quarta-feira, 23 de julho de 2008

Fórum de Mobilização de Recursos ABCR - SENAC tem edição inaugural no próximo dia 5

As inscrições para o evento são gratuitas, mas há limites de vagas

Nesta primeira edição de 2008, com o título de “Geração de renda como estratégia de captação de recursos”, serão tratados temas ligados a qualidade do produto, distribuição, onde vender, quais os impostos que incidem, produtos diferenciados, planejamento jurídico e de gestão, embalagem, produção e diversificação das fontes de receitas. A abordagem do tema pelos convidados será feita na forma de entrevistas e que possibilitará ampla participação do público.

Data: 5 de agosto de 2008 - das 19h30 às 21h30
Local: Rua Dr. Vila Nova, 228 - Auditório Nobre
Inscrições pelo Telefone 2135.0300
Palestrantes: Ester Tarandach e Danilo Tiisel Moderadores: Marcio Zepellini e Marcelo Estraviz

Ester Tarandach é mestra em serviço social pela PUC-SP e foi coordenadora da Loja Social da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social de São Paulo, nesta última gestão municipal. Atua no Terceiro Setor há mais de 30 anos em instituições como a ADERE e OAT. Tem trabalhado com foco voltado para a elaboração de produtos com qualidade e que gerem renda para as instituições e seus beneficiários.

Danilo Brandani Tiisel é advogado graduado pela Faculdade de Direito do Largo São Francisco (USP), especializado em Legislação do Terceiro Setor, Gestão para o Terceiro Setor e Direito Ambiental. Membro do Grupo Estratégico da “Comissão de Direito do Terceiro Setor da OAB-SP”, atua como consultor jurídico, em gestão e responsabilidade social para organizações do Terceiro Setor e empresas socialmente responsáveis. É professor da Escola Superior de Advocacia (ESA) da OAB, do SENAC e diretor da Consultoria Criando Atividades Alternativas.

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Os 6 pecados do greenwashing

Greenwashing é a apresentação inexistente ou inadequada de benefícios ambientais ou socioambientais apresentados por empresas, serviços ou produtos. Recente estudo realizado com 1.758 promessas encontradas nas embalagens de 1.018 produtos disponíveis no mercado dos Estados Unidos, revelou os seis pecados do apelo greenwashing. Veja quais são eles:

Pecado dos Malefícios “esquecidos”
O principal pecado encontrado na pesquisa, estando em 56% dos produtos pesquisados, se caracteriza pelo fato do produto destacar apenas um benefício ambiental e “esquecer” os outros. Exemplos: Meu produto é reciclável (mas é extremamente gastador de energia e água para ser produzido); meu produto é feito sem teste em animais (mas sua decomposição natural pode prejudicar a cadeia alimentar natural).

Pecado da Falta de Provas
Representando 26% das promessas encontradas, é utilizado por produtos que anunciam benefícios ambientais sem comprovação científica ou certificação respeitável. Nesta categoria são encontrados xampus que não são testados em animais, produtos de papel com uso de material reciclado, lâmpadas com maior eficiência energética – todos sem comprovação dos argumentos disponível ao consumidor.

Pecado da Promessa Vaga
Entre as promessas vagas – encontradas em 11% dos produtos pesquisados – estão produtos “não-tóxicos” (e sabemos que qualquer produto em excesso pode intoxicar uma pessoa); produtos “livre de químicos” (o que é impossivel, porque todos os insumos de todos os produtos têm elementos químicos em sua composição); “100% natural” (urânio, arsênico e outros venenos também são “naturais”); “ambientalmente produzido”, “verde”, “conscientemente ecológico”, todas promessas 100% vagas. E estamos falando de embalagens – imagine aqui no Brasil as promessas vagas que vimos diariamente na propaganda…

Pecado da Irrelevância
Pecado encontrado em 4% dos produtos pesquisados, se caracteriza por destacar um benefício que pode ser verdadeiro, mas não é relevante. A mais irrelevante das promessas foi a relacionada ao CFC, banido do mercado norte-americano nos anos 70: inseticidas, lubrificantes, espumas de barba, limpadores de janelas e desifetantes, por exemplo, todos livres de CFC. A promessa é irrelevante porque se não fossem livres de CFC estes produtos não teriam licença para estar à venda no mercado…

Pecado da Mentira
Encontrado em 1% dos produtos, é simplesmente uma mentira deslavada.

Pecado dos Dois Demônios
Encontrado em 1% dos produtos, são benefícios verdadeiros, mas aplicados em produtos cuja categoria inteira tem sua existência questionada, como cigarros orgânicos, inseticidas ou herbicidas orgânicos.


E o greenwashing tupiniquim?
Este tipo de pesquisa de análise de promessas de sustentabilidade socioambiental nas embalagens dos produtos infelizmente ainda não foi feita no Brasil. Na verdade sequer temos condições de avaliar o greenwashing na propaganda comercial ou na cobertura jornalística – territórios ainda sem metodologias para fazê-lo.

Como um exercício de foro íntimo podemos fazer algumas reflexões:
• Quando será que o CONAR, que retirou a publicidade da Petrobras do ar porque se dizia uma “empresa sustentável” mas não tomava medidas para cumprir o acordo do PROCONVE, vai adotar legislação sobre o greenwashing em embalagens de produtos?

• Você conhece alguma promessa publicitária “vazia” feita por grande anunciante que fala mais do que faz – digamos assim, um grande clássico do greenwashing publicitário?

• Você considera éticamente correto uma empresa investir “x” em um projeto socioambiental e investir até 3 vezes mais do que este valor para comunicar este fato? Isto pode ser considerado greenwashing?

• Os critérios de conceituação e definição de greenwashing devem ser uma iniciativa do Estado (regulamentação oficial), do Mercado (regulamentação da iniciativa privada) ou da Sociedade (regulamentação pela preferência de compra)?


Rogerio Ruschel
Diretor da Ruschel & Associados Marketing Ecológico e editor da revista eletrônica Business do Bem. Saiba mais sobre este assunto em http://www.ruscheleassociados.com.br/revista/ed8/interface.html

Envolverde, 23/07/08
© Copyleft - É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.

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A governança nas fundações se aplica também aos investimentos

Ao longo dos anos, me surpreendeu ver o quão limitadas são as oportunidades de troca de informações entre os membros dos Conselhos das fundações, para aprendizagem entre pares e, mais importante, para o seu desenvolvimento profissional. Em minha opinião, isso reflete a pouca importância que as fundações (ou seja, os executivos das fundações) atribuem aos seus Conselhos e que os próprios membros dos Conselhos atribuem à sua função. Um obstáculo ao engajamento maior dos membros dos Conselhos é que, muitas vezes, eles não conhecem as suas responsabilidades.

No mundo corporativo, as responsabilidades dos Conselhos são bastante bem definidas, mas, no mundo das organizações sem fins lucrativos, elas precisam ser discutidas e definidas. Pode estar claro de que o Conselho tem a responsabilidade última pela organização, mas até que ponto ele delega essa autoridade à administração varia. Não quero desenvolver essa questão em profundidade, apenas observar que existe a tendência, certamente entre as fundações maiores, de os Conselhos se manterem à distância e fazerem a distinção entre governança e administração. Cada vez mais, vemos Conselhos se concentrando em fiscalizarem a administração, garantir a responsabilização da organização e garantir que as estratégias e as atividades da organização estejam alinhadas com a sua missão e seus objetivos.

O meu argumento principal é que o Conselho deveria entender que a governança não se limita aos gastos de uma fundação, mas também inclui seus investimentos. Mesmo quando os Conselhos mantêm distância das operações concretas da fundação, a responsabilidade pelas políticas de investimento é uma responsabilidade fiduciária.

A implementação de uma política de investimento – a administração dos portfólios em si – pode ser delegada a "profissionais", mas a responsabilidade pelo investimento das dotações da fundação, ou seja, a administração do processo de investimento, não pode ser delegada. Mesmo quando os Conselhos estabeleceram um Comitê de Investimentos, o Conselho como um todo ainda tem de estar consciente de suas responsabilidades fiduciárias.

As responsabilidades fiduciárias incluem vários elementos: formulação dos objetivos dos investimentos com base nos retornos desejados, retornos exigidos e riscos toleráveis; formulação de uma alocação apropriada dos ativos;aprovação de uma estrutura de administradores do dinheiro, e monitoramento do programa geral de investimentos para cumprimento das políticas de investimentos.

Infelizmente, os Conselhos, às vezes, pensam que podem delegar a questão de investimentos completamente a uma pessoa de fora, muitas vezes um ex-banqueiro ou um tesoureiro aposentado. Às vezes, até mesmo a um consultor de investimentos, sem que haja um poder adequado do Conselho como contrabalanço. Os Conselhos acreditam que isso lhes permite se concentrarem no lado do gasto, em alcançar os objetivos caritativos, supondo que o dinheiro a ser gasto seja uma dádiva e o resultado de um processo externo.

Recomendo, portanto, que os Conselhos, como fiduciários, devam manter a função estratégica na administração do processo de investimento, mesmo quando deixam que as pessoas de fora tenham um papel na administração dos portifólios de investimentos (seleção de ações, seleção do gerente de investimentos, avaliação do desempenho, etc.).

Nos últimos dois anos, se intensificou a discussão sobre o alinhamento entre as políticas de investimento e de gasto (em lugar de haver uma cortina de ferro entre os dois) no mundo das fundações. Isso despertou um maior interesse no investimento socialmente responsável (SRI) e no investimento relacionado à missão (IRM). Ainda assim, poucos conselhos de fundações tratam da questão formalmente ou a vêem como parte de sua responsabilidade fiduciária.

Há quem acredite que a maioria dos consultores em investimentos não considera sua atribuição estimular as fundações a alinhar a sua política de investimentos com a sua política de gastos. Em minha opinião, essa á apenas uma das razões pelas quais as fundações estão demorando a considerar o ISR e/ou o IRM.

O outro lado, como sugeri anteriormente, é que as políticas de investimento são, muitas vezes, delegadas pelos Conselhos a "profissionais" externos. Se você institucionaliza a separação entre as políticas de gastos e de investimentos, não pode esperar uma abordagem alinhada entre o investimento dos ativos e o gasto dos retornos com propósitos caritativos. Em tais circunstâncias, as fundações estão deixando passar a possibilidade de usar o corpo de ativos como meios adicionais de aumentar seus objetivos estatutários.


Rien van Gendt
Consultor independente e Presidente da Associação Holandesa de Fundações.
Envolverde, 22/07/08

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Prêmio Destaque de Marketing 2008 abre inscrições na sexta, 25

As inscrições para o Prêmio Destaque de Marketing 2008 estarão abertas a partir desta sexta-feira, 25 de julho. Realizado pela ABMN (Associação Brasileira de Marketing & Negócios), o evento reconhece o sucesso de profissionais e empresas especializadas em marketing, além de promover o setor. Os projetos poderão ser inscritos em categorias como Produtos; Empresa de Comunicação/Telecomunicações; Marketing de Incentivo; Marketing Promocional; Serviços; Tecnologia da Informação e Internet; Responsabilidade Social e Empresarial; Indústria de Energia; e Marketing Institucional e Gestão.

Os executivos também concorrem a Personalidade do Ano e Personalidade de Marketing. A festa de homenagem aos vencedores acontece em 5 de dezembro, no Hotel Intercontinental, em São Paulo. Mais informações no www.premiodestaquenomarketing.com.br.


Portal da Propaganda, 23/07/08

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A nova geração dos bilionários

Quando Fabio Calderaro era um cadete de 23 anos da academia militar em 2000, ele investiu pouco mais de 3.000 reais no mercado acionário. No início, o valor de seu investimento caiu. Mas à medida que ganhou mais conhecimento sobre o mercado, sua sorte mudou -- de tal forma que poucos anos depois deixou o Exército e começou a viver de seus ganhos.

Quando tinha 29 anos, Calderaro tinha muito mais que um milhão de reais graças às apostas em ações de metalúrgicas, mineradoras e bancos no momento em que a economia brasileira decolava após décadas de baixo crescimento. Desde então, sua fortuna aumentou, confirmando seu status de membro do clube brasileiro de novos ricos. "Eu estava no lugar certo na hora certa", disse Calderaro, que hoje tem 31 anos e apresenta seminários sobre o mercado acionário quando não está gerenciando sua própria carteira. "Tudo isso foi possível por causa da economia."

Graças ao rápido avanço das commodities e do crédito, o Brasil está crescendo e tirando milhões da condição de pobreza em um país mundialmente conhecido por sua desigualdade. No topo dessa onda, surfando em um mercado acionário que triplicou em quatro anos, existe uma porção de milionários como Calderaro sendo criados a um ritmo alucinante -- pelo menos 23.000 no último ano.

Apenas Índia e China criaram milionários num ritmo mais rápido que o Brasil em 2007, segundo relatório do Merrill Lynch e Capgemini sobre a riqueza mundial. O número de brasileiros com mais de um milhão de dólares saltou 19,1% no último ano, para mais de 143.000, ante crescimento de 10% em 2006. O clube brasileiro dos bilionários também está crescendo em ritmo inédito. Segundo pesquisa da revista Exame, pelo menos 14 brasileiros se tornaram bilionários no último ano, quase cinco vezes mais que o crescimento de 2006.

Mercado do luxo
Como Calderaro, muitos ganharam com a bolsa de valores, entrando na onda de ofertas públicas iniciais (IPO, na sigla em inglês). Um recorde de 62 empresas abriram capital no último ano no Brasil. A moda do IPO perdeu força este ano devido à turbulência nos mercados globais, mas agora parece dar sinais de recuperação. No mês passado, a OGX Petróleo e Gás Participações levantou 4,1 bilhões de dólares no maior IPO da história do mercado brasileiro, com investidores fazendo fila para conseguir parte da riqueza do petróleo recém encontrado na costa do país.

Não existe lugar onde o salto de renda é mais aparente do que em São Paulo, a capital financeira e maior cidade do país. Num sábado recente, as lojas da Rua Oscar Freire estavam tão cheias que os compradores quase se debatiam pelas peças de roupas da última moda. Shoppings especializados para ricos estão sendo inaugurados por todo o país, com butiques exclusivas como Giorgio Armani e Hermes. As vendas de novos carros estão batendo recordes mês após mês, e apartamentos de luxo brotam em massa.

Segundo um estudo recente da firma de consultoria MCF, o mercado de bens de luxo no Brasil cresceu 17% no último ano, gerando 5 bilhões de dólares em vendas. A economia como um todo, em contraste, cresceu 5,4%. "Não está lá ainda, mas o Brasil está a caminho de se tornar um mercado prioritário para as marcas de luxo", disse Carlos Ferreirinha, fundador da MCF e ex-presidente da Louis Vuitton no Brasil.

Aviões e helicópteros

O crescimento do número de indivíduos de alta renda também deu impulso para fabricantes de helicópteros e aviões privados. A Embraer está vendendo tanto seu pequeno avião empresarial Phenom no Brasil que a empresa espera que ele se torne em breve maioria na frota nacional de aviões privados. A venda de helicópteros está crescendo quase 13% ao ano. O mercado mais aquecido é a cidade do tráfego travado de São Paulo, onde já existem mais de 500 helicópteros, uma das maiores frotas urbanas do mundo.

A TAM Taxi Aéreo Marília, companhia de taxi aéreo e representante de vendas do Cessna e do Bell Helicopter, costumava atender os pedidos em menos de um ano. Agora clientes precisam esperar até quatro anos por um helicóptero novo. "Em todos os meus anos no negócio, nunca vi demanda tão forte", disse Rui Aquino, presidente-executivo da empresa.

Mas nem todos os novos membros do clube brasileiro de milionários são grandes gastadores. Calderaro, o "cadete-investidor", ainda vive em um apartamento alugado e prefere investir seu dinheiro na bolsa de valores a gastá-lo em carros exuberantes e casas na praia. "Minha mãe gosta de dizer que sou econômico, e não um pão-duro", disse. "Eu acho que eu tenho mais prazer em ganhar dinheiro no mercado do que em gastá-lo."


Veja.com, 23/07/08

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Leão de Cannes X Tigre Asiático

O festival publicitário de Cannes todo ano tem uma surpresa depois que acaba. Já teve campanha que foi criada para ganhar prêmios e o cliente não sabia; teve ano que criaram para um produto inventado; outro ano fizeram uma peça para o cliente de outra agência….

Mas nada se compara a repercurssão do caso desse ano. A TBWA de Paris criou uma campanha para a Anistia Internacional e faturou em Cannes esse ano, um Leão de Bronze. Até aí tudo bem, mas o escritório da ONG, em Londres, afirmou ter decidido não usar os anúncios por preferir adotar um foco mais positivo em sua campanha relativa aos Jogos Olímpicos.

Mesmo assim, a Anistia International permitiu à agência veicular a campanha uma vez para que ela pudesse ser inscrita no festival (prática muito utilizada no mundo todo para “esquentar” a peça).

O que a ONG não contava é com a repercurssão do prêmio. As peças ganharam a rede e rodaram fortemente por vários sites. E foi aí que os problemas começaram.

A campanha bate forte na questão do desrespeito aos direitos humanos na China, onde rolam as olímpiadas desse ano: “After the Olympic Games, the fight for human rights must go on” (Depois dos Jogos Olímpicos, a luta pelos direitos humanos deve continuar).

Na matéria do Wall Street Journal, Tom Carroll, presidente e CEO da TBWA Worldwide, pede desculpas pela inscrição da campanha em Cannes sem prévia aprovação ou conhecimento da cúpula da agência.

Enquanto isso na China, onde a agência possui uma filial a situação ficou mais complicada. A rede TBWA tem agência na China, o que torna a situação ainda mais delicada. Sem contar que a conta local da Adidas (patrocinadora dos jogos) é da agência.

Os blogs chineses começaram a sugerir o boicote a todos os trabalhos criados pela TBWA. Um blog foi mais longe: sugeriu que todos os chineses que trabalhassem para a agência pedissem demissão: “I suggest that all Chinese employees in TBWA resign from this company“.

Segundo o CCSP: “os consumidores na China levam a sério o boicote a marcas, personalidades ou seja o que for que tenha ‘ofendido sentimentos patrióticos’. Depois das manifestações contrárias à China em Paris, quando a Tocha Olímpica passou pela França, em abril, consumidores lançaram um boicote ao Carrefour, uma das maiores redes de supermercados presente na China.

Louis Vuitton e Christian Dior também receberam o mesmo tratamento depois que a atriz Sharon Stone sugeriu que o terremoto que atingiu a China era por causa do ”karma” criado em função da forma como o governo trata a população tibetana (relembre aqui)”.

Tirando a parte questionável de “esquentar” as peças para festival, me parece que os chineses deveriam boicotar o governo ao invés da agência. Afinal quem esta errado? O governo que faz essas atrocidades ou a agência que faz uma campanha para criticar tal? Aliás, a TBWA Paris não foi a única que fez essa crítica, a Saatchi&Saatchi da Slovakia tem anúncios bem parecidos. Outros esportes, outro layout, mas a mesma idéia.

Não foi mera coincidência, as torturas chinesas existem e parece que os chineses vão ter que boicotar muuuita gente se não quiserem ver a própria sujeira.


Veja os outros anúncios da confusão: aqui e aqui.

E aproveite pra ver os criados pela Saatchi&Saatchi: aqui, aqui e aqui.


Daniel Chagas Martins
Área 3 do Up Date or Die, 23/07/08

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terça-feira, 22 de julho de 2008

Evento sugere privilegiar ensino nos ODM

Congresso no Paraná discute como educação pode eliminar obstáculos para Estado avançar nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio

Um congresso a ser realizado em agosto no Paraná vai discutir como a educação pode eliminar alguns obstáculos aos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (uma série de metas socioeconômicas que os países da ONU se comprometeram a atingir até 2015). O evento vai reunir empresários, educadores, pesquisadores e representantes de governos para debater projetos bem-sucedidos e incentivar ação conjunta entre os setores público e privado e organizações sociais.

O 1º Congresso Nós Podemos Paraná — Educação para a Sustentabilidade acontece em Curitiba, de 6 a 9 de agosto, no Auditório Horácio Coimbra, junto com a 7ª Mostra de Ação Voluntária. Ele é promovido pelo Movimento Nós Podemos Paraná, uma iniciativa da FIEP (Federação das Indústrias do Estado do Paraná) que pretende disseminar ações sociais e fazer com que o Paraná consiga atingir os ODM com antecedência, até 2010.

“O congresso tem como objetivo fazer um diálogo das práticas que já vêm sendo realizadas para atingir as metas e das dificuldades enfrentadas para ver que ações ainda têm que ser implementadas”, afirma a coordenadora do Movimento Nós Podemos Paraná, Maria Aparecida Zago. “O foco em educação e sustentabilidade foi escolhido para trabalhar as questões de forma preventiva, e não só os efeitos. Nós queremos trabalhar as causas que provocam as dificuldades no alcance dos ODM”, acrescenta. “Queremos o desenvolvimento local sustentável, e ações que mudem a situação atual”.

As mesas redondas do congresso tratarão de temas como mobilização e parcerias de diversos setores sociais; educação voltada ao empreendorismo como forma de estimular desenvolvimento social e tecnologias sociais para melhorar o processo de ensino-aprendizagem. Os ODM serão foco de discussões sobre a educação e sua contribuição para os avanços em assuntos como erradicação da fome, diminuição da mortalidade infantil e igualdade entre gêneros. A programação do congresso inclui cursos de capacitação de voluntários e professores e de elaboração de projetos, sessões de cinema e aulas de culinária. Na mostra paralela de ação voluntária, serão apresentados projetos, oficinas e palestras.

Um relatório feito pelo ORBIS (Observatório Base de Indicadores de Sustentabilidade) mostrou que o Paraná avançou no combate à pobreza, no aumento do acesso à educação, na redução da mortalidade infantil, , precisa fazer mais para alcançar igualdade de gênero (sobretudo nas remunerações do mercado de trabalho), diminuir a mortalidade materna, deter a Aids, elevar o acesso a água e saneamento.

Leia também
Paraná pretende antecipar ODM em 5 anos.


Juliana Sayão, especial para PrimaPagina
Boletim do Pnud, 22/07/08

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Citi inscreve para Prêmio Melhores Microempreendimentos

O Prêmio Citi Melhores Microempreendimentos, ação de responsabilidade social desenvolvida pelo Citi, em parceria com as organizações não-governamentais Acción International e Grupo de Aplicação Interdisciplinar à Aprendizagem (GAIA), chega à quinta edição

A partir de 21 de julho, as Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), Sociedades de Crédito ao Microempreendedor (SCM), instituições financeiras ou organizações não-governamentais (ONGs) parceiras de instituições financeiras ou OSCIPs – que mantenham formalmente programa de concessão de microcrédito – podem inscrever microempreendimentos para concorrerem ao prêmio. A edição 2008 do prêmio destinará mais de R$ 50 mil em dinheiro a nove empreendedores nas categorias Comércio, Produção e Serviços, subdivididos por faixa de faturamento (até R$ 60 mil; de R$ 60.001,00 a R$ 120 mil e de R$ 120.001,00 a R$ 240 mil).

Os vencedores ainda serão premiados com uma capacitação com foco em gestão financeira. As cinco instituições que enviarem o maior número de projetos também serão premiadas com uma capacitação sobre governabilidade em instituições de microfinanças, a ser ministrada pela Acción International.

Com a missão de destacar o papel do microcrédito no desenvolvimento socioeconômico do Brasil, o Prêmio Citi Melhores Microempreendimentos contabiliza cerca de mil inscrições (2004 a 2007) de empreendimentos desenvolvidos em vários Estados brasileiros. Em 2008, a expectativa é que haja um aumento de 20% nas inscrições em relação às indicações de 2007.

“Com o prêmio motivamos empreendimentos inovadores e sustentáveis baseados no microcrédito. Na prática, valorizamos iniciativas que são exemplos do potencial social e econômico dos microempreendimentos nas suas comunidades”, afirma Vanessa Pinsky, gerente de Responsabilidade Social Corporativa do Citi. Segundo a executiva, o prêmio – que já beneficiou cerca de 400 empreendedores em todo o mundo – será realizado em 26 países.

A pré-avaliação dos microempreendimentos inscritos no Prêmio Citi Melhores Microempreendimentos envolve uma equipe de voluntários do Citi, responsável pela análise criteriosa dos projetos. Em 2007, uma equipe de 44 profissionais voluntários avaliou 450 projetos desenvolvidos em 13 estados. Após a pré-seleção, um júri formado por especialistas em microfinanças define os finalistas. Entre os critérios de avaliação, a capacidade de perpetuação do negócio; planejamento e gestão do crescimento; geração de empregos; parceria com fornecedores da comunidade; capacidade de superar conflitos e enfrentar desafios, além de inovação e criatividade.

Serviço
As inscrições podem ser realizadas até o dia 26 de setembro de 2008. O regulamento e a ficha de inscrição estão disponíveis no site www.citi.com.br. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (11) 4009-2004 ou e-mail responsabilidade.social@citi.com.


Canal Executivo, 21/07/08

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Associados se unem no programa Investimento Reciclável

Cooperativas de catadores de lixo podem se inscrever no programa Investimento Reciclável e receber apoio financeiro e qualificação profissional para os seus cooperados. Criado por meio da parceria entre o Banco Real, a Fundação Avina e a Suzano Papel e Celulose, sob a coordenação do Instituto Ecofuturo, o programa funciona como um fundo financeiro, com mais atrativos do que o sistema financeiro convencional.

Com um investimento de R$ 120 mil de cada um dos parceiros, totalizando recursos de R$ 360 mil, os empréstimos devem ser usados para a aquisição de equipamentos ou capital de giro. Os recursos devem ser devolvidos ao fundo em até 24 meses, contando com três meses de carência e correção monetária, porém, não implica juros sobre as parcelas a restituir.

Para acompanhar o desenvolvimento das cooperativas incluídas na iniciativa foi criado um comitê gestor composto por seis profissionais; quatro representando sua respectiva organização e outros dois ligados à movimentos formais de catadores. Entre as atribuições estão a discussão das diretrizes, acompanhamento de resultado das ações, prospecção de novos parceiros e deliberação sobre as instituições que serão apoiadas.

“Nossa proposta não é filantrópica e permitirá que os cooperados adquiram confiança na sua capacidade de gestão”, explica o gerente de projetos ambientais do Instituto Ecofuturo, Paulo Groke. “À medida que as cooperativas forem desenvolvendo os valores recebidos, outras organizações poderão receber esses recursos, ampliando as possibilidades de financiamento e inclusão de novas cooperativas”, completa.

Segundo a superintendente de desenvolvimento sustentável do Banco Real, Laura Oltramare, a proposta da iniciativa é reduzir os intermediários existentes entre os catadores e as indústrias recicladoras. “A ação visa incluir as cooperativas do sistema financeiro e fomentar a cadeia produtiva da indústria da reciclagem”.

Inscrições
Para se inscrever, a cooperativa deverá pedir o formulário eletrônico pelo e-mail investimentoreciclavel@ecofuturo.org.br ou pelo tel (11) 3503-9092 . Após preenchido, o formulário deverá ser mandado para investimentoreciclavel@ecofuturo.org.br.


redeGIFE Online, 21/07/08

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Conanda publica resolução sobre funcionamento dos Fundos da Infância

O Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) receberá, até o dia 7 de agosto, contribuições sobre o texto que define os parâmetros para a criação e o funcionamento dos Fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente. A consulta pública permitirá a todos aqueles que atuam no campo da garantia de direitos de meninos e meninas, participem de sua construção.

Previstos no artigo nº 260 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), os fundos são geridos por conselhos dos Direitos da Criança e do Adolescente (CDCA), eleitos de forma direta pela população. Eles deliberam sobre quais são os projetos sociais são merecedores (por idoneidade e impacto social) de investimento e qual percentual do fundo irá para cada uma das ações sociais aprovadas.

“É positiva a iniciativa de fixar os parâmetros de operação dos fundos, pois possibilita a uniformização de práticas e entendimentos em todo o país”, acredita o advogado, especialista em terceiro setor, Educardo Szazi.

Doações vinculadas
Um dos pontos que mais chamam a atenção no documento é a permissão para utilizar as chamadas doações vinculadas, motivo de discórdia nos diferentes setores da área social e da administração pública brasileira. A prática não altera as regras de funcionamento dos conselhos, mas incidem sobre o destino dos recursos.

Por meio da prática de vinculação, pessoas físicas e jurídicas podem decidir em qual entidade vão doar, desde que aprovadas pelos conselhos. “A minuta sepulta as controvérsias a respeito da legitimidade de escolha, pelo doador, de um projeto pré-aprovado pelo conselho”, analisa Szazi.

De acordo com o secretário-geral do GIFE, Fernando Rossetti, o debate está polarizado, tornando difícil a construção de uma visão uniforme e de uma legislação específica. “Existem movimentos empresariais importantes pela causa, por meio de projetos focados no fortalecimento dos conselhos, estímulo à doação etc. O que há é um preconceito sobre as ações de origem privada nesses fundos, de que se trata de marketing ou de levar vantagem”, argumenta Rossetti.

Pontos importantes
O advogado Eduardo Szazi levanta outras questões que devem ser melhoradas na minuta, como por exemplo, a transparência dos critérios adotados pelos conselhos para a aprovação de projetos. “Também deve se levar em conta a própria descrição dos projetos aprovados. Nada se fala sobre isso. Posto que incumbe à toda a sociedade a proteção da infância e da adolescência e, assim, por dever republicano, o conselho deve divulgar as ações que selecionou e o destino dos recursos”, acredita.

O consultor do Projeto Marco Legal e Políticas Públicas do GIFE, Eduardo Pannunzio, questiona outro item da resolução. No artigo nº 16, o texto diz o “percentual de projetos chancelados limitado a um terço do montante total dos recursos dos projetos financiados pelos Fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente”.

Segundo Pannunzio, isto quer dizer que apenas um terço do custo do projeto poderá ser levantado por meio de doação vinculada. “O Conanda reconhece a legalidade da prática, mas cria limitações. É preciso ver se isso não significará um retrocesso para os conselhos que já adotaram a prática”, argumenta.

As contribuições deverão ser encaminhadas para o Conanda através do email: conanda@sedh.gov.br até o dia 7 de agosto. Para ter acesso à resolução clique aqui.


Rodrigo Zavala
redeGIFE Online, 21/07/08

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Pregão.Net disponibiliza versão gratuita para o Terceiro Setor

O Pregão.Net passou a oferecer em fevereiro uma versão gratuita de seu portal de pregões eletrônicos denominada “Convênio”, voltada para entidades públicas e do Terceiro Setor que necessitam comprar por meio de pregões eletrônicos mas não têm condições de fazerem investimentos em TI.

O decreto 5.504, de 5 de agosto de 2005, estabeleceu a exigência de utilização do pregão, preferencialmente eletrônico, para entes públicos ou privados, nas contratações de bens e
serviços comuns, realizadas em decorrência de transferências voluntárias de recursos públicos da União.

Isso significa que, se sua entidade recebe recursos públicos provenientes do Governo Federal, ela deve realizar pregões eletrônicos para fazer uso desse dinheiro. E se sua entidade não está fazendo isso, pode ter dificuldades para aprovar suas contas.

Praticamente não há diferenças entre a versão gratuita e as demais versões oferecidas pelo portal, a não ser a possibilidade de personalização do ambiente de trabalho e a administração do cadastro de fornecedores. Na versão gratuita, o cadastro é administrado pelo próprio Pregão.Net. Para usufruir do portal, a entidade deve acessar solicitar o “Contrato de Apoio Técnico – Modalidade Convênio” pelo próprio site www.pregao.net

Revista Filantropia - OnLine - nº e site Pregão.Net

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MercadoLivre.com é mais uma opção para o setor social

Entre 17 de dezembro de 2007 e 22 de janeiro deste ano, o MercadoLivre.com realizou uma pesquisa em sua homepage para saber o que os usuários do site pensam sobre comprar itens de caráter beneficente.

Ao todo foram 1.191 respostas: 19% fariam ou já fizeram algum tipo de compra solidária; pouco mais de 71% afirmaram que nunca adquiriram nenhum produto com fins sociais; e 10% não souberam responder.

O próprio MercadoLivre.com mantém uma plataforma voltada para este fim: o MercadoSolidário, que agrega ONGs que desejam vender objetos que ganharam ou parte de suas produções internas e, assim, aumentar sua renda. Atualmente, 18 entidades já utilizam o sistema, realizando leilões ou vendendo produtos pelo site sem ônus algum – as organizações têm isenção total de quaisquer tarifas.
www.mercadolivre.com.br/mercadosolidario

Revista Filantropia - OnLine - nº159

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sábado, 19 de julho de 2008

Canal Ideal pode contar a história de sua empresa

Promoção irá selecionar a melhor história de empreendedorismo para contar em um programa do canal

Os pequenos e médios empresários que acreditam ter uma boa história por trás do crescimento de seus negócios – e que gostariam de vê-la contada em um programa de televisão – podem se inscrever na promoção “Eu também fiz do zero”, uma iniciativa da TV Ideal, o canal sobre carreira e negócios do Grupo Abril. As inscrições, que já estão abertas desde o início de julho, serão encerradas em 31 de agosto. Os interessados devem clicar aqui e preencher um formulário que está no site da promoção.

As três melhores histórias serão transformadas em programas de cinco minutos. Elas serão veiculadas no mesmo site em que os pequenos e médios empresários devem se inscrever. O melhor deles, que será escolhido em uma votação popular em outubro, será transformado em um episódio de 30 minutos a ser veiculado em novembro no programa “Fiz do Zero” -- que vai ao ar todas as terças-feiras, às 21 horas, no Canal Ideal, e é apresentado pelo empreendedor Pedro Mello, que também é blogueiro do site de EXAME PME.


Portal Exame, 18/07/08

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Concurso de monografias da CGU chega à terceira edição

Estão abertas as inscrições para o 3º Concurso de Monografias da Controladoria-Geral da União (CGU), cujo objetivo é estimular pesquisas voltadas à prevenção e ao combate à corrupção no Brasil. A premiação distinguirá concorrentes de duas categorias: entre os universitários, o vencedor receberá R$ 6 mil e, o segundo colocado, R$ 3 mil; para o profissional autor do melhor trabalho, serão R$ 20 mil, com R$ 10 mil para o segundo classificado.

Prevenção e combate à corrupção são temas prioritários, mas a abrangência de interesse se estende ao controle interno, à ética e integridade pública, à responsabilização e combate à impunidade e assuntos relacionados. Poderão concorrer trabalhos individuais ou em grupo de candidatos de qualquer nacionalidade, idade ou formação acadêmica.

A monografia deverá ser inédita, ainda não publicada pela imprensa ou em livro. O regulamento do concurso permite a inscrição de textos inseridos em documentos de circulação restrita de universidades, congressos, encontros e centros de pesquisa, como notas e textos para discussão e similares.

Inscrições
A participação no concurso depende do envio de ficha de inscrição, via carta registrada ou encomenda expressa, até 6 de outubro de 2008, à Escola de Administração Fazendária (Esaf), com o seguinte endereçamento: Escola de Administração Fazendária - Esaf - 2º Concurso de Monografias da CGU - 2007 - Diretoria de Educação - Dired - Rodovia BR 251 - Km 4 - Bloco “Q” - 71686-900 - Brasília – DF. O formulário está disponível no www.esaf.fazenda.gov.br e, para o esclarecimento de dúvidas, basta a remessa de consulta ao endereço eletrônico concurso-cgu.df.esaf@fazenda.gov.br.

Julgamento
A Comissão Julgadora será presidida pelo diretor-geral da Esaf ou substituto ad hoc e contará com a participação de mais cinco membros designados pela Esaf. O resultado do concurso, que será publicado no Diário Oficial da União, estará disponível nos sites da CGU e da Esaf a partir de 2 de dezembro próximo. A solenidade de premiação será durante a comemoração do Dia Internacional contra a Corrupção, também em dezembro, em Brasília.

Fonte: site da CGU

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sexta-feira, 18 de julho de 2008

Recursos do Imposto de Renda Beneficiam Crianças e Adolescentes

Contribuintes podem escolher qual projeto financiar

Projetos Sociais aprovados pelos Conselhos de Direito da Criança e do Adolescente podem ser financiados por doação de parte do imposto de renda de pessoa física e jurídica, o que possibilita a inclusão social de milhares de crianças e adolescentes.

Em um país onde o acesso à saúde, educação, lazer, esporte e cultura é tão escasso temos aí uma possibilidade de direcionar recursos do Imposto de Renda para projetos sociais onde é possível acompanhar a utilização do dinheiro.

Para entender sobre esse incentivo fiscal e a importância desse meio de captação para aplicação de recursos para as organizações governamentais e não governamentais sem fins lucrativos, é importante conhecer como funciona este mecanismo.

Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA
A lei 8.069 sancionada em 13 de junho de 1990, em seu art. 260, permite que os contribuintes do Imposto de Renda possam deduzir parte do imposto devido aos Fundos de Direitos da Criança e do Adolescente. As ações devem ser voltadas prioritariamente aos programas de proteção especial à criança e adolescente expostos a situação de risco pessoal e social, cuja necessidade de atenção extrapola o âmbito de atuação das políticas sociais básicas.

Os Municípios devem criar um conselho de direito da criança e do adolescente que fixarão critérios de utilização, através de planos de aplicações das doações ao atendimento de crianças e adolescentes de 0 a 18 anos.

Pessoas Jurídicas: A pessoa jurídica poderá deduzir até 1% do Imposto de Renda devido, aplicável sobre o valor devido à alíquota de 15%, não sendo permitido sobre o adicional de 10%.
A legislação somente permite a dedução do imposto para as pessoas jurídicas que apurem o imposto de renda com base no lucro real.
O valor da doação é considerado indedutível como despesa operacional. E deverá ser pago até o último dia útil de cada período de apuração do imposto, trimestral ou anual.

Pessoas Físicas: As contribuições, efetuadas até o último dia útil do ano-calendário, são consideradas deduções diretas do Imposto de Renda das pessoas físicas, até o limite de 6% do IR devido. Somente é possível deduzir a doação os contribuintes que utilizam o formulário completo para declaração do Imposto de Renda.
Computa-se nesse limite, os valores aplicados em projetos de incentivo à Cultura (Lei nº 8.313, de 23 de dezembro de 1991) e à Atividade Audiovisual (Lei nº 8.685, de 20 de julho de 1993).

Fundos de Direito da Criança e do Adolescente
Os Fundos Municipais de Direito da Criança e do Adolescente são fundos públicos que administram os recursos constituídos por contribuições públicas e privadas.

Os fundos municipais são criados e geridos pelos Conselhos Municipais dos Direitos da Criança e do Adolescente – CMDCA que, por sua vez, tem a obrigação de proporcionar meios financeiros para complementar as ações necessárias ao desenvolvimento e implementação das políticas públicas destinadas à Criança e ao Adolescente.

FUMCAD – Fundo Municipal de Direito da Criança e do Adolescente
O FUMCAD da Cidade de São Paulo foi criado pela Lei Federal nº 8.069/90 – Estatuto da Criança e do Adolescente e pela Lei Municipal nº 11.247/92.

Este ano a lei completa 18 anos e, apesar disso, é pouco conhecida por boa parte da sociedade civil.

O Fundo proporciona que pessoas físicas e jurídicas contribuam de forma efetiva para entidades sem fins lucrativos, por meio de renúncia fiscal do Imposto de Renda, podendo assim, doar para os projetos previamente selecionados pelos Conselhos de Direitos da Criança e do Adolescente.

O CMDCA/SP é composto por 16 representantes do Governo Municipal e 16 representantes da Sociedade Civil e inovou utilizando mecanismo para viabilizar a doação direta para a entidade via Fundos Públicos. Vários municípios contam com essa possibilidade de direcionamento como Porto Alegre, Recife e Osasco.

O CMDCA/SP estabeleceu por meio da Resolução nº 77/2005, que pessoas físicas ou jurídicas realizem via FUMCAD/SP doações vinculadas a projetos de organizações sem fins lucrativos. O doador pode escolher qual projeto quer financiar.

Possíveis formas de doação:
- Não-Direcionada: O doador não escolhe a aplicação das verbas e as doações financiam os projetos considerados mais relevantes pelo CMDCA/SP;
- Direcionada: Permite ao doador a possibilidade de escolher um determinado projeto social aprovado pelo CMDCA/SP, que será executado por uma determinada Organização governamental ou não governamental sem fins lucrativos para que a mesma receba o montante doado por intermédio do FUMCAD/SP.

As pessoas físicas e jurídicas que optarem pela Doação Direcionada terão 90% do recurso revertido para o projeto escolhido e 10% destinado ao FUMCAD/SP para viabilizar a execução de outros projetos aprovados de organizações que não receberam nenhum tipo de direcionamento (captação de recursos).

Essa iniciativa proporcionou considerável aumento de recursos direcionados aos projetos sociais na Cidade de São Paulo, atribuindo ao doador a possibilidade de acompanhar a execução do projeto escolhido e participar do desenvolvimento das crianças e dos adolescentes beneficiados.

Em 2006, o Fundo da Cidade de São Paulo angariou R$ 17 milhões. Em 2007 foram, aproximadamente, R$ 40 milhões. O aumento do recurso fez com que o número de entidades beneficiadas passasse de 54 convênios assinados para 217, o que beneficiará, diretamente, cerca de 250 mil crianças e adolescentes em projetos sociais diversos, sendo que ainda serão beneficiadas outras 200 entidades neste ano, cujos projetos já foram aprovados pelo CMDCA e os convênios já estão sendo assinados.

Hoje é possível considerar o FUMCAD da Cidade de São Paulo como um importante órgão financiador de projetos sociais e, para ter acesso a esse recurso, as entidades devem apresentar seus projetos para avaliação.

Aprovação de Projeto
O Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente do Município de São Paulo - CMDCA/SP publica todos os anos o Edital para a Seleção de Projetos a serem financiados pelo Fundo.

O Edital estabelece os procedimentos, os prazos, e os critérios utilizados pelo Conselho para o processo de análise e seleção dos projetos das organizações governamentais e não governamentais.

Os projetos devem ser inovadores ou complementares e podem ser relacionados a diversos seguimentos de atuação voltados para as áreas da saúde, educação, esporte, lazer e cultura, entre outros.

Sendo o projeto aprovado pela Comissão de análise do CMDCA/SP, a organização governamental ou não governamental receberá o “Certificado de Captação de Recursos”, que possibilita à organização o início da prospecção dos recursos necessários para a viabilização do projeto.

As etapas no processo de repasse dos recursos envolvem: a escolha dos eixos temáticos; a publicação do edital de convocação de projetos; o recebimento dos projetos; o exame e seleção dos projetos; o Termo de Compromisso ou Convênio; o monitoramento e avaliação na execução dos projetos; e a prestação de contas.

A AACD – Associação de Assistência à Criança Deficiente conquistou um importante resultado no atendimento às crianças e adolescentes com deficiência física, por meio de projetos aprovados pelo CMDCA. A Instituição tem 9 projetos aprovados, como “Redução de Fila de Espera para Cirurgias e por Aparelhos Ortopédicos”, que proporcionou 226 cirurgias (especialidades como Escoliose, Paralisia Cerebral, Mielo, Mão, Odontologia Pediátrica e Vias aéreas superiores) e a entrega de 1170 aparelhos ortopédicos (cadeiras de rodas, órteses e próteses) que beneficiará melhor condição de vida às crianças e adolescentes.

A AACD conta com o apoio de 35 empresas e mais de 200 pessoas físicas que direcionam parte do seu IR para os projetos da entidade.

Este mecanismo de contribuição é uma poderosa ferramenta para manter e ampliar a rede de proteção à criança e ao adolescente. O modelo é transparente, permitindo que o doador acompanhe a execução dos projetos, conferindo como está sendo utilizado o dinheiro, favorecendo o aumento de arrecadações.

É direito da criança e do adolescente portador de deficiência receber educação, saúde, esporte, lazer e cultura, ser um cidadão por completo, podendo assim contribuir para o desenvolvimento do nosso país.

Esses sites devem ser visitados com alguma freqüência. Assim, é possível recolher novas informações que alimentarão e fortalecerão seu Banco de Dados.

Sugiro, ainda a tomada das seguintes providências:
- Checar as listas de doadores de outras organizações. Busque estes nomes em Relatórios Anuais das instituições, Balanços Sociais de empresas e em publicações como Idéia Social, Revista Exame, entre outras.
- Identificar e localizar quem são os Membros das Câmaras Brasil-Estados Unidos, Brasil -Alemanha, e outras associações semelhantes.
- Checar a lista de associados de organizações como o Instituto Ethos, que promove a Responsabilidade Social Empresarial, pois se supõe que essas empresas associadas (mais de 1000) têm consciência de empreendedorismo social.
- Pesquisar em publicações tipo "Who's Who" - "Quem é Quem", "Guide to Funding & Foreign Programs" (de especial valor para empresas americanas), "The Foundation Center" (fonte que contém informações específicas sobre inúmeras fundações americanas como endereço, dados financeiros, áreas de interesse e países que mais apóiam. Procure Brazil, com Z)

Como vocês podem ver, há um "mundo" de informações à disposição lá fora. Corram atrás porque vale a pena!

Olhando pelas janelas, vocês verão muito que lhes podem realmente ser de grande ajuda. Ao se olharem no espelho, vocês talvez achem que ficaram "mais bonitos" e poderão dar um sorriso. Seus clientes agradecem.


Marta Delpoio Marques de Oliveira
Gerente de Captação de Recursos. Atua há 10 anos em organização de Ensino Superior (Fundação), em Organização do Terceiro Setor e em Instituições Financeiras. Responsável na pelos projetos incentivados pelos CMDCA´S e por doações de pessoas físicas e jurídicas - mantenedoras. Administradora de Empresas formada pela Universidade Paulista, e pós-graduação na área do Terceiro Setor na FGV – Fundação Getúlio Vargas.

Revista eletrônica Integração - Edição nº 86 - Julho de 2008

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Comunicação Planejada como Ferramenta de Gestão no Terceiro Setor

A comunicação nas organizações do Terceiro Setor contribui para a disseminação de sua causa, para a mobilização social, para a conquista e fidelização de parceiros, para o alinhamento interno e, sobretudo, para que se estabeleçam relações sinérgicas entre elas e seus públicos

O Terceiro Setor tem crescido significativamente nos últimos anos. Além do aumento do número de organizações, têm crescido também sua expressão econômica e sua representatividade social. Porém, mais do que isso, o Terceiro Setor vem crescendo porque cada vez mais sua busca por mudança cultural e melhoria da situação sócio-ambiental no planeta vem se justificando.

No entanto, embora ações sociais venham ocorrendo historicamente, a sociedade ainda tem dúvidas sobre sua forma de atuação e suas práticas. A população está acostumada com organizações privadas de interesse privado (mercado) ou organizações públicas de finalidade pública (Estado). E o Terceiro Setor, colocando-se entre elas, representando a iniciativa privada – de pessoas como qualquer um de nós – que se organizam com o objetivo de gerar benefício público.

Muitos têm sido os desafios que se colocam ao Terceiro Setor para que ele possa provar sua validade social e contribuir ainda mais eficazmente com soluções para o atual contexto de agravamento da exclusão social e de esgotamento de recursos naturais.

A prática nas organizações da sociedade civil mostra-nos a cada dia desafios que precisam ser superados. Lester Salamon [1], professor e pesquisador da John Hopkins University, dedicou-se ao tema dos desafios do Terceiro Setor. Seu estudo, já muito conhecido da área, aponta para quatro principais desafios: legitimidade, eficiência e eficácia, sustentabilidade e colaboração.

Segundo esses desafios, as organizações precisam provar a importância de sua atividade e sua capacidade de atuação na missão proposta, devem demonstrar que são eficientes no uso de recursos e que têm uma gestão adequada, precisam obter recursos e conseguir trabalhar em colaboração com o poder público, com as empresas e com outras organizações sociais.

Sob o prisma da comunicação esses desafios representam a necessidade do Terceiro Setor desenvolver estratégias que permitam às organizações gerir sua reputação, ser transparentes para espantar dúvidas sobre suas práticas, ter a capacidade de se articular e de conquistar e manter parceiros.

A análise desse conjunto de fatores, sob esta ótica, nos conduz à idéia de que as organizações podem se beneficiar de planejamento e gestão de comunicação, incrementando a qualidade de seus relacionamentos.

Diante deste cenário, a comunicação torna-se ferramenta imprescindível e estratégica para o Terceiro Setor.

A comunicação nas organizações do Terceiro Setor contribui para a disseminação de sua causa, para a mobilização social, para a conquista e fidelização de parceiros, para o alinhamento interno e, sobretudo, para que se estabeleçam relações sinérgicas entre elas e seus públicos.


Práticas de comunicação no Terceiro Setor: fazendo assessoria de imprensa, publicidade e gestão de relacionamentos
Freqüentemente quando se pensa em comunicação no Terceiro Setor, pensa-se em assessoria de imprensa ou em publicidade. Elas são importantes ferramentas mas que, no entanto, têm alguns limitantes. As organizações podem – e devem – ir além, compreendendo e aplicando as melhores práticas de comunicação para o seu perfil.

A assessoria de imprensa deve ser pensada como um trabalho de relacionamento com a imprensa, em que se constróem resultados em longo prazo.

Além de sempre solicitar a publicação de uma informação, as organizações podem também oferecer contribuições à imprensa, como o envio de artigos sobre o tema de sua especialidade ou colocar-se à disposição do jornalista para esclarecer dúvidas sobre assuntos de seu conhecimento.

Assim é possível conseguir que essa organização se torne uma fonte de referência para o jornalista quando ele estiver trabalhando em algum assunto relacionado com sua atividade (público beneficiário, área de atuação, região geográfica, etc).

A principal vantagem de estar presente nas veiculações da imprensa é a credibilidade que isso confere ao noticiado. Além disso, a organização consegue ‘falar’ para um número expressivo de pessoas com um custo relativamente baixo, o que pode ser uma vantagem. Porém, mais do que falar com muitos, é preciso falar com as pessoas certas.

Dessa forma, ao optar por utilizar um trabalho de assessoria de imprensa as organizações precisam se preparar. É mais eficaz que o trabalho seja feito por um profissional de comunicação, que irá manejar melhor a linguagem e as ferramentas e terá condições de elaborar um plano de ação com objetivos. Devem ser programadas algumas ‘pautas’, que são as informações que devem ser comunicadas. Devem também ser identificadas na organização quais são as pessoas que falam com a imprensa (porta-vozes) e sobre o que cada uma fala. E especialmente deve-se ter em mente com quem se quer falar para que a escolha dos veículos de comunicação abordados traga resultados mais assertivos.

Tomemos como exemplo uma organização que atenda crianças portadoras de HIV positivo, nascidas na cidade de São Paulo, cuja transmissão ocorreu verticalmente de mãe para filho e cujas mães são predominantemente jovens de 16 a 19 anos. O seu principal objetivo de comunicação seria, por suposição, alertar as pessoas para a importância da prevenção e disseminar o uso de camisinha nas relações sexuais, principalmente entre pessoas portadoras do vírus.

A primeira coisa a se pensar é quem seria o público desta mensagem. Poderíamos supor aqui que seriam adolescentes com vida sexual ativa, residentes em São Paulo. Como pauta, a organização poderia trabalhar o direito das crianças à saúde, garantido pelo ECA [2], que completa 18 anos neste mês de julho. Dentro da organização seriam os porta-vozes um médico pediatra e infectologista, que falaria sobre a saúde da criança portadora de HIV, uma psicóloga responsável pelo atendimento às crianças, que falaria sobre os impactos do HIV nos primeiros anos de vida da criança e a coordenadora geral, que responderia sobre a história da organização, suas práticas e necessidades de arrecadação.

Os veículos escolhidos, que seriam os mais eficazes para se alcançar o público pretendido, poderiam ser uma revista mensal para adolescentes, um programa de TV numa emissora voltada para jovens, um site do poder público sobre saúde e sexualidade e um jornal de circulação local que publique um caderno específico para adolescentes.

Assim, bem planejado, o trabalho de assessoria de imprensa pode trazer resultados positivos para a organização.

Outro caminho muito desejado é a publicidade. Em geral, as organizações gostariam muito de ter um vídeo institucional exibido nos intervalos comerciais das emissoras de televisão abertas.

Pela publicidade, a organização realiza anúncios para estar presente na mídia. O que se consegue, em geral, é que um veículo ceda gratuitamente um espaço para que a organização utilize, veiculando seu anúncio.

Os anúncios exigem um trabalho de preparação de arte, que são a escolha e desenvolvimento do layout e do texto da mensagem. Um anúncio pode ser feito apenas com texto e ilustrações gráficas, produzidas em computador. Porém, pode ser necessária a produção de fotos ou imagens, o que por sua vez irá requerer equipamentos, estúdios, elenco, cenário e figurino. E isso pode sair muito caro.

Para a organização, restam algumas saídas: comprar o espaço na mídia, custear toda a produção ou negociar com os veículos que cedam o espaço e conseguir gratuitamente os trabalhos de produção.

Assim como na assessoria de imprensa, a publicidade é difusa, ou seja, fala-se para muita gente ao mesmo tempo. É preciso também avaliar a pertinência desse mecanismo e escolher os melhores veículos e espaços para veicular as mensagens desejadas. E um profissional especializado pode trazer melhores contribuições.

Porém, se tanto assessoria de imprensa quanto publicidade objetivam conquistar espaço na mídia, qual a diferença entre elas? Pela assessoria de imprensa se obtém espaço nos noticiários, chamado espaço editorial; pela publicidade, consegue-se espaço comercial. O espaço editorial é significativamente ‘mais caro’ que o comercial porque há uma certa chancela de confiança do veículo naquele assunto, já que ele produz o conteúdo jornalístico a partir de uma informação original recebida.

A assessoria de imprensa e a publicidade podem oferecer resultados brilhantes para o Terceiro Setor. Porém requerem certa estrutura da organização para que se colham os melhores resultados.

E como devem fazer aquelas organizações ainda pequenas, que não dispõem de recursos e profissionais para por em prática estas atividades? A comunicação não é possível para elas? Para elas seria mais difícil superar os desafios e conquistar legitimidade, parcerias, recursos e colaboração interna?

Há outras alternativas de comunicação que podem gerar resultados muito positivos. A comunicação é uma atividade muito complexa, que permite várias formas de aplicação. Assim, pensar em comunicação como fortalecer relacionamentos, utilizando-se das ferramentas de Relações Públicas, pode ser a melhor solução porque exigirá mais planejamento, mas trará mais eficácia no uso de recursos e resultados igualmente satisfatórios.

O primeiro passo para o estabelecimento de um programa de comunicação e relacionamento é conhecer profundamente a identidade da organização, ou seja, aquilo que ela é e faz e que está presente em sua história, na escolha de sua causa, em seus valores, em sua cultura, na decisão sobre as melhores práticas para sua atividade, na identificação de seus beneficiários.

Nem sempre a imagem que se tem de uma organização corresponde à sua identidade. Assim, é importante conhece-la para que ela se comunique com a maior precisão possível e que haja um ajuste entre o que ela é e o como as pessoas a vêem.

Em segundo lugar, é preciso identificar quem são os públicos ou stakeholders dessa organização. Ou seja, quais são os grupos de pessoas que têm interesse e influência nesta organização e que também são influenciados por ela. Podemos pensar de uma forma geral nos beneficiários, em suas famílias, nos colaboradores, nos voluntários, nos doadores, nos possíveis doadores, nos parceiros, no conselho, nos órgãos do poder público, na imprensa e em organizações congêneres. Porém, cada organização saberá identificar com clareza quem são seus públicos.

Continuando o processo de planejar a comunicação relacional, as organizações, após identificarem quais são seus públicos devem refletir e registrar quais são as expectativas que cada um desses públicos têm em relação à organização, assim como fazer o exercício contrário, pensando o que a organização espera deles.

Depois dessa análise, será possível identificar quais são os prioritários, ou seja, aqueles que são mais sensíveis e para os quais a comunicação terá mais atenção.

Em seguida, tendo por base as expectativas dos púbicos e suas próprias, as organizações devem propor ações para se relacionar com seus públicos. Pode-se pensar em ações que utilizem alguma mídia e ações de comunicação pessoal.

Podem ser usados, por exemplo, boletins impressos e eletrônicos, cartas de agradecimento feitas manualmente em papel reciclado produzido em oficinas da organização, visitas semestrais aos doadores, encontros com as famílias, eventos para captar recursos, eventos científicos, festas para a comunidade, mural, caixa de sugestões, telefonemas.

Todos eles, claro, podem ser acompanhados de ações de assessoria de imprensa e de publicidade. Cabe à organização usar de sua criatividade e aliar os recursos de que dispõe a seus objetivos.

O mais importante é perceber que há muitas maneiras de promover comunicação com seus públicos e que elas podem ser utilizadas de acordo com a realidade da organização.

Podemos pensar em uma organização que desenvolva programas de educação complementar e atividades culturais para jovens no Capão Redondo, em São Paulo. Ela poderia identificar como alguns de seus públicos os jovens que moram da região, suas famílias, outras organizações do bairro, outras organizações que realizem a mesma atividade na região sul da cidade, o grupo de suas 20 empresas doadoras, o grupo de 40 doadores pessoas físicas, o Conselho Tutelar, a Secretaria Estadual de Cultura e as escolas regulares da região.

Suponhamos que esta organização tenha identificado que a expectativa de seus doadores seja a de contribuir para a inclusão social dos jovens que participam das atividades e que esta organização espera que eles sejam fiéis e continuem parceiros da organização, não apenas fazendo doações financeiras, mas comprometidos de fato com a melhoria das condições sociais do bairro.

A comunicação para este público poderia ser feita por uma combinação de: visitas trimestrais ao doador para contar sobre o andamento dos projetos, uma visita anual do doador ao bairro e à organização, envio anual de relatório de atividades e reunião anual para discutir com os doadores os planos da organização.

A organização teria estabelecido uma mecânica de relacionamento capaz de ouvir o doador e de fazê-lo conhecer melhor e acompanhar suas atividades. E nem sempre é preciso usar a mídia para comunicar.

O que há de diferente entre comunicar a partir da transmissão de informações e comunicar pensando em se relacionar com seus públicos, é que as organizações instituem o processo de interação e de ouvi-los. Permitir que as pessoas possam colocar suas impressões, dar idéias, fazer críticas, tirar dúvida gera uma sensação de pertencimento, o que naturalmente cria e estreita vínculos.

Assim, comunicar com eficácia é possível para todos no Terceiro Setor. A já conhecida idéia de “pensar globalmente e agir localmente” faz bastante sentido para a comunicação no Terceiro Setor também. Antes de pensarmos em uma grande campanha na televisão veiculada em rede nacional para que as pessoas conheçam nossa organização, podemos procurar saber o quanto o nosso bairro e o comércio local nos conhecem.

É muito importante que todas as atividades de comunicação estejam orientadas por um objetivo comum, de forma a se complementar. Assim, sejam quais forem as formas escolhidas pela organização elas devem seguir na mesma direção, orientadas pela mesma identidade e pelas mesmas mensagens.

Conclusão
Dessa forma, a comunicação torna-se uma ferramenta de gestão no Terceiro Setor que contribui para que seus desafios sejam superados. Ela contribui para que se estabeleça e cresça sua legitimidade porque é possível compartilhar com as pessoas da importância daquela causa, preocupados em ser compreendidos.

A comunicação também contribui para que sua captação de recursos melhore porque as pessoas entendem o que ela faz e a relevância de seu trabalho. São também convidadas a participar e doar (recursos financeiros, trabalho, objetos...) e podem ser mais cuidadas para que queiram estar junto e se tornem fiéis.

Além disso, a comunicação ainda pode contribuir para promover colaboração entre os três setores e para tornar os funcionários e voluntários alinhados à missão da organização e mais motivados.

E, sobretudo, por meio da comunicação as organizações podem obter da sociedade o reconhecimento da importância de sua causa e a mobilização tão necessárias para promover mudança cultural e cumprir sua missão.


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[1] SALAMON, L. Estratégias para o Fortalecimento do Terceiro Setor. In: IOSCHPE, E. B. (org). 3º Setor – Desenvolvimento Social Sustentado. São Paulo: Paz e Terra, 1997, p. 89-112

[2] Estatuto da Criança e do Adolescente. Lei n 8.069, de 13 de julho de 1990

Referências bibliográficas:
BRUNETTI, Renata M. A escuta do “mundo da vida” na constituição de uma sociedade emancipatória. Tese de Doutorado, Núcleo de Identidade, Departamento de Psicologia Social – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC/SP, São Paulo, 2007.

FERNANDES, Rubem César. Privado Porém Público. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2002, 3ª ed.

FRANÇA, Fabio. Públicos: como identifica-los em uma nova visão estratégica. São Caetano do Sul: Yendis, 2004

KUNSCH, Margarida M. K. Planejamento de Relações Públicas na Comunicação Integrada. São Paulo: Summus Editorial, 2003

MENEGHETI, Silvia Bojunga. Comunicação e Marketing: fazendo a diferença no dia-a-dia das organizações da sociedade civil. São Paulo: Global, 2001

MOREIRA, Fabiana M. D. de Campos. Comunicação e Relações Públicas para a Superação dos Desafios do Terceiro Setor. São Paulo: ECA/USP, 2006

SIMÕES, Roberto P. Relações Públicas: função política. São Paulo: Summus Editorial, 1995


Fabiana Dias de Campos Moreira
Jornalista pós-graduada em Relações Públicas e Comunicação Organizacional pela ECA/USP, atua no Terceiro Setor em Comunicação e Captação de Recursos há 10 anos e foi professora da Universidade Metodista de São Paulo (UMESP). É consultora da Atuação Social – Idéias em Sustentabilidade para Iniciativas Sociais, onde desenvolve programas de sustentabilidade para organizações do Terceiro Setor e empresas e realiza cursos e oficinas. fabianadias@atuacaosocial.com.br

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Prêmio Culturas Populares - Abertas as inscrições para a edição 2008

A partir desta quinta-feira, 17 de julho, estão abertas as inscrições para o Prêmio Culturas Populares - Mestre Humberto de Maracanã, promovido pela Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura (SID/MinC). Os interessados têm até o dia 30 de agosto para enviarem suas propostas.

O concurso, que integra o Programa Identidade e Diversidade Cultural - Brasil Plural, resulta da busca pela implementação de políticas públicas para a proteção e promoção da diversidade cultural no Brasil. É fruto das discussões entre segmentos da sociedade civil, instituições vinculadas ao MinC e os próprios protagonistas das culturas populares.

O objetivo da premiação é identificar, fortalecer e divulgar as manifestações das culturas populares brasileiras, além de valorizar os produtores dessa arte. Sendo assim, serão premiadas as iniciativas que se destacaram pelo trabalho e ações na área dos saberes das tradições das culturas populares e que tenham, dentre outros ítens, favorecido as condições de reprodução, continuidade e florescimento dessas manifestações brasileiras.

A seleção das propostas será feita por uma comissão de avaliação nomeada pelo secretário da SID/MinC, Sérgio Mamberti. Para cada um dos 190 candidatos escolhidos, será destinado o valor de R$ 10 mil, totalizando um investimento de quase R$ 2 milhões em projetos culturais, que serão distribuídos entre as seguintes categorias: Mestres, Grupos Formais e Grupos Tradicionais.

Homenagem

Em 2008, o grande homenageado do Prêmio Culturas Populares é o cantor e compositor Humberto de Maracanã. Nascido na capital do estado do Maranhão, em 2 de novembro de 1939, mestre Humberto é um dos maiores divulgadores da cultura popular maranhense, em especial, do Bumba-meu-boi - dança folclórica que combina elementos de comédia, drama, sátira e tragédia, tentando demonstrar a fragilidade do homem e a força bruta de um boi.

Confira o Edital.


Tatyana Vendramini
Site do Ministério da Cultura, 17/07/08

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Prêmio Von Martius de Sustentabilidade 2008

Inscrições de projetos vão até 26 de setembro

Estão abertas as inscrições para o Prêmio von Martius de Sustentabilidade, um dos mais importantes da área. Os interessados podem acessar o site http://www.premiovonmartius.com.br, no qual a Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha, promotora do Prêmio, disponibiliza informações sobre o regulamento, inscrições, histórico da premiação etc. O prazo para inscrever os trabalhos vai até o dia 26 de setembro e a cerimônia de entrega aos vencedores será realizada em 11 de novembro, em Curitiba.

Desde 2007, a cerimônia de premiação é realizada de maneira rotativa pelas capitais do Brasil. Desta forma, a Câmara Brasil-Alemanha acredita estar difundindo ainda mais o Prêmio em todo o País, bem como incentivando a inscrição de projetos de várias regiões brasileiras.

No ano passado, o Rio de Janeiro sediou a entrega do prêmio. A escolha de Curitiba como sede da 9ª edição do Prêmio von Martius de Sustentabilidade deve-se ao forte vínculo da cidade com as questões ambientais, o que inclui a preocupação com a manutenção de sua área verde. Hoje, Curitiba detém os mais altos índices de áreas verdes entre as metrópoles do País. Os seus mais de 30 parques e bosques totalizam 82 milhões de metros quadrados, o que corresponde a 52m2 de área verde por habitante, três vezes maior do que a área mínima recomendada pela ONU.

A cerimônia de entrega do Prêmio von Martius de Sustentabilidade será este ano, mais uma vez, carbon free. Isto será feito em parceria com a BRTÜV, empresa especializada em certificação e qualificação de produtos e serviços. Ela fará um levantamento de todas as emissões de gás carbônico relacionadas ao evento e identificará a forma mais adequada para a sua neutralização. "Essa importante parceria reforça o compromisso do Prêmio von Martius de Sustentabilidade com o desenvolvimento sustentável, especialmente com relação ao meio ambiente", afirma Ricardo Rose, Diretor de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Câmara Brasil-Alemanha.

Sobre o Prêmio von Martius de Sustentabilidade
O Prêmio von Martius de Sustentabilidade reconhece projetos de todo o Brasil – concluídos ou em realização – que promovam o desenvolvimento econômico, social e cultural alinhado com o conceito de desenvolvimento sustentável. Podem concorrer iniciativas de empresas, instituições públicas ou privadas, indivíduos e organizações não governamentais, associadas ou não à entidade promotora. Dividido em três categorias – Humanidade, Tecnologia e Natureza –, o Prêmio reúne mais de 1.400 projetos inscritos em apenas oito anos.

O Prêmio von Martius de Sustentabilidade 2008 conta com o patrocínio das empresas: Faber-Castell, Gráfica Bandeirantes, Henkel, Petrobras e Tetra Pak, além do apoio das seguintes instituições: Ministério do Meio Ambiente do Brasil, Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), do World Wide Fund for Nature (WWF) e InWEnt. O Prêmio von Martius de Sustentabilidade é o único concurso de projetos ambientais do Brasil a dispor de compensação de carbono certificada pela BR TÜV.


Envolverde, 17/07/08
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Prêmio Ford ganha novas categorias na 13ª edição

Para ficar ainda mais abrangente a iniciativa passa a contemplar também projetos de escolas, desenvolvimento de produto e fornecedores Ford

A Conservação Internacional (CI-Brasil) e a Ford abrem as inscrições para o 13º Prêmio Ford de Conservação Ambiental. Com o objetivo de disseminar ainda mais o conceito de que preocupação com o meio ambiente também é uma maneira de fazer negócios, o Prêmio chega à 13ª edição com novo formato e passa a contar com três novas categorias.

Com inscrições abertas até 1º de outubro, o Prêmio Ford de Conservação Ambiental, considerado um dos reconhecimentos de maior prestígio do setor no País, contemplará a partir deste ano as categorias Meio Ambiente nas Escolas, Desenvolvimento de Produto e Fornecedor, além das já conhecidas Conquista Individual, Negócios em Conservação e Ciências e Formação de Recursos Humanos. O vencedor de cada uma das categorias receberá um troféu e R$ 20 mil (vinte mil reais), com exceção à Fornecedor – que ganhará um certificado de reconhecimento da montadora.

As mudanças promovidas este ano estão alinhadas à preocupação da Ford de incentivar cada vez mais gestões ambientalmente responsáveis. " A conservação do meio ambiente é uma prioridade dentro das ações de responsabilidade socioambiental da Ford. Por este motivo, procuramos incorporar categorias que envolvessem mais elos de nossa cadeia de relacionamento e que, por conseqüência, levassem o tema para mais perto do consumidor", acrescenta a gerente de responsabilidade social da Ford, Adriane Rocha.

O vice-presidente para a América do Sul da CI-Brasil, José Maria Cardoso da Silva, compartilha da mesma opinião. "Com essas novidades, conseguiremos maior abrangência e ampliaremos a possibilidade de transmitir a idéia de conservação do meio ambiente adiante com mais velocidade e variedade de públicos. O Prêmio deve atrair cada vez mais participantes, com a mesma qualificação observada nas edições anteriores", adiciona Silva.

As novidades
Com a categoria Meio Ambiente nas Escolas a intenção é levar a discussão para dentro da sala de aula e incentivar as ações educacionais sobre o tema. "Queremos disseminar a idéia de que preocupação com o meio ambiente deve ser premissa para esta e para as próximas gerações", explica Adriane.

Para aquecer a busca por produtos que minimizem os impactos ao meio ambiente, o uso de materiais alternativos e práticas sustentáveis, uniu-se à lista do Prêmio a categoria Desenvolvimento de Produto. Destinada exclusivamente a estudantes universitários, tem como objetivo promover o desenvolvimento de projetos para a indústria automobilística.

Já o reconhecimento para a cadeia de fornecedores produtivos da montadora, espalhados por todo Brasil, será voltado às empresas que desenvolvam práticas ambientalmente adequadas em sua rotina de trabalho, que estejam de acordo com as exigências mínimas de conservação do meio ambiente e que buscam implementar a sustentabilidade em suas ações. "Queremos destacar aquela empresa que tem a preocupação em adotar medidas que façam diferença", completa Adriane.

História
O Prêmio Ford de Conservação Ambiental foi lançado em 1996 e destaca todos os anos projetos em prol da conservação da biodiversidade e promoção do desenvolvimento sustentável. Nos últimos doze anos, 55 personalidades e entidades dedicadas às causas ambientais já foram contempladas e cerca de 1.500 projetos foram inscritos, provenientes de diversas regiões do Brasil.

Entre os premiados, figuram os ambientalistas Niéde Guidón; Ibsen de Gusmão Câmara; Alceo Magnanini; Paulo Nogueira-Neto, e, também, entidades como o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia; o Museu de Biologia Prof. Mello Leitão; a Renctas - Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Selvagens; a Comissão Pró-Índio do Acre; o Programa Globo Ecologia e a TV Cultura.

Categorias e Inscrições
As seis categorias do 13º Prêmio Ford de Conservação Ambiental estão abertas tanto para pessoas físicas relacionadas a projetos de proteção à natureza e à biodiveridade, como organizações não-governamentais, entidades comunitárias, empresas privadas, instituições de ensino infantil, fundamental e médio, bem como universidades e órgãos/agências governamentais na área de conservação da natureza no território brasileiro. Cada um dos vencedores receberá R$20 mil e um troféu em cerimônia a ser realizada no final do ano – com exceção à categoria Fornecedor, que recebe certificado de reconhecimento da montadora.

Conheça as categorias:
Conquista Individual - Oferecida a indivíduos (pessoas física) que dedicaram sua vida a esforços ligados à conservação da natureza e do meio ambiente ou que já realizaram contribuição significativa e para as quais o prêmio pode servir de auxílio no seu progresso profissional.

Negócios em Conservação - Destinada a grupos comunitários ou empresas – pessoas jurídicas - responsáveis por iniciativas e implementação de projetos com excepcional significado para a conservação da natureza e, concomitantemente, para a criação de empregos, geração de renda, diminuição da pobreza, agricultura sustentável e uso racional de recursos biológicos. Também aplicado a projetos empresariais de marketing institucional, resultantes do desenvolvimento ou apoio a iniciativas de conservação.

Ciência e Formação de Recursos Humanos - Voltada a indivíduos, organizações, grupos ou centros de pesquisa, privados ou governamentais, que tiveram excepcional êxito na área de ciência da conservação ou da tecnologia conservacionista. Destinado também a pessoas ou instituições que se destacaram simultaneamente na área de treinamento de profissionais brasileiros em conservação ambiental.

Meio Ambiente nas Escolas - Oferecida a Instituições de Ensino de Educação Básica - nos níveis infantil, fundamental e médio – das redes pública e particular que criaram e implementaram projetos que incentivam a conservação do meio ambiente e que envolvam diretamente a participação de seus alunos.

Desenvolvimento de Produto - Destinada a universitários que desenvolvam projetos para a indústria automobilística, visando a conservação da natureza e do meio ambiente. Os produtos, desenvolvidos nos referidos projetos, devem buscar a redução dos impactos ambientais e utilizar materiais alternativos e práticas de sustentabilidade.

Fornecedor – Voltada a toda cadeia de fornecedores produtivos da Ford Motor Company Brasil Ltda., no Brasil, que utilizem práticas ambientalmente adequadas em sua rotina de trabalho, tais como: melhor aproveitamento no uso da água, diversificação no uso da matriz energética, redução e correta destinação de resíduos sólidos, consumo de produtos sustentáveis, etc. Terá destaque, ainda, o fornecedor que tem a preocupação em adotar medidas que façam diferença para o planeta.

Os vencedores serão selecionados por um júri formado por personalidades de destaque na área de conservação ambiental. A inscrição é gratuita e o prazo para o envio dos projetos vai até o dia 1º de outubro de 2008. Os interessados podem acessar o regulamento e o formulário de inscrição no site http://www.conservacao.org.

Envolverde, 17/07/08
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quinta-feira, 17 de julho de 2008

Doação individual: fazendo-a ser percebida

Apesar de pessoas de todos os setores da sociedade sempre doarem à caridade, o apelido “filantropo” tem sido dado tradicionalmente aos ricos industriais não importando se as fortunas foram feitas do petróleo ou aço (Rockefeller e Carnigie), ou software, ou finanças. (Gates e Buffett). Hoje, no entanto, a filantropia se popularizou. Brad Pitt, Angelina Jolie e Bono têm ajudado refugiados, aos grupos de direitos humanos, aliviando dívidas e em causas célebres. E se os executivos da NBC conseguirem o que desejam a filantropia logo mais poderão chegar à sua casa através de um canal de televisão.

Entre os shows do horário nobre programados para o inverno de 2009, está “O Filantropo”, o herói que será “o primeiro Filantropo Vigilante”, um bilionário que usa sua riqueza, sua rede de relacionamentos e seu poder para ajudar pessoas necessitadas: em vez de gastar US $ 25.000 o prato num evento beneficente, ele foge das balas nos países do Terceiro Mundo para entregar vacinas em mãos. O próximo papel de George Clooney?

Enquanto as celebridades podem contribuir com dinheiro e chamar a atenção pela fama que têm, a maioria dos doadores individuais não consegue nem ser mencionada na última página da imprensa, na primeira... nem sonhando. No entanto, eles fazem a diferença. US$10.000 podem ter um profundo impacto num projeto de irrigação de uma vila. US$ 50.000 podem financiar pequenos empréstimos para toda uma vizinhança numa cidade Africana. Somada a outras doações, US$100.000 podem fornecer capital de investimento para um fabricante de vacinas de baixo custo nos países em desenvolvimento. A escala dos doadores de US$ 1.000.000 até US$ 5.000.000 é diferente.

A chave disto é identificar qual é a melhor forma de usar cada uma das doações. Isto significa ter uma idéia muito clara de qual é a paixão do filantropo, o tamanho dos recursos dela ou dele e o nível de participação desejado. Isto então requer estar ciente de que negócios e filantropia exigem habilidades diferentes. Os bons doadores podem adaptar seus talentos empreendedores para negócios e aplicá-los no seu trabalho filantrópico; só que, desenvolver um negócio de sucesso e criar um projeto eficiente na saúde, implicam esforços qualitativos totalmente diferentes. A seguir algumas dicas para doações individuais inteligentes.

O que o filantropo individual tem a oferecer
Uma pessoa, ou até uma família muito coesa, podem conseguir muito se acreditarem numa idéia ousada planejando os recursos sociais, financeiros e profissionais e no engajamento num ideal. Os filantropos precisam começar com um entendimento claro dos assuntos, ter a capacidade de ouvir as pessoas que serão beneficiadas com a sua doação, desejar colaborar visando o impacto máximo e confiar no raciocínio estratégico com planejamento e persistência. Em resumo, um compromisso para agir de forma que possa aumentar as probabilidades de fazer mudanças que perdurem.

Quais são algumas das vantagens que o filantropo individual tem sobre os grandes fundos? Para começar os doadores individuais são mais ágeis que as grandes fundações.

As decisões e ações podem acontecer com maior velocidade permitindo agir rapidamente em casos de necessidades urgentes. Por exemplo, Jeff Horowitz, há tempo se interessava na troca do Carbono como uma solução para o aquecimento global. Quando ele percebeu que não havia suficiente regulamentação destinada a reduzir as emissões de carbono originadas em queimas de florestas e degradação (REDD), licenciou-se da sua participação societária do escritório de arquitetos de São Francisco, a KMD Arquitects, para fundar o Avoided Deforestation Partners (Parceiros da Prevenção de Desflorestamento); uma empresa internacional sem fins lucrativos que promove políticas de mercado para proteger e incrementar o ecossistema florestal. Horowitz agora dedica seu tempo em convencer políticos e líderes corporativos muitos deles conhecidos na sua antiga atividade, sobre a REDD (Regional Ecosystem Description Database, algo como Cadastro das Descrições dos Ecossistemas Regionais).

Da mesma forma, indivíduos e famílias podem arriscar mais do que as grandes organizações em assuntos que evitariam entrar, tais como experimentar novas tecnologias ou apoiar idéias ainda não testadas. Em 1991, quando Martin Fisher e Nick Moon fundaram uma organização que mais tarde seria a KickStart, uma organização sem fins lucrativos no Quênia que desenvolve, fabrica e distribui tecnologias inovadoras como bombas para micro-irrigação, materiais para construção e fabricação de ferramentas, eles aplicaram a poupança e lucros provenientes de um contrato que tinham para fabricar latrinas nos campos de refugiados Somalis. Este primeiro investimento permitiu a KickStart afinar o seu modelo e colocou a organização num ritmo de crescimento rápido. Hoje a KickStart trabalha na África Subsaariana e sua rede de distribuição chega às mais remotas regiões.

Devido a sua independência, os filantropos individuais frequentemente trazem novas idéias e novas estratégias para resolver problemas deixados de lado por outros. A educação e o treinamento são exemplos das preocupações persistentes de muitos dos filantropos, no entanto, muitos têm dificuldade em transpor as barreiras políticas, econômicas e sociais que mantêm as pessoas atoladas na pobreza. Essas barreiras são as mais altas de todas em regiões onde o desemprego crônico tem criado um ciclo de frustrações, perda de esperança e raiva. Em 2004, Ron Bruder desenvolveu a Fundação Educação para Emprego, gerando oportunidades de trabalho para jovens desempregados em países de maioria muçulmana dando-lhes treinamento profissional e técnico de primeiro mundo encaminhando-os para uma carreira profissional. Através de parcerias com empresas, escolas e governos, a F.E.E. fornece aos jovens as ferramentas e o treinamento necessários para prosperar no ambiente empresarial acompanhando-os com um sólido programa de tutoria para garantir um sucesso duradouro.

Os doadores individuais também são organizadores ideais e intermediários de relacionamentos. Quando Uday Khemka queria chamar a atenção dos doadores para o tema de como evitar as ameaças potenciais das mudanças climáticas sobre as pessoas carentes do mundo, o empresário indiano reuniu os filantropos com peritos em mudanças climáticas do mundo todo para uma série de reuniões com o objetivo de explorar alternativas para mitigar as mudanças climáticas. Foram reuniões informais e orientadas para a implementação de ações. O resultado? A fundação da “Filantropia para a Rede de Ações de Mudanças Climáticas” formado por um grupo de filantropos individuais e de fundações comprometidas a fazer intercâmbios de boas práticas e coordenar estratégias e planos de ação em torno das mudanças climáticas.

O que faz de uma pessoa um bom filantropo?
Então, o que faz de uma pessoa um bom filantropo? O mesmo que faz um bom filantropo institucional: acima de tudo, a vontade de ouvir as pessoas do campo. No final de contas, o impacto do trabalho do filantropo depende da vontade das pessoas da localidade em levar as ações adiante. Uma coisa é um doador financiar pesquisas de AIDS e outra coisa totalmente diferente é montar uma clinica para Aidéticos. Têm que levar em consideração um mínimo de desafios: a falta de transporte para chegar à clínica; a falta de água potável para limpeza e desinfecção, tabus contra as pessoas aidéticas e práticas sexuais da região que disseminam o vírus.

A eficácia do doador aumenta de forma dramática se visualizar a doação de forma consistente com a cultura e os valores locais. Os filantropos, mesmo com as melhores das intenções, se não se derem tempo para estudar o terreno e colher informações, podem cometer uma gafe se ignorarem o contexto cultural ou seguirem em frente sem as devidas consultas. Com humildade e paciência se chega longe no objetivo de ajudá-los a atingir suas metas. Por exemplo, quando a doadora Ann Lurie viu uma lacuna no tratamento médico no Quênia rural, ela fundou uma clínica móvel para fazer diagnósticos, tratamentos, prevenção e educação de saúde dirigida às comunidades não atendidas. Os parceiros locais não só ajudaram a manter a unidade móvel como também contribuíram para a construção de clínicas.

Os bons filantropos também procuram alavancagem por meio de sociedades, alianças e colaborações. Como Betsy Brill, presidenta e fundadora da Filantropia Estratégica Ltda., diz: “trabalhar isoladamente não é a receita para o sucesso. A alavancagem, o conhecimento, a experiência e o relacionamento com outros filantropos somados, levam aos objetivos desejados. Estar atento, seguir a própria instituição e rodeado de recursos filantrópicos profissionais, os filantropos irão longe e garantirão investimentos sociais eficientes.”.

Afortunadamente, os recursos dos doadores individuais na década passada cresceu dramaticamente. A rede de doadores como o Global Philantrophy Fórum e a Synergos’s Global Philanthropist’s Circle, oferecem oportunidades para outras redes e colaboradores enquanto organizações como a Ásia Foundation fornecem os meios para dar apoio à governabilidade, às leis, à sociedade civil, à participação da mulher para o desenvolvimento econômico e relações internacionais. Para filantropos à procura de soluções mais de mercado, os fundos de risco sem fins lucrativos como o Acumen Fund, usam abordagens de profissionais empreendedores para resolver os problemas globais de pobreza.

Estratégias de pesquisas e procura de melhores práticas com a ajuda de uma rede de filantropos, constituem um bom lugar para começar. As organizações intermediárias, grupos que angariam fundos em nome de uma variedade de pequenas organizações que geralmente estão agrupadas em volta de um tema ou região, formam uma das maneiras mais práticas e eficientes para que um doador individual possa causar impacto imediato. O Fundo Global para Mulheres, o Fundo Greengrants, o Fundo Global Para Crianças, Mama Cash e outros intermediários criaram uma rede de beneficiários e programas baseados em habilidades.

Uma doação relativamente modesta pode ter grande impacto quando canalizada via intermediários. Com o simples conhecimento de que recursos estratégicos existem no solo, no campo ou numa área geográfica, pode agregar valor aos esforços do doador individual.

Para qualquer doador, “tirar o máximo proveito da grana” é um ponto a ser considerado e a colaboração tem um forte efeito multiplicador. Como Presidente da GITI Pneus, uma das líderes do mercado que fabrica pneus na Ásia, Enki Tan conseguiu alavancar a presença da GITI na Ásia para dar apoio ao trabalho da Conservation Internacional (CI), de onde é membro da diretoria. Em Dezembro último, a GITI doou US$ 1.000.000 para os projetos da CI no norte de Sumatra (Indonésia) e nas montanhas do sudoeste da China. Além do mais, em Setembro passado, Tan e sua esposa Cherie Nursalim, organizaram o Leilão Azul, um evento beneficente black-tie em benefício das obras da CI em preservação marinha.

Auspiciado pelo Príncipe Albert II, no museu oceanográfico de Mônaco, a Christie leiloou a concessão de direitos de nomear dez espécies de vida marinha descobertas recentemente na Costa da Bird’s Head Seascape na província de Papua, Indonésia. O leilão levantou US$ 2.500.000, incluindo a oferta de US$ 480.000 da GITI. Em ambos os casos, foi muito mais que dinheiro: era sobre como utilizar relações pessoais e profissionais para movimentar o trabalho.

Os doadores que desejam por a mão na massa da filantropia, poderão investir mais tempo e recursos no planejamento. Por exemplo, quando um doador decide começar uma fundação, até mesmo as tarefas mais triviais como elaborar um pedido de autorização ou criar diretrizes, podem virar perdas de tempo e distração. Doadores associados e doadores conselheiros podem ajudar a desenvolver uma estratégia eficiente. Doadores que decidem montar uma organização para de fato trabalhar nelas, enfrentam outros tipos de desafios: registrá-la como sendo sem fins lucrativos, organizar uma equipe, formar infra-estrutura local e angariar fundos.

Progredindo: melhorando a efetividade das doações individuais
Para os experimentados doadores individuais, o desafio eterno é a ampliação. Uma estratégia especialmente criada para um indivíduo ou uma fundação familiar com muito dinheiro é expandir um programa de sucesso. Por exemplo, os doadores individuais foram de grande ajuda para juntar os Partners in Health (Parceiros da Saúde), uma rede de postos de saúde avançados estabelecida originalmente no Haiti, em vilas de Ruanda e Lesoto. O fundador de Parceiros da Saúde, Paul Farmer, afirma que os doadores individuais são mais flexíveis e giram dinheiro mais rapidamente que outras fontes. Do ponto de vista dos doadores, financiar a expansão de uma comprovada ação benéfica poupa tempo e recursos.

De forma inversa, um pequeno doador pode fazer uma parceria com uma grande organização para ter a certeza que comunidades menores não sejam esquecidas. Em 1993, Rodrigo Baggio, naquela época um jovem professor de tecnologia da informação de escolas privadas do Rio de Janeiro, queria que jovens de diferentes classes sociais falassem entre si via internet. Depois de lançar este projeto, ele percebeu que os jovens pobres não participavam do projeto porque não tinham computadores. Então, ele reformou seu projeto e 2 anos depois fundou o Comitê Pela Democracia na Tecnologia da Informação, (CDI) uma organização sem fins lucrativos que utiliza tecnologia e escolas da comunidade de base para debates, reflexões e engajamento dos cidadãos.

Os doadores que fazem seu dever de casa e conseguem encontrar oportunidades para colaborar e encontrar o veículo de filantropia adequado, continuarão fazendo uma significativa diferença na solução dos problemas mundiais. Os doadores devem ser incentivados a procurar apoio, reforçar os grupos de apoio e alavancar diversidade de recursos e não simplesmente seus talões de cheques. Em 1999, quando John Wood se afastou do cargo de Diretor de Novos Negócios da Microsoft da China para organizar a Sala Para Ler, investiu seu dinheiro, seu talento e sua agenda de telefones na sua meta de ajudar 10 milhões de crianças nas regiões em desenvolvimento para serem educadas melhorando as escolas, bibliotecas e outras infra-estruturas. Em apenas 8 anos, Wood tem conseguido difundir Sala Para Ler desde o primeiro ano quando levou 3.000 livros para uma vila no Nepal no lombo de um yak para uma organização que já construiu 440 escolas e mais de 5.000 bibliotecas bilíngües até alcançar mais de 1,7 milhões crianças na Ásia e África.

Como dizia Sir Winston Churchill, “qual é o objetivo de viver, que não seja para lutar pelas causas nobres e fazer este mundo confuso um lugar melhor para aqueles que viverão depois de irmos embora?”.


Peggy Dulany, Adele Simmond e Rory Tolentino
Peggy Dulany é Presidenta do Instituto Synergos que ela fundou em 1987 para facilitar o relacionamento entre os líderes da Grassroots e líderes políticos e de negócios. E-mail: pdulany@synergos.org.
Adele Simmond é Presidenta da Parceria Filantrópica Global, (Global Philanthropy Partnership) membro do comitê da Synergos e fundadora da Rede de Doadores Globais de Chicago (Chicago Global Donors Network). Ela foi Presidenta da John D & Catherine T Mac Arthur Foundation. E-mail: adelesimmons@mindspring.com
Rory Tolentino é Chefe Executivo do Consórcio de Filantropia Ásia-Pacífico (Asia Pacific Philanthropy Consortium). E-mail: roryappc@pldtdsl.net.

Boletim Alliance Brasil, 17/07/08

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