terça-feira, 18 de agosto de 2009

Novo site traz relação de doadores da América Latina

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a Fundação Avina criaram um novo banco de dados no qual é possível encontrar informações sobre 547 investidores sociais da América Latina e do Caribe. O site www.lacdonors.org é de acesso gratuito e irrestrito a qualquer interessado. Lá, é possível encontrar dados sobre fundações privadas e familiares, institutos, organizações de fomento, programas corporativos de doação, agências de desenvolvimento, entre outras instituições sociais que praticam investimento social.

O site é uma ferramenta interativa, capaz de encurtar a distância entre a organização que procura um apoiador e o investidor social que procura parceiro para uma determinada causa. Lá, estão informações como: tipo de instituição, país de origem, endereço, telefone e e-mail para contato, área de atuação, número de escritórios, áreas de interesse de atuação, montante de investimento social, entre outros. O conteúdo está disponível em inglês ou espanhol e a versão em português está prevista para breve.

A ideia de criar o banco de dados surgiu quando o BID decidiu abrir o novo Escritório de Divulgação e Parceria para incentivar o investimento social na região. O Banco precisava conhecer em profundidade a situação filantrópica local para atuar de forma mais efetiva. Quando soube, em 2008, que a Fundação Avina estava prestes a divulgar o estudo Doadores para a Sociedade Civil Latinoamericana: Doadores Europeus, ONGs Internacionais, Doadores Latinoamericanos e Fundações dos Estados Unidos, realizado entre 2007 e 2008, decidiu unir forças para esse mapeamento. A pesquisa serviu de base para o projeto. Acesse a íntegra da pesquisa em inglês e espanhol.

“O site pode se tornar um poderoso recurso na promoção do crescimento da filantropia e do investimento social”, afirma Bernardo Guillamon, assessor do Escritório de Divulgação e Parceria do BID. “Isso significa ir além da formação de alianças estratégicas com o BID, é ligar entre si doadores e parceiros potenciais”, avalia. Outra funcionalidade potencial da ferramenta é identificar tendências de filantropia na região. “Para isso, é necessário incluir informações precisas sobre os montantes doados”, explica.

As instituições interessadas também podem se cadastrar. É necessário preencher um formulário prévio, solicitando a inserção no sistema e apresentar informações sobre suas atividades, projetos, governança e financiamentos. Esses dados podem ser consultados pelos investidores sociais. “Isso aumenta o nível de confiança do doador no trabalho da organização social, tornando o caminho mais fácil para o apoio às causas”, conclui o assessor do BID.


Fonte: IDIS
ABCR, 17/08/09

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segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Sistema Nacional de Cultura realiza série de seminários

O Sistema Nacional de Cultura (SNC) está realizando série de 30 seminários até o início de dezembro, em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal. A idéia é fornecer informações aos gestores públicos e privados de Cultura que darão subsídios para implantação dos sistemas municipais e estaduais.

Nas oficinas, os palestrantes informarão propostas do MinC, experiências exitosas e casos práticos das políticas que buscam atender os princípios do SNC. Essas informações darão subsídios aos gestores e membros dos conselhos de cultura para implantarem, nos seus respectivos municípios e no estado, as bases locais para o desenvolvimento do SNC. Para o coordenador geral de Relações Federativas e Sociedade da Secretaria de Articulação Institucional do Ministério da Cultura e do SNC, João Roberto Peixe, “os seminários trarão fortalecimento institucional, diálogo com gestores públicos estaduais, municipais e membros dos conselhos de cultura”. Mais informações podem ser encontradas no Blog do SNC: http://blogs.cultura.gov.br/snc

Oitavo seminário
Do primeiro encontro, realizado em Salvador, no dia 6 de julho, participaram mais de 300 municípios, o que representa 72% dos 417 municípios baianos. Depois, em Maceió, nos dias 13 e 14 de julho, o segundo seminário contou com a participação de 85 dos 102 municípios alagoanos. No terceiro, em Recife, nos dias 17 e 18 de julho, 83% dos municípios pernambucanos estavam representados. No quarto, em Natal, nos dias 27 e 28 de julho, dos 167 municípios, metade participou. Em Fortaleza, nos dias 3 e 4 de agosto, 74% dos 184 municípios enviaram seus representantes. Em Teresina, nos dias 6 e 7 de agosto, das 224 cidades, metade esteve representada. No mais recente evento, em Aracaju, 100% de participação municipal. Os próximos seminários serão realizados em São Luís (MA), nos dias 17 e 18 de agosto, e João Pessoa (PB), nos dias 20 e 21 de agosto. Em São Paulo, dois seminários serão realizados: nos dias 27 e 28 de agosto, em São Paulo; e 31 de agosto e 1º de setembro, em Ribeirão Preto.

Histórico
A base institucional do SNC há muito vem sendo construída em todas as instâncias federativas. Órgãos específicos para gestão da política cultural, Conselhos de Política Cultural, Fundos de Financiamento da Cultura e Sistemas Setoriais (museus, bibliotecas, informação, entre outros) foram criados; Conferências de Cultura foram realizadas; e Planos de Cultura elaborados e em tramitação nos Legislativos. Todavia, estas iniciativas não foram articuladas dentro de uma estratégia comum, especialmente, no que trata da inter-relação entre os componentes do SNC, seja no âmbito de cada ente federado, seja entre eles.

Atualmente, um dos grandes desafios do MinC é construir essas articulações onde elas inexistem, a exemplo dos subsistemas setoriais com o SNC, e reestruturar as instâncias pré-existentes, especialmente, os conselhos constituídos em outro contexto político e que não atendem aos critérios previstos no SNC. Segundo Peixe, “o SNC é fundamental para o avanço da gestão cultural no Brasil, pois consolidará um modelo de administração com compartilhamento de competências, decisões e recursos. Além de democratizar os processos decisórios, trará economicidade, eficiência, eficácia, eqüidade e efetividade na aplicação dos recursos públicos”.

SERVIÇO
Seminários de Gestores Culturais

Locais
Em São Paulo: Espaço Cultural Funarte/Sala Guiomar Novaes
Alameda Nothmann, 1058 - Campos Elíseos

Em Ribeirão Preto: Teatro Municipal de Ribeirão Preto
Praça Alto do São Bento, s/n

Datas:
Em São Paulo: 27 e 28 de agosto
Em Ribeirão Preto: 31 agosto e 1º de setembro

Em ambas as cidades, a programação será a mesma. As atividades terão início às 8:00 no primeiro dia e às 8:30 no segundo dia.

PROGRAMAÇÃO
PRIMEIRO DIA - MÓDULO I - SISTEMA NACIONAL DE CULTURA
EM SÃO PAULO - 27 DE AGOSTO
EM RIBEIRÃO PRETO - 31 DE AGOSTO
8h - Credenciamento
9h - Abertura
10h - Café
10h30 - TEMA I: O Desenvolvimento do Sistema Nacional de Cultura: Estruturação, Institucionalização e Implementação
12:30 - Almoço
14h - TEMA II: Sistemas Setoriais de Cultura
15h00 - TEMA III: Instancias de Participação no Sistema Nacional de Cultura
16h15 - Café
16h30 - TEMA IV: Formulação e Implantação dos Planos Estaduais e Municipais de Cultura
17:30 - TEMA V: Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais

SEGUNDO DIA - MÓDULO II - GESTÃO E PROGRAMAS EM CULTURA
EM SÃO PAULO - 28 DE AGOSTO
EM RIBEIRÃO PRETO - 01 DE SETEMBRO
8h30 - TEMA VI: Acordo de Cooperação Federativa
10h30 - Café
10h45 - TEMA VII: Programas Federativos na Área da Cultura
12h45 - Almoço
14:30 - TEMA VII: Construção e Institucionalização dos Sistemas Estaduais e Municipais de Cultura
16h - Debate sobre a construção do Sistema Estadual e dos Sistemas Municipais no Estado de São Paulo
18h - Café de encerramento


Marcos Araujo
Ministério da Cultura, 17/08/09

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As 1001 utilidades de uma marca - O caso da Bombril é um exemplo de como uma marca sólida pode salvar uma empresa até das mais profundas crises

Tentativa de limpar a casa - Ronaldo Ferreira, hoje no comando: corte de custos e executivos no lugar dos amigos

Foto Lailson Santos

A Bombril está comemorando: registrou um lucro de 84 milhões de reais no primeiro semestre de 2009. Não se trata de um resultado como qualquer outro. É a primeira boa notícia em muitos anos - e o primeiro sinal palpável de que uma crise que, muitos apostavam, obrigaria a empresa a fechar as portas pode estar se revertendo.

O processo de decadência começou na década de 80 - mas atingiu seu auge entre 2002 e 2006, quando a Bombril chegou a paralisar a produção por falta de dinheiro para comprar matéria-prima. Nesse longo período, sucederam-se episódios negativos, como a guerra por poder travada entre os herdeiros, que chegaram a trocar socos e xingamentos nos corredores da fábrica de São Bernardo do Campo, desvios de dinheiro e uma coleção de fraudes financeiras.

De 2006 para cá, teve início uma reestruturação radical, capitaneada por um dos três herdeiros, o economista Ronaldo Sampaio Ferreira, o único que ainda está lá. Nos quadros de administração, parentes e amigos foram substituídos por executivos tarimbados, que renegociaram uma dívida astronômica, frearam gastos e enxugaram custos fixos, além de trazer à Bombril novas práticas de gestão e governança corporativa.

Certamente, a empresa não teria permanecido viva se não estivesse apoiada numa marca tão forte, criada pelo comerciante Roberto Sampaio Ferreira em 1948 e até hoje sinônimo do produto que é, de longe, seu carro-chefe: a lã de aço. Diz o consultor René Werner: "Por mais trapalhadas que houvesse na empresa, elas nunca respingaram na marca".

O mesmo rosto - Carlos Moreno, na década de 70: 31 anos no ar
Foto Divulgação

Marcas valiosas ajudam a explicar a longevidade de algumas das mais antigas empresas brasileiras, como, por exemplo, Hering e Lupo (veja reportagem). Mas nenhuma marca nacional, seja qual for o setor de atuação da companhia, é mais sólida do que a Bombril. Isso se vê em números. Suas lãs de aço chegam a 80% das casas brasileiras, um recorde para qualquer setor. Trata-se ainda do segundo artigo de limpeza mais vendido no país, atrás apenas do sabão em pó Omo (da multinacional Unilever). Em nenhum outro lugar do mundo a lã de aço foi tão assimilada quanto no Brasil, que concentra dois terços do mercado mundial desse produto. A razão é cultural. Os brasileiros revelam um apreço pelo brilho na limpeza como ninguém mais, segundo mostram as pesquisas. Além disso, conferiram vários usos à tal lã, como afixá-la à antena da televisão para melhorar a imagem e até servir de adubo para plantas. Nos anos 70, um produto parecido surgiu no Brasil - mas vinha com detergente, tal qual nos Estados Unidos, e não vingou. A antiga versão já havia sido incorporada aos hábitos locais. Conclui Alexandre Zogbi, da consultoria Interbrand: "A Bombril é um daqueles casos raros em que um vínculo emocional liga as pessoas a um produto - e à sua marca".

No ápice da crise, em 2003, foi justamente a marca que salvou a empresa do pior. Sem crédito na praça e com 570 títulos protestados, a Bombril precisou demitir 30% de seus funcionários e paralisou a produção. "Só se via gente ociosa. O silêncio das máquinas era o maior sinal da decadência", recorda-se a gerente de novos produtos, Adelice de Moraes, há 33 anos lá. Nesse tempo, os executivos da Bombril batiam à porta das grandes redes de supermercados e atacadistas, implorando para que fizessem compras antecipadas e mais: que pagassem à vista. Em troca, concediam-lhes descontos graúdos. Havia um detalhe peculiar nessa transação: com prateleiras abarrotadas de Bombril, os supermercados não colocavam à venda a nova mercadoria. Ela ficava armazenada em depósitos. Por que, então, essas redes seguiam comprando mais e mais lãs de aço? "Para manter a Bombril de pé", explica Hélio Mariz de Carvalho, da consultoria FutureBrand, que acompanhou o caso. "Se a empresa morresse, provavelmente desapareceria com ela uma marca que atrai gente às lojas."

Mudanças na fábrica - Vendendo menos lã de aço, a saída é diversificar
Foto Lailson Santos

A história da dívida da Bombril - de 450 milhões de reais só de impostos devidos à União, mais a quantia relativa a multas por operações financeiras irregulares, cujo valor ainda se discute na Justiça - remete a meados dos anos 80. Foi quando o governo federal incluiu a lã de aço na cesta básica. Poderia ter sido bom, caso o preço não fosse tabelado e tão baixo. Para piorar, o valor do produto ainda se depreciava com a inflação de dois dígitos, e a empresa perdia dinheiro, o que se agravou nos anos seguintes, aí por má administração. Nesse contexto, o italiano Sergio Cragnotti, então dono da Cirio, até hoje uma das marcas mais conhecidas do ramo de alimentos na Europa, comprou a Bombril dos irmãos Ferreira.

A gestão do empresário italiano foi decisiva para levar a Bombril ao fundo do poço. Ele liderou uma série de transações financeiras duvidosas. Por algumas delas, é acusado de lavagem de dinheiro. Cragnotti retirava dinheiro da Bombril e com ele simulava, por meio de contratos falsos, comprar títulos da dívida americana. Numa outra operação, fez ainda a Bombril arrematar a Cirio - fraude em que o comprador e o vendedor são a mesma pessoa, mais conhecida no mercado como "Zé com Zé". Mesmo assim, a Bombril continuou, por um bom tempo, a obter crédito e a captar dinheiro no mercado de ações, no qual havia ingressado em 1984. "Isso só foi possível porque, naquela época, a fiscalização das empresas na bolsa era bem menos vigilante", diz o economista Maílson da Nóbrega. Em 2003, já com uma maior transparência do sistema e a má situação da Bombril cristalina, as ações da companhia chegaram à sua pior cotação na década - 2,80 reais. Hoje, o valor é de 6 reais.

"É um milagre a Bombril ter sobrevivido, ela era o avesso de uma empresa moderna", diz o economista José Bacellar, um dos três administradores apontados pela Justiça para gerir a companhia depois do escândalo Cragnotti. Sobre esse período, ele incluiu um capítulo no livro A Surdez das Empresas, que fala de sua experiência na reestruturação de empresas. Lançado recentemente, o livro foi alvo de uma ação legal e chegou a ser retirado das prateleiras. O autor da ação foi Ronaldo Sampaio Ferreira .- que decidiu reassumir o comando da empresa e tem feito tudo para proteger sua imagem. Colecionador de carros de luxo, como o Mercedes 300 SL, uma raridade, e criador de gado, Ronaldo reconhece que é capaz de atos inconsequentes. "Sou um apaixonado por novidades", comenta. Ele aprendeu a manter os pés no chão a um custo alto.

A palavra do dia hoje na Bombril é diversificar a linha de produtos. Não é apenas por causa da concorrência. A Bombril, que já teve 90% do mercado de lã de aço no Brasil, agora detém uma fatia de 70% (os outros 30% estão nas mãos da Hypermarcas, dona da Assolan). A diversificação é também necessária porque a procura pelo produto tende a encolher - caiu 10% somente no ano passado. Os hábitos de consumo estão mudando. As panelas de hoje não precisam mais ser areadas. As televisões tampouco têm antena. Mais preocupadas em manter as unhas benfeitas, as mulheres começaram a buscar produtos de limpeza até com hidratante. Para manter sua tão valiosa marca, a Bombril tem pela frente o desafio de adequar-se aos novos tempos.


Cíntia Borsato
Veja, 16/08/09

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Sem Lei Rouanet, São Paulo ganha novo teatro de US$ 35 milhões e mais de 1400 lugares

Um novo teatro de 1.457 lugares e mais de 7 mil metros quadrados será inaugurado na primeira quinzena de setembro em São Paulo, dentro do shopping Bourbon

Batizado de Teatro Bradesco, o empreendimento feito em sociedade entre o banco, o grupo varejista gaúcho Záffari e a Opus Produções (produtora cultural), custou cerca de US$ 35 milhões. Segundo os investidores, os recursos usados na construção do teatro são 100% privados e não houve uso da lei Rouanet (incentivo fiscal).

Criado pelo mesmo grupo de arquitetos responsáveis pela reforma da Sala São Paulo, o teatro terá múltiplos usos, podendo abrigar concertos, óperas, balé, shows, musicais nacionais e internacionais e até pré-estreias de cinema.

- É um teatro capaz de receber as maiores produções nacionais e internacionais - garante o diretor da Opus, Carlos Conrad.

O palco tem 600 metros quadrados e um fosso de orquestra móvel - o primeiro deste tipo usado na América Latina. Varas motorizadas, instaladas uma a cada 30 cm em uma altura de 27 metros, permitem a troca rápida de cenários, além de possibilitar que vários espetáculos diferentes estejam em cartaz simultaneamente. Um elevador é capaz de trazer um carro ao palco.

- Projetamos o palco para que ele fornecesse toda a infraestrutura e tecnologia. É um teatro diferenciado, que não deve nada às melhores casas da Europa e dos Estados Unidos - afirma Ismael Soler, responsável pela arquitetura cênica.

Na coletiva de apresentação do teatro, realizada na manhã de terça-feira, os empreendedores não quiseram revelar qual espetáculo vai inaugurar a casa.

- Queremos fazer um soft open, testando a casa para nós mesmos - explicou Claudio Luis Záffari, diretor do Grupo Záffari.

Está previsto na programação, o musical “Hairspray” ( em cartaz no Rio, no Oi Casa Grande ), com Edson Celulari e direção de Miguel Falabella. A temporada paulista deve acontecer no final de 2009 ou início de 2010.

Os cantores Ney Matogrosso e Simone também devem estrear shows no novo teatro, que deve receber ainda uma companhia de balé russa.


Márcia Abos,
O Globo, 12/08/09

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domingo, 16 de agosto de 2009

SPVôlei projeta arrecadar R$ 4,5 milhões na temporada

Parceria entre a Federação Paulista de Volleyball (FPV) e a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) delega à J. Cocco Sport Marketing a administração e o marketing da modalidade no estado; Bandsports e Sportv podem dividir direitos de transmissão

Com o objetivo de manter um campeonato de alto nível e de difundir o esporte no interior do estado, a Federação Paulista de Volleyball (FPV), em parceria com a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) e com a J. Cocco Sport Marketing, criou o projeto SPVôlei. A iniciativa visa profissionalizar a administração e a gestão de marketing e regionalizar a modalidade no estado, para depois, em parceria com a CBV, replicar o modelo em outras federações.

"O Brasil vencer mais uma Olimpíada ou Mundial não é notícia. A notícia é se o Brasil perder. Como ir além das vitórias? É preciso regionalizar. O SPVôlei pretende consolidar o vôlei paulista criando um modelo para o Brasil. CBV tentará passar sua experiência de sucesso para as federações", conta José Cocco, presidente da J Cocco Sport Marketing, que a partir de agora cuidará da administração do esporte no estado.

A grande vitrine do projeto é o Super Paulistão 2009, que será disputado a partir deste mês por oito equipes tanto no masculino quanto no feminino, com craques como Giba, Gustavo, Serginho, Mari, Fofão e Sassá. No plano de marketing estão previstas cotas para naming rights dos dois torneios, além de propriedades de patrocínio nas arenas. "O campeonato tem potencial para arrecadar R$ 4,5 milhões, mas depende das negociações", pontua Cocco. Penalty, Playpiso, Mondo e Gatorade já são parceiros da FPV.

Uma possível novidade do torneio deste ano será a transmissão ao vivo em dois canais de TV por assinatura. A agência de Cocco negocia com Bandsports e Sportv, que exibiu o torneio nos últimos anos e tem o direito de preferência na renovação. No entanto, o canal da Globosat precisa cobrir a proposta do canal da família Saad - que já aceitou a divisão dos direitos.

Além da transmissão de 34 partidas ao vivo, contra 18 do Sportv, um fator importante dentro da proposta do Bandsports para os organizadores e patrocinadores é o compromisso do canal de chamar os times pelos nomes registrados na federação, ou seja, pelo nome dos patrocinadores. A relutância de alguns veículos de comunicação em chamar as equipes pelo nome dos patrocinadores é apontada por especialistas como um dos motivos para saída de investidores.

No primeiro semestre deste ano, por exemplo, uma série de equipes chegaram ao fim com o encerramento dos investimentos de empresas como Finasa, Brasil Telecom, Medley, Ulbra e Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul). A Unisul, por sinal, citou em comunicado oficial à época que a "decisão da emissora de televisão, exclusiva na transmissão dos jogos, de omitir o seu nome na identificação da equipe" foi um dos fatores para encerrar o apoio - leia mais sobre isso aqui -. A decisão sobre os direitos de transmissão deve sair nos próximos dias.

Dentro do plano de ação do SPVôlei está previsto ainda a a realização de rodadas duplas (com transmissão ao vivo de ambos os jogos) em cidades estratégicas do inteior para a difusão do esporte. Chamado de Fest Vôlei, a iniciativa terá clínicas de vôlei nas escolas, torneio intercolegial (SuperPaulistão Colegial de Vôlei), campeonatos abertos (SuperPaulistão Aberto de Vôlei) e seminários e palestras sobre marketing esportivo e gestão para o público local. Outras informações na próxima edição impressa de Meio&Mensagem que circulará com data de capa de 17 de agosto.

Confira as equipes que participarão do campeonato paulista:

Feminino
Apiv/Supricel/Amphpla (Piracicaba)
Blausiegel/São Caetano
Carmen Steffens/AFV
Osasco
Pinheiros/Mackenzie
São Bernardo
Taboão/UniÍtalo
Vôlei Futuro (Araçatuba)

Masculino
Climed/Atibaia
GAC Logistics/Santo André
Lupo/Náutico/Let´s (Araraquara)
Pinheiros/Sky
Santander/São Bernardo
Sesi/São Paulo
Ulbra/São Caetano
Vôlei Futuro (Araçatuba)


Fernando Murad
Meio & Mensagem Online, 10/08/09

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Grupo Pão de Açúcar patrocina a CBF

Investimento de US$ 5 milhões é inferior aos demais contratos da seleção brasileira

A Confederação Brasileira de Futebol e o Grupo Pão de Açúcar devem oficializar nos próximos dias um contrato de patrocínio de US$ 5 milhões, por um ano. O montante envolvido no acordo, que não inclui exposição de marcas nos uniformes da seleção brasileira, é inferior aos dos demais contratos da CBF.

A Nike paga US$ 25 milhões anuais, enquanto Ambev, Itaú, TAM e Vivo pagam US$ 15 milhões por ano. Já o contrato com a Gillette gira em torno de US$ 10 milhões.


Fernando Murad
Meio & Mensagem Online, 10/08/09

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sábado, 15 de agosto de 2009

Investimento Social Privado em foco III

Quais os rumos da filantropia e do investimento social privado no Brasil e no mundo? Qual a papel dos investimentos sociais no desenvolvimento de um país, ou em menor escala, no desenvolvimento comunitário? São algumas das discussões trazidas por Jeffrey Bell, diretor da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), em entrevista para Ideia Socioambiental, a terceira da série Investimento Social Privado em Foco.

Na opinião do especialista já existe no Brasil uma cultura corporativa muito forte por responsabilidade social. Ele também reforça que podemos esperar o contínuo crescimento da filantropia e do investimento social privado tanto no Brasil quanto no mundo.

Confira essas e outras ideias a seguir:

Ideia Socioambiental: Como o desenvolvimento comunitário pode ser estratégico para uma empresa? E como o ISP pode impactar de maneira positiva a realidade das comunidades para as quais se volta?
Jeff Bell: Estrategicamente, atividades de desenvolvimento comunitário podem ser uma
maneira especialmente poderosa para estimular a visibilidade de uma empresa
em determinada comunidade. Nesse sentido, acredito que atividades que visam
o desenvolvimento comunitário são um dos veículos mais importantes e um dos
melhores caminhos para uma empresa estabelecer boas relações públicas e criar uma boa reputação - o ponto central, obviamente, é gerar novas receitas para a empresa. No entanto, penso também que as empresas querem ser boas corporações para os cidadãos e vizinhos das comunidades em que operam, de onde podem vir também muitos dos seus colaboradores.


Quanto à segunda parte da questão, acredito que comunidades que estão procurando estabelecer parcerias para trabalhar com o setor privado, que têm disponibilizado para essas novas fontes ou fundos de financiamento para a resolução de problemas importantes em suas comunidades. O mais importante aqui é a voluntariedade das comunidades em agir como parceiros, não apenas como receptores, a fim de auxiliar o direcionamento das discussões que determinarão exatamente onde os projetos e investimentos do setor privado devem estar.

I.S: Qual é o papel da filantropia e do investimento social privado no desenvolvimento
dos países?
J.B: A filantropia e o investimento social privado estão desempenhando atualmente
um papel crescentemente importante no desenvolvimento dos países. Uma análise completa realizada pela USAID's Global Development Alliance (GDA) mostrou o crescimento de 30% do capital privado nos anos 1960 para 80% em 2005. Mesmo que o financiamento público de desenvolvimento, a força motriz do mercado internacional, tenha diminuído em proporção, o que representa menos de 17% em 2005, o valor total da ajuda ao desenvolvimento aumentou.

I.S: A evolução do investimento social privado está relacionada ao nível de desenvolvimento de um país?
J.B: Em parte sim. Quando o potencial econômico de um país aumenta, as empresas vêem um número crescente de potenciais consumidores para seus produtos e serviços. Sendo assim, o investimento social privado faz sentido, estrategicamente, como forma de gerar uma boa reputação, nome e reconhecimento, ou qualquer outro tipo de propaganda e de publicidade que eles sentem que seria benéfico para eles no mercado. Acredito também que um crescente número de empresas está reconhecendo a existência de uma responsabilidade moral para investir em projetos sociais nas áreas em que atuam. Esse reconhecimento pode surgir de variadas formas: pode vir do presidente ou CEO, dos empregados da companhia ou resultar da pressão dos acionistas. A pressão para que as companhias sejam mais socialmente responsáveis para com as comunidades onde atuam está começando a crescer. Pode muito bem ser que ao fazê-lo, elas estejam ajudando seu ponto de partida, mas acredito que os cálculos de custo/ benefício em agir com responsabilidade está se tornando menos importante do que a pressão / desejo de um comportamento responsável e generoso.

I.S: Que desafios os BRICs enfrentarão para desenvolver o investimento social privado?
J.B: Quando falamos nos países BRIC, temos de reconhecer que cada um possui suas
características individuais, experimentando assim seus próprios desafios. O que pode ser um desafio para a Índia, por exemplo, pode não ser para o Brasil. E em se tratando de Brasil, existe uma cultura corporativa muito forte em responsabilidade social.

I.S: Em sua opinião, o que caracteriza o investimento social ou filantropia praticado por um país?
J.B: A grau de investimento social praticado por um país depende de inúmeros fatores, sendo um dos mais importantes a estrutura tributária que legisla o investimento social privado. Além disso, há uma série de outros fatores: Por exemplo, eu acho que tem que haver uma massa crítica de organizações operando e competindo em qualquer país. Se partirmos da suposição de que, estrategicamente, o investimento social é realmente um investimento em relações públicas, quando os consumidores têm pouca escolha entre produtos ou serviços em um país, não faz muito sentido para uma empresa olhar para o investimento social como uma forma de angariar boas relações públicas. Sem concorrência, as relações públicas tornam-se muito menos importantes e os investimentos sociais menos atraentes. Além disso, seguindo a lógica acima, acho que as atividades derivadas do investimento social em muitos casos são repetitivas. Uma vez que uma empresa decide aplicar um investimento social, a melhor coisa que os outros podem fazer é o mesmo. Então países com altos níveis de investimento social privado provavelmente manterá níveis elevados.

I.S: Quais as principais tendências para o Brasil e para o mundo nos setores de
filantropia e ISP?
J.B: Se os últimos 30 anos podem servir de indicação, podemos esperar pelo contínuo
crescimento da filantropia e do ISP tanto no Brasil quanto no mundo. Organizações doadoras reconhecem o crescimento dos fundos privados e estão cada vez mais a procura de alavancar suas verbas. Investidores privados ou filantrópicos não apenas reconhecem os benéficios de associar seus nomes a grandes doadores, mas enxergam no desenvolvimento das organizações um aprimoramento na maneira de investir em projetos. Assim, acho que veremos cada vez mais os doadores procurarem parcerias com o setor privado e o setor privado procurando aumentar a sua visibilidade por meio de parcerias com os doadores. Como resultado, acho que podemos esperar para ver a importância do investimento social privado filantrópico aumentar em todo o mundo.

Elementos que orientam a decisão de investimento em projetos socioambientais pela USAID
. Propriedade - a USAID baseia-se na liderança, participação e comprometimento de um país e sua população;
. Capacitação - buscamos fortalecer as instituições locais, a transferência de competências técnicas, e a promoção de políticas adequadas;
. Sustentabilidade - produzimos programas para garantir que seus impactos sejam duradouros;
. Seletividade - alocamos nossos recursos baseados na necessidade, comprometimento local, e interesses em política externa;
. Avaliação - conduzimos cuidadosamente nossas pesquisas, adaptamos as melhores práticas, e desenvolvemos nossos programas em função das condições locais;
. Resultados - direcionamos nossos recursos para alcançar objetivos bem definidos, mensuráveis e estratégicos;
. Parcerias - pretendemos colaborar de perto com governos, comunidades, outros doadores, ONG's, setor privado, organizações internacionais e universidades;
. Flexibilidade - ajustamos nossos programas de acordo com as mudanças que ocorrem, a fim de gerar novas oportunidades e maximizar a eficiência;
. Responsabilidade - sistemas para garantir responsabilidade e transparência, incluindo controles rígidos contra corrupção são utilizados em nosso programa.



Ana Carolina Addario
Ideia Socioambiental on-line, 10/08/09

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Footecon anuncia patrocinadores

Fórum internacional de futebol, que acontece em dezembro, anuncia quatro novos investidores e se prepara para sexta edição do evento

A sexta edição do Footecon, importante evento na parte de negócios no meio futebolístico, ocorrerá nos dias 8 e 9 de dezembro, no Riocentro, no Rio de Janeiro. O tema deste ano é "Construindo 2014", a intenção é mostrar para as 12 cidades brasileiras que foram escolhidas para receber os jogos da Copa do Mundo de 2014, oportunidades de buscar parceiros e fornecedores.

O evento foi lançado na última quinta-feira, 16, em São Paulo e quatro patrocinadores já foram confirmados - Nike, Nestlé e CEG, que renovaram seus contratos, e a Kia Motors, que entra este ano.

A novidade da Footecon 2009 é a presença de clubes estrangeiros importantes no cenário mundial, que apresentarão seus cases de sucesso. É o caso do Manchester United, da Inglaterra, segundo clube mais rico do mundo - com receita anual de 324,8 milhões de euros, segundo a consultoria Deloitte. O clube já confirmou presença e irá mostrar como funciona a estrutura de seu departamento de futebol e suas ações na área de negócios.


Arthur Quezada
Meio & Mensagem Online, 11/08/09

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Fundo Amazônia já tem 60 projetos inscritos

A maior parte dos projetos que deram entrada para pedidos de financiamento vem do Pará, e o Amazonas ocupa o segundo lugar em inscrições

Ao presidir reunião do Comitê Orientador do Fundo Amazônia (Cofa) na sede do BNDES, no Rio de Janeiro, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, anunciou que 60 projetos de desenvolvimento sustentável já estão pleiteando financiamento. Três deles já foram enquadrados pelas normas do banco, e seis estão em vias de serem aprovados.

Minc destacou a importância da aprovação de "bons projetos", que possam servir de vitrine para obtenção de novas doações. Aprovado há um ano, o Fundo possui R$ 200 milhões em caixa. A maior parte dos projetos que deram entrada para pedidos de financiamento vem do Pará, e o Amazonas ocupa o segundo lugar em inscrições.

Ao elogiar a atuação do Governo Federal no combate ao desmatamento da Floresta Amazônica, o ministro avaliou que cerca de 90% das ações empreendidas para solucionar a questão estão relacionadas à repressão aos crimes ambientais, como o combate ao boi pirata, cancelamento de crédito aos desmatadores e o aumento em até três vezes das iniciativas de fiscalização, além da Operação Arco Verde - que leva alternativas de desenvolvimento sustentável e promove mudanças no modelo econômico nas regiões críticas de desmatamento na Amazônia.

Ainda de acordo com sua avaliação, cerca de 10% das ações contra o desmatamento têm a ver com a implementação de empreendimentos de desenvolvimento sustentável. Com o apoio de iniciativas como o Fundo Amazônia, o ministro disse ter "grande esperança" que em 2010 este índice aumente para cerca de 40%.

"A guerra contra o desmatamento será perdida se não conseguirmos criar uma base diferenciada para a economia da região amazônica, dentro de um modelo de desenvolvimento sustentável", disse o ministro. Segundo dados apresentados na reunião do Cofa, dos 43 municípios que mais desmatam na Amazônia - alvos prioritários da Operação Arco Verde -, em 23 destes as ações estão mais avançadas, contabilizando cerca de 100 mil atendimentos, por exemplo, na área de regularização fundiária.

O ministro disse ainda que um dos grandes desafios do governo é dar apoio para que sejam criados mecanismos para que esses municípios possam implementar ações e empreendimentos de desenvolvimento sustentável.


Redação do MMA
Envolverde, 10/08/09
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Especialista dá dicas em Marketing Relacionado a Causas

Mobilizadora do Marketing Relacionado a Causas (MRC), a Rede Agente reúne organizações da sociedade civil (OSCs) interessadas em discutir parcerias comerciais entre empresas e o terceiro setor, que unem suas marcas em benefício mútuo. No final de setembro, Andrea Travassos, membro da Rede Agente e coordenadora da unidade de Negócios Sustentáveis do IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas, foi convidada a compartilhar a sua experiência com a ferramenta.

O instituto decidiu diversificar sua carteira de mobilização de recursos em 2002. Até então, 60% do seu orçamento era oriundo de organizações não-governamentais estrangeiras ligadas à causa ambiental. O restante era proveniente de convênios com o governo brasileiro. Hoje, 50% dos cerca de 6 milhões de reais que sustentam o instituto são captados junto a empresas. Destes, 10% são de MRC. Andrea foi sabatinada por membros da Rede Agente sobre o caminho que o IPÊ percorreu para estabelecer parcerias com marcas como a Havaianas, Locomotivas, Conga e Faber Castell. Confira os principais trechos da conversa.

Rede Agente - Por que o Instituto Ipê decidiu utilizar a estratégia do Marketing Relacionado a Causas?
Andrea Travassos - O boom de organizações não-governamentais ocorrido na década de 90 dificultou o processo de captação de recursos. O cenário piora a partir dos atentados de 11 de setembro de 2001. Muitos dos recursos direcionados à América Latina começam a ser endereçados para o Leste Europeu e o Oriente Médio. Percebendo este movimento, o instituto decidiu diversificar seu portfólio de captação, porque se sentia vulnerável em relação à continuidade de recursos que recebia. Concluímos que a estratégia correta era divulgar o IPÊ junto a empresas e investir em parcerias. Também tínhamos o objetivo de constituir um endowment fund (fundo patrimonial) que garantisse a sustentabilidade financeira da organização em longo prazo.

Rede Agente – A proposta vingou?
Andrea – Nos baseamos na experiência das fundações e universidades norte-americanas. Desejávamos ter um volume de dinheiro no banco gerando juros que bancassem as despesas administrativas do IPÊ. Porque, afinal, o desafio são as despesas administrativas. Quando vamos captar recursos os empresários se animam em dar dinheiro para onças, colar rastreador etc, mas o salário do pesquisador ninguém quer pagar. O endowment, criado com 1 milhão de reais captado com MRC, já cobre o déficit de nossas despesas administrativas. Mas a maior parte delas ainda é paga com 10% do valor de cada projeto.

Rede Agente – Como construir parcerias?
Andrea - O primeiro passo é identificar com quem você quer se relacionar. O ativo mais importante de uma organização é a credibilidade que ela constrói ao longo do tempo. É a capacidade de executar, de ter bons profissionais e de indicar bons resultados. Um relacionamento com instituições erradas pode colocar tudo a perder. Então, primeiro é pensar um pouquinho com quem queremos nos associar, e procurar os comuns, aqueles que têm sintonia com a nossa forma de agir.

Rede Agente – Então, conhecer o possível parceiro é fundamental?
Andrea – Claro. Para os dois lados, as parcerias são como relacionamentos. No IPÊ, nós temos um processo interno de aproximação e aprovação, uma fase de namoro. Temos de saber quem é a empresa, como é a condução dos negócios. O mesmo acontece do outro lado. Ninguém quer encontrar esqueletos no armário no meio do caminho.

Rede Agente – Este processo de aproximação é demorado?
Andrea - O tempo de cada organização é diferente. Nossa experiência mostra que a negociação com as empresas multinacionais ou que tenham uma estrutura hierárquica maior pode levar mais tempo. Isto porque a idéia deve ser vendida internamente para um número muito maior de pessoas. Mas o importante é ter persistência e não desistir, pois os resultados sempre compensam a dedicação e investimento para que a parceria ocorra.

Rede Agente - Como é essa parceria com a Faber Castel?
Andrea – Criamos uma coleção com lápis, caneta, borracha e lapiseira com desenhos de quatro animais da fauna brasileira, alguns deles pesquisados pelo IPÊ: o boto-cor-de-rosa, o mico-leão-preto, a onça-pintada e a arara-vermelha. A coleção foi muito bem recebida e fomos informados que a equipe de vendas está muito feliz por estar vendendo, além de um produto, uma causa. Quando o convencimento alia a qualidade do produto à qualidade da causa significa que a estratégia de MRC deu certo. Mas, além de ter uma ótima idéia, temos também de contactar a pessoa certa. Isto é o que faz a diferença.

Rede Agente – Vocês levaram a proposta pronta ou desenvolveram o produto junto com a empresa?
Andrea - Com a Havaianas e com a Faber Castell levamos uma proposta de produto e eles compraram a idéia. O Conga foi uma reprodução exata da nossa proposta. O objetivo é fazer com que a equipe de marketing consiga visualizar o produto e pense em escala de produção. Afinal, eles são os especialistas neste assunto. Mas o projeto sofre influência dos dois lados. A Faber Castell, por exemplo, sugeriu uma borracha redonda. Nós argumentamos que o ideal seria a borracha quadrada, para diminuir a perda de material quando cortada e eles concordaram.

Rede Agente – Mas como vocês desenvolvem as propostas e os protótipos?
Andrea - Nós temos muita ajuda dos conselheiros neste processo. Isso, aliás, é resultado de uma política interna do IPÊ. Optamos por uma estratégia de convidar profissionais de diferentes áreas - inclusive de comunicação, de marketing e de design - para o nosso conselho. Nós temos que entender que o conselheiro não deve ser uma pessoa figurativa. O nosso presidente costuma dizer que o conselheiro deve “give, get or go”. E é verdade. Ele tem que entender que deve contribuir para a existência da organização, abrir portas, adicionar valor com o seu conhecimento. Como sabemos que é difícil reunir todos os conselheiros, dividimos o grupo em comitês. Um deles, o de captação e visibilidade (composto por empresários, pessoas de comunicação e de design), trabalha junto com a direção executiva nas propostas. Eles ajudam desde o conceito até a criação de apresentações e desenvolvimento dos protótipos.

Rede Agente – Vocês investiram em um olhar do mercado dentro da organização...
Andrea – Exatamente. Até aquele momento, a organização tinha uma tradição histórica de pesquisa e ação em defesa da biodiversidade. Vindos do mundo corporativo, a presidente e o vice-presidente começaram a montar um conselho alinhado a uma postura mais estratégica em relação às empresas. Não é tarefa fácil, principalmente porque você tira a instituição da zona de conforto. Encontramos resistência interna. Além disso, a instituição investe em recursos sem necessariamente ter retorno de curto prazo.

Rede Agente – Quais foram as outras adaptações necessárias?
Andrea – Percebemos que com aquela linguagem de projetos não iríamos atingir muitas pessoas no meio corporativo. A tática foi investir em cursos ligados ao meio para ajudar a traduzir as nossas ações. Uma das saídas foi desenvolver planos de negócios, uma ferramenta que nos permitiu olhar bem para os nossos projetos e apresentá-los de forma consistente para os possíveis parceiros. Participamos do Prêmio Empreendedor Social Ashoka-McKinsey e, como finalistas, recebemos apoio para planejar nossas atividades. O Gustavo Wigman, que na época era consultor da McKinsey, se aproximou tanto do IPÊ que hoje é nosso conselheiro. Voltamos à questão do convencimento. Muitas vezes não teríamos dinheiro para pagar muitos de nossos colaboradores. Mas, pelo poder do instituto e de sua causa, as pessoas dedicam horas de trabalho voluntariamente.

Rede Agente - As empresas vêm com bons olhos vocês terem diversos parceiros em Marketing Relacionado a Causas?
Andrea - Nós levamos para os parceiros a movimentação em MRC do instituto. A nossa experiência é de as múltiplas parcerias fortalecem todos os envolvidos com o IPÊ porque funciona como divulgação da marca do instituto. A roda gira a favor de todos.

Rede Agente - Você acha que todo este processo só acontece com organizações a partir de um determinado porte?
Andrea – Todo este processo foi muito sofrido para o IPÊ. Principalmente quando víamos o sucesso de outras organizações e nos sentíamos como dentro de uma piscina com o braço levantado esperando ser escolhido. Por isso que qualquer organização deve estar convencida de que investir em equipe interna é o melhor caminho. Não adianta fazer um esforço para captar um mobilizador de recursos. Na minha cabeça isso não existe. Se a gente tem que vender sonhos, quem melhor para vender o sonho do que quem está ali o dia inteiro trabalhando para fazer acontecer? É ele que vai ter o brilho nos olhos para convencer do diferencial da organização e é isso que vende.

Rede Agente - E os insucessos? Como lidar com eles?
Andrea – Eles podem ser de vários tipos como o produto não virar, a empresa desanimar ou a negociação ser interrompida no meio do caminho. O Conga, por exemplo, não virou em vendas. Não sei se foi uma dificuldade de comunicação do ponto de vendas, se foi uma questão de preço do produto. Neste momento é bom sentar junto com a equipe e avaliar a situação. Além disso, persistência é um valor. Uma resposta negativa não deve ser encarada como um fator desanimador, mas apenas como mais um desafio para chegarmos ao ponto final dos nossos objetivos.


Fonte: IDIS
ABCR, 12/08/09

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Criança Esperança recebe projetos até 8 de setembro

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura – UNESCO seleciona projetos de organizações da sociedade civil sem fins lucrativos (incluindo OSCIPs) para o recebimento de apoio financeiro do programa Criança Esperança.

O processo seletivo público será coordenado e realizado pelo Setor de Ciências Humanas e Sociais da UNESCO no Brasil, com sede em Brasília.

No processo seletivo público serão consideradas as principais referências e princípios conceituais previstos em documentos e convenções nacionais e internacionais, tais como, a Convenção Internacional das Nações Unidas sobre o Direito da Criança, a Declaração Universal dos Direitos Humanos, o Estatuto da Criança e do Adolescente, entre outros.

Quem poderá concorrer?
Poderão candidatar-se organizações da sociedade civil sem fins lucrativos que apresentem projetos com o objetivo principal de promover a inclusão social, o empoderamento e o desenvolvimento humano e social e a educação inclusiva de grupos vulneráveis por meio de ações de educação, cultura, comunicação e informação, esporte e meio ambiente.

A organização proponente deve ainda preencher os seguintes quesitos:
- Ser legalmente constituída no país (possuir personalidade jurídica);
- Ter no mínimo dois anos de fundação e atuação;
- Possuir experiência na área temática proposta;
- Estar inscrita no Conselho Municipal e/ou Estadual e/ou Nacional de sua área de atuação (Conselhos de Assistência Social, Conselhos dos Direitos da Criança e do Adolescente, Conselhos de Educação, Conselhos de Saúde);
- Apresentar contrapartida para o desenvolvimento do projeto.

Além de recursos financeiros, serão aceitos como contrapartida elementos que comprovem a capacidade instalada da organização proponente para a execução do projeto, incluindo instalações físicas adequadas e recursos humanos.

Que tipos de projeto poderão ser apoiados?
Poderão ser apoiados com recursos do Criança Esperança projetos desenvolvidos em, pelo menos, uma das seguintes áreas temáticas:
- Educação, especialmente “Educação para Todos” e educação preventiva para HIV/AIDS;
- Educação para o desenvolvimento sustentável;
- Inclusão social;
- Alfabetização funcional;
- Cultura como um instrumento de inclusão social;
- Acesso de jovens à informação, ao conhecimento e, também, ao uso de novas tecnologias;
- Crianças e jovens em situação de vulnerabilidade.

E que tenham como público alvo crianças, adolescentes e/ou jovens, de pelo menos, um dos seguintes grupos:
- em situação de pobreza e/ou vulnerabilidade e risco social;
- de minorias raciais (afro-descendentes e indígenas);
- em situação de rua;
- vivendo com HIV/AIDS;
- em projetos de prevenção e/ou reabilitação do uso de drogas;
- vítimas de violência e/ou abuso sexual e/ou doméstico;
- com deficiência;
- do gênero feminino em situação de vulnerabilidade pessoal e social.

Que critérios serão considerados na análise e seleção dos projetos?
Os projetos apresentados serão analisados e avaliados considerando os seguintes critérios:
- Inovação da proposta;
- Atuação em comunidades vulneráveis, situadas em regiões do país com baixos indicadores educacionais, sociais, de desenvolvimento humano, entre outros;
- Promoção ou estímulo ao fortalecimento da qualidade da educação formal;
- Estímulo à permanência de crianças, adolescentes e jovens na escola;
- Promoção da inclusão social;
- Estímulo e promoção do fortalecimento do vínculo familiar;
- Oferta de formação e qualificação profissional;
- Promoção da inserção de jovens no mercado de trabalho;
- Existência de rede de parcerias;
- Sustentabilidade financeira;
- Atuação com participação comunitária;
- Condições de replicabilidade (ou seja, de difusão e replicação do trabalho em contextos semelhantes);
- Capacidade de contribuir para a promoção do desenvolvimento da comunidade local;
- Qualificação da equipe técnica e administrativa; e
- Existência de capacidade instalada.

Qual o valor do apoio e a duração dos projetos?
Poderão concorrer projetos que solicitem apoio financeiro do programa Criança Esperança para um período de doze meses, não havendo valor mínimo e máximo para o financiamento.

Projetos que apresentem orçamentos de alto valor poderão ser financiados, desde que informem na proposta a existência de outras contrapartidas financeiras, reforçando o componente de sustentabilidade da iniciativa. Comprovação dessas contrapartidas será solicitada no caso de eventual seleção pelo programa Criança Esperança.

Que tipos de despesas não serão financiadas?
Não serão financiadas despesas com:
- a realização de edificações, qualquer tipo de obras ou benfeitorias e/ou reformas de estruturas físicas;
- o pagamento de taxas de gestão/administração ou provisões;
- o pagamento de juros ou multas de qualquer espécie.

Os recursos aportados pelo programa Criança Esperança ao projeto devem ser direcionados prioritariamente para a realização de atividades-fim (a exemplo de oficinas, cursos, treinamentos, capacitações, produção de materiais etc.) e/ou aquisição de equipamentos e bens permanentes (a exemplo de livros, DVDs, instrumentos musicais, de informática etc.). Não serão financiados projetos cujo orçamento esteja majoritariamente comprometido com o pagamento de recursos humanos e/ou alimentação.

Como participar da Seleção de Projetos?
As organizações proponentes deverão cadastrar seus projetos no site www.criancaesperanca.com.br através da opção “Inscrição de projetos”, entre os dias 08 de agosto a 08 de setembro de 2009.

Ao final do cadastramento do(s) projetos(s), a instituição deverá imprimir o “Formulário de projeto” e encaminhá-lo para a UNESCO junto com a documentação comprobatória em um único volume lacrado.

Cada organização proponente poderá encaminhar até três projetos, mas, somente um poderá ser contemplado.

Caso apresente mais de um projeto, a organização proponente deverá encaminhá-los separadamente, anexando em cada deles cópia da documentação comprobatória.

O encaminhamento dos projetos deverá ser feito por via postal impreterivelmente entre os dias 08 de agosto a 08 de setembro de 2009 para o endereço:
SELEÇÃO CRIANÇA ESPERANÇA 2009
UNESCO – Setor de Ciências Humanas e Sociais/Criança Esperança
SAUS Quadra 05 – Lote 06 – Bloco H – sala 910
70070-912 – Brasília/DF

Serão considerados no processo seletivo apenas os projetos que forem cadastrados no site www.criancaesperanca.com.br e, em seguida, encaminhados por via postal para a UNESCO até o dia 08 de setembro de 2009.

A UNESCO entenderá como data de encaminhamento a data de postagem dos projetos. Dessa forma, projetos que chegarem a UNESCO após o dia 8 de setembro de 2009, mas comprovarem postagem até esta data serão considerados no processo seletivo.

Projetos que apresentarem dados incorretos, incompletos ou inverídicos serão automaticamente eliminados, cabendo à organização proponente assegurar-se do correto envio da documentação e da veracidade das informações prestadas.

Não serão aceitos projetos que não atendam as orientações dispostas nesta convocatória, assim como, não serão aceitos projetos que forem encaminhados fora do prazo.

No caso de dúvidas sobre a elaboração e apresentação dos projetos, informações poderão ser obtidas única e exclusivamente por meio do endereço eletrônico criancaesperanca@unesco.org.br até o dia 28 de agosto de 2009.

O ato de inscrição pressupõe plena concordância com as orientações constantes nesta convocatória.

Qual a documentação necessária?
Ao encaminhar o “Formulário de projeto por via postal para a UNESCO, a seguinte documentação comprobatória deverá ser anexada a cada uma das propostas (no caso de haver mais de uma):
a. Cópia do Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ);
b. Documentação jurídica (cópia do contrato social ou outro documento comprobatório do registro da organização);
c. Cópia da inscrição nos Conselho Municipal e/ou Estadual e/ou Nacional da área de atuação do projeto;
d. Resumo do currículo de cada um dos membros da equipe de coordenação do projeto.

Serão automaticamente eliminados os projetos que apresentarem documentação incompleta ou fora do padrão estabelecido nesta convocatória.

Documentação complementar será solicitada aos projetos selecionados no momento da elaboração do contrato. - Os projetos não serão devolvidos para as organizações proponentes, independentemente do resultado da seleção.

Como será feita a Seleção de Projetos?
A seleção dos projetos será realizada e coordenada pelo Setor de Ciências Humanas e Sociais da UNESCO no Brasil, em colaboração com os demais setores programáticos da Organização, segundo critérios apresentados nesta convocatória e de acordo com metodologia de seleção especialmente elaborada para o programa Criança Esperança.

A UNESCO entrará em contato somente com as organizações que forem selecionadas.

A UNESCO se reserva o direito de não divulgar as razões da não seleção de projetos, não cabendo recursos ou esclarecimentos sobre os resultados do processo.

Questões não previstas nesta convocatória serão decididas pela comissão responsável pelo processo seletivo.

Quando será feita a divulgaçãodos resultados?
O prazo previsto para a conclusão do processo seletivo é de cerca de três meses a contar da data de encerramento do período de recebimento de projetos, podendo esse prazo sofrer alterações.

A lista dos projetos selecionados será divulgada no site www.criancaesperança.com.br ao final do processo.

Clique aqui para baixar o texto completo do Processo Seletivo 2009


Fonte: Site Criança Esperança

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sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Banco do Brasil abre novo edital e apóia também o esporte

O Programa de Patrocínios Banco do Brasil 2010 é um processo seletivo com abertura no dia 28/07/2009 e encerramento no dia 28/08/2009. Tem por objetivo definir projetos a serem apoiados pelo Banco do Brasil em 2010, por intermédio de chamada pública, com inscrições pela Internet, análise por Comissões de Seleção Internas, aprovação pelo Conselho Diretor do Banco do Brasil e validação pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República – Secom/PR.

Os recursos serão destinados à realização de projetos institucionais e negociais, com início entre 1º de janeiro de 2010 e 31 de dezembro 2010, sendo que durante a restrição do período eleitoral de 2010, a ser informado oportunamente pelo TSE, poderá ser vedada a realização de projetos institucionais.

Por projetos institucionais entende-se aqueles que são:

a) ambientais – voltados à educação ambiental e à interação sustentável entre
entre o ser humano e o meio ambiente, tendo como premissas :
- a disseminação, entre os diversos extratos da sociedade, de conhecimentos e práticas ligadas à ecologia e ao meio ambiente;
- a discussão sobre a conservação ambiental e a interação do ser humano com o meio ambiente;
- a disseminação de práticas de integração entre o cenário urbano e o meio ambiente; e
- a possibilidade de se desenvolver ações de relacionamento com clientes do Banco do Brasil durante os projetos.

b) sociais – voltados à responsabilidade social, tendo como premissas:
- o foco na capacitação de cadeias produtivas, favorecendo o desenvolvimento regional sustentável;
- a disseminação, entre os diversos extratos da sociedade, de conhecimentos e práticas voltadas à responsabilidade social;
- a inserção socioeconômica;
- a promoção da cidadania e do desenvolvimento humano; e
- a possibilidade de se desenvolver ações de relacionamento com clientes do Banco do Brasil durante os projetos.

c) culturais – têm como foco de atuação a cultura e a arte-educação,
tendo como premissas:
- a materialização dos conceitos de brasilidade e inovação;
- a disseminação, entre os diversos extratos da sociedade, de conhecimentos e práticas voltadas à cultura;
- a inserção cultural;
- o respeito à diversidade étnica e cultural; e
- a possibilidade de se desenvolver ações de relacionamento com clientes do Banco do Brasil durante os projetos.

Na área esportiva, o patrocínio do Banco do Brasil ocorre de forma direta ou em parcerias, e as ações estão voltadas para o patrocínio do vôlei, do futebol de salão, do ciclismo, do tênis e do iatismo. No caso das três primeiras modalidades, as parcerias foram firmadas com as confederações nacionais e envolvem os circuitos nacionais e internacionais de vôlei, futebol de salão e ciclismo, além do apoio direto a atletas de alta performance. Já as parcerias com o tênis e o iatismo são materializadas através do apoio a atletas e a eventos pontuais.


Fonte: Banco do Brasil
ABCR, 12/08/09

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Livro: 80 heróis que estão mudando o mundo

Cada geração escolhe os seus heróis corporativos conforme os valores de seu tempo. Quem tem mais de 30 anos, certamente vai se lembrar dos yuppies, jovens executivos de Wall Street transformados em ícones profissionais dos anos 1980, filhos dos tempos dos governos Ronald Reagan (EUA) e Margareth Tatcher (Inglaterra). Em oposição aos libertários hippies dos anos 1960, os yuppies resgataram os valores tradicionais e conservadores, promovendo uma adoração dos bens materiais da moda. Auto-centrados, ambiciosos por natureza e determinados a acumular muito cedo o primeiro milhão de dólares, eles foram incensados pela mídia e eleitos por uma legião de jovens como símbolo de um capitalismo egocêntrico e sem culpas.

Nesses tempos de sustentabilidade, outros heróis começam a ganhar espaço. Se os valores dos anos 1980 e 1990, no auge do culto ao individualismo, criaram ambiente propício para premiar empreendedores competentes e vaidosos, os da primeira década deste século parecem fadados a reconhecer os mais altruístas. E a plataforma para essa mudança está na crescente consciência de que o sistema econômico depende dos sistemas social e do ambiental, esgarçados em consequência da ampliação das desigualdades, do esgotamento dos recursos naturais e do aquecimento global.

O livro 80 Homens Para Mudar o Mundo (Clio Editora, 2009) representa uma espécie de libelo em favor dos heróis altruístas. O próprio nome da obra não deixa dúvida quanto à intenção de seus autores, Sylvain Darnil e Mathieu Le Roux. Jovens executivos franceses, bem nascidos e bem educados, eles pertencem à sexta parte rica da humanidade que consome 80% dos recursos mundiais e pode beber vinho da Borgonha num restaurante à margem esquerda do rio Sena, em Manhatan ou nos Jardins em São Paulo.

Livres e privilegiados pela sorte, filiam-se ao movimento em expansão dos que rejeitam estruturas organizacionais velhas, questionam os modelos empresariais baseados no bottom line e buscam sentido no trabalho para além do ganhar dinheiro em curto espaço de tempo. Como desejam se ocupar do mundo em que seus filhos vão nascer e viver, dedicam-se a descobrir e trabalhar em soluções inovadoras que possibilitem aos indivíduos, na condição de cidadãos, acionistas, consumidores ou empreendedores, fazer frente aos desafios sociais e ambientais mais importantes deste tempo. Não por acaso, preferem idolatrar Muhamad Yunus, o banqueiro dos pobres, a Warren Bufett, o megainvestidor dos riscos. Mas que ninguém se engane sobre o espírito pragmático que os define: são idealistas sim, mas valorizam soluções viáveis, concretas e mensuráveis.

Para selecionar os “homens que estão mudando o mundo”, os autores viajaram 440 dias, visitaram 38 países em quatro continentes, pesquisaram 113 iniciativas, entrevistaram em oito idiomas e escreveram 80 casos. No livro, são detalhados 32 perfis, entre os quais os de famosos como Yunus, do Grameen Bank, Bill Drayton, criador da Ashoka , organização especializada em empreendedores sociais, e Ray Anderson, o presidente verde da InterfaceFloor. Mas também há espaço para alguns menos conhecidos como o americano Oliver Peoples, da Metabolix, disseminador do bioplástico, o chinês Alen Chan, da Sino Forest, um defensor da ideia do reflorestamento como negócio e o sueco Jan Peter Bergvist, um hoteleiro ecológico.

Do Brasil, os autores entrevistaram Jaime Lerner (definido como o acupuntor urbano), Fábio Rosa, expert em energia sustentável da Ideaas e Rodrigo Baggio, da CDI, um especialista em cidadania digital. Sobre o nosso País, uma informação importante: a ideia do livro começou a tomar forma aqui, a partir do encontro entre Darnill e Le Roux, numa prosaica churrascaria paulistana, em outubro de 2001.

De tão leve e agradável, este é um livro que pode ser lido de uma vez só, ao longo de uma viagem de avião, ou aos poucos, história a história, como se fossem pequenas biografias dedicadas à construção de um mudo melhor e mais sustentável. Que não se procure na obra nenhum tipo de rigor técnico ou aprofundamento das experiências relatadas –há inclusive um erro grosseiro na página 18 quando os atores atribuem o relatório Nosso Futuro Comum, da senhora Gro Bruntland, ao “primeiro-ministro norueguês.” É válida a intenção de ser uma obra de “modelos que consigam dar esperança para lutar contra a sinistrose hoje existente.” Ao privilegiar as soluções possíveis, em vez de ressaltar os problemas, botando o dedo no nariz de um leitor acuado, os autores substituíram uma certa tendência francesa ao mero debate de ideias por um convite a botar a mão na massa da mudança.


Ricardo Voltolini
Publisher da revista Ideia Socioambiental e diretor da consultoria Ideia Sustentável: Estratégia e Inteligência em Sustentabilidade, ricardo@ideiasustentavel.com.br
Envolverde, 11/08/09

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Aprovado projeto que cria Cadastro de Bloqueio de Telemarketing [no Rio Grande do Sul]

Até que enfim!!!
Poder Executivo regulamentará a lei no prazo de 30 dias a contar da sua publicação


Foi aprovado nesta terça-feira,11, por 46 votos favoráveis, o Projeto de Lei 44/2009, que cria o Cadastro para Bloqueio do Recebimento de Ligações de Telemarketing.

O projeto, de autoria do deputado Alceu Moreira (PMDB), tem por objetivo oferecer aos usuários do sistema convencional e móvel de telefonia do Rio Grande do Sul a alternativa do não recebimento de ligações efetuadas por empresas diversas que realizam o serviço de telemarketing.

O Poder Executivo regulamentará a presente lei no prazo de 30 dias a contar da sua publicação.

“O Projeto não proíbe as empresas de telemarketing de trabalhar e sim de ligarem aos usuários que estão cadastrados e não desejam tal serviço”, disse o deputado Alceu Moreira.

A iniciativa foi inspirada em ação semelhante implementada nos Estados Unidos há alguns anos, denominada "Do Not Call", e no Projeto de Lei nº 478/2008, do deputado estadual Jorge Caruso, do PMDB de São Paulo, que foi promulgado pelo governo daquele estado em outubro de 2008.


Jandira Feijó, 11/08/09

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Faça como Obama: transforme seu jeans velho em casas para comunidades carentes

Uma organização norte-americana está convocando todos os adoradores do jeans a doarem suas peças velhas. O motivo é nobre: o material será transformado em revestimento para casas de comunidades carentes e atingidas por algum tipo de desastre.

A técnica utiliza as fibras de algodão do jeans como matéria-prima para a confecção do UltraTouch – placas de revestimento naturais e recicladas e que não possuem tanto produtos tóxicos quanto os modelos sintéticos.

Com 500 peças já é possível revestir uma casa média, garantem os fabricantes. O projeto é uma iniciativa da organização não-governamental Cotton from Blue to Green, que desde 2006 arrecada roupas feitas de jeans para serem transformados no UltraTouch.

Desde então, o programa já arrecadou quase 100 mil unidades de jeans e ajudou a confeccionar mais de 56 mil metros quadrados de revestimento. Esse material foi aplicado em mais de 180 casas, como as dos conjuntos habitacionais em Nova Orleans, a cidade destruída pelo furacão Katrina em 2006.

Marcas como G by Guess e Gap, além de personalidades como o presidente norte-americano Barack Obama e o ator Ben Stiller, também já adotaram o projeto.

Para confirmar seu sucesso, o grupo pretende entrar para o Livro dos Recordes como os detentores da maior coleção de roupas para reciclagem do mundo. O desafio conta com o apoio do National Geographic Kids e o resultado deve ser divulgado no dia 12 de agosto.

Processo
O UltraTouch Natural Cotton Fiber foi desenvolvido pela Bonded Logis Inc. Ele é feito com 85% de fibras naturais do algodão e é utilizado para isolar os ambientes térmica e acusticamente.

Segundo os fabricantes, o produto não contém substâncias químicas irritantes, como os compostos orgânicos voláteis (COV’s), e por isso não precisam de tantos requisitos de segurança para serem aplicados – são mais seguros e agridem menos o meio ambiente.

Confira o vídeo (em inglês) que mostra todo o processo:


Via EcoDesenvolvimento


Época Négócios, 11/08/09

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quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Google adianta avanços do marketing de busca além das palavras-chave

Buscas baseadas em reconhecimento de imagens e em smartphones são áreas que receberão mais investimento, afirmou executivo do Google AdWords

O marketing baseado em buscas, conhecido pela sigla em inglês SEO, ainda tem muito caminho pela frente, mas alguns avanços já foram antecipados, como pesquisas que vão além de palavras-chave e novas capacidades de buscas de imagens e em celulares, declarou um executivo do Google na quarta-feira (12/8).

“Temos uma ótima oportunidade de revolucionar a indústria do marketing de busca”, disse Nicholas Fox, diretor de produtos do Google AdWords, em uma conferência de Estratégias de Mecanismos de Busca, na Califórnia. O AdWords é o serviço de publicidade de busca do Google.

A companhia, por sua parte, expandiu seus serviços para incluir tais capacidades e requisições mais avançadas, bem como um simulador de propostas de publicidade, acrescentou Fox.

No entanto, anúncios via palavras-chave continuam “no jogo”, com anunciantes tentando descobrir quais são os hábitos de busca dos usuários que pretendem atingir.

“Precisamos melhorar a conexão entre o usuário e o anunciante”, disse Fox. “Palavras-chave funcionam bem, mas há muito espaço para melhorias”, disse ele. Atualmente o Google oferece uma ferramenta que sugere palavras-chave aos anunciantes.

Abordagens que não envolvam palavras-chave estão sendo analisadas, disse Fox. Em vez de palavras, um grupamento de bombeiros pode oferecer detalhes da localização de suas operações e serviços enquanto um revendedor pode oferecer uma lista de produtos de seu catálogo.

Outras áreas de desenvolvimento incluem buscas baseadas no reconhecimento de imagens. “Acho que é uma área onde continuaremos investindo”.

Buscas móveis, ao mesmo tempo, também avançam conforme os navegadores para smartphones como iPhone, Android e Palm Pre têm se sofisticado, disse ele. “Celulares ainda oferecem oportunidade de informar a localização do usuário e mais detalhes do que eles estão querendo fazer”, afirmou o executivo.


Paul Krill, do InfoWorld, dos EUA
IDG Now!, 13/08/09

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Dicas simples para aumentar a audiência de sites e blogs

Especialista em mecanismos de busca dá sugestões rápidas e fáceis para elevar o número de visitantes das páginas na internet

O sonho de todo blogueiro ou editor de um site é impulsionar sua audiência. Para alcançar o objetivo, é preciso seguir alguns passos. O primeiro deles, claro, é ter um bom conteúdo. Mas só isso não basta.

Segundo o diretor de inteligência em mídias da agência de comunicação digital Hello Interactive, Tiago Luz, é fundamental seguir alguns princípios de Search Engine Marketing (SEM), o estudo sobre esse tipo de serviço na rede.

Luz sugere que os blogs e sites sejam simples e objetivos e que o título da página contenha as palavras-chave relacionadas ao seu conteúdo.

Veja mais dicas para você elevar o número de visitantes de seu blog ou site.

1. Evite usar vermelho
O especialista lembra que esta cor está associada a situações ruins, como conta bancária negativa. O ideal é usar verde ou azul, pois estas cores passam a sensação de seguir em frente, diz Luz.

2. Destaque o mais relevante
Neste quesito, o principal alerta é que assunto importante deve estar antes da barra de rolagem do navegador . “Seu serviço principal e seus botões de navegação devem ser vistos facilmente pelo usuário”, diz.

Caso o internauta precise rolar a página para vê-los, provavelmente desistirá.

3. Humanize
O design da página deve ser amigável e atraente. É essencial usar imagens que remetam a situações felizes e evitar formulários longos e cansativos.

“Utilizar a foto de uma pessoa com os braços cruzados não é muito bom, assim como é ruim uma imagem sem cor e sem vida”, afirma Luz. O outro extremo, contudo, não é recomendado. “Você trabalha com sonhos, mas não precisa colocar iates e mulheres de biquíni”, brinca o executivo.

Caso queira levar o visitante a preencher algum questionário, dê um atrativo. “Ele tem que acreditar que vai acontecer algo interessante. Não deixe parecer uma interface de programador, sem imagens”, sugere o diretor.

4. Ajude os buscadores
Se você quiser que seu site seja encontrado na rede, é preciso aparecer bem nos mecanismos de busca. Por isso, atente para algumas dicas básicas de utilização do Search Engine Optimization (SEO).

O título da página deve conter as palavras-chave relacionadas ao seu site. Use negrito no texto". Caso ainda esteja limitado a otimizações básicas, o especialista recomenda que o usuário leia mais sobre o assunto em sites confiáveis e fóruns de discussão.

E, se você quiser transformar seu espaço na internet em um negócio lucrativo, “vale a pena pagar uma consultoria para ir além dos conceitos básicos” de otimização de sites, aconselha Luz.

5. Deixe comentar
Os comentários com a opinião de leitores convencem mais do que uma propaganda na TV, na opinião de Luz. “Esse recurso traz credibilidade”, diz ele.

Outra dica é “não moderar os comentários, por mais que isso possa gerar problemas”. Quando houver algum incidente , a questão deve ser resolvida ali mesmo, abertamente. Se o dono do site exigir o preenchimento de um cadastro para a liberação de comentários, o material deve ser sucinto, como a solicitação de um e-mail, recomenda Luz.

6. Links patrocinados
É sempre benéfico saber o que os concorrentes estão fazendo e anunciar um diferencial. Aderir aos links pagos em buscadores é uma ótima opção. Luz alerta para ressaltar descontos e fretes grátis, caso existam, no caso da divulgação de um produto.

E atenção: o link incluso na busca deve enviar o internauta direto para a categoria buscada por ele, e não para a página inicial do site.

7. Esteja nas redes sociais
O perfil da página no Twitter deve ter informações úteis e serviços ao usuário. “Depois de alguns meses, você cria credibilidade e, com estas informações, você pode colocar links para o site”, sugere Luz. “Se fizer isso de cara, o visitante cai fora, pois pensa se tratar de propaganda.”

Redes sociais como o Orkut devem ser usadas como meio para saber o que as pessoas falam sobre o site, sejam comentários bons ou ruins.

8. Atualize, atualize e atualize
A lógica é simples, mas muitas vezes esquecida. “Por que a pessoa volta a um site? Porque há algo novo que gostaria de ver lá”, resume Luz.

E o conselho se estende ao visual da página. “Gosto muito de sites que a cada seis meses modificam algum aspecto do espaço. As páginas devem estar sempre em construção”, diz.


Lygia de Luca
DG Now!, 11/08/09

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Banco Santander anuncia que não apoiará mais time de vôlei

O Banco Santander informou em comunicado nesta quarta-feira que não patrocinará mais a equipe de vôlei masculino de São Bernardo do Campo (SP), encerrando uma parceria de 25 anos, quando o banco ainda se chamava Banespa.

Segundo o banco, seus investimentos no esporte serão restritos à F-1 e ao futebol --patrocínio à Taça Libertadores. Mas o apoio ao time de vôlei será cumprido até o fim do contrato, em dezembro de 2010.

Com isso, o time paulista, que para esta temporada contratou o oposto Dante e manteve o líbero Escadinha, ambos da seleção brasileira, passará a se chamar Brasil Vôlei Clube.


Folha Online, 12/08/09

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Remessas para América Latina vão cair 11% neste ano, diz BID

As remessas de dinheiro enviadas à América Latina registrarão queda de 11% este ano devido à crise econômica mundial, o que afetará quatro milhões de habitantes da região, afirmou nesta quarta-feira o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento).

De acordo com estudo do BID e do centro de análises Diálogo Interamericano, a América Latina deve receber este ano US$ 62 bilhões em remessas, especialmente de Estados Unidos, Espanha e Japão, países que foram duramente atingidos pela crise, indicou um comunicado do banco.

Em 2008, a região recebeu US$ 69,2 bilhões em remessas, segundo dados do BID.

Este ano será a primeira vez que as remessas diminuirão, depois de uma década de contínuo crescimento.

A quantia de remessas esperada para este ano é similar a de 2006, indicou o BID.

As estimativas do BID são muito mais pessimistas do que a de outros órgãos multilaterais. O Banco Mundial destacou em julho que previa uma redução de 6,9% nas remessas que a América Latina recebe, enquanto o Sela (Sistema Econômico Latino-Americano) calculou queda de 7% em maio.

O BID advertiu que o país mais afetado pela queda neste ano será o México, que é o maior receptor de remessas da região, com captação de um terço delas.

"A crise claramente está limitando a capacidade dos emigrantes para enviar dinheiro a seu país de origem", destacou o presidente do banco, Luis Alberto Moreno.

"No entanto, as remessas caíram menos do que outros fluxos financeiros privados à região, pois os emigrantes continuam fazendo sacrifícios para ajudar suas famílias", destacou.

A queda das remessas, que caíram 15% no segundo trimestre de 2009, se tornou mais evidente no México e no Caribe, mas foi mais contida na América Central, a região andina e o Cone Sul, indicou o BID.

Isto significa um alívio para países centro-americanos, onde as remessas representam uma boa parte do PIB.

As remessas enviadas dos EUA este ano chegarão a US$ 42,3 bilhões, para uma contração de 11%, enquanto que da Europa serão US$ 9 bilhões, uma redução mais pronunciada, de 14%.

O envio de dinheiro de outras partes do mundo será de US$ 10,4 bilhões, uma queda de 4,5% em relação ao ano passado.


France Presse, em Washington
Folha Online, 12/08/09

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Ministério da Cultura propõe novo fundo do livro

No momento em que o número de livros vendidos ao consumidor chega ao auge nesta década, o setor editorial pressiona o governo para tentar reduzir o impacto da criação de um fundo setorial sobre o faturamento das empresas.



Estudo anual da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, da USP), divulgado nesta terça-feira (11), aponta que o número de exemplares vendidos ao mercado chegou a 211,5 milhões em 2008, superando os 200,7 milhões de 2000. De lá para cá, as vendas ao consumidor registraram grande queda até 2003, seguida de recuperação.

Esse foi só um dos resultados positivos da pesquisa, encomendada pelo Snel (Sindicato Nacional dos Editores de Livros) e pela CBL (Câmara Brasileira do Livro). O estudo mostra que houve evolução positiva em todos os segmentos. Os números, porém, referem-se a 2008, quando ainda não se podia medir o impacto da crise global sobre o setor editorial.

E é com base nesse último argumento que o setor questiona a volta à tona, há dois meses, de um assunto que estava em aberto desde 2004: a destinação de 1% da receita de editores, distribuidores e livreiros para o Fundo Pró-Leitura, idealizado para financiar programas de incentivo à leitura.

Em teoria, o setor deveria contribuir já a partir daquele momento, quando o governo isentou a cadeia do livro das contribuições federais PIS/Pasep e Cofins --a carga fiscal variava de 3,65% a 9,25%.

Mas o governo nunca chegou a dar formato ao fundo e as empresas passaram os últimos quatro anos e meio sem contribuir. O setor nesse meio tempo criou o Instituto Pró-Livro, com ações para fomentar a leitura a partir de contribuições voluntárias, que não chegam perto do 1% de sua receita.

Queda nos preços
O Snel afirma que a cobrança, neste momento, pode fragilizar o setor e levar a um aumento dos preços. Cita como argumento um dos resultados da pesquisa Fipe, segundo o qual o preço médio do livro (praticado pelas editoras às distribuidoras e livrarias) para o mercado variou de R$ 12,68 em 2004 para R$ 9,29 em 2008, descontando a inflação.

"A desoneração deu um respiro ao mercado em 2004", diz Sônia Jardim, vice-presidente da editora Record e presidente do Snel, que cita o aumento do mercado do livro de bolso, mais barato, como uma das consequências. "Até o governo se beneficiou, porque pode pagar preços ainda mais baixos aos editores. Essa taxa causará um impacto sobre o preço do livro."

Fabiano Santos, diretor de Livro, Leitura e Literatura no Ministério da Cultura, afirma que não é um novo imposto. "Foi um compromisso social assumido pelo setor em 2004. Não adianta ter um mercado voltado a apenas 17% da população, que compra os livros. O fundo é necessário para fomentar a leitura", diz.

Santos afirma também que o preço médio do livro "ainda é muito alto para as classes C, D e E". No mês passado, o próprio presidente Lula entrou na briga. Afirmou, na cerimônia de lançamento do Vale Cultura, que o fim dos impostos não levou à queda dos preços.

Atualmente está em discussão no governo uma minuta de projeto de lei para instituir o Fundo Pró-Leitura.

O Snel argumenta que a criação de uma alíquota de 1% para cada um dos setores (editoras, distribuidoras e livrarias) cria um efeito cascata. Também reclama da falta de equilíbrio na gestão do fundo, que deveria ser paritário entre governo e sociedade civil. Para o Snel, a constituição do Comitê de Gestão do Fundo não é equilibrada e pode acabar sendo gerida pelo próprio Ministério da Cultura.

O economista Fábio Sá Earp, um dos maiores especialistas na área, foi contratado pelo Snel para calcular o impacto que a contribuição de 1% geraria. Ele não adianta cifras, mas aponta cálculos preliminares indicando que a queda média de preço, excluindo vendas ao governo, foi em 2005 de 8,3% (valores absolutos), como efeito da desoneração. Seu estudo deve ser utilizado na audiência que o ministro Juca Ferreira (Cultura) tem agendada na terça com as entidades.

A pesquisa Fipe identifica o que pode ser o surgimento de um novo canal -as igrejas. Essas instituições venderam mais de 3 milhões de exemplares, 1,43% do mercado. O porta a porta já responde por mais de 13% das vendas, contra 70% das livrarias e distribuidoras.


Marcos Strecker e Raquel Cozer
Folha de S.Paulo, 12/08/09

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Daniel Radcliffe faz doação a entidade que ajuda gays suicidas

O ator Daniel Radcliffe
Foto Arquivo


O ator Daniel Radcliffe, intérprete do bruxinho Harry Potter no cinema, está apoiando uma instituição que oferece ajuda aos jovens gays que pensam em cometer suicídio. Ele fez uma grande doação - cuja quantia não foi divulgada - ao Projeto Trevor, que mantém uma linha telefônica 24 horas por dia para oferecer apoio aos gays, lésbicas, bissexuais e transexuais que estejam pensando em suicídio.

Em entrevista à revista Attitude, Radcliffe disse que não suporta a homofobia e que ele espera que sua doação possa dar mais visibilidade ao projeto. "Estou muito feliz em ajudar o Projeto Trevor, que salva muitas vidas. É extremamente doloroso pensar que, em 2009, o suicídio está entre as três principais causas de morte entre os jovens. Pior ainda é considerar que o suicídio entre gays é quatro vezes maior que entre heterossexuais. É muito importante que os jovens entendam que não estão sozinhos", disse o ator.

O Projeto Trevor foi idealizado pelos criadores do filme Trevor, que ganhou um Oscar em 1994 e conta a história de um garoto homossexual de 13 anos que tenta se matar depois que seus amigos o rejeitam por causa da sua orientação sexual. O chefe–executivo da instituição, Charles Robbins, agradeceu o gesto de Daniel Radcliffe. "Ele está dando um exemplo a milhões de jovens de todo o mundo abraçando a diversidade e demonstrando que ele se preocupa com o bem–estar da juventude GLBT", disse Robbins.


Veja Online, 12/08/09

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terça-feira, 11 de agosto de 2009

Para brasileiros, país carece de 'valores'

Pesquisa para definir tema do estudo do PNUD sobre o Brasil teve 500 mil respostas; estudo falará sobre virtudes como respeito e justiça

Já está definido o assunto do próximo Relatório de Desenvolvimento Humano do Brasil. Após a pesquisa Brasil Ponto a Ponto, que perguntou a cerca de 500 mil brasileiros “O que deve mudar no Brasil para sua vida melhorar de verdade?”, a organização definiu que o tema do estudo será “valores”.

Nas respostas à consulta, educação foi o assunto mais mencionado. Os organizadores da pesquisa, entretanto, consideraram que o tema "valores", por ser mais abrangente, permeia também outras questões levantadas, como a própria educação, violência e corrupção. Valores ficou em quarto lugar na consulta.

Para o coordenador do relatório, Flávio Comim, o surgimento do assunto valores é surpreendente e só foi possível porque a consulta tinha uma pergunta aberta. Segundo ele, é a primeira vez que uma pesquisa desse tipo é feita com questão aberta, que permite que as pessoas escrevam a resposta que quiserem. A iniciativa é inédita — em nenhum outro lugar do mundo, o tema do relatório nacional feito pelo PNUD foi decidido dessa forma.

“As respostas abertas permitiram que as pessoas falassem o que quisessem. Não só o que deveria mudar para suas vidas mudarem, mas também os comos e os porquês daquilo”, salienta Comim.“Nas respostas, você vai encontrar problemas relacionados a saúde, educação, emprego. As novidades foram os comos e porquês. Este é o diferencial.”

Os valores mais citados pelos participantes da consulta foram respeito, justiça, paz, ausência de preconceito, humanidade, amor, honestidade, valor espiritual, responsabilidade e consciência. Para o coordenador do relatório, isso “nos leva a um conceito novo de valores de vida: nem só morais ou éticos, nem só financeiros, são os valores praticados no dia-a-dia.”

Dentre os 500 mil que contribuíram com o projeto Brasil Ponto a Ponto estão moradores dos maiores municípios brasileiros e dos dez com menor IDH, estudantes dos ensinos fundamental e médio, além de pessoas que deixaram sua resposta registrada no site da campanha, dos clientes das empresas TIM (telefonia) e Natura (cosméticos) e de quem se manifestou pelos sites dos canais de televisão MTV (cabo) e Globo. As empresas parceiras foram as responsáveis pelo grande número de participações obtido pela consulta, diz Comim. A organização da Brasil Ponto a Ponto esperava, inicialmente, 50 mil respostas.

Apesar de a consulta ter alcançado grupos bem diversos, Comim conta que os principais pontos levantados foram basicamente os mesmos. Nos primeiros lugares das questões mais objetivas (os pontos compreendidos pelo PNUD como “valores” vieram muitas vezes acompanhados de outras questões) estão educação e violência. Esses dois temas terão destaque no relatório. Comim conta que boa parte do que apareceu em relação à educação não foi uma demanda por mais conteúdo nas escolas, mas uma carência de que o espaço escolar também transmita valores aos alunos.

Sobre a violência, o que mais apareceu foram reclamações sobre a violência contra a pessoa — agressões, violência doméstica — em detrimento da violência contra a propriedade, como roubos e furtos. A conclusão que se tira disso, para Comim, é de que “o problema é muito maior. Significa que a sociedade resolve seus conflitos de forma violenta.”

Terminada a pesquisa, que parou de receber contribuições em 15 de abril e teve os dados computados até meados de junho, o desafio agora é materializar o tema “valores”. O relatório deve ser publicado até o início de 2010 e seu primeiro caderno abordará a experiência da consulta.

Correção
Ao contrário do que havia sido publicado neste espaço, valores não foi o assunto mais votado na pesquisa Brasil Ponto a Ponto. A organização decidiu usar este tema para o relatório não por ele ter recebido o maior número de menções, mas por entender que, sendo mais abrangente, ele poderia englobar outras questões apontadas na consulta, como educação e violência.

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Mariana Desidério, da PrimaPagina
Pnud, 10/07/09

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