segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Brad Pitt e Angelina Jolie doam US$ 2 milhões para a saúde na Etiópia

Angelina Jolie segura a filha Zahara, que nasceu na Etiópia

Os atores Angelina Jolie e Brad Pitt doaram US$ 2 milhões (R$ 3,6 milhões) para financiar operações de saúde na Etiópia, onde nasceu um dos filhos adotados do casal, anunciou nesta segunda-feira a organização favorecida, o Global Health Committee (GHC).

"O GHC receberá US$ 2 milhões da fundação Jolie-Pitt para fornecer medicamentos aos etíopes portadores do vírus da Aids e da tuberculose", destacou a ONG em comunicado.

"O dinheiro será utilizado para construir na capital, Addis Abeba, um centro para as crianças com Aids e tuberculose, e para ajudar a criar um programa para curar os casos de tuberculose resistente aos remédios que afetam as crianças e os adultos", segundo o texto.

Um centro semelhante, também financiado pela fundação criada por Brad Pitt e Angelina Jolie, já existe no Camboja, outro país de nascimento de um dos filhos adotados do casal.

"A idéia é que o centro da Etiópia tenha o mesmo sucesso que o do Camboja", afirmou a atriz.

A clínica de Addis Abeba será batizada Zahara, em homenagem à filha etíope do casal. "Esperamos que quando crescer, Zahara assuma suas responsabilidades e dê prosseguimento a missão desta clínica", explicou Brad Pitt.

No fim de junho, a fundação Jolie-Pitt doou um milhão de dólares à educação de crianças afetadas pela guerra no Iraque.

Brad Pitt e Angelina Jolie têm seis filhos, três deles adotados. A atriz é embaixadora de boa vontade para a Unicef, e seu marido participou de ações de reconstrução na Louisiana (sul dos EUA) após a passagem do furacão Katrina, em 2005.


da France Presse, em Los Angeles
Folha Online, 15/09/08

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Programa busca fomentar ecoturismo em unidades de conservação

Atualmente 3,5 milhões de pessoas visitam, todos os anos, as unidades de conservação ambiental brasileiras, que somam 64 em todo o país. No entanto, a maior parte dos visitantes vai a apenas duas unidades: os Parques Nacionais do Iguaçu e da Tijuca. Para ampliar o acesso, os Ministérios do Turismo e do Meio Ambiente e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade lançaram nos sábado (13) o programa Turismo nos Parques, no Rio de Janeiro.

No primeiro momento, seis unidades de conservação receberão cerca de R$ 28 milhões em investimentos dos dois ministérios. Os contemplados são os Parques Nacionais de Aparados da Serra (SC/RS), da Chapada dos Veadeiros (GO), dos Lençóis Maranhenses (MA), da Serra dos Órgãos (RJ), do Jaú (AM) e da Serra da Capivara (PI).

“É a oportunidade de a sociedade conhecer, entender melhor por que se conserva, entender melhor o trabalho de proteção das unidades de conservação e ter acesso às belezas maravilhosas que podem ser vistas nessas unidades”, disse o presidente do Instituto Chico Mendes, Rômulo Mello.

Ele não soube estimar em quanto a visitação nessas áreas pode aumentar, mas informou que, em todas, o Ministério do Turismo vai investir na infra-estrutura do entorno dos parques para possibilitar hospedagem e melhorias nas condições de acessibilidade. Para Mello, o aumento do número de turistas não vai prejudicar as unidades de conservação.

“O turismo que é praticado dentro das unidades de conservação é um turismo orientado, em que as pessoas visitam a unidade, entendem o processo de conservação. A partir dessa visitação, podem melhor desenvolver atividades no que diz respeito ao seu comportamento fora da unidade, porque na unidade você desenvolve uma atividade de turismo que é efetivamente sustentável e que respeita todos os parâmetros de qualidade ambiental”, defendeu.

Nos Estados Unidos, há cerca de 390 áreas conservadas, das quais 58 são consideradas parques nacionais. Lá, o número de visitantes é muito maior. “É um país que obviamente tem grandes áreas protegidas, mas eu diria que não tem as belezas naturais que nós temos e tem cerca de 172 milhões de visitantes/ano”, comparou o presidente do Instituto Chico Mendes, ao ressaltar que, dessa forma, o Brasil tem grande potencial devido à enorme diversidade ambiental.

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Em lançamento de programa, ministro pede que pessoas usufruam dos parques nacionais

Por Vítor Abdala, da Agência Brasil

Rio de Janeiro - O governo federal lançou no sábado (13), em cerimônia na cidade de Petrópolis (RJ), o programa Turismo nos Parques. Estiveram no evento o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc e o ministro interino do Turismo, Luiz Barreto.

O objetivo do programa é aumentar a visitação aos parques nacionais, unidades de conservação gerenciadas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.

Atualmente, 3,5 milhões de pessoas visitam as unidades de conservação ambiental todos os anos. As mais visitadas são os Parques Nacionais do Iguaçu e da Tijuca, que ficam, respectivamente, no Paraná e no Rio de Janeiro.

O ministro do Meio Ambiente lamentou o fato da visitação estar restrita a apenas dois parques nacionais, quando há 64 unidades dessas no país. “Cerca de 192 milhões de pessoas visitam os parques americanos por ano. Os nossos parques, 3,5 milhões, sendo que 90% dessas pessoas concentradas em dois parques, Iguaçu e Tijuca.”

Minc pediu que todos busquem informações sobre os parques nacionais no país e tentem visitá-los. “Os nossos parques e reservas, em geral, são menos defendidos, menos usufruidos e dão prejuízo. Eles têm que ser mais usufruidos, por mais cientistas, mais turistas e mais montanhistas, e gerar recursos”, afirmou.

O presidente Lula destacou que, no passado, a cultura em relação aos parques nacionais era a da proibição, em que as pessoas não tinham autorização para participar da maioria das atividades desenvolvidas na unidade.

“É melhor dizer para as pessoas como fazer o melhor uso possível e dar utilidade às coisas. Só tem sentido a gente permitir que a sociedade brasileira possa adentrar esses locais. As pessoas não sabem nem que os parques existem”, lamentou.

Na primeira fase do programa, serão destinados R$ 28 milhões para seis unidades de conservação: Parque Nacional de Aparados da Serra (SC/RS), da Chapada dos Veadeiros (GO), dos Lençóis Maranhenses (MA), da Serra dos Órgãos (RJ), do Jaú (AM) e da Serra da Capivara (PI).

“É a oportunidade de a sociedade conhecer, entender melhor por que se conserva, entender melhor o trabalho de proteção das unidades de conservação e ter acesso às belezas maravilhosas que podem ser vistas nessas unidades”, disse o presidente do Instituto Chico Mendes, Rômulo Mello.

Segundo ele, o Ministério do Turismo vai investir na infra-estrutura do entorno dos parques para possibilitar hospedagem e melhorias nas condições de acessibilidade.

Mello explicou que o turismo nos parques é uma atividade organizada, que não prejudica a preservação que se busca nas unidades. “O turismo que é praticado dentro das unidades de conservação é um turismo orientado, em que as pessoas visitam a unidade, entendem o processo de conservação.”


Por Morillo Carvalho, da Agência Brasil
Envolverde, 15/09/08
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ONU alerta para emergência de desenvolvimento

Os muito divulgados Objetivos de Desenvolvimento do Milênio – que pretendem entre outras coisas reduzir em 50% a fome e a pobreza até 2015 em relação aos níveis de 1990 – estão sendo seriamente afetados pelas crises alimentar, financeira e climática planetárias. “Não enfrentamos outra coisa além de uma emergência de desenvolvimento”, afirmou o secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-moon. Quando estamos na metade do caminho para a data fixada de 2015, “é claro que não estamos no caminho correto para alcançar as metas, especialmente na África”, disse.

“E novos desafios globais – queda da economia, altos preços dos combustíveis e a mudança climática – ameaçam reverter o progresso que conseguimos”, alertou Ban. A advertência chega às vésperas de uma reunião de líderes mundiais sobre os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, prevista para 26 deste mês, previa à 63ª sessão da Assembléia Geral. Ao apresentar na quinta-feira seu estudo de 51 páginas sobre essas metas, Ban Ki-moon afirmou que os problemas climáticos podem colocar em risco os avanços obtidos na redução da pobreza.

Mas Alison Woodhead, da organização Oxfam International, tem outro ponto de vista sobre a crise. Ela afirma que o informe demonstra que foi a falta de ação dos governos que causou uma “emergência de pobreza”. A “crescente crise alimentar e a queda econômica são razões para que os líderes atuem, sem desculpas para o fracasso”, afirmou. A ONU espera que pelo menos 90 chefes de Estado e de governo participem do que é considerada uma “reunião de alto nível” sobre os Objetivos de do Milênio.

Woodhead afirmou que os líderes que irão à Nova York deveriam acordar um plano de ação para por fim à extrema pobreza nos próximos sete anos. “Sem uma forte liderança, os progressos sobre os Objetivos retrocederão, não avançarão, e este é um momento-chave”, afirmou. Essas metas incluem redução de 50% da pobreza extrema e da fome; educação primária universal; promover a igualdade de gênero; reduzir em dois terços a mortalidade infantil e em três quartos a materna; combater a propagação do HIV/Aids, da malaria e de outras doenças; garantir a sustentabilidade ambiental e criar uma aliança Norte-Sul pelo desenvolvimento.

Uma cúpula de 189 líderes mundiais realizada em setembro de 2000 se comprometeu a alcançar tudo isto até 2015. Mas, os resultados são muito decepcionantes, especialmente na África subsaariana. O estudo divulgado na quinta-feira diz que o recente avanço no Sul em desenvolvimento (incluindo o aumento das matriculas escolares, a produtividade agrícola e os progressos para a erradicação da malaria) “demonstra que um êxito rápido é possível quando políticas sãs são harmonizadas com uma crescente assistência internacional e apoio técnico”.

Porém, muitos países não estão bem encaminhados. Muitas das metas não serão alcançadas na África, se continuarem as atuais tendências. E inclusive em nações de renda média, grandes bolsões de pessoas que continuam vivendo na extrema pobreza”, acrescentou. Embora o número de pessoas que vivem na extrema pobreza tenha caído mais de 400 milhões, a maior parte desta redução se deu na Ásia oriental, particularmente na China. Mas a África subsaariana e as ex-repúblicas soviéticas experimentaram um aumento no número de pobres entre 1990 e 2005, segundo o estudo.

O diretor da Campanha do Milênio da ONU, Salil Shetty, reconheceu que as crises alimentar, financeira e climática mundiais pioraram a situação. “E grande parte da responsabilidade cabe aos poucos especuladores financeiros, emissores de contaminantes e consumidores de petróleo”, acrescentou. Shetty disse que faltando apenas sete anos para vencer o prazo, é chave que os países ricos se comprometam a alcançar estes compromissos. Consultado sobre um resultado concreto na próxima reunião de alto nível, Shetty disse à IPS: “Estamos na metade do caminho, e um renovado compromisso político no nível máximo seria importante em si mesmo. Mas, é bom que a sociedade civil pressione para um plano de ação com prazos, daqui até 2010”, afirmou.

Esta reunião também será muito importante para marcar as discussões para o encontro sobre Financiamento para o Desenvolvimento, que acontecerá em Doha em novembro, acrescentou. Consultado sobre quanto confiança tinha em que a maioria das nações em desenvolvimento alcançará as metas para 2015, Shetty disse que alguns países pobres no mundo, incluindo Bangladesh, Gana, Malawi, Moçambique, Ruanda, Tanzânia e Zâmbia estão no caminho de consegui-lo. Isso também se aplica a alguns países maiores, como Brasil, que se aproxima de atingir todas as metas, menos a referente ao saneamento.

“É claro que se os líderes nacionais no Sul em desenvolvimento falam seriamente de alcançar as metas, não há razão para que um país fique para trás”, afirmou Shetty. “Temos de aumentar as operações”, afirmou, e disse que os países ricos não cumprem muitos de seus compromissos, como demonstrou com dados, na semana passada, outro informe especial da ONU. Shetty disse que os volumes de ajuda estavam atrasando, particularmente os do Grupo dos Oito países mais poderosos (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Itália, Japão e Rússia).

“A qualidade de ajuda ainda é pobre como vimos (a conferência sobre ajuda internacional da semana retrasada) em Accra. E os países pobres têm um acordo muito injusto nas negociações comerciais de Doha”, acrescentou. Shetty também afirmou que os produtores de petróleo deveriam reduzir os preços do óleo, que têm um impacto direto no custo dos alimentos. “Os mais pobres do mundo são os mais afetados por estes preços exorbitantes, elevando o custo dos alimentos a níveis que não podem alcançar”, afirmou.

Por sua vez, a indústria financeira deve deixar de fazer especulações imprudentes, prática que repercute na economia mundial. Que poucos indivíduos, corporações e países obtenham grandes lucros à custa dos mais pobres não é apenas uma falta de ética, mas uma economia ruim também, segundo Shetty.


Por Thalif Deen, da IPS
Envolverde, 15/09/08
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Projeto Quintais ganha prêmio ambiental

O projeto Quintais Orgânicos de Frutas, resultado da parceria entre a Embrapa Clima Temperado, Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e a Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica (CGTEE) foi o vencedor do 16° Prêmio Expressão de Ecologia, na categoria Tecnologias Socioambientais, com o case “Quintais orgânicos de frutas: contribuição para a segurança alimentar em áreas rurais, indígenas e urbanas”.

O prêmio, que existe desde 1993, se consolidou como a maior premiação ambiental da Região Sul e conquistou um recorde histórico de 164 projetos participantes na seleção deste ano. “Ficamos orgulhosos com a premiação, que dará maior visibilidade ao trabalho, o qual contribui com a segurança alimentar e ambiental de comunidades carentes em áreas rurais e urbanas.

Afinal, esse é um trabalho voltado para agricultores familiares, comunidades quilombolas, indígenas e escolas do campo e urbanas, pois aborda questões culturais, étnicas, ambientais, alimentares, econômicas e medicinais”, destacou o coordenador do projeto, Fernando Costa Gomes.

Este projeto já havia sido reconhecido em 2007, quando recebeu a Certificação de Tecnologia Social, pela Fundação Banco do Brasil, realizada em parceria com a Petrobras, com apoio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), e a KPMG Auditores Independentes.

Além da premiação, Fernando informou que o projeto Quintais Orgânicos renovou recentemente seu contrato com a Companhia Estadual de Energia Elétrica (CGTEE), e passou a contar com o apoio do Grupo Eletrobras que também passou a financiar o projeto. “Agora temos como meta para 2008, a implantação de mais de 200 quintais, assim vamos chegar ao final do ano com aproximadamente 750 quintais implantados.

O projeto está em fase de plantio para o cumprimento das metas e, ao mesmo tempo, a equipe técnica também promove a produção das mudas nos viveiros da Estação Experimental da Cascata (EEC) em Pelotas, e na Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica (CGTEE) em Candiota, visando o ano que vem”, explicou Fernando.

Ele destacou ainda que além do projeto superar suas metas todos os anos no Sul do Brasil, ele está se expandindo para o Uruguai, onde por meio da parceria com a Fundação Logros e com as universidades uruguaias e o Instituto Nacional de Investigación Agropecuária (INIA) já foram implantados mais de 30 quintais em escolas, através do projeto horta orgânica.

“No Brasil, estamos ampliando nossa atuação, pois fomos contatados por técnico da prefeitura do município de Tietê (SP) e pretendemos desenvolver uma experiência piloto naquele município com a implantação de três quintais em 2009”, acrescentou.


Por Redação Embrapa
Envolverde, 15/09/08
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Prazo para envio de propostas sobre edital referente a catadores de materiais recicláveis termina em 29 de setembro

Dentre as atividades a serem desenvolvidas pela empresa contratada, há a apresentação do plano de capacitação, explicando a metodologia e o conteúdo programático

Capacitar catadores de materiais recicláveis em todo o país, promover pesquisas e fortalecer as instituições que trabalham com este público. Essas serão as atribuições da empresa que vencer processo de licitação - previsto no Edital nº 782/2008 - iniciado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). As empresas interessadas em participar têm até o próximo dia 29 de setembro para enviar suas propostas.

Publicado pelo Ministério e pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), na edição de 14 de agosto de 2008 do Diário Oficial da União, o edital determina que as propostas sejam encaminhadas para a Representação da Unesco no Brasil, em Brasília (DF). A meta principal é contribuir para o fortalecimento institucional da organização política e administrativa dos catadores, promovendo pesquisas sobre o trabalho desenvolvido por eles.

Dentre as atividades a serem desenvolvidas pela empresa contratada, há a apresentação do plano de capacitação, explicando a metodologia e o conteúdo programático para discussão com a Secretaria Nacional de Assistência Social do MDS (responsável técnica pelo contrato) e com o movimento dos catadores de materiais recicláveis.

A instituição selecionada também promoverá pesquisa para levantamento do custo da coleta seletiva realizada pelos catadores, em comparação aos custos da coleta feita por prefeituras, ou por empresas contratadas para essa finalidade. Pesquisará ainda os impactos sociais, econômicos e ambientais do trabalho dos catadores no âmbito da reciclagem brasileira e realizará seminários regionais de políticas públicas para inserção social e econômica dos catadores, além de encontros estaduais.

Cronograma do Edital nº 782/2008
Data final para apresentação das propostas: às 18h do dia 29 de setembro de 2008
Abertura das propostas: às 15h do dia 1º de outubro de 2008
Endereço da Representação da Unesco no Brasil: SAS Quadra 05, bloco H, sala 1106, 11º andar, Ed. CNPq/IBICT/UNESCO – CEP 70070-914 (Brasília/DF)


Notícias da Rede - Nº 49, 10/09/08

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US$ 1 milhão para projetos sustentáveis no Cerrado

Cada entidade poderá concorrer a projetos de até US$ 35 mil para iniciativas inéditas. Serão contemplados projetos no bioma Cerrado e nas áreas de transição para Caatinga, Amazônia, Mata Atlântica e Pantanal

O Programa de Pequenos Projetos Ecossociais (PPP-Ecos) destinará cerca de US$ 1 milhão para projetos de uso sustentável da biodiversidade e fortalecimento de comunidades tradicionais no Cerrado. Os recursos serão doados a organizações civis sem fins lucrativos, escolhidas por meio do edital divulgado esta semana pelo Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN). O prazo final para o envio das propostas é o dia 13 de outubro.

Cada entidade poderá concorrer a projetos de até US$ 35 mil para iniciativas inéditas. Serão contemplados projetos no bioma Cerrado e nas áreas de transição para Caatinga, Amazônia, Mata Atlântica e Pantanal.

As organizações que já possuem experiência ou projetos com resultados e impactos positivos comprovados e que possam ampliar a escala de sua atuação poderão pleitear até US$ 50 mil. A escolha dos projetos se dará por meio de um comitê gestor nacional com representantes de órgãos governamentais, organismos internacionais, organizações da sociedade civil e universidades.

O PPP-Ecos existe no Brasil há 14 anos e é executado por meio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). Tem recursos do Fundo para o Meio Ambiente Mundial das Nações Unidas e apoio da Comissão Européia.

Em 2007, o PPP-Ecos entrou em uma nova fase de execução, na qual os recursos destinados aos projetos foram submetidos à aprovação do governo brasileiro e ao secretariado do Fundo para o Meio Ambiente Mundial.

Outras Informações
www.ispn.org.br/roteiro2008-2009.doc


Notícias da Rede - Nº 49, 10/09/08

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FIEP sugere mais recursos para estudo da sustentabilidade nas Universidades

Ampliar os recursos para os estudos de sustentabilidade nas universidades brasileiras é o principal objetivo do documento entregue nesta quarta-feira (10), pelo Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) ao presidente da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), Jorge Guimarães. O documento contém argumentos que comprovam a importância da educação para a sustentabilidade e as oportunidades, em termos de impacto e escala, de investimentos na educação em gestão com foco na sustentabilidade.

“A educação para a sustentabilidade torna-se elemento importante para a agenda das instituições de ensino superior, pois seu objetivo é formar cidadãos e cidadãs conscientes da questão socioambiental, e prepará-los para participar na tomada de decisões adequadas nas empresas e organizações públicas”, afirma o presidente do Sistema Fiep, Rodrigo da Rocha Loures.

O documento foi formulado pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas e por representantes de instituições de ensino superior (IES) de São Paulo e Paraná em conjunto com o Sistema Fiep. São apresentados 14 temas para a pesquisa em gestão de sustentabilidade: a) empreendedorismo e tecnologias sociais; b) eco-eficiência e produção mais limpa; c) gestão do relacionamento da empresa com seus diferentes públicos; d) políticas públicas e sustentabilidade; e) base da pirâmide; f) tecnologias limpas; g) governança corporativa; h) transformação organizacional; i) finanças sustentáveis; j) sustentabilidade como design; k) mudanças climáticas; e l) negócios, ética e sustentabilidade.

O documento começou a ser elaborado em agosto no Call for Action em São Paulo, encontro que deu continuidade ao Global Forum América Latina, movimento que discute o papel da educação e dos negócios com foco na sustentabilidade.


Envolverde, 12/09/08
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Educar para Crescer tem primeiro parceiro

Grupo norte-americano Laureate International comprou cota de patrocínio de R$ 2,3 milhões do projeto da Editora Abril

O projeto sem fins lucrativos Educar para Crescer, lançado pela Editora Abril em agosto passado, negociou sua primeira cota de patrocínio com a Laureate International, grupo norte-americano do setor de educação que controla, dentre outras, a Universidade Anhembi-Morumbi. O valor da cota é de R$ 2,3 milhões.

A iniciativa, que pretende mobilizar a sociedade em prol de ações concretas para a melhoria do sistema educacional brasileiro, envolve 30 títulos do grupo e seus respectivos sites, além de um portal, no ar desde agosto. A Abril fez um aporte inicial de R$ 5.170 milhões e disponibilizou para o mercado outras cotas de apoio no valor de R$ 2,3 milhões.

O Educar para Crescer está baseado em três eixos: o conteúdo editorial das revistas e sites do grupo, o conteúdo especial e o colaborativo (o público tem espaço para contar suas histórias pessoais e fazer cobranças). O projeto ainda contempla a publicação do ranking Melhores e Piores da Educação Brasileira, anuário que apresentará a classificação de escolas, municípios e estados.


Fernando Murad
Meio & Mensagem Online, 11/09/08

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Fórum de Cadastramento das Informações Culturais

A Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB) e a Secretaria de Políticas Culturais do Ministério da Cultura (SPC/MinC) promovem, nos dias 16, 17 e 18 de setembro, o I Fórum de Cadastramento das Informações Culturais. O evento é o primeiro de uma série de fóruns de discussão que estão previstos na portaria de instalação do Grupo de Trabalho de Estatísticas e Indicadores Culturais.

O Fórum reunirá todos os setores do MinC, instituições de pesquisa e estudiosos da área, que compartilharão suas experiências e perspectivas sobre o tema proposto para o evento.

O Grupo de Trabalho surge como instância política de articulação e harmonização de ações e os fóruns de debate, com espaço de reflexão e intercâmbio de experiências. Ambas as iniciativas visam subsidiar o desenvolvimento do Sistema Nacional de Informações Culturais, atribuição da Secretaria de Políticas Culturais.

Confira a programação
Mais informações: (61) 3316-2288, priscila.barros@minc.gov.br e wesley.silva@minc.gov.br, na Secretaria de Políticas Culturais; (21) 3289-4636 e politica.cultural@rb.gov.br, na Fundação Casa de Rui Barbosa.

(Fonte: FCRB/MinC e SPC/MinC)

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Banda larga no Brasil é uma das piores do mundo

A qualidade da internet banda larga (rápida) no Brasil está entre as piores no mundo e é insuficiente para atender as necessidades dos usuários que usam hoje os aplicativos da web. Segundo estudo com 42 países, a internet brasileira só é melhor que o serviço de quatro nações. Somente Chipre, México, Índia e China oferecem um serviço inferior ao brasileiro.

A internet rápida no Brasil não é considerada adequada hoje para ver vídeos em sites como YouTube, baixar pequenos arquivos e navegar pela rede, mostra a pesquisa feita para a Cisco pelas universidades de Oxford (Reino Unido) e Oviedo (Espanha). O estudo, publicado ontem no exterior, deve ser divulgado com mais detalhes sobre o Brasil na segunda-feira.

A pesquisa leva em conta a velocidade do acesso, os atrasos na rede e a perda de dados e, a partir desses dados, dá uma nota para o serviço de banda larga de cada país. "Nós estamos olhando para a qualidade, não para a penetração", afirmou, em nota, Fernando Gil de Bernabé, diretor da Cisco.

O estudo afirma, por exemplo, que a velocidade mínima adequada para baixar arquivos na internet é de 3,75 Mbps (megabits por segundo). No Brasil, pesquisa da própria Cisco, considera banda larga a internet com velocidade de 128 kbps (muito inferior ao desejado). O levantamento mais recente da empresa diz que existiam 10 milhões de conexões de alta velocidade no Brasil no final de junho, 48,3% mais que no mesmo período do ano passado.

De acordo com os pesquisadores, a internet em um período de três a cinco anos exigirá uma velocidade de download ainda maior, de pelo menos 11,25 Mbps, para que o usuário consiga ter boa qualidade ao assistir a vídeos de alta definição, por exemplo.

"As velocidades médias de download são adequadas [em 23 países] para navegar pela rede, trocar e-mails e para baixar e fazer "streaming" [transmissão direta pela internet] de vídeos básicos, mas estamos vendo cada vez mais aplicativos interativos, mais conteúdo gerado pelos usuários sendo colocado na rede e compartilhado, e uma quantidade crescente de serviços de vídeos de alta qualidade tornada disponível", afirmou Alastair Nicholson, pesquisador de Oxford.

Pela pesquisa, somente o Japão --que tem o melhor serviço no momento-- já tem uma internet com qualidade suficiente para atender as necessidades dos usuários daqui a cinco anos. Depois da internet japonesa, os melhores serviços são oferecidos por Suécia, Holanda e Estônia. Outro país báltico, a Lituânia, aparece na sétima colocação no levantamento.


Folha Online, 15/09/08

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Abertas as inscrições para entrega de propostas para o Centro Cultural BNB

No período de 01 a 30 de setembro de 2008 estão abertas as inscrições de propostas para as programações do CCBNB – Fortaleza (CE), CCBNB - Cariri e CCBNB - Sousa (PB), a serem realizadas durante o ano de 2009.

As propostas poderão ser apresentadas para as áreas de artes cênicas, artes visuais, literatura, música, manifestações artísticas da tradição cultural nordestina, atividades culturais infantis, para os Programas “Curso de Apreciação de Arte” e “Oficina de Formação Artística”.

Qualquer pessoa física ou jurídica pode apresentar propostas para as três unidades do CCBNB.

As inscrições das propostas serão feitas mediante entrega do formulário-proposta, específico para cada uma das áreas acima citadas, devidamente preenchido com letra legível ou digitado, assinado pelo proponente ou responsável legal pela proposta e acompanhado dos anexos solicitados. Material anexo com boa qualidade de visualização e/ou identificado corretamente é fundamental para a eventual seleção do proponente.

Para ter acesso a maiores informações sobre o edital de seleção de propostas para programação 2009 dos Centros Culturais Banco do Nordeste, clique no link abaixo:
Seleção de Propostas para Programação de 2009 Centro Cultural Banco do Nordeste – Fortaleza, Cariri e Sousa (PB).

Para fazer o download dos formulários de inscrição, clique nos links abaixo, de acordo com a área ou atividade específica:
Artes Cênicas
Artes Visuais
Atividades Culturais Infantis
Curso de Apreciação de Arte
Literatura
Literatura - Coleção Textos Nômades
Música
Oficina de Formação Artística
Manifestações Artísticas da Tradição Cultural Nordestina

Para fazer o download das plantas-baixas dos espaços dos salões de exposição, clique abaixo:
Planta baixa área de exposição Térreo CCBNB-Fortaleza
Planta baixa área de exposição 2° pavimento CCBNB-Fortaleza
Planta baixa área de exposição 4° pavimento CCBNB-Cariri
Planta baixa área de exposição 5° pavimento CCBNB-Cariri
Planta baixa área de exposição Térreo CCBNB-Sousa
Planta baixa área de exposição Corredor Galeria CCBNB-Sousa

Para Informações sobre Palco, Luz e Som, clique abaixo:
Informações Palco, Luz e Som

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Mapa da gestão cultural

Com atuação decisiva para o sucesso de projetos culturais, a gestão exige cada vez mais a profissionalização de proponentes, soluções criativas para captação de recursos e idéias inovadoras que driblem os entraves à produção cultural no Brasil, tanto nas esferas públicas quanto nas privadas. Mas não é sempre que essas três condições, altamente desejadas, se juntam e se consolidam na gestão de projetos. Ainda dando os primeiros passos no mundo e, principalmente, no Brasil, a formação de gestores geralmente ocorre por meio da prática, com exemplos que se valem mais dos erros e tropeços na busca por futuros acertos e caminhos do que de fórmulas e conhecimentos já testados e catalogados. Sem muitas referências ou escolas especializadas no tema, o País sofre com a carência de capacitação.

Esse quadro de formação baseado eminentemente no senso comum da gestão cultural brasileira começou a mudar no início dos anos 80. Com as transformações sociais do setor, decorridas principalmente da promulgação das leis de incentivo (Lei Sarney e Lei Rouanet), o reconhecimento do gestor começou a mudar. E não foi apenas a classe artística que voltou seu olhar para o papel decisivo desse novo profissional. Mesmo as empresas, interessadas na possibilidade de financiamento cultural por renúncia fiscal, passaram a demandar profissionais que pudessem elaborar ou selecionar projetos culturais mais bem estruturados, com planejamento e competências que eram comuns nas demais áreas de administração.

Um novo mercado surgia e a cultura passou a ser utilizada como moeda de valor simbólico para as empresas, que podiam se valer do marketing cultural para melhorar sua reputação junto à sociedade. Esse novo cenário exigia, cada vez mais, novas relações de trabalho e a profissionalização imediata daqueles que seriam responsáveis por executar e gerir projetos. A demanda latente por capacitação propiciou um boom de cursos que instrumentalizavam o “operador” da cultura para lidar com a burocracia das leis de incentivo ou para atuar nos bastidores de diversas outras áreas ligadas ao setor cultural.

Entretanto, o conhecimento ainda está concentrado nos eixos principais do País. Doutora em Cultura e Informação pela Universidade de São Paulo – USP, a professora Liliana Sousa e Silva acredita que a tendência da profissionalização, comum tanto nas esferas públicas quanto privadas, tende a crescer em um ritmo maior do que o da proliferação dos cursos e iniciativas de formação na área. “Para responder a essa crescente demanda, faz-se necessário ampliar ainda mais a oferta de cursos e oficinas para a capacitação de agentes e gestores culturais, em diversos níveis de formação. O intuito seria fortalecer a atuação desse profissional e incrementar suas atividades, qualificando-os para elaborar, planejar, gerir e captar recursos que viabilizem projetos e programas em nível local, regional, nacional ou mesmo internacional. No entanto, a área de formação de gestores de cultura é de criação recente e o número de cursos ainda é pequeno e concentrado em algumas regiões”, afirma.

As dificuldades na gestão se acentuam uma vez que não há modelos preestabelecidos nem fórmulas mágicas. “O gestor deve construir políticas a partir de diagnósticos do cenário cultural em questão, identificando demandas, potencialidades, desejos e fragilidades locais, assumindo, desta forma, um papel de mediador que opera numa perspectiva generalista entre os diversos atores, corpos disciplinares e especialidades postos em jogo nas distintas fases dos processos culturais”, salienta Liliana.

Gestão de sucesso
Caso exemplar desse tipo de atuação é o Grupo Ponto de Partida, de Barbacena, Minas Gerais. Criado há 28 anos, o Ponto de Partida construiu uma sólida estrutura e organização, formou e cativou público e mobilizou a comunidade de seu entorno, firmando parcerias duradouras com diferentes esferas. Parte dessa atuação bem-sucedida pode ser atribuída à forma inovadora de sua gestão e à maneira criativa com que enfrentou os desafios.

Com um amplo repertório teatral, o grupo tornou-se uma companhia itinerante e independente, formada por 20 profissionais em exercício permanente e por 26 espetáculos montados. Mas as passagens pela África, Europa e quase toda a América do Sul, permitiram ao Grupo aglutinar profissionais das mais diversas áreas e centenas de jovens em busca de formação, em sua Universidade de Música Popular. Em seu escopo também há espaço para a atuação social.

Para a diretora do Grupo, Regina Bertola, que acabou de retornar da Alemanha, onde apresentaram o espetáculo Travessia em Görlitz, parte do reconhecimento obtido ao longo dos anos é atribuído a algumas decisões e ao processo de gestão do Ponto de Partida. “Fizemos opções que determinaram nosso caminho. Entre elas, não nos mudamos de Barbacena e seguimos na contramão da produção cultural brasileira, que há muito já havia definido seu endereço e suas vitrines. Mas isso não significa que aceitaríamos os limites da província e, sim, que seríamos viajantes e hospedeiros. Essa postura exigiu originalidade, trabalho e competência, e norteou nossas diretrizes de trabalhar com pesquisa, principalmente da cultura brasileira”, explica.

Idéias originais como a criação da própria Universidade, do CAPP – Clube de Amigos do Ponto de Partida, que reúne colaboradores que fazem doações em prol da manutenção da organização, e do Banco Cultural, um banco em que é depositado parte do cachê dos artistas para manter a sustentabilidade do Grupo, são exemplos práticos de inovação na captação de recursos e méritos atribuídos à gestão eficiente do Projeto. Essas iniciativas fizeram do Ponto de Partida um exemplo de gestão cultural, que utiliza meios inovadores e criativos para manter-se em ascensão. Atualmente, o Grupo estimula a criação de novos grupos pelo Estado, promove intercâmbios com vários movimentos e repassa os processos, métodos e tecnologias que incorporou em sua jornada.


Boletim da Democratização Cultural - Edição 40, 11/09/08

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Oprah é a celebridade que mais faz doações

Oprah Winfrey é a celebridade que mais faz doações, diz entidade

Ela é uma das celebridades mais bem pagas da TV americana e uma das mulheres mais poderosas do mundo, mas a apresentadora Oprah Winfrey, cujo talk-show é transmitido no Brasil pelo canal pago GNT, é também uma grande doadora e lidera uma lista das 30 celebridades mais generosas pelo segundo ano consecutivo.

A apresentadora Oprah Winfrey, que é a celebridade que mais faz doações, segundo lista de entidade americana

Feita pelo grupo The Giving Back Fund, que incentiva a filantropia, a lista coloca Oprah e suas duas fundações em primeiro lugar por gastar US$ 50,2 milhões em 2007 em educação, assistência médica e advocacia para mulheres e crianças no mundo todo.

A escola para meninas de Winfrey na África do Sul esteve nas manchetes no ano passado depois de acusações de uma funcionária ser acusada de abuso.

A segunda posição é ocupada por Herb Alpert, trompetista e co-fundador da gravadora A&M, que gastou US$ 13 milhões em educação.

A atriz e cantora Barbra Streisand está em terceiro lugar pela doação de US$ 11 milhões em 2007, por meio da The Streisand Foundation, que colabora com o meio ambiente, direitos civis e das mulheres, pesquisas sobre Aids e advocacia.

Em quarto lugar, está Paul Newman que deu US$ 10 milhões em bolsas na universidade Kenyon College, em Ohio, enquanto Mel Gibson levou o quinto lugar, por doar US$ 9,9 milhões para uma igreja em Malibu, Califórnia.


da Reuters, em Los Angeles
Folha Online, 12/09/08

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domingo, 14 de setembro de 2008

Fraude em lei de incentivo à cultura no RS provocou prejuízo de R$ 4 milhões

Uma fraude em patrocínios culturais movimentou R$ 4 milhões e provocou um prejuízo de R$ 1,6 milhão ao governo gaúcho em renúncias fiscais irregulares, segundo o Ministério Público Estadual. O esquema, que funcionou entre 2006 e 2008, consistia no uso de documentos falsos para obter renúncia de ICMS para projetos culturais fictícios.

Ontem, o Ministério Público Estadual e a polícia deflagraram uma operação para apreender documentos e computadores em empresas e casas de suspeitos, que não tiveram os nomes divulgados.

A exemplo da União, o Rio Grande do Sul tem uma lei de incentivo à cultura que permite o abatimento de até 75% do ICMS de empresas patrocinadoras de produções culturais.

"Os produtores culturais investigados falsificavam as certidões da Secretaria Estadual da Cultura para captar dinheiro com empresas para patrocinar projetos que nunca foram aprovados", afirma o promotor Áureo Braga, que chefia a investigação. "Até a assinatura de secretários foi falsificada."

A secretária estadual de Cultura, Mônica Leal, afirma que eventos culturais citados nos certificados falsos não foram realizados.

"O tipo do papel era diferente do que usamos e muitos números de projetos não existiam. Falsificaram a minha assinatura e a de dois ex-secretários", diz ela, que acionou o MP após ter conhecimento da fraude.

Apesar disso, a Secretaria Estadual de Fazenda concedeu créditos de ICMS com base nos documentos frios.

Ontem, o diretor da Receita Estadual, Júlio César Grazziotin, negou que tenha havido falha nos procedimentos de controle. Segundo ele, as renúncias fiscais mais significativas são auditadas periodicamente.

O próximo passo da investigação, segundo o promotor, é apurar se as empresas que obtiveram os créditos de ICMS tinham conhecimento da fraude.


GRACILIANO ROCHA
da Agência Folha, em Porto Alegre
Folha Online, 13/09/08

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quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Empreendedorismo e geração de renda própria

Empreendedor competente é aquele que sabe não ser personalista e faz o nome da entidade maior que o seu próprio

A Terra gira, as empresas mudam, as entidades e as pessoas se transformam. Nada mais natural. Assim vem acontecendo no Terceiro Setor já há algum tempo. As instituições se deram conta de que não basta apenas ter espaço físico e colaboradores, mas é necessário estar presente no mundo virtual.

A construção de um site eficiente focado em ser um importante canal de comunicação com seus stakeholders torna-se necessária, dado, ainda, aos escassos espaços destinados ao Terceiro Setor na mídia.

Diversas entidades se deram conta desta nova realidade, como o Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis no Estado de São Paulo (Sescon-SP), que recentemente colocou no ar uma nova página virtual. A Gota de Leite, sediada em Santos (SP), também estreou seu novo site há alguns meses e ainda trabalha continuamente para reforçar essa ferramenta.

Há organizações como a SOS Mata Atlântica, que alavancam campanhas de preservação usando o site com habilidade, e o Clickarvore, que é um programa de fomento e restauração florestal em que usuários da internet podem clicar gratuitamente e doar uma árvore por dia. Desde agosto de 2000, ano de sua criação, até outubro de 2007, foram doadas 10.968.471 mudas de espécies nativas.

O site registra picos de 12 mil cliques por dia. Além de colaborar para um mundo melhor, a ferramenta é um ótimo meio de consolidação da imagem institucional e de conquista de novos adeptos da causa.

As possibilidades são infinitas, porém, há alguns aspectos que essa janela virtual para o mundo real deve possuir para ser eficiente. Vejam a seguir.

Conteúdo objetivo, mas atraente
A abrangência e o poder da internet como meio de comunicação, ligação e conjunção com o mundo real podem passar despercebidos ou vistos superficialmente. É comum que as idéias para a montagem de um site parem de fluir após os primeiros rabiscos, situação também encontrada no ambiente empresarial.

Parece uma missão difícil, mas torna-se fácil quando se entende o processo de construção de um site e a maneira como levá-lo adiante. Uma simples analogia do problema é suficiente para ajudar no primeiro passo.

Imagine um evento realizado por uma ONG, sem importar o motivo. Pense na quantidade de pessoas que estão em contato com a organização. Perceba a quantidade de informação que entra e sai daquele ambiente por meio de conversas, fotografias, vídeos, opiniões.

Esse é o resultado do contato físico no mundo real que jamais será substituído. No meio virtual, entretanto, essa experiência pode ser repetida inúmeras vezes por dia, por hora ou milésimos de segundo. E o melhor é que tudo isso pode ser registrado, mensurado e melhorado.

O visitante virtual quer ter uma experiência tão rica quanto a presencial. Ele pode se interessar por diversos aspectos da entidade, como ideais, objetivos, infra-estrutura, histórico, necessidades etc. A clareza, a coesão e a profundidade das informações são fundamentais, mas elas devem vir acompanhadas de recursos atrativos como fotos, vídeos e gráficos. Além, é claro, de abrir um caminho para a difusão de notícias, pesquisas e meios de contato.

O importante é imaginar que, assim como o evento presencial, o leque de possibilidades que enriquecem o contato virtual pode ser até mais abrangente. É ir além dos portões da ONG, ligando-se a outras organizações e profissionais que defendem os mesmos ideais, foco ou campo de atuação.

Parodiando Drummond: “João amava Teresa que amava Raimundo que amava...”. Os estudiosos afirmam que estamos a apenas cinco pessoas de contato de qualquer outra na face da Terra. O público-alvo da entidade pode estar perto ou longe, mas ele só vai encontrá-la se houver um elo de ligação entre as pessoas e os assuntos pelos quais elas se interessam, ou seja, o conteúdo da organização.

Por isso, é importante que o site também contenha notícias, que podem ser copiadas de portais jornalísticos ou da página de outras entidades. Muitos dispõem de termos de direitos autorais que permitem a cópia, desde que citada a fonte.

Design: bom, bonito e para todos
A disposição do conteúdo de um site é sempre uma questão delicada, pois é preciso entender o funcionamento da web e como pensam as pessoas que por ali passam, a fim de prender a atenção das mesmas. Esse mandamento está ligado com design e diagramação.

Sem essas duas ferramentas organizacionais, de nada adianta ter um bom conteúdo. As páginas do site não podem ser cansativas visualmente, mas devem despertar interesse. Trata-se de padronizar o site, dando a ele uma identidade facilmente identificável pelo internauta nas próximas visitas.

Diferentemente do que muitos pensam, vale a pena seguir padrões e convenções na montagem de um site, pois essas características são pré-definidas com base em experiências reais. Muitos acessos são apenas para obter informações básicas, como endereço, telefone e e-mail da entidade.

Prefira um layout leve e que tenha uniformidade (uso dos mesmos símbolos – ícones, traços, cores, fontes, gráficos), imagens de qualidade, identidade visual e hierarquia. Outra dica é que espaço em branco não é falta de informação, mas descanso para os olhos. O importante nesse complexo mundo chamado internet é ser objetivo a tal ponto que o visitante não gaste tempo tentando entender o site, mas vá direto ao assunto que procura, sem dispersar sua atenção.

Um mecanismo inteligente é manter o conteúdo mais importante (logo, menu e matéria principal) no canto superior esquerdo em uma área limitada a 750 x 420 pixels (unidade de medida digital). Por dois motivos: porque é a área preservada em qualquer resolução de tela e é onde os olhos mais se apóiam durante uma navegação. Usar desse critério não significa ser igual aos outros, mas ser acessível e de fácil compreensão.

A animação é o sucesso ou a ruína de um site, sendo bastante discutida sua inclusão por conta de sua proliferação nos últimos anos. Incomodam muito quando obrigam o internauta a esperar o seu fim para acessar o conteúdo. Ou quando ficam piscando ao lado de um texto que tentamos ler. Em contrapartida, a animação é indicada em infográficos, sites de e-learning (ensino pela internet) e apresentações.

Na internet, que é um organismo “vivo”, temos diversas nuanças de visualização, desde a configuração do computador, passando pelos dispositivos móveis até o acesso aos deficientes. A visualização do site deve ser democrática, atendendo a todos, levando em conta a acessibilidade e a usabilidade.

O Consortiun (órgão internacional que busca uma internet democrática) abriu recentemente um escritório no Brasil e colocou à disposição diversos textos em português com o objetivo de difundir o conhecimento a um maior número de pessoas. Fica aqui a indicação.

Links
www.clickarvore.com.br
www.gotadeleite.org.br
www.sescon.org.br
www.w3c.br
www.youtube.com


10 dicas fundamentais

Hospedagem – Utilize provedores de confiança, que tenham renome no mercado e lhe dêem segurança e estabilidade tanto na hospedagem como no serviço de e-mail. Atualmente, uma hospedagem profissional varia entre R$ 18 e R$ 30 mensais. Cuidado com provedores muito baratos, que podem estar no exterior, pois causam lentidão no acesso ao site ou utilizam máquinas caseiras que não oferecem segurança aos dados. O custo no desenvolvimento é proporcional à hospedagem, porque é ela quem vai guardar o investimento inicial.

Registro de domínio – No Brasil, o NIC.br é a entidade responsável pelo registro de domínios. Para registrar e administrar um domínio é necessário obter gratuitamente um ID (identificador) com senha no site Registro.br. Prefira que o ID esteja ligado à entidade. É comum sites ficarem amarradas a desenvolvedores ou provedores por causa do registro do domínio.
Utilize sempre o DPN (domínios de primeiro nível) “.ORG.BR” e tenha como segunda opção o “.COM.BR”. Hoje em dia, os internautas já sabem distinguir bem o que é empresa e o que é uma organização do Terceiro Setor. Para obter o registro, é necessário enviar o estatuto da entidade para o NIC.br.

Ferramentas para doações – O uso do e-commerce pode ser uma maneira de captação de recursos, seja por meio de doações, adoção de assistidos ou venda de produtos da ONG em uma loja virtual. Existem diversas soluções no mercado, algumas mais caras e outras nem tanto. O meio de pagamento PagSeguro do UOL é uma ferramenta interessante, pois simplifica a instalação do sistema e conta com a credibilidade de um provedor de renome. Muitos ainda têm medo de fazer pagamentos eletrônicos; os que o fazem, preferem usar os grandes sites comerciais ou instituições bancárias.

Contato direcionado – É um meio de mostrar como a organização é estruturada. Importante direcionar o contato para a pessoa correta, incluindo um campo de assunto na área de contato (financeiro, administrativos, captação de recursos, voluntariado etc.).

Sala de imprensa – Press releases (textos que falam das ações e atividades da entidade) são ótimas ferramentas de informação à mídia, mas é bom pedir o cadastramento prévio do jornalista para liberar seu acesso. Uma boa decisão, caso haja recursos existentes, é contratar uma agência especializada em assessoria de imprensa, que fará o relacionamento com a mídia na divulgação das ações da ONG. Um banco de imagens também é ferramenta importante, mas precisa ter fotos de todas as pessoas destacadas para conceder entrevistas.

Multimídia/vídeos – Colocar um vídeo em um site exige um conhecimento que nem sempre está às mãos. O Youtube é o melhor e mais fácil meio de publicação, além de ser uma ferramenta de divulgação. Ele gera um script (código) para ser inserido em qualquer site. A dica para despertar a atenção dos internautas é colocar vídeos institucionais e didáticos sobre ações, campanhas, festas e eventos. Fundamental: não utilize vídeos muito extensos; eles devem ter no máximo dois ou três minutos, ou menos, se possível.

Google Maps – Essa ferramenta disponibiliza um script que pode ser inserido em qualquer site, de preferência na área de contato. Além de ser muito simples de operar, oferece um mapa virtual que detalha como chegar à ONG.

Ambiente administrador (back office) – Ter um ambiente administrador dá maior autonomia à organização para gerenciar o conteúdo de seu site, evitando a necessidade de contatar o desenvolvedor sempre que precisar fazer uma atualização. Várias soluções estão disponíveis no mercado que permitem controlar texto, imagens, links, agenda, downloads e contatos de qualquer máquina ligada à internet.

Prestação de contas e relatórios de atividades/gerenciais – Nenhum lugar é melhor do que a internet para inserir esses documentos públicos, que atestam a transparência e a seriedade da entidade. Pode-se criar um espaço dedicado a isso no site, com os relatórios disponíveis para download em formato PDF.

Divulgação – Todos querem estar no topo do Google. Mas, em se tratando de assuntos de interesse comum, o Terceiro Setor acaba competitivo como o meio empresarial. O mais correto é a contratação de uma empresa especializada em Marketing de Otimização em Buscadores (MOB). A prática de MOB está sempre se modificando, devido às próprias regras dos buscadores, que tentam evitar a entrega de resultados indesejados ou perigosos aos seus usuários.

Uma solução mais barata consiste em otimizar o código de navegação do site para facilitar a indexação nos buscadores. Evite redirecionamentos, uso de palavras-chave nos títulos, nomes de imagens, deixando o máximo possível das informações em forma de texto, e não em animações ou banco de dados.


Marcio Zeppelini
Revista Filantropia - OnLine - nº166

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Programa ECC de Apoio ao Terceiro Setor

O Grupo ECC, proprietário das empresas E-Consulting Corp. e DOM Strategy Partners, iniciam a homologação de novas organizações para fazerem parte do Programa ECC de Apoio ao Terceiro Setor (Peats).

Iniciado em 1999, promove um processo de apoio contínuo, sistêmico e profissional a entidades da sociedade civil, fortalecendo o comprometimento social vivido por todos os colaboradores no seu dia-a-dia. A meta é homologar cinco novas instituições até 31 de outubro.

www.grupoecc.com.br


Revista Filantropia - OnLine - nº166

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4º Encontro Paulista de Fundações

A Associação Paulista de Fundações (APF) realiza, em 13 de setembro, das 8h30 às 17h, o "4º Encontro Paulista de Fundações", no auditório do Colégio Rio Branco, à Avenida Higienópolis, 996. Evento discutirá a transparência e sucesso das Fundações. A novidade é que este ano o encontro será gratuito.

Com o objetivo de conscientizar sobre a transparência e o sucesso das fundações e o trabalho que realizam no âmbito do Terceiro Setor, o evento apresenta subsídios para orientação, esclarecimento de dúvidas e encaminhamento de sugestões relativas ao tema, com foco na atuação dessas entidades em São Paulo, no Brasil e no Mundo.

O encontro acontece em 13 de setembro, das 8h30 às 17 horas, no Colégio Rio Branco, instituição mantida pela Fundação de Rotarianos de São Paulo (FRSP), à Avenida Higienópolis, 996 – 3º andar, São Paulo. O tema central é "A transparência e sucesso das fundações".

Nos últimos três anos, o encontro, congregou fundações e instituições, discutiu sua conceituação, atividades a que se dedicam e problemas que enfrentam, além de conscientização a respeito do verdadeiro papel que exercem. Trata-se de oportunidade única para fortalecer a representatividade das fundações frente aos poderes públicos, sociedade e meios de comunicação.

Nesta 4ª edição, a abertura ficará por conta da presidente da Associação Paulista de Fundações e da Confederação Brasileira de Fundações, Dora Sílvia Cunha Bueno. Trata-se de oportunidade única para discutir a transparência, essencial para a credibilidade e sucesso das entidades voltadas ao terceiro setor.

Durante a conferência (encontro) serão apresentados três painéis, por meio do tema "As Fundações em São Paulo, no Brasil e no Mundo". Também haverá palestra sobre as questões tributárias que envolvem as fundações "As Fundações e a Legislação Tributária". Já estão confirmadas as presenças do Juiz de Direito da Vara do Júri da Comarca de Campinas – SP, José Henrique Rodrigues Torres; do Procurador de Justiça do Ministério Público de Minas Gerais, Tomáz de Aquino Resende; do presidente da Fundação Jean Yves-Neveux, Eduardo José Vanti Sancho e do presidente do Sescon-SP – Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis no Estado de São Paulo, José Maria Alcazar Chapina.

Mais informações e inscrições: www.apf.org.br.


redeGIFE Online, 08/09/08

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Comgás busca projetos socioculturais para patrocinar

A Comgás lançou a segunda edição do Fundo Comgás de Patrocínio Sociocultural. Serão destinados recursos de R$ 1,5 milhão a projetos voltados para o desenvolvimento sustentado das comunidades das áreas de concessão da Comgás – Região Metropolitana de São Paulo, Baixada Santista, Vale do Paraíba e Região Administrativa de Campinas. Os projetos receberão verbas a partir de R$ 50 mil.

O regulamento do Fundo, a ficha de inscrição e a Política de Patrocínio da Comgás estão disponíveis no site www.fundocomgas.com.br. O objetivo dessa iniciativa é fomentar empreendimentos socioculturais que gerem aprendizado transformador capaz de promover relações sustentáveis.

O lançamento da segunda edição do Fundo Comgás coincide com o 136º aniversário da empresa e com a estratégia de ampliar a participação no segmento residencial. “A proposta de apoio aos projetos socioculturais é uma forma de interferir positivamente nas comunidades onde a Comgás atua, seja por meio do desenvolvimento trazido pelo gás natural disponibilizado como opção energética, seja pelo suporte aos programas capazes de estimular a autonomia de cada uma dessas localidades”, afirma a gerente de comunicação, Bruna Milet.

Os projetos devem estar habilitados conforme o artigo 18 da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei nº 8.313/91 - Rouanet). Os projetos serão analisados em relação a critérios de prioridade, que apontam para o alinhamento da proposta com a Política de Patrocínio da Comgás.

A avaliação e a seleção serão realizadas por especialistas externos, pela Comissão de Seleção da Comgás, constituída especialmente para este fim, pelo Comitê de Comunicação e pela Diretoria da Comgás, respectivamente. A participação de empregados, temporários, estagiários e acionistas é vetada.


redeGIFE Online, 08/09/08

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Projetos comunitários podem ser foco de pequeno investidor

Empresas de pequeno porte podem fazer investimentos planejados, monitorados e sistemáticos para projetos sociais de interesse público. Basta terem estratégia, criatividade e a perspicácia de entender as demandas da comunidade em que estão inseridas para trabalhar conjuntamente com sua população.

As possibilidades foram debatidas no seminário Comércio Varejista e Sustentabilidade, promovido pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo
(Fecomércio), no último dia 5. Nele, especialistas e investidores analisaram os principais desafios para os empresários que pretendem implantar práticas socialmente responsáveis em suas organizações.

Embora estivessem no rol de palestrantes, grandes grupos investidores como o Pão de Açúcar e Wal-Mart - representados por Daniela Fiore e Paulo Pompilio, respectivamente -, um dos pontos fortes do evento foi a discussão de como os pequenos e médios empreendimentos podem iniciar seus próprios projetos sem vultosos aportes.

“A grande oportunidade do setor varejista é a sua capilaridade. Ele está pulverizado na comunidade”, afirmou o coordenador do Programa de Responsabilidade Social e Sustentabilidade no Varejo da Escola de Administração de Empresas de São Paulo (Eaesp), Fundação Getúlio Vargas, Jacques Gelman.

Novas experiências
Entende-se como do setor de varejo o estabelecimento que dialoga diretamente com o consumidor final, sem intermediários. Nesse sentido, com o ponto vista da pequena e média empresa, ele é o supermercado de bairro, o açougue da rua, a padaria etc. “O varejista é o elo entre o consumidor e fornecedor. Ele pode ser um catalizador de processos”, acredita Gelman.

Um exemplo prático de como é possível iniciar um projeto social, sem gastar muito, vem do Distrito Federal. O que antes era apenas um açougue, vem se tornando, desde 1994, um dos mais irreverentes projetos culturais brasilienses. É o Açougue Cultural T-Bone, na Asa Norte de Brasília.

Os donos criaram, dentro do açougue, nada menos que uma biblioteca com 40 mil livros – começou com 10 volumes - que podem ser consultados ou retirados por qualquer pessoa da cidade. Não contentes, promovem noites culturais duas vezes por ano que já chegaram a reunir, na praça em frente, milhares de pessoas para assistir a shows de música popular e erudita, lançamento de livros e peças de teatro, entre outras atrações.

A experiência não apenas é reverenciada pela comunidade, como também passou a receber apoio do Ministério da Cultura, Petrobrás, Instituto C&A e da Universidade de Brasília.

Outra experiência celebrada pelos especialistas em responsabilidade social e investimento social privado no varejo é o caso do Supermercados Cardoso, em Jequié, Bahia. Em vez dos tradicionais sorteios de brindes para alavancar as vendas, o proprietário resolveu adotar uma postura mais “social”.

Nas cartelas a serem sorteadas, ele inscreveu 20 entidades beneficentes para o consumidor eleger como merecedora de um generoso prêmio em dinheiro, dado pelo supermercado. Enquanto a organização ganhava com o novo aporte de recursos, o consumidor recebia um vale-compra – além da idéia de participar da ação social, mesmo que indiretamente.

“O Supermercado nunca ganhou tanto com uma ação, pois as 20 entidades fizeram boca-a-boca para comprar na loja. Mas, tínhamos a certeza que não levamos à comunidade a qualquer transformação social”, lembrou o empresário Márcio Cardoso.

Com a idéia de que era possível conciliar o negócio com ações sociais, o supermercado não apenas criou um comitê de responsabilidade social, como deu início a uma política de investimento social privado em projetos de cultura, saúde, esporte. As ações envolvem conscientização à doação de sangue, campanhas para a coleta seletiva de lixo e apoio a cooperativas de catadores, incentivo a novos atletas e prática de esporte dos colaboradores, entre outras.

”A empresa não apenas adquire status com o consumidor, mas percebe uma diferença na motivação dos funcionários. Também existe um reconhecimento do poder público, de que você faz algo diferente”, argumentou Cardoso.

Consumidor
O “status” apontado pelo empresário Márcio Cardoso, pode ser identificado nos dado apresentados pelo diretor-presidente do Instituto Akatu, Helio Matttar, durante o evento. Divulgada pela organização em março deste ano, a Pesquisa 2006 e 2007 – Responsabilidade Social Empresarial – Percepção do Consumidor Brasileiro, aponta que cerca de 43% dos consumidores brasileiros esperaram que as empresas tenham ações de investimento social privado.

“O varejo está pressionado pelo lucro trimestral, tal como pelas exigências dos consumidores. O que pode ser feito é começar com poucas práticas. Talvez não consigamos lutar contra o consumo competitivo, mas oferecer boas ações”, crê Mattar.


Rodrigo Zavala
redeGIFE Online, 08/09/08

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9° Congresso Brasileiro de Direito e Contabilidade do 3° Setor

Debater, com os operadores do direito, contabilistas, administradores de entidades não-governamentais, religiosos, políticos, representantes de empresas e fundações socialmente responsáveis, as mutações legais e contábeis do Terceiro Setor, em especial aquelas derivadas do Projeto de Lei n. 3021/08 e da Lei n. 11.638/07.

Programação

8h45 Abertura Solene do Congresso
Justiça e Contabilidade Social como sinônimo de desenvolvimento humano
Marcos Biasioli
Presidente da Comissão Científica e Coordenador geral do Congresso Contabilidade do Terceiro Setor

9h - Reflexos na Contabilidade do Terceiro Setor por conta da nova lei contábil - n. 11.638/07
João Luís Romitelli
Graduado em Ciências Econômicas e Ciências Contábeis.Um dos fundadores e sócio diretor da Teorema Contabilidade S/S, empresa de consultoria em contabilidade e finanças, especializada nos segmentos de saúde, educação e entidades do terceiro Setor.

9h30 - Análise dos impactos derivados do Projeto de Lei n. 3021/08 na contabilidade das entidades beneficentes
Sérgio Roberto Monello
Contabilista, Bacharel em Direito, especialista em Direito Filantrópico e Assistencial, sócio diretor do Escritório Contábil Dom Bosco SS Ltda e sócio titular da Advocacia Sérgio Monello.

10h - Coffee-break e visita ao espaço cultural

10h30 - Sistema Público de Escrituração Digital (Sped) e o acompanhamento diferenciado das entidades imunes pela Receita Federal do Brasil
Antonino Ferreira Neves
Diretor da Anális Assessoria Procontábil - GO, Auditoria e a Responsabilidade Contábil do Terceiro Setor

11hs00 Auditoria do Terceiro Setor e as suas peculiaridades frente às atuais mudanças legislativas
Angela Zechinelli Alonso
Bacharel em Ciências Contábeis, jornalista.É sócia da Alonso, Barretto e Cia - Auditores Independentes e Conselheira do Conselho Técnico e de Administração da 5ª Seção Regional do Ibracon.

11h30 - Limites de responsabilidade do contabilista que assina a contabilidade das entidades sociais
Sérgio Prado de Mello
Presidente do Conselho Regional de Contabilidade - CRC SP (2008-2009). Contador, Economista e Advogado. Sócio da SMJ Perícias Contábeis, Árbitro da Câmara de Arbitragem Empresarial de São Paulo.

Debates dos 1º e 2º Painéis
12h - Debates com os palestrantes disponíveis e presentes na mesa diretora

12h30 - Intervalo para almoço

13h30 - Apresentação do grupo Associação de Balé de Cegos Fernanda Bianchini
Direito do Terceiro Setor

14h - Reflexões sobre a constitucionalidade do Projeto de Lei n. 3021/08 e o seu conflito com a ADIN n. 2.028
Fátima Fernandes Rodrigues de Souza
Advocacia Ives Gandra Martins, Procuradora do Estado de São Paulo, Bacharel em Direito. Membro do Instituto dos Advogados de São Paulo e do Conselho Jurídico da Federação do Comércio de São Paulo.

14h30 - Análise legal da extensão dos efeitos da nova Súmula n. 352 do STJ e as gratuidades das entidades beneficentes
Marcos Biasioli
Titular da M. Biasioli Advogados e consultor jurídico de inúmeras entidades beneficentes. Mestrado em Direito pela PUC/SP e administrador de empresas pela Universidade Mackenzie/SP. Pós- graduado em Direito Empresarial pela The European University. Editor da Revista Filantropia e Coordenador Geral do Congresso.

15h - Súmula Vinculante do STF n. 8 e prescrição e decadência do crédito tributário das entidades beneficentes ante a Teoria da Modulação reconhecida pelo STF
Rodrigo de Carvalho
Advogado e Consultor Jurídico nas áreas de direito do Terceiro Setor, Tributário e Previdenciário, Mestre em Ciência Jurídica, Professor, Conselheiro titular no Conselho Deliberativo da Sociedade de Previdência Complementar do Sistema Federação das Indústrias de Santa Catarina - PREVISC.

15h30 - Coffee-break e visita ao espaço cultural

Processo Administrativo
15h50 - A missão e os novos desafios do CNAS
Valdete Barros Martins
Presidente do Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS) de 2008 a 2009. Assistente Social, professora universitária, mestranda em Serviço Social: Trabalho e Sociedade. Foi membro da direção da Federação Internacional dos Assistentes Sociais.

Legalização da Prestação de Contas
Prestação de Contas Federais
16h30 - Prestação de contas derivada da mobilização de recursos públicos por meio do Sistema de Gestão de Convênios e Contratos de Repasse (Siconv)
Carlos Henrique de Azevedo Moreira
É engenheiro civil com pós-graduação em Consultoria de Informática e Filosofia da Educação. Desde julho/2000, atua na Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento e Gestão, onde exerce o cargo de gerente do Sistema de Compras do Governo Federal (SIASG - Comprasnet), coordenando sua evolução e utilização pelos órgãos públicos.

Prestação de Contas Estaduais
17h - Prestação de contas das fundações e demais entes sociais por meio do Sicap ao Ministério Público e suas implicações
Tomáz de Aquino Resende
Procurador de Justiça e Coordenador do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Tutela de Fundações e Entidades de Interesse Social - MG, Representante do Ministério Público no Projeto /Novos Rumos da Execução Penal (APACS) do TJMG. Membro do atual Conselho de Administração da Cooperativa de Crédito dos integrantes e servidores do Ministério Público Estadual.

Prestação de Contas Municipais
17h30 - Prestação de contas das entidades sociais aos Tribunais de Contas do Município
Valmir Leôncio da Silva
Auditor do Tribunal de Contas do Município de São Paulo, mestre em Administração, bacharel em Ciências Contábeis, professor universitário e co-autor dos livros Guia Municipal de Administração Pública. SP: NDJ, 2006 e Lei de Responsabilidade Fiscal para os Municípios - Uma Abordagem Prática. 2ª ed. SP: Atlas, 2007.

18h - Debates com os palestrantes disponíveis na mesa diretora

18h30 - Encerramento

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Sai a lista dos Selecionados da edição 2008 do Programa Benchmarking Ambiental

O programa Benchmarking Ambiental Brasileiro é uma iniciativa independente apoiada por entidades representativas e corpo técnico internacional que há 06 anos consecutivos seleciona e apresenta o Ranking Benchmarking dos Melhores da Gestão Socioambiental do País. Na edição 2008, foram rankeadas 30 instituições que pela excelência de suas praticas apresentaram soluções inovadoras em benefício ao meio ambiente natural, as comunidades, e competitividade a organização. São modelos de gestão aprovados e recomendados para a pratica Benchmarking, um método de desenvolvimento gerencial onde se aprende com os melhores.

“O objetivo do Programa Benchmarking é qualificar o debate socioambiental por meio das práticas selecionadas. Só assim será possível avançar com novas técnicas, e acelerar o desenvolvimento da gestão socioambiental corporativa”, diz Marilena Lino de Almeida Lavorato, Coordenadora do Programa Benchmarking e Co-editora do Livro BenchMais, as 85 melhores práticas em gestão socioambiental do país.

Os cases selecionados pelo Programa passam a integrar o maior Banco de Boas Práticas Socioambientais do país com livre acesso, e, a partir desta edição também serão publicados no Banco de Boas Praticas da FNQ – Fundação Nacional da Qualidade.

O “Dia Benchmarking, Compartilhar para Crescer” acontece em evento fechado para um seleto publico de ambientalistas, especialistas, personalidades acadêmicas e autoridades no dia 25/09, Centro de Convenções CADORO em São Paulo. Na ocasião serão apresentados os cases selecionados, e também a classificação das instituições Benchmarking no Ranking 2008.


Ranking das Instituições Benchmarking 2008 em ordem alfabética

AGCO do Brasil - RS
Reciclar para o Social - Uma atitude que faz a diferença

ALUMAR - Consórcio de Alumínio do Maranhão – MA
Redução no Consumo de Água Potável e Eliminação de Descarga de Efluentes.

AMBEV - Companhia de Bebidas das Américas – SP
Reciclagem Solidária

Anglo American Brasil – SP
Biodiversidade Brasil: Análise e recuperação das áreas de influência da empresa e Projetos sócio-ambientais com comunidades vizinhas.

ArcelorMittal Inox Brasil - MG
Agricultores por Natureza: Utilização do Biodigestor nas comunidades do entorno do Parque Estadual do Rio Doce – Reserva da Biosfera

ArcelorMittal Tubarão - ES
Recifes artificiais construídos à base de escória siderúrgica beneficiam ecossistema e comunidade

Avon Cosméticos– SP
Projeto Formiga

Banco Bradesco- SP
Fundação Amazonas Sustentável: um projeto win-win de desenvolvimento sustentável

Bandeirante Energia – SP
Programa Comunidade Educação

Botica Comercial Farmaceutica – PR
Bioconsciência

Braskem – BA
Redução das Emissões de Compostos Orgânicos na UNIB- BA.

Caixa Econômica Federal - DF
Projeto "ILHAS DE IMPRESSÃO"

Celulose Irani – SC
Inventário de emissões e sumidouros de gases de efeito estufa

DAEE – Depto de Água e Energia - SP
PROGRAMA ÁGUA LIMPA

Dana Indústrias – RS
A natureza ajudando na redução dos resíduos sólidos do Tratamento de Efluentes

Duke Energy Geração Paranapanema – SP
Mitigação de Impactos em Reservatórios Hidrelétricos – Estudo de Caso da UHE Taquaruçu.

Duratex – SP
Projeto de Inovação da Área de Vivênia Ambiental PIATAN - AVAP

Fundação Espaço ECO - SP
SEEBALANCE® - Análise de Sócio-Ecoeficiência

HEMORIO - Instituto Estadual de Hematologia Arthur de Siqueira - RJ
Programa de Educação Ambiental - HEMOCICLE

INPEV - Instituto Nacional de Processamento de Embalagens - SP
Logística Reversa

Itautec – SP
Gestão Ambiental aplicada na cadeia de valor - Case embalagens - Redução de insumos sob a ótica ambiental

Klabin – SP
Programa Monitoramento da Biodiversidade

SABESP - SP
Operação Natureza (Programa Córrego Limpo)

Samarco Mineração- ES
Projeto Salvamar - Educação e Ação Ambiental

Souza Cruz – MG
Parque Ambiental

Subprefeitura Itaim Paulista- SP
Projeto Fluir

Suzano Papel E Celulose – BA
BIOINDEX

Volkswagen Caminhões & Ônibus - RJ
Pensando o ciclo de vida e a tecnologia ambiental

Wal-Mart Brasil – SP
Clube dos Produtores

Yagasai Industria de Fibras – SP
Coleta de côco verde


Envolverde, 08/09/08
© Copyleft - É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.

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Greenwash – empresas vendem falsa imagem ‘verde’

Em meio a atual onda sustentável é difícil distinguir quais empresas e produtos realmente entregam o que prometem. A publicidade é utilizada, em muitos casos, como “greenwash” – termo adotado por ambientalistas para se referir a propaganda corporativa que tenta mascarar um fraco desempenho ambiental das empresas, que passam a enganar o consumidor com anúncios mentirosos.

Uma pesquisa realizada pela TerraChoice Environmental Marketing, consultoria especializada no desenvolvimento de produtos sustentáveis e no reposicionamento de empresas nesse mercado, avaliou a confiabilidade de mais de mil itens com diferenciais teoricamente sustentáveis, em lojas de departamentos americanas e canadenses. O resultado foi surpreendente: 99,9% dos exemplares avaliados eram mentirosos ou, pelo menos, dúbios. O estudo comprovou que apenas um produto — uma marca de papel higiênico produzido sem cloro, com conteúdo reciclado — cumpriu plenamente o que prometia.

"Os consumidores recebem uma enxurrada de produtos que apregoam ser ecologicamente corretos", diz Scott McDougall, presidente da TerraChoice. "Pois nós encontramos uma terrível quantidade de ofertas enganosas". A jornalista Regina Scharf destaca em coluna da Revista Página 22 que “esse tipo de estelionato é particularmente vantajoso, já que os consumidores conscientes costumam aceitar preços mais salgados”.

O fundador da consultoria inglesa SustainAbility, John Elkington, afirma que informações enganosas têm o potencial de prestar um enorme desserviço à causa ambiental. “Elas confundem consumidores e geram ceticismo, fornecendo a muitas pessoas um álibi para não fazer nada”.

Ele acredita que esse processo de desinformação anula uma força motriz importante que poderia levar varejistas e fabricantes a melhorar o desempenho. “Embora muitos consumidores europeus e americanos estejam hoje um pouco mais conscientes, o risco de desorientação continua significativo”, avalia Elkington.

Situação européia
A organização independente que auto-regula a publicidade no Reino Unido (Advertising Standards Authority - ASA), tem controlado de perto um grande número de empresas em resposta a reclamações feitas por Organizações Não-Governamentais (ONGs), como a Amigos da Terra. Em novembro de 2007 a entidade censurou um anúncio da gigante de óleos Shell que dizia: “Nós aproveitamos nosso gasto de CO2 para plantar flores”. As ONGs retrucaram, alegando que a quantidade de CO2 utilizada no projeto das flores representava uma proporção mínima do que era produzido pelas atividades da Shell em todo o mundo.

Reclamações desse tipo cresceram bruscamente no último ano e a ASA tem percebido a recorrência de questionamentos semelhantes – os mais comuns são sobre reduções de carbono, ciclos de vida de produtos e uso de fontes limpas de energia.

As mesmas preocupações chegaram ao Instituto de Relações Públicas do país (CIPR), que em março deste ano aconselhou que as indústrias observassem o código ambiental do Departamento de Meio Ambiente e Relações Agrárias do Reino Unido (Defra), assim como os padrões estabelecidos pela certificação ISO 14021, nas campanhas publicitárias. Sem a obrigatoriedade expressa para que se aderisse às recomendações do instituto, é difícil definir quem as tem seguido.

Uma das advertências diz que os “anúncios devem sempre evitar o uso de termos vagos como ‘verde’, ‘não-poluente’... ou relacionar descrições vagas como ‘amigável’ ou ‘gentil’ com as palavras ‘Terra’, ‘natureza’, ‘meio ambiente’, ‘eco’ e ‘ozônio’”. O guia europeu para marketing sustentável (CSR) aprova as sugestões.

Sem detalhes
Algumas empresas defendem o uso de símbolos genéricos ou de linguagem simplificada na embalagem dos produtos porque, em certos casos, consideram o elemento sustentável muito complicado para ser explicado na embalagem. Elas dizem que explicam os significados ecológicos em seus websites ou os descrevem em letras menores no rótulo. Um exemplo é a fabricante de eletrônicos Philips, que utiliza uma logomarca de “indicação verde” em produtos selecionados.

Um relatório elaborado pelo CSR europeu desaprova essas empresas, sentenciando que as alegações verdes devem ser “explícitas sobre o significado de qualquer símbolo... a menos que o símbolo seja apoiado por lei, regulamentação ou esquema independente de certificação”. De acordo com o documento, os profissionais de marketing estão advertidos para só utilizarem palavras específicas referentes à compostagem, reciclagem e redução de consumo de energia mediante consulta às determinações da ISO 14021 sobre o uso desses termos.

Quanto mais os consumidores se mostram interessados pelas mudanças climáticas, mais os publicitários exaltam as credenciais verdes dos produtos. “Os marqueteiros sempre tentarão expandir os limites”, afirma um porta-voz da ASA, informando que os que as questões referentes aos anúncios com apelações ambientais continuarão a ser avaliadas caso-a-caso.

Elkington entende que “quanto mais investirmos na divulgação de problemas e soluções relacionados à sustentabilidade, maior será o risco de cometer erros”. Por isso, defende, qualquer profissional envolvido com publicidade, marketing e vendas realmente precisa se assegurar de que suas campanhas - por mais espetaculares que sejam - passem no teste do greenwash.

Saiba mais sobre os pecados do Marketing identificados pela pesquisa da TerraChoice Environmental Marketing:
Cortina de fumaça (registrado em 57% dos itens)
Dar destaque para uma qualidade real do produto que desvia a atenção dos problemas existentes. Um exemplo são os eletrônicos de baixo consumo energético (realmente ajudam a economizar energia), mas que possuem altos teores de metais pesados; ou papéis reciclados branqueados com cloro.
Falta de comprovação (26% das ocorrências)
Informar os diferenciais do produto sem apresentar nenhuma prova de que são reais. É o caso de um xampu que se diz orgânico, mas não oferece evidência nesse sentido, nem no rótulo nem no site da empresa. Há também produtos de higiene e beleza que dizem não ter sido testados em animais, mas não apresentavam nenhuma prova disso.
Informações vagas (11% das análises)
Os produtos trazem expressões vagas e ambíguas, afirmando ser “livre de substâncias químicas”, “atóxico”, “verde”, “100% natural”, etc. Besteira comprovada quando se lembra, por exemplo, que todos os elementos da natureza são químicos.
Qualidade irrelevante (4% casos)
Destacar informações que não deveriam fazer a diferença na hora da compra. O exemplo são aerossóis que indicam não conter CFC, sendo que o gás, nocivo à camada de ozônio, foi proibido para esse tipo de produtos há décadas.
Mentira (1% dos produtos)
Enganar o consumidor com informações falsas. É o caso de empresas que afirmam possuir determinadas certificações ambientais ou de um detergente para máquina de lavar louça cuja embalagem totalmente plástica indica ser produzida com papel 100% reciclado. Um famosos restaurante londrino freqüentado por celebridades foi processado quando se descobriu que a carne e o frango orgânicos servidos pelo chef eram preparados com produtos convencionais.
Ética ambígua (1%)
Oferecer, por exemplo, o menor dos males ao consumidor como cigarros orgânicos.


Sabrina Domingos, do Carbono Brasil
Com informações de Climate Change Corp; Revista Página 22 e Época Negócios.
Envolverde, 09/09/08
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