Com o tema Redefinindo o Marketing e a Comunicação das Empresas num Mercado Socialmente Responsável, participaram: a vice-presidente do Núcleo de Estudos do Futuro (NEF/PUC SP), Rosa Alegria; o diretor geral e superintendente da MTV, José Wilson Andrade da Fonseca; o fundador e presidente da Thymus Branding, Ricardo Guimarães; a coordenadora do Unicef para os estados de Minas Gerais, São Paulo e Sul do Brasil, Anna Penido e a vice-presidente de responsabilidade social empresarial da Holcim, Barbara Dubach.
Rosa Alegria, moderadora do debate, abriu o debate falando sobre os processos mentais e interativos intensificados pelas novas tecnologias da informação. “Somos influenciados pelos valores coletivos, temos uma vida integral. Mas o marketing vê hoje o consumidor de uma forma fragmentada. A própria palavra “consumidor” é anacrônica. Não sou mais só um algo que consume, mas que interage.”
De acordo com Rosa Alegria vivemos um tempo que necessidade não é somente de uma mudança nas relações da comunicação publicitária, mas de realmente reinventar as regras do marketing. “Por que a propaganda não se pauta pela felicidade ao invés da infelicidade? É preciso investir nas pessoas e naquilo que elas têm de bom. A economia precisa mudar, se desmaterializar, para satisfazer as reais necessidades humanas.”
Penido concordou com o poder da comunicação e abordou vários aspectos que apontam para uma transformação profunda nas formas sociais de comunicação e retransmissão de conhecimento e informação. “A comunicação tradicional é vertical, unidirecional, traz poucas fontes e é de fácil controle. Já a comunicação contemporânea é horizontal, em rede, plural e difícil de controlar.” Ou seja, com as novas possibilidades de manejamento, produção e difusão popularizadas pela internet, os veículos de massa não são as únicas fontes de informação.
“Toda a transformação pode acontecer pela consciência, ou pela ciência. Ou pelos dois. A ciência nasce da natureza e sobre a natureza você não tem vontade, você não pode escolher. Ela te pune”, reflete Ricardo Guimarães sobre a necessidade de conscientização dos processos de produção de bens de consumo e de serviços. O presidente da Thymus Branding ressaltou que antes a transparência das empresas com relação ao impacto sob o meio ambiente era uma questão de escolha, de virtude. “Agora significa uma capacidade de competir no mercado, saiu do plano moral. É o cenário. Tudo comunica. Comunicação é um exercício de identidade.”, disse.
Já a honestidade parece se refletir nos indicadores de credibilidade junto aos clientes. De acordo com Barbara Dubach, a disponibilidade das empresas em ouvir as reclamações e acolher as expectativas de seus consumidores é cada vez mais valorizada e tida como um fator de pré-avaliação daqueles que pensam em adquirir produtos de determinada empresa. “O poder de ouvir, de empenhar a sua palavra e de construir parcerias são itens essenciais. Os fatos devem corresponder ao discurso empresarial.”
De acordo com José Fonseca é essa mesma a missão da MTV. O compromisso de levar os jovens a processos de conscientização numa linguagem própria e identificada com o público. “Existe um paradoxo desesperador. O jovem nunca teve tanto acesso à informação, mas nunca foi tão individualista. Essa é uma questão muito latente para a MTV. Como quebrar esse fenômeno?”
Para esclarecer seu questionamento, Fonseca exibiu vídeos de campanhas da MTV em favor do consumo consciente, da responsabilidade social, sexual e campanhas de mobilização, como esta aqui: http://mtv.uol.com.br/publica/blog/como-ser-um-consumidor-um-pouco-consciente
Serviço:
Conferência Internacional Ethos 2009
www.ethos.org.br/Ci2009
Camila Caringe,
Setor3, 23/06/09
Rosa Alegria, moderadora do debate, abriu o debate falando sobre os processos mentais e interativos intensificados pelas novas tecnologias da informação. “Somos influenciados pelos valores coletivos, temos uma vida integral. Mas o marketing vê hoje o consumidor de uma forma fragmentada. A própria palavra “consumidor” é anacrônica. Não sou mais só um algo que consume, mas que interage.”
De acordo com Rosa Alegria vivemos um tempo que necessidade não é somente de uma mudança nas relações da comunicação publicitária, mas de realmente reinventar as regras do marketing. “Por que a propaganda não se pauta pela felicidade ao invés da infelicidade? É preciso investir nas pessoas e naquilo que elas têm de bom. A economia precisa mudar, se desmaterializar, para satisfazer as reais necessidades humanas.”
Penido concordou com o poder da comunicação e abordou vários aspectos que apontam para uma transformação profunda nas formas sociais de comunicação e retransmissão de conhecimento e informação. “A comunicação tradicional é vertical, unidirecional, traz poucas fontes e é de fácil controle. Já a comunicação contemporânea é horizontal, em rede, plural e difícil de controlar.” Ou seja, com as novas possibilidades de manejamento, produção e difusão popularizadas pela internet, os veículos de massa não são as únicas fontes de informação.
“Toda a transformação pode acontecer pela consciência, ou pela ciência. Ou pelos dois. A ciência nasce da natureza e sobre a natureza você não tem vontade, você não pode escolher. Ela te pune”, reflete Ricardo Guimarães sobre a necessidade de conscientização dos processos de produção de bens de consumo e de serviços. O presidente da Thymus Branding ressaltou que antes a transparência das empresas com relação ao impacto sob o meio ambiente era uma questão de escolha, de virtude. “Agora significa uma capacidade de competir no mercado, saiu do plano moral. É o cenário. Tudo comunica. Comunicação é um exercício de identidade.”, disse.
Já a honestidade parece se refletir nos indicadores de credibilidade junto aos clientes. De acordo com Barbara Dubach, a disponibilidade das empresas em ouvir as reclamações e acolher as expectativas de seus consumidores é cada vez mais valorizada e tida como um fator de pré-avaliação daqueles que pensam em adquirir produtos de determinada empresa. “O poder de ouvir, de empenhar a sua palavra e de construir parcerias são itens essenciais. Os fatos devem corresponder ao discurso empresarial.”
De acordo com José Fonseca é essa mesma a missão da MTV. O compromisso de levar os jovens a processos de conscientização numa linguagem própria e identificada com o público. “Existe um paradoxo desesperador. O jovem nunca teve tanto acesso à informação, mas nunca foi tão individualista. Essa é uma questão muito latente para a MTV. Como quebrar esse fenômeno?”
Para esclarecer seu questionamento, Fonseca exibiu vídeos de campanhas da MTV em favor do consumo consciente, da responsabilidade social, sexual e campanhas de mobilização, como esta aqui: http://mtv.uol.com.br/publica/blog/como-ser-um-consumidor-um-pouco-consciente
Serviço:
Conferência Internacional Ethos 2009
www.ethos.org.br/Ci2009
Camila Caringe,
Setor3, 23/06/09
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