sexta-feira, 11 de julho de 2008

Novo Atlas da Economia Solidária no Brasil já está disponível no site do MTE

O novo Atlas da Economia Solidária no Brasil já está disponível para consulta no site do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Lançado no dia 04 de julho, o documento apresenta informações atualizadas pelo mapeamento realizado até 2007.

O Atlas foi desenvolvido pela Coordenação Geral de Informática do MTE juntamente com o Departamento de Estudos e Divulgação da Secretaria Nacional de Economia Solidária. Por meio do Atlas, é possível elaborar tabelas, mapas e gráficos com os dados contidos no Sistema, além de poder manipular os mapas com relação a cores, faixas de classe de dados, entre outros.

São informações sobre 21.859 empreendimentos econômicos solidários nos municípios, estados, em regiões, microregiões, mesoregiões, territórios de cidadania e nacional. O usuário do Atlas poderá obter informações sobre a quantidade de empreendimentos, ano de criação, atividades econômicas (produtos e serviços), comercialização, crédito e finanças, autogestão e compromisso social e ambiental, entre outras.

Para utilizar o Atlas, é importante que o usuário leia as informações no "Manual do Usuário" na opção Ajuda, além de instalar os programas necessários para o adequado funcionamento. Além disso, o usuário poderá fazer cursos de capacitação da ferramenta Tabwin, responsável pela construção de mapas, acessando a aba "UNIVERSUS". Poderá também ter acesso a um documento sobre estatística acessando a aba "ESTATÍSTICA", ou poderá baixar os arquivos da ferramenta Tabwin na aba "TABWIN".

Os dados estão disponíveis no endereço: http://www.mte.gov.br/sistemas/atlases/
Sies - Os dados coletados pelo mapeamento alimentam o Sistema Nacional de Informações em Economia Solidária (Sies), que registra e identifica todas as informações sobre os empreendimentos econômicos solidários e entidades de apoio, assessoria e fomento à economia solidária no país. As atividades são de produção de bens, prestação de serviço, fundos de crédito, comercialização ou de consumo solidário.

No endereço www.sies.mte.gov.br estão disponíveis as informações coletadas. As entidades com características solidárias ainda podem participar informando seus dados no sistema.

Fonte: Assessoria de Imprensa do MTE
Boletim V2V, Nº 71 - Julho 2008

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quarta-feira, 9 de julho de 2008

Prêmio Santander de Empreendedorismo e de Ciência e Inovação

Estudantes e pesquisadores interessados em participar da 4ª edição dos Prêmios Santander de Empreendedorismo e de Ciência e Inovação podem aproveitar o recesso de julho e usar o tempo livre das férias para fazer suas inscrições. É possível se candidatar até o dia 22 de agosto, no portal Universia, no endereço: www.universia.com.br/premiosantander.

Realizados pelo Santander Universidades, com o desenvolvimento e a gestão do Universia Brasil, os prêmios visam estimular a atitude empreendedora e a pesquisa científica no meio acadêmico, revelando novos talentos que irão beneficiar a sociedade brasileira com a implementação de seus projetos empreendedores e de suas pesquisas científicas.

Para o Prêmio de Empreendedorismo, poderão se inscrever estudantes de graduação e/ou pós-graduação e, no de Ciência e Inovação, pesquisadores-doutores, ambos participando tanto individualmente como em equipe, de Instituições de Ensino Superior parceiras do Universia e/ou do Santander Universidades. Os vencedores de cada categoria, de ambos os prêmios, receberão R$ 50 mil para viabilização do projeto, totalizando R$ 350 mil em premiações.

A quarta edição traz três novidades. Este ano, os inscritos no Prêmio de Empreendedorismo terão acesso a um curso on-line gratuito de empreendedorismo, desenvolvido pela Fundação Dom Cabral (FDC). Outra mudança é que, diferente do ano passado, os finalistas serão revelados, durante as cerimônias regionais. Outra novidade é que a cerimônia final, realizada em São Paulo, será durante a semana global de empreendedorismo.

A premiação estão com inscrições abertas até o dia 22 de agosto, que poderão ser realizadas no portal Universia, no endereço: www.universia.com.br/premiosantander.


redeGIFE Onlline, 07/07/08

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Real reduz calote no microcrédito

A agente Rosimeire: empenho para conquistar a confiança dos clientes
Foto Bia Parreiras

Depois de se recuperar de uma inadimplência de 40% em sua carteira de "nano" empreendedores, o Banco Real acredita que conseguiu acertar a receita para ser tornar o maior agente de microcrédito do país em 2011. Com 70 mil clientes, o Real Microcrédito, lançado em 2002, tem planos de chegar a 100 mil até o fim do ano, passando dos R$ 72 milhões atuais para R$ 100 milhões em empréstimos concedidos.

Para isso, deixou de lado a estratégia de "metralhadora", em que se priorizava o crescimento rápido de clientes, para o do crédito solidário, um modelo já comprovado em outras partes do mundo. "A gente achava que dominava o negócio, e demos muito crédito individual. Agora só fazemos grupos solidários", afirma José Giovani Anversa, diretor da Real Microcrédito. Em 2005, quando sofreu o baque dos calotes, o programa tinha seis mil clientes. "O banco errou. Foi o preço da nossa aprendizagem."

A fórmula para minimizar riscos com esse novo perfil de empreendedor - que em sua maioria não possui conta em banco nem comprovante de renda - foi dividir a responsabilidade. O contrato é assinado por grupos de três a quatro pessoas, geralmente pessoas de uma mesma família, vizinhos e conhecidos. O empréstimo é concedido de acordo com a capacidade de endividamento do grupo e, por isso, a diferença entre o menor e o maior empréstimo não pode ser superior a 50%. A idéia é simples: no caso de um não honrar o pagamento, os outros cobrem.

Parece ter dado resultado. O lucro veio em novembro passado. E o trabalho dos agentes foi considerado fundamental para o sucesso do programa. A relação com o cliente é intimista, com visitas à casa, cafezinhos e muitas rodadas de conversa com a comunidade. "É um private equity às avessas", compara Giovani.

Sem documentos que comprovem o funcionamento do negócio, o agente extrai por meio de um questionário os dados fundamentais para fazer a análise de crédito. A parcela mensal não pode ser superior a 50% da renda disponível do cliente. O empréstimo médio é de R$ 1.100 e os clientes têm de quatro a nove meses para quitar a dívida. "No primeiro momento todos querem R$ 10 mil. Parece um número mágico", brinca o executivo. Mas aí entra o trabalho de orientação. "É preciso fatiar o sonho."

Com o novo plano de negócios, o Real Microcrédito pretende chegar, em 2011, a R$ 550 milhões e a uma carteira de 500 mil clientes. Cerca de 70% dos clientes dessa modalidade de crédito estão no Nordeste. O maior desafio é conquistar o Sudeste, sobretudo São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, onde a concorrência ainda é muito pequena. Hoje, o maior agente de microcrédito no Brasil é o Banco do Nordeste, que conta com pouco mais de 60 mil clientes apenas no Ceará e um total de 300 mil no país.

"Tem mexicanos e bolivianos querendo entrar [nesse mercado], mas os concorrentes ainda são pequenos, com apenas 2 mil a 3 mil clientes", afirma Giovani. "Há um enorme mercado: são 10 milhões de nano-empreendedores no país e nem 1 milhão deles está sendo atendido hoje."

Um dos lugares onde o Real Microcrédito tenta crescer é na favela de Heliópolis, em São Paulo. Ali, Jailson Nascimento dos Santos montou seu primeiro negócio, consertando e montando bicicletas. Ele conheceu o microcrédito por meio de um amigo e já está no seu segundo empréstimo. Foram R$ 1.500 para investir em peças. "Com mais dinheiro na mão, os preços das peças ficam mais atraentes", diz Jailson.

Com o grupo solidário, o Real Microcrédito derrubou a inadimplência para 6,5%. Um valor baixo se comparado à média do mercado de 7,3% no crédito pessoal e 14% no caso de financeiras.

"É mais fácil de pagar porque os juros são mais baixos e as prestações são mensais", diz Maria das Mercês de Sousa, costureira que captou R$ 1.500, a juros médios de 2,2%, para comprar tecidos e começar uma poupança para comprar uma máquina de costura melhor. As financeiras costumam cobrar cerca de 11% de juros e algumas trabalham com prestações semanais. "A que eu quero custa R$ 900", diz Maria Mercês de Souza.

Apesar do crescimento do Real Microcrédito, em seu sexto ano de existência, ele ainda é um "traço" no portfólio do banco, segundo Giovani. Nem por isso é considerado um negócio marginal. A intenção do banco é conquistar um mercado ainda incipiente, pouco conhecido, mas com grande capacidade de expansão.


Bettina Barros e Samantha Maia, De São Paulo
Valor Online, 09/07/08

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Visa, Rendimento e Warner lançam "cartão presente"

Chedid, da Visa: 67% das pessoas gostariam de ganhar um cartão assim
Foto Emiliano Caposoli/Valor

Depois do forte crescimento dos cartões de crédito e de débito no país, sempre acima dos 20% ao ano, a bandeira Visa resolveu apostar no cartão pré-pago, que pode se transformar tanto em cartão para dar de presente (ou "gift card") quanto para empresas fazerem promoções e distribuírem o plástico ao cliente. Amanhã, a Visa, o Banco Rendimento e a Warner Bros. anunciam o lançamento de um cartão presente temático. Todos os plásticos terão desenhos do filme "Batman, o Cavaleiro das Trevas".

O objetivo é vender 50 mil desses cartões, que serão colocados no mercado no dia 18, data oficial do lançamento do filme no Brasil. Os plásticos terão valores de R$ 30 a R$ 1.000 e podem ser usados em 1,2 milhão de estabelecimentos credenciados pela bandeira Visa no país. Na operação de compra de um produto, funciona como um cartão de débito. O dinheiro que a pessoa não usar naquela compra fica como saldo no cartão e pode ser utilizado depois.

Após o Batman, o objetivo é lançar outros cartões temáticos, por exemplo, para datas como o Dia das Crianças ou o Dia dos Pais.

Os cartões pré-pagos ainda não decolaram no Brasil. Muito comuns nos Estados Unidos e Europa, poucos bancos se interessaram pelo produto. Eduardo Chedid, vice-presidente de produtos da Visa do Brasil, diz que uma pesquisa da bandeira feita no país mostra que 67% das pessoas gostariam de ganhar um cartão desses como presente. A maior vantagem, segundo os entrevistados, é poder escolher o produto que quiser e comprar onde e quando desejar.

Nos Estados Unidos, as pessoas que compram cartões para presentear, adquirem, em média, 4,8 plásticos por ano. Pesquisa feita lá no final do ano passado mostra que 95% das pessoas ou já compraram ou já receberam um "gift card".

No Brasil, Banco Rendimento, Banco Real e Banco Schahin estão entre os poucos que resolveram apostar em cartões pré-pagos. O Rendimento já emitia o "Visa Travel Money", cartão pré-pago que é carregado em dólar ou euro para ser usado nas viagens ao exterior. Já foram emitidos mais de 200 mil desses cartões. Agora, resolveu apostar nos "gift cards".

Segundo Abramo Douek, diretor geral do Rendimento, quando o banco começou a oferecer o cartão de viagem, ninguém conhecia o produto. "Hoje, já é mais conhecido." A expectativa de Douek é que o mesmo aconteça com o cartão presente.

A idéia do Banco Rendimento é lançar em seguida produtos alusivos a determinadas datas, como o cartão presente para as festas de Natal. O do Batman será vendido pela internet ( www.maisquepresente.com.br ) a partir do dia 18, além de alguns pontos em shoppings centers. O cartão custa R$ 5 e não pode ser recarregado. O cliente entra no site, escolhe o desenho impresso no cartão e faz o pagamento via boleto ou transferência bancária. O cartão é enviado pelo correio para a pessoa que foi presenteada. Por correio eletrônico, o cliente recebe a senha para fazer a transação.

A Visa também quer incentivar o uso do cartão pré-pago para empresas fazerem promoções. A rede de cinemas Cinemark lançou no dia dos namorados um cartão que custa R$ 55 e dá direito a seis sessões de cinema. Dependendo do horário e do cinema, essas seis sessões poderiam custar R$ 120 se a pessoa fosse pagar em dinheiro.


Altamiro Silva Júnior, De São Paulo
Valor Online, 09/07/08

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terça-feira, 8 de julho de 2008

Reposicionamento de marca é essencial para o Terceiro Setor

Casa Ninho: ex CACCC - Centro de Apoio à Criança Carente com Câncer

As entidades estão seguindo a mesma tendência das empresas, a fim de atingir mais objetivamente seus públicos-alvo

Os anos 1990 ficaram conhecidos como um dos períodos mais férteis para o surgimento de manifestações culturais de gosto duvidoso. Não deixaram muitas saudades como os anos 1980. Apesar desse aspecto negativo, a década passada ficou marcada pelo início de um movimento, principalmente das empresas, de ordem mercadológica. Propunha-se, à época, um reposicionamento de marcas e identidade corporativa, a fim de atingir um público cada vez maior ou, dependendo do caso, de maior poder aquisitivo.

Em pouco mais de dez anos, os conceitos acerca dessa estratégia evoluíram. O mercado fez uma releitura dessa nova ferramenta e redefiniu rapidamente o foco que queria dar a tais mudanças – levando em consideração, é claro, os desejos inconscientes dos stakeholders. Só para citar alguns exemplos de empresas bem sucedidas, estão o Bradesco e a Alpargatas, dona da marca Havaianas.

A primeira mudou radicalmente sua imagem institucional, abandonando uma identidade visual de cunho cartorial, quadrada e burocrática, para uma aura de modernidade, sofisticação e agilidade. A segunda investiu pesado e conseguiu reverter a imagem de um produto considerado de terceira categoria, popular, sem graça e fajuto, para um objeto da moda, clean, com preço elevado e desejado por pessoas mais abastadas. Hoje, as sandálias Havaianas são exportadas para vários países e vendidas a preços nada populares.

Seguindo os passos
Com um pouco de atraso, o Terceiro Setor pegou carona nesse movimento que, ainda bem, não foi apenas mais uma moda mercadológica e passageira. A onda ficou mais forte ainda no final dos anos 1990 e agora já se mostra como uma tendência que veio para ficar.


Tradicionais instituições se viram obrigadas a acompanhar as mudanças e não se arrependeram de ações para o reposicionamento de sua identidade visual – novos logotipos e peças de papelaria, site mais dinâmico e atraente, alteração em uniformes entre outras ações para o desenvolvimento institucional da marca.


“No processo contínuo da reflexão estratégica de nossa entidade, 2005 foi ano de repensar a marca, a maior representação das informações sobre a instituição, pois atesta sua qualidade e agrega valor. É o que a faz especial e única, ou seja, um patrimônio institucional”, afirma Eduardo de Barros Pimentel, presidente da Fundação de Rotarianos de São Paulo, fundada em 1946. A principal mudança foi a criação de uma identidade única para a mantenedora e todas as entidades mantidas, que refletisse os mesmos atributos para todas. Assim, o nome Rio Branco passou a ser utilizado para todas as mantidas, promovendo, segundo Pimentel, grande sinergia e nítida percepção de valor pelo mercado, além de gerar referência de identidade.

“Além disso, a marca foi modernizada, refletindo a vanguarda da fundação como entidade educacional de primeira linha, que sempre evolui com o tempo”, argumenta Célia Dugaich, gerente de marketing. “Acreditamos que a marca rejuvenescida, equilibrada e dinâmica trouxe à instituição maior atratividade, e a idéia de transformação foi transmitida com sucesso, preservando os nossos valores e a nossa história.”

Um dos motivos, em geral, para que uma entidade decline de uma ação de reposicionamento de marca e identidade visual é o impacto que pode haver entre seus stakeholders. O temor é por não conseguir transmitir o novo conceito de maneira clara.

Mas, é claro, tudo vai depender das pessoas que estão por trás do desenvolvimento da campanha, da criação da marca, do uso de cores e tipologia.

Segundo Pimentel, a nova identidade institucional da Fundação Rotarianos de São Paulo foi bem recebida por todos os colaboradores e pelas diversas entidades mantidas, pois se reconheceu o esforço realizado, no sentido de unificar mantenedora e entidades mantidas.

“A idéia de dinamismo, flexibilidade, movimento e simultaneidade foi transmitida pela nova marca, gerando um movimento de grande repercussão e otimismo com relação à fundação, para os stakeholders e toda a comunidade.”

Coragem
Se o reposicionamento de marca já traz todo um estresse para os envolvidos, imagine, então, quando ocorre a criação de um novo nome para uma entidade – gera diversos sentimentos: medo, angústia, desconfiança, receio e dúvidas, muitas dúvidas acerca dos resultados. Foi o caso do Centro de Apoio à Criança Carente com Câncer (CACCC), que em dezembro de 2007 passou a se chamar Casa Ninho. A agência de publicidade Y&R foi quem desenvolveu as ações de reposicionamento da marca.

“A mudança no nome e no logo da instituição acontece para proporcionar uma maior identidade para a organização e de uma maneira que representa todo o trabalho de carinho e acolhimento que a Casa Ninho oferece para as crianças e adolescentes que necessitam dessa assistência”, explica Jaime Gianizella Filho, diretor da entidade. A entidade atua há mais de dez anos no cuidado com as crianças com câncer, propiciando a elas e a seus acompanhantes hospedagem, alimentação, medicação, transporte e acompanhamento de médicos e especialistas aos pacientes, além de assistência educativa, cultural e social.

Para o 2º tesoureiro da Casa Ninho, Marcelo Nodólskis, o projeto visa dar uma identidade mais comercial a um projeto de sucesso que nunca se preocupou em cuidar do marketing. “Esperamos que a nova identidade faça nosso trabalho se tornar mais conhecido, pois queremos conseguir mais parceiros que possibilitem à entidade aumentar suas atividades”, frisa.

Outras entidades do Terceiro Setor também promoveram mudanças e obtiveram sucesso, como a Associação Brasileira de Organizações Não-Governamentais (Abong), que tem entre seus objetivos promover o intercâmbio entre as ONGs que buscam a ampliação da cidadania, a constituição e expansão de direitos, a justiça social e a consolidação de uma democracia participativa. No ano 2000, a Abong passou por um processo de renovação de sua identidade visual, a partir da reorganização gráfica de informes e do site. Deu certo, e hoje está colhendo frutos, com a consolidação de sua imagem como agregadora de valores para o TS.

A Inspetoria Nossa Senhora Auxiliadora, coordenada por religiosos salesianos, foi outra entidade que decidiu, em 2003, adotar uma identidade visual que viesse ao encontro de suas necessidades, uma vez que precisava unificar diversas representações espalhadas pelo país, como as 103 comunidades educativo-pastorais – entre escolas, instituições universitárias, obras sociais, oratórios e paróquias.

A verdade é que neste século 21, que será conhecido como a Era da Informação, a adequação a novos padrões estéticos de imagem e de comunicação terá fundamental importância para a sobrevivência das entidades do Terceiro Setor. “O meio é a mensagem”, expressão cunhada no século 20 pelo filósofo e educador canadense Marshall McLuhan, ficou ultrapassada. Nestes dias atuais, com a tremenda exposição às informações a que estamos expostos, é certo dizer que a mensagem é o meio. E as entidades precisam entender isso, pois terão de aprender como, quando e por que se comunicar com seus stakeholders. Não adianta ter os canais certos se não houver sabedoria sobre como usá-los.


Marcio Zeppelini
Consultor em comunicação para o Terceiro Setor, editor da Revista Filantropia, produtor editorial pela Universidade Anhembi Morumbi e diretor executivo da Zeppelini Editorial & Comunicação.

Revista Filatropia OnLine - nº158

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35 ações pró-escola disputam prêmio
Dez iniciativas que ajudam municípios a melhorar qualidade das escolas vão receber premiação de R$ 100 mil para aplicar nos projetos


Um concurso do governo federal para destacar iniciativas de prefeituras que ajudem a melhorar a qualidade das escolas selecionou 35 finalistas, entre 240 projetos inscritos, para concorrer a um prêmio de R$ 100 mil. Ao final da seleção, restarão as 10 experiências consideradas mais eficientes para melhorar o rendimento dos alunos, capacitar professores e garantir que mais estudantes freqüentem as aulas.

Chamada Prêmio Inovação em Gestão Educacional 2008, a iniciativa visa destacar projetos municipais que ajudem a alcançar o Plano Nacional de Educação, uma série de metas estabelecidas pelo governo federal para tentar melhor a qualidade do ensino público e aumentar o acesso da população a escola. Cada uma das 10 iniciativas vencedoras deve investir o prêmio de R$ 100 mil na continuidade e ampliação dos projetos.

Os resultados devem ser divulgados a partir do dia 10 de dezembro. Está prevista uma cerimônia de premiação para o dia 17 do mesmo mês. Os 240 projetos de governos municipais já passaram por dois processos de avaliação. Ao final deles, restaram 35 finalistas de 13 Estados (Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Pará, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia, Ceará, Maranhão e Pernambuco).

Entre 4 e 19 de agosto uma comissão do prêmio vai visitar os projetos para conhecer de perto as ações e produzir um relatório sobre a execução da iniciativas e sobre os resultados alcançados, que será avaliado pela comissão julgadora. O PNUD participará da visita aos projetos in loco e ajudará a escrever o relatório.

O grupo das iniciativas finalistas inclui ações para promover educação de indígenas em Dourados, no Mato Grosso do Sul, elaborar indicadores para monitorar qualidade do ensino em Belo Horizonte, implantar um programa de educação ambiental em Ilhabela (São Paulo) e oferecer cursos a professores de Pompéia, também em São Paulo. O prêmio foi concebido para ser realizado a cada dois anos e está em sua segunda edição.


SARAH FERNANDES, da PrimaPagina
Pnud, Boletim nº 500, 0/07/08

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Projeto quer formalizar grupos de catadores

Caixa Econômica Federal quer registrar 30 associações de catadores de lixo reciclável, para que possam se inscrever em programas sociais

Trinta grupos de catadores de materiais recicláveis de cinco unidades da Federação devem virar cooperativas legal e formalmente estabelecidas, numa iniciativa da Caixa Econômica Federal que prevê beneficiar cerca de 900 pessoas. Formalizados, os catadores poderão participar de programas sociais e receber financiamento público para projetos.

A Caixa estima que 37% das agremiações de catadores são informais — eles trabalham em conjunto, mas não são cooperados. O banco ficará responsável pelos processos jurídicos que devem regularizar as associações.O projeto faz parte de um acordo de cooperação técnica com o PNUD para estimular geração de trabalho e renda em grupos vulneráveis.

A ação deve ser concluída em dezembro. A data de inicio depende da contratação de técnicos para implantar o projeto. A Caixa está selecionando, via edital, cinco consultorias para implantar o projeto, uma em cada unidade da Federação: Bahia, São Paulo, Minas Gerais, Ceará e Distrito Federal. As inscrições podem ser feitas pela internet, até 15 de julho.

Além do projeto com catadores, a instituição está selecionando consultorias para mais duas iniciativas com comunidades pobres. Uma delas vai fazer um diagnóstico sobre a produção de 49 grupos de artesões, de todas as grandes regiões do Brasil. O objetivo é que os cinco consultores selecionados, um por região, produzam um relatório sobre organização, produção e comercialização do artesanato, para subsidiar futuros programas da Caixa.

O outro projeto vai firmar parcerias entre grupos de costureiros e hospitais. A idéia é que eles produzam materiais como campos cirúrgicos, uniformes e aventais e os vendam para hospitais. O programa deve atender dois grupos em cada um dos 15 Estados a serem definidos.

Conheça o projeto
Saiba mais sobre o Acordo de Cooperação Técnica CAIXA/PNUD/ABC- MRE.
Edital
Veja aqui o edital para a seleção da Caixa. Os concursos abertos são números 1776/2008, 1805/2008 e 1806/2008.


SARAH FERNANDES, da PrimaPagina
Pnud, Boletim nº 500, 08/07/08

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ONU elogia ação social privada no Brasil

Relatório do PNUD sobre inclusão de pobres no processo produtivo destaca projetos da Natura, Sadia e Votorantim Celulose e Papel

Três empresas brasileiras — Natura, Sadia e VCP (Votorantim Celulose e Papel) — foram destacadas em um relatório do PNUD que mostra como a iniciativa privada pode incluir os pobres nos processos produtivos. As três companhias têm projetos que ajudam as comunidades a produzir matéria-prima e trazem ganhos de renda e ambientais, segundo o estudo.

“O poder da economia de gerar trabalho decente depende em grande medida do setor privado. E o setor privado, por fornecer bens de consumo e serviços, traz mais chances e oportunidade para os pobres”, afirma o relatório, intitulado Criando valores para todos: estratégias para fazer negócios com pobres.

O estudo apresenta exemplos de iniciativas empresariais que conseguiram ampliar o acesso dos pobres a bens de consumo e contratá-los em alguma etapa do processo de fabricação. Segundo o relatório, essas são maneiras de reduzir a pobreza e ajudar a alcançar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) (uma série de metas socioeconômicas que os países da ONU se comprometeram a atingir até 2015).

A Sadia, do setor de alimentos, desenvolveu um programa para reduzir emissão de poluentes durante a produção de carne suína e criar melhor condições de trabalho para os criadores. A empresa forneceu biodigestores a 3.500 fornecedores, de modo a transformar detritos de porcos em fertilizante e comida para peixe, e ainda incrementar a renda dos produtores por meio da venda de créditos de carbono — o biodigestor converte metano em gás carbônico, o que diminui emissões de substâncias que agravam o efeito estufa. Esse projeto da companhia mostra que “sustentabilidade ambiental e redução da pobreza podem andar de mãos dadas”, diz o relatório.

A Natura contrata e capacita moradores de três comunidades do interior do Pará para extrair uma planta da Amazônia chamada priprioca, usada para fazer perfumes, sabonetes e cremes. “Para aumentar a escala da produção local e garantir extração sustentável, a companhia construiu um novo modelo de negócios, que envolve pequenas comunidades, organizações não-governamentais e governos na promoção do desenvolvimento local sustentável”, afirma o texto.

A empresa do grupo Votorantim que produz papel e celulose fez uma parceria com o Banco Real para oferecer crédito a pequenos agricultores do Rio Grande do Sul. Para os produtores, plantar eucalipto não era atividade atraente, pois a árvore só é cortada de sete em sete anos. Com o projeto, o banco concede empréstimos a juros menores, para que os agricultores possam desenvolver também outras culturas, e a Votorantim Celulose e Papel garante o empréstimo ao comprometer-se a comprar a madeira dos produtores.


SARAH FERNANDES da PrimaPagina
Pnud, Boletim nº 500, 08/07/08

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Último mês para inscrições no Programa de Democratização Cultural




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sábado, 5 de julho de 2008

Moeda Verde

Os moradores da Bacia do Aribiri, em Vila Velha, têm mais uma opção para geração de renda de forma sustentável. É que agora eles possuem além de um banco comunitário, um supermercado solidário e uma moeda própria: o Verde. E olha que isso é apenas o começo.

A assistente social do projeto, Renata Lima, explica que a idéia do Banco Verde Vida é promover o desenvolvimento local e a consciência do consumo sustentável. Funciona da seguinte forma: Os moradores da região podem trocar plásticos, papéis, óleo de cozinha, metais e vidros, pelo Verde de acordo com a tabela de valores dos produtos recicláveis. Depois, com a moeda, é só se dirigir aos estabelecimentos credenciados, adquirir produtos ou serviços e pagar com a moeda.

O banco fica localizado na casa sede do Fórum Permanente da Bacia do Aribiri, no bairro Ataíde. Em frente à casa, semanalmente, ocorre a feira de economia solidária, onde também moradores oferecem seus produtos para venda e aceitam a moeda Verde.

Para o Sr. Joãozinho, representante da comunidade no banco Verde Vida, envolver a sociedade nesse projeto é essencial. "As coisas são difíceis, mas temos escutado o 'sim' das pessoas que conhecem a idéia, e isso nos dá perspectiva de avançar" afirma o engajado morador.

O supermercado solidário também funciona na sede do Fórum e aceita a moeda Verde. Por lá pode se encontrar produtos da cesta básica nacional, ítens de limpeza e higiene, além de produtos caseiros produzidos pela cooperativa de mulheres da região.

Existem também os acionistas que contribuem mensalmente com doação de produtos para o supermercado. Assim o dinheiro arrecadado vai para o fundo de investimento do Banco. Isso mesmo. "Esse é apenas o início. A idéia é que o banco ofereça crédito para a população desenvolver ações sustentáveis. Por exemplo, se uma família quiser pegar crédito para criar um sistema de reaproveitamento de água de chuva em casa, terá direito." afirma Renata Lima.

São 21 bairros integrantes da Região 3 de Vila Velha que agora trabalham juntos para promover o desenvolvimento local e a apropriação da riqueza produzida por eles. Esse é um claro exemplo de como é possível integrar a sociedade em prol de um objetivo único, a melhoria da qualidade de vida.

Fórum Permanente da Bacia do Rio Aribiri
(27) 3229-8822

Fonte: Gazeta online

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O artesanato sustentável do Brasil

Arcos, flexas, bordunas e tacapes. Banquinhos de madeira em forma de tamanduás, onças e outros bichos. Tapetes e cestos de buriti com desenhos ancestrais indígenas e outros instrumentos de caça. Não é uma aldeia indígena ou alguma disputa entre índios e brancos pela posse de um pedaço de terra. Trata-se da Associação Ponto Solidário, uma organização não-governamental que divulga e coloca à venda artesanatos produzidos por diversas etnias brasileiras, como os Baniwa, que vivem na Amazônia, os Mehinako e os Waurá, ambas do Alto Xingu.

Além do artesanato indígena, mais de 130 cooperativas e comunidades de artesãos expõem suas produções na associação. São entidades de diversos estados do Brasil que produzem suas peças a partir de material reaproveitado. São bolsas de couro de peixe; esculturas com latas de alumínio; camisetas, taieres e cachecóis de garrafa PET; porta-jóias com cascas de frutas secas; jogos americanos feitos com um capim exclusivo da região centro-oeste do país; capelas e oratórios em madeira com representações de santos católicos.

A diversidade cultural do Ponto Solidário inclui ainda estatuetas em cerâmica feitas no Vale do Jequitinhonha; luminárias de bagaço de cana; agendas, bolsas e álbuns fotográficos de saco de cimento reciclado; cordéis de Juazeiro do Norte ilustrados com xilogravuras; sabão feito com óleo de cozinha usado; brinquedos, colares, peças em marchetaria e diversas outras produções. Dentre as exclusividades estão os sabonetes de babaçu produzidos no Maranhão e a Canjinjim, bebida artesanal com propriedades afrodisíacas utilizada também em festas religiosas e produzida artesanalmente por quilombolas do Mato Grosso desde o período colonial.

A Associação Ponto Solidário foi criada em 2002 com o objetivo de gerar renda às comunidades por meio do comércio justo e solidário. A loja está localizada na Avenida Nove de Julho, 3186, São Paulo e fica aberta de segunda a sexta-feira das 10 as 19 e aos sábados das 10 as 16. Os telefones para contato são 2132-7459 / 2132-7393. Visite o site: www.pontosolidario.com.br


Mapa do Terceiro Setor, junho/08

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Terra compra direitos de transmissão de Olimpíada na A. Latina

O portal Terra informou na quinta-feira que comprou os direitos para transmitir ao vivo os Jogos Olímpicos de Pequim pela internet para a América Latina.

O Terra, que é uma unidade do grupo espanhol Telefónica, também transmitirá os Jogos por celular, porém com um atraso de cinco minutos.

"Com um investimento de 7 milhões de dólares, o Terra aposta fortemente nos conteúdos esportivos e de entretenimento, possibilitando o acesso através da internet, seja por celular ou por computador", disse Alejandro Adamowicz, diretor do Terra para a Argentina.

"É a primeira vez que um evento esportivo de tal magnitude será transmitido por estes dois canais", destacou.

O site do Terra para os Jogos Olímpicos estará disponível a partir do dia 1o de agosto e permitirá aos usuários seguir as competições de diferentes modalidades.

As Olimpíadas de Pequim acontecem entre os dias 8 e 24 de agosto.


Reuters, 04/07/08

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Governo confirma plano para turbinar agricultura familiar

Cassel: mais 18,6 milhões de toneladas por ano à produção familiar até 2010
Foto Ruy Baron/Valor


Na mesma linha de elevar a produção para reduzir o impacto da carestia dos alimentos nos índices inflacionários, o governo confirmou na quinta-feira os planos de "modernização" da agricultura familiar com base no modelo de forte mecanização adotado pelo agronegócio empresarial.

O orçamento para investimento nas pequenas propriedades crescerá R$ 1,2 bilhão, chegando a R$ 6 bilhões no ano-safra 2008/09, iniciado em 1º de julho. No total, o segmento familiar terá R$ 13 bilhões para financiar operações de custeio e comercialização da safra.

Mas a idéia de "acabar com a agricultura de subsistência", defendida pelo presidente Lula no lançamento do Plano de Safra 2008/09, acendeu um debate ideológico ao chocar-se com a posição política dos movimentos sociais ligados ao campo, que rejeitam o modelo empresarial. "Os mini-produtores não vão deixar de existir. Temos é que acabar com a idéia de que o familiar produz só um saquinho de feijão, uns litros de leite", diz o presidente da Confederação dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Manoel dos Santos. "Isso afeta a questão política".

O coordenador da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Fetraf-Brasil), Altemir Tortelli, diz que o setor "não tem nada a aprender" com o agronegócio empresarial. "Trabalhamos a auto-suficiência e a produção de excedentes para melhorar o padrão de vida. Se o Lula acha que só interessa o empresário, ele está errado", diz. "Não queremos aprender nem reproduzir o modelo do agronegócio, com agrotóxicos e custos de produção altíssimos".

No discurso do presidente, o novo plano da agricultura familiar "é o mais sólido" dos últimos anos porque permitirá o "salto de qualidade" e a "noção do potencial produtivo" do setor. "Se [o produtor] planta dez, vamos plantar 20", disse. O governo espera adicionar 18,6 milhões de toneladas anuais à produção da agricultura familiar até 2010. "É igual ao consumo de dois meses e meio do Brasil", disse o ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel.

O plano de mecanização da produção familiar, similar ao "Moderfrota" oferecido aos empresários a partir de 1998, prevê um forte subsídio ao financiamento de tratores, máquinas, equipamentos e implementos agrícolas. Um acordo inédito firmado com a indústria (Abimaq) permitirá descontos médios de 15% para até 20 mil tratores com potência de até 75 cavalos.

Os empréstimos de até R$ 100 mil por beneficiário terão juros anuais de 2%, dez anos de prazo para pagar e três de carência. Até 2010, o governo prevê financiar 60 mil tratores e 300 mil equipamentos agrícolas com R$ 25 bilhões de orçamento para investimentos no campo. "Agora, teremos crédito rápido, fácil e barato para alavancar as vendas", comemorou Francisco Maturro, diretor da indústria Marchesan, dona da marca Tatu.

Nos planos do governo, estão o fortalecimento da assistência técnica com reforço de orçamento. Serão usados R$ 397 milhões para azeitar as ações de uma rede estimada em 30 mil extensionistas. A Embrapa ganhará R$ 15 milhões para ajudar na difusão tecnológica. "Sem isso, não funcionaria", afirmou o secretário de Agricultura Familiar, Adoniran Sanches.

O Ministério do Desenvolvimento Agrário prevê ainda a ampliação do seguro rural de crédito e de renda dos produtores, e elevação dos recursos para a compra direta da produção familiar via Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). A Companhia Nacional de Abastecimento terá R$ 623,3 milhões para comprar uma lista de 15 produtos do segmento. "Com seguro e compras garantimos a renda do produtor", disse Sanches. Neste ano, a Conab também comprará R$ 700 milhões em produtos do setor para a merenda escolar.


Mauro Zanatta
Valor Online, 04/07/08

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sexta-feira, 4 de julho de 2008

O duelo na orquestra

John Neschling rege a Osesp: round mais recente da cena musical ocorrerá neste mês com os 50 concertos do Festival de Campos do Jordão e o projeto Osesp Itinerante, que terá 54 eventos
Foto Rodrigo Paiva/Folha Imagem

Música é brinquedo caro. Ainda mais a música sinfônica. Orquestras de até 120 músicos custam muito e não há como fugir da tutelagem do poder público. No entanto, como o poder público pode mudar de mãos a cada quatro anos, renova-se sempre o drama: corre-se o risco de serem enterrados projetos importantes. No caso da Osesp, é indiscutível que a continuidade do PSDB no governo do Estado foi um dos fatores determinantes para seu sucesso na última década. Outra razão foi a vontade do governador Mário Covas (1930-2001), que abriu os cofres para tornar realidade o projeto de John Neschling - os mesmos cofres que permaneceram trancados por muitos anos para Eleazar de Carvalho (1912-1996).

Convergiram, então, alguns vetores formidáveis. Em primeiro lugar, o projeto de Neschling era de fato consistente e inovador na cena brasileira - o que exigia, claro, alto volume de recursos. Os mais de 11 mil assinantes da temporada 2008 são prova do êxito. A orquestra consolidou-se artística e socialmente e é modelo para a América Latina. Tudo isso, entretanto, ocorreu porque houve estabilidade política: foram dez anos de navegação tranqüila até o confronto com a gestão Serra, após a recusa de Neschling a se apresentar na Virada Cultural em São Paulo.

Mas, na história da música, esse é apenas mais um capítulo dos muitos que relatam choques e adulações dos músicos com o poder público. Isso já ocorreu, por exemplo, com Johann Sebastian Bach (1685-1750). Insatisfeito em seu emprego em Weimar, por causa de brigas com as autoridades, aceitou novo posto em Köthen, mas se "esqueceu" de avisar os antigos patrões. Com a família já instalada, recebeu ordem de prisão e permaneceu numa cela por três semanas. Franz Joseph Haydn (1732-1809) tinha espinha dorsal mais maleável. Sabia que um de seus patrões, os nobres Esterhazy, adorava o som de um instrumento de sopro, o barítono, e compôs 123 trios para ele. No século XIX, o exemplo mais formidável é o de Richard Wagner (1813-1883), heterossexual convicto que não hesitou em freqüentar os lençóis do rei Ludwig da Baviera (1845-1886) a fim de conseguir verba para a construção de Bayreuth.

Maestros costumam sentir-se comandantes naturais desses agrupamentos de mais de uma centena de músicos. Não por acaso, os franceses usam a palavra "falange" para qualificar os naipes da orquestra, com claro sentido militar. A moda começou com Hans von Bülow (1830-1894), no século XIX, e se acentuou pelo século XX, quando se sucederam nomes como Wilhelm Fürtwangler (1886-1954), Sergei Koussevitzky, Leopold Stokowski (1882-1977) e Arturo Toscanini (1867-1957). Os últimos leões dessa estirpe foram Herbert von Karajan (1908-1989) e Leonard Bernstein (1918-1990), mas a bandeira ainda é defendida por Daniel Barenboim, Simon Rattle e Lorin Maazel.

No Brasil, o primeiro exemplo é também uma exceção que confirma a regra. O compositor Carlos Gomes (1836-1896) continuou leal ao Império, mesmo depois de sua queda, em 1889. Durante anos, o imperador Pedro II o manteve financeiramente na Itália. Quando o primeiro presidente, Deodoro da Fonseca, lhe pediu que compusesse o hino da República, ele se recusou, declarando: "Seria um ato de desrespeito ao imperador." Inteiramente marginalizado, acabou em Belém do Pará, onde morreu em setembro de 1896. Heitor Villa-Lobos (1887-1959) descobriu que era getulista desde criancinha quando percebeu que o ditador poderia viabilizar seu sonho de musicalizar o Brasil via canto orfeônico. Até Camargo Guarnieri (1907-1993) andou escrevendo planos para a música no Estado Novo.

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O poder público não deve continuar apostando em projetos, mesmo de celebrada qualidade artística, que atingem poucas pessoas
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Nos últimos 70 anos, há pelo menos três comandantes que se revezaram no exercício do poder máximo na vida sinfônica. O primeiro foi Eleazar. Formou a rara dupla de regentes assistentes de Sergei Aleksandrovich Koussevitzky (1874-1951), na Sinfônica de Boston, na década de 1940. Foi com o russo que ele aprendeu as artes ditatoriais da regência. Eleazar foi titular da Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB), de 1952 a 1968, e tinha como assistente um jovem chamado Isaac Karabitchevsky. Os dois romperam depois que Karabitchevsky assumiu o posto do titular, quando este viajava. Eram os anos de chumbo da ditadura militar. Jamais voltaram a se falar.

Entre 1963 e 1968, Eleazar foi também titular da Orquestra de Saint Louis, nos EUA. Em 1972, assumiu a direção da Osesp. Teve longo reinado, justíssimo do ponto de vista artístico, mas segurou-se mesmo por causa do apoio do regime militar. Nesse período, vestiu o manto de imperador da música sinfônica brasileira: era simultaneamente titular da Osesp, da Orquesta Sinfônica de Porto Alegre e da Orquestra da Paraíba. Dois herdeiros diretos desse modelo são Karabitchevsky e Roberto Minczuk, ex-assistente de Neschling na Osesp. O primeiro é, ao mesmo tempo, titular da Orquestra Petrobras (Rio), da Ospa e da Orchestre du Pays de la Loire (França). Minczuk, ruidosamente demitido por Neschling, é titular da Sinfônica de Calgary (Canadá) e acumula a direção da Orquestra Sinfônica Brasileira e da Orquestra Sinfônica do Teatro Municipal, ambas no Rio. Também tem um pé em São Paulo como diretor artístico do Festival de Campos do Jordão.

O problema é que as cabeças dos que mandam na vida musical sinfônica brasileira, com raras exceções, estão demorando para se atentar aos novos tempos. Agem como Toscaninis e Karajans. O método não funciona mais. Num momento em que as orquestras européias e americanas tentam se reinventar, ainda se aplica aqui uma receita com data de validade vencida. Filarmônicas como as de Los Angeles, Nova York e Berlim tornam disponíveis seus concertos na internet e chegam a ter selos próprios (caso da Sinfônica de Londres). Querem sangue novo. Escolhem regentes jovens, de menos de 30 anos, como a Filarmônica de Los Angeles acaba de fazer com o venezuelano Gustavo Dudamel.

O poder público dificilmente continuará apostando em projetos musicais, mesmo de celebrada qualidade artística, que atingem poucos. Mesmo quando se tem 11 mil assinantes, como é o caso da Osesp. Ainda assim, eles custam caro em relação a um orçamento anual acima de R$ 50 milhões. O Metropolitan de Nova York monta esquemas para transmissão simultânea de suas montagens líricas para cinemas de cidades americanas em tempo real. Festivais como os de Lugano, comandado por Martha Argerich, e de Aspen, nos EUA, tornam disponíveis a audição online da íntegra de todos os concertos na internet. Esses são esforços importantes e viáveis para atingir públicos maiores. E não custam caro.

O round mais recente da cena musical ocorrerá neste mês. De um lado, o Festival de Campos do Jordão, sob a batuta de Minczuk. Serão 50 concertos públicos na Serra da Mantiqueira, a partir deste fim de semana, reunindo estrelas brasileiras, como o pianista Nelson Freire e o violoncelista Antonio Meneses, e internacionais, como os maestros Kurt Masur e Ronald Zollman. De outro, o projeto Osesp Itinerante, que leva concertos ao ar livre, com o próprio Neschling, ao interior do Estado. Desde quinta-feira e até o fim deste mês, serão 54 eventos com a estimativa de público de 72 mil pessoas. Quem vencerá? Com certeza, a população. Às vezes, as brigas podem não acabar bem para os interessados diretos, mas provocam o efeito contrário e geram benefícios públicos. A música agradece.


João Marcos Coelho, para o Valor, de São Paulo
Valor Online, 04/07/08

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quinta-feira, 3 de julho de 2008

Rede conecta pessoas que querem doar com aquelas que querem receber

Para criar um novo grupo, o interessado deve atender a alguns pré-requisitos, como morar na área em que está criando o grupo e dispor de algum tempo para moderar as mensagens
Ilustração Envolverde

Todo mundo tem, pelo menos, um objeto que não utiliza mais, mas ainda está em condições de uso. Isso quando não se trata de um monte de coisa que ocupa um cômodo inteiro, o famoso “quartinho de bagunça”. Ele acaba resistindo a toda iniciativa de arrumação, você não consegue encontrar alguém que se interesse por aquela “tranqueira”, tem pena de jogar fora, e o objeto continua lá, parado e ocupando espaço. Para resolver essa situação tão comum, surgiu o Freecycle Network (http://www.freecycle.org).

O Freecycle é uma organização sem fins lucrativos, criada em 2003, a partir de um e-mail de Deron Beal, um norte-americano do Arizona, anunciando a criação de uma rede de contatos entre pessoas interessadas em doar artigos e outros interessados em recebê-los. A idéia se espalhou rapidamente, ultrapassou as fronteiras da cidade de Tucson, onde nasceu, e hoje está presente em 75 países, entre eles o Brasil. Atualmente, no mundo, são 5,15 milhões de usuários, divididos em 4.375 grupos locais. No Brasil, existem grupos em Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Niterói, Curitiba, Porto Alegre e Uberlândia. A capital paulista já conta com mais de 500 usuários cadastrados. E, segundo Carlos Simões, moderador do grupo de São Paulo, recebe cerca de 20 novos participantes a cada semana.

De acordo com os organizadores do site, o fato de os cadastrados no Freecycle doarem algo que jogariam fora evita que cerca de 300 toneladas de “lixo” sejam geradas, diariamente, ocupando aterros sanitários e lixões. Se esse volume fosse colocado em caminhões, após um ano, os veículos empilhados formariam uma montanha quatro vezes maior que o monte Everest.

Para participar do Freecycle, o procedimento é simples. O interessado procura o grupo mais próximo de sua cidade e se cadastra. A partir daí estará fazendo parte da lista de e-mails desse grupo, que geralmente é moderado por um usuário voluntário. A pessoa que quer doar um objeto - pode ser qualquer coisa, desde que seja de graça, dentro da lei, e apropriado para todas as idades - envia um e-mail anunciando. Os interessados entram em contato com essa pessoa, que escolhe quem será o “presenteado” (se houver mais de um) e responde diretamente ao escolhido indicando o dia e o local onde o objeto poderá ser retirado. Em São Paulo, por exemplo, as ofertas vão de aparelhos de DVD necessitando apenas de conserto, a disquetes ou filhotes de cachorro.

Para criar um novo grupo, o interessado deve atender a alguns pré-requisitos, como morar na área em que está criando o grupo e dispor de algum tempo para moderar as mensagens, além de outras qualificações que podem ser consultadas em http://www.freecycle.org/startagroup. Por ter sido o primeiro a trazer o Freecycle para o Brasil, Carlos Simões é sempre consultado pela organização norte-americana antes de autorizar a abertura de um novo grupo. Por isso, ele pode ser um bom canal para quem está interessado em organizar uma comunidade do Freecycle em sua cidade.

O objetivo da rede é, além de estimular “um senso de generosidade” e fortalecer os laços comunitários, promover a sustentabilidade e o hábito da reutilização. “Esperamos que cresça cada vez mais, porque não deixa de ser um site ambiental e de consumo consciente”, diz Simões. Mas atenção: a idéia é que as pessoas peguem apenas o que precisam e não aceitem a doação simplesmente porque é “de graça”. Isso vai contra as regras de etiqueta da comunidade, que pode passar a preterir essa pessoa em outras negociações, caso um comportamento indesejado seja identificado. Até porque ao pegar algo desnecessário pode-se estar impedindo que uma entidade sem fins lucrativos – como várias que fazem parte do site – tenha acesso a um bem. Sem falar no vários estudantes em busca de móveis ou objetos de utilidade para suas repúblicas.

A idéia do Freecycle fez tanto sucesso que já ganhou concorrentes, entre eles o Freesharing.org, que surgiu como uma dissidência do original. Mas o único que tem grupos no Brasil, por enquanto, é o Freecycle.

Por Redação Akatu
Envolverde, 25/06/08

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quarta-feira, 2 de julho de 2008

PNUD recebe 21% mais doações regulares

Mesmo com aumento de US$ 198 milhões em 2007, verba regular corresponde a menos de um terço das outras fontes de recursos
Foto ONU/Divulgação


As contribuições voluntárias regulares ao PNUD cresceram 21,5%, passando de US$ 922 milhões em 2006 para US$ 1,12 bilhão no ano passado. A alta pelo sétimo ano consecutivo é resultado tanto do aumento das contribuições quanto de alterações cambiais no período. Quando as contribuições são corrigidas pela variação do dólar em relação a outras moedas e pela inflação, o crescimento registrado é de 12,1%.

Embora as contribuições regulares (não necessariamente vinculadas a um ou mais projetos com data para terminar) tenham crescido, elas ainda estão muito aquém do volume de contribuições extraordinárias, que variam conforme o interesse do doador na causa a ser ajudada. Este tipo de doação, no ano de 2007, se manteve no mesmo nível dos dois anos anteriores, em US$ 3,8 bilhões – mais de três vezes o total de contribuições regulares.

Os dados constam do recém-publicado Relatório Anual do PNUD 2008, intitulado "Capacity Development – Empowering People and Institutions" (Desenvolvimento de Capacidade – Habilitando Pessoas e Instituições). O documento destaca o papel do PNUD como apoiador de instituições nacionais e de países em medidas que melhorem o padrão de vida de seus cidadãos.

"Segue havendo um desequilíbrio na proporção entre recursos regulares e extraordinários, ainda que esta relação tenha melhorado ligeiramente devido ao aumento dos recursos regulares em 2007", alerta o relatório, ao destacar a importância das verbas regulares para os trabalhos do PNUD. "Um foco na mobilização de recursos regulares segue sendo imperativo para permitir que o PNUD cumpra seu mandato e preste apoio eficaz ao fortalecimento da capacidade efetiva de desenvolvimento aos países para que adotem gestões flexíveis e integradas, com enfoque em desenvolvimento de longo prazo, efetivo e sustentável", completa o texto.

A agência da ONU contribui para que governos obtenham, dirijam e administrem diferentes tipos de financiamento conforme as prioridades nacionais. Entre os doadores de recursos considerados regulares, destacaram-se a Noruega (US$ 131,6 milhões), Países Baixos (US$ 124,9 milhões), Suécia (US$ 119,9 milhões), Reino Unido (US$ 109,9 milhões) e Estados Unidos (US$ 106,9 milhões), nessa ordem.

Entre as contribuições extraordinárias, houve um pequeno decréscimo daquelas direcionadas a programas desenvolvidos dentro do próprio país doador. De 2006 a 2007, elas passaram de US$ 1,3 bilhão para US$ 1,2 bilhão. O número, no entanto, foi compensado por igual acréscimo de US$ 100 milhões nas doações vindas de colaborações de outros países.

Conheça o relatório:
Relatório Anual do PNUD 2008 "Capacity Development – Empowering People and Institutions" (Desenvolvimento de Capacidade – Habilitando Pessoas e Instituições)

Fonte: site do PNUD

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Banco JPMorgan seleciona projetos sociais para apoio em 2009

O Banco JPMorgan inicia processo de seleção de projetos sociais para apoio em 2009. As iniciativas inovadoras devem se inserir nas seguintes áreas:
- arte e cultura;
- educação de jovens;
- desenvolvimento comunitário; e
- microcrédito.

Os projetos devem ser executados nos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro e devem ter duração máxima de 12 meses. Importante: os valores solicitados não podem ser superiores à R$ 90.000,00 por projeto.

Inscrições:
Envio do projeto para o e-mail responsabilidade.social@jpmorgan.com até 20 de julho de 2008.

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Conferência Internacional debate inovação para o terceiro setor

O Instituto Wiliam Davidson da Universidade de Michigan e o CNU - Conversando com as Nações Unidas – Brasil abre inscrições para a II Conferencia Internacional - “Inovação para o Terceiro Setor: Sustentabilidade e Impacto Social” que acontecera em agosto de 2008, em São Paulo.

O objetivo da II Conferência é fortalecer as organizações através dos trabalhos de lideres de empreendimento social da América Latina, compartilhando as melhores práticas globais e modelos inovadores em temas como:

- Estratégias inovadoras de financiamento como geração de recursos, novas organizações doadoras, novas ferramentas de financiamento, novas formas de filantropia;
- Estratégias eficientes de gestão de recursos humanos;
- Oportunidades Sociais e Econômicas Sustentáveis através da Tecnologia de Informação;
- Formação de alianças e parcerias intra-setoriais.

O congresso ocorrerá nos dias 6, 7 e 8 de agosto de 2008 no Centro de Convenções do SENAC em Cidade de São Paulo. Durante a conferência, as organizações participantes terão a oportunidade de compartilhar suas práticas, debater conceitos e a aplicação de ferramentas de gestão a fim de:

- Implementar práticas comerciais adequadas para sua atividade;
- Aumentar sustentabilidade através de estratégias inovadoras de financiamento;
- Integrar estratégias de gestão e liderança;
- Desenvolver as estratégias de parceria intra-setoriais;
- Recrutar, desenvolver e reter equipes internas e voluntários.

A submissão de projetos não será aceita, o abstrato devera focar em um dos tópicos da conferencia. Para maiores detalhes clique em http://www.impactosocial.org.br/2008/abstratos.aspx. Para se inscrever, envie seu abstrato por este endereço: https://wdi.umich.edu/Events/296/Register/


redeGIFE Online, 30/06/08

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Instituto Wal-Mart abre processo de seleção para projetos sociais

O Instituto Wal-Mart lançou o edital para seleção de 25 projetos sociais nos 17 Estados onde a rede está presente no Brasil. O objetivo é identificar programas alinhados com a missão da organização: promover o desenvolvimento social, econômico e cultural de comunidades em situação de vulnerabilidade social.

A íntegra do edital está disponível no site www.iwm.org.br, assim como demais informações sobre o processo. As inscrições poderão ser realizadas no período de 15 de julho a 30 de agosto de 2008.

Poderão se inscrever organizações da sociedade civil, legalmente constituídas e sem fins lucrativos, que desenvolvam projetos sociais nas localidades onde existam lojas da rede Wal-Mart Brasil, que inclui hipermercados Bompreço, BIG e Wal-Mart Supercenter, supermercados Bompreço, Nacional, Mercadorama, atacado Maxxi e o clube de compras SAM’S CLUB (veja relação das principais cidades abaixo). Os projetos selecionados receberão aporte de recursos por um período de 24 meses para desenvolvimento de infra-estrutura e consultoria, no valor total de até R$ 250 mil, considerando os dois anos da parceria.

“Nosso objetivo é apoiar iniciativas que gerem transformação social de fato, iniciativas que mudem as vidas das pessoas e das comunidades através da promoção da autonomia”, afirma o diretor do Instituto Wal-Mart, Paulo Mindlin. Esta ação está alinhada com a missão do Wal-Mart, que é contribuir para melhorar a qualidade de vida nos locais onde opera com suas lojas.

Desde a sua fundação, em 2005, o Instituto Wal-Mart já financiou 45 projetos sociais, tendo beneficiado 3,8 mil pessoas pelas iniciativas de geração de trabalho e renda. Também atendeu 900 mil famílias por meio do programa Família Brasileira Fortalecida, em parceria com o UNICEF. Só no ano passado, o Instituto Wal-Mart investiu R$ 7 milhões e, em 2008, os recursos disponíveis são de R$ 7 milhões para o financiamento de projetos sociais.

Sob o eixo econômico estão os programas para geração de renda com o apoio a cooperativas e associações de economia popular, além de atividades de formação de jovens para o mercado de trabalho. Na área social, a proposta é fortalecer as famílias, especialmente as lideradas por mulheres, por meio de ações educativas e informativas. E sob o aspecto cultural, os programas valorizam a história e tradições das comunidades.


redeGIFE Online, 30/06/08

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Instituto Unibanco abre seleção de projetos de educação complementar

O Instituto Unibanco selecionará instituições sem fins lucrativos, com foco em desenvolvimento de programas e projetos ligados à educação complementar, para repassar parte dos rendimentos dos fundos Unibanco Private Social FI Renda Fixa e Unibanco Multigestor Social II FICFI Multimerado.

Criados há cinco e seis anos, respectivamente, os fundos são uma opção para clientes que queiram aliar seus investimentos a ações sociais.

Os projetos beneficiados serão escolhidos por meio de edital e devem atender a um mínimo de 50 e máximo de 100 crianças ou jovens, de 7 a 21 anos. A expectativa é de repasse de, ao menos, R$ 1.100 por aluno atendido.

“Esse edital reforça a atuação do Instituto Unibanco, uma vez que o apoio prestado a entidades que trabalham com educação complementar pode aumentar o impacto de nossos projetos, voltados a contribuir para a melhoria da qualidade de escolas públicas, garantindo para nossos jovens o direito de aprender”, afirma a superintendente do instituto, Wanda Engel.

As inscrições para o edital começaram na segunda-feira (23/06) e os critérios de seleção já estão disponíveis no site www.institutounibanco.org.br.

Quem pode participar:
Pessoas jurídicas não-governamentais e sem fins lucrativos, sediadas nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, tais como associações, Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIPs), centros comunitários e cooperativas, desde que tenham mais de três anos de funcionamento e estejam devidamente registradas no Conselho Municipal dos Direitos da Criança e Adolescente (CMDCA) da cidade onde o programa será executado.

Inscrições:
Para participar do Edital Fundo de Investimento Social 2008, as instituições deverão realizar a pré-inscrição no site do Instituto Unibanco (www.institutounibanco.org.br) e enviar a proposta via correio impreterivelmente até o dia 23 de julho de 2008 (data de postagem).

Avaliação dos projetos:
A avaliação dos projetos será realizada por um Comitê Gestor, formado por integrantes do Instituto Unibanco. A decisão sobre os finalistas é de exclusiva responsabilidade do Comitê de Investimento Social.


redeGIFE Online, 30/06/08

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Gestão por processos: 5 passos para o sucesso e algumas armadilhas!

Falar em processos é quase sinônimo de falar em eficiência, redução de custos e qualidade, por isso é o assunto é recorrente na agenda de qualquer executivo. O atual dinamismo das organizações, aliado ao peso cada vez maior que a tecnologia exerce nos negócios, vem fazendo com que o tema processos e, mais recentemente, gestão por processos (Business Process Management, ou BPM) seja discutido e estudado com crescente interesse pelas empresas.

Os principais fatores que têm contribuído para essa tendência são:

* o aumento da demanda de mercado vem exigindo desenvolvimento e lançamento de novos produtos e serviços de forma mais ágil e rápida;
* com a implantação de sistemas integrados de gestão, os chamados ERPs, existe a necessidade prévia de mapeamento dos processos. Entretanto é muito comum a falta de alinhamento entre processos, mesmo depois da implantação sistema;
* as regras e procedimentos organizacionais se mostram cada vez mais desatualizados, devido ao ambiente de constante mudança. Em tal situação, erros são cometidos ou decisões são postergadas por falta de uma orientação clara;
* a maior freqüência de entrada e saída de profissionais (turnover) tem dificultado a gestão do conhecimento e a documentação das regras do negócio, gerando maior dificuldade como na integração e no treinamento de novos colaboradores

Os efeitos dessas e outras situações têm levado um número crescente de empresas a buscar uma nova forma de gerenciar seus processos. Muitas começam pelo desenvolvimento e revisão das normas da organização ou ainda pelo mapeamento de processos. Entretanto, fazer isso de imediato é “colocar o carro na frente dos bois”.

Em vez disso, o ponto de partida inicial é identificar os processos relevantes e como devem ser operacionalizados com eficiência. Questões que podem ajudar nesta análise são:

* qual a dimensão ideal da equipe para a execução e o controle dos processos?
* qual o suporte adequado de ferramentas tecnológicas?
* quais os métodos de monitoramento e controle do desempenho a serem utilizados?
* qual é o nível de integração e interdependência entre processos?

A resposta a essas questões representa a adoção de uma visão abrangente por parte da organização sobre os seus processos e sobre como estão relacionados. Essa visão é o que chama de uma abordagem de BPM. Sua implantação deve considerar no mínimo cinco diferentes passos fundamentais:

1. tradução do negócio em processos: é importante definir quais são os processos mais relevantes para a organização e aqueles que os apóiam. Isso é possível a partir do entendimento da visão estratégica, de como se pretende atuar e quais os diferenciais atuais e desejados. Com isso, é possível construir o mapa geral de processos da organização;

2. mapeamento e detalhando os processos: a partir da definição do mapa geral de processos, inicia-se a priorização dos processos que serão detalhados. O mapeamento estruturado, com a definição de padrões de documentação, permite uma análise de todo o potencial de integração e automação possível. De forma complementar, são identificados os atributos dos processos, o que permite, por exemplo, realizar estudos de custeio das atividades que compõe o processo ou, ainda, dimensionar o tamanho da equipe que deverá realizá-lo;

3. definição de indicadores de desempenho: o objetivo do BPM é permitir a gestão dos processos, o que significa medir, atuar e melhorar! Assim, tão importante quanto mapear os processos é definir os indicadores de desempenho, além dos modelos de controle a serem utilizados;

4. geração de oportunidades de melhoria: a intenção é garantir um modelo de operação que não leve ao retrabalho, perda de esforço e de eficiência, ou que gere altos custos ou ofereça riscos ao negócio. Para tal, é necessário identificar as oportunidades de melhoria, que, por sua vez, seguem quatro alternativas básicas: incrementar, simplificar, automatizar ou eliminar. Enquanto na primeira se busca o ganho de escala, na última busca-se a simples exclusão da atividade ou a sua transferência para terceiros;

5. implantação de um novo modelo de gestão: o BPM não deve ser entendido como uma revisão de processos. A preocupação maior é assegurar melhores resultados e, nesse caminho, trata-se de uma mudança cultural. É necessária maior percepção das relações entre processos. Nesse sentido, não basta controlar os resultados dos processos, é preciso treinar e integrar as pessoas visando gerar fluxo de atividades mais equilibrado e de controles mais robustos.

É por causa desse último passo que a implantação de BPM deve ser tratada de maneira planejada e orientada a resultados de curto, médio e longo prazos.

Como já dissemos, o BPM representa uma visão bem mais abrangente, na qual a busca por ganhos está vinculada a um novo modelo de gestão. Colocar tal modelo em prática requer uma nova forma de analisar e decidir como será o dia-a-dia da organização de hoje, amanhã, na semana que vem, no próximo ano e assim por diante...


Marcelo Raducziner
Sócio-Diretor Compass International
marceloraducziner@compassbr.com.br
HSM On-line, 01/07/08

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Email Marketing: vá além do operacional

Ao procurar por uma plataforma de email marketing, o desejo das empresas, em geral, é um só: mandar sua mensagem para o maior número possível de pessoas. Por isso, dentre todas as funcionalidades que o serviço apresenta, o envio costuma ser a mais valorizada. Porém, reduzir uma ferramenta de email marketing a um sistema de envio de mensagens é um equívoco que precisa ser evitado. Trata-se de um processo longo e abrangente, que possui diversos aspectos – todos eles fundamentais para o sucesso dos negócios.

A quantidade de pessoas que uma plataforma de email marketing consegue agregar é, sem dúvida, um dos aspectos mais importantes do trabalho. No entanto, está longe de ser o único. Enxergar o marketing digital como algo maior do que simplesmente seguir cronogramas para campanhas de email marketing é uma característica imprescindível para estruturar retornos bem-sucedidos e aumentar a visibilidade da marca.

Aqui falamos que, além de realizar as ações operacionais, é preciso ampliar o campo de visão sobre o que é necessário ser feito em todas as etapas, desde a prévia de uma campanha até a mensuração de seu retorno. Seguir corretamente o antes, o durante – e não apenas o durante – e o pós, certamente contribuirá para o retorno mais importante no processo: a entrega dos resultados.

Não estamos longe de realmente fazer jus à boa reputação de nossa imagem. Acredite se quiser, é possível aplicar o conceito de Governança em email marketing. Sim, aplicar processos que seguem padrões nas diversas fases que envolvem uma campanha, com delegação correta de tarefas para cada responsável por uma atividade. Inclusive, com acompanhamento entre o tempo de desenvolvimento x a entrega de determinada etapa.

Isso é extremamente vantajoso para todas as partes envolvidas, desde a empresa que planeja, envia e mensura uma ação de email marketing, até o próprio público-alvo que a recebe. Justamente porque, se as ações foram desenvolvidas de maneira correta e, principalmente, transparente, a probabilidade de aproveitamento da mensagem é muito maior. E, conseqüentemente, voltamos ao que quis dizer no início deste artigo: irmos além do simples disparo e efetivarmos nossa preocupação real com o lado macro da história, a nossa imagem.

Junto a tudo isso, conhecimentos prévios em marketing digital, estudos sobre o assunto e pesquisas infindáveis já disponíveis na Internet com órgãos que se preocupam com essa questão são essenciais para o planejamento estratégico e auxiliam muito como guias para operacionalização de cada ação.

Quando falamos em empresas de grande porte, que, em sua maioria, contam com agências digitais para realização das campanhas, essa preocupação triplica. Quanto mais campanhas, mais cuidado é preciso, pois é praxe: quanto maior o número de atividades (em qualquer área), maior a probabilidade de erros e acertos. Isso não isenta o mercado de PMEs, que pode aproveitar este momento, em que se fala de políticas e normas para comunicação on-line, para começar da forma mais correta.

Estamos vivendo um marco na era digital. Esse momento exige não só a atenção com o que está chegando, mas também a responsabilidade em aplicar o que, para os outros, ainda é uma tendência. Se quisermos chegar à frente, as boas práticas em comunicação digital devem ser realidade.


Walter Sabini Júnior
Presidente da Virid Interatividade Digital, empresa especializada em soluções e serviços de marketing digital.
jr@virid.com.br
HSM On-line, 01/07/08

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Lei amplia benefício fiscal para empresas de serviços de saúde

O governo federal ampliou o rol de empresas da área de saúde que poderão beneficiar-se, a partir do ano que vem, de uma redução no Imposto de Renda (IR) de 75% e na Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) de 66%. A Lei nº 11.727, publicada há uma semana, passou a considerar como hospitalar seis tipos de atividades antes não listadas em qualquer norma que trate do tema. Como os serviços hospitalares recolhem um percentual reduzido de 8% do IR e 12% para a CSLL - e não os 32% recolhido pelos demais prestadores de serviços - essas atividades listadas passam a contar com o benefício. Dentre os beneficiados estão, por exemplo, os serviços de diagnóstico, de patologia clínica, imagenologia e medicina nuclear. O benefício é válido para as empresas que estão no lucro presumido.

A alteração trazida pela lei, porém, não encerrará as discussões judiciais entre clínicas médicas que buscam o enquadramento como atividade hospitalar para terem direito à tributação reduzida. Segundo advogados, ações sobre o tema continuarão a ocorrer porque a nova legislação listou tipos de empresas da área de saúde que têm direito ao benefício, mas novamente não conceituou o que é atividade hospitalar.

O tributarista Eduardo Fleury, do Fleury Advogados, afirma que a Receita Federal, desde 2003, publica instruções normativas pelas quais equiparou clínicas, laboratórios e bancos de sangue aos prestadores de serviços hospitalares. Em dezembro de 2007, entretanto, alterou esse entendimento por meio da Instrução Normativa nº 721. A partir dessa norma passou a fazer uma série de exigências que, na prática, concediam o benefício apenas a hospitais e não mais a clínicas ou laboratórios. "A maior parte das atividades listadas na nova lei estava perdendo na Justiça e sendo autuada pela Receita Federal", afirma Fleury. Segundo ele, muitas empresas, em razão disso, mudaram o regime de apuração do IR, ou seja, passaram a adotar o lucro real, que tornou-se mais vantajoso em relação ao lucro presumido.

O advogado Rogério Ramires, do Loddi e Ramires Advogados, afirma que a Lei nº 11.727 beneficiou os serviços que mais contestavam na Justiça a equiparação a serviços hospitalares. De acordo com ele, a argumentação em grande parte das ações era a de que uma instrução normativa não poderia restringir o benefício tributário, apenas uma lei. Apesar da ampliação, ele acredita que os questionamentos continuarão a ocorrer por aqueles serviços que não foram beneficiados. "Continua a não existir uma definição do que é serviço hospitalar", diz.

O advogado Rogério Aleixo, do Aleixo Pereira Advogados, diz que uma das exigências para obter-se o benefício é ser uma sociedade empresária. Ele afirma que as sociedade simples devem analisar os reflexos de uma alteração para sociedade empresária sobre o Imposto Sobre Serviços (ISS). A sociedade empresária recolhe o ISS sobre o faturamento e a simples, em geral, pelo número de profissionais que possui. Segundo ele, ao mudar de classificação o fisco municipal poderá tentar cobrar o ISS dos últimos cinco anos da empresa pelo faturamento e não pelo número de profissionais.


Zínia Baeta, De São Paulo
Valor Online, 02/07/08

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Governo amplia os subsídios ao campo

O forte impacto dos preços dos alimentos sobre os índices de inflação levou o governo a reforçar os subsídios concedidos ao setor agropecuário. Mesmo sem enfrentar graves problemas estruturais, como a precariedade da logística de escoamento da produção e a disparada dos custos de produção, os planos do governo para o novo ano-safra 2008/09, iniciado oficialmente ontem, elevam em 51% o volume de recursos do crédito rural com taxas de juros parcialmente bancadas pelo Tesouro.

O presidente Lula anuncia hoje, em Curitiba (PR), a destinação de R$ 65 bilhões para o financiamento da chamada agricultura empresarial. Desse volume, R$ 55 bilhões serão emprestados pelos bancos com taxas subsidiadas pelo caixa da União. Na safra passada (2007/08), o governo previa equalizar R$ 45,4 bilhões. Com isso, o governo amplia de 63% para 85% o total de recursos cobertos por subsídios e espera elevar para além de 150 milhões de toneladas a produção total de grãos, fibras e cereais, atualmente em 143,3 milhões.

Na prática, o Tesouro Nacional paga a diferença entre o custo de captação do dinheiro no mercado - geralmente com taxa Selic - e os juros do crédito rural, cuja média é de 7,35% ao ano. Estima-se um custo total de R$ 2,6 bilhões para o Tesouro com essas operações de equalização. Nos financiamentos de custeio, por exemplo, os produtores pagam 6,75% ao ano. Para esta modalidade, o presidente Lula anunciará um pacote de R$ 45 bilhões cobertos pelo caixa do Tesouro - na safra anterior, foram previstos R$ 36,5 bilhões.

"O novo plano vai marcar uma posição de apoio à produção de alimentos", diz uma fonte. O governo também antecipará o lançamento de mecanismos de sinalização de preços para compras futuras, o que garante ao produtor a margem de lucro mesmo com eventuais quedas de preços no mercado. A ampliação do seguro rural será efetivada neste plano.

Os recursos para custeio e comercialização da nova safra terão R$ 32 bilhões das chamadas exigibilidades rurais, a parcela obrigatória de 25% dos depósitos à vista que os bancos têm que emprestar ao setor - na safra anterior, foram R$ 30 bilhões.

Mas a principal elevação de recursos ocorrerá na "poupança rural". Dessa fonte, sairão R$ 11 bilhões para financiar o setor. Em 2007/08, a poupança previa R$ 2,5 bilhões. Outros R$ 2 bilhões virão do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé). Os recursos para os programas de investimento saltarão de R$ 8,9 bilhões para R$ 10 bilhões. Mais R$ 10 bilhões serão ofertados com juros livres de mercado como componente do crédito rural para 2008/09.

O novo Plano de Safra da agricultura empresarial contará com a elevação dos limites de crédito individual dos produtores e o aumento dos preços mínimos dos produtos básicos, como arroz, feijão, milho, trigo e mandioca. O governo prevê gastar até R$ 4,4 bilhões na recomposição dos estoques públicos de alimentos em mãos da Conab. Em horas de crise de preços, espera vender estoques para baixar os preços no varejo.

Os planos do governo para o setor rural incluem, ainda, o lançamento de um pacote de R$ 13 bilhões com medidas de apoio à produção familiar de alimentos. Todo esse volume de recursos contém algum tipo de subsídio oficial sob a forma de equalização das taxa de juros ou de bônus para pagamento em dia. O presidente Lula fará esse anúncio amanhã, em Brasília. Mas a base do novo plano da agricultura familiar é o investimento em mecanização e a adoção de novas tecnologias mais modernas.

O "Mais Alimentos" oferecerá uma linha de crédito de R$ 6 bilhões para investimentos de longo prazo a 300 mil produtores familiares, e estima produção adicional de até 18,6 milhões de toneladas de arroz, feijão, leite, mandioca, trigo, leite, carnes, frutas e soja, que hoje somam 110 milhões de toneladas.


Mauro Zanatta
Valor Online, 02/07/08

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Cães e gatos passam da classe D para a C e setor fatura US$ 1 bilhão a mais

Luiz Luccas, diretor da Merial: "Animais que não eram tratados agora são vacinados e cuidados com antipulgas"
Foto Anna Carolina Negri/Valor


No ano passado, cerca de 900 mil cães e gatos deixaram a classe D e passaram para a C, segundo estimativas da indústria pet. Eles acompanharam as duas milhões de famílias brasileiras que melhoraram seu padrão de vida entre 2006 e 2007. Assim como aconteceu no universo das pessoas - que passaram a consumir mais e melhor - os bichos também sentiram os benefícios da ascensão social.

"Esses cães, que antes não eram vacinados, tratados ou que recebiam apenas restos de comida, agora se alimentam de ração, tomam vacinas e usam antipulgas", diz Luiz Luccas, diretor da operação brasileira da Merial, uma das maiores indústrias veterinárias do mundo.

Graças a esses novos consumidores caninos - e felinos também -, a ração para animais de estimação passou a fazer parte da cesta básica de compras de mais pessoas, segundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Alimentos para Animais Domésticos (Anfalpet). "Os cães que comiam pouca ração, estão comendo agora a quantidade certa. Os que ganhavam apenas um bifinho por semana, agora ganham dois", diz o secretário-executivo da entidade, José Edson Galvão de França, se referindo a um dos petiscos caninos.

Em 2006, segundo ele, 42% dos cães e gatos domésticos eram alimentados com ração. Agora são 47%. Em relação a uma população brasileira de cães e gatos estimada pela indústria em 31 milhões, os cinco pontos percentuais de crescimento correspondem exatamente aos 900 mil bichinhos promovidos de classe social. Com isso, o faturamento dos fabricantes de rações passou de US$ 2,33 bilhões para US$ 3,06 bilhões no período.

O segmento de produtos econômicos ou básicos, que representa 65% do mercado de rações, absorveu todo o crescimento do setor no ano passado, conforme a Anfalpet. As rações "standard" ou padrão, que são 23% do total, permaneceram estáveis. O segmento premium (8% ) e o superpremium (4%), mais caros e voltados para as classes A e B, tiveram queda. "Isso significa que o crescimento do mercado ocorre nas faixas mais pobres da população", conclui França.

Marco Antonio Santos, gerente comercial da Rações Guabi confirma a tese. "No ano passado tivemos um aumento de vendas em volume de até 20% nas rações mais baratas, que custam entre R$ 2 e R$ 3 o quilo no varejo", diz. Na Mars, fabricante das rações Pedigree, para cães, e Whiskas, para gatos, em 2007 o faturamento foi 20% maior que em 2006. "Isso aconteceu em todas as regiões do país", diz José Carlos Rapacci, diretor-geral das marcas de "pet care" da companhia. Na Nestlé, dona da marca Purina, rações mais baratas, como Kanina, Alpo e Gatsy, tiveram também aumento de vendas "impulsionado pelo consumidor de classe média", informou a empresa sem citar números.

A chegada de mais animais à classe C também engordou a venda de outros artigos que fazem parte do mercado, como vacinas, remédios e acessórios (coleiras, perfumes e "roupas"). Isso se refletiu, por exemplo, nas vendas da Merial, que passaram de R$ 292 milhões em 2006 para R$ 316 milhões no ano passado. Vinte por cento disso é Frontline, o antipulgas da marca. Só no ano passado, a empresa vendeu no Brasil 3 milhões de doses do remédio, a R$ 30 cada. Seis anos antes, as vendas não chegavam a 2 milhões de doses anuais. "O consumidor da classe C não pode gastar muito. Por isso, prefere o medicamento de primeira linha, mesmo que mais caro. Ele não quer se arriscar com o mais barato, já que pode não funcionar. E se não funcionar, não vai haver dinheiro para uma segunda tentativa", diz Luccas.

O resultado de tanto cuidado foi o crescimento significativo do setor, que faturou US$ 1 bilhão a mais, incluindo vendas de rações, medicamentos, serviços (consultas veterinárias, banho e tosa) e acessórios, entre 2006 e 2007. Conforme a Anfalpet, as vendas pularam de US$ 3 bilhões para US$ 4,1 bilhões. Para este ano, a expectativa é atingir US$ 5 bilhões.

Mas alcançar esse resultado vai depender muito de como se comportarão os preços nos pet shops. Isso porque, ao contrário do que muito dono pensa, a ração animal não é feita a base de carne ou peixe. Setenta por cento do alimento do animal é arroz, milho e trigo. Ou seja: commodities que tiveram altas gigantes. Só nos seis primeiros meses de 2008, milho, trigo e arroz subiram até 40%, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Por isso, houve um reajuste médio de preços de 7% este ano para o varejo. "Já sentimos uma queda de 10% nas vendas dos alimentos mais populares neste ano", diz o executivo da Guabi. Na Mars, entretanto, o aumento não se refletiu nas vendas. "O consumidor vê os benefícios que a alimentação balanceada traz para o animal e se torna fiel ao produto. Não volta mais para as sobras de comida", afirma Rapacci.


Lílian Cunha
Valor Online, 02/07/08

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