quinta-feira, 6 de março de 2008

Congresso Gife - Inscrições com desconto até o dia 10/03



Estão abertas as inscrições para o 5º Congresso GIFE sobre Investimento Social Privado, de 2 a 4 de abril, em Salvador (BA), no Pestana Bahia Hotel.

Evento vai dialogar sobre novos arranjos do Investimento Social Privado, construção de políticas públicas nacionais, alianças intersetoriais, construção de indicadores e intercâmbio de soluções para atuação em escala mundial.

Com o tema Experiências Locais, Transformações Globais, estarão em pauta durante o evento as complexidades dos novos arranjos do Investimento Social Privado, sua legitimidade e sustentabilidade, e as possibilidades de ações supranacionais.

O tema reflete o momento em que o Brasil passa, ao assumir um papel de articulador e propositor no campo do investimento social privado. “Temos a oportunidade de dialogar de igual para igual com experiências de investimento social privado e filantropia de qualquer outra parte do mundo, seja no hemisfério sul ou norte, sejam em países desenvolvidos ou em desenvolvimento”, afirma o secretário-geral do GIFE, Fernando Rossetti.

O 5º Congresso GIFE sobre ISP representa um espaço privilegiado de relacionamento e intercâmbio entre os atores nacionais e internacionais mais relevantes para a transformação social, motivando a troca de experiências e o debate de soluções para os desafios sociais e ambientais, antes restritos aos países menos desenvolvidos.

O conteúdo será dividido em duas grandes conferências, realizadas nas manhãs dos dias 3 e 4 de abril, quando serão oferecidos diagnósticos sobre situação do ISP no Brasil e no mundo, respectivamente. No período da tarde, esses temas serão aprofundados em mesas de debates temáticos simultâneos.

Com foco no diálogo, a programação do 5° Congresso GIFE também busca novas maneiras de organizar os espaços, horários e conteúdos. No lugar dos stands tradicionais das mostras do terceiro setor, haverá uma variedade de áreas de convivência, onde os patrocinadores oferecerão espaços temáticos e infra-estrutura para conversas informais ou formais, para duas, algumas ou muitas pessoas. Os intervalos serão de 30 minutos e o almoço, de duas horas, com diversas atividades paralelas ocorrendo nesses períodos (apresentação de cases, encontros temáticos, articulações de redes).

As mesas da programação principal buscarão debater os temas propostos, sem deter-se em cases -- que terão outros espaços e momentos para serem apresentados e discutidos. “O rico num Congresso do GIFE é que muitos da platéia poderiam também estar palestrando. A idéia é estimular mais interação entre os palestrantes e deles com o público, como num talk show”, diz
Rossetti.

O evento reunirá cerca de 600 lideranças nacionais e internacionais ligadas a governos, empresas e organizações da sociedade civil, além de consultores, imprensa, universidades e centros de estudo e pesquisa.

O processo de inscrição é eletrônico e exclusivamente por meio deste site, no link “Inscreva-se”. Há preços diferenciados para cada categoria de público.

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Investimento social em tempos de sustentabilidade

No final da década de 1990, e início dos anos 2000, era comum tratar a Responsabilidade Social Empresarial (RSE) como sinônimo de filantropia. Afinal, o debate sobre o tema mal se iniciara, os conceitos ainda não estavam bem delimitados e as empresas começaram a ver no núcleo “social” do novo termo o guarda-chuva ideal para abrigar os seus projetos e ações voltados para as comunidades.

No esforço de mostrar que a noção de RSE era mais ampla, e que a filantropia representava uma parte e não o todo, os porta-vozes do novo movimento passaram a dar —até involuntariamente –menos destaque, em seus discursos, ao investimento social nas comunidades. Para alguns, uma maneira de reduzir sua importância relativa foi associá-lo a práticas assistencialistas, pouco transformadoras e de baixo impacto. O fato é que ele nunca deixou de existir. Pelo contrário, até cresceu, ganhou novas formas e alinhou-se com os preceitos de uma nova visão empresarial orientada para a sustentabilidade. Cresceu,vale frisar, mesmo em terreno árido –não há aqui, como nos EUA, condições tão favoráveis do ponto de vista de benefícios fiscais para a doação de recursos seja de indivíduos seja de pessoas jurídicas

Antes, o investimento social privado sintetizava o compromisso socialmente responsável de uma corporação. Era a sua base. Hoje, é apenas a comissão de frente, um braço institucional que reforça o quanto uma empresa se preocupa com o desenvolvimento de sua comunidade. As corporações mais avançadas em RSE já não têm mais dúvida de que os negócios como um todo geram mais impactos sociais e ambientais – o que explica a ascensão de um novo jeito de conduzi-los -- do que este ou aquele projeto social isoladamente, quase sempre restrito pela limitação da área de influência, recursos financeiros e escala. Ao mesmo tempo, elas sabem também que, ao fazerem um trabalho pertinente, suas fundações, institutos ou programas conferem alguma materialidade e legitimam o discurso da sustentabilidade para públicos de interesse e toda a sociedade.

Bons tempos estes em que as sinergias parecem prevalecer sobre os conflitos. E que os debates avançam, em benefício da sociedade, para além de discussões conceituais ou ideológicas que, muitas vezes, escondem questões menores de demarcação de territórios institucionais. Toda a sociedade ganha com os bons resultados do trabalho de uma fundação, de um instituto ou de um projeto social de empresa, a despeito da intenção com que tenham sido criados – se por convicção ou conveniência. Toda a sociedade ganha quando uma empresa muda suas práticas, modelos e estratégias de negócio visando tornar-se mais sustentável, independentemente da tese, idéia ou escola de pensamento que tenham exercido influência sobre esta decisão.

Uma análise da evolução da filantropia empresarial no Brasil revela dois saltos importantes de qualidade. O primeiro ocorreu na transição do conceito puramente filantrópico para o de investimento social privado. E não foi só uma mudança de nome, como sugerem alguns. Em comum entre os dois modelos, sempre houve o impulso de destinar recursos financeiros para causas sociais de interesse público. As importantes diferenças, no entanto, estão no modo de fazê-lo. Enquanto o agir filantrópico caracterizava-se pelo desprendimento de uma doação feita a partir de processos simples, fundamentados na boa vontade de um indivíduo mas sem uma noção clara de impactos e resultados, o do investimento social privado incorporou princípios empresariais de planejamento, definição de estratégias, monitoramento e avaliação.

No primeiro modelo, sem um diagnóstico de necessidades, acabava-se quase sempre por investir recursos aleatoriamente em soluções parciais, menos eficazes, que minimizavam os efeitos sem sequer tangenciar as causas dos problemas. Com a adoção do segundo, as ações passaram a ser produto de uma análise mais aprofundada dos problemas. Tornaram-se mais específicas. Ganharam foco, indicadores, profissionalismo, métodos mais eficientes. O expontaneísmo de outros tempos deu lugar a processos mais efetivos de intervenção, com resultados melhores para o desenvolvimento de comunidades. Não por acaso, algumas das mais importantes experiências no campo da educação, por exemplo, têm sido construídas no grande laboratório do investimento social privado. Muitas delas começam agora a ser reconhecidas por governos e a ganharem a escala que nunca tiveram, servindo de objeto a políticas públicas bem-sucedidas

O outro salto importante se deu, mais recentemente, com a aproximação estratégica entre as empresas e seus institutos e fundações. Ainda que tenham sido criadas e sejam mantidas por empresas, essas organizações sempre foram tratadas como estrutura á parte, mundo diferente e relativamente autônomo, embora nem todas tivessem autonomia plena em suas escolhas estratégicas. Em alguns casos, interpunha-se entre uma e outra parte um muro alto e conveniente. O diálogo era pouco e pontual. Os interesses, tidos como distantes.

Há quem veja nessa aproximação o risco de contaminar a agenda de trabalho das fundações com os interesses socioambientais específicos das empresas. É possível, claro, que isso venha a ocorrer com prejuízo para as atividades, especialmente se os institutos forem tratados como meros reprodutores de uma estratégia que nada tem a ver com sua missão ou competências, criada, sem a sua participação, nos departamentos de marketing das corporações. Mas também é possível que isso aconteça em benefício da ampliação do papel das fundações, do escopo de sua atuação e até dos impactos que ela venha a produzir para a sociedade. Há hoje exemplos interessantes de fundações que, com a ascensão do conceito de RSE, ganharam novo status e passaram a ser parceiras das empresas mantenedoras na construção de políticas de sustentabilidade.

Como se vê as fundações empresariais e as empresas que as criaram têm muito a aprender entre si. E os novos tempos, com os desafios de sustentabilidade, estão aí para oferecer o pretexto adequado.

* Ricardo Voltolini é publisher da revista Idéia Socioambiental e diretor da consultoria Idéia Sustentável. ricardo@ideiasocioambiental.com.br

Por Ricardo Voltolini, da Revista Idéia Socioambiental
Você lê Ricardo Voltolini todas as quartas-feiras na Revista Digital Envolverde.
(Envolverde/Idéia Socioambiental)
Publicado pela
Envolverde em 05/03/08
© Copyleft - É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.

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quarta-feira, 5 de março de 2008

Bolsa-eletrodoméstico

O discurso oficial agora é que o dinheiro do Bolsa-Família aumentaria a demanda por bens duráveis, o que levaria à ampliação de fábricas e ao aumento de empregos. Balela. Mesmo se fosse verdade, o consumo cresceria nas áreas carentes e a produção, nas áreas já afluentes, perpetuando as desigualdades.

Todos são testemunhas de que, quando o Bolsa-Família foi lançado, o objetivo era matar a fome de 54 milhões de brasileiros. Meus leitores são também testemunhas de que, desde o início, venho dizendo que não existem 54 milhões de famintos. Pois bem, uma visita à página do Ministério do Desenvolvimento Social (aqui) vai surpreender. Ali, o governo anuncia que vários estudos comprovam que o Bolsa-Família tem ajudado os beneficiários a comprar eletrodomésticos. Isso mesmo, nada de arroz, feijão e carne, isso tudo que há muito já está na mesa dos pobres brasileiros, como provou a Pesquisa de Orçamento Familiar do IBGE; o que tem sido comprado é geladeira, microondas, máquina de lavar, fogão, liquidificador, forno elétrico, televisão e DVD.

Rosa Maria Marques, da PUC-SP é citada dizendo que, no passado, todo dinheiro extra era usado pelos pobres na compra de alimentos, mas que isso mudou, graças ao efeito multiplicador do Bolsa-Família: "Com o passar do tempo, as famílias ganharam segurança de que vão receber o benefício e, assim, puderam destinar parte de sua renda para a compra a prazo de eletrodomésticos." Rosa cita outros fatores para explicar o crescimento do consumo daqueles bens, como a elevação constante do salário mínimo, a estabilidade monetária , o aumento do número de trabalhadores com carteira assinada e a ampliação do crédito consignado, mas a ênfase do press-release do ministério é a injeção de recursos do Bolsa-Família, R$ 10,9 bi previstos para este ano.

O release cita também Felícia Madeira, do Seade (São Paulo), para quem oscilações no orçamento sempre impediram que famílias pobres fizessem gastos que necessitassem de um horizonte longo, fato remediado agora pelo Bolsa-Família: "Como existe a garantia de que o dinheiro virá, a pessoa se planeja e pode abrir um crediário para comprar um eletrodoméstico ou um equipamento para trabalhar."

O ministério dá exemplos. A catadora de lixo Rosineide dos Santos, 47 anos, de Maceió, com três filhos, recebe R$ 76 do Bolsa-Família, mas declara uma renda total de R$ 200. Com isso, pegou um empréstimo de R$ 500 no Banco do Cidadão, uma instituição que opera com micro-crédito para empreendimentos populares. O release diz que ela já tem fogão, liquidificador, cafeteira e forno elétrico, mas que, assim que saldar a dívida, pretende comprar uma televisão. Ou seja, não usa o Bolsa-Família para se alimentar nem o Banco do Cidadão para um pequeno empreendimento: usa para aumentar a conta de luz. Patrícia Belmira Henrique, de 43, manicure mineira, recebe R$112,00 do Bolsa-Família. O dinheiro, diz o release, ajuda a pagar a máquina de lavar roupa. "Estou feliz, porque é a minha primeira máquina de lavar. Antes, tinha que lavar a roupa na mão. Dava um trabalho enorme."

O release cita ainda o economista Cícero Péricles de Carvalho, da Universidade Federal de Alagoas, para quem o Nordeste está se transformando num cenário de muitos investimentos produtivos. O release prossegue: "A explicação para esse crescimento, além da diminuição das desigualdades regionais, vem sempre da mesma origem: as transferências de renda federal crescentes e os investimentos sociais que impactam sobre a maioria da população nordestina." O texto conclui, orgulhoso, citando o caso de Alagoas, que há 45 meses bate recordes de consumo popular, sem, porém, "ter um crescimento econômico que justifique tamanha elevação de compras". A razão, diz o texto, é clara: os R$ 2 bi que a Previdência dá aos aposentados de lá (o dobro do que dava em 2002) e os R$ 300 milhões do Bolsa-Família distribuídos por ano a mais da metade da população do estado.

Aposentadoria e Bolsa-Família. Há futuro nisso?
O discurso oficial agora é que o dinheiro do Bolsa-Família aumentaria a demanda por bens duráveis, o que levaria à ampliação de fábricas e ao aumento de empregos. Balela. Mesmo se fosse verdade, o consumo cresceria nas áreas carentes e a produção, nas áreas já afluentes, perpetuando as desigualdades. Na realidade, o programa transfere, mas não gera renda: o consumo só aumentaria se a propensão de consumir dos beneficiários do Bolsa-Família fosse maior do que a propensão dos que pagam o imposto que torna o programa possível, o que é improvável. O contribuinte, sem o imposto, gastaria o dinheiro em alguma coisa. Assim, trata-se de uma soma de resultado zero, não havendo aumento de produção. O programa distribui renda? Sim, mas de uma maneira não sustentável: o efeito cessará assim que o programa tiver um fim. Distribuição sustentada de renda só se obtém educando o povo, para que se possa abastecer de gente qualificada uma economia crescente.

Ninguém pode ficar contrariado sabendo que pessoas pobres, na ausência de fome, estão comprando eletrodomésticos. É bom olhar a PNAD, como faz o release, e constatar que entre 2002 e 2006, nas faixas de renda mais baixas, cresceu muito o número de lares que tem esses bens. Mas é angustiante olhar os dados das provas nacionais e internacionais que medem o conhecimento de nossas crianças e constatar que tudo vai de mal a pior. Se não há fome, por que gastar R$10,9 bi com o Bolsa-Família em vez de aplicar a maior parte disso em educação? Para aumentar artificialmente a venda de eletrodomésticos em áreas carentes?

Essa política condenará as crianças de hoje a continuar, como os seus pais, a depender do Bolsa-Família para ter um microondas, enquanto um investimento maciço em educação faria delas seres independentes, produtivos, indispensáveis para chegarmos ao bom futuro.

Ali Kamel
Publicado pel'O Globo em 04/03/08

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sábado, 1 de março de 2008

Por que as empresas de internet querem invadir o seu celular?

Entenda porque empresas como Google, Microsoft e Yahoo estão investindo cada vez mais pesado em internet móvel

..."há três vezes mais celulares que computadores no mundo. Muitas pessoas farão o seu primeiro acesso à internet pelo celular, e não pelo computador”

Esqueça as tradicionais marcas de celulares. Depois da Apple, que roubou a cena com seu iPhone, quem mais se destacou no mercado de mobilidade em 2007 não foi nenhuma grande fabricante de aparelhos ou operadora, mas sim uma empresa de internet: o Google.

A indústria parou para acompanhar o anúncio da plataforma Android, que foi muito além de um único aparelho com a marca Google (o Gphone, que muitos aguardavam), oferecendo um ambiente completo para celulares, que os desenvolvedores poderão povoar com os mais diversos aplicativos.

Mas o Google não está sozinho nesta corrida à mobilidade. Outros gigantes da internet, como Microsoft e Yahoo, vêm anunciando numerosos acordos com operadoras e fabricantes de aparelhos, além de esforços para adaptar seus produtos mais populares ao universo do celular.

O motivo mais evidente é que há três vezes mais celulares que computadores no mundo. “Muitas pessoas farão o seu primeiro acesso à internet pelo celular, e não pelo computador”, opina Leonardo Tristão, diretor de novos negócios do Google. “O futuro da internet é móvel. É a próxima grande fronteira”, concorda Marcos Lopes, diretor de marketing da TIM.


Mesmo com as restrições atuais nos custos de acesso a dados pelo celular – especialmente nos mercados em estágio de desenvolvimento, como o brasileiro –, os usuários de internet móvel já passam de 400 milhões no mundo – um terço dos internautas que navegam pelo PC – e a previsão é de que cheguem próximo à marca de 1 bilhão dentro de três anos, segundo o eMarketer.

Em mercados mais maduros, como o Japão, o número de usuários de internet pelo celular já é superior ao de internautas que navegam pelo desktop. “O mundo é cada vez mais on demand, As pessoas querem utilizar os serviços onde, como e quando têm vontade”, justifica o diretor de novos negócios da Oi, José Luis Volpini.

Para as empresas de internet – como Microsoft, Google e Yahoo! –, trata-se de um novo universo de oportunidades. Segundo previsões do eMarketer, os gastos com anúncios em celulares devem chegar a 13,8 bilhões de dólares em 2011. Deste total, 17% virão de um mercado que estas três companhias vêm disputando ferrenhamente: as buscas.

Dos 982,4 milhões de usuários de internet móvel previstos para 2011, mais de 90% vão utilizar os serviços de busca, fornecendo combustível para um mercado de 2,3 bilhões de dólares em links patrocinados.


E o interesse nas buscas móveis não está apenas no volume, mas também na qualidade. Segundo as empresas de internet, as taxas de clique em links patrocinados são maiores no celular que no PC. “Quando o usuário busca no PC, tem tempo livre para navegar pelas opções e escolher. Já no celular, ele tem que ser objetivo. A idéia é resolver o problema em um único clique”, explica André Izay, diretor geral do Yahoo! Search Marketing.

Outra vantagem dos dispositivos móveis em relação aos PCs é a possibilidade de oferecer resultados de buscas baseados em localização. “Se o usuário faz uma busca por McDonald’s no celular, por exemplo, provavelmente ele não quer informações nutricionais sobre os lanches da cadeia ou o telefone para entrega, mas sim saber onde está a loja mais próxima, o que facilita ao buscador entregar o link mais adequado”, explica Alexandre Fernandes, diretor de produtos e serviços da Vivo.

De olho nestas oportunidades, as empresas de internet costuram parcerias com operadoras e fabricantes de celular para posicionar estrategicamente os seus mecanismos de buscas. No Brasil, o Yahoo fechou acordos para prover motor de buscas para a Claro e a Vivo, replicando alianças globais firmadas com as empresas-mãe das operadoras - América Móvil e Telefónica, respectivamente.

Ter um bom sistema de buscas também é um diferencial para as operadoras. De acordo com Alexandre Olivari, gerente de serviços de valor agregado da área de varejo da Claro, metade das vendas de conteúdos do portal Claro Idéias – que abrange música, vídeos e jogos, entre outros itens – se originam a partir de buscas.

Mas as oportunidades não estão restritas aos buscadores. A TIM, por exemplo, assinou um acordo com o Google, tornando-se a primeira operadora a trazer o popular site de compartilhamentos de vídeo YouTube aos celulares dos brasileiros – embora a busca preferencial também esteja no pacote.

Outros serviços sociais – como as redes de relacionamento – também têm grande potencial de crescimento no celular. A consultoria Pyramid Research prevê que em 2012 os usuários de redes sociais pelo celular cheguem a 950 milhões. No Brasil, um acordo entre o Google e as operadoras Claro, TIM, Brasil Telecom e Telemig já permite que os usuários enviem recados para o Orkut.

Na lista de experiências locais bem sucedidas, outro destaque é a integração do serviço de mensagem instantânea MSN Messenger, da Microsoft, aos celulares. De acordo com Priscyla Alves, gerente de marketing do grupo de serviços online da Microsoft, o serviço que permite enviar mensagens a partir do computador para um celular já tem mais de 2 milhões de usuários cadastrados, mesmo sendo pago.

As operadoras começam a testar também modelos alternativos de publicidade no celular. É o caso da Claro, que fez um projeto piloto com banner gráfico do Fiat Punto no portal móvel Claro Idéias. De acordo com Olivari, o número de cliques registrados pelo celular no período foi o dobro da média que teria um banner veiculado em um site tradicional.

“Alguns modelos vencedores da web podem ser muito bem adaptados ao celular”, observa Rafael Magdalena, gerente de serviços de valor adicionado móvel da Brasil Telecom.

Os dispositivos móveis abrem, contudo, novas portas para outros tipos de publicidade, que vão além dos modelos utilizados em PCs. “Um exemplo é o ‘click to call’, em que o usuário clica em uma publicidade e disca automaticamente para o anunciante. Outro é o “click to download”, em que ele baixa algum conteúdo associado ao anúncio”, explica Izay, do Yahoo.

As empresas do ramo são unânimes em ressaltar, porém, que para explorar bem a publicidade móvel são necessários conhecimento e consentimento do usuário. "É preciso ter clareza de quem é o cliente. E, como em todo marketing direto, o segredo é ter um bom relacionamento", opina Volpini, da Oi.

Outro desafio para as empresas de internet – assim como dos fabricantes de celulares e operadoras – é proporcionar aos usuários uma melhor experiência de web no celular.

A navegação por menus e listas que predomina na maioria dos aparelhos disponíveis no mercado sequer lembra aquilo que entendemos por internet e frustra as expectativas de quem se aventura por ela. “Pesquisas indicam que a cada novo menu apresentado, metade dos usuários desiste de navegar”, relata Tristão, do Google.

A prova de que os usuários estão ansiosos por uma experiência mais rica no celular é o sucesso do navegador Safari, integrado ao iPhone. Lançado no início do ano, o aparelho, que oferece navegação muito similar à do PC, exibindo versões completas dos sites, já conquistou 50% mais usuários que o Windows Mobile – que roda em diversos modelos de smartphones - no acesso à internet pelo celular, segundo a empresa de pesquisas Net Applications.

“A contribuição do iPhone foi mostrar que a usabilidade é fundamental”, afirma Tristão. “Acreditamos que o usuário tem de ter a mesma experiência de internet, independente da plataforma – seja TV, computador ou celular”, ele acrescenta.

Daniela Moreira, do IDG Now!
Publicado pelo
Computerworld em 28/02/08

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Unicef lança Seguro Solidário no Brasil

Representante do Unicef no Brasil (foto) disse que 48% do valor pago pelos segurados irá para projetos da agência da ONU no Brasil.

O Fundo das Nações Unidas para Infância, Unicef, lançou, nesta quinta-feira, em São Paulo, o Seguro Solidário Infância em parceria com a corretora de seguros Marsh, a Zurich Brasil Seguros e a Keppler Consultoria. O seguro irá destinar 48% do prêmio pago pelos segurados para os projetos da agência das Nações Unidas no Brasil.

A iniciativa é a primeira deste gênero na história do Unicef e também vai permitir que famílias de baixa renda tenham acesso a um seguro de acidentes pessoais.

Objetivos
A representante do Unicef no Brasil, Marie-Pierre Poirier, falou em entrevista exclusiva à Rádio ONU, de São Paulo, sobre os objetivos da parceria.

"É uma grande iniciativa. 48% da verba arrecadada através da venda desses seguros vai apoiar o programa do Unicef no Brasil, que tenta ajudar o país a realizar os direitos de cada criança, de cada adolescente brasileiro a sobreviver, a aprender, a crescer sem violência. Na verdade, a se tornar prioridade absoluta nas políticas públicas, em nível federal, estadual, municipal e, eu diria, da família", disse.

O seguro poderá ser adquirido por R$ 7, R$ 10 R$ 15 ou R$ 25 ou pelo site www.projetocriancaprotegida.com.br e permitirá que as pessoas contribuam para os trabalhos do Unicef.

Poirier destaca as áreas de atuação do Unicef no Brasil, que serão beneficiadas pelo Seguro Solidário.

Mortalidade infantil
"O dinheiro vai entrar nas nossas três grandes plataformas. A plataforma do semi-árido brasileiro, onde moram 13 milhões de crianças, 75% das quais vivem em famílias pobres. A plataforma da Amazônia, onde vamos tentar combinar preocupações relacionadas com aquecimento global, proteção do meio ambiente e a pauta dos direitos da criança. E trabalhar nas grandes cidades do sul do país, nas comunidades populares e favelas, onde temos problemas enormes de exclusão social", disse.

O Unicef salienta o sucesso de outras parcerias como o Selo Município Aprovado que, na edição 2005 e 2006, conseguiu dobrar a redução da mortalidade infantil no semi-árido em comparação aos níveis nacionais. A mortalidade infantil no semi-árido foi reduzida em 14%, representando a saída de 24 mil crianças do estado crítico de desnutrição, enquanto a média no Brasil ficou em 6%.

Para ouvir esta notícia clique aqui.
(http://www.un.org/radio/por/detail/5414.html)


Marco Alfaro, da Rádio ONU
(Envolverde/Rádio ONU)
Publicado pela
Envolverde em 29/02/08
© Copyleft - É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.

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Programa Territórios da Cidadania

O ministro da Cultura, Gilberto Gil, participou, no último dia 25, do lançamento do Programa Territórios da Cidadania, que traz 135 ações voltadas para o desenvolvimento regional e a garantia de direitos sociais, beneficiando 24 milhões de brasileiros.

A iniciativa prevê investimentos da ordem de R$ 11,3 bilhões, que devem chegar em até mil municípios brasileiros, apenas neste primeiro ano. Os 60 territórios foram escolhidos por apresentarem os menores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) do país e baixo dinamismo econômico.

O Ministério da Cultura irá destinar 22 milhões do seu orçamento ao programa. Com esses investimentos, serão criados 110 novos Pontos de Cultura e instaladas 151 bibliotecas em municípios que ainda não dispõem desse equipamento. O MinC também promoverá ações de modernização de bibliotecas em todo o país.

“O programa Territórios da Cidadania vem se somar a outros programas do MinC para atacar problemas latentes no país. Estamos, por exemplo, zerando o número de municípios sem bibliotecas. Ainda em 2008, pretendemos instalar, ao todo, 631 novas bibliotecas, pois já temos os recursos garantidos para 300 e ainda dependemos da votação do orçamento deste ano para garantir as demais”, explica o ministro Gilberto Gil.

“Também neste ano, chegaremos a cerca de 2.000 Pontos de Cultura. Em 2008, investiremos um total de R$ 104 milhões nesses Pontos. Esse é um número revelador, quando comparado com o nosso primeiro ano de gestão, pois o que investimos nessa ação equivale praticamente à metade do primeiro orçamento do MinC, em 2003″, completa.

“Este é um esforço concentrado do Governo Federal para superar de vez a pobreza no meio rural com um planejamento que alia visão territorial e eficiência nos investimentos públicos. O país está crescendo e já era hora de fazermos um programa desta magnitude para que ele cresça para todos”, ressalta o ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, responsável pelo programa no conjunto do governo.

Fonte: www.cultura.gov.br
Publicado no Boletim da Democratização Cultural - Edição 27, em 28/02/08

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Caixa apóia festivais de teatro e dança

Pela primeira vez, a Caixa Econômica lança edital para a seleção de projetos de festivais de teatro e de dança, cujas inscrições vão até 31 de março. O concurso vai apoiar 20 projetos de teatro e 12 de dança, que devem ocorrer entre maio e dezembro deste ano. São R$ 2,9 milhões em apoio a projetos que atendam critérios como responsabilidade social e perspectiva de ajuda ao enriquecimento social e cultural da comunidade, entre outros.

Propostas devem ser apresentadas por pessoa jurídica cuja natureza contemple a realização de eventos culturais e atenda às exigências do edital, disponível no site http://www.caixacultural.com.br/

Os interessados devem enviar, via Correios (correspondência registrada, com aviso de recebimento e data de postagem), formulário de inscrição e planilha orçamentária, bem como a documentação exigida. A divulgação dos projetos aprovados está prevista para 25 de abril.

Fonte: www.brasilcultura.com.br
Publicado pelo Boletim da Democratização Cultural - Edição 27, 28/02/08

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Publicidade será premiada no Fórum de Comunicação Social

Campanhas sobre ecologia, responsabilidade social e bem público

A criatividade e a eficácia de peças e campanhas publicitárias sobre ecologia, responsabilidade social e bem público serão premiadas com o Troféu Gaúcho de Responsabilidade Social. A iniciativa integra o 5º Fórum Mundial de Comunicação Social, que acontece no dia 25 de março de 2008, em Porto Alegre. Agências, veículos, produtoras e anunciantes podem concorrer a esta distinção no Prêmio para Peças e Campanhas, que destacará os três melhores trabalhos em cada área. As inscrições estão abertas até o dia 10 de março.

São várias categorias, como Comunitário, Educação e Conscientização das Coletividades, Institucional, Captação de Recursos Financeiros, Agasalhos, Alimentos, Medicamentos e Serviços Públicos, nas quais podem participar produções em mídia impressa (jornal, revista e exterior) e eletrônica (comerciais de TV e cinema, spots e jingles de rádio), em diferentes formatos. As peças individuais e campanhas podem ser inscritas até o dia 25 de fevereiro com valores reduzidos. Mais informações e o regulamento podem ser encontrados no site www.forumcomunicacao.com.br.

O Fórum Mundial de Comunicação Social tem como tema ‘Ações de Sustentabilidade Ambiental” e incentiva o debate em torno das ações das empresas em relação ao meio-ambiente. O evento é promovido pela Associação Latino-Americana de Agências de Publicidade (Alap), Associação Brasileira de Agências de Publicidade (Abap), Federação Nacional de Agências de Propaganda (Fenapro), Conselho Nacional de Propaganda (CNP), Associação Riograndense de Propaganda (ARP) e Associação Riograndense de Imprensa (ARI).

Publicado pelo Pauta Social 25/02/08

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sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Holcim Awards premia os melhores projetos de construção sustentável no mundo

As inscrições para a segunda edição do Holcim Awards vão até as 14 horas do dia 29/2. A premiação reconhece projetos de construção sustentável com conceitos de sustentabilidade, padrões éticos e eqüidade social, uso eficiente de recursos naturais, desempenho econômico e compatibilidade, etc. Criado pela Holcim Foundation for Sustainable Construction, o concurso visa motivar um ambiente de construção que pense em termos de desenvolvimento sustentável, não apenas o convencional. Ele é dividido em duas etapas, a regional e a global.

Na primeira etapa a competição é dividida em cinco regiões: Europa, América do Norte, América Latina, África e Oriente Médio, e Ásia e Pacífico. Cada uma delas terá seus projetos avaliados por júris comandados por universidades parceiras de cada região, e terão em seu corpo membros independentes dos setores científico, empresarial e da sociedade civil. Esses irão dividir as premiações em US$100 mil para a categoria ouro, US$50 mil para a categoria prata e US$25 mil para a categoria bronze, além de indicarem de três a seis projetos para receberem prêmios de reconhecimento que totalizam até US$60 mil.

Como novidade, este ano será incluída a categoria Next Generation dentro da etapa regional. Ela tem o objetivo de motivar profissionais de até 35 anos de idade a apresentarem projetos com um estágio avançado de design, alto nível conceitual ou baixa probabilidade de execução. O valor do prêmio para esta categoria é de US$35 mil.

Todos os premiados nas categorias ouro, prata e bronze serão submetidos à fase Global do concurso, na qual um júri mundial escolherá os vencedores em cada categoria, além de concederem o prêmio Inovação.

Para participar do Holcim Awards é necessário ser arquiteto, projetista, engenheiro ou responsável por projetos de construção sustentável e apresentar seu projeto na língua oficial do concurso, que é o inglês. Além disto, os projetos ainda devem estar em estágio avançado, mas não construídos até 1º de junho de 2007, e os candidatos à categoria Next Generation tenham até 35 anos completos em 29 de fevereiro de 2008.

Serviço
As inscrições devem ser feitas unicamente através do site oficial da premiação. Não serão aceitas versões impressas. Confira o guia passo a passo em português.

Fundação Holcim
www.holcimawards.com

Publicado pelo Setor3 em 19/02/08
http://www.setor3.com.br/senac2/calandra.nsf/0/4ED4170FF85F46E2832573FA006666ED?OpenDocument&pub=T&proj=Setor3

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É preciso inserir a sustentabilidade na equação das empresas para se chegar ao lucro

Naná Prado, do Mercado Ético

O processo de mudança que as empresas vêm passando há alguns anos fez com que surgissem dúvidas sobre a possibilidade de colocar num mesmo patamar lucro e sustentabilidade. Pensando nisso, o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) dá início ao "Sustentável 2008 – Ciclo de Encontros sobre Sustentabilidade e Gestão Responsável", no dia 26 de março, no Rio de Janeiro, com o tema: "Lucro X Sustentabilidade".

A aparente dicotomia entre os dois conceitos tem sido motivo de discussão no meio empresarial no processo de mudança que as empresas têm protagonizado, direcionando suas estratégias para um novo modelo de negócios.

Fernando Almeida, presidente executivo do CEBDS, acredita que o evento será um bom momento para aprofundar, de forma produtiva, este grande dilema contido na relação lucro e sustentabilidade. “Precisamos inserir o ‘S’ de sustentabilidade na equação para se chegar ao lucro”, afirma Almeida. O conceito de lucro deve continuar existindo, “mas dentro de um novo paradigma. A correta implantação dos conceitos de sustentabilidade tem efeito multiplicador na valorização dos ativos intangíveis das empresas. E hoje sabemos que marca, reputação, capacidade de relacionamento com stakeholders respondem por pelo menos 75% dos ativos de uma empresa”, complementa o presidente do CEBDS.

Participarão do debate José Armando Campos, diretor-presidente da Arcelor Mittal; Milton Seligman, diretor-geral de Relações Corporativas da Ambev; João Carlos Ferraz, diretor do BNDES; Jodie Thorpe, gerente da área de economias emergentes do SustainAbility; Aerton Paiva, da Apel Consultoria Empresarial; e Marcelo Furtado, diretor de campanhas do Greenpeace.

No decorrer deste ano, outros quatro encontros serão realizados dentro da programação do Sustentável 2008: "Governança e Sustentabilidade", em junho, em Brasília; "Biodiversidade e Pesca - Serviços Ambientais Ameaçados?", em julho, no Recife; "Papel da Comunicação na Sustentabilidade", em agosto, em Vitória; e "Mudança do Clima, Desmatamento e Agronegócio", em setembro, em Belém.

A distribuição dos cinco encontros em diferentes capitais do país teve por objetivo ampliar ao máximo a diversificação de interlocutores de acordo com cada realidade do país. “A sustentabilidade é um conceito que exige transversalidade e por isso não pode ficar restrito a uma elite de especialistas no eixo São Paulo-Rio-Brasília”, afirma Fernando Almeida.

É possível aliar sustentabilidade e lucro?
Para Fernando Almeida, não só é possível, como é necessário. “A lucratividade faz parte da dimensão econômica de uma empresa, seja ela de que atividade for. Mas não pode estar desconectada das dimensões social e ambiental”. Almeida afirma ainda que caso esta desconexão ocorra, a empresa não sobreviverá, mesmo que seja altamente lucrativa no curto prazo.

O desempenho das empresas que conseguem estar no grupo seleto do Índice Dow Jones de Sustentabilidade, de Nova York é um exemplo significativo. “Os balanços indicam que a rentabilidade dessas empresas é pelo menos 20% superior em relação as que permanecem mais presas ao modelo tradicional. Essa performance está se repetindo também no Índice de Sustentabilidade Empresarial da Bovespa”, avalia Almeida.

Sustentabilidade em ações lucrativas ou lucratividade em ações sustentáveis
A saída, para Fernando Almeida, é uma ruptura estruturada e articulada para criação de um novo modelo de negócios e um novo padrão de desenvolvimento. E, “nesse processo, os conceitos de sustentabilidade e lucratividade (este segundo, dentro de novos parâmetros) se completam e se harmonizam. Prego, por exemplo, que as empresas procurem a ‘zona chave’, na qual ficam à frente das exigências da legislação socioambiental e se mantenham no patamar de lucratividade”, explica ele.

Almeida argumenta que a história recente, principalmente a partir do pós-guerra, vem mostrando que o modelo concentrador de renda tem acelerado a perda dos serviços ambientais e o esgarçamento do tecido social. “Os riscos socioambientais confirmam esta constatação. É inadmissível e insustentável a desproporcional repartição de riqueza, seja ela no âmbito global, seja no âmbito regional. A sustentabilidade, como conceito integrador, não pode admitir altos lucros e salários astronômicos descolados do restante da sociedade”, afirma.

Para o presidente do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável, o conceito de sustentabilidade é revolucionário e exige mudanças radicais. Ele defende a posição de que as empresas devem sair da área de conforto e passar a fazer negócios com a base da pirâmide social. “Nas regiões mais pobres, os investimentos chegam apenas aos “bolsões” de riqueza, muitas vezes de forma ambientalmente irresponsável e, sempre, de forma socialmente excludente”, avalia Almeida. Essa prática histórica explica o cenário de desigualdade. Mas, ao mesmo tempo, empresas têm demonstrado que é possível fazer negócios com as camadas marginalizadas, com benefícios para todos. “Contudo, os dramáticos desafios sociais e ambientais que temos pela frente exigem mais do que exemplos pontuais”, conclui Fernando Almeida.


CICLO DE ENCONTROS SUSTENTÁVEL 2008
1º Encontro – Tema: LUCRO X SUSTENTABILIDADE
Dia 26 de março - 8h30m às 12h30m
Centro de Convenções RB1 – Salão Mauá
Av. Rio Branco 1, Centro, Rio de Janeiro
Informações e inscrições:
http://www.cebds.org.br / (21) 2483 2260

* Com informações do CEBDS

Publicado pela Envolverde em 29/02/08
(Envolverde/Mercado Ético)
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Governo financia estudos sobre Direito

Sarah Fernandes, do Pnud

Ministério da Justiça vai conceder R$ 490 mil a sete projetos de pesquisa sobre temas como tráfico de drogas e crime organizado

O Ministério da Justiça deve conceder R$ 70 mil em financiamento para sete projetos de pesquisa jurídica de universidades, centros de pesquisa e organizações não-governamentais, a serem concluídos até dezembro. A idéia é que os pesquisadores avaliem o impacto de possíveis alterações em leis e projetos de leis e que, depois de finalizados, os trabalhos subsidiem decisões do ministério.

Cada projeto de estudo terá um tema específico dividido em tópicos, que devem ser abordados na pesquisa. Dos sete temas propostos, cinco são sobre direito penal: tráfico de drogas, crime organizado, responsabilidade penal de pessoas jurídicas, pena mínima e medidas assecuratórias (relacionadas à apreensão de bens durante o processo penal). Também serão financiadas pesquisas sobre separação de poderes e processo eleitoral.

O projeto de financiamento de pesquisas, chamado Pensando o Direito, é implantado pela SAL (Secretaria de Assuntos Legislativos), com o apoio do PNUD. “O objetivo é qualificar o trabalho da SAL”, afirma Felipe de Paula, chefe de gabinete da secretaria e coordenador do projeto. “Além disso, o trabalho agitou o meio acadêmico jurídico e estimulou pesquisas.”

Podem concorrer faculdades e universidades públicas e privadas, fundações mantenedoras de apoio à pesquisa, centros de estudos e organizações não-governamentais que realizem pesquisas jurídicas. As inscrições devem ser enviadas pelo correio até 24 de março.

Essa é a segunda edição do projeto, que começou em 2007. No ano passado, inscreveram-se cerca de 80 projetos, dos quais nove foram selecionados e devem ser concluídos em março. Cada um deles recebeu R$ 60 mil. Foram financiadas pesquisas de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Distrito Federal.

A secretaria também planeja lançar, em março, um edital para selecionar outros oito projetos de pesquisa — distribuindo R$ 70 mil a cada um.

Consulte aqui o edital do projeto.

(Envolverde/Pnud)
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Uma receita que deu certo: e-commerce + email marketing = crescimento e boa reputação

Walter Sabini Junior *

O e-commerce é uma tendência de solidificação mundial e o Brasil não poderia ficar de fora quanto a sua participação nos crescentes números de faturamento representados pelo setor. Ocupando a 6ª posição em número de internautas, nosso país conta hoje com 39 milhões de pessoas conectadas [1], um dado um tanto quanto considerável para a continuidade da aposta nos investimentos de varejo online pelo mercado nacional.

Em 2007, o faturamento representado pelo varejo online no Brasil ocupou a casa dos R$ 6,4 bilhões. O número de e-consumidores apresentou uma evolução de 36%, representado hoje por cerca de 9,5 milhões. Em 2001, a taxa média de usuários do e-commerce era de 1,1 milhão [2].

O atual cenário deve-se a expansão da internet, as políticas de segurança da informação, a disseminação da confiabilidade da rede e a uma nova cultura, inserida nesse contexto, devido ao posicionamento do mercado na utilização da web.

E a aceleração quase que repentina dessa cultura deu asas até para um novo modelo de negócio: o comércio eletrônico, que completa no mundo pouco mais de seis anos de vida e, no Brasil, metade disso. (Fonte: e-commerce.org)

Porém, mesmo considerado um modelo recente, o valor do varejo online e das empresas ponto-com dado a uma nova forma de praticar o marketing, surpreendentemente, consegue ser maior que as práticas ainda tradicionais utilizadas por empresas presentes há anos no mercado.

É nítido que mesmo nesse setor, as ferramentas precisem ser ainda muito melhor aproveitadas, mas também é visível uma busca maior por parte do comércio eletrônico pelo aprimoramento de suas ações de marketing com seu público-alvo. Estamos falando de um nicho de mercado com grande potencial e muita maturidade a ser conquistada. Mas, insisto em afirmar que a adoção de um marketing coerente e alinhado com as boas práticas será muito mais ágil, pois estamos falando do meio digital.

Sem perder a sua essência prima, a tecnologia proporcionou ao marketing novas formas de ganhar visibilidade e atrair mais sustentabilidade na disseminação de sua marca. Hoje temos ferramentas que permitem a total mensuração dos resultados, que nos fazem ver o real significado da imagem corporativa, além de um fato considerado extremamente importante: conhecer o perfil dos clientes, um a um. Porém, a ausência de um órgão regulador para impor determinadas regras de comunicação digital ocasiona na falta da busca de conhecimento para se praticar um bom marketing online.

E com o setor de e-commerce, mesmo com a constante busca de aprimoramento, não é diferente. Justamente por ser um modelo relativamente novo de negócio, muitas companhias aplicam o marketing digital enraizadas em moldes antigos. Ou seja, trabalham na disseminação de sua imagem em meios eletrônicos da mesma forma em que se aplicam as ações de marketing habituais.

É claro que as mídias de veiculação tradicionais não podem deixar de existir, mas acredito que companhias de todos os portes e segmentos podem e devem utilizar como uma de suas estratégias de comunicação o marketing digital e, principalmente, o email marketing e a newsletter, sempre com ética e respeito à privacidade de sua base. Porém, trago essa necessidade mais “urgente” pelo setor de e-commerce. Estamos falando de um canal de comunicação que faz nada mais, nada menos do que vendas pela Internet. Imagine a possibilidade de se medir, a partir de uma campanha de email marketing, quantas e quais vendas foram provenientes desta ação?

Imagine também mensurar o assunto de maior interesse dentro de uma campanha por meio de um clique feito pelo destinatário da mensagem? E a conversão dessa campanha em cadastro e não necessariamente em vendas?

Vou citar um exemplo: Idealize sua campanha de ofertas com eletroeletrônicos em geral, insira os produtos com descontos, separe sua base de cadastros interessados naqueles modelos de produtos (lembre-se da importância da segmentação), faça o envio, puxe os diversos relatórios de acessibilidade, analise o usuário que entrou no site a partir da campanha e acabou se cadastrando em uma outra área (caso seu website ofereça diversidade de interesses para cadastros) de novos produtos, mensure quais ofertas e quantas delas tiveram retorno em vendas e quantos destinatários apenas clicaram no produto, mas não efetuaram a compra.

Sim, é possível fazer tudo isso porque a famosa “aceleração” da tecnologia deu lugar a infinitas possibilidades de mensuração no mundo virtual. Mas, se você pensa que o trabalho analítico acabou...é verdade, ele acabou de começar. Agora imagine o que o seu marketing pode fazer com todas essas informações em mãos.

Nesta etapa são geradas infindáveis possibilidades, totalmente dependentes da sua real estratégia de venda com o mercado. Você pode optar pela segmentação da segmentação e fazer uma oferta especial para os cliques que não geraram vendas, mas mostraram interesse. E ainda pode registrar os cadastros que efetivaram a aquisição de um determinado produto para fazer campanhas de ofertas personalizadas de outros lançamentos, ao invés de mandar a mesma campanha, periodicamente, para a mesma base.

Aí é que entra a ética na comunicação. Você respeita a privacidade de seu público e o alimenta somente com informações relevantes para o seu momento. E, acima de tudo, o mais importante: contribui para o seu crescente volume de vendas e, consequentemente, para a satisfação de todas as partes envolvidas no processo. Entre a empresa e o cliente/ prospect, existe um longo, mas prático caminho a ser seguido.

A receita do bolo finalmente deu certo: o marketing e as vendas unidos de verdade, com provas de que o foco na boa reputação da imagem tem total relação com o alto volume comercial. Além, é claro do que todo mundo quer, mas muitas vezes não sabe como conseguir: a satisfação realmente garantida do cliente.

¹ ONU
² e-BIT

* Walter Sabini Junior é CEO da Virid Interatividade Digital, empresa especializada em soluções e serviços de e-mail: marketing.jr@virid.com.br.

Fonte: Virid Interatividade Digital
Publicado pela HSM Onlinem em 26/02/08

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Quanto custa uma batata?

Pedro Luiz Paulucci

Valor, muito diferente de preço, é aquilo que nos diferencia de nossos concorrentes na mente dos clientes. Preço é mais uma das características do produto ou serviço

Outro dia, passeando em um shopping center de São Paulo, observava a grande diversidade de opções disponíveis em sua enorme praça de alimentação. Pensava em como este mercado cresceu nos últimos anos, deixando para trás a mesmice dos hambúrgueres e expondo uma ampla oferta de pratos rápidos para todos os gostos.

Interessante notar os diferenciais que cada rede oferecia para capturar nosso olhar e conquistar os clientes que passavam lentamente defronte de seus balcões. Uma delas chamou-me a atenção. Havia uma fila para comprar batatas assadas e recheadas com vários tipos de cremes e condimentos, pelo incrível preço de R$ 9,60 por unidade (um de seus menores preços). Indaguei-me: “Quanto custa um quilo de batatas?” Calculei que, no máximo, custaria uns R$ 2, com aproximadamente 5 batatas grandes por quilo, disponíveis em qualquer supermercado. Assim, uma batata custaria R$ 0,40.

Havia, contudo, uma fila para comprá-las por R$ 9,60. Você, então, pode estar se perguntando: “Por quê?. Muito simples, meu espantado e surpreso leitor: valor agregado! A pergunta do título seria, portanto, melhor formulada, se fosse: “Quanto vale aquela batata?”

Ao contrário do que você pode estar pensando, aquela rede de restaurantes não está explorando seus clientes, até porque, se assim fosse, ela já estaria às moscas.

Estabelecida no mercado há vários anos, ela conseguiu criar um conceito de valor que supera a análise lógica e, com isso, uma batata assada recheada, servida em uma bandeja com uma toalha de papel, colocada em um suporte de cartão colorido e adornada com uma bandeirinha no topo passa a valer, na mente das pessoas, muito mais que seu custo inicial.

Toda esta história para chegar ao nosso assunto principal: o conceito de valor. Não o valor agregado durante o processo produtivo, que também é importante, mas o valor percebido pelo cliente.

Valor, muito diferente de preço, é aquilo que nos diferencia de nossos concorrentes na mente dos clientes. Preço é mais uma das características do produto ou serviço. Valor é quanto nossos clientes estão dispostos a pagar por ele - e pode ser maior ou menor que o preço que estamos cobrando. Se for maior, ótimo. Se for menor, é melhor repensarmos o futuro desse produto ou serviço.

Vamos novamente aos exemplos: um computador 386 valia US$ 2.000 em 1989. Hoje, não vale nem R$ 50. A obsolescência tecnológica reduziu (e, neste caso, destruiu) o valor percebido pelo cliente. É como tentar vender botas femininas no verão ou bronzeadores no inverno. É, como se diz, "vender geladeiras para esquimós". Para um nativo do Polo Norte, uma geladeira de R$ 2.000 não vale nada. Mas um aquecedor a gás de R$ 200 pode valer cinco vezes isto.

No mercado em que você atua não é diferente. Ficam, então, as perguntas: “Estamos procurando agregar valor aos nossos produtos e serviços?” e “Nossos clientes o estão percebendo?”.

Sempre é possível agregar valor a um produto ou serviço. Quando melhoramos a eficiência da nossa entrega, quando demonstramos uma verdadeira lealdade com nosso cliente e quando somos proativos em relação aos nossos parceiros, estamos agregando valor ao nosso produto.

Lembrem-se: o valor de um produto começa a ser agregado desde dentro da sua empresa, com o comprometimento dos seus funcionários e parceiros. Máquinas não criam valor. Nem empresas com foco no lucro.

O que determina o sucesso de uma estratégia de geração de valor é O FOCO NO CLIENTE, NO FOCO DO CLIENTE.

Sucesso!

* Pedro Luiz Paulucci é Consultor especializado em Vendas e Marketing e Sócio da Top Marketing Consultores

Publicado pela HSm Online em 26/02/08

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Curso de Gestão para Organizações da Sociedade Civil está com inscrições abertas

A Associação dos Alunos e ex-alunos do MBAs da FIA (Fundação Instituto de Administração) e o Instituto Gesc abrem as inscrições para a 37ª edição do curso Gesc - Gestão para Organizações da Sociedade Civil. O curso, com início programado para 08 de março, é desenvolvido e ministrado voluntariamente por empresários e executivos dos MBAs da FIA.

O objetivo é permitir que as instituições adquiram competência em gestão, contribuindo, assim, para o fortalecimento das organizações, melhorando o impacto das ações sociais que são desenvolvidas. O grande diferencial é a ação prática da aplicação da metodologia de diagnóstico para cada organização, que permite que participantes e facilitadores elaborem um plano para atender as necessidades de gestão identificadas.

O conteúdo do curso inclui os temas: estratégia, o desafio de sonhar o futuro; conquista da qualidade; projetos – transformando idéias em ações; marketing – princípios e práticas; pessoas – descobrindo possibilidades; captação e viabilização de recursos; gestão eficaz de recursos financeiros; conjuntura e legislação; tecnologia de informação.

Serviço

Duração do curso: de 08 de março a 30 de junho de 2008
Público-alvo: Gestores formalmente ligados a ONGs
Pré-requisito: participação de 2 gestores por organização
Horário: segundas, terças e quintas-feiras, das 19h às 22h
Local: Colégio Santa Amália – Av. Jabaquara, 1673 – Ao lado do metrô Saúde
Investimento: R$ 1.840,00 por ONG – 2 participantes (parcelado)
Inscrições: Associação dos MBAs da FIA e Instituto Gesc – (Vagas Limitadas)
Fone: (11) 3735 8080
e-mail: cristina@ambafia.com.br
site: http://www.gesc.org.br/

Sobre a Associação dos MBAs da FIA
Atuando há 14 anos na área social, a Associação e seus mais de 6 mil membros vêm desenvolvendo um trabalho inovador na área da sustentabilidade – profissionalizando a gestão de ONGs e promovendo alianças intersetoriais através do seu network. Em 2004, para dar escala ao projeto social, fundou o Instituto Gesc. Em 2005, foi iniciado o curso Gesc-net, do tipo blend-learning (parte à distância e parte presencial), que permitiu ampliar o acesso ao curso Gesc, que continua sendo oferecido na modalidade presencial.

Sobre a FIA
Eleita, pelo terceiro ano consecutivo, a melhor Escola de Negócios do Brasil, a FIA, um dos mais conceituados e respeitados centros educacionais do país, possui 27 anos de atuação no setor. A entidade, credenciada junto ao MEC (Ministério da Educação), atua em três frentes: consultoria, pesquisa e educação, capacitando-a para desenvolver estudos e prestar serviços nos mais variados campos de especialização da Administração. A FIA, também eleita entre as 11 melhores da América Latina pela revista América Economia, oferece 14 programas de MBAs com renomados professores e conteúdo atualizado com as tendências e necessidades de mercado. São cursos que vão desde Administração de Projetos, Banking, Comércio Internacional até Gestão e Empreendedorismo Social, Marketing de Serviços, Varejo, entre outros. Ao todo 52 professores atuam como coordenadores de projetos.

Todos os MBAs disponibilizados pela instituição alcançaram credenciamento junto à The Association of MBAs (AMBA), sediada na Inglaterra, que referencia diversas escolas de negócios pelo mundo. Outro reconhecimento importante foi fornecido pelo jornal britânico Financial Times. O MBA Executivo, oferecido pela FIA, ocupa a posição de número 52 no ranking elaborado pelo jornal, que destaca, ainda, a qualidade do grupo de alunos: o 4º melhor do mundo.

Publicado pelo Pauta Social em 26/02/08

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Mabe eletrodomésticos lança premiação para reconhecer a mulher cidadã

Prêmio irá homenagear cinco mulheres de todo País que fazem ações exemplares de cidadania

É com o reconhecimento do papel da mulher em mudar e melhorar a sociedade que a Mabe Eletrodomésticos lança uma ação inédita no Brasil em 2008. A empresa, que controla no Brasil as marcas de eletrodomésticos GE e Dako, inicia sua mais nova empreitada pelo universo feminino: o lançamento de um prêmio que irá homenagear mulheres de todo o Brasil. A cerimônia de premiação está agendada para o dia 24 de abril, no Mercado Gourmet, situado no Mercado Municipal da Cantareira, em São Paulo.

Inspirado em mulheres que são exemplos de conquistas em um mundo desigual, como as cinqüenta e duas brasileiras indicadas ao Comitê do Prêmio Nobel da Paz em 2005, o Prêmio Mabe Mulher Cidadã tem como principal objetivo estimular o relato de ações cidadãs feita por mulheres e como influenciaram a comunidade. “O concurso será um incentivo ao público feminino e a valorização de mulheres que fazem a diferença, acreditam nos direitos coletivos e procuram sensibilizar indivíduos ao seu redor para que juntos transformem a realidade da comunidade”, diz João Sergio Dias Ramos, diretor de marketing da Mabe Eletrodomésticos.

Para participar, basta preencher o formulário e relatar a ação de cidadania pelo site www.mabemulhercidada.com.br, até o dia 23 de março. É preciso juntar, também, fotos ou outros documentos que comprovem os resultados desta ação e como isso influenciou sua comunidade. Não haverá limite de idade, nem taxa para a inscrição. Esses depoimentos podem ser feitos pela própria mulher ou por alguém que deseja homenageá-la. “A mulher que luta pela consolidação da cidadania, seja ela ambiental, proteção de florestas, rios, lagos, preservação do patrimônio público de uso coletivo, entre outros; social, criação, conservação e manutenção de creches, escolas e hospitais, proteção dos direitos das crianças e idosos; ou legal, combate à pirataria, contravenção e descaminho; pode e deve participar”, afirma Ramos.

A Mabe Eletrodomésticos pretende reconhecer, entre as inscritas, cinco brasileiras e ajudá-las a difundir seus trabalhos. Com isso, a empresa espera interagir e trocar experiências com o público feminino e suas respectivas comunidades.

A escolha dos relatos será feita por um júri composto pelo curador do prêmio e responsável pelo instituto “A Voz do Cidadão”, Jorge Maranhão, por um representante da Mabe Eletrodomésticos e por mais três jornalistas convidados. Após a seleção, serão divulgados, os nomes das cinco finalistas, suas atividades e história.

As vencedoras ganharão eletrodomésticos das marcas GE e Dako de acordo com sua colocação:

1° lugar: um refrigerador GE Digital 450 inox, um fogão de piso GE Digital 5 bocas inox, um microondas GE Digital 31 litros inox e um depurador GE 80 cm inox

2° lugar: uma lavadora GE Eletrônica Super 12 kg branca

3° lugar: um refrigerador Dako 2 portas REDK 400 branco

4° lugar: uma lavadora Dako Maxi 10 kg branca

5° lugar: um microondas GE Digital 29 litros branco

A Mabe Eletrodomésticos acredita que o segmento em que atua é muito mais do que uma indústria de produtos. Os eletrodomésticos, além de usados como em casa, também podem gerar renda, efetiva ou complementar, para a família. É uma empresa que ajuda as pessoas a exercerem a sua cidadania.

O prêmio será divulgado na TV Cultura, na rádio CBN e no site da Ana Maria Braga.

Para mais informações ou acompanhamento das etapas do prêmio, basta acessar o site www.mabemulhercidada.com.br ou www.mabebrasil.com.br.

Sobre a Mabe
A Mabe no Brasil - detentora das marcas de eletrodomésticos GE e DAKO é líder em linha branca na América Latina e maior exportadora do setor para os Estados Unidos. Possui 13 fábricas, que produzem 11 milhões de unidades, faturam US$ 4 bilhões ao ano e emprega 21 mil colaboradores diretos. No Brasil, detém duas unidades fabris, em Campinas (SP) e Itu (SP), emprega mais de 3 mil funcionários e possui assistência técnica em 26 Estados brasileiros, além do Distrito Federal, tendo atuação em 440 cidades.

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Ações sociais em perspectiva empresarial é tema de debate na ESPM


Convidados apresentarão experiências na atividade social (no centro da foto, Denise Aguiar - pilota a Fundação Bradesco, a maior do País)

O curso avançado de Gestão do Investimento Social Privado ESPM/GIFE promove no próximo dia 4 de março, terça-feira, às 19h30,o debate “Gestão das ações sociais em perspectiva empresarial”, com a participação de Denise Aguiar, presidente da Fundação Bradesco; Sérgio Amoroso, presidente do Grupo Orsa e instituidor da Fundação Orsa; Ismael Rocha, coordenador do curso pela ESPM, e Fernando Rossetti, secretário-geral do GIFE.

No evento, os convidados apresentarão suas experiências na atividade social e a relação do investimento social privado com o negócio. Além disso, serádiscutido o perfil do profissional e as oportunidades no mercado. Durante o encontro haverá abertura para interação dos participantes.

Vale lembrar que o crescimento do papel do Terceiro Setor na economia imprime novas necessidades na área de gestão. No Brasil, são destinados cerca de R$ 4,7 bilhões à área social anualmente e, deste total, 20%, equivale ao Investimento Social Privado (ISP) - o repasse voluntário de recursos privados de forma planejada, monitorada e sistemática para financiamento e/ou execução de projetos de interesse público.

O debate é gratuito e aberto ao público. Para participar, os interessados devem se inscrever por meio do e-mail candidato@espm.br ou pelo telefone (11) 5081-8225.

Gestão do Investimento Social Privado ESPM/GIFE
O curso avançado de Gestão do Investimento Social Privado ESPM/GIFE é voltado exclusivamente paragestores e técnicos de institutos, fundações e empresas que praticam o ISP e executivos que buscam maior capacitação para implantar e gerenciar projetos sociais empresariais.

O programa do curso conta com as seguintes disciplinas: Cenários e Conceitos; Fundamentos da Administração; Ferramentas e Gestão Estratégica e Política. O curso é ministrado por professores da ESPM e profissionais ligados às áreas sociais das empresas que compõem o GIFE.
O curso avançado de Gestão do Investimento Social Privado ESPM/GIFE tem carga horária de 240 horas/aula distribuídas ao longo de seis módulos e duração aproximadamente de 12 meses. A taxa de inscrição custa R$ 150,00 e pode ser feita até o dia 2 de abril. As aulas terão início no dia 11 de abril.

Publicado pelo Pauta Social em 26/02/08

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Lei do Voluntariado completou 10 anos

Em 18 de fevereiro celebrou-se os 10 anos da assinatura da Lei que veio reconhecer a figura do Voluntário!

Eva Christina Rux, Oficial do Programa dos Voluntários das Nações Unidas (UNV) no Brasil, informou: O setor da sociedade civil e o voluntariado emergiram como uma força significativa no Brasil e em outros locais da América Latina. Para melhorar a visibilidade e a credibilidade do setor da sociedade civil brasileira e do voluntariado no Brasil o Programa UNV formou uma parceria com o Johns Hopkins Center for Civil Society Studies (JHU/CCSS) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para promover a implementação do Manual das Nações Unidas sobre Instituições sem Fins Lucrativos em nove países pilotos, dos quais o Brasil faz parte.

O atual sistema de medição, conhecido como o Sistema de Contas Nacionais, não captura adeqüadamente a verdadeira contribuição das organizações da sociedade civil e do voluntariado na economia brasileira e no desenvolvimento humano. O Manual está em sua última revisão e será publicado neste ano.

Publicado pelo Informativo mensal ONG Parceiros Voluntários - N° 26 - Janeiro/Fevereiro 2008

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Seminário Internacional Pare Pense

Dia 26 de maio, o doutor em Física Quântica Amit Goswami e outros renomados pensadores participarão do Seminário Internacional Pare Pense, que tem como objetivo refletir sobre o desenvolvimento humano no século XXI.

Este evento vem sendo realizado deste 2002 e é uma parceria entre a ONG Parceiros Voluntários e o Consulado Geral dos Estados Unidos em São Paulo. O Seminário apresentará nesta edição a temática “Quem podemos ser?” – O futuro do ser humano pelo olhar da física quântica. Em breve mais informações. Já coloque em sua agenda!


Publicado pelo Informativo mensal ONG Parceiros Voluntários - N° 26 - Janeiro/Fevereiro 2008

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terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Prêmio Criança 2008

Estão abertas as inscrições para o Prêmio Criança 2008, da Fundação Abrinq, que reconhecerá projetos sócio-educacionais sem fins lucrativos que garantam a defesa dos direitos e a proteção da criança de zero a seis anos. As inscrições vão até 30 de março.

Podem participar empresas e organizações da sociedade civil que atuem na defesa e garantia de direitos da primeira infância ou desenvolvam trabalhos com gestantes e parturientes.

Mais informações em http://www.fundabrinq.org.br/premiocrianca, pelo telefone (11) 3848-4881 ou pelo correio eletrônico premiocrianca2008@fundabrinq.org.br.

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Planejamento e captação de recursos

Embora o artigo abaixo, da Pequenas Empresas, seja direcionado a empresas, ele é aplicável às organizações do terceiro setor.

Bons financiadores, cada vez mais, têm a atitude de investidores na hora de decidir onde colocar seus recursos. As organizações que entenderem isso não terão problemas de sustentabilidade.

A idéia de elaborar um plano de "negócios" pode parecer absurda para muitos que acreditam que devem se dedicar principalmente à atividade-fim da organização, mas qualquer um sabe que sem recursos - ou com recursos insuficientes - não é possível fazer muito, nem fazer bem.

Outra observação importante é que a complexidade do plano está diretamente relacionada com a complexidade do que se quer fazer. Portanto, qualquer organização, independentemente do nível em que se encontra - dos recursos de que dispõe ou da profissionalização de seus dirigentes, funcionários e colaboradores - é capaz de elaborar um plano para o que é capaz de realizar.

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Plano de negócios é usado para atrair investidor

Nos últimos anos, a chegada do capital de risco deu a pequenos empreendedores um novo sentido à palavra plano de negócios. Antes apenas ferramenta burocrática de gestão, o documento tornou-se essencial para atrair investidores, cada vez mais interessados em arriscar seu dinheiro em novos negócios no país. "O plano servia apenas para começar um negócio. Hoje, é fundamental em outros momentos da vida da empresa, especialmente na busca de recursos", diz José Dornelas, professor de Empreendedorismo do Ibmec-SP e autor do livro Plano de Negócios que Dão Certo, informou o jornal O Estado de São Paulo.

Para fisgar os capitalistas - e também possíveis parceiros, fornecedores e bancos, outros "alvos" do plano de negócios -, é preciso ir além de apenas boas idéias. Segundo Dornelas, o empreendedor tem que entregar hoje uma fotografia completa da empresa que tem ou pretende criar. Isso inclui pesquisas de mercado, planejamento de marketing, estruturação da equipe e das operações do negócio e uma minuciosa análise financeira. "O plano precisa mostrar que o negócio tem vantagem competitiva, um equipe de primeira linha e um potencial de retorno considerável." Tudo sem esquecer da objetividade: 15 a 20 páginas é o tamanho ideal, avalia o especialista.

Na opinião do professor de Empreendedorismo e Inovação da Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP), Tales Andreassi, mais que o plano financeiro - que geralmente é revisto após a entrada do capital - o investidor hoje está atento para a equipe que está por trás do projeto. "A experiência do empreendedor e do time é fundamental" diz ele.

Foi tentando e errando que Daniel Heise, de 35 anos, aprendeu a melhor forma de apresentar a proposta de expansão de sua empresa para investidores. O empreendedor, sócio da companhia de produção de software para call center Direct Talk, conta que já fez mais de quinze planos de negócios. "Só fazendo esse exercício, refleti e pude dar consistência para minhas idéias", diz Heise.

Há cinco anos, a Direct Talk conseguiu o aporte de uma empresa de capital de risco para financiar seu projeto de expansão. Em 2004, outros dois fundos investiram no negócio. "O plano foi importante pois me deu total segurança para enfrentá-los", diz Heise. Ele acredita que o cuidado com os números - orçamento e valor dos recursos necessários para o projeto - também foi fundamental para conquistar os investidores.

Na Rio Bravo Investimentos são recebidos até 30 planos de negócios todos os meses. Mas nem todos têm o mesmo destino do elaborado por Heise. Segundo o sócio Marcelo Romeiro, muitos empreendedores apresentam projeções financeiras sem fundamento. "Isso tira de cara a chance de ter o plano aprovado", diz ele. Paulo Henrique de Oliveira Santos, presidente da Votorantim Novos Negócios, especializada em gestão de capital de risco, concorda. "Há muitos planos conceituais demais", afirma Santos, que recebe cerca de 15 planos de empreendedores por mês.


Pubicado pelo Projeto Envolverde em 22/02/08

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Por que planos estratégicos não saem do papel?

Paulo Cury *

"Estratégia sem ação é um sonho; ação sem estratégia é um pesadelo", diz um antigo provérbio japonês.

Todos sabem que o mundo dos negócios está cada vez mais complexo e que fatores como a globalização, a hipercompetição e a multisegmentação dos públicos-alvo, só reforçam essa complexidade. Nos dias de hoje, ter um plano estratégico é a peça- chave para lidar com esse grau de complexidade, além de ser um diferencial competitivo e permitir que os recursos, quase sempre escassos, sejam alocados de forma adequada.

Qualquer executivo sênior competente acredita na importância de ter um plano estratégico, pois ele estabelece para onde a empresa deve seguir e o que deve ser feito para alcançar seus objetivos, a médio e longo prazos.

Para isso, as empresas investem recursos, reúnem seus principais executivos em inúmeras discussões, em hotéis e "retiros", para elaborar o plano que será a base do seu negócio para os anos futuros.

Ao final do trabalho, discursos são realizados e assinaturas são coletadas dos participantes, com o intuito de reforçar o compromisso de todos com o plano desenhado. Porém, a realidade é que grande parte dos planos estratégicos morre, ou melhor, aproximadamente, 75% não saem do papel.

Você deve estar se perguntando: por que isso acontece? Como algo tão importante como o plano estratégico, que tem o apoio de altos executivos, não se torna realidade?
Uma análise mais aprofundada dos motivos pelo quais os planos estratégicos não saem do papel demonstra que existem cinco fatores principais que contribuem para que isso ocorra:

Não gerar o "buy-in" da organização - comumente as empresas deixam de fora das discussões estratégicas os "middle-managers"; e esse grupo é responsável por fazer as coisas acontecerem no dia-a-dia das organizações. E como não são convocados a participar do desenho da estratégia, não têm como colocar em prática algo que não conhecem ou não entendem o racional. Além disso, a maioria das empresas comunica de forma inadequada para a organização, os macroobjetivos do plano fazendo que seus colaboradores não estejam alinhados na mesma direção.

Acreditar que implementar um plano estratégico é uma tarefa simples - essa é uma visão enviesada e um tanto perigosa; pois a implementação de um plano estratégico é muito complexa, pois lida, ao mesmo tempo, com duas variáveis de grande impacto nas organizações: promover mudanças e construir o futuro. E quanto maior a empresa, mais difícil é fazer com que os colaboradores, no meio das dificuldades e correria do dia-a-dia, percebam a importância de mudar e construir um futuro, que muitas vezes é bem diferente da realidade atual e pouco entendido em um primeiro momento.

Não avaliar o impacto financeiro no negócio com a implementação do plano estratégico - é fundamental deixar claro ao desenhar o plano, quais são os resultados esperados com a efetivação da estratégia e, qual será o impacto nos indicadores-chave do negócio. Isso faz com que o plano tenha maior aderência com a realidade da empresa e não seja simplesmente um exercício de futurologia descolado da realidade.

Não criar um time específico para implementar o plano - a maior parte das empresas coloca a implementação do plano, como mais uma tarefa diária dos executivos (que já tem inúmeras outras coisas para se preocuparem) e isso é um grande erro. É fundamental criar um time de executivos que dedicará 100% do seu tempo para a efetivação do plano, e que, a avaliação e a remuneração variável desse grupo, estejam atreladas ao sucesso dessa implementação.

Distanciamento do CEO da implementação do plano estratégico. É comum o principal executivo da empresa participar de toda estruturação do plano e depois "desaparecer" no andamento do processo. A estratégia da empresa é a base do seu negócio e o executivo número um da organização deve acompanhar de perto um processo de tal magnitude.

Ter um plano estratégico sólido, consistente com a realidade, é uma poderosa arma competitiva. Ela possibilita que os recursos do seu negócio sejam alocados de forma mais eficiente e concentra esforços em uma única direção. Entretanto, um plano que não sai do papel não gera resultados para as empresas e valor para os seus acionistas... É um exemplo típico de um dinheiro mal gasto.

* Presidente da Condere Consultoria

Gazeta Mercantil
Publicado pelo Projeto Envolverde em 22/02/08

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Jornal critica sistema tributário brasileiro e defende reforma

"O sistema de impostos bizantino do Brasil enfraquece o espírito empreendedor", afirma o jornal britânico "Financial Times" ("FT") em uma análise publicada nesta terça-feira. "Leis complexas prejudicam os negócios enquanto a política dificulta as reformas prometidas", diz o artigo.

O "FT" afirma que, segundo um estudo recente do Banco Mundial, no Brasil uma empresa típica precisa trabalhar 2.600 horas por ano para pagar todos os impostos, tornando-o o pior dos 177 países analisados. Na Irlanda, bastam 76 horas.

"Grandes empresas contratam batalhões de advogados para guiá-los pelo labirinto dos regulamentos", diz o jornal.

"Além dos impostos trabalhistas e das contribuições para a seguridade social, as empresas têm que lidar com impostos de venda estaduais - governados nos 27 Estados brasileiros por 27 conjuntos de leis diferentes - e uma série de outros impostos municipais, estaduais e federais em vendas, lucros e pagamentos."

Segundo o jornal, o sistema tributário impede que os negócios cresçam e acaba "empurrando" pequenos empresários para a informalidade, ou os forçam a desistir do negócio.

"O peso dos impostos no Brasil chega a 37% do produto interno bruto, tão alto quanto o de muitos países desenvolvidos, mas sem a qualidade de seus serviços", afirma o "FT".

O jornal lembra que, com a derrota do governo na votação da CPMF, no fim do ano passado, a reforma tributária se faz ainda mais necessária.

"A reforma vem sendo prometida desde que Luiz Inácio Lula da Silva se tornou presidente em 2003. Mas agora tem um incentivo extra: em dezembro, o governo sofreu um golpe quando o Senado rejeitou o projeto de lei para perpetuar a CPMF, um imposto sobre transações financeiras que teria arrecadado cerca de R$ 40 bilhões neste ano."

O "FT" afirma que a reforma iria unificar e simplificar impostos e contribuições sociais, mas os Estados maiores, dominados pela oposição, são os que mais perderiam com qualquer reforma, dificultando as mudanças.

Segundo o jornal, as eleições municipais de outubro, em que muitos congressistas devem sair candidatos, vão complicar ainda mais "o equilíbrio de forças necessário para uma reforma tão ambiciosa".

da BBC Brasil
Publicado pela
Folha de São Paulo em 26/02/08

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Lula integra programas sociais já existentes e oposição vê uso eleitoral

Paulo de Tarso Lyra

Lula anuncia o Territórios de Cidadania: "O mais extraordinário programa de atendimento de políticas de oportunidades combinadas com políticas sociais"
Foto Ruy Baron/Valor


Em pleno ano eleitoral, o governo federal resolveu reunir programas de 15 ministérios, totalizando R$ 11,3 bilhões e criou os chamados Territórios de Cidadania. São 135 ações em 60 municípios - a meta é atingir 120 municípios até 2010. Os recursos estão assegurados no Orçamento e compõem o planejamento de cada uma das Pastas para este ano. Apesar de ser apenas uma reunião formal de várias ações já previstas pelo União, em diferentes ministérios, Lula classificou o programa Territórios de Cidadania como "o mais extraordinário programa de atendimento de políticas de oportunidades combinadas com políticas sociais que nós já tínhamos preparado no Brasil".

Algumas regras permearam a escolha dos municípios. São áreas com menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), maior concentração de agricultores familiares e assentamentos da reforma agrária, maior concentração de população quilombola e indígena, maior número de beneficiários do Bolsa Família e maior organização social. Segundo o ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, a intenção "é resgatar populações carentes de cidadania e infra-estrutura básica".

De acordo com o ministro, existem comunidades, por exemplo, atendidas pelo Luz para Todos mas que não são contempladas pelo Pronaf. "A integração do conjunto de ações e dos investimentos previstos contribuirá para melhorar o IDH, evitar o êxodo rural e superar as desigualdades regionais".

Lula afirmou que o novo programa precisa da parceria entre a União, Estados e municípios para funcionar. "Não é possível fazê-lo dar certo daqui de Brasília. As pessoas vão ter que estar de corpo e alma presentes, acompanhando, porque envolve dezenas de ministros e ações desde fazer o registro civil de uma criança que nasce até você criar condições para que as pessoas cresçam", afirmou o presidente.

Lula aposta que o Territórios de Cidadania poderá funcionar como uma complementação ao Bolsa Família. Mas destacou que não tem nenhuma intenção de acabar com o principal programa social do governo federal nessas áreas rurais. "Eu não tenho pressa de acabar com o Bolsa Família. Ele vai acabar no dia em que a sociedade brasileira, junto com todos nós, conseguir construir as políticas de distribuição de renda para que o povo não precise mais dessa política de governo".

Lula disse também que existem pessoas que se incomodam com o fato de, em pouco tempo, o governo ter conseguido colocar 11 milhões de pessoas no Bolsa Família. "Eu espero que o Territórios faça essa complementação e que a gente consiga, definitivamente, fazer com que essa gente tenha vez no nosso país", discursou.

Lula acha que o programa lançado ontem é "o segundo grande passo para a gente acabar com a pobreza". E ressaltou o crescimento da economia, sobretudo a notícia da semana passada de que o Brasil tem reservas internacionais maiores do que o montante de sua dívida externa. E atacou: "Uns poucos continuam teimando e torcendo para que as coisas não dêem certo".

No Congresso, a resposta foi imediata. Os presidentes do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), e do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), criticaram o lançamento do programa Territórios da Cidadania. Segundo Maia, o programa é eleitoreiro e Lula quer, com ele, favorecer o PT nas eleições de outubro próximo. "É um programa 100% eleitoreiro. Estão pulverizando o assistencialismo nas Pastas do PT para tirar proveito eleitoral".

Para Sérgio Guerra é "estranho" que o lançamento do programa tenha ocorrido neste momento - já que o pacote prioriza os municípios em um ano em que serão palco da disputa eleitoral.

"Não se questiona investimento, mas a oportunidade de investimento. O governo não disse que estava quebrado sem a CPMF? Como lança, então, esse programa agora?", questionou o líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN). Segundo o senador, a oposição vai acompanhar a "coerência" na distribuição de recursos do programa para avaliar um eventual recurso à Justiça Eleitoral. "Por que esse pacote não foi editado no ano passado, quando o governo tinha tantos recursos? Isso foi agora só porque é ano eleitoral."

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Marco Aurélio Mello, disse que o lançamento do Territórios da Cidadania em ano eleitoral poderá ser contestado judicialmente. "Temos de aguardar que os que se sintam prejudicados recorram ao Poder Judiciário. Em tese fica muito difícil eu me pronunciar", afirmou Mello.

DEM e PSDB estudam ir ao STF contra o projeto. O DEM solicitou à sua assessoria técnica estudo com detalhes do programa e aguarda sua publicação oficial para verificar se a maioria dos potenciais favorecidos está em Estados governados pela base, para entrar com recurso.

"Queremos saber quais são os critérios adotados para definir as áreas beneficiadas e, se verificarmos o caráter eleitoreiro, claro que vamos ao Supremo", disse o líder do DEM na Câmara, ACM Neto (BA).

Lula e os ministros que atuam no programa poderão ser alvos de ações por abuso de poder político. A Lei Eleitoral não admite repasses de recursos da União para Estados e municípios e dos Estados para municípios 90 dias antes das eleições.


(Com agências noticiosas)

Publicado pelo Valor Online em 26/02/08

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