quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Ministério da Cultura propõe novo fundo do livro

No momento em que o número de livros vendidos ao consumidor chega ao auge nesta década, o setor editorial pressiona o governo para tentar reduzir o impacto da criação de um fundo setorial sobre o faturamento das empresas.



Estudo anual da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, da USP), divulgado nesta terça-feira (11), aponta que o número de exemplares vendidos ao mercado chegou a 211,5 milhões em 2008, superando os 200,7 milhões de 2000. De lá para cá, as vendas ao consumidor registraram grande queda até 2003, seguida de recuperação.

Esse foi só um dos resultados positivos da pesquisa, encomendada pelo Snel (Sindicato Nacional dos Editores de Livros) e pela CBL (Câmara Brasileira do Livro). O estudo mostra que houve evolução positiva em todos os segmentos. Os números, porém, referem-se a 2008, quando ainda não se podia medir o impacto da crise global sobre o setor editorial.

E é com base nesse último argumento que o setor questiona a volta à tona, há dois meses, de um assunto que estava em aberto desde 2004: a destinação de 1% da receita de editores, distribuidores e livreiros para o Fundo Pró-Leitura, idealizado para financiar programas de incentivo à leitura.

Em teoria, o setor deveria contribuir já a partir daquele momento, quando o governo isentou a cadeia do livro das contribuições federais PIS/Pasep e Cofins --a carga fiscal variava de 3,65% a 9,25%.

Mas o governo nunca chegou a dar formato ao fundo e as empresas passaram os últimos quatro anos e meio sem contribuir. O setor nesse meio tempo criou o Instituto Pró-Livro, com ações para fomentar a leitura a partir de contribuições voluntárias, que não chegam perto do 1% de sua receita.

Queda nos preços
O Snel afirma que a cobrança, neste momento, pode fragilizar o setor e levar a um aumento dos preços. Cita como argumento um dos resultados da pesquisa Fipe, segundo o qual o preço médio do livro (praticado pelas editoras às distribuidoras e livrarias) para o mercado variou de R$ 12,68 em 2004 para R$ 9,29 em 2008, descontando a inflação.

"A desoneração deu um respiro ao mercado em 2004", diz Sônia Jardim, vice-presidente da editora Record e presidente do Snel, que cita o aumento do mercado do livro de bolso, mais barato, como uma das consequências. "Até o governo se beneficiou, porque pode pagar preços ainda mais baixos aos editores. Essa taxa causará um impacto sobre o preço do livro."

Fabiano Santos, diretor de Livro, Leitura e Literatura no Ministério da Cultura, afirma que não é um novo imposto. "Foi um compromisso social assumido pelo setor em 2004. Não adianta ter um mercado voltado a apenas 17% da população, que compra os livros. O fundo é necessário para fomentar a leitura", diz.

Santos afirma também que o preço médio do livro "ainda é muito alto para as classes C, D e E". No mês passado, o próprio presidente Lula entrou na briga. Afirmou, na cerimônia de lançamento do Vale Cultura, que o fim dos impostos não levou à queda dos preços.

Atualmente está em discussão no governo uma minuta de projeto de lei para instituir o Fundo Pró-Leitura.

O Snel argumenta que a criação de uma alíquota de 1% para cada um dos setores (editoras, distribuidoras e livrarias) cria um efeito cascata. Também reclama da falta de equilíbrio na gestão do fundo, que deveria ser paritário entre governo e sociedade civil. Para o Snel, a constituição do Comitê de Gestão do Fundo não é equilibrada e pode acabar sendo gerida pelo próprio Ministério da Cultura.

O economista Fábio Sá Earp, um dos maiores especialistas na área, foi contratado pelo Snel para calcular o impacto que a contribuição de 1% geraria. Ele não adianta cifras, mas aponta cálculos preliminares indicando que a queda média de preço, excluindo vendas ao governo, foi em 2005 de 8,3% (valores absolutos), como efeito da desoneração. Seu estudo deve ser utilizado na audiência que o ministro Juca Ferreira (Cultura) tem agendada na terça com as entidades.

A pesquisa Fipe identifica o que pode ser o surgimento de um novo canal -as igrejas. Essas instituições venderam mais de 3 milhões de exemplares, 1,43% do mercado. O porta a porta já responde por mais de 13% das vendas, contra 70% das livrarias e distribuidoras.


Marcos Strecker e Raquel Cozer
Folha de S.Paulo, 12/08/09

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Daniel Radcliffe faz doação a entidade que ajuda gays suicidas

O ator Daniel Radcliffe
Foto Arquivo


O ator Daniel Radcliffe, intérprete do bruxinho Harry Potter no cinema, está apoiando uma instituição que oferece ajuda aos jovens gays que pensam em cometer suicídio. Ele fez uma grande doação - cuja quantia não foi divulgada - ao Projeto Trevor, que mantém uma linha telefônica 24 horas por dia para oferecer apoio aos gays, lésbicas, bissexuais e transexuais que estejam pensando em suicídio.

Em entrevista à revista Attitude, Radcliffe disse que não suporta a homofobia e que ele espera que sua doação possa dar mais visibilidade ao projeto. "Estou muito feliz em ajudar o Projeto Trevor, que salva muitas vidas. É extremamente doloroso pensar que, em 2009, o suicídio está entre as três principais causas de morte entre os jovens. Pior ainda é considerar que o suicídio entre gays é quatro vezes maior que entre heterossexuais. É muito importante que os jovens entendam que não estão sozinhos", disse o ator.

O Projeto Trevor foi idealizado pelos criadores do filme Trevor, que ganhou um Oscar em 1994 e conta a história de um garoto homossexual de 13 anos que tenta se matar depois que seus amigos o rejeitam por causa da sua orientação sexual. O chefe–executivo da instituição, Charles Robbins, agradeceu o gesto de Daniel Radcliffe. "Ele está dando um exemplo a milhões de jovens de todo o mundo abraçando a diversidade e demonstrando que ele se preocupa com o bem–estar da juventude GLBT", disse Robbins.


Veja Online, 12/08/09

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terça-feira, 11 de agosto de 2009

Para brasileiros, país carece de 'valores'

Pesquisa para definir tema do estudo do PNUD sobre o Brasil teve 500 mil respostas; estudo falará sobre virtudes como respeito e justiça

Já está definido o assunto do próximo Relatório de Desenvolvimento Humano do Brasil. Após a pesquisa Brasil Ponto a Ponto, que perguntou a cerca de 500 mil brasileiros “O que deve mudar no Brasil para sua vida melhorar de verdade?”, a organização definiu que o tema do estudo será “valores”.

Nas respostas à consulta, educação foi o assunto mais mencionado. Os organizadores da pesquisa, entretanto, consideraram que o tema "valores", por ser mais abrangente, permeia também outras questões levantadas, como a própria educação, violência e corrupção. Valores ficou em quarto lugar na consulta.

Para o coordenador do relatório, Flávio Comim, o surgimento do assunto valores é surpreendente e só foi possível porque a consulta tinha uma pergunta aberta. Segundo ele, é a primeira vez que uma pesquisa desse tipo é feita com questão aberta, que permite que as pessoas escrevam a resposta que quiserem. A iniciativa é inédita — em nenhum outro lugar do mundo, o tema do relatório nacional feito pelo PNUD foi decidido dessa forma.

“As respostas abertas permitiram que as pessoas falassem o que quisessem. Não só o que deveria mudar para suas vidas mudarem, mas também os comos e os porquês daquilo”, salienta Comim.“Nas respostas, você vai encontrar problemas relacionados a saúde, educação, emprego. As novidades foram os comos e porquês. Este é o diferencial.”

Os valores mais citados pelos participantes da consulta foram respeito, justiça, paz, ausência de preconceito, humanidade, amor, honestidade, valor espiritual, responsabilidade e consciência. Para o coordenador do relatório, isso “nos leva a um conceito novo de valores de vida: nem só morais ou éticos, nem só financeiros, são os valores praticados no dia-a-dia.”

Dentre os 500 mil que contribuíram com o projeto Brasil Ponto a Ponto estão moradores dos maiores municípios brasileiros e dos dez com menor IDH, estudantes dos ensinos fundamental e médio, além de pessoas que deixaram sua resposta registrada no site da campanha, dos clientes das empresas TIM (telefonia) e Natura (cosméticos) e de quem se manifestou pelos sites dos canais de televisão MTV (cabo) e Globo. As empresas parceiras foram as responsáveis pelo grande número de participações obtido pela consulta, diz Comim. A organização da Brasil Ponto a Ponto esperava, inicialmente, 50 mil respostas.

Apesar de a consulta ter alcançado grupos bem diversos, Comim conta que os principais pontos levantados foram basicamente os mesmos. Nos primeiros lugares das questões mais objetivas (os pontos compreendidos pelo PNUD como “valores” vieram muitas vezes acompanhados de outras questões) estão educação e violência. Esses dois temas terão destaque no relatório. Comim conta que boa parte do que apareceu em relação à educação não foi uma demanda por mais conteúdo nas escolas, mas uma carência de que o espaço escolar também transmita valores aos alunos.

Sobre a violência, o que mais apareceu foram reclamações sobre a violência contra a pessoa — agressões, violência doméstica — em detrimento da violência contra a propriedade, como roubos e furtos. A conclusão que se tira disso, para Comim, é de que “o problema é muito maior. Significa que a sociedade resolve seus conflitos de forma violenta.”

Terminada a pesquisa, que parou de receber contribuições em 15 de abril e teve os dados computados até meados de junho, o desafio agora é materializar o tema “valores”. O relatório deve ser publicado até o início de 2010 e seu primeiro caderno abordará a experiência da consulta.

Correção
Ao contrário do que havia sido publicado neste espaço, valores não foi o assunto mais votado na pesquisa Brasil Ponto a Ponto. A organização decidiu usar este tema para o relatório não por ele ter recebido o maior número de menções, mas por entender que, sendo mais abrangente, ele poderia englobar outras questões apontadas na consulta, como educação e violência.

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Mariana Desidério, da PrimaPagina
Pnud, 10/07/09

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domingo, 9 de agosto de 2009

Banidos, cinzeiros de bares e restaurantes de SP vão virar obras de artistas famosos

Cinzeiros de bares e restaurantes de SP que serão transformados em obras de arte

Foto Adriano Vizoni/Folha Imagem

Peças malditas que servem de prova de que por ali passaram fumantes e que podem render multas pela lei antifumo, os cinzeiros de restaurantes badalados como Fasano, Ecco, Dressing, A Figueira Rubaiyat e D.O.M. saíram do lixo e foram parar nas mãos de artistas plásticos, fotógrafos e até estilistas, que querem transformá-los em obras de arte de antiquários.

Saiba quais as restrições e as punições da lei antifumo

Doados também por bares como o Sonique, os cinzeiros serão vendidos, e o dinheiro arrecadado será revertido à Fundação do Câncer, diz a agência de publicidade Loducca, mentora do projeto.

Batizado de "Era uma vez um cinzeiro", o projeto caiu nos ateliês de Vik Muniz, Alexandre Herchcovitch e Bob Wolfenson, entre uma dúzia de outros artistas.

Os cinzeiros começaram a ser recolhidos na sexta, dia em que a lei antifumo entrou em vigor, e devem ser enviados aos artistas nesta semana.

Querido nas altas rodas de Nova York, onde mora há mais de 20 anos, o artista plástico Vik Muniz, que até há pouco estava com uma exposição no Masp, fará uma obra com os cinzeiros doados pelo restaurante Fasano. Ela ficará exposta e à venda no local.

Outro famoso, o fotógrafo Bob Wolfenson diz que nunca ligou para o cigarro dos outros, mas que o fumo o incomodava nos bares.


Folha de S.Paulo, 11/08/09

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Nova Lei Rouanet vai exigir retorno

A nova Lei Rouanet exigirá que projetos com potencial comercial revertam parte da receita a um fundo cultural ou reduzam o preço do ingresso ou do produto produzido.

Em entrevista à Folha, o secretário-executivo do Ministério da Cultura, Alfredo Manevy, adiantou que essa será uma das principais alterações no projeto de lei da nova Rouanet, que deve ser enviado ao Congresso em agosto. Hoje, não há diferenciação entre projetos comerciais e os demais.

Pela primeira opção, os grandes projetos que pedirem recursos da Lei Rouanet terão de destinar parte de sua receita para o FNC (Fundo Nacional da Cultura). O fundo, gerido pelo MinC, apoiará projetos "experimentais e inovadores", segundo Manevy.

O valor que o artista terá de retornar ao ministério vai depender de quanto pediu inicialmente. A regra será: o percentual de verba pública que entrar em um espetáculo será o mesmo percentual a ser retirado da receita da bilheteria.

Um exemplo hipotético: o artista propõe um espetáculo que custe R$ 1 milhão e pede R$ 500 mil pela Lei Rouanet-- ou seja, 50%. Se a receita de bilheteria desse artista alcançar R$ 2 milhões, ele destinará R$ 1 milhão ao fundo (50%).

Caso o projeto tenha receita menor, a proporção também será seguida. Porém, se houver prejuízo, o artista não precisará "restituir" o valor ao FNC.

"Hoje o dinheiro é a fundo perdido. A diferença é que agora teremos, em determinados projetos, uma possibilidade de retorno", disse Manevy.

A ideia é que o produtor proponha uma parceria com o ministério. "Ele terá liberdade para escolher quanto dinheiro, mas o projeto será avaliado economicamente", alegou.

Ingressos mais baratos
Caso o artista opte pela segunda possibilidade, terá de baixar o valor do ingresso do espetáculo ou do produto que produziu. O percentual será determinado após avaliação econômica do projeto, feita caso a caso, segundo o MinC.

Pelo novo texto, tanto nos projetos com potencial comercial quanto nos demais, o preço do ingresso deverá ficar abaixo do cobrado sem verba pública.

A proposta do ministério não estabelece regras que definam "projetos com potencial de retorno comercial". Segundo Manevy, será feita apenas uma análise econômica. "Não é uma fórmula", disse, após citar como exemplo de projeto comercial "o filme do Daniel Filho, que é comédia romântica" ("Se Eu Fosse Você 2", com uma das melhores bilheterias da história do cinema brasileiro).

Manevy ressaltou que projetos com retorno comercial não necessariamente envolvem artistas renomados. "Bom lembrar que um artista famoso pode fazer uma peça difícil e experimental, como no teatro."

A Rouanet é hoje o principal mecanismo de financiamento da cultura no país. A maior parte do montante de quase R$ 1 bilhão movimentado pela lei vem de renúncia fiscal --as empresas patrocinam projetos e abatem do Imposto de Renda parte ou a totalidade do valor.

Para o governo, as alterações propostas tornarão o Fundo Nacional de Cultura mais forte, e a renúncia fiscal poderá deixar de ser a fonte principal.


Larissa Guimarães
Folha Online, 08/08/09

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Espanha doará à Etiópia U$ 7 milhões para nutrição infantil

A Espanha doará à Etiópia US$ 7 milhões em ajuda para financiar projetos de nutrição infantil e segurança alimentar no país, informou neste sábado a agência estatal de notícias etíope, ENA.

Segundo o veículo, os projetos serão gerenciados pela UNICEF e pelo Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas.

A ONU (Organização das Nações Unidas) calcula que 6,2 milhões de etíopes poderiam precisar de ajuda alimentícia de emergência neste ano devido à escassez de chuvas em algumas regiões do empobrecido país.

No ano passado, 4,9 milhões de cidadãos necessitaram de ajuda emergencial para comer. A UNICEF fala em 62 mil crianças etíopes severamente desnutridas em 2009 e diz que esse número pode aumentar.

Nesta semana, a França já havia doado 500 mil euros para tratar de 10 mil crianças.


da Reuters
Folha Online, 08/08/09

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sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Globo lança campanha do Criança Esperança

Filmes criados pela CGCom trazem atores-mirins da emissora e entram no ar na sexta-feira, 7

Um dos projetos sociais de maior visibilidade apoiados pela Rede Globo, o Criança Esperança começa a ser divulgado na tela da emissora a partir da sexta-feira, 7, com campanha criada pela Central Globo de Comunicação (CGCom). Os filmes que divulgam a ação, feita em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), são estrelados por atores-mirins do elenco global: Isabelle Drummond e Davi Lucas (ambos atualmente na novela Caras & Bocas) e Cadu Paschoal (de Caminho das Índias). Cada comercial aborda um tema diferente: inclusão digital, esportes e cultura. No dia primeiro de agosto também começou a fase de seleção dos projetos que vão ser contemplados pela campanha de 2009 - eles podem ser inscritos no site Criança Esperança.

A ação de 2008 arrecadou R$ 13 milhões e contemplou 73 projetos que estão recebendo ajuda no decorrer deste ano. Em 23 anos de Criança Esperança, já foram coletados R$ 204 milhões e apoiados mais de 5 mil projetos. Quatro milhões de crianças, adolescentes e jovens foram beneficiados.


Paula Ganem
Meio & Mensagem Online, 06/08/09

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Caixa lança linha de crédito para microempreendedor

A Caixa Econômica Federal lançou uma linha de crédito para os trabalhadores autônomos que se inscreverem no programa de formalização do micro empreendedor individual

Cerca de 170 atividades foram classificadas até agora como de empreendedor individual. Entre elas, açougueiro, adestrador de animais, alfaiate, serralheiro, soldador, sorveteiro ambulante, tapeceiro, tatuador, taxista, tecelão e torneiro mecânico.

O programa já está disponível para trabalhadores de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Distrito Federal. O cronograma de implantação nos outros Estados ainda não foi divulgado pelo governo.

Crédito e juros
De acordo com o banco, esses clientes terão acesso a serviços como conta-corrente, cheque empresa Caixa (juro de 2,87% a.m), GiroCaixa Fácil (juro de 2,64% a.m) e cartão de crédito empresarial bandeira Visa.

Haverá um limite de crédito de até R$ 1.600,00 por cliente, de acordo com suas necessidades e capacidade de pagamento.

Está prevista também a concessão benefícios como isenção de tarifas e anuidade por 12 meses.

Programa
O trabalhador informal que aderir ao programa do micro empreendedor individual irá pagar uma contribuição mensal única, que varia de R$ 52,15 a R$ 57,15, de acordo com a sua área de atuação.

Em troca, poderá tirar um CNPJ e terá direito aos seguintes benefícios do INSS: salário-maternidade, auxílio-doença, aposentadoria por idade, aposentadoria por invalidez e sua família fica protegida com pensão por morte e auxílio-reclusão.

Podem fazer parte do programa os profissionais com renda mensal de até R$ 3.000 (R$ 36 mil por ano). A expectativa do governo é atrair também profissionais como feirantes, camelôs, vendedores ambulantes, manicures, cabeleireiros e eletricistas.

Como fazer
O processo de formalização é gratuito e pode ser feito somente pela internet, no Portal do Empreendedor.

No site, o empresário individual obterá, no ato da formalização, o seu CNPJ, seu cadastro na Junta Comercial e sua inscrição no INSS.

Não podem optar pelo programa os profissionais que possuem mais de uma empresa. Outra limitação é que o trabalhador pode ter, no máximo, um empregado contratado.


Eduardo Cucolo
Folha Online, 06/08/09

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Computação em nuvem e redes sociais podem mudar atendimento

Para presidente da Salesforce, integração entre as duas ferramentas permitem que empresas tenham chances de melhorar relacionamento com cliente

A computação em nuvem, os modelos avançados de comunicação e a interação nas redes sociais podem transformar a forma como as companhias se relacionam com seus clientes e parceiros de negócio. Essa é a avaliação de Frank van Veenendaal, presidente e diretor mundial de vendas da Salesforce, fornecedora de software como serviço em infraestruturas de computação em nuvem.

O executivo acaba defendendo seu próprio peixe com a declaração, mas suas teorias são capazes de levar à reflexão. Segundo Veenendaal, as redes sociais e a infraestrutura em nuvem possuem arquiteturas flexíveis que podem trabalhar de forma integrada, com acesso a todos os funcionários de uma organização.

“Com essa facilidade, por que não ir além da central de atendimento e transformar os profissionais especialistas de diversas áreas em extensão da equipe de atendimento?", questiona Veenendaal. "A companhia ganha em qualidade e em habilidade de relacionamento”, afirma.

Entre as redes sociais que existem hoje, o executivo defende o Twitter, sobretudo por ser uma ferramenta que nasceu nas relações pessoais e migrou para o mundo corporativo com eficiência. “O Twitter já é responsável por fortalecer ecossistemas de parcerias entre empresas, uma vez que estabelece um meio ágil de comunicação integrada a plataformas de colaboração”, afirma.

Veenendaal aposta ainda no fortalecimento da plataforma de cloud computing. Na opinião do executivo, este será o modelo de infraestrutura dominante ainda na próxima década. O executivo afirmou também que as empresas com um grande parque computacional instalado pode proteger o investimento por meio da criação de nuvens privadas, caminho que deve ser tomado pela área financeira, a exemplo do setor bancário brasileiro.


Rodrigo Afonso
Computerworld, 06/08/09

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quinta-feira, 6 de agosto de 2009

BNDES libera R$ 1 bilhão para socorrer faculdades

O governo federal irá oferecer uma linha de financiamento para instituições de ensino superior públicas e privadas com juros e prazos de pagamento menores do que os praticados no mercado.



A linha de financiamento do BNDES terá duração de cinco anos e disponibilizará R$ 1 bilhão --cerca de 40% do orçamento da USP. Os recursos poderão ser usados para gastos em infraestrutura, compra de equipamentos, qualificação de professores, capital de giro (custeio), fusões e aquisições e até pagamento de dívidas.

O lobby do setor de ensino superior para obter um programa de financiamento começou em fevereiro, com o argumento de que o governo precisava ajudar as instituições para diminuir os efeitos da crise econômica. Na época, porém, o banco sinalizou que os financiamentos iriam visar investimento (ampliações e aquisição de equipamentos, por exemplo), e não socorro financeiro.

"Na primeira rodada de discussões que nós tivemos, o BNDES queria ter a segurança de que a qualidade ia ser fiscalizada. Quando sentiu que o MEC expôs e apresentou seus critérios, houve uma disposição maior de discutir alguns itens, inclusive esse do capital de giro", afirmou a secretária de Educação Superior do MEC, Maria Paula Dallari Bucci.

No caso da reestruturação financeira, as instituições terão seis anos para devolver o dinheiro, com carência de um ano. Para os demais gastos, o prazo é de dez anos, com carência de dois. A carência e o prazo são os pontos altos do acordo, segundo Gabriel Mário Rodrigues, presidente da Abmes (Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior).

A taxa cobrada será a TJLP (taxa de juros de longo prazo), de 6% ao ano, acrescida de outra taxa, dependendo do tipo de empréstimo. Além disso, um percentual menor será cobrado pelo banco que intermediar o financiamento. Nas operações de empréstimo para capital de giro, os juros médios anuais cobrados pelos bancos em junho estavam em 31,8%, segundo dados do Banco Central.

Para Hermes Figueiredo, presidente do Semesp (sindicato das faculdades particulares de SP), a medida "veio em boa hora". Segundo ele, a medida tem a vantagem de incluir o capital de giro. Ele diz, contudo, que o prazo de 72 meses para a implantação de projetos de reestruturação financeira não é suficiente. "Temos a inadimplência, que é um problema crônico", afirma.

Podem pedir o financiamento instituições públicas e particulares. Para se habilitarem, elas terão que cumprir alguns requisitos de qualidade.

Entre as exigências, está a de que ao menos 70% dos cursos tenham conceito igual ou maior do que 3 nas avaliações do MEC, em escala de 1 a 5. O próprio MEC considera de qualidade insuficiente cursos com notas 1 e 2. Cada pedido, antes de chegar ao BNDES, terá de ser aprovado antes pelo MEC.

Segundo Maria Paula, do MEC, o financiamento tem o objetivo de dar apoio para que instituições que têm tido bons resultados façam uma expansão com qualidade.

Embora o Brasil seja um dos países com menos jovens na universidade, o ritmo de crescimento das matrículas vem caindo. Em 2005, quando foi criado o ProUni, o setor havia crescido 14,8%. De 2006 para 2007, a taxa foi de 7,5%.


Angela Pinho
Folha Online, 06/08/09

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Humanitarian Lion e os CEOs

O Humanitarian Lion (que já foi post aqui) continua na luta pra conseguir convencer a organização do evento mais importante da propaganda mundial a criar um prêmio exclusivo para celebrar grandes idéias criadas para o terceiro setor.


Dessa vez criaram emails específicos para CEOs de empresas que costumam frequentar os palcos do festival: Burguer King, McDonald’s, Pepsi, Coca-Cola e Apple. A idéia é que o email vá passando de pessoa pra pessoa, email por email e quem sabe desse jeito a mensagem chegue as pessoas que podem brigar pelo Humanitarian Lion no próximo festival de Cannes.

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Bradesco dará nome a teatro em São Paulo

Instituição financeira patrocinará espaço cultural no Shopping Bourbon; espaço deverá começar a funcionar a partir de setembro

O Bradesco dará um importante passo para associar a sua marca à área da cultura. O banco irá inaugurar, em São Paulo, o Teatro Bradesco, espaço cultural com capacidade para 1.400 lugares, que se somará às demais opções de entretenimento da cidade, ao mesmo tempo em que expõe a marca da instituição financeira em seu ambiente interior.

A assessoria de imprensa do banco confirmou o projeto do teatro, que ocupará uma sala do Bourbon Shooping, localizado na Zona Oeste de São Paulo. O investimento dará ao Bradesco o direito de naming rights, fazendo com que sua marca nomeie o espaço cultural.

A previsão é de que a inauguração oficial do teatro aconteça no mês de setembro. Os detalhes a respeito da negociação e dos investimentos movimentados com o projeto serão revelados na próxima terça-feira, 11, quando o banco realizará uma coletiva de imprensa, em São Paulo. O encontro com os jornalistas acontecerá no próprio espaço do futuro Teatro Bradesco.

Ainda de acordo com informações fornecidas pela assessoria de imprensa do banco, a estrutura do teatro já está montada e a ambientação da marca e do conceito do Bradesco dentro do espaço já começou a ser realizada. De acordo com as informações, ainda não foi definida como será a participação da Neogama/BBH - agência detentora da conta publicitária do banco - no projeto.


Bárbara Sacchitiello
Meio & Mensagem Online, 05/08/09

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Multas podem render R$ 1 bilhão a fundo

Diego Faleck, atual presidente do FDD: "Estão falando que ficamos ricos"
Foto Ruy Baron / Valor


Parte da multa de R$ 352 milhões sobre a AmBev pode ser utilizada para melhorar o Vale dos Dinossauros no interior da Paraíba. Já os R$ 295 milhões cobrados da Oi e da Brasil Telecom podem ser destinados a aulas de judô e educação ambiental na favela da Rocinha. E os R$ 301 milhões cobrados da Claro podem servir para a recuperação de línguas indígenas.

Essas foram as maiores multas já cobradas de empresas por prejuízos à concorrência e aos consumidores e todas deverão ser revertidas para um caixa público conhecido como Fundo de Direitos Difusos (FDD). Esse fundo administra verbas de até R$ 300 mil por projeto nas áreas de meio ambiente, defesa do consumidor e melhorias do patrimônio histórico.

O FDD sempre foi considerado um "fundinho". Para este ano, ele liberou pouco mais de R$ 8 milhões. O dinheiro que vai para projetos como restauração de igrejas, equipamentos para Procons e cartilhas de defesa dos consumidores, é tão insignificante que, ao contrário de outros conselhos interministeriais de governo, jamais ministros de Estado participaram de suas reuniões. Eles sempre indicam representantes para os encontros, que se realizam nas últimas quintas-feiras de cada mês, no Palácio da Justiça, em Brasília. Em duas semanas, no entanto, a expectativa de novas verbas para o FDD aumentou brutalmente. Com três multas na casa dos
R$ 300 milhões aplicadas a três grandes empresas, os conselheiros podem chegar a administrar mais de R$ 1 bilhão ano que vem. "Estão falando que ficamos ricos", disse o presidente do Conselho Federal do FDD, Diego Faleck.

O FDD é composto por dez conselheiros. São representantes dos ministérios da Cultura, do Meio Ambiente, da Saúde, da Fazenda, do Cade, do Ministério Público Federal, de três ONGs (Idec, Brasilcon, Instituto O Direito Por um Planeta Verde) e da Secretaria de Direito Econômico (SDE) do Ministério da Justiça, que ocupa a presidência do conselho gestor. Em 2003, o cargo de presidente do FDD, que tradicionalmente era ocupado pelo secretário de Direito Econômico, foi transferido pelo então ocupante do cargo, Daniel Goldberg, para o seu chefe de gabinete. Na época, o atual presidente do Cade, Arthur Badin, ocupava a chefia de gabinete e passou a presidir o conselho do FDD. Hoje, Diego Faleck ocupa a chefia de gabinete da secretária Mariana Tavares e, por isso, foi designado para comandar o fundo.

Faleck explicou que os projetos são aprovados de acordo com a relevância do tema, a eficácia (se o projeto pode cumprir os objetivos que propõe), a eficiência (se pode ser concluído com os recursos destinados) e a sustentabilidade (se terá efeitos a médio e longo prazo). Como o número de projetos aumentou muito nos últimos anos, chegando a 3,6 mil propostas em 2007, o FDD passou a adotar uma estratégia seletiva. Os conselheiros elegem temas anuais para focar boa parte dos investimentos. Isso reduziu o alto número de propostas e facilitou as votações no conselho. "Nós não queremos nos firmar como um órgão que dá o dinheiro, mas como o que faz política pública de financiamento", disse Faleck.

A soma das três multas aplicadas à Ambev, à Oi/Brasil Telecom e à Claro é maior do que o orçamento de muitos ministérios. São exatos R$ 949.640.518,58. O valor significa um aporte considerável. Neste ano, o Fundo teve R$ 8 milhões para destinar a "projetos de interesse difuso" e a meta foi investir na segurança em museus. Para o próximo ano, o FDD elegeu como meta o investimento em projetos de proteção ao ambiente. Até aqui, já foi aprovada a destinação de
R$ 10 milhões para 75 projetos. Desses, 30 são relacionados à preservação ambiental e outros 22 vão para atendimento ao consumidor.

Se o governo conseguir obter de fato os R$ 949 milhões que estão sendo cobrados das três empresas, isso dará à área ambiental um valor que significa metade do orçamento previsto para a pasta do ministro Carlos Minc. O Ministério do Meio Ambiente espera receber R$ 3,5 bilhões no próximo ano, mas R$ 1,5 bilhão deverá ser contingenciado. Com isso, o ministério tem a expectativa de obter R$ 2 bilhões para o ano que vem.

Apesar dessa expectativa bilionária, o "fundinho" convive com contingenciamentos. No ano passado, foram arrecadados mais de R$ 100 milhões, mas apenas R$ 10 milhões serão efetivamente aplicados. "O dinheiro da multa da AmBev ainda não chegou para nós", admitiu Faleck. "A empresa vai ficar mais pobre, mas nós ainda não ficamos mais ricos."

Para "driblar" o contingenciamento, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) estuda nova proposta de destinar os valores que arrecada de empresas diretamente para projetos específicos. O órgão antitruste é o maior arrecadador do fundo, respondendo por 90% das verbas anuais. Em 2007, por exemplo, o Cade arrecadou R$ 43 milhões da Lafarge e outros R$ 13,7 milhões da Friboi para encerrar investigações de cartel contra essas empresas. O dinheiro foi para o FDD, mas parte dele ficou contingenciado, à disposição da União.

Agora, os conselheiros estudam discutir diretamente com as empresas a destinação do dinheiro. Se essa proposta for aprovada internamente pelo Cade, a empresa que pagar para se livrar de um processo de cartel, poderá indicar projetos específicos para a aplicação do dinheiro. "O ideal é que a empresa apresente uma proposta para fornecer diretamente para projetos que mitiguem os danos causados por ela ao mercado e aos consumidores", afirmou o conselheiro Vinícius Carvalho, representante do Cade no Conselho do FDD. Assim, uma empresa que impôs exclusividade a pontos de venda poderia financiar cursos de treinamento para que eles conheçam as leis de proteção aos consumidores.

Enquanto a proposta não é aprovada internamente no Cade, os projetos continuam seguindo para destinações difusas, como a construção de barragens para preservar pegadas de dinossauros, a recuperação de línguas indígenas e a compra de computadores para Procons no interior do país.


Juliano Basile, de Brasília
Valor Online, 06/08/09

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O eficiente "patinho feio"

Pouco comentado quando se fala em marketing digital, o Search é indispensável em uma boa estratégia de comunicação

É cada vez mais comum entre os anunciantes o enaltecimento do marketing digital para suas marcas. Durante o evento Search Marketing Expo (SMX), que aconteceu nessa última terça-feira, 4, em São Paulo, ficou claro ainda que a maioria das estratégias passa por um marketing de buscas eficiente que, em geral, são fortemente interligados com ações veiculadas nos veículos offline. Segundo pesquisa realizada pela iProspect e citada por Erica Schmidt, diretora global de pesquisa da Isobar, 67% das buscas feitas pela internet são oruindas de impacto causado pela mídia offline.

De acordo com Marcelo Sant'Iago, diretor da MídiaClick, além da mescla necessária entre on e off, é cada vez mais necessário que se atente para a integração dos variados canais online. "Fazer a conexão on com on é essencial para que se consiga trabalhar o Search Marketing de maneira mais interesante e com ainda mais conversão", acredita.

Para se ter uma idéia, apenas nos Estados Unidos, o Search movimentou, em 2008, cerca de US$ 10,5 bilhões e, no Brasil - com base nos dados divulgados pela revista Exame - apenas o Google faturou cerca de US$ 450 milhões com venda de links patrocinados e publicidade no mesmo período.

A força do setor foi confirmada pelos anunciantes presentes no evento. Carlos Alves, head digital marketing do HSBC, contou que cerca de 60% do tráfego registrado no site da instituição são provenientes dos endereços de buscas. "Não dar importância para o search marketing é negar a capacidade de estabelecer um diálogo com o consumidor. Hoje trabalhamos com ferramentas de precisão cirúrgica pelas quais conseguimos definir perfis atitudinais com hábitos de consumo e informações fundamentais para garantir bons investimentos", disse. Já Marcio Orlandi Júnior, gerente sênior de internet da Natura, foi categórico ao afirmar que o retorno sobre investimentos com Search é bastante alto e não à toa são investidos cerca de 10% de toda a verba para digital apenas em links patrocinados. "Também estamos testando internamente a integração das buscas em redes sociais e estamos vendo resultados. Para a Natura é importante estabelecer diversos pontos de contato, já que o relacionamento é a essência do nosso negócio", adiantou Orlandi Júnior, que, inclusive, já colocou a marca de cosméticos no Twitter.


Mariana Ditolvo
eio & Mensagem Online, 05/08/09

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Criação de valor com paixão e gestão financeira

Os gestores realmente têm paixão pela criação de valor? Os decisores conhecem as implicações financeiras de suas decisões? São perguntas feitas por John Percival na primeira parte de sua apresentação

Acadêmico da Wharton School da University of Pennsylvania, uma referência mundial no ensino de Finanças, John R. Percival iniciou o primeiro dia do Special Management Program, organizada pela HSM, sobre finanças estratégicas alertando os presentes para dois desafios: estimular nos executivos a paixão pela criação de valor econômico e integrar a área de finanças a outras áreas da empresa, principalmente a área da estratégia.

O pesquisador conta que, no contato com seus alunos e com executivos de diversos países, observou que tanto as pessoas da área de finanças precisavam entender melhor as questões estratégicas, como o pessoal da estratégia deveria conhecer melhor a parte financeira do processo de elaborar e executar a estratégia.

Ele também assinala que as decisões mais importantes que levam à criação de valor não são tipicamente tomadas pelos executivos financeiros, mas sim pelos de marketing, operações, tecnologia e RH, ainda que haja uma componente financeira nessas decisões. Assim, um dos papéis cruciais dos executivos financeiros é assegurar que os gestores entendam as implicações de suas decisões. Nesse sentido, a integração entre as áreas é fundamental.

Outro papel essencial do executivo financeiro é desenvolver a estratégia financeira que complementa a estratégia de negócios da empresa. A estratégia financeira deve buscar a criação de valor e a redução de riscos simultaneamente, isto é, o equilíbrio entre lucros e riscos, tema que o palestrante abordará durante os dois dias de evento.

Percival salienta que nem crescimento, nem participação de mercado são sinônimos de criação de valor: “Se você não cresce, não cria valor, mas é possível que você cresça e destrua valor”, diz ele, e acrescenta: “Perseguir participação de mercado pode destruir valor”.

A dura realidade: “A concorrência quer garantir que você não crie valor. Você tem de ser muito bom para conseguir isso!”. Desafiando, assim, os gestores financeiros presentes, Percival deu início à fundamentação de seus argumentos por meio da comparação intrigante entre as empresas FedEx e UPS.

Continue acompanhando a cobertura deste evento e conheça detalhes sobre esses casos.


HSM Online, 03/08/2009

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quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Fundação Abrinq e Save the Children firmam parceria histórica

Um acordo para o desenvolvimento de programas e projetos em prol da criança e do adolescente no Brasil. Esse é o objetivo da parceria histórica formada pela Fundação Abrinq a International Save the Children, a maior e mais antiga organização de defesa dos direitos das crianças no mundo.

"A finalidade desta parceria é consolidar esforços conjuntos no sentido de contribuir para a garantia e defesa dos direitos das crianças e dos adolescentes no Brasil. São duas organizações de grande porte que se unem para atuar de maneira decisiva, a fim de transformar a realidade de milhares de crianças brasileiras e recuperar futuros", explica o presidente da Fundação Abrinq, Synésio Batista da Costa.

O acordo que une as duas organizações, irá proporcionar a ampliação da rede de programas de abrangência nacional, o que fará com que o número de crianças e adolescentes atendidos salte dos atuais 250 mil por ano, para aproximadamente 1 milhão daqui a 5 anos, principalmente nas áreas de Educação, Saúde e Proteção Integral.

Ativa desde 1919, com projetos em 120 países e um orçamento anual de US$1,2 bilhão, a Save the Children irá investir na Fundação Abrinq, inicialmente, US$ 5 milhões em modernização, consolidação, infra-estrutura e captação de recursos e, os investimentos em programas e projetos serão ampliados, dos atuais US$ 4,5 milhões ano, para US$ 11 milhões até 2013.

"Esta ação de unir competências e forças entre duas grandes corporações com o objetivo de melhorar a vida das crianças brasileiras é inédita no País e pode ser comparada às megafusões ocorridas recentemente no Brasil e no mundo, em vários setores", finaliza Synésio.


Redação da Rede Gife
Envolverde, 04/08/09
© Copyleft - É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.

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Massachusetts Institute of Technology debate sustentabilidade empresarial em São Paulo

Professor Richard Locke debate papel dos executivos na gestão do tema e o impulso da crise financeira para a adoção de novas práticas

No próximo dia 5, o MIT Sloan Latin American Board e o MIT Sloan Clube do Brasil realizam em São Paulo um encontro com executivos que estudaram nas principais escolas de negócio do mundo. Estará em pauta o papel dos líderes na inclusão da sustentabilidade em sua atuação empresarial, em apresentação realizada pelo professor Richard Locke. Reitor adjunto da Massachusetts Institute of Technology (MIT) Sloan School of Management e pesquisador nas áreas de Empreendedorismo e Sustentabilidade, Locke trará à discussão o resultado de seus estudos do S-Lab - Laboratory for Sustainable Business (Laboratório de Negócios Sustentáveis). O evento, que será realizado no Auditório do MAM às 20h, é apoiado pelo Itaú Unibanco.

Durante o encontro, Locke falará sobre a importância de desenvolver uma visão pragmática e não-convencional do tema na direção das empresas. “A necessária mudança no desenvolvimento sustentável empresarial atenderá tanto ao apelo dos consumidores, mais preocupados com o impacto ambiental e com o comércio justo, quanto ao do corpo gerencial das empresas, que lidam diretamente com as questões do dia a dia. O principal executivo não deve conhecer e entender o tema para ser o único ou principal agente transformador nas instituições, mas para estar atento e saber definir novas estratégias a partir do que acontece na sociedade e nos níveis operacionais”, afirma Locke. “Raramente a adoção de uma atuação responsável deve-se a uma ação do topo para a base”, completa.

Segundo Locke, a crise econômica trouxe uma boa oportunidade de repensar a forma de fazer negócios, uma vez que a economia de custos impulsionará as empresas para o próximo esforço de crescimento. Para ele, os gestores devem pensar em sustentabilidade como um agente para a gestão da qualidade, por meio da qual possam promover práticas empresariais mais eficientes, inovadoras e confiáveis, que diferenciem seus produtos e serviços no mercado.

Atualmente, os estudantes do S-Lab estão desenvolvendo parcerias com empresas e governos em todo o mundo para encontrar soluções relacionadas à sustentabilidade. “A meta é integrar todos as áreas e os conceitos envolvidos com o tema, para eliminar paulatinamente as distâncias entre os vários grupos de interesse, como profissionais do setor de energia, ambientalistas, cientistas políticos, entre outros. Estas áreas estão correlacionadas e devem passar a atuar juntas. O desafio é identificar como”, reflete o professor.

Após a apresentação de Locke, o debate moderado por Ricardo Marino, presidente da Felaban (Federação Latinoamericana de Bancos) e diretor executivo de Pessoas e Unidades Externas do Itaú Unibanco, terá participação de: Márcio Macedo da Costa, chefe de departamento da área de Meio Ambiente do BNDES; Eduardo Leão de Souza, diretor-executivo da Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar); Marcelo Cardoso, vice-presidente de Desenvolvimento Organizacional e Sustentabilidade da Natura; Ricardo Young, presidente do Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social; e Roberto Waack, presidente da Amata S.A., empresa florestal dedicada à produção de madeira certificada.

As inscrições para o evento podem ser feitas pelo e-mail leticia@mbaempresarial.combr, ou pelo telefone (011) 5051-9684, com Letícia ou Kátia. A participação tem o valor R$ 50,00.


Portal Fator Brasil, 04/08/09

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Livro - 103 dicas – O que toda empresa precisa saber para utilizar incentivos fiscais

Criado em 1997 por Márcio Godoy atual Diretor Executivo com a missão de prestar consultoria para empresas públicas e privadas, o Instituto Movimento Pró‐Projetos tem uma trajetória de realização de centenas de projetos nas áreas da Cultura, Esporte, Turismo, Ciência e Tecnologia, Meio Ambiente, Responsabilidade Social, Infância e Adolescência e Justiça. E é por conta desta longa experiência no desenvolvimento destes projetos, na convivência diária com Empresas Patrocinadoras e na observação comportamental do mercado que Márcio Godoy decidiu escrever o livro “103 Dicas – O que toda empresa precisa saber para utilizar incentivos fiscais”.

Junto com Karina Ruffo, especialista em Leis Internacionais de Recursos, e Kátia Seadi, especialista na Lei Federal de Incentivo ao Esporte o livro “103 Dicas” parte do princípio que ainda hoje no Brasil, grande parte das corporações não se deu conta dos benefícios que podem ser gerados, tanto para suas marcas quanto para seus produtos, a partir de ações oriundas dos projetos baseados em leis de incentivo fiscal. Mais do que isso, percebeu‐se que as companhias ainda não se estruturaram internamente para utilizar esta poderosa ferramenta. Mas este cenário tende a se modificar a partir do exemplo dado por grandes corporações mundiais que já adotaram este procedimento como parte de seu arsenal estratégico para atingir seus objetivos mercadológicos.

O principal objetivo do livro “103 Dicas” é levar para o mundo corporativo informações imprescindíveis para que as empresas tenham um melhor entendimento da importância em adotar uma nova postura diante da sociedade e facilitar seu acesso a esta nova ferramenta de trabalho.

Com uma linguagem didática e de fácil compreensão, o livro “103 Dicas” discorre em detalhes sobre as principais leis de incentivos fiscais nacionais e internacionais como a Lei Federal de Incentivo à Cultura ou Lei Rouanet, Lei Federal de Incentivo ao Esporte, Lei do Audiovisual, Lei Americana ou Lei da Caridade dos Estados Unidos da América, atualmente existem aproximadamente 800 leis de incentivos disponiveis chegando a soma de aproximadamente 65 Bilhões de reais ao ano. Outro capítulo importante do livro é o que relaciona os passos necessários para que as empresas possam viabilizar seus projetos próprios utilizando os incentivos fiscais . No livro o leitor também encontrará informações sobre as fontes de recursos como os Fundos Nacionais, Recursos Internacionais, além dos Recursos Estaduais e Municipais.

O Instituto Movimento Pró‐Projetos desenvolve treinamento/consultoria para empresas que tenham interesse e necessidade de utilizar os incentivos fiscais em prol de projetos. No mês de julho de 2009 realizamos este treinamento para Ciser Porcas e Parafusos, Aurora Alimentos e Instituto Federal do Paraná.


Como não poderia deixar de ser, o leitor ainda terá acesso às 103 dicas fundamentais para formatar um projeto de sucesso, cabe lembrar que empresas interessadas na capacitação da sua equipe de trabalho o Instituto Movimento Pró‐Projetos criou o curso " Seja um consultor de Patrocínio" visando capacitar funcionários de empresas.

A publicação e impressão ficaram a cargo da Editora Difusão Cultural do Livro – DCL que fará a distribuição da obra nas principais livrarias e bancas de jornal do Brasil. O livro “103 Dicas – O que toda empresa precisa saber para utilizar incentivos fiscais” também poderá ser encontrado no site www.projetoscomatitude.com.br.


ABCR, 13/07/09

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Encerramento do Festival foi marcado por debate de sugestões de temas para a próxima edição em 2010

Especialistas da área de terceiro setor defenderam o diálogo intersetorial durante a Avaliação do Festival – Chamado para Ação, no último debate do 1º Festival Latino-Americano de Captação de Recursos para o 3º Setor, para a construção da próxima edição do evento em 2010, em 22/7.

Separados em sete grupos, os participantes se reuniram no Tucarena, um dos principais espaços do Teatro da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (TUCA), para responder as seguintes questões: O que você mudou após o Festival? Depois de contatar pessoas de diferentes organizações sociais, quais idéias te ajudarão no seu dia a dia? O que alterou sua forma de ver e como se relacionar com sua equipe?

Com uma dinâmica livre, cada participante podia circular entre os grupos para debater temas distintos. Um deles falou sobre assuntos para a segunda edição do Festival. Os participantes levantaram: diversidade de segmentos sociais (presença do governo e empresas); fortalecimento da necessidade do profissional de terceiro setor, representantes da área específica de financiamento a projetos do poder público, visão de futuro para a área de captação de recursos, entre outros.

Outro grupo ressaltou a necessidade da construção de banco de dados compartilhado de profissionais da área de captação de recursos de entidades, empresas e governos. A troca de informações foi sugestão de outro grupo que destacou a necessidade dos participantes visitarem pessoalmente as entidades que se interessaram durante o evento para conhecer outras estruturas de trabalho.

Segundo Rodrigo Alvarez, consultor e representante institucional da The Resource Alliance no Brasil, a próxima edição do Festival acontecerá na cidade de Recife (PE). Ele assegurou que os participantes poderão discutir ainda mais via internet sobre sugestões de temas e estudos de casos. “Provavelmente a próxima edição acontecerá em Recife (PE). Todo anos haverá o Festival, sendo que a ideia é que a cada dois anos esse encontro aconteça em uma cidade fora do eixo Rio-São Paulo.”

Rodrigo deu uma boa notícia no final do evento: duas bolsas em eventos internacionais focadas em captação de recursos. Uma será financiada pela Associação Brasileira de Captação de Recursos da Espanha e outra pela The Resource Alliance.

Marcelo Estraviz, empreendedor social e presidente da Associação Brasileira de Captadores de Recursos (ABCR), informou que será construída uma plataforma para compartilhamento das apresentações dos palestrantes e material dos temas debatidos, criando uma rede social. O escritor ressaltou que esse encontro provou que a construção coletiva é possível e representou uma quebra de paradigmas. “Tivemos que enfrentar questões difíceis para sair do modelo conhecido entre eventos, em que um fala e os demais apenas escutam, e ficamos na angústia da abundância de temas.”

Leia tudo o que já foi publicado sobre o Festival: http://captacao.org/recursos/fcr/


Fonte: Setor3
Boletim ABCR # 20/09

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Edital para Apoio a Projetos de Promoção da Cultura Negra

Inscrições até 14 de Setembro

Confira o edital para Apoio a Projetos de Promoção da Cultura Negra da Fundação Cultural Palmares que disponibilizará cerca de R$ 400 mil reais aos projetos vencedores que apresentarem como objetivo a promoção da lei nº 10.639/03 (que torna obrigatório o ensino sobre História e Cultura afro-brasileira), por meio de idéias criativas que tragam em seu conteúdo atividades culturais comemorativas ao dia 20 de novembro - Dia Nacional da Consciência Negra 2009.

Confira o edital e os anexos:
Edital - 2009 (Versão em DOC)
Anexo I - Ficha de inscrição (Versão em DOC)
Anexo II - Relatório de atividades (versão em DOC)
Anexo III - Declaração (Versão em DOC)
Anexo IV - Declaração de Detalhamento de Recurso (Versão em DOC)
Anexo V - Recurso para habilitação (Versão em DOC)
Anexo VI - Recurso para seleção (Versão em DOC)
Anexo VII - Termo de licenciamento de Direitos Autorais (Versao em DOC)
Anexo VIII - Relatório final de execução do projeto (Versão em DOC)
Anexo IX - Release III FESMAN (Versão em DOC)

Os candidatos devem apresentar projetos que desenvolvam atividades culturais com o tema “Renascimento Africano - FESMAN”, tendo como público alvo crianças e jovens em idade escolar, incluindo ainda, o conteúdo previsto na lei nº 10.639/03: a luta dos negros no Brasil; a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional, resgatando a contribuição do povo negro nas áreas social, econômica e política, pertinentes à História do Brasil.

O projeto deve prever ações durante todo o mês de novembro em pelo menos uma das seguintes expressões artísticas e sociais: teatro, dança, literatura, música, cinema, moda, design, artesanato, culinária, formação cultural, ou seminários com temas políticos e sociais voltadas à questão negra e afro-brasileira. As atividades devem trazer também, como inspiração, a Diáspora africana no Brasil e o III Festival Mundial de Artes Negras - o FESMAN.

O tema “Renascimento Africano - FESMAN” pretende enfatizar a influência africana na sociedade brasileira, em especial, das nações vindas das ilhas do Golfo da Guiné, de Angola, Moçambique, Costa do Marfim, Costa da Malagueta, Serra Leoa; Gâmbia, Nigéria, Libéria, Congo, Bissau. Povos de tradição milenar que foram escravizados no Brasil, o que constituiu num dos principais eixos da formação cultural brasileira. O compromisso é o de concentrar esforços para promover a retomada da herança do negro na formação da sociedade brasileira.

Já o Festival Mundial de Artes Negras - FESMAN - irá homenagear o Brasil em sua terceira edição. O evento irá abordar vários temas, como arquitetura, arte antiga, artesanato, arte contemporânea, cinema, dança, culturas urbanas, design, literatura, moda, música e teatro. Para mais informações, acesse o site do Festival: www.fesman2009.com/pt .

Inscrição dos projetos
As propostas serão divididas em duas categorias: Projeto individual - artistas que desenvolvam trabalhos voltados à cultura negra e afro-brasileira; e Projeto de Entidades privadas sem fins lucrativos - que tenham natureza cultural e sejam consolidadas na atuação com a cultura negra e afro-brasileira, com, no mínimo, três anos de existência.

Seleção das propostas
A seleção dos projetos irá compreender as seguintes fases: Habilitação dos projetos, de caráter seletivo e eliminatório; e Seleção dos projetos, de caráter seletivo, eliminatório e classificatório.

Para isso, serão considerados os seguintes critérios de pontuação para todas as categorias:
. Capacidade de execução do projeto (tempo de fundação/atividades desenvolvidas, reconhecimento social/currículo);
. Impacto social da proposta (número de pessoas beneficiadas e características socioeconômicas da população envolvida);
. Relevância Cultural (valor simbólico, histórico e cultural das ações e das manifestações culturais e artísticas envolvidas);
. Contribuição do fortalecimento da diversidade cultural brasileira (envolvimento ou diálogo com as manifestações afro-brasileiras e com as expressões das culturas populares);
. Aspectos de criatividade e inovação (originalidade das ações e busca de estabelecimento de novas práticas e relações no campo cultural);
. Adequação dos objetivos à previsão orçamentária (amplitude, razoabilidade, exequibilidade e perspectiva de realização dos projetos).

A Comissão Julgadora será composta por quatro representantes da Fundação Cultural Palmares e por um especialista da sociedade civil com reconhecida competência nas áreas da cultura negra e afro-brasileira.

Cada projeto individual selecionado receberá o valor de R$ 20 mil, sendo assim distribuído: dois projetos para cada uma das regiões brasileiras (Norte, Nordeste, Centro-oeste, Sudeste e Sul), totalizando dezprojetos contemplados. Na categoria de entidades privadas sem fins lucrativos será selecionado um projeto de cada região, conferindo mais cinco vencedores, que receberão até R$ 40 mil por projeto.

No total, a Fundação Cultural Palmares irá premiar 15 projetos que tratam da cultura afro-brasileira.

Não exaurida a seleção por região e por categoria, os recursos remanescentes serão destinados aos projetos que tenham obtido maior pontuação, independente da região e categoria.

A relação dos projetos inscritos será divulgada no site da Fundação.

Dúvidas e informações devem ser enviadas, exclusivamente, para o e-mail: edital20denovembro2009@palmares.gov.br - ou, diretamente, pelo telefone: (61) 3424-0113.


Ministério da Cultura, 04/08/09

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Simpósio terá transmissão ao vivo

A TV NBR, canal do Governo Federal, vai transmitir ao vivo, na internet e na televisão (cabo e parabólica), os três dias de programações do Simpósio Internacional sobre Desenvolvimento Social, que acontece de 5 a 7 de agosto, em Brasília. Para isso, basta acessar o site da Empresa Brasileira de Comunicação (http://www.ebcservicos.ebc.com.br/veiculos/nbr/nbr-ao-vivo), ou sintonizar o canal da estatal, conforme indicações abaixo.

Com a transmissão ao vivo, todos poderão assistir ao Simpósio, considerado um dos eventos mais importantes do tema no Brasil. Mais de 600 pessoas vão participar das discussões que reúnem autoridades e especialistas nacionais e estrangeiros.

Sintonize o canal da NBR:
1 - Em todos os canais por assinatura

2 - Recepção Digital de Satélite (Antena Parabólica):
Satélite: Star One C2
Posição Orbital do Satélite: 70°W
Polarização: Horizontal
Frequência: 3632
Padrão: DVB-S
SYMBOL RATE: 4.6875
FEC 3/4
PID DE VÍDEO: 0308
PID DE ÁUDIO: 0256
PID DE PCR: 8190
3 - Recepção Analógica de Satélite (Antena Parabólica):
Satélite: Star One C2
Posição Orbital do Satélite: 70°W
Freq.: 4030
Banda L : 1120
Polarização : Vertical


MDS, 04/08/09

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Simpósio Internacional sobre Desenvolvimento Social tem início nesta quarta-feira, em Brasília

O ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias, recebe o presidente Lula, autoridades nacionais e internacionais e acadêmicos para um grande debate sobre a superação da pobreza e o desafio de promover a inclusão

Começa nesta quarta-feira (5/8), às 17h, em Brasília (DF), o Simpósio Internacional sobre Desenvolvimento Social. Promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), o evento tem por objetivo analisar os avanços e desafios encontrados pelos países emergentes na superação da pobreza e da desigualdade, além do papel que as nações vêm desempenhando para melhorar as condições de vida de suas populações. O ministro Patrus Ananias é o anfitrião deste encontro que terá a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, da ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, outras autoridades nacionais e internacionais e especialistas no tema.

A solenidade de abertura do Simpósio está marcada para as 17h. Logo após, às 19h, Rebeca Grynspan, diretora do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) para a América Latina, fará a conferência de abertura do evento.

O formato do encontro, que tem como tema “Políticas Sociais para o Desenvolvimento: Superar a Pobreza e Promover a Inclusão”, será o de painéis. Ao todo, acontecerão seis, nos quais os convidados analisarão os modelos e políticas públicas colocadas em práticas em países da Europa, África, América Latina e Ásia para promover o desenvolvimento social.

Durante a quinta-feira (6), ocorrerão quatro painéis, que começam a partir das 8h30. No primeiro, “Pobreza, Desigualdade e Vulnerabilidade Social frente à Crise”, o debate proposto é sobre os efeitos que o declínio de indicadores nutricionais, educacionais e de saúde podem causar ao longo da vida das pessoas, além dos impactos negativos entre gerações para uma inclusão social digna e significativa. Logo após, às 11h, no painel “Promover o Desenvolvimento Social no contexto da Crise: Desafios para o Estado e as Políticas Públicas”, os especialistas discutem se a melhor política é crescer economicamente para reduzir a pobreza ou implementar políticas dirigidas às necessidades dos mais pobres ou ainda, ao invés de colocar crescimento econômico e proteção social em campos opostos, propor políticas sociais que estimulem a demanda interna, com efeitos multiplicadores.

Na parte da tarde, às 14h30, no terceiro painel - “Pobreza e Desigualdade em Áreas Metropolitanas: Dimensões e Perspectivas para a Inclusão Social” - têm destaque as políticas de educação e de inclusão socioprodutiva, com relevância para a área de capacitação e qualificação profissional, como chaves para a redução da pobreza, promoção da igualdade e construção de sociedades includentes. No último debate do dia, às 17h, “A Proteção e Promoção Social em Países em Desenvolvimento: Tendências e Novas Perspectivas Face à Crise”, os convidados discutem como as políticas sociais podem ampliar capacidades e gerar oportunidades em um contexto de crise.

No último dia do Simpósio, sexta-feira (7), a partir das 8h30, durante o painel “Experiências da Proteção e Promoção Social em Países em Desenvolvimento” serão apresentadas as diferentes práticas de estruturação das redes de proteção e promoção social, suas principais estratégias e desafios, buscando identificar semelhanças e inovações com os modelos tradicionais. Às 11h começará o último painel, “Perspectivas para a Proteção e Promoção Social no Mundo pós-Crise”, em que serão avaliadas as expectativas dos sistemas de proteção e promoção social em uma conjuntura de crise econômica profunda, explorando as possibilidades de novos arranjos políticos, econômicos e institucionais que viabilizem a construção de novos patamares de bem estar e de sociedades mais solidárias, mais justas e menos desiguais.

O período da tarde, às 15h, está reservado para a sessão especial intitulada “O Lugar do Estado e das Políticas Sociais para o Desenvolvimento", onde os debatedores serão o ministro Patrus Ananias e a diretora do escritório da Organização Internacional do Trabalho no Brasil, Laís Abramo. O Simpósio Internacional Sobre Desenvolvimento Social tem encerramento marcado para as 17h.

O público do Simpósio é formado por representantes do Governo Federal e demais poderes da República, pesquisadores brasileiros e internacionais, representantes da sociedade civil organizada e convidados estrangeiros.


André Carvalho
MDS, 04/08/09

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terça-feira, 4 de agosto de 2009

Atores participam da 37ª Corrida e Caminhada contra o Câncer de Mama

Atores Eriberto Leão (à esq.) e Rachel Ripani participam de corrida contra o câncer de mama
Foto TV Globo/Divulgação


Acontece no próximo domingo (9), a partir das 8h30, a 37ª edição da já tradicional Corrida e Caminhada contra o Câncer de Mama. O evento, que teve sua primeira largada no parque do Ibirapuera, na região sul da cidade de São Paulo, volta ao local e comemora dez anos de existência.

Desde sua criação, a atividade, promovida pelo Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (IBCC), já passou por 11 cidades, recebeu mais de 87 mil participantes e arrecadou R$ 1,32 milhão com as inscrições, que beneficiaram 11 entidades.

Aproximadamente 150 artistas já apoiaram a competição. De acordo com a assessoria de imprensa do evento, esta edição contará com a presença dos atores Eriberto Leão (Zeca, da novela "Paraíso"), Ricardo Tozzi (Komal, da novela "Caminho das Índias"), Rachel Ripani (Tatiana, da novela "Caras e Bocas") e Monique Alfradique (em cartaz com as peças "A Comédia dos Erros" e "A Garota Número Um").

Sediaram a corrida São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Brasília (DF), Curitiba (PR), Recife (PE), Ribeirão Preto (SP), Salvador (BA), Santos (SP), São José dos Campos (SP) e Belo Horizonte (MG), além de Blumenau (SC), que abriu as comemorações dos dez anos.

O percurso da etapa em São Paulo será de aproximadamente 5 km. A largada será em frente à Assembleia Legislativa, próxima ao parque do Ibirapuera.

Kits
As inscrições para a atividade estão encerradas. Os cerca de 6.000 inscritos devem retirar o kit de participante no Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (IBCC). O hospital abrirá suas portas no próximo sábado (8), das 8h às 17h. É necessário levar um documento de identidade e o comprovante de pagamento ou boleto bancário original. No dia do evento não serão entregues kits.

Os participantes que se interessarem serão organizados em grupos para uma rápida visita monitorada pelas instalações do IBCC.

Câncer
No Brasil, segundo os últimos dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), a cada 100 mil mulheres o risco estimado é de 51 casos de câncer de mama.

Largada: Assembleia Legislativa, av. Pedro Álvares Cabral, 201, região sul, São Paulo, SP. Dom. (9/8): 8h30. Inscrições encerradas.


Folha Online, 04/08/09

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66% dos anunciantes nos EUA usaram midia social em 2009 11:00 66% dos anunciantes nos EUA usaram midia social

66% dos anunciantes nos EUA usaram midia social em 2009 11:00 66% dos anunciantes nos EUA usaram midia social em 2009, contra 20% que fizeram isso em 2007. É o que indica uma pesquisa realizada pela Association of National Advertisers, BtoB Magazine e a empresa de serviços de marketing Mktg.

55% dos pesquisados usaram videos virais até agora neste ano - em 2007, foram 25%. O Facebook é a escolha mais popular, com 74% respondendo que usaram o site para marketing. O YouTube e o Twitter aparecem em 2o, com 65% cada e o Linkedin em 3o com 60%.

Os dados mais interessantes da pesquisa dizem respeito a investimentos - 55% disseram ter transferido recursos da mídia tradicional para campanhas de mídia social; 48% tiraram verba da comunicaçao; e 26% responderam que criaram uma verba adicional para a mídia social. Noticia da Adweek.


Blue Bus - 04/08/09

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segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Branding 3.0

Com este novo conceito, será necessário que tenham um posicionamento coerente com o seu negócio. Entenda!

“Não adianta vestir uma ‘roupa’ verde se essa não servir em você.” A analogia faz referência ao modo como as empresas hoje buscam se inserir em um “lugar-comum” para serem chamadas de sustentáveis e ecologicamente corretas, o que, para o autor da frase, Fred Gelli, nem sempre favorece a imagem da companhia. Seguindo esse pensamento, Gelli, sócio e designer da Tátil, está desenvolvendo o conceito de Branding 3.0, apresentado pela primeira vez no Festival de Cannes deste ano.

A ideia, seguindo o mesmo exemplo dado por Gelli, é criar uma “roupa” adequada à trajetória de cada empresa que busca ter em seu cartão de apresentação o selo de sustentável. “É tudo uma questão de ter coerência. Os consumidores sabem identificar quando uma empresa está realmente comprometida ou quando só está preocupada em promover seu projeto de marketing, que muitas vezes, é de fachada”, explicou Gelli.

Para melhorar o entendimento sobre o conceito de Branding 3.0, o designer citou o fato de alguns bancos se venderem como amigos do planeta, quando a maioria das pessoas sabe que as instituições financeiras, dentro do mundo capitalista, buscam ganhar o maior volume de dinheiro no menor espaço de tempo, o que nem sempre é compatível com ações sustentáveis. “No futuro, não haverá espaço para empresas que não estejam comprometidas com o meio ambiente. É preciso encontrar o caminho adequado e criar uma equação para gerar esse comprometimento, o que prevê mudanças estruturais e nos negócios. É um processo que deve ser elaborado e aplicado gradualmente”, afirmou.

Prática
O conceito, segundo Gelli, já está sendo utilizado em alguns trabalhos para clientes da Tátil, como Natura – empresa para a qual o escritório de design e branding está desenvolvendo uma nova linha de produtos, cujos detalhes ainda não podem ser divulgados –, Coca-Cola e Wal-Mart. “Quem tem que se preocupar com a Amazônia é a Natura, que utiliza os recursos naturais da floresta em seus produtos. Essa é a mentalidade que deve ser perseguida. Cada empresa deve cuidar do seu território de atuação”.

Já para a rede varejista Wal-Mart, a Tátil utilizou o conceito em duas lojas (uma em São Paulo e uma no Rio de Janeiro), de forma a utilizar uma comunicação que fala de sustentabilidade de maneira proprietária. O objetivo foi estabelecer uma ponte entre o posicionamento do Wal-Mart “Vender por menos para você viver melhor” e seus projetos sustentáveis.

A partir da criação do conceito “Bom para o seu bolso. Bom para o planeta”, a Tátil desenvolveu uma nova marca e uma estratégia de apontar para o consumidor onde estão as iniciativas sustentáveis adotadas pela loja e como elas se revertem em benefícios diretos para o consumidor. “Em ambas as lojas foi utilizada a ‘arquitetura verde’ para reduzir os custos de energia e água no local, o que vai ao encontro do negócio da rede”, diz Gelli.

Elaboração
Para aprimorar e dar sustentação ao conceito, a Tátil estabeleceu uma parceria com consultores, de diversas áreas, da Fundação Getulio Vargas (FGV). “É um projeto multidisciplinar que ajudará as empresas a encontrarem seu lugar no futuro”, explica.
Depois de o conceito do Branding 3.0 ter sido apresentado em Cannes, Gelli já abordou o tema em dois encontros realizados no Rio de Janeiro. No total, serão seis palestras neste ano. A próxima acontecerá em São Paulo, no próximo dia 18 de agosto.

Em paralelo, está sendo desenvolvido pela Tátil um projeto chamado “Bionegócios”, que busca encontrar oportunidades na própria natureza para serem oferecidas às companhias. “Os dados funcionarão como ferramenta no processo criativo. Atualmente estamos analisando os bancos de corais, sistema no qual todos os seres se relacionam de forma harmônica. Consideramos que muitas empresas podem ser representadas por elementos presentes nos corais”, explica Gelli, completando que a ideia é que a sociedade copie o modelo de negócio feito pela natureza.

O projeto acontece no momento em que a Tátil completa 20 anos. A agência é precursora do ecodesign, projeto que persegue a criação de produtos de baixo impacto ambiental e alto impacto sensorial. Entre os clientes da empresa estão Coca-Cola, TIM, Philips, Nokia, Natura, P&G, Wal-Mart, Fiat, Unimed e Energisa.


Fonte: PropMark (www.propmark.com.br)
Daniela Dahrouge
HSM Online, 31/07/09

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Artigo: O bom cidadão corporativo coloca o lucro em primeiro lugar

Vocês não acham que as empresas deviam ser socialmente responsáveis nestes tempos de concorrência difícil? Isso seria uma necessidade ou um luxo?

As empresas devem ser sempre socialmente responsáveis, não importa se nos bons ou nos maus tempos. Isso é ponto pacífico. Contudo, as dificuldades próprias das condições econômicas atuais estão trazendo à tona uma realidade oculta até então — e aqui vai o que pensamos sem meias palavras: a principal responsabilidade de uma empresa é se dar bem. Alguém pode achar essa afirmação politicamente incorreta, mas os fatos são implacáveis. Empresas vencedoras criam empregos, pagam impostos, crescem e fortalecem toda a economia. Empresas vencedoras, em outras palavras, criam condições para que haja responsabilidade social corporativa, e não o contrário. Portanto, toda empresa deveria pôr a lucratividade em primeiro lugar neste momento. Este é o requisito principal que torna tudo o mais possível.

Bem, antes que você dispare em nossa direção uma carta criticando nosso jeito capitalista e cruel de ser, por favor entenda que não estamos sugerindo que as empresas abandonem suas práticas filantrópicas e outros projetos de caridade retomando-os apenas quando os céus da economia estiverem límpidos e azuis de novo. Estamos dizendo apenas que a responsabilidade social corporativa, ou RSC, conforme é conhecida, precisa se adequar às circunstâncias. Não se trata de luxo. Hoje a liderança precisa deixar claro para si mesma e para seus subordinados qual o lugar da RSC na lista de prioridades da empresa.

Cremos que os projetos de RSC se apresentam sob três formas distintas. Em primeiro lugar, as empresas podem contribuir para com a sociedade fazendo doações em dinheiro, bens ou serviços em prol de escolas, abrigos para sem-teto, hospitais etc. Em segundo lugar, elas podem estruturar suas campanhas de RSC de tal modo que haja envolvimento da comunidade por meio de atividades conduzidas por seus funcionários como, por exemplo, orientação profissional para estudantes ou a realização de trabalho voluntário. Em terceiro lugar, as empresas podem configurar suas estratégias de produtos e serviços tomando por referência a RSC: dedicando-se a iniciativas verdes, por exemplo, ou incorporando as preocupações ambientais a seus processos de fabricação.

Em tempos de maré econômica favorável, muitas empresas, naturalmente, praticam, até certo ponto, pelo menos as duas primeiras formas de RSC; outras, todas as três formas. É bom insistir que é isso mesmo o que devem fazer. Não apenas essa é a coisa certa a fazer, como também as práticas de RSC podem desempenhar um papel extremamente importante no processo de recrutamento, preservação e sobre o moral de todos os funcionários.

Mas, de que forma as empresas deveriam refletir sobre essas três formas de RSC agora que as margens estão encolhendo, o desemprego está crescendo e o consumidor decidiu que deve gastar menos?

Em primeiro lugar, as contribuições em dinheiro e bens provavelmente vão diminuir. Em tempos difíceis, o fluxo de caixa é crítico para a sobrevivência da empresa. Além disso, quando, de um lado, a empresa manda gente embora, é muito difícil, do outro lado, explicar aos que ficaram a distribuição de cheques para “causas nobres”. Cabe então aos gerentes decidir como será feita a partilha do conteúdo do pote agora reduzido. A empresa poderá pulverizar o dinheiro igualmente, dando um pouco para muitas causas; ou então, enxuga-se a lista de instituições de caridade beneficiadas concedendo-se um montante maior para menos instituições. Em nossa opinião, as duas opções são boas, mas somos a favor da última porque, nesse caso, as doações tendem a ter um impacto maior.

Com relação às atividades da comunidade, as empresas deveriam insistir com seus empregados, por todos os meios, para que permaneçam envolvidos, facilitando seus esforços sempre que possível, seja através da concessão de meio de transporte ou de subsídio financeiro. Contudo, é preciso que os gerentes também saibam compreender se o funcionário decidir abandonar seu compromisso anterior. É perfeitamente humano recuar e dedicar todas as energias ao trabalho quando sentimos que ele corre perigo.

Por fim, a RSC pode também ser usada como estratégia.

Com o galão de gasolina a US$ 4, um Tooyota Prius híbrido torna-se uma proposição de valor atraente. Com o galão a US$ 2, a situação é outra. Quando a maior parte dos consumidores tem bons empregos, e se sente segura neles, faz sentido esperar que paguem mais por um produto que não agride o meio ambiente. Contudo, se o consumidor não tem mais dinheiro algum em sua conta bancária, será muito difícil conseguir convencê-lo a adquirir um produto caro.

O que queremos dizer com tudo isso? Que hoje as exigências estratégicas da RSC são mais rigorosas do que nunca. O consumidor tem cada vez menos condições (ou vontade) de pagar mais por algo simplesmente porque isso faz com que se sinta bem. Hoje, ele precisa se sentir bem também financeiramente. Isto não significa que a era dos produtos “socialmente responsáveis” tenha chegado ao fim. Significa apenas que há pressões intensas de custo cada vez maiores sobre as empresas que vendem esses produtos, e qualquer gerente que ignore esse fato ignora ao mesmo tempo a locomotiva da concorrência que vem em sua direção.

Não queremos parecer contrários à RSC. Mesmo em tempos incertos como os de hoje, toda empresa deve pôr em prática a boa cidadania corporativa. No entanto, é preciso também que as empresas encarem a realidade: primeiro, elas têm de ganhar dinheiro, para então distribuí-lo.


Trifon Manolov, Sandanski, Bulgária
Exame, 03/08/09

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PAC vai dar R$ 150 milhões por ano para 124 cidades históricas

Municípios vão receber investimentos em infraestrutura e melhorias urbanas; programa será lançado no dia 28

As rachaduras na parede da Igreja de São Francisco de Assis, na cidade mineira de Mariana, podem ser vistas como cicatrizes dos anos e anos de descaso com o patrimônio histórico brasileiro. Inaugurado em 1794, o templo está infestado de cupins e corre o risco de desabar - bem como várias outras igrejas de Ouro Preto. Rachaduras e insetos não são as únicas marcas da negligência. Em Erechim, no Rio Grande do Sul, um prédio de alvenaria de 1933 foi demolido sem autorização. No Recife, Pernambuco, 12 estátuas do Circuito da Poesia foram depredadas. Na Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres, em Jaboatão dos Guararapes, também em Pernambuco, os azulejos brancos portugueses da fachada estão caindo. Já em Juazeiro do Norte, no Ceará, a estátua de Padre Cícero perdeu a ponta dos dedos da mão direita. E tudo isso aconteceu apenas em julho.

Para tentar restaurar e conservar o que sobrou de patrimônio histórico no Brasil, o Ministério da Cultura vai lançar no dia 28 o Programa de Aceleração do Crescimento das Cidades Históricas. Abrigado sob o generoso guarda-chuva do PAC, o projeto deverá injetar R$ 150 milhões por ano em 124 cidades históricas, com obras de requalificação urbanística, infraestrutura urbana, financiamento para recuperação de imóveis privados, restauro de monumentos e promoções do patrimônio cultural.

Entre as cidades, estão as 27 capitais, municípios da Costa do Descobrimento, da Chapada Diamantina e da rota do ouro em Minas Gerais e em Goiás, 18 localidades na Bacia do Rio São Francisco, além das demais localidades tombadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

O plano envolve recursos da Casa Civil e dos ministérios das Cidades, do Turismo e da Educação. Até o ano que vem, o PAC das Cidades Históricas será voltado para 50 cidades, que ainda não foram todas escolhidas - segundo o Ministério da Cultura, mil imóveis privados devem receber financiamento nesta primeira fase, além de cem monumentos e prédios públicos serem restaurados e 120 atividades produtivas locais receberem investimentos. Algumas regiões já enviaram orçamentos para o projeto. Em São Luís (MA), por exemplo, o centro histórico pode ser revitalizado ao custo de R$ 50 milhões, enquanto Laguna (SC) deverá receber R$ 8,5 milhões para obras de cabeamento subterrâneo das redes de energia elétrica, e Corumbá (MS) vai pleitear R$ 10 milhões para reforma de imóveis históricos.

“É uma iniciativa inédita, tanto pela criação de uma política urbana com objetivos bem definidos, quanto pelo possível incremento da economia dessas cidades”, diz o ministro da Cultura, Juca Ferreira. Na segunda fase do PAC, entre 2011 e 2012, as 74 cidades restantes vão entrar no pacote - o Iphan afirma que também poderá aceitar propostas de outros municípios interessados no projeto. “As regiões históricas têm os mesmos problemas de grandes metrópoles, mas as restrições são bem maiores. Não basta só proteger, é preciso investir na conservação e no uso desses patrimônios”, diz o ministro.

Para o prefeito de Ouro Preto (MG) e presidente da Associação de Prefeitos das Cidades Históricas Brasileiras, Ângelo Oswaldo, tão importante quanto o dinheiro é a necessidade de uma política de preservação do patrimônio. “Começamos esse diálogo com o governo federal para mostrar a necessidade de uma política conjunta com as prefeituras”, diz. “É simples, se não há preocupação e investimento, a memória desaparece.”


Rodrigo Brancatelli,
O Estado de S. Paulo, 02/08/09

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Caixa recebe projetos de promoção do artesanato

A Caixa recebe até 07 de agosto projetos de desenvolvimento de comunidades artesãs e de valorização do artesanato tradicional e da cultura brasileira.

Os projetos deverão ser realizados dentro do período de janeiro a junho de 2010 e
deverão ser apresentados por cooperativas, associações, organismos não governamentais
e comunitários, sem finalidades lucrativas e instituições de ensino superior.

Será concedido um valor máximo de R$ 50.000,00 (cinqüenta mil reais) por projeto.

Os projetos serão selecionados com base nos seguintes critérios:
- Caráter tradicional do artesanato;
- Qualidade artística e demais características (material, dimensões, fragilidade) das peças;
- Características sócio-econômicas das unidades produtivas (serão priorizadas as que
sejam compostas por grupos vulneráveis ou historicamente excluídos, tais como
comunidades indígenas, comunidades quilombolas, grupos produtivos provenientes da
agricultura familiar, cooperativas e associações);
- Capacidade produtiva das unidades e criatividade das soluções propostas para sua
melhoria;
- Manejo sustentável das matérias-primas para a produção artesanal, em concordância
com os princípios de responsabilidade sócio-ambiental;
- Adequação aos princípios de economia solidária e comércio justo;
- Adequação orçamentária;
- Sustentabilidade do projeto;
- Vinculação à promoção do desenvolvimento sustentável, do bem estar e da qualidade de vida da população na qual as unidades produtivas estão inseridas.

Clique aqui para baixar o edital, a ficha de inscrição e a planilha orçamentária.


Fonte: Caixa Cultural

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BNDES vai financiar laptop educacional

Computadores: Governo anuncia hoje, no Rio, linha de crédito de R$ 600 milhões para Estados e municípios
Cesar Alvarez, assessor especial da Presidência: "mais apoio aos municípios"

Foto Lucio Tavora/Folha Imagem


O governo federal tem um novo plano para levar adiante o projeto Um Computador por Aluno, iniciativa que prevê a distribuição de laptops para estudantes da rede pública de ensino de todo o país. Por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o governo anuncia hoje uma linha de financiamento de R$ 600 milhões destinada a municípios e Estados interessados em adquirir os computadores portáteis e distribuí-los em escolas públicas.

A expectativa é de que a linha de crédito esteja disponível entre 30 e 60 dias, disse ao Valor o assessor especial da Presidência da República Cezar Alvarez. O financiamento, cujas regras de adesão estão em fase de conclusão, será concedido com Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP , hoje em 6%) mais 1%, um custo considerado baixo para quem aderir ao financiamento.

Hoje, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acompanhado dos ministros da Educação, Fernando Haddad, e da Casa Civil, Dilma Rousseff, deverá fazer o anúncio do programa de financiamento na cidade fluminense de Piraí , durante visita que marcará a distribuição simbólica de notebooks a 20 alunos do município. O evento também será acompanhado pelo governador do Rio, Sérgio Cabral, e o prefeito de Piraí, Arthur Henrique Gonçalves Ferreira.

A entrega dos portáteis em Piraí, cidade de 24 mil habitantes localizada na região Sul do Estado, é um desdobramento da experiência iniciada pelo governo federal em 2007, quando quatro municípios do país - Palmas, Piraí, Porto Alegre e São Paulo - foram escolhidos para iniciar o piloto do projeto. Na ocasião, Piraí recebeu 400 laptops Classmate, um portátil de configuração simples, idealizado pela fabricante de chips Intel. "O resultado dessa experiência mostra que a evasão escolar caiu para menos de 1% (a média nacional é de 26%) na escola em que fizemos o teste e que o Ideb (índice que mede a qualidade do ensino) dobrou, subindo de 2,4 para 4,8 pontos", diz Gustavo Tutuca, coordenador geral do projeto de educação digital do município. "Houve melhora disciplinar dos alunos e um aumento do interesse em participar das aulas."

No mês passado, a Prefeitura de Piraí comprou 5,5 mil laptops Classmate, equipamentos fabricados pela Positivo Informática. A aquisição teve apoio do governo do Estado, que entrou com recursos de R$ 4 milhões, além de mais R$ 2 milhões da prefeitura. Os portáteis serão distribuídos aos 6,2 mil alunos que estudam nas 21 escolas da cidade. Cada equipamento, que teve custo médio de R$ 700, tem garantia de três anos.

Com a criação de uma linha de financiamento no BNDES e a consequente autonomia dada a Estados e municípios para que decidam como tocarão seus próprios projetos de inclusão digital nas escolas, o governo federal pode, finalmente, dar andamento a uma iniciativa que há mais de quatro anos não sai do papel.

A ideia de distribuir computadores como se fossem livros foi inspirada no chamado "laptop de US$ 100", projeto idealizado pelo ex-professor do Massachusetts Institute of Technology (MIT) Nicholas Negroponte. Em novembro de 2006, Negroponte chegou a vir ao Brasil para entregar, nas mãos do presidente Lula, um protótipo de seu equipamento.

De lá para cá, o governo realizou dois pregões eletrônicos com o propósito de comprar 150 mil laptops. As máquinas seriam distribuídas entre 300 escolas de 270 municípios. As duas licitações lideradas pelo MEC, no entanto, não foram para frente. Em dezembro de 2007, a Positivo venceu o pregão com uma proposta de R$ 98 milhões - o equivalente a R$ 654,00 por portátil ou US$ 350, conforme a cotação do dólar fixado à época - mas o governo achou o preço alto e cancelou o pregão.

No fim do ano passado, uma nova licitação foi realizada. Dessa vez, a brasileira Comsat venceu, com uma proposta R$ 82,5 milhões. O projeto, no entanto, foi paralisado pelo MEC, que alegou ter encontrado restrições técnicas no produto da empresa. A Comsat contestou o MEC e o pregão foi parar no Tribunal de Contas da União (TCU), que deve definir se a licitação será cancelada ou não. "Independentemente de qual venha a ser a decisão do TCU, não vamos desistir de realizar esse grande piloto", diz Cezar Alvarez, da Presidência. "O financiamento com o BNDES é mais uma forma de acelerarmos o projeto, mas não exclui outras iniciativas federais."

A Intel, segundo um executivo da companhia, está em contato com mais 15 cidades para realizar testes com seu portátil. O objetivo é levar para esses municípios experiências como a de Piraí, que tornou-se famosa já em 2004, ao distribuir redes sem fio de acesso à internet (WiFi) pela cidade. O projeto tornou-se vitrine internacional e Piraí chegou a ganhar, em Nova York, o prêmio "Top Seven Intelligent Comunities". Na avaliação do governo do Estado, a doação dos notebooks aos alunos só faz sentido porque eles terão acesso gratuito à rede.


André Borges e Heloisa Magalhães, de São Paulo e do Rio
Valor Online, 31/07/09

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