alto e preço mais competitivo”, explica um porta-voz.

Uma mudança fundamental está ocorrendo hoje no modo como as empresas gerenciam a capacidade de inovar e criar valor. Empresas inteligentes de muitos bilhões de dólares reconhecem que a inovação, muitas vezes, começa pelas bordas. Cada vez mais, estas organizações hierárquicas estão recorrendo a modelos de negócio colaborativos segundo os quais as massas de consumidores, empregados, fornecedores, parceiros de negócio e até concorrentes co-criam valor na ausência de controle gerencial direto. Por que isso está acontecendo? Tem tudo a ver com o custo cada vez menor de colaborar, fruto das tecnologias digitais.

É disso que trata Wikinomics, meu último livro. Wikinomics é a nova arte e ciência de colaboração em massa via internet que demanda que os líderes de negócio, independente do tamanho da empresa, pensem de modo diferente sobre como competir e serem lucrativos. Vai além de open source, rede social, o chamado crowdsourcing, smart mobs, crowd wisdom ou outras idéias do gênero. Em vez disso, estamos falando sobre mudanças profundas na estrutura e no modus operandi da corporação e da nossa economia.

Wikinomics é importante porque na economia global de hoje a concorrência pode vir de qualquer parte. Avanços científicos e tecnológicos rápidos são algumas das principais razões para que a abertura esteja emergindo como um novo imperativo para os gestores. A maioria das empresas mal consegue pesquisar as disciplinas fundamentais que contribuem para seus produtos, quanto mais reter o pessoal mais talentoso da área. Para se manterem na dianteira em suas indústrias, as empresas, cada vez mais, precisam abrir as portas para o pool global de talentos que tem êxito fora dos seus muros. Nenhuma indústria ficará intocada.


Don Tapscott
Chairman da nGenera Innovation Network e autor de 11 livros, sendo o mais recente Wikinomics: como a Colaboração em Massa Pode Mudar seu Negócio
Computerworld, 23/09/08

Mais...

Itaú Holding assume comitê diretivo dos Princípios do Equador


O Itaú passou a coordenar, desde essa segunda-feira (22), o grupo de instituições financeiras internacionais que adotam os Princípios do Equador – compromisso público de considerar a variável socioambiental em financiamento de projetos. Marcelo Battisti, gerente de crédito e avaliação de risco socioambiental do Itaú BBA, ocupará por um ano a principal posição de liderança do comitê diretivo dos Princípios do Equador. Esta é a primeira vez que uma instituição de um país emergente assume a liderança desse grupo.

"Essa escolha nos traz muito orgulho e reflete a importância que os integrantes dos Princípios do Equador dão aos mercados emergentes e em especial ao Brasil. Mas temos ainda muito espaço para conquistar nesses mercados, onde podemos contribuir para disseminar o conjunto de diretrizes junto aos bancos locais", afirma Battisti. Atualmente, 61 instituições financeiras de vários países do mundo são signatárias dos Princípios do Equador, sendo que 12 são do comitê diretivo.

Divulgados em 2003, os Princípios do Equador (http://www.equator-principles.com) são um conjunto de diretrizes para que instituições financeiras considerem a análise de risco socioambiental em financiamento de projetos. Estabelece a necessidade de uma análise socioambiental prévia, a elaboração de um plano de ação e compromissos contratuais por parte da empresa que solicita o financiamento, além da realização de auditorias independentes a fim de se constatar a adequação do projeto às regras estabelecidas. Trata-se de um compromisso voluntário para incorporar esses princípios em projetos de US$ 10 milhões ou mais. Em 2006, quando foram revisados, os princípios também ganharam alcance para serviços de assessoria na estruturação de projetos.

O Itaú atua de forma destacada no comitê diretivo e nos grupos de trabalho dos Princípios do Equador, suportado pela experiência de ser o 1º banco brasileiro a considerar conceitos socioambientais na análise de projetos desde 2000. Em 2007 foram analisados e aprovados seis projetos relacionados aos Princípios do Equador no âmbito do Itaú BBA, sendo dois categorizados como alto risco e quatro como médio risco, num volume de investimentos de R$ 4,1 bilhões.

E a experiência do Itaú na adoção do acordo e da política socioambiental de crédito tem sido tão bem sucedida que o banco é visto como referência no setor. "Em maio, recebemos representantes do Industrial Bank of China, que buscavam a experiência do Itaú BBA com análise de risco socioambiental num mercado emergente, como o Brasil", completa Battisti, que essa semana está justamente na China em uma série de palestras para compartilhar esse conhecimento, com participação da IFC e de bancos chineses.

Foco na sustentabilidade
Como parte dessa preocupação socioambiental, vale destacar que o Itaú lançou, no final de 2007, a Política de Riscos Socioambientais, para ser utilizada nos processos de concessão de crédito para pessoa jurídica para os clientes do Itaú BBA e Itaú com envolvimento em crédito superior a R$ 5 milhões. Para os bancos Itaú Buen Ayre, Itaú Chile, Itaú Uruguay e Itaú Europa, serão desenvolvidos processos próprios de análise até o final de 2009, considerando a especificidade de cada instituição. Atualmente o Itaú ocupa a liderança no ranking de bancos latino-americanos que adotam as melhores práticas de governança corporativa, elaborado pela consultoria Management & Excellence e a revista Latin Finance. Além disso, o banco é a única instituição financeira da América Latina a integrar o Dow Jones Sustainability World Indexes (DJSI) desde seu início, em 1999, e o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Este ano, a instituição conquistou ainda o selo A+ GRI Checked da Global Reporting Initiative por seu Relatório Anual de Sustentabilidade.


Envolverde, 23/09/08
© Copyleft - É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.

Mais...

Programa de ODM paranaense será apresentado na ONU

O presidente do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná, Rodrigo da Rocha Loures, vai apresentar nesta terça-feira (23), na sede das Nações Unidas, em Nova York, o sistema de funcionamento do programa Nós Podemos Paraná, que é promovido pelo Sistema Fiep para que o Estado alcance os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, estabelecidos pela ONU no ano 2000, até 2010. “O Paraná resolveu avançar, diminuindo em cinco anos o espaço de tempo para o alcance das metas da ONU”, afirma Loures.

A experiência paranaense é a única da América Latina a ser mostrada no evento preparatório para o High Level Event, que vai reunir diversos chefes de Estado na ONU na próxima quinta-feira (25) para debater o desenvolvimento social no mundo. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o convidado para fazer a abertura do encontro.

De acordo com o Rocha Loures, o programa Nós Podemos Paraná facilita a popularização das metas estabelecidas pelos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. “Usamos uma linguagem comum, de fácil compreensão. Com ele, fomentamos uma enorme rede social”, destaca.

O programa Nós Podemos Paraná foi escolhido para ser apresentado na ONU por ser considerado uma ação complementar efetiva, que leva para diversas localidades os conceitos globais dos Objetivos do Milênio. “Construímos uma plataforma catalizadora e de monitoramento de ações em favor do alcance dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio no Paraná”, explica o presidente da Fiep, lembrando que o programa promovido pela entidade completou três anos de existência.

Rocha Loures destaca ainda que a proposta do Nós Podemos Paraná é fomentar um processo construcionista, que estimule o imaginário futuro. Os Círculos de Diálogo são espaços de aprendizagem para o empreendedorismo social. “Em todos os nossos encontros fomentamos a criação de um plano de ação. A pergunta que inspira as reuniões é qual a contribuição que o grupo pode dar para fazer acontecer a mudanças necessárias”, informa.

O presidente do Sistema Fiep lembra também que um dos diferenciais do programa paranaense é o monitoramento das ações. “Para isso, contamos com o Orbis, um observatório modelo para medir indicadores ambientais e socioeconômicos e o progresso das iniciativas voltadas para os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio”, complementa.

Encontro da ONU vai reunir quase 200 países para discutir desenvolvimento mundial
A 63ª sessão da Assembléia-Geral da Organização das Nações Unidas começa na próxima terça-feira (23) e deve reunir representantes dos 192 países-membros da ONU. O encontro será na sede da organização, em Nova York (EUA). Temas como mudanças climáticas, promoção dos direitos humanos, combate à fome e à pobreza, desarmamento e combate ao terrorismo vão fazer parte dos debates, que encerram no dia 1º de outubro.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa da abertura da sessão, quando deverá defender o multilateralismo como ferramenta para equacionar as crises ambiental, de alimentos e energética, além de ressaltar a importância dos biocombustíveis. Lula também deve participar de dois encontros de alto nível na ONU: um sobre as necessidades de desenvolvimento da África e outro sobre as metas de desenvolvimento do milênio.

A inclusão do Brasil como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, uma antiga reivindicação dos brasileiros, voltará a ser defendida por Lula. O cenário para que essa antiga reivindicação dos brasileiros se torne realidade é positivo. O presidente da 63ª sessão, Miguel d’Escoto Brockmann, disse recentemente que o objetivo central do encontro da Assembléia-Geral é democratizar as nações unidas.

A Assembléia-Geral da ONU, criada em 1945, é um fórum multilateral de discussão de temas internacionais, além de ter um papel importante no processo de padronização e codificação das leis internacionais. Entre suas principais funções estão a recomendação de princípios para a manutenção da paz e segurança mundiais e a promoção de políticas de cooperação e desenvolvimento entre os países.


Redação do Mercado Ético, com informações da FIEP e da Agência Brasil
Envolverde, 23/09/08
© Copyleft - É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída

Mais...

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Wings oferece glossários sobre setor de investimento social privado

A Worldwide Intiative for Grantmaker Support (Wings), a rede global de iniciativas de apoio a investidores sociais privados, divulgou dois glossários relacionados ao campo social. A proposta é listar termos usados na filantropia global, para apontar a variedade de conceitos e contribuir para a expansão do diálogo internacional do setor.

Criada formalmente no ano de 2000, a Wings é uma rede mundial que busca o fortalecimento da filantropia e da cultura de doações por meio de programas de aprendizado, intercâmbio de conhecimento e aprimoramento profissional entre 140 associações participantes. São organizações que voluntariamente se inscrevem para participar da rede, sem qualquer custo.

Por sua natureza global, a rede lida com uma grande variedade de interpretações para os termos utilizados, que são condicionados por contextos culturais e legais. Os regionalismos estão apontados em cada vocábulo, com a interpretação de cada região ou país.

Além de oferecer o glossário em inglês, língua oficial da organização, a Wings disponibiliza uma lista com mais de 150 termos em espanhol.

Consulte aqui a lista, em inglês..

Clique aqui para a ver os termos em espanhol.


redeGIFE Online, 22/09/08

Mais...

Estado, terceiro setor e regulação de parcerias

Inúmeras atividades de interesse coletivo, normalmente atribuídas ao Estado, são desempenhadas em associação com organizações com fins lucrativos (empresas) sem que isso cause maior surpresa aos cidadãos. É o caso, para ficar em alguns poucos exemplos, dos serviços públicos de coleta de lixo, de distribuição de energia elétrica ou de telecomunicações.

Quando esse relacionamento se dá com organizações sem fins lucrativos (associações e fundações privadas), o tema costuma levantar polêmica. Alguns acusam o Poder Público de “cooptar” a sociedade civil organizada, outros criticam o que seria uma disfarçada “terceirização” das responsabilidades do Estado e alguns, inclusive, vislumbram a abertura de uma porta para a má aplicação ou desvio de recursos públicos.

Uma explicação para essa percepção crítica talvez resida no fato de que, enquanto para as parcerias público-privadas com o setor lucrativo desenvolveu-se um sofisticado aparato de leis e instituições destinadas a regulá-las e monitorá-las, nas parcerias com o setor não-lucrativo esse marco jurídico-institucional é significativamente menos desenvolvido.

Existem alguns pontos críticos da legislação aplicável ao relacionamento do Estado com o chamado “terceiro setor”. Atualmente, o Poder Público dispõe de três principais instrumentos para formalizar uma parceria com organizações sem fins de lucro: o convênio, o termo de parceria e o contrato de gestão.

O convênio é o instrumento utilizado para a execução descentralizada de qualquer programa de trabalho, projeto/atividade ou evento de interesse recíproco, em regime de mútua cooperação. No plano normativo, há praticamente um único dispositivo legal que o regulamenta: o artigo 116 da Lei nº. 8.666/93; por essa razão, a maioria de suas normas é de caráter infralegal e está consubstanciada em decretos do Presidente da República (decretos nº. 5.504/05 e 6.170/07) e em instruções normativas da Secretaria do Tesouro Nacional, a IN nº. 1/97. A princípio, pode ser celebrado com qualquer organização sem fins lucrativos, independentemente de titulação ou qualificação.

O termo de parceria é voltado ao fomento e execução das atividades definidas como de interesse público pelo artigo 3º da Lei nº. 9.790/99 e disciplinado pelo Decreto nº. 3.100/99. Apenas aquelas organizações que cumprirem os requisitos legais e sejam qualificadas como OSCIP (Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público) pelo Ministério da Justiça é que estão aptas a celebrar a parceria com o Poder Público.

O contrato de gestão tem por objetivo a formação de parceria para o fomento de organizações que prestam serviços públicos não-exclusivos do Estado: ensino, pesquisa científica, desenvolvimento tecnológico, proteção e preservação do meio ambiente, cultura e saúde. É regulado pela Lei nº. 9.637/98. Para firmar um contrato de gestão, a organização deve ter sido previamente qualificada como OS (Organização Social) pelo ministério correspondente.

O termo de parceria e o contrato de gestão possuem vantagens em relação ao convênio: A primeira é um maior rigor na seleção da organização parceira, que é obrigada a assumir uma série de deveres em termos de transparência, como a obrigação de tornar públicos os relatórios de atividades e demonstrações financeiras, para obter qualificação como OSCIP ou OS.

A segunda é a existência de um maior número e melhores mecanismos de controle: enquanto o convênio é fiscalizado apenas pelo Poder Público e pelo Tribunal de Contas, o termo de parceria submete-se adicionalmente à supervisão do Conselho Fiscal da OSCIP, de auditoria externa, de uma Comissão de Avaliação, do Conselho de Políticas Públicas da área envolvida e de toda a sociedade. O contrato de gestão é acompanhado ainda por um Conselho de Administração, composto com representantes do Poder Público e de outras organizações da sociedade civil, e por uma Comissão de Avaliação integrada por experts na área. Além disso, a fiscalização tanto do termo de parceria quanto d o contrato de gestão é fundamentada em uma lógica de resultados, na medida em que prevêem metas de resultado e indicadores que permitem o acompanhamento periódico do impacto da parceria.

A Constituição Federal estabelece que todas as contratações efetuadas pelo Poder Público devem ser precedidas de licitação (art. 37, inciso XXI). A interpretação prevalecente que a doutrina jurídica e a jurisprudência dos tribunais brasileiros conferiram a esse dispositivo, contudo, é no sentido de que ele somente se aplica nas hipóteses de autêntica contratação. Portanto, quando se está diante de fórmulas de cooperação, como é o caso dos convênios, termos de parceria ou contratos de gestão, não haveria necessidade de procedimento licitatório.

No caso específico dos termos de parceria, o Decreto nº. 3.100/99 deu um salto de qualidade ao prever a realização de “concurso de projetos” para a escolha da OSCIP parceira (art. 23). No entanto, relegou essa providência à discricionariedade do Poder Público ao torná-la meramente facultativa, e não obrigatória. Equívoco semelhante foi repetido pelo Decreto nº. 6.170/07, que estabeleceu que a celebração de convênios “poderá ser precedida de chamamento público, a critério do órgão ou entidade concedente” (art. 4º).

Ou seja, a ampla maioria dos instrumentos de cooperação firmados pela União, Estados e municípios são celebrados sem a prévia realização de qualquer procedimento seletivo, medida que seria salutar para garantir transparência ao propósito do Poder Público de estabelecer esta parceria. Essa situação abre margem para o indevido favorecimento de organizações mal-intencionadas.

Conforme demonstrado nesta rápida síntese, o termo de parceria e o contrato de gestão constituem instrumentos mais adequados e transparentes para regular a parceria entre o Estado e organizações sem fins lucrativos. Talvez ainda seja prematuro apostar em uma extinção do convênio. Enquanto ele perdurar, é fundamental que sejam realizados alguns aperfeiçoamentos na legislação, principalmente no sentido de se impor a realização de procedimento seletivo simplificado para a escolha da organização parceira - medida esta que pode perfeitamente ser estendida ao termo de parceria - e, ademais, para se exigir a elaboração e publicação de regulamento para a contratação de serviços, obras e compras. Além disso, é fundamental que o Estado adote como política uma maior utilização do termo de parceria e do contrato de gestão, explorando ao máximo o potencial que estes instrumentos podem proporcionar.


Eduardo Pannunzio
Coordenador da área de Terceiro Setor de Rubens Naves, Santos Jr., Hesketh Associados e consultor do GIFE
redeGIFE Online, 22/09/08

Mais...

Programa fortalece avaliação no campo social

Considerada um dos mais complexos desafios para organizações, sejam elas públicas, privadas ou de movimentos da sociedade civil, a avaliação é uma espécie de “calcanhar de Aquiles” do campo social. No debate sobre o assunto, não faltam metodologias desacreditadas, projetos inovadores e polêmica na utilização dos mais distintos modelos e padrões.

No entanto, embora a discussão sobre o tema seja considerada imprescindível, não há um campo fortalecido no Brasil para isso. Com o objetivo de mudar esse quadro, o Instituto Fonte lança um programa que irá, nos próximos anos, articular uma série de ações voltadas para empresas, ONGs e universidades.

“O instituto atua há 10 anos no desenvolvimento do campo da avaliação no País. Nesse tempo, percebemos que o debate é muito incipiente e não existe uma comunidade de avaliadores”, explica o consultor associado do Instituto Fonte, Daniel Brandão.

Ele afirma também que a produção teórica é muito reduzida, o que inviabiliza a difusão da cena crítica sobre avaliação. “Não entendemos esse campo. Quem faz? Como faz?”, argumenta.

O início dos trabalhos do Instituto Fonte está centrado em dois grandes projetos, com o apoio da Fundação Itaú Social. O primeiro será uma pesquisa sobre a visão de 200 empresas sobre o assunto. Ao mesmo tempo, pretendem identificar e analisar a produção acadêmica brasileira. “Esses dois eixos permitirão conhecer o estado da arte da avaliação no campo social”, garante Brandão.

Com parceria do Instituto de Pesquisas e Projetos Sociais e Tecnológicos (IPSO), o programa pretende organizar, disponibilizar e caracterizar o que se estuda nas universidades, com a promoção de debates focais sobre o material. “Pretendemos tornar mais acessível um conteúdo mais qualificado produzido na academia”, define.

Paralelamente a esse trabalho, a pesquisa tem o objetivo de compreender como o setor privado percebe a avaliação de seu investimento na área social. Conduzido pela TNS-InterScience, empresa de pesquisa de mercado, e o apoio do GIFE, o levantamento esmiuçará o processo de mensuração, desde de quando é implementado, até o quanto se investe e como ele é feito.

A apresentação dos resultados da pesquisa será realizada no dia 02 de outubro, das 8:30 às 13hs, na sede do Instituto Itaú Cultural (Av. Paulista, 149 - próximo ao Metrô Brigadeiro). Para participar se inscreva pelo telefone 0800 – 7744 055. O evento é gratuito.

Dados
Levantamentos similares mostram números discordantes sobre a avaliação por parte da iniciativa privada. Segundo censo realizado pelo GIFE com seus associados, cujo investimento somado em iniciativas sociais chegou a R$ 1,15 bilhão em 2007, cerca de 72% das fundações e institutos e 74% das empresas fazem o monitoramento de todos os projetos. Dessas, 64% das fundações e institutos e 58% das empresas fazem avaliação de resultado de todos os projetos.

“Esse dado é muito positivo porque a cultura de avaliação de resultados ainda é muito recente no Brasil. Também porque realizar esse diagnóstico ainda é muito caro, principalmente para pequenos projetos. Uma avaliação chega a ser 15% dos custos totais das iniciativas”, lembra o secretário-geral do GIFE, Fernando Rossetti.

No entanto, segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), as empresas não tem sido tão eficientes quanto os associados ao GIFE. Para saber, o setor privado brasileiro investe cerca de R$ 5.3 bilhões por ano no campo social. O GIFE representa 20% desse montante, enquanto o resto do investimento está diluído em mais de 500 mil empresas.

Questionadas se possuem avaliações documentadas das ações sociais desenvolvidas, 79% (das 500 mil) disseram “não”. As conclusões do instituto são enfáticas: embora tenham entusiasmo para fazê-la, os responsáveis não vêem essa mensuração como instrumento de transparência, e confundem avaliação com número de atendidos.

A preocupação com o tema é Global. Em artigo escrito para o GIFE (leia aqui, Fred Carden, Diretor da International Development Research Centre and Research Fellow in Sustainability Science no Harvard’s Center for International Development, afirmou que o status quo da avaliação de desenvolvimento não basta.

“Enquanto a avaliação é relativamente forte na América do Norte e na Europa, em outras partes do mundo, é bem fraca. Se quisermos que a avaliação floresça no Hemisfério Sul (África, Ásia, América Latina), a pesquisa sobre o tema não pode continuar a ser reserva das instituições baseadas no Hemisfério Norte e de seus valores”, acredita.


Rodrigo Zavala
redeGIFE Online, 22/09/08

Mais...

Itaú começa caça por herdeiros de empresas na América Latina

Banco quer dobrar carteira do private bank em cinco anos e crescer em países como Argentina e Venezuela

O Itaú Private Bank, braço do Itaú responsável pela gestão de fortunas, quer crescer na América Latina para dobrar sua carteira de recursos administrados, hoje de 35 bilhões de dólares, nos próximos cinco anos. Para atingir a meta, o banco começa a se aproximar de herdeiros de grandes empresas de países como Argentina e Venezuela.

A investida teve início nos dias 8 e 9 de setembro, quando o Itaú organizou uma série de palestras no balneário uruguaio de Punta del Este para 80 herdeiros de fortunas, dos quais 60 eram brasileiros e 20 vinham de Argentina, Chile e Uruguai. É a primeira vez que o banco realiza esses seminários para clientes de fora do Brasil – por aqui, os eventos já aconteciam há quatro anos. “Hoje o Itaú tem o quinto maior serviço de private banking na América Latina”, diz Lywal Salles, diretor da área. “Queremos assumir pelo menos o terceiro lugar”. De acordo com estimativas do próprio Itaú, sua área de private bank tem hoje menos ativos sob gestão na América Latina do que UBS, Credit Suisse, Merrill Lynch – recentemente comprado pelo Bank of America – e Citigroup.

A fórmula por trás dos seminários é simples (e já usada na América Latina por instituições como UBS e HSBC): o banco convida um grupo de herdeiros de fortunas a assistir, gratuitamente, a seminários sobre investimentos pessoais, sucessão familiar em empresas e economia mundial. Em troca, o Itaú consegue acesso direto a potenciais clientes.

No evento organizado pelo Itaú no Uruguai, os convidados tinham entre 18 e 35 anos, pertenciam à segunda ou terceira geração de famílias donas de empresas (em alguns casos, a primeira geração também participou) e eram herdeiros de um patrimônio superior a 15 milhões de dólares. “Fizemos uma filtragem dos milionários da região para encontrar exatamente nosso público alvo”, diz Cristiane Sultani, superintendente de aconselhamento patrimonial do Itaú que coordenou a organização do evento. O que atraiu o grupo de abastados foi um programa com palestrantes como o consultor Ivan Lansberg, especialista em empresas familiares e ex-professor das universidades de Columbia e Yale, e Moisés Naím, ex-ministro da Indústria e Comércio da Venezuela.

Em 2009, o Itaú deve fortalecer a prospecção por clientes na América Latina. Em março, o banco iniciará um curso – também sobre finanças pessoas, economia e sucessão - para herdeiros da região que será realizado em três módulos, cada um em uma cidade diferente. Ainda no primeiro semestre, o private bank do Itaú deve abrir um escritório no México. A definição sobre como será a chegada ao país – se por uma aquisição ou parceria – só virá com o resultado de um estudo ainda em andamento, coordenado pela consultoria Boston Consulting Group.

Com o escritório do México e o fortalecimento em países como Argentina e Venezuela – maiores mercados para o serviço de private banking do banco depois do Brasil - o Itaú pretende desconcentrar sua carteira de ativos de milionários. Hoje, 70% dos recursos administrados pertencem a clientes brasileiros. Até 2013, essa porcentagem deverá cair para até 50%. Para manter o crescimento da área também no Brasil, o Itaú deve iniciar, no segundo semestre de 2009, um programa formal de estágio para herdeiros. Na prática, isso significa que filhos de clientes do private bank serão convidados a trabalhar no banco.


Larissa Santana
Portal Exame, 22/08/09

Mais...

ONG CineMaterna promove sessões para mães com bebês

Mães e filhos assistem à sessão amigável a bebês, promovida pela associação no Bristol

Pouco a pouco, o saguão do cinema é tomado por carrinhos de bebês e mães com crianças no colo. O público se acomoda na sala e o filme começa. No início, balbucios e choramingos se misturam ao som do filme, mas, aos poucos, os pequenos se acalmam. A cena faz parte do cotidiano das mulheres que participam da ONG CineMaterna que, desde agosto, tem à disposição sessões especiais --com volume mais baixo, luz suave e trocadores na sala.

O Bristol foi o primeiro a abraçar o projeto, com sessões nas tardes de terça, nas quais as mães levam os bebês com até 18 meses.

Nas últimas semanas, o Espaço Unibanco Augusta e o Frei Caneca Unibanco Arteplex aderiram à iniciativa, este último com projeções quinzenais aos sábados.

"Ia ao cinema de duas a três vezes por semana, antes da gravidez, e sabia que era uma das coisas de que mais sentiria falta", conta Irene Nagashima, 37, mãe de Max, quatro meses.

Irene começou a reunir informalmente um grupo de mães e bebês para ir ao cinema, mas a procura pelas sessões cresceu tanto que as pioneiras decidiram transformar o projeto em uma ONG.

A partir desta quinta-feira (25), a Cinemark estréia a Sessão Mamãe a Bordo, no shopping Market Place, mostrando que também comprou a idéia. A projeção ocorrerá sempre às quintas, às 14h, com ingressos a R$ 12.

A programação é escolhida por votação através do site www.cinematerna.com.br


Natalia Engler
Folha Online, 22/09/08

Mais...

sábado, 20 de setembro de 2008

Venda seus produtos no Orkut com PagSeguro!

A partir de agora, quem navega pelo Orkut pode comprar e vender produtos – novos e usados – de maneira fácil e segura. O Minha Loja é um aplicativo pronto para que o usuário insira uma loja virtual completa em seu perfil, permitindo o recebimento de pagamentos por cartões de crédito, débito ou boleto bancário.

Desenvolvido pela Amanaiê – produtora especializada na criação e desenvolvimento de aplicativos para redes sociais, como Orkut, MySpace e Facebook –, em parceria com o PagSeguro, solução para pagamentos online do UOL que oferece segurança a compradores e vendedores, o Minha Loja estreou na primeira quinzena de setembro, registrando X mil cadastros em seus primeiros dias de funcionamento.

“O Minha Loja permite que uma pessoa veja os produtos que seus amigos, também usuários do aplicativo, publicaram, formando uma espécie de shopping social. Trata-se de uma rede de confiança já construída a partir dos amigos que a pessoa tem no Orkut”, afirma Gilberto Alves Junior, diretor da Amanaiê. “Organizados por tags, os produtos também podem ser vistos por qualquer usuário do aplicativo”, completa Gilberto.

O PagSeguro, reconhecido como uma solução completa para e-commerce, cuida de todo o processo de transação do Minha Loja. “Esta é uma excelente oportunidade para popularizarmos ainda mais a prática de comercialização online no Brasil. O PagSeguro oferece os mesmos benefícios dentro do Orkut”, diz Ricardo Dortas, diretor de Novos Negócios do UOL.

Uma das vantagens para o vendedor é a possibilidade de parcelar o valor de seu produto em até 15 vezes, obtendo a quantia integral do PagSeguro, sem precisar pagar mais por isso.

“Pequenos comerciantes costumam vender seus produtos para os amigos, sua própria rede de relacionamentos. O que o Minha Loja faz é exatamente isso, mas na linguagem da Internet e das redes sociais. A rede social, que já é o centro da vida de muitas pessoas na Internet, torna-se o meio de divulgação e comercialização de produtos”, declara Gilberto.


Dennis Ferreira
Blog do PagSeguro, 18/09/08

Mais...

Restaurantes paulistanos participam de festival beneficente

Circuito Gastronômico do Bem em SP doa valor de cada sobremesa

Nos dias 2 e 3 de outubro, cinco restaurantes paulistanos sediam o festival Circuito Gastronômico do Bem, evento cujo intuito é arracadar fundos para a Associação Prato Cheio, entidade que atua no combate à fome e ao desperdício de alimentos na capital paulista.

Durante o festival, todos os restaurantes participantes doam o valor de uma sobremesa de seu cardápio para a entidade que, entre outras atividades, trabalha no acompanhamento nutricional de crianças e na orientação sobre a manipulação e estocagem de alimentos. A entidade também promove cursos de culinária com receitas que ensinam o aproveitamento máximo de alimentos doados.

Veja os restaurantes que participam do evento:
Obá
Informe-se sobre o local
Cordel
Informe-se sobre o local
Casa Europa
Informe-se sobre o local
Arábia
Informe-se sobre o local

Mais informações sobre a entidade podem ser obtidas no site www.pratocheio.org.br


Folha Online, 20/09/08

Mais...

Sebrae lança nova edição do Prêmio Top 100 de Artesanato

Vencedores ganham reconhecimento nacional, lojas virtuais e um catálogo exclusivo, além de novos clientes

Com o objetivo de promover o artesanato brasileiro e reconhecer as cem unidades produtivas mais competitivas do País, o Sebrae lança a segunda edição do Prêmio Top 100 de Artesanato. Entre os critérios de seleção e premiação do evento, estão aspectos relacionados ao grau de inovação dos produtos, adequação econômica e funcional nas unidades de produção, respeito ao meio ambiente, eficiência produtiva, adequação cultural e logística, estratégias de comunicação e promoção, práticas comerciais, compromisso social e gestão empresarial.

O período de inscrições é de 1° a 30 de setembro, e podem participar artesãos, cooperativas, associações ou grupos de produção artesanal. As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas unicamente pelo site www.top100.sebrae.com.br, que estará habilitado durante o período de inscrição.

“Para que a unidade seja competitiva, ela deve levar em consideração aspectos estéticos e culturais, mas isso não é tudo. Essa iniciativa leva em conta os processos produtivos com foco nas exigências do mercado, o que evidencia também critérios de dimensão social, econômica e ambiental”, explica Raissa Rossiter, gerente da Unidade de Acesso a Mercados do Sebrae Nacional.

Depois de inscritos, os participantes passarão por uma avaliação que selecionará as 150 unidades com maior pontuação. Cada unidade selecionada receberá visita de um consultor para verificação das informações prestadas. Por último, um júri definido pelo Sebrae que tenha notório conhecimento do setor escolherá as cem unidades produtivas mais bem preparadas para o mercado. Todos os inscritos, selecionados ou não para a fase final, serão informados pelo correio eletrônico.

As cem unidades vencedoras ganharão um certificado de premiação, uma autorização de uso do selo ‘Prêmio Sebrae Top 100 de Artesanato’, até março de 2010, e divulgação de três produtos em sites e em materiais promocionais. Os vencedores irão participar ainda da Rodada de Negócios promovida pelo Sebrae para aproximação das unidades artesanais produtivas com outros empresários para oferta e demanda de produtos. Seis meses depois, uma nova Rodada será realizada para fortalecer a negociação comercial dos cem ganhadores.

Este ano, o prêmio traz uma novidade: algumas unidades, mesmo que não estejam selecionadas entre as 100 melhores, serão beneficiadas. As 20 unidades por estado que tiverem maior pontuação receberão um bônus de oito horas de recomendações sobre melhorias de gestão para aprimoramento de seu desempenho competitivo.

“Essa iniciativa de acompanhamento pós-premiação apóia empresas para que, futuramente, elas tenham fortes condições de conquistar esse prêmio”, avalia Ricardo Guedes, gerente da Unidade de Atendimento Coletivo – Comércio e Serviços do Sebrae Nacional.

Os resultados dos vencedores serão divulgados no site do Sebrae em dezembro. Os ganhadores participarão da cerimônia de premiação, prevista para o dia 18 de março de 2009 em São Paulo, com as despesas de deslocamento e hospedagem pagas pela Instituição.

Passaporte
Na primeira edição, em 2006, 540 unidades produtivas de todo o País se candidataram ao prêmio. Para os cem vencedores, a premiação foi um verdadeiro passaporte para o mercado. As unidades ganharam reconhecimento nacional, lojas virtuais, um catálogo exclusivo, além de novos clientes, como o próprio Sebrae. Muitas, inclusive, ainda fazem negócios decorrentes da premiação.

O Prêmio, bianual, tem o objetivo de se tornar um modelo de referência das melhores práticas de produção e comercialização no artesanato. Trata-se de um mecanismo inédito de segmentação mercadológica sendo, ao mesmo tempo, uma ferramenta de diagnóstico e de prescrição dos requisitos positivos que devem possuir uma empresa de artesanato. Desta forma, os participantes são devidamente orientados na busca de melhorias contínuas e, conseqüentemente, de sua condição competitiva e participação no mercado.


Tatiana Alarcon
Agência Sebrae de Notícias

Mais...

Gisele Bündchen em nova luta pela Mata Atlântica

Campanha que estréia neste domingo, 21, para o lançamento da nova coleção de sandálias Grendene Gisele Bündchen, destaca a importância da semente e do envolvimento de todos pelo meio-ambiente

A top Gisele Bündchen esteve no Brasil no último dia 9 para plantar uma espécie nativa da Mata Atlântica em um viveiro de Campinas. A defesa da causa do projeto Florestas do Futuro, da ONG SOS Mata Atlântica, marca o início simbólico da campanha de lançamento da nova coleção de sandálias Grendene Gisele Bündchen, criada pela W/Brasil.

A estréia na TV acontece neste domingo, 21, no intervalo do Fantástico, na Rede Globo e mostra a modelo número um do mundo ao lado de outras mulheres se balançando em uma grande árvore. A idéia é destacar que a ajuda de todos é fundamental para preservar as florestas e que ao comprar um dos produtos da nova coleção, as consumidoras estarão colaborando - parte da renda será destinada ao projeto da SOS Mata Atlântica.

Não é a primeira vez que Grendene e Gisele Bündchen se engajam na luta pela preservação ambiental. No ano passado, a modelo vestiu-se de água e no ano anterior, filmou entre os índios. "A Grendene e a Gisele estão cada vez mais preocupadas com o meio-ambiente, o tema já veio definido para a agência. Outro pedido da Grendene é que a campanha não ficasse distante das consumidoras das classes C e D, por isso decidimos cercar a modelo por outras mulheres", conta Gastão Moreira, redator da W/Brasil.

"GB Sementes. Seus pés vão dar frutos" é o conceito da ação. Segundo Moreira, o diferencial deste filme, em relação aos anteriores, é que contam com a locução da própria Gisele que fala da questão da semente e sua importância na preservação das matas. A estratégia prevê ainda peças para mídia impressa e exterior.

A criação é de Celso Alfieri e Gastão Moreira, com direção de criação de Rui Branquinho. A produtora é a Conspiração Filmes, com direção de Andrucha Waddington.


Roberta Ristori
Meio & Mensagem, 19/09/08

Mais...

Antídoto - Seminário Internacional de Ações Culturais em Zonas de Conflito

Em outubro, o Itaú Cultural e o AfroReggae apresentam o Antídoto - Seminário Internacional de Ações Culturais em Zonas de Conflito. Em sua terceira edição, o seminário traz pensadores e atores sociais do Brasil, de Burkina Faso, da República Democrática do Congo, da Índia e de El Salvador.

Além dos debates, o Antídoto promove a mostra de documentários CinePerifa, da Central Única das Favelas (Cufa-SP); a peça Machado a 3 x 4, do grupo Nós do Morro; shows de AfroReggae, AfroSamba, Ilê Aiyê, Lirinha, Samba da Vela e Z'África Brasil; o lançamento do livro A Cultura É a Nossa Arma: AfroReggae nas Favelas do Rio, de Damian Platt e Patrick Neate, e da publicação Antídoto, que trata das duas primeiras edições do evento.

Na semana do dia 20, Dona Chupetinha, a cozinheira mais famosa de Vigário Geral, será a responsável pelos pratos oferecidos no restaurante do instituto, o Café Cultural. Em uma ação conjunta com a Organização das Nações Unidas (ONU) e com o apoio da Fundação Rebook, o Antídoto sedia, também, a comemoração dos 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Todas as atividades têm entrada gratuita. Os shows e os seminários serão transmitidos ao vivo pela internet. Confira a programação completa no hotsite.

Itaú Cultural | Avenida Paulista 149 Paraíso (próximo à estação Brigadeiro do metrô)
informações 11 2168 1777 | www.itaucultural.org.br


Imagem: Helga Vaz/Itaú Cultural

Mais...

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Guia de Ativismo 2.0: YouTube + GoogleEarth

O Guia Advocacy 2.0 (Ferramentas para o Ativismo Digital) descreve algumas das melhores técnicas e ferramentas que ativistas digitais - e outros que querem aprender sobre este assunto - podem usar em suas campanhas online de Ativismo.

Enquanto nosso guia anterior (Blog for a Cause! - Blog por uma Causa!) focava no uso efetivo de blogs como ferramentas de Ativismo, este guia explorará usos criativos de outras aplicações Web 2.0.

Nosso objetivo é:
*Agregar ferramentas web 2.0 para Ativismo;
*Dar instruções detalhadas sobre como usá-las;
*Mostrar experiências de sucesso com o ativismo web 2.0 por ativistas locais ao redor do mundo; e
*Inspirar outros ativistas a adotarem estas estratégias de modo a servir seus objetivos e necessidades específicas.

Do “Geo-bombing” (Geo-bombardeio) ao “multi-blogging” e Twitter ao “mash-ups” (misturas), exploramos o campo do Ativismo digital, auxiliando ativistas a chegarem ao público que nunca antes alcançaram.

Estamos dispondo este primeiro da série Guias Advocacy 2.0 que mostrará como usar a web 2.0 como ferramenta para Ativismo.

Geo-bombing (Geo-bombardeio) é uma das técnicas que podem ser empregadas para permitir uma disseminação mais eficiente de suas campanhas de vídeo do YouTube através de aplicações de mapeamento do Google como Google Maps and Google Earth. Agora [Inglês] você pode assistir seu vídeos geotagged (geo-marcados) dentro do Google Maps e do Google Earth. Qualquer vídeo do YouTube geo-marcados aparecerão quando a camada do YouTube no Google Maps/Earth estiver ligada.

Eis o que você precisa para saber como conseguir mais desta técnica poderosa.

Como fazer?
1- Geo-marcar seu vídeo:
Durante o processo de upload no YouTube você pode geo-marcar seu vídeo em uma localidade:
Quando o local estiver gravado e o vídeo inserido ele aparecerá no Google Earth.

2- Como mostrar os vídeos geo-marcados no Google Earth?
Para ativar a camada do Google YouTube, você precisa ir ao menu “Layers” (Camadas) ao lado esquerdo do Google Earth. Expandindo a “Gallery” (Galeria) na árvore de camadas irá expor a camada “Youtube”. Depois de clicar a caixa ao lado da Camada YouTube todos os ícones do Google YouTube aparecem por toda a terra.



Esta técnica tem sido usada por ativistas tunisianos no blog coletivo Nawaat.org (The Core - O Centro) para fazer o link de dezenas de testemunhos em vídeo de prisioneiros políticos da Tunísia e defensores dos direitos humanos para o local do palácio presidencial tunisiano no Google Earth. Agora, quando você voa sobre o palácio presidencial da Tunísia no Google Earth você vê que ele está coberto com os mesmos vídeos sobre liberdades civis que Ben Ali está tentando evitar que os Netizens Tunisianos assistam através do bloqueio de websites populares de troca de vídeos, YouTube e DailyMotion.

Veja o Sit-in virtual no Palácio Presidencial da Tunísia no Google Earth: Você pode baixar este arquivo Google Earth kmz (Keyhole Markup Zip) que iniciará o Google Earth (é preciso tê-lo instalado) e será levado até o Palácio Presidencial Carthage.

Link para o post original, por Sami Ben Gharbia

Baixe este guia em pdf [em inglês]


Ministério da Cultura, 19/09/08

Mais...

Pitt: US$ 100.000 à união gay

O ator americano Brad Pitt doou 100.000 dólares para apoiar os partidários do casamento entre homossexuais na Califórnia, diante do referendo que busca proibir estas uniões, revelou nesta quarta-feira o jornal Los Angeles Times.

Os casamentos entre pessoas do mesmo sexo são legais na Califórnia desde junho, quando entrou em vigor uma decisão da Suprema Corte estadual modificando o código civil. Mas os adversários da medida conseguiram reunir as assinaturas necessárias para organizar um referendo sobre o caso.

O referendo, chamado de "Proposta 8", será realizado no dia 4 de novembro, na Califórnia, paralelamente à eleição presidencial americana.

"Ninguém tem direito a negar aos outros seu modo de vida, mesmo que não concorde com ele, porque todos têm o direito de viver a vida que desejam, desde que não prejudiquem o outro. A discriminação não tem lugar nos Estados Unidos, meu voto será pela igualdade e contra a Proposta 8", diz Brad Pitt em um comunicado publicado pelo Los Angeles Times.


Veja Online, 18/09/08

Mais...

1ª Feira Internacional para Intercâmbio das Boas Práticas Socioambientais acontece de 23 a 25 de setembro em SP

Painéis de debates com apresentação de cases internacionais, oficinas de boas práticas com certificado de participação, Banca de Captação de Currículos, Stands de cases nacionais, entre outros

A primeira feira temática desta natureza e formato em território nacional contará com os cases das instituições Benchmarking participantes, mais os cases internacionais indicados por entidades representativas nacionais e internacionais moderados por representantes das principais universidades brasileiras.

Será aberta ao publico (entrada franca) e contará com apoio das universidades e entidades representativas para divulgação e envio do publico docente e discente e especialistas.

Contará ainda com a participação de profissionais atuantes na área, instituições Benchmarking e empresas internacionais, autoridades, entidades representativas nacionais e internacionais e convidados especiais. A programação contempla exposições e debates no auditório, oficina de boas praticas ministradas pela FNQ - Fundação Nacional da Qualidade, stands das empresas participantes e apoiadores para atendimento aos visitantes e Banco de Curriculos para disponibilização as empresas participantes.

1ª Feira Internacional para Intercâmbio das Boas Práticas Socioambientais
23, 24 e 25 de setembro
Centro de Convenções CADORO em São Paulo/SP
Das 10h00 as 20h00
Entrada Franca.
Realização Instituto Mais.

Mais informações e inscrições em: http://www.maisprojetos.com.br/institutomais/index.php


Fonte: ABCR

Mais...

Prêmio Ford de Conservação Ambiental

A 13ª edição do Prêmio Ford de Conservação Ambiental ganha novas categorias em 2008

Com inscrições abertas até 1º de outubro, o Prêmio Ford de Conservação Ambiental, considerado um dos reconhecimentos de maior prestígio do setor no País, contemplará a partir deste ano as categorias Meio Ambiente nas Escolas, Desenvolvimento de Produto e Fornecedor, além das já conhecidas Conquista Individual, Negócios em Conservação e Ciências e Formação de Recursos Humanos.

O vencedor de cada uma das categorias receberá um troféu e R$ 20 mil (vinte mil reais), com exceção à Fornecedor – que ganhará um certificado de reconhecimento da montadora.

Conheça o regulamento aqui.


Fonte: ABCR

Mais...

Fórum de Mobilização de Recursos ABCR - Senac sobre Captação de Recursos por meio de eventos -

O Senac São Paulo e a ABCR - Associação Brasileira de Captadores de Recursos, convidam para mais uma edição do Fórum de Mobilização de Recursos. O tema de outubro é a Captação de recursos por meio de eventos.

Nesta edição serão abordados temas ligados à organização de eventos, à importância do patrocínio e do estabelecimento de parcerias, negociações necessárias, administração e minimização de riscos e tantas outras questões importantes para obter sucesso na geração de recursos por meio dessa estratégia.

Especialista convidado: Cassio Clemente, Diretor de Eventos da APAE de São Paulo e Renata Brunetti, da Atuação Social.

DATA: 07 de Outubro das 19h30 às 21h30
LOCAL: Senac Tiradentes - Av Tiradentes, 822 - Auditório - São Paulo - SP - (próximo ao metrô Tiradentes)
Inscrições: pelo telefone (11) 2135.0300 - A participação é gratuita.


Fonte: ABCR

Mais...

Teatro e Dança - Novas edições dos prêmios da Funarte/MinC estão com inscrições abertas até 30 de outubro

A Fundação Nacional de Artes (Funarte), instituição vinculada ao Ministério da Cultura, divulgou nesta segunda-feira, 15 de setembro, os editais do Prêmio de Teatro Myriam Muniz e do Prêmio de Dança Klauss Vianna. O primeiro tornará possível a realização de 166 projetos voltados às atividades artísticas no setor teatral e o segundo viabilizará a concretização de 69 projetos voltados às modalidades artísticas no segmento da dança. As inscrições devem ser feitas até 30 de outubro.

Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz 2008
Em sua terceira edição, a premiação distribuirá apoio financeiro de R$ 20 mil a R$ 100 mil para grupos ou companhias teatrais, em duas categorias: montagem de espetáculos e manutenção de programas, tais como apresentações, mostras, qualificação profissional, pesquisa, intercâmbio e outras atividades. Com patrocínio da Petrobras, a iniciativa conta com recursos de R$ 3 milhões e contemplará todos os estados brasileiros e o Distrito Federal. Leia mais.

Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna 2008
Em sua terceira edição, a premiação distribuirá apoio financeiro de R$ 20 mil a R$ 80 mil para grupos ou companhias de dança, em duas categorias: montagem de espetáculos e manutenção de programas, tais como apresentações, mostras, qualificação profissional, pesquisa, intercâmbio e outras atividades. Com patrocínio da Petrobras, a iniciativa conta com recursos de R$ 3 milhões e contemplará todos os estados brasileiros e o Distrito Federal. Leia mais.

Processo Seletivo
A avaliação dos projetos caberá às Comissões de Seleção, compostas por três membros de notório saber no segmento teatral ou de dança, conforme a premiação. Serão formadas cinco comissões para cada um dos prêmios, sendo uma para cada região do país. Serão analisados o currículo do proponente; a qualidade e originalidade do projeto; a importância das atividades previstas no contexto artístico do estado em que concorre; o planejamento de ações para tornar o produto final acessível ao público; a consistência, coerência e metodologia no planejamento de execução das idéias.

Informações: editaisteatro@funarte.gov.br e editaisdanca@funarte.gov.br.


Narla Aguiar
Ministério da Cultura, 17/08/09

Mais...

Bahia: Secretaria de Cultura lança editais inéditos para rádio e TV

A Secretaria de Cultura e o Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia acabam de lançar três editais inéditos. A produção radiofônica foi contemplada com dois editais de apoio. O terceiro edital irá fomentar a criação de programas-piloto para a televisão. No total, a premiação distribuirá até R$ 440 mil em recursos financeiros oriundos do Fundo de Cultura. O prazo de inscrição encerra-se no próximo dia 31 de outubro.

Os dois editais de rádio (Apoio à Produção de Programas Infantis e Apoio à Produção de Programa Radiofônico de Radionovela), que somam R$ 190 mil em prêmios, tem por objetivo estimular a produção independente e valorizar temas e personagens históricos, além de diversificar a programação da Rádio Educadora FM 107.5.

Os projetos de radionovela deverão contemplar quatro temas: Outras Histórias do 2 de Julho - Maria Felipa, a Heroína Esquecida, Bimba e Pastinha - Histórias Pitorescas da Capoeira na Bahia, Cosme de Farias e sua Participação na Vida Social e Política da Cidade do Salvador e A Música e o Cordel do Recôncavo Baiano no Início do Século 20 - Assis Valente e Cuíca de Santo Amaro.

Televisão - Já o edital de Apoio à Produção de Obras Audiovisuais na Forma de Programa-Piloto para Televisão selecionará, pelo menos, cinco obras audiovisuais inéditas, com duração de 26 minutos ou 52 minutos, até o valor máximo individual de R$ 50 mil.

Os editais completos, com as especificações e os formulários de inscrição, estão em http://www.irdeb.ba.gov.br/editais.html.


Ministério da Cultura, 18/09/08

Mais...

BT, Unicef e Bradesco se unem por inclusão digital em SP, RJ e Amazônia

Parceria envolverá criação de 30 centros de inclusão digital em São Paulo, Rio de Janeiro e região amazônica a partir deste ano

A British Telecommunications (BT), Fundação Bradesco e o UNICEF firmaram parceria pela instalação de 30 centros de inclusão digital em comunidades carentes de São Paulo, Rio de Janeiro e região Amazônica, anunciaram as empresas nesta quarta-feira (17/09).

Cada Centro de Inclusão Digital (CID) contará com um total de 10 a 15 computadores, impressora e scanner, fornecidos pela Fundação Bradesco. A BT será a responsável pela conectividade dos CIDs.

O objetivo é que crianças e adolescentes usem ferramentas tecnológicas para mobilizarem as comunidades pela garantia de seus direitos, incluindo o acesso à tecnologia. "Para cada comunidade, teremos um grupo de 5 jovens 'gestores', que passarão por uma formação nos CIDs para multiplicar o processo de inclusão digital com outras crianças e adolescentes", explica a coordenadora da UNICEF em São Paulo, Anna Penido.

Este grupo de monitores, que será o responsável pela mobilização nos centros, receberá um remuneração - não revelada - por seu trabalho, que deve durar dois anos. O UNICEF será o responsável pela capacitação destes jovens. "Daremos enfoque à profissionalização para o mercado, educação, política e direitos humanos. O programa dependerá das necessidades de cada comunidade", diz Anna.

O primeiro CID fica na sede do projeto Revista Viração, no centro da cidade de São Paulo. No local, já chegaram os computadores que, graças a parcerias, usarão softwares da Microsoft e processadores Intel, além de equipamentos de rede da Cisco, segundo Nivaldo Marcusso, Chief Information Officer (CIO) da Fundação Bradesco.

"Já instalamos banda larga via satélite, com roteadores, toda a lógica elétrica e cabeamentos para viabilizar a conexão", explica o diretor geral da BT no Brasil, Luiz Sanches.

Ao longo do projeto, o número de CIDs será dividido igualmente entre três regiões - 10 para São Paulo, 10 para o Rio e 10 para a Amazônia Legal. Cabe ao UNICEF implementar parcerias com Organizações Não-Governamentais (ONGs) e escolher os locais que abrigarão os CIDs, conta Anna.

Gisella Hichie, da Revista Viração, revela que a tecnologia é parte de uma pedagogia local muito mais ampla para a inclusão digital da comunidade. "Nós começamos a ensinar pelo corpo, como é possível conhecer a si próprio e aos outros, e vamos inserindo elementos até chegar na tecnologia", diz.

Ainda em 2008, serão inaugurados mais cinco centros de inclusão, além do localizado na capital paulistana - um ficará na região de Heliópolis, em São Paulo; dois serão levados ao Rio de Janeiro, no Complexo do Alemão e Campo Grande; e dois ao Pará.

Em todos os CIDs haverá ainda uma pessoa selecionada pela comunidade "que receberá treinamento sobre os cursos online do portal de e-learning Escola Virtual, da Fundação Bradesco, para disseminar este conhecimento", diz Marcusso.

A Fundação Bradesco investiu 30 mil reais em cada CID, enquanto a BT dedicou, tanto a este projeto quanto a outra parceria com o UNICEF, 3 milhões de reais.


Lygia de Luca
IDG Now!, 17/09/08

Mais...

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Construindo a proatividade no marketing

Já se sabe que não basta somente responder ao que o mercado solicita; é preciso dirigir o mercado. Os professores Leonardo Araújo e Rogério Gava, da Fundação Dom Cabral, dão um passo além ao mostrar os elementos requeridos numa estratégia proativa de mercado, baseados em pesquisa qualitativa com executivos de 27 grandes empresas brasileiras

De que forma as empresas se orientaram -e continuam se orientando- em relação ao mercado, especialmente as brasileiras? E qual o papel do marketing nesse sentido? Na história da gestão, identificamos quatro momentos principais da evolução dessa orientação:

1. Foco no produto. No início do século 20, é consagrado o foco no produto, materializado no exemplo clássico de Henry Ford e seu carro preto. Na época, uma demanda muito maior do que a oferta, fazia com que as empresas se dedicassem apenas a produzir, sem terem grandes preocupações com os consumidores.

2. Foco no cliente. Nos anos 1950, o foco no produto já não mais dá conta dos novos tempos que se descortinam, marcados pelo acentuado crescimento da concorrência, e o novo mantra passa a ser "atender às necessidades e aos anseios dos clientes". A consolidação da função de marketing e o aumento de sua importância consagram essa postura no cenário dos negócios da década de 1960, quando "estar perto do cliente" passa a representar a essência da ação estratégica de mercado.

3. Foco no mercado (ou orientação para o mercado). No final dos anos 80, esse novo paradigma emerge no cenário do marketing estratégico, evocando a transcendência do simples foco no cliente e a importância de que outros componentes do cenário de negócios -concorrência, fornecedores, governo- sejam contemplados na construção estratégica das companhias. A empresa orientada para o mercado realiza três ações básicas: captação de informações sobre o mercado, disseminação interna das informações captadas e geração da resposta ao mercado a partir das informações levantadas. A orientação para o mercado caracteriza-se como uma estratégia reativa baseada em informação.

4. Escolha estratégica. A partir do ano 2000, surge uma corrente que prega, fundamentalmente, a capacidade de ação estratégica da empresa em guiar ou modelar o mercado, em vez de apenas responder a suas demandas. É a orientação proativa para o mercado, que, por seu caráter ativador e modelador, ganha importância vital na estratégia de marketing das empresas em tempos de mudanças freqüentes e em ambientes cada vez mais complexos e competitivos.

TIPOS DE PROATIVIDADE
No âmbito empresarial, entendemos que atitudes proativas podem se consolidar em dois tipos distintos de comportamentos:

1. Ações que buscam influenciar o ambiente e iniciar a mudança.

2. Ações de antecipação aos primeiros sintomas de mudanças que se anunciam. Assim, a proatividade de mercado se traduz como a habilidade de criar oportunidades ou de se antecipar àquelas (e às ameaças) que se manifestam no ambiente externo.

Ela compreende, ao mesmo tempo, a criação da mudança e a ação antecipada a tênues indícios de alteração que se fazem perceber. A proatividade de mercado pode ocorrer a partir de três dimensões distintas:

1. Proatividade de oferta. Busca criar a mudança ou antecipar a ação sobre mudanças anunciadas ou latentes, por meio de ações focadas em produtos, serviços e benefícios. Representa a criação de padrões de oferta até então inexistentes. Essa dimensão foi particularmente destacada em nossas entrevistas e até desdobrada, conforme mostra este comentário do gerente de marketing de uma empresa de telecomunicações: "Um tipo de inovação na oferta é a de uso, que eu particularmente acho superinteressante. As companhias que conseguem fazer esse tipo de inovação são as que ganham mais dinheiro. Elas usam o mesmo produto, modificam sua utilidade e criam assim uma nova categoria". Para os entrevistados, agir proativamente na oferta significa entender as preferências dos consumidores como variáveis dependentes do contexto onde se inserem. Se as escolhas (demanda) encontram-se condicionadas pelas opções de produtos, serviços e benefícios disponíveis (oferta), então estabelecer um novo contexto competitivo a partir de estratégias voltadas a modelar a oferta torna-se tarefa fundamental para a criação de vantagem competitiva sustentável. Isso é comum, por exemplo, em indústrias de alta tecnologia, marcadas por ciclos de vida de produtos cada vez mais efêmeros.

2. Proatividade de indústria ou setor de atividade. Representa as ações que buscam criar a mudança ou agir sobre os sintomas de mudanças anunciadas, visando alterar a natureza da competição vigente. De forma mais específica, envolve a modificação da estrutura e/ou dos comportamentos na cadeia de valor, seja em relação à concorrência, aos fornecedores ou aos distribuidores. No âmbito da concorrência, entende-se que a proatividade possa dar-se por meio da eliminação de players (com uma aquisição ou fusão, por exemplo), por alianças ou parcerias firmadas entre empresas adversárias e também pela condução estratégica exercida por determinada empresa (quando um modelo de ação vence e "força" os concorrentes a responder obrigatoriamente na mesma direção). No escopo dos fornecedores, ações proativas podem ser representadas por integrações para trás (eliminando assim um player da cadeia de valor), bem como por parcerias ou alianças estratégicas. Por fim, em relação aos canais (distribuidores, revendedores ou franqueados, atacadistas e varejo), ações proativas abrangem integrações para frente, parcerias ou alianças estratégicas. Na opinião dos entrevistados, esse é um campo de inovação particularmente fértil.

3. Proatividade de cliente. Representa o conjunto de modificações que podem ser promovidas no comportamento dos clientes e consumidores, com o intuito de ali criar oportunidades ou se antecipar a oportunidades (ou ameaças) potenciais. Ilustrando: tem-se inicialmente que essas modificações podem envolver a alteração das preferências e/ou restrições ao consumo. Um aspecto fundamental na formação das preferências de consumo, por exemplo, parte do princípio de que os consumidores podem ser "educados" pelas empresas, persuadidos a adotar as inovações lançadas; o aprendizado dos consumidores a partir de suas experiências de consumo é bastante influenciado pelas organizações, de fato. Quanto às chamadas restrições ao consumo -o conjunto de estruturas que dificultam o acesso à oferta-, elas podem ser eliminadas (com o início da venda pela internet, por exemplo) ou construídas pela empresa (como fazem as livrarias com cafés, que induzem os clientes a passar mais tempo no ambiente de consumo, restringindo sua saída de certo modo). Independentemente do tipo, não há dúvida de que a estratégia proativa de mercado promove desempenhos superiores nas organizações. Há relação direta entre as iniciativas voltadas a modelar o mercado e a construção de vantagem competitiva sustentável, mesmo lembrando que o desempenho poderá ser influenciado negativamente em algumas dimensões. Por exemplo, altos investimentos em inovação poderão aumentar o sucesso de novos produtos no mercado e, daí, resultar num crescimento das vendas no médio e longo prazo, mas, em contrapartida, os investimentos necessários para manter essa conduta inovadora poderão afetar de forma negativa a lucratividade em um primeiro momento.

COMO SE TORNAR PROATIVA
Nenhuma empresa precisa "nascer" proativa, contudo; ela pode tornar-se. O grande desafio está no processo de conversão. Em primeiro lugar, é preciso descobrir os antecedentes que facilitam a adoção de práticas mais proativas voltadas ao mercado e usá-los a favor dessa mudança. Em segundo, a empresa deve aprender a implementar a estratégia proativa de mercado.

Antecedentes da proatividade
Esses antecedentes são entendidos aqui como os pré-requisitos indispensáveis para a adoção de posturas proativas em relação ao ambiente de negócios. Nossa pesquisa nos propiciou dividi-los em duas dimensões básicas: alta gerência e sistema organizacional. Há cinco fatores da alçada gerencial tidos como pré-requisitos para uma empresa agir proativamente em relação ao mercado: Liderança proativa. O líder infunde em todos os membros da organização uma imagem de futuro, ao mesmo tempo que os estimula intelectualmente, encorajando-os ao contínuo reexame das práticas de trabalho e à criatividade.

Capacidade de assumir riscos. O encorajamento à experimentação e a tolerância ao risco decorrente devem ser práticas fundamentais para as organizações que pretendem transformar as condições do mercado. A capacidade de assumir riscos (riskiness) requer também uma gestão eficaz dos riscos de mercado, contudo.

Tolerância ao erro. O desenvolvimento da experimentação e o livre curso da criatividade -essenciais numa estratégia voltada à antecipação- englobam maiores possibilidades de fracasso; a gerência tolerante a falhas de percurso é fundamental.

Visão de futuro. Essa visão dos gestores é o que guia a organização proativa, muito mais do que a pesquisa de mercado tradicional. Representa a habilidade gerencial de enxergar oportunidades "onde os outros [concorrentes] não enxergam".

Fomento ao canibalismo. Promover o canibalismo da própria oferta, tornando seus produtos e serviços obsoletos, é visto na maioria das vezes como uma "disfunção" estratégica, mas deve passar a ser visto como estratégia de crescimento. No que diz respeito ao segundo conjunto de antecedentes, o sistema organizacional, suas principais características são quatro:

Cultura flexível. É aquela em que dominam aspectos como criatividade, empreendedorismo, inovação e tomada de risco. Alinha-se com o conceito de adhocracia -a cultura pautada pela competitividade e por um ambiente informal e espontâneo.

Capacidade de inovação. A geração de conceitos e produtos ou serviços inovadores deve ser a tônica em empresas que buscam moldar o mercado em que atuam.

Capacidade de educar o mercado. A geração de aprendizado interativo é essencial. A organização aprende com o mercado, mas o mercado também aprende com a organização.

Equipes competitivas. A competição interna por um mesmo projeto entre grupos física e organizacionalmente separados é tida como fundamental. É o intra-empreendedorismo em ação.

Implementação
Para implementar a proatividade, propomos que você comece por estudar a tipologia aqui descrita, considerando também os antecedentes de proatividade de sua empresa. Em qual dimensão ela poderá ter maior sucesso em futuras tentativas estratégicas para moldar o mercado?

Isso identificado, tudo fica mais fácil. A organização conseguirá concentrar seus esforços em construir modos de atuar proativamente no âmbito que entender mais satisfatório, não desperdiçando energia e recursos em dimensões que, depois poderá descobrir, lhe são inócuas. A proatividade, é importante ressaltar ainda, deve ser complementar e não substituta da reatividade ao mercado. As empresas têm de equilibrar ações reativas e proativas em sua relação com o ambiente externo, gerenciando simultaneamente as necessidades do hoje (reatividade) e as oportunidades do amanhã (proatividade). Como disse um dos executivos entrevistados: "É um olho no peixe e o outro no gato".

NOVA MANEIRA DE JOGAR
Hoje grande parte dos esforços de qualquer empresa reside em tentar ser o melhor player do mercado e, assim, manter-se na frente dos concorrentes no cada vez mais complexo e difícil "jogo competitivo". Evidentemente, isso é muito importante, mas será suficiente nos tempos atuais? Nós acreditamos que não.

A estratégia proativa de mercado nasce exatamente dessa resposta negativa. Entendemos que as empresas devem também "quebrar as regras do jogo" e não somente segui-las com eficácia. Afinal, quem define novas regras é que sai na frente dos demais, obrigando os concorrentes a serem ainda mais reativos.


Leonardo Araújo
Professor da Fundação Dom Cabral (FDC) , de Minas Gerais, na área de marketing, leciona tanto em programas abertos, como MBA, quanto em programas fechados especialmente desenhados para altos executivos de grandes empresas nacionais e multinacionais. É membro do Núcleo de Inovação da FDC Rogério Gava é professor e consultor nas áreas de marketing e estratégia. Além de professor e pesquisador associado da Fundação Dom Cabral, é professor convidado de marketing estratégico do programa de pós-graduação em administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), coordenador do curso de administração do Centro de Ensino Superior de Farroupilha (CESFRS) e diretor da Gava & Gava Consultoria Empresarial Integrada.


Revista HSM Management nº 68, 17/09/2008

Mais...

Fundação Banco do Brasil avalia investimentos sociais realizados no sistema Pais

Entre principais desafios para o Pais, aponta pesquisa, estão a seleção mais criteriosa de produtores que atendam os pré-requisitos da tecnologia e o aumento do número de quilombolas e assentados assistidos.

As empresas, em geral, não investem em programas sociais. Das poucas que o fazem, menos ainda os avaliam. A afirmação, de Kátia Puente Palacios, professora do Programa de Pós-graduação em Psicologia Social e do Trabalho nas Organizações da Universidade de Brasília (UnB), foi feita esta semana, em Brasília/DF, durante apresentação de pesquisa de avaliação de projetos sociais da Fundação Banco do Brasil.

Palacios foi a responsável, ao lado dos pesquisadores Jacob Arie Laros, Luciana Mourão e Rossana Pavanelli, por avaliar o Programa AABB Comunidade. Maria Cecília Prates Rodrigues e Leandro Molhano, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), coordenaram, por outro lado, a pesquisa de avaliação dos projetos de Produção Agroecológica Integrada Sustentável (Pais) e da Casa Apis, este focado na cadeia produtiva do mel, na região de Picos/PI.

Geralmente, os investimentos das empresas são assistencialistas. “Falta-lhes sistematização, organização e pessoal capacitado. As instituições desejam, apenas, aparecer e permanecer no imaginário e na consciência de cidadãos e consumidores como empresas preocupadas com a sustentabilidade, com o meio ambiente e com a diminuição das desigualdades sociais”, diz Palacios.

Pesquisa de 2002 do Instituto de Pesquisas Econômicas e Aplicadas (Ipea) já apontava que apenas 2% dos investidores privados controlavam a destinação de recursos destinados a investimentos sociais, monitorando e verificando se suas ações implicaram melhoria de vida da população; 86% afirmaram que somente colocavam verbas à disposição e o restante do universo pesquisado acompanhava informalmente os trabalhos desenvolvidos, sem metodologia precisa.

O presidente da Fundação Banco do Brasil, Jacques Pena, acredita que a avaliação permite à instituição apresentar à sociedade e aos órgãos de controle os resultados, os impactos e a efetividade dos investimentos sociais da entidade. “Para isso, é necessária a implantação de uma política de avaliação externa consistente tecnicamente”, diz. “Ao estabelecer uma política com metodologia própria buscamos corrigir eventuais problemas e distorções e demonstrar a seriedade com que realizamos nossos projetos e ações”, complementa Jacques.

Consolidação
O gerente de Educação e Cultura da Fundação BB, Marcos Fadanelli, acredita que “o destaque do processo avaliativo reside no processo de reflexão entre os atores que fazem os programas acontecerem, resultando na produção de conhecimentos técnicos de caráter cumulativo, ascendente e muito pragmática”. Conhecer o impacto do projeto sobre as comunidades, servir como parâmetro na tomada de decisões, prestar contas à sociedade e divulgar resultados obtidos são os principais objetivos das avaliações, explica o gerente do Núcleo de Gestão da Avaliação da Fundação BB, Fernando Nóbrega.

A metodologia de avaliação utilizada pela Fundação BB para aferir os resultados de seus investimentos sociais envolve tanto as cadeias produtivas quanto programas educacionais, como o AABB Comunidade.

Na avaliação deste último, desenvolvida pela equipe da professora Kátia Palacios, da EMP Consulting, buscou-se verificar como o programa influencia nos resultados de desempenho e comportamento na escola dos participantes e, também, como afeta a continuidade da escolarização e a inserção, no mundo do trabalho, dos egressos do AABB Comunidade.

A pesquisa envolveu um universo de 1.156 pessoas de dez cidades brasileiras, entre entrevistas e aplicação de questionários. Também foram levantados dados em fontes secundárias, junto a históricos escolares de participantes do programa e grupo de controle, perfazendo um total de 1.083 coletas.

O AABB Comunidade busca contribuir para a inclusão, a permanência e o desenvolvimento educacional de crianças e adolescentes de famílias de baixa renda. A metodologia envolve atividades sócio educativas, culturais, esportivas e de saúde.

Pais amplia segurança alimentar e eleva renda
A avaliação da professora Maria Cecília Prates Rodrigues, da FGV Opinião, sobre o Pais, tinha como foco verificar o atingimento dos objetivos centrais do programa – viabilizar alimentação saudável para famílias de baixa renda, por meio do incentivo à produção e ao consumo de hortifrutigranjeiros e gerar renda – e sua amplitude. O projeto foi implantado em 12 estados brasileiros.

A amostra priorizada envolveu 180 produtores do Piauí, Goiás e Minas Gerais, onde estão instaladas 270 hortas do Pais. Os principais resultados alcançados, segundo Rodrigues, foram o aumento e a diversificação na produção e comercialização de produtos de horta, a melhoria no padrão de consumo alimentar das famílias e o aumento na renda das famílias envolvidas. A aquisição de uma consciência ambiental também foi lembrada pela professora como resultado obtido pelo projeto.

Ponto alto para a segurança alimentar, conforme relato de produtora do Piauí: “Não tinha hábito de comer alface... cheiro verde eu tinha. Agora a alface e o pepino... cenoura, nunca comia! Essas coisas a gente só comprava se viesse alguém para casa, alguém de fora! Minha família, que mora em São Paulo, quando chegava eu tinha que comprar. Agora não, agora eu uso mesmo, no dia-a-dia, quer tenha gente de fora ou não, já tem a fartura na mesa”. Na dimensão quantitativa, 77,2% dos entrevistados apontam como principal ponto da Tecnologia Social a melhoria na alimentação da família, outros 19,8%, o aumento de renda da família.

“Marco zero” da Casa Apis
Com relação ao projeto Central de Cooperativas Apícolas do Semi-Árido Brasileiro (Casa Apis), a equipe da FGV Opinião mostrou a situação atual do projeto, uma vez que se tratava de uma avaliação de “marco zero”. Não obstante, algumas recomendações foram apresentadas.

A Casa Apis foi criada para fortalecer a capacidade de produção de pequenos produtores de mel, quanto à apropriação do valor agregado da matéria-prima, até então na mão de atravessadores e grandes empresas, e ampliar as oportunidades de geração de trabalho e renda.

O universo da pesquisa abrangeu uma amostra de produtores do Piauí, vinculados a cinco cooperativas filiadas à Casa Apis: Campil, Coopermel, Coopix, Compai e Comapi.

Recomendações
No programa AABB Comunidade, a equipe da EMP Consulting sugere desenvolver estratégias de integração entre os diferentes municípios envolvidos, expandir o programa, manter o foco na permanência na escola entre os participantes do programa e continuar desenvolvendo ações que permitam a inserção no mundo do trabalho dos egressos. Também recomenda criar estratégias mais focadas na retenção, para o público adolescente do programa.

Os principais desafios para o Pais são a seleção mais criteriosa de produtores que atendam os pré-requisitos da tecnologia, como, por exemplo, disponibilidade de água, e o aumento do número de quilombolas e assentados assistidos. Revisar a Tecnologia Social também foi sugerido, pois, em parte das áreas analisadas, o galinheiro no centro da horta, previsto no projeto, não faz parte da cultura local. É preciso ainda, diz o relatório de avaliação da FGV Opinião, formatar os cursos de capacitação de forma a que atendam aos seguintes requisitos: objetividade; linguagem simples e direta; abundância de práticas; e curta duração. O documento sugere, ainda, priorizar combate às pragas e fortalecer a comercialização dos produtos Pais.

As recomendações da equipe de pesquisa, relacionadas à Casa Apis, foram: potencializar recursos investidos; focar viabilidade econômica da central apícola; fortalecer as bases cooperativas; adequar assistência técnica aos apicultores; e ampliar orientação sobre o acesso e uso do crédito para os produtores de mel. O relatório sugere, ainda, a manutenção de um cadastro atualizado, com indicadores básicos dos resultados do projeto, como produção total, número de colméias, casas de mel utilizadas, quantidade de mel entregue à cooperativa, preço recebido por quilo e valor recebido na repartição das “sobras” da Casa Apis.

Metodologia
A Fundação Banco do Brasil desenvolveu um documento - Base Conceitual de Monitoramento e Avaliação - e, simultaneamente, contratou a FGV para produzir uma metodologia a ser utilizada na avaliação de cadeias produtivas.

A avaliação para cadeias produtivas é baseada na metodologia EP2ASE (Eficácia Pública e Eficácia Privada da Ação Social de Empresas), sistemática adotada pela FGV. Apropria-se do critério da “eficácia pública” para identificar de que modo os objetivos de impactos, estabelecidos pela Fundação BB para as comunidades-alvo das cadeias produtivas, estão sendo alcançadas.

A EP2ASE adapta complexos modelos estatísticos e econométricos de avaliação de impacto, adotando uma “lógica experimental”, que busca manter o rigor metodológico para a construção do experimento, porém utiliza procedimentos mais parcimoniosos para análise de resultados.

A Fundação Banco do Brasil também utiliza o instrumental metodológico de estudo de casos, categoria de pesquisa que tem como objeto de análise uma unidade específica e, como propósito, seu conhecimento aprofundado. É uma abordagem que permite adquirir conhecimentos mais detalhados e aprofundados sobre ações de projetos e programas, tendo como propósito subsidiar, complementar ou originar outro tipo de avaliação. São utilizados como técnica as análises de discurso e de conteúdo. A primeira valoriza o contexto de interação na interpretação do discurso. A análise de conteúdo implica em uma “quantificação” do dado qualitativo, através da localização de palavras-chave, expressões e conceitos (léxicos) que permitam observar “regularidades” contidas no discurso, que se tornam a base da análise.


Fonte: Fundação Banco do Brasil
Noticias da Rede - Nº 50

Mais...



Acesse esta Agenda

Clicando no botão ao lado você pode se inscrever nesta Agenda e receber as novidades em seu email:
BlogBlogs.Com.Br