quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Confira 5 dicas de especialistas para usar o Twitter no mundo dos negócios

Segredo é usar a rede social para ouvir o que os clientes e parceiros têm a dizer e construir um relacionamento com eles

Imagine uma ferramenta de trabalho que permite transmitir informação através de toda a companhia, participar de discussões sobre como as pessoas estão usando seus produtos e saber o que elas pensam a respeito deles? Bem, essa ferramenta se chama Twitter e, apesar de muita gente usá-la no âmbito pessoal, ela também pode ser usada para criar um fluxo de informação com utilidade corporativa.

A idéia aqui é não é criar uma conta no Twitter e sair disparando notícias sobre sua empresa. Na verdade, isso pode trazer problemas. Em vez disso, vá devagar e use a ferramenta para criar uma comunidade com clientes, fornecedores e os funcionários da companhia. Melhor ainda: crie uma estratégia antes de usar o Twitter como uma ferramenta para os negócios.

Para ajudar você montar uma estratégia, nós conversamos com dois dos principais especialistas em termos de Twitter - Laura Fitton, da Pistachio Consulting, e Robert Scoble, da FastCompany.TV. Laura tem mais de 7 mil seguidores e nos últimos anos vem ajudando empresas a desenvolverem estratégias em redes sociais. Scoble, por sua vez, é um dos grandes entusiastas do serviço e tem mais de 40 mil seguidores. Eles trazem cinco dicas do que deve ou não ser feito no Twitter. Veja abaixo:

1) Defina um objetivo
Quais são seus objetivos no Twitter? Falar com pessoas influentes em sua área? Ou comunicar sobre o lançamento de produtos. Isso tudo vai definir as pessoas que devem fazer parte de sua rede. Mais importante: você deve criar um personagem que vai representar sua empresa no mundo virtual. Tentar ser várias coisas ao mesmo tempo pode passar uma imagem falsa.

É por isso que Robert Scoble sugere a criação de "uma conta diferente para diferentes objetivos". "Use uma conta para distribuir notícias, outra para responder aos consumidores e vá criando outras contas de acordo com suas necessidades."

2) Siga as pessoas certas
Tanto Laura Fitton quanto Robert Scoble afirmam que, para usar o Twitter efetivamente, é preciso escutar mais do que falar. "As empresas precisam ler as mensagens", disse Scoble. Por isso é importante procurar pessoas que falem sobre sua companhia ou sobre o mercado em que ela está inserido. Também é importante acompanhar as conversas, antes de começar a dar palpites.

Seguir clientes, fornecedores, colegas e pessoas reconhecidas em sua área não mostra apenas que você está disposto a ouvir - também é um sinal de vale a pena seguir sua identidade no Twitter. Além disso, é possível trocar mensagens diretamente com as pessoas envolvidas, o que ajuda a expandir seu relacionamento e o da empresa.

3) Seja interessante
Além de ouvir seus clientes e parceiros, é preciso usar a ferramenta para enviar mensagens que sejam interessantes, sejam elas notícias sobre sua empresa, dicas sobre como usar seus produtos e até mesmo uma informação divertida. Os usuários do serviço são muito sensíveis a tentativas de manipulação e mensagens parecidas com propagandas são descartadas rapidamente. Mostrar interesse nas atividades dos usuários também é uma forma de ser relevante dentro da rede social.

4) Não fique dentro do Twitter
Uma das coisas que torna a rede social relevante é a possibilidade de interação. "Acho que a questão que o Twitter realmente pergunta às pessoas é: 'O que nós temos em comum?'", disse Laura. Por isso mesmo, as conversas que começam via pequenas mensagens podem se transformar em posts em blogs, álbuns no Flickr e vídeos no YouTube, afirma a consultora. Dessa maneira, as pessoas mostram o que têm em comum e acabam criando laços mais fortes.

5) Use as ferramentas certas
A interface do Twitter pode ser um pouco confusa e não se encaixar em algumas tarefas. Felizmente, uma ampla variedade de ferramentas alternativas para o Twitter foi desenvolvida para quase todas as plataformas. Algumas simplesmente facilitam a realização de tarefas simples como enviar mensagens diretamente, linkar automaticamente a buscas por palavras-chave e ativar ou desativar posts.

Em sua mesa
Tanto Scoble como Fitton concordam que a função embutida de buscas do Twitter é a ferramenta mais importante do microblogging. Usando as opções de busca avançada é possível encontrar tweets com palavras específicas ou frases, escritas por determinados usuários ou em datas específicas. O usuário pode até mesmo assinar qualquer filtro de buscas por RSS.

O programa para desktop TweetDeck vai um passo adiante e permite que o usuário faça múltiplas buscas que são atualizadas em tempo real conforme as palavras-chave forem adicionadas no Twitter. A ferramenta também permite acesso direto a mensagens e respostas do usuário, assim como outra ferramenta popular para desktop chamada Twhirl.

Rodando no Adobe AIR, o TweetDeck e o Twhirl são compatíveis com Mac e Windows. Ambos são alternativas poderosas para o site do Twitter, embora alguns usuários, incluindo Fitton, prefiram usar a home page do Twitter.

Há uma série de extensões do Firefox que permitem que o usuário interaja com o Twitter diretamente de seu browser. Por exemplo, se você vir um web site que deseja compartilhar com seus seguidores, o Shareaholic permite que você o faça em um clique. E o TwitBin coloca o Twitter em sua barra do browser para que ele esteja sempre ao seu alcance.

Outra ferramenta que vale citar é o FriendFeed, um serviço que permite consolidar atualizações de mais de 40 mídias e redes sociais, incluindo Twitter, Digg, YouTube, Facebook, LinkedIn, Delicious e Flickr – e criar discussões.

Twitter para viagem
Finalmente, é possível levar consigo seu Twitter mesmo longe de seu computador usando uma série de ferramentas para smartphones. Há uma dúzia de aplicativos do microblogging para iPhone, mas o que chama mais atenção - e é o favorito de Scoble - é o Twinkle, que inclui uma função de localização para identificar usuários mais próximos. Ele está disponível na App Store.

No BlackBerry, o TwitterBerry é o delivery do Twitter. Os fãs do Twitter também recomendam o TinyTwitter para Windows Mobile e celulares que rodam em Java (incluindo o BlackBerry), além do MoTwit para o Treo.


Logan Kugler,
Editor da Computerworld, em Framingham
IDG Now, 20/11/08

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Tom Jones canta nas ruas de Londres para arrecadar dinheiro

Jones fez um show para arrecadar dinheiro para uma associação de luta contra o câncer
Foto Joe Cavaretta/AP


O cantor britânico de soul Tom Jones surpreendeu nesta quarta-feira os pedestres londrinos, que puderam vê-lo cantar às margens do Tâmisa, pedindo dinheiro. O galês deu um show inesperado, em frente ao Royal Festival Hall, para arrecadar dinheiro para uma associação de luta contra o câncer, comprovou um repórter da AFP.

O intérprete de "Sex Bomb" entusiasmou o público, que fotografou o ídolo, sem parar, com seus telefones celulares. Várias mulheres acompanharam Jones quando ele cantou "It's not unusual", tocando apenas uma guitarra acústica. "Estávamos passando, quando ouvi essa música e falei para mim mesma que parecia Tom Jones. Ele foi muito amável, nada pretensioso", comentou June, uma das fãs.

No final do curto, mas memorável show, Tom Jones disse às pessoas que havia conseguido 500 libras (600 euros), agradeceu-lhes e foi embora, cercado por seus seguranças.


da France Press, em Londres
Folha Online, 19/11/08

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Planejamento estratégico - “inteligência empresarial”

O neurofisiologista - William Calvin, da University of Washington School of Medicine - tem uma hipótese: inteligência tem a ver com a capacidade de antecipar. Planejar cursos de ação até então inéditos, ensaiando-os dentro da cabeça antes de agir.” Inteligência é a capacidade que você exercita quando abre a geladeira e pensa no que terá de sair para comprar para poder preparar um jantar, a partir das sobras do almoço. Quando inventa uma ordem nova a partir de coisas com as quais nunca tinha se deparado."

Essa capacidade de antecipar pode ter se originado no passado distante na necessidade de coordenar movimentos de arremesso: se você se alimenta de coelhos, e há poucos deles por aí, é bom que se torne muito competente em acertá-los quando vê um. Ou você aprende a arremessar com precisão ou morre.

Movimentos desse tipo,uma vez executados, não podem ser modificados - você tem de simulá-los precisamente dentro da cabeça antes de pratica-los. Essa pode ter sido uma “inteligência rudimentar” (uma proto-inteligência) que estaria na raiz de outra arma poderosa dos humanos: a linguagem. Sem linguagem seríamos pouco mais inteligentes que um chimpanzé.

Às vezes diz-se que o cérebro é um ”computador de bordo”, não pela maneira como funciona, mas pelo que faz. Para nós, interessados em performance empresarial, o aspecto mais interessante do que ele faz é simular o mundo, criando modelos, através do equivalente a um software de realidade virtual que “roda nele”.

Toda espécie que tem um sistema nervoso, usa-o para construir um mundo seu, particular, que é permanentemente atualizado pelas informações que os sentidos captam. Para construir seu mundo, cada espécie usa a informação mais útil para AGIR nesse mundo.

A maneira de entendermos “inteligência”, para mim, nada tem a ver com esse amontoado de tolices que povoam a literatura empresarial, e que se limitam ou a nos exortar - (“seja mais mais inteligente”; “torne-se um líder”) - ou a constatar: (“estamos na era da inteligência; só a empresa inteligente sobreviverá”). E daí?

Nossa fonte de inspiração tem a ver com a arte de visualizar futuros sob pena de não deixarmos descendentes. Chamam isso de planejamento estratégico.


Clemente Nóbrega
Idéias e Inovação, 18/11/08

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Marketing no varejo precisa mudar a essência

Falar de marketing no varejo é um assunto extremamente interessante e curioso. Mesmo porque o papel do marketing neste segmento, sempre foi focado em como atrair o consumidor ao seu ponto de venda, mostrando a relação custo/benefício e, a partir dela, extraindo o potencial da venda, por meio do preço final.

Na verdade, o marketing no varejo em sua essência deve mudar. Se olharmos para o comportamento do consumidor, percebe-se claramente que a evolução do nível de exigência quanto à qualidade do serviço e a percepção do todo, é superior a capacidade de acompanhá-las e assimilá-las.

Em termos de conceito de marketing no varejo, fica claro que precisamos de mudança. A maioria dos profissionais que trabalham na área encontra-se perplexa com o reposicionamento do conceito. As indicações são de que o marketing e a estratégia passarão a ser um único conceito, gradualmente extinguindo-se as áreas destinadas a cada um.

O objetivo destas mudanças está em uma reordenação dos negócios para a idéia de que o cliente será o patrão do varejo. O marketing deverá ser a filosofia do negócio varejista. O varejo deverá adotar um conceito de orientação de mercado, buscando a fidelização do cliente e o entendimento da qualidade do serviço prestado ao consumidor final.

No modelo tradicional de marketing sempre houve uma separação entre a venda e a pós-venda, com a pós-venda normalmente relacionada a um plano inferior, definido pela ação dos departamentos de reclamações ou de garantia. A relação existente entre marketing de relacionamento e de serviços é muito forte. Marketing de relacionamento não seria apenas mandar malas diretas regularmente para o cliente ou ter um serviço de pós-venda eficiente.

Faz-se necessário conhecer na ponta o seu nível de serviço, no que tange a qualidade do atendimento, a qualidade do produto oferecido, o ambiente e sua atratividade. E a partir definir toda estratégia corporativa da empresa Varejista.

Em função disso, o conceito de Cliente Oculto torna-se fundamental para área de Marketing, como controle perene da qualidade do serviço. Os produtos finais gerados devem ser motivos de estudo não só pela área, mais pela empresa como um todo, fazendo parte da estratégia corporativa.

O que é o cliente oculto?
É uma técnica de pesquisa interativa utilizada para monitorar o atendimento como um todo (serviço, atratividade ambiente, produto, etc..) ao cliente sob o ponto de vista do consumidor final, utilizando pesquisadores terceirizados e treinados, que irão atuar como clientes.

Este serviço permite obter qual a percepção do cliente nas diversas situações de consumo do dia-a-dia, utilizando um breve roteiro de avaliação e profissionais experientes que atuarão como consumidores.

Sua aplicação é principalmente tática e operacional, pois parte dos valores e quesitos mais importantes sob a ótica do consumidor final, diferente das conhecidas Pesquisas de Satisfação onde sua característica estratégica foca os quesitos que as empresas desejam estudar nos consumidores.

Permite à área executar:
1. Treinamentos em: técnicas de vendas, habilidades interpessoais, conhecimento de produtos etc.;
2. Fazer feedback para membros da equipe buscando evolução nas itens avaliados insatisfatoriamente;
3. Ajustar campanhas de vendas e ações de marketing identificando pontos falhos sob o ponto de vista do cliente;
4. Padronização ou nivelamento de: pessoal, processos, atendimento, estrutura, recursos de trabalho etc.;
5. Melhoria de atendimento por meio das informações disponibilizadas pelo serviço;
6. Promover engajamento organizacional orientado a clientes.

Façamos desta pratica o passo inicial para a grande mudança conceitual do marketing no varejo.


Claudio Landsberg
Diretor comercial da RGIS Brasil (http://www.rgisinv.com/)
Newsletter HSM Online, 19/11/0819/11/08

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Crise muda consumo das classes C/D

Estrelas do novo ambiente de consumo criado no país, a partir da oferta de crédito mais generosa nos últimos cinco anos, as classes C/D estão em estado de alerta com os cenários desenhados pela crise econômica global. A constatação vem da pesquisa "Retrato da crise, as classes C/D em estado de alerta", coordenada pela McCann Erickson no Brasil, Panamá, México, Honduras, Costa Rica e Colômbia.

Foram ouvidas, no último mês de outubro, pelo instituto Data Popular 1.720 pessoas nesses países, das quais 618 entrevistas foram realizadas no Brasil nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste. Sob a supervisão do executivo Aloisio Pinto, vice-presidente de planejamento da agência, o trabalho analisou por telefone o perfil de famílias no País com rendas médias mensais variáveis de R$ 607 a R$ 1.213 (classe D) e R$ 1.214 à R$ 3.033 (classe C), equivalente a 54% da população brasileira e 45% dos ganhos desses núcleos de consumo.

O estudo observa que mais de 70% dos consumidores das classes C/D planejam "migrar de ponto-de-venda, banir produtos e usá-los menos vezes". Os deslocamentos de casa para os PDVs, em busca de preços menores, deixarão de ser praticados por 60% dos entrevistados. O lazer, vaidade e as chamadas tentações como vestuário, uso de cartão de crédito e celular serão cortados por mais de 50%.

"As tentações estão na marca do pênalti", sintetizou Aloisio Pinto. "O que sinaliza novos hábitos? O consumidor emergente da era do acesso ao crédito fácil será substituído por um comprador C/D muito criterioso, conscientizado e que precisa se sentir muito bem antes de realizar uma compra", prosseguiu Pinto, lembrando que a "avant première" dos novos hábitos que vão surgir com a crise econômica global será o Natal. "O Natal dessa crise tem festa e mais lembranças do que presentes, férias melhor pensadas e muita renegociação. Os números mostram que 63% das
pessoas mudarão sua forma de presentear e 55% vão reinventar seu descanso. Passada a euforia, ficam as contas: para 80% replanejar as dívidas está na pauta. Resumindo, a surpresa desse Natal pode chegar em janeiro".

As soluções, para 80% das respostas, passam por embalagens econômicas, menor preço e informação para não errar na compra. Para Aloisio Pinto, isso significa que a publicidade deve levar em consideração aspectos mais relacionados aos benefícios dos produtos, serviços e marcas do que enfatizar preço. "O pessoal deve saber que com um Omo mais barato garante uma Coca-Cola", comparou. "Em resumo destaco que mais do que crise, existe uma expectativa de crise; novos hábitos estão sendo definidos a partir dessa expectativa; 2009 será, portanto, um ano para revisitar posturas e atitudes; as classes C/D começaram esse processo; vão sair dele como um segmento mais maduro e sofisticado; e as empresas, assim como a comunicação, deverão se adaptar a isso", enumerou.

Humor
O humor da crise revela que 85% da população C/D acredita que "a vida está regular para boa", 58% têm o sentimento de estabilidade, 80% consideram que o País está igual para pior e 74% vêem o futuro com otimismo. As questões propostas pelos pesquisadores até então não
faziam referência à crise. Porém, quando o questionamento quis saber o sentimento em relação à crise econômica internacional, 75% revelaram que estão muito preocupados com o cenário. Para 90% o Brasil vai ser afetado. Mas os brasileiros acreditam que os efeitos durarão cerca de seis meses, enquanto nos demais países pesquisados o prazo se estende para dois anos. O estudo aponta que 88% das classes C/D têm certeza de que suas famílias não passarão incólumes à crise, nesse caso com temor de redução de consumo na ordem de 36% e de desemprego em 26%.

"Para quem a família será muito afetada, a expectativa de aumento dos preços reforça o sentimento de que perderão seu poder de compra", explicou Aloisio Pinto. "Mesmo entre os que consideram que sua família nada sofrerá com a crise, pensa-se que o desemprego trará o perigo de deixar o nome sujo na praça", ele acrescentou, enfatizando que 24% das menções de "nada sofrerão com a crise" têm a ver "com a falta de capacidade de honrar contas e dívidas".

Mídia
O espaço dedicado pela mídia à cobertura da crise também ajuda a impregnar nas classes C/D a visão de que ela vai bater à sua porta a qualquer momento. O reflexo é que 61% da amostra planeja aditar planos e projetos. 75%, identificados pela pesquisa como os mais preocupados,
vão postergar investimentos e compras. "Esse núcleo vai liderar o comportamento da crise", disse Aloisio Pinto, comparando a crise ao perfil de uma senhora interiorana. "A crise tem marcado sotaque caipira porque no interior ela é mais imediata. Para 47% dos interioranos a vida já está pior do que em relação a 36% dos moradores das capitais. O Brasil do agronegócio já vem sentindo o baque da menor demanda mundial por commodities.

A pesquisa "Retrato da crise" também revela que 63% das mulheres estão "muito preocupadas" com o cenário econômico global contra 49% da ala masculina. Para 40% das mulheres a crise será "forte no seio da família". O olhar feminino sobre o momento revela três perfis: os "Deus nos acuda" (os mais alarmados), os "Eu me viro" (que acreditam que no País do jeitinho tudo pode dar certo), e "Os sussa" (não estão nem aí para o que está acontecendo). Para 75% das mulheres, "reduzir e controlar custos" é prioridade. Outras ações profiláticas são: diminuir endividamento, conseguir segundo emprego e adiar realização de compras planejadas.


Paulo Macedo
Fonte: Propmark
Newsletter HSM Online, 19/11/08

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Trip divulga os Transformadores de 2008

Marcos Palmeira, Jair Ribeiro e Hermano Vianna estão entre os eleitos em 12 categorias

Em cerimônia realizada nesta terça-feira, 18, no Auditório do Ibirapuera em São Paulo, foram divulgados os nomes dos 12 vencedores do Prêmio Transformadores, da Editora Trip. O objetivo do prêmio é homenagear pessoas que se destacam à frente de questões que realmente fazem diferença no nosso dia-a-dia.

O evento teve o patrocínio de O Boticário e foi apoiado por Suzano Papel e Celulose, Almap BBDO, Epson, Tuca, O Estado de S. Paulo, Rádio Eldorado e Gol Linhas Aéreas Inteligentes. Os vencedores, eleitos entre 37 finalistas, foram:
Acolhimento - Jô Clemente (fundador da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais ? APAE)
Alimentação - Marcos Palmeira (ator e cultivador orgânico)
Biosfera - Frans Krajcberg (artista plástico e defensor da natureza)
Sono - Monja Coen
Corpo - José Hermógenes de Andrade Filho (Professor de Ioga)
Liberdade - Antonio Carlos Gomes da Costa (criador da Fundação Antonio Carlos e Maria José Gomes da Costa de educação)
Saber - Jair Ribeiro (idealizador da Casa do Saber e fundador da ONG Parceiros da Educação)
Conexão - Marcelo Araújo (Diretor da Pinacoteca do Estado de São Paulo)
Desprendimento - José Junior (fundador do grupo culturalAfroReggae)
Diversidade - Hermano Vianna (antropólago e coordenador do site colaborativo Overmundo)
Teto - Denis Mizne (Diretor-executivo do Instituto Sou da Paz)
Trabalho - Myrna Domit (Participou da Força de Paz da ONU no Haiti e armou projetos educativos nas favelas do país, como o cinema móvel)


Meio & Mensagem Online, 19/11/08

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Viva e Deixe Viver firma parceria com Y&R e Film Planet

Oscip, agência e produtora se unem em prol de documentário que contará os 11 anos da história da instituição comandada por Valdir Cimino e traçará um paralelo com o desenvolvimento das políticas de humanização hospitalar no País

A Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) Viva e Deixe Viver, comandada por Valdir Cimino, firmou parceria com a Y&R e com a produtora Film Planet e deve realizar, no próximo ano, um documentário que abordará seus 11 anos de existência em paralelo com o desenvolvimento das políticas de humanização hospitalar no País. O trabalho da Oscip tem como objetivo minimizar o impacto da internação hospitalar de crianças e adolescentes por meio de contadores de histórias e outros projetos de entretenimento que, desse modo, promovem a humanização das relações entre médicos e pacientes e tornam o tratamento desses jovens menos invasivo.

"O documentário vai trazer muita história de contador, de médicos, pacientes, mas também falará da lei, porque humanização da saúde é lei e não pode ser esquecida", defende Cimino. As cidades de São Paulo, Salvador, Recife, Rio de Janeiro, Curitiba, Porto Alegre, Ribeirão Preto, Fortaleza, Marília e Brasília, onde o grupo realiza seu trabalho de humanização, servirão de locação para as gravações.

A Y&R está em fase de pré-produção interna de um material de apresentação que, em breve, Marcos Quintela e sua equipe devem começar a levar a clientes e convidá-los a investir na causa e beneficiar-se pela Lei Rouanet. "Esse projeto é de total importância. Temos um foco totalmente voltado à propaganda e isso nos permite olhar com muito carinho para o projeto", defende Quintela. A Film Planet dará todo o apoio de produção ao filme, que será dirigido pela diretora Gabriela Cassaro, que já atuou ao lado de Flavia em outros projetos.

Conscientizar o mercado
Outro objetivo importante que a Viva pretende alcançar com a parceria é a conscientização dos profissionais do mercado publicitário, já que eles ajudam a decidir em que projetos seus clientes investirão, inclusive projetos de produção audiovisual. "Acreditamos muito que esse público influi na decisão, já que eles estão dentro das empresas", diz Luciana Bernardo, presidente da associação fundada por Cimino.


Eduardo Duarte Zanelato
Meio & Mensagem Online, 19/11/08

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Mercado questiona proibição da publicidade infantil

Associação Brasileira de Licenciamento (Abral) reuniu nesta quarta-feira, 19, dirigentes do setor e irá encaminhar documento ao Congresso Nacional contrário à aprovação do projeto de lei 5921/2001; bancada do PSDB sinaliza apoio

Representantes do setor de licenciamento, brinquedos e publicações infantis, além de advogados especializados em propriedade intelectual, se reuniram nesta quarta-feira, 19, para deliberar sobre ações práticas que visam evitar a aprovação do projeto de lei (PL) 5921/2001, dos deputados Maria do Carmo Lara (PT/MG) e Luiz Carlos Hauly (PSDB/PR), que propõe a proibição da publicidade de produtos destinados ao público infantil.

O PL foi aprovado pela Comissão de Defesa do Consumidor em 9 de julho, mas ainda não tem data para ir a plenário. Dentre os principais pontos do PL estão a proibição de qualquer tipo de publicidade e de comunicação mercadológica dirigida ao público infantil, em qualquer horário e mídia, seja ela de produtos ou serviços relacionados à infância.

O evento, promovido pela Associação Brasileira de Licenciamento (Abral) no auditório da Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil (ADVB), na cidade de São Paulo, resultará num documento em defesa dos setores envolvidos e contra a aprovação do projeto de lei que será entregue aos autores e aos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado.

"Enquanto a crise econômica assola o mundo, o legislativo, ao invés de procurar soluções, está querendo coibir a publicidade infantil. Essa é uma lei espúria que irá obrigar a indústria a reduzir a produção e os postos de trabalho. Nem embalagens coloridas poderemos ter. Vamos nos blindar, não podemos deixar isso acontecer", diz Sebastião Bonfá, presidente da Abral.

Um dos componentes da mesa de debates, André Magalhães Pinto, secretário parlamentar e assessor especial do deputado federal José Aníbal (PSDB/SP), se prontificou a levar as demandas do mercado à bancada do PSDB em Brasília. "O Bonfá irá me passar um briefing e a intenção é fazer uma blindagem contra o projeto de lei na Câmara. Vamos atuar para derrubá-lo", afirma Magalhães Pinto.

Na opinião de Synésio Batista da Costa, presidente da Associação Brasileira de Fabricantes de Brinquedos (Abrinq), este é mais um exemplo de projetos exóticos do congresso brasileiro. "Existem projetos para mudar a correnteza e o curso de rios e para dessalgar a água do mar brasileiro. O projeto não vai passar, mas tem um rito, isso vai demorar. CNI, Abert, Abrinq e mais algumas entidades estão capitaneando esse processo. Agora a Abral vai se juntar ao grupo", destaca, lembrando que a próxima reunião dessa equipe será em fevereiro.

Também participaram da mesa Arnaldo Rabelo (autor do livro Marketing Infantil e especialista em marketing de produtos infantis), Cecília Manara (advogada especialista em propriedade intelectual), Monica de Sousa (diretora comercial da Mauricio de Sousa Produções), Ricardo Sayon (presidente da rede de lojas Ri Happy), José Eduardo Severo Martins (presidente da Panini Brasil), Glenn Migliaccio (diretor de licenciamento da ITC) e Edson Pinto (advogado e tributarista).


Fernando Murad
Meio & Mensagem Online, 19/11/08

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É possível uma empresa social?

O super-executivo Jefrey Immelt e o economista bengalês Muhamad Yunus têm pouco em comum a não ser talvez a firme crença em suas idéias sobre empresas sustentáveis. Há duas semanas, em Nova Yorque, o CEO da General Eletric contagiou uma platéia de 1200 executivos com o seu entusiasmo pelas corporações e negócios verdes. Na semana passada, o presidente do Grameen Bank, prêmio Nobel de 2006, esteve no Brasil onde fez a sua habitual pregação sobre o microcrédito e o conceito de empresa social.

Em visita ao País, para o lançamento do seu livro “Um mundo sem pobreza”, palestras públicas e encontros privados com políticos e empresários, Yunus defendeu, com a serenidade costumeira, uma tese que, para muitos, se apóia em preceitos contraditórios: a de que o mundo precisa de “social business”, isto é, de companhias cuja prioridade não seja lucro e dividendos, mas benefícios sociais para pessoas de baixa renda. Vale reforçar, de partida: ele não está se referindo a uma organização de terceiro setor muito menos ao festejado conceito de negócios na base da pirâmide, cunhado pelo indiano G. K. Prahalad, segundo o qual as empresas podem ajudar mais na erradicação da pobreza se direcionarem seus produtos e serviços para um contingente de quatro bilhões de pessoas de classes C e D, com renda anual de até U$ 1,5 mil.

Yunus tem sido um crítico contumaz do BOP, como ficou conhecido o modelo sugerido por Prahalad. Para o criador do Grameen Bank (banco da aldeia), tratar os pobres como mera oportunidade de negócios só faria manter as desigualdades sociais e a engrenagem de um capitalismo perverso. Empresa social é - segundo ele - uma organização voltada para causas. Nela, os acionistas não estão preocupados com bottom line e admitem a idéia de apenas recuperar o dinheiro investido. Os resultados financeiros - sim, persegui-los é importante! - são integralmente revertidos na melhoria de um produto ou serviço com claro apelo social e também na expansão do seu “mercado” local.

Na Wall Street, pós ou pré-crise do subprime, modelos como este são tratados com ironia e desdém, e gente da estirpe de Yunus, como poetas sonhadores. De lado qualquer licença poética, o fato é que, há quatro anos, Yunus convenceu Franck Riboud, CEO da francesa Danone, a fundar, com o Grameen Bank, a primeira empresa social de Bangladesh, um país com 150 milhões de habitantes e uma renda per capita menor que US$ 4 por dia.

Durante almoço em Paris, Riboud confessou que desejava encontrar formas inovadoras de estender a missão da companhia de contribuir para a saúde de mais pessoas, especialmente das mais carentes. Yunus, por sua vez, viu na fala do executivo uma oportunidade para turbinar sua luta contra a desnutrição no país. Reunida a fome com a vontade de comer, nasceu, seis meses depois, a Grameen Danone Foods - uma pequena fábrica localizada em Bogra, no Norte de Bangladesh, produtora do Shoktidoi, um iogurte fortalecido com vitaminas e sais minerais.

Para financiar uma experiência tão inovadora, a empresa acabou criando, em 2006, um fundo de investimentos chamado Danone Comunities. E hoje já trabalha a implantação de modelo semelhante na Indonésia e na África do Sul. Toda a cadeia produtiva do Shoktidoi observa os princípios da sustentabilidade: mecanismos de ecoeficiência instalados, pouca tecnologia para gerar mais empregos na região, compras feitas de pequenos agricultores locais clientes do Grameen Bank e distribuição por conta de mulheres da rede estabelecida pelo banco.

O desafio de Yunus com a Danone Foods é, a rigor, e guardadas as monumentais diferenças em dólares, o mesmo de Immelt com a sua linha Ecoimagination: a viabilidade econômica. Para muitos de seus produtos verdes, a GE está enfrentando o desafio de abrir mercados novos, com baixa escala e alto custo de desenvolvimento. Como objetiva lucro, no entanto, a companhia aposta que cada vez mais clientes pagarão pela inovação. Alto investimento para alta recompensa financeira.

No caso da empresa social de Bangladesh, recai um desafio de outra ordem: oferecer um bom produto a preço bastante acessível para pessoas de baixíssima renda. Os sócios da Danone Foods prevêem que a fábrica deverá equilibrar entradas e saídas apenas daqui a dois anos, quando puder ocupar toda a sua capacidade produtiva. Alto investimento para alta recompensa social.

Evidentemente, experiências como a de Yunus ainda são vistas como alternativas, até porque confrontam a lógica vigente da rentabilidade de curto prazo. Não há nenhum sinal no horizonte mais próximo de que as empresas venham a aceitar a idéia de substituir a recompensa financeira pelo dividendo social aos seus investimentos. De qualquer modo, é bom para o mundo que as empresas sociais existam e em número cada vez maior, ainda que como símbolos de um ativismo generoso e solidário, expressões da missão institucional de empresas que pretendem deixar o mundo melhor para futuras gerações. Coexistindo com as empresas convencionais elas não nos farão esquecer nunca de que o melhor lucro é aquele que está a serviço do desenvolvimento, do bem-estar e da qualidade de vida das pessoas. Não custa sonhar que, um dia, Yunus convença Immelt a criar uma empresa social.


Ricardo Voltolini, da Revista Idéia Socioambiental
Publisher da revista Idéia Socioambiental e diretor da consultoria Idéia Sustentável. ricardo@ideiasustentavel.com.br
Envolverde, 20/11/08
© Copyleft - É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.

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Uma nova medida para o progresso

Com o abalo causado pela crise econômica mundial, decorrente de um modelo de crescimento explorado há décadas, olhar o desenvolvimento a partir de uma nova perspectiva passou a ser uma atitude necessária para a sobrevivência financeira de países e empresas. Nesse contexto, o velho PIB começa a perder espaço para índices alternativos que compreendem não apenas questões econômico-financeiras, mas também sociais e ambientais. Hoje já se tem a experiência de um FIB (Índice de Felicidade Interna Bruta) e até de um RDH (Relatório de Desenvolvimento Humano).

Segundo Michael Pennock, coordenador das Nações Unidas para o desenvolvimento do FIB no Butão e coordenador da colaboração internacional para a implantação do índice, repensar o modelo econômico predominante é inevitável neste momento de grandes dúvidas. “A crise realmente abalou esse modelo no qual tudo o que importa é a geração de riqueza. Se essa produção excessiva gerou bolhas financeiras e afundou é porque há algo errado com o que criamos”, avaliou Pennock, durante encontro de sustentabilidade, realizado na última semana de outubro, no Banco Real.

De acordo Karma Dasho Ura, membro da comissão do FIB do Ministério de Planejamento do Butão, muitas vezes a disputa entre setores e a diferença entre as diversas estruturas existentes impossibilitam a composição de um índice que englobe a sociedade como um todo, revelando o estado geral da população e suas expectativas. Indicadores como o PIB, além de não serem abrangentes o suficiente - destaca Ura - apresentam deficiências como a falta de índices quantitativos, a não mensuração do capital natural, humano e social, e a indiferença às desigualdades sociais.

Segundo Pennock, dados dos últimos anos indicam que o crescimento dos países não foi acompanhado pela satisfação geral de seus habitantes, o que contradiz a idéia de que prosperidade econômica está associada à felicidade, e evidenciam a relação frágil entre os dois aspectos.

Progresso coletivo
Para suprir as lacunas do PIB, novos indicadores têm sido criados considerando a opinião de pessoas e organizações da sociedade civil na concepção de políticas públicas.

Um exemplo é o Índice de Felicidade Interna Bruta (FIB), que aposta em uma estrutura unificada e integra padrões subjetivos em seu cálculo. Criado há cerca de 30 anos, no Butão, o FIB recebeu forte influência da espiritualidade local e da integração comunitária em sua concepção. A experiência de sucesso nesse pequeno país, localizado entre a China e a Índia, vem estimulando outras nações a repensar os seus próprios valores.

De acordo com Susan Andrews, coordenadora do FIB no Brasil, para superar momentos de crise é necessário que as comunidades globais estejam unidas na busca de um ideal de colaboração. Do contrário, podem enfrentar grandes riscos. “Vários estudos sobre civilizações em crise indicam que dois fatores são fundamentais para superar essa situação: a visão de liderança e a cooperação popular. Acredito que os países que perderam a sua vitalidade comunitária terão sérios prejuízos”, aponta a coordenadora.

Segundo Rinzin Dorje, chefe de planejamento da comissão do FIB no Butão, o estimulo à integração da sociedade é uma ação básica para a disseminação de novos indicadores. “Os princípios da interdependência são muito importantes e tiveram grande influência no contexto do FIB. Não basta apenas falar sobre felicidade, mas sobre compartilhar valores”, ressalta Dorje.

Outro método de avaliação inovador, que está sendo desenvolvido pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) é o Relatório de Desenvolvimento Humano (RDH). O PNUD pretende elaborar um documento útil para a tomada de decisões e a gestão de diversos setores, uma espécie de instrumento para suscitar a discussão dos temas que mais afetam a vida dos brasileiros.

Um dos objetivos do RDH consiste em superar a chamada cultura de gabinete que persiste no Brasil, segundo a qual todas as decisões são tomadas por poucos indivíduos – que, na maioria das vezes, não compreendem de forma ampla os problemas das comunidades.

“O que estamos tentando com o relatório é passar a idéia de que o desenvolvimento precisa de informação, comunicação e uma estratégia para estimular o debate público. O desenvolvimento humano precisa de uma direção normativa, que tem a ver com valores considerados importantes pelas pessoas”, avalia Flávio Comim, coordenador do RDH PNUD.

No último dia 10 de novembro, realizou-se a primeira audiência pública do programa Brasil Ponto a Ponto para a elaboração do relatório. Entre novembro e dezembro, ocorrerão encontros semelhantes em outras regiões, incluindo as principais capitais e os dez municípios com o pior de IDH do País.

Por meio de consulta pública, a equipe do RDH elegerá um tema que dará origem a várias publicações. Com o intuito de estimular a discussão brasileira sobre como se pode melhorar o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), o material abordará desde um diagnóstico geral até as possíveis soluções para a questão selecionada.

O papel do setor privado
O envolvimento das corporações com a qualidade de vida da comunidade é uma questão diretamente relacionada ao desempenho dos negócios. De acordo com Pennock, as finanças e a satisfação geral são aspectos que geram impactos recíprocos. “As condições econômicas obviamente afetam o bem-estar coletivo. Por outro lado, o bem-estar impacta a economia porque pessoas mais felizes, que se sentem bem, são muito mais produtivas, criativas e trabalham melhor do que as outras”, destaca o coordenador.

Ações focadas na preservação de locais de trabalho, voltadas para a saúde dos funcionários e das comunidades, constituem importantes ativos intangíveis. As parcerias com empresas, segundo Comim, são imprescindíveis no processo de formulação e expansão dos novos conceitos. “O setor sempre ousa, é um laboratório de idéias, faz projetos que muitas vezes governos não realizam por falta de condições. Devido a esse elemento de inovação, as companhias representam uma parceria fundamental”.

Além disso, a governança corporativa também tem se mostrado um aspecto central nesse cenário. De acordo com os pressupostos do índice de Felicidade Interna Bruta, lideranças de todos os setores devem buscar o bem-estar geral por meio da promoção dos direitos humanos e da equidade social. O equilíbrio entre aspectos como trabalho, lazer, educação e um padrão de vida mais igualitário gera melhores profissionais e líderes de negócios.

Para Pennock, cabe às empresas oferecer apoio aos seus funcionários e às suas comunidades. “As corporações podem olhar para a criação de políticas e programas que dêem suporte aos empregados e à sociedade, promovendo a satisfação geral”, destaca.

Repensando o modelo econômico
Para Karma Ura, da comissão do FIB no Butão, o atual desafio para aqueles que buscam a implementação de novos índices está em expandir os conceitos para outras regiões, de modo que a combinação entre valores externos e internos - com o respeito a todas as opiniões - possa se revelar a medida ideal para o progresso. Essa necessidade de encontrar um modelo econômico alternativo focado em pessoas já mobiliza diversos setores.

Segundo Susan, o trabalho do FIB no Brasil, já em andamento, será desafiador. No entanto, os resultados obtidos até agora mostram um interesse crescente na organização de um novo pensamento. “Muitas pessoas, prefeituras e empresas estão interessadas na novidade. O velho paradigma de consumo, competição e materialismo não serve mais para um planeta em processo de autodestruição, que precisa de algo novo. Pelo progresso do FIB no Brasil, acredito que o País possa ser o segundo do mundo a implementar o medidor.”, ressalta a coordenadora. O próximo passo do programa será sua aplicação em uma prefeitura e uma empresa para a formulação de um case completo nos próximos seis meses.

Na opinião de Comim, coordenador do RDH, o processo de comunicação é uma etapa fundamental para a elaboração do relatório e dos indicadores do programa. Por meio de uma campanha informativa eficiente, o RDH pretende disseminar uma nova consciência participativa. “É claro que vamos encontrar dificuldades. Alguns vão dizer: ‘por que sair de casa para colaborar com um relatório? Não faz diferença nenhuma’. Mas é exatamente esse o desafio: mostrar que o RDH pode ser um instrumento para transformar idéias dos indivíduos e, posteriormente, tornar prático o conhecimento”, diz.

A próxima etapa do projeto, após sua publicação -enfatiza Comim- será encontrar formas de traduzir a linguagem acadêmica para que qualquer indivíduo tenha acesso aos resultados.

Preceitos básicos para o bem-estar segundo o FIB:
Acesso à cultura
Proteção ambiental
Vitalidade comunitária
Boa saúde
Educação de qualidade
Boa governança
Bom padrão de vida econômico
Gestão equilibrada do tempo

Etapas do Relatório de Desenvolvimento Humano:
1º caderno - Experiência de consulta pública, com as diversas opiniões obtidas durante as audiências pelo Brasil.
2º caderno - Diagnóstico do problema
3º caderno - Agenda positiva, propondo a reflexão sobre soluções para a questão selecionada.
4º caderno - Apresentação de Indicadores com o objetivo de estimular uma discussão brasileira sobre como melhorar o IDH.


Cristina Tavelin, para a revista Idéia Socioambiental
Envolverde, 20/11/08
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Consumidor ajudará a definir tema do Relatório de Desenvolvimento Humano

Clientes de Natura e TIM podem responder a questionário para indicar assunto do Relatório de Desenvolvimento Humano sobre o Brasil.

O PNUD firmou uma parceria com as empresas Natura (cosméticos) e TIM (telefonia celular) para que elas pesquisem com os consumidores qual tema eles gostariam de ver abordado no próximo RHD (Relatório de Desenvolvimento Humano) do Brasil. A expectativa é que 36 milhões de pessoas respondam a questionários e mensagens de celular sobre o que é preciso mudar no país para melhorar a vida da população.

A pesquisa faz parte de um levantamento maior sobre o tema, que inclui cinco audiências públicas — em São Paulo (já realizada), Belém, Brasília, Porto Alegre a João Pessoa —, coleta de opiniões de internautas no site do PNUD e no Portal do Voluntário, envio de informações pela comunidade acadêmica e pesquisa com moradores de municípios de baixo IDH-M (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal). Os resultados da consulta e o tema escolhido devem ser divulgados em abril.

“Para promover desenvolvimento é necessário envolver as pessoas nas discussões e na construção dos direitos humanos”, afirma o coordenador do RDH Brasil, Flávio Comim. “A idéia é pensar em um novo modelo de relatório, melhorado e aperfeiçoado, que seja mais fácil das pessoas entenderem”.

As campanhas da TIM e da Natura devem começar entre fevereiro e março. A Natura vai repassar questionários para as revendedoras dos produtos, que irão entregá-los para as consumidoras. A pergunta é: “O que é preciso mudar no Brasil para sua vida dar uma melhorada? E para mudar de verdade?”. A expectativa é que 1 milhão de questionários sejam respondidos.

A TIM deve enviar 35 milhões de mensagens de celular (torpedo) com essas mesmas perguntas. As respostas serão compiladas pela empresa e enviadas para o PNUD. A Caixa Econômica Federal e os Correios também são parceiros, mas ainda não está definido como as instituições colaborarão com a pesquisa.

Audiências Públicas
A primeira das audiências públicas aconteceu em São Paulo, em 10 de novembro. O evento reuniu 85 representantes de órgãos públicos, organizações não-governamentais, empresas e centros comunitários. Eles debateram temas como educação, desigualdade, ineficiência de leis e acesso de deficientes físicos e mentais.

A próxima audiência acontecerá em 26 de novembro, em Belém, seguida pela edição do Distrito Federal, dia 27. Em dezembro acontecem as duas últimas reuniões: em Porto Alegre, dia 10 e em João Pessoa, dia 15.

O levantamento de opiniões inclui também pesquisas com moradores dos dez municípios de mais de mais baixo IDH-M (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal, uma adaptação do IDH aos indicadores regionais brasileiros). Um consultor do PNUD e um fotógrafo começaram as viagens em 16 de novembro. As imagens da pesquisa serão publicadas no relatório.

Responda à enquete do Pnud
Quais são os maiores desafios do Brasil? - http://www.pnud.org.br/rdhbrasil2009/


Sarah Fernandes, do Pnud
Envolverde, 19/11/08
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Garibaldi surpreende ao devolver MP das filantrópicas ao Executivo

Garibaldi: governistas questionam amparo legal da devolução
Foto Alan Marques/Folha Imagem


Numa atitude inédita, que provocou irritação dos governistas e aplausos da oposição, o presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN) - que também preside o Congresso Nacional -, decidiu ontem devolver à Presidência da República a medida provisória 446, mais conhecida como a "MP das Filantrópicas".

A MP atribui aos ministérios da Saúde, Educação e Desenvolvimento Social a função de conceder ou não os Certificados de Entidade Beneficente de Assistência Social (Cebas), função até então exercida pelo Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS). Também aprova todos os pedidos de renovação de certificados de filantropia pendentes no CNAS (Conselho Nacional de Assistência Social), inclusive das instituições investigadas por fraudes.

Garibaldi anunciou sua decisão no embalo de vários discursos de oposicionistas contra o excesso de MPs e contra o mérito da MP das Filantrópicas. Consideram que a MP concede anistia a entidades irregulares. Segundo o pemedebista, a medida contém inúmeros problemas e não poderia ser votada da forma como está. Afirmou estar amparado no artigo 48 do regimento interno, que atribui ao presidente da Casa, entre outras coisas, "impugnar as preposições que lhes pareçam contrárias à Constituição, às leis, ou a este Regimento, devolvendo-as ao seu autor".

A tramitação da MP, no entanto, não foi suspensa, porque, assim que Garibaldi anunciou sua decisão, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), apresentou recurso ao plenário da Casa. Cabe, agora, à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) emitir parecer, posteriormente submetido ao plenário.

Para Jucá, a decisão foi "precipitada", porque o governo já tinha admitido a possibilidade de "ajustar" o texto. Para Aloizio Mercadante (PT-SP), o ato de Garibaldi foi "totalmente intempestivo e sem amparo legal". Mercadante protestou contra a decisão, alegando que apenas o plenário da Câmara e o do Senado podem rejeitar uma MP.

Argumentou que o presidente pode realmente devolver esse instrumento jurídico, mas no ato do recebimento, antes do início da tramitação - o que ocorreu em 7 de novembro. "O presidente acolheu a MP, que tem força de lei. Constituiu uma comissão mista para examiná-la e abriu prazo até 16 de novembro para emendas. O prazo de tramitação na comissão só terminaria no dia 23. E no dia 19, de forma intempestiva, ele interfere no processo legislativo e interrompe a tramitação? É o caos", disse Mercadante.

O líder do PSB, Renato Casagrande (ES), classificou o gesto do pemedebista como "factóide", adotado como resposta política à pressão da oposição. Uma única MP foi devolvida à Presidência da República e assim mesmo o ato foi revisto. O fato ocorreu em 1989, sob a gestão de José Sarney na Presidência da República. O presidente do Senado era Nelson Carneiro (PMDB-RJ), mas quem estava no exercício da função era o vice, José Ignácio Ferreira (ES).

Ele não acolheu uma MP editada por Sarney que extingüia o Grupo Executivo de Transportes e outras estatais, além de acabar com funções comissionadas. Carneiro, no entanto, reviu a decisão ao reassumir a Presidência. O ex-presidente da Câmara dos Deputados Severino Cavalcanti chegou a ameaçar devolver medidas provisórias que não respeitassem o princípio de relevância e urgência, queixando-se do permanente trancamento da pauta de votações por causa dessas propostas - com prazo de tramitação vencido, elas passam a ser prioridade e nada mais pode ser votado até seu exame.

O ministro José Múcio Monteiro afirmou, depois da reunião da coordenação de governo, que o Executivo não editará uma nova medida provisória ou encaminhará projeto de lei ao Congresso para substituir a MP. Múcio classificou a ação do presidente do Senado como um gesto político, inusitado, para o qual o governo não estava preparado: "Agora cabe ao Senado encontrar uma solução para as milhares de entidades filantrópicas que estavam atendidas na MP. Medidas provisórias são aprovadas ou rejeitadas, mas são colocadas em votação. Editar MPs é um preceito constitucional. O que o presidente Garibaldi fez não está previsto em nenhum regimento". (Colaborou Paulo de Tarso Lyra)


Raquel Ulhôa, de Brasília
Valor Online, 20/11/08

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Renúncia fiscal do governo vai crescer a R$ 100 bi em 2009

Segundo o economista Amir Khair, parte das desonerações fiscais é constitucional e a outra parte, voluntária, e deve servir para estimular o desenvolvimento econômico do País

As renúncias fiscais do governo federal devem chegar a R$ 100 bilhões em 2009 - cerca de 3,2% do Produto Interno Bruto (PIB). O valor representa um crescimento de 34% em relação aos R$ 76 bilhões previstos para este ano (2,77% do PIB). Tal avanço nas isenções ocorre no momento em que o governo articula medidas para evitar uma desaceleração brusca no setor produtivo e tenta manter as metas fixadas em sua política industrial. A renúncia inclui: presunções creditícias, isenções, anistias, reduções de alíquotas, deduções ou abatimentos e adiamentos de obrigações de natureza tributária.

"No quadro atual de crise financeira que se instala, preservar a renda por meio de desoneração indireta de tributos é importante, mas o peso do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços) é mais danoso. Deveria ter uma pressão para os governadores fazerem o mesmo", diz o economista Amir Kahir.

De acordo com dados do Demonstrativo dos Gastos Governamentais Indiretos de Natureza, elaborado pela Receita Federal do Brasil (RFB), nominalmente, a previsão feita de renúncia para 2008 representa um crescimento na ordem de 44,2% em relação ao ano anterior e uma participação em 16,5% das receitas administradas pela entidade.

"Esse valor poderia até ser melhorado na medida em que houvesse mais fiscalização nas entidades sem fins lucrativos [isentas de tributação]", diz o economista Amir Khair. Segundo ele, parte das desonerações fiscais é constitucional e a outra parte, voluntária, e deve servir para estimular o desenvolvimento econômico do País.

Para 2008, o que mais fortemente contribui sobre as isenções, foi o alargamento da base tributária do Simples Nacional, regime especial de tributação destinado às micro e pequenas empresas.

Com a extensão do benefício para mais empresas, o Simples torna-se a principal renúncia do governo federal, responsável por 25,7% (R$ 19,5 bilhões) do total de desonerações concedidas. "O Simples é uma boa política porque ao mesmo tempo que simplifica a vida das empresas tem um peso forte em renúncia", afirma o economista.

O regime especial das micro e pequenas empresas não foi o único colaborador para o resultado. Seguindo os benefícios concedidos às micro e pequenas empresas, aparecem aqueles destinados à Zona Franca de Manaus, de R$ 11,1 bilhões (14,6%) ; das entidades sem fins lucrativos, em R$ 8,9 bilhões (11,72%); os rendimentos isentos e não tributáveis, de R$ 5,8 bilhões (7,67%) e a agricultura e agroindústria, de R$ 5,2 bilhões (6,96%). Outros gastos tributários tiveram uma relevância significativa no volume de recursos que o governo concedeu para esse ano

Entre as previsões realizadas pela Receita, no entanto, nem todos os gastos tributários podem ser identificados. Em 2008, o total de 15 renúncias não foi estimado, entre elas a dos incentivos dados por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Semicondutores (Padis) e fica também fora do cálculo da Receita o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Equipamentos para a TV digital (PATVD).

A concentração dos gastos tributários (80%), está em cinco funções orçamentárias de governo, são elas: comércio e serviço, com 29,2%, indústria, com 19,8%, trabalho com 11,9%, saúde com 11,7% e agricultura com 9 %; os 20% restantes estão diluídos nas demais funções.

Próximo ano
Para 2009, a estimativa em renúncias representa um crescimento de 34,05% em relação a esse ano e 18,8% das receitas administradas pela Receita Federal. Entre os fatores que mais contribuem para essa previsão, destaca-se as alterações na legislação relativas aos benefícios destinados ao Desenvolvimento da Informática, ao Programa de Inclusão Digital - "Computador para Todos", aos Medicamentos, às Operações de Crédito com fins Habitacionais e os destinados à Termoeletricidade, acréscimos verificados em função da política governamental de inclusão social.

De um ano para o outro, a concentração de incentivos do governo repete-se: 82% do valor estão nas mesas cinco funções orçamentárias: Comércio e Serviço, com 31,6%, Indústria, com 20,4%, Saúde, com 12,3%, Trabalho, com 9,39%, e Agricultura com 8,2%; os 18% restantes estão distribuídas nas demais funções.

A renuncia fiscal do Regime Geral de Previdência Social, orçada separadamente para o próximo ano, está estimada em R$ 17, 9 bilhões, representando 0,56 do PIB e 8,64% da arrecadação previdenciária.


Patrícia Acioli
DCI, 19/11/08

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quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Para guru, executivos devem parar de reclamar da crise e agir

Stephen Covey diz que os verdadeiros líderes devem identificar e resolver os problemas, sempre com a ajuda dos subordinados

Em entrevista a EXAME, o americano Stephen Covey, 75 anos, uma espécie de guru de auto-ajuda empresarial, autor do best seller “Os Sete Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes”, fez duras críticas aos gestores atuais. Na última semana, ele esteve em São Paulo (no HSM Management 2008) e em Porto Alegre (num evento da Associação Brasileira de Recursos Humanos), onde descreveu para centenas de executivos os erros mais comuns da maioria dos líderes, sejam eles empresariais ou políticos. “São orgulhosos, elegantes, enrolam e não são gentis como deveriam. Não têm consideração e não têm habilidade para se comunicar, organizar e planejar”, afirmou.

Com MBA em Harvard, doutorado na Brigham Young University e oito títulos de doutor honorário, Covey é um dos diretores da Points of Light Foundations, co-fundador e vice-presidente da Franklin Covey, organização voltada para a melhoria da eficácia corporativa, uma empresa de serviços para a liderança global com escritórios em 123 países e que atende 90% das 100 maiores empresas do ranking da Revista Fortune. O best-seller Os 7 Hábitos vendeu 20 milhões de cópias em 75 países e ocupou a lista de mais vendidos por oito anos consecutivos. Covey já foi consultor pessoal de Bill Clinton, do ex-presidente do México, Vicente Fox, do sul-coreano Kim Dae Jung e de CEOs de grandes empresas em todo o mundo. E deve voltar a dar palpites na Casa Branca no governo de Barack Obama.

Existe um perfil de liderança mais indicado para lidar com uma situação como a atual?
Sim. Num momento de crise, mais do que nunca, o líder deve inspirar confiança, demonstrar que é honesto, ter caráter forte e competência para se comunicar e se desculpar quando erra. Ele também precisa deixar claros os seus propósitos, o que significa mostrar qual é o seu objetivo e quais são os seus valores. Ele precisa listar os sistemas e processos disponíveis na sua organização para ajudá-lo a atingir os objetivos e fortalecer os talentos.

Como ele deve agir para corresponder às expectativas que pesam sobre ele?
Ele precisa envolver as pessoas e escutá-las, de modo a entender suas expectativas. A verdadeira liderança é moral, e não autoritária. Liderança não é posição. Gandhi, o fundador da maior democracia do mundo, a Índia, nunca teve um cargo e sempre foi uma liderança. Nélson Mandela, na África do Sul, teve sua autoridade moral crescente ao longo de 26 anos. Os grandes líderes trabalham sob quatro aspectos: esclarecer propósitos, inspirar confiança, alinhar sistemas e liberar talentos. Assim, dão voz a todos, exercendo uma liderança de complementaridade. Não é necessário mais ficar supervisionando ninguém.

Baseado em sua experiência nas grandes corporações, o senhor diz que um em cada quatro CEOs está no lugar errado? Por que?
Eles não reúnem as qualidades básicas de um líder. Falta-lhes força moral e competência, eles não escutam e não têm humildade. São orgulhosos, elegantes, enrolam e não são gentis como deveriam. Não têm consideração e não têm habilidade para se comunicar, organizar e planejar. Nada prejudica mais a liderança do que ser orgulhoso e elegante. É preciso mais que elegância para ser um líder. É preciso objetivos claros. Por que as pessoas não alcançam os objetivos propostos? Porque muitas pessoas nem conhecem esses objetivos! Todo mundo sabe o que está acontecendo dentro da empresa? Todo mundo sabe as respostas para as perguntas? Informação transparente é o maior desinfetante dentro das empresas, além de alavancar crescimento.

Mas o senhor defende a idéia de que qualquer pessoa pode ser um líder.
Absolutamente. Liderança é uma escolha, não uma posição. Qualquer um dotado de princípios vai encontrar um círculo de influências, vai crescer e se tornar um líder dentro desse círculo mesmo sem ter um cargo de chefia. Até uma criança pequena pode ser líder dentro de uma família, liderando com base em princípios e aprendendo a servir os membros da família. Aqueles que servem, desenvolvem mais autoridade. Aqueles que mandam, perdem autoridade.

O que é preciso para influenciar pessoas?
A primeira coisa é ser confiável. Ter habilidade para comunicação e disposição para ouvir e entender as necessidades e os problemas dos outros e ajudar a resolvê-los. Assim o seu círculo de influência cresce cada vez mais.

Estamos vivendo uma das maiores crises financeiras da história. O senhor, como especialista em desempenho humano e conselheiro de muitas empresas, que conselhos daria aos CEOs apavorados e perdidos com a atual situação?
Encontre o problema e resolva-o. Descubra a necessidade e supra-a. Quando você sabe quais são os problemas e os compreende, tenta solucioná-los. Isso vai garantir o seu emprego e torná-lo apto a qualquer cargo. Deixe de se fazer de vítima e pare de achar culpados, pare de criticar, pare de se comparar com outros, pare de se queixar e assuma a responsabilidade de fazer coisas boas acontecerem. Só assim o seu círculo de influência aumenta, mesmo num período econômico ruim.

Inovação e criatividade são duas competências consideradas essenciais hoje em dia. O senhor acredita que os atuais gestores estão preparados para desenvolver essas habilidades em suas equipes?
Sim. No meu livro, Os 7 Hábitos das Pessoas Eficazes, o hábito número seis é a sinergia. Quando você aprende a ouvir as pessoas com receptividade, pode criar uma terceira solução alternativa melhor do que algo imposto por alguém de cima, e pode aplicar isso no desenvolvimento de um novo produto, na relação com consumidores ou qualquer tipo de relacionamento. Criatividade e inovação são a principal conseqüência do hábito da sinergia. Ela serve para otimizar o potencial humano, para desenvolver equipes complementares, uma espécie de força produtiva que torna as fraquezas irrelevantes. A força da liderança é sua autoridade moral. Mesmo tendo autoridade formal, é preciso ter senso de justiça, delicadeza e saber estimular os talentos.

O senhor diz que as empresas que enfrentam competição global estão mais bem capacitadas para adotar os princípios que o senhor defende. Em muitos países, a maioria das empresas ainda trabalha em mercados fechados e sem competição. Quem está mais bem preparado hoje, depois dessa crise?
As mesmas que têm sucesso num mercado em que a competição é importante. Quando a competição não é importante, então você precisa aprender a competir contra você mesmo e ampliar seus objetivos. As que terão sucesso são as que aprenderem a satisfazer as necessidades dos consumidores melhor que seus concorrentes. Só isso.

O senhor costuma dar consultoria para governantes, como Bill Clinton. O mesmo que o senhor fala para os líderes empresariais vale para chefes de estado?
Sim, os chefes de estado também têm mais autoridade quando se orientam por princípios e aprendem a criar uma estrutura de cooperação em vez de criticar outras pessoas. Eu enfatizo a importância da sinergia e da comunicação o tempo todo. Estive com Barack Obama outro dia e ele me perguntou se eu o ajudaria se ele fosse eleito. Eu respondi que sim. A primeira recomendação que darei a ele será usar sinergia e comunicação. A segunda é buscar soluções alternativas, tanto no âmbito doméstico como nas questões internacionais. Ele deve incentivar as pessoas a sair de uma posição de vítimas e assumir a responsabilidade por suas próprias vidas e deixar de esperar tudo do governo. Eu o encorajaria a focar no fortalecimento das famílias. Ele é um líder que inspira esperança e mudança para melhor. Espero que ele ensine a importância do conhecimento para todas as áreas do governo.

O senhor costuma destacar a importância dos paradigmas para as empresas. Como deverão evoluir esses paradigmas daqui pra frente?
Os nossos paradigmas são uma espécie de mapa e têm muita força sobre nós, pois são eles que impulsionam nossas atitudes e comportamentos. Por isso, se queremos mudar comportamentos precisamos entender os paradigmas que estão dentro de nós. Uma das maiores mudanças nos tempos atuais é a da era industrial para a era do conhecimento. Isso é uma grande mudança de paradigma, mas aqueles que continuam usando o "mapa" da era industrial não conseguem entrar na era do conhecimento. Os principais problemas tanto das organizações quanto dos profissionais é ainda pensar fora de época. Muitas de nossas práticas ainda são da era industrial. Estamos na era do trabalho, da inovação e do conhecimento. E ela será 50% mais produtiva. Na era industrial, empregados eram subordinados. Agora, eles devem ser voluntários, associados, parceiros. Gerenciamos coisas, mas lideramos pessoas que têm poder de escolha. E é a primeira vez que as pessoas podem escolher e se autogerenciar. As pessoas escolhem o quanto vão se entregar ao trabalho. Isso depende de quatro fatores: corpo, coração, mente e espírito, algo que ninguém compra. Por isso, é preciso mudar o ‘como recrutar’, ‘como remunerar’, ‘como dar benefícios’. É urgente.


Suzana Naiditch
Portal Exame, 18/11/08

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Conheça a política de patrocínio da Tam

Projetos para 2009 podem ser enviados até 30 de novembro

A TAM anualmente realiza importantes investimentos em Patrocínios Esportivos e Culturais. Como os recursos disponíveis para os investimentos nesse campo são limitados frente à quantidade de projetos existentes, preocupada em avaliar e executar os projetos apresentados de forma transparente, criteriosa e com eficácia, a TAM estabelece anualmente as Diretrizes de Patrocínios, que norteiam as políticas de Patrocínios Esportivos e Culturais da companhia, tanto no Brasil quanto no Exterior.

Aqui você pode se informar sobre as políticas de Patrocínios da TAM e o procedimento para solicitação de Patrocínios, caso seu projeto atenda os requisitos pré-estabelecidos em nossas políticas.
Patrocínios Esportivos:
1. Vôlei
2. Futebol
3. Tênis
4. Automobilismo
5. Golfe

Patrocínios Culturais:
1. Casas de Show
2. Peças Teatrais
3. Cinemas
4. Espetáculos e Musicais
5. Moda
6. Museus
Leis de Incentivo Fiscais:
No momento, a TAM não realiza patrocínios externos através de leis de incentivo fiscais.

Projetos não Patrocinados:
Dentro das definições estratégicas da companhia, os seguintes projetos não são patrocinados pela TAM, independentemente dos benefícios envolvidos:
1. Esportes de Risco
2. Esportes Aéreos
3. Pilotos de gêneros de Risco
4. Veículos de competição automotiva
5. Rodeios
6. Específicos de nicho (de interesses extremamente segmentados)
7. Prêmios aos quais a TAM, TAM Cargo ou TAM Viagens concorram diretamente ou indiretamente.

Período para recebimento de projetos:
Visando alinhar o período de recebimento de projetos para Patrocínio com o planejamento estratégico e orçamentário da área, estabelecemos as seguintes datas para recebimento e análise de projetos de patrocínio:
1° de Março a 30 de Junho: Recebimento de projetos para o ano corrente.
1° de Agosto a 30 de Novembro: Projetos para o próximo ano.

Prazo de análise e resposta:
Todo projeto de patrocínio, recebido por e-mail ou físico, será analisado e será respondido ao solicitante, dentro do prazo máximo de 15 dias úteis a contar da data de recebimento, considerando eventuais alterações do prazo, em caráter de exceção, devido ao fluxo de projetos ou determinações estratégicas/administrativas da TAM. Este prazo é calculado baseando-se nas diversas etapas do processo de análise.

Critérios de análise:
As análises dos projetos são feitas de forma transparente e considerando criteriosamente a sua adequação aos tipos de projetos esportivos e culturais já descritos.

Como enviar o projeto:
Caso seu projeto atenda alguns dos requisitos aqui mencionados, você pode encaminhar o projeto por e-mail (patrocinio.mkt@tam.com.br) ou físico (impresso, CD e/ou DVD) para o endereço: Av. Jurandir, nº 856 – lote 4 – 4º andar – Jd Aeroporto – São Paulo – SP
CEP: 04072-000
A/C: Departamento de Marketing de Patrocínio


Fonte: site da Tam

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Saídas para a crise: aqui está o setor da sustentabilidade!

A maioria dos mercados de ações, analistas de títulos e valores mobiliários e gerentes de ativos - todos amplificados pela mídia - deixaram de registrar o que eu tenho chamado de setor da sustentabilidade nos últimos 25 anos. Isso em razão de modelos obsoletos de alocação de ativos e porque os mercados, em todo o mundo, são muito influenciados pela mídia. Tudo isso serve apenas para amplificar os erros na análise de títulos e valores e na categorização obsoleta quando da alocação de ativos, CAPMs, VAR e outros modelos. Por exemplo, a análise tradicional de títulos e valores mobiliários e a mídia categorizam os mercados de ações em setores familiares: energia, varejo, defesa, saúde, transporte, industrial, tecnologia, financeiro, etc.

Ao expandirmos nossos horizontes, podemos vislumbrar novas classes de ativos e oportunidades emergentes, na medida em que o mundo se transmuta da Era Industrial impulsionada por combustíveis fósseis para a Era Solar dos dias de hoje, rica em informações - e que também oferece lucros potenciais em inovações e novas tecnologias.

O atual derretimento financeiro ainda vê trilhões de dólares parados, de lado, esperando pelo próximo grande negócio. Eu acredito que o próximo mercado em alta será o das empresas verdes, desse setor em crescimento, o da sustentabilidade. Agora que as bolsas passaram a ser um jogo de tolos, com taxas de juro real negativas, alguns dos ativos menos afetados estão exatamente nesse novo setor.

A conformação obsoleta de hoje obscurece a evolução constante de todas as economias, da mesma maneira que o Departamento do Comércio dos Estados Unidos, ao estruturar e dividir entre “mercadorias” e “serviços”, faz com as contas domésticas: o PIB (GDP) precisa ser constantemente atualizado para acompanhar as mudanças de “mercadorias” para “serviços” (e.g., software foi re-categorizado em 1993). Similarmente, os governos investem pouco em educação, já que ela está categorizada como “consumo” e não como “investimento.” Ainda, o PIB não tem uma conta de ativos para investimentos de longo prazo, como investimentos em novas infra-estruturas, que o Congresso poderia aprovar logo.

Esses investimentos públicos devem, então, ser amortizados ao longo da vida útil desses ativos, como ocorre com a nova malha elétrica ‘inteligente’. Eu e outros economistas estamos tentando corrigir isso há anos (veja http://www.beyond-gdp.eu.) Os mercados, então, acolhem essas estatísticas oficiais, junto com os erros e a mídia amplifica tudo, resultando em curto-prazismo (veja http://www.Calvert-Henderson.com, clique em Questões Atuais (Current Issues), ou visite http://www.shadowstats.com).

A proliferação promovida pela CNBC, Bloomberg, Reuters e outros canais especializados em negócios/finanças, na TV a cabo e na internet, muda profundamente a natureza dos mercados e contribui para esse comportamento de rebanho. Mesmo Alan Greenspan já não acredita mais em mercados eficientes. O contágio e outros efeitos são hoje estudados por psicólogos, como Daniel Kahnemann, de Princeton, o matemático “quant” Nassim Taleb, em The Black Swan (2008), Richard Bookstaber, em A Demon of Our Own Design (2008) e Robert Shiller no seu clássico Irrational Exuberance (2000).

Para alcançar a sustentabilidade nas finanças, a evolução em direção ao triple bottom-line e à contabilidade ESG é hoje a diretriz econômica em todo o mundo, de acordo com uma pesquisa feita pela revista The Economist. Essas mudanças devem ser vistas agora em categorias de mercado. Hoje os “setores” de mercados de ações convencionais estão totalmente defasados e já não refletem integralmente o crescimento global atual da ‘economia verde’ e a grande gama de mercadorias e serviços mais sustentáveis.

Por exemplo, empresas de energias solar e eólica ficam perdidas em um setor de Energia ainda dominado pela energia gerada por combustíveis fósseis e pela energia nuclear; empresas energia-eficiente são confundidas com o setor de Tecnologia; empresas de bicombustível ficam no setor de Agricultura; construção & design ‘verde’ é submetido ao setor de Construção; alimentos integrais perdidos dentro da classificação de Varejo etc.

Assim, empresas produzindo mercadorias e serviços de maneira mais sustentável permanecem, em sua maioria, invisíveis, não são notadas e, conseqüentemente, o potencial que nelas reside é negligenciado e menosprezado. Também, são consideradas como fundos de investimento em empresas de pequeno porte e comercializadas em mercado de balcão, consideradas como insignificantes por gerentes de ativos em larga escala, como também são alvos de vendas a descoberto.

Hoje, novos índices de ações em energia renovável e tecnologia limpa surgiram, junto com informativos de novos mercados, incluindo o Green Chip Stocks, o New Energy News, o Energy and Capital, o Greener Computing e outros disponíveis no site http://www.ethicalmarkets.com. O que é necessário agora é agregar todas essas empresas verdes em uma nova classe de ativos: o setor da sustentabilidade. Esse novo setor seria rotineiramente apresentado na mídia financeira, incluindo modelos para alocação de ativos. Essas empresas oferecem uma nova forma de diversificação já que não estão correlacionadas com outros ativos; na verdade, muitas dessas novas tecnologias rompem com os setores antigos.

Esse novo setor da sustentabilidade pode agregar todas as empresas chave, nas áreas de energia solar, energia eólica, energia geotérmica, bicombustíveis, energia das marés, células de combustível, eficiência energética/de conservação, controles de processo, tecnologias de armazenagem (e.g., baterias, ‘flywheels’, ar comprimido), hidrogênio, conservação de água, agricultura orgânica, componentes de construção verdes, empresas de design verdes (e.g. AutoDesk), como também grades elétricas inteligentes, até mesmo saúde preventiva.

Isso ajudará os investidores a entender a transição para as economias da Era Solar e a dar visibilidade e investibilidade para essas jovens empresas. Isso pode ajudar na substituição de paradigmas e estratégias de investimento obsoletas, ultrapassar os modelos de alocação de ativos tradicionais e promover o crescimento da economia verde em todo o mundo!

Divulgação: Hazel Henderson tem investimentos em parceria em empresas pré-IPO em todo o setor de energia renovável e também investe nas empresas Clipper Windpower, Suntech, Google, Ormat, Cree e tem outras ações OTC.


Hazel Henderson
Economista, líder mundial da plataforma Mercado Ético. Autora de vários livros, entre eles Ethical Markets: Growing the Green Economy. Co-criadora do Calvert-Henderson Quality of Life Indicators, juntamente com o Calvert Group. Participou do Comitê Organizador da conferência Beyond GDP no Parlamento Europeu (http://www.beyond-gdp.eu).
Envolverde, 18/11/08
© Copyleft - É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.

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Liderança: um papel, não um cargo

Um dos assuntos mais discutidos dentro das organizações hoje é a Liderança. Após algumas transformações na maneira de se fazer gestão, ampliando o foco que antes estava restrito aos negócios para as pessoas e como elas podem e devem trabalhar, essa figura passou a ser o centro motivador de grandes conquistas, uma vez que é capaz de impulsionar o crescimento de outras pessoas e das empresas em que elas se encontram. Mas ainda temos que tomar cuidado para não interpretarmos de maneira errada o que vem a ser a liderança e como exercê-la de modo positivo.

Ao longo dos anos instituem-se, nas maiores empresas do mundo, políticas de governança baseadas em estruturas verticais e sólidas. Isso fazia com que cada pessoa soubesse exatamente o que deveria fazer e quem eram as pessoas responsáveis por dar as ordens. A flexibilidade era muito baixa e os profissionais funcionavam como que em uma grande máquina, cuja velocidade de trabalho era ditada de cima para baixo.

Hoje a situação é muito diferente, as pessoas dentro de uma organização assumem diversos papéis para conseguirem executar com sucesso suas tarefas. A verticalização deu espaço aos organogramas horizontais, que priorizam a intercomunicação entre as diferentes áreas de uma mesma empresa. Os resultados não são mais vistos apenas como fruto da somatória dos bons desempenhos pessoais, é preciso que toda uma equipe se motive e conquiste objetivos comuns.

Essa evolução trouxe mudanças em relação à forma de se gerenciar. Antes, se cada um era visto como um componente isolado e responsável apenas por suas atividades, direcionado pela antiga figura do chefe, hoje, esse mesmo indivíduo faz parte de um verdadeiro time, com influência direta nos resultados de todos. Por isso, a figura do profissional centralizador foi substituída pelos líderes, capazes de interagir com uma série de indivíduos, estimulando-os a obter os melhores resultados, da maneira mais colaborativa possível e ainda priorizando o auto-desenvolvimento.

Quais competências um líder deve ter?
Acredito que para se tornar um bom líder é preciso desenvolver algumas competências, independentemente do cenário em que você pretende atuar. Por isso, analise como anda trabalhando e reflita sobre os sete pontos que vou descrever abaixo, considerados básicos:

Desenvolva a visão de curto, de médio e de longo prazo - O líder precisa ter uma visão de futuro atraente e realista, com parâmetros bem definidos para a questão dos números. Assim, ele poderá inspirar e mobilizar a equipe por meio do compartilhamento de suas expectativas e as formas de alcançá-las;
Oriente-se para resultados em equipe - Além de ter uma visão futura bem definida, é necessário criar estratégias que envolvam as pessoas para o alcance de resultados extraordinários. Muitos profissionais em cargo de liderança falham com a equipe por dedicarem a sua atenção apenas com metodologias e números, esquecendo, assim, do desenvolvimento de competências;
Tenha bom senso de realidade - O líder tem que perceber que a equipe, os desafios, a empresa, os clientes e o mercado nunca são e nem serão como ele gostaria que fosse. Portanto, encarar a realidade e fazer não só o que gosta, mas o que é preciso ser feito para o sucesso dos negócios e da equipe é uma característica fundamental para um líder extraordinário e orientado para bons resultados, que permitam crescimentos na área profissional e pessoal;
Mantenha-se flexível - A flexibilidade ajuda um líder a fazer o que for preciso para alcançar os resultados esperados. Caso seja preciso mudar de rumo, treinar a equipe de uma forma diferenciada, ou até mesmo, colocar a mão na massa para solucionar um problema, ele terá que fazer. Estar preparado para modificar o caminho até o destino final é essencial;
Reconheça a equipe – O verdadeiro segredo de uma equipe de sucesso é a forma e a freqüência com que um líder fornece feedbacks positivos. Uma dica para fortalecer o comprometimento da equipe está em agendar reuniões quinzenais para parabenizar a equipe e comemorar os resultados mais importantes do período;
Conheça a si mesmo - Muitos líderes frustram-se por não conhecerem o perfil das pessoas que formam sua equipe, mas antes é preciso buscar o auto-conhecimento. Aconselho a todo líder passar por programas de coaching, terapias, treinamentos, entre outros. Quando um líder conhece seu ponto fraco ele pode transformá-lo em ponto forte ou até mesmo contratar um braço direito para suprir sua necessidade, o grande desafio é que muitos não se permitem enxergar esses pontos a serem trabalhados;
Assuma a responsabilidade - Aconteça o que acontecer, o líder tem que assumir a responsabilidade pelos resultados. No momento de sucesso o líder deve parabenizar a equipe por esta conquista e em um eventual fracasso ele deve instigar a todos a pensarem em possíveis aprendizados com aquela situação.


Carlos Cruz
Coach Executivo e de Equipes, Conferencista em Desenvolvimento Humano e Diretor da UP Treinamentos & Consultoria
HSM On-line, 18/11/08

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terça-feira, 18 de novembro de 2008

Prorrogadas até 21 de novembro as inscrições de atividades para o Fórum Social Mundial 2009

As organizações que desejam realizar atividades durante o FSM 2009 têm mais alguns dias para efetuar o cadastro. O prazo para a inscrição de atividades foi prorrogado até a sexta-feira, 21, , à meia noite (horário de Brasília). As organizações que desejam enviar participantes para o FSM, mas não irão propor atividades, tem um prazo maior e podem se inscrever até dezembro.

O pagamento de entidades inscritas no Brasil, que propuseram atividades, deverá ser feito até o dia 30 de novembro. Em breve também estará aberto o sistema de pagamento para organizações internacionais.

De acordo com a Carta de Princípios do FSM, não é permitida a inscrição de partidos políticos e órgãos governamentais.

O FSM acontecerá entre 27 de Janeiro e 01 de Fevereiro de 2009, na cidade de Belém (capital do Pará, Brasil). Para fazer a inscrição, basta acessar: http://inscricoes.fsm2009amazonia.org.br

Conheça o passo a passo para fazer a inscrição: http://www.fsm2009amazonia.org.br/forum-social-mundial/duvidas-mais-frequentes/sobre-inscricoes

IMPORTANTE: A lista das atividades inscritas até o último sábado, 14,está disponível para download em http://www.fsm2009amazonia.org.br/forum-social-mundial/inscricoes/atividades/lista-de-atividades-ate-1411/view. O arquivo está em ordem alfabética, organizado a partir do nome das entidades inscritas.

Outra opção para visualizar a lista de atividades inscritas é através do site de inscrições do FSM 2009 - http://inscricoes.fsm2009amazonia.org.br/content/index.php?page=consulta_pub . É possível listar todas as atividades e organizações inscritas, fazendo pesquisas por palavras-chave ou por objetivo de ação. A lista disponível no site de inscrições é atualizada automaticamente, ou seja, assim que uma atividade é cadastrada, aparece no site.

Participantes
Já estão abertas as inscrições de participantes individuais para o Fórum Social Mundial 2009. Participantes brasileiros, ou que se inscrevem a partir do Brasil, deverão, logo após a inscrição, efetuar o pagamento via boleto bancário. O valor da inscrição individual é de R$ 30,00, para o Brasil. Indivíduos dos países do Norte Geopolítico pagam 60€ (euros) e demais países 15€ (euros)

Participantes que se inscrevem fora do Brasil, deverão aguardar para fazer o pagamento posteriormente – neste caso, deverão usar o número da inscrição e a senha enviados para o e-mail para retornar a sua ficha no site http://inscricoes.fsm2009amazonia.org.br e realizar o pagamento.

Para fazer a sua inscrição como participante individual
- Acesse a página de inscrições do FSM 2009: http://inscricoes.fsm2009amazonia.org.br
- Clique no link Participantes Individuais
- Preencha ficha de inscrição e clique em salvar
Atenção: no campo e-mail – digite apenas um (01) endereço de e-mail
- Após salvar a ficha, é possível gerar e imprimir o boleto bancário (para pagamentos a partir do Brasil).

IMPORTANTE: Não esqueça de guardar o comprovante do pagamento e levá-lo, juntamente com seu número de inscrição e identidade, para o credenciamento do evento.


Redação da Revista Fórum
Envolverde, 18/11/08
© Copyleft - É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.

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Estudos devem frisar mais a desigualdade

Publicação do PNUD defende que relatórios sociais nacionais devem dividir dados por grupos populacionais, e não se limitar às médias

Os estudos nacionais sobre desenvolvimento humano não devem se contentar com médias gerais — é importante investigar desigualdades internas, sugere um manual do PNUD sobre elaboração e divulgação de relatórios sociais. A ênfase pode ser dada a discrepâncias espaciais (entre Estados e municípios, por exemplo), individuais (sexo, idade, local de origem), de renda (ricos e pobres), de cor ou etnia ou de grau de instrução, sugere o documento.

A publicação, chamada Measuring Human Development: A Primer, salienta que os relatórios nacionais devem ir além do relatório internacional de desenvolvimento humano, publicado anualmente pelo PNUD. Neste, freqüentemente são usadas médias nacionais — por exemplo, para calcular o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). No entanto, “a realidade é que as pessoas dentro de um país não são idênticas.”, diz o texto do guia.

A desagregação, portanto, é uma importante ferramenta quando se quer detectar desigualdades locais por grupo étnico, sexo, classe social e região, entre outros diferenciais. “Uma comparação entre grupos étnicos pode indicar, por exemplo, qual grupo requer mais atenção”, observa o manual.

Como exemplo das possibilidades da desagregação, o guia destaca o Relatório de Desenvolvimento Humano Brasil 2005, que analisou renda, educação e saúde de negros e brancos brasileiros e concluiu que os negros enfrentam piores condições em todos os indicadores dessas áreas.

Outro ponto ressaltado pelo texto é a forma como os dados obtidos são publicados. Para que a informação chegue ao maior número possível de pessoas possível de forma compreensível, defende o manual, os textos devem usar números comedidamente e ligá-los ao tema do relatório social. Além disso, termos técnicos devem ser evitados. “Muitos números e termos estatísticos no texto do RDH podem intimidar até os leitores mais interessados.”, diz o texto.


Pnud Brasil, Boletim nº 516, 17/11/08

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Empreendedorismo ganha espaço de discussão

Edição brasileira da Semana Global de Empreendedorismo deve reunir 1,3 milhão de pessoas

Enquanto empresários adiam planos e negócios por causa das incertezas que rondam a economia, cerca de 1,3 milhão de pessoas vão discutir esta semana como tirar suas idéias do papel.

A Semana Global do Empreendedorismo, evento que tem o objetivo de despertar a iniciativa empreendedora, teve início ontem no Brasil e em outros 74 países. Nos próximos dias, serão realizados cerca de 1,5 mil eventos no País, entre palestras, cursos, competições e encontros entre estudantes, pequenos e grandes empresários.

Para Paulo Veras, diretor-geral da Endeavor, ONG internacional de apoio ao empreendedorismo que está à frente do movimento no Brasil, não há hora melhor para se falar em atitude empreendedora. "Na crise, é preciso lidar com limitação de recursos, criar alternativas, fazer muito com pouco - atitudes que têm tudo a ver com empreendedorismo. A mensagem é perfeita para este momento."

É a primeira vez que a Semana, criada na Inglaterra em 2004 pelo então ministro das Finanças Gordon Brown, ocorre no Brasil. Ainda assim, a Semana "brasileira"deve ser a maior do mundo em tamanho - no total, a Endeavor angariou 1.521 parceiros para o movimento.

Além de entidades como Sebrae, universidades e associações, como a Fiesp, o empresariado também aderiu. A Natura, por exemplo, está promovendo um curso sobre o tema para 600 consultoras de vendas.

Veras conta que a entidade pretende medir o impacto da discussão do tema no País nos próximos anos, monitorando indicadores como o Doing Business, do Banco Mundial, que avalia o ambiente de negócios de cada nação. A última pesquisa mostrou o Brasil na 125ª posição no ranking. "O primeiro passo é colocar o empreendedorismo na pauta do País. Depois, queremos ver os resultados."

O consultor e ex-secretário da Receita Federal Everardo Maciel, que participou ontem de um painel dentro da programação da Semana, acredita que a burocracia ainda é a grande pedra no sapato do empreendedor brasileiro. "Fazer a inscrição de uma nova empresa hoje é uma verdadeira maratona."

No campo fiscal, há a dificuldade de se obter certidões negativas de débito - essenciais para contratos com o setor público - e as constantes mudanças na legislação. "O contribuinte é surpreendido a cada dia com uma nova norma", diz o ex-secretário, que sugeriu medidas infraconstitucionais simples para mudar esse cenário.

Sangue novo
A Endeavor acaba de selecionar quatro novos membros para o grupo de empresas que recebem apoio do instituto. O auxílio inclui acesso a aconselhamento jurídico e de gestão, com empresários como Emílio Odebrecht e Luiza Trajano (Magazine Luiza). Os empreendedores selecionados são das companhias Tecnoblu, Crivo, Dermage e Prátika.

"Com o acesso à expertise desses empresários, vamos aperfeiçoar a governança corporativa", diz Cristiano Buerger, sócio da fabricante de etiquetas e embalagens Tecnoblu, de Blumenau (SC), que vem crescendo a um ritmo de 30% ao ano nos últimos anos.


Marianna Aragão
O Estado de São Paulo, 18/11/08

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Boa gestão usada na ajuda a carentes

Duas vezes por ano, uma turma de jovens atendidos pelo Graac, realiza um treinamento de dois dias na sede da consultoria

Foi uma feliz coincidência que abriu o canal de relacionamento entre a Mariaca, empresa sediada na capital paulista que assessora executivos e empresas na gestão do capital humano, e o Grupo de Apoio ao Adolescente e Criança com Câncer (Graac), instituição sem fins lucrativos que realiza cerca de 2,5 mil atendimentos mensais a crianças e adolescentes com câncer em seu hospital.

Em 2001, a empresa - que até então, apoiava instituições sem fins lucrativos em demandas esporádicas-, decidira formatar um projeto de responsabilidade social que permitisse maximizar o conhecimento acumulado em sua área de atuação. Votação interna dos 45 funcionários definiu que o público beneficiado seria jovens pouco favorecidos, portadores de necessidades especiais.

Líder do comitê de coordenação do novo projeto, composto por colaboradores de todas as áreas da empresa, a sócia-diretora Renata Filippi Lindquist decidiu assistir a uma palestra do superintendente do Graac, Antonio Sergio Petrilli. E ouviu-o falar da necessidade de apoiar os jovens no pós-tratamento da doença, inclusive com a colocação no mercado de trabalho.

"Achei que havia uma sinergia com nossa proposta e levei a sugestão ao comitê. Selada naquele ano, a parceria marcou o início do Somar, projeto social da Mariaca, que, como pequena empresa, recebeu o Prêmio ECO na categoria Comunidade.

Desde então, duas vezes por ano, uma turma de jovens atendidos pelo Graac, realiza um treinamento de dois dias na sede da consultoria. Com apresentações do fundador, Marcelo Mariaca, dirigentes e consultores, a turma absorve uma metodologia oriunda da parceira internacional Lee Hecht Harrison, adaptada pela Mariaca, que consiste em nove passos para a busca do emprego.

Começa-se com a comparação entre as próprias habilidades e as profissões existentes, para direcionar a investigação, indica a executiva. Depois, vêm as orientações para elaborar e encaminhar currículos, criar uma rede de relacionamentos, como se comportar numa entrevista e até dicas de como registrar as atividades para aumentar a produtividade no processo de busca. Para encerrar, cada participante recebe uma apostila com o resumo das apresentações, além de mais de 100 endereços de agências que recebem currículos.

Permanecendo na retaguarda, os profissionais da Mariaca respondem e-mails dos jovens e divulgam o Somar, para todas as empresas visitadas, garante a gestora. E, anualmente, ocorre um seminário de manutenção para os jovens da Graac, que serve como espaço para a solução de dúvidas e troca de experiências, tanto para jovens que encontraram colocação após o treinamento, como para quem ainda não se colocou.

Com o sucesso obtido no Graac, a Mariaca partiu para outros desafios. Com sete décadas e três núcleos de atendimento a 1,1 mil famílias com vulnerabilidade social na Grande São Paulo, a Obra do Berço foi a segunda instituição atendida. Neste caso, diz a gestora, bastam dois seminários por ano, na sede da Obra do Berço, de apenas três horas, para transmitir a metodologia. A própria instituição se encarrega do acompanhamento aos participantes, escolhidos entre cerca de 240 jovens de 15 a 18 anos atendidos pela entidade.

O mesmo processo de seminários semestrais é feito para o universo de mais de 800 jovens carentes da favela Paraisópolis, na zona sul da capital paulista, atendidos pela Escola da Comunidade do Colégio Visconde do Porto Seguro. A instituição de ensino oferece bolsas integrais a esse time e material pedagógico. Após os treinamentos, é a escola quem cuida do suporte aos jovens em busca de emprego.


Silvia Czapski
Valor Econômico, 18/11/08

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