segunda-feira, 7 de abril de 2008

Oposição européia ameaça projeto brasileiro do etanol

UE já vê etanol como vilão e ameaça planos do Brasil

Manifestações recentes de governos, partidos e entidades sugerem uma abrupta mudança de humor dos europeus em relação ao uso de biocombustíveis, mas mais especificamente contra o etanol. As conseqüências para os Brasil podem ser graves, desde a falta de estímulo para a criação de um mercado mundial de etanol até a perda de terceiros mercados.

O mais recente episódio ocorreu na sexta, quando o governo alemão voltou atrás na decisão de dobrar para 10% o conteúdo de etanol na gasolina consumida no país a partir do ano que vem. O governo argumentou que muitos carros antigos não poderiam rodar com essa mistura de etanol e seus motoristas seriam obrigados a usar uma gasolina premium, mais cara.

Na quinta, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, acusou os governos do Brasil e dos EUA de dar subsídios fiscais à produção de etanol.

Já o Reino Unido retirou no mês passado o financiamento para um programa de E85 (mistura de 85% de etanol e 15% de gasolina), apesar de continuar a defender a mistura de 5% de etanol à gasolina.

Oficialmente, a Comissão Européia (órgão executivo da UE) mantém sua proposta de misturar 10% de etanol à gasolina na região até 2020. O porta-voz de energia da UE, Ferran Terradelas Espuny, foi incisivo: o objetivo da Comissão não muda. Reagindo à decisão da Alemanha, disse que os países da UE podem fazer o que quiserem, pois a proposta da Comissão ainda está em negociação e talvez só seja aprovada (ou não) no final do ano.

Mas, segundo a agência de notícias espanhola Efe, organizações ambientalistas como Greenpeace, Friends of the Earth e Birdlife estão pressionando a UE e os governos europeus a abandonarem o objetivo de 10% de biocombustíveis, por temerem que a medida seja contraproducente.

Na diplomacia brasileira, a decisão alemã acendeu o sinal de alerta. Um importante especialista disse: "A mudança de humor da Europa em relação ao etanol é muito séria". O Brasil tem o plano estratégi-co de tornar o etanol uma commodity mundial. Para criar esse mercado, a UE é indispensável. Se o etanol ficar restrito a Brasil e EUA, nunca vai ganhar escala para valor mais elevado. A UE é "decisiva" porque, se entra no jogo, teria efeito de demonstração para outros países. Mas, se o recusa, o "baque é tremendo" nos planos brasileiros.

O baque é forte porque o Brasil apostou seriamente na expansão dos mercados, e não só no europeu. Se Bruxelas freia o desenvolvimento do etanol, o resto do mundo pode desistir e talvez no futuro até os EUA, porque o etanol americano é uma extravagância econômica e ambiental - - é muito caro e de efeito cada vez mais questionado sobre o aquecimento global.

O Japão, que vem avaliando o que fazer em relação ao etanol, pode desistir. Ou seja, o que a Alemanha - o maior produtor europeu de biocombustíveis, mas principalmente de biodiesel - fizer, pode ter efeito em cadeia.

A Europa parece mais inclinada a apostar no biodiesel, pois sua indústria automobilística vem apostando em motores a diesel mais eficientes, de consumo menor.

A sorte do etanol começou a mudar na Europa no começo do ano, quando estudos científicos contestaram o benefício do uso do etanol no combate ao aquecimento global. Uma pesquisa da Universidade de Minnesota (EUA), publicado em fevereiro pela prestigiosa revista "Science", indicou que a conversão de florestas no Brasil, no Sudeste Asiático e nos EUA para o cultivo de grãos e outras plantas usados como matéria-prima para biocombustíveis pode gerar emissões de dióxido de carbono maiores do que as que se economiza com combustíveis fósseis.

O estudo aponta como mais prejudicial o etanol de milho, produzido nos EUA, mas diz que mesmo o etanol de cana-de-açúcar produzido no Brasil pode trazer um déficit no curto prazo em termos de emissões de carbono. Esse déficit seria compensado após 17 anos, mas o problema é que é preciso reduzir as emissões já.

Esse e outros estudos começaram a erodir a imagem dos biocombustíveis na Europa como uma alternativa ecologicamente viável aos combustíveis fósseis. Um sinal dessa crescente oposição foi a adoção, por parte de ambientalistas europeus, do termo agrocombustíveis, bem menos positivo, em lugar de biocombustíveis.

Nas últimas semanas, a mídia européia deu amplo destaque aos problemas e às incertezas relacionadas aos biocombustíveis. O principal jornal espanhol, o "El País", disse que eles estavam perdendo o rótulo ambiental. Uma das intenções do governo britânico, ao abandonar o programa de E85, foi ajudar a frear o avanço de plantações em áreas de floresta com o uso excessivo de pesticidas.

Além questionar o ganho ambiental dos biocombustíveis , os europeus estão preocupados com a alta de preços que eles estão causando em commodities agrícolas, do milho à carne, e que ajudou a levar a inflação anual na zona do euro ao recorde de 3,5% em março.

A Comissão Européia avalia que o etanol está sofrendo duas linhas de ataque. Primeiro, do lado ambiental. A implicância de ONGs está estigmatizando o etanol, como ocorreu com os transgênicos. Segundo, do lado social, com a acusação de que o etanol eleva o preço de alimentos e só beneficia fazendeiros ricos do Brasil e dos EUA.

Michael Mann, porta-voz de agricultura da UE, disse que o objetivo europeu é claro: estimular a produção de etanol de primeira geração, a partir de matérias-primas agrícolas. Mas, assim que for possível, partir para a produção de etanol segunda geração, para não usar commodities alimentares.

É preciso notar, porém, que a Suécia recentemente foi o primeiro país a obter autorização da UE para eliminar a tarifa de importação sobre o etanol brasileiro, e por razões ecológicas. Há uma ala, como o governo liberal sueco, que acha o etanol brasileiro importante para a questão ambiental.

Para alguns especialistas, se o quadro piorar para o etanol, o Brasil em todo caso tem chances com o biodiesel (que tem tarifas baixas na UE). Só que o protecionismo para biodiesel também é forte.


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A crescente oposição na Europa ao uso mais amplo de biocombustíveis já preocupa autoridades brasileiras. Teme-se que essa política prejudique o projeto estratégico do Brasil de transformar o etanol em commodity mundial e que desestimule outros países, como o Japão, a ampliar o uso de biocombustíveis. "A mudança de humor da Europa em relação ao etanol é muito séria", disse um diplomata brasileiro na região que pediu para não ser identificado.

A Alemanha voltou atrás, na sexta-feira, da sua decisão de dobrar para 10% a mistura de etanol à gasolina. Na quinta, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, acusou Brasil e EUA de dumping de biocombustíveis. Em março, o Reino Unido retirou o financiamento a um programa de etanol. Segundo avaliação da Comissão Européia, os biocombustíveis sofrem ataques de duas frentes. Do lado ambiental, vem se questionando o seu benefício no combate ao aquecimento global e teme-se que eles estimulem a devastação de florestas. Do lado social, eles estão sendo responsabilizados por parte da expressiva alta dos preços das commodities agrícolas, o que vem elevando a inflação em todo o mundo e ameaça causar fome em países pobres.


A Comissão Européia vem sendo pressionada por ONGs ambientalistas para abandonar sua proposta de uso de 10% de biocombustíveis até 2020. Por enquanto, a entidade continua apoiando a proposta, mas diz que as ONGs estão estigmatizando os biocombustíveis como ocorreu com os transgênicos. Um sinal disso foi a recente adoção, por grupos ambientalistas e partidos verdes, do termo agrocombustíveis, menos positivo que biocombustíveis.

Representantes do setor de etanol no Brasil vêem interesses comerciais, desinformação e má-fé por trás dessa mudança de humor na Europa. Para Géraldine Kutas, assessora internacional da União da Indústria de Cana-de Açúcar (Unica), a indústria automobilística européia está investindo em motores a diesel e não tem interesse no etanol. Outro mito disseminado na Europa é que o Brasil vai desmatar a Amazônia para plantar cana, como a Indonésia faz para plantar dendê para biodiesel. "Isso não é desconhecimento, é má-fé mesmo", disse José Carlos Hausknecht, sócio da MB Agro.

Assis Moreira, Humberto Saccomandi e Patrick Cruz, de Genebra e São Paulo
Publicado pelo Valor Online 07/04/08

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quarta-feira, 2 de abril de 2008

Brasilidade, reputação e sustentabilidade

Acredito que o gerenciamento de marca é mais importante do que os 4 P´s do marketing. Inclusive levando em consideração que esse é um conceito já muito antigo, formulado em 1960 por Jerome McCarthy. O conceito dos 4 P´s foi adequado para o Século XX, está baseado na economia do tangível. A economia do século XXI é cada vez mais focada nos intangíveis e neste contexto tudo aquilo que está associado a valores, conceito, identidade, reputação é o que dá o diferencial.

Produto, preço, promoção e ponto de venda são premissas, não servem mais como diferencial num contexto onde produtos e serviços ficam cada vez mais semelhantes. Se temos uma oferta muito grande de coisas onde produto, preço, promoção e ponto de venda são muito semelhantes, o desafio é: “como fazer com que o seu produto ou serviço seja escolhido ?” E é nessa escolha que está a chave de toda a questão da marca e do intangível. Você será escolhido pela capacidade de atrair, encantar e gerar identidade com o seu consumidor, com o seu cliente. Isso é feito através de valores e de comportamento. Você pode escolher produtos que tenham o preço muito maior do que outro, ou que sejam mais difíceis de encontrar, por exemplo: um sabonete da Natura, pelo tipo de conceito que ele te oferece. Por que tem um conceito de brasilidade, é feito a partir de ativos naturais originários e pesquisados no Brasil e com um tipo de produção calcada em valores e em sustentabilidade. Assim, você simpatiza com a marca e escolhe um sabonete de R$ 9,00 e não de R$ 0,90 como você encontra no supermercado.

Agora, mesmo a questão da marca já está ficando um pouco obsoleta, o conceito mais atual é o de reputação. Como toda a economia do intangível fica cada vez mais importante, e também pela questão da cópia (acesso fácil à informação, faz com que também seja fácil copiar) reforça o fato que os 4 P’s fiquem cada vez mais parecidos. Com isso a marca passa a ser também mais frágil, pode ser pirateada, copiada.

Qual é a coisa então que não se pode piratear, nem copiar e que é só tua? É a reputação. Considero que a reputação de uma empresa é como a sua marca em processo: são os valores da empresa aplicados. Como essa marca atua internamente, para com os seus funcionários? Por que não se pode ter um discurso externo e uma prática interna diferente. Como essa marca atua na comunidade na qual está presente? E como ela atua no mundo em geral?

Reputação é a única coisa que pode te dar garantias de longevidade, e este é hoje um grande desafio enfrentado pelas empresas. Reputação garante a sua atratividade e responde aquela pergunta: como atrair o consumidor? Se minha reputação é boa, eu consigo atrair. E minha reputação é boa se os meus valores e a práticas a eles atreladas forem condizentes.

A longevidade depende também da sustentabilidade: O planeta estará bem? Estaremos vivos? Teremos recursos suficientes para todos? Teremos uma distribuição eqüitativa de renda que permita bem estar e gere uma estabilidade tanto econômica quanto em termos de segurança (essa é uma condição de saúde para o mercado).

E finalmente, para a marca e a reputação, o fundamental é a coerência, um dos grandes indicadores de futuro. Hoje não adianta mais, como acontecia no passado, você comunicar algo e não ser aquilo que comunica. É preciso ter uma coerência entre aquilo que propõe e aquilo que pratica.

Em relação às empresas nacionais, levando em conta o fato que o desafio é ter a escolha do consumidor, atributos e valores são importantíssimos. Por exemplo, falamos muito da ameaça da China, mas os atributos associados a ela são extremamente negativos: pensamos em má qualidade, em cópia, trabalho semi-escravo poluição. Quando falamos em Brasil, temos uma série de atributos extremamente atrativos a ele associados. A marca Brasil está associada à alegria, solidariedade, sensualidade, cor, calor, inovação, juventude. Atributos com alto poder de atração e pouco explorados por nós. Existem muitos casos de empresas européias e estadunidenses que constroem toda a sua marca, toda a sua comunicação, em cima desses atributos. Eles perceberam a riqueza que esses atributos oferecem. Nós ainda não.

Como resultado de colonização, ditadura, economia fechada e logo após o deslumbramento neo-liberal, tendemos ainda a ficar fascinados com o que vem de fora, e não damos valor àquilo que nos é próprio.É uma tendência dos países em desenvolvimento: em vez de assumir nossas próprias características, queremos mostrar “o quanto somos civilizados”, mostrando o quanto somos “americanos” ou “europeus”. O que precisamos é trabalhar mais em cima da nossa brasilidade, e construir as marcas a partir desses atributos e valores. Mas, transformá-los em inovação nos produtos e serviços depende de políticas de longo prazo, investimento em pesquisa e desenvolvimento e melhora da educação. Isso ainda é difícil com a falta de continuidade e profissionalismo nos nossos governos ( melhorou, mas está longe de estar bom...)

Outra coisa complicada é que a marca depende da coerência e esta depende da atitude da empresa. Como o que a empresa faz é o que cria a sua marca, responsabilidade social empresarial é estratégica e não sei até que ponto as empresas brasileiras estão conscientes disso. As empresas que são de ponta e inovadoras já constroem o seu diferencial, o seu atributo de marca em função disso. No caso da SER, vemos uma passagem do foco na questão ambiental para a inclusão do enfoque cultural pois é ele que vai dar esse diferencial de brasilidade que pode garantir a longevidade e o poder de atração das marcas. É preciso partir do reconhecimento, valorização e utilização da cultura local para construir, alimentar e diferenciar a sua marca. E isso associado à sustentabilidade: todos os processos (de produção,venda e etc) devem ser adequados a uma visão de século XXI, voltadas para comércio justo,orgânicos, não poluentes etc.

E finalmente, a questão da corrupção. O Brasil tem todos esses atributos fabulosos e o que nos falta para transformar esses atributos em riqueza é credibilidade. Só vamos nos estruturar melhor como economia quando trabalharmos de forma mais articulada, nos organizando em clusters e outras formas de cooperação, mas isso depende de confiança. E nós temos uma baixa taxa de confiança que vem da corrupção - que é disseminada e não uma coisa exclusiva do governo. Basta ver que, quando pedimos um recibo no táxi, a resposta é invariavelmente “de qual valor?”. Credibilidade é outro dos alicerces para construir as nossas marcas.

O Brasil oferece oportunidades pelo enorme potencial que possui através de sua cultura, desta brasilidade que pode virar atributo e diferencial. Além do mais, podemos crescer indo direto para o futuro. As empresas que se organizam agora não precisam repetir os erros do século XX: querer crescer demais; desenvolver modelos que não sustentáveis nem éticos; trabalhar com uma base só industrial ou de commodities e deixar de lado o intangível , o cultural, que é a grande galinha dos ovos de ouro do futuro. Se pensarmos que a economia da experiência é a que mais cresce no mundo, e ela está ligada a turismo, entretenimento, cultura - que são riquezas fabulosas no Brasil - vemos todo o potencial que existe.

Nesse sentindo, o papel da comunicação é fundamental. Primeiro, por que a comunicação na verdade é aquilo que constrói a própria história da humanidade: o que caracteriza o ser humano é o fato de que ele se comunica e assim constrói cultura. O papel do comunicador não é desenvolver um material bonitinho, não é atender a demandas, craindo apenas produtos de comunicação. O papel do comunicador é criar processos de comunicação, ser o amalgama que une tudo, que conecta as partes e promove o fluxos tanto internos quanto externos. O papel da comunicação é cada vez mais central e estratégico nas tomadas de decisão de uma empresa.

Por isso, o profissional e a empresa de comunicação precisam cada vez mais ser pró ativos e criativos, e não apenas reativos. Ela precisa propor ao cliente, por que existem coisas que a comunicação pode fazer por ele que ele próprio desconhece. A comunicação precisa trabalhar com uma visão de mix, atender uma série de coisas simultaneamente, trabalhando com publicidade, e promoção sim, mas também marketing cultural, responsabilidade social empresarial, tudo aquilo que está ligado com aquelas questões essenciais dos atributos, valores e da coerência. E ,finalmente, mais um motivo pelo qual ela precisa ser pró ativa é para apontar caminhos de futuro. Por que o futuro chega cada vez mais rápido. Antes o futuro levava séculos para chegar, depois talvez 100 anos, 50 e agora chega em 5 anos. Esse futuro é cada vez mais focado no intangível, que é a própria matéria prima da comunicação, então ela tem o dever e a oportunidade de mostrar para seus clientes todas as oportunidades que o intangível oferece. Essa é uma questão ainda muito nova, o papel dos intangíveis dentro das empresas e como são avaliados : gestão de conhecimento, rede de relações, reputação, governança, inovação, design, parcerias- tecnológicas e comerciais, criatividade.(Envolverde/Mercado Ético)



Lala Deheinzelin, palestrante e assessora para empresas, governos e a ONU. Fez parte do primeiro grupo de experts que se reuniu neste mês na Espanha para lançar as bases de atuação com a Convenção da Diversidade Cultural.
Publicado pela Envolverde em 31/03/08

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Apagar luzes para acender consciências

Os organizadores da campanha A Hora do Planeta calculam que cerca de 30 milhões de pessoas tenham desligado no sábado seus aparelhos elétricos durante uma hora, um sinal de que pequenas mudanças de habito podem minimizar, e muito, o aquecimento do planeta. “Com A Hora do Planeta pretendemos criar consciência comunitária, fazer com que maior quantidade possível de pessoas compreenda que ações simples podem reduzir suas emissões de gases causadores do efeito estufa”, disse Fiona Poletti, da filial australiana do Fundo Mundial para a Natureza (WWF), criadora da campanha.

Este ano, A Hora do Planeta – como ocorreu no ano passado, em sua primeira edição – girou em torno da simples ação de desligar totalmente as luzes e outros aparelhos elétricos durante uma hora, entre 20h e 21h do último sábado. A WWF Austrália diz que a contínua dependência da eletricidade produzida por usinas alimentadas com combustíveis fosseis são uma fonte importante de emissões de gases que causa o efeito estufa, responsáveis pelo atual ciclo de mudança climática. O aquecimento planetário deriva em uma elevação do nível do mar e aumenta a freqüência e gravidade de eventos climáticos extremos, como secas e tempestades.

O que faz de A Hora do Planeta um acontecimento único é que reúne governos, empresas e o cidadão comum. Trabalhando juntos, os lares ao longo das paisagens mais magníficas do mundo podem ter um impacto na luta contra a mudança climática”, disse o diretor-executivo da campanha, Andy Ridley. Com cerca de 370 cidades em todo o mundo dispostas a participar do grande apagão, Poletti disse à IPS que os organizadores de algum modo se surpreenderam com a popularidade ganha pela campanha. “Penso que a rapidez pegou todos de surpresa e que realmente todos no mundo estão observando uma responsabilidade mundial e um chamado à ação”, acrescentou.

A Hora do Planeta 2007 – iniciativa conjunta da WWF Australia, Fairfax Media e a agência de publicidade Leo Burnett Worldwide – aconteceu em Sidney, com a participação de mais de 2,2 milhões de habitantes dessa cidade australiana e 2.100 empresas. Mas, em 2008, a ponte sobre a baía de Sidney e a Opera House não foram as únicas paisagens famosas a ficarem às escuras. A Torre Sears na cidade de Chicago e a ponte Golden Gate em São Francisco, ambas nos Estados Unidos, e a Torre CN, em Toronto, no Canadá, ficaram envoltas pela escuridão a partir das 20 horas do sábado.

Cidades tão diversas como Suva, Manila, Copenhague, Telavive e Dublin também participaram, fazendo com que um acontecimento há um ano localizado em Sidney se convertesse em um movimento planetário. Poletti negou que a campanha seja meramente simbólica e ineficaz. “A noite real é essencialmente uma ação simbólica e busca mostrar as comunidade e ao setor empresarial o vínculo entre o uso de energia e a mudança climática. Apagando todos as luzes em um determinado momento, podemos medir isso”, disse à IPS.

A Horta do Planeta 2007 motivou uma queda de 10,2% no consumo energético – mais que o dobro do esperado pelos organizadores – em Sidney, livrando a atmosfera de aproximadamente 24,86 toneladas de dióxido de carbono. Segundo a WWF Australia, a redução de gases causadores do efeito estufa obtida na primeira edição da campanha se fosse mantida durante um ano equivaleria a tirar das ruas 48.616 automóveis pelo mesmo tempo. Porém, Poletti insistiu que a campanha é “muito mais ampla” do que apenas reduzir o consumo de energia por uma hora. “Ao educar as pessoas sobre as ações simples que podem realizar, animamos uma mudança de comportamento com impacto no longo prazo”, disse.

Os participantes são incentivados a verem A Hora do Planeta como um primeiro passo. Os organizadores querem que as pessoas assumam os princípios da campanha como parte da vida cotidiana. Ações como apagar as luzes ao deixar um cômodo vazio ou recorrer a fontes mais limpas de eletricidade, como as correntes marinhas, o vento, a biomassa e o sol, ajudarão a cumprir o objetivo de reduzir em 5% as emissões anuais de dióxido de carbono. Ao contar com a participação de conselhos municipais, escolas, empresas, domicílios e indivíduos, a WWF Austrália deposita a responsabilidade na comunidade como um todo para abordar a mudança climática.

A estimativa de participação de mais de 30 milhões de pessoas apenas no segundo ano da campanha ilustra a amplitude do chamado à ação sobre a mudança climática. “Penso que o fato de ter tantos envolvidos na Hora do Planeta é a medida da comunidade e do movimento da sociedade civil nesta área”, afirmou Poletti. Aproximadamente quatro milhões de pessoas se inscreveram através do site http://facebook.com, acrescentou, ressaltando que “isto demonstra que as pessoas realmente querem participar e fazer algo, e que os governos do mundo levem isto muito a sério”.

Gerente de projeto de A Hora do Planeta em Melbourne, Fiona Poletti adisse que os cidadãos estavam motivados a reduzir seu impacto sobre o meio ambiente no tocante ao uso de energia antes da implementação da campanha, mas não sabiam o que fazer exatamente. “A razão de ser criada A Hora do Planeta foi, em primeiro lugar, que os indivíduos não sabiam o que fazer, assim, esta campanha permitiu às pessoas começarem a reduzir suas próprias emissões. E, coletivamente, se reduz muito”, afirmou. Apesar dos passos gigantes dado pela campanha desde sua criação em 2007, Poletti disse que não existe um plano definido para o próximo ano. “Porém, a gigantesca resposta deste ano provavelmente garanta que algo será feito em 2009”, ressaltou. (IPS/Envolverde)


Stephen de Tarczynski, da IPS
Publicado pela Envolverde em 31/03/08

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Responsabilidade Social das Empresas: a Percepção do Consumidor em 2006 e 2007

O relatório "Responsabilidade Social das Empresas - Percepção do Consumidor Brasileiro, Pesquisa 2006-2007, divulgado na última quarta-feira (26) pelo Instituto Akatu, Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social e a Market Analysis Brasil reúne os dados interessantes e monitora as percepções dos consumidores diante da questão da responsabilidade social das empresas.

Os dados foram coletados nos períodos de 3 a 21 de novembro de 2005 (pesquisa 2006) e 17 de novembro a 2 de dezembro de 2006 (pesquisa 2007). A pesquisa foi feita com 800 pessoas entre 18 e 69 anos, nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Salvador, Recife e Brasília.

Para Helio Mattar, diretor-presidente do Akatu, “o processo de Responsabilidade Social Empresarial (RSE) andará se as pessoas começarem a focar nas qualidades das empresas – mas isso pensando em empresas corretas, não naquelas que, por exemplo, utilizam trabalho degradante”. Para ele, “as empresas vão ser, cada vez mais, o que falarem delas e menos o que elas falarem de si. E quem fala das empresas são os stakeholders, os acionistas, as ONGs, etc”.

Os resultados da pesquisa 2007 mostram que 77% dos brasileiros têm muito interesse em saber como as empresas tentam ser socialmente responsáveis, índice que revela estabilidade se comparado aos dados registrados nos levantamentos anteriores (2004 - 72%; 2005 - 78%; 2006 - 75%). O número dos que atribuem às empresas um papel que vai 'além do meramente econômico, incluindo também o estabelecimento de padrões éticos mais elevados e a construção de uma sociedade melhor' diminuiu: 51% expressaram esta opinião no levantamento de 2006, ante 64% em 2004. Por outro lado, a pesquisa 2007 demonstra que o percentual médio dos entrevistados que manifestaram expectativas com as chamadas responsabilidades cidadãs das empresas ('ajudar a resolver problemas sociais', 'ajudar a reduzir a distância entre ricos e pobres', 'apoiar políticas e leis favoráveis à maioria da população' e 'reduzir violações de direitos humanos no mundo') é de 63%. Outro dado relevante é o de entrevistados que concordam com a afirmação de que 'as empresas estão fazendo um bom trabalho em construir uma sociedade melhor para todos': 66,5% em 2006, quase dez pontos acima do registrado em 2005.

A publicação foi patrocinada pelo Grupo Carrefour e é a mais recente de uma série de estudos realizados desde 2000.

O papel do Estado
Para 64% dos entrevistados na pesquisa 2006, o Estado deve regular mais diretamente as questões de RSE, índice que era de 57% em 2004. A opinião manifestada pela maioria expressiva da população indica uma tendência a recorrer a uma instância supostamente mais poderosa para garantir o cumprimento das expectativas quanto às ações de RSE, o que pode refletir, de um lado, uma ansiedade do consumidor pela ação das empresas, e, de outro, uma possível falta de credibilidade das empresas junto ao consumidor no que tange à afirmação, por parte das empresas, de que estão aprofundando o seu envolvimento em iniciativas socialmente responsáveis. A hipótese parece mais provável quando são analisados os dados da pesquisa 'Sustentabilidade: hoje ou amanhã?', realizada no ano passado pelo IBOPE, segundo a qual 46% dos brasileiros concordam com a afirmação de que 'as marcas que fazem algo pela sociedade e pelo meio ambiente o fazem somente como ação de marketing'.

Premiar e punir
Na pesquisa 2007, 24% dos entrevistados pensaram em premiar ou efetivamente premiaram as companhias socialmente responsáveis, comprando produtos ou falando bem dessas empresas. Por outro lado, 27% consideraram a hipótese de punir ou efetivamente puniram empresas que, em sua opinião, não eram socialmente responsáveis, deixando de comprar produtos ou criticando a empresa para outras pessoas. Em 2004, os índices de premiação e punição registrados foram de 28% e 23%, respectivamente.

Estes percentuais, contudo, já foram muito mais altos: na edição 2000 do estudo, 39% dos entrevistados revelaram ter premiado ou pensado em premiar empresas e 35% declararam ter punido ou pensado em punir. A queda nos percentuais pode ter relação com o fato de que os consumidores não estão ainda suficientemente informados sobre as práticas das empresas em RSE. Um dos indicativos disso é que 51% dos entrevistados na pesquisa 2007 integram o grupo de pessoas que, apesar do alto interesse em RSE, dispõem de muito pouca ou nenhuma informação sobre o tema.

Formadores de opinião
A parcela composta pelos formadores ou líderes de opinião apresenta resultados mais positivos que a média da população. Neste segmento, que corresponde a 14% dos entrevistados, 65% revelam debater com freqüência o comportamento das empresas quanto à RSE, ante 41% da população em geral. O percentual dos que puniram ou pensaram em punir empresas no último ano por motivos ligados à falta de responsabilidade social também é maior: 43% entre os formadores de opinião, ante 27% da população em geral. O mesmo acontece quando o tema é a premiação das empresas por ações de RSE: entre os formadores de opinião, 35% pensaram em premiar ou efetivamente premiaram, enquanto que 24% o fizeram entre o total dos entrevistados.

Os índices atribuídos aos formadores de opinião são bastante positivos, uma vez que este grupo usualmente molda a agenda pública e influencia a opinião dos demais consumidores.

Em comparação aos dados apurados em outros países, o Brasil apresenta grau menor de mobilização tanto no sentido de premiar como de punir empresas. Enquanto os índices brasileiros dos que declararam ter efetivamente premiado e punido empresas no último ano em função da RSE são de 12% e 13%, respectivamente, as médias da América Latina são de 16% (efetivamente premiaram) e 20% (efetivamente puniram). Entre os países em desenvolvimento, os percentuais médios registrados são de 21% (efetivamente premiaram) e 19% (efetivamente puniram) e entre os países desenvolvidos, atingem 34% (efetivamente premiaram) e 39% (efetivamente puniram).

O relatório "Responsabilidade Social das Empresas - Percepção do Consumidor Brasileiro, Pesquisa 2006-2007" integra o estudo internacional "Corporate Social Responsability Monitor", coordenado pela Globescan do Canadá.

Desafios
Um dos grandes desafios, segundo conclusões do Relatório, é o de as empresas se comunicarem adequadamente com os consumidores, propiciando-lhes suficiente informação sobre as suas práticas de RSE. Trata-se, portanto, do desafio de estabelecer uma comunicação que ajude o consumidor a distinguir as empresas que efetivamente adotam práticas de RSE baseadas em valores e princípios éticos consistentes daquelas que visam apenas a manipulação da imagem da empresa por meio de práticas fragmentadas de RSE, que não refletem as reais crenças e valores dessas empresas.

Há também o desafio das empresas assumirem que podem contribuir para sensibilizar e mobilizar o consumidor para que este desempenhe um papel ativo na valorização das práticas de RSE. Por esta via, o consumidor passaria a ser um agente de indução e valorização das ações de RSE das empresas, uma das atitudes de maior impacto social e ambiental entre os diversos comportamentos de um Consumidor Consciente.

Por Naná Prado, do Mercado Ético,com informações do Relatório e do Instituto Akatu
Publicado pela Envolverde em 31/03/08

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Dunga doa camiseta autografada para ong

ONG Instituto Ver leiloará a camiseta em jantar beneficiente

O técnico da Seleção Brasileira de Futebol, Dunga, doou, através da agência Plenna, uma camiseta oficial da Seleção para o Instituto Ver. Na camiseta constam os autógrafos dos 22 convocados para partida contra a Suécia ocorrida no dia 26 de março em Londres, Inglaterra. A camiseta doada será leiloada no Jantar da Caravana da Solidariedade que ocorre nesta segunda-feira, 31, às 20h30, na Amrigs. Toda a verba arrecadada será revertida para o Instituto Ver.

Consta na camiseta o autógrafo dos seguintes jogadores: - Julio Cesar - Internazionale (Itália) - Diego Alves – Almería (Espanha) - Daniel Alves - Sevilla (Espanha) - Rafinha - Schalke 04 (Alemanha) - Lucio - Bayern de Munique (Alemanha) - Henrique Buss - Palmeiras - Alex Costa - Chelsea (Inglaterra) - Leo - Grêmio - Marcelo - Real Madrid (Espanha) - Richarlyson - São Paulo - Gilberto Silva - Arsenal (Inglaterra) - Lucas - Liverpool (Inglaterra) - Hernanes - São Paulo - Josué - Wolfsburg (Alemanha) - Anderson – Manchester United (Inglaterra) - Diego - Werder Bremen (Alemanha) - Julio Baptista - Real Madrid (Espanha) - Thiago Neves - Fluminense - Robinho - Real Madrid (Espanha) - Alexandre Pato - Milan (Itália) - Luís Fabiano - Sevilla (Espanha) - Rafael Sobis - Real Betis (Espanha).

Publicado pelo Pauta Social em 31/03/08

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segunda-feira, 31 de março de 2008

Encontro da ABCR é nesta quarta, em Salvador

O encontro sobre Mobilização de Recursos antecede o 5º Congresso do Gife sobre Investimento Social Privado em Salvador e será realizado no dia 2 de abril, no Pestana Bahia Hotel, em Salvador.

A programação inclui oficinas e palestra internacional. Eu também estarei lá!

As vagas são limitadas, por isso
inscreva-se o quanto antes.

Objetivos:
- Discutir sobre os avanços da sustentabilidade das ONGs no Brasil;
- Discutir o papel do captador de recursos na busca pela sustentabilidade;

Contexto:
O crescimento vertiginoso do número de ONGs no Brasil a partir dos anos 90 e a pressão dos novos financiadores do Terceiro Setor (organismos internacionais e empresas) por resultados, fez com que a profissionalização e algumas ferramentas típicas do mundo empresarial fossem incorporadas ao dia-a-dia das ONGs. Planejamento estratégico, avaliação, indicadores, marketing, foram algumas das palavras que passaram a compor o vocabulário de quem trabalha no terceiro setor.

Nesse cenário, nasce, no início dos anos 2000 a ABCR – Associação Brasileira de Captadores de Recursos, inspirada em movimentos internacionais pela ética na atividade da captação de recursos e pelo fortalecimento dessa atividade como fundamental para fortalecer todo o setor da Sociedade Civil. Essa também é missão da Resource Alliance, uma ONG internacional com presença na Europa, Ásia, África e a partir de 2008 no Brasil.

Mas depois de quase dez anos do início desse processo, afinal, quais foram os avanços na profissionalização da atividade de captação de recursos no Brasil? E como evoluiu a atividade do captador de recursos? As ONGs valorizam ter em sua equipe um profissional de captação de recursos? Qual o perfil desse profissional? Como formar um captador de recursos?

Essas são algumas das perguntas que inspiram o Encontro de Mobilização de Recursos ABCR e Resource Alliance.


Programação:

8h30 a 9h00 - MESA DE ABERTURA E BOAS VINDAS
Norma Galafassi - Conselheira da Resource Alliance
Marcelo Estraviz - Presidente da ABCR
Fernando Rossetti - Secretário Geral do GIFE

9h00 a 11h00- PALESTRA INTERNACIONAL
Norma Galafassi - "Panorama mundial da mobilização de recursos e a sustentabilidade das ONGs"

11h00 a 11h30 - COFFE-BREAK
Mesas Temáticas para intercâmbio e discussão

11h30 a 13h00 - OFICINAS DA MANHÃ
Oficina M1: Michel Freller - "Captação de Recursos através de Incentivos Fiscais Federais"
Oficina M2: Claudia Amaral - "Captação de Recursos para o Desenvolvimento Local"

13h00 14h00 -ALMOÇO

14:00 a 16:00 - OFICINAS DA TARDE
Oficina T1: João Meirelles - "Cadeias de valor: empresas & comunidades tradicionais em parceria"
Oficina T2: Rodrigo Alvarez - "Negócios sociais: criando valor financeiro ao que tem valor simbólico"

16:00 a 16:30 - COFFE-BREAK
Mesas Temáticas para intercâmbio e discussão

16:30 a 17:00 - COMUNICAÇÃO
Marcio Zepellini - "Marca X Causa: agregando valor à comunicação no Terceiro Setor"

17:0 a 18:00 - PALESTRA NACIONAL
Marcelo Estraviz - "Rumo ao desenvolvimento institucional: 'Mobilizando' mobilizadores de recursos"

18:00 A 18:30 - MESA DE ENCERRAMENTO
Norma Galafassi e Marcelo Estraviz - Resumo do dia e convite para o coquetel.

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domingo, 30 de março de 2008

Classe C tem mais de um quarto do poder de consumo

O potencial de consumo da classe C, que já é a maioria da população brasileira, somou R$ 365 bilhões em 2007. É um pouco mais de um quarto da capacidade total de compra de todas as famílias que moram nas cidades, que atingiu no ano passado R$ 1,4 trilhão, segundo projeção feita a partir das contas nacionais e da estrutura de gastos dos brasileiros medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

"Nenhuma classe social isoladamente tem maior potencial de consumo do que a classe C", afirma Marcos Pazzini, diretor da consultoria Target, que estimou o potencial de compra das camadas sociais. A capacidade de consumo da classe C, que no ano passado teve renda média mensal familiar de R$ 1.062, desponta em relação às demais quando se consideram as subdivisões das camadas A e B. A projeção mostra que as classes B1 e B2 têm potencial de consumo de R$ 315,6 bilhões e R$ 286,9 bilhões, respectivamente. No caso da classe A1, a cifra atinge R$ 80,2 bilhões e da classe A2, R$ 260,8 bilhões.

A importância dessa imensa classe média que se está formando no País ganhou contornos mais nítidos na semana passada, quando a financeira Cetelem, do grupo francês BNP Paribas, divulgou uma radiografia da classe C. A pesquisa, feita pelo Instituto Ipsos a partir de 1.500 entrevistas, revela que a classe C reúne hoje 86,2 milhões de pessoas e é a maioria da população, com 46%. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Publicado pelo Portal Exame em 30/03/08

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Inscrições para Revelando os Brasis Ano III prorrogadas

O prazo de inscrições para o Concurso de Histórias do Revelando os Brasis Ano III foi ampliado até o dia 15 de abril.

O projeto - que tem como objetivo viabilizar a produção de vídeos digitais nas pequenas cidades brasileiras - é uma parceria entre a Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura e o Instituto Marlin Azul, com patrocínio da Petrobras.

Para participar, é preciso ter mais de 18 anos e ser morador de município com até 20 mil habitantes. As 40 histórias selecionadas serão transformadas pelos seus autores em vídeos com duração de 15 minutos.

O regulamento e a ficha de inscrição estão disponíveis no site http://www.revelandoosbrasis.com.br e nas agências e postos de atendimento dos Correios e do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) localizados nas cidades com até 20 mil habitantes.


Mais informações no Instituto Marlin Azul pelo telefone (27) 3327-2751 ou pelo e-mail revelandoosbrasis@gmail.com.

Podem ser inscritas histórias reais (baseadas em fatos históricos, personagens e tradições populares) ou de ficção. Os autores selecionados participarão de oficinas preparatórias de roteiro, direção, produção, operação de câmera, edição, no Rio de Janeiro, com todas as despesas pagas pelo projeto. Na etapa seguinte, eles contarão com o apoio da estrutura de produção oferecida pelo Revelando os Brasis para realizar os vídeos.

Publicado no site do Ministério da Cultura em 28/03/08

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Ações de sustentabilidade têm resultados modestos

Para quem quiser entender um pouco mais as razões destes "resultados modestos", sugiro a leitura da Carta Rede Social 160 de Augusto de Franco.


O Brasil está mais avançado do que outros grandes países emergentes, como Índia e China, em ações ligadas ao desenvolvimento sustentável. Mas, a despeito dos esforços, os resultados concretos ainda são modestos. A análise foi feita pela gerente da área de economias emergentes da consultoria SustainAbility, Jodie Thorpe, que participou, no Rio, de um evento sobre o assunto. Ela também alerta que, de forma geral, ações pouco consistentes de sustentabilidade no mundo podem vir a ser afetadas pela crise econômica internacional.

“O Brasil está na frente. Há alguns bons exemplos no País de ações que até se destacam globalmente. Algumas empresas fazem um excelente trabalho. Mas ainda se vê que a grande maioria das companhias discute esse assunto, faz relatórios, se interessa, cria departamentos, mas suas ações ainda não tiveram impacto efetivo”, diz. O evento Sustentável 2008, promovido pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), reunirá especialistas e executivos de grupos que investem nessa área.

Na avaliação do presidente do CEBDS, Fernando Almeida, as empresas já estão fazendo bastante, mas “todo esse investimento ainda não foi suficiente para mudar a tendência”. Ele pondera que, na prática, o assunto está difundido apenas numa “certa elite” empresarial, de especialistas ou grupos ligados ao assunto. O próprio tema da sustentabilidade parece difícil de se explicar, porque envolve uma série de conhecimentos e áreas dentro das empresas.

“É sinônimo de sobrevivência. É quando você consegue ter as três dimensões de um negócio, a econômica, social e ambiental, unidas e sem atropelo de uma pela outra. Hoje, a dimensão econômica atropela as demais”, diz Almeida. Jodie comenta também que ações rotuladas como sustentáveis tendem a ser afetadas pela crise global. “Acredito que, com a alarmante crise econômica nos EUA e na Europa, veremos algumas coisas que são apresentadas como ‘sustentabilidade’ caírem por terra. Mas as iniciativas que são realmente estratégicas irão sobreviver à crise.”

Jodie argumenta que a nova concepção já ganha espaço em países emergentes. “Empresas foram capazes de assimilar tendências globais, desde a crescente escassez de água, petróleo e outros recursos naturais até as necessidades particulares de diferentes segmentos da população, e foram capazes de criar processos e produtos inovadores como resultado”, diz ela. No Brasil, ela cita iniciativas do ABN Real, Natura e Amanco, dentre outras.

O Real criou, por exemplo, um espaço para compartilhar experiências com parceiros e o público externo, uma espécie de fórum para a troca de conhecimentos sobre o assunto. A Amanco adaptou sistemas de irrigação para pequenos produtores rurais. No caso da Aracruz Celulose, um dos objetivos traçados no plano de sustentabilidade é conservar a biodiversidade nos 154 mil hectares de reservas nativas da empresa, assim como a ampliação dessas áreas. Além disso, a empresa definiu a “busca por uma solução estável e juridicamente segura para a disputa de terras com as comunidades indígenas do Espírito Santo”, o que acabou sendo alcançado, segundo a empresa, com a assinatura de um acordo em dezembro de 2007.

Nilson Brandão Junior, O Estado de S. Paulo
Publicado pelo Projeto Envolverse em 26/03/08

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Facebook versus LinkedIn: qual é o melhor para negócio?

Teste detalhado compara características de cada uma das redes sociais em relação a como podem ajudar no seu trabalho, para encontrar vagas, identificar oportunidades, etc

O texto é para profissionais de TI e muito focado nos EUA. Mas dá uma boa idéia, para quem não tem nenhuma, de como funcionam os 2 ambientes para redes sociais e de como usá-los para o trabalho.

As redes sociais não são mais a “próxima” onda fantástica. Elas já fazem parte da nossa experiência na web tanto quanto as ferramentas de busca. Os serviços de rede social, antes considerados domínio da garotada que queria dar continuidade às fofocas da sala de aula, vêm sendo cooptados por adultos que estão explorando novos meios de usá-los dentro e fora do emprego.

Pelo menos um site de relacionamento, o LinkedIn, disputa a atenção dos adultos desde seu lançamento em 2003. O LinkedIn permite que os usuários criem e mantenham uma lista de seus contatos profissionais (e amigos também).


O objetivo é se conectar — ter acesso aos contatos dos seus contatos e, assim, ampliar seus horizontes profissionais. Você quer encontrar um emprego? Uma nova oportunidade de venda? Informações sobre um cliente? Pois este é um meio de fazer isso.

O LinkedIn continua oferecendo serviços extraordinariamente estáveis. Ele fez algumas concessões às expectativas da web 2.0 acrescentando um quadro de empregos e áreas com recomendações de provedores de serviços ou respostas para perguntas.

Além disso, oferece serviços premium que permitem aos usuários acessar mais informações e se comunicar com contatos de segundo ou terceiro graus (em outras palavras, amigos de amigos de amigos). Entretanto, o LinkedIn não se desviou de sua missão original: ser um serviço de cunho profissional, em vez de um site de relacionamento generalizado.

Existem poucos sites tão focados quanto o LinkedIn, mas pelo menos um deles deixou de ser apenas um site de socialização e passou a ser, também, uma ferramenta de negócio. O Facebook foi criado em 2004 para que estudantes universitários — isto é, indivíduos com endereços de e-mail de universidades — se comunicassem online. Só foi aberto ao público geral em 2006.

Desde então, disputa com o MySpace o posto de lugar preferido para passar o tempo, mas tem atraído uma audiência adulta crescente que quer utilizá-lo para discutir suas profissões em vez das últimas paixonites.

O Facebook oferece uma gama de serviços muito maior do que o LinkedIn – principalmente graças ao grande número de aplicativos de terceiros que as pessoas podem instalar e usar – e, portanto, é um meio de comunicação mais flexível. Também pode ser vantajoso, para as empresas, utilizar um serviço com o qual provavelmente os funcionários estão familiarizados.

Contudo, há controvérsias em relação a adotar o Facebook como uma rede de negócio. As empresas que querem usar o Facebook para manter em contato seus funcionários cada vez mais móveis estão preocupadas, e com razão, que todos estes games, grupos sociais e quizzes (“Quais são os nomes dos personagens dos Muppets?”) acabem desviando as pessoas do trabalho.

Qual, então, é melhor para uso profissional, tanto por empresas quanto por funcionários atuais e potenciais: o LinkedIn com sua abordagem focada ou o Facebook com sua grande quantidade de aplicativos?

Para descobrir, montamos seis cenários de negócio rotineiros e pedimos a dois membros da nossa equipe que os destrinchassem: um com o Facebook e o outro com o LinkedIn. Em algumas situações, ficou claro qual serviço se sairia melhor, mas em outros casos foi difícil, até mesmo impossível, escolher um vencedor.

No fim das contas, não existe um vencedor absoluto. O Facebook e o LinkedIn se destacam em diferentes cenários. Tudo depende do que o usuário precisa fazer.

Qual você escolheria? Confira nossos seis cenários de negócio e tire suas conclusões. Talvez você prefira um ou outro, ou, quem sabe, simplesmente decida juntar aos dois. — Barbara Krasnoff


1. Procurar emprego sem seu chefe saber
Você não agüenta mais. Trabalha 10 horas por dia, ganha apenas dois terços do salário do seu melhor amigo que ocupa cargo idêntico em outra empresa e está quase assassinando o cliente que não entende a diferença entre um navegador e um sistema operacional. Chegou a hora de mudar de emprego. Você sabe que uma rede de contatos na web é um bom ponto de partida, mas não quer que seu chefe (infelizmente, ele não é um imbecil completo) descubra antes de você pedir as contas.

Facebook
Você decidiu se mandar, mas não quer que seu chefe saiba que você já está olhando para a saída? Com o Facebook é relativamente fácil procurar emprego. Mas, para garantir que seu chefe não descubra suas pretensões, é uma boa idéia criar uma nova identidade no Facebook e usá-la quando for à caça.

Depois disso, vá até o Facebook Markeplace e clique em Jobs. Quando fiz isso, havia 1.262 disponíveis. Acredite ou não, muitos eram empregos de verdade, não uma isca para trabalhar em casa, de pijama, ganhando 4 mil do dólares por mês.

As mais de duas dúzias de empregos em Sistemas/Rede/TI, por exemplo, pareciam reais. E havia 80 postagens de empregos nas áreas de Software/QA/DBA, 71 vagas para web design e desenvolvimento web e muitas outras, como suporte ao cliente e vendas.

Vale a pena experimentar o aplicativo Jobster Career Network do Facebook. Ele está vinculado diretamente ao site de empregos Jobster. Diga quais tipos de emprego você está procurando e ele informa, via e-mail, os mais relevantes.

Você também pode pesquisar empregos com o aplicativo. Além disso, ele lista todos os seus amigos pela empresa onde trabalham e permite você lhes faça perguntas sobre a empresa, individualmente ou em grupo.

Uma observação importante: quando você acrescentar este aplicativo, não se esqueça de desmarcar as caixas ao lado de “Put a box in my profile”, “Place a link in my left-hand navigation”, “Publish stories in my News Feed and Mini-Feed” e “Place a link below the profile picture on any profile”. Se o seu chefe, por algum acaso, conseguir ver seu perfil, não saberá que você está procurando emprego. — Preston Gralla

LinkedIn
O LinkedIn tem uma área formal para busca de emprego onde você pode pesquisar empregos postados por palavras-chave, setores de negócio, localização — os parâmetros normais que você pode usar em um site de empregos. Os resultados da pesquisa são classificados em duas áreas.

Uma delas, denominada Web, apenas reproduz as listagens que estão em SimplyHired.com. A outra, LinkedIn Jobs, agrega valor, já que os empregos são postados por membros do LinkedIn -- os postados por pessoas da sua rede de contatos ficam no topo da lista. Clique no título para ver a descrição detalhada do emprego.

A partir da lista completa, clicando no botão Apply Now você obtém um formulário com um espaço para escrever uma carta de apresentação e uma opção para carregar seu currículo. Mas, como se trata do LinkedIn, você pode seguir uma abordagem mais pessoal.

O LinkedIn exibe números ao lado dos nomes dos membros que revelam seu grau de proximidade com eles — “1” significa que eles são uma conexão direta (basicamente, alguém que que você conhece), “2” significa que uma das suas conexões diretas também é uma conexão direta deles e “3” significa que você conhece alguém que conhece alguém que conhece eles.

Se o potencial empregador fizer parte da sua rede em algum grau de separação, você verá um botão Request Referral sob o botão Apply Now. Clique nele e o LinkedIn fornecerá uma lista de suas conexões que também estão conectadas ao empregador. (Evidentemente, se o empregador for uma conexão direta sua, você pode pular toda esta etapa e apenas contatá-lo você mesmo.)

Escolha uma e você receberá um formulário de contato com uma mensagem gerada automaticamente para o empregador explicando que você pediu a uma conexão para enviar a ele uma recomendação, e uma segunda mensagem para seu contato explicando que você está se candidatando a um emprego e pedindo uma recomendação. Você pode personalizar as mensagens como quiser.

Lembre-se de que você não conhece, necessariamente, as pessoas entre sua conexão e o empregador. Se você não quiser que seu chefe descubra o que você anda fazendo, precisa usar estas mensagens para pedir à sua conexão e ao potencial empregador que mantenham sigilo sobre sua procura por trabalho. Seria constrangedor se a recomendação acabasse passando pelo seu chefe sem você saber! — Jake Widman

Vencedor: Empate
O LinkedIn parece oferecer serviços de procura de emprego melhores, principalmente se você for um profissional, graças à atmosfera mais séria, a ênfase em rede de relacionamento de negócios e os perfis estilo currículo que cada usuário fornece. Entretanto, se você fica nervoso com a perspectiva de que seu chefe descubra que você está procurando outro emprego, o Facebook proporciona muito mais anonimato ao permitir que você crie uma personalidade alternativa só para isso. O formato do LinkedIn desencoraja o anonimato enfaticamente. Você pode criar uma identidade falsa, mas perderia todas as suas conexões.


2. Descobrir informações sobre o emprego ao qual você está se candidatando
De repente, você recebe um telefonema de um headhunter sobre uma vaga que pode ser o emprego dos seus sonhos — salário maior, mais responsabilidade e a chance de fazer alguma coisa realmente criativa. Mas você nunca ouviu falar desta empresa e nenhum dos seus amigos conhece alguém que trabalhe lá. Como não é uma empresa negociada em bolsa, não há muita informação circulando. Seria ótimo se você pudesse conseguir alguma informação privilegiada antes de tomar qualquer decisão.

Facebook
Talvez nenhum dos seus amigos na vida real saiba qualquer coisa sobre a empresa, mas e quanto aos seus amigos virtuais no Facebook? Acesse este conhecimento coletivo. Instale o aplicativo My Questions e use-o para pedir informação sobre a empresa ou descobrir se alguém conhece alguém que trabalha lá. A pergunta será exibida nas páginas de Perfil dos seus amigos e você obterá as respostas deles instantaneamente.

Você também pode checar se no Facebook há uma rede de funcionários da empresa. Clique no topo da sua página de Perfil, escolha Browse All Networks e clique na guia Workplaces. Você verá uma lista em ordem alfabética de todas as redes de locais de trabalho do Facebook. A maioria delas é exclusiva dos funcionários, provavelmente você não poderá ingressar. Mas poderá descobrir quem trabalha na empresa e como entrar em contato. (Veja detalhes em “Não perder de vista ex-colegas de trabalho”) — Preston Gralla

LinkedIn
A possibilidade de o LinkedIn ajudá-lo, aqui, vai depender da existência de outros membros trabalhando na empresa almejada. Caso o emprego esteja postado no LinkedIn, a entrada terá uma caixa denominada Inside Connections se alguém da sua rede ampliada trabalha lá. Clique no link e verá estes nomes.

Se eles estão a um ou dois graus de separação de você, pode acessar os perfis deles e iniciar um processo de apresentação semelhante ao processo de recomendação descrito anteriormente.

Se a vaga de emprego não estiver postada no LinkedIn, você ainda pode pesquisar pelo nome da empresa e descobrir se existe alguém em sua rede estendida que trabalha lá. Pegue os nomes e vá atrás de uma apresentação.

Existem também os funcionários da empresa que estão no LinkedIn, mas não fazem parte da sua rede. Neste caso, você não vê os nomes, só os cargos. Você não pode ver o perfil completo destas pessoas ou contá-las a menos que desembolse no mínimo US$20 mensais por uma conta Business. (A conta Business Plus sai a US$50 por mês e a conta Pro, US$200.) Com uma conta paga, você pode enviar ao contato sem nome um InMail, que é uma maneira de contatá-lo sem saber quem ele é.

Por outro lado, se você conseguir descobrir o nome associado ao título (por exemplo, no web site da própria empresa), pode procurar por ele, obter seu perfil público completo e utilizar o recurso de apresentação para enviar uma mensagem mais pessoal. — Jake Widman

Vencedor: LinkedIn
Tanto o LinkedIn quanto o Facebook são excelentes para relacionamento. Se os seus “amigos” no Facebook estão empregados em uma variedade de empresas, eles podem oferecer-lhe uma boa chance de descobrir contatos em uma empresa na qual está interessado, assim como o LinkedIn.

O LinkedIn, porém, proporciona mais oportunidades de contato através do seu serviço InMail, que permite contatar os amigos dos amigos — muito útil quando você está à procura de contatos em uma organização específica. Custa US$20 por mês, mas, se você busca uma colocação bem remunerada, a possibilidade de conexão compensa o custo.


3. Encontrar alguém para um projeto web de três meses
O timing não poderia ser pior. Uma das suas melhores web designers decidiu ter filho e vai entrar de licença dois dias antes da equipe começar a trabalhar no novo visual do site. Ela já deu algumas boas idéias para você desenvolver, mas vai ficará pelos próximos três meses e você precisará de um substituto temporário. Você não tem tempo nem disposição para lidar com o RH, já que eles não saberiam distinguir um bom web designer mesmo se fossem mordidos por um no calcanhar. Você tentará encontrar seu profissional através da sua rede de contatos.

Facebook
Para começar, siga a mesma orientação que recebeu para procurar um emprego e dirija-se aos mesmos lugares. Mas, quando chegar lá, siga as instruções para quem está oferecendo trabalho, e não quem está procurando.

O Facebook tem outro aplicativo que deverá ajudar. Experimente o Application Developer Services. Ele lista desenvolvedores, expertise, o tipo de trabalho que estão procurando e, às vezes, os preços que cobram. Você também pode fazer buscas por área de especialização — vale tudo, desde AJAX a XML. — Preston Gralla

LinkedIn
Se este trabalho temporário for totalmente transparente — em outras palavras, o departamento de RH aprovou e você seguirá toda a burocracia corretamente — então pode postá-lo no LinkedIn.

A forma de postar a abertura de uma vaga não oferece surpresas: tem os espaços para o nome da empresa, título e descrição do cargo, menus pop-up para especificar setor da indústria, nível de experiência, função e tipo de trabalho (contratação, temporário e assim por diante).

Se alguém se candidatar à vaga através do post no LinkedIn, o aplicativo incluirá uma lista de pessoas na sua rede que trabalharam no(s) mesmo(s) lugar(es) que o seu candidato. Você pode pedir referências para as suas conexões, da mesma forma que pediria cartas de apresentação se fosse o contrário.

Veja bem, postar um emprego no LinkedIn por 30 dias custa US$195. No Craigslist, em comparação, sai por US$75 na área da Baía de San Francisco e US$25 nas demais localidades. Você tem que decidir se é tão importante obter referências. (Em San Francisco, basta ir até a janela e gritar “Procura-se um web designer” para ter 50 currículos na hora do almoço.) — Jake Widman

Vencedor: Facebook
O LinkedIn realmente oferece um quadro de empregos, mas não é barato e não há garantia de que você terá resultados melhores do que através de outro quadro de empregos qualquer. (Você pode conseguir algum feedback sobre candidatos via contatos que trabalharam com eles, mas isso é incerto.) Os recursos de rede de relacionamento do Facebook, sem as taxas adicionais, concedem-lhe a vitória aqui.


4. Solicitar idéias e fomentar discussões na equipe
Você foi encarregado do seu primeiro projeto realmente grande, uma nova maneira de incentivar a interação ativa da base de assinantes da empresa. O projeto foi orçado e aprovado pelos “ poderes constituídos” e você deseja verdadeiramente que ele tenha êxito. Você planejou seu cronograma inicial, montou a equipe e está pronto para começar. O próximo passo? Fazer sua nova equipe gerar idéias criativas e sólidas para atrair o interesse dos assinantes.

Facebook
É o tipo de coisa que o Facebook foi concebido para fazer — reunir grupos de pessoas para debater e compartilhar informação online. Para criar seu próprio grupo, basta clicar em Groups na sua página de Perfil e, na página que surgir, clicar no botão Create a New Group e seguir as instruções.

O grupo tem que ser privado, para que somente ingressem nele as pessoas que você convidar. Depois de criar o grupo, convide todos da equipe para participar. Eles terão acesso aos seus quadros de discussão privados, listas das próximas reuniões, postagens de mensagens, fotos e vídeos compartilhados e muito mais. — Preston Gralla

LinkedIn
O LinkedIn não tem muito a oferecer para este tipo de comunicação de equipe. Ele possui o recurso de Groups, mas é só uma maneira de melhorar a eficiência de utilizar outros recursos: você pode limitar suas buscas a membros de um grupo ao qual pertence, criar ou ingressar em um grupo de pessoas com os mesmos interesses ou backgrounds (ex-alunos, por exemplo) e outras tarefas similares.

O FAQ do site abre o jogo: “O LinkedIn Groups é projetado especificamente para o indivíduo e não como uma ferramenta de comunicação de grupo. Portanto, um usuário individual não tem como enviar mensagens de difusão a todos os membros do grupo”.
Depois que você já faz parte de um grupo, porém, todos os membros passam a constar de sua lista de contatos. Quando você envia uma mensagem via LinkedIn, pode endereçá-la a múltiplos contatos, como faz em um programa de e-mail comum.

Mas não há grande vantagem nisso — você não pode criar uma lista de endereços e, de qualquer forma, seus contatos receberão um e-mail do LinkedIn com o conteúdo da mensagem. O site não agrega eficiência ao processo de comunicação. — Jake Widman

Vencedor: Facebook
Não há a menor dúvida: o Facebook é o vencedor. Ele é estruturado para a comunicação dentro de grupos de pessoas, enquanto o LinkedIn é mais individual.


5. Obter feedback de colegas fora da empresa para um problema de TI desagradável
Você é muito bom no que faz, mas, às vezes, isso não resolve. Um funcionário novo — infelizmente, alguém lá no alto da pirâmide — tem um novo notebook com o Vista que é incompatível com a rede Wi-Fi da empresa, não importa o quanto você mexa, reinstale e xingue.

Você fica tentado a trocar o notebook, mas isso equivaleria a admitir a derrota e o novo contratado é inteligente o bastante para perceber. Está na hora de obter algumas respostas fora da empresa — sem revelar segredos da empresa, é claro.

Facebook
O Facebook foi criado para estudantes que querem, entre outras coisas, votar em “quem é quente” e “quem não é”. Ele não foi concebido exatamente para resolver os infortúnios de TI. A melhor abordagem, aqui, é descarregar a metralhadora e torcer para que alguma bala atinja o alvo.

Isso significa, principalmente, instalar o aplicativo My Questions e disparar sua pergunta para a sua lista de amigos na esperança de que alguém tenha uma solução. Você também deixar mensagens privadas no Facebook para contatos que você acredita que poderão ajudá-lo.

Não se surpreenda se não conseguir uma resposta. O Facebook não parece ter feito grandes progressos junto à turma de TI. Mas no Facebook há um grupo que talvez possa oferecer ajuda: a Association of Information Technology Professionals. Com muitas centenas de membros, é provável que alguém possa auxiliá-lo. — Preston Gralla

LinkedIn
A utilidade do LinkedIn para este tipo de tarefa depende da sua disposição para permitir que outras pessoas saibam que você não conseguiu responder à pergunta. Evidentemente, você pode tentar obter a resposta da maneira mais difícil: usar as diversas funções de busca para encontrar pessoas que considera capazes de lhe dar a resposta, fazer uma apresentação, se necessário, e pedir ajuda. Mas será que existe uma maneira mais fácil?

Sim, o LinkedIn tem uma área chamada Answers onde você pode postar uma pergunta para a sua rede de contatos e até classificá-la por tema, como Tecnologia ou Lei e Legal. Qualquer pessoa pode responder e as respostas são postadas como comentários em um blog.

Todo mundo pode ver as respostas de todo mundo e comentá-las. Você pode encontrar perguntas no site sobre qualquer assunto, desde conselhos sobre a carreira a opiniões sobre software ou o que as pessoas acharam do Super Bowl. Postar uma pergunta é maneira eficaz de solicitar respostas para este tipo de problema técnico.

Esta abordagem, contudo, tem seu risco. Se a pergunta for visível para todos na sua rede, não há como garantir que seus supervisores não a vejam também. Há uma grande chance de que eles façam parte da sua rede estendida, mesmo sem você saber. E o LinkedIn funciona com nomes reais, eles saberão que a pergunta vem de você.

Por outro lado, você pode limitar a visibilidade da pergunta às pessoas que especificar. O aspecto negativo é que você obtém respostas de um número menor de pessoas. Mas, ao postar a pergunta no LinkedIn, você colhe os benefícios da capacidade dos seus respondentes de comentar sobre as respostas de outros. — Jake Widman

Vencedor: LinkedIn
Novamente, sem contestação. O Facebook não é um lugar onde você encontre funcionários de TI (ou entusiastas da tecnologia) facilmente, a menos que saiba onde procurar. Presumindo que não se importe que as pessoas saibam que você não é capaz de resolver um problema específico, o LinkedIn é o melhor lugar para conseguir uma resposta.


6. Não perder de vista ex-colegas de trabalho
Faz 10 anos que você saiu do seu primeiro emprego e, apesar de estar muito satisfeito no emprego atual, não consegue se esquecer de como gostava de trabalhar e sair com seus antigos colegas. Você se pergunta como vai a velha turma, quantos continuam na empresa ou saíram. E, afinal, não é má idéia manter contato com pessoas da sua área que podem recomendá-lo se você precisar algum dia.

Facebook
É para isso que o Facebook existe — não só contatar pessoas com as quais você conversa freqüentemente, mas também localizar velhos amigos e ex-colegas de trabalho, o que é muito fácil. O Facebook pode fazer uma busca rápida nos contatos do seu Outlook, Thunderbird, Outlook Express ou outro de software de e-mail, além dos contatos no seu web mail (Gmail, Hotmail, Yahoo Mail e muitos outros) e do AOL Instant Messenger.

Depois de reunir todos os seus contatos, você pode enviar convites de amigo para os seus contatos que estão no Facebook. Para isso, escolha Friends --> Invite Friends no alto da tela do Facebook e siga as instruções.

Você também pode buscar contatos individuais no Facebook digitando nomes na caixa Search. Melhor ainda, pode pesquisar a lista de amigos dos seus amigos. Afinal, provavelmente você se esqueceu de muitas pessoas com as quais gostaria de manter contato e esta é melhor maneira de localizá-las.

Clique nos nomes de cada um dos seus amigos e pesquise a lista de amigos deles. Quando vir alguém que deseja contatar, clique no link Add to Friends e um convite será enviado. Depois que você convidou um amigo e ele aceitou seu convite, você saberá o que ele anda fazendo (contanto, é claro, que ele atualize o próprio Perfil no Facebook).

Outra possibilidade é procurar, em todas as Facebook Networks existentes, todas as organizações para as quais trabalhou. Clique em Networks --> Join a Network, ou Networks --> Browse All Networks.

Um aviso: em muitos casos, você precisará ter um endereço de e-mail do trabalho se quiser se juntar à rede, mas há um jeito de contornar isso. Você pode ver a lista de pessoas na rede, mesmo que não possa fazer parte dela. Encontre a rede da antiga empresa e clique nela. Em seguida, clique em Find Coworkers e, na página que aparecer, não digite um nome, deixe o nome em branco e clique em Search for Coworkers. Você verá uma lista de todas as pessoas na rede. Quando achar alguém com quem você deseja fazer contato, clique em Add to Friends.

A propósito, se você for membro do LinkedIn, pode localizar pessoas que você conhece do LindedIn e convidá-las para serem suas amigas no Facebook, se eles forem membros do Facebook. Procure o aplicativo LinkedIn, instale-o e siga as instruções. — Preston Gralla

LinkedIn
O LinkedIn se supera nesta área. Se você quer reencontrar um velho amigo, sempre pode procurá-lo por nome e, se encontrá-lo, enviar um bilhete rápido e/ou um convite para fazer parte da sua rede.

É ainda mais fácil encontrar ex-colegas de trabalho ou amigos de escola. Você pode clicar nos links Classmates ou Colleagues para abrir uma página com uma lista de escolas ou empresas em seu perfil. Nesta página, escolha See All para encontrar todos que estavam na escola ou na empresa na mesma época que você ou Find New para ver quem entrou desde a última vez que você checou.

A busca não é infalível. Enquanto preparava este artigo, procurei antigos colegas da revista Publish e me deparei com um homem que tinha trabalhado na Publish-Industry GmbH e uma mulher que tinha trabalhado na Publish-Ability. Mas também encontrei 15 pessoas com as quais eu havia trabalhado, convidei oito delas para entrar na minha rede e, até agora, três aceitaram. E, já que estou a apenas dois graus de separação de todo mundo em suas próprias redes, é impossível dizer quantas conexões novas eu tenho. — Jake Widman

Vencedor: Empate
Impasse novamente. Networking é o que fazem estes dois serviços, seja a busca informal por amigos no Facebook ou a busca mais formal por colegas de profissão no LinkedIn. Em ambos os casos, você pode localizar antigos colegas buscando em redes de escolas e empresas, contatando amigos/colegas atuais e usando a rede social como ela deve ser usada.

Publicado por Computerworld em 28/03/08

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sábado, 29 de março de 2008

Rede Ecoblogs - Agregador e Biblioteca Online de Posts Sobre Meio Ambiente e Sustentabilidade

Depois de um período de testes foi inaugurado oficialmente hoje o site da Rede Ecoblogs, um agregador de posts sobre meio ambiente e sustentabilidade. Inicialmente a Rede estréia com 5 blogueiros que escrevem usualmente sobre o tema, expressando de forma particular o esforço e a preocupação com a mudança de hábitos e a adoção de atitudes ambientalmente corretas.

Os primeiros participantes selecionados - Carol Costa (do blog Guindaste), Denise Rangel (Sturm Und Drang), Jorge Henrique Cordeiro (O Escriba), Lucia Freitas (Ladybug Brasil) e Rodrigo Barba (Rodrigobarba.com) – publicam relatos e opiniões sobre diversos assuntos em seus blogs e a partir de agora terão replicados no site da Rede Ecoblogs apenas os posts que julgarem adequados ao tema socioambiental.

Desta forma, se tudo der certo, a Rede Ecoblogs pretende reunir em um só endereço os textos e referências sobre meio ambiente e sustentabilidade publicados pelos participantes. Além disso, pode funcionar como uma biblioteca online, deixando organizado e acessível o conteúdo replicado dos blogs. Junto com toda a mobilização da sociedade em torno da causa ambiental a Rede Ecoblogs pretende atingir os leitores dos blogs participantes preocupados com este tema, ao mesmo tempo que divulga e apoia seus autores. De repente, também pode motivar a discussão sobre o assunto entre outros blogueiros ou mesmo inspirar o surgimento de novos blogs.

Syndication, Parceria e Apoio
Com apoio da Fundação MAPFRE, a Rede Ecoblogs também inaugura no Brasil uma alternativa para incentivar os blogs e sua eventual profissionalização. Inspirada no modelo americano de “syndication”, utiliza e remunera o trabalho intelectual dos blogueiros, sem exigir exclusividade ou impor o conteúdo editorial. Este formato é bastante adotado por cartunistas, colunistas e agências de notícias que, atuando de maneira independente, distribuem suas produções em vários veículos simultâneamente. Em meio ao debate do papel dos blogs como midia e alternativas viáveis de monetização, este modelo pode se tornar atraente ou complementar os diferentes cenários.

O projeto da Rede Ecoblogs foi concebido quando eu ainda trabalhava na colmeia e será o primeiro atendido através de uma parceria com a Espalhe. A colmeia é responsável pelo design, desenvolvimento e implementação da plataforma de publicação e do agregador e a Espalhe fará a gestão do blog e relacionamento nas Redes Sociais. O Passamani, sócio e produtor executivo da colmeia, acredita que a Espalhe tem um trabalho completo em buzz marketing e com minha tranferência para cá a Rede Ecoblogs ganha profundidade em redes sociais, área que estou dedicado atualmente.

Finalizando, vale revelar que a Rede Ecoblogs é uma das ações do programa ambiental Eco MAPFRE, que envolve a substituição de processos dispendiosos de papel e tinta dentro do Grupo MAPFRE por alternativas ecoeficientes e o maior uso de recursos web. Toda a economia com a não impressão de documentos será destinados às ações ambientais do Parque Estadual da Serra do Mar. A Fundação MAPFRE, além de efetuar projetos na área de meio ambiente, gestão de risco e saúde, atua em educação, segurança no trânsito e no desenvolvimento do setor de seguros na América Latina, Portugal e Espanha.

W. Tamanaha
Publicado no
Blog de Guerrilha em 25/03/08

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Recicle e o final, você decide

Desde 1996 a Tomra lançou na Noruega um jeito inovador de encarar a reciclagem. O famoso dois em um do marketing, aplicado no terceiro setor. Uma máquininha onde você deposita o seu lixo reciclável e decide que fim você prefere. Apertando o botão amarelo aquele lixo vira dinheiro para uma associação. Apertando o verde, o lixo vira dinheiro só que para o seu bolso.

A idéia fez tanto sucesso que já se espalhou por vários países da Europa, chegou ao Japão e até nossos hermanos já tem alguns exemplares (Paraguai, Argentina, Peru, Chile…). Só falta chegar aqui.

Publicado pela Área3 do Update or Die em 27/03/08

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Marketing esportivo no Brasil carece de profissionalização

José Estevão Cocco, presidente da J. Cocco Comunicação

Ainda falta ao marketing esportivo praticado no País maior profissionalização. Há carência de informações que sirvam de base para a tomada de decisão pelos anunciantes. Na dúvida, eles não investem, alerta o especialista José Estevão Cocco, presidente da J. Cocco Comunicação.

“No marketing esportivo, o importante não é competir, mas vencer. E para vencer é preciso conhecimento”, diz Cocco, que participou nesta sexta-feira (28/03) do comitê de Marketing da Amcham-São Paulo.

De acordo com ele, a maior dificuldade na área é adequar as modalidades esportivas às marcas e aos objetivos das empresas patrocinadoras. Não valeria a pena, por exemplo, que uma marca popular investisse no golf.

Cocco considera também que o segmento se ressente da escassez de profissionais especializados, o que cria uma barreira junto a agentes de mídia e patrocinadores exigentes. “O profissional de marketing esportivo por enquanto está muito mais para cartão vermelho do que para amarelo”, compara.

Robert Mills,
gerente de Marketing da ESPN no País

Metas
Também presente à reunião, o gerente de Marketing da ESPN no Brasil, Robert Mills, elenca os principais objetivos do marketing no esporte:
. Consumo movido a emoção;
. Exploração da fidelidade para valorizar a marca;
. Criação de lealdade e identidade com a marca;
. Definição de diferenciais competitivos;
. Maximização de resultados;
. Análise do retorno sobre o investimento;
. Comunicação em veículos da mídia convencional e da alternativa;
. Ativação promocional;
. Patrocínio de eventos;
. Ações de relacionamento e fidelização.

“O aspecto paternal na negociação de patrocínio foi-se há muito tempo. Hoje a empresa quer resultado”, assegura Mills.

A indústria esportiva e cultural movimenta hoje no País cerca de R$ 60 bilhões, o equivalente a 3% do Produto Interno Bruto, segundo informações da Fundação Getúlio Vargas. Nada menos que 60% das marcas mais lembradas pela última pesquisa Top of Mind têm ligação com o esporte.

Para participar do comitê de Marketing da Amcham-São Paulo ou conhecer seu trabalho, clique aqui.

Publicado no site da Amcham em 28/03/08

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sexta-feira, 28 de março de 2008

abertas as inscrições para o Programa Internacional de Bolsas de Pós-Graduação da Fundação Ford

Cultura é um dos tema prioritários das bolsas da Fundação Ford

Estão abertas as inscrições para a Seleção Brasil 2008 do Programa Internacional de Bolsas de Pós-Graduação da Fundação Ford (International Fellowships Programa - IFP). A iniciativa oferece 40 bolsas de mestrado (por até 24 meses) e de doutorado (por até 36 meses) para o aperfeiçoamento acadêmico de líderes em questões relacionadas à justiça e igualdade social. As oportunidades são para cursos no Brasil e no exterior. Os interessados podem se inscrever até o próximo dia 26 de maio de 2008.

A iniciativa é destinada a profissionais com potenciais de liderança em seus campos de atuação que pretendam prosseguir seus estudos superiores para promover o desenvolvimento de seus países. Para participar, é preciso ter o diploma da graduação com comprovado desempenho acadêmico, experiência em trabalhos comunitários ou voluntários e, ainda, ter residência permanente no Brasil. As áreas prioritárias são: Conhecimento, criatividade e liberdade; Formação de recursos e desenvolvimento comunitário; Paz e justiça social.

O Programa é implementado em diversos países da África, América Latina, Ásia, Oriente Médio e na Rússia - locais onde a Fundação Ford atua. No Brasil, a iniciativa, além de estar atenta à igualdade de gênero, destina-se prioritariamente a pessoas negras ou indígenas, originárias das regiões Norte, Nordeste ou Centro-Oeste do Brasil ou provenientes de famílias de baixa renda e pouca escolaridade.

Os candidatos interessados em participar do IFP 2008 devem acessar o site oficial do programa (http://www.programabolsa.org.br/) e fazer o download do Caderno de Instruções da Candidatura 2008, para conhecer todas as regras do processo seletivo.

Fonte: Universia

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Equipe vencedora da Semana do Empreendedor de Stanford cria campanha para a luta contra o câncer de mama


O desafio era utilizar um objeto do dia a dia para criar algo com o maior valor possível. A equipe vencedora estabeleceu o desafio de conseguir 3.000 assinaturas em 24 horas, em favor de sua causa: a luta contra o cancer de mama. Cada assinatura valia um elástico. O elástico vai para uma bola de elástico que por sua vez é leiloada e a renda direcionada para Susan G. Komen Breast Cancer Foundation.

Fonte: Update or Die

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Inscrições para curso avançado de sobre investimento social privado da ESPM encerram dia 2

O curso avançado de Gestão do Investimento Social Privado ESPM/Gife recebe inscrições até o dia 02 de abril, quarta-feira.

O programa é voltado para capacitar funcionários de institutos, fundações e empresas que praticam o Investimento Social Privado (ISP); executivos de empresas que buscam maior capacitação para implantar e gerenciar projetos e profissionais que procuram oportunidades no Terceiro Setor. As aulas serão ministradas por professores da ESPM e profissionais ligados às áreas sociais das empresas que compõem o GIFE (Grupo de Instituições Fundações e Empresas).

As aulas abordam temas como o investimento social privado no século 21, o fortalecimento do 3° setor, elaboração de projetos de ISP, comunicação e mobilização social, alianças e parcerias, entre outros.

O programa tem carga horária de 240 horas/aula distribuídas em seis módulos e duração aproximadamente de 12 meses. As inscrições podem ser feitas pelo site da ESPM (www.espm.br) ou pelo telefone (11) 5081-8225. Informações pelo e-mail candidato@espm.br


Programa

Módulo I – Abertura: Desafios do ISP no século 21

Módulo II - Cenários e Conceitos: O fortalecimento do 3° setor; Marco Legal e Incentivos Fiscais.
Módulo II – Fundamentos da Administração: Ambiente de negócio e estratégia; Gestão de pessoas; Gestão financeira.

Módulo IV – Ferramentas: Planejamento Estratégico e o ISP; Elaboração e Avaliação de projetos de ISP; Marketing e relacionamento com stakeholders; comunicação e mobilização social.

Módulo V – Gestão Estratégica e Política: Alianças, parcerias e redes; Governança Corporativa; Políticas públicias; Tecnologias sociais; Gestão do conhecimento; Gestão do ISP.

Módulo VI – Projeto de Conclusão

Inscrições até 02 de abril de 2008
Início das aulas: 11 de abril de 2008
Carga-horária: 240 horas/aula
ESPM - Campus Rodolfo Lima Martensen
Rua Joaquim Távora, 1240, Vila Mariana, São Paulo
Tel. (11) 5081-8225
candidato@espm.br
http://www.espm.br/

Fonte: Tamer Comunicação Empresarial

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Cresce no Brasil venda de iates de mais de R$ 1 milhão

Christiansen, da Spirit Ferretti: faturamento aumentou 60% em 12 meses
Foto David Dourado/Valor

Quem tem acompanhado a discussão internacional sobre captação de recursos sabe que o futuro, cada vez mais presente, está nos grandes doadores individuais (chamados no nosso jargão de major donors). Portanto, é cada vez mais importante acompanhar este tipo de notícia que nos diz "onde está o dinheiro" - nome de um novo marcador que inauguro com esta postagem.

Na onda do crescimento do consumo interno, o setor de barcos e iates de lazer vive um momento de euforia no Brasil. Ao largo da crise americana e da ameaça de algum efeito sobre a economia brasileira, a venda de barcos e iates tem explodido e a estimativa é de expansão de pelo menos 10% em 2008. "Nos últimos 12 meses, nosso faturamento cresceu 60%", diz Marcio Christiansen, presidente da Spirit Ferretti. A empresa brasileira é licenciada do grupo italiano Ferretti, o maior do mundo no segmento, e monta barcos e iates que custam, no mínimo, R$ 1 milhão.

Christiansen conta que seu público é aquele que está ficando rico com as aberturas de capital de empresas na bolsa. "Os executivos dos IPO's (ofertas públicas iniciais de ações, na sigla em inglês) são o nosso grande filão. Eles estão ganhando dinheiro em empresas beneficiadas pelo aumento da base de consumidores no país, em áreas como cosméticos, vestuário e alimentação", diz o empresário. Sua empresa importa kits da Itália e monta os barcos em um estaleiro em São Paulo.

Na outra ponta, surge o consumidor de classe média que, com mais mais crédito disponível e ganhos de renda, pôde entrar nesse mercado. "A base de consumo aumentou. Há barcos de R$ 30 mil, R$ 40 mil, R$ 50 mil. É o preço de um carro", diz Lenilson Bezerra, diretor-executivo da Associação Brasileira de Construtores de Barcos e seus implementos (Acobar).

No ano passado, foram produzidas no Brasil 3,9 mil unidades e a projeção é de que o total chegue a 4,2 mil em 2008. Para Bezerra, as condições de crédito têm ajudado a impulsionar esse mercado, que movimentou R$ 470 milhões em 2007.

Por conta do consumo interno mais forte, os fabricantes e montadores náuticos não sofreram tanto com o dólar desvalorizado, que provocou queda nas exportações. De 2006 para 2007, as vendas externas do segmento passaram de R$ 16 milhões para R$ 9 milhões e a expectativa é de que caiam ainda mais em 2008. As importações, por sua vez, tendem a aumentar. "Como as vendas estão em forte alta, chegamos a importar barcos inteiros", afirma o presidente da Spirit Ferretti, que espera vender em 2008 de 35 a 40 unidades, mas tem encomendas de alguns modelos para até 2011.

Segundo o presidente da Acobar, as vendas do segmento só não devem crescer mais porque há limites de capacidade de produção e de mão-de-obra. Como esse segmento é formado muitas empresas pequenas, é necessário haver uma maior consolidação para que elas passem a investir mais no aumento da capacidade, diz Bezerra.

Paulo Sérgio Renha, dono da brasileira Real Power Boats, estima crescimento de 30% no faturamento deste ano. A maior parte da sua clientela é considerada de luxo e compra barcos na faixa dos R$ 500 mil, mas ele já percebe uma maior movimentação na classe média alta. "O barco ficou mais acessível, conseguimos financiamento", diz ele, que vende barcos a partir de R$ 70 mil.

Em 2007, sua empresa, que fabrica peças e monta as embarcações em Nova Iguaçu, na região metropolitana do Rio, vendeu 336 unidades e a previsão é de crescimento de 40% em 2008.

Ana Paula Grabois
Publicado pelo
Valor Online em 28/03/08

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Cartilha de Orientações para Organizações Sem Fins Lucrativos

A Secretaria Municipal de São Paulo de Assistência e Desenvolvimento Social, em parceria com o Fórum para o Desenvolvimento do Terceiro Setor e Instituto Sollus, lançaram a Cartilha de Orientações para Organizações Sociais Sem Fins Lucrativos – Profissionalização para a auto-sustentabilidade.

Com textos acessíveis, o objetivo da publicação é auxiliar as instituições e entidades sociais a se profissionalizarem e atingirem sua sustentabilidade.

Faça aqui o download da Cartilha em pdf ou solicite o documento ao Instituto Sollus pelo telefone (11) 5084-7583. O endereço é rua Vergueiro Nº2556, conjuntos 33 e 34, 3º andar.

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